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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

Centro de Ciências Social e Aplicada


Curso de Ciência Econômicas

Formação do E-Commerce e as Questões Tributárias no


Brasil e nos EUA

Frederico Lugard Munhoz Moreira


31555871

São Paulo
2019
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Centro de Ciências Social e Aplicada
Curso de Ciência Econômicas

Formação do E-Commerce e as Questões Tributárias no


Brasil e nos EUA

Frederico Lugard Munhoz Moreira


31555871

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso de Ciências
Econômicas da UNIVERSIDADE
PRESBITERIANA MACKENZIE.
Orientador: Ulisses Gamboa.

São Paulo
2019
Frederico Lugard Munhoz Moreira

Formação do E-Commerce e as Questões Tributárias no


Brasil e nos EUA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Ciências


Econômicas da UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE.

Aprovado em __ de ______ de 2019.

BANCA EXAMINADORA

_____________________________

PROF. ORIENTADOR

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

_____________________________

PROF.

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

_____________________________
PROF.

UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE


Agradecimentos
Resumo

Estudo sobre o que é o E-Commerce, como se formou, expectativas para o futuro do


mesmo e como a tributação nele ocorreu nos EUA e no Brasil. O trabalho irá expor as
dificuldades existentes na questão de tributação do e-commerce, motivações por trás dos
agentes tributários e as consequências que isso pode desencadear para consumidores e
empresas do setor.

Palavras chaves: E-Commerce, Tributação, ICMS, Amazon Law, Brasil, Estados Unidos.

Abstract

Study about what is E-Commerce, how it was formed, expectations for its future
and how taxation of the market happened in the USA and in Brazil. This paper’s goal is
to expose the difficulties surrounding the tributary questions of the E-Commerce, the
motivations behind the taxing agents and the consequences it could bring to consumers
and companies active in the market.

Key words: E-Commerce, Taxation, ICMS, Amazon Law, Brazil, United States.
SUMÁRIO

Sumário ........................................................................................................6

Lista de Figuras ...........................................................................................7

Introdução....................................................................................................8

1. E-Commerce: o mercado e sua origem............................................................9


1.1. Os tipos de transações do E-Commerce.....................................................................10

2. E-Commerce nos EUA........................................................................................12


2.1. Tributação no E-Commerce nos EUA.......................................................................13

3. E-Commerce no Brasil........................................................................................14
3.1. Tributação no E-Commerce Brasileiro......................................................................19

4. Respostas do consumidor a mudanças na tributação...............................20

Conclusão ....................................................................................................................22

Referências Bibliográficas.....................................................................................23
Lista de figuras

Figura 1: Tabela dos tipos de E-Commerce......................................................................10


Figura 2:Porcentagem da participação dos EUA do E-Retail no Varejo...........................11
Figura 3:Receita do E-Commerce nos EUA.....................................................................14
Figura 4:Faturamento do E-Commerce Brasileiro...........................................................16
Figura 5:Previsão do faturamento do E-Retail para o Brasil de 2017 a 2022....................16
Figura 6: Ticket médio do consumidor brasileiro no E-Commerce..................................18
Figura 7: Volumes de pedidos no E-Commerce Brasileiro...............................................18
Introdução

Impostos são foco de debate em diversos governos mundiais. A forma como a tributação
é realizada das mais diversas maneiras gera debate entre órgãos públicos e é muitas vezes
questionada pela população. Num cenário mundial em que a necessidade dos impostos é muitas
vezes debatida o e-commerce é mais um dos mercados que não passa batido. Em crescimento
desde o boom nos anos 90 motivado por um crescimento da base de usuários da internet, o e-
commerce passou a representar uma parcela significava do total do comércio. (TASSABEHJI,
2003)
Cada país trabalha em definir suas questões tributárias de acordo com sua legislação e
como a coleta dos tributos deverá ocorrer. Devido a sua fragmentação, no entanto, devido aos
diversos tipos de comercio, sua fiscalização se configura como difícil de realizar. (VICTOR,
JIH, 2006)
Para que seja possível se entender as ações governamentais referente ao mesmo,
primeiros é necessário se entender o que é o E-commerce e com isso o trabalho deseja primeiro
definir o que é o E-commerce. A partir disso, deseja-se entender qual o posicionamento dos
países sobre como o mesmo deve ser regulado, para os casos específicos de Brasil e Estados
Unidos. Por fim, se busca entender quais consequências das mudanças nas leis tributarias dos
países geraria para o mercado.
O trabalho será dividido em 4 tópicos. O primeiro tópico deseja apresentar o que se
entende por e-commerce, suas modalidades e como surgiu. O segundo tópico objetiva discutir
o cenário norte-americano e as previsões para o mesmo. O terceiro tópico deseja fazer o mesmo
para o cenário brasileiro e também fazer uma breve análise sobre seus consumidores,
observando o perfil comum e que tipos de melhorias o mesmo almeja e quais fatores podem
influenciá-lo negativamente. Por fim, no quarto tópico, irá se expor como mudanças na
tributação do e-commerce irá afetar o mercado e possivelmente os seus consumidores.

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1. E-Commerce: o mercado e sua origem

O comercio eletrônico já é uma realidade (Massami Nakamura, 2011). A internet surgiu


originalmente de um projeto militar que aglomerava esforços de cientistas em diversos países,
como a universidades do Havaí (USA), o Laboratório Nacional de Física (UK) e a organização
francesa Cyclades; com a ideia de transportar informação entre diferentes redes de comunicação
(TARNOFF, 2015). O sucesso no projeto militar mais tarde daria vida ao bem de uso comum
a todos e ele tem dentre seus adventos o e-commerce. O E-commerce se caracteriza como a
atividade de compra e venda de bens e serviços online e seu conceito teórico tem origem nos
anos 70, com a primeira ideia de um modelo de mercado digital sendo demonstrado pelo
britânico Michael Aldrich (TKACZ, KAPCZYNSKI, 2009).
Segundo Rana Tassabehji, o comércio eletrônico esteve presente durante muito tempo.
Ele já existiria em meados da década de 1950 quando eram realizadas transferências de
informações. O sistema, no entanto, possuía um elevado custo de manutenção que fomentou
numa pequena base de usuários até a década de 90, quando ocorreria um boom de crescimento
da internet.
Segundo Rob Smith, E-commerce se caracteriza por “Negócios conduzidos
exclusivamente através de um formato eletrônico. Sistemas que se comunicam eletronicamente
uns com os outros são sistemas de e-commerce, e têm de ser capazes de funcionar normalmente
com quaisquer aplicações da Internet que estiver planejando utilizar. Também se refere a
quaisquer funções eletrônicas que auxiliam uma empresa na condução de seus negócios.”
(Smith, 2000, p.74). Dessa forma, o E-Commerce se caracteriza como uma nova ferramenta
que pode ser utilizada por comerciantes como forma de realizar de forma mais eficiente uma
série de transações, fazendo uso de sua rapidez, eficiência e menores custos de manutenção.
Como consequência de sua disseminação, diversos varejistas encontraram neste mercado uma
grande oportunidade de expansão de seus comércios e diversas novas empresas também
surgiram.
Dentro do E-commerce possuímos algo chamado de M-Commerce que se configura
como as transações de e-commerce realizadas através de aparelhos celulares. Estas se
popularizaram com a proliferação dos smartphones que trazem com eles as diversas vantagens
como o acesso à internet via pacotes de dados que permitem ao usuário estar sempre conectado.
Dentro dessa ferramenta existem milhares de aplicativos disponíveis com fácil acesso que
permitem que o usuário realize compras como pedir comida ou contratar um serviço, como é o

9
caso do Uber. (CHANG, 2018) Além do M-Commerce, também possuímos o S-Commerce que
se configura como as transações realizadas através do uso de redes sociais, como por exemplo
o Facebook, para anúncio e compra de produtos.
O E-Commerce é, portanto, qualquer tipo de transação realizada via internet, indiferente
do meio utilizado para acessá-la. Nele são realizadas as mais diversas transações, podendo se
realizar venda de arquivos, de imagens, de serviços, de bens que deverão então ser entregues
ao seu destinatário, dentre muitos outros. Para transações com venda de produtos físicos entra
a questão de logística do meio que, com o passar dos anos, avançou significativamente. Nos
dias atuais é possível se comprar um produto e acompanhar o seu envio, as vezes até em tempo
real, até a sua casa. O E-Commerce revolucionou a forma de se realizar compras e vendas e
trouxe avanços significativos para o bem-estar social.

1.1. Os tipos de transações do E-Commerce

Dentre do E-commerce existem diversos tipos de comércio. Eles ocorrem a partir de 4


tipos de origens (consumidores, empresas, indivíduos e estado) e tem como destino esses
mesmos 4 tipos. Isso pode ser observado na tabela a seguir:

Consumer Business Peer Goverment


Consumer C2C C2B C2P
Business B2C B2B B2P B2G
Peer P2C P2B P2P
Goverment G2C G2B G2G
Figura 1: Tabela dos tipos de E-Commerce: Elaboração usando informações de (TASSABEHJI, 2003)

As transações de B2B já existiam durante muito tempo sobre a forma de EDIs


(Electronic Data Interchange, ou Intercambio Eletrônico de Dados). Na época apenas uma
pequena parcela das empresas fazia uso das mesmas, cerca de 1% das empresas dos EUA,
porém sua performance melhorou com o aumento da quantidade usuários com a popularização
da internet nos anos 90. (TASSABEHJI, 2003) Além disso, podem se configurar como

10
transações B2B vendas de maquinarias ou operações financeiras como serviços de auditoria
através da internet.
Transações de P2P se configuram como aquelas com troca de arquivos entre usuários
através de downloads diretos, redes próprias ou por meio de websites de uploads (publicação
digital) e downloads (obtenção de dados). Diferem das transações de C2C por não serem
especificamente uma espécie de e-commerce.
Transações de C2C se configuram como vendas por pessoas físicas para outros
indivíduos sem nenhuma afiliação comercial. Devido a sua natureza livre, essas se configuram
como inviável de ser realizada uma tributação sobre uma vez que os custos burocráticos de
fiscalização da mesma seriam elevados, obrigando ao estado focar assim nas transações de B2C.
(VICTOR, JIH, 2006). Esse tipo de comércio, entre indivíduos, existia antes mesmo da internet
e de tempos mais modernos. A internet, no entanto, propicia um ambiente no qual os indivíduos
podem buscar aquilo que lhes interessa e negociar com outros com uma facilidade, praticidade
e velocidade superior. Empresas especializadas nesse tipo de comércio estão entre as mais
utilizadas por usuários da internet, como por exemplo o mercadolivre.com.br, que possui a
maior receita do e-comércio brasileiro. (Ecommerce Foundation, 2018)
As transações de B2C, foco da questão tributária, são aquelas em que uma empresa ou
loja virtual realiza uma venda a um consumidor. Atualmente as vendas de E-retail (varejo
digital) correspondem a cerca de 11% do total nos EUA.
As transações de B2C do comercio digital estão assim tomando uma parcela da receita
do varejo tradicional e as previsões para o futuro acreditam em ainda maiores da participação
do e-retail, que apresenta um crescimento consistente. Assim, quando se compara a tributação
do varejo antes e depois do E-Commerce pode se observar, de fato, uma parcela menor do total
da receita sendo coletada pelo Estado.
Por último temos a participação do governo nas transações eletrônicas utilizando do
artificio para transferência de informações com maior facilidade para outros países, empresas
ou indivíduos, permitindo assim uma maior clareza das informações a serem distribuídas
podendo acompanhar a atividade do governo. Elas não são caracterizadas como um modelo de
comércio ou uma nova tecnologia. Esse modelo de transferência de informações é bem comum
para países membros da união europeia. (TASSABEHJI, 2003)

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2. E-Commerce nos EUA

A popularização da internet nos anos 90 seria uma oportunidade para que o mercado se
desenvolvesse com uma expansão gradual da internet. A expansão ocorreu através da
popularização de pacotes de banda larga e da queda do custo de aquisição de computadores,
que passaram a se tornar artigos mais acessíveis. Empresas então passariam a investir mais dos
seus recursos neste novo mercado.
Com mais usuários ativos no mercado e novas oportunidades surgindo ocorre assim uma
“Golden rush” do e-commerce norte americano em que empresas do setor de e-commerce
competem para se firmarem. Esta pode se atribuir ao rumor de que a ausência de uma adaptação
a nova modalidade culminaria na “derrota” de empresas que não se atualizassem, motivados
por pesquisa e previsões sobre o comercio eletrônico que previam que o mesmo iria se expandir
exponencialmente através do aumento da base de usuários por ações do governo que desejava
tornar sua população “conectada”. (TASSABEHJI, 2003) Com isso, grandes empresas offline
iriam se transformar para terem acesso a esses novos consumidores digitais oferecendo uma
grande variedade de serviços. O mercado, no entanto, não correspondeu às expectativas: apesar
de seu crescimento impressionante, diversas empresas dot com acabaram falindo e
consequentemente fechando as suas portas.
Dentre as empresas que sobrevieram esse primeiro momento do e-commerce
encontram-se hoje algumas das grandes multinacionais que operam atualmente que, percebendo
as possibilidades de expansão para novos Países como Brasil, expandiram seus horizontes
fazendo uso das vantagens do meio digital, motivadas pelos avanços tecnológicos que
permitiram custos menores. (TASSABEHJI, 2003)
Podemos atribuir aos Estados Unidos o título de “berço do E-commerce” por ser o país
que mais cedo se preocupou com o potencial do mercado. Devido aos seus significativos
incentivos iniciais para garantir um crescimento sem set backs, inúmeras gigantes do setor tem
origem no país, inclusive a maior empresa de e-retail do mundo, a Amazon.
As empresas de E-Retail também se preocuparam com a acessibilidade do consumidor
americano, motivadas pela possibilidade de maiores ganhos, e disponibilizaram diversas
plataformas para permitir ao cliente a maior praticidade na hora de realizar suas compras, como
site dedicas para versões mobile e aplicativos especializados.

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2.1. Tributação no E-Commerce nos EUA

A questão de como a tributação afetaria o e-commerce é complexa. Nos EUA diversos


estudos foram feitos acerca de como o consumidor reagiria a mudanças em uma carga tributária,
levando em consideração o debate em que os estados Norte-Americanos afirmam estarem tendo
perdas de receito devido a esta forma de mercado “Intocável”. O comércio foco da questão
tributária se caracteriza pelas transações de e-commerce de B2C. (VICTOR, JIH, 2006)
No passado, o governo norte americano, acreditando no potencial do mercado, mas
temendo atrapalhar o seu desenvolvimento, decide que não deverá ser realizada uma taxação
discriminatória nele e que o mesmo deve ser “imune” as questões tributárias. Oriunda de 1998,
a “Internet Tax Freedom Act” foi uma lei autorizada pelo Presidente Bill Clinton com o intuito
de promover este potencial comercial, educacional e informacional da internet e impede o
surgimento de impostos que funcionem apenas contra serviços disponíveis via internet e E-
Commerce (Public Law 105–277). Segundo dados da Forrester Inc. o E-Commerce norte-
americano obteve grandes índices de crescimento atingindo um ganho de 327 bilhões de dólares
para o ano de 2016 e uma participação de 7.7% no setor varejista, triplicando sua participação
em comparação com o ano de 2006 cuja participação percentual correspondia a 2.5%.
O crescimento expressivo do mercado nos EUA intensificou as demandas para uma
revisão da limitação da tributação sobre o E-Commerce estabelecida em 1998 que por fim
resultou em transações online sendo tributadas para grandes empresas de e-retail, a exemplo da
Amazon via as Amazon Laws de 2011 com a cobrança de um VAT (value added tax) e assim
coletarem impostos de seus consumidores.
Diante da questão de taxação do e-commerce nos Estados Unidos, formaram-se grupos
opostos que defenderiam seus interesses. A favor da taxação podemos encontrar forte presença
de retailers sobre o nome de “E-Fairness Coalition” que acreditam que o comercio virtual seja
favorecido enquanto no lado oposto podemos encontrar grandes empresas do meio virtual,
como Google, Amazon e outras. Dentre as principais dificuldades enfrentadas por órgãos
públicos na hora de impor a taxação está a questão de localização da loja. Uma loja física se
configura como contribuinte em seu próprio estado uma vez que ela possui uma presença
tangível no estado, porém, no caso de lojas virtuais, a dificuldade de impor tarifas se torna
evidente. Nos estados unidos ficou definido que a tributação só se torna aceitável para o estado
quando a empresa possui uma “conexão” forte com tal estado, através de uma base de

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operações, funcionários etc em que o mesmo se torna uma “parte” do Estado através de um
Nexus. (VICTOR, JIH, 2006)
Esse Nexus, no entanto, também se tornou um motivo de discussão. Estados Norte-
Americanos desejam, assim, encontrar uma definição mais forte para configurar um Nexus,
tentando definir uma loja com uma receita significativa, com valor a ser estipulado, como tendo
um Nexus com determinado estado. Isso, portanto, abre margem para discussão de até que
ponto uma loja de pequeno ou médio porte pode atuar na internet e manter-se imune a tributação
nos EUA.

Receita do E-Commerce nos Estados Unidos (em


milhões de dolares)
140,000
120,000

100,000
80,000
60,000
40,000
20,000

0
Q3 '09
Q1 '09

Q1 '10
Q3 '10
Q1 '11
Q3 '11
Q1 '12
Q3 '12
Q1 '13
Q3 '13
Q1 '14
Q3 '14
Q1 '15
Q3 '15
Q1 '16
Q3 '16
Q1 '17
Q3 '17
Q1 '18
Q3 '18

Figura 3: Elaboração própria com dados do site https://www.statista.com/

3. E-Commerce no Brasil

Se observando o relatório do E-Commerce Brasileiro, podemos observar que ele está


em constante crescimento. Motivado por um aumento significativo na sua base de usuários
através de incentivos governamentais para que mais pessoas tenham acesso à internet,
atualmente o Brasil possui cerca de 74% de toda sua população conectada à internet, essa sendo
implantada no brasil inicialmente nos anos 90. Base do crescimento do e-commerce, em 2001

14
apenas 7.6% da população se encontrava online. Dessa forma, configurada como uma
população conectada, surge a questão de como comerciantes devem se aproximar dos
consumidores.
Em 2013, durante o segundo governo Dilma, foi expedido o decreto 7962/13 com o
intuito de se tornar o comércio eletrônico mais seguro para os consumidores. Ele então
aumentaria as responsabilidades dos comerciantes que, uma vez não cumpridas,
desencadeariam em punições. Dessa forma, visibilizando um aumento na confiança do setor e
tornando compras mais seguras e funcionais, as determinações de tal decreto são:
• O direito de arrependimento do consumidor: qualquer consumidor tem o direito de se
arrepender de sua compra num período de uma semana após a compra sendo assim restituído o
valor do produto.
• Mais informações de contato por parte das lojas: as lojas passariam a ser obrigadas a
fornecer meios de contato com número de telefone e e-mail para contato dos consumidores e
devem estar com boa visibilidade.
• Frete e data de entrega: prazos pré-estabelecidos deverão ser cumpridos, frete deverá
ser rastreado e a informação deverá estar disponível para o cliente.
• Descrição de produtos: deverão ser completas e claras.

Julgando por dados futuros do crescimento do comércio virtual no brasil podemos


associar tais medidas com o eventual aumento observado no setor, que subiu de 53 milhões de
consumidores e um faturamento de R$ 31,11 bilhões em 2013 para um total de 60 milhões de
consumidores e um faturamento de R$ 53,2 bilhões em 2018. O comércio possui expectativas
positivas e manteve-se em crescimento até mesmo em períodos de recessão e crises motivadas
por greves, como a greve dos caminhoneiros. Até o ano de 2022 estima-se que o mercado
continuará em crescimento.

15
Faturamento do E-Commerce no
Brasil em Bilhões de Reais

47.7
44.4
41.3
35.8
28.8
22.5
18.7
14.8

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Figura 4: Elaboração própria. Dados Ebit Webshoppers.


Apesar de indicadores favoráveis ao futuro do e-commerce, como aumento da receita e
aumento do ticket médio do consumidor, o Brasil falha em suas questões de logística e
infraestrutura. No ranking internacional de logística (LPI), que é uma ferramenta de análise
corporativa criada pelo World Bank com o intuito de ajudar países a avaliarem os desafios e
oportunidades na sua performance de logística, o país encontra-se apenas na 56º posição. O país
também se encontra em 125º no ranking internacional de facilidade de se realizar negócios no
país.

BRASIL: PREVISÃO DE RECEITA DO E -


RETAIL DE 2017 TO 2022 (EM
BILHÕES DE DOLARES)
17.3
17.1
16.8
16
14.6
13.2

2017 2018 2019 2020 2021 2022

Figura 5: Elaboração própria. Dados do site <https://www.statista.com/>

16
Em relação a cobrança de impostos sobre o comércio virtual, o Brasil atua de forma
diferente dos Estados Unidos praticando tributação integral via ICMS seguindo a taxação
convencional exercida sobre lojas convencionais uma vez que o país defende a ideia de que o
e-commerce no país seria algo de acesso, inicialmente, apenas para aqueles com renda
suficiente para dar entrada setor. Com isso, as empresas de e-commerce têm uma barreira maior
para darem início a suas operações quando comparadas com empresas norte-americanas que,
inicialmente, não serão taxadas pelo seu comércio.
Num estudo realizado pela Ecommerce Foundation sobre o comércio eletrônico no
brasil em 2018, surge o questionamento sobre qual seria a estratégia que empresas devem adotar
no país. Justificado pelo elevado número de brasileiros já inseridos na internet, Andre Pereira
afirma que o mercado brasileiro “já pode ser considerado algo concreto. A sociedade brasileira
está se tornando uma verdadeiramente digital, em que os consumidores procuram por
praticidade, conforto e rapidez.” Ainda segundo ele, “várias empresas brasileiras estão
constantemente pesquisando por melhores práticas nacionais e internacionais que possam
aprimorar suas transformações digitais.”
A população digital brasileira tem um total de 68% da sua base de usuários na internet
participando de redes sociais e constantemente empresas tem buscado se aprimorar para se
adequarem aos seus clientes.
O cliente brasileiro possui um perfil de realizar diversas buscas tentando encontrar o
menor preço possível, de se sentir confortável realizando compras online e, para o ano de 2017,
realizar compras usando seus aparelhos células, dado comprovado pelo fato que 25% das
transações de E-Commerce no país foram realizadas através dos aparelhos. Com isso se justifica
que o crescimento forte do E-commerce pode ter sido impulsionado pelo consumidor brasileiro
que, sempre conectado, já costuma realizar suas comprar online e vai aos poucos se
distanciando do varejo convencional comprando cada vez mais.

17
Ticket Médio do Consumidor
Brasileiro no E-Commerce

418 429
388
349 338 347
327

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Figura 6: Elaboração própria. Valores em reais. Dados Ebit Webshoppers.

Vale destacar que a população digital cresceu num ritmo elevado maior que a receita do
setor com o volume de pedidos mais que dobrando de 2011 até 2017 justificando a pequena
queda inicial do ticket médio do consumidor.

Volume de pedidos em milhões no


comércio digital brasileiro

106.5 106.3 111.2


103.4
88.3
66.7
53.7

2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Figura 7: Elaboração própria. Valores em reais. Dados Ebit Webshoppers.

Essa transformação do cliente brasileiro levou lojas brick-and-mortar a uma


necessidade de se adaptar a realidade de que o consumidor brasileiro perdeu parte do interesse
que tinha em realizar comprar em lojas físicas. Com isso, inúmeras grandes lojas do país estão
passando por dificuldades na hora de competir com empresas especializadas do mercado digital,
como a Amazon. A livraria cultura, por exemplo, irá passar a oferecer zonas de lazer para seus
clientes dentro da loja para assim conseguir trazê-los para seus domínios.
18
3.1. Tributação no E-Commerce Brasileiro

O debate referente a tributação do e-commerce já se dava antes do começo do novo


milênio e, pouco mais tarde, passaria a ser aceita a cobrança de ICMS no comércio digital. Já
chegou a ser pauta se deveria ou não ser cobrado ICMS sobre provedores de internet e,
conforme a súmula 334 do STJ, não deverá ocorrer cobranças sobre eles. Isso se justifica pela
classificação como um serviço de valor adicionado, não sendo assim um serviço de
telecomunicações.
Outro grande problema brasileiro em relação a tributação quando a internet passou a se
expandir em território nacional a partir de 1995 se dá pela evasão fiscal. Uma vez que o novo
modelo de comércio colocou em xeque o sistema tradicional de administração tributária, parte
das dificuldades trazidas por ele estão não só na dificuldade de adaptação, mas na fiscalização
do próprio. Seguindo determinações do ICMS, toda transação feita pela internet deverá ser
cobrada uma vez que, assim como as transações físicas, elas oferecerem bens e serviços. Existe
a dificuldade de se definir o que é feito na internet e a tributação no e-commerce nos dias
modernos se dará mais facilmente pelas grandes redes de comércio enquanto vendedores
autônomos, muitas vezes fazendo uso de grandes plataformas como mercado livre ou grupos
de compra e venda de redes sociais como facebook, muitas vezes acabam não recolhendo os
tributos que os mesmos deveriam. Para Maria Fátima Ribeiro:
“O crescimento do comércio eletrônico através da internet e de outros meios de
comunicação é polêmico quanto à ocorrência ou não de fato gerador nas aquisições de bens e
serviços praticados por esses meios, quando a doutrina defronta dificuldades em lidar sobre os
tradicionais conceitos de mercadorias, de bens corpóreos e incorpóreos.”
Do fim dos anos 90 até os dias atuais, Brasil e o mundo mantiveram a constante dúvida
de como deveria se trabalhar as questões tributárias. Projetou-se então para o mercado digital
Brasileiro um sistema de tributação se baseando no local para o qual determinado produto será
vendido já a partir de 2016. Dentre as dificuldades apontadas sobre esse sistema de tributação
destaca-se o fato de muitas dessas empresas virtuais não possuírem um Nexus com estados para
os quais elas vendem tornando assim seu custo burocrático para declararão de impostos em tais
estados elevado.
Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, um terço das microempresas do e-commerce
brasileiro suspenderam suas vendas em janeiro de 2016. Das empresas pesquisadas, 25% delas
pararam de vender para outros estados e 9% pararam todas suas operações. Segundo Guilherme

19
Afif Domingos, presidente do SEBRAE: “Estão prejudicando as micro e pequenas empresas e
o comércio eletrônico de todo o país. Não param de chegar relatos de empresas fechando,
suspendendo as vendas online. Os fiscos estaduais e o Confaz estão agindo como os
Exterminadores do Futuro das micro e pequenas empresas”.
Ainda segundo a pesquisa, devidos aos maiores custos gerados pelos encargos
tributários, quase 75% das empresas questionadas afirmaram terem realizado mudanças
operacionais e 67% admitiram terem tido atrasos referentes as entregas de produtos.
Em vista da situação negativa apresentada para pequenas e microempresas, surge a lei
complementar “Crescer sem Medo” ainda em 2016 buscando assim uma tributação mais justa.
A mesma iria passar a vigorar parcialmente a partir de 2017. Dentre as principais encontra-se
uma redução das “faixas de tributação” que anteriormente eram 20 e passam a ser apenas 6.
Também existe incentivo fiscal a “investidores-anjos” destas empresas e a unificação do
recolhimento do INSS e FGTS (referentes a previdência).
A tributação no Brasil assim atua nas novas regras de ICMS percebendo como elas
trazem prejuízos para o crescimento do e-comercio brasileiro uma vez que o Brasil já se
configura como um dos países com os maiores custos, de tempo e financeiros, na questão de
burocracia. Assim se deseja realizar uma tributação consistente para empresas de grande porte,
mas sem causar danos irreparáveis as pequenas empresas do setor.

4. Respostas do consumidor a mudanças na tributação

Para se determinar como os consumidores agiriam em relação a aumentos nas cargas


tributarias foram realizados diversos estudos no início do novo milênio. Para avaliação de como
diferentes taxas poderiam afetar a demanda do e-commerce, se observa inicialmente as
respostas que um indivíduo nos Estados Unidos tem a diferentes cargas tributarias. Pessoas que
moram em regiões que fazem fronteiras entre diferentes estados possuem a prática de
comprarem no local com a menor taxa. No entanto, nesse mesmo estudo se torna evidente que
apenas regiões com maiores cargas tributarias iriam ter respostas mais expressivas a mudanças
nos tributos. Com isso, quanto maior o imposto já cobrado, maior a sensibilidade do indivíduo
a qualquer tipo de mudança.
Ainda além, se estudou o comportamento que pessoas teriam referente a uma cobrança
de imposto nas transações digitais e como elas afetariam os consumidores que passariam assim
a pagar mais caro por seus produtos. Observa-se assim uma maior sensibilidade para pessoas

20
com maior experiencia no uso da internet, onde usuários com maior experiencia iriam procurar
alternativas mais baratas ao mercado digital percebendo as mudanças nos preços.
MARK A. SCANLAN determina que:

• Consumidores com experiencia no uso de internet serão mais sensíveis a


diferenças nas taxas pois eles já possuem/podem possuir confiança na plataforma. Isso se
intensifica, portanto, para os dias modernos nos quais o uso da internet tornou-se parte do dia a
dia do indivíduo.
• No caso de moradores de regiões que se constituem como fronteiras entre dois
estados nos EUA, é comum que eles busquem produtos com menor preço olhando as diferenças
no valor atribuído ao imposto uma vez que a taxação norte-americana varia de estado para
estado.
• A vantagem do e-commerce está caracterizada como o Custo Salvo de uma
transação Online (CS), valor pago (V), i como tributos sobre a transação online, t como a
tributos sobra a transação offline, o valor do produto offline (P), a quantidade do produto(Q),
custos da transação fixos, custos variáveis (frete) e vantagens e desvantagens da transação Z
(possibilidade de não ter que sair de casa, menor tempo para se realizar a compra, ausência da
necessidade de se interagir com um vendedor, insegurança, etc.)
Seu estudo, portanto, determina pessoas mais acostumadas ao mercado digital terão uma
sensibilidade maior e regiões com impostos já elevados não se sentirão dispostas a pagar por
produtos ainda mais caros. As transações de e-commerce, assim, seriam parcialmente sensíveis
a mudanças que tornassem os produtos que já compram mais caros e aquelas que não estão
habituados a internet teriam suas demandas inelásticas a uma variação na tributação e do preço
dos produtos do E-commerce.
Podemos determinar uma equação para a vantagem do E-commerce por:

𝐶𝑆 = 𝑡(𝑃𝑄) − 𝑖(𝑉𝑄) − 𝐶𝐹 − 𝑄(𝐶𝑉) ± 𝑍

Com isso se entende que os custos referentes as transações online, somados as


preferencias do consumidor, resultam na vantagem que o consumidor tem em comprar o que
ele deseja online. Usando isso como base pode se determinar uma demanda para o E-commerce
na seguinte equação:

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𝐷(𝑒𝑐𝑜𝑚𝑚𝑒𝑟𝑐𝑒) = 𝑐𝑅 − (𝑃1 − 𝐶𝑆 1 )𝑄1 − (𝑃² − 𝐶𝑆 2 )𝑄² ... + (𝑃𝑛 − 𝐶𝑆 𝑛 )𝑄 𝑛

Ou

𝐷(𝑒𝑐𝑜𝑚𝑚𝑒𝑟𝑐𝑒) = 𝑐𝑅 − ∑(𝑃𝑛 − 𝐶𝑆 𝑛 ) 𝑄 𝑛

Em que a demanda final do E-commerce irá se configurar como a renda multiplicada


pela propensão marginal da consumir menos o preço líquido dos produtos do E-commerce
multiplicado pela quantidade do seu consumo. Se assume 𝑄 𝑛 nulo quando 𝐶𝑆 𝑛 é menor que
zero, ou seja, quando a vantagem comparativa do produto online em relação ao mesmo offline
é negativa.

Conclusão

Impostos apresentam resultados negativos para o comércio digital. Inicialmente com um


crescimento menos limitado o E-Commerce tinha maior margem para fazer uso dos menores
preços possíveis para se tornar a opção mais atrativa aos seus consumidores. Isso, no entanto,
passou a se tornar insustentável para instituições governamentais que viram sua coleta de
tributos diminuir à medida que o mercado crescia. Com isso em vista, os governos Brasileiros
e Norte-Americano agiram com a implantação de leis que obrigam a cobrança de tributos. No
caso Brasileiro, as novas regras de ICMS determinariam que o imposto já cobrado iria mudar
de destino; enquanto no caso Norte-Americano a ausência de qualquer tributação anterior
permitiu a formação das gigantescas multinacionais como Amazon que passariam então a ser
cobradas taxas.
Apesar disso, as regras tributárias também acabam limitando o crescimento de pequenas
empresas que não possuem condições de lidar com os custos burocráticos, em ambos os países.
Nos EUA a resposta a isso foi uma discriminação com grandes empresas, que iriam ser as únicas
cobradas, porém estados norte-americanos tentam, aos poucos, determinar limites de receitas
que uma empresa pode ter no estado sem se configurar um nexus. No caso Brasileiro foi
necessária uma lei complementar que visava permitir que pequenas empresas ainda se
mantenham operacionais.

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