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Curso de Metodologia do Ensino de Artes


Centro Universitário Leonardo da Vinci

Organização
Tatiana dos Santos da Silveira
Tutoria Interna de Artes Visuais

Reitor da UNIASSELVI
Prof. Hermínio Kloch

Pró-Reitora de Ensino de Graduação a Distância


Prof.ª Francieli Stano Torres

Pró-Reitor Operacional de Ensino de Graduação a Distância


Prof. Hermínio Kloch

Diagramação e Capa
Paulo Herique do Nascimento

Revisão:
Centro Universitário Leonardo da Vinci

Todos os direitos reservados à Editora Grupo UNIASSELVI - Uma empresa do Grupo UNIASSELVI
Fone/Fax: (47) 3281-9000/ 3281-9090
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Proibida a reprodução total ou parcial da obra de acordo com a Lei 9.610/98.


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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

A PRESENTAÇÃO
Metodologia do Ensino de Artes é uma disciplina de
grande importância na formação de professores, pois tem por
objetivo refletir a respeito dos fundamentos da prática docente e
a construção da formação e do profissional de Arte na educação.

Iniciamos também um diálogo sobre uma área que trabalha


diretamente com o conhecimento sensível, histórico e cultural, a Arte.

Conhecer a história da Arte/educação e as contribuições


de pesquisadores para o desenvolvimento do ensino da Arte no
Brasil nos permite compreender influências históricas que até se
fazem presentes nas metodologias adotadas em sala de aula.

Saber selecionar melhor os conteúdos, elaborar bons


objetivos, escolher procedimentos adequados de ensino, planejar
melhor nossas aulas, compreender os nossos processos de
formação e qualificação como professores trará contribuições
substanciais à nossa prática. E é a isso que nos propusemos ao
elaborar esse Curso.

Vamos nos sensibilizar juntos, conhecendo a trajetória


desta área de conhecimento que vem ganhando espaço nos
currículos escolares.

Bom estudo e muita sensibilidade artística nas suas


discussões!

Profª Tatiana dos Santos da Silveira

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

ENSINO DA ARTE NO BRASIL E A


LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

1 INTRODUÇÃO

Esta etapa abordará a história do Ensino da arte no Brasil.


Compreender o sentido de Arte e Arte/educação permitirá refletir
sobre as questões referentes a metodologias do ensino que
influenciaram e marcam a identidade de professores que estão à
frente desta disciplina.

Convido você a estudar um pouco sobre a caracterização


de Arte e Arte/educação, de grandes nomes relacionados à
pesquisa sobre o ensino da Arte no Brasil e no Mundo.

2 CARACTERIZANDO ARTE E ARTE/EDUCAÇÃO

A Arte está presente na vida das pessoas desde o início da


humanidade como forma de comunicação e expressão. Desde a
pré-história o homem já se comunicava através dos desenhos e
códigos impressos na rocha, que você poderá estudar na disciplina
de História da Arte. Por meio das expressões artísticas, é possível
além de manifestar sentimentos, perceber o mundo de forma
poética, sensível e contextualizada.

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Ouvir uma música, uma poesia, apreciar um quadro, uma


fotografia, uma apresentação de teatro ou dança são modos de
fruir e sentir Arte. Fruir Arte é um processo pelo qual o ser humano
conhece a respeito da obra, do artista que a criou, de si próprio e
do mundo onde está inserido. Assim, o trabalho com a Arte está
relacionado à percepção, à emoção, à intuição, à sensibilidade.
“A arte é, por conseguinte, uma maneira de despertar o indivíduo
para que este dê maior atenção ao seu próprio processo de sentir”.
(DUARTE JÚNIOR, 1988, p. 65)

Você já se perguntou qual a real importância da Arte na


vida das pessoas?

Barbosa (2002) atenta que é impossível conhecer a cultura


de um país, sem conhecer sua arte, pois é importante compreender
que a Arte é a representação do país por seus próprios membros.

É por meio da Arte que podemos conhecer e entender a


cultura do nosso tempo, sendo este um processo fundamental
para a construção humana sensível.

Quando falamos de “construção humana sensível”, não


estamos generalizando a Arte como forma de despertar apenas
sentimentos, pois desta forma estaríamos reduzindo seu real papel
enquanto área de conhecimento presente na vida das pessoas.
Estamos aqui, nos referindo a todos os elementos que permeiam
esta construção de conhecimento cultural e histórico através da
Arte, pois “a arte como linguagem, expressão e comunicação, trata
da percepção, da emoção, da imaginação, da intuição, da criação,
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elementos fundamentais para a construção humana sensível”


(PILLOTTO, 2004, p. 38). Como vetor de construção humana
sensível, a Arte possibilita contato com o mundo e consigo mesmo.
Permite que, por meio dela, a criança conheça e compreenda o
contexto onde está inserida, bem como desenvolva conhecimentos
artísticos, culturais e históricos.

A arte/educação proporciona aos alunos o contato direto


com imagens e objetos artísticos. Este contato e o trabalho com
as produções artísticas desenvolvido por professores de arte no
contexto escolar permitem, além do contato com a Arte, momentos
de criação e de expressão individuais e coletivos. Permitem ao
aluno conhecer a realidade do seu tempo, a sua cultura e a sua
história.

Se pretendemos de fato uma educação para


a cidadania, que entenda os sujeitos como
construtores de suas histórias, temos que garantir
a educação estética e artística nos espaços das
instituições educacionais, talvez o único para
a maioria das crianças, a única possibilidade
para adentrarem no universo poético e estético.
(PILLOTTO, 2004, p. 59)

A escola é o espaço institucional onde o aluno tem a


oportunidade de conhecer de forma intencional ou não, os
conhecimentos históricos e culturais construídos pela sociedade
no decorrer dos tempos. É o espaço que permite uma relação
entre história, cultura e Arte. “Ao conhecer a arte produzida em
diversos locais, por diferentes pessoas, classes sociais e períodos

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históricos e as outras produções do campo artístico (artesanato,


objetos, design, audiovisual etc.), o educando amplia sua
concepção da própria arte e aprende dar sentido a ela”. (FERRAZ;
FUSARI, 2009, p. 19)

Mas afinal, qual a função da Arte na escola?

Pesquisas indicam que a Arte desenvolve a cognição


de crianças e adolescentes, proporcionando conhecimento
e expressão não apenas racional, mas também afetivos e
emocionais. “A função da Arte na Educação é essa, desenvolver
as diferentes inteligências”. (BARBOSA, 2001)

Mas, como será que chegamos até esta concepção de


Ensino de Arte?

É muito importante que você, caro acadêmico, reflita sobre


essas questões para compreender a sua prática pedagógica.
Vamos refletir juntos sobre esta trajetória.

3 ARTE E A EDUCAÇÃO JESUÍTICA

Os primeiros registros relacionados ao ensino da Arte no


Brasil são datados aproximadamente entre os anos de 1549 e
1808, período e que a educação estava voltada para os nobres,
sob a responsabilidade de grupos religiosos principalmente
os jesuítas. Neste período, no Brasil, a Educação dominada
pela Missão Jesuítica era dividida em dois projetos: um para a
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catequização dos índios e outro para a elite dominante.

Como nesta época a formação era destinada à elite e à


catequização dos nativos, entre os donos de terras desenvolveu-se
um desejo de demonstrar a hierarquia através das suas riquezas,
entre elas os títulos acadêmicos.

Segundo Barbosa 2002, durante o império, objetivava-se


formar uma elite que pudesse defender a colônia dos invasores,
uma elite que pudesse governar o país e que motivasse
culturalmente a corte.

Para Ferraz e Fuzari (2009), no Brasil fundaram as escolas


de ler e escrever e de doutrina em locais diferentes. O método
utilizado pelos jesuítas era atrativo, pois aproveitam a música, o
canto coral e o teatro, para finalidade de formação religiosa.

Com relação aos nativos, eram educados nas


missões e nos sistemas de “reduções” destinadas à
catequese. As reduções, assim como as residências
e os colégios, tornaram-se verdadeiras “escolas-
oficinas” que formavam artesãos e pessoas para
trabalhar em todas as áreas fabris. Nesses locais,
os “irmãos oficinas”, exerciam e ensinavam vários
ofícios, tais como pintura, carpintaria, instrumentos
musicais, tecelagem etc. (FERRAZ; FUZARI, 2009,
p. 41).

Ainda segundo Ferraz e Fuzari, 2009, os índios aprenderam


a tocar e construir instrumentos, bem como a composição musical.

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Neste período, os poetas e escritores tinham grande


prestígio diferente dos artistas que não eram tão valorizados.

Foi por volta de 1808, através das reformas do Marquês de


Pombal, que a educação Jesuítica perdeu sua força. Os jesuítas
perderam o poder de atuar junto às escolas, porém os professores
aptos a atuar eram os formados pelos próprios jesuítas.

Este período foi marcado por mudanças no cenário


político, educacional e cultural do Brasil. Nesta época, o sistema
educacional foi dividido em uma estrutura de três níveis de ensino,
primário, secundário e superior além de cursos profissionalizantes.

Este momento pedia uma reestruturação cultural no país,


que ficou marcada pela vinda da Missão Artística Francesa para
o Brasil, ação de D. João VI, com o objetivo de “reformular os
padrões estéticos vigentes”. (FERRAZ; FUZARI, 2009, p. 42)

Mas, você sabe o que foi a Missão Artística Francesa?

A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil, chefiada por


Joachim Lebreton, com um grupo de artistas importados da França
no ano de 1816, encarregados de substituir a concepção popular
de arte, assim como o Barroco Brasileiro, pelo Neoclassicismo,
com enfoque nos desenhos, pintura, escultura e moda europeia.

Dois dos principais artistas desta missão foram:

Jean-Baptiste Debret: (1768-1848) conhecido como “a


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alma da Missão Francesa”. Ele foi desenhista, aquarelista, pintor


cenográfico, decorador, professor de pintura e organizador da
primeira exposição de arte no Brasil (1829). Em 1818, trabalhou
no projeto de ornamentação da cidade do Rio de Janeiro para os
festejos da aclamação de D. João VI como rei de Portugal, Brasil e
Algarve. Mas é em Viagem Pitoresca ao Brasil, coleção composta
de três volumes com um total de 150 ilustrações, em que ele
retrata e descreve a sociedade brasileira. Seus temas preferidos
são a nobreza e as cenas do cotidiano brasileiro. Suas obras nos
dão uma excelente ideia da sociedade brasileira do século XIX.

Nicolas Taunay: (1755-1830) pintor francês de grande


destaque na corte de Napoleão Bonaparte. É considerado um dos
mais importantes da Missão Francesa. Ficou no Brasil por cinco
anos e retratou paisagens do Rio de Janeiro.

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REMISSÃO À LEITURA
Caro acadêmico! Para aprofundar
seus conhecimentos sobre Taunay e
Debret, recomendamos os seguintes
livros:
O SOL DO BRASIL - Nicolas-
Antoine Taunay e as desventuras
dos artistas franceses na corte de
D. João. Lilia Moritz Schwarcz.
A historiadora Lilia Moritz Schwarcz
se debruça sobre a vida e a obra do pintor francês
Nicolas-Antoine Taunay. Um ensaio agudo a respeito do
imaginário francês sobre os trópicos, da arte neoclássica
e da vinda da família real portuguesa e do grupo que a
historiografia batizou de “Missão Artística Francesa”.

DEBRET E O BRASIL - Pedro


Correa do Lago e Júlio Bandeira
Editora: Capivara. Com 708 páginas
e mais de 1.300 imagens. Este
volume ilustra a totalidade dos
trabalhos do artista, que os autores
conseguiram identificar e descrever
como resultado de uma pesquisa.
As centenas de óleos, aquarelas,
desenhos e gravuras, produzidas por Debret nos 15
anos passados no Brasil (1816-1831), estão reunidos
neste volume, para permitir uma visão da obra do pintor.

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Foi com a vinda da Missão Artística Francesa ao Brasil que


em 1816, foi criada a Escola Real das Ciências, Artes e Ofício do
Rio de Janeiro, que após dez anos foi transformada em Imperial
Academia e Escola de Belas Artes. Foi a instituição oficial do
ensino da Arte no Brasil, porém ainda com orientações de institutos
similares na Europa.

Segundo Barbosa (2002), a Academia de Belas Artes


esteve a serviço do Reinado e império, além de contribuir para a
estruturação de um preconceito contra o ensino da Arte.

FIGURA 1 – ACADEMIA DAS BELAS ARTES. LITOGRAFIA. MUSEU


HISTÓRICO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO

FONTE: Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br>. Acesso em: 6 abr. 2011.

Os artistas responsáveis pelo ensino nesta instituição


eram nomeados e seguiam os modelos artísticos europeus, a arte
neoclássica, “valorizando categorias como harmonia, o equilíbrio
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e o domínio de materiais”. (FERRAZ; FUSARI, 2009, p. 42)

Academia Imperial de Belas Artes ou Academia Imperial


das Belas Artes é o antigo nome (1822-1889) da atual
Escola de Belas Artes, hoje unidade da Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.
Foi inicialmente denominada como Escola Real de
Ciências, Artes e Ofícios, quando da sua fundação por
D. João VI (1816-1826), em 12 de agosto de 1816,
ao fim do período colonial brasileiro. O soberano teria
sido influenciado, nesse gesto, por António de Araújo e
Azevedo, o 1º conde da Barca.
Após a Independência do Brasil, em 1822, a escola
passou a ser conhecida como Academia Imperial das
Belas Artes e, mais tarde, como Academia Imperial de
Belas Artes.
A instituição foi definitivamente instalada em 5 de
novembro de 1826, em edifício próprio à altura da
Travessa do Sacramento (atual Avenida Passos),
inaugurado por D. Pedro I (1822-1831).
Em 1938, o seu edifício histórico foi demolido, tendo
sido preservado o portal em granito e mármore, onde
se destacam os ornamentos em terracota, de autoria de
Zéphyrin Ferrez. Este, por sua vez, foi transportado em
1940 para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, onde
se encontra na atualidade.
FONTE: Disponível em: <www.flickr.com.br>. Acesso
em: 6 abr. 2011.

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Como nesta época a Missão Artística Francesa adotou o


estilo neoclássico, acabou por gerar certo preconceito em relação
à Arte praticada pelas camadas populares, o barroco-rococó.

Este caráter elitista era marcado pela oposição a este


estilo barroco-rococó existente o que também gerou um conceito
de arte como algo supérfluo e sem importância para a educação,
que tinha serventia para o lazer e o luxo.

A Academia Imperial de Belas Artes teve nomes importantes


como alunos e posteriormente como professores. Fazem parte
desses alunos os artistas:

Victor Meireles: Autor da Primeira Missa no Brasil, Pedro


Américo, autor da obra Independência ou morte, conhecida
também como o grito do Ipiranga e Almeida Júnior, autor da Cena
da Família de Adolfo Augusto Pinto.

FIGURA 2 – PRIMEIRA MISSA NO BRASIL E INDEPENDÊNCIA OU


MORTE

FONTE: Disponível em: <itaucultural.org.br>. Acesso em: 6 abr. 2011.

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FIGURA 3 – FAMÍLIA DE ADOLFO AUGUSTO PINTO

FONTE: Disponível em: <www.flickr.com.br>. Acesso em: 6 abr.


2011.

Dentre esses três artistas, Victor Meireles e Pedro Américo


destacaram-se na Academia Imperial de Belas Artes, recebendo
como prêmio a oportunidade de aprofundar seus estudos na
Europa. Os dois artistas também se tornaram professores na
própria Academia.

Ainda nesta época, o ensino da arte baseava-se nos

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ensinamentos a cerca do desenho, que era ensinado nas escolas
primárias e secundárias.

Criaram-se também as escolas normais, destinadas ao


ensino para a formação de professores e os “liceus de artes e
ofícios” ou “escolas de artes e ofícios”. Esses espaços eram
destinados à educação voltada à necessidade de técnicas e mão
de obra especializada para atender à demanda da expansão da
indústria nacional.

No Brasil como na Europa, o desenho era


considerado a base de todas as artes, tornando-
se matéria obrigatória nos anos iniciais de estudo
da Academia Imperial. No ensino primário e
secundário, o desenho também tinha por objetivo
ser útil a desenvolver habilidades gráficas,
técnicas e domínio da racionalidade. Com isso,
os professores preparavam os alunos para serem,
no futuro, bons profissionais e com formação
regida por regras fundamentais no pensamento
dominante, como a estética da “beleza e do bom
gosto”. (FERRAZ; FUZARI, 2009, p. 44)

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Como você pôde ler, caro acadêmico, a valorização do


desenho no ensino da arte era muito forte nesta época.
Segundo Barbosa (2002), nas escolas secundárias
desta época predominavam o retrato e a cópia.
Perguntamos a você:
A cópia não é atividade que predomina em sala de aula?
Você poderá perceber ao longo da história do Ensino da
Arte que muitas técnicas ainda utilizadas nas aulas de
Arte, encontram-se enraizadas até mesmo nos séculos
passados.
Aproveite esta leitura e esta volta às raízes do ensino
da Arte no Brasil, para refletir sobre sua prática em sala
de aula.

Além do ensino da matéria de desenho nesta época, foi


estabelecido o ensino da música nas escolas brasileira, pois esta
era a manifestação artística preferida da corte portuguesa. No
entanto, as formas e temas a serem seguidos eram os europeus.

Entre os anos de 1888 e 1890, com a abolição dos escravos


e com a Proclamação da República, várias reformas acontecem
em diferentes esferas da sociedade brasileira. Tais reformas
provocadas pelas correntes liberais e positivistas.

Uma discussão acirrada acontece na Escola Imperial de


Belas Artes entre as correntes positivistas e liberais referentes

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ao ensino da Arte.

O grupo dos Positivistas era formado por: Décio Villares,


Aurélio de Figueiredo e Montenegro Cordeiro e brigava pela
manutenção do modelo vigente de educação da Escola Imperial
de Belas Artes, como escola de aprendizado de ofícios e de Belas
Artes.

O grupo dos liberais era composto por: Eliseu Visconti,


França Júnior, Henrique Bernadelli, Rodolfo Amoedo e Zeferino
da Costa. Defendia a importância da renovação de um modelo
acadêmico de ensino e as belas artes como foco de atenção da
escola.

O grupo dos liberais consegue manter a Escola Imperial


de Belas Artes, mudando a denominação para Escola Nacional
de Belas Artes, porém não alteram seus moldes arcaicos.

Nesta época, os positivistas acreditavam que a importância


da Arte estava nas contribuições proporcionadas para o estudo
da ciência, para o desenvolvimento do raciocínio e da emoção,
desde que ensinada através do método positivo, que subordinava
a imaginação e a observação.

Já os liberalistas defendiam a implementação do desenho


no currículo escolar, com a finalidade de preparar o povo para o
trabalho.

Segundo Barbosa (2002), a arte então começa a


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desempenhar um importante papel, através do desenho como


linguagem da técnica e da ciência, sendo “valorizadas como
meio de redenção econômica do país e da classe obreira, que
engrossara suas fileiras com os recém-libertos”. (BARBOSA,
2002, p. 30)

4 O ENSINO DA ARTE NO BRASIL NO SÉCULO XX

Entre os anos de 1901 e 1914, os positivistas continuaram


a orientar a educação em geral, no entanto, iniciou-se a
implementação de modelos educacionais por missionários
americanos que influenciaram a legislação brasileira.

Por volta do ano de 1914, iniciou-se a preocupação com


a expressão da criança, através da pedagogia experimental. A
criança gradativamente passa a ser vista com características
próprias e não mais como um adulto em miniatura.

A influência da pedagogia experimental propiciou as


“primeiras investigações sobre as características da expressão
da criança através do desenho” (BARBOSA 2002, p. 42). O
desenho começa a ser utilizado como teste mental e passa a
ser considerado fator interno que reflete a organização mental.
Valoriza-se a livre expressão da criança, partindo da imaginação
e condenando os modelos impostos pela observação.

Em 1917, junto com uma exposição de seus


trabalhos em São Paulo, Anita Malfatti expôs

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desenhos infantis. Apoiada por Mário de Andrade,


ela continuou com este trabalho apesar da
sociedade, que ainda vivia sob o princípio de que a
criança é um adulto em miniatura, desvalorizando
o significado de uma expressão infantil. (ROSA,
2005, p. 27-28)

A exposição de Anita foi muito criticada na época, inclusive


pelo escritor Monteiro Lobato, que também era crítico de Arte,
porém toda esta crítica serviu como ponto de partida para o
Movimento da Semana de Arte Moderna de 1922.

Caro acadêmico! Procure ler os trechos da Crítica de


Monteiro Lobato, no site Fonte: <http://recantodasletras.
uol.com.br/artigos/1058764> e informar-se sobre este
momento. O título do texto é: A CRÍTICA DEMOLIDORA
DE MONTEIRO LOBATO.

4.1 A SEMANA DE ARTE MODERNA

A Semana de Arte Moderna, realizada entre os dias


11 e 18 de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, reuniu
um grupo de artistas, entre eles, músicos, artistas plásticos,
arquitetos e escritores que defendiam a arte com estilo próprio
brasileiro, negando as vanguardas europeias, principalmente o
academicismo.

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Participaram deste movimento com pinturas e desenhos,


artistas como:

• Anita Malfatti, Di Cavalcanti.


• Zina Aita.
• Vicente do Rego Monteiro.
• Ferrignac (Inácio da Costa
Ferreira).
• Yan de Almeida Prado.
• John Graz.
• Alberto Martins Ribeiro.
• Oswaldo Goeldi. FIGURA 4 – A ESTUDANTE, ANITA
MALFATTI
FONTE: Disponível em:
<universitario.com.br>.
Acesso em: 6 abr. 2011.
Com esculturas:

• Victor Brecheret.
• Hildegardo Leão Velloso.
• Wilhelm Haarberg.

FIGURA 5 – DEPOIS DO BANHO,


VICTOR BRECHERET
FONTE: Disponível em: <http://
www.sampa.art.br/
escultura/>. Acesso em: 6
abr. 2011.

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Com a arquitetura:

• Antonio Garcia Moya.


• Georg Przyrembel.

FIGURA 6 – PROJETO DE
RESIDÊNCIA,
ANTÔNIO MOYA
FONTE: Disponível em: <http://
mm19.2it.com.br/>.
Acesso em: 6 abr. 2011.
Representando os escritores:

• Mário de Andrade. “Escrevo sem pensar, tudo o que


• Oswald de Andrade. o meu inconsciente grita. Penso
• Menotti del Picchia. depois: não só para corrigir, mas
• Sérgio Milliet. para justificar o que escrevi.”
• Plínio Salgado. Mario de Andrade.
• Ronald de Carvalho.
FONTE: Disponível em: <http://
• Álvaro Moreira. www.pensador.info>.
• Renato de Almeida. Acesso em: 6 abr. 2011.
• Ribeiro Couto.
• Guilherme de Almeida.

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Representando a Música:

• Villa-Lobos.
• Guiomar Novais.
• Ernâni Braga
• Frutuoso Viana.

FIGURA 7 – LIVRO VILLA-LOBOS


FONTE: Disponível em: <http://
submarino.com.br>.
Acesso em: 6 abr. 2011.

Caro acadêmico, para saber um


pouco mais sobre a importância
da Semana de Arte Moderna,
sugerimos que acesse o site:
< h t t p : / / w w w. y o u t u b e . c o m /
watch?v=zc2AHqe9zrw>,
Semana de Arte Moderna,
Minissérie “Um só Coração”.

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

Este movimento influenciou diretamente a expressão


artística brasileira, bem como o ensino da arte no Brasil. Após
este movimento iniciaram-se as atividades de investigação sobre
a arte da criança e incentivos ao próprio ensino da Arte.

No ano de 1948, no Rio de Janeiro, é criada a Primeira


Escolinha de Artes do Brasil, por iniciativa do artista pernambucano
Augusto Rodrigues, da artista gaúcha Lúcia Alencastro Valentim e
da escultora norte-americana Margareth Spencer. As escolinhas
de Artes tinham a finalidade de trabalhar as expressões artísticas
e eram voltadas ao público infantil. Valorizavam a livre-expressão.

Nas escolas primárias e secundárias por volta da metade


do século XX, houve uma valorização do desenho, trabalhos
manuais, música e canto orfeônico. Valorizavam-se os chamados
“dons artísticos”, onde o professor era o transmissor de técnicas
e conceitos ligados aos padrões estéticos como a reprodução de
modelos.

Nesta época, a disciplina de desenho enfocava o desenho


geométrico, e o desenho natural e o teatro e a dança eram
reconhecidos apenas para as apresentações escolares em virtude
das datas comemorativas.

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

Caro acadêmico, perguntamos a você:


Será que a reprodução de modelos ainda existe em
nossas escolas?
Será que o teatro e a dança, ou a própria figura do
professor de artes ainda não recebe esta valoração
de organizador de apresentações e murais para datas
comemorativas?

Na música, o principal representante do canto orfeônico


no Brasil, por volta da década de 1930 foi o compositor Heitor
Villa-Lobos, que “acabou transformando a aula de música numa
teoria musical baseada nos aspectos matemáticos e visuais do
código musical com a memorização de peças orfeônicas...”. (PCN,
1997, p. 26)

O maestro Heitor Villa-Lobos foi um grande representante


do ensino da música na História da Música brasileira. O canto
orfeônico foi substituído pela Educação Musical no Brasil, através
da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira) de 1961,
passando a vigorar de forma efetiva por volta da década de 1960.

Até a década de 1970, o ensino da arte baseava-se nos


ideais modernistas e nas tendências escolanovistas, voltando-se
para o “desenvolvimento natural da criança”. (PCN, 1997, p. 26).
A partir desta data, iniciamos uma trajetória acerca da Legislação
da Educação Brasileira, em que o Ensino da Arte foi conquistando
espaço, de forma lenta, com o passar do tempo, como você poderá
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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

constatar a partir do próximo tópico.

5 A VALORIZAÇÃO DO ENSINO DO DESENHO

Quando eu tinha 15 anos, sabia desenhar como


Rafael, mas precisei de uma vida inteira para
aprender a desenhar como as crianças. (Pablo
Picasso)

Pablo Picasso foi um artista que viveu entre os anos de


1881 e 1973. Como você pode perceber através da leitura dos
dizeres acima, o artista valorizava o desenho infantil. Assim como
Picasso, no Ensino da Arte, a partir da Semana de Arte Moderna
de 1922, iniciou-se uma preocupação com a valorização da
expressão das crianças.

Porém, a primeira lei brasileira a mencionar o Ensino


da Arte no Brasil, foi a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, do ano de 1971 (LDB 5292/71). Esta lei incluiu a Arte
no currículo escolar não como disciplina, mas como “atividade
educativa”, com o nome de Educação Artística. Porém, com a
criação da lei, a Educação Brasileira deparou-se com um grande
empecilho: a formação dos professores.

Segundo o PCN (1997), a maioria dos professores não


estava preparada para trabalhar com as diferentes linguagens do
Ensino da Arte como a lei previa.

Foi nesta época e em virtude desta necessidade que

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

surgiu a Faculdade de Educação Artística que oferecia cursos de


curta duração, puramente técnicos e sem base conceitual onde
se iniciou a visão do professor de artes “polivalente”, ou seja, o
professor de Artes que trabalha com todas as linguagens da Arte
e não apenas com a linguagem de sua formação específica.

De maneira geral, entre os anos 70 e 80, os


antigos professores de Artes Plásticas, Desenho,
Música, Artes Industriais, Artes Cênicas e os
recém formados em Educação Artística viram-
se responsabilizados por educar os alunos (em
escolas de ensino médio) em todas as linguagens
artísticas, configurando-se a formação do professor
polivalente em Arte. (PCN, 1997, p. 29)

Nesta época, então, o ensino da arte era voltado na


aprendizagem reprodutiva e na expressão dos alunos, como nas
décadas anteriores.

A partir dos anos 80, um grupo de professores de Arte


constitui um movimento chamado Arte-Educação, com a finalidade
de discutir, conscientizar e organizar o Ensino da Arte no Brasil.

O movimento Arte-Educação permitiu que se


ampliassem as discussões sobre a valorização e o
aprimoramento do professor, que reconhecia o seu
isolamento dentro da escola e a insuficiência de
conhecimentos e competência na área. As ideias
e princípios que fundamentam a Arte-Educação
multiplicam-se no País por meio de encontros
e eventos promovidos por universidades,

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

associações de arte-educadores, entidades


públicas e particulares, com o intuito de rever e
propor novos andamentos à ação educativa em
Arte. (PCN, 1997, p. 25)

Este grupo defendia a não polivalência, a formação em


cursos de licenciatura com habilitação em uma das linguagens
da Arte, entre elas, a música, as artes cênicas, que incluíam a
dança e o teatro e as artes plásticas. Nesta época, além das
manifestações específicas deste grupo, iniciaram-se também
debates e pesquisas sobre conceitos e ensino da Arte por todo o
Brasil e o mundo.

Com a nova LDB nº 9.394/96, o ensino da Arte ganhou


espaço no currículo escolar como disciplina obrigatória e com a
alteração dada pela lei nº 12.287/2010, aborda a especificidade
das expressões regionais:

§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas


expressões regionais, constituirá componente
curricular obrigatório nos diversos níveis da
educação básica, de forma a promover o
desenvolvimento cultural dos alunos.

Além da obrigatoriedade do ensino da Arte, especialmente


em suas expressões regionais, duas leis ainda dizem respeito aos
componentes curriculares desta disciplina, a lei nº 11.645 de 2008,
que trata do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena:

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes
fundamental e de ensino médio, públicos e
privados, torna-se obrigatório o estudo da história
e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere este
artigo incluirá diversos aspectos da história e da
cultura que caracterizam a formação da população
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais
como o estudo da história da África e dos africanos,
a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil,
a cultura negra e indígena brasileira e o negro
e o índio na formação da sociedade nacional,
resgatando as suas contribuições nas áreas social,
econômica e política, pertinentes à história do
Brasil.
§ 2o Os conteúdos referentes à história e cultura
afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros
serão ministrados no âmbito de todo o currículo
escolar, em especial nas áreas de educação
artística e de literatura e história brasileira.

E a lei nº 11.769 de 2008, que trata da obrigatoriedade


do conteúdo de música: “§ 6o A música deverá ser conteúdo
obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que
trata o § 2o deste artigo.

A reforma na legislação sobre a Educação Brasileira


revela certa valorização do Ensino da Arte nos diferentes níveis
de Educação Básica, no entanto, isto não garante a formação
específica do profissional que irá trabalhar com esta área de
conhecimento.

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

A UTOATIVIDADE
Caro acadêmico! Agora que você já estudou um pouco
sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, sua atividade de
estudos será elaborar um Plano de Aula, que trabalhe com esta
temática.

Não se esqueça de elaborar os objetivos e os procedimentos


metodológicos.

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

R EFERÊNCIAS
BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos oitenta
e novos tempos. São Paulo: Perspectiva, 1991.

______. A imagem no ensino da Arte. São Paulo: Max Limonad,


2002.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro


de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Brasília, 1996. Disponível em: <http://portal.mec. gov.br/Sesu/
índex.php?option=conten&task=vview&id=773&Itemid306>.
Acesso em: 10 jul. 2006.

______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria do


Ensino Fundamental. PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais.
Brasília, 1997. (v. Arte).

______. Lei nº 12.287, de 13 de julho de 2010. Altera a Lei


9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes
e bases da educação nacional, no tocante ao ensino da arte.
Disponível em: <http://www.leidireto.com.br/lei-12287.html>.
Acesso em: 7 abr. 2011.

______. Lei 11.645 de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394,


de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de
9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de


ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-
Brasileira e Indígena”. Disponível em: <http://www.planalto.gov.
br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm>. Acesso em: 7
abr. 2011.

______. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei


9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases
da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da
música na educação básica. Disponível em: <http://www.leidireto.
com.br/lei-11769.html>. Acesso em: 7 abr. 2011.

______. LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO


NACIONAL. Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa diretrizes
e bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências.
Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l5692_71.
htm>. Acesso em: 7 abr. 2011.

DUARTE JÚNIOR, João Francisco. Por que arte-educação?. 5.


ed. Campinas: Papirus, 1988.

FUSARI, Maria F. de Resende e.; FERRAZ, Maria Heloísa C. de


T. Metodologia do Ensino da Arte: fundamentos e proposições.
São Paulo: Cortez, 2009.

PILLOTTO, Silvia Sell Duarte. O Conhecimento sensível: uma


contribuição para o aprendizado humano. In: PILLOTO, Silvia
Sell Duarte; SCHRAMM, Marilene K.; CABRAL, Rozenei W.

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(Orgs.). Arte e o Ensino da Arte. Blumenau: Nova Letra, 2004.

ROSA, Maria Cristina da. A formação do professores de Arte:


diversidade e complexidade pedagógica. Florianópolis: Insular,
2005.

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Curso de Metodologia do Ensino de Artes

G ABARITO
Caro acadêmico! Agora que você já estudou um pouco sobre a Semana de Arte
Moderna de 1922, sua atividade de estudos será elaborar um Plano de Aula,
que trabalhe com esta temática. Não se esqueça de elaborar os objetivos e os
procedimentos metodológicos.
R.: O acadêmico deverá apresentar um plano de aula sobre a Semana de Arte
Moderna, apontando tema, objetivo geral, objetivos específicos, procedimentos
metodológicos e avaliação.

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