Você está na página 1de 17

O NOVO CPC – LEI N.

º 41/2013, de 26 de Junho
IMPACTO DO NOVO CPC NA GESTÃO
DOCUMENTAL E ATOS PROCESSUAIS
NA APLICAÇÃO CITIUS
DGAJ-Divisão de Formação - 2013

1
Direção-Geral da Administração da Justiça
• Introdução

Com a publicação do novo CPC, e tendo em conta a alteração profunda a nível


da renumeração de praticamente a totalidade dos artigos, tornou-se necessário
analisar, alterar e implementar novos atos processuais na aplicação CITIUS, tornando-
se igualmente indispensável desenvolver ferramentas adicionais para fazer face à
prática de determinados atos.

Têm sido inúmeras as discussões sobre se estamos perante um novo código de


processo civil, uma vez que grande parte dos artigos não sofreu qualquer alteração a
nível de conteúdo, mas a realidade é que mesmo a simples alteração da localização
dos artigos tem um impacto profundo na atuação de todos os agentes da área da
justiça, e tem igualmente um impacto enorme na base documental que existe
atualmente na aplicação CITIUS.

Este texto pretende apenas fazer um breve resumo sobre as alterações


efetuadas, alertar para o modo como todo o processo se desenrolou, realçando desde
já que foi um processo complexo, e que se encontra ainda em fase de ajustamento,
sendo por isso necessário uma especial atenção por parte de todos os Funcionários
Judiciais a identificar e colmatar erros, deficiências e falhas que possam ser
detetadas.

2
• Fases de Implementação das alterações

Todo este processo teve várias fases e tendo em conta a necessidade das
alterações a nível documental e a sua integração na aplicação CITIUS, resultou de um
trabalho conjunto por parte da DGAJ e do IGFEJ, I.P.

Assim, numa primeira fase, procedeu-se a uma análise dos milhares de


documentos existentes (cerca de 10.000), por forma a identificar e separar todos
aqueles que fazem referência a normas legais do CPC.

Efetuada a triagem, iniciaram-se os trabalhos de alteração dos documentos,


começando-se por fazer a correspondência do artigo antigo para o artigo do novo
CPC, verificando, sempre que necessário, se essa alteração não implicava uma
alteração do conteúdo do documento.

Numa segunda fase, foi necessário analisar e adequar os atos existentes na


aplicação CITIUS, proceder à alteração e criação de documentos, e analisar o
impacto da criação de novos atos para o utilizador (Funcionário Judicial), por forma a
não dificultar ainda mais o processo de transição para esta nova realidade que agora
se encontra a ser implementada.

Por último, foi necessário realizar um trabalho extremamente complexo de


associar os novos documentos analisados e produzidos ao programa informático
CITIUS, e identificar quais as espécies processuais, grupos e atos a que se iria
adequar o documento produzido.

Alertam-se todos os utilizadores da aplicação que os documentos servem de


base de trabalho, pretendem ser um instrumento auxiliar na prática processual, e
que, nesta fase em especial, devem ser lidos e aplicados com especial atenção,
tendo em conta esta grande remodelação agora efetuada.

• Alterações ao nível da Ação declarativa

Antes de mais, e para melhor entender o contexto do que agora se pretende


explanar, importa perceber qual o âmbito de aplicação do novo código às ações
declarativas pendentes. Para isso será necessário analisar o art.º 5.º do diploma
preambular da Lei n.º 41/2013, de 26 de junho que aprovou o novo Código de
Processo Civil, devendo como tal ser consultado o texto de apoio publicado na
plataforma e-learning sob o nome: O Que Mudou no novo Código de Processo Civil,
pág. 4 (constante da área de Processo Civil).

O n.º 1 do referido artigo refere que o novo Código de Processo Civil é


aplicável, de imediato, às ações declarativas pendentes (em regra).

Importa, para melhor compreender algumas das alterações efetuadas, analisar


a exceção do n.º 3 do art.º 5, nomeadamente que as normas reguladoras dos atos
processuais da fase dos articulados não são aplicáveis às ações pendentes na data

3
de entrada em vigor do novo Código de Processo Civil. Aqui a questão será analisar se
a citação se enquadra na fase dos articulados, por forma a perceber se a uma citação
a efetuar numa ação entrada até 31 de agosto de 2013, se deveriam aplicar as
disposições legais da parte geral do novo CPC.

A este nível, entendeu-se que a citação efetuada a partir de 1 de setembro de


2013 se realiza de acordo com o disposto na parte geral do novo Código de Processo
Civil. Assim, todos os documentos foram atualizados para corresponder ao artigo
equivalente no novo CPC, conforme tabela exemplificativa que se segue:

Antes: Agora:
Art.º 236.º do CPC Art.º 228.º do CPC
Art.º 252.º-A do CPC Art.º 245.º do CPC
Art.º 32.º do CPC Art.º 40.º do CPC
(Encontra-se disponível na plataforma e-learning uma tabela de
correspondência entre os artigos do CPC de 1961, e o novo CPC de 2013.)

Para melhor identificar as pastas que foram criadas com os atos atualizados
de acordo com o novo CPC, elas passaram a conter na sua descrição a designação
(CPC2013), conforme imagem exemplificativa:

Importa referir que


quando falamos em
grupos e respetivos atos
processuais, estamos a
referir-nos à parte da
gestão documental,
onde os atos estão
divididos por grupos,
como é o caso da
Citação (CPC2013), e
por atos, como o caso
da Cit. por Carta
Registada c/AR.

Com esta breve explicação, fica assim claro que os novos documentos que
foram alvo de alterações estão devidamente identificados, permitindo assim fazer
uma rápida análise por parte do Funcionário Judicial sobre se o ato que se encontra
disponível se refere ao Novo Código de Processo Civil ou ao antigo.

Esta contingência deve-se ao facto de serem mantidos na aplicação


determinados atos que se referem ao Código de Processo Civil antigo, que numa fase
inicial e transitória poderão ainda ser utilizados. A este título temos, por exemplo, os
grupos Tent. Conciliação/ Aud. Preliminar (a ser utilizado numa fase transitória para

4
as diligências já agendadas até ao momento da entrada em vigor do novo CPC) e o
novo grupo Tent. Conciliação/Aud. Prévia.

Na imagem que se segue torna-se bastante percetível a existência em


simultâneo de atos (dentro do mesmo grupo) onde se torna necessário fazer a
distinção de qual a legislação a que o ato se refere:

Ato antigo já existente (mantido numa


fase transitória e sem correspondência
à luz do novo CPC)

Novos atos criados com designação


(CPC2013)

Importa referir que, nos processos declarativos pendentes à data da entrada


em vigor do novo código, finda a fase dos articulados, a secretaria notifica,
oficiosamente, as partes para apresentarem os requerimentos probatórios ou
alterarem os que hajam apresentado (art.º 5.º, n.º 4 do diploma preambular –
(consultar texto de apoio: O Que Mudou no novo Código de Processo Civil pág. 5).
Para esse efeito foi disponibilizada uma notificação dentro do grupo notificações -
articulados, conforme imagem que se segue:

Ao nível da citação será ainda importante realçar que houve duas grandes
alterações na forma como os atos processuais se irão concretizar, nomeadamente ao
nível da citação das pessoas coletivas e da citação edital (consultar texto de
apoio: O Que Mudou no novo Código de Processo Civil, pág. 15).

5
Relativamente à citação edital, a regra geral passa a ser a publicação de
anúncio em página informática de acesso público (http://www.citius.mj.pt), e à
afixação de um único edital à porta da casa na última residência ou sede que o
citando teve no país.

Para o efeito foram efetuadas alterações aos anúncios e editais existentes.


Contudo, e tendo em conta a vasta base documental existente na aplicação, foi
colocado de forma generalizada nas várias espécies processuais, dentro do grupo
Docs em branco, um edital e um anúncio em branco, que poderão ser utilizados
caso seja detetado que os anúncios existentes nas pastas respetivas (em regra nas
pastas de citação), não estejam preparados para o efeito.

Para a citação das pessoas coletivas, que passa a ter regras próprias
constantes no art.º 246.º do CPC, foi criado um documento de citação
especificamente preparado para a necessidade de ter de se repetir a citação (2.ª
carta).

No caso de ser necessário, numa determinada espécie, proceder à citação de


uma pessoa coletiva (repetir a citação expedindo a segunda carta), e não esteja
disponível na pasta de citação o documento identificado para tal, pode igualmente
ser encontrado um documento em branco no grupo Docs em branco, com o nome do
ato Citação de Pessoas Coletivas em branco – 2.ª Carta previamente formatado
para o efeito.

Imagem Exemplificativa:

6
• Procedimentos cautelares

Relativamente aos procedimentos cautelares, importa referir que o novo


Código de Processo Civil apenas se aplica aos procedimentos entrados a partir da sua
entrada em vigor, aplicando-se aos procedimentos cautelares pendentes a 31 de
agosto de 2013, na sua totalidade, o antigo CPC (consultar texto de apoio: O Que
Mudou no novo Código de Processo Civil, pág.s 6 e 20 a 24).

Face a esta contingência, foi acrescentada a designação (CPC2013) ao nome


das espécies relativas a procedimentos cautelares entrados a partir de setembro de
2013.

Isto permite, em primeiro lugar, fazer desde logo a distinção entre um


procedimento cautelar pendente, e um entrado a partir de setembro de 2013 sem ter
de considerar a data da entrada do procedimento, bastando olhar para o nome da
espécie e verificar se à frente da designação aparece o texto (CPC2013).

Desta forma, garantiu-se ainda que ao entrar na aplicação CITIUS num


procedimento cautelar pendente à data de 31 de agosto de 2013, os atos que estão
ao dispor do Oficial de Justiça sejam exclusivamente os atos já existentes antes da
entrada em vigor do novo CPC. De igual modo se garantiu que nos procedimentos
cautelares entrados a partir de 1 de setembro de 2013, constassem apenas os atos
já com as alterações do novo CPC.

• Ação Executiva

A ação executiva é desde logo aquela que mais alterações provoca a nível da
própria aplicação CITIUS, em que foram criadas novas funcionalidades, as quais,
algumas delas, ainda se encontram a ser implementadas e melhoradas.

Distribuição do processo

A primeira alteração visa desde logo a forma como o processo executivo se


inicia, desde a entrada do requerimento executivo até à sua distribuição. O
paradigma a que todos estávamos habituados relativamente à forma como a
distribuição do processo executivo era efetuada encontra-se alterado. Na realidade,
só há distribuição do processo executivo após pagamento da provisão da fase 1
destinada ao Agente de Execução nomeado ou designado.

Apresentação Via CITIUS

Passa assim a ser possível que um Mandatário Judicial submeta via CITIUS o
requerimento executivo, por exemplo, a uma segunda-feira, e que a sua distribuição
só ocorra na sexta-feira seguinte.

7
De realçar que a disponibilização do requerimento executivo ao Tribunal para
distribuição do processo, ocorrerá logo que o pagamento inicial devido ao Agente de
Execução seja efetuado, sendo esse procedimento assegurado de forma automática
pelo sistema informático, e só nessa data a Secretaria passa a poder visualizá-lo na
pasta da distribuição. O mesmo será dizer que caso um requerimento executivo
submetido via CITIUS Mandatários, cuja referência para pagamento da provisão do
Agente de Execução nunca seja processada, a secretaria não chega sequer a ter
conhecimento que tal requerimento foi submetido.

Apresentação em Papel

Todo este processo é também aplicado de forma semelhante aos casos em que
o exequente, sem mandatário constituído, apresente o requerimento executivo em
papel.

Nesta situação, a secção central regista a entrada do requerimento


executivo, sendo disponibilizada uma referência por parte da Câmara dos
Solicitadores para pagamento da provisão da fase 1, a qual é entregue ao
apresentante, caso o mesmo apresente o requerimento pessoalmente, ou remetido
via postal nas restantes situações, para que seja efetuado o pagamento. O
requerimento executivo não é distribuído (o sistema informático assegura-se que a
sua distribuição fique suspensa) até que o pagamento da provisão inicial devida ao
Agente de Execução seja efetuado.

O documento para pagamento é emitido de forma automática e imediata


(documento em formato PDF) logo que o Agente de Execução seja associado como
interveniente (torna-se assim obrigatória a associação do Agente de Execução nesta
fase, ou seja, na secção central).

Ao associar o Agente de Execução como interveniente (através da opção:


Inserir Terceiro – Agente de Execução (Sol.)), irá aparecer uma mensagem a solicitar
confirmação se pretende a nomeação por sorteio de um Agente de Execução (caso
não seja indicado no Requerimento Executivo), ou nomear explicitamente o Agente
de Execução indicado pelo exequente. Neste último caso, para nomear um Agente de
Execução indicado pelo Exequente, deverá escolher a opção Sim e aparece
automaticamente a janela que permite efetuar a procura do Agente de Execução
pretendido. Caso contrário, será aleatoriamente associado de imediato um Agente de
Execução pela própria aplicação:

8
Nas situações em que seja necessário consultar novamente a referência para
pagamento da fase 1 (servindo, por exemplo, para emitir uma segunda via), basta
selecionar o agente de execução, carregar no botão do lado direito do rato, e
escolher a opção “obter Ref. Pagamento”:

O prazo para pagamento da referência emitida é de 10 dias. Findo esse prazo


sem que a mesma se encontre paga, o sistema informático pode proceder à
invalidação da referência em causa, não sendo possível a partir desse momento o
seu pagamento nem, consequentemente, a apresentação do requerimento na pasta
para distribuição.

Nas situações em que o exequente não proceda à indicação de agente de


execução, e a sua designação seja efetuada pela secretaria, a notificação efetuada
ao exequente para pagamento da provisão da fase 1 a título de despesas e honorários
deve, para além da referência de pagamento emitida pela Câmara dos Solicitadores,
conter a informação do agente de execução nomeado, sendo obrigatório transmitir os
seguintes elementos (estes elementos, em princípio, já devem constar no documento
que é emitido pela Câmara dos Solicitadores para pagamento da fase 1):
a)O nome profissional; c) O endereço de correio eletrónico; e) O número de fax;
b) O número da cédula; d) O número de telefone; f) A morada do escritório.

Logo que o pagamento seja efetuado, o requerimento executivo será


submetido à distribuição de forma automática pelo sistema informático sem qualquer
intervenção da secretaria.

9
Como já foi referido, apenas com o pagamento da provisão de fase 1 é o
requerimento executivo remetido para a distribuição. Isto equivale por dizer que se o
pagamento não for efetuado considera-se o requerimento executivo como não
apresentado e deverá ser devolvido ao apresentante.

Nestes casos,
consultado o papel, a
aplicação emitirá
esta mensagem.

Publicidade e acesso ao processo

O art.º 164.º do CPC veio introduzir uma alteração profunda na forma como o
processo executivo passa a poder ser facultado aos executados e respetivos
mandatários para consulta. (consultar texto de apoio: O Que Mudou no novo Código
de Processo Civil, pág.11).

A regra passa a ser que após a citação (ou notificação no caso da execução de
sentença nos próprios autos) o processo passe a estar disponível para os
executados (e respetivos mandatários) com a exceção dos atos instrutórios da
penhora e dos bens indicados pelo exequente à penhora 1.

A ocultação dos atos processuais é assegurada pelo próprio sistema


informático, estando já pré-definido quais os atos que devem ficar ocultos. Ficam
ocultos os bens indicados à penhora no requerimento executivo enviado via CITIUS,
bem como qualquer requerimento posterior indicando bens à penhora, enviado pelo
mesmo meio.

Para os requerimentos que dão


entrada em papel na secção
central também existe a
possibilidade de ficarem
classificados automaticamente
como ocultos, caso a secretaria
proceda à seleção da opção
“requerimento com indicação
de bens à penhora”.

1
Nos casos em que o requerimento executivo é apresentado em papel e seja possível efetuar a sua
digitalização, deverá ter-se em atenção que os anexos de indicação de bens à penhora (ANEXO P1 a
ANEXO P9) não devem ser incluídos.

10
Foi ainda disponibilizada uma ferramenta para que o Oficial de Justiça,
carregando no lado direito do rato em cima do ato que pretende classificar, possa
escolher se o ato se deve manter oculto ou ficar visível para o executado e
respetivo mandatário. Igual procedimento pode ser adotado caso, por exemplo, seja
determinado mediante despacho judicial que um determinado documento passe a
estar disponível para consulta:

Requerimento

Indicação que o ato se encontra oculto

Nota: A opção disponibilizar documento a Mandatário / ocultar documento a Mandatário


estará associada apenas a determinado tipo de atos processuais previamente definidos, e só
estará disponível em atos praticados após a entrada em vigor do novo CPC.

Relativamente aos atos que passam a ficar disponíveis ao executado (e


respetivo mandatário) a partir da sua citação, será necessário colocar nos detalhes
do interveniente (executado) a informação que já se encontra citado
(Interveniente citado/notificado (cf. art. 626.º CPC)), garantindo desta forma de
igual modo que no caso de pluralidade de executados, apenas aquele em que foi
inserido o detalhe (bem como o respetivo mandatário que lhe esteja associado) passe
a ter acesso ao processo (a seleção dos atos cujo acesso é vedado mesmo após a
citação continua a ser assegurada pelo sistema informático de forma automática).

Nas execuções tramitadas por Agente de Execução, também se encontra disponível a


opção referida no sistema SISAAE, e que transporta de forma automática esse
detalhe para a aplicação CITIUS, pelo que a opção Interveniente citado/notificado
(cf. art. 626.º CPC), apenas terá de ser inserida pelo Oficial de Justiça nas execuções
em que exerça as funções de Agente de Execução.

11
Para aceder aos detalhes do interveniente deverá selecionar o interveniente,
pressionar o botão direito do rato, escolher a opção interveniente, detalhes do
interveniente:

Em alternativa, pode selecionar o interveniente e pressionar a tecla de atalho


“F4”, aparecendo de imediato a janela de detalhes do interveniente:

Execução de Sentença nos próprios autos

A execução de decisão judicial passa, em regra, a ser tramitada nos próprios


autos, sendo tramitada de forma autónoma (consultar texto de apoio: O Que Mudou
no novo Código de Processo Civil, pág.34).

Na prática, o processo de execução de sentença será, regra geral, tramitado


de forma integrada no processo declarativo onde foi proferida a sentença, onde
passamos a ter o processo principal e, dependente desse processo, a execução
integrada. O número de processo do “integrado” é exatamente igual ao processo
onde foi proferida a sentença, mas com a extensão final acrescida de um ponto (.) e
um número (1):

12
O requerimento Executivo (modelo próprio para a execução de sentença) é
dirigido ao processo onde foi proferida a sentença, e fica disponível na secção
central na caixa Gestão da Pasta de Receção, sendo que o sistema informático
assegura de imediato que a finalidade daquele requerimento se destina a gerar um
processo Integrado:

Alerta-se desde logo que onde houver secção especializada de execução,


deve ser remetida a esta, com caráter de urgência, o processo integrado. Nestes
casos está previsto que o juízo de execução tem acesso à consulta da ação principal.

Pendência do Processo Executivo (art.º 551.º n.º 5 do CPC)

O n.º 5 do art.º 551.º do CPC, veio estabelecer que os processos executivos


tramitados por Agente de Execução apenas se encontrem pendentes em tribunal
quando seja requerida ou decorra da lei a prática de ato da competência da

13
secretaria ou do juiz e até à prática do mesmo (consultar texto de apoio: O Que
Mudou no novo Código de Processo Civil, pág.28).

Esta norma aplica-se a todos os processos de execução. O primeiro problema


que se coloca é determinar se os processos já existentes estão dependentes da
prática de algum ato por parte da secretaria ou do juiz. Apenas é possível aferir com
rigor se o processo se encontra nalguma dessas situações consultando e
“classificando” cada um dos processos.

Por forma a facilitar esse procedimento foi criada uma nova pasta de gestão
da secretaria (pendências da Execução (art.º 551.º n.º 5) da qual vão passar a
constar todos os processos que ainda não tenham qualquer indicação da sua
“localização” onde será possível escolher a opção sobre se o processo tem um pedido
pendente, ou se por outro lado não tem qualquer pedido pendente (até à primeira
“classificação” do processo, este considera-se pendente em Tribunal).

Dentro da pasta referida, com o botão direito do rato em cima do processo


(ou processos, através da opção de seleção múltipla) que se pretende classificar,
aparecem as seguintes opções:

Ao escolher a opção Finalização do pedido de intervenção do Tribunal (Art.º


551º n.º5) automaticamente essa informação passa a constar dos detalhes do
processo, e a execução deixa de estar pendente em termos estatísticos no Tribunal
(a secretaria continua, no entanto, a ter acesso ao processo nos moldes já
existentes).

Ao escolher a opção Pedido de intervenção da secretaria ou juiz (Art.º 551º


n.º5) automaticamente essa informação passa a constar dos detalhes do processo, e
a execução, em termos estatísticos, continua como pendente no tribunal a aguardar
que o(s) pedido(s) existente(s) seja(m) satisfeito(s).

Nota: havendo vários pedidos, o oficial de justiça só o classifica como finalizado com
o cumprimento do despacho que recaiu sobre o último pedido ainda não notificado.

14
Nas pastas de gestão já existentes Atos AE para a Secretaria, Atos AE para
Conclusão e Papeis Entrados pode igualmente ser utilizada a ferramenta agora
descrita, com a diferença que a única opção disponível será a de dar a indicação que
existe um pedido de intervenção da secretaria ou do juiz:

A partir do momento que um pedido (ou o último dos pedidos quando exista
mais do que um) deixe de estar pendente, será necessário inserir a informação que o
processo passa para a esfera de atuação do agente de execução. Neste caso, será
necessário aceder aos detalhes do processo (F7), e escolher a opção Finalização do
pedido de intervenção do Tribunal (Art.º 551º n.º5):

Relativamente aos processos cuja distribuição ocorra após 1 de setembro de


2013 irá brevemente ser efetuada pelo sistema informático uma primeira
classificação automática do estado do processo como pendente no agente de
execução nas espécies em que o mesmo se inicia sem intervenção da secretaria
(como é o caso das execuções sumárias). Até que isso se verifique, será igualmente
necessário classificar manualmente esses processos.

15
• Decisões finais e fases estatísticas

No que diz respeito às decisões finais foi atualizada a lista das opções que
passaram a estar disponíveis, uma vez que foi alargado o leque de situações em que
a execução se considera extinta, tendo-se igualmente adaptado algumas das decisões
já existentes ao novo CPC, conforme listagem que se segue:

Extinção - Não envio do título de crédito


Extinção - Recusa do requerimento executivo
Extinção - Sustação integral bens penhorados
Extinção - Adjudicação de direito de crédito (Dação pro
solvendo)
Extinção - Adjudicação de quantias vincendas
Extinção - Pagamento em prestações
Extinção - Acordo global
Extinção - Revogação da sentença exequenda
Extinção - Deserção por falta de impulso processual
Extinção - Falta/insuficiência de bens (Sem pagamento)
Extinção - Falta/insuficiência de bens (Pagamento parcial
voluntário)
Extinção - Falta/insuficiência de bens (Pagamento parcial
coercivo)

O mesmo foi efetuado para a fase informativa dos processos, destacando-se


desde logo as seguintes opções que passam a estar disponíveis nos detalhes do
processo:

Suspensão (art. 740º/741º CPC)


Suspensão (art. 733º, 1/785.º,3/856º,4 CPC)
Sustação (art. 794º CPC)
Suspensão no caso de falência/insolvência (art.793º CPC /
88º CIRE)
Exec. - Citação do Executado (art. 750º, 3/ 855º,4 CPC)
Exec. - Indicação Bens Penhora (art. 750º,1/855º,4 CPC)
Exec. - Aguarda impulso processual (art. 291º CPC )
Exec. - Renovação da execução (art. 850º,1 CPC)

16
Índice
• Introdução ............................................................................................................................. 2
• Fases de Implementação das alterações............................................................................... 3
• Alterações ao nível da Ação declarativa................................................................................ 3
• Procedimentos cautelares..................................................................................................... 7
• Ação Executiva ...................................................................................................................... 7
Distribuição do processo ........................................................................................................... 7
Apresentação Via CITIUS ....................................................................................................... 7
Apresentação em Papel......................................................................................................... 8
Publicidade e acesso ao processo ........................................................................................... 10
Execução de Sentença nos próprios autos.............................................................................. 12
Pendência do Processo Executivo (art.º 551.º n.º 5 do CPC) .................................................. 13
• Decisões finais e fases estatísticas ...................................................................................... 16

Coleção “Processo Civil”

Autor: Direção-Geral da Administração da Justiça - Divisão de


Formação

Titulo: “Impacto do novo CPC na gestão documental e atos


processuais na aplicação CITIUS”

Coordenação técnico-pedagógica:

Elisabete Fonseca, Jorge Ribeiro e José Póvoas

Colaboração:

Miguel Vara e Gabriela Ivo

Coleção pedagógica: Divisão de Formação

1.ª edição

Agosto de 2013

Direção-Geral da Administração da Justiça


Divisão de Formação
Av. D. João II, n.º 1.08.01 D/E – piso 10..º, 1994-097 Lisboa, PORTUGAL
TEL + 351 21 790 64 21 Fax + 351 21 154 51 02 EMAIL cfoj@mj.pt
http://e-learning.mj.pt

17