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Regras

de Ordem
Para as reuniões administrativas da Igreja

30454 - Regras de Ordem - DSA


Preparado pela Divisão Sul-Americana
da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Cleber
Prog.Visual

Redator

Cliente
Casa Publicadora Brasileira
Tatuí – São Paulo
C. Q.

Dep. Arte

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Direitos de publicação reservados à
Casa Publicadora Brasileira
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www.cpb.com.br

3ª edição: 15,1 mil exemplares


Tiragem acumulada: 19,1 milheiros
2014

Editoração: M
 agdiel Pérez Schulz (DSA), Uesley Peyerl (DSA), Rubén Lavooy (DSA), Roberto Gullón
(UA), Hugo Valda (UB), Emmanuel Gimarães (UCB), Bolívar Alaña (UCh), Alijofran
Brandão (UCOB), Emerson Freitas (UE), Cícero Gama (ULB), Eliézer Júnior (UNeB), Jim
Soares (UNoB), André Dantas (UNB), Benjamín Belmonte (UP), Enzo Chávez (UPN),
Gilberto Urcia (UPS), Leônidas Guedes (USeB), Evandro Fávero (USB), Alfredo Hengen (UU).

Projeto Gráfico: Cleber Rogerio Marchini


Capa: Leonardo Alves
Imagem da Capa: © Leysan/Fotolia

IMPRESSO NO BRASIL / Printed in Brazil

Propriedade da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia


Av. L3 Sul, Qd. 611, Mód. 75, Brasília, DF – Brasil (2014).

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Regras de Ordem : para as reuniões administrativas


da Igreja / preparado pela Divisão Sul-Americana
da Igreja Adventista do Sétimo Dia. – 3. ed. –
Tatuí, SP : Casa Publicadora Brasileira, 2014.

ISBN 978-85-345-2072-0

1. Adventistas do Sétimo Dia 2. Igreja –


Administração I. Divisão Sul-Americana da Igreja
Adventista do Sétimo Dia.

14-04113 CDD-286.732

Índices para catálogo sistemático:

1. Igreja Adventista do Sétimo Dia : Normas de


administração : Cristianismo 286.732

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por


qualquer meio, sem prévia autorização escrita dos organizadores e da Editora.

Tipologia: Calibri 11/14,5 – 14678/30454

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ÍNDICE

Introdução.................................................................................................................... 5
Glossário........................................................................................................................ 8
1 Regras de procedimentos parlamentares..........................................18
2 Ordem da sessão..................................................................................................21
3 Deveres e direitos dos oficiais....................................................................24
4 Deveres e direitos dos membros..............................................................29
5 Apresentação dos pontos da agenda e emendas.........................31
6 Regras do debate.................................................................................................35
7 Moções........................................................................................................................39

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8 Moções secundárias..........................................................................................42
9 Moções incidentais.............................................................................................48
10 Moções preferenciais ou privilegiadas................................................52
11 Ordem de prioridade das moções...........................................................55
12 Votação e maiorias.............................................................................................58
13 Comissões diretivas e comissões.............................................................63
14 Eleições e nomeações......................................................................................68
15 Considerações finais .........................................................................................73 Cleber
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Apêndice: Citações de Ellen G. White..................................................74


Redator
Índice Alfabético...................................................................................................81
Anotações.................................................................................................................. 88 Cliente

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Chave de Abreviaturas
DSA – Divisão Sul-Americana
EV – Evangelismo
AA – Atos dos Apóstolos
TS3 – Testemunhos Seletos, v. 3
Ms – Manuscrito
OE – Obreiros Evangélicos
PR – Profetas e Reis
TI5 – Testemunhos Para a Igreja, v. 5
TI7 – Testemunhos Para a Igreja, v. 7
TM – Testemunhos Para Ministros
WP – Working Policy

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Introdução
Preparado para as reuniões administrativas da Igreja Adventista do
Sétimo Dia, no território da Divisão Sul-Americana, este livro – agora de-
nominado Regras de Ordem – baseia-se nas “Rules of Order” aprovadas
pela Comissão Diretiva da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.
A Comissão que preparou o este manual de procedimentos foi moti-
vada pelo desejo de preparar um guia que estivesse em harmonia com
as instruções do Espírito de Profecia e com as praxes administrativas da
Igreja, visando a contribuir para o desenvolvimento eficaz dos debates
nas sessões das assembleias e comissões diretivas, baseadas em mé-
todos provados e que realmente funcionam.

Objetivos
Estas regras têm o objetivo fundamental de facilitar a participação dos

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líderes da IASD, delegados nas assembleias e membros das comissões
diretivas, nas discussões, nos debates e no processo de decisões. Estes pro-
cedimentos facilitam a livre participação, mas não são dogmas teológicos.
Ellen G. White pede que haja harmonia e simplicidade nas reuniões
administrativas da Igreja e recomenda que se evitem procedimentos
desnecessários e complicados que esgotariam as energias físicas e
mentais dos que participam nas reuniões de assembleias e comissões
(Manuscrito 3, 1890, p. 9).

Sagrada responsabilidade
Cleber
A Igreja é a sociedade voluntária daqueles que aceitaram Jesus Cristo
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como seu Senhor e Salvador. Ela é o corpo de Cristo. Não é um corpo par-
Redator
lamentar, nem foro político, clube de serviço ou corporação de negócios.
Quando os adventistas do sétimo dia se reúnem para tratar dos assuntos
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da Igreja, estão se reunindo com Deus. Em última instância, é o Espírito

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Santo quem guia e dirige. Ellen G. White escreveu: “Se vossas reuniões
de comissões e mesas não estiverem sob a direta supervisão do Espírito
de Deus, vossas conclusões serão de origem terrestre, e não terão mais
valor do que qualquer outra expressão humana” (Carta 81, 1896, p. 8, 9).
Os delegados às assembleias e os membros de qualquer comissão
diretiva da Igreja não legislam e tomam decisões para satisfazer interes-
ses pessoais ou de partidos, nem para atender a ambições nacionalistas
ou regionais, mas trabalham para servir para o tempo e a eternidade, e
participam na divina missão para a salvação do mundo (ver Testemunhos
Para a Igreja, v. 7, p. 258, 259).
O Espírito de Profecia alerta os delegados às assembleias e os membros
das comissões diretivas contra o espírito de egoísmo, exaltação própria e os-
tentação nas reuniões dos concílios e mesas (ver Manuscrito 29, 1895, p. 8).

Descobrir a vontade de Deus


A principal preocupação das assembleias e das reuniões das comis-
sões diretivas da Igreja é descobrir e compreender a vontade de Deus
em relação aos assuntos, planos e nomeações a ser considerados. Em
vista desse propósito, o objetivo dessas regras de procedimentos parla-
mentares é facilitar o cumprimento da vontade de Deus. Nesse sentido,
as reuniões administrativas da Igreja são singulares, únicas, diferentes
das de qualquer outra organização humana.
Estas regras de procedimentos devem ser usadas com sentido de re-
verência pelo propósito divino. Não têm a intenção de ensinar manobras
parlamentares para ganhar rapidamente ou para retardar um ponto, ou
para receber atenção imerecida, obter vantagens suprimindo o desejo
de outros, ou confundir o presidente e os colegas. Por outro lado, essas
regras não devem ser utilizadas de maneira que se transformem numa
desculpa para disputas sobre o procedimento – disputas que poderiam
impedir o desenvolvimento eficaz da sessão. Ellen G. White aconselha:
“Deve haver esforço constante para que as reuniões administrativas
sejam breves” (Manuscrito 3, 1890, p. 9).

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Nunca se deverá esquecer que “a letra” das regras de procedimentos
pode matar, mas é o espírito que dá vida à ordem e administração da Igre-
ja. O presidente da sessão, com o apoio dos membros, deve usar sábio
juízo para não permitir que a máquina impeça o avanço da obra de Deus.

Conflito ou diferença de opinião


Quando surgirem questões de procedimento que não estejam espe-
cificamente previstas neste manual, o presidente deverá atuar de acordo
com seu melhor juízo. No entanto, qualquer membro ou delegado tem o
direito de apelar da decisão; nesse caso, o presidente deverá apresentar
o assunto aos delegados para que decidam por maioria de votos.
As diretrizes contidas no Manual da Igreja e no Regulamento Ope-
racional da DSA têm precedência sobre estas regras de procedimentos,
no caso de haver algum conflito ou divergência de opinião.
Em trabalho conjunto com os secretários de todas as Uniões da Divisão
Sul-Americana, com o propósito de que este manual sirva também como

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texto em nossos seminários e seja útil para nossos dirigentes leigos, tor-
nando-o compreensível para todos, foram incluídas definições e explica-
ções ao esboço de regras preparado pela Associação Geral e colocadas no
formato de um livro de texto, tendo sido também preparado um glossário
de termos e acrescentado um apêndice com citações de Ellen G. White, e
um índice alfabético. Para realizar a tarefa, foram consultados, além das
“Rules of Order”, o Working Policy, Manual da Igreja da Associação Geral
e diversos autores, tais como Herbert Money e H. F. Kerfoot.
Desejamos que este Manual ajude os delegados das assembleias e
os membros das comissões diretivas em sua responsabilidade de “ad-
ministrar os assuntos de Deus” (Carta 81, 1896, p. 8). Cleber

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 Secretaria da DSA, maio de 2014


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Cliente

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Glossário
Este glossário, ou definição de termos, pretende indicar em que
sentido certos termos serão usados neste Manual.

A
Ação: Anglicismo equivalente à resolução ou ao voto de uma comissão
diretiva ou de uma assembleia, em virtude da qual a administração fica
autorizada a executar ou levar adiante a resolução votada.
Administradores: Pessoas eleitas pelo corpo constituinte de uma
assembleia, ou pelo corpo de votantes de uma comissão diretiva, para
se encarregar, durante um período determinado, de administrar e dirigir
os interesses da Organização em uma associação/missão, união, divisão
ou instituição, em harmonia com as disposições do Manual da Igreja e
do Regulamento Operacional da DSA (ver “oficiais”).
Agenda: Relação de pontos, assuntos, itens, questões ou coisas que
devem ser consideradas pela assembleia ou comissão diretiva (ver “or-
dem do dia”, “assuntos”, “negócios”).
Agenda complementar: Relação dos pontos que a administração pro-
põe acrescentar, adicionar ou incorporar à agenda aprovada, em qualquer
momento depois de iniciada a sessão. Geralmente, esses pontos surgem
como resultado das resoluções tomadas pelas comissões diretivas de outras
organizações. Chama-se também “agenda suplementar”.
Agenda definitiva: Lista dos pontos que passarão a ser considerados
pela comissão diretiva.
Agenda provisória: Lista dos pontos acumulados preparada pelo secretá-
rio para estudo prévio da administração, que decidirá quando e quais pontos
(itens) serão apresentados à consideração da comissão diretiva.
Assembleia: Tal como é usada aqui, assembleia é o conjunto dos delega-
dos a uma assembleia trienal ou quinquenal, como também o conjunto dos
membros de uma comissão diretiva com direito a voz e voto; ou melhor, é
todo o corpo que delibera e vota, desde a igreja local até a Associação Geral.
Assembleia trienal/quinquenal: Reunião dos delegados ou de repre-

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sentantes das igrejas na assembleia trienal das associações/missões (dois
delegados/representantes das associações/missões na assembleia quin-
quenal das uniões e dois delegados/representantes das uniões na assem-
bleia quinquenal da Associação Geral). Nessas assembleias, os delegados
se reúnem para avaliar o andamento da obra no território correspondente
e para planejar, eleger dirigentes, etc., para o período eclesiástico seguinte.
Nesse sentido, o ato de reunir a igreja local para eleger os oficiais para o
ano eclesiástico seguinte é, em si mesmo, uma espécie de assembleia.
Assunto: Ponto de agenda, item, matéria, questão, ou negócio a ser con-
siderado por uma assembleia, mesa ou comissão (ver “agenda”, “negócios”).
Ata: Relatório ou registro das resoluções tomadas em uma sessão.

C
Campo ou campo local: É um termo próprio de nossa linguagem deno-
minacional usado para nos referirmos resumidamente a uma associação ou
missão, ou melhor, ao conjunto de igrejas locais sob uma jurisdição eclesiás-
tica. É o que outras igrejas denominam “diocese” ou “província eclesiástica”.

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Cargo: Posição ou função administrativa, diretiva ou departamental,
para a qual uma pessoa é eleita por um período determinado. Também
pode ser posto ou responsabilidade.
Comissão: Corpo de duas ou mais pessoas nomeadas por uma comis-
são diretiva para considerar e/ou investigar um assunto determinado e
fazer as recomendações apropriadas ao caso. Não deve ser confundida
com “comissão diretiva”. As comissões sempre apresentam seu relatório
à comissão que as nomeou (ver “mesa”).
Comissão Administrativa: Comissão com autoridade delegada por uma
assembleia ou uma “comissão diretiva”, para tomar decisões administrati-
vas definitivas com respeito a algum assunto, dentro dos limites delegados Cleber
pelo corpo que a nomeou. Não confundi-la com “Comissão Diretiva”.
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Comissão Diretiva: Corpo votante e governante de um órgão da Igreja


Redator
nomeado pela assembleia correspondente, com autoridade delegada
para atuar entre assembleias em nome do corpo constituinte. Em lingua-
Cliente
gem denominacional, frequentemente confundimos “comissão diretiva”

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Regras de Ordem
com “sessão da comissão diretiva” e usamos esse termo para nos referir
à reunião, conclave ou sessão em que a referida comissão delibera e
decide sobre uma determinada questão. Tradicionalmente, na América
do Sul, usamos a denominação “Comissão Diretiva”, embora fosse mais
apropriado chamá-la de “Comissão Executiva” (ver “assembleia”).
Comissão do todo: Assembleia ou comissão diretiva transformada
momentaneamente em comissão para poder analisar algum assunto
com maior liberdade e informalidade. Ela é chamada assim por ser com-
posta de todos os membros presentes à assembleia ou comissão diretiva.
Concílio: É toda reunião administrativa da Igreja, em qualquer nível.
Assembleia, comissão diretiva, mesa. Por extensão, são os que formam
a referida assembleia (ver “sessão”).
Conselho: Termo usado com o mesmo sentido de “concílio”, “mesa”
ou “assembleia”. É toda e qualquer reunião em que a Igreja delibera e
toma decisões. Por extensão, são os membros do conselho.
Consenso: Assentimento ou opinião coletivo(a), amplamente majo-
ritário. Consentimento geral, aprovação, anuência, aquiescência.
Constituição: Estatuto ou regulamento básico de determinado órgão
da Igreja, em virtude do qual esse órgão se estabelece, organiza e funciona.
Constituinte/corpo constituinte: Assembleia ou corpo constituinte, ou
simplesmente “constituinte”. Anglicismo usado aqui para se referir: (1) à
assembleia da igreja local; (2) à reunião dos delegados a uma assembleia de
um campo local, uma união, ou à Associação Geral, com direito a voz e voto;
e, (3) à comissão diretiva, em quaisquer dos níveis da administração eclesi-
ástica, quando preenche entre assembleias a vacante de um cargo “eletivo”
porque atua, nesse momento, em lugar da assembleia de delegados. Não
se deve confundir “constituinte” com “corpo de votantes”. (A assembleia da
igreja local equivale tecnicamente a uma assembleia que, segundo o Manual
da Igreja, pode ser convocada pela comissão diretiva tantas vezes quantas
forem necessárias para que a igreja tome alguma resolução. Essa assembleia
é constituída pelos membros da igreja que estão em plena comunhão.)
Constituintes: (1) Corpo ou conjuntos de delegados à assembleia
do campo local, à união ou à Associação Geral; (2) os membros de uma

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Glossário
comissão diretiva quando, entre assembleias, se propõem a preencher
um cargo eletivo vacante; (3) os membros da igreja local quando atuam
como assembleia (ver “constituinte”).
Corpo de votantes: Conjunto dos membros de uma comissão diretiva,
ou dos delegados a uma assembleia com direito a voz e voto. Não deve ser
confundido com a “constituinte”, ainda que, no caso dos delegados de uma
assembleia, ambas sejam feitas ao mesmo tempo. As comissões diretivas
têm autoridade “delegada” para atuar em nome do corpo que as nomeou,
que é de onde emana ou é constituída a autoridade. Portanto, uma co-
missão diretiva é um corpo de votantes, mas não é o corpo constituinte.
Corpos representativos: Comissões diretivas (de igrejas, campo local,
união, divisão, Associação Geral, instituições), às quais os corpos cons-
tituintes delegam autoridade administrativa para atuar em seu nome
nos intervalos entre congressos, incluindo autoridade para eleger ou
destituir, por justa causa, os administradores, diretores dos departa-
mentos e serviços e membros das comissões diretivas das instituições.
Credencial: A “credencial” é um documento ou evidência escrita,

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emitida pela Igreja para salvaguardá-la de pastores irresponsáveis. A
organização em que o “obreiro” serve certifica-se de que “fulano de tal”
recebeu uma investidura eclesiástica (ministerial ou missionária), que ele
está em plena comunhão com a Igreja e está autorizado a desempenhar
os deveres de sua investidura de “tal” a “tal” data.
A credencial não é um instrumento de identificação; é um documento que
prova que a pessoa está autorizada a exercer um ministério religioso dentro da
Organização. Tampouco credita à função, cargo ou posição que lhe tenha sido
pedido desempenhar. Reconhece somente sua condição eclesiástica e o tempo
durante o qual está autorizado a desempenhar seu ministério (ver “licença”).
Cleber
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Debate: Processo pelo qual a assembleia delibera, examina, analisa,


Redator
estuda e considera um assunto ou ponto da agenda. Não é usado no
sentido de controvérsia, alteração ou disputa (ver também “discussão”).
Cliente
Decisão: Ver “ação”, “resolução”.

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Regras de Ordem
Delegados: Representantes dos membros das igrejas de uma associa-
ção/missão, das associações/missões de uma união, ou das uniões do mun-
do à respectiva assembleia. Esses representantes são escolhidos conforme
os Estatutos correspondentes. Eles têm direito a voz e voto e se reúnem
ao terminar o período de atividade da entidade que representam para
avaliar o andamento da Obra em seu território, fazer planos para o futuro
e eleger as administrações e comissões diretivas para o período seguinte.
Deliberar: Tratar, discutir, considerar, analisar um ponto ou item da agenda.
Denominacional: Relativo à “denominação”. Denominação: substan-
tivo, anglicismo com o significado de “grupo organizado de congregações
religiosas”. Sinônimo de “Igreja Adventista”.
Discussão: Exame, estudo ou análise de um assunto ou ponto da agen-
da. Não é usado aqui seu verdadeiro sentido de altercação, controvérsia
ou polêmica, e sim no sentido de “falar juntos sobre algo” (ver “debate”).
Distrito missionário: O conjunto de igrejas e grupos de crentes aten-
didos por um pastor.
DSA: Sigla da “Divisão Sul-Americana”.

E
Eleição: Ato pelo qual uma assembleia ou uma comissão diretiva
entre assembleias nomeia determinada pessoa para desempenhar uma
responsabilidade de caráter eletivo.
Emendar: Corrigir, reparar, modificar, melhorar, reformar ou retificar
uma proposta ou outra emenda. Processo pela qual é feita a alteração.
Estatutos: Constituição de fundação de um determinado órgão da Igreja.
Ex-officio: Em virtude de seu posto.

F
Função: Cargo, posto ou posição administrativa, diretiva ou departa-
mental para o qual uma pessoa é eleita para um determinado período.

G
Grupo de crentes: É um pequeno número de membros que reside

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Glossário
em uma zona não muito extensa e decide adorar juntos para fomentar
a confraternização e o culto unidos. Quando cresce e se desenvolve, é
organizado como “igreja local”.

I
Igreja local: Termo adventista para se referir ao corpo unido e organizado
de crentes individuais que congregam em um mesmo lugar para adorar
a Deus. É a unidade básica da estrutura orgânica da Igreja Adventista. As
igrejas existentes dentro de um território específico, associadas em uma
comunidade de igrejas, constituem a associação ou missão local.
Item: Cada um dos assuntos a tratar. Usa-se no sentido de “item de
agenda” ou “assunto”.

L
Levantar a sessão: Encerrar ou dar por terminada a sessão ou con-
vocação. Não se deve confundir “levantar a sessão” com “suspender a
sessão” ou fazer um intervalo.

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Licença: “Licença” é basicamente uma permissão para fazer algo. As
licenças emitidas pela Organização são documentos escritos, mediante
os quais a organização em que o obreiro serve se certifica de que “fu-
lano de tal” recebeu uma investidura eclesiástica transitória, a título
de prova. Equivale a uma permissão para desempenhar um ministério
religioso até que a vocação seja confirmada e reconhecida pela Igreja
(ver “credencial” e o capítulo 4 do Manual da Igreja).

M
Maioria absoluta: Corresponde à metade mais um dos membros
votantes, estando ou não presentes. Cleber
Maioria de um número: É o número estipulado pelos estatutos ou
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pelas regras de ordem. Geralmente é de 2/3 dos membros presentes.


Redator
Maioria de votos ou maioria simples: Corresponde à metade mais
um dos que emitiram seu voto a favor ou contra, sem contar os que
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deixaram de votar.

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Regras de Ordem
Maioria dos presentes: Corresponde à metade mais um dos mem-
bros votantes presentes.
Manual da Igreja: Regulamento operacional da igreja local, que rege
a vida das igrejas, preparado e aprovado pela Igreja mundial reunida
em sessão da Assembleia da Associação Geral.
Manual de Procedimentos: Regras de procedimentos que governam
o debate dos assuntos nas reuniões das assembleias e comissões e
orientam no processo de tomada das decisões. (Ver Regras de Ordem.)
Membros: Componentes, integrantes de um corpo. Neste manual,
designa os delegados a uma assembleia, ou os que compõem uma mesa
ou comissão (ver também “constituintes”).
Membros ex-officio: Os integrantes de uma mesa, comissão, ou os
delegados a uma assembleia que são membros não por eleição e, sim,
em virtude de sua posição, cargo ou ofício.
Mesa: Presidência ou grupo administrativo que preside uma as-
sembleia ou comissão, presidente, secretário e tesoureiro do órgão
correspondente. (Ver “retirar da mesa” e “voltar à mesa”.)
Moção: Proposição ou proposta para que a assembleia tome determinada
resolução em relação a um assunto específico. Toda proposta leva implícita a
ideia de um “plano” para resolver uma questão. Fazer uma moção: Propor que
determinada coisa seja feita. Deve ser apoiada antes de poder ser considerada.

N
Negócios: Assuntos, questões, pontos de agenda a ser estudados
e resolvidos por uma assembleia, mesa ou comissão. As coisas que
preocupam ou interessam à Igreja (ver “assuntos”).
Nomeação: Ato pelo qual uma mesa designa uma pessoa para de-
sempenhar responsabilidade não “eletiva” por período determinado.
Ver capítulo 14 sobre a diferença entre “eleição” e “nomeação” (ver
“administradores” e “cargo”).

O
Oficial/oficiais: Anglicismo usado para se referir àquele que foi elei-

14

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Glossário
to para desempenhar, durante um período determinado, uma função
administrativa de autoridade e confiança na Organização, seja em nível
de igreja local (anciãos, diáconos, diaconisas, secretário e tesoureiro),
ou em qualquer outro nível. Em nossa linguagem denominacional sul-­
americana: administradores (ver “administradores”).
Ofício: Cargo, responsabilidade ou posição de uma pessoa em virtude
de uma eleição ou nomeação.
Ordem do dia: Relação dos pontos ou itens que devem ser tratados
por uma assembleia, e sequência dos mesmos (ver “agenda”, “item”).
Organismo: Palavra que geralmente não usamos em nossa linguagem
denominacional, a qual designa uma parte, entidade ou um nível da es-
trutura eclesiástica e/ou administrativa da Igreja. Geralmente, em vez de
“organismo”, dizemos “organização” (ver “Organização” e “organização”).
Organização: Anglicismo usado aqui com o sentido de “Igreja”. Quando
aparece com inicial maiúscula, inclui a Igreja Mundial em seu conjunto, ou
se refere a ela. É a totalidade da estrutura eclesiástica da Igreja.
Organização: Palavra que, em nossa linguagem denominacional, quando

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usada com inicial minúscula, se refere somente a uma parte claramente
identificada da estrutura administrativa da Organização; não à estrutura
mundial da Igreja, mas a um dos níveis administrativos ou organizacionais
da Igreja (igreja local, associação/ missão, união, divisão, instituições).

P
Pontos de agenda: Ver “agenda”, “item”.
Posição: Cargo, responsabilidade ou função administrativa, diretiva ou de-
partamental para a qual uma pessoa foi eleita por um período determinado.
Presidência: Presidente de uma assembleia, mesa, comissão diretiva
ou comissão. Cleber
Praxes da DSA: “Manual de procedimentos administrativos” ou “Re-
Prog.Visual

gulamentos Eclesiástico-Administrativos”.
Redator
Proposição: Proposta ou moção.
Proposta: Proposição ou moção para que a assembleia tome deter-
Cliente
minada resolução (ver “moção”).

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Regras de Ordem

Q
Questão de ordem: Proposta que questiona ou se opõe ao proce-
dimento, à decisão, ou à regra imposta pelo presidente, concernente a
um item da agenda.
Quórum: Número mínimo necessário de membros para que as de-
cisões de uma comissão diretiva, mesa ou assembleia tenham valor.

R
Recomendação: Resultado final do trabalho de uma comissão (ver
“comissão”). Distingue-se de “resolução”, “voto”.
Regras de ordem: Regras ou procedimentos parlamentares eclesi-
ásticos que regem o debate dos assuntos nas sessões das assembleias
e das comissões diretivas, e guiam no processo de tomada de decisões
(ver Manual de Procedimentos).
Regras de procedimentos: Ver Regras de Ordem.
Regulamentos operacionais da DSA: Manual Administrativo da DSA,
mais conhecido como Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos
da DSA, baseado no Working Policy da Associação Geral.
Resolução: Voto ou decisão precedida ou sustentada pelas razões ou
considerandos que a justificam (ver capítulo 7).
Reunião administrativa: Apesar de geralmente fazermos uso dessa expressão
para nos referir às reuniões administrativas da igreja local, ela se aplica também,
com propriedade, a todas as reuniões dos corpos deliberativos da Organização,
tais como sessões de assembleias, mesas e comissões diretivas (ver “negócios”).

S
Sessão: Reunião regular ou extraordinária de um corpo constituinte,
governante ou diretivo, na qual se analisam as questões acumuladas e se
tomam as deliberações pertinentes. “Sessão” é sinônimo de assembleia,
reunião administrativa, concílio.
Sobre tábuas: Diz-se quando alguém lança de improviso sobre a mesa
ou tábua um assunto que não entrou previamente na agenda ou ordem

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Glossário
do dia, e pretende que tal assunto seja tratado, sem dar oportunidade à
administração de analisá-lo. Estas regras não admitem o tratamento sobre
tábuas de nenhum assunto, nem no caso de uma assembleia, nem no da
sessão de uma comissão diretiva.
Staff: Anglicismo para designar o grupo dos assistentes de um ad-
ministrador ou executivo. Estado maior de um corpo executivo. Quadro
ou equipe dos que dirigem um nível eclesiástico.
Suspender a sessão: Fazer uma parada para um breve intervalo; ou
entrar em recesso por um tempo maior para realizar consultas sobre
um item ou para prosseguir a consideração da agenda em outro mo-
mento ou dia.

T
Tábuas: Tábuas, mesa, corpo de oficiais que presidem à sessão de
uma assembleia ou uma comissão diretiva (ver “sobre tábuas”).
Tomar da mesa: Propor que volte a ser considerado um assunto que
foi anteriormente devolvido à mesa.

30454 - Regras de Ordem - DSA


V
Voltar à mesa: Adiar ou protelar momentaneamente a consideração
de um assunto, com direito a ser tomado da mesa posteriormente, na
mesma ou em outra sessão.
Votação por consenso: É quando o presidente declara votado um
assunto ao observar que há assentimento ou consentimento coletivo,
ou amplamente majoritário sobre o tema em questão (ver “consenso”).
No entanto, qualquer membro pode se opor a esse procedimento.
Voto: Acordo, parecer, decisão ou resolução tomado por uma as-
sembleia referente a determinada questão (ver “ação”, “resolução”). Cleber
Prog.Visual

W Redator
Working Policy: É o “Regulamento Operacional” ou “Livro de Regu-
lamentos” da Associação Geral, que estabelece os princípios ou pautas
Cliente
para os manuais operacionais das divisões mundiais.

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Capítulo 1
Regras de procedimentos parlamentares

A
Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma igreja em permanente e
acentuado crescimento, que aceitou a comissão evangélica de
ir a todo o mundo e pregar a toda criatura o Evangelho eterno
de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo dentro do contexto da tríplice
mensagem angélica. O Senhor prometeu que estaria com Sua Igreja
todos os dias, até o fim do mundo. Em virtude dessa promessa, e pela
graça e bênção de Deus, a Igreja continua com sua missão, e é cada vez
maior o número dos que, como no princípio, aceitam o Senhor e são
acrescentados à Igreja (At 2:41, 47).
O crescimento da Igreja exige um aumento correlativo de suas orga-
nizações. Entre nós, existem quatro níveis constitutivos que conduzem
desde o membro individual até a organização mundial da Obra da Igreja:
igreja local, associação ou missão, união e Associação Geral. Por sua vez,
esses níveis constitutivos têm instituições e, no caso da Associação Geral,
sucursais descentralizadas que chamamos de divisões. Naturalmente,
todos esses “órgãos” ou “organizações” necessitam ser governados e
administrados.
Nosso sistema de governo eclesiástico é representativo e reconhece
que a autoridade da Igreja descansa nos seus membros, que delegam
responsabilidade executiva aos corpos representativos e aos dirigentes
designados para o governo da Igreja.
Esses corpos devem, necessariamente, se reunir periodicamente
para considerar os assuntos inerentes à mensagem e missão da Igreja.
É evidente que seria impossível a esses corpos funcionarem adequada-
mente sem um sistema de regras para se governarem.
A Bíblia diz: “Faça-se tudo com decência e ordem” (1Co 14:40), e Ellen
G. White afirma que “a ordem é a primeira lei do Céu” (Conselhos Sobre
Saúde, p. 101). Estas regras de procedimentos indicam a maneira pela

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Regras de procedimentos parlamentares
qual os membros dos corpos representativos das diversas organizações
da Igreja podem e devem cumprir sua responsabilidade, fazer uso da
palavra, apresentar propostas e votar de maneira ordenada e eficaz,
sem que se produza confusão ou desordem.

Regras de ordem
1. Definição. As regras de ordem, ou de procedimentos parlamentares,
para todas as sessões administrativas da Igreja Adventista na Divisão
Sul-Americana, são o sistema de regras pelas quais uma comissão dire-
tiva, reunião administrativa, mesa ou assembleia se orienta.

2. Corpos representativos. A Igreja Adventista reconhece duas classes


de corpos representativos – o corpo de votantes: (1) corpos permanen-
tes, porque têm existência permanente, aos que geralmente chamamos
de “comissões diretivas” ou simplesmente “comissões” (da igreja local,
associação/missão, união, divisão, Associação Geral, instituições), que

30454 - Regras de Ordem - DSA


atuam em representação dos corpos constituintes; e (2) corpos especiais,
porque se constituem especialmente em (e para as) ocasiões estabe-
lecidas pelo Manual da Igreja ou pelos correspondentes estatutos, e
se dissolvem automaticamente uma vez finalizada sua tarefa, aos que
geralmente chamamos de “delegados”, que atuam em representação
dos membros do campo local, da união, ou da Associação Geral.
No caso da igreja local, esse corpo especial é formado por todos os
membros que estejam em plena comunhão, reunidos para deliberar
e votar as propostas submetidas pela comissão diretiva da igreja. No
caso da associação/missão, é formado pelos “delegados” das igrejas,
reunidos em assembleia trienal. No caso da união, pelos delegados das Cleber
associações e missões, reunidos em assembleia quinquenal. E, no caso
Prog.Visual

da Associação Geral, pelos delegados de todas as uniões do mundo,


Redator
reunidos em assembleia mundial da Igreja.
As mesas diretivas ou corpos permanentes nunca se dissolvem por-
Cliente
que a Igreja nunca entra em acefalia, ainda que seus membros sejam

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Regras de Ordem
renovados periodicamente pela assembleia da igreja local ou pelas
assembleias do campo, união ou Associação Geral.

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Capítulo 2
Ordem da sessão
O presidente abrirá a sessão depois do período devocional, solici-
tará a lista de quem tem direito a voto e verificará o quórum. A seguir,
declarará aberta a sessão.

1. Objetivo de qualquer sessão administrativa. Toda sessão adminis-


trativa da Igreja, visto se tratar de reunião administrativa da igreja local,
da sessão de uma comissão diretiva ou da reunião de uma assembleia,
tem por objetivo estudar um ou mais assuntos e tomar decisões perti-
nentes, conforme os méritos de cada assunto.

2. Abertura e verificação do quórum. O presidente deve abrir a sessão,


prévia constatação do quórum necessário para funcionar. Uma vez de-

30454 - Regras de Ordem - DSA


clarada aberta a sessão, os membros presentes constituem o quórum.
• Quórum é o número mínimo de membros presentes em uma reu-
nião da comissão diretiva ou assembleia, necessário para que os votos
tomados tenham valor.
• O quórum para as reuniões administrativas da igreja local e as
sessões das assembleias está determinado pelo Manual da Igreja e/ou
o estatuto correspondente.
• O quórum para as comissões diretivas e comissões em geral é deter-
minado pelo voto que lhes deu origem. Se o quórum não está estabelecido,
deverá ser estabelecido na primeira sessão, com a presença da maioria ab-
soluta de seus membros. Os votos tomados em minoria (quórum mínimo) Cleber
devem ser por unanimidade e se referir somente a assuntos rotineiros.
Prog.Visual

3. Leitura da ata da sessão anterior. Embora não seja habitual entre


Redator

nós, o presidente pode pedir que o secretário leia a ata da sessão ante-
Cliente
rior, dando oportunidade para que os presentes façam suas observações.

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Regras de Ordem
Se não houver observações, declarará aprovada a ata. Se dessa leitura
surgir algum assunto que exija atenção, deve ser tratado em seguida
ou incluído na agenda do dia.

4. Relatório à assembleia. É bom que o presidente apresente nesse


momento um relatório geral ou particular sobre o andamento dos ne-
gócios da Obra, ou convide algum membro para apresentar um relatório
da área que lhe foi confiada. Depois, deve-se passar às considerações
da agenda ou ordem do dia.

5. Agenda ou ordem do dia. Esse é o verdadeiro estágio de negócios,


durante o qual são considerados um por um os pontos que tenham sido
acumulados. A agenda, ou “ordem do dia”, é composta dos assuntos
que ficaram inconclusos ao suspender a sessão anterior e dos assuntos
novos que tenham surgido e tenham chegado a tempo e completos à
secretaria.

6. Tratamento sobre tábuas. O presidente não deve aceitar tratar sobre


tábuas, assuntos que não tenham sido previamente incluídos na agenda
do dia, nem aqueles pontos que tenham chegado incompletos, confusos
ou sem a devida documentação.

7. Preparação da agenda. O secretário é o responsável por preparar a


agenda provisória para estudo da administração e a agenda definitiva para
consideração da assembleia. Todos os pontos para a agenda são canalizados
por meio do escritório do secretário, a quem devem ser encaminhados por
escrito. O secretário serve como coordenador da agenda e é o responsável
por reunir toda a informação necessária para o estudo dos diversos pontos
e de preparar e distribuir a agenda.

8. Agenda definitiva. Geralmente, os administradores estudam pre-


viamente a lista de assuntos acumulados e decidem os itens que serão
apresentados na sessão seguinte. Não deveria ser colocado na agenda

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Ordem da sessão
definitiva nenhum item até que os administradores tenham chegado
a um consenso sobre qual poderia ser, em princípio, a solução para o
mesmo.

9. Ordem do dia. A ordem do dia ou “agenda” indica a ordem em que


a assembleia ou comissão diretiva considerará os assuntos. Ainda que
essa ordem tenha sido decidida pelos administradores, o presidente
pode modificá-la durante o desenvolvimento da sessão, conforme seu
melhor critério, postergando o estudo de um ponto ou simplesmente
retirando-o da agenda em qualquer momento, inclusive quando estiver
sendo tratado. Essa prerrogativa não vigora em absoluto quando se
trata da agenda de uma assembleia legal, ocasião em que a ordem do
dia deve ser absolutamente respeitada e seguida.

10. Suspender a sessão fixando o momento para continuá-la. Uma


sessão pode ser suspensa em qualquer momento, mesmo não tendo
sido terminada a consideração dos pontos da agenda, e continuada

30454 - Regras de Ordem - DSA


oportunamente, ou seja, mais tarde, no mesmo dia ou em outro. Para
isso, deve-se fazer e aprovar a proposta nesse sentido, incluindo o lugar
e o momento em que se reabrirá a sessão. Quando a assembleia se
reunir novamente para prosseguir sua tarefa, a reabertura não é uma
nova sessão, senão continuação da anterior. Quando se tratar de um
intervalo ou recreio, não é necessário fazer uma proposta formal, apenas
com a decisão da presidência (ver capítulo 10, inciso 4-A).

11. Levantar ou encerrar a sessão. Toda sessão poderá ser levantada


ou encerrada quando os pontos da agenda tiverem sido plenamente
considerados, ou mesmo que não tenham sido considerados, se a as- Cleber
sembleia assim decidir. Com isso, dá-se por encerrada a reunião ou
Prog.Visual

convocação. Deve-se recordar que, quando se trata de uma assembleia,


Redator
essa moção tem a virtude de dissolver a assembleia de forma perma-
nente (ver capítulo 10, inciso 4-B).
Cliente

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Capítulo 3
Deveres e direitos dos oficiais
Os administradores ou oficiais dos campos locais, uniões, divisões e
Associação Geral estão na mesma linha do organograma, sendo o pre-
sidente o primeiro oficial, “o primeiro entre iguais”, ou o representante
da administração e cabeça visível e responsável pela mesma. Todos eles
respondem diretamente à comissão diretiva, em consulta um com o
outro (Working Policy, Constituição, Art. VIII).

I - O presidente
1. Qualificações ou características
• O presidente deve ter percepção rápida e mente aguda, ser im-
parcial, não tomar como pessoal ou guardar qualquer incidente ou
comentário do debate.
• Deve conhecer os procedimentos que regem o debate. E, embora
deva ser enérgico quando a ocasião o exigir, deve mostrar tino, iniciativa,
cortesia, paciência e imparcialidade.
• Deve ser capaz de sugerir medidas convenientes e práticas quando
os membros tiverem a tendência de se equivocar ou de mesclar desne-
cessariamente os assuntos.
• Deve estar alerta e ser firme em suas decisões que, naturalmente,
podem ser recorridas. A indecisão do presidente tende a produzir confusão.

2. Deveres do presidente
• Aquele que preside a uma comissão diretiva ou à sessão de uma assem-
bleia deve agir de acordo com o presente regulamento de procedimentos.
• Dará abertura à sessão na hora estabelecida.
• Colocará para consideração da assembleia os relatórios das comis-
sões e os pontos da agenda para sua discussão.

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Deveres e direitos dos oficiais
• Receberá e apresentará as moções encaminhadas pelos membros.
• Fará o possível para que as decisões sejam tomadas por consenso,
tratando com equidade cada aspecto do item em debate.
• Deverá cuidar para que os que usam a palavra fiquem dentro do
tempo que lhes foi concedido, orientando a discussão para que decorra
de forma ágil e expedita, tratando para que isso seja feito num ambiente
calmo e sereno.
• Decidirá as questões de ordem ou procedimentos, conforme seu me-
lhor critério (no entanto, a decisão que adotar pode ser recorrida; nesse
caso, o presidente deverá colocá-la para a consideração da assembleia).
• Embora seja necessário que o presidente oriente a direção do
debate, para ser imparcial e dar evidência de que é feita a justiça, ele
não deve se envolver demasiadamente na discussão enquanto preside,
evitando excessiva participação no debate. Se desejar expressar seus
pontos de vista de forma ampla e aberta, e se decidir definitivamente
por um dos lados do ponto em discussão, deve pedir a outro oficial que
tome a presidência temporariamente. Entretanto, entende-se que, nas

30454 - Regras de Ordem - DSA


sessões das comissões diretivas, embora ocupando a presidência, o pre-
sidente pode se sentir livre para participar plenamente das discussões
e apresentar seus pontos de vista.
• O presidente não deve tentar impor seus pontos de vista ao grupo,
mas deve detectar e canalizar o mais fielmente possível os desejos deste,
recordando que “a unidade de ação é mais importante que a perfeição
dos planos”.

3. O presidente na direção do debate


• Abre e encerra as sessões.
• Apresenta o ponto para ser considerado na agenda, ou solicita ao Cleber
secretário ou a outra pessoa que o faça.
Prog.Visual

• Concede e retira o uso da palavra dos membros.


• Limita o debate ao assunto em consideração.
Redator

• Mantém a disciplina, protege os membros em seus direitos e decide


Cliente
as questões de ordem ou procedimento.

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Regras de Ordem
• Interpreta e aplica rapidamente qualquer regra parlamentar (caso
necessário, pode-se ter o auxílio de um assessor em regras de ordem).
• Rejeita qualquer proposta ou comentário alheio à moção principal.
• Explica à assembleia o significado e os alcances das propostas
apresentadas.
• Submete as propostas a votação.
• Dá a conhecer o resultado da votação, ressaltando as consequên-
cias da votação relacionada com a moção.

4. Direitos do presidente
• Tem o direito de entregar temporariamente a presidência a outro
oficial, sempre que o desejar, passando a ocupar o lugar de um membro
com os mesmos direitos e deveres deste.
• Embora sempre possa votar, o bom-senso indica que não deve
fazê-lo, exceto quando a votação é secreta, ou quando se deseja de-
sempatar a votação (se é que já não votou em forma secreta).
• No caso de empate, tem plena liberdade para votar como achar
conveniente (se já não votou em forma secreta), ou para se abster de
votar. Nesse caso, o assunto não passa por falta de maioria.
• Tem o direito de participar como ex-officio em qualquer comissão,
sem obrigação de assistir a todas as suas sessões.

II - O secretário
1. Qualificações ou características
• Deve conhecer perfeitamente as regras de ordem que regem os debates.
• Caso necessário, deve ser capaz de aconselhar o presidente quanto
às provisões: (1) dos estatutos da organização em questão, (2) do Manual
da Igreja, (3) do Regulamento Operacional da DSA, e (4) do Working Policy.
• Deve possuir mente aguçada e alerta para captar as ideias e moções
expressas no debate.
• Deve ter a capacidade de interpretar o sentido de cada votação,
para expressá-lo fiel e claramente nas atas.

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Deveres e direitos dos oficiais
2. Deveres do secretário
• Presidir às sessões na ausência ou a pedido do presidente, sujeito
às provisões dos estatutos de cada órgão da Igreja (ver Working Policy,
Estatutos, art. V).
• Preparar e distribuir a agenda e ter à mão toda informação com-
plementar necessária.
• Manter em dia a relação dos membros de todas as comissões.
• Verificar se há quórum para a abertura da sessão.
• Ter sempre à mão o Manual da Igreja, os estatutos da organização,
o Regulamento Operacional da DSA e estas regras de procedimentos.
• A pedido do presidente, ler os documentos ou relatórios necessá-
rios e apresentar os pontos da agenda.
• Informar à assembleia sobre os votos anteriores relacionados com
os pontos da agenda.
• Tomar nota de toda proposta aprovada pela maioria.
• Redigir e conservar as atas.
• Informar a quem de direito sobre os votos tomados. Embora caiba

30454 - Regras de Ordem - DSA


ao secretário informar, é recomendado que os administradores se reúnam
para decidir que votos cada um informará. É evidente que casos específicos
devem ser comunicados pelo presidente ou pelo tesoureiro.

3. Direitos do secretário
• Tem direito a voto em todos os casos.
• Pode tomar parte no debate sem necessidade de entregar a se-
cretaria a outro oficial; inclusive, pode apresentar moções.
• Tem direito a ser protegido de qualquer exigência não razoável por
parte dos membros.
Cleber
III - O tesoureiro Prog.Visual

Redator
1. O tesoureiro de um campo, união ou divisão, juntamente com o
presidente e o secretário, forma o trio de administradores.
Cliente
2. Intervém, com o presidente e o secretário, no estudo prévio da

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Regras de Ordem
agenda e participa plenamente da administração, com ênfase principal
nos aspectos econômico-financeiros.
3. Seu principal dever como membro da mesa é esclarecer, alertar e
informar a assembleia sobre as implicações econômico-financeiras dos
pontos em discussão e seu impacto sobre o futuro da Obra. Esse dever
é indelegável, impostergável e inescusável.
4. Apresentará os relatórios que lhe forem solicitados e responderá
pelos assuntos que lhe forem confiados.
5. Tem direito a voto em todos os casos; participa plenamente no
debate, opinando sobre os pontos em discussão, tendo o direito de
apresentar propostas.
6. Pode presidir à sessão por expresso pedido do presidente, con-
forme as provisões dos estatutos de cada organismo da Igreja.

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Capítulo 4
Deveres e direitos dos membros
1. Deveres
• Os delegados das assembleias e os membros de comissões direti-
vas, mesas e comissões diversas da Igreja, considerando o alto privilégio
que significa servir em tais funções, devem se conduzir com decoro cris-
tão cientes de que estão tratando de assuntos do Senhor, não fazendo
discursos ou propostas frívolas, irrelevantes, que consumam desneces-
sariamente o tempo ou atrapalhem. Em tais casos, o presidente tem
todo o direito de considerá-los fora de ordem e retirar-lhes a palavra.
• Os delegados, membros de mesas e comissões diretivas, por moti-
vos de consideração e respeito para com seus colegas, não devem esperar
falar acerca de uma moção uma segunda (ou adicional) vez antes que
os outros que desejam falar tenham tido a oportunidade de fazê-lo. No

30454 - Regras de Ordem - DSA


entanto, o presidente pode dar a uma pessoa que já falou a oportunidade
de responder a uma pergunta ou esclarecer seu comentário prévio.
• Devem respeitar os oficiais do corpo e os outros membros, prati-
cando a cortesia e consideração cristãs.
• Ao falar, devem se dirigir ao presidente e não à assembleia, nem
a um membro em particular.
• Não devem se sentir molestados por uma interrupção da parte do
presidente ou de outro membro.
• Devem respeitar os demais, abstendo-se de fazer alusões pessoais
ou ataques individuais.
• Não devem participar de conchavos (lobby) para a escolha de cargos. Cleber
• Devem assinar o conflito de interesse anualmente.
Prog.Visual

2. Direitos
Redator

• Todos os membros têm igualdade de direitos, não importando sua posição


Cliente
na Organização ou fora dela. Entre nós, não há voz nem votos qualificados.

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Regras de Ordem
• Têm o direito de apresentar propostas e debatê-las, com as únicas
limitações estabelecidas neste manual.
• Têm o direito de apresentar e manter sua posição ao longo do
debate, até que sintam intimamente que devem modificá-la, ou até o
momento da votação (ver capítulo 12).
• Todo membro tem o direito de ser respeitado como pessoa.
• Tem o direito de que a assembleia respeite suas posições e con-
vicções, ainda que não as aceite ou concorde com elas.
• Tem direito à proteção do presidente e da assembleia no exercício
de todos os seus direitos e privilégios.
• Na hora de votar, espera-se que todos votem, tendo o direito de
se abster de votar, se assim o desejarem ou se não se chegou a uma
decisão final.

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Capítulo 5
 presentação dos pontos da agenda e
A
emendas
1. Como apresentar um assunto à assembleia. Os pontos que se acu-
mulam para exame e decisão de uma assembleia ou comissão diretiva
devem ser apresentados em forma de moção, porque essa é a única
forma possível de introduzir um assunto para sua consideração. É claro
que se pode chamar a atenção para um assunto, ou, inclusive, dar al-
guma explicação antes que seja apresentada uma proposta. Mas, para
que a assembleia possa considerar e decidir sobre um assunto, deve
ser apresentada uma moção.
• Moção é uma proposta formal para que um assunto seja conside-
rado, analisado e votado segundo os procedimentos parlamentares (ver
capítulo 7).

30454 - Regras de Ordem - DSA


• Se a assembleia deseja analisar um assunto que ainda não tenha sido
concretizado em forma de moção, deve encaminhá-lo a uma comissão, ou se
transformar temporariamente em “comissão do todo”, para analisar o referido
ponto até que se possa concretizar em forma de proposta. Nesse momento,
levanta-se a chamada “comissão do todo” e volta a funcionar a assembleia,
entrando de novo em vigor as regras ordinárias do debate. (Ver capítulo 6 sobre
as regras do debate, e capítulo 13 sobre as regras que regem as comissões.)

2. Moção principal. A moção original com que se começa a conside-


ração de um assunto é denominada “moção principal”. Não pode ser
debatida mais de uma moção principal por vez. Cleber
• Toda moção necessita ser apoiada, exceto algumas mencionadas
Prog.Visual

no capítulo 10. O presidente perguntará se a proposta tem apoio, sem o


Redator
qual não é possível iniciar o debate. Qualquer membro pode apresentar
uma questão de ordem se a presidência permitir iniciar a discussão de
Cliente
uma proposta sem o devido apoio.

31 C. Q.

Dep. Arte

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Regras de Ordem
• Então, o presidente ou, a seu pedido, o secretário, explicará o
alcance da moção; logo em seguida, se inicia o debate propriamente
dito. Quem propõe uma moção tem o direito de fundamentá-la.
• Ao terminar o debate, é aconselhável que a mesa enuncie nova-
mente a proposta antes de pedir que a assembleia vote. Logo a seguir,
o presidente anuncia o resultado e passa ao ponto seguinte da agenda.

3. Emendas. Toda moção principal é suscetível de ser emendada em qual-


quer momento do debate. A emenda deve estar relacionada com a moção
principal ou com a emenda que pretende modificar (ver capítulo 8, inciso D).
• Emenda tem aqui o sentido de “proposta de variante a uma parte
do projeto ou relatório”. É uma proposição para modificar, corrigir ou
aperfeiçoar a proposta original ou outra emenda anterior.
• A emenda que tenta mudar ou modificar a moção principal se
chama “emenda primária”. A emenda que tenta modificar uma emenda
primária se chama “emenda secundária”. Não pode haver simultanea-
mente em discussão mais que uma emenda primária e uma secundária.
• Uma emenda pode afetar parcialmente a moção principal, ou afe-
tá-la totalmente; nesse caso, se transforma em moção substituta. Antes
de apresentar uma moção substitutiva, deve-se dar oportunidade aos
membros de apresentar emendas parciais.
• As emendas devem ser apoiadas antes de serem consideradas.
• Ao ser apresentada uma emenda ou debate, deve-se limitar ao
exame da mesma, ainda que isso nem sempre seja possível; portanto,
não se deve ser muito estrito neste ponto.

4. Ordem de votação das emendas. Se uma moção principal foi afe-


tada por uma emenda primária e por outra secundária, será votada
primeiramente a emenda secundária, depois a primária e, finalmente,
a moção principal. É claro que primeiramente se deve tomar uma deci-
são quanto “à emenda da emenda”, sem a qual é impossível levar em
consideração a “emenda primária”, para chegar finalmente à moção
principal. (Ver capítulo 11 sobre a ordem de prioridade das moções.)

32

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Apresentação dos pontos da agenda e emendas
• Antes de submeter à votação a emenda de uma emenda, é aconse-
lhável que a mesa formule novamente a emenda secundária juntamente
com a primária que aquela pretende modificar.
• Após a emenda secundária ser aceita ou rejeitada, se desejar, pode-se
apresentar outra emenda secundária ou passar a considerar a emenda pri-
mária tal como havia ficado. Finalizado esse processo, passa-se, finalmente,
à votação da moção principal emendada, se foram aceitas as emendas, ou
em sua versão original, se estas não foram aceitas.
• Recomenda-se enunciar novamente a moção principal com a
emenda primária ao submetê-la à votação.

5. Moção para reconsiderar ou anular uma moção no transcurso da


mesma sessão. Uma moção não pode ser emendada depois de ser vo-
tada, mas pode ser reconsiderada, ou mesmo anulada, se não satisfizer
a assembleia ou algum membro.
• A moção para reconsideração deve ser feita idealmente no mes-
mo dia ou durante uma mesma sessão em que foi aprovada, e com os

30454 - Regras de Ordem - DSA


mesmos membros.
• Qualquer membro presente que tenha votado com a maioria pode
propor a reconsideração de um item da agenda que já tenha sido votado,
sempre que a decisão não tenha ainda sido levada a efeito.
• A moção para reconsiderar um voto já tomado não pode ser emen-
dada, nem adiada indefinidamente, nem transferida a uma comissão.
• Requer apoio e pode ser debatida.
• O resultado prático dessa moção é deter os efeitos do voto tomado
até que a moção de reconsideração seja resolvida. Aceita a proposta de
reconsideração, fica anulada a votação original, e o debate volta ao ponto
em que estava antes da votação (ver capítulo 9, inciso 2-D). Cleber
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6. Moção para anular ou modificar um voto. É evidente que, às vezes, é


Redator
necessário modificar ou anular um voto tomado em outra sessão. Se isso
fosse impossível, uma comissão diretiva seria prisioneira de si mesma e
Cliente
incapaz de corrigir uma determinada situação. A mesma comissão que

33 C. Q.

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Regras de Ordem
tomou o voto tem autoridade para rever em qualquer momento o referi-
do voto. A proposta para anular, mudar ou modificar um voto já tomado
é uma moção principal e se rege pelo mesmo procedimento daquela.
• Requer apoio.
• Pode ser debatida.
• É inaplicável quando os efeitos do voto tomado são irreversíveis.

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Capítulo 6
Regras do debate
1. Propósito do debate. Debater é trocar pontos de vista sobre um assun-
to para que o conjunto de votantes, com o auxílio do Espírito Santo, possa
tomar a melhor decisão possível. É o processo pelo qual a assembleia exami-
na, analisa e considera um ponto da agenda para descobrir e compreender
a vontade de Deus em relação a um assunto específico. Embora o debate
não seja um fim em si mesmo, é absolutamente imprescindível no processo
de tomada de decisões.
• O debate permite aos membros se inteirar de toda a informação
disponível sobre um assunto.
• O debate oferece a oportunidade para que os membros expressem
sua opinião e convicções, e tratem de persuadir os outros da conveni-
ência de adotar seu critério.

30454 - Regras de Ordem - DSA


2. Regras do debate. É importante que se conheçam as regras do
debate e a elas se obedeça para que o debate se desenvolva com efi-
cácia e a tomada de decisões possa ser processada de maneira suave,
coerente e justa.
• A primeira regra é recordar que, quando os corpos representativos
se reúnem para tratar assuntos da Igreja, eles estão se reunindo com Deus
e, portanto, devem permitir que o Espírito Santo os guie e dirija.
• A regra seguinte é a cortesia no debate. O membro que fala deve
respeitar os oficiais, não se incomodar com possíveis interrupções por
parte do presidente ou de outro membro e não fazer alusões pessoais, Cleber
nem ataques individuais, embora possa usar uma linguagem severa,
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mantendo o respeito devido. O que preside deve ser cortês com to-
Redator
dos, proteger cada membro em seus direitos, não se irritar nem ficar
impaciente, e exercer autodomínio, porque o que não pode governar
Cliente
a si mesmo não pode governar os outros. A assembleia deve escutar

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Regras de Ordem
respeitosamente e prestar atenção à pessoa que fala. Ela não deve se
ausentar do recinto, e não deve conversar em grupos ou causar incon-
venientes que deem a impressão de indiferença.
• As observações e comentários devem ser dirigidos ao presidente
(não à assembleia ou a um membro em particular), ser impessoais e
pertinentes ao ponto em discussão.
• Se um membro que fala de um tema alheio ao que está em dis-
cussão é chamado à ordem e persiste, o presidente tem o direito de
retirar-lhe a palavra.
• O presidente não deve conceder a palavra pela segunda vez a um
membro até que todos os que a pediram tenham se expressado.
• Geralmente, quando um membro deseja falar mais de uma vez
sobre a mesma moção, é porque há alguma dificuldade. Nesse caso,
se quiser ou necessitar dar maior liberdade à discussão, a assembleia
pode se constituir em “comissão do todo” até que a dificuldade seja
esclarecida (ver capítulo 13).
• Embora um membro possa fazer uso da palavra por indeterminado
número de vezes, a assembleia, para proteger o direito de todos, pode
limitar previamente o número de intervenções por membro. Isso é
particularmente sensato no caso de assembleias numerosas.
• Como, às vezes, os membros tendem a abusar do uso da palavra,
a assembleia pode se proteger limitando previamente o tempo de cada
intervenção.
• O presidente também pode limitar, em qualquer momento, o tem-
po do membro que está com a palavra ou fixar um limite para todos, no
caso de um ponto particular. Mas deve exercer essa prerrogativa com
tino e parcimônia. Essa decisão é apelável.
• Quando se discute uma apelação passível de debate, um membro
pode falar somente uma vez.
• Tratamento de um assunto “sobre tábuas”. O presidente não deve
aceitar “de última hora” um assunto que não tenha sido previamente
incluído na agenda do dia, nem aqueles pontos que tenham chegado
incompletos, confusos ou sem a devida documentação.

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Regras do debate
• Por ética e com o objetivo de permitir que a assembleia se ex-
presse com total liberdade, é regra geral que um membro abandone
momentaneamente a sala do debate quando se trata de um assunto
que o afeta ou um de seus familiares próximos, ou quando se debatem
assuntos nos quais há interesse direto ou pecuniário.

3. Regras do uso da palavra


• Para poder falar é necessário pedir a palavra e esperar que o presidente
a conceda. Geralmente, basta levantar a mão, mantendo-a assim até se as-
segurar de que o presidente registrou o pedido. Se vários membros pedem a
palavra simultaneamente, o presidente concederá a palavra na ordem em que
tiver registrado os pedidos, ou, a seu juízo, a quem tenha prioridade. Aceita-se
que aquele que propôs a moção tenha prioridade de esclarecer ou difundir
a proposta, se ainda não o fez; e que o siga em ordem de prioridade aquele
que está mais distante da cadeira presidencial, e aquele que ainda não falou,
embora tenha pedido a palavra depois de outro que já falou, volte a pedi-la.
• Todos os membros têm o mesmo direito de fazer uso da palavra,

30454 - Regras de Ordem - DSA


sem importar a posição que ocupam ou o título que ostentam.
• Embora aquele que está com o uso da palavra possa permitir que
lhe façam perguntas ou esclarecimentos, ele deve permanecer em pé
se desejar manter o uso da palavra.
• Embora o presidente não necessite de autorização para falar e mesmo
podendo interromper cortesmente aquele que está no uso da palavra (para
chamar-lhe a atenção, esclarecer algo, ou fazer um comentário), ele deve
evitar fazer uso desse privilégio com demasiada frequência.
• Aquele que está com a palavra deve respeitar o tempo concedido,
no caso de a assembleia ter fixado tempo limite para cada intervenção,
ou quando o presidente lhe indicar um tempo determinado. Cleber
• Aquele que fala pode ser momentaneamente interrompido por
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uma questão de ordem ou uma moção privilegiada, mas tem o direito


Redator
de continuar falando, uma vez resolvidas essas questões.
• A ninguém se pode cassar a palavra enquanto observar as regras
Cliente
de ordem, guardar o decoro e se mantiver dentro do tempo concedido.

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Regras de Ordem
4. Quando e como cessar o debate
• O presidente não deve, em absoluto, permitir o debate nem qual-
quer comentário quando, de acordo com estas regras de ordem, a moção
não for passível de debate.
• O debate deve terminar quando a discussão do tema se esgotar, ou
quando os oradores começarem a repetir os argumentos, ou quando ter-
minar o tempo fixado pela assembleia para consideração de um assunto.
• Nesses casos, o presidente chama para votação e, não havendo
oposição, esta se processa de imediato.
• Qualquer membro pode suscitar a questão prévia e solicitar a
votação. Se o pedido é aceito pela assembleia, o debate fica automa-
ticamente encerrado e se procede, em seguida, à votação do assunto
em pauta (ver capítulos 8 e 12).
• O debate pode ser limitado por uma moção subsidiária, pedindo
que seja cerceado o uso da palavra. Ou por outra proposta também
subsidiária, pedindo que se encerre por haver esgotado o tempo (ver
capítulo 9).

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Capítulo 7
Moções
1. O que é moção? É uma proposta para que a assembleia tome uma
ação ou resolução determinada (ver capítulo 5).
• Como a maioria dos pontos da agenda que chegam para consi-
deração das mesas provêm de outros órgãos da igreja, e já vêm como
propostas ou solicitações, o secretário pode propor o ponto em questão,
ou simplesmente colocá-lo na mesa e esperar que algum membro da
comissão o eleve à categoria de proposta.
• Uma moção pode ser apresentada, apoiada, explicada pelo pre-
sidente e colocada à votação sem que ninguém a detenha. Mas, geral-
mente, uma proposta passa por muitas alternativas desde o momento
em que é apresentada até o momento em que é colocada em votação.
Pode ser discutida e analisada; considerada inconveniente no todo ou

30454 - Regras de Ordem - DSA


em parte; pode ser aprovada, proposta, modificada ou encaminhada a
uma comissão. Estas regras de ordem indicam como proceder em cada
caso.
• Toda moção deve ser apoiada antes de ser considerada, com ex-
ceção de algumas moções mencionadas no capítulo 10.

2. Como fazer uma proposta? Aquele que deseja fazer uma proposta
deve primeiramente pedir o uso da palavra e, dirigindo-se ao presidente,
apresentar sua proposta. A proposta em si começa sempre com a palavra
“que” [“Proponho que...”] (ver capítulo 5).
Cleber
3. O que é uma “resolução”? Resolução é um voto ou uma decisão Prog.Visual

precedida e sustentada por razões ou “considerandos” que a justifiquem


ou lhe deem razão de ser. Por exemplo: “Considerando que..., que...,
Redator

que..., proponho que...”. Ou: “Resolve-se que...”


Cliente

39 C. Q.

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Regras de Ordem
4. Classes de moções. Existem basicamente quatro tipos de moções
e cada uma delas tem propósito específico, características e ordem de
prioridade:
• Principais: As moções principais, ou “originais”, são as que intro-
duzem um assunto à consideração da assembleia.
• Secundárias: São as que objetam, emendam ou põem reparos à consi-
deração do assunto apresentado pela moção principal. Servem para assistir,
fortalecer, ou suplementar a proposta principal (ver capítulo 8).
• Incidentais: São as que têm que ver com os “incidentes” que po-
dem ocorrer ao longo do debate, tais como questões de ordem, etc.
(ver capítulo 9).
• Preferenciais (chamadas também de “privilegiadas”): São as que
expõem as questões que, por natureza, têm preferência ou prioridade
(ver capítulo 10).

5. Propostas principais/originais. Definição: As propostas principais


têm como propósito introduzir um ponto de agenda para consideração da
assembleia e propor uma resolução ou ação determinada (ver capítulo 5).

6. Regras que regem as propostas principais


• Unicamente os delegados, ou os membros da comissão com direito
a voto, podem fazer propostas ou participar do debate.
• Toda moção principal requer apoio.
• Não pode haver simultaneamente em debate mais de uma pro-
posta principal.
• Deve conter só uma proposição. Se contiver mais de uma, deve
ser dividida para que cada uma delas seja considerada e votada sepa-
radamente.
• Requer-se maioria de votos para que a proposta seja aprovada.
• As propostas principais podem ser emendadas por voto da maioria.
• A proposta original só pode ser detida por uma emenda (ver capí-
tulo 5, inciso 3), uma proposta subsidiária, acidental ou privilegiada.
• Sua apreciação pode ser postergada temporária ou definitivamente:

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Moções
a) Por uma moção subsidiária (por exemplo, uma proposta para
devolver à mesa, tomar da mesa, transferir o assunto a uma comissão,
diferir ou protelar indefinidamente a questão, limitar o tempo do debate,
ou por efeito de uma emenda).
b) Por uma proposta incidental (por exemplo, uma questão de or-
dem que questione ou objete o procedimento, ou uma proposta para
subdividir o item, ou para modificá-lo, ou para retirá-lo), ou
c) Por uma moção privilegiada (por exemplo, uma proposta fixando
o momento da sessão seguinte, levantando ou suspendendo a sessão
que está em curso, ou por uma questão de privilégio).
Ver capítulo 5, que trata como deve ser apresentada uma moção.

7. Proposta principal para anular ou modificar um voto anterior.


Circunstâncias alternativas, novas informações ou omissões fazem
com que, às vezes, se tenha que anular, modificar ou aperfeiçoar um
voto tomado em alguma reunião anterior. Se esse reestudo não fosse
possível, a Obra seria prisioneira de si mesma e incapaz de se aperfei-

30454 - Regras de Ordem - DSA


çoar e enfrentar novas situações. Nenhum voto entre nós é um voto de
“medos e persas”. Mas só pode ser anulado, modificado ou aperfeiçoado
pela mesma comissão diretiva ou entidade que o tomou; esta é que tem
suficiente autoridade para revê-lo em qualquer momento. A proposta
para anular, modificar ou aperfeiçoar um voto já tomado é uma moção
principal aplicável a toda outra proposta principal, e é regida pelo mes-
mo procedimento que aquela (ver capítulo 5, inciso 6).
• Requer apoio.
• É passível de debate.
• É emendável somente quando a moção é para modificar ou aper-
feiçoar o voto, e não para anulá-lo. Cleber
• É inaplicável quando os efeitos do voto tomado já são irreversíveis.
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Redator

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Capítulo 8
Moções secundárias
1. Definição. As moções subsidiárias, chamadas também secundárias
ou complementares, estão unidas ou ligadas a uma moção principal.
São as que objetam, emendam ou põem reparos para consideração do
assunto apresentado pela moção principal (ver capítulo 7, inciso 4).

2. Objetivo. Seu objetivo é facilitar o trâmite ou a disposição da mo-


ção principal e, portanto, tem prioridade sobre esta, uma vez que a
proposta complementar deve ser examinada e decidida antes que se
possa continuar debatendo a moção principal. Por sua vez, as moções
privilegiadas ou preferenciais têm prioridade sobre as complementares.

3. Classes ou tipos de propostas subsidiárias. Estas regras de pro-


cedimentos reconhecem seis classes de propostas subsidiárias: (1) a
proposta para retornar um item à mesa; (2) a de votação imediata,
chamada também de questão prévia; (3) a de referir o assunto a uma
comissão; (4) a de protelar indefinidamente o estudo da moção; (5)
a de limitar o debate, ou seja, uma moção para limitar ou estender o
número de discursos, ou sua duração, ou a duração do debate, ou para
determinar a hora da votação; e (6) a de emendar a proposta principal
ou outra emenda.

A. Proposta de devolver à mesa um item, ou a proposta para re-


tomar o item da mesa. A proposta de voltar um assunto à mesa tem
o propósito de protelar a consideração de um item já proposto. Pode
ser aplicada a qualquer proposta principal pendente. Note-se que não
tem o objetivo de “cancelar” ou “suprimir” a proposta, senão protelar
seu estudo (se o que se deseja é suprimir a proposta principal, a moção
subsidiária que se deve fazer é a de “protelar indefinidamente seu es-

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Moções secundárias
tudo”). Sua contrapartida é a moção para voltar a tomar da mesa uma
proposta anteriormente devolvida. Em ambos os casos:
• Requer apoio.
• Não é passível de debate.
• Não pode ser emendada.
• Requer maioria simples.
• Não pode ser reconsiderada.
• Não se aplica aos relatórios de comissões, nem a um ponto da agenda
não tratado ainda. Aplica-se unicamente ao item que está sendo examinado.
• Deve ser submetida à votação imediatamente após ser apoiada.
• A proposta para “voltar a tomar da mesa uma moção anteriormen-
te devolvida à mesa” pode ser feita imediatamente, após o término do
assunto que motivou a devolução, ou em qualquer momento durante a
assembleia, quando não houver outro assunto em discussão. A proposta
para voltar a tomar da mesa não é passível de debate e tem preferência
sobre o ponto seguinte na agenda.

30454 - Regras de Ordem - DSA


B. Proposta de votação imediata. O objetivo desta moção, chamada
às vezes de “questão prévia”, é terminar imediatamente o debate e votar
a moção principal ou a emenda em consideração. Se o pedido de votação
imediata se referir a uma emenda, o debate sobre a moção principal
pode continuar após a votação da emenda. As moções privilegiadas,
a moção de devolver à mesa, e as moções incidentais têm prioridade
sobre esta proposta. O fato de um membro pronunciar em voz alta a
palavra “votação” não é um pedido formal de votação, mas indica ao
presidente que há um membro que sente que é o momento de passar
à votação. A proposta de votação imediata:
• Requer apoio. Cleber
• Não pode ser debatida.
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• Não pode ser emendada.


Redator
• Requer maioria de dois terços.
• Não pode interromper a pessoa que está no uso da palavra.
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• Pode ser reconsiderada.

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Regras de Ordem
C. Proposta de referir o assunto a uma comissão. O propósito
dessa moção é transferir um item da agenda de uma comissão para
analisar mais detidamente o ponto em questão antes de chegar a uma
decisão final, ou para apresentá-lo de maneira mais adequada. Aquele
que propõe pode incluir em sua proposta o número de membros da
comissão, quem os nomeia (o presidente ou mesmo a assembleia) e o
prazo concedido para apresentar o relatório. Os membros não devem
ser nomeados aleatoriamente, nem por favoritismo, mas tomando em
conta a natureza da comissão. Esta proposta:
• Aplica-se a qualquer moção principal ou a uma emenda.
• Requer apoio.
• É passível de debate.
• Pode sofrer emendas em relação aos detalhes da comissão, número
de membros, quem os nomeará, etc.
• Requer maioria simples.
• Tem precedência sobre qualquer outra moção (“salta por cima”),
com exceção da proposta de adiar indefinidamente, e mesmo sobre a
moção principal.
• Pode ser reconsiderada se a comissão nomeada não tiver come-
çado sua atividade.
• A comissão, finalizado seu trabalho, fará um relatório à assembleia,
que, então, tomará uma decisão.

D. Proposta para emendar a moção principal ou outra emenda. Uma


moção principal pode ser emendada em qualquer momento antes de
ser submetida a votação. Como o propósito dessa moção é emendar,
mudar, ou modificar o conteúdo da moção principal, ela deve estar
forçosamente relacionada ao assunto, detalhe ou aspecto que se deseja
emendar. O pedido de emenda da moção principal (chamada de “emen-
da primária”), por sua vez, pode sofrer emenda (“emenda secundária”),
mas não se pode emendar a emenda de uma emenda.
Uma vez decidida uma emenda, pode ser apresentada outra da
mesma classe, e assim sucessivamente. Se a emenda afeta totalmente

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Moções secundárias
a moção principal, transforma-se então em uma moção substituta. (Ver
capítulo 5 para o que se refere às emendas e à ordem de votação das
mesmas.) As emendas são feitas usualmente incluindo, suprimindo ou
substituindo uma palavra ou uma combinação destas. A proposta para
emendar a moção principal ou outra emenda:
• Requer apoio.
• Pode ser debatida, mas a discussão deve se limitar à emenda em
questão.
• Pode, por sua vez, ser emendada quando se tratar de emenda primária.
• Requer maioria simples.
• Pode ser considerada somente uma emenda de cada vez. À medida que
uma delas é votada, pode ser apresentada outra, e assim sucessivamente.
• Pode ser reconsiderada.
• Ordem de votação das emendas: Primeiramente é votada a emen-
da secundária, se houver; depois, a primária; e, finalmente, a moção
principal (ver capítulo 5, inciso 4).

30454 - Regras de Ordem - DSA


a) Votação da emenda secundária: O presidente enunciará a emenda
secundária junto à emenda primária que aquela pretende modificar, e
submeterá à votação primeiramente a emenda secundária. Quando
aceita ou rejeitada, pode-se ainda propor outra emenda secundária,
se for o caso.
b) Votação da emenda primária: A seguir, o presidente enunciará a
emenda primária junto à moção principal que aquela pretende modifi-
car, e a submeterá à votação.
c) Votação da moção emendada: Terminada a consideração das
emendas, proceder-se-á à votação sobre a moção principal emendada,
isso, no caso de as emendas terem sido aceitas, ou, em caso contrário, Cleber
sobre a moção principal.
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E. Proposta de protelar indefinidamente o estudo de uma moção. Redator

O propósito desta proposta é suprimir uma moção. Aplica-se somen-


Cliente
te às moções principais e não se pode aplicar a ela nenhuma moção

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Regras de Ordem
subsidiária, exceto a de votação imediata e a de limitar (ou estender) o
tempo do debate. A moção de protelar indefinidamente:
• Requer apoio.
• É passível de debate, tanto em relação à moção principal como à
oportunidade de adiá-la indefinidamente.
• Não pode ser emendada.
• Requer maioria simples.
Aplica-se apenas às moções principais, embora possa ser aplicada
também às “questões de privilégio”.
• Pode ser reconsiderada se o voto foi afirmativo.

F. Proposta para limitar o debate. Seja limitando ou estendendo


o número de discursos, ou sua duração, ou a duração do debate, ou fi-
xando a hora da votação. O propósito desta moção é encerrar o debate,
limitá-lo ou, ao contrário, estendê-lo.
Com o propósito de dar oportunidade para que um maior nú-
mero de membros participe no debate, o presidente pode decidir
unilateralmente que os discursos se limitem a certo tempo. Ou, para
que o debate não se perpetue, pode decidir limitar o número e/ou a
duração dos discursos, ou a duração do debate, embora sua decisão
possa ser apelada.
Qualquer membro pode propor a limitação, se o achar necessário,
propondo que cesse o debate, ou que cesse a determinada hora, ou
que se limite o número de discursos e/ou sua duração.
O ideal é que essa proposta seja feita antes de começar o debate.
Nesse caso, será considerada principal e, portanto, passível de debate.
Mas pode ser feita quando já se está debatendo uma moção principal.
Nesse caso, é uma moção subsidiária e não passível de debate. A pro-
posta de limitar o tempo do debate:
• Requer apoio.
• Pode ser debatida somente quando apresentada antes da moção
cujo debate precisa ser limitado.
• Pode ser emendada somente em relação aos detalhes da proposta,

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Moções secundárias
tal como o número de discursos ou sua duração.
• Requer maioria de 2/3 dos votos.
• Pode ser reconsiderada, propondo estender o tempo do debate.
A reconsideração exige maioria simples de votos.

30454 - Regras de Ordem - DSA

Cleber
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Redator

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Capítulo 9
Moções incidentais
1. Definição. As moções incidentais, chamadas também “acessórias”,
têm que ver com incidentes relacionados com a moção principal e de-
vem, portanto, ser resolvidas antes da continuação do debate da pro-
posta principal.

2. Classes ou tipos de propostas incidentais. Este manual de procedi-


mentos reconhece quatro tipos de moções incidentais: (1) As “questões
de ordem” ou objeções ao procedimento, (2) a proposta para dividir um
item, (3) a proposta para retirar ou modificar uma moção, e (4) a de
reconsiderar ou anular uma proposta durante a sessão. (Ver capítulo 7,
inciso 7 em relação à proposta de anular ou modificar um voto anterior.)

A. Questão de ordem ou “chamado à ordem”. Uma “questão de ordem”


não é propriamente uma moção, senão um chamado, protesto ou recla-
mação. Seu propósito é pedir que sejam seguidas as regras do debate.
O presidente tem o dever e o direito de cuidar para que sejam obser-
vados os estatutos e regulamentos do corpo que preside, assim como
o estabelecido neste manual de procedimentos. Ele deve insistir que
se cumpram as regras sem discussão e deve aplicar, na hora oportuna,
o melhor juízo em sua responsabilidade.
Mas, quando um membro acredita que o presidente não está seguin-
do as regras, ou está em desacordo com alguma regra ditada por ele, ou
entende que outro membro as está violando e deseja chamar a atenção
da assembleia para as infrações das regras que passam despercebidas
pela presidência, pode apresentar uma questão de ordem.
Também pode surgir uma questão de ordem quando um membro está
violando as regras e se deseja eximir o presidente da obrigação de tomar
uma decisão, colocando a responsabilidade sobre os delegados e membros.

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Moções incidentais
Aquele que apresenta a questão se levanta, ainda que outro membro
esteja falando, e sem pedir nem esperar que lhe concedam a palavra,
diz: “Senhor presidente, apresento uma questão de ordem.” Imediata-
mente, o presidente suspende o processo, pede que formule seu ponto
de ordem apresentando as razões e, depois disso, declara a questão
procedente ou improcedente, segundo os méritos do caso.
Toda questão de ordem deve ser apresentada no momento da infra-
ção e deve ser resolvida imediatamente pelo presidente, que decidirá
em concordância com este manual de procedimentos, podendo, se
houver dúvida, consultar a assembleia.
A questão de ordem não necessita de apoio, não pode ser emendada,
nem debatida, nem colocada em votação. O presidente simplesmente
decide a favor da questão e, em consequência, corrige o erro ou deci-
de contra. Ao proponente, ficam duas alternativas: (1) aceitar e tomar
assento, ou (2) recorrer à assembleia.
Nesse caso, e sem pedir a palavra, ele diz: “Senhor presidente, apelo
à assembleia”, e, a seguir, apresenta suas razões. Se o apelo é apoiado, o

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presidente expõe as razões em que baseou sua decisão e depois submete
o assunto à votação. O pedido de apelação é improcedente, a menos
que seja apresentado imediatamente após a decisão objetada. A moção
para apelar contra uma decisão da presidência:
• Requer apoio.
• Geralmente, é passível de debate, exceto quando se trata de um
assunto de falta de decoro, ou quando uma moção não passível de
debate esteja pendente.
• Não pode ser emendada.
• Requer maioria simples.
• As propostas de “devolver à mesa” e as “privilegiadas” têm prece- Cleber
dência, assim como a de “votação imediata”.
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• Pode ser reconsiderada.


Redator
• O membro que apela pode falar somente uma vez, exceto por
especial deferência do presidente, que tem o direito de apresentar os
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argumentos que justificam sua decisão.

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Regras de Ordem
B. Proposta para dividir um item. Uma moção só deve conter uma
proposição. O propósito dessa moção é subdividir em partes separa-
das um assunto composto de várias propostas ou seções. Isso permite
analisar e votar cada proposta separadamente como se fossem moções
individuais. Qualquer membro pode propor que a moção seja subdividi-
da. Embora o pedido de subdivisão possa ser apresentado em qualquer
momento do debate, é preferível, por razões práticas, fazê-lo imediata-
mente após ser apresentada a moção principal.
É possível dispensar a formalidade de tomar um voto referente a
uma subdivisão da moção principal se o presidente perceber que há
consenso para a divisão. Caso haja objeção, é necessária uma proposta
formal para subdividir a questão, especificando como será dividida. A
proposta para subdividir:
• Aplica-se exclusivamente às moções principais e às emendas.
• Deve ser apoiada.
• Não pode ser debatida.
• Pode ser emendada, sugerindo outra divisão.
• Pode ser reconsiderada.
• Cede a prioridade a todas as moções privilegiadas e subsidiárias,
assim como a moção incidental de apelação contra uma decisão da
presidência, com exceção das moções para emendar e adiar indefini-
damente um assunto sobre o qual têm precedência.

C. Proposta para retirar ou modificar uma moção. Aquele que


propõe uma moção é seu “proprietário” enquanto o presidente não a
tiver submetido a debate e, portanto, pode retirá-la ou modificá-la sem
pedir o consentimento da assembleia.
Mas, a partir do momento em que o presidente a submeter ao de-
bate, a moção pertence à assembleia e o proponente somente poderá
retirá-la ou modificá-la com o consentimento da mesma. Se não houver
objeção, o presidente considerará o pedido de retirar ou modificar a
proposta como consentido. Porém, se houver alguma objeção, o pre-
sidente submeterá o pedido do proponente à votação. Nesse caso, o

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Moções incidentais
pedido deve ser apoiado, embora não possa ser emendado nem de-
batido. Depois de uma moção ter sido retirada, é como se esta nunca
tivesse sido apresentada.

D. Proposta para reconsiderar ou anular uma moção na mesma


sessão. Nos casos mencionados nestas regras de procedimentos, uma
moção (apesar de ter passado por todas as alternativas do debate e de
ter sido votada) pode ser reconsiderada ou anulada na mesma sessão. O
propósito da reconsideração é permitir corrigir uma decisão equivocada,
especialmente quando surge informação adicional ou quando a situação
muda após o voto ter sido tomado (ver capítulo 5, inciso 5).
A fim de evitar possíveis abusos, o pedido de reconsideração deve ser
apresentado por alguém que tenha votado com a maioria e apresentá-­
lo no mesmo dia, ou no dia seguinte, depois de tomado o voto que se
quer mudar. Não se pode pedir a reconsideração se a decisão votada já
foi levada a efeito. A moção de reconsiderar tem o efeito de suspender
toda a ação relacionada com o assunto votado, até que a questão da

30454 - Regras de Ordem - DSA


reconsideração tenha sido resolvida. Se a reconsideração é aceita pela
assembleia, fica anulado o voto em referência. (Ver capítulo 5, inciso
6, referente a como rever posteriormente uma resolução, mudando-a,
modificando-a ou anulando-a.) A moção de reconsideração:
• Requer apoio.
• É passível de debate.
• Não pode ser emendada, nem adiada por tempo indefinido, nem
enviada a uma comissão.
É improcedente a reconsideração das seguintes moções:
• Reconsiderar, levantar a sessão, suspender as regras, voltar à mesa
e retomar da mesa. Cleber
• Ver capítulo 5, inciso 5.
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Redator

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Capítulo 10
Moções preferenciais ou privilegiadas
1. Definição. Chamam-se assim porque têm “precedência” ou priori-
dade de tratamento sobre as demais, e não estão sujeitas a discussão.
São as que são submetidas à votação em primeiro lugar, votação por
serem consideradas de maior categoria.

2. Natureza. Essa classe de propostas se relaciona com os direitos do


conjunto dos membros e com os direitos individuais de cada um deles
em relação, não com o assunto pendente e, sim, com a sessão em curso.
Apesar de não se relacionar diretamente com o assunto pendente, são
tão importantes que têm prioridade sobre as demais.

3. Características. As moções privilegiadas ou preferenciais não são


passíveis de debate, nem podem ser devolvidas à mesa (exceto no caso
de uma questão de privilégio), nem postergadas, nem transferidas a
uma comissão.

4. Tipos de moções privilegiadas. Este regulamento reconhece três


classes de propostas privilegiadas: (1) moções para suspender a sessão,
fixando o momento para continuá-la; (2) moções para levantar ou encerrar
a sessão; e (3) questões de privilégio.

A. Proposta para suspender a sessão fixando o horário para


continuá-la. É preferencial somente quando há outros assuntos pen-
dentes e é impossível concluir o exame de todos os assuntos na reu-
nião em curso. Quando a assembleia volta a se reunir, é considerada
uma continuação da sessão anterior. Se não houver mais assuntos para
debater, o procedimento indicado seria apresentar uma moção para
levantar a sessão (ver capítulo 2, incisos 10 e 11). A moção privilegiada

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Moções preferenciais ou privilegiadas
ou preferencial:
• Requer apoio.
• Não é passível de debate.
• É a mais alta no ranking das propostas.
• Pode ser emendada somente quanto ao tempo e ao lugar.
• Não pode ser proposta se houver outra moção em debate.
• Requer maioria simples.
• Pode ser reconsiderada (ver capítulo 2, inciso 11).

B. Proposta para levantar ou encerrar a sessão. Quando a agen-


da estiver esgotada (ou mesmo não tendo sido esgotada), quando não
restar nenhum assunto de importância para ser considerado, poderá ser
apresentada uma proposta para levantar a sessão. Aquele que propõe
deve pedir o uso da palavra. É obrigação do presidente se assegurar
de que não há nenhum assunto importante pendente antes de colocar
em votação e declarar a sessão encerrada (ver capítulo 2, inciso 11). A
proposta para levantar ou encerrar a sessão:

30454 - Regras de Ordem - DSA


• Requer apoio.
• Não pode ser debatida, embora o presidente ou o secretário possa
informar que há assuntos importantes pendentes que requerem atenção.
• Não pode ser emendada.
• Requer maioria simples.
• Não pode ser apresentada enquanto alguém estiver com o uso da palavra.
• Não pode ser reconsiderada.

C. Questão de privilégio. As “questões de privilégio” relacionam-se


com os direitos, privilégios ou comodidade dos membros da assembleia,
e são usadas para chamar a atenção do presidente e da assembleia sobre Cleber
um ponto ou procedimento que não pode esperar.
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As questões de privilégio podem se referir à organização da sessão,


Redator
ao conforto ou ao comportamento dos membros, ou outras pessoas
presentes (desordem na sala, excesso de calor ou frio, barulho dentro
Cliente
ou fora, má audição, etc.). O proponente não necessita permissão prévia

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Regras de Ordem
para falar. Os assuntos apresentados devem ser resolvidos imediata e
diretamente pelo presidente, sem que se tome voto algum, a menos
que algum membro insatisfeito com as medidas presidenciais apele à
assembleia. A apelação:
• Requer apoio.
• Não pode ser debatida.
• Não pode ser emendada.
• Pode ser reconsiderada.
• Requer maioria simples.

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Capítulo 11
Ordem de prioridade das moções
1. Prioridade das moções. É importantíssimo que o presidente conhe-
ça em detalhes a ordem de prioridade das moções. O domínio dessas
regras evitará maiores dificuldades.
A “moção principal” ou “original” vem por último na ordem de vo-
tação. Nesse sentido, é a de menor categoria ou grau, porque antes de
ser aprovada ou rejeitada por maioria de votos, poderá ser discutida,
examinada, emendada, adiada, devolvida à mesa, retomada da mesa,
transferida a uma comissão, substituída, retirada, subdividida, recon-
siderada, etc.
Todos esses assuntos, ou propostas secundárias, devem ser resol-
vidos antes de colocar em votação a “moção principal” ou “original”.
É evidente que as “moções privilegiadas” ou “preferenciais” são as

30454 - Regras de Ordem - DSA


que primeiramente devem ser submetidas à votação, depois as “mo-
ções incidentais” ou acessórias, a seguir, as “moções secundárias” ou
complementares, e, finalmente, a “moção principal” ou original.
As moções para retomar à mesa, para reconsiderar, para anular uma
resolução tomada e as para devolver à comissão de nomeações, mesmo
que sejam moções secundárias, aparecem na ordem subsequente da
“moção principal” porque, ao serem apresentadas, não há nenhuma
proposta principal em debate. São propostas que têm a virtude de trazer
uma moção de novo ao debate ou de ressuscitá-la. É como se fossem,
em si mesmas, propostas principais.
As moções incidentais não têm preferência entre si. Mas qualquer Cleber
moção incidental que surja de outra também incidental toma prece-
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dência sobre a moção da qual surge.


Redator

2. Ordem de precedência. A seguinte lista apresenta a ordem geral-


Cliente
mente aceita para votação das propostas:

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Regras de Ordem
Moções privilegiadas (ver capítulo 10)
1.Suspender a sessão fixando o horário para continuá-la.
2. Levantar a sessão.
3. Questão de privilégio (apelo à assembleia).

Moções incidentais (ver capítulo 9). Não têm preferência entre si,
mas se admite que a proposta incidental que surge com relação a outra
moção incidental toma precedência sobre a moção da qual surge.
4. Questão de ordem (apelo à assembleia).
5. Retirar ou modificar uma proposta.
6. Dividir uma moção.

Moções subsidiárias (ver capítulo 8)


7. Voltar à mesa.
8. Votação imediata.
9. Transferir o assunto a uma comissão.
10. Protelar indefinidamente o tratamento de uma moção.
11. Limitar ou estender o debate.
12. Emendar uma moção ou outra emenda (ver capítulo 5, inciso 4).
13. Moção principal (ver capítulo 7).
14. Reconsiderar uma moção depois de aprovada (ver capítulo 9).
15. Anular ou modificar um voto anterior (ver capítulo 5).
16. Voltar a tomar da mesma (ver capítulo 8).
17. Devolver à comissão de nomeações (ver capítulo 14, incisos 7 a 9).

3. Exemplos de utilidade das moções secundárias:


Quando uma proposta está em debate, pode ser modificada por
meio de emendas.
Se as modificações são numerosas, ou demandam muito estudo, ou
requerem mais informação, é aconselhável propor que o assunto seja
remetido a uma comissão.
Quando se deseja protelar o estudo de um assunto, com direito a
retomá-lo posteriormente, deve-se propor voltar à mesa.

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Ordem de prioridade das moções
Uma proposta devolvida à mesa pode ser retomada posteriormente
mediante proposta nesse sentido.
Uma moção pode ser reconsiderada ou anulada, em determinadas
condições, fazendo-se uso das propostas correspondentes.
Quando se deseja cortar o debate, deve-se propor votação imediata.
Se se quiser limitar o número ou a duração dos discursos, propõe-se
limitar o debate.

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Cleber
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Redator

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Capítulo 12
Votação e maiorias
Votação
1. Votar. É o ato de tomar uma decisão sobre um assunto, escolher
entre uma ou mais opções, manifestar formalmente o que a consciência
lhe diz. É o ato de expressar (conjunta e simultaneamente com a expressão
íntima dos demais votantes) a convicção pessoal a respeito de um assunto
ou questão, aceitando que a maioria das expressões coincidentes se trans-
forma no voto coletivo ou corporativo da assembleia.

2. Votar não é um fato isolado. Sempre ocorre no contexto de conjun-


ção e em simultaneidade com os outros membros do corpo votante. E
nunca é um fato total e unicamente pessoal porque, em última instância,
é o Espírito Santo quem guia e dirige. A mente do votante deve estar
sob “a direta supervisão de Deus” ou, ao contrário, “suas conclusões
serão de origem terrestre, e não terão mais valor que o de qualquer
outra expressão humana” (Carta 81, 1896).

3. Votar é um ato litúrgico. Nesse sentido, votar é um ato carregado de


significado religioso. É também um ato responsável, que deve convidar à
humildade em virtude do sentimento de incapacidade que se experimenta
ao ter que escolher e decidir. Muitas vezes, no último momento, resta ao
votante somente a possibilidade de orar em seu íntimo e lançar “sortes”,
confiando ao Senhor a decisão final (At 1:23-26).

4. Representatividade e convicção. Nosso sistema de votação se baseia na


doutrina da representatividade de todos os crentes, e na crença de que, como
no princípio, o Espírito atuará criando uma convicção majoritária. Convicção que,
muitas vezes, está contra a lógica própria e do sentimento particular do votante.

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Votação e maiorias

5. Aceitação do voto. Ainda que cada membro do corpo votante tenha


o dever de não ser mero reflexo do pensamento dos demais, e tenha
o direito de ter seu próprio ponto de vista, deverá também aceitar em
seu íntimo o voto da assembleia, fazendo-o seu, somando-se a ele desse
momento em diante. Isso é conhecido como doutrina da “unanimida-
de”: todos separados antes de votar e todos juntos depois de terem
permitido que a vontade divina se expressasse por meio da votação.

6. O todo é mais importante que as partes. Em nosso sistema, a mente


do votante deve se concentrar no bem geral da Obra, em vez de fazê-lo por
interesses pessoais, institucionais, regionais ou de grupo. Ao atuar como
membro de um corpo de votantes, deve ter em vista a Obra em seu conjun-
to, recordando que, nesse ato, deixa de representar os interesses da igreja
local, de seu campo ou da instituição para representar os interesses globais
e gerais do “todo” da Obra.

Modos de votar

30454 - Regras de Ordem - DSA


1. Objetivo da votação. Vota-se para chegar à decisão com respeito a
uma proposta, favorável ou desfavorável à mesma. Antes de chegar ao
voto, a proposta passa por muito debate e está sujeita a muitas alterna-
tivas e, algumas vezes, perecerá no caminho, nunca chegando à votação.

2. Voto público. Nos conselhos de nossa Igreja, os votos se manifes-


tam de forma pública, seja por viva voz, com o levantar da mão ou se
colocando em pé. A votação é pelo “sim” ou pelo “não”. Se a vontade
da assembleia é evidente, o presidente declara votado. Se há alguma Cleber
dúvida, deve pedir que a votação seja repetida.
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3. Votação por consenso. Se o presidente percebe que há consenso


Redator

sobre um ponto, pode facilitar grandemente a tramitação dos negócios


Cliente
declarando votado por consenso ou consentimento geral. O presidente

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Regras de Ordem
pergunta se todos estão de acordo e, se ninguém se manifestar con-
trariamente, anuncia a aprovação do assunto. Caso um membro se
oponha à sua decisão, é forçoso voltar às regras ordinárias. Esse mé-
todo é empregado nos assuntos rotineiros ou para aqueles nos quais
há coincidência generalizada, mas a presidência deve cuidar para não
abusar do mesmo.

4. Voto secreto. Por decisão do presidente, ou por voto da maioria


dos membros presentes, pode-se votar também em secreto, ou seja, por
escrito, eletronicamente ou por outros meios. Se existir dúvida quanto
ao resultado de uma votação, o presidente pode decidir, ou qualquer
membro pedir que os votos sejam recontados.

5. Voto por lista. Nosso sistema não admite votação nominal ou por
lista, método no qual se chama um por um o nome dos membros que,
por sua vez, expressam seu voto, registrando o secretário o voto de cada
um. Tampouco que os membros expliquem, fundamentem ou peçam que
conste nas atas o seu voto.

6. Verificação dos votos. O presidente pode pedir ao secretário que


o assista na contagem dos votos, e/ou nomeie outros membros para
fazê-lo.

7. Nulidade da votação. Ainda que uma votação seja unânime, é nula


de direito se estiver contra os estatutos ou regulamentos do órgão em
referência. O mesmo ocorre com qualquer regra que estiver em conflito
com uma disposição superior, razão pela qual nenhuma decisão, por
unânime que seja, pode modificar estatutos ou regulamentos, exceto
sob as condições que eles mesmos determinarem.

8. Poderes do presidente. O presidente pode empregar, a seu juízo,


a votação por consenso, a votação pública (de viva voz, levantando a
mão, ou se colocando em pé), ou a votação secreta, a menos que os

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Votação e maiorias
estatutos ou este manual de procedimentos digam outra coisa, ou a
assembleia decida a forma de votar. O presidente pode votar quando
a votação for secreta, ou quando seu voto puder mudar o resultado da
mesma; por exemplo, para desempatar, sempre que não tenha votado
antes (ver capítulo 3). Não se considera terminada a votação até que o
presidente a declare votada.

9. Ética do voto. Por razões de ética, é regra geral que um membro


se abstenha de votar os assuntos nos quais tenha interesse direto, fa-
miliar, ou pecuniário, exceto quando se vota escolhendo alguém para
uma posição ou responsabilidade.

10. O voto é pessoal. Tanto os delegados a um congresso como os


membros de uma comissão devem estar pessoalmente presentes para
ter direito a voto. Nosso sistema não aceita o voto por procuração, por
correio, ou por qualquer outro meio.

30454 - Regras de Ordem - DSA


11. Direito de voto dos delegados e membros de comissões diretivas.
Os delegados a uma assembleia de campo, união, ou Associação Geral, os
membros de uma comissão diretiva e os membros da igreja que atuam em
uma reunião administrativa têm, cada um, o direito a um voto. Esse direito
está limitado à assembleia para a qual foram designados como delegados,
ou à sessão da comissão diretiva, ou reunião administrativa em questão.

Maioria de votos necessária


1. Maioria. Todo voto deve ser tomado por maioria, que se subdivide
em quatro tipos: maioria absoluta, maioria dos presentes, maioria de 2/3 e Cleber
maioria de votos (ou maioria simples). Com exceção dos casos previstos nos
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estatutos ou neste regulamento de procedimentos, basta para a aprovação de


Redator
um ponto uma maioria simples de votos, ou seja, a metade mais um dos votos
manifestados, sem contar os que se decidiram pela abstenção. Entende-se
Cliente
que a assembleia, se desejar, pode definir o tipo de maioria a ser utilizada.

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Regras de Ordem
2. Maioria absoluta. É a metade mais um dos membros que integram
o corpo votante, estejam ou não presentes. Não usamos esse tipo de
maioria, a menos que seja estabelecido definidamente por estatuto.

3. Maioria dos presentes. É a metade mais um dos membros presen-


tes. Geralmente, o presidente usa essa maioria para assuntos de muita
importância ou para eleições e nomeações.

4. Maioria de 2/3. Aplica-se quando está estipulado nos estatutos


ou nestas regras de ordem. Geralmente, o número é sobre os 2/3 dos
membros presentes.

5. Maioria de votos ou maioria simples. É a metade mais um dos que


emitiram seu voto a favor ou contra, sem contar os que se abstiveram.
Considera-se que, quando um membro não exerce seu direito de votar,
está automaticamente concedendo a outro o direito de decidir por ele; por
isso, se diz que os votos em branco, ou as abstenções, se somam à maioria.
Esse é o tipo de maioria que geralmente é adotado em nosso sistema.

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Capítulo 13
Comissões diretivas e comissões
1. Comissões diretivas. Como nosso sistema de governo eclesiástico é
o “representativo”, as diferentes entidades de nossa Igreja são dirigidas
por comissões diretivas ou por assembleias de delegados. É importante
distinguir o propósito de uma comissão diretiva e suas regras do propó-
sito de uma comissão e suas regras.

2. Propósito das comissões diretivas. O propósito de uma comissão


diretiva, ou uma assembleia, é considerar um por um os assuntos ou
negócios da Igreja e tomar uma decisão ou disposição em cada caso.
As comissões diretivas são regidas por estas regras de procedimento e
estudam sempre propostas definidas para solucionar ou encarar pro-
blemas e planos definidos (ver capítulos 5 e 6).

30454 - Regras de Ordem - DSA


• Como a moção é a única forma possível de introduzir um assunto
para a consideração de uma assembleia, se a mesma desejar considerar
um assunto que ainda não foi concretizado em forma de proposta, tem
necessariamente que encaminhá-lo a uma comissão, ou ser transfor-
mada temporariamente em “comissão do todo” para analisar o referido
item, até que se possa concretizar em forma de proposta.
• Lamentavelmente, às vezes, as comissões diretivas funcionam
como se fossem comissões, com a consequente perda de tempo e efi-
cácia. É conveniente estudar previamente, através de comissões, os
assuntos a ser tratados na sessão da comissão diretiva para se assegurar
de que lhes foi dada a devida consideração. Cleber
• No processo de chegar a uma decisão, os membros de uma mesa
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devem ser sensíveis à influência do Espírito do Senhor para descobrir a


Redator
vontade divina e chegar a uma decisão.

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3. Comissões. Uma comissão é um corpo de duas ou mais pessoas

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Regras de Ordem
nomeadas pela comissão diretiva para estudar, considerar e/ou investigar
um assunto ou assuntos que lhe tenham sido confiados, e fazer as reco-
mendações pertinentes. É mais fácil discutir em detalhe alguns assuntos em
grupos menores. O sistema de comissões permite analisar e ponderar an-
tecipadamente os itens que serão posteriormente tratados na assembleia.

4. Propósito das comissões. Em vista de sua finalidade ser o estudo


de um assunto, é evidente que uma comissão não pode iniciar suas de-
liberações com uma moção. O resultado de seu trabalho é, justamente,
fazer uma recomendação em forma de moção.
• As comissões permitem um maior grau de informalidade e liberda-
de, e deliberam abertamente. Por exemplo: Não é necessário esperar
que o presidente conceda o uso da palavra a um membro, nem apoiar as
moções, nem limitar o número de discursos; o presidente pode intervir
no debate e, inclusive, fazer propostas.
• As comissões tomam suas decisões e (com exceção das adminis-
trativas) preparam um relatório para apresentá-lo à comissão diretiva.
• Tanto as comissões especiais como a comissão do todo cessam
suas funções uma vez apresentado o relatório à assembleia.

5. Classes de comissões. Este regulamento reconhece quatro classes


de comissões: permanentes, especiais, comissões do todo e administrativas.
• As comissões permanentes estudam assuntos permanentes e,
como são nomeadas por uma comissão diretiva para um período de-
terminado, devem ser renovadas periodicamente.
• As comissões especiais, ou transitórias, estudam assuntos conjun-
turais, são nomeadas para tratar de assuntos específicos e se dissolvem
automaticamente ao terminar seu trabalho ou ao expirar o prazo que
lhe foi concedido. (Ver capítulo 8, inciso 3-C, para verificar como se
apresenta a moção de nomeação de uma comissão.)
• A comissão do todo é a comissão diretiva constituída temporaria-
mente em comissão para considerar livre e informalmente um assunto
e chegar a uma proposta sobre o mesmo.

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Comissões diretivas e comissões
• As comissões administrativas, geralmente, são comissões perma-
nentes, pequenas, nomeadas por um período determinado, subordi-
nadas ao corpo que as designa, com autoridade delegada para tomar
decisões definitivas com respeito a um assunto; ou seja, para decidir,
administrar e executar tudo o que for referente à área que lhe tenha
sido confiada, conforme as diretrizes e a autoridade dadas pela comissão
diretiva. Convém que os membros morem suficientemente perto para
poderem se reunir em intervalos regulares.

6. Regras das comissões


• Quando uma comissão diretiva nomeia uma comissão, deve es-
tabelecer os termos de “referência” (assuntos que deve considerar) e
a “autoridade e responsabilidade” (a que corpo deve apresentar suas
recomendações e, se lhe é concedido poder para atuar, até onde e em
que pontos específicos poderá exercer o poder).
• Toda comissão deve ter um presidente e um secretário, escolhidos
por ela mesma ou pela assembleia que a nomeou.

30454 - Regras de Ordem - DSA


• Toda comissão deve apresentar relatório de sua tarefa à assembleia ou
à comissão que a designou, com as recomendações que achar convenientes.
As recomendações, em si mesmas, são moções e aquele que apresentar o
relatório deverá propor sua aceitação. Excluam-se as comissões adminis-
trativas e as que têm autoridade final e levam atas de suas decisões.
• O debate em uma comissão é bem mais informal, permite o livre
intercâmbio de opiniões entre os membros sem a obrigação de se dirigir
aos demais através da presidência, e não é necessário esperar que o
presidente conceda a palavra.
• Em geral, uma comissão não encerra o debate enquanto algum
membro deseja se expressar, nem impõe limites ao número de interven- Cleber
ções (a menos que a comissão seja muito numerosa), nem é necessário
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que as moções sejam apoiadas. Geralmente, a votação é por consenso;


Redator
o presidente pode apresentar moções e intervir no debate, e a moção
para a consideração de um tema pode ser apresentada a qualquer
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momento e a qualquer membro.

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Regras de Ordem
• A menos que seja especificado pela mesma assembleia, o quórum
de uma comissão geralmente será a metade mais um de seus membros.
• Se um membro não pode cooperar com a comissão, deve comu-
nicá-lo à assembleia para que nomeie um substituto.
• Se for necessário, pode-se distribuir o trabalho em subcomissões.
Estas informarão à comissão.
• Geralmente, o presidente da comissão decide quando interromper
a atividade e quando e onde voltar a se reunir.
• As comissões frequentemente incluem membros ex-officio; eles são
ex-officio em virtude da função que desempenham na Organização. O presi-
dente da comissão diretiva ou da assembleia é membro ex-officio de todas
as comissões, embora não seja obrigado a assistir a todas as suas reuniões.
• Uma comissão diretiva pode ser transformada eventualmente em
“Comissão do Todo” para discutir com mais liberdade um assunto. Pode
ser presidida pelo próprio presidente ou por um membro por ele de-
signado. Finalizada sua função, a “Comissão do Todo” é transformada
novamente em comissão diretiva ou assembleia para considerar o re-
latório e as recomendações pertinentes. Se a “Comissão do Todo” não
tiver condições de assumir a responsabilidade, poderá recomendar
que o assunto seja delegado a uma comissão especial. Se a “Comissão
do Todo” se descontrolar, o presidente da comissão diretiva assumirá a
presidência e a declarará desfeita.

7. Prerrogativas das comissões. No cumprimento de sua responsa-


bilidade, as comissões têm autoridade delegada para investigar, solicitar
dados, relatórios, balanços, documentos, para ouvir as pessoas e teste-
munhas, solicitar a colaboração dos campos e instituições, etc., sempre
dentro dos limites fixados pela comissão diretiva e com o devido respeito
pelas normas da ética.

8. Normas de ética das comissões. Tanto a comissão como um todo,


como os seus componentes, devem respeitar conscienciosamente os
princípios da ética. Nem os relatórios e os dados que chegam ao seu

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Comissões diretivas e comissões
conhecimento em virtude de sua incumbência, sejam confidenciais
ou não, nem as conclusões, relatórios ou recomendações a que ela
chegar são propriedade da comissão como tal, nem de seus membros
individualmente. Eles são propriedade da comissão diretiva. Portanto,
a comissão e seus membros devem observar sigilo e segredo profissio-
nal de modo permanente. A comissão diretiva é quem decidirá o que e
quando algo deve se tornar público, e o que deve ser mantido em sigilo.

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Cleber
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Redator

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Capítulo 14
Eleições e nomeações
1. Diferença entre eleição, nomeações e chamado. É importante dis-
tinguir a diferença técnica que existe entre “eleição”, “nomeações” e
“chamado” (ver Working Policy, B 15 20).

• Eleição. Quando alguém é indicado por um “corpo constituinte”


para desempenhar um cargo ou “posição” para um período determi-
nado, diz-se que é “eleito”. Tal é o caso da assembleia da igreja local
ao eleger, segundo o Manual da Igreja, os cargos em nível local, ou no
caso dos delegados a uma assembleia da associação/missão, união ou
Associação Geral, ao eleger pessoas para preencher as posições nesses
níveis. Essa eleição faz com que a pessoa nomeada seja inamovível em
sua posição durante o período para o qual foi eleito, a menos que uma
assembleia extraordinária disponha de outra coisa, ou a comissão di-
retiva correspondente atuando no intervalo das assembleias a remova
por justa causa,1 ou seja persuadida a deixar sua posição, renuncie,
aposente, receba um chamado para outra tarefa e o aceite, ou fique
incapacitado por enfermidade ou outros motivos para o desempenho
de suas funções.

1. A frase “com causa”, quando se refere à remoção de uma pessoa eleita, inclui-
rá, mas não se limitará a: (1) incompetência; (2) falha persistente em cooperar
com a autoridade constituída em assuntos substantivos ou com os regulamentos
denominacionais; (3) condutas que possam estar sujeitas à disciplina eclesiástica,
segundo as provisões do Manual da Igreja. (4) falha em manter um comporta-
mento regular como membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Para remover
uma pessoa eleita, é necessário o voto de 2/3 dos membros votantes em uma
sessão devidamente convocada. (Ver Working Policy, art. XIII, ponto 1 dos Estatu-
tos da Associação Geral.)
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Eleições e nomeações
• Comissão diretiva “fazendo as vezes” de assembleia. A comissão
diretiva também pode “escolher” uma pessoa para uma posição quando
esta estiver vaga e, em conformidade com os estatutos, atuará em nome
e em lugar do corpo de delegados, entre uma e outra assembleia. Nesses
casos (e somente nesses) sua decisão tem a força e a característica de
uma “eleição”.

• Nomeação. No entanto, há outras posições que, embora sejam


também por um período determinado, não são indicadas pela assem-
bleia da igreja local nem por uma assembleia de campo, união ou Asso-
ciação Geral, senão por uma comissão diretiva. Embora essas posições
sejam muito importantes, não têm o nível do cargo eletivo. Diz-se que
uma pessoa foi “nomeada” para uma posição quando o processo pelo
qual ela foi eleita é feito (e a decisão final é tomada) por uma comissão
diretiva que não é nem atua nesse momento em lugar da constituinte.
Nesse caso, a mesma mesa que nomeou a pessoa pode rever e modi-
ficar seu voto em qualquer momento, mesmo antes de ter finalizado

30454 - Regras de Ordem - DSA


o período regular para o qual ela foi nomeada, embora os motivos
não se enquadrem nas causas mencionadas anteriormente, dando por
terminadas suas funções específicas e a designando para outras tare-
fas dentro da Organização. Para isso, a mesa precisa ser devidamente
convocada e contar com o voto de 2/3 dos membros presentes (ver
capítulo 5, inciso 6).

• Chamado. Diz-se que uma pessoa foi “chamada” para servir na Orga-
nização quando, pela primeira vez, uma comissão diretiva a convida para
servir ao Senhor de forma exclusiva, em regime de tempo integral, dedicando
ao Senhor todo o seu tempo, as energias e os dons, em alguma das linhas Cleber
de serviço denominacional; ou quando, sendo já “obreira”, outra comissão
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diretiva a convida para desenvolver um ministério em seu território. Os


Redator
chamados surgem das comissões diretivas e seguem por meio dos canais
regulares da Igreja.
Cliente

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Dep. Arte

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Regras de Ordem
• Chamados, eleitos e nomeados. Toda eleição e nomeação leva im-
plícita a ideia de chamado. Mas nem todo chamado reveste o caráter
de eleito ou nomeado.

2. Como se processam as eleições. As eleições se processam em


harmonia com o que dispõe o Manual da Igreja, os Estatutos do Órgão
da Igreja em questão e os Regulamentos da Divisão Sul-Americana.

3. Sistema indireto. Como nosso sistema de eleição é indireto e exclui


as campanhas pessoais ou corporativas, todas as indicações para cargos
eletivos, ou para formar parte de uma comissão executiva, serão feitas
através de uma comissão de nomeações designada pela assembleia.
Nosso sistema não admite eleições por aclamação, nem propostas feitas
diretamente ao plenário por uma pessoa ou por um grupo de pessoas.

4. Um nome para cada posição. A comissão de nomeações proporá


ao plenário um só nome para cada cargo ou posição a ser preenchido.
A comissão de nomeações pode apresentar relatórios sucessivos, par-
ciais, especialmente quando tiver que preencher um grande número
de funções ou apresentar um relatório total.

5. O trabalho da comissão de nomeações. A comissão de nomeações


se reunirá a portas fechadas e trabalhará em harmonia com o Manual
da Igreja, com os estatutos correspondentes e com o que este manual
estabelece. Espera-se que os administradores de órgãos superiores da
igreja, presentes à assembleia, sejam convidados a participar como
conselheiros.

6. Votações. As decisões da comissão serão por maioria simples


ou por maioria dos presentes, a critério do presidente da comissão
de nomeações, ou segundo determinar a própria comissão. Embora o
presidente da comissão possa declarar votada uma pessoa eleita por
diferença de um voto, convém insistir em uma nova votação quando

70

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Eleições e nomeações
se tratar de eleição para posições administrativas, já que o eleito para
tal função deve contar inicialmente com o respaldo de ampla maioria.

7. Objeções ao relatório. No caso de alguém ter alguma objeção a


um nome, ao apresentar o relatório da comissão de nomeações à as-
sembleia, deve pedir que o relatório seja devolvido à comissão para sua
reconsideração, sem mencionar o nome da pessoa que objeta, tal como
estabelece o Manual da Igreja. Costumeiramente, o presidente aceita
esse pedido sem objeção; no entanto, se o pedido se transformar em
proposta, será, então, uma proposta não rebatível e o presidente terá
que submetê-la à decisão da maioria de votos.

8. Quando pedir a devolução do relatório. Para pedir que o relatório


da comissão de nomeações volte à comissão, não é suficiente que um
nome proposto não seja do agrado de um dos delegados, ou que pense
que há outro melhor para a posição. O pedido ou proposta para devolver
o relatório à comissão deve ser baseado em informações ou objeções de

30454 - Regras de Ordem - DSA


peso que desaconselhem ou inabilitem a pessoa para o cargo proposto
– objeções que possam ser úteis à comissão de nomeações. Quando o
pedido de devolução é concedido, todos os que têm objeções devem
comunicá-las ao presidente e/ou ao secretário da comissão. Então, em
conselho com o presidente e o secretário, a comissão determinará o pro-
cedimento, o momento e o lugar para escutar as objeções ao relatório.

9. Pedidos repetidos de devolução. Os repetidos pedidos de devolução,


particularmente, se provierem de uma mesma pessoa ou de um grupo
de pessoas, não são compatíveis com o espírito de cortesia e de um
bom procedimento. Nesse caso, aquele que preside à votação tem todo Cleber
o direito de não aceitar o pedido de devolução e de pôr em votação o
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relatório da comissão de nomeações sem mais demora.


Redator

10. Imunidade da comissão de nomeações. Embora um membro que não


Cliente
tenha razões fundamentadas para fazê-lo possa pedir que o relatório da

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Regras de Ordem
comissão volte à comissão, não é admissível que um membro, ou mesmo
a assembleia, discuta ou peça razões à comissão por que esta propôs ou
não determinado nome. O relatório da comissão não se discute, nem é
rebatível; é aceito ou não. Se não é aceito, a comissão volta a se reunir
para trazer outra proposta.

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Eleições e nomeações

Capítulo 15
Considerações finais
As regras de ordem parlamentar devem ser conhecidas e utilizadas a
fim de que se possa sentir a opinião da maioria. Têm a virtude de manter
perante a Igreja a ideia de grupo, em vez da ideia de individualidade.

Suspensão das regras de ordem. Em circunstâncias especiais e com


o propósito de facilitar a discussão dos negócios da Igreja, estes pro-
cedimentos podem ser suspensos momentaneamente em uma sessão
pelo voto de 2/3 dos delegados ou dos membros.

Modificações das regras de procedimentos. Estas regras de procedi-


mentos só podem ser modificadas por 2/3 dos votos em uma sessão
plenária da comissão diretiva da Divisão Sul-Americana.

30454 - Regras de Ordem - DSA


Regras de ordem da Divisão Sul-Americana. Estas regras de ordem se
aplicam, em princípio, a toda a Igreja na Divisão Sul-Americana. No en-
tanto, as comissões diretivas das uniões estão autorizadas a adaptá-las,
onde for necessário, para serem usadas nas assembleias e sessões de
comissões diretivas dentro de seu território, com aprovação antecipada
da Comissão Diretiva da Divisão Sul-Americana.

Cleber
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Redator

Cliente

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APÊNDICE
Citações de Ellen G. White sobre comissões e reuniões
administrativas

1. A sagrada responsabilidade dos membros de comissões.


“Que cada um dos que se assentam em concílios e reuniões de comis-
sões escreva no coração as palavras: Estou trabalhando para o tempo e a
eternidade; e sou responsável perante Deus pelos motivos que me levam
à ação. Seja esta a sua divisa. Seja sua a oração do salmista: ‘Põe, ó Senhor,
uma guarda à minha boca: guarda a porta dos meus lábios. Não inclines o
meu coração para o mal’” (Sl 141:3, 4; Testemunhos Seletos, v. 3, p. 198).

“Cada um que assiste às mesas administrativas precisa buscar diligen-


temente a sabedoria do alto. A transformadora graça de Cristo deveria ser
sentida em cada reunião. Então, a influência do Espírito de Cristo sobre o
coração dos presentes amoldará adequadamente sua obra. Ela dominará
as ações tumultuosas e eliminará os profanos efeitos do mundanismo,
que torna os homens mordazes, críticos, arrogantes e prontos a acusar”
(Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 559, 560).

“É a pior espécie de tolice deixar o Senhor fora de nossos concílios


e pôr a esperança na sabedoria humana” (Ibid., p. 561).

“Solenes são as responsabilidades impendentes sobre os que são


chamados a agir como dirigentes na igreja de Deus na Terra” (Atos dos
Apóstolos, p. 92).

“A vereda dos homens que estão colocados como líderes não é fácil. Mas
devem eles ver em cada dificuldade um chamado à oração. Jamais devem dei-
xar de consultar a grande Fonte de toda a sabedoria” (Profetas e Reis, p. 31).

74

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Apêndice
2. Os anjos do Céu estão presentes em nossas comissões.
“Se acaso fossem abertos os nossos olhos, veríamos anjos do Céu em
nossas assembleias. Se nos fosse dado compreender isto, não haveria
desejo de apegar-nos às nossas opiniões sobre pontos sem importân-
cia, o que tantas vezes retarda o andamento das reuniões e da obra”
(Obreiros Evangélicos, p. 446).

“Em todas as nossas reuniões de negócios [...] queremos ter Jesus


ao nosso lado como guia e conselheiro” (Ibid.).

3. Encontro com Deus.


“Lembrem-se os que assistem a reuniões de comissões, que eles ali se
reúnem com Deus, que lhes deu a sua obra. Reúnam-se com reverência
e coração consagrado. Ajuntem-se para estudar questões importantes
relacionadas com a causa do Senhor. Em todos os pormenores devem
os seus atos mostrar que estão desejosos de conhecer a Sua vontade no
tocante aos planos a serem delineados para a promoção de Sua obra.

30454 - Regras de Ordem - DSA


Não percam um momento com conversas destituídas de importância,
pois os negócios do Senhor devem ser efetuados de modo prático, per-
feito. Se algum membro duma comissão for descuidado e irreverente,
seja ele lembrado de que se acha na presença de uma Testemunha por
quem são pesados todos os atos” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 196).

4. O perigo de estar divorciados de Deus.


“Nessas reuniões são apresentadas orações formais de algumas
palavras, mas os corações dos presentes não são levados em harmonia
com Deus pela fervorosa e persistente oração, oferecida em viva fé e
num espírito humilde e contrito. Se os dirigentes se separam do Deus Cleber
da sabedoria e poder, não podem preservar aquela elevada integridade
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de caráter que Deus exige no tratar com seus semelhantes. Sem a divi-
Redator
na sabedoria, acabarão por usar o próprio entendimento nas decisões
que tomam. Caso esses homens não estejam em comunicação com
Cliente
Deus, Satanás certamente será um dos presentes em seus concílios e

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Regras de Ordem
tirará vantagem de sua condição não consagrada” (Testemunhos Para
a Igreja, v. 5, p. 560).

5. Evitar o espírito de crítica.


“Fui instruída quanto a que nem sempre as reuniões de comissões
agradam a Deus. Alguns têm comparecido a essas reuniões com espírito
indiferente, endurecido, crítico, desamoroso. Esses podem produzir
grande dano, pois com eles está o maligno, que os conserva no lado
errado. Não raro sua atitude insensível para com medidas que estão
sendo estudadas produz perplexidade, retardando decisões que deve-
riam ser tomadas” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 196).

“Antes de nossos irmãos se reunirem em concílio ou reuniões da


comissão executiva, deve cada um apresentar-se perante Deus, pers-
crutando cuidadosamente o coração e examinando-lhe rigorosamente
os motivos. Orai para que o Senhor Se vos revele, de maneira que
não critiqueis nem condeneis imprudentemente alguma proposta”
(Ibid., p. 197).

6. O perigo do excesso de confiança própria.


“Há sempre alguns que, quando seus irmãos estão empurrando para
adiante, pensam ser seu dever puxar para trás. Fazem objeções a tudo
que é proposto, e combatem todo plano que não partiu deles próprios.
Há ali ocasião para as pessoas desenvolverem indevida confiança em si
mesmas. [...] Não há nada mais difícil para os que são dotados de vontade
forte, do que desistir de suas ideias, e submeter-se ao juízo dos outros.
É-lhes duro tornar-se suscetíveis de ensino, brandos e cordatos” (Obreiros
Evangélicos, p. 446, 447).

7. O perigo da demora e a indecisão.


“É mesmo mais desculpável tomar uma decisão errada, às vezes, do
que ficar sempre a vacilar, hesitando ora para uma, ora para outra dire-
ção. Maior perplexidade e mal resultam de hesitar e duvidar assim, do

76

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Apêndice
que de agir às vezes muito apressadamente. Tem-me sido mostrado que
as mais assinaladas vitórias e as mais terríveis derrotas se têm decidido
em minutos. Deus requer ação pronta. Demoras, dúvidas, hesitações e
indecisão frequentemente dão toda vantagem ao inimigo” (Ibid., p. 134).

8. Necessidade de homens que percebam com rapidez.


“A causa de Deus requer homens que possam ver prontamente e agir
instantaneamente no devido tempo, e com poder. Se esperardes para
pesar toda dificuldade e ponderar toda perplexidade que encontrardes,
bem pouco fareis. Encontrareis dificuldades e obstáculos a cada passo,
e deveis, com propósito firme, decidir vencê-los, ou do contrário sereis
por eles vencidos.
“Vezes há em que vários meios e fins, métodos diversos de operação
quanto à obra de Deus equivalem-se mais ou menos em nosso espírito;
é exatamente então que se faz necessário o melhor critério. E se alguma
coisa se faz para esse fim, deve ser feita no momento oportuno. A mais
leve inclinação do peso na balança deve ser notada, decidindo imedia-

30454 - Regras de Ordem - DSA


tamente a questão. Muita demora fatiga os anjos” (Ibid., p. 133, 134).

9. Precisamos de ordem e exatidão.


“O Senhor não está satisfeito com a atual falta de ordem e exatidão
entre os que trabalham na Sua obra. Mesmo nas reuniões de negócios da
associação, poder-se-ia economizar muito tempo e evitar muitos erros,
mediante um pouco mais de estudo e pontualidade. Tudo quanto tenha
qualquer relação com a obra de Deus deve ser tão perfeito quanto seja
possível ao cérebro e às mãos humanas” (Ibid., p. 460).

10. Perda de tempo em assuntos de pouca consequência. Cleber


“É importante, em nossas reuniões de negócios, não se perder precioso
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tempo em debater pontos de pouca importância. O hábito da crítica mes-


Redator
quinha não deve ser alimentado, pois deixa os espíritos perplexos e confun-
didos, e envolve em mistério as coisas mais claras e simples” (Ibid., p. 447).
Cliente

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Regras de Ordem
11. Ninguém deve exercer poder dominante.
“Ao dar conselho para o avançamento da obra, homem nenhum
sozinho deve ser um poder dominante, uma voz por todos. Os métodos
e planos que forem propostos devem ser considerados com cuidado, de
modo que todos os irmãos possam pesar os méritos relativos e resol-
ver que métodos e planos devem ser seguidos. Ao estudar os campos
para que nos pareça que o dever nos chama, convém tomar em conta
as dificuldades que ali serão encontradas” (Testemunhos Seletos, v. 3,
p. 198, 199).

“O erro que alguns estão em perigo de cometer, é dar à opinião e


ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens, a plena
medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua igreja no
juízo e voz da Associação Geral reunida para fazer planos para a pros-
peridade e divulgação de Sua obra” (Ibid., v. 3, p. 408).

12. Benefícios em mudar periodicamente os membros das comissões.


“Muito melhor teria sido mudar os homens das mesas de comissões
do que durante anos ter conservado os mesmos homens, até virem
eles a supor que suas propostas deveriam ser adotadas sem objeção;
e geralmente nenhuma voz se tem levantado em direção oposta. Há
homens que se assentam nos concílios e que não têm o discernimento
que deveriam ter. Sua compreensão é acanhada e egoísta” (Testemunhos
Para Ministros, p. 417).

13. As reuniões de comissões não devem ser prolongadas até altas horas.
“Os servos de Deus, necessitados de repouso de espírito e sono,
têm ficado grandemente aflitos e preocupados com esses assuntos.
Com a esperança de chegar a uma decisão, prolongam suas reuniões
até altas horas da noite. Mas a vida é demasiado preciosa para ser
desta forma posta em perigo. Deixai que o Senhor leve a carga. Esperai
que Ele ajuste as dificuldades. Dai repouso ao cérebro cansado. Traba-
lhar demais é destrutivo para as faculdades físicas, mentais e morais.

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Apêndice
Se forem concedidos ao cérebro períodos apropriados de repouso, os
pensamentos serão claros e incisivos, e os trabalhos se farão com rapi-
dez” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 196).
“É grande erro manter um pastor constantemente ocupado [...],
ficando até tarde da noite a assistir a reuniões de mesas e comissões”
(Obreiros Evangélicos, p. 271).
“Deus quer empregar toda faculdade de Seus escolhidos mensagei-
ros. Sua mente não deveria ser fatigada por longas reuniões de comis-
são à noite; pois Deus deseja que toda a sua capacidade cerebral seja
usada na proclamação do evangelho, tal como ele é em Cristo Jesus”
(Evangelismo, p. 662, 663).
“Deve haver um esforço constante para que as reuniões administra-
tivas sejam breves” (Manuscrito 3, 1890, p. 9).

14. O comer em excesso e seu efeito sobre as decisões.“Em mesas


lautas, os homens muitas vezes comem muito mais do que pode ser
digerido com facilidade. O estômago sobrecarregado não pode fazer

30454 - Regras de Ordem - DSA


devidamente seu trabalho. O resultado é uma sensação desagradável
de embotamento do cérebro, e a mente não age com rapidez. Criam-
se perturbações mediante combinações impróprias de alimentos; há
fermentação; o sangue fica contaminado e o cérebro confuso. [...] Per-
guntarão alguns: Que tem isto que ver com as reuniões de comissões?
Muitíssimo. Os efeitos da alimentação errada são levados para as reu-
niões de concílios e comissões executivas. O cérebro é afetado pelo
estado do estômago. O estômago perturbado produz estado de espírito
perturbado, indeciso. O estômago doente produz estado doentio do
cérebro, tornando muitas vezes a pessoa obstinada em manter opiniões
errôneas. A suposta sabedoria dessa pessoa é loucura para com Deus” Cleber
(Testemunhos Seletos, v. 3, p. 197).
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15. É imprescindível se organizar. “Aumentando o nosso número,


Redator

tornou-se evidente que sem alguma forma de organização, haveria gran-


Cliente
de confusão, e a obra não seria levada avante com êxito. A organização

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Regras de Ordem
era indispensável para prover a manutenção dos pastores, para levar
a obra a novos campos, para proteger dos membros indignos tanto as
igrejas como os pastores, para a conservação das propriedades da igreja,
para a publicação da verdade pela imprensa, e para muitos outros fins”
(Testemunhos Para Ministros, p. 26).

80

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Índice Alfabético
Aclamação, votação por................................................................................ 69, 70
Ata, leitura da.............................................................................................................. 21
Atas........................................................................................................................... 27, 59
Agenda.................................................................................................................... 22, 23
Agenda definitiva............................................................................................. 22
Apresentação de itens................................................................................... 31
Ordem do dia...................................................................................................... 22
Preparação da.................................................................................................... 22
Tratamento sobre tábuas............................................................................. 22
Anular.............................................................................................................. 33, 41, 51
Moção para anular ou modificar um voto......................................... 33
Moção para reconsiderar ou anular uma moção........................... 51
Apelação........................................................................................................ 48, 49, 52
Abertura da sessão.................................................................................................. 21

30454 - Regras de Ordem - DSA


Apoio de moções...................................................................................................... 32
Apresentação de assuntos, moções............................................................... 61
Aprovação da ata.............................................................................................. 21, 22
Assuntos para a agenda........................................................................................ 22
Classes
De comissões....................................................................................................... 63
De moções incidentais................................................................................... 48
De moções privilegiadas............................................................................... 52
De moções secundárias................................................................................. 42
Classificação das moções..................................................................................... 40
Comissão de nomeações...................................................................................... 70 Cleber
Comissão do todo......................................................................10, 31, 36, 63-67
Prog.Visual

Comissões diretivas......................................................................................... 19, 63


Redator
Comissões..................................................................................................................... 63
Classes de.............................................................................................................. 64
Cliente
Relatório das....................................................................................................... 64

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Regras de Ordem
Normas de ética das............................................................................... 66, 67
Prerrogativas das............................................................................................. 66
Propósito das...................................................................................................... 64
Regras das............................................................................................................ 65
Como encerrar o debate....................................................................................... 38
Consenso geral................................................................................................... 59, 60
Constatação do quórum....................................................................................... 21
Cortesia durante o debate................................................................................... 35
Quando e como encerrar o debate................................................................ 38
Corpos representativos......................................................................................... 19
Questão de ordem................................................................................................... 48
Questão de privilégio.............................................................................................. 53
Debate............................................................................................................................. 35
Quando e como cessar o debate.............................................................. 38
Direção do debate............................................................................................ 25
Regras do.............................................................................................................. 35
Deveres e direitos
Do presidente...................................................................................................... 24
Do secretário....................................................................................................... 27
Do tesoureiro...................................................................................................... 28
Dos delegados.................................................................................................... 29
Dos membros de comissões........................................................................ 29
Dos oficiais........................................................................................................... 24
Delegados, responsabilidades dos............................................................... 5, 6
Direito de voto
Do presidente...................................................................................................... 26
Dos delegados.................................................................................................... 63
Dos membros de comissões........................................................................ 61
Direitos........................................................................................................................... 29
Dos oficiais........................................................................................................... 24
Dos membros...................................................................................................... 29
Discursos, limitação dos.................................................................35-38, 42, 64
Dividir uma moção................................................................................................... 50

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Índice Alfabético
Eleições e nomeações.................................................................................... 68, 69
Emendas........................................................................................................................ 32
Ordem de votação das................................................................................... 32
Ética das comissões......................................................................................... 66, 67
Extensão do tempo e/ou discursos........................................................ 45, 46
Glossário........................................................................................................................... 8
Informe das comissões.......................................................................................... 64
Levantar ou encerrar uma sessão, moção para....................................... 23
Limitar
O debate........................................................................................................ 37, 42
Os discursos e o tempo do debate.......................................... 36, 37, 46
Lista, votação por...................................................................................................... 60
Maiorias......................................................................................................................... 58
Tipos de.................................................................................................................. 62
Membros de comissões
Deveres e direitos............................................................................................. 29
Sagrada responsabilidade.............................................................................. 5

30454 - Regras de Ordem - DSA


Moção
Como fazer uma proposta........................................................................... 39
Principal................................................................................................................. 40
O que é uma moção........................................................................................ 39
Substituta.............................................................................................................. 32
Moção de
Ordem..................................................................................................................... 48
Privilégio................................................................................................................ 53
Reconsideração.................................................................................................. 51
Moção para
Anular ou modificar um voto............................................................. 33, 34 Cleber
Anular ou modificar um voto anterior.................................................. 41
Prog.Visual

Dividir um item.................................................................................................. 50
Emendar a moção principal, ou outra.................................................. 44
Redator

Levantar a sessão............................................................................................. 53
Cliente
Limitar o debate................................................................................................ 46

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Regras de Ordem
Protelar indefinidamente o tratamento............................................... 45
Reconsiderar ou anular uma moção.............................................. 34, 51
Referir um item a uma comissão............................................................. 44
Retirar ou modificar uma moção............................................................. 50
Suspender uma sessão fixando outra data........................................ 52
Voltar à mesa...................................................................................................... 42
Votação imediata............................................................................................. 43
Moções
Classes de.............................................................................................................. 40
Incidentais............................................................................................................ 48
Ordem de prioridade das............................................................................. 55
Principais....................................................................................................... 31, 40
Privilegiadas........................................................................................................ 52
Secundárias......................................................................................................... 42
Moções incidentais
Apelação................................................................................................................ 49
Questão de ordem........................................................................................... 48
Dividir um item.................................................................................................. 50
Modificar uma moção................................................................................... 50
Proposta para reconsideração ou anulação...................................... 51
Proposta para retirar ou modificar......................................................... 50
Moções privilegiadas.............................................................................................. 52
Apelação................................................................................................................ 53
Questão de privilégio..................................................................................... 53
Levantar a sessão............................................................................................. 53
Suspender a sessão......................................................................................... 52
Moções secundárias
Emendar a moção principal ou outra emenda................................ 44
Limitar o debate................................................................................................ 46
Protelar indefinidamente............................................................................. 45
Referir o item a uma comissão................................................................. 43
Volver à mesa ou voltar a tomar da mesa.......................................... 42
Votação imediata............................................................................................. 43

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Índice Alfabético
Modificar....................................................................................................................... 41
Um voto................................................................................................................. 33
Uma moção......................................................................................................... 33
Modo de votação............................................................................................... 58-62
Nomear e eleger, diferença entre............................................................ 68, 69
Nomeações.................................................................................................................. 69
Comissão de nomeações.............................................................................. 69
Quando pedir a devolução do relatório............................................... 71
Imunidade da comissão de................................................................. 71, 72
Objeções ao relatório..................................................................................... 71
Normas de ética das comissões........................................................................ 66
Objetivos das comissões....................................................................................... 65
Oficiais
Deveres e direitos............................................................................................. 24
Ordem............................................................................................................................. 21
Questão de ordem........................................................................................... 48
Da sessão

30454 - Regras de Ordem - DSA


De prioridade das moções........................................................................... 55
Das emendas....................................................................................................... 35
Da votação
Do dia...................................................................................................................... 23
De emendas......................................................................................................... 32
De votação das emendas............................................................................. 32
Palavra
Regras de uso da............................................................................................... 37
Permissão para a retirada de uma moção.................................................. 50
Protelar indefinidamente..................................................................................... 45
Conflito ou diferença de opinião......................................................................... 7 Cleber
Preparação da agenda........................................................................................... 22
Prog.Visual

Prerrogativas das comissões............................................................................... 66


Redator
Presidente..................................................................................................................... 24
Deveres................................................................................................................... 24
Cliente
Direitos................................................................................................................... 26

85 C. Q.

Dep. Arte

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Regras de Ordem
Direção do debate............................................................................................ 25
Poderes do............................................................................................................ 60
Qualificações....................................................................................................... 24
Privilégio
Questão de privilégio..................................................................................... 53
Privilégio
Do debate............................................................................................................. 35
Das comissões.................................................................................................... 64
Pontos da agenda..................................................................................................... 22
Apresentação dos............................................................................................. 31
Quórum.......................................................................................................................... 21
Reconsideração de um assunto........................................................................ 33
Referir a uma comissão......................................................................................... 50
Regras
Do debate............................................................................................................. 35
Do uso da palavra............................................................................................ 37
Das comissões.................................................................................................... 65
Que regem as moções principais............................................................. 40
Regras de ordem
Definição............................................................................................................... 19
Necessidade das................................................................................................ 18
Objetivos.................................................................................................................. 5
Resolução, o que é................................................................................................... 39
Retirar uma moção.................................................................................................. 50
Secretário...................................................................................................................... 26
Características/qualificações..................................................................... 26
Deveres................................................................................................................... 27
Direitos................................................................................................................... 27
Sessão
Agenda ou ordem, do dia............................................................................ 22
Levantar a............................................................................................................. 23
Objeto de uma sessão de negócios........................................................ 21
Ordem da.............................................................................................................. 22

86

30454_RegrasDeOrdem.indd 86 15/04/14 08:27


Índice Alfabético
Quórum da .......................................................................................................... 22
Suspender a......................................................................................................... 24
Sessão de negócios
Propósito de uma............................................................................................. 21
Suspender a sessão................................................................................................. 23
Tábuas, tratamento sobre.................................................................................... 22
Tesoureiro..................................................................................................................... 27
Deveres e direitos..................................................................................... 27, 28
Tomar da mesa................................................................................................... 42, 43
Uso da palavra.................................................................................... 24, 25, 37, 38
Voltar à mesa.............................................................................................................. 42
Votação.................................................................................................................... 58-62
Aceitação do voto............................................................................................. 58
Das emendas....................................................................................................... 32
Direito de voto.................................................................................................... 61
Imediata................................................................................................................ 45
Maioria de votos necessária...................................................................... 61

30454 - Regras de Ordem - DSA


Maneiras de votar............................................................................................ 59
Por aclamação........................................................................................... 69, 70
Por consenso....................................................................................................... 59

Cleber
Prog.Visual

Redator

Cliente

87 C. Q.

Dep. Arte

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Anotações

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