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PROGRAMA DE GRADUAÇÃO EM DIREITO

FRANCISCA JÉSSICA, JADE RODRIGUES, MARIA DE FÁTIMA, MIRIA EUGÊNIA E


MARQUES JORDÃO.

PROJETO DE PESQUISA

IMPORTUNAÇÃO SEXUAL: UM NOVO ASPECTO DA LEI 13.718/18 A LUZ DA


ALTERAÇÃO DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL.

Tianguá– Ceará

2019

SUMÁRIO

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1 TEMA..................................................................................................................................2

2 OBJETO DA PESQUISA..................................................................................................2

3 PROBLEMATIZAÇÃO....................................................................................................2

4 REFERENCIAL TEÓRICO...........................................................................................4

5 OBJETIVOS.......................................................................................................................5

6 METODOLOGIA .............................................................................................................6

7 HIPÓTESES.......................................................................................................................6

8 POSSÍVEL SUMÁRIO EXPLICADO............................................................................7

LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO INICIAL..........................................................9

1 TEMA

A alteração da lei 13.718/18, dos crimes contra a dignidade sexual.

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2 OBJETO DA PESQUISA

Abordaremos então sobre o referido crime de importunação sexual, considerado como mais uma
alteração quanto aos crimes contra a dignidade sexual, onde este ocasionou impetuosidade entre
vários juristas, exatamente por imputar a ação que a Lei nº 13.781/18 determina: praticar contra
alguém e sem sua anuência ato libidinoso com objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de
terceiro: Pena - reclusão de 1 a 5 anos, se o ato não constitui crime mais grave.

3 PROBLEMATIZAÇÃO

Desde muito tempo o assunto assédio sexual é bastante discutido pela a sociedade, onde se qualifica
em uma manifestação de cunho sensual ou sexual alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. Até
2018, a única forma passível de crime de assédio era quando essa violência acontecia no ambiente
de trabalho, praticada por uma pessoa de nível hierárquico superior. No mesmo ano, houve uma
alteração importante na Constituição Brasileira, com a criação de uma nova lei de Importunação
Sexual (13.718), sancionada em 24 de setembro. De acordo com a lei, a importunação sexual passa
a ser crime descrito como: ‘‘praticar contra alguém e sem sua anuência ato libidinoso com o
objetivo de satisfazer a própria lascívia ou de outrem’’. Ou seja, passa a ser crime praticar uma
violência moral ou física para expressar o desejo sexual por outra pessoa, sem que essa outra pessoa
lhe dê autorização ou consentimento para tal. A alteração traz um marco histórico importante que é
a punição do assédio cometido também em espaços públicos, por qualquer pessoa. Antes tida como
apenas contravenção penal.

Um dos maiores motivos é o medo de que, na hora da denúncia, a mulher será desacreditada. O
Brasil possui delegacias especializadas no atendimento à mulher, mas, apesar disso a reprodução de
comportamentos machistas afasta a vítima. As especialistas apontam que o machismo é cultural e faz
parte da sociedade brasileira. Além dos homens, mulheres também repetem padrões de comportamento que
denigrem a mulher, corroboram para a violência de gênero e tornam aceitáveis agressões e assédios.
Infelizmente, a denuncia não ocorre é porque algumas vítimas não consigam identificar que o que sofreram
foi assédio sexual. De outra forma, existe o medo de que ninguém possa acreditar nelas, pois se
tornam crimes de difícil comprovação que acontecem de forma escondida.

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O medo é a palavra que está sempre presente e repetida por quase todas as vítimas, como o medo de
uma represália pelo assediador, algumas tem medo de que aconteça na vida, no trabalho e na
família. Tendo um misto de vergonha e culpa, no qual pensam que possam de certa forma
achar ter tido algum comportamento que incentivou ou encorajou aquela prática. As vítimas
são culpabilizadas, onde a sociedade e as instituições acabam incutindo, assim, a culpa na
vítima.

O maior medo das mulheres ao pensar em denunciar o assediador é por desacreditar na justiça, onde
ela possa ser exposta e não haver nenhum resultado, como a dificuldade para denunciar casos
de assédio não são só na polícia, mais em qualquer departamento de recursos humanos. E
principalmente pela a falta de empatia da sociedade com as mulheres, onde é ouvida com
maior frequência a frase “Triste, mais não é meu problema” ou “Não tenho nada haver”.
Infelizmente, isso se tornou um problema de todos nós, pois Todos se responsabilizam
quando silenciam ou se omitem frente a um caso de assédio.

4 REFERENCIAL TEÓRICO

A Lei 13.718/18, de importunação sexual entrou em vigor em setembro de 2018,


posteriormente ao ser aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que exercia a Presidência da República de forma
interina.
Trata de mais uma alteração quanto aos crimes contra a dignidade sexual, traz discussões
relevantes entre os operadores do Direito por criminalizar a conduta de “praticar contra alguém e
sem sua anuência ato libidinoso com objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro: Pena -
reclusão de 1 a 5 anos, se o ato não constitui crime mais grave” Art. 61 da LCP.
Anteriormente considerada apenas como contravenção penal (crime-anão, segundo Nelson
Hungria), o novo crime na jurisprudência atual quanto aos crimes sexuais faz-se imprescindível
manifestar a jurisprudência consolidada do STJ acerca do estupro sem contato físico e demais
“anomalias”. Ampara ainda aclarar que o crime que leva rubrica de importunação sexual foi
inserido no Título VI - Dos crimes contra a dignidade sexual, Capítulo I - Dos crimes contra a
liberdade sexual, artigo 215-A, permitindo manifesto que o Poder Legislativo consagrou que o
“pudor” não se relaciona mais com “dignidade sexual”, como em 1940, na composição do Código
Penal atual. Nada obstante, a proteção desse crime moral ainda não foi afastada inteiramente, visto

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que se mantiveram os crimes de ato obsceno e objeto obsceno, também após três grandes reformas
nesse título do Código Penal.
O novato crime de importunação sexual tem como bem jurídico protegido, segundo o
capítulo que foi inserido, a liberdade sexual da vítima, ou seja, seu direito de escolher quando,
como e com quem praticar atos de cunho sexual. Define-se como crime comum, ou seja, pode ser
praticado por qualquer pessoa, seja do mesmo sexo/gênero ou não. A vítima qualifica-se por
qualquer pessoa, lembrada a condição de vulnerável, (que não impede sua subsunção do fato à
norma, quando a vítima for vulnerável, desde que não aconteça contato físico). O elemento
subjetivo sucessivamente será o dolo direto e especial, tal seja vontade dirigida à satisfazer da
própria lascívia ou de terceiros, não bastando o simples toque ou “esbarrão” no metrô, por exemplo.
Deve ser ato doloso capaz de satisfazer a lascívia do agente e ofender a liberdade sexual da vítima
ao mesmo tempo. A efetividade se dá com a prática do ato libidinoso, admitindo tentativa, mas de
difícil configuração (como tentar “passar a mão” no corpo de alguém no ônibus e ser impedido por
populares).
O crime em comento é infração penal de médio potencial ofensivo, isto é, a sua pena de
reclusão é de 1 a 5 anos, o que impede o arbitramento de fiança em sede policial, reza o Artigo 322
do Código de Processo Penal, mas admite a suspensão condicional do processo (Artigo 89 da Lei
9.099/95) após oferecimento da denúncia pelo Ministério Público.
No tocante à titularidade da ação penal, destaca-se que todos os crimes sexuais do
Capítulo I e II agora são de ação penal pública incondicionada, diz a Súmula 608 do STF: “No caso
de estupro com violência real, a ação penal é pública incondicionada”, ou seja, o Estado “toma para
si” a proteção total das vítimas quanto à violação da liberdade sexual (seguido o entendimento
primordial sumulado), mas o estendendo, tal seja, a ponto de não mais interessar se houve desforço
físico contra o corpo de vítima (violência “real” — vis absoluta) ou se foi praticado mediante grave
ameaça (vis compulsiva) Artigo 225 com nova redação dada pela Lei 13.718/18: “Nos crimes
definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública incondicionada”.
Acontece aqui, de vez, a declaração pública do corpo da vítima, de caráter contestável.
Portanto, agora, a ação penal será pública incondicionada para todos os casos (antes a regra
geral era que fosse condicionada à representação da vítima e incondicionada nos casos de
vulnerabilidade). Neste ponto refletimos que o legislador em aparentemente ampliar a proteção da
vítima (maior e capaz), desprezou sua capacidade de decisão, escolha e conveniência. A requisição
de representação para vítimas maiores e capazes, por ser uma ação sem complexidade, garantia à
vítima o direito de autorizar ou não a persecução penal. Era uma condição decisória importante

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neste tipo de delito, em que o abuso afeta diretamente a intimidade e privacidade, além da liberdade
sexual.

A competência para processar e julgar faz parte da Vara Criminal comum, observados os
casos de violência doméstica e familiar contra mulher, prevista na Lei da Violência Doméstica, que
veda, inclusive, a aplicação da Lei 9.099/95.

Sublinha-se uma que a doutrina básica não é o único referencial neste marco teórico.
Conforme a Constituição Federal de 1988:

“Art. 227 , Caput: É dever da família, da sociedade e do


Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem,
com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a
salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.”

Percebe-se que a parte vulnerável é amparada pela Constituição Federal dentre seus direitos
e garantias fundamentais. Sendo injusta uma pena branda, razão pela q ual houve a necessária
mudança da legislação penal.

É também chamado de marco teórico. É o momento de levantar o embasamento teórico. O que você
já pesquisou sobre o problema? Quais os entendimentos existentes? Qual paradigma que deve ser
considerado? Quais são suas teorias de base?

Exponha a discussão, divergências, cite autores de forma direta e indireta. É uma espécie de
desenvolvimento inicial do trabalho. Trabalho rico é aquele que tem pouca citação direta e mais
indireta!

Não utilize expressões como “de acordo com o mestre fulano...”, “sobre o tema, é importante o
entendimento do inesquecível beltrano”. Nada de “babar” autores. Há muita briga de egos na
academia. Tente ser o mais imparcial possível. Utilize expressões como autor, doutrinador, teórico,
pensador, etc.

Faça o trabalho em 3a pessoa imparcial. “Entende-se... Vale destacar.. Observa-se que...”. Mas a
ABNT não proíbe a 1ª pessoa do plural.

Atenção! Não fique só citando, parece que está querendo “encher linguiça”. Comente as citações. O
trabalho necessariamente deve ter seu olhar, não é apenas uma antítese de ideias preconcebidas.

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Quanto à forma de citação

Pode ser feito em tópicos... No caso: 5.1 , 5.2, 5.3 para desenvolver melhor a temática.

De 7 a 10 páginas. É o miolo da sua futura dissertação.

O referencial teórico ajuda que o pesquisador retome a problematização. O projeto é um organismo


vivo, sempre caminhamos e voltamos entre os elementos. Como no referencial o pesquisador é
obrigado a apontar o marco teórico, ele acaba lendo mais sobre o tema, o que influencia na
problematização. É um grande quebra-cabeça, todos os elementos se encaixam.

5 OBJETIVOS

Objetivo Geral

 Analisar a importância e a funcionalidade da nova alteração da lei 13.718/18.

Objetivos Específicos

 Promover uma reflexão acadêmica diante da Lei 13.718/18 atentando para a real
necessidade sobre a Importunação Sexual;

 Discorrer sobre a Importunação Sexual como importante ferramenta social para o universo
feminino brasileiro levando em consideração o machismo cultural e a sua forma moralmente
criminosa.

7 METODOLOGIA

Não basta só indicar os métodos como todo mundo geralmente faz. Explique a escolha de cada um
deles de acordo com a sua temática. Por exemplo: por que sua pesquisa é teórica? Descritiva?
Exploratória?

Por que optou pelo método hipotético-dedutivo? Fará pesquisa jurisprudencial? Caso faça, quais os
critérios de seletividade?

Tem pesquisa de campo? Como ela será desenvolvida? Terá pesquisa empírica ou só teórica? Veja
os slides e o material com a parte metodológica.

No começo é chato, mas com um tempo se percebe a importância da questão metodológica


propriamente dita. 

8 HIPÓTESES

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Sob o enfoque jurídico, tem-se como fundamento o fato de discutir a respeito da legitimidade e a
justiça deste tipo de ação. Para tanto, o foco deste estudo se concentra na busca pelo direito não
somente individual como o direito coletivo. Com relação ao crime previsto no art. 213 do Código
Penal, mais precisamente crime de estupro, a conjunção carnal e atos libidinosos são
correlacionados ao crime destacado nesta pesquisa.

De uma forma mais clara e especifica, faz-se necessário citar que a modificação que fora realizada
pela lei 12.015/09 no artigo 213 do Código Penal tenha observado um tipo de ampliação de maneira
colossal ao crime já existente e mais famigerado, o de estupro, onde este fora agrupado ao crime de
atentado violento ao pudor, que desta forma, abrangeu um vasto e possível entendimento apontado
como discrepante no que tange a sua conduta. Mediante conduta do agente, pode vir a ocorrer que
esta seja contra a dignidade sexual da pessoa e ainda, seja em desconformidade ao crime de estupro,
de modo que, se este vier a prática de modo que não se caracterize malícia, toca em partes íntimas
da vítima, ainda que, repita-se, por mais repugnante que a ação se revele, ausente o dolo preciso
para a qualificação da conduta, não é motivo suficiente para caracterizar a lascívia do agressor, e
isso é de tal forma paradoxal.

Todavia, vale ressaltar que a conduta de qualquer que seja o ato de libidinagem, na presença da
vítima, é indiscutível que irá constrange-la. Com ausência de anuência da vítima, é claro, e trazendo
uma violência intrínseca e idônea que atinge diretamente a dignidade sexual e a liberdade da vítima,
visto que essa não pode em hipótese alguma ser obrigada a sofrer constrangimento imoral.

Contudo, se houver o real consentimento da vítima na prática do ato libidinoso é evidente de que
não se caracterizará o crime em questão, fica claro que caracterizará se a prática for realizada sem
este consentimento. Por conseguinte, se houver a existência de consentimento na prática de ato
libidinoso, na sua presença, afasta a violação à sua liberdade e à sua dignidade sexuais, não se
adequando, portanto, ao crime abordado.

9 POSSÍVEL SUMÁRIO EXPLICADO

Procure desenvolver seu futuro artigo de 3 a 4 tópicos de desenvolvimento, do geral para o


específico. No último capítulo é o momento em que irá enfrentar a problematização propriamente
dita.

Faça um sumário problematizado, evite pensamentos em caixa. Evite fragmentar demais, isso é
perfil de manual e trabalhos de graduação. Veja seu fio condutor e ele deve guiar todo o trabalho. O
último tópico de um capítulo já deve servir de condução para o seguinte e, assim, sucessivamente.

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O primeiro capítulo geralmente é evolução histórica, aspectos propedêuticos da questão,
delimitação do paradigma de conhecimento, contextualização do tema, etc.

Outra questão importante é a exposição explicativa dos tópicos do sumário, o que geralmente tem
sido solicitado em bancas de qualificação. Não é fácil fazer, pois você terá que demonstrar toda uma
linha argumentativa dos tópicos, mas é um grande aprendizado para saber o nível da sua pesquisa.

LEVANTAMENTO BIBLIOGRÁFICO INICIAL

Aqui você coloca tudo o que pesquisou. Não precisa ser o que efetivamente citou, diferentemente
da dissertação ou tese.
Indique dos clássicos aos contemporâneos. Periódicos específicos sobre o tema são essenciais. Não
se esqueça de procurar periódicos (ou seja, revistas) indexados, ou seja, que sejam qualificadas
pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que é vinculada ao
MEC.
Literatura estrangeira é fundamental. Qualquer coisa, peça ajuda ao tradutor do Google. Não é
perfeito, mas ajuda bastante.

Sugestão: fazer pesquisas em sites de bibliotecas virtuais nacionais e internacionais.


Dicas de sites:
www.conpedi.org.br (Procure em Anais. Trata-se do maior evento de pós-graduação e pesquisa em
Direito no Brasil)
www.4shared.com (tem vários livros digitalizados, vale a pena! É de graça)
www.teses.usp.br (biblioteca de teses e dissertações da USP)
www.estantevirtual.com.br (Para sebos)
http://www.periodicos.capes.gov.br/ (biblioteca virtual da CAPES que reúne e disponibiliza a
instituições de ensino e pesquisa no Brasil o melhor da produção científica internacional. Ele conta
atualmente com um acervo de mais de 30 mil periódicos com texto completo, 130 bases
referenciais, dez bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e obras
de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual).
www.scielo.br (A Scientific Electronic Library Online - SciELO é uma biblioteca eletrônica que
abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros com apoio do CNPQ)
www.sbs.com.br (Livraria Internacional)

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Caso queira temáticas específicas, procure no Google, usando palavras como “revista” e “direito
civil”, por exemplo.
Referencias Fátima:
DELMANTO, Celso, et al. Código PenalComentado. 6ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2002, p. 483
– 484.

4 Súmula 608, STF: “No crime de estupro, praticado mediante violência real, a ação penal é
pública incondicionada”.
http://www.jusnavigandi.com.br/
https://jus.com.br/artigos/70105/importunacao-sexual
https://www.conjur.com.br/2018-set-28/limite-penal-significa-importunacao-sexual-segundo-lei-
1378118
http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,estudo-da-lei-137182018-benefica-ou-
malefica,591779.html
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988

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