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Professor

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EM ESPIRITO E
EM VERDADE
A Essência da Adoração Cristã
EM 2017, VOCE TEM UM ENCONTRO MARCADO
COM O MAIOR EVENTO DE
ESCOLA DOMINICAL DO PAÍS

PALESTRAS;
SEMINÁRIOS
& WORKSHOPS
Com os grandes nomes
da educação cristã nacional]
N o principio era a Palavra
Joio 1:1
e internacional;
• Antonio Gilberto I
• Elienai Cabral
• Claudionor de Andrade
• Alexandre Coelho
César Moisés
Elmer Towns (USA)
Marlene LeFever (l
CELEBRANDO Q S500ANO S g entre outros!
DA ; !R MA PROTESTANTE *w

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MARQUE EM SUA AGENDA!


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EM ESPIRITO E EM VERDADE
A Essência da Adoração Cristã
Comentarista: T h ia g o B r a z il U° trimestre 2016

Lição 1
0 real significado da adoração e do louvor 3
Lição 2
A obediência como adoração 10
Lição 3
A adoração após a Queda 18
Lição u
Adoração com o cum prim ento da vontade de Deus 25
Lição 5
A separação de tm povo para adoração exclusiva 32
Lição 6
A institu cio nalização da adoração e do louvor 39
Lição 7
Quando o legalism o su b stitu i a adoração UI
Lição 8
A lem brança da essência da adoração SU
Lição 9
A adoração integral ensinada por Jesus 62
Lição 10
A adoração sem conhecim ento 69
Lição l l
A form a do culto 76
Lição 12
M odism os na adoração e no louvor 83
Lição 13
A Igreja louvará eternam ente ao Senhor 90
DA REDAÇÃO

CBO EM ESPÍRITO E EM
C A S A P U B LIC A D O R A DAS VERDADE: A Essência
A S S E M B L E IA S D E D E U S
da Adoração Cristã
Presidente da Convençãa Geral das C o m a g ra ç a d o P a i. c h e g a m o s
Assembleias de Deus no Brasil ao ú ltim o trim e stre d o an o . Ju n to s,
José Wellington Bezerra da Costa ap re n d e m o s im po rtantes e p re cio sas
Presidente do Conselho Administrativo lições da Palavra de Deus e com certeza
José Wellington Costa Júnior
podem os dizer: “Ebenézer. Até aqui nos
Diretor Executivo
aju d o u o Senhor.’ N áo faltam m otivos
Ronaldo Rodrigues de Souza
Gerente de Publicações para lo u varm o s a D e u s E por falar em
Alexandre Claudino Coelho louvor, e sse é o tem a d o no sso trim es­
Consultoria Doutrinária e Teológica tre. E stu d are m o s a resp eito do louvor
Antonio Gilberto e e ado ração ao Senhor. E sse é um tem a
Claudionor de Andrade
extrem am ente relevan te para o Reino
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomhm d e D eus e para os nossos dias Estam os
Gerente de Produção vivendo a cu ltura do esp etácu lo , onde
Jarbas Ramires Silva muitos, infelizm ente, estão fazendo dos
Gerente Comercial púlpitos verdadeiros 'palcos". Em m uitas
Cícero da Silva
ig re jas há show em ve z d e ado ração .
Gerente da Rede de Lojas
João Batista Guilherme da Silva O louvor náo é som ente um a parte
Chefe de Arte 6 Design d o c u lto . M u ito s a in d a v e e m e s s e s
Wagner de Almeida m om entos co m o um instante d e tran­
Chefe do Setor de Educação Cristã
siçã o entre um testem unho, a hora d a
César Moisés Carvalho
oferta, an tes d a p re g ação b íb lica. M as
Comentarista
Thiago Brazil o m om ento do louvor precisa se r visto
Editora co m o a e s s ê n c ia do cu lto : a fin a l, o
Telma Bueno cu lto não é para D e u s?
D c stg n c r. D ia g r a m a ç á o « C a p a
E sp e ra m o s q u e o s te m a s a b o r­
Suzane Barboza
Fotos d a d o s n a s liç õ e s co n trib u am p ara o
Shutterstock cre sc im e n to d a su a co m u n h ão co m
o Pai. a q u E le q u e é re alm e n te d ig n o
d e toda a n o ssa ado ração .
RIO DE JANEIRO
CPAO Matriz A té o próxim o trim estre.
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0 REAL SIGNIFICADO
DA ADORAÇÃO E
DO LOUVOR
T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
“Ó. vin d e , a d o re m o s e SEGUNDA - D t 6.4
p r o s t r e m o -n o s 1 A jo e lh e m o s O p rim e iro grande m and am ento
d ia n te do S E N H O R q u e no s TERÇA - Jó L20
c rio u “(S l 9 5 6) A d o ra çã o co m o r e c o n h e c i­
m e n to da s o b e ra n ia de D e u s
QUARTA - Mt 410
O S e n h o r D e u s é o ú n ic o q u e
m e re ce lo u v o r e a d o ra çã o
Q U IN T A -Sl 223
SÍNTESE O lo u v o r co m o in s ta n te da m a ­
O lo u v o r e a a d o ra ç ã o são os n ife sta ção da p re se n ç a d iv in a
a trib u to s q u e o v e rd a d e iro SEXTA - Mt 2116
c ris tã o c o n s a g ra a D e u s O p e rfe ito lo u v o r
SÁBADO - 2 Cr 7.3
A d o ra çã o e lo u v o r, o fu n d a ­
m e n to de n o sso r e la c io n a - Á
m e n to co m D e u s ^ ú

JOVENS 3
OBJETIVOS

•A P R E S E N T A R a b u sca p e la a d o ra çã o com o algo


essencial ao ser humano.
•RELACIONAR adoração e louvor com amor e obediência.
•DISCUTIR a respeito dos perigos que corre uma igreja
cuando não vive em adoração.

INTERAÇÃO

Olá professores(as). novo trim estre - expectativas renovadas,


novas oportunidades para crescim ento. O tema que estudare­
mos está diretam ente ligado ao nosso cotidiano na Igreja. Por
isso. nosso desafio é to m á-lo em polgante e contextualizado
à sua realidade local. Nossas aulas nào podem ser momentos
de debates teológicos in ú teis, e sim . instantes de form ação
e so iritu al continuada para esta nova geração que o Senhor
levanta. Lem bre-se. sua classe é de jovens, eles estão cheios
de expectativas. incertezas e projetos. Faça dos m om ertos na
Escola D o m inical espaços de m inistraçào m útua, abençoe a
vida deles sendo um instrum ento de Deus para apontar uma
vida espiritual m ais profunda e viva. Perm ita-se ser renovado
pelas esperanças juvenis deles, afinal de contas, a Bíblia revela
que há neles um a força que vem de Deus e da sua Palavra. Que
suas aulas tom em -se. para vocês, inesquecíveis encontros de
louvor e adoração ao Pai.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

O conhecim ento não pode ser visto com o algo re strito ao


educador(a). seus educandos possuem um universo cu ltural
riq u íssim o e que precisa ser valo rizado durante as aulas da
ED Por isso. uma boa sugestão didática é in ic ia r esta aula com
a m etodologia denom inada Brainstorm ing ou "Tempestade
Mental*. “Tempestade de Ideias*. A execução é m uito sim ples.
Inicie sua aula com as seguintes indagações: *0 que é louvor
e adoração?’; “Existe algum a diferença entre louvar e adorar?
Q u a l?’ Ou ain d a com um pedido: “D efina em um a palavra
cada um desses conceitos: adoração e lo u v o r’ Identifique as
ca-acterísticas do que seja lo u vo r e adoração. Daí em diante,
deixe os educandos livre s para participarem , anote as o p in i­
ões de cada um. com pare as respostas, averigúe se existem
opiniões conflitantes, so licite aperfeiçoam ento. Por fim. use.
sem pre que possível, as participações dos educandos como
fio condutor para a aula a ser m inistrada.
TEXTO BÍBLICO

Marcos 12.28-34 m esm o Não há outro mandamento


28 Aproxim ou-se dele um dos escribas maior do que estes.
que os tinha ouvido disputar e, saben­ 32 E o e scrib a lh e d isse: Muito bem .
do que lhes tinha respondido bem. Mestre, e com verdade disseste que
perguntou-lhe: Qual é o primeiro de há um só Deus e que não há outro
todos os mandamentos? além dele:
29 E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de 33 e que am á-lo de todo o coração, e
todos os mandamentos é: Ouve. Israel, d e todo o entendimento, e de toda
o Senhor, nosso Deus. é o único Senhor. a alma. e de todas as forças e am ar
30 Amarás, pois. ao Senhor, teu Deus. de o próximo com o a si mesmo é m ais
todo o teu coração, e de toda a tua do que todos os holocaustos e sa­
alma. e de todo o teu entendimento, crifícios.
e de todas as tuas forças: este é o 34 E Jesus, vendo que havia respondido
primeiro mandamento sabiamente. disse-lhe: Não estás longe
31 E o segundo, sem elh ante a este. do Reino de Deus, E já ninguém ousava
é Am arás o teu próximo com o a ti perguntar-lhe mais nada.

COMENTÁRIO

r INTRODUÇÃO
Adorar e louvar são as duas faces de uma mesma moeda muito cara para nós
nosso relacionam ento com Deus. Isto é um fato: quem não adora ou louva
ao Pai sequer consegue se perceber como alvo do am or do Criador Por isso.
durante os próximos trés meses estudaremos a respeito dos fundamentos de
nossa adoração e louvor a Deus 0 objetivo é aprofundar nossa relação com
Deus. Muito m ais que um árido e estéril exercício de diferenciações term i­
nológicas. nossas aulas serão momentos reservados para. em comunidade,
desenvolvermos nossa intim idade com Deus e 0 am or ao próximo

l-A S IN C E R A D Ú V ID A DE UM e x p u ls a r o s v e n d e d o re s d o T e m p lo ,
ESCRIBA e s c rib a s e sace rd o te s tram aram m atá-
1. A relação de Jesus com os líderes -lo (M c 11.17 18 ). Sace rd o tes, e sc rib a s e
religiosos de sua época. O co n te x to a n ciã o s tentaram co nstitu ir provas para
no q u a l e stá in se rid a a p o rção b íb lic a um a a cu sa ç ã o d e blasfém ia indagando
d e n o ssa le itu ra em c la s s e d e m o n stra sobre sua autoridade (Mc 11.2728). Sacer­
b e m a c o n v iv ê n c ia tu m u ltu a d a e n tre d o tes e fariseu s quiseram p re n d é -lo (Mt
J e s u s e a s a u to rid a d e s re lig io s a s d e 214 54 6 ). herodianos e fariseus buscaram
s u a é p o c a . Q u a n d o d e s u a e n tra d a in d u z i-lo a o e rro d e in su b o rd in a ç ã o
triu n fa l e m Je ru sa lé m E le foi critica d o co n tra C é sa r (M c 12 .13 -17 ) e sa d u c e u s
p e lo s fa rise u s (Lc 19 .38 -4 0 ). D e p o is d e p ro c u ra ra m e m b a r a ç á -lo c o m u m a

JOVENS 5
q u e stão a resp eito d a interpretação d a O q u e faço não d e ve se r co n seq u ê n cia
le i (Lc 2 0 27- 33) d e um a co b iç a por a lg o a receber, m as
2. A d ú v id a d o e sc rib a . Em m e io a o re su ltad o d e um au to co n h e cim e n to
tantos em bates, um d aq u e le s religio so s básico: sou filho am ado do Pai e membro
parece fazer um a pergunta genuína, d e s­ d o C o rp o d e Cristo.
provida d e segundas intenções: 'Q ual é o
prim eiro d e todos o s mandamentos?* (Mc O Pense!
12.28) C laro q u e a inquietação do doutor Ê notório que boa parte dos
d a le i não e ra so b re a se q u ê n c ia d o s conflitos que Jesus tinha com
as pessoas que comandavam o
m andam entos, isto e le com o guardião da
m undo religioso de sua época
le i sa b ia m uito bem . O questionam ento
estava relacionada à sua visão
era sobre q u al o maior, o m a is importante, sobre adoração e louvor.
o m a n d am e n to im p re scin d iv e L J e s u s
cita o S h em a Judaico, isto è. a c lá s s ic a O Ponto Importante
d e cla ra çã o d e Deuteronòm io 6 .4 -9 que Ao se r indagado sobre o "maior
se in ic ia co m o im p erativo *ouve." q u e m andamento’. Jesus não declara
no cu rso d a co n stru çã o da so c ie d a d e apenas: ‘A dorar a Deus!’, o Mestre
preocupa~se em afastar sua
ju d a ic a to rn o u -se um a e sp é c ie d e “d e ­
resposta da pura teoria e procura
c la ra ç ã o d e fé". T o d a v ia , a c o n c lu s ã o contextualizá-la associando-a
q u e o e scrib a tira d a s p alavras cita d a s diretamente ao am or a Deus e ao
por Je su s é dura para o sistem a religioso p ró x im o , c o n c e it o s m u ito m e is
tradicional pois com o conclui o doutor da acessíveis a qualquer pessoa.
le i. a m a ra D e u s e ao próxim o co m o a si
m esm o é m ais im portante "do que todos II - A RESPEITO DA ADORAÇÃO
o s h o lo cau sto s e sacrifícios" (M c 12.33). INDIVIDUAL
3. A d e c la ra ç ã o d e Je su s. D iante d e 1. P o ssíve is d e fin içõ e s para lo u vo r e
u m a afirm ação tão ra d ica l, q u e co lid ia a d o ra ç ã o ? P rovisó ria e precariam ente,
d ire tam e n te co m a natureza do cu lto p o d e m o s d e scre v e r ad o ração e louvor
s a c rific a l ju d a ic o , e n fra q u e cid o , m as co m o um e stad o d e co n sciê n cia o nde
a in d a existente n a q u e la ép o ca. Je su s, se reco n h ece sim ultaneam en te a g ran ­
a sse g u ra ao e sc rib a q u e su as c o n v ic ­ d io sid a d e d e D e u s e a e fe m e rid ad e da
ç õ e s o ap ro x im am d o R eino d e D e u s c o n d iç ã o h u m an a. É a b u sc a in s a c iá ­
(M c 12.34). J e s u s d e n u n c ia m a is um a v e l por m a is d a p e sso a d e D eu s. se m
vez aq u i n e ste texto q u e ado ração não nenhum in te re sse a lh e io a e s s e fim. É
tem re lação co m o q u e po ssuím os, isto d e se jo p e sso al d e d e d icar o m áxim o d e
é . co m o ‘capital* (financeiro, s o c ia l ou si a D e u s e ao próxim o. Partindo d estas
intelectual) q u e tem os, m as co m aq u ilo id e ia s fica e vid e n te q u e existem n íve is
q u e som os. S e re co n h e ço que não so u e in te n sid a d e s d ifere n te s na ado ração
nada e que D eus é in co m p aráve l então e lo u v o r, n ão n e c e s s a ria m e n te u m a
so u adorador! S e não so u egoista. m as hierarquia ou um a e scala.
p e rceb o o outro co m o m eu irm ão, m e­ 2. A e sp o n tan e id ad e e sim p licid a d e
re ce d o r d e toda a m isericó rd ia e am or n a a d o ra çã o . A d o raçã o não p o d e se r
q u e n e ce ssito , esto u lo uvando a D eu s! m ecanizada. Celebrações com o "tarde de

6 JOVENS
adoração*, 'noite d o s adoradores* podem 32.28) e P a u lo te ve to d a su a v isão d e
ter um ótim o a p e lo m idiãtico . m as não m undo reo rientada (2 C o 12 .1-10 )
po ssuem garantias espirituais É p o ssível
a re alização d e cu lto s co m outros fins - O Pense!
p o lítico s, e co n ó m ico s, p e sso a is - q u e Adoraçào e louvor nào são uma
não a adoração. N u nca se deve asso ciar sequência de protocolos a serem
seguidos. E les devem ser espon­
a ad o ração e o louvor a um a se q u ê n cia
tâneos e brotar de um coração
d e protocolos a serem seguidos, e q u e inteiramente rendido ao Pai.
não podem ser m o d ificad o s A ado ração
e louvor, por vezes, estão relacionados na
O Ponto Importante
B ib lia a situ açõ e s d e fortes sentim entos, Cada pessoa é única e reage de
arrebatam entos, e m uitas vezes su rp re­ maneira diferente ao se n tirá
end en tes (Dn 10 .7-10 : At 227) A o falar a presença de Deus nos momentos
resp eito d o ‘perfeito louvor*. Je su s cita de adoraçào e louvor.
a p u re za e s im p lic id a d e d a s c ria n ç a s
(Mt 2 116 ). Logo. d evem o s entender que III - ALGUNS DESAFIOS NAADO-
lo u var a D eus. ain d a q u e seja alg o feito RAÇÃO EM COMUNIDADE
em um contexto co letivo , é um a atitude 1. O cerimonialismo legalista con­
que devem os fazer d e form a espontânea, temporâneo. N o rm as p ara s e p restar
por m eio d a gratidão, quebrantam ento um cu lto são n e c e ssá ria s, e a própria
e hum ilhação. B íblia traz e ssa s orientações Entretanto,
3. A d o ração co m o ace sso in d iv id u a lum cu lto q u e se co n ce n tra em ritos e
a D e u s. N ã o d á p ara a d o 'a r m a is ou ce rim ó n ias, se m co n te m p lar a a tja ç ã o
m e n o s, “q u a se adorar" o u a d o ra -s e a d o E sp irito San to , te n d e a e n g e ssa r a
D e u s ou não! Por isso . m uitas p e sso a s liberdade da adoração e do Espirito Santo
procuram enganar a si m esm as achando em atuar na congregação. Para algum as
q u e a sim p le s p re se n ça num contexto p e sso a s a a d o ra çã o e stá d iretam ente
re lig io s o a s fa z a d o ra d o ra s d o P ai. A v in cu la d a à e x e cu ção d e determ inadas
v e rd a d e é q u e a q u e le s q u e c re e m e fo rm alid ad e s e sp iritu ais.
b u sc a m a D e u s co m sim p lic id a d e d e 2. A irreverência assumida como
c o ra ç ã o , c o m c e rte z a o a c h a rã o (S l elemento litúrgico. Em n o m e de um a
119 7)- D e u s. d u ra n te todo o c u rso d a suposta m odernização, ou para usar um
h u m an id ad e , c o n v id a -n o s a a d o rá -lo . te rm o té c n ic o , a c u ltu ra ç ã o , a lg u m a s
re c o n h e c è -lo co m o ú n ico S e n h o r (S l ig re ja s p e rd e ram su a s id e n tid ad e s. Já
29.2; 150.6; Is 55 6). A B ib lia está rep leta não s e p erceb e m co m o m anifestaçõ es
d e narrativas a respeito d e p esso as que. histó ricas do P eino d e D eus. são apenas
em su a d isp o siçã o p e sso a l para ado rar m eros ajuntam entos so ciais. N ão há n e ­
a o S e n h o r, fo ra m a b u n d a n te m e n te nhum sentim ento d e reverência nesses
ab en ço ad o s enquanto adoravam : Isaias locais. Para certos grupos, ir ao shopping
teve o p e cad o perdoado (Is 6.7): M oisés e ir à igreja significa a m esm íssim a coisa,
conversou com Deus com o quem dialoga literalm ente. O louvor é um e sp e tácu lo
co m um am ig o (Éx 33.11); Jacó teve um d e p iro tecnia e sp iritu a l - à s vezes nada
e n co n tro in e s q u e c ív e l co m D e u s (Gn m a is q u e m uito ch o ro e g rito s, o utras

JOVENS 7
v e z e s ap e n a s p u lo s e a p la u so s. Letras
SUBSÍDIO
repetitivas à exaustão, vazias de conteúdo
b íb lic o e até m e sm o d e se n tid o ló gico , “ADORAR, sõhõh: 'adorar, prostrar-se.
povoam certas igrejas. Em nom e d e atrair cu rv a r-se '.E sta p a la v ra é e n co n trad a
o p ú b lico jo vem o tem plo transfo rm a-se no h e b ra ico m o d e rn o no se n tid o d e
em um lo c a l d e entretenim ento. c u r v a r -s e ’ o u ‘in c lin a r -s e ‘. m a s não
3 .0 que significa realm ente ado ração no se n tid o g e ra l d e 'adorar'. O fato d e
q u e ocorre m ais d e 170 vezes na Biblia
e lo u vo r? Perguntar-se a respeito do que è
hebraica m ostra algo do seu significado
adorar é um ótimo indicio d e que vo cê está
c u ltu ra l A p are ce p ela prim eira vez em
m uito perto d e experim entar a plenitude
G én esis 18.2. 0 ato d e se curvar em ho­
d a presença d e Deus. Lem bra d o escriba m enagem é feito diante d e um superior
cheio d e duvidas (v.34)? Adoração e louvor ou soberano. D av i 'se curvo u' perante
são conceitos am plíssim os, enriquecidos Sau l <1 Sm 24.8). Ã s vezes, é um superior
pelas vivèndas pessoais d e cada um de nós so c ia l ou e co n ó m ico d ian te d e q uem
Muito m ais importante que saber o conceito a p e sso a s e cu rv a, com o q uando Rute
é poder testemunhar as experiências quase se in clin o u ' à terra d ian te d e B o az (Rt
in d e scritíve is d e ter estad o na p re se n ça 2.10). N um so nho . Jo s é v iu o s m o lh o s
d o s se u s irm ão s in clin a n d o -se ' diante
d e D e u s em am or e obediência, louvor e
d o se u m o lh o (G n 3 7 5 7 .8 ). A p alavra
adoração, fragilidade e plenitude N ão há
sõhõh é usada com 0 termo comum
pressa em com preender o q u e è adorar e
para se referir a ir d ian te d e D eu s e na
louvar, tem os m ais doze d o m ing o s para
ad o ração (ou se ja . adorar), co m o em 1
nos achegarm os m ais a Deus. co m m uita S a m u e l 15.25 e Je re m ia s 7.2. À s vezes
hum ildade e temor, e perguntarm os a Ele: e stá ju n to co m outro ve rb o h e b raico
p o d es m e ajudar a viver diante d e ti um a q u e d e sig n a c u r v a r -s e fisica m e n te ,
vida para teu louvor onde tudo o q u e faça se g u id o por a d o ra r.co m o em Êxodo
repercuta em adoração ao teu santo nom e? 34 8 E M o isé s... e n cu rv o u -se ( adorou'.
ARAI'. O utros d e u se s e id o lo s tam bém
são o objeto d e ta l ado ração m ediante
O Pense!
Você se sente motivado a louvar e a a çã o d e s e p ro strar d ian te d e le s (Is
adorara Deus durante as celebra­ 2.20; 441517)" (VIN E.W . E ; UNGER. Merril
ções em sua igreja ? De que forma F.; W H IT E JR.. W illiam . D icio n ário V in e
você pode contribuir para que 0 7.ed. Rio d e Janeiro : CPA D . 2 0 0 7 p 31)
ambiente comunitário em que
você serve a Deus torne-se um
espaço de vivências de adoração?

O Ponto Importante
A moderação é uma palavra-chave
na construção das liturgias coleti­
vas em uma comunidade. A igreja
não pode tornar-se um campo
de combate de gostos e opiniões.
Princípios como “cuidado com os
m ais fracos"e "misericórdia"sem­
pre devem estar presentes.

8 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR_______________
SILV A E R. A d o ração se m lim ite: Um coroçào ao s p és de
Ciisto. re d Rio de Janeiro. CPAD. 2015.

CONCLUSÃO

Ao falarm os de louvor e adoração precisam os ter a consciência de que estamos lidando


com tem as absolutam ente relevantes para o Reino de Deus. Neste tempo de poucos
referenciais e m uitos escândalos, desenvolver um senso coletivo de intim idade e tem or
a Deus será essencial para 0 am adurecim ento de nossas igrejas.

H O RA DA R E V IS Ã O

1. A presente, se g u n d o su a vivência e sp iritu a l um a defin ição para o que se ja louvor


e ad o ração
Resposta p e sso a l Sugestão: A doração é um d e se jo p e sso a l d e dedicar o m áxim o
d e si a D e u s e à s d e m ais pessoas.
2. É p o ssív e l sep arar lo uvo r e ad o ração ? Ju stifiq u e su a resposta.
Sim . A doração pode ser vista com o um a veneração piedosa a D eus e louvor com o
um a m an ifestação p e sso a l de g ratid ão e reco nhecim ento do se m o rio a Deus.
3. Por q u e a c o n c lu sã o q u e o e scrib a c h e g a a partir d e su a co n ve rsa co m Je su s
m e re ce se r ch a m a d a d e sábia re sp o sta?
P o rq u e por m eio d e sta respo sta, o e sc rib a d e m o n stra q u e co m p re en d e u q u e
ad o ração e lo u vo r sâo o resultado esp o n tân eo d e um co ração livre, e não d e um
siste m a d e p ráticas re lig io sas
4. Q u ais o s d o is p e rig o so s extrem os e m q u e a ig re ja p o d e ca ir quanto ao lo u vo r e
ado ração .
C e rim o n ialism o le g a lista e L b e ra lism o litúrgico.
5. Q uais o s risco s que surgem quando a igreja não é um lu g ar d e adoração e lo u vo r?
Cultura de irreverência, descaracterização do louvor, form alism o e esvaziam ento da fé.

Anotações
A OBEDIÊNCIA COMO
ADORAÇÃO

T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
"Agora, p o is. ó Israel, q u e é SEG U N D A - 1 Sm 1522
q u e o S E N H O R , teu D eus. A o b e d iê n cia v o lu n t á r ia é
pede de ti. se n ã o q u e te m a s m u ito m e lh o r q u e 0 s a c r if íc io
o S E N H O R , te u D eus, e q u e r it u a lís t ic o
a n d e s em to d o s os se u s TERÇA - Jr A26
ca m in h o s, e o a m e s. e s ir v a s A o b e d iê n cia p re c is a s e r in ­
ao S E N H O R [...].'(Dt 10 .12 ) c o n d ic io n a l
QUARTA - Lc 18.22
N ão era sobre d in h eiro , m a s so ­
SÍNTESE bre adoração com o ob ed iência
A d o ra ç ã o e o b e d iê n c ia sã o QUINTA - F p 28
p r in c ip io s m u it o in t e r lig a d o s . Jesus, p a ra d ig m a de o b e d iê n cia
O b e d e c e r é d iz e r "não" p a ra o SEXTA - 2 Co 2.9
e u e “s im ' p a r a D e u s . O desafio da o b e d iê n cia s in c e ra
SÁBADO - Cl 320
Q u a n d o a o b e d iê n c ia ao s p a isi s l
é a d o ra çã o ao Pai C e le ste

10 JOVENS
OBJETIVOS

•C O M P R E E N D E R que o fracasso de Israel no tempo


dos Juízes tinha seu fundam ento na desobediência.
• ID E N T IFIC A R a obediência a Deus como a obediência
à Palavra de Deus;
•D EM O N STR A R que a adoração a Deus deve estar pre­
sente em nossas ações cotidianas através da obediência.

INTERAÇÃO

V ive m o s em um a sociedade de v alo re s absolutam ente in ­


vertidos; aq u ilo que a B íb lia Sagrada declara com o honroso
e digno, o m undo retrata como rid íc u lo e atrasado. Um dos
conceitos m ais atacados em nossos dias é o de ‘obediência’;
para m uito s jovens ‘obedecer" é sin ó n im o de fraqueza, co­
vardia e medo. Há entre nós. até m esm o em nossas Igrejas,
a cu ltura da rebeldia. Essa cultura é alim entada por ícones
da cu ltu ra Pop contem porânea Faz parte de seu m in isté rio ,
enquanto educador, re ssig n ifícar a definição de 'obediência*
entre os jovens que frequentam sua sala de aula. Para tanto,
apresente exem plos p o sitiv o s de pessoas que. por serem
obedientes aos pais. às le is. a Deus. foram b em -su ced id as
em suas vidas. Por fim . m ui am orosam ente, revele a eles que
se rvir a Deus é um processo longo, contínuo e progressivo de
obediência ao Pai. É algo árduo, mas que o fruto de comunhão
com Deus. advindo de tal com portam ento, é excelentíssim o.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

S o lic ite aos a lu n o s que façam um a tab ela com o títu lo ;


‘Meu Plano de V id a 'e que criem as seguintes colunas; “V id a
P ro fissio n al. A cadêm ica. E sp iritu al. Sentim ental* (e outras
colunas que você. educador, achar necessárias). Em seguida,
o rie n te -o s a preencher cada coluna com suas expectativas-
pode ser apenas palavras-chave, frases ou até m esm o datas
que representem determ inadas m etas. Depois, peça-os que
façam um círculo e coloquem soDre ele o título ‘Meu Plano de
Vida". Logo após. dê a eles o seguinte comando; ‘ Livrem ente,
conform e vocês bem acharem , preencham o plano de vida de
vocês, sabendo de um a coisa Tudo o que vocês colocarem
dentro deste círcu lo precisa estar interlig ad o entre si." Ou
seja. se eles escreverem 'trabalho', 'igreja", “amor". '0 1/0 1/20 20 '
eles precisam explicar como estas inform ações relacionam -se
entre si sim ultaneam ente. Ao final, pergunte-os sobre qual
destes planejam entos foi m ais fácil de fazer e por quê.
TEXTO BÍBLICO

Juizes 2.8-10:16-19 deuses e encurvaram -se a eles: de­


8 Faleceu, porém. Josué, filho de Num. pressa se desviaram do caminho por
servo do SENHOR, da Idade de cento onde andaram seus pais ouvindo os
e dez anos. mandamentos do SENHOR: mas eles
não fizeram assim
9 E sepultaram -no no term o da sua
herdade, em T im n a te -H e re s. no 18 E. quando o SENHOR lhes levantava
m onte de Efraim . para o norte do ju ize s. o SENHO R era com o ju iz e
monte Gaás. os livrava da mão dos seus inimigos,
todos os dias daquele juiz: porquanto
10 E foi também congregada toda aquela o SENHOR se arrependia pelo seu ge­
geração a seus pais. e outra geração
mido, por causa dos que os apertavam
após e le s se levantou, que não co ­ e oprimiam
nhecia o SENHOR, nem tampouco a
19 Porém sucedia que. falecendo o juiz.
obra que fizera a Israel
tornavam e se corrompiam m ais do
16 E levantou o SENHOR juizes. que os que seus pais. andando após outros
livraram da mão dos que os roubaram deuses, servindo-os e encurvando-se
17 Porém tampouco ouviram aos juizes. a eles: nada deixavam das suas obras,
antes, se prostituíram após outros nem do seu duro caminho.

COMENTÁRIO

r INTRODUÇÃO
Nesta lição estudarem os a respeito da in tim a relação entre obediência e
adoração. Verem os que todo ato de obediência a Deus pode naturalm ente
ser considerado um a ação que louva ao Senhor Deste modo. rom pem os
com o conceito erróneo de que apenas atitudes cerim oniais ou litúrgicas
asso ciam -se à adoração.
Perceberemos que é possível louvar ao Rei do universo por meio de nossa
vida cotidiana. Partindo do exemplo do povo de Israel no período dos Juí­
zes. seremos conduzidos à compreensão de que a obediência não pode ser
m eram ente formal, da boca para fora. pois é possível desobedecera Deus
fazendo aquilo que aparentemente é a coisa certa A verdadeira obediência,
assim como o genuíno louvor, c produzida dentro de nós.

I- UM POVO QUE DESAPRENDEU certo. A q u e le povo re cé m -a co m o d a d o


A OBEDECER E A ADORAR no novo território não teve fundam ento
1. O caráter integral da vida. É c o ­ suficiente para perm anecer nos princípios
n h e c id a a h istó ria d a d e c a d ê n c ia d e e n sin a d o s por Jo su é U z 2.10). A história
Israel na épo ca d o sju íze s. um m om ento d o p o vo d e D e u s n e ste contexto histó ­
em q u e cad a um fazia o q u e ach ava se r rico n o s d e ix a v a lio so s en sin am e n to s.

12 JOVENS
U m d e le s , ta lv e z o m a is im p o rtan te , vencer as guerras por várias vezes cessou
é a n e c e s s id a d e d e c o m p re e n sã o d a (221). e a q u e le s povos q u e deveriam ser
v id a co m o um e m a ra n h a d o d e fato s, v e n cid o s to rn a ra m -se se u s o p resso res
d e c is õ e s e e m o ç õ e s Tu d o e m n o ssa f r i-8 ) : o povo d e D e u s so freu saq u e s
existência está interligado Quem im agina e p ilh a g e n s (6.3-6).
q u e h a u m a d iv is ã o e n tre a in sta n c ia E le s esco lheram um cam inho de dor.
e s p iritu a l e a fis ic a d e s c o n h e c e q u e e por isso e ste foi o p rin cip a l cen ário no
so m o s p e s s o a s in te g ra is 0 q u e fa ço q u a l D e u s o s e n sin o u A fonte d a d o r e
no co rp o tem im p lic a ç õ e s e sp iritu a is d o m al q u e o s isra e lita s vive ram n e ste
S e n o ssa e sp iritu a lid a d e não vai bem . p erío d o foi re su ltad o d a s e sco lh a s tor­
isto é um sin a l q u e tudo e m nó s - ainda tu o sa s (21.25) M as a d e sp e ito d e stas, o
q u e aparentem ente harm ónico - e stá ã S e n h o r a in d a foi c a p a z d e re velar se u
b e ira d o co la p so am or e m ise ricó rd ia Israel experim entou
2. Quando a exceção torna-se regra a a m a rg u ra d e p e rc e b e r-s e lo n g e do
Q u e o a m o r d e D e u s e su a p a c iê n c ia Sen ho r, não p o r q u e E le sim p le sm e n ­
s ã o in c o m e n s u rá v e is is s o é v e rd a d e te o s a b a n d o n o u , m a s e m v irtu d e d a
E n tretan to , o p o vo d e Isra e l to rn o u o in fid e lid a d e e sp iritu a l d o povo q u e o s
erro. a q u ed a e o p e cad o em um a rotina co nd u ziu a um sistem ático afastam ento
e m se u arra ia l U z 2 19 ) O Sen ho r è po ­ d e D e u s (Jz 2 .19 :3-7:8 .3 3 ; 10.13)
d e ro so p ara perdoar, m as nestes c ic lo s
d e sa n tid a d e e p ro m iscu id ad e, m uito s O Pense!
isra e lita s se p erderam , m orreram p e la s Deus nào foi somente
abandonado pelos israelitas Eles
m ão s d e o p re sso re s im piedo so s. A pior
entregaram aos falsos deuses
c o n s e q u ê n c ia d e s s a d e se stru tu ra çá o aquilo que pertencia ao Senhor
e sp iritu a l foi afastam e n to do tem o r do Você ainda am aria essas pessoas?
Senhor U z 3 7 ) A s su ce ssivas quedas não
eram fruto d e ‘acidentes*, e s im d e um a O Ponto Importante
o p ç ã o b a se a d a n a falta d e co m u n h ão Deus nunca foi desleal para com
co m Deus. O povo passou a desenvolver o seu povo. 0 Sen ho r jam ais mu­
dou em sua disposição de aben­
um relacionam ento idolátrico co m D e u s
çoar e acolher Israel Todavia, eles
E le e ra o D e u s v e rd a d e iro , m a s e le s
repetidas vezes, trocaram a segu­
não lh e prestavam um louvor autêntico. rança do am or do Altíssim o pelos
Jeová era o am uleto a quem em tem pos encantos de Baal e Astarote.
d e c ris e e le s cla m a v am e esp eravam o
re su ltad o . S e m d ú v id a alg u m a, a q u e le II - QUANDO ADORAR E OBEDE-
po vo d e sap re n d e u a adorar. C ER SÃO SINÓNIMOS
3. C o n s e q u ê n c ia s p a ra Is ra e l. O s L N ã o é p o ssív e l ad o rar se m o bede­
e fe ito s d e s s a irre v e rê n c ia d e lib e ra d a ce r. A trajetória d e Is ra e l esp ecialm en te
d a p a rte do p o vo d e Isra e l foram trá ­ no periodo d o s Ju íze s, é um a prova irre­
g ic o s . V e ja m o s : P rim e iro e le s fo ra m fu tável d e q u e é im p o ssív e l d e cla ra r-se
g ra d a tiv a m e n te p e rd e n d o a fo n te d a adorador do Pai. e ao m esm o tempo, ser
m isericórdia para su as vid as (2.20); a ação su rd o e d e s le a l à s su a s o rd e n an ças (Is
so b re n atu ral d e D e u s aju d and o Israe l a 438) Lo u vara D eus im p lica relacionar-se

JOVENS 13
co m E le . O u e m tem co m u nh ão co m o D eu s. S u p o r-se ig n o ran tes não nos d á
A ltís s im o sa b e q u e E le é o S e n h o r e a u to riz a ç ã o p ara sa irm o s p e c a n d o e
n ó s se u s se rv o s Q uan d o o b e d e ce m o s d e sa g ra d a n d o a D e u s. A v o n ta d e do
a D e u s e stam o s lo u v a n d o -o e q u an d o M estre e stá e x p re ssa em su a Palavra,
o d eso b e d e cem o s estam os em pecad o tudo o q u e faze m o s e q u e co n trad ig a
(Pv 28.5: Rm S 19) S e não gosto d e o uvir a B íb lia é d e so b e d iê n cia . N ão há co m o
e não q u ero o b e d e ce r a D eus. co m o o e sc o n d e rm o -n o s por trá s d a m ascara
ad o rare i? Por isso. m uitos estão ap e n as d a ig n o rân cia, n o ssa re sp o n sab ilid ad e
fin gindo , co n fo rm e d e n u n cio u Isa ia s e é co n h e ce r o p lan o d e D e u s d e clarad o
ratifico u J e s u s (Is 29 .13; Mt 15.8). A m ar n as E scritu ra s (S l 40.8; 143-10 : C l 19 ). S e
a le i d e D e u s é p arte fu n d am e n tal d o a q u ilo q u e v o c è v iv e è u m a q u e stã o
louvor q u e agrada ao Sen hcr (Sl 119.163). absolutam ente especifica do mundo co n­
2. É possível louvar ao Senhor deso­ tem porâneo. m esm o assim o s preceitos
bedecendo sua Palavra? Esta resposta eterno s d e D e u s co ntinuam valen d o (Sl
precisa ser categórica: NÃO 1A B íb lia cita 119.44). N ão se e sq u e ça: A B íb lia traz o s
vários caso s onde as pessoas agiram sob p rin cíp io s d e D e u s para n o ssa s vidas!
o pretexto d e ad o rar ao Criador, m a s o
re su ltad o foi d esastro so , pois a s a çõ e s O Pense!
que tom aram confrontavam diretam ente Declarar que a Bíblia é um livro
a vo ntade d e D eus. S a u l poupou e x ce ­ de princípios e não de regras
le n te s a n im a is para se re m sacrificad o s significa d izer que os valores que
ela defende são imprescindíveis,
ao Senhor, co ntudo , foi rejeitado co m o
universais e eternos.
rei d a q u e le m om ento em diante, p o is a
ordem d a d a por D e u s havia sid o outra
O Ponto Importante
(1 S m 15 .1-3 :2 4 -2 8 ). U m a m u ltid ão re ­
Você conhece suficientemente
so lve u se g u ir a Je su s, d e slo c a n d o -se e a Bíblia para com preendera
d esejan d o estar perto dEle; tais p esso as vontade de Deus para sua vida?
estavam ag rad an d o a D e u s? N ão. pois
se u in te re sse não e ra p o r sa lv a ç ã o , e III - ADORANDO A DEUS NO DIA
sim . p o r alim ento fá cil (Jo 6 22-26 ). D avi ADIA
teve um a excelente ideia: construir um a 1. Superando a dicotomia: vida se­
c a s a p a ra a d o ra ç ã o a o E te rn o , a lg o cular X vida espiritual D ico to m ia é a
e x tre m am e n te lo u v á v e l, e a p rin cip io p ala vra q u e u sa m o s p ara e xp re ssar a
foi até in ce n tiv a d o p e lo profeta (2 Sm id e ia d e u m a se p a ra ç ã o r a d ic a l P ara
73)- C o n tu d o , e sta não era a vo n tad e m u itas p e sso a s a q u ilo q u e fazem os no
d e D e u s p ara a v id a d e le . p o is s e e le co tid ian o (trabalhar, estudar, resp o n sa­
fizesse aq u e la construção não agradaria b ilid a d e s d o m é sticas, relacionam ento s
a D e u s (1 C r 22.78). fa m ilia re s e co m a m ig o s) não p o ssu i
3. Como posso obedecer se não q u alq u er relação com no ssa vida espiri­
sei o que o Senhor quer? E s s e é um tu a l a qual seria exercida exclusivam ente
ve lh o argum ento q u e a lg u m a s p e sso ­ no s m om entos em q u e no s d ed icam o s
a s procuram u tilizar para ise n tare m -se a ativid ad es relig io sas (ler a Biblia. orar. ir
d e su a s re sp o n sa b ilid a d e s d ia n te d e ao culto etc.). Isto é um perigoso engano.

14 JOVENS
Não há divisões em nossa vida. tudo co m q u e m e relacio n o são in sp ira d a s a
o que fazemos deve ser ded cado ao ter um a v id a co m D e u s a partir d e m eu
Senhor, em todo o momento e em todo testem unho? Sou reconhecido com o um
lugar d Pe 1.15). profissional d e referência um estudante
2. Adorando a Deus na obediência d e d ic a d o ou co n stan te m e n te e scu to
diária. Entendendo que tudo em nossa críticas negativas a m eu respeito? Afasto
vida é do Pai. compreendemos também a s p e sso as d e D eus com m inha falta d e
que devemos louvá-lo em nossas ativi­ o bediência à vontade do P ai? Q ue nossa
dades diárias. Por isso. aquele que lidera vida. h o je e sem p re, seja um altar vivo
uma equipe no trabalho, deve agir com d e ad o ração (Sl 3418 ).
justiça e equidade (Cl 41). sem ameaças
sabendo que o Senhor de tudo está no O Pense!
céu (Ef 6.9). O cristão que exerce um Ao aplicar-se com am ora suas
cargo de chefia com opressão e d es­ atividades você despertará nas
pessoas 0 desejo de saber porque
respeito está pecando contra Deus. Já você é tio feliz e dedicado em
o crente que é empregado em um es­ tudo 0 que faz; nessas oportuni­
tabelecimento deve saber que quando dades, declare com alegria: Nào
trabalha com seriedade e produtividade, sou eu, é Cristo em mimi
faz de sua profissão seu sacerdócio (Ef
6 .5-8 : C l 3.23.24: Tt 2.9.10). O Ponto Importante
3. Fazendo da vida um altar de ado­ Algum as pessoas fazem de sua
existência um emaranhado de sub­
ração. As verdades que aprendemos
divisões: vida profissional, acadé­
nesta lição devem nos inspirar a ter mica, amorosa, espiritual, familiar,
responsabilidades em nossas escolhas. etc. Você nào possui várias "vidas"
Devemos sempre pensar: As pessoas separadas entre si.

O u e n o ssa vid a. h o je e se m p re , s e ja um a lta r


vivo d e a d o ra çã o (S l 3 4 18 ).

JOVENS 15
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

"Q uando D e u s c rio u o s d o is p ri­ “Q uando cheg am o s no Novo Testa­


m e iro s s e re s h u m an o s. A d ão e Eva. m ento . a prim eira co isa q u e no tam o s
estabeleceu um lim ite m o ral ‘E ordenou é q u e todo o povo d e D e u s é do tado
o S e n h o r D e u s ao h o m e m .d ize n d o : e c h a m a d o p a ra fa z e r v á ria s o b ra s
D e to da a árvo re do ja rd im co m e rá s p e lo Espírito d e D e u s (veja A tos 2 .17 :1
livre m e n te , m as d a árvore d a ciê n cia Corintios 12.7). e não apenas as pessoas
do b em e do m al. d e la não co m erás; e sp e ciais com o o s artesãos do Tem plo,
p o rq u e no d ia em q u e d e la co m eres, reis ou profetas. Todo o trabalho hum a­
certam ente m orrerás' (Gn 2.16.17). Adão no. q u er se ja co m p licad o ou sim p les, é
e Eva eram livres para acreditar em Deus p o ssib ilitad o p ela o peração do Espírito
e o bedecer a sua lei. ou d eso b ed ecé-lo de D eu s na pessoa que trabalha. Com o
e so fre re m a s c o n s e q u ê n c ia s . E ssa p o d eria se r d iferente? S e a vid a inteira
m esm a esco lha confronta cada pessoa do cristã o é por defin ição um a vida no
no d e co rre r d a história. O b e d iê n cia a Espirito, então o trabalho não pode ser
D e u s não é u m a q u e stã o d e s e g u ir exceção, quer seja trabalho religioso ou
re g ra s arb itra ria m e n te im p o sta s por trabalho secular, trabalho espiritual' ou
u m m e stre severo . M as um m e io d e trabalho m undano. Em outras palavras,
e n trar na vid a real. um a vid a ch e ia d e trab alh ar no E sp írito é um a d im e n são
sig n ifica d o e propósito: V ê s aqui. hoje do a n d a r cristã o no E sp irito (veja Rm
te tenho proposto a vid a e o bem . e a 8 4 . G l 5.16 -25). D eu s d e se ja q u e todos
m o rte e o m al... e sco lh e , p o is. a vida. o s cristã o s u tilizem p e lo trabalho q u e
p ara q u e vivas, tu e a tua sem ente (Dt fa z e m o s v á rio s d o n s q u e E le lh e s
3 0 .15 -19 ) A o b e d iê n c ia tam b é m não d e u . D e u s ch a m a o s in d iv íd u o s para
é a p e n a s so b re a ç õ e s e x te rn as M as e n trar no se u R eino e vive r um a vid a
u m a re ação interna a D e u s co m o um d e a c o rd o c o m a s s u a s d e m a n d a s.
s e r p e s s o a l; é a e s c o lh a d e c o n h e ­ Q u a n d o e le s re sp o n d e m . D e u s o s
c e r e a m a r (Dt 6 5). N o â m a g o d o s c a p a c ita a d ar o fruto d o E sp irito e o s
m an d am e n to s d e D e u s não e stá um d o ta c a d a um co m o s m ú ltip lo s do ns
co n ju n to d e p rin cíp io s ou um a lista d e d o E sp irito N a q u a lid ad e d e p e sso as
e x p e cta tiv a s. m a s a e s s ê n c ia d e um d o ta d a s p e lo E sp irito e g u ia d a s p e las
re la c io n a m e n to S o m o s fe ito s p ara d e m an d as do am or. o s cristão s devem
a m a r a D e u s co m to d o o n o sso s e r’ faze r se u trab alh o na o b ra d e D e u s e
(C O LSO N . C h a rle s & P EA R C EY. Nancy. d a h u m a n id a d e ’ (PALM ER. M ich ael D
E A g o ra C o m o V iv e re m o s ? 1 e d Rio (Ed) Panoram a do Pensam ento Cristão
d e Janeiro : C P A D . 2000. pp 23 5.236 ). te d . Rio d e Janeiro: CPAD. 2 0 0 1 p. 228).

16 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR
K E SSLE R . N em uel. D e u s não d e sistiu d e vo cê í e d .
Rio de Janeiro. CPAD. 2015.

CONCLUSÃO

Com o vim os, adoração e obediência não podem se r separadas um a da outra. Som ente
quem po ssui um coração de servo, disposto a obedecer em todas as instâncias de sua
vida. é capaz de ado rar a Deus com excelência.

HORA DA REVISÃO

1. Em q u e sen tid o ad o ração e o b e d iê n cia estão in te rlig a d a s?


Se m p re q u e a lg u é m e stá ado rando a D eu s. e sta p e sso a e stá o b ed ientem ente
su b m e te n d o -se á vo ntade de D eus; to das a s v e ze s q u e ag im o s debaixo d e o b e ­
d iê n cia. D e u s é g lo rificad o em n o ssa s v id a s
2. Q u a l foi o g ran d e erro d o povo d e Israel, no perio do d o s Ju ize s. quanto à o b e d i­
ê n cia e ad o ração ?
A cre d itar q u e a o b e d iê n cia e a ad o ra çã o p o d iam se r d isso c ia d a s d e tal m odo
que. m esm o em d e so b e d iê n cia frontal à vo ntad e d e D eus. e le s poderiam ainda
a ssim a d o rá-lo .
3. S e a B íb lia é um livro escrito há q u a se 2.000 anos. num contexto cultural diferente,
co m o e la p o d e se r n o sso m an u al d e v id a e p rática?
A B íb lia co n te m p rin cíp io s que são im p re scin d íve is, u n iv e rsais e eternos.
4. É p o ssiv e l lo u v ar a D e u s d e so b e d e ce n d o su a P a la v ra ? Ju stifiq u e sua resposta.
N ão R esp osta p esso aL SU G ESTÃ O : p o is a m ate rialização d a o b e d iê n cia a D eu s
está d iretam ente v in cu la d a ás o rd e n an ças por E le ap re se n tad as na B íb lia.
5. C o m o po sso ad o rar a D e u s em m in h as a tiv id a d e s d o d ia a d ia ?
S e n d o exem p lo d e o b e d iê n cia e ho nradez no cu m p rim en to d e m inhas re sp o n ­
sab ilid ad e s.

I Anotações
AADO RAÇAO
APÓS A QUEDA

T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
"Pela fé. A bel o fereceu a S E G U N D A -G n 4.2
D e u s m a io r s a c rifíc io do que A b e l e C a im . d u a s tra je tó ria s
C a im . pelo q u a l a lca n ço u TERÇA - l J o 3.12
te ste m u n h o de que C a im . h o m e m de c o m p o rta ­
era ju s to (Hb 11.4) m e n to m a lig n o
QUARTA - Mt 2335
Abel. u m h o m e m ju s to
Q U IN T A -G n 4.16
Por seu pecado. C a im não pôde
SÍNTESE
perm anecer na presença de Deus
A adoração a D eus co n d u z-n o s
SEXTA - Jd 11
a u m a v id a de m a io r
C a im . p a ra d ig m a d a q u e le s q u e
in t im id a d e co m o Senhor.
e n tra ra m p e lo c a m in h o m al
M as. n e ste p e rc u rso m u ita s
v e z e s no s d e p a ra m o s co m u m SÁBADO - Hb H 2 U
p e rig o s o o b stá cu lo , n o sso O sa n g u e de Je su s p ara a obra j

co ra ç ã o m a u e teim o so . da sa lv a ç ã o >A

18JOVENS
OBJETIVOS

• DISCUTIR os principais aspectos do relato bíblico sobre


Abel e Caim.
• RELACIONAR os conflitos vivenciados por Caim com as
crises que enfrentam aqueles que não têm um coração
puro diante de Deus.
• DEM ONSTRAR que as crises que vivenciamos na Igreja
estão diretamente ligadas aos nossos relacionamentos
com as outras pessoas, nunca com Deus.

INTERAÇÃO

A vida em com unidade é um enorm e desafio; são pessoas


diferentes, com visões e percepções diversas, unidos por um
elem ento em com um , no nosso caso. a fé. Pressupõe-se que
a Igreja seja um am biente de construção de relacionam entos
sadios, abençoadores e fundam entados em Deus. Mas ra ver­
dade. como bem sabemos, nem sem pre é assim . A narrativa
acerca de Abel e C aim ilu stra de m aneira prim orosa como
nossa co nvivência com outras pessoas pode ser conturbada
e traum ática. Eram irm ãos, orientados a desenvolverem uma
espiritualidade viva. todavia, foi exatam ente no espaçD re li­
gioso que o conflito tomou corpo: inveja, insegurança, rancor
e raiva encheram o coração de um dos irm ãos, enquanto o
outro experim entava gratidão, acolhim ento, aceitação e paz.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

"Inveja", esta parece ser um a das p alavras-ch ave de nossa


lição hoje. Desafie seus educandos a m ontarem um quadro
identificando os com portam entos que podem ser def.nidos
como p ráticas que tem seu fundam ento na inveja. Lem bre-
-se . este deve se r um m om ento co n stru tiv o na aula. não
de "lavagem de roupa suja" ou de exposição da vida de um a
pessoa específica, antes, in stig u e -o s a p artire m da própria
experiência pessoal, de seus sentim entos particulares.
Dem onstre aos seus educandos que nào existe “inveja po­
sitiva" e que a raiz de tal sentim ento sem pre é a vontade de
destruição do outro. Se po ssível, ao fin a l deste m om ento,
realize um a oração, clam ando ao Pai por cura e restauração
aos corações feridos e m achucados pela inveja.

JOVENS 19
TEXTO BÍBLICO

G énesis 4.1-8 5 Mas para Caim e para a sua oferta não


1 E conheceu Adão a Eva. sua mulher, e atentou. E irou-se Caim fortemente, e
ela concebeu, e teve a Caim. e disse: descaiu-lhe o seu semblante
Alcancei do SENHOR um varão. 6 E o SENHOR disse a Caim: Por que te
2 E teve mais a seu irmão Abel: e Abel foi iraste? E por que descaiu o teu sem ­
pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador blante?
da terra, 7 Se bem fizeres, não haverá aceitação
3 E aconteceu, ao cabo de dias. que Caim para ti? E. se não fizeres bem. o pecado
trouxe do fruto da terra uma oferta ao jaz à porta, e para ti será o seu desqjo.
SENHOR. e sobre ele dominarás
4 E Abel também trouxe dos primogénitos 8 E falou Caim com o seu irmão Abel; e
das suas ovelhas e da sua gordura; e sucedeu que. estando eles no campo,
atentou o SENHOR para Abel e para a se levantou Caim contra 0 seu irmão
sua oferta, Abel e o matou.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Na aula de hoje. vam os a n a lisa r um dos m ais trágicos textos da B íblia
Sagrada: 0 fratricid io de Abel por Caim Dentre as várias m aneiras de se
estudar este denso relato bíblico. 0 elemento do culto nào pode ser descon­
siderado em nenhum a delas. 0 fio condutor que interliga toda história de
Abel e C aim é a adoração. Como com preender que 0 contexto da adoração
a Deus pode fazer tanto bem a alguns e d eixar outros tão m a l? E sobre
isso que pensarem os hoje.

l-E N T R E SACRIFÍCIOS E ASSAS­ filh o s co m o b e m re c o n h e c e E va. p o is


SINATOS: OS PRIMEIROS ANOS e ra ‘co m a ju d a d o S e n h o r’ q u e a v id a
DEPOIS DA QUEDA co n tin u ava a p ó s a Q u e d a C o n ta -n o s o
1. A vida além do jardim de Deus. texto q u e C a im foi lavrad o r, e n q u an to
O s p rim e iro s v e rsíc u lo s d o q u arto c a ­ A b e l p asto r d e o v e lh a s. A s d ife re n ç a s
p itu lo d o G é n e s is c o n c e n tra m -s e na e n tre o s filh o s d e E va não s e lim itavam
a p re s e n ta ç ã o d a s h istó ria s d e C a im . a p e n a s a su a s p ro fissõ es: am b o s e ra m
e m h e b ra ic o eth -'c o m a ju d a de..." e m u ito d ife re n te s q u a n to a o c a rá te r <1
A b e l. h é b e i, q u e s ig n ific a "vaidade", Jo 3 12 ).
‘efémero". A p esar d as dores prom etidas, 2. A ad o ração p resen te ap ó s a Q u e ­
d a m a ld iç ã o so b re a terra e do esfo rço d a. D e m an eira ab so lu tam en te su cin ta
redobrado p ara a su b sistê n cia (Gn 3 .16 - a B ib lia re la ta o a c o n te c im e n to e m
19). D e u s n ão h av ia ab an d o n ad o se u s G é n e s is 4 .3 -5 . E sta é u m a típ ic a c e n a

19 JOVENS
d o A n tig o T e stam e n to : no fim d e um m e lh o r oferta trazid a por a lg u é m c o n ­
c ic lo produtivo, a s p e sso a s d e se javam s e g u e e s c o n d e r s e u c o ra ç ã o d ia n te
a g ra d e ce r a D e u s p e lo bo m resu ltad o d e D eus.
d e se u s trab alh o s, e a p re se n ta v a m -se
diante do A ltíssim o para o ferecerem -lhe O Pense!
sacrifício s. A b el, criad o r d e anim ais, traz Quando apresento minha ado­
o m e lh o r d e su a s o v e lh a s. C aim . a g ri­ ração a Deus. o que meu louvor
revela? Inveja, segundas intenções,
cultor. o ferece o fruto d o s se u s cam pos.
egoísm o?
Tudo ficaria d entro d a n o rm alid ad e se
o e scrito r d o G é n e sis não d e sta ca sse a
intrigante nota: “U e atentou o SEN H O R
O Ponto Importante
A Queda foi um terrível aconteci­
p ara A b e l e para a su a oferta. M as para mento na história da humanidade,
C aim e para a su a oferta não atentou o am or de Deus. entretanto, nunca
(v.4.5) A q u i e stá um d e ta lh e relevante nos abandonou
p ara n o ssa s d is c u s s õ e s a resp eito do
lo u v o r e a d o ra ç ã o q u e le van ta v á rio s II - QUANDO O MOMENTO DE
questionam entos: D eus não recebe todo LOUVOR TORNA-SE MOMENTO
tip o d e a d o ra ç ã o ? C o m o devo lo u v ar DE DOR
p ara q u e m inha ad o ra çã o se ja a c e ita ? 1. C a im n ão a c e ito u a v e rd a d e . O
N e ste c a s o a re je iç ã o e a a p ro v a çã o texto não deixa claro d e que m odo Caim
e s tã o r e la c io n a d a s a o s e le m e n to s p e rce b e u a re je içã o d e D eu s para su a
o fe rta d o s o u à v id a d a s p e sso a s q u e oferta. S e foi um a co nversa p e sso a l ou
o fertam ? um sin a l q u e repercutiu em seu trabalho
3. A oferta que revela os corações. no cam po, isso não nos é revelado O fato
H á v á r ia s h ip ó t e s e s q u e p ro c u ra m é q u e d ian te d a terrível co nstatação: * 0
e x p lic a r a re la ç ã o 'a c e it a ç ã o -A b e l x Sen h o r não re ce b e u m inha adoração!".
re je içã o -C a im " n e ste texto A b e l a p re ­ C a im a g ra v o u a s itu a ç ã o - ir o u -s e .
sen to u su a s p rim ícia s, enquanto C a im e x p ô s p u b lica m e n te su a re vo lta, m as
tro u x e u m a p a rte q u a lq u e r d e s u a em m om ento alg u m procurou a D eus.
pro dução . O p ro b le m a s e co ncentraria Q u an d o e sta m o s d ian te d e D e u s. não
na im portância q u e cad a um deu àq u ilo h á m á sc a ra s, p e rso n a g e n s, m e n tiras,
q u e ofertou, o q u e re ve laria o quanto o re v e lam o -n o s e m n o ssa inteireza. C aim
ato d e ofertar se ria sig nificativo ou não. não gostou d o que v iu Diante da bonda­
S e g u in d o outra a n á lise . A b e l já e ra um d e d e D eus. o co ração m au d o filho d e
hom em ju sto (Hb 114). C a im já era um a A dão veio à tona. e isto e n triste ce u -lh e .
p e sso a “do m alig n o ’ e d e m ás obras Ud O q u e C aim deveria ter feito? Deveria ter
11). a ace itação -re je ição d o s sacrificio s é se h u m ilh an d o e p e d id o a ju d a d o Pai.
um a im ag em d e lo u vo r e d e n ú n cia d o s 2. A a d o ra ç ã o co m o m o m e n to d e
co m p o rtam e n to s d e am b o s. A sso cia r cura e restauração. Quantas pessoas tém
e ste s aco n te cim e n to s e x clu sivam e n te o p riv ilé g io d e se re m tão abertam ente
á natureza d o s e le m e n to s o fertado s - e sc la re c id a s p e la palavra d iv in a com o
go rdura e sa n g u e d e um lad o . ve g e tais C a im ? O ato d e D e u s para co m o filho
d o outro - é m uito p recip itad o . N em a d e Eva não era punição, m as orientação.

JOVENS 21
Tanto q u e o S e n h o r p re o c u p a -s e em
e sc la re c é -lo e co n scie n tizá -lo so b re o s
O Ponto Importante
Você já foi curado de dores ou
risco s que e le corria se nào m u d asse d e feridas na alm a enquanto louvava
postura (v.6.7). R eco nh ecer n o sso s erros a D e u s? A adoração ao Pai é o
não é nada fácil, é custoso, m uitas vezes caminho por excelência para
d o lo ro so , m as co m o n o s d e m o n stra o recebermos do céu o remédio
necessário e suficiente para res­
caso d e Caim , absolutam ente necessário.
tabelecermos nosso bem -estar
Por não escutar a voz do Senhor, a s co n ­
espiritual
sequências para Caim foram desastrosas
(v.11.12). C aim não estava “predestinado" III- DEUS NÂO FICA INERTE DIAN­
a m atar Abel. pois o Senhor d e claro u -lh e TE DA INJUSTIÇA
o cam in h o d e restauração . É d ian te d e 1. A d o r d o ju s to (v.8). E s s e é o p ri­
Deus. em adoração, que curam os nossas m eiro reg istro n a s S a g ra d a s E scritu ra s
fe rid as e re ce b e m o s ale n to e a ju d a do d a co m p le xa q u estão : Por q u e so fre o
cé u (2 C o 12.7-10). ju s to ? E sta in d a g a çã o p e rco rre rá to da
3 .0 q u e a c o n te c e q u a n d o não le ­ a B iblia. em in ú m e ro s e p isó d io s. C o m o
v a m o s a a d o ra ç ã o a sé rio . C a im não e n te n d e r q u e a m a lig n id a d e d e C a im
e scu to u a s a d v e rtê n cia s d e D eus. Isto teve poder para re alizar tão b ru tal ato ?
parece ser mais um a prova de seu caráter M a is a in d a , c o m o e x p lic a r a m o rte
d u vid o so , de su a ad o ração m e câ n ica e d a q u e le q u e a g ra d a v a a o P a i. se m
ritu alística. que tinha co m o fim cu m p rir q u e e ste in te rv ie sse na h istó ria ? Estas
um a obrigação e não apresentar gratidão. são q u e stõ e s in trin ca d a s co m a s q u a is
A revelação do Senhor para Caim foi sem som os d e safiad o s a tratar d iariam ente,
arro d e io s (v.7). E le. todavia, não tem eu e m n o ssas c id a d e s, ig re ja s e fa m ília s.
ao Sen h o r e co vard e m e n te assa ssin o u D ia n te d a s m ú lt ip la s v a r iá v e is p a ra
seu irm ão. Se co ntinuarm o s a leitu ra do re sp o n d e r o s p o rq u ês, ao m e n o s um a
texto, perceb erem o s que. cin icam en te. ve rd ad e e m e rg e : D e u s não fica inerte
C a im n e g a o fra tric íd io , e d e m o n stra d ia n te d a in ju s tiç a . O s “C a in s" n u n ca
a b so lu ta frie za ao d e c la ra r q u e n ad a ficarão im p u n e s! (v. 11-16 ) O u an to a o s
tem a ver com se u irm ão e q u e não é "Abéis", n e n h u m a m orte p o d e enterrar
seu "guardador" Q uando não co nsid era­ su as bondades e atos d e ju stiça o s quais
m os o louvcr co m o alg o dig no d e honra b rilh a rã o e s e rv irã o d e in sp ira ç ã o à s
entre nós. nosso co ração e n c h e -s e d e novas g e raçõ e s. Talvez. "Porque o ju sto
terrível m aldade (Is 46.12; Ez 2.1-5)- Talvez sofre?" se ja u m a p erg u n ta d e m a sia d a ­
o pior d e tudo isso é quando a m ald ad e m ente co m p le x a p ara re sp o n d e rm o s,
extrapola nossos co raçõ e s e fere quem c o n s o le m o -n o s c o m u m a ce rte z a : o
e stá perto ró s. ju s to n u n ca se rá d e sa m p a ra d o , nem
su a fam ilia (S l 3 725 )
O Pensei 2. C o n flito s e d o re s n o s e s p a ç o s
Aceitar a verdade é o momento
d e a d o ra ç ã o . N e m se m p re te re m o s
in ic ia l para qualquer tratamento.
no a m b ie n te d e a d o ra ç ã o so m e n te
A fuga da verdade nos enfraquece
e constitui uma realidade falsa à p e s s o a s c o m o A b e l. d e s e jo s a s d e
nossa vista. o fe re c e r a D e u s s u a s v id a s e d o n s.

22 JOVENS
Entretanto, co m o A b e l. d e ve m o s fo car
SUBSÍDIO
n o ssa vid a e ad o ração para o se rviço a
D eus. E d e ve m o s no s lem b rar de q u e o ‘A m o rte rein o u d e sd e q u e A d ão
Senhor co n h ece a q u e le s que realm ente p e co u , m as n o s nao le m o s so b re a l­
e stã o a d o ra n d o no cu lto . O am o r d e g u ém ter sid o feito prisioneiro p o r e la
D e u s é c a p a z d e n o s d ire c io n a r n o s até agora. A ssim sendo: 0 prim eiro que
m o m e n to s d e a d o ra çã o dentro e fora m o rre é u m san to , a lg u é m q u e e ra
aceito e am ado por Deus. para m ostrar
d a co n g re g a çã o . E o s q u e são m au s,
q u e . e m b o ra a se m e n te p ro m e tid a
co m o C aim . não terão g u arid a o n d e os
e s tiv e s s e m u ito lo n g e p ara d e stru ir
san to s vive m (S l 1.5).
a q u e le q u e tin h a o p o d e r d a m o rte
3. Quem feriu quem? U m a ú ltim a assim co m o para sa lva r o s cre n te s d e
v e rd a d e q u e n e c e ssita m o s e x p licitar, se u a g u ilh ã o , a in d a h o je e le s e stã o
a c e rc a d e A b e l e d e su a m orte p e la s expostos a o s se u s ataques. O prim eiro
m ãos d e C aim é a seguinte: Deus não foi q u e foi para a se p u ltu ra foi para o cé u
o re sp o n sá v e l p e lo q u e aco n te ceu ! Há M ais ainda: O prim eiro que m orreu foi
p e sso a s q ue. q u an d o sofrem , reputam um m ártir, e m orreu per su a relig ião .
se u so frim ento a D eu s. O corre q u e em A m orte d e A b e l não ap e n as não tem
um m esm o lugar d e adoração podem os nenhum a m aldição em s i m as tem um a
ter p e sso a s co m o sentim ento d e A b e l coroa. A ssim é tão adm iravelm ente bem
alte rad a um a caracteristica d a m orte:
e o se n tim e n to d e C a im . m a s isso não
e la p a s s a a s e r a p re se n ta d a co m o
deve se r m otivo para d e sistir da vida em
inó cu a e ino fensiva para a q u e le s q u e
co m u n id a d e . P o r isso . não há m o tivo s
m o rrem e m C risto , alé m d e honrosa
p ara ab a n d o n a r su a co m u n h ão co m o
e g lo rio sa para a q u e le s q u e m orrem
Pai. O Sen h o r no s am a infinitam ente (Ef por Ele. E assim , não estranhem o s se
3 18 .19 ). S e p e sso a s te d ecep cio naram . no s so b re vie r a lg u m a prova ardente,
D eu s n u n ca n o s d e sap o n tará IS I9 4 14) nem re cu e m o s se form os ch a m a d o s
para resistir até o san g u e Porq ue nó s
O Pense! sabem o s que existe um a coroa d e vida
O que você tem, dentro de seu para a q u e le s q u e são fiéis até a morte*
campo de açào, feito para tom ar (HENRY. M atthew Co m entário B íb lic o
sua igreja um local onde pessoas M atthew H e n ry Génesis o Deuteronó-
feridas possam encontrar cura e mio. v o l 1. i.e d . R io d e Janeiro: CPA D .
acolhim ento para suas vidas?
20 10 . p. 37)

O Ponto Importante
O reconhecimento de relações
conflituosas é um passo im por­
tante para a construção de um
ambiente de cura e restauração.

JOVENS 23
0 ( 001..
ESTANTE DO PROFESSOR

A N D RA D E. C lau d io n o r. de. 0 C o m e ço d e To das a s


C o isa s í.e d Rio d e Janeiro: CPA D . 2015.
1

CONCLUSÃO

Partindo do olhar construido durante toda esta liçào. podemos afirm ar que há dois tipos
de pessoas que se apresentam diante do Pai em adoração: Aquelas que reconhecem a
soberania dEle. e por isso sáo capazes de darem o m elhor de si; e as outras que nào po­
dem dar a Deus o m elhor de s i porque estào envoltos em m aldade e inveja. Para estes
há puniçào. para aqueles Deus destina amor. paz e redençáo.

HORA DA REVISÃO

í . S e D e u s ex p u lso u A d ão e Eva d o se u ja rd im , por q u e co ntinuo u a nda ace itan d o


a ad o ração d e ste s?
Porque a d isc ip lin a p e lo pecad o do prim eiro c a s a l era fruto do am or e cu id a d o
d e D eus. não era um sin a l de ab and o no e rejeição .
2. D entre a s várias p o ssib ilid ad e s p o ssíve is, ap re se n te um a e x p licação para o fato
d e D e u s ter ace itad o o sacrifício d e A b e l e rejeitad o o d e C aim .
R esposta P esso al. SU G ESTÃ O : A s o b ras e o caráter d e A b e l eram boas. enquanto
q u e a vid a e co ração d e Caim d e n u n ciavam su a m ald ade.
3. V o cé co nco rd a co m a afirm ação: “Q uando estam o s em ad o ração diante d e D eus.
to das a s m á sca ra s ca e m ’? Justifique su a resposta.
R e sp o sta P e sso a l. Su g e stão : Sim . p o is d ian te d e D e u s. a q u E le q u e h ab ita na
im a rce sc ív e l luz. tudo o que so m o s m an ife sta-se .
4. E scla re ç a o q u e aco n te ce q uando não co n sid e ra m o s a ad o ração a D e u s co m o
a lg o im portante.
N o sso co ração e n c h e -se d e terrível m ald ad e Talvez o pior d e tudo isso é quando
a m a ld a d e extrapola n o sso s co ra çõ e s e fere o q u e e stá perto d e nós.
5.0 q u e v o cé d iria a a lg u é m que. co m o A b e l foi ferid o e m ach u cad o por p restar
um a ad o ração sin ce ra a D e u s?
N u n ca ab an d o n e su a co m u nh ão co m o Pai. O Sen ho r no s am a infinitam ente S e

4
ADORAÇAO COMO
CUM PRIM ENTO DA
VONTADE DE DEUS
T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
“E não vo s c o n fo rm e is com S E G U N D A -G n 225
este m u n d o , m a s tra n s fo r- A in a b a lá v e l fé de A b raão
m a i-v o s pela re n o v açã o do T E R Ç A -G n 2624
v o sso e n te n d im e n to , p ara que A p ro m e ssa a Isaq u e
e x p e rim e n te is q u a l seja a boa.
QUARTA - Jo 931
ag rad áve l e p e rfe ita vo n ta d e
O S e n h o r o u v e a q u e le s que
de D eus."(R m 12.2)
faze m su a v o n ta d e
Q U IN TA -G n 17.1
A a d o ra çã o q u e le v a ao
SÍNTESE
a p e rfe iç o a m e n to do a d o ra d o r
Q u a n d o u m a p e sso a re s o lv e
SEXTA - 1 Pe 4.19
d e s e n v o lv e r u m a v id a de a d o ­
A q u e le s q u e p a d e ce m faze n d o
ra çã o e lo u v o r a D eu s. c o m ­
a v o n ta d e de D e u s
p re e n d e r a v o n ta d e do Pai
t o r n a -s e o c a m in h o m a is fá c il SÁBADO - Mc 3.34,35
p a ra a t in g ir e sse o b je tiv o O c u m p rim e n to da v o n ta d e
tão m a ra v ilh o s o de D eus
-J
JOVENS 25
OBJETIVOS

• A P R ESEN TA R Abraão como exemplo de fé e adoração


do Antigo Testamento.
•R ELA C IO N A R a trajetória de Isaque com os desafios
para cu m p rir a vontade de Deus.
•A N A LISA R , a p a rtir ca parábola dos dois irm ãos, as
características daqueles que adoram a Deus cumprindo
sua vontade.

INTERAÇÃO

Os jovens que compõem nossas salas de ED, assim como qual­


quer pessoa, m uitas vezes ficam ansiosos diante das m últiplas
p o ssib ilid ad es que a vid a apresenta. Ao tratar de um assunto
tão relevante quanto à relação entre adoração e a vontade de
Deus. lem bre-se sempre de fazer uma abordagem cheia de amor
e m isericórdia, pois m uitas pessoas vão se identificar com os
dilem as enfrentados pelos personagens bíblicos, os quais muitas
vezes retratam a condição humana: cheia de ansiedades e medos.
Procure demonstrar a seus educandos que assim como Abraão e
Isaque conseguiram discernir a vontade de Deus. e assim desfru­
taram de uma vida para a glória do Pai. assim também eles. tendo
fé e paciência, compreenderão os planos do Senhor para as vidas
deles. Falar de esperança e paciência para quem vive na geração
do im ediatism o não é nada fá cil mas isso também faz parte de
nosso m inistério enquanto educadores de valores espirituais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie sua aula anunciando que ao final da m inistração. se toda


classe participar ativamente, todos receberão um prémio - nessas
horas chocolate parece se” m elhor que um a medalha de ouro.
Não diga que prémio, nem demonstre que trouxe algum a coisa
Exercite a fé e a esperança deles - claro que fé e esperança num
presente humano servirão apenas como um pequeno exercício
para com parar com disposição espiritual que devemos ter.
M inistre sua aula in te ira em momentos pontuais cham e-os a
participar m ais. a crerem no galardão que receberão no final.
Lembre-os que se eles não conseguem acreditar nas promessas
feitas por uma pessoa de carne e osso que eles constantemente
veem. como crerão nas palavras do C riad o r? Finalizando sua
aula. sinalize como se tudo estivesse acabando, m as antes que
suas palavras caiam no descrédito, surpreenda todos com a
apresentação do prém io justo que os fiéis merecem.
T E X T O B ÍB L IC O

Génesis 12 .1-8 fazenda, que haviam adquirido, e as


1 Ora. o SENHOR disse a Abrão: Sai-te alm as que lhe acresceram em Harã;
da tua terra, e da tua parentela e da e saíram para irem ã terra de Canaã.
casa de teu pai. para a terra que eu te e vieram è terra de Canaã
mostrarei. 6 E passou Abrão por aquela terra até ao
2 E far-te-ei uma grande nação, e aben­ lugar de Siquèm . até ao carvalho de
çoar-te-ei. e engrandecerei o teu nome. Moré; e estavam, então, os cananeus
e tu serás uma bênção. na terra
3 E abençoarei os que te abençoarem e 7 E apareceu o SENHOR a Abrão e dis­
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem, se: Á tua sem ente darei esta terra E
e em ti serão benditas todas as famílias edificou ali um altar ao SENHOR, que
da terra. lhe aparecera
4 Assim, partiu Abrão. como o SENHOR 8 E m oveu-se dali para a montanha à
lhe tinha dito. e foi Ló com ele. e era banda do oriente de Betei e armou
Abrão da idade de setenta e cinco a sua tenda, tendo Betei ao ocidente
anos. quando saiu de Harã e Ai ao oriente, e edificou ali um altar
5 E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e ao SEN H O R e invocou o nom e do
a Ló. filho de seu irmão, e toda a sua SENHOR

COMENTÁRIO

r INTRODUÇÃO
É a respeito de ado rar a Deus. m esm o quando tudo parece errado, que
falarem os hoje Partindo da narrativa biblica a respeito de Abraão e seu
herdeiro Isaque, c o n c e n tra r-n o s-e m o s no esforço de d em o n strar que
cu m p rir a vontade de Deus é 0 único caminho para a verdadeira a d o ra çã o ^ J

I - ABRAÃO: A PARTIR DE UM (14.15): ofertar a Deus quando não há


HOMEM, O CUM PRIM ENTO DO certeza algum a sobre o futuro (14.20):
PLANO DE D EUS PARA TODAS e sp e ra r por um filho q u e dem orou
AS FAMÍLIAS DA TERRA a c h e g a r (15.4). Entretanto, o m ais
1. Para adorar não basta saber a im portante sobre estes e tantos o u ­
vontade de Deus. é necessário cum­ tros atos relacionados a Abraào que
pri-la. A v id a d e A b rão . q u e c o m e ç a pudéssem os contar, é o fato de que
a s e r n a rra d a p e la B íb lia a p a rtir d o s conhecer a vontade de Deus não te­
75 a n o s. p o d e s e r d e s c rita co m o um ria gerado nenhum efeito na vida do
conjunto d e d esafio s d e fé. S air d a terra patriarca, pois saber não é o bastante
n a ta l (Gn 12.1); ir para te rras d e sé rtic a s é necessário crer. Ou seja. conscien-
(13.9); lu tar co n tra e x é rcito s p o d e ro so s tizar o coração d e que a despeito de

JOVENS 27
to d o s o s im p e d im e n to s e a p a re n te s m odo. A braão abriu m ão d e seu roteiro
im p o s s ib ilid a d e s , h á u m D e u s b o m p a rticu la r d e v id a para exp erim entar a
q u e n o s a ju d a a cu m p rir se u s m a ra v i­ 'b o a. p e rfe ita e a g ra d á v e l' vo ntade d e
lh o s o s p la n o s. N o sso re la cio n am e n to D e u s para e le . O Sen ho r foi adorado na
co m D e u s n áo p o d e re d u z ir-s e a um v id a d e A b raão m uito m a is p e lo q u e o
co n ju n to d e p re ssu p o sto s ra cio n a is: o patriarca fez do q u e pelo que disse. Não
Sen h o r no s co n vid a para um a u n ião d e foram a s o ra ç õ e s lo n g a s ou lo u vo re s
am o r e transbordam ento d e fe licid ad e . a fin a d o s d e A b ra ã o q u e a le g ra ra m
2. E q u a n d o a v o n ta d e d e D e u s a o S e n h o r, e sim . s u a re n ú n c ia , su a
co n traria n o ssa vontade?A braão. assim o b e d iê n c ia e s u a e s p e ra n ç a d e q u e
com o vários de nós. foi alguém que viveu em D e u s e sta ria se m p re o m elhor. Por
situ a çõ e s lim ites: cu m p rir a vo ntad e d e isso . P au lo p o d e d e c la ra r q u e d e sd e o
D e u s. m u ita s v e ze s, é co nfrontar d ire ­ A ntigo Testam ento há um hom em q u e
tam ente o d e se jo d e no sso co ração . O n o s in sp ira a co n fiar n a s p ro m e ssas d e
g ran d e desafio é abando nar aq u ilo q u e D eu s. n o sso p ai A b raão (Rm 4.16).
d e se jam o s e que vem os, per aq u ilo que
D e u s quer. e a p e n a s esperar. A cred itar O Pense!
n a ju s t iç a d e D e u s: d e ix a r ir um filh o Você seria capaz de abrir mão
a m a d o (21.12); o sa c rifíc io do filh o m ui de seus sonhos para cum prira
am ad o (22.2). Em a lg u m a s d e stas situ ­ vontade de D eu s?
a çõ e s a proposta d ivin a parecia pior do
q u e o contexto terreno já constituído. É
O Ponto Importante
A vontade de Deus na época de
por isso q u e an d am o s por fé. e não por Abraão era manifesta por meio de
vista (2 C o 5 7 ). por q u e a fé la n ç a -n o s revelações, sonhos, visões. Hoje.
no ce n tro d o co ra ç ã o d o Pai. já n o ssa a Bíblia Sagrada é 0 cam inho por
vo n tad e e stá lim itad a e red u zid a p e la excelência da revelação de Deus!
a p a rê n c ia . D e m o n s tra -s e a s s im q u e
aquele que adora o Pai. necessariam ente, II - ISA Q U E: QUEM ESPER A A
é a q u e le q u e c u m p re a su a vo n tad e. VO NTADE DE D EU S RECEBE A
A lin h ar n o sso co ração co m o d e D eus. MELHOR PARTE
é a ú n ica m aneira d e experim entar um a 1. Isaque. filho da promessa, vivo
vid a d e lo u vo r ao Criador. pela promessa. A h istó ria d e Isaq u e é
3 .0 fim da vida daquele que cum­toda e n vo lta em m ila g re s e m anifesta­
pre a vontade de Deus. 0 re la to d o çõ e s d a vo ntade d e D eus. Su a chegada
m o m e n to fin a l d a v id a d e A b ra ã o é fo i a n u n c ia d a d é c a d a s a n te s d e se u
anim ad o r (25.8-11). O s m om entos m au s n a s c im e n to (15.4). C o n tu d o , um d o s
n ão d o m in aram su a v id a e su a v e lh ic e m om entos m ais critico s para entender­
foi d e fin id a co m o boa (v.8a). S e u s d ia s m o s o p la n o d e D e u s p ara Isaq u e foi
não foram abreviados, nem consum idos, q u an d o se u p ai foi a M oriá. S e m sa b e r
m as farto s (v.8b). S e u s filho s e stavam até in stan te s an te s do sa c rifíc io 0 q u e
ju n to a e le (v.g). e tanto Ism a e l q u a n ­ aco nteceria (22.7). lá no cu m e do monte
to Isa q u e tiv e ra m v id a s a b e n ç o a d a s Isa q u e re n d e u -se à vo n tad e d e D eus.
(21.13.20; 25.11). Não poderia se r d e outro E sta o b e d iê n c ia d e Isa q u e p o d e s e r

28 JOVENS
in fe rid a p e lo s se g u in te s fatos: A b raão O Pense!
já um ido so centenário. Isaque um a d o ­ Você teria a confiança que Isaque
le sce n te na flor d e seu vigo r; se o texto teve. de entregar, literalmente,
d iz -n o s q u e A b raão e ste v e a ponto d e a vida nas maos de quem voce
sa c rific á -lo (22.10). fica claro que. a ssim ama e acreditar que esta pessoa,
seguindo a orientação de Deus.
com o seu pai. Isaque tam bém cria que a
fará o m elhor por você?
vontade d e D eu s ja m a is se ria frustrada,
m e sm o q u a n d o tu d o ap are n te m e n te O Ponto Importante
ap o n tava o contrário. Os exemplos de Isaque e Abraão
2. A ce itan d o a vo n tad e d e D eus em dem onstram -nos que não há
to d a s a s á re a s d a v id a . P ara a lg u m a s idade m ínim a ou máxima para
pessoas, acatar a vontade d e Deus quan­ subm eter-se à vontade de Deus.
to ao m inistério a se r exercid o na Igreja
ou a o s d o n s e sp iritu a is é fácil, porém III - COMO POSSO SABER SE
para a m aioria não é assim . Mas. e quanto ESTOU FAZENDO A VONTADE DE
n o ssa vid a profissional, acad ém ica e até DEUS E. POR ISSO. ADORANDO-O
se n tim e n tal. D e u s tem in teresse n e la ? 1. A p a rá b o la d o s d o is f ilh o s (M t
É cla ro q u e o Sen h o r e stá interessad o 2 1.2 8 -3 2 ). Esta p aráb o la resu m e bem a
em ab enço ar-no s tam bém nessas áreas, critica d e Je su s contra certos lid e re s d e
p o is D e u s d e se ja n o ssa fe licid a d e em sua época. Tam bém fala da necessidade
to do s o s asp e cto s d e n o ssa existência. d e a c o lh e rm o s p e sso a s d e sp re z a d a s
Isaq u e é um e x e m p lo disto. e e x c lu íd a s . In te re s s a -n o s . p o ré m , a
3. C u m p rir a v o n ta d e d e D e u s não im agem literária que Jesus constrói para
é f á c il A v id a tam b ém n ão foi sim p le s denunciar o s hipócritas que fingiam ado ­
p a ra Is a q u e . E le e n fre n to u a d o r d a ração e a q u e le s q u e verd ad eiram en te
in fe rtilid a d e d e su a e s p o s a (25.21) e b u sc a v a m a o P ai. T u d o c o n c e n tra -s e
p e re g rin o u em te rra s d e sc o n h e c id a s no cu m p rim e n to o u d e scu m p rim e n to
(26.1-6): correu risco s d e m orte (26.7-11): d a v o n ta d e d e D e u s. J e s u s fa la q u e
viu conflitos fam iliares estabelecerem -se e x iste um e n o rm e g ru p o d e p e sso a s
dentro d e sua casa (271-46). É importante q u e exteriorm ente parecem bo as. c e ri-
ap resen tar e ste s e m b ate s enfrentados m o n ialm en te cu m p re m as regras, m as
por Isaque para dem onstrar que o cu m ­ q u e tu d o . n a v e rd a d e , é só d a b o c a
prim ento da vontade d e Deus. e com isto para fora. p o is não h á arrependim ento
u m a v id a d e a d o ra çã o , não no s torna n e m s u b m iss ã o a le g re à v o n ta d e d e
im u n e s a d o re s, so frim e n to s, m e d o s; D e u s (v.30). Há. contudo, um g ru p o q u e
p e rm ite -n o s. entretanto, q u e tenham os a ssu m id a m e n te erra. flag ran te m e n te
a c o n v ic ç ã o d e q u e o u n iv e rso n ão é d e sre sp e ita ao P ai. e sse s po rém arre ­
um ca o s. e q u e o s a co n te cim e n to s do p e n d e m -se e o b e d e ce m ao Pai (v.29).
m u n d o su b m e te m -se à so b e ran ia d e N a verd ad e e sse últim o grupo vive sem
C ris to . S e c re rm o s e o b e d e c e rm o s , m á sc a ra s, é co m p le ta m e n te sin ce ro ,
co m o já tem p ro m e tid o o Sen ho r, ex­ na v e rd ad e não queriam ir e o b ed ecer,
perim entarem os o m elhor d e D eus para não e sco n d e m e s s e sentim ento , m as
n ó s (Is 1.19). co n stran g id o s p e lo am or do Pai. vão.

JOVENS 29
2. M uito m a is q u e p a la vra s (Mt 7 2 1).
SUBSÍDIO
A d o rar a D e u s. lo u var se u santo nom e.
é m uito m a is q u e um co n ju n to d e p a­ 'Todos sabem os que existem conse­
la v ra s m á g ic a s q u e fazem a d iv in d a d e q u ências para as açõ es que praticam os
"funcio nar’ a n o sso favor. O C ria d o r do O q u e fazem os pode desencadear um a
u n iv e rs o n ã o é u m c a ric a tu ra l g ê n io s é rie d e a co n te c im e n to s q u e ta lv e z
perdurem até muito tempo após a nossa
d a lâ m p a d a m ág ica. A d o rar é a lg o q u e
m o rte Infelizm ente. quando tom am os
e m e rg e d a a lm a . q u e re v e la a n o ssa
u m a d e cisã o , a m aioria d e nó s p e n sa
in te rio rid ad e .
som ente nas co nseq uências im ediatas.
3. Q u a l a m o tiv a ç ã o d a s u a v id a ?
Este engano é com etido com frequência
(Jo 4 -3 4 ) O q u e m o tiva v o c ê a s e g u ir p e lo fato d e term os um período d e vida
q u a n d o tu d o d á e rra d o ? Q u a n d o a s relativam en te curto A b raão teve u m a
e x p e cta tiv a s se frustram , o s su p o sto s e sc o lh a a fazer. S u a d e cisã o co n sistia
a m ig o s te a b a n d o n a m , a té m e sm o a e m partir co m a fam ilia e o s p e rte n ce s
co n fian ça e m si fa lh a ? O M estre deixou p ara terras d e sco n h e cid a s ou p e rm a ­
bem explicito q u al era o alim ento d e seu n e c e r e x a ta m e n te o n d e e sta v a E le
s e r o im e n so d e se jo d e se r ag e n te do p re c is a v a d e c id ir e n tre a s e g u ra n ç a
Reino d e D eu s neste m undo. Não espere d o q u e p o ssu ía e a incerteza d e viajar
so b a d ire ção d e D eus. Tudo co m q u e
ap lauso s, tap inhas nas costas, pois nem
e le c o n ta v a p a ra p ro s s e g u ir e ra a
sem pre fazer a vontade de D eus significa
p ro m e ssa d e q u e D e u s iria g u iá -lo e
necessariam en te ser reco nhecido p elas
ab e n ço á-lo . A braão dificilm ente p o d e ­
p e sso a s q u e n o s ce rca m . Entretanto,
ria im ag inar quanto o futuro d e p e n d ia
m ais im po rta o b e d e ce r a D e u s d o que d e su a d e cisã o , m as su a o b e d iê n c ia
a o s ho m ens. afeto u a h istó ria d o m u n d o inteiro A
re so lu ç ã o firm e d e o b e d e ce r e se g u ir
O Pense! a D e u s resu lto u no d e se n v o lv im e n to
Será que nossa experiência d a nação q u e se ria u sad a por D e u s a o
evangélica contemporânea tem visitar E le próprio a terra O uando Je su s
colaborado para formar pessoas C risto veio ao m undo, a p ro m e ssa d e
que. confessando seus pecados e
D e u s foi cu m p rid a; através d e A b raão
maldades, buscam fazer a vonta­
o m u n d o inteiro foi ab e n ço ad o ’ (B íb lia
de de D e u s?
d e E stu d o A p lic a ç ã o P e s s o a l Rio d e
Jan eiro : C P A D . ig g 5 . p.31).
O Ponto Importante
Saber o que nos alimenta, isto
é. qual o com bustível de nossa
existência é algo im prescindível
para d isce rn irm o s as intenções
de nossos corações - os quais
são m uito tendenciosos à cobiça
vá e ao erro. Que seja 0 Reino, a
vontade e o am or de Deus a força
que nos im pulsiona a viver.

30 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR

C A B R A L E lie n ai. A braão : As experiências de nosso


p a i na fé. í.e d .R io d e Janeiro: C PA D . 2 0 0 2 .

CONCLUSÃO

Adoração e vontade de Deus são dois conceitos importantíssimos para o desenvolvi­


mento da vida cristã. Dissociá-los é. na verdade, descaracterizá-los; só há adoração onde
existe um coração nascido de novo que crucificou o eu e entregou o trono do desejo ao
Criador do universo. Sabedores que somos destas verdades, busquemos intensamente
a concretização da vontade de Deus em nossas vidas.

HORA DA REVISÃO

i . Q uando n o ssa vo ntad e ‘c o lid e ” co m a vo ntad e d e D e u s o q u e faze r? Ju stifiq u e


sua resposta.
E sco lh e r a vo ntade d e D eus. p o is e la é se m p re boa. perfeita e ag rad ável.
2 .0 q u e se p o d e e sp e rar para o fim d a vid a d e um hom em ou m u lh er q u e se g u e
d ilig entem ente a vo ntad e d o P a i?
Paz. p ro sp erid ad e, a le g ria e re a liza çã o p e sso a l e fam iliar
3 . De q u e form a p o d e -se . e d e v e -s e . re la cio n a r a d o ra ç á o /lo u v o r e o b e d iê n cia à
vontade d e D e u s?
Q u an d o u m a p e sso a cu m p re a v o n ta d e d e D e u s in e v ita v e lm e n te e la e sta rá
adorando a D e u s co m o m e lh o r q u e tem . su a vida
4 . C ite m om entos d a vid a d e A b raão e Isaq u e em q je o b e d e ce r a vo ntade d o Pai
produziu lo u vo res a D eus.
Abraão: said a para C an aâ. oferecim ento d e Isaque. d e sp e d id a d e Ism ael; Isaque:
p a ciê n cia para o re ce b im e n to d a e sp o sa , p e rm an ê n cia na terra em tem po d e
seca. fé na o ração q u e p e d ia um filho.
5. A presente um a interpretação p la u síve l para a d e claração d e Jesus: ‘M eu alim ento
è fazer a vo ntad e d a q u e le q u e m e e n vio u ’ (Jo 4.34).
A m otivação q u e anim ava Je su s a co ntinuar se u m inistério a p e sar dos pro b lem as
era a cre n ç a d e q u e a vo ntade d e D e u s e ra o m elhor.

Anotações
kT
A SEPARAÇÃO DE UM
POVO PARA ADORAÇÃO
EXCLUSIVA
T E X T O DO D IA AGENDA DE LEITURA
"Porque povo san to és SEG U N D A - 1 Cr 1721
ao S E N H O R , teu Deus; P o v o in c o m p a r á v e l
o S E N H O R , te u D eus. te
TERÇA - 2 Sm 724
e sco lh e u , p a ra q u e lhe fo sses
o se u povo p ró p rio , de to do s A c o n d iç ã o d e p o v o e s p e c ia l
os p o vo s q u e so b re a terra há ' QUARTA - 1 Sm 1222
(D t 7.6) A im u t á v e l f id e lid a d e d o S e ­
nhor
Q U IN T A -S l 100.3
F o i o S e n h o r q u e t r o u x e e sse
SÍNTESE
p o v o à e x is t ê n c ia
T o d a s a s p e s s o a s e in s t it u i­
ç õ e s s o b re a t e r r a p o s s u e m
SEXTA - 1 Pe 29
A Ig re ja c o m o p o v o d e D e u s
u m a f in a lid a d e q u e d o ta d e
s e n t id o s u a e x is t ê n c ia ; p a ra a SÁBADO - Tt 2.1A
n a ç ã o d e Is r a e l, e x is t ir s ig n i­ A f in a lid a d e d o s a c r if íc io de
f ic a lo u v a r e a d o r a r ao ú n ic o Je su s
D e u s v e r d a d e ir o .

32 JOVENS
OBJETIVOS

• D E M O N S T R A R a m a n e ira g ra cio sa e m ira c u lo s a com o


Israe l fo i cria d o p o r D eus.
• D IS C U T IR a re sp e ito d a n e ce ssid a d e de se p aração de
Israe l co m o povo p ara lo u v a r a D eus.
• R E F L E T IR a re sp e ito d a re la çã o e n tre Ig re ja e Is ra e l

INTERAÇÃO

Na continuação de nossas reflexões a respeito do louvor e


adoração a Deus. analisaremos na aula de hoje a génese do
povo de Israel como comunidade formada exclusivamente para
a glória de Deus Nascido das promessas anunciadas a Abraão
e sua descendência, o povo de Israel é uma prova histórica da
ação benevolente de Deus em favor daqueles que lhe servem
amorosamente. Partiremos do episódio da saida do Egito para
demonstrar a natureza do relacionamento de Deus com o seu
povo que desafiadoramente exigia daquelas pessoas o rompi­
mento com os costumes politeístas da época e as chamava para
uma experiência de adoração reservada apenas a Deus.
Relacione a distante c longinqua história de Israel com a vida
pessoal de cada um de seus educandos, desafiando-os a crer que
se as promessas celestes foram o fundamento da subsistência
de Israel em todo tempo, especialmente nas crises, as promes­
sas proferidas a eles têm em Jesus o sim e o amém (2 Cc 120).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Desafie seus alunos a construírem uma linha do tempo


destacando nela os principais acontecimentos de suas vidas.
Após este momento especial de rememoração, solicite-os
que selecionem e apresentem dentre os acontecimentos
registrados o momento mais marcante para eles. Faça desta
parte da sua aula um instante de partilha e aproximação
coletiva. Ainda que haja momentos de descontração, esteja
preparado para acolher aqueles que destacarão momentos
de perda e dor como os mais significativos em suas histórias
A partir dos elementos pessoais compartilhados neste
instante, procure conduzir seus educandos à reflexão de
que 0 fundamento de todas as nossas alegrias é Cristo, e
que somente por meio d Ele seremos capazes de superar os
acontecimentos que nos causam ressentimentos.
Se houver possibilidade, ore em sala apresentando a trajetória
devida de cada uma destas pessoas especiais que 0 Senhor
tem posto sobre seus cuidados espirituais.
TEXTO BÍBLICO

Êxodo 19.1-8 5 agora. pois. se diigentemente ouvirdes


a minha voz e guardardes o meu con­
1 Ao terceiro mês da saida dos filhos de
Israel da terra do Egito, no mesmo dia. certo. então, sereis a minha propriedade
peculiar dentre todos os povos: porque
vieram ao deserto do Sinai.
toda a terra é minha.
2 Tendo partido de Refidim. vieram ao
6 E vós me sereis reino sacerdotal e povo
deserto do Sinai e acamparam-se no
santo. Estas são as palavras que falarás
deserto: Israel, pois. ali acampou-se aos filhos de Israel
defronte do monte.
7 E veio Moisés, e chamou os anciãos
3 E subiu Moisés a Deus. e 0 SENHOR do povo. e expôs diante deles todas
o chamou do monte, dizendo: Assim estas palavras que o SENHOR lhe tinha
falarás à casa de Jacô e anunciarás ordenado
aos filhos de Israel
8 Então, todo o povo respondeu a uma
4 Vós tendes visto 0 que fizaos egípcios, voz e disse: Tudo o que o SENHOR
como vos levei sobre asas de águias, tem falado faremos. E relatou Moisés
evos trouxe a mim. ao SENHOR as palavras do povo.

M ira c u lo sa m e n te A braão, que era ap e n as u m p e re g rin o g u iad o p ela vo z de


D e u s. t o rn a -s e p ai de u m a m u ltid ã o in c o n tá v e l (Hb 11.12 ). A q u e la p e q u e ­
n a fa m ilia . que se a lo c o u n a s te rra s e g íp c ia s em b u sca de s o b re v iv ê n c ia
d u ra n te u m p e río d o de fom e. to rn o u -s e u m n u m e ro so povo q u e ca u sa v a
m e d o a o s g o v e rn a n te s d a s te rra s do N ilo (É x 1 1 0 .1 1 )
C o m a bênção d iv in a , n e m a o p re ssão do E g ito nem seu co n tro le de n a t a li­
d ad e p e rv e rso , fo ram ca p a ze s de fa z e r e s t é r il a se m e n te sa n ta ab e n ço ad a
p o r D e u s M as a b a n d o n a r a d e p e n d ê n cia - e c o n ó m ic a e p o lític a - do E g ito
e a v e n t u r a r -s e n u m re to rn o a u m a te rra tã o d is ta n te q u a n to o s so n h o s
m a is id e a liza d o s de q u a lq u e r isra e lita , era u m e n o rm e passo de fé; não m ais
p a ra u m ho m em e su a fa m ilia . m a s p ara c e n te n a s de m ilh a re s de p e sso as
É sobre essa tra je tó ria , que e x ig iu ru p tu ra co m 0 co m o d ism o e a co n stru ção
de in stru m e n to s co le tiv o s de fé. que no ssa liç ã o se re fle tirá neste dom ingo.

I - ISR A EL POVO DE DEUS. POR habita certo território através d e vin cu lo s


D EUS E PARA DEUS e interesses com uns, q u e extrapolam os
1. Quem fez este povo? A n tro p o lo - laço s fam iliares. Segundo a fé cristã, estes
g icam e n te . a firm a -se q u e um povo é o fatores antropológicos, no caso do povo
resu ltad o d e um a co n ju n ção d e fatores d e D e u s. foram diretam ente co o rd ena­
c u ltu ra is , é tn ic o s e e c o n ó m ic o s q u e d o s p e lo A ltíssim o que. para o propósito
unem determ inado grupo d e pessoas que e sp e cifico que E le determ inou, fez surgir

34 JOVENS
Isra e l A riqueza d e detalhes co m q u e a A braão e outros povos será geralm ente
B íb lia narra a form ação do povo d e Israel intensa. A se p aração do povo de D eu s
- a s esterilid ad es d a s trés m atriarcas (Gn terá um caráter c ú ltic o -e sp iritu a l Israel
113 0 :2 5 2 1; 3 0 12 2 -2 4 ). a s peregrinações e d e v e e v itar ao m áxim o in flu ê n cia s e x ­
a escravidão - tem com o função principal ternas q u e lh e d e svie m d e su a vccação
revelar a co ntinua intervenção d e D eu s prim ária: adorar exclusivam ente a Jeová.
nessa história, com o intuito final d e deixar Por isso a s tradiçõ es, festas, le is so ciais,
inconteste que a existência de Israel é ação em sum a. tudo em Israel deveria apontar
d a g raça e poder d e Jeová. p ara o S e n h o r e p ara o se u re la cio n a ­

2. P o r q u e Is r a e l? É e v id e n te q u e m ento co m o se u povo e sp e ciaL

dentre o s m ilhares d e povos já existentes


àq u ela é p o ca o Senhor poderia esco lher O Pense!
Se Deus por sua vontade é podero­
qualquer um destes para tom á-lo proprie­
so para levantar um povo. que de­
d ad e p e cu liar sua. Então, por q u e Israel pois tom ar-se-á nação, com a fina­
foi o e sco lh id o ? Seg undo Deuteronõm io lidade exclusiva de adorá-lo. o que
7 6 -10 . foi a fidelidade do Senhor, ou com o Ele é capaz de fazer em sua vida
bem interpretam a lg u n s tradutores, foi o para que se tome evidente que você
não é fruto do acaso, mas resultado
“am o r-le al’ d e lavé para com à s prom es­
de um elaborado plano celeste que
sas feitas a Abraão. Isaque e Israel Com o tem como fim a adoração?
argum enta o autor de Deuteronõmio. não
foram m otivações m ateriais ou históricas O Ponto Importante
q u e m o b iliza ra m o Sen h o r a e sc o lh e r Israel não existe por si nem para
Israel com o sua possessão especial, m as si; a finalidade da existência deste
isto foi resultado exclusivam ente d e um povo é engrandecer o Deus que
lhe trouxe à realidade a partir de
ato gracioso, q u e para sem pre apontaria
um sim ples homem que creu na
p ara a g ran d e za do D e u s ado rado por vontade de Deus
aq u ele povo. e nunca para algum tipo de
m érito ou qualid ad e do povo em si. Esta II - A FORMAÇÃO E A SEPARAÇÃO
evidência b ib lica deve nos levar a refletir DE ISRAEL
sobre o privilégio que alcança aquele que 1 D a n e ce ssid a d e d e sa ir do Egito. O
recebe prom essas feitas pelo Senhor Deus. refúgio no Egito durante m a is d e quatro­
3. Para que este povo foi constituído? centos anos foi algo extremamente salutar
Não sendo obra do acaso, a existência de para o s d e sce n d e n te s d e Jacó. De um a
Israel tem um a clara razão de s e r louvar p e q u e n a fam ilia n u m e ráve l em Êxodo
e adorar exclusivam ente ao SEN H O R (Dt 1.1-5 . Isra e l to rn a -s e u m a m u ltid ão d e
14 ? : 1 C r 17 2 2 ) D ian te d e um co n ju n to cen ten as d e m ilhares (Êx 12.37). Q uando
d e po vo s a b so lu tam e n te p o lite ístas, a M oisés rep o rta-se ao faraó solicitando a
"se p a ra çã o ’’ q u e D e u s exig e d e Isra e l liberação do povo de seus afazeres para ir
n ão é a lg o e sse n c ia lm e n te te rrito ria l ao deserto, a finalidade é apenas uma: *L1
a té p o rq u e e m v á rio s m c m e n to s d a Deixa ir o m eu povo. para que m e celebre
histó ria do povo e le s não terão se q u e r um a festa no d e se rto ’ (Êx 5.1). Os an o s
um torrão d e terra, ou m esm o é tn ico , d e e scravid ão estavam afastando Israel
pois a interação entre a descendência de do foco d e sua existência, a adoração ao

JOVENS 35
Senhor. O Egito não era m ais o lugar onde A P á sco a d e v e ria se r um m em o rial d e
deveriam perm anecer, era chegada a hora ce le b ra çã o e uniria um aglo m erado d e
d e voltar às terras prom etidas ao patriarca p e sso a s co m o povo. a s q u a is d ali em
Abraão. M as sair d a s terras d e faraó não diante passariam d é ca d a s sem temtório
sig n ifica ap e n a s sair d a escravidão, m as ou E sta d o , m a s q u e e sta ria m u n id o s
tam bém abandonar casas, propriedades, p e lo s v a lo re s d e fid e lid ad e , gratidão e
u m a vid a já e sta b e le c id a a g e raçõ e s. E ad o ração ao D e u s q u e o s livrou da terra
agora, o q u e faze r? d a exploração.
2. A n e ce ssid a d e d e d esfazer v e lh as
re la ç õ e s p a ra e s ta b e le c e r n o vo s v ín ­ O Pense!
c u lo s. A p e rm an ê n cia do povo no Egito Se Israel foi desafiado a separar-
s e dos cultos pagãos e concen­
g a ra n tir-lh e s-ia e stab ilid ad e eco nó m ica
trar sua vida espiritual no louvor
e b e m -e sta r fam iliar. Era um m om ento a Jeová, nosso desafio não pode
d e escravidão , m as havia a s ‘p an elas d e se r diferente hoje - não sejamos
carne" e ‘pão" d a terra d e faraó (Êx 16.3). escravos dos desejos carnais, do
H a v ia , en tretan to , u m a o rdem d iv in a: m undo ou de Satanás.
saiam d o Egito! A d o rar a D eus envolve,
m u itas ve ze s, to m adas d e d e cisõ e s ra­ O Ponto Importante
d ica is q u e nos custam a com odidade da
Jeová exige de Israel uma postura
que rompia com os valores e
tradição, o conforto d e tudo perm anecer
tradições até então estabelecidas.
co m o está. A co n vo cação de D eu s para Adoração torna-se sinónim o de
Israel no Egito é um sím bolo d a vontade exclusividade.
d E le para se u povo. Isra e l não d everia
se rvir a n ing u ém m ais. ap e n as a Jeo vá III - S O M O S A N A Ç Ã O D A C R U Z
(Éx 23.13). Não devia vender sua liberdade 1. Isra e l co m o m etáfora h istó rica d a
por ceb o las ou alho s do Egito (Nm 11.5). A Igreja. N ossa d iscu ssã o até aqui deixou
e x clu sivid ad e d e Israe l pare ado ração a claro q u e D e u s form ou e sustentou um
D eus é um a exigência desafiadora de ser povo para viver exdusivam ente para seu
cum prida num contexto so cial politeísta. louvor. A p e sar d a existência histórica d e
3 .0 e sta b e le c im e n to de no vo s v a ­ Israel, e d a atual v ig é n d a d a s prom essas
lores. A ntes d e o povo deixar o Egito, era d e D e u s a e ste povo. esta co m unidade
necessário que estivessem convictos de terrena pode ser utilizada com o metáfora
que se dedicar exclusivam ente ao Senhor para falar d a grande fam ília q u e o Senhor
era o fundam ento d a sua liberdade. N ão d e se ja e sta b e le c e r na terra q ue. em o
estavam sendo livre s para c pecad o, ou Novo Testamento, ganha o nome de Igreja,
para su b m e te re m -se ao ju lg o d e outro A s p ro m essas d e Israe l são e sp e cificas
d é sp o ta q u e s e a u to -in titu la sse d eu s. e re strita s a e ste povo. to d a v ia , em o
A m aravilho sa lib ertação de Israel tinha N ovo Testam ento, a referência ao povo
co m o fin a lid a d e g ra v a r no s c o ra ç õ e s d e D eus a m p lifica -se e ganha contornos
d aq u e la geração , e d a s vindouras, q u e u n iversais - não m ais region ais e cultu­
so m ente um D eus deveria ser reveren­ rais. A Ig re ja, co m o g ru p o d e p e sso a s
c ia d o - e x a ta m e n te a q u e le q u e lh e s q u e re ú n e o s s a lv o s em C risto , não é
proporcionará o fim da escravidão - Jeová um E stad o p o lítico ou um a civ iliza ç ã o

36 JOVENS
e sp ecifica, m as o ajuntam ento daqueles
SUBSÍDIO 1
q u e foram a lca n ça d o s p e lo s efeitos do
sacrifício vicário d e Je su s (Ef 2.11-22). ‘ D ep ois d a m orte dos 12 patriarcas,
2. A Igreja com o povo santo. Em 1 Pedro o s is ra e lita s tive ram d e e sp e ra r 4 0 0
2.9.10. e ssa analogia d a Igreja com o povo a n o s a té q u e u m a nova g e ra ç ã o d e
ganha contornos vivos. Ao fala' d e um a lid e re s e stiv e sse pronta. E. co nfo rm e
sab e m o s, não é sem pre q u e a p a re ce
sé rie d e p ro cedim ento s é tico s a serem
um lib e rta d o r co m a fid e lid a d e d e
vive n ciad o s por a q u e le s que nasceram
M oisés, um sace rd o te co m a postura
d e novo (v.i.2), alé m d a n ecessid ad e do
de Arão. ou um general com a coragem
reconhecim ento d a singularidade da obra d e Josué. É im perioso q ie a nação seja
redentora d e Je su s (v.3-9). Pedro d e clara su b m etid a a a lg u n s p ro cesso s históri­
que os participes, da Igreja que antes “não cos. sociológicos, políticos e teológicos,
eram povo’ agora foram feitos “povo de visa n d o o se u am ad u recim en to . T ais
Deus" Novamente perceb e-se aqui a ação p ro ce sso s são bastante m orosos; re ­
de Cristo na constituição e manutenção do q u erem d é ca d a s e. às vezes, sé cu lo s.
seu povo. A identificação do Senhor com Era im prescindível, pois. que os hebreus
esta co m u n id ad e não se dará por um a d e ix a sse m a fa se trib a l, a fim d e se
e rg u erem nacio nalm ente. Doravante.
m arca física (Gn 1710 ) ou ligação étnica,
Deus não trataria m ais diretam ente com
m as e x clu sivam e n te por m eio d a fé na
os patriarcas, m as haveria d e tratar, atra­
pessoa bendita de Jesus Uo 112.13). Assim
vé s d e se u s profetas, com a nação. O s
com o Israel, so m o s sep arado s - não d e
pais. contudo, ja m a is deixariam d e ser
nossas relações ou papéis dentro de nossa lem b rado s com o a principal referência
so cied ad e - m as para um a vida plena d e teológica, ética e histórica d o s hebreus.
louvor e adoração a Deus. N os m om entos d e crise e d ificu ld ad e ,
o S e n h o r a p r e s e n t a r -s e -ia c o m o o
O Pense! D eu s d e A braão, d e Isaque e d e Jacó .
A finalidade da Igreja é adoração, S u a m e n ç ã o se rv iria , tam b é m p ara
mas não podemos cair no erro de lem b rar ao s isra e lita s que a s a lia n ç a s
achar que Igreja é apenas o pré­ firm ad as p e lo Sen h o r co m o s an tig o s
dio ou a comunidade em que nos c o n tin u a v a m tã o firm e s q u a n to à s
congregamos Igreja somos todos
le is q u e reg em o S o l. a Lua. a Terra e
nós. por isso. todas as ações que
a s e stre las. N ão é d a noite para o d ia
realizamos no cotidiano devem ter
q u e ap are ce m ho m ens d a e stirp e d e
como objetivo último fazer c nome
de Cristo ser louvado através de nós. M oisés’ (A N D R A D E. C iaudio n o r. d e O
C o m e ço d e T o d as a s C o isa s í.e d Rio
d e Janeiro . C P A D 20 15. p. 102).
O Ponto Importante
Não devemos confundir as pro­
messas especificas de Deus para
o povo de IsraeL com aquelas que
possuem um caráter universal e
que atingem todos os Filhos de
Abraão, tanto os que são pela carne
como os que são pela fé Compre­
endamos que não há predileção de
Deus. mas fidelidade à Palavra

JOVENS 3?
ESTANTE DO PROFESSOR
D EV ER . M. A M en sag em d o A n tig o Testam ento , le d
Rio de Janeiro: C P A D , 2008.

CONCLUSÃO

É impossível dissociar a fé do povo de Israel de sua história. A formação, constitui­


ção e sustentação de Israel foi obra das benevolentes mãos de Deus. Tal como Israel,
devemos, enquanto povo de Deus desta geração, reconhecer sua misericórdia como
o fundamento de nossa vida e prosperidade. Aquilo que somos é resultado direto do
amor do Pai. por isso devemos viver etemamente para adorá-lo.

HORA DA REVISÃO

1. C o m q u e fin alid ad e D eu s form ou o povo d e Isra e l?


C o m o intuito e x clu siv o d e a d o rá -lo e lo u v á -lo continuam ente.
2. Por q u e D e u s investiu tanto para Isra e l ser se u po vo ?
Porque E le foi fie l ã s p ro m essas feitas a A braão. Isaq u e e Israel, que por c o n s e ­
q u ê n cia e ste n d e ra m -se a toda su a d e sce n d ê n cia.
3.0 q u e sig n ificava para Israel sair do E g ito ?
A b ando nar a s co m o d id ad e s d e um a vid a e sta b e le c id a e enfrentar o d esafio d e
vive r inteiram ente p e la fé.
4 . É p o ssív e l fazer um a relação entre Israel e a Ig re ja? Q u a l?
Sim , assim co m o Israel foi povo e x clu sivo d e D eu s d e d ica d o inteiram ente a a d o ­
ração ao P ai até o ad vento do M essias, a ssim tam bém nós. a q u e le s q u e foram
a lc a n ça d o s p e la obra na cruz. d e ve m o s vive r para a g ló ria do Pai
5 . C o m o povo d e D e u s hoje. q u al d e v e se r n o ssa p rin cip a l ca racte ristica?
N o ssa vid a d e ad o ração e d evo ção a D eus.

Anotações
A INSTITUCIONALIZAÇÃO
DA ADORAÇÃO ED O
LOUVOR
T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
" A s s im . n ò s . te u p o v o e SEGUNDA - Êx 25.8
o v e lh a s d e te u p a s t o , te A p r e s c r iç ã o p a r a a c o n fe c ç ã o
lo u v a r e m o s e t e r n a m e n t e ; d o T a b e r n á c u lo
d e g e ra ç ã o e m g e ra ç ã o TERÇA - Lv 9.7
c a n t a r e m o s o s t e u s lo u v o r e s . O r d e n a n ç a s d e s a c r if íc io s p e lo
(Sl 7 9 1 3 ) p o v o e p e lo s s a c e r d o t e s
Q U A R T A -N m 3.10
A in s t it u iç ã o d o s a c e r d ó c io
Q U IN T A -Lv 232
SÍNTESE
A s s o le n id a d e s s a g r a d a s d e
A in s t it u c io n a liz a ç ã o d a a d o ra ­ Is r a e l
çã o e d o lo u v o r fo i u m p r o c e s ­
SEXTA - Dt 10.8
so p e lo q u a l o p o v o d e Is r a e l
L e v i. a t r ib o v o c a c io n a d a p a ra
te v e d e p a s s a r p a ra e n f r e n t a r
o s e r v iç o d a a d o r a ç ã o
o d e s a fio d o c r e s c im e n t o e
a m a d u r e c im e n t o n o m e io d e
SÁBADO - Êx 29.46
s u a jo r n a d a n o d e s e rto .
A f in a lid a d e d o s s a c r if íc io s A

JOVENS 39
OBJETIVOS

•EX PLICA R as razões da institucionalização da adoração


em Is ra e l
•A P R E S E N T A R a s p rin c ip a is re p e rcu ssõ e s da in s titu c io ­
n a liz a çã o so b re a ad o ração e o lo u v o r do povo de Isra e l.
• D IS C U T IR a s p e c to s g e ra is d a in s t it u c io n a liz a ç ã o n a
Ig re ja co n te m p o râ n e a .

INTERAÇÃO
Nossa aula tem como foco principal buscar compreender os
efeitos da institucionalização da adoração e do louvor em Israel.
Apesar de aparentemente muito complexo, nosso tema pode
suscitar excelentes debates. Por isso. não perca a oportunidade
de aproximar seus educandos dessa temática atualíssima.
Partindo do exemplo histórico de Israel procure desmistificar
a imagem de que toda instituição é uma máquina burocrática
e. por isso. alheia às necessidades das pessoas. Construa em
sala de aula um espaço de discussão construtivo, de modo
que ao final da aula. seus educandos percebam que apesar
de institucionalizada, a Igreja é um organismo vivo. o próprio
corpo de Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

O objetivo principal da atividade proposta a seguir é demons­


trar aos membros de sua sala de aula a necessidade mínima
de organização prévia, ou porque não dizer institucionalização
para o desenvolvimento de qualquer atividade em grupo.
Inicie sua aula propondo a seus educandos que um deles vai
ministrar o conteúdo em seu lugar e que este será escolhido
aleatoriamente; depois da óbvia celeuma que vai se constituir,
tome o contexto mais complexo ainda, afirme que cada um dos
presentes será responsável pela apresentação de uma parte
da lição. Provavelmente, depois de instantes de insegurança
e apreensão para alguns deles, revele que tudo não passa de
um experimento.
Finalize essa ação introdutória destacando a importância da
existência de uma estrutura institucional em sua igreja local,
e especialmente, na Escola Dominical, por meio da qual cada
um dos participantes da turma pode reconhecer seu papel
TEXTO BÍBLICO

Deuteronômio 12.1-7 4 Assim não fareis para com o SENHOR,


1 Estes são os estatutos e os juizos que vosso Deus.
tereis cuidado em fazer na terra que 5 mas buscareis o lugar que o SENHOR,
vos deu o SENHOR. Deus de vossos vo sso Deus. e sco lh er d e todas as
pais, para a possuirdes todos os dias vossas tribos, para ali pôr o seu nome
que viverdes sobre a terra. e sua habitação; e ali vireis.
2 Totalmente destruireis todos os lu­ 6 E ali trareis os vossos holocaustos,
gares onde as nações que possuireis e os vossos sacrifícios, e os vossos
serviram os seus deuses, sobre as dizim os. e a oferta alçada da vossa
altas montanhas, e sobre os outeiros, mão. e os vossos votos, e as vossas
e debaixo de toda árvore verde; ofertas voluntárias, e os primogénitos
3 e derribareis os seus altares, e que­ das vossas vacas e das vossas ovelhas.
brareis as suas estátuas, e os seus 7 E ali com ereis perante o SENHOR,
bosques queimareis a fogo. e aba­ vosso Deus. e vos alegrareis em tudo
tereis as imagens esculpidas dos em que poreis a vossa mão. vós e as
seus deuses, e apagareis 0 seu nome vossas casas, no que te abençoar 0
daquele lugar. SENHOR, vosso Deus.

Ao sa lva r Israel da opressão da terra do Egito, o Sen h o r D eus in v e stiu siste m a ­


ticam e n te na reeducaçào e sp iritu a l do povo. tra n sm itin d o -lh e se u s estatuto s
e m an d am e n to s esp e cialm e n te com relação ao lo u v o r e a ado ração Percebe­
m o s a ssim , a p a rtir da said a do E g ito até a chegada em C an aã. u m e sfo rço de
Jeová em c r ia r in stitu iç õ e s, n o rm a s e re g ras que co n d u z isse m Isra e l a um a
ad o ração g e n u in a e liv re d as in flu ê n c ia s e stra n g e ira s P o r isso . é cria d o todo
u m siste m a de s a c rific io s - co m s ig n ific a d o s e ra zõ e s p ró p ria s É c o n fe c -
cio n a d o u m ce n tro de ad o ração m ó vel, a tra v é s do q u al o povo p u d esse c re r
q u e a p re se n ça d iv in a não lh e s abando nara. É separada toda u m a trib o para
c u id a r dos e le m e n to s do cu lto e u m a fa m ília in te ira para o o fic io sace rd o tal
E s ta s é rie de p re s c riç õ e s d e v o c io n a is e x ig id a s de Is ra e l d eve le v a r -n o s à
re fle x ã o a re sp e ito da se rie d a d e co m que e n c a ra m o s n o sso s m o m e n to s
d e lo u v o r e a d o ra çã o em n o ssa s ig re ja s .

I - ISR A E L UM POVO CU JO ES­ povo d o Egito. D eu s tratou rapidam ente


T ILO DE VIDA R E S U M E -S E EM d e tran sm itira M oisés, q u e retransm itiria
ADORAÇÃO ao povo. o s p re ce ito s ce n trais d a a d o ­
1. A pormenorização dos elementosra çã o q u e d e ve ria se r ap re se n tad a por
devocionais em Israel A p ó s a sa íd a do Is ra e l a D e u s. E ra n e c e ss á rio g aran tir

JOVENS 41
q u e a in flu ê n cia d e 430 an o s no Egito que continuará absolutam ente relevante
não geraria prejuízos espirituais no povo durante to da a h istó ria do povo. A s três
(Êx 24-31)- A q u ilo q u e para alg u n s pode g ra n d e s fe sta s ju d a ic a s e ra m fe s tiv i­
p a re ce r um exagero d e talh ista era. na d a d e s e sta b e le c id a s para d e se n vo lve r
verdade, e xp re ssão do am o r zelo so d e co n tin u am en te u m a co n sciê n cia grata
D e u s p o r se u povo. A s o rie n ta çõ e s a a o S e n h o r (Éx 34 .22-24 ). D e ste m o do .
M oisés, q u e eram ju ríd ica s, cerim oniais, d e v e -se com preender que a instituciona­
s o c ia is e d e v o c io n a is . tin h am co m o lização d a fé ju d a ic a teve co m o objetivo
objetivo últim o orientar a d e sce n d ên cia e sta b e le c e r um co njunto d e g aran tias
d e A b raão na fug a do p o liteísm o e na q u e a sse g u ra ria m o d e se n vo lvim e n to
d e d ica ç ã o a um a vid a e xclu sivam e n te d e um a fé sa u d á v e l e eq u ilib rad a entre
vo ltad a a Jeová. o povo d e Deus.
2. A in stitu cio n alização d a adoração.
Até a q u e le m om ento histórico, o s filhos O Pense!
d e Is ra e l u t iliz a v a m -s e d a s m e sm a s Se Deus não tivesse estabelecido
um conjunto m ínim o de normas
p rá tic a s tra d ic io n a is c o m p a rtilh a d a s
e cerim oniais para a organização
p e la s s o c ie d a d e s d o o rie n te a n tig o do culto a Ele, como com portar-
p a ra p re sta re m o se u c u lto a Je o v á . s e - ia aquela multioâo de pesso­
In ic ia -s e e n tão um lo n g o p ro ce sso d e as que caminhava no deserto no
ap re n d izag e m o n d e o Senhor, p a c ie n ­ momento de adorara D eu s?
tem ente. vai fu n d a n d o a s in stitu içõ e s
que regulam entarão a adoração do povo O Ponto Importante
d e Israe l. S e a n te s todo tipo d e oferta
A institucionalização parece ser
um processo inevitável para todo
e s a c rifíc io e ra feito a le a to ria m e n te ,
agrupamento de pessoas que
se g u n d o o d e se jo d e c a d a ad o rad o r; cresce numericamente.
ago ra o Se n h o r institui o sace rd ó cio , e
através d a co rp o ração d e hom ens d e ­ II - CRITÉRIOS. NORMAS E PRO­
d ica d o s e x clu sivam e n te a D eus. institui CEDIMENTOS PARAA ADORAÇÃO
regras, d ias. ho rário s e e x ig ê n cias para EM ISRAEL
à q u e le s q u e d e se ja m p re sta r-lh e um i. Ofertas e sacrifícios específicos.
cu lto au tên tico (Éx 2 8 1-2 9 ) A ado ração A q u e le q u e d e se ja v a trazer a lg o co m o
deixa d e se r a lg o e p isó d ico e iso lado , e sin a l d e su a ad o ração deveria o b servar
passa a re lacio n ar-se com tudo o que se u m a sé rie d e e x ig ê n cia s S e fo sse um
cu ltiv a , cria . trab alh a, o u se ja. o lo u vo r s a c rifíc io a n im a l, h a v ia a n im a is p u ro s
a D e u s c o n e c ta -se diretam ente co m a e im p u ro s (Lv 11.4 7). D e p e n d e n d o d a
vid a co tidiana. ce rim ó n ia o sa c rific io d e ve ria se r feito
3. T u d o é d o S e n h o r. U m a d a s c a - com um anim al próprio àquele m omento
racte risticas fundam entais d o culto q u e (N m 7 15 -17 ). O ofertante d e v e ria ain d a
p a ss a a se r e s ta b e le c id o no m e io do te r c iê n c ia d e q u e a lg u m a s p a rte s do
po vo lib e rto d o E g ito é a g ratid ão . A s a n im a l se ria m d e sc a rta d a s e n q u an to
ofertas, c e le b ra ç õ e s e ritu ais apontam o u tras se riam valo rizad as (Lv 4-4-12). O
para o grande am or d e Jeová, que foi im ­ an im al sacrificad o não poderia ter falhas
portantíssim o no tem po d a escravidão e ou d o e n ç a s (Dt 15 .19 -2 3 ). S e . ao in vé s

42 JOVENS
d e a n im a l a oferta fo sse ve g e tal ou d e em ú ltim a in stân cia a alim en tação d o s
produtos d e o rigem vegetal, o adorador levitas e sacerdotes estava com prom eti­
deveria ter atenção quanto é quantidade da. A ssim sendo, a lé m d a s honras havia
a se r trazid a e a q u a lid ad e do q u e era m uitos sacrificio s.
trazid o (Lv 6 2 0 : N m 5.15; Dt 18.4). E ssa
sé rie d e re q u isito s e x ig ia c a q u e le q u e O Pense!
iria ado rar a D e u s um cuidado continuo, Você estaria disposto a abrir mào
o q u e o le v aria a p e n sar em D e u s d ia ­ de todo conforto e bem-estar
pessoal para viver inteiram ente
riam ente. enquanto envo lvid o em se u s
para o serviço de D e u s?
afaze res co tidiano s.
2. L u g a re s e s p e c ia is . A a d o ra ç ã o
O Ponto Importante
cerim o n ial foi concentrada em um lugar
Com o acabamos de estudar, a
co m unitário , através d o q u al h o m ens e institucionalização do judaísm o
m ulh eres, rico s e pobres, tcd o s podiam fortaleceu os vínculos sociais e
ad o rar ao m esm o D eus. Num contexto enfraqueceu o politeísmo.
m u ltip o liteista. a d e sig n açào d e um só
lo ca l para adoração o ficial reforçava, nos III - A INSTITUCIONALIZAÇÃO
c o ra ç õ e s e m e n te s d o s israe litas, q u e DA FÉ HOJE
só h avia um D e u s a se r re vere n ciad o 1. A in e v itá v e l in stitu c io n a liz a ç ã o .
Inicialm ente este 'local* foi o tabernáculo, A ssim co m o Israel - q u e cre sce u verti­
o am b ie n te d e ad o ração portátil q u e o ginosam ente no Egito - as ig rejas e van ­
Senhor ordenou q u e M oisés co nstruísse g é lic a s b ra sile ira s m u ltip lica ra m -se d e
(Éx 25.8.9). P o ste rio rm e n te e ste lo c a l m aneira notável durante o sé cu lo XX. De
d e ad o ração foi ‘fixado" no Tem p lo em denom inações que se reuniam em casas,
Je ru sa lé m (2 C r 7) geralm ente da periferia, tornaram -se em
3- P e sso a s se p arad as. Um outro a s ­ grandes instituições espalhadas em todo
pecto significativo d a institucionalização o território nacio nal, p resentes in clu sive
d a ad o ração e m Isra e l foi a se p a ra çã o nas m idias. A partir do m om ento em que
d e u m a trib o in te ira p ara o s s e rv iç o s a s ig re ja s d eixaram d e re a liza r ap enas
re lativ o s ao lo u vo r e ad o ra çã o e m ais ativid ad es e sp iritu ais e precisaram atuar
e sp e cifica m e n te d e um a fam ília para o c iv ilm e n te - n a a q u is iç ã o d e im ó veis,
e x e rcício d o sa ce rd ó cio (Nm 3.6 -10 ). É c o n tra ta ç ã o d e p e s s o a l, co m p ra d e
claro que isso era um enorm e privilégio, b e n s m ó v e is - su a in stitu cio n a liza çã o
co n tu d o , não se p o d e negar o g ran d e foi a lg o irre ve rsíve l A natureza esse n cial
sacrifício que estava ligado a e ssa honra­ d a Ig reja è e sp iritu a l, por is s o m esm o,
ria. O s filhos d e Levi não tenam parte na q u an d o e la trata d e a ssu n to s m ateriais
h e ran ça q u e todo o povo re ce b e ria (Dt deve fazer tudo com ética, lisura e ju sliç a
10.9; 12.12; 14 27: J s 18.7) S e todo o povo (Mt 2 2 .17 -2 1: Tt 3 .1 :1 P e 2.13 -15).
vivia im p u lsio n ad o p e la fé. m uito m ais 2. "N a m in h a ig re ja , só q u e m ca n ta
o s levitas. B asta levar em co n sid eração e p re g a s ã o o s o fic ia is" . In fe lizm e n te
q u e em tem p o s d e crise , q uando a co ­ esta frase sintetiza a realidade d e m uitas
lh eita era e sca ssa , co nseq u en tem en te igrejas lo cais; aq u ilo q u e aparentem ente
a s o fe rta s tam b é m e ra m re d u zid a s e é fruto d e um a m aior organização e pre­

JOVENS43
paro. m uitas vezes é apenas form alidade. afirm ar q u e a e stru tu ra ‘ igreja* já fa liu
A B íb lia d eixa bem claro q u e através da e e stá u ltra p a ssa d a . D isco rd a m o s a b ­
obra d e C risto so m o s to do s sacerd o tes s o lu ta m e n te d e ste p o n to d e v is ta , a
d a N ova A lia n ça (Ap 1.6: 20.6). por isso vid a e m c o m u n id a d e é a e s s ê n c ia do
u n ive rsalm e n te ca p a cita d o s para falar C ristia n ism o (Jo 1722).
d e Cristo . A b e le za do p en te co stalism o
se m p re foi a e sp o n tan e id ad e d a p arti­ O Pense!
cip ação le ig a, isto é. d aq u e le s que. sem Sem dúvida algum a os ’desigre-
u m a fo rm ação e sp e c ific a , m as c h e io s jados"não possuem fundamento
d e D e u s. a n u n c ia m p u b lic a m e n te a s real para suas argumentações,
isto porque a razào de nossa fé é
o b ras d e Je su s.
C risto e ninguém m ais.
3. P e r ig o s c o n t e m p o r â n e o s d a
ig re ja e n q u a n to in stitu iç ã o . A re la çã o
O Ponto Importante
Ig re ja -E sta d o -S o c ie d a d e C iv il to rn a -se A natureza espiritual e 0 aspecto
p e rn ic io sa q u a n d o e x iste tro ca d e fa ­ legal são duas faces inegáveis
vores. d e ixan d o d e o b e d e ce r a P alavra desse plano amoroso criado por
d e D e u s. N e s s e c a so . a é tic a c ris tã é D eu s para a humanidade denom i­
nado Igreja. Já houve um tempo,
ferida, priorizando m ais o s ho m ens que
quando as instituições civis eram
o R eino d e D eu s. T a is re la ç õ e s trazem
m enos desenvolvidas, que a Igre­
e s c â n d a lo s e sã o u m a d a s p rin c ip a is ja não necessitava de estrutura
c a u s a s d e ab a n d o n o d a fé. A lg u m a s institucional, hoje isso não é mais
p e s s o a s , e rro n e a m e n te , c h e g a m a possível.

A b e le z a d o p e n te co sta lism o se m p re foi


a e sp o n ta n e id a d e d a p a rtic ip a ç ã o le ig a ,
isto é. d a q u e le s q u e . se m u m a fo rm ação
e sp e c ífic a , m a s c h e io s d e D eu s, a n u n cia m
p u b lica m e n te a s o b ra s d e Je su s.

44 JOVENS
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2
"O Tabernáculo 'As estipulações especificas ocupam
A lé m d o s lu g a re s sa g ra d o s o n d e grande parte do restante de Deuteronó-
D e u s se re velara, um lu g a r ce n tra l d e m io (121-26 15). Os propósitos são c la ­
a d o ra çã o p a ss o u a existir. D u ran te o ramente para elucidar m ais o principio
periodo do Êxodo, e le podia se r m elhor básico do concerto dos capítulos 5 a
descrito co m o um a tenda-tem p lo . que 11 e definir precisamente os termos do
era a estrutura m ais conveniente para o concerto pertinentes ás relações morais,
povo que estava viajando ou acam pado so cia is/in te rp e sso a is/in te r-ra ciais e
na região d e C a d e s-B a rn e ia (Nm 13.26; d e culto. A razão para o atual arranjo
14.38) A te n d a -te m p lo era co n h e cid a can ó n ico do m aterial é d ifícil d e se
com o Tabernáculo . O santuário central com preender, m as as considerações
era feito d e tábuas revestid as d e ouro. apresentadas a seguir honram, razoa­
a p o ia d a s p o r um siste m a d e v ig a s. velm ente bem. as exigências literárias
e n c a ix e s e p e s a d a s b a s e s d e p rata e teo ló g icas (1) A exclu sivid ad e do
firm a d a s n o ch ão . Isso fo rm ava um a Senhor e a sua adoração (12 .1-16 .17 )-
estrutura d e três la d o s co m trinta c ó - O conjunto de regulamentos expresso
vad o s (I5m ) d e com prim ento e quinze nesta seção com eça com a atenção a
cô vado s (7m) d e largura, aberta para o um santuário central (12.1-14). um lugar
cé u em su a extrem idade m ais estreita separado em contraposição aos santu­
a leste. O teto era provido por co rtinas ários oponentes que não só tinham de
d e linho branco, bo rdadas com figuras ser evitados, m as destruídos, porque
d e q u e ru b in s, p ro te g id a s p o r v á ria s representavam a suposta propriedade
ca m a d a s d e p ano d e saco . p e le s ver­ d a terra por soberanos oponentes
m e lh a s d e carn e iro e p e le s d e cab ra (vv. 4.5.13.14) Em relação ao santuário
(Éx 26 .1-30 ). No interior, o apo sento d e estão as ofertas e os sacrifícios. Parti­
30 cô v a d o s (I5m> era d ivid id o em do is cularmente significativo é o sangue (w.
por um a co rtina pendurada em p ilares 15 -28 ). cuja sacralidade co lo ca-se em
d o u rad o s, a fim d e cria r o 'Santo d o s contraste radical com as noções pagãs
Santos' (5 x 5 x 5m ) e um ‘Lu g ar Santo' d e vida. sua fonte e seu sustento. A
c o m p rid o U m a c o rtin a d o m e sm o vida é com um aos hom ens e anim ais;
m aterial era pendurada sobre a entrada o seu meio — o sangue — é com um a
para im pedir que olhos curiosos vissem todos" (ZUCK. Roy B. Teologia do An­
o interior (Éx 26.31-36)" (GOW ER. R. Novo tigo Testamento í.ed. Rio de Janeiro
Manual dos Usos e Costumes dos CPAD. 2009. p 95 )
Tempos Biblicos. í.e d .R io d e Janeiro:
CPA D . 2 0 0 2 . pp. 23 9 . 24 0 ).

JOVENS 45
ESTANTE DO PROFESSOR

C O E LH O . A.. D A N IEL S U m a jo rn a d a d e fé í.e d Rio d e


Janeiro: CPA D . 20 13

CONCLUSÃO

Se. como detalhadamente vimos, a institucionalização da fé dos judeus nào foi um


momento de retrocesso ou fragilizaçáo do relacionamento do povo com Deus. mas ao
contrário, um processo de amadurecimento e fortalecimento dos interesses coletivos,
também devemos crer que não são normas ou legislações humanas que roubarão a
essência de nossa adoração a Deus e de nossa comunhão uns com os outros.

HORA DA REVISÃO

1. Q ual a ca u sa ce n tra l d a in stitu cio n alização d a ado ração para o povo d e Israe l?
O eno rm e e repentino cre scim e n to do povo q u e exigia a existê n cia d e p receito s
co le tivam e n te evidentes.
2. Q ue caracte ristica d a ad o ração a D e u s é ressaltad a a partir d a institu cio nalização
do cu lto do povo d e Israe l?
A g ratid ão , u m a ve z q u e a s ce rim ó n ia s e o s atos litú rg ico s ap o ntavam para o s
g ra n d e s feitos d o Sen h o r e se u am o r para co m Isra e l
3. A d e c isã o d iv in a d e co n stitu ir um ‘ lo c a l’ d e louvor o ficia l tinha fin a lid a d e s para
a lé m d a a d o ra çã o ?
C o n so lid a r a id e ia d o m o no teísm o e o sentim ento d e u n id ad e entre o povo
4. É correto afirmar que toda institucionalização religiosa produz apenas resultados
negativos? Justifique sua resposta.
N ão. p o is tanto em Isra e l co m o n a Ig reja co n tem p o rân ea a in stitu cio n a liza çã o
gerou re su ltad o s p o sitivo s para a co m u n id ad e envo lvida no pro cesso
5. Q u e p ráticas d e se n vo lvid as nas ig re jas lo c a is dem onstram se u caráter in stitu cio ­
n alizad o ?
A existência d e estatutos, regim entos. CN PJ e outros instrum entos ju ríd ico s e leg ais

1
QUANDO O LEGALISMO
SUBSTITUI A ADORAÇÃO

T E X T O DO D IA AGENDA DE LEITURA
‘P o rq u e o S e n h o r d is s e : P o is S E G U N D A -T g A .ll
q u e e s te p o v o s e a p r o x im a A n a tu re z a so b e rb a d o s le g a lis ta s
d e m im e. c o m a b o c a e c o m TERÇA - Am 521
o s s e u s L áb io s, m e h o n ra , m a s F e s t a s s o le n e s s e m p u re z a de
o s e u c o ra ç ã o se a fa s t a p a ra c o ra ç ã o sã o r it u a is v a z io s
lo n g e d e m im [...]."(Is 2 9 .13 )
QUARTA - Is 58.5
F ó r m u la s r e lig io s a s q u e p a ra
n a d a s e rv e m
QUINTA - Jr 7.4
SÍNTESE
0 le g a lis m o fa z 0 lu g a r sa g ra d o
A a d o ra ç ã o n a sc e de u m v ir a r u m a m u le to
c o ra ç ã o q u e a m a a D e u s e n ão
SEXTA - Mt 23.4
d e u m a r e la ç ã o ju r íd ic a (le g a l)
O s le g a lis ta s d o p e río d o d e J e su s
c o m 0 C r ia d o r .
SÁBADO - Cl 2.21
A s re g ra s d o s le g a lis t a s n o t e m ­
p o d e P a u lo A

JOVENS 47
OBJETIVOS

• D IS C U T IR a s o rig e n s e m a n ife s ta ç õ e s do le g a lis m o


r.o A n tig o T e sta m e n to .
• D E M O N S T R A R q u e o Leg alism o e ra u m d e sa fio c o n s ­
tan te p a ra a Ig re ja P rim it iv a .
• R E F L E T IR a re s p e ito d a s a titu d e s a se re m to m ad as
p ara e v ita r o le g a lism o .

INTERAÇÃO

Prezadoía) professor(a). chegamos à metade de nosso trimestre


Momentos como este sào sempre propícios para realizarmos
avaliações, autocríticas e. se necessário, mudanças de atitudes.
Por isso. faça a si mesmo perguntas como: Minhas aulas sào
motivacionais ou monótonas? Minha linguagem e didática são
adequadas para o nível de meus educandos? Sou um ótimo
educador para o tipo de jovens do século passado ou consigo
transmitir os princípios da Palavra de Deus de maneira clara
pa-a os jovens de hoje?
Partindo das respostas, que você também pode obter por meio de
uma consulta aos próprios educandos, desde que seja algo feito
com naturalidade e espontaneidade por eles - numa conversa
informal antes ou depois da exposição do conteúdo, por meio de
uma pesquisa por escrito -. continue as ministrações das aulas
tendo como foco principal fazer dos instantes destes encontros
momentos de crescimento pessoal e espiritual para cada jovem

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Providencie papel ofício e lápis de cor Entregue a cada aluno


uma folha de papel e lápis de cor Dê a eles um comando para
desenhar algo (objeto, paisagem) o mais caprichado possível
que eles conseguirem, todavia, informe-os que terão de seguir
algumas regras, pois não será um desenho livre. Abuse no
uso das regras, faça com que os alunos sintam-se 'sufocados*
com o excesso de controle que você terá sobre a tentativa de
desenho deles. Não os permita usar determinadas cores, diga
que é proibido desenhar certas formas ou objetos. Encerre a
dinâmica indagando-os sobre como eles sentiram-se na ela­
boração dos desenhos. Partindo da fala deles, leve-os a refletir
a respeito dos perigos e prejuízos do legalismo.
TEXTO BÍBLICO

Atos 51-6; 8-10 5 E Ananias. ouvindo estas palavras,


1 Mas um certo varão chamado Ananias. caiu e expirou. E um grande temor
com Safira, sua mulher, vendeu uma veio sobre todos os que isto ouviram.
propriedade 6 E. levantando-se os jovens, cobriram
2 e reteve parte do preço, sabendo-o o morto e. transportando-o para fora
também sua mulher; e. levando uma o sepultaram
parte, a depositou aos pés dos após­ 8 E disse-lhe Pedro: Dize-me. vendestes
tolos. por tanto aquela herdade? E ela disse;
3 Disse, então. Pedro Ananias. por que Sim . por tanto.
encheu Satanás o teu coração, para g Então. Pedro lhe disse: Por que é que
que m entisses ao Espirito Santo e entre vós vos concertastes para tentar
retivesses parte do preço da her­ o Espirito do Senhor? Eis ai à porta os
dade? pés dos que sepultaram o teu marido,
4 Guardando-a, não ficava para ti? E. e também te levarão a ti.
vendida, não estava em teu poder? 10 E logo caiu aos seus pés e expirou.
Por que formaste este desígnio em teu E. entrando os jovens, acharam -na
coração? Não mentiste aos homens, morta e a sepultaram junto de seu
mas a Deus. marido.

O q u e é le g a lis m o ? P o d e -se d e fin ir le g a lis m o co m o se n d o a p o stu ra r e ­


lig io s a q u e p riv ile g ia o c u m p rim e n to de re g ra s e n o rm a s co m o ca m in h o
p a ra a o b te n ção de b ê n çã o s d iv in a , in c lu s iv e a sa lv a ç ã o . D e n tre o s p e r i­
g o s de u m a re lig io s id a d e le g a lis ta e stá a ilu s ã o de to rn a r-s e u m a p e sso a
m e lh o r, is to é. a lg u é m s u p e rio r a o s o u tro s p e lo s im p le s fato de o b e d e ce r
rig id a m e n te u m d e te rm in a d o c o n ju n to d e o rd e n a m e n to s re lig io s o s É a
re sp e ito d o s ris c o s e c o n se q u ê n c ia s de u m a fé g e n u ín a to rn a r-s e le g a lista
q u e d is c u tire m o s na a u la de h o je . p a rtin d o de a lg u n s e x e m p lo s b íb lico s.

I - O SURGIMENTO DO LEGAUS- m e lh o r d e se n v o lv im e n to (Éx 19 .3 -6 ).


MO NO ANTIGO TESTAM ENTO T o d a v ia , ra p id a m e n te p ro p a g o u -se a
1. Da institucionalização ao legalis- p rá tic a le g a lis ta , o u se ja . a o in v é s do
mo. C o m o e stu d a m o s na ú ltim a au la. p o v o c u m p rir a s o rd e n a n ç a s d iv in a s
c o m o e n o rm e c re sc im e n to d o po vo por am o r e o b e d iê n cia ao Senhor, parte
d e Isra e l e co m o in icio d e su a jo rn ad a d o p o vo p asso u a e xe cu tar o s m an d a­
d e re to rn o à C a n a ã . a a d o ra ç ã o e o m e n to s d e m a n e ira m e c â n ic a e vazia
lo u v o r d o s ju d e u s tive ram q u e p a ssa r d e in te n cio n a lid a d e ou. pior ain d a, por
por um p ro ce sso d e o rg an ização para p u ro in te re sse (N m 1 4 1- 37) N em toda

JOVENS 49
institucionalização cau sa legalism o. m as revela ao profeta, através d e u m a visão
todo legalism o é destruidor em qualquer ch e ia d e sim b o lo s. a esp iritu alid ad e d e ­
tipo d e relacionam ento, esp e cialm e n te cad e n te travestida d e p ied ad e d aq u e la
entre o s ad o rad o re s e D eus. g e ra çã o . Em A m ó s 5 .2 1-2 3 . o pro feta,
2. 0 le g alism o com o ca u sa da tragé­ q u e há p o u co denom inou ironicam ente
d ia n a fa m ília d e E li. Um d o s prim eiros a c la s s e o p re sso ra d e 'v a ca s d e B a sã ’.
exem plo s b íb lico s d e com o o legalism o d e cla ra q u e o sim p le s cum prim ento de
pode destruir um a fam ília inteira é o caso cerim ónias religiosas não sentava o povo
d a fam ília d e Eli d Sm 2 -4 ). O s filho s d e d e D eus d e su a resp o n sab ilid ad e so cia l
E li não respeitavam as ofertas e esp aço s com o s pobres e oprim idos. Religião que
s a g ra d o s em Is ra e l (1 Sm 2 .12 -17 : 2 2 - d e c la ra se rv ir a D e u s. m as é in c a p a z
25). eram h o m ens d e B e lia l <1 Sm 2.12). d e se rvir ao próxim o, é puro le g alism o .
Diante desta situação D eus usa tanto um
profeta anó nim o (1 Sm 2.27-36). co m o o O Pense!
ad o le sce n te S am u e l (1 Sm 3 15 -18 ) para 0excesso de cuidado no co­
nhecimento e cum prim ento de
d e c la ra r a o s o u v id o s d o pró prio E li a
determinadas normas e regras
in d ig n a ç ã o d e D e u s co m a situ a çã o ,
religiosas pode nos levara
todavia, nada m udou. O m om ento m ais esquecer qual deve ser a finali­
patente d o le g a lism o d a ca sa d e E li foi dade m aior destas: auxiliar-nos
quando se u s filhos transportaram a arca a diariam ente tornarm o-nos a
imagem e semelhança do Pai.
d a a lia n ç a d o S e n h o r p ara o m e io do
cam p o d e b atalh as co m a intenção d e
vencerem um a guerra contra os filisteus
O Ponto Importante
Se sua fé tem se reduzido a mera
(4 3 - 5). H ouve um a co m o ção g eral entre observância de regras, de tal
o s g u erre iro s, isto. entretanto e ra pura forma que sua relação com Deus
ilu são . D e u s não era a arca. m uito m e ­ já abandonou um caráter filial,
no s estava p reso dentro d e la ! A creditar p o r m e io d e s e u a m o r in t e g r a l e
q u e ve n ce riam a g u erra sim p le sm e n te desinteressado ao Pai. e tem se
tom ado algo legal - onde você
por terem trazido o objeto sagrado era
exige d Ele as recompensas de
puro le g a lism o ; o re su ltad o não p o d ia sua suposta obediência - você
se r outro: derro ta, exterm ínio do povo. tom ou-se legalista
m o rte d a fam ilia sa ce rd o ta l e rapto d a
arca (4.11-22). II - A LUTA CONTRA O LEGA LIS-
3. A d e n u n cia d o le g a lism o no s d is ­ MO NA IGREJA PRIMITIVA
cu rso s dos profetas. O Antigo Testamento 1 .0 le g alism o com o herança do fa ri-
e stá repleto d e d isc u rso s d enu nciand o saism o na Igreja Prim itiva O cristianism o,
e s ta p rá tica d e u m a re lig io sid a d e d e a p e sa r d e te r rap id am e n te a tin g id o o
fach ad a. Lo go no prim eiro cap itu lo d e m u n d o g entio, e sp e cia lm e n te através
su a profecia. Isaias d e n u n cia a h ip o cri­ d e Paulo , teve em se u surgim ento forte
sia re lig io sa d a q u e le povo (Is L ii-2 3 ) e ad e são d e ju d e u s. U m a das m ais trad i­
a p e sa r d e le s cu m p rire m v á ria s a ç õ e s cionais seitas ju d a ica s daquele m om ento
cerim oniais, nenhum a d e las era agradável histórico eram o s fariseus (literalm ente,
ao Senhor. Já e m E ze q u ie l 8 .1-18 . D eu s 'separados"). A caracte ristica m arcante

SI JOVENS
d e ste g ru p o era a rig id e z com q u e e le s (G l 5.1-6 ). b o as o b ras (Ef 2 .8 -10 ) - e ssa
c u m p ria m a L e i (M t 23.23) ch e g a v a m p e sso a e stá u su rp an d o a ce n tralid ad e
até a e x c e d e r-s e no cu m p rim e n to d e d e C risto na o bra sa lvifica. O le g alista,
a lg u n s po nto s d e la (Lc 18.12). Q u an d o arrogantem ente, e n te n d e -se com o a l­
e sse co njunto d e p e sso as ingresso u no g u ém apto para ju lg a r a esp iritu alid ad e
cristianism o , trouxe ju n to suas tradiçõ es d o s o utro s (Tg 4.12). N ão d e ve m o s ser
le g a lista s, d entre a s q u a is estava a cir­ ju iz e s d e n in g u é m (Lc 6.37). só há um
c u n c isã o para o s c ristã o s n ã o -ju d e u s, Ju iz (Is 33.22: Jr 1120 ). n o ssa m issão é ser
a ssim co m o o cum p rim ento d e todo o suporte para o s m ais fraco s (Rm 14 1-23).
restante d a Lei. É cla ro que o co njunto O le g a lis m o tran sfo rm a a é tic a cristã,
d e e x ig ê n c ia s d e s te g ru p o d e n o vo s e n ca rn a çã o h istó rica d o am o r (Mt 712).
co n ve rtid o s co lid ia diretam ente co m o em um conjunto vazio d e cum prim ento
d iscu rso d a g raça, d o a m o re d a m ise ri­ d e regras q u e para nada serve (Mc 77-9 )
có rdia. proposto e viven ciad o por Je su s
e o s se u s d isc íp u lo s (Mt 9.13). O Pense!
2. A re je iç ã o d o le g a lism o e n tre o s Você é um legalista? 0 legalis­
p rim e iro s cristã o s. N ão houve n e g o cia­ ta. arrogantemente, entende-se
como alguém apto para ju lg a ra
ç ã o entre o s líd e re s d a Igreja Prim itiva.
espiritualidade dos outros.
O le g a lism o d e v e ria s e r rad ica lm e n te
rejeitado. O s ap ó sto lo s ratificaram q u e
O Ponto Importante
a salvação é obra exclusiva da morte M isericórdia para com os doen­
vicária d e Je su s e q u e por isso nenhum tes espiritualm ente não significa
fardo d e ve ria se r posto so b 'e o s irm ãos conivência com seus atos.
gentios. O C ristian ism o já nasceu co m a
pretensão d e aco lh e r toda a h u m an id a­ III - COMO SUPERAR O LEGA-
de: d e ste m odo não era sim p lesm en te LISMO
m a is u m a se ita ju d a ic a e por isso não 1. R e to rn a n d o a c e n t ra lid a d e d e
n e ce ssita v a su b m e te r-se às trad içõ e s C risto em n o ssa fé. N ão existem a m u ­
cu ltu rais d aq u ele povo. Paulo, em vários le to s m á g ic o s (s a l. c o p o c o m á g u a .
m om entos d e seu m inistério, denunciou arca d a aliança) ou rituais d e invocação
a inutilidade do le g alism o dos ju d a iz a n - d a d ivin d ad e (sete vig ílias, sete salm os,
tes - ju d e u s convertidos ao cristianism o se te h ino s d e sangue) no C ristianism o .
que exigiam dos gentios o cum prim ento O centro d e n o ssa fé é C risto Je su s (Cl
d e p rá tica s c u ltu ra is e ce rim o n ia is do 127). O legalism o som ente será superado
ju d a ísm o para g aran tir-lh e s a sa lva ção quando, se m m ed o alg u m , voltarm os a
(Gl 2.14 -17: Fp 3.1-3; C l 2.16 -23: T t 1.10-16). p re g ar e vive r a m a is sim p le s verd ad e
3. A s distorções teológicas do le g a lis­ d o E van g e lh o : a m o rte e re ssu rre ição
mo. O legalism o. no intuito de desenvolver d e C risto é a garantia d a n o ssa salvação
um a p iedade com prom etida, cria sério s (Rm 8.31-39). S e for salvo , vivo para E le
p ro b le m a s d o u trin ário s. Por exem p lo , (Fp 12 1): se co ngrego num a Igreja é para
se alg u é m co nd icio na a salvação a alg o a p e rfe iço a m e n to d o "corpo” d E le (do
alé m do sacrifício d e Je su s - rituais (Mt q u al e u faço parte - Ef 4 12.13); se pratico
15 1-9 ). o b e d iê n cia a norm as hu m an as boas açõ e s é para q u e o nom e d Ele sqja

JOVENS 51
glorificado (1 P e 2.11.12). N ão d evem o s ter
SUBSÍDIO
m e d o d e su p o stas m a ld içõ e s o u “reta­
lia ç õ e s d iv in a s’. C risto não é B a a l - um “I I Ju d e u s c ristã o s e ram ch a m a ­
d e u s m e lin d ro so - E le n o s a m a e tudo d o s 'ju d a iza n te s'. p o rq u e e le s cria m
q u e to d o a q u e le q u e re c e b e s s e o
que E le faz é para abençoar-nos (Ef 13-10 ).
e v a n g e lh o d e v e ria s e c o n v e rte r ao
2. Amando mais as pessoas que a
ju d a is m o e g u a rd a r a le i d e M o isé s,
religião. C ristia n ism o não é re lig iã o -
p a rticu la rm e n te a c irc u n c isã o . O e n ­
ch e ia d e protocolos e cerim ónias - antes sin o d o s ju d a iz a n te s c ria d iv is ã o na
é relacionam ento puro. direto e genuíno Ig re ja. E le s e n tra m n u m e sp irito d e
co m D eus. S e em alg u m a circu n stân cia e x c lu s iv is m o ju d a ic o e p ro n u n ciam
da vida você estiver diante d e um suposto q u e o s c re n te s g e n tio s in c irc u n c iso s
d ile m a entre salvar a vida d e a lg u é m ou n ão sã o sa lv o s, e q u e a fé e m C risto
cu m p rir um a regra relig io sa, n ão p ense n ã o é o b a s ta n te p a ra a s a lv a ç ã o
d u a s ve ze s, sa lv e a vid a d e sta p e sso a . E s te s a g ita d o re s d o g m a tic a m e n te
in siste m q u e a c irc u n c is ã o d e v e se r
P o rq u e a lg u é m d e v e fazer is s o ? 1) Por
a c re s c e n ta d a á fé no S a lv a d o r I...I
q u e em se u lu g ar C risto faria o m esm o,
O e sfo rç o p ara ju d a iz a r a Ig re ja c ria
na v e rd a d e E le já fez (Jo 5 .1-15 ; 8 .1-11);
a c a lo ra d o d e b a te e tem o p o te n cia l
2) P o rq u e o c e rn e d o cristia n ism o não d e d iv id ir a Ig re ja em d u a s fa c ç õ e s.
é c u m p rir re g ra s, m a s a m a r a D e u s. u m a co m se d e e m Je ru sa lé m e o u ­
a m a n d o a si m e sm o e a s p e s s o a s ao tra. e m A n tio q u ia . A in te g rid a d e d o
n o sso redor; 3) A lg u m as re lig iõ e s fazem evangelho e a u n id ad e d a Igreja estão
guerra e m atam pessoas. Jesu s veio para em jo g o . A p a la v ra trad u zid a por 'não
d a r a su a v id a e n in g u ém foi c a p a z d e p e q u e n a d is c u s s ã o ' istasis) sig n ific a
c o n v e n c è -lo do co ntrário U o 10.17.18). lit e r a lm e n t e 'in s u r r e iç ã o , fa c ç ã o .
d is c ó rd ia ', a o p a s s o q u e a p a la v ra
3. Vivenciando a liberdade propor­
traduzida por 'contenda' Izetesis) quer
cionada pelo Espirito de Deus. A B íb lia
d ize r 'd isp u ta, d is c u s s ã o ’. E sta s d u a s
é cla ra : o n d e e stá o Espirito do Senhor,
p a la v ra s d e s c re v e m u m a s itu a ç ã o
ai h á lib e rd a d e (2 C o 3.17). S o m o s liv re s
d o m in a d a por c o n flito q u e é p ro vo ­
d o p e c a d o , liv re s p ara a d o ra r a D e u s cad a por raiva, d e su n iã o e discussão "
e p a ra te r u m a v id a san ta, e s e rv ir d e (A R R IN G T O N . F. L; S T R O N S T A D . R
e x e m p lo ao m undo d a q u ilo q u e D e u s C o m en tário B íb lic o P enteco staL 4 ed.
p o d e fazer na vid a d e um se r hum ano. R io d e Jan e iro : C P A D . 20 0 6 . p.709).

O Pense!
Adoração não é reprodução m e­
cânica de palavras ou ações.

O Ponto Importante
Adoração não produz ódio.
Alguém por ignorância pode não
gostar de nossa fé ou até m esm o
de nós. todavia, nosso louvor a
Deus nunca pode ser fonte de
discrim inação ou maldade

52 JOVENS
.V f

ESTANTE DO PROFESSOR

G O N Ç A L V E S . Jo sé, D efen d en d o o V e rd ad e iro


Evan g e lh o , le d Rio d e Janeiro: C PA D . 2 007

CONCLUSÃO

0 legalismo é uma antiga doença que tenta atacar o povo de Deus. Desde o Antigo
Testamento até nossos dias a sedução de fazer da fé um aglomerado de proibições,
prescrições ejuízos é algo tanto real quanto perigoso. Por isso. devemos cada vez mais
nos empenharmos para desenvolver um relacionamento vivo. íntimo e pessoal com
Deus. livre c suficiente para expressarmos a sinceridade de nossos corações.

HORA DA REVISÃO

1. A partir d o s se u s co n h e cim e n to s e d a s d isc u ssõ e s em sa la d e a u la defina o que


é le g alism o
P o d e -se definir le g a lism o co m o se n d o a postura re lig io sa q u e p rivile g ia o c u m ­
p rim en to d e re g ra s e n o rm as co m o ca m in h o para a o b te n çã o d e b ê n ç ã o s d a
divindade, in clu siv e a salvação .
2. A p re se n te e p isó d io s b íb lic o s o n d e fica b a sta rte c la ro a m an ife sta çã o d e um a
re lig io sid ad e le g a lista (No m inim o d o is no A T e outros d o is no NT).
AT - Precipitação dos Filhos d e Eli (I Sm 2-4); Contem porâneos de A m ós (Am 5). N T -
D iscussõ es no Co ncilio de Jerusalém (At 15): Judaizantes nas igrejas d a G alácia (Gl 2)
3. O ue tipos d e p ro b lem as ou co n trad içõ es d e natureza teo ló g ica o le g alism o pode
trazer’
D efesa da salvação a partir da o bediência a regras hum anas: distorção dos princípios
ético s, d ivisão d a s p e sso a s entre puros e im puros se g u n d o as norm as d a religião.
4. C o m o p o d em o s su p e rar o le g a lism o ?
R e sp o sta P e sso a l (S u g e stã o c ria ç ã o d e reg ras q u an to a tip o s e sp e c ífic o s d e
ritm o s ou ca n çõ e s na igreja).
5. O ue açõ e s p o d em se r to m ad as para co m b a te ra e sp iritu a lid a d e le g a lista ?
Retornando a ce n tra lid a d e d e C risto em n o ssa fé; A m and o m ais a s p e sso a s q u e
a relig ião : V ive n cia n d o a lib e rd a d e proporcionada p e lo Espirito d e D eus.
A LEM BRANÇA DA
ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


"Ele te d e c la ro u , ó hom em , S E G U N D A - M q 3.11
o q u e é bom ; e q u e é o q u e o P e rfil da e s p ir it u a lid a d e no
S E N H O R pede de ti sen ão p e río d o de M iq u e ia s
q u e p ra tiq u e s a ju s tiç a , e TERÇA - Mq 42
a m e s a b e n e h c iê n c ia . e a n d e s A v o ca çã o u n iv e r s a l p a ra o
h u m ild e m e n te corr. o teu lo u v o r e a d o ra çã o
D e u s ?' (M q 6 .8 ).
QUARTA - Mq 6.7
A d o ra r é m u ito m a is q u e c e r i-
m o n ia lis m o
SÍNTESE Q U IN T A -M q 6.15
Q u a n d o a p r á t ic a r e lig io s a n ã o
N ada ju s t ific a a o p ressão ou
se to rn a a d o ra çã o
e x p lo raçã o de u m a pessoa p o r
outra. Todo s a c rifíc io feito à S E X T A -M q 72
c u s ta do san g u e e lá g rim a s A s itu a ç ã o d e cad e n te da h u ­
m a n id a d e
de o u tre m é ab o m in a çã o A
a d o ração to rn a -n o s m a is SÁBADO - Mq 7.18 i
ju s t o s e bondosos. O in c o m p a rá v e l D e u s

54 JOVENS
OBJETIVOS

• A P R E S E N T A R p e río d o s ó c io -h is t ó r ic o -e s p ir it u a l de
M iq u e ia s.
• M O S T R A R o s trê s c o m p o n e n te s fu n d a m e n ta is p ara
a ad o ração .
• C O M P A R A R o s d ile m a s e d e sa fio s de M iq u e ia s co m
os d a Ig re ja a tu a l.

INTERAÇÃO

Carola) educadorla) você tem uma poderosa oportunidade se­


manal. Numa sociedade onde os jovens recebem vários apelos
pecaminosos, manter um grupo de moças e rapazes, durante
um determinado período, para exclusivamente estudarem a
Palavra de Deus é um verdadeiro milagre. Inclusive é pcssível
dependendo de sua sensibilidade e do bom ambiente que você
promove em sala de aula. que você seja capaz de perceber de­
terminados comportamentos, medos, dúvidas ou dons. que um
certo jovem tem e ninguém mais detectou. Isto ocorre em virtude
do poder, quebrantador e transformador, que a Palavra tem. Por
isso. todas as vezes que você estiver diante de seus educandos,
lembre-se: Você pode ser a única pessoa que os ouve e conhece
de verdade. Por isso. não perca a oportunidade de abençoá-los
e de sempre que possível, ministrar cura. amor e esperança em
suas vidas. Que suas aulas sejam momentos de descontração,
crescimento e alegria para seus alunos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie sua aula fazendo a seguinte indagação: O que é ser bem-


-sucedido? Dê exemplos de pessoas bem-sucedidas. (Se possível
escreva esta pergunta na lousa ou numa cartolina.) À medida
que eles forem respondendo vá coletando suas opiniões. Em
seguida faça uma nova pergunta: “0 que é ser avivadoT Após
este segundo momento de respostas, faça um confronto entre
os exemplos de pessoas bem-sucedidas e as características de
alguém avivado. Leve sua classe a perceber que a vontade de
Deus é que sejamos continuamente avivados e que isso implica
em sermos plenos em todas as áreas de nossas vidas. Se algum
educando definir alguém bem-sucedido com qualidades que
se contraponham ao Evangelho (por exemplo, como alguém
ganancioso, poderoso, egoisticamente feliz), demonstre que
esse tipo de vida não é própria de um cristão; esclareça-os
que as riquezas nào são pecado, a ganância sim.
TEXTO BÍBLICO

Miqueias 7-1-7 4 O m elhor deles é como um espinho;


1 Ai de mim! Porque estou como quando o m ais reto é pior do que o espinhal;
sào colhidas as frutas do verão, como veio o dia dos teus vigias, veio a tua
os rabiscos da vindima: não há cacho visitação: agora será a sua confusão
de uvas para comer, nem figos tem - 5 Não creiais no amigo, nem confieis no
poràos que a minha alma desejou.
vosso guia; daquela que repousa no
2 Pereceu o benigno da terra e não há teu seio guarda as portas da tua boca.
entre os homens um que seja reto todos
6 Porque o filho despreza o pai. a filha se
armam ciladas para sangue: caça cada
levanta contra sua mãe. a nora. contra
um a seu irmão com uma rede.
sua sogra, os inimigos do homem são
3 A s suas mãos fazem diligentemente
os da sua própria casa.
o m al: o principe inquire, e o ju iz se
apressa à recom pensa, e o grande 7 Eu. porém , esperarei no SENHOR;
fala da corrupção da sua alma. e assim esperei no Deus da minha salvação:
todos eles são perturbadores. o meu Deus me ouvirá.

0 profeta Miqueias. não era um simples religioso de sua época. Ele foi um
homem comprometido com a luta contra as desigualdades e abusos dos
poderosos sobre os m ais frágeis em sua comunidade. Para este profeta,
como deve ser para todos nós. era impossível defender um real avivamento
que. além de transformações espirituais, também não causasse mudanças
nos paradigm as sociais. A adoração naquela época - isto é. durante os
reinados de Jotão. Acaz e Ezequias (í 1) - ganhou nova centralidade Os
cultos foram reestabelecidos. sacrifícios passaram a ser cerimomalmente
apresentados, todavia, ainda havia corrupção e injustiça entre o povo (21.2).
Havia certo pessim ism o no coração de M iqueias com relação ao povo e o
seu relacionamento com Deus (1.9). Será que nossa geração está seguindo
esse mesmo cam inho? Vam os pensar a esse respeito na aula de hoje

I - MIQUEIAS E SUA DENÚNCIA m in isté rio U r 26.18.19). Tanto p e lo c o n ­


PROFÉTICA texto m a is a m p lo d a p ro fe cia d e M i­
1. O perfil de um adorador. A s in ­ q u e ia s. co m o p e la su c in ta c ita ç ã o d e
fo rm açõ e s b io g ráficas a respeito d este Je re m ia s, p o d e -se inferir q u e e le tinha
pro feta sã o m u ito e s c a s s a s . A lé m d e co m o tô n ica ce n tral d e se u m inistério o
se u p ró p rio texto, te m o s n a p ro fe cia d e sen vo lvim en to d e um a fé viva. a q u al
d e J e re m ia s u m re g istro so b re o se u d e v e ria rom per co m o m o d e lo vigente.

56 JOVENS
o n d e sa ce rd o te s e profetas re alizavam vivendo n aq u e le contexto (3.1-4). Revela
se u s m inistérios conform e o pagam ento ain d a o s efeito s im ediato s q u e so brevi­
q u e re ce b iam (M q 3.5.11). A c id a d e d e riam sobre àq u ela so cied ad e em virtude
o nde M iqueias é oriundo. M oresete. não d o co n ju n to d e o p re sso re s (3.12). e o s
possui su a identificação geográfica clara, e feito s a lo n g o prazo q u e repercutirão
m as p ro vavelm en te é u m povoado d a naquela sociedade, tanto as repreensões
zona rural próxim o a F ilistia Se levarm os (4 10 -12 ) co m o a s restau raçõ es (5.2-4). O
em co n ta e sta p o ssib ilid ad e . M iq u eias e sfo rço d o profeta e stá e m d e n u n cia r
se ria um hom em h u m ild e , do contexto a s c o n d u ta s p e c a m in o sa s q u e foram
ca m p e stre , q u e a n u n cia v a a v o n ta d e n o rm a liz a d a s e n tre o s filh o s d e Isra e l
d e D eu s na m esm a é p o ca do p alacian o (72). e propor um a m u d an ça ra d ica l d e
profeta Isa ia s (Is 6.1). com portam ento q u e e sp e lh e a natureza
2.0 contexto sócio-religioso da co­ g ra cio sa e ju sta do Senhor. Se g u n d o a
munidade de Miqueias. A s p alavras do p e rsp e ctiva d e fe n d id a p o r M iqueias. o
profeta são contra Jeru salém e Sam aria verd ad eiro avivam ento traz a p resença
(1.5). a p e sa r d o profeta co n c e n tra r-se d e Jeová para o m eio do seu povo. para
m ais na d e n ú n cia d a situ ação esp iritu al q u e e ste povo p o ssa re velar ao m undo
do R eino d o S u l (3.1). M esm o d ian te do a p re se n ça d e D e u s por m eio d e ato s
avivam ento experim entado pelo povo de d e ju s tiç a so cial.
D e u s d u rante o reinad o d e E ze q u ia s (2
C r 29-31). havia um conjunto d e pecados O Pense!
que sistem aticam ente d e sen vo lviam -se A mensagem de Deus precisa ser
n aq u e la co m u n id ad e: o s ricos estavam anunciada a todas as pessoas, em
p e rv e rs a m e n te e x p lo ra n d o o s m a is todos os contextos existentes.
p o b re s (6 .12 -15 ). O s p ro fetas não d e ­
n u n cia v a m a s m a z e la s so c ia is, an te s,
O Ponto Importante
Os verdadeiros servos de Deus
por suborno que recebiam , anunciavam
não são coniventes com as
um a falsa p az (3.5-12). H avia id o latria e práticas pecam inosas de sua
p ráticas re lig io sas reprovadas por D eu s sociedade, ainda que estas sejam
(5 .12 -15 ); o c e rim o n ia lis rro le g a lis t a com unitariam ente aceitas.
tam bém era um desafio a ser su p erad o
n a q u e la co m u n id a d e (6 .6 .7). Em m eio II - A ESSÊNCIA DA ADORAÇÃO
a todo e s s e contexto paradoxal (aviva­ SEGUNDO MIQUEIAS (6.8)
m ento X p ecam ino sid ad e. ju stiça divina 1. A adoração conduz a bondade.
X injustiça humana), o Senhor continuava É im p o ssív e l q u e a q u e le q u e co n h e ce
atra in d o e p a cie n te m e n te e sp e ra n d o a D e u s p e rm a n e ç a d e lib e ra d a n e n te
u m a m u d an ça d e co m p o rtam en to do n u m a vid a d e m ald ad e , p o is o pecad o
povo (6.8.9). n ã o o d o m in a m a is (Rm 6 .14 ). tendo
3. A profecia d e M iqueias A s palavrass id o a fa sta d o d e n ó s (S l 10 3 .12 ;. N ão
d e M iqueias são. literalm ente, revelação faze m o s b o a s o b ra s para se rm c s s a l­
à q u e la c o m u n id a d e . O profeta ‘tira o v o s. to d a v ia , u m a v e z ín tim o s do P ai.
v é u ' q u e te n ta e s c o n d e r a c o n d iç ã o in e v ita v e lm e n te e sp e lh a re m o s o se u
dep lo rável q u e o s m ais pobres estavam ca rá te r por m e io d a s b o a s a çõ e s q u e

JOVENS 57
realizarem o s (2 Ts 3.13). A cru e ld ad e não d e p lo rá v e l d o s c o n te m p o râ n e o s d e
p o d e se r um atrib u to d a q u e le s q u e se M iqueias (2.1; 3.9). U m a vida d e adoração
d e cla ra m ad o rad o re s d o Senhor. Jo ão to rn a -n o s ab so lu tam e n te co n scie n te s
d eixa isso b astan te cla ro em 3 Jo 11. S e d e n o ssa s finitudes. d ian te d a g ran d e ­
é para a g ló ria d e D e u s que re alizam o s za d o D e u s a q u e m a d o ra m o s so m o s
u m a d e te rm in ad a a çã o . esta não p o d e confrontados co m um a verd ad e eterna:
te r c o m o m e io a v io lê n c ia , o p re ssã o so m o s lim itad o s e fracos. D eu s é quem
ou m entira (C l 3.9). e se u fim não p o d e n o s fo rta le ce (2 C o 2.19; Is 4 0 .29 3 0 ; Ef
s e r a in v e ja , co m p e tiç ã o ou v a n g ló ria 6.10). A so berba d a g eração d e M iqueias
(Fp 2.3) S e d e fato ad o ram o s a D e u s. exp u nha o q u ão lo n g e d o Sen ho r e le s
a b o n d a d e é o fu n d am e n to d e n o ssa estavam : d e nad a serviam o s sacrifício s
v id a (C l 3 1 2 ; Rm 15.14). U m a v e z q u e a e ce rim o n ia is q u e faziam (6.6.7). A arro­
a d o ra ç ã o n o s ap ro x im a d e D e u s. e la g â n cia d e le s era um p re n ú n cio d e su a
tam b é m n o s a fasta d o m al e a tra i-n o s q u e d a im inente (Pv 16.18). A verdadeira
p ara o b em (Pv 14 22). ado ração co n d u z-n o s a m esm a postura
2. A ju s tiç a co m o fruto da ad o ração . d o p u b lic a n o d a c é le b re p aráb o la d e
M iqueias ch o co u-se com a cum plicidade Je su s (Lc 18 .10 -14). N ão existe adoração
e co m a in ju stiça q u e im peravam entre se m quebrantam ento.
a q u e le s q u e s e d e c la ra v a m po vo d e
D e u s (39). C o ntu d o , e le . co m o profeta O Pense!
do Senhor, proclamava em alto e bom N a h is t ó r ia do cristian ism o , em
som a ju stiç a (3.8). A q u e le que ado ra a nome de Deus, foram iniciadas
guerras, com eteram -se assas­
D e u s am a a ju s tiç a porque o Se n h o r a
sinatos, ju stifico u -se o uso da
am a tam b ém , a ssim co m o ao hom em violência. Para que nunca mais
ju sto (Sl 117:33-5:14 6 .8 ). A ju stiça é parte voltemos a estes tempos vergo­
integrante d a natureza d e Deus. por isso nhosos precisam os compreender
a su a o bservância ja m a is va contrariar o que a fé que tem os em C risto não
nos torna donos do mundo.
co ração d e Deus; assim sendo, cuidado,
não confunda ju stiça com leg alism o -fo r-
m alism o . N o sso crité rio de ju s tiç a não
O Ponto Importante
Infelizm ente em nossa sociedade,
é n o ssa co n stitu ição - esta é a b a se d e a hum ildade é um comporta­
m e d ia çã o d e n o ssa s re la ç õ e s c iv is mento raro. especialm ente entre
m as sim a Escritura. Enquanto a q u e le s aqueles que se dizem cristãos.
q u e não c o n h e c e m a D e u s a sso c ia m
o co n ce ito d e ju s tiç a a le is e p u niçõ es, III- DE FATO SOMOS ADORA­
n ó s d e ve m o s d e fen d e r um tipo d e ju s ­ DORES?
tiça q u e se alin h e m ais com o am o r e a 1. A Ig re ja e a ju s t iç a so c ia l. A Igreja
m isericó rd ia. d e Je su s Cristo não deve se e sq u e :e r de
3. Lo u var a D e u s to rna o n o sso c o ­ q u e p re cisa tam b ém so co rre r a ç u e le s
r a ç ã o h u m ild e . S e n tim e n to s c o m o q u e tém n e ce ssid a d e s. Em m om entos,
au to ssu ficiê n cia e exaltação ten d em a co m o o q u e estam o s enfrentando, em
se r próprios d a q u e le s q u e estão lo n g e que a desigualdade so cial é m anifestada
do am o r d e D eus. e e ssa era a situ ação nacionalm ente, devem os nos posicionar

58 JOVENS
n ã o a p e n a s fa la n d o d e J e s u s p a ra a q u e riam ju stific a r su a o p u lê n c ia co m o
n o ssa so cie d a d e , m as tam bém e ste n ­ d e riv a d a d a b ê n çã o d e D e u s (3.11). N a
d e n d o a s m ão s para q u e po ssam o s ver verdade e le s tinham muito em virtude da
m ais ju stiça so cia l d e acordo co m o que o p ressão e exploração d o s m ais frágeis.
D e u s p lanejo u . D esen vo lvam o s no ssa viva fé com o
2. So m o s c ristã o s o u co n su m id o re s um instrum ento d e adoração a Deus que
d e re lig io sid a d e ? O m arketing relig io so n o s to rn a m a is h u m a n o s, irm ã o s u n s
é um c a m p o e m a m p lo cre sc im e n to d o s outros, filh o s d e D e u s S e o Senhor
no m undo d o s n e g ó cio s. Infelizm ente. a b e n ç o a r-n o s co m riq u e zas, o fará por
para a lg u m a s ig re jas, d e se n vo lve r um a m eio d a ju stiça e d a verdade (Sl 112.1-10).
com unidade d e adoradores não é m ais o
foco; a sp ira-se um m ercado consum idor, O Pense!
por isso há todo um "portfólio" d e opções A Igreja não é o Estado e nem
cabe sê-lo: logo. o modo e a
para atrair novos "clientes". A Igreja não
finalidade pela qual a Igreja deve
pode se esq u ecer d e que o foco é Jesus. lu tar por um m undo m ais justo
C o m o ara u to s do Sen ho r, p re cisa m o s devem se r diferentes daqueles
p re g ara Palavra d e D eus com responsa­ utilizados pelo Estado. Enquanto
bilid ad e. Isto im p lica d iscip u lar pessoas, este toma suas medidas por força
da lei ou por interesse popuista.
e n sin á -la s a se relacionarem com Deus.
a aquela abraça a causa de Cristo
É preciso m ostrar que diferente do que o para si.
mundo tenta fazer em alguns ambientes
d e ad o ração q u e recorrem as regras de O Ponto Importante
m e rca d o p ara atra ir p e sso a s, a Ig re ja Nossa experiência de fé tem de
n ã o fo rm a c o n s u m id o re s e m b u s c a fato tornado-nos pessoas com
d e entretenim ento , e sim o velh as q u e valores e princípios diferentes
daqueles que estão estampados
o b e d e ce m a D eus.
no mundo, ou tudo o que vive­
3. O m a is im p o rta n te não é o q u e mos é uma adaptação religiosa da
tem os, m as o que som os. Os ricos opres­ lógica perversa e perniciosa do
sores do contexto histórico de M iqueias. mundo que nos cerca?

A Igreja não form a co n su m id o re s em b u sca


d e entretenim ento, e sim o ve lh as que
o b ed ecem a Deus.

JOVENS 59
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2
“M iq u eias p ro fetizo u no s d ia s d o s ‘ M iqueias expõ e o s fa lso s profetas
reis Jotão. Acaz e Ezequias em Judá (Mq p e lo q u e re a lm e n te são . A firm a q u e
l i ) e dos reis P ecaías. Peca e O seias em su a s v isõ e s serão tiradas. O s q u e . por
Israel (2 R s 15.23-30 ). e su a m ensagem d inheiro , d eram o rie n taçõ e s e rró n e as
era tanto para Ju d á quanto para Israel à s p e s s o a s se rã o a b a n d o n a d o s em
(Mq 1.1-9 ). E le p re d isse o cative iro do s u a s p ró p rias ilu s õ e s so m b ria s P e lo
povo do R eino d o S u l e do R e in o do fato d e e le s m esm o s estarem na noite
N orte. V iu a q u e d a d e S a m a ria p e la espiritual, não poderiam fazer predições
A ssiria e a q u e d a d e Je ru sa lé m p e la o u tornar a vo ntad e d e D eu s c o n h e c i­
B a b iló n ia . P e lo s re is q u e lh e foram d a. Em co n se q u ê n cia d isso , a s trevas
co n te m p o râ n e o s, o p e rio d o d e se u espirituais infestarão toda a n ação E las
m inistério profético pode ser e stab e le ­ cae m sobre todo hom em , ou g ru p o d e
cid o d e 752 a.C. a 69 7 a.C. Um d e talh e p e sso a s, que. por fins ig n ó b e is e e g o ­
muito significativo é que D eus escolheu ístas. fech am o s o lh o s à verd ad e. A gir
M iqueias para profetizar o lo ca l do nas­ irre sp o n save lm e n te co m a ju stiç a , faz
cim ento do M essias (Mq 5.2; Mt 21.5.6). o s ho m ens perderem todo o se n so de
A m e n sa g e m d e M iq u e ia s p o d e se r principio; 'direitos' e 'deveres' to m am -se
d ivid id a, fundam entalm ente, em d u a s m e ras p alavras (ver Mt 722.23 ; 1 Jo 1.7)
partes; na p rim eira, q u e co m p re en d e É m uito ruim e star so b 0 g o ve rn o d e
o s ca p ítu lo s d e 1 a 3. e le d e n u n cia o s lid e re s q u e não tem em a D e u s. m as
p e c a d o s d e S a m a ria e Je ru sa lé m , e è pior se r g u ia d o por fa lso s m e stre s.
a n u n cia a co n d e n a ç ã o vindoura; e na J e s u s fa lo u s o b re e le s q u a n d o s e
segunda, q u e vai do cap itulo 4 ao 7. e le referiu a c e g o s q u e g u iam c e g o s (Mt
traz um a m e n sa g e m d e co n so la çã o , 15.14) e m en cio n o u a n e c e ssid a d e d e
d e re d e n ção do povo ju d e u e d e p ro ­ a n d a rm o s na lu z p ara q u e n ã o s e ja ­
m essas d e b ênção s Outro destaque da m o s su rp re e n d id o s (Jo 12 .3 4 -3 6 ). S e
m e n sag e m d e M iq u e ias é q u e e le foi p o r um ganho m onetário ou p o r outro
usado por Deus tam bém para denunciar m o tivo v il. o s lid e re s d a ig re ja torcem
a o p re ssão e a s in ju stiça s so c ia is em 0 Evan g elh o , q u an d o a s p e sso a s lh e s
Israel, e sp e c ia lm e n te no s ca p ítu lo s 2 p e d e m co n selh o s, não tèm a respo sta
(v 1.2.8 9) e 3 <v 2 .3 11). m as tam bém no d o Senhor para dar E com o são densas
capitulo 6 (v. 8-12)* (COELHO. A; D A N IEL e s s a s trevas! (Mt 6 19 -2 3 : cf. Is 5 20.21)*
S. O s D oze P ro fetas M enores í.e d Rio (C o m en tário B ib lic o B e aco n . O seias a
d e Janeiro : C P A D . 20 12. pp 56.57) M alaq u ias V o l 5 le d . Rio d e Janeiro:
C P A D . 20 12. p. 180).

60 JOVENS
M i ESTANTE DO PROFESSOR
DfVOOONAl
u 6 íí a
R IC H A R D S. Law ren ce 0 . C o m e n tá rio D e v o cio n a l d a
B íb lia . í.e d Rio d e Janeiro: C PA D . 20 12.

CONCLUSÃO

Assim como na época de Miqueias necessitamos urgentemente de um avivamento.


Contudo, esse movimento não pode reduzir-se apenas a um conjunto de práticas
religiosas, antes deve contemplar a totalidade de nossos papéis e relacionamentos.
Deste modo. uma Igreja avivada segundo a vontade de Deus. imprescindivelmente
colaborará para uma sociedade melhor.

HORA DA REVISÃO

1. Q u a is o s p rin cip ais p ro b le m as q u e enfrentava a so cie d a d e d e M iq u e ias?


O s ric o s estavam p e rv e rsa m e n te e x p lo ran d o os m a is p o b res; o s pro fetas não
d enu nciavam a s m a ze la s so cia is, antes, por suborno q u e receb iam , an u n ciavam
um a falsa paz; havia ido latria e p ráticas relig io sas reprovadas por D eus; o ce rim o -
n ialism o le g alista tam bém era um d esafio a ser su p e rad o n aq u e la co m u n id ad e.
2. Por q u e o avivam ento q u e estava aco n te cen d o em Ju d á. se g u n d o M iqueias. não
era pleno'*
Porq ue não havia o b e m -e sta r so c ia l ju n to c o rr o b e m -e sta r e sp iritu al.
3. A presente a s trés ca ra cte ristica s q u e dem onstram o co ração d e um adorador.
B o ndade. Ju stiça e H u m ild ad e .
4. H o je. e x isle m d e sa fio s sim ila re s a o s q u e M iqueias enfrentou em n o ssa s co m u ­
n id a d e s? Q u ais?
Teo lo g ia da P ro sp erid ad e, triunfalism o . narcisism o.
5. 0 q u e d evem o s ofertar a D e u s co m o sin ó n im o d e n o ssa ad o ração a E le ?
Todo nosso ser. não sim p le sm e n te n o sso s bens

Anotações
27/11/2016

A A D 0 R A Ç A 0 INTEGRAL
ENSIN ADA POR JESUS

T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
'[...] a m á -lo de todo o co ração , SEGUNDA - L c 4.8
e de to d o o e n te n d im e n to , A d o r a r só a D e u s
e de to d a a a lm a . e de todas
T E R Ç A -M t 211
as fo rç a s e a m a r o p ró x im o
J e s u s fo i a d o ra d o d e s d e o s e u
co m o a si m e sm o é m a is do
n a s c im e n t o
q u e to d o s os h o lo c a u s to s e
s a c rifíc io s ." (M c 12.33) Q U A R T A -M t 15.9
A f a ls a a d o ra ç ã o
Q UINTA-Jo 1213
A d o r a ç ã o s e m p r o f u n d id a d e
SÍNTESE
SEXTA - Lc 16.13
J e s u s , e m s e u m in is t é r io ,
A d o r a ç ã o s e m m is t u r a
p r e o c u p o u -s e e m a p r e s e n t a r
SÁBADO - Mt 1A33
0 v e r d a d e ir o c a m in h o de
A d o ra ç ã o c o m o a to d e re c o n h e ­
a d o ra ç ã o a o P a i.
c im e n t o d a n a tu re z a d e J e s u s

62 JOVENS
OBJETIVOS

•APRESENTAR a adoração como uma ação integral


do ser humano.
•DISCUTIR a respeito do amor ao próximo como um
requisito da adoração.
•PROBLEM ATIZAR e contextualizar o conceito de
próximo na Igreja contemporânea.

INTERAÇÃO

Que tipo de preconceito você já enfrentou ou enfrenta ca­


rola) educadorla)? Por in c rív e l que possa parecer, faz parte
da adoração co n fro n tar as atitudes d isc rim in a tó ria s e de
hostilidade, tão com uns em nossa sociedade contemporânea.
Na preparação desta aula. pesquise e re flita a respeito dos
grupos de pessoas que m ais sofrem com o preconceito na
região onde você mora.
Com partilhe suas indagações e im pressões com seus educan-
dosfas); leve-os a refletirem também, a perceberem os preconceitos
que carregam, e o quanto estes são negativos e perigosos para
o desenvolvim ento de um a fé saudável. Este não deve ser um
momento de reforço das discriminações: de ironias ou piadinhas.
Faça deste instante um a ocasião de confissão, quebrantamento
e arrependim ento, individu ais e coletivos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Você vai p re cisar dos seguintes m ateriais: retângulos cons­


tando caracte rísticas ou grupos de pessoas d iscrim in ad o s
(a quantidade de retâng ulo s deve ser su ficie n te para cada
educando fic a r com cin co , as c a ra c te rís tic a s ou grupo s
podem se repetir). Sugestão de ca ra cte rística s ou grupos:
e x -p re sid iário s. m oradores de ruas. dependentes quím icos,
doentes m entais, etc.
Diga aos alu n o s que eles serão líd e re s de um grupo, cada
um será responsável por outras pessoas. Deixe os retângu­
lo s voltados para baixo de modo que não possam ver o que
está escrito. À m edida que eles forem escolhendo às cegas,
perceba as reações e p o ssível m al-estar. F in a lize a dinâm ica
fazendo um m om ento de reflexão, indagando-os como eles
se n tir-se -ia m se o preconceito fossem com eles; e se aquelas
pessoas começassem a v isita r a greja eles ap ro xim ar-se-iam
dessas pessoas?
TEXTO BÍBLICO

Lucas 10.25-35 quais o despojaram e. espancando-o.


25 E eis que se levantou um certo doutor se retiraram, deixando-o meio morto.
da lei. tentando-o e dizendo Mestre, 31 E. ocasionalmente, descia pelo mesmo
que farei para herdar a vida etem a? caminho certo sacerdote: e. vendo-o.
26 E ele lhe disse: Oue está escrito na passou de largo.
le i? Como lès? 32 E. de igual modo. também um levita
27 E. respondendo ele. disse: Am arás chegando àquele lugar e vendo-o.
ao Senhor, teu Deus. de todo o teu passou de largo.
coração, e de toda a tua alm a. e de 33 Mas um samaritano que ia de viagem
todas as tuas forças, e de todo o teu chegou ao pé dele e. vendo-o. mo­
entendimento e ao teu próximo como veu-se de intima compaixão.
a ti mesmo. 34 E. aproximando-se. atou-lhe as feridas,
28 E disse-lhe: Respondeste bem: faze aplicando-lhes azeite e vinho: e. pon­
isso e viverás. do-o sobre a sua cavalgadura, levou-o
29 Ele. porém, querendo justirtcar-se a para uma estalagem e cuidou dele:
si mesmo, disse a Jesus: E quem é o 35 E. partindo ao outro dia. tirou dois
meu próximo? dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e
30 E. respondendo Jesus, disse: Descia disse-lhe: Cuida dele. e tudo o que de
um homem de Jerusalém para Jericó. m ais gastares eu to pagarei, quando
e caiu nas màos dos salteadores, os voltar.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Jesus, através de sua vida. dem onstra que adorar a Deus é m uito m ais do
que cu m p rir exigências cerim oniais: lo u va r ao C ria d o r envolve a to tali­
dade de nosso ser todo nosso espírito, alm a e corpo. Logo. se é tudo 0 que
somos, a adoração está ligada também com nossos relacionam entos. Deste
modo. a m aneira pela qual nos relacionam os com as pessoas denuncia se
somos ou nào adoradores Partindo da célebre parábola de Jesus, em Lucas
10 . refletirem os nesta lição a respeito do caráter integral da verdadeira
adoração a Deus.

I - JESUS EXPLICA O QUE É ADO­ su sc ita d a p e lo e scrib a re fe ria -se a pro­


RAÇÃO blem ática da vida etem a e o recebim ento
1. A capciosa pergunta do doutor dad e s ta Je su s, num a estratégia d iscursiva
lei (Lc 10.25). M ais u m a vez. J e su s está tip ic a d o s sá b io s d a é p o ca , d e v o lv e a
à s v o lta s co m um a p e rg u n ta fe ita por p e rg u n ta c o m o u tra s d u a s: Q u e e stá
um d o s re lig io so s d a é p o ca. A q u e stão e scrito na le i? C o m o lè s ? A p esar d e não

M JO VEN S
responder diretam ente, as indagações de fala do escriba: t .J e o teu próximo com o
Je su s direcionam e restringem as opções a ti m esm o" ILv 19.18). O am or. que nos
q u e o d o u to r tem p ara ap re se n tar su a id e n tifica u n iv e rsa lm e n te u n s com o s
trép lica. O a c e ss o a v id a eterna e stava outros, é a ferram enta ca p a z d e revelar
intim am ente relacionado a duas questões a face d e D eus à hum anidade. Posso ver
m uito sé rias: tanto ã s ve rd ad e s e te rn as D e u s a travé s d e q u e m e stá próxim o a
já m a n ife sta s p o r D e u s e re g istra d a s mim; por m eio daqueles que. assim com o
n as Escritu ras, co m o tam bém ao m odo e u . são filhos, ad o rad o res e am ad o s do
p e lo q u a l a s p e sso as a interpretavam . É Pai. N ão devo divinizar nenhum a pessoa,
claro q u e a B íb lia é n o sso m anual sobre isto é ido latria, m as to das á s vezes q u e
a d o ra çã o e lo u vo r, to d avia, co rre m o s e u c o n c e d o à q u e le s q u e e stã o próxi­
sé rio s risco s d e n e g arm o s ao P ai. se a m o s a m im a d ig n id a d e inerente a e le s
le rm o s d e m an eira e rró n ea (Gn 12 6 ). esto u a m a n d o -o s e . per um a
2. “A m arás ao Senhor teu Deus" (v.27).in e vitáve l co n se q u ê n cia, o ferecen do a
Im ediatam ente o doutor da Lei responde D e u s a ve rd ad e ira ad o ra çã o q u e lh e é
a prim eira indagação d e Jesus. C ita com d e vid a U o is i-1 4 ) .
p e rfe ição o texto d e D euteronòm io 6.&
C o m o é p o ssiv e l re ce b e r a vida e tern a?
O Pense!
A m an d o , a d o ra n d o a D e u s co m tu d o Que chave de leitura temos
a q u ilo q u e te m o s e so m o s: c o ra ç ã o , utilizado para le ra B íb lia? Se
alm a. forças e entendim ento Percebe-se compreendermos as Escrituras
a ssim q u e a ad o ração não está re lacio ­ através do amor, m isericórdia e
graça, estaremos mais próximos
n ad a co m aq u ilo q u e recebem o s, m as
do Pai.
co m n o ssa p e rc e p ç ã o so b re q u e m é
D eu s. B asta q u e tenham o s um sim p le s
v islu m b re d a su a p e sso a (Êx 3 3 .18 -2 3 :2
O Ponto Importante
0 am ora Deus torna-se palpável
C o 12.1-10 ). e será o su ficiente para não quando nos dedicamos a cons­
d e se ja rm o s m a is nada. se n ão a p e n a s truir uma vida digna àqueles que.
um re lacio n am e n to intenso e g en u ín o em virtude da maldade e pecado,
co m Ele. A dorar é am ar ao próprio Deus. tiveram-na roubada (Mt 2534-qo)
e só co nsegue a m á -lo com o E le m erece
quem realm ente conhece-o. Tudo que há II - "MAS... E QUEM É MEU PRÓ­
em nó s foi d ivinam ente elabo rado para XIMO?"
lo u v ar ao A ltíssim o , por isso d e v e m o s 1. C o m o o do uto r d a Le i "lia" o m u n ­
ze lar por cad a área d e nosso ser. N osso do. O escrib a q u is ju stifica r-se (v.20); m as
am or d ever ser direcionado à pesso a d e d e scu lp a r-se d e q u è ? De. contraditoria­
D e u s e em virtud e d e quem E le é. m ente. afirm ar q u e am ava a D eus sem
2. Adorando a D eus por m eio do am oram ar a q u e le s q u e estavam ao seu lado.
ao próxim o. Um a vez q u e pouquíssim as Para aq u ele hom em era im possível am ar
p e sso a s terão o p riv ilé g io d e te r um a determ inadas pessoas ou grupos sociais:
e x p e riê n cia re velad o ra e direta co m a o s p u b lic a n o s tra id o re s, o s le p ro so s
d ivin d ad e , co m o poderem os a d o rá -lo ? im puros, a s m eretrizes p ro m íscu as, o s
A resp o sta p a re ce exp licita no fin al d a sa m a rita n o s e tn ic a m e n te re je ita d o s.

JOVENS 65
Indago u então o d o u to r ‘C u e m é m eu p reco n ceito s. Por outro lad o tem os um
próximo?* O term o grego para ‘ próximo" sam aritano. so cialm e n te rejeitado, m as
è Uteralm ente vizinho, m etaforicam ente, g racio sam en te aco lhedo r; etnicam ente
‘a q u e le q u e é o m a is intim o’ A o indagar odiado, entretanto o único que demonstra
so b re q u e m era se u próxim o, arro g an ­ amor. A quem o escrib a co m p arar-se -ia.
tem ente o e scrib a questio nava, ‘q u e m ao s do is prim eiros? S e fizesse isso Jesu s
é se m e lh an te a mim?*, postura an álo g a dem onstraria que não havia am or a Deus
ã d o Fariseu em L u ca s i 8.i l Para aq u e le n aq u e le hom em . O escrib a, num exercí­
hom em , a re lig io sid ad e o fazia superior, cio d e su p e ração d e se u s preconceitos,
e qualitativam ente diferente d e todas as teve d e co m p arar-se ao sam aritano. Por
d e m a is p e sso a s; d e ste m odo. a m a r a e sta p a rá b o la J e s u s d e m o n stra q u e o
qu em . se n ão ap e n a s a s i m e sm o ? próxim o, o intim o, é todo a q u e le q u e é
2. U m a p a rá b o la co m o re sp o sta. A care n te d e am or. a ssim co m o é aq u e le
fim d e e sc la re c e r o e scrib a , m a is um a q u e d e sin te re ssad am e n te am a
v e z. J e s u s n ão o fe re ce um a re sp o sta
direta, m as. por m eio d e um a parábo la, O Pense!
d e n u n cia a arrogância d aquele hom em . A fé que desenvolvemos a partir
de nosso encontro com Jesus tem
A p aráb o la do sam aritano . com o é tra­
nos tomado pessoas m ais amo­
d icio n a lm e n te n o m ead a esta im ag em rosas. m isericordiosas, capazes
b ib lica . é um d o s m a is b elo s textos d a de superar os preconceitos que
C scritu ra; le m b re m o -n o s. todavia, q u e a sociedade constituiu sobre nós?
s e u o b je tiv o c e n tra l é re sp o n d e r ao
q u estio n am en to : ‘Q u e m é m e u próxi­ O Ponto Importante
m o ?’ S e le varm o s em conta está q u e s­ Os judeus e os sam aritanos são
um exemplo típico do mal qte
tão p e rce b e re m o s que. dentre o s três
as divergências culturais poaem
p e rso n a g e n s se c u n d á rio s d o en red o : causar
o sa c e rd o te , o le v ita e o sam aritan o .
a a ju d a a o ho m em a ssa lta d o v e m d e III - SALVAÇÃO. AMOR E ADO­
q u e m o e scrib a ja m a is s e identificaria: RAÇÃO
o sam aritano . O s sam aritano s eram o s 1 .0 d e se n v o lv im e n to d e um a a d o ­
d e sce n d e n te s do R eino do N orte que. ração plena. 0 culto não pode ser nosso
co lo nizado s p ela A ssiria. desenvolveram ú n ic o m o m e n to d e a d o ra ç ã o . N ão é
u m a re lig io sid a d e m ista, co n sid e ra d a saudável que reduzam os nossa adoração
im pura e e sp ú ria p e lo s ju d e u s. Por isso. ap e n as a lo uvo res, p reg açõ es, o raçõ es
um ju d e u , particularm ente um e sp e c ia ­ e co n trib u içõ e s D e ve m o s ado rar co m
lista em co n h ecim e n to s d aTo rá. ja m a is tudo o q u e som os, em todo o tem po (Sl
co n sid e ra ria um sam aritan o d ig n o d e 32.6; E f 6.18). co m tudo o q u e tem os (At
am o r ou com paixão. 20.35; C l 3.22-25). Sem pre conscientes de
3. O a m o r s u p e ra o ó d io . D ia n te que é fraudulenta a adoração do coração
d a c e n a q u e J e s u s e lab o ra, o q u ad ro d a q u e le q u e afirm a am ar a D eus. m as
trad icio n al m uda; tem o s um sace rd o te tem a lg o contra se u irm ão (Mt 5.23.24).
e um le v ita , não m ise rico rd io so s, c e - 2. Ig re ja , a co lh im e n to e ad o ração .
rim o n ia lm e n te p u ro s, m as c h e io s d e O u e tip o d e p e sso a s a e sp iritu a lid a d e

66 JOVENS
q u e praticam o s tem d e se n v o lv id o ? In­
SUBSÍDIO
d ivíd u o s in se n síve is à dor do outro, que
em nom e de rituais e tradições observam “Q u e stõ e s q u e e x ig e m a te n çã o
d e m aneira Inerte m u ltid õ e s m orrendo 1. E sta h istó ria p e rte n ce , o rig in a l-
á m in g u a so b o d o m ín io d o p e c a d o , mente. ao contexto do diálogo d e Jesus
se m se q u e r e ste n d e r a m ão. O u n o ssa e o doutor da Lei a respeito do cam inho
fé. q u e é sim u ltaneam en te resu ltad o e para a v id a e te rn a e d o m andam ento
para a m a r? A o m issã o d e s s a h istó ria
c a u sa d e n o ssa ad o ração (Hb 11.1). tem
n o s o utro s E v a n g e lh o s (m e sm o q u e
cotidianam ente transform ado nosso ser.
e le s apresentem debates sem elhantes
quebrando nossa arrogância e exaltação
acerca d o m andam ento d e am ar) e a
(Pv 8.13). levando -n os a perceber àq u ele disparidade entre a pergunta d o doutor
que está a nossa volta não ap enas com o da L é ( Q ual. pois. d estes três te parece
um outro (Gr heteros). distante e diferente, que foi o próxim o daq uele q u e caiu nas
m as com o 0 próxim o (Gr. ptesion). intimo, m ãos d o s sa lte a d o re s?1) levo u m uitos
am igo m ais chegado que irm ão (Pv 18.24). a sep ararem a p aráb o la (vv. 3 0 -3 5 ou
3. Nós e os samaritanos. Q uem são 36) do se u contexto. 2. Q u e re le vân cia
o s sa m a rita n o s d e n o ssa s o c ie d a d e ? outras passagens sobre o m andam ento
N o ssa fé não é exclud ente. o Reino d e para am ar. e sp e cia lm e n te a co n ve rsa
D eus é inclusivo (Mt 9.10-13). O evangelho co m o e s c rib a em M ateu s 2 2.3 4 -4 0 ;
M arco s 12 .2 8 -3 4 (q u e é o m itid a por
do Sen h o r Je su s é a b o a-n o va d e D eus
Lucas) tem para a co m p reensão desta
para a hum anidade. E le é co nvid ativo ,
p aráb o la? 3. Será q u e e stam o s diante
aco lh e d o r. A ssim co m o Je su s, não te ­
d e um a 'história-exem plo', ou. m elhor,
nham os m edo d e aproxim arm o-nos das
diante de um a parábola indireta sim ples,
p e sso a s que n e ce ssita m d e D e u s (Fp o u d e u m a p a rá b o la in d ire ta d u p la
2.6 -9 ; H b 2.11). e. no c a so d a ú ltim a o p ção , q u a l é o
exem plo m etafórico ? 4 Existe alg u m a
O Pense! arm adilha na pergunta feita pelo doutor
Com o estão seus relacionam en­ a resp eito d a v id a e te rn a (v.25)? N ão
tos. dentro e fora da Igreja? estaria o fariseu m eram ente testando o
conhecim ento de Jesus para determ inar
O Ponto Importante a sua com petência tentando ap anhá-lo
A Igreje precisa ser o lugar daque­ em um a arm adilha?* (SN O D G R A SS. K
les que estão em processo de cura. C o m p re e n d e n d o to d as a s P a rá b o la s
através da adoração e do amor d e Je su s. 1 e d R io d e Jan eiro ; C P A D .
20 10 . p 477)

A ssim co m o Je su s, não
tenham os m edo d e
apro xim arm o -nos d a s p e sso as
q u e n ecessitam d e Deus.

JOVENS n
ESTANTE DO PROFESSOR

SN O D G R A SS, K C o m p re e n d e n d o to d as as P a rá b o la s
d e Je su s. í.e d Rio d e Janeiro: CPA D . 2010.

CONCLUSÃO

0 tipo de vida que Deus deseja que desenvolvam os está intim am ente ligada à vivência
do lo u vo r e da adoração; por isso vai m uito além da m era observação de tradições ou
ordenam entos hum anos. A dorar ao Pai sig n ifica am á-lo . e tal experiência som ente é
p o ssível quando nos perm itim os am ar e ser am ados pelas pessoas que estào à nossa
volta. V iva o m elhor de Deus para você: adore. am e. perdoe.

HORA DA REVISÃO

1. Q u ais asp e cto s d a fé e stão re lacio n ad o s n o sso a c e sso ao R eino seg u n d o Je su s


em L u ca s io ?
A s ve rd a d e s e te rn as jà m anifestas por D e u s e re g istrad as n as Escritu ras, co m o
tam bém ao m odo p e lo q u al a s p e sso a s interpretavam a m esm a.
2. Por q u e é im p o ssív e l adorar a D e u s sem am ar o m eu próxim o?
P o rq u e o am o r ao próxim o é um m an d am en to g é m e o ao am o r a D e u s. e por
co n se q u ê n cia à ado ração .
3. Por q u e havia todo e s s e d is:an ciam e n to entre ju d e u s e sam aritan o s?
Porq ue h isto ricam ente e le s eram d e sce n d e n te s do Reino do Norte q u e se m is­
turaram cu ltu ra l e esp iritu alm en te co m o s assírio s.
4 . Q uem são. na atu alid ad e , os ‘sam aritano s’ d o s q u a is p re cisam o s nos apro xim ar?
R esp o sta P esso al. (Sugestão: m o rado res d e rua. m ise ráve is, e x -p re sid iá rio s)
5. Q u e a çõ e s a Igreja p re cisa tom ar para v ive n cia r a p le n a ad o ração q u e Je su s tem
p rep arad o para e la ?
A través d e a çõ e s d e aco lhim ento e resp eito à s d ife re n ças

Anotações
A ADORAÇÃO S E M
CONHECIMENTO

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


"Jesus re s p o n d e u e d is s e - SE G U N D A -Jo 4.9
lhe: Se tu c o n h e c e ra s o dom 0 tra u m a s o c io c u ltu ra l
de D e u s e q u e m é o q u e te TERÇA - Jo 4.10
d iz: D á -m e de beber, tu lhe
A ig n o râ n cia da m u lh e r
p e d iria s , e ele te d a ria águ a
QUARTA - Rm 10.14
viva." (Jo z+.io)
A im p o ssib ilid ad e de u m a fé
genuína em virtu d e da ignorância
QUINTA - At 17.23
O s a te n ie n se s e o deus
SlNTESE
desconhecido
A d o ra r a D e u s é o m a is n o b re
SE X T A -J o 423
p r iv ilé g io q u e o Pai c o n c e d e -
A revelação da essên cia da
no s P o r isso . fa ç a -o co m todo
adoração
o ze lo . fe rv o r e e m p e n h o de
su a a lm a ; sab en d o q u e a d o ra r SÁBADO - Jo 4.42
a D e u s é c o n h e c ê -lo . A s co n se q u ê n cia s da verd ad e ira ,
adoração

JOVENS 69
OBJETIVOS

•IDENTIFICAR as câracterísticas de quem não adora


a Deus.
•ANALISAR o perfil do verdadeiro adorador.
•APONTAR as consequências da adoração para a vida
daquele que tem esta experiência

INTERAÇÃO

Carola) educadorla) cuidado para nào deixar sua aula cair no


erro da repetitividade. Nosso tema geral é "louvor e adoração",
todavia, esta temática possui vários desdobramentos, pode ser
analisada sob várias outras perspectivas além daquelas que
aqui abordamos. lem l>re-se. o espaço para desenvolvim ento
e escrita de cada lição é lim itado, mas sua criatividade e am or
pela educação e sp iritu al de seus jovens não. Faça as devidas
adaptações a sua realidade, dê ênfase ou insira outras questões,
conform e a necessidade de seus educandos.
Este conjunto de lições nào é uma ‘cam isa-de-força’ para tolher
seu m inistério, antes, é um m aterial didático, ou seja. é algo para
apoiar você; é um cam inho previam ente traçado, um a clareira
aberta na 'selva de discussõ es’ da sociedade a tu a l existente
exclusivam ente para a u x ilia r e abençoar sua tão nobre tarefa
de educar jovens para o futuro e bem -estar da Igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Você vai precisar de vendas para os olhos. O objetivo é subm e­


ter os educandos a um a situação de estranheza, assim como a
vivid a pela m ulher sam aritana no contexto a ser estudado na
lição de hoje. Selecione de dois a cinco educandos, vende-os
e peça para que eles sigam as instruções que serão dadas. A
intenção das instruçõ es que você dará é gerar estranheza ou
resistência nos alunos, para tanto use a criatividade: peça que
os vendados abracem alguém que está a sua frente; oriente-os
a dar seus calçados para alguém, sabendo que eles poderão ser
escondidos; so licite que eles escolham alguém para trocarem
de lugar com eles: peça que eles façam um bonito desenho, etc.
Ao final, reflita com seus alunos a respeito de como é d ifíc il
fazer algo quando nào se tem certeza do que deve ser feito
ou quando é algo relacionado a alguém que não se conhece
previam ente
TEXTO BÍBLICO

João 4.19-24 22 V ó s adorais o que não sabeis; nós


adoram os o que sabem os porque a
19 Disse-lhe a mulher; Senhor, vejo que és
salvação vem dos judeus
profeta.
23 Mas a hora vem. e agora é. em que os
20 Nossos pais adoraram neste monte, e
verdadeiros adoradores adorarão o Pai
vós dizeis que é em Jerusalém o lugar em espirito e em verdade, porque o
onde se deve adorar. Pai procura a tais que assim 0 adorem
21 D isse-lhe Jesus: Mulher, cré-m e que 24 Deus é Espirito, e importa que os que
a hora vem em que nem neste monte o adoram o adorem em espirito e em
nem em Jerusalém adorareis o Pai. verdade.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
O episódio da m ulher de Sam aria pode ser tomado como um a imagem da
condição espiritual de muitas pessoas na época de Jesus e ainda hoje há pessoas
que elegem lugares, outras pessoas e até elas mesmas como elementos dignos
de adoração A ignorância é um perigoso estado para aquele que busca a D e u s ^ J

I - O ESTADO D AQ U ELES QUE a ig n o râ n c ia e s p iritu a l c a u s a : d u re za


D E S E N V O L V E M UMA IN A D E ­ d e c o ra ç ã o (Is 4 6 .12; E z 2.4) N o te -s e
QUADA ADORAÇÃO a ssim q u e a falta d e um co n h ecim en to
1. A ignorância cega a razão e o verdadeiro d e D e u s pode. rapidam ente,
coração. S ic a r. c u ja lo c a liz a ç ã o exata transfo rm ar in d ifere n ça em co n iv ê n cia
é d e s c o n h e c id a , fic a v a n u m a re g iã o com o sofrim ento alheio. Q uem conhece
árid a. Ao m e io -d ia . horário d o enco ntro a D e u s não n e g a rá um c o p o d e á g u a
d a m u lh e r co m Je su s, o c lim a é e x te ­ fria a nenhum d o s filho s d E le (Mt 10.42).
nuante. O M estre ag u ard a se u s am ig o s 2.0 pragmatismo toma-se o objetivo
q u e foram à p ro cu ra d e alim e n tação ; o do culto. A ausência de um conhecim en­
p e d id o por á g u a - ain d a q u e e stranho to ve rd ad e iro sobre q u e m é D e u s e sua
e m n o sso s d ia s d e v io lê n c ia e in d iv i­ o b ra. co n d u z o s in d ivíd u o s a p erderem
d u a lism o - . e ra um a p rática co rriq u eira a p e rcep ção d e um a existência alé m do
naq uela épo ca A m ulher, fundam entada im ediatism o da vida. ou seja. de um prag­
e m s e u p re c o n c e ito , n e g a o p e d id o . m atism o ex iste n cial (Is 22.13; 1 C o 15 32).
C o m o a lg u é m , q u e in c lu s iv e afirm ará Para e stas p e sso as, aqui rep resentadas
q u e ado ra a D e u s (v.20). po deria se r tão p e la m u lh er d e S am aria. a so lu ç ã o d e
in s e n s ív e l à n e c e ss id a d e d o pró xim o ? se u s problem as m ais urgentes é a razão
E stá é a d e sp re zív e l co n se q u ê n cia q u e d e se r d e q u alq u er culto, louvor ou re la­

JOVENS 71
cionam ento com Deus. Na verdade, para fun d am ento s d a ad o ração é um a re la ­
e sse tipo de pessoa. D eus só ‘serve" para ção co n scie n te co m o Pai. um pro cesso
resolver os problem as do momento. Para g ra d u a l e e s p iritu a l d e co n h ecim e n to
a m ulher, a lg u é m q u e a au x ilia sse a ter em am o r (Jo 17 2 4 25).
ág u a co m fa cilid a d e (Jo 4 15 ). de m odo 2. Adorar em espirito e em verdade. A
q u e e la não n e ce ssitasse m ais exp o r-se vivência d a adoração não é alg o lim itado
co m o fazia todo m e io -d ia. seria alg u é m a um asp e cto físico - um d eterm inad o
digno d e ser. no m ínim o, seguido, quem lo c a l, p o r e x e m p lo - . m u ito m e n o s
sa b e até adorado. p o d e s e r fu n d a m e n ta d a so b re o p in i­
3. A normalização do pecado. Todos õ e s ou tra d içõ e s m iticas. A ve rd ad e ira
s o m o s p e c a d o re s , to d a v ia .u ta m o s ad o ração é ‘em espirito", ou seja. é um a
diariam ente para que o pecado não nos experiência que tem seu nascedouro no
d o m in e (Gn 4.7; Rm 3.23; 6.14). A q u e le s interior do hom em , q u e m obiliza partes
q u e não m antêm um re lacio n am e n to d o se r ho m em q u e foram c ria d a s por
p le n o e c o n s c ie n te co m D e u s. "do­ D eus para serem ca n a l de co m unicação
m esticam " o p e cad o e fazem d e le alg o entre o C riad o r e se u s fi.hos (Pv 20.27).
p ró p rio d e su a s v id a s. A q u e la m u lh e r A lê m d isso o lo u v o r a D e u s d e v e se r
já h avia m antido c in c o outros re la c io ­ "em verdade", isto é. por m eio d e um a
nam en to s. e ag o ra e sta v a num a sexta "revelação" - que é o significado im ediato
a v e n tu ra a m o ro sa ilic ita m e n te (v.18). d a p alavra g re g a ialetheia ) (2 C o 13.8).
M esm o a ssim , e la s e co n sid erava um a A v e rd ad e na vid a d e um ado rado r im ­
ad o rad o ra d e Jeo vá. p lica um a vid a entreg ue re alm e n te ao s
cu id a d o s d e D e u s. o n d e E le tem total
I I - A VERDADEIRA ADORAÇÃO com ando, e o nde é adorado não apenas
1. A adoração é algo consciente. Um no s m o m ento s d e co m unhão d o cu lto ,
d o s p rim e iro s fato s q u e d e n u n cia m a m a s tam b é m n o s m o m en to s d a v id a
fragilidade da fé da m ulher que conversa comum, como trabalho, estudos, familia
co m J e su s é su a in certeza sobre o n d e e d e m a is re lacio n am e n to s o n d e D e u s
a d o ra r (v.20). A p e rg u n ta so b re "onde tam b ém d e v e s e m anifestar.
adorar?", traz co n sig o im p lícita s o utras 3. Adoração como uma urgência.
q u e s tõ e s : "C o m o a d o ra r?" e "Q uem Je su s não m ed iu palavras e d isse à m u­
adorar?" P o d e -se a ssim co n clu ir q u e a lher que o tem po para a vivência d e um a
esp iritu alid ad e d aq u e la m ulher era alg o ve rd ad e ira a d o ra çã o já havia ch e g a d o
q u e refletia m uito m ais a reprodução d e (v.21). O e rro d a q u e la m ulh er, q u e é o
co m p o rtam e n to c u ltu ra l d o q u e u m a m e sm o d e m u itas p e sso as ain d a hoje.
a ç ã o co n scie n te . S o m e n te é p o s s ív e l foi im aginar q u e o louvor ao Pai era alg o
p restar o ve rd ad e iro lo u vo r a D eu s se. a p e n a s p ara um m o m ento e sp e c ific o
p e lo m e n o s, so u b e rm o s q u e m E le é. ou para um tem po futuro. N ão há m ais
Logo. a ad o ração não p o d e re su m ir-se tem po a perder, o desen vo lvim en to d e
a um s im p le s ê x ta se o u u m im p u lso um a v id a d e ad o ra çã o é a lg o urgente,
irra cio n a l e m b u sc a d o d e sco n h e cid o . um a viva n e ce ssid a d e da Igreja para o
A o ra ç ã o d e J e s u s e m Jo ã o 17 é um tem po q u e se ch am a hoje! Infelizm ente
m a ra v ilh o so e x e m p lo d e q u e um d o s em m uitas ig rejas o tem po da ado ração

n JOVENS
tem sid o co n su m id o por infindáveis, e m ulh er d e S ica r e Je su s foi in icialm e n te
m uitas vezes d isp ensáveis, avisos; já em tu rb u le n ta e c h e ia d e ra n co re s c u ltu ­
outras co m u nid ad es é a m á gerência do ra is (e la e ra sa m a rita n a . J e s u s ju d e u ;
tem po de acontecim ento do culto (atraso e la u m a m u lh e r d e v id a c o m p lic a d a .
para co m eçar, d em o rar para exe cu ção Je su s um santo hom em ). Contudo, após
dos louvores, hiatos d e continuidade) que o e s c la re c im e n t o so b re a p e s s o a e
atrapalham a adoração. C ad a instante de natureza d a m issão d e Je su s, a m u lh er
nossas vidas, especialm ente aqueles que não c o n s e g u iu c o n te r-se . e p e s s o a l­
d e d ica m o s a D e u s na ig re ja, p recisam m en te foi c o m p a rtilh a ra m a ra v ilh o sa
se r bem aproveitados. re ve lação a q u e teve a ce sso co m se u s
co n te rrân e o s.
III - OS EFEITOS DA VERDADEIRA 3. T o rn a r-s e in sp ira ç ã o p a ra a v id a
ADORAÇÃO d e o u tro s. N um m undo tão re p le to d e
1. C o m p re e n são d a ad o ração co m o exem p lo s negativos, d evem o s nos e m ­
com unhão com D eus. Antes d e assim ilar p e n h ar em te r um a vid a d e a d o ra çã o
o verdadeiro conceito de adoração, a m u­ ao Pai. e por m eio d esta, to rnarm o -n o s
lher estava preocupada com o protocolo exem plo para no ssa geração . A m ulh er
certo a se g u ir deveria adorar no Tem plo p ô d e o uvir, d o s h ab itan tes d e su a v ila .
em Jeru salém ou em Siquém . no m onte q u e a fé em Je su s q u e ela in icialm e n te
G erizim <v.20)? A pós a percepção d e que te s te m u n h a ra , t o rn a ra -s e u m a v iv a
Je su s não era um profeta qualquer (v.ig). c o n s c iê n c ia e s p iritu a l em c a d a p e s ­
m as o próprio u ng id o d e D eu s e n viad o so a d a q u e le v ila re jo . A a d o ra ç ã o não
a terra (v.26). a m u lh er q u e b ra todos o s n o s to rn a e s c a n d a lo s o s , d e m o d o a
protocolos cu ltu rais e so ciais, cham a os afastar p e sso a s d e Cristo; ao contrário,
h ab itan tes d a c id a d e a virem co n h ece r a fé no S a lv a d o r é a lg o tão p o d e ro so
a q u E le q u e o s ju d e u s, m as tam bém o s e tra n sfo rm a d o r d o c a rá te r d e u m a
sam aritan o s e sp e ram , o Cristo <v.29). p e sso a q u e e sta p a ss a a se r e x e m p lo
2 .0 d e se jo d e p a rtilh a r o c o n h e c i­ e in s p ira ç ã o a to d o s a q u e le s q u e o
m ento d e D eu s. A aproxim ação entre a c e rc a m (At 9 19 -2 1) .

N u m m undo tã o re p le to d e e x e m p lo s
n e g a tivo s, d e v e m o s n o s e m p e n h a r em
ter u m a v id a d e a d o ra ç ã o ao P a i. e por
m e io d e sta , to rn a rm o -n o s e x e m p lo
p a ra n o ssa g e ra çã o .

JOVENS 73
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

‘S a b e m o s m u ita c o isa a re sp e ito "Muitas vezes. João re g istra d e c la ­


d a m u lh er ju n to a o poço. N o oriente, a ra ç õ e s d e p re cia tiv a s, s a rc á s tic a s ou
hora d e pegar ág u a no poço era a o ca­ c é tic a s q u e a s p e sso a s fa ze m so b re
siã o em q u e a s m u lh e re s d e um a c o ­ Je s u s . Em Jo ã o 4 1 2 . p o r e x e m p lo , a
m unidade re u n ia m -se para conversar, m u lh e r sa m a rita n a p e rg u n ta ‘É s tu
enquanto se dirigiam ao poço. voltavam m a io r do q u e Ja có . o n o sso p a i.q u e
d e le . ou esp eravam a retirada d e cada n o s deu o p o ço . b e b e n d o e le próprio
ja rro d e ág u a. M as a m u lh er d e n o ssa d e le . e o s se u s filho s, e o s e u g ad o ?'
h istó ria vem so zin h a. Evid entem ente, E ssa s afirm ações, com o m eio d e ironia,
a lg u m a c o is a a se p a ro u d a s o u tra s sâ o v e rd a d e s o u m a is re le v a n te s do
m u lh e re s d a c id a d e , e fe z d e la um a q u e o o ra d o r p e rc e b e no m o m e n to
pesso a so cialm e n te proscrita. E sa b e ­ e m q u e o profere. C o n tu d o , o le ito r
m o s m ais. N e n h u m a m u lh e r n aq u e la d o E v a n g e lh o , te n d o a e s s a a ltu ra ,
c u ltu ra fa la ria c o m u m ho m em se m p e lo m eno s, a lg u m a n o ção d e q u e m
q u e se u m a rid o e s tiv e s s e p re se n te . è J e s u s , p e rc e b e q u e a a firm a ç ã o é
J e s u s tam b é m s a b ia d is s o , p o r isso v e rd a d e e p o d e sa n c io n á -la . N o ca so
se u p e d id o v a i c h a m a r te u m a rid o ’ d a p a ss a g e m 4 1 2 . J e s u s , d e fato. é
(4 16 ) tin h a a in te n ç ã o d e confro nto . m a io r q u e Jacó . I...I Em Jo ão 4. Je su s,
M as não h á in d ic a ç õ e s c u ltu ra is para n o d iá lo g o ço m a m u lh e r sam aritan a,
o fato d e q u e e la tiv e s s e tid o c in c o fa z u m a d e c la r a ç ã o a re s p e ito d a
m a rid o s e a g o ra e s tiv e s s e v iv e n d o n atu re za d e D eu s. 'D e u s é E sp irito , e
co m outro, se m e sta r c a sa d a . A ssim im p o rta q u e o s q u e o a d o ra m o a d o ­
e s te n d e m o s s u a s u rp re s a q u a n d o re m e m e sp irito e e m v e rd a d e ’ (v 24)
E le . ho m em ju d e u , é c o n d e sce n d e n ­ Em b o ra nenhum d e s s e s d o is u so s da
te e m fa la r c o m u m a sa m a rita n a - E p a la v ra ‘e sp irito ’ a lu d a m d ire tam e n te
o s d is c ip u lo s fic a ra m su rp re so s por a o E sp irito San to , a n o çã o d e q u e a
e n c o n t r ã -lo d ia lo g a n d o c o m u m a a d o ra çã o d e v e a co n te ce r em esp irito
m u lh e r so z in h a . I...I M u ita s p e s s o a s e v e rd a d e p re ssu p õ e a a tiv id a d e do
e v ita d a s por o u tra s e stã o e sp e ran d o E sp irito d a v e rd a d e q u e le v a o cre n te
q u e n o s a p ro x im e m o s d e la s . C o m o à v e rd a d e ira a d o ra ç ã o ’ (Z U C K . Roy.
J e s u s , n ó s p o d e m o s re c o n h e c e r o Teologia do Novo Testamento. i.e d
p e c a d o no s o utro s, se m a c u sa r nem Rio d e Janeiro: CPAD. 2008. p p .19 0 .221)
c o n d e n a r' (R IC H A R D S . L a w re n ce O.
Comentário Histórico-Cultural do
Novo Testamento 3 e d . Rio d e Janeiro:
C P A D . 20 0 8 . p. 206).

U JOVENS
ic u
ESTANTE DO PROFESSOR

ZU C K . Roy B T e o lo g ia do N ovo T e stam e n to i.e d Rio


1
■”A de Janeiro: C PA D . 2008.

CONCLUSÃO

A ssim com o a m u lh er em Sem aria teve sua h istó ria revolucionada, que nosso encon­
tro com Jesus transfo rm e tudo em nós: que nosso testem unho seja para ed ifcação
daqueles que estão à nossa volta, que sejam os lib erto s de todos os nossos pecados,
até daqueles que estão no n a is profundo de nossas alm as. M as. acim a de tudo. que
sejam os p artícip es da com unidade dos verdadeiros adorares do Pai.

HORA DA REVISÃO

1. A p re se n te a s p rin cip ais ca ra cte ristica s d a q u e le s q u e ain d a não adoram , verda­


d eiram en te. ao Pai.
P o ssu em o co ração e a m ente ce g o s, o cu lto tem co m o o b jetivo a obtenção d e
resu ltad o s; ve e m o p e cad o co m o a lg o norm al.
2.0 q u e sig n ifica d ize r q u e n o ssa ad o ração a D e u s p re cisa se r co n scie n te ?
O u e so m en te p o d e m o s adorar a D e u s se d e fato co n h e ce rm o -lo . num a exp eri­
ê n cia p e sso a l e e sp iritu a l
3. Q u ais a s p rin cip ais co n se q u ê n cia s d e um a v id a d e a d o ra çã o ?
U m a vid a d e co m u n h ão com D eu s. d e se jo d e co m u n ica r o am o r d e D eus, tor­
n a r-se in sp iração para outras p esso as.
4. É p o ssiv e l ad o rar a D e u s se m re co n h e ce r q u e m E le ê ? Ju stifiq u e su a resposta.
N ão R esp o sta P e sso a l (Sugestão A lg u é m q u e igno ra q u em é o Sen h o r corre o
risco d e ado rar p e sso a s ou seres, to rn an d o -se a ssim um idólatra.)
5. U m ve rd ad e iro ad o rad o r pode se r tão e g o ista a ponto d e não d e se ja r p a rtlh a r o
E va n g e lh o ? Ju stifiq u e sua resposta.
N ão R esp o sta p e s s o a l (Sugestão P o is o am o r d e D e u s transbo rda em no sso s
c o ra ç õ e s a ponto d e se r im p o ssív e l, se há d e fato ad o ra çã o e co m unh ão , não
p artilh ar o am o r d e Deus.)

Anotações
11 /12/2016

A FORM A DO CULTO

TEXTO DO DIA AGENDA DE LEITURA


"R o g o -vo s. p o is. irm ã o s, pela SEGUNDA - 1 Co 1134
c o m p a ix ã o de D eus. que A n e c e s s id a d e de o rd e m no
a p re s e n te is o v o sso corpo em c u lto
s a c r if íc io vivo . sa n to e a g ra ­
d á v e l a D eus. q u e é o v o sso TERÇA - 1 Tm 28
c u lto ra c io n a l (Rm 1 2 l) A o ra çã o e o c u lto a D e u s
QUARTA - Ef 5.19
0 lo u v o r co m o p a rte de nosso
c u lto
QUINTA-CL 3.16
SÍNTESE
A p re g ação da p a la v ra com o
D e u s c r io u to d a s as c o isa s u m m o m e n to do c u lto
o rd e n a d a m e n te . N ada v e io
SEXTA - 2 Co 9.13
do caos. tu d o q u e ex iste
A a d m in is t ra ç ã o de o fe rta s no
te m u m a ra zã o de ser; a s s im
c u lto
ta m b é m no c u lto ao S e n h o r
n e c e s s ita m o s de p rin c íp io s S Á B A D O -C L 218 *
b á s ic o s de o rg a n iza çã o C u id a d o co m os fa ls o s c u l t o s ^

TB JOVENS
OBJETIVOS

•DEFINIR e problematizar o conceito de liturgia.


•ANALISAR o problema envolvendo a liturgia entre os
coríntios.
•APRESENTAR os desafios envolvendo a liturgia na
Igreja atuaL

INTERAÇÃO

Carola) educador(al o tema da lição de hoje requer m uita atenção


devido algum as características especificas: 1) Cuidado para não
transform ar sua aula num a discussão m uito técnica, desinte­
ressante e longe da realidade de seus alunos: 2) Evite expor
publicam ente qualquer liderança de sua igreja lo c a l ressalte
sempre aos educandos que os furdam entos de nossa discussão
são gerais e impessoais; 3) Incentive a participação de seus alunos
de modo positivo, solicitando-os a sugestão de ações que podem
tom ar a litu rg ia de sua igreja algo m ais dinâm ico e próxim o à
realidade da com unidade. As sugestões organizadas podem,
por exem plo, ser im plem entadas inicialm ente nos cultos ou
atividades realizadas sobre a liderança dos jovens Que ao final
de sua aula. os corações de seus educandos estejam voltados
a desenvolver estratégias para abençoar efetivamente a igreja
lo ca l superando todo tipo de exageros ou desregramentos.

O R IE N T A Ç Ã O P E D A G Ó G IC A

Você vai p recisar de um aparelho de reprodução de vídeos;


seleção de vídeos. Apresente aos seus alunos fragm entos de
videos nos quais ocorram procedim entos louváveis ou repro­
váveis para que depois eles possam apontar quais os erros e
acertos de cada vídeo (diante da impossibilidade de apresentação
dos vídeos, que em últim o caso podem ser apresentados no
próprio ce lu lar do educador, crie algum as situações através
das quais os alunos possam fazer a análise sugerida). Ao final
da discussão, promova um momento de reflexão a respeito da
necessidade de organização do culto a Deus para que se evite
exageros ou distorções.
TEXTO BÍBLICO

l Corintios 14-26-33 29 E falem do is ou trés profetas, e os


26 Que fareis, pois, irmãos? Quando vos outros julguem
ajuntais, cada um de vós tem salmo, 30 Mas. se a outro, que estiver assentado,
tem doutrina tem revelação, tem lingua. for revelada algum a coisa, cale -se o
tem interpretação. Faça-se tudo para primeiro.
edificação. 31 Porque todos podereis profetizar, uns
27 E. se alguém falar lingua estranha, depo is dos outros, para que todos
fa ç a -s e isso por d o is ou. quando aprendam e todos sejam consolados.
m uito. três. e por su a vez. e haja 32 E os espíritos dos profetas estão su­
intérprete. jeito s aos profetas.
28 Mas. se não houver intérprete, esteja 33 Porque Deus não é Deus de confusão,
calado na igreja e fale consigo mesmo senão de paz. como em todas as igrejas
e com Deus. dos santos.

COMENTÁRIO

r INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudarem os questões como: existe um a liturgia id e al? L itu r­
gia. form alism o e fanatism o; culto à form a X culto a Deus Estudarem os
a respeito da natureza, necessidade e lógica da litu rg ia, com preendida
com o conjunto de procedim entos públicos que orientam o culto a Deus A

I - LITURGIA sau d áve l. Em o Novo Testam ento textos


1 .0 q u e é litu rg ia ? O term o “liturgia"c o m o 2 C o rin tio s 9 .12: F ilip e n s e s 2.17
é d e riv ad o d e um vo cá b u lo do m undo e H e b re u s 8 .6 . u tiliza m o term o q u e é
p o lític o d a G ré cia A ntiga, q u e foi inco r­ trad u zid o , re sp e ctivam e n te . co m o a d ­
p o rad o ao contexto religioso. D e fin ia-se m inistração. serviço, m inistério P o d e -se
com o leiturgia o trabalho que um cidadão assim notar que a liturgia não tem um fim
exercia em beneficio d a coletividade. Tal em s i m e sm a, m as tem co m o o b jetivo
atrib u içã o não e ra p e rce b id a co m o um co n trib u ir para q u e c a d a e le m e n to do
e n c a rg o , m a s co m u m a honra. A ç õ e s c u lto cu m p ra se u p a p e l p rin cip a l, q u e
co m o se rv iço m ilitar, re sp o n sab ilid ad e é co la b o ra r na ado ração .
em carg o s políticos, construção d e bens 2. Quem precisa de liturgia? S e
p ú b lico s, todos eram co n ce b id o s co m o v ive m o s em co m u n id ad e é natural q u e
leiturgia. Q uan do introduzida no cam p o e m d e te rm in a d o m o m ento su rja m as
re lig io so a p a la v ra p a sso u a d e sig n a r d iv e rg ê n cias. E la s não são n e ce ssa ria ­
a o rg a n iza çã o d o s e le m e n to s c ú ltic o s m ente fruto do p e cad o ou d a influência
c o m a fin a lid a d e d e p re star a d o ra çã o d e Satanás, m as produto d e no ssas sin ­
e lo u v o r a D e u s d e fo rm a c o le tiv a e gularidades. Essa natureza m ultifacetada

78 JOVENS
d a h u m an id ad e rep ercu te no co rp o d e um reduto d e p e cad o s - a p e sa r d e le s
C risto , a ssim co m o no s m inistério s q u e existirem (1 C o 5.1.2; 8.12) - . m as. ao co n ­
exercem os nele (Ef 4 11: Rm 12.6-8). Diante trário. a g ra ça d e D eu s fora derram ada
d e ssa co n d ição própria d a hum anidade, a li d e m odo e sp e cia l (2 C o 7 4 : 8.7:3.8,14).
o d e se n vo lvim e n to d e um co njunto d e A q u ela igreja transbordava em bênçãos
p rin cíp io s para a organização do cu lto é d e D e u s (1 C o 1.7). e s s e ta lv e z fo sse o
ab so lutam en te necessário . Se m um or­ ‘bom problem a" em Corinto: havia tantos
denam ento m ínim o qualquer organização d o n s. b ê n ção s, m ila g re s e m inistério s,
hum ana to m a -s e caó tica, até m e sm o a q u e se in icio u a li um ch o q u e d e a tu a ­
ad o ração a D e u s D este m odo. por m e ­ ç õ e s e se rviço s; enquanto a lg u n s eram
lh o re s q u e se ja m o s o u m ais e sp iritu ais a b e n ç o a d o s, o u tro s e ram a trib u la d o s
q u e n o s ach e m o s, todos necessitam o s (1 C o 1417). Fo i a lg o tão sé rio q u e a c o ­
d e lim ite s e sin a is q u e no s apontem até m u n id ad e ch e g o u a p artid arizar-se em
o n d e p o d e m o s ir. torno d e a lg u m a s lid e ra n ç a s - as q u a is
3. Q u a is o s fu n d a m e n to s d e u m a p o r su a v e z p o ssu ía m c a ra c te ris tic a s
litu rg ia O prim eiro fundamento da liturgia m in iste ria is e c a ris m á tic a s d ife re n te s
é o lo u vo r a D eus. Tudo o que aco n te ce (1 C o 3 .1-6 ). D ian te d e s s e a b e n ço ad o ,
no cu lto d e v e exaltar e bendizer ao Pai. m as pro blem ático , e xce sso d e dádivas,
lo g o . se a lg o é realizad o sem ta l fin ali­ o q u e faze r?
d a d e d e v e se r su p rim id o da d e v o çã o 2. A a d o ç ã o d e u m a litu rg ia p a ra
coletiva. A segunda razão d e ser da edificação co letiva. Havia muitos talentos
liturgia é a co letivid ad e, isto é . tudo que entre o s co rin tio s (1 C o 14 26). Per isso.
en vo lve o p ro ce sso d e o rg anização do para o d e se n v o lv im e n to e sp iritu a l d e
cu lto d e v e v isar o bem com um , ja m a is todos, era n e ce ssário a ad o çã o de um
o in teresse ind ivid u al. Por isso. go sto s e plano litú rg ico para q u e a s ce le b raçõ e s
p re fe rê n cias p articu la re s p recisam ser em Corinto fossem edificantes para todos
d e ixad o s d e lado. O cu lto é o rganizado Logo. deveria haver espaço para tudo. do
para g ló ria d e D e u s e a le g ria d e todos louvor ao falar em línguas, passando pela
o s ad o rad o re s (Sl 32.11; 68.3). O terceiro profecia e pelo discernim ento d e espirito.
e le m e n to d a litu rg ia é a o rganização; a U m co n c e ito ch a v e , en tretanto , e ra a
a p lic a ç ã o d a liturgia d e ve perm itir q u e ordem , d e m o do q u e ca d a um . a partir
p a rtic ip a ç ã o no c u lto se ja in te lig ív e l d e seu próprio relacionam ento com Deus
a todos. N ão há nad a in d isc e rn iv e l ou e no desenvolvim ento d e su a adoração,
m isterioso no culto; tudo 0 que acontece deviam colaborar, individualm ente, para
d e ve prom over um a ado ração ra cio n a l o estabelecim ento d e um bom am oiente
d e lo u vo r a D eus. A d e sc u lp a d e q u e o
II - O PROBLEMA DO CULTO EM m om ento d a ad o ração n o s co n cu z ao
CORINTO d e sco n tro le é inválida.
1. C o rinto , u m a ig re ja d e e x ce sso s. 2. 0 p rin c ip io d o a m o r n a e stru tu ­
A ig re ja em Co rinto e sp e lh ava a co m u ­ ra çã o d a litu rg ia . P au lo d eixa bastante
nid ad e na q u al estava inserida: ch e ia d e claro q u e todas a s regras com unitárias,
exageros e im oderação ( 1 C 0 4 8 ; s 6 ) Não o p e r a ç õ e s s o b r e n a t u r a is , n o rm a s
q u e a q u e la co m u n id ad e fosse ap e n as c o le tiv a s e m a n ife sta ç õ e s e sp iritu a is

JOVENS l i
p re c is a m s e r m e d ia d a s p e lo a m o r (1 é natural q u e em n o ssa s co m u n id ad e s
C o 12.3 1). N a d a d e v e s e r feito p o r re - a lg o tam bém s e altere, se m contudo, a
van ch ism o . sen tim en to d e h u m ilh ação e ssê n c ia se r perdida.
d o próxim o, ou n a rcisism o (1 C o 14 36). 2. F o rm a lism o . F o rm a lism o é um a
C a d a c ristã o d a q u e la c o m u n id a d e ti­ o b se rv â n cia e strita a re g ras e form as,
n h a o p riv ilé g io d e e x e rce r s e u s d o n s e isso e m a lg u m a s ig re ja s ve m se tor­
e m in isté rio s, d e s d e q u e le v a s s e em n a n d o u m p ro b le m a no m o m ento do
conta q u e a existência d e sse s era para a cu lto . Em a lg u n s lu g are s, o culto é táo
g ló ria d e D eu s e se rv iço à co m unidade m e câ n ic o q u e su a p re v isib ilid a d e e n ­
S e m a d e v id a c o n c ilia ç ã o entre d o n s / g e ssa a adoração. Em outros casos, um a
m in isté rio s e am or. a b ê n ção d e D e u s pessoa pode até nào andar realm ente de
p o d e to rn a r-se in v á lid a (1 C o 1 4 1 9 23) acordo com o s padrões d e D eus. m as se
N ão e x iste c u lto se m a m a n ife sta çã o e la se g u ir o fo rm alism o do culto, pode
d e D e u s . a s o p e r a ç õ e s e s p ir it u a is até m inistrar a ad o ração . Isso é errado!
se m a m e d ia ç ã o d o am o r to rn a m -se P o is. o s ad o ra d o re s v e rd a d e iro s m ais
p u ro e x ib ic io n ism o e e sp e tá c u lo q u e d o q u e s e g u ir re g ra s , se g u e m u m a
so m en te atrap alh am o culto e afastam vid a d e o b e d iê n cia a D eus. N ão existe
a g ló ria d e D e u s. fervor n as o raçõ e s, q u e já se tornaram
v ã s rep etiçõ es. A form a co m o o cu lto é
III - LITURGIA. FORMALISMO E a p re se n ta d o é m uito m a is im portante
EXIBICIONISMO q u e o D e u s q u e se p retend e adorar. Ir
1 . 0 c u lto a D e u s X o cu lto ao cu lto . ã ig reja to rn o u -se um a tradição.
A h istó ria é d in â m ic a , a ssim co m o o 3. 0 p e rig o d a fa lta d e ordem . S e ­
d e s e n v o lv im e n to d o povo d e D e u s. m elhante a co m unidade em Corinto, em
D u ran te o c u rso d o d e se n v o lv im e n to várias igrejas a abundância d e dons. que
do p lan o d ivin o so b re a te ra . o Sen ho r d e ve ria se r um sin a l d e b ên ção , tem se
vem s e u tilizan d o d e d ive rsas e straté ­ tornado m otivo d e tribulação Em alguns
g ia s para au x iliar o se u povo no louvor: lugares há tanto louvor que não é possível
orientou a co nstrução do Tcb ernáculo e ter p re g ação d a P a la v ra já em alg u m as
do Tem plo. Exigiu sacrifício s d e an im ais c o m u n id a d e s o m o m e n to d a o fe rta
e ag o ra p e d e sa c rifíc io s de lo u vo r (Hb to rn o u -se o centro d o cu lto , o cup ando
13.15). S e co m Israe l e a Igreja Prim itiva a m aio r parte d o tem po C o m o faz falta
a s form as d e cu ltu a r a D eus m udaram um a boa e genuína liturgia nestes lugares.

Não existe culto sem a manifestação


d e D eus. a s o p e ra çõ e s e sp iritu a is se m
a m e d ia çã o d o am o r to m a m -se puro
e x b ic io n ism o e e sp e tá c u lo q u e
so m en te a tra p a lh a m o c u lto e afastam
a g ló ria d e D eus.

••JOVENS
SUBSÍDIO 1 SUBSÍDIO 2

"O fo rm a lism o c a n s a a D e u s "O espirito do profeta e o Espirito do


O c u lto le v itic o fora in stitu íd o , a Senhor. Precisam os fazer a nossa parte,
fim d e q u e Isra e l a d o ra sse a D e u s d e a fim d e q u e o E sp irito re alize a d E le
form a ve rd ad e ira e am o ro sa (Lv 20.7). t isso esta relacio n ad o co m a liturgia,
O s s e u s v á rio s s a c rifíc io s o fe re n d as conjunto dos elem entos que com põem
e o b la ç õ e s d e v e ria m s e r su b e n te n ­ o culto cristão (At 2 4 2 -4 7 :1 C o 14 26 -4 0 :
d id o s co m o fig u ras d o s b ens futuros C l 3.16). Em bo ra se ja p o ssív e l liturgia
(H b 10 .11). In fe lizm e n te . c s isra e lita s sem culto, não há cu lto se m liturgia (Is
p assaram , co m o deco rrer d o tem po, 1 .1 1 -I7 :2 9 13 : Mt 1 5 .7- 9 : 1 C o 11.17-22) A
a adorar a própria adoração. Acabaram p arte litú rg ica co m p re e n d e d iv e rsa s
por co n sid erar o culto superior ao c u l­ partes do culto: o ração (At 12.12; 16.16);
tuado. E isso tro uxe-lhes consideráveis câ n tic o s (1 C o 14.26. C l 3.16); leitura e
p reju ízo s. H aja vista o q u e aco n te ce u exposição da Palavra d e D eus (Rm 10.17:
à se rp e n te d e b ro nze (Nm 2 18 ; 2 Rs H b 13.7); ofertas (I C o 16.1.2); m anifes­
18.4) N a v id a d o s ju d e u s, cu m p rira -se taçõ e s e o p e raçõ e s d o Espirito Santo
o q u e . c e rta fe ita , a firm o u C h a rle s (I C o 14.26-32); e b ê n ção ap o stó lica (2
M o ntesquieu: A m aio r o fensa q u e se C o 13.13; N m 6.23-27). Tom ando com o
p o d e fa ze r a o s h o m e n s è to ca r n a s b ase o livro d e Atos d o s Apóstolos e as
su a s ce rim ó n ia s e n o s se u s u so s’. D e E p isto las (At 2.1-4; Ef 5 19 ; C l 316 ). v e ja ­
ta l m a n e ira o fo rm a lism o co n ta g io u m o s co m o era o culto, no s tem pos do
o s ju d e u s que. no tem po de Jerem ias, Novo Testamento. A prom essa da efusão
p assaram e le s a co n sid e rar o Tem p lo do Espirito (Jl 2.28) cu m p riu -se no dia
do Sen ho r co m o m ais im portante q u e d e P entecostes (At 2.16-18). quando os
o Se n h o r d o T e m p lo (Jr 7.4).A ch a v a m que estavam reunidos foram 'cheios do
que. apesar d e su as iniquidades, o s s a ­ Espirito Santo e co m eçaram a falar em
crifício s e oblações, que pensavam eles outras línguas, conforme o Espírito Santo
e n d e re ça r ao A ltíssim o , s e r-lh e s -ia m lh es co n ce d ia q u e falassem ' (At 2.1-4)
m ais do q u e suficientes para to rn á-lo s Essa experiência pentecostal repetiu-se
a c e itá v e is d ia n te d e D e u s (Jr 3 .1-15 ). em outras ocasiões: At 8 14 -20 ; At 917; At
C o m o estavam e n g an ad o s! L I A ssim 10.44-48; At 19.1-7" (GILBERTO . Antonio.
é o cristia n ism o n o m in al’ (AN D RA D E. Teologia Sistem ática PentecostaL i.e d
Claudio no r. d e Fundam ento s B íb lic o s Rio d e Janeiro CPA D . 2008.. p. 208).
d e um A utêntico A vivam ento í.e d Rio
d e Jan eiro : C P A D . 200 4 p 128).

JOVENS 81
. '
t
\ Co—itfo
H . .» C ** ESTANTE DO PROFESSOR
50 Novo .
R ICH A R D S. Law ren ce 0 . C o m e n tário H istó ric o -
C u ltu ra l do N ovo Testam en to . 7 e d Rio d e Janeiro:
CPAD. 2012.

CONCLUSÃO
A im portância da litu rg ia para o desenvolvim ento da adoração a Deus é algo que deve­
m os continuam ente reconhecer Todos som os capazes de perceber quando a progra­
m ação de um culto está m al elaborada ou sim plesm ente nào existe: isto porque essa
irresponsabilidade afeta coletivam ente o louvor que se pretende apresentar ao Senhor
Busquem os a Deus com fervor, m as sem pre num a perfeita organização.

HORA DA REVISÃO
1. E xp liq u e co m su a s p alavras o q u e é liturgia.
R esp osta p e sso al. (Sugestão: O co njunto d e p ro ced im en to s p ú b lico s q u e o rie n ­
tam o cu lto a Deus).
2. Por q u e a o rg an ização do culto por m eio d e u m a litu rg ia s e faz tão n e ce ssá ria ?
Para que se evite d iscó rd ia no m om ento d o cu lto a D eus. p o is som os todos se re s
ú n ico s e por isso d iferentes u n s d o s outros.
3. Q u ais o s três fun dam ento s que ju stifica m a natureza d a litu rg ia?
A do ração , co le tiv id a d e e organização.
4. Por q u e a ig re ja em Co rinto enfrentava p ro b lem as se e la era abundante em do ns
e m in isté rio s?
Porque lh e faltava o rg anização na ad m in istração d o s dons. isto é. na liturgia.
5. Q ue perigos correm os quando não se adota um a liturgia básica para cultuar a D e u s?
E xag ero s e e x ce sso s d e um lado; m an ip u lação , co n tro le p e rso n alista e fo rm a­
lism o do outro.

Anotações
MODISMOS NA ADORAÇAO
E NO LOUVOR

T E X T O DO D IA AGENDA DE LEITURA
R e te n d o firm e a fie l p alavra, SEG U N D A -Jz 212
q u e e c o n fo rm e a dout**ma. O m odism o espiritual ainda no A T
p a ra q u e se ja poderoso,
TERÇA - Ap 214
ta n to p a ra a d m o e s ta r com
a sã d o u trin a co m o para O to rtu o s o ca m in h o de B ala ã o
c o n v e n c e r os co n tra d ize n te s.' QUARTA - Jd 4
(Tt 1.9) O s fa lso s p ro fe ta s e se u s fa lso s
e n s in o s
Q U IN T A -E f 4.14
C u id a d o co m a s n o v id a d e s
SÍNTESE
d o u t r in á r ia s
D eve h a v e r p r in c íp io s que
SEXTA - Tt 116
o rie n te m n o s sa ad o ra çã o e
O c o m p o rta m e n to d a q u e le s
lo u v o r, estes, co n tu d o , p re c i­
q u e in tro d u z e m m o d ism o s
sa m s e r e x tra íd o s da P ala vra
de D eus. SÁBADO - 2 Jo 10
C o m o lid a r co m os falso s
m e stre s
J
JOVENS 83
OBJETIVOS

•IDENTIFICAR as características dos falsos mestres


conforme o texto de 2 Pedro.
•ANALISAR as causas e efeitos dos modismos na ado­
ração.
•IDENTIFICAR as três causas dos modismos no louvor
da igreja hoje.

INTERAÇÃO

Caro (a) educador (a), esta tende a ser uma liçào bem participativa
Com o há várias referências a modelos de adoração e tipos de
músicas que se desenvolvem na igreja atualmente, é natural que
seus alunos acabem identificando, pregadores, pastores, igrejas,
bandas e cantores, que seguem m odism os. Nesse m omento
é necessária m uita prudência, não tom e a aula um palco de
polêmicas, não perm ita que ninguém aproveite a oportunidade
para tecer criticas vazias ou maldosas a determinadas pessoas,
especialmente se for alguém de sua comunidade ou mesmo de
sua turma. Dem onstre a seus alunos que o objetivo da lição é
construtivo, ou seja. é colaborar para o desenvolvimento sadio e
espiritual do louvor e adoração em sua comunidade, por meio da
reflexão, do reconhecimento de erros e da restauração; ressalte
que é im possível construir algo positivo por meio de contendas,
indiretas ou falta de compreensão.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Inicie sua aula solicitando aos seus alunos que daquele m o­


mento em diante com ecem a re p e tir o que você faz. Dai em
diante comece a fazer um a série de açòes (por exemplo, bater
palm as, bater o pé. sentar-levantar. etc) que deverão ser re ­
produzidas por eles. Se em algum momento alguém parar de
repetir as ações, aponte para essa pessoa e faça um gesto de
reprovação (o que deverá ser repetido por todos). Depois desse
momento introdutório, peça a seus alunos que expliquem o
porquê de cada m ovim ento. Provavelm ente eles só saberão
explicar a reação à pessoa que parou de repetir as ações. Ao
fin al, dem onstre a irracio n alid ad e dos mod sm os, onde as
pessoas fazem um a série de ações sem saber ao certo porque
as realizam , sim plesm ente seguem alguém que gostam ou
confiam. Destaque ainda o papel discrim inado r das “modas".
segurdo o qual, quem não as obedece é rid icu la riz a d o ou
dim inuído pela coletividade.
TEXTO BÍBLICO

2 Pedro 2.1,13-19 filho de Beor. que amou o prémio da


1 E também houve entre o povo falsos injustiça
profetas corno entre vós haverá também 16 Mas teve a repreensão da sua transgres­
falsos doutores, que introduzirão encober­ são. o mudo jumento, falando com voz
tamente heresias de perdição e negarão hum ana impediu a loucura do profeta
0 Senhor que os resgatou, trazendo sobre 17 Estes são fontes sem água. nuvens
si mesmos repentina perdição. levadas pela força do vento, para os
13 recebendo o galardão da injustiça: pois quais a escuridão das trevas eterna-
que tais homens tém prazer nos deleites mente se reserva;
cotidianos: nódoas são eles e máculas, 18 porque, falando co isa s m ui arro­
deleitando-se em seus enganos, quando gantes de vaidades, engodam com
se banqueteiam convosco: a s concupiscências da carne e com
14 tendo os olhos cheios de adultério e dissoluções aqueles que se estavam
não cessando de pecar, engodando afastando dos que andam em erro.
as almas inconstantes, tendo o coração 19 prom etendo-lhes liberdade, sendo
exercitado na avareza filhos de maldição: e le s m esm os servos da corrupção
15 os quais, deixando 0 caminho direito, Porque de quem alguém é vencido,
erraram seguindo 0 caminho de Balaâo. do tal faz-se também servo.

Vivem os numa sociedade fluida. Prega-se que ao invés de valores e princípios


- fixos e tradicionais - deve-se optar por tendências e modas - efémeras e
midiáticas. Essa tendência que se instaurou na sociedade contemporânea tem
forte repercussão no campo religioso, especiatmente quanto ao desenvolvimento
do louvor e da adoração. A lógica do 'faça rápido*, do 'quem não aparece não é
lembrando*, do "falem bem ou falem mal. mas falem de mim* invadiu 0 território
sagrado da espiritualidade, transformando nossos adoradores em pop-stars
e os cultos em 'agendas* comerciais. A sim plicidade e discrição, própria do
cristianismo, foi substituída pelo glamour e pela midiaticidade. Todos querem
ser notícia, cantar a música do momento, ir ao show de um idolo. Parece que a
mesma máquina de fazer dinheiro que impera no meio artístico de um modo
geral, invadiu 0 segmento "gospel* Em nome de Mamom. Jesus é preterido.

I - A DENÚNCIA DE PEDRO COMO lid eran ça se levantasse sobre o povo de


ALERTA PARA NOSSOS DIAS D e u s d isto rce n d o o s e n sin am e n to s d e
1. Os falsos profetas A preocupação C risto (Dt 13 1-18 : Jr 2 3 9 -iS Ez 1221-28). A s
d e Pedro, que em grande parte é a pre­ pessoas que Pedro denunciava já naquela
o c u p a ç ã o d e v á rio s pro fetas a in d a no é p o c a possuem , ainda hoje. um a série de
Antigo Testamento, era a d e que um a falsa caracteristicas perigosas e identificadoras

JOVENS 85
d e su as m ás intenções: São avarentos e d e um a espiritualidade que não liberta as
ganancio so s (2 Pe 2.3) Desejam fazer do pessoas. E sse tipo d e “evangelho" è um a
povo d e D eus m ercadoria para negócio: farsa, não transfo rm a v id a s, ap e n as as
são re b e ld e s e in ca p a ze s d e o b e d e ce r “em beleza" exteriorm ente para que m ais
às autoridades (v.10; são irracionalm ente tard e e la s vo ltem a p ecar, e m ais um a
pragm áticos (v.12.13). só pensam nos re­ vez retornem para a farsa religiosa, sem
su ltad o s im ediatos, ain d a que para isso arrependimentos, apenas com culpas. Essa
acab e m co m p rin cíp io s espirituais; são é a ló g ica perversa do “cristianism o sem
ch e io s d e p e cad o s se x u a is a m ente, o Cristo’, um ciclo d e pecado, falso perdão,
co ração e o s olhos d e le s são dom inados novo pecado, novo falso perdão... Seguir a
por adultérios (w.14.15) Cristo é um processo d e escolha, renúncia
2. O c u lto d e fe n d id o p e lo s fa ls o s e perseverança (Mt 16.24).
doutores em 2 Pedro. Segundo o s falsos
m estres q u e Pedro d e n u n d a. a vid a do O Pense!
cristão não p recisa ter grandes m u d an­ As igrejas do “Pode-tudo'sempre
ç a s libertação d e p e cad o s Basta que e le sào as mais cheias, as que mais
aparecem na mídia, sào as igrejas do
perm aneça com o está. pois isso é ser livre.
momento. Todavia, os consumidores
M as com o Pedro denuncia, esse discurso
religiosos destes “armazéns da fé“
d e falsa liberdade é a fonte de escravidão são sempre muito inquietos, trocam
e d is s o lu ç ã o d a q u e le s q u e d e v e ria m constantemente de “fornecedor'.
a fasta r-se d o m al (w .18.19). Seg u in d o a Não abandone sua congregação. Não
retórica falacio sa do principio d e q u e è siga a moda. siga a Cristo.
“Proibido proibir**, aquilo que deveria se r
ad o ração to rn a-se profanação, e o que
O Ponto Importante
Que o Senhor Jesus nos dê cada vez
deveria ser louvor constitui-se escândalo.
mais discernimento para sermos
A prom iscuidade é travestida de liberdade, capazes de diferençar os verdadei­
e assim perm ite-se tudo para m anter um ros servos de Deus. dos mercená­
g ru p o freq uentando a igreja (G l 5.13). O rios que desejam apenas o poder.
Evangelho é em u d ecid o e só há espaço
para d isc u rso s d e au to ju stificação d o s II- MODISMOS NA ADORAÇÃO
excentrism os. d o s p ecad o s e da falta de 1 C o m o se form am o s m odism os no
transform ação. mundo gospel? Definimos como “modismo"
3. Este “evangelho" m udou tanto que todo tipo d e com portam ento ou atitude
n ão m u d a n in g u é m ! Pedro, co m o ver­ que as pessoas simplesmente reproduzem,
dadeiro profeta, já denunciava há q u ase sem um a reflexão prévia É “moda" porque
d o is m il an o s q u e em tem po s d e crise faz sucesso, porque cham a a atenção. Na
d esenvo lver-se-ia um tipo de cristianism o atualidade, boa parte dos m odism os são
que. d e tão sim ilar à s práticas p e cam i­ reproduzidos por m eio dos m ecanism os
no sas d a so cied ad e sem Deus. não faria de com unicação em massa, especialmente
diferença algum a na vida das pessoas. A pela internet e por seus sites ou aplicativos
metáfora que o apóstolo usa no versículo d e com partilham ento d e inform ações. A
22 é extraída d e Provérbios 26.11. e tem força dos modismos está na falsa sensação
com o finalidade dem onstra' a ineficácia d e ineditism o que e le s causam . Numa so ­

86 JOVENS
ciedade d as co isas supérfluas, as pessoas nom e não define um a celebração com o
não gostam d e repetir experiências, por verdadeira adoração. Pessoas que entram
isso. até em sua vida espiritual procuram pelo caminho da falsa adoração enveredam
vivências novas, diferentes Partindo deste por um a trajetória d e ilusão, sofrim ento e
principio é q u e o m odism o atinge outro frustração (Cl 24.8.16).
ponto central para sua reprodutibilidade: o
narcisism o. Quem faz algo novo tom a-se o O Pense!
centro d as atenções, e infelizm ente m ui­ Os modismos na adoração são pre­
tas pessoas não estão em busca d e um a judiciais à Igreja, pois tiram a glória
que pertence a Deus e direcionam a
adoração verdadeira, m as d e tom arem -se
uma pessoa
celebridades.
2. As m odas na adoração. Os modismos
na adoração são cíclicos, vão e vèm. sempre
O Ponto Importante
S e r narcisista é tomara si mesmo
obedecendo ao principio do ineditismo que como objeto de adoração e venera­
alimenta o narcisismo. Tais modismo, de um ção: para um narcisista ninguém é
m odo g e ra l tiram a glória que pertence a melhor que ele. somente ele é digno
Deus e direcionam a um a pessoa ou objeto dos holofotes, aplausos e olhares
(Éx 3 2 4 : A p 13.4). D aí tem os a s o raçõ e s
pelos copos com água ou pelas Carteiras III- MODISMOS NO LOUVOR
d e Trabalho; os tapetes ungidos; as vigílias 1 Muita repetição e pouca música O
cen trad as no núm ero sete. e tc Existe a louvor é algo infimamente Igado a constru­
m oda d o s acontecim entos sobrenaturais ção do povo d e Deus O s judeus possuem
no culto: todo culto alguém tem que ca ir um a vasta coletânea d e salm os, já a Igreja
alguém rodopia; alguém m archa no poder. Prim itiva p o ssu ia um conjunto d e hinos
Acontecim entos que. se fossem ações d e pú b lico s Para o desenvolvim ento deste
fato espirituais, deveriam ser episódicos e repertório m u sica l foi n e ce ssário m uita
não program ados inspiração e dedicação. Infelizm ente hoje.
3. Os efeitos dos modismos na ado­ um a parte d a s can çõ es que cantam os na
ração. O s efeitos destes com portam entos Igreja são p lág io s explícitos d e m ú sicas
são terríveis para o desenvolvim ento d e se c u la re s ; o u tra s c a n ç õ e s, a p e s a r d e
um a igreja: a s p esso as não am adurecem inéditas, são co m p o stas d e tão po u co s
espiritualm ente (Hb 5.12). há um excesso versos que é necessário repeti-la várias e
d e m eninices (1 C o 14.20). são facilm ente várias v e ze s H á ainda um a grave pobreza
enganadas por falso s obreiros (2 Tm 3.13). d e conteúdo, can çõ e s que falam apenas
É c e le b ra d o o cu lto , m as C risto não é d e vitória, d e p o is d e vitória e no fim d e
adorado (Mt 720-23). O que se faz pode-se vitória; tem as repetitivos, estruturas poéti­
cham ar d e adoração extravagante - onde co-m usicais paupérrimas. Quando lem os o
p e sso a s g ritam , ch o ra m jo g a m -s e ao Salm o 119. ou m esm o um cântico com o o
chão - . ou ainda d e culto d as prim ídas. do de Romanos 8.31-39. pode-se perceber que
pentecostes - cheio d e sím bolos judaicos: a inspiração d e D eus é infinita e a riqueza
shofar. candelabro, palavras em hebraico d e tem as e assuntos é inesgotável. C ab e
e ofertas em dinheiro todavia não são àquele que se dedica ao leuvor que o faça
m om entos d e adoração, pois o sim p le s com em penho e hum ildade.

JOVENS 87
2 . A “indústria do louvor". No final da
SUBSÍDIO
d é c a d a d e 9 0 e in icio d o s an o s 20 0 0 .
corvcretizou-se a guinada descendente da “A razão da audácia dos falso s m es­
indústria fònográfica. Com a popularização tres é enco ntrada na su a anim alid ad e.
d o s aparelhos d e reprodução d e C D ’s e E le s são co m o a n im a is irracio n ais (12).
q u e n a sc e m p a ra s e r c a p tu ra d o s e
d a internet, o s g ra n d e s se lo s m u sica is
d e s tru íd o s co m o a n im a is d e rap ina.
entraram em d e ca d ê n cia . C o ntu d o , o s
S u a b ru ta lid a d e é e v id e n c ia d a no
em p resário s do entretenim ento m u sical
fa to d e b la s fe m a re m d o q u e n ã o
logo perceberam que o segm ento evangé­
e n te n d e m . E le s p o sam co m o p erito s
lico. por seus princípios éticos, continuava e sp iritu a is q u an d o , na re a lid a d e , são
c o n su m in d o o s C D ’s e D V D ’s d e se u s ig n o ran te s quanto à s c o isa s d e D eus.
canto res. A indústria d a m ú sica p asso u Ao d estru írem , e le s certam ente serão
a contratar e gravar m ú sica g o sp e l q u e d e s tru íd o s ; ao se re m in ju sto s, e le s
antes era preterida. N ossos irm ãos torna- re ce b e rã o o sa lá rio d a in iq u id a d e (v.
ra m -se artistas, su as m ú sicas, a s ca p a s 13). M as P e d ro a in d a não te rm in o u .
d e se u s C D ’s e se u s show s tornaram -se A a n im a lid a d e d e le s è p e rce b id a no
fa to d e te re m p ra z e r n o s d e le it e s
p lág io s do m ercado secular. N ão houve
co tid ia n o s. E s s e s c ristã o s p ro fe sso s
ap enas um a profissionalização do louvor,
são n ó d o as U e m á c u la s para a c o ­
d e se n vo lve u -se um a m ercantilização d a
m u n id a d e cristã. A ú ltim a parte do v.
fé. H oje há artista go spel em com ícios de
13 te m sid o interp retad a d a se g u in te
políticos, em program as d e T V com baixa m a n e ira : "(...1 o s e n g a n a m , v iv e n d o
audiência, m ú sicas com o trilha sonora de em p e c a d o re p u g n an te por um lado .
no velas. E não foi para a gló ria d e Deus. e n q u an to p e lo outro ju n ta m -s e a v o ­
e sim . para o enriquecim ento d e alguém . c ê s e m su a s fe sta s frate rn ais, co m o
s e fo sse m h o m e n s s in c e ro s ’ (B ib lia
O Pense! Viva). V isto q u e se u s o lh o s são ch e io s
Porque falta criatividade e inspi­ d e ad u lté rio (14). e le s não co n seg u em
ração em m uitas canções evangé­ ver u m a m ulh er sem ter pensam entos
licas hoje? Se Deus não mudou, a la s c iv o s . N a v e rd a d e , e le s e stã o tão
resposta só pode ser uma: o louvor profundam ente em aranhados q u e não
tem deixado de ser um m inistério. c e s s a m d e p e c a r (são in c a p a z e s d e
serviço, para ser uma indústria, p arar d e pecar), po rque, por m e io d a
um negócio, com prazos, valores
a v a re za , e x e rcitaram 0 co ra ç ã o co m
e lucros. A 'comercialização da fé'
d e se jo s m aldosos’ (Com entário B íb lico
nunca será abençoada por Deus.
B e a co n V o l ío .H e b re u s a A p o calip se
ie d - Rio d e Janeiro: CPAD. 2006. p 274)
O Ponto Importante
Todo obreiro é digno do seu salá­
rio. Aquele que faz a obra de Deus
com dedicação e esmero deve ser
reconhecido, em todas as áreas,
por seu empenho. Todavia, é a
lógica perversa do acúm ulo de r i­
queza que faz com que m uitos de
nossos irmãos trabalhem muito,
para enriquecera outros.

88 JOVENS
ESTANTE DO PROFESSOR

KLA U BER. M areio. O C a m in h o d o A do rad o r íe d Rio


d e Janeiro: CPA D . 2005.

CONCLUSÃO

Só existe oferta porque há mercado. Só existe a rtista porque há plateia. A adoração e


o lo uvo r obedecerão tanto m ais os m odism os do entretenim ento secu lar quanto nós.
em nossas igrejas, aceitarm os, com prarm os e repro duzirm o s esses com portam entos
decadentes. Só há um modo de reto m arm o s a e ssência da adoração: apresentando
nossa adoração com o puro louvor, nosso lo u vo r com o desinteressada adoração.

HORA DA REVISÃO

1. Q u a is a s p rin c ip a is ca ra cte n stica s d o s fa lso s pro fetas, q u e en sin am um a falsa


ad o ra çã o ?
S ão avarentos e g an an cio so s: são re b e ld e s e in ca p a ze s d e o b e d e ce r ã s auto ri­
d ad e s; são irracio n alm e n te pragm ático s; são ch e io s d e p e c a d o s sexuais.
2.0 q u e aco ntecerá se nossa esp iritu alid ad e to rnar-se um "cristianism o sem Cristo*?
T o rn a r-se -á um c ic lo d e pecad o, falso perdão, novo p e cad o , novo falso perdão,
se m q u a lq u e r enco ntro genuíno co m C risto
3. A p re se n te u m a d e fin ição para "modismo".
É todo tipo d e com portam ento ou atitu d e q u e as p e sso a s sim p le sm e n te repro­
d u ze m . se m um a reflexão previa.
4. Q u a is a s p rin cip a is co n se q u ê n cia s d o s m o d ism o s na a d o ra çã o ?
A s pessoas não am adurecem espiritualm ente, há um excesso de m eninices, são facil­
m ente enganadas por falso s obreiros É celeb rad o o culto, m as Cristo não é adorado.
5. Q uais a s très cau sas que explicam o surgim ento d o s m odism os no cam po do louvor?
Falta d e insp iração , p o u ca criativid ad e, in d u strialização do louvor.

Anotações
A IGREJA LOUVARA
ETERNAMENTE AO
SENHOR
T E X T O D O D IA AGENDA DE LEITURA
"Cada d ia te b e n d ire i e S E G U N D A -S l 30.12
lo u v a re i o teu n o m e p e lo s O desejo do s a lm is ta
s é c u lo s dos sécu lo s." (Sl 145.2) TERÇA - Sl 111.10
O lo u v o r a D e u s é o que p e r­
m anece p ara se m p re
Q U A R T A -A p 7.12
O câ n tico dos a n jo s
Q U IN T A -F p U20
O ú n ico d ig no de todo lo u v o r
SÍNTESE
S E X T A - Jd 25
Se tu d o tem u m a ra z ã o de ser.
U m cân tico da Igreja P rim itiv a
so m e n te o C r ia d o r p o d e ria
d a r s e n tid o a cad a d e ta lh e SÁ BA D O - S l 79.13
do u n iv e r s o A le g re -s e . você O povo de D e u s o lo u v a rá para
é a re a liz a ç ã o do m a is lin d o se m p re
p ro je to de D eus. P o r isso.
vo c ê n a sc e u p a ra ad o rar.
J
«JO V EN S
OBJETIVOS

•DEM ONSTRAR que a adoração é um privilégio da


humanidade.
•REFLETIR a respeito do privilégio de louvar a Deus
etemamente.
• RESSALTAR a verdade de que nascemos para uma
vida de adoração.

INTERAÇÃO

Carola) educador(a). como diz o pregador, ‘m elhor é o fim das


coisas do que o princípio delast-T (Ec 7.8). Sinceram ente espero
que sua jornada de estudo e ensino tenha sido um a experiên­
cia tão gratificante quanto foi desenvolver esta lição b íb lica
Torço para que seu m in isté rio seja m ais e m ais abençoado.
São poucas as pessoas que se dedicam ao ensino da P alavra
m uito m enos aquelas que se especializam em co m unicar as
verdades profundas do Evangelho na linguagem dos jovens. Se
ninguém jam ais reconheceu sua chamada, vocação e dedicação,
como um m ensageiro de Deus. para sua vida desejo declarar,
seu trabalho não é in ú til, pois é feito para 0 Senhor!
Aproveite esse final de trim estre para. em particular, fazer uma
análise sobre 0 desenvolvimento das aulas e crescimento de seus
alunos Coletivamente, celebre, louve a Deus. confraternize-se com
sua classe, afinal de contas você e eles m erecem PARABÉNS*!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Você vai p re cisar de um a caixa com objetos variados, papel


e láp is. Entregue as folhas e lá p is aos alu no s. Em seg uida
in fo rm e -o s que a m edida que você for retirando os objetos
de dentro da caixa eles terão 30 segundos para escrever qual
a fin alid ad e deles. Use a quantidade de objetos que quiser,
quanto m ais d ifere n te s forem as fin alid ad e s dos m esm os
melhor. Depois de apresentar os objetos que você selecionou,
faça suspense para a ú ltim a pergunta que você fará. e então
os indague: ‘Você. enquanto pessoa, nasceu para q u ê ?’ Seus
alunos terão m ais dificuldade para responder essa pergunta,
lem bre-os dos 30 segundos. Concluindo solicite a participação
de alguns educandos, especialm ente para falarem a respeito
de suas respostas a ú ltim a pergunta. F in alize esse m om ento
afirm ando enfaticam ente para cada aluno que eles nasceram
para ado rar ao Pai celeste.
TEXTO BÍBLICO

Apocalipse 4 -6 -9 8 E o s quatro an im ais tinham , cada


6 E havia diante do trono um como mar um. respectivamente. seis asas e. ao
de vidro, semelhante ao cristal e. no redor e por dentro, estavam cheios
m eio do trono e ao redor do trono, d e olhos: e não descansam nem de
quatro anim ais cheios de olhos por d ia nem d e noite, dizendo: Santo.
diante e por detrás. San to . Santo é o Sen ho r D eus. o
Todo-Poderoso, que era. e que é. e
7 E o primeiro animal era semelhante a
que há de vir.
um leão: e o segundo animal, sem e­
lhante a um bezerro; e tinha o terceiro 9 E. quando os anim ais davam glória,
anim al o rosto como de homem: e o e honra, e ações de graças ao que
quarto animal era semelhante a uma estava assentado sobre o trono, ao
águia voando. que vive para todo o sempre.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
É a respeito da vida eterna, e o que faremos no céu diante do trono de Deus.
que falaremos nesta última lição do trimestre. Fomos criados para a adoração,
salvos para o louvor, e seremos glorificados para eteimamente venerar o C r ia d o í^

I - O FIM D O C O M E Ç O 2 . T u d o q u e te m fô le g o , lo u v e ao
1 . D e u s re q u e r a d o ra ç ã o d e s e u s S e n h o r. A fin a lid a d e d e toda c ria ç ã o é
f ilh o s . D e p o is d e te rm o s e s tu d a d o lo u v a r ao Sen h o r (S l 19.1). S e a sim p le s
todo um trim estre a respeito d a relação existência de algo ou alguém no universo,
e n tre D e u s e a ad o ração q u e a E le o fe­ ou a lg u m a d e su a s açõ e s, não exaltam
re ce m o s. d e v e m o s ter b astan te c la ro ao n o m e d o C riad o r, e ste ser. o u su a s
q u e ad o ração não é um a n e ce ssid a d e a ç õ e s, e stã o fora d o p ro p ó sito e tern o
do S e n h o r, m a s um p riv ilé g io d e toda c ria d o p o r D e u s p ara e le s (Is 4 5 -9 - 12)-
a c ria ç ã o . L e m b re m o -n o s d e q u e o A re d e n ç ã o o fe re c id a p o r J e s u s tem
C ria d o r não tem c a rê n c ia a lg u m a (Rm co m o fin alid ad e re lig a r to d as a s co n e ­
11.3 5 36). O D e u s d o cristian ism o não é xõ e s q u e um d ia foram qu eb rad as, m as
co m o a s d iv in d a d e s d o panteão grego. q u e c la m a m por restauração. A criação ,
Se g u n d o a m itologia grega Zeus. Apoio. d esta form a, d e ve se r vista co m o um ato
B aco . A ten as, etc., e ram im o rtais - não so berano e gracio so d e Deus. O louvor e
eternos e precisavam d as orações dos a ado ração por nós oferecidos ao Senhor
h u m an o s para m anter a su a vitalid ad e. dota d e sentido no ssa existência, diante
N o sso D eus. ao contrário, é Criador, livre do c a o s có sm ico o riginad o p e la Q ueda.
e independente. A ado ração do universo 3 . O s e fe ito s d a Q u e d a so b re a to ­
a E le é pura g ratid ão (Sl 69.34)- ta lid a d e d a s c o isa s. C o m o bem sa b e ­

92 JOVENS
m os. não foi ap e n as a hum anid ad e q u e prazenteira (Is 6 2 5). A co n cep ção d e um
herdou co n seq u ê n cias tristes depo is da tem po d e exclusiva celebração d e ve ser
Q u e d a (Gn 3.16.17.19)- Tam bém a natu­ a lg o para n o s a le g ra r d e m o d o ex tra­
re za so freu um a sé rie d e re veze s q u e ordinário. A s p ro m e ssas b íb lic a s falam
tinham co m o p rin cip al objetivo ating ir a so b re o fim d e todo tipo d e sofrim ento
relação d aq u e la com o C riad o r (Gn 3.18). (Ap 21.3.4; 23-27). N ão será um tem po d e
O projeto satânico era im pedir que cad a d e so cu p a çã o , e sim . um ativo perio do
se r do universo, esp ecialm en te a hum a­ d e ad o ração e co ntinuo co nh ecim ento
n id ad e . se to rn asse p le n o por m eio d a do Senhor.
ado ração . Já q u e o Inim igo havia caid o 2.0 que farem os no céu. Lem brem o-
d e se u e sta d o o rig in ário e n e g a d o -se -n o s d e q u e no cé u não serem o s anjos,
a re c o n h e c e r ao S e n h o r co m o ú n ico c o n tin u a re m o s s e n d o n ó s m e s m o s
m e re ce d o r d e lo uvo r e ado ração , e ste co m c o rp o s g lo rific a d o s (1 C o 15.54).
tam b ém d e se ja v a co n d u zir o hom em e O s san to s a n jo s são m e n sag e iro s q u e
o restante da natureza ao m esm o estado a d o ra m a D e u s c o m su a o b e d iê n c ia
som brio, so litário e d e cad e n te (Gn 3.7; 1 e s e rv iç o a o s q u e cre e m e m J e s u s .
Tm 117). Foi por isso que ainda no inicio de H á até o s se rafin s, q u e d ize m 'San to .
tudo. D eus anunciou q u al se ria o fim (Gn Santo. Santo, é o Senhor d o s Exércitos;
3.15). D este ponto em diante da história, to d a a terra e stá c h e ia d a su a g ló ria"
in ic io u -se um a co ntagem regressiva d e (Is 6.3). A s d e s c r iç õ e s q u e o liv ro d o
d o is m om entos: o prim eiro, registrando A p o c a lip se traz. a in d a que em g ran d e
no tem po o sacrificio d e restauração d e p arte a le g ó ric a s, se rve m p ara ilu stra r
todas a s co isas; e o se g u n d o m om ento, q u e e x is te u m a a rq u ite tu ra c e le s te ,
ain d a em co ntag em , m arcando o reen ­ um a no va Je ru sa lé m q u e p o ssu i á re a s
contro d e todas a s co isa s com o C riado r d ifere n te s, c a d a u m a d e sta s co m p ro ­
para. eternam ente a ssim perm anecer. p ó sito s e c o m p o n e n te s e s p e c ífic o s .
Em re su m o , a v id a n o c é u n ã o s e rá
II - O COM EÇO DO FIM m onótona e c h e ia d e rep etiçõ es.
1. N o sso e n c o n tro c o m o S e n h o r. 3. A perfeita adoração. É Paulo quem
A im ag em p red ileta q u e a B íb lia u tiliza nos assegura q u e o m elhor que apresen­
p ara fa la r d o futuro e n co n tro d o povo tam o s para D e u s ho je ainda e stá lo n g e
d e D e u s co m se u C ria d o r/S a lv a d o r é d e se r tudo o q u e viverem o s enquanto
d e um m o m en to e xtrem am en te feliz: ad o rad o re s (1 C o 13.9 -12). C re ia , então,
u m c a sa m e n to (Mt 25 ; A p 19.7.9) N a q u e to das a s m aravilho sas exp eriências
c u ltu ra d o O rie n te A n tig o e sta é u m a com D eus. se u s m ais íntim os m om entos
d a s c e le b ra ç õ e s d e m aio r im portância d e co m unh ão , são ap e n as vislu m b re s,
s o c ia l efusivam ente com em orada tanto percepções indiretas, d a grande verdade
p e lo s n o ivo s co m o p e la c o m u n id a d e q u e encontrarem os no céu. S e hoje. em
co n vid ad a N ão p o d e se r um tem po d e su a vivê n cia cristã, já há a le g ria e co n ­
tristeza, antes é d e co m p leta alegria. S e tentam ento por tudo aq u ilo q u e C risto
n o ssa se p a ra ç ã o o rig in ária foi trág ica, co n ce d e u a vo cé . tente im aginar com o
m ais especificam ente. um a expulsão (Gn será a vida eterna com o Rei do universo
3.22-24). n o ssa re co n ciliação plena será (Is 6 2 .8 -12; Mt 19.28-30).

JOVENS 93
III - UMA ETERNIDADE INTEIRA q u e peq uenas co isas, prazeres fugazes,
SÓ PARA ADORAR instantes d e ilu são , roubem a s certezas
1. Q u a l o sentido d a v id a ? Essa talvez im p e re c ív e is q u e J e s u s g a ra n tiu por
seja um a d a s grandes perguntas que vez se u ato d e am o r na cruz. C o m o a B íb lia
por outra, nos interpela De um modo geral d e c la ra : n ão se ja m o s p ro fan o s co m o
a s p e sso as b u scam respostas em várias Esaú (Hb 12.16); m ald o so s co m o Caim (1
fontes: dinheiro, relacionam entos, poder Jo 3.12): avarentos com o A nanias e Safira.
Para nós. a respo sta para e ssa pergunta E sim . e x ce le n te s co m o D an iel (Dn 5.12);
d eve se r sim ples: N ascem os para adorar ch e io s d o Espirito co m o Jo sé (Gn 41.38):
(Jr 1714) Tudo em nossa vida. literalm ente, d e d ic a d o s co m o P au lo (2 C o 11.26).
p a ssa rá : n o ssa co m u n h ão co m C risto 3. Ser. adorar e amar. A restauração
perm anecerá para todo sempre. É possível que D eus tem a fazer em todo o universo,
so frerm o s d e c e p ç õ e s e m várias á re a s re e sta b e le ce rá to d as a s c o isa s ao se u
d e n o ssas vid as. Je su s, todavia, sem pre d e v id o lugar. Por isso. e sp e re m o s com
nos receberá d e braços abertos (Is 40.11). g ra n d e e x p e c ta tiv a o c u m p rim e n to
Talvez não sejam os bons em muitas coisas d a s p ro m e ssas d e Cristo , sab e n co q u e
q u e d e se jam o s ser. entretanto, ado rar é o a d v e n to in te g ra l d o R e in o d e D e u s
alg o q u e fazem os naturalm ente, por um tam bém no s atingirá d e form a e sp ecial.
im pulso originário sem eado por D eus em N o ssa interioridade, q u e hoje passa por
nosso ser. Quanto m ais próximo d e Deus a fliçõ e s, c rise s, m e d o s e receio s, será
ficam os, m ais evidente to m a-sc quem o e te rn a m e n te sa ra d a (Ef 3.16). N o ssas
P ai é. e quem so m o s nós (Tg 4.8). d o res, se rã o fin alm e n te a n iq u ila d as, e
2. D iga não ao efém ero, a eternidade tendo nosso hom em interior renovado a
a g u a rd a -te . N ó s d e ve m o s d e ix a r-n o s sem elhança d e Cristo, poderem os adorar
a fe ta r m u ito m a is p e lo futuro d o q u e a D eus com o nunca fizem os antes, para
pelo passado (Fp 3.13.34). O horizonte d e e x p e rim e n ta rm o s a ssim to d o o am o r
u m a vid a c e le ste d e v e in flu e n cia r-n o s q u e o Pai. d e sd e a fun d ação d o m undo,
a tom ar d e cisõ e s co rre tas e d ig n a s d e tem reservado para se u s filho s am ados
alg u ém que passará a etern d ad e diante (1 Pe n g -2 3 ). Lancem os fora todo medo.
d e D e u s (2 Ts 1.5-12). Diante d a certeza não fom os feitos para a co nd enação ou
d o c é u . e d e u m a v id a e te rn a m e n te para o inferno, por isso. aproxim em o-nos
ado rando , d ig a não. cotidianam ente. a com confiança d aq u ele q u e nos fez para
tudo o q u e p o ssa afastar vo cê d e su a serm o s p le n o s ado rado res d e seu Filho
co m u n h ão co m o Senhor. Não perm ita A m ad o (2 P e 1.17)

Q uanto m a is próxim o d e D e u s ficam o s,


m a is e v id e n te to m a -s e q u e m o P ai é,
e q u e m so m o s nós.

94 JOVENS
SU B SÍD IO 1 SU B SÍD IO 2

‘D eus não é egoísta a ponto d e criar “A p o c a lip s e 2 1.6 - A s s im co m o


b aju lad o re s p ara se n ta re m -se ao seu D e u s term ino u o trab alh o d a c ria ç ã o
la d o e e n to a r-lh e lo u vo res. S e a ssim (Gn 2.1-3). e Je su s c o n c lu iu a o bra d e
fo sse , te ria fe ito e s s e s s e re s fra co s re d e n çã o (Jo 19.30). e le s tam b é m irão
e d e p e n d e n te s. N o entanto, te m o s a te rm in a r to d o o p la n o d e s a lv a ç ã o ,
im p re ssã o d e q u e D e u s c rio u e s s e s co n v id an d o o s re d im id o s a u m a nova
quatro se re s tão p o d ero so s e ferozes criação e proclam ando: Está cum prido’.
qu anto p o ssív e l. A p e sa r d isso , e stão D e u s disse: 'Eu sou o A lfa e o Ô m ega.o
tão p e rto d o tro n o d e D e u s. q u e se P rin cip io e o Fim'. Isto rep ete 1.8 (veja
sentem com pletam ente envolvidos por tam bém 1.17; 2.8). onde Cristo tinha dito
su a p re se n ça G o zan d o eternam ente isto a João. A lfa e ôm ega são a prim eira
d e sua glória, n ad a lh e s resta a não ser e a últim a letra do alfabeto g rego D eus
a d o rá -to . M as o q u e e x iste e m D e u s é so b eran o so b re a história e e stá no
cap az d e e n v o lv è -lo s ou d o m in á-lo s? É co ntro le d e tudo. D eu s prom eteu que.
a sua santidade e não a su a sabedoria, a quem quer q u e tiver se d e . d e g raça
p o d e r o u g ló ria . A sa n tid a d e d e su a E le lh e dará d a fonte d a ág u a d a vida.
presença é tão poderosa que aniquila os E sta ág u a tam b ém é d e scrita em 22.1
im puros que se aproxim am (Èx 28.35.43: e sim b o liza a vid a eterna. J e s u s tinha
30.20.21) e 0 ho m em q u e tocou a arca falado com a m ulher sam aritana a
e m orreu l i C r 13.9.10). Talvez C.S. Lew is re sp e ito d e sta ág u a (Jo 4.13.14). a ssim
ten h a e x p re ssa d o m e lh o r e ssa id e ia co m o a todos o s que cre ssem n e le (Jo
q uando d isse q u e n o sso co rpo m ortal 7 37.38) A á g u a retrata a re co m p e n sa
é dem asiadam ente fraco para suportar d a q u e le s q u e V e n ce ram ' (2 17 ) E ste s
u m a sim p le s fra ç ã o d a p re se n ç a d e jã não terão m a is n e c e ssid a d e s, p o is
D e u s. C e rta m e n te n o s d e sfa ría m o s a s su a s n e ce ssid a d e s se rão c o m p le ­
c a s o e x p e rim e n tá sse m o s um p o u co tam ente satisfeitas por D eus. p o r toda
m ais d e ssa p re se n ç a O s n o sso s co r­ a ete rn id ad e
p o s não se rã o g lo rific a d o s p ara q u e A p o c a lip s e 21.7.8 - O s v e rs íc u lo s
estejam protegidos do sofrim ento, m as 7 e 8 form am um intervalo : eles des­
para q u e se ja m o s fortalecido s e assim tin a m -s e a o s le ito re s q u e p re c is a m
p o ssam o s estar n a p re se n ça d e D e u s’ fazer um a e sco lh a sobre se farão parte
(Com entário B ib lic o Pen teco s t a l Novo d o s v e n ce d o re s, q u e h e rd arão todas
Testam ento. 4 e d . Rio d e Janeiro: CPAD. a s c o isa s (21.7)’ (C o m en tário d o N ovo
2006. p. 1859) T e sta m e n to A p lic a ç ã o p e s s o a l V o l
2 R io d e Janeiro: C PA D . 20 10 . p 914)

JOVENS 95
ESTANTE DO PR O FESSO R

M anual d a B íb lia d e A p lic a ç ã o P e s s o a l i.ed. Rio de


Janeiro: CPAD

CONCLUSÃO

Vivemos para adorar ao Pai. terdo sido libertos do dominio do pecado por Jesus e seu
sacrifício salvifico. e por meio do Espirito Santo que nos ensina cotidianamente a como
apresentar o melhor de nós para Deus.

HORA DA REVISÃO

1. D e u s p re cisa d e n o ssa ad o ração ? Ju stifiq u e su a resp o sta


N ão. ad o ração é um p rivilé g io q u e D e u s co n c e d e a o s se re s criad o s, n u n ca um a
n e ce ssid a d e sua.
2. Q u a l e ra o p lan o eterno d e D eu s ao cria r to d as a s c o isa s no in icie d e tudo ?
C riá -lo s para um intim o e am oroso relacionam ento com E le por m eio d a adoração.
3. Q u a l a fin alid ad e d e tudo o que existe no u n iverso ?
Exaltar, lo u var e adorar ao D eus Criador.
4. Q u e ce rte za p o d e m o s ter ace rca d o futuro q u e D eu s tem preparado para n ó s?
H averá um a restau ração d e to do s o s se re s e c o isa s existentes de tal m odo que
tudo q u e existirá será e xclu sivam e n te para a g ló ria d e D eus.
5. Q u a l o sen tid o d e n o ssa s v id a s?
A do rar ao ú nico D eu s. criado r d e to das a s co isa s

Anotações
O QUE E CR ITICA
TEX TU A L?
J á passaram quase dois mil anos desde que o último livro da Bíblia
foi escrito, e ela continua sendo uma fonte inesgotável de estudos;
tanto acerca de seus ensinamentos como de sua própria história.
O s antigos manuscritos do Antigo Testamento, por exemplo,
constituem o material de trabalho básico usado para chegar ao
texto original da Bíblia com o maior grau de exatidão possível. Esse
processo é cham ado crítica textual, à s vezes designado “baixa
critica" para diferenciar de "alta critica", que é a análise da datação.
unidade, autoria e contexto histórico dos escritos bíblicos.
Porém, o ceticismo de alguns estudiosos levaram a conclusões
controversas acerca da autoria e época em que foram escritos
certos livros da Bíblia. Vários eruditos rejeitavam a historicidade das
narrativas patriarcais, negavam que os escritos existissem nos dias de
Moisés e atribuíam os Evangelhos e as epistolas a escritores do séc. II.
E ssa s posições da alta critica tem caido em descrédito,
principalmente como resultado de achados arqueológicos. A
descoberta de cópias bíblicas entre os manuscritos do M ar Morto
tem causado o maior impacto no estudo do texto do Antigo
Testamento no século XX. pois deram acesso aos estudiosos a
grande quantidade de manuscritos que são mil anos mais antigos
que qualquer outro disponível antes.
Graças a essas e outras descobertas, no período compreendido
entre 1970 e 1996. tem havido intensa atividade acadêmica em
estudos bíblicos, incluindo a publicação de novos textos hebraicos, a
conclusão gradual de novas edições criticas das antigas versões e o
desenvolvimento de importantes e renovadas teorias sobre a história
do texto do Antigo Testamento e dos objetivos de sua critica textual.
E a fonte continua a jorrar.
f ENCONTRONACIONALDA
Í JUVENTUDEASSEMBLEIANA
L JANEIRQ2017SÀ0PAUL0

www.editoracpad.com.br/eventos