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A experiência de parar para ouvir:

um projeto piloto de concertos didáticos em quatro escolas públicas

Modalidade: Relato de experiência


Categoria: Música na educação básica

Mariana Ceres de Almeida


Universidade de São Paulo
marianaceres@gmail.com

Gina Cavalcante Falcão


Universidade de São Paulo
gina.falcao@usp.br

Alesi Freire de Souza


Universidade de São Paulo
alesifreire@gmail.com

Fábio Augusto Barbosa Ferreira


Universidade de São Paulo
ferreirafabioab@gmail.com

Resumo: O presente artigo tem por finalidade relatar o projeto A experiência de parar para ouvir: um
projeto piloto de concertos didáticos ocorrido no segundo semestre de 2017, entre os meses de agosto
e dezembro, numa parceria entre o Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da
USP, a Faculdade de Educação da mesma instituição e quatro escolas públicas da zona oeste de São
Paulo. O projeto teve como objetivos promover a troca de saberes e a ampliação de repertório.
Palavras-chave: Música. Escola. Experiência. Fruição. Didática.

1. Introdução
A ideia de realizar esse projeto partiu de muitas inquietações e reflexões sobre a
educação musical e o papel da música na sociedade atual. Acadêmicos da área de educação
musical constantemente se debruçam sobre o tema em questão. É sabido que parte das
crianças e jovens tem o repertório musical proveniente da mídia. Existe um controle na
programação das emissoras de rádio e TV; atualmente a programação desses veículos não é
selecionada por meio de uma curadoria artística, mas por critérios comerciais. Carrasqueira
aponta a prática do “jabá” ou “jabaculê”, que consiste num pagamento para que as rádios
toquem determinadas músicas na sua programação.

Apesar de atualmente existirem iniciativas de criminalização do “jabá”, ele ainda


prevalece e pode ser entendido como uma verdadeira tentativa de genocídio cultural,
que gera o empobrecimento, fecha horizontes, tira, rouba das novas gerações
brasileiras o que lhe é de direito: sua memória e seu patrimônio cultural. Ele
interrompe, corta o elo de transmissão da cultura (CARRASQUEIRA, 2011, p. 14).

Essa percepção de uma supervalorização de alguns gêneros em detrimento de outros e


constante manipulação da música pela mídia nos fez refletir com base no pensamento de
Hannah Arendt. “A educação é também, onde decidimos se amamos nossas crianças o

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bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las aos seus próprios recursos...”
(ARENDT, 2000, p. 247). Entendemos que seria necessário assumir responsabilidades
principalmente compartilhando saberes, para não privar jovens e crianças da oportunidade de
conhecer e ampliar o repertório musical. Mas o que efetivamente poderíamos fazer contra a
indústria cultural? Como suprir a carência da música na escola básica pública? Qual o papel
da música e dos músicos na sociedade? Qual a importância de parar para ouvir música? Como
combater uma indústria que coloca a música num lugar de ruído de fundo e desestimula a
fruição? Esses questionamentos nos moveram a pensar num projeto que, de certa forma,
resistisse ao padrão imposto.

2. Os objetivos e motivações
O objetivo desse projeto piloto foi propiciar o encontro entre graduandos em música e
estudantes da educação básica por meio de apresentações musicais didáticas. Entendemos que
o projeto, de caráter pedagógico, tem possibilidades de beneficiar aos dois grupos de
estudantes ao promover a troca de saberes. De um lado a formação de ouvinte, a ampliação de
repertório, a fruição de obras e a possibilidade de contato com diversas formações
camerísticas. De outro a experiência de palco, o estímulo à pesquisa histórica e musicológica,
a reflexão sobre a performance e o compartilhamento das experiências. Além de produzir
mais um espaço para a arte e a música dentro das escolas públicas da região, o projeto
também pode ser considerado uma importante contrapartida da universidade para as escolas
que se dispõem a serem coformadoras dos futuros professores, uma vez que recebem
estagiários da USP.
O excesso de informação está presente nos veículos de comunicação como jornais,
revistas, televisão, rádio, redes sociais. Para Bondía, uma sociedade constituída sob o signo da
informação impossibilita a experiência. A obsessão por informação tomou conta de quase
todas as relações com o saber. Porém, essa busca insaciável faz com que muitas pessoas,
inclusive jovens e crianças, não possuam, de fato, tempo para apreender, refletir e processar
essa informação. Para Bondía “... a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase
o contrário da experiência, quase uma antiexperiência.” (BONDÍA, 2002, p. 21)
A vida agitada, a falta de tempo, a pressa, o estímulo exagerado, a excitação fugaz, a
obsessão pela novidade e o consumismo são marcas da nossa sociedade e também se
manifestam no campo musical. Essa velocidade de acontecimentos dificulta a conexão
significativa e a manutenção da cultura. Dificilmente nos lembramos das músicas que foram
sucesso no ano anterior, porque rapidamente são substituídas por outras. A rotina, o dia a dia,

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a velocidade dos acontecimentos fazem com que se crie uma impressão de vivência
instantânea, anestesiada, e cada dia somos menos sensíveis e poucos são os momentos que
nos tocam.

A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um


gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm:
requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar,
olhar mais devagar, e escutar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar,
demorar-se nos detalhes[...] (BONDÍA, 2002, p. 24).

É essa interrupção no tempo que o projeto propõe às escolas parceiras. Um ensejo para
ouvir e ser ouvido, para compartilhar saberes. Uma parada para viver uma experiência. Um
momento de encantamento. Segundo o escritor Mia Couto, existem muitos processos que
desencantam o mundo, um deles é atribuir muito valor às coisas pelo que elas podem render.
Apreciar obras pelo seu valor cultural e artístico independente de seu valor comercial e
possibilitar a fruição é também um dos objetivos do projeto. Para Couto, outra forma sutil de
desencantar é a racionalização. Uma criança ao olhar para uma nuvem vê formas de seres
fantásticos, nós enxergamos apenas vapor d’água. Tendemos a ficar formatados e
condicionados, perdemos a chance de criar outras possibilidades, de ver com outros olhos, de
ouvir de uma forma mais sensível e de sentir mais profundamente.
Acreditamos que essa interrupção no tempo, abrindo espaço para ouvir e ser ouvido,
para compartilhar saberes, pode ser transformador. Porém, não se pode captar a experiência
pela lógica do saber científico e do saber da informação. Para Bondía, “O saber de experiência
se dá na relação entre o conhecimento e a vida humana.” (BONDÍA, 2002, p. 26) É um saber
particular, singular e pessoal. Mesmo que duas ou mais pessoas passem pelo mesmo
acontecimento, a experiência será única e de cada um. Nesse projeto, portanto, podemos
inferir resultados acerca do experimento, mas não da experiência, uma vez que essa não pode
ser mensurada.

3. A produção dos concertos didáticos


Após as discussões iniciais realizadas em agosto de 2017 entre os idealizadores do
projeto chegamos a algumas resoluções. De início, apresentaríamos nossa proposta para
quatro escolas localizadas na zona oeste de São Paulo: EMEF Brasil Japão, EMEF Solano
Trindade, EE Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo e EE Antônio Francisco
Redondo. Os critérios da escolha das escolas foram a proximidade da USP, o que facilitaria a
locomoção dos músicos, e a boa relação que as equipes gestoras dessas escolas mantinham
com as Educadoras do Projeto Escolas Campo1.

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A partir dessa escolha, entramos em contato com as escolas para que pudéssemos
realizar uma reunião inicial com as equipes gestoras dessas instituições e conversar sobre
nossa proposta. Nessas reuniões, além de apresentar nossas ideias, aproveitamos para
conhecer a estrutura de cada escola e escrever uma pequena ficha contendo dados como
horários, a quantidade de turmas, quantidade de estudantes, existência ou não de equipamento
de som, possibilidade do uso de salas específicas para a realização das apresentações e
especificidades como a presença de estudantes com deficiência auditiva.
Todas as equipes gestoras acolheram a proposta. Surgiu então a ideia de realizarmos
uma apresentação musical do projeto para as professoras e professores de cada escola.
Pensamos que, dessa forma, talvez despertasse o interesse em alguns docentes de participar
mais ativamente conosco. Para atingir o maior número de docentes, marcamos as quatro
primeiras apresentações durante os horários de trabalho pedagógico coletivo (HTPCs), ou em
eventos de capacitação de professores. Para a realização desses eventos, achamos interessante
que o grupo a se apresentar fosse o Coral de Flautas, formado por flautistas graduandos em
Música e regido pelo professor Antônio Carrasqueira, um dos idealizadores do projeto. Dessa
forma o professor poderia intercalar suas falas com as músicas e as perguntas do público,
tornando a apresentação bem interativa. Esse formato acabou sendo reproduzido nos
concertos didáticos que aconteceram posteriormente, direcionados aos estudantes.
Nas apresentações iniciais, notamos uma grande aceitação e interesse por parte da
equipe docente. Conversamos sobre os objetivos da proposta e possibilidades de
desdobramentos em diálogo com outras áreas. De certa forma há um desconhecimento sobre a
nossa área de atuação por parte das pessoas que não estão inseridas nela. Entendemos essa
“distância” como mais uma justificativa para a realização do nosso projeto, pois além de
proporcionar a experiência do fruir, no diálogo com os profissionais da área, os estudantes e o
público em geral têm a oportunidade de desmistificar algumas dessas ideias.
Concomitante a esse processo de estabelecer um contato inicial com as escolas,
fizemos a divulgação do projeto na universidade, sobretudo dentro do departamento de
música. Colamos cartazes de divulgação, elaboramos um e-mail e ficha de interesse que
foram enviados a toda a comunidade do departamento. Conversamos com os professores e
realizamos passagens em sala explicando e convidando estudantes e docentes a se
envolverem. Nosso principal objetivo era despertar o interesse dos grupos de música de
câmara. Por isso, conversamos com os professores responsáveis pelas disciplinas Laboratório
de Música de Câmara (LaMuc) e Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACCs) a fim
de que eles atribuíssem créditos em suas disciplinas aos estudantes que participassem do

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projeto, com o que ambos concordaram. Também nos comprometemos a elaborar uma
declaração de participação para os músicos. Após esse processo alguns grupos se
interessaram.
Realizada a primeira sequência de quatro apresentações destinadas aos estudantes de
cada escola, nos reunimos novamente para reconfigurar alguns pontos a partir dessa vivência.
Conseguimos promover mais uma sequência de quatro apresentações, finalizando o projeto
piloto no dia 8 de dezembro, na EMEF Solano Trindade, com a participação do Jornal da USP
que registrou o evento. O objetivo inicial era realizar dezesseis visitas ao longo do segundo
semestre de 2017, no entanto conseguimos concretizar apenas doze: três em cada escola. O
total de concertos didáticos foi catorze. As quatro primeiras apresentações foram direcionadas
às equipes docentes.
Pretendíamos realizar o que chamamos de “ponte pedagógica” entre as apresentações
musicais e as disciplinas presentes na grade escolar de cada instituição. Esse diálogo com as
escolas não foi possível de ser mantido presencialmente. Por isso, passamos a organizar um
material de apoio pedagógico referente a cada apresentação, que era enviado à equipe gestora
com uma antecedência de duas semanas. Esse material era repassado aos professores das
turmas que viriam a participar da atividade e oferecia subsídios para desenvolver algum
trabalho relacionado à temática com a turma, caso houvesse interesse. Recebemos alguns
retornos positivos por parte de professoras e professores que comentaram conosco que
utilizaram o material.
A dificuldade de realização da ponte pedagógica da maneira como idealizamos nos
levou à conclusão de que seria interessante que a escola designasse um profissional de
referência: um membro da equipe gestora ou pedagógica de cada instituição que se
responsabilize pelo projeto. Poderia ser a professora ou professor de artes, mas não
necessariamente. O mais importante é que esse indivíduo tenha um interesse real em
desenvolver esse trabalho, que acredite na sua importância e potencialidade dentro do
ambiente escolar e se disponibilize a ajudar com a produção e preparação pedagógica de cada
atividade.
Nossa pretensão inicial era de que as apresentações musicais atingissem o maior
número de pessoas dentro da comunidade escolar: professores, funcionários e estudantes,
ainda que cada turma assistisse apenas a uma apresentação durante o segundo semestre de
2017. No total, conseguimos realizar apresentações para cerca de 25 turmas diferentes, entre
as quatro escolas, o que corresponde aproximadamente a 800 pessoas. Nesse conjunto, duas
das apresentações foram realizadas em ambientes abertos, fora da grade escolar, nos quais os

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estudantes que se interessavam pela atividade se aproximavam livremente para participar.
Conseguimos atingir um número significativo de professores nas quatro apresentações
iniciais, mas não a totalidade, pois nem todos estavam presentes nas escolas nesses dias.
Após essa rodada de apresentações concluímos que, para a continuidade ou
reprodução do projeto, seria mais interessante restringir o público a ser atingido. Ao invés de
tentar contemplar a escola inteira, poderíamos estabelecer apenas uma série para participar
das atividades, apenas os 5ºs anos do ensino fundamental, por exemplo. Dessa forma,
acreditamos que será possível realizar um trabalho mais contínuo, além de tornar o projeto
mais adequado ao desenvolvimento de pesquisas na área, já que a observação de seus
resultados poderá ser feita. Também acreditamos que com um público menor poderia ser
estabelecida uma relação mais próxima entre a equipe idealizadora do projeto e os estudantes,
o que seria interessante para identificar suas impressões sobre as atividades.
Nossa intenção inicial sobre a preparação dos músicos para participarem do projeto era
de que eles tivessem uma orientação prévia com os professores do departamento de música da
USP ligados à licenciatura, com os quais havíamos conversado sobre essa possibilidade no
início do semestre. Essa orientação não foi possível por conta da dificuldade de encontrar
horários disponíveis para todos os músicos de cada grupo e os professores. Por isso, o grupo
de alunos da produção do projeto passou a realizar essa orientação, de maneira mais informal,
visto que somos da área da licenciatura e temos experiência com apresentações didáticas.
Elencamos alguns tópicos essenciais a serem conversados com os músicos, a fim de facilitar
sua performance e tornar a experiência mais interativa para os estudantes.
Devido às limitações estruturais algumas apresentações acústicas foram prejudicadas
pelos ruídos externos. Porém, a opção do projeto é por apresentações em espaços menores,
acústicos, possibilitando a interação e o diálogo. Sentimos a necessidade de obtenção de um
piano digital para o projeto. No departamento de música da USP, há muitas formações de
grupos de câmera que ficam incapacitadas de participar pela ausência do instrumento.
Com relação às performances, todas foram bem sucedidas, não tivemos nenhum
problema a ser destacado. As turmas eram convidadas a participar, o envolvimento de cada
indivíduo partia mais de seu interesse pelo assunto do que pela nossa intervenção. Sempre
abríamos a apresentação com um convite à escuta, esclarecendo que haveria um momento
para conversa, mas durante a execução das músicas era muito importante que eles
procurassem ouvir. Em geral os estudantes interagiram bem, respeitando os músicos e
realizando perguntas e comentários sobre as músicas, os instrumentos e suas experiências

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pessoais com o universo musical. A equipe docente sempre esteve presente, participando,
colaborando com a mediação e solicitando silêncio em alguns momentos pontuais.

4. Considerações finais
Observando a trajetória desse projeto piloto, após sua finalização, percebemos um
amadurecimento significativo de sua proposta inicial em nossa prática. Além das experiências
que pretendíamos proporcionar para músicos e estudantes, a iniciativa se mostrou também
uma experiência muito proveitosa para nós, da equipe organizadora.
Nossas inquietações, descritas acima, nos motivaram a iniciar esse diálogo com as
instituições escolares, que pretendemos manter e ampliar cada vez mais. Ainda que seja um
movimento pequeno, acreditamos que ele precisa partir de algum ponto e, nesse momento,
nos sentimos encorajados a fortalecê-lo. Como comentou o professor Antônio Carrasqueira
em entrevista para o Jornal da USP no final do semestre:

Achamos que Música deveria estar na escola como matéria regular, como
Matemática, Português, Geografia. A música é fundamental para o pleno
desenvolvimento humano. Estamos fazendo um esforço como o beija-flor, que tenta
apagar o incêndio na floresta. A gente tenta levar uma gotinha, um pouco de música
para as crianças e adolescentes (CARRASQUEIRA, 2017).

Referências
ARENDT, Hannah. A Crise na Educação in ARENDT, Hannah Entre o passado e o futuro.
São Paulo: Perspectiva, 1997. p. 221- 247.

BONDÍA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista


Brasileira de Educação, Universidade Estadual de Campinas Departamento de Linguística,
[online] Jan/Fev/Mar/Abr, n. 19, p. 20-28, 2002.

CARRASQUEIRA, Antonio Carlos. Estudantes da USP levam música para as escolas:


Projeto da Faculdade de Educação e da Escola de Comunicações e Artes promove concertos
didáticos em escolas públicas. São Paulo: Jornal da USP, Editoriais: Cultura. [13.12.2017].
Entrevista concedida a Luiz Prado. Disponível em: <http://jornal.usp.br/cultura/estudantes-da-
usp-levam-musica-para-escolas>. Acesso em 14 dez..2017.

______________________________. Estudos criativos para o desenvolvimento harmônico


do instrumentista melódico: uma contribuição para a formação do músico. São Paulo, 2011.
196p. Tese (Doutorado em Música). Departamento de Música da Escola de Comunicações e
Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

COUTO, Mia. Pelo Reencantamento do mundo. Agosto de 2013. Fronteiras do Pensamento e


Companhia das Letras. Entrevista concedida a Eliane Brum e Raquel Cozer. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=zyqnqvGLB3w> Acesso em 26 ago. 2015.

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Notas
1.
Projeto Escolas Campo é um projeto organizado pelas educadoras do Programa de Formação de
Professores e busca mediar a relação de estudantes, docentes e profissionais das escolas parceiras da
rede pública do ensino. Algumas das ações previstas são: o acompanhamento dos estagiários pelas
educadoras, reuniões de recepção dos estagiários e reuniões de devolutiva dos estagiários nas escolas. O
projeto o objetivo de qualificar a experiência de estágio dos licenciandos.

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