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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO – UNICEUMA

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

AGAMENON SOUSA
ANDERSON SOUSA
EDUARDO REIS
ESTENIO SOUZA
LUCIANA LIMA
MÁRIO PINTO
PRISCILLA ALMEIDA

SISTEMAS CONSTRUTIVOS RACIONALIZADOS E INDUSTRIALIZADOS:


ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO

São Luís
2015
AGAMENON SOUSA - 980869
ANDERSON SOUSA - 980791
EDUARDO REIS - 973099
ESTENIO SOUZA - 35679
LUCIANA LIMA - 975461
MÁRIO PINTO - 028170
PRISCILLA ALMEIDA - 35678

SISTEMAS CONSTRUTIVOS RACIONALIZADOS E INDUSTRIALIZADOS:


ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO

Trabalho apresentado à disciplina de


Construções Verticais, do Curso de
Engenharia Civil, do Centro Universitário
do Maranhão para obtenção da nota da 2ª
avaliação.

Orientadora: Profª. Adriana Marques

São Luís
2015
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 03
2. OBJETIVO 03
3. SISTEMA CONSTRUTIVO RACIONALIZADO E INDUSTRIALIZADO 04
4. ALVENARIA DE VEDAÇÃO TRADICIONAL 04
5. ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO 06
5.1. Uso Racionalizado de Alvenaria em Bloco de Concreto 07
5.2. Recebimento e Armazenamento 09
5.3. Componentes da Alvenaria de Bloco de Concreto – Argamassa 10
5.4. Execução 10
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS 12
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 13
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1. INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade, o homem vem buscando uma forma de racionalizar e aprimorar


os processos de racionalização, já que os insumos vêm se tornando cada vez mais escassos
quando comparados ao tamanho da demanda do mercado mundial.

A busca pela melhoria dos processos e a aplicação da melhor maneira de desempenho


e de trabalho industrial, provoca muitas mudanças nos sistemas produtivos das empresas. Esse
anseio por uma melhoria dos processos não é uma preocupação advinda da modernidade, mas
um modo contínuo de busca pela inovação que, com o aumento da concorrência vem
provocando profundas transformações nos sistemas produtivos das empresas, de forma que, a
busca incessante pela melhoria da eficiência e da produtividade tem sido uma das principais
preocupações de empresas de bens e serviços.

Atualmente, o desenvolvimento dos automatismos industriais de sistemas pré-


fabricados está ligado ao processo de fabricação, assim como métodos de inspeção de
controle, criação de novos materiais, suas consequências no meio ambiente, montagem,
transporte, etc. Em suma, a Industrialização na Construção Civil promoveu um salto na
qualidade nos canteiros de obras, tornando-os mais seguros e mais qualificados.

Esses processos e métodos podem ser aplicados em várias áreas e demandas da


construção civil, como em diferentes ciclos de trabalho de máquinas maiores e ainda, em
processos muito mais mecanizados.

Veremos então, como os processos produtivos na alvenaria de blocos de concretos


estão presentes na indústria da construção civil.

2. OBJETIVO

O presente trabalho busca de forma clara e objetiva explicar o papel da Racionalização


e Industrialização no Sistema Construtivo de Alvenaria de Blocos de Concreto na Construção
Civil. A importância de boas práticas que aumente a produtividade, reduza custos e tempo,
sem esquecer a qualidade e combatendo sempre o desperdício, são metas indispensáveis para
esse papel.
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3. SISTEMAS CONSTRUTIVOS RACIONALIZADOS E INDUSTRIALIZADOS

A racionalização e industrialização dos sistemas construtivos nos dias atuais


contribuem para que as construtoras obtenham o melhor desempenho do método construtivo
adotado e garantam a qualidade que o cliente exige. Um processo racionalizado deve
obedecer a padrões, formas e etapas definidas em projeto (nunca de forma contrária, com
adaptações ou ajustes no canteiro de obras) e deve estar alinhado aos sistemas industrializados
que reduzem os desperdícios e o volume de resíduos nas obras, com ganhos para o meio
ambiente, aumentando a produtividade, reduzindo custos e melhorando a qualidade.

A utilização desses sistemas permite o retorno antecipado do investimento, pois a


execução do cronograma torna-se mais dinâmica, além de melhorar a gestão, tendo o controle
de todo o processo construtivo.

4. ALVENARIA DE VEDAÇÃO TRADICIONAL

É o método construtivo mais comum no Brasil para obras residenciais. Funciona como
um “esqueleto” formado a partir da combinação de pilares, lajes e vigas. As paredes servem
apenas como fechamento e separação de ambientes. Todo o peso é absorvido pelo sistema
pilares, lajes e vigas, e por isto pode-se dizer que as paredes não possuem função estrutural.

Um ponto forte é que não há restrição quanto às medidas do projeto, o que permite
maior liberdade criativa, não há limites para futuras reformas, e podem ser especificadas
esquadrias fora do tamanho padrão.

Como ponto fraco, este método possui um tempo de execução um pouco maior e um
custo mais elevado em comparação com o sistema de alvenaria estrutural.

As figuras 01 e 02, a seguir, representam o exemplo de alvenaria de vedação


tradicional, com a utilização de tijolos de má qualidade e rasgos nas paredes para o
embutimento das instalações.
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Figura 01 – Alvenaria Tradicional Figura 02 – Alvenaria Tradicional

A alvenaria de vedação tradicional, que é usual nas edificações, apresenta as seguintes


características:

 Como não se utiliza projeto de alvenaria, as soluções construtivas são improvisadas


durante a execução dos serviços;
 A mão-de-obra pouco qualificada executa os serviços com facilidade, mas nem sempre
com a qualidade desejada;
 O retrabalho – os tijolos ou blocos são assentados, as paredes são seccionadas para a
passagem de instalações e embutimento de caixas e, em seguida, são feitos remendos
com a utilização de argamassa para o preenchimento dos vazios;
 O desperdício de materiais – a quebra de tijolos no transporte e na execução, a
utilização de marretas para abrir os rasgos nas paredes e a frequência de retirada de
caçambas de entulho da obra evidenciam isso;
 Falta de controle na execução – eventuais problemas na execução são detectados
somente por ocasião da conferência de prumo do revestimento externo, gerando
elevados consumos de argamassa e aumento das ações permanentes atuantes na
estrutura.
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5. ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO

A alvenaria racionalizada tem como princípio básico, a tomada de decisões quanto aos
passos de execução baseados no projeto que contempla todo o detalhamento executivo,
estrutural, alvenaria e instalações, onde tudo é contabilizado e planejado.

Esse projeto é fundamental para racionalização e tem como objetivo principal


promover a organização, proporcionando um aumento de produtividade, reduzindo erros e
tempo de execução pela prévia tomada de decisões. Para a sua elaboração é necessária a
contemplação dos demais projetos da edificação, ou seja, arquitetônico, estrutural e de
instalações.

Quando se opta por implantar os conceitos de racionalização da construção, deve-se


começar pela estrutura da edificação. Em seguida, utilizar na alvenaria de vedação, pois o
subsistema de vedação vertical interfere nos demais subsistemas da edificação, como:
revestimento, impermeabilização, esquadrias, instalações elétricas e de comunicação e
instalações hidrossanitárias. Todos esses serviços somados representam uma parcela
considerável do custo de uma obra. E a utilização dos blocos de concreto na alvenaria prioriza
esses conceitos de racionalização permitindo e colaborando para o melhor andamento da obra.

Figura 03 – Alvenaria de Blocos de Concreto Figura 04 – Alvenaria de Blocos de Concreto


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Em contraponto à alvenaria tradicional, a alvenaria dita racionalizada apresenta as


seguintes características:

 Utilização de blocos de melhor qualidade, preferencialmente com furos na vertical


para facilitar a passagem de instalações;
 Planejamento prévio;
 Projeto da produção;
 Treinamento da mão de obra;
 Utilização de família de blocos, com blocos compensadores para evitar a quebra de
blocos na execução;
 Redução drástica do desperdício de materiais;
 Melhoria nas condições de limpeza e organização do canteiro de obras.

5.1 Uso Racionalizado de Alvenaria em Bloco de Concreto

A alvenaria estrutural é um sistema de construção racionalizado que utiliza blocos de


concretos como elementos que desempenham a função estrutural propriamente dita.

Nesse tipo de construção, elimina-se a estrutura convencional, onde as paredes apenas


fecham os vãos entre pilares e vigas. Aqui, os pilares e vigas são desnecessários, pois, as
paredes distribuem as cargas uniformemente ao longo da fundação.

Esse é um processo construtivo simplificado, que reduz etapas e mão-de-obra, com


consequente redução do tempo de execução e custos. Permite uma diminuição significativa do
custo total da obra.

Economia, qualidade, rapidez de execução e segurança permitem às alvenarias de


blocos de concretos estruturais adequarem-se tanto a obras mais populares, como as de mais
elevados padrões de edificação.

Possui como pontos positivos:

 Economia de fôrmas, armaduras e concreto;


 Redução de mão de obra e tipos de materiais;
 Facilidade de projeto, detalhamento e supervisão da obra;
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 Técnica de execução simplificada;


 Eliminação de rasgos para embutir instalações;
 Redução do retrabalho e do retorno ao imóvel para corrigir falhas;
 Redução de espessuras de revestimentos;
 Resistência ao fogo, bom isolamento térmico e acústico;
 Durável, exige pouca manutenção;
 Racionalização da execução das obras e maior velocidade;
 Redução de quebras, desperdícios e entulho na obra;
 Os blocos de concreto podem ser produzidos em resistências variadas;
 Podem ser produzidos com diferentes formas, cores e texturas;
 Possuem vazados de grandes dimensões que permitem a passagem de tubulação
elétrica e, em alguns casos, sanitárias;
 Apresentam baixíssima variação de dimensões, evitando desperdícios por quebras em
obra.

Blocos de concreto são peças retangulares, fabricadas com cimento, areia, pedrisco, pó
de pedra e água. Em relação ao acabamento os blocos de concreto podem ser para
revestimento (mais rústico) ou aparentes. Suas dimensões mais usuais são: 20 x 20 x 40 cm,
10 x 20 x 40 cm.

São blocos vazados, no sentido da altura, com maior resistência compressão, com
arestas vivas, naõ poderão apresentar trincas, fissuras ou outros defeitos que possam
prejudicar o seu assentamento, resistência, durabilidade ou o acabamento em aplicações
aparentes, sem revestimento. Se forem receber revestimento, devem ter a superfície
suficientemente áspera para garantir uma boa aderência. Sua absorção de água está
diretamente relacionada à impermeabilidade dos produtos utilizados, ao acréscimo imprevisto
de peso à parede saturada e à durabilidade.

Seu grande número de formas e dimensões possibilita a adequação da obra já a partir
do projeto, evitando improvisos e desperdícios deles decorrentes.

Especificados de acordo com a norma da ABNT, devem atender, quanto a seu uso, às
classes descritas a seguir:
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a) Classe A – Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima ou


abaixo do nível do solo;
b) Classe B – Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível
do solo;
c) Classe C – Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível
do solo;
NOTA: Recomenda-se o uso de blocos com função estrutural classe C designados
M10 para edificações de no máximo 01 pavimento, os designados M12,5 para
edificações de no máximo 02 pavimentos e M15 e M20 para edificações maiores.
d) Classe D – Sem função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do niv́ el
do solo.

5.2 Recebimento e Armazenamento

É importante que no canteiro de obras, todos os materiais sejam inspecionados no ato


do recebimento e imediatamente antes do uso, de forma a detectar não-conformidades.

Os Blocos de concreto devem ser armazenados na ordem do recebimento, e de forma


que permitam inspeção geral e sejam identificados conforme o controle a ser realizado. E
devem passar por um processo de verificação antes de sua liberação para execução dos
serviços.

Quanto seu armazenamento, recomenda-se:

 Armazenar os blocos em local plano para evitar quebras;


 Armazenar os blocos sobre os pallets para evitar o contato direto com o solo;
 As pilhas de blocos devem ter altura máxima de 1 pallet ou 8 fiadas;
 Recomenda-se que deixe o pavimento térreo para executar a alvenaria por último,
desta forma este pavimento fica como uma ótima opção de local para estoque de
blocos.
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5.3 Componentes da Alvenaria de Bloco de Concreto – Argamassa

Muitos fatores interferem no resultado final da parede acabada, como: a regularidade


geométrica da estrutura; a escolha dos blocos de vedação; as argamassas utilizadas para
assentamento dos blocos e revestimento; além da mão de obra.

Fator de grande importância durante todo processo e no resultado final, a argamassa


para assentamento de blocos de concreto deve sempre seguir a recomendação do projetista e
tem como funções básicas solidarizar os blocos, transmitir e uniformizar as tensões entre as
unidades de alvenaria, absorver pequenas deformações e prevenir a entrada de água e de vento
nas edificações. Sua aderência é a mais importante característica que uma boa argamassa deve
ter, pois deverá evitar o escorregamento entre o bloco e a argamassa e fazer com que os três
corpos (bloco + argamassa + bloco) deformem de forma igual.

Na construção civil o processo de mecanização já está desenvolvido em diversas


etapas da obra, a aplicação mecanizada garante maior uniformidade e qualidade do
revestimento. Por conta do seu processo mecânico, a força de lançamento da massa não sofre
alterações, como no caso do popular “chapar a massa”, que é feito manualmente. Além disso,
a projeção da argamassa permite que a aderência do material na superfície seja contínua,
impedindo que se criem vazios decorrentes do lançamento manual. Com isso, a cobertura da
argamassa torna-se mais homogênea em toda a área de aplicação.

5.4 Execução

No sistema de alvenaria racionalizada o kanban é utilizado para fazer o adequado


abastecimento de blocos e argamassa (componentes) para a execução da obra. Assim, o
pedreiro recebe no local de montagem da parede a quantidade correta de blocos de concreto
para aquele elemento que irá produzir.

Através do projeto das alvenarias, os quais especificam modelos e quantidades de


blocos de concretos para a produção de cada parede, prevendo-se possíveis agrupamentos ou
desmembramentos das vistas.
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Como etapas da execução, temos:

I. Marcação da Alvenaria

Fazer a marcação da alvenaria de acordo com o projeto de arquitetura. Primeiro achar


os eixos externos da edificação e passar uma linha (bem esticada) marcando esse eixo.
Quando as linhas estiverem na marcação correta, assentar o primeiro bloco nas extremidades
e encontros de alvenarias, materializando os pontos, sem retirar as linhas ainda.

II. Execução da primeira fiada

Com os pontos materializados iniciar a execução da primeira fiada de alvenaria. Ao


término dessa etapa será possível conseguirá ver o desenho de todos os cômodos como na
planta baixa de arquitetura.

III. Subir fiadas das extremidades

Puxar a linha entre as duas extremidades e assentar apenas os blocos nas extremidades
de encontros de alvenaria até a altura de 1,20m (6 fiadas de blocos). Elas devem estar
alinhadas horizontalmente e aprumadas verticalmente.

IV. Assentar os blocos

Feitos todos os passos anteriores, terá toda a alvenaria marcada e mestrada. Voltar à
segunda fiada, puxar a linha entre as duas extremidades e começar a assentar os blocos um a
um. Ao terminar toda a segunda fiada, repetir o procedimento e dar sequência.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nota-se que o simples conhecimento dos conceitos de sistemas construtivos


racionalizados e industrializados não é suficiente para a implantação da alvenaria
racionalizada na obra. Para isso, é importante implanta-los. Assim como, investir além de em
equipamentos, na motivação e treinamento de mão-de-obra. A conscientização de todos os
envolvidos no processo de produção e a união de estrutura, organização e planejamento fazem
dos processos da construção civil de forma integrada desde a fase de projeto arquitetônico,
estrutural e de instalações, o próprio projeto de alvenaria e até as definições de esquadrias e
revestimentos.

A partir dessa visão o sistema de racionalização de Alvenaria em Blocos de Concreto


apresenta importantes vantagens, pois exige uma menor demanda de tempo, dá um cálculo do
uso e quantidade, evitando desperdícios, uma economia no preço final da obra, além da
qualidade e facilidade. O sistema utilizando blocos de alvenaria de blocos de concreto, com
função estrutural agrega rapidez e praticidade aos canteiros de obras.

Sabedores que grande parte dos materiais utilizados na construção civil são recursos
naturais que podem ou não sofrer processos de industrialização, a variedade desses recursos
leva a um interesse em pesquisas de soluções alternativas que aumentem a eficiência e a
qualidade das edificações, considerando por quanto tempo as reservas disponíveis podem
atender a demanda, poluição gerada na extração e beneficiamento, possibilidade de
reaproveitamento, dentre outros fatores.

Os blocos de concreto para a alvenaria estrutural, apesar de representarem um conceito


prático e ágil de construção, apresentam alguns pontos que podem ser melhorados.
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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

YAZIGI, WALID. A Técnica de Edificar. 14. ed. São Paulo: Pini, 2014.

MORAES, EDUARDO BARBOSA, Cartilha da Alvenaria de Vedação, Recife:


Comunidade da Construção, 2008.

SALVADOR FILHO, JOSÉ ALVES, Blocos de Concreto para Alvenaria em Construções


Industrializadas, Tese de Doutorado, São Carlos: Universidade de São Paulo, 2007.

Sistemas construtivos racionalizados permitem obras mais rápidas e eficientes.


Disponível em: http://www.abcp.org.br/conteudo/imprensa/sistemas-construtivos-
racionalizados-permitem-obras-mais-rapidas-e-eficientes. Acesso em: 28/10/2015.

Alvenaria Estrutural de Blocos de Concreto. Disponível em:


http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=7&Cod=957. Acesso em:
29/10/2015.

Revista Téchne – A Revista do Engenheiro Civil. 223 ed. São Paulo: Pini, outubro 2015.

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