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NOME: Eduarda Cristina Maciel Cal - 90696

UMA PERSPECTIVA NÃO ESCOLAR NO ESTUDO SOCIOLOGICO DA ESCOLA

Com a escola ocupando o centro de debates sociológicos sobre educação, é necessário


reconhecer as falhas do processo continuo. É possível retomar alguns debates tradicionais,
como o da USP da década de 50, para que seja possível dizer que quanto mais se estuda os
aspectos da instituição escolar mais caminhos capazes de enriquecer a compreensão são
criados.

Mesmo com a logica da expressão “sociologia da educaçao” é preciso insistir na


perspectiva sociológica com foco especifico nas pesquisas e currículos do ensino
superior.
Mesmo no brasil, com estudos de situações e praticas de socialização em grupos na
esfera publica, significa uma preocupação na sociologia da educação. Para François
de Singly, fazendo um recorte especifico não deixaria que as ideias circulassem e
assim atrapalharia varias investigações.
A sociologia da educação, em algumas suposições feitas, de fato, se torna uma
sociologia da escola, correspondendo a um grande trabalho para se entender a
sociologia dos sistemas escolares. Bourdieu diz que o modo de reprodução da
sociedade aprecia uma dominante escolar. Com uma orientação aberta seria possível
impedir que a sociologia da educaçao se transformasse em apenas uma sociologia da
escola.
Émile Durkheim retrata a natureza socializadora da escola, a qual é inserido o
individuo no espaço publico. O modelo dele para se analisar a ação escolar esta ligado
para além da aprendizagem, se analisa também a instituição em função de sua
natureza socializadora.
No brasil, foi muito utilizado essa perspectiva sobre educação por Fernando de
Azevedo, em muitos trabalhos na década de 40, ele voltou- se para as aplicações dos
estudos sociologicos na busca por novos rumos educacionais. Apesar de tudo, a
sociologia da educação brasileira sempre esteve fortemente ligada a produção
europeia, a partir dos anos 70, com fortes mudanças de rumo no desenvolvimento
econômico e politico.
Olhando esse possível paradoxo entre “não escolar” com a escola, se considera muito uma
distinção importante entre categoria analítica e unidade empírica.”
A relevância analítica da instituição escolar não implica necessariamente o seu estudo
empírico, sendo esse o primeiro aspecto da via não escolar no estudo sociológico da
escola. O segundo reside na ideia de que, mesmo considerando-se a escola como
unidade empírica de investigação, é preciso reconhecer que elementos não escolares
penetram, conformam e são criados no interior da instituição e merecem, por sua vez,
também ser investigados”. Um aspecto importante da perspectiva não escolar no
estudo da escola como categoria analítica, se diz como uma orientação para o
desenvolvimento da sociologia com foi pensada por Florestan Fernandes, mostrada
muito por estudos das relações entre mudanças sociais e mudanças educacionais.
O estudo das ações coletivas ainda é muito marcado por um reconhecimento da
importância da escola, como categoria analítica. Um recorte disciplinar levaria ao
empobrecimento da sociologia da educação fazendo com que ela não alcance os níveis
desejados para além de suas especialidades.
Com um novo publico escolar, os jovens e os adolescentes, passaram- se a ver no
interior escolar um novo universo muito mais autônomo e muito distante das
referencias institucionais, trazendo, a necessidade de uma perspectiva não escolar no
estudo da escola. Esse conhecimento dessas novas formas de sociabilidade, ainda é
algo a ser enfrentado pela visao sociológica no brasil.