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ENSINO POR ATIVIDADE

Profº. Ulisses Marçal de Carvalho


TEMA: Filme “Cubo” (e as prisões epistemológicas) e os NÚMEROS PRIMOS
PRÉ - REQUISITO: Múltiplos e Divisores de números naturais

OBJETIVO:
 A partir do filme “CUBO”, identificar o número primos em diversas situações do
cotidiano;
 Utilizar o crivo de Eratóstenes para encontrar números primos;
 Pesquisar fórmulas que geram números primos
 Resolver problemas envolvendo o número primos.

MATERIAL: O filme “Cubo”, Calculadora, folha de atividades, lápis e borracha


PROCEDIMENTO:
- Assistir ao filme “Cubo”;
- Pesquisar fórmulas que geram números primos
- Utilizar o “Crivo de Eratóstenes”
- Folha de atividades com preenchimento de tabelas e resolução de axercícios.

SINÓPSE DO FILME – CUBO

Fonte: DVD original (1997)


Cubo
Cube (1997)
Um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer),
uma psicóloga (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller)
são misteriosamente presos em um labirinto de alta tecnologia. Sem comida nem água, eles
precisam encontrar um meio de sair do local. Mas precisam também tomar cuidado para não
acionar armadilhas letais, que surgem em estranhos cubos.
DIREÇÃO: Vincenzo Natali
ELENCO: Andrew Miller (I), David Hewlett, Maurice Dean Wint, Nicky Guadagni, Nicole de
Boer, Wayne Robson, Julian Richings.
GÊNEROS: Ficção Científica, Suspense
DURAÇÃO: 90 minutos
Cube é uma produção canadense de Vincenzo Natali, lançado em 1997.O filme é cheio de
metáforas e sinais ocultos: por exemplo, cada personagem do filme tem o nome de uma prisão
famosa. A reputação de que a prisão é o que implica personalidade do personagem. O filme conta
a história de pessoas comuns e simples, que acorda num estranho labirinto em forma de cubo
que é cheio de armadilhas mortais. Os personagens não conseguem lembrar como eles
chegaram lá ou quem os seqüestrou e eles não têm idéia de como sair de lá. A partir deste ponto
sua jornada começa dentro do cubo. Durante sua tentativa de sobreviver eles irão
constantemente tentar analisar a situação e compreender como e porque chegaram a isto. Isso
é, na verdade o que dá ao filme sua profundidade com os aspectos psicológicos e filosóficos.
Mais tarde eles vão descobrir que, além de se defender das armadilhas terão que se defender
uns dos outros ...O filme tem duas continuações: "Hyper Cube"(2002) e "Cube Zero" (2004).
Ambos foram muito mais "investidos" do ponto de vista do orçamento, mas muito inferior em
qualidade em relação ao primeiro.

DEFININDO NÚMEROS PRIMOS

Números primos, o que é?

Em (GUEDES, 2008, p.16) encontramos três definições das quais utilizaremos duas, por achar
mais adequada para essa etapa de estudo:

(i) Os números primos são os números naturais que têm exatamente dois divisores positivos.

(ii) Número primo é um inteiro maior que 1 cujos únicos divisores positivos são 1 e ele mesmo.
Assim, 7 é primo, pois seus únicos divisores são 1 e 7; mas 9 não é primo pois tem três divisores:
1, 3 e 9.

A SEQÜÊNCIA DOS PRIMOS

Os dez primeiros números primos são 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23 e 29. Esta lista pode ser
estendida indefinidamente, conforme mostraremos ainda neste capítulo. Então, existe uma
sucessão ou seqüência de números primos. Faz sentido, portanto, falar num primeiro número
primo, que é o 2; num segundo primo (o 3) e mais geralmente num n-ésimo número primo, que
ocupa a posição n na sucessão e é denotado por pn. Assim, por exemplo, p10 = 29 , ou seja, o
décimo primo é 29.

O CRIVO DE ERATÓSTENES

“O crivo é um meio rápido de decidir quais números menores que um inteiro dado são primos, e
quais não são. Os que não são primos se escrevem como produto de primos (com exceção de
1) e por isto chamam-se compostos. O número 1 não é considerado nem primo nem composto”
(GUEDES, 2008, p. 17).

Consiste num algoritmo devido ao matemático grego Eratóstenes (276 a.C–194 a.C), o mesmo
que fez a primeira estimativa para a circunferência da Terra. O crivo consiste em, dado um inteiro
n>3, determinar todos os números primos menores que n mediante as seguintes etapas:

Etapa 1: Escrevemos os números ímpares do intervalo aberto ]2, n[ em ordem crescente numa
tabela;

Etapa 2: Circulamos o menor número não circulado e não cortado (este número é primo);

Etapa 3: Chamamos de c o maior número circulado. Se n > c2 passamos para a etapa 4. Caso
contrário encerramos o algoritmo e os números primos menores que n são exatamente aqueles
que não foram cortados (os circulados também são primos) e também o inteiro 2.
Etapa 4: Iniciando por c2, vamos cortando os números da tabela de c em c, isto é, cortamos c2,
c2 + c, c2 + 2c etc. (cortamos estes números pois eles não são primos, por serem múltiplos de c;
não precisamos cortar nenhum múltiplo de c menor que c2 pois eles já foram cortados antes).
Nesta etapa é como se estivéssemos peneirando nossa tabela de números, por isso o nome
crivo. Neste momento retorna-se à etapa 2. Etapas sugeridas em Guedes (2008, p. 16).

Passamos às atividade de construção do “CRIVO DE ERATÓSTENES”.

Atividade 01: Observe o quadro abaixo e, em seguida, proceda os sguinte comando:

 O número 1 não é primo e nem composto; corte ele;


 O número dois é o único número primo par então você não corta e corta todos os
múltiplos de 2;
 Onúmero 3 você não corta e corta todos os múltiplos de 3;
 O número 4 não precisa você observar, pois todos os múltiplos de 4 são pares e
você já cortou nos múltiplos de 2;
 O número 5 você não corta e corta todos os múltiplos de 5, ou seja, os números
terminados em zero ou cinco;
 O número 6 também não precisa de você observar, se você cortou os múltiplos de
2 e 3, obviamente você eliminou todos os múltiplos de 6;
 O número 7 você deixa e corta todos os múltiplos de 7;
 O número 8 não precisa de você observar, pois todos os múltiplos de 8 são pares e
você já cortou nos múltiplos de 2;
 O número 9 não precisa de você observar, pois se você cortou os múltiplos de 3
obviamente cortou todos os múltiplos de 9.

sendo assim, os que sobraram sem você cortar são números primos.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

31 32 33 34 35 36 37 38 39 40

41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

51 52 53 54 55 56 57 58 59 60

61 62 63 64 65 66 67 68 69 70

71 72 73 74 75 76 77 78 79 80

81 82 83 84 85 86 87 88 89 90

91 92 93 94 95 96 97 98 99 100

A seguir apresentamos uma lista com os 100 primeiros números primos:


2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97, 101,
103, 107, 109, 113, 127, 131, 137, 139, 149, 151, 157, 163, 167, 173, 179, 181, 191, 193, 197,
199, 211, 223, 227, 229, 233, 239, 241, 251, 257, 263, 269, 271, 277, 281, 283, 293, 307, 311,
313, 317, 331, 337, 347, 349, 353, 359, 367, 373, 379, 383, 389, 397, 401, 409, 419, 421, 431,
433, 439, 443, 449, 457, 461, 463, 467, 479, 487, 491, 499, 503, 509, 521, 523, 541, 547.

Explicação do Algoritmo

Para exemplificá-lo, vamos determinar a lista de números entre 1 e 30.

Inicialmente, determina-se o maior número a ser checado. Ele corresponde à raiz quadrada do
valor limite, arredondado para baixo. No caso, a raiz de 30, arredondada para baixo, é 5.

Crie uma lista de todos os números inteiros de 2 até o valor limite: 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11,
12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, e 30.

Encontre o primeiro número da lista. Ele é um número primo, 2.

Remova da lista todos os múltiplos do número primo encontrado. No nosso exemplo, a lista
fica: 2, 3, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, 23, 25, 27 e 29.

O próximo número da lista é primo. Repita o procedimento. No caso, o próximo número da lista
é 3. Removendo seus múltiplos, a lista fica: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 25 e 29. O próximo
número, 5, também é primo; a lista fica: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23 e 29. 5 é o último número
a ser verificado, conforme determinado inicialmente. Assim, a lista encontrada contém somente
números primos.

Atividade 02: Ulizando o processo de divisibilidade para verificar se um número é primo.

Reconhecimento de um número primo

Para saber se um número é primo, dividimos esse número pelos números primos 2, 3, 5, 7, 11,
etc, encontrado na atividade anterior, até que tenhamos:
- ou uma divisão com resto zero (e neste caso o número não é primo),
- ou uma divisão com quociente menor que o divisor e o resto diferente de zero. Neste caso
o número é primo.

Exemplos:

1) O número 161:

 não é par, portanto não é divisível por 2;


 1+6+1 = 8, portanto não é divisível por 3;
 não termina em 0 nem em 5, portanto não é divisível por 5;
 por 7: 161 / 7 = 23, com resto zero, logo 161 é divisível por 7, e portanto não é um
número primo.

2) O número 113:

 não é par, portanto não é divisível por 2;


 1+1+3 = 5, portanto não é divisível por 3;
 não termina em 0 nem em 5, portanto não é divisível por 5;
 por 7: 113 / 7 = 16, com resto 1. O quociente (16) ainda é maior que o divisor (7).
 por 11: 113 / 11 = 10, com resto 3. O quociente (10) é menor que o divisor (11), e além
disso o resto é diferente de zero (o resto vale 3), portanto 113 é um número primo.

Observando os números encontrados na numeração dos quartos no filme “CUBO”, seguros


ou não, verifique quais deles são primos.

Utilize uma máquina de calcular para exetar a atividade e preencher a tabela.

Números obtidos nas observações das


numerações dos quartos no gilme “CUBO”.
Verifique se é primo ou não.
1 Número SIM NÃO
2 737
3 539
4 865
5 419
6 649
7 131
8 509
9 547
10 443
Observação?

Conclusão:

CURIOSIDADE1
Mas por que o nome "primo"? A palavra primo refere-se a ideia de primeiro, e sua origem
está na concepção numérica da escola pitagórica, no século 5 a.C. Nessa época, os
matemáticos gregos dividiam os números inteiros naturais em três classes: a monad
(unidade, 1); os protói arithmói (números primos) ou asynthetói aritmói (números não
compostos): aqueles que não podem ser gerados pelo produto de outros números além da
unidade. 2, 3, 5, 7, 11, etc.; os deuterói arithmói (números compostos): aqueles que podem
ser gerados pelo produto de outros números. 4 (=2x2), 6 (=2x3), 8, 10, 12, 14, etc. A
definição de Euclides para esses números reflete essa classificação: "Número primo é
aqui... - Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/matematica/numeros-primos-
veja-algoritmo-para-encontra-los.htm?cmpid=copiaecola

REFERÊNCIAS

[1] GUEDES, Eric Campos Bastos. Fórmulas para números primos. – Rio de Janeiro:
Sociedade Brasileira de Matemática, 2008. 89p. Disponível em:
https://pt.slideshare.net/ericnalanhouse2/formulas-para-numeros-primos-1ed-eric-campos-
bastos-guedes. Acesso em 09 de Mar de 2019.

[2] http://resumos.netsaber.com.br/resumo-133343/resumo-do-filme-cubo

[3] http://filmesefilosofia.blogspot.com/2013/01/filme-cubo-e-as-prisoes-epistemologicas.

[4] https://www.minhavisaodocinema.com.br/2016/11/critica-cubo-1997-de-vincenzo-natali-o.

1
Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/matematica/numeros-primos-veja-algoritmo-para-encontra-
los.htm. Acesso em 09 de Mar de 2019.
TEMA: Filme “Uma História de Amor e Fúria” (A história do Brasil sob a ótica dos vencidos
– Uma distopia possível.)
PRÉ - REQUISITO: nenhum

OBJETIVO:
 A partir do filme “Uma História de Amor e Fúria”, identificar os diversos personagens
que fazem parte do cenário histórico brasileiro;
 Utilizar a tônica do filme para escrever a sua “distopia”, a partir de um futuro próximo,
passando pelo nascimento até o presente;
 Pesquisar a sua genealogia e apresentar em um fanzine.

MATERIAL: O filme “Uma História de Amor e Fúria”, papel, lápis e borracha


PROCEDIMENTO:
- Assistir ao filme “Uma História de Amor e Fúria”;
- Pesquisar
- Utilizar a história de Abegua é Janaina para criar a história de sua vida: Partindo de um
ponto no futuro (Use a imaginação para se imaginar num futuro próximo), voltando ao
passado no dia do seu nascimento até o presente momento, crie sua “Distopia”, onde tudo
é possível.
- Faça uma pesquisa de sua genealogia, apresentando um resumo em “Fanzine” de sua
história.

SINÓPSE DO FILME – UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA

Fonte: Filme original (2012)

A animação brasileira “Uma História de Amor e Fúria” conta a trajetória de um homem que está vivo
há 600 anos. Ele participa de diversas épocas marcantes do Brasil e o enredo foca em 4 grandes
momentos: 1500, 1800, 1970 e 2096. Todo o contexto histórico de cada um deles é pano de
fundo para uma história de amor, que sobrevive ao longo dos séculos, entre o herói imortal e
Janaína.

Data de lançamento: 5 de abril de 2013 (Brasil)


Direção: Luiz Bolognesi
Roteiro: Luiz Bolognesi
Prêmios: Grande Prêmio do Cinema Brasileiro - Melhor Efeito Visual
Música composta por: Rica Amabis, Tejo Damasceno, Pupillo
Duração: 75 min
ELENCO: Selton Mello, Camila Pitanga, Rodrigo Santoro
GÊNEROS: Anime histórico.

ATIVIDADE 01: Partindo da história vivida por Abeguá e Janaina, crie uma hitória - “Distopia” de
sua vida, imaginado-se em um futuro de como você se vê, em seguida, retorne ao passao no dia se
seu nascimento, narrando como aconteceu e onde aconteceu, narrando sua história até os dias
atuais.

ATIVIDADE 02: Organize sua genealogia, em síntese, no fanzine.

ATIVIDADE 03: A partir da leitura do texto sobre o filósofo Zygmunt Bauman, na sua opinição, se os
vencidos tivessem se tornado vencederes, quais as consequencias vividas por todos os brasileiros no dia de hoje?

ORIGEM: Poznán (Polônia) (1925-2017)


CORRENTE FILOSÓFICA: Pós-Modernismo
PRINCIPAIS OBRAS: Modernidade Líquida; Modernidade e Holocausto; Amor Líquido; Medo Líquido
FRASE-SÍNTESE: “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar.”

BIOGRAFIA
Zygmunt Bauman nasceu em Poznán, na Polônia, em 19 de novembro de 1925, em uma família de
judeus não praticantes. Em 1939, foge com os pais para a União Soviética, escapando do cerco
nazista de Adolf Hitler sobre a Polônia. Bauman serviu na divisão polonesa do Exército Vermelho
durante a II Guerra Mundial e foi condecorado com uma medalha ao valor militar. Estudou filosofia
e sociologia em Varsóvia, na Polônia, mas foi afastado devido à leitura de livros e artigos
censurados. Crítico do autoritarismo soviético, mudou-se para a Inglaterra, onde se tornou
professor da Universidade de Leeds. Recebeu os prêmios Amalfi (1989, por sua obra Modernidade
e Holocausto) e Adorno (1998, pelo conjunto de sua obra). Morreu em janeiro de 2017, aos 91 anos.

“A incerteza é o habitat natural da vida humana – ainda que a


esperança de escapar da incerteza seja o motor das atividades
humanas. Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental,
mesmo que apenas tacitamente presumido, de todas e quaisquer
imagens compósitas da felicidade. É por isso que a felicidade
‘genuína’ adequada e total sempre parece residir em algum lugar
à frente: tal como o horizonte, que recua quando se tenta chegar
mais perto dele.”

A FILOSOFIA DE BAUMAN

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman utilizou o conceito de “Modernidade Líquida” (ou “Pós-
Modernidade”) como forma de explicar como se processam as relações sociais na atualidade. Para
Bauman, a modernidade “sólida”, forjada entre os séculos XIV e XV e cujo apogeu se deu nos séculos
XIX e XX, teve como traço básico a ideia de que o homem seria capaz de criar um novo futuro para
a sociedade, que cresceria em paralelo a uma vida enraizada em instituições fortes e presentes,
como o Estado e a família. A confiança no homem e em sua capacidade de moldar o próprio futuro
seria o principal traço desse período.
Segundo Bauman, a partir das últimas décadas, sobretudo após a queda do Muro de Berlim, em
1989, essa modernidade “sólida” estaria em desintegração e seria gradualmente substituída por
uma modernidade “líquida”. A palavra liquidez remete à fluidez, ausência de forma definida,
velocidade, mobilidade e inconsistência. Esses seriam, para ele, justamente, os traços essenciais das
relações sociais na atualidade.
A antiga confiança “sólida” num futuro perfeitamente arquitetado pela razão foi substituída pela
incerteza. O futuro tornou-se nebuloso e indefinido. As “distopias” ou as “utopias negativas”
ganham força – sabe-se apontar problemas e dificuldades no mundo, mas poucos sabem oferecer
alternativas consistentes a esses problemas e dificuldades. Como disse Leo Strauss, “a liberdade
sem precedentes também foi acompanhada pela impotência sem precedentes. Criticamos o mundo,
nunca estamos satisfeitos, mas raramente sabemos o que fazer com nossas críticas”. O sistema
capitalista aparece para esses homens pós-modernos como a única realidade possível, posto que
eles duvidam que o ser humano possa criar uma realidade diferente.
Incertos quanto ao futuro das sociedades, os homens pós-modernos têm fixado suas esperanças e
expectativas no presente, no instante e no indivíduo; por todos os lados, os anúncios publicitários
e as revistas conclamam as pessoas a “aproveitar o agora”, “pensar em si mesmas”. O ser humano
pós-moderno substitui os projetos para o futuro pelo prazer instantâneo, a produção pela
especulação, o conteúdo pela performance, a experiência pela flexibilidade e os sonhos pelas
ambições.
Além disso, a sociedade líquida, pouco apegada aos seus antecedentes, é obcecada pela novidade: a
nova notícia, a nova promoção, o novo carro, a nova rede social. Os laços que uniam os homens ao
passado são cortados, e vive-se numa espécie de “eterno presente”. Os produtos se renovam
diariamente, e os empresários não temem anunciar que os próprios objetos produzidos já estão
“atrasados”. Da mesma forma, os trabalhadores do século XXI vivem numa constante liquidez, numa
permanente incerteza e medo de ser “descartados”, posto que a mobilidade e a flexibilidade das
empresas são tamanha que, a qualquer momento, cortes inesperados e mudanças de planos podem
acontecer. A solidez das convicções, assim, foi substituída pela liquidez do instante. Nos laços
amorosos, observa-se a mesma tendência: relacionamentos fluidos, inconstantes e momentâneos
caracterizam nossa época, que consagrou o conceito de “ficar”, expressão da liquidez do amor.

REFERÊNCIAS

[1] Guia do Estudante: Zygmunt Bauman. Disponível em:


guiadoestudante.abril.com.br/especiais/zygmunt-bauman/de 2019. Acessoe em

[2] https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/uma-historia-de-amor-e-furia-saiba-como-utilizar-o-
filme-no-vestibular/

[3]
https://www.google.com/search?safe=active&sa=X&rlz=1C1AVFB_enBR766BR766&q=uma+hist%C3%B3
ria+de+amor+e+f%C3%BAria+pr%C3%AAmios&stick=H4sIAAAAAAAAAOPgE-
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g&biw=1360&bih=635.

[4] https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/uma-historia-de-amor-e-furia-critica.