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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF

PRESIDÊNCIA

GABINETE DE CONCILIAÇÃO
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PRESIDÊNCIA GABINETE DE CONCILIAÇÃO

RES. Nº 15/11-PRES
Fim do Relatório
DESIGNAÇÃO DE AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/SFH,
NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO,
RUA ACRE 80, 22º ANDAR, SALA 2204 B, NOS SEGUINTES
PROCESSOS:
03.07.2013

00001 2005.51.01.022976-7 AC RJ 549137


CNJ : 0022976-56.2005.4.02.5101
RELATOR : DES.FED. MARCUS ABRAHAM VICE-PRESIDÊNCIA
PAUTA : J.F. CONCILIADOR(A)
APTE : ROZILANDE BELOCA DA SILVA E ASSESSORIA DE RECURSOS
OUTRO
ADV : HERBERTH MEDEIROS SAMPAIO E TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL - 2a REGIÃO
OUTROS Assessoria de Recursos
APDO : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF Data do Expediente: 26/06/2013
ADV : AURIVAL PARDAUIL E OUTROS
MUTUÁRIO:ROZILANDE BELO DA SILVA VIANA Os processos abaixo relacionados encontram-se na
MUTUÁRIO:ANDRE LUIZ VIANA - ESPOLIO Assessoria de Recursos da Vice-Presidência, com vista ao
DATA:03/07/2013 agravado para oferecimento de contrarrazões, no prazo de dez
HORA:14:00 dias :
LOCAL:RUA ACRE, Nº 80, 22º ANDAR, SALA 2204 B,
CENTRO, RIO DE JANEIRO PROC. : 2011.51.01.802119-7 ACR
CNJ : 0802119-43.2011.4.02.5101
00002 2006.51.01.019054-5 AC RJ 549135 ORIG : 201151018021197/RJ
CNJ : 0019054-70.2006.4.02.5101 REG : 06.03.2012
RELATOR : DES.FED. MARCUS ABRAHAM APTE : ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL
PAUTA : J.F. CONCILIADOR(A) - RIO DE JANEIRO
APTE : ROZILANDE BELO DA SILVA VIANA E ADV : RENATO NEVES TONINI E OUTROS
OUTRO APDO : UNIAO FEDERAL
ADV : HERBERTH MEDEIROS SAMPAIO E RELATO : DES.FED. VICE-PRESIDENTE -
OUTROS R VICE-PRESIDÊNCIA
APDO : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF RESP : UNIAO FEDERAL
ADV : AURIVAL PARDAUIL E OUTROS AGRESP : UNIAO FEDERAL
MUTUÁRIO:ROZILANDE BELO DA SILVA VIANA
MUTUÁRIO:ANDRE LUIZ VIANA - ESPOLIO
DATA:03/07/2013
HORA:14:00
LOCAL:RUA ACRE, Nº 80, 22º ANDAR, SALA 2204 B, BOLETIM: 144493
CENTRO, RIO DE JANEIRO

NÚCLEO DE CONCILIAÇÃO IV - APELACAO CIVEL 2000.51.01.028345-4


TRF 2ª REGIÃO Nº CNJ :0028345-07.2000.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL VICE-
PÁG. : 01 PRESIDENTE
DATA : 26/06/2013 APELANTE :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
ADVOGADO :VINICIUS PEREIRA MARQUES E
NÚCLEO DE MÉTODOS CONSENSUAIS DE SOL. DE OUTROS
ÍNDICES POR ADVOGADO DA PAUTA DE 03.07.2013. APELADO :ARMENIO GOMES DOS SANTOS E
OUTRO
Nome do Advogado Código OAB Número do Processo ADVOGADO :MARIO LUIZ MORENO DE ALAGAO
E OUTROS
AURIVAL PARDAUIL RJ000821 2005.51.01.022976-7 ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DO RIO DE
2006.51.01.019054-5 JANEIRO (200051010283454)
HERBERTH MEDEIROS SAMPAIO RJ101253 2005.51.01.022976-7
d e s p a c h o*
2006.51.01.019054-5 Processo nº 2000.51.01.028345-4

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Junte-se apenas a petição aos autos, sem o traslado, tendo em vista a
nova redação do Art. 544, do CPC, introduzida pela Lei nº 12.322/10,
disponibilizando ao agravante as peças acostadas, pelo prazo de 30
dias.
Após este prazo, proceda ao descarte das mesmas.
À Assessoria de Recursos para providenciar. VICE-PRESIDENTE
Rio de Janeiro, 21/06/2013.
POUL ERIK DYRLUND
VICE-PRESIDENTE
* Despacho proferido no rosto da petição nº 2013040185, subscrita
pelos advogados MARIO LUIZ MORENO DE ALAGÃO - OABRJ SUBSECRETARIA DO TRIBUNAL PLENO
066827 e CRISTIANE DE OLIVEIRA MARTINS - OABRJ 158746.
BOLETIM: 144457

BOLETIM: 144495 XXXVII - EMBARGOS INFRINGENTES (AR)


2007.02.01.002937-2
Nº CNJ :0002937-44.2007.4.02.0000
IV - APELACAO CIVEL 1999.51.01.023484-0 RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
Nº CNJ :0023484-12.1999.4.02.5101 MARCELO PEREIRA DA SILVA
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL VICE- EMBARGANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
PRESIDENTE EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO NACIONAL
SOCIAL - INSS EMBARGADO :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO
PROCURADOR :EUNIDE GOMES SILVA DO ESPIRITO SANTO
APELANTE :STOP CAR ESTACIONAMENTO LTDA PROCURADOR :SEM PROCURADOR
ADVOGADO :JOSE FERRERI EMBARGADO :HELENA MUSSO DALLA E OUTROS
APELADO :OS MESMOS ADVOGADO :HELOISA HELENA MUSSO DALLA
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 23A VARA-RJ EMBARGADO :GUIDO DAMIANI REP/ P/ MARIA
ORIGEM :VIGÉSIMA TERCEIRA VARA DILENES DAMIANI
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO ADVOGADO :JACYMAR DELFINNO DALCAMINI E
(9900234847) OUTROS
ADVOGADO :FELIPE BATRACKE PATRICIO
despacho RIBEIRO
Fls.313. Com fulcro no art.521 do CPC, defiro a extração de Carta de EMBARGADO :JOAO BATISTA DA SILVA
Sentença, nos termos do art.475-O do CPC. ADVOGADO :ERNANDES GOMES PINHEIRO
Rio de Janeiro, 17 de junho de 2013. EMBARGADO :MARIA JOSE DA SILVA E OUTRO
POUL ERIK DYRLUND ADVOGADO :SEM ADVOGADO
VICE-PRESIDENTE ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
VITÓRIA/ES (9600057044)

EMENTA
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. MINISTÉRIO
IV - APELACAO CIVEL 2005.51.01.017015-3 PÚBLICO FEDERAL. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM.
Nº CNJ :0017015-37.2005.4.02.5101 PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL VICE- I - O Plenário do Supremo Tribunal Federal já pacificou entendimento
PRESIDENTE acerca da ilegitimidade ad causam do Ministério Público Federal para
APELANTE :BANCO CENTRAL DO BRASIL propor ação civil pública objetivando discutir matéria tributária, tal
PROCURADOR :DENISE DOMINGUES SANTIAGO como hoje dispõe o parágrafo único do art. 1º da Lei 7.347/85, com
APELANTE :MARCO ANTONIO DE MATTOS ressalva de sua posição, apenas, quando o conflito versar sobre
MELLO interesses metaindividuais.
ADVOGADO :ALEXANDRE JOSE RIBEIRO II - A defesa do direito dos contribuintes que pagaram, indevidamente,
BANDEIRA DE MELLO E OUTROS valores recolhidos a título de empréstimo compulsório se enquadra na
APELADO :OS MESMOS hipótese em que apenas interesses individuais são afrontados pela
ORIGEM :DÉCIMA OITAVA VARA FEDERAL legislação tributária, não havendo que se falar em direitos
DO RIO DE JANEIRO metaindividuais em conflito nem, tampouco, em lesão ao patrimônio
(200551010170153) público que poderiam ensejar, em tese, a atuação do Ministério Público
Federal no exercício de suas funções institucionais estabelecidas no art.
despacho 129, III, da Constituição.
Com fulcro no art.521 do CPC, defiro a extração de Carta de Sentença, III - Embargos infringentes desprovidos.
nos termos do art.475-O do CPC.
Rio de Janeiro, 17 de junho de 2013. ACÓRDÃO
POUL ERIK DYRLUND Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
Decide o Plano do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por
unanimidade, NEGAR PROVIMENTO aos embargos infringentes
interpostos pelo Ministério Público Federal nos autos da presente ação
rescisória, tudo nos termos do relatório e voto constante dos autos, que
ficam fazendo parte integrante do presente julgado.

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Rio de Janeiro, 06 de junho de 2013 (data do julgamento)

SUBSECRETARIA DAS SEÇÕES - 3A SEÇÃO programa de parcelamento de débitos.


ESPECIALIZADA Não pagando a integralidade, ou não optando pelo parcelamento,
expirado o prazo para sua quitação, o procedimento de parcelamento
BOLETIM: 144450 iniciado pela PGFN - Procuradoria Geral da Fazenda Nacional do
Estado do Espírito Santo é automaticamente cancelado, instaurando-
se, via de conseqüência, o processo executivo.
II - AÇÃO RESCISÓRIA 2013.02.01.001062-4 ESTE É EXATAMENTE O CASO DOS AUTOS. A PGFN -
Procuradoria Geral da Fazenda Nacional do Estado do Espírito
Nº CNJ :0001062-29.2013.4.02.0000 Santo, à revelia do autor, iniciou o procedimento de parcelamento do
débito lançado em seu desfavor, permitindo-lhe o pagamento do débito
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ou o parcelamento da dívida – ocorrências de 08/12/2008.
MARCUS ABRAHAM Tendo em vista o não pagamento da totalidade, muito menos da
primeira parcela, a PGFN - Procuradoria Geral da Fazenda Nacional
AUTOR :JORGE LUIZ DE OLIVEIRA do Estado do Espírito Santo, ainda à revelia do autor, cancelou o
procedimento de parcelamento do débito – ocorrência 10/01/2009.
ADVOGADO :ESIO JOSE BARBOSA MARCHIORI Ou seja, o autor não aderiu ao parcelamento da dívida, o que somente
FILHO teria ocorrido em caso de pagamento da primeira parcela, o que
nunca se efetivou.
REU :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Instada a fazê-lo, manifestou-se a Ré acerca do alegado nos seguintes
NACIONAL termos (fls. 566/567):
A discussão levantada pela parte é totalmente impertinente e
ORIGEM :3ª VARA FEDERAL DE EXECUÇÃO despropositada EM SEDE DE AÇÃO RESCISÓRIA. Não se está aqui
FISCAL DE VITÓRIA/ES a discutir as práticas da Procuradoria da Fazenda Nacional
(200550010030742) relativamente aos parcelamentos oferecidos, mas sim o cabimento ou
não da presente ação rescisória, de acordo com o disposto no art. 485,
inc. IX, do CPC, o que restou apreciado e decidido na ação
DECISÃO rescindenda.
Indeferi a antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, às fls. Não se pode olvidar que a ação rescisória não é sucedâneo de
524/527, tendo consignado, naquela oportunidade, que a indicação, nos recurso!
extratos relativos à Inscrição nº 72 6 08 005190-05, de uma solicitação Portanto, a prática de enviar ao devedor, quando da inscrição do
de parcelamento operava em desfavor à pretensão autoral. Débito em Dívida Ativa da União um DARF correspondente ao
Contestação da União, às fls. 546/553. pagamento integral e outro correspondente à 1ª parcela da dívida,
Pedido de reconsideração, às fls. 555/559, reiterando o Autor não haver cujo parcelamento por adesão só será formalizado com o seu
aderido ao parcelamento do débito nem formalizado qualquer pagamento, não é exclusividade de qualquer das Unidades
requerimento neste sentido, tratando ainda dos procedimentos adotados descentralizadas da PFN, mas sim de toda a PGFN, relativamente ao
por iniciativa exclusiva da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Parcelamento Simplificado, previsto na Lei nº 10.522/02 e na Portaria
conforme trecho de seu petitório adiante transcrito: Conjunta PGFN/RFB nº 15/2009. Trata-se de uma alternativa ao
Esmiuçando a referida tela, temos a ocorrência do dia 08/12/2008, pagamento integral da dívida que busca facilitar o acesso ao
relativa ao cadastramento de solicitação de parcelamento, que contribuinte de tal opção.
culminou como o processo de concessão do parcelamento Diversamente do sustentado pela Ré, todavia, os procedimentos
simplificado. relatados assumem relevância na medida em que se arguiu, em juízo,
Mais adiante, no dia 10/01/2009, veio à tona a ocorrência “canc ter o contribuinte aderido espontaneamente ao parcelamento do débito
pedido concessão parcel”, ou seja, cancelamento do pedido de – pretendendo-se caracterizar confissão irretratável e expresso
concessão do parcelamento. reconhecimento da plena propriedade da União sobre o imóvel cujo
Entretanto, todo esse procedimento é iniciado pela própria receita, de domínio se discutia –, quando na verdade todo o trâmite referente à
forma automática e independente da anuência ou adesão do “solicitação” e ao seu “cancelamento” decorreu de práticas adotadas
contribuinte. por iniciativa exclusiva da PGFN.
Em verdade, a PGFN - Procuradoria Geral da Fazenda Nacional do Neste sentido, encontram-se ao menos parcialmente dissociadas da
Estado do Espírito Santo, no momento de inscrição da dívida, emite realidade as assertivas contidas nas razões recursais da União (em
em desfavor do devedor um Documento de Arrecadação de Receitas especial às fls. 236/237 destes autos), quando imputada a “todos os
Federais – DARF - PGFN, informando o valor total do débito para litisconsortes/apelados” a adesão ao parcelamento das dívidas.
pagamento ou a possibilidade do seu parcelamento, enviando, neste Que a Procuradoria da Fazenda Nacional adotasse o procedimento de
mesmo documento, a guia de pagamento da primeira parcela. envio do DARF correspondente à primeira parcela da dívida, visando
Nesta guia, consta expressamente a seguinte informação: “O “facilitar o acesso ao contribuinte de tal opção”, mas não invocasse o
pagamento da primeira parcela importa em confissão irretratável da parcelamento da dívida como se tal resultasse de postura da parte,
dívida aqui discriminada e adesão ao sistema legal de parcelamento induzindo o julgador a concluir pela ausência superveniente de
de débitos para com a Fazenda Nacional”. interesse em agir e pela perda do objeto da demanda.
Assim, ao optar pelo parcelamento, pagando a primeira parcela, o Da forma como estão colocadas as circunstâncias, ainda que não
devedor automaticamente confessa a sua dívida, inserindo-se no vislumbrada hipótese de incidência do inciso IX do art. 485 do Código
de Processo Civil (até por força das condicionantes previstas pelo § 2º
do referido dispositivo), seria de se cogitar a subsunção do caso ao
inciso III, segundo o qual rescindível o julgado quando “resultar de
dolo da parte vencedora em detrimento da parte vencida”.
Conforme a doutrina e a jurisprudência pátrias, não está o julgador da

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ação rescisória vinculado à indicação equivocada de um dos incisos do
art. 485 em lugar de outro, como corroborado pelo seguinte precedente
desta Corte:
PREVIDENCIÁRIO. TÍTULO EXECUTIVO. SÚMULA 260 DO TFR E
ART. 202 DA CF/88. PRINCÍPIOS JURA NOVIT CURIA E DA MIHI
FACTUM DABO TIBI JUS. OFENSA À COISA JULGADA.
EMBARGOS À EXECUÇÃO. CÁLCULOS. TRÂNSITO EM
JULGADO. ALTERAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O nosso direito XII - MANDADO DE SEGURANÇA 2013.02.01.004788-0
prestigia os princípios jura novit curia e do da mihi factum dabo tibi Nº CNJ :0004788-11.2013.4.02.0000
jus, em que ao autor cumpre narrar os fatos que autorizam a RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
concessão da providência reclamada, incumbindo ao juiz conferir-lhes ANTONIO IVAN ATHIÉ
o adequado enquadramento legal, presumindo-se que o Juiz conheça o IMPETRANTE :BENITO SICILIANO
direito. 2. A indicação errônea de um fundamento por outro dos ADVOGADO :FREDERICO JORGE KIEFFER E
incisos do art. 485 não vincula o órgão julgador que poderá examinar OUTROS
o pedido e eventualmente acolhê-lo, à luz do dispositivo adequado, IMPETRADO :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL
desde que a narração do fato consta da inicial, o que é o caso dos CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ
autos, já que a parte autora, em sua narrativa, explicita com clareza a ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL
ofensa à coisa julgada perpetrada pela decisão proferida na apelação CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO
cível em embargos à execução, motivo pelo qual cabe a análise com (201251010120324)
base no inc. IV. (...)
(TRF2, 1ª Seção Especializada, AR 20090201011429, Rel. Des. Fed. EMENTA
LILIANE RORIZ, E-DJF2R 02.03.2011) PENAL. MANDADO DE SEGURANÇA. DISPENSA DE
Caracterizados, assim, tanto o fumus boni iuris – consistente na DEPOIMENTO DE TESTEMUNHA.
inexistência de adesão do Autor ao parcelamento da dívida e na Não se conhece de mandado de segurança substitutivo de habeas
conduta da Ré de invocar fato sabidamente inverídico em suas razões corpus.
de apelação, em aparente afronta aos princípios da lealdade e da boa-fé Habeas-Corpus deferido de ofício, a fim ser ouvida a testemunha
processuais – quanto o periculum in mora – este consubstanciado no arrolada pelo paciente.
prosseguimento da Execução Fiscal nº 0003121-61.2009.4.02.5001 ACÓRDÃO
(2009.50.01.003121-1), onde realizadas, inclusive, sucessivas Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
constrições de ativos financeiros, mediante utilização do Sistema indicadas, acordam os Membros da Primeira Turma Especializada do
BACENJUD, como se pode observar do cotejo dos respectivos autos Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em não
virtuais –, tudo a autorizar, com fulcro no art. 489 do CPC, o conhecer do mandado de segurança, e conceder habeas corpus de
deferimento da medida liminarmente pleiteada. ofício, nos termos do Voto do Relator.
Ante o exposto, reconsidero a decisão de fls. 524/527 e defiro a Rio de Janeiro, 19 / 06 / 2013 (data do julgamento).
antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão do ANTONIO IVAN ATHIÉ
trâmite da Execução Fiscal nº 0003121-61.2009.4.02.5001 Desembargador Federal – Relator
(2009.50.01.003121-1), como requerido.
Compulsando aqueles autos, constato estar sendo intimado o
Autor/Executado, nesta data, por meio de publicação no Diário
Eletrônico da Justiça Federal da 2ª Região, acerca de penhora lá
realizada, sendo certo que esta decisão impedirá, até ulterior BOLETIM: 144470
deliberação, que o trintídio para oferecimento de embargos comece a
fluir.
Oficie-se ao Juízo da 1ª Vara Federal de Execução Fiscal de III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.008087-0
Vitória/ES, onde tramita o referido feito, para ciência e observância aos Nº CNJ :0008087-93.2013.4.02.0000
termos da presente. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
Esclareçam as partes se pretendem produzir outras provas, justificando PAULO ESPIRITO SANTO
sua pertinência, sendo facultada, desde já, a apresentação de razões AGRAVANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
finais, na forma do artigo 493 do Código de Processo Civil. SOCIAL - INSS
Não sendo requeridas novas provas, remetam-se os autos ao Ministério PROCURADOR :JOÃO CARLOS DE GOUVEIA
Público Federal para parecer (artigo 194 do Regimento Interno desta FERREIRA DOS SANTOS
Corte). AGRAVADO :DIUZIMAR PEREIRA CAMARA
Após, voltem conclusos. ADVOGADO :JOSE HENRIQUE DAL PIAZ E
Rio de Janeiro, 24 de junho de 2013. OUTROS
MARCUS ABRAHAM ORIGEM :6ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
Desembargador Federal VITÓRIA/ES (200850010050286)
Relator
D E C I S Ã O
Trata-se de recurso de agravo de instrumento, com pedido de efeito
suspensivo, interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS,
visando impugnar a decisão interlocutória proferida pelo MM. Juízo da
SUBSECRETARIA DA 1A.TURMA ESPECIALIZADA 6ª Vara Federal Cível de Vitória (fls. 494/496), que, nos autos da ação
de rito ordinário que lhe ajuizou DIUZIMAR PEREIRA CÂMARA,
BOLETIM: 144468 houve por bem fixar o valor da RMI em R$ 1.430,00 (hum mil e
quatrocentos e trinta reais).
Alega, em síntese, a Autarquia que a decisão agravada acolheu o
cálculo da contadoria judicial onde o PBC foi composto dos 36 (trinta e
seis) últimos salários de contribuição anteriores a 07/1997, corrigidos
até a DER (03/004/02), cuja média resultou em R$ 1.483,98 (hum mil

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e quatrocentos e oitenta e três reais e noventa e oito centavos), valor
que, pela limitação do teto previdenciário, foi reduzido para R$
1.430,00 (hum mil e quatrocentos e trinta reais).
Assevera que tal sistemática está equivocada, pois aplicou regime
jurídico misto ao cálculo do benefício previdenciário, o que é vedado
por falta de previsão legal, cabendo, neste caso, ou a aplicação ao ORIGEM :VIGÉSIMA QUINTA VARA FEDERAL
cálculo da RMI a legislação em vigor à época do afastamento do DO RIO DE JANEIRO
trabalho da segurada (07/1997), quando já possuía direito adquirido à (200951018068493)
aposentadoria, ou a aplicação da legislação vigente à época do
requerimento (03/04/2002). EMENTA
A inicial veio instruída com os documentos de fls. 12/497. APELAÇÃO CÍVEL – PROPRIEDADE INDUSTRIAL – NÃO
É o breve relatório. Decido. OBRIGATORIEDADE DE EMPRESA PROPRIETÁRIA DE
Em que pesem os argumentos do INSS no sentido de que a sistemática REGISTRO DESEMPENHAR A ESPECIALIZAÇÃO DA MARCA -
para fixar o valor da RMI adotada pela Contadoria Judicial resta IMPOSSIBILIDADE DE IDENTIFICAÇÃO DE CONTRATO
equivocada, tenho que, se o MM. Juízo a quo, analisando o pedido nos TÍPICO - CONTRATO INOMINADO - ASSEGURADO DIREITO
termos da lei, externou o seu livre convencimento e concluiu pela TITULAR DE MARCA ZELAR PELA SUA INTEGRIDADE
homologação dos cálculos e pelo indeferimento do pedido formulado MATERIAL OU REPUTAÇÃO - ART. 133 III DO CPI.
pela Autarquia Previdenciária, não vejo porque deva o Tribunal “de 1-Recurso no qual se discute sobre a obrigatoriedade, ou não, de o
Apelação” rever sua decisão impondo-lhe outro entendimento, a menos titular de uma marca tem de exercer atividade econômica diretamente
que se trate de questão, cujo posicionamento esteja pacificado pelos ligada ao serviço distinguido pela marca;
Membros desta C. Corte ou Tribunais Superiores, não observada pelo 2-A empresa autora/ apelante é proprietária da marca em comento a
Magistrado. qual foi sendo incorporada às pessoas jurídicas que sucediam no
Nesta linha de raciocínio, só excepcionalmente admitir-se-ia a tempo, sendo que, ao final, a DURGÃ administradora, com objeto
substituição da decisão do Juiz no primeiro grau, com cunho cautelar, diverso da exploração de serviços de estética pessoal, depilação,
por outra deste Relator, se houvesse manifesta ilegalidade ou abuso de massagens e salão de beleza, demonstrou nos autos que "explora" as
poder, o que não ocorre neste caso. marcas de alguma forma;
Deve, assim, prevalecer a decisão do Juiz de primeiro grau, pois, está 3- Impossibilidade de identificar precisamente a existência de relação
ele no contato direto com o jurisdicionado, tendo, portanto, maior de franquia;
afinidade com as questões trazidas, constituindo um melhor referencial 4- Ostentação de contrato ou negócio empresarial, ainda que
para a apreciação e a avaliação dos fatos e provas existentes nos autos. inominado;
Diante do exposto, INDEFIRO A LIMINAR pleiteada. 5- Titular de marca pode zelar pela sua integridade material ou
Oficie-se ao MM. Juízo de primeiro grau, dando-lhe ciência do teor reputação. Art. 130 III do CPI,
desta decisão, solicitando-lhe as informações de praxe. 6- Recurso conhecido e parcialmente provido.
Intime-se a Agravada, nos termos do art. 527, inciso V, do CPC. ACÓRDÃO
Após, encaminhem-se os autos ao douto Procurador Regional da Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas,
República para o colhimento de seu necessário e sempre valioso acordam os Membros da Primeira Turma Especializada do Tribunal
parecer. Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em dar parcial
Rio de Janeiro, 12 de junho de 2013. provimento ao recurso, determinando-se o retorno dos autos à Vara de
DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO origem para ser apreciada a questão da notoriedade e da confusão entre
Relator as marcas, nos termos do Voto do Relator.
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2013.

ABEL GOMES
Desembargador Federal
BOLETIM: 144471 Relator

IV - APELACAO CIVEL 2009.51.01.806849-3


Nº CNJ :0806849-68.2009.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL IV - APELACAO CIVEL 2009.51.01.806849-3
GOMES Nº CNJ :0806849-68.2009.4.02.5101
APELANTE :DURGA ADMINISTRAÇAO DE BENS RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL ABEL
LTDA GOMES
ADVOGADO :ANTONIO FERRO RICCCI E OUTROS APELANTE :DURGA ADMINISTRAÇAO DE BENS
ASSISTENTE :ROEDEL LTDA LTDA
ADVOGADO :JOSE LUIZ RIBEIRO DE MELO E ADVOGADO :ANTONIO FERRO RICCCI E OUTROS
OUTROS ASSISTENTE :ROEDEL LTDA
APELADO :INSTITUTO NACIONAL DE ADVOGADO :JOSE LUIZ RIBEIRO DE MELO E
PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI OUTROS
PROCURADOR :ROSA MARIA RODRIGUES MOTTA APELADO :INSTITUTO NACIONAL DE
APELADO :DEPYL ACTION DEPILACOES LTDA- PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI
ME PROCURADOR :ROSA MARIA RODRIGUES MOTTA
ADVOGADO :ANA SYLVIA BATISTA COELHO APELADO :DEPYL ACTION DEPILACOES LTDA-
ALVES E OUTROS ME
ADVOGADO :ANA SYLVIA BATISTA COELHO
ALVES E OUTROS
ORIGEM :VIGÉSIMA QUINTA VARA FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO
(200951018068493)

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DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. QUESTÃO DE ORDEM. PARA SANAR
OMISSÃO EM ACÓRDÃO.
I - Trata-se de questão de ordem visando o saneamento de acórdão,
tendo em vista que não foram apreciados as questões trazidas nos
agravos retidos interpostos pela empresa DEPYL ACTION IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2012.51.04.001252-9
DEPILAÇÕES LTDA-ME. Nº CNJ :0001252-40.2012.4.02.5104
II - Acolhimento da questão de ordem. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
ACÓRDÃO ANTONIO IVAN ATHIÉ
Vistos e relatados os presentes autos, em que são partes as acima APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
indicadas, acordam os Membros da Primeira Turma Especializada do SOCIAL - INSS
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em acolher PROCURADORA :ALINE THEREZINO RODRIGUES
a questão de ordem para que seja alterado o acórdão, para que passe a FRANCISCO DA SILVA
constar “A Turma, por unanimidade, negou provimento aos agravos APELADO :DIONISIO MEDEIROS VAZ
retidos e deu parcial provimento ao recurso, determinando-se o retorno ADVOGADA :LIDIANE ALENCAR DE ALMEIDA
dos autos à Vara de origem para ser apreciada a questão de notoriedade REMETENTE :JUÍZO DA 3A VARA FEDERAL DE
e da confusão entre as marcas”, nos termos do voto do relator. VOLTA REDONDA-RJ
Rio de Janeiro, 28 de maio de 2013. ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE
ABEL GOMES VOLTA REDONDA (201251040012529)
Desembargador Federal
Relator EMENTA
PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DA RENDA MENSAL DOS
BENEFÍCIOS LIMITADOS AO TETO PREVIDENCIÁRIO.
EMENDAS CONSTITUCIONAIS 20/1998 E 41/2003.
APLICABILIDADE. BENEFÍCIO LIMITADO PELO TETO E
BOLETIM: 144486 INICIADOS A PARTIR DE 5 DE ABRIL DE 1991.
1. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso
Extraordinário com Repercussão Geral nº 564.354/SE, Relatora
X - HABEAS CORPUS 2013.02.01.003094-5 Ministra Cármen Lúcia, publicado em 15/02/2011, assentou
Nº CNJ :0003094-07.2013.4.02.0000 entendimento no sentido da possibilidade de aplicação dos tetos
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL previstos nas Emendas Constitucionais nos 20/1998 e 41/2003 mesmo
ANTONIO IVAN ATHIÉ em relação aos benefícios previdenciários concedidos antes da vigência
IMPETRANTE :RENATA DE A. DUTRA dessas normas, contudo apenas aqueles iniciados a partir de 5 de abril
IMPETRADO :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL DE de 1991, data em que já deveria estar em vigor o plano de benefício
SAO GONCALO-RJ exigido pela Constituição Federal de 1988.
PACIENTE :JEFFERSON VILELA BERNARDO 2. Faz jus o autor a readequação do valor do seu benefício
MURY previdenciário, eis que o Demonstrativo de Cálculo da Renda Mensal
ADVOGADO :RENATA DE ALCANTARA DUTRA Inicial, à fl. 10, atesta que foi limitado ao teto.
ORIGEM :2A. VARA FEDERAL DE SAO 3. Remessa necessária e Apelação providas.
GONCALO/RJ (201151170008789) ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
EMENTA indicadas, acordam os Membros da Primeira Turma Especializada do
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM HABEAS CORPUS. ARTIGO Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar
619, DO CPP. AUSÊNCIA DE AMBIGUIDADE, OBSCURIDADE, provimento à remessa necessária e ao recurso, nos termos do Voto do
CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. REDISCUSSÃO DE MATÉRIA. Relator.
IMPOSSIBIBILIDADE. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Rio de Janeiro, 30 / 04 / 2013 (data do julgamento).
Inexiste ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão no ANTONIO IVAN ATHIÉ
julgamento impugnado, uma vez que, pela leitura do inteiro teor do v. Desembargador Federal – Relator
acórdão embargado, depreende-se que este apreciou devidamente a
matéria em debate, analisando de forma exaustiva, clara e objetiva as
questões relevantes para o deslinde da controvérsia.
Embargos de declaração desprovidos.
ACÓRDÃO IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2012.51.04.001252-9
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima Nº CNJ :0001252-40.2012.4.02.5104
indicadas, acordam os Membros da Primeira Turma Especializada do RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar ANTONIO IVAN ATHIÉ
provimento ao recurso, nos termos do Voto do Relator. APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
Rio de Janeiro, 19 / 06 / 2013 (data do julgamento). SOCIAL - INSS
ANTONIO IVAN ATHIÉ PROCURADORA :ALINE THEREZINO RODRIGUES
Desembargador Federal – Relator FRANCISCO DA SILVA
APELADO :DIONISIO MEDEIROS VAZ
ADVOGADA :LIDIANE ALENCAR DE ALMEIDA
REMETENTE :JUIZO DA 3A VARA FEDERAL DE
VOLTA REDONDA-RJ
ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE
VOLTA REDONDA (201251040012529)

QUESTÃO DE ORDEM

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Trata-se de Questão de Ordem com vistas à retificação da certidão de
julgamento (fls. 15 - numeração dada por este Tribunal) lavrada na
sessão de 30/04/2013 desta Primeira Turma Especializada (processo nº
397 da pauta ordinária), e também retificação do item "3" da ementa,
fls. 16.
Da referida certidão consta, equivocadamente, que: “A Turma, por III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 229767 2013.02.01.007292-7
unanimidade, deu provimento ao recurso e à remessa necessária, nos Nº CNJ :0007292-87.2013.4.02.0000
termos do voto do Relator”, e da ementa, fls. 16, no item "3" consta: RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
"Remessa necessária e Apelação providas". MARCELLO FERREIRA DE SOUZA
Ocorre que a referida certidão, e a ementa, restaram equivocadas, eis GRANADO EM SUBSTITUIÇÃO AO
que no voto de fl. 14 consta que a remessa necessária e a apelação DESEMBARGADOR FEDERAL
foram desprovidas. PAULO ESPIRITO SANTO
Ante o exposto, suscito a presente Questão de Ordem, a fim de que AGRAVANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
passe a constar no item "3" da Ementa: "Remessa necessária e apelação SOCIAL - INSS
desprovidas", e da certidão de fl. 15": “A Turma, por unanimidade, PROCURADOR :ISABELA LUNA DE ABREU
negou provimento à remessa necessária e ao recurso, nos termos do AGRAVADO :ERIVALDO FERNANDES NOBREGA
voto do Relator”. ADVOGADO :FRANCISCO DAS CHAGAS PEREIRA
Rio, 28 / 05 / 2013. DA SILVA E OUTRO
ANTONIO IVAN ATHIÉ ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE SÃO
Desembargador Federal – Relator JOÃO DE MERITI (200551015226288)

D E C I S Ã O
Trata-se de recurso de agravo de instrumento interposto pelo Instituto
BOLETIM: 144498 Nacional do Seguro Social - INSS, com pedido de efeito suspensivo,
visando impugnar a R. decisão interlocutória exarada pelo MM. Juízo
da 5ª Vara Federal de São João de Meriti - Rio de Janeiro, que, nos
IV - APELACAO CIVEL 537213 2010.50.02.002117-4 autos de execução de título judicial ajuizada por ERIVALDO
Nº CNJ :0002117-49.2010.4.02.5002 FERNANDES NOBREGA, houve por bem determinar a expedição de
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL precatório para o pagamento da dívida principal e RPV para o
PAULO ESPIRITO SANTO pagamento dos honorários
APELANTE :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO advocatícios de sucumbência.
SOCIAL - INSS Não há como se acolher o recurso em face da ausência de peça que
PROCURADOR :VILMAR LOBO ABDALAH JR. obrigatoriamente deve instruir a petição do agravo de instrumento,
APELADO :RUY VITAL BRASIL FILHO conforme prescreve o artigo 525, I do CPC, in verbis:
ADVOGADO :CASSIA BERTASSONE DA SILVA E “Art. 525. A petição de agravo de intrumento será instruída:
OUTROS I - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da
ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CÍVEL DE respectiva intimação e das procurações outorgadas aos advogados do
VITÓRIA/ES (201050020021174) agravante e do agravado;
In casu, o Agravante não carreou aos autos os documentos necessários
D E C I S Ã O à instrução da presente via recursal, conforme determinado na lei
O DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO: processual civil. (certidão de fls. 14)
Tendo em vista que o recurso de embargos de declaração de fls. Cabe salientar, neste passo, que a falta das peças eleitas pelo
272/274 foi oposto em face da decisão de fls. 267, decisão esta que dispositivo legal como imprescindíveis para a apreciação do recurso
veio a ser revogada, recebo o referido recurso de embargos, oposto trazido à colação acarreta o não conhecimento do presente agravo de
pelo INSS, como petição, haja vista a conclusão do feito a este Relator instrumento.
(fls. 276). A jurisprudência e a doutrina são firmes no sentido de que, para fins de
E, uma vez que a matéria versada nos autos, que trata de admissibilidade do agravo, cabe ao recorrente instruí-lo de forma a
desaposentação, encontra-se sob análise perante a E. Suprema Corte preencher os requisitos legais, sendo defeso ao Relator abrir
através do Recurso Extraordinário nº 661256, determino o oportunidade para juntada extemporânea de documentação dessa
sobrestamento do presente feito, objetivando aguardar a decisão a ser estirpe.
proferida pelo C. STF, por se tratar de matéria sob repercussão geral. Ademais, é entendimento do Superior Tribunal de Justiça que tanto as
Diante disso, integrando a decisão de sobrestamento do presente feito, peças que são essenciais para o julgamento do recurso quanto as
determino que sejam suspensos os efeitos da tutela jurisdicional, como facultativas ex lege, mas essenciais à verificação dos fatos, quando não
requerido pelo INSS, às fls. 272/274, até o julgamento do Recurso juntadas aos autos, ensejam o não conhecimento do recurso:
Extraordinário antes referido. “RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. FORMAÇÃO. PEÇAS FACULTATIVAS.
Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013. NECESSIDADE DO TRANSLADO. RESPONSABILIDADE DO
AGRAVANTE. CONHECIMENTO.
DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO No termos do entendimento já pacificado por esta Corte de Justiça, a
Relator responsabilidade na formação do agravo de instrumento é do
agravante, não se podendo falar em conversão em diligência para
juntada de peça posteriormente.
Ausente peça que seja necessária ao exato conhecimento da
controvérsia posta em debate, pode o relator negar seguimento ao
respectivo agravo.
(STJ - RESP/RS - Orgão Julgador: 5ª Turma - Rel. Ministro José
Arnaldo da Fonseca - Data da decisão: 24/08/2004)”
Não é outra a orientação deste Tribunal:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – PREVIDENCIÁRIO – INSTRUÇÃO

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DEFICIENTE.
I- Conforme preceitua o CPC em seu art. 525, é ônus do Agravante
instruir o recurso com as peças obrigatórias e as necessárias para
uma análise perfeita das questões impugnadas. Na falta de qualquer
delas - necessárias ou facultativas -, ao Relator é autorizado não
conhecer do agravo de instrumento. DO RIO DE JANEIRO
II- A decisão agravada e as razões de recurso mencionam decisões (201251014900105)
anteriores, de fls. 84/85 e 69, não juntadas ao recurso.
III- Descumprimento do art. 525, II, do CPC. EMENTA
IV- Recurso não conhecido.” (TRF 2ª R. - AG. 2001.02.01.039451-5 - PENAL. PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM SENTIDO
1ª T. Esp - Rel. Des. Fed. Conv. Aluísio Gonçalves de Castro Mendes - ESTRITO. ART. 334, § 1º, ALÍNEAS “C” E "D" DO CP. UTILIZAR
DJU 17.06.2005 - p.348) MERCADORIA DE ORIGEM ESTRANGEIRA SEM A
Diante do exposto, não conheço do agravo de instrumento. DOCUMENTAÇÃO LEGAL. PROVA DA MATERIALIDADE E
Decorrido, in albis, o prazo recursal, remetam-se os autos à Vara de INDÍCIOS DE AUTORIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.
origem, com baixa na distribuição. RECURSO PROVIDO.
Rio de Janeiro, 31 de maio de 2013. I - Recurso em sentido estrito do MPF em face de decisão que rejeitou
MARCELLO FERREIRA DE SOUZA GRANADO a denúncia por não ter sido comprovada a origem estrangeira dos
Juiz Federal Convocado componentes dos caça-níqueis apreendidos no estabelecimento
comercial do ora recorrido.
II - A jurisprudência flexibiliza, para a configuração da prática de
contrabando, a exigência de exame de corpo de delito direto. Ora,
consta em Relatórios da Receita Federal e da ABINEE que os
BOLETIM: 144500 “noteiros”, componentes dos caça-níqueis são de origem estrangeira;
resta, assim, comprovada a materialidade do crime, na medida em que
estes documentos provêm de órgãos oficiais e entidades idôneas.
IV - APELACAO CIVEL 588681 2011.50.04.000105-7 III - No presente caso, verifica-se que uma das máquinas apreendidas
Nº CNJ :0000105-22.2011.4.02.5004 no estabelecimento comercial do ora recorrido é da marca
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL HALLOWINN (Auto de Apreensão de fl. 19), marca essa que possui
PAULO ESPIRITO SANTO componentes sabidamente de origem estrangeira, como demonstrado
APELANTE :VALBER ANTONIO MENEGHEL pelo MPF no LAUDO DE EXAME MERCEOLÓGICO (MÁQUINA
ADVOGADO :WANESSA ALDRIGUES CANDIDO E ELETRÔNICA PROGRAMÁVEL), que fez juntar aos autos (fls.
OUTROS 81/85).
APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO IV - Desnecessário o exame pericial direto nas máquinas apreendidas
SOCIAL - INSS para comprovar a materialidade do crime imputado ao ora recorrido,
PROCURADOR :RODRIGO COSTA BUARQUE verificando-se que a peça acusatória atende aos requisitos do art. 41 do
ORIGEM :1 VARA JUSTIÇA FEDERAL Código de Processo Penal, possuindo suporte probatório mínimo para o
LINHARES/ES (201150040001057) seu recebimento.
V - Recurso em sentido estrito provido para receber a denúncia.
D E S P A C H O ACÓRDÃO
Uma vez que a matéria versada nos autos que trata de desaposentação Vistos e relatados os presentes autos, em que são partes as acima
encontra-se sob análise perante a E. Suprema Corte através do Recurso indicadas, acordam os membros da Segunda Turma Especializada do
Extraordinário nº 661256, determino o sobrestamento do presente feito, Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em DAR
objetivando aguardar a decisão a ser proferida pelo C. STF, por se PROVIMENTO ao recurso em sentido estrito, nos termos do voto do
tratar de matéria sob repercussão geral. Relator.
Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013. Rio de Janeiro, 18 dejunho de 2013 (data do julgamento).
DESEMBARGADOR FEDERAL PAULO ESPIRITO SANTO Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO
Relator Relator
2ª Turma Especializada
V - APELACAO CRIMINAL 10220 2010.51.01.807011-8
Nº CNJ :0807011-29.2010.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
SUBSECRETARIA DA 2A.TURMA ESPECIALIZADA MARCELO PEREIRA DA SILVA
APELANTE :ANGELA CRISTINA GALVAO
SUBSECRETARIA DA SEGUNDA TURMA ESPECIALIZADA BANAR ALVES
ACÓRDÃOS ADVOGADO :WILTON CARLOS SANTINO E
EXPEDIENTE Nº 2013/00210 DO DIA 26/06/2013 OUTROS
XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2012.51.01.490010-5 APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
Nº CNJ :0490010-36.2012.4.02.5101 ORIGEM :10CR VARA JUSTIÇA FEDERAL RIO
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL DE JANEIRO/RJ (201051018070118)
MESSOD AZULAY NETO
RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL EMENTA
RECORRIDO :VILEMAR COSTA DAMASCENO PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. PECULATO-
ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO APROPRIAÇÃO. ARREPENDIMENTO POSTERIOR.
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL CRIMINAL CABIMENTO. REDUÇÃO DA PENA. RECURSO PROVIDO.
I- A ré, empregada da Caixa Econômica Federal-CEF, efetuou
operações indevidas, consistentes na autenticação de débitos sem que
os valores correspondentes aos títulos fossem creditados como custódia
de cheques devolvidos pela compensação, bem como ocultou o desvio
de dinheiro com o lançamento de créditos em cifras grafadas de forma

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errada, simulando erro de escrituração e autenticação. No total,
apropriou-se indevidamente da quantia de R$ 55.198,50 (cinquenta e
cinco mil, cento e noventa e oito reais e cinquenta centavos), devolvida
espontaneamente durante o procedimento administrativo de apuração
das ocorrências.
II- O Magistrado de primeiro grau deixou de aplicar a redução ADVOGADO :JAIR PEREIRA DA SILVA E OUTROS
decorrente do art. 16, do CP, sob fundamento de que a restituição não APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
foi efetivada de forma integral, em razão da diferença devida a título de ORIGEM :VARA ÚNICA DE SÃO PEDRO DA
correção monetária, diferença essa que sequer foi aventada pelo ALDEIA (201051080009016)
Parquet na denúncia.
III- A aludida diferença é irrisória perante o total devido e não retira o EMENTA
caráter de integralidade da devolução, mormente em razão da PENAL. CRIME AMBIENTAL CONTRA A FAUNA. PESCA
voluntariedade da ré em assim proceder, tampouco tendo sido PREDATÓRIA EM UNIDADE DE CONSERVAÇÃO E COM
configurada má-fé com intuito de restituir quantia a menor, pelo que se PETRECHO PROIBIDO. AUTORIA E MATERIALIDADE
tem por configurado o arrependimento posterior, causa obrigatória de COMPROVADAS.
redução da pena. I - Incorre nas penas previstas nos artigos II do parágrafo único do
IV- Apelação provida, para mediante a aplicação do art. 16, do CP, artigo 34 e 40 da Lei 9.605/98 aquele que realiza pesca em unidade de
reduzir a pena privativa de liberdade e a pena de multa, conservação ambiental de espécie ameaçada de extinção e mediante
respectivamente, para 1 (um) ano e 3 (três) meses de reclusão, em adoção de método não permitido.
regime aberto, nos termos do art. 33, §2º, c, do CP, e 6 (seis) dias- II – Materialidade e autoria devidamente comprovada do suporte
multa, mantidos os demais termos da sentença. probatório anexado aos autos.
ACÓRDÃO III – Apelação desprovida.
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas: ACÓRDÃO
Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
Federal da 2ª Região, por unanimidade, em dar provimento à apelação Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
criminal, na forma do voto do Relator. Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar provimento ao
Rio de Janeiro, de de 2013. recurso, na forma do voto do Relator.
MARCELO PEREIRA DA SILVA Rio de Janeiro, ___ de __________ de 2013.
Desembargador Federal MARCELO PEREIRA DA SILVA
V - APELACAO CRIMINAL 10375 2011.51.10.000905-7 Desembargador Federal
Nº CNJ :0000905-23.2011.4.02.5110 V - APELACAO CRIMINAL 10470 2006.51.10.002793-3
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Nº CNJ :0002793-03.2006.4.02.5110
MARCELO PEREIRA DA SILVA RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
APELANTE :MANOEL FAGNER FELICIO DONATO MARCELO PEREIRA DA SILVA
ADVOGADO :FABIO SANTOS CARREIRO E APELANTE :MARILIA DO CEU GALVAO BOUERI
OUTROS ADVOGADO :FABIO GOMES DE OLIVEIRA
APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE SÃO ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE SÃO
JOÃO DE MERITI (201151100009057) JOÃO DE MERITI (200651100027933)
EMENTA EMENTA
PENAL. ART. 183, DA LEI Nº 9.472/97. DESENVOLVIMENTO PENAL. CRIME DE ESTELIONATO PREVIDENCIARIO. ART.
CLANDESTINO DE ATIVIDADES DE TELECOMUNICAÇÃO. 171, §3º, DO CP. CONDENAÇÃO. DOSIMETRIA DA PENA.
CRIME DE PERIGO ABSTRATO. EXASPERAÇÃO DA PENA NA ANÁLISE DAS
1. O tipo penal descrito no artigo 183 da Lei º 9.472/95 é de perigo CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. VALORAÇÃO DA ATENUANTE
abstrato, cujo risco de lesão é presumido pelo Legislador, exigindo-se, DE CONFISSÃO ESPONTÂNEA. ART. 65 DO CP.
para sua caracterização, apenas a comprovação do desenvolvimento I – A manutenção da Autarquia Previdenciária em erro por longo
clandestino de atividade de telecomunicações, independentemente da período e o desvio de quantia expressiva dos cofres públicos autorizam
produção de um resultado naturalístico. Entendimento desta Colenda a fixação da pena-base acima do mínimo legal, nos termos do artigo 59
Turma. do Código Penal, uma vez que as circunstâncias e as conseqüências do
2. Apelação desprovida. crime revelam uma maior potencialidade lesiva.
ACÓRDÃO II - Quanto à redução do patamar fixado ao valorar a atenuante de
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas: confissão espontânea, em que pese a complexidade do tema e a
Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional divergência doutrinária e jurisprudencial, o patamar de 1/6 da
Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar provimento ao quantidade fixada a título de pena-base atendeu aos princípios da
recurso, na forma do voto do Relator. razoabilidade e da proporcionalidade, cuja observância configura a
Rio de Janeiro, ___ de __________ de 2013. única exigência para o implemento das atenuantes, já que o Código
MARCELO PEREIRA DA SILVA Penal não traz, na redação do respectivo dispositivo (artigo 65), os
Desembargador Federal limites mínimo e máximo de redução da pena.
V - APELACAO CRIMINAL 10708 2010.51.08.000901-6 III – Apelação desprovida.
Nº CNJ :0000901-26.2010.4.02.5108 ACÓRDÃO
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
MARCELO PEREIRA DA SILVA Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
APELANTE :INACIO MANOEL MOURA Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar provimento ao
recurso, na forma do voto do Relator.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
MARCELO PEREIRA DA SILVA
Desembargador Federal
V - APELACAO CRIMINAL 10535 2012.51.01.055268-6

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Nº CNJ :0055268-50.2012.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
MARCELO PEREIRA DA SILVA
APELANTE :VICTORIA MERCADO LEANOS
ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL POR ABANDONO DA CAUSA. ART. 265 DO CPP. ÂNIMO DE
ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL CRIMINAL DEFINITIVIDADE.
DO RIO DE JANEIRO I – O não comparecimento dos patronos à audiência designada para a
(201251010552686) oitiva de testemunhas arroladas por outros réus, que havia sido
deferido pelo juízo a quo apenas em relação aos réus por eles
EMENTA patrocinados, pode significar desídia dos causídicos, mas não
PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. USO DE caracteriza o abandono da causa com ânimo de definitividade exigido
DOCUMENTO FALSO. PASSAPORTE ESTRANGEIRO. pela jurisprudência dos tribunais para a aplicação da penalidade do art.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. AUTORIA E 265 do CPP.
MATERIALIDADE DELITIVAS COMPROVADAS. II – Concedida a segurança.
IMPEDIMENTO DE INGRESSO EM PAÍS ESTRANGEIRO EM ACÓRDÃO
RAZÃO DO DOCUMENTO FALSO. DEPORTAÇÃO. ABSORÇÃO Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
DE CONDUTA-MEIO POR CONDUTA-FIM. DESCABIMENTO. Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
CONDUTA TÍPICA. Federal da 2ª Região, por unanimidade, em conceder a segurança, na
I- A ré, de nacionalidade boliviana, ingressou em território brasileiro forma do voto do Relator.
por meio de passaporte uruguaio, fazendo-se passar por outra pessoa, e Rio de Janeiro, ___ de __________ de 2013.
apresentou o mesmo documento ao embarcar em voo internacional MARCELO PEREIRA DA SILVA
com destino a Amsterdam, com conexão em Madrid. No país Desembargador Federal
estrangeiro (Espanha), ante a constatação da falsidade do documento XII - MANDADO DE SEGURANÇA 2012.02.01.018080-0
apresentado, a ré foi deportada de volta ao Brasil, razão pela qual foi Nº CNJ :0018080-97.2012.4.02.0000
incursa nas penas dos arts. 304 c/c 297, ambos do CP. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
II- O art. 297, do CP, ao mencionar documento público, abarca tanto o MARCELO PEREIRA DA SILVA
emitido por autoridade nacional quanto por estrangeira, desde que IMPETRANTE :LUIGI FERNANDO MILONE
respeitada a forma legal prevista no Brasil, pelo que sua apresentação, ADVOGADO :ANTONI SERGIO ALTIERI DE
perante autoridades da Polícia Federal leva a fixar a competência da MORAES PITOMBO E OUTROS
Justiça Federal para a apreciação do delito tipificado no art. 304, do IMPETRADO :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL
CP, tendo em vista a lesividade aos serviços prestados pelas CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ
autoridades federais. Precedente do STJ. ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL
III- O fato de a ré não ter conseguido ingressar em país estrangeiro em CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO
razão do passaporte falso é irrelevante para afastar a conduta relativa (201151018022050)
ao uso do aludido documento quando de seu embarque em aeroporto
brasileiro, não havendo que se falar em absorção da conduta-meio pela EMENTA
conduta-fim. MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA ATO JUDICIAL
IV- Apelação desprovida. PRATICADO EM AÇÃO PENAL. OITIVA DE TESTEMUNHA
ACÓRDÃO INDEFERIDA PELO JUIZO A QUO. ALEGAÇÃO DE
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas: CERCEAMENTO DE DEFESA.
Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional I – Ao magistrado compete dirigir o feito de forma a evitar manobras
Federal da 2ª Região, por unanimidade, em negar provimento à protelatórias ou inúteis que possam retardar o normal desenvolvimento
apelação criminal, na forma do voto do Relator. do feito.
Rio de Janeiro, de de 2013. II – Constatado pelo testemunho realizado em ações conexas que os
MARCELO PEREIRA DA SILVA fatos sobre os quais poderia se manifestar o perito Ricardo Molina,
Desembargador Federal conhecido expert no funcionamento de mecanismos de interceptação
XII - MANDADO DE SEGURANÇA 2013.02.01.000298-6 telefônica e de mensagens telemáticas, seriam irrelevantes para a
Nº CNJ :0000298-43.2013.4.02.0000 solução da lide, correta a decisão que indeferiu a sua oitiva nos autos
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL da ação penal, inexistindo direito líquido e certo a ser amparado a esse
MARCELO PEREIRA DA SILVA respeito em sede mandamental.
IMPETRANTE :ORDEM DOS ADVOGADOS DO III – Denegada a segurança.
BRASIL - SECAO DO ESTADO DO ACÓRDÃO
RIO DE JANEIRO Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
ADVOGADO :FERNANDA LARA TORTIMA E Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
OUTROS Federal da 2ª Região, por unanimidade, em denegar a segurança, na
IMPETRADO :JUIZO DA 6A VARA FEDERAL forma do voto do Relator.
CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ Rio de Janeiro, ___ de __________ de 2013.
ORIGEM :SEXTA VARA FEDERAL CRIMINAL MARCELO PEREIRA DA SILVA
DO RIO DE JANEIRO Desembargador Federal
(200551015150478) XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2010.50.01.013882-2
Nº CNJ :0013882-20.2010.4.02.5001
EMENTA RELATOR :DES FEDERAL MESSOD AZULAY
MANDADO DE SEGURANÇA EM MATÉRIA PENAL. MULTA NETO
RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
RECORRIDO :CARLOS EDUARDO DA SILVA
CARNEIRO
ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CRIMINAL DE

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VITÓRIA/ES (201050010138822)

EMENTA
EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM
SENTIDO ESTRITO. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA
E SONEGAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 168- ESTRITO DA PARTE - EXTINÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA -
A, § 1º, I, E ART. 337-A, I E III, NA FORMA DO ART. 71, TODOS DESAPARECIMENTO DOS EFEITOS PRIMÁRIOS E
DO CP. COMPROVADA A MATERIALIDADE DELITIVA. INDÍCIOS SECUNDÁRIOS DA CONDENAÇÃO - MOMENTO ANTERIOR
DE AUTORIA. DESNECESSIDADE DE DESCRIÇÃO MINUCIOSA E AO TRÂNSITO EM JULGADO PARA AMBAS AS PARTES -
INDIVIDUALIZADA DA CONDUTA DE CADA SÓCIO, NOS RECURSO PROVIDO.
CRIMES SOCIETÁRIOS. RECURSO PROVIDO. I - Hipótese em que o magistrado singular declarou a prescrição da
I- Alegações do Parquet procedentes; de fato, há comprovação da pretensão executória e manteve os efeitos penais secundários da
materialidade dos delitos do art. 168-A, § 1º, I e 337 A, I e III, na condenação já transitada em julgado para a acusação, entendendo que
forma do art. 71, todos do CP, com constituição definitiva do crédito não poderia declarar extinta a punibilidade pela ocorrência da
em 12/8/2008; os sócios-gerentes omitiram as remunerações de prescrição da pretensão punitiva, dado que sua atuação se restringiria à
segurados empregados e de contribuinte individual em alguns meses fase de execução da pena e, por isso, não seria próprio de sua atuação
dos anos de 2001 a 2007 (26 meses); além disso, deixaram de recolher alterar o julgado que entendia já haver transitado.
as contribuições previdenciárias descontadas nos pagamentos dos II - A pretensão punitiva estatal somente se esgota, nascendo a
empregados (3/2000 a 4/2007) e de contribuintes individuais (2/2005 pretensão executória, quando do trânsito em julgado para ambas as
a 12/2005; 1/2006; 1/2007 a 4/2007). partes. Precedentes do STJ.
II- Restou comprovada a materialidade dos delitos; existem, também, III - O parágrafo segundo do art. 9º da Lei 10.684/03 determina que
indícios de autoria, na medida em que os acusados eram sócios e será extinta a punibilidade dos crimes do caput, se o agente efetuar o
administradores da empresa; incabível o pedido de suspensão do feito, pagamento integral dos débitos decorrentes dos tributos sonegados.
pois não há qualquer indicação nos autos de que o parcelamento IV - Recurso provido.
tivesse sido aprovado pela Receita. ACÓRDÃO
III- Em crimes societários, de acordo com jurisprudência majoritária, Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima
não há necessidade de se individualizar a conduta de cada réu, indicadas.
bastando a denúncia preencher os requisitos previstos no art. 41, do Decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal
CPP. da 2ª Região, à unanimidade, dar provimento ao recurso em sentido
IV- O feito foi desmembrado em relação a CONCEIÇÃO porque a estrito, nos termos Voto do Relator, constante dos autos, que fica
acusada não foi localizada para apresentar contrarrazões, nem fazendo parte integrante do presente julgado.
constituiu advogado. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data de julgamento).
V- Nesta fase processual, basta a comprovação da materialidade do DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO
crime e a presença de indícios de autoria. Ora, existem, nos autos, Relator
elementos comprobatórios suficientes para a propositura de uma ação 2ª T. Especializada
penal. XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2010.51.01.802592-7
VI- Recurso em Sentido Estrito provido para receber a denúncia e Nº CNJ :0802592-63.2010.4.02.5101
determinar o prosseguimento do feito em relação a CARLOS RELATOR :DES FEDERAL MESSOD AZULAY
EDUARDO. NETO
ACÓRDÃO RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
Vistos e relatados os presentes autos, em que são partes as acima RECORRIDO :ANASTACIO RODRIGUES MACIEL
indicadas, acordam os membros da Segunda Turma Especializada do ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em DAR ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL CRIMINAL
PROVIMENTO ao recurso em sentido estrito, nos termos do voto do DO RIO DE JANEIRO
Relator. (201051018025927)
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO EMENTA
Relator PENAL. PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM SENTIDO
2ª Turma Especializada ESTRITO. ART. 334, § 1º, ALÍNEA “C” DO CP. UTILIZAR
XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2005.50.02.000275-5 MERCADORIA DE ORIGEM ESTRANGEIRA SEM A
Nº CNJ :0000275-10.2005.4.02.5002 DOCUMENTAÇÃO LEGAL. PROVA DA MATERIALIDADE E
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL INDÍCIOS DE AUTORIA. RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.
MESSOD AZULAY NETO RECURSO PROVIDO.
RECORRENTE :GERALDO FIORIO E OUTRO I- Recurso em Sentido Estrito do MPF em face de decisão que rejeitou
ADVOGADO :ATILIO GIRO MEZADRE E OUTROS a denúncia por não ter sido comprovada a origem estrangeira dos
RECORRENTE :CARLOS PAULO CIPRIANO componentes dos caça-níqueis, apreendidos no dia 10/4/2008, em
ADVOGADO :ATILIO GIRO MEZADRE E OUTROS razão da ausência de perícia específica e por terem sido, as máquinas,
RECORRIDO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL destruídas.
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL II- A jurisprudência flexibiliza, para a configuração da prática de
CACHOEIRO DE ITAPEM/ES contrabando, a exigência de exame de corpo de delito direto. Ora,
(200550020002755) consta nos Relatórios da Receita Federal e da ABINEE que os
“noteiros”, componentes dos caça-níqueis são de origem estrangeira;
EMENTA resta, assim, comprovada a materialidade do crime, na medida em que
PENAL - PROCESSO PENAL - RECURSO EM SENTIDO estes documentos provêm de órgãos oficiais e entidades idôneas.
ademais, o Parquet salienta que a máquina, objeto em questão, não foi
destruída e encontra-se em um depósito ao lado do Clube dos
Portuários, Centro, Niterói, RJ.
III - Improcedente a alegação do acusado de que, quando alugou a
loja, as máquinas já se encontravam lá e que ele nunca as utilizou.

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Ora, no decorrer das investigações, constatou-se a apreensão de 4
máquinas, no dia 15/8/2007, portanto 8 meses antes destas últimas
apreensões. Ademais, o denunciado impugnou, junto à Receita, a ação
de apreensão dos caça-níqueis baseado na legalidade da exploração
dessas máquinas. Assim, resta comprovada a invericidade de suas
alegações. XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 3368
IV- Nesta fase processual, basta a comprovação da materialidade do 2011.51.03.000851-3
crime e a presença de indícios de autoria ou de participação no delito, Nº CNJ :0000851-78.2011.4.02.5103
não se exigindo que a acusação demonstre, de imediato, a autoria de RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
maneira inquestionável. MARCELO PEREIRA DA SILVA
V- Recurso em sentido estrito provido para receber a denúncia. RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
ACÓRDÃO RECORRIDO :HERALDO SARDINHA COELHO
Vistos e relatados os presentes autos, em que são partes as acima ADVOGADO :ANARA GUEDES COZENDEY E
indicadas, acordam os membros da Segunda Turma Especializada do OUTROS
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, em DAR ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE
PROVIMENTO ao recurso em sentido estrito, nos termos do voto do CAMPOS (201151030008513)
Relator.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). EMENTA
Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.
Relator MÁQUINAS CAÇA-NÍQUEIS. CRIME DE CONTRABANDO.
2ª Turma Especializada REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE DOLO.
XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 2013.02.01.000438-7 DESCABIMENTO. NECESSÁRIA AFERIÇÃO POR MEIO DA
Nº CNJ :0000438-77.2013.4.02.0000 INSTRUÇÃO CRIMINAL.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL I- Não se exige a demonstração irrefutável da autoria para o
MESSOD AZULAY NETO oferecimento da denúncia, com vistas à instauração da ação penal,
RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL bastando, para tanto, a materialidade do crime e indícios de autoria.
RECORRIDO :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL DE II- A aferição do elemento subjetivo do crime de contrabando,
VOLTA REDONDA-RJ relacionado à utilização de máquinas caça-níqueis pelo denunciado em
ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL DE estabelecimento comercial, deve ocorrer durante a instrução criminal,
VOLTA REDONDA (201051040027299) descabendo a rejeição da denúncia por ausência de dolo.
III- Recurso em sentido estrito provido, para receber a denúncia,
EMENTA determinando-se o prosseguimento do feito.
PENAL - PROCESSO PENAL – RECURSO EM SENTIDO ACÓRDÃO
ESTRITO DO MPF – ARTIGO 581, INCISO II, DO CPP – Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA - MEDIDA CAUTELAR - Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento ao recurso em
RESERVA DE JURISDIÇÃO - DECLÍNIO DE COMPETÊNCIA - sentido estrito, para receber a denúncia, determinando-se o
NECESSIDADE DE FORMALIZAÇÃO - RECURSO prosseguimento do feito, nos termos do voto do Relator.
MINISTERIAL PROVIDO. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
I – Hipótese em que as decisões impugnadas foram proferidas na MARCELO PEREIRA DA SILVA
medida cautelar de interceptação telefônica 2010.51.04.0027229-9, Desembargador Federal
apensa ao IPL 274/2009, referente às diligências em andamento na XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 3309
investigação policial, na qual se apura prática de tráfico internacional e 2008.51.01.814739-0
interestadual de entorpecentes e extorsão policial. Nº CNJ :0814739-92.2008.4.02.5101
II Verificado pelo magistrado que parte dos investigados se RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
relacionavam exclusivamente com o tráfico regional, e não MARCELO PEREIRA DA SILVA
internacional, declinou de sua competência em relação a estes, RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
deixando de indicar quais seriam os juízes competentes para atuar. RECORRIDO :MARIA DA CONCEICAO ALVES DE
III – A interceptação telefônica é um verdadeiro processo cautelar SOUZA
preparatório (antecipação de prova) para a ação penal, a merecer a ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
reserva de jurisdição, dado, inclusive, que se verificará o contraditório ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL
diferido, em virtude do sigiloso da medida, o que justifica mais CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO
fortemente a intervenção judicial e a deliberação sobre o procedimento (200851018147390)
em caso de declínio da competência.
IV – Recurso provido. EMENTA
ACÓRDÃO PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO.
Vistos e relatados os autos em que são partes as acima indicadas: ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA.
Decide a 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª PRESCRIÇÃO PELA PENA EM PERSPECTIVA.
Região, por unanimidade, dar provimento ao Recurso em sentido DESCABIMENTO.
estrito, nos termos do voto do Relator, constante dos autos e que fica I- A denúncia, oferecida contra a ré pela prática do crime previsto no
fazendo parte integrante do presente julgado. art. 171, §3º, do Código Penal, foi rejeitada pelo julgador de primeiro
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento) grau sob o fundamento de que estaria configurada a prescrição pela
DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO pena em perspectiva, ao concluir que a sanção que viria a ser cominada
Relator não se afastaria muito do mínimo legal.
2ª T. Especializada II- Não há fundamento legal a amparar a prescrição pela pena em
perspectiva, eis que apenas é dado ao Julgador reconhecê-la, com a
consequente extinção da punibilidade, em razão da pena aplicada ou da
pena máxima cominada in abstrato no preceito secundário do tipo
penal. Precedentes deste TRF da 2ª Região e das Cortes Superiores.
Súmula 438, do STJ.

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III- Recurso em sentido estrito provido, para receber a denúncia,
determinando-se o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento ao recurso em AUTOR :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
sentido estrito, nos termos do voto do Relator. RÉU :DAVI ESTEVES DE MELO
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. ADVOGADO :DEIVY JOSE TEIXEIRA E OUTRO
MARCELO PEREIRA DA SILVA SUSCITANTE :JUIZO DA 9A VARA FEDERAL
Desembargador Federal CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ
XVI - RECURSO EM SENTIDO ESTRITO 3379 SUSCITADO :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL DE
2010.51.05.000407-7 ANGRA DOS REIS-RJ
Nº CNJ :0000407-73.2010.4.02.5105 ORIGEM :9CR VARA JUSTIÇA FEDERAL RIO
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL DE JANEIRO/RJ (200951110004700)
MESSOD AZULAY NETO
RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL EMENTA
RECORRIDO :ADILSON PAGANINI FERRAREZI CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE
ADVOGADO :MICHEL FIGUEIREDO E OUTROS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO. DOMICÍLIO DO
RECORRIDO :WAGNER MARTINS SIQUEIRA CONDENADO EM LOCAL DIVERSO DO JUÍZO DA
ADVOGADO :MICHEL FIGUEIREDO E OUTROS CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA.
RECORRIDO :ANDRE DA SILVA SANCHES I - Possuindo o acusado domicílio diverso daquele onde tramita a
ADVOGADO :MICHEL FIGUEIREDO E OUTROS execução penal, a competência permanecerá com o juízo da
ORIGEM :VARA ÚNICA DE NOVA FRIBURGO condenação ou outro estabelecido pelas regras de organização
(201051050004077) judiciária local, devendo apenas ser deprecados ao Juízo do seu
domicílio a realização de audiência admonitória e a fiscalização das
EMENTA penas restritivas de direito impostas em substituição à pena privativa de
PENAL. PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM SENTIDO liberdade.
ESTRITO. ART. 183 da Lei nº 9.472/97. EXPLORAÇÃO DE SINAL II - Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo 1ª Vara
DE TV POR ASSINATURA SEM AUTORIZAÇÃO DA ANATEL. Federal de Angra dos Reis, ora suscitado, para processar a execução
TIPICIDADE DA CONDUTA. PROVIMENTO. penal.
I – A jurisprudência do STJ firmou o entendimento de que os serviços ACÓRDÃO
de TV a cabo sujeitam-se à disciplina da Lei nº 9.472/97, uma vez que Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
se enquadram no termo “serviço de telecomunicação”, de modo que o Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
delito previsto no art. 183 do citado diploma abrange não só a Federal da 2ª Região, por unanimidade, em conhecer do conflito para
transmissão clandestina de rádio, mas também a transmissão declarar a competência do juízo suscitado, na forma do voto do
clandestina de sinal de TV por assinatura. Relator.
II – O crime em questão é considerado formal e de perigo abstrato, Rio de Janeiro, ___ de __________ de 2013.
bastando a simples conduta do agente, que se consuma com a MARCELO PEREIRA DA SILVA
possibilidade da ocorrência do dano. Desembargador Federal
III – Demonstrado que os acusados não tinham autorização da EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 2007.51.05.000626-9
ANATEL para explorar sinal de TV por assinatura, mas mesmo assim Nº CNJ :0000626-91.2007.4.02.5105
o faziam, através da utilização de antenas parabólicas como receptores RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
dos canais, repassando-os para os “assinantes” por meios próprios, não MESSOD AZULAY NETO
há que se falar em atipicidade da conduta, visto que, por si só, tal APELANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
conduta pode comprometer a regularidade e a operabilidade do sistema APELADO :CICERO JANUARIO DA SILVA
de telecomunicações. ADVOGADO :SERGIO DIAS CARAUTA E OUTROS
IV – Recurso em sentido estrito a que se DÁ PROVIMENTO, para APELANTE :JOSE GERALDO SOLON
receber a denúncia e determinar o prosseguimento do feito. ADVOGADO :LEANDRO BEZERRA AGUIAR
ACÓRDÃO FERREIRA E OUTROS
Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima APELANTE :ULISSES CLAUDIO VIDAL DA
indicadas. COSTA
Decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal ADVOGADO :ROBSON GOMES BARCELLOS E
da 2ª Região, por unanimidade, DAR PROVIMENTO ao recurso em OUTROS
sentido estrito do Ministério Público Federal, nos termos do voto do APELADO :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
Relator, constante dos autos, que fica fazendo parte integrante do ORIGEM :VARA ÚNICA DE NOVA FRIBURGO
presente julgado. (200751050006269)
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data de julgamento).
Desembargador Federal MESSOD AZULAY NETO EMBARGANTE: ULISSES CLÁUDIO VIDAL DA COSTA
Relator EMBARGADO: Acórdão de fls. 835/837
2a Turma Especializada EMENTA
XXXIII - CONFLITO DE JURISDIÇÃO 965 2013.02.01.000133-7 PENAL – PROCESSUAL PENAL – EMBARGOS DE
Nº CNJ :0000133-93.2013.4.02.0000 DECLARAÇÃO – OMISSÕES INEXISTENTES – INTERESSE EM
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL OBTER EFEITOS INFRINGENTES – EMBARGOS REJEITADOS.
MARCELO PEREIRA DA SILVA I – Nenhuma das questões apontadas merecerá acolhimento, pois
tiveram seus cernes enfrentados com precisão no julgado embargado.
Não será o caso de transcrever os fragmentos do voto embargado,
como habitualmente procedo, de vez que seria necessário transcrevê-lo
todo e rediscutir toda a matéria.
II – Os presentes Embargos de Declaração possuem nítido interesse em

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obter efeito infringente ao julgado, o que somente se verifica em
situações excepcionais, nas quais não se enquadra a hipótese vertente.
III – Embargos de Declaração desprovidos.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima
indicadas. SUSCITANTE :JUIZO DA 10A VARA FEDERAL
Decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ
da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos de SUSCITADO :JUIZO DA 9A VARA FEDERAL
declaração, nos termos Voto do Relator, constantes dos autos, que CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ
ficam fazendo parte integrante do presente julgado. ORIGEM :10CR VARA JUSTIÇA FEDERAL RIO
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data de julgamento). DE JANEIRO/RJ (201251014900865)
DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO
Relator EMENTA
2ª T. Especializada PROCESSO PENAL. CONFLITO DE JURISDIÇÃO. CRIME DE
X - HABEAS CORPUS 2013.02.01.006579-0 MENOR POTENCIAL OFENSIVO. AUSÊNCIA DE ENDEREÇO
Nº CNJ :0006579-15.2013.4.02.0000 DA AUTORA DO FATO. CITAÇÃO POR EDITAL.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL NECESSIDADE DE ESGOTAMENTO DOS MEIOS PARA A
MESSOD AZULAY NETO LOCALIZAÇÃO DA ACUSADA.
IMPETRANTE :FERNANDO AUGUSTO FERNANDES I- Trata-se de Conflito de Jurisdição suscitado pelo Juízo da 10ª Vara
E OUTROS Federal Criminal em face do Juízo da 9ª Vara Federal Criminal, por
IMPETRADO :JUIZO DA 7A VARA FEDERAL entender incabível a determinação de citação editalícia, sob o
CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ fundamento de que os meios necessários para a localização da acusada
PACIENTE :WALMIR ANTONIO BARROSO de praticar crime de menor potencial ofensivo não teriam sido
ADVOGADO :FERNANDO AUGUSTO FERNANDES esgotados.
E OUTROS II- A citação por edital é modo de citação ficta, à qual somente cabe
ORIGEM :SETIMA VARA FEDERAL CRIMINAL recorrer depois de esgotados os meios disponíveis para a localização do
DO RIO DE JANEIRO réu.
(200851018142433) III- Conflito de Jurisdição conhecido para declarar competente o Juízo
Suscitado (9ª Vara Federal Criminal/RJ).
EMENTA ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS - TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL - Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
INTERMEDIAÇÃO DE COMPRA DE CRÉDITOS FICTÍCIOS E Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
INSERÇÃO DE DADOS FALSOS NO SISTEMA DA RECEITA Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer do conflito, para
FEDERAL - ART. 171, § 3º DO CP- ALTERAÇÃO DA declarar competente o M.M. Juízo Suscitado, nos termos do voto do
CAPITULAÇÃO DADA PELA DENÚNCIA - SONEGAÇÃO - Relator.
IMPOSSIBILIDADE. Rio de Janeiro, de de 2013.
I - Hipótese em que o paciente é acusado de recomendar e intermediar, MARCELO PEREIRA DA SILVA
na qualidade de advogado da empresa, a compra por esta de direitos Desembargador Federal
creditórios fictícios, proporcionando a posterior inserção indevida V - APELACAO CRIMINAL 10435 2010.51.01.807640-6
destes dados no sistema da Receita Federal, para serem indevidamente Nº CNJ :0807640-03.2010.4.02.5101
utilizados na compensação de tributos; RELATOR :ANDRÉ FONTES
II - Denúncia que imputa a prática do delito descrito no art. 171, § 3º, APELANTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
do CP; APELADO :MARIA ISABEL DE MOURA
III - Ausência de elementos suficientes que autorizem, na via estreita ADVOGADO :SERGIO RICARDO MAZZALA
do Habeas Corpus, a alteração da definição jurídica dos fatos atribuída MELLO
pela denúncia para sonegação fiscal; ORIGIN. :2010.51.01.807640-6
IV - Ordem denegada.
ACÓRDÃO EMENTA
Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima PROCESSO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE
indicadas: CONTRABANDO. ART. 334, ALÍNEA ‘C’ DO CP. MÁQUINAS
Decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal CAÇA-NÍQUEIS. MATERIALIDADE E AUTORIA
da 2ª Região, por unanimidade, DENEGAR A ORDEM nos termos do COMPROVADAS. SENTENÇA ABSOLUTÓRIA REFORMADA.
Relatório e do Voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte I- Uma vez comprovado que a ré utilizava as máquinas apreendidas em
integrante do presente julgado. proveito próprio, recebendo comissão sobre o valor total arrecadado e
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data de julgamento) que, tendo conhecimento acerca da origem ilegal dos equipamentos,
Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO tinha também ciência de que praticava o contrabando ou, ao menos,
Relator assumiu tal risco, estão demonstradas a materialidade e a autoria,
2ª Turma Especializada configurando-se, pois, o crime previsto no art. 334 §1º, ‘c’, do Código
XXXIII - CONFLITO DE JURISDIÇÃO 968 2013.02.01.003131-7 Penal.
Nº CNJ :0003131-34.2013.4.02.0000 II- Quanto à origem da mercadoria apreendida, a representação fiscal
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL para fins penais, o Auto de Infração e Termo de Apreensão e Guarda
MARCELO PEREIRA DA SILVA Fiscal e o laudo indireto indicam que existem componentes de origem
AUTOR :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL e/ou procedência estrangeira presentes na máquina examinada,
RÉU :APURAR RESPONSABILIDADE semelhante à encontrada no estabelecimento comercial da ré, sendo
que a defesa não logrou comprovar a regularidade da importação de
tais equipamentos, em que pese tenha tido oportunidade para tanto.
Logo, não há que se falar em violação ao art. 155 do CPP.
III- Dada a repercussão do tema, especialmente nos meios onde se
propaga a exploração das máquinas caça-níqueis, torna-se muito difícil

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acolher a tese defensiva quanto à ausência de dolo por falta de ciência
acerca da origem estrangeira dos componentes das máquinas, eis que a
notoriedade da ilicitude da conduta descrita nos autos, há muito, deixou
de se restringir à contravenção penal prevista no art. 50 da LCP e
passou a abranger, também, o contrabando.
IV- Recurso provido para reformar a sentença absolutória e condenar o RECORRIDO :IRINEU MIGUEL
réu pela prática do crime do art. 334, §1º, c, do Código Penal. ADVOGADO :PABLYTO ROBERT BAIOCO RIBEIRO
ACÓRDÃO ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CRIMINAL DE
Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas: VITÓRIA/ES (201150010123562)
Acordam os membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por maioria, vencido o Des. Fed. André Fontes, EMENTA
em DAR PROVIMENTO ao recurso, na forma do voto do Relator. PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. AUSÊNCIA DE QUAISQUER
MARCELO PEREIRA DA SILVA DOS VÍCIOS ENUMERADOS NO ART. 619 DO CPP. RECURSO
DESEMBARGADOR FEDERAL IMPROVIDO.
X - HABEAS CORPUS 2013.02.01.004387-3 I - No acórdão embargado, não se vislumbra quaisquer dos vícios
Nº CNJ :0004387-12.2013.4.02.0000 enumerados no art. 619 do CPP, cujas hipóteses ensejariam a oposição
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL de embargos declaratórios, recurso este que não se presta à rediscussão
MESSOD AZULAY NETO de matéria já decidida, ainda que com escopo de prequestionamento.
IMPETRANTE :RAMON PRESTES GUEDES DE II - Embargos declaratórios a que se NEGA PROVIMENTO.
MORAES ACÓRDÃO
IMPETRADO :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima
CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO-RJ indicadas, decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal
PACIENTE :ANA MARIA RIBEIRO Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, NEGAR
ADVOGADO :RAMON PRESTES GUEDES DE PROVIMENTO AOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, nos termos do
MORAES voto do Relator, constante dos autos, que fica fazendo parte integrante
ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL do presente julgado.
CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
(201251010577397) Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO
Relator
EMENTA 2ª Turma Especializada
HABEAS CORPUS – ESTELIONATO – RECEBIMENTO IV - APELACAO CIVEL 2007.51.01.808584-6
INDEVIDO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO – ART. 171, § 3º, Nº CNJ :0808584-10.2007.4.02.5101
DO CP - CRIME PERMANENTE – PRESCRIÇÃO DA RELATOR :JUÍZA FEDERAL CONVOCADA
PRETENSÃO PUNITIVA – TERMO INICIAL. CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS
I – O recebimento indevido de benefício previdenciário configura NEIVA
delito permanente, tendo como termo inicial do prazo prescricional o APELANTE :PST INDUSTRIA ELETRONICA DA
dia em que cessou a permanência, deixando o INSS de ser mantido em AMAZONIA LTDA
erro; ADVOGADO :ALBERTO LUIS CAMELIER DA
II - Inocorrência da prescrição pela pena em abstrato, eis que não SILVA E OUTROS
decorrido o prazo prescricional previsto no art. 109, III, do CPP; ADVOGADO :ANA RAQUEL COLACINO SELVAGGI
II - Ordem denegada. APELADO :PST VEICULOS E PECAS LTDA
ACÓRDÃO ADVOGADO :MONICA MORAES GONCALVES
Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima APELADO :INSTITUTO NACIONAL DE
indicadas: PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI
Decide a Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal PROCURADOR :MARCIA VASCONCELOS BOA
da 2ª Região, por unanimidade, DENEGAR A ORDEM nos termos do VENTURA
Relatório e do Voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DO RIO DE
integrante do presente julgado. JANEIRO (200751018085846)
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data de julgamento)
Des. Fed. MESSOD AZULAY NETO EMENTA
Relator PROPRIEDADE INDUSTRIAL. CADUCIDADE. MARCA “PST”.
2ª Turma Especializada NÃO COMPROVAÇÃO DE USO EFETIVO.
XVI - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EM 1. Cuida-se de ação objetivando a decretação da nulidade do ato
SENTIDO ESTRITO 2011.50.01.012356-2 administrativo, que manteve a vigência do registro relativo à marca
Nº CNJ :0012356-81.2011.4.02.5001 mista “PST”, para a classe de produto, rejeitando o pedido de
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL caducidade.
MESSOD AZULAY NETO 2. As notas fiscais anexadas aos autos, apesar de fazerem referência ao
EMBARGANTE :MARCELO MARINO SIMONETTI nome comercial da empresa ré e ao signo “PST” (na parte de cima),
ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO não contém descrição do produto da marca “PST”, deixando de
EMBARGADO :V. ACÓRDÃO DE FL. 92 comprovar a fabricação de produto da marca “PST”.
RECORRENTE :MINISTERIO PUBLICO FEDERAL 3. Há demonstração, apenas, da utilização da marca “PST” na classe de
RECORRIDO :MARCELO MARINO SIMONETTI serviços – venda de peças para reparação de veículos –, e não para
ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO identificar o produto designado pela marca questionada, o que não é
suficiente para impedir a declaração da caducidade do registro na
classe de produto.
4. A empresa ré tem sua atividade relacionada a serviços e não a
produtos. Não estando o signo compreendido na classe para o qual
obteve registro, incide sobre a hipótese em tela a figura da caducidade.

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5. Apelação provida.
A C Ó R D Ã O
Vistos e relatados os autos em que são partes as acima indicadas:
Decidem os Membros da 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, DAR PROVIMENTO à
apelação, nos termos do voto da Relatora. CNJ : 0809953-97.2011.4.02.5101 05.10.15 -
Rio de Janeiro, 28 de maio de 2013 (data do julgamento). ESTELIONATO (ART. 171) - CRIMES
CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA CONTRA O PATRIMÔNIO - PEN
Juíza Federal Convocada RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
APTE : ORLANDO GOMES TEIXEIRA
ADV : JORGE ALONSO FERRACO E OUTROS
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL
2a.TURMA ESPECIALIZADA 00005 2007.50.03.000387-0 ACR ES 10234
PAUTA DE JULGAMENTOS CNJ : 0000387-05.2007.4.02.5003 05.20.01 -
Determino a inclusão dos processos abaixo relacionados na CRIMES DE RESPONSABILIDADE (DL
Pauta de Julgamentos ORDINARIA do dia 9 de JULHO de 2013, 201/67; LEI 1.079/50 E LEI
TERÇA-FEIRA, às 13:00 horas, podendo, entretanto, nessa mesma RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
Sessão ou Sessões subseqüentes, ser julgados os processos adiados ou REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
constantes de Pautas já publicadas. APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
00001 2007.51.01.801556-0 ACR RJ 9748 APDO : ALTAMIRO GUINHASI
CNJ : 0801556-88.2007.4.02.5101 05.20.10 - APDO : ZOEL FERREIRA DA SILVA
CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA ADV : LUIZ CARLOS BASSETTI E OUTROS
(ART. 1º AO 3º DA LEI 8. ANOTAÇÕE: JUST.GRAT.
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO S
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL 00006 2008.51.01.815568-3 ACR RJ 10170
APTE : NORLANDIO DE SOUSA AZEVEDO CNJ : 0815568-73.2008.4.02.5101 05.10.03 -
APTE : KEVIO ROMENIO MONTEIRO DA SILVA ROUBO (ART. 157) - CRIMES CONTRA O
ADV : ANTONIO CEZAR LOPES UGULINO E PATRIMÔNIO - PENAL
OUTROS RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
APTE : MANUEL GOMES XAVIER REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
ADV : FRANKLIN CUELLAR SALAZAR APTE : EVERADO FERNANDES DOS ANJOS
MIRANDA DA ROSA E OUTROS ADV : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
APDO : OS MESMOS APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
ANOTAÇÕE: JUST.GRAT.
00002 2009.50.01.015511-8 ACR ES 9899 S
CNJ : 0015511-63.2009.4.02.5001 05.20.01 -
CRIMES DE RESPONSABILIDADE (DL 00007 2009.50.02.000295-5 ACR ES 10263
201/67; LEI 1.079/50 E LEI CNJ : 0000295-59.2009.4.02.5002 05.18.09 -
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299) -
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES CRIMES CONTRA A FÉ PÚBL
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
APTE : ORLY MIGUEL DOS SANTOS REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
ADV : ELISANGELA LEITE MELO E OUTRO APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
APTE : JAIBER ALUIZIO CORREA E OUTROS APDO : GILSON MARTINS
ADV : SANDRO AMERICANO CÂMARA E ADV : FERNANDO CARLOS FERNANDES E
OUTROS OUTROS
APDO : OS MESMOS APDO : HELIO MARCOS VOLPINI
ADV : HERCULES CIPRIANI PESSINI E OUTROS
00003 2011.50.04.000011-9 ACR ES 10353
CNJ : 0000011-74.2011.4.02.5004 05.10.03 - 00008 2010.51.01.810163-2 ACR RJ 10343
ROUBO (ART. 157) - CRIMES CONTRA O CNJ : 0810163-85.2010.4.02.5101 05.20.10 -
PATRIMÔNIO - PENAL CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO (ART. 1º AO 3º DA LEI 8.
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
APTE : EDUARDO DOS SANTOS OLIVEIRA - REU REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
PRESO APTE : EDSON CANDIDO ODRIGUES PINTO
ADV : WAGNER FRANCO RIBEIRO E OUTROS ADV : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
APDO : OS MESMOS ANOTAÇÕE: JUST.GRAT.
S
00004 2011.51.01.809953-8 ACR RJ 10609
00009 2004.50.02.000232-5 ACR ES 9573
CNJ : 0000232-10.2004.4.02.5002 05.20.15.03 - DA
POLUIÇÃO - CRIMES CONTRA O MEIO
AMBIENTE E O PATRIM
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO

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REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
APTE : ROLAND FEIERTAG
APTE : GRANBRASIL - GRANITOS DO BRASIL S/
A
ADV : HERCULES CIPRIANI PESSINI RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
APDO : OS MESMOS REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
APTE : PAULO SERGIO VETORACI APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
ADV : ARTUR MENDONCA VARGAS JUNIOR E APTE : WASHINGTON LUIZ AZEREDO
OUTROS CORDEIRO
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL ADV : WELLINGTON RIBEIRO VIEIRA E
OUTROS
00010 2009.51.01.802314-0 ACR RJ 10481 APDO : OS MESMOS
CNJ : 0802314-96.2009.4.02.5101 05.20.16 - APDO : JUAREZ AZEREDO
CRIMES DE "LAVAGEM" OU OCULTAÇÃO ADV : WELLINGTON RIBEIRO VIEIRA E
DE BENS, DIREITOS OU VAL OUTROS
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO APDO : OCTACILIO DE MATOS SOEIRO
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES APDO : MARCOS DA CONCEICAO SOEIRO
APTE : NAIR MARIA DA FONSECA LAMEIRA ADV : JOSE CARLOS DEVENS DE OLIVEIRA E
ADV : ALEXANDRE JOSE FARAH E OUTRO OUTROS
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
00015 2009.51.03.001681-3 ACR RJ 10413
00011 2006.51.54.002599-9 ACR RJ 10559 CNJ : 0001681-15.2009.4.02.5103 05.20.15 -
CNJ : 0002599-65.2006.4.02.5154 05.20.15 - CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE E O
CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE E O PATRIMÔNIO GENÉTICO - C
PATRIMÔNIO GENÉTICO - C RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES APTE : LEONARDO DE FREITAS TAVARES
APTE : ARYOVALDO FERENZINI DA SILVEIRA CAMPISTA
ADV : ANTAR OSSIAN M. DE NADER APTE : ADMAR FERREIRA DE MEDEIROS FILHO
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL ADV : MAXSUEL BARROS MONTEIRO E
OUTROS
00012 2009.50.01.006548-8 ACR ES 10503 APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
CNJ : 0006548-66.2009.4.02.5001 05.18.15 - USO
DE DOCUMENTO FALSO (ART. 304) - 00016 2007.51.01.490231-3 ACR RJ 10525
CRIMES CONTRA A FÉ PÚ CNJ : 0490231-92.2007.4.02.5101 05.10.18 -
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO RECEPTAÇÃO (ART. 180) - CRIMES
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES CONTRA O PATRIMÔNIO - PENA
APTE : MELCHIORE TILLOTA RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
ADV : RAIMUNDO AFONSO DE ALVARENGA E REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
OUTROS APTE : PAULO ROBERTO PEREIRA GOMES
APTE : MARLY DO COUTO MEDEIROS ADV : SERGIO PEREIRA DA SILVA FILHO
APTE : MARIA APARECIDA BASTOS ADV : MARCIA OTTO
DELESPOSTE APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
ADV : JOSE CARLOS NASCIF AMM E OUTROS
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL 00017 2008.51.05.001380-1 ACR RJ 9945
CNJ : 0001380-96.2008.4.02.5105 05.18.09 -
00013 2004.51.01.514541-7 ACR RJ 10431 FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299) -
CNJ : 0514541-70.2004.4.02.5101 05.14.13 - CRIMES CONTRA A FÉ PÚBL
TRÁFICO INTERNACIONAL DE PESSOAS RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
(ART. 231) - CRIMES CONT REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL ADV :
REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES APTE : ELDER LUIS MUSSI BAGIANI
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL ADV : JOSE CARLOS TORTIMA E OUTROS
APTE : LINDOMAR MARIA DE OLIVEIRA SOUZA APDO : OS MESMOS
ADV : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
APDO : OS MESMOS 00018 2003.51.01.490190-0 ACR RJ 10335
ANOTAÇÕE: JUST.GRAT. CNJ : 0490190-67.2003.4.02.5101 05.10.15 -
S ESTELIONATO (ART. 171) - CRIMES
CONTRA O PATRIMÔNIO - PEN
00014 2003.50.01.006627-2 ACR ES 10388 RELATOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
CNJ : 0006627-55.2003.4.02.5001 05.18.09 - REVISOR : DES.FED. ANDRÉ FONTES
FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299) - APTE : LEA WAGNER
CRIMES CONTRA A FÉ PÚBL ADV : PAULO EDUARDO AFFONSO FERREIRA
E OUTROS
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL

00019 2003.51.05.001393-1 ACR RJ 10507


CNJ : 0001393-71.2003.4.02.5105 05.10.14 -

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APROPRIAÇÃO INDÉBITA
PREVIDENCIÁRIA (ART. 168-A E LEI 8.2
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA
REVISOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
APTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
APDO : JOSE HENRIQUE EMRICH 00025 2012.51.04.001659-6 RSE RJ 3128
ADV : VITOR LOURENCO E OUTROS CNJ : 0001659-46.2012.4.02.5104 05.20.04.04 -
TRÁFICO DE DROGAS E CONDUTAS
00020 1997.51.10.062133-5 ACR RJ 10536 AFINS (LEI 11.343/06, ART
CNJ : 0062133-87.1997.4.02.5110 05.10.14 - RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA
APROPRIAÇÃO INDÉBITA RECTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
PREVIDENCIÁRIA (ART. 168-A E LEI 8.2 RECDO : NAO IDENTIFICADO
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA ANOTAÇÕE: PROC.SIG.
REVISOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO S
APTE : ANDRE RAYMUNDO MORENO NETO
ADV : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO ÍNDICES POR ADVOGADO DA PAUTA DE 09.07.2013.
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL Código
ANOTAÇÕE: JUST.GRAT. Nome do Advogado OAB Número do Processo
S ALEXANDRE JOSE 2009.51.01.802314-
FARAH RJ021442 0
00021 2012.51.13.000442-0 ACR RJ 10569
ANTAR OSSIAN M. DE 2006.51.54.002599-
CNJ : 0000442-38.2012.4.02.5113 05.18.07 -
NADER RJ031917 9
FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO
ANTONIO CEZAR LOPES 2007.51.01.801556-
PÚBLICO (ART. 297 E LEI 8.212/9
UGULINO PB005843 0
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA
ARTUR MENDONCA 2004.50.02.000232-
REVISOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO
VARGAS JUNIOR ES016153 5
APTE : RODRIGO DA COSTA PACHECO
ADV : PEDRO GERALDO DE SOUZA COHN E CARLOS EDUARDO 2012.50.01.002279-
OUTROS FERNANDES MARTINS ES015411 8
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL CLOVIS BORGES 2012.51.01.035103-
MORAES RJ059935 6
00022 2012.50.01.002279-8 ACR ES 10583 DEFENSORIA PUBLICA 1997.51.10.062133-
CNJ : 0002279-76.2012.4.02.5001 05.19.01 - DA UNIAO 5
PECULATO (ART. 312, CAPUT E §1º) - 2004.51.01.514541-
CRIMES PRATICADOS POR 7
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA 2008.51.01.815568-
REVISOR : DES.FED. MESSOD AZULAY NETO 3
APTE : ALZEMAR RICARDO DOS SANTOS 2010.51.01.810163-
ADV : CARLOS EDUARDO FERNANDES 2
MARTINS E OUTROS 2012.51.01.030940-
APDO : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL 8
ELISANGELA LEITE 2009.50.01.015511-
00023 2012.51.01.035103-6 RSE RJ 3402 MELO ES007782 8
CNJ : 0035103-79.2012.4.02.5101 05.22.10 - FERNANDO CARLOS 2009.50.02.000295-
CONTRABANDO OU DESCAMINHO (ART. FERNANDES ES009637 5
334) - CRIMES PRATICADOS FRANKLIN CUELLAR
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA SALAZAR MIRANDA DA 2007.51.01.801556-
RECTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL R RJ118307 0
RECDO : LINO ALVES DA SILVA HERCULES CIPRIANI 2004.50.02.000232-
ADV : CLOVIS BORGES MORAES E OUTROS PESSINI ES013798 5
ANOTAÇÕE: JUST.GRAT. 2009.50.02.000295-
S 5
JORGE ALONSO 2011.51.01.809953-
00024 2012.51.01.030940-8 RSE RJ 3389 FERRACO RJ094181 8
CNJ : 0030940-56.2012.4.02.5101 05.23.18 - JOSE CARLOS DEVENS 2003.50.01.006627-
SONEGAÇÃO DE PAPEL OU OBJETO DE DE OLIVEIRA ES002706 2
VALOR PROBATÓRIO (ART. 35 JOSE CARLOS NASCIF 2009.50.01.006548-
RELATOR : DES.FED. MARCELO PEREIRA DA SILVA AMM ES001356 8
RECTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL 2008.51.05.001380-
RECDO : SANDRA REGINA PEREIRA JOSE CARLOS TORTIMA RJ022892 1
ADV : DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO 2007.50.03.000387-
ANOTAÇÕE: JUST.GRAT. LUIZ CARLOS BASSETTI ES003737 0
S 2007.51.01.490231-
MARCIA OTTO RJ057522 3
MAXSUEL BARROS 2009.51.03.001681-
MONTEIRO RJ103509 3
PAULO EDUARDO 2003.51.01.490190-
AFFONSO FERREIRA RJ082334 0
PEDRO GERALDO DE RJ050884 2012.51.13.000442-

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
SOUZA COHN 0
RAIMUNDO AFONSO DE ES000132 2009.50.01.006548-
ALVARENGA A 8
SANDRO AMERICANO 2009.50.01.015511-
CÂMARA ES011639 8
SERGIO PEREIRA DA 2007.51.01.490231-
SILVA FILHO RJ174190 3
2003.51.05.001393-
VITOR LOURENCO RJ142334 1
WAGNER FRANCO 2011.50.04.000011- BOLETIM: 144451
RIBEIRO ES017826 9
WELLINGTON RIBEIRO 2003.50.01.006627-
VIEIRA ES008115 2 IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.517615-7
Nº CNJ :0517615-88.2011.4.02.5101
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
RIO DE JANEIRO, 26 DE JUNHO DE 2013. CLAUDIA NEIVA
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO
DESEMBARGADOR FEDERAL MESSOD AZULAY NETO - COREN/RJ
ADVOGADO :CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
OUTROS
APELADO :CATIA REGINA SANCHES BAIENSE
PRESIDENTE
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ
(201151015176157)

DECISÃO
Trata-se de apelação interposta pelo CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO - COREN/RJ, contra a
sentença que extinguiu a execução fiscal relativa à cobrança de
SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA ESPECIALIZADA anuidades, nos termos dos arts. 267, I e IV, 283 e 284, todos do CPC, e
dos arts. 1º e 6º, § 1º, ambos da Lei nº 6.830/80, ao argumento de que,
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL oportunizado ao exequente a retificação da CDA, visto que a cobrança
3a.TURMA ESPECIALIZADA excede os parâmetros estabelecidos na Lei nº 6.994/82, o que afasta a
liquidez e certeza do título executivo, o mesmo quedou-se inerte em
ADITAMENTO DE PAUTA DE JULGAMENTOS dar efetivo cumprimento à determinação.
Salienta o recorrente, em síntese, que a determinação de retificação da
Determino a inclusão dos processos abaixo relacionados no CDA afronta os artigos 128 do Código de Processo Civil, 3º e 16, § 2º,
Aditamento a Pauta de Julgamentos ORDINARIA do dia 9 de JULHO da Lei de Execução Fiscal e 204 do Código Tributário Nacional.
de 2013, TERÇA-FEIRA, às 13:00 horas, podendo, entretanto, nessa Acrescenta que, efetuado o lançamento e permanecendo inerte o sujeito
mesma Sessão ou Sessões subseqüentes, ser julgados os processos passivo da obrigação, ou repelida a impugnação, constitui-se
adiados ou constantes de Pautas já publicadas. definitivamente o crédito tributário, o qual se presume líquido e certo,
em decorrência da presunção de legalidade e legitimidade do ato
00187 2012.02.01.016965-7 AG RJ 221106 administrativo.
CNJ : 0016965-41.2012.4.02.0000 Subsidiariamente, face à circunstância de que não há lei fixando o
RELATOR : J.F.CONV. RICARDO PERLINGEIRO valor das anuidades a serem cobradas pelo COREN-RJ e considerando
AGRTE : VIRGINIA ROSA FREITAS ALVES que a paralisação das atividades por este desenvolvidas resultaria em
ADV : MAURICIO JOSE MOREIRA ALVES E graves danos à sociedade, postula seja declarado ainda constitucional o
OUTROS artigo 2º da Lei nº 11.000/04 e, pelas mesmas razões, o artigo 15, XI da
AGRDO : UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL Lei 5.905/73.
Sem contrarrazões.
O Ministério Público Federal opinou pelo desprovimento do apelo.
RIO DE JANEIRO, 26 DE JUNHO DE 2013. É o relatório. Decido.
Conheço do apelo eis que presentes os seus pressupostos legais.
Não há como se acolher a alegação de que os artigos 15, XI, da Lei
5.905/73 e 2º da Lei nº 11.000/04 seriam constitucionais, permitindo o
prosseguimento da execução pelo valor constante da inicial e da
DESEMBARGADORA FEDERAL LANA REGUEIRA certidão de dívida ativa.
Como cediço, as anuidades estabelecidas pelos Conselhos
PRESIDENTE Profissionais, por sua natureza de contribuição social, dependem de lei
para sua fixação e majoração, nos termos dos artigos 149, caput, 150,
caput e inciso I, da CF e do art. 97 do CTN, não podendo ser fixadas
por resolução.
Nesse sentido, é a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de
Justiça:
“ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONSELHOS
PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.
DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR

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RESOLUÇÃO.
(...) 2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB,
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal.
(...)” CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. PROCESSO JUDICIAL
(STJ, Resp 725075, rel. TEORI ALBINO ZAVASCKI, 1ª Turma, data TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. CERTIDÃO DE DÍVIDA
do julgamento 03/09/2009, DJe 21/09/2009). ATIVA (CDA). SUBSTITUIÇÃO, ANTES DA PROLAÇÃO DA
"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONSELHOS SENTENÇA, PARA INCLUSÃO DO NOVEL PROPRIETÁRIO.
PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO ERRO FORMAL OU
DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR MATERIAL. SÚMULA 392/STJ.
RESOLUÇÃO. 1. A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA)
(...)2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB, até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados da execução (Súmula 392/STJ).
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal. 2. É que: "Quando haja equívocos no próprio lançamento ou na
3. Recurso especial conhecido parcialmente e improvido.” inscrição em dívida, fazendo-se necessária alteração de fundamento
(STJ, REsp 507769/SC, rel. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, 2ª legal ou do sujeito passivo, nova apuração do tributo com aferição de
Turma, DJ 19/03/2007). base de cálculo por outros critérios, imputação de pagamento anterior
"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONSELHOS à inscrição etc., será indispensável que o próprio lançamento seja
PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. revisado, se ainda viável em face do prazo decadencial,
DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, e que seja
RESOLUÇÃO. revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a correção do
(...)2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB, vício apenas na certidão de dívida. A certidão é um espelho da
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser inscrição que, por sua vez, reproduz os termos do lançamento. Não é
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados possível corrigir, na certidão, vícios do lançamento e/ou da inscrição.
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal. Nestes casos, será inviável simplesmente substituir-se a CDA."
(...)" (Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, in
(STJ, REsp 1074932, rel. CASTRO MEIRA, 2ª Turma, DJe "Direito Processual Tributário: Processo Administrativo Fiscal e
05/11/2008). Execução Fiscal à luz da Doutrina e da Jurisprudência", Livraria do
Mister salientar, outrossim, que o Plenário do Tribunal Regional Advogado, 5ª ed., Porto Alegre, 2009, pág. 205).
Federal da 2ª Região, em incidente de Arguição de 3. Outrossim, a apontada ofensa aos artigos 165, 458 e 535, do CPC,
Inconstitucionalidade relativo ao artigo 2º da Lei nº 11.000/04, que não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciou-
autoriza os Conselhos a fixar as respectivas anuidades, reconheceu a se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.
inconstitucionalidade da expressão "fixar" constante do caput do artigo Saliente-se, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater,
2º da aludida lei, e da integralidade do § 1º do mesmo artigo, por violar um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os
o disposto no artigo 150, I, da Constituição Federal, o que ensejou a fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a
edição do enunciado de súmula nº 57, consolidando seu entendimento decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos.
acerca da matéria e dando concretude à cláusula de reserva de plenário, 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do
inserta no artigo 97 da Constituição Federal. artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008".
Com efeito, tal entendimento também se aplica ao inciso XI do artigo (REsp 1045472/BA, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO,
15 da Lei nº 5.905/73, que atribui competência aos Conselhos de julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009) Grifos nossos.
Enfermagem para fixar o valor da anuidade, razão pela qual os Seguindo esta linha, em julgamentos posteriores ao referido leading
mencionados dispositivos legais não poderiam embasar a CDA em case, os Ministros do STJ ratificaram o entendimento acima exposto,
comento. conforme os arestos que trago à colação:
Nesse ponto, deve ser observado o parágrafo único do artigo 481 do "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 535,
Código de Processo Civil, que dispensa a submissão de arguição de II, E 538, DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF.
inconstitucionalidade quando o Plenário ou Órgão Especial do Tribunal SUBSTITUIÇÃO DA CDA. ERRO NA INDICAÇÃO DA NORMA
já apreciou questão idêntica, como na hipótese em tela. LEGAL QUE FUNDAMENTA A DÍVIDA. INADMISSIBILIDADE.
Desta forma, em se tratando de vício insanável, por ter havido MATÉRIA JULGADA SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC E DA
fundamentação legal equivocada a embasar a CDA, mostra-se correta a RESOLUÇÃO STJ N.º 08/2008.
extinção da execução, restando inviável qualquer emenda ou 1. Não se conhece do recurso especial por violação dos arts. 535, II, e
substituição da mesma, visto que será indispensável que o próprio 538, do CPC, quando as alegações são genéricas, já que configurada
lançamento seja revisado, se ainda cabível em face do prazo deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF,
decadencial, oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, segundo a qual: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
e que seja revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
correção do vício apenas na certidão de dívida. da controvérsia".
Sobreleva destacar que o Superior Tribunal de Justiça pacificou a 2. Permite-se a substituição da Certidão da Dívida Ativa diante da
aludida orientação, no julgamento do REsp nº 1.045.472/BA, de existência de erro material ou formal. Todavia, não é possível a
relatoria do eminente Ministro Luiz Fux, submetido ao rito dos simples substituição do título exequendo quando os vícios decorrem do
recursos repetitivos, acolhendo a lição dos insignes doutrinadores próprio lançamento ou da inscrição, como na hipótese em exame.
Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, cuja Precedentes.
ementa transcrevo a seguir: 3. A Primeira Seção desta Corte colocou uma pá de cal sobre a
"PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE discussão no julgamento de dois recursos especiais representativos de
controvérsia, submetidos à sistemática do art. 543-C do CPC e da
Resolução STJ n.º 08/2008, quando reafirmou que a Fazenda Pública
não pode substituir ou emendar a certidão de dívida ativa até a
prolação da sentença de embargos (artigo 2º, § 8º, da Lei 6.830/80),
se houver necessidade de modificar o sujeito passivo da execução

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(Súmula 392/STJ) ou a norma legal que, por equívoco, tenha servido
de fundamento ao lançamento tributário (REsp 1.045.472/BA, Rel.
Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de 18.12.2009 e REsp
1.115.501/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de
30.11.2010).
4. O caso em exame espelha, com absoluta fidelidade, os julgamentos CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA
ora invocados, pois focaliza CDA que consigna dívida com Juíza Federal Convocada
fundamento em norma ainda não vigente na data da ocorrência do
fato gerador da obrigação tributária. É caso típico de erro na
indicação da norma legal que serviu de embasamento para a
tributação, que não pode ser corrigido pela simples substituição ou
emenda da CDA, exigindo-se a realização de um novo lançamento. IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.517630-3
5. Recurso especial conhecido em parte e não provido". Nº CNJ :0517630-57.2011.4.02.5101
(REsp 1210968/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
TURMA, julgado em 07/12/2010, DJe 14/02/2011) CLAUDIA NEIVA
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
SUBSTITUIÇÃO OU EMENDA DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO
1. A jurisprudência desta Corte é assente no sentido da possibilidade - COREN/RJ
de se emendar ou substituir a CDA por erro material ou formal do ADVOGADO :CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
título, até a prolação da sentença de embargos, desde que não OUTROS
implique modificação do sujeito passivo da execução, nos termos da APELADO :LETICIA HELENA DE SOUZA
Súmula 392 do STJ. Tal substituição também não é possível quando os MERENCIO
vícios decorrem do próprio lançamento e/ou da inscrição. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
2. Entendimento ratificado pela Primeira Seção, ao julgar o REsp ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE
1.045.472/BA, sob o regime do artigo 543-C do CPC. EXECUÇÃO FISCAL - RJ
3. Na hipótese dos autos, não se poderia simplesmente permitir a (201151015176303)
substituição da CDA, ao fundamento da existência de mero erro
material no título, pois a aplicação de fundamentação legal DECISÃO
equivocada gera a modificação substancial do próprio lançamento Trata-se de apelação interposta pelo CONSELHO REGIONAL DE
tributário. ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO - COREN/RJ, contra a
4. Recurso especial não provido". sentença que extinguiu a execução fiscal relativa à cobrança de
(REsp 1225978/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, anuidades, nos termos do art. 267, IV, c/c arts. 614, II, e 616, todos do
SEGUNDA TURMA, julgado em 17/02/2011, DJe 10/03/2011) CPC, e art. 2º, § 8º e art. 6º, § 1º, ambos da Lei nº 6.830/80, ao
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE argumento de que, oportunizado ao exequente a retificação da CDA,
VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. AUSÊNCIA DE visto que a cobrança excede os parâmetros estabelecidos na Lei nº
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. VIOLAÇÃO À 6.994/82, o que afasta a liquidez e certeza do título executivo, o mesmo
SÚMULA. NÃO-CABIMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. quedou-se inerte em dar efetivo cumprimento à determinação.
EXTINÇÃO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE Salienta o recorrente, em síntese, que a determinação de retificação da
ALTERAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL. CDA afronta os artigos 128 do Código de Processo Civil, 3º e 16, § 2º,
1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao da Lei de Execução Fiscal e 204 do Código Tributário Nacional.
desate da controvérsia, mas de forma contrária aos interesses da Acrescenta que, efetuado o lançamento e permanecendo inerte o sujeito
parte. Logo, não padece de vícios de omissão, contradição ou passivo da obrigação, ou repelida a impugnação, constitui-se
obscuridade, a justificar sua anulação pelo STJ. definitivamente o crédito tributário, o qual se presume líquido e certo,
2. Os arts. 40, § 4º, da Lei 6.830/80, 97, § 2º, 144, § 1º, do CTN, 2º, em decorrência da presunção de legalidade e legitimidade do ato
190 e 616 do CPC não foram debatidos no acórdão recorrido, nem administrativo.
por ocasião dos Embargos de Declaração, o que atrai a incidência da Subsidiariamente, face à circunstância de que não há lei fixando o
Súmula 211/STJ, por ausência de prequestionamento. valor das anuidades a serem cobradas pelo COREN-RJ e considerando
3. Incabível, nesta seara recursal, o exame de violação à Súmula, por que a paralisação das atividades por este desenvolvidas resultaria em
não se enquadrar no conceito de lei federal. graves danos à sociedade, postula seja declarado ainda constitucional o
4. Em se tratando de vício insanável - como no caso, em que houve artigo 2º da Lei nº 11.000/04 e, pelas mesmas razões, o artigo 15, XI da
fundamentação legal equivocada na CDA - não perdura o título Lei 5.905/73.
executivo, podendo o juízo extinguir a execução, pelo que é incogitável Sem contrarrazões.
intimar a Fazenda para substituir a CDA. O Ministério Público Federal se manifestou pela ausência de interesse
5. Orientação reafirmada no julgamento do REsp 1.045.472/BA, Rel. que justifique sua intervenção.
Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de 18.12.2009, julgado sob o rito É o relatório. Decido.
previsto no art. 543-C do CPC (recursos repetitivos). Conheço do apelo eis que presentes os seus pressupostos legais.
6. Recurso Especial não provido". Não há como se acolher a alegação de que os artigos 15, XI, da Lei
(REsp 1235216/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA 5.905/73 e 2º da Lei nº 11.000/04 seriam constitucionais, permitindo o
TURMA, julgado em 16/06/2011, DJe 31/08/2011) Grifos nossos. prosseguimento da execução pelo valor constante da inicial e da
Isto posto, nos termos do art. 557, caput, do CPC, NEGO certidão de dívida ativa.
SEGUIMENTO ao recurso. Como cediço, as anuidades estabelecidas pelos Conselhos
P.I. Profissionais, por sua natureza de contribuição social, dependem de lei
Transitado em julgado, baixem os autos à Vara de Origem. para sua fixação e majoração, nos termos dos artigos 149, caput, 150,
Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013. caput e inciso I, da CF e do art. 97 do CTN, não podendo ser fixadas
por resolução.
Nesse sentido, é a jurisprudência dominante do Superior Tribunal de
Justiça:
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PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA.

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DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR
RESOLUÇÃO.
(...) 2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB,
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal. "PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE
(...)” CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. PROCESSO JUDICIAL
(STJ, Resp 725075, rel. TEORI ALBINO ZAVASCKI, 1ª Turma, data TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. CERTIDÃO DE DÍVIDA
do julgamento 03/09/2009, DJe 21/09/2009). ATIVA (CDA). SUBSTITUIÇÃO, ANTES DA PROLAÇÃO DA
"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONSELHOS SENTENÇA, PARA INCLUSÃO DO NOVEL PROPRIETÁRIO.
PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. NÃO CARACTERIZAÇÃO ERRO FORMAL OU
DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR MATERIAL. SÚMULA 392/STJ.
RESOLUÇÃO. 1. A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA)
(...)2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB, até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados da execução (Súmula 392/STJ).
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal. 2. É que: "Quando haja equívocos no próprio lançamento ou na
3. Recurso especial conhecido parcialmente e improvido.” inscrição em dívida, fazendo-se necessária alteração de fundamento
(STJ, REsp 507769/SC, rel. JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, 2ª legal ou do sujeito passivo, nova apuração do tributo com aferição de
Turma, DJ 19/03/2007). base de cálculo por outros critérios, imputação de pagamento anterior
"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. CONSELHOS à inscrição etc., será indispensável que o próprio lançamento seja
PROFISSIONAIS. ANUIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. revisado, se ainda viável em face do prazo decadencial,
DISSÍDIO PRETORIANO. SÚMULA N. 83/STJ. FIXAÇÃO POR oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, e que seja
RESOLUÇÃO. revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a correção do
(...)2. As anuidades dos conselhos profissionais, à exceção da OAB, vício apenas na certidão de dívida. A certidão é um espelho da
têm natureza tributária e, por isso, seus valores somente podem ser inscrição que, por sua vez, reproduz os termos do lançamento. Não é
fixados nos limites estabelecidos em lei, não podendo ser arbitrados possível corrigir, na certidão, vícios do lançamento e/ou da inscrição.
por resolução e em valores além dos estabelecidos pela norma legal. Nestes casos, será inviável simplesmente substituir-se a CDA."
(...)" (Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, in
(STJ, REsp 1074932, rel. CASTRO MEIRA, 2ª Turma, DJe "Direito Processual Tributário: Processo Administrativo Fiscal e
05/11/2008). Execução Fiscal à luz da Doutrina e da Jurisprudência", Livraria do
Mister salientar, outrossim, que o Plenário do Tribunal Regional Advogado, 5ª ed., Porto Alegre, 2009, pág. 205).
Federal da 2ª Região, em incidente de Arguição de 3. Outrossim, a apontada ofensa aos artigos 165, 458 e 535, do CPC,
Inconstitucionalidade relativo ao artigo 2º da Lei nº 11.000/04, que não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciou-
autoriza os Conselhos a fixar as respectivas anuidades, reconheceu a se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.
inconstitucionalidade da expressão "fixar" constante do caput do artigo Saliente-se, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater,
2º da aludida lei, e da integralidade do § 1º do mesmo artigo, por violar um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os
o disposto no artigo 150, I, da Constituição Federal, o que ensejou a fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a
edição do enunciado de súmula nº 57, consolidando seu entendimento decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos.
acerca da matéria e dando concretude à cláusula de reserva de plenário, 4. Recurso especial desprovido. Acórdão submetido ao regime do
inserta no artigo 97 da Constituição Federal. artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008".
Com efeito, tal entendimento também se aplica ao inciso XI do artigo (REsp 1045472/BA, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO,
15 da Lei nº 5.905/73, que atribui competência aos Conselhos de julgado em 25/11/2009, DJe 18/12/2009) Grifos nossos.
Enfermagem para fixar o valor da anuidade, razão pela qual os Seguindo esta linha, em julgamentos posteriores ao referido leading
mencionados dispositivos legais não poderiam embasar a CDA em case, os Ministros do STJ ratificaram o entendimento acima exposto,
comento. conforme os arestos que trago à colação:
Nesse ponto, deve ser observado o parágrafo único do artigo 481 do "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 535,
Código de Processo Civil, que dispensa a submissão de arguição de II, E 538, DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF.
inconstitucionalidade quando o Plenário ou Órgão Especial do Tribunal SUBSTITUIÇÃO DA CDA. ERRO NA INDICAÇÃO DA NORMA
já apreciou questão idêntica, como na hipótese em tela. LEGAL QUE FUNDAMENTA A DÍVIDA. INADMISSIBILIDADE.
Desta forma, em se tratando de vício insanável, por ter havido MATÉRIA JULGADA SOB O RITO DO ART. 543-C DO CPC E DA
fundamentação legal equivocada a embasar a CDA, mostra-se correta a RESOLUÇÃO STJ N.º 08/2008.
extinção da execução, restando inviável qualquer emenda ou 1. Não se conhece do recurso especial por violação dos arts. 535, II, e
substituição da mesma, visto que será indispensável que o próprio 538, do CPC, quando as alegações são genéricas, já que configurada
lançamento seja revisado, se ainda cabível em face do prazo deficiência de fundamentação, nos termos da Súmula 284/STF,
decadencial, oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, segundo a qual: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a
e que seja revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão
correção do vício apenas na certidão de dívida. da controvérsia".
Sobreleva destacar que o Superior Tribunal de Justiça pacificou a 2. Permite-se a substituição da Certidão da Dívida Ativa diante da
aludida orientação, no julgamento do REsp nº 1.045.472/BA, de existência de erro material ou formal. Todavia, não é possível a
relatoria do eminente Ministro Luiz Fux, submetido ao rito dos simples substituição do título exequendo quando os vícios decorrem do
recursos repetitivos, acolhendo a lição dos insignes doutrinadores próprio lançamento ou da inscrição, como na hipótese em exame.
Leandro Paulsen, René Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, cuja Precedentes.
ementa transcrevo a seguir: 3. A Primeira Seção desta Corte colocou uma pá de cal sobre a
discussão no julgamento de dois recursos especiais representativos de
controvérsia, submetidos à sistemática do art. 543-C do CPC e da
Resolução STJ n.º 08/2008, quando reafirmou que a Fazenda Pública
não pode substituir ou emendar a certidão de dívida ativa até a
prolação da sentença de embargos (artigo 2º, § 8º, da Lei 6.830/80),

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se houver necessidade de modificar o sujeito passivo da execução
(Súmula 392/STJ) ou a norma legal que, por equívoco, tenha servido
de fundamento ao lançamento tributário (REsp 1.045.472/BA, Rel.
Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de 18.12.2009 e REsp
1.115.501/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de
30.11.2010). Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013.
4. O caso em exame espelha, com absoluta fidelidade, os julgamentos CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA
ora invocados, pois focaliza CDA que consigna dívida com Juíza Federal Convocada
fundamento em norma ainda não vigente na data da ocorrência do
fato gerador da obrigação tributária. É caso típico de erro na
indicação da norma legal que serviu de embasamento para a
tributação, que não pode ser corrigido pela simples substituição ou
emenda da CDA, exigindo-se a realização de um novo lançamento. BOLETIM: 144453
5. Recurso especial conhecido em parte e não provido".
(REsp 1210968/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA
TURMA, julgado em 07/12/2010, DJe 14/02/2011) IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2012.50.01.000479-6
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. Nº CNJ :0000479-13.2012.4.02.5001
SUBSTITUIÇÃO OU EMENDA DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
1. A jurisprudência desta Corte é assente no sentido da possibilidade RICARDO PERLINGEIRO
de se emendar ou substituir a CDA por erro material ou formal do APELANTE :DISTRIBUIDORA POMAR LTDA E
título, até a prolação da sentença de embargos, desde que não OUTROS
implique modificação do sujeito passivo da execução, nos termos da ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
Súmula 392 do STJ. Tal substituição também não é possível quando os RODRIGUES E OUTROS
vícios decorrem do próprio lançamento e/ou da inscrição. APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
2. Entendimento ratificado pela Primeira Seção, ao julgar o REsp NACIONAL
1.045.472/BA, sob o regime do artigo 543-C do CPC. APELADO :OS MESMOS
3. Na hipótese dos autos, não se poderia simplesmente permitir a REMETENTE :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL CIVEL
substituição da CDA, ao fundamento da existência de mero erro DE VITORIA-ES
material no título, pois a aplicação de fundamentação legal ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
equivocada gera a modificação substancial do próprio lançamento VITÓRIA/ES (201250010004796)
tributário.
4. Recurso especial não provido". DESPACHO
(REsp 1225978/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, Proc. 2012.50.01.000479-6.
SEGUNDA TURMA, julgado em 17/02/2011, DJe 10/03/2011) Ao Embargado, para contrarrazões.
"PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. INEXISTÊNCIA DE Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. AUSÊNCIA DE RICARDO PERLINGEIRO
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. VIOLAÇÃO À Juiz Federal Convocado
SÚMULA. NÃO-CABIMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU.
EXTINÇÃO DE OFÍCIO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE
ALTERAÇÃO DA FUNDAMENTAÇÃO LEGAL.
1. O acórdão recorrido analisou todas as questões necessárias ao
desate da controvérsia, mas de forma contrária aos interesses da IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2010.51.01.000586-1
parte. Logo, não padece de vícios de omissão, contradição ou Nº CNJ :0000586-19.2010.4.02.5101
obscuridade, a justificar sua anulação pelo STJ. RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
2. Os arts. 40, § 4º, da Lei 6.830/80, 97, § 2º, 144, § 1º, do CTN, 2º, RICARDO PERLINGEIRO
190 e 616 do CPC não foram debatidos no acórdão recorrido, nem APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
por ocasião dos Embargos de Declaração, o que atrai a incidência da NACIONAL
Súmula 211/STJ, por ausência de prequestionamento. APELADO :MALVA DEFENSIVOS E
3. Incabível, nesta seara recursal, o exame de violação à Súmula, por EQUIPAMENTOS FITO E
não se enquadrar no conceito de lei federal. DOMISSANITARIOS LTDA
4. Em se tratando de vício insanável - como no caso, em que houve ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
fundamentação legal equivocada na CDA - não perdura o título RODRIGUES E OUTROS
executivo, podendo o juízo extinguir a execução, pelo que é incogitável REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 27A VARA-RJ
intimar a Fazenda para substituir a CDA. ORIGEM :VIGÉSIMA SÉTIMA VARA FEDERAL
5. Orientação reafirmada no julgamento do REsp 1.045.472/BA, Rel. DO RIO DE JANEIRO
Min. Luiz Fux, Primeira Seção, DJe de 18.12.2009, julgado sob o rito (201051010005861)
previsto no art. 543-C do CPC (recursos repetitivos).
6. Recurso Especial não provido". DESPACHO
(REsp 1235216/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA Proc. 2010.51.01.000586-1.
TURMA, julgado em 16/06/2011, DJe 31/08/2011) Grifos nossos. Ao Embargado, para contrarrazões.
Isto posto, nos termos do art. 557, caput, do CPC, NEGO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
SEGUIMENTO ao recurso. RICARDO PERLINGEIRO
P.I. Juiz Federal Convocado
Transitado em julgado, baixem os autos à Vara de Origem.

BOLETIM: 144474

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DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
IV - REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL
2007.50.01.010052-2
Nº CNJ :0010052-51.2007.4.02.5001
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO HOMOLOGAÇÃO. ENUNCIADO 436 DA SÚMULA DO E. STJ.
PARTE :TECHNIP BRASIL - ENGENHARIA, AJUIZAMENTO DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005.
AUTORA INSTALACOES E APOIO MARITIMO ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR
S/A (ART.543-C DO CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE
ADVOGADO :LUIZ GUSTAVO ANTONIO SILVA AFASTADA. PRECEDENTES.
BICHARA E OUTROS 1. Trata-se de Apelação interposta pela Fazenda Nacional contra
PARTE RÉ :UNIAO FEDERAL / FAZENDA sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara Federal de Petrópolis/RJ, que
NACIONAL extinguiu o processo, com fulcro no art. 269, IV, do CPC,
REMETENTE :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL DE considerando a ocorrência da prescrição.
EXECUCAO FISCAL DE VITORIA-ES 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
ORIGEM :2ª VARA FEDERAL DE EXECUÇÃO termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
FISCAL DE VITÓRIA/ES aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
(200750010100522) 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
EMENTA Federais - DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que
REMESSA NECESSÁRIA. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda
CONTRIBUINTE NÃO NOTIFICADO PARA IMPUGNAR O Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do
LANÇAMENTO. NULIDADE DA CDA. valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no
1. Trata-se de Remessa Necessária em face de sentença que julgou AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
procedentes os Embargos à Execução Fiscal, reconhecendo a nulidade 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
do título executivo. 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
2. O procedimento administrativo deve ser dotado de ampla defesa e Enunciado 436 da Súmula do E. STJ.
contraditório, a fim de possibilitar a participação dos interessados nas 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
decisões e comportamentos da Administração que lhes afetem. cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
3. Quando o contribuinte alega não ter sido intimado para impugnar o declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
auto de infração ou a notificação de lançamento, é ônus da Fazenda posterior àquela data.
Nacional apresentar o correspondente aviso de recebimento, sob pena 5. Aplicação do disposto no art. 174, parágrafo único, I, do CTN, com
de nulidade do ato de inscrição em dívida ativa por cerceamento de redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação
defesa (art. 59, II do Decreto nº 70.235/1972). do devedor. Entendimento do E. STJ (art. 543-C do CPC): o art. 174
4. Remessa Necessária não provida. do CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do
ACÓRDÃO CPC, de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima (ou o despacho citatório) retroage à data de propositura da ação
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional (Primeira Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Remessa Min. LUIZ FUX, DJe 21.5.2010).
Necessária, na forma do relatório e do voto, constantes dos autos, que 6. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com data de
ficam fazendo parte do presente julgado. vencimento em dezembro de 1990. Ajuizamento da ação em 1995.
Rio de Janeiro, (data do julgamento). Lapso prescricional não transcorrido. Situação de inércia do fisco não
RICARDO PERLINGEIRO configurada. Não incidência do enunciado 106 da Súmula do E.STJ.
Juiz Federal Convocado 7. Precedentes: TRF2R, Terceira Turma Especializada, AC
2004.51.10.003569-6, Rel. Des. Fed. SALETE MACCALÓZ, E-
DJF2R 23.10.2012, e TRF4R, Primeira Turma, AC
5003469-46.2012.404.7001, Rel. Des. Fed. JOEL ILAN PACIORNIK,
D.E.14.3.2013.
IV - APELACAO CIVEL 1997.51.06.080015-7 8. Prescrição superada. Anulação da sentença e retorno dos autos à
Nº CNJ :0080015-74.1997.4.02.5106 Vara de origem para prosseguimento do feito.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO 9. Apelação provida.
RICARDO PERLINGEIRO ACÓRDÃO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
NACIONAL indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
APELADO :SABOR BAUNILHA CONFECCOES Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
LTDA forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte
ADVOGADO :SEM ADVOGADO do presente julgado.
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
PETROPOLIS/RJ (9700800156) RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
IV - APELACAO CIVEL 1997.51.06.080024-8
Nº CNJ :0080024-36.1997.4.02.5106
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA

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NACIONAL
APELADO :SABOR BAUNILHA CONFECCOES
LTDA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL
PETROPOLIS/RJ (9700800245) RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. ENUNCIADO 436 DA SÚMULA DO E. STJ. IV - APELACAO CIVEL 2002.51.01.541239-3
AJUIZAMENTO DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. Nº CNJ :0541239-84.2002.4.02.5101
ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
(ART.543-C DO CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE RICARDO PERLINGEIRO
AFASTADA. PRECEDENTES. APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
1. Trata-se de Apelação interposta pela Fazenda Nacional contra NACIONAL
sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara Federal de Petrópolis/RJ, que APELADO :ALBERTO FRANCA BARELE
extinguiu o processo, com fulcro no art. 269, IV, do CPC, ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO -
considerando a ocorrência da prescrição. CURADORA ESPECIAL
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do EXECUÇÃO FISCAL - RJ
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). (200251015412393)
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO
Federais - DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que INTERCORRENTE. ART.40, §4º, DA LEI 6.830/1980. SUSPENSÃO
evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda DA EXECUÇÃO. VERBETE 314 DA SÚMULA DO E.STJ.
Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do CIÊNCIA DA EXEQUENTE. ARQUIVAMENTO. OITIVA PRÉVIA
valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no DA FAZENDA NACIONAL. PRECEDENTES DO STJ E
AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe TRIBUNAIS REGIONAIS.
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp 1. Controvérsia relacionada à extinção do processo em virtude do
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). reconhecimento da prescrição intercorrente, configurada quando,
Enunciado 436 da Súmula do E. STJ. proposta a execução fiscal e decorrido o prazo da suspensão, o feito
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a permanecer paralisado por mais de cinco anos, contados a partir do
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento arquivamento, por culpa da parte exequente (art.40, §4º, da Lei
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for 6.830/1980).
posterior àquela data. 2. A suspensão do processo de execução em virtude da não localização
5. Aplicação do disposto no art. 174, parágrafo único, I, do CTN, com de bens penhoráveis é o marco inicial do período de um ano previsto
redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação na própria legislação, no qual a Exequente poderá diligenciar buscando
do devedor. Entendimento do E. STJ (art. 543-C do CPC): o art. 174 trazer à apreciação judicial elementos capazes de demonstrar a
do CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do existência de patrimônio do devedor para satisfazer a dívida,
CPC, de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação possibilitando o reinício do curso processual. Verbete 314 da Súmula
(ou o despacho citatório) retroage à data de propositura da ação do E.STJ (“Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,
(Primeira Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da
Min. LUIZ FUX, DJe 21.5.2010). prescrição quinquenal intercorrente”).
6. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de 3. Manifestação da Exequente previamente à declaração de ofício da
vencimento em 30.4.1991. Ajuizamento da ação em 1995. Lapso prescrição intercorrente nas hipóteses elencadas no §2º do art.40 da
prescricional não transcorrido. Situação de inércia do fisco não LEF (quando não localizado o devedor ou não encontrados bens
configurada. Não incidência do enunciado 106 da Súmula do E.STJ. penhoráveis), possibilitando-lhe a arguição de eventuais causas
7. Precedentes: TRF2R, Terceira Turma Especializada, AC suspensivas ou interruptivas ocorridas no quinquênio. Procedimento
2004.51.10.003569-6, Rel. Des. Fed. SALETE MACCALÓZ, E- que visa ao exercício do contraditório, pois a declaração de prescrição
DJF2R 23.10.2012, e TRF4R, Primeira Turma, AC atinge o próprio direito de ser discutida judicialmente a satisfação do
5003469-46.2012.404.7001, Rel. Des. Fed. JOEL ILAN PACIORNIK, crédito alegado.
D.E.14.3.2013. 4. Orientação firmada pelo E.STJ no REsp 1100156, submetido ao
8. Prescrição superada. Anulação da sentença e retorno dos autos à regime dos recursos repetitivos: “[...] Em execução fiscal, a prescrição
Vara de origem para prosseguimento do feito. ocorrida antes da propositura da ação pode ser decretada de ofício, com
9. Apelação provida. base no art. 219, § 5º do CPC [...], independentemente da prévia ouvida
ACÓRDÃO da Fazenda Pública. O regime do § 4º do art. 40 da Lei 6.830/80, que
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima exige essa providência prévia, somente se aplica às hipóteses de
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional prescrição intercorrente nele indicadas [...]” (1ª Seção, Rel. Min.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na TEORI ZAVASCKI, DJe 18.6.2009).
forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte 5. Consulta prévia à Exequente realizada (art.40, §4º, da Lei
do presente julgado. 6.830/1980). Não comprovação, entretanto, de circunstâncias ocorridas
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). no prazo prescricional capazes de impedir seu decurso. Não incidência
do verbete 106 da Súmula do E.STJ (“Proposta a ação no prazo fixado
para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao
mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de
prescrição ou decadência”), sendo certo que a referida lei prevê a
possibilidade de desarquivamento pela Exequente, em qualquer

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DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
momento, caso localizado o devedor ou bens suficiente à satisfação do
crédito (art.40, §3º).
6. Sobre o tema, precedentes deste Tribunal e dos demais Regionais:
TRF2R, 3ª Turma Especializada, AC 1967.5101.212013-7, Rel. Des.
Fed. SALETE MACCALÓZ, E-DJF2R 02.4.2012, e 4ª Turma
Especializada, AC 1999.51.01.064579-7, Rel. Des. Fed. LANA 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
REGUEIRA, E-DJF2R 02.3.2011; TRF4R, 2ª Turma, AC 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
5004191-59.2012.404.7105, Rel. Des. Fed. OTÁVIO ROBERTO Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
PAMPLONA, D.E. 05.11.2012; TRF5R, 1ª Turma, REO 547696, Rel. 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
Des. Fed. FRANCISCO CAVALCANTI, DJE 26.10.2012. cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
7. Remessa Necessária e Apelação não providas. declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
ACÓRDÃO posterior àquela data.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 5. Aplicação do disposto no art.174, parágrafo único, I, do CTN, com
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Remessa do devedor. Entendimento do E.STJ (art.543-C do CPC): o art. 174 do
Necessária e à Apelação, na forma do relatório e voto constantes dos CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do CPC,
autos, que ficam fazendo parte do presente julgado. de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação (ou o
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. despacho citatório) retroage à data de propositura da ação (Primeira
RICARDO PERLINGEIRO Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. Min.
Juiz Federal Convocado LUIZ FUX, DJe 21.5.2010).
6. Créditos constituídos entre 9.1990 e 7.1994, com o ajuizamento da
ação em 2.1996: decurso de tempo superior ao quinquenio
prescricional para parte dos débitos cobrados (2.1991).
7. Se por um lado não se pode desconsiderar as dificuldades quanto à
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2010.51.20.003071-4 localização do devedor, por outro não é possível desprezar o tempo em
Nº CNJ :0003071-32.2010.4.02.5120 que o feito aguarda ainda a citação do executado, constatando-se a
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO existência de lapsos temporais de quatro e três anos em que não houve
RICARDO PERLINGEIRO movimentação processual, justificativas para a paralisação do processo
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA ou indicação de tentativas, ainda que infrutíferas, para a localização do
NACIONAL executado.
APELADO :CHARMOSA SHOPPING DE NOVA 8. Demandando o reconhecimento da prescrição, no caso, a
IGUACU CALCADOS E ROUPAS caracterização da inércia do credor por um lapso temporal superior a
LTDA cinco anos, o que na hipótese não se configurou para os débitos não
ADVOGADO :SEM ADVOGADO prescritos, merece ser acolhido em parte o apelo da Fazenda Nacional.
REMETENTE :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL DE 9. Precedentes (TRF4R, AG 0016624-92.2011.404.0000, Segunda
NOVA IGUACU-RJ Turma, Rel. Des. Fed. RÔMULO PIZZOLATTI, D.E. 05.6.2013;
ORIGEM :1 VARA JUSTIÇA FEDERAL NOVA TRF5R, Primeira Turma, AC 000772842.1995.4.05.8100, Rel. Des.
IGUACU/RJ (201051200030714) Fed. JOSÉ MARIA LUCENA, DJE 14.6.2012).
10. Remessa Necessária e Apelação parcialmente providas.
EMENTA ACÓRDÃO
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, E 269, IV, DO indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
CPC. ART.174, CAPUT, DO CTN. TRIBUTOS SUJEITOS AO Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar parcial provimento à
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLINAÇÃO DE Remessa Necessária e à Apelação, na forma do relatório e voto
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AJUIZAMENTO constantes dos autos, que ficam fazendo parte do presente julgado.
DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. ORIENTAÇÃO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR (ART.543-C DO RICARDO PERLINGEIRO
CPC). PARALISAÇÃO DO PROCESSO POR PERÍODO INFERIOR Juiz Federal Convocado
AO LAPSO QUINQUENAL.
1. Trata-se de Remessa Necessária e Apelação da Fazenda Nacional,
interposta em execução fiscal visando à cobrança de créditos inscritos
em dívida ativa, tendo a sentença julgado extinto o processo, com
fulcro nos arts. 219, §5º, e 269, IV, do CPC, c/c 174, caput, do CTN, IV - APELACAO CIVEL 2001.51.01.533328-2
pela ocorrência da prescrição. Nº CNJ :0533328-55.2001.4.02.5101
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do RICARDO PERLINGEIRO
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
3.Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito NACIONAL
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos APELADO :SISTEMA DE PROJETOS E
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie CONSULTORIA LTDA E OUTROS
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de ADVOGADO :SEM ADVOGADO
qualquer outra providência conducente à formalização do valor ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp EXECUÇÃO FISCAL - RJ
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe (200151015333282)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR

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HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
1. Trata-se de Apelação da União interposta em execução fiscal
visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, §5º, do
CPC, e 1º da Lei 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.156, V, fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
do CTN). sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, do
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do 156, V, do CTN).
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
qualquer outra providência conducente à formalização do valor Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe qualquer outra providência conducente à formalização do valor
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
posterior àquela data. cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
5. Crédito constituído por declaração de rendimentos, com data de declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
vencimento em 30.4.1991. Ação distribuída em 4.10.2001. Lapso posterior àquela data.
prescricional transcorrido anteriormente ao ajuizamento da execução 5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. vencimento em 30.4.1997 e 30.5.1997. Ação distribuída em
6. Apelação não provida. 17.12.2002. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
ACÓRDÃO ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 6. Apelação não provida.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional ACÓRDÃO
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
parte do presente julgado. Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
RICARDO PERLINGEIRO parte do presente julgado.
Juiz Federal Convocado Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2003.51.01.509925-7


Nº CNJ :0509925-86.2003.4.02.5101
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO IV - APELACAO CIVEL 2004.51.01.541188-9
RICARDO PERLINGEIRO Nº CNJ :0541188-05.2004.4.02.5101
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
NACIONAL RICARDO PERLINGEIRO
APELADO :ACOMAL DISTRIBUIDORA DE ACOS APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
E MADEIRAS LTDA NACIONAL
ADVOGADO :SEM ADVOGADO APELADO :COMMERZ COM/ INTERNACIONAL
APELADO :WILSON AFONSO DA COSTA LTDA
ADVOGADO :ITALO TANAKA JUNIOR E OUTROS ADVOGADO :FELIPE KERTESZ RENAULT PINTO E
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE OUTRO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ APELADO :CONSUELO ROMEIRO DA ROZA E
(200351015099257) OUTRO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
EMENTA ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DE
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA EXECUÇÃO FISCAL - RJ
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA (200451015411889)
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO EMENTA
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
1. Trata-se de Apelação interposta pela FAZENDA NACIONAL
contra sentença proferida pelo Juízo da 7ª Vara Federal de Execução

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Fiscal/RJ, que extinguiu o processo, com fulcro no arts. 269, IV, do
CPC, considerando a ocorrência da prescrição.
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do valor
qualquer outra providência conducente à formalização do valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for posterior àquela data.
posterior àquela data. 5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de vencimento entre fevereiro de 1998 e janeiro de 1999. Ação distribuída
vencimento entre outubro de 1998 e agosto de 1999. Ação distribuída em 13.7.2004. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
em 11.11.2004. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. 6. Apelação não provida.
6. Apelação não provida. ACÓRDÃO
ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte do presente julgado.
parte do presente julgado. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO Juiz Federal Convocado
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2002.51.01.516288-1


IV - APELACAO CIVEL 2004.51.01.521997-8 Nº CNJ :0516288-26.2002.4.02.5101
Nº CNJ :0521997-71.2004.4.02.5101 RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL
NACIONAL APELADO :MBI INFORMÁTICA COM/ E
APELADO :MANGO LATICINIOS LTDA E OUTRO SERVIÇOS LTDA E OUTROS
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ EXECUÇÃO FISCAL - RJ
(200451015219978) (200251015162881)
EMENTA EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, DO CPC, E 1º DA DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução 1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução
fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, do sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, do
CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.156, CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.
V, do CTN). 156, V, do CTN).
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
qualquer outra providência conducente à formalização do valor
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento RICARDO PERLINGEIRO
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
posterior àquela data. CONTABILIDADE DO ESTADO DO
5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de RIO DE JANEIRO
vencimento entre abril de 1996 e janeiro de 1997. Ação distribuída em ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA
03.04.2002. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao NASCIMENTO E OUTROS
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. AGRAVADO :MARIANO JOSE SELEM GOMES
6. Apelação não provida. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ACÓRDÃO ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima (201051160004369)
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, DECISÃO
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO
parte do presente julgado. REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do
RICARDO PERLINGEIRO curso da execução fiscal. (fls. 10/11).
Juiz Federal Convocado Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão,
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido
para após a resposta ao recurso.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,
BOLETIM: 144478 sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005012-9 Juiz Federal Convocado
Nº CNJ :0005012-46.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CONTABILIDADE DO ESTADO DO III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005045-2
RIO DE JANEIRO Nº CNJ :0005045-36.2013.4.02.0000
ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
NASCIMENTO E OUTROS RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVADO :LUCIANO CORREA CARVALHO AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ADVOGADO :SEM ADVOGADO CONTABILIDADE DO ESTADO DO
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE RIO DE JANEIRO
(201051160005064) ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA
NASCIMENTO E OUTROS
DECISÃO AGRAVADO :ELEM DIAS NEVES
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE
JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do (201051160004916)
curso da execução fiscal. (fls. 10/11).
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, DECISÃO
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE
para após a resposta ao recurso. JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, curso da execução fiscal. (fls. 10/11).
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão,
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013. bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
RICARDO PERLINGEIRO e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido
Juiz Federal Convocado para após a resposta ao recurso.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005077-4 Juiz Federal Convocado
Nº CNJ :0005077-41.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO

III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005065-8


Nº CNJ :0005065-27.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO

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RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CONTABILIDADE DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA
NASCIMENTO E OUTROS AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
AGRAVADO :JOAO GILBERTO DA SILVA RAMOS CONTABILIDADE DO ESTADO DO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO RIO DE JANEIRO
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA
(201151160004933) NASCIMENTO E OUTROS
AGRAVADO :GILMARA BASTOS DA SILVA
DECISÃO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE
REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE (201051160003791)
JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do
curso da execução fiscal. (fls. 10/11). DECISÃO
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do
para após a resposta ao recurso. curso da execução fiscal. (fls. 10/11).
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão,
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013. e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido
RICARDO PERLINGEIRO para após a resposta ao recurso.
Juiz Federal Convocado Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005018-0
Nº CNJ :0005018-53.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005631-4
CONTABILIDADE DO ESTADO DO Nº CNJ :0005631-73.2013.4.02.0000
RIO DE JANEIRO - CRC/RJ RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
ADVOGADO :MARIANA RAMOS SENA E OUTROS RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVADO :LEONARDO LEAL FIGUEIRA AGRAVANTE :INSTITUTO NACIONAL DE
ADVOGADO :SEM ADVOGADO METROLOGIA, QUALIDADE E
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE TECNOLOGIA (INMETRO)
(201051160004102) PROCURADOR :ADRIANO SANT'ANA PEDRA
AGRAVADO :CRIDASA CRISTAL DESTILARIA
DECISÃO AUTONOMA DE ALCOOL S/A
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE ORIGEM :1 VARA JUSTIÇA FEDERAL SAO
JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do MATEUS/ES (201150030001220)
curso da execução fiscal. (fls. 16/17).
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, DECISÃO
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto pelo INSTITUTO
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA -
para após a resposta ao recurso. INMETRO em face de decisão que reconheceu a incompetência
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, absoluta do Juízo Federal de São Mateus/ES para processar a Execução
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. Fiscal originária (fls. 47/51).
Rio de Janeiro, 04 de junho de 2013. Em primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, bem
RICARDO PERLINGEIRO como para atender aos princípios constitucionais do contraditório e da
Juiz Federal Convocado ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido para
após a resposta ao recurso.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005071-3 RICARDO PERLINGEIRO
Nº CNJ :0005071-34.2013.4.02.0000 Juiz Federal Convocado
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO

III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005055-5


Nº CNJ :0005055-80.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CONTABILIDADE DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO
ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA
NASCIMENTO E OUTROS RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVADO :SUELY GUIMARAES CARLOS APELANTE :AZURRA VEICULOS LTDA E
ADVOGADO :SEM ADVOGADO OUTROS
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
(201051160004709) RODRIGUES E OUTROS
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
DECISÃO NACIONAL
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO APELADO :OS MESMOS
REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 26A VARA-RJ
JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do ORIGEM :VIGÉSIMA SEXTA VARA FEDERAL
curso da execução fiscal. (fls. 10/11). DO RIO DE JANEIRO
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, (201151010201344)
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido DESPACHO
para após a resposta ao recurso. Proc. 2011.51.01.020134-4.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, Ao Embargado, para contrarrazões.
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013. RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO Juiz Federal Convocado
Juiz Federal Convocado

BOLETIM: 144480
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005008-7
Nº CNJ :0005008-09.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO IV - APELACAO CIVEL 2011.02.01.012787-7
RICARDO PERLINGEIRO Nº CNJ :0012787-59.2011.4.02.9999
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
CONTABILIDADE DO ESTADO DO RICARDO PERLINGEIRO
RIO DE JANEIRO APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
ADVOGADO :VANDERLUBE GUINANCIO PEREIRA NACIONAL
NASCIMENTO E OUTROS APELADO :VIACAO ITAVERA LTDA ME
AGRAVADO :ADRIANA GUIMARAES VIEIRA ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA - RJ
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ORIGEM :1A. VARA ESTADUAL - RIO CLARO/
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE RJ (00002854720008190047)
(200951160003636)
EMENTA
DECISÃO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
JANEIRO – RJ em face de decisão que determinou a suspensão do HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
curso da execução fiscal. (fls. 10/11). AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, 1. Trata-se de Apelação interposta contra sentença que extinguiu o
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório processo, com fulcro no art. 267, VI, do CPC.
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
para após a resposta ao recurso. termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013. constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
RICARDO PERLINGEIRO Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
Juiz Federal Convocado o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
qualquer outra providência conducente à formalização do valor
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2011.51.01.020134-4 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
Nº CNJ :0020134-93.2011.4.02.5101 Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
posterior àquela data.
5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
vencimento entre 6.5.1994 e 10.10.1994. Ação distribuída em

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8.6.2000. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
6. A adesão a programa de parcelamento após a prescrição não restaura
a exigibilidade do crédito tributário (STJ, AgRg no RMS 36492, 2ª
Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, DJe 23/04/2012).
7. Apelação não provida. ACÓRDÃO
ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte do presente julgado.
parte do presente julgado. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO Juiz Federal Convocado
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2002.51.06.002874-4


IV - APELACAO CIVEL 2012.02.01.017254-1 Nº CNJ :0002874-03.2002.4.02.5106
Nº CNJ :0017254-47.2012.4.02.9999 RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA NACIONAL
NACIONAL APELADO :J J E COMERCIO DE TECIDOS LTDA
APELADO :PRO REDE LTDA ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO APELADO :JORGE DE AZEVEDO GARCIA FILHO
ORIGEM :1A. VARA ESTADUAL - GUARAPARI/ E OUTRO
ES (00381257320038080021) ADVOGADO :LEONARDO BRUNO WIESELTHALER
E OUTROS
EMENTA ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA PETROPOLIS/RJ (200251060028744)
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR EMENTA
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
1. Trata-se de Apelação interposta contra sentença que extinguiu o LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
processo, com fulcro no art. 269, do CPC, considerando a ocorrência HOMOLOGAÇÃO. AUSÊNCIA DE DECURSO DO PRAZO
da prescrição. PRESCRICIONAL ANTERIORMENTE AO AJUIZAMENTO DA
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o EXECUÇÃO.
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do 1. Trata-se de Apelação interposta contra sentença que extinguiu o
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). processo, com fulcro no art. 269, IV, do CPC, considerando a
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito ocorrência da prescrição.
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
qualquer outra providência conducente à formalização do valor 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). qualquer outra providência conducente à formalização do valor
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
posterior àquela data. Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
5. Crédito constituído por Declaração de Rendimentos, com datas de 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
vencimento em 9.1.1998. Ação distribuída em 21.8.2003. Lapso cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
prescricional transcorrido anteriormente ao ajuizamento da execução declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. posterior àquela data.
6. A adesão a programa de parcelamento após a prescrição não restaura 5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
a exigibilidade do crédito tributário (STJ, AgRg no RMS 36492, 2ª entrega da declaração em 28.5.1998. Ação distribuída em 13.12.2002.
Turma, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, DJe 23/04/2012). Inexistência de decurso do prescricional anteriormente ao ajuizamento
7. Apelação não provida. da execução fiscal.
6. Apelação provida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na

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forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte
do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2004.51.01.525839-0


Nº CNJ :0525839-59.2004.4.02.5101
IV - APELACAO CIVEL 2003.51.01.545432-0 RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
Nº CNJ :0545432-11.2003.4.02.5101 RICARDO PERLINGEIRO
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
RICARDO PERLINGEIRO NACIONAL
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA APELADO :LANCHONETE REAL GRANDEZA
NACIONAL LTDA
APELADO :SWISSAIR S/A SUISSE POUR LA ADVOGADO :SEM ADVOGADO
NAVIGATION AERIENNE ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
ADVOGADO :SEM ADVOGADO EXECUÇÃO FISCAL - RJ
ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL DE (200451015258390)
EXECUÇÃO FISCAL - RJ
(200351015454320) EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
EMENTA DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO 1. Trata-se de Remessa Necessária e de Apelação da Fazenda Nacional,
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. interposta em execução fiscal visando à cobrança de créditos inscritos
1. Trata-se de Apelação interposta pela FAZENDA NACIONAL em dívida ativa, tendo a sentença julgado extinto o processo, com
contra sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara Federal de Execução fulcro nos arts. 219, § 5º, do CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela
Fiscal/RJ, que extinguiu o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, e ocorrência da prescrição.
269, IV, do CPC, considerando a ocorrência da prescrição. 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do valor
qualquer outra providência conducente à formalização do valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for posterior àquela data.
posterior àquela data. 5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
5. Créditos constituídos por notificação, em 25.5.1998. Ação vencimento entre 15.1.1998 e 30.7.1999. Ação distribuída em
distribuída em 13.8.2003. Lapso prescricional transcorrido 13.8.2004. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
anteriormente ao ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
nº 409 do STJ. 6. Apelação não provida.
6. Apelação não provida. ACÓRDÃO
ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte do presente julgado.
parte do presente julgado. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). RICARDO PERLINGEIRO
RICARDO PERLINGEIRO Juiz Federal Convocado
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2005.51.01.511269-6


Nº CNJ :0511269-34.2005.4.02.5101
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO

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RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APELADO :COESA EMPRESA DE SERVICOS
GERAIS LTDA E OUTRO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DE ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ EXECUÇÃO FISCAL - RJ
(200551015112696) (200451015316819)
EMENTA EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, DO CPC. DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. AUTO DE INFRAÇÃO. NOTIFICAÇÃO DO HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
SUJEITO PASSIVO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. 1. Trata-se de Remessa Necessária e de Apelação da Fazenda Nacional,
1. Trata-se de Apelação interposta pela FAZENDA NACIONAL interposta em execução fiscal visando à cobrança de créditos inscritos
contra sentença proferida pelo Juízo da 7ª Vara Federal de Execução em dívida ativa, tendo a sentença julgado extinto o processo, com
Fiscal/RJ, que extinguiu o processo, com fulcro no art. 269, IV, do fulcro nos arts. 219, § 5º, do CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela
CPC, considerando a ocorrência da prescrição. ocorrência da prescrição (art. 156, V, do CTN).
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da declaração pelo contribuinte que constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
valor declarado. Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. qualquer outra providência conducente à formalização do valor
4. Inexistente a declaração, ou quando o valor declarado não declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
corresponder a totalidade da obrigação, cumpre ao Fisco realizar o 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
lançamento de ofício (auto de infração), nos termos dos arts. 149 e 173, 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
I, ambos do CTN. Nesses casos, a data da constituição do crédito 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
tributário é a da notificação do sujeito passivo sobre a decisão final do Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
procedimento administrativo, termo inicial da prescrição (AgRg no Ag 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
1338717, 2ª Turma, Rel. Min. Ministro CASTRO MEIRA, DJe cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
10/11/2011; AgRg no REsp 1303004, 2ª Turma, Rel. Min. HERMAN declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
BENJAMIN, DJe 22/05/2012). posterior àquela data.
5. Crédito lançado de ofício (auto de infração). Notificação do 5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de
contribuinte em 7.4.1999. Ação distribuída em 14.4.2005. Lapso vencimento entre entre 7.2.1997 e 9.1.1998. Ação distribuída em
prescricional transcorrido anteriormente ao ajuizamento da execução 20.10.2004. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
6. Apelação não provida. 6. Apelação não provida.
ACÓRDÃO ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
parte do presente julgado. parte do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2004.51.01.531681-9 IV - APELACAO CIVEL 2003.51.10.009444-1


Nº CNJ :0531681-20.2004.4.02.5101 Nº CNJ :0009444-56.2003.4.02.5110
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL NACIONAL
APELADO :TRANSPORTADORA RIZZO APELADO :POLISAC IND/COM/DE
VELLOZO LTDA EMBALAGENS PLASTICAS LTDA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE SÃO
JOÃO DO MERITI (200351100094441)

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TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLINAÇÃO DE
fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AJUIZAMENTO
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, do DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. ORIENTAÇÃO
CPC, e 1º da Lei n° 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art. JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR (ART. 543-C DO
156, V, do CTN). CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE. FALHAS NOS
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o MECANISMOS JUDICIAIS.
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do 1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, e
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos 269, IV, do CPC, pela ocorrência da prescrição.
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
qualquer outra providência conducente à formalização do valor aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp 3.Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp Federais - DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
posterior àquela data. 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
5. Créditos constituídos por Declaração de Rendimentos, com datas de Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
vencimento entre entre 10.11.1995 e 10.1.1997. Ação distribuída em 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
28.7.2003. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
6. Apelação não provida. posterior àquela data.
ACÓRDÃO 5. Aplicação do disposto no art. 174, parágrafo único, I, do CTN, com
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional do devedor. Entendimento do E.STJ (art.543-C do CPC): o art. 174 do
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, § 1º, do CPC,
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação (ou o
parte do presente julgado. despacho citatório) retroage à data de propositura da ação (Primeira
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. Min.
RICARDO PERLINGEIRO LUIZ FUX, DJe 21.5.2010).
Juiz Federal Convocado 6. In casu, a CDA se reporta a valores de 1984, tendo a ação sido
ajuizada em 1985. Houve citação editalícia em 1987, pedido de
penhora em 1988 e declínio de competência para a Justiça Federal em
2011. Processo paralisado por um período de aproximadamente vinte e
três anos.
BOLETIM: 144490 7. A Exequente, nesse período, não cuidou de requerer diligências, no
período indicado, para o prosseguimento da ação, evidenciando, no
caso concreto, uma conduta que colaborou para que perdurasse a
IV - APELACAO CIVEL 2012.51.68.003257-5 situação de paralisação do feito.
Nº CNJ :0003257-37.2012.4.02.5168 8. O instituto da prescrição volta-se ao princípio da segurança jurídica,
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO a fim de que determinadas situações não permaneçam indefinidamente
RICARDO PERLINGEIRO sujeitas a mudanças que repercutam na esfera pessoal, quando já
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA sedimentadas situações outras pelo decurso temporal.
NACIONAL 9. Apelação não provida.
APELADO :IREL IND REUNIDAS ESTRELAS ACÓRDÃO
LTDA Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
ADVOGADO :SEM ADVOGADO indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL DUQUE Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
DE CAXIAS/RJ (201251680032575) na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
parte do presente julgado.
EMENTA Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA RICARDO PERLINGEIRO
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, E 269, IV, DO Juiz Federal Convocado
CPC. ART.174, CAPUT, DO CTN. TRIBUTOS SUJEITOS AO

IV - APELACAO CIVEL 2012.51.18.001016-5


Nº CNJ :0001016-46.2012.4.02.5118

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RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APELADO :CONSTRUTORA ZANDONA LTDA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO do presente julgado.
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL DUQUE Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
DE CAXIAS/RJ (201251180010165) RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, DO CPC.
TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. ENUNCIADO 436 DA SÚMULA DO E. STJ. IV - APELACAO CIVEL 2003.51.01.541422-9
AJUIZAMENTO DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. Nº CNJ :0541422-21.2003.4.02.5101
ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
(ART.543-C DO CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE RICARDO PERLINGEIRO
AFASTADA. PRECEDENTES. APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
1. Trata-se de Apelação interposta pela Fazenda Nacional contra NACIONAL
sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara Federal de Duque de APELADO :SIEL TELECOMUNICACOES LTDA
Caxias/RJ, que extinguiu o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, e ADVOGADO :RICARDO FERNANDES
269, IV, do CPC, c/c 174, caput, do CTN, considerando a ocorrência MAGALHAES DA SILVEIRA
da prescrição. ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o EXECUÇÃO FISCAL - RJ
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do (200351015414229)
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito EMENTA
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO
Federais - DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que INTERCORRENTE. ART.40, §4º, DA LEI 6.830/1980. SUSPENSÃO
evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda DA EXECUÇÃO COM FULCRO NA LEI 10.684/2003. VERBETE
Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do 314 DA SÚMULA DO E.STJ. ARQUIVAMENTO. LAPSO
valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no TEMPORAL SUPERIOR A CINCO ANOS. OITIVA PRÉVIA DA
AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe FAZENDA NACIONAL. DÉBITO SUPERIOR AO MÍNIMO
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp ESTABELECIDO POR LEI. PARCELAMENTO. CAUSA
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). INTERRUPTIVA DO PRAZO PRESCRICIONAL
Enunciado 436 da Súmula do E. STJ. 1. Controvérsia relacionada à extinção do processo em virtude do
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a reconhecimento da prescrição intercorrente, apesar da alegação de
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento causa interruptiva da prescrição.
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for 2. Suspensão do processo de execução em virtude da não localização
posterior àquela data. de bens penhoráveis. Marco inicial do período de um ano previsto na
5. Aplicação do disposto no art. 174, parágrafo único, I, do CTN, com própria legislação, no qual a Exequente poderá diligenciar buscando
redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação trazer à apreciação judicial elementos capazes de demonstrar a
do devedor. Entendimento do E. STJ (art. 543-C do CPC): o art. 174 existência de patrimônio do devedor para satisfazer a dívida,
do CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do possibilitando o reinício do curso processual. Verbete 314 da Súmula
CPC, de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação do E.STJ (“Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,
(ou o despacho citatório) retroage à data de propositura da ação suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da
(Primeira Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. prescrição quinquenal intercorrente”).
Min. LUIZ FUX, DJe 21.5.2010). 3. Suspenso o curso da execução, concede-se vista ao representante
6. Créditos constituídos em 1997. Ajuizamento da ação em 1998. judicial da Fazenda Nacional, nos termos do art. 40, § 1º, da LEF.
Lapso prescricional não transcorrido. Situação de inércia do fisco não Nada requerido no intervalo de tempo da suspensão, procede-se ao
configurada. Não incidência do enunciado 106 da Súmula do E.STJ. arquivamento provisório, sem baixa na distribuição (§ 2º),
7. Precedentes: TRF2R, Terceira Turma Especializada, AC considerando-se reiniciado o prazo prescricional intercorrente, ainda
2004.51.10.003569-6, Rel. Des. Fed. SALETE MACCALÓZ, E- que não determinado o arquivamento.
DJF2R 23.10.2012, e TRF4R, Primeira Turma, AC 4. Lei n° 10.522/2002, com a atualização da Lei n° 11.033/2004.
5003469-46.2012.404.7001, Rel. Des. Fed. JOEL ILAN PACIORNIK, Arquivamento das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida
D.E.14.3.2013. Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por
8. Prescrição superada. Anulação da sentença e retorno dos autos à ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00.
Vara de origem para prosseguimento do feito. Regra que não impede a fluência do prazo prescricional porque
9. Apelação provida. prevalece a disciplina do art. 174, parágrafo único, do CTN, que
ACÓRDÃO estabelece as hipóteses de interrupção do referido lapso, pois em
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima matéria tributária cabe à lei complementar normatização quanto à
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional prescrição (art.146, III, alínea “b”, da CRFB/1988).
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na 5. Entendimento firmado pelo E.STJ no REsp 1.102.554, submetido ao
forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte regime dos recursos repetitivos, relacionado à aplicação da prescrição
intercorrente prevista no art.40, §4º, da LEF, às execuções fiscais
arquivadas consoante o art. 20 da Lei n° 10.522/2002. Regra que deve
ser interpretada em conjunto com a disposição da LEF relativa à
prescrição intercorrente, de forma a estabelecer um limite temporal
para o desarquivamento das execuções, impedindo a eternização de tais

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ações (1ª Seção, REsp 1.102.554, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJe
08.6.2009).
6. Manifestação prévia da Fazenda Pública (art. 40, § 4º, da Lei n°
6.830/1980). Possibilidade de dispensa na hipótese de cobranças
judiciais com valor inferior ao mínimo fixado por ato do Ministro de
Estado da Fazenda (art.40, §5º, da referida lei). Portaria 227, de aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
8.3.2010, do Ministro de Estado da Fazenda. 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
7. Feito suspenso em 2005, com base na Lei nº 10.684/2003, que constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
dispõe sobre parcelamento de débitos. Instada à manifestação pelo Federais - DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que
Juízo a quo em 2012, noticiou a Fazenda Nacional a rescisão de evidencie o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda
parcelamento de débito tributário de valor superior a R$ 10.000,00. Pública de qualquer outra providência conducente à formalização do
8. Alegação de parcelamento reiterada em sede de apelação, constando valor declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no
exclusão do Executado do PAES em 2011. Causa interruptiva da AREsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
prescrição intercorrente (art.174, parágrafo único, IV, do CTN). 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
Circunstância verificada no decurso do prazo prescricional. Precedente 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
do E.STJ, assentando que a confissão espontânea de dívida seguida do Enunciado 436 da Súmula do Eg. STJ.
pedido de parcelamento representa um ato inequívoco de 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
reconhecimento do débito, interrompendo o curso da prescrição cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
tributária, sendo que tal interrupção somente ocorrerá se o lapso declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
prescricional estiver em curso por ocasião do reconhecimento da dívida posterior àquela data.
(2ª Turma, AgRg no REsp 1297954, Rel. Min. MAURO CAMPBELL 5. Aplicação do disposto no art. 174, parágrafo único, I, do CTN, com
MARQUES, DJe 14.9.2012). redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação
9. Apelação provida, para anular a sentença e determinar o retorno dos do devedor. Entendimento do E.STJ (art.543-C do CPC): o art. 174 do
autos à Vara de origem, para prosseguimento da execução. CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, § 1º, do CPC,
ACÓRDÃO de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação (ou o
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima despacho citatório) retroage à data de propositura da ação (Primeira
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. Min.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na LUIZ FUX, DJe 21.5.2010).
forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte 6. Créditos constituídos em 1997. Ajuizamento da ação na Justiça
do presente julgado. Estadual em 2000. Lapso prescricional não transcorrido, não havendo
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). nos autos notícias de realização da citação do devedor.
RICARDO PERLINGEIRO 7. Existência de diversas tentativas de localização do devedor e de
Juiz Federal Convocado diligências citatórias negativas (em 2000, fls. 31 e 38; em 2005, fl. 55;
em 2006, fl. 67 e em 2008, fl. 68), as quais afastam a configuração de
inércia e de aplicação do enunciado 106 da Súmula do E.STJ
(“Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na
citação, por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o
IV - APELACAO CIVEL 2012.02.01.012089-9 acolhimento da arguição de prescrição ou decadência”), pois não se
Nº CNJ :0012089-19.2012.4.02.9999 pode atribuir, nas circunstâncias, responsabilidade exclusiva de
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO qualquer das partes no tocante à demora na citação.
RICARDO PERLINGEIRO 8. Prescrição superada. Anulação da sentença e retorno dos autos à
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Vara de origem para prosseguimento do feito.
NACIONAL 9. Apelação provida.
APELADO :ALUFERRO SERRALHERIA LTDA ME ACÓRDÃO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
ORIGEM :1A. VARA ESTADUAL - IUNA/ES indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
(028050013870) Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte
EMENTA do presente julgado.
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, § 5º, E 269, IV, DO RICARDO PERLINGEIRO
CPC. ART.174, CAPUT, DO CTN. TRIBUTOS SUJEITOS AO Juiz Federal Convocado
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLINAÇÃO DE
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AJUIZAMENTO
DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. ORIENTAÇÃO
JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR (ART. 543-C DO
CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE. FALHAS NOS IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.530353-2
MECANISMOS JUDICIAIS. Nº CNJ :0530353-11.2011.4.02.5101
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a RICARDO PERLINGEIRO
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, § 5º, e APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
269, IV, do CPC, pela ocorrência da prescrição. NACIONAL
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o APELADO :CENTURY MEDICAL LTDA
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do ADVOGADO :MARCELO GOMES DA ROSA
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DO RIO DE
JANEIRO (201151015303532)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA

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DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
1. Trata-se de Apelação da União interposta em execução fiscal
visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, §5º, do sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, §5º, do
CPC, e 1º da Lei 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.156, V, CPC, e 1º da Lei 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.156, V,
do CTN). do CTN).
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o 2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito 3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
qualquer outra providência conducente à formalização do valor qualquer outra providência conducente à formalização do valor
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
posterior àquela data. posterior àquela data.
5. Créditos constituídos por termos de confissão espontânea, com datas 5. Créditos constituídos por declaração de rendimentos, com datas de
de vencimento entre 28.4.2000 e 14.11.2002. Ação distribuída em vencimento entre 28.2, 31.3 e 30.4.1997. Ação distribuída em
13.12.2011. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao 17.12.2002. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ.
6. Apelação não provida. 6. Apelação não provida.
ACÓRDÃO ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
parte do presente julgado. parte do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2003.51.01.518373-6 IV - APELACAO CIVEL 1999.51.01.079696-9


Nº CNJ :0518373-48.2003.4.02.5101 Nº CNJ :0079696-53.1999.4.02.5101
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL NACIONAL
APELADO :VELON E BOKEL ARQUITETURA E APELADO :MANAIBA COMERCIO DE CEREAIS
ENGENHARIA S/C LTDA LTDA ME
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ EXECUÇÃO FISCAL - RJ (9900796969)
(200351015183736)
EMENTA
EMENTA TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, DO CPC, E 1º DA LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR
LEI 6.830/1980. TRIBUTOS SUJEITOS AO LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO
HOMOLOGAÇÃO. PRESCRIÇÃO ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ.
AJUIZAMENTO DA EXECUÇÃO. SÚMULA Nº 409 DO STJ. 1. Trata-se de Apelação da União interposta em execução fiscal
1. Trata-se de Apelação da União interposta em execução fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, §5º, do
CPC, e 1º da Lei 6.830/1980, pela ocorrência da prescrição (art.156, V,
do CTN).
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do

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aludido crédito (art. 174, caput, do CTN).
3.Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
qualquer outra providência conducente à formalização do valor o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp qualquer outra providência conducente à formalização do valor
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp 32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). 21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. 962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008).
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a Enunciado 436 da Súmula do E.STJ.
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento 4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento
posterior àquela data. declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for
5. Créditos constituídos por declaração de rendimentos, com datas de posterior àquela data.
vencimento em 30.11, 30.12.1993 e 31.5.1994. Ação distribuída em 5. Aplicação do disposto no art.174, parágrafo único, I, do CTN, com
12.8.1999. Lapso prescricional transcorrido anteriormente ao redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação
ajuizamento da execução fiscal. Incidência da Súmula nº 409 do STJ. do devedor. Entendimento do E.STJ (art.543-C do CPC): o art. 174 do
6. Apelação não provida. CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do CPC,
ACÓRDÃO de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação (ou o
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima despacho citatório) retroage à data de propositura da ação (Primeira
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. Min.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, LUIZ FUX, DJe 21.5.2010).
na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo 6.Créditos constituídos em 1994. Ajuizamento da ação na Justiça
parte do presente julgado. Estadual em 1997. Lapso prescricional não transcorrido. Declinação de
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). competência para a Justiça Federal em 2011, não havendo nos autos
RICARDO PERLINGEIRO notícias de realização da citação do devedor.
Juiz Federal Convocado 7. Se por um lado não se pode desconsiderar as dificuldades quanto à
localização do devedor, por outro não é possível desprezar o tempo em
que o feito aguarda ainda a citação do executado, constatando-se a
existência de lapsos temporais de três anos em que não houve
movimentação processual, justificativas para a paralisação do processo
IV - APELACAO CIVEL 2011.51.18.002139-0 ou indicação de tentativas, ainda que infrutíferas, para a localização do
Nº CNJ :0002139-16.2011.4.02.5118 executado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO 8. Não obstante às paralisações apontadas e o tempo decorrido sem que
RICARDO PERLINGEIRO até hoje a citação do executado fosse realizada, no caso concreto não se
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA pode atribuir responsabilidade por inércia processual ao credor por um
NACIONAL lapso temporal superior a cinco anos. Prescrição não configurada.
APELADO :LIDER DE PETROLEO LTDA 9. Precedentes (TRF4R, AG 0016624-92.2011.404.0000, Segunda
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Turma, Rel. Des. Fed. RÔMULO PIZZOLATTI, D.E. 05.6.2013;
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL DUQUE TRF5R, Primeira Turma, AC 000772842.1995.4.05.8100, Rel. Des.
DE CAXIAS/RJ (201151180021390) Fed. JOSÉ MARIA LUCENA, DJE 14.6.2012).
10. Apelação provida.
EMENTA ACÓRDÃO
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, E 269, IV, DO indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
CPC. ART.174, CAPUT, DO CTN. TRIBUTOS SUJEITOS AO Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLINAÇÃO DE forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AJUIZAMENTO do presente julgado.
DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. ORIENTAÇÃO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR (ART.543-C DO RICARDO PERLINGEIRO
CPC). PARALISAÇÃO DO PROCESSO POR PERÍODO INFERIOR Juiz Federal Convocado
AO LAPSO QUINQUENAL.
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução
fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a
sentença julgado extinto o processo, com fulcro no art. 269, IV, do
CPC, pela ocorrência da prescrição. IV - APELACAO CIVEL 2012.51.68.002822-5
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o Nº CNJ :0002822-63.2012.4.02.5168
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). RICARDO PERLINGEIRO
3.Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos NACIONAL
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie APELADO :MECANICA E METALURGICA
ROYAL LTDA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL DUQUE
DE CAXIAS/RJ (201251680028225)

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EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CRÉDITOS INSCRITOS NA
DÍVIDA ATIVA. PRESCRIÇÃO. ARTS. 219, §5º, E 269, IV, DO
CPC. ART.174, CAPUT, DO CTN. TRIBUTOS SUJEITOS AO
LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. DECLINAÇÃO DE
COMPETÊNCIA PARA A JUSTIÇA FEDERAL. AJUIZAMENTO casu, não obstante ao interesse público sustentado pela Apelante, o fato
DA AÇÃO ANTES DA LC 118/2005. ORIENTAÇÃO é que o processo teve início em 1983 sem que até hoje a parte
JURISPRUDENCIAL DA CORTE SUPERIOR (ART.543-C DO executada tivesse sido citada, não se podendo falar em prazo razoável.
CPC). INÉRCIA DA PARTE EXEQUENTE. FALHAS NOS Prescrição do crédito configurada.
MECANISMOS JUDICIAIS. 12. Apelação não provida.
1. Trata-se de Apelação da Fazenda Nacional, interposta em execução ACÓRDÃO
fiscal visando à cobrança de créditos inscritos em dívida ativa, tendo a Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
sentença julgado extinto o processo, com fulcro nos arts. 219, §5º, e indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
269, IV, do CPC, pela ocorrência da prescrição. Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
2. Cobrança do crédito tributário: prescrição em cinco anos, sendo o na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
termo inicial para a contagem do prazo o da constituição definitiva do parte do presente julgado.
aludido crédito (art. 174, caput, do CTN). Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
3. Tributos sujeitos ao lançamento por homologação: crédito RICARDO PERLINGEIRO
constituído a partir da entrega da Declaração de Débitos e Créditos Juiz Federal Convocado
Federais-DCTF ou de outra declaração pelo contribuinte que evidencie
o reconhecimento da dívida, ficando dispensada a Fazenda Pública de
qualquer outra providência conducente à formalização do valor
declarado. Precedentes do E.STJ (Primeira Turma, AgRg no AREsp
32131, Rel. Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe IV - APELACAO CIVEL 2003.51.01.520447-8
21.2.2013, e Primeira Seção, sob o rito do 543-C do CPC, REsp Nº CNJ :0520447-75.2003.4.02.5101
962.379, Rel. Min. TEORI ALBINO ZAVASCKI, DJe 28.10.2008). RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
Enunciado 436 da Súmula do E.STJ. RICARDO PERLINGEIRO
4. Constituído o crédito, inicia-se o prazo quinquenal do fisco para a APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
cobrança, cujo marco inicial é a data da entrega do documento NACIONAL
declaratório ou a partir do vencimento da obrigação se este for APELADO :RODAFERRO COMERCIO E
posterior àquela data. MATERIAL DE CONSTRUCAO E
5. Aplicação do disposto no art.174, parágrafo único, I, do CTN, com FERROS LTDA
redação anterior à LC 118/2005. Prescrição interrompida pela citação ADVOGADO :SEM ADVOGADO
do devedor. Entendimento do E.STJ (art.543-C do CPC): o art. 174 do ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE
CTN deve ser interpretado em harmonia com o art. 291, §1º, do CPC, EXECUÇÃO FISCAL - RJ
de forma que a interrupção do prazo prescricional pela citação (ou o (200351015204478)
despacho citatório) retroage à data de propositura da ação (Primeira
Seção, REsp 1.120.295, representativo de controvérsia, Rel. Min. EMENTA
LUIZ FUX, DJe 21.5.2010). TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO
6. Créditos constituídos em 1982. Ajuizamento da ação na Justiça INTERCORRENTE. ART.40, §4º, DA LEI 6.830/1980.
Estadual em 1983. Lapso prescricional não transcorrido. Declinação de PARCELAMENTO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO.
competência para a Justiça Federal em 2011, não havendo nos autos QUINQUÊNIO NÃO CONFIGURADO. PROSSEGUIMENTO DA
notícias de realização da citação do devedor. EXECUÇÃO.
7. No caso concreto, o processo ficou paralisado inicialmente por um 1. Controvérsia relacionada à extinção do processo em virtude do
período de cinco anos e, posteriormente, por outro lapso temporal de reconhecimento da prescrição intercorrente, configurada quando,
mais nove anos sem movimentações processuais. proposta a execução fiscal e decorrido o prazo da suspensão, o feito
8. Se por um lado não se pode desconsiderar as alegações da Fazenda permanecer paralisado por mais de cinco anos, contados a partir do
Nacional relativamente às dificuldades quanto à localização do arquivamento, por culpa da parte exequente, nos termos do art.40, §4º,
devedor, por outro não é possível desprezar o tempo em que o feito da Lei 6.830/1980.
ficou paralisado aguardando a citação do executado, sem qualquer 2. Suspensão do processo de execução em virtude da não localização
movimentação processual pela Vara processante ou indicação de de bens penhoráveis. Marco inicial do período de um ano previsto na
tentativas ainda que infrutíferas para localização do executado. própria legislação, no qual a Exequente poderá diligenciar buscando
9. Ausência de diligências requeridas pela Exequente nesse período trazer à apreciação judicial elementos capazes de demonstrar a
para o prosseguimento da ação. Comportamento que colaborou para existência de patrimônio do devedor para satisfazer a dívida,
que perdurasse a situação de paralisação do feito. possibilitando o reinício do curso processual. Verbete 314 da Súmula
10. Nas circunstâncias, a demora na citação não decorreu apenas de do E.STJ (“Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,
falhas inerentes aos mecanismos judiciais, mas também pela ausência suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da
de atos da própria Exequente que impulsionassem o andamento prescrição quinquenal intercorrente”).
processual, o que afasta a aplicação do enunciado 106 da Súmula do 3. Suspenso o curso da execução, concede-se vista ao representante
E.STJ. judicial da Fazenda Nacional, nos termos do art. 40, §1º, da LEF. Nada
11. O instituto da prescrição volta-se ao princípio da segurança requerido no intervalo de tempo da suspensão, procede-se ao
jurídica, a fim de que determinadas situações não permaneçam arquivamento provisório, sem baixa na distribuição (§ 2º),
indefinidamente sujeitas a mudanças que repercutam na esfera pessoal, considerando-se reiniciado o prazo prescricional intercorrente, ainda
quando já sedimentadas situações outras pelo decurso temporal. In que não determinado o arquivamento.
4. Lei 10.522/2002, com a atualização da Lei 11.033/2004.
Arquivamento das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida
Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por
ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$10.000,00.
Regra que não impede a fluência do prazo prescricional porque

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prevalece a disciplina do art. 174, parágrafo único, do CTN, que
estabelece as hipóteses de interrupção do referido lapso, pois em
matéria tributária cabe à lei complementar normatização quanto à
prescrição (art.146, III, alínea “b”, da CRFB/1988).
5. Entendimento firmado pelo E.STJ no REsp 1.102.554, submetido ao
regime dos recursos repetitivos, relacionado à aplicação da prescrição permanecer paralisado por mais de cinco anos, contados a partir do
intercorrente prevista no art.40, §4º, da LEF, às execuções fiscais arquivamento, por culpa da parte exequente, nos termos do art.40, §4º,
arquivadas consoante o art. 20 da Lei 10.522/2002. Regra que deve ser da Lei 6.830/1980.
interpretada em conjunto com a disposição da LEF relativa à prescrição 2. Suspensão do processo de execução em virtude da não localização
intercorrente, de forma a estabelecer um limite temporal para o de bens penhoráveis. Marco inicial do período de um ano previsto na
desarquivamento das execuções, impedindo a eternização de tais ações própria legislação, no qual a Exequente poderá diligenciar buscando
(1ª Seção, REsp 1.102.554, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJe trazer à apreciação judicial elementos capazes de demonstrar a
08.6.2009). existência de patrimônio do devedor para satisfazer a dívida,
6. Manifestação prévia da União (art.40, §4º, da Lei 6.830/1980). possibilitando o reinício do curso processual. Verbete 314 da Súmula
Possibilidade de dispensa na hipótese de cobranças judiciais com valor do E.STJ (“Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,
inferior ao mínimo fixado por ato do Ministro de Estado da Fazenda suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da
(art.40, §5º, da referida lei e Portaria 227, de 08.3.2010). prescrição quinquenal intercorrente”).
7. Alegação de parcelamento em sede de apelação, constando 3. Suspenso o curso da execução, concede-se vista ao representante
negociação do executado ao mesmo. Causa interruptiva da prescrição judicial da Fazenda Nacional, nos termos do art. 40, §1º, da LEF. Nada
intercorrente (art.174, parágrafo único, IV, do CTN). Circunstância requerido no intervalo de tempo da suspensão, procede-se ao
verificada no decurso do prazo prescricional. Precedente do E.STJ, arquivamento provisório, sem baixa na distribuição (§ 2º),
assentando que a confissão espontânea de dívida seguida do pedido de considerando-se reiniciado o prazo prescricional intercorrente, ainda
parcelamento representa um ato inequívoco de reconhecimento do que não determinado o arquivamento.
débito, interrompendo o curso da prescrição tributária, sendo que tal 4. Lei 10.522/2002, com a atualização da Lei 11.033/2004.
interrupção somente ocorrerá se o lapso prescricional estiver em curso Arquivamento das execuções fiscais de débitos inscritos como Dívida
por ocasião do reconhecimento da dívida (2ª Turma, AgRg no REsp Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por
1297954, Rel. Min. MAURO CAMPBELL MARQUES, DJe ela cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$10.000,00.
14.9.2012). Regra que não impede a fluência do prazo prescricional porque
8. Apelação provida, para anular a sentença e determinar o retorno dos prevalece a disciplina do art. 174, parágrafo único, do CTN, que
autos à Vara de origem, para prosseguimento da execução. estabelece as hipóteses de interrupção do referido lapso, pois em
ACÓRDÃO matéria tributária cabe à lei complementar normatização quanto à
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima prescrição (art.146, III, alínea “b”, da CRFB/1988).
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Entendimento firmado pelo E.STJ no REsp 1.102.554, submetido ao
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na regime dos recursos repetitivos, relacionado à aplicação da prescrição
forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte intercorrente prevista no art.40, §4º, da LEF, às execuções fiscais
do presente julgado. arquivadas consoante o art. 20 da Lei 10.522/2002. Regra que deve ser
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. interpretada em conjunto com a disposição da LEF relativa à prescrição
. intercorrente, de forma a estabelecer um limite temporal para o
RICARDO PERLINGEIRO desarquivamento das execuções, impedindo a eternização de tais ações
Juiz Federal Convocado (1ª Seção, REsp 1.102.554, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJe
08.6.2009).
6. Manifestação prévia da União (art.40, §4º, da Lei 6.830/1980).
Possibilidade de dispensa na hipótese de cobranças judiciais com valor
inferior ao mínimo fixado por ato do Ministro de Estado da Fazenda
IV - APELACAO CIVEL 1999.51.01.080154-0 (art.40, §5º, da referida lei e Portaria 227, de 08.3.2010).
Nº CNJ :0080154-70.1999.4.02.5101 7. Alegação de parcelamento em sede de apelação. Causa interruptiva
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO da prescrição intercorrente (art.174, parágrafo único, IV, do CTN).
RICARDO PERLINGEIRO Circunstância verificada no decurso do prazo prescricional. Precedente
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA do E.STJ, assentando que a confissão espontânea de dívida seguida do
NACIONAL pedido de parcelamento representa um ato inequívoco de
APELADO :HOTEL CATEDRAL LTDA reconhecimento do débito, interrompendo o curso da prescrição
ADVOGADO :SEM ADVOGADO tributária, sendo que tal interrupção somente ocorrerá se o lapso
ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE prescricional estiver em curso por ocasião do reconhecimento da dívida
EXECUÇÃO FISCAL - RJ (9900801547) (2ª Turma, AgRg no REsp 1297954, Rel. Min. MAURO CAMPBELL
MARQUES, DJe 14.9.2012).
EMENTA 8. Apelação provida, para anular a sentença e determinar o retorno dos
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO autos à Vara de origem, para prosseguimento da execução.
INTERCORRENTE. ART.40, §4º, DA LEI 6.830/1980. ACÓRDÃO
PARCELAMENTO. INTERRUPÇÃO DA PRESCRIÇÃO. Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
QUINQUÊNIO NÃO CONFIGURADO. PROSSEGUIMENTO DA indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
EXECUÇÃO. Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
1. Controvérsia relacionada à extinção do processo em virtude do forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo parte
reconhecimento da prescrição intercorrente, configurada quando, do presente julgado.
proposta a execução fiscal e decorrido o prazo da suspensão, o feito Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

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IV - APELACAO CIVEL 1980.51.01.251310-3
Nº CNJ :0251310-93.1980.4.02.5101
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA PAMPLONA, D.E. 05.11.2012; TRF5R, 1ª Turma, REO 547696, Rel.
NACIONAL Des. Fed. FRANCISCO CAVALCANTI, DJE 26.10.2012.
APELADO :MARIA ADELINA DE BARROS 7. Apelação não provida.
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ACÓRDÃO
ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
EXECUÇÃO FISCAL - RJ (0002513102) indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
EMENTA: na forma do relatório e voto constantes dos autos, que ficam fazendo
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO parte do presente julgado.
INTERCORRENTE. ART.40, §4º, DA LEI 6.830/1980. SUSPENSÃO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
DA EXECUÇÃO. VERBETE 314 DA SÚMULA DO E.STJ. RICARDO PERLINGEIRO
CIÊNCIA DA EXEQUENTE. ARQUIVAMENTO. OITIVA PRÉVIA Juiz Federal Convocado
DA FAZENDA NACIONAL. PRECEDENTES DO STJ E
TRIBUNAIS REGIONAIS.
1. Controvérsia relacionada à extinção do processo em virtude do
reconhecimento da prescrição intercorrente, configurada quando,
proposta a execução fiscal e decorrido o prazo da suspensão, o feito IV - APELACAO CIVEL 2002.51.01.527160-8
permanecer paralisado por mais de cinco anos, contados a partir do Nº CNJ :0527160-03.2002.4.02.5101
arquivamento, por culpa da parte exequente (art.40, §4º, da Lei RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
6.830/1980). RICARDO PERLINGEIRO
2. A suspensão do processo de execução em virtude da não localização APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
de bens penhoráveis é o marco inicial do período de um ano previsto ENGENHARIA, ARQUITETURA E
na própria legislação, no qual a Exequente poderá diligenciar buscando AGRON. - CREA/RJ
trazer à apreciação judicial elementos capazes de demonstrar a ADVOGADO :REGINA CELIA PINHEIRO AMORIM
existência de patrimônio do devedor para satisfazer a dívida, FONSECA E OUTROS
possibilitando o reinício do curso processual. Verbete 314 da Súmula APELADO :ALEXANDRE VALEIKO
do E.STJ. ADVOGADO :ANA SELMA FERREIRA
3. Manifestação da Exequente previamente à declaração de ofício da SCHIMMELPFENNIG
prescrição intercorrente nas hipóteses elencadas no §2º do art.40 da ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DE
LEF (quando não localizado o devedor ou não encontrados bens EXECUÇÃO FISCAL - RJ
penhoráveis), possibilitando-lhe a arguição de eventuais causas (200251015271608)
suspensivas ou interruptivas ocorridas no quinquênio. Procedimento
que visa ao exercício do contraditório, pois a declaração de prescrição EMENTA
atinge o próprio direito de ser discutida judicialmente a satisfação do TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
crédito alegado. PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
4.Orientação firmada pelo E.STJ no REsp 1100156, submetido ao LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
regime dos recursos repetitivos: “[...] Em execução fiscal, a prescrição TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
ocorrida antes da propositura da ação pode ser decretada de ofício, com INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
base no art. 219, § 5º do CPC [...], independentemente da prévia ouvida 57 DO TRF2. EXTINÇÃO.
da Fazenda Pública. O regime do § 4º do art. 40 da Lei 6.830/80, que 1. A evidência de vício na constituição da CDA constitui matéria de
exige essa providência prévia, somente se aplica às hipóteses de ordem pública que está sujeita ao controle ex officio do magistrado.
prescrição intercorrente nele indicadas [...]” (1ª Seção, Rel. Min. 2. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
TEORI ZAVASCKI, DJe 18.6.2009). profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
5. Consulta prévia à Exequente realizada (art.40, §4º, da Lei por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
6.830/1980). Não comprovação, entretanto, de circunstâncias ocorridas na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
no prazo prescricional capazes de impedir seu decurso. Não incidência anuidades com valor acima do patamar legal.
do verbete 106 da Súmula do E.STJ (“Proposta a ação no prazo fixado 3. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição de matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
prescrição ou decadência”), sendo certo que a referida lei prevê a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
possibilidade de desarquivamento pela Exequente, em qualquer 11.000/04”.
momento, caso localizado o devedor ou bens suficiente à satisfação do 4. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
crédito (art.40, §3º). econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
6. Sobre o tema, precedentes deste Tribunal e dos demais Regionais: natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
TRF2R, 3ª Turma Especializada, AC 1967.5101.212013-7, Rel. Des. 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
Fed. SALETE MACCALÓZ, E-DJF2R 02.4.2012, e 4ª Turma especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I,
Especializada, AC 1999.51.01.064579-7, Rel. Des. Fed. LANA da CF/88.
REGUEIRA, E-DJF2R 02.3.2011; TRF4R, 2ª Turma, AC 5. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral
5004191-59.2012.404.7105, Rel. Des. Fed. OTÁVIO ROBERTO da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS
TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de
Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não
ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução
interna.
6. Agravo Retido prejudicado e Apelação não provida.

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Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, julgar prejudicado o Agravo
Retido e negar provimento à Apelação, na forma do relatório e do voto
constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente Federal da 2ª Região, por unanimidade, julgar prejudicado o Agravo
julgado. Retido e negar provimento à Apelação, na forma do relatório e do voto
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). constantes dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente
RICARDO PERLINGEIRO julgado.
Juiz Federal Convocado Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

IV - APELACAO CIVEL 2006.51.10.002555-9


Nº CNJ :0002555-81.2006.4.02.5110
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO BOLETIM: 144496
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ENGENHARIA E AGRONOMIA DO IV - APELACAO CIVEL 2005.50.01.002466-3
RIO DE JANEIRO - CREA/RJ Nº CNJ :0002466-31.2005.4.02.5001
ADVOGADO :REGINA CELIA PINHEIRO AMORIM RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
FONSECA E OUTROS RICARDO PERLINGEIRO
APELADO :ERONIDES JOSÉ BATISTA FILHO APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ADVOGADO :SEM ADVOGADO CORRETORES DE IMOVEIS - 13A
ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL DE REGIAO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ ADVOGADO :CARLOS AUGUSTO DA MOTTA
(200651100025559) LEAL
APELADO :LUIZ CELIO AGUIAR
EMENTA ADVOGADO :SEM ADVOGADO
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ORIGEM :10EF VARA JUSTIÇA FEDERAL
PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS VITORIA/ES (200550010024663)
LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. EMENTA
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
57 DO TRF2. EXTINÇÃO. PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
1. A evidência de vício na constituição da CDA constitui matéria de LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
ordem pública que está sujeita ao controle ex officio do magistrado. TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
2. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas 57 DO TRF2. CRECI. LEI Nº 6.530/1978. LIMITES DA LEI Nº
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, 10.795/2003.
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
anuidades com valor acima do patamar legal. profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
3. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão anuidades com valor acima do patamar legal.
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
11.000/04”. este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. As contribuições de interesse das categorias profissionais e matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. 11.000/04”.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I, econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
da CF/88. natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
5. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de I da CF/88).
Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
interna. edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
6. Agravo Retido prejudicado e Apelação não provida. ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
ACÓRDÃO Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
19.4.2013.
5. É inviável a execução de créditos oriundos de fatos geradores
ocorridos até dezembro 2003, porquanto constituídos com base em

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resoluções do Conselho Profissional, em flagrante ofensa à legalidade
tributária estrita.
6. Revela-se legítima a cobrança do crédito do ano de 2004, com base
nos parâmetros estabelecidos nos §§ 1º e 2º do art. 16 da Lei nº
6.530/1978 – na redação dada pela Lei nº 10.795/2003. Inexistindo nos
autos elementos suficientes para ilidir a presunção relativa de certeza e 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual excesso dos valores das relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
contribuições ou demais impugnações deverão ser objeto de embargos edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
à execução. ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
7. Recurso parcialmente provido para determinar o retorno dos autos Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ao Juízo de origem para o prosseguimento do feito em relação ao como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
crédito relativos ao ano de 2004; mantendo-se a extinção do processo Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
apenas em relação aos créditos dos anos de 2000, 2001, 2002 e 2003. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. É inviável a execução de créditos oriundos de fatos geradores
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar parcial provimento à ocorridos até dezembro 2003, porquanto constituídos com base em
Apelação, na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que resoluções do Conselho Profissional, em flagrante ofensa à legalidade
ficam fazendo parte integrante do presente julgado. tributária estrita.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). 6. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2004 a 2007.
RICARDO PERLINGEIRO Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
Juiz Federal Convocado relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
ser objeto de embargos à execução
7. Recurso parcialmente provido para determinar o retorno dos autos
ao Juízo de origem para o prosseguimento do feito em relação aos
IV - APELACAO CIVEL 2008.51.01.514495-9 créditos relativos aos anos de 2004 a 2007; mantendo-se a extinção do
Nº CNJ :0514495-42.2008.4.02.5101 processo apenas em relação aos créditos do ano de 2003.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO ACÓRDÃO
RICARDO PERLINGEIRO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
CORRETORES DE IMOVEIS - Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar parcial provimento à
CRECI/1A. REGIAO/RJ Apelação, na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que
ADVOGADO :NATHALIA MORAES SCHMUCLER E ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
OUTROS Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
APELADO :PAULO GERVASIO ORIENTE RICARDO PERLINGEIRO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Juiz Federal Convocado
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ
(200851015144959)

EMENTA IV - APELACAO CIVEL 2007.51.01.527876-5


TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO Nº CNJ :0527876-54.2007.4.02.5101
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA RICARDO PERLINGEIRO
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº CORRETORES DE IMOVEIS
57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003. ADVOGADO :NATHALIA MORAES SCHMUCLER
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos APELADO :JOSE CARLOS RODRIGUES FARIA
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas ADVOGADO :SEM ADVOGADO
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de EXECUÇÃO FISCAL - RJ
anuidades com valor acima do patamar legal. (200751015278765)
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a EMENTA
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
11.000/04”. FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
I da CF/88). por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
anuidades com valor acima do patamar legal.
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão

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“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
11.000/04”.
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 57 DO TRF2. LEI 12.514/2011. APLICAÇÃO IMEDIATA.
I da CF/88). 1. Aplicação imediata do art. 8º da Lei nº 12.514/11 que estabelece o
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional valor mínimo para propositura de execuções pelos conselhos
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a profissionais.
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 2. Se uma lei nova institui um limite mínimo para cobrança de crédito
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de tributário, surge para o particular em relação à autoridade
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem administrativa, o direito subjetivo de não ser cobrado por valores até
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte aquele limite, pouco importando a data do fato gerador ou a data da
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ execução fiscal, isto porque a proibição da retroatividade da lei é uma
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª decorrência do direito fundamental à segurança jurídica do cidadão em
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe face do Estado e não vice-versa.
19.4.2013. 3. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
5. É inviável a execução de créditos oriundos de fatos geradores profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
ocorridos até dezembro 2003, porquanto constituídos com base em por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
resoluções do Conselho Profissional, em flagrante ofensa à legalidade na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
tributária estrita. anuidades com valor acima do patamar legal.
6. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2004 a 2006. 4. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
ser objeto de embargos à execução 11.000/04”.
7. Recurso parcialmente provido para determinar o retorno dos autos 5. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
ao Juízo de origem para o prosseguimento do feito em relação aos econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
créditos relativos aos anos de 2004 a 2006; mantendo-se a extinção do natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
processo apenas em relação aos créditos dos anos de 2002 e 2003. 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ACÓRDÃO especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima I, da CF/88.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 6. É inviável a execução de créditos de 2002 a 2006, porquanto
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar parcial provimento à constituídos com base em resoluções do Conselho Profissional, em
Apelação, na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que flagrante ofensa à legalidade tributária estrita.
ficam fazendo parte integrante do presente julgado. 7. Apelação não provida.
Rio de Janeiro, 18 junho de 2013 (data do Julgamento). ACÓRDÃO
RICARDO PERLINGEIRO Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
Juiz Federal Convocado indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
IV - APELACAO CIVEL 2007.51.01.533174-3
Nº CNJ :0533174-27.2007.4.02.5101 RICARDO PERLINGEIRO
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Juiz Federal Convocado
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ADMINISTRACAO DO RIO DE
JANEIRO - CRA/RJ
ADVOGADO :FRANCISCO LUIZ DO LAGO VIEGAS IV - APELACAO CIVEL 2007.51.01.534103-7
E OUTROS Nº CNJ :0534103-60.2007.4.02.5101
APELADO :HELIO CEZAR BORGES DA COSTA RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO RICARDO PERLINGEIRO
ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ ADMINISTRACAO - RJ
(200751015331743) ADVOGADO :MARCELO OLIVEIRA DE ALMEIDA
E OUTROS
EMENTA APELADO :EDISON BOECHAT MARTINS
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
PROFISSIONAL. ANUIDADE. CRITÉRIOS LEGAIS DE ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA EXECUÇÃO FISCAL - RJ
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. (200751015341037)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
PROFISSIONAL. ANUIDADE. CRITÉRIOS LEGAIS DE
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
57 DO TRF2. LEI 12.514/2011. APLICAÇÃO IMEDIATA.
1. Aplicação imediata do art. 8º da Lei nº 12.514/11 que estabelece o
valor mínimo para propositura de execuções pelos conselhos
profissionais. 11.000/2004. SÚMULA Nº 57 DO TRF2. EXTINÇÃO. NÃO
2. Se uma lei nova institui um limite mínimo para cobrança de crédito INCIDÊNCIA DO DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO. LEI
tributário, surge para o particular em relação à autoridade 12.514/2011. APLICABILIDADE ÀS DEMANDAS AJUIZADAS
administrativa, o direito subjetivo de não ser cobrado por valores até APÓS SUA ENTRADA EM VIGOR. EMENDA OU
aquele limite, pouco importando a data do fato gerador ou a data da SUBSTITUIÇÃO DA CDA. IMPOSSIBILIDADE. VÍCIO
execução fiscal, isto porque a proibição da retroatividade da lei é uma INSANÁVEL. PREQUESTIONAMENTO. ART. 5º, XXXV, DA CF,
decorrência do direito fundamental à segurança jurídica do cidadão em LEI Nº 12.514/2011 E ART. 144 DO CTN. AUSÊNCIA DE
face do Estado e não vice-versa. VIOLAÇÃO.
3. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos 1. Não incide o duplo grau de jurisdição previsto no art. 475, I do CPC,
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas uma vez que o quantum exequendo é inferior a 60 (sessenta) salários
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, mínimos, conforme a regra estabelecida no art. 475, § 2º do mesmo
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de diploma legal.
anuidades com valor acima do patamar legal. 2. A Fazenda Pública pode substituir ou emendar a certidão de dívida
4. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, ativa (CDA) até a prolação da sentença (art. 2º, § 8º, da Lei 6.830/80)
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a quando se tratar de correção de erro material ou formal, sendo vedada a
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão modificação do sujeito passivo da execução (Súmula 392 do STJ) ou
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº da norma legal que tenha servido de fundamento ao lançamento
11.000/04”. tributário ou à inscrição da dívida (Precedente do STJ submetido ao
5. As contribuições de interesse das categorias profissionais e rito do artigo 543-C, do CPC: 1ª Seção, RESP 1.045.472, Rel. Min.
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar LUIZ FUX, DJe 18.12.2009).
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. 3. Tratando-se de vício insanável – como no caso, em que a
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, fundamentação da CDA ocorreu com base em norma
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. reconhecidamente inconstitucional (art. 2º da Lei 11.000/2004) – não
I, da CF/88. há como subsistir o título executivo, podendo o Juízo, de plano,
6. É inviável a execução de créditos de 2002 a 2006, porquanto extinguir a execução, sem que haja prévia intimação do exequente para
constituídos com base em resoluções do Conselho Profissional, em emendar ou substituir a CDA. Rejeitada a alegação de descumprimento
flagrante ofensa à legalidade tributária estrita. do art. 284 do CPC.
7. Apelação não provida. 4. Aplicação imediata do art. 8º da Lei nº 12.514/11 que estabelece o
ACÓRDÃO valor mínimo para propositura de execuções pelos conselhos
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima profissionais.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Se uma lei nova institui um limite mínimo para cobrança de crédito
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, tributário, surge para o particular em relação à autoridade
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam administrativa, o direito subjetivo de não ser cobrado por valores até
fazendo parte integrante do presente julgado. aquele limite, pouco importando a data do fato gerador ou a data da
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). execução fiscal, isto porque a proibição da retroatividade da lei é uma
RICARDO PERLINGEIRO decorrência do direito fundamental à segurança jurídica do cidadão em
Juiz Federal Convocado face do Estado e não vice-versa.
6. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
IV - APELACAO CIVEL 2011.50.01.003324-0 anuidades com valor acima do patamar legal.
Nº CNJ :0003324-52.2011.4.02.5001 7. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
RICARDO PERLINGEIRO matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
APELANTE : CONSELHO REGIONAL DE “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
PSICOLOGIA DA 16ª REGIÃO 11.000/04”.
ADVOGADO :BRUNA GABRIELI VIEIRA SOUZA 8. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
APELADO :OTAVIO MACHADO COUTO FILHO econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
ADVOGADO :SEM ADVOGADO natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
ORIGEM :3ª VARA FEDERAL DE EXECUÇÃO 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
FISCAL DE VITÓRIA/ES especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I,
(201150010033240) da CF/88.
9. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral
EMENTA da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de
PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. SUBMISSÃO ÀS Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não
REGRAS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução
DA LEI Nº 9.649/98. INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº interna.
10. Os dispositivos legais mencionados pelo Apelante (art. 5º, XXXV
da CF, Lei nº 12.514/2011 e art. 144 do CTN) não restaram ofendidos
pela sentença.
11. Apelação não provida.
ACÓRDÃO

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
RICARDO PERLINGEIRO Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
Juiz Federal Convocado na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
IV - APELACAO CIVEL 2012.51.02.003730-2
Nº CNJ :0003730-27.2012.4.02.5102
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE IV - APELACAO CIVEL 2007.51.14.000484-5
ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO Nº CNJ :0000484-60.2007.4.02.5114
- COREN/RJ RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
ADVOGADO :CAROLINA CARVALHO EFFGEN E RICARDO PERLINGEIRO
OUTROS APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
APELADO :VERA LUCIA DE CARVALHO MEDICINA VETERINARIA DO
CASTRO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
ADVOGADO :SEM ADVOGADO CRMV/RJ
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE ADVOGADO :CAROLINA TRAZZI E OUTROS
NITERÓI (201251020037302) APELADO :DISTRIBUIDORA DE RAÇÕES
NUTRIMAGE LTDA
EMENTA ADVOGADO :SEM ADVOGADO
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHOS ORIGEM :1A. VARA FEDERAL - MAGE/RJ
PROFISSIONAIS DE FISCALIZAÇÃO. PAGAMENTO DE (200751140004845)
CUSTAS. APLICAÇÃO DO ART. 4º, PARÁGRAFO ÚNICO DA
LEI 9.289/96. JULGAMENTO DA ADI 1717/DF. NÃO EMENTA
APLICAÇÃO DO ART. 39 DA LEI Nº 6.830/80. PAGAMENTO AO TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
FINAL DO PROCESSO. INADEQUAÇÃO DO ART. 27 DO CPC. PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
SÚMULA 36 DO TRF DA 2ª REGIÃO. EXTINÇÃO. LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
1. Pretende o Recorrente a reforma da sentença que extinguiu a TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
execução fiscal sob o fundamento de falta de recolhimento das custas INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
judiciais. 57 DO TRF2. EXTINÇÃO. PREQUESTIONAMENTO. ART. 204,
2. O art. 4º, parágrafo único da Lei nº 9.289/96 excluiu expressamente PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN, ART. 3º, PARÁGRAFO ÚNICO,
as entidades fiscalizadoras do exercício profissional da isenção de DA LEI 6.830/80, ART. 66 DA LEI 9.649/98. AUSÊNCIA DE
custas. VIOLAÇÃO.
3. O STF, no julgamento do agravo regimental da Reclamação nº 6819/ 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
DF (Tribunal Pleno, Rel. Min. CARMEM LUCIA, DJE 13.8.2010), profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
esclareceu que a isenção de custas não foi analisada no julgamento da por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
ADI nº 1.717/DF, de modo que a natureza da pessoa de direito público na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
do Recorrente não altera a previsão do parágrafo único do artigo 4º da anuidades com valor acima do patamar legal.
Lei nº 9.289/96. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
4. Os executivos fiscais movidos pelas entidades fiscalizadoras na este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
esfera federal estavam isentos do pagamento de custas e emolumentos, matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
na forma do art. 39 da Lei nº 6.830/80. Todavia, com o advento da Lei “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
nº 9.289/96, que trata especificamente das custas devidas à União na 11.000/04”.
Justiça Federal de primeiro e segundo graus, a isenção de custas foi 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
retirada dos conselhos profissionais, prevalecendo as regras econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
estabelecidas na lei específica. natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
5. O art. 27 do CPC tem por objetivo assegurar que os atos processuais 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
praticados pelo Ministério Público e pela Fazenda Pública, que gozam especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I,
do benefício da isenção de custas, tenham suas despesas pagas pela da CF/88.
outra parte, quando esta restar vencida, não se enquadrando nesta 4. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral
hipótese o Conselho Regional, que, por estar obrigado ao pagamento da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS
das custas processuais, deve efetuar o mesmo de forma antecipada. TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de
6. Aplicação da Súmula nº 36 do TRF da 2ª Região. Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não
7. Apelação não provida. ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução
ACÓRDÃO interna.
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 5. Apelação não provida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam

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fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado
IV - APELACAO CIVEL 2005.51.10.000834-0
Nº CNJ :0000834-31.2005.4.02.5110
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO IV - APELACAO CIVEL 1999.51.01.031179-2
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Nº CNJ :0031179-17.1999.4.02.5101
MEDICINA VETERINARIA DO RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO - RICARDO PERLINGEIRO
CRMV/RJ APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ADVOGADO :CAROLINA CAMARGOS TRAZZI E MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE
OUTROS JANEIRO - CREMERJ
APELADO :OSWALDO GONCALVES AVIARIO ADVOGADO :PAULO ROBERTO PIRES FERREIRA
LTDA E OUTROS
ADVOGADO :SEM ADVOGADO APELADO :MAI LI DONG
ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE SÃO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
JOÃO DO MERITI (200551100008340) ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DE
EXECUÇÃO FISCAL - RJ (9900311795)
EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO EMENTA
PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
57 DO TRF2. EXTINÇÃO. PREQUESTIONAMENTO. ART. 204, INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN, ART. 3º, PARÁGRAFO ÚNICO, 57 DO TRF2. EXTINÇÃO.
DA LEI 6.830/80, ART. 66 DA LEI 9.649/98. AUSÊNCIA DE 1. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral
VIOLAÇÃO. da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de interna.
anuidades com valor acima do patamar legal. 2. Inexistindo previsão legal para o sobrestamento do feito neste
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, momento processual em razão de ter sido reconhecida a repercussão
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a geral da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, reserva-se tal
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão providência para análise quando do exame de eventual recurso
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº extraordinário.
11.000/04”. 3. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I, 4. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
da CF/88. este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. O Plenário Virtual do STF admitiu a existência de repercussão geral matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
da questão, no julgamento do ARE 641243 (Rel. Min. DIAS “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
TOFFOLI, DJe 30.4.2012), pelo qual o Conselho Regional de 11.000/04”.
Enfermagem do Paraná discute se as contribuições pertencem ou não 5. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
ao campo tributário e se podem ser fixadas por meio de resolução econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
interna. natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
5. Apelação não provida. 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ACÓRDÃO especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, I,
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima da CF/88.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 6. Apelação não provida.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação, ACÓRDÃO
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
fazendo parte integrante do presente julgado. indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

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IV - APELACAO CIVEL 2011.50.01.013699-4


Nº CNJ :0013699-15.2011.4.02.5001
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO BOLETIM: 144499
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
ENGENHARIA E AGRONOMIA DO IV - APELACAO CIVEL 2008.51.02.000624-7
ESPIRITO SANTO - CREA/ES Nº CNJ :0000624-96.2008.4.02.5102
ADVOGADO :MAGDA HELENA MALACARNE E RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
OUTROS RICARDO PERLINGEIRO
APELADO :JOAO PROCOPIO APELANTE :PROWSHIP SERVICOS NAVAIS LTDA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ADVOGADO :JOAO LUIS DE SOUZA PEREIRA E
ORIGEM :1ª VARA FEDERAL DE EXECUÇÃO OUTROS
FISCAL DE VITÓRIA/ES APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
(201150010136994) NACIONAL
ORIGEM :1A. VARA FEDERAL - NITEROI/RJ
EMENTA (200851020006247)
PROCESSO CIVIL. EXTINÇÃO. PETIÇÃO INICIAL. INDICAÇÃO
DO CPF DO EXECUTADO. REQUISITO NÃO EXIGIDO PELOS EMENTA
ARTIGOS 6º DA LEI Nº 6.830/80 E 282 DO CPC. TRIBUTÁRIO. EMISSÃO DE CERTIDÃO POSITIVA DE
CONSOLIDAÇÃO DE NORMAS DA CORREGEDORIA- DÉBITOS COM EFEITOS DE NEGATIVA. SENTENÇA
REGIONAL DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO. SENTENÇA DENEGATÓRIA QUE DETERMINOU A APLICAÇÃO DE
ANULADA. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ (ARTS. 17 E 18 DO CPC).
1. O número do CPF do executado, apesar de constituir dado PRECEDENTES.
importante na sua identificação, não se configura como requisito 1. Apelação interposta em face de sentença denegatória proferida em
indispensável da petição inicial da execução fiscal, nos termos do art. Mandado de Segurança buscando o reconhecimento da suspensão da
6º da Lei nº 6.830/80 e art. 282 do CPC. Assim, não é possível impedir exigibilidade do débito tributário, a fim de que se possa obter Certidão
o acesso do exequente ao Poder Judiciário por esse motivo, sob pena Positiva de Débitos com Efeitos de Negativa.
de afronta ao disposto no inciso XXXV do art. 5º da CF/88, pois 2. Emissão de Certidão Positiva com Efeitos de Negativa: documento
somente a lei pode estabelecer limitações ou condições ao exercício do que evidencia a real situação fiscal do contribuinte. Tal pedido,
direito de ação. Precedentes: TRF2, 3ª Turma Especializada, MS formulado em sede tutelar ou cognitiva, pressupõe que o crédito
201002010037586, Rel. Des. Fed. SALETE MACCALÓZ, E-DJF2R tributário esteja extinto ou suspenso. Portanto, requerer expedição de
16.2.2012; 8ª Turma Especializada, AC 200850010018470, Rel. Juiz certidão em procedimento jurisdicional em que se discute o direito à
Fed. Conv. MARCELO PEREIRA, E-DJF2R 9.12.2010; 7ª Turma compensação seria o mesmo que ter como fundamento a procedência
Especializada, AC 200850010091586, Rel. Des. Fed. JOSE ANTONIO da extinção ou suspensão do crédito em virtude da compensação, o que
LISBOA NEIVA, E-DJF2R 11.11.2010. conforme já exposto exigiria um cruzamento contábil que não está
2. A Consolidação de Normas da Corregedoria-Regional da Justiça sendo examinado nesta causa.
Federal da 2ª Região (Provimento 011, de 04/04/2011) exige a 3.Sentença de improcedência, que determinou a aplicação de multa por
apresentação do CPF ou CNPJ da parte, prevendo, no entanto, sua litigância de má-fé, com fulcro nos arts. 17 e 18 do CPC.
dispensa nas execuções fiscais propostas pela Fazenda Nacional, 4.A alteração da verdade dos fatos requer a afirmação ou negação de
quando não dispuser da informação, conforme declaração expressa do um fato inexistente, ou ainda uma afirmação falsa, com o propósito de
Procurador. indução do órgão jurisdicional em erro.
3. Não obstante a determinação do juiz ter como finalidade a 5.Utilização do processo para consecução de objetivo ilegal: trata-se de
organização do trabalho e a verificação de eventual litispendência, o ato unilateral da parte, que visa a conseguir algo vedado em lei.
documento exigido não é indispensável à solução da lide, sendo 6.O conjunto dos fatos e elementos acostados (informações prestadas
possível sanar a mera irregularidade através do fornecimento do pelo Ministério da Fazenda; Termo de Parcelamento-TPDF-
número de CPF, pelo próprio executado, quando da efetivação da preenchido de forma incompleta, sem dados necessários e assinatura do
diligência de citação. representante da Secretaria da Receita Federal; pedido de
4. Apelação provida para anular a sentença. parcelamento-PP- datado de uma semana antes do ajuizamento do writ,
ACÓRDÃO constando pagamento da primeira quantia do parcelamento exatamente
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima no dia da impetração) permite a conclusão esposada pelo Juízo a quo,
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional da qual decorreu a imposição da multa em questão.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação 7.A situação de suspensão de exigibilidade do crédito que a Impetrante
para anular a sentença, na forma do relatório e do voto constantes dos (ora Apelante) tentou evidenciar não restou caracterizada, notadamente
autos, que ficam fazendo parte do presente julgado. porque apresentou versão que não correspondia ao quadro que tentou
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). aparentar para, afinal, alcançar o seu propósito via decisão judicial.
RICARDO PERLINGEIRO Razões recursais que não refutaram de forma consistente o julgado
Juiz Federal Convocado quanto ao ponto, não aportando a defesa apresentada em elementos
persuasivos, tampouco fornecendo dados sólidos quanto ao
parcelamento alegado.
8. Precedentes das Cortes Regionais abordando a litigância de má-fé
em casos a envolver parcelamento (TRF4R, Segunda Turma, AC
0009905-36.2012.404.9999, Rel. Des. Fed. OTÁVIO ROBERTO
PAMPLONA, d.e. 17.4.2013; TRF1R, Sétima Turma, AMS
2006.38.00.000526-8, Rel. Des. Fed. LUCIANO TOLENTINO
AMARAL, e-DJF1 01.10.2010; TRF5R, Segunda Turma, AG

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2005.0500.002527-6, Rel. Des. Fed. FRANCISCO BARROS DIAS,
DJ 09.3.2009).
9.Hipótese que não se circunscreve à divergência de entendimento
quanto à tese jurídica defendida ou interpretação equivocada de
legislação. Sentença mantida.
10. Apelação não provida. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
ACÓRDÃO RICARDO PERLINGEIRO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima Juiz Federal Convocado
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, negar provimento à Apelação,
na forma do relatório e voto, constantes dos autos, que ficam fazendo
parte do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.517817-8
RICARDO PERLINGEIRO Nº CNJ :0517817-65.2011.4.02.5101
Juiz Federal Convocado RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
1A REGIAO/RJ
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.018760-0 ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
Nº CNJ :0018760-82.2012.4.02.0000 OLIVEIRA E OUTROS
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO APELADO :COIMBRAL RIO
RICARDO PERLINGEIRO EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS
AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA LTDA
NACIONAL ADVOGADO :SEM ADVOGADO
AGRAVADO :L V S DO CABO SERVIÇOS DE ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
MANUTENÇÃO E REPARO LTDA EXECUÇÃO FISCAL - RJ
ADVOGADO :SEM ADVOGADO (201151015178178)
ORIGEM :2A. VARA FEDERAL - SAO PEDRO
DA ALDEIA/RJ (201251080015529) EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
EMENTA PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE PETIÇÃO TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
INICIAL. ARQUIVAMENTO DO FEITO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
MATÉRIA RELATIVA À COMPETÊNCIA. REQUISITO DE 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
ADMISSIBILIDADE NÃO SATISFEITO. RECURSO NÃO 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
CONHECIDO. profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
1. Trata-se de Agravo de Instrumento contra decisão que determinou a por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
baixa e o arquivamento do feito em razão da ausência de petição na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
inicial, pois juntada apenas a CDA. anuidades com valor acima do patamar legal.
2. A Recorrente alega matéria relativa à declaração de incompetência 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
absoluta. este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
3. As razões de recurso não se alinham ao entendimento adotado na matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
decisão. “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
4. Considera-se não atendido o pressuposto objetivo de admissibilidade 11.000/04”.
concernente à motivação (art. 524, I do CPC), quando as razões 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
recursais estão inteiramente dissociadas da decisão impugnada, econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
conforme precedentes deste Tribunal: 4ª Turma Especializada, AG natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
201102010107064, Rel. Des. Fed. JOSE FERREIRA NEVES NETO, 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
E-DJF2R. 19.12.2011; TRF2, 5ª Turma Especializada, AG especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
200802010161667, Rel. Juiz Fed. Conv. MARCELO PEREIRA DA I da CF/88).
SILVA , E-DJF2R. 5.12.2011; 6ª Turma Especializada, AG 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
201102010142416, Rel. Des. Fed. GUILHERME CALMON relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
NOGUEIRA DA GAMA, E-DJF2R. 2.7.2012 e AG edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
201202010030382, Rel. Des. Fed. GUILHERME COUTO, E-DJF2R. ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
12.4.2012. Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
5. Agravo de Instrumento não conhecido. como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
ACÓRDÃO Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Federal da 2ª Região, por unanimidade, não conhecer o Agravo de 19.4.2013.
Instrumento, na forma do relatório e do voto constantes dos autos, que 5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2005 a 2008.
ficam fazendo parte do presente julgado. Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
ser objeto de embargos à execução
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
origem para o prosseguimento do feito.

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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado. relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
RICARDO PERLINGEIRO ser objeto de embargos à execução
Juiz Federal Convocado 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.528019-2 Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
Nº CNJ :0528019-04.2011.4.02.5101 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO parte integrante do presente julgado.
RICARDO PERLINGEIRO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE RICARDO PERLINGEIRO
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI Juiz Federal Convocado
1A REGIAO/RJ
ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
OLIVEIRA E OUTROS
APELADO :P E J EMPREENDIMENTOS
IMOBILIARIOS LTDA IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.517730-3
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Nº CNJ :0517730-46.2010.4.02.5101
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ RICARDO PERLINGEIRO
(201151015280192) APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
EMENTA 1A REGIAO/RJ
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE OLIVEIRA E OUTROS
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA APELADO :SILVIO SIDNEY MARINO E SILVA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003. EXECUÇÃO FISCAL - RJ
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos (201051015177303)
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, EMENTA
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
anuidades com valor acima do patamar legal. PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
11.000/04”. 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
I da CF/88). este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 11.000/04”.
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe I da CF/88).
19.4.2013. 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2005 a 2008. relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
19.4.2013.
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2006 a 2009.
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ser objeto de embargos à execução como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
origem para o prosseguimento do feito. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2006 a 2009.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
parte integrante do presente julgado. excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). ser objeto de embargos à execução
RICARDO PERLINGEIRO 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
Juiz Federal Convocado origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.516961-6 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
Nº CNJ :0516961-38.2010.4.02.5101 parte integrante do presente julgado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Juiz Federal Convocado
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
1A REGIAO/RJ
ADVOGADO :NATHALIA MORAES SCHMUCLER E
OUTROS
APELADO :CESAR ESQUENAZI IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.518394-7
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Nº CNJ :0518394-77.2010.4.02.5101
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ RICARDO PERLINGEIRO
(201051015169616) APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
EMENTA 1A REGIAO/RJ
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE OLIVEIRA E OUTROS
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA APELADO :SONIA MARIA LAGE ALMEIDA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003. EXECUÇÃO FISCAL - RJ
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos (201051015183947)
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, EMENTA
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
anuidades com valor acima do patamar legal. PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
11.000/04”. 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
I da CF/88). este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 11.000/04”.
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
I da CF/88).

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe I da CF/88).
19.4.2013. 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2005 a 2009. relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ser objeto de embargos à execução como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
origem para o prosseguimento do feito. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2007 a 2009.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
parte integrante do presente julgado. excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). ser objeto de embargos à execução
RICARDO PERLINGEIRO 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
Juiz Federal Convocado origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.520369-7 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
Nº CNJ :0520369-37.2010.4.02.5101 parte integrante do presente julgado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Juiz Federal Convocado
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
1A REGIAO/RJ
ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
OLIVEIRA E OUTROS
APELADO :MARTINHO GOMES RIBEIRO IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.521087-2
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Nº CNJ :0521087-34.2010.4.02.5101
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ RICARDO PERLINGEIRO
(201051015203697) APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
EMENTA 1A REGIAO/RJ
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE OLIVEIRA E OUTROS
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA APELADO :JUSCELINO DE OLIVEIRA SILVA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003. EXECUÇÃO FISCAL - RJ
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos (201051015210872)
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, EMENTA
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
anuidades com valor acima do patamar legal. PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
11.000/04”. 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
anuidades com valor acima do patamar legal.
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão

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DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
11.000/04”.
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
I da CF/88). este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 11.000/04”.
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe I da CF/88).
19.4.2013. 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2007 a 2009. relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ser objeto de embargos à execução como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
origem para o prosseguimento do feito. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2005 a 2009.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
parte integrante do presente julgado. excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). ser objeto de embargos à execução
RICARDO PERLINGEIRO 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
Juiz Federal Convocado origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.521213-3 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
Nº CNJ :0521213-84.2010.4.02.5101 parte integrante do presente julgado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Juiz Federal Convocado
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
1A REGIAO/RJ
ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
OLIVEIRA E OUTROS
APELADO :IVO VITAL DE OLIVEIRA IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.516968-2
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Nº CNJ :0516968-93.2011.4.02.5101
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ RICARDO PERLINGEIRO
(201051015212133) APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
EMENTA 1A REGIAO/RJ
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :MAGNA KARINE DE SA OLIVEIRA E
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE OLIVEIRA E OUTROS
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA APELADO :CAIXA IMOBILIARIA DO RIO DE
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. JANEIRO LTDA
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ADVOGADO :SEM ADVOGADO
57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003. ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos EXECUÇÃO FISCAL - RJ
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas (201151015169682)
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº

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57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
anuidades com valor acima do patamar legal. PROFISSIONAL. ANUIDADE. MULTA. CRITÉRIOS LEGAIS DE
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 57 DO TRF2. CRECI. LIMITES DA LEI Nº 10.795/2003.
11.000/04”. 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
I da CF/88). este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 11.000/04”.
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe I da CF/88).
19.4.2013. 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2005 a 2008. relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ser objeto de embargos à execução como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
origem para o prosseguimento do feito. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juíza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2007 a 2009.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
parte integrante do presente julgado. excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). ser objeto de embargos à execução
RICARDO PERLINGEIRO 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
Juiz Federal Convocado origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.521407-5 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
Nº CNJ :0521407-84.2010.4.02.5101 parte integrante do presente julgado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Juiz Federal Convocado
CORRETORES DE IMOVEIS - CRECI
1A REGIAO/RJ
ADVOGADO :NATHALIA MORAES SCHMUCLER
APELADO :ANDRE LUIZ PINHO MARTINS DOS
ANJOS IV - APELACAO CIVEL 2011.50.01.011548-6
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Nº CNJ :0011548-76.2011.4.02.5001
ORIGEM :NONA VARA FEDERAL DE RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
EXECUÇÃO FISCAL - RJ RICARDO PERLINGEIRO
(201051015214075) APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS 13A.
EMENTA REGIAO -CRECI/ES
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO ADVOGADO :CARLOS AUGUSTO DA MOTTA
LEAL
APELADO :JOÃO QUEIROZ COUTINHO
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :3ª VARA FEDERAL DE EXECUÇÃO
FISCAL DE VITÓRIA/ES

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(201150010115486)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA E OUTROS
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. APELADO :FABIANO LOPES RAMOS
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ADVOGADO :SEM ADVOGADO
57 DO TRF2. CRECI. LEI Nº 6.530/1978. LIMITES DA LEI Nº ORIGEM :3EF VARA JUSTIÇA ESTADUAL
10.795/2003. VITORIA/ES (201150010117513)
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas EMENTA
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS
anuidades com valor acima do patamar legal. LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98.
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão 57 DO TRF2. CRECI. LEI Nº 6.530/1978. LIMITES DA LEI Nº
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº 10.795/2003.
11.000/04”. 1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF,
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, anuidades com valor acima do patamar legal.
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. 2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar,
I da CF/88). este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a “fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º 11.000/04”.
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de 3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte natureza tributária. São contribuições de competência da União (art.
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ 149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar,
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc.
Turma Especializada, Rel. Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe I da CF/88).
19.4.2013. 4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional
5. Revela-se legítima a cobrança dos créditos dos anos de 2009 e 2010. relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem
ser objeto de embargos à execução como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ
origem para o prosseguimento do feito. ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª
ACÓRDÃO Turma Especializada, Rel. Juiza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima 19.4.2013.
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional 5. Revela-se legítima a cobrança do crédito do ano de 2010.
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual
parte integrante do presente julgado. excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). ser objeto de embargos à execução
RICARDO PERLINGEIRO 6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de
Juiz Federal Convocado origem para o prosseguimento do feito.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
IV - APELACAO CIVEL 2011.50.01.011751-3 forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
Nº CNJ :0011751-38.2011.4.02.5001 parte integrante do presente julgado.
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento).
RICARDO PERLINGEIRO RICARDO PERLINGEIRO
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE Juiz Federal Convocado
CORRETORES DE IMOVEIS 13A.
REGIAO -CRECI/ES
ADVOGADO :CARLOS AUGUSTO DA MOTA LEAL

IV - APELACAO CIVEL 2011.50.01.011753-7


Nº CNJ :0011753-08.2011.4.02.5001
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO

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APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE
CORRETORES DE IMOVEIS 13A.
REGIAO -CRECI/ES
ADVOGADO :CARLOS AUGUSTO DA MOTTA
LEAL
APELADO :ROUSILANE ROSA MORAIS DA
SILVA BOLETIM: 144501
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :3ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
VITÓRIA/ES (201150010117537) III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.007207-8
Nº CNJ :0007207-38.2012.4.02.0000
EMENTA RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. CONSELHO CLAUDIA NEIVA
PROFISSIONAL. VALOR DAS ANUIDADES. CRITÉRIOS AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
LEGAIS DE FIXAÇÃO. SUBMISSÃO ÀS REGRAS DO SISTEMA NACIONAL
TRIBUTÁRIO NACIONAL. ART. 58, §4º, DA LEI Nº 9.649/98. AGRAVADO :N. MAIA SOBRINHO
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº 11.000/2004. SÚMULA Nº ADVOGADO :SEM ADVOGADO
57 DO TRF2. CRECI. LEI Nº 6.530/1978. LIMITES DA LEI Nº ORIGEM :2A. VARA FEDERAL - SAO PEDRO
10.795/2003. DA ALDEIA/RJ (200651080006190)
1. O art. 58, §4º da Lei nº 9.649/98, que autorizou os conselhos
profissionais a fixar, cobrar e executar as contribuições anuais devidas EMENTA
por pessoas físicas e jurídicas, foi declarado inconstitucional pelo STF, PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE
na ADIN nº 1.717-6/DF, não servindo para amparar a instituição de INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA
anuidades com valor acima do patamar legal. ABSOLUTA. PRESCRIÇÃO DECLARAÇÃO DE OFÍCIO.
2. Em relação à Lei nº 11.000/2004, que estabelece autorização similar, 1. Em interpretação conjunta dos artigos 578 do CPC, 15, I, da Lei
este Eg. Tribunal Regional consolidou seu entendimento sobre a 5.010/66 e 109, § 3º, da CF/88, a Justiça Estadual possui competência
matéria ao editar a Súmula nº 57: “são inconstitucionais a expressão delegada para processar e julgar as execuções fiscais promovidas pela
“fixar”, constante do caput, e a integralidade do §1º do art. 2º da Lei nº União e suas autarquias contra devedores domiciliados em comarca
11.000/04”. que não é sede de Vara Federal.
3. As contribuições de interesse das categorias profissionais e 2. Trata-se de hipótese de competência funcional, de natureza absoluta
econômicas, após a Constituição Federal de 1988, passaram a ostentar e, portanto, declinável de ofício pelo magistrado.
natureza tributária. São contribuições de competência da União (art. 3. Precedentes desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça.
149 da CF/88), e submetem-se às limitações do poder de tributar, 4. Embora a prescrição possa ser reconhecida de ofício pelo
especialmente ao princípio da legalidade estrita inserto no art. 150, inc. magistrado, a decisão monocrática não poderia reconhecer a prescrição
I da CF/88). do crédito tributário in casu, uma vez que não foi objeto do agravo de
4. A cobrança da contribuição de interesse da categoria profissional instrumento, que diz respeito apenas à competência, não sendo o meio
relativa ao CRECI passou a ser devida a partir do ano de 2004, com a adequado para apreciar outras questões não ventiladas, sem prévia
edição da Lei nº 10.795/2003, de 5.12.2003, que inseriu os §§ 1º e 2º definição da competência, e sem elementos capazes de aferir a sua
ao art. 16 da Lei nº 6.530/1978, que regulamenta a profissão de ocorrência, até porque importaria a reformatio in pejus, considerando a
Corretores de Imóveis, fixando os limites máximos das anuidades, bem existência de recurso apenas da parte exequente.
como parâmetros de atualização monetária. Precedentes desta Corte 5. Agravo interno conhecido e parcialmente provido para afastar a
Regional: AC 201051015194489, 4ª Turma, Rel. Des. LUIZ declaração de prescrição do crédito tributário.
ANTONIO SOARES, DJe 18.4.2013; AC 2010.51.01.517669-4, 3ª A C Ó R D Ã O
Turma Especializada, Rel. Juiza Fed. Conv. CLÁUDIA NEIVA, DJe Vistos e relatados os autos em que são partes as acima indicadas:
19.4.2013. Decidem os Membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal Regional
5. Revela-se legítima a cobrança do crédito do ano de 2010. Federal da 2ª Região, por maioria, DAR PARCIAL PROVIMENTO ao
Inexistindo nos autos elementos suficientes para ilidir a presunção agravo interno, na forma do voto da Relatora. Vencido o MM. Juiz
relativa de certeza e liquidez do crédito (art. 204 do CTN) eventual Federal Convocado Ricardo Perlingeiro, que dava provimento ao
excesso dos valores das contribuições ou demais impugnações deverão recurso.
ser objeto de embargos à execução Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento)
6. Recurso provido para determinar o retorno dos autos ao Juízo de CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA
origem para o prosseguimento do feito. Juíza Federal Convocada
ACÓRDÃO Relatora
Vistos, relatados e discutidos estes autos, em que são partes as acima
indicadas, decide a Terceira Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento à Apelação, na
forma do relatório e do voto constantes dos autos, que ficam fazendo
parte integrante do presente julgado. III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.007327-7
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do Julgamento). Nº CNJ :0007327-81.2012.4.02.0000
RICARDO PERLINGEIRO RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
Juiz Federal Convocado CLAUDIA NEIVA
AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
AGRAVADO :FRANCISCO CARLOS RODRIGUES
DA SILVA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIGEM :2A. VARA FEDERAL - SAO PEDRO
DA ALDEIA/RJ (201151080023431)

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EMENTA
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE
INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. COMPETÊNCIA
ABSOLUTA. PRESCRIÇÃO DECLARAÇÃO DE OFÍCIO.
1. Em interpretação conjunta dos artigos 578 do CPC, 15, I, da Lei
5.010/66 e 109, § 3º, da CF/88, a Justiça Estadual possui competência sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
delegada para processar e julgar as execuções fiscais promovidas pela Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
União e suas autarquias contra devedores domiciliados em comarca RICARDO PERLINGEIRO
que não é sede de Vara Federal. Juiz Federal Convocado
2. Trata-se de hipótese de competência funcional, de natureza absoluta
e, portanto, declinável de ofício pelo magistrado.
3. Precedentes desta Corte e do Superior Tribunal de Justiça.
4. Embora a prescrição possa ser reconhecida de ofício pelo
magistrado, a decisão monocrática não poderia reconhecer a prescrição III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005693-4
do crédito tributário in casu, uma vez que não foi objeto do agravo de Nº CNJ :0005693-16.2013.4.02.0000
instrumento, que diz respeito apenas à competência, não sendo o meio RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
adequado para apreciar outras questões não ventiladas, sem prévia RICARDO PERLINGEIRO
definição da competência, e sem elementos capazes de aferir a sua AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
ocorrência, até porque importaria a reformatio in pejus, considerando a NACIONAL
existência de recurso apenas da parte exequente. AGRAVADO :CARLOS ALEXANDRE DE BARROS
5. Agravo interno conhecido e parcialmente provido para afastar a ADVOGADO :SEM ADVOGADO
declaração de prescrição do crédito tributário. ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE
A C Ó R D Ã O EXECUÇÃO FISCAL - RJ
Vistos e relatados os autos em que são partes as acima indicadas: (201151015213634)
Decidem os Membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, por maioria, DAR PARCIAL PROVIMENTO ao DECISÃO
agravo interno, na forma do voto da Relatora. Vencido o MM. Juiz Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto pela UNIÃO
Federal Convocado Ricardo Perlingeiro, que dava provimento ao FEDERAL / FAZENDA NACIONAL em face de decisão que
recurso. determinou a penhora de dinheiro, via BACEN-JUD, do Agravada,
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento) determinando, porém, a liberação caso recaísse sobre valor irrisório,
CLÁUDIA MARIA PEREIRA BASTOS NEIVA considerando para tal valor menos que 10% (dez por cento) do valor da
Juíza Federal Convocada dívida (fl. 31).
Relatora Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão,
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido
para após a resposta ao recurso.
Intimem-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,
BOLETIM: 144502 sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005716-1 Juiz Federal Convocado
Nº CNJ :0005716-59.2013.4.02.0000
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
RICARDO PERLINGEIRO
AGRAVANTE :INSTITUTO NACIONAL DE
METROLOGIA, QUALIDADE E III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.005608-9
TECNOLOGIA (INMETRO) Nº CNJ :0005608-30.2013.4.02.0000
PROCURADOR :PAULO JOSE NEVES VILLAR RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO
AGRAVADO :MVN NUNES MERCEARIA LTDA RICARDO PERLINGEIRO
PROCURADOR :ALEXANDRE TEIXEIRA DE AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE
OLIVEIRA FERNANDES ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE - COREN/RJ
NITERÓI (201251020024769) ADVOGADO :CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
OUTROS
DECISÃO AGRAVADO :NEUZA RODRIGUES PORTO
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto pelo INSTITUTO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
MACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA ORIGEM :1A. VARA FEDERAL DE MACAE
(INMETRO) em face de decisão que indeferiu a citação da Agravada (201351160001655)
por edital (fl. 25).
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, DECISÃO
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto por CONSELHO
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido REGIONAL DE ENFERMAGEM – RJ - COREN RJ em face de
para após a resposta ao recurso. decisão que determinou a suspensão do curso da execução fiscal (fls.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, 23/24).
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão,
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido
para após a resposta ao recurso.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após,

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sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF.
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013.
RICARDO PERLINGEIRO
Juiz Federal Convocado

1 – Remessa necessária, tida por inteposta, e Apelação da União


Federal em face da sentença proferida em ação ordinária, que julgou
procedente o pedido autoral e afastou a responsabilidade solidária da
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.004575-4 empresa tomadora de serviços pelo pagamento das contribuições
Nº CNJ :0004575-05.2013.4.02.0000 previdenciárias devidas no período de período de janeiro/1996 a
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO dezembro/1998, porquanto anterior à nova redação do art. 31 da Lei nº
RICARDO PERLINGEIRO 8212/91, declarou a nulidade do crédito tributário consubstanciado na
AGRAVANTE :CONSELHO REGIONAL DE Notificação Fiscal de Lançamento de Débito nº 35.149.147-3 e
ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO determinou o levantamento do depósito judicial pela parte Autora.
- COREN/RJ 2 – As competências incluídas na NFLD em comento são anteriores à
ADVOGADO :CAROLINA CARVALHO EFFGEN fevereiro de 1999, ou seja, quando ainda não estava em vigor a nova
AGRAVADO :VERA LUCIA DUARTE DALMADA redação do art. 31 da Lei nº 8.212/91, dada pela Lei nº 9.711/98, a
ADVOGADO :SEM ADVOGADO partir da qual passou o tomador de serviços à qualidade de substituto
ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE tributário, obrigando-se à retenção de 11% sobre o valor da fatura dos
EXECUÇÃO FISCAL - RJ serviços pagos aos contratados e consequente recolhimento.
(201251010551141) 3 – A aferição indireta feita pela Administração fiscal em relação aos
valores devidos, nos termos do art. 33, §6º da Lei nº 8.212/91, deveria
DECISÃO tomar por base a documentação da empresa contratada, a fim de
Cuida-se de Agravo de Instrumento interposto pelo CONSELHO verificar eventuais pagamentos por ela realizados antes de se utilizar da
REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RIO DE JANEIRO - COREN/ contabilidade da empresa contratante, ainda que responsável solidária,
RJ em face de decisão que indeferiu a citação da Agravada por edital haja vista que os recolhimentos, até então, estavam afetos à empresa
(fl. 22). prestadora de serviço. Evidencia-se irregularidade na fiscalização,
Em um primeiro momento, carecendo a questão de maior discussão, porquanto não observou a legislação vigente à época. Precedentes do
bem como para atender aos princípios constitucionais do contraditório STJ (REsp 1174976/ REsp 727183).
e da ampla defesa, postergo o exame do efeito suspensivo requerido 4 – Mantida a nulidade da NFLD nº 35.149.147-3 declarada pela
para após a resposta ao recurso. sentença.
Intime-se a parte agravada, na forma do art. 527, V, do CPC. Após, 5 – Recursos conhecidos. Apelação e remessa necessária improvidas.
sendo apresentadas ou não as contrarrazões, ao MPF. A C Ó R D Ã O
Rio de Janeiro, 21 de maio de 2013. Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
RICARDO PERLINGEIRO indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
Juiz Federal Convocado Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer dos
recursos e negar provimento à remessa necessária e ao recurso, nos
termos do voto da Relatora.

Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).


BOLETIM: 144504 GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Juíza Federal Convocada
IV - APELACAO CIVEL 2001.51.01.019565-0
Nº CNJ :0019565-44.2001.4.02.5101
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
CLAUDIA NEIVA BOLETIM: 144508
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APELADO :BANCO BOAVISTA IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2006.51.01.530589-2
INTERATLANTICO S/A Nº CNJ :0530589-36.2006.4.02.5101
ADVOGADO :ANDRE GOMES DE OLIVEIRA E RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
OUTROS CLAUDIA NEIVA
ORIGEM :DÉCIMA SEGUNDA VARA FEDERAL APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
DO RIO DE JANEIRO NACIONAL
(200151010195650) APELADO :SCHLUMBERGER SERVICOS DE
PETROLEO LTDA
EMENTA ADVOGADO :WALTER AMARAL KERR PINHEIRO
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. FISCALIZAÇÃO. E OUTROS
LANÇAMENTO POR ARBITRAMENTO. AFERIÇÃO INDIRETA REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 5A VARA-RJ
NA CONTABILIDADE DA TOMADORA DE SERVIÇO. ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DO RIO DE
IMPOSSIBILIDADE. FATOS GERADORES ANTERIORES À JANEIRO (200651015305892)
VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.711/98. REDUÇÃO DA VERBA
HONORÁRIA. EMENTA
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 31 DA
LEI Nº 8212/91. COMPENSAÇÃO DE VALORES RECOLHIDOS
ENTRE ESTABELECIMENTOS DISTINTOS DA PESSOA
JURÍDICA. POSSIBILIDADE A PARTIR DA VIGÊNCIA DA LEI
Nº 11.941/2009.

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1 – Sentença que reconheceu o direito da parte de compensar os
valores recolhidos a título de contribuições previdenciárias (art. 31 da
Lei nº 8.212/91) entre quaisquer de seus estabelecimentos, afastando a
incidência do art. 203, § 6º, da IN MPS/SRP nº 03/2005.
2 – No curso da demanda, o § 1º do art. 31 da Lei nº 8212/91 foi
alterado pela Lei nº 11.941, de 2009, autorizando que qualquer termos do Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da
estabelecimento da empresa possa proceder à compensação dos valores Justiça Federal.
retidos em nota fiscal/fatura a título de contribuições previdenciárias. 4 – Recursos conhecidos. Apelação do Estado do Rio de Janeiro
Aplicação do art. 462 do Código de Processo Civil. improvida. Apelação do autor e remessa necessária parcialmente
3 – A compensação, tal como pretendida, entre quaisquer provida.
estabelecimentos da pessoa jurídica, se revela possível a partir da A C Ó R D Ã O
entrada em vigor da Lei nº 11.941/2009. Precedente deste Tribunal Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
(AMS 200751010056183). indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
4 – Remessa necessária não conhecida. Recurso conhecido e Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e negar
parcialmente provido. Sentença reformada em parte. provimento ao recurso do Estado do Rio de Janeiro e dar parcial
A C Ó R D Ã O provimento ao recurso adesivo do Autor e à remessa necessária, nos
Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima termos do voto da Relatora.
indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, não conhecer da Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
remessa necessária, conhecer e dar parcial provimento ao recurso, nos GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
termos do voto da Relatora. Juíza Federal Convocada
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Juíza Federal Convocada

IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.010351-6


Nº CNJ :0010351-77.2011.4.02.5101
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2008.51.01.002703-5 CLAUDIA NEIVA
Nº CNJ :0002703-51.2008.4.02.5101 APELANTE :ARNOBIO JOSE FARDIN
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA ADVOGADO :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO
CLAUDIA NEIVA APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :ESTADO DO RIO DE JANEIRO NACIONAL
PROCURADOR :WALDEMAR DECCACHE ORIGEM :VIGÉSIMA TERCEIRA VARA
APELADO :ARTHUR DOS SANTOS BOYD FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ADVOGADO :LEONARDO P. MEIRELLES (201151010103516)
QUINTELLA E OUTROS
PARTE RE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA EMENTA
NACIONAL TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCESSO DE
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 10A VARA-RJ EXECUÇÃO. SENTENÇA TERMINATIVA MANDADO DE
ORIGEM :DÉCIMA VARA FEDERAL DO RIO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VALORES A EXECUTAR.
JANEIRO (200851010027035) SEGURANÇA CONCEDIDA COM PROVIMENTO
DECLARATÓRIO. EXECUÇÃO EXTINTA. AUSÊNCIA DE
EMENTA INTERESSE EM RECORRER POR PARTE DO EMBARGADO.
TRIBUTÁRIO. IR. PREVIDÊNCIA PRIVADA. 1 – Apela o Embargado de sentença proferida em embargos à execução
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VIGÊNCIA DA de título judicial opostos pela União Federal, que extinguiu o processo
LEI Nº 7.713/88. OBSERVÂNCIA AO LIMITE DO nos termos do art. 267, IV do CPC, eis que, pela natureza declaratória
RECOLHIMENTO NO PERÍODO ENTRE 1989 E 1995. da decisão, não haveria que se falar em restituição de quantias relativas
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. ao imposto de renda e, por via de consequência, seria incabível a
1 – Matéria de direito pacificada na jurisprudência do Superior reparação de danos patrimoniais pela via do mandado de segurança.
Tribunal de Justiça (RESP 1.012.903), sob o regime do art. 543-C do 2 – O embargado apenas tem a expectativa de extinção dos embargos
CPC. Não é devido o imposto de renda sobre o valor da ou sua improcedência, o que acarretará, apenas mediatamente, o
complementação de aposentadoria e o do resgate de contribuições prosseguimento da execução do título.
correspondentes a recolhimentos para entidade de previdência privada 3 – A pretensão de restabelecimento da execução já foi veiculada, e
ocorridos no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, até o limite do que rejeitada, nos autos do mandado de segurança, com fundamento na
foi recolhido pelos beneficiários, a título desse tributo, sob a égide da inexistência de comando condenatório a determinar a existência de
Lei 7.713/88. valores a executar.
2 – Repetição do imposto de renda deve observar, como limite, não os 4 –Apelação não conhecida. Ausência de interesse recursal.
valores depositados pelo autor na consecução do Fundo de Previdência, A C Ó R D Ã O
que foram as contribuições vertidas para o plano, mas sim os valores Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
de imposto de renda incidente sobre suas contribuições, sob pena de se indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
caracterizar enriquecimento indevido da parte autora. Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, não conhecer do
3 – A ação foi ajuizada posteriormente à vigência da LC 118/2005. recurso, nos termos do voto da Relatora.
Repetição tributária sujeita à prescrição quinquenal, observados os
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Juíza Federal Convocada

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IV - REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL


2011.51.01.008721-3
Nº CNJ :0008721-83.2011.4.02.5101
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA DE JANEIRO (201151010059199)
CLAUDIA NEIVA
PARTE :ANTONIO DE BRITO COSTA EMENTA
AUTORA TRIBUTÁRIO. IR. PREVIDÊNCIA PRIVADA.
ADVOGADO :ARMINDA DE JESUS DE CARVALHO COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VIGÊNCIA DA
MACHADO CERRI LEI Nº 7.713/88. OBSERVÂNCIA AO LIMITE DO
PARTE RÉ :UNIAO FEDERAL / FAZENDA RECOLHIMENTO NO PERÍODO ENTRE 1989 E 1995.
NACIONAL PRESCRIÇÃO QUINQUENAL.
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 32A VARA-RJ 1 – Matéria de direito pacificada na jurisprudência do Superior
ORIGEM :TRIGÉSIMA SEGUNDA VARA Tribunal de Justiça (RESP 1.012.903), sob o regime do art. 543-C do
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO CPC. Não é devido o imposto de renda sobre o valor da
(201151010087213) complementação de aposentadoria e o do resgate de contribuições
correspondentes a recolhimentos para entidade de previdência privada
EMENTA ocorridos no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, até o limite do que
TRIBUTÁRIO. IR. PREVIDÊNCIA PRIVADA. foi recolhido pelos beneficiários, a título desse tributo, sob a égide da
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VIGÊNCIA DA Lei 7.713/88.
LEI Nº 7.713/88. OBSERVÂNCIA AO LIMITE DO 2 – Repetição do imposto de renda deve observar, como limite, não os
RECOLHIMENTO NO PERÍODO ENTRE 1989 E 1995. valores depositados pelo autor na consecução do Fundo de Previdência,
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL. que foram as contribuições vertidas para o plano, mas sim os valores
1 – Matéria de direito pacificada na jurisprudência do Superior de imposto de renda incidente sobre suas contribuições, sob pena de se
Tribunal de Justiça (RESP 1.012.903), sob o regime do art. 543-C do caracterizar enriquecimento indevido da parte autora.
CPC. Não é devido o imposto de renda sobre o valor da 3 – A ação foi ajuizada posteriormente à vigência da LC 118/2005.
complementação de aposentadoria e o do resgate de contribuições Repetição tributária sujeita à prescrição quinquenal, observados os
correspondentes a recolhimentos para entidade de previdência privada termos do Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da
ocorridos no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, até o limite do que Justiça Federal.
foi recolhido pelos beneficiários, a título desse tributo, sob a égide da 4 – Remessa necessária e apelação cível conhecida e parcialmente
Lei 7.713/88. providas. Sentença reformada em parte. Sucumbência recíproca
2 – Repetição do imposto de renda deve observar, como limite, não os reconhecida.
valores depositados pelo autor na consecução do Fundo de Previdência, A C Ó R D Ã O
que foram as contribuições vertidas para o plano, mas sim os valores Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
de imposto de renda incidente sobre suas contribuições, sob pena de se indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
caracterizar enriquecimento indevido da parte autora. Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e dar
3 – A ação foi ajuizada posteriormente à vigência da LC 118/2005. parcial provimento ao recurso e ao reexame necessário, nos termos do
Repetição tributária sujeita à prescrição quinquenal. voto da Relatora.
4 – Remessa necessária conhecida e improvida. Sentença confirmada. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
A C Ó R D Ã O GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima Juíza Federal Convocada
indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e negar
provimento à remessa necessária, nos termos do voto da Relatora.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2011.51.01.007019-5
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO Nº CNJ :0007019-05.2011.4.02.5101
Juíza Federal Convocada RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
CLAUDIA NEIVA
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APELADO :EDMARA DE PAIVA SILVA
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2011.51.01.005919-9 ADVOGADO :ANA CAROLINA FELIPE RODRIGUES
Nº CNJ :0005919-15.2011.4.02.5101 E OUTRO
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 6A VARA-RJ
CLAUDIA NEIVA ORIGEM :SEXTA VARA FEDERAL DO RIO DE
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA JANEIRO (201151010070195)
NACIONAL
APELADO :TEREZA CRISTINA LEONARDO EMENTA
FERREIRA TRIBUTÁRIO. IR. PREVIDÊNCIA PRIVADA.
ADVOGADO :MAURICIO JOSE MOREIRA ALVES COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. VIGÊNCIA DA
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 30A VARA-RJ LEI Nº 7.713/88. OBSERVÂNCIA AO LIMITE DO
ORIGEM :TRIGÉSIMA VARA FEDERAL DO RIO RECOLHIMENTO NO PERÍODO ENTRE 1989 E 1995.
PRESCRIÇÃO QUINQUENAL.
1 – Matéria de direito pacificada na jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça (RESP 1.012.903), sob o regime do art. 543-C do
CPC. Não é devido o imposto de renda sobre o valor da
complementação de aposentadoria e o do resgate de contribuições

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correspondentes a recolhimentos para entidade de previdência privada
ocorridos no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, até o limite do que
foi recolhido pelos beneficiários, a título desse tributo, sob a égide da
Lei 7.713/88.
2 – Repetição do imposto de renda deve observar, como limite, não os
valores depositados pelo autor na consecução do Fundo de Previdência, Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer do recurso
que foram as contribuições vertidas para o plano, mas sim os valores negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora.
de imposto de renda incidente sobre suas contribuições, sob pena de se
caracterizar enriquecimento indevido da parte autora. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
3 – A ação foi ajuizada posteriormente à vigência da LC 118/2005. GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Repetição tributária sujeita à prescrição quinquenal, observados os Juíza Federal Convocada
termos do Manual de Orientação de Procedimentos para os Cálculos da
Justiça Federal.
4 – Remessa necessária e apelação cível conhecidas e parcialmente
providas. Sentença reformada em parte.
A C Ó R D Ã O BOLETIM: 144509
Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e dar IV - REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL
parcial provimento ao recurso e ao reexame necessário, nos termos do 1998.51.01.001438-0
voto da Relatora. Nº CNJ :0001438-63.1998.4.02.5101
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO CLAUDIA NEIVA
Juíza Federal Convocada PARTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
AUTORA NACIONAL
PARTE RÉ :ITATIAIA SEGUROS S/A E OUTROS
ADVOGADO :ANDRE DE LAMARE BIOLCHINI E
OUTROS
IV - APELACAO CIVEL 2011.51.01.006148-0 REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 8A VARA-RJ
Nº CNJ :0006148-72.2011.4.02.5101 ORIGEM :OITAVA VARA FEDERAL DO RIO DE
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA JANEIRO (9800014381)
CLAUDIA NEIVA
APELANTE :ANTONIO FREIXIELA RAMOS FILHO EMENTA
ADVOGADO :EDUARDO AUGUSTO ERVEDOSA PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535
MOTA DO CPC. OMISSÃO. DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS.
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA PREQUESTIONAMENTO. INTEGRAÇÃO.
NACIONAL 1 – O acórdão embargado deu parcial provimento a Apelação da União
ORIGEM :VIGÉSIMA SEGUNDA VARA e ao Reexame Necessário, amparado, sobretudo, na constitucionalidade
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO das EC nº 10/96 e 17/97 quanto à majoração da alíquota da CSLL para
(201151010061480) 30% para os contribuintes elencados no art. 22, §1º da Lei nº 8.212/91,
incluída desde a Emenda Constitucional de Revisão nº 01/94,
EMENTA ressalvando apenas a necessidade de observância do princípio da
TRIBUTÁRIO. IR. RESTITUIÇÃO. ATRASADOS RECEBIDOS DE anterioridade (art. 195, §6º da CR).
UMA ÚNICA VEZ EM AÇÃO JUDICIAL. ALEGAÇÃO DE 2 – Consoante a jurisprudência pacífica do STJ, “para o cumprimento
DIREITO À APLICAÇÃO DAS ALÍQUOTAS VIGENTES do requisito do prequestionamento, não se exige que o acórdão
CONSIDERANDO OS VALORES DEVIVOS MENSALMENTE. recorrido faça citação explícita dos dispositivos legais envolvidos,
AÇÃO AJUIZADA JÁ NA VIGÊNCIA DA LC 118/2005. bastando a menção às matérias referentes a tais preceitos legais.”
RECOLHIMENTOS EMPREENDIDOS HÁ MAIS DE CINCO (STJ, EDRESP 186.039).
ANOS. PRESCRIÇÃO. 3 – Por ocasião do julgamento de incidente de inconstitucionalidade
1 – De acordo com a jurisprudência do STJ e do STF, “para as ações suscitado nos autos do mandado de segurança nº 99.02.30556-3, o
judiciais visando à restituição e/ou compensação de tributos sujeitos a Plenário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região entendeu que a
lançamento por homologação ajuizadas a partir de 09.06.2005, deve distinção do tratamento tributário dispensado às instituições financeiras
ser aplicado o prazo prescricional quinquenal previsto no art. 3º da e seguradoras encontra fundamento de validade no Sistema Tributário
Lei Complementar n. 118/2005, ou seja, prazo de cinco anos com Nacional e no próprio artigo 195, § 9º, da Constituição, tendo afastado
termo inicial na data do pagamento” (REsp 1278598/SC, Rel. Min. a violação aos princípios da isonomia e da capacidade contributiva:
Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJ de 14/02/2013). Arguição de Inconstitucionalidade na Apelação em Mandado de
2 – Transcurso de lapso temporal superior a cinco anos entre os Segurança nº 99.02.30556-3, Pleno, TRF da 2ª Região, Rel. Des.
pagamentos (em 01/06/2005 e 07/04/2006) e o ajuizamento da ação Sérgio Feltrin Corrêa, DJ de 12/03/2010.
(em 11/05/2011). Correto o reconhecimento da prescrição da pretensão 4 – Embargos de declaração conhecidos e providos em parte. Acórdão
de repetição. integrado, sem alteração de resultado
3 – Apelação conhecida e improvida. Sentença confirmada. A C Ó R D Ã O
A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e dar
parcial provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Juíza Federal Convocada

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IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2007.51.01.008942-5


Nº CNJ :0008942-08.2007.4.02.5101
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA (200951010276271)
CLAUDIA NEIVA
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA EMENTA
NACIONAL TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM MANDADO
APELADO :DIOGENES LEMOS BERGER REP/ P/ DE SEGURANÇA. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PARCELAMENTO.
TEREZINHA DOTTI BERGER LEI Nº 11.941/2009. REFIS IV. CONSOLIDAÇÃO. CONDIÇÕES.
ADVOGADO :ELIANE MARROCOS VIEIRA E OBSERVÂNCIA. INTEGRAÇÃO.
OUTROS 1 – A pretensão inicial da Impetrante era obter a consolidação dos seus
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 18A VARA-RJ débitos de forma a que pudesse recolher parcela menor do que aquela
ORIGEM :DÉCIMA OITAVA VARA FEDERAL exigida pelo Fisco, com base na Lei nº 11.941/2009 – REFIS IV.
DO RIO DE JANEIRO Contudo, pela interpretação literal do voto condutor, o que ficou
(200751010089425) assegurado foi que o Fisco apenas consolidasse o débito tributário, já
que “aferir a quantia devida ao parcelamento, na estreita via
EMENTA mandamental, é impossível” (fl. 311, primeiro parágrafo), “Resta, tão-
PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ART. 535 somente, reservado ao Poder Judiciário, não se arvorar na
DO CPC. AUSÊNCIA DE OMISSÃO. PREQUESTIONAMENTO. determinação de valores, em sede mandamental, mas sim, assegurar ao
REEXAME DA MATÉRIA. NÃO CABIMENTO. contribuinte, em hipóteses que tais, que o Fisco realize a consolidação
1 – Não há violação ao art. 535 do CPC quando o órgão fracionário do do débito tributário num prazo razoável” (fl. 311, segundo parágrafo).
Tribunal pronuncia-se de forma suficiente sobre a questão posta nos 2 – Observância ao princípio da eficiência, sem descumprimento do
autos, sendo certo que o magistrado não está obrigado a rebater um a comando legal inserto da Lei nº 11.941/09.
um os argumentos trazidos pela parte se os fundamentos utilizados 3 – A consolidação do débito deve observar o comando contido no art.
tenham sido suficientes para embasar a decisão, conforme orientação 3º, §1º da Lei nº 11.941/2009, tanto no concernente ao número de
do STJ, no RESP 888436/RS, DJe 16/11/2011. prestações máximas quanto ao valor da parcela mínima. Do contrário
2 – Pretensão de se reabrir a discussão de matéria já decidida. haveria alteração das condições do parcelamento legalmente previsto
Insurgência contra os próprios fundamentos constantes do voto em situação excepcional, cujo comando não consta do voto condutor
proferido, objetivando, com isso, efeitos infringentes. Não cabimento do acórdão embargado.
na via eleita. 4 – Recurso conhecido e provido em parte.
3 – O acórdão foi proferido em consonância com a orientação do A C Ó R D Ã O
Superior Tribunal de Justiça (RESP 25496), que indica a interpretação Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
teleológica, em se tratando de ato praticado por incapaz, donde indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
concluir que esse entendimento não ofende o princípio da reserva de Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e dar
plenário (art. 97 da CR). parcial provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
4 – Inexistência de vício a ser sanado. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
5 – Embargos de Declaração conhecidos e improvidos. GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
A C Ó R D Ã O Juíza Federal Convocada
Vistos, relatados e discutidos os autos, em que são partes as acima
indicadas, decidem os membros da 3ª Turma Especializada do Tribunal
Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, conhecer e negar
provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). BOLETIM: 144511
GERALDINE PINTO VITAL DE CASTRO
Juíza Federal Convocada
IV - APELACAO CIVEL 556541 2010.51.03.001319-0
Nº CNJ :0001319-76.2010.4.02.5103
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
NORTON BAPTISTA DE MATTOS
IV - APELACAO CIVEL 2009.51.01.027627-1 APELANTE :AGUAS DO PARAIBA S/A
Nº CNJ :0027627-92.2009.4.02.5101 ADVOGADO :MAURICIO PEREIRA FARO
RELATOR :JUIZA FEDERAL CONVOCADA (RJ112417) E OUTRO
CLAUDIA NEIVA APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :ETE ENGENHARIA DE NACIONAL
TELECOMUNICACOES E ORIGEM :PRIMEIRA VARA FEDERAL DE
ELETRICIDADE S/A CAMPOS (201051030013190)
ADVOGADO :RENATA PASSOS BERFORD ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
GUARANA E OUTROS ESPECIALIZADA
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL EMENTA
ORIGEM :VIGÉSIMA OITAVA VARA FEDERAL TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – PRESCRIÇÃO -
DO RIO DE JANEIRO TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO -
LC Nº 118/2005 - ENTENDIMENTO DO STF ADOTADO NO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566621 - CONTRIBUIÇÃO
SOCIAL SOBRE O LUCRO (CSSL) – ARTIGO 1º DA LEI Nº
9.316/96 – VEDAÇÃO DA SUA DEDUÇÃO DE SUA BASE DE
CÁLCULO E DO LUCRO REAL – COMPATIBILIDADE COM O

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CONCEITO DE RENDA CONTIDO NO ARTIGO 43 DO CTN -
JURISPRUDÊNCIA DO STJ FORMADA NA SISTEMÁTICA DO
ARTIGO 543-C DO CPC
1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento
ao Recurso Extraordinário (RE) 566621, e, portanto, manteve a decisão
do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que entendeu ser de dez FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
anos o prazo para pleitear a restituição, cuidando-se de tributo sujeito a (201251010066822)
lançamento por homologação. ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
ESPECIALIZADA
2. O entendimento foi de que a norma teria se sobreposto, de forma
retroativa, à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que EMENTA
consolidou interpretação no sentido de que o prazo seria de dez anos CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO - MANDADO DE
contados do fato gerador. A maior parte dos ministros que votaram SEGURANÇA – REMESSA NECESSÁRIA – ATO OMISSIVO DO
pela inconstitucionalidade da lei, porém, entenderam que o prazo de 10 IMPETRADO – DEMORA EXCESSIVA PARA APRECIAÇÃO
(dez) anos contados do fato gerador (art. 150, § 4º c/c 168, I, do CTN) DOS PROCESSOS DO CONTRIBUINTE – FERIMENTO AO ART.
somente pode ser aplicado para as ações judiciais ajuizadas antes da 5º, INCISO LXXVIII DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 -
entrada em vigor da lei (09/06/2005). Por outro lado, para as ações LEI Nº 9.784/99, ARTIGOS 48 E 49 – PRAZO DE 30 DIAS PARA
judiciais ajuizadas após a entrada em vigor da lei (09/06/2005), aplica- PROFERIR DECISÃO APÓS CONCLUSÃO DA FASE DE
se o prazo de 5 (cinco) anos contados do pagamento antecipado. INSTRUÇÃO
3. Ajuizada a ação em 07/06/2010, aplica-se o prazo de 5 (cinco) anos 1. No caso concreto, houve uma demora inexplicável à apreciação do
contados do pagamento indevido, de modo que estão prescritos os referido processo pelo impetrado, que só se deu a partir da decisão que
créditos referentes aos recolhimentos indevidos ocorridos concedeu a liminar.
anteriormente a 07/06/2005. 2. Nesse sentido, a Lei nº 9.784/99, nos artigos 48 e 49, prescreve que
4. O artigo 1º da Lei nº 9.316/96, ao vedar a dedução do valor referente a Administração tem o dever de decidir os processos e que o prazo para
à Contribuição Social Sobre o Lucro - CSSL para a identificação da decisão é de até 30 dias após a conclusão da fase de instrução.
base de cálculo da própria contribuição, assim como para a apuração 3. Está configurada a lesão ao direito do administrado de obter do
do lucro real, não vulnera o conceito de renda estabelecido no art. 43 Estado a devida manifestação acerca de seus requerimentos
do Código Tributário Nacional. administrativos, que é consectário do direito de petição albergado no
5. O legislador ordinário, no exercício de sua competência legislativa, artigo 5º, inciso XXXIV, “a”, da Carta Magna, que abrange o correlato
tão-somente estipulou limites à dedução de despesas do lucro auferido dever do Poder Público de pronunciamento a respeito da postulação
pelas pessoas jurídicas, sendo certo, outrossim, que o valor pago a apresentada, ainda que para indeferi-la. Resta violado, ainda, o
título de CSSL não caracteriza despesa operacional da empresa, mas, comando constitucional inserto no art. 5º, inciso LXXVIII, que
sim, parcela do lucro destinada ao custeio da Seguridade Social, o que, consagra o direito de todos à razoável duração dos processos judiciais e
certamente, encontra-se inserido no conceito de renda estabelecido no administrativos.
artigo 43, do CTN (produto do capital, do trabalho ou da combinação 4. A sujeição do contribuinte a um período de espera por mais de um
de ambos). Jurisprudência do STJ formada na sistemática do artigo ano não é razoável, porquanto o excesso temporal verificado no caso
543-C do CPC. concreto supera, por larga margem, aquela demora que poderia ser
6. Apelação improvida. razoavelmente tolerada pelo homem médio.
ACÓRDÃO 5. Remessa necessária improvida.
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: ACÓRDÃO
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à APELAÇÃO, nos Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO à REMESSA
presente julgado. NECESSÁRIA, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. integrante do presente julgado.
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013.
Juiz Federal Convocado LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
Juiz Federal Convocado

IV - REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL 567373


2012.51.01.006682-2 IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 581930
Nº CNJ :0006682-79.2012.4.02.5101 2010.51.01.022119-3
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ Nº CNJ :0022119-34.2010.4.02.5101
NORTON BAPTISTA DE MATTOS RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
PARTE :SEMA EMGENHARIA DE NORTON BAPTISTA DE MATTOS
AUTORA TELECOMUNICAÇOES LTDA APELANTE :TRAVESSIA DIRECIONAL E
ADVOGADO :CARLOS EDUARDO SPAGNOL SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA
(SP263344) ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
PARTE RÉ :UNIAO FEDERAL / FAZENDA RODRIGUES (RJ136118) E OUTROS
NACIONAL APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 32A VARA-RJ NACIONAL
ORIGEM :TRIGÉSIMA SEGUNDA VARA APELADO :OS MESMOS
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 14A VARA-RJ
ORIGEM :DÉCIMA QUARTA VARA FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO
(201051010221193)
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA

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ESPECIALIZADA

EMENTA
TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. AGRAVO RETIDO
NÃO CONHECIDO. APELAÇÃO DE AMBAS AS PARTES E
REMESSA NECESSÁRIA. COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO. remuneração normal do mês das férias, tanto aquela devida pelo
TRIBUTO SUJEITO A LANÇAMENTO POR HOMOLOGAÇÃO. empregado como aquela devida pelo empregador, estaria quebrado o
LC Nº 118/2005. ENTENDIMENTO DO STF ADOTADO NO equilíbrio atuarial que deve marcar o sistema previdenciário (artigo
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 566621. CONTRIBUIÇÃO 201 da CF/88), porquanto, uma vez aposentado, o trabalhador recebe
SOCIAL PREVISTA NO ARTIGO 22 DA LEI Nº 8.212/91. os proventos de aposentadoria nos doze meses do ano, mas, a
VALORES REFERENTES AOS QUINZES DIAS DE prevalecer a tese da impetrante, só haveria contribuição em onze meses
AFASTAMENTO DE EMPREGADOS ANTERIORES AO do ano, já que o empregado, por lei, tem direito a trinta dias de férias,
DEFERIMENTO DO AUXÍLIO-DOENÇA E DO AUXÍLIO- nos quais não há trabalho, ainda que, muita vezes, na prática, essas
ACIDENTE. SALÁRIO-MATERNIDADE. FÉRIAS GOZADAS. férias não sejam gozadas. Precedente do STJ.
ADICIONAL DE 1/3 SOBRE AS FÉRIAS. DÉBITOS 9. Já no tocante ao adicional de férias (1/3), embora ele não tenha
COMPENSÁVEIS. LIMITE DE 30%. REVOGAÇÃO. TAXA SELIC. natureza indenizatória, é verba que não se incorpora à remuneração do
ARTIGO 170-A DO CTN. servidor, nem será recebida na inatividade. O cálculo dos proventos de
1. O agravo, na modalidade retida, é via inadequada para propiciar a aposentadoria não consideram o adicional de férias.
revisão de decisão do juízo de primeiro grau que concede ou indefere a 10. Logo, não faz sentido a incidência da contribuição social sobre ele,
antecipação da tutela, pois tais decisões somente podem ser já que haveria contribuição sobre verba que não seria paga pela
impugnadas de maneira eficaz e útil através de agravo processado em Previdência Social na inatividade por absoluta impossibilidade
instrumento (TRF-2ª Região, AC nº 411313, rel. Juiz Federal material, o que engendraria enriquecimento sem causa do Estado em
Convocado Luiz Mattos, 3ª Turma, DJU 19/12/2008). detrimento do empregado, com ofensa ao princípio do equilíbrio
2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) negou provimento atuarial. Jurisprudência do STF e do STJ.
ao Recurso Extraordinário (RE) 566621, e, portanto, manteve a decisão 11. A compensação tributária é regida pela lei em vigor à data do
do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que entendeu ser de dez ajuizamento da ação ou do requerimento administrativo, conforme
anos o prazo para pleitear a restituição, cuidando-se de tributo sujeito a jurisprudência do STJ (RESP nº 1238987-SC, rel. Min. Mauro
lançamento por homologação. Campbell Marques, 2ª Turma, j. 10/05/2011). Assim, o indébito poderá
3. O entendimento foi de que a norma teria se sobreposto, de forma ser compensado com qualquer tributo ou contribuição administrado
retroativa, à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que pela Secretaria da Receita Federal, na forma da redação do artigo 74 da
consolidou interpretação no sentido de que o prazo seria de dez anos Lei nº 9.430/96 determinada pela Lei nº 10.637/2002, uma vez que a
contados do fato gerador. A maior parte dos ministros que votaram ação foi ajuizada já na vigência do segundo diploma legal.
pela inconstitucionalidade da lei, porém, entenderam que o prazo de 10 12. O artigo 2º da Lei nº 9.032/95 alterou a redação do artigo 89 da Lei
(dez) anos contados do fato gerador (art. 150, § 4º c/c 168, I, do CTN) nº 8.212/91, que, no § 3º, previu que, no caso de indébito de
somente pode ser aplicado para as ações judiciais ajuizadas antes da contribuição previdenciária, a compensação não poderá ser superior a
entrada em vigor da lei (09/06/2005). Por outro lado, para as ações 25% do montante de tributo a ser recolhido em cada competência.
judiciais ajuizadas após a entrada em vigor da lei (09/06/2005), aplica- Posteriormente, a Lei nº 9.129/95, no artigo 4º, alterou o § 3º da Lei nº
se o prazo de 5 (cinco) anos contados do pagamento antecipado. 8.212/91, e fixou, como limite para compensação, o percentual de 30%
4. Ajuizada a ação em 01/12/2010, aplica-se o prazo de 5 (cinco) anos do valor do tributo a ser recolhido em cada competência. Por sua vez, a
contados do pagamento indevido, de modo que estão prescritos os Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009, no artigo 79, inciso I, revogou a
créditos referentes aos recolhimentos indevidos ocorridos referida limitação de 30% na compensação de créditos de contribuições
anteriormente a 01/12/2005. previdenciárias. Assim, o limite de 30% é inaplicável ao caso
5. Segundo a jurisprudência do STJ, os valores pagos pela empresa aos concreto, na medida em que a presente demanda foi ajuizada em
empregados nos 15 dias de afastamento anteriores ao início do 01/12/2010, época em que já estava em vigor a Lei nº 11.941/2009, que
pagamento do auxílio-doença ou do auxílio-acidente pelo INSS não revogou a norma inserta no parágrafo 3º do art. 89 da Lei nº 8.219/91.
apresentam natureza remuneratória, uma vez que não têm a finalidade 13. Como todos os créditos a serem compensados são posteriores a
de retribuir trabalho prestado pelo empregado, que se encontra 1996, em razão da prescrição reconhecida, eles serão acrescidos apenas
afastado. A sua natureza é previdenciária e indenizatória. Assim, não é da taxa SELIC, desde cada recolhimento indevido, com a exclusão de
cabível a incidência da contribuição previdenciária exatamente pela qualquer outro índice de correção monetária e de taxa de juros (EREsp
falta de ocorrência do seu fato gerador. 548711/PE, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em
6. O salário-maternidade tem natureza remuneratória. Não indeniza o 25.04.2007, DJ 28.05.2007, p. 278).
empregado do sexo feminino de qualquer dano. É benefício 14. A compensação somente poderá ser efetuada após o trânsito em
substitutivo da remuneração da segurada e é devido em razão da julgado, mesmo se tratando de base de cálculo tida como
relação laboral, motivo pelo qual integra a base de cálculo da exação inconstitucional, em conformidade com o artigo 170-A do CTN, em
questionada, nos termos do artigo 28, § 2º, da Lei nº 8.212/91 vigor ao tempo da impetração desta ação mandamental, conforme
conforme jurisprudência pacificada do STJ. jurisprudência pacificada da 1ª Seção do STJ (STJ, AgRg no Ag nº
7. O valor das férias, sem o adicional de 1/3, corresponde à 1380803-RS, rel. Min. Herman Benjamin, 2ª Turma, j.12/04/2011;
remuneração devida ao empregado pelo mês em que não trabalha. A AGRESP nº 1186238, rel. Min. Hamilton Carvalhido, 1ª Turma,
sua natureza não é indenizatória. Ainda que não haja prestação do 18/11/2010). Frise-se que a exigência do trânsito em julgado para o
serviço, a sua natureza é remuneratória, porque corresponde à exercício da compensação prevista no artigo 170-A não apresenta
remuneração normal do mês à qual o empregado faz jus, embora não qualquer inconstitucionalidade, porquanto a compensação é efetuada
tenha trabalhado, já que a ordem normativa lhe outorga o direito a nos limites da lei autorizadora, que, por isso, pode estabelecer
trinta dias de descanso. requisitos e restrições para o seu exercício.
8. Se não houvesse incidência de contribuição previdenciária sobre a 15. Agravo retido não conhecido. Remessa necessária e apelação da
impetrante parcialmente providas e apelação da União Federal
improvida.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª

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Região, à unanimidade, NÃO CONHECER O AGRAVO RETIDO,
DAR PARCIAL PROVIMENTO À REMESSA NECESSÁRIA E À
APELAÇÃO DA IMPETRANTE E NEGAR PROVIMENTO À
APELAÇÃO DA UNIÃO FEDERAL, nos termos do voto do Relator,
que fica fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. NORTON BAPTISTA DE MATTOS
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS APELANTE :KNAUF DO BRASIL LTDA
Juiz Federal Convocado ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
RODRIGUES (SP128341) E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE SÃO
IV - REMESSA EX OFFICIO EM AÇÃO CÍVEL 583411 JOÃO DE MERITI (200651100019997)
2010.51.19.000139-5 ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
Nº CNJ :0000139-74.2010.4.02.5119 ESPECIALIZADA
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
NORTON BAPTISTA DE MATTOS EMENTA
PARTE :IFER INDUSTRIA METALURGICA DO PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
AUTORA RIO LTDA AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
ADVOGADO :ORLANDO BARBOSA (RJ005230D) E 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
OUTROS embargado.
PARTE RÉ :UNIAO FEDERAL / FAZENDA 2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis,
NACIONAL excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso.
REMETENTE :JUIZO DA 1A VARA FEDERAL DE 3. A questão posta pela impetrante, qual seja, a verificação da
BARRA DO PIRAI-RJ constitucionalidade e da legalidade da incidência da contribuição para
ORIGEM :1A VARA FEDERAL DE BARRA DO o PIS e da COFINS sobre os valores referentes a faturas ou notas
PIRAI/RJ (201051190001395) fiscais de vendas de serviços ou mercadorias que foram total ou
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA parcialmente inadimplidas pelo adquirente do serviço ou mercadoria,
ESPECIALIZADA foi explicitada no voto, bem como nos itens 01, 02,03, 04, 05, 06, 07 e
08 da ementa, de modo que não há qualquer retoque a ser feito.
EMENTA 4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve
TRIBUTÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA. REMESSA NECESSÁRIA. observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE A FOLHA DE SALÁRIOS. 5. Embargos de declaração improvidos.
AVISO PRÉVIO INDENIZADO. NÃO INCIDÊNCIA. ACÓRDÃO
1. O aviso prévio indenizado não ostenta natureza salarial, mas sim Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
caráter indenizatório. A sua finalidade é ressarcir o empregado pelo Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
dano causado decorrente da falta de alerta sobre a futura rescisão Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS
contratual com a antecedência mínima prevista na CLT, o que lhe DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo
impossibilitou de usufruir da redução da jornada a que fazia jus parte integrante do presente julgado.
(artigos 487 e seguintes da CLT). Por essa razão, não se sujeita à
incidência da contribuição social prevista no artigo 22 da Lei nº Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013.
8.212/91, conforme jurisprudência do STJ. LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
2. Remessa necessária improvida. Juiz Federal Convocado
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO À REMESSA
NECESSÁRIA, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte
integrante do presente julgado. IV - APELACAO CIVEL 439073 2007.51.01.020466-4
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. Nº CNJ :0020466-02.2007.4.02.5101
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS NORTON BAPTISTA DE MATTOS
Juiz Federal Convocado APELANTE :ZIT GRAFICA E EDITORA LTDA
ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
RODRIGUES (SP128341) E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
BOLETIM: 144513 ORIGEM :DÉCIMA OITAVA VARA FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO
(200751010204664)
XII - APELACAO EM MANDADO DE SEGURANCA 71824 ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
2006.51.10.001999-7 ESPECIALIZADA
Nº CNJ :0001999-79.2006.4.02.5110
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ EMENTA
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
embargado.
2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis,

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excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso.
3. A questão posta pela impetrante, qual seja, a não exigência do
recolhimento da COFINS e do PIS com a inclusão do ISS na respectiva
base de cálculo, foi explicitada no item III do voto, bem como no item
05 da ementa, de modo que não há qualquer retoque a ser feito.

4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve


observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
5. Embargos de Declaração improvidos.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 502895
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª 2009.51.01.025541-3
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS Nº CNJ :0025541-51.2009.4.02.5101
DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
parte integrante do presente julgado. NORTON BAPTISTA DE MATTOS
APELANTE :RIO DE JANEIRO CARTORIO 6 º
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. OFICIO DE NOTAS
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
Juiz Federal Convocado RODRIGUES (RJ136118) E OUTROS
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APELADO :OS MESMOS
REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 5A VARA-RJ
IV - APELACAO CIVEL 451238 2008.51.02.001271-5 ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DO RIO DE
Nº CNJ :0001271-91.2008.4.02.5102 JANEIRO (200951010255413)
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
NORTON BAPTISTA DE MATTOS ESPECIALIZADA
APELANTE :HOSPITAL DAS CLINICAS DA
REGIAO DOS LAGOS S/A EMENTA
ADVOGADO :BRUNO ROMERO PEDROSA PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
MONTEIRO (PE011338) E OUTROS AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA – AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CF/88
NACIONAL 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE embargado.
NITERÓI (200851020012715) 2. As questões que a impetrante entende como omissas, ou seja,
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA contribuição previdenciária sobre os valores pagos a título de salário-
ESPECIALIZADA maternidade e sobre as férias gozadas foram expressamente
mencionadas no acórdão embargado nos itens IV e V, bem como nos
EMENTA itens nº 08, 09 e 10 da ementa.
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - 3. As questões postas pela União Federal (valores referentes aos quinze
AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. dias de afastamento dos empregados anteriores ao deferimento do
1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão auxílio-doença e do auxílio-acidente, e ao adicional de 1/3 sobre as
embargado. férias) foram expressamente explicitadas nos itens III e VI, do acórdão,
2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis, bem como nos itens 07, 11 e 12 da ementa.
excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso. 4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve
3. A questão posta pela impetrante, qual seja, a exclusão da base de observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
cálculo das contribuições do PIS e da COFINS nos valores dos 5. Não há que se falar em violação ao artigo 97 da CF/88, pois esta
medicamentos utilizados na prestação de seus serviços médico- Turma, no acórdão embargado, não declarou a inconstitucionalidade de
hospitalares, foi explicitada no item V do acórdão, bem como nos itens qualquer dispositivo legal.
07, 08, 09, 10, 11, 12 e 13 da ementa, de modo que não há qualquer 6. Embargos de Declaração da impetrante e da União Federal
retoque a ser feito. improvidos.
4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve ACÓRDÃO
observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ. Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
5. Embargos de Declaração improvidos Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
ACÓRDÃO Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: DE DECLARAÇÃO DA IMPETRANTE E DA UNIÃO FEDERAL,
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS presente julgado.
DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo
parte integrante do presente julgado. Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013.
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. Juiz Federal Convocado
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
Juiz Federal Convocado

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
IV - APELACAO CIVEL 511446 2010.50.01.005811-5
Nº CNJ :0005811-29.2010.4.02.5001
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
NORTON BAPTISTA DE MATTOS
APELANTE :DIACO DISTRIBUIDORA DE ACO S/A observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
ADVOGADO :WELLITON PIMENTEL COUTINHO 10. Embargos de Declaração improvidos.
(ES013136) E OUTRO ACÓRDÃO
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
NACIONAL Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
ORIGEM :1ª VARA FEDERAL CÍVEL DE Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS
VITÓRIA/ES (201050010058115) DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA parte integrante do presente julgado.
ESPECIALIZADA
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013.
EMENTA LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Juiz Federal Convocado
AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
embargado.
2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis,
excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso. IV - APELACAO CIVEL 394117 2004.51.01.021868-6
3. A questão posta pela impetrante, qual seja, a exclusão do ICMS da Nº CNJ :0021868-26.2004.4.02.5101
base de cálculo do PIS e da COFINS, foi explicitada no item II, bem RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ
como nos itens 04, 05, 06 e 08 da ementa, de modo que não há NORTON BAPTISTA DE MATTOS
qualquer retoque a ser feito. APELANTE :LABORATORIO DE ANALISES
4. Não há que se falar em violação do artigo 195, inciso I, da CF/88, CLINICAS FRANKEL E FRANKEL E
porque, como mencionado no acórdão embargado, uma vez CIA/ LTDA E OUTROS
caracterizado o ICMS um imposto indireto, embutido no preço da ADVOGADO :ANDRE CANTERGIANI PANAZZOLO
mercadoria, integra ele a receita bruta, e, portanto, deve constar da base (RJ086054)
de cálculo da contribuição em comento. APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
5. A configuração do faturamento esgota-se no ato de recebimento da NACIONAL
receita pontualmente por determinada pessoa, com a sua conseqüente ORIGEM :DÉCIMA SÉTIMA VARA FEDERAL
incorporação ao seu patrimônio, a revelar a aquisição de riqueza e a DO RIO DE JANEIRO
existência de capacidade contributiva. O destino posterior dado a esses (200451010218686)
valores não é significativo para fins de determinação da incidência e da ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
base de cálculo das contribuições em análise, inclusive pelo fato de que ESPECIALIZADA
o contribuinte pode inadimplir as suas obrigações para com os seus
fornecedores de bens e serviços ou com suas empresas parceiras, ou EMENTA
deixar de repassar tributos cobrados no preço, como o ICMS, para o PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
ente tributante. Ainda que o valor seja posteriormente desembolsado e AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
transferido para terceiro, ele se incorporou, mesmo que 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
provisoriamente, ao patrimônio da empresa, que dele teve a embargado.
disponibilidade para o gozo, a fruição e a extração de utilidades. 2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis,
6. Entendimento contrário levaria à possibilidade de se excluir da base excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso.
de cálculo da COFINS e do PIS todos os custos e despesas realizados 3. A questão posta pela autora, qual seja, a declaração de inexistência
pela pessoa jurídica, inclusive os gastos com o pagamento da de relação jurídico-tributária entre as partes relativamente ao
remuneração da mão-de-obra empregada na atividade produtiva e recolhimento da COFINS, com base na isenção prevista no art. 6º,
aqueles atinentes ao adimplemento de todos os tributos devidos, já que inciso II, da LC nº 70/91, foi explicitada no voto, bem como nos itens
são as receitas operacionais que vão fornecer os recursos para os 01, 02, 03 e 04 da ementa, de modo que não há qualquer retoque a ser
respectivos desembolsos, o que transformaria as duas contribuições em feito.
duas novas espécies da Contribuição Social sobre o Lucro, que já 4. Não há que se falar em alteração de entendimento jurisprudencial,
existe e tem o seu regramento próprio. uma vez que não havia manifestação anterior do Supremo Tribunal
7. As únicas deduções ou exclusões possíveis seriam aquelas previstas Federal e, como a questão controvertida era constitucional, não é
em lei, que teriam a natureza de isenção, de favor fiscal, determinado possível haver submissão do STF aos entendimentos das instâncias
discricionariamente pelo legislador, segundo juízo político de inferiores.
conveniência e oportunidade em consonância com o interesse público; 5. A embargante pretende a alteração do montante dos honorários
ou aquelas que já se encontram fora da base de cálculo das advocatícios a que foi condenada em primeira instância, questão que
contribuições questionadas, isto é, que não correspondem às receitas de não foi objeto da apelação, o que implica pretensão infringente inviável
venda de bens e serviços ou às receitas das atividades empresariais, em sede de embargos de declaração.
representando situação de não-incidência.
8. E não há previsão de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e 6. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve
da COFINS nas Leis nº 9.718/98, 10.637/02 e 10.833/03. observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
9. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve 7. Embargos de Declaração improvidos.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
parte integrante do presente julgado.

Rio de Janeiro, 18 DE Junho de 2013.


LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
Juiz Federal Convocado
ORIGEM :TRIGÉSIMA VARA FEDERAL DO RIO
DE JANEIRO (200951010095628)
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA
ESPECIALIZADA
BOLETIM: 144516
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
IV - APELACAO CIVEL 523395 2010.51.01.004743-0 AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
Nº CNJ :0004743-35.2010.4.02.5101 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ embargado.
NORTON BAPTISTA DE MATTOS 2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis,
APELANTE :LUXOR HOTEIS TURISMO S/A excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso.
ADVOGADO :DIOGO SANTESSO (RJ135181) E 3. A questão posta pela autora, qual seja, a dedução da parcela da
OUTROS CSSL da base de cálculo do IRPJ, foi expressamente explicitada no
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA item IV do voto, bem como nos itens 06 e 07 da ementa, de modo que
NACIONAL não há qualquer retoque a ser feito.
ORIGEM :TRIGÉSIMA VARA FEDERAL DO RIO 4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve
DE JANEIRO (201051010047430) observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
ÓRGÃO ATUAL :SUBSECRETARIA DA 3A.TURMA 5. Embargos de Declaração improvidos.
ESPECIALIZADA ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
EMENTA Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS
AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo
1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão parte integrante do presente julgado.
embargado.
2. Efeitos modificativos aos embargos de declaração são admissíveis, Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013.
excepcionalmente, quando manifesto o equívoco, o que não é o caso. LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS
3. A questão posta pela impetrante, qual seja, a não exigência do Juiz Federal Convocado
recolhimento da COFINS e do PIS com a inclusão do ISS na respectiva
base de cálculo, foi expressamente tratada no item II do voto, bem
como no item 04 da ementa, de modo que não há qualquer retoque a
ser feito.
4. O recurso interposto com o fim de pré-questionamento deve SUBSECRETARIA DA 4A.TURMA ESPECIALIZADA
observância ao artigo 535 do CPC. Precedentes do STJ.
5. Embargos de Declaração improvidos. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL - 2a REGIÃO
ACÓRDÃO SUBSECRETARIA DA 4a.TURMA ESPECIALIZADA
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: Data do Expediente: 24/06/2013
Decide a Egrégia Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Os processos abaixo relacionados se encontram nesta
Região, à unanimidade, NEGAR PROVIMENTO AOS EMBARGOS Secretaria com vista ao recorrido para oferecimento de contrarrazões
DE DECLARAÇÃO, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo ao(s) recurso(s) especial e/ou extraordinário interposto(s):
parte integrante do presente julgado.
PROC. : 2006.51.02.004749-6 AMS
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2013. CNJ : 0004749-78.2006.4.02.5102
LUIZ NORTON BAPTISTA DE MATTOS ORIG : 200651020047496/RJ
Juiz Federal Convocado REG : 15.08.2008
APTE : CENTRO MEDICO INTEGRADO LTDA
ADV : ARNALDO BENTO DA SILVA
APDO : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
IV - APELACAO CIVEL 503240 2009.51.01.009562-8 RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES -
Nº CNJ :0009562-49.2009.4.02.5101 R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO LUIZ RESP : CENTRO MEDICO INTEGRADO LTDA
NORTON BAPTISTA DE MATTOS RESP : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
APELANTE :WESTCON BRASIL LTDA NACIONAL
ADVOGADO :IVAN LUIZ SOBRAL CAMPOS RE : CENTRO MEDICO INTEGRADO LTDA
(RJ064457) E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA PROC. : 2010.51.01.020536-9 APELREE
NACIONAL CNJ : 0020536-14.2010.4.02.5101
ORIG : 201051010205369/RJ
REG : 20.03.2012
APTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
APDO : VERSINO DE OLIVEIRA ISAU

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ADV : ELIEZER GOMES DA SILVA E OUTROS
RMTE : JUIZO FEDERAL DA 11A VARA-RJ
RELATO : DES.FED. JOSE F. NEVES NETO -
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
RE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL AGRTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
AGRDO : LUCIA DE FATIMA BADARO
DRUMOND E OUTRO
ADV : SEM ADVOGADO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL - 2a REGIÃO RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL -
SUBSECRETARIA DA 4a.TURMA ESPECIALIZADA R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
Data do Expediente: 26/06/2013 RESP : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Os processos abaixo relacionados encontram-se nesta E. NACIONAL
Subsecretaria da Quarta Turma Especializada, localizada no 4º
andar, para vista ao Recorrido(s) para CONTRARRAZÕES ao(s) PROC. : 2009.51.01.028695-1 APELREE
Recurso(s) Especial e/ou Recurso Extraordinário interposto(s), nos CNJ : 0028695-77.2009.4.02.5101
termos da Resolução TRF2-RSP-2013/00030 DE 31/05/2013 ORIG : 200951010286951/RJ
(E-DJF2R de 06/06/2013). REG : 08.06.2011
APTE : IND/ DE PRODUTOS ALIMENTICIOS
PROC. : 1999.51.01.036165-5 AC PIRAQUE S/A
CNJ : 0036165-14.1999.4.02.5101 ADV : NELSON WILIANS FRATONI
ORIG : 9900361652/RJ RODRIGUES E OUTROS
REG : 14.09.2012
APTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA APTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL NACIONAL
APDO : AO CORDEIRO COM/ IND/ LTDA E APDO : OS MESMOS
OUTRO RMTE : JUIZO FEDERAL DA 14A VARA-RJ
ADV : NARCIZA MARIA SANTOS RAMOS RELATO : DES.FED. JOSÉ F. NEVES NETO -
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES - R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA RESP : IND/ DE PRODUTOS ALIMENTICIOS
RESP : UNIAO FEDERAL / FAZENDA PIRAQUE S/A
NACIONAL RE : IND/ DE PRODUTOS ALIMENTICIOS
PIRAQUE S/A
PROC. : 2001.51.01.012191-4 AC RE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
CNJ : 0012191-74.2001.4.02.5101 NACIONAL
ORIG : 200151010121914/RJ
REG : 20.02.2003 PROC. : 2010.51.01.521632-1 AC
APTE : REGINA DE ALMEIDA RAMPONI CNJ : 0521632-07.2010.4.02.5101
ADV : EURIVALDO NEVES BEZERRA ORIG : 201051015216321/RJ
APDO : UNIAO FEDERAL REG : 17.01.2013
RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL - APTE : CONSELHO REGIONAL DE
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA ENFERMAGEM DO RIO DE
RE : UNIAO FEDERAL JANEIRO - COREN/RJ
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
PROC. : 2003.51.01.509972-5 AC OUTROS
CNJ : 0509972-60.2003.4.02.5101 APDO : SERGIO GOMES FERNANDES
ORIG : 200351015099725/RJ ADV : SEM ADVOGADO
REG : 16.03.2012 RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES -
APTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
NACIONAL RESP : CONSELHO REGIONAL DE
APDO : ELETRO SIST/ INST/ ELETRICA ENFERMAGEM DO RIO DE
AUTOMACAO E MANUTENCAO JANEIRO
LTDA/ ME/
ADV : SEM ADVOGADO PROC. : 2010.51.01.522215-1 AC
RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL - CNJ : 0522215-89.2010.4.02.5101
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA ORIG : 201051015222151/RJ
RESP : UNIAO FEDERAL / FAZENDA REG : 05.12.2012
NACIONAL APTE : CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE
PROC. : 2006.02.01.010337-3 AG JANEIRO - COREN/RJ
CNJ : 0010337-46.2006.4.02.0000 ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
ORIG : 9700120732/ES OUTROS
REG : 12.09.2006 APDO : ANGELA MARIA MARTINS
ADV : SEM ADVOGADO
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES -
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
RESP : CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE

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Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
JANEIRO

PROC. : 2010.51.01.527034-0 AC
CNJ : 0527034-69.2010.4.02.5101
ORIG : 201051015270340/RJ
REG : 06.12.2012 OUTROS
APTE : CONSELHO REGIONAL DE APDO : MARIA DE LOURDES LIMA SILVA
ENFERMAGEM DO RIO DE ADV : SEM ADVOGADO
JANEIRO - COREN/RJ RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES -
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
OUTROS RESP : CONSELHO REGIONAL DE
APDO : SILVIA DE BRITO BAPTISTA RIBEIRO ENFERMAGEM DO RIO DE
ADV : SEM ADVOGADO JANEIRO
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES -
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA PROC. : 2011.51.20.001305-8 AC
RESP : CONSELHO REGIONAL DE CNJ : 0001305-07.2011.4.02.5120
ENFERMAGEM DO RIO DE ORIG : 201151200013058/RJ
JANEIRO REG : 22.11.2012
APTE : CONSELHO REGIONAL DE
PROC. : 2010.51.01.527174-5 AC ENFERMAGEM DO RIO DE
CNJ : 0527174-06.2010.4.02.5101 JANEIRO COREN/RJ
ORIG : 201051015271745/RJ ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN
REG : 06.12.2012 APDO : SYDNEY MOREIRA COSTA
APTE : CONSELHO REGIONAL DE ADV : SEM ADVOGADO
ENFERMAGEM DO RIO DE RELATO : DES.FED. JOSÉ F. NEVES NETO -
JANEIRO - COREN/RJ R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E RESP : CONSELHO REGIONAL DE
OUTROS ENFERMAGEM DO RIO DE
APDO : ELAINE DE OLIVEIRA BARBOSA JANEIRO COREN/RJ
ADV : SEM ADVOGADO
RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL - PROC. : 2012.02.01.012806-0 AG
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA CNJ : 0012806-55.2012.4.02.0000
RESP : CONSELHO REGIONAL DE ORIG : 9903003439/RJ
ENFERMAGEM DO RIO DE REG : 01.08.2012
JANEIRO AGRTE : COOPERATIVA DE CONSUMO DOS
FUNCIONARIOS DO BANCO DO
PROC. : 2011.50.01.005320-1 AC BRASIL EM
CNJ : CAMPOS LTDA - EM LIQUIDACAO
0005320-85.2011.4.02.5001 ADV : GERALDO ANTONIO CRESPO
ORIG : 201150010053201/ES BEYRUTH
REG : 01.12.2012 AGRDO : VALTER JUNIOR HENRIQUES GOMES
APTE : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA ADV : LUIZ RAFAEL GRAIN
VETERINARIA DO ESTADO DO AGRDO : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
ESPIRITO NACIONAL
SANTO - CRMV/ES RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL -
ADV : JAYME JOSE GONCALVES DE R 4A.TURMA ESPECIALIZADA
CARVALHO E OUTROS RESP : COOPERATIVA DE CONSUMO DOS
APDO : COMERCIO DE CARNES AMORIM FUNCIONARIOS DO BANCO DO
LTDA ME E OUTROS BRASIL EM CAMPOS LT
ADV : SEM ADVOGADO
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES - PROC. : 2012.02.01.020488-8 AG
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA CNJ : 0020488-61.2012.4.02.0000
RESP : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA ORIG : 200251015398736/RJ
VETERINARIA DO ESTADO DO REG : 04.12.2012
ESPIRITO SANTO - AGRTE : UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
PROC. : 2011.51.01.517596-7 AC AGRDO : DIRIGIVEL IND/ COM/ DE VASSOURAS
CNJ : 0517596-82.2011.4.02.5101 LTDA E OUTROS
ORIG : 201151015175967/RJ ADV : SEM ADVOGADO
REG : 17.01.2013 RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL -
APTE : CONSELHO REGIONAL DE R 4A.TURMA
ENFERMAGEM DO RIO DE
JANEIRO - COREN/RJ ESPECIALIZADA RESP : UNIAO FEDERAL /
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E FAZENDA NACIONAL
PROC. : 2012.50.06.001518-2 AC
CNJ : 0001518-30.2012.4.02.5006
ORIG : 201250060015182/ES
REG : 20.03.2013
APTE : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA

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VETERINARIA-CRMV/ES
ADV : JAYME JOSE GONCALVES DE
CARVALHO E OUTROS
APDO : COMERCIAL SARRIO LTDA ME E
OUTROS
ADV : SEM ADVOGADO
RELATO : DES.FED. JOSÉ F. NEVES NETO -
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA IV - APELACAO CIVEL 2010.51.20.001093-4
RESP : CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA Nº CNJ :0001093-20.2010.4.02.5120
VETERINARIA-CRMV/ES RELATOR :DESEMBARGADORA FEDERAL
LANA REGUEIRA
PROC. : 2012.51.01.035324-0 AC APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
CNJ : 0035324-62.2012.4.02.5101 NACIONAL
ORIG : 201251010353240/RJ APELADO :PADARIA E CONFEITARIA VIEIRAO
REG : 17.01.2013 LTDA
APTE : CONSELHO REGIONAL DE ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ENFERMAGEM DO RIO DE ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL NOVA
JANEIRO - COREN/RJ IGUACU/RJ (201051200010934)
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E
OUTROS DESPACHO
APDO : SUELI TORRES DE OLIVEIRA Republique-se o acórdão de fls. 68/72, nos seguintes termos.
ADV : SEM ADVOGADO
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES - Nº CNJ :0001093-20.2010.4.02.5120
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA RELATOR :DESEMBARGADORA FEDERAL
RESP : CONSELHO REGIONAL DE LANA REGUEIRA
ENFERMAGEM DO RIO DE APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
JANEIRO NACIONAL
APELADO :PADARIA E CONFEITARIA VIEIRAO
PROC. : 2012.51.01.037780-3 AC LTDA
CNJ : 0037780-82.2012.4.02.5101 ADVOGADO :SEM ADVOGADO
ORIG : 201251010377803/RJ ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL NOVA
REG : 12.12.2012 IGUACU/RJ (201051200010934)
APTE : CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DO RIO DE RELATÓRIO
JANEIRO - COREN/RJ Trata-se de apelação cível da União Federal / Fazenda Nacional
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E requerendo a reforma da sentença prolatada para a continuação da
OUTROS execução fiscal, afastando a decretação da prescrição.
APDO : VANIA LUCIA RIBEIRO FERREIRA A sentença entendeu ter ocorrido prescrição no curso da execução em
ADV : SEM ADVOGADO questão. O juízo a quo, com base nos arts. 269, IV, 219, ambos CPC c/
RELATO : DES.FED. LUIZ ANTONIO SOARES - c art. 174 do CTN, julgou extinto o processo com resolução do mérito.
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA Não houve contrarrazões da parte apelada.
RESP : CONSELHO REGIONAL DE É o relatório.
ENFERMAGEM DO RIO DE VOTO
JANEIRO DESEMBARGADORA FEDERAL LANA REGUEIRA
(RELATORA) – A questão posta à apreciação desta corte cinge-se em
PROC. : 2013.02.01.002076-9 AG se verificar a ocorrência da prescrição tributária, em execução fiscal.
CNJ : 0002076-48.2013.4.02.0000 O surgimento do fato jurídico prescricional pressupõe o decurso do
ORIG : 201151015105837/RJ intervalo de tempo prescrito em lei associado à inércia do titular do
REG : 20.02.2013 direito de ação pelo seu não exercício (desde que inexistente fato ou
AGRTE : CONSELHO REGIONAL DE ato a cujo curso prescricional a lei atribua eficácia impeditiva,
ENFERMAGEM - RJ - COREN suspensiva ou interruptiva). Assim, o prazo prescricional do direito de
ADV : CAROLINA CARVALHO EFFGEN E o Fisco cobrar o crédito tributário finda-se se não houver o exercício do
OUTROS direito de ação no lapso quinquenal. (REsp 1165458/RS, Rel. Ministro
AGRDO : ANDREA ALVES PINTO LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 15/06/2010, DJe
ADV : SEM ADVOGADO 29/06/2010)
RELATO : J.F.CONV. THEOPHILO MIGUEL - Inicialmente cumpre asseverar que, acerca da verificação do termo a
R 4A.TURMA ESPECIALIZADA quo e da interrupção da prescrição do direito fazendário à pretensão de
RESP : CONSELHO REGIONAL DE haver débitos tributários, o STJ, em sede de recursos repetitivos1,
ENFERMAGEM consignou que:
O prazo prescricional quinquenal para o Fisco exercer a pretensão da
cobrança judicial do crédito tributário conta-se da data estipulada como
vencimento da obrigação tributária declarada, nos casos de tributos
sujeitos a lançamento por homologação, em que o contribuinte cumpriu
BOLETIM: 144377 o dever instrumental de declarar a exação mediante declaração de
débitos e créditos tributários federais (DCTF) ou guia de informação de
apuração do ICMS (GIA), entre outros, mas não adimpliu a obrigação

1 (REsp 1120295/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA


SEÇÃO, julgado em 12/05/2010, DJe 21/05/2010)

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principal, de pagamento antecipado, nem sobreveio qualquer causa
interruptiva da prescrição ou impeditiva da exigibilidade do crédito.
O prazo prescricional quinquenal para o Fisco exercer a pretensão da
cobrança judicial do crédito tributário conta-se da data declaração de
rendimentos, nas hipóteses em que esta for posterior ao vencimento.
É incoerente interpretar que o prazo prescricional flui da constituição causas interruptivas ou suspensivas, ocorre a prescrição, o que não
definitiva do crédito tributário até o despacho ordenador da citação do ocorreu no caso concreto.
devedor ou de sua citação válida (antiga redação do art. 174, parágrafo II- Apelação provida.
único, I, do CTN). Segundo o art. 219, § 1º, do CPC, a interrupção da ACORDÃO
prescrição pela citação retroage à propositura da ação, o que, após as Vistos e relatados estes autos, em que são partes as acima indicadas:
alterações promovidas pela LC n. 118/2005, justifica, no Direito Decide a Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal
Tributário, interpretar que o marco interruptivo da prolação do da 2ª Região, por unanimidade, dar provimento ao recurso da União
despacho que ordena a citação do executado retroage à data do Federal / Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto constantes
ajuizamento da ação executiva, que deve respeitar o prazo dos autos, que ficam fazendo parte integrante do presente julgado.
prescricional. Dessa forma, a propositura da ação é o dies ad quem do
prazo prescricional e o termo inicial de sua recontagem (sujeita às Rio de Janeiro,
causas interruptivas do art. 174, parágrafo único, do CTN). LANA REGUEIRA
Quanto à verificação do fato interruptivo da prescrição, importante Desembargadora Federal
salientar que, se o despacho que ordenar a citação for proferido em Rio de Janeiro, 06 de novembro de 2012.
ação distribuída após a vigência da Lei Complementar 118/05 LANA REGUEIRA
(09/06/2005), terá o condão de interromper o prazo prescricional, caso Desembargadora Federal
contrário deverá respeitar a norma da antiga redação do art. 174, I do
CTN, segundo a qual, apenas a citação válida do devedor opera a
interrupção da prescrição.
Ressalte-se que, ajuizada a execução fiscal no prazo prescricional, cabe
ao exequente promover a citação no prazo de 10 dias, prorrogável por BOLETIM: 144487
mais 90 dias, conforme os §§ 2º e 3º do art. 219 do CPC. E, se, ciente
da frustrada tentativa de citação, a parte exequente deixar o feito
paralisado por vários anos, a demora na citação não pode ser atribuída EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2003.50.01.010849-7
ao mecanismo judiciário e sim à inércia do credor, o que afasta a Nº CNJ :0010849-66.2003.4.02.5001
aplicação da Súmula nº 106/STJ. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Nesse contexto, a situação fática dos autos nos mostra que a F. NEVES NETO
constituição definitiva do crédito fiscal ocorreu em 31/03/1992 APELANTE :DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS BELA
(vencimento); que, não tendo sido efetivada a citação do executado, VISTA LTDA
requereu a exeqüente a citação por edital em 15/10/2004 (fls. 29), com ADVOGADO :JORGE FERNANDO PETRA DE
efetiva citação em 31/01/2006, sem que se possa atribuir a União MACEDO
Federal a demora na citação, restando comprovado que não houve APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
inércia de sua parte, visto que constam dos autos diversos NACIONAL
requerimentos (fls. 13 (janeiro de 1997), 18 (agosto de 1998), 22 EMBARGANTE :DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS BELA
(setembro de 2002)); que, em 19/08/2010 (fls. 35), a exeqüente VISTA LTDA
requereu o arquivamento do feito sem baixa, em razão do débito EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
inscrito na Dívida Ativa da União ser inferior a R$ 10.000,00; que a NACIONAL
União Federal foi intimada, por ofício, do declínio de competência ao DEC. :ACÓRDÃO DE FLS.219
Juízo Federal de Nova Iguaçu em 14/10/2010 (fls. 41), tendo sido RECORRIDA
proferida sentença em 20/09/2011.
Assim, em face do exposto, dou provimento ao recurso da União EMENTA
Federal / Fazenda Nacional. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HONORÁRIOS.
ART. 20, § 4º DO CPC.
É como voto. - Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão
recorrido.
Nº CNJ :0001093-20.2010.4.02.5120 - A jurisprudência do Colendo Superior Tribunal de Justiça já se
RELATOR :DESEMBARGADORA FEDERAL firmou no sentido de que a fixação de honorários com base no art. 20,
LANA REGUEIRA §§ 3º e 4º, do CPC não encontra como limites os percentuais de 10% e
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA 20% previstos no § 3º do mesmo dispositivo legal, podendo ser
NACIONAL adotados como base de cálculo o valor da causa, o da condenação ou
APELADO :PADARIA E CONFEITARIA VIEIRAO arbitrada quantia fixa.
LTDA - Recurso desprovido.
ADVOGADO :SEM ADVOGADO ACÓRDÃO
ORIGEM :2 VARA JUSTIÇA FEDERAL NOVA Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
IGUACU/RJ (201051200010934) Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
EMENTA termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRESCRIÇÃO. presente julgado.
I- Apenas quando comprovado o decurso do lapso de cinco anos, sem Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
JOSÉ F. NEVES NETO
Relator

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EMBARGOS DE DECLARAÇÃPO EM AC 2003.51.01.010150-0
Nº CNJ :0010150-66.2003.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
F. NEVES NETO
APELANTE :VALE S/A ICMS. SÚMULAS 68 E 94 – STJ.
ADVOGADOS :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA 1. A questão posta instaura-se no exame da constitucionalidade da
CASTRO E OUTROS disciplina da base de cálculo da COFINS, recolhidos a maior, sob a
APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO égide da LC nº 70/91 e da Lei n.º 9.718/98, no que tange à inclusão do
SOCIAL - INSS ICMS.
PROCURADOR :PAULO BANDEIRA DE 2. O E. Superior Tribunal de Justiça sumulou a matéria, no sentido de
ALBUQUERQUE reconhecer a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da
EMBARGANTE :VALE S/A COFINS , posicionamento este que foi mantido, pois o C. Supremo
EMBARGADA :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA Tribunal Federal entendeu que não lhe cabia apreciar o caso, por não se
NACIONAL tratar de matéria constitucional. Assim, foi mantido, na prática, o
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 418/419 posicionamento do STJ como definitivo.
RECORRIDA 3. Entretanto, atualmente, encontra-se para julgamento no Excelso
Pretório o Recurso Extraordinário nº 240.785, em que se sustenta a
EMENTA inconstitucionalidade da inclusão do ICMS sobre a base de cálculo da
TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA COFINS, sendo que a maioria dos Ministros entendeu estar
EMPREGADOS AUTÔNOMOS - ENQUADRAMENTO COMO configurada a violação ao art. 195, I, da CF, com fundamento em que
EMPREGADOS - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA “a base de cálculo da COFINS somente pode incidir sobre a soma dos
DE OMISSÃO. valores recebidos nas operações de venda ou de prestação de serviços,
- Ausência de omissão no acórdão embargado. ou seja, sobre riqueza obtida com a realização da operação, e não sobre
- O juiz não é obrigado a examinar todos os argumentos expendidos o ICMS, que constitui ônus fiscal e não faturamento” (v. informativo
pelas partes, nem a se pronunciar sobre todos os artigos de lei, STF 437). Encontrando-se o recurso extraordinário ainda em
bastando que, no caso concreto, decline fundamentos suficientes para andamento e não havendo decisão definitiva do C. STF, deve ser
lastrear sua decisão, como se verifica no caso dos autos. incluída a parcela referente ao ICMS na base de cálculo do PIS e da
- O voto foi claro ao confirmar a improcedência do pedido, mantendo a COFINS, conforme sumulado pelo E. STJ.
autuação, ante a configuração da relação empregatícia dos cinco 4. A Lei nº 9.718/98 não autoriza a exclusão do ICMS referente às
trabalhadores. operações da própria empresa.
- Na verdade, a recorrente pretende atribuir efeitos infringentes aos 5. De fato, as Leis nºs 10.637 e 10.833/2003, que atualmente regulam o
embargos interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos PIS e a COFINS, previram de forma expressa que tais contribuições
de declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o incidiriam sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica,
equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverá a independentemente de sua denominação contábil. Considerando que o
parte embargante lançar mão do recurso próprio. faturamento integra a receita, tal como definida hoje na legislação de
- Embargos de declaração desprovidos. regência, que ampliou os limites da antiga receita bruta das vendas de
ACÓRDÃO mercadorias e serviços, que correspondia aos contornos do
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: faturamento, nenhuma modificação, no que tange à necessidade de
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS (receita),
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos pode ser atribuída à superveniência das referidas leis.
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do 6. Não há ofensa aos artigos 145, § 1º, e 195, inc. I, da Constituição
presente julgado. Federal, posto que o ICMS é repassado no preço final do produto ao
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). consumidor, de modo que a empresa tem, efetivamente, capacidade
JOSÉ F. NEVES NETO contributiva para o pagamento do PIS e da COFINS sobre aquele valor,
Relator que acaba integrando o seu faturamento.
7. Recurso desprovido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
IV - APELACAO CIVEL 2006.50.01.012472-8 Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
Nº CNJ :0012472-63.2006.4.02.5001 termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE presente julgado.
F. NEVES NETO Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
APELANTE :QUIMETAL DISTRIBUIDORA LTDA JOSÉ F. NEVES NETO
ADVOGADO :FRANCIS HELENI JERONIMO DESEMBARGADOR FEDERAL
BARROSO RELATOR
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
ORIGEM :6ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
VITÓRIA/ES (200650010124728)
IV - APELACAO CIVEL 2006.50.01.012473-0
EMENTA Nº CNJ :0012473-48.2006.4.02.5001
TRIBUTÁRIO. COFINS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
F. NEVES NETO
APELANTE :QUIMETAL DISTRIBUIDORA LTDA
ADVOGADO :FRANCIS HELENI JERONIMO
BARROSO
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA

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NACIONAL
ORIGEM :6ª VARA FEDERAL CÍVEL DE
VITÓRIA/ES (200650010124730)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. PIS. BASE DE CÁLCULO. INCLUSÃO DO ICMS. F. NEVES NETO
SÚMULAS 68 E 94 – STJ. APELANTE :SOC/ UNIVERSITARIA GAMA FILHO
1. A questão posta instaura-se no exame da constitucionalidade da ADVOGADO :MARCIO ANDRE MENDES COSTA E
disciplina da base de cálculo do PIS, recolhidos a maior, sob a égide da OUTROS
LC nº 70/91 e da Lei n.º 9.718/98, no que tange à inclusão do ICMS. APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
2. O E. Superior Tribunal de Justiça sumulou a matéria, no sentido de NACIONAL
reconhecer a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da EMBARGANTES :SOC/ UNIVERSITARIA GAMA FILHO
COFINS, posicionamento este que foi mantido, pois o C. Supremo EMBARGADOS :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Tribunal Federal entendeu que não lhe cabia apreciar o caso, por não se NACIONAL
tratar de matéria constitucional. Assim, foi mantido, na prática, o DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 139
posicionamento do STJ como definitivo. RECORRIDA
3. Entretanto, atualmente, encontra-se para julgamento no Excelso
Pretório o Recurso Extraordinário nº 240.785, em que se sustenta a EMENTA
inconstitucionalidade da inclusão do ICMS sobre a base de cálculo da TRIBUTÁRIO - AÇÃO CAUTELAR - PARCELAMENTO - LEI N.
COFINS, sendo que a maioria dos Ministros entendeu estar 10.684/2003 -HONORÁRIOS - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
configurada a violação ao art. 195, I, da CF, com fundamento em que DESCABIMENTO.
“a base de cálculo da COFINS somente pode incidir sobre a soma dos - Inexistência de contradição.
valores recebidos nas operações de venda ou de prestação de serviços, - Descabida a aplicação do 6º da Lei 11.941/2009 ao caso, sendo
ou seja, sobre riqueza obtida com a realização da operação, e não sobre devida a condenação da parte autora em honorários. Esta eg. Turma
o ICMS, que constitui ônus fiscal e não faturamento” (v. informativo abrandou a condenação imposta na sentença, reduzindo para
STF 437). Encontrando-se o recurso extraordinário ainda em R$1.000,00 o valor dos honorários.
andamento e não havendo decisão definitiva do C. STF, deve ser - Recurso desprovido.
incluída a parcela referente ao ICMS na base de cálculo do PIS e da ACÓRDÃO
COFINS, conforme sumulado pelo E. STJ. Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
4. A Lei nº 9.718/98 não autoriza a exclusão do ICMS referente às Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
operações da própria empresa. Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
5. De fato, as Leis nºs 10.637 e 10.833/2003, que atualmente regulam o termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
PIS e a COFINS, previram de forma expressa que tais contribuições presente julgado.
incidiriam sobre a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
independentemente de sua denominação contábil. Considerando que o JOSÉ F. NEVES NETO
faturamento integra a receita, tal como definida hoje na legislação de RELATOR
regência, que ampliou os limites da antiga receita bruta das vendas de
mercadorias e serviços, que correspondia aos contornos do
faturamento, nenhuma modificação, no que tange à necessidade de
inclusão do ICMS na base de cálculo da COFINS e do PIS (receita),
pode ser atribuída à superveniência das referidas leis. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC
6. Não há ofensa aos artigos 145, § 1º, e 195, inc. I, da Constituição 2006.51.01.018062-0
Federal, posto que o ICMS é repassado no preço final do produto ao Nº CNJ :0018062-12.2006.4.02.5101
consumidor, de modo que a empresa tem, efetivamente, capacidade RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
contributiva para o pagamento do PIS e da COFINS sobre aquele valor, F. NEVES NETO
que acaba integrando o seu faturamento. APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
7. Recurso desprovido. NACIONAL
ACÓRDÃO APELADO :CELBI INDUSTRIA E COMERCIO DE
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: ROUPAS LTDA
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional ADVOGADO :EDUARDO JOSE DE ARRUDA
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos BUREGIO E OUTROS
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do EMBARGANTE :CELBI INDUSTRIA E COMERCIO DE
presente julgado. ROUPAS LTDA
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
JOSÉ F. NEVES NETO NACIONAL
DESEMBARGADOR FEDERAL DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 383/384
RELATOR RECORRIDA

EMENTA
TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO. VIGÊNCIA DA LEI 9.430/96.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2006.51.01.008813-1 CONTRADIÇÃO. PEDIDO SUBSIDIÁRIO CONTIDO NO PEDIDO
Nº CNJ :0008813-37.2006.4.02.5101 PRINCIPAL.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE - Houve pedido sucessivo, nos termos do art. 289 do CPC. Formulando
o autor mais de um pedido, em ordem sucessiva, na forma do art. 289
do CPC, o pedido subsidiário só pode ser apreciado na eventualidade
de rejeição do pedido principal.
- O voto foi claro no sentido de que "a compensação seria efetuada pela
Secretaria da Receita Federal, a requerimento do contribuinte ou de

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ofício, mediante procedimento interno" (fls. 381).
- O procedimento interno foi regulamentado pela IN 600/2005, que em
seu art. 51 estabeleceu regras para a compensação de crédito
reconhecido por decisão judicial transitada em julgado. Não houve
ilegalidade, nem usurpação da atividade normativa. "É perfeitamente
legítima a atividade normativa do administrador quando se limita a presente julgado.
(a) dispor sobre o modus procedendi da Administração; (b) elucidar Rio de Janeiro18 de junho de 2013(data do julgamento).
situações que se apresentam de maneira imprecisa na legislação; e (c) JOSÉ F. NEVES NETO
discriminar os conceitos sintéticos de forma a determinar a aplicação Relator
da lei de forma integral" (REsp 756530 / DF).
- Pedido subsidiário não apreciado na instância ordinária não pode ser
analisado nesta instância, nos termos do art. 515 do CPC, pois a
apelação devolve ao tribunal apenas a matéria impugnada. Aplicação
do princípio do tantum devolutum quantum appelatum. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REEXAME
- Inexistência de contratição. NECESSÁRIO 2006.51.10.004654-0
-Recurso desprovido. Nº CNJ :0004654-24.2006.4.02.5110
ACÓRDÃO RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: F. NEVES NETO
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional EMBARGANTE :LINAVE TRANSPORTES LTDA
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do RODRIGUES E OUTROS
presente julgado. EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). NACIONAL
JOSÉ F. NEVES NETO D3EC. :ACÓRDÃO DE FLS. 259/260
Relator EMBARGADA
REMETENTE :JUIZO DA 3A VARA FEDERAL DE
SAO JOAO DE MERITI-RJ
ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE SÃO
JOÃO DE MERITI (200651100046540)
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2006.51.09.000209-0
Nº CNJ :0000209-63.2006.4.02.5109 EMENTA
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
F. NEVES NETO AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO
APELANTE :PEUGEOT-CITROEN DO BRASIL – PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO.
AUTOMOVEIS LTDA 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
ADVOGADO :FABIO NOGUEIRA FERNANDES E embargado.
OUTROS 2. Ainda que os dispositivos citados não tenham sido expressamente
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA apontados no acórdão embargado, há que se reconhecer que as
NACIONAL questões suscitadas restaram debatidas e decididas, ocorrendo o que se
EMBARGANTE :PEUGEOT-CITROEN DO BRASIL denomina de prequestionamento implícito. Precedentes do STJ.
AUTOMOVEIS LTDA 3. O recurso interposto com o fim de prequestionamento deve
EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA observância ao artigo 535, do CPC. Precedente do STJ.
NACIONAL 4. Recurso desprovido.
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS.293/294 ACÓRDÃO
RECORRIDA Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
EMENTA Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. TRIBUTÁRIO. termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
CONTRIBUIÇÃO PARA O INCRA. LEI 8.212/91. presente julgado.
CONSTITUCIONALIDADE. RESP 977.058. Rio de Janeiro, de de 2013(data do
-Inexistência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão sobre julgamento).
as quais deva esta Turma se pronunciar. JOSÉ F. NEVES NETO
-Na realidade, os presentes embargos são manifestamente protelatórios Relator
e infundados, não tendo outra finalidade além de retardar a solução do
litígio, constituindo, pois, oposição abusiva, que enseja a aplicação de
penalidade, nos termos do parágrafo único do artigo 538 do CPC.
Precedentes do STJ.
-Recurso improvido. Aplicada multa de 1% (um por cento) sobre o EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2006.51.10.005964-8
valor da causa, nos termos do parágrafo único, do art. 538, do CPC. Nº CNJ :0005964-65.2006.4.02.5110
ACÓRDÃO RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: F. NEVES NETO
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional APELANTE :MARLI ALVES BARBOSA
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos ADVOGADO :GARY DE OLIVEIRA BON-ALI E
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
EMBARGANTE :MARLI ALVES BARBOSA
EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL

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DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 177/178
RECORRIDA

EMENTA
TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA -
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS. ACÓRDÃO
- O voto foi claro no sentido da ilegitimidade ad causam da União para Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
figurar no pólo passivo de ações ajuizadas por servidores públicos Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
estaduais, distritais ou municipais visando ao reconhecimento de Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
isenção ou à restituição do Imposto de Renda retido na fonte pelos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
Estados, Distrito Federal, Municípios, suas autarquias ou fundações, e presente julgado.
o fez lastreado em jurisprudências das Cortes Superiores. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
- embargos manifestamente protelatórios e infundados, além de JOSÉ F. NEVES NETO
retardar a solução do litígio, constituem oposição abusiva Relator
- Na verdade, a recorrente pretende atribuir efeitos infringentes aos
embargos interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos
de declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o
equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverá a
parte embargante lançar mão do recurso próprio. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO / REEXAME
- Embargos de declaração desprovidos. NECESSÁRIO 445610 2007.51.10.005868-5
ACÓRDÃO Nº CNJ :0005868-16.2007.4.02.5110
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional F. NEVES NETO
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos EMBARGANTE :IND/ COM/ DE REFRIGERANTES
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do FERREIRA RODRIGUES LTDA
presente julgado. ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). RODRIGUES E OUTRO
JOSÉ F. NEVES NETO EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Relator NACIONAL
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 302/303
EMBARGADA
REMETENTE :JUIZO DA 3A VARA FEDERAL DE
SAO JOAO DE MERITI-RJ
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE SÃO
2007.51.01.025662-7 JOÃO DE MERITI (200751100058685)
Nº CNJ :0025662-50.2007.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE EMENTA
F. NEVES NETO PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
APELANTE :IESA PROJETOS, EQUIPAMENTOS E AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
MONTAGENS S/A 1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
ADVOGADO :MARCIO POLLET E OUTROS embargado.
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA 2. O recurso interposto com o fim de prequestionamento deve
NACIONAL observância ao artigo 535, do CPC. Precedente do STJ.
APELADO :OS MESMOS 3. Recurso desprovido.
EMBARGANTE :IESA PROJETOS, EQUIPAMENTOS E ACÓRDÃO
MONTAGENS S/A Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
NACIONAL Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 240/241 termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
RECORRIDA presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
EMENTA JOSÉ F. NEVES NETO
TRIBUTÁRIO. PIS. ART. 3º. § 1º, DA LEI Nº 9.718/98. CONCEITO Relator
DE FATURAMENTO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
- O juiz não é obrigado a examinar todos os argumentos expendidos
pelas partes, nem a se pronunciar sobre todos os artigos de lei,
bastando que, no caso concreto, decline fundamentos suficientes para IV - APELACAO CIVEL 503581 2008.51.01.011601-9
lastrear sua decisão, como se verifica no caso dos autos. Nº CNJ :0011601-53.2008.4.02.5101
- A jurisprudência tem entendido não se caracterizar como omissão a RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
motivação sucinta, pois esta não se confunde com a falta de motivação. F. NEVES NETO
- O voto embargado foi claro no sentido de inexistir aplicação indevida APELANTE :ANA PEREIRA COELHO E OUTRO
do conceito de faturamento pelas Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03. ADVOGADO :BRIS BELGA CATHALA NETO E
-Embargos de declaração desprovidos. OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
ORIGEM :SÉTIMA VARA FEDERAL DO RIO DE
JANEIRO (200851010116019)

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EMENTA
EMBARGOS À EXECUÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO.
EXECUÇÃO DE SENTENÇA. IMPOSTO DE RENDA.
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI 7.713/88.
FORMA DE APURAÇÃO DO QUANTUM DEBEATUR. SELIC.
1. No caso sub examine, esta Egrégia Corte, nos autos da ação de COMPLEMENTARES LTDA
conhecimento, deu parcial provimento à remessa necessária e ao ADVOGADO :SERGIO LUIZ MADALENA
recurso da União Federal para reformar a sentença, quanto aos juros DOURADO E OUTROS
de mora, os quais, segundo o v. acórdão, deverão incidir a partir do APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
trânsito em julgado; no que tange aos honorários advocatícios, deverão NACIONAL
ser reciprocamente compensados, nos termos do art. 21 do CPC, já que EMBARGANTE :LABS CARDIOLAB EXAMES
a sentença julgara parcialmente procedente o pedido, reconhecendo o COMPLEMENTARES LTDA
direito dos autores a não recolher o imposto de renda sobre as parcelas EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
do resgate dos benefícios, relativas ao período de maio de 1995 a NACIONAL
dezembro de 1995, proclamando a prescrição quinquenal, e condendo a DEC. :ACÓRDÃO DE FLS.134
União Federal a restituir-lhes os valores deles indevidamente cobrados, RECORRIDA
acrescidos de correção monetária na forma da Lei 6.899/81, juros de
mora de 6% (seis por cento) ao ano, desde a citação, custas processuais EMENTA
e, por último, ao pagamento de honorários advocatícios fixados em TRIBUTÁRIO – CPMF - EC Nº 42/2003 – PRORROGAÇÃO DA
10% sobre o valor da causa. ALÍQUOTA DE 0,38% - ART. 195, §6º - EMBARGOS DE
2. O julgado, no seu momento condenatório, confere aos autores, ora DECLARAÇÃO - PREQUESTIONAMENTO.
apelantes, o direito de reaverem os valores das contribuições - O prequestionamento a que se referem as Súmulas 98/STJ, 282/STF e
recolhidas no período de MAIO DE 1995 A DEZEMBRO DE 1995, na 356/STF, não significa menção de cada dispositivo legal violado, mas
complementação de suas aposentadorias. Qualquer outra interpretação sim à discussão do tema, objeto do recurso.
do aresto configuraria violação à coisa julgada. - O voto foi claro ao adotar o entendimento de que não houve ofensa ao
3. O montante das contribuições vertidas ao fundo de princípio da anterioridade nonagesimal. Inexistência de omissão.
previdência privada no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, cujo ônus - Na verdade, a recorrente pretende atribuir efeitos infringentes aos
tenha sido exclusivamente do participante, constitui o crédito que será embargos interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos
deduzido das parcelas do benefício, ano a ano, a fim de se apurar o de declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o
valor que será restituído. equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverá a
4. Improcede a alegação de que os cálculos devem alcançar os períodos parte embargante lançar mão do recurso próprio.
posteriores à aposentadoria, na medida em que os descontos -Recurso desprovido.
continuaram a ser efetuados até a alteração legislativa (Lei 9.250/95). E ACÓRDÃO
não procede porque os valores repetíveis são apenas aqueles Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
correspondentes aos recolhimentos realizados entre JAN/1989 e Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
DEZ/1995 na condição de ativo, ou seja, anteriormente à aposentação, Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
pois a isenção prevista na Lei nº 7.713/88 se refere às contribuições termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
pessoais "para concessão" do benefício, e não às eventualmente pagas presente julgado.
após a aposentadoria /pensão "para sua manutenção", que não Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
repercutem no valor do benefício em si. JOSÉ F. NEVES NETO
5. A taxa Selic abrange, além da inflação do período considerado, os Relator
juros. Por tal motivo, a jurisprudência já assentou o entendimento de
que, nos casos em que se aplique a Selic, é vedada sua cumulação com
qualquer outro índice, seja de juros, seja de atualização monetária.
6. Recurso desprovido.
ACÓRDÃO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2009.50.01.014334-7
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: Nº CNJ :0014334-64.2009.4.02.5001
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, F. NEVES NETO
nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do APELANTE :MOVAN MOVEIS LTDA E OUTROS
presente julgado. ADVOGADO :OSIAS GONCALVES LIMA E OUTROS
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
JOSÉ F. NEVES NETO NACIONAL
DESEMBARGADOR FEDERAL EMBARGANTE :MOVAN MOVEIS LTDA E OUTROS
RELATOR EMBARGADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 278
RECORRIDA
EMBARGOS DE DECLARAÇAÕ EM AC 2008.51.01.520289-3 EMENTA
Nº CNJ :0520289-44.2008.4.02.5101 EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXECUÇÃO DE SENTENÇA.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE VERBA HONORÁRIA. PRESCRIÇÃO. EMBARGOS DE
F. NEVES NETO DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE ERRO MATERIAL.
APELANTE :LABS CARDIOLAB EXAMES - Não há erro material, pois o voto embargado foi claro no sentido de
que operou-se a prescrição em relação à verba honorária.
- Não se sustenta, ainda, o argumento de que a sentença proferida nos
autos da ação ordinária determinou a apuração de todo o valor
(principal, custas e honorários) em liquidação de sentença. Primeiro,
porque o autor tinha a seu dispor os embargos de declaração para

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aclarar o modo de execução dos honorários, ficando inerte. Segundo,
porque optou pela compensação administrativa, restando para executar
somente os honorários e as custas, sendo desnecessário o fim daquele
procedimento para início da execução.
- As recorrentes pretendem atribuir efeitos infringentes aos embargos
interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos de
declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2009.51.01.014169-9
equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverão Nº CNJ :0014169-08.2009.4.02.5101
lançar mão do recurso próprio. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
- Recurso desprovido. F. NEVES NETO
ACÓRDÃO APELANTE :CMI - CONSTRUÇOES METALICAS
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: ICEC LTDA
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional ADVOGADO :RODRIGO DE SOUZA ROSSANEZI E
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos OUTROS
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do EMBARGANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
presente julgado. NACIONAL
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). EMBARGADO :CMI - CONSTRUÇOES METALICAS
JOSÉ F. NEVES NETO ICEC LTDA
Relator DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 186/187
RECORRIDA

EMENTA
TRIBUTÁRIO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DE
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC OMISSÃO.
2009.51.01.007992-1 - Ausência de omissão no acórdão embargado.
Nº CNJ :0007992-28.2009.4.02.5101 - A jurisprudência tem entendido não se caracterizar como omissão a
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE motivação sucinta, pois esta não se confunde com a falta de motivação.
F. NEVES NETO - Quanto à cláusula de reserva de plenário, o artigo 97 da Constituição
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA da República, ao estatuir que os Tribunais poderão declarar a
NACIONAL inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público
APELADO :SUPER MERCADO ZONA ZUL S/A somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos
ADVOGADO :JOSE OSWALDO CORREA E OUTROS membros do respectivo órgão especial, deve ser interpretado de forma
EMBARGANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA restritiva.
NACIONAL - O Juiz não é obrigado a examinar todos os argumentos expendidos
EMBARGADO :SUPER MERCADO ZONA ZUL S/A pelas partes, nem a se pronunciar sobre todos os artigos de lei,
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 230 bastando que, no caso concreto, decline fundamentos suficientes para
RECORRIDA lastrear sua decisão, como se verifica no caso dos autos.
- Embargos de declaração desprovidos.
EMENTA ACÓRDÃO
TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DE Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
CONTRADIÇÃO O OMISSÃO. Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
- O artigo 97 da Constituição da República, ao estatuir que os termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
Tribunais poderão declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato presente julgado.
normativo do Poder Público somente pelo voto da maioria absoluta de Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial, deve ser JOSÉ F. NEVES NETO
interpretado de forma restritiva. Relator
- O prequestionamento a que se referem as Súmulas 98/STJ, 282/STF e
356/STF, não significa menção de cada dispositivo legal violado, mas
sim à discussão do tema, objeto do recurso.
- Ausência de contradição ou omissão no acórdão embargado.
- Embargos de declaração desprovidos. IV - APELACAO CIVEL 2009.51.01.026341-0
ACÓRDÃO Nº CNJ :0026341-79.2009.4.02.5101
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional F. NEVES NETO
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos APELANTE :JOSE LUIZ GONCALVES
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do ADVOGADO :ANTONIO L. MEIRELLES
presente julgado. QUINTELLA E OUTROS
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
JOSÉ F. NEVES NETO NACIONAL
Relator APELADO :OS MESMOS
ORIGEM :SEGUNDA VARA FEDERAL DO RIO
DE JANEIRO (200951010263410)

EMENTA
TRIBUTÁRIO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO - VALORES
DECORRENTES DE INDENIZAÇÃO TRABALHISTA – IRRF -
APLICAÇÃO DAS TABELAS E ALÍQUOTAS VIGENTES À
ÉPOCA EM QUE OS VALORES DEVERIAM TER SIDO

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ADIMPLIDOS - JUROS - INCIDÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA.
- "O Imposto de Renda incidente sobre os benefícios pagos
acumuladamente deve ser calculado de acordo com as tabelas e
alíquotas vigentes à época em que os valores deveriam ter sido
adimplidos, observando a renda auferida mês a mês pelo segurado.
Não é legítima a cobrança de IR com parâmetro no montante global correta, não havendo nenhuma restituição a ser feita. Para repetir
pago extemporaneamente". Matéria submetida ao rito do art. 543-C do indébitos, deve haver ilegalidade do recolhimento e, no caso, o voto foi
CPC: STJ, REsp 1118429 / SP, Ministro HERMAN BENJAMIN, DJe claro quanto à constitucionalidade da cobrança do tributo.
14/05/2010. - Inexistência de contradição, pois não se reconheceu "a possibilidade
- Em relação à incidência do imposto de renda sobre os juros de mora, das contratantes de recuperarem os valores retidos na fonte via
a questão, após ser submetida ao rito do art. 543-C do CPC, foi compensação". O voto foi claro, inclusive lastreado em jurisprudências
novamente analisada, por ocasião do julgamento do Resp do STJ, no sentido de que "A nova sistemática impôs ao contribuinte
1.089.720/RS, ficando decidido que, somente se houve ajuizamento de de fato a responsabilidade pela retenção de parte da contribuição,
reclamatória trabalhista, em decorrência de demissão do empregado para futura compensação, quando do cálculo do devido".
por justa causa, os juros de mora incidentes sobre as verbas - Recurso desprovido.
remuneratórias ou indenizatórias são isentos de imposto de renda. ACÓRDÃO
- No presente caso, como se verifica no documento de fls.17/31, Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
constata-se que as verbas recebidas decorrem de postulação em Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
reclamação trabalhista, após o término do contrato de trabalho, por Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
aposentadoria. termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
- Remessa necessária, que se considerou existente, e recursos presente julgado.
desprovidos. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
ACÓRDÃO JOSÉ F. NEVES NETO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: Relator
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento à remessa
necessária, que se considerou existente, e aos recursos, nos termos do
voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2009.51.04.000233-1
JOSÉ F. NEVES NETO Nº CNJ :0000233-04.2009.4.02.5104
RELATOR RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
F. NEVES NETO
APELANTE :RECOPRON PRODUTOS NATURAIS
LTDA
ADVOGADO :WALTER CARLOS DA CONCEICAO E
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC OUTROS
2009.51.01.028276-3 APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Nº CNJ :0028276-57.2009.4.02.5101 NACIONAL
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EMBARGANTE :RECOPRON PRODUTOS NATURAIS
F. NEVES NETO LTDA E UNIAO FEDERAL /
APELANTE :LORENZO CURSOS DE IDIOMAS FAZENDA NACIONAL
LTDA EMBARGADO :OS MESMOS
ADVOGADO :LOURDES HELENA MOREIRA DE DEC. :ACÓRDÃO DE FLS.130/131
CARVALHO E OUTROS RECORRIDA
APELANTE :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL EMENTA
APELADO :OS MESMOS TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA –PRAZO
APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO DECADENCIAL DE 120 DIAS PARA IMPETRAÇÃO NÃO
SOCIAL - INSS EXPIRADO – COBRANÇA DE CRÉDITOS DOS ANOS DE 1997 E
PROCURADOR :LUCIANA BAHIA IORIO RIBEIRO 1998 – COBRANÇA DEVIDA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO -
EMBARGANTES :LORENZO CURSOS DE IDIOMAS OMISSÃO NA CERTIDÃO DE JULGAMENTO.
LTDA - Verifico que não constou nem na certidão de julgamento, nem no
EMBARGADOS :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA acórdão, a denegação da segurança, devendo ser provido o recurso,
NACIONAL para retificação.
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 847/848 - O julgamento não se afastou do tema apresentado, pois a análise do
RECORRIDA pedido de compensação envolve todo o mérito do pedido.
- Ficou claro na fundamentação do voto que o contribuinte remanesceu
EMENTA em débito com o PIS, após o procedimento de compensação deferido
TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - nos autos da Ação Ordinária.
RETENÇÃO DE 11% - ART. 31 DA LEI Nº 8.212/91-EMBARGOS - Na verdade, a recorrente pretende atribuir efeitos infringentes aos
DE DECLARAÇÃO - INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO OU embargos interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos
CONTRADIÇÃO. de declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o
- Descabida a alegação de omissão. Se a empresa autora se enquadra na equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverá a
hipótese do art. art. 31, §4º, inciso III, da Lei 8.212/91, a retenção foi parte embargante lançar mão do recurso próprio.
- Embargos de declaração da União Federal providos e embargos de
declaração da parte autora desprovidos.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional

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Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento aos embargos
de declaração da parte autora e dar provimento aos embargos de
declaração da União Federal, nos termos do voto do Relator, que fica
fazendo parte integrante do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
JOSÉ F. NEVES NETO
Relator EMENTA
PROCESSUAL CIVIL – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO –
AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO.
1. Ausência de omissão, obscuridade ou contradição no acórdão
embargado.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2009.51.04.000836-9 2. O recurso interposto com o fim de prequestionamento deve
Nº CNJ :0000836-77.2009.4.02.5104 observância ao artigo 535, do CPC. Precedente do STJ.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ 3. Recurso desprovido.
F. NEVES NETO ACÓRDÃO
APELANTE :MA AUTOMOTIVE BRASIL LTDA Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
ADVOGADOS :NELSON WILIANS FRATONI Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
RODRIGUES E OUTROS Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
APELADA :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
NACIONAL presente julgado.
EMBARGANTE :MA AUTOMOTIVE BRASIL LTDA Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
EMBARGADA :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA JOSÉ F. NEVES NETO
NACIONAL Relator
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 218
RECORRIDA

EMENTA
TRIBUTÁRIO – CPMF - EC 42/2003 - PRORROGAÇÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - PREQUESTIONAMENTO. 2010.50.01.006756-6
- O prequestionamento a que se referem as Súmulas 98/STJ, 282/STF e Nº CNJ :0006756-16.2010.4.02.5001
356/STF, não significa menção de cada dispositivo legal violado, mas RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
sim à discussão do tema, objeto do recurso. F. NEVES NETO
-O voto foi claro ao adotar o entendimento de não ser devida a APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
compensação dos valores recolhidos a título de CPMF nos meses de NACIONAL
janeiro, fevereiro e março de 2004. APELADO :KNM EQUIPAMENTOS S/A
- Embargos de declaração desprovidos. ADVOGADO :ANA LUIZA BOGHI SERRAO E
ACÓRDÃO OUTROS
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: EMBARGANTE :KNM EQUIPAMENTOS S/A E UNIAO
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional FEDERAL / FAZENDA NACIONAL
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos EMBARGADO :OS MESMOS
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 523/524
presente julgado. RECORRIDA
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
JOSÉ F. NEVES NETO EMENTA
Relator TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA.EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO - ERRO NA EMENTA - RETIFICAÇÃO -
PROVIMENTO.
- Constou na ementa, às fls. 523/524, referência ao salário maternidade
e férias, que deve ser excluída.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELACAO CIVEL - A questão referente ao aviso prévio não ter sido ventilada nestes
2009.51.10.010160-5 autos.
Nº CNJ :0010160-73.2009.4.02.5110 - O juiz não é obrigado a examinar todos os argumentos expendidos
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE pelas partes, nem a se pronunciar sobre todos os artigos de lei,
F. NEVES NETO bastando que, no caso concreto, decline fundamentos suficientes para
EMBARGANTE :SUPERMERCADOS FEIRA NOVA lastrear sua decisão, como se verifica no caso dos autos.
LTDA - Na verdade, a recorrente pretende atribuir efeitos infringentes aos
ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI embargos interpostos, sendo que, efeitos modificativos aos embargos
RODRIGUES E OUTROS de declaração são admissíveis, excepcionalmente, quando manifesto o
EMBARGADO :UNIÃO FEDERAL/FAZENDA equívoco, o que não é o caso. Persistindo o inconformismo, deverá a
NACIONAL parte embargante lançar mão do recurso próprio.
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 286/287 - Embargos de declaração da União Federal desprovidos e embargos de
EMBARGADA declaração da parte autora providos.
ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE SÃO ACÓRDÃO
JOÃO DE MERITI (200951100101605) Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso da
União Federal e dar provimento ao recurso da parte autora, nos termos
do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do presente
julgado.

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DA JUSTIÇA FEDERAL DA 2ª REGIÃO
Sexta-feira, 28 de junho de 2013 Caderno Judicial TRF
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
JOSÉ F. NEVES NETO
Relator

PROCURADOR :ROBERVAL BORGES FILHO


APELADO :SESC - SERVICO SOCIAL DO
IV - APELACAO CIVEL 514934 2010.51.01.006086-0 COMERCIO
Nº CNJ :0006086-66.2010.4.02.5101 ADVOGADO :GUSTAVO ANTONIO FERES PAIXAO
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE E OUTROS
F. NEVES NETO APELADO :SENAC - SERVICO NACIONAL DE
APELANTE :HAILSON FERNANDES PASSOS APRENDIZAGEM COMERCIAL
ADVOGADO :ALEXANDRE GARCIA GANIN E ADVOGADO :CHRISTIANNA GALVEAS BRISBANE
OUTROS E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA APELADO :SEBRAE - SERVICO BRASILEIRO DE
NACIONAL APOIO AS MICRO E PEQUENAS
ORIGEM :DÉCIMA OITAVA VARA FEDERAL EMPRESAS
DO RIO DE JANEIRO ADVOGADO :LARISSA MOREIRA COSTA E
(201051010060860) OUTROS
APELADO :AGENCIA DE PROMOÇÃO DE
EMENTA EXPORTAÇÕES DO BRASIL - APEX-
EMBARGOS À EXECUÇÃO. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. BRASIL
EXECUÇÃO DE SENTENÇA. IMPOSTO DE RENDA. ADVOGADO :MARCOS FELIPE ARAGAO MORAES
COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEI 7.713/88. E OUTROS
FORMA DE APURAÇÃO DO QUANTUM DEBEATUR. SELIC. APELANTE :FUNDO NACIONAL PARA O
RECURSO DESPROVIDO DESENVOLVIMENTO DA
1. O julgado, no seu momento condenatório, confere ao autor, ora EDUCACAO - FNDE E OUTRO
apelante, o direito de reaver os valores das contribuições recolhidas ADVOGADO :ROBERVAL BORGES FILHO
no período de MAIO DE 1995 A DEZEMBRO DE 1995, na APELANTE :SENAC - SERVICO NACIONAL DE
complementação de suas aposentadorias. Qualquer outra interpretação APRENDIZAGEM COMERCIAL
do aresto configuraria violação à coisa julgada. ADVOGADO :CHRISTIANNA GALVEAS BRISBANE
2. O montante das contribuições vertidas ao fundo de E OUTROS
previdência privada no período de 01/01/1989 a 31/12/1995, cujo ônus APELANTE :SEBRAE - SERVICO BRASILEIRO DE
tenha sido exclusivamente do participante, constitui o crédito que será APOIO AS MICRO E PEQUENAS
deduzido das parcelas do benefício, ano a ano, a fim de se apurar o EMPRESAS
valor que será restituído. ADVOGADO :LARISSA MOREIRA COSTA E
3. Recurso desprovido. OUTROS
ACÓRDÃO APELADO :MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: IMOBILIARIOS S/A E OUTROS
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional ADVOGADO :EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT E
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, OUTROS
nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do EMBARGANTES :MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS
presente julgado. IMOBILIARIOS S/A E OUTROS,
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento) SENAC - SERVICO NACIONAL DE
JOSÉ F. NEVES NETO APRENDIZAGEM COMERCIAL e
DESEMBARGADOR FEDERAL UNIAO FEDERAL / FAZENDA
RELATOR NACIONAL
EMBARGADOS :OS MESMOS
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 4101/4104
RECORRIDA
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2010.51.01.008558-3 EMENTA
Nº CNJ :0008558-40.2010.4.02.5101 TRIBUTÁRIO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - EXISTÊNCIA
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE DE ERRO MATERIAL.
F. NEVES NETO - Constou no dispositivo do voto, às fls. 4099, "DOU PARCIAL aos
APELANTE :MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS recursos de FNDE, INCRA, SESC e SEBRAE, para julgar
IMOBILIARIOS S/A E OUTROS improcedente o pedido de não incidência do tributo sobre as
ADVOGADO :EDUARDO DA ROCHA SCHMIDT E contribuições para o salário-educação, SESC, SENAC, SEBRAE e
OUTROS INCRA...". Ocorre que o recurso não é do SESC e sim do SENAC,
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA conforme apelação de fls. 3993/4000; erro material que deve ser
NACIONAL corrigido.
APELADO :FUNDO NACIONAL PARA O - Quanto à cláusula de reserva de plenário, o artigo 97 da Constituição
DESENVOLVIMENTO DA da República, ao estatuir que os Tribunais poderão declarar a
EDUCACAO - FNDE E OUTRO inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público
somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos
membros do respectivo órgão especial, deve ser interpretado de forma
restritiva.
- Embargos de declaração da UNIÃO FEDERAL/FAZENDA
NACIONAL, de MULTIPLAN EMPREENDIMENTOS

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IMOBILIARIOS S/A E OUTROS desprovidos e recurso do SENAC -
SERVICO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL
parcialmente provido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional NACIONAL
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento aos recursos da APELADO :AZUL COMPANHIA DE SEGUROS
UNIÃO FEDERAL/FAZENDA NACIONAL, e de MULTIPLAN GERAIS
EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS S/A E OUTROS e dar ADVOGADO :PAULO FERNANDO DA ROCHA
parcial provimento ao recurso do SENAC - SERVICO NACIONAL CERQUEIRA E OUTROS
DE APRENDIZAGEM COMERCIAL, nos termos do voto do Relator, ORIGEM :VIGÉSIMA SEXTA VARA FEDERAL
que fica fazendo parte integrante do presente julgado. DO RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). (201051010198560)
JOSÉ F. NEVES NETO
RELATOR EMENTA
TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – AVISO
PRÉVIO INDENIZADO – NÃO INCIDÊNCIA.
- Sobre o aviso prévio indenizado não incide a contribuição
previdenciária, apesar de não constar do rol do art. 28, § 9º, da Lei nº
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2010.51.01.012354-7 8.212/91, diante da sistemática legal adotada pela Lei nº 9.528/97 e do
Nº CNJ :0012354-39.2010.4.02.5101 Decreto nº 6.727/2009. Precedentes dos Tribunais Regionais.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE - Se o aviso prévio for cumprido pelo empregado em forma de
F. NEVES NETO trabalho, será considerado salário, ou seja, retribuição pelo serviço
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA prestado, mas quando o aviso prévio for pago sem a respectiva
NACIONAL prestação da atividade laboral, o pagamento terá inequívoca natureza
APELADO :CELINA MARTINS TASSI indenizatória.
ADVOGADO :FABIO GOMES DE OLIVEIRA E - Apelação desprovida.
OUTROS ACÓRDÃO
EMBARGANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
NACIONAL Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
EMBARGADO :CELINA MARTINS TASSI Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento à apelação, nos
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS.113 termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
RECORRIDA presente julgado.
Rio de Janeiro, 26 de junho de 2012(data do julgamento).
EMENTA SANDRA CHALU BARBOSA
TRIBUTÁRIO – IMPOSTO DE RENDA –- ILEGÍTIMA A JUÍZA FEDERAL CONVOCADA
INCIDÊNCIA SOBRE O VALOR TOTAL – MATÉRIA RELATORA
SUBMETIDA AO RITO DO ART. 543-C DO CPC – EMBARGOS
DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS.
- O voto embargado encontra-se fundamentado em decisão proferida
sob o rito do art. 543-C do CPC, ao qual a lei atribui especial eficácia
vinculativa. EMBARGOS DE DECLARAÇAO EM AC 2010.51.01.019856-0
- Os presentes embargos são manifestamente protelatórios e Nº CNJ :0019856-29.2010.4.02.5101
infundados, não tendo outra finalidade além de retardar a solução do RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
litígio, constituindo, pois, oposição abusiva. F. NEVES NETO
- Recurso desprovido. APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
ACÓRDÃO NACIONAL
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: APELADO :AZUL COMPANHIA DE SEGUROS
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional GERAIS
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos ADVOGADO :PAULO FERNANDO DA ROCHA
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do CERQUEIRA E OUTROS
presente julgado. EMBARGANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). NACIONAL
JOSÉ F. NEVES NETO EMBARGADO :AZUL COMPANHIA DE SEGUROS
Relator GERAIS
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 178
RECORRIDA

EMENTA
IV - APELACAO CIVEL 2010.51.01.019856-0 TRIBUTÁRIO – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA -
Nº CNJ :0019856-29.2010.4.02.5101 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DE OMISSÃO.
RELATORA :JUÍZA FEDERAL CONVOCADA - Ausência de omissão no acórdão embargado.
SANDRA CHALU BARBOSA -A jurisprudência tem entendido não se caracterizar como omissão a
APELANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA motivação sucinta, pois esta não se confunde com a falta de motivação.
- O voto foi claro ao adotar o entendimento de que não incide a
contribuição previdenciária sobre valores pagos sobre o aviso prévio
indenizado. E o fez, inclusive, lastreado em jurisprudência das Cortes
Superiores.
- Embargos de declaração desprovidos.

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ACÓRDÃO
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
presente julgado. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2010.51.04.001896-1
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). Nº CNJ :0001896-51.2010.4.02.5104
JOSÉ F. NEVES NETO RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ
Relator F. NEVES NETO
APELANTE :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL,
INDUSTRIAL E AGROPASTORIAL DE
VOLTA REDONDA - ACIAP/VR
ADVOGADO :NELSON WILIANS FRATONI
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM REO/AC RODRIGUES E OUTROS
2010.51.02.001806-2 APELANTE :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA
Nº CNJ :0001806-49.2010.4.02.5102 NACIONAL
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ APELADO :OS MESMOS
F. NEVES NETO EMBARGANTES :ASSOCIAÇÃO COMERCIAL,
APELANTE :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA INDUSTRIAL, AGROPASTORIAL DE
NACIONAL VOLTA REDONDA - ACIAP/VR
APELANTES :UNIÃO DE LOJAS LEADER S/A E e UNIÃO FEDERAL / FAZENDA
OUTROS NACIONAL
ADVOGADOS :GERSON STOCCO DE SIQUEIRA E EMBARGADOS :OS MESMOS
OUTROS DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 369/371
APELADOS :OS MESMOS RECORRIDA
EMBARGANTES :UNIÃO DE LOJAS LEADER S/A E
OUTROS EMENTA
EMBARGADA :UNIÃO FEDERAL / FAZENDA TRIBUTÁRIO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DE
NACIONAL OMISSÃO.
DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 1615/1616 - Ausência de omissão no acórdão embargado.
RECORRIDA - A jurisprudência tem entendido não se caracterizar como omissão a
motivação sucinta, pois esta não se confunde com a falta de motivação.
EMENTA - Quanto à cláusula de reserva de plenário, o artigo 97 da Constituição
TRIBUTÁRIO - CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA - COTA da República, ao estatuir que os Tribunais poderão declarar a
PATRONAL - NOVOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público
INEXISTÊNCIA DE OMISSÃO - RECURSO somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos
PROCRASTINATÓRIO - MULTA. membros do respectivo órgão especial, deve ser interpretado de forma
- O voto foi claro ao concluir que as verbas reconhecidas como não restritiva.
sujeitas à incidência da contribuição previdenciária não alcançam as - O Juiz não é obrigado a examinar todos os argumentos expendidos
contribuições da empresa (fls. 1567), entendimento este reiterado por pelas partes, nem a se pronunciar sobre todos os artigos de lei,
ocasião do julgamento dos primeiros embargos de declaração bastando que, no caso concreto, decline fundamentos suficientes para
interpostos. Deste modo, é devida a contribuição previdenciária sobre lastrear sua decisão, como se verifica no caso dos autos.
a cota patronal e seus acessórios - SAT/RAT e a contribuição destinada - Ambos os embargos de declaração desprovidos.
a terceiros - FNDE, INCRA, SENAI, SESI, SENAC, SESC, SENARM ACÓRDÃO
SEBRAE, SENAT, etc. Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
-Os presentes embargos são manifestamente protelatórios e infundados, Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
não tendo outra finalidade além de retardar a solução do litígio, Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento aos recursos,
constituindo, pois, oposição abusiva. nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
- Aplicação da penalidade prevista no § único, do artigo 538 do CPC, presente julgado.
multa de 1% sobre o valor da causa. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento).
- Recurso desprovido. JOSÉ F. NEVES NETO
ACÓRDÃO RELATOR
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas:
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso,
nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do
presente julgado. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AC 2011.51.01.013741-1
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). Nº CNJ :0013741-55.2011.4.02.5101
JOSÉ F. NEVES NETO RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE
RELATOR F. NEVES NETO
APELANTE :BARIBRA EMPREENDIMENTOS E
PARTICIPACOES LTDA
ADVOGADO :RENATA PASSOS BERFORD
GUARANA E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA
NACIONAL
EMBARGANTES :BARIBRA EMPREENDIMENTOS E
PARTICIPACOES LTDA
EMBARGADOS :UNIAO FEDERAL / FAZENDA

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DEC. :ACÓRDÃO DE FLS. 297/298
RECORRIDA

EMENTA
TRIBUTÁRIO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO A jurisprudência do Colendo Superior Tribunal de Justiça firmou-se no
PROTELATÓRIOS.. sentido de ser dispensável, antes do bloqueio de ativos financeiros do
- Os embargos não se prestam à modificação da decisão, a priori, mas, devedor, o esgotamento dos meios para a localização de seus bens
sim, e tão-somente, ao esclarecimento de algum ponto contraditório ou (AgRg no REsp 1274750/SP - Relator Ministro HERMAN
obscuro, ou, ainda, à manifestação sobre um ponto omisso. BENJAMIN - SEGUNDA TURMA - Julgamento 07/02/2012 - DJe
- Omissão, obscuridade ou contrariedade sequer apontados nos 13/04/2012; REsp 1269156/MG - Relator Ministro MAURO
embargos. CAMPBELL MARQUES - SEGUNDA TURMA - Julgamento
- Embargos de declaração desprovidos. 01/12/2011 - DJe 09/12/2011; EAg 1090111/MG - Relator Ministro
ACÓRDÃO MAURO CAMPBELL MARQUES - PRIMEIRA SEÇÃO -
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas: Julgamento 13/12/2010 - DJe 01/02/2011).
Decide a Egrégia Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional Entretanto, ao requerer a expedição de ofícios comunicando a
Federal da 2ª Região, à unanimidade, negar provimento ao recurso, nos indisponibilidade de bens do devedor, a agravante pretendeu transferir
termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante do indevidamente para o Poder Judiciário a obrigação de perscrutar a
presente julgado. localização de bens do executado, e sua consequente averbação, o que
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013(data do julgamento). de forma alguma é o escopo da norma prevista no art. 185-A do CTN.
JOSÉ F. NEVES NETO A jurisprudência firmou-se no sentido de que cabe à exequente
RELATOR diligenciar acerca da existência de patrimônio do devedor, promovendo
a respectiva penhora, quando autorizada pelo Juízo da execução (CPC,
art. 615-A) e/ou indicando-os para a garantia da dívida tributária,
ensejando a decretação da indisponibilidade lastreada no art. 185-A do
CTN. Precedentes: STJ – AgRg no Ag 1248022/BA – Relator Ministro
III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2013.02.01.006307-0 LUIZ FUX – PRIMEIRA TURMA – DJe 22/04/2010; STJ – Resp
Nº CNJ :0006307-21.2013.4.02.0000 160238/RS – Relator Ministro MILTON LUIZ PEREIRA – PRIMEIRA
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL JOSE TURMA - DJ 25/06/2001, pág. 106; TRF1 - Processo
F. NEVES NETO 35770-50.2004.4.01.0000/MG - Relator Juiz Federal Convocado
AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL / FAZENDA SÍLVIO COIMBRA MOURTHÉ - SEXTA TURMA
NACIONAL SUPLEMENTAR - Julgado em 12/03/2012 - DJF1 21/03/2012, pág.
AGRAVADO :AGENCIA DA CONSTRUCAO LTDA 62; TRF4 - AG-AI 0012794-84.2012.404.0000/RS - Relator
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Desembargador CARLOS EDUARDO THOMPSON FLORES LENZ
ORIGEM :1 VARA JUSTIÇA FEDERAL - TERCEIRA TURMA - Julgado em 23/01/2013 - DEJF 28/01/2013,
LINHARES/ES (200750040001388) pág. 424.
No mesmo diapasão, decidiu este eg. Tribunal Regional: AI
EMENTA 0016084-64.2012.4.02.0000 - Relatora Desembargadora LANA
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. REGUEIRA - TERCEIRA TURMA - DEJF 21/01/2013, pág. 36;
INDISPONIBILIDADE DE BENS. ARTIGO 185-A DO CTN. Processo 0011859-98.2012.4.02.0000 - Relator Desembargador LUIZ
DECRETAÇÃO QUE INCUMBE AO JUÍZO. ARTIGO 615-A DO ANTONIO SOARES - QUARTA TURMA - DEJF 07/12/2012, Pág.
CPC. COMUNICAÇÃO DA INDISPONIBILIDADE. COMPETE AO 297; AI 0016361-17.2011.4.02.0000 - Relator Juiz Federal Convocado
EXEQUENTE. INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 197 E 199 DO THEOPHILO MIGUEL - TERCEIRA TURMA - DEJF 12/11/2012,
CTN, E § 4º, DO ARTIGO 655-A DO CPC. pág. 99.
Sob o prisma dos princípios da efetividade, da celeridade processual, Na pesquisa de bens do devedor, aptos à garantir o Juízo da execução,
da razoabilidade e da proporcionalidade, o artigo 185-A do CTN, deve a Fazenda Pública dispõe de meios e está devidamente aparelhada para
ser interpretado em consonância com as inovações processuais do realização de investigação de natureza fiscal de seu interesse, na forma
CPC, e outras previstas em legislação ordinária pertinentes às da própria legislação tributária, conforme prescrevem os artigos 197 e
execuções de títulos extrajudiciais, que otimizam o procedimento e a 199, do CTN, evitando que o Poder Judiciário fique assoberbado com a
prestação da tutela jurisdicional, não podendo ser retiradas da expedição de ofícios a instituições públicas ou privadas, com o
sistemática das execuções fiscais, e vice-versa, sob pena de criar-se objetivo de identificar o paradeiro e a situação jurídica de bens
inaceitável discrimen entre as execuções de crédito público e as de passíveis de constrição judicial executória de interesse da parte
crédito privado. exequente.
As alterações inseridas pela Lei nº 11.382/2006, no Código de O ato de tornar indisponíveis os bens do executado é do Juízo da
Processo Civil, trouxeram significativas inovações com o escopo de execução e não da Fazenda Pública. Entretanto, a comunicação da
dar celeridade e efetividade às execuções. Assim é que a penhora de indisponibilidade está diretamente relacionada às diligências de
ativos financeiros do devedor, realizada por meio do Sistema pesquisa e identificação dos bens do devedor, passíveis de penhora,
BACENJUD, tornou-se um dos melhores mecanismos para viabilizar a cuja tarefa é do credor, não do Poder Judiciário.
efetiva satisfação do direito de crédito, tendo em vista que afasta a A corroborar tal entendimento acima, veja-se o disposto no § 4º, do art.
demora e o custo do procedimento destinado à transformação de bem 655-A do CPC, aplicado subsidiariamente às Execuções Fiscais, nos
penhorado – o imóvel, o veículo, o equipamento p.ex. – em dinheiro. termos do art. 1º da Lei nº 6.830/80, dispondo que “a penhora de bens
Tal mecanismo permite, inclusive, garantir a exata quantia necessária à imóveis realizar-se-á mediante auto ou termo de penhora, cabendo ao
plena satisfação do credor, restando para o executado, tão-somente, o exequente, sem prejuízo da imediata intimação do executado (art. 652,
dever de pagar (CPC, art. 652). § 4º), providenciar, para presunção absoluta de conhecimento por
terceiros, a respectiva averbação no ofício imobiliário, mediante a
apresentação de certidão de inteiro teor do ato, independentemente de
mandado judicial.” (grifei).
A expedição de ofícios comunicando a indisponibilidade de bens do
devedor, que pode ser decretada pelo Magistrado na forma do art. 615-

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A do CPC, constitui obrigação da agravante, que deve perscrutar a
localização de bens do executado e sua consequente averbação.
Destarte, o recurso merece parcial provimento, tão-somente para
decretar a indisponibilidade de bens dos agravados, nos termos do art.
185-A do CTN, suficientes à garantia do débito exequendo, devendo a
comunicação ser operacionalizada pela agravante. provimento ao recurso e anular a sentença de primeiro grau, na forma
Por seu turno, deverá o Juízo a quo emitir a certidão comprobatória do do voto do Relator.
ajuizamento da execução, com identificação das partes e valor da Rio de Janeiro, ____ de _________________ de 2013 (data do
causa, para fins de averbação no registro de imóveis e de outros bens julgamento).
sujeitos à penhora, nos termos do art. 615-A do Código de Processo THEOPHILO MIGUEL
Civil. Relator
Recurso parcialmente provido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
indicadas, decide a Quarta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2a Região, por unanimidade, DAR PARCIAL SUBSECRETARIA DA 5A.TURMA ESPECIALIZADA
PROVIMENTO ao recurso, na forma do Relatório e do Voto, que
ficam fazendo parte do presente julgado. BOLETIM: 144452
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento).
JOSÉ F. NEVES NETO
Relator IV - APELACAO CIVEL 2008.51.10.004338-8
Nº CNJ :0004338-40.2008.4.02.5110
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
MARCUS ABRAHAM
APELANTE :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
IV - APELACAO CIVEL 2006.51.10.007353-0 ADVOGADO :NAOMI KUWADA OBERG FERRAZ e
Nº CNJ :0007353-85.2006.4.02.5110 outros
RELATOR :JUIZ FEDERAL CONVOCADO APELADO :FARPRAST IND E COMERCIO DE
THEOPHILO MIGUEL PLASTICO LTDA - ME E OUTROS
APELANTE :CENTRO MEDICO CIRURGICO SAO ADVOGADO :SEM ADVOGADO
PAULO LTDA ORIGEM :QUARTA VARA FEDERAL DE SÃO
ADVOGADO :LUIZ FERNANDO ABDALA DE JOÃO DE MERITI (200851100043388)
AGUIAR E OUTROS
APELADO :UNIAO FEDERAL / FAZENDA DESPACHO
NACIONAL 1. À DIDRA, para retificar a autuação, de modo a constar o nome da
ORIGEM :1A VARA FEDERAL DE EXECUCAO advogada Drª. NAOMI KUWADA OBERG FERRAZ na capa dos
FISCAL DE SAO JOAO DE autos.
(200651100073530) 2. Fl.69: Defiro a vista requerida pelo prazo de 15 (quinze) dias.
Rio de Janeiro, 24 de junho de 2013.
EMENTA MARCUS ABRAHAM
PROCESSUAL CIVIL – APELAÇÃO EM EMBARGOS À Desembargador Federal
EXECUÇÃO FISCAL - JUNTADA DE PETIÇÃO DE 30.07.2008 Relator
APÓS A PROLAÇÃO DA SENTENÇA, EM 06.08.2008 -
DOCUMENTAÇÃO RELEVANTE AO DESLINDE DA CAUSA -
NOVO ENTENDIMENTO DO CONSELHO DE CONTRIBUINTES
– CERCEAMENTO DE DEFESA – IMPOSSIBILIDADE – ERROR
IN PROCEDENDO IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2010.51.01.020681-7
Controvérsia sobre petição protocolada em 30.07.2008, encartada aos Nº CNJ :0020681-70.2010.4.02.5101
autos após a prolação da sentença, o que não pode acontecer, pois o RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
processo não pode ser concluso para sentença constando petições MARCUS ABRAHAM
pendentes no sistema. Houve grave falha operacional, pois caberia ao APELANTE :RACHEL LOPES FALCAO
juízo, em especial à serventia, zelar pela juntada das petições em ADVOGADO :CRISTHIANE DINIZ DE OLIVEIRA
ordem cronológica, bem como providenciar a conclusão ao Julgador APELANTE :UNIAO FEDERAL
após a consulta ao sistema de andamento processual se haveria uma APELADO :OS MESMOS
petição pendente. REMETENTE :JUIZO FEDERAL DA 24A VARA-RJ
Garante a Constituição, em seu art. 5o, LV, a ampla defesa. Havendo ORIGEM :VIGÉSIMA QUARTA VARA FEDERAL
um erro cartorário desse porte, impõe-se a anulação da sentença, sob DO RIO DE JANEIRO
pena de maltrato ao livre acesso ao Judiciário. Precedentes do STJ. (201051010206817)
Anulação da sentença monocrática.
Recurso a que se dá provimento. DESPACHO
ACÓRDÃO Considerando o teor da manifestação da UNIÃO FEDERAL às fls.
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima 177/178, abra-se vista à 1ª apelante.
indicadas: Decidem os membros da 4ª Turma Especializada do Após, voltem-me conclusos.
Tribunal Regional Federal da 2ª Região, por unanimidade, dar Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013.
MARCUS ABRAHAM
Desembargador Federal
Relator

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III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.005678-4


Nº CNJ :0005678-81.2012.4.02.0000
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
MARCUS ABRAHAM cautelas.
AGRAVANTE :MRS LOGISTICA S/A Publique-se. Intime-se.
ADVOGADO :ANDREA PICCOLO BRANDAO E Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013.
OUTROS MARCUS ABRAHAM
AGRAVADO :THEREZA BARBOSA COELHO Desembargador Federal
ADVOGADO :FLAVIA MARQUES FARIAS E Relator
OUTROS
AGRAVADO :UNIAO FEDERAL (RFFSA-REDE
FERROVIARIA FEDERAL S/A)
ORIGEM :DÉCIMA SÉTIMA VARA FEDERAL
DO RIO DE JANEIRO IV - APELACAO CIVEL 2005.51.10.004390-9
(201051010097664) Nº CNJ :0004390-41.2005.4.02.5110
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
DESPACHO MARCUS ABRAHAM
Nos termos do art. 45 do Código de Processo Civil, constitui ônus dos APELANTE :CHARLES SANTANA
patronos renunciantes ao mandato outorgado pela parte comprovar que ADVOGADO :DAVI ARMOND DE ALMEIDA E
seu cliente foi cientificado inequivocamente do ato de renúncia. OUTRO
Observe-se a inexistência, no documento de fls. 945/964, de assinatura APELADO :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
dos mandantes ou qualquer outro representante da agravante . ADVOGADO :ANDRE PIRES GODINHO E OUTROS
Assim, diante do não cumprimento do que dispõe o mencionado ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE SÃO
comando, os advogados renunciantes deverão permanecer no JOÃO DE MERITI (200551100043909)
patrocínio da causa até a demonstração de ciência inequívoca da
outorgante, a fim de evitar eventuais prejuízos para a parte. DECISÃO
Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013. Foi firmado acordo em audiência realizada pelo Tribunal, no mutirão
MARCUS ABRAHAM de conciliação do Sistema Financeiro de Habitação, homologado com
Desembargador Federal base no Atos Conjuntos nº 15, de 27 de maio de 2013, e nº 19, de 29 de
Relator maio de 2013, do Diretor do Núcleo Permanente de Métodos
Consensuais de Solução de Conflitos do TRF da 2ª Região, conforme
Ata de fls. 339/340, o que implicou a extinção do processo, resolvendo
o mérito da lide, na forma do art. 269, III, do Código de Processo Civil.
Resta prejudicado o recurso de apelação interposto pelo Autor e, em
IV - APELACAO CIVEL 2012.51.01.003447-0 consequência, nego-lhe seguimento, nos termos do art. 557 do CPC c/c
Nº CNJ :0003447-07.2012.4.02.5101 art. 44, § 1º, inciso I, do Regimento Interno desta Corte.
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Certificado o trânsito em julgado da presente decisão, os autos devem
MARCUS ABRAHAM ser baixados e remetidos ao Juízo de origem, com as cautelas de praxe.
APELANTE :ELISA MARIA MULLER SOBRAL Rio de Janeiro, 25 de junho de 2013.
ADVOGADO :RENATO ANET MARCUS ABRAHAM
APELADO :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF Desembargador Federal
ADVOGADO :SEM ADVOGADO Relator
ORIGEM :DÉCIMA SEXTA VARA FEDERAL DO
RIO DE JANEIRO (201251010034470)

DECISÃO
Trata-se de apelação cível interpostos por ELISA MARIA MULLER IV - APELACAO CIVEL 2001.51.01.002551-2
SOBRAL, em face da sentença que extinguiu o processo sem exame de Nº CNJ :0002551-47.2001.4.02.5101
mérito, integrada pela decisão que negou provimento aos embargos de RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
declaração opostos. MARCUS ABRAHAM
Após a interposição do recurso, o apelante peticionou às fls. 87, APELANTE :ALEXANDRE ROBERTO MESQUITA
requerendo a desistência do recurso. E OUTRO
É o relatório. Decido. ADVOGADO :CAMILA VIVIANE DA SILVA
A desistência do recurso é ato unilateral e incondicional do recorrente e SANTOS E OUTROS
produz efeitos imediatos, na forma do que dispõem os arts. 158, 501 e APELADO :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
502 do Código de Processo Civil. ADVOGADO :ROBERTA MURATORI ATHAYDE E
Do exposto, com fundamento no art. 501 do CPC c/c o art. 44, VII, do OUTROS
Regimento Interno desta Corte, homologo, para que produza seus ORIGEM :DÉCIMA OITAVA VARA FEDERAL
jurídicos efeitos, a desistência do recurso requerida por ELISA DO RIO DE JANEIRO
MARIA MULLER SOBRAL. (200151010025512)
Decorrido o prazo recursal sem manifestação, dê-se baixa na
distribuição e restituam-se os autos à Vara de origem com as devidas DESPACHO
Defiro o pedido de fls. 671.
Rio de Janeiro, 24 de junho de 2013.
MARCUS ABRAHAM
Desembargador Federal
Relator

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III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2009.02.01.011581-9


Nº CNJ :0011581-05.2009.4.02.0000 Desembargador Federal
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Relator
MARCUS ABRAHAM
AGRAVANTE :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
ADVOGADO :RODRIGO SALES DOS SANTOS E
OUTROS
AGRAVADO :JOPIO CEZAR DE MORAES III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2009.02.01.016350-4
ADVOGADO :ANA CLAUDIA KRAMER Nº CNJ :0016350-56.2009.4.02.0000
ORIGEM :3ª VARA FEDERAL CÍVEL DE RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
VITÓRIA/ES (200750010068225) MARCUS ABRAHAM
AGRAVANTE :UNIAO FEDERAL
DECISÃO AGRAVADO :FABRÍCIO DE PAULA FERNANDES
Trata-se de Agravo Instrumento interposto pela CAIXA ADVOGADO :JUERCIO DE OLIVEIRA NEVES E
ECONÔMICA FEDERAL em face de decisão proferida pelo MM OUTRO
Juízo da 3ª Vara Federal Cível de Vitória/ES, nos autos da Ação ORIGEM :VARA ÚNICA DE RESENDE
Ordinária de correção dos depósitos de caderneta de poupança pelo (200851090005475)
índice expurgado pelo Plano Verão (janeiro/89), que determinou que a
referida Empresa Pública apresentasse o extrato bancário do Agravado DECISÃO
relativo ao período vindicado, sob pena de serem considerados corretos Trata-se de Agravo de Instrumento interposto contra decisão que, nos
os cálculos apresentados pelo mesmo, em seu requerimento de autos da ação de rito ordinário ajuizada em face da UNIÃO
execução (fl.137). FEDERAL, deferiu parcialmente a antecipação dos efeitos da tutela,
Ocorre que, informação extraída do Sistema de Consulta Processual da para que a Ré adotasse as providências necessárias a fim de prestar ao
Seção Judiciária do Espírito Santo, cuja juntada aos autos ora autor, dentro dos quadros do Exército, e como se incorporado ainda
determino, revela haver o MM Juiz a quo reconsiderado a aludida estivesse, a assistência médico-hospitalar que se fizer necessária para
determinação, sob os fundamentos a seguir transcritos: tratamento da moléstia adquirida em acidente em serviço.
"Verifico, a este ensejo, verdadeiro imbróglio quanto à forma de Segundo informação extraída do Sistema de Acompanhamento
cumprimento da sentença. Isso tudo porque os extratos referentes ao Processual da Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, foi
período de janeiro/89 não foram localizados pela CEF. Em face de tal prolatada sentença no processo principal, em anexo, julgando
circunstância, a CEF propôs que o saldo da conta-poupança do autor parcialmente procedentes os pedidos formulados pelo Autor, nos
referente ao mês de janeiro de 1989, a ser utilizado como base para termos do art. 269, I do CPC.
recomposição, fosse apurado retirando as correções monetárias e os Em face do exposto, julgo prejudicado este agravo de instrumento, e,
juros remuneratórios dos meses anteriores a outubro de 1989, tendo em por consequência, nego-lhe seguimento, com fulcro no art. 557 do
vista que a CEF só possui, em seu arquivos, extratos relativos ao mês Código de Processo Civil, c/c art. 44, parágrafo 1º, incisos I e II, do
de outubro de 1989 e seguintes. Pois bem. Em análise detida sobre a Regimento Interno deste Tribunal.
questão, concluo que a CEF, de fato, não se furtou a cumprir a Publique-se. Intimem-se.
obrigação que lhe foi imposta na sentença. Isso depreendo do teor das Oportunamente, dê-se baixa na distribuição e encaminhem-se os autos
petições por ela apresentadas, nas quais vislumbrei sua intenção em à Vara de origem, para arquivamento.
fazer com que o autor recebesse o que lhe era devido, como na Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013.
proposta acima descrita. Em que pese o fato do autor não ter MARCUS ABRAHAM
concordado com a proposta feita pela CEF, a meu ver, a metodologia Relator
de cálculo apresentada pela empresa ré é bastante justa. Mesma sorte
não assiste ao autor em seu cálculo de fl.112. Ora, não se pode chamar
de justa uma conta que utiliza saldo existente em outubro/89 como se
de janeiro/89 fosse. Sendo assim, considerando que é incumbência do
autor trazer os cálculos aos autos para que o montante exequendo se BOLETIM: 144454
torne líquido, determino sua intimação para que, no prazo de 10 (dez)
dias, traga aos autos planilha de cálculos nos termos propostos pela
CEF. Decorrido o prazo acima sem manifestação do autor, dê-se baixa IV - APELAÇÃO CÍVEL 2008.51.01.026973-0
e arquivem-se os autos, sem prejuízo de posterior desarquivamento a Nº CNJ :0026973-42.2008.4.02.5101
pedido da parte interessada." RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
Diante disso, entendo superada a questão invocada em sede do presente ALUISIO MENDES
Agravo de Instrumento e, consequentemente, nego-lhe seguimento, nos APELANTE :LUIS ANTONIO CARVALHO DA
termos do art. 557, caput, do CPC e art. 44, § 1º, incisos I e II, do CUNHA
Regimento Interno desta Eg. Corte. ADVOGADOS :ACCACIO MONTEIRO BARROZO E
Publique-se. Intime-se. Oportunamente, remetam-se os autos à Vara de OUTROS
origem para arquivamento (art. 210 do RI), observadas as cautelas APELADA :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
próprias. ADVOGADO :SEM ADVOGADO
Rio de Janeiro, 20 de junho de 2013. ORIGEM :VIGÉSIMA NONA VARA FEDERAL
MARCUS ABRAHAM DO RIO DE JANEIRO
(200851010269730)

EMENTA
PROCESSUAL CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO.
AÇÃO REVISIONAL. LITISPENDÊNCIA. INOCORRÊNCIA.

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SENTENÇA ANULADA.
1. Acolhida na sentença a litispendência entre a presente ação de
revisão de contrato de financiamento imobiliário, protocolizada em
Juízo em 16/12/2008, e a ação de revisão de contrato de financiamento
imobiliário rito ordinário n. 2001.51.01.000362-0 ajuizada em
10/01/2001. 3. Consoante a movimentação processual obtida junto ao Sistema
2. In casu, não resta configurada a litispendência, tal como definida no Eletrônico de Acompanhamento Processual deste Tribunal, verifica-se
artigo 301, § 3º do Código de Processo Civil, uma vez que a tríplice que a ação principal n. 2008.51.01.014137-3 foi julgada em definitivo,
identidade exigida (partes - pedido - causa de pedir) não está presente. no sentido da improcedência dos pedidos de revisão contratual e de
3. Em que pese serem idênticas as partes e a causa de pedir, não há nulidade da execução extrajudicial do imóvel, tendo inclusive
identidade entre os pedidos efetuados nas duas demandas. transitado em julgado. Portanto, resta configurada a ausência do fumus
4. Na presente ação foram argumentadas as questões do anatocismo e boni iuris.
da inversão da amortização, que não foram alegadas na inicial da 4. Apelação desprovida.
segunda ação e, consequentemente, não foram debatidas na sentença ACÓRDÃO
nela proferida. Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
5. Apelação provida para anular a sentença e, afastada a litispendência, indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
determinar o retorno dos autos à Vara de origem para o regular Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento à apelação,
prosseguimento do feito. na forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente
ACÓRDÃO julgado.
Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento)
indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
Federal da 2a Região, por unanimidade, dar provimento à apelação, na Desembargador Federal
forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente
julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento)
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
Desembargador Federal IV - APELAÇÃO CÍVEL 2006.51.01.019941-0
Nº CNJ :0019941-54.2006.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
ALUISIO MENDES
APELANTE :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
IV - APELAÇÃO CÍVEL 2008.51.01.013473-3 ADVOGADOS :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO
Nº CNJ :0013473-06.2008.4.02.5101 E OUTROS
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL APELANTE :CARMEN RITA PAIVA CABRAL
ALUISIO MENDES ADVOGADOS :CARMEN RITA PAIVA CABRAL E
APELANTES :FERNANDO LOURENCO RODRIGUES OUTRO
SCHUMACHER E OUTRO APELADOS :OS MESMOS
ADVOGADOS :MARCELO DA SILVA PEREIRA E ORIGEM :VIGÉSIMA PRIMEIRA VARA
OUTRO FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
APELANTE :DAGMAR DE SIQUEIRA (200651010199410)
SCHUMACHER
APELADA :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF EMENTA
ADVOGADO :SEM ADVOGADO CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. NULIDADE
ORIGEM :SEXTA VARA FEDERAL DO RIO DE DE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL DO IMÓVEL. CONTRATO DE
JANEIRO (200851010134733) FINANCIAMENTO HABITACIONAL. LEI 10.931/04. AUSÊNCIA
DE PEDIDO EXPRESSO DE DEPÓSITO DE VALORES
EMENTA CONTROVERTIDOS. INTERESSE DE AGIR DA AUTORA.
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CAUTELAR. EXTINÇÃO DO MUTUÁRIA AUTÔNOMA. DESNECESSIDADE DE JUNTADA
PROCESSO SEM EXAME DO MÉRITO. AUSÊNCIA DO DE CONTRACHEQUES. TABELA PRICE. ANATOCISMO.
REQUISITOS ATINENTES AO PERICULUM IN MORA E FUMUS AMORTIZAÇÃO NEGATIVA. EXPURGO AFASTADO. JUROS
BONI IURIS. APELAÇÃO DESPROVIDA. NÃO AMORTIZADOS COMPUTADOS EM CONTA EM
1. A ação cautelar destina-se a resguardar a utilidade e a eficácia do SEPARADO. CONTRATO SEM COBERTURA DO FUNDO DE
processo principal até que sobrevenha o provimento jurisdicional COMPENSAÇÃO DE VARIAÇÕES SALARIAIS - FCVS.
definitivo. A análise, nesse tipo de demanda, limita-se à verificação da PREVISÃO DE SALDO RESIDUAL AO FIM DO CONTRATO.
ocorrência simultânea dos requisitos atinentes ao fumus boni iuris, 1. O procedimento de execução extrajudicial, previsto no Decreto-Lei
consistente na plausibilidade do direito invocado (probabilidade de 70/66, é compatível com a Constituição Federal de 1988, porque prevê
êxito do autor na ação principal) e o periculum in mora (concernente uma fase de controle judicial, antes da perda da posse do imóvel pelo
ao perigo de ocorrência de lesão grave e de difícil reparação), devedor (art. 36, § 2º), e não impede que eventual ilegalidade
necessários à concessão da tutela pleiteada. perpetrada no curso do procedimento de venda do imóvel seja, de logo,
2. In casu, inexiste o periculum in mora, pois os Autores ajuizaram a reprimida pelos meios processuais adequados (STF, RE n. 223.075/DF,
ação na véspera do leilão do imóvel e não foi deferida a liminar, 1ª Turma, Rel. Ministro Ilmar Galvão, DJU 06/11/98).
restando sem objeto a ação neste ponto, visto que o ato que se 2. Para que se proceda à execução extrajudicial do imóvel, é necessário
pretendia obstar concretizou-se antes da prolação da sentença que o cumprimento de todas as garantias conferidas ao mutuário, a teor do
indeferiu a petição inicial. disposto nos artigos 31 e 32 do DL 70/66 (redação dada pela Lei n.
8.004, de 14/03/90).
3. In casu, resta comprovado nos autos que os requisitos legais para a
execução extrajudicial não foram observados pela CEF, sendo correta a
declaração de sua nulidade.
4. Com a anulação da execução extrajudicial a relação jurídica de

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direito material entre as partes é restabelecida, sendo cabível a revisão
contratual.
5. A Autora não formulou pedido expresso de dispensa de depósito dos
valores controvertidos perante o Juízo de primeiro grau, com base no
§2º do artigo 50 da Lei n. 10.931/04, e a sentença não tratou da
questão, não havendo como apreciá-la na presente via recursal, sob quitar os juros do período.
pena de indevida supressão de instância. Ademais, o tema não se 17. Apelação da CEF parcialmente provida; apelação da Autora
reveste do atributo de ordem pública. A apelação da CEF não deve ser desprovida.
conhecida no ponto. ACÓRDÃO
6. Não há falta de interesse de agir da Autora, pois foi proferida Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
decisão liminar na ação cautelar, em apenso, suspendendo o leilão do indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
imóvel e a sentença ora recorrida declarou a nulidade do procedimento Federal da 2a Região, por unanimidade, dar parcial provimento à
de execução extrajudicial do imóvel. Apelação da CEF não conhecida apelação da CEF e negar provimento à apelação da Autora, na forma
no ponto. do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente julgado.
7. In casu, a Autora é mutuária autônoma, cujo contrato prevê a Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento)
variação do valor da prestação segundo a variação do salário-mínimo ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
(cláusula décima quinta, parágrafo único), não havendo necessidade de Desembargador Federal
comprovar seus rendimentos, bastando que se faça comparação entre as
variações do salário-mínimo e o reajuste das prestações.
8. A jurisprudência é dominante no sentido de que, nem a simples
utilização da Tabela Price, nem a existência de uma taxa de juros
nominal e outra efetiva são suficientes para a sua caracterização. Tal IV - APELAÇÃO CÍVEL 2006.51.01.017936-7
ilegalidade somente ocorre quando há aporte de juros impagos - Nº CNJ :0017936-59.2006.4.02.5101
decorrentes de amortizações negativas - para o saldo devedor, ou seja, RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
quando a importância despendida pelo mutuário a título de prestação ALUISIO MENDES
não cobre sequer os juros mensais exigidos pela credora. APELANTE :CARMEN RITA PAIVA CABRAL
9. A propósito da capitalização de juros, a Segunda Seção do STJ ADVOGADOS :CARMEN RITA PAIVA CABRAL E
decidiu no Recurso Especial Repetitivo 1.070.297, que, para os OUTRO
contratos celebrados no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação até APELADA :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
a entrada em vigor da Lei 11.977/2009 não havia regra especial a ADVOGADOS :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO
propósito da capitalização de juros, de modo que incidia a restrição da E OUTROS
Lei de Usura (Decreto 22.626/33, art. 4º). Assim, para tais contratos, ORIGEM :VIGÉSIMA PRIMEIRA VARA
não é válida a capitalização de juros vencidos e não pagos em intervalo FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
inferior a um ano, permitida a capitalização anual, regra geral que (200651010179367)
independe de pactuação expressa.
10. In casu, o Perito Judicial constatou a ocorrência de amortização EMENTA
negativa na evolução do contrato, que deve ser afastada. No entanto, DIREITO CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO.
tais valores são devidos, não sendo possível a simples determinação de AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. ÚLTIMA
seu expurgo, como determinado na sentença. PRESTAÇÃO. POSSIBILIDADE. PROCEDÊNCIA PARCIAL.
11. Os juros que não forem amortizados pela limitação imposta pelo EXISTÊNCIA DE SALDO DEVEDOR RESIDUAL A SER
Plano de Equivalência Salarial deverão ser computados em separado, APURADO EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA.
acrescidos tão-somente de correção monetária, sujeitando-se à 1. Para que seja declarada a quitação do débito e considerado
capitalização anual e não mensal. Já as parcelas de capital que não se exonerado o devedor, deverá ficar comprovado que os valores
amortizarem devem ser lançadas no saldo devedor do contrato. consignados são suficientes para promover o adimplemento integral da
12. No que tange à incidência da Taxa Referencial, a apelação da CEF obrigação ou, nos termos do artigo 899, § 2º, do CPC, a liberação da
não deve ser conhecida, por falta de interesse recursal, pois a sentença dívida até o limite do valor depositado.
recorrida não decidiu pela sua não incidência ao contrato. 2. Com o advento da Lei 8.951/94, foi permitido ao réu levantar desde
13. In casu, há previsão contratual da existência de saldo devedor logo o valor depositado, independentemente de concordância do autor,
residual ao final do prazo contratado, sendo a Autora responsável pelo com a liberação parcial da dívida, prosseguindo o processo quanto à
seu pagamento, no prazo de prorrogação determinado, de acordo com parcela controvertida, nos termos do § 1º do artigo 899 do CPC.
previsão legal regulada pelo valor do mútuo contratado, caso contrário 3. In casu, a sentença julgou parcialmente procedente o pedido e
haverá desequilíbrio do sistema. determinou que a CEF recebesse o pagamento e desse quitação da
14. No que tange à alegação de desrespeito ao PES, a Autora carece de parcela paga, devendo os valores pagos a maior ser utilizados na
interesse recursal, pois a sentença julgou procedente o pedido e compensação com os débitos ainda existentes, reservando à CEF o
condenou a CEF a recalcular o valor das prestações com observância direito à cobrança das parcelas não depositadas e vincendas.
ao PES. Não deve ser conhecida a apelação no ponto. 4. In casu, há previsão contratual da existência de saldo devedor
15. A sentença não fixou prazo à CEF para que cumprisse as residual ao final do prazo contratado, sendo a Autora responsável pelo
determinações nela contidas, razão pela qual tenho que não cabe em seu pagamento, no prazo de prorrogação determinado, de acordo com
sede recursal apreciar tal matéria, por não ter sido objeto de exame previsão legal regulada pelo valor do mútuo contratado, caso contrário
prévio. A apelação da Autora não se conhece no ponto. haverá desequilíbrio do sistema.
16. A CEF deve providenciar a criação de conta separada para 5. Apelação desprovida.
contabilização dos juros vencidos não pagos, sujeita apenas à correção ACÓRDÃO
monetária com o objetivo de evitar a capitalização em intervalo inferior Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
a um ano, quando o valor da prestação mensal não for suficiente para indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento à apelação,
na forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente
julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento)
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES

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IV - APELAÇÃO CÍVEL 2006.51.01.017937-9 1. A moradia está entre os direitos sociais previstos na Constituição
Nº CNJ :0017937-44.2006.4.02.5101 Federal de 1988 (art. 6), e que o Código Civil de 2002, no seu artigo
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL 421, veio reforçar o que o Código de Defesa do Consumidor já
ALUISIO MENDES preconizava: a função social do contrato.
APELANTE :CARMEN RITA PAIVA CABRAL 2. Sendo o contrato de financiamento habitacional tipicamente de
ADVOGADA :CARMEN RITA PAIVA CABRAL adesão, a obrigatoriedade do cumprimento das cláusulas contratuais
APELADA :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF deve ser relativizada quando se verifica desequilíbrio contratual que
ADVOGADOS :GERSON DE CARVALHO FRAGOZO importe exagerada desvantagem de um lado e vantagem excessiva de
E OUTROS outro.
ORIGEM :VIGÉSIMA PRIMEIRA VARA 3. Embora inserido no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação, o
FEDERAL DO RIO DE JANEIRO contrato com opção pelo Sistema SACRE torna inviável a equivalência
(200651010179379) entre o reajuste das prestações e o aumento salarial da categoria
profissional.
EMENTA 4. O Sistema de Amortização Crescente - SACRE não onera o
PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CAUTELAR E AÇÃO PRINCIPAL. mutuário, porque mantém as prestações mensais iniciais em patamar
JULGAMENTO SIMULTÂNEO. PREJUDICIALIDADE. estável, passando a reduzi-las ao longo do contrato, que, ao final, não
EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM EXAME DO MÉRITO. apresentará resíduos a serem pagos pelo mutuário
AUSÊNCIA DE INTERESSE PROCESSUAL. ARTIGOS 808, III, C/ 5. Possibilidade da utilização da TR na atualização do saldo devedor
C 267, VI, AMBOS DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. nos contratos vinculados ao SFH, ainda que firmados anteriormente ao
1. O processo cautelar tem por finalidade garantir a eficácia da advento da Lei n. 8.177/91, desde que pactuado o mesmo índice
prestação jurisdicional pretendida no processo principal, sua utilidade aplicável à caderneta de poupança ou ao FGTS.
não se sustenta em face da solução da lide que a originou. 6. O Autor não formulou pedido expresso acerca de supostas
2. In casu, houve o julgamento simultâneo da ação cautelar com a ação irregularidades do procedimento de execução previsto no Decreto-Lei
principal, restando caracterizada a ausência superveniente do interesse 70/66. Com efeito, tratou do tema apenas em sede de apelação, daí
de agir da parte autora no julgamento da ação, conforme previsão do porque não merece ser conhecida neste ponto, sob pena de violação à
artigo 808, inciso III, do Código de Processo Civil. regra que veda a inovação do pedido(parágrafo único do artigo 264 do
3. Recurso de apelação desprovido. CPC).
ACÓRDÃO 7. Apelação desprovida na parte conhecida.
Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima ACÓRDÃO
indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento ao recurso, indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
na forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento à apelação
julgado. na parte conhecida, na forma do Relatório e do Voto, que ficam
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento) fazendo parte do presente julgado.
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento)
Desembargador Federal ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
Desembargador Federal

IV - APELAÇÃO CÍVEL 2007.51.10.007197-5


Nº CNJ :0007197-63.2007.4.02.5110 IV - APELAÇÃO CÍVEL 2006.51.10.005352-0
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Nº CNJ :0005352-30.2006.4.02.5110
ALUISIO MENDES RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
APELANTE :JOAO LUIZ LEANDRO DA SILVA ALUISIO MENDES
ADVOGADOS :ELIEL SANTOS JACINTHO E OUTRO APELANTE :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
APELADA :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF ADVOGADOS :ANDRE PIRES GODINHO E OUTROS
ADVOGADOS :ANDRE PIRES GODINHO E OUTROS APELANTE :CAIXA SEGURADORA S/A
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DE SÃO ADVOGADOS :RENATO JOSE LAGUN E OUTROS
JOÃO DE MERITI (200751100071975) APELADA :ANA PAULA MEINICKE
ADVOGADOS :RONALDO FERNANDO TEIXEIRA E
EMENTA OUTRO
DIREITO CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO. ORIGEM :TERCEIRA VARA FEDERAL DE SÃO
CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. JOÃO DE MERITI (200651100053520)
FINALIDADE SOCIAL DO CONTRATO. TAXA REFERENCIAL -
TR. SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE - SACRE. EMENTA
AUSÊNCIA DE ANATOCISMO. IRREGULARIDADES NO DIREITO CIVIL. SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO.
PROCEDIMENTO DO DECRETO-LEI 70/66. INOVAÇÃO VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO EM IMÓVEL FINANCIADO. AÇÃO
RECURSAL. PROPOSTA EM FACE DA CEF E DA CAIXA SEGURADORA S/A.
LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO. INEXISTÊNCIA.
INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. PRECEDENTES DO
STJ NOS MOLDES DO ARTIGO 543-C DO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL (RECURSOS REPETITIVOS). REMESSA DO
FEITO À JUSTIÇA ESTADUAL.

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1. Nas hipóteses em que atua na condição de agente financeiro em
sentido estrito, não ostenta a CEF legitimidade para responder por
pedido decorrente de vícios de construção na obra financiada. Sua
responsabilidade contratual diz respeito apenas ao cumprimento do
contrato de financiamento, ou seja, à liberação do empréstimo, nas
épocas acordadas, e à cobrança dos encargos estipulados no contrato. 1. Há responsabilidade da União, de natureza subjetiva, se, em postura
2. A previsão contratual e regulamentar da fiscalização da obra pelo omissa, deixa de instalar artefatos de proteção em rampa de acesso a
agente financeiro justifica-se em função de seu interesse em que o prédio público, descumprindo seu dever de evitar o evento danoso,
empréstimo seja utilizado para os fins descritos no contrato de mútuo, restando, pois, caracterizada culpa, na modalidade negligência.
sendo de se ressaltar que o imóvel lhe é dado em garantia hipotecária. 2. O dano material a ser ressarcido deve ser limitado ao prejuízo
3. A teor da cláusula vigésima terceira do contrato, a CEF tem apenas a econômico que a apelante logrou comprovar nos autos, sendo certo
faculdade de, em qualquer tempo, vistoriar o imóvel hipotecado, sendo que, a rigor do estabelecido no art.333,I, do CPC, à parte autora
obrigação dos Autores manterem o imóvel em perfeito estado de incumbe o ônus de provar o direito alegado.
conservação. 3. No caso dos autos, sopesando o evento danoso - fratura no tronozelo
4. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça firmou posição da autora, que teve sua possibilidade de locomoção reduzida por um
nos Recursos Especiais nºs 1091363 e 1091393, no sentido de que tempo, sem contudo ter demonstrado incapacidade permanente ou
compete à Justiça Estadual processar e julgar as ações envolvendo qualquer risco maior para sua saúde - e a sua repercussão na esfera da
contratos de seguro habitacional vinculados ao Sistema Financeiro da ofendida, é proporcional, razoável e adequado o valor de R$ 1.500,00
Habitação (SFH), que não tenham relação com o Fundo de (mil e quinhentos reais), eis que tal valor efetivamente concilia a
Compensação das Variações Salariais (FCVS). pretensão compensatória, pedagógica e punitiva da indenização do
5. Inexistência de responsabilidade solidária da Caixa Econômica dano moral com o princípio da vedação do enriquecimento sem causa.
Federal como agente financeiro nos feitos em que se busca o 4. No caso dos autos, não há que se falar em dano estético, eis que não
pagamento de indenização em virtude de avaria ocorrida em imóvel há comprovação de deformidade na aparência física da Autora.
coberto por seguro que não compromete recursos do SFH e não afeta o 5.Recurso de apelação parcialmente provido.
FCVS. ACÓRDÃO
6. Imperativa a remessa dos autos à Justiça Estadual, para o regular Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
prosseguimento do feito apenas contra a Caixa Seguradora, a qual, indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
sendo uma sociedade de economia mista, encontra-se fora da Federal da 2a Região, por unanimidade, dar parcial provimento ao
competência da Justiça Federal (artigo 109 da CF). recurso de apelação, na forma do Relatório e do Voto, que ficam
7. Apelação da CEF parcialmente provida, para reconhecer sua fazendo parte do presente julgado.
ilegitimidade passiva, anular a sentença e determinar a remessa dos Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
autos para a Justiça Estadual. Prejudicada a apelação da Caixa ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
Seguradora S/A. Desembargador Federal
ACÓRDÃO
Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2a Região, por unanimidade, da parcial provimento à
apelação da CEF e julgar prejudicada a apelação da Caixa Seguradora III - AGRAVO DE INSTRUMENTO 2012.02.01.020475-0
S/A, na forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do Nº CNJ :0020475-62.2012.4.02.0000
presente julgado. RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento) ALUISIO MENDES
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES AGRAVANTE :OTAVIO PERRADO - ESPOLIO
Desembargador Federal ADVOGADO :SYLVIO KELNER E OUTRO
AGRAVADO :CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF
ADVOGADO :ANA CLAUDIA VILLA NOVA
PESSANHA DE SOUZA
ORIGEM :VIGÉSIMA SEXTA VARA FEDERAL
IV - APELACAO CIVEL 2008.51.01.006304-0 DO RIO DE JANEIRO (0004156595)
Nº CNJ :0006304-65.2008.4.02.5101
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL EMENTA
ALUISIO MENDES AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. JUROS DE MORA.
APELANTE :REGINA CELESTE VIEIRA CORREÇÃO MONETÁRIA. NATUREZA PROCEDIMENTAL.
ADVOGADO :ALEIXO SERENO NETO E OUTROS TAXA SELIC. AGRAVO DE INSTRUMENTO PARCIALMENTE
APELADO :UNIAO FEDERAL PROVIDO.
ORIGEM :VIGÉSIMA VARA FEDERAL DO RIO 1. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento de que os
DE JANEIRO (200851010063040) regramentos relativos a juros e atualização monetária têm natureza
procedimental aplicando-se, portanto, aos processos em curso,
EMENTA independentemente do momento do dano.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ADMINISTRATIVO. QUEDA EM 2. Os juros de mora deverão ser calculados à base de 0,5% ao mês, nos
RAMPA DE ACESSO A PRÉDIO PÚBLICO FEDERAL. termos do estabelecido pelo art. 1.062 do Código Civil de 1916, até a
AUSÊNCIA DE PRECAUÇÕES CONTRA ACIDENTES. OMISSÃO entrada em vigor do Código Civil de 2002, quando, a partir de então,
ESTATAL. NEGLIGÊNCIA. DANOS MATERIAIS E ESTÉTICOS. deverão observar exclusivamente a taxa SELIC, a qual é composta por
NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO. DANOS MORAIS. juros e correção monetária. (EDcl no AgRg no AREsp 109.928/SP,
CABIMENTO. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 21/03/2013, DJe 01/04/2013; REsp 645.729/RJ, Rel.
Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 11/12/2012, DJe 01/02/2013; EDcl no AgRg no Ag
1160335/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 27/11/2012, DJe 06/12/2012; AgRg

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no REsp 1233030/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS,
SEGUNDA TURMA, julgado em 07/04/2011, DJe 14/04/2011)
3. Agravo de instrumento parcialmente provido.
ACÓRDÃO
Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional ACÓRDÃO
Federal da 2a Região, por unanimidade, no sentido de dar parcial Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
provimento ao agravo de instrumento, na forma do Relatório e do indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
Voto, que ficam fazendo parte do presente julgado. Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento à remessa
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento). necessária e ao recurso de apelação interposto pelo CONSELHO
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES REGIONAL DE CONTABILIDADE- CRC/RJ e negar provimento ao
Desembargador Federal recurso de apelação interposto por DIOGO ALVES MAIA, na forma
do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013 (data do julgamento).
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES
Desembargador Federal
IV - APELAÇÃO / REEXAME NECESSÁRIO 2008.51.02.001672-1
Nº CNJ :0001672-90.2008.4.02.5102
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
ALUISIO MENDES
APELANTE :CONSELHO REGIONAL DE IV - APELACAO CIVEL 2008.51.01.016568-7
CONTABILIDADE DO RIO DE Nº CNJ :0016568-44.2008.4.02.5101
JANEIRO - CRC/RJ RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
ADVOGADO :MAURO ABDON GABRIEL E OUTRO ALUISIO GONCALVES DE CASTRO
APELANTE :DIOGO ALVES MAIA MENDES
ADVOGADO :RAIMUNDO JANUÁRIO PEREIRA APELANTE :JACIRA DE OLIVEIRA REZENDE
APELADO :OS MESMOS REIS
REMETENTE :JUIZO DA 2A VARA FEDERAL DE ADVOGADO :DEFENSORIA PUBLICA DA UNIAO
NITEROI-RJ APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO
ORIGEM :2A. VARA FEDERAL - NITEROI/RJ SOCIAL - INSS
(200851020016721) PROCURADOR :OLYNTHO JOSÉ TITONELI ALVIM
ORIGEM :QUINTA VARA FEDERAL DO RIO DE
EMENTA JANEIRO (200851010165687)
PROCESSO CIVIL E ADMINISTRATIVO. CONSELHO
REGIONAL DE FISCALIZAÇÃO DO EXERCÍCIO EMENTA
PROFISSIONAL. CRC/RJ. EXECUÇÃO FISCAL INDEVIDA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL.
DANO MORAL. CABIMENTO. MANUTENÇÃO DO REINTEGRAÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. PERDÃO
"QUANTUM" INDENIZATÓRIO. REMESSA NECESSÁRIA E JUDICIAL. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS CRIMINAIS E
RECURSO DE APELAÇÃO DO CRC/RJ DESPROVIDOS. ADMINISTRATIVA.
RECURSO DE APELAÇÃO DO AUTOR DESPROVIDO. A jurisprudência, sob o amparo da Lei nº 8.112/90, em seus arts. 125 e
1. O CRC/RJ, por ter natureza autárquica, responde objetivamente, não 126, possui o entendimento de que as esferas criminais, civis e
sendo necessário se perquirir sobre culpa para aferir o seu dever de administrativas são independentes entre si. Somente ressalvando
indenizar. A exclusão dessa responsabilidade somente poderia ocorrer referida regra na hipótese de absolvição criminal, em virtude de
se ficasse comprovado que o dano decorreu de caso fortuito, força comprovação da inexistência do fato ou da negativa da autoria.
maior ou por culpa exclusiva da vítima, uma vez que excluem o nexo A extinção da punibilidade do processo criminal, em virtude de perdão
de causalidade, o que não ocorrera no caso concreto, tendo em vista judicial não possui o condão de repercutir na esfera administrativa, isto
que o referido conselho admitiu o ajuizamento indevido de execução porque, no caso de perdão judicial, há, inclusive, a confirmação da
fiscal. prática do fato criminoso, bem como da autoria, mas o juízo criminal
2. O ajuizamento de execução fiscal indevida por débito cuja apenas deixa de aplicar a pena, em razão de circunstâncias previstas em
inexistência deveria ser de conhecimento do Conselho de Fiscalização lei. Assim, não há como se entender que a extinção de punibilidade
Profissional, por si só, faz presumir a ocorrência do dano moral, que, ocorrida no processo criminal possa determinar a reintegração do
no caso, é in re ipsa. servidor demitido após regular processo administrativo disciplinar.
3. Não há que se alterar o valor fixado pelo juízo a quo a título de Ademais, tendo em vista a característica da subsidiariedade e
indenização por danos morais, se o mesmo é razoável e adequado, fragmentariedade do direito penal, a não aplicação da pena em
tendo em vista as peculiaridades do caso. processo criminal não significa dizer que não se possa aplicar uma
4. "Tem sido a orientação deste Colegiado prestigiar a estimativa do sanção administrativa ou mesmo civil, eis que a atuação penal deve ser
juiz de 1º grau, salvo se houver clara fuga da orientação geral, para a ultima ratio. Desta forma, não prospera a alegação de que não seria
mais ou para menos". (TRF2, 201151010119305, Rel. Des. Fed. razoável, nem de que seria contraditória, aplicar uma sanção
Guilherme Couto de Castro, Sexta Turma Especializada, unanimidade, administrativa de demissão quando houve a extinção da punibilidade
E-DJF2R - Data:: 06/12/2012). diante do perdão judicial concedido no âmbito criminal.
5. Remessa necessária e recurso de apelação interposto pelo Negado provimento à apelação.
CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE- CRC/RJ ACÓRDÃO
desprovidos. Recurso de apelação interposto por DIOGO ALVES Vistos e relatados os presentes autos em que são partes as acima
MAIA desprovido. indicadas, decide a Quinta Turma Especializada do Tribunal Regional
Federal da 2a Região, por unanimidade, negar provimento à apelação,
na forma do Relatório e do Voto, que ficam fazendo parte do presente
julgado.
Rio de Janeiro, 18 de junho de 2013. (data do julgamento).
ALUISIO GONÇALVES DE CASTRO MENDES

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IV - APELACAO CIVEL 2006.51.17.002764-8


Nº CNJ :0002764-29.2006.4.02.5117 IV - APELACAO CIVEL 2005.51.01.007200-3
RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL Nº CNJ :0007200-16.2005.4.02.5101
ALUISIO MENDES RELATOR :DESEMBARGADOR FEDERAL
APELANTE :DECIO DA SILVEIRA MOTTA ALUISIO MENDES
ADVOGADO :EDIMAR BIZERRA DA CRUZ APELANTE :FRANCISCO JOSE S LINO
APELADO :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO ADVOGADO :RUBENS CORREA DE AGUIAR E
SOCIAL - INSS OUTROS
PROCURADOR :ADRIANA REIS DE PAULA