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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS


DEPARTAMENTO DE QUÍMICA

HEISE ALANA NEIVA OLIVEIRA


KELVEN OLIVEIRA DA SILVA
TAMARA SANTOS LIMA

A diferença entre o Efeito fotovoltaico e o Efeito


fotoelétrico.

SÃO CRISTÓVÃO – SE
2018
HEISE ALANA NEIVA OLIVEIRA
KELVEN OLIVEIRA DA SILVA
TAMARA SANTOS LIMA

A diferença entre o Efeito fotovoltaico e o Efeito


fotoelétrico.

Avaliação técnica apresentada como requisito


parcial para obtenção da aprovação na disciplina
Eletrotécnica Geral, na Universidade Federal de
Sergipe.

Professor: Dr. Gustavo Perez Alvarez

SÃO CRISTÓVÃO – SE
2018
SUMÁRIO

1. RESUMO ................................................................. Error! Bookmark not defined.


2. PALAVRAS CHAVE .............................................. Error! Bookmark not defined.
3. INTRODUÇÃO ....................................................... Error! Bookmark not defined.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................. Error! Bookmark not defined.
5. CONCLUSÃO ......................................................... Error! Bookmark not defined.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................... Error! Bookmark not defined.
1. RESUMO

2. Palavras-chave:
3. INTRODUÇÃO

Quando se fala em energia elétrica oriunda da energia solar, em muitas ocasiões é


feita uma confusão com os termos: efeito fotovoltaico e efeito fotoelétrico. Embora
relacionados, não fazem parte do mesmo processo. Tanto o efeito fotoelétrico, quanto o
efeito fotovoltaico estão intimamente relacionados ao uso humano e estão ligados a
aplicações diárias, por isso é de suma importância entender a diferença.
. A busca por fontes alternativas de energias renováveis e não poluentes tem
aumentado a cada dia devido à intensa exploração das reservas esgotáveis de
combustíveis fosseis. A energia solar fotovoltaica aparece como uma excelente opção
para países tropicais como o Brasil que apresenta uma radiação solar média acima de
2500 horas/ano. Essa energia valiosa é obtida através da conversão direta da luz em
eletricidade (Efeito Fotovoltaico). Edmond Becquerel relatou o fenômeno em 1839,
quando nos extremos de uma estrutura de matéria semicondutora surge o aparecimento
de uma diferença de potencial elétrico, devido à incidência de luz. No processo de
conversão da energia radiante em energia elétrica a célula é a unidade fundamental. (DO
NASCIMENTO, 2004; VALLÊRA, et al, 2006)
São inúmeras as aplicações do efeito fotoelétrico no cotidiano humano, é devido a esse
efeito o desenvolvimento e a criação de novos aparelhos eletrônicos (por exemplo, o onipresente
computador) e opto- eletrônicos (CDs, displays de cristal líquido , leitoras óticas, xerox,
impressora laser, etc.), dispositivos automáticos (portas e torneiras automáticas), sistema de
controle (portão eletrônico, controle remoto de televisão e videocassete), novos usos do laser em
medicina (em operações para eliminar defeitos da visão, tatuagens, pedras nos rins e no
tratamento de queimados, entre outros) e nas telecomunicações (fibras óticas), além de
aplicações em várias áreas industriais. (DE CAMPOS et al, 1998).
4. DESENVOLVIMENTO

4.1 EFEITO FOTOVOLTAICO

Em um sistema fotovoltaico o elemento principal é a célula. E o material


semicondutor que constitui esse sistema é o silício. Essa escolha está associada às
características únicas deste material, dentre elas a sua abundância no planeta a sua não-
toxicidade, o fato de ser a matéria-prima da indústria eletrônica e uma série de
vantagens técnicas (CASTRO, 2007). A figura 1 mostra uma célula fotovoltaica de
silício.

Figura 1: superfície ativa de uma célula fotovoltaica típica de silício cristalino


FONTE: CASTRO, 2002.

A célula solar fotovoltaica é o elemento essencial da conversão da radiação solar


em energia elétrica. Cada célula individual, com cerca de 100 𝑚𝑚2 , gera aos seus
terminais uma tensão entre 0.5 e 1 V, com uma corrente típica em curto circuito de
algumas dezenas de miliampéres. Esta intensidade da corrente é razoável, mas a tensão
é demasiadamente pequena para a generalidade das aplicações. Normalmente as células
são montadas em série em painéis solares, com 28 a 36 células, gerando tensões DC da
ordem de 12V em condições padrão de iluminação. Estes módulos fotovoltaicos podem
ser utilizados individualmente ou montados em série e/ou em paralelo, de modo a
obterem-se maiores tensões e/ou correntes, conforme as necessidades da aplicação em
concreto (CASTRO, 2007).
Figura 2: Placas fotovoltaicas para geração de eletricidade.
FONTE: VILLALVA, 2015.

Os sistemas fotovoltaicos têm a habilidade de captar diretamente a luz do sol e


produzir corrente elétrica, o que as difere dos sistemas solares térmicos. Essa corrente
será então coletada e processada, para enfim serem armazenadas em baterias ou mesmo
utilizadas em sistemas ligados à rede elétrica. A figura 2 mostra placas fotovoltaicas
instaladas em um telhado para a geração de eletricidade (VILLALVA, 2015)

4.2 EFEITO FOTOELÉTRICO

A emissão de um grande número de um material metálico quando exposto a


radiação da luz caracteriza o efeito fotoelétrico. Esse efeito ocorre por meio da absorção
de um fóton de luz por um elétron do material, que aproveita parte dessa energia na sua
liberação e o restante resulta em energia cinética de ejeção desse elétron do material.
Os elétrons são desalojados apenas pelo impacto dos fótons quando estes atingem ou
excedem uma frequência mínima. A energia cinética dos fotoelétrons é proporcional à
frequência de emissão de fótons da luz, quanto maior a frequência, maior a energia
cinética dos elétrons. O efeito fotoelétrico pode ser observado quando uma superfície
metálica ou semicondutora é iluminada com luz numa certa faixa de frequências. Neste
caso, elétrons ligados aos átomos são promovidos a elétrons livres, capazes de conduzir
corrente elétrica. As várias faixas do espectro eletromagnético estão representados em
escalas de frequência (f) e do comprimento de onda = c/f, onde c é a velocidade da luz
no vácuo, que vale aproximadamente 300.000 km/s. (SILVA, et al. 2012; DE CAMPOS
et al, 1998).

5. REFERÊNCIAS

CASTRO, R. M.G. Introdução à energia fotovoltaica. DEEC/Secção de Energia,


Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa, 2007.

DO NASCIMENTO, C.A. Princípio de funcionamento da célula fotovoltaica. Diss.


Universidade Federal de Lavras, 2004.

DE CAMPOS V., Eduardo; MOREIRA, Alysson Magalhães. Ensinando física moderna


no segundo grau: efeito fotoelétrico, laser e emissão de corpo negro. Caderno
Brasileiro de Ensino de Física, v. 15, n. 2, p. 121-135, 1998.

SILVA, Luciene Fernanda da; ASSIS, Alice. Física Moderna no Ensino Médio: um
experimento para abordar o efeito fotoelétrico. Caderno Brasileiro de Ensino de
Física, p. 313-324, 2012

VALLÊRA, Antônio M.; BRITO, Miguel Centeno. Meio século de história


fotovoltaica. Gazeta de Física, v. 29, p. 1-2, 2006.

VILLALVA, M.G. Energia solar fotovoltaica: conceitos e aplicações. Saraiva, Ed. 2,


2015.