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Escola Superior de Saúde Santa Maria

III Curso Pós-Licenciatura em Enfermagem de Reabilitação


Ano Letivo 2018/2019

Reabilitação Cardiorrespiratória num doente com


Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica agudizada
- Estudo de Caso –

Unidade Curricular:
Ensino Clínico de Enfermagem de Reabilitação
à Pessoa com Problemas Cardiorrespiratórios

Ana Daniela Oliveira Barbosa Mendes Lima


Nº: 20180079

Porto, Março de 2019


Escola Superior de Saúde Santa Maria
III Curso Pós-Licenciatura em Enfermagem de Reabilitação
Ano Letivo 2018/2019

Reabilitação Cardiorrespiratória num doente com


Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica agudizada
- Estudo de Caso –

Unidade Curricular:
Ensino Clínico de Enfermagem de Reabilitação
à Pessoa com Problemas Cardiorrespiratórios

Orientação:
Prof. Dra. Olga Ribeiro

Enfermeiro Tutor:
Enfermeiro Especialista António Terra

Elaborado por:
Ana Daniela Oliveira Barbosa Mendes Lima
Nº: 20180079

Porto, Março de 2019


ABREVIATURAS E SIGLAS

AVD´s - Atividades de Vida Diárias


CN – Cânula Nasal
CHUP- Centro Hospitalar e Universitário do Porto
DGS – Direção-Geral de Saúde
DPOC – Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica
ECG – Electrocardiograma
EEER - Enfermeiros Especialista em Enfermagem de Reabilitação
IMC – Índice De Massa Corporal
Kg – Quilogramas
O2 – Oxigénio
RFR - Reeducação Funcional Respiratória
RR - Reabilitação Respiratória
SatO2 – Saturação de Oxigénio
SCI – Serviço de Cuidados Intermédios
SCI-UIMC - Serviço de Cuidados Intermédios Medica-Cirúrgica
VNI – Ventilação Não Invasiva
ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO....................................................................................................... 4

2. HISTÓRIA CLINICA……………………………………………………………. 6

2.1. MOTIVO DE INTERNAMENTO……………………………………………. 6

2.2. PROCESSO PATOLÓGICO ATUAL………………………………………… 7

2.3. A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA………………. 10

2.4. TRATAMENTO MÉDICO…………………………………………………... 11

2.5. PROCESSOS PATOLOGICOS ANTERIORES……………………………... 11

2.5.1. Regime medicamentoso………………………………………………. 11

3. PROCESSO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM DE REABILITAÇÃO…. 12

3.1. AVALIAÇÃO INICIAL.................................................................................... 12

3.2. ATITUDES TERAPÊUTICAS/INTERVENÇÕES RESULTANTES………. 18

3.3. FOCOS DE ATENÇÃO / ATIVIDADES DE VIGILÂNCIA………………... 20

3.4. FOCOS DE ATENÇÃO / DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM……….… 21

3.5. AVALIAÇÃO FINAL………………………………………………………... 46

4. CONCLUSÃO……………………………………………………………………. 47

5. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS………………………………………….. 48

6. ANEXOS………………………………………………………………………….. 49

ANEXO I – “cuidados de Enfermagem ao cliente submetido a Traqueostomia”

3
1. INTRODUÇÃO

A elaboração deste estudo de caso advém do processo avaliativo do Ensino Clínico


de Enfermagem de Reabilitação à Pessoa com Problemas Cardiorrespiratórios, que
decorreu entre o período de 4 de Fevereiro a 22 de Março de 2019, no Serviço de
Cuidados Intermédios do Centro Hospitalar Universitário do Porto.

Com a elaboração deste trabalho pretendo atingir os seguintes objetivos:

 Aprofundar conhecimentos relativos à patologia selecionada: a DPOC;


 Elaborar e implementar um Plano de cuidados de Enfermagem de Reabilitação
ao doente do foro cardiorrespiratório;

✓ Refletir sobre a importância deste tipo de cuidados de Enfermagem de


reabilitação aos doentes com patologias respiratórias de acordo com os
resultados obtidos e os ganhos em saúde para o doente;

 Desenvolver o pensamento critico sobre a promoção da saúde e prevenção de


complicações ao doente do foro cardiorrespiratório.

A seleção do caso clínico remete-se a uma doente com patologia respiratória crónica
e que permaneceu internada cerca de dois dias no serviço e do qual que foi submetida a
ventilação não invasiva numa situação agudizada.

Tal como diz no Regulamento das Competências Específicas do Enfermeiro


Especialista em Enfermagem de Reabilitação (Ordem dos Enfermeiros, 2011), o
enfermeiro especialista em Enfermagem de Reabilitação é o profissional de saúde que
cuida e capacita a pessoa com deficiência, limitação da atividade e/ou restrição da
participação, ao longo do ciclo de vida com o objetivo de assegurar e maximizar a
capacidade funcional, prevenir complicações e evitar incapacidades ou minimizar o
impacto das mesmas, ao nível das funções neurológica, respiratória, cardíaca, motora ou
de outras deficiências e incapacidades.

O presente trabalho está dividido em introdução, história clínica, o processo de


cuidados de Enfermagem de Reabilitação, contemplando a avaliação inicial e o plano de

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cuidados individualizado do doente tendo como base o Sclinico e de acordo com a
parametrização nacional. E no final, segue se a respetiva conclusão do estudo de caso.

Por ultimo a pedido do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação do


serviço, foi-me proposto a elaboração de uma formação de serviço sobre
traqueostomias, com o seguinte título: “cuidados de Enfermagem ao cliente submetido a
Traqueostomia”, que segue em anexo.

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2. HISTÓRIA CLÍNICA

2.1. MOTIVO DE INTERNAMENTO

A doente deu entrada no Serviço de Urgência e posteriormente foi internado no


Serviço de Cuidados Intermédios do Centro Hospitalar Universitário do Porto, com o
diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) agudizada e uma infecção
respiratória, com necessidade de ventilação não invasiva (VNI) por insuficiência
respiratória, hipoxémica, no dia 10 de Fevereiro de 2019 onde permaneceu até dia 12 de
Fevereiro de 2019.

2.2. PROCESSO PATOLÓGICO ATUAL

“A DPOC é uma doença comum previsível e tratável caracterizada por sintomas


respiratórios persistentes e limitação ao fluxo aéreo, causado por alterações nas vias
aéreas e nos alvéolos após exposição significativa a partículas e gases nocivos.” (Global
Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease, 2018).

Na DPOC, o diagnóstico pode ser feito associadamente na presença de sintomas


respiratórios crónicos e progressivos como a tosse, expetoração, dispneia, cansaço com
atividade física e pieira, exposição a fatores de risco como o tabaco, poeiras e gases
inalados e baseado nos resultados obtidos em espirometria (nível de evidência A, grau
de recomendação I) (Direção-Geral de Saúde, 2013).

Na avaliação da gravidade da doença também é tido em atenção o impacto da DPOC


na qualidade de vida da pessoa, bem como a frequência das exacerbações e presença de
comorbilidades. Para a avaliação do impacto da doença no quotidiano e bem-estar da
pessoa, é aplicado o teste de Avaliação da DPOC (COPD Assessment Test – CAT),
sendo esta avaliação preferível à escala de avaliação da dispneia “Modified British
Medical Research Council (mMRC), na estratificação da DPOC, segundo Cordeiro &
Menoita (2014, pp.262).

6
A avaliação combinada da DPOC destina-se a classificar a gravidade da doença, o
impacto atual dos sintomas e o risco futuro, através da estratificação por grupos de
gravidade (A-B-C-D). Esta avaliação é efetuada através da presença de sintomas e sua
intensidade (dispneia) e do risco futuro (exacerbações e sua frequência e gravidade
espirométrica) (nível de evidência A, grau de recomendação I). (Direção-Geral de
Saúde, 2013).

Imagem 2: Avaliação combinada da DPOC com base em sintomas, classificação


espirométrica e risco futuro de exacerbações. Fonte: DGS, 2013.

7
Imagem 3: Classificação da DPOC por gravidade da limitação do fluxo aéreo através da
espirometria. Fonte: Cordeiro & Menoita (2014).

Segundo a Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease (2018), a


avaliação combinada para o diagnóstico da DPOC mantem os mesmos critérios de
diagnóstico.
Cordeiro & Menoita (2014, pp. 257-259) descrevem alguns fatores etiológicos na
DPOC como o tabaco, a poluição atmosférica e ambiental, défice de alfa 1 antitripsina
(fator genético conhecido e associado ao desenvolvimento de enfisema em não
fumadores), idade, género e infeções.

Desta forma contextualizando a doente em estudo, a senhora apresenta a sua DPOC


de gravidade GOLD 3 no Grupo D. No Serviço de Urgência do CHUP realizou
radiografia do tórax e abdómen, ECG, colheita de análise sanguíneas e gasometria
arterial em que foi identificado para além da infecção respiratória, uma atelectasia e
insuficiência respiratória tipo 2 cronica sob OLD e VNI nocturna agravada por acidemia
com necessidade de VNI.

A VNI é um método de suporte ventilatório aplicado na via aérea superior, com


recurso a uma interface e sem a presença de um método invasivo, por exemplo um tubo
endotraqueal ou a máscara laríngea. Tem como finalidade aumentar a ventilação
alveolar, corrigindo as trocas gasosas de forma a reverter e prevenir quadros de

8
insuficiência respiratória, reduzindo sintomas como a dispneia bem como diminuir o
esforço ventilatório. (Ordem dos Enfermeiros, 2018, pp.235).

O seu tratamento muito tem beneficiado, para além dos tratamentos convencionais,
com a Reabilitação Respiratória (RR) e a Ventilação Não Invasiva (VNI). Neste
contexto, Araújo, Camisasca, Britto e Parreira (2005), referem que o enfoque está na
redução do trabalho dos músculos respiratórios, e promoção de melhores níveis de
tolerância ao esforço.

Segundo Hoo e Byrd Jr. (2014), em contexto hospitalar, as exacerbações da DPOC


constituem a condição ideal para a implementação da VNI, dada a rápida reversibilidade
do seu quadro clínico. Isto porque permite, reduzir o trabalho dos músculos
respiratórios, a frequência respiratória, otimizar as trocas gasosas por recrutamento de
alvéolos hipoventilados, bem como, manter as barreiras de defesa natural e diminuir o
auto-PEEP - Positive Expiratory End Pressure (Delgado et al., 2012; Ferreira, Nogueira,
Conde & Taveira, 2009). Neste contexto, a doente em estudo iniciou VNI contínuo com
o objetivo de melhorar as trocas gasosas pulmonares, reverter a hipoxémia, aliviar o
desconforto respiratório e a fadiga dos músculos respiratórios.

2.3 A IMPORTÂNCIA DA REABILITAÇÃO RESPIRATÓRIA

A Enfermagem de Reabilitação é uma área de intervenção da enfermagem que tem


por objetivo prevenir, recuperar e habilitar de novo, as pessoas vítimas de doença súbita
ou descompensação de processo crónico, que provoquem défice funcional ao nível
cognitivo, sensorial, motor, cardiorrespiratório, da alimentação e da sexualidade,
promovendo a maximização das capacidades funcionais da pessoa, potenciando o seu
rendimento e desenvolvimento pessoal (Ordem dos Enfermeiros, 2011).
Constitui-se como uma área de intervenção clínica reconhecida, dando resposta a
necessidades concretas da população e às novas exigências em cuidados, contribuindo
fortemente para a obtenção de ganhos em saúde em todos os contextos da sua prática,

9
expressos na prevenção de incapacidades e na recuperação das capacidades
remanescentes, habilitando a pessoa a uma maior autonomia (Ordem dos Enfermeiros,
2011).
O Colégio da Especialidade de Enfermagem de Reabilitação, segundo o regulamento
nº 125/2011, define três competências específicas para o Enfermeiro de Reabilitação:
1- Cuida de pessoas com necessidades especiais ao longo do ciclo de vida em todos os
contextos da prática de cuidados;
2- Capacita a pessoa com deficiência, limitação da atividade e/ou restrição da
participação para a reinserção e o exercício da cidadania;
3- Maximiza a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa.
Para a implementação dos programas de reeducação funcional cardiorrespiratória, os
enfermeiros especialistas em Enfermagem de Reabilitação (EEER) recorrem a um
conjunto de competências, entre elas a reeducação funcional respiratória (RFR).
A RFR consiste num conjunto de técnicas, baseadas essencialmente no controlo da
respiração, posicionamento e movimento, para melhorar as trocas gasosas e os sintomas
resultantes das alterações fisiopatológicas da doença (Gomes & Ferreira, 2016, citado
em Marques Vieira & Sousa, 2016, p.253).

A Reabilitação Respiratória (RR) é definida como a “intervenção global e


multidisciplinar, baseada na evidência, dirigida a doentes com doença respiratória
crónica, sintomáticos e, frequentemente, com redução das suas atividades de vida
diária”, (Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease, 2018, p.26).

A doença respiratória crónica está associada a um elevado grau de incapacidade, com


o seu agravamento, a atividade física da pessoa diminui, facto que se traduz por dispneia
e fadiga ao realizar esforços físicos. Esta intolerância progressiva ao exercício leva ao
condicionamento e posterior limitação nas atividades de vida diária da pessoa,
reduzindo a sua qualidade de vida.
Deste modo, os objetivos da RR são o alívio desses sintomas diminuindo as
limitações da atividade, promovendo assim a participação do doente na vida social,
aumentando a sua qualidade de vida global. A longo prazo, a RR pode contribuir para a
diminuição da utilização de recursos de saúde por parte destes doentes, bem como na

10
prevenção de admissões hospitalares, diminuição do número de dias de internamento,
aumento da capacidade de autocontrolo da doença e na redução da dependência dos
serviços de saúde (Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease, 2018,
p.29).

É da competência e responsabilidade do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de


Reabilitação (EEER), a elaboração de programas de RR adaptados às necessidades da
pessoa com DPOC, a sua implementação, e orientação das equipas na consecução dos
mesmos ( Diez, 2012). Neste âmbito o EEER tem um papel muito importante no
sucesso da VNI através da RFR dado que melhora a tolerância ao esforço e diminui a
dispneia assim como assegura a permeabilidade da via aérea (Severino, S., 2016, citado
em Marques Vieira & Sousa, 2016, pp.365). A RFR no doente com uma DPOC
agudizada, contribui para a limpeza e manutenção das vias aéreas, controlo da
respiração e melhoria da dispneia e da tolerância ao esforço, contribuindo assim para a
autonomia do doente.

2.4 TRATAMENTO MÉDICO

Terapêutica Dose Via Horário

Acetilcisteína 600mg Oral 22h

Brometo de ipratropio +
0.52+3mg Inalatório 7h, 15h e 23h
salbutamol

Brometo de ipatropio( inalação


20 ug Inalatório 7h, 15h e 23h
pela camera expansora)

11
Terapêutica Dose Via Horário

Citrato de sódio
+laurilsulfoacetato de sódio 2 bisnagas Rectal SOS
(mocrolax)

Enoxaparina sódica 40mg Subcutânea 12h

Haloperidol 1mg Endovenosa SOS

Levetiracetam 500mg Oral 9h e 21h

Lorazepam 1mg Oral 23h

Metoclopramida 10mg Oral SOS

Nicotina 20cm Transdermico 9h

Pantoprazol 40mg Oral 7h

Paracetamol 1000mg Oral SOS

6h, 12h, 18h,


Piperacilina + tazobactam 4000+500mg Endovenosa
00h

Prednisolona 40mg Oral 9h

2.5 PROCESSOS PATOLÓGICOS ANTERIORES

A doente tem como antecedentes pessoais: DPOC GOLD 3 GRUPO D (enfisema,


bronquiectasia), tabagismo ativo, tuberculose pulmonar, quadro de sub-oclusão
abdominal, obstipação cronica, epilepsia de inicio tardio, depressão, patologia
osteoarticular degenerativa, dor cronica torocolombar e dislipidemia.

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2.5.1 Regime medicamentoso

Medicação habitual do doente: Spiriva® 18ug 1xdia (manhã), Brisomax® 50/500ug


2xdia (manhã/noite), Teofilina 250mg 1xdia (manhã), Lorsedal® 2,5mg 1xdia (jantar),
Combivent® em SOS, Movicol® em SOS, Rosuvastatina ®10mg 1xdia (noite),
levetiracetam® 500mg 3xdia (peq. Almoço, almoço e jantar), Prednisolona® 5mg 1xdia
(manhã), VNI nocturna e OLD 1 l/min a 2 l/min por CN em 24h.

2.6 REFERENÇIAIS TEORICOS

As doenças respiratórias são um grave problema de saúde mundial, com grande


impacto também no nosso país. Entre estas, a que tem maior prevalência, é a Doença
Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que afeta em todo o mundo cerca de 210
milhões de pessoas e em Portugal cerca de 800 mil, sendo atualmente a segunda causa
de internamento por doença respiratória, o que segundo o Relatório do Observatório
Nacional de Doenças Respiratórias, conduz a graus de incapacidade relevantes e
elevada mortalidade (Teles de Araújo, 2013).

Segundo Pereira et al. (2010), a dispneia, como o sintoma mais prevalente, desta
doença, leva a pessoa a diminuir progressivamente a sua atividade física, criando um
ciclo vicioso, de dispneia-inatividade-dispneia, que pode levar a limitações no
desempenho das atividades de vida diária (AVD), determinando um quadro crónico de
inatividade física e sedentarismo.

Virgínia Henderson defende que a enfermagem tem com o objetivo primordial ajudar
as pessoas doentes ou saudáveis a realizar as atividades que contribuem para a saúde, a
sua recuperação ou uma morte pacífica, o qual fariam por si próprios se tivessem a
força, vontade ou conhecimentos necessários (Henderson & Nite, 1978).

13
Para Henderson & Nite (1978) a função do enfermeiro é de extrema complexidade
pois requer identificação e compreensão de todos os tipos de pessoas, incluindo as
pessoas criticamente doentes. Este conceito requer que as enfermeiras compreendam as
necessidades fundamentais da pessoa de forma a poderem ajudá-la a satisfazer essas
necessidades, para que possam ter uma vida tão produtiva quanto possível mesmo
durante a doença. A Escola das Necessidades na qual se integra a teoria de Virgínia
Henderson está inserida no paradigma da integração. Este paradigma reconhece os
elementos e as manifestações de um fenómeno e integra o contexto específico em que se
situa um fenómeno (Kérouac, 2002). O paradigma da integração orienta os cuidados de
enfermagem para a pessoa (Kérouac, 2002).

Henderson (2004, p. 4) descreve o conceito de enfermeira “como um substituto para o


que falta ao doente para o tornar “completo”, “um todo” ou “independente”, pela falta
de força física, vontade ou conhecimento”. Para esta autora “a enfermeira deve, em
certo sentido, colocar-se “na pele” de cada doente de modo a conhecer, não apenas o
que o doente quer, mas também o que ele precisa para manter a vida e readquirir a
saúde” (Henderson, 2004, p. 4).

A pessoa como um todo apresenta 14 Necessidades Humanas Fundamentais (NHF)


comuns a todos os seres humanos, quer estejam doentes ou não. Ter satisfeitas as 14
Necessidades Humanas Fundamentais não é essencial à vida mas disso depende o todo
da pessoa, sendo que a importância de cada necessidade varia de pessoa para pessoa e
ao longo do tempo. Para Bolander (1998, p. 312) “uma necessidade é uma exigência ou
uma falha. Todas as pessoas têm necessidades fundamentais que se esforçam por
satisfazer”. Estas necessidades podem ser físicas e psicológicas e a importância de cada
uma delas depende de cada pessoa e ao longo do tempo. Alguns dos aspectos que
influenciam o valor atribuído a cada necessidade são as expetativas pessoais, influência
sócio-cultural, saúde física e nível de desenvolvimento psicofisiológico (Bolander,
1998, p.312).

A utilização deste modelo teórico possibilitou uma linha orientadora para a minha
prestação de cuidados á D.R (utente por mim seleccionada para a realização deste

14
estudo de caso). Foi essencial para a valorização da comunicação não só enquanto
necessidade humana fundamental em si mesma, mas também na identificação de outras
necessidades humanas fundamentais potencialmente afectadas (por exemplo a
necessidade respiratória), no sentido de desenvolver as minhas competências referentes
à questão da relação terapêutica com a pessoa face à situação de alta complexidade do
seu estado de saúde de forma contribuir para a maior autonomia do doente.
De acorto com Henderson & Nite (1978, p.942) refere-se ainda à responsabilidade de
os enfermeiros utilizarem conscientemente a comunicação para informar, confortar, dar
suporte e ajudar os doentes a tolerar o que parece intolerável. A competência da
comunicação é indispensável para lidar com os aspetos emocionais da doença, bem
como, para promover a relação de ajuda.

15
3. PROCESSO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM DE
REABILITAÇÃO

O processo de cuidados de enfermagem de reabilitação é um processo


individualizado e adequado às necessidades de cada doente. Ao conjunto de
informações recolhidas junto da pessoa com necessidade de cuidados de Reabilitação
denomina-se avaliação inicial. (Ordem dos Enfermeiros, 2018). A mesma fonte
considera a capacidade de realizar uma correta avaliação como uma competência
essencial para os enfermeiros permitindo a estruturação de um plano de reabilitação
respiratória individualizado.
Primeiramente foi realizada a colheita de dados para a avaliação inicial, identificação
das atitudes terapêuticas, os focos de atenção e atividades de vigilância e seguidamente
o seu respetivo plano de cuidados especializados de Enfermagem de Reabilitação de
acordo com a terminologia da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
(CIPE®), promovida pelo Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN), mais recente,
versão 2015.

3.1. AVALIAÇÃO INICIAL

DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS

 Pessoa
A D. RMAAMV tem 79 anos de idade, casada e neste momento encontra-se reformada
tendo sido advogada. Vive com o marido. O casal teve duas filhas, a filha mais velha já
faleceu e a filha mais nova, o genro e netos residem perto de sua casa.

 Família/Suporte Social
Atualmente a D. R. compõe uma família do tipo casal e encontra-se na etapa do ciclo
vital família com filhos adultos. A família é constituída por 7 elementos.
Apesar de a filha da utente não residir na mesma casa que esta é muito presente e
participativa no processo patológico da mãe acompanhando-a a consultas.

16
 Genograma

Símbolos de
Genograma Rótulo da Relação Emocional
2 Amizade / Próximo
2 Harmonia
2 Amor

Masculino Feminino Falecimento


79 78

F. V R. V

Rótulo da Relação Familiar


1 Casamento

60 54 60

J. M A. V H. V

29 26 21

T. M F. M L. M

 Ecomapa

Amigos
CHUP Símbolos de
Genograma

Masculino Feminino Falecimento

Escritorio 79

F. V
78

R. V

de Rótulo da Relação Familiar Rótulo da Relação Emocional


centro
advogados 1 Casamento 1 Distante

de 1 Normal
3 Amizade / Próximo

60 54 60
saude 1 Dependente
1 Distante-Hostil
J. M A. V H. V
5 Harmonia
2 Amor

29 26 21

T. M F. M L. M 13

Igreja
Familia
alargada

17
 Edifício Residencial
A doente reside com o marido casa própria com quatro quartos, sala, cozinha e três WC
– um wc com banheira e dois com chuveiro. Não tem aquecimento central, mas dispõe
de boa exposição solar. Possui água canalizada, saneamento e electricidade.

CONDIÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA – PROCESSOS CORPORAIS

 Processo do Sistema Nervoso


A D. R. apresentou, ao longo internamento nos SCI-UIMC, períodos de
desorientação no tempo e espaço com score de 14 da Escala de Coma de Glasgow. A
atividade motora foi sempre normal.

 Processo do Sistema Circulatório


Valor de frequência cardíaca: 94 bpm
Valor de Tensão Arterial Sistólica: 147 mmHg
Valor de Tensão Arterial Diastólica: 60 mmHg

 Processo do Sistema Respiratório


Valor de frequência Respiratória: 14 cpm
Valor de saturação de Oxigénio: 83% (ar ambiente)
Com sinais de dispneia funcional.
Apresenta uma respiração irregular e mista.
O expetorar é eficaz com secreções mucopurulentas.

 Processo do Sistema Gastrointestinal


A doente apresenta controlo de esfíncteres. Segundo o mesmo, o padrão de eliminação
intestinal é em dias alternados – variável com o tipo de alimentação que faz. Refere
última dejeção a 09-02-2019.

18
 Processo do Sistema Urinário
Apresenta controlo de esfíncter com várias micções por dia em normal quantidade e de
cor amarelo. Durante o internamento para controlo e registo da diurese pelo que foi
colocado cateter urinário.

 Processo do Sistema Tegumentar


Pele seca embora íntegra. Ausência de feridas ou úlceras de pressão.
Valor na Escala de Braden: 21

 Processo do Sistema Sensorial


Audição normal.
Visão normal.
Refere dor cronica torocolombar.

 Processo do Sistema Musculoesquelético


Apresenta força muscular normal nos quatro membros. Grau 5/5 na Escala de Council.
Tónus muscular normal. Grau 0 na Escala de Ashworth Modificada.
Não apresenta espasticidade nem rigidez articular.
Sem alterações de equilíbrio. Valor no índice de Tinetti:24/28 – equilíbrio estático e
dinâmico.

 Processo do Sistema Regulador


Temperatura Corporal: 37ºC

 Processo do Sistema Imunitário


Desconhece alergias alimentares ou medicamentosas.

 Processo Corporal: Repouso


Apresenta sono com padrão regular entre as 23h e as 7h. Refere por vezes insónia
inicial.

19
 Sensibilidade
A D. R. apresenta sensibilidade tátil, dolorosa e térmica normal a nível proximal e distal
nos quatro membros.

CONDIÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA – PROCESSOS PSICOLÓGICOS

 Cognição
Estado cognitivo comprometido.

 Memória
Memória longo prazo efetiva; memória curto prazo comprometida.

 Emoções
Não apresenta tristeza ou luto. Por períodos demonstra ansiedade e medo com o atual
estado de saúde e limitações.

 Atitudes
Aceitação do estado de saúde comprometida.
Força de vontade presente.
Atitude facilitadora face ao processo patológico, cuidados, regime terapêutico e gestão
de medicação.

CONDIÇÕES DE SAÚDE DA PESSOA – COMPORTAMENTOS DO PRÓPRIO

 Comportamento Interativo
Comunicação Efetiva

20
 Abuso de Substâncias
Nega abuso de álcool, tabaco ou drogas.

 Autocuidado

 Tomar Banho:
Entra e sai do chuveiro – completamente independente
Obtém objetos para o banho – completamente independente
Abre a torneira – Completamente independente
Regula a temperatura da água – completamente independente
Regula o fluxo de água – completamente independente
Aplica o gel de banho – completamente independente
Lava a parte superior do corpo – completamente independente
Lava a parte inferior do corpo – Necessita de ajuda de pessoa
Seca a parte superior do corpo – Completamente independente
Seca a parte inferior do corpo – Necessita de ajuda de pessoa

Possui tapete antiderrapante na base do chuveiro como equipamento de apoio. Apesar


de no momento de admissão ainda não apresentar conhecimento sobre estratégias
adaptativas para tomar banho, demonstra potencial para melhorar o conhecimento sobre
estratégias adaptativas bem como potencial para melhorar a capacidade para o uso das
mesmas.

 Arranjar-se:
Penteia ou escova os cabelos – completamente independente
Barbeia-se – não se aplica
Aplica maquilhagem- completamente independente
Cuida das unhas – completamente independente

21
Usa um espelho – completamente independente
Aplica desodorizante – completamente independente
Mantém o nariz desobstruído e limpo – completamente independente
Mantém a higiene oral – completamente independente

A D. R. demonstra conhecimento sobre estratégias adaptativas para arranjar-se.

 Vestir-se e Despir-se:
Escolhe as roupas – completamente independente
Retira as roupas da gaveta e do armário – completamente independente
Segura as roupas – completamente independente
Veste a parte superior do corpo – completamente independente
Veste a parte inferior do corpo – completamente independente
Despe a parte superior do corpo – completamente independente
Despe a parte inferior do corpo – completamente independente
Abotoa as roupas – completamente independente
Desabotoa as roupas – completamente independente
Usa cordões para amarrar – completamente independente
Usa fechos – completamente independente
Calça as meias – completamente independente
Descalça as meias – completamente independente
Calça os sapatos – completamente independente
Descalça os sapatos – completamente independente

Mostra conhecimento sobre estratégias adaptativas para vestir-se e despir-se bem como
capacidade para o uso das mesmas.

 Alimentar-se:
Prepara os alimentos para a ingestão – completamente independente
Abre e fecha os recipientes – completamente independente
Utiliza os utensílios – completamente independente

22
Coloca os alimentos nos utensílios – completamente independente
Pega no copo ou chávena – completamente independente
Leva os alimentos à boca com os dedos – completamente independente
Leva os alimentos à boca com recipiente – completamente independente
Bebe por copo ou chávena – completamente independente
Coloca os alimentos na boca – completamente independente
Mastiga os alimentos – completamente independente
Conclui uma refeição – completamente independente

Não necessita de equipamentos de apoio.


Possui conhecimento sobre estratégias adaptativas para alimentar-se.
Apresenta mastigação e deglutição efetivas.
Refere alimentar-se cerca de três vezes por dia no domicílio. Mostra apreciar mais
carne, no entanto, assume gostar de todo o tipo de alimentos.
Status Nutricional adequado
Peso corporal: 66,400kg
Altura: 1,65m
Índice de Massa Corporal: 24,39

 Usar o sanitário:
Ocupa e desocupa o sanitário – completamente independente
Tira as roupas – completamente independente
Posiciona-se na sanita ou na arrastadeira – completamente independente
Faz a higiene íntima após urinar/evacuar: completamente independente
Ergue-se da sanita – completamente independente
Ajusta as roupas após a higiene íntima: completamente independente

A D. R possui conhecimento sobre estratégias adaptativas para usar o sanitário.

 Virar-se:

23
Move o corpo, aliviando as zonas de pressão – completamente independente
Roda o corpo de forma a alternar os posicionamentos – completamente independente
Posiciona-se com alinhamento corporal correto – completamente independente

Demonstra conhecimento sobre estratégias adaptativas ao virar-se.

 Transferir-se:
Move o corpo na direção do bordo da cama e fica sentado com equilíbrio –
completamente independente
Transfere-se da cama para a cadeira/cadeirão – completamente independente
Transfere-se da cadeira/cadeirão par a cama – completamente independente

Não necessita de equipamento de apoio.


Possui conhecimento sobre estratégias adaptativas para transferir-se.

 Andar:
Caminha de um modo eficaz- completamente independente
Caminha a um ritmo lento – completamente independente
Caminha a um ritmo moderado – necessita de ajuda de pessoa
Caminha a um ritmo acelerado – necessita de ajuda de pessoa
Sobe escadas – completamente independente
Desce escadas – completamente independente
Caminha em aclives – completamente independente
Caminha em declives – completamente independente

Não necessita de equipamento de apoio para andar.


Demonstra conhecimento sobre as estratégias adaptativas para andar bem como
potencial para melhorar o conhecimento e a capacidade para as mesmas e para o seu
uso.

24
Usar a cadeira de rodas: Não se aplica

 Adesão
A D. R. apresenta conhecimento sobre todo o processo patológico, sobre o regime
medicamentoso, bem como possuiu capacidade para gerir o seu regime medicamentoso.

 Processo Espiritual
Demonstra crença na religião católica.

 Recursos Sociais e de Saúde


A D. R. refere ter enfermeiro e médico de família. Tem uma rede de suporte familiar
eficaz e ainda alguns amigos com quem convive frequentemente não necessitando, por
isso, de qualquer apoio social.

3.2. ATITUDES TERAPÊUTICAS/INTERVENÇÕES RESULTANTES DAS


ATITUDES TERAPÊUTICAS

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Atitude Terapêutica Monitorização de sinais vitais
Monitorizar tensão arterial (2/2h)

Intervenções Monitorizar frequência cardíaca (2/2h)

resultante da atitude Monitorizar temperatura (1xturno)

terapêutica Monitorizar frequência respiratória (2/2h)


Monitorizar dor (2/2h)

TA – 147/60mmHg
Dados
FC – 95bpm

25
Data de Início 10 de Fevereiro de 2019
Temperatura – 37ºC
FR – 14cpm
Dor - 3
Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Atitude Terapêutica Monitorizar
Intervenções Diurese (2/2h)
resultante da atitude Balanço Hídrico (24/24h)
terapêutica Glicemia capilar (antes das principais refeições)

Diurese: débitos urinários entre 40-70ml a cada 2 horas.


Dados Balanço Hídrico: + 100, positivo
Glicemia capilar: 169 mg/dl

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Atitude Terapêutica O2 para objectivos [88- 92%]
Intervenções
Monitorizar saturação de oxigénio (2/2h)
resultante da atitude
Gerir oxigenoterapia
terapêutica
Dados SpO2 – valores variáveis entre 88% - 93% (CN 2l/min)
Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Atitude Terapêutica Vigiar nível de consciência

Intervenções Monitorizar consciência através da Escala de Coma de


Glasgow (2/2h)

26
Data de Início 10 de Fevereiro de 2019
resultante da atitude
terapêutica
Dados
 Abertura ocular – espontânea: 4
 Resposta verbal – orientada: 4
 Resposta motora – obedece a ordens: 6
ECG: 14

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Atitude Terapêutica Elevar cabeceira do leito a 30º
Intervenções
Elevar cabeceira do leito a 30º para refeições (8h30, 10h,
resultante da atitude
12h, 15h30, 18h, 22h)
terapêutica
Dados Elevado leito a 30º para refeições
Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


VNI contínuo
Atitude Terapêutica
IPAP: 22 e EPAP: 7
Intervenções
Manter VNI contínuo.
resultante da atitude
terapêutica
Dados Cumpriu VNI contínuo.

Data de Termo 11 de Fevereiro de 2019 ( 9h).

27
Data de Início 11 de Fevereiro de 2019
VNI contínuo
Atitude Terapêutica
IPAP: 22 e EPAP: 7
Intervenções
Manter VNI contínuo com pausas de 2h.
resultante da atitude
terapêutica
Dados Cumpriu VNI (pausa de VNI 2h) com O2 a 2 L/min.

Data de Termo 11 de Fevereiro de 2019

Data de Início 11 de Fevereiro de 2019


VNI
Atitude Terapêutica
IPAP: 22 e EPAP: 7
Intervenções
resultante da atitude Manter VNI nocturno.
terapêutica
Dados Cumpriu VNI (noturno) com O2 a 2L/min

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019 (7h).

Data de Início 12 de Fevereiro de 2019


VNI (IPAP: 22 e EPAP: 7)
Atitude Terapêutica
Oxigenoterapia por CN para Sat.O2 88-92%
Intervenções
resultante da atitude Manter oxigenoterapia.
terapêutica
Dados Cumpriu oxigenoterapia.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019.

28
3.3.FOCOS DE ATENÇÃO/ATIVIDADES DE VIGILÂNCIA

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019


Foco de Atenção Vigiar

Expectoração
Perdas sanguíneas
Atividade de
Vigilância Eliminação intestinal
Confusão
Convulsões
Dados Parâmetros avaliados durante o internamento e sem
intercorrências.
Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Atenção
Ventilação

Vigiar a ventilação;
Atividade de
Monitorizar saturação de O2;
Vigilância
Monitorizar frequência respiratória.
Dados Estável durante o internamento, sem agudizações.
Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

29
3.4.FOCOS DE ATENÇÃO/DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Autocuidado de higiene

Avaliar auto cuidado: higiene


Avaliar capacidade para o uso de estratégias adaptativas para
o auto cuidado: higiene
Atividade de Avaliar potencial de reconstrução de autonomia
Diagnóstico Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre
estratégias adaptativas para autocuidado de higiene
Avaliar o potencial para melhorar a capacidade para usar
estratégias adaptativas para autocuidado de higiene

Avaliar autocuidado de higiene:


 Obter objetos para o banho – necessita de ajuda de
pessoa (roupa, produtos de higiene)
 Abrir a torneira e regular a temperatura da água –
completamente independente
Critério de  Lavar a metade superior do corpo – necessita de
Diagnóstico ajuda de pessoa
 Lavar a metade inferior do corpo – necessita de ajuda
de pessoa
 Secar a parte superior do corpo – necessita de ajuda
de pessoa
 Secar a parte inferior do corpo – necessita de ajuda
de pessoa

30
Avaliar capacidade para o uso de estratégias adaptativas para
o auto cuidado: higiene:
 Usar dispositivos- não demonstra
 Utilizar estratégias adaptativas para o auto cuidado:
higiene - não demonstra

Avaliar potencial de reconstrução de autonomia:


 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde- Reduzida
 Força de vontade expressa na aprendizagem-
Moderada
 Crença demonstrada que é capaz de recuperar-
Reduzida
 Desejo expresso em se tornar mais independente-
Moderado
 Motivação, proactividade e envolvimento no
processo de ensino- Moderado
 Capacidade cognitiva - Moderado
 Capacidade física – Reduzida

Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre


estratégias adaptativas para autocuidado de higiene:

• Capacidade cognitiva – sim


• Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – sim
• Força de vontade expressa na aprendizagem – sim
• Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

31
Avaliar capacidade para o uso de estratégias adaptativas para
o autocuidado de higiene:
• Usar dispositivos – não demonstra (não utilizava um
banco dentro do chuveiro)
• Utilizar estratégias adaptativas para tomar banho - não
demonstra

Avaliar potencial para melhorar a capacidade para usar as


estratégias adaptativas para o autocuidado de higiene:

• Capacidade física – sim


• Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde - sim
• Força de vontade expressa para a aprendizagem –
sim
• Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Capacidade para tomar banho comprometida


Conhecimento sobre estratégias adaptativas para tomar
banho diminuído
Potencial para melhorar o conhecimento sobre estratégias
adaptativas
Diagnóstico de
Potencial para melhorar a capacidade no uso de estratégias
Enfermagem
adaptativas
Capacidade para usar estratégias adaptativas para tomar
banho diminuída
Potencial para melhorar a capacidade para usar estratégias
adaptativas para tomar banho

Objetivos
Promover a autonomia no autocuidado tomar banho.

32
Melhorar conhecimento sobre estratégias adaptativas para
tomar banho.
Melhorar capacidade para usar estratégias adaptativas para
tomar banho.

Assistir o autocuidado de higiene no chuveiro


Identificar necessidade de equipamento adaptativo para o
autocuidado: higiene (banco)
Incentivar autocuidado: higiene (sentado) no chuveiro
Instruir autocuidado: higiene (sentado) no chuveiro
Instruir o auto cuidado: higiene com dispositivos (barras de
apoio)
Incentivar o auto cuidado: higiene com dispositivos (barras
Intervenções de de apoio)
Enfermagem Ensinar sobre estratégias adaptativas no autocuidado higiene
no chuveiro (fletir joelhos ao invés apoiando a perna que
quer lavar na perna contrária)
Ensinar sobre dispositivos para o auto cuidado: higiene
Ensinar sobre estratégias adaptativas
Providenciar dispositivos para o autocuidado de higiene
(banco/cadeira sanitária, esponja de cabo longo)
Treinar o auto cuidado: higiene usando dispositivos (barras
de apoio.

Capacidade para tomar banho melhorada


Conhecimento sobre estratégias adaptativas para tomar
Resultados de
banho melhorado
Enfermagem
Capacidade para usar estratégias adaptativas para tomar
banho melhorada

Avaliação de A D. R melhorou a capacidade para o autocuidado tomar

33
Enfermagem banho bem como o conhecimento das estratégias para este
autocuidado e a capacidade de as usar.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Ventilação

Avaliar ventilação
Avaliar o conhecimento sobre ventilação
Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre
ventilação
Atividade de
Avaliar a capacidade para usar estratégias adaptativas sobre
Diagnóstico
ventilação
Avaliar capacidade para otimizar a ventilação
Avaliar o potencial para melhorar a capacidade para usar
estratégias adaptativas sobre ventilação
Avaliar ventilação:
 Ventilação mecânica (invasiva/não invasiva) – Sim
 Frequência respiratória >20cr/min – Sim
 Frequência respiratória<12cr/min – Não
 Saturações de O2 inferior 94% - Sim
 Ritmo respiratório irregular – Sim
Critério de
 Alterações da amplitude torácica – Sim
Diagnóstico
 Pausas inspiratórias – Não
 Pausas expiratórias – Não
 Uso de músculos acessórios – Sim
 Assimetria do tórax – Não
 Presença de ruídos adventícios – Sim

34
Avaliar o conhecimento sobre ventilação:
 Exercícios respiratórios – não demostra
 Processo patológico – demonstra
 Posicionamento terapêutico – não demostra
 Dispositivos respiratórios – não demostra
 Inaloterapia – demonstra
 Complicações do processo patológico – não
demonstra

Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre


ventilação:
 Capacidade cognitiva – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – sim
 Força de vontade expressa na aprendizagem – sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Avaliar capacidade para o uso de estratégias adaptativas


sobre ventilação:
 Usar dispositivos – não demonstra
 Utilizar estratégias adaptativas sobre ventilação - não
demonstra

Avaliar potencial para melhorar a capacidade para usar as


estratégias adaptativas sobre ventilação :
 Capacidade física – sim

35
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde - sim
 Força de vontade expressa para a aprendizagem –
sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Avaliar capacidade para otimizar a ventilação:


 Usar os dispositivos respiratórios- demostra
 Executar inaloterapia- demostra
 Executar exercícios respiratório- não demostra
 Executar posicionamentos – não demostra

Ventilação comprometida
Conhecimento sobre ventilação diminuído
Potencial para melhorar o conhecimento sobre ventilação
Diagnóstico de
Capacidade para usar estratégias adaptativas sobre
Enfermagem
ventilação diminuída
Potencial para melhorar a capacidade para usar estratégias
adaptativas sobre ventilação

Otimizar ventilação.
Promover uma ventilação eficaz.
Objetivos Melhorar conhecimento sobre ventilação.
Melhorar capacidade para usar estratégias sobre ventilação.

36
Assistir a pessoa através de técnica respiratória (dissociação
de tempos respiratórios)
Executar cinesiterapia respiratória
Executar técnica costal inferior bilateral
Executar técnica costal inferior unilateral
Elevar a cabeceira da cama
Executar técnica de reeducação diafragmática
Intervenções de
Gerir oxigenoterapia
Enfermagem
Incentivar técnica respiratória
Instruir sobre estratégias para otimizar ventilação
Incentivar a executar técnica respiratória
Incentivar repouso
Vigiar adaptação ao ventilador
Vigiar respiração

Ventilação melhorada
Conhecimento sobre ventilação melhorado
Resultados de
Capacidade para usar estratégias adaptativas sobre
Enfermagem
ventilação melhorada

A D. R melhorou a ventilação bem como o conhecimento


Avaliação de sobre a mesma e a capacidade de utilizar estratégias
Enfermagem adaptativas. Desta forma foi possível realizar desmame
ventilatório sem intercorrências.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

37
Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Dispneia

Avaliar dispneia
Avaliar conhecimento sobre prevenção de dispneia
Atividade de
Avaliar potencial para melhorar conhecimento
Diagnóstico
Avaliar capacidade para otimizar respiração
Avaliar potencial para melhorar capacidade

Avaliar a dispneia:
 Adejo nasal – Sim
 Alteração da profundidade respiratória – Sim
 Sons respiratórios adventícios – Sim
 Expiração com lábios franzidos – Sim
 Esforço respiratório em repouso – Não
 Esforço respiratório para pequenos esforços – Sim
 Uso de músculos acessórios – Sim

Avaliar o conhecimento sobre dispneia:


Critério de  Processo patológico – demonstra
Diagnóstico  Complicações- não demonstra
 Dispositivos respiratórios- demonstra
 Oxigenoterapia- demonstra
 Inaloterapia - demonstra
 Conservação de energia - não demonstra

Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre


dispneia:
 Capacidade cognitiva – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – sim

38
 Força de vontade expressa na aprendizagem – sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Avaliar capacidade para otimizar respiração:


 Usar dispositivos – não demonstra
 Utilizar estratégias adaptativas para otimizar
respiração - não demonstra

Avaliar potencial para melhorar a capacidade para otimizar


respiração:
 Capacidade física – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde - sim
 Força de vontade expressa para a aprendizagem –
sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim
Dispneia
Conhecimento sobre dispneia diminuído
Potencial para melhorar o conhecimento sobre dispneia
Diagnóstico de
Capacidade para otimizar respiração diminuída
Enfermagem
Potencial para melhorar a capacidade para otimizar
respiração

Melhorar dispneia
Objetivos Melhorar conhecimento sobre dispneia
Melhorar capacidade para otimizar respiração

39
Assistir a pessoa a otimizar a respiração através de técnica
respiratória
Gerir a atividade do doente
Gerir oxigenoterapia
Planear atividade
Intervenções de
Vigiar respiração
Enfermagem
Informar sobre dispneia
Ensinar sobre dispneia
Ensinar sobre conservação de energia
Ensinar sobre complicações da doença
Instruir sobre técnicas para otimizar respiração
Treinar técnicas para otimizar respiração

Dispneia melhorada
Resultados de
Conhecimento sobre dispneia melhorado
Enfermagem
Capacidade para otimizar respiração melhorada

Avaliação de A D. R melhorou a dispneia bem como o conhecimento


Enfermagem sobre a mesma e a capacidade para otimizar respiração.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Limpeza das vias aéreas

Atividade de Avaliar a limpeza das vias aéreas


Diagnóstico Avaliar conhecimento para promover a limpeza das vias
aéreas
Avaliar potencial para melhorar conhecimento

40
Avaliar capacidade para promover a limpeza das vias aéreas
Avaliar potencial para melhorar capacidade

Avaliar limpeza das vias aéreas:


Necessita de ajuda para mobilizar e expelir secreções

Avaliar o conhecimento sobre promover a limpeza das vias


aéreas:
 Processo patológico – demonstra
 Complicações do processo patológico- não
demonstra
 Aspiração de secreções – não aplicável
 Técnica de tosse – não demonstra
 Inaloterapia – demonstra
Critério de
Diagnóstico

Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre


limpeza das vias aéreas:
 Capacidade cognitiva – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – sim
 Força de vontade expressa na aprendizagem – sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Avaliar capacidade para promover limpeza da via aérea:


demonstra

41
Avaliar potencial para melhorar a capacidade para promover
limpeza das vias aéreas:
 Capacidade física – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde - sim
 Força de vontade expressa para a aprendizagem –
sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim
Limpeza das vias aéreas comprometida
Conhecimento sobre limpeza das vias aéreas diminuído
Potencial para melhorar o conhecimento sobre limpeza das
vias aéreas
Diagnóstico de
Capacidade para promover limpeza das vias aéreas
Enfermagem
diminuída
Potencial para melhorar a capacidade para promover limpeza
das vias aéreas

Objetivos Promover limpeza das vias aéreas eficaz

Administrar líquidos
Executar cinesiterapia respiratória
Ensinar sobre expetoração
Intervenções de Vigiar secreções
Enfermagem Instruir a técnica de tossir
Estimular a tossir
Assistir a tosse
Vigiar secreções

Resultados de Limpeza das vias aéreas melhorada


Enfermagem Conhecimento sobre limpeza das vias aéreas melhorado

42
Capacidade para promover limpeza das vias aéreas
melhorada

A D. R melhorou a limpeza das vias aéreas bem como o


Avaliação de
conhecimento sobre a mesma e a capacidade de utilizar
Enfermagem
estratégias para a promover.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Intolerância à atividade

Avaliar intolerância à atividade


Avaliar o conhecimento sobre conservação de energia
Potencial para melhorar o conhecimento sobre conservação
Atividade de
de energia
Diagnóstico
Avaliar a capacidade gerir intolerância à atividade
Avaliar o potencial para melhorar a capacidade para
conservação de energia
Avaliar intolerância à atividade:
 Após esforço e passados 3 minutos a pulsação
regressa aumentada – sim
 Consegue tolerar as atividades diárias – sim
 Consegue terminar as atividades diárias – não
Critério de  Apresenta cansaço fácil na realização das atividades
Diagnóstico diárias – sim
 Recupera a energia após o descanso – sim
 Percorre distancias curtas (< 100m) – sim
 Percorre distâncias moderadas (entre 100 e 500m) –
não
 Percorre distancias longas (> 500m) – não

43
 Os movimentos corporais são cansativos – não

Avaliar o conhecimento sobre intolerância à actividade:


 Estratégias de conservação de energia – não
demonstra
 Hábitos de exercício – não demonstra

Avaliar potencial para melhorar o conhecimento sobre


conservação de energia:
:
 Capacidade cognitiva – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – sim
 Força de vontade expressa na aprendizagem – sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

Avaliar potencial para melhorar a capacidade para a


conservação de energia:
 Capacidade física – sim
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde - sim
 Força de vontade expressa para a aprendizagem –
sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem –
sim

44
Intolerância à atividade efetiva
Conhecimento sobre intolerância à atividade diminuído
Diagnóstico de
Potencial para melhorar o conhecimento sobre conservação
Enfermagem
de energia
Capacidade para gerir intolerância à atividade diminuída

Otimizar intolerância à atividade


Objetivos Melhorar conhecimento sobre intolerância à atividade
Melhorar capacidade para gerir intolerância à atividade

Assistir a pessoa através de técnica respiratória (dissociação


de tempos respiratórios) aquando a realização de atividades
Assistir a pessoa na realização de atividades
Planear atividade
Planear repouso
Ensinar sobre conservação de energia
Elevar a cabeceira da cama
Gerir oxigenoterapia
Intervenções de Incentivar técnica respiratória aquando realização de
Enfermagem atividades
Instruir sobre posicionamento de recuperação
Ensinar estratégias de conservação de energia
Informar sobre estratégias de conservação de energia
Treinar estratégias de conservação de energia
Treinar a realização de atividade
Instruir sobre estratégias para otimizar ventilação
Vigiar respiração

45
Intolerância à atividade melhorada
Resultados de
Conhecimento sobre intolerância à atividade melhorado
Enfermagem
Capacidade para gerir intolerância à atividade melhorada

A D.R melhorou a intolerância a atividades como andar e


Avaliação de
tomar banho bem como o conhecimento sobre a mesma e a
Enfermagem
capacidade de utilizar estratégias adaptativas.

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

Data de Início 10 de Fevereiro de 2019

Foco de Enfermagem Tossir

Avaliar o tossir
Avaliar potencial para melhorar a capacidade
Atividade de
Avaliar conhecimento sobre o tossir
Diagnóstico
Avaliar capacidade para tossir

Avaliar o tossir:
 Reflexo de tosse – presente e eficaz

Avaliar potencial para melhorar a capacidade:

Critério de
 Capacidade física- sim
Diagnóstico
 Consciencialização das mudanças no seu estado de
saúde – não
 Força de vontade expressa para a aprendizagem- sim
 Envolvimento no processo de ensino/aprendizagem
– sim

46
Avaliar conhecimento sobre o tossir:
 Processo patológico – demonstra
 Dispositivos respiratórios – demonstra
 Técnica da tosse – não demonstra
 Complicações do processo patológico – não
demonstra

Avaliar capacidade para tossir:


 Usar os dispositivos respiratórios- demonstra
 Executar técnica de tosse – não demonstra

Diagnóstico de Sem tossir comprometido


Enfermagem Potencial para melhorar o conhecimento sobre o tossir

Melhorar a ventilação
Objetivos
Eliminar as secreções

47
Ensinar a técnica de tossir (tosse assistida,
tosse dirigida, e huffing)
Informar sobre técnica respiratória (tosse assistida,
Intervenções de tosse dirigida, e huffing)
Enfermagem Instruir a técnica de tossir (tosse assistida,
tosse dirigida, e huffing)
Treinar técnica respiratória (tosse assistida,
tosse dirigida, e huffing)

Resultados de Tosse melhorada.


Enfermagem

Avaliação de A Doente mobiliza secreções com acessos de tosse eficazes.


Enfermagem

Data de Termo 12 de Fevereiro de 2019

3.5.AVALIAÇÃO

O doente alvo neste estudo de caso despertou interesse devido à patologia e,


consequentemente, ao tipo de diagnósticos e intervenções de Enfermagem de
Reabilitação identificados, sendo extremamente importante para o processo de
recuperação.
Embora no início do internamento a D.R apresentava-se desorientação no tempo e
espaço que por vezes comprometeram o programa de reabilitação. Contudo e após a
estabilização, houve uma evolução rápida e favorável, uma vez que demostrou
motivação para adquirir novos conhecimentos e capacidades, de modo promover a sua
independência, bem como proatividade e envolvimento no processo de

48
ensino/aprendizagem.
A Reeducação Funcional Respiratória contribuiu para uma melhoria significativa na
utente uma vez que teve uma recuperação adequada e sem agudizações. Realizou um
desmame ventilatório progressivo e sem intercorrências. A D.R adquiriu conhecimentos
para a promoção da saúde e prevenção de complicações e capacidades para ser mais
autónoma nas suas atividades de vida diária.

49
4. CONCLUSÃO

As patologias do foro respiratório são uma das principais causas de morbilidade


crónica, de perda de funcionalidade e qualidade de vida. Em toda esta dinâmica, o
EEER tem um papel importante, na medida em que consegue ter uma visão holística da
pessoa doente, vê a pessoa como um todo e não apenas a soma das suas partes. A
prevenção de complicações decorrentes destas afeções respiratória bem como a máxima
recuperação funcional possível da pessoa é o maior contributo da Enfermagem de
Reabilitação.
Com a realização do presente estudo de caso, foi possível aprofundar
conhecimentos teóricos, na área de enfermagem de Reabilitação com foco na pessoa
com afeções respiratórias, nomeadamente a pessoa com DPOC.
A elaboração do Processo de Enfermagem de Reabilitação e, em específico, do
plano de cuidados permitiu sistematizar e organizar os cuidados, de forma refletida e
ponderada, de modo a dar resposta às necessidades identificadas na pessoa alvo de
cuidados especializados.
Considero que ao longo do ensino clínico atingi os objetivos propostos no
desenvolvimento de competências específicas do enfermeiro especialista em
Enfermagem de Reabilitação ao nível da reabilitação cardiorrespiratória bem como
adquiri conhecimentos sobre RR sobre ventilação não invasiva.
Também neste ensino clinico tive a oportunidade de vivenciar experiências
enriquecedoras do ponto vista profissional bem como pessoal, que foram geradoras e
potenciadoras de uma reflexão crítica e construtiva sobre a importância dos cuidados de
Enfermagem de Reabilitação, dando o meu contributo para promoção da saúde e
prevenção de complicações ao doente do foro cardiorrespiratórias.

50
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 Cordeiro, M. & Menoita. E. (2014). Manual de boas práticas na reabilitação


respiratória: conceitos, princípios e técnicas. Loures: Lusociência.
 Direção-Geral de Saúde (2013). Diagnóstico e tratamento da doença pulmonar
obstrutiva crónica. Norma nº 028/2011 atualizada a 10/09/2013. Lisboa: Edição
DGS.
 Direção-Geral de Saúde (2017). Plano nacional para as doenças respiratórias.
Lisboa: Edição DGS.
 Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonary Disease (2018). Global
stratregy for the diagnosis, management and prevention of chronic obstructive
pulmonar disease (2018 report). Global Initiative for Chronic Obstructive
Pulmonary Disease, Inc.
 Gomes, B. & Ferreira, D. (2016). Reeducação funcional respiratória. In
Marques-Vieira, C & Sousa, L. (Eds). Cuidados de enfermagem de reabilitação
à pessoa ao longo da vida. (pp. 253-262). Loures: Lusodidacta.
 Ordem dos Enfermeiros (2011). Regulamento das competências específicas do
enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, nº125/2011. Lisboa:
Ordem dos Enfermeiros.
 Ordem dos Enfermeiros (2016). CIPE® Versão 2015 – classificação
internacional para a prática de enfermagem. Lisboa: Edição OE.
 Ordem dos Enfermeiros (2018). Reabilitação respiratória na pessoa em situação
crítica submetida a ventilação não invasiva. Guia orientador de boa prática –
reabilitação respiratória. Cadernos OE, série 1 nº 10. Lisboa: Edição OE.
 Severino, S. (2016). Reeducação funcional respiratória. In Marques-Vieira, C &
Sousa, L. (Eds). Cuidados de enfermagem de reabilitação à pessoa ao longo da
vida. (pp. 365-371). Loures: Lusodidacta.

51