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COLEGIO MARIA GORETTI

APOSTILA PARA TEC. ENFERMAGEM


DISCIPLINA: UNIDADE DE TRATAMENTO INTENSIVO

ELABORADA POR: PROFª. CÁSSIA SUELI SILVEIRA

SÃO PAULO – 2012/2013

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UNIDADE DE TRATAMENTO – medidas de suporte até o termino dos
efeitos anestésicos.
INTENSIVO - UTI
- Era Florence
CONCEITO: . UTI é idealizada como unidade de
 UTI - suporte avançado de vida a monitorização de paciente grave;
pacientes agudamente doentes – . Guerra de Crimeia, 1854 – Reino Unido,
chances de sobreviver; França e Turquia contra Rússia;
- Destina-se a internação de pacientes . Florence Nightingale mais 38 voluntárias
com instabilidade clínica e com – mortalidade cai 2%.
potencial de gravidade;
- Era Peter Safar
- Ambiente de alta complexidade,
reservado e único no ambiente . Primeiro médico intensivista, austríaco ,
hospitalar; formado em anestesista;
- Propõe estabelecer monitorização . Década de 50, estimulou e preconizou o
completa e vigilância de 24 horas. atendimento de urgência e emergência;

. Formulou o ABC primário, criando a técnica


boca a boca e massagem cardíaca externa;
FUNÇÃO DA UTI:
. Em 1962 estabeleceu a primeira UTI
- Tirar o paciente do estado eminente de cirúrgica;
morte – colocando em condições que
possibilite a continuidade do tratamento da . Elaborou projetos de ambulâncias – UTI
doença de base. transporte.
- Amenizar o sofrimento – dor e falta de ar,
independente do prognóstico.
NORMAS PARA PROJETOS FÍSICOS

Proporcionar condições para internar


PATOLOGIAS MAIS COMUNS PARA pacientes críticos em ambientes individuais e
INTERNAÇÃO NA UTI: coletivos;
-Infarto Agudo do Miocárdio; Executar e registrar assistência medica e
enfermagem;
- Desconforto Respiratório;
Prestar apoio diagnostico-laboratorial de
- Acidente Vascular Cerebral; imagem e terapêutico 24 horas;
- hipotensão arterial refratária. Monitoramento e assistência respiratória 24h;

Assistência nutricional e distribuição de


HISTORIA alimentos;

- Origem nas unidades de recuperação pós- Manter paciente com morte encefálica –
anestésica – monitorização de suas funções transplante.
vitais (respiratória, circulatória e neurológica)

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LEGISLAÇÃO - coronariana,

- Portaria 466 de 04 de junho de 1998; - neurológica,

- Ministério da Saúde; - respiratória,

- ANVISA – Agencia Nacional de Vigilância -trauma,


Sanitária;
- queimados, e outras.
- Divisão de Serviços do Departamento
Técnico-Coordenação de Alta Complexidade CTI: denomina-se Centro de Tratamento
do Departamento de Controle e Avaliação da Intensivo o agrupamento, numa mesma área
Secretaria de Assistência à Saúde/Ministério física, de duas ou mais UTI, incluindo-se,
de Saúde; quando existentes, as Unidades de
Tratamento Semi intensivo.
- Estabelece o Regulamento Técnico para o
Funcionamento dos Serviços de Tratamento
Intensivo e seus respectivos anexos.
DISTRIBUIÇÃO DE LEITOS

Requisitos básicos dos serviços de tratamento


CLASSIFICAÇÃO DAS UTI. intensivo – ANVISA 1998

1. De acordo com a faixa etária dos pacientes 1.9 - É obrigatória a existência de UTI em todo
atendidos: hospital secundário ou terciário com
capacidade igual ou superior a 100 leitos.
- Neonatal - destinado ao atendimento de
pacientes com idade de 0 a 28 dias.
1.10 - O número de leitos de UTI em cada
- Pediátrico - destinado ao atendimento de hospital deve corresponder a entre 6% e 10%
pacientes com idade de 29 dias a 18 anos do total de leitos existentes no hospital, a
incompletos. depender do porte e complexidade deste, e
levando-se em conta os seguintes parâmetros
- Adulto - destinado ao atendimento de referenciais:
pacientes com idade acima de 14 anos.
a. 5% de leitos UTI Adulto em se tratando de
OBS: Pacientes na faixa etária de 14 a 18 anos
Hospitais Gerais;
incompletos podem ser atendidos nos
Serviços de Tratamento Intensivo Adulto ou
b. 5% de leitos UTI Pediátricos em relação ao
Pediátrico, de acordo com o manual de rotinas
total de leitos pediátricos do Hospital;
do Serviço.
c. 5% de leitos de UTI Neonatal em relação ao
número de leitos obstétricos do Hospital;
2. De acordo com a Especialidade:
d. 10% de leitos de UTI Especializada, em se
Denomina-se UTI Especializada aquela tratando de Hospitais Gerais que realizem
destinada ao atendimento de pacientes em cirurgias complexas como Neurocirurgia,
uma especialidade médica ou selecionados Cirurgia Cardíaca e que atendam trauma e
por grupos de patologias, podendo queimados;
compreender:

- cardiológica,

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1.11 - Hospital Materno-Infantil que atenda - Um Enfermeiro para cada turno de trabalho.
gravidez/parto de alto risco deve dispor de
UTI Adulto e Neonatal. - Um Auxiliar de Enfermagem para cada 2
leitos de UTI Adulto ou Pediátrico e um
1.12 - Somente é permitida a instalação de Auxiliar de Enfermagem para cada paciente de
Unidade de Tratamento Semi Intensivo nos UTI Neonatal.
hospitais que disponham de UTI e cuja
modalidade seja correspondente à da UTI - Um funcionário exclusivo para serviços de
existente no hospital. limpeza.

1.13 - Todo hospital que possua Serviços de


Tratamento Intensivo ou atendimento de
Emergência, mesmo não dispondo de UTI, INFRAESTRUTURA
deve contar com um Serviço de Tratamento
Intensivo Móvel, seja próprio, contratado ou Toda Unidade de Tratamento Intensivo deve
conveniado, atendendo aos requisitos possuir, no mínimo, os seguintes ambientes
previstos no Capítulo 4 deste Regulamento para o desenvolvimento de suas atividades:
Técnico.
- Área Coletiva de Tratamento e/ou Quartos
de Pediatria ou Adulto, em UTI Adulto e
Pediátrica.
EQUIPE BÁSICA - Área Coletiva de Tratamento de
Neonatologia, em UTI Neonatal.
- Um Responsável Técnico, com título de
especialidade em Medicina Intensiva, - Quarto de Isolamento.
específico para a modalidade de UTI sob sua
responsabilidade. - Posto/Área de Serviços de Enfermagem.

- Área para Prescrição Médica.


- Um Enfermeiro Chefe, exclusivo da Unidade,
responsável pela área de Enfermagem. - Sala de Utilidades.

- Um Médico Diarista para cada 10 leitos ou - Sala Administrativa.


fração, especialista em Medicina Intensiva,
- Copa.
responsável pelo acompanhamento diário da
evolução clínica dos pacientes internados na - Rouparia.
UTI, ou na Semi intensiva, quando existente.
- Sala de Preparo de Equipamentos/Material.
-Um Fisioterapeuta.
- Depósito de Equipamentos/Material.
-Um Auxiliar de Serviços Diversos/Secretária.
- Sanitário com Vestiário para Funcionários.

- Sanitário ou Banheiro para Pacientes, em UTI


Adulto ou Pediátrica.
Toda UTI deve, em suas 24 horas de
funcionamento, dispor de: - Sala de Espera para Acompanhantes e
Visitantes.
- Um Médico Plantonista para cada 10 leitos
- Sanitário para Público.
ou fração, responsável pelo atendimento na
UTI e na Semi intensiva, quando existente. - Depósito de Material de Limpeza.
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- Sala de Reuniões/Entrevista. PROCEDIMENTOS

- Quarto de Plantão, com Banheiro. Toda UTI deve estabelecer, por escrito, um
manual de rotinas de procedimentos, assinada
- Área de Estar para a equipe de saúde. pelo Responsável Técnico (RT) e Chefia de
Enfermagem, elaborada em conjunto com os
setores afins do hospital (CCIH, Farmácia,
Serviço de Manutenção, dentre outros), e que
contemple, no mínimo, os seguintes tópicos:
Características dos ambientes
a. Procedimentos médicos.
1. Posto de Enfermagem/Área de Serviços:
b. Procedimentos de enfermagem.
- 01 Posto de Enfermagem/Área de Serviços
para cada 10 leitos/berços ou incubadoras. c. Processamento de artigos e superfícies.

- instalado de forma a permitir completa d. Controle de manutenção dos


observação dos leitos/berços ou incubadoras, equipamentos.
seja observação visual ou por meio eletrônico,
e. Procedimentos de biossegurança.
devendo, neste caso, dispor de uma central de
monitores. f. Transporte intra hospitalar.
2. As Áreas Coletiva de Tratamento:

- painéis opacos, ou com possibilidade de Materiais e Equipamentos obrigatórios na UTI:


opacidade, retráteis ou não, entre os leitos,
seja em UTI Pediátrica ou Adulto. - Carro ressuscitador com
monitor/desfribilador.
- lavatórios exclusivos para uso da equipe
de assistência, obedecendo à proporção de 1 - Aspirador portátil
lavatório para cada 5 leitos/berços ou
incubadoras. - Glicosímetro ou hemoglucoteste

3. Isolamento: - Ventilômetro/vacuômetro

- Deve ser previsto um Quarto de - Marcapasso provisório (eletrodo e gerador)


Isolamento, com sanitário ou banheiro, para
- Geladeira para conservação de
cada 10 leitos de UTI, ou fração.
medicamentos
- O Quarto de Isolamento deve ser provido
- Recipiente para aquecimento (banho-maria).
de antecâmara e lavatório exclusivo para uso
da equipe de assistência, além de bancada - Máscara de venturi, com diferentes
com pias de despejo. concentrações

- Maca de transporte com grades laterais e


suporte para soluções parenterais

- Bandejas equipadas para: Curativos, Diálise


peritoneal Drenagem torácica Flebotomia

- Cilindro de oxigênio

- Ar comprimido
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- Aparelho de raios-x móvel- Adaptador para 2. Influencia da doença no comportamento
monitor (cardioscópio e oximetria de pulso) do paciente:
equipamento para cada leito
2.1. Crises de agitação e rebeldia emocional:
- Máscara de oxigênio de diferentes tamanho
berço ou incubadora de UTI - resposta esperada ao despertar de um
coma
- Termômetro
- abstinência de intoxicação alcóolica
- Estetoscópio
- reação a intoxicação barbitúrica na
- Ressuscitador manual (ambú) tentativa de suicídio

- Bomba de infusão 2.2. Transtornos mentais:

- Suporte para frascos de drenagem. - alterações de lucidez

- alterações de consciência

- desorientação, delírio

2.3. Angustia e medo

FATORES PSICOLOGICOS DO 2.4. Paciente inconsciente


PACIENTE NA UTI 3. Fatores ambientais
1. Aspectos gerais: a. Estímulos sensoriais:
- doença é um estado físico e emocional, gera - excesso de estímulos: queixas de dor,
angústia - paciente, família, amigo e respirações ruidosas, excesso de tosse,
profissionais aparelhos e instalações, vozes da equipe;
- UTI: duas faces da moeda - 1. o paciente - carências de estímulos.
com esperança de vida ;
b. Desorientação espaço-temporal
2. o processo
irreversível da morte ativa. c. Afastamento do paciente do seu meio
habitual
- Tanto um lado quanto o outro: para o
paciente e família é a experiência mais d. Outros fatores : espaço, iluminação,
importante da sua vida climatização, pintura.

- Aceitação ou negação: dependem:


processo da doença em si, do tratamento e do
feedback do próximo (família, amigos e 4. Influencia do profissional no
profissionais) comportamento do paciente

- As relações podem resultar: - aspectos gerais: apoio, dedicação,


- colaboração + superação dia a dia = compreensão
êxito
- relação profissional/paciente:
- apatia frente a realidade + frustação=
. chamar pelo nome – estabelecer
barreira no processo de cura
confiança

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. trazer segurança, tranquilidade – a. Paciente grave ou de risco, com
proporcionar explicação concisa e adequada probabilidade de sobrevida e recuperação.
dos procedimentos realizados
b. Paciente em morte cerebral, por
. saber falar e ouvir o paciente – tratar-se de potencial doador de órgãos.
detecção de complicações e avaliação
intelectual, lucidez - Deve ter alta da UTI todo paciente, tão logo
cessadas as causas que justificaram sua
. apoiar o esforço e colaboração do internação, podendo, à critério do
paciente com reforços positivos Intensivista, ser encaminhado para a Unidade
de Tratamento Semi Intensivo.
. atenção aos comentários feitos junto
de pacientes pois aumenta a angustia. - Serão admitidos na Unidade de Tratamento
Semi Intensivo pacientes oriundos da UTI
- acerca dos cuidados assistenciais: e/ou de outras unidades do hospital, a critério
do Médico Intensivista.
. controlar o estado clinico do
paciente sem que perceba estar
continuamente sendo observado;
1. Identidade assistencial da UTI:
. avaliar os efeitos positivos e
negativos do descanso e das pausas noturnas. - equipamentos tecnicamente para
atendimento de pacientes com:
- fatores ambientais:
. grau crítico de insuficiência de 1 ou
. evitar ação direta do foco luminoso mais sistemas;
sobre o paciente;
. estado de choque;
. uso indireto de iluminação;
. PCR
. estimular as suas orientações
espaço-temporal. - consequências das patologias: intoxicação
por barbitúricos, acidentes, agravamento de
- atitudes de bem estar patologias crônicas, desiquilíbrios
metabólicos, pós-cirúrgicos de alto risco,
. fotografias , visitas.
processos complementares (infecção,
transtornos irreversíveis: sepse, morte
cerebral, etc.).

2. Preparação de uma unidade para recepção


do paciente:
INTERNAÇÃO DO PACIENTE UTI
- limpeza de unidade;
Indicações para admissão e alta - ANVISA 1998
- cama adequada;
- As indicações para admissão e alta da
Unidade de Tratamento Intensivo e Unidade - prateleira do boxe: material complementar,
de Tratamento Semi intensivo são atribuições medicação de primeiro uso, material de
exclusivas do Médico Intensivista. oxigenação, material de aspiração;

- Terá indicação para admissão em Unidade


de Tratamento Intensivo:
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- materiais de controle clínico: monitor, ATIVIDADES DO TECNICO DE
termômetro, esfigmo manômetro e
ENFERMAGEM NA UTI
estetoscópio, sistema fechado de diurese;
1. Como integrante da equipe de enfermagem
- mesa de apoio;
- revisão do carro de urgência, para reposição
- materiais de higiene;
do material, controle das datas de validade
- elementos de suporte: soro, bombas de dos medicamentos e verificação da boa
infusão; funcionalidade dos dispositivos de urgência.

- carro de curativo; - rever o carro de curativos, repondo-o,


controlando o prazo de esterilidade do
- material de urgência = carro de emergência, material e do equipamento cirúrgico (caixas
tabua de massagem, desfibrilador, ventilador de pequena cirurgia, drenagens tipo
volumétrico. Penrose).

- verificar o funcionamento dos aparelhos


existentes no boxe do paciente, como o
3. Prontuários do paciente: impressos e monitor eletrocardiográfico, o ventilador, o
gráficos, historia clinica, ações conjuntas, aspirador, a bomba de infusão, e os de
plano de cuidados. primeiro uso em caso de urgência, como o
desfibrilador, verificando a sua correta
conexão à rede elétrica e às tomadas
4. Plano assistencial na internação: correspondentes.

- instalar o paciente na cama própria UTI;

- proceder com o recolhimento da roupa e 2. Outras atividades


objetos pessoais que deverão ser guardados
A – Aspectos gerais:
em saco e entregues à família;
- o técnico e o auxiliar de enfermagem zelarão
- monitorização eletrocardiográfica;
para que a unidade disponha da roupa
- avaliação dos sinais vitais: R, PA, P; suficiente, material de curativos, material
descartável, material multiuso, material
- coletas de exames solicitados conforme esterilizado, reserva de ventiladores, sistemas
protocolo da UTI; de drenagens.

- administração de medicação enteral, - efetuarão a limpeza e reposição das estantes


parenteral e soroterapia conforme prescrição e armários em cada boxe: material e
médica; medicação.

- oxigênio terapia mediante cateter, máscara, - farão a organização dos recursos materiais
tenda de O2, ventilador; nas respectivas salas de armazenamento,
rouparia e farmácia.
- procedimentos: colocação de sonda gástrica
e vesical, eletrocardiograma, radiografia - procederão à limpeza dos instrumentos e
torácica; aparelhos clínicos

- procedimentos de higiene, mudança de - farão o controle do material clinico


roupa de cama. reutilizável (acessórios de ventilador,

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instrumental), em coordenação com o serviço clínico por parte dos serviços de esterilização,
central de esterilização. registrarão as mudanças e desinfecção de
circuitos ventilatórios

. acerca de resultados pendentes:


B – Em relação ao paciente: pedirão os resultados de exames pendentes,
para que o médico possa ajustar o correto
- farão a informação relativa a ocorrências, de
tratamento ao paciente.
forma oral e escrita.

- colaboração com o médico nas seguintes


atividades:

. cirúrgicas: tratamentos, punções,


MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE
mudança de curativos, fixação de vias (tubo
endotraqueal, cânula de traqueostomia, INFECÇÃO HOSPITALAR
drenagem torácica), coleta de amostras e
Infecção hospitalar: toda patologia infecciosa
mudanças de sistemas de perfusão.
contraída no hospital devido a micro
. médicas: avaliação e registros de sinais organismos reconhecíveis clínica e micro
hemodinâmicos, administração de medicação biologicamente, e que afeta o paciente,
e soroterapia, mudança de filtros hidrófobos e provocada pela internação ou por cuidados
circuitos do ventilador do paciente, técnicas que tenha recebido.
invasivas e não invasivas de implantação de
Cerca de 5% a 10% dos pacientes internados
cateteres, realização de eletrocardiograma do
contraem infecção hospitalar com o risco
paciente, coletas para exames.
aumentado com procedimentos como
. urgências e de emergências. cirurgia, sondagem vesical, intubação e
instalação de cateteres venosos centrais.

Fatores que interferem na infecção: agente,


C - Atividades que levem conforto e bem estar as fontes de infecção, vias de transmissão da
ao paciente : higiene, mudança posturais, infecção, suscetibilidade do hospedeiro, o
fisioterapia respiratória processo infeccioso.

1. Agente – é o micro-organismo, bactéria ou


vírus. No âmbito hospitalar: Pseudomonas,
D – Responsabilidade profissional: Estafilococos, Cândida, CMV
(citomegalovírus), Hepatite.
- assinalar nas folhas respectivas o resultado
das atividades que desempenham: 2. Fontes de Infecção – humanas = infecção
cruzada = profissionais; animais e insetos;
. na folha diária de cada paciente: registro
objetos ou elementos inertes = piso, parede,
de medicação administrada por via enteral,
prateleiras, etc.; vários = plantas de adorno.
dietas, conteúdo das drenagens, avaliação da
temperatura axilar, a colocação da bomba de
infusão
3. Vias de transmissão da infecção:
. acerca dos protocolos: preencherão
adequadamente os protocolos existentes na - por contato direto = pessoa com ferida,
unidade, acerca das atividades que lhe foram picada de agulhas infectadas;
destinadas, registrarão a entrega e o
recolhimento de instrumental e material

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- por contado indireto = objetos - protocolos de ação contra infecção
contaminados: instrumentos, materiais hospitalar com revisão periódica dos mesmos.
diversos; descuido de assepsia e esterilização
nos procedimentos; B .Ações concretas:

- pelo ar = inala micro-organismo através - correta lavagem das mãos, antes e depois de
do trato respiratório; entrar em contato com o paciente;

- vetores = moscas, mosquitos; - trabalhar com higiene cuidadosa, com as


unhas cortadas, sem anéis ou outros
- alimentos = indevidamente conservados elementos de adorno que possam ser
e consumidos em mau estado. reservatórios de germes;

- uso de luvas descartáveis para todas as


atividades assistenciais;
4. Susceptibilidade do hospedeiro: o micro-
organismo penetra no organismo do paciente - retirar vasos, jarras ou outros elementos de
e o sistema imunológico põe em ação uma adornos das salas ou quartos dos pacientes;
serie de mecanismos para atuar contra as
toxinas do germe e evita sua reprodução e - utilizar no máximo possível, materiais
desenvolvimento de uma infecção. O sistema descartáveis em todos os procedimentos,
imunológico debilitado é deficiente para sobretudo nos invasivos;
reagir à presença do micro organismo e assim
- utilizar recipientes apropriados para
o paciente é susceptível para contrair doença.
eliminação de material, sobretudo nos
EX: recém-nascidos, grandes queimados, serviços de urgências;
transplantados, imuno deprimidos e
- o piso deve ser limpo com esfregão úmido,
infectocontagiosos (leucemia, paciente
para não mobilizar poeira;
infectados pelo HIV)
- evitar deambulação desnecessária pela
5. Processo infeccioso: Entrada do micro
umidade, pois ao transportarmos os germes
organismo - reação localizada – exsudado
de um local para o outro, tornamo-nos
purulento, tumefação, calor, rubor, febre ou
também portadores para outros pacientes;
infecção generalizada – septicemia.
- adotar medidas de proteção especifica em
função do tipo de isolamento a que esteja
Prevenção das infecções no meio sujeito o paciente internado na unidade;
hospitalar: - incentivar a educação para saúde das
pessoas que tem contato com o paciente:
Base = evitar infecção cruzada = criando
familiares, amigos e público em geral.
barreiras entre paciente e profissional

A. Âmbito geral:
C. Isolamento do paciente:
- sensibilizar e conscientizar o profissional de
saúde a respeito da cadeia de transmissão da - adoção de medidas para impedir que os
infecção; micro organismos se disseminem no
ambiente próprio e alheio, impedindo o
- programas de reciclagem realizados pela
contagio de outros pacientes, visitas e
Educação Continuada;
profissionais

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Tipos de isolamentos: Precauções Padrão :
- precauções padrão: lavagem de mãos, Equipamento de Proteção Individual
proteção individual - avental, máscara,
óculos, luvas Colocação correta do equipamento individual
de proteção
- precauções expandidas: contato, gotículas,
aerossóis, ambiente protetor, precauções para
pacientes com micro-organismos
multirresistentes (MR)

1. Precauções Padrão:

– Atualização das orientações relacionadas à


higiene das mãos.

–Categoria IB -1996

–Categoria IA -2007

Aplicam-se à: sangue, todos os fluidos


corporais, secreções e excreções,
independentemente de conterem sangue
visível ou não; pele não intacta e mucosas.

Use Precauções Padrão para todos os clientes RETIRADA CORRETA DE EQUIPAMENTO DE


independente de sua condição infecciosa, PROTEÇÃO INDIVIDUAL
presença ou não de doenças transmissíveis.

Precauções Padrão :

Equipamento de Proteção Individual :


avental, máscara, óculos, luvas, gorro.

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–Higiene Respiratória/Etiqueta de Tosse - Manter paciente em quarto privativo ou
coorte, distância mínima entre os leitos de
Educar o pessoal sobre a importância de 1m.
contenção das secreções respiratórias,
especialmente durante surtos sazonais de
infecções virais do trato respiratório.
4. Precaução para Aerossóis
Ex. Gripe, Vírus Sincicial Respiratório,
adenovirus, para-influenza, síndrome . Nos aerossóis, as partículas são menores,
respiratória aguda grave (SARS). permanecem suspensas no ar por longos
períodos de tempo e, quando inaladas, podem
penetrar mais profundamente no trato
respiratório.
2. Precauções de Contato:
- Partículas
- objetivo: prevenção de micro organismos :
- Máscara N95 (verificar vedação)
•De um paciente para outro
paciente; - Internação em quarto privativo, pressão
negativa, porta fechada.
•De um paciente para um
profissional da saúde;

• De um portador são ou doente 5. Ambiente Protetor


para outro.
Indicação: – Destinado à pacientes de alto
- Local de internação: quarto privativo risco* com o objetivo de impedir a aquisição
de esporos fúngicos do ambiente.
- Se isolamento tipo coorte:
- Reformas e construções,
- Manter distância entre os leitos
(mínimo três pés). - Vasos e plantas

- Realizar a troca de paramentação


entre o atendimento aos pacientes.
O ambiente protetor consiste em...
- Evitar acomodação no quarto de
pacientes que possam ter evolução mais grave - Uso de filtro HEPA no ar que entra no quarto
diante de infecções. e utilizar antessala.

- Fluxo dirigido

3. Precauções específicas: gotículas - Pressão positiva em relação ao corredor

As gotículas têm tamanho maior que 5 μm e - ≥12 trocas por hora


podem atingir a via respiratória alta, ou seja, - Estratégias para diminuir poeira
mucosa das fossas nasais e mucosa da
cavidade bucal. - Proibição de flores/plantas
- Partículas - Reforçar práticas de precaução padrão
- Utilizar máscara cirúrgica (dispersão 1 - Transporte limitado
metro)

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DRENAGENS
É um método terapêutico e de diagnóstico
mediante a colocação de dispositivos ocos de
plásticos, tipo sonda, cateter, trocanter e etc.,
em cavidades naturais e cirúrgicas , facilitando
a saída de líquidos, ar ou exsudato acumulado
nessas cavidades para o exterior, podendo
fazer-se o recolhimento em recipientes
destinados a esse fim.

Tipos de drenagens:

1. Drenagens de cavidades por procedimentos


naturais: SNG, SVD, sonda retal;

2. Drenagens de cavidades por métodos


cirúrgicos através de tubos de borracha,
cateteres e dispositivos especiais – dreno de
tórax, dreno abdominal.

CUIDADOS INTENSIVOS DE
ENFERMAGEM AO PACIENTE COM
DRENO DE TÓRAX
Drenagem Torácica: esvaziamento de
conteúdo líquido ou gasoso patologicamente
retido na cavidade pleural.

Tubos torácicos:

Os tubos torácicos são usados em clientes nos


quais é necessário retirar o conteúdo líquido
ou gasoso patologicamente retido na cavidade
pleural ou mediastino.

Os diâmetros dos tubos são aferidos em


medida francesa (F) (French). Os tubos
calibrosos (20F a 36F) são usados para drenar
sangue e secreções espessas, enquanto os
mais finos (16F a 20F) são utilizados para
retirar ar. Os sistemas de drenagem torácica
podem ter um, dois ou três frascos cheios de
água. O princípio é igual em todos eles, a
vedação aquática com selo d’ água usa uma
válvula unidirecional que possibilita que o ar
deixe a cavidade pleural e impede que volte,
mantendo, desse modo, pressão negativa.
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Tubo cilíndrico em PVC cristal flexível, Auxiliar o médico no posicionamento do tórax
transparente, superfície lisa, atóxico, com a ser drenado; elevar acima da cabeça e
linhas radiopacas em toda sua extensão. restringir o braço no lado a ser drenado.

Colocar sobre campo estéril: fio de sutura,


lâmina de bisturi e cateter de drenagem.
Material para drenagem torácico:
Segurar o anestésico para que o médico aspire
Mesa auxiliar sem contaminar.
Foco auxiliar Despejar solução antisséptica na cuba rim.
Caixa pequena cirurgia padronizada pela Ajustar foco luz.
instituição
Atender paciente e o médico durante
Drenos tórax compatível com a finalidade procedimento.
Gazes estéreis Preencher o frasco de drenagem com SF 0,9%
conforme orientação médico.
Fios de sutura
Após introdução do dreno, auxiliar na conexão
Seringas e agulhas
deste á extremidade distal do sistema sem
Solução antisséptica contaminar.

Luvas estéreis Após termino do procedimento, descartar


material perfuro cortante em recipiente
Capote especial (descarpack) e os demais no lixo
hospitalar.
Gorro cirúrgico
Fazer curativo no local da inserção.
Máscaras
Registrar todo material utilizado, deixar
Anestésico local a 2% sem vasoconstritor paciente e a unidade em ordem.
Lâmina de bisturi de acordo com cabo de Identificar curativo com data, hora, nome do
bisturi realizador e anotar no prontuário.
Frascos de sistema de drenagem Lavar as mãos.
Soro fisiológico para preenchimento do frasco Ligar para o setor de radiologia para realização
ou frascos de raio X de tórax. (confirmar posicionamento
do dreno tórax).
Fita adesiva

Recipiente para lixo


Cuidados Intensivos de Enfermagem:

Lavar as mãos, secar e fazer antissepsia com


Cuidados de enfermagem na Assistência á
álcool 70% ( ou seguir protocolo de cada
Drenagem Torácica:
instituição).
Lavar as mãos, reunir material e levar para
Preencher o selo d´água com 300 ml de soro
beira leito.
fisiológico 0,9%, ou 500 ml da mesma solução
Dispor material sobre mesa auxiliar. ( ou seguir protocolo da sua instituição).
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Após-instalação do dreno, a mensuração dos 2. Via artificial de eliminação de fezes e urina
débitos dos drenos deverá ser feita a cada 6 por patologia neoplásica, processos irritativos
hora ou intervalos menores caso haja registros crônicos e outros, o paciente vê impedida a
de débitos superiores a 100 ml/hora.( casos eliminação dos mesmos pelas vias naturais.
de conteúdo liquido ).

A mensuração deverá ser feita colocando uma


fita adesiva ao lado da graduação do frasco, Tipos de drenos:
onde o técnico de enfermagem deverá marcar
1. Dispositivos temporários: Penrose ou Kher
com uma caneta o volume drenado marcando
– drenagem por ação da gravidade e Redon
também a hora da conferencia.
(redivac) ou Jackson-Pratt – drenagem
A troca do selo d´água deverá ser feita a cada mediante vácuo ou pressão negativa.
12h.
2. Dispositivos permanentes: ileostomia,
Clampear o dreno para que não haja entrada colostomia, urostomia.
de ar para a cavidade torácica e após a troca,
lembrar sempre que o dreno deve ser
desclampeado. Cuidados de enfermagem com dreno
abdominal:
Os curativos na inserção dos drenos devem
ser trocados diariamente utilizando os Conhecer em que local está colocado e para
produtos preconizados pelo Serviço de que foi colocado: para drenar exsudato, pús,
Infecção Hospitalar de cada instituição. controlar hemorragias.
Colocar frasco de drenagem no piso, dentro Conservar a permeabilidade e detectar
de suporte, próximo ao leito do paciente, ou complicações como hemorragia ativa e uma
dependurá-lo na parte inferior do leito, escassez de drenado.
evitando-se desconexões acidentais ou
tombamento do frasco. Mudança de bolsas coletoras e controle em
quantidade e qualidade do conteúdo
"Ordenhar" ou massagear a tubulação na evacuado.
direção do frasco coletor de drenagem, de 2
em 2 horas ou conforme protocolo da Oferecer apoio emocional.
instituição.
Instruir acerca dos cuidados que deverá ter
Nunca elevar frasco de drenagem acima do após superar as etapas críticas.
tórax sem ser clampeado.

Lavar as mãos, conforme após procedimento e


sempre que houver necessidade de Principais complicações:
"ordenhar" tubulação.
- Hemorragias causadas por lesões de vasos da
parede abdominal.

DRENAGEM ABDOMINAL - Eviscerações pelo orifício de drenagem.

Propósito: - Infecção da ferida operatória.

1. Avaliar o conteúdo da cavidade abdominal - Erosões de estruturas intra-abdominais.


como consequência de traumatismo ou para - Migração do dreno para a cavidade (má
assegurar a correta limpeza da cavidade em fixação).
caso de cirurgia .
14
- Contaminação da área drenada 2. Respiração abdominal e torácica:
retrogradamente (de fora para dentro).
- Respiração abdominal: predomina a
- Aumentar a reação inflamatória por serem respiração diafragmática, abdome se eleva e
os drenos, corpos estranhos deprime com a inspiração e expiração durante
o sono.

- Respiração torácica: participação dos


músculos costais, subida e descida do tórax na
inspiração e expiração quando se realizam
exercícios intensos.

SISTEMA RESPIRATORIO
3. Distensibilidade e pressão das vias
respiratórias:

- complacência ou distensibilidade pulmonar =


é a capacidade dos pulmões para acolher um
determinado volume de ar.

- Pressão das vias respiratórias = é a


resistência oferecida pelas vias respiratórias
ao fluxo de ar que transportam até os
alvéolos.

Principal missão: proporcionar O2 às células . resistência superior – broncoespasmo


do organismo e eliminar dióxido de carbono (asma), edema pulmonar
(CO2) – produto do metabolismo celular.
. distensililidade pulmonar alta –
Respiração: transporta O2 às células do resistência normal a entrada de ar
organismo e se extrai dióxido de carbono para
ser eliminado para o exterior. . distensibilidade pulmonar débil –
enfisema pulmonar
Fases da Respiração: Ventilação, difusão e
perfusão. . grande resistência à distensão
pulmonar – fibrose, edema pulmonar
I. Ventilação: fase completamente mecânica,
transportar ar pelas vias respiratórias até os . redução a complacência –
alvéolos. pneumotórax, hemotórax

1. Fases da ventilação:

1.1. Inspiração: fase ativa, o ar chega aos II – Difusão: através da membrana alveolar,
pulmões. O diafragma mais os músculos semipermeável, produz a troca gasosa,
intercostais externos provocam o aumento da cedendo oxigênio e captando dióxido de
caixa torácica. carbono.

1.2. Expiração: fase passiva, expulsa o ar para


o exterior e ocorre o relaxamento da caixa
III – Perfusão: transporta oxigênio dos
torácica.
capilares às células. Esta fase é favorecida se

15
os alvéolos recebem uma adequada irrigação 2. Tipo II = Hipercapnia: representa o excesso
e as suas paredes endoteliais estão integras. da pressão arterial de dióxido de carbono (Pa
CO2) no sangue arterial.

- Causas: alterações neurológicas, depressão


do SNC por medicamento como barbitúricos,
morfinas e sedativos, fraturas costais ou do
INSUFICIÊNCIA RESPIRATORIA esterno, asma, bronquite crônica, etc.
Situação em que o paciente não é capaz de
- Sinais e sintomas: sudorese, dispneia, fadiga,
manter os níveis de O2 e CO2 no sangue,
taquicardia, hipertensão, confusão mental,
dentro dos parâmetros respiratórios do
PCR.
individuo saudável.
- Tratamento: combate da patologia de base,
Diagnostico - critérios gasométricos:
hipercapnia não requer uma atuação tão
- PH = representa grau de acidez ou rápida como no caso da hipóxia, mas continua
alcalinidade de uma substancia a ser primordial, se não obter resultado
aplicar ventilação artificial.
= condições normais = PH do sangue =
7.35 a 7.45

- Pressão arterial de oxigênio: PaO2 = 3. Insuficiência mista: apresenta hipoxemia


80mmHg mais hipercapnia, apresenta a somatória
causal, sintomática e tratamento.
- Pressão arterial de dióxido de carbono:
PaCO2 = 35 a 45 mmHg

- Bicarbonato padrão = 22 a 26 mEq/l

- Saturação de O2 = 97 % sangue arterial ALTERAÇÕES RESPIRATÓRIAS E


METABÓLICAS:
= 75% sangue venoso
1. Acidose respiratória: pH menor que 7.35 e
PaCO2 elevado, devido a hipoventilação –
bronquite crônica, atelectasia extensa,
Tipos de Insuficiência Respiratória: inconsciência profunda, parada respiratória.
1. Tipo I = Hipoxemia ou hipóxia: diminuição 2. Alcalose respiratória: pH maior que 7.45 e
da pressão de O2 no sangue arterial, abaixo PaCO2 baixa, hiperventilação devido a dores,
de 60 mm Hg. histeria ou hiperventilação através de um
ventilador.
-Causas: tumores, atelectasia, asma e etc.
3. Acidose metabólica: pH baixo, déficit de
- Sinais e sintomas: taquipneia e respiração
bases, perda de bases através de fístulas
profunda; taquicardia e hipertensão; agitação,
intestinais ou de diarreias, descompensação
sonolência, convulsões, bradicardia, coma,
diabética , alto nível de ácido láctico devido à
PCR, cianose.
falta de oxigênio nas células (parada cardíaca,
-Tratamento: é fundamental ser precoce, circulação sanguínea escassa, insuficiência
oxigênio terapia, ventilação mecânica, trata renal)
doença de base (asma, pneumonia,
4. Alcalose metabólica: pH alto, excesso de
cardiopatia).
base, perda de ácidos ao vomitar
repentinamente, o que ocasiona perda de
16
suco gástrico como sua elevada proporção de Indicações: O uso de oximetria de pulso é
acido clorídrico. recomendado em situações em que a
oxigenação do paciente pode ser instável,
5. Efeitos da variação do pH: Produzem como em áreas de cuidados intensivos, ou no
alterações significativas no funcionamento do departamento de emergência de um hospital.
organismo: Técnica também é utilizada para a avaliação
de pacientes crônicos na atenção primária e
-Aumento da resistência vascular pulmonar;
os pilotos do avião direcionando
- Redução da resistência vascular sistêmica; despressurizada.

-Alterações da atividade elétrica do miocárdio; CUIDADOS DE ENFERMAGEM:

-Alterações da contratilidade do miocárdio; - Se as extremidades do paciente estiverem


frias, procurar aquecê-las, pois a hipo
-Alterações da atividade elétrica do sistema perfusão distal interfere no valor.
nervoso central;
- Remover esmaltes coloridos, pois
-Alterações da afinidade da hemoglobina pelo impossibilita a leitura óptica infravermelha.
oxigênio;
- Em caso de alarme de saturação de oxigênio
-Modificação da resposta a certos agentes abaixo do limite, verificar primeiro se o sensor
químicos, endógenos e exógenos, como por está posicionado adequadamente ao paciente.
exemplo, hormônios e drogas vasoativas.
- Alternar o local de posicionamento do
5. Soluções tampão: sistemas que tendem a sensor, a fim de evitar lesões de pele.
se opor à mudanças de pH, mantém a
homeostase, Equilíbrio ácido – básico. - As - Manter os alarmes ativos.
soluções tampão são usadas sempre que se
necessita de um meio com pH
aproximadamente constante.

GASOMETRIA ARTERIAL
Sistemas atuantes: A gasometria arterial é um exame invasivo
- Tampões plasmáticos: o efeito de ácidos ou que mede as concentrações de oxigênio, a
bases adicionados ventilação e o estado ácido básico.
nos líquidos corporais, atuação imediata. Valores Normais de uma Gasometria Arterial
- Sistema pulmonar: elimina ou retém CO2, são:
atuação em minutos a horas. - pH 7,35 a 7,45
- Sistema renal: excreção de urina ácida ou - PO2 80 a 100 mm Hg
básica, atuação em horas a dias.
- PCO2 35 a 45 mm Hg

- BE -2 a +2
OXIMETRIA DE PULSO
- HCO3 22 a 28 mEq/L
É um método não invasivo que permite
determinar a percentagem de saturação de - Sat O2 > 95%
oxigénio de hemoglobina no sangue de um
paciente utilizando métodos fotoelétricas.
17
Acidose Respiratória (Aumento da PCO2) respiratória (diminuição de H+, aumento do
pH).
Qualquer fator que reduza a ventilação
pulmonar, aumenta a concentração de CO2 Hipoventilação - Hipocapnia (PCO2 <
(aumenta H+ e diminui pH) resultando em 35mmHg) = Alcalose respiratória
acidose respiratória.

Hipoventilação - Hipercapnia (PCO2 >


45mmHg) = Acidose respiratória Causas de Alcalose Respiratória:

• Hiperventilação por ansiedade, dor,


hipertermia, hipóxia, grandes altitudes;
Causas de Acidose Respiratória:
• Hiperventilação por VM;
• Lesão no Centro Respiratório (AVE, TCE,
tumor); • Lesões do SNC, tumores, encefalites,
hipertensão intracraniana;
• Depressão no Centro Respiratório
(intoxicações, anestésicos, sedativos, lesões, • Salicilatos e sulfonamidas;
narcóticos);
• Alcalose pós-acidose.
• Obstrução de Vias Aéreas (Asma, DPOC,
secreção, corpo estranho);

• Infecções agudas (Pneumonias);


Acidose e Alcalose Metabólica
São anormalidades na concentração de HCO3-
• Edema Pulmonar;
(Bic) que podem alterar o pH do sangue.
• SDRA, Atelectasias, Pneumotórax, Fibrose
Acidose Metabólica (diminuição de HCO3-)
Pulmonar;
Causas de Acidose Metabólica:
• Trauma torácico, deformidades torácicas
severas; • Insuficiência Renal;
• P.O cirurgia abdominal alta, toracotomias; • Cetoacidose diabética;
• Distensão abdominal severa; • Ingestão excessiva de ácidos;
• Doenças Neuromusculares (Poliomelite, • Perdas excessivas de bases (diarreias);
Polirradiculoneurites);
• Elevação de ácido láctico na glicogenólise
• Trombo embolia Pulmonar; muscular (aumento do trabalho respiratório);
• Fadiga e falência da musculatura • Hipóxia (insuficiência respiratória, choque
respiratória. circulatório);

• Hipertermia, doenças infecciosas, anorexia.


Alcalose Respiratória (diminuição da PCO2)

Quando a ventilação alveolar está aumentada Alcalose Metabólica (aumento de HCO3-)


a PCO2 alveolar diminui, consequentemente,
haverá diminuição da PCO2 arterial menor Causas de Alcalose Metabólica:
que 35 mmHg, caracterizando uma alcalose
• Oferta excessiva de bicarbonato;
18
• Perda de suco gástrico por vômitos ou • Cateter nasal
aspirações de sondas gástricas;
• Traqueostomia
• Uso abusivo de diuréticos e corticosteroides;
• Tubo T
• Insuficiência respiratória crônica (retentores
crônicos de CO2). • Tenda de oxigênio/HOOD

RESOLUÇÃO COFEN Nº 390/2011 • Máscara facial

Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, • Máscara de oxigênio


a punção arterial tanto para fins de
• Máscara nasolaringe
gasometria como para monitorização da
pressão arterial invasiva é um procedimento • Tubo endotraqueal (TOT/TNT)
privativo do Enfermeiro, observadas as
disposições legais da profissão. Máscara de Venturi

A máscara de Venturi fornece uma


concentração de oxigênio de 24% a 50%. O
fluxo geralmente utilizado é de 4 a 12 litros
por minuto, conectada diretamente a rede de
OXIGENOTERAPIA O2. Com umidificador usa-se 15L/min.
A administração de oxigênio deve ser feita
com o mesmo cuidado que se dedica a
administração de qualquer medicação.

Indicações para o uso do oxigênio:

• Corrigir hipoxemia/hipóxia tissular.

• Prevenir trabalho cardiopulmonar Vantagens:


excessivo.
• É leve e bem tolerada pelo paciente.

• Protege contra dosagens nocivas de


Tipos de oxigeno terapia: oxigênio.
• Sist. de baixo fluxo: cateter nasal, Desvantagens:
cateter nasofaringe, máscaras para NBZ.
• Desloca-se facilmente.
• Sist. de alto fluxo: máscara de Venturi.
• Dificulta a fala.
• Sist. de umidificação: umidificadores
de ambiente. • Impossibilita o paciente de comer
enquanto usa.
• Sist. de nebulização: NBZ pneumático,
ultrassônico, micro nebulizador.

Meios de administração de oxigênio:

• Máscara de Venturi

19
Cateter NASAL 3. Instalar o Fluxômetro na rede de
oxigênio e testá-lo.

4. Colocar água destilada no


umidificador e fechar bem e conectá-lo ao
Fluxômetro.

5. Conectar o látex ao umidificador.


Este meio fornece uma quantidade moderada 6. Identificar o umidificador.
de oxigênio (20 a 28%) com um fluxo de 1 a 8
litros por minuto. 7. Instalar o cateter nasal no paciente e
ajustá-lo bem.
Vantagens:
8. Conectar o cateter nasal ao látex, abrir
• É leve e bem tolerada e regular o Fluxômetro, conforme prescrição
• Não interfere com a fala e a médica.
alimentação. 9. Recolher o material e registrar na folha
Desvantagens: de anotações da enfermagem.

• Quantidade incerta de oxigênio 10. Trocar o cateter nasal diariamente.


fornecida. 11. Trocar o umidificador e extensão a
• Resseca a mucosa nasal, pois fornece cada 48 horas.
pequena umidade.

• Pode ser irritante e incomodo com o Cateter Nasofaringe


uso prolongado.

• Fluxos rápidos podem provocar dor


nos seios nasais.

Técnica de instalação do cateter nasal tipo


óculos

Material:

1. Cateter nasal tipo óculos; O cateter nasofaringe fornece quantidade


moderada de oxigênio (30 a 50%) a um fluxo
2. Umidificador; de até 8 l/min. É frequentemente
utilizado para pacientes com infarto do
3. Extensão de borracha; miocárdio, pneumonia e choque.
4. Fluxômetro; Vantagens:
5. 50 ml de água destilada; • O paciente recebe oxigênio mesmo
respirando pela boca ou pelo nariz.
Procedimento
• A quantidade de oxigênio fornecida
1. Lavar as mãos e reunir o material. geralmente é adequada.
2. Explicar o procedimento ao paciente.

20
Desvantagens: 7. Hiperextensão o pescoço do paciente.
Lubrificar o cateter e introduzi-lo em uma das
• Resseca a mucosa narinas, até aproximadamente 2 cm da marca
do esparadrapo.
• Não permite um alto grau de
umidificação. 8. Conectar o cateter a extensão de
látex, abrir e regular o fluxômetro, conforme
• Não fornece uma concentração
prescrição médica.
elevada de oxigênio.
9. Registrar o procedimento no
• Se mal posicionada pode insuflar o
prontuário.
estômago.
10. Trocar o umidificador e látex a cada
48hs.
Técnica para instalação do cateter nasofaringe
11. Trocar o cateter diariamente
Material: alternando as narinas.

1. Cateter nasofaringe de numeração


adequada.
Colar de Traqueostomia
2. Esparadrapo

3. Gaze com lubrificante

4. Umidificador

5. Látex

6. Fluxômetro
Fornece oxigênio e umidade diretamente à
7. 50 ml de água destilada traqueia. É utilizado com frequência para
pacientes que estão sendo retirados do
Procedimento: respirador mecânico.
1. Lavar as mãos e reunir o material. Vantagens:
2. Explicar o procedimento ao paciente. É muito bem tolerado e permite ajuste
adequado de umidade.
3. Instalar o fluxômetro a rede de
oxigênio. Desvantagens:
4. Colocar água destilada no Se administrado em temperatura inadequada
umidificador e fechar bem e conectá-lo ao (concentrador de oxigênio) pode provocar
fluxômetro. queimadura.
5. Identificar o umidificador.

6. Medir o tamanho do cateter a ser


introduzido: da ponta do nariz até o inicio do
canal auditivo externo: marcar o limite com
uma tira de esparadrapo.

21
Tubo T Gera pânico em pacientes que não suportam
locais fechados.

Câmara Hiperbárica

Geralmente utilizado para fornecer mistura de


ar/oxigênio altamente umidificado, por meio
de traqueostomia ou tubo endotraqueal.

Vantagens:

A concentração de oxigênio e a umidade


podem ser reajustadas a todo momento S/N.

Desvantagens: Definição:
Se houver obstrução da via de saída do ar,
poderá ocorrer um barotrauma. É um método terapêutico no qual o paciente é
submetido a uma pressão maior que a pressão
FiO2 estimada = FiO2 atmosfera + 4 x O2
atmosférica, no interior de uma câmara
ofertado
hiperbárica, respirando oxigênio a 100%. Ela
Ex.: 21 + 4 x 3 = 33% consiste em um compartimento selado
resistente á pressão que pode ser
Tenda de Oxigênio/Capacete de
pressurizado com ar-comprimido ou oxigênio
Oxigênio/HOOD
puro, pode ser de grande porte acomodando
vários pacientes (câmara multiplace), ou de
tamanho menor acomodando apenas o
próprio paciente (câmara monoplace).

O efeito principal desta terapia hiperbárica é


aumentar a pressão parcial do oxigênio no
plasma. As sessões duram em média 60 a 90
Fornece uma concentração de oxigênio muito minutos não devendo ultrapassar 2 horas.
variável e não muito alta, sendo geralmente
indicado para recém-nascidos (HOOD).
Indicações:
Vantagens:

Fornece uma atmosfera fresca e úmida. Tratamento de gangrena gasosa, infecções


necrotizantes de tecidos moles, doença de
Desvantagens: Crohn, isquemia periférica aguda,
osteomielites, intoxicações por monóxido de
A concentração de oxigênio cai para valores
carbono e cianeto, enxertos e retalhos
de ar ambiente, toda vez que se abre a tenda.
comprometidos, necrose por radiação,
O paciente fica permanentemente molhado micoses refratárias, embolia traumática pelo
pela umidade.
22
ar, anemia pós-hemorrágica, queimaduras, Deixa a face frequentemente úmida.
facilita a cura de lesões da pele.
Máscara facial com reservatório
Efeitos indesejáveis: excitabilidade,
convulsões, dor retroesternal, tosse seca,
hemorragia em vias aéreas superiores.

Contra indicações: uso de drogas


(doxorrubicin, dissulfiran, cis-platinum),
pneumotórax não tratado, gravidez. Infecções
de vias aéreas superiores, DPOC, hipertermia,
cirurgia prévia no ouvido, infecção viral na
fase aguda. Máscara nasal

Máscara Facial de oxigênio

Máscara de oxigênio com ambú

Dispositivo aberto, de plástico, adaptado à


frente do rosto e apoiado no queixo. Fornece
grande quantidade de umidade, porém
pequena de oxigênio.

Vantagens:
Dispositivo de borracha que se ajusta
É de fácil utilização, é bem tolerada e é útil firmemente, envolvendo nariz e boca,
para administrar oxigênio com alta umidade. geralmente adaptada ao ambú (sistema
bolsa-máscara). Fornece alta concentração de
oxigênio (90 a 95%) com fluxo de 8 l/min.
Desvantagens:

Vantagens:
Intolerância por parte de alguns pacientes

É leve e fácil de usar


Pode exercer pressão sobre partes ósseas

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Proporciona umidade adequada e alta Risco refluxo gástrico;
concentração de oxigênio.
Distensão gástrica;
Desvantagens: As mesmas da máscara facial
de oxigênio. Técnica para inserção da Máscara Laringe

Máscara Laríngea (ML)


1. Imediatamente antes do uso desinfle
totalmente o manguito contra uma
superfície plana, sempre mantendo as
bordas lisas e com superfície
uniforme.

2. Lubrifique a face posterior da ML com


geleia anestésica (xylocaina).

3. Posicione a cabeça e pescoço do


É um tubo curvo que forma uma vedação na paciente como se fosse realizar
entrada da laringe, é simples e atraumática intubação endotraqueal
sua colocação. Meio eficaz para ventilação (hiperextensão do pescoço).
espontânea ou controlada.
4. Segure a ML como se fosse uma
É uma alternativa a intubação oro traqueal caneta, com o dedo indicador no
difícil, anestesia e reanimação, não necessita juncal do manguito e o tubo;
de laringoscópio para sua inserção, tem mantenha o pescoço fletido e a
tamanhos variados (prematuro ao adulto), cabeça estendida com uma mão,
máscara descartável e reutilizável (que pode enquanto inicia com a outra mão a
ser esterilizada). passagem da ML com sua abertura
voltada para frente e o dorso contra
Contra indicações: os dentes incisivos do paciente.

Pacientes com estômago cheio, hérnia de 5. Pressione a ponta da ML contra o


hiato, obesidade mórbida, obstrução palato duro, assegurando que o coxim
intestinal, trauma torácico, paciente esteja aplanado sobre o palato e sua
desorientado, edema, fibrose pulmonar, ponta não esteja dobrada antes de
obstrução respiratória, patologia faríngea, continuar a introduzir a ML.
discrasia sanguínea, abertura da boca
limitada, complacência respiratória <. 6. Continue a introduzir a ML até
encontrar uma resistência elástica
Desvantagens (pressionando o esfíncter esofágico
superior).

Falhas na técnica de inserção;


7. Solte a ML deixando-a totalmente
livre, infle o manguito com a
Não suporta pressão > 20 cm H2O (Ventilação quantidade de ar recomendada pelo
Mecânica); fabricante. Inicie a ventilação com
ambú.
24
5. Conectar a máscara ao látex e este ao
nebulizador.

6. Colocar a máscara no rosto do


paciente e ajustá-la, evitando
compressões.

7. Regular o fluxo de oxigênio conforme


prescrição médica.
Nebulização

8. Identificar o nebulizador.
Finalidade:

9. Recolher o material e fazer anotações


- Umidificar o ar inspirado
no prontuário do paciente.

- Oferecer aporte de oxigênio


10. Trocar a água do nebulizador a cada 6
horas.
- Fluidificar secreções.
11. Trocar o conjunto de nebulização a
Material: cada 48 horas.

- Fluxômetro

- Máscara de Nebulização

- Extensão ou látex

- Etiqueta adesiva

Inalação
- Água destilada ou SF 0,9%

Finalidade:
Procedimento:

- Administrar medicamentos
1. Lavar as mãos e reunir o material.

- Fluidificar secreções
2. Explicar o procedimento ao paciente

- Oferecer aporte de oxigênio


3. Instalar o fluxômetro na rede de
oxigênio.
Material:

4. Colocar água destilada ou SF 0,9% no


copo do nebulizador, fechar e - Fluxômetro
conectar ao fluxômetro de oxigênio.

25
- Micro nebulizador completo A traqueostomia é uma técnica cirúrgica que
inclui abertura da pele e planos musculares do
- Conexão de látex pescoço, estabelecendo uma abertura na
traqueia.

- Medicação prescrita
Classificação

Procedimento:
- A traqueostomia pode ser classificada
quanto a urgência, ao anel traqueal
1. Lavar as mãos.
seccionada e ao tempo de permanência.
- A classificação quanto a urgência divide-se
2. Explicar o procedimento ao paciente.
em: urgência e eletiva.
- Já quanto ao anel traqueal seccionado pode
3. Instalar o fluxômetro na rede de ar
ser alta onde ocorre a secção ocorre abaixo do
comprimido ou oxigênio e testá-lo.
quarto anel traqueal.
- Por fim, a classificação quanto ao tempo,
4. Colocar a medicação prescrita no copo
pode ser temporária ou definitiva.
do nebulizador.

5. Conectar a máscara ao nebulizador Indicação da Traqueostomia:

6. Aproximar a máscara do rosto do - Obstrução das vias aéreas superiores


paciente e ajustá-la (cobrindo a boca e
o nariz) até o termino da solução. - Insuficiência

7. Fechar o fluxômetro e retirar o - Retenção de secreções com insuficiência


nebulizador.
- Pacientes em coma
8. Fazer anotações no prontuário do
paciente.
- Pacientes submetidos a grandes cirurgias em
cabeça e pescoço (laringectomia,
9. Realizar a desinfecção do material glossectomia, tumores de assoalho da boca,
conforme normas da CCIH. grandes esvasiamentos cervicais e
tireoidectomia total entre outras).

Materiais Utilizados na Traqueostomia:


Traqueostomia
A cânula traqueal pode ser confeccionada em
metal ou material plástico, usado para a
manutenção da comunicação entre a luz
traqueal e o exterior, é um pequeno tubo
cilíndrico, ligeiramente curvo e de calibre
variável, correspondente a luz traqueal. A
cânula metálica é formada por um conjunto
de três peças:
26
1.) A peça externa que é a cânula  Nunca amarre com nó, mas sim com
propriamente dita, é a parte que é introduzida um laço.
diretamente na luz traqueal, tem na sua
extremidade externa um pequeno pavilhão
perfurado, por onde é passado um cadarço
para sua fixação ao pescoço;

2.) A peça interna, de calibre um pouco


inferior ao da externa é a porção que funciona
introduzida na luz da cânula externa, é por ela
que passa o ar e são eliminadas as secreções,
por isso que deve ser retirada
frequentemente para limpeza;

3.) A última peça é o mandril, que é um pouco Tubo endotraqueal (TOT/TNT)


mais longo que as duas cânulas e tem uma
extremidade em ponta romba, funciona
introduzida na cânula externa, como um
condutor na colocação na luz traqueal.

Complicações

- Intra-operatoria: Sangramento; mau A intubação traqueal é a passagem de um


posicionamento do tubo; Laceração traqueal e tubo através da boca ou do nariz até a
fístula traqueo esofágica; Lesão do nervo traqueia. Está indicada nos casos em que se
laringe recorrente; Pneumotórax; Parada deseja manter as vias aéreas eficientes, a
cardiorrespiratória. aspiração de secreções traqueobrônquicas,
ventilação.
- Complicações precoces: Sangramento;
Infecção da ferida; Enfisema subcutâneo; Indicação Da Intubação:
Obstrução da cânula; Deslocamento do
cateter (traqueóstomo); Disfagia.
Várias situações de saúde dos pacientes
levam à necessidade de intubação oro
- Complicações tardias: Estenose traqueal; traqueal (IOT), atendimento este, de maior
Fístula traqueo-esofágica; Fístula traqueo- complexidade. São eles:
cutânea; Dificuldade de extubação.
• Paciente com desconforto respiratório
Fixação
• Acentuada diminuição da função pulmonar
 A fixação foi bem colocada se couber
exatamente o seu dedo indicador
entre a fixação e o pescoço. • Hipoxemia refratária

 Troque sempre o local do laço para • Grande aumento do espaço morto


que não cause irritações na pele. fisiológico

27
• Insuficiência Respiratória Aguda  Luva estéril

• Exacerbação da DPOC (Doença Pulmonar  Ambú


Obstrutiva Crônica)
 Estetoscópio
• Coma
 Material para aspiração de secreção
• Doenças Neuromusculares

• Obstrução das Vias Áreas Superiores (V.A.S)

• Coma resultado de trauma das VAS, devido


ao sangramento ou edema de Laringe;

• Perda de reflexo da VAS, como resultado do


coma.

• Aumento da PIC (Pressão Intra Craniana),


requerendo hiperventilação terapeutica;
Complicações da IOT
• Apneia incluindo PCR
As mais comuns são:
• Prejuízo da caixa torácica
 Perfuração ou laceração da faringe,
Material para a intubação endotraqueal: laringe e esôfago.

 Material para paramentação  Intubação esofágica ou seletiva

 Laringoscópio completo  Lesão de dentes e cordas vocais

 Tubo endotraqueal  Aspiração de conteúdo gástrico

 Lubrificante hidrossolúvel As tardias são:

 Guia de intubação (mandril) ou pinça  Traumatismo, infecção, necrose e


Magill estenose traqueal e fístula esôfago-
traqueal.

 Seringa de 10 ou 20 ml

 Cadarço de fixação

 Cânula de Guedel

28
Cuidados de Enfermagem na Intubação ventilação do paciente ser espontânea e
adequada e que não exista risco de vômito.
1. Vigilância constante.
- Verifique se a respiração está adequada
(volume corrente, amplitude e frequência
2. Observação de padrão respiratório, da
respiratória).
fixação e permeabilidade do tubo traqueal, da
expansão e ausculta pulmonar.
- Desinfle o balonete lentamente.
3. Anotar a adequação dos cuffs (balonetes)
dos tubos endotraqueais e de traqueostomia. .- Remova o tubo durante a inspiração
(abdução das cordas vocais)
4. Identificar e corrigir, nos ventiladores
mecânicos, eventuais problemas mostrados .- Forneça oxigenação sob máscara.
pelos alarmes.
- Verifique o padrão respiratório. Se
5. Observação de sinais neurológicos e necessário, coloque uma cânula orofaríngea
verificação do grau de sedação do paciente lubrificada.
(Escala de Ramsay, Glasgow e outras).

6. Aspiração de secreções pulmonares


Assistência de enfermagem na
7. Higiene oral e troca de fixação do cadarço Extubação:
da cânula endotraqueal ou de traqueostomia.
• Suspensão da dieta enteral;
8. Verificação do nível de hidratação (edema,
diurese, equilíbrio hídrico, determinação do
• Manutenção cabeceira elevada a 45°;
peso corporal).

• Aspiração antes da retirada do TOT.


9. Verificação do nível nutricional.

• Observação do padrão respiratório e


10. Preenchimento dos formulários de
oximetria de pulso após retirada do TOT;
controle do paciente.

• Avaliação dos valores de gasometria;


11. Medidas de controle de infecção.

• Oxigeno terapia;

• Verificação e registo (15 em 15 min.) da FR,


Extubação FC e SaO2 nas duas primeiras horas após a
extubação traqueal.
A extubação da traqueia é realizada
idealmente enquanto os reflexos protetores
da laringe do paciente ainda estiverem
suprimidos. Isto diminui o laringo espasmo e a
tosse, mas também exige a condição de a
29
VENTILAÇÃO MECÂNICA - Diminuir o consumo de O2 dos mm. resp e
aumentar a oferta de O2 ao miocárdio e
outros órgãos

- Controlar a pressão intracraniana.

Modalidades mandatórias da ventilação


mecânica:

*Ventilação controlada: O ventilador fornece


inspirações em intervalos preestabelecidos na
máquina (independente dos esforços do
doente). Tanto o volume corrente, como a
“Ventilação Mecânica é um método de frequência respiratória é programada no
suporte de vida, geralmente utilizado em ventilador.
pacientes suscetíveis à insuficiência
respiratória aguda, cuja finalidade é permitir
*Ventilação assistida controlada: neste
suporte ventilatório no intuito de suprir as
modo o ventilador “percebe” o esforço
necessidades metabólicas e hemodinâmicas
inspiratório do paciente e “responde”
do organismo”.
oferecendo-lhe um volume corrente
preestabelecido. Esse esforço inspiratório
Objetivos Clínicos da Ventilação deve ser o necessário para vencer o limiar de
Mecânica sensibilidade da válvula de demanda do
ventilador, desencadeando, a partir daí, a
liberação do volume corrente. Assim, o
- Diminuir o “desconforto respiratório” paciente trabalha para ciclar o respirador e
realiza a inspiração Complementam ainda que
- Reverter a acidose respiratória aguda grave pode ser estabelecida uma frequência básica e
se, o estímulo respiratório do paciente ficar
ausente, o ventilador contribui na frequência
- Não necessariamente normalizar a PaCO2
pré-ajustada, complementa ainda, que todas
“Olhar” o pH
as respirações, sejam as deflagradas pelo
paciente ou as fornecidas em uma frequência
- Corrigir a hipoxemia estabelecida, possuem o mesmo volume
corrente.
- Reverter a fadiga muscular
* Ventilação mandatória intermitente (IMV):
- Reverter ou prevenir atelectasias combina a ventilação espontânea com a
controlada. É possível a respiração
espontânea no intervalo dos movimentos
-Possibilitar sedação e bloqueio ventilatórios mecânicos com o ventilador
neuromuscular funcionando como fonte de gás aquecido,
umidificado e enriquecido em O2. Por
exemplo, numa frequência de IMV de seis
respirações/ min, o ventilador proporciona
30
uma respiração à pressão positiva a cada 10 com um volume corrente e frequência
segundos; entre estas respirações controladas estabelecida. Se a ventilação do paciente
mecânicas o doente pode respirar igualar ou for superior ao volume minuto
espontaneamente com ventilador servindo total, o ventilador permanece passivo, com a
apenas como fonte de gás enriquecido com exceção de fornecer as concentrações gasosas
oxigênio umidificado e aquecido selecionadas e medir o volume minuto
espontâneo da frequência respiratória.
*Ventilação mandatória intermitente
sincronizada (SIMV): o ventilador está *Pressão assistida: é um tipo de ventilação
programado para responder em intervalos espontânea em que o paciente está conectado
regulares determinados pela frequência pré- a uma prótese ventilatória, sendo da sua
selecionada ao esforço inspiratório do doente responsabilidade a frequência respiratória e
com uma inspiração mecânica assistida com volume corrente de cada ciclo. Na pressão
pressão positiva; nos intervalos o doente assistida existe um nível de pressão pré-
respira espontaneamente à sua própria programado e entregue pelo ventilador ao
frequência e profundidade. Neste tipo doente, de forma ao auxiliá-lo nos seus
ventilatório o ventilador tem a capacidade de esforços inspiratórios. Na prática, o ventilador
sincronizar as respirações mecânicas mantém uma pressão constante nas vias
preestabelecidas com esforço inspiratório do aéreas do doente, apenas durante a
doente, sendo portanto, mais confortável para inspiração; assim, sempre que um doente
o paciente (DAVID, et al., 1996). realiza ume esforço espontâneo inspiratório, o
ventilador ajuda-o, pressurizando todo o
* Ventilação mandatória minuto (MMV): o circuito até o valor previamente fixado,
paciente apneico recebe um volume minuto aumentando desta forma o volume de gás
insuflado pelo mesmo.
mandatório predeterminado de uma forma
não distinta da ventilação mecânica
controlada convencional. Se o paciente * Ventilação espontânea com pressão
respirar espontaneamente, o ventilador positiva nas vias aéreas (CPAP): é um tipo
fornece apenas a diferença entre a ventilação ventilatório em que o doente assegura
espontânea e o volume minuto mandatório totalmente a sua respiração espontânea,
predeterminado. Se o volume minuto estando, no entanto, conectado a uma
espontâneo atingir o volume minuto prótese ventilatória que mantém nas suas vias
selecionado, o ventilador não entra em aéreas uma pressão positiva preestabelecida
funcionamento e o paciente respira sem de forma contínua. Na prática, o doente esta
suporte ventilatório. O grande objetivo deste conectado a um sistema de apoio ventilatório,
tipo ventilatório é que o paciente atinja inspirando e expirando espontaneamente com
determinado volume por minuto maior ou menor profundidade, frequência e
preestabelecido. regularidade, a um nível de pressão superior
ao da pressão atmosférica. A sua grande
*Ventilação mandatória minuto estendida finalidade é expandir alvéolos colapsados,
(EMMV): os ventiladores mais recentes melhorando obviamente a oxigenação e é
permitem ao paciente aumentar a ventilação particularmente útil nos pacientes que
minuto através da EMMV. O termo mantém os mecanismos respiratórios
“estendida” significa que o doente pode ser adequados (esforço inspiratório, capacidade
insuflado com um volume superior ao volume vital), mas cuja oxigenação está gravemente
minuto selecionado no ventilador. Se o afetada. Este tipo ventilatório efetua-se com
doente estiver apneico, receberá a totalidade um fraco regime de pressões, sendo,
do volume minuto em respiração mandatória portanto, a ventilação mais fisiológica e a
menos baro-traumática, a pressão mantém-se
31
positiva tanto na inspiração como na • Higiene oral, fixação, mobilização e
expiração, mas com uma oscilação substituição do TOT;
semelhante à da respiração fisiológica.
• Controlo de pressão do Cuff;
Os autores complementam que ao usarmos o
CPAP, aumentamos a quantidade de gás que • Monitorização do balanço hidroeletrolítico e
fica dentro dos pulmões durante todo o ciclo peso corporal ;
respiratório e, consequentemente, a
capacidade residual funcional (quantidade de
ar que fica nos pulmões após uma expiração • Controlo do nível nutricional;
normal). A pressão contínua nas vias aéreas
mantém certa pressão alveolar que estimula • Obs. dos circuitos do ventilador;
a formação de surfactante, melhora a
ventilação-perfusão, devido a expansão dos
• Obs. dos alarmes do ventilador mecânico
alvéolos semifechados, aumenta a oxigenação
usando um FiO2 baixo, dilata as vias aéreas,
diminui as resistências pulmonares, reduz o • Controlo da sedação do doente;
trabalho respiratório e evita muitas vezes a
ventilação mandatória. • Observação sincronismo entre o doente e a
máquina;
* BIPAP (definir): quando o paciente se
encontra conectado ao ventilador, BIPAP é • Orientação de exercícios;
uma função opcional para a respiração
espontânea com pressão positiva nas vias
aéreas, com a escolha de dois níveis • Preenchimento de formulários de controlo;
diferentes de pressão. Na prática, o ventilador
entrega automaticamente ao paciente dois • Controlo e prevenção de infecções;
níveis diferentes de pressão positiva, a
intervalos de tempo independentes, variáveis
• Desmame e extubação do doente;
e pré-selecionados. A mudança de um nível de
pressão para o outro ocorre em sincronia com
as respirações espontâneas do doente, após
cada intervalo de tempo programado.
Assistência de enfermagem no desmame
da ventilação mecânica

Assistência de enfermagem na ventilação A atuação da enfermagem no desmame


mecânica ventilatório é intensa, extensa e complexa.
Por isto, é importante que a enfermagem
execute os cuidados descritos abaixo, de
• Observação neurológica;
forma humanizada e fundamentada em
critérios científicos:
• Aspiração de secreções pulmonares;
* Vigilância constante (avaliar nível de
• Observação de sinais de hiperinsuflação; consciência): O paciente nunca deve ser
deixado sozinho e deve estar localizado de
forma a ser visibilizado continuamente, pois
alterações súbitas podem ocorrer, levando a
32
necessidade de ser reavaliada a modalidade * Controle da pressão do “cuff”: Um dos mais
respiratória à qual o mesmo está sendo importantes riscos da intubação traqueal
submetido. A vigilância continua inclui a prolongada é a lesão da laringe e da traqueia.
necessidade de uma observação globalizada O balonete insuflado pode acarretar necrose
constante e rápida, por parte de toda a da mesma ou ainda fístula traqueo-esofágica.
equipe. Os “cuffs” insuflados exercem pressão sobre o
revestimento da traqueia, podendo acarretar
necrose e danos permanentes.
* Controle dos sinais vitais e monitorização
cardíaca de 2/2h: Os dados vitais refletem o
estado geral do paciente; qualquer * Monitorização do balanço hidroeletrolítico:
anormalidade no processo de desmame Deve-se estar atento aos níveis de potássio,
refletirá nas suas funções básicas como: cálcio, magnésio, sódio e fósforo, pois estes
frequência respiratória aumentada, eletrólitos influenciam diretamente na
temperatura aumentada, pulso, pressão estabilidade hemodinâmica e na força da
arterial, pressão intracraniana, pressão musculatura respiratória. Controlar balanço
arterial média, que devem ser periodicamente hídrico e diurese, estando sempre atento a
controladas pela enfermagem. estas duas variáveis, pois estas se alteram
quando se utiliza a pressão expiratória
* Monitorização das trocas gasosas e padrão positiva final (PEEP), por exemplo, a qual
respiratório poderá provocar a diminuição do débito
urinário, a diminuição da excreção do sódio e
aumento do hormônio antidiurético.
* Observação dos sinais neurológicos: As
alterações do nível de consciência, tais como:
agitação, inquietação ou depleção podem ser * Controle do nível nutricional: A ingestão
sinais de hipo ventilação provocada pela nutricional esta limitada pela intubação,
retenção de gás carbônico. A diminuição da atenção deve ser dada para garantir uma
nutrição enteral e parenteral adequada.
perfusão cerebral está relacionada com o
aumento da pressão intratorácica.
* Umidificação e aquecimento do gás
* Aspiração de secreções pulmonares: A inalado: O gás seco é altamente prejudicial
obstrução de vias aéreas por aumento de para as vias aéreas, pois, causa ressecamento
secreções estimula a tosse, gerando pressão e inflamação da mucosa. É importante
intrapulmonar aumentada, na qual se apoiará ressaltar que o nível da água não deve ser
a pressão preestabelecida do ventilador complementado e, sim ela deve ser
diminuindo o volume corrente. completamente substituída. A água dos
ventiladores pode tornar-se um meio de
cultura para micro organismos resistentes.
* Observar sinais de hiper insuflação: A
hiper insuflação é o aumento no volume de ar
e a hiper oxigenação é o aumento na fração * Observação do circuito do ventilador:
inspirada de oxigênio. Atentar para a montagem das traqueias do
respirador, verificando a entrada e saída
correta de ar e retirando o acúmulo de água
* Higiene oral, fixação e mobilização do tubo dos reservatórios das traqueias, pois este
oro-traqueal (TOT): A higiene oral previne o pode causar obstrução do circuito e também
desconforto e o acúmulo de bactérias na favorecer um meio de cultura.
cavidade oral.
* Controlar e registrar os parâmetros do
ventilador, e observar os alarmes: Nos casos
33
de disfunção do ventilador, uma avaliação e assistência terapêutica e as respostas dos
uma conduta adequada é importante para pacientes às mesmas. A sua presença é
determinar o motivo do disparo dos alarmes, imprescindível, pois encoraja o paciente,
bem com conhecer os parâmetros utilizados. reforçando as esperanças de um breve
Um alarme pode soar devido a ajustes retorno à sociedade e ao lar.
incorretos de parâmetros de ventilação, ou
por ajustes incorretos dos limites dos alarmes, * Controle de infecção hospitalar: O paciente
por alterações nas condições do paciente, ou intubado perde as suas barreiras naturais de
ainda, por mau funcionamento do aparelho.
defesa das vias aéreas superiores. Além disso,
a equipe de saúde, através das suas mãos e
* Observação do sincronismo entre o dos equipamentos respiratórios constitui a
paciente e a máquina: A falta de sincronismo maior fonte de contaminação exógena. O
pode ocorrer em algumas situações, como: paciente em ventilação mecânica é
paciente ventilado em modo controlado ou extremamente susceptível a infecções
assistido sem uma adequada sedação, erros nosocomiais.
de programação de fluxo no aparelho. O
assincronismo máquina/paciente é * Atentar para alterações nas eliminações
extremamente prejudicial, pois pode piorar a vesico-intestinais: Alguns medicamentos,
ventilação/perfusão, dado o aumento da alterações da dieta ou a imobilidade podem
pressão nas vias aéreas, quando o ventilador causar prisão de ventre, a qual, provocará
injeta o ar durante a expiração espontânea, distensão abdominal, podendo interferir com
prejudicando a circulação e os pulmões a função normal diafragmática e capacidade
(barotrauma).
ventilatória. Pode ocorrer diarreia, a qual é
atribuída a intolerância à alimentação
* Manter decúbito elevado 30º: O decúbito entérica; como também pode ocorrer devido
elevado propicia uma melhor mecânica a integridade do intestino prejudicada e
respiratória e diminui o risco de aspirações. O crescimento de micro organismos resistentes
decúbito à 30º ameniza a pressão de a antibióticos.
cisalhamento da pele, prevenindo assim a
formação de úlceras de pressão.
* Posicionamento do doente: cuidados com
as articulações e a pele: As linhas
* Orientação de exercícios: Para propiciar intravenosas, o eletrocardiógrafo e outros
melhor ventilação alveolar e facilitar as trocas equipamentos de monitorização devem ser
gasosas, evitando assim atelectasias e outras posicionados por cima e não por baixo dos
complicações. membros e do corpo do doente, de moda a
evitar a formação de linhas de pressão. As
* Preenchimento dos formulários de articulações devem ser posicionadas de tal
controle: A ficha de controle do paciente é um forma que sigam as flexões anatômicas,
documento importante, pois ela retrata o minimizando simultaneamente o contato
quadro clínico geral do paciente. entre as superfícies da pele. A falta de
movimentos dos membros pode levar ao
encurtamento dos tendões e atrofia muscular,
* Comunicação e apoio emocional ao com subsequente deformidade e dor. A
paciente: A comunicação e o apoio emocional mudança de decúbito do paciente não só
ao paciente é extremamente importante, altera as áreas de depressão, mas também
pois, os pacientes mais orientados tendem a encoraja o movimento das secreções
ser mais cooperativos, o que influencia a sua brônquicas, dando ao doente que esta em
adaptação ao ventilador mecânico. A família é desmame uma diferente perspectiva do
o importante elo de ligação entre ações de
34
ambiente que o rodeia. Estes efeitos podem  Aumento do pico de pressão no
ser coadjuvados por um aumento gradual da ventilador;
posição vertical e mobilização.
 Movimentação audível de secreções;

 .Observação visual do acúmulo de


secreções;
ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL
 Presença de ruído no tubo traqueal;

 Tosse ineficaz;

 Desconforto respiratório;

 Queda da saturação de oxigênio;

 Presença de pressão de vias aéreas


(pressão de pico) maior que 50 cm
H2O, alarmada no ventilador.

Sistema de aspiração:

•Aberto: a cada aspiração, usa-se um novo


cateter, desconectando-se o paciente do
Parecer COREN: Nº 005/2009 ventilador para proceder a aspiração.
Responsabilidade da equipe de enfermagem
pela aspiração oro traqueal.
•Fechado: o mesmo cateter, mantido
protegido por uma bainha plástica, é usado
Consiste na sucção de secreção por cateter várias vezes, sem desconectar o paciente do
previamente escolhida, introduzida na via ventilador.
aérea fisiológica ou artificial.
•Os sistemas de aspiração aberto e fechado
Objetivo: são igualmente eficazes na remoção de
secreções.
 Manter as vias aéreas do paciente
com TOT ou traqueostomizado, •O sistema fechado determina menor risco de
permeáveis e livre de secreções. hipoxemia, arritmias e de contaminação e
deve ser preferido, principalmente em
situações nas quais são usados valores de
Indicações:
PEEP elevados, como na lesão pulmonar
aguda.
 Presença de sons adventícios (roncos)
à ausculta;

35
Tipos de aspiração: Procedimento

- Aspiração de vias aéreas superiores: 1. Explique o procedimento ao paciente;


Remove secreções da faringe por um cateter
de aspiração inserido pela boca ou narina; 2. Verifique as condições ventilatórias e
hemodinâmicas do paciente;
- Aspiração traqueal: Remove secreções da
traqueia por meio de uma cateter inserido 3. Coloque a máscara, óculos avental e
através de um estoma traqueal ou um tubo lave as mãos;
oro traqueal.

4. Abra a embalagem da luva e coloque a


* Prevenção de hipoxemia: A hiper sonda de aspiração na parte interna
oxigenação deve ser utilizada previamente ao do pacote (estéril);
procedimento de aspiração endotraqueal para
minimizar a hipoxemia induzida pela aspiração
traqueal. 5. Calçar as luvas;

Material 6. Abrir a embalagem da sonda de


aspiração e conectá-la à extremidade
da extensão;
 Aspirador montado com frasco
redutor, coletor de secreções e
extensões; 7. Utilize a mão dominante para pegar a
sonda e mão não dominante para
segurar o látex e conectá-lo a sonda;
 Frasco com SF 0,9%;

8. Ligar o aspirador;
 Gaze estéril;

9. Dobrar a FiO2 ou regular a 100%;


 Ambú conectado à rede de Oxigênio;

10. Ventilar o paciente; (ambú ou VMA);


 Par de luvas estéril;

11. Desconecte o ventilador mecânico


 Sondas de aspiração (diâmetro com a mão enluvada não estéril;
recomendado: metade da cânula
traqueal);
12. Desconecte o ventilador mecânico
com a mão enluvada não estéril;
 Máscara;

13. Com a mão enluvada estéril, introduza


 Óculos de proteção; a sonda de aspiração na cânula
traqueal, rapidamente, sem forçar, a
 Avental de manga longa não estéril; inserção deve ser o suficiente para
estimular o reflexo de tosse mantendo
a extensão pressionada para não
 Seringa 5 ml;
aplicar sucção;

36
14. Retirar a sonda de 1 a 2 cm antes de Complicações da aspiração traqueal
aplicar sucção;
• Hipóxia
15. Solte o látex para sugar as secreções, •Trauma da mucosa traqueal
trazendo a sonda para fora em
movimentos circulares em menos de • Atelectasia
20 segundos;
•Tosse e broncoespasmo

16. Conecte o ventilador mecânico ao • Infecções


paciente ou utilize o ambú para
promover a oxigenação; •Aumento da pressão intracraniana

•Arritmia cardíaca
17. Repetir o procedimento quantas vezes
forem necessárias; • Parada cardiorrespiratória

18. Interromper a aspiração e ventilar o


paciente em caso de arritmias ou
queda da StO2, cianose ou
sangramento; DRENAGEM POSTURAL

19. S/N instilar de 3 a 5 ml de SF 0,9% e A eliminação normal das secreções bronco


repita as operações anteriores, pulmonares exige transporte mucociliar e
tosse eficazes. Quando um desses
mecanismos funciona inadequadamente, as
20. Se necessário aspire nariz e cavidade secreções se acumulam, podendo levar ao
oral depois de completar a aspiração aumento do trabalho respiratório,
traqueal; aprisionamento de ar, piora do equilíbrio
ventilação/perfusão, aumento de atelectasias,
21. Proteja a extensão em embalagem além de aumentar a incidência de infecções
limpa e seca; pulmonares.

Para auxiliar a mobilização e remoção dessas


22. Despreze a sonda de aspiração e lave secreções, é utilizada a terapia de higiene
a extensão do látex; brônquica, que envolve o uso de técnicas não
invasivas de desobstrução das vias aéreas,
23. Retire as luvas, desligue o aspirador e com o propósito final de melhorar a troca
lave as mãos; gasosa e reduzir o trabalho respiratório.

A técnica de Drenagem Postural


24. Auscultar os pulmões e reavaliar suas "convencional é uma técnica onde posições
condições clínicas; específicas do tórax, a favor da gravidade, são
realizadas para auxiliar a remoção de
25. Anotar o procedimento realizado e as secreções. Padrões de respiração profunda,
características das secreções manobras de vibração no tórax e incentivo a
aspiradas. tosse podem estar associados á drenagem
postural com o intuito de acelerar o
deslocamento da secreção até as vias aéreas
proximais, colocando o paciente em uma
posição capaz de facilitar o fluxo das
37
secreções das ramificações segmentares até
as ramificações lobares, destas aos brônquios
principais e a traqueia, sendo dai expulsas
pela tosse ao ambiente".

Tipos de drenagem postural: Existem dois


tipos básicos de drenagem postural que
podem ser utilizadas na prática fisioterápica:

1. Contínua: é aquela na qual o paciente é


colocado em uma posição eletiva por tempo
indeterminado e de acordo com as condições
clínicas.

2. Intermitente: também chamada de Price


Thomas é aquela na qual o paciente é
colocado em diferentes posições conforme a
localização do segmento a ser drenado sendo
que nesta forma pode ser distinguidos três
outros tipo: SISTEMA CARDIOVASCULAR
• Ativa / Assistida;

• Passiva / Assistida;

• Autogênica.

A forma ativa / assistida é aquela em que o


paciente é assistido pelo terapeuta e coopera
com o mesmo, efetuando outras manobras
que podem colaborar com a drenagem das
secreções como exemplo: realizando a tosse
cinésica, estabelecendo um padrão
ventilatório adequado etc.

A forma passiva / assistida é aquela que o


paciente mesmo recebendo ajuda do
terapeuta ainda permanece passivo. Como O sistema cardiovascular ou circulatório é uma
exemplo crianças que ainda não cooperam vasta rede de tubos de vários tipos e calibres,
com a terapia.
que põe em comunicação todas as partes do
A forma autogênica é uma modalidade de corpo. Dentro desses tubos circula o sangue,
drenagem postural utilizada rotineiramente impulsionado pelas contrações rítmicas do
em pacientes podadores de fibrose cística ou coração.
doenças crônicas. Estes se tornam
independentes na realização da terapia.

38
Funções do sistema cardiovascular permite ainda levar calor até a superfície
corporal, onde pode ser dissipado.
O sistema circulatório permite que algumas
atividades sejam executadas com grande - distribuição de mecanismos de defesa: pelo
eficiência: sangue circulam anticorpos e células
fagocitárias, componentes da defesa contra
- transporte de gases: os pulmões, agentes infecciosos.
responsáveis pela obtenção de oxigênio e pela
eliminação de dióxido de carbono, - coagulação sanguínea: pelo sangue circulam
comunicam-se com os demais tecidos do as plaquetas, pedaços de um tipo celular da
corpo por meio do sangue. medula óssea (megacariócito), com função na
coagulação sanguínea. O sangue contém ainda
- transporte de nutrientes: no tubo digestivo, fatores de coagulação, capazes de bloquear
os nutrientes resultantes da digestão passam eventuais vazamentos em caso de
através de um fino epitélio e alcançam o rompimento de um vaso sanguíneo.
sangue. Por essa verdadeira "autoestrada", os
nutrientes são levados aos tecidos do corpo,
nos quais se difundem para o líquido
intersticial que banha as células. Mecanismos gerais do sistema
cardiovascular
- transporte de resíduos metabólicos: a
atividade metabólica das células do corpo - Pressão arterial (pelas artérias e vasos
origina resíduos, mas apenas alguns órgãos sanguíneos)
podem eliminá-los para o meio externo. O
- Reserva Venosa
transporte dessas substâncias, de onde são
formadas até os órgãos de excreção, é feito - Débito Cardíaco
pelo sangue.
- Ciclo Cardíaco
- transporte de hormônios: hormônios são
substâncias secretadas por certos órgãos, - Reflexos cardiovasculares
distribuídas pelo sangue e capazes de
modificar o funcionamento de outros órgãos - Regulação da frequência cardíaca
do corpo. A colecistocinina, por exemplo, é
- Homeostase
produzida pelo duodeno, durante a passagem
do alimento, e lançada no sangue. Um de seus
efeitos é estimular a contração da vesícula
biliar e a liberação da bile no duodeno. Pressão arterial
- intercâmbio de materiais: algumas 1. Pressão Arterial: Pressão nas artérias do
substâncias são produzidas ou armazenadas organismo. Diminui progressivamente, mas
em uma parte do corpo e utilizadas em outra em geral em grau não importante, conforme a
parte. Células do fígado, por exemplo, artéria seja mais distante do coração.
armazenam moléculas de glicogênio, que, ao
serem quebradas, liberam glicose, que o 1.1. Pressão Arterial Sistólica: Pressão
sangue leva para outras células do corpo. Arterial máxima do ciclo cardíaco, ocorrendo
durante a sístole ventricular.
- transporte de calor: o sangue também é
utilizado na distribuição homogênea de calor 1.2. Pressão Arterial Diastólica: Pressão
pelas diversas partes do organismo, Arterial mínima do ciclo cardíaco, equivalendo
colaborando na manutenção de uma a pressão no fim da diástole ventricular.
temperatura adequada em todas as regiões;

39
1.3. Pressão Arterial média: Média das Ciclo cardíaco
pressões instantâneas de todo um ciclo
cardíaco. Costuma ser deduzida das pressões - é o termo referente aos eventos
diastólica e sistólica, com margens de erro relacionados ao fluxo e pressão sanguíneos
variáveis, conforme a fórmula utilizada. que ocorrem desde o início de um batimento
cardíaco até o próximo batimento.

- dividimos o ciclo em dois períodos: o de


2. Pressão Arteriolar: Pressão nas arteríolas relaxamento, chamado diástole, quando o
do organismo. Neste segmento ocorre coração recebe o sangue proveniente das
importante diminuição da pressão sanguínea. veias, e o de contração, denominado sístole,
quando ejeta o sangue para as artérias.
3. Pressão Pré capilar: Pressão na arteríola
imediatamente antes de se iniciar um capilar. I. Sístole - subfases:
4. Pressão Capilar: pressão média no capilar. 1. Fase de Contração Isovolumétrica. O
Fundamental para as trocas de líquidos entre ventrículo está cheio de sangue e começa a
o sangue e o espaço extracelular, conforme a contrair-se. A pressão ventricular é superior à
Lei de Starling. auricular e as válvulas auriculoventriculares
se fecha. No entanto a pressão ventricular é
5. Pressão Pós-capilar ou Venular: Pressão no
inferior à aórtica (ventrículo esquerdo) e à
início das vênulas.
pulmonar (ventrículo direito), contraindo-se
6. Pressão Venosa: Pressão nas veias do assim sem alteração de volume no seu
organismo. interior. Esta fase é caracterizada por um
aumento brusco de pressão.
7. Pressão Venosa central: pressão nas veias
centrais do organismo, (Veia cava inferior e 2. Fase de expulsão rápida. A pressão no
Veia cava superior), antes de desembocar no interior do ventrículo esquerdo é maior que a
coração. aórtica (classicamente valores acima dos 80
mm Hg) abrindo-se a válvula aórtica de modo
Na pequena circulação existem todos os a que o sangue saia do ventrículo a grande
equivalentes acima, seguidos do termo velocidade e pressão.
"Pulmonar", como em "Pressão Arterial
Pulmonar" 3 .Fase de expulsão lenta. A aorta é uma
artéria muito elástica e tem uma grande
capacidade de distensão, esta propriedade
permite que o fluxo sanguíneo pelo
Débito cardíaco ou Gasto cardíaco organismo seja continuo. À medida que o
sangue entra na aorta esta se distende para
- é o volume de sangue sendo bombeado pelo acomodar o volume, aumentando, assim, a
coração em um minuto. É igual à frequência pressão no seu interior. Deste modo a
cardíaca multiplicada pelo volume sistólico. diferença de pressões entre ventrículo e aorta
- se o coração está batendo 70 vezes por são cada vez menores, saindo o sangue do
minuto e a cada batimento 70 mililitros de ventrículo a cada vez com menor velocidade.
sangue são ejetados, o débito cardíaco é de 4. Proto Diástole. É uma fase virtual que
4900 ml/minuto. Este valor é típico para um separa a sístole da diástole. Em dado
adulto médio em repouso, embora o débito momento a pressão aórtica iguala a
cardíaco possa atingir 30 litros/minuto ventricular não havendo deste modo qualquer
durante exercícios extremos. movimento de sangue. Imediatamente após, o

40
ventrículo começa a distender-se dando estável, mediante múltiplos ajustes de
origem à diástole. equilíbrio dinâmico controlados por
mecanismos de regulação inter-relacionados.

Mecanismos de homeostase: feedback


II. Diástole - subfases
Retroalimentação, realimentação ou
1. Fase de Relaxamento Isovolumétrico. Feedback, é o nome dado ao procedimento
Quando a pressão ventricular é inferior à através do qual parte do sinal de saída de um
pressão aórtica (ventrículo esquerdo) mas, sistema (ou circuito) é transferida para a
superior à pressão auricular, estando assim entrada deste mesmo sistema, com o objetivo
ambas válvulas fechadas, não havendo de diminuir, amplificar ou controlar a saída do
variação no volume de sangue dentro do sistema.
ventrículo.
Mecanismo de controlo, também designado
2. Fase de enchimento rápido. Quando a de retro controlo, retroação ou feedback, que
pressão ventricular por fim se reduz abaixo da intervém em situações em que o parâmetro
pressão atrial, que nesse momento é máxima normal de uma dada variável é alterado
(ápice da onda v da curva de pressão atrial) as (desvio de um ponto de equilíbrio
válvulas AV se abrem deixando passar um estabelecido), contrariando essa alteração
grande fluxo rapidamente em direção ao (retroalimentação negativa) ou
ventrículo. 70% do enchimento ventricular incrementando-a (retroalimentação positiva).
ocorrem nessa fase.
A retroalimentação negativa é o mecanismo
3. Fase de enchimento lento. Também de retroalimentação mais comum. Contribui
chamado de diástase. Com o enchimento do para a estabilidade do sistema, uma vez que
ventrículo e o fim da fase ativa do contraria os desvios ao valor de equilíbrio,
relaxamento do músculo cardíaco, ocorre uma conduzindo à reposição do valor inicial. Por
desaceleração importante do fluxo. A valvas exemplo, o aumento do valor da pressão
AV tendem a se fechar passivamente. No arterial desencadeia um conjunto de
momento da desaceleração do fluxo rápido processos que vão permitir a sua diminuição
para o fluxo lento é que ocorre o 3º ruído para um valor normal.
cardíaco. O fluxo do átrio para o ventrículo é
bastante reduzido, chegando a quase parar. A retroalimentação positiva está muitas vezes
associada a situações patológicas. É um
4. Sístole atrial. Ocorre a contração atrial. As mecanismo de retroalimentação que não
válvulas AV se abrem, momento em que contribui para a estabilidade do sistema, dado
ocorre a onda A da válvula mitral ao ECO que promove o incremento dos desvios ao
unidimensional e o 4º ruído cardíaco. A sístole equilíbrio, afastando o valor da normalidade.
atrial pode representar até 20% do volume No entanto, pode funcionar como um
diastólico final do ventrículo, sendo de grande mecanismo de controlo, sendo necessário
importância para a manutenção do débito existir um limite para o incremento da
cardíaco nos pacientes que possuam algum perturbação, que interrompa o processo. No
tipo de restrição funcional do VE. mecanismo de coagulação, por exemplo, a
retroalimentação positiva é bastante
importante, porque permite que os
Homeostasia (ou Homeostase) intervenientes neste mecanismo, como a
trombina, aumentem a sua concentração no
- é a propriedade de um sistema aberto, seres local de hemorragia, permitindo a formação
vivos especialmente, de regular o seu de coágulo eficiente que impeça a perda
ambiente interno para manter uma condição excessiva de sangue. No entanto, o processo
41
de coagulação não pode decorrer volume sanguíneo aos tecidos, e de variação
indefinidamente e, assim, os mecanismos de da resistência ao fluxo de sangue, para a
retroalimentação positiva têm de ser manutenção da pressão intravascular e da
interrompidos, para dar lugar à regeneração adequada oferta de fluxo.
de tecidos.
O sistema venoso possui a propriedade de
variação da sua complacência, para permitir o
retorno de um variável volume sanguíneo ao
Propriedades da homeostase coração e a manutenção de uma reserva deste
volume.
Os sistemas homeostáticos exibem certas
propriedades:

- São extremamente estáveis;


Frequência cardíaca
- Toda a sua organização, interna,
- é determinada pelo número de batimentos
estrutural e funcional, contribui para a
cardíacos por unidade de tempo, geralmente
manutenção do equilíbrio.
expressa em batimentos por minuto (BPM),
- São imprevisíveis (o resultado de uma pode variar de acordo com a necessidade do
determinada ação pode mesmo ser o oposto corpo para as mudanças de oxigênio, como
do esperado). durante o exercício ou sono.

- a unidade da frequência cardíaca é bpm, a


contagem da pulsação arterial deve ser
Seguem-se alguns dos mais importantes realizada acompanhando e contanto os pulsos
exemplos de homeostase em mamíferos: de um minuto completo.

- A regulação da quantidade de água e - uma forma prática de acompanhar


minerais no corpo, conhecida como frequência cardíaca em exercício é por meio
osmorregulação. Tem lugar principalmente de monitores cardíacos de pulso, atualmente
nos rins. bastante difundidos entre atletas amadores e
profissionais pelo baixo custo do equipamento
- A remoção de resíduos metabólicos, e facilidade de uso da frequência cardíaca
conhecida como excreção. Tem lugar em para controlar a intensidade de treinamentos
órgãos excretórios como os rins e os pulmões. cardiorrespiratórios.
- A regulação da temperatura corporal, - o método mais preciso de mensuração da
realizada principalmente pela pele e pela frequência cardíaca é o eletrocardiograma,
circulação sanguínea. também chamado de ECG. É um teste clínico,
não invasivo, e consiste da fixação de
- A regulação dos níveis de glicose no
eletrodos que captam a atividade elétrica do
sangue, realizada principalmente pelo fígado e
coração. Esta informação é impressa em papel
pela insulina segregada pelo pâncreas. Estado
milimetrado onde podem ser observados os
de equilíbrio no corpo.
padrões de contração do músculo cardíaco.
Este exame pode detectar muitas disfunções
cardíacas.
Reserva venosa
Sistema arterial e venoso:

Sistema arterial possui basicamente a


propriedade de condução e distribuição do
42
ELETROCARDIOGRAMA cardíaca se inicia no nodo sinusal (células
auto-rítmicas) que induz a despolarização dos
átrios e dos ventrículos.

Esse registro mostra a variação do potencial


elétrico no tempo, que gera uma imagem
linear, em ondas. Estas ondas seguem um
padrão rítmico, tendo denominação
particular.

- Polarização Cardíaca
O eletrocardiograma (ECG) é um exame de
saúde na área de cardiologia no qual é feito o O músculo cardíaco em repouso conserva íons
registro da variação dos potenciais elétricos + do lado externo e íons - do lado interno da
membrana celular Õ Polarização
gerados pela atividade elétrica do coração.
- Despolarização Cardíaca
Bases Teóricas
Inversão da distribuição de íons espontânea
O coração apresenta atividade eléctrica por ou por estímulo elétrico externo >
variação na quantidade relativa de íons de Despolarização
sódio presentes dentro e fora das células do
miocárdio. Esta variação cíclica gera diferença Começa no nódulo sinoatrial > nódulo
de concentração dos referidos íons na atrioventricular > Feixe de His > Fibras de
periferia do corpo. Eletrodos sensíveis Purkinje.
colocados em pontos específicos do corpo
registam esta diferença eléctrica .

O exame eletrocardiográfico pode ser Eletrocardiograma Normal


utilizado em situações de urgência e
emergência cardiovascular. (Variação da voltagem/tempo).

O papel de registro é padronizado


Equipamento - O aparelho que registra o
quadriculado em linhas de 1 mm
eletrocardiograma é o eletrocardiógrafo.
Onda P – Despolarização Atrial
Indicação: O exame é indicado como parte
da análise de doenças cardíacas, em especial Intervalo P-R – Intervalo de Tempo, começo
as arritmias cardíacas. Também muito útil no da despolarização atrial até começo da
diagnóstico de infarto agudo do miocárdio despolarização ventricular
sendo exame de escolha nas emergências
juntamente com a dosagem das enzimas Complexo Ventricular QRS – Despolarização
cardíacas. dos Ventrículos

Onda Q – Despolarização Septal (Deflexão P/A


Baixo)
Princípios fisiológicos:
Onda R – Despolarização Ventricular (Deflexão
O aparelho registra as alterações de potencial P/A Cima)
elétrico entre dois pontos do corpo. Estes
potenciais são gerados a partir da Onda S – 1ª Deflexão Negativa seguinte a
despolarização e repolarização das células onda R. Despolarização da região basal
cardíacas. Normalmente, a atividade elétrica posterior do ventrículo E.

43
Onda T – Repolarização dos Ventrículos. . aVF => Polo positivo está na perna
esquerda (PE).
Segmento S-T – Período de inatividade
elétrica depois do miocardio despolarizado.

Onda U – Segue a onda T originada pelos 3. Derivações Precordiais:


potenciais tardios do início da diástole.
Os eletrodos são colocados sobre o tórax do
Intervalo Q-T – Tempo necessário para paciente que constituem o polo positivo.
despolarização e repolarização dos
ventrículos. . V1 => Situa-se no 4º espaço intercostal, à
direita do esterno;

. V2 => Situa-se no 4º espaço intercostal, à


Derivações Eletrocardiográficas esquerda do esterno;

Captação dos potenciais elétricos da superfície . V3 => Situa-se no 5º espaço intercostal,


corporal por 2 eletrodos, um conectado ao entre V2 e V4;
pólo - (negativo) e outro ao pólo + (positivo)
do eletrocardiógrafo. . V4 => Situa-se no 5º espaço intercostal, na
linha médio-clavicular;
1. Bipolares DI, DII, DIII: Constituem o
triangulo de Einthoven: . V5 => Situa-se no 5º espaço intercostal, na
linha anterior axilar;
Nestas derivações, a corrente elétrica corre
entre os polos de registros, um positivo e . V6 => Situa-se no 5º espaço intercostal, na
outro negativo. linha média axilar.

- Derivação DI => Os polos de registro estão


entre o braço direito (BD) e braço esquerdo
Quando você fizer a leitura de um ECG,
(BE);
procure examinar cinco áreas gerais. As áreas
- Derivação DII => Os polos de registro mais importantes a serem consideradas na
estão entre o braço direito (BD) e perna interpretação do ECG são:
esquerda (PE);
I. Frequência
- Derivação DIII => Os polos de registro
II. Ritmo
estão entre o braço esquerdo (BE) e perna
esquerda (PE); III. Eixo
2. Monopolares aVR, aVL e aVF: IV. Hipertrofia
Existe apenas um polo de registro sobre a V. Infarto
pele, que é o polo positivo. O polo negativo é
obtido pelos demais eletrodos, formando um I. Frequência: mede-se em
terra comum no eletrocardiógrafo. batimentos/minuto. Ou seja, no caso da ECG
em ciclos/minuto. Utilizamos a onda R como
. aVR => Polo positivo está no braço direito referência.
(BD);
II. Ritmo: o ECG fornece os meios mais
. aVL => Polo positivo está no braço
precisos para a identificação de arritmias
esquerdo (BE);
cardíacas (ritmos anormais), que podem ser

44
facilmente diagnosticadas quando se conhece outros sinais indicativos da hipertrofia,
a eletro fisiologia do coração. isquemia, bloqueios e em alterações de
distúrbio hidroeletrolítico.
III. Eixo: se refere à direção da despolarização
que se difunde através do órgão cardíaco para O ritmo sinusal é caracterizado por frequência
estimular a contração das fibras musculares. entre 60 a 100 bpm, presença de ondas P,
Para demonstrar a direção da atividade complexo QRS e onda T. Contudo, mesmo
elétrica usamos um "vetor". O complexo QRS havendo registro sinusal, não exclui estado
representa a estimulação elétrica (e patológico, várias alterações de ECG ocorrem
contração) dos ventrículos. independente do ritmo cardíaco.

A frequência cardíaca é registro obrigatório


nas Unidades de Terapia Intensiva. Os
Principais indicações: monitores cardíacos beira-leito (bedside), pré-
configurados ou não, registram pelo menos
1. Avaliação de dor torácica, dispneia, uma derivação continuadamente, oferecendo
palpitações, tonturas ou desmaios. à equipe intensivista traçados momentâneos e
correspondente frequência. Quando há
2. Avaliação do estado das câmaras cardíacas
traçado não sinusal, caracteriza-se arritmia
(sobrecarga, hiperatrofia).
cardíaca que, obedecendo o intervalo superior
3. Avaliação do ritmo cardíaco (aceleração, a 100 batimentos/minuto é classificada como
alentecimento, irregularidades - arritmias) taquiarritmia e inferior a 60
batimentos/minuto como bradiarritmias.
4. Avaliação de bloqueios cardíacos
(necessidade de marca passo)

5. Avaliação de isquemia miocárdica (falta de I - Taquiarritmias:


circulação coronariana adequada)
A - ATRIAL (Supraventriculares): Taquicardia
6. Avaliação da implicação de diversas Sinusal, Fibrilação Atrial ( FA ), Taquicardia
doenças ou medicamentos sobre o coração Supra Ventricular Paroxística ( TSVP ), Flutter
Atrial, Taquicardia Atrial.

B- VENTRICULAR ( Ventriculares ): Taquicardia


Como é realizado o exame? Ventricular ( TV ), Fibrilação Ventricular ( FV ),
Flutter Ventricular.
De forma extremamente simples, o exame é
realizado em uma sala climatizada, onde o * lembramos, fora da classificação, da
paciente é deitado numa maca e feito a Taquicardia Sinusal e Extra-sístoles Ventricular
limpeza da pele nos pontos onde serão ( ESV ).
conectados os eletrodos (peito, braços e
pernas). A duração do exame não costuma ser
maior de 5 minutos. II- Bradiarritmias: Refletem circunstâncias em
que haja diminuição e/ou ausência da
atividade do marcapasso cardíaco fisiológico
Eletrocardiograma e alterações e/ou alteração na condução do feixe de hiss.
patológicas Podem ser Sinusal

O ECG traduz muitos estados patológicos na ( Bradicardia Sinusal ) e costumam estar


prática clínica. Ao realizar a leitura, assume associadas a bloqueios ( diminuição na
importância o ritmo e a frequência, além de condução ). Portanto as bradicardias não são

45
classificadas como as taquicardias, recebendo
classificação dependente da presença ou não
de bloqueio e tipo.
Fibrilação atrial
As arritmias ventriculares de alta frequência
são graves e são não tratadas podem ser
mortais. A FV deve imediatamente ser
interrrompida, precede a assistolia, e as
Manobras de Reanimação Cárdio- Pulmonar
devem ser realizadas ( MRCP ) entre elas a Taquicardia
desfibrilação imediata. Hipóxia, distúrbio
hidroeletrolítico, hipotensão, isquemia
miocárdica, intoxicações entre outras causas
são fatores que desencadeiam arritmias
(arritmogênicos ).
Flutter atrial
A isquemia cardíaca oferece traçado típico e
em grande parte conclusivo, o que impõe na
suspeita de Insuficiência Coronariana ( ICO ) a
obrigatoriedade do ECG ! Existem duas
alterações típicas de traçado as quais
referimos como correntes de lesão: inversão
de onda T e elevação do complexo QRS. "Mas Fibrilação ventricular
nem sempre estes traçados traduzem lesões,
todavia quase sempre são lesões”.

Flutter ventricular

Extra sístole ventricular

Isquemia miocárdica

Taquicardia supraventricular paroxística

Isquemia miocárdica

46
CARDIOVERSÃO E DESFIBRILAÇÃO Um cuidado importante no momento da
desfibrilação, é checar se o botão de
sincronismo está DESATIVADO, pois como em
situações de FV/TV não temos o registro de
onda R e se o aparelho estiver programado
para cardioverter, o choque não será
administrado.

Diferenças Básicas Entre Cardioversão e Indicações


Desfibrilação Elétrica
- A desfibrilação elétrica é indicada apenas nas
A desfibrilação e a cardioversão elétrica são situações de FV e TV sem pulso,
procedimentos terapêuticos que salvam vidas
- A cardioversão elétrica é indicada nas
e seu uso não se limita apenas a profissionais
situações de taquiarritmias como a fibrilação
da área da saúde, podendo ser utilizados
atrial (FA), flutter atrial, taquicardia
também por leigos treinados em situações
paroxística supraventricular e taquicardias
selecionadas (desfibrilação externa
com complexo largo e com pulso.
automática DEA). Estudos demonstram que
em 85% dos pacientes que apresentaram
Taquicardia Ventricular (TV) e Fibrilação
Ventricular (FV) e que foram tratados com Tipos de Desfibriladores
desfibrilação precoce tiveram preservadas
Desfibrilador externo automático (DEA)-
suas funções cerebrais e cardíacas.
utilizado por leigos no atendimento a PCR. O
A desfibrilação elétrica é um procedimento equipamento quando corretamente instalado
terapêutico que consiste na aplicação de uma no paciente, tem a capacidade de ler o
corrente elétrica contínua NÃO traçado eletrocardiográfico e indicar ou não o
SINCRONIZADA, no músculo cardíaco. Esse choque.
choque despolariza em conjunto todas as
Desfibrilador monofásico
fibras musculares do miocárdio, tornando
possível a reversão de arritmias graves como a Desfibrilador bifásico
TV e a FV, permitindo ao nó sinusal retomar a
geração e o controle do ritmo cardíaco. O módulo Cardioversão está embutido no
aparelho de desfibrilador. A diferença é que
A cardioversão elétrica é um procedimento para se ter a modalidade de cardioversão
na maioria das vezes eletivo, em que se aplica elétrica, deve-se acionar o botão de
o choque elétrico de maneira SINCRONIZADA, SINCRONISMO do aparelho e manter o
ou seja, o paciente deve estar monitorado no paciente monitorado nele.
cardioversor e este deve estar com o botão de
sincronismo ativado, pois a descarga elétrica é Cardioversor-desfibrilador implantável
liberada na onda R, ou seja, no período (CDI) - é um dispositivo feito sob medida,
implantado em sua caixa torácica como um
refratário.
marcapasso - pode reduzir seu risco de
47
morrer subitamente detectando e - Jejum de aproximadamente 6 h antes da
interrompendo essas arritmias perigosas. Um cardioversão elétrica;
CDI monitora continuamente seus batimentos
cardíacos e aplicas terapias de choques - Orientar o paciente quanto ao
elétricos precisamente calibrados para procedimento;
restaurar o ritmo normal do seu coração.
- Preparação da pele, a pele deve estar
limpa, isenta de excesso de oleosidade que
pode ser feito com o uso de éter;
Complicações:
- Colocação de pasta condutora no paciente
A desfibrilação ou cardioversão elétrica é um na região do tórax direito abaixo da clavícula e
método muito seguro e com baixas taxas de outra sobre o hemi tórax esquerdo, abaixo do
complicações. mamilo na região do ápex cardíaco.

O achado mais comum são queimaduras leves g) Colocação de pasta condutora nas pás;
na parede anterior do tórax, aonde as pás do
desfibrilador entram em contato com a pele. h) Manter o sincronizador do cardioversor
ligado;
A mais temida complicação é o acidente
vascular cerebral, em pacientes portadores de i) Colocar os eletrodos na parede anterior e
fibrilação atrial e que apresentam coágulos basal do tórax, em local o mais afastado
dentro do coração, no momento do possível daquele onde serão aplicadas as pás.
procedimento. Após a cardioversão, este j) Colocar no cardioversor a quantidade de
coágulo poderá ser liberado do coração, energia solicitada pelo médico.
causando uma obstrução de uma artéria do
cérebro e, consequentemente um acidente
vascular cerebral ( derrame cerebral ).

Condutas de Enfermagem na CVE


a) Verificação de Sinais Vitais:
PRESSÃO VENOSA CENTRAL

- Verificar a pressão arterial, frequência e


ritmo respiratório, antes de administração do
anestésico, e estar atento a respiração pela
possibilidade de hipotensão e depressão
respiratória.

b) Retirada de Prótese dentaria (eventual


necessidade de intubação endotraqueal );

c) Estabelecimento e manutenção de via de


acesso venoso; Em termos fisiológicos, a mensuração da PVC
d) Preparo e administração do anestésico; é um métodos acurado da estimação da
pressão de enchimento do ventrículo direito,
e) Preparo do material para eventual de grande relevância na interpretação de sua
intubação endotraqueal; função.

f) Preparo do paciente:
48
O método de mensuração da PVC com coluna - Fita adesiva;
de água, devido à sua extrema simplicidade e
baixo custo, é bastante popular e largamente - Régua de nível.
utilizado, dispensando transdutores
2. Montando o sistema de coluna d'água
eletrônicos sofisticados.
- Separa-se o material e leve-o até o paciente.
Quando utilizada de maneira criteriosa e
sempre que possível associada a outros - Abra o equipo e conecte à solução
parâmetros clínicos e hemodinâmico, a PVC é fisiológica, retirando todo o ar do equipo (das
um dado extremamente útil na avaliação das duas vias). Coloque-o e um suporte para
condições cardiocirculatórias de pacientes em soluções e aguarde.
estado crítico.
- Com a régua de nível, encontre a linha "zero"
Segundo a alguns estudos, os valores de referência (ver Encontrando o "zero" de
esperados da PVC, mensurada através da linha referência) e marque no suporte de soluções,
axilar média como "zero" de referência, estão a altura encontrada na linha "zero".
entre 6 - 10 cm H2O (através da coluna
d'água) ou de 3 - 6 mm Hg (através do - Fixe a fita graduada (vem junto ao equipo),
transdutor eletrônico). começando no nº. -10- (coloca-se e 10, pois,
algumas camas têm ajustes de altura,
podendo interferir na aferição da PVC),
deixando-a completamente estendida.
Mensuração da PVC
- Pegue o equipo, e fixe junto ao nº. 10 a
Para a mensuração da PVC, é necessário o região do equipo em que ele se divide em
posicionamento de um cateter em veia central duas vias.
(veia cava superior), comumente utilizando-se
de punção percutânea de veia subclávia ou - A via mais longa irá ser conectada no
veia jugular interna. É checado paciente. A via curta, fixe junto à fita
radiologicamente para certificar-se que o graduada, de modo que fique junto essa via, o
cateter esteja bem posicionado e não esteja prolongamento simples do equipo e a fita
dentro do átrio direito. graduada. Observe nas fotos ao lado.
Pode-se utilizar para a mensuração da PVC,
um manômetro de água graduado em cm ou
um transdutor eletrônico calibrado em mm 3. Encontrando o "zero" de referência da PVC
Hg. Espera-se que haja oscilação da coluna
d'água ou do gráfico no monitor, Normalmente são utilizados 03 pontos de
acompanhando os movimentos respiratórios referência para se medir pressões
do paciente. intravasculares.

- 05 cm abaixo do ângulo esternal;

Materiais necessários para se monitorizar - o próprio angulo esternal;


uma PVC em Coluna de água. - a linha axilar média.
1. Monitorização em coluna de água: O ponto que parece corresponder com mais
- 01 equipo de monitorização de PVC; exatidão à desembocadura das veias cavas no
átrio direito é a linha axilar média, é o ponto
- 01 frasco de solução fisiológica (100 ou 250 de referência mais utilizado nas mensurações
ml); de PVC. Também ressalta que as equipes

49
devem estabelecer uma rotina padronizada - Fique atento aos valores da PVC. Valores
quando vão realizar as mensurações de muito baixos podem indicar baixa volemia, e
pressão intravascular, para que sejam mais valores muito altos, sobrecarga hídrica.
precisas e confiáveis as medidas da PVC.
- Normalmente a coluna d'água ou as curvas
em monitor oscilam de acordo com a
respiração do paciente. Caso isso não ocorra,
- Coloca-se o paciente em decúbito dorsal investigue a possibilidade do cateter estar
horizontal. Encontra-se a linha "zero" através dobrado ou não totalmente pérvio.
da linha axilar média, observando em que
número se encontra diante à escala do equipo - O balanço hídrico é importante. Registre a
de PVC. (Convém encontrar o "zero" todas as cada 24 horas na folha de controle hídrico, o
vezes em que se forem realizar as medidas, volume de solução infundido nas aferições da
pois existem algumas camas que tem PVC.
regulagem de altura, e pode ter sido alterada).

4. Encontrando e registrando o valor da PVC

Segue se todos os passos para se encontrar o


valor "zero" da PVC.
DROGA VASOATIVA
- Abra o equipo para que se preencha a via da
coluna graduada com solução fisiológica. Droga vasoativa - se refere às substâncias
que apresentam efeitos vasculares periféricos,
- Então abra a via do paciente, fazendo descer pulmonares ou cardíacos, sejam eles diretos
a solução da coluna graduada, observando até ou indiretos, atuando em pequenas doses e
que entre em equilíbrio com a pressão venosa com respostas dose dependente de efeito
central, anotando-se esse valor. rápido e curto, através de receptores situados
no endotélio vascular.
- Agora, diminua esse valor com o valor do
"zero" de referência e se tem o valor da PVC. São de uso corriqueiro em uma unidade de
terapia intensiva (UTI) principalmente para
Calculo de PVC : regular a frequência cardíaca e volume
sistólico.
Exemplo: Se o valor do zero de referência =
10 e o valor encontrado na coluna d’água = 18
então a PVC = 18 - 10 = 08 cm de H2O
Cuidados :
Na maioria das vezes é necessário fazer
Cuidados importantes monitorização hemodinâmica, invasiva,
- Verifique se existem outras soluções durante a utilização dessas substâncias, pois
correndo no mesmo acesso venoso central. suas potentes ações determinam mudanças
Caso ocorra, feche todas, deixando apenas a drásticas tanto em parâmetros circulatórios
via do equipo da PVC. Ao término da aferição, como respiratórios, podendo causar sérios
retorne o gotejamento normal das outras efeitos colaterais caso seu uso seja feito
infusões (caso existam). Outras infusões inadequadamente, inclusive danos
alteram o valor real da PVC. permanentes, convulsões, morte.

Deve-se evitar administrar com solução


alcalina para evitar extravasamento. Nunca se
50
deve administrar medicamento em bolus pela Dobutamina – apresentação: ampola de 20
via das drogas vasoativas. E deve ser feita ml = 12,5 mg/ml
avaliação de perfusão nas extremidades.
-indicações: melhoras a função ventricular e o
Ação das drogas vasoativas desempenho cardíaco, em pacientes nos
quais a disfunção ventricular acarreta
- Aumentam o fluxo sanguíneo tecidual local diminuição no volume sistólico e no débito
cardíaco, por exemplo, choque cardiogênico e
- Reduzem a pressão arterial
insuficiência cardíaca congestiva(ICC).
- Reduzem a pressão venosa central
Noradrenalina – apresentação: ampola de 4
- Redução da pré carga cardíaca (volume ml = 1mg/ml
circulante)
- indicações: choque séptico, hipotensão, PCR.
- Redução da pós-carga (resistência vascular)

- Redução do trabalho cardíaco


Adrenalina – apresentação: ampola de 1 ml
= 1 mg/ml

Indicações -indicações: broncoespasmos severos,


anafilaxia, PCR.
- hipertensão

- insuficiência cardíaca

- choques
2. Vasodilatadores: aumentam o diâmetro
- estados hipotensivos dos vasos sanguíneos, ou seja, induzem a
vasodilatação arterial e/ou venosa, com
consequente aumento do débito cardíaco e
redução das pressões de enchimento.
Classificação das drogas vasoativas
Nitroglicerina - tridil – vasodilatador e
1. Catecolaminas : exibem efeitos de acordo antianginoso
com a dose utilizada, podendo estimular
receptores alfa, beta e dopa. São classificadas -Indicações: - angina pectoris e congestão
como: alfa adrenégicas, beta adrenégicas e pulmonar
dopaminérgicas ou mistas.
- Precauções – efeito colateral primário é
Mecanismo de Ação : funciona como um hipotensão, levando também taquicardia,
vasoconstritor periférico (ação alfa bradicardia, cefaleia, palpitações e síncope
adrenérgico), como um estimulador no
coração e vasodilatador coronário (ação beta Nitroprussiato de sódio – nipride - –
adrenérgico), atividade alfa dominante, vasodilatador e anti-hipertensivo
aumenta a demanda miocárdica de oxigênio.
- Indicações – redução imediata da PA na
Dopamina – apresentação: ampola de 10 ml emergência ou urgência hipertensiva
= 5mg/ml
- Precauções: - pode causar queda brusca da
- indicações: baixo débito cardíaco, oligúria PA, em pacientes não monitorizados
(100 a 400 ml/24hs), choque. adequadamente.

51
- tais quedas podem levar a dano isquêmico . Anote o horário de preparação. É
irreversível ou à morte. importante para que a solução seja trocada
após 4 horas ou 24 horas conforme o
- Observe sinais de toxico fabricante.
-Observe o tempo de vida da droga.

Nitroglicerina
Cuidados Gerais de Enfermagem na . Deve ser administrada em frasco de vidro,
Administração de Drogas Vasoativas: pois a droga fica aderida na parede dos
frascos de plástico.
· Sua infusão deve ser feita em acesso venoso
calibroso, evitando-se necrose e exsudatos,
por extravasamento da droga;
Assistência de enfermagem
· Por serem drogas vasoativas potentes, sua
administração deve ser feita com bomba de - observar prescrição médica: nome da droga,
infusão, em micro gotas, com controle diluição, nome do paciente;
rigoroso do gotejamento;
- checar o horário de instalação no prontuário;
· Deve-se verificar a pressão arterial do
paciente antes do início da infusão da droga e - utilizar bomba de infusão para qualquer
de 30/30 minutos, durante o tempo de uso; medicação vasoativa;

· Controle do débito urinário rigoroso. - manter paciente monitorizado;

- observar sinais vitais de 1 em 1 hora, se o


paciente estiver em choque;
Cuidados Específicos de Enfermagem na
- observar data e diluente da instalação da
Administração de Drogas Vasoativas:
droga;
Dopamina, Noradrenalina e Dobutamina
- anotar quantos ml/h está sendo infundido;
. Estas drogas não devem ser administradas
- se houver alteração no volume, ou na droga,
juntamente com soluções alcalinas Ex.:
anotar no prontuário;
Bicarbonato de Sódio
- manter o alarme da bomba de infusão
. A solução deverá ser trocada a cada 24
ligado;
horas
- manter os parâmetros do monitor regulados
Nitroprussiato de Sódio
e o alarme ligado;
. Conserve os fracos (em pó) ou ampolas
- Nitroprussiato de sódio: utilizar proteção do
(soluções) em lugar fresco e ao abrigo da luz
soro fotossensível e o equipo adequado;
pois esses fatores podem inativar a droga;
- antes de terminar a droga que está correndo,
Prepare-a somente, no momento da
preparar o próximo horário;
administração e utilize equipo e plástico foto
protetor. Quando ocorrem alterações na sua - não desligar a droga, quando o paciente
coloração, deverá ser desprezada, pois torna- estiver sendo transportado.
se, potencialmente, tóxica;

52
DISTÚRBIO ELETROLÍTICO - hipotensão postural;

Eletrólitos tem um papel importante: - frequência cardíaca rápida e fraca;

- na manutenção da homeostase do - temperatura aumentada;


organismo; - sede;
- ajudam a regular a função miocárdica e - náuseas;
neurológica;
- veias do pescoço achatadas ;
- equilíbrio de hídrico;
- câimbras.
- liberação de oxigênio nos tecidos;

- equilíbrio ácido básico e muito mais.


1. DESEQUILÍBRIOS DO SÓDIO

1.1 HIPONATREMIA (Na < 135 mEq/l)


Mecanismos desenvolvidos com os É um desequilíbrio eletrolítico comum, refere-
distúrbios eletrolíticos: se a deficiência de sódio em relação a água
corporal. Em outras palavras, os líquidos
- ingestão excessiva ou redução na eliminação
corporais estão diluídos e as células
de um eletrólito
intumescidas devido a menor osmolaridade
- ou redução diminuída ou eliminação do LEC.
excessiva do mesmo
Causas:

- Perda excessiva de sódio: dieta com baixo


Fisiopatologia: teor de sódio, vômito, diarreia, drenagem
naso gástrica, sudorese excessiva, terapia
-Acontece mais rapidamente quando acoplado diurética prolongada, queimaduras,
à ingesta de líquidos diminuída. nefropatia.

-Perdas anormais de líquidos: Vômito, - Hiponatremia dilucional: administração


diarreia, sudorese, aspiração G.I. excessiva, ingestão compulsiva, hiperglicemia,
aldosterona reduzida, SIADH.
-Fatores de risco: Diabetes insípido,
insuficiência da suprarrenal, diurese osmótica, Manifestações clínicas:
hemorragia, coma e queimaduras.
Gerais: Cólicas abdominais; alteração do
-Distúrbios do volume de líquidos nível de consciência; cefaleia; espasmos
musculares, tremores, fraqueza; náuseas,
vômitos e diarreia.
Manifestações clínicas: Hipovolemia com hiponatremia: Mucosas
ressecadas; hipotensão ortostática; redução
As características mais importantes: do turgor cutâneo; taquicardia
- Perda aguda de peso; Hipervolemia com hiponatremia dilucional:
- turgor cutâneo diminuído; Hipertensão arterial; pulso forte e rápido;
ganho ponderal.
- urina concentrada;
Tratamento:
53
- Administração de sódio: 100 mEq/l diário; - A desmopressina (DDAVP) pode ser prescrita
para correção do diabetes insípidus.
-SIADH: solução salina hipertônica +
furosemida. Podem necessitar de lítio ou
democlociclina.
2. DESEQUILÍBRIOS DO POTÁSSIO

2.1 HIPOPOTASSEMIA OU HIPOCALEMIA


1.2 HIPERNATREMIA (Na > 145mEq/l) (K < 3,5 mEq/l)
Menos comum que a hiponetremia, refere-se É um distúrbio muito comum. Refere-se a
ao excesso de sódio em relação a água diminuição na concentração sérica de
corporal. potássio.
Causas: Causas:
- Ganho excessivo de Na 1. Perdas gastrointestinais: vômitos, diarreia,
SNG, fistula intestinal, abuso de laxativos.
- Perda de água > que a de Na: evacuações
aquosas intensas, perda insensível intensa de 2. Alterações da dieta: desnutrição, inanição,
água, queimaduras, diurese osmótica, dieta sem K, dietas de redução de peso.
diabetes insípidus;
3. Medicamentos: diuréticos, corticoides,
- Privação de água: pacientes inconscientes, ingestão de grande quantidade de bebidas
sedados. alcóolicas.

4. Distúrbios metabólicos: diurese osmótica,


alcalose metabólica, hipersecreção de
Manifestações clínicas:
insulina, hiper aldosteronismo.
- Anorexia, náuseas e vômitos.
Manifestações clínicas:
- Pele seca edemaciada, mucosas secas e
- Fadiga
pegajosas, sede, língua seca e áspera,
temperatura corporal elevada. - Anorexia
- Cefaleia; - Náuseas, vômitos
- Espasmos musculares, tremores, fraqueza; - Fraqueza muscular
- Náuseas, vômitos e diarreia. - Câimbras nas pernas

- Diminuição da motilidade intestinal

- Paresias
Tratamento: - Maior sensibilidade digital
- Redução gradativa dos níveis séricos de Na - Se prolongada a hipocalemia pode levar à
(não superior a 2mEq/L/h), com soluções incapacidade do rim em concentrar a urina,
hipotônicas (NaCl 0,3% ou glicose 5%); produzindo urina diluída (poliúria, nictúria e
sede excessiva)
- Diuréticos (furosemida);

54
- Pode haver diminuição de liberação de - Na via IV, NUNCA se faz potássio em bolus.
insulina, levando à intolerância à glicose Este é sempre diluído e infundido em BI por 2
a 4 horas.
- ECG: ondas T achatadas com depressão do
segmento ST e ainda aparecimento de onda U.

- Pode levar a arritmia fatal (taquicardia 2.2HIPERPOTASSEMIA OU HIPERCALEMIA


ventricular) com parada cardiorrespiratória. (K > 5,5 mEq/l)
ECG NORMAL Refere-se ao aumento na concentração sérica
de potássio.

Causas:

1. Retenção de K no organismo: uso de diuréticos


polpadores de K, insuficiência renal, obstrução
instestinal.

2. Liberação excessiva de K: queimaduras,


traumatismo, acidose metabólica.

3. Administração excessiva.

Manifestações clínicas:

HIPOPOTASSEMIA - Fadiga

- Confusão

- Parestesia - formigamento.

- Debilidade muscular.

- Câimbras musculares.

- Náuseas, diarreia explosiva, cólicas


intestinais, hiperatividade do peristaltismo.

- Hipotensão.

Tratamento: - Oligúria e depois Anúria.

- Tratamento da doença de base - ECG: prolongamento do intervalo PR,


alargamento do complexo QRS, onda T alta e
- Reposição de potássio (40 a 80 mEq/l por apiculada e depressão do segmento ST.
dia; 50 a 100mEq/l por dia nos casos mais
graves) - Pode levar a arritmia fatal (fibrilação
ventricular) com parada cardiorrespiratória.
- A via de escolha para reposição é a dieta
(banana, batata, feijão, laranja, abacate etc.).
Quando só a dieta não supre as necessidades,
o paciente deverá fazer complementação por Tratamento:
VO ou IV.
- Restrição de potássio na dieta e uso de
diuréticos

55
- Resinas trocadoras de cátions 2. Alterações gastrointestinais: má absorção
(poliestirenossulfonato de cálcio - SORCAN) de gorduras pelos intestinos, alcalose
metabólica.
- Diálise peritonial ou hemodiálise
3. Distúrbios: insuficiência renal aguda ou
Tratamento emergencial: gluconato de cálcio crônica, pancreatite, queimaduras, hipo-
– bicarbonato de sódio, glicose hipertônica e paratireoidismo.
insulina regular.
4. Medicamentos: sulfato de magnésio,
ECG NORMAL aminoglicosídios, corticóides, cafeína,
diuréticos de alça.

Manifestações clínicas:

- Tetânia

- Câimbras musculares em membros.

- Dormência e formigamento das mãos.

- Irritabilidade.

- Ansiedade.

- Disritmias e palpitações.

HIPERPOTASSEMIA - Fraturas patológicas.

- Tempo de sangramento prolongado.

-Sinal de Trousseau e Chvostek positivos

Tratamento:

- Tratamento da doença de base

- Dieta rica em cálcio (derivados do leite,


verduras, peixes, etc.);

- Quando a dieta não supre as necessidades


de cálcio, administra-se Gluconato de cálcio IV
diluída em SG 5% lento;
3. DESEQUILÍBRIOS DO CÁLCIO - Vitamina D para aumentar a absorção de
cálcio pelo TGI;
3.1 HIPOCALCEMIA (Ca < 1,12 mmol/L)
- Hidróxido de Alumínio VO para reduzir a
Refere-se à diminuição na concentração
hiperfosfatemia.
sérica de cálcio.
3.2 HIPERCALCEMIA (Ca > 1,32 mmol/L)
Causas:
Refere-se ao aumento na concentração sérica
1. Alterações dietéticas: anorexia, ingestão
de cálcio.
inadequada de Ca, deficiência de vitamina D,
Ingestão excessiva de fósforo. Causas:
56
- Ingestão ou absorção excessiva de cálcio. - Tratamento para abstenção alcoólica;

- Doenças neoplásicas do pulmão, mama, - Pacientes submetidos a nutrição enteral ou


ovário, próstata. parenteral após longo período de jejum;

- Hiper-paratireoidismo, imobilização - Medicações: gentamicina, cisplatina,


prolongada diuréticos, digitálicos etc.

- Excesso de vitamina D, lítio, diuréticos Manifestações clínicas:


tiazídicos.
- Alterações neuromusculares: fraqueza,
Manifestações clínicas: tremores, convulsões focais ou generalizadas,
sinais de Trousseau e Chvostek positivos;
- Anorexia, náuseas, vômitos, constipação,
diminuição do peristaltismo, distensão. - Alterações no humor, apatia, depressão,
insônia, confusão mental;
- Fraqueza ou flacidez muscular, fadiga,
depressão, letargia, confusão e coma. - Predisposição a arritmias cardíacas, como a
extrassístole ventricular e a taquicardia
- ECG: encurtamento do segmento ST e ventricular (Torsades de Pointes).
alongamento do intervalo QT. Pode ocorrer o
BAV ou parada cardíaca. Tratamento:

- Dor óssea e fratura. - Dieta rica em magnésio (verduras, legumes,


nozes, banana, laranja);
Tratamento:
- Sais de magnésio VO;
- Mobilização do paciente, restrição do cálcio
na dieta; - Sulfato de Magnésio EV (hipomagnesemia
grave).
- Hidratação com SF 0,9% + furosemida para
diluir o cálcio sérico e promover sua excreção
pelos rins;
4.2 HIPERMAGNESEMIA (Mg > 2,5 mEq/L)
- Administração de fosfato, calcitonina e
corticosteróides. Refere-se ao aumento na concentração sérica
do magnésio.

Causas:
4. DESEQUILÍBRIOS DO MAGNÉSIO
- Insuficiência renal;
4.1 HIPOMAGNESEMIA (Mg < 1,5 mEq/L)
- Cetoacidose diabética;
Refere-se à diminuição na concentração sérica
do magnésio. - Insuficiência adrenal;

- Administração excessiva de magnésio;

Causas: Manifestações clínicas:

- Hipo albuminemia; - Depressão do SNC;

- Perdas gastrintestinais (aspiração gástrica, - Hipotensão (vasodilatação periférica);


diarreias, fístulas);

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- Náuseas, vômitos, rubor facial, letargia, - Fosfato de potássio EV para os casos mais
disartria e zonzeira; graves.

- ECG: QRS alargado, onda T alta, podendo


levar ao BAV.
5.2 HIPERFOSFATEMIA (P > 4,5mg/dL)
Tratamento:
Refere-se ao aumento na concentração sérica
- Eliminar fontes externas de magnésio; do fósforo.

- Diuréticos (função renal adequada) e Causas:


hemodiálise (insuficiência renal);
- Insuficiência renal;
- Gluconato de Cálcio 10% EV.
- Ingestão excessiva de fósforo;

- Excesso de vitamina D;

- Uso de drogas citotóxicas (quimioterapia).


5 DESEQUILÍBRIOS DO FÓSFORO
Manifestações clínicas:
5.1 HIPOFOSFATEMIA (P < 2,5mg/dL)
- Anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza
Refere-se à diminuição na concentração sérica muscular, tetania, taquicardia;
do fósforo.
- Hipocalcemia, com calcificação de tecidos
Causas: moles, articulações e artérias.

- Realimentação de pacientes após longo Tratamento:


período de jejum, abstenção alcoólica,
desnutrição; - Restrição de fosfato na dieta;

- Hipopotassemia, hipomagnesemia e alcalose - Alopurinol = prevenção da calcificação de


respiratória; tecidos moles e articulações;

- Deficiência de vitamina D. - Diálise peritonial ou hemodiálise;

Manifestações clínicas: - Administração bicarbonato de sódio, cloreto


de cálcio;
- Irritabilidade, fraqueza, confusão mental,
convulsões; - Hidróxido de Alumínio VO.

- Hipóxia tissular - aumento da FR - alcalose


respiratória;

- Pode haver resistência tissular à ação da


insulina = HIPERGLICEMIA.

Tratamento:

- Dieta rica em fósforo (peixes);

58
GRANDE QUEIMADO . média: entre 15 e menos de 40% de área
atingida;
QUEIMADURAS
. alta: mais de 40% do corpo queimado.
- Lesão tecidual decorrente de um trauma
térmico, elétrico, químico, radioativo e até
certos animais e vegetais;

- São lesões frequentes em nosso meio, sendo


a maior parte decorrente de acidentes
domésticos, onde um número considerável de
pacientes apresenta lesões de tal gravidade
que apresentam risco de morte;

-As queimaduras graves devem ser


consideradas como trauma sistêmico, onde
produzem grande desequilíbrio
hidroeletrolítico e hemodinâmico.
Regra dos nove
ETIOLOGIA:
Cabeça – 9%;
Queimaduras térmicas: o agente causador
pode ser o fogo, líquidos superaquecidos ou Braços – 9% cada um;
contato com objetos superaquecidos, ou
Tronco – 36% (face anterior e posterior);
ainda, substâncias inflamáveis como o álcool,
gasolina e gás de cozinha; Pernas – 18% cada uma;
Queimaduras químicas: ácido muriático, soda Genitália – 1%.
cáustica, etc..., ocorrendo devido ao tipo,
concentração e temperatura do agente;

Queimaduras elétricas: ocorrem devido á Classificação quanto a gravidade:


corrente elétrica.
- causa

- profundidade
EXTENSÃO DA QUEIMADURA
- percentual da superfície corporal queimada
A determinação da extensão da área
queimada é realizada através da avaliação da - associação com outras lesões
percentagem de superfície corporal que - comprometimento das vias aéreas
sofreu o trauma. Um método simples e rápido
que possibilita estimar aproximadamente a
extensão é a REGRA DOS NOVE. Esta técnica
foi idealizada por Pulaski e Tennison, dividindo
a superfície corporal em áreas representadas
por números múltiplos de nove.

- Podem ser classificadas em:

. baixa: menos de 15% da superfície corporal


atingida;

59
PROFUNDIDADE CAMADA DA SINTOMAS CARACTERÍSTICAS -pneumonia.
PELE
AGENTES CAUSAIS
LESADA

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO
1º GRAU EPIDERME *PRESENÇA DE ERITEMA; PACIENTE GRANDE QUEIMADO
BOLHAS; DOR; PRESENÇA DE
FORMIGAMENTO; PERFUSÃO;
SOL
HIPERESTESIA DISCRETO OU
- Queimadura de segundo grau com área
NENHUM EDEMA; corporal atingida maior do que 15% em
SECA
menores de 12 anos ou maior de 20% em
maiores de 12 anos;
2º GRAU EPIDERME E MUITO HIPEREMIA, EDEMA,
ESCALDADURA, PARTE DA DOLOROSA; BOLHAS, APARÊNCIA
CHAMAS, LÍQUIDOS DERME HIPERSENSIBILIDA ÚMIDA, FOLÍCULOS - queimaduras de terceiro grau com mais de
PILOSOS 10% da área corporal atingida no adulto e
SUPER AQUECIDOS DE A CORRENTE
PERMANECEM
DE AR INTACTOS. maior que 5% nos menores de 12 anos;

3º GRAU EPIDERME, INDOLOR, TECIDO


- queimaduras de períneo;
CHAMAS, CORRENTE DERME E VASOS ENEGRECIDO
ELÉTRICA, TECIDOS TROMBOSADOS. (CARBONIZADO - queimaduras por corrente elétrica;
SUBST QUÍMICA, SUBCUTÂNEO )APEROLADO
SUBST INFLAMÁVEIS: SPODENDO ESBRANQUIÇAOSEC -queimaduras de mão ou face ou pescoço ou
ÁLCOOL, GASOLINA. INVADIR O E ENDURECIDO,
ÓRGÃOS, axila que tenha terceiro grau.
OSSOS, DESTRUIÇÃO DE
TENDÕES, ETC. FIBRAS NERVOSAS.

1. Cuidados iniciais:

Complexidade das Queimaduras - remoção de roupas queimadas ou intactas


nas áreas da queimadura;
- pequeno queimado;
- avaliação clínica completa e regista do
- médio queimado agente causador da extensão e da
profundidade da queimadura;
- grande queimado: é um paciente
traumatizado grave de risco grande, que - analgesia: oral ou intramuscular no pequeno
necessita de atendimento emergencial, queimado e endovenosa no grande
multidisciplinar e pré-programado . queimado; “nunca subestime a dor do
paciente queimado”.

-pesquisar historia de queda ou trauma


Principais complicações em pacientes associado;
queimados:
- profilaxia de tétano e trombose venosa
- insuficiência cardíaca e edema pulmonar profunda;

- infecção de ferida da queimada - hidratação oral ou venosa (dependendo da


extensão da lesão);
- insuficiência renal aguda e síndrome da
angustia respiratório - manter cabeceira elevada a 30 graus;

- lesão visceral -envolver o paciente em toalhas limpas;

- infecção da corrente sanguínea

60
- encaminhar ao serviço competente; - sempre proporcionar analgesia potente;
(cirurgião plástico, nutricionista, psicólogo,
fisioterapeuta, entre outros.) - manter cabeceira elevada a 30 graus;

- lavar a área queimada com água corrente;

2. Cuidados locais: - remover pele descamada e necrótica;

- aplicação de compressas úmidas com soro - degermar com PVPI 1% / Cloroexidina 1%;
fisiológico até alivio da dor; - aguardar 5 a 10%;
- remoção de contaminantes; - lavar com água corrente;
- verificar queimaduras de vias aéreas - aplicar sulfadiazina de prata a 1% em uma
superiores, principalmente em pacientes com camada de 3mm. Sulfadiazina de cério em
queimaduras em face, nariz, orofaringe e SCQ > 50%;
edema de face e pescoço = injuria por
inalação de calor; - curativo contensivo com compressas
cirúrgicas (não apertar);
- verificar lesões de córnea;
- atadura de crepon;
- resfriar agentes aderentes (ex. peche) com
água corrente, mas não tentar a remoção - face, orelha, períneo: não enfaixar.
imediata;

- em casos de queimaduras por agentes


químicos, irrigar abundantemente com água 4. Cuidados gerais:
corrente de baixo fluxo (após retirar o excesso
do agente químico em pó, se for o caso), por - aspiração oro traqueal;
pelo menos 20 a 30 minutos. Não aplicar
- aspiração por traqueostomia;
neutralizante, pois a reação é exotérmica,
podendo agravar a queimadura; - sonda naso gástrica (SNG) e sonda naso-
entérica (SNE);
- observar sinais de tiragem, cianose, balanço
tóraco abdominal , e outros; - sonda vesical de demora ou alivio;
-após a limpeza das lesões, os curativos - higiene oral e íntima;
deverão se confeccionados.
- cuidados com drenos;

- coleta de secreções
3. Curativo:
- lavagem gastrointestinal;
- estabilidade hemodinâmica é prioridade;
- cuidados com colostomia;
- curativo é o último procedimento a ser
realizado; - educação em saúde.

- se for transferido para unidade próxima –


realizar curativo nesta unidade;
5. Cuidados específicos:
- se houver estabilidade hemodinâmica, e a
transferência for demorar – realizar curativo; - monitorar padrões respiratórios;

61
- reposição hídrica;

- monitorar os sinais vitais;

- observar sinais de infecção;

- controle da dor;

- oferecer nutrição adequada;

- desbridamento;

- apoio psicológico ao paciente.

Instruções para alta:


- abertura da área cicatrizada;

- formação de bolhas;

- a temperatura acima de 37.2º C;

- rubor, dor, edema, rigidez ou calor na ferida


ou em volta dela;

- aumento do exsudato ou quando este


apresenta cheiro desagradável.

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