Você está na página 1de 21

Universidade Anhanguera – UNIDERP

Curso de Educação Física – 4º semestre

Benedito Aparecido Faria – R.A 2715722500

Bruno Serra Cezar – R.A 2173915535

Dilermando Ferreira Reis Junior – RA 4202736201

Elaine Chagas Santos Faria – R.A 2708957810

João Luis de Oliveira – R.A 3278394588

DESAFIO PROFISSIONAL

DISCIPLINAS DE: Metodologia do ensino do voleibol; Metodologia do ensino do


basquetebol; Metodologia do ensino do atletismo; Cinesiologia e biomecânica;
Seminários da prática – metodologia do ensino de modalidades coletivas e atletismo

Tutora EAD: Viviane Baptilani

Osasco – SP

2018
2

Universidade Anhanguera – UNIDERP


Curso de Educação Física – 4º semestre

DESAFIO PROFISSIONAL

DISCIPLINAS DE: Metodologia do ensino do voleibol; Metodologia do ensino do


basquetebol; Metodologia do ensino do atletismo; Cinesiologia e biomecânica;
Seminários da prática – metodologia do ensino de modalidades coletivas e atletismo

Trabalho desenvolvido para o curso de Educação


física, disciplinas norteadoras Metodologia do ensino
do voleibol; Metodologia do ensino do basquetebol;
Metodologia do ensino do atletismo; Cinesiologia e
biomecânica; Seminários da prática – metodologia do
ensino de modalidades coletivas e atletismo
apresentado à Anhanguera Educacional como
requisito para a avaliação na Atividade Desafio
Profissional do 1º semestre 2018, sob orientação da
tutora EAD Viviane Baptilani.

Osasco – SP

2018
3

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ...............................................................................................04

2. JUSTIFICATIVA .............................................................................................05

3. PRESSUPOSTOS TEORICOS- JOGOS COLETIVOS E PEDAGOGIA NA

INICIAÇÃO ESPORTIVA ...............................................................................07

3.1-Iniciação Esportiva Escolar De Esportes Coletivos ..................................07

4. MÉTODOS PEDAGÓGICOS DE ENSINO DE MODALIDADES

COLETIVAS....................................................................................................09

4.1. Método Tradicional Tecnicista De Ensino ..............................................10

4.2. Método Da Série De Jogos ....................................................................11

4.3. Método Dos Jogos Esportivos Modificados ...........................................11

4.4. Método Do Professor Claude Bayer ......................................................12

4.5. Método Situacional ................................................................................12

4.6. Método Crítico Superadora ...................................................................12

4.7. Método Crítico Emancipatório ................................................................13

5. PESQUISA DE CAMPO – ENTREVISTA NA ESCOLA ................................14

6. PLANO DE AULA ..........................................................................................16

7. CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS ...............................................................18

8. CONCLUSÃO .................................................................................................19

9. REFERÊNCIAS ..............................................................................................20
4

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho é sobre Métodos Pedagógicos de Ensino de Modalidades


Coletivas, tem como objetivo apresentar um estudo teórico sobre os diferentes
métodos e abordagens de ensino de modalidades coletivas e suas respectivas
especificidades (A Escola da Bola e o Aprender Jogando, a abordagem tradicional
tecnicista, da série de jogos, dos jogos esportivos modificados, abordagem do
professor Claude Bayer, abordagem situacional, crítico-superadora e crítico-
emancipatória e correntes ou propostas pedagógicas de ensino das modalidades
coletivas.
A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, enriquecida com uma
entrevista sobre realidade do trabalho pedagógico dos professores de Educação
Física, Paulo e Ronaldo, no desenvolvimento de modalidades coletivas, observação
sobre atividades propostas pelos professores de acordo com o objetivo das aulas e a
elaboração de um plano de aula sobre uma modalidade coletiva especifica –
Handebol.
5

2. JUSTIFICATIVA

Os jogos desportivos coletivos têm sido praticados por crianças, adolescentes


e adultos das mais diferentes etnias e culturas desde sua origem. Podem se constituir
por modalidades como – voleibol, handebol, futebol de salão, basquete - entre outras
(SANTANA, 2001).
Nos dias atuais, a mídia abre um grande espaço para as modalidades
esportivas coletivas, logo, o índice da popularidade desses esportes vem crescendo
de forma significativa em relação às décadas passadas. Esse aumento de
assistência coloca os esportes coletivos em uma posição indiscutível de destaque e
essa visibilidade, desperta nas crianças a vontade de ser como um ídolo, viver o
momento de fazer o gol (ponto, cesta), o desejo de praticar esporte (SOARES, 2009).
De acordo com Greco (2005 p. 2), “a escola é a célula de origem da iniciação
esportiva e perpassa sua influência às diferentes (escolinhas e clubes) que 2
atualmente desenvolvem”. Sendo assim, várias escolas oferecem a seus alunos
várias atividades esportivas no contra turno escolar, ou seja, as Práticas Esportivas
Extracurriculares (PEE) podem estar integradas ao Projeto Político Pedagógico
(PPP) da escola, e ser uma saída para o ensino dos esportes coletivos (RÚBIO,
2007).
O fator determinante para o ingresso de um aluno iniciante em uma prática
esportiva extracurricular se designa como “fator social”, ou seja, primeiramente ele
tem que gostar do que está praticando (CAREGNATO, 2013). E nesse mesmo
sentido Freire (1998 p. 9) afirma que “é importante que os alunos desenvolvam gosto
pela prática esportiva, pois assim, o aprendizado se torna mais fácil”.
Assim, para que o aprendizado seja eficaz para o aluno, exige um grande
estímulo do professor, portanto, o mesmo deve se embasar através de uma
pedagogia, metodologia e planejamento para o ensino-aprendizagem, garantindo
uma progressão cognitiva, afetiva, social e motora do aluno, atingindo o resultado
esperado deste planejamento, diferente de antigamente onde o aluno aprendia mais
por si próprio em seus momentos de lazer, como praticar esportes nos campos de
areia e na rua, do que um professor que não possuía o embasamento teórico, e
planejamento necessário para chegar a um resultado satisfatório de aprendizado
(FREIRE, 2006).
6

Portanto, Greco; Moreira; Matias, (2013 p. 85) “afirmam que de tal modo, é
importante investigar os métodos de ensino que estão sendo aplicados (nos clubes
e nas escolas) e relacioná-los com o saber científico presente na literatura”.
Determinados esportes coletivos estão inseridos no aprendizado escolar do aluno,
questionamentos (GRECO, 2013; PINHO, 2009) foram levantados acerca das
metodologias que estão sendo utilizadas para o ensino-aprendizagem da iniciação
esportiva escolar pelos professores de educação física.
Dessa forma, desenvolvemos um trabalho de caráter qualitativo, de pesquisa
bibliográfica, que tem como objetivo investigar as metodologias tradicionais
existentes na literatura em relação à iniciação aos esportes coletivos escolares e
apresentá-las de forma detalhada ao leitor. O desenvolvimento desse estudo
consiste na análise das metodologias de ensino analítica, mista e global, utilizadas
pelo professor (escola), em relação ao 3 ensino à prática das atividades de iniciação
dos esportes coletivos, praticados em atividades extracurriculares aplicadas no
espaço escolar (ginásio de esportes, campo suíço ou sintético) oferecidas no contra
turno de aula do aluno participante.
7

3. PRESSUPOSTOS TEÓRICOS JOGOS COLETIVOS E


PEDAGOGIAS NA INICIAÇÃO ESPORTIVA

De acordo com Galatti, Paes e Darido (2010, p. 751), “a Educação Física,


enquanto disciplina escolar apresenta variados conteúdos, tais qual o
esporte, o jogo, a ginástica e atividades circenses, a dança, a luta, entre
outros”. Para Paes (2001), Rosário e Darido (2005, apud Galatti, Paes e
Darido 2010), contudo, percebesse uma maior adesão aos esportes, com
maior ênfase aos jogos desportivos coletivos. Segundo Oliveira (2002, p. 9)
“O conjunto de jogos desportivos coletivos é constituído por várias
modalidades desportivas – voleibol, futsal, futebol, handebol, polo aquático,
basquetebol – entre outros”. Diversos autores demonstram interesse sobre a
pedagogia dos esportes coletivos, apontando a importância dos jogos
coletivos com relação à educação de crianças e adolescentes além de
promover a inclusão, cooperação e participação dos mesmos (OLIVEIRA,
2002). De acordo com Oliveira (2002, p 9): [...] o ensino dos jogos desportivos
coletivos deve ser concebido como um processo na busca da aprendizagem.
Esse pensamento faz-nos refletir acerca da procura por pedagogias que
possam transcender as metodologias já existentes, a fim de inserir, no
processo de iniciação desportiva, métodos científicos pouco experimentados.
Mertens e Musch (1990, apud Oliveira 2002) apresentam uma forma de
ensino que utiliza exercícios de jogos reduzidos, isto é, envolve número
reduzido de jogadores num espaço menor do que as medidas oficiais do
esporte formal. “Essa forma de jogo deve preservar a autenticidade e a
autonomia dos praticantes, respeitando-se o jogo”. 4 Nesse contexto,
Gallahue e Osmum (1995), acreditam numa abordagem que vise o
desenvolvimento motor, ensinando habilidades motoras (técnicas) para
crianças de 7 a 10 anos em que deve-se ocorrer uma aprendizagem aberta,
ou seja, não há correção dos gestos realizados nas aulas pelo professor. A
faixa de 11 a 12 anos, acontece uma aprendizagem parcialmente aberta, a
qual prevalece pequenas correções dos gestos técnicos. Por fim na faixa de
13 a 14 anos o ensino é parcialmente fechado, ou seja, o processo de
especificidade de movimentos técnicos voltados para cada modalidade a fim
de acontecer à especialização esportiva. Somente após os 14 anos que
acontece o ensino totalmente fechado, isto é, busca-se trabalhar de forma
específica cada modalidade e desenvolver as capacidades motoras físicas e
parte tática da modalidade. Assim, Gallahue e Osmum (1995) concluem:
Entendemos que, nessa forma de ensino–aprendizagem, a técnica
(habilidade motora) estará sendo desenvolvida em situações que acontecem
na maior parte do tempo nos jogos coletivos. Isso nos faz crer que a
assimilação por parte dos alunos/atletas seja beneficiada, e, posteriormente,
a prática constante poderá predispor a especialização dos gestos motores
que permanecerão para o resto da vida.

3.1 Iniciação Esportiva Escolar De Esportes Coletivos

O processo de Iniciação Esportiva é definido quando ocorre o primeiro contato


do aluno com alguma modalidade desportiva e para tal iniciação é recomendado
sempre respeitar as fazes do desenvolvimento motor das mesmas (PAES, 2001).
Oliveira (2002, p.24) concorda com Paes (2001) ao dizer, “os conteúdos devem ser
ensinados respeitando-se cada fase do desenvolvimento das crianças e dos pré-
adolescentes”. Para o autor: Toda proposta que visa ao planejamento da prática do
desporto em seus diferentes significados prioriza o desenvolvimento dos seus
8

praticantes em etapas e fases que percorrem desde a iniciação até o


profissionalismo.
Com isso, o autor divide o processo de iniciação esportiva em três fases: a)
fase iniciação desportiva I; b) fase de iniciação desportiva II; e c) fase de iniciação
desportiva III. Cada uma dessas fases possuem características e objetivos 5
específicos a serem trabalhados, respeitando-se idade biológica e desenvolvimento
motor.
Na fase de iniciação esportiva I o trabalho com as crianças do 1. ° ao 5°. Ano
do ensino fundamental deverá ser de caráter lúdico, alegre e participativo
oportunizando o ensino de técnicas desportivas a fim de estimular o pensamento
tático (OLIVEIRA, 2002). Tal autor afirma: [...] as atividades lúdicas em forma de
brincadeiras e pequenos jogos podem contribuir para desenvolver, nas crianças, as
capacidades físicas, tais como a coordenação, a velocidade e a flexibilidade –
propícias nessa fase – e também habilidades básicas para futuras especializações,
como agilidade, mobilidade, equilíbrio e ritmo.
O autor ainda conclui que a Educação Física escolar possui importante valor
nessa fase, pois, proporciona em suas aulas atividades que ampliam as capacidades
motoras de seus alunos, fato de suma importância para o ensino aprendizagem das
fases seguintes da iniciação esportiva. Já na fase de iniciação esportiva II, as
crianças do 6°. Ao 8° ano vivenciam a aprendizagem das modalidades esportivas
coletivas. Assim, acontece a ampliação do acervo motor do aluno por meio de
diversas atividades variadas, porém, não é momento de ocorrer a especialização de
nenhum desporto (Oliveira 2002).

De acordo com o autor: [...] nesse período, consolida-se o sistema de


preparação a longo prazo, pois é importante não se perder tempo para evitar
a estabilidade da aprendizagem, utilizando-se dos períodos sensíveis do
crescimento, maturação e do desenvolvimento do organismo na elaboração
das cargas de treinamento. Na última fase, denominada iniciação esportiva
III, nos alunos do 9º ao 1º ano do ensino médio, busca-se trabalhar a
automatização e o refinamento do gesto motor aprendido nas fases anteriores
além da aprendizagem de novos movimentos (OLIVEIRA, 2002). Segundo o
autor, o principal nessa fase é que o aluno consiga desenvolver “todas as
aquisições que aconteceram de forma consciente e com muito gasto de 6
energia podem, agora, ser executadas no subconsciente, com menor gasto
energético, ou seja, de forma automatizada”. Gallahue e Osmum (1995)
dizem que nessa etapa o aluno passa do estágio de aplicação para a
estabilização, na qual ficará pelo resto da vida. Para Paes (2001), além das
vivências anteriores, os alunos-atletas podem aprender situações de jogo e
sistemas ofensivos.
9

4. MÉTODOS PEDAGÓGICOS DE ENSINO DE MODALIDADES


COLETIVAS

Os métodos de ensino são empregados de maneira a organizar as


atividades de ensino, para que o professor de Educação Física atinja os objetivos
proposto de aprendizagem.
Para que ocorra a transposição das habilidades técnicas para o jogo, o aluno
deve vivenciar, desde o início da aprendizagem, algumas progressões que
evidenciam as situações de jogo dando sentido a aprendizagem. Nos esportes
coletivos as situações de jogo se modificam a cada ataque, fazendo com que as
habilidades técnicas estejam sujeitas a variação de ritmo, intensidade e amplitude.
A inserção dos conteúdos esportivos nas aulas de Educação Física (EF) no
Brasil teve seus primórdios por volta da década de 50, quando da chegada ao Brasil
do Método Desportivo Generalizado pela interferência do professor francês Auguste
Listello.
Entretanto, sua ênfase como conteúdo quase que exclusivo nas aulas de
EF se deu a partir da década de 60, por conta do modelo de caráter eminentemente
esportivizado adotado na época (Coletivo De Autores, 1992). Além disto, verificava-
se também a adoção de uma única forma de se ensinar estes conteúdos nas escolas,
através do Método Tecnicista de ensino, cujo enfoque era o de desenvolver
principalmente as técnicas e táticas desportivas, utilizando-se, para isto, de modelos
adaptados do jogo dos adultos e que consistiam, basicamente, em repetições de
gestos pré-estabelecidos e, muitas vezes, repetidos pelos alunos de forma
extenuante.
Diante deste quadro inicial, nossa inquietação se faz presente quando, ao
exercer atualmente a função de professor de disciplinas esportivas coletivas
(basquetebol e handebol) e atuando também como supervisor de estágios em
Universidades do estado de São Paulo, notamos que existe, ainda hoje, uma
considerável parcela de professores de EF adotando o método Tradicional/Tecnicista
no seu ensino de conteúdos desportivos.
Esta situação nos intriga e motiva a investigar o assunto, pois verificamos
que a literatura oferece, a partir de meados da década de 80 do séc. XX, uma gama
de novos métodos para o ensino dos Jogos Esportivos Coletivos (JEC), dentre os
10

quais citamos o Método dos Jogos Esportivos Modificados de Bunker e Thorpe


(1982); o da Série de Jogos dos alemães Alberti e Rothenberg (1984); o do Professor
Claude Bayer (1986); o Crítico Superador elaborado por um grupo de professores
conhecidos como Coletivo de Autores (1992); o Crítico Emancipatório do Prof. Elenor
Kunz (1994); e ainda o Situacional do Prof. Pablo Greco (1998), possibilitando mais
opções ao professor.
Considerando, portanto, a hipótese de uma adoção consideravelmente
elevada do Método Tradicional/Tecnicista de ensino nos dias de hoje e verificando
que o referido método vem sendo, ao longo das últimas décadas, alvo de diversas e
expressivas críticas, pretendemos identificar e analisar, a partir de um melhor
conhecimento da ação pedagógica dos professores das disciplinas de JEC dos
cursos de licenciatura em EF, os métodos de ensino conhecidos e utilizados por eles,
com destaque à possível compreensão do fenômeno em questão.

4.1. Método Tradicional Tecnicista De Ensino

Por muitos anos, o ensino dos esportes coletivos foi baseado


exclusivamente no método analítico-sintético, caracterizado pelo fracionamento das
partes de cada esporte, iniciando pela aprendizagem dos fragmentos, seguindo para
a aprendizagem da união destas partes até chegar ao jogo propriamente dito. Além
disto, este ensino era extremamente focado no comando do professor, um ensino
rígido, enérgico e de caráter imitativo.
Por ser esta forma de ensino adotada por muitos anos em praticamente
todos os cursos de formação universitária em EF, tornou-se quase hegemônica,
marcando uma tradição no ensino dos esportes coletivos nas universidades e
escolas de Educação Básica, sendo, por isso, denominado de Método Tradicional de
ensino. Neste método construído sobre as bases do treinamento desportivo, os
professores focalizam seu trabalho no ensino de técnicas desportivas individuais e
sistemas de jogos coletivos, em geral usando modelos que repetem e imitam os
modelos de treinamento dos adultos com certas adaptações para as crianças.
11

4.2. Método Da Série De Jogos

Este método foi idealizado e proposto na década de 80 pelos professores


alemães Heinz Alberti e Ludwig Rothenberg. Os objetivos principais do aprendizado
dos jogos são: 1) o aperfeiçoamento da técnica motora; 2) o domínio do material do
jogo e 3) o ensino do comportamento tático.
O princípio fundamental é que os jogos devem ser desenvolvidos sempre
dos mais simples para os mais complexos e garantir uma intensidade máxima de
prazer e participação. Apresenta quatro modelos básicos de aulas: Modelo 1:
aquisição de experiência de jogo – são aulas em que os alunos aprendem a
experimentar as mais diversas formas básicas de jogo, em condições sempre
renovadas; Modelo 2: aprendizado do condicionamento físico através do jogo – o
aumento da força, velocidade, agilidade, e outros aspectos físicos e motores são
requisitos para as formas mais difíceis de jogo e determinados comportamentos
técnicos e táticos durante um jogo; Modelo 3: introdução de um novo jogo ou de uma
série de jogos – aprendizagem de novos movimentos decorrentes de pequenos e
grandes jogos esportivos, nova aquisição de elementos técnicos de jogo.

4.3. Método Dos Jogos Esportivos Modificados

Com o objetivo de superar a abordagem de ensino Tradicional, Bunker e


Thorpe (1982) apresentam os Jogos Esportivos Modificados, que se baseiam na
abordagem da compreensão dos jogos, onde todos e cada um dos alunos podem
participar na tomada de decisões.
O ensino progride através da tática de jogo, ao invés das habilidades
técnicas. Esta abordagem oferece oportunidades reais para as crianças
desenvolverem seus próprios jogos, envolvendo-se, desta maneira, em seu próprio
aprendizado. Compartilham ideias, trabalham de maneira cooperativa e descobrem
naturalmente porque as regras são importantes e seus propósitos. Os jogos são
denominados modificados por apresentarem uma forma diluída do jogo principal.
Eles podem ser competitivos ou cooperativos e são recomendados em qualquer nível
de escolaridade (POZZOBON 2001).
12

4.4. Método Do Professor Claude Bayer

O método proposto por Bayer (1986) é composto por três elementos: 1)


valorização dos jogos espontaneamente praticados pelas crianças podendo ser
modificados por elas; 2) adequação à etapa de desenvolvimento das crianças
objetivando a formação de um aluno inteligente, capaz de atuar por si e 3) valorização
dos elementos perceptivos da própria conduta e sua reflexão tática, sendo
conveniente eliminar o aprendizado extremamente mecânico que desenvolve
comportamentos muito automatizados.
Para isso, o professor deve facilitar propor condições de execuções
variáveis, alternadas com períodos de fixação mais curtos e menos repetitivos.

4.5. Método Situacional

No processo de iniciação desportiva universal adotada por Greco (1998)


destaca-se o caminho que se faz da aprendizagem motora ao treinamento técnico e
que consiste, basicamente, em desenvolver a competência para solucionar
problemas motores específicos do esporte através do desenvolvimento das
capacidades coordenativas e técnico-motoras.
Os objetivos deste tipo de treinamento são: a) Formação de automatismos
flexíveis de movimentos ideais conforme modelos; b) Otimização dos programas
motores generalizados; c) Aprimoramento da capacidade de variação, combinação
e adaptação do comportamento motor na execução da técnica na situação de
competição. Este método procura incorporar o desenvolvimento paralelo de
processos cognitivos inerentes à compreensão das táticas do jogo e se compõem de
jogadas básicas extraídas de situações padrões de jogo, aspecto este que, segundo
o autor, é a grande vantagem deste método.

4.6. Método Crítico Superador

Descrito na obra “Metodologia do Ensino de EF” elaborada por um Coletivo


de Autores em 1992, considera que o ensino dos esportes deve possuir princípios
metodológicos da lógica dialética, e apresentados de forma organizada e
sistematizados. São princípios do ensino: a relevância, a contemporaneidade, a
13

adequação às possibilidades sócio cognoscitivas do aluno e a provisoriedade do


conhecimento.
No Método Crítico Superador os conteúdos constituem referências que vão
se ampliando no pensamento do aluno de forma espiralada, desde o momento da
constatação dos dados da realidade, até sua interpretação, compreensão e
explicação.

4.7. Método Crítico Emancipatório

Idealizado por Elenor Kunz, foi publicado em 1994.É embasado nos


estudos das ciências da educação e, especialmente, na teoria crítica da sociedade
da Escola de Frankfurt. Na concepção Crítico-Emancipatória, o esporte não deve ser
ensinado pelo simples desenvolvimento de técnicas e táticas, mas praticado e
estudado.
O ensino deve fomentar a capacitação dos alunos para um agir solidário,
segundo os princípios da co-determinação, autodeterminação e da autorreflexão,
através da interação aluno-aluno, aluno-professor e professor-aluno. A constituição
de ensino pelas categorias: trabalho, interação e linguagem devem conduzir ao
desenvolvimento da competência objetiva, social e comunicativa.
A competência objetiva visa a qualificar o aluno para atuar dentro de suas
possibilidades individuais e coletivas, agir de forma bem sucedida na profissão, no
tempo livre e no esporte. A competência social, por sua vez, leva em consideração
os conhecimentos e esclarecimentos que o aluno deve adquirir para entender as
relações socioculturais do contexto em que vive, dos problemas e contradições desta
relação e os diferentes papéis que as pessoas assumem em uma sociedade e no
esporte propriamente dito. Já para o desenvolvimento da competência comunicativa
deve-se estimular, além da comunicação através da linguagem do movimento, a
comunicação verbal, uma vez que é comum que o aluno fale pouco nas aulas de EF.
O uso da linguagem deve ser orientado para que o aluno aprenda a passar do nível
de fala comum para o nível de discurso.
14

4. PESQUISA DE CAMPO – ENTREVISTA NA ESCOLA

Entrevista realizada na Escola Estadual Profª Didita Cardoso Alves, situada


em Carapicuíba-SP. A entrevista foi realizada com o Paulo, professor de educação
física, que leciona para alunos do 1º ao 5º ano nesta unidade escolar.

ROTEIRO DE ENTREVISTA

1- ENTREVISTADOR: Qual método ou abordagem de ensino você utiliza em suas


aulas para o desenvolvimento do aprendizado de modalidades coletivas?

RONALDO: Gosto de seguir a abordagem pedagógica desenvolvimentista.


PAULO: Sigo a abordagem humanista.

2- ENTREVISTADOR: Por que você considera este o método mais adequado para o
desenvolvimento dessas modalidades?

RONALDO: Acredito nesta abordagem, pelo fato de priorizar o desenvolvimento do


movimento humano que é fundamental para a realização da pratica esportiva.
PAULO: Por focar não somente no aprendizado das atividades, mas também no
aprendizado humanista para que no futuro os alunos sejam bons cidadãos.

3- ENTREVISTADOR: Você também considera aspectos importantes de outros


métodos de ensino, além do que você costuma utilizar, para tornar o aprendizado
dos alunos um processo mais prazeroso e eficaz?

RONALDO: Com certeza, as outras abordagens também tem o seu valor e podem
acrescentar ao meu trabalho. No meu caso, gosto de utilizar os PCNs, com o objetivo
de consolidar a importância de valorizar um ao outro, para que o jogo coletivo flua
com qualidade.
PAULO: Com certeza, trabalhamos com diversos alunos, nesse contexto, cada
aluno tem sua forma de aprender, por isso a necessidade de se utilizar diferentes
métodos de ensino que serão mais adequados para cada tipo de aluno.
15

4- ENTREVISTADOR: Além do método que você utiliza com maior frequência,


sobre quais outros métodos você tem conhecimento?

RONALDO: Além da abordagem desenvolvimentista, conheço também as


abordagens construtivista, jogos cooperativos, Saúde renovada e Critico-
emancipatória.
PAULO: Conheço a abordagem tecnicista, desenvolvimentista, construtivista e etc.

5- ENTREVISTADOR: Na sua graduação, você teve alguma disciplina que


abordasse os diferentes métodos de ensino de modalidades coletivas?

RONALDO: Não me recordo o nome da disciplina, mas tive o básico sobre esses
métodos.
PAULO: Sim, porém de maneira superficial aprendi apenas a teoria e acredito que
a pratica também seria muito importante.

6- ENTREVISTADOR: Você se sente preparado para trabalhar o ensino de


modalidades coletivas com seus alunos?

RONALDO: Claro que qualificação nunca é demais, porem me sinto preparado para
exercer o meu trabalho.
PAULO: Sim.

7- ENTREVISTADOR: Como você prepara os exercícios e atividades que propõe


em sua aula? Você trabalha com a progressão dos movimentos para a construção
pedagógica de suas aulas?

RONALDO: As minhas aulas são preparadas de acordo com o nível técnico da


maioria dos alunos e o processo de desenvolvimento dos movimentos com relação
aos fundamentos do jogo. A progressão dos movimentos se faz necessário para a
execução ideal de um jogo.
PAULO: Divido a aula em etapas, alongamento, aquecimento, fundamentos da
modalidade coletiva.
16

6. PLANO DE AULA

Data:17/04/2018 Horário: 13:00 – 13:50 Ano: 5º Turma: B


Nº de alunos: 30 alunos

Tema da aula: Vivenciar a pratica e a técnica do handebol


Conteúdo: respeito as regras. (Conceitual)
Aquisição do conhecimento das regras do handebol. (Conceitual)
Comparação das regras do handebol a outros esportes coletivos. (Conceitual)
Aprender táticas do handebol (procedimental)
Aprender passe de bola e dribles (procedimental)

Objetivo: Conhecer as regras básicas do handebol, aprender a respeitar as


regras, aprender que a vitória e a derrota fazem parte do esporte coletivo,
comparar algumas regras do handebol com as regras de outros esportes
coletivos como futebol e basquetebol, aprender táticas do handebol e aprender
trabalhar em equipe.

Recursos materiais: quadra, cones, colete, bolas, corda grande, arcos

PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS:

Levantamento dos conhecimentos prévios.


Comece descobrindo o que os alunos já sabem sobre handebol. Sugira
comparações com modalidades mais conhecidas, como futebol, indicando as
semelhanças, como o gol e a presença da rede. E mostre também as diferenças,
como o ritmo de jogo e a prática de lançar a bola com as mãos. (10 min)

Aquecimento
Inicie propondo um aquecimento chamado "Quadrado de fogo". Delimite
uma área, pode ser com quatro cones, e explique que todos os alunos devem
ficar dentro deste quadrado, exceto um, que começará com a bola do lado de
fora. Explique as regras para todos os alunos. Diga que o jogo funciona como
uma queimada. Quem está fora do quadrado tenta "queimar" um jogador de
17

dentro. Caso a bola seja agarrada por alguém dentro do quadrado ou que
permaneça nesta região, deverá ser lançada para fora.
Quando o primeiro aluno for "queimado", ele irá para fora do quadrado e o
aluno que o "queimou" entrará no quadrado. A partir daí, ninguém mais entrará.
Cada aluno que for "queimado" sairá do quadrado e ajudará a "queimar" os que
lá dentro estão até que reste apenas um - o sobrevivente. O desafio final será a
turma toda tentar queimá-lo. Se a turma for muito grande, uma ou mais bolas
podem ser, gradativamente, acrescentadas ao jogo. (15 min)

Parte principal:
1 - Atividade com grupos de 5 alunos, onde 3 estarão passando a bola entre si
enquanto dois serão os "bobinhos", ao tocar na bola, troca o aluno que errou o
passe (Passes parabólicos por cima dos defensores não serão válidos).
2- Dois a dois com uma das mãos dadas, os alunos deverão driblar cada um a
sua bola, e tentar fazer o colega perder a bola puxando-o ou empurrando-o.
3- Dois a dois com duas bolas deverão atravessar a quadra passando uma das
bolas com as mãos e outra no chão sendo passada com os pés. (20 min)

Parte final: Desenvolver uma atividade lúdica para acalmar os alunos para a
próxima aula. Sugestão de atividade: Comando de valer - Os aluno estarão
distribuídos livremente pelo espaço de frente para o professor. O professor, para
iniciar a atividade, dirá “Comando de valer”. A esse comando, os participantes
deverão responder com o gesto de balançar suas mãos à altura da cintura. O
professor dará novos comandos, os quais deverão ser cumpridos pelos alunos.
Porém, sempre que der um comando o professor dirá a própria palavra
“comando” antes. Exemplo, “comando nariz”, as pessoas deverão tocar o nariz.
Se o professor não disser a palavra comando antes da ordem, esta ordem não
deverá ser cumprida pelos alunos, quem cumprir a ordem será desclassificado e
se tornará fiscal ajudando o professor a identificar os alunos que vierem a errar.
O último aluno que ficar será o vencedor. (5 min)

Avaliação: A avaliação será processual observando a participação, interesse


dos alunos, agilidade e o trabalho em equipe.
18

7. CONSIDERÇAÕES REFLEXIVAS

Um dos principais problemas relacionados aos jogos coletivos é a


metodologia utilizada para o seu ensino, visto que muitos profissionais de
Educação Física baseiam sua prática pedagógica em metodologias
que não contribuem para o desenvolvi mento integral do aluno.
Para tentar alterar esse quadro, sugere e que o e ensino das modalidades
coletivas seja embasado pela abordagem da pedagogia do esporte, uma vez que
acrescenta um aspecto educativo às atividades esportivas. O ensino do esporte
coletivo baseado na pedagogia do esporte promove a formação de cidadãos
críticos, inteligentes, cooperativos, independentes e autônomos, que serão
capazes e aptos para escolher a modalidade esportiva que irão praticar em seus
momentos de Lazer durante a vida.
Espera-se com este estudo, contribuir para a prática pedagógica dos
profissionais de Educação Física, tendo em vista uma metodologia de ensino
baseada na pedagogia do esporte, formando jogadores e cidadãos inteligentes, que sejam
capazes de se relacionar positivamente com os outros companheiros e adversários.
Esse processo chamado de etapa de iniciação esportiva deve constituir-
se de fases e sua constituição acontece com as experiências dos praticantes,
aliada a um projeto pedagógico onde os conteúdos do ensino das habilidades e
o desenvolvimento das capacidades motoras, ocorram de forma diversificada,
motivadora oportunizando a participação e a aprendizagem do maior número
possível de praticantes principalmente nas agencias formais de ensino, com
base no método de jogo, dentro da especificidade de cada modalidade praticada
pelas crianças e adolescentes , possibilitando um ótimo desenvolvimento da
aprendizagem motora, dando bases para as futuras especializações nas
modalidades es colhidas pelos próprios praticantes, especialização esta que
acontecerá após quatorze anos de idade.
19

8. CONCLUSÃO

Para finalizarmos os jogos coletivos na escola auxilia na interação social,


comunicação da criança, trabalha a coletividade entre os mesmos, movimentação,
participação enfim auxilia e muito o desenvolvimento da criança.
Interessante ressaltar que na pratica de um esporte coletivo a criança
pode vivenciar muitas situações que ela pode vir a enfrentar em sua vida adulta, a
ex: disso é no convívio social, como se comportar em uma entrevista de emprego
ou na vivência de um ambiente de trabalho, em casa, na faculdade. Ao final de
todo esse aprendizado temos certeza que formaremos cidadãos melhores,
também com a pratica do esporte seja ele qual for.
20

REFERÊNCIAS
CAREGNATO, André Felipe. Adesão, Aderência e Abandono no Cenário da Iniciação
Esportiva: Comparação Entre o Futsal Escolar e o Clubístico. Dissertação (Mestrado).
Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2013.

FREIRE, João Batista. Pedagogia do Futebol. 2º Edição. Campinas, SP. Autores


Associados, 2006.

GALATTI, Larissa Rafaela; PAES, Roberto Rodrigues; DARIDO, Suraya Cristina.


Pedagogia do Esporte: livro didático aplicado aos Jogos Esportivos Coletivos. Motriz:
rev. educ. fis. (Online) [online]. 2010, vol.16, n.3, pp. 751-761. ISSN 1980-6574.
Disponível em: Acessado em: Setembro de 2013.

GRECO, P.J. Metodologia de Ensino-aprendizagem-treinamento nos Esportes:


Iniciação Esportiva Universal Uma Escola da Bola. Revista Perfil (UFRGS), v. 8, n. 8,
2005

GRECO. P.J. O Ensino-Aprendizagem-Treinamento dos Esportes Coletivos: Uma


análise inter e transdisciplinar. Disponível em:. Acesso em outubro 2013.

MOREIRA, Valmo José; MATIAS, Cristiano Julio Alves da Silva; GRECO, Pablo Juan.
A Influência dos Métodos de Ensino-aprendizagem-treinamento no Conhecimento
Tático Processual no Futsal. Motriz: Revista de Educação Física. Vol.19 no,1 Rio Claro
Jan./Mar. 2013. ISSN 1980-6574. Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1980-5742013000100009&script=sci_arttext.
Acessado em Setembro 2013

OLIVEIRA, V. O processo de ensino dos jogos desportivos coletivos: um estudo


acerca do basquetebol. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2002.
Disponível em: http://www.pedagogiadobasquete.com.br/tese/mestra.pdf. Acessado
em: Setembro de 2013.

PAES, Roberto Rodrigues. Educação física escolar: o esporte como conteúdo


pedagógico do ensino fundamental. Canoas: Ed. Ulbra, 2001. Disponível em:
Acessado em: Setembro de 2013.
21

PINHO, Silvia Teixeira. Método Situacional e Sua Influência no Conhecimento tático


Processual de Escolares. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal de Pelotas.
Pelotas, 2009.

ROSÁRIO, Luis Fernando Rocha, DARIDO, Suraya Cristina. A Sistematização Dos


Conteúdos da Educação Físicana Escola: A Perspectiva dos Professores Experientes.
Motriz, Rio Claro, v.11 n.3 p.167-178, set./dez. 2005.

RUBIO, K. Educação Olímpica e Responsabilidade Social. São Paulo: Casa do


Psicólogo. 2007.

SANTANA, W.C. Futsal: Metodologia da Participação. 2ª ed. Londrina: Lido, 2001.

SOARES, Ivan Alves. Estudos Sobre a Iniciação Esportiva: Revisão de Literatura


Sobre Métodos e Fases de Ensino. Campinas, 2009. Disponível em: 14 Acessado em:
Agosto 2013.

Você também pode gostar