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Gosto de Português – 5.º ano

Exercício n.º 1 | pp. 7-8

A.

Quando ocorre? Tempo indefinido: “um dia”, depois de o pai da Inês ter regressado de Angola. Qual é o acontecimento desencadeador? A mãe da Inês oferece- -lhe uma cadelinha, Bruna. Quem é a personagem principal? Era um papagaio chamado Jacob. Quais são os principais acontecimentos? Jacob foi aprendendo a chamar e responder pelas crianças da casa.; Jacob nunca se calava.; Chegou uma cadelinha a casa.; O Jacob repetia tudo o que ouvia.; A Bruna fazia tudo o que o papagaio mandava.; As pessoas da família mandavam calar o Jacob. Onde ocorre? Na casa da família da Inês. Como acaba a história? Jacob passou a chamar-se Caladinho.

B.

Lago: “No meio desse jardim havia um lago redondo, sempre cheio de folhas. No centro do lago havia uma ilha”; Ilha: “muito pequena, feita de pedregulhos, e onde cresciam fetos. E no centro da ilha estava uma estátua”; Estátua: “era um rapaz feito de bronze”; Dia/ação: “E durante o dia o Rapaz de Bronze não se podia mexer e tinha de estar muito quieto, sempre na mesma posição, porque era uma estátua.”; Noite/ação: “Mas durante a noite ele falava, mexia, caminhava, dançava, e era ele quem mandava nos jardins, no parque, no pinhal,

nos pomares e no campo.” Descrição (exemplo de resposta):

No meio de um vasto e verdejante campo de ervas rasteiras, salpi- cado pelas inúmeras flores amarelas, sobressai a despretensiosa

árvore. Seu singelo tronco castanho, muito direito, suporta uma fron- dosa copa arredondada, deixando trespassar, por entre o emara- nhado de ramos e as pequenas folhas verdes, o céu azul que se prolonga

a perder de vista.

Desafio Sensação visual: “As borboletas esvoaçavam, mais tontas do que nunca, por todo o lado.” Sensação olfativa: “O cheiro das flores”. Sensação auditiva: “– Borboletinha, anda cá.”

C.

“No sábado…”: 3 – Notícia “Porto, 18 de agosto…”: 1 – Carta “Resumidamente,…”: 5 – Sumário (resumo)

“– Dr. Rodrigues…”: 4 – Entrevista

Cartaz: 6 – Texto publicitário “Jogos Olímpicos”: 2 – Texto de enciclopédia

Desafio Quem? Os nossos atletas paralímpicos.

O quê? Venceram o campeonato europeu.

Onde? Em Portugal. Quando? Ontem. Como? Não respondido na notícia. Porquê? Não respondido na notícia.

Continuação da notícia (exemplo de resposta):

O título de campeões da Europa, na categoria Pares BC3, foi con-

quistado pelos portugueses Armando Costa, Luís Silva e José Macedo, ao vencerem na final a equipa grega por 7-2.

O campeonato encontra-se a decorrer no pavilhão multiusos de

Guimarães, desde o dia 16 de junho, e prolonga-se até ao dia 22. É a

terceira competição de carácter continental organizada por Portugal

e conta com a participação de 135 atletas, entre os quais 11 portu- gueses, em representação de 23 países.

Exercício n.º 2 | pp. 9-10

A.

Exemplos de resposta:

Alternativa 1: Chegado à América, o Dunas ficou, durante alguns dias, a trabalhar numa oficina de barcos, mas não gostou e decidiu

voltar à sua terra.

Propostas de resolução

Alternativa 2: Ao chegar à América, o Dunas adaptou-se bem, arranjou um emprego e viveu lá muitos anos. Expectativas perdidas: O narrador fica sem o seu sol, o que signi- fica ficar sem o seu companheiro, que possivelmente o alegrava e orientava.

B.

Informação essencial: “A Quinta das Lágrimas está ligada ao romance de amor mais forte e mais trágico da História de Portugal. Por isso mesmo foi escolhida para cenário de uma aventura. Mas quando tomámos a decisão, pareceu-nos indispensável pedir autori- zação aos donos, pois o mais certo era termos que “introduzir bandi- dos” naquela linda casa e dar vida a peripécias que envolveriam pancadaria e talvez até tiroteios. Apresentámos o problema aos donos, José Miguel Júdice, que nos recebeu de braços abertos e ado- rou a ideia porque, segundo nos contou, passou ali parte da infância e viveu com os irmãos e os primos as mais fantásticas aventuras no jardim, na mata, nos esconderijos secretos que existiam na casa. Além disso, tanto ele como os outros elementos da família se sentem especialmente ligados à vida e à morte de Inês de Castro. Tudo o que contribua para que os episódios do romance continuem inesquecíveis lhes parece bem. Foi com grande entusiasmo que apoiou o projeto, fazendo questão de ser ele próprio a levar-nos lá em visita guiada. E assim foi.”

Palavras-chave: Quinta das Lágrimas; romance; amor trágico; vida; morte; Inês de Castro; aventura; autorização; bandidos; linda casa; José Miguel Júdice; adorou; fantásticas aventuras; episódios inesquecíveis.

Reescrita do texto (exemplo de resposta):

A Quinta das Lágrimas foi escolhida para cenário de uma aventura. Mas quando tomámos a decisão, pareceu-nos indispensável pedir autorização aos donos. José Miguel Júdice adorou a ideia porque, segundo nos contou, passou ali parte da infância e viveu com os irmãos e primos as mais fantásticas aventuras. Tudo o que contribua para que os episódios do romance de Inês de Castro e D. Pedro con- tinuem inesquecíveis lhe parece bem. Foi com grande entusiasmo que apoiou o projeto.

Desafio “ficaram sentados ao pé do lume” – Onde é que Hansel e Gretel ficaram sentados? “quando chegou a hora do almoço, cada um comeu o seu bocadito de pão” – O que é que cada um comeu quando chegou a hora do almoço? “E como ouviam os golpes do machado, sabiam que o pai estava perto” – Como é que eles sabiam que o pai estava perto? “não era o machado” – O objeto que produzia aquele som era o machado? “era um ramo que o pai tinha amarrado a uma árvore morta e que o vento balançava de um lado para o outro” – O que dava origem àquele som? “depois de ficarem assim durante muito tempo, os olhos fecharam- -se-lhes de fadiga e adormeceram profundamente” – Por que razão é que ele adormeceu? “já era noite escura” – Quando é que eles acordaram?

C.

Ideias principais:

Ao sair da escola, segui um cãozinho. O cãozinho estava com ar de quem se tinha perdido, estava sozinho e isso fez-me muita pena. […] Como o cãozinho não tinha ar de ter assim tanta vontade de vir comigo, devia estar desconfiado, ofereci-lhe metade do meu pãozi- nho com chocolate e o cãozinho comeu o pãozinho com chocolate e pôs-se a abanar o rabo de um lado para o outro e chamei-lhe Rex, como num filme policial que tinha visto na quinta-feira passada. Depois do pãozinho, que o Rex comeu quase tão depressa como o teria feito o Alceste, um colega que passa a vida a comer, o Rex seguiu- -me todo contente. Pensei que seria uma boa surpresa para o meu pai e para a minha mãe quando chegasse com o Rex a casa. E depois, hei de ensinar o Rex a fazer habilidades, ele guardaria a casa e tam- bém me ajudaria a apanhar os bandidos, como no filme de quinta- -feira passada.

Gosto de Português – 5.º ano

Pois é, tenho a certeza de que não vão acreditar em mim, quando cheguei a casa, a minha mãe não ficou lá muito contente por ver o Rex, não ficou mesmo nada contente. Convém dizer que foi um bocado culpa do Rex. Entrámos na sala de estar e a minha mãe che- gou, deu-me um beijo, perguntou-me se tudo tinha corrido bem na escola, se não tinha feito disparates e depois viu o Rex e pôs-se a gritar: “Onde é que encontraste esse animal?”. Eu lá comecei a expli- car que era um pobre cãozinho perdido que me ajudaria a prender montes de bandidos, mas o Rex, em vez de ficar sossegado, saltou para uma poltrona e começou a morder na almofada. E era a pol- trona onde o meu pai não tem licença para se sentar, exceto se hou- ver convidados!

Síntese: Dei de comer ao cão. / O cão ficou feliz. / Dei-lhe o nome de Rex. / Levei o cão para casa. / Achei que os meus pais iam gostar da surpresa. / Queria ensinar-lhe habilidades. / A minha mãe não ficou satisfeita. / O Rex saltou para a poltrona mais importante de casa e roeu-lhe a almofada. Reescrita do texto (exemplo de resposta):

À saída da escola, segui um cãozinho que parecia perdido, porque tive pena dele. Dei-lhe metade do meu pão com chocolate para lhe dar confiança e o cão, que chamei de Rex, ficou contente. Depois de ter comido, o Rex seguiu-me até casa. Eu queria fazer uma surpresa aos meus pais e fazer habilidades com ele. Quando cheguei a casa, a minha mãe não ficou nada satisfeita ao ver o Rex, pois, ainda por cima, ele começou a morder a almofada da poltrona mais importante da casa.

Desafio Problema: A Rita leu todos os livros de aventuras da biblioteca dos pais. Solução encontrada: A Rita montou uma rede de contactos para troca de livros. Passos dados: 1.º – Pedido de ajuda à Paula. / 2.º – Troca de livros com várias pessoas. / 3.º – Abertura da rede a toda a gente. Conclusão: Muitas pessoas ficaram com livros para ler.

Exercício n.º 3 | pp. 11-12

A.

2.ª estrofe: Faz uma associação entre o peito de uma mulher e o nome atribuído à parte superior do pé, que é curva e arredondada. 3.ª estrofe: Faz uma associação entre a palavra “carpintaria” e “Serra”, que é um instrumento de trabalho usado na carpintaria. Na

verdade, “Serra da Estrela” é um local geográfico. 4.ª estrofe: Faz uma associação entre a palavra “prego” (que é uma peça metálica e que pode apanhar “ferrugem”) e o nome que se dá

a um pequeno bife dentro de um pão.

5.ª estrofe: Faz uma associação entre a palavra “andorinhas”, que voam nos céus, e a expressão “céu da boca”, que se refere à parte superior da boca, o palato. 6.ª estrofe: Faz uma associação entre o significado de sumo (líquido para beber), essência do fruto, e “Sumo Pontífice” (Papa), o mais importante representante da Igreja Católica. 7.ª estrofe: Faz uma associação entre a palavra “peixe-espada” e “guerra”. Na verdade, o “peixe-espada” é um tipo de peixe, chamado assim pela sua forma parecida com uma espada, objeto usado na guerra.

B.

Tempo:

Provérbio 1 – No início do outono é importante começar a preparar

a casa para o frio do inverno. Assim, o provérbio aconselha a preca- ver as dificuldades. Provérbio 5 – O início da primavera é um período do ano em que há muita chuva. O provérbio indica que há situações inevitáveis. Provérbio 6 – O luar do mês de janeiro é o primeiro do ano, logo, nesse ano, ainda não houve outro com que pudesse ser comparado. Portanto, é o mais bonito até à data. Segundo o provérbio, o mesmo se verifica com o que se faz pela primeira vez. Provérbio 7 – O mês de junho, ao ser o mês do início do verão, período das colheitas, corresponde a uma época com pouca chuva,

pelo que a abundância de chuva nesta altura pode colocar em risco os proveitos (alimentos/rendimentos) para o resto do ano. Provérbio 8 – O provérbio diz-nos que neste mês o frio faz a sua aparição no verão.

Propostas de resolução

Provérbio 11 – Este provérbio refere que o mês de março é típico pela instabilidade do tempo, oscilando entre o frio e o calor.

Comportamento humano:

Provérbio 2 – De acordo com este provérbio, é nas situações mais delicadas e difíceis que os verdadeiros amigos se conhecem. Provérbio 3 – Segundo este provérbio, a ganância de querer ter mais do que é possível pode levar a perder o pouco que se tem. Provérbio 4 – Todos os filhos têm a probabilidade de virem a ser pais. Deste modo, segundo o provérbio, deveriam ter o mesmo com- portamento que um dia esperam dos seus próprios filhos. Provérbio 9 – De acordo com o provérbio, por muito cuidado que se tenha ao mentir, mais tarde ou mais cedo, acabará por se descobrir a verdade. Provérbio 10 – O provérbio passa a mensagem de que é sempre preferível dizer a verdade, por mais dolorosa que seja.

Desafio Significado: permissivo” – tolerante, que aceita comportamentos que outros reprovariam; “gentil” – delicada, amável; “empe- nhado” – esforçado, dedicado.

C.

Palavras simples: Rosada” – rosa; “açucarada” – açúcar; “Borra-

lheira” – borra; “garrafeira” – garrafa; “ratões” – ratos; “dentadas

– dentes; “clarão” – claro; “trancada” – tranca; “afilhada” – filha; “dourado” – ouro; “toucado” – touca; “Dançando” – dança; “Real

– rei; “varinha” – vara; “decorrer” – correr.

Desafio Por ordem: hipo, crono, biblio.

Exercício n.º 4 | pp. 13-14

A.

 

Sensações

Visuais

Auditivas

Olfativas

Tácteis

Gustativas

bosque

bosque

bosque

casa

mar

casa

casa

casa

flor

casa

flor

mar

flor

mar

céu

céu

mar

nuvem

mar

Justificação: A palavra “bosque” sugere uma sensação visual por causa da diversidade de espécies existentes e pelas cores da vegeta- ção. Também provoca sensações auditivas originadas pelos sons dos animais e do bater do vento nas árvores. Além disso, devido à grande variedade de cheiros emanados pelas diversas plantas, provoca sen- sações olfativas.

A palavra “casa”, pelo conjunto das atividades lá realizadas, desperta

todas as sensações.

A palavra “céu” pelas diversas tonalidades que pode apresentar des-

perta sensações visuais. Sugere ainda sensações auditivas provocadas

pelo trovejar.

A palavra “nuvem”, pela associação ao algodão, desperta sensações

visuais.

A palavra “mar” provoca todas as sensações: visuais, pela sua cor;

auditivas, pelo barulho das ondas; olfativas, pelo cheiro a maresia; tácteis, pela temperatura da água; gustativas, pelo sabor a sal.

B.

 

Lugar

Objeto

Tempo

Ação

Agente

Na sua profissão percorria

         

as

ruas à procura do

entregar

endereço dos destinatá- rios.

ruas

cartas

---

correio

carteiro

O

céu tingia-se de cores

         

alaranjadas, a caridade

diminuía.

---

---

fim da

tarde

entarde-

cer

---

Ritmadamente, os remos cortavam a água e leva- vam-no à vitória.

água

barco

---

remar

atleta

Gosto de Português – 5.º ano

Desafio Conclusão: …tem espinhos.

Propostas de resolução

O que fazem e quando: umas escondem-se de dia e aparecem ao início da noite, outras escondem-se nas grutas.

C.

Desafio

 

Significado:

andar à deriva”: O Marco sentia-se confuso e perdido. agitado as águas”: Se a Fátima não lhe tivesse chamado a atenção. assentado os pés na terra”: Ele não teria tomado consciência da realidade.

C.

 

Semelhanças

 

Diferenças

Tempo/

Texto 1 (T1): Já estavam todos a dormir.” Texto 2 (T2): A noite vai alta e a cidade dorme.

Sons

T1: Ao longe, o vai-e-vem regular das ondas sobre a praia parecia a respiração do mar”; “Portadas de janelas bate- ram enlouquecidas. Caíram latas de prateleiras. Esca- queirou-se uma jarra no lajedo da cozinha.” T2: Uma voz distante canta uma canção

ação

 

Propriedades curativas: Grupo 5. Habitat do unicórnio: Grupo 7. Carácter mitológico do chifre: Grupo 2. Valor material: Grupo 6.

Precau-

T1: Portadas de janelas bateram enlouquecidas” (falta de cuidado) T2: o pai corre fechos, persianas, / vai trancar o portão que dá para a rua

Apresentação do objeto mágico: Grupo 1. Batismo do produto mágico: Grupo 4. Reconhecimento da sua importância: Grupo 3. Texto informativo (exemplo de resposta):

ções

 

O

unicórnio é um animal mitológico que vive em florestas densas,

Sonho/

parecido com um cavalo e que possui um chifre invulgar. Segundo as lendas, o seu chifre é um objeto mágico que protege o ser humano, tendo o seu valor sido reconhecido por pessoas com grande prestí- gio, como o Papa Clemente e o rei Francisco I de França. O pó extraído desse chifre foi denominado Bezoar, sendo-lhe atribuídas propriedades curativas. Dado este seu valor, conta a lenda que houve quem tivesse trocado um castelo por esse pó.

sono

T1: “Já estavam todos a dormir.” (só ele estava acordado) T2: mas os meus sonhos / não cabem na casa e então saio / para riscar a noite com o fio de luz

Desafio Adivinha: É o relógio, porque a “perna mais comprida” refere-se ao ponteiro maior, que marca os minutos, e a “outra”, que é mais pequena, diz respeito ao ponteiro que marca as horas. Além disso, o relógio trabalha sempre sem parar.

Exercício n.º 5 | pp. 15-16

A.

Exemplos de resposta:

1.º parágrafo: inesperado” – imprevisto; “começara” – tinha ini- ciado; “levada” – transportada; “Mas” – porém; “viajar” – andar; “mundo além” – planeta fora; “entontecida” – atordoada; “verti- gem” – excitação. 2.º parágrafo: raptor” – captor; “donzela” – menina; “vaga- bundo” – vadio; “emigrar” – partir; “companheiros” – colegas; “sedentários” – que não se deslocam; “receavam” – tinham medo; “morava” – habitava; “leiva” – terra. 3.º parágrafo: ferrara o bico” – tinha trincado; “morena” – casta- nha; “mais gordos” – maiores; “percebia” – entendia; “levava con- sigo” – transportava no bico; “entrara” – penetrara; “sarça” – matagal; “embora fossem boas horas” – apesar de estar na altura. Reescrita do texto:

Os bagos de trigo nem tiveram tempo de ver o que tinha aconte-

cido, tão imprevisto foi o desaparecimento da Sementinha, que ainda tinha iniciado gritos ao sentir-se transportada pelos ares fora. Porém, pensou logo que iria andar de avião por esse planeta fora; e calou-se, embora se sentisse atordoada com a excitação do voo.

O captor da nossa menina era um rouxinol vadio, que deixara par-

Desafio Ordem das frases: 1 – Chovia torrencialmente quando saiu de casa. / 2 – Ana levava o seu guarda-chuva preferido. / 3 – De repente, uma rajada de vento levou-lho pelos ares. / 4 – Então, correu para debaixo de um toldo e esperou que a chuva passasse. Síntese (exemplo de resposta): Como estava a chover torrencial- mente, a Ana levava o guarda-chuva. Porém, o vento levou-lho pelos ares e ela abrigou-se num toldo.

Exercício n.º 6 | pp. 17-18

A.

(1) Atitude de grupo: Parecemos carneiros de formigas

(2) Poluição: largar fumaradas de gasóleo queimado(3) Civismo: Não há respeitinho por ninguém(4) Liberdade: um pássaro numa gaiola

(5) Egoísmo: O que importa é arranjar um lugar sentado(6) Autoconfiança: sabe que tem sempre lugar(7) Servilismo: Há um grupinho que se encarrega de lhe marcar o assento(8) Impacto físico: Muito alto, sempre bem vestido, de cabelos compridos e encaracolados(9) Liderança: nunca está caladoMensagem (exemplo de resposta):

A generalidade dos alunos sai da escola de forma pouco ordeira,

sem regras de civismo, pressionados com a necessidade de serem os primeiros a apanhar o autocarro e arranjarem um lugar sentado. Porém, há um que não tem este comportamento, não por o conside- rar inapropriado, mas por saber que tem o seu lugar reservado por um grupo de alunos de quem é líder e que o venera pelo seu carisma.

tir os colegas de viagem para as terras da África e da Ásia, ficando

B.

por ali como professor de Música dos pássaros que não se deslocam, que tinham medo do inverno. E, como lhe faltasse de comer no bos- que onde habitava, vá de o procurar na terra do António Seareiro.

Exemplo de resposta:

Eu penso que a narradora acha que a mãe faz demasiado pelos outros. Para ela, mais compreensiva do que a sua mãe só a Senhora

A

verdade é que ele não sabia por que razão tinha trincado a

dos Anjos.

Sementinha castanha, quando tinha ali outros bagos maiores. Só entendia agora que a transportava no bico e que já passara a orla do seu bosque, procurando o matagal onde fizera o ninho, apesar de estar na altura de começar a lição de canto.

Na minha opinião, o pensamento da narradora não é o mais indi- cado, já que devemos auxiliar os que necessitam de ajuda. Porém, devemos ser criteriosos na forma como o fazemos.

B.

Como são: umas são jovens e bonitas, outras muito idosas. Onde vivem: umas vivem nas rochas, outras na floresta e outras junto ao mar; outras nas nascentes, outras debaixo da terra, nas cavernas da montanha.

Desafio Sentido da frase: Em situações adversas, quando passamos por momentos complicados, devemo-nos lembrar de que há outras pes- soas com dificuldades maiores. Opinião (exemplo de resposta): É importante relativizar os proble- mas, enfrentá-los e não desmoralizar.

Gosto de Português – 5.º ano

Propostas de resolução

C.

Desafio

Exemplo de resposta:

Exemplo de resposta:

Atitude da menina: A menina começa por não responder à mãe e continua a jogar no computador. No fim, acaba por ceder. Causa: A menina estava entusiasmada e empenhada no jogo de computador porque ainda não tinha conseguido resolvê-lo. Atitude da mãe: A mãe insiste em chamar a menina para jantar. Consequência: Ela tem de responder senão come empadão de arroz de couves pré-cozinhado, de que não gosta. Opinião: Na minha opinião, a atitude da menina não é a mais ade- quada, já que apresenta um comportamento obsessivo, ignorando as indicações da mãe. A menina deveria ver aquele jogo como um diver- timento que não condicionasse as suas atitudes.

Desafio Exemplo de resposta:

Opinião: Na minha opinião, os pombos revelam inteligência ao ajus- tar o momento de trabalho às condições climatéricas.

Exercício n.º 7 | pp. 19-20

A.

Assunto da primeira estrofe: Há uma origem para tudo o que existe. A estrofe remete para o ciclo da água. Opinião (exemplo de resposta): Na minha opinião, não é fácil per- ceber a origem de tudo o que existe, já que resulta de uma sucessão de acontecimentos.

B.

O narrador descobriu que, por causa dos livros que lia na biblioteca, ler o fazia sonhar e imaginar.

O que aprendeu com as personagens dos livros que leu

Personagem

Ação

 

Justificação

João Pateta

Aprender a não fazer tra- vessuras

Fazer travessuras pode conduzir-nos ao ridículo.

Peter Pan

Aprender a sonhar

O

sonho pode levar-nos a

conhecer outras realida-

des.

Gata Borralheira

Aprender a dançar

A

dança faz-nos esquecer

os

problemas.

Bela Adormecida

Aprender a amar

O

amor vence todas as

barreiras.

D. Quixote de La Mancha

Aprender a lutar

Devemos lutar sempre por aquilo em que acredi- tamos.

No texto, “Cresci” significa que o narrador se tornou mais adulto e aprendeu a ser uma pessoa melhor.

Desafio Exemplo de resposta:

Opinião: Na minha opinião, as fadas só aparecem aos seres vivos mais puros, inocentes e com capacidade de fantasiar, a ponto de acreditarem na sua existência.

C.

Palavras associadas ao poema “O cavalo de Troia”: morte, vio- lência, artificial, falsidade, agitação, guerra, crueldade, destruição, cidade, terror. Palavras associadas ao poema “Desfilada”: paz, calma, vida, ver- dadeiro, inocência, verdade, liberdade, bondade, criação, campo, harmonia.

Comparação entre os poemas

Opinião sobre os temas de que falam

Ambos falam de cavalos: um, de um cavalo de madeira, utilizado para enganar um povo, o que originou guerra, terror, tristeza, morte; outro, de um cavalo de verdade, que trans- mite liberdade, paz, harmonia, felici- dade.

Na minha opinião, a guerra é a pior coisa que pode acontecer, uma vez que destrói o país e a população que nele habita. A liberdade traz felici- dade. Estar em contacto com a Natu- reza é muito bom, torna-nos mais calmos e felizes.

Opinião: A poesia transmite a mensagem de que a solidariedade acaba por ser recompensada. Comparação do poema com a lenda de S. Martinho: Ambos os

textos referem que S. Martinho, quando vê uma pessoa desabrigada

e sem nenhum tipo de proteção contra o frio e a chuva, generosa-

mente lhe dá a sua capa. Na história que conheço, contudo, S. Mar- tinho não desce do cavalo nem dá toda a sua capa, rasga metade com a sua espada e dá-a ao homem que encontra na estrada. No poema, refere-se que deu a capa a uma criança, mas a história refere um homem. Os dois textos falam na mudança de tempo repentina:

deixou de chover e o sol surgiu, daí hoje em dia chamarmos verão de S. Martinho a uns dias de tempo bom, no início do inverno.

Exercício n.º 8 | pp. 21-22

A.

exceto exceção

extinto – extinção

correto – correção

À

exceção de dinheiro, nada me falta.

 

Há animais que correm risco de extinção devido à atitude dos homens.

A

Carla fez a correção do exercício que tinha errado.

 

acentuar – acentuação

perder – perdição

agredir – agressão

Durante a escrita devemos ter cuidado com a acentuação das palavras.

A minha perdição são os chocolates.

 

A agressão do jogador foi penalizada pelo árbitro.

ótimo – otimizar

culpado – culpar

ameno – amenizar

Para otimizar o fim de semana convém acordar cedo.

 

O

advogado de acusação tentou culpar o réu pelo roubo do quadro.

Para amenizar o ambiente, o Rui contou uma anedota.

 

cobrar – cobrança

mudar – mudança

poupar –poupança

A

cobrança das cotas aos sócios foi feita esta semana.

 

A

mudança no tempo foi repentina.

A

poupança nos tempos atuais é difícil mas importante.

B.

Conjuntos de palavras escritas corretamente: assustar – assentar

– apressar / obsessão – paralisação – condução / justiça – preguiça

– magriça.

Conjuntos de palavras com algumas escritas incorretamente:

puresa – beleza – framboesa / viajem – pajem – margem / travessura

– doçura – formusura / espaçosa – frondosa – saboroza / manuten- ção – atenção – detensão / sucessiva – defensiva – inofenciva Correção das palavras: pureza; viagem; formosura; saborosa; detenção; inofensiva.

Desafio Palavras completas: desembolsar; correção; gentileza.

C.

Frases escritas corretamente: Ontem, os meus pais partiram para férias. / Assim que acordarem, a Carla e a irmã tomarão banho. / Há dois dias, os avós da Joana visitaram o Museu. / Alguns alunos da turma B, na semana passada, representaram a escola, nas Olimpíadas de Matemática. / Logo que puderem, os atletas treinarão no estádio

novo. / Eles dormirão na casa nova, quando fizerem a mudança. / Os professores decidiram fazer um passeio, na semana passada.

-am
-am

Conclusão: A terceira pessoa do plural termina em

-ão
-ão

verbo está no pretérito perfeito e em modo indicativo.

quando o

quando está no futuro do

Desafio Adivinha: É o ananás.

Exercício n.º 9 | pp. 23-24

A.

Graves: desejável; fóssil; túnel; réptil; flexível; fácil; possível; Aníbal; dócil; Setúbal. Agudas: manual; papel; funil; caril; anel; mel; mural; peitoril; moral; mil; arrozal.

Gosto de Português – 5.º ano

Propostas de resolução

Conclusões:

longas, formato do nariz, que é um pouco achatado, e boca rasgada,

1.

As palavras graves terminadas em “-l” são acentuadas grafica-

com lábios ligeiramente finos. No entanto, também têm diferenças.

mente na penúltima sílaba.

Por exemplo, o formato do rosto é diferente, pois o do pai é mais

2.

As palavras agudas terminadas em “-l” não são acentuadas

alongado, enquanto o do filho é mais arredondado. Os olhos do pai

graficamente.

são mais rasgados, os do filho são maiores e mais abertos. O cabelo

B.

do pai é castanho e o do filho é loiro.

1.

Falsa: A afirmação é falsa, porque as palavras “ninguém”, “porém

B.

e

também” não são graves, mas sim agudas e por isso devem ser

Plano geral: praia fluvial.

Descrição (exemplo de resposta):

acentuadas graficamente. Todas as palavras agudas terminadas em

Plano de fundo: horizonte e campo.

“-em” têm que ter um acento agudo.

Céu: céu azul; pequenas aves pretas.

2.

Verdadeira: A afirmação é verdadeira uma vez que as palavras

Vegetação: campo verdejante; árvores de fruto frondosas; arbusto

órfão”, “órgão”, “Cristóvão” e “acórdão” estão acentuadas corre-

pequeno.

tamente, pois são palavras graves terminadas em ditongo nasal “-ão”.

Plano intermédio: zona de praia. Jovens: rapaz em calção de banho; rapariga em biquíni; ambos

3.

Verdadeira: A afirmação é verdadeira uma vez que as palavras

usam boné e jogam com raquetas.

papéis”, “chapéu” e “constrói” estão acentuadas corretamente,

1.º Plano: pessoas num barco.

pois são palavras agudas terminadas em ditongo oral aberto.

Pessoas: um homem está a pescar, sentado no barco, com um boné

4.

Verdadeira: A afirmação é verdadeira visto que as palavras “pai”,

vermelho de pala longa, camisa azul por cima de uma t-shirt branca.

sarau” e “mau” não são acentuadas graficamente, pois são pala-

Tem cerca de trinta e poucos anos.

vras agudas terminadas nos ditongos “-ai” e “-au”.

Sentada no outro banco do barco, está uma menina loira de tranças,

Desafio Diferença de acentuação dos pares de palavras: Todas as pala- vras acentuadas são esdrúxulas e as que não têm acentos são graves.

com um vestido verde-claro e chapéu azul. Está a ler um livro. Barco: de madeira e com remos.

A acentuação determina a classe das palavras e o seu significado: as

acentuadas são nomes e as não acentuadas são verbos.

C.

1.º grupo de palavras: Outras palavras: apaixonado; encaixotar; rebaixar. 2.º grupo de palavras: O som [ch], a seguir ao ditongo “-ei”, escreve-se com X. Outras palavras: portuense; deixar; desleixo. 3.º grupo de palavras: O som [ch], a seguir ao ditongo “-ou”, escreve-se com X. Outras palavras: afrouxamento; trouxada; frouxidão. 4.º grupo de palavras: O sufixo “-ense”, indicador de origem, escreve-se com “s”. Outras palavras: portuense; olhanense; ilhavense. 5.º grupo de palavras: O som [z] entre vogais e após a letra “i”, quando não acentuado, escreve-se com “s”. Outras palavras: riso; preciso; siso. 6.º grupo de palavras: O sufixo “-oso” escreve-se com “s”. Outras palavras: raivoso; gostoso; apetitoso. 7.º grupo de palavras: Os adjetivos agudos, que indicam a caracte- rística da pessoa que pratica a ação, escrevem-se com o sufixo “-az”. Outras palavras: tenaz, sagaz, pertinaz. 8.º grupo de palavras: O sufixo “-agem” escreve-se com “g”. Outras palavras: bagagem; viagem; coragem. 9.º grupo de palavras: O som [ês], que indica a nacionalidade, ter- mina com “s”. Outras palavras: escocês, irlandês; chinês.

Desafio Adjetivos no grau superlativo absoluto sintético: grossíssimo; altíssimo; estreitíssimo; pequeníssimo. Regra ortográfica: Todos os sufixos “-íssimo” se escrevem com “ss”.

Exercício n.º 10 | pp. 25-26

A.

 

PAI/FILHO

 
 

Semelhanças

 

Diferenças

 

Rosto

Cabelo

 

Rosto

Cabelo

-

cor dos olhos

- curto

-

rosto arredon-

- castanho (pai) /

(castanho claro)

- encaracolado e

dado (filho) / rosto

louro (filho)

-

sobrancelhas

meio despenteado

afunilado (pai)

finas

-

olhos grandes e

-

nariz achatado

abertos (filho) /

-

olhos rasgados

lábios ligeira- mente grossos e boca rasgada

(pai)

Descrição (exemplo de resposta):

Pai e filho têm algumas semelhanças, especialmente na cor acasta- nhada dos olhos, desenho das sobrancelhas, que ambos têm finas e

A ilustração retrata um ambiente de lazer, em que pessoas se

divertem a passar o tempo. No plano de fundo, vê-se o céu azul, sem

nuvens, onde algumas aves voam. Um campo verdejante e algumas árvores de fruto frondosas dão sombra a um carro. Ao lado direito também há um arbusto pequeno. No plano intermédio, na zona de praia, vê-se um rapaz em calção de banho, a jogar raquetas com uma rapariga em biquíni. Ambos usam boné. Em primeiro plano, vê-se um homem a pescar, sentado no barco. Usa um boné vermelho, de pala longa, uma camisa azul, vestida por cima de uma t-shirt branca. Aparenta ter trinta e poucos anos. Sen- tada no outro banco do barco, está uma menina loira, com tranças, um vestido verde-claro e chapéu azul. Está a ler um livro.

Desafio Exemplo de resposta:

Visão: verdejante, luminoso, azulado. Audição: ruidoso, musical, melodioso. Olfato: perfumado, cheiroso, aromático. Tato: macio, áspero, quente. Paladar: doce, amargo, saboroso.

C.

 

Plano geral

 

Diversão na piscina

 

Situação 1

Situação 2

Situação 3

Situação 4

Situação 5

jogar à bola

lanchar

escorregar para a piscina

apanhar sol

mergulhar

 

Plano de pormenor

 
 

Espaço

água da pis- cina

relvado

escorrega junto à piscina

relva

borda da pis- cina

 

Objetos

bola vermelha

pacote de

escorrega azul

toalha de

----------

sumo com

banho

palhinha e

bolo

 

Pessoas

dois jovens magros de

rapariga loira de cabelo preso, em pé e de fato de banho azul

menina de

rapariga sen-

rapaz de cal- ções castanhos

biquíni roxo

tada de

cabelo escuro

biquíni,

 

em calções de banho

morena,

cabelo escuro

Descrição (exemplo de resposta):

A ilustração retrata momentos de diversão, na piscina. Há vários

jovens, praticando diferentes atividades: dois deles jogam voleibol, na água cristalina; uma menina está de pé, na borda da piscina, a lanchar; uma outra menina está a divertir-se, lançando-se do

Gosto de Português – 5.º ano

escorrega para a água da piscina, uma outra está a apanhar sol, dei- tada numa toalha, no relvado, perto do escorrega. Há, ainda, um outro jovem a mergulhar na água azul da piscina.

O relvado que circunda a piscina retangular está verde e estende-

-se por todo o espaço visível. Uma cadeira vermelha, de plástico ou de madeira, está colocada perto do topo da piscina. A menina está a lanchar e tem um sumo na mão, com uma palhinha para beber. Uma bolsa cinzenta está junto da toalha laranja da menina.

Desafio Exemplo de resposta:

Ambiente: festa infantil. Verbos (ações): dançar; cantar; lanchar; rir; divertir. Adjetivos (objetos): (balões) coloridos; (mesas) amarelas; (fanto- ches) engraçados; (fitas) azuis; (brinquedos) interessantes.

Exercício n.º 11 | pp. 27-28

A.

Exemplos de resposta:

Peripécias: O avô leva a neta até ao recreio da sua escola. / O avô apresenta à neta as crianças que estavam a brincar. / A neta entra nas brincadeiras das crianças. / Jogam ao arco, ao pião e ao prego. / A neta explica às outras crianças que na época em que vive já não brin- cam assim na escola. / Uma das crianças oferece-lhe os brinquedos, para que os possa levar para o futuro. / Começa um temporal e um

raio cai no recreio da escola. / O avô e a neta regressam ao jardim onde estavam. / O avô e a neta conversam sobre o que se passou. / A neta combina com o avô levar os brinquedos que trouxe consigo para a escola. História:

Numa tarde de domingo, em que o sol brincava às escondidas no

céu acinzentado, o avô António passeia, juntamente com a sua neta Maria, no jardim da casa que já era da família há cem anos. As flores coloriam os canteiros e ambos conversavam. A Maria tinha sete anos e adorava o avô, com quem dava longos passeios e de quem ouvia bonitas histórias. De repente, o sol esconde-se e começa a chover fortemente. A trovoada estala por cima das cabeças de avó e neta e um raio cai numa das árvores perto deles. Sem se aperceberem, ambos são transportados para o tempo em que o avô era criança e a neta, Maria, brinca com ele como se fossem amigos de longa data. Mas a hora de ir para a escola chega e o avó e neta, agora amigos da mesma idade, lá foram para a escola, que era muito diferente da da Maria: carteiras de dois alunos, em madeira escura, escrevia-se com canetas de tinta, que precisavam de ser molhadas num tinteiro, usavam lousas de pedra preta para fazerem as contas, não havia máquinas de calcular nem computadores, mas todos os meninos estavam muito quietos e atentos, na aula, respeitando o professor. Um toque longo e alto anunciou o intervalo – todos saíram da sala, depois de o professor dar autorização, e foram para o recreio, onde se divertiram a jogar à bola e a brincar às escondidas. Um grupo brincava com carrinhos de madeira e pequenos comboios. A Maria pensou que tudo era muito diferente mas divertido e desejou brincar assim na sua escola. Mas, de repente, já estavam no jardim da casa, de novo, o sol a brincar com as nuvens e a trovoada tinha desaparecido – regressaram ao presente.

A Maria nunca se esqueceu das brincadeiras do tempo do avó e

ensinou-as aos seus colegas, mostrando-lhes um carrinho de madeira, que tinha trazido consigo.

B.

Exemplos de resposta:

Peripécias: Uma tarde, o pai tenta espreitar pela entrada da colmeia. / O pai desequilibra-se e cai sobre a colmeia. / A colmeia parte-se e as abelhas, atordoadas, voam viradas ao pai. / O pai corre pelos cam- pos. / As abelhas perseguem-no. / Algumas das abelhas conseguem picar o pai. / O pai entra em casa aflito com as picadelas. / A mulher leva o pai, de carro, ao hospital. Desenlace: O pai promete à mulher e ao filho não voltar para as colmeias sem equipamento de apicultor.

Propostas de resolução

Esquema:

Tempo

Uma tarde.

Espaço

Junto às colmeias.

Personagem principal

 

Pai.

Personagens secundárias

Mãe e filho.

Situação desencadeadora

O

pai cai sobre a colmeia.

Peripécias

O

pai tenta espreitar pela entrada da colmeia.

O

pai desequilibra-se e cai sobre a colmeia.

A

colmeia parte-se e as abelhas, atordoadas,

voam viradas ao pai.

O

pai corre pelos campos.

As

abelhas perseguem-no.

Algumas das abelhas conseguem picar o pai.

O

pai entra em casa aflito com as picadelas.

A

mulher leva o marido, de carro, ao hospital.

Desenlace

O

marido promete à mulher e ao filho não voltar

para as colmeias sem equipamento de apicultor.

Desafio Narrador: Pessoa que conta a história. Pode fazer parte da ação da história ou não. Justificação: Escolhi esta opção, porque o narrador tem a função de contar a história, podendo ou não participar nos acontecimentos que narra. Personagem: Quem participa da ação da história e também de quem se fala ao longo da narrativa. Justificação: Escolhi esta opção, porque a personagem atua e parti- cipa no desenrolar dos acontecimentos da história. Tempo: A época, mês, dia em que a ação se desenrola; em resumo, quando se passa a ação. Justificação: Escolhi esta opção, porque a ação se desenrola sempre num determinado tempo, que pode ser identificado através de expressões que vão surgindo ao longo da narrativa.

C.

Título – O seu a seu dono Espaço – Parque de campismo na serra. Tempo – Numa manhã de primavera. Personagem principal – Uma família (pai, mãe, filho e filha). Acontecimento desencadeador – No passeio pela serra descobrem uma gruta. Entram e veem objetos de arte sacra. Peripécias – Tiram fotografias aos objetos e registam as coordena- das do local no GPS. / Dirigem-se a um posto da GNR local e apresen- tam a sua descoberta. / A GNR confronta as imagens com o banco de dados dos objetos roubados. / A GNR descobre a proveniência dos objetos. / A GNR, usando as coordenadas do GPS, recupera os objetos. Desenlace – Os objetos, depois de identificados, são devolvidos aos locais de onde tinham sido furtados.

História (exemplo de resposta):

O Parque estava mais bonito do que nunca. A vegetação cobria a

serra de amarelo e lilás, parecia um quadro. A primavera surgia com

toda a força, por causa das últimas chuvas seguidas de dias e dias de sol. A família Pedrosa tinha saído de carro, nessa manhã, à procura dos cheiros e cores da Natureza na primavera. Pedro, o pai, e Joana,

a mãe, eram adeptos da vida saudável, e queriam educar os filhos,

Maria e Francisco, mostrando-lhes as vantagens do contacto com a Natureza. Alegres e curiosas, as duas crianças queriam descobrir coisas, faziam perguntas sobre nomes de árvores e aves.

– Pai, como se chama esta árvore? É tão lida, com todas estas

cores – perguntou o Francisco.

– Bem, esta árvore é um carvalho. Tem folhas caducas, pois caem

no outono, e um fruto que se chama bolotas – respondeu o pai. De repente, viram uma entrada quase tapada, foram até lá, com “ar de detetives” e descobriram que, dentro, havia espaço para andar de pé – os tetos eram altos – e veem que o chão estava bas- tante limpo. Continuaram a andar, agora à luz de uma lanterna, que tinham encontrado pousada no chão. – Pai, pai, olhe o que está ali ao fundo. O que é aquilo? – pergunta

a Maria. Ao fundo, estavam vários objetos de arte sacra: quadros antigos, esculturas de santos e da Sagrada Família, cálices em ouro e prata, um sacrário, candelabros diversos, candeeiros de teto, em cristal, e vários outros objetos misturados. Ficaram surpreendidos. As crianças queriam tocar nos objetos, mas os pais não deixaram.

Gosto de Português – 5.º ano

– Não toquem em nada, meninos – disse a mãe. O pai vai tirar fotografias e vamos sair daqui o mais depressa possível.

À pressa, tiraram várias fotografias dos objetos e saíram logo de

seguida daquele lugar, que pensaram ser um esconderijo para uma

quadrilha de ladrões.

Marcaram no mapa o lugar exato onde estavam e decidiram voltar para o carro. Registaram no GPS as coordenadas e regressaram à pequena vila perto do parque de campismo.

A primeira coisa que fizeram foi dirigirem-se ao posto da GNR para

participar a ocorrência. A polícia agradeceu e disse-lhes que iriam

imediatamente para lá. Dias depois, leram a notícia de que a GNR tinha apreendido todos os objetos e identificado os locais de onde tinham sido roubados –

igrejas do norte do país – e já os devolvera. A família ficou contente

e os filhos continuam a pedir aos pais para acamparem mais vezes e fazerem mais passeios pelo parque.

Desafio

Sequência: 1 – Uma jovem passeia, numa cidade. / 2 – Vê um clarão

e mostra-se surpreendida. / 3 – O clarão é um disco voador que

pousa numa rua. / 4 – De dentro sai um ser extraterrestre e ela vê-o. Desenlaces possíveis: 1.º – Como não conseguem comunicar um com o outro, cada um vai para o seu lado. / 2.º – O extraterrestre estende a mão à jovem e convida-a a subir a bordo. A menina foge com medo. / 3.º – Afinal o extraterrestre era o irmão a fazer experiên- cias com o seu novo brinquedo.

Exercício n.º 12 | pp. 29-30

A.

Exemplos de resposta:

Árvore selecionada: Pinheiro Espécie: Família – pinaceae; género – pinus.

Origem: Hemisfério Norte. Utilização: Mobiliário, construção, celulose. Raiz: Aprumada e profunda. Tronco: Coberto por uma casca espessa, rugosa, de cor castanho- -avermelhada e profundamente fendida. Folhas: Persistentes, em forma de agulhas agrupadas aos pares, com 10 a 25 centímetros de comprimento. Flores: Tem flores masculinas e femininas que se encontram juntas no mesmo pé. As masculinas estão dispostas em inflorescências dou- radas, com forma de espiga, agrupadas lateralmente nos ramos lon- gos do terço inferior dos raminhos novos. As flores femininas estão dispostas em inflorescências terminais. Fruto: Pinhas de 8 a 22 cm de comprimento e de 5 a 8 cm de lar- gura; são quase simétricas. Têm cor castanha, quando estão maduras. Texto informativo:

O pinheiro pertence à família “pinaceae” e ao género “pinus” e é

originária do Hemisfério Norte. Tem uma raiz aprumada e profunda, sendo que é formada por uma parte mais grossa, que tem a função de fixar a árvore no solo, e outra, que são as raízes secundárias, por

onde se alimenta.

O tronco é coberto por uma casca relativamente grossa, rugosa,

de cor castanho-avermelhada e com rasgos profundos. As suas folhas parecem agulhas, são longas (entre 10 a 25 cm), aparecem em grupos de duas, unidas pela base, e são persistentes. No que diz respeito às flores, também se encontram juntas no mesmo pé e são masculinas e femininas. As masculinas parecem espigas amarelas e dispõem-se pelos ramos longos, lateralmente, na zona

dos ramos mais jovens e tenros. As flores femininas estão nas zonas terminais dos ramos.

A árvore dá fruto, as pinhas, de cor acastanhada, quando estão

maduras (esverdeada, quando estão verdes). Têm entre 8 a 22 cm de comprimento e 5 a 8 cm de largura e uma forma bastante regular,

mais largas na base, junto ao ramo.

B.

Exemplos de resposta:

Problema: Espécie em perigo de extinção. Causa: Perseguição pelo Homem; diminuição do seu alimento; des- truição do seu habitat.

Propostas de resolução

Solução para o problema (como preservar a espécie): criação de zonas protegidas, proporcionando refúgios adequados; reintrodução da sua alimentação natural (corço, veado e javali); pagamento aos pastores de indemnizações pelas baixas nos rebanhos devido a ata- ques comprovadamente atribuídos ao lobo. Resultado: Aumento do número de lobos. Texto informativo:

O lobo ibérico é uma subespécie do lobo-cinzento. O seu habitat

espalha-se pela Península Ibérica. Antigamente havia muitos espéci- mes nesta zona mas, hoje em dia, está em vias de extinção, pensa-se

que haverá, na zona norte de Portugal, somente 300 lobos. Este baixo número é devido à perseguição feroz feita pelo Homem, nas últimas décadas, e à diminuição do seu alimento, causada, sobre- tudo, pela destruição do seu habitat, porque cada vez se abatem árvores, estão a destruir a floresta que lhe dá abrigo.

A preservação desta espécie passa, portanto, pela criação de zonas

protegidas e bem guardadas, para não haver mortes desnecessárias, assim como pela criação de refúgios adequados à espécie. A juntar a

estas medidas, a reintrodução da sua alimentação natural, como

corço, veado e javali poderão contribuir para reforçar a sua preserva- ção. Uma outra medida que poderia ajudar seria a introdução de um pagamento aos pastores, indemnizando-os pelas baixas nos reba- nhos, por causa da necessidade de sustento dos lobos, uma vez que

a alimentação disponível não é suficiente para a sua subsistência. Então, se estas medidas fossem implementadas, certamente que esta espécie podia reproduzir-se e, deste modo, deixar de estar em perigo de extinção.

Desafio Palavras e expressões: primeiro; em segundo lugar; a seguir; depois; finalmente.

C.

Exemplos de resposta:

1.º momento – palavras relacionadas com o tema: refeições; legumes; cereais; nutrientes; dieta; ementas; laticínios; vitaminas; proteínas; batatas. 2.º momento – Regras alimentares: equilibrada; moderada; sau- dável. Conservação e preservação: refrigeração; congelação; fumeiro; salva. Variedade: fruta; legumes; cereais; água; peixe. Ori- gem dos alimentos: animal; vegetal; mineral. Importância para a vida humana: sobrevivência; energia; saúde. 3.º momento – planificação do texto:

Introdução (breve

 

apresentação do

refeições, nutrientes, dieta, ementas, proteínas.

assunto)

Desenvolvimento

Regras alimentares: alimentação equilibrada, moderada e saudável; Conservação e preservação: refrigeração, congelação, fumeiro e salva; Variedade: fruta, legumes, cereais, água, peixe; Origem dos alimentos: animal, vegetal, mineral.

(exposição do

assunto)

Conclusão (breve resumo do assunto apresentado)

Importância para a vida humana: sobrevivência, energia, saúde.

Desafio Animais: golfinho/tubarão. Semelhanças: vivem em mares temperados; a tonalidade da pele, a posição dos olhos e a barbatana dorsal são semelhantes. Diferenças: mamífero/peixe; dócil/perigoso; interage com os huma- nos/ataca os seres humanos.

Exercício n.º 13 | pp. 31-32

A.

Palavras corretamente escritas: faísca; egoísmo; cheiinho; órfão;

saída; sótão; têxtil; irmã; proibido; põe, raiz; juiz; juíza; distraiu. Frases (exemplo de resposta): Vi uma faísca a sair da tomada. / Um dos piores defeitos do Rui é o egoísmo. / Estou cheiinho de sono.

/ O Pedro é órfão de pai. / Toma atenção ao toque de saída. / O sótão

lá de casa é muito escuro. / Existe muita indústria têxtil em Barcelos. /

A irmã da Joana comprou um carro novo. / É proibido fumar em espaços públicos. / – Ó Pedro, põe a mesa! / A raiz daquela árvore é

Gosto de Português – 5.º ano

muito grande. / O tio da Mariana é um excelente juiz. / A juíza absol- veu o arguido de todos os crimes praticados. / O António distraiu o Manuel durante a aula inteira.

B.

Opções corretas: fizeram; quis; fiz; pusesse; fizesse; fazemos; dize- mos; quiseste; puseste-a; fizemos-te; quisemos.

Desafio Exemplo de resposta:

“-oso”: trabalhoso, saboroso, queixoso. “-ez”: mesquinhez, desfaçatez, sensatez. “-izar”: dinamizar, organizar, realizar. “-eso”: indefeso, obeso, preso. “-eza”: leveza, pobreza, realeza.

C.

C

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Frases (exemplo de resposta):

1. Quando chego à escola cumprimento sempre os meus colegas. / O

comprimento da minha régua é de 20 centímetros.

2. O edifício consular de Barcelona fecha às 5 horas. / Para me conso-

lar como um chocolate.

3. Levei o carro a estofar os assentos. / Comecei a estufar a carne

cedo para ficar tenrinha.

4. O concelho de Ílhavo tem umas praias muito bonitas. / O conselho

do avô levou-o a mudar de vida.

5. O meu telemóvel custou cerca de cem euros. / Sem o telemóvel

carregado, não lhe posso ligar.

6. Ando a aprender a coser botões. / Já pus o feijão a cozer.

7. O paço era um edifício muito antigo. / O meu passo era rápido

para chegar lá mais depressa. 8. No verão sinto sempre muito calor. / A fivela do meu cinto estragou-se.

Desafio Vogais em falta nas palavras: candeeiro; voo; ameixieira ou amei- xoeira; saem; magoo; caem.

Exercício n.º 14 | pp. 33-34

A.

Frases pontuadas: Francisco, está com atenção!; Francisco, estás com atenção? / A Inês é uma aluna excelente.; A Inês é uma aluna excelente? / O Renato é bom aluno?; O Renato é bom aluno. / Rosa- lina, vai buscar o dicionário.; Rosalina, vais buscar o dicionário?/ A água da piscina está quente!; A água da piscina está quente./ Diogo, já foste à biblioteca?; Diogo, vai à biblioteca. / Não, obrigado, prefiro

Propostas de resolução

carne.; Preferes carne? / Qual foi o resultado do jogo?; Que resul- tado! / Arruma a sala, por favor!; Arrumaste a sala?

B.

Exemplos de resposta:

Grupo de ações: 3+9+7+8 – O Afonso gosta de ler, jogar no com- putador, ir à praia e ver televisão com a família. Grupo de ações: 6+11+5+12 – A Beatriz gosta de ir ao cinema, comer maçãs, ir às compras com as amigas e conversar. Grupo de ações: 2+1+4+7 – A Emília adora pintar, praticar atle- tismo, nadar e ir à praia.

Desafio Exemplos de resposta:

Pedido 1: Anda brincar, jantar e dormir a minha casa. Pedido 2: Por favor, traz-me os calções, os chinelos, os óculos e a touca. Pedido 3: Se vais ao supermercado, importas-te de comprar queijo,

fiambre, bolachas e leite?

C.

Frases: A Sílvia vê, atentamente, as manobras fantásticas do amigo

porque quer aprender. / Nessa manhã, o Bernardo, que é um grande

atleta, foi até lá para se divertir. / Ele pensa participar no concurso,

que tem participantes de várias nacionalidades. / Os pais do André, que

têm receio de que ele se magoe, não gostam da modalidade, pois tem

alguns riscos.

Desafio

Frases corretas: Teresa, o gelado estava delicioso. / O grupo de amigos

foi ver um filme no cinema. / Diana e Miguel, vocês comeram no

parque?

Frase corrigida: A Teresa comeu um delicioso gelado.

Justificação: Não podemos separar o sujeito do predicado com uma

vírgula.

Frase corrigida: Meninos, vamos ver um filme?

Justificação: A seguir ao vocativo coloca-se sempre vírgula.

Frase corrigida: A Diana e o Miguel foram comer no parque.

Justificação: Não podemos separar o sujeito do predicado com uma

vírgula.

Exercício n.º 15 | pp. 35-36

A.

Frase: Os guarda-chuvas novos partiram-se, com o vendaval. Regra: Palavra composta por um verbo e por um nome ou adjetivo:

só o segundo elemento vai para o plural. Frase: Os amores-perfeitos são as minhas flores preferidas. Regra: Palavra composta por um nome mais um adjetivo: ambos os elementos vão para o plural. Frase: Gostamos muito de chupa-chupas de morango. Regra: Palavra composta por dois verbos: só o segundo elemento vai para o plural. Frase: Nas quintas-feiras temos quatro horas de aulas. Regra: Palavra composta por um numeral mais um nome: ambos os elementos vão para o plural. Frase: Quando nós tivemos os acidentes, os prontos-socorros vieram rapidamente. Regra: Palavra composta por um adjetivo mais um nome: ambos os elementos vão para o plural. Frase: Estes quadros de Picasso são obras-primas. Regra: Palavra composta por um nome mais um adjetivo: ambos os elementos vão para o plural. Frase: Os paraquedas abriram e os saltos foram fenomenais. Regra: Palavra composta por um verbo mais um nome no plural:

apenas o determinante vai para o plural. Frase: Nas autoestradas, há um limite mínimo e máximo de velocidade. Regra: Palavra composta por uma palavra invariável em número mais um nome: só o segundo elemento vai para o plural.

B.

Ilustração 1: levaram; ficou; estava; foi.

Gosto de Português – 5.º ano

Ilustração 2: resolveram ir; precisam/precisavam; optou; comprar; decidiu-se. Ilustração 3: estiveram; adora; comprou; gosta; comeu; acabou.

Desafio Grupo de palavras só do género masculino: golfe, dilema, quilo- grama, telefone, sistema, aroma, problema, teorema, sofá, tele- grama.

C.

Sequência das formas verbais: foram (11); prometeram cumprir (10); foi (2); havia (18); fazer (8); é (13); dedicar (20); visitar (6); somos (21); conhecemos (22); há (16); pertencemos (14); temos feito (17); tem (5); optámos (1); iremos iniciar (19); ficará (7); entreter (9); acom- panhar (4); estamos (12); começar (3).

Texto (exemplo de resposta):

Ontem, cerca das 4 horas, tomámos uma decisão importante. Todos foram unânimes e prometeram cumprir acordo. Foi uma deci- são difícil, mas necessária. A partir desse momento, muito trabalho havia para fazer. Não é fácil dedicar duas horas duma manhã de sábado para visitar os residentes no Lar de Idosos. Somos dez cole- gas, que já nos conhecemos há muitos anos. Pertencemos à mesma turma desde o 1.º ano. Ao longo deste tempo, temos feito alguma atividade de voluntariado. Este ano, como uma de nós tem uma avó no lar, optámos por esta ação. Assim, já na próxima semana iremos ini- ciar as visitas. Cada um de nós ficará responsável por entreter e acompanhar um pequeno grupo. Estamos todos entusiasmados e ansiosos por começar.

Desafio Opção: houvesse / poderíamos reservar

Exercício n.º 16 | pp. 37-38

A.

Palavra destacada – referente: tua – cágado; mim – raposa; tu – cágado; a – raposa; lhe – raposa; a – raposa; tuas – raposa; te – raposa; eu – cágado; minhas – cágado; eu – cágado; teu – raposa; nosso – cágado e raposa; nosso – cágado e raposa; meu – raposa; – festa.

B.

Adição: 12 / 4 / 6 (A Inês não só tenciona encontrar os colegas mas também ir ao cinema); Causa: 2 / 14 / 15; Tempo: 5 / 9 / 13; Fim: 3

/ 8 / 11.

Frases (exemplo de resposta): (Contraste) Eu adoro chocolates mas não os posso comer. / Eu treinei tanto para a maratona, porém não consegui chegar ao fim. / O teste correu-me bem, contudo não tive a nota que queria. (Adição) O Carlos foi ao cinema e levou a irmã com ele. / A Ana faz ballet e também toca piano. / O Ronaldo

não só joga bem com os pés, mas também com a cabeça. (Causa) Dado que tinha muita pressa, vesti a primeira camisola que tirei da gaveta. / Uma vez que íamos para a praia, levámos os bonés postos.

/ Visto que esta manhã era dia de aulas, não pude ficar acordado até

tarde. (Tempo) Logo que chegue a casa, tiro estes sapatos descon- fortáveis. / Mal receba a tua mensagem, vou para a porta. / Quando chegares, telefona-me. (Fim) Peço a palavra na sala, com o objetivo de dar a minha opinião. / Para estar feliz tenho que estar próximo das pessoas da família. / A fim de ganhar mais dinheiro, tenho dois empregos.

Desafio Pronomes: 1.ª frase – lho; 2.ª frase – no.

C.

Sequência textual: 2 – “Já no jardim…”; 3 – “De repente…”; 4 – “Imediatamente…”; 5 – “Então…”; 6 – “Logo que…”; 7 – “Assim que…”; 8 – “Depois de…”. Registo de palavras: cão – bichinho, ele, animal; casa – lá; mãe – lhe; veterinário – este. História (exemplo de resposta):

Propostas de resolução

Naquela tarde, o Miguel saiu da escola a pensar ir para casa, pas- sando pelo jardim público, de que ele gostava muito e estava todo florido, no início da primavera. Já no jardim, a caminho de casa, o Miguel apreciava a beleza da natureza, as lindas cores das plantas em flor, os verdes diversos que transformavam aquele espaço num lugar lindíssimo. De repente, um cão com uma pata ensanguentada atraiu a aten- ção do jovem, com um latido sofrido. Imediatamente, o rapaz aproxi- mou-se do cão, sem medo e curioso. Reparou, então, num ferimento numa das patas dianteiras. Então, carinhosamente, o menino pegou no bichinho ao colo, atravessou o jardim e dirigiu-se para casa. Logo que o rapaz lá entrou com o animal ao colo, a sua mãe per- guntou o que tinha acontecido com o cãozinho. Mostrou-lhe a pata ferida. Assim que a mãe se apercebeu do ferimento do bichinho, disse ao filho para irem ao veterinário. Este examinou-o cuidadosa- mente e viu que tinha um golpe profundo e longo na pata. Depois de o cãozinho ter sido devidamente tratado pelo veteriná- rio, o menino convenceu a mãe a levarem-no para casa. Chamaram- -lhe Trufas.

Desafio Explicação da diferença de sentido: Na primeira frase há uma ideia de consequência e na segunda há uma ideia de causa. Frases (exemplo de resposta): O João gosta de ler livros, portanto vai frequentemente à biblioteca municipal. / Como o João gosta de ler livros, vai frequentemente à biblioteca municipal.

Exercício n.º 17 | pp. 39-40

A.

Exemplo de resposta:

Onde? – Minho – praia – na orla do mar Quem? – Miguel (pai) – Lina (filha) – Kika (cadela) O quê? – Passear e brincar para exercitar a cadela. Texto: Num final de uma tarde de sábado do mês de outubro, o frio intenso fazia com que todos ficassem em casa, à lareira, mas o Miguel e a sua filha, Lina, quiseram levar a Kika à praia. As praias do Minho são ventosas, nesta época do ano, mas essa tarde estava calma, nada mexia e a Kika, que era muito enérgica, precisava de atividade. Corria na orla do mar, saltando e molhando-se, mas não se importava.

B.

Exemplos de resposta:

Final 1 – A tripulação é salva por outro barco. Desenlace: …um barco de recreio, que passava perto da zona de naufrágio, aproximou-se do local e lançou boias, às quais os pescado- res se agarraram, sofregamente. Levados para bordo, cobriram-se com mantas e beberam um café bem quente, que lhes trouxe novo vigor. Os tripulantes da lancha de recreio levaram-nos para terra, onde foram socorridos mas, antes, os pescadores agradeceram aos donos da embarcação. Final 2 – A tripulação é resgatada por um helicóptero. Desenlace: …. e, no meio da aflição, os tripulantes do barco naufra- gado tentavam manter-se à superfície da água, mas a ondulação era demasiado forte. De repente, um helicóptero da guarda-costeira aproximou-se, com grande barulho de motores. A superfície da água, apesar da ondulação, recebia o vento provocado pelas hélices. Lenta- mente, foram lançadas cestas, para onde os náufragos se puxavam, a custo. Depois, foram içados para o helicóptero. Tudo acabou bem, não houve mortes, mas o susto foi terrível. Final 3 – A tripulação usa os barcos salva-vidas e consegue che- gar à praia. Desenlace: … e, no meio da atrapalhação do incidente, o coman- dante mantinha o sangue frio, dando ordens para que todos se sal- vassem. E assim foi: depois dos barcos salva-vidas lançados à água, um por um, todos os marinheiros saltaram. O último foi o coman- dante, que não deixou de olhar para trás, enquanto se afastava, em direção à costa, vendo o barco que comandou durante anos desapa- recer, lentamente, nas águas revoltas e procurar um lugar para lá ficar para sempre.

Gosto de Português – 5.º ano

Propostas de resolução

Desafio Palavras para iniciar uma história: Era uma vez…; Um dia,…; Certa tarde,…; Há muito tempo,… Palavras para terminar uma história: Finalmente,…; Tudo se resolveu quando…; Deste modo,…; Por fim,…; E assim,…

música fez-lhe lembrar a última e inesquecível semana, passada na praia. Foram tempos magníficos e quando tudo aconteceu. Comparação entre os dois textos: O segundo texto fica mais rico e compreende-se mais facilmente.

B.

C.

Exemplo de resposta:

Exemplo de resposta:

Versão 1:

Quando?

manhã de pri- mavera

Certa manhã de primavera, com o sol quentinho e o céu sem nuvens,…

Quem?

ciclista

um ciclista circulava, ofegante porque a subida era muito íngreme. Era um homem dos seus trinta anos, bem constituído, cabelo louro e encaracolado. Vestia um fato de treino escuro e levava um capacete de proteção. O esforço que fazia era visível.

 

estrada perto

Aproximou-se, com alguma dificuldade, da berma da estrada, que se localizava junto de uns pinhais com pistas de ciclistas, onde alguns atle- tas costumavam treinar.

Onde?

de pinhais

   

O

ciclista, pálido e cada vez mais ofegante, a res-

O quê?

desmaia e cai da bicicleta

pirar com dificuldade, tentou apear-se da bici- cleta de competição e encostar-se a uma das árvores. O tronco rugoso e cheio de sulcos pro- fundos do pinheiro pareceu dar-lhe algum con- forto, por segundos, mas caiu por terra, desmaiado.

   

A

falta de líquidos e um grande cansaço provo-

Porquê?

desidratação e

cado pelo esforço enorme da subida tão íngreme parecem ter sido as causas do desmaio. Ficou por terra, caído sobre um dos ombros.

cansaço

   

Ao fundo, na curva da estrada que iniciava a subida, surgiu um jipe da guarda-florestal.

O

guarda Xavier, sempre atento, viu uma bici-

cleta caída e mais alguma coisa que lhe pareceu

guarda-flores-

um corpo. Acelerou e, rapidamente, chegou junto do pinheiro, onde estava caído o corpo do Rui, o atleta. Parou a viatura, saiu e aproximou-se do corpo.

tal encontra-o

Ouve-me? Está a ouvir-me? – perguntou ele,

na esperança de acordar o atleta. Não recebeu nenhuma resposta.

 

Imediatamente posicionou o corpo, como tinha

aprendido num curso de suporte básico de vida,

Como?

transportado para o hospital

e telefonou para o 112.

A ambulância chegou em 10 minutos e os enfer-

meiros prestaram os primeiros socorros ao atleta,

 

ainda no local. De seguida, transportaram-no para o hospital.

examinado e

Examinado e tratado logo que chegou, facil- mente os médicos chegaram à conclusão de que tinha sofrido uma desidratação.

tratado

 

O

Rui ficou internado um dia. Logo que saiu,

regresso a casa

quis encontrar-se com o guarda Xavier para lhe agradecer pessoalmente ter-lhe salvado a vida. Regressou a casa e, a partir daquele dia, treinava sempre com amigos, para evitar situações iguais.

Desafio Segmento textual 1: Apresentação das personagens. Segmento textual 2: Apresentação do espaço. Segmento textual 3: Apresentação do tempo.

Exercício n.º 18 | pp. 41-42

A.

Sequência das expressões: de trabalho; e por entre os reflexos dos raios de sol; de uma tarde que se prolongava; intenso, que se fazia sentir; suave e fresca; e inesquecível. Reescrita do texto: O sol desaparecia lentamente no horizonte e o dia de trabalho chegava ao fim. Pela janela do carro, e por entre os reflexos dos raios de sol, o Roberto via as pessoas regressarem a casa, cansadas. Eram 7 horas de uma tarde que se prolongava. O calor intenso, que se fazia sentir, diminuía e uma brisa suave e fresca entrava pelo vidro entreaberto. Ligou o rádio para se entreter. Aquela

 

Peripécias

Encontra pessoa estranha durante um passeio ao anoitecer, pela floresta. Essa pessoa pede-lhe o dinheiro que leva consigo. Está acompanhado por uma bonita jovem, que fica apavorada e grita.

O

ladrão, assustado, foge.

 

Desenlace

Conta a história aos amigos e diz ser o herói porque lutou com o ladrão e este fugiu.

Versão 2:

 

Peripécias

O

jovem está em casa, a descansar e ouve um barulho estranho.

Receoso, vai ver o que é e encontra um menino de 8 anos, de cócoras, no vão

das escadas do prédio, ferido. Aproxima-se e ajuda-o. Leva-o para casa, trata dele e dá-lhe de comer.

 

Desenlace

A

mãe chega a casa e faz o jantar. Jantam todos e o menino fica lá em casa.

Desafio Introdução: espaço, tempo, personagens. Desenvolvimento: elemento desencadeador, peripécias. Conclusão: desenlace.

C.

Exemplos de resposta:

Sequência das ações: 1. Chegar/Estacionar; 2. Passar; 3. Comprar;

4.

Fotografar; 5. Jantar; 6. Assistir ao espetáculo; 7. Ver; 8. Regressar;

9.

Deflagrar; 10. Avisar; 11. Extinguir.

História:

No verão, no Minho, há muitas festas tradicionais, quase todos os fins de semana. E todos gostam. Há barulho, há muitas pessoas a passearem nas ruas e a música invade todos os lugares.

A família Lima foi à festa numa vila pequena. Chegaram, de carro,

logo depois do almoço mas não foi fácil estacionar, porque já havia cen- tenas de pessoas a passearem, à espera do cortejo tradicional, onde todas as freguesias estão representadas com os seus trajes e atividades. De seguida, passou a procissão. Era o ponto alto da tarde e já havia pessoas sentadas em cadeiras de dobrar, à espera do espetáculo. Pelas ruas, passavam jovens e velhos, todos contentes, todos ale-

gres, todos a falarem alto, numa excitação de festa.

Enquanto esperavam pelo cortejo, o pai perguntou:

– Quem quer algodão doce? E quem quer farturas?

– Eu quero farturas – disse o Jorge. Mas a Maria, a irmã, disse que preferia algodão doce. A mãe quis pipocas. Entretanto, aproximava-se a hora do cortejo. Procuraram um lugar bom, de onde pudessem ver o cortejo e a procissão e tirar algumas fotografias para mais tarde recordarem o momento. Passou o cortejo, cheio de carros alegóricos, que representavam diferentes atividades: como se fazem os cestos, como se produz o

vinho, como se colhe o milho….e, depois, a procissão, com as crian- ças a representarem anjos e santos, com roupas coloridas. O pai tirou muitas fotografias. Cansados, já no final do dia, procuraram um restaurante para jan- tarem e se prepararem para uma noite cheia de diversão. O restaurante era pequeno mas agradável. O empregado chegou e informou que só tinham dois pratos:

– Hoje servimos bacalhau assado no forno, com batatas e legumes ou lombo de porco grelhado.

– Pedimos duas doses de cada, acham bem? Depois dividimos. – propôs a mãe.

– Está bem. – concordaram todos.

Jantaram bem, descansaram e prepararam-se para a noite. Com- praram os bilhetes para o espetáculo – era o cantor favorito da mãe. O pai não gostava tanto e o Jorge e a Maria estavam tão cansados que queriam voltar para casa. Mas lá ficaram todos a ver o espetáculo.

Gosto de Português – 5.º ano

Agora só faltava o fogo de artifício, que todos diziam que era fantás- tico. E foi! Belo, lindo, espetacular! Milhões de pequenas estrelas de várias cores caíam do céu, acompanhadas de música! Durou dez minutos e todos pararam para ver. No final, regressaram a casa. As crianças, cansadas, adormeceram no carro, mas o pai e a mãe conversaram toda a viagem. Já quase a chegarem, viram um clarão enorme a sair de uma casa. Imediatamente telefonaram para os bombeiros, que chegaram num instante. O fogo foi controlado e a família, finalmente, pôde ir para casa e descansar. Foi um dia inesquecível!

Desafio Exemplo de resposta:

Ações: conversar; comer; beber; relaxar; conviver; ler; apanhar (sol); observar.

Exercício n.º 19 | pp. 43-44

A.

Exemplo de resposta:

Barco

Mar

• Veleiro, com uma vela alta e esguia.

• Água muito azul e transparente.

• Peixes de várias cores.

• 7,20 metros de comprimento.

• Ondulação ligeira.

• 4 camas.

• Reflexo dos raios de sol.

• Branco, com uma risca azul a todo o comprimento.

• Escadas laterais.

Início da história:

Era verão e o calor apertava. Pedro, o velejador, como era conhe- cido entre os amigos, tinha decidido fazer uma viagem de uma semana, pelo mar, até uma ilha paradisíaca. Ele tinha um barco, um veleiro de sete metros de comprimento, com quatro camas, muito bem equipado. A cozinha tinha todo o equipamento necessário: fogão, frigorífico pequeno, micro-ondas, um pequeno lava-loiça e alguns armários, onde ele guardava os géneros alimentícios e água. O barco tinha um mastro, localizado no centro, com uma grande vela, que dava um impulso enorme à veloci- dade, quando o vento dava de feição. Partiu de manhã, para aproveitar a claridade e o mar azul, a perder de vista, calmo, a refletir os raios de sol, como ele gostava. A brisa leve insuflava a vela e o barco ganhava velocidade. De lá de cima, via os peixes a nadarem, com as caudas a dobrarem para fazerem voltas e controlarem a direção: grandes e pequenos, médios, largos e estrei- tos, brilhantes e coloridos. Ficava fascinado. De repente, alguma coisa passou a correr por cima do seu pé. Seguiu o movimento e viu um rato grande e cinzento a esconder-se debaixo das cordas que estavam na popa do barco.

B.

Exemplos de resposta:

Versão 1 (gato idoso, bonacheirão, dorminhoco, pesado, lento, com má visão, adoentado):

Propostas de resolução

– Então, Jorge, vamos lá ao trabalho, ainda temos escola hoje. – disse ele.

– Desculpa, amigo, dormi mal e distraí-me com o pássaro. O Rufus

nem se mexeu…

– Está bem. Só nos falta escolher a música para a entrada dela na

sala. O que achas se pedirmos ao Zé para tocar piano… podia ser

“Parabéns a você”, todos sabem e a surpresa seria maior…

– Boa ideia! Está combinado. Vai ser uma grande surpresa para ela. Telefono eu ao Zé?

– Está bem.

A manhã passou depressa e a hora de sair da escola chegou. Os

dois amigos reuniram-se e foram para casa. Só tinham uma hora para finalizar tudo, ajudar a mãe com os doces, sandes e balões – a Rita iria ter uma surpresa muito grande! E foi! Quando entrou na sala, arregalou os olhos, abriu a boca e… ficou feliz. Adorava a família.

Versão 2 (gato jovem, enérgico, agitado, ágil, rápido, saudável):

De um salto, Rufus levantou-se, arqueou o corpo, arreganhou os dentes e atirou um “fusssssss” baixo e prolongado. Mas esta posição durou pouco: esticou o corpo, em estado de alerta, já preparado para se atirar. O Jorge tentou acalmá-lo, sem êxito, aos saltos pelo quarto, soltando “archs” e “fusss”, o gato estava incontrolável. A sua agilidade era enorme, saltava alto, pulava para cima dos móveis,

arranhava tudo por onde passava, na ânsia de apanhar o pobre pás-

saro, que não sabia, quando entrou, onde se ia meter. O Paulo ainda

tentou ajudar, mas saiu arranhado numa mão. Depois de várias ten-

tativas, os dois amigos lá conseguiram abrir a janela e expulsar a pequena ave que causou toda aquela perturbação.

Já em sossego, o Paulo disse:

– Ó Jorge, temos que decidir qual a música que vamos pôr quando

a tua irmã chegar.

– Por mim, era o “Parabéns a você”, não achas bem?

– Claro, ela vai gostar – respondeu o amigo. E agora vamos

embora para a escola, já começa a ser tarde. Um ao lado do outro, lá foram, rua abaixo a falar sobre a festa e como se iriam divertir.

Desafio Exemplos de resposta:

Pré-História: Objetos encontrados numa caverna, muito enferruja- dos, que foram vendidos, em separado, por quem os encontrou, em vez de terem sido entregues às autoridades: as setas foram usadas para praticar tiro ao alvo, por uma pessoa que não sabia nada sobre História; a marreta comprada pela mesma pessoa foi destruída à pri- meira martelada; o cobertor foi comprado por um colecionador, exposto num lindo quadro, na parede de uma vivenda e admirado por todos. Idade Média: Escudo, elmo, espada, luvas de aço, punhal – rouba- dos de um Museu, por uma famosa quadrilha, foram vendidos a um milionário louco, que os usavam em festas, na sua casa. Atualidade: O computador e o telemóvel “viajaram no tempo”, com um jovem cientista, e foram parar à Idade Média, onde causa- ram medo, inicialmente, e fizeram com que o cientista quase mor- resse queimado, acusado de feitiçaria.

Rufus, de início, levantou uma pata para o apanhar, mas o pássaro

C.

esvoaçou pelo quarto, ganhando altura, e por lá permaneceu uns

Exemplo de resposta:

segundos. Já idoso e bonacheirão, com uma visão má e lento pelo peso ganho em anos de preguiça, o dorminhoco do Rufus permaneceu deitado no quentinho da cama. Parecia, até, que o esforço feito para levantar a pata o tinha esgotado. Bem, a idade avançada tinha-o feito desenvolver uma doença nas articulações que lhe causava dor a cada movimento. O pássaro, que parecia ter-se apercebido das fra- quezas do gato, aproximava-se dele, pairando-lhe perto da cabeça. E foi o Jorge que decidiu fazer alguma coisa: abriu a janela para que o pássaro atrevido pudesse sair e voar pelos céus. O Rufus pen-

Quando? Manhã Quem? Um adulto e um jovem Onde? Cidade O quê? Encontrar Porquê? Situação de desespero Como? Encontra homem sentado na berma da estrada, junto de um carro com o capô aberto; o carro está avariado; pergunta-lhe o cami- nho; conduz para a cidade e leva-o a uma garagem Desenlace? Leva o filho à escola e ainda chega a tempo à reunião, porque o cliente dele também se tinha atrasado devido ao trânsito.

sou que tinha sido uma boa ideia – afinal, o pássaro também tinha direito à sua liberdade. Sempre tinha sido preguiçoso mas, se isto

História:

 

tivesse acontecido nos seus tempos de jovem, a história teria sido

O

Diogo e o Pedro saíram de casa, numa manhã de chuva, em

outra, ai isso teria… Mas o Paulo não tinha ido ali por causa do pássaro, ele tinha ido ali para dar os últimos retoques na festa da amiguinha.

direção à escola. O Pedro estudava na escola secundária, tinha 14 anos, não era muito alto mas era um rapaz bonito. Usava os cabelos muito curtos, o que fazia com que os seus olhos, grandes e azuis,

Gosto de Português – 5.º ano

ganhassem mais expressividade no seu rosto. Era meigo e inteligente

e

um dos melhores alunos da turma.

O

Diogo era o pai do Pedro e, desde que chegaram, todos os dias

o

conduzia à escola, que ficava a caminho do seu escritório.

Nesse dia, a cidade estava caótica, com um trânsito terrível, muitos engarrafamentos provocados pela chuva torrencial que caía. O Diogo conduzia com mil precauções, mas a chuva não deixava ver muito bem. Ainda não conhecia muito bem a cidade, tinham chegado há dias mas o trajeto para a escola e para o seu escritório não eram difíceis.

A fila de carros estava parada, todos buzinavam porque iriam che-

gar atrasados a empregos e compromissos.

Quando viu outros carros saírem da fila e meterem por ruas secun- dárias, o Diogo pensou que poderia fazer o mesmo, para ganhar tempo. Disse ao filho:

– Pedro, vou sair da fila e meter por esta rua, pode ser que chegue- mos mais depressa. Hoje tenho uma reunião importante e não quero chegar atrasado.

– Está bem, pai, pode ser uma boa ideia. Eu também não quero

chegar atrasado. Virou à direita, por uma rua estreita e começou a subir. Depois teve que virar para a direita, outra vez, e lá seguiu em frente. Foi dar a uma zona totalmente desconhecida, com quase nenhum trânsito e casas degradadas. Não se via ninguém na rua. Estavam perdidos, não conseguiam encontrar o caminho de volta. Cada rua levava-os para mais longe do centro da cidade, por lugares cada vez mais ermos. O Pedro começou a sentir medo.

– Pai, onde estamos, esta zona é quase deserta e eu estou a ficar

com medo. Estamos perdidos, não estamos?

– Acalma-te, filho, eu não sei onde estamos, mas vamos sair daqui.

Olha ali, parece uma pessoa e um carro parado – disse, esperançado. Vamos parar, a pessoa pode precisar de ajuda… Bom dia, precisa de

ajuda?

– Oh! Obrigado, o meu carro avariou. Precisava de ir para a cidade

e arranjar um mecânico. Pode-me dar boleia? – pediu, educada- mente, o homem.

– Claro, entre para trás, por favor. Como se chama?

– Pedro Sousa, muito prazer.

– Tem o nome do meu filho. Eu sou o Diogo Capela, trabalho na

Siversol.

– Conheço muito bem, o meu sobrinho trabalha lá – respondeu.

– Sr. Capela, conhece esta zona? Nós estamos perdidos, não con- sigo encontrar o caminho.

– Siga em frente e, já a seguir, vire à esquerda, vamos dar quase ao centro. Para onde quer ir?

– Queria levar o meu filho à escola, primeiro. Depois vou para a Rua Estêvão Domingues. E você?

– Eu vou consigo, há lá uma garagem e peço para virem buscar o

meu carro. Tudo acabou bem e o Pedro teve um dia de aulas muito bom. Quando chegou ao escritório, o Diogo recebeu a mensagem de que

o seu cliente estava atrasado por causa do trânsito e chegaria a qual- quer momento.

Desafio Sentimentos: deceção – sentimento de desilusão, desencanto; veneração – sentir respeito, adoração; autoconfiança – ter con- fiança em si próprio; desdém – sentir desprezo, sobranceria; sereni- dade – estado de sossego, calma, tranquilidade.

Exercício n.º 20 | pp. 45-46

A.

Palavras e expressões: visível orgulho”; “não penso noutra coisa”; “com um bocejo”; “coisas desagradáveis”; “do que me aborrece”; “despertaria inveja”; “delícias que desfrutava”; “lançar- -me à aventura”; ”Há cada animal!”.

Texto (exemplo de resposta):

E chegou o dia da partida. A cegonha preparou tudo com amor e carinho e lá partiu. Estava contente e, ao mesmo tempo, receosa, porque uma viagem é sempre uma viagem e pode oferecer alguns perigos. O seu contentamento justificava-se porque sabia que ia ver coisas novas, novas paisagens, conhecer outros amigos e, quem

Propostas de resolução

sabe, encontrar o companheiro da sua vida. Afinal, já estava na hora de constituir família e ter filhos… Por outro lado, a sua sede de aven- tura provocava-lhe algum nervosismo. Voou, voou, subia, descia, dava voltas, algumas piruetas e sentia- -se livre, ganhando céus. Olhava para o solo e ficava orgulhosa de si. Tantos quilómetros percorridos! Resolveu pousar e descansar um pouco. Pousou no ramo de uma árvore. Sentiu sede e fome: procu- rou comida, catando o chão para encontrar pequenos animais. Quando a sede apertou, ergueu o pescoço e procurou água.

B.

Exemplo de resposta:

Sequência das palavras: pensativa; envergonhada; nervosa; ino- cente; desentendida; surpreendido; divertido; atrevido; bem-disposta.

Adjetivo

Verbo

Nome

pensativa

pensar

pensamento

envergonhada

envergonhar

vergonha

inocente