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n.

5 – Implicações Lógicas

A implicação lógica trata de um conjunto de afirmações,


proposições simples ou compostas, cujo encadeamento lógico
resultará em uma conclusão, a ser descoberta. Tal conclusão
deverá ser necessariamente verdadeira para o conjunto de
afirmações dadas.

Def.: Diz-se que uma proposição 𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) implica


logicamente uma proposição 𝑄 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ), se 𝑄 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) é
verdadeira todas as vezes que 𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) é verdadeira.

𝑃 𝑄 𝑃 ⟹𝑄
V V V
V F F
F V V
F F V

Indicamos a implicação de proposições, com o símbolo ⟹.

→ é símbolo de operação lógica aplicada as proposições 𝑃 e 𝑄.


⟹ estabelece uma relação entre as proposições 𝑃 e 𝑄.

Uma proposição 𝑃 implica uma proposição 𝑄, se e


somente se 𝑃 ⟹ 𝑄 é tautológica.

Propriedades da implicação Lógica

 Reflexiva (R):
𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) → 𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … )

 Transitiva (T):
Se 𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) → 𝑄 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) e
𝑄 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) → 𝑅 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) então
𝑃 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … ) → 𝑅 (𝑝, 𝑞, 𝑟, … )

Exemplos:

1. 𝑃 ˄ 𝑄 , 𝑃 ˅ 𝑄, 𝑃 ↔ 𝑄

𝑃 𝑄 𝑃˄𝑄 𝑃˅𝑄 𝑃 ↔ 𝑄
V V V V V
V F F V F
F V F V F
F F F F V

A proposição 𝑃 ˄ 𝑄 é verdadeira (V) somente na 1ª linha


e, nesta linha, as proposições 𝑃 ˅ 𝑄 e 𝑃 ↔ 𝑄 também são
verdadeiras. Logo, a primeira proposição implica cada uma das
outras duas proposições:
𝑃˄𝑄 → 𝑃˅𝑄
𝑃˄𝑄 → 𝑃 ↔𝑄

2. 𝑃 ↔ 𝑄 , 𝑃 → 𝑄, 𝑄 → 𝑃

𝑃 𝑄 𝑃 ↔ 𝑄 𝑃 →𝑄 𝑄→𝑃
V V V V V
V F F F V
F V F V F
F F V V V

A proposição 𝑃 ↔ 𝑄 é verdadeira (V) nas linhas 1 e 4, e


nestas linhas, as proposições 𝑃 → 𝑄 e 𝑄 → 𝑃 também são
verdadeiras. Logo, a primeira proposição implica cada uma das
outras duas proposições.

𝑃 ↔ 𝑄 ⟹ 𝑃 → 𝑄
𝑃 ↔ 𝑄 ⟹ 𝑄 → 𝑃

Regras de inferência

Existem certas relações que permitem deduzir fatos a


partir de outros desde que estes satisfaçam formatos
específicos. Estas relações são conhecidas como regras de
inferência.

a. Lei de adição: 𝑃 ⟹ 𝑃˅𝑄 e 𝑄 ⟹ 𝑃˅𝑄

𝑃 𝑄 𝑃˅𝑄 𝑃 ⟹ 𝑃˅𝑄 𝑄 ⟹𝑃˅𝑄


V V V V V
V F V V V
F V V V V
F F F V V

b. Lei de simplificação: 𝑃˄𝑄 ⟹ 𝑃 e 𝑃˄𝑄 ⟹ 𝑄

𝑃 𝑄 𝑃˄𝑄 𝑃˄𝑄 ⟹𝑃 𝑃˄𝑄 ⟹𝑄


V V V V V
V F F V V
F V F V V
F F F V V
c. Regra do Silogismo disjuntivo: (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 ⟹ 𝑄

Silogismo é um modelo de raciocínio baseado na ideia da


dedução, composto por duas premissas que geram uma
conclusão.
Silogismo disjuntivo é uma forma de argumento onde uma
das premissas é a disjunção de duas afirmações e a outra é a
negação de uma dessas afirmações.

𝑃 𝑄 𝑃˅𝑄 ~𝑃 (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 ⟹ 𝑄
V V V F F V
V F V F F V
F V V V V V
F F F V F V

A proposição (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 é verdadeira (V) somente na


3ª linha e, nesta linha, a proposição 𝑄 também é verdadeira.
Logo, vale a implicação lógica:

(𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 ⟹ 𝑄

Exemplo:
“Pedro foi à escola na quarta-feira ou na sexta-feira e Pedro
não esteve na escola na quarta-feira implicam
logicamente Pedro esteve na escola na sexta-feira.”

É definida como logicamente verdadeiro:


“Se Pedro foi à escola na quarta-feira ou na sexta-
feira e Pedro não esteve na escola na quarta-
feira, então Pedro esteve na escola na sexta-feira.”

A sentença pode ser formalizada como:


Se p ou q e Não é o caso que p, então q.

(𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑃 ⟹ 𝑄

Por definição: “Pedro foi à escola na quarta-feira ou na sexta-


feira” e “Pedro não esteve na escola na quarta-feira” implicam
logicamente “Pedro esteve na escola na sexta-feira”.

Outra forma desta Regra de Inferência é:


(𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑄 ⟹ 𝑃

𝑃 𝑄 𝑃 ˅ 𝑄 ~𝑄 (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑄 (𝑃 ˅ 𝑄) ˄ ~𝑄 ⟹ 𝑃
V V V F F V
V F V V V V
F V V F F V
F F F V F V

d. Regra Modus ponens: (𝑃 → 𝑄 ) ˄ 𝑃 ⟹ 𝑄

Se uma declaração ou proposição implica uma segunda, e


a primeira declaração ou proposição é verdadeira, então a
segunda também é verdadeira.
Se P implica Q e P é verdadeira, então Q é verdadeira.
Tautologia também denominada: “modus ponendo ponnes”, que
significa “o modo pelo qual, afirmando, se afirma”.

𝑃 𝑄 𝑃 →𝑄 (𝑃 → 𝑄 ) ˄ 𝑃 (𝑃 → 𝑄 ) ˄ 𝑃 ⟹ 𝑄
V V V V V
V F F F V
F V V F V
F F V F V
A proposição (𝑃 → 𝑄) ˄ 𝑃 é verdadeira (V) somente na
linha 1, e nesta linha, a proposição 𝑄 também é verdadeira.
Logo, vale a implicação lógica:

(𝑃 → 𝑄 ) ˄ 𝑃 ⟹ 𝑄

𝑃→𝑄 , 𝑃
∴𝑄

e. Regra Modus tollens: (𝑃 → 𝑄) ˄ ~𝑄 ⟹ ~𝑃

Regra Modus tollens: é a negação do consequente, é o


nome formal para a prova indireta.
Tautologia também denominada: “modus tollendo
tollens”, que significa “o modo pelo qual, negando-se, nega-se”.

A Regra Modus tollens pode ser vista como uma aplicação


da Regra Modus ponens por contraposição.

A contraposição diz-nos que:


𝑃 → 𝑄 é equivalente a ~𝑄 → ~𝑃
Então a Regra Modus ponens permite inferir:

~𝑄 →~𝑃 , ~𝑄
~𝑃

Esta regra está assim ligada a demonstrações por


contraposição, ou ainda a demonstrações por
contradição/redução ao absurdo.
𝑃 𝑄 𝑃 → 𝑄 ~𝑄 (𝑃 → 𝑄 ) ˄ ~𝑄 ~𝑃 (𝑃 → 𝑄 ) ˄ ~𝑄 ⟹ ~𝑃
V V V F F F V
V F F V F F V
F V V F F V V
F F V V V V V

A proposição (𝑃 → 𝑄) ˄ ~𝑄 é verdadeira (V) somente


na linha 4, e nesta linha, a proposição ~𝑃 também é verdadeira.
Logo, vale a implicação lógica:

(𝑃 → 𝑄) ˄ ~𝑄 ⟹ ~𝑃

Tabela-verdade na Lógica Binária

Na tabela-verdade da implicação na lógica binária, em que


1 = Verdade e 0 = Falso temos:
Afirmar (𝑃 → 𝑄) significa que é verdade, ou seja:
(𝑃 → 𝑄 ) = 1

Por outro lado, afirmar ~𝑄 significa que 𝑄 é falso, ou


seja:
𝑄 =0

Assim:
(𝑃 → 𝑄) ˄ ~𝑄

Corresponde a:
1 ˄1

Na tabela-verdade da implicação:
𝑃 𝑄 𝑃 →𝑄 ~𝑄 (𝑃 → 𝑄) ˄ ~𝑄
1 1 1 0 0
1 0 0 1 0
0 1 1 0 0
0 0 1 1 1

Com a afirmação da proposição: (𝑃 → 𝑄)


E, a afirmação da proposição: ~𝑄
A única linha que temos: 1 ˄ 1
É a linha em que: 𝑃 = 0 e 𝑄=0

Métodos de resolução:
a. Quando houver, nas premissas do enunciado da questão,
uma proposição simples ou uma conjunção.
b. Quando não houver, entre as premissas do enunciado da
questão, uma proposição simples ou uma conjunção.

Para o caso (a) em que nas premissas do enunciado da


questão HÁ uma proposição simples ou uma conjunção usamos
o método do Argumento:

 1º considerar as premissas verdadeiras e, por meio das


tabelas-verdade dos conectivos, descobrir os valores lógicos
das proposições simples presentes nas premissas.
 2º substituir os valores lógicos das proposições simples,
encontradas no primeiro passo, em cada uma das opções de
resposta. Assim, aquela que for necessariamente verdadeira
é a opção correta da questão.
Exemplo:
1. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 218) André é inocente ou
Beto é inocente. Se Beto é inocente, então Caio é culpado.
Caio é inocente se e somente se Dênis é culpado. Ora, Dênis é
culpado. Logo:
a) Caio e Beto são inocentes.
b) André e Caio são inocentes.
c) André e Beto são inocentes.
d) Caio e Dênis são culpados.
e) André e Dênis são culpados.

Resolução:

Proposições simples:
A = André é inocente
B = Beto é inocente
C = Caio é inocente
D = Dênis é inocente

Tradução para a forma simbólica:


 André é inocente ou Beto é inocente: 𝐴 ˅ 𝐵
 Se Beto é inocente, então Caio é culpado: 𝐵 → ~𝐶
 Caio é inocente se e somente se Dênis é culpado: 𝐶 ↔ ~𝐷
 Ora, Dênis é culpado: ~𝐷

Premissas:
 𝑃1: 𝐴 ˅ 𝐵
 𝑃2: 𝐵 → ~𝐶
 𝑃3: 𝐶 ↔ ~𝐷
 𝑃4: ~𝐷
1º passo: considerar as premissas verdadeiras e, por meio das
tabelas-verdade dos conectivos, descobrir os valores lógicos das
proposições simples presentes nas premissas.

 Em 𝑃4, ~𝐷 é uma proposição simples, logo se ~𝐷 é 𝑉, então


𝐷 = 𝐹.
 Assim, substituindo ~𝐷 = 𝑉 em 𝑃4 e em 𝑃3:
𝑃1: 𝐴 ˅ 𝐵
𝑃2: 𝐵 → ~𝐶
𝑃3: 𝐶 ↔ 𝑉
𝑃4: 𝑉

 Em 𝑃3, uma proposição que implica se e somente se outra


proposição que é verdadeira, só pode ser verdadeira. Logo,
𝐶 = 𝑉.
 Substituindo 𝐶 = 𝑉 em 𝑃3 e ~C = F em 𝑃2:
𝑃1: 𝐴 ˅ 𝐵
𝑃2: 𝐵 → 𝐹
𝑃3: 𝑉 ↔ 𝑉
𝑃4: 𝑉
 Em 𝑃2, uma proposição que implica outra proposição que é
falsa, só pode ser verdadeira se ela for falsa. Logo, 𝐵 = 𝐹.
 Substituindo 𝐵 = 𝐹 em 𝑃2 e em 𝑃1:
𝑃1: 𝐴 ˅ 𝐹
𝑃2: 𝐹 → 𝐹
𝑃3: 𝑉 ↔ 𝑉
𝑃4: 𝑉
 Em 𝑃1, para que uma disjunção seja verdadeira, podemos
ter: 𝑉𝑉, 𝑉𝐹, 𝐹𝑉 e neste caso como já temos que 𝐵 = 𝐹, então
𝐴=𝑉.
 Substituindo 𝐴 = 𝑉 em 𝑃1:
𝑃1: 𝑉 ˅ 𝐹
𝑃2: 𝐹 → 𝐹
𝑃3: 𝑉 ↔ 𝑉
𝑃4: 𝑉

Assim: 𝐴 = 𝑉, 𝐵 = 𝐹, 𝐶 = 𝑉, 𝐷 = 𝐹
Logo,
A = André é inocente
B = Beto é culpado
C = Caio é inocente
D = Dênis é culpado

 2º passo: substituir os valores lógicos das proposições


simples, encontradas no primeiro passo, em cada uma das
opções de resposta. Assim, aquela que for necessariamente
verdadeira é a opção correta da questão.

Retornando ao exercício:
a) Caio e Beto são inocentes.
b) André e Caio são inocentes.
c) André e Beto são inocentes.
d) Caio e Dênis são culpados.
e) André e Dênis são culpados.
Outra forma de resolução:

𝐴 𝐵 𝐶 𝐷 ~𝐶 ~𝐷 𝐴˅𝐵 𝐵 → ~𝐶 𝐶 ↔ ~𝐷 ~𝐷
V V V V F F V F F F
V V V F F V V F V V
V V F V V F V V V F
V V F F V V V V F V
V F V V F F V V F F
V F V F F V V V V V
V F F V V F V V V F
V F F F V V V V F V
F V V V F F V F F F
F V V F F V V F V V
F V F V V F V V V F
F V F F V V V V F V
F F V V F F F V F F
F F V F F V F V V V
F F F V V F F V V F
F F F F V V F V F V
Interessam-nos os casos em que ~𝐷 = 𝑉, e nesses casos, aqueles
em que as premissas são todas verdadeiras.

Para o caso (b) em que nas premissas do enunciado da


questão NÃO HÁ nenhuma proposição simples ou uma
conjunção:

Exemplo:
1. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 259) Se não durmo, bebo. Se
estou furioso, durmo. Se durmo, não estou furioso. Se não
estou furioso, não bebo. Logo:
a) Não durmo, estou furioso e não bebo.
b) Durmo, estou furioso e não bebo.
c) Não durmo, estou furioso e bebo.
d) Durmo, não estou furioso e não bebo.
e) Não durmo, não estou furioso e bebo.

Resolução:
Proposições simples:
D = Durmo
B = Bebo
F = Estou Furioso
Tradução para a forma simbólica:
 Se não durmo, bebo: ~𝐷 → 𝐵
 Se estou furioso, durmo: 𝐹 → 𝐷
 Se durmo, não estou furioso: 𝐷 → ~𝐹
 Se não estou furioso, não bebo: ~𝐹 → ~𝐵

𝐷 𝐵 𝐹 ~𝐷 ~𝐵 ~𝐹 ~𝐷 → 𝐵 𝐹 → 𝐷 𝐷 → ~𝐹 ~𝐹 → ~𝐵
V V V F F F V V F V
V V F F F V V V V F
V F V F V F V V F V
V F F F V V V V V V
F V V V F F V F V V
F V F V F V V V V F
F F V V V F F F V V
F F F V V V F V V V

Exercícios:

1. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 220) Se Carina é amiga de


Carol, então Carmem é cunhada de Carol. Carmem não é
cunhada de Carol. Se Carina não é cunhada de Carol, então
Carina é amiga de Carol. Logo,
a. Carina é cunhada de Carmem e é amiga de Carol.
b. Carina não é amiga de Carol ou não é cunhada de Carmem.
c. Carina é amiga de Carol ou não é cunhada de Carol.
d. Carina é amiga de Carmem e é amiga de Carol.
e. Carina é amiga de Carol e não é cunhada de Carmem.

2. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 222) Se a professora de


Matemática foi à reunião, nem a professora de Inglês nem a
professora de Francês deram aula. Se a professora de Francês
não deu aula, a professora de Português foi à reunião. Se a
professora de Português foi à reunião, todos os problemas
foram resolvidos. Ora, pelo menos um problema não foi
resolvido. Logo,

a. A professora de Matemática não foi à reunião e a professora


de Francês não deu aula.
b. A professora de Matemática e a professora de Português não
foram à reunião.
c. A professora de Francês não deu aula e a professora de
Português não foi à reunião.
d. A professora de Francês não deu aula ou a professora de
Português foi à reunião.
e. A professora de Inglês e a professora de Francês não deram
aula.

3. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 262) Se Fulano é culpado,


então Beltrano é culpado. Se Fulano é inocente, então ou
Beltrano é culpado, ou Sicrano é culpado, ou ambos, Beltrano
e Sicrano, são culpados. Se Sicrano é inocente, então Beltrano
é inocente. Se Sicrano é culpado, então Fulano é culpado.
Logo,
a. Fulano é inocente, Beltrano é inocente, Sicrano é inocente.
b. Fulano é culpado, Beltrano é culpado, Sicrano é inocente.
c. Fulano é culpado, Beltrano é inocente, Sicrano é inocente.
d. Fulano é inocente, Beltrano é culpado, Sicrano é culpado.
e. Fulano é culpado, Beltrano é culpado, Sicrano é culpado.

4. Mostre que:
a. (𝑃 → 𝑄) → (~𝑃 ↔ ~𝑄) não é implicação.
b. ( 𝑥 ≠ 0 → 𝑥 = 𝑦 ) ˄ 𝑥 ≠ 𝑦 ⟹ 𝑥 = 0

Resoluções:

1. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 220) Se Carina é amiga de


Carol, então Carmem é cunhada de Carol. Carmem não é
cunhada de Carol. Se Carina não é cunhada de Carol, então
Carina é amiga de Carol. Logo,
a. Carina é cunhada de Carmem e é amiga de Carol.
b. Carina não é amiga de Carol ou não é cunhada de Carmem.
c. Carina é amiga de Carol ou não é cunhada de Carol.
d. Carina é amiga de Carmem e é amiga de Carol.
e. Carina é amiga de Carol e não é cunhada de Carmem.

Proposições:
I = Carina é amiga de Carol
E = Carmem é cunhada de Carol
O = Carina é cunhada de Carol

Tradução para a forma simbólica:


 Se Carina é amiga de Carol, então Carmem é cunhada de Carol:
𝐼→𝐸
 Carmem não é cunhada de Carol.
~𝐸
 Se Carina não é cunhada de Carol, então Carina é amiga de
Carol.
~𝑂 → 𝐼

Premissas:
 𝑃1: 𝐼 → 𝐸
 𝑃2: ~𝐸
 𝑃3: ~𝑂 → 𝐼

𝐼 𝐸 𝑂 ~𝐸 ~𝑂 𝐼→𝐸 ~𝑂 → 𝐼
V V V F F V V
V V F F V V V
V F V V F F V
V F F V V F V
F V V F F V V
F V F F V V F
F F V V F V V
F F F V V V F

Portanto,
I = Carina é amiga de Carol é falso, Carina não é amiga de Carol.
E = Carmem é cunhada de Carol é falso, Carmem não é cunhada
de Carol.
O = Carina é cunhada de Carol é verdadeiro.

(b) = V: Carina não é amiga de Carol (V) ou não é cunhada de


Carmem (V).

2. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 222) Se a professora de


Matemática foi à reunião, nem a professora de Inglês nem a
professora de Francês deram aula. Se a professora de Francês
não deu aula, a professora de Português foi à reunião. Se a
professora de Português foi à reunião, todos os problemas
foram resolvidos. Ora, pelo menos um problema não foi
resolvido. Logo,

a. A professora de Matemática não foi à reunião e a professora


de Francês não deu aula.
b. A professora de Matemática e a professora de Português não
foram à reunião.
c. A professora de Francês não deu aula e a professora de
Português não foi à reunião.
d. A professora de Francês não deu aula ou a professora de
Português foi à reunião.
e. A professora de Inglês e a professora de Francês não deram
aula.

Proposições:
M = a professora de Matemática foi à reunião
P = a professora de Português foi à reunião
R = a professora de Francês deu aula
I = a professora de Inglês deu aula
T = todos os problemas foram resolvidos

Tradução para a forma simbólica:


 Se a professora de Matemática foi à reunião, nem a professora
de Inglês nem a professora de Francês deram aula.
𝑀 → (~𝐼 ˄ ~𝑅)
 Se a professora de Francês não deu aula, a professora de
Português foi à reunião.
~𝑅 → 𝑃
 Se a professora de Português foi à reunião, todos os
problemas foram resolvidos.
𝑃→𝑇
 Ora, pelo menos um problema não foi resolvido
~𝑇

25 = 32 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎𝑠 ... Portanto não é viável construir a tabela-verdade.

𝑀 𝑃 𝑅 𝐼 𝑇 ~𝐼 ~𝑇 ~𝑅 ~𝐼 ˄ ~𝑅 𝑀 → (~𝐼 ˄ ~𝑅) ~𝑅 → 𝑃 𝑃→𝑇

Premissas:
 𝑃1: 𝑀 → (~𝐼 ˄ ~𝑅)
 𝑃2: ~𝑅 → 𝑃
 𝑃3: 𝑃→𝑇
 𝑃4: ~𝑇

 Se é uma implicação lógica, então ~𝑇 = 𝑉 ∴ 𝑇 = 𝐹


 Se 𝑇 = 𝐹 então numa implicação: 𝑃 → 𝐹 = 𝑉, somente se
𝑃=𝐹
 Se 𝑃 = 𝐹 então numa implicação: ~𝑅 → 𝐹 = 𝑉, somente
se ~𝑅 = 𝐹 ∴ 𝑅=𝑉
 Como 𝑅 = 𝑉 substituindo em (~𝐼 ˄ ~𝑅) temos:
(~𝐼 ˄ 𝐹 )
 Como (~𝐼 ˄ 𝐹 ) só é verdadeiro se VV, então ~𝐼 = 𝐹
 Como é uma implicação, então: 𝑀 → (~𝐼 ˄ ~𝑅) = 𝑉
 Como ~𝐼 = 𝐹 e ~𝑅 = 𝐹 ∴ (~𝐼 ˄ ~𝑅) = 𝐹
 Portanto, 𝑀 → 𝐹 = 𝑉 se e somente se 𝑀 = 𝐹.

Voltando as Proposições:
 M = a professora de Matemática foi à reunião é falso. Logo: ~𝑀
 P = a professora de Português foi à reunião é falso. Logo: ~𝑃
 R = a professora de Francês deu aula é verdadeiro. Logo: 𝑅
 I = a professora de Inglês deu aula. Logo: ? 𝑖𝑛𝑑𝑒𝑡𝑒𝑟𝑚𝑖𝑛𝑎𝑑𝑜
 T = todos os problemas foram resolvidos é falso. Logo: ~𝑇

3. (CARVALHO; CAMPOS, 2010, p. 262) Se Fulano é culpado,


então Beltrano é culpado. Se Fulano é inocente, então ou
Beltrano é culpado, ou Sicrano é culpado, ou ambos, Beltrano
e Sicrano, são culpados. Se Sicrano é inocente, então Beltrano
é inocente. Se Sicrano é culpado, então Fulano é culpado.
Logo,
a. Fulano é inocente, Beltrano é inocente, Sicrano é inocente.
b. Fulano é culpado, Beltrano é culpado, Sicrano é inocente.
c. Fulano é culpado, Beltrano é inocente, Sicrano é inocente.
d. Fulano é inocente, Beltrano é culpado, Sicrano é culpado.
e. Fulano é culpado, Beltrano é culpado, Sicrano é culpado.

Proposições:
U = Fulano é inocente
B = Beltrano é inocente
S = Sicrano é inocente

Tradução para a forma simbólica:


 Se Fulano é culpado, então Beltrano é culpado.
~𝑈 → ~𝐵

 Se Fulano é inocente, então ou Beltrano é culpado, ou Sicrano


é culpado, ou ambos, Beltrano e Sicrano, são culpados.
𝑈 → (~𝐵 ˅ ~𝑆) ˅ (~𝐵 ˄ ~𝑆)

 Se Sicrano é inocente, então Beltrano é inocente.


𝑆→𝐵

 Se Sicrano é culpado, então Fulano é culpado.


~𝑆 → ~𝑈

Premissas:
 𝑃1: ~𝑈 → ~𝐵
 𝑃2: 𝑈 → (~𝐵 ˅ ~𝑆) ˅ (~𝐵 ˄ ~𝑆)
 𝑃3: 𝑆→𝐵
 𝑃4: ~𝑆 → ~𝑈

𝑈 𝐵 𝑆 ~𝑈 ~𝐵 ~𝑆 ~𝐵 ˅ ~𝑆 ~𝐵 ˄ ~𝑆 (~𝐵 ˅ ~𝑆) ˅ (~𝐵 ˄ ~𝑆) 𝑈 → (~𝐵 ˅ ~𝑆) ˅ (~𝐵 ˄ ~𝑆) ~𝑆 → ~𝑈 𝑆 → 𝐵 ~𝑈 → ~𝐵


V V V F F F F F F F V V V
V V F F F V V F V V F V V
V F V F V F V F V V V F V
V F F F V V V V V V F V V
F V V V F F F F F V V V F
F V F V F V V F V V V V F
F F V V V F V F V V V F V
F F F V V V V V V V V V V

Fulano é culpado, Beltrano é culpado, Sicrano é culpado.

4. Mostre que:
a. (𝑃 → 𝑄) → (~𝑃 ↔ ~𝑄) não é implicação.

𝑃 𝑄 ~𝑃 ~𝑄 𝑃 → 𝑄 ~𝑃 ↔ ~𝑄 (𝑃 → 𝑄) → (~𝑃 ↔ ~𝑄)
V V F F V V V
V F F V F F V
F V V F V F F
F F V V V V V

Não é implicação lógica porque na tabela-verdade, na


última coluna, a condicional não é uma tautologia.

b. ( 𝑥 ≠ 0 → 𝑥 = 𝑦 ) ˄ 𝑥 ≠ 𝑦 ⟹ 𝑥 = 0
𝑥=0 𝑥=𝑦 𝑥≠0 𝑥≠𝑦 𝑥 ≠0 →𝑥 =𝑦 (𝑥 ≠0 →𝑥 =𝑦)˄ 𝑥 ≠𝑦 (𝑥 ≠0 →𝑥 =𝑦)˄ 𝑥 ≠𝑦 ⟹𝑥 =0
V V F F V F V
V F F V V V V
F V V F V F V
F F V V F F V

É implicação lógica porque na tabela-verdade, na última


coluna, a condicional é uma tautologia.

Referências Bibliográficas

ALENCAR FILHO, Edgard. Iniciação à Lógica Matemática. São Paulo, Nobel, 2002.

BISPO, Carlos Alberto F.; CASTANHEIRA, Luiz B.; FILHO, Oswaldo Melo S. Introdução à
Lógica Matemática. São Paulo: Cengage Learning, 2011.

CARVALHO, Sérgio; CAMPOS, Weber. Raciocínio Lógico Simplificado. V. 1. Rio de Janeiro:


Elsevier. 2010

CASTRUCCI, Benedito. Introdução à Lógica Matemática. 6 ed. São Paulo: Nobel, 1984.

DIAS, Carlos Magno Corrêa. Lógica matemática: introdução ao cálculo proposicional. 3 ed.
Curitiba: C. M. C. Dias, 2011.

GERÔNIMO, João Roberto; FRANCO, Valdeni Soliani. Fundamentos da Matemática: uma


introdução à lógica matemática, teoria dos conjuntos, relações e funções. 2 ed. Maringá:
Eduem, 2008.

MORTARI, Cezar A. Introdução à Lógica. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa Oficial do
Estado, 2001.

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