Você está na página 1de 12

NEOLIBERALISMO E DIREITOS

HUMANOS
SURGIMENTO
Neoliberalismo nasceu em 1947
Após a 2ª Guerra Mundial o grupo opunha-se do surgimento na Europa, do Estado
de Bem-Estar e da política do New Deal, nos Estados Unidos.
Projeto econômico e político no qual atacava o chamado Estado-Providência com
seus encargos sociais e com a função de regulador das atividades do mercado
Afirmavam que o Estado destruía a liberdade dos cidadãos e a competição, sem as
quais não há prosperidade
CRISE CAPITALISMO
Crise em 1974 – baixas taxas de crescimento econômico e altas taxas de inflação
Diziam que fora causada pelo poder excessivo dos sindicatos e movimentos
operários, que haviam pressionado por aumentos salariais e exigindo aumento dos
encargos sociais
Isso teria destruído os níveis de lucro das empresas e desencadeado os processos
inflacionários incontroláveis
DIAGNÓSTICO
Estado forte – quebrar sindicatos e movimento dos operários, controle dos dinheiros
públicos, cortes drásticos dos encargos sociais e maior investimento na economia
Prncipal meta do Estado deveria ser a estabilidade monetária, contendo gastos
sociais
Reforma fiscal pelo Estado para incentivar os investimentos privados – redução dos
impostos sobre o capital e as fortunas
Um Estado que se afastasse da regulação da economia, deixando que o próprio
mercado operasse a desregulação
NEOLIBERALISMO E O ESTADO DEMOCRÁTICO
Neoliberalismo propõe que o Estado faça uma reforma administrativa –
administrador eficiente como as empresas
Aumento as participação política com incentivos à formaçã de comunidades voltadas
para os problemas da criminalidade
A política passa a ser definida como gestão do setor público e não como governo da
sociedade
Não se estabelece nenhuma correlação entre a distribuição da riqueza e a
distribuição do poder
A democracia é reduzida à proteção comunitária dos indivíduos contra os problemas
urbanos e a delinquência
Estratégia estatal para transferência de responsabilidades
INIDVÍDUO COMO CAPITAL
Passa-se a definir o indivíduo como “capital humano”, portanto, como um investimento
que deve produzir lucro
O princípio desse Estado é investir nesse capital
A função do Estado é dupla:
1. Excluir, sem danos aparentes, a ideia de vínculo entre justiça social e igualdade
socioeconômica
2. Desobrigar-se de lidar com o problema da exclusão e da inclusão os pobres
PRIVATIZAÇÕES
O Estado se desobriga do “perigo” da distribuição da renda e pode resolver suas
dificuldades privatizando os direitos sociais, transformados em serviços a serem
adquiridos no mercado.
O neoliberalismo não prevê apenas a saída do Estado do setor de produção para o
mercado – privatização das empresas públicas, mas tambpem sua saída do setor de
serviços públicos e, portanto, a privatização dos direitos sociais.
Exclui as exigências democráticas dos cidadãos e aceita apenas as exigências feitas
pelo capital, isto é, exclui todas as conquistas econômicas, sociais e políticas, vindas
de lutas populares no interior da luta de classses
Propusera seu pacote de medidas na certeza de que abaixaria a taxa de inflação e
aumentaria a taxa de crescimento econômico
A primeira aconteceu, mas a segunda não porque o modelo incentivou a especulação
financeira em vez dos investimentos na produção
OS DIREITOS HUMANOS
Declarados no século XVII (durante a Revolução Francesa) e reiterados no século XX
(pela ONU, após 2ª Guerrra Mundial)
Direitos do homem e do cidadão: direitos humanos (à vida, ao trabalho, à saúde. À
educação, à alimentação, à moradia, à cultura) e direitos civis (liberdade, igualdade
jurídica e justiça)
Por que os direitos humanos (sociais e civis) ficaram reduzidos à questão policial e
carcerária?
“proteger o bandido contra a vítima”
A segurança como conceito supremo da sociedade burguesa
Realidade sociopolítica brasileira.
Aqui não há cidadãos - elevadores de serviço e social; ´Boa aparência como
requisito para os empregos e a não aceitação de negros;
Aqui não há humanos – milhares de indivíduos passando fome
Sociedade autoritária, rigidamente hierarquizada e regulada por relações pessoais
de favor e clientela, a sociedade brasileira se vê dividida em dois polos: a elite e os
subalternos.
A elite não carece de direitos, porquanto possui privilégios. E os subalternos não
devem ter direitos porque deixariam de ser subalternos.
SUBALTERNOS, CRIMINALIDADE E VIOLÊNCIA
Numa sociedade brasileira , a luta por direitos só pode ser uma luta popular, pois
somentos so dominados e explorados não possuem direitos.
Quando os dominantes reduzem esses direitos à dimensão policial-carcerária,
procuram invadir lutas populares democráticas por direitos.
Apresentando a plebe como temível quando não teme, o poder bloqueia a riação de
direitos e revela seu caráter não democrático.
RECOMENDAÇÕES
📰📰Indicação de leitura sobre a aula de hoje:
http://www.justificando.com/2018/05/14/como-ficam-os-direitos-humanos-no-
turbilhao-economico-do-capitalismo-neoliberal/
📹📹Indicação de vídeos do Noam Chomsky em que ele discute um pouco da relação
do neoliberalismo com a democracia, que falamos um pouco na aula.
https://www.youtube.com/watch?v=SOypecQRVCQ
https://www.youtube.com/watch?v=fpv_BjepmnA (nesse segundo se atentem no
exemplo que ele dá sobre Ruanda. Vamos trabalhar esse tema mais pra frente)

📰 Postarei no dropbox as páginas do livro da Marilena Chauí, Sobre a Violência.