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Pontes em Concreto

Armado e Protendido

Princípios do Projeto e Cálculo


Pontes em Concreto
Armado e Protendido
Princípios do Projeto e Cálculo

Jayme Mason

BRASIL
RIO DE JANEIRO

& ums ÍÍIZIIBIIS! BIIIÍÍHCIIS [IIIIIIIII


Copyright © 1977, Jayme Mason

Proibida a reprodução, mesmo


parcial, e por qualquer processo, sem
autorização expressa do
autor e do editor.

CAPA / AG comunicação visual ltda

(Preparada pelo Centro de Catalogação—na—fonte do


SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ)

Mason, Jayme.
M368p Fontes em concreto armado e protendido por
Jayme Mason. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e
Cientmcos, 1977.

320 p. ilust.

1. Concreto armado —— Pontes 2. Concreto pro-


tendido — Pontes 3. Pontos — Construção !. Títu-
Io

CDD — 624.1834
624.28
624.257
CDU — 624.21/.28
77-0326 624.21.012.45/.46

Direitos rezervados:
LIVROS TECNICOS E CIENTÍFICOS EDITORA S.A.
Avenida Venezuela, 163 — ZC-OS
20.000 - Rio de Janeiro, RJ
1977
Impresso no Brasil
Prefácio

A pmonto obra tem por objetivo abordar os princípios


mais importantes da concepção, projeto
o cálculo da: ponta em concreto armado
o pretendido.
Dentro dessa orientação, 6 oportuno salientar que não proc
uramos dar anm excessiva & qual-
quer dos aspectos acima onumorndos, o sim montar
o duvido oquilfbrío entre todos eles.
O presente livro não 6 do cálculo estrutural, tampouco de
fundação:. Dom: mma: foram abor-
dados apenas os aspecto: que interessam diretament
e ao projetista de pontos.
A complementação de conhecimentos deverá ser busc
ada pelo leitor em obra: especializada.
Acreditam: que a acolhe dos tópicos tratados e
sua do agem correspondam, na média, às
necessidades e às práticas do meio proíiuional brasileiro.

No»: convicção 6 reforçada, nosso :entido, pola milit


ância profissional do muito: anos, além de
constantes discussões com colegas igualmente atuantes no ramo
do projeto e construção do ponto:.
Notari também o leitor : imponência atribuida ao trat
amento computacional do: problema:
do cálculo estrutural, aspecto me que não mais pode ser
dissociado dos problemas de projeto.
Desejamos aqui também externar nossos melhores agradecimento:
& colega Lucy Flutt Magalhães,
pela colaborado na revizão do texto e no controle e compleme
ntação de inúmeras deduções.
Não podemos deixar de mencionar o louvar o esforço que vem ten
do desenvolvido por Livros
Técnicos e Ciontffieos Editora S.A., no lançamento de inúmeras obras
de autom nacionais, destinada:
a enriquecer nosa bibliografia técnica.

Rio de Janeiro, junho do 1977

J. Muuu
Introdução

A evolução da técnica do concreto armado e pretendido permitiu & realizado de obras em pon-
tes, desde pequenos vá'os até vãos superiores a 200 m. A combinação dos recursos do concreto proton-
dido com a alta resistência dos cabos de aço indim—nos a possibilidade de vãos ainda maiores, nas pon—
tes estaiadas em con ereto.
O projeto e o cálculo destas obras constitui atualmente especialidade que atingiu elevado grau
de complexidade. Os engenheiros que nela militam necessitam estar equipados de amplos conhecimem
tos da teoria estrutural, do cálculo e da técnim do concreto armado e pretendido, além de possuírem
conhecimentos básicos de outras especialidades intervenientes na correta concepção de uma obra.
Entre elas, têm mráter complementar de relevância a hidrologia e a hidráulica das pontes, a mánica
dos solos e a técnica de funchções e obras em terra. O projetista que concebe uma obra de ponte deve«
rá também complementar o resultado dos seus cálculos com as devidas considerações relativas aos n '
todos construtivos, aos materiais disponíveis e à economia.
A essência de um bom projeto implica na satisfação dos requisitos funcionais, estéticos e cons—
trutivos, aíém da criação de um conjunto harmonioso e de proporções equilibradas, dentro dos precei-
tos de beleza e da estética. O engenheiro de pontes, por meio de seus cálculos matemáticos e do apro-
veitamento racional da capacidade dos materiais e das técnicas construtivas, deverá transformar suas
criações em obras arquitetônicas. Exige—se, portanto, do projetism, além dos conhecimentos especiali—
zados, criatividade, imaginação e visão global dos problemas.

O grande desenvolvimento que recebeu o cálculo eletrônico das estruturas nos últimos tempos
colocou ao alwnce dos projetistas recursos praticamente ilimitados. A preocupação na descoberta de
métodos particulares de sol náo, envolvendo artifícios, por vezes engenhosos, para a redução do traba—
lho numérico, deixou de ter sentido.

O projetista estrutural de nossos dias pode permitir-se & liberdade de concentrar seus esforços na
concepção da obfa o na melhor elaboração de seus detalhes. As dificuldades de cáiculo foram afastadas
da esfera de preowpações.
Dentro desta ordem de idéias, cabe enfatizar o interesse do uso de métodos diretos ou aproxi-
mados de cálculo, que permitam a obtomão de resultados imediatos de ordem de grandeza. Este ponto
de vista é particularmente válido na fase do anteprojeto e concepção das pontes. Assim sendo, dedica-
mos, neste trabalho, maior atenção e espaço aos métodos aproximados de cálculo, fazendo referência à
possibilidade de uma análise mais apurada pelo computador. quando julgado ºportuno.
O plano geral desta obra abordará os seguintes tópicos principais:

— Classificação, elementos componentes a carregamentos das pontes;


INTRODUÇÃO

Superestrutura e tabuleiro;
Mesa e infra—estrutura das pontes;
Funchções das pontes;
Interação da superestrutura com a mesa e infra—estruturas;
Efeito das carga móveis nas pontes;
Tupos especiais de pontes;
dido.
Sistemas construtivos das pontas em concreto armado e proten
SUMÁRIO

1 ELEMENTOS COMPONENTES, CLAleICAÇÃO,


CARREGAMENTO E SOLICITAÇÓES NAS
ONTES, 1

1-1 Elamentos Componentes da: Ponto:, 1


1—2 Classificação da: Pontes, .?
1-3 Secção Trªnsversal dos PontesGabaritos 3
1—4 Supere/ovoçb'o -— Suporlarguro, 5
1—5 Carragomemos a Solicitações no: Ponto:, 8
16 Nota Geral sobre : Sistemática de alculo & Projeto, 12

2 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO, 13

2—1 Supemrrurura am Gralha, 13


2—1—1 Sistema: em Grelha — Método da Distribuição Transversal, 15
2—1—2 Método de Guyon—Massonet—Bares, 21
2-2 Superestruturas Celulares, 36
2-2—1 Tensões Cisalhantes Devidas ao Corte e à Torção nas Secções Celulares,
38
2—2—2 Solicitações nas Pontes Celulares— Papel dos Somos, 44
Efeito da Laia « das Transversinas nu Distribuição de Esforço: na Superes-truturs, 46
23-1 Posição do Problema — Hipóteses Básicos, 46
2—3—2 Elementos do Método, 48
2-3—3 Sistema de Equações, 54
2-34 Cálculo das Solicitações, 56
23-5 Observações Finais — Generalizações, 57
2—4 Métodos mais Exatas paro Calcular as Suporastruturas Celulares & Laminares, 65
2-5 Laryura Útil das Mesas, 71
2-6 Cálculo do Tabuleiro, 81
2-6-1 Métodos Elásticos, 84
2—6-2 Métodos Aproximados —— Consideração da Continuidade das Lajes, 97
2—6—3 Engastamento Elástico das Lajes nas Vigas Principais e Transversinas, 100
2—6—4 Cálculo à Ruptura, 105
Sistemática de Projeto e Detalhamento da Supomtrutura, 116
2-7-1 Solicitações Devida: às Cargas Móvel e Permanente, 116
2—7-2 Dimomiommonto, 119
2.7.3 Detalhes construtlvoc Importantes — Armadura da Trwwninss
o do: Somos, 131
SUMÁRIO
xn

Fontes — Impacta, 134


2—8 0 Problema das Solicitações Dinâmicas nas
Cargas Móveis, 135
2-8-1 Vibrações Livres e Forçadas, Devidas às
Não Compensadas — Efeitos Diversos, 141
2-8-2 Efeitos de Massa dos Veículos - Massas 143
es de Impacto — Prescrições Regulamentares,
2—8—3 Critérios de Fixação dos Coeficient

3- MESOESTRUTURA E lNFRA-ESTRUTURA, 146

3—1 Pilares, 146


3—1-1 Dimensionamento dos Pilares, 148
13-12 Verificação da Estabilidade dos Pilares, 151
3-2 Encontros — Ligação da Ponte com os Acessos, 157
3—3 Blocos de Fundação, 164
3-4 Aparelhos de Apoio, 169
3-4-1 Aparelhos de Neoprene, 171
3—4-2 Articulações Freyssinet, 180
183
3-5 Distribuição das Ações Horizontais nos Pilarw & Encontros,
&5-1 Distribuição em Pontes Retas, 183
188
3—5—2 Casos Gerais — Emprego de Programas de Computador,
3—6 Presio da Água Contra as Pilares e Fundoções, 192
193
3.7 Proteção dos Pilares das Pontes Contra Choques de Embarcações,

4 FUNDAÇÓES DAS PONTES, 196

4—1 Fundações Profundas, 196


dos Estaqueamentos, 198
4-1-1 Determinação da Carga nas Estacas ou Tubulões — Cálculo
4-1-2 Estacas e Tubulações Sujeitos a Esforços Horizontais, 225
4-1-3 Tubulões Curtos e Maciços Parcialmente Enterrados, 231
4-1—4 Capacidade de Carga das Estams e Tubulões, 239
4.15 Resistência à Flambagem das Estacas, 244
4—1-6 Pressão Lateral Devida aos Aterros sobre as Estacas, 245
4-2 Fundações Superficiais, 247
4—2-1 Método das Bielas, 249
4-2-2 Sapatas Flexíveis, 254
423 Disposições Construtivas — Aramaduras das Sapatas, 256
4—2-4 Sapatas Não-Armadas — Base Alargada dos Tubulões, 257
4-3 Fundações Espaciais, 259

5- PONTES ES'ECIAIS, 272

5-1 Pontas em Loja:, 272


52 Pontos Escansas, 274
5—2-1 Problemas na Determinação dos Esforços e no Dimensionamento de Pontes Esconsas, 267
5-2-2 Vigas com Apoios Esconsos, 269
5-3 Pontes Curvas, 280
54 Ponte: om Balanços Progressivas, 283
5—4—1 Soluções Construtivas e de Pretensão, 285
542 Problemas de Cálcu1o e de Dimensionamento nas Pontes em Balanços Progressivas, 288
5-5 Pontes am Arca, 296

6- NOTAS SOBRE OS MÉTODOS CONSTRUTIVOS E CONCLUSOES, 301


!;
ELEMENTOS COMPONENTES,
CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO E
SOLICITAÇOES NAS PONTES

Para posterior referência no estudo que empreendemos, ocupar—nos—e


mos,
no presente capítulo, de alguns tópicos de ordem geral. Dividiremos
& ponte
em seus elementos componentes, caracterizando cada um deles; tratar
emos da
classificação dos tipos de pontes sob vários pcntos de vista, a saber,
de acordo
com a finalidade, o sistema construtivo, o tipo de material etc. e abord
aremos
também o problema do carregamento e das solicitações das pontes
, sob a ação do
tráfego e demais efeitos.

l—l ELEMENTOS COMPONENTES DAS PONTES


A Fig. 1—1 ilustra, de forma global, &. subdivisão da. ponte em seus elemen
tos.
Distinguimos numa ponte & superestrutura, a mesoestrut-ura, & infra-e
strutura e ,
as fundações.

Mesoestruturo
Infra- estrutura

Ac sos Sªckrwmmo

£ 7 Í
(

Fundações
Fig. l—l
2 ELEMENTOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO CAP. 1

A superestrutura recebe diretamente as cargas do tráfego, transmitindo—as à


mesoestrutura, que é constituída pelo corpo dos pilares e dos encontros, trave-
jamentos etc. A infra—estrutura compreende os elementos de transmissão dos es—
forços da mesoestrutura às fundações, tais como blocos de fundação, estruturas
intermediárias etc.
Em alguns casos, costuma—se reunir o que acabamos de caracterizar como
meso e infra—estrutura num só elemento, denominado apenas in ra—eslrutura. A
ponte passaria, assim, a constar apenas da superestrutura, da infra—estrutura e
das fundações.
Além dos elementos da ponte propriamente dita, fazem freqiientemente
parte do seu complexo obras complementares de acesso e de proteção dos pi-
lares contra choques de embarcações etc.
Subdividiremos & superestrutura no tabuleiro propriamente dito e no viga-
mento principal e secundário. Entenderemos por tabuleiro & pista de rolamento,
submetida diretamente à ação do tráfego, combinada com elementos acessórios,
tais como nervuras etc., destinadas a transmitir as cargas ao vigamento principal—
e secundário (Fig. 1-2).

Tabuleiro _
Longonnas

J— N
1
:. ' í ' :

/M'
Longorinos T ronsversinos

Figo 1-2

As vigas principais também são denominadas longarinas e as transversais,


transversínas. Em certos tipos de pontes de secção celular, não se verifica a di—
visão de elementos da superestrutura como acima. O tabuleiro e o sistema prin-
cipal de vigas funcionam de forma integrada, conforme sugere & Fig. 1-3. Em
outros tipos de ponte, como é o caso das em lajes, & superestrutura e o tabuleiro
constituem um único elemento. Assim sendo, a denominação tabuleiro pode,
às vezes, ser equivalente a de supereszrumra.

Tabuleiro

1 Í_,-
Paredes da secção celular
Fig. 1-3
1-3 SECÇÃO TRANSVERSAL DAS PONTES—GABARITOS 3

1-2 CLASSIFICAÇÃO DAS PONTES


A classificação das pontes pode obedecer a vários critérios. De acordo com
o tipo de material estrutural, as pontes podem ser em concreto armado ou em
concreto protendido. Nestas últimas, parte dos elementos do tabuleiro e & meso
e infra-estruturas costumam ser em concreto armado, reservando—se para o con-
creto protendído, o sistema estrutural principal, destinado a vencer os vãos.
Quanto à. finalidade, as pontes podem ser rodoviárias, ferroviárias e rodo-
ferroviárias. Podemos ter, além disto, pontes destinadas apenas ao tráfego de
pedestres, também denominadas passarelas.
No que se refere ao sistema construtivo, as pontes em concreto armado e
protendido podem ser em escorament-o direto, em vigas pré-moldadas, em adue-
las, em balanços progressivos etc.
Segundo o sistema estrutural, podemos ter pontes isostáticas e hiperestáticas.
Mais particularmente, podemos ter pontes em vigas contínua, em quadro, em
arco, em grelha etc.
Podemos ter também uma subdivisão em pontes propriamente ditas, que
atravessam cursos de água, e em viadutos, quando a passagem não se dá sobre
um curso de água.
De acordo com o desenvolvimento do eixo das pontes, podemos ter pontes
em eixo retilíneo e pontes em curva.
É possível também classificar as pontes em normais e esconsas. Nas primei—
ras, o cruzamento do curso de água ou vale, pela obra—de—arte, será, normal aos
mesmos e, no segundo caso, em ângulos diferentes de 90º.
Segundo a forma da secção transversal, podemos ter pontes em secção
aberta e em secção celular (Fig. 1-4).

Secção Aberto Seccªo Celular

(0) ( b) ( c)
Fig. 1-4

Naturalmente, é possível imaginar classificações das pontes segundo outros


critérios, todavia, as apresentadas são as mais usuais.

1-3 SECÇÃO TRANSVERSAL DAS PONTES-GABARITOS


A secção transversal das pontes, quer rodoviárias quer ferroviárias, é fixada
em função das dimensões mínimas dos veículos automotores ou trens que nelas
deverão circular. Vejamos primeiramente o caso das pontes rodoviárias.
A secção transversal da ponte é fixada através do número de suas faixas de
tráfego. Denomina—se faixa de tráfego & pista que permite a passagem, com folga,
de um veículo automotor. A largura mínima de uma faixa de tráfego é de
4 ELEMENTOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO CAP. 1

3,00 m, sendo a medida. usual 3,50 m. Além das faixas de tráfego, podem
compor a secção transversal da ponte as faixas de segurança, os espaços para
guarda—rodas e os acostamentos. Estes últimos destinam-se a permitir a para—
da de veículos sobre as pontes e sua largura é da ordem de 3 m. Para & pas-
sagem de pedestres sobre as pontes, são previstos passeios. Ilustramos & com-
posição da secção transversal de uma ponte em dois exemplos, nas Figs. 1-5 e 1-6.

/ & “““““
Faixas de :rofego

“rªf
'
ª? “ º ' " ?l
fª rª ?
2º/ 2% "'-f

Passeios
Fig. 1-5

Na Fig. 1—5, temos o exemplo de uma secção de ponte com duas faixas de
tráfego, uma em cada sentido, faixas de segurança e passeios.

.* l ªl s 1 a
% El_r—li
;
Acostumemo
»
ESpoco poro
- quordo-rodos ,
Pºssº” e ductos
2 Faixas de nafeqo
Fig. 1-6
1—4 SUPERELEVAÇÃO - SUPERLARGURA 5

Na Fig. 1—6, ilust-ramos o caso de uma secção transversal com pistas de duas
faixas para cada. sentido de tráfego, acostamentos e canteiro central para guarda-
-rodas. É praxe dar às pistas inclinações transversais de 1,5 a 2%, para o
escoamento das águas pluviais.
No caso de pontes ferroviárias, & secção transversal da obra. é fixada pela
bitola. dos trens (1,00 m bitola estreita e 1,60 m bitola larga), número de vias e tipo
de lastro. Bitola é a distância entre as faces internas dos boletos dos trilhos,
sendo mais comum & bitola larga. A Fig. 1-7 mostra uma situação em pontes
ferroviárias para bitOFa larga. No caso de pontes ferroviárias para várias vias,
deverá ser levado em conta o gabarito dos trens e o gabarito da via (Fig. 1-8).
O gabarito dos trens é a figura que limita as partes salientes dos vagões ou loco—
motivas. O gabarito da. via é a figura que envolve a do gabarito do trem, de modo
a garantir com segurança. a necessária folga para pequenos movimentos das com-
posições. Cada empresa. ferroviária fixa seus gabaritos próprios, devendo o proje—
tista. inteirar—se deles ao elaborar qualquer estudo de ponte ferroviária.

rmente
Dº Lastro

4. & 4400m 9507113 Passeio

Fig. 1-7

obori1o dos
trens

oborito da
viu

,_1
Fig. 1-8

1-4 SUPERELEVAÇÃO -— SUPERLARGURA


Nas pontes em curva, & secção transversal deverá ser projetada de modo a
levar em conta as exigências de superelevaçâo e de superlargura. obedecidas no
NTO CAP. 1
6 ELEMENTOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAME

restante da. estrada. A finalidade da superelevação é a de garantir_a estªbilidadeo


de Impedlr que
do veículo à força centrífuga na. curva e a da superlargura, &
veículo saia da faixa de tráfego nas curvas. .
Vejamos inicialmente o caso da superelevaçâo. A Fig. 1-9 esquematlza ª
situação de um veículo numa curva., de raio R e com um âng'lllº de SUPfª'ºlº'
vação &, considerado pequeno. O veículo, percorrendo a curva. com & velomdade
diretriz V está sujeito ao peso próprio P, de componente P 095 ª SP, normal à
pista, e componente P seu a =P tga paralela à pÍStª— Sªlªm F ª força cen-
e f — P, a com-
trífuga, sensivelmente igual à sua componente paralela & p1sta,
ponente transversal da força de atrito do veículo contra & plsta (j = coefi ciente
de atrito). Haverá equilíbrio de forças no sentido transvemal, quando

P tg a + fP = F
ou. sendo mVº PV?

”" = R = 'Ela—'
quando Vª
tg a = —g—R— —— . (1-1)

Se desejamos, na, fórmula anterior, exprimir V em km/h e R em metros, lem-


brando que 1'(m/s) = %0— 1'(km/h) e g = 9,81 m/sº, obtemos de (1-1)

V2
tg a = — f. 0-2)
12718

( V «» km/h, R ——> m),,que é a fórmula usada para a fixação do ângulo de superele—


vação. Freqiient-emente desprezamos o atrito e a fórmula acima simplifica-se
para
yz
tga=
1271? (1-2)'

Psenºcz Pth FcosoL =,- F


1-4 SUPERELEVAÇÃO — SUPERLARGURA 7

Esta fórmula pode ser usada tanto para rodovias como para ferrovias. No
entanto, sua aplicação pura e simples pode conduzir & inclinações de superele-
vação excessivas, no cam de raios pequenos. Na prática, recomenda-se para
rodovias, adotar, em vez da velocidade diretriz V na fórmula, apenas 0,75 V.
Recomenda—se também 2/3 do valor dado pela Fórmula 1-2, até um limite máxi—
mo de superelevação de 8% a 10%. No caso de ferrovias, & diferença de cotas
ãnt-Ee os trilhos, em consequência de superelevaçâo, não deve exceder de 1/8 a 1/10
& itola.
Uma vez calculada. & Superelevaçâo, o problema consiste onde aplicá-la,
no casº de curvas circulares, concordantes com trechos em tangente (Fig. 1-10a).

Fig. 1-10

Nos trechos em tangente, não devemos ter qqalquer superelevaçâo, ao passo


que, no trecho circular, devemos tê-la integral. E recomendável aplicar toda &
superelevação na curva., fazendo-a diminuir na tangente desde O máximo até anu-
lar—se. O problema. só é sanada, inserindo-se entre os trechos em tangente e a
curva circular (Fig. 1-10b), curvas de transição TS — SC 9 CS — ST, em espiral.
Estas espirais têm raio de curvatura variável entre oo, na tangente, e R na curva
circular, permitindo a implantação progressiva da superelevaçâo. O leitor encon—
trará maiores detalhes nos livros que tratam de estradas.“)
O coeficiente f é o de atrito de escorregamento do veículo em movimento
na. pista. Este coeficiente depende da. velocidade do veículo. Como fórmulas
recomendadas, temos

f -' W (DÃER) (1-3)


1 7

011

f—019— —V— (ÃXSHO) (141


" ' 1 600 ª” ' '
nas quais V deverá ser inserido em km/h.

(” Veja-se, por exemplo, M. Pacheco de Carvalho, Curso de Estradas. Editora Cien-


tifica, Rio de Janeiro.
8 ELEMENÍOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO CAP. 1

Fumas de
trófew

Figo I'll

Consideremos agora, o caso de superlargura (Fig. 1-11). Admitimos que


um veículo de comprimento L ocupe uma faixa de tráfego na curva, como 111—
dicado na figura. A será & superlargura e deduzimos imediatamente que

—-w/Rº—Lº

por faixa de tráfego. Hªvendo n faixas de tráfego, & superlargura total será

At= nA= n(R—- VRº—Lº). (1-5)

O DNER recomenda a fórmula acima com uma correção, isto é,

At—
= n (R— x/R_º—— 10 x/R'
L!) +————— (1—6)

sendo V dado em km/h e R em metros. Nas ferrovias, & superlargura nas curvas
é de apenas alguns centímetros de modo a permitir a inserção dos trucks entre
os trilhos.

1-5 CARREGAMENTOS E SOLICITAÇõES NAS PONTES


Para o dimensionamento das pontes em concreto armado e protendido, de—
verão ser considerados os carregamentos e efeitos diversos que determinam os
esforços solicitantes em seus elementos. Os carregamentos e demais esforços
atuantes são fixados por normas ou avaliados em casos especiais pelo projetista.
Passemos a caracterizar os mais importantes dentre eles.
a) Carga permanente. É avaliada com base no peso eSpecífico do concreto
armado ou pretendido, estimado em 2,4 a 2,5 t/mª, além do peso de outros ele-
mentos, tais como pavimentação, guarda—corpos, guarda-rodas, lastros, trilhos etc.
1-5 CARREGAMENTOS E SOLICITAÇOES NAS FONTES

b) Carga móvel. É fixada de acordo com o tipo de ponte e a classe de ro-


dovia ou ferrovia.

No caso de pontes rodoviárias, a norma NB-õ fixa um veículo—padrão,


circundado por cargas de multidão p e p' (Fig. 1-12a). O valor das cargas p, p'
e do peso dos eixos dos veículos depende da chase da ponte. O carregamento
esquematizado resulta no trem-tipo esboçado na Fig. 1-1'2b, para efeitos de di-
mensionamento.

, &&XXXXXXÉÃXXX

x XZÇX'XXXXX “CQ !

GDOm L
71

(a)

//><2
////í/ // ()

Eixosdo veícqu
' * Multidão

,(b)

Fig. 1-12

No caso de pontes ferroviárias, as normas NB-7 estabelecem trons-tipo-


—padrões, constituídos de cargas concentradas para a Incomotiva e uma carga
distribuída. para os vagões (Fig. 1-131.
10 ELEMENTOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO CAP. 1

Locomotiva Vagões
, A « /
Eigos
P
M [1111113111
Fig. 1-13
No caso de rodovias para o transporte pesado ou ferrovias para. trens eSpeciais,
deverão ser obtidas as informações adequadas para a carga, móvel de projeto.
e) Impacto vertical e impacto lateral. As cargas móveis produzem efeitos
dinâmicos diversos, em consequência de sua. própria mobilidade, irregularidades
da pista etc. Em capítulo posterior, estudaremos em maior detalhe estes efeitos.
Na prática, os diversos efeitos dinâmicos costumam ser levados em conta, através
de coeficiente de impacto <P 2 ], aplicado ao valor estático das cargas móveis.
A norma NB-2 fixa para este coeficiente as fórmulas

ao = 1,4 - 0,0071_>_ 1,00 (1—7)


para as pontes rodoviárias e

cp = 0,0010600 — GOVT + 2,25 !) 2 1,20 (1-8)

para as pontes ferroviárias, sendo 1 o comprimento do vão.


Nas pontes ferroviárias, deve-se ainda levar em conta a carga de impacto
lateral das rodas das composições, devidas ao efeito de lacet. Esta carga. é esti-
mada. em 20% do eixo mais pesado da locomotiva e é aplicada no topo do trilho.
d) Força longitudinal. A força longitudinal é devida à frenagem e à ace—
leraçâo dos veículos ou trens sobre as pontes. De modo &. compreedermos o
mecanismo de desenvolvimento destas forças, é conveniente tecer alguns comen-
tários & respeito.

XXXX'X
F=fP
Fig. 1-14

Ao serem acionados os freios de um veículo ou trem em movimento, deson-


volve-se uma força de atrito ou aderência entre as rodas e a pista (ou trilhos)
1-5 CARREGAMENTOS E' SOLICITAÇOES NAS FONTES 11

(Fig. 1-14). Esta força, contrapondo—se ao movimento, desacelera & massa do


veículo, segundo a lei fundamental F = ma, da Mecânica, até sua parada. A
máxima força F, capaz de ser mobilizada para este fim é dada por F = fP,
sendo f o coeficiente de atrito ou aderência entre as rodas e a superfície de con-
tato. Atingido 0 valor desta força, o veículo passa a deslisar sobre a pista,
mantendo-se a força constante.
No caso de aceleração do veículo ou trem sobre a ponte, a ação motora
sobre as rodas faz com que as mesmas tendam &. girar, aplicando à superfície de
contato forças devidas à aderência. A diferença destas forças, em relação às
forças de frenagem F = fP, reside apenas no valor do coeficiente f. Este valor é
menor para o veículo em movimento do que para o veículo estacionado. Note—se,
por exemplo, a Fórmula 1-4 para V -—> 0. No caso de ferrovias, uma fórmula
recomendada pala f é

_ fo -
f"1+0,01V (19)

dada por P. Patin. Nela fo = 0,12 a 0,22, conforme se trate de locomotivas elé—
tricas ou a vapor. Do exposto, concluímos que a força longitudinal sobre uma
ponte, quer rodoviária. quer ferroviária, deve ser dada por uma certa fração do
peso da carga. móvel, participante no processo, de acordo com a fórmula.

F = ;P. (1-10)
Como exemplo deste fato, citemos as normas NB-2 e DIN 1072 que, para pontes
rodoviárias, fixam & força longitudinal em 30% do peso do veículo (f = 0,30) ou
5% do carregamento do tabuleiro com a carga uniforme. No caso de pontes
ferroviárias, & norma NB-2 fixa 15% da. carga móvel para & frenaçâo (f = 0,15)
e 25% do peso dos eixos motores para 9. aceleração (fo = 0,25), uma vez que ape—
nas O peso destes eixos responde pela aderência neste caso. A norma alemã
BE, estabelece, para & frenagem, 12,5% do mm da composição.
e) Força centrífuga. Nas pontes em curva, a carga móvel transmite à ponte
. mV2 PVª
uma força centrífuga dada pela conhec1da fórmula. F, = R = ?, sendo V a
velocidade diretriz e P, o peso da carga móvel. Para diferentes valores da velo-
cidade diretriz V e g = 9,81m/sº, chegamos & fórmulas do tipo

Fc k
$ª?%
para o cálculo da. força centrífuga, sendo la uma constante numérica. De acordo
com a norma. NB—2, k = 2 100 para pontes rodoviárias, correspondente a
V º 50 km/h e lc = 12000 para pontes ferroviárias, correspondente a V = 120
km/h.
]) Vento. Incide transversalmente sobre a ponte e a carga móvel, sendo
o seu efeito avaliado através de pressões por unidade de área., estabelecidas regu—
12 ELEMENTOS COMPONENTES, CLASSIFICAÇÃO, CARREGAMENTO CAP. 1

larmente. Em casos eSpeciais, poderão ser as pressões de vento determinadas


por ensaios em túneis aerodinâmlcos.
9) Efeitos témícos, atrito nos apoios, empuxos, movimento das fundações etc.
Deverão ser considerados, em cada caso, de acordo, com as condições especiais
da obra.

1-6 NOTA GERAL SOBRE A SISTEMÁTICA DE CÁLCULO E PROJETO


E oportuno, nesta fase da exposição, tecer alguns comentários de ordem geral
& reSpeito da sistemática do projeto e do cálculo das pontes.
A escolha da solução estrutural para um determinado projeto de ponte é
feita em decorrência do exame das condições locais da obra e demais parâmetros
técnico-econômicos. A seleção do tipo de ponte baseia-se em cálculos de prédi-
mensionamento, aplicados a soluções estruturais igualmente interessantes ao casO,
Dentro de um mesmo tipo estrutural, procuramos otimizar os vãos ou as pro—
porções da obra através de cálculos comparativos, fazendo variar as proporções
dos elementos em foco.
Fixada, em definitivo, a solução estrutural e de fundações & ser detalhada,
partimos para o seu dimensionamento.
Logo de início, devemos estudar a. interação global da superestrutura com
& meso e infra-estruturas, de modo a fixar a distribuição de esforços. Podemos,
& seguir, passar ao estudo detalhado de cada parte componente da. obra, a começar
pela superestrutura. Nesta, de acordo com 0 tipo de ponte, dimensionamos as
lajes do tabuleiro e o sistema estrutural principal, para as ações mais desfavorá-
veis dos diversos tipos de carregamentos e solicitações. A seguir, ocupamo-nos do
cálculo dos pilares e infm-estrutura, considerando também as condições mais des—
favoráveis às quais possam estar submetidos.
Por último, estudamos as fundações, no que se refere ao seu comportamento
estrutural e a interação solo-estrutura. Nos próximos capítulos, ocupar-nns-emos
dos diversos tópicos aqui mencionados, além de outros importantes para a con-
cepção e detalhamento.
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO

Abordaremos, no presente capítulo, os conceitos estmturais mais importan-


tes, bem como algumas regras de dimensionamento do sistema. superestrutura-ta-
bulexro, nas pontes em concreto armado e pretendido. Podemos, &. grosso modo e
— a menos de casos especiais, distinguir duas soluções básicas para a superestrutura:

a) superestrutura em grelha, com tabuleiro solidário;


b) superestrutura celular.

Na solução de superestrutura em grelha., encontramos um sistema de vigas


principais, orientadas no sentido longitudinal da ponte, vencendo os vãos, e um sis-
tema de vigas secundárias —— as transversinas — destinadas a regular e. distribui—
çã do carregamento nas vigas principais. O tabuleiro, constituído por uma laje
So idâria à grelha, serve de superfície de rolamento e transmite as cargas do trá-
fego aos elementos da grelha. Nas superestruturas celulares, não se verifica uma
nítida subdivisão de elementos como acima. A secção transvelsal da ponte é com-
posta de lâminas solidárias entre si, das quais a laje do tabuleiro é uma delas,
formando um conjunto rígido à torção. Passemos & examinar cada um dos casos.

2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA

A Fig. 2—1 caracteriza os elementos básicos de uma superestrutum em grelha.


O caso (a) corresponde a uma grelha contínua e 0 (b) a uma grelha simplesmente
apoiada. As transvexsinas podem ser de dois tipos. intermediárias e de apoio.
A Fig. 2—2 indica soluções típicrs da secção transversal A-A das superestruturas
em grelha, para pontes rodoviárias. A Fig. 2-2a é representativa do caso de trans—
versinas solidárias à laje do tabuleiro e & Fig. 2-2!) da. solução com transversinas
desligadas da laje.
“mr....KWWWVA4 A

14 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Tronsversipas Vigas pr'ncipois


intermediaios

4
%Ã F'A HA

? —DA % —DA
Transv inos de apoio Transversina

, /Á ,
(o) . (b)

Fig. 2-1

Transversinos

// /////)& ' 1/
r
11

CORTE B—B

|_,C Trans???“

FÁ/////////////// /////l'//V 7/7/

m “
L,C CORTE c—c

Fig. 2-2
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 15

Esta última apresenta algumas vantagens, no tocante à simplificação das arma-


duras da laje. Em ambos cs casos, 9,0 fixm-mos & secção das vigas principais e
das transversinas, para. O cálculo da grelha. devemos levar em conta &, contri—
buição da laje do tabuleiro, através da largura útil correspondente 0. cada caso.
Quanto às hipótcscs de cálculo e dimensionamento da grelha. podemos dis-
tinguir dois casos:
a) a grelha tem um pequeno número de vigas principais e transvelsinas;
b) a grelha tem um grande número de elementos, quer vigas principais ou
transversmas

No primeiro caso, o método de dimensionamento baseia-se no modelo das


estruturas em barras, podendo-se empregar nos casos correntes & simplificação
de cálculo, denominada método dos coeficientes de distribuição transversal.
No segundo caso, usamos como modelo de cálculo, & placa ortotrópica,
diluindo uniformemente, nos sentidos longitudinal e transversal. o efeito (105 ele-
mentos da grelha. Neste processo, incluímos também a contribuição (lu laje do
tabuleiro. E possível aplicar também esta analogia & pontes de secção celular.
com um grande número de células. conformo ainda veremos.

2-1-1 Sistemas em? Grelha —— Método da Distribuição Transversal


Ocupamo-nos, de início. com os sistemas em grelha, com pequeno número
de elementos. A grelha, que constitui o arcabouço da. superestrutum da ponte,
pode ser atualmente dimensionada com grande facilidade, por meio de programas
gerais de computador. amplamente disponíveis. Por meio destesprogramas,
& grelha pode ser calculada com a precisão desejável, levando—se em conta todos
os parâmetros, tais como rigidez à, flexão e torção dos diversos elementos, para
2. posição mais desfavorável da carga móvel e demais efeitos. Na era. anterior
à difusão dos computadores, muitos foram os métodos de cálculo desenvolvidos
por autores diversos, para. dimensionar as estruturas em grelhas. Estes métodos
operavam através de certas simplificações como, por exemplo, a de deSprezar &
rigidez à torção de certos elementos, de modo a reduzir os trabalhos de cálculo
numérico. Divelsas tabelas e resultados baseados nestes estudos são ainda
hoje encontrados na literatura., podendo ser empregados no cálculo das pontes.<n
Dentre os resultados de caráter mais prático destes estudos, podemos citar as
tabelas de “coeficientes de distribuição transversal", sistematicamente empregadas
na determinação da carga incidente sobre as vigas principais da. superestrutum
da ponte.
O método dos coeficientes de distribuição transversal é uma simplificação
destinada. & prescindir do cálculo completo da grelha, retendo todavia os aspectos
essenciais do problema. A idéia básica desta simplificação Consiste em idealizar
& secção transversal da ponte como constante de um elemento representativo
das transversinas, apoiado em molas elásticas que caracterizam as vigas principais
(Fig. 2-3).

“) Homberg, Trenks, Drchstcijc Kreueworkc. Springer Verlag, 1962.


F. Leonhªdt, W. Andrã, Dic verainjachte Trãgerroslbcrcchnug. Verlag J ulius Hoffman, Stu—
tgart, 19 .
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2
16

Tronsversinas

P1
%%
W
?Vigas pr'ncipais

11 12 13 34 Fig. 2-3

forma
O carregamento do t nhuloiro da ponte incide nas transversinas em
efeito
de (”algas concentradas (10d1» dos veículos) e cmg; as distxibuidas q. 0 seu
traduzem
sobre as molas é xoptosentado pelas mações de apoio R1, R2, R3, R4 que
a ação do canogamcntu incidente solne as vigzºs principais. Este carr
egamento
móv el
pode difmil ao longo do xão, de acordo com & distxibuição da calga.
a
sobre o talmleixo Pala cada xiga da secção tr?nsx exsal, dexemos pesquisar
Esta
posição da cangu sable o tabuleilo, Capaz de produzix o máximo efeito.
pesquisa é feita com o emprego de linhas de influência dos coeficientes de dis-
tlibuição tmnsxexsal (Fig. 2—4).

VIGA EXTERNA VIGA INTERNA

rj©©©© ©©©©

W W
Hm
Bad
Boa Gb Bac Bb ª Jaba
Bbb Bbc

(º) (b)
Fig. 24
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 17

Estas linhas representam diagramas dos efeitos, Sobre uma determinada


viga, de uma carga. unitária que se movimenta na transversina. Na Fig. 2-40,
temos a linha de influência correSpondente à viga externa (a) e, na Fig. 2—4b. &
linha. de influência correspondente a uma viga interna (I;). Os efeitos da carga
unitária sobre as respectivas vigas são caracterizados pelas reações Baa, Bab,
Bba etc. nas quais o primeiro índice caracteriza o local do efeito e o segundo ín-
dice, & posição da. causa,, isto é, da carga concentrada unitária. Estão também
indicadas na figura as posições do carregamento do tabuleiro que produzem os
máximos efeitos, nas respectivas vigas. Os valores numéricos dos coeficientes
Baa... Bbd etc. acham-se tabelados para diferentes relações de rigidez das trans-
versinas e vigas principais.”) Se desejarmos levar em conta a rigidez à torção
das vigas principais, devemos substituir a mola simples das Fígs. 2-3 e 2—4.
pela mola dupla da Fig. 2—5. Este modelo pode, além das reações verticais Baa.
Bab etc., absorver momentos Daa, Dab etc., que simulam a rigidez :“). torção
das vigas principais.

Neste caso, além dos parâmetros que definem as relações de rigidez à flexão.
deverá sºr introduzido um out'm que defina a rigidez à torção!“ A consideração
da. rigidez à torção das vigas principais pode ser importante, quando a secção
transversal da ponte fox composta. de vigas—caixâo, solidarizadas por trunsversi—
nas (Fig. 2—6).
T .

_1 I_—

Viqos princ'oois
Fig. 2-6

“(º) Na obra de Homberg e Trenks, citada. à pág. 15, () parâmetro de rigidez usado (—
3
z = (BL) ji— , sendo J e Jo Os momentos de inércia à flexão das vigas e transversinns o
ª 0
I c a o.»; vãos das vigas e tmnsversinns, respectivamente.
. . . . 1 EJ
(” .No raso dus tnbelus de Homberg e Trenks, o parametro adlcxonnl 6 ar = x'— - (“IQ ,
l ª )— T
sendo G.]r a rigidez à torção das vigas principnis.
18 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Os diversos trabalhos tabularos indicam as correções ». serem aplicadas aos


coeficientes de distribuição transversal, de modo a levar em conta o número das
t-ransversinas do vão. A obtenção dos coeficientes de distribuição transversal pode
também ser concretizada através do cálculo parcial da grelha, por meio do com—
putador. Neste caso, o programa é apenas acionado para a determinação dos
coeficientes de distribuição, com a carga. unitária aplicada. nos nós da ligação
da transversina de centro do vão. com as vigas principais. Podemos, então,
levar em conta o número de transversinus existentes, a continuidade da grelha etc.
Obtidns os carregamentos sobre as vigas principais, através dos diagramas de
distribuição transversal, determinamos as solicitações nas diversas secções das
vigas principais, através do conhecido procedimento das linhas de influência.
Apresentaremos, & seguir. um exemplo elucidativa relativo 11.0 método da dis-
tribuição transversal.

EXEMPLO NUMÉRICO El — COEFICIENTES DE DISTRIBUIÇÃO


TRANSVERSAL
Com a finalidade de ilustrar alguns pontos anteriormente citados, relativos
n.os coeficientes de distribuição transversal, apresentamos alguns resultados numé—
ricos comparativos.
Trata-se de uma superestrutum em grelha, do *ipo daquela indicada na
Fig. “.!—20, para. a qual as vigas principais têm as características:

J = 0,303m4; JT = 0,024 mª (El-l)

respectivamente. Consideremos trunsversinas tais que:

Jo = 0,113 mª; JT = 0,007 m* (El—2)


OU
Jº = 0,025 m'; JT = 0,003 m* (E1-3)
e determinemos os coeficientes de distribuição transversal, segundo o trabalho
de Hombergoe Trenks, citado à pág. 15, comparando—os com o resultado de
um cálculo de grelha, segundo 0 programa STRUDL da IBM.
Os parâmetros que definem a distribuição transversal, nas condições acima,
pelo método de Homberg (: Trenks sâo ([ = 30 m; a = 1,80 m) respectivamente

_ z ªJº . _ ! EJo
- (35) T—ººº' ªr" 56“ GJT *ºº (E”)
para & viga principal (El-l) e a transversinn (E1-2) e

zªJº ,. z EJC,
Z—(ga) —J-__OO, ZT——86" GJT __4,4 (El-õ)

para a viga principal e & transversina (El—3). De acordo com as tabelas dos
autores citados, obtemos respectivamente para as vigas externas e internas,
de acordo com as notações da Fig. 2-4, os resultados apresentados nas tabelas
seguintes.
19
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA

VIGAS EXTERNAS

: = 220 z = 50
Coeficiente

zr=ºº zr=20 "=º: zr=4,4


(El-ô)
Bba 0,7032 0,5641 0,7122 0,5109
Bab 0,396? 0,3392 0,3872 0,3240
Bac 0,0971 0,1548 0,0890 0,1558
Bad — 0,1970 — 0,0554 — 0,1884 0,0093

zz- = <» : rigidez à torção desprezada.

VIGAS INTERNAS

: = 220 2 = 50
Coeficiente

zT=co ZT=20 ZT=ºº «"““-”414

(El-?)
Bba 0,3967 0,3392 0,3872 0,3240
Bbb 0,303? 0,2846 0,314? 0,2915
Bbc 0,2024 0,2214 0,2092 0,228?
Bbd 0,0971 0,1548 0,0890 0,1558

7,1- = cº : rigidez à torção desprezada.

É interessante comparar os resultados dessas tabelas, com os obtidos por


um cálculo de grelha, pelo programa STRUDL, repetindo-se as condições do
problema. Os coeficientes de distribuição transversal foram obtidos, neste caso.
aplicando-se cargas nodais unitárias nos nós da grelha. Foram levados em conta
diferentes números de transversinas, espaçadas igualmente segundo o vão.
Resumimos, & seguir alguns dos resultados.“)
VIGAS EXTERNAS

1 Transversina 3 'I'ranswrsinas
Cocjicientc

JT=0 JrrfO Jr==0 Jr,:án

(Elói)
Baa 0,7030 0,5496 0,7388 0,642?»
Bab 0,3970 0,339? 0,35% 0,3299
Bac 0,0974 0,1526 0,0660 0,1006
Bad —0,1972 —0,0418 —0,1036 -—0,0706

(4) Os resultados transcritos & seguir foram obtidos pela Engenheira Vera Lúcia C. Sil-
veira em sua. tese de mestrado na PUC/RJ.
20 ,, SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

l Transversina 3 Transvem'nas
Coeficiefue

JT=0 Jrilªº JT=0 «77750

(E1—9)
Bba 0,3970 0,339? 0,3588 0,3299
Bbb 0,3034 0,2846 0,3484 0,3360
Bbc 0,2022 0,2320 0,2266 0,2 :62
Bbd 0,0974 0,1526 0,0660 0,1006

Estes dados dizem respeito à transversina de maior rigidez (El-Z). Os


resultados dos quadros (E1—8) e (E1—9), para o caso de uma transversina, devem
ser comparados às duas primeiras colunas dos quadros (El-ô) e (El-7), res-
pectivamente, pois correspondem & idênticas condições. Notamos & boa con-
cordância dos resultados.
Nota-se que a inclusão da rigidez à torção nos cálculos melhora a distribuição
transversal, tendendo &. uniformizar os valores dos coeficientes, como seria de
esperar. O aumento do número de transversinas não se traduz no aumento
aparente da. rigidez de uma transversina única equivalente, conforme podemos
observar no quadro acima. Esta tendência ainda mais se acentuou para 0 caso
de cinco transversinas, que também foi calculado. Todavia, não devemos neces—
sariamente concluir que o aumento do número de transversinas não seja favorável
à distribuição transversal. Na verdade, as solicitações de um determinado ele-
mento da superestrutum dependem da forma como as cargas se distribuem nos
demais elementos. No caso de uma grelha com várias transversinas. 0. incidên—

0,36 t/mz
2.1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 21

7,2t 7,21 0,36f/m2

º"º'/m 7,8v 7,8t 7,8? /I,I8t/m


!
nnmnmmmmm
Fig. Ex-:;

riu :'(-n.] (Ius vargas nas vigas principais é (10 natureza diversa (lv. incidôm'ia (1st
«':u'gns na presença do uma só transwrsinu. () método dos (coeficientes de (lis-
Irihuiçâo (' :lpunm uma). aproximação. No entanto, dos resultados obtidos, (“nn-
rluímus (luv. nu [')rálivu. pndomns dimonsiunur as pontos com tabelas referentes
:|. uma só transvcrsina. sem incorrer em errºs quo afetem 11 segurança (la obra,
em furo das margens usuais.
('nm'luímus () ('xºmplo mm () (11101110 do efeito na. viga. externa (10 um ('um-«'-
gunwnm aplicado na. supervstrutum. Sejam «) caminhãu—tipn (& :». carga distri—
lmítlu (imlns na, Fig. l'Il—l. De acordo com 05 indicações (!:-. Fig: “.?—40 (* & pri—
nu-im ('uluna (ln quadro l'lI—(i. teremos () esquema do ('()PfÍCÍODÍPS (10. Fig. l'll-“Z.
.1 pnrlv (a) da figura. mrrospmule :'u região do caminhão v a pmtc (In A região da
('uma). distribuída, Foilus ().—' cálculos, nmltiplicundo as cargas pelas ordenadas
<- intcgmndo os diagramas nv. rogiãz) (lc 'argas distribuídas, nhtomus (> trom-tipo
«lu Fig. l'Il—R. pum «: cm-rvrnmrnto (Ius vigas externas.

2-1-2 Método de Guyon —— Mnssoncl —- Barlvs

Nu msn (10 pontes mm maior númcm de vigas (» lmnswrsinas, é mais indi-


(“min usar um model” baseado na estática dos sistemas mntímms. () modelo é
uplivávvl mnh» & grellms pmpriamumo (lilas como 0. outras variantes do tabulei—
ms mm n-struturu rvlulvr. A ('()nh'ihllição (lu lajv (ln tnhuleim é levada. em «(mm
aummatit-ztmcmv. lim resumo, ussimilamns (» tabuleiro a. uma placa orto—
tn'upit'z. :».trihuimlu-lho (“f(“I'vHÍCS rígidvzos nos sentidos longitudinal e transver-
sal 0 definindo cunvmivntmnvnlc sun rigidez & torção.
22 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

As idéias que levaram ao desenvolvimento deste modelo dv cálculo foram


estabelecidas por Guyon, Hammet e Massonct—Barês.ªºª lim espovial. no úl—
timo trabalho abaixo citado, do Barês-Masqonet. São apresentadas mlwlax- (lv
cálculo para ampla variação dos parâmetros que definem 0.5 condições do tabu-
leiro. () emprego prático das tabelas baseadas no método é semelhante ao ro-
lativo aos coeficientes de distribuição transvexsal anteriormente descrito.

2—1-2-1 Fundamentos do Método

Passemos & resumir as idéias e os conceitos principais referentes ao método.


Seja um tabuleiro de ponte de largura % e vão 1 (Fig. 2-7) simplesmente
apoiado. A posição dos eixos coordenados de referência é' & indicada. sendo 1—
no sentido longitudinal do tabuleiro e y no sentido transversal. [) (r, .1/1 é a
carga e m (r. 111 são os deslocamentos.

vaví) PE ,E

Fig. 2-7

(ª) Os trabalhos mais importantes destes autores, nesta área, são: (0) Y. Guyon, (“al-
cul des ponls Larges à poulres multiplos solidarisées par des mlrcloisrs. Ann. P. et Ch; Set.
e Out. 1946, págs. 553 a 612; (b) Ch. Massonet, Mólhodc dr calcul dos pants à poulrrs
multiplos lcnant compte de leur résistancc 11. la !orsion. Ahh. der IVBII, 1950: (o) R. Bnrí-s
e Ch. Massonet, Analysis of Beams, Grids and Orthotropic Plates. Fred. Ungar. Publ. Co.
Nova. Iorque, 1966.
2—1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA , 23

Admitimos uma disposição de elementos estruturais do tabuleiro tal que


sejam impressas ao mesmo rigidezes à flexão e torção, fixadas pelas seguintes
relações momento-curvatura:
ôºu' âªw
”' = “ p, (19? "' *a?)
6% ôºu'
Mu = " p3(_ã.l.1T + m É?)
(ªº"

M 6210 M ôºw
“**PW' "'ª-7sãa'
Nas fórmulas acima, pp, px definem as rigidozes à flexão. por unidade do
comprimento do tabuleiro, nos sentidos longitudinal e transversal respectiva-
mente. 17, e 17, são coeficientes que caracterizam o efeito de Poissõn. 7,
e 73 definem, de maneira análoga, ns rigidows à torção. Sâo mantidas :.».s no-
tações dos trabalhos originais, de modo a facilitar o uso das respectivas tabelas.'ª'
Com base nas relações (2-1) podemos, da forma usual, instituir a equação

â' ' ôª ' ô'w


ppà+2HÉâT+PsTw=PÇBw (2-2)

das placas ortotrópicas, sendo

2 H = mp,, + mpg + 7,» + 7» (2-3>


o coeficiente que caracteriza a contribuição de torção.
É habitual introduzir um parâmetro a, com o fim de caracterizar o compor-
tamento à torção, de modo tal que

2 H = ºªx/FFÁL- (2.43
Comparando (2—3) e (2—4), concluímos que.

a : Mªiª (º—51
2x/pp pg
O parâmetro a pode. variar entre zero (rigidez à torção nula) e 1 (placa isó-
tropa).
A fixação das,constantes ppm“, depende da solução estrutural do tabu-
leiro em cada caso particular. Ocupar-nos-emos oportunamente do assunto.

(º) Os índices correspondem às iniciais da língua francesa: P-poutrcs e E-cntrctoiscs.


24 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Para a aplicação aos tabuleiros de pontºs. partimos, de início, de uma so-


lução de (“2—2') para uma carga distribuída segundo uma linha distante “e" do
eixo do tabuleiro (Fig. 2-8“).

b p=prmsnmflrx
,_ Le /
,] ;x
(0) b ;P

(b)

Fig. 2-8

Hsm ('uma olwdcw u uma variação senoidal do tipo

)”".C
I, : pulsº" - 7 ' (24h

.1 snlmylu llv (“.*-31. pum :| (':n'gu acima. é fixada do mmln u garantir condições
dv hnnln lix'n- vm ]] = 5: h, ()s (h-slm'ummtus respwtivos resultmn dn furmu

m mr
"' = H“,,,(_//! svn .)-71
/
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 25

na que.! () coeficiente w,,.(y) depende da carga p,, e de sua posição e e dos pa-
(l ,!

râmetros de rigidez a e

g = _b__ Jºa (2—8)

do tabuleiro, podendo—se escrever, mais apropriadamente

“'n-(U) = un.; (pn.— €, a. 6. y). (2-9)

Abstemo—nos de apresentar a expresfm detalhada da solução que poderá


ser encontrada pelo leitor nas obras de referência(b)e(c),citadas na nota da pág.
“32. Para determinar aproximadamente as solicitações nos tabuleiros de pontes.
é normalmente suficiente adotar m = 1 nas fórmulas (“2-6") e (2-7), do modo qu.»
() carregamento (Fig. 2-80) e os deslocamentos são senóides, isto é.

p = p.Scn %; u- = u-.sen "l'” — (“.)-10“)

2-1-2-2 Coeficientes de Distribuição— Solicitações

De modo a poder definir um coeficiente de distribuição transm'sªl. Masªm-


nct admite que a carga senoidal da Fig. “.!-Sb esteja repartida unifm-nmnmtu
sobro toda a. largura. do tabuleiro (Fig. “.)-91. Neste caso a equuçãn de placa (2-2)
é substituída. pela da faixa
ô'u' ,
p,, af?— = ph) (".!-l 1)

mm

,;(x) = %;) seu 311. (“.*-12»

v wºh) Como deslocamento.


Substituindo (".)—I;?) em (2-1!). onmntmmos inwdintamvmo & soluçãu

p. !* 7r.z' _) .
”:o(.“ =
sz,. «4
-
z
- sen -'-- -
( _-l.i)
Defino-so como coeficiente de distrihuíçà) t'mnsvorsnl & relação

K = 11
N'“
(;*-14.

do deslocamento (2-7), devido à carga aplicada segundo uma linha. para 0 dvs-
lommcnto ”'n do tabuleiro. com a mesma carga. repartida Sobre o mesmu.
25 ' SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Fig. 2-9

Podemos, em (2—14), fazer variar a posição da carga e (Fig. 2-8b) e repre-


sentar o valor de X, para uma determinada posição do elemento da secção
transversal (Fig. 2—10).

SEÇÃO y=o

Fin. 2-10

()btcmos. assim, as linhas de influência para IC. Xa Fig. “.?-10, são apresentadas
as formas destas linhas de influência. para as secções y = I); g = b/2 e y = 0.
Obvimuente, por mmstruçào,
2.1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 27

' o
l º ] u'dy
_. Kdy = ——'-b—-——— = I. (“..?—15
2!) ºbll'o )

relação que podemos usar para controlar os coeficientes da linha de influência.


Para o dimensionamento dos elementos do tabuleiro, necessitamos dos mo-
mentos fletores Al,. M,, e. eventualmente M,,. Desprezando os efeitos da
contração transversal. as duas primeiras relações de (2-1) simplificam—se para

M, = — p,, ôºu:
637 ; ôºw
M, = _- pb. 552 (2-10)_
Substituindo (2—7) nus expressões acima e fazendo m = ].

1r'-' 71x 'n , __


U, = 73 ppl!“) SCH "! = ? pPN' (.?-141

& 7r '
M,, = pp,!) sen _; (.*—18)

sendo ;; um parâmetro que dependo de g. a, e o 0, isto 6. p = “(y. a. «. 01.


De (12-17), constatamos que M , é proporcional aos deslocamentos. Desto mo-
do, se chamarmos M? nos momentos fletoros devidos ao carregamentu uniforme.
de todo o tabuleiro, conforme a Fig. 2-9, concluímos que. à semelhança de (12-14).

M,
= K,
.1/9 ( 2-10)
Assim. para os momentos fletores M,. vale a. mesma. lei que para os desloca-
mentos, podcmlo—sv empregar as mesmas linhas de influência.
() pnrâmetm ;: em (22-18) é tabelado em função das grandezas das quais dc-
pende. para diversas posições y da secção no tabuleiro. Os valores dos ('no-
ficíentes K e y. para determinadas posições y do elementn estrutural na secção
transversal. dependem. como já dissemos, dos parâmetros a e 6. dados por (2-5)
e (2—8). os quais definem as condições de rigidez à flexão e & lorçím do tahulvim.
Com base em cálculos comparativos. os autores do método concluíram ser
posºível obter os valores intermediários, em relação a a. dos coeficientes [( o 0.
através das fórmulas intorpnlatórias

K,, = [(O +(K1— [(um/ã (3-30)

p.. = #0 +01: — poh/É. (2-21)

Nelas, K.,, K ,, po e p, são os valores de K e #, calculados quando 01 = 0


e oc = 1.
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Portanto, é suficiente tabdar os resultados referentes & K o ;; paraa: ()


v a = 1 <» interpolar. através de (2—201 e (2-21), para valores intermediários de a.
As tabelas. agora, dependem apenas do parâmetro 0. fixado em (“.?—8). Existem
várias tabelas, neste sentido, nos ! ':LhthOS de referência, principalmente (c), da
nota. :'n. pág. 22 Anexamos um exemplar destas tabelas, pam:

!) 4 _—
P .
0=—- l=0,200a=00a=1
[ pa
e
—b — 3,10 — 0,2 — 0,4 o m 0,2 3/40 b
r—y— . .=- _,, _,- ——-—4

0 +0.9884 0.9948 + 1.0009 + 1.005? + 1 .0078 + 1.005? + 1.0009 +0.99 18 +0.9884


b,"-1 +U.2—121 +0.-1330 +0.6251 +0.8100 + 1 .0057 + 1.1929 + 1.3767 + 1 .5583 + 1,73%
b;? “0.5008 _0.1257 +0.2-195 +0.6251 + 1 13009 + 1.376? + 1.751-1 +2.12—12 +2,4961
30,4 _1 .2-1 18 —0.6839 —0.1257 "1413336 +0.1!9'18 + 1 .5583 +2.1242 +2.6913 +3.2581
(: _1.9823 "'12118 “0.5008 +0.2421 +0.988>1 + 1,739-1 +2.-1961 +3.2581 ++.0230

Kg «0 = 0.20
(

_b “3,110 “(112 “"Mªl 0 bH b/2 3/40 b


_” A— . .. . ._.. "— _ . . *_*—_. .,

0 +0.9912 +0.(Jª.100 + 1 .0006 + 1 .00—14 + 1 .0061 + 1.00—1-1 + 1.0006 +0.9960 +0.9912


b “1 +0.9-108 +0.11010 +0.U755 +0.9902 + 1 .0044 + 1.010? + 1 .0257 + 1.0328 +1.0392
b,“! +0.9058 +0.11281 +0.1|513 +0.9755 + 1.0006 + 1 .0257 + 1 .0—190 + 1,0708 +1.0900
3?) '—l +0.807—1 +0.8972 +U.U281 +0.9010 +0.9900 + 1.0328 + 1.0708 + 1.1086 + 1 .1449
1) +0 8305 + 0.86.” +0.9058 +0.9-168 +0.9912 +1.0392 + 1.09% + 1 .1449 + 1.200!)

K; (0 = 0.20)

c
'ª); —3; &, —b/2 -b/4 0 b/—! 0/2 3,40 0
y

0 “248000 _124402 " 1.35 +1213.35 + 219138 +12—13.35 " 1.35 "12-1-102 "248650
bªâ “14.40.07 _ 901.03 "176.69 + 609.75 + 1398.79 + 1291.17 + 486.78 “1215.47 "2916.9-1
MZ _ 930.40 '— .)43.08 “156.70 + 231,12 + 620.41 +1011.08 +1405.08 '— 69938 "2801.16
35/4 _ 271.17 — 164,98 — 58.71 + 47.80 + 154,77 + 202.36 + 370.05 + 479,50 —1911.20
!) O 0 O 0 O 0 0 0 0

pu . 104 (9 = 0.20)

c
—e. “11/40 —0/2 -0/4 o b/-1 b/2 3,40 b
11 _ __
0 "180930 _ 987.33 " 61.13 +956.2-1 +2116.2—1 + 956.24 " 01.13 "' 937.33 _136930
0” _172092 “11093“ _46081 +252.12 + 1066.17 +2022.85 + 049.53 "" 001.57 —1793.17
(2/2 “137203 "' 981.113 “577.27 _128.79 + 384.01 + 983.02 + 1714.20 + 78:19 —1'179.7'2
30“ '— 802.08 "' 617.93 “423.76 _209.97 + 31.90 + 323.115 + 072.10 + 109833 '— 897.28
b 0 0 O O O O 0 0 0

m . 104 (0 = 0.20)

O emprego destas tabelas fuz-se de forma análoga à dos diagramas de dis—


tribuição “transversal nas grelhas, explicados no item anterior. Dispomos as
':srgus lm sm'ção t'amsvvrsztl. (“10 mudo & prmlnzir () múximn vfoitu num dvtor—
minzuln elemento estrutural. Cnlculmmw vslv vaitn pm'u (: vlvmvnlu vm cun—
sidcmcão. obtendo então 0 diagrama de (':ervgmu'mn 801111“ 010. ( >p0runms.
a seguir, através dos diagramas (lv linhas (10 influônviu (10510 vlvnu—ntu. da forma
usual. L'm exemplo numórim pustvlºinl' vsclnrvvvr! a uplicuçãn do método.
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELNA
29

2-1-2-3 Definição dos Parâmetros de Rigidez

Falta-nos, ainda, elucidar a determinação dos parâmetros de rigidez à flexão


pp, Pg, 7? e 73, ªlém de 17, e ªw necessários ao cálculo de a e 0, segundo (2-5) e
(2-8)- A determinação destes parâmetros está ligada ao sistema construtlvo do
tªbªlºifº e dÍSting'uiremos os casos de grelhas propriamente ditas, tabuleiros em
vigas T e sistemas celulares.
Em primeiro lugar, os efeitos de Poisson 77, e ”v têm importância secund
á-
ria e podem, na prática., ser desPrezados para as estruturas em concreto. To-
davia, caso devam ser levados em conta, existe entre
eles a relação

Ppn, = m,, (2—22)


obtida de (2-1), pela consideração do princípio da. reciprocid
ade de Maxwell-
Betti. Com auxílio de (2-22), podemos determinar um dos coeficient
es, uma vez
fixado o valor do outro coeficiente e de p,, e pª.
Discutimos, & seguir, a determinação dos parâmetros de rigid
ez do tabuleiro,
& começar pelo caso das grelhas propriamente ditas (Fig.
2—11).

JPvJ'rp
/JE1JTE

&' /
.)
—+'
D

'o “
_?!—

(o)

(b)
à

30 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Admitimos que a greiha conste de. vigas longituclirmis de rigidez & flexão
EJ,» e 6.11!) à torção e vigas transversais de rigidezes EJB e GJ”, respectiva.
mente à flexão e :“; torção. () eSpaçamento entre vigas longitudinais é (O e entre
as vigas transvelsais 10. Com estas definições. teremos

pp :
E.]
. L
) EJ G . G.]
: pH = E : 'YP : —-'!Zl ; 'Y'? : TB (2'2v1l
lÍl In [O [0

e de (2-5) e (2-8). com 17; 5.41)” :>.«0 e (i s.; =).- ,

.lu- + Ji];
,, = ,!9 ___[L , _ "N/'de (2.20
4 /t!l'ª/E [ 'I'I“(ll

N rolo
Um caso muito comum no projeto dos tabuleiros de pontes é o de uma gre-
lha, com as vigas ligadas ?» laje do tabuleiro.

+A

// / ///f f//// Í A
1
(a) .

J'T'vJ'T'P 11— ÍO'—,


___-_-AL——_—'0 ——=——.L

C O RTE A-A

«7/ /// (1//// #1 j


| 1 |

&; â; / k/ ['
V/ +
(b) 71 ,L 4
' ( f '
Jere/"Jª' " º ( º +
Fig. 2-12 ',

Os cortes transversal e longitudinal do tabuleiro, para os quais valem as nn-


taçõos (19. Fig. 2-110, sâo esqumnutizndus lm Fig. *2—1'2. (“antinnmn válidu—
as fórmulas (2-23) (* (2-241, devendn-Sv porém incluir a mntrilmiçfm da. 1010 na.—
2.1 suveaesmuwnA EM GRELHA 31

rigidezes à flexão e à torção das vigas. Assim, na Fig. 2-13, deverá ser levado
em conta a secção hachurada. bº será igual e. to (ou 10), se tc (ou 10) for menor
que a largura útil da mesa e igual à largura útil, em caso contrário.

&
ÁZL I

1 0,0 4
Fig. 2-13

Para a rigidez & torção, somamos & contribuição da mesa e da alma. da


forma. usual (Fig. 2-14), empregando as fórmulas da teoria de Saint-Vcnant.

J'p =JT1 + Jrroz

Fig. 2—14

—DA

(o)

——DA
CORTE A—A Sºº'ºª
% ”7///, ]

(b)
w / / _
JE

Fig. 2-1?)
CAP
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO .2
32

ce lul al' es co m mui tas células é tratado de fo


O caso de tabuleir
os ª ªná.
dos ele men tos lon git udinais e transversais rªl
xão
loga. As rigidezes à fle e p,, são elu cid ada s na. Fig. 2—15, Nsexl—âm
ção de p,, x, da Fig 2-181 lg'
consideradas na determinacorte transvelseJ, normal ao eixo
2-15% é esquematizado um 2-150- O momento àe Jin:,têmç,
cor te lon git udi nal A— A, dª Fig .
na Fig. 2-15b, () na Fig . 2-1 5a; e o momento de inérci
a
da. secção I, ind ica da
J F será o
o da sec ção vas ada , de lar gur a unitária, da Fig. 82115?'
elementos transversais,
T cremos. portanto.
EJp . EJE
1 : EJ” (2-25)
”" : lo ' pª :
flexão.
par:» as rigidozes :]
7 [ ]
// l [

x “
/

/ / , 1
/ / /
|
| ª
' 2b 4“
+—
Fig. 246
ir
, po de mo s ad ot ar o procedimento a segu
ão -
Quanto às rigidczes
& torç
a se cç ão tr an sv er sa l do tabuleiro em sua lar
indica um 'p, pelo
descrito. A Fig. 2-16 co ns t an to de to rç ão da. secção total J'â
rminamos &. mos & rigidez unitár
ia à
guru total 26. Deto 2- 2 a. se gu ir . Ob tc
no item leiro
método :1. ser descrito ão de to da a se cç ão transversa 1 do tabu
dvz EL torç
Ínl'çãn dwidindo & rigi
pvla sua. largura 'sz (')-“76“-
__ GJ Tp
tol
' _ ,

7P — .)b

iada
lu la s (> 4 a 5) , a co ns tante J'Tºªp pode ser aval .
cé '2—14)
Caso tenhamos muitas c ".s
. su bd iv is õe s intermediárias (Flg.
no externo, desprezanclo -s
polo contor
2-1 SUPERESTRUTURA EM GRELHA 33

Com as indicações da Fig. 2-17, a constante Jªº'p seria (ver 2-40 a seguir):

J';º,,= “*A , sendo A = 2bh e


2

pg !

a _ & ºh( — 81 62

Substituindo em (2-26) virá:


?thº
= ___—_. . ( 2-27 )
7? (7 h

e, 2e2

Para. 73, podemos tomar N 0. Finalmente, o cálculo de a e 0 será feito


aplicando (2-5) e (2—8), podendo-se tomar 1; N?) NO. A título de ilustração,
incluímos & seguir uma aplicação numérica.

EXEMPLO NUMÉRICO E2 »— APLICAÇÃO no MÉTODO DE


GUYON-MASSONET-BARÉS
Para ilustrar a aplicação do método. consideremos o caso do tabuleiro em
grelha., esquemtizado na Fig. E2-1, com quatro vigrs longitudinais e cinco trans-
vorsinas.

T[>= 3,6m T=b 3,6m , l=30m Í

1 11 1 L I I 1 1 1 &
ltqzl'olo "o IqZI | 'o [ lo |

'o=l,8m Iº: sm

(0) ( b)
Fig. E2-l
As características das vigas longitudinais e transversinas ser㺠as mesmas
do Ex. El, tratado pelo método dos coeficientes de distribuição transversal.
Com as notações da Fig. 2—11a, temos:

Jp = 0,303 m'; er = 0,024 m*; to = 1,80 m; (1324)


Jg = 0,113 mª; J'",- = 0,007 m'; 10 = 5,00 m; (1323)
20 = 7,20 m.
34 SUPERESTRUTU RA E TABULEIRO CAP. 2

As características a e 0 da grelha são dadas por (2-24):

0,024 0,007
a = 1,8 + 5 __ 20,06; 0 = —3—'Ó—
36 J 4 0303
, >< 5 w0,20. (032-33
4N/ 0,303x0,113 0,113 X 1,3
1,8 >< 5
Vamos agora determinar a linha de influência dos coeficientes de distribui-
ção transversal K,, para a secção y = ª— b, que corresponde à posição das vigas
externas (Fig. E2—2).

+——>v

Fl lil l'
—b -39'4- !),2 b/4! b/4 b/Z ."!»b/4 b

Fig. E2—2

A determinação dos coeficientes de influência K é feita por intermédio da


fórmula (2-20), para o caso de 0 = 0,20 e a = 0,00. Os valores de K0 e K, po-
dem, no caso presente, ser extraídos da quarta. linha do exemplar ilustrativo das
tabelas de Massonet-Bares, reproduzidos na pág.28. Aplicando :=. fórmula, (“.)—“205,
encontramos os coeficientes de influência. de distribuição K, representados na
Fig. E2-2. Como controle dos cálculos podemos testar a condição
1 O

—2!) % K,,dy = l. (..—4)


') '

(ver fórmula 2-15) e verificamos que a mesma, é atendida de forma aproximada.


A0 usarmos o diagrama da Fig. E2—2 para. calcular o efeito de sobrecargas
num elemento estrutural, por exemplo na viga principal externa, devemos lem-
brar que os coeficientes dizem respeito & grandezas definidas para placas. Se-
gundo as definições (2—12), (2-14) e (2—17) 0 Fig. 2—9, devemos dividir os coefici—
entes K pele. largura do tabuleiro % e multiplicá—los. pela largura de influência
2.1 supenssmuru RA EM GRELHA
35
b/2 abrapgida pela Viga. .longitud
inal. Em outras palavras, CODS
para & Viga externa. coefxclentes de distri ÍderªríªmºS
buição.

b/2 1
"2TKª = ZK“-
Representando—os apenas para as
vigas, encontramos os coeficientes sec ções que correspondem às posições das
de dis tribuição do modelo da grelha dados
na Fig. E2-3 (ver Fig. 2—4a).
Estes coefi cientes podem ser comparados com os
coeficientes da segunda coluna do quadro
E1-6 e com os coeficientes da segunda
9 quªrta colunas dº quªdro E1—8. O restante dos cálculos poderia ser feito de
manel ra analoga ao modelo da grelha,

MÍ/IÍÍIIIÍÍIII
I/IIIIIIlllª

Bad Boc Bob Bao

Fig. E2—3

A determinação das solicitações nas transversinas é feita. diretamente por


meio da fórmula (2—18), uma vez que foram tabeladas por Massonet—Barés as
linhas de influência para os coeficientes ,u, como ilustram os exemplares transcri-
. . m:
tos na pág. 28. Devemos apenas observar que a carga. p, sen T é uma carga

L D b L

[ -L—-(> y Y
| = |
: Mº;

. i, l":.
D.Ay

[ |
ir b % b %
“ SUPE RESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

senoidal, distribuída numa linha, no local y = 9. Caso tenhamos cargas distribuí-


dus, devvnms substituí—les por cargas concentradas em linha. equivalentes esta—
ticanwntc :s: distribuídas (Fig. [“DE-4). Para a secção y = 0, a linha de influênciª
de p. tem o aspecto da Fig. E'Z—õ (ver tabelas da pág. 28, primeira linha).

+ ——
"'"

«F—
U

O
_17—

Fig. Ez-s

Pum «» casa dv. suporostnnuru du Fig. 17,2-1, pur exompln, () efeito do uma
. . !
carga svnoxdal de 1 Um, na secção 3; == 0, durm no vvmm do vão .c = «;)— ,
de acordo com (“.?-18“) o a primeira linha da tuhola da pág. 28. para a = 0:

po - 104 = 2491, ou soja, no = 0,249],

de modo que (I) = 3,6 m):

M,, = 0,2491 X 1 X 3,6 = 0,90 tm/m.

Para termos o momento fletor na transversina, devemos multiplicar o valor


acima polo espaçamento I,, = ªm, de modo que

JIlmmvewilu : 5 X 0,90 = 4,5 tm.

A forma da linha de influência p. revela. a região do tabuleiro &. ser carregada,


para termos O máximo efeito na transversina.

2-2 SUPERESTRUTURAS CELULARES


Em pontes de concreto armado e pretendido de maiores vãos, empregam-so
usualmente superestruturas celulares. O corte transversal da superestrutura. deste
gênero de pontes indica—nos uma secção de uma ou várias células, conforme escla—
rece & Fig. 2—18.
No caso de tabuleiros estreitos, emprega-se &. secção celular simples. Para
tabuleiros de grande largura, podem ser empregadas secções múltiplas (Fig. “).-180).
A vantagem importante deste tipo de secção é o fato de a mesma funcionar de
2-2 MERESTRUTURA CELULARES 37

forma integrada com o tabuleiro e possuir uma elevada rigidez à torção. Estas
características tornam a secção indicada para a maioria dos projetos de enver-
gadum.

)?

XX
(b)

Fig. 2-18

Em seu perfil longitudinal, & superestrutura poderá ter altura constante


ou variável (Fig. “.?-19). De modo a manter a forma de secção transversal, dispõem-
se septos fechando a secção, pelo menos junto dos apoios (Fig. 2-20). A tendência
éa de suprimir os septos, de modo a facilitar a construção da ponte, por processos
automatizados de montagem ou formas móveis.
O processo de dimensionamento das pontes em secção celular consiste em
idealizar & superestrutura como uma'hzste de secção constante ou variável, con-
forme 0 00.50, determinando os diagramas de esforços correspondentes (momentos,
esforços cortantes e momentos torsores). Conhecidos estes esforços, determi-
namos as respectivas tensões pelos métodos da Resistência dos Materiais e dimen-
sionamos as armaduras ou a pretensão de acordo com os princípios da teoria do
concreto armado e protendido.
É de particular interesse no dimensionamento das secções celulares, deter-
minar as tensões cisalhantes para o efeito do corte e da torção. Abordaremos
de início este problema, ocupando-nos posteriormente das considerações relativas
ao dimensionamento mais exato das superestruturas celulares. '
38
SUPERESTRUT
U RA E TABULE
IRO
C
2
-—oA

Hmm rººf -—-(>B r—º C


wàxfg

—oB jc

Fig. 249

Septos intermediários
Septos de apoio

»] 1 ,
m,. no
&
2-2-1 Tensões Cisalhantea Devida: ao Corte e à Torção na: Secção
Celulares

A determinação das tensões de corte numa secção, admitindo-se & integri-


dade do material, é feita através da conhecida fórmula

VS
”7? , (2'28)

da Resistência dos Materiais. Nesta fórmula, V é o esforço cortante, J o momento


de inércia da secção e, reportando—nos às indicações da Fig. 2—21, S o momento
“é estático da secção hachurada em relação à linha neutra; e t a largura da sec窺
; onde é determinado. Se a ponte tiver secções de altura variável, empl'ºgªmº3
& força cortante reduzida, no lugar de V.
2.2 SUPERESTRUTURA CELULARES
39

%? ,
U
Fig. 2—21

A aplicação de _(2—28), supõe o conhecime


nto de 7-
(em geral nulo) em pontos
do contorno & partlr. dos quais iniciamos a
integração. Nas secções celulares,
não conhecemosvprevmmente o valor de 7' em
pontos do contorno fechado. Para
sanar esta. dificuldade, aplicamos cortes ideais na
secção, introduzindo nos bordos

(a) (b)

Fig. 2-22
&
%
[
40 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

dos cortes fluxos cisalhantes q, = f.- ! (t = espessura das paredes da secção)


(Fig. “.?-22), destinados & restabelecer a continuidade suprimida.
Na secção provida de cortes, seja qo o fluxo cisalhante. Este fuxo poderá
ser calculado por meio de (2-28), uma vez que agora. a secção é aberta e q., = 0
nos bordos do corte. Os fluxos incógnitos q.,... q,, nos bordos dos cortes, são
determinados através da condição de que & defo'rmaçâo cisalhante relativa das
faces dos cortes seja nula, isto 6, j: 7 ds = 0, sendo 7 = + (G = módulo
].

de cisalhamento), & deformação de corte e T = 3;— . A integral acimª será for-


mada em cada um dos contornos (18 secção e podemos escrever genericamente

;, G: da _. 0.
q ' _ (2 29)
'-

Nesta fórmula q = q,, + q,, isto é, o fluxo cisalhante é a soma do fluxo da secção
aberta e dos fluxos mcógnitos. Substituindo esta condição, virá

(“&&—É q, É:-íílds_ (2-30)


,; k'! “: t ,:

Em (2—30), q, é o fluxo genérico no contorno i e a integral f,. é tomada nos


contornos fechados, contíguos ao contorno i. A fórmula acima é aplicada a cada
um dos contornos i da, secção, obtendo—sc um sistema de equações lineares, com
tantas equações quantos forem os contornos, permitindo calcular os fluxos
q,, ..., qk. Obtidos estes, calculamos os fluxos cisalhantes totais atravéâ de

q : 00 + 4» (2'31)

O procedimento de cálculo será posteriormente ilustrado num exemplo.


Pªssamos agora à determinação das tensões cisalhantes devidas à torção
numa secção celular. O problema a resolver é o de determinar os fluxos 0188-
lhantes q,- (q,, qª...), nas paredes da secção celular. em função do momento torsor
aplicado T (Fig. 223).

mm
> » * > o
011.
(—
10410
o— _ o— 0—7
Fig. 2-23
Para solucionar este problema. recorremos às fórmulas básicas da teoria
da torção de Saint-Venant: (7)
2 GA, &' = ;, fds (:>-32)
& rds= 2?“ (:>-33)
combinadas com a condição de equilíbrio

T = 2 z A,q,-. (2-34)

Nas fórmulas acima, A, é a área do contorno i da secção celular, em torno


do qual calculamos & integral j: Tds; 0 é o ângulo relativo de torção e J, a
constante de torção global da secção. A fórmula, (2—34) traduz apenas o fato de
que a. soma dos momentos dos fluxos q,- em torno de cada. célula (2 A,q,—) é igual
ao momento torsor total T da secção.
Combinando (2—32) e (2-33), encontramos a conhecida relação.

º' = —' (12-35)

Para determinar os fluxos cisalhantes nas paredes da secção aplicamos (2—33)


0. cada um dos contornos, resultando, para o contorno de ordem i

. ds _
_ "" É __ (Is 'ZTA, .
: __ 2-
q“ , ( ,; ºk ,,. ! J, ( 36)

Na relação acima, Éljlk indica a. soma das integrais relativas aos contornos
contíguos ao contorno :. Temos em (2-36), tantas equações quantos forem os
contornos. Admitindo—se como conhecida a relaçâo 3? , podemos resolver
(2—36) em relação aos fluxos q,. Uma vez conhecidos est,.es últimos e introduzidos
em (2-34), determinamos a. constante de torção J,.
.

Ba prátxca, fazemos prov1sormmente T = 1, resdvendo o Sistema de


l . 2T
V '

!
_ 2T
equações (2—36) em relação aos fluxos, chamando-os q.- ( para. —— = 1). Pum
!

os fluxos reais resulta

(le-= 91
--:——.
J, '):—
(_3l)

(7) Veja-se, por exemplo, Kollbrunner e Baslcr, Torsion, Springer-Verlag, 1966.


42 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Substituindo agora (“.)—37) em (2—34), encontramos, para a constante de torção J,,

J, = 4 É A à,. (2—38)
«':-1

O caso particular de uma secção com apenas um contorno (Fig. “.?-24) é im—
portante. Neste caso, (“!-34) reduz—se a. T = '.?Aq, donde tiramos que

T
(I = É -)
(..-39)

que é a conhecida fórmula de Bredt. Uma vez que 1 = £:— (1 = espessura da


-)
parede), (2-33) reduz-se. no caso da Fig. “.?-24, a q ? = "'I/'A —
!

«,.-w-
.— 0

Fig. 2-24

Combinando este resultado com (2—39), encontramos


2

iª;!
J, = —44-—- (*2—40)

para 0. constante de torção da secção unicelular. () desenvolvimento acima


será ilustrado num exemplo.

EXEMPLO ILUSTRATIVO E3 —— FLUXOS CISALHANTES E DE


TORÇAO

Para ilustrar a teoria desenvolvida, vamos aplicá-lu zm caso da secção simé-


trica. com duas células da Fig. E3-l. Em face de'. simetria, podemos fazer al-
gumas simplificações. Para efeito dos fluxos cisalhant-es devidos 0. V, introduzimos
os cortes indicados na.Fig. E3—2 e o fluxo incógnito q,. O diagrama dos fluxos
qo da secção aberta está esquematizado na Fig. E3-3.
2.2 SUPERESTRUTURA CELULARES 43

Fig. E3—2
+
xX

&
&
———+

XXX

<——> »

“%
Fig. E3-3

() diagrama qo é constituído de triângulos, trapézios o pnrálmlas 0 é obtido através


da aplicação da fórmula (2—28) da Resistência. dos Materiais, a partir das faces dos
cortes introduzidos.
Aplicamos &. condição (2-29) diretamente a. um dos contornos, mm metade
dº fluxo (10 da nervura central. Resulta então

([ (Ls-
f0%+mf7=ª
[ .

“ SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

donde concluímos que


& ds
% !

(h = — ' (ls,
!

Quanto ao efeito da torção T resulta, em face da simetria, & distribuição


de fluxos da Fig. 53-4. Xa nervura central, cancelam—se os fluxos opostos, de
modo que tudo se passa como se tivéssemos uma célula única., com o dobro da
área (Fig. EB—õ). Aplicando ao caso a fórmula de Bredt (“.)—39), teremos

T
q=
4A

Fig. 53-5

2-2-2 Solicitações nas Pontes Celulares —— Papel dos Septos


As tensões cisalhantes, determinadas segundo o procedimento exposto no
item anterior, foram baseadas na teoria da torção de Saint—Venam. Supnmos,
segundo esta teoria, que as secções transversais da. ponte possam empenar li-
vremente, hão se desenvolvendo, em consequência dos efeitos de torção, quais—
quer tensões normais, no sentido longitudinal.
Em realidade existem tais tensões, pois não são, na prática., atendidas as
condições necessárias para. a validade do modelo de torção de Saint—Venant.
As tensões normais associadas &. torção, por efeito de restrição do mnponamontn
das secções, geram, por sua. vez, tensões de (forte adicionªis, de modo :=. atender
2-2 MERESTRUTU RA CELULARES 45

as condições de equilíbrio. Estas tensões somam—se à tensões cisalhantes calcu-


ladas pela teoria de Saint—Venant. A determinação das tensões, tanto normais,
quanto cisalhantes, devidas aos efeitos acima mencionados pode ser feita através
da teoria de flexotorçâo“) dos perfis esbeltos.
Os cálculos feitos por esta. teoria, para hastes de secção celular com as pro-
porções “comprimento—dimensão máxima de secção” comuns em pontes, demons-
traram que as tensões normais e as tensões de corte devidas à flexotorção são
pouco importantes, comparadas com as tensões normais devidas à flexão e as
tensões de corte devidas à torção de Saint-Venant.
Em particular, as tensões normais devidas-à torção representam uma pequena
fração das tensões normais devidas à flexão do sistema principal da ponte, por
efeito da carga permanente e da carga móvel.
Assim sendo, o procedimento corrente no dimensionamento das pontes em
secção celular é o de substituir as cargas externas por uma resultante centrada
no eixo de simetria da. ponte, adicionando-se o efeito de torção devido à trans-
ferência das cargas para o eixo (Fig. 2-25).

PP

Fig. 2.25

A carga. vertical centrada será. chamada genericamente q e o momento-


cnrga de torção m. O sistema principal da ponte (Fig. 2-25b) será dimensi-
onado para. os carregamentos (] e m, conforme sugere 9. Fig. 2-25c,adotando-se
o modelo de haste.
Determinados os momentos torsores T nas diversas secções, as tensões c1-
salhantes correspondentes serão calculmas pela teoria de Saint-Venant, segundo
o exposto no item 2-2—1. As tensões císnlhantes devidas 9.0 esforço cortante
V que acompanha. & flexão são calculadas através de (12-30) e adicionadas às ten-
sões devidas à torção.

(ª) Pªrª esta teoria, vejam-se, por exemplo, a obra de Kollbrunner e Basler, citadas à pág.
41 ªlém de V. Z. Vlassov, Thin Wallcd Elaslic Rods, Israel's Program of Scientific Translations;
Kollbrunner e Hajdin, Dúnnwandige Slãbe, Springer Verlag.
46 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Para a validade das hipóteses feitas é importante a manutenção da forma


da secção transversal. A conservação da forma. é garantida pelos Septos, a serem
previstos em quantidade suficiente ao longo do eixo da. ponte. lmaginamos
quv us Soptos sejam flexíveis, podendo deformar livremente sem restringir o em—
penamento das Secções Por outro lado, consideramos os septos infinitamente
rígidos em seu plano, funcionando como chapas.
As solicitações dos Septos em consequência do efeito de chapa necessário
à numutcnçâo dr. forma da secção são poucos importantes. () dimensionamento
a estas Solicitações requer apenas armaduras construtivas mínimas.
() modelo elementar descrito para O cálculo das secções celulares não leva
em conta os efeitos de dofurnmbilidadc da secção transversal. Para descrever
tais ofvitus, são necessários modelos mais olalmrados dos quais nos ocuparemos
v. seguir. [Cm particular, o efeito das ('argas Sobre o tabuleiro provoca. flexão
da laje o dr, própria secçfa') transversal, problemas estes que será» também abor-
dados pnsteriurmente.

2—3 EFEITO DA LAJE E TRANSVERSINAS NA DISTRIBUIÇÃO


DE ESFORÇOS NA SUPERESTRUTURA

2-3-1 Posição do Problema — Hipóteses Básicas

Em algumas soluções de superestrutura, é possível tirar proveito da ação


combinada das trunsversinas e de. laje do tabuleiro na distribuição transversal
da carga móvel. Em certos casos, pode ser mesmo conveniente suprimir total-
mente as transvorsinas, fazendo a distribuição transversal pela laje do tabu-
leiro. Soluções deste tipo podem trazer simplificações de ordem construtiva
ao projeto. As vigvs longitudinais do tabuleiro podem ser em perfil aberto ou
celular. A Fig. “.)-26 ilustra algumas soluções possíveis. No caso (a), a secção -
t-runsvcrsal da ponte consta das vigas e da laje apenas e, no cam (0), acrescentam—se
transversinas. No primeiro caso, 9. distribuição do carregamento entre vigas
ocorre pelª ação da laje e, no segundo caso, tanto a laje como as transvexsinas
cooperam na distribuição transversal.

(o)
Tronsversino Tronsversino

! / l l / 1

% +
Fig. 2-26
23 EFEITO DA LAGE E TRANSVERSINAS 47

Imaginemos cortes ideais que seccionem &. laje e as transvexsinas, nelas


introduzindo os esforços correspondentes às ligações suprimidas X,, X, X,.
(Fig. 2—27). A solução do problema implica na. determinação destes esforços de
ligação. No caso (0), estão representadas vigas em perfil aberto, combánadns
com transversinas Nos casos (b) e (c), vigas de secção celular, sendo que, no
último caso, a transmissão ocorre apenas através da laje.

/// ///

)( X

«mª —
,.
CI fªlr;

Fig. 2-2?

Apresentaremos, & seguir, um método aproximado destinado a calcular a


distribuição transversal em estruturas do tipo daquelas acima descritas.
O método proposto permite, em casos correntes, fazer um cálculo que
dispensa grandes recursos de computação eletrônica. Baeeia-Be nas seguintes
hipóteses simplificativasl"
a) as vigas, quer de perfil aberto, quer celular são tratadas pela teoria olv—
mençar da flexão e da torção de Saint-Venant;
b) a laje do tabuleiro será considerada como constituída dv t'aime indo-
pendentes, justapostas, no sentido longitudinal da ponte;
c) são desprezados os efeitºs de membrana dz». laje do tabuleiro;
d) a supercstrutura é considerada simplesmento apoiada nus vxtrmnos. mm
septos rígidos à torção.
Passaremos & detalhar 9.8 idéias relativas ao método para uma soccân do ponto
com duas vigas (em secção aberta ou celular). Todnn (m pontua ompm—inig d..
método são expostºs neste exemplo e a generalização pum nminr númom de vigas
não oferece problemas.

(º) As idéias fundamentais deste método já forun utilimilu por N. Trout, no "&!th
Lastvertcilung bei Platcnbalkenbrúckm; Werner Voting, Dusseldorf, 1961. o
48 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

2—3—2 Elementos do Método


com os esforços de ligação indicados.
Consideremos o exemplo da Fig. 2-27b, g sobre cada uma das
Admitimos que as solicitações devidas às cargas çxt—erna
smas, sejam reduzxdas à flexão
vigas, após o corte através da laje e das transver
centrada e à torção (Fig. 2—28).

fiª: : mlO
4,
(ªzº
—1

L_r_«,_
! ___-.|__ __?“-

+ .. #
l »
__ ___...____L
[ L _; .. J
ª x
i ? Wzo
Wn
Wloi '

'sem-b

Laje

, :1111111111111111 111111111111111 Sep'os


.
&

(c) .: + x & cpm


Tronsversino

Fig. 2-28

Sejam qm, qm, mm, "120 as cargas externas resultantes, reduzidas ao centro
d'as wgas. Suponhamos que estas cargas sejam representadas por séries de Fou-
ner de senos, de período 21 (Z = vâo) (Fig. 2-28c):
28 EFEITO DA LAGE E TRANSVERSINAB 49

mr 1“ mm: .
(ho =: : qm" son »- »! « : mm «— 2 mm,, run ,“ ,
n—l n-l

(2-41)
1"; "71:13
QDO : 2 (hºu Sl " "'—“lw , ”320 = E "[ao" ”('In "'—'I “
u—l n—l

Se chamurmos w(.1:) à flochu o (f(r) no ângulº do torção das vigas, valem as


conhecidas relações:

“.“. ___ » ;]] ; “(,/I = _ 7/23,


(2-420,b)

0 ;: _ _í'l
("J' _ .' 0 ' ..
-- __.ãT
T ' . ,
(2-43ayb )

Introduzindo em (2412) o (2430) os dosenvolvimentos em série (2-41), encon-


tramos os deslovmnontos e giros de torção, devidos às cargas externas:

'N' 7rxn1ra:
“'no = E ““no" Sº" *I— 3 010 = ): 010» 80“
" . I n- l [

(2-44)
"' 71 “'
““ao = E “'20 sen ';rx ; 020 = E 020" 80" m;.”
n .- I n- !

sendo
1 Q__l__ºnl__ , l mlºnlz ,
“310" : ET I—T—vl] ) alº" Wº- ' T:], ) (2.45)

, 1 020,1“ , 1 "Yºonlª
2120" = "4" . ' W ) 020" = ";lº'zI—º' ' l' ' (246)

Com base nestes resultados, podemos calcular o deslocamento e a rotação


da faces do corte feito através da transversina e da. laje, de acordo com as indi-
cações da Fig. 2-28b.
De modo a esclarecer as notações, & serem usadas & seguir, para 9.8 diversas
grandezas de deformação da laje e da transversinn, cabem as seguintes observações:

a) sempre que for necessário distinguir entre uma. grandezª pertencente a


uma ou outra vngn. usaremos um índice elevado como, por exemplo, 63? óiª? etc.,
caracterlzando & viga 1 ou & viga 2;
I)) os deslocamentos, ou as rotações, das faces dos cortes feitos na laje, ou
nas transversinas, serão caracterizados genericamente pela notação &, seguida de
índives, dos quais o primeiro indica. o sentido do deslocamento, ou da rotação,
e o segundo a causa, segundo as indicações dl). Fig. 2—30.
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2
00

te na laje, teremos:
l'um " dunlommvnto e u rotação da. face do cor

658 = ww + 010 ' b + flo (247)

553 = 010 + <P10- (248)

Nun vxprm—mõm m'imn, fm «' «m rvprcscnlum " deslocªmento e 2: rotação (ªº


vxh'unm dn lmlunço du lujº dn tulmluim, ºm (ªº"ªºqúênc'ª da flean, por a窺
(lin—m (law ('mww.
corte feito na traps:
l'nm vxprimir (» (luslm-mm-nm «: a rotação das faces do
vvminn, ,ul,,.i',i,,“,g (Wª ” musnm possa ser considerada indeferrpável. .Admltl—
mus Ílllll|)('lll, pxm' "mim' gcnurulidudc, que u. transvcmína ?Stelª lºcªllzªdª na
nhm-im-m ;r m 41. nn vim (Fig. 2-2”).

Tronsversma

Fig. 2-29

AH nxprvusôos du deslocamento e da rotação serán, portanto,

5:40 = [“'10 + 010 ' !)]z-d (249)

540 = [610]z-d- (“.?-50)

série
Suhslyihlimlu pm (')-47), (2-48), (2-49) (, (2-50) os desenvolvimentos em
ª (”.!—44). virá:

80" "É—"lii- ; 5%. = u'lºn + ôlºn ' b + flº»; (2.51)


ô“; : 215%»

632? = ?; 6512" sen 37-- : 690%. = 0.0" + «pm;


'” mx
(':-52»

; 553 = [ ; <st,. + ar;. — ;) sen "Ǫ ] ;


""' 2.4
(2-53;
É

'D

698 = [2 W.?" Sºn "“ ] (2-54»


n—l [
2-4
28 EFEUTO DA LAGE E TRANSVERSINAS 51

Nas a_xpnªssws (“.?-51) o (“.!-52). fm,, 0 WW,. sau «n; (:mefívin-nlos dr: ]ªom-m- dz,
desenvolvimento de fw e *r'm. dv. I:».jo «lu mhulvim. Nu msn frvql'junue vm qm;
esn-s deslocamentos são constantes :m longo do vão, pudunum fumar:

“(fm
fm,. = —' -— (n= l,3,5...); (2-55;
nn

Wºw ,
“lºlo— = "“"—" (” = [. 3. 5 . . .) (2 555)
un

><ª !embmrmús o dvsmnmlvimvnto

4; ª 1 mm-
«';-=“ = ? E .. — son M! de num funçào cmmtnntu (: nu .mtf'rvulo L'”!
һl. 8". "

Fórmula análºgas seriam mmlmlmonto nhtidus pum u «.um; vigu, lmhfnndo


suhsximir ;» índice okwndn 1 por “.! nus fórmulas nnivrinrus, lvvundu um mmm w;
ações externas Sobre :; viga “2.
As mnsidemções precaivntvs fnrnovormn os (.lvslncnmmmm «& rufmmw-s dah
faces do corte. devidos :m carregamento externo anluºu m; vigas (: lujlen. Dvevvnum
agem obter resultªdos auálugus para as ações dos esforços de ligação (Fig. 2—30;

Fig 2-3()

X, e X: dizem respeito & laje «* admitimos quo svjum expressas pelas HÓI'ÍI'H
de Fourier:

Xl = z) X... son 3:73: ; (“!-57)

x; = ): x;" son lªçº? —


n—l -
(2-58)
ªª“ 'er (2-91), na pág. ss.
à

52 SUPERESTRUTU RA E TABULEIRO CAP. 2

Os esforços X; e A3 na transversina correspondem a ações concentradas,


aplicadas na abscissa 1 = d.
O desenvolvimento em série;;destes efeitos concentrados é dado porº”

X3(1') = z gªlgª- sen —- sen — ; (2-59)

X4(33) = z 2?“ sen L;”; sen Lªm - ('2—60)

Estas séries divergem, no entanto, ao serem substituídas formalmente nos


segundos membros de (_2-42) e (2-43), na qualidade de carregamentos, fornecem
séries convergentes para os deslocamentos e as rotações 0. Fazendo tal substi-
tuição, virá (q = X3; m = X4 + bXa), para o eixo da Viga,

w(Xa) =X w,,(Xs) sen mlrx; (2-61)

«X;, X.) = 21 6n(X3, X.) sen %; <2—62)


sendo

wn<Xa> - 2X
me—f,

n i";—
d
(2-63)
2 X b
0n(X3; X4) = % sen Eirª - (“.)—64)
!

Estamos agora em condições de escrever as expressões para os deslocamentos


e rotações causados, nas faces dos cortes, pelos esforços de ligação X,, X,, X;. X..
De acordo com a observação (b) da pág.49, estes deslocamentos & rotações serão
denominados pela ordem 611, 512, 6,3 ...6. Cabe lembrar que as grandezas refe—
rentes à laje são séries de senos, ao passo que os deslocamentos ou rotações refe-
rentes às transversinas são constantes, resultantes da:», soma das séries para. :x: = d.
Para escrevermos as expressões referentes aos deslocamentos e às rotações, trans—
ferimos as cargas para o eixo dv. viga, observando indicações semelhantes às da
Fig. 2-28 e, além disso, as Eqs. (12—42) e (2—43). Seguindo este roteiro, podemos
resumir a seguir os coeficientes de Fourier dos deslocamentos e rotações da laje,
bem como os deslocamentos e rotações referentes às transversinas.
Efeitos de X1
1 X,,J' 1 . XI,, lºbº (2-65)
õlln = nºnª + fun
EJ nºnª GJ.

Ҽ Ver (2-92), a seguir.


2-3 EFEITO DA LAGE E TRANSVERS
INAS 53

4 X ª
flln = _ ' ª_ElTlIL ; (“)(flexâo da laje; !. =
717» ' comprimento do balanço;
J, = inércia. da laje)

62h. º ,
Xl"
GJ:
' bl
ai?, (2—66)

4 . __1_'
0 ')" = __ X Z2 -
& 7rn 2EJ, '
õ : [ ª ( 1 Xml“ l Xhlªbº nm:
:" ;x nªvr4 EJ ”27,2 GJ, sen ! :“ (2-67)

'” 1 X bl mm;
6 41 = |:"; "2.“ 1"
GJ, [ _ L-.; (2-68)

Efeito de X2
6 n 1 X 211 Iº-b 4 Xlºªª) .

'º ªrº GJ, + 7rn 2EJ, ' (ººôº)


1 inlª 4 X p, “ª) _
622" nº'n º GJ. + 1rn EJ, ' (240)

"' 1 Xºnlªª b mu:


632— [;x nºnº . GJ! 1 Lá: ('E—tl)

__ “ª l . Xºnlº , mm:
542 '“ [;; nºw? GJ, sen _í— Jr-b ('ª-(23

Efeito de X;
6 _ 2Xglª 2bºX31 . _ mrd
* 7141??ch 77265: " 1 ('ª-733
[ver (2—63) e (2-64)];
_ 2bX3 — ! nm! .
* m, ªº "T (244)
533 = [zx (w..(Xa) + 0n(X3) - b) son lI—In—r] (2-75)
"_ :nd

“ª) Estes deslocamentos compreendem apenas a flexão da laje. Na maioria dos cms,
devemos levar em conta as deformações de quadro de toda a secção transversal,
('ª) Ver nota acima.
“!
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. :

2bX3l mrd
W;) = m ªªª !
[ver (2-61) a (2-64)];

5“ = [É anurª,» sen ͪ—Z'f ]


n-l . z—d
(2—76)
Efeito de X.
1 2X.lb mrd .
6141; = “,,—21,7 **G'Jf sº“ _[— » (2—77)

1 2X.z mrd _
õm = 7717 TJT sen. ! , (2—78)

53, = [É ;, . a,,(X4) sen "71” ] ,,; (2-79)


n—l :-

ôu = [21 B,.(X4) sen n;“: ] 4 (280)

2X4I mrd
a,,(XÚ = m sen T

[ver (2—64)]. 4

2—3—3 Sis'tema de Equações

Com base nos resultados apresentados, podemos agora. montar o sistema de


equações que permite determinar as forças de ligação X,, X,, X;, X.. As duas
primeiras são séries de Fourier, dadas por (2—57) e (2—58), devendo-se determinar
seus coeficientes X,,, e X,". X3 e X. sâo efeitos concentrados nas transversinas,
devendo--se determinar seus valores globais.
Para a determinação destas grandezas, exigimos que os deslocamentos e as
rotações das faces dos cortes na. laje e na transversina sejam iguais em ambas &s
vigas. Para evitar erros de sinal, é perferível operar com os valores dos deslnca-
mentos e rotações de cada viga, igualando-os após estabelecer uma convenção de
sinal válida para ambas.
A Fig. 2-31 dá algumas indicações & respeito. Na parte (a) são indicados
os efeitos das cargas externas em cada viga e, nas partes (b) o (c), os efeitos dos es-
forços X1 e Xg. Para os esforços X; e X., valeriam indicações análogas. Con-
vencionamos atribuir sinais (+) aos deslocamentos para. cima e às rotações dex—
trogíras (Fig. 2—31d). Passemos, agora, a escrever as condições de igualdade dos
2-3 EFEITO DA LAGE E TRANSVERSINA
S 55

(bo

(º)

811
x , . ,,

17235———— u»

(e)

+ +
smus + DOS DESLOCA-
(d) I © memos E ROTAÇõES.

Fig. 2-31
56 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

deslocamentos e das rotações das faces dos cortes na laje e transversinas, na ordem
apresentada a seguir:

a) Deslocamentos da laje

" 5510)» + 61111 + 512» + 513» + 514» =


= " 6520)»: _ 611» + 512» '— ôlªn + ôHn' (2'81)

b) Rolações da laje

65%)" "' 621» " 622» _ 623» ' 624» =

= 553?» — 521» + 622» " 523» + ôZln- (2'82)

(:) Deslocamentos (la !ransz'el'sina

“ 5:53) + 531 + 532 + 533 + 534 =


= — 65%) — 531 + 532 — 633 + 534. (2-83)
(13 Rolações da lransz'ersína
4%) “ 541 "' 542 " 543 _ 544 =

= 52%) "' ôh + 542 “ 643 + õu- (“.?—84)

As condições apresentadas constituem um sistema de equvções que permite


determinar .Y,,,. Kg". X; e X;, levando-se em conta (2—65)a (2-80).
É interessante voltar a atenção a uma peculiaridade importante do sistema.
Em (2—81) e ('2-82), figuram, para um determinado valor de n os coeficientes X,, e
“an, além de X;; o X;. Em (2-83) 0 (“.)-84). leém do X;, e X., figuram os coeficientes
X," ,e X,", para os diversos valores de n em conscuúência'dos somatórios em (“.)-67),
(“.?-68) etc.
lim consequência (leste fam). devemos limitar o número de termos das séries
onde figuram X." e Xºu. escrevendo tantas equações (2-81) e (23—82). quantos forem
es'tes termos da série retidos em (2-83) e (".)-84). A solução do sistema definirá
X,," Xºu (para n = 1,2. ...), X3 e X. e. através de (22-57) e (:>-as». as solicitações
de ligação X, (* Xª da laje.

2-3-4 Cálculo das Solicitações

Determinadas as forças de ligação. () cálculo das solicitações n.".s vigas pode ser
feito por intermédio de (2-42b) (» (“.)—43h). uma vvz quº ”'(.l') (* ()(.rx) são agora conhe—
cidos. dados por séries do tipo

u-(.—z)= z « ,,—sonn-lL,;Úm =X ºnsen "Ti. (“.?-85)


un! n-l

nas quais tv,, e a,. são conhecidos.


23 EFEITO DA LAGE & TRANSVERSINAS 67

Substituindo em (“.?—421» e (“.?-43h), virá

z ' «=
M = "(€", 2 nª nº,, sen m,” ; (”.!-86;
' n—l

7' = "("lª-z nº,, cos 3—7?— * (2-87)


n-l

Podemos recorrer também às relações

Mu : _ q; (2-88)

7" = m, (2-89)
obtidas diretamente de (2-42) e (2-43).
Para as solicitações devidas às cargas externas e aos esforços X;, e X. das
transvmsinas, é preferível empregar () conhecido procedimento (Ia, teoria das
vigas, deixando o uso de (2—86).c (2-87) apenas para os efeitos de X, e X?, que
são séries de senos.

2—3—5 Observações Finais —— Generalizações

O parâmetro J, de rigidez à torção, para as vigas de secção celular, é dada por


(240). No caso de vigas de perfil aberto, dividimos 9. secção em retângulos,
obtendo J, como soma dos valores dos retângulos parciais, da forma usual (Fig.
2-32). A título indicativo fornecemos alguns elementos para o cálculo dos J,;

© J,:ZJçi :
Jíl+Jt2 +Jºs+ ......

©
Fig. 2-32

parciais de secções retangulares, para diversas relações entre os lados. Para Jn”
de um retângulo, vale a fórmula:

JÍ = n bªh, (2-90)

sendo 77 uma constante que depende da relação p : %:— cntro os lados (Fill-
2-33). Alguns valores de 71 em função de # são dados a seguir:
“ surenes'rnu'runA E TABULEIRO c», :

0,196 0,299 0,263 0,281 0,299 0,307 0,313 0,333


0,140
#

( b =|

, Fig. 2.33

L<: c
”| M:)
(ª) 17799 X

'-
'1 P
L
ªr
,

('ª) 177% x
!

“” W /__. X

+ [ ,».
2—3 IFEWO DA LAG! ! TRANBVIRSINM 59

Sv fim—rmuu '.!qv »— I' «' pmmn'nmn nn limito «:"-'(), obteremos a fórmula do desen-
wh'imvnm vm sóriv «lv unm «mªu;»; ('uncunh'mln (Fig. 2—34b):
|) ) ul

qu.) " : ! 2: men -'—f-7—r!—(-l-—u('n 3—7!” ' (2—92)

lªistv ““mundo já foi usado pum ('Scruvermos (2—50) 0. (2—00).


. . l ,
.Nu msn purtwnlm' «: w «! w 7, !. (2—0!) fornece o desenvolvimento de uma
('eu-uu unifurnu- nua vm»; "
m
4q l mr:
(1(.r)—- " -ª»... & scn .,! _ (2.93)

As fórmulas (“.!-01), (“.!-02) 0 (“.!—93), nas quais (] pode ser interpretado como
mmm uu mnmvutu-mrpçu dv turçãu, permitem resolver & mninriu. dns problemas,
mx prática. () mótndn nprvsvntmln admite vários tipos de generalização. O
pmcvdimmtu pum'. inclusão do um número quulqucr de transversinas é óbvio,
bastando Mrihuir » «! (nlmvissu da inserção dn. trunsvorsinu), valores (I,, dº... etc.,
com m*róscimn dn m'mu-m do imw'mnims. A inclusão de maior número de vigas
tmnhóm ó imuliutn, mnfnrnu— já indica :; Fig. 2-27a.
0 msn do supvrvstrmums mntínuus também pode ser tratado de forma. apro-
xinmdn. A Fig. 2-35a nugm-u u forma corrente da envoltório. dos momentos
“Muros do uma «'struhn'u cnnlimu'. (lc ponte. Su imaginarmos rótulas nas regiões
do nmmvmns upmximudumunto nulos, podemos tratar os trechos I;, L,, I;, como
vans simplosnwnh' npniudns. Quanto no trecho la, 11. Fig. 2—351),c sugere a. forma
de tmtú-lu mmo vão npoiudo, sujeito às reações de apoio e ao carregamento
aplicado.

Rótulos +“ 1"|“

(a) I |
I
+

(b) 1 r lÁL—LiLl (c)

Fig. 2-35
50 SUPEREBTRUTU RA E TABULE'RO CAP. 2

Pam esclarecer devidamente () :*.squnto, apresentamos a seguir uma aplicação


numérica.

EXEMPLO NUMÉRICO m -— EFEITOS DA LAJE E TRANSVERSINAS


NA DISTRIBUIÇÃO TRANSVERSAL
Dc moda & ilusimr n aplicação da teoria procedente, vamos cmpregá-la,
em sua feição mais elementar. no exemplo esquematizmlo na. Fig. 1'24-1.

lt/m
0,20m 1'/m

__ ('n' #
”;_;“;fma;
-"_.ªfº"f_9' ,A, ?A,
1.751 3Lsol3,50 Lªrªº—hZÃL'" + |: 49m 4

Fig. EA-l

Calculmnos :; distribuição transversal relativa n uma carga unitária de ] tim.


aplicada na linha l'mrivêmrim (19 uma das vigas. Como o exemplo a seguir tem
apenas vmºátor ilustrativa limimn-mns nuasus válculus :“; consideração do sumeme
um lmrmónicn.
De início, cnnsidormºmms :; «listrihuiçím transversal ocorrendo apenas atra—
vés (lu lujo e incluiromos pustoriurnwnto uma transversinu ou septo rígido no meiu
(lo vão
Dados gmmétrims (ln ;;;-uhlmna
Do :u'nrdn mm nº. imlivmy'». — tiu.— lºigs. 22-28, 12—30 (» IªI—l—l, tvmns os svguintvs
(ladns [.tºolllêtl'ímS (ln prnlJrln.

!= 40 m; /, 1.7.3 m; .] = 2.11 mª.

Mº «l '""
.Í, : — ...... =.- X l- == 358111“ (W)“ 341“
«ls
“F'HX

( 0.3.)

]
.], ____. _. >.<“0. 13“
” . .-.—- 0.07 )( 10 “ m'm: (" *. .,1 I"'

A fim do limimlmns ns vzilvnlns prvsvntvs nn mininm m msmirin. façmnus uma


análise prévia (ln pmhlvnm. «lv :"qu :», vvrifivm mmis ns mnfivivntvs m);; «);-m'—
minmyln ó nw'vssárin. nus ('nndiçc'ws dn lªia. l'Í4—l.
2.3 EFEITO DA LAGE & TRANSVERBI
NAS
'"
Do exame da. Fig. “.!-31, cmmtutmm
m quo, mm r." Vith Hcpnmdm, n
mação reluhvu (1le faces (lu ('m'tv limi defor-
lu-Ht' pum zm unmliçõm (lu «mw! (!:-. Fig. 1'34—1,
u. um deslm'mmªnlo. Naª," há rninçfàn rvlutivn. (Inss fm-vn «ln
pnlquus, 5,9, 630 76 () e 6,0 = ô,", == () (surta. Hm ""U"-H
(Fig. “440. Por (mim lml u, (m mmnonlnn
de ligação Xª v. X4, (lu lazju u (lr. lrm
mvvminu, não HM m-vvmúriux pum.
deslocummntos relutivos, confor mo imlicu ». Fig. “.!-3”. () vxmm- mli
('Umlm'mª-r
Plus. (“.)-81") a (22-82) indim que, num mndiçõ vimml (hm
vn mrimu, (! suficivntu vulculm ou reme-
ficicntos õ“, 33, 6,3, ou,, nlém (lc
6,0 e 630.

lt/m & lºàl— _—J—-'_

T;. _ &
|
m.;. um

Para os primeiros harmônicos (n. = 1), teremos de (2-45), (2—51)


, (2-65) e (2—55)
e, com ;c = «I = - f)" de (12-53), (12—67), (12-73) e (2—75):

aaa, asa ,“1 0101!


| =: ,
,”“ . = ...,- —-———- '
(14< >
'J '2

1 14 1 lºbª 37 1,1 ) , . .,
õm = (:,. 77 + ,? (;_;, + ,, 3192] , “X"“ (I'M)
1 [' ] lºbº
ªª" = (7; T..; +:? m) ª'“
, .
””““
= __
213 2“! ,,
._.—_ ' * -;' )
'.»
6” (vr'ly'J + 1r'-UJf ) A“ (I ; )
633 = 613. (E4—6)

Dc (2-93)

(Inox = "7;— 0.
4

(134373
*

com (] = lt/m.
52 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Note-se que, nas fórmulas anteriores, não está incluído o efeito da. deformação
. . . 4 P
do perfil da “gº. celular em (E4-3), () qual aumentaria o valor do termo ;- É º
1 J 1

Além disso, estamos admitindo que a carga aplicada (] = 1 t/m nào provoque de-
formação do perfil da secção, Inserindo os valores numéricos (E4—1) nas diversas
fórmulas, obtemos:
4
(1101 = *;º'1=1,27,

= (n_ _l __ _______
,27 )( 40:_ 157 X 10“
_ = __'___,______. .,
Mºª ôªº 174 2,111) E ' (mªg)

, '" : (__1_._422_
' 2,111!
, 1
“trº
40ª>< 3—5><
3,58É
2. + .4_
7r
333319?)
3X0 671'

donde

1,24 )(104 0,11 )(10* 0,34 )(10'


5311 = ( E + ““E-' + "É-' ) X)! ““ªº”

OU

,6 10“
6111 = "— ”*.*—' Xu; (EA-IO)

1,24 X 104 0,11 )(10' 1,35 _)_<___10*


531 = ('"—"É + E )Xu = E X"; (1311-111

_ _ l 2X40ª 2X35ºX40X2 0_,(_)_67X10ªx


ôu—ôaa—( , 2,11E + _,,358E—)X3= E .(E4- 12)

Passemos, agora., a montar o sistema de equações, admitindo de início que


não exista & transversina no centro do vão (Fig. E4—3). Neste caso, a única equa—
ção é a (22—81), que se reduz a

2 õm = 5131 (134-13)
ou seja,

1,69 >< 10*Xn = % ><1,57 x10«


donde

X;; = 0,465 tlm. (17.444)


. 24 EFEITO DA LAGE E TRANSVERSINAS 63

Este resultado fornece um efeito de distribuição bastante elevado para a outra


viga, em face de termos desprezado & deformação do perfil considerando o balanço
engastado no caixão (Fig. E4-4).

Fig. Em

Xu

Fig. 154.4

Para termos ums. idéia da ordem de grandeza do que representa. o efeito da


- > deformação do perfil, vamos levá—lo em conta. de maneira aproximada, segundo
sugere a. Fig. E—i-õ, na qual foram introduzidas rótulas para simplificar a avaliação.

3 50!“ XII

1 | 0,63 Xu
2,00m

I,?SX: Ã WX
|,75 | 3,50". |
Ró'ulos
_ (o ) (b )
Fig. E4-5

O momento nodal 1,75X1 é distribuído na proporção da rigidez do tabu—


leiro e da parede vertical do caixão, resultando, no tabuleiro, o momento
0,362 X 1,75Xn = 0,63Xn. Este momento (Fig. E4-õb), provoca. uma rotação

(J, = 0,67 X 10-3 m*)

: 0,63X,,><3,5 ><10== o,11>'<10._


3xanm L
54 SUPERESTRUTU RA E TABULEIRO CAP. 2

0,19 X 10“
A rotação produz um deslocamento adicional 1,75 o: = L , que deve

ser acrescentado & (E4—9), resultando, em vez de (E4-10),

1,88 X 104
5111 = E X".

Utilizando este coeficiente em (E4—13), o resultado (E4—l4) é corrigido para

A," = 0,42 t/m. (E-1'1õ)

Comparando este resultado com o anterior, comprovamos & influência da


deformabilidude do perfil da secção, na distribuição transversal. A situação
final é csquemat-izada na Fig. E—l-G.

I,Ot/m 0,58t/m 0,421/m

X|=O,42?/m 3,5xo,4zo= l,47t/m


(ª) (b)

Fig. FA—ó

Vamos incluir agora o efeito de uma transversina rígida no centro do vão.


Devemos, então, escrever simultaneamente (12-81) e (22-83):

1
ôm + 513 = *2“ 51191;

l (É—l—lô“
531 + 533 = T 5:30)-

Em face das Eqs. (E4-8), (FA-IO), (E4-11) 0 (1134-123, verificamos quv as rc—
lações (E4-16) somente serão compatíveis 50 X,, = 0, dundo mm'luímns que
!—

0,067 )( 10%] = " )( 1.57 )( 10“. (134.178


. 1

a
)

ou seja:
A,“ = 11.7! KE4'15

e Oda distribuição se faz pola h'unsvvrsitm.


2-4 MÉTODOS MAIS EXATOS PARA CALCULAR 55

A razão desta conclusão é óbvia, uma vez que desprezamos & deformação
da laje, devida ao seu carregamento direto pela carga q = 1 Um, que é julgada
aplicada no haricentro da. viga, sem causar deformações do perfil.
O problema. dcsaparcccrin se levásscmos em conta a deformação do perfil,
sob a ação da carga externa, no sistema principal, como de fato devemos fazê-lo
na. prática. Neste casº. no entanto, intervirãz) também os esforços de ligação
X2 e X,, pois existirão rotações relativas a compensar.
Podemos obter maior precisão, incluindo maior número de harmônicos das
séries na análise.

2—4 MÉTODOS MAIS EXA'fOS PARA CALCULAR AS SUPERESTRU—


TURAS CELULARES E LAMINARES
Em itens anteriores, apresentamos tratamentos simplificados para o cálculo
de supercsmlturas de pontes celulares. Em particular, a assimilação da supo—
restrutura da ponte a uma haste solicitada à torção impõe a condição de que o
comprimento do vão predominc de forma acentuada sobre a dimensão da secção
transversal.
Segundo indicações das práticas alcmâsm), a aplicação do modelo de cálculo
da haste sujeita. à torção (- aceitável, desde que sejam satisfeitas, para & superes-
trutum da ponte, as condições:

__ >18,- Io
b _4.
__>

Nestas condições, (1 representa a altura média da secção ; !) sua largura média e


para 10 teremos (Z = vão):

10 = I, para vãos simplesmente apoiados;


lo = 0,71, para vãos internos;
(o = 0,8l, para vãos extremos;
10 = 21, para vâos em balanço.

Não sendo respeitados estes limites, isto é, no caso de dimensões ponderá—


veis da secção transversal da. ponte em relação ao vão, deveremos empregar mé-
todos mais exatos de cálculo. Estes métodos deverão levar em conta & desigual—
dade de distribuição das cargas nas diversas vigas e a deformação do perfil da
secção transversal.
Apresentamos, no Item 2.3, um método aproximado, que permite o cálculo
de superestrutums laminares e celulares nas condições acima, podendo incluir
o efeito das transversinas. É possível, no entanto, tratar mais exatamente do

“º Richllinicn júr dic chcssungcr und Ausjúhrung massivcr Brx'lckcn, Betonkalender,


1975, II. Teil, pág. 270.
66 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

. du dn
“ imw, (:mmlituí
supe restrutum & umz'. ('strulum lmn
problema, equiparando a o de lm lo s co mu ns (I ªm . 12-30), (tnnsutumdu
ao lo ng
chapas retangulares, ligadas
linhas nodais.

Am '
ª .
Lommos

nodais
(b)
(0) Linhas

(c)
Fig. 2—36

som trans-
A superestmtum pode ser tanto celular (Fig. 2-360) como laminar,
septos, fechando &
versinas (Fig. 2—36b). Supõe-se normalmente a existência de
ªº '”“1*_"º

º
!!!!!

Fig: 2-37
2.4 MÉTODCB MAIS EXATOS PARA
CALCULAR
67

secção tmnsversal nos apoios externos. As carg


as, distribuídas em áreas, linhas
ou concentzzadas, Pºdem estar aplicadasdiretamente sobre as lâminas
linhas nodais (Fig. 2—37). ou nas

Fig. 2—38
68 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Para analisar estas estruturas, imaginamos que ao longo das linhas nodais
atuem esforços de. ligação que, nos casos gerais, produzem simultam—amente, nas
lâminas, efeitos de membrana e de flexão (efeitos de chapa e placa), conforme
sugere 3 Fig. 2—38. Na parte (a), estâo indicados os efeitos de chapa e, na parte
(b), os efeitos de placa.
Fazemos o cálculo destas estruturas, desenvolvendo os esforços nodais e as
cargas atuantes, bem como os deslocamentos e rotações em séries de Fourier.
Seguindo a conhecida técnica matricial da Teoria das Estruturas, estabelecemos
as matrizes de cada lâmina. Através da matriz global do sistema, garantimos
o equilíbrio ao longo das linhas nodais.
Os cálculos são feitos sistematicamente por meio de elaborados programas
de computador, cujos resultados nos fornecem os esforços de ligação e as soli-
citações gerais nas lâminas da estrutura.
A apresentação de maiores detalhes a. respeito da teoria e da programação
computacional deste tipo de estruturas, ultrapassa o âmbito da presente obra.
Limitamo-nos à citação de algumas referências bibliográficas“) e alguns resul-
tados numéricos referentes a um caso concreto, calculado com um programa de
computador.
O tipo de análise que acabamos de mencionar, tendo como modelo & estru-
tura prismática de lâminas ( f.:ldcd plates, na literatura de língua inglesa ou
Fallu'crk, na. literatura alemã), permite a consideração de casos de vãos biapoiados,
com septos nos extremos e sem septos intermediários. O caso de superestruturas
contínuas só pode sel levado em conta de maneira aproximada, admitindo vãos
biapoisdos entre os pontos de momentos nulos. () uso de programas gerais do
tipo citado é indicado para o estudo dos efeitos de flexão do perfil transversal
da ponte, Sob a ação das cargas do tráfego no tabuleiro. Com o seu emprego,
estamos em condições de obter um dimensionamento mais exato da laje do tabu-
leiro e dos efeitos de flexão e curto na secção transversal. Um dimensionamento
deste gênero. mediante :=. disponibilidade dos recursos, é preferível ao procedi-
mento normalmente usado de assimilar uma fatia elementar da ponte a um
quadro.
Pam considerar os casºs mais gerais, levando em conta inclusiVE a partici-
pação dns septos. podemos romrror :! pmgmnms do computador, baseados na
na técnica dus elementos finitos. Segundo esta técnica.. dividimos :! estrutura em
elementos (Fig. 2-39) de forma :=.pr(>priz=.(ia, (em geral retângulos nu quadrilátems.
Os elementos são unidos entre sí pur pontos nodais, nos quais se definem grande-
zas de deformação ou grandezas estáticas.
A determinação destas grandezas permite definir completamente ns_soliri-
tações e dofmºmnçõos dv. suporostrutum dv. punto. () cmprogv do método dos
elementos finitos todavia só se justifica om msws impnrmntos.

“"" R. Cnstnõo, Analisis Eláslz'co dc Eslrulums Prismátíms aninarvs, tese de Mestrado


PUCRJ, 1970; L'. Goldberg, I,. Love, Theory 0] I'rismalic Foldul I'Ialv Struclurcs, Memóriªs
da AIPC, 1957, pág. 59: A. ('. Scordolis, .1lulrix. Formululion oj Hu: Foldrd Plalc Equations,
Jour of the St. Div., Ab'Cli, outubro, 1900.
24 MÉTODOS MAIS EXATOS PARA CALCULAR
ªº

/////
TN/z

(a) (b)

Fig. 2—39

EXEMPLO NUMÉRICO E5 - RESULTADOS TÍPICOS OBTIDOS COM


UM PROGRAMA DE ESTRUTURAS PRISMÁTICAS
Apresentamos alguns resultadrs obtidos através da aplicação de um progra-
ma de computador baseado no modelo de estruturas prismáticas, com elementos
constantes de faixas finitas. A supcrostrutura analisada foi a de uma ponte pro-
tendida, com secção transversal constituída. de 5 vigas principais pré-moldadas,
sem transversinas, semelhante a da Fig. 2—2, com um vão de 40 m.
Para efeito de aplicação do programa, a. secção transversal da. ponte foi subs-
tituída por um modelo de lâminas de espessura constante, esquematizado na
Fig. Eõ-l.

(medido: em cm)

Fig. ES—l

A caracterização dos pontos nodais é feita através de sua. numeração de


l a 27.
70 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

A estrutura prismática foi analisada. para vários 09.1'1egamentus de um ca—


minhâo—tipo de 36t e cargas distribuídas. Os resultados, que s㺠a seguir apre-
sentados, correspondem à posição do carregamento esquematizada na Fig. E5—2.

|=40m

p=0')_561/m2
p'=0,341/mª
P=6,677

Fig. E5—2

TENSÓES LONCITUDINAIS E MOMENTOS FLETORES

ponto a — ((tf/m) M (miim) pºnto a - ! (tf/m) M (tm/m)

1 —38,9 0,00 13 -— D —16,7 0,013


? — E -37,7 0,0216 1—1 -- E —11,6 0,346
2 -- D —84,9 0,0237 14 —— D —-26,3 0,354
3 — S —83,2 0,388 15 -- S —22,8 0,038
3 -— ] —-16,6 0,333 15 - 1 —12,7 0,757
4-E —30,7 0,340 10 — E —10,2 0,018
4 — D —35,9 0,336 16 — D —8,2 0,044
5 — E —34,3 1,615 17 6,3 0,000
5 — D -77,0 1,595 18 — S 50,8 0,279
6 — S -—76,3 1,809 18 —— ] 105,5 0,282
6 — [ —44,3 0,152 10 — S 08,3 0,005
7 — E —72,5 1,847 19 —— [— 1-10,0 0,000
7 — D —32,6 1,880 20 — S 61,0 0,658
8 -— E -28,3 1,761 20 — [ 125,9 0,650
8 — D —04,7 1,715 21 -— S 33,1 0,701
9—8 —02,0 0,331 21 — 1 03,7 0,700
0—1 ——30,0 0,007 22 — $ 0,7 0055
10 —- E —57,5 0,945 22 — 1 14,0 0,653
10 - D —20,0 0,920 23 221,0 000
11 - E —19,8 0,281 211 278,8 0,00
11 — D —45,2 0,277 25 211,4 0,00
12 -8 -41,4 0,377 20 135,0 0,00
12 _1 -23,1 0,700 27 37,2 0,00
13 —E —37,3 0,033
2-6 LARGURA ÚTIL DAS MESAS 71

Registramos, no quadra ªnterior. os esforços longitudinais, para toda &. espes-


sura das lâminas. bem comu () valor abswluto do mnmento fletor transversal nos
pontos nodais da Fig. Eõ«l. Os valores registrados dizem respeito no meio do
vão; isto é, secção x = [,./2. Os índices De E, adicionados ao número dos pontos
nodais, indicam secções :] esquerda e à direita do puntu considerado, quando no
mesmo houver mudança de espessura da lâmina. Significado análogo têm os
índices S (superior) e I (inferior“).
Na. primeira coluna do quadro, estão representados os esforços longitudinais
totais a - ((I = OSpPSGUI'I'. das Iâminasn, para a». vspessura da lâmina, sendo valores
negativos de comprcseâo e positivos de tração.
Se desejarmos obter as tensões longitudinais, basta dividir os valores do
quadro pela espessura da respectiva lâmina, dada na, Fig. Eõ-l. Assim, por
ex€mplo, no ponto nodal 4, teremos à esquerda or = — %%%— = — l80tf/mº =
— 18 kgf/cm2 e, à direita, a' = — 3:33 = — 179 tf/mº = ——,l7,9 k'gf/cmº. Fato
análºgo se repete para os outros pon'tos nodais com variação de espessura nas lâmi-
nas. A máxima tensão da. tração se verifica no bordo tracionado da segunda viga
,)-
(()-24), no nó 24 e vale a = ª = 538 tf/mª = 53,8 kgf/cmº.
0,02
Examinando cuidadosamente os resultados do quadro anexo, concluímos que
as vigas mais solicitadas são aquelas que se encontram nv. região de aplicação
das cargas do caminhão e outras sobrecargas, isto é, as vigas correspondentes
às lâminas (';-24 e 9-25. As Solicitações decrescem nas demais vigas, sendo obvia-
mente mais baixas ne. viga 15-27. Note—se que a distribuição transversal ocor-
reu no presente crm apenas através da laje, já que não existem transversinas.
Podemos observar, apesar disto, que x-. distribuição para as vigas não diretamente
carregadas é ponderável. Os máximos momentos fletores na laje do tabuleiro,
com valores de. ordem de 1,6 tm/m a l,9tm,'m, verificam-se na região de incidên—
cia das rodas do caminhão, como seria de eSpernr.

2-5 LARGURA ÚTIL DAS MESAS


A determinação das solicitações e o dimensionamento dns superestruturm
de pontes conduzem à necpssidade de definir a colaboração dus lajes na flexão
das almas das vigas.
Diversas situações, nas quais tal ncccsgidade ocorre, sâo ilustradas na Fig. “.)-40.
Nos casos (a), (r.) e (11), temos a combinação de lajes enm vigas e, no casº (bn,
uma viga—caixâo. Em cada caso, está cmucmntizndo () diagmnm (lo variação
das tensões longitudinuis, devidas à flexão nas lajes da mesa.
Notamos, como traço comum em todos os diugrunms. uma elevação «hs
tensões na ligação das nervuras com as meme. lista clcvuçãn ó tantu maior,
quanto maior a largura das mesus ou n cspuçunwnto entre as nervuras da alma.
Ao determinar as tensões cm secções deste tipo, empregando us fúmmlas
elementares da Resistência dos Materiais, vm-ontrumns tensões unifornwmcnte
distribuídas nm momw, sugeridas polos diugrmnns tnm-jmlus (Hg. 23-40). () om-
prcgo direto das fórmulas da Resistência (Ins Materiais snhvstimn. pºrtanto, us
máximos das tensór-s. Do mudo, porém, & pudermos continuar empregam!" as
__

72 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP 2

fórmulas elementares de cálculo das tensOes, apesar de sua inexatidão, toma-se


necessário definir a largura das mesas, de te.] modo que conduza ao valor correto
das tensões máximas. Com este objetiYº, devemos definir uma largura redu-
zida das mesas, denominada largurª útil, em vez dª largura real. Esta largura
é sugerida pelas áreas parciais hachuradas na Fig. 2—41. Para podermos de-
fini-la nos diversos casos, devemos ter solução exata dp problema, que nos por-
mita conhecer a distribuição real de tensões longitudinais º'. "88 mesas.

, M
:EiE-l ll +
r ”| , É, J I J
(a) l I (b) É
«& _ unªm
___. “(___
: [ ,
l ' , r

(c) Ç (d)
m
Fig. 2-4“

Fig. 241
:.o LAnau nA Um. DM MMM
n

" "”H"." "" "“º""m (' "W""! "" flivrmm lmlmllum fm lihzrrJurrJW'. ()
pl'nlilunm (' pmmlvuln In:..nn'ulnmnla- «lu, mnm—im ”.“, "”Num,“ “ 'livivxvilur "' W. 242],

». 7—1. l
. ._.—___ ,

1
&

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o—o—o—õ—ííiT—ã—l

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—b .—

,; 5x=51yh

(º) yt (V)
.
,-..—._. - ___—”A-...

(b) Ir à

('ª) Ver, lmr t-xt'mpln, K. (;irkmnnn, Ir'l/Jrhrnlmgwrlcr, SP"“E" Vªl". “i"". 5 Anikan,
púau. 119—127011 ll. Hm-hc'rlr, [liv Vollmt'llrtrgrmlr lírnílr hrí I'lullcnlmll.m, lk-um um] Sum.
bctonhnu, [0307 (mm,), anum lmlmllmn pmlmn »" cmmntrmhm n'Íc-rI-nr'm-s millmhni—
74 ”PERESYRUNRA ! YABULEIRO CAP. :

lmz'ginemns uma. ligada: artimlmla. capa: da- tmnsmitir furou: cortantes


?. = f,, la. nu longo da linha do— insq-rcàu du nu-m nu alum. As mmm. (lv lur—
gum h, &:va trutmlm mm" chama“. sujvilm iu M-guinh's mndiçôvs dq- lmrdu:
a» nu bordo y - (). u «lcslm-unwntn lmuswmxl r - O e “ dofuruuxçàn lun-
giludinul &. du hurt!" da chapa mim'idt-m ('um & dvfnrnmçân (*nrrvslxmdvnm
du vigia;
b) nn hnnln y - b, r,, = a, = (). (':—sn ;, nu. fumam T.,. a,«_-—0. quando
y ºo, mmln rvlvvunw upvmm :u-z runnliçnrs dc- ('untnrnu vm y == 0.
A viga (* mnsidvrndu simplvsnwntv rumizulu nus vxlrvmns «' sujvim & um
(Hummm dv nmnunhm Íll'lurvh dudu pm"

."; (2 “H“
.". :: z '".an G.. ,r; an ..
n-l

Os mc-fivivmm m,, mu mnhvcidus um lugar m-ju vspwifiomln “ curgu uhumto mim—


a viga. Pur vxvmplu, nn (*:-m (h' mn «':-.rrvgunwmn unifnrnw Mr). un hmm» do
eixo da viga. &“ rvluçôos (“.)-93! e 2-42) pc-rlnilvm olm-r:

m,. = %% (2.95)

A mluçan da. distribuição (lm tensões mas chapas de mesa, para us mndiçõvs
acima. pmlv ser encontrada nu obra de (jirknmnn, citada iu pág. 73 o é dudu pa-las
oxprmsªócs

"' ª 2. “"'" “ º 33 + ªnyªnl f*ª-y seu em; (2%)

v = -21 (A _ + «:.pr rºny son a,,z; (2-9?)

| [M.. —- B..) + a,.yB..] (rºny cos a_;; (:?-98)


sendo as constantes A.. e B.. definidas por:

(I — v)sm,.
_4_ = - (“.?-99)
(3—v)(l+v)J+4—á— (.sº+i')

B :, _ -_.—...-([ + l')377%
._4. —_. (:>-mm
(3—9)(l+WJ+4———(s*+íº)

Nestas expressões valem vs indicações da Fig. “.?-42 o, ulóm disso J e € 850


., moment" de. inércia e o raio de ginaçâo (19. v ign e v «) cooficivmo de Puisam. Estas
furmuls-s permitem calcular a distribuição das tensões nus chapps de mesa, sendo
a variuçân de a'. representmla esquematicamente na lig. “.?—420.
m um» um mmm ,.

hm» » ("mun «hs Imwm únl dr. mumu. p. um": «lu. mluçm um..., «mlmnamnl
...um “ uwu—Mu «lu wolwnu nl" mundu": «lu vw: nvmmuln (nurvum. 4.
.um“ WI. :; «“um-Qu «'In www». dv mrvnlmn «lu mun vw; T «quinlan
gh. “'é-Adm

' «JÁ!,

(b)
".. Ml

Imbau... pub. ' .. ”' ,da via T . " - M". X . dnnervundz


p., AJ,, ; IzJ
uu md. Mulumuln une & [mnh X .. nu mumu» [Mor dn m-rvun. provém
th mmm“. d» Iorc» mrumn de» lunch. du dm lu mumu. lendo:

X - ”JI. v.:lt (Fm 2420:


.

('um. mmmuónvin «lm. mmlõçin, Inm— :,. — ”' +15“, . donde



WMnld ou ; mmm mumu o.. m "mun. imc! t IM» mlúh du man.
»» ua T ruusutmu (W; 242%) Damm umd. dm. «mdw que

J.,- +J X ". «2.191»


" x

: A,.

«“um-uh. qu' pmmlr .Mmif J., o, mnmmmu-mmlv. . hmm: dm &. do m,


m» hg .' M!- F. ihírrmnlr miar qm» J., # "Mw! mm . W» : á- 'In-çâo
w- nb- & hg 244 mmm mmnmlmmmlv . Nªamã) dn hmm! Mil. m
Www «u» .!» .arte-omni». [un upa mm mau de M hun.
'—

,, wrmumuwunmmno e..,

,,
[IIIIIIÍIÍIITTI] O
l
O A 1

+
zoa?
' ““'?
|
(o) 4 |
..?—_ _ ...£, __ “__-*

i 1 p(x)= osenw
zl) (
_,Lw _ ___f_ _, ___+
i—+ x

(c)

Fig. z.“
Notamos, nus exemplos ucimu, que apenas para um rarrcgunu-mu senoidal
* ' “mus uma largura. útil consumir. Em especial no local da uplivaçíu. de caras
; (:nnwrntradus, verifiru-mr um mtroitumcnto da largura útil (Fig. *_*-441“. Ilmª
' últimn fam sugerv u udnçím du um mluoma dv vurinçfw du larmlm útil para 35
«'stmmras ('(—.mínuw-x do tipo indicado na Fig. “.)—L'").

fªrª .!. Á 3 1
; Iªin. 2-45

A idóiu lrz'wit'n dc- ml vsqm-mu 6 do futn mlntmln pvlns rmmwn'iªº'ªª dªs


prátirms :xlvvnz'm oitmlm 5». pm;. . (Íritérin :mg'llugm Íni também Svmli-i” Pºlªf
nnrmmª DIN IUTH. pum ;mntvs dq- “Cº. Aprpgpmmuns_ :s ““m“—_ a.- pmuím—HÍ
rl'rvxm-nclmy'n—s rrÍo-ro-nlvs :'n mnsidvraçân (ln hmmm útil dv nmnlu mm :Lº Pªm”
"mucilon“ 77

mb: dade que nh: se façu um cikuln ma's exato. Estas recomendsçóes usam
' sêmdifmm motim teórica, do tipo daqueles que acabamos de apresentar.
Valar. a mmçlm «: indicações Ch Fig, 246.

uonçãu

% % .

T“ ! ,,;;_tr+ ,

Fig. 246

A largura. útil b.. é ac'rwccmmla para cada lado da alma, valendo para a sua
lldt-rmirmlàn as fónnulas:

b.., = a ' b; (2-10'2)

bw = 8 ' b; (“!-103)

b..“n = 'Y ' b; (2404)

mnfnrrm- (» «fam. h..,. diz respeito 5; largura útil sobre os apoios de vão externos
fm Mr.;niudns, b,.y A largura útil na região média do vão e b..”, à largura útil nos
amina intvmns de vigas contínuas. As larguras b, para efeito de aplicação das
íónnulm, sã” indicada na Fig. “.?—46.
Hs [mrârmdms a. B, 7 são definidos pelas curvas da Fig. 2—47, a partir das
qun'm «!:-runninumos r. relaçâo b...]b cm abscisses, uma vez fixadas as ordenadas
b . . . .
atruvls. «lu pnrâmmm A = T , scndn [; um vão reduzido, definido na Flg. 2-48.
.“
_—

”IRICYNWRA | VACULNRO Q”, :

ómndurmál. &“

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Fig. IJ?

vumçlo on uno» útil.

1 sm. ] Vodoolo do b..!) _, ,..-


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*! vªº Í =J & ,“ i ;
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,,,-»,. Mm»-....... .

4
.

“».” não nom «. o.!M.c-O.IL

Fig. 248
:; LARGURA ÚTIL DAS MESAS 79

A vurmçãn du lmgura útil zm luma) dus vãos é ilutmda pela Fig. 248
! , - . . -
Caso
. '
"fl' 2 0'7' tummnos Pªm ªª lªminas UÍUIS, os valores flxns:
b...... = 0,l3 I.; b,", = 0,173 ['; b....“ = 0,104 ],, (2-105)

Para balanços, com 0 5 0,3%, devemos fazer b,. = b.


Nos casos em que é necessário superpor, aos efeitos da flexão do sistem
a prin-
cipal da ponto, os efeitos lumis de flexão da laje do tabuleiro podemos admitir uma
disnihuiçâo linear das tensões longitudinais nas lajes, :; partir do máximo cal-
culzulu com a consideração da largura útil (Fig. 2—49). As larguras de espalha-
mento linear (ln diagrama de tensões, b,. e 0,2, são determinadas de modo a manter
a resultante do diagrama retangular de tensões, currosyxmdcnte à viga T equi—
valente. Para. esclarecer as diversas definições, apresentamos a seguir uma ilus-
tração numérica. .
bm bm

——a
|Óí7//// /X////J/f/,
/
!.
ijá=çé__3à__+
XX

Fig. 249

EXEMPLO NUMÉRICO Eó —— LARGURA ÚTIL DE MESAS DE UMA


PONTE CELULAR EM VIGA CONTÍNUA
Seja a punto. de secção transversal &; vãos csquomatizadus na Fig. 1'36—1. De
acordo com a Fig. 2—48, teremos, para os vãos externos I,— = 0,75! = 37,25 m e
para o vão central l,- = 0,6 = 39 m. Para a mesa supermr, fazemos b, = 3 m,
bz = 4 m e para a mesa inferior b,, = 2,5 m. Para, os parâmetros A a serem uti—
lizados nos gráficos da Fig. 2-47, virá:

0 3,0 0,08;
a) pum. .)s vãos externos: Ã, = Í:— = 37,5; ___

. . = 74',)3 =
2.5
= .
.
Ã?
_

._*
"'
l'—
. 25 =
= , 37,
4.0
01108) ÃJ ,, 37,25 0,067,

')1
Ã, = =[
30
:. fã!)“ = 0,07]
_
(_, da mesm forma,
b) para () vãu -
Int erno:
, .
M=mm3eu=omw
SPERESTRUTURA E TARJLEIRO C”_ 2

3a 4— 49 Suá

'— 3
- !=50ln' 1:65!!! il=50m

2,525.—

Fíg. 5—1

8 = 0,93,
Dos gráficos da Fig. “247. timrms. para os vãos enernos. (: = 0,8.
(($th didº?“
7 = 0,78 e. para o vão interno. a = 0.83. 8 = 0.96 e 7 = 0.8. .Com
hb—“Z;_
podemos traçar, a partir da Fig. 248. o esquema geral de cooãcxentes (Flg.

= 41: 5.01' 5:50


"H“” & , %
O : : , . i , ! L

(:?—I E «3.93 %- 0.0 is «xy »

** E 1 _A_
|ª 65m
?
i Sºm
?
A;
l 5011:
f ' Y '

Fig. E6-2

Do esquema EG—“Z, resultam as seguintes larguras úteis:


a) Secção dos apoios erienzas e internos

O.,81x4=3x,2mvX 0,813 : 2,4!!!

;
?

.!
m CALCULO DO TABULEIRO
31

0) 5665170 I," (“(M l'J'lc'l'Nu

0,93 A '( « U,!)Im

0,93: 2.5 ' 2,33!» l

lºi“ . l'lb-l

(:) Smçúu ,!” min inlrrnu

O,9617l6,72m
T T

1. io,9exz,5o- 2,40m
Iªin. “()-5

Cum os resultados m'inm, (Ít'fillilmm num lmsn' «h- m-c-çx'm vuriáw-l zm lungn
do cmmnimvntn, pum vaitu dn c-úlvuln mlúlim.

2-6 CÁLCULO DO TABULEIRO

() mhulvím (lux punh-H vm ('mwrl'ln urnuuln nu prnlrmlinln (- ('ulmlihlídn «lv


lujvs ligmlus (Iv nmnvims divvrmw mm «lvnmix c-Immmlam (ln mun-rmlrutum, du.—
umrdu mm u mluçãu mlntmlu. A fnrnm nmiH mmm" «Ir Iujv ('Inpro' vmiu ":| mus-
tmçãn dus mlmlvirnu (- u du faixa., mm mun. dinwnsún prmlulninunh'. ;xnlvndn
Hvr hiupuimln nu em lmlunçn (Fig. “.)—50).
()s msm (a) (' (h) ilunlmm luhulvinm (h- pnnh's mn m-rçz'm m'lulur ." .. .“...
(ª), (» lnhulvim (Iv num punha mm trmmw-rsimw clmligmlzw. .“ lujm (lu zum;
contrul s,"... fuixuu upnimllm mw nvrvumu Immihulinuiu nu uma viam «* us Iujvs vxm'r-
mw m'w fanixzm vm lmlunçnu. Nun m'vçõm h'rminniu «ln ;mnh- uu Iuns www intvr—
mediáritm uu (lv npuiu, m'rc-m'c'nm—m- uulm Imln npnimlu nu fuixu (Fig 13.31),
SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP, 2
82

III ,,,/I
Bolonços Boinnços
. .
,... . _. __ .

Fam Foko
Faixa

(a) __.._. (b) ,_.._..._..

rx []

Balanços

Faixa

(e) .
Fig. 2.50 .

Septo final ou intermediário

Babnços
Faixa

Fig. 2-5!
IG DM KZUIM IK) TABULEIRO 83

N Man 'In Mim: lumimhw vm sumlm lmlnn, Hlljl'ihm n ('nndiçõvu (livvmm du


xhwuln. html—úm pwln m-nrrvr mm lsxlmlvinm. Sm». lm vnmntn, "mire mmuns
mw vnmmnw ulnn punlm (Iªin. '.!-.ª)'.!).

WW! pum m ENCONTROS

& r ,
u_— -1 +— v-n n— .. "ª— -— 1

>Tronsvminos :
,! ou septos. “_“— *
A—

: ' :
r— r——1

"'—'I :"”?
i.- —-1 _ —«—_ 4—4 | J | I

L A | L.....)
3
A

v
a'

Flu. 2—52

(”um mumu vwvçôvs. zw lnjm «Ius Inlmlvinm nm» pndvm svr mnsidvmdus
mmo hnwinnmuln imlmlmmªnln. Nus «mms nurnmix. Mish- mnlinuidxulv vntru
“& Wnim painéis nu mminuixlmlv tmnsvmml vnln- m' f::ixm. ()s vaims (lv runti-
nuidmiv pmivm .wr lvvmimi vm mula nn prúlim. vnm nminr nu nu-nnr vxutidàu.
A favor da m'mlrmlçu lxulvnum, vm «'n—rum mmm. pnwmlvr un «lilm'nsimm—
tumu— ui.“ lajes dn mhuluim isnlmlnmvnhn nhilmimln u mula num (MM mudi—
çuN—s dv x'l'nvulu qm“ murmura!“ nmu mlwrhlm :ulmnuuln «lm suliviluçOvs mais duªs-
Íawráwis, l'Ísh' dimvnsimmlm'nln podº svr frito pvln mótmlu vlástivu un prin
mM-uln «ln ruptura.
U mólmin vlánlim luw'iu—m' nu lmrin lócnim dn «*lmticidmlv. hwundn vm
mula :; fnrmu «lv uiisnilmiçàn «hw mmm! dn tráfowv nn lubulvim. U mótudu
.!.» mpmm h;;,—=.»;',Hz.- nas mnhm—iylgw hipóhx—xvs (lu tmriu 1le linhas de' ruptura
nu .ªhnznmms pláºúww. dm'omlu-«v vxmdur u mnfigumçàn dv rupmm mm's dua-
hua-z'mrl
I'Mrmnez vmpwunr também nutnm vritórins simplifivmhm qm— limm par—
ty.!» .L-x hlwnlmlv— III' que 5.» «liªm.— nn dislrihuiçàn «lv mmm—ntus, lmmulu—w vm
mmm w. r'lk'mw dn n*nlllinuidmh'.
&— ªr'iji'b .!u tnhulmm pndc'm svr urtmuimx nu pmtvndidns. «iv nmnln mm us
;wxxpwy—Nw «imã »:Inei
“ S&PERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Pªªéºnlité agem & sk—erar sucintªmente os divelsos métodos dv: cálculu


&& Lys ig— puma.

2-6-1 Métodos Elásticos


(?s mémdm alfªias tuaseiam—se nos resultados da teoria de Kirchhof—Love,
das ,um—a:. .ii'TdeO em «ruma & distribuição das cargas do tráfego em retângulos
vc em Sgprzãcíe 'Fig. 2-53v.
«'-

* Ç; x xxxíxxÍxxx/x/x
; % %v—ª-m /
[

/ / ,.7— ª ª ' —_/ ///


1" / ! L 1 / / '/
XXXXXXXWDXXx» "<ª
p. p' —— Cargos uniformemente Rodas do veículo
distribuidos.
Fig. 2.53

() problema resume—se em encontrar a posição das cargas que produzem as


Solicitações mais desfavoráveis.
Pam. este Em. podemos recorrer a soluções existentes na literatura, para
lajes sujeitas & cargas aplicadas em zonas retangulares (Fig. 2-54), superpondo-se
os efeius para diversas soluçõfs. Este cálculo resulta, todavia, demorado «
Xmlmlhuso. Para facilitá—lo. foram desenvolvidos procedimentos que visam a

Ils
Fig. 2.54
“ WMO 00 TMN“ .

euu ...“—«mumu» mtu tnhlhn de. hum dn punk» mai: dedanvc-I do (mu-
uw. bh!" «» puniimmtm dan tim. podemos dur » du lupnfh'iu dn
Miu » a de Ruth. que punmm . amor.

“.]—1 MWMCO du SW» du Imune!!!


“ Mwimm du me—m de innumm & mnrllwm m du linha! de
Mil m ««uma: em hum M mpºrm-in dv mnmm dmrwrm (:

Ih »: ,., Mw dp “Mm dp &,


à

“ SUPERESTRUTURA E TABULEIRO C”. :

efeito num determinado ponto da laje (momento fletor, força cortante etc.), pu)-
duzido por uma força unitária atuante noutro ponto qualquer da laje. A funua
típica das superfícies de influênciª para lajes retangulares é ilustrada na Hg. “2-55.

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f, - 2h .
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Fig. 2-55 (b) Superfície de influência do momentº de «'um—mmm“)

0 cm (0) corresponde à superfície de influência dv uma lajx— simpkx—"nmnh-


upoiada no contorno. pam () momento "«um .1!,.nuwntm. » mmm dv Tatu: >“:
O caso (bl caracteriza a superfície de influência du mumomn de vngu—muwmv
perfeito no meio do lmlo. num laje cum os quam» lmlus engusmduª. :; mm“—
também do fator 81r.
2-8 CÁLCULO DO TABULEIRO 07

As bases para. o cálculo de superfícies de influência deste gênero forum deson-


volvidas por A. Puchor em (“vemos trabalhos teóricos“) «: reunidos posterior-
mente em livro de gráficos muitu empregado pelos pmjetistasmk
Notamos que os gráficos da Fig. 12—55 san representados por curv '.s de nível
e que, no luml ondo buscamos () efeito mnsidvrmio. us ordenadas dn. superfície
de influência, v.cinm do plano de referência. usado. crescem indefinidamente.
Esta característica é um». cnusuuiiônciv. do conhecida fato de que as solicitações
obtidas pela tmriu elástica das placas divergem no ponto do aplicação de cargas
concentradas. Estos pontos cunstituvm locais de singularidade das soluções.
Para melhor dcscrvver () compurtmnvnto da. superfície de influência mas ime-
diações das singulm-idzules, Pucher empregou umu cxprcwâo rcsolvcntc para
o deslocamento da placa do tipo:

u'(u,v;1y) = u'o(u, v; .v, y) + u'.(u. v, .::, y). (“.)-106)

Nela u, v são as coordenadas do ponto, no qual é procumdu () efeito (momento,


força cortante) e x:, y, as coordenadas dos pontos correntes da placa, onde se aplicam
os carregmncntos. A parcela ”'(,(u. r; .r, g) constitui a parte singular da solução,
tendo sido para ela adotada :; exprcsâo

".o : __l__ ,.2 ,,". (2-107)


' 1I"

(D = rigidez da. placa), obtida da solução da placa circular, sujeita a uma carga
concentrada. no centro. r representa. a distância a partir do ponto (u, v)
(Fig. 2—56).

ng. 2-56

(17) A. I'ucher, Dic .Vomvnlt-nrínjlzwnjrhlrr rrrhlvrhigrr I'lullm, Hvrlim, 11336. Vorlng von
“. Ernent u. Soh"; Uber die Singuluriliilsmelhodo nn clnntischon l'luuvn, lua. Archiv l'), "m
(1941) etc.
һ) A. Pucher, Einjlusnjcldcr Elaalischcr I'lallm, Spriugor Vorlng, Wien, 1958.
.. SUPEREBTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

A pssrm'ln ll" (_u,v;1,y) pm (2406) rreprwmenta u. parte regular da. mluçâo.


(lcmtinmln ;: nhemlc-r im «Inrmzin «:omliçõm «In pruhlvma.
(“mm o urtifívin m'imn, tnrnnu-m- viável (» mm prático das superfícies de in-
fluêmrin, pmh-mlvmw alcenpruzur u, (euntrilmiçãu da parte da superfície acima de uma
wmv, mm ILÚU'IiK. 12-56), mm rcuifnm próximas da Binmlluridudc.
(iam lmm- vm itl/ríym Mºrm'llumum, (livnrms mnun-s dum-nvolvomm outros
prmsmlinwnhm, lovinmlu s'rn «:urmidumçím :; situação peculiar de lajes dns tabu-
h'irrm dv pnníms. Algum (hmmm trulmllum lcvnm (em conta a continuidade das
lujo-n, :; c-ximêm'in dn lmlnnçns (e 9. mm vnrimy'm «lc (»spnssum. Neste par—
timlnr, Mm prmtudn gmmlm m'rviços aus pmjutistus us ohms de H. Hombcrg
« ". Ilumbc-rg/W. Rupcm'm. As Figa. 2-5? ce 2-58 ilustmm () tipo de gráficos
(vm lflernH dt: nívr'l) de superfícies (lc: influência (:unstuntl's desta referência.
Nu. Fig. 2-57, temos a superfície de influência. du momento tmnsw-xsal M,,
nu m'ntru du faixa.. Nu. Fig. “.!-58, tcmrm u superfície do influência do momento
trnlmvnrmzl mim: umu dns Vigna.
011th publi(:m;õcm(ºº> luvxnm um mmm u. (lvfurmzbilidmlv das vigas princi-
pais (lu ponte, nu. dctczrmimchm das superfícies (lv influência.
() emprego das superfívivs de influência no cálculo (los momentos fletorcs
ou forem ('.UHL'JIU'H num ponto dv. laje (: mmolhnntv un dus linhas «lc influência.
no cáluuln duªs Huliritgçõm cm secções de uma haste. Duvido zm (':-.rálor bidimen-
sional (lu, superfície de influência, pudvmus tºr necessidade (lv (*:;lculM áreas ou
Volumes intercoptmhm pelas linhas ou ármzn du aplicação das cargas. As Fig. 1:59
cc 2450 vscluruccm u sítuaçân. Podemos ter m'. lujc mrgus concentradas P,, P,,
(rurgzm distribuídm em linhas ]) e (ºurgns distribuídas em áreas q. Sc desejarmos
calcular um determinado efeito na sr-cçím S, por exemplo, M ,, usamos a fórmula

Mus) = E Vm + E Adu +23 Piõív (2—108)

mando V. a A. rcspovtivumentc os volumes e áreas determinados na superfície


de influência pela projeção no plano da laje das área8 ou linhas de atuação das
mmm. ( )s 6.- representam as ordenadas, na superfície de influência., dos pontos
de atuação das cargas concentradas P. A determinação dos volumes e áreas
V, e A4 é feita por processos numéricos, & partir dos gráficos, em verdadeira grun-
dom das superfícies de influência. Podemos, por este procedimento, calcular
as sulicituções emoqualquer ponto da laje, se dispusermos de gráficos apropriados.

Ҽ) Homberg/Ropers, Fahrbhnplatlen mit vcrdndcrlichcr Dickc, Springer Vcrlag,1965.


(ªº) Por exemplo, S. Grasshoff, Einjlussjldchen jar Plattcnsdmiumomcntc zucísletíqt-r
Platlznbalkcnbruckcn, Werner Verlag, Dusseldorf,1973.
2—0 CÁLCULO DO TABULEIRO 91

3—6—1-2 Método de Rusch

A uplimçm» (ln px-(modiumnto das superfícies de influência que acabamos


«lv (lnm'rovvr, omhum Himploa o geral, envolve trabalho numérico de cálculo,
«luvvmln—m' numa. mvnum lujo pesquisar as solicitações cm diversus pontos para
pmlvr muvmivnlcmonto dinwnsioná-lu.
Pur uulru lado, as cargas devidas ao tráfego são fixadas por regulamentos
para na pnmux usuais. Á msm do trabalho sistemático, é possível, a partir das
nupvrfíviun da- influência ou outras soluções disponíveis na literatura, obter e
tuln-lur resultados numéricos pum os tipos mais correntes de lajes empregadas,
nun mhulvirus.

mg. 2.59

&“ W
Fig.

Um trabalho deste gênero foi realizado por H. Rúsch e seus colaborado-


n'nª'º'". pura (» h't-m-tipo da norma alemã DIX-1072. () trcm-tipo desta normu.

”" ll. an-h, [):-rcchnungalajcln jar rrchlwinkligc Fahrbahnplaflm von Slmurnbnlckcn.


lh'utsc'hvr Almsvhusx fur Smhlhcton, "on 106.
II. !um-h, Hrrrchnungumjdn júr schicjwinkligc Fahrbahnplallm von Slmsecnbnicken.
Uuulaclm Aumrlulaa fur Stuhlboton, ][ch 166.
92 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

NOS QUATRO LADOS


DIAGRAMAS LIMITE PARA LAJES ENGASTADAS

"

l-.. _” __ ., X

LAJES LAãGAS
LAJES ESTREITAS
Y

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Hu. 2-0!
lª OALCULO DO TABULEIRO
93
DIAGRAMAB UMUTE PARA LAJEB ENGASTADAS EM DOIS LADOS
LAJES LARGA!

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9
Iªin. 2-62 , :
04 SUPEHEBTRUTURA E TABULEMO CAP. 1,

n:: 11110 110 1011-111 iu: :limnnsõm do veículo 4- 1: distribuição das carma mm mm
0 on: volta. (10 vm'culu,«011101110com :: trvm-lípn :|:: n::rmn brasilvim N15-(3,:'onfnnnp
sugerido na Fig. 1-1'3. ():: resultados 110 111111011 pndvrrm, portanto, ser um:,drm
no (li:n01::-:i:mumc:110 ::m 11014140 puis, p::rn. (::-: trcm-tipm rogulummtmm.
A1: 1111101115 (10 11113011 permitem :: determinação (111.11 s:;livitnçmrs rms: lajf-n,
mcdmnlc condições de contorno prvfixmlus, incluindo apoio simples:, 9112115110, “
perfeito ou bordo livrº. Pum 01: divvrmm tipo:: d:- mntnrnn, são um: 3011151403
diugmmus d:,- cuhrinuentu de momentos 1101111191: pum tudu, :: superfície (111, Me,
a partir de máximo:: calculados no ccntm 0 nas bordas. A Fig. 261 11:1s1m ns
diagramas de cobrimcnto de momento:: flcton-s par:: :: (21:80 de um;: 15an rmma-
tudn nos bordos, cn: c::nscquénciu da carga permanente :; :: d:: carga do tráfego
A 1%;02-02 ma_stm 05 dikumus (11- mbrimmtn (I(— 11m11 laje cm fnixa, (ha.
mundn-sc :: ulcnçfm pura :: su:: forma nus imediaçóvs dox bordos livrcns
::
« (15 dois exemplos indicudos elucidam de forma gonéricn, :: tipo dos dmgrmrms
dc 00111'11111'1110. ():-1 máximos com:), por ('X('mp|::, Mm, M,, etc., sia: mhrlwlos
p::rn mndiçõvs unitárias dc c::rrcgamcntu dn trom-Iipo.
Aprvsontunws. :: seguir, um extra.“) típicn (los resultados: mbvlsulus 1111 01111: *
de 1111151311, referentes :“: plum: :engustada no:: 1101-1101»: (Fig. 2-61), par:: o caso do
:rom-tipo alemão du. clamo 24 t 0 (101. A distribuição (10 «umas, neste msn, (: &
mesmu do :rcm-lipo 111: 0111300 1 d:: nurmu ln-usilcira NB-G, (cum prvssím máxima
nas rodas (11: veículo, de Gt (classe (1 X 61, = 361, (10 rcm:lumcn::>1)1N 1072).
. .._,
“,““ .Úzú,

MOMENTOS NO CENTRO DA LAJE


(!,/1, =- 1)
.,-.1.

Ponte (710881! 24 1. a 00 1, Carga (la roda 1,0 1. Carga unijarmc 1 tlm7

Mm no centro da (aja MWl no rrrlro da laje M,," M"

l,]u ӻ ӻ Para todos ou valores


0,125 0,250 0,50 1,0 0,125 0,250 0,50 1,0 dª ”ª

L L [1 lj [4 [J IJ !; P P, P #

0,100 0,073 0,039 0,010 0.157 0003 0,035 0,010 --——< -——
Sââããâããââããã
3;;3;y9wnw——o

100 120 000 022 223 110 004 020 - — «


, 244 180 100 040 245 1014 100 045 '-' 0,02 ,.-
, 290 250 1 (10 090 2(19 221 152 095 — ,. 05 -—— 03
, 347 315 212 146 298 273 200 143 =* 08 v —» M
, 410 378 270 210 347 324 258 1011 0,02 14 — 14
0510 04:10 0,305 0,311: 0,435 0,413 0.344 02115 007 0:10 0.011 0.40
0.50 0.51: 0450 0,411: 0,52 0,403 0420 03112 14 51: 05 1»:
0:10 0,64 0,52 0,51 0,50 0,57 0,50 0,400 0,211 1,00 10 1,51:
0J2 0m 050 0a 0,05 0,m (m7 0m 0m 102 :5 mm
0" 0,m 0% 0% 0" om mm mm om && 210m
0a (mo 0m 0J3 0n 0,w::m0 0% um am % am
0% 0,84 0% OJO 0% (W? 0m: 0n :,“ zum 0,w 5m
2-0 CÁLCULO DO TABULEIRO “

MOMENTOS NO I-INGASTE IM IA,"?

(1, 1. '— 1)

l'unlr rimar 211 a 001 (“:::-911 1141 rula 1,0 1 ('um: 11:11'jurmr 1110"

—.1l" m: n:: 10 da borda —« .V., 110 111010 :!0 110010 11”, ] .",—
l:.: , ._ ., _ 5 .
. ("a ,” I'll“! 10:10: “« luh'Ns

0,125 0,250 0,50 1,0 0,125 0,250 0,50 1.0 "' ' "
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Í. [. l. [. I [. I_ I, p p' p p'
._ .. . . ___ .. '.. _,.m, ,. ,...... .., “..—,.-., .. ... ....._.,,.

11,511 0,111) (1,115 11,117": 11,113" 11, 111.1 1.101) 11,11“ 11,111)" . 11,115 '
1,111) 250 211) 141) 11.511 2711 2.15 155 1511 - |H - 11,011
1,51) 1151) 111!) 223 1 711 Ã1K1| 31111 21111 21” - 211 - 115
2.111) 451) 4115 51515 2711 -11l.'1 135 1115 21111 (191 < '.111
2,50 50 53 400 :137 00 50 »::—0 100 511 0,01 :111
3,111) 133' 135 111 !:«l 71 1111 1111 117 11,115 811 111 111
-1 ,011 0,101 0,01 0,03 0,70 0.101 0,11»- 0_.ss1 0,110 0,10 1,50 0,211 1,211
5,111) 1,011 1,011 11,011 11,112 1,111 1,111 1,011 0,117 '.".1 2.311 1111 1,118
11,011 1,15 1,15 1,111 1,115 1,111 1,111 1,13 1,111 '111 3,110 71) 11.411
7.110 1:25 1.25 1.21 1.1“ 1.25 1,25 1,24 1,21 115 0,111) 1,111 5.111!
11,00 1,31 1,31 1,113 1,25 :,:13 1,:1:1 1,112 1,110 1,00 11,70 1,05 7.140
11,1“) 1,42 1,42 1,42 1,33 1,411 1,411 1,411 1,117 1,110 11,81) 2.115 111,11"
10,00 1,10 1,10 1,10 :,:10 1,10 1,10 1,10 1,41 1,71 15,011 ::,0;: 111,15

Xml 1111101115 ::pr0s0111111111s 14110 111111011, 11110 0011111011 1111 0110110111", 011 10101014
110 .1!,.., li,... li,. 0 .1!,,,. [111111 0 010110 110 1111001000 110 11:11:10 110 v0101110 110 | 1. 0.
nus 0011111118 1111 1111-0110, os 1110511100 0101103 pum 1'1110r00 110 ,: .. p' “_ 11./1:1'ª11m: 00111-0—
mnmss ::::ifnr1110111011t0 distribuídas 0111 Volta 110 v0101110 (v01* lºi“. 1—1'21.
Pam: 01:10r1110s 0 011410 0101111! 11110 0011.5110 110 11'0111-11110 1111111 110101'11111111110
100111, (!:—vemos 111111011: :: fórmula.

M = 10 (P - M,, + ]: - M,. + p' - M;), (“.*-1011:

na qual .1I,,..1I,,.:1I,' são 09 m0m011t11s 110101'08 1111111 P- 1 1 (10111: 110 v0101110),


;: = p' = ]” t/m* 0 <#, 0 000111-10n1c 110 1101111010.
Pam entrada 11051 10.1)01218, usamos 011 1301011101 rm: [,,/a 0 (la, 11011110 0 1: 111111011—
0111 011110 rodas (10 11401110 0 £ 11 largura de distribuição 1111 1100110110 1111 1111111 (Fig.
2413). Para pnntos (10 (31115898 difvrcntos 1111 11011110 1110110101111110., 00.0 1011111011:
::prem—nhulos resultados somolhuntcs. Pam 0111'1111'0001' 110vi1111|1101110 (: 1180111110,
::prvsonturcnms um 0110011110 numérim,
Wuww;

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090.01. ””um—', oWªJº'fº' “'


'in (#4
% CÁLCULO DO TABULEIRO 97

P::m 1010 l-n'mri'gnmns 0.4: 10110105 transcritas nas págs.94 :? 05, e a fórmula (2—109)
51011110, 111: 00540,

1 1), 0 .
= ————7 = 0,35; —- = ———- = 3,70; 14" = 1,35.
a 2 a 2

Pum os momento:: .«1/,,,, 0 MW,, no (':-ntm (11: 11:j0,01)101nos (151. 1011010 correspondente:

(.1I,,,,) : 111,4 >.< 0,40; M,, : 0,013; Mp' *_*: 0,26;

(.1/,,,,,) : M,, 5.311,38; M,, a 0,03; M,] = 0,38.

110011110, d:: 0111100050: (10 (2-100):


M,", = 1,37) ((': >< 0,40 + 0,5 X 0,00 + 0,3 X 0,26) 3,40 tm/m;

ll
.1/,,,,, == 1,35 (0 X 0,38 + 0,5 X (1,03 + 0,3 X 0,28) 3,21 tm/m.

De maneira 0110101411, par:: ns mnmcnlns (10 engustamento encontramos:

(—- M,.) : M,, 2 0,80; M,, = 0,075; Mp' &: 1,30;


(-- .1/,,):.1IL 20,85; M,, 20,18 ; Mp' :x 1,05.

Aplicumh: :: 10m11111: (“.)-1001, 100111111:


.1/,. == -—- 1,37: (1': X 0,80 + 0,5 )( 0,075 + 0,3 X 1,3) = — 7,1 tm/m;

.Ww = — 1,15 (11 )( 0,85 + 0,5 X 0,18 + 0,3 X 1,05) = — 7,43 tm/m

2-6-2 Métodos Aproximudos ——— Consideração dn Continuidade das Lajes


.10 11301 03 mémdns de determinação das 3011011110003 (1115 111105 do tabuleiro
a::tm'inrrru-1110 ::prvm-ntzulns, (10100103 0510110100” 00n1liçõcs dc cn::torno ideais
para ,,,, rlívvrsns 1111111615: (10 111100. 1131111: (»smlhu (? forçosanmntv 1:1'111111'11'111 (10111111
(10 001105 1111111011. 1011101:- 1: n001+1ª111111110 110 lcvurnms 0111 000111 11. ('01111111111111110 11118
10,00 nos prujt-MH, 11.0 :m-nrm 110 forma upmximmlu, 01:00 n:":u (lvsvjonms fazer 11:11
«(1101110 risqurum. 1-3111 pr0j1-1us 11:11:01'111111014,todavia, (* :'0000101111111'01 proceda
:: 11:11 «(1101110 1111110 0111110. () 010110 1111. 001111111111111110. 110110 1111111161“ s0r 001131110-
rwln 110 furnm. upruxhnzzduu 0011101100 pususurvmus ::. cxpnr.
Í'ím prinwirn 11:10:13 :zprvscntnnms 0 crilérin sugorido 1101119 Richllinicn fil:-
r/ir: Íír'znmxcnuy und .111411112111'11111/ numsiw'r Brúclmn (1)11'01riz0s 1111111 0 I)1111011s101111—
mumu01511001101'1011150 1,0111001-m (101111010), r01111çí10 (10 1073. 001110r1110101110 011111111
0111 110111 111: 111114115 1111 1:1'1'001110 01:1'11. 1)01'.1'01'110 00111 «'.-110 01110110. 110.111. 0 010110
(11.1. 0111101 [::-rnumt-nh', 01:10: 0 1n01101' 1'1'1'1 1111. 111,10 111111 11011: 111101101 11. 0.7.3 (10 11111101',
(1011011103, [mm «».—1 [1111110111 in10r1100 110 1010110110, 0011911101'111' us 111105 0111111511111110
1:00 111.110» 1:0r11mi1-1 00 1101111110 1111. 00111111111110110. PM:: 011 1111111015 0x101'110s, 1110101005
('unsivlvmr 0111401110 0111 1:00 1111100 0 1111010 livr0 110 1101-110 0xt0r110. Pam ns painéis
:14- 0111110, ('unsirlt-nurms 0111111010 0111 110111 11111011.
swenssm' ,

Pura 11 cú10u10 aproximado 1103 "1010011100 1111011101"


Ms, em consequência das cargas 110 111110111. 1101101003
11111'11x1m11111ls:
a) Momento positivo no 1110:
1111» = a; JI";

11) Momento no apoio:


1113 = 01.1; ' 11/15:
01 31111110n10 míninm no 1110, 1111111. 1111 1)11,1H(318 0111 :
M,» = (| —— ap111l1p;
1!) Mom0n111 mínimu n11 1'1'10, 1111111 1011011 ,,,, 1111111
le = 2(1—— ap111l1y1
Nestas fórmulas, 111111111 1000111109 1111 0011100193 1111. mm,
1111111 11111101 11101111111110 110 consulta. 11/11, 0 11/11, 101110.
van c no 11111110 de umzv. laje 130111110, 1111 011njur110, 1010111109
(111110 e 01111811101'1111110—s11 um 1103 11111115 0111111311111011. ( ) 11111
1111111. pam 010110 110 011101110, 11011 0110111110r11d0 normal 110
A Fig. 2-04 0301111003 este ponto.
x *— &
“ 1
1 ,x

XX?
“E.

Xx
;

&
_Xr

Sen11do do contmuidode Mu

Fig. 2-61

C11S11 11.3 dim0nsõ0s (1011 vâns 111111 111v0mz1s 111109, 110 501111110 db»-
11510 (1111111111 de mais de 10%, 11111111111105 1111111 dimensões 1111 11111!
111111101 em consideração. _
O 1111.1111- 1111 0110110101110 numérico ap. 1111111. vãos médios 1111 1111111011 (1 :: '.
01111110, 0111 111110110 1111 1011113111 l'/! 1105 vãos, 11111'111111m0n10 11.0 501111110 1111 cuntin 1 _
0 1111 5011111111 1105111 (Fig. “.!-041. 110111. 1111111111 11 seguir:
“ cALcULo oo “rumam ºº

I'll 0,8 1,0 1,2 1 ,4 1,6 1,8 2.0 3,0 3,5


.).)
510, 1,03 1,06 1,12 1,16 1,18 1,20 1.222 1,22

..
53
..

..
!
(Da, — - 1,40 1,33 1,28 1,25 123 — -— .—

fy ªr : lnjes corn bordos spoisdos.


© ap - hje: com bordos livres.

COEFICIENTES as
Para vâns médios de laje (! :! 6.00m), os valores de as poderão ser fixados
du nglintt' marwim:
a) pura, trem—tipo pesado (361): as = 0,70:
b) para 'tem—tipo mélio (120: as = 0.80.

A mluçíy; du lajç- muívalmtc pode ser obtida por qualquer dos pmvodimontus
anh'rinrmenm r-xpnslns mmo. pur ('xempln, «» do Rúsvh.
()!an pmcmlimt-mo simplificado foi () ndutudn pola nnrma NB:). om svu
art, 24. O procedimento alí sugerido. faz uso de certa liherdadv np. distribuição
tlm mnmvntos ontrn () apoio o 0 vão das lajes contínuas. Esta lilwrdmlc do os-
mllm, drum» 41:— certos limitns, cnquadra-se nn rspírito da teoria de ruptura. quo
nlmrdnrvmtm poslr-riormontf'.

ª' 1“
& LOM“) Mb
fªgIÍWÍWÍ
[iii Egª!

Gm; : W
__.“—

Fig. 2—65

In— wnrrln (um U critério aproximado. sugerido pela nmma NB—Q, ':).l-
culanws :: lujr- mmo simplesmente apoiada no contorno. Para este fim, podemos
"cmpregar qudiqucr dos métodos já discutidos, calcul?ando o momento máximo
,a. no vão Adm; mos então um valor Mb para o momento negativo na borda
deverá estar compreendido entre 2/3 e 1/3 de M,, sem ultrapassar 3/4 do
M. na direção perpendicular à daquele momento máximo. Nos trechos
100 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP."

vm quo M., < Mb. zulnbzunus pm'u (» dinwnsiunanwntn, numwnlm nvguiiml


M = Mo —- M, o, nos trechos vm quo M,, > 0,61%. cunsidmmms lunlnt-lmm
pnsitàms M = M., — 0,6 M.,. A Fig. 22—65 ilustra a forum (Ius diugl'mnzzh d '"
cobrimontu assim obtidos?”

2-6-3 Engnstnmemo Elástico das Lajes nus Vigas Principais c


Transversinus
Os métodos untrriorlm'ntu expuslos supõvm upniu rigid“ «lux Inju—a nu.— ximu“
principais (' lmnsvexsilms (* liberdade de rutuçãu dus l:.,jvs vm l'(*l:',i;ãu Eus mmm,
Estas hipóteses não ocorrem na prática. Pum. analisar a.rloquzulunwnlo () pro.:- :
blema, devemos rncnrror a métodus mais exatos de trutmmnlu. L'nm Mlmi
detalhada. destes métodºs excede () âmbito do presente lrulmllm c, portam",
limitaremos a dar :ngunms indicações gerais.
A considoruçfu) dos efeitos do ongaslumontn olástim dus lajes nus vi t.
feita :».utnmuticamvnte om prugramas (lo cumpulzulm', lmscadns nu Lémim
faixas finitas ou elementos finitos. Caso estes programus sejam pcucn ucmíx .
em mSUs concretos podemos obter resultados informativos. idwxlizando de modo
upmximado o tabuleiro ('uma uma grelha e empregando programas; us
de estruturas em barras (Fig. “.?—GG). A escolha. de uma grelha mais ou mu,
densa será responsável pela. maior ou menor precisão dos resultados.

Vigas principais

Barras do grelha

A.A.
Fls. 2-66

Métodos cupcciuis de válvula, mmn n vxpustu Nu ltr-m “**-. da present


ou, por exemplo, no trulmllm dv (".nwhuff. viuuln à pág HS . lvvam em“,
automaticamente o efeito do cnmmtnmnntn vlúsúm «has lzxjr's nas ,; '5

(n) Paro maiorcn dclnlhcn, mnnuhnr (: trabalha dº Tok—mam un Ll


Contínua; dc i'onlu, in Rcvintn Enrulum, n' 33, 1061.
» numa 60 "“uma m

l'nm mmm?» dc— urdrm de muda. du " (.th rli . du Nª


"“ "! IÍF I'm. ! dª pull!" «nm Mºçª) .“,“ pv. . ' . , .
( l. 2437). mm punhª m
luan , Mmlvbm. pºdem": mmº" ,, p Wimmto apmxiuudo. expiram & mir.

5
E

&&

[ ('nuidmm A; via: lono'ludm mmo hm npahdn m "& luta..


_ Un &. nn Inmvcminn a un hje du uMlnm « miam : um mm da' limãº,
"Min mm loi minh! (Pic, 2ª» Hm» Wio de bordo e o mm
hum, do um mmm!” umd ÍMWM, | mu, & Manchª &
tmdn W: dn laje f mom dn mm mm múmia um
:: mpvº.» dm Mada. (f: mm“:- d» plano.?” definam . touch» &» Mv
muhvh wtmçhóumhaan-l oand—hpuf

a «- a. nu :” . mw
annuasnnunquon—Mvdnm—Wmlnmhdmvàm

..ú-Mhp-m**KMW
SUPERESTRUTURA E TABULEI
102

Fig. 2—68

ortantes, a_fb' dos lados da laje, damos


Para algumas relações imp
valores do coeficiente a,:

2 3 G 7
a/b' 0 l

0,159 0,163 0,188 0,221 0,258 0,300 0,343 0,388 0,436


ªo

do tabuleiro apoiadas nos ;


Para as mesmas condições. nes places -_
lados, teremos (Fig. º-GQ) os seguintes resultados pam as rotações, devi.
momento senoidn. l aplicado num bor
do:

_ .L. _ ._b_.
BS—ÃZ'D.
_ . b
'Yz—Ika'ºõ'
a-V—IUDv

__=.
O
%%=

Ay

-. àx 1:

1
clã

"1:59“

”: AÍ?

Fig. 2-69
M CALCULO oo nauumo 103

Nm; fórmula:» m'ímn, k,, lr, n k, são cncfivientes numéricos, dados em função da
ralmjm b/n dus lmlus, rm mbcla ». seguir, (: obtidos através da solução analítica.
410 problema.

h/a 0,70 0,80 0,85 0,00 0,05 1,00 1,05 1,10 1,15 1,20 1,25 1,30

lc 0,108 0,18% 0,170 0,171 0,103 0,160 0,140 0,143 (1,137 0,132 0,127 0,122
,...—..-, ......»

lr; 0,01?" 0,0500 (1,0/380 0,0610 (1,0/184 (1,0/157 (1,0/130 0,0110-1 0,037!) (),0351 0,0331 0,0308
...... _.4 “__“.

lr. 0,050“ 0,0!307 0,0142J0,031<H (),0340 0,0207 0,0201 0,0225 0,0100 (),0172 0,0147 0,0127

(2—117)

De [msma dos valores (19.9 rotações nus bordos, podemos proceder de forma
análoga» HU qua su faz no (111.950 de (estmturas em barras, com relação aos métodos
(ln (lintrihuiçm; dr: nmnmntós nos nós.

Pudemos definir os cncfxcmntcs de ngldez k = E dos paméls de 1319 que


fazem purus de um nó (em releidzzde uma linha nodal) e distribuir o momento
dr-sc-quihbmnte proporcionalmcntc à rigidez de cada laje.
Pum «efeito dc- cálculo do cengastamcnto perfeito, recorremos & qualquer dos
mémdtm unterinrnmntc exmstos.
A faixa» (10. lnjc cannlhidff, para fazer a distribuição de momentos é tomada
no rzmnrn dn painel, junho do ponto de momento máximo na distribuição senoidal.
l'unusriornmrme uprcesuntarernos um exemplo ilustrativo de aplicação do
mémdn. Cabe, no entanto, salientar o caráter aproximado do procedimento,
uma vez que nim sao lcvadwç em conta. as dvformaçôes das linhas de apoio das
Iniciªl 4: u. distrílmiçím corneta, dos momentos nos bordos.

,) _
í ? 1
-f v, ' *Vª Ve R fv.
=,, A
1 1 ;x f
(o) vºº -V2 (b)
104 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Em conclusão ao presente item, registramos também uma forma aproximada


de calcular a distribuição de esforços, no sentido transversal, de pontes em secção
celular. Nestes casos, podemos analisar uma fatia unitária, tomada no sentido
longitudinal da ponte, como sujeito. às cargas aplicadas no tabuleiro e aos esfor-
ços cortantes específicos, segundo as nervuras da secção (Fig. “.?—701
O esforço cortante específico V. é a. diferença entre os esforços cortantes
V, e V,, nas faces da fªtia unitária, e constitui, com as cargas externas do ta—
buleiro aplicadas na mesma. fatia, um sistema de forças auto—emlilibrado. A
fatia é tratada como um quadro fechado, cujo diagrama de momentos flctorcs é
esquematizado na Fig. 2-70c.

EXEMPLO NUMÉRICO EB — ENGASTAMENTO ELÁSTICO DAS LAJES


Como ilustração, façamos o cálculo da. distribuição de esforços entre a laje
da Fig. E7-1 e um viga. longitudinal, nas condições da Fig. 1318—1.
,ZOm

' /72///////f// ] _.5


Om _ «_ 8.

]
N
. I I ur
| 7,50 m 1 | o : 7,50m " .O

Fig. E8-l
O momento de engastamento perfeito foi determinado pelo método de Rúsch
e vale:
M:. = —- 7,10 tm/m.

Para a laje correspondente à viga longitudinal, teremos, de (2-1151;

a 7,50 _ .
'E'" " 2,00 ' 3'7º'
de modo que

oz., = 0,25 &

e, para a laje do tabuleiro, de (2-117) com

bla = 1; k, = 0,156 e a, = 0,156

Porém,
0:3ª-E E
º' = TíZTÍ-Tº) = ªº” 120 _ vª)
16 em ao TABULElRO 105

(:

02ª—E 1;
u - ———'————— = —— .
' 12(1 - vº)” º'ººs 12(1 — yº)
Fazendo
E
120 - yº) — k'

teremus

D, = 0,027]: e D, = 0,008k;

de modo que
0,25 1 0,156 1 , 1
"º—m- 937: ª “"—0,008. ?" lº'ºí
Os miicientes de rigidez respectivos serão dados por:

-—
1
a.
= 1,08 x 101 - k ; --1—
a
= 0,516 >< url . Ir.
1

Os coeficientes de distribuição serão de 0,66 para &. viga e 0,34 para a laje. Fa—
zendo & distribuição, encontramos, para o momento de engastamento elástico,
M,. = — 4, 7 tmfm.

2—6—4 Cálculo à Ruptura


Nos itens anteriores, discutimos métodos elásticos de dimensionamento das
lajes de pontes. Como alternativa., em alguns casos, e como complementação
necessária em outros, discutiremos agora o método de dimensionamento na rup-
tura, A verificação na ruptura é sobretudo recomendável nos tabuleiros pro—
tendidos. Processa-se através da teoria das linhas de ruptura ou charneiras
plásticas.'-ºº
O cálculo à ruptura constitui uma análise em estado último, com as cargas
permanentes e do tráfego majoradas por coeficientes de segurança apropriados
e as resistências do concreto e do aço minoradas por fatores também estabele-
cidos, Adotam-se, portanto, as diretivas estabelecidas pelo CEB (Comité Eu-
ropéen du Béton).
Para o dimensionamento em ruptura das lajes do tabuleiro admitiremos
& va1idade das seguintes hipóteses:

Pam uma cxpfmçio detalhadn desta teoria vejam-se as seguintes obras:


(, W. Johansen. Linhas de Ruptura. Ao Livro Técnico S.A., 1002.
'E. V. 1.".-r;g"nrlorx"k, Chamam; Plásticas em Loja Rdangularcs de Pontes. Associaçao
Hranívlm dt: Cumªru!) Portlzmd, 1905.
J. Bl'zfmn, f,",mrrrflo Armada : Prolendido -—— Princípios e Aplicações. Livros Técnicos
'. 1,4483020; Evilwrn S. A., 1976.
mg SUPERESTRU'I'URA E YABULEIRO CAP. 2

01. “ mnfigumçãn dmnimmto «10 ruína é (,10101'01111m1n pelas cargas das rodas
dn w(cnln, mnsidmmins wnvemmdas;
M 0 010110 das mmm pvrmunontos ó calculudo :X parto. e adicionado ao
vívihs das cmgam móveis.
.Xs hipóteses furmuladvs conduzem & rosultmlns “ favor da segurança. De
1010. “ aphmçàn dn princípio du superposição dos efeitos, pum configurações de
mina mªfmªomos a cada mrrognmenm mmponente. conduz 0. momentos de ruptura
“mimos «10 que muchªs nlslidns, quando cnnsix'lorzuiu 0 configumçM de ruína
vmxlmivim, pura lodns us cmromnnomos atuando sinullmncmnontc.
Este fato justifica também “ puwihilidndo do pudermos calcular 08 momentos
dn ruptura «lm'idns às cargas: unifnrnwnwmo distribuídas, componentes da carga
móvel na laje. a partir «lu cnnfigumçãu de ruptum imposta pelas pressões das
nulas dn wículn
Nas onnsidomçõvs que seguem. admitimos que as lajes tenham armadura
ismhmu. 1311) 6. uma armadura vm malho. capaz de resistir igualmente em duas
diI-vçm—s urtumnmis (Fig. “).—710), com mnmontus m positivos 0 m' negativos.

.X

(o) ”V“.
Y

m,m'

/m
(13) Y

# m'
m,m'

Fm. 2.71
Cam a armadura suja nru'nmpn, isto é, :; lujo sein. armada (10 mudo n resistir
pm 0 pm' numn dns «lirvçõvs (Fig. '2-710), lmstn multiplicmº us (1110000003 nvstu
. . ]
dm-çm) (.r, nn figura) por X = J -— 0 pmvedvr 00 011101110 (“(mm no 0050 do
,;
urmmlurm isútrnpns, mu.nt;mulo—ms ns n'u'snuzs curww pur 001110110 (10 (trºu.
(“num nn (“uso (10 tcmºin. elástica., «In—vvmns mnnialvmr lujvs vm faixa. hijºs
rntzmwllzuwa " llljí'H mu Innlunçn (vor Figs. 12-50, “.)-51 (* 3—5'11.
I'Iwunim'num ns prim-ipnis mul'iguruçm-s (10 ruptura quo pudvmo omrrvr.
inic-inndn |)l'ln msn (10.5 10ij mn hulnnçu.
:). ªwwr (

" CÁLCULO 00 YMULIMO 11"

.1 Na "»?!
. Nulh'n nn ;nmvumin punlçnvn «In— rmlml 'In wto-HM :mr' .umlr-m
umnvr num lmlmnçn, lwm mmu n— vunflmlmçnua 'In mpmm mo'n-npmmlo-mM,


_“.
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(0) (b) (e)
m.. ma
An mnfiuumçm'n nprvnvulmluu vumvam m— 110 num «lv ('Íll'llln " m'unwnum
do lvl» «* pndvrhu nprvuvnlur vnrimm-n. «'um vm'hmnu 10101 un an'iM «Ius Hm-hun
roms. 'lªminu ua lrôu mmm nwm'inluulum mrrmqmmlnm " Íiuurun 410 mhm mm
linha.“ m'gutiww «10 mmm'nln unltúriu m' «' linlnw ;nmNiwm «10 mmm—nhm m, A
furnmçnu «10 min l'inurmz prvnnupôn nrmmIm-n m'untivn, vm tudu “ hulmtçu. l'lvi
dvnh-uwnlv, mufimu'uçmm. «mun nn ilnnh'mlnn |n-In I'M. '! 711, nm: !mulol-m [um
ah'vis «* «1: x'vmu m'r wrifivmhw.
.1 nmllm «lv urmmlurn punilim 410 c'urm'lnrínlil'n m, mn uvml Minimun mm
lmluuçns pur mutiwm vunnlmmiwm, pmlv snr nprnvviimlu mm lrrvlmn um lmwn,
pum vlvvm' » rwiulôm'iu du Iujv.
Mf/f/M/M/ffm

. ,_,., ...,-” ,, .._J..


%
r
x
1

Fl“. 2.73

Para mt lnjm vm furmu «10 fuixn, vmmmn mm mmm m-nvrnln (ln mlmlnim,
pndmnus m' mnfigumçm-n «lu tip" uprm—nmlu nu Fig. 274, nlôm 110 mm:,»
vnrimm-s. ns mms (fl) 0 (h) mrrvupnmlvm h 00ar (10 «luna rmlmn, ulinhmllm
1nuuillu|ilm| nu mmmw-rsnlmun!0; () «mm (n), (10 mm (mim «nm». furmnmin mn
mmm : Tm” “,, :
m

po de ow ne r em 1. 32 % dt- muw Vão, (“.de um


vírmlz, de mmum, () pw, M;
lu at im 410 wi n ro da » mm mr ar-w: m cemm.
veím
XY/XXXXXXXXXX X XXX «

&

' &““. xx x'xxrxx . xxx.


&

Fin. 2-74

l.:m m— cmmnclo (10 lujas ratnnmllnros. lormnon cmnfigumçm muellmnm ª

ívinm ulu ""““/ i“ Pºlª” ""ÚUI ÇÓPH inumnw lwlm «limomfu-e


“ “" 0,““' A2.74'
(10101 l'mnl
lem.2 .70crmzlnruccnuiumçfm,além«10001105fome|mmm,,,,-.,,,,,.,_
ruptura curvas.
“ ""”“" ""ª"“d“ ["'-l" lªia. 2-751; não inclui linhas «10
N CALCULO DO TABULEIRO
100

!N
& .

.)Of/f/Á(—
_/ ff—
/, z'x
_), º J,.
(0)

Fig. 2-75

Á doterminn'án dos momentos de ruptura m 0 m' 6 10110. vom


Imm- nu mnfi—
gumçâu de ruína soleciunmhz. Esta configuruçfm deverá ser 101 quv us nmnu-nluu
m e m' sejam os máximos possíveis em relação 0. outras mnl'iguruçm-s.
lim muitos casos. podemos obter fórmulas que fornecem ns mumvnhmdc-
nxptum pam determinados tipos de cunfígumção. No caso de lnjvs (10 tubulcirns
(te pnntcs. muitas podem ser as variaçõvs nus vonfigumçõvs (10 ruptura, vm funçau
abs dimensões particulares das lajes & do trem-tipn (10. 00.1'1'(—gunwn10 em ".prvç
n.
Por esta mzàu. preferimos indicar o mtvim do detonªminuçm) dns mnnwntns num
casu típico. Remmendamos 9.0 projetista ensaiar outras (x“)nfigumçõvs igual-
monte ;wrtim-ntes no caso. comparando—as ontrv si, (10 mmln 0, svlm'innnr " muita
desfavorável
& determinªção dns momentns de ruptura. pode ser fºitu, mmo Ho nnlw, vom
.: .wmv-cm» ,a. princípio dus trabalhos virtuais. llustmmns (»
vmprogn (101410 min-
,:pgç. ,,,-mm 1.-unt'ig_rx|x'zv.çe'w típica., dentro. us zmhvrim'monte
uprcsnnlmlus. Pum
. 'iz'ff'l'ªlllIS—CHIUS nn ('(mfigul'açâu dn. Fig. “.?—740. Esta configuração
-. ,,“..m ,“ “ª 35,5. “,", inclug㺠dns parâmetros
goométricus quv :; dvfim-m.
1”

(a)

(b)

Xa Fig. 24%, destmrma um setor dementar do trecho da linha —'


sob a a;;ân dm mnmenms m e m', Da composição vetorial indicada, . ,.
que tudo se pam como se o momento total (m + m') rd? atuasse no ª
mentar do círculº. ,
Admitimos, agora, que seja M um abaixamento virtual 6 ao '
aplicação da cargas P. Considerando, em face da simetria. apensª
fainíigumção de ruptura, encontramos pam ns trabalhua virtuªis dos -;
respectivamente;

f—h &
] (m + m') YM ' '-
0 f
20 CÁLCULO DO TABULEIRO
111

para o trecho em leque e

6 b é
º [º” + 'ª') "É ' 'a'/“á + "º' “::-ªº“ ª' 09]
para os trechos retos. Somando e igualando 0.0 trabalho P. 6 da cangu I', obtem
os

P = (m + m') (7r — ºu + 2 %) + 2m'sen a. (2—117)

Esta relação liga 9. carga P aos momentos de ruptura da laje. No resultado


acima, apresentam—se ambos os momentos m + m'. Para 0. perfeita. (,lcfini
ção
do problema, devemos fixar a relação entre eles. Na. prática esta relaçím
(: ditada
por conveniências construtivas ou de economia de urnmduras, podendo
ser esco-
lhida livremente. No entanto, 0. escolha da relação entre 711 0 m' não pode ser
totalmente arbitrária, de modo a não conduzir :“; fissuracão excessiva. Devemo
s,
dentro do possível, não nos afastar em demasia da linha. de conceitos da
teoria
elástica.
Fixada & relaçâo m'lm, devemos ainda fazer variar, na fórmula acima, o ângulo
a, de modó & obtermos o mínimo de P (ou 0 máximo para. os momentos).
liste
trabalho de minimização pode ser feito analiticnmentc em relação a a ou nume-
ricamente, comparando diferentes configurações. A presença. de cargas unifor-
memente distribuídas, atuando na configuração de ruptura anterior é levada
facilmente em conta. adicionando o trabulho virtual correspondente a elas, ao
das cargas concentradas.
Podemos, também, cºmo já dissemos anteriormente, adicionar o efeito das
cargas permanentes, calculado para uma configuração de ruptura independente
daquela. imposta. pelas cargas do tráfego. No (farsa de lajes cm balanço nu em faixa,
este cálculo é trivial. Para. as lajes retangulares, registramos as fórmulas do rálculo
do momento de ruptura., correspondente à carga permanente (1 da lajê'(Fig. 2—771.
Teremos:

q a, b,
171 = -—-——-————d--—-—b——— (2-1 18)
8 (1 + --'—
1),
__.:_)

sendo

ª, = “.“. " *20 " “...:::—'ª (24191


x/l +12, +x/l + i.

«)
b, = ",...—-.-m-.. ...“!) (2'120)

x/>1_:Fz'u + v/ 1-4 li;


“;“Gi'vã

112 ”enmw'run : tumulto c». :

. . m'; . m': . m'. . 'n'.


Nestas fórmula, ""7' 1388 T' :.-—m—e u-Tsão os graus
de enmtamemo nos lsdoe da laje, isto é, as relações fixadas entre as armaduras
nus engates e nos vãos.

Fig. 2.77

No intuito de simplificar os cálculos, podemos aproximªr zw linhas. de ruptura


curvas por linhas constituídas de trechos retos, conforme sugere 0 Fig. 2-78.

as

Fl.. 2-78

Quanto à disposição das armaduras calculndxw mm Nulo nn tmrin dc um 5.


cabem alguns comentários. Na teorin de ruptura. nào (mms diagramas de
mentos & cobrir, como no dimensionamento plástico. A distribuição do nrmn .
deverá, ser tal a garantir &. cnpncidndc renialcnto da 1030, para qualquvr lipo 111- -
configuração que possa ocorrer, além daquela que conduz nus mommtns do ruptura
máximos (Fig. 2-79).
"3
2-6 CÁLCULO DO TABULEIRO

Arma mas
nego was

(o)
Foixa Faixa

(b)

Fig. 2.79
A Fig. 2-79 ilustra duas situações típicas, & das lajes om fnixa e das lajes
retangulares. Em ambos os casos, estâo indicadas figuras de ruptura secun-
dárias, que se poderão formar, com m' = 0, nos locais onde ('(—sºam :»; armaduras.
negativas. Deverão ser garantidas dimensões a' e b' pam & figura socundárin
tais que a laje possa resistir, apenas com 0 concurso dos mumonms positivns m.
Esta condição fixa a extensão da armadura negativu. .»Xprcsvmzmms a seguir
uma. aplicação concreta.

EXEMPLO NUMÉRICO 139 -- LAJES PELO MÉTODO m: erw'm


Para ilustrar () emprcgo da teoria (10.3 linhas de ruptura 0.0 cálculn das lajes
de pontes. vamos aplicá-ln à determimnçãn dus mumcnum flotnros du lahulvim
com duas faixas de 4,001]! e banhanços (10 1,50 m. dmlu nv. Fig. 150-1, pam (, omni—
nhíw—tipo esquematizado. 1Cm face das dimensões da laje, u vfeito du mrgu dis-
tribuídu em volta do caminhão pode .m- dosprozudo. '
114 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

1ª ª.
+

050059“ . 5011. «in


____———-——-—--A

+—
. E,...
.L_.>

+- 4-
1
1

l
090"

(19)

(o)

Fig. E9—l
A m*alip. Ç :'m do efeito da car , 0 ermanente é trivial edevcrá ser adicionado
no (10 mminhão—tipo dado 0. seguir. Pam temlos os máximos efeitos nas lajes
em faixa e mas lajes dos balanços, deveremos colocar as rodas do caminháo-tipo
nas posições indicadas na Fig. E9—2.

L
'
]
'

“1 .
“**. - E',

+ +__
A'
,u-

IZQZpO'm

(Faixa)
m
(Balanço)

Fig. E9—2
As posições acima corres pondem as figuras de ruptura. (10 Fig E9-3
(ver Fixe.
“.)—70 e 2-720).
:; CALCULO oo moumno 1,5

,ª E

. ,, ,,o__
º

. :; ª
.m'

3 + ª !
129012005, Mººd,
(0) (b )
m. 59-3
Pum “ (“mªn (01. n rvxnlm-in x'úlidn (* «» (1300 pela fórmula (“.?-117), no qual
denms npvnus nmwluzir um fator (ªnrrvtim (10 1.5, no prinu'im uwmhm, pam
lmar vm t'ulllql a prvm'nçn «10 um:; “'t-(“vim mmm. 'l'vrvmus então

1.31' = (m + m')(1r —- 201 + B-L) + 2m' svn a. (139-1)

Adnmndn. pur exemplo. oz = %; o fazendo e = 3m. e b = «lm, teremos

1,51) = 22,57 (m + m') + 1 414m'. (E9-2)

Admitindoso a mvsnm armadura no apoio e no vão, teremos m' = m e, de (E9—2)


virá
m' = m = 0,23P.

Sc [' = 1,4 X 0 = 8,4 tf, m' = m = 0,23 X 8,4 = 1,94 tmg'm,

Dvu—rhmns ainda pesquisar outras configurações de ruína., fazendo variar


n ânuuln & qun— «lvfinv n frvchu um leque. () 00.50 da Fig. 139-3 Seria tratado de
10.500er :zh:11ug:1 Sx qu.» mnduziu :] fórmula. (“).-117). () resultado é:

31) = (m + m') ('n' + %) (E9—3)

". mm x::«ª «1:1«105 (ln Fig. E9-3


m + m' = 0,58P. (139.4)
116 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Adotando, por exemplo, m = 0,25m', teremos, de (E9-4),

m' = 0,464P e, com P = 8,4 tf, m' = 3,9 tm/m.

2—7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO


DA SUPERESTRUTURA
Após termo—nos ocupado, nos itens precedentes, de problemas específicos
do cálculo e. da análise dos elementos da superestrutura, passaremos agora a
discutir a sistemática geral do projeto e 0 detalhamento du. mesma.
Com este objetivo, faremos referência além dos temas expostos anteriormente,
aos princípios de Dimensionamento da, Teoria dos Elementos Estruturais. em
concreto armado e pretendido; Admitimos que estes últimos princípios já. se-
jam de domínio do leitor, através da literatura especializada?“ Sugerimos,
além disso, o estudo cuidadoso das recomendações do Comité Européen du Béton
(CEB) (? respectivos complementos.

2-7-1 Solicitações Devidas às Cargas Móvel e Permanente


Escolhida. &. solução de superestrutura. que se pode enquadrar nas categorias
dos sistemas em grelha ou dos sistemas celulares e laminares, () seu cálculo se
processa com base nos métodos e conceitos desenvolvidos nos itens precedentes
deste capítulo.
Constitui aspecto importante, na análise do sistema. da superestrutum, &
determinação das Solicitações mais desfavoráveis devidas à carga móvel. A
determinação destas solicitações é feita, dispondo-se o trem-tipo de carregamento
sobre o tabuleiro na. posição mais desfavorável para o elemento estrutural em
apreço.
No caso de pontes rodoviárias, o cm-regamento-tipo devido à carga móvel
é constituído por um caminhão, acompanhado de cargas uniformemente distri—
buídas (ver Fig. 1—12). Devemos colocá—lo em posições extremas, excêntricas ou
centradas, de modo ?. gerar os máximos efeitos de flexão combimxda com torção
ou flexão normal. A Fig. 2—80 ilustra a posição excêntrica. (cam 0) e a posição
centrada (caso b) do trem—tipo.
Em casos especiais, poderá ser necessário dispor caminhões-tipo em cada
faixa. de tráfego.
Em se tratando de sistemas em grelha, & situação excêntrica causa os maio—
res efeitos nas vigas externas e & centrada os maiores efeitos nas vigas internas.
No caso das secções celulares, teremos maiores efeitos de torção no caso
excêntrico e de flexão no caso centrado. Ambas as situações poderão ter inte-
resse no dimensionamento (las nervuras, mesas nu tabuleiro.
NaS'pontes ferroviárias, & situação 6 ml que a. carga móvel tem posição de—
terminada em relação à secção transversal, não havendo, salvu casos especials,
considerações a fazer relatlvamonte à excêntricidade (Fig. 2-81).
("> Para este fim, poderá também ser consultada nossa obra Concreto Armado Prol_cndíd0
—- Princípios (! .-1plicaçãcs, publicada pela mesmu Editora, ou qualquer outra obra existente
na literatura..
2.7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO 1"

Caminhão

_ Caminhão

1; [

“a ?
11 ud &. r

Jr ,

Fig. 2-80

(a) b)
Fig. 2.3;
Evidentemente, efeitos de descentl-agom das cargag vert
icais ocmtom nas
pontes ferroviárias, pela ação das forças horizontais,
tals Como venta, Impacto
lateral e força centrífuga.
A determinação dos efeitos mai
secções ao longo do eixo da ponte, s desfavoráveis da cargª móvel, nas div_ersas
é feito pelo conhecido Prºººd'mºmº das lmhas
118 surenesmurunA E TABULEIRO CAP. 2

Fig. 2-82

par a os. mo me nt os flc tor cs, csf orç cs cortantcs ou qualquer outra
de influência.
solicitação de interesse..
nas linh as de infl uênc ia, obt emo s as envoltórias para os esforços
Com base
s nas sec çõe s. A Fig . “.)- 82 for nec e um exe mplo referente às envoltórias
máximo
mom ent os flo tor es M e dos esf orç os cortantes V, para. uma. ponte em viga
dos
tín ua. em trê s vão s. A det erm ina ção dos máximos posúivos e negativos.;dos
con .

eta. dlsposmao das arma—


. _ (..-'

cad a sec
_

çao é
.

Imp ort ant e par a a. corr


dlversos efeltos em
. .

ária ao dimens ionamento à fadiga.


duras normais ou protendidas, além de necess
XX

(a)

Seção inicial Seção final

(º) ?

TT
Cominuidade
r-Á-x

(e)
Fig. 2-83
2-7 SlSTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO 119

O efeito das cargas permanentes é de avaliação mais direta, pois há poucas


situações a pesquisar. Ao calculá—lo, devemos avaliar com a devida exatidão os
pesos específicos dos materiais e incluir o peso da pavimentação, de guarda—rodas
(: guarda—corpo, além dos dormentes, trilhos, lastro e demais elementos da supe-
restrutura. Deverão, além disso, ser levadas em conta as diversas fases cons-
trutivas da obra, com as frações da carga permanente atuante em cada estágio.
Como exemplo de uma situação desta natureza, podemos citar 0 %% de uma
ponte em elementos pré-moldados que serão Solidarizados para formar a superes-
trutura e aos quais será dada. continuidade posteriormente (Fig. 2-83).
As vigas suportam seu peso plóprío e parte da carga do tabuleiro com sua
secção micial e o restante da carga permanente (pavimentação, guarda-rodas etc.)
e a ca rga móvel com sua secção final, obtida após &. concretagem da. laje entre vigas.
O sistema estático da. ponte também sofre alteração durante a. constmçâo.
A carga permanente, com possível excessão da pavimentação e dos gum'da—rodas,
atua. no sistema. isostático, biapoiado. Dada a. continuidade & superestrutum
através de pretensão ou ligação especial na zona dos apoios (Fig. 2-83c), &. mesma
passa. a funcionar como contínua para a carga móvel.

2—7—2 Dimensionamento
Determinadas as solicitações máximas e mínimas nos elementos da superes—
trutum, passamos ao dimensionamento. Os elementos em concreto armado
e pretendido podem ser dimensionados com a mesma sistemática, seguindo—se
as recomendações internacionais do CEB.

2-7-2-1 Concreto Armado


As partes em concreto armado são dimensionadas para o estado-limite último.
As solicitações características são determinadas para a carga permanente e móvel
e multiplicadas por coeficientes de majoração, de modo a termos as solicitações
de cálculo: S., = 7, ' S;; (7, = coeficiente). As resistências características do
concreto (fm) e do aço (fw) São divididas por coeficiente de reduçân 'Yc & 1,5 e
75 = 1,15, respectivamente, de modo a termos as resistências de cálculo fm e f,,d.
Para a determinação das armaduras à flexão, empregamos qualquer dos
métodos conhecidos, levando em conta 9. forma. da Eecçâo transversal do elemento
considerado (viga T, caixão etc.). Na cobertura. da envoltória de momentos
(Fig. 2-82), deveremos considerar o diagrama de momentos, modificado segundo
a Lei do Deslocamento dos Esforços, correspondente ao modelo da treliça de
Mõrsch (Fig. 2-84).

Fig. 2-84
120 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

O dimensionamento ao esforço cortante é feito com base na analogia de tre-


liça de Mõrsch, empregando as conhecidas fólmulas:

( 2-121 )
1 15 7' d

p ""“ AM = fvwd sem 0! ' (sen '"a + cos a)


e

(?_122)
pw“ : 17 - pw“, A1.

Nestas fórmulas. rw é a tensão convencional de cisalhamento, f,,wd, :; tensão


de escoamento de cálculo das armaduras; a, a inclinação da armaduras em re—
laçâo à linha neutra, e pu..., a percentagem geométrica de armadura cisalhante.
O coeficiente 17 é um fator de redução da armadura de corte de modo a colocar
os resultados teóricos em acordo ccm a experiência e é fixado regulamentarmente.
No caso de secções com altura. variável empregamos a força cortante redu—
zida, definida da maneira. conhecida. De modo a evitar 0 esmagamento das
bielas de concreto, nas diagonais comprimidas do modelo em treliça, & tensão de
cisalhamento convencional deverá. ser limitada. & frações da resistência de cálculo
do concreto (feed).
Por exemplo, no casº das armaduras calculadas através de (2-121) e (2-122),
devem ser observados os limites nd _<_ 0,20 fm ou 50 kg/cmº, no caso de estribos
e T..”; 5 O,“.Zõfccd ou 60 kg/cmª, no caso de barras dobradas.
Outros tipos de verificação. envolvendo as tensões principais de cálculo,
são também estabelecidas e recomendamos o estudo da. literatura especializada
& respeito.
0 dimensionamento à torção, após determinado o momento torsor de
cálculo T.;, é feito por meio das fórmulas:

A, E A.! Td ,.,_ o
: —— = _,
S Tl ? oágfyd (_ 1-3)

A _ . . . AJ
sendo que ——l fornece &. secçao de estrlbos por umdade de compnmento e )
S
a secção de armadura longitudinal por unidade de perímetm da secção trans-
velsal. A. representa 9. área do núcleo da secção e f,,d &. tensão de escoamento de
cálculo da. armadura..
No caso das pontes, o efeito de torção está quase sempre acompanhado de
corte e, a favor da. segurança, devemos adicionar as respectivas armaduras, além
de controlar a resistência do concreto para as duas solicitações cºmbinadas.
Nas ligações entre nervuras e mesas das secções de pontes celulares ou com-
postas de lâminas, devemos ainda prever armações de costura, (Fig. 2-85). Estas
armações são determinadas através da chamada “regra. das costuras" que se reduz
à aplicação de (“.?-121), com 1,15 1.“ substituído por n (tensão cisalhante de cálculo
na ligação) e com a = 90º. As armaduras de costura assim calculadas sâo cons—
tituídas de barras retas, que se adicionam à armadura transversal.
2-7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO 121

Regra dos costura

" KH

Fig. 2-85

Nas pontes ferroviárias, podemos ter solicitações com acentuada variação


ou mesmo alternância em algumas secções. Neste caso, são pertinentes as con—
siderações de fadiga na determinação das armaduras e mesmo na. avaliação da.
resistência do concreto. Poderá ser também, segundo as circunstâncias, necessá—
rio o exame do problema da fissuraçâo.

2-7-2-2 Concreto Protendido

O dimensionamento dos elementos pretendidos é feito em condições de serviço


(estado—limite de utilização) e em condições de ruptura. (estudu-limite último).
No primeiro com, operamos com os carregamentos e a prntensão com seus
valores efetivos, verificando as tensões no concreto e as forças e consequentemente
as tensões nas armaduras de protcnsâo. O cálculo em regime de utilização é
determinante para o projeto da pretensão e para a avaliação das condições da
ponte em funcionamento normal.
A partir das envoltórias dos momentos fletores, lançamos & protensâo de
modo a manter as tensões no concreto, nos bordos da. secção, dentro de limites
aceitáveis. Se desejarmos evitar trações (estado-limite de descompressão),
devemos recorrer a esforços de pretensão mais elevados, com menores excentri-
cidades.
Caso sejam permitidas trações no concreto (estmlns-limites de formação ou
abertura de fissuras), procuramos adotar a máxima excentricidade possível para
os cabos.
O efeito da protensâo deverá ser analisado, de um lado atuando juntamente
com a carga permanente e, de outro lado, combinando com a. carga permanente
mals & carga móvel.
Se chamarmos Pd à força de protensáo de cálculo e az,, e a'c'd hs tensões do
concreto nos bordos da secção, teremos que analisar as combinações (Fig. 2-86).

ª) Carga permanenle + protçnsão

624 (o + p) = ºéao + º'cap


a'c'd (g + p) = «729, + º'c'dp.
122 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

o
b) Carga permanente + carga móvel + prolensã

02.1(9 + P + 9) = 0249 + ªÉdp + º'Édq (2-125)


a'c'a (a + 10 + 4) = créu, + 0221, + «Zag.

( Protensão) ( c dp

Pd .,í-p » [ EI *

E
(T 'cdg

W'cdg
(Cargo permanente) (Carga mo'vel)

Fig. 2436

carga permanente, &


Nas fórmulas acima, os índices g, 7) e q caracterizam a
es acima são calculadas por
protensão e a carga móvel respectivamente. As tensõ
uma. vez estabelecidos
meio das fórmulas clássicas da Resistência dos Materiais,
es, e da pretensão Pd, lsto é,
os valores dos momentos fletores Mºd e M“, nas secçõ

, : _ _Ãg
am P P -e ;
4.7 ,, : _ _ê.
(,ch P __ Tºjº—
P- ; (2-126)

, M ,, J —
acao = — T;,“ ; ºcda = í]?- ; (2-1?!)

, M ,, J
º'cdq : _ Wºld— ; Ueda = Tí??? (2'128)

es e as tensões são con-


W' e W" representam os momentos resistentes das secçõ
sideradas posmvas quando de tração.
es é imediata,
A determinação das forças de protensão Pd nas diversas secçõ ims,
nos elementos estruturais iSostáticos. Nos elementos estruturais hiperestát
MEIO CORTE—MªA VlSTA—PEANTA
|
+ &&ng «30
| : ;

8"
EIXO DA FERRW_ª__->__ sp
._. _.—
LINHA 2

4
OBI

']
992
FERROVIA
EIXO DA_-—.-—4—>—SP
8“ _<_._..
LINHA 1

UZO IZOL
r v

MEIO CORTE-MEIA VISTA LONGITUDINAL


2-7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO

I625
-F.—___” _,__u,,_____.__._._-, . v. v..- 71 162544

#9 wº ++?
' 25.9 i 920
”_.-. 1' 755 T V 750 pzol
' 7

Fig. 2-87
123
CORTE TI'PICO NAS VIGAS
124

” , NO APOIO
SECAO TRANSVERSAL TIPICA , 5
NO vÃo NO APOIO “Í" ""+

"if
Oil

3
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SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2
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2.7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALH

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..,—._1 4x|e o ªº +
Fig. 2— 870
125
126 SWERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

as solicitações devidas à protensâo são obtidas dã maneira. conhecida, determi-


nando-se inicialmente os hiperestáticos de protensâo ou substituindo o efeito da
protensão pelo efeito de cargas equivalentes. Deverão ser verificados os efeitos
da pretensão com seu valor inicial e após terem ocorrido as perdas. Do estudo
da protensâo decorre a escolha do traçado mais conveniente dos cabos.
Salvo casos especiais a serem ainda discutidos, na. maioria. das soluções de
superestrutura de pontes, adotam—se sistemas estruturais biapoiados ou em viga
contínua. No primeiro caso, é muito comum a solução em vigas pré—moldadas,
&. serem posteriormente solidmizadas por uma pretensão transversal. A concre-
tagem do tabuleiro e do sistema de transversinas é feita após, no local.
O traçado mais conveniente de cabos é fixado através do exame das tensões
devidas à protensâo e demais efeitos, em número suficiente de secções ao longo
do eixo das vigas. Uma parte dos cabos é tracionada numa. primeira fase da
Fig. 2-87, apresenta uma solução típica, num caso concreto de uma superes-
trutura pretendida de ponte em pré—moldados. Nela podemos observar os deta—
lhes do traçado dos cabos e das ancoragens.
Acham—se indicados também quais os cabos protendidos na primeira fase
e os pretendidos na fase final.
Nas superestruturas em viga contínua, o estudo do traçado dos cabos pode
ser realizado a partir de um cabo resultante ideal. O projeto do cabo resultante,
em geral de desenvolvimento parabólico, pode ser feito com grande rapidez, com
o emprego de. soluções tabeladas na literatura. A partir do traçado ideal, podemos
fazer ajustes locais, de modo a melhor atender a limitação das tensões no sistema
(Fig. 2-88). Os ajustes são feitos, via de regra, nas regiões compreendidas entre
os centros dos vãos e os apoios, uma. vez que nestas regiões é maior a variação
dos momentos fletores, conforme podemos constatar do exame das respectivas
envoltórias. Realizamos os ajustes de traçado, tirando proveito da existência.
de vários cabos (unidades de protensâo) e espalhando—se em relação ao cabo ideal
(Fig. 2-88).

Cobo ideal (———-)

&.-./=; %» %
Í & / /xx LJ / fxx
==“,â
A A ,fa
,/,. ///
,-/

Ajustes de traçado (5)


Fig. 2438

Nas pontes em secção celular, concentramos as unidades de protonsão junto


das nervuras (Fig. 2—89). Nas regiões dos apoios e xm zona de momentos máximos
2.7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO
127

nos vãos, costumamos distribuir as unidades de protensão nas mesas, de modo


a ganhar espaço para as mesmas e melhorar as condições de distribuição
dos
esforços. Nestes casos, além da curvatura na vertical, alguns cabos recebe
m
uma curvatura na horizonml, conforme sugere & Fig. 2-90.

Unidades nos meses

. . . . . .
O.. ..

. . . .

Concen ração de
unidades de
protensoo
Fig. 2.89

Septo de apoio

Nervuro
/

3 553110 A—A

C abo

/ Ancoruqens
Ti:? ”" .
__,>
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H
JWLJ ...,,“ M. L
* MEIO CORTE LONGITUDINAL
128

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SUPERESTRUÍURA E TABULEIRO CAP. 2
" SEçÃo TRANSVERSAL
ªggwon _ " "90 _:Nº MSL
7029 Tºª?

8
2.7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAME
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SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2
2-7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO 13.

As ancoragens dos cabos de pretensão são dispostas nas nervuras ou, às


vezes, lateralmente & estas, em nichos aprºpriados. Para melhor elucidar os
comentários feitos, anexamos dados básicos de projeto real, na Fig. 2-91. Nela
podemos observar o aspecto do traçado dos cabos, ancoragens etc.
Os elementos principais da superestrutura das pontes protendidas deverão
ser verificados à ruptura (estado-limite último). No caso de elementos isostáticos,
verificamos & resistência à ruptura nas secções mais desfavoráveis e, para os ele—
mentos hiperestáticos, podemos, tirar partido da redistribuição de esforços, até
a formação de um mecanismo de colapso.
Para o estudo das armaduras correSpondentes ao esforço cortante e à torção,
procedemos bomo no caso das peças em concreto armado, discutidas no item 2.7.1.
Para o cálculo dos estribos e das armaduras longitudinais frouxas (nâo—prot'endidas),
que cobrem estas solicitações, valem as mesmas fórmulas e considerações relativas
ao concreto armado, com as solicitações referentes ao estado-limíte último, isto
é, multiplicadas pelos fatores regulamentares. O esforço cortante & ser empregado
nas fórmulas de dimensionamento será o reduzido, isto é, o esforço cortante deduzido
da componente vertical do esforço da protensâo na secção.
No caso da existência de estados múltiplos de tensão som frações elevadas,
po emos recorrer aos estribos protendidos.
Nas pontes, temos, em geral, cabos de protensâo de grande comprimento,
além de um elevado número deles. As perdas de protensão deverão ser avalia—
das cuidadosamente, nos casos importantes, cabo por cabo, e não apenas através
do cabo médio.

2-7-3 Detalhes Construtivos Importantes —— Armaduras das Transversi-


nas 0 dos Septos
No presente item, discutiremos alguns detalhes construtivos importantes,
relativos à superestrutura.

Cantoneira Pavimentação

Ancor gens
Fig. 2—92

Um detalhe importante é constituído pelas transições'de pista entre juntas


de construção. As soluções podem variar desde as mais simples até as mais elabo-
radas. A Fig. 2-92 ilustra uma solução usual de cantonairas metálicas ancoradas.
Esta solução pode ser complementada com a adoção de chapas de fechamento
do espaço de junta, de modo & suprimir & descontinuidade para o tráfego (Fig. 2—93).
A solução permite a livre deformação da junta. A chapa. de cobrímento pode
132 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

admitir diversas soluções. Pode ser subdividida em elementos dentados que se


interpenetram & partir de cada lado da junta.

Chcpo de fechamento

Fig. 2.93

Para manter a. uniformidade dn. pista. principalmente em superestruturas


de vãos isolados constituídos de vigas pré-moldadas, têm sido adotadas soluções
de lajotas solidárias às vigas (Fig. 2—94). listas lajotas são fortemente armadas
e calculadas para suportar os esforços que lhes são impostos pelos deslocamentos
e rotações das vigas.

Lajotos Vigas

Fig. 2-94

Muitas outras soluções são possíveis para as juntas de construção e o leitor


poderá encontrar sugestões nas diversas publicações a respeito de obras executadas.
Nas zonas de aplicação de forças concentradas, em particular juntos.dos
apoios, devemos prever armaduras especiais de fretagem, destinadas a resistir
a tensões locais de tração (Fig. 2—95). Estas armaduras são compostas de malhas
ortogonais e, como ordem de grandeza, sua secção deverá resistir aproximada—
mente 0,3 N. Sâo colocadas nas vigas, junto dos septos de apoio etc.. sendo
repetidas na cabeça dos pilares.
Quanto às armações dos septos intermediários das pontes em secção celular.
estas podem ser mínimas, uma vez que a função destes septos é a de manter a
forma da secção. Os esforços que neles se verificam, obtidos pela aplicação de
pmgramas de elementos finitos, sâo mínimos, o que justifica & reCOmendag—âo.
Os septos de apoio, porém, deverão ser dimensionados como vigas comuns ou
paredes, levando—se em conta as cargas que os mesmos devem transmitir aos
2—7 SISTEMÁTICA DE PROJETO E DETALHAMENTO 133

apoios. Podemos, em casos especiais, pretender os septos por cabos retos ou


“curvos (Fig. 2-96).

N
L I

Fretogens

z—o
(0) (b)

Fig. 2.95

Cabos de protensõo

Fig. 2—96

Ao detalharmos as armações das lajes do tabuleiro, em especial no caso de


pontes com transvexsinns desligadas, devemos levar em conta. ancoragem da
armação da laje nas vigas (Fig. 2-97), uma vez que podemos ter momentos fletorcs
apreciáveis na ligação da nervum com & viga. Nus tabuleiros prutondidos.
podemos usar pretensão centrada ou protensào usual, com cabos curvos (Fig.
2-98).

.!

Fig. 2-97
134 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Cabo Curvo

Fig. 2-98

A tendência mais recente na construção de pontes celulares de maior largura


é a da adoção de balanços de grandes dimensões para. as 19.365, o que exnge
fortes protensões.

2-8 O PROBLEMA DAS SOLICITAÇÓES DINÃMICAS NAS PONTES —


IMPACTO
Ao discutirmos o problema. das cargas móveis a serem aplicadas nas pontes,
vimos que as mesmas devem ser multiplicadas por um fator, denominado de
impacto. No presente item, pretendemos analisar, de maneira geral, a origem
deste coeficiente e justificar sua. aplicação.
A origem do fator de impacto provém de várias causas, todas elas associadas
à natureza dinâmica das solicitações impostas pelas cargas móveis. Entre elas
podemos citar:
a) vibrações livres e forçadas da superestrutura, produzidas pela mobili-
dade das cargas;
b) efeitos de massa. dos veículos e seu amortecimento elástico;
c) efeitos de massas nâo centradas nos eixos das locomotivas, no caso de
pontes ferroviárias;
(1) efeitos de choques ocasionais, devidos & irregularidades do tabuleiro ou
da linha etc.

Alguns dos tópicos acima podem ser objeto de análise mais exata dos pontos
de vista. matemático e mecânico, desde que submetidas as variáveis do problema
a uma idealização adequada. Outros fatores, tais como, o efeito das irregulari—
dades do tabuleiro e choques ocasionais. são de difícil, senão impossível avalia—
ção. Cabe, neste caso, apenas uma estimativa de ordem de grandeza.
Dentre os primeiros estudos relativos ao problema do impactc e das solici-
tações dinâmicas em pontes, destacam-se os de F . Bleichºª), por seu caráter
de pioneirismo e por ter adotado diretrizes seguidas posteriormente em muitcs
regulamentos de projeto. No que se refere a. estudos mais recentes. devotados
especificamente ao problema de vibrações e efeiks dinâmicos em pontes, cube

(ºª) F. Bleich, Thcoric und Bcrcchnung der císrrnvn Brúckcn. Springer Verlag, 1924.
2-8 O PROBLEMA DAS SOLICITAÇÓES DINAMICAS 135

citar os de Veletscsm) e seus colaboradores, I(olousêkº” e Fríbaºª). Em eSpe-


cial, no último trabalho citado, de Fryba, são reunidos inúmeros resultados teón'cos
acompanhados de cálculos e medições realizados sob a orientação do autor em
pontes ferroviárias de seu país (Tcheco—Eslováquia).
Passemos agora a abordar, de forma genérica, os pmblemas citados.

2-8-1 Vibrações Livres e Forçadas, Devidas às Cargas Móveis

Pelo simples fato de as cargas se deslocarem sobre & superestrutura da. ponte,
são diferentes os esforços que nela se desenvolvem, se os compararmos com os
efeitos de cargas estáticas. A origem desta. diferença está no fato de que a
mudança de posição das cargas, na superestrutura, obriga-a & executar movimentos,
a fim de adaptar-se às deformações impostas. Estes movimentos despertam
forças de inércia devidas à massa, segundo o princípio de d'Alambert. As forças
de inércia passam a atuar, juntamente com as cargas externas, provocando vibra—
ções da estrutura., tanto livres como forçadas. Estas vibrações são responsáveis
pela alteração dos esforços calculados com base na. Estética e que poderão refle-
tir—se em majoração, a ser levada. em conta no dimensionamento.
Para melhor compreendermos a natureza do problema, vamos analisar a
expressão da flecha de uma viga simplesmente apoiada, sujeita a uma carga. móvel
que & percorre com velocidade (: (Fig. 2-99). Este caso constitui a idealização
mais simples de um veículo que percorre uma ponte, e é aceitável, desde que a
sua massa seja pouco importante, em relação à massa da superestrutura.
P

_.C

%%
“x=ct

(
Fig. 2—99

A flecha da viga neste caso, é representada pela expressão em série

n mrx sen mrct sen mm: scn _7_z._ . nncl.

w (0-311 ÍÍÍ__I__;__Q>5_
1', _ ”CEJ "_l 4 l a? "_,
! 'a
5 l a?.
1
" ," na " " Tº
(2-129)
(ªº) A. S. Veletsos et al., Civil Engineering Studies, SRS, Universidade de Illinois, n.º'
190, 272, '206, 229, "além de outros da mesma universidade e outras fontes.
(”) V. Kolousck, Dynamics in Engineering Slruclures-Bunerworlhs, Londres, 1973.
(ºª) L. Fríba, Vibration oj salida and alructures under moving loads, Noordhoff.
133 SUPERESTRUTUR'A E TABULEIRO CAP. 2

na qual
C

cu=35NLªL, (%BD
! #
sendo “ a. massa da viga por unidade de comprimento (11 = —q-, q = carga por
unidade de comprimento) e t o tempo. 9
O resultado acima foi obtido por muitos autores através da. solução da equação
diferencial da. dinâmica das vigas, sem considerar os fatores de amortecimento
O parâmetro ccr é denominado velocidade crítica da. carga e, por meio de (2-131),
podemos comprovar que está relacionado com a frequência fl do primeiro harmô-
nico da vibração própria da viga, através da. fórmula

Ger = 2f11. (2.132)

A denominação velocidade critica provém do fato de que, quando 0 = cc,,


(1 = 1, fazendo com que os denominadores de (2-129) se anulem (: 10 ——> ao, para
n = 1. Esta seria. a condição de ressonância para a passagem da carga.- No
entanto, cc, pode corresponder a valores elevados da. velocidade, calculados atra'ôés
de (2-132), fora. dos limites práticos. Sendo & freqiiência de vibração fl baixa,
por exemplo, da ordem de 1 Hz ou menor, como pode ocorrer em pontes pesadas
e de menor vão, teremos velocidades críticas baixas. A existência. de amorteci-
mentos e resistências passivas, nâo levadas em conta em (2-129), colocam, no
entanto, a obra fora de perigo de ressonância.
18
O fator que encabeça a fórmula. (2-129) é muito próximo de , que é
48EJ
& flecha estática da. viga, sob a ação de uma força concentrada P colocada no
. !
melo do vão (1: = ——2—) . Fazemos, portanto,

ama ,
wo: wEJ' (me

A primeira. soma, no interior do colchetc da fórmula (“2-1'293, corresponde


a uma vibração lenta da viga, devida ao dcslocnnmnto da carga, vonfm'nuj podemos
mrct
comprovar, calculando seu período para n = 1, através do termo sen [
Teremos
1rcT
! == 27r,

. 2! . .
ou 8618, T = —c-. Vemos que lsto equwale ao dobro do tempo que a carga emprega
para atravessar & viga, que é relativamente longo. A segunda som, no interior
2-8 O PROBLEMA DAS soucrmcóes DmAMICAs 137

do colchete em (2—129), corresponde & vibrações rápidas, no ritmo da frequência


natural da viga.
Se em (2-129), fizermos a: = C!, teremos o deslocamento do ponto de aplicação
da carga. Representando graficamente & curva resultante, teríamos algo como
o indicado na Fig. 2—100. A linha tracejada corresponde à primeira série em
(“).-129) (vibração forçada) e a linha cheia à flecha resultante, o que comprºvª
as considerações acima. Por outro lado, diversas medições feitas em labora-
tóriopu em pontes existentes fornecem Iesultados conforme os esquematizados
na Flg. 2-101.(")

p
l—c—c

W
Fig. 2.100

(b)

ªg (c)
Fig. 2—101

(ºº) Obtidos por L. Frí'ba, segundo obra. referida à. pág.]35.


13; suvsaesmuwnA E TABULEIRO CAP. 2

. ' /2,
As curvas acxma representam a relação 6 = “_(ÉTL) da flecha, no centro
C,

do vao. para a flecha w,, dada por (“!—133), em função da posição da carga. no longo
do vão, através de ct/l. As curvas (a), (b) e (c) dizem respeito a uma locomotiva
percorrendo a ponte com velocidades respectivamente de c = 34,7 km/h,
(' = 38,8 km/h e c. = 46,5 km/h, sendo cc, = 40,6 km/h para a ponte em apreço.
Constatamos, do exame do gráfico, os seguintes fatos interessantes:
a) confirmação de. tendência, exposta na. Fig. 2—100, para ct/l < 1, isto é,
para a carga situada sobre a ponte;
b) a ponte executá vibrações livres, após a carga. tê—la deixado (ci/l > 1),
sendo estas vibrações amortecidas (o amortecimento não é incluído na solução
2-129) ;
c) aumento substancial das flechas no caso (b), com c = 38,8 km/h, pró.
ximo da. velocidade crítica c = 40,6 km.'h.
Todos estes resultados confirmam a solução teórica.
Para. simplificar o exame, consideramos em (2-129) apenas o primeiro termo
das séries n= 1, já que as mesmas convergem rapidamente. Considerando
o fato de que a segunda. série em (2-129) oscila. rapidamente, mudando muitas
vezes de sinal, podemos tomá-la como aditiva à primeira. Se levarmos em conta,
ainda, apenas a. flecha no meio do vão, de (2—129), resulta

1 a tv.,
wmlx(!/2vt)—ua(l_aª +1_ª7)— l—ª

O fator dinâmico de acréscimo de. flecha & = u'mu (Z/2, £)/u-o é dado, portanto,
pela expressão aproximada

_
— Mº.
wº —
—— _1__
1 __ a o
(..-1343

válida para c afastado de c".


.=_ _— __,

O fator ô dá—nos. como ordem de grandeza, nhstmindo de outros efeitos dos


quais ainda nos ocuparemos, o chamado famr dc impacln. Cahn— também ros-
salvar que as solicitações, salvo para () primvim lmrmônim da série (“.)-1295, não
são diretamente proporcionais aos deslocamentos da ponte.
Os fatores de nmortocimonto mmhóm dvsmnponhzxm um papel importante,
atenuando grandemente os efeitos dinâmicos. A Fig. “.?-102. de acordo com
estudos de Fríhzn, mostra o papel innmrtmxto dos fatores de amortecimento e
resistências passivas.
O parâmetro B é adimensional (* (*:*.rm-tonzn o nmm'tvcimontn (é proporcional
ao decremento logaritmico dn vibração». sendo que, para 6 = 0, temos amorte-
cimento nulo, que é o caso da solução (2—129). A fixação de B pode ser feita
experimentalmente, medindo as amplitudes de vibrações livros sucessivas, como
no caso da Fig. 2-101, após a carga. ter abandonado & viga (cl/l > 1).
2—8 O PROBLEMA DAS SOLICITACÓES DINÃMICAS 139

A comparação dos resultados (a) e (b), da Fig. 2-102, demonstra a grande


influência dos fatores de amortecimento em atenuar o fator dinâmico 6. Na
figura, a = 0 corresponde às cargas atuando estaticamente (c = O) e a = 1, ao
de ressonância.

(o)

(b)

8
Fig. 2-102

O resultado de inúmeros cálculos e medições, baseados nas idéias que acn-


bamos de expor, levaram à conclusão de que o acréscimo de impacto tende a
diminuir com o vão da ponte, e varia. desde uns poucos por cento até valores
da ordem de 20% a 30%.
Condições de contorno das vigas diversas daquelas da Fig. 2—99 foram também
estudadas. E particulamente interessante mencionar os resultados de Frírbn,
para o caso das vigas em bulanço ilustradas pela Fig. 2-103. A figura mostra,
u'(o.t) , _
no caso (a) o fator 6; = w —, quando a carga. movel penetra na Viga pelo
O
' l, (
extremo do balanço e, no caso (b), o fator 62 = “( ) , quando a carga móvel
0 ) ª

atinge a. viga pela. região do enguste. Em ambos os caso's, w., = BEJ é a flecha
. . )x
estátlca da Viga em balanço, com a carga P no extremo e a1= jà,
]

sendo >», um parâmetro ligado às características da viga.


O exame dos resultados revela. a. grande sensibilidade da viga em balanço
aos efeitos dinâmicos, quando a carga. penetra pelo extremo do balanço.
recomendável, portanto, tomar precauções especiais na. fixação do coeficiente
de impacto nestas vigas.
Muito outros casos foram estudados, incluindo os de carga móvel uniforme,
simulando as composições ferroviárias (Fig. 2—104).
140 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP, 2

ct P
| I?
e
——x [ JL

Fig. 2.103 (b)


24 o PROBLEMA DAS SOLICITAÇOES DINAMICAS 141

___ c

.ª.
!
( WL
Fig. 2.104
Não entraremos, porém em maiores detalhes a respeito, uma vez que julgamos
as considerações anteriores suficientes para esclarecer a problemática das cargas
móveis.

2-8n2 Efeitos de Massa dos Veículos —— Massas nâo Compensadnas —


Efeitos Diversos
Nas considerações anteriores, os veículos ou trens foram idealizados como
cargas puras, sem massa própria, deslocando-se sobre a. estrutura da. ponte. Em
realidade, a massa própria dos veículos pode ter influência nos resultados, desde
que seja importante em relação à massa da superestrutura. Além disso, os
veículos ou locomotivas estâo providos de amortecedores elásticos que funcionam
como elementos intermediários na transmissão dos esforços.
Bleich, em seus primeiros estudos já citados, idealizou os veículcs como
um oscilador harmônico acoplado à viga. da superestrutum (Fig. 2-105). O sis—
tema de amortecedores do veículo foi simulado por uma mola, de frequência
própria., fª, cujo movimento do extremo é comandado pela frequência f. imposta.
pela. viga, em consequência de seu movimento sob a ação da carga móvel.

_P_
9
fºi..
———-——c Tfs

Fig. 2-105

Conhecido ]. através das soluções discutidas no item anterior é possível calcular


o efeito de amplificação ou amortecimento do efeito da massa do veículo, por
meio dos conhecidos resultados da. Teoria do ()svilador Harmônico. O autor
citado executou cálculos numéricos diversos, obtendo fatores de amplificação
paro. o efeito, tanto (laszvihmçõcs livres como das vibrações forçadas.
Estudos mais recentes,em eSpecial nas referências enumeradas à pág.l3õ,
colocmam o problema. em sua dimensão correta.
142 SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2-

A Fig. 2-106 ilustra um dos modelos adotados. O veículo ou locomotiva


é simulado por um sistema de dois graus de liberdade, com massas ml e ”?2, entre
os quais intercalamos uma mola elástica. e um amortecedor de características
dadas, L', e ci,. Uma mola adicional de característica kg representa & elastici—
dade da. pista que, além disso, ainda. é provida de irregularidades simuladas pela,
função r(x). O problema a resolver consta. em determinar os deslocamentos
u—(x, 1) da superestrutura e aa(t) e w;»(t) das massas, respeitadas as condições iniciais
e de contorno.
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X .

f [
r (x )

Fig. 2—106

Problemas deste gênero só podem ser resolvidos numericamente, com o


emprego de programas de computador e podem fornecer todas as informações.
desejadas, no que se refere aos esforços e ao fator dinâmico de amplificação.
A Fig. 2—107 fornece um gráfico típico de variação do fator de impacto com a
velocidade (: de percurso. Estudos deste tipo conduzem a resultados muito
próximos das medições realizadas.

8
1,04 “Ã
%»oxx cb Xf' 0
1,02 j!» an/º
O
1,00 ; C (km/h )
Fig. 2-107
No caso das locomotivas, os eixos podem possuir massas desequilibradas
que produzem forças adicionais devidas à rotação, em virtude de. força. centrífuga
destas massas. A simulação deste efeito pode ser feita no modelo da. Fig. “.?-99,
2-8 O PROBLEMA DAS SOLICITAÇÓES DINAMICAS 143

substituindo a força lº, constantv, por uma força pulsante Pa sen wl, sendo & pul—
saçâu w determinada. em função da velocidade de percurso c e a. amplitude P,,
através das características das massas desequilibradas. A solução deste problema
também é conhecida, porém mais elaborada do que ('2-129).
Além dos efeitos acima mencionados, poderão existir outros, tais como o
de choques fortuitos ou devidos a fatores diversos, não incluídos na. formulação
do problema;. Estes efeitos só poderão ser considerados. fixando-se para eles
estimativas de ordem prática., dentro das margens de segurança usuais.

2.8-3 Critérios de Fixação dos Coeficientes de Impacto


Prescrições Regulamentares
As considerações desenvolvidas nos itens precedentes permitem concluir que
os fatores que afetam a fixação de um coeficiente de impacto rcsumem-se nos
seguintes:

a) mobilidade da carga;
0) efeitos de massa das cargas;
0) efeitos de massas nâo compensadas no caso de: locomotivas;
d) fatores diversos, tais como irregularidades da. pista, choques fortuitos
etc.

Muitos dos fatores acima. dependem especificamente dos pm'âmetlos da


obra e do tipo de veículos ou composições que 0. utilizarão. A fixação, portanto,
de vnlores-padrões regulamentares, válidos para as pontos em geral, depende
de ext-rapolações, em função de valores mais desfavoráveis, obtidos através dos
cálculos e observações.
É preciso fazer uma distinção básica entre pontes ferroviárias e rodoviárias.
Nas primeiras, deverão ser maiores os coeficientes de impacto, em virtude da
presença adicional de massas nâo compensadas nas locomotivas e 0. maior impor-
tância dos fatores aleatórios referidos no Item (d).
Com base nas informações obtidas através de estudos e observações, os regu-
lamentos de cálculo e projeto de pontes têm adotado, para O coeficiente de im-
pacto, fórmulas ou tabelas que dão valores decrescentes em função do vão.
As normas NB-2 e DIN 1072 adotaram, para pontes rodoviárias fórmulas
lineares dadas respectivamente por:

<p = 1,4 - 00071, 2 1,00 (NB-2) (ver1—7)

«a = 1,4 - 0,0081, _>_ 1,00 (DIN1072),


sendo 1, o comprimento básico do vão. 0 valor de <P decresce, portanto, de um
máximo de 1,4 até 1,00, para vãos até a ordem de 50m 0. 60 m. Esta. conclusão
representa também 0. tendência dos resultados dos estudos anteriormente citados,
uma vez somados os efeitos de todas as causas.
1“ SUPERESTRUTURA E TABULEIRO CAP. 2

Para. as pontes ferroviárias, os coeficientes de impacto são mais elevados;


de acordo com a norma XB—2, são dados pela. fórmula (1—8). Os dados a seguir
representam valores médios de <P, obtidos das fórmulas 011 tahdas indicadas pelas
normas DIN 1075 e BE (das ferrovias alemãs pam panties metálicas) e NB-Q,
respectivamente para pontes ferroviárias e rodoviárias.;

COEFICIENTES (p (NORMAS)

Vºº 5 10 15 20 25 50 100
(m)

Pontes ferroviárias 1,50 1,43 1,4 1,37 1,35 1,30 1,25

Pontes rodoviárias 1,36 1,33 1,30 1,26 1,23 1,05 .1,00

É importante compará-los com os resultados dos primeiros estudos feitos


por Bleich, na tabela a, seguir, na qual são dados os aumentos percentums por
tipo de influência. já, discutida anteriormente.

RESULTADOS DE F. BLEICH (ço — 1) %

Kg? 5 10 15 20 25 50 100
Mobilidade da carga. 10 0 9 8 8 7 7

Efeitos de massa da carga 19 10 6,5 6 3 2 1

Massas desiquilibradas 13 11 11 11 10 0 7

Fatores diversos 18 18 17 16 16 15 13

Calculando—se os coeficientes de impacto, através da. Soma. dus (livelsus linhas,


com inclusão e sem inclusão do efeito das massas (losequilihradns encontramos
os valores apresentados na tabela. a seguir. Este quadro revela a mesma tendência
que as fórmulas contidas nas normas antes citadas, sendo seus valores algo
superiores.

Vºº 5 10 15 20 25 50 100
(m)
<p
com massas 1,60 1,48 1,43 1,41 1,37 1,33 1,27
desequilibradas

<p
sem mªssas 1,47 1,37 1,32 1,30 1,27 1,24 1,20
desequilibradas
2-8 O PROBLEMA DAS SOLICITAÇÓES DINÃMICAS 145

Em tratanwntos mais recentes, com a inclusão de amortecimentos vários


e divmsos graus de liberdade, 5.0 é possível spparaçào nítida dos diversos fatores.
Não parece, todavia, haver razões pam alteração dos critérios já consagradOS,
salvo em casos especiais.
Quanto à escolha do vão básico I.,, para a aplicação das fórmulas para o coe—
fÍciente de impacto, cabem as observações que seguem.
No caso de vãos isolados. vigas Contínuas, com vãos iguais com ou sem arti-
culações, tomamos para I, 0 Vá isolado ou o vão da viga contínua. Quando
os vãos das vigas contínuas forem desiguais, porém não díferirem além de 30%
entre si, podemos usar pam !, um vão médio. Em 250 de dúvida, empregamos
o vão menor para definir I.,.
Em vigas em balanço, em face da sensibilidade deste tipo de viga. (ver Fig.
2-103), recomenda-se empregar para I,. o comprimento do balanço.
No caso de lajes, O problema dinâmico reveste—se de maior complexidade
e poucos são os estudos existentes e capazes de esclarecer o problema.. Recomen-
da-sc empregam“ as fórmulas básicas de impacto antes citadas, empregando para
!, o menor vão da laje.
Para o dimensionamento dos pilares. devemos também levar em conta os
efeitos de impacto calculados para. & superestrutura. Este critério pode ser jus—
tificado pelo fato de. os pilares terem grande rigidez às deformações axiais, trans—
mitindo à base, praticamente sem dissipações, os esforços axiais que recebem
do topo.
Nas fundações enterradas ou maciços de grande volume, podemos abrir
mão do efeito de impacto, em virtude das múltiplªs dissipações e propagação
multidirecional dos efeitos dinâmicos.
Du exposição do presente item, deverá ter ficado olam o caráter apenas indi-
czxtivo das dive1sas fórmulas de impacto e majoração dinâmica, uma vez que
muitos dos fatores são de difícil avaliação.
MESOESTRUTURA E INFRA—ESTRUTURA

das pontes compreendem pilares,


A mesoestrutura e a infra-estmtura
o e demais elementos destinados a
encontros, blocos de fundação, aparelhos de apoi inta entre meso e infra-
transmitir as cargas às fundações. Uma separação dist
,
isto, examinaremos, no presente capítulo
estrutura é por vezes pouco clara e, por dos
ambas em conjunto. Aborda rcmos, pela ordem, o estudo dos pilares,
elhos de apoio.
encºntros, dos blocos de fundação e dos apar

3-1 PILARES
pilar único ou pilares indepen-
Os pilares das pontes abrangem as soluções de
ra e a altura dos pilares. A Fig.
dentes, de acordo com o tipo de superestrutu
3-1 ilustra algumas possibilidades de solução.

[:]
r“1 —
:: A
:|
.r7
I:
| | | |
(a):: (b) (chl
! ' l'. : |
55 A; +& ww
cIlc
':
=|
Al gA &
::
' ' | "
F////////1 F ////A V ///'//1
A-A B-B C-C

Fig. 3-1
3-1 PILARES 147

Os casos (a), (c) e (d) representam soluções em pilar único, de secção celular,
sendo que, no caso (0), &. nte é ferroviária. e o pilar de secção variável, em ambos
os sentidos, longitudinalp: transversal. Esta solução é conveniente e comum
para pilares de grande altura., pois melhor se adapta às condições de resistência
e estabilidade. O caso (b) corresponde &. pilares separados, podendo ser adotado
para pilares de média. altura ou em face de razões estéticas. A Fig. 3-2 sugere
outras soluções possíveis, envolvendo pilares em quadro ou contraventados.

LIA ,,,h—í H

V// //Á V/////J


Fig. 3.2

Soluções deste tipo são indicadas para. superestruturas destinadas a. vencer


grandes vãos, cuja. construção se deve iniciar por balanços, & partir dos pilares. A
Fig. 3—3 indica uma solução de pilares em quadro para pontes de vigas múltiplªs
(caso a) e uma solução na qual os tubulões de fundação servem diretamente
como pilares (caso b). Diversas outras soluções são evidentemente possíveis.
Para pilares de grande altura, dos quais temos exemplos executªdos que
atingem a ordem dos 140 m, adotamos sempre a solução do pilar único, de secção
vasada e variável com 9. altura. Nestes casos, é preferível empregar um pilar
único a pilares sepªrados, de modo a ganharmos em inércia, necessáriª a garªntir
a estabilidade e a resistência aos esforços. A divisão dos pilares aumentarin
demasiadamente & esbeltez. com prejuízo da resistência.
148 MESOESTRUTURA E lNFRA-ESTRUTURA CAP. 3

A superestrutura da ponte, quando não é ligada. monoliticamente aos pilares,


conduzindo ao efeito de quadro, apoia-se nos pilares ou encontros através de dis—
positivos eSpecie.is, denominados aparelhos de apoio.
Os aparelhos de apoio admitem várias soluções construtivas, destinadas
a permitir certos movimentos e impedir outros. Em item posterior, ocupar-nos-
-emos com maior detalhe do dimensionamento e das soluções de aparelhos de apoio.

_II :- .;Trovesso

//f ª// 'hxmões

(0) (b)
Fig. 3-3

3-1—1 Dimensionamento dos Pilares

O dimensionamento dos pilares deverá ser feito a partir dos esforços trans—
mitidos pela ação da superestrutura ou outras causas. Os esforços poderão ser
de diversas naturezas.
a) esforços devidos à carga permanente e à carga do tráfego na superes—
trutura;
b) esforços devidos às ações da força longitudinal (frenagem) e das forças
transversais (vento, força centrífuga, impacto lateral na superestrutura);
c) esforços devidos aos movimentos térmicos, de retração, deslocamento
e atrito nos apois, vento nos pilares etc.
Os esforços devidos às ações da carga permanente e da. carga do tráfego
fornecem cargas verticais, compreendidas entre um valor mínimo (carga per—
manente) e um máximo (carga permanente + carga. móvel).
A ação das forças longitudinais, transversais, movimentos térmicos etc.
causa esforços horizontais, que redundam em flexão dos pilares. Poderemos,
em consequência. destas ações, ter também esforços axiais nos pilares, os quais
todavia são poucos expressivos em presença dos esforços axiais devidos às cargas
permanente e móvel.
Teremos, assim, nos pilares das pontes um estado de pressoflexão, com mo-
mentos fletores nos sentidos longitudinal e transversal.
A distribuição dos esforços nos pilares será estudadzz em capítulo posterior,
quando será abordado o problema da interação entre super 9 mesoestrutura.
3-1 PILARES 1 49

/
//////Á
(b)

////// Tilt

////
./

Eixo da ponte

(e) /////x /

Fig. 3—4

?º"
N cons!
[
., *

Fig. 8-5
9-8 'ªL-l
unlºnou=pºm
m
;. 'o ' mºvz'91=zu
. u
9xz=*,v
º'" ?'r :Wºu LL=z/193zxz=v
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/ (09—00 nºv) ºº' co 093 —
ºº': / º" / r ! mm: wo 'umdru up
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: ;r í /
".linha—mmm“ mmwmmªwmm—mmmmmusmmmm—
3-1 PILARES 151

As condições de dimensionamento dos pilªres deverão ser estudadas para


as combinações mais desfavoráveis da força normal o dos momentos fletores.
Trata-se, pois, de caso gem! de força normal com dupla excentricidade. A Fig.
3-4 esquematiza as solicitações do pilar.
Na parte (0) estão indicados os esforços axiais (Nm“, ou Nmfn) e as forças hori-
zontais HT (transversal) e H,, (longitudinal) no topo do pilar, além de possíveis
forças horizontais de vento e água atuando sobre o próprio pilar. O efeito combi-
nado destas forças produz, numa secção qualquer do pilar, os momentos fletores
MT e Mz,, associados à força. normal N , que inclui o peso próprio (parte (b) da
figura). A parte (e) indica a força. normal N equivalente às excentricidades er e ex,.
Abstraindo—se de outros efeitos a serem ainda mencionados ao focalizamos
&. vexificaçâo da estabilidade, a secção do pilar, com suas armaduras, deve ser
verificada. à flexão desviada, combinada com força. normal. A forma de realizar
esta verificação é suficientemente discutida. nas obras de concreto armado e não
será. aqui abordada. Limitamo-nos apenas a algumas observações a respeito.
A maneira mais conveniente de realizar a. verificação é empregar um dos muitos
programas de computador disponíveis e capazes de calcular a capacidade resis-
tente do pilar, com as armaduras dadas e características prescritas para & resis-
tência do concreto.
Por meio destes programas, é facil traçar curvas correspondentes à mesma
resistência última. de ruptura N.,, do pilar, para excentricidades variáveis. A Fig.
3-5 ilustra o aspecto destas curvgs, para uma secção retangular. Na Fig. 3-6,
temos um caso concreto de curvas de igual força normal, para um pilar de secção
vasada, com as características indicadas.
Com o emprego de uma coleção de gráficos deste tipo, não temos qualquer
dificuldade em realizar o dimensionamento. Na falta de tais gráficos, ou de pro-
gramas ªpropriados, podemos proceder por tentativas, com diferentes posições
arbitradas para a linha neutra inclinada (Fig. 3—7), até obtemos concordâncias
razoável entre a força calculada pela resistência da secção e a força externa N ,
tanto em posição, como em grandeza.
e
.,

Á Á/Á/Á/ //º
”$" 0/
/ *º:

«<%
Fig. 8-7

3-1-2 Verificação da &tabilidade doo Pilares

A par do dimensionamento à resistência, é de suma importância & verificação


de estabilidade dos pilares, em especial no caso de elevada esbeltez. Entendemos
152 MESOESTRUTURA E lNFRA-ESTRUTURA CAP. 3

por verificação de estabilidade, o controle à flambagem no sentido clássico e a


verificação da resistência do pilar, levando-se em conta os efeitos de segunda or-
dem da deformção. A verificação, à flambagem, no sentido usual, preste. infor-
maçõas de caráter limitado, uma. vez, que se baseia no comportamento elástico
dos materiais e caracteriza apenas um estado incipiente de instabilidade. Emprega-
se atualmente, com mais propriedade, para comprovar 9. estabilidade do pilar, a
verificação de resistência, levando em conta o efeito concomitante da deformação.
Esta linha de ataque ao problema foi adotada pelas Recomendações Inter-
nacionais do Comité Européen du Béton (CEB). O regulamento citado propõe
substituir a verificação de. flambagem pela da resistência da secção mais solicitada
do pilar, incluindo-se um momento fletor complementar devido aos efeitos da
deformação. Definido o comprimento da haste birrotulada equivalente 80
pilar em apreço, & partir de suas condições de vínculo, o regulamento interna-
cional sugere, para. a determinação do momento complementar, um método apro-
ximado, cuja. essência passamos a caracterizar.

[feed | | feed !
E

|
ifsdf fccded)

(o) ' (b)


Fig. 3-8

Fixadas as deformações máximas que o concreto e o aço podem suportar


e admitida a hipótese das secções planas, a deformação de uma Secção do pilar
pode corresponder a um dos casos da. Fig. 3-8. No caso (b) 9. secção é totalmente
comprimida e, no caso (a), podemos ter trações. Obviamente, a variação de
curvatura de um elemento longitudinal do pilar será. dada por

1 _ efm! + ªnd

011

1- Ecmi '— ecd


_
p : __...-
d (3-2 )

conforme se trata do caso (a) ou (b) da Fig. 3—8.


34 PILARES 153

Estabelecidos os valores máximos aceitáveis para. o encurtamen


to em do
concreto e para o alongament
. o 6.4 _do aço, ( 1) podemos, por meio de (3-1) e (3-2),
calcu.la.r & curvatura máx1ma. admnssível, na secção mais desfavorável
do pilar.
Admltmdo—se ser a deformada do pilar birrotulado aproximadamente
descrita.
pela curva

y = e, sen & (3-3)


1.
obtém-se

3;
,, _ "º
— É ec seu 7.—
r

sendo portanto

3; 'um. = ? ee
' nz

Como

II 1
y máx. : _“
pmáx

concluímos que (Fig. 3-9)

y
һ
7—'—'fª
i

e Í
c L ',

Efe
* ,
1
X
x .

*Y- _,.ºI
Nd

'
)(
Fig. 3—9

(1) O índice d refere—se a valores de cálculo, empregados tmxbém em (8-5) e (3-6) a seguir.
154 MESOESTRUTURA E lNFRA-ESTRUTURA CAP. 3

e. = —— . —, (3—4)

sendo que, paraIS—l— usamos (3—1) ou (3—2), com os valores máximos para as de-
máx.
formações no concreto e no aço.
O momento complementar devido aos efeitos da deformação a ser adicionado
. . . . 1
dos momentos devxdos aos efeltos das cargas na secção médla do pllar (a: = É)

será:
Mu = Na ' ec. (3—5)

Obtido o momento complementar, o pilar é dimensionado, em sua secção mais


solicitada., para o momento fletor total

Ma = M 14 + Na ' ea + Med, (3-6)


no qual M14 é o momento de primeira ordem ou das cargas externas, tais como
frenagem, vento, movimento dos apoios etc. e N., « c... o momento devido à excen-
tricidade da força axial N.,. O pilar será dimensionado para uma pressoflexâo
definida pelo par N.,. M.,.
A fórmula. (3-6) corresponde à flexão reta, isto é, à flexão com excentricidade
apenas num sentido e pode ser aplicada. com boa aproximação quando houver
predominância acentuada das solicitações num dos sentidos. Isto ocorre com
grande freqi'lência nos pilares de pontes, em face de sua menor rigidez no sentido
do eixo da obra, comparada com rigidez no sentido transversal. Esta. situação
é particularmente clara no caso de adoção de um pilar único para. toda a secção
transversal, quando podemos usar (3-6) para o dimensionamento no sentido
longitudinal associada. a um. momento de primeira. ordem no sentido transvexsal.

ºb

_,L_..._

ºh
h

i I: L
T * 11
Fig. 3-10

No caso de devermos levar em conta. e. dupla. excentricidade da carga normal


no pilar, o CEB admite calculá-lo com excentricidade em apenas um dos sentidos,
tornando-se uma excentricidade total definida por

em = a h + e.. + ez, (3-7)


3—1 PILARES 155

valendo as notações dn Fig. 3—10 e sendo

“##—ww
sendo c., a excentricidade provocada por imperfeições ou desaprumos,

__ T.,
Mºd,
62

& excentricidade devida ao momento complementar (ver 3-5), calculada no pla—


no b.. As fórmulas (3-7) (ª (3-8) deverão ser aplicadas em ambos os sentidos,
longitudinal c trmusvcrsul, adotando—se para o dimensionamento &. condição mais
desfzmn-ável.
O critério acima descrito, de substituir uma dupkz, excentricidade da forç
normal por uma excentricidade equivalente, pode ser justificado & partir das
curvas da. Fig. 3—5. Lembªamos que., quando a carga normal Na se movimenta
sobre uma das curvas indicadas (N,, = const.), as armaduras do pilar se man—
têm constantes. Portanto, a posição de N., no ponto ] (dupla excentricidade)
corresponde às mesmas taxas de armadura que as posições de Ná nos pontos
2 ou 3 (excentlicidude num só sentido). Podemos, portanto, fazer a verificação
de rosistênc'n da secção mais Solicitada do pilar levando em conta efeitos de
segunda ordem o a dupla excentricidade, se estivermos munidos de curvas do tipo
das da Fig. 3-6, traçadas para o pilar em exame. Neste caso, podemos prescindir
de fórmulas do tipo (3—7) e (3—8).
O método proposto pelo CEB, e que acabamos de discutir, é aproximado,
residindo as fontes de aproximação nos seguintes fatos principais:
a) escolha. dv. deformada (3—3), que não é a. verdadeira;
b) discoxdâncie. das deformações estimadas e que serviram de base para
fixar 0 valor da curvatura na secção mais solicitada, em relação às deformações
que de fato ló. ocorreu.
A fim de levarmos em conta a. situação real, devemos estudar as deformações
de todos os elementos do pilar, a partir do quadro efetivo de tensões e deformações
em cada. secção. Este cálculo, no qual são considerados também os efeitos das
deformações nos esforços, é grandemente elaborado e só pode ser feito com base
em pmgmnms de computador ('ª'). Com o uso destes progrmnas consideramos
também :|. correta distribuição de esforços no topo e no corpo do pilar, além das
condições (lv olasticidnde nas fundações.
A lºig. 13-11 e a tabela. unem cxmnplifimm um cálculo (leste gênom feito
para um pilar do vianclutn fvmwiário. No caso (m da figura, o pilar é cunsidvrmln
vngzwtmlu nu. base c, no caso (!)), incluímos os tuhulõos no cálculo, ('(msidvmmlo-ns
mmo um prulongamcntn do pilar e levando em mnta sun socçz'm e m-umdum.
.X fixaçfm (lo cmnprimcnto de cálculo dos tuhulõcs lmsuou—se vm considerações
gcutócnicns.

(º) Para mniores detalhes a. respeito, consultar nosso livro Concreto Armada « Prolcndido
—-— Prmcípzox (' Aphcaçacs, desta mesma editora.
Eon

(d)

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13 xl
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TRECHOS
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Fig. 3-1]
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3-2 ENCONTROS — LIGAÇÃO DA PONTE 157

ESFORÇOS E FLECHAS PARA O PILAR DA FIG. 3-11

Pilar Engastado na Base Pilar com Tubulaes


Trecho

Nd(t) M.,,(t) Flecha(m) N,;(tm) Md(tm) Flcchas(m)

1 4 014 961 0,208 4 014 1 015 0,379


2 4 218 2 017 0,160 4 218 2 183 0,302
3 4 422 3 112 0,114 4 422 3 396 0,229
4 4 626 4 239 0,0731 4 626 , 4 644 0,100
5 4 830 5 386 0,0387 4 830 5 914 0,0991
6 5 034 6 540 0,0129 5 034 7 191 0,0481
7 5 104 7 320 0,0013 5 104 8 049 0,0208
8 — — — 5 197 8 428 0,0136
9 — — —- 5 291 8 762 0,0092
10 —— — — 5 384 9 091 0,0056
11 — —- —- 5 477 9 417 0,0028
12 —- — — 5 570 9 737 0,0010
13 — — —— 5 621 9 983 0,0001

A tabela. acima apresenta. os esforços e flechas do pilar da Fig. 3—11, para o


qual foi adotada. a. divisão em trechos dada na Fig. 3—11d, compreendendo o pilar
propriamente dito e os tubulões. Os esforços indicados N,, e Md são de cálculo.
já majorados pelos coeficientes de segurança e pelos efeitos de segunda ordem
da deformação. Na. primeira metade de. tabela, figuram os resultados para o
pilar engastado na base e, na segunda metade, para o pilar incluindo os tubulõcs.
As flechas registradas provêm do efeito das cargas horizontais e dos efeitos de
segunda. ordem devidos às cargas verticais no topo do pilar e do peso próprio.
Foi incluído também o efeito de uma excentricidade de 0,12 m da carga concen-
trada no topo do pilar.
Comparando os resultados pam &. hipótese do pilar engastmlo na base e
ligado aos tubulões, podemos constatar um aumento do momento na base da.
ordem de 11%, bem como um aumento substancial das flechas ] que quase chegam
& duplicar no topo do pilar. Os resultados apresentados lmseiam—se om excen-
tricidade numa só direção. A inclusão de dupla excentricidade supõe & conside-
ração da linha. neutra inclinada ou o emprego de diagramas do tipo da. Fig. 3-5.
Em casos mais complexos. como os de pilares contrzwontmlus ou em qundm.
podemos recorrer a programas mais elaborados (m a resultados da tvoriv. d:). osm—
bilidade das estruturas. (ª)

3-2 ENCONTROS —— LIGAÇÃO DA PONTE COM OS ACESSOS

Nos extremos das pontos ou em suas ligações (“om(38:1101'1'08110:M'OS—“n. demos


prever unidades estruturais nu elementos construtivos dv mmsiçfzv» qm— pvrmilnm
._.-___.

(ª) Ver, por exemplo, Manuel de Calcu! —— Flambrmcn! .». Insmbilihª, du Cl-ÍB. versão
1973; BJton Kalender, 1974 e 1075, artigo "Bcnmssung Von schlnnkvn anoilon Knickai-
cherheitsnachwcis”, de K. Kordinn e U. Quasi; 'l'inmshonlu), Goro, Theory of Elastic
Stability, McGraw—Hill
158 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP. 3

a. integração da. obra-de-arte com o restante da estrada ou ferrovia,. Para este


fim, de acordo com as circunstâncias, projet-amos encontros ou estruturas de tran-
sição. Em certos casos, com maior freqiiência em pontes rodoviárias de pequeno
porte, é usual suprimir os encontros ou estruturas de transição, projetando balanços
da superestmtura nos vãos extremos e prevendo taludes adequados para os ater-
ros de acesso.
A Fig. 3-12 ilustra duas soluções corventes de encontros.
Laje

“W

1 x * “ l Superstruturo
(a ) A A
/ x x

Estacas _,_. Bloco de Fundação

ELEVAÇÃO

fªb ________
11111713 O '"“ ? /
“ ATERROI| :, Dº » ,É ª;
,
? ///// /1
f
,,,,T º ____
[ CORTE A—A J
.-—.C
VISTA B-B

Rocha
ng. 3-12 M
3.2 ENCONTROS —— LIGAÇÃO DA PONTE 159

O caso (a) é comum em pontes rodoviárias. O encontro é celular, permi—


tindo & entrada do aterro de retaguarda em seu interior e sendo provido de alas
laterais, para &. contenção e distribuição do aterro. A fundação é em estacas,
com bloco que abrange toda a área do encontro. Eventualmente e de acordo com
os esforços aplicados no encontro, o bloco de fundação pode ser substituído por
uma estrutura vasada, constante de vigas diretamente sob as paredes do encontro,
complementadas por cintas de contraventamento (Fig. 3-13). A Fig. 3—12b esque-
matiza. & sohlçâo de um encontro de ponte ferroviária, com fundação direta. sobre
a rocha. Na Fig. 3-14 acha-se representada & solução já mencionada de vãos
extremos com balanços e placas de transição.

Vi os Bloco)

Parede

VI STA D-D

Fig. 3-13

Em situações particulares, é conveniente adotar, como elemento do transição,


uma estrutura em quadro como a que é sugerida na Fig. 3-15.
Enfim, as possibilidades de solução são muito variadas (“ não é possível dis-
cuti-las todas. Em cada. caso particular, dovvmos analisar as Soluções possiveis
e adotar as que melhor se inserem nn topografia da. zona de transição e melhor
se adaptam às condições de fundação.
Para Completar () assunto, onunciaremos alguns princípics relativos ao proble-
ma. dos esforços e do dimensionamento das estruturas de encontros e de transição.
Para efeito de dimensionamento, os encontros ou estruturas de transjção estarão
sujeitos aos seguintes esforços (Fig. 3-16)
URA c». 3
MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUT
160

Placa de trmsiçõo

Fig. 3-14

Laje

1111 ' .
«(%/1 11111

Pilor “ou
tubuloo

Fig. 3—15

Fig. 3-16
3-2 ENCONTROS — LIGAÇÃO DA PONTE 161

a.) carga. vertical V transmitida pela superest-rutura, em consequência das


cargas permanente e acidental;
b") força longitudinal H ;, devida à frenagem, efeitos térmicos, retração etc.;
c) força transversal HT, devida ao vento;
d) empuxo de terras E.
Dos esforços mencionados, cabem apenas alguns comentários a respeito do
empuxo de terras, normalmente atuante nos encontros. O empuxo de terras
pode ser determinado segundo as teorias de Rankine ou Coulomb. Os aterros
junto dos encontros estão também sujeitos à ação de sobrecargas, distribuídas
ou concentradas, devidas à ação das cargas de multidão ou do peso das rodas
dos veículos ou trens.
t—SSK—s—SKK$$$!
,

(0) (b)
Fig. 3.17

Resumimos aqui alguns resultados de uso freqíiente. Para maiores detalhes


e justificativas, deverão ser consultadas as obras de Mecânica dos Solos ('). Os
encontros e obras de transição nas pontes estão sujeitos à pressão de terraplenos
de superfície horizontal ou inclinada (Fig. 3-17a, b). Segundo a teoria de Rankine,
no caso (a), a variação da pressão horizontal é linear e dada por

p;. = Nm, (3-9)


sendo

A. = tgº ( 45º _ %) (3-10)


o coeficiente de empuxo ativo; <i> = ângulo de atrito cv, o peso específico do ter-
reno, saturado ou submerso.

(') Ver, por exemplo, E. J. Badillo, A. R. Rodriguez, Mecânica de Suclos, Vol. 11, Edi-
torial Lemusa, México, 1976; Lambe e Whitman, Soil Mecham'ca; Baton Kalender, 1973 e 1974,
artigos sobre empuxos de terra e fundações.
162 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP: 3

No caso de terrenos estratificados, levamos em conta a variação de 7 e 4:


nas diversas camadas. O empuxo resultante E devido a (3-9) será

E=—;—ú7Hª (3-11)

aplicado a uma altura. H/3 da base.


, ,as-mmuuc AM:: «_

Para o caso da Fig. 3—17b teremos, segundo a Teoria de Coulomb, o empuxo


total

E = —;—K 7 Hª (3-12)
sendo K um coeficiente dado por

cos2 (<b — w)
K =
2 , +w)[ , + ___zó
coswcos( ray'szízafír
cos(ó+w)cos(w——6)
(3-13)

na qual
ou = ângulo de inclinação do parâmetro do muro;
B = ângulo de inclinação do terrapleno;
6 = ângulo de atrito do terreno contra. o muro, podendo-se tomar:

4)
— < 6 < —
2 .
2 " " 3 $

0 ponto de aplicação de E acha—se indicado na Fig. 3-17b.


Se fizermosw = O (parâmetro vertical), 8 = 0 (terrapleno horizontal) e 6 = 0
(parede lisa) e levarmos em conta a identidade

l—sen<p__ ?( ,º_i)
l+senqS_tg 40 2

constatamos que K = &, dado por (3—10). Neste caso, os resultados da Teoria
de Rankine e Coulomb coincidem.

Fig. 3-18
3—2 ENCONTROS — LIGAÇÃO DA PONTE 163

As fórmulas anteriores não se aplicam & terrenos coesivos. Na prática de


projeto. é porém aconselhável abrir mão do efeito favorável da. coesão, adotando
um valor prudente para o ângulo de atrito int-emo <i> do terreno.
A existência. de uma sobrecarga. p sobre o terrapleno é substituída por um
peso equivalente de aterro, decorrendo daí uma. pressão adicional uniforme Np
sobre o muro (Fig. 3-18).

ph

(0) (b)
Fig. 3—19

A ªção de cargas parcialmente distribuídas, cargas distribuídas em linha e


cargas concentradas são analisadas com resultados da Teoria. do Semi-Espaço
Elástico, com correções apropriadas, de modo &. obter concordância com os resul—
tados experimentais. Para pressões em áreas limitadas, recomenda-se a fórmula.
(Fig. 3-19a):

p,, = 0,25 p (senªBz — senªôg). (3—14)

Para uma carga distribuída linearmente e paralela à parede (Fig. 3—19b), teremos:

3 anº zª
ph:
"Z“ P (xº + 22) m' (345)

Se a carga aplicada for concentrada. (Fig. 3-20). distribuimo-ln. & 45º, numa
frente de 21: e tratamos o caso como o de uma. carga distribuída em linha

21

Os resultados acima permitem levar em conta o efeito nos empuxos de terras


das cargas dos trens-tipo, aplicadas sobre os ªterros.
Ao escolhemos a solução para os encontros, devemos procurar aquela. que
reduz 9.0 mínimo o efeito dos empuxos. Ás vezes podemos recorrer ao peSO do
aterro no interior do encontro, para equilibrar os esforços sobre as fundações
164 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP. 3

(Fig. 3—12a). O dimensionamento estrutural dos encontros e estruturas de tran-


sição envolvem, em geral, lajes e paredes, elementos cujo cálculo é conhecido.

2x P

Fig. 3-20

3-3 BLOCOS DE FUNDAÇÃO

De modo a. transmitir as cargas dos pilares às fundações cm estacas ou tu—


bulõos, projetam-se os blocos dv fundação. Nos pilares de pontes, temos normal-
mente blocos com um número par de estacas ou tubulões (Fig. 3-21).

[ 1 [
—W— <> <> %
l 1 7111 _
<> <> һ? w
“__4___ ___4.“ _..4__— 41

1 *_*

(a) (b) (c) (d)

Fig. 3-21
3—3 BLOCOS DE FUNDAÇÃO 165

Os blocos de fundação são estruturas de grande rigidez e o mecanismo resis-


tente que nelas se desenvolve compreende bielas comprimidas de concreto e tiran-
tes formados pelas armaduras. A tendência de forma ção das bielas é 9. do caminho
mais curto, desde o pilar até o tubulão ou estaca.. Costuma—se ao fazer o dimen-
sionaamento dos blocos, deSprezar a inclinação das estacas.

& / +

'Y'—— X WT th

p , 1 2 l *I
fâ“ ——f—º—— %

at 9/2
'Nª-1906

F13.3-22

Para os blocos sobre duas estacas, o esquema de bielas é ilustrado na Fig. 3—22.
A força na biela comprimida decompõe-se na carga P/2 da estaca ou tubulão e
na tração T da armadura. Do triângulo de forças, deduzimos

T=£tga=í
2 2 (h “- d). (346)

Se usarmos o modelo da viga sobre dois apoios, obteremos M = -—2—a e, to-


mando o braço de alavanca : = 0,9 (h — d), virá

fórmula que pouco se distingue da anterior.


No caso do bloco sobre 4 estacas ou tubulões, a tendência de formação das
bielas será segundo as diagonais. Caso o bloco tenha planta quadrada (Fig. 3—23),
teremos na direção das diagonais:
'“ MESOESTRUTURA & lNFRA-ESTRUTURA CAP. 3

T., = % tga

Como

ax/Í'É ,
tga = m

virá

T., = % » ((?—hd)
7)-
(547)
.

dos lados,
para a força de tração segundo as diagonais. Decompondo na direção
teremos

T = Td cos 45º = 'ª')— ' #5! (3-18)

2 (:
P/4

fN f
KJ RJ
«6
20 . ª .

KN , KN
&] RJ P
p

(o)

,( Xx
“,? %> &?»
Fig. 3-23
33 BLOCOS DE FUNDAÇÃO 167

correSpondente à força nas armaduras dispostas segundo os lados do bloco e sobre


os eixos das estacas (Fig. 3—23b). Se usarmos o modelo de flexão, imaginando
vigas de vão 2a, apoiadas nas estacas, teremos por viga o momento fletor
M = %— a. Com o braço de alavanca z= 0,9 (h — d), teremos, em vez

de (3-18),
P a
T“ 4 '0,9(h—d)'
Constatamos, portanto, que o modelo das bielas e o modelo elementar de flexão
conduzem 9. resultados próximos, para as forças de tração nas armaduras, nos
casos estudados. Outros casos seriam tratados de forma análoga. Conhecida
&. força de tração nas armaduras, o dimensionamento destas é imediato, atra-
vés de A. = ª (estado último).
fvd
O caso do bloco de fundação da Fig. 3-2ld pode ser reduzido ao de dois blocos
sobre duas estacas ou tubulões. A parte de ligação que suporta o pilar, pode
ser tratada como uma. viga-parede, funcionando conjuntamente com o pilar.
Nos blocos com grande número de estacas (Fig. 3-24), escolhemos secções
típicas, como por exemplo (D— © e ©— ©, calculando os momentos fletores devi-
dos aos esforços em todas as estacas ou tubulões de um lado da secção. Estes mo—
mentos fletores deverão ser resistidos pela. armadura que atravessa a secção.

Fig. 3-24

Quanto ao tipo de disposição das armaduras, cabem alguns comentários. As


armaduras dos blocos são normalmente dispostas em nmlhas. Nas zonas junto
das estacas ou tubulões para. onde convergem as bielas, conforme esclarecem
as Figs. 3-22 e 3-23, temos fortes compressões, de modo que fica garantida uma
boa ancoragem das barras de armadura..
É conveniente concentrar as armaduras nas linhas de eixo das estacas (Fig.
3-25), por melhor corresponderem à situação do tirante. do sistema do bielas
que vão ter às estacas.
CAP. 3
168 MESOESTRUTU RA E INFRAESTRUTURA

Fig. 3-25.

wbau) demonsfgraram
Ensaios realizados em Stuttgart (Institut fúr Mass ) provoca. xsãur'as
cas (Flg. 3-26
que a adoção de armadura fora da. zona das esta
fato de as-armah_uxas
horizontais no bloco. A explicação da fissura re51dç no
e à formaçao de lelPs
assinaladas por uma chave na Fig. 3-26a servirem de.t1r9.nt da secçªo
appxos, como no caso
“3 secção B—B (Fig. 3—26c), onde não existem o
A-A. Para evitar as fissuras, deveriam ser prewstas armaduras de suspensa
das bielas nâo apoiadas (Fig. 3—27).
( b)

fFA—x

|I &
,
[

_ IW— Um U -A)
“H;

84— AQ—J. P
“l—l—rghswros | * | jlssuros

L_____I

(o) (8—8)
(c)
Fig. 3-26

Armodur de
] suspens

J
J... D
Fig. 3-27
3-4 APARELHOS DE APOIO 169

Para blocos sujeitos a elevados esforços, pode ser conveniente o uso da pro—
tensão.

3-4 APARELHOS DE APOIO

A transmissão das cargos da. superestrutura. aos pilares ou encontros ocorre,


na maioria das pontes, através de elementos de transição denominados aparelhos
de apoio.
Os aparelhos de apoio podem permitir alguns movimentos e impedir outms,
de acordo com a natureza da obra ou do projeto. A disposição dos aparelhos
de apoio deverá ser tal que garanta a fixação da superestrutura, considerada
como um corpo rígido.
A Fig. 3-28 esclarece esta exigência Para. isto, podemos ter num extremo
aparelhos que impedem o movimento longitudinal, absorvendo as forças hori-
zontais de frenagem e nos demais apoios uma. combinação de aparelhos que per—
mitem os movimentos longitudinais e impedem os transversais. Uma disposição
de aparelhos de apoio, como o da Fig. 3—28, permite livremente movimentos da
superestrutura devidos aos efeitos térmicos e de retração, impedindo porém os
devidos à frenagem e à. força de vento. Aparelhos deste tipo podem ser reali—
zados por disposições construtivas várias, em especial com o emprego de peças
metálicas ou aparelhos de apoio de neoprene cintado, como veremos a seguir.

© G) 6)
CD O O

© — F ixo

©» Movimento impedido
O — Todos movimentos
permitidos.

Fig. 328

São de emprego mais freqiiente atualmente os aparelhos elásticos de bor-


racha fretada (neoprene), que permitem movimentos em qualquer sentido, limi-
tando-os porém a um máximo. Os aparelhos de apoio metálicos são empregados
nas pontes de concreto apenas em casas especiais e, por Isto, não nos ocuparemos
deles.
Os aparelhos de apoios elásticos são constituídos de camadas de neoprene,
coladas & chapas metálicas de pequena espessura, destinadas & aumentar—lhes
a rigidez. A Fig. 3-29 ilustra a solução de aparelhos de apoio de neoprene.
MESOESTRUTURA E lNFRA—ESTRUTURA c» . 3
170

Aparelhos de apoio

rx
“% &
///////////////// //

WWW
Chapas de aço
Fig. 3-29

como ?. sua resistência


Devido às suas propriedades de elasticidade, bem
de neoprene têm-se fn'mado cada vez
às ações do meio, os aparelhos de apoio a. solução empregada com maior
lmente
mais nas aplicações, constituindo atua
frequência.
m desenvolvidos mais recen-
Para o caso de elevadas reações de apoio, fora
ado, em invólucros metálicos, con-
temente aparelhos de apoio de neoprene cint
em ser providos de guias, como
forme sugere 9. Fig. 3-30. Estes aparelhos pod
movimentos numa direção, impe-
no caso da Fig. 3—30b, destinadas a permitir e-
Atualmente são empr
dindo os movimentos em outras ou todas as direções.
sua. fabricação ainda está
gados sistematicamente em muitos países, no entanto
os elementos necessários
restrita a poucas firmas eSpecializadas, que fornecem
aos projetos.

Involucros
Metálicos

(a)

F iu. 3-30
34 APARELHOS DE APOIO 171

São empregadas, às vezes, também as articulações de concreto, também


conhecidas como articulações Freyssinet. Ocupar—nos—emos, & seguir, dos aparelhos
de neoprene do tipo sugerido na Fig. 3-29 e das articulações Freyssinet, dando
algumas indicações básicas para o uso nos projetos. Para a obtenção de maiores
infomações, deverá ser consultada. & literatura especializada ou as publicações
dos fabricantesG).

3—4—1 Aparelhos de Neoprene

A Fig. 3-31 reproduz um aparelho de apoio de borracha fretada. (neoprene)


e o tipo de solicitação & que está correntemente submetido. No caso (b), uma
camada de neoprene fretado é submetida à compressão, no caso (0) à rotação e,
no caso (d), o aparelho é submetido à distorção cisalhante. Estas são as solici—
tações decorrentes das cargas verticais de. superestrutura, da. flexão das vigas
da superestruture. em contato com o aparelho de apoio e da ação das cargas
horizontais (frenagem, efeitos térmicos, retração etc.).

CHAPAS DE AÇO

m NEOPRENE
._.—___.

(o)

M ':

ªº“ % H
M
(º) (d)
mmm

Os problemas a serem considerados no projeto dos aparelhos de neoprene são


os seguintes:
a) limitar as tensões normais aplicadas ao neoprene & valores admisníveis;
b) limitar as tensões cisalhantes nos planos de colagem das chapas de aço
com as camadas de neoprene;

(ª) B. Topaloff, "Gummilager fUr Brucken, Benchnung und Anwendung", Dcr Bonin-
genicur, 1964, Hvlft 2 8. 50-64. Tradução portuguesa na Revista do DNER, n.º 1. Pode-
rá tambérp ser consultado o capítulo correspondente de nosso livro Pontes Metálicas e Mis-
tas cm Vega Reta, desta mesma Editora.
172 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP. 3

c) limitar a altura total do aparelho, de modo & garantir-lhe &. estabilidade.


As condições estabelecidas nos dois primeiros itens exigem a determinação
das tensões que se desenvolvem no neoprene e nos plªnos de colagem. O cálculo
destas tensões baseia—se em estudos teóricos, nos quais admitimos um compor-
tamento hidmstátioo da borracha, sob a ação das tensões normais.
Apresentamos alguns resultados essenciais a respeito, com base nos estudos
de Topaloff, na publicação citada.
Sob a ação de uma força de compressão, uma camada de neoprene esquema—
tizada na Fig. 3—31b desenvolve tensões normais e t-angencíais conforme esque-
matizado na Fig. 3—32.

| o | Í_ b [ª

Fig. 31-32

A tensão média no aparelho é definida por

P
ºm : 7 ' (3'19)

sendo A = a X b a sua área em planta. A tensão máxima normal Um,, é definida


atravà de

Umh. = klº'm (3'20)

sendo k; = 2,10 para a = b e k, = 1,50 para b—+ ºº (faixa). A tensão tangencial


fm“, por outro lado, é dada por

Tmúx. = kzº'm (%) , (3'21)

sendo kz = 4,55 para a b.: b e kz = 3,00, para b——>ºº (faixa) e d a espessura da


camada de neoprene.
3-4 APARELHOS DE APOIO 173

No caso em que o aparelho executa uma rotação oz imposta pela superestru—


tura da ponte (Fig. 3-310), à qual está associado um momento M, desenvolvem—se
no neoprene e nos planos de colagem tensões esquematizadas na Fig. 3-33.

“131% 1- & ::;tºª—ox


i

Fig. 3—33

As tensões máximas ªmª,, e TML podem ser estimadas pelas fórmulas

am,, = 5,75 —a—— (3—22)

Tm = k, - aE( ) , (3-23)
a 2

sendo k; = 0,13 para amb e ka = 0,17, quando b ——><=º (faixa.). A fórmula (3-22)
é válida para uma faixa, com b—wo. Podendo usá—la para um aparelho de planta
retangular, considerando uma. faixa unitária b = 1 e interpretando o momento
M como referente à unidade de largura do aparelho.
É interessante notar que, com a fórmula elementar da. Teoria da Flexão
AÍ º' . . . .
(a' = 17 , W = 061 ), o coefmente da fórmula. (3-22)ser1a substxtuído por 6.

O diagmma de tensões seria porém linear, com o máximo no bordo, distinto por—
tanto daquele da. Fig. 3-330.
O momento M, associado à rotação a, é dado por

M = % a, (3-24)

sendo E,- o módulo de elasticidade aparente de uma camada de neoprene cintada.


Este módulo é mais elevado do que o módulo E do neoprene e pode ser estimado
através da fórmula:
174 MESOESTRUTURA E INFRAESTRUTURA CAP. 3

2
E, = k. - E(—d—) , (3-25)

sendo k. = 0,049, para amb e k = 0,066 para b-—» oo (faixa). J, na fórmula


8
(3-24), é definido por J = da maneira usual, sendo (1 novamente & espes-
nl

sura da camada de neoprene.


Cabe salientar que a rotação oz, objeto das considerações anteriores, diz
respeito a uma. camada de neoprene entre duas chapas de aço. Na prática de
projeto, podemos ter rotações que provoquem tensões superiores às aceitáveis,
para uma só camada de neoprene. Nestes casos, aumentamos o número de ca.-
madas do aparelho, reduzindo a rotação específica por camada.. Note-se que
as rotações das diversas camadas adicionam-se para dar a rotação global do apa.-
relho (Fig. 3-34).

/
zzz
:

Fig. 3.34
A altura total do aparelho de apoio, em consequência do aumento do nú-
mero de camadas não deve exceder o limite

a
h = —-
5 (3' -ª20“»

A limitação de altura do aparelho visa a garantir a sua estabilidade.


A força horizontal H aplicada. ao aparelho de apoio induz tensões tan-
. H . .
gencials 'r = _A— em todas as camadas. A dlstorção cnsalhante 7 será dada

por

= f,— (:s-27)
sendo G o módulo de cisalhamento do neoprene. Nos projetos, devemos garantir
a condição 7 $ 0,7.
3.4 APARELHOS DE APOIO 176

O deslocamento relativo das faces do aparelho, devido a H será:

Hh
A;] = 771 — ã (3-28)

Por último. interessa-nos também estimar as tensões de tração nas chapas


de fretagem. Se chamarmos a,. à tensão no neoprene e a'. à tensão na chapa de
aço, o equilíbrio numa secção vertical (Fig. 3-35) exige que. «!.-e = 0,11, donde

a'. = a,, %— (3-29)

Fig. 3-35

A tensão oz., na fórmula acima, pode ser estimada a. favor da segurança, atra-
vés da soma das tensões normais máximas, dadas por (3-20) e (3-22). Esta. con-
clusão deve—se ao fato de supormos que as tensões normais no neoprene têm dis-
tribuição hidrostática.
Para completar o assunto, daremos algumas indicações e recomendações
de utilidade no projeto dos aparelhos de apoio. Na. maioria dos aparelhos em
uso, admitem—se tensões médias a,, da ordem de 100 a 120 kgf/cmº, sem levar em
conta. a rotação. O módulo de, elasticidade E do neoprene é da ordem de
40 kgf/cmº, podendo-se tomar para o módulo de cisalhamento G mà , isto é,
3
G = 13 kgf/cmª.
Úteis são também algumas indicações do regulamento para aparelhos de
apoio de borracha. fretadº. da "Union Internationale des Chemins de Fer" (UIC).
Este regulamento distingue entre cargas de aplicação lenta (cargas permanentes.
efeitos térmicos, retração e cargas de aplicação rápida (carga móvel, frenagem
etc.). Chamando P6 e Hc às cargas verticais e horizontais de aplicação lenta. e
P. e H, às cargas de aplicação rápida, o regulamento prescreve as condições de
nâo-deslizamento do aparelho
Hc <)" ' Pc (3-30)

Hc+Ho<f(Pc+Pc) (3'31)
176 MESOESTRUTURA E lNFRA-ESTRUTURA CAP. 3

sendo j' e ] coeficientes de atrito definidos por

,_ _2_,
f — 0,10 + ª,“, (3—32)

2
f = 0,10 + º_, (3—33)

sendo o'," = % (3—34)

e o,, = 533,3- (3-35)


As áreas A; e A são definidas, descontando-se () deslocamento horizontal
do aparelho (Fig. 3-36); para as cargas H6 e H, + H., respectivamente:

_..___,._
Fig. 3-36

A; = (a — Alle) ' b; A' = (a. — Aum) ' 0. (3-36)

Nas fórmulas (3-32) e (3-33), º'". e a'". deverão ser introduzidas em kgf/cmº.

Além das condições (3-30) e (3-31), a pressão média. minima a'... = ff,—
ª' e
deverá ser maior do que 20 kgf/cmº.
O módulo de cisalhamento da. borracha. para. carregamentos rápidos. deno-
minado G., é maior do que o módulo G para. cargas de longa duração, sendo da
ordem de
G. = 2 G, (3-37)
fato que deve ser levado em conta nos projetos. A soma das tensões cisalhantes,
nos planos de colagem, devidas a P, 11 e a, deverá obedecer à" condição
3,4 APARELHOS DE APOIO 177

r= T,+TH+T.<5G. (3-38)

Para estimar os valores das tensões cisalhantes acima, o regulamento da


"Union Internationale des Chemins de Fer" (UIC) propõe as fórmulas:

__ 1,5
“r,, - Si (
P,+1,5P,),
ab , (3-39)

Hc + 0,5 H.
71! : _—×_;

Ga2
T.. — m (de + 1,5 ª.). (341)

sendo

s,= 24,- (aab+ b) ' (342)


d.— 6 a espessura de uma camada. de neoprene e 0:6 e a., as componentes da rotação
de aplicação lenta e rápida, respectivamente. Por outro lado, o mesmo regula-
mento fixa a espessura da chapa compreendida entre camadas de neoprene de
espessura d, e da em

2 (dl + dz) (P.,. + 1,5 P.)


e > A' 0,24 ' (3—43)

sendo 034 a tensão admissível no aço.


Note-se que, em (3-29). a,. inclui os efeitos da rotação, ao passo que tal não
ocorre em (343). Existe também a possibilidade de levantamento do bordo
menos carregado do aparelho de apoio, quando for submetido a uma rotação.
Para controle deste efeito. o regulamento em apreço estipula o critério

62,63,
tg a, < )

sendo
(fiº,...
ec = _º—T“ '

por camada. de neoprene.


Em todas as fórmulas precedentes, nota-se a distinção entre cargas e defor-
mações de aplicação lenta e rápida. Todos os resultados apresentados neste
ltem podem servir de orientação no pmjeto dos aparelhos de apoio. Não dis-
pensam, porém, as informações específicas dos fabricantes.
Resumimos, por fim, as verificações usuais do projeto dos aparelhos de neo—
prene fretado:
178 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP. 3

1) Escolha das dimensões em planta (a X b), com base na tensão média.


a'". admissível.
2) Verificação do efeito da rotação a.
3) Verificação ao deslizamento [fórmulas (3-30 e (3—31)].
4) Verificação das tensões nas chapas de aço e nos planos de colagem.
5) Observação da altura. máxima do aparelho, segundo (3—26).

EXEMPLO NUMÉRICO E10 —— APARELHO DE APOIO DE NEOPRENE

Consideremos o aparelho de neoprene da Fig. ElO-l, com três camadas de


8mm e fretado por chapas de aço de 3mm. O aparelho é sujeito à'carga
P= 2001 e à rotação a= 2X10'ª por camada.

o
v
;

o=40

,ª; 3mm
ªº -
,; 8mm-d

2)
Fig. EIO-l

Para o neoprene temos:

E = 40 kgf/cmª; G = 13 kgf/cmª.

Carga horizontal [fórmulas (3—27), (3-28)]:

H = TA = 'y GA = 0,7 X 13 >< 402 = 14.000 kgf = 14,66;

o
A;; = ª : 39993513. = 1,08 cm.
GA 13 X 40º
Tensões devidas à carga normal [fórmulas (3-19), (3-20) e (3-21)]:

P 200.000
ª'»; = T = T = 125 kgf/cmº;

amu, = 2,1 a,. = 2,1 X 125 = 264 kgf/cmº;

Tmáx.
= __
415501» ( ª )
=
d :-
4,55 X 120 X ( 40 & ) = 11,4 kgf/cmº.
Tensões devidas à rotação [fórmulas (3—25), (3-24) e (3—22), (3—23)]:

E.- = 0,049]; —
a º
= 0,049 >< E >< ==
40 º
d 0,8 ) = 12313;
. 4 .
M=ª'-I—a; J=£—=-4—O—=21,4X10*cm*;
12 12

M=
123 E' X 21,4 X 10“
X 2 X 10“ª = 6,5 X lOªE;
0,8

M = 6,5 X 10“ X 40 = 26 X 105 kgf/crn = 26 tm.

Excentricidade da carga, devida à rotação:

CP -É = 0,13 m.
“200

Para aplicar (3—22), devemos considerar M por unidade de largura do aparelho:

&
11 = 26 X 10 = 6,5 X 10“ kgf/vm/cm;
40

"' &
(Ímã: = 5,75 X M = 235 kgffcmª;
' 40"

40 º - . , . .
Tmáx. = 0,13 X 2 X lO'ª )( E 0? = 0,00]; = 26 11010111».

Soma das tensões máximas:

E º'max. = 2264 + “235 = 499 kgff'cmº.

2 Tm“. = 11.4 + 20 = 37.4 kgfivmº (column).


A-ESTRUTURA CAP. 3
MESOESTRUTURA E INFR
180

Tensão nas chapas de aço [fórmula (3-29)]í

kgf/cmº.
0". = 499 X %% = 1.330
!

as tensões máximas acima, no


Esta estimativa está a favor da segurança, pois controle das tensões de co-
neºprene, não se localizam no mesmo ponto. Para
lagem, usamos (3-38), sendo
n: = 11,4 kgf/cmº; r., = 26 kgf/cmº;

14.600
T;; = = 9,2 kgf/cmº;
1.600
ª;
r = n» + T;; + ?., = 11,4 + 9,2 + 2624? kgf/cm
50 = 5 )( 13 = 65 kgf/cm2 > 47 kgf/cmº.
áveis.
As tensões cisalhantes são, portanto, aceit

3-4—2 Articulações Freyssinet


, em ligação com os pilares,
Em alguns casos, pode ser conveniente projetar
as como articulações Freyssinet. A
articulações do concreto também conhecid
apoio fixo que permite pequenas
articulação Freyssinet equivale a um aparelho de
r ser realizada, sem materiais adi—
rotações. Sua possível vantagem é a de pode
egados na obra. A Fig. 3—3?
cionais 9. não ser o concreto e a armação, já empr
do estrangulamento da secção
ilustra a situação. A articulação é obtida. por meio mais
montagem. Na parte
da peça, através da qual passam apenas barras de lo de concordância,
eno círcu
estreita da zona estrangulada, inclui-se um pequ
com mio p a 1,5 cm (Fig. 3-37b).

# ª.;ll A=o'd (º)

raz fª P
>_< !

(% -
A | [ x A

L,; »
(o)
(b) +—º—+
Fig. 3-3?
34 APARELH'JS DE APOIO 18.1

A secção transversal do estrangulamento pode ser retangular (Fig. 3—37c),


de modo a permitir rotações num só sentido ou circular (Fig. 3-37d), de modo
a permitir rotações em qualquer sentido.
O funcionamento da articulação baseia-se no estado tridimensional de tensões
que se desenvolve na zona do estreitamento. Os ensaios demonstraram que o
concreto confinado nesta zona permite pequenos movimentos, simulando as
condições de uma. articulação. As barras de armação que atravessam a secção
estrangulada têm apenas função de montagem. A articulação não é apropriada
para a transmissão de forças cortantes apreciáveis, devendo-se limitá—las a 1/4
da força normal N (338).

in

«blz
4.—

T..
Fig 3-38

Para o dimensionamento das articulações de concreto, apresentamos, a seguir,


. V
algumas recomendações, sugerldas por Franz(“). A pressão média crm = 71—

na articulação deve ser limitada a 0,8 jm, (resistência de cálculo do concreto)


(ver Fig. 3—370, d), o que define as dimensões da área estrangulada.
A rotação admissível, para as articulações de secção retangular, pode ser
calculada pela fórmula

C) 1) 1
= < __ 3-44
ª d- _ 100' ( )

sendo c, = 1,5 cmº e v = Nm'º' .


Nmáx.

19700) G. Franz "Konstruktionslehre des Stahlbetons", N.º 1,Driuc Aujlagc, Springer Verlag,
'ª';

182 MESOESTRUTURA E NFRA ESTRUTURA CAP, 3


' ' s

teríamos
Para as articulações de secção circular,
c., - v 1
a:

dª ª ítTo' (345)
mín.
sendo 99:40cmª e novamente :) = (ver Fig. 3-39). Obviamente, &
máx.

dimensão d deverá ser introduzida em centímetms.

& ma
I l" "

+—ª+
XJ

%
&

Fig. 3-39

has pontes de concreto, & artlculaçao é reahzada. na hgação dos pllares com
T . - . . '

& superestmtura, como sugere &. Fig. 3-40. Deverão ser previstas armadurªs
de fretagem no local da articulação.

?Li,
Superestruturo

7 һ Freio
&

Pila

Fig. 3-40
3.5 DISTRIBUIÇÃO DAS ACOES HORIZONTAIS 183

3.5 DISTRIBUIÇÃO DAS AÇõES HORIZONTAIS NOS PILARES


IEENCONTROS

No caso bastante comum em que & superestrutura se apóia nos pilares e


encontros através de aparelhos de apoio elásticos, deparamo-nos com O' problema
de determinar a distribuição dos esforços horizontais e as ações térmicas e de
retração. O caminho a ser seguido é acrescentar os deslocamentos dos aparelhos
de apoio aos dos pilares e analisar a estrutura daí decorrente pelos métodos usuais.
Para isto podemos, em geral, fazer uma simplificação no que refere à superestru—
tura, admitindo que a mesma seja. indeformável longitudinal e transversalmente,
para a ação das forças.
De acordo com o comprimento da ponte e o tipo dos apoios, podemos intro-
duzir aparelhos deslizantes, de modo & subdividir & superestrutura. Os aparelhos
deslizantes podem ser obtidos, adicionando-se aos de borracha fretada, camadas
de tqflc-n. material de muito baixo coeficiente de atrito.
Calculamos ?. distribuição dos esforços nos pilares e encontros quer empre—
gando métodos de cálculo manual quer programs de cálculo eletrônico, para
estruturas de pontes de maior porte. Podemos recorrer aos primeiros métodos
em casos simples ou de pontes com pequeno número de pilares. Sempre que possí-
vel, deve ser dada preferência. ao emprego do computador.
Faremos uma breve referência a ambos os métodos, para o caso de pontes
retas, gcneralizando depois a idéia para. casos gerais.

3—5-1 Distribuição em Pontes Retas

Discutimos, de início, os procedimentos correntes, para casos simples. Para


tal, podemos empregar o método das forças ou o método das deformações. O
primeiro é discutido no exemplo elementar da Fig. 3-41.

(2)
“L
—o
É il—[Lk É *E?iª;
«ª " ' Éz
/(TEFLON)
“&

Fig. 3-41

Para isto, introduzimos cortes junto de alguns aparelhos (le apoio (Fig. 3422),
tomando a estrutura isostática. e introduzindo as forças incógnitas A. e X; nos
aparelhos.
Estas forcas serão determinadas, & partir da anulação das deformações rela-
tivas nos cortes introduzidos. No cálculo das deformações relatives, levamos
em conta as deformações dos aparelhos de apoio e desprezamos as deformações
normais da superestrutura.
184 MESOESTRUTURA E INFRA—ESTRUTURA c», 3

(1) (2)
L
(Xl)
___H_E. )(
( 2)
4—— 4——

p
1 “1 Teflon
+
Fig. 3-42

Admitindo, para simplificação das fórmulas, serem iguais ªs secções A de


serem as seguin—
todos os aparelhos de apoio e pilares, concluímos, com facihdagie,
tes as deformações relativas nos cortes, devidas às cargas HQ e H“), no sistema
principal:
Hªi h? Hº,! h (:?:-46)
ôxo=-—ã—E-;7,—'ªº—GA ,

HQ hª: Hªª2h
ôºº ' ' aEcJ, “ GA ' (347)
la (3-28)] e os
Nas fórmulas acima, % refere—se ao aparelho de apoio [fórmu
outros termos dizem respeito à deformação dos pilares (Ec, J,).
Para a ação isolada dos hiperestáticos X ; e X; teríamos:
2h hªi _ h? _ (348)
511—ã+m, Ón—- 3EJ,'

2h hª; h; _ h?
ªªª GA + 3EcJ, + 3E,J, ' ôª' " 3EGJ,
As equações para a determinação de X ; e X, seriam, da forma usual,
õllX) + õnxz + 510 = 0;
(13-49)
Óan + ôzzxz + 520 = 0.

Determinados X,. e Kg, o problema estaria resolvido.


A consideração de efeitos de temperatura ou retração implicaria apenas
na determinação correspondente de 6,0 e 6,0, que no caso, para uma variação
:!: At valeriam

ôw=ôzo==haºl'Al. (3-50)
3—5 DISTRIBUIÇÃO DAS ACOES HORIZONTAIS 15

Para o caso de tabuleiros contínuos, pode ser interessante o emprego do


método das deformações, basea do nos coeficientes de rigidez, conjuntos dos pilares
e aparelhos de apoio.
Definimos o coeficiente de rigidez, como sendo a constante que, multiplicada
pelo deslocamento, nos dá a força capaz de provocá—lo. Assim, para um aparelho
de apoio genérico de número i, podemos escrever [fórmula (3-28)]:

H: = r: :, (3-51)
sendo

rã = Liª- (3-52)

o coeficiente de rigidez do aparelho e 6.1, o deslocamento produzido por H:.


De maneira análoga, para o caso de um pilar teríamos

H:, = r,“, 6,3, (3-53)


sendo

r,; = 3 %*]? (3-54)


91

Se considerarmos, agora, a associação de um pilar com um aparelho de apoio


(Fig. 3—43), virá,, uma vez que H: = H; = H,- e 6.- = 6; + 62,

H; H; 1 l
&'. rá ?_(râ r$)H'
Definindo
l l 1
T; _ T: + T:, (3'55)

como sendo o coeficiente de rigidez global do pilar e do aparelho, teremos

H,. = 4 ().-. (3-56)


8p s
H
_. |
._.-___.—

Fig. 3-43
1” MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRU'I'URA CAP. 3

A definição da distribuição de uma força. horizontal aplicado. na superes—


tmtura de uma ponte de tabuleiro contínuo é agora um problema simples (Fig. 344).

__. H

".L —0
?
H.
I!

' Fig. 3.44


Evidentemente
H = EH, = 27.361. (3-57)

empregando-se (3-56). Como desprezamos as deformações da superestrutura,


podemos fazer
b,— = 6, (3—58)

sendo 6 9. translação da superestrutum. Substituindo, em (13-57), encontramos

H
ªª - _zT
que, posto em (13-56), dará.

H.' —_. 'ª


ET:,
H' (3 _59 )
ou seja, a distribuição dos esforços na cabeça dos pilares ocorre na proporção
das suas rigidezes.
Se, como é comum acontecer, os extremos da ponte são encontrados inde—
formáveis, providos de aparelhos de apoio elástico, basta em (13-55) fazer
1 . . .
râ—a ºº, resultando 7— = —T,—, permanecendo o rac1ocímo global válido.
º 0

Os efeitos de temperatura e retração podem também ser levados em conta


de maneira. simples. Podemos imaginar uma. fixação provisória num dos extremos
da ponte (Fig. 3-450). Dcixando-se agora operar a ação térmica. teremos perfei-
tamente definidos os movimentos das cabeças dos pilares, unm vez que o extremo
é fixo. Desenvolver—sc-á na fixação uma reação R, que será & smmz de todas
as reações dos pilares, isto 6, R = EH4. Numa segunda. empa, eliminamos &
reação R, carregando a superestrutum com esta roaqu em semido contrário
(Fig. 3-45b). Neste caSO, adotamos () procedimentº já descrito para o caSn da
Fig. 3—44. Para termos os resultados finais, suporpomus os resultados dos cálcu-
los do Caso (a) e (b).
3—5 DISTRIBUIÇÃO DAS ACOES HORIZONTAIS 187

R=2H' (Ííºópu 'At) gl.

Lip;.
(o ) ( b)
Fig. 3-45

Poderíamos apresentar, para este último problema, um tratamento ligeira-


mente diferente. Admitindo como conhecido o movimento de um dos pilares,
por exemplo, do pilar 2” (Fig. 3—46), serão conhecidos os movimentos de todos os
demais, através de
ôêu = Ó; + Ali, (3-60)

sum)

Fig. 3—46
UGTT
sendo Al.- os movimentos térmicos referidos ao pilar i. Como não atua força
externa, teremos

H= 2H5= Zrãõ;=0.

Substituindo a expressão acima, virá.

6.- 2 r; = — %% AI,,
1

ou seja,

determinando-se 6,- e, a partir dele e (3-60), os movimentos dos demais pilares.


Em particular, existe um ponto de movimento térmico nulo, definido através
de (3—60), pela condição

0 = 65 + Alí” OU. Alive : — Ói—


ESTRUTURA CAP 3
MESOESTRUTURA E INFRA-
188

podemos também, sem maiasoreda.s difi _


Com o emprego do método da rigidez com o Fig,
de superestruturas: descontínuas,
culdades, resºlver problemas do-os & cargo do leitor,
detalhes, delxan
1341, porém não apresentaremos os

Ge ra is —— Em pr eg o de Pr og ramas de Computadºr
3—5—2 Casos
s de cál cu 10 des cri tos no It em 3-5-1 podem ser ªpliCados
nto
Os procedime s ou em cálculos Dl'elimi-
pequeno número de vao
& casos simples de pontes com
mares de anteprojeto. ente
ção de esforços horizontais são atualm
Os trabalhos de cálculo d e distribui programas gerais de computador, para
emprego de
grandemente facilitados pelo .
ura s apo rti cad as em bar ras , quer planas ou espaciais
estrut
o para o
Apresentamos, &. seguir , algum as sugestões neste sentido, de iníci
dvs. Para a análise de. distribuição
dos esforços
caso de pontes retas, já estuda lacel ), empre-
ais, quer long ltud inai s (fre nage m) ou transversais (vento,
horizont
de estr utur as apor tica dus. O único cuidado a tomar é o de
games programa s
como elemento defo rmável adicional.
incorporar o aparelho de apoio ao pilar
de simular o problema.
A Fig. 3-47 apresenta duas maneiras

(o)

(º)
1 T
r "

8? 8
W
._— _ ""
(C)
Fig. 347
189
35 DISTRIBUIÇÃO DAS ACOES Homzomms

No caso (a), temos uma ponte do superestrutura contínua. Os pilares, com


os npmolhns de apoio. são simulados por um?. barra de secção variável. A hmm
inclui um trecho inferior de maior rigidez o propxiodades Ec (módulo de elasti-
cidade do concretm, AC o JC (área e momento de inércia do pilar) (: um trecho
superior, de características E.,. A.,, J.,, simulando () aparelho de apoio.
No caso da Fig. 34-71), os aparelhos de apoio são simulados por barras compri-
midas. Pam defmi—las, equiparzunos o (10510 'amento devido à distorção cisa—
lhante do aparelho de apoio, 2.0 deslocamento axial de uma barra equivalente
(Fig. 3—470).
Podemos também montar um modelo de cálculo mais complexo, incluindo
a. defumação do terreno (Fig. 3—-18).-X ponte em fundação profunda (13. Fig.
'3-48a podo sm simulada pelo modelo dº. Fig. 3—48b, no quo.] ºs molas (', reproduzem
os aparelhos de apoio, as molas C?, a ação do toneno e'as demais barrassws xigas,
pilalº> e tubulões. A ligidcz (IOS divelsos elementos seria definida de forma
adequada.

'——-—-)H

(º) , x , xx. —r k,. l & _ “> _, —'


MM W
. M M“

Aparelhos Vigas
Cl +

CZ cõodoteneno

ºz
Fig. 348

A extensão da. simulação no caso de pontos em curva. é óbvia. dcvondn-so


Pºrém recorrer neste caso a programas de estruturas npnrtiºmlns vswwinis.
Se admitimos que & superestzutnm da ponte ( rígida, pudnnus fuzor uma
determinação simplificada dos esfnrçns, Para isto, sinullnrímnns ns pilurvs e
aparelhos de apoio a elementos elásticos dv rigidez adequada (Fig. 340").
RUTURA CAP. 3
MESOESTRUTURA & INFRAEST
190

Fig. 3.49
da
O-x-y, imporíamos à superestrutum
Escolhido um sistema de referência.
ação A,, em torno da origem 0.
ponte, translações“A, e A,, e uma rot a
idos pelas molas que representam
As resultantes dos esforços desenvolv s e igualadas às
gem do sistema de eixo
ação dos pilares seriam reduzidas à ori
sobre 9. ponte. Deste. igualdade, deter-
resultantes X , Y e M da. ação externa 11
rços.
minariamos A,, A,, e A,, e a seguir os esfo r, empregando
feito pelo computado
O cálculo acima descrito pode ser também o
a de grande rigidez,'coincidente com
como modelo uma estrutura. aporticad
apoios seriam simuladas por barras.
plano da chapa. As molas referentes aos
em seu plano, seria caracterizada pela
A indeformabilidade da superestrutura,
treliçado, com barras de grande rigidez.
adoção de uma. representação em sistema

CARGAS HORI-
EXEMPLO NUMÉRICO Ell - DISTRIBUIÇÃO DAS DE
IO UM VIADUTO
ZONTAIS Nos PILARES E APARELHOS DE APO
FERROVIÁRIO

cálculo feito pelo


A título ilustrativo, apresentamos os resultados de um e
topo dos pilªres
computador, pare. a distribuição dos esforços horizontais no
via o. as duas vias
aparelhos de apoio, para um viaduto ferroviário, com dupla , para o qual
carregadas. Trata—se do viaduto esquematizado na Fig. Ell-l
adotamos modelo de cálculo sugerido na Fig. 3-47b.
0 vão do viaduto é de 32,5 m e as alturas dos pilares são definidas a seguir:
1) 8,00 m 4) 18,00 m 7) 37,00 m

2) 14,00 m 5) 20,70 m. 8) 17,20 m.

3) 17,30 m 6) 31,80 m
35 0,5Tm3u|cAo DAS ACOES
Homzomms
191
E E
x X E
_ ,, .. E
x x
'ª. ". '. :. : : > > ª
N N

Fig. Ell—l

ESFORÇOS NO TOPO DOS PILA


RES

. . Esforço
Pda: ou . A arclho de Ejor
Horazonlal ;) s Ǻ
Encontro (tf) Apozo. Horizontal
(tf)

1 95,4 1' 37,2


1" 58,2
2 89,9 2' 55,3
2“ 34,6
3 68,2 3 33,7
3" 34,5
4 69,6 4' 33,8
4" 35,8
5 75,2 5' 32,5
a' 427
6 63,2 6' 25,6
6" 37,6
7 51,0 7' 3035
7' 264
8 79,4 8' 47,8
8” 3L6
El 37,8 El 37,8
E2 . 36,7 132 36,7
192 MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA CAP. 3

As características dos pilares são fixados pela área A = 8,095 mª e pelo


momento de inércia J = 16,93 m*.
Os aparelhos de apoio de neoprene sâo simulados por barras comprimidas
de características apropriadas, articuladas com as vigas da superestrutura.
Recebem os números 1', 1", 2', 2” etc., correspondentes aos pilares, junto dos
quais estão localizados. Os efeitos de frenagem e aceleração sâo traduzidas por
forças longitudinais uniformemente distribuídas, conforme indicado na Fig.
E11-1, ao alto.
Os esforços no topo dos pilares e aparelhos de apoio aclmm—se resumidos
na tabela a seguir.
Da. análise dos resultados, concluímos que os pilares de menor altura absor-
vem os maiores esforços horizontais. A soma nos esforços nos aparelhos de apoio,
iguala naturalmente a respectiva força no topo do pilar.

3—6 PRESSÃO DA ÁGUA CONTRA OS PILARES E FUNDAÇÓES

Dentre as forças a serem consideradas no dimensionamento dos pilares de


pontes e suas fundações, podemos incluir aquelas devidas à pressão da água e
correntes sobre os mesmos.
A avaliação destas forças pode ser feita com as fórmulas de Dinâmica dos
Fluidos,afetadas de coeficientes experimentais adequados, destinados a levar
em Conta a. forma. dos pilares e outros fatores, tais como rugosidade, turbulência
e deslocamento da. camada-limite.
A pressão unitária ]) (tf/mº) da água em movimento, com a velocidade v (mls)
pode ser determinada pela fórmula

1) = ka %— pvº, (3—61)

sendo p = ;;;—, a. massa específica de. água (7 = peso específico = 1 tf/m' e


g = 9,81m/Sº) 9 k,, um coeficiente experimental 2 1, destinado a. levar em
conta os fatores acima. mencionados.

o' / o
T7“—'"T“

(o) 040 (b) Í


, , , ,

1 1 1 1 : ?
V ( mA) '
Fig. 3.50
193
3-7 PROTEÇÃO DOS PILARES DAS PONTES

A área Ac de incidência. da pressão da. água. deverá incluir a superfície exposta


do pilar, bloco e fundações (Fig. 3—50). Pam termos idéia da ordem de grandeza
de tais pressões, tomemos v = 2 m/s & lcd : ]. Teremos, de (23—01)

7) = 7 )( õ—É—l— X 2“ = 0,203 tf/m" = 203 kgf/m .


1 1 0 l' 0 ?

3.7 PROTEÇÃO DOS PILARES DAS PONTES CONTRA CHOQUES


DE EMBARCAÇÓES

Nas. pontes sobre cursos (10 água ou braços de mar que pcrmitmn & navegação
do omlmrcuçõvs do maior porto, dovvrãn ser tomadas medidas especiais de proteção
(los pilares ou fundações contra choques das embarcações. Deve ser evitado,
tanto quanto possível, um choque (lirvtn (la (ªxnl)m'(.'uçãu contra. a base do pilar
nu fumluçfm, uma. voz que, dependendo da velocidade do impacto, o seu efeito
pode Scr altamente nocivo.
A proteção nunis conveniente a. sor adotada é a. do isolamento do pilar por
sistema adequado de (lovaSnS elásticas, conforme sugere 3 Fig. 3-5]. Caso a nave—
gação se processe sol) todos os vãos dv. ponte, pode haver necessidade de envolver
cmnplctanmlte os pilares pur defensas. Em 80 tratando de obras de maior porte,
em zonas portuárias ou braços de mar navegáveis por embarcações de grande
ruladu. pode tornm—Sv necessário () projeto de obras do defensa do. [)OS(), tais como
dulfins celulares de estacas, prancha etc., envolvendo completamente os pilares
(Fig. 3-52).

DEFENSAS

M” Vm», Bloco: do
7 ;4/ fundação
?
I

CANAL DE
NAVEGAÇÃO

Fig. 3-51

() dimensionamento das (lnfvnsvs (lo pmtoçân é feito iglmlamln-so : onwgia


cinética do choque das embarcações :"! (*nvrgiu dv (lvfurnuwfm dns dofvnsus. A
energia cinética devida rm chnquv dus mnlmrcnçõvs é calculada pela fórmula da
Dinâmica
CAP. 3
MESOESTRUTURA E INFRA-ESTRUTURA
194

Obras de proteção

Pilares

Fig. 3-52

1
E; = ('; _º— .“ Pã, (3-6?)

sendo J! a. massa da embarcação; v,. a componente normal de sua velocidade


no instante do choque e c. um coeficiente de dissipação de energia, que depende
das condições do choque (Fig. 3—53).

4% ª %
c=1

(a)

(b)

_.
%% c=0,20 o 0.30

Fig. 3-53
3-7 PROTEÇÃO DOS PILARES DAS PONTES 195

Em choque frontal, v,. é a própria velocidade da embarcação e c.- = 1. Em


choque oblíquo, z». é a componente da velocidade normal 51 sup'erfície de impacto
e o valor do coeficiente de dissipação situa—se na ordem de 0,20 a 0,30. Este
coeficiente leva em conta perdas diversas, devidas à rotação da embarcação
em torno do ponto de impacto, deforma ções plásticas da embarcação ou defensas etc.
A energia de deformação das defensas pode ser calculada pelos métodos
da Teoria das Éstuturas, dependendo do seu tipo. Tratando—so, como é comum,
de defensas de estacas ou tubulões elásticos (Fig. 3-54). a sua energia de deforma-
ção pode ser calculada pela fórmula
za
Ed=nfê=n-Fl (3—63)
2 (SEJ '
segundo o conhecido resultado da Estática, sendo 77 o número de estacas ou
tubulões afetados pelo choque. Fazendo

E.- = E.,, (3—64)

podemos calcular a força F transmitida à defensa, o que permite dimonsioná—la.

Fig. 3-54

Podemos, com maior vantagem, projetar estacas ou tubulões de rigidez


variável para as defensas. Este artifício possibilita diminuir a força de im—
pacto F, sem minorar & energia absorvida.
Maiores detalhes a respeito poderão ser encontrados em publicações' de
obras marítimas. (7)

(7) Ver, por exemplo, J . Mason, Princípios Diretores do Projeto 6 Cálculo dos Elementos
ge Proteção contra Impacto e de Fixação das Embarcações nas Estruturas M arílimas. Rio de
meiro, 1968.
FUNDA ÇÓES DAS PONTES

As fundações das pontes caracterizam—se pelo fato de serem projetadas para


absorver grandes esforços, quer verticais quer horizontais, transmitidos pela
super e mesoestrutums. De acordo com a lâmina de água e as condições geoté—
cnicas do loco.! de implantação da. obra, podem ser indicados tipos profundos
ou superficiais de fundação.
De modo geral, em terrenos de boa qualidade e lâminas de água pouco os-
pessas, empregamos fundações superficiais. No caso de terrenos de pequena
resistência., damos preferência & fundações do tipo profundo. Em presença
de grandes lâminas de água. ou na. conjugação do efeito de grandes lâminas de
água com a má. qualidade do terreno, Somos levados a projetar tipos especiais
de fundações.
Sem pretensões & maior rigor, agrupnremos os tipos de fundação de pontºs
da seguinte maneira.:
a) fundações profundas, incluindo fundações em estacas e em tubulões;
b) fundações superficiais, incluindo fundações diretas ou em maciços semi-
enterrados;
c) fundações especiais.
Passamos a descrever os diversos tipos de fundação citados, na ordem men-
cionada.

4-1 FUNDAÇÓES PROFUNDAS


Nas fundações profundas de pontes e viadutos, são empregadas cstm-ns ou
tubulões. «Com os meios executivos e equipamcntns utuulmmnto dispuuíx-vis.
a distinção entre estacas e tubulões é, na prática, uma quvslãu dv mnwnção.
As estacas têm dimensões moderadas em sua sorção transversal. ;xulvndu
ser pré—moldadas ou moldadas 'in situ. Sâo cnmulus vm posiçãn vortiml uu in-
clinadas, por meio de bate-êstacas.
Entendemos por tubulõos,wlomcntos dv. funduçfm pmfundu do grnndv diâ-
metro e executados por concretugcm in sim, após ('um-Wo do tubo de chapa
4-1 FUNDACOES PROFUNDAS 187

removível ou não. Na Gravação dos tubulões, podemos fazer descer, de início,


uma capa pré-moldada de concreto, com secção em coma circular. Esta é pos-
teriormente integrada à secção transversal do tuhulâo, por concretagem do núcleo.
Na presença de lençol freático ou lâmina de água, executam-se os tubulões com
a técnica do ar comprimido. Os tubulões são normalmente verticais. A Fig. 4-1
indica as formas típicas mais comuns de secções transversais de estacas e tu-
bulões.

3“
-+—--
I
Chopo do Chapa
aço promoldodo

Núcleo

(c) (d)

Fig. 4-1

No caso (a), são dadas secções transversais usualmente adotadas em estacas


de concreto, a. saber, a secção retangular e a secção em como. circular. A primeira
é adotada. paira estacas de pequena capacidade de carga o a segunda para estacas
de grande capacidade de carga, podendo seu diâmetro (1. chegar & dimensões
superiores a um metro. A Fig. 4—lb ilustra o caso de estacas metálicas, em perfil
simples ou duplo. Nas Figs. 4—lc (: d, temos as soluções de secção transversal
usual nos tubulões, isto é, a secção circular, completada por tubo de chapa ou
anel, pré-moldado, com núcleo concretado no local.
No primeiro caso, o tubo de chapa pode eventualmente ser removido, de
acordo com o processo executivo, ou ser integrado na secção do tubulâo. A
secção transversal apresentada pode corresponder também a certos tipos de
estacas moldadas no local, nas quais procedemos ao enchimento com concreto.
de um tubo de chapa., após sua Gravação.
No segundo caso, isto é. o da Fig. 4-1 d, o núcleo do tubulâo é concretado
no local, após cravaçâo do anel periférico, em geral pgr gravidade.
O projeto das fundações profundas, quer em estacas ou em tubulões, pres-
supõe a solução dos seguintes problemas de cálculo:
a) determinação da carga nas estacas ou tubulões;
198 FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

b) avaliação da capacidade de carga das estacas ou tubulões, em função


das características do terreno;
6) dimensionamento estrutural das estacas ou tubulões.
Passamos a estudar estes problemas na ordem citada, sendo que o último
tópico faz parte da teoria e do dimensionamento de secções em concreto ou aço.

4-1-1 Determinação da Carga nas Estacas ou Tubulões —- Cálculo


dos Estaqueamentos

As estacas ou tubulões que constituem as fundações dos pilares ou encontros


das pontes são reunidos em grupos, ligados por blocos que podem, na maioria
dos casos, ser considerados rígidos.
O cálculo dos estaqueamentos foi estudado em primeira mão por Ch. Nõkk-
entved ('), em tese que se tornou clássica. Em trabalho mais recente, F. Schiel (7)
desenvolveu método de cálculo baseado em premissas análogas às de Nõkken-
tved, empregando porém tratamento matricial, próprio à programação em compu-
tadores.
Apresentamos aqui breve resumo do trabalho destes autores, limitando-nos
ao caso de est-aqueamentos com estacas articuladas nos blocos e na base. No
que diz respeito ao método de Nõkkentved, limitamo-nos ao estudo de esta-
queamentos planos, com algumas indicações relativas a casos de estaqueamentos
espaciais. Este método conduz, nos casos correntes, & conclusões simples, ca-
pazes de orientar o projeto e mesmo dispensar os recursos da computação
eletrônica.
Casos mais gerais deverão, de preferência, ser tratados pelo método de Schiel,
programado para o computador.

4-1-1-1 Método de Nãkkentved

Seja, na Fig. 4-2, 0 caso geral de uma. estaca de comprimento 1 e secção A


e inclinação a, que faz parte de um bloco, considerado rígido.
Admitindo-se & elasticidade da estaca, & uma deformação e = _!— da
mesma, corresponderá um esforço axial

P = EA — $l- (4.1)

Para estudarmos o comportamento do conjunto de estacas que faz parte


do bloco, empregaremos o método das deformações. Imaginzmdo que se trata
de estaqueamento plano, isto é, estaqueamento com todas as estacas paralelas

(ª) Ch. Nõkkentved. Benígm'ng af Paclevaarker (em dinamuquee). Copephsguey 1924-


Traduçâo alemã.: Berechnung von Pjahlrostcn, Verlag Wilhem Ernst, Sohn, Berlun. 1928.
(º) F. Schiel, Smile der Pjahlwcrke. Springer Verlag, Berlim. 1970.
4—1 FUNDAÇÓES PROFUNDAS 199

a um determinado plano, como temos três graus de liberdade, submetemos o


bloco & três movimentos prescritos. lgualamos, em seguida, a soma das forças
despertadas nas estacas, às resultantes das forças externas causadoras dos movi-
mentos impostos ao bloco. Em decorrência desta condição, definimos os mo-
vimentos do bloco e as forças que se desenvolvem nas estacas.

(c) (b) &

Fig. 4-2

Imaginemos agora que sejam impressos ao bloco movimentos t—ranslatórios


verticais As = 1 e horizontais Aw = ], reSpectivamente (Fig. 4-2). Resultam,
entâ0,-para as estacas, deslocamentos axiais l-cos a e l —sen a, aos quais corres-
pondem, de acordo com (4—1), as forças axiais

EA
P = T cos a, . 4-2)

para & translação vertical, e

EA
P = —l——— seu a, (4-3)

para a translação horizontal do bloco.


Decompondo as forças axiais acima em suas componentes verticais e hori-
zontais teremos

E
PV= [Acosºa=v (4-4)

EA
Pn = Tcosasena= vtga (4-5)
200 FUNDAÇOEqus PONTES CAP. 4

para o caso da força. (4—2) e

(4—6)
Pv = %senacosa= vtga

PH = ªlfi- senª a = :; tgª a ', (4-7)

para o caso da força (4-3).


De forma análoga, passemos a calcular as forças despertadas numa estaca
gpnérica do bloco, por uma rotação do mesmo em torno de um ponto 0 (Fig. 4-3),

Fig. 4-3

Da Fig. 4-3, (leduzimos diretamente que cos 'y = %- : Tªió , sendo Aª? “
rotação impressa no bloco. Uma vez que p = 17 cos oz, teremos então

AI = cos a « nAw. (4-8)

sendo 17 a distância horizontal do ponto 0 ao prolongmm-nto do eixo da estaca.


Substituindo (4-8) em (4—1). vxrá
“ FUNDAÇÓES PROFUNDAS 201

EA
P = T (“OS a "AR:,
(44h

que. decomposta em suas compomentes vertical e hm'izuntnl.


fornece

EA _, _ .
Pv = T COS“ (: 173% = [' 71389 (4403

(.
EA ,
P;; = T cos aseu & 77:35: = :* tg anàç. (44h

Pasomoº. agora. & mnsidomr o conjunta de estacas que faz parte do bloco
(Fig. 4—1). De modo :; estnhelocernms uma cum'onçãn válida para o sinal do
2

Fig. 4-5
202 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP. 4

ângulo de inclinação a das estacas, fixamos que o mesmo é_ positivo quando dex-
trógiro a partir de. vertical, no sentido da estaca e negatlvo em caso coptrário
(Fig. 4-5). Considerando, agora, o conjunto das estacas, para um mov1mento
vertical unitário do bloco, podemos compor as forças'Pv. e PH [fórmulas (4-4)
e (4-5)] e calcular a sua resultante R' (Fig. 4-4). A mcllnaçâo a' desta resul-
tante E' será

EP” _ thgoz
tg a' = (4-12)
EPV — EU

e seu ponto de cruzamento com o eixo dos 1 estará no baricentro das componentes
verticais Pv das forças nas estacas, isto é, em

, _ EPV - &
xo — EPV (4—13)

De maneira totalmente análoga, obtemos os dados relativos à resultante


R” das forças nas estacas, devidas a um deslocamento horizontal unitário:

_ thgºa
tga — Ev tga (4'14)
Ev - tga - :r
" = -— - 4-1 -
xº Ev- tg oz ( º)

A posição do ponto 0, de cruzamento de R' e R" é, então, dada por

c 4-16
= —-—— . ( )
zº tg a” — tg a'
sendo
C = :l'o' _ Ito” (4-1?)
e
Io = Io' + zo tg a'. (4-18)
M FUNDAÇOES PROFUNDAS 203

Caso uma força externa R passe agora pelo ponto 0, podemos sempre de-
wmpôla segundo as direções de R' e R". Como estas causam somente deslo-
camentos de translação do bloco, 0 mesmo portanto ocorrerá para uma força que
passe pelo ponto 0.
Caso a força que representa as ações externas não passe por O, transporta—
mo-la para este ponto, acrescentando o momento JI correSpondente. Teremos
a situação da Fig. 4.6, na qual R foi decomposta em suas componentes V e H.
O momento JI causará uma rotação do bloco em torno de 0, fazendo surgir forças
adicionais nas estacas. Pasemos, agora, a calcular os vários efeitos sobre uma
estaca isolada, adicionando-os após. Para o efeito de um deslocamento vertical
teremos

EP cos a = Ev = R'cos a'

e. para uma estaca genérica. de inclinação a... resultará

P... cos a,. = R' 005 a' v" (449)


ul”

De maneira análoga. para o efeito de um deslocamento horizontal. virá

EP seu a = Er tgº a = R" sen a";

e. pam uma estaca genérica,

,, , r t ªa
P,. ser. a,. = R sen a ' = ºâ—ª—g—ª“ ' (4-20)
ul" tg. ª

_ sen (: .
bonde. porém. P,. cos an = P,.- T—g—ãº. deduzxmos de («%-20) que
n

, , r t a
P.. 005 a,, = R ' sen & ' v" g—__—º— (4-2!)
-l' tg. a

As fórmulas (4-19) e (4-21') dão—nos as componentes verticais das cargas nu—


ma estam. em consequência de R' e R".
Vejamos. agora. como determinar o efeito nas estacas de um mnmomu J!.
aplicado. Seja. na Fig. 4—7. uma estaca genérica de fama axial Pn. Na inter-
secção de sua direção com &. horizontal que passa por 0. decompmnus esta for—
ça em 51135 componentes PE e P? . O momento em torno de O é causado apenas
por Pl.
.X componente vertical P,, cos a,. da carga na estaca. om consoqúônciu dn
mação Ac; dos blocos em torno de 0 é ohviamvntc dada pm'

P,t cos a,. = r,. 77" — Agp (4-2?)


send"

'In : In + ªotgª " Io &4-23)


204 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP, 4

zo

ax

Fig. 4-7

[Ver Fig. 4-7 e a fórmula (4—10)]. Tomando o momento destas componentes


em relação a O virá
EP,.cosozn-nn= 2v,.-17,ª.-A<p= M
donde

M M
Aga = _
Eu,. . 773 J ,
.. (4 -2 4)*

definindo-se
J = Ev « nª (4-25)

como a inércia do estaqueamento em relação a 0. Usando este resultado em


(4-22). obtemos

P,. cosa» = v,. n,. ' A7! («&-26)

Adicionando finalmente (4-19), (4-21) e (4-26), teremos para o componente


vertical da carga numa estaca

pm;. a = [e' casa' —- R” seu a"Eu = === L -'


(' (O .

Zz' + ' taº a + M Er - 177 (4 2]


4.1 FUNDAÇÓES PROFUNDAS 205

Podemcs ainda substituir R' e R" em função das componentes 1" e. H da carga
externa (Fig. 4-6). através de

V = R' cos a' + R" cos a"; (41—28)

H = R' seu a' + R” seu a". (4—29)

Substituindo acima. encontramos finalmente

Pcoºa- 1,_ v tga"——tga v tga—tga'


“ Ev tga“—tga' Zv-tga 'tga"—tga'

u-n (4-30),
M

que é a fórmula para a determinação da carga numa estaca. em função das com-
ponentes V, H e M do carregamento externo. A convenção de sinal positivo
do carregamento é definido na Fig. 4-6, sendo positivas as cargas de compressão
nas estacas.

() cálculo, na prática, desenvolve—se em forma tahular, determinando-se


as diversas quantidades na seqúência sugerida pelo quadro apresentado a seguir:

Nºda
estaca :: tga cosa :) vtga v-x v.tga-z vtgºa n v-nº

WÃJ—QX/NJ—mwvw

Após o preenchimento do quadro, estamos em condições de calcular todos


'

os coeficientes da fórmula. acima. A quantidade 1 aparece nas fórmulas no


J

numerador e no denominador, de modo que podemos fixar para ela um valor


arbitrário, de preferência. igual a 1, quando se trata de estacas de mesmo compli—
mento no bloco. Esta é a hipótese normalmente feita na prática e que supo-
remos válida a seguir.
Os estaqueamentos dos pilares de pontos são, em geral, simétricos e., para
estes, é possível simplificar consideravelmente as fórmulas anteriormente dedu—
zidas. A Fig. 4-8 ilustra a situação. Para um deslocamento vertical unitário
do bloco, ZP” = Ezrtg & = o e, para um deslocamento horizontal unitário, da
mesma forma, EPV = Eu tga = 0. Usando estes resultados em (4-1?) e (4-14),
concluímos que a' = o e a" = %. Podemos também deduzir que o ponto 0
se situa no cruzamento dos eixos baricêntricos dos grupos de estacas inclinadas.
FUNDAÇÓES DAS PONTES c», .
zoa

" o
R 4- —— — —-
/ x
/ X Zo

// R. xx
/ | x

V/ : x T"
] ' “x

, 04 | ot XX

/ : X
, /
. X
Fig. 4-8

A fórmula (4-30) simplifica—se para [ver (4-27)]

_ V'.L
Pcosoz— 1359—
Ev+H2vtgºa+M _”.ZL.
J (4—31)

Este resultado pode ser posto sob uma forma ainda mais cômoda para as
aplicações. Sendo todas as estacas de mesmo comprimento, fazemos em (4-4)
EA . .
T = 1, de modo que v = cosºoz. Substltuímos acxma e levamos em conta
também (4-25), observando que na Fig. 4—3

p = 17 cos a, (4-32)

sendo p a distância normal do ponto 0 à estaca. Feitas as reduções, decorre


de (4-313

cos a sen a p
M, (4-33)
= 2 cosª?!1 + 33 senºs: Epª

fórmula que é usualmente empregada no cálculo de estaqueamentos simétricos.


Nos pilares de pontes, os estaqueamentos normalmente são duplamente
simétricos, conforme sugere a Fig. 4-9.
Podemos ter ainda um efeito de torção MT no ccnjunto de estacas, mºtivªdº
em geral por esforços horizontais excêntricos, tais como, por exemplo, 11 frenngªm-
Para determinar as forças nas estacas em blocos deste tipo aplicamos a fórmula
(4-33) nos sentidos :: e 1, no que se refere aos esforços H,, M,, H,, e My, dºª Pªtª“
queamentos planos das Figs. 4—9!) e 0. Estes estaqueamentos são obtidos Pºlª
projeção do estaqueamento espacial nos planos x—z e y-z.
6-1 FUNDAÇO— PROFUNDAS 207

,.
mm wma“
A
1
w

'.
6 v ' +
(a) '
X

2
MY
º 4———Hx
/ X
/ | X
X
|
I
(c) |
|
Fig.4—9

Adicionamos, por fim, as cargas resultantes do cálculo dos estaqueamentos


planos projetados à componente da carga devida ao primeiro termo de (4333.
resultante da ação de l'. Quando assim procedemos, por pmjcções dos esta-
queamentos, consideramos como vertical uma estaca inclinada no num sentido.
operando com a componente vertical PV de sua carga. em voz de sua carga axial.
Nos casos normais de pequena inclinação das estaves. esta diferença é invxpres—
siva, no que se refere à precisão dos cálculos numéricos. Se dcsojarnms. podenms.
no entanto, fazer a devida correção.
As cargas nas estacas devidas ao momento torsor JI,— sàn mlculadas através
de uma fórmula análoga ao último termo de («&—33"), mnfnrmc sugvrf & Fra. «HO.
As componentes horizontais P,, nas estacas. por efeito do Mr. sàn dadas por

P;, - i: ““i-%;; .!!r (44343.

a partir das quais calculamos a força axial P:


zoa FUNDACOES DAS PONTE: c» .

PH .
sen a (4—35)

() efeito MT, quando existir, será adicionado aos demais.

(a) (b)
Fig. 4-10

Outro caso particular importante e que tem aplicação freqíícnte nas fundações
de encontros de pontos é o de estaqueamentos constantes de dois grupos para-
10103 de estacas (Fig. 4-1]).

(a) (b)
Fig. 4.11

' . . '
.. dos elxos b ari-
ObVlªmºntº, neste caso, 0 ponto 0 sntua-se na mtersecçuo
céntrícns dos dois grupos de estacas, pois qualquer movimento impressº ªº 0
Só Pºdª gerar esforços que passam por aquele ponto.
“ FUNDAÇOES PROFUNDAS 209

Ao calcularmos as cargas nas estacas, é preferível decompºr“ as forças que


passam pelo ponto 0 nas resultantes R1 e R2, segundo os eixos baricêntricos dos
grupos, dividindo—as pelos números de estacas n; e nº de cada grupo.
O efeito de M é dado pelo último termo de (4-33), com a devida interpre-
tação das distâncias p. As fórmulas de cálculo das cargas numa estaca serão,
portanto,

Grupo 1.. P; .ª
n; :i: L
2pºM,. (4-36)

R2 P
Grupo 2: Pg— 72, Ep (4-37)

Finalmente um último caso particular importante é o de estaqueamentos


que incluem apenas estacas verticais ou tubulões (Fig. 4-12). Neste caso, 0 esta-

ÁG . x
IX!
&?
AK
tk

“7

NJ &

'
Y
Fig. 4-12

queamento não pode absorver esforços horizontais e cosa = 1. A fórmula


(4—33) conduz a

P = __V_ :i: M -——2


2 a: M—
" Eri
(+38)

sendo 1: o número de estacas, r, e r, as coordenadas das estacas em relação ao


baricent-ro G do grupo.
Como este tipo de bloco não resiste a esforços horizontais, na hipótese de
estacas ou tubulões com os dois extremos articulados, devemos contar com a re—
sistência à flexão das estacas ou tubulões, caso este que é normal na prática.

4-1—1-2 Método de Schiel“)

O método de Nõkkentved, anteriormente apresentado. é conveniente para


cálculos manuais. Além disso, presta—sc & simples interpretações intuitivas,
nos casos particulares. Para situações gerais, é mais interessante o método de

(ª) F. Schiel, Statik der Pjahlwerkc. Springer Verlag, Berlim, 1970.


210 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP. 4

Schiel, por ser adaptável às sistemáticas de programação em computador. Apre-


sentaremos um breve resumo das idéias básicas do método, para estacas artícu-
ladas,
A Fig. 4-13 apresenta uma estaca genérica, de orientação espacial qualquer,
integrante de um bloco de fundação considerado rígido.

VíÍ/CU/YV/
pi
x

?
&) Ai

x———-———
Y'ª N (D)

(a)

Fig. 4-13

A estaca que se insere no bloco no ponto A; é definida pelo seu ângulo de


cravaçâo a e pelo ângulo de orientação ca, em relação ao eixo y.
Se considerarmos um segmento 11.8; = 1, ao longo do eixo da estaca, reco—
nhecemos de imediato a validade das relações (Fig. 4-l3b).
— . :»...ub.4

cos B = sen a cos w; cos'y = seu a seu co. («%-39)

Se considerarmos, agora, um vetor unitário p;, aplicado no ponto A; e orien-


tado segundo o eixo da estaca, as suas componentes 7), p,, e p., segundo os eixos,
e seus momentos p,, p., e pc, em torno dos eixos 1, y 0 2, serão dados por

pz,- = cosa; po.- = 31.7). — zip”; (440)


p,“. = cosB = sen acosw; pa,- = Zip: '- fspc; (*ª-”m
4-1 FUNDAÇOES PROFUNDAS 211

p.“. = 0087 = son asen w; pc = zip” - yah, (4-42)

sonda .r.-. y.- 0 35, as coordenadas do ponto A;.


Pmlvmns reunir as componentes acima, referentes a uma estaca de número
:”. num votor—colunn

'T
zu = (p,, pm 7). p.., p». pa). (4—43)

f).” 6 a transposta do votor-colmm. Os vetores acima poderão ser reunidos numa


matriz lª. para toda o estaqueamento:

_I'qv ”P:, ........ p,"


- p , p ........ p v" (444)
p = ”' "º
pºl ............ .

1,61 ............ pc"

Pelo fato de 0 votar?):— sor unitário e, além disso, um vetor qualquer ser per—
pendicular no seu vctor—mmuonto em relação a um ponto arbitrário, deverão
existir entre as mmponontos do vetor G )( 1, as seguintes relações.

pi, + pi; + pf,. = 1 (4-45)


pz,- pq + zw.- m.. + p.. pai = 0. (4-46)

l'ÉstaS'rolações pudom servir de controle o auxiliar nos cálculos.


Sejam agora R,, R,, R.. R... R5, Re as componentes da resultante da carga
externa sabre () bloco. As três primeiras representam as forças e as três últimas
os momentos segundo os cílios. Reunimo—las no vetor

RT = (R:) RU! RI) Ra; Rb; Rc)- (H?»


,A'ª'fA—l'rutv'wcónroi“p—v/mªJE-v xw'vwxf ...,, — —-» -

Sendo as estacas articuladas nos blocos e na base, poderão ns mvsmas resis-


tir apenas a forças axiuis, às quais domnninamos N,. N., . . . N.,, para as estacas
de númoms ], 2 n. Reunimos estas forças nxiuis nu vetor

Nf = (N.. N, N,,» (443)


de dimcnsâu " )( l.
«.=, », n*a-,'f'-_W'.-<Mws>e.—x'- ':.W-uo-«m,

() equilíbrio vntro ms furças cxtvnms o na osfurçus Minis nas estacas é garan-


udo pelas rvluçócs:

"

R. = EN. 1),,; I?, = É .V. p,_: R. = É .V. pª; (41—49)


| |
.
., W'R'Q'M
212 FUNDAÇÓES DAS PONTES c». 4

Re:;praí; Rb=2Nipbó RC:;Nipq- (+50)

chando—se em conta (4—44), (4—47) e (4—48), as condições acima podem ser


sintetizadas na relação matricial
- .. .-
R=P ' N. (4-51)

Se o estaqueamento for constituído de 6 estacas, isto é, for estaticamente


determinado, podemos inverte_r & relaçâo acima, obtendo as cargas nas estacas
em função da carga externa R:

N = P-, - R. (4-52)

A solução acima será pcmívcl, desde que possamos inverter 13, fato que impõe
certas condições no estaqueamenw. Nu. prática, estas condições resumem-sc na
capacidade do estaqueamento absorver as cargas externas, na hipótese de arti-
culações nos extremos das estacas.
Para o caso de um número qualquer de estacas, devemos recorrer às condi-
ções de deformação e elasticidade das mesmas, de modo & podermos resolver o
problema. Admitimos que o movimento (rígido) do bloco de estacas seja defi-
nido pelo vetcr

?'T : (U,, um U;, vª! Ub, v,), (4'53)

sendo v,, v,. 0. as componentes da translação e v., vz, e :;c as componentes


da rotação. Podemos concluir facilmente que o deslocamento v.— no sentido do
eixo dé uma estaca genérica, determinada pelo movimento (4-53) do bloco é defi-
nido por

v,- = p,]. v, + pw v,, + ........ + pqv. = í)? — 5, (4-54)

ou seja, pelo produto escalar dos vetores (4-43) e (4-53).


A força axial numa estaca, decorrente deste deslocamento, será—

N.' = l_' 1).- (+55)

sendo

s.- - Efª (4—56)

a rigidez da estaca (Fig. 4-14). Recorrendo & (4—54) e (4-56), podemos escrever
(4—55) da forma

N; = 8,“ íff' 0. (41-57)


“ muco" rnomnm 213

&, .
..,/>» xx _
“X
& /
A.

/
Fl.. 4.14

listas sªn mmm as (*nmponentos do vetor Ú , definido em («&-48). Usando


ugum (+57) mu (4-51), obtonma

& _ S ' &. (4'58)

na qual S' é a matriz, cujos termos são definidos por

S.» " E ªi Pai 1)», ('ª-59)


'-]

svndn g. h - :. y. .. . c.
.x matriz S 6 denominada matriz de rigidez do estaqueamento, por exprimir
:$ forças dvsportmias nas estavas, por um movimento geral 5 do bloco.
Pum deh—rminnr as cargas nas estacas. invertemos agora (4-58) obtendo

& == Sª — É (4-60)
» sulstituindo em seguida 5 em (4-57):

N; = s. 13? - É“ - É. (4-61)

0 pmhlmna fica assim resolvido.


O métudo exposto é geral, podendo ser aplicado a qualquer tipo de estaque-
amento. Nus casas particulares de estaquezsmentos planos, devemos eliminar
das nmtrizvs » vetorc-s anturiormente definidos. as componentes irrelevantes ao
ramo.
0 mótudn é menos conveniente para os cálculos manuais, porém próprio para
& pmgmmaçâo om mmpumdor. Como entrada do programa, basta cepecificar
ess omnienadas » inclinações das estacas, bem como a força externa [fórmula (4-4731
..,
g
!
214 FUNDAÇOES DAS PONTES CAPA %
!

4—1-1-3 Considerações Relativas ao Projeto e Distribuição


das Estacas ou Tubulõ'es

Acabamos de apresentar nos itens anteriores, métodos para determinar


esforços nas estacas ou tubulões uma vez definida a sua distribuição na fundação.
A fixação da distribuição mais conveniente de estacas ou fubulões num bloco
é tarefa a ser realizada pelo projetista, com base na sua habilidade e experiência.
Os estaqueamentos nos pilares das pontes envolvem quase sempre estacas
inclinadas, de modo a serem absorvidos os esforços horizontais. A distribuição
usual é & duplamente simétrica, nos sentidos longitudinal e transversal, em
conseqúência da reversibilidade dos esforços horizontais de vento e frenagem
(Fig. 4-15).

454.4 ªwa» L
1 | , Í [ 9 L

4 % 1111 1.40% | % ÍHL


& 1 I
. & ?ª»

I ? 1 . |
& '
HH

+Hºr

<—I|—-—
i-H'r

Fig. 4.15

Sempre que possível, devemos dispor estacas inclinadas em ambos os scn-


tidos, de tal maneira que o ponto 0 (Fig. 4—9) fique 0 mais próximo poasível dos
pontos de passagem das forças horizontais. Com isto, diminuímos os ºfºitºª
de rotação do bloco e aS'cargas nus estacas.
Ao antepmjetarmos o estaqueamento, & ser calculado através da íónmdh
(4—33), podemos inicialmente dividir a componente vertical V da carga extern?
pelo número de estacas, de modo & avaliarmos 0 seu efeito. Para estimar os efen-
“ FuNDAÇOES PROFUNDAS 215

tos das cargas horizontais, decompçmo-las segundo as direções dos eixos bari-
cêntricos dos grupos de estacas (Flg. 4-16).

“fig;' ÍM'Q «..-_ 944 'a'"


x H / E ixo do
* ,f/orupo

“ ' WU—w * rm_-.mnmrw


A seguir, dividimos estas componentes pelo número de estacas em cada grupo.
Assim teremos, em consequência de H, por estaca do grupo, a carga
R
"a ,

sendo na o número de estacas do respectivo grupo.


O efeito de M, segundo o ponto 0, é adicionado posteriormente. Este proce—
dimento pode ser aplicado, em geral, a qualquer tipo de estaqueamento, mesmo
aos nâo simétrico, conduzindo a resultados pouco diferentes dos reais.
Nos estaqueamentos dos encontros das pontes, costumamos adotar esta-
carms do tipo sugerido na Fig. 4—1? ou deste tipo, acrescentando-se estacas ver-
ticais. Estes tipos de estaqueamentos foram discutidos em conexão com 8. Fig.
4-1].
*
X X
[

Fig. 447
215 FUNDAÇÓES DAS PONTES c». 4
.
;.
É!.A
É praxe nos encontros inclinar estacas apenas no sentido longitudinal da pon.
te, pois neste Sentido predominam os esforços horizontais. Os esforços trans-
vensais sâo resistidos por efeito de flexão das estacas.
No caso de fundações em tubulões, temos blocos do tipo esquematizado na
Fig. 4-12, já que os tubulões sâo verticais. Via de regra, temos “2a 4 tubulões
por pilar (Fig. 4—18) ou maior número deles. As fundações em tubulões absorvem
os esforços horizontais atm vós da flexão de seus fustes e podemos admitir que os
esforços se distribuem igualmente entre eles.

J 7/1/
&
N ///// f
J &
Fig. 4.18

O cálculo dos efeitos de flexão obedece às condições de engastamento do tu-


bulâo no bloco e no terreno e dele nos ocuparemos em seguida.

4-1-1-4 Casos Gerais —-—Engastamento das Estacas e Tubulões


9 Contribuição do Terreno

Os métodos de cálculo de estaqueamentos, segundo Schiel e Nõkkentved,


foram apresentados em suas feições mais simples, supondo articulações das esta—
cas tanto no bloco como no terreno. Os próprios autores acima apresentam em
seus trabalhos tratamentos mais gerais, permitindo a inclusão do engastamento
das estacas, quer no bloco, quer no terreno. Em particular, Nõkkentved dc-
monstra ser possível considerar o efeito do engastamento das estacas, se imagi-
narmos estacas virtuais, dispostas normalmente nos eixos das estacas reais.
Podemos também levar em conta a contribuição da resistência do meio de
fundação aos deslocamentos laterais das estacas ou tubulões. Para isso, ao
estudarmos as condições de rigidez das estacas ou tubulóes, incluímos u resistên—
cia do terreno, através de uma das teorias de solo elástico.
Neste sentido, podem ser encontrados muitos trabalhos na literatura (*),
porém a sua discussão transcende do âmbito da presente obra.

(ª) Ver, por exemplo o trªbalho ”Estudo Elástico de Estaquesmentos", de 110 Dias Borba
da Costa, tese de mestrado dª PUC/R J , na qual pode ser encontrada lista Adicional de referências,
” FUNDAÇOES PROFUNDAS 217

4.1.1.5 Aplicações Numéricas

Para ilustrar mais concretamente o problema da determinação das cargas


e esforços nas estacas, apresentamos a seguir algumas aplicações numéricas. Estas
aplicações incluem o cálculo das cargas no estaqueamento de um encontro e de
um pilar. Além disso, serão apresentados os resultados do acionamento de pro-
mas de computador, baseados no método de Schiel e no método constante
do trabalho citado na pág. 216.

EXEMPLO NUMÉRICO El2 — ESTAQUEAMENTO PLANO DE UM


ENCONTRO

O estaqueamento cujas cargas desejamos determinar acha—se esquemati-


zado na Fig. E12-l. Empregamos o método de Nõkkentved.

“:IÍQ
&';w
l2,00mlz,00m [apoiam
|
'ª?

+
|

2,00m2 m 2,50.“

Vc=4931
' l Vt=3600

lzsllzsn
.1J_+.l_4_ %
nf

..?
— -_dh—

.!

'(xl14

Fig. BIM
213 FUNDAÇOES DAS roms c». 4

Para a ªplicação das fórmulas gerais dos estaqueamenbos planos, com refe.
rência à Fig. 4-4, adotamos o sistema de eixos da Fig. El2—2. Nelas estão in-
dicadas as diversas filas de estacas numeradas de 1 a 4.

V
A

+ X
| |
: | I
| l |
| l |
I |

*“
©! l'“

Fig. 512.2

O cálculo é desenvolvido em forma tabular, adotando—se para característica


de cada estaca, de acordo com (4—4) .

v = cosº a, (E12—l)

tomando-se, portanto, para todas as estacas = ].


!
A sequência dos elementos da tabela obedece às indicações dadas na pág.205,
na qual acrescentamos uma coluna adicional que registra o número de estacas
existentes em cada fila.

Fxla N.º dc caln- : tac cosa v n'v nv lg « nv: nv tg a': un taz 4 !] nr"),
nn (n) (m)

1 4 0.00 0.00 1.00 1.00 4.00 0.00 0.00 0,00 0.000 ' 320 40.70
2 4 2.00 '" 0.250 0.97 0.94 3.76 — 0.94 7.52 — 1,88 0.235 ' 1.68 10,61
3 5 4.00 + 0.250 0.97 0.94 4.70 1.18 10.80 + 4.70 0.294 1.30 7.91
4 5 8.50 "' 0.250 0.07 0.04 4.70 '— l.18 30.55 "' 7.64 0.294 2.82 37.38

2 17.16 “0.94 58.87 "1.82 0.823 06.63

Dos valores tabelados acima e de suas somas deduzimos [ver fórmulas («&-12).
(4—13), (4—14). (4—151, (4—16). (4- 17) e (4-18)]:

Ev = 17,16; Ev tga = —0,94; Em: = 56,87;

Ev tga - z = —-4,82; Ev tgº & = 0,823;


“ FUNDAÇÓES PROFUNDAS 219

, Ev tga — 0,94
tga = Ev = 1702 0,0548,

tga ,, = zut ºa 0,823


2%; = _094 = —0,876
, Eva: 56,87
'ºº ' Ev “ 17.16 “ 3'31m'
,, _ Mª __ lªg _ ..13 .
ºº * Evtga " — 0,94 “ º, m'
(: = 560, "' Io” = 3,31 _ 5,13 = _ 1,82 m;

c — 1,82
zº " tga" — tgoz' “ — 0,876 — 0,0548 " 1'96 m'
10 = :ro' + zotga' = 3.31 — 1,96 X 0,0548 = 3,20 m.

A posição do ponto O do estaqueamento é ilustrada na Fig. El2-3. Os va-


lores de 17, constantes da penúltima coluna da tabela, foram calculados através
da fórmula. (4—23). A soma da última coluna define a inércia do estaqueamento
(4—25):
J : : unº (19663.

V: 8531
2
A
M=99| f/m

3.20m o ' ªªxH: - 301

M& Fig. El2-3

(4.9 As cargas nas estacas podem, agora, ser determinadas através da fórmula
J)! ou (430). No primeiro co.so. deveremos transportar todas as forças ao
fºntº 0. º dªcºmpô-las segundo as direções de R' e R". Empregamos (4-30),
rªllsfenndo
todas as forças externas da Fig. El2—l ao ponto 0. Obtemos, en—
» cºm as indicações da Fig. E12—3,
FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

V = 853 tf; H = —30 tf; M = 991 tm.

A aplicação da fórmula. (4-30) será também desenvolvida em forma tabumr,


sendo

tga' = tga' = —O,876 + 0,545 = -—0,821.

:! !; tga"—'tgo ma_tga'
Enlace 13 a" "' tg a tz (: "' tg «' v-n P (m
Ev Eru; a tg «" “ ta a' tg a" — ta a'

1 "' 0.876 0.0548 0.0583 “ 1.06 1.07 — 0.066? — 3.19 22


2 "' 0.626 ' 0.195 0.0548 _ 1.00 0.76 0.2375 “' 1.58 18.9
3 "' 1.126 0.305 0.0548 " 1.00 1.37 '“ 0.371»! 1.22 81
4 "' 0.626 "' 0.195 0.0548 1.00 0,76 02375 2.63 62.3

As cargas nas estacas, em tonelada-força, e são reunidas na. última coluna.

EXEMPLO NUMÉRICO 1513 — ESTAQUEAMENTO SIMÉTRICO DE


UM PILAR

Vamos aplicar a fórmula (4-33) à determinação das cargas no estaqueamento


simétrico do pilar esquematizado na Fig. E13-1.
Todas as estacas são inclinadas de 1:4 e determinaremos apenas os valores
máximos e mínimos das cargas, que ocorrem nas estacas assinaladas pelos núme-
ros ] e 2, na Fig. E13-1a.
Como vimos, para isto calculamos () estaqueamento nos dcis sentidos, lon-
gitudinal e transversal, como plano, adicionando os resultados. Portanto, no
. . . c a .
que se refere aos vários termos de (4-33), 0 prlmcxro deles, V 2 338,35, dlz
respeito a todas as estacas do grupo e os outros dois dizem respeito ao estaquea-
mento projetado no sentido longitudinal ou transversal.
Vejamos inicialmente o cálculo das características básicas do estaqueamento:

V = 1493 tf; H;, = :1: 140 tf; H;— = :t 26tf;

cosa = 0.97; sena = 0,240;

E cosºa = 20 X 0,972 = 18,82.

Sentido longitudinal. Considerando as estacas inclinadas no sentido longi-


tudinal,

Z senºa = 14 X 0,24º = 0.81.


221 , 3).
4,1FUNDAÇÓESPROFUNDAS

“501,50 1,50 1,50 |,5olu,so : |:4

(a) (medidas em m)

(D)
Fig. E13-l

.Para determinarmos as características de inércia do grupo de estacas no


sentndo longitudinal, projetamos o estaqueamento neste sentido, resultando o
que está indicado na Fig. E13—2.
Det_erm_inamos o ponto de interseção dos eixos baricêntricos dos grupos de
estacas mchnadas, resultando o ponto O a 10m acima da base do bloco. Do
exame do estaqueamento neste sentido, deduzimos que a inércia do grupo é dada
por

Epª = 8 >< 0,912 + 6 x 1,22º + 4 x 3,4523 63,16.


Sentido transversal. De maneira análoga,

E senºa = 6- X 0,242 = 0,346.


Fi PêºjeÉando o estaqueamento no sentido transversal, teremos a situação da
g. 13'3, para a qual
z "' = 4X0A7ª+2xo,97º+4x1,5º+4x3º+4x3ª+4x4,5ª=128,8,
oo m º ponto 0 a
14 m acima da base do bloco.
FUNDAÇOES DAs PON 758 CAP_4
222

Fig. 313.3
os efcltos
avaliamos os divers d ar
" ,dºtº
Pªrªrado '» das
nªcãando
ª'miider os as
quecarg
nasçosesta
esfor
cas,
hori zontais H 1. e H 7 podem
mu
em sepa cons
de sentido.
o) Efeito V (todas as estacas):

ººªª . 1' = ºª >< 1.493 = 77 tf.


Ecosªa 18,8
_ . s-ch-23War,

..1 pUNOAÇOu 91101111qu


223
b) hifmflo II;, cª». M 1. [1111119113 111111111
1111111 1111 3111111111, 1111
111111111111111 ( lªix. 11113—
121]:
!!1. = 4111111;

M,, — :1: (11,75 -—


101 )( 1-10 '- :1: 2
45 1.111.

» ..
hfm o ”z... =*: ,.ÉE.ª_g'..o“nº'
,“. . 01.3
1“. "' + 11 240 )( 1-
10 ª' :.1: 4211.
% Efm'm N,, (081110118 11.0 2)
:

11
ª
& .*.p-
““:“-v., . .“, 1
: w = 113,31111>
5
< 21.» . ' .. ' 41.111.
“3 e)
“ Efrdo II,— 11 N,- (081110118 inv “111111118 1111
* 'N 3011111111 11'1111111'11111111 Fig.

"? ª :1: 211 11:

Mr = :!: (N -— 11,751
X 211— :1: 591111.

Efcz' !o 8111“ (13.1


,! r: :1: "'—""
Emr a
ª"““' ::= :1: 0,342 X *).(1'
- -- '......“ m 3: 13,113
'1 .
11:

Efeilo Mr (081110113 nº. 11:

4..
:1: —-———Mr= = ———--)—
21191283 ><«1s == :1: 2111111.

| Cargas 111d.1'1fn1as v míninms nas eslavas.


Estacas nº. 1 :

Pm,,,_ - 121 1.1


77 :1: 42 :1: 2,06
,)!!11" “33 tf-

Esiacas nº. 2:
Pmúx. " “O”.

77 & 18,3:1; 1-1


Pmm ª 11.) 11.

Para o dinwnsionanwnto do 11111011, (lnvmnos calcular as cargas uns


(humus vsuwns.
224 FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

EXEMPLO NUMÉRICO EM —— DADOS DO CÁLCULO DE UM


ESTAQUEAMENTO ATRAVÉS DE PROGRAMA DE COMPUTADOR

A 1111110 ilustrativo, apresentamos os resultados do cálculo do estaqueamento


vsquematizado na Fig. El4-1

1,001,0

_. 2ª
%._
% Cargas Aplicadas
"" %—
/ F — 28511
: _ ,

__Í ”< ? F,,=—67õtf—


% ': = 9,2 tf

"' ?=- M, = 44,2 tm


_, /_ M, = 20 tm
% LV, = — 142,5 tm

á—X—Zê Ãngulo de cravação: lOº.


N

Fig. El4—l

Trata-se do estaqueamento de um pilar de ponte que, por motivos constru-


tivos, não pode ser simétrico, submetido às resultantes das cargas e momentos
dados acima, em relação ao sistema de eixos indicados.
Apresentamos, & seguir, os resultados das cargas axiais e momentos fletores
nos topos das estacas, considerando—se as hipóteses:
a) estacas articuladas nos extremos (Schiel);
b) estacas engastadas nos extremos;
c) estacas engastadas nos extremos, com resistência 'ºteral do terreno
(módulo de 30 tf/mº).
Os resultados dados a seguir foram obtidos por programa de computador,
desenvolvido no trabalho citado à pág.216.
m FUNDAÇOES PROFUNDAS 225

, Estacas Engasladas
Nº. da A riªm?“ Bºtªº“ Engastadas c/Rcsiswncia do Solo
Estacª AN. (tf)
N (11) J! (01) N (11) M (tm)

1 22,36 24,56 0,62 34,13 1,46


2 77,53 71,21 0,66 54,51 1,90
3 39,61 41,53 1,72 39,81 2,28
4 69,76 67,53 1,72 51,24 2,28
5 53,91 54,83 1,75 59,82 2,68
6 36,41 38,44 1,76 39,51 2,65
7 46,55 47,62 1,79 57,39 3,05
8 31,62 33,81 1,83 39,06 3,20
9 35,50 36,80 1,86 53,75 3,58
10 28,43 30,72 1,88 38,76 3,60
11 58,57 50,52 1,89 50,19 3,00
12 28,14 29,59 1,91 51,32 4,00
13 44,64 . 46,60 0,76 43,25 2,20
14 108,23 101,58 0,77 67,90 2,30

Do exame do quadro, podemos tirar as seguintes conclusões:


1) A consideração do engastamento pouco altera as cargas nas estacas,
podendo-se usar com boa. aproximação & hipótese de as estacas serem articuladas;
2) A inclusãa da resistência lateral do terreno sobre as estacas tem como
efcito melhor distribuição das cargas axiais no conjunto, conforme seria de esperar.
Os efeitos de flexão nas estacas, em todos os casos, são pouco importantes
e perfeitamente suportáveis, em face das dimensões usuais de suas secções trans-
vmsais. Este fato justifica 11 adoção prática. da hipótese do ar1iculaçâo na cabe-
ça (18.8 estacas.

4—1-2 Estacas e Tubulões Sujeitos a Esforços Horizontais

As fundações em tubulões 011 estacas de maior diâmetro são projetadas com


elementos verticais, capazes de resistir a. esforços horizontais. No presente 110111
reunimos alguns resultados básicos que permitem realizar 081111108 (10 pmjotns.
em casos típicos de fundações de pentes.
O problema a resolver é determinar as solicitações e (1081008111011108 de um
tubulão, ou estaca, total ou parcialmente ontcrmdos, sujeitos 11 um esforço hori—
zontal 011 momento no topo (Fig. 4—19).
0 caso (b) 1150 difere esserwinlnmnto do caso (0), pois 1111.8111 transferir 0.8 os-
forços do topo para o nível do terreno.
Em situações concretas (Fig. 4491“) como é. por oxmnplo. 0 01180 de fundações
de pilares em zonas com lâmina de água, a força horizuntal ó transnútida :1 um
Cunjunto de estacas ou 1011111008. (18 topns (111.8 08100118 011 1116111008 poderão sºr
articulados 011 engastndos no bloco. Mediante considerações apropriadas, &
resistência lateral do terreno na base pode ser levada em conm. admitindo-se
que as estacas 011 1116111698 estejam engastados :=. uma profundidade I,. & determi-
nar (Fig. 4-1911).
226 FUNDAÇOES DAS PONTES c». 4

H. qm H +“ M

,
Lu

7///IKXXX.- 1
(a) (b) X

_ - __. = = || Lu

x><>o< ><>< ><>c ><>< ><><>< WW _XYXJXXXX +Ls

>o<><><><>< W +
1.3 ». 14 LJ mí

(c) (d)
Fig.4-l9

W ><>o<><><lll><>ºººº<
XL 1,1”
,1tqm
stw
| 1114-

1 "'É-—
ª ,| *:H
(o) A ' Al"
4—1 FUNDAÇÓES PROFUN DAS 227

Todas as situações citadas poderão ser resolvidas, aplicando-se ao problema


uma teoria referente ao comportamento de hastes imersas em meio elástico de
resistência conhecida. Para isto, simulamos o terreno como um meio ideal que
resiste proporcionalmente aos deslocamentos, sendo o fator de pmporcionalidade
k denominado coeficiente de recalque (Fig. 4-20).
Se w(zr) for o deslocamento lateral, a resistência do terreno será:

q (r) = — 11 1012). (4—62)

0 cceficiente k diz respeito à largura 10181 da estaca ou tubulâo. Sua dimensão


éFL-ª1kgf/cmº, tf/mº1. Se introduzirmos o coeficiente de recalque 11, para
uma estaca de largura unitária, teremos

k = k. B, (4-63)

passando k,, a ter a dimensão F,,“ (kgf/cm', tf/mª).


Segundo estudos do. Terzaghi (º), podem ser estabelecidas relações para os
coeficientes acima, do modo & pudor cmprogá-las nos projetos, do acordo com a
natureza do terreno. Pam terrenos coesivos (argilas), a resistência lateral não
aumenta com 8. profundidade 0 o coeficiente !: pode ser considerado constante.
Para terrenos nâo-cocsivos, k aumenta com a profundidade, podendo-sc admitir
variação linear. Fazemos, então:

k= k,. 'B= n,, x (4—64)

tendo também n,, a dimensão FL-ª.


Para uso nos projetos, podemos, segundo Velloso, adotar os valores típicos
apresentados a seguir:

a) Argilas pré-adensadas —— k = const.

Rcâigstâgczgmà [íªm- Ordem de grandeza do k Valor provável


,, (kg,,cmz㪠(kgf/cmº) (kgf/cmº)
0,2 — 0,4 7 - 40 8
1 — 2 30 — 65 50
2 —- 4 65 — 130 100
> 4 > 130 195
...m-.=

(5) K. Terzaghi Evaluation of the Cocjjicient of Subgradc Reaction, Gcotcchniquc-V,9-4—1955


Ver também: Dirceu de A. Velloso. notas publicadas pelo Instituto Militar de Engenharia.
Nestq trabalho, enoontra—se uma exposição sistemática das fundações sujeitas a. esforços hori-
.

zontms.
_
_
«:=—:.».
M_,'.—_
_
228 FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

b) Valoves de n,,

m, em kgf/cmª
Tipo de solo
Seca Submersa

Areia
Fofa 0,20 0,15
Mediamcute compacta 0,80 0,50
Compacta 2,00 1,25

Silte muito fofo. 0,01 &


orgânico 0,03

Argila muito mole


Cargas estáticas 0,055
Cargas dinâmicas 0,030

Definidos os valmos (108 coeficientes de recalque, (% possível agora calcular


as cstaczs ou lubulõcs sujeitos ». osfmços hmizontnis. Para isto, é suficiente
luar vm (outa & conhecida equação diferencial:

EJ |t“'(r)= q(.r)

da Teoria da Flexão das Vigas, com carga g(x) definida por (4-62).
Resulta. então. para definir os deslocamentos

EJ n*”(x) + ku'(1) = 0. (41—05)

lwundu-so cm mnta () vnlnr apropriado (41-03) ou (4-64) do coeficiente de recal-


quv (*. us mmliçõcs (lv contorno do problema.
Este trabalho fui realizado por diversos autores. Para o caso de coeficiente
(lv rvmlquo constante. são apresentmlos por M. Hetényi, em sua obra clássi-
ca. (ª: resultados para & estaca de comprimento semi—infinitu, que podem ser
rvsumidus nas seguintes fórmulas, respeitadas as indicações (19. Fig. 4-190:
.1/mm'nlo flww maiz'imu:

Jim,", = 0,32 1%— + 0.7 M (4—66)

. 07 .
:1 uma profumhdndo x= _): apmmmudnmcnto. sendo

4 ]uJ
Ã= “1 (4—671
4-1 FUNDAÇÓES PROEUNDAS 229

Para a validade deste resultado é necessário que N > 4 (viga de comprimento


infinito). A curva de momentos da estaca ou tubulâo é esquematizada na Fig.
4—21 e tem a forma de uma onda amortecida. Nas mesmas condições, o deslo-
camento no nível do terreno é dado por

zm '.ZMN
“'o =
k + A- (4—68)

Fig. 4—21

Para o caso de estacas ou tubulões de pequenos comprimentos, deverão ser


consideradas as condições de contorno na ponta da estaca, passando a viga sobre
apoio elástico & ser de comprimento finito. Na. obra do autcr citado, poderão
ser encontradas as soluções deste problema.
A primeira solução prática de (4-65), para k crâcente com a profundidade,
foi dada por Miche ('). Este autor definiu um comprimento auxiliar L. através
da fórmula
5 —'1""'

a partir do qual determinamos momento máximo

Mm“, = 0.79 HI... uam

& uma profundidade 1,32 L... Para a validade dos!» rosultado. é necessário que
O comprimento da estaca ou tubulâo seja maior ou igual a 41...
O deslocamento do topo da pshwn (* dado por
,
wo ª 2,40 [][—33 (4-71)

(7) Ver Dirceu de Alencar Velloso, Fundações m Eolams. Publicações Técnicas de Es-
tacas Franki Ltda.
230 FUNDAÇÓES DAS routes c» 4

da estac a ou tubu lâo for menor 1,5 L,, (4.70) é Substi.


Se o comprimento
tuída por
Mmlx. : 0'25 HL'“ (4—72)

tos com pre end ido s ent re 1,2 5 L,. e 4 L», pode ser usado o grá-
Para os comprimen
fico da Fig. 4-22.
“ máx.

, L

|. na n. sl. QL
Fig. 4.22
mos, a favor da
Caso a força horizontal nâo atue no nível do terreno, pode nda da trans—
ela oriu
segurança, acrescentar 9. Mm“, dado anteriormente a parc
eno. -
ferência das solicitações ao nível do terr
prática
O problema levantado nas Figs.4-19c e d foi resolvido de maneira
por Davisson e Robinson (ª). As conclusões do trabalho destes autores podem
m.
ser aplicadas tanto ao problema da flexão, como ao da flambage
ufc P P

| 71x" ——.H——ul— ;
fw ._—_..*+,L

|
|
|
L" |
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L, [
W

Lmóx

(_
“' Fig.4.zs
. —
(ª) M. T. Davisson, K, E R 1)"
Proc. (; th ICOSOMEF, Vol. 'n.ºpâ22?"2'4áªf'2"fgjªg,ªgf,£g,ªº“"º ºf “”“”” ªmªdª“ Pm
4.1 FUNDAÇOES PROFUNDAS 231

Os autores acima partem da idéia básica de comparar uma estaca, com um


comprimento enterrado Lm“ e um comprimento livre L.,, com outra de mesmo
comprimento livre e engastada & uma pmfundidade L. (Fig. 4—23). Tratase,
pcrtnnto. de substituir. para efeitos de cálculo, & estaca real por uma estaca en—
gnstada na base, de comprimento equivalente L.. A equivalência é estabelecida
por Davísson & Robinson com base na igualizaçâo das flechas para & flexão e das
cargas críticas para & flambagem.
Foram estudados pelos autores os casos de coeficientes de recalque constante
& linearmente variável. As conclusões_de seus estudos são de que, com pequeno
erro, a profundidade de engastamento L. da estaca ou tubulâo pode ser calculada
da seguinte maneira:

( _7"
a) 1,.= 1,43; R= Jiª,! («:-73)
quando k = constante;
&. 'I

M I,. = 1.8 T: 'I' = «LJ , (4-74)


TIA

quando k é variável, segundo (4-64).


() cálculo, segundo este método, reveste—se, assim, de grande simplicidade.
. , L .
Para podermos nphcar O método, é recomendavel que J'??- > 4 (º). Determma—
da a profundidade de fixação pelas fórmulas (4—73) ou (4-74), temos definidas
as condições na base da estaca ou tubulâo (engastamento).
No topo da estaca ou tubulâo, introduzimos as condições de fixação apro—
priadas, de acordo com o seu funcionamento estrutural. A estaca ou tubulâo
substitutos, assim definidos, são incorporados ao esquema estrutural, quer para
o cálculo das deformações, quer pnm. &. verificação da flambagem. As solicita-
ções de flexão na zona. do engaste dzL estaca substituta, por efeito de forças
horizontais, sâo guperestimndas, por não contarmos com a resistência do terreno
no trecho L.. E mais conveniente usar o modelo de viga sobre base elástica
pura a determinação das solicitações, após serem definidos os esforços através
do modelo engastado na. base.
As conclusões acima foram obtidas por Davisson e Robinson, comparando
soluções exatas da estaca parcialmente enterrada, com as soluções da estaca
ongastada na base.

4—1-3 Tubulões Curtos e Maciços Parcialmente Enterrados

Com frequência, dcpammo-nos com o caso de tuhulões de pequeno com—


primento ou fundações em maciços, ligados & pilares. Em virtude de seu com-

(9) Conforme o caso, T é substituído por R [ver fórmula (4—73)].


232 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP. (

primento e da rigidez, estes elementos podem ser considerados indeformáveis,


sofrendo apenas movimentos de corpo rígido, em face dos quais o terreno opõe
reações.
Para que possamos fazer uso da. condição de indeformabilidade do tubulão
ou maciço é necessário, como ordem de grandeza, que a relação entre o seu com—
primento e a dimensão transversal não exceda 6 a. 8 (Fig. 4-24).

, H1
H ———o M—

l*
]

4_h_

seçÃo A-A
Fig. 4.24

A resistência do terreno, para este tipo de fundação, é determinada a pªrtir


das seguintes hipóteses:
a) o maciço é rígido:
b) o coeficiente de recalque do terreno é constante para as pressões verti-
cais na base do tubulão ou maciço;
c) o coeficiente de recalque do terreno é linearmente variável com a pro-
fundidade, para as pressões horizontais.
Para determinar as reações do tºrreno, vamos estudar o equilíbrio do sistema
sob a ação dos esforços externos V, H e M e as ditas reações. Adotamos um sis-
tema de referência x-y, com origem O no nível do terreno (Fig. 4—24), admitindo
que o maciço execute translações A, e A,, e uma rotação % em torno da origem.
4.1 FUNDAÇOES PROFUNDAS ' 233

Com base nas hipóteses feitas a respeito do coeficiente de recalque, calcula-


mos as presões no terreno e suas resultantes, somando-as às cargas externas e
exigindo que a soma se anule (condição de _equilíbrio) ('º). O método é, por-
tanto, análogo, em princípio, ao adotado no cálculo dos estaqueamentos.
%
& T,—

_?
1— (h.B=nhX.AY
T 1 1 T 1 .ilq'ªzk'ºªl

+———————+ +,,»——+
| D = : 5

h 'B=nh.L'Ay

]— kXXXXXXXX (b)

(c)

Ay
Fig. 4-25

Pªra a secção transversal do maciço ou tubulão, valem as indicações da Fig.


4—24. No caso do tubulâo circular, definimos D de forma aproximada, substi-
tuindo a secção circular por uma quadrada da mesma área. Em se tratando de um
maciço em parede, fazemos B = lm e calculamos com uma faixa unitário.
Para a definição dos coeficientes de recalque valem (4—63) e (4—64), p&ra mo-
vimentos verticais e horizontais respectivamente.
Imprimimos, agora, ao maciço um movimento vertical A.. Resulta, com
. . k . .
(4-63), 0 dlagrama de tensões vertlcal e constante a. = ——B—— A, (an. 4-2oa),
de resultante
X = v, BD = k A. - I). (4-75)

('º) Pan maiores detalhes, recomendamos o exame dos trabalhos de K. F. Ordujanç,


Grandugen jar Bauwerko, VEB, Verlag. Berlim, 1964, e F. J. San Martin, "Cálwlo Simm"
ficado de Pilªres Parcialmente Enterndos", Sanevia nº. 27, 1965.
FUNDACOES o

De maneira análoga. uma translação horizontal A,, do maciço determi


na.
' dªs Pigs.
l' g rama de tensões horizontais a,, =
Bl
Ji _ A
face :: («1—6—11. () (la

4-25b e c, cuja resultante e momento em relação a 0 valem, rºSpººtiVªmeme


)

1 a,
) = ...)—. _ 1
BL— 2.
“ª“?“ AvL '
(“&—76)

3,33”. = _.3. [J . z )
. = 'É;-1 "» Ay ' L..
(4.7?)

lmprimimos. :; seguir. ao maciço uma rotação 50 em torno do ponto 0


(Fig. 44.200 e bl.

._.—.oy

/
/
/ x
! ?
+ . ª'
Ay: “Fx

1—

% J,-Amr ' #"

(0)
Fig. 1.26

MP::
“"'[ªi'ª'ª 0. na Pª
.
“('.—Illlzllll. n:: luma um diagrama livrar de lvnsõvs a, =
. . , . “A ' WI? . _ I 195 º "10.
rmlu- u rtlc'ul. um :hzuíl'nllm pul'uhnlu'n O'», = — "ª B '. emas rcau tlm -

:::.-m:. >1'2lllll1lt “ «flu tlzulzli pn!“

Y-O- (“&
.; .“9

1. ª " “». IPI" «Í.r = —— %- n,, ' 50 Lª. (4! A


.
4.1 FUNDAÇOBS PROFUNDAS 235

L
M$W>= _J- ":Wz'dz —-â—kWDª'%-D =
0

1
=“4—nth.__l_2kWD0. l
(4%)

E Superpondo, agora, os efeitos dos moviment


os A,, A,, e :p e igualando as resul-
tantes das reações do terreno às ações externas V, H e M vir á,;

'“ ªzº = V: (4—81)


1
ính-Av.Lã_%nthl=H; (4.82)

ín,-A,-L'-ínA$L'—T12—WD'=—(M+H—h).
1 l
(4-83)
As relações acima podem ser resolvidas em relação a

A,, A,, e 'P-


lntroduzindo as notações

D I:
'í'ó' í=p,_ (4-84)
encontramos

V
A: = É; (4'85)

_ 12 2HL+3(M+H - M].
'I“ _ nh [.:[ L + 3P0' ) (4'86)

2 8HL+12(M+H—h)]
A" n,, Lª [H + L + 3põ' (4.8 )
Estes resultados definem os movimentos do maciço.
Podemos. agora, determinar as pressões no terre_no, superpondo os efeitos de
A:. A,, e !P— Para a., teremos da Fig. 4—2õa e da Fig. 4—26b

M: Wav
”' ª T + B
VD lº.?p 2 HL + 3 m + H - m
: BD + 31,1 Lª (L + 3pôª) (“ªª)
FUNDA 058
º º“ "'"“ CNM
230

te mo s Pª rª ºm dª “ & 44 51 7 e da Fig. 4—26b


De maneira análoga, ob

“=**?"- “"'—"B
"AXAv "h'J/xz:

211 2HL+3(M+H'D]x-[_l_2..2HL+3(M+H"Ú
=1ã3+ 8 BLª(L+3PÓ') L BLº(L+3Pªª>
(4-89)

a (4- 88) for nec e um a var iaç ão lin ear da s prwsões na base. N'os
A fórmul D .
(Fl g. 4-27)
pontos extremos da base y = ;*: --ê-, teremos

» __ V 6pD 2HL+3(M+H'h)].
Lª (L + 3 põ') ' (4-90)
“'(: ' 7) " BD + BL
V 6pD [2HL+3(M+H'h)].
Lª (L + 3 pôª) (ªºl)
% "%) : BD ' BL
Atmvâ de (4.89), constatamos que a variação de a'» com z é quadrática.
A 1 m __ 2L+HL. L+3pô' sendo
prCSSâOº'nseªmlªpª ªªª" 3 6 2HL+3(M+H-h)'
zo e neg ati va par a x > ro. A fo rm a dos dia gramas de tensões
positiva para : <
é ilustrada na Fig. 4-27.
V
M
H ——o ,,
'!
>ooooooooooo0004 É! " """" "f
_. “M
“iii,

Íh — ,,,,
:?

l
%
!

Che
._.

——9
ªs
<
m

>
<

Fig. 4.27
4.1 FUNDAÇOES PROFUNDA. 237

Os valores das tensões horizontais no terreno nun ponum (! :: li :“er

_ 211 + 4 2H1,+ 3(M +11») +_+.Mª_ (l,+3,33) ,


“*º 3131, 3 Bl,(t,+3pôi) 12131; zm, +3<M+ii ió'
(4-92)
21: 2111,+ :+(M+u Lº. ,
(+93)
”'ª' BI, '" 'ª i37,(1,+ ápõ')
Uma vez fixadas as tensões admissíveis para o terreno, os resultados ante-
riores permitem o dimensionamento da fundação.

EXEMPLO NUMÉRICO ms — TUBULÃO CURTO SUJEITO A FORÇA


HORIZONTAL
Admitimos que se trate do tubulâo dn Fig. 4-27, para o qual valem:

V-600t1;H-20t,f;M—0;
): = 5;m L - 6 m; 4) - 1,6 m (diâmetro do tubulão);
n, = 2,0 kgf/cm'; k. - 42 kgf/cm' (alteração de rocha).

Substituímos o tubulâo por uma peça de secção quadrada de área equiva-


lente, de modo que

D-B=Jl%àí-LWm
,

BD' .
.] == 7ª— = 0,3388 m

E = 2,1 )( 10' mm.


Segundo Davisson e Robinson [fórmula (4-74)]. teremos

T=- & (”_L _J2,1x10000x0,3388_3'237m.


o

l:. .. _Ebº. — 1,85 < 4,


7' 3,237
de modo que o tubulào pode ser considerado curto.
Parâmetros para os cálculos [fórmulas (4-84)|:

k = k,,B = 42 X 142 m 0 000 kgf/cm' [fórmula (4—63)];


,.
ruqucmzs DAS roma c»
,,.

b.. _7,__-3:33 3 -o,237;


3Om;
-3 w00m-
p-l-M 2
115

3 ' X 3 0 X 0 , 2 37' " 7,198m;


L+3pô'- 0+
01m.
h ) — 2 X 2 0 X 6 +3X20X5-54
2HL+3(M +H

rr en o [f ór mu la s (4 -8 8) , (4-90) e (4—91)]:
te
Pressões verticais no
_l_1_)] _
_Y_+ 6pD[2HL+3(M++H-3pô')
º' ”" BD BL Lª(L
.
540 _
600 6 x 30 x 1,42
x 6' >< 7,198 297” =*= 625»
1,42" ª: 1,42 >< 6
Cmª;
mª - 36 kgf/
UIA _ 30011/

23,5 kgf/cmº.
a,, = 235 tf/mª =-

—93)]:
zo nt ai s no te rr en o [fórmulas (4—92) e (4
Pressões hori
Hh)_
a "ª_42HL+3(M+
“' BL BL(L+3põ')

._19-8 _ _ 30,5 tf/m , .. _ 3,05 kgf/cm..


? 1,><42ºº _ 4 X __ )( íº
1,4_ê __7.
6 X

H”, (L+3põª)
217 4 2HL+3(M+Hh) + Hb)
(L + 3pô') 12BL 2HL + 3(M +
”“º ª 337, + 3BL '
+ 4 X 540 + 202 X
: 2X 20
1,4 2 X 6 7,198 12 X 1,42 )( 6
3 X 1,4 2 X 6 3 X

7,198
x "5716' = 13,4 tf/m' = 1,34 kgf/cm'.

Recalque [fórmula (4-85)]:

' kD eooooxmz" m'º'7ºm'


“ Funmçoa PROFUNDAS
233
Rotação do maciço [fórmula (4—86)]:
12 2HL+3(M+HI1) _ 12 540
ªº : mLª[ L + 3pô' " 2000 x G' X 7,198 º'ººººª'
4-1—4 Capacidade de Carga das Fatacas e “balões

Em itens precedentes, ocupamo—nos da determinação


ou tubulóes, além da consideração do efeito de esf
das cargas nas estacas
orços horizontais.
A determinação da capacidade de car ga das estaca
s ou tubulócs aos esforços
verticais, aos quais estão submetidos, é outro ponto
essencial do projeto. A
referida capacidade de carga pode ser es tudada com
os métodos da Mecânica
dos Solos, empregando—se teorias de resist ência ou
ruptura do terreno, desenvol-
vidas nesta disciplina.
A resistência das estacas pode ser ava
liada
de ponta e de atrito lateral, através das cham pela soma de suas resistências
adas fórmzdas elásticas. No caso
de tubulóes, ou mesmo estacas, face às condiç
ões do terreno ou modo de e xocuçâo.
podemos contar, às vezes, apenas com a resistência de ponta.
Como eontmle da capacidade de ca
rgas das estacas durante & cravaçâo
podemos também fazer us o das fórmulas dinâmicas. Estas fórmulas ,
na equivalência da energia cinética dos ma são baseadas
rtelos de cravaçâo ao trabalho resis—
tente oposto pelo terreno, levadas em cont
a as diversas perdas.
A (mga admissível nas estacas, avalia
da por fórmulas estáticas ou dinâmica
depende da fixação do coe ficiente de segurança respectivo. s,
coeficiente deve b&sear-se em dados A escolha deste
experimentaiº.,, em especial no resu
provas de carga e pode variar dentro ltado de
de limites mais ou menos amplos.

:( +,,
317,7 “H“
2.0 mnomºes DAS routes c». 4

Pelas razões acima expostas, limitamo-nos a fornecer algumas indicações


básicas, de ordem prática, baseadas em dados da experiência e que permitem
estimar a capacidade de carga das estacas e dos tubulões. Para maiores infor-
mações, recomendamos ao leitor o estudo da literatura especializada. Ocupar—nos-
emos, de início, da capacidade de carga das estacas.
Seja, na Fig. 4-28, uma estaca genérica que atravessa. camadas de terreno
de espessuras I,, 12,1. ..., de natureza diferente. Chamamos a., a resistência uni-
tária de atrito lateral e 17, a resistência unitária de ponta. A resistência da
estaca será dada por .

R ª R; + R0 (4'94)
sendo
R, = A, - a, (4—95)
a resistência de ponta e
R. = 2 U - c., (496)
a resistência de atrito lateral.
Nestas fórmulas A, representa a área da secção estaca e U 0 seu perímetro.
Em se tratando de estacas em perfis metálicos, podemos, para efeito da apli—
caçâo das fórmulas acima, considerar a área e o perímetro da secção retangular
envolvente (Fig. 4—29), pois o terreno adere ao perfil.
Para o emprego das fórmulas acima, apresentamos os valores médios reco-
mendáveis de a, e a., para tipos usuais de solos, baseados em expenências e resul—
tados de provas de carga.(“)

Ruhténciu do Atrito e Ponta

a.. (ksf/cmº) 6, (sz/cnª)


Tipo de Solo Estacas Estacas de aço Estacas Estacas de aço
de de
concreto Perfil Caixão concreto Perfil Caixão

Solos coesivos %
Argila mole 0,15-0,25
Argila rija 0,30-0,50
Solos nao-com'vos
Areia fina. 0,40—0,80 0,40—0,80
Areia média 0,40—0,50 0,30—0,70 0,30-«0,70 46-65 30-40
30-50
Areia grossa e 0,50—0,70 70-120 50-70
cascalho. 0,40—0,70 Ó,30—0,60
J _-

(") Ver W. Schenck, "Pfahlgrllndungem”, em Grundbaumdwnbuch. Verhg von Wilhem


Ernst, U. Sohn, Berlim.
" FUNDAÇOES Pnoruqus 241

Por fil
Fig. 4-29

Os valores elevados de o, justificam—se pelo fato de a ponta da estaca estar


localizada a certa profundidade da superfície do terreno. Como se sabe, & resis-
tência do terreno é maior nestas condições.
Se a estaca for submetida à tração, contamos apenas com a parcela de atrito.
A resistência à tração da estaca não deverá também exceder o seu peso, somado
ao peso da cunha de terreno sugerido na Fig. 4—30, que tende a ser arrancado
com a mesma.

A resistência limite T à tração será T = P. + A. (71, +7'l,), sexído A. a


”,, . ."'—'n—WM—WU-I..Nma—v.-._———“&.-.-.,.” “..—.. <... .

secção da, cunha de terreno, 7 e 7' os pesos eepecíficcs saturado e submerso do


solo, reSpectivamente, e P. o peso da estaca.
Em casos de terrenos sujeitos & recalques (argilas moles ou aterros compres—
síveis), & parcela de atrito lateral na estaca, em vez de contribuir para a resistên—
cia. poderá, pelo contrário, carregá—la adicionalmente. Os casos mis comuns
na prática são ilustrados na Fig. 4-31.
Em todos eles, as estacas atravessam camadas compressíveis. apoiando-se
em camadas resistentes. No caso (0), temos uma camada de aterm de espessura
1 e, no caso (b), uma camada de argila mole de espessura l,, sobre a qual atua uma
camada de aterro de espessura I.. Em ambas as situações, por assentamento
do aterro 'e da camada de argila, () conjunto de estacas poderá ser carregado com
242 FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

(b) Atrito negativo


Atrito negativo
' . ,”

'

CAMADAS RESISTENTES
área em planta Atrito negativo

CAMADA RESISTENTE
Fig. 431

Figo 4.32

camada
todo o peso do maciço terroso, delimitado pelas linhas pontilhadas, até a
resistente. Assim, no caso (a), poderá distribuir-se sobre as estacas do grupo
1,72) do aterro mms
o peso A - l ' 7 do aterro e, no caso (b), o peso A (1,7, +

& camada de argila. O caso (c) é o de que as estacas atravessam uma cama
“ FUNDAÇOES PROFUNDAS 243

de argila mole, que não recebe sobrecargas adicionais. Nesta situação, pode
haver um assentamento da argila nas vizinhanças de cada estaca, por efeito do
amolgamento do terreno durante &. cravaçâo. Admitindo que a zona de terreno
amolgado em volta de cada estaca tenha o diâmetro d (Fig. 4—32), podemos
estimar o valor da força de atrito negativo nas estacas, em metade do peso do
terreno contido no cilindro de diâmetro d. A outra metade de seu peso será,
suportada pelo terreno circunjacente. Como valor de ordem de grandeza, o raio
do cilindm de amolgamento (%) pode ser estimado em 18 a 20 polegadas,
segundo recomendações da literatura. Para reduzir os efeitos do atrito negativo,
que pode conduzir a esforços elevados nas estacas, podemos submetê—las & pin-
turas superficiais de betume.
Além de atender às condições de capacidade de carga através da resistência
do terreno, conforme acabamos de ver, as estacas deverão ser dimensionadas estru-
turalmente para os esforços em serviço, transporte e cravaçâo. Em particular
nas estacas em perfil metálico, limitamos as tensões do aço em serviço à faixa
de 900 a 1 000 kgf/cm2 (aço tipo 37), de modo a fazer frente aos esforços de cra-
vação. Além disto, descontamos da área do perfil uma espessura da ordem de 1,5
a 2mm em todo o perímetro, de modo a levar em conta efeitos de corrosão
(Fig. +33).

1,5 a 2mm (corrosão )


Fig. 4-33

Para concluir as presentes considerações, limitamo-nos & algumas observações


& respeito de, capacidade de carga dos tubulões. A determinação de sua capa—
cidade de carga é feita, via de regra, atravéâ da resistência da base alªrgada.
Poucas vezes recorremos à. resistência de atrito lateral uma vez que, em geral,
a técnica de execução dos tubulões toma esta contribuição duvidosa.
Embora pudessemos recorrer às informações da Mecânica dos Solos, refe—
rentes à resistência do terreno a grandes profundidades, é preferível, todavia,
fixar uma, pressão admissível na base do tubulâo, baseada em valores ditados
pela. experiência. A base dos tubulões é, em geral, assente em terreno de boa
qualidade, alteração de rocha ou rocha sã. As pressões admissíveis 17? em 31—
teração de rocha são da ordem de 10 a 15 kgf/cm', podendo chegar a 40 ou
50kgf/cm2 em rocha sã. Proporcionando convenientemente & base e fuste do
tubulâo (Fig. 4-34), podemos chegar a capacidade de cargas elevadas, dentm das
exigências de qualquer projeto.
FUNDAÇOES DAS P ºm“ º”. 4
244

Fuste

Base alargado

/ /
// /////////
11 T T T T T TNx GP
Fig.4—34

4—1-5 Resistência à Flambagem das Estacas


est aca s ou tub ulõ es tot alm ent e ent err ado s, não há preocupação com o
Nas
de fla mba gem . Cál cul os bas ead os na res ist ênc ia de hastes imersas
problema
sti co con tín uo dem ons tra m que qua lqu er ter reno, mesmo o de pior
em meio elá ocá -la fora de riscos
ant e à est aca con ten ção suf ici ent e par a col
qualidade, gar
acas ou tubulões tenham
à Hambagem. Nas pontes, é freqúente que as est
grandes comprimentos livres (Fig. 4—35). Neste caso, impõe-se a verificação
da segurança das estacas ou tubulões à flambagcm.
mg..

Fig. 4.35

s? venf lºªt ºãº Pºd e sgr feit a com bas e na teor


se em ia clás
con sica
ta da
efei һmde
tos 01111;
em âos
bªgsegu
den
ord tªi
em nªed ccên celt uaça o ma1s urec çnte , leva ndo-
pilares Dee ºmlªãçãº, como 13 101 discutido no capítulo precedente, nº ºªªº
9? 0 com & teº !“ çlás sica dª' fla mba gem , deve ser & e 8
base a . ] lerçnça de equzlíbno da ataca. com o topo ligadº ªº blºcº 115
cond ição de 11131
p rc1a mente mesa no terreno. Este estudo já, foi realizadº Pºr ªlgu
+: FUNDAÇOES PROFUNDAS 245

autores. Bastante cômodo para as aplicações é o trabalho de Davisson e Robin-


son, discutido no Item 4—1-2. Uma vez determinada a profundidade ideal do
engastamento L., atravóâ das fórmulas (4—73) ou (4—74) e estabelecidas as condi-
ções de vínculo da estaca, no bloco, verificamo-la à flambagem, como no caso
de uma haste engastada nu. base e vinculada, da, maneira apropriada no blóco.
As condições de vínculo no bloco dependem da existência, ou não, de estacas
inclinadas no mesmo. Caso existam estacas inclinadas em ambos os sentidos,
sâo deSprezíveis os deslocamentos horizontais do topo das estacas e podemos
estabelecer, para as mesmas, condições de articulação ou engaste indeslocáveis.
Se só existirem estacas verticais no bloco, podemos admitir que o topo da estaca é
deslocável. sem no entanto sofrer rotação. Condições de vínculo deste tipo foram
analisadas pelo Prof. Telemaco van Langendonck ('º), que estabeleceu condições
diversas para a vinculação da ponta das estacas. Segundo ábaco existente em
seu trabalho, podemos então calcular o comprimento de flambagem da estaca,
equivalente ao de uma haste birrotulada de mesma secção. Inúmeros cálculos
feitos com o emprego dos ábacos citados demonstraram que o erro é pequeno em-
pregando-se um comprimento de flambagem pare. & estaca da ordem de 10%
superior ao comprimento livre efetivo, entre o fundo do bloco e o nível do terreno.
A verificaçâO-da estabilidade das estacas, levando em conta critérios seme—
lhantes aos propostos pelo CEB, poderá ser também feita como emprego de pro—
gramas de computador ou fórmulas aproximadas.

4-1-6 Pressão Lateral Devida aos Aterros sobre as Estacas

Em muitos casos, em eSpecial na presença de terrenos compressíveis, os ater-


ros de acesso ou dos encontros podem causar pressões laterais nas estacas ( Fig.

111V111

(b) ºi _, _l

zl /'
Fig. 4-36

(12) Telemaco van Langendonck Flam



fadas. Pubhcaçào da Assocmção Brasileira 219, 0111111133“ Pãrtªíãfªª Parmalmen
' . ' em de P ' le EMC?“
240 FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4

4—36). A existência da pressão vertical do aterro, provoca uma pressão lateral


p,, nas estacas, que pode ser estimada como uma certa fração da pressão verti—
cal, isto é,
p,, = >: - p.. (4-97)

O coeficiente à pode ter um valor baixo ou ser próximo de um, para argilas
moles. O seu valor deverá, ser fixado de acordo com a natureza da camada com-
pressivel. Podemos recorrer a medidas especiais de melhoria do terreno, tais como
consolidação prévia por meio de drenos de areia, emprego de estacas de brita etc.,
de modo a diminuir o valor do coeficiente de pressão lateral X e, consequente-
mente, 9.8 solicitações de flexão nas estacas. Para. efeito de cálculo das solici-
tações nas estacas, costuma—se tomar uma largura de incidência de 2 a 3 vezes
o diâmetro da estaca (Fig. 43%) Segundo recomendações dos autores de Beer
e Wallays ("), o coeficiente ): da fórmula (4-97) pode ser estimado pela fórmula

): = 4), (4-98)
1r/2—í

sendo dz o ângulo de atrito interno da camada compressível. O ângulo a é defi-


nido na Fig. 4-37, sendo H, uma altura aparente de aterro, dada por

H, = H ll8 (7 em tf/m'),

//
,_________1»-

// H

// a 9 H f

//%// /// 7Á
P
E

///////W
,_ —.+_ “:..—...: _,

Fig. 4.37

ou seja, a altura de aterro reduzida ao peso específico de 1,8 tf/m'. Para o caso
..,,._

. 1r
freqt'iente em cabecelras de pºntes, em que a = 2 (paramento do aterro ver-
_.

(1') E. E. De Beer, M. Wallays, ”Forces induced in Piles by Unsymmetrical Surchnr-


get; on the Soil Around the Piles". Fifth European Conference on Soil Mechanics and Foun-
fºi.

dBtÍOn Engineering, Madri, 1972.


4-2 FUNDAÇOEB SUPERFICIAIB 247

tical nos encontros), A == 1. Note-se, todavia que, empregando a fórmula (4—98),


usamos apenas o diâmetro da estaca, sem qualquer aumento da área de inci—
dência, para efeito do cálculo de flexão da mesma. O leitor encontrará
maiores detalhes na literatura relacionada & Mecânica dos Solos.

4.2 FUNDAÇÓES SUPERFICIAIS

Por fundações superficiais, endendemos as fundações implantadas & pequenas


profundidades, normente as sapatas diretas, além de fundações em tubulões
curtos, maciços, náo-armados etc. Abordaremos em maior detalhe as fundações
em sapata, que são as mais importantes.
No caso de pontes, empregamos, em geral, sapatas de forma retangular ou
circular (Fig. 4-38). A distribuição das pressões na base da sapata depende gran-
demente da sua rigidez e da deformabilidade do material de apoio.
,
+ º 1—
7 |o__T

/ xv?
GPI MJ Ǫ
(o)
Fis. 4'88

As pressões na base podem ser calculadas, uma vez escolhido um modelo


elástico para representar o terreno, compatibilizando-se as deformações de. sa-
pata e da base. Cálculos deste gênero só se justificam em situações especiais.
Nos casos normais, admitimos uma distribuição constante ou linearmente va—
riável de pressões na base, conforme a resultante da carga na sapata seja centrada
ou não (Fig 4-380).
248 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP. 4

A fixação da. pressão admissível no terreno, ou na rocha de fundação, pode


ser feita com os métodos da Mecânica dos Solos ou das Rochas. Na prática,
no entanto, é habitual recorrer a valores médios de pressões admissíveis, confir-
mados pelo uso ou recomendados pelos regulamentos de projeto. A título indi-
cativo, forneceremos alguns valores de pressões admissíveis em terrenos usuais;

—— Terrenos coesivos: 1 a 4 kgf/cmz;


— Terrenos nâo-coesivos: 2 9. 8 kgf/cmº;
— Alteração de rocha: 8 a 15 kgf/cmº;
—— Rocha sâ: 20 a 40 kgf/cmº.

A fixação das tensões admissíveis depende também do exame do problema dos


recalques e de sua influência na superestrutura.
A norma alemã de fundações DIN 1054 recomenda que, para cargas perma-
nentes, as resultantes dos esforços na sapata devem passar pelo núcleo central
da área da base. Para o efeito do conjunto das cargas permanentes e acidentais,
a resultante poderá sair do núcleo da central área da. sapata, porém deverá ficar
circunscrita à elipse definida por

(%.-=)” + (&"—>” = % (4,99)


para a secção retangular ou ao círculo de raio i = 0,59, para a secção cir-
cular (Fig 439). 7
,-<

«: /Resunonte QE?r Rªnmª


J
N

É "*
A
(

| / : /
L o L Nucleo '
ª 1 centro!

Núcleo
central
Fig. 4-39

. , ' amª
No caso em que a resultante 88.1 do nucleo central, prpçuramos umltdlãtíe' das
de pressões na. base, com variação linear, capaz de equlhbrar & msn 8
cargas sem trações.
249
4,2 FUNDAÇÓES SUPERFICIAIS

Y
5 Resultante Resultante

/
,!

&max

/ ,.

XX
* R
N

Fig. 440

A Fig. 4-40 indica, em planta, a forma da área sujeita somente a compres—


sões e o diagrama triangular de pressões no terreno. A determinação _da forma
da área comprimida deverá ser feita por tentativas ou com o emprego de tabelas
apropriadas. _
Passemos agora à questão do dimensionamento das sapatas, para. o qual se
empregam normalmente dois critérios — o das bielas, para sapatas rígidas, e o
do cálculo como sapata flexível. Examinaremos, de início, o caso das sapatas
rígidas.

4-2-1 Método das Bielsa

O método das bielas aplica-se a sapatas de maior altura e rigidez. A idéia


fundamental do método consiste em admitir uma repartição
da carga do pilar
através de bielas comprimidas de concreto, ancoradas
na armação por aderência
ou dlspositivos apropriados (Fig. 4—410).
Um esquema de distribuição de esforços deste tipo corresponde ao espírito
do modelo ,de cálculo normalmente adotado no concreto armado
(“).
A Fig. 4-4] representa uma sapata corrida., correspondente & pilares de grande
largura, .Interessa—nos determinar a força de tração nas armduras, por unidade
dº cºmDnmento, e a tensão de compressão no concreto das bielas. .
Admitindo uma distribuição uniforme de pressões no solo virá, de acordo
cºm 9“ F'g- 441, sendo P a carga por unidade de comprimento da sapata,

dP = %>— da, (4-100)

&

real“ (14) O método das bielas nqui apresentado é bªseado em estudos de "Bum
”ªdºª Pºr M. “ Securitu”,
Lebelle. Ver também A. Genin, Traité dc Béton Armé, 3.º vol. Dunod, 1971.
30 FUNDAÇOEB DAS PONTES CAP 4

P ::
donde dy : dp tga = 7.- da: — 7x? Integrando para toda a largura da Sapata

a a—a'
e levando em conta que —— = , , encontramos
ho h — d

ª” _ P (a —— a') _
H " ja º'” " 80: — d') (Hºl)

dR
/ ( c)

n.. 441
to da sapªtª-
_
Esta é a força de tração na armadura, por unidade de comprimen to das bielªs-
Vejamos, agora, como estimar a tensão de compressão no conºl'º
42 FUNDAÇOES SUPERFICIAIS 251

As condições da secção transversal de uma biela típica são reproduzidas em maior


detalhe na Fig. 4—410. Teremos

& : dP ;
cosa

º dR dR ho

Substituindo dR, virá

'
_dP.
__ ho
dz zcosªa
e fazendo o uso de (4-100), teremos finalmente
Pho
: = “' l
az cos2 a (4- 02)

O máximo valor da tensão no concreto da bielª é obtido para o mínimo de


2 = ho — (h — d'), na ligação com o pilar, resultando

Pho (4-103)
ªº : alho—(h—d'H cosª a.

Para cos oz, tomamos o valor

cosa = _JL__
Jhã'k-zl—aª

Com base em (4-101) e (4-103), podemos calcular a armadura da sapata e


estimar a tensão no concreto. Operamos com o valor—limite último da carga P
e, sendo fw & tensão de escoamento de cálculo do aço; obteremos

H
A.=7,; («&-104)

para a seção das armaduras.


As sapatas retangulares em planta (Fig. 4-380) podem ser tratadas de ma—
neira análoga, empregando bielas com orientação geral, em relação às direções
x e y. Podemos demonstrar que, desde que a secção do pilar seja homotética
à da sapata, as fórmulas obtidas serão análogas & (4-101), isto é,

_Pw-w_
H, — m , (4-105)
52 FUNDAÇOES DAS PONTES CAP. 4

_ P (a — a')

sendo agora P a carga total no pilar. Dentro da mesma ordem de idéias, pode-
mos usar (4-103) para estimar a tensão de compressão do concreto nas bielas.
No caso das sapatas circulares, cabem algumas considerações adicionais.
As bielas, neste caso, têm uma orientação radial, conforme sugere 9. Fig. 4-42.
Quanto à distribuição das armaduras, podemos adotar uma disposição em anéis
e barras radiais de distribuição ou uma disposição em malha de barras orto-
gonais.
No primeiro caso, toma—se necessário estimar a. força de tração nos &néis,
produzida pelo empuxo das bielas. Reportamo-nos, para isto, às Figs. 4-42b

Fig. 4.4:
_,.“
nv.s»=a._-a£:«..-mc,..;.-..,w.«r

e c e 4-41. Admitindo uma distribuição uniforme de pressões na base da sapata,


podemos escrever, para o elemento dA de área,
5???” “

4,2 FuNoAÇOES suvenncws


253

P
dP — F ' dA

& .. .!;
d '“ ho
e
dA = pdp dd.

de modo que

P: P P; '“ P?
Hºrª:) : J;, dH : 'nrºho .
1 3

correspondente ao ângulo dº.


A pressão radial unitária será (Fig. 4-43)

“ H(Pz"'P1)= P , pã—p?
1/2 (Pl + P:) 7“”ºho 3/2 (Pl + Pº)
e a tração Tur“) no anel entre os raios p,
e p, será Fig. 4.43

1 (P: +
Tºrºn) = p' 72- p:) = vrrPºho ' —
9% 3
——p? _ ' )
(4-107

A. partir deste. fórmula, podemos dimensionar os ané


is de armadura compreen—
ldos entre p, e pº,
Se as armaduras forem dispostas em malha ortogo
nal (Fig. 4—42c), teremos

dd
dHy=dHcosº=—P—' .Uin
nrº ho

0 ºSfºrÇO total, nas barras paralelas ao eixo


y, interceptadas Pºlº elemento dª' será.
Vf? :*
de= P de' yd ._- .LªÍ—í
__ :
ldx. (4-108)
'N Tºho 0 2 Trºko
284 FUNDAÇÓES DAS PON'I'ES CAP. 4

O esforço total nas barras paralelas ao eixo y será dado por

' 2 Pr
H,, = 2L dHyt = E;"? (4-109)

A partir de considerações análogas àquelas que conduziram à fórmula (4-101),


podemos substituir (4—109) por

H, =_2P
_._
3” (h __
(r— r').
d,) (4- 1 10)
As fórmulas (4-110) e (4-108) permitem dimensionar as ermaduras, sendo
que (4-108) possibilita obter a sua distribuição mais convemente.

4-2-2 Sapatas Flexíveis

As sapatas de menor altura e conseqíientemente mais flexíveis podem ser


dimensionadas através dos momentos fletores e forças cortantes induzidas pela
pressão do solo. Este cálculo pode ser feito mais rigorosamente com o emprego
da teoria das placas e, mais simplesmente, determinando os momentos e forças
cortantes de forma elementar, em secções selecionadas de. sapata.
A Fig. 4.44 indica as secções usuais de sapatas flexíveis podendo ter altura
h constante ou variável. Estudos mais rigorosos, com base na teoria das placas,
demostraram que a varia ção dos momentos fletores numa secção 1—1 da sapata é,
qualitativamente a indicada na Fig. 4—45.

Fig. 4.44
CIAIS
4.2 FUNDAÇÓES SUPE R FI
268

o' _
"õ- “Ovõ
Fig. 4-45
Notamos que, à medida que a relação a'/a da largura do pilar para a largura
da sapata. aumenta, a distribuição dos momentos fletores na secção tende para &
uniforme, fato este que nos permite fazer o dimensionamento de forma elementar.
Ensaios demonstraram também que a parte central da sapata sofre um puncio-
namento do tipo sugerido pela Fig. 4—46.

lp
4-54
';

| !+- d
d'

Tf-H Wªrn «p
Fig. 4.46
Sen_ d_ o d, o diâmetro médio da secç
transmltxda ão puncionada, & força cortante & ser
& través da circunferência. de puncionament
o será dada por

v, = P "j' .a,.
2

(4-111)
” que corresponde uma tensão
de corte média

7, : ___Lr____. (4-112)
ml, — (h — d')
268 FUNDAÇOE8 DAS PONTES CAP. 4

prescritos para
Caso esta tensão de corte ultrapasse valores regulameptares lonamenm,
capaz de resxstlr ao punc
o caso, devemos prever armadura especml ,
Esta armadura poderá. constarde fer'ros dobradas,. çomo sugerido na Fig, 4.47
ão puncionada.
ou qualquer outro dispositivo que garanta & establhdade da secç

13/13;
l'

Fig. 447
inando-se
Em resumo, o dimensionamento das sapatas flexíveis é feito, determ
lando-se devida-
os momentos fletores em secções escolhidas da sapata e contro
mente a tensão de corte dada por meio de (4—112).

4-2-3 Disposições Construtivas ——- Armaduras das Sapatas


A ade-
Quanto à disposição das armaduras, cabem algumas observações.
& trans-
rência da armadura ao concreto é de grande impedância, pois permite
missão uniforme dos esforços das bielas, conforme indica 9. Fig. 4-480.

(o) &

Cintomento

(b)
Fig. 448
4-2 FUNDAÇOES SUPERFICIAIS 257

Caso a aderência, não funcione a transmissão de esforços dá—se como sugerido


na Fig. 4481). necessitando—se de ancoragens nos extremos das barras. Em par-
ticular, é recomendável, em tais casos, prever a armadura perimetral de cinta-
mento.
No caso de sapata também sujeita a momentos,o que é normal em pontes,
a armadura dos pilares deverá ter dispositivos de ancoragem, como é sugerido
na Fig. 449.

F13. 4.49

As sapatas circulares podem, na prática, ser aproximadas por sapatas de


base octogonal, com uma disposição de armadurus indicadas pela Fig. 4-50.
xX
5/
/*f m

/ «& &!

Ó
/

Fig. 4-50

4-2—4 Sapatas Nâo—Armadas —— Base Alargada dos Tubulõee

A ausência de armação pode ocorrer excepcionalmente em sapatas de grande


altura e é normal nas hases alargadas dos tubulões (Fig. 4—51). Nestas condi-
ções. escolhemos um ângulo a suficientemente grande, de modo que as tensões
de tração na base da. sapata possam ser mantidas em limites compatíveis com
a resistência do concreto & tração.
Caso não seja. empregado um método mais exato, podemos estimar de ma—
neira elementar & tensão de tração na base da sapata ou tubulâo, através do
.gfªum. rWMJ_
i.; :< gªr ,- ;. .
“ ** “*ª-“â“ ,.

FUNDAÇÓES DAS PONTES CAP. 4


258
##

/ Xx
/ X
h / X
' lx

/ “ “E
d

«,,
Fig. 4-51

fle tor de um con sol o de lar gum uni tár ia e com primento d (Fig. 4-51).
momento
Neste caso teremos
ºem“. :
a, - dª . 6 _ 3a, _
2 hª _ tgªa
end o ºcm “ = fm; (te nsã o de tra ção de cál culo do concrete), obtemos
Faz

tg“ a = —-'—- (4-113)

te, & altura h da sapata


como critério para fixar o ângulo a e, conseqiientemen
ou base do tubulâo.

ODO
EXEMPLO NUMÉRICO E16 -— SAPATA CORRIDA PELO MÉT
DAS BIELAS

Vamos ilustrar a aplicação das fórmulas (4401) e (4—103), no caso concreto


de uma sapata corrida da Fig. Elô—l.
ento das arma-
Para valores de cálculo da carga e da tensão de escoam
duras, adotamos

P.: = 1.51) = 1,5 )( 300 = 450 tf/m

fd: fº“ 9202. = 4.350 kgílcm'.


” 1,15 1.1:
“ FUNDAÇOES ESPECIAIS
269

a': 0,70m
W
lp: som/m

" 50
2,00m
0, m
,! m _*—
a=3,00m

Fig. Eló-l

Das Pigs. 4—4! e Elô-l. deduzimos que

€er
h — d' = 2,00 — 0.15 = 1,85m; a — a' =
2.30m;

"'ªª-íÇ—ª-i “TV'P'LIS .'


ho=2,õO m; ho — (h — d') = 2,50 — 1,85
= 0,65 m;
ho
COSQ = = 0,86.
hã + (i)2
2
Das fórmulas (4—101) e (4-104). obt
emos

_ Pd ' (a — a') 450 X 2.30


"
_
8(h — d')
— =
8 x1,85 = 70 Íf/
'"
;

= _H,, = 70.000 = 16
ª' f,, 4.350 ª/m.
ºm
Aplicando agora a fórmula (4-103), teremos

450 x 2 50
c = ————'—— = 780 tf/mº = 78 kgf/cm . ,
”“ 3.00 x 0,65 x 0,862
4-3 FUNDAÇÓES ESPECIAIS

d' Em Condições especiais, deverão sex projetados


tipos dª fundação que Pºd?“
'fºm'
Ser dºs
ia dif ícilante
declrior
inarment e sestu
todo dado s e que clas sifi camo s como fundações PSPººlª'S
os tipos possívei s ?, pºr isto, limitamo—n
referêncxas os & algumas
de ordem
Sºfªlº
260 FUNDAÇOES DAS poN-I-Es e» .

Em condições de pouca profundidade de _ineerçâe no terreno e para grandes


cargas, podemos recorrer a fundações em calmo (Fig. 4-02). Estas fundªções
constam de estruturas celulares, às vezes de grande pºrte, capazes de flutuªr
de modo & poderem ser tranSportadas para o locel de Implªntação. Os cªixões,
podem ter câmaras pneumáticas de trabalho, & flm de famlxtar as ºperações de
colocação e implantação.

Pilar

7 /
M

..."
,,ª
Câmara de trabalho
Fig. 4-52

Em fundações para grandes profundidades e cargas elevadas, podemos


em—
pregar uma solução mista. de tubulões associados & estacas
(Fig. 4-53). Uma
solução deste gênero foi adotada na ponte Rio—Xiterói, tendo sido cravados tubos

/ . N.A
?*í—É—
// Fundo

"““”ªy”mwwª;;r A-A
Concreto % : Tubo de aço
submerso
X

A Pum
__,
m-.n__-_._.-_._________"___-.. ...

E stocas ;.
metálicas

Fis. 4.53
de chapa de grande diâmetro e, internamente aos mes
mos, perf
atingir as Cªmªdªs reslstenta. _Emstem eqmpamentos os maisis metálicos até
& construcªº de tubulões revestldos e estacas de grande diâ variados para
metro.
Em casos especiais, podem também ser projetadas fundações em radi
ou sapatas, executadas & seco, após a cons ers
trução de ensecadeiras apropriadas.
A discussão mais detalhada de soluções deste tipo escapa do âmbito
da pre-
sente obra, devendo ser buscada nas publicações especializadas, referent
es a rea-
lizações wpecíflcas.