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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE GEOGRAFIA

1 CLIMATOLOGIA
São Paulo, 1971

ANÁLISE RITMICA EM CLIMATOLOGIA


PROBLEMAS DA ATUALIDADE CLIMÁTICA EM SÃO PAULC
E ACHEGAS PARA UM PROGRAMA DE TRABALHO

CARLOS AUGUSTO DE FICUEIREDO MONTEIRO·

Os tempos que atravessamos revelam sensível irregularidade no ritmo


climático que, função dos nossos vínculos zonais e regionais a quadros cli-
máticos intertropicais, se evidenciam sobretudo na distribuição das chuvas.
Alternam-se proximamente episódios de "sêcas" com outros de tal concen-
tração de chuvas que atingem feições calamitosas.
Atendo-nos apenas ao último decênio podemos encontrar em São Paulo
uma clarissima ilustração destas irregularidades. O ano de 1963 caracte-
rizou-se pela ocorrência de uma "sêca" acentuada no Estado, culminando
com O esvaziamento quase completo dos reservatórios do planalto paulistano,
criando não só problemas de abastecimento c'água à cidade, como atingindo
limites críticos à energia elétrica no parque industrial da área metropoli·
tana, Jã no ano seguinte, com verões surpreendentemente chuvosos, sana-
ram·se as deficiências hídricas, atingindo os reservatórios a capacidade to-
tal. Os verões de 1966 e 1967, não apenas em ,São Paulo mas no Sudeste
Brasileiro, deixaram .um registro nefasto pelos episódios calamitosos de

• ProCessor Assistente Doutor de DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA da F.acul.


dade de Filosofia, Letras e ClêncJas Humanas e Chefe do LABORATORI.O. ~E
CLIi\'lATOLOGIA da Divisão de Pesquisas do Instituto de Geografia - Uni ver-
,;Idade de São Paulo - a partir de marco r..e 1968.

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que se revestiram. Ainda estáo vivos na memória os episódios de Caragua-
tatuba, serra das Araras e Guanabara. Já o verão de 1967-68 registrou de-
ficiência de chuvas em meses normalmente os mais chuvosos. Estas defi-
ciências prolongaram-se pelo ano seguinte, refletindo-se nos níveis dos reser·
vatórios da metrópole. Em 1970 o verão registrou uma intensificação das
chuvas no Planalto Atlântico, com episódios calamitosos em janeiro e feve-
reiro no domínio da Grande São Paulo. Enquanto isto, neste mesmo verão
os excessos de chuva em São Paulo, contrastavam com a escassês na Gua-
nabara, onde os índices pluviométricos daquêles meses, notadamente feve-
reiro, estiveram muito abaixo do padrão normal.
Tal problema transcende não só o quadro regional em que se insere o
Estado de São Paulo mas projeta-se por todo o quadro nacional. As irre-
gularidades' climáticas, outrora consideradaS apanágio do Nordeste, revelam-
se nas mais variadas regiões, repercutindo sensivelmente nas atividades hu·
manas, com ~feitos que podem ser notados sôbre a pecuária na Campanha
Gaucha, passando pelo regime do rio São Francicco, até a navegação fluvial
no Estado do Acre. A agressividade do ritmo climático tem que ser, pois,
considerada no complexo geográfico brasileiro, como uma realidade vigente
nos meados do Século XX.
Quando chegamos à Universidade de São Paulo, em março de 1968, tra-
zíamos em nossa bagagem duas pesquisas (MONTEmO 1964Iinédita e 1969)
sôbre problemas climáticos de São Paulo e do Brasil Meridional, nas quais
procuramos enfatizar a necessidade de considerar a realidade dos extremos
em confronto com as abstraÇÕ€s médias, ao mesmo tempo que tentavamos,
através dos mecanismos de sucessão dos tipos de tempo, a explicação para o
ritmo climático atuaI.
No anuo lctivo de 1969, vinculado ao curso "Climatologia Dinâmica da
América do Sul", do calendário oficial de Pós-Graduação, na área de con-
centração de Geografia Fisica, do Departamento de Geografia, realizamos
uma série de debates sôbre o problema do ritmo climático atuaI, em semi-
nários sob o tema central: "Anos sêcos e Chuvosos em São Paulo". Nêstes
seminários tivemos o prazer de contar com a participação de uma brilhante
equipe de agrônomos, pesquisadores em Climatologia Agrícola, do Instituto
Agronõmico de campinas, da Secretaria de Agricultura, e da Escola Superior
de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba, esta última da Universidade
de São Paulo. Tal participação trouxe ao debate. do problema uma valiosa
contribuição e fixou o inicio de uma colaboração e intercâmbio que conside~
ramos das mais positivas e temos o maior empenho em que sejam continuados.

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COMPARAÇAO DAS VARIAÇÕES
ANUAIS DE
PRECIPITAÇÃO EM SÃO PAULO, NO EX-
TREMO SUL E NO NORDESTE

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Fig. 1
Por outro lado a atuação dos alunos de pás-graduação, seja pelo debate mas
sobretudo pela coleta bibliográfica e execução de alguns gráficos importantes,
também foi bastante valiosa.
A partir daquele ano letivo, as tarefas de pesquisa concentradas no La-
boratório de Climatologia e executadas por estagiários e alunos de pós-gra-
duação, especialmente bolsistas da Fundação de Amparo ii Pesquisa do Es-
tado de São Paulo, estiverem entrosadas num programa de trabalho que,
partindo de um interre pessoal, e ventilados por um proveitoso debate, pas-
saram a constituir um verdadeiro plano de ação a que passamos a nos de-
dicar. Agora, quando já se inicia a colheita dos prirnentos resultados, acha-
mos ser chegado o momento de divulga-lo. Tal é, pois, o principal objetivo
destas notas. .
Ao faze-lo desejamos esclarecer os pontos de .vista fundamentais que
norteiam nos~) trabalho para que ele seja conhecido das equipes de pesqui-
sadores em Climatologia, espalhados por outras instituições, com as quais
desejamos manter diálogo e intercâmbio. Por outro lado servirá esta divul-
gação também aos candidatos que nos procuram ao nível da pós-graduação
universitária e cuja temática de investigação, por motivos de concentração
de esforços, deverá estar vinculada a êste programa.

PROBLEMAS DE CONCEITUAÇAO E
FUNDAMENTAÇAO METODOLóGICA

A primeira ordem de preocupaçõcs, sem a qual não se poderá penetrar


no problema, diz respeito a necessidade de analisar atentamente os conceitos
básicos à luz da metodologia que se aceita como válida e dá caráter norma-
tivo às pesquisas.

o conceito de "ritmo", expressão da sucessão dos estados atmosféricos,


conduz, impllcitamente, ào conceito de "habitual" pois que há variações e
desvios que geram diferentes graus de distorções até atingir padrõcs "ex-
tremas". Saber o que se entende por "ano sêco" e "ano chuvoso" conduz
a uma lenta tarefa de revisão, até que se possa optar por uma norma mais
conveniente aos nossos propósitos.
Afastamos preliminarmente qualquer critério de avaliação pelos totais
anuais, utilizáveis apenas para efeitos comparativos limitados, entre localida-
des diferentes numa longa série de anos. A Fig. 1 procura revelar a varia·
ção dos totais allU8J1S na cidade de São Paulo, cm quase meio seculo, ao

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PLUVIOGRAMA DE CAMPINAS {1930-1950l

Segundo SCHROEDER

o
g 8
N

JFMA,MJJASONO

PORCENTAGENS MENSAIS OE PRECIPITAÇÃO

o < 2,0 %

IZI 2,0 3,9 %

12.J ,,O 8,2 %

~ 8,3 ·12,4 %

II > 12,4 °/0

o MÊS MAIS sÊco

.,
• TOTAL ANUAL PRECIPITAÇÃO

Fig. 2
mesmo tempO que estabelece confronto ·com outras localidades de regiões e
zonas climáticas diferentes: Iguatú~ no Sertão Nordestino e São Gabriel, na
campanha Gaucha.
A primeira aproximação válida para o conceito de ritmo seria aquela
das variações anuais percebidas através das variações mensais dos elementos
climáticos. Uma repetição das variações mensais em vários e sucessivos
anos é o fundamento da noção de "regime".
Num estudo já clássico sobre o Clima do Rio Grande do Sul, Floriano
Peixoto Machado (1950) mostra a dificuldade de fixação de um critério para
distinção de anos sêcos e chuvosos, sobretudo para uma região em que não
há definição de uma estação sêca no decorr.er do ano. Tenta aquele autor
uma caracterização a partir da distinção mensal baseada no indice de 40 mm,
acima do qual seria chuvoso e abaixo do qual seria sêco. Lembramos que
no sistema dI..>' Koppen o índice tomado para determinação de um mês sêco
é o de 60 mm. Com o conhecimento do clima do Rio Grande pretende Ma·
chado que, naquela região, o índice de 40 mm é passível de caracterizar o
mês sêco e considera como "ano sêco" aquele cujos totais mensais de pre·
cipitação durante seis meses, no mínimo, sejam "muito inferiores" aos res-
pectivos valores "normais".
Em Schroeder (1956), a quem devemos um primoroso estudo analítico
das chuvas no Estado de São Paulo, a preocupação de levar em conta as
necessidades agrícolas, conduz a consideração da variação porcentual das
precipitações mensais assim como .a consideração do número de dias de
chuva, para melhor efeito da análise. No pluviograma de Campinas (Fig. 2)
podemos notar não apenas os totais anuais no período de 1930 a 1950, mas
a distribuição anual através da variação percentual dos meses em todos
esses anos. Já que há definição de um período sêco no decorrer do ano, ao
contrário do que ocorre no Rio Grande, a indicação do mês mais sêco e· do
mais chuvoso é extremamente importante na avaliação das distorções. Em-
bora julho seja o mês mais sêco, indicado pela média, o pluviograma deixa
bem clara uma oscilação que varia de abril a agôsto. ~ste tipo de repre-
sentação já constitue uma passo considerável na análise de um clima local
do ponto de vista rítmico.
A presença de água no solo reveste·se de um caráter eminentemente
geográfico já que o "ciclo da água" reflete tôda uma gama de interações.
Uma das correntes mais vastas de avaliações do "balanço hídrico" é aquela
desenvolvida pelo geógrafo americano Thorntwaite (1948, 1955) e larga-
mente utilizada entre nós no campo da Climatologia Agrícola. Neste caso

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mml I I i j' i i I i I

/ I
RIBEIRÃO PRÊTO-1968 PERIODO' 1937 -68
I II I I
PreCIpito cão -1062 mm P,ecipitoção - 1426 mm
E'o'cPQI. PQt -I073mm E'o'cpct. pc I. - tOS 7 mm
Excedente 159mm Excedente _ 476 mm
'00 Deficiência - 170mm DeficiênClO _ 107 mm i I
Temp.médio .21.2°C Temp_média.21.S0C

o M , o o o o
" "
INSTITUTO AGRONÔMICO DE CAMPINAS
• Secçõo de Climotolc9io A9ricolo

...,
Fig. 3
FIg Jl
o cálculo dos indices mensais ao longo dos anos já é o procedimento aceito
como capaz de racionalizar o balanço hídrico. Na Fig. 3 podemos confrontar
a ·abstraçào do que seria a variação anual médica do balanço hídrico cm
Ribeirão Prêto com a realidade especifica ocorrida no ano de 1968. Con-
forme já nos referimos na Introdução êste ano apresentou um verão de chu-
vas escassas. fato que aí se apresenta de maneira bem nítida, pejo registro
de deficiência hldrica cm pleno mês de fe\·creiro.

Todavia a necessidade de caracterizar o ritmo climático exige decompo-


sição cronolôgica já que os estados atmosféricos, cm contínua sucessão, se
produzem cm unidades bem menores. Em trabalho no qual nos propuzemos
estudar a gênese do fenômeno pluvial cm São Paulo (MONTEIRO, 1964),
infelizmente ainda inédito, a análise foi colocada 11<1 escala diária. Para o
período de 1942 a 1957 foram construidos gráficos de representação diária
das chuvas em 17 localidades selecionadas pelo território paulista. Dentro
dês te periodo de 17 anos. graças a uma análise estatística meticulosa e so·
bretudo pela comparação do ritmo de distribuição diária, foi possível selecio-
nar alguns anos representativos do padr'ão habitual c dos extJ·cmos. Para
êstes anos fcz·se uma análise minuciosa tanto no ritmo temporal quanto na
distribuição espacial do fenômeno.
Apenas a partir da escala diária é IJossivel associar â variação dos ele~
mentos do clíma os tipos de tempo que se sucedem segundo os mecanismos
da circulação regional. Associando·sc, nesta escala, a variação de todos os
elementos, concomitantemente. a interpretação ê sobremodo enriquecida pelo
dinamismo de que se reveste. A partir daquele estudo temos continuado a
desenvolver êste tipa de representação que consideramos fundamental à aná-
lise climatológica. Na medida da disponibilidade de dados, ela têm sido con·
tlnuamente aperfeiçoados nos trabalhos desenvolvidos no Laboratório de Cli-
matologia. A Fig. 4 é uma amostra deste tipo de representação, limitada aqui
por questão de espaço, a apenas um mês. Em muitos trabalhos a necessi-
dade de aprimoramento das relações entre fatos diferentes têm levado o
desdobramento à escala horária.
Admitimos, pois, como válida a conclusão de que o J'itnw climático s6
poderá ser compreendido através da representa,ção concomitemte dos elemen-
tos flL'/ld«menlais do dinw em uni<ktdes de tempo cronoMgico pelo menos
diárias, compa.tíveis com a representação da circulação atmosfél'·ica regional,
geradora dos estados atmosféricos que se sucedem e constituem o fundamen-
to do ritmo.

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:€ inegável que tal técnica de anâ1isc, fundamental à compreensão
genética dos fatos climâticos, é, portanto, quaUtcttitx(., Do ponto de vista
quantitativo há que reconhecer diferenças de pontos de vistas entre as di-
ferentes setores de investigação. Impõe-se assim uma distinção pelo menos
entre os objetivos mateorológicos, agronõmicos e geográficos como campos
de investigação mais diretarnente ligados ao clima.
Do ponto de vista meteorolõgico a análise ritmica possibilita a evolução
de um simples tratamento quantitativo, em totais mensais, desvinculado da
gênese dos fenômenos. Nesta abordagem será possivel tratar estatistica-
mente "tipos de tempo", unidades reais de observação meteorológica, as quais
cumpre prever, e às quais será possível associar a análise quantitativa dos
diferentes elementos, assegurando-lhes a compreensão genética.
Embora as preocupações agronómicas sejam variadas, uma das básicas
é aquela da disJX)nibilidade de água no solo para alimentação das plantas.
A "sêca agre. nõmica"· traduz uma preocupação com a disponibilidade de
água no 50]0 e sua utilização pela planta. A conceituação dada por van
PAVEL (1953 a 1959), entre nós comentada por MORETTI (1%5), de que
a sêca agronómica "é um(, condição (o grifo ê nosso) onde há uma insufi-
ciente disponibilidade de água no 50]0, à zona das raizes, para prover um
6timo crescimento da planta" e a preocupação daquele autor em considerar
o Oldia sêco" (periodo de 24 horas durante o qual prevalescem as condiçôes
de sêca agronõmica) revela bem a necessidade de consideração do ritmo de
distribuição das chuvas e das disponibilidades hídricas. As investigações
do balanço hídrico como também os graus de resfriamento (no caso das gea-
dos) ao nivel diário e nesta técnica de representação gráfica, teriam, pois,
muito a beneficiar-se.
Dada a complexa natureza da Geografia as preocupaçôes quantitativas
com os fatos climáticos são muito amplas. Tomando por base de discussão
as chuvas, que se revestem de importância fundamental, forçosamente tere-
mos que considerá-la, em termos quantitativos, sob diferentes ângulos. Um
dado teor de chuvas tem um sentido específico para uma dada paisagem
agrária. Os organismos urbanos, em função de suas dimensões e atividades,
apresentam outras exigências. Um determinado impacto pluvial é capaz
de desencadear um dado processo erosivo sobretudo nas paisagem em dese-

Ao engenheiro agrônomo Altlno A. ORTOLONI, do Instituto Agronómico de Cam-


pinas. devemos os nossos agradecimentos tanto pela sua partlclpação nos seml-
nàrlo$ quanto pelO fornecimento posterior de bibllografia c apontamentos utili-
zados na elabOraeâo destas notas.

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quilibrio ecológico. Mas em toda a variedade de aspectos de que se reH'stc,
geogràficamente, o fato pluvial há um constante definitiva que é a predo-
minância da noção do "modo de distribuição" sõbre os valores quantitativos
isolados.
Retomemos o exemplo das cidades. Os problemas e as necessidades de
água diferem muito na São Paulo da decada dos trinta e na Área Metropo-
litana de 1970. O abastecimento urbano em agua conduz a um equaciona-
mento racional do aprovisionamento, Se o ,"olume dos reservatórios torna-
va-se insuficiente ao volume populacional e sobretudo, se o ritmo climático
atual agia de modo a colocar em carência um produto vital, todo um novo
sistema de abastecimento te\'e que ser planejado e construido para assegu-
rar as disponibilidades da região metropolitana *. Consideremos agora tIue
uma determinada região tem uma rêde de drenagem fluvial que abaixo de
um certo indice sazonal se vê implicado na paralização dos cursos d'água.
E o ritmo de distribuição das chuvas, o coeficiente de infiltração no solo,
os indices de evaporação, serão fundamentais a definição daquele "mínimo".
Por outro lado um determinado tipo de distribuição de chuvas, tal seja o
de um longo periodo de chu\'a e baixo teor de e,"aporação seguido de periodo
de intensificação do impacto plm'ial em uma região do tipo Serra do Mar,
poderá colocar em colapso, por ação dos mO\'irncntos coleti\'os do solo, todo
um sistema de transprte rodo e ferro\'iário.
Somente êstes três exemplos bastariam para esclarecer que preocupações
quantitativas são de ordem muito variada e haverá sempre a maior düicul·
dade para estabelecer indices quantitativos para definir, geogràficamente, o
que seja um ano sêco ou chuvoso. Um "ano séco", assim tornado por um
simples critério de inferioridade em relação aos índices normais poderá' ou
não implicar na aeorrência de diferentes "estados de séca" considerados como
períodos cm que a ocorrência dc chuva foi insuficiente a prover as deter-
minadas e diferentes necessidades.

Será preciso, pois, não esquecer que a ocorrência de episôdios extremos


no decorrer de um ano ~êm, muitas vêzes, profunda repercussão geográfica.
Urna concentração pluvial acima de 200 mm diários repercute com foros de
catástrofe, em um ano em que o padrão de distribuição mensal não tenha
sido muito düerente do padrão media. Os efeitos contrários, ou seja, a

A COM.AS?, criada em 1968 para cuidar da ('apta('ào. resen'a, tratamento. aducão


e fornecimento d'água na Grande São Paulo, além da ampliacáo do Sistema Gua-
raplranga.Billin~. estA construido novos grandes sistemas na C3ntarelra (' no
Alto·Tiet~.

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ocorrência de um episódio de sêca em um mês habitualmente chuvoso ou de
geada inesperada em mês não muito frio poderão ter sérias implicações nas
atividades agrícolas, ligadas a um calendário guiado pelo ritmo climática
habitual.
Do ponto de vista geográfico. de tão variadas implicações, convem que
a caracterização de "ano sêco" e "ano chuvoso" "frio" ou "quente" não es-
teja prêsa a critérios arbitrários de totais anuais ou mensais mas sim ligada
ao verdadeiro ritmo de variação da sucessão do tempo meteorológico.
A segunda conclusão Que tomamos como norma de trabalho será, pois,
a seguinte: Só a análise rítmux& detallu/,(la ao nível de «tempo", revelando
a gênese dos fenômenos climáticos peL::!- interação dos elementos e fatôres,
dentro de uma realidade regimu&l, é capaz qe oferecer parametros válidos à
consideração dos diferentes e variados problemas geogníficos desta região.

A insistência no caracter "regional" advem do fato de que o ritmo de


sucessão de tipos de tempo se expressa no espaço geográfico na escala re-
gional. Os mecanismos da circulação atmosférica, partindo de centros de
ação ou unidades celulares, individualizam-se cm "sistemas" que se definem
sob a influência dos fatôrcs geográficos continentais e se expressam regio-
nalmente atraves do ritmo de sucessão dos tipos de tempo. Dentro de re-
giões climáticas assim caracterizadas diversificam-se feições climáticas re-
gionais e climas locais, os Quais, a medida que decrescem em ordem de
grandeza espacial. estão comprometidos pela influência direta dos fatôres
geográficos que agem introduzindo modificações quantitativas nos elementos
climáticos: graus de aquecimento ou resfriamento, índices pluviométricos,
etc. A individualidade regional é assegurada pela maneira pela Qual os
estados do tempo se sucedem ou encadeiam, portanto uma visão qualitat·iva.
As variações locais dent.ro de um quadro regional são "respostas" de vários
fatôres, altitude, relêvo. expressos numa individualização ecológica, Que se
revelam por variações q-nant·itith.,'(:U~.
° problema das escalas do fato climático e sua ordem de grandeza es·
pacial é assunto permanente de nossas preocupações. Já tivemos ocasião
de expressar (MONTEIRO, 1962) que um dos sérios inconvenientes de gran·
de parte dos sistemas de classificação climática é o de querer abranger a
escala do globo partindo das variações quantitativas dos elementos climá-
ticos na escala local.
A caracterização e delimitação dos quadros climáticos do Brâsil, dada
sua extensão e carência de análises rítmicas, é tarefa que só a longo prazo
será concluida. Mas só a análise ritmica poderá contribuir a esta caracte-

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rização bem como a identificação de fãcies intra-regionais, jã que cada re-
gião clirnãtica admite um "core" e faixas periféricas transicionais para as
outras regiões. O Estado de São Paulo, por exemplo, encontra-se numa
faixa de transição, não apenas regional mas coincidindo com um limite zonal
(MONTEIRO, 1964 inédito e 1965). tste fato de P9sição, aliado a sua di-
versificação de quadros gcornorfolôgicos, oferece a maior significação pela
variedade de problemas (que não significam inconvenientes mas, algumas
vêzcs, vantagens), na organização do espaço.

:€ste importante binómio - definição do ritmo e exprcs5ão quantitativa


dos elementos - leva-nos a adoção da terceira norma básica em nosso tra-
balho. Na análise rítmica as expressões quantitativa..s dos elementos cli-
'nuíticos estão indissohwelmente ligadas à gênese ou qualidade dos mesmos e
os petrârnetros resultemtes desta mtál'ise devem ser considerados levando em
conta a posição no espaço geográfico em que se debne. Com isto queremos
advertir que, a possivel aplicação destas análises deve ser integrada no es-
paço regional c que os parãmetros admitidos como vâlidos para uma região,
não poderão ser aceitos, a priori, para uma região diferente.

AS BASES METEOROLÓGICAS

Sendo a análise ritmica uma abordagem essencialmente dinâmica, tor-


na-se necessário um perfeito entrosamento entre as observações locais, de-
talhadas em unidades de tempo cronológico adequadas como também os ele·
mentos de análise espacial da circulação atmosférica. No primeiro caso os
dados devem provir de estações meteorológicas de primeira classe com dis-
ponibilidade de observações horárias ou aparelhos de registro contínuo. Os
dados do Ministério da Aeronáutica nos aeroportos c bases aéreas, bem como
aqueles de estações experimentais agrícolas, federais e estaduais, são capa-
zes de satisfazer êstes rcguisitos. As estações de primeira classe da rêde
do Ministério da Agricultura (Departamento Nacional de Meteorologia), com
leituras sistemáticas três vêzes ao dia, podem ser complementados pela anã-
lises das fitas dos aparelhos de registro gráfico contínuo. As cartas sinó-
ticas do Departamento de Meteorologia e da Diretoria de Rotas Aéreas po-
derão ser completadas pelas nefanálises dos satélites meteorológicos, dis-
poníveis entre nôs de modo fragmentário a partir de 1966, e de modo mais
sistemático a partir do final de 1968.
O gráfico de análise rítmica, conforme Ja se explicou, consiste na re-
presentação continua e simultânea dos elementos básicos do clima. Para

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BALANÇO DA RADIAÇAO

PIRACICABA ( s. p )
( 1936 - 1965)

Segundo J. C. Ometto
(ESALO)

_MElHA

RADIAÇÃO lI0UIDA IR,L,) TOTAIS EM CAL/cm2 ANO

HORAS DE INSOLAÇÃO (N, 1.) TOTA IS ANUAIS

PRECIPITAÇÃO - TOTAIS ANUAIS I mm)

Fig. 5
tanto a escolha da escala de representação é da maior importância e deve
ser adequadamente considerada para cada elemento, com o cuidado de possi-
bilitar a análise, sem deformar seriamente os fatos.

A interpretação da seqüencia requer dois elementos fundamentais: a RA-


DIAÇÃO, dando conta das componentes verticais, sob a influência da lati-
tude, e a CIRCULAÇÁO SECUNDARIA, refletindo as componentes horizon-
tais. Da intima associação destas duas componentes emanam os elementos
de comprrrnsão climática.

A preocupação com o fenómeno da radiação, entre gcõgrafos, tem sido


incipiente ou nula. Entre nós as observações e estudos provém do campo
da Agronomia, notadamente pelos trabalhos realizados na Escola Superior de
Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba
(SALAITI, CERVELlNI, OMEITO, e outros). ° balanço da radiação ou
seja o resultado da energia líquida disponivel em caVcm2 é obtido pela di-
feernça entre a radiação predominante de ondas curtas recebida do sol e
aquela prcdominant!:'mente de ondas longas, longas emitida pela terra. :tstc
balanço é grandemcnte influenciado pela cobertura atmosférica, expressan-
do o vapor d'água existentc que, como se sabe, exerce forte absorção seletiva
sóbre a radiação terrestre. Considera·sc que eêrca de 75% da energia líqui-
da disponível são utilizados nos processos de evaporação e e\'apotranspira-
ção. Vê-se, assim, que a radiação está intimamente associada à circulação
horizontal, pela variações advindas do teor de umidade e cobertura do céu.

o cálculo da variação do balanço de radiação tcrá que ser colocado na


perspectiva de ritmo de sucessão já que sua consideração cm termos anuais
sofre as mesmas limitações que aquelas já vistas cm relação â chuva.

Analisando o gráfico relativo ao balanço da radiação cm Piracicaba, (Fig.


5) no período de 1936/1965'" e suas relações com os totais anuais de chuva,
notamos que os mâximos registras de energia coincidem com anos sàbida-
mente "sêcos" no Estado de São Paulo: 1944 e 1963. Entretanto os mínimos
de radiação líquida não coincidem com anos ditos chuvosos. O próprio ano
de 1956, de caráter "chuvoso" no conjunto do Estado de São Paulo aprf;>-
5{>nta em Piracicaba um índice elevado.
Um período de baixo índice pluviométrico implicará num solo com defi-
ciência hídrica e mais apto a emitir esta radiação. Um período de continua

Hl
Devemos ao Dr. J. C. OMETTO a gentlleza deste grâtlco bem como uma Impor·
1.anh.' partlclpacão em nossos semInários.

-15-
e bem distribuída precipitação colocará o solo saturado d'água e, potencial-
mente, emissor de menor radiação. Mas, cm contraposição, a forte nebu-
losidade do ceu que acompanha estas precipitações, pelo efeito de estufa, im-
pedirá a perda desta fraca radiação para o espaço. Como se percebe o ritmo
de sucessão destas combinações tem o maior significado no balanço de ra-
diação. Se é impossível encontrar uma correlação linear entre a radiação
c o caráter "sêco·' ou "chuvoso" de um ano, já que os fenômenos têm gran-
des variações episódicas no interior de um ano, o mais adequado será colo-
car a análise cm sua perspectiva real.

Quanto a circulação secundária temos que considerar dois aspectos. De


um lado o estado atual dos conhecimentos e do outro as unidades de repre-
sentação no gráfico de análise rítmica.

Acreditamos que os mecanismos gerais da circulação, pelo menos no


que se refere lO Brasil Meridional e Sudeste ,estão razoàvelmente conhecidos,
graças a contribuição inestimável do meteorologista Adalberto SERRA. Os
sistemas atmosféricos atuantes já foram identificados c está suficientemen-
te esclarecida a importância que a Frente Polar Atlãntica representa como
verdadeiro motor que regula os mecanismos do ritmo de sucessão do tempo.
Atendo-nos apenas aos trabalhos mais recentes, lembramos que a éste pro-
pósito as conclusões de MONTEIRO (969) a respeito de tipos de fluxo de
ação polar c conseqüências pluviais e de SERRRA (970) sõbre a gênese de
anos sêcos e chuvosos no Rio Grande do Sul, são coincidentes nesta interpre-
tação, pelo menos quanto as linhas mostras.

A representação até agora por nós utilizada nos gráficos de análise


ritmica tem sido baseada na participação dos sistemas atmosféricos. A me-
dida que se desenvolvem as análises em curso em nosso Laboratório reveja-se
a necessidade de desdobrar esta representação básica numa caracterização
mais detalhada dos estados atmosféricos. Por uma Questão de coerência
metodológica pretendemos evitar uma tipologia muito fragmentada de tipos
de tempo c, sohretudo, dar aos mesmos um tratamento estatístico de fre-
qüêneia que nos induza a perder a noção do encadeamento dos mesmos em
seqüências, que a nosso ver assumem alta significação geográfica. Acredi-
tamos de bom alvitre deixar que estas tentativas proliferem entre os pes-
quisadores que conosco trabalham, a princípio com resultados hesitantes ou
precários, para que no futuro, multiplicados estes resultados, possamos optar
pela escolha mais adequada. Assim ,no momento trata-se de uma questão
aberta para a qual tôdas as contribuíções serão escolhidas com interêsse c
preocupação crítica.

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ção das variáveis geográficas. O espirito de investigação estará dirigido a
uma grande abertura de ensaios fora das receitas habituais. e com cautela
na avaliaçâo dos resultados. As limitações impostas pelos dados de obser-
vação hidrológica e pela falta de tradição de abordagem geográfica destes
problemas entre nós não diminuirá nosso interêsse neste campo.

A aplicação da análise ritmica ao balanço hídrico será outra importante


etapa de nosso programa. Nossa abordagem, nêste problema, nâo se limita
apenas a disponibilidade hidricas teóricas de água no solo, sendo mais uma
preocupação ecológica do Que uma simples avaliação para fins agricolas. A
medida que se desdobra a análise dêste balanço a frações pequenas do tempo
cronológico êste desdobramento estará vinculado a um local "definido" num
"espaço geográfico real". Assil'(l a aval~açã6 teórica poderá ser fundamen-
tada através nas demais variáveis do problema: natureza pedológica, coefi-
cientes reais ~e infiltração, etc. etc., atingindo resultados de real proveito
geográfico.

o segundo grupo de abordagem será constituído pelas análises do ritmo


climático aplicados a problemas rurais. Não se trata aqui de superposição
aos estudos de Climatologia Agrícola mas, pelo contrário, uma complementa-
ção que, partindo dos subsídios fornecidos por aqueles. adquira maior pro 4

jeção no espaçO geográfico. A influência e repercussões diretas das varia-


ções rítmicas no calendário agrícola e na produção será uma mas propo-
sições iniciais".
O ritmo climático relacionado a problemas urbanos constituirá. final-
mente, a terceira ordem de preocupação do programa. Em relação iI Gran-
de São Paulo já se iniciaram algumas investigações ligadas ao problema da
poluição atmosférica. Trata-se, preliminarmente, de abordagem sõbre a re-
lacio entre tipos de tempo e índices de poluição. Aliás, estudo semelhante
está sendo desenvolvido, para efeito comparativo, em relação a cidade do
Rio de Janeiro. Para estas metrópoles a abordagem será setorial, ligando
o ritmo de sucessão do tempo com problemas de maior significação na oro
ganização do espaço urbano.
O interêsse de que se reveste atualmente o estudo das Areas Metropoli-
tanas no Brasil fez com que, partindo da programação elaborada pelo
I.B.G ....., programassemos uma série de estudos sôbre o ritmo climático

Veja-se, a pl'Opõsito, a publicação n.O 2 da sérIe Climatologia.


u GALVÃO, M. V. et ali! (1966).

-18-
nas Ãreas Metropolitanas brasileiras com o objetivo de subsidiar tarefas de
planejamento em vias de elaboração. Consideramos que a abordagem cli-
matológica geralmente dadas nos estudos preliminares justifica plenamente
a insistência sob êste ângulo, que nos parece fadado a uma aplicabilidade
mais efetiva. Na rêde urbana do Estado de São Paulo já se iniciaram alguns
estudos comparativos em relação a algumas capitais regionais bem como às
estâncias climáticas e de turismo.

CONSIDERAÇOES FINAIS

Tal é o programa que traçamos à nossa investigação e que é apresen·


tado a aqueles que conôsco queiram manter um desejado intercâmbio e, so-
bretudo, é dirigido à consideração daqueles que nos procuram com a inten-
ção de se iniciar na pesquisa em Climatologia. No momento presente é o
que temos a oferecer. Centralizado em uma preocupação com o ritmo, to·
mado como essencia do fato climático, ele se diversifica sob Yários ângulos
do prisma geográfico.

Admitimos que ele diverge da linha de preocupação dos principais cen·


tros a que estamos habituados a admirar e a copiar. Estamos conscientes
da insistência em caracterizar e compreender processos enquanto, em outros
setores da geografia brasileira, as preocupações são de outra ordem e se di-
rigem a "modelos" assinados por autoridades internacionais. Assim o ela-
boramos na esperança de que seja o mais necessário e util ao conhecimento
do clima brasileiro, o qual, pela sua natureza intertropical, apresenta proble-
mas específicos que, muitas e muitas vézes escapam aos clichés e fórmulas
das regiões das latitudes médias e altas, onde se localizam os maiores cen-
tros de investigação.
Acreditamos que os geógrafos brasileiros devem à Geografia Universal
uma contribuição que, partindo de principias universais, devem se expressar
em termos de investigação calcada na vivênvia de uma realidade bastante
original e com técnicas adequadas,
Estamos certos de fazer uma convocação fadada a muito trabalho e re·
sultados modestos, mas, a profundidade da análise propiciará informes segu-
ros e precisos. ~ste resultado, certamente, será menos brilhante do que
novas interpretações do clima brasileiro calcadas em moldes em voga, mas,
a nosso ver, carentes de uma fundamentação adequada, Nada mais dese·
jamos do que fornecer às interpretações futuras parâmetros mais válidos.

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