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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

PAULO HENRIQUE DOS SANTOS MATOS


RAFAEL SILVA DOS SANTOS

ÁNALISE E DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURA DE AÇO


TRELIÇA METÁLICA

São Paulo
2017
PAULO HENRIQUE DOS SANTOS MATOS 2213110979
RAFAEL SILVA DOS SANTOS 2213108115

ÁNALISE E DIMENSIONAMENTO DE ESTRUTURA DE AÇO


TRELIÇA METÁLICA

Trabalho proposto na Universidade Nove de


Julho em Santo Amaro, pelo professor Alexander
Hincapie Ramirez, no curso de engenharia civil, na
matéria de Estruturas de Aço e Madeira que consiste
em análise e dimensionamento de treliça metálica.

Orientador: Mestre Alexander Hincapie Ramirez

São Paulo
2017
RESUMO
O trabalho proposto tem intuito acadêmico de difundir conhecimento em analise
estrutural pelo método das forças e dimensionamento em estruturas de aço na tração e
compressão, visando a compreensão do projeto estrutural de uma treliça hiperestática e
seu comportamento perante solicitações de cálculo preestabelecidas.

Palavras-chave: Análise estrutural; Método das Forças; Dimensionamento em


Aço.
ABSTRACT
The proposed work has the academic purpose of disseminating knowledge in
structural analysis by the method of forces and dimensioning in steel structures in the
traction and compression, aiming at the understanding of the structural design of a hyper
elastic trellis and its behavior towards pre-established calculation requests.

Key words: Structural analysis; Force Method; Sizing in Steel.


LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Modelo estrutural de estudo ............................................................................. 9
Figura 2 - Angulo alfa .................................................................................................... 11
Figura 3 - Angulo Teta ................................................................................................... 12
Figura 4 - Angulo Gama ................................................................................................. 13
Figura 5 - Ações e reações de apoio indeterminadas...................................................... 14
Figura 6 - Convenção de sinal ........................................................................................ 14
Figura 7 - Ações e reações de apoios determinadas ....................................................... 15
Figura 8 - Nó O............................................................................................................... 16
Figura 9 - Nó N............................................................................................................... 17
Figura 10 - Nó M ............................................................................................................ 18
Figura 11 - Nó M ............................................................................................................ 19
Figura 12 - Nó M ............................................................................................................ 20
Figura 13 – Seção 1 ........................................................................................................ 22
Figura 14 – Seção 2 ........................................................................................................ 23
Figura 15 – Seção 3 ........................................................................................................ 25
Figura 16 – Seção 4 ........................................................................................................ 26
Figura 17 – Seção 4 ........................................................................................................ 28
Figura 18 – Seção 4 ........................................................................................................ 29
Figura 19 – Seção 4 ........................................................................................................ 29
Figura 20 – Seção 5 ........................................................................................................ 30
Figura 21 – Seção 6 ........................................................................................................ 31
Figura 22 – Seção 7 ........................................................................................................ 32
Figura 23 – Seção 8 ........................................................................................................ 33
Figura 24 – Aplicando força unitária .............................................................................. 34
Figura 25 – Nó H com forças unitárias........................................................................... 35
Figura 26 – Nó G com forças unitárias........................................................................... 35
Figura 27 – Sistemas estruturais adotados para aplicação do método das forças........... 37
Figura 28 – Nó G ............................................................................................................ 41
Figura 29 – Nó I ............................................................................................................. 42
Figura 30 – Nó J ............................................................................................................. 43
Figura 31 – Nó F............................................................................................................. 44
Figura 32 – Tabela de cantoneiras de abas iguais laminadas da Gerdau ........................ 48
Figura 33 – Seção transversal de cantoneira de abas iguais ........................................... 49
Figura 34 – Parafusos ..................................................................................................... 51
Figura 35 – Configuração de furação ............................................................................. 52
Figura 36 – Distância mínima do centro do parafuso até a borda livre. ......................... 53
Figura 37 – Configuração de furação adotada. ............................................................... 54
Figura 38 – Configuração de furação diagonal. ............................................................. 55
Figura 39 – Configuração de furação final. .................................................................... 64
Figura 40 – Tabela de perfil em cantoneira dupla .......................................................... 67
Figura 41 – Configuração de perfil em cantoneira dupla ............................................... 68
Figura 42 – Coeficiente de flambagem por flexão de elemento isolados ....................... 70
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Resumo de reações internas hipotéticas as barras ......................................... 38
Tabela 2 - Reações internas calculadas .......................................................................... 45
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ELS - Estado Limite de Serviço;
ELU - Estado Limite Ultimo;
LISTA DE SÍMBOLOS
∑ 𝐹𝑥 - Somatória de forças na direção de x;
∑ 𝐹𝑦 - Somatória de forças na direção de y;
∑ 𝑀 - Somatória de momento;
𝐹𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑜 - Força máxima aplicada na seção;
𝐿 - Comprimento entre o primeiro e o ultimo parafuso;
𝑁 - Número de parafusos;
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 9
2. GRAU DE HIPERESTATICIDADE ....................................................................................... 9
3. COMPRIMENTO DAS BARRAS VERTICAIS .................................................................. 11
4. REAÇÕES DE APOIO .......................................................................................................... 14
5. ANALISE ISOSTÁTICA ...................................................................................................... 16
6. ANALISE HIPERESTÁTICA ............................................................................................... 27
7. DIMENSIONAMENTO ........................................................................................................ 45
7.1. DIMENSIONAMENTO A TRAÇÃO EM AÇO ................................................................ 46
7.1.1. CALCULAR ÁREA BRUTA (ELS) ............................................................................. 46
7.1.2. ESCOLHA DO PERFIL (ELS)......................................................................................... 47
7.1.3 ÍNDICE DE ESBELTEZ MÁXIMA PARA TRAÇÃO (ELS) .......................................... 49
7.1.4. QUANTIDADE DE PARAFUSOS MÍNIMA NA CONEXÃO ...................................... 50
7.1.5. CONFIGURAÇÃO DA CONEXÃO ................................................................................ 52
7.1.6. ÁREA LIQUÍDA EFETIVA (ELU) ................................................................................. 54
7.1.7. VERIFICANDO A RESISTÊNCIA A RUPTURA (ELU) .............................................. 57
7.1.8. VERIFICANDO CISALHAMENRO DE BLOCO .......................................................... 58
7.1.9. VERIFICANDO RESISTÊNCIA DE PRESSÃO DE CONTATO EM FUROS. ............ 59
7.1.10. VERIFICANDO A RESISTÊNCIA DA CONEXÃO .................................................... 60
7.1.10. AJUSTE DO DIMENSIONAMENTO NA TRAÇÃO ................................................... 62
7.1.10.1. AJUSTE DA RESISTÊNCIA A RUPTURA (ELU) ................................................... 62
7.1.10.2. AJUSTE DO CISALHAMENTO DE BLOCO ........................................................... 63
7.1.10.3. AJUSTE DE CONFIGURAÇÃO DE LIGAÇÃO PARAFUSADA............................ 64
7.2. DIMENSIONAMENTO A COMPRESSÃO EM AÇO ...................................................... 64
7.2.1. VERIFICANDO PERFIL CALCULADO ..................................................................... 65
7.2.1.1. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM LOCAL .................................................. 68
7.2.1.2. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM GLOBAL................................................ 70
7.2.2. CRITERIOS PARA ESCOLHA DE PERFIL COMPRIMIDO ........................................ 72
7.2.2.1. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM LOCAL DE PERFIL ESCOLHIDO ...... 73
7.2.2.2. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM GLOBAL DE PERFIL ESCOLHIDO ... 74
BIBLIOGRAFIA......................................................................................................................... 76
9

1. INTRODUÇÃO

O trabalho abordado consiste em analisar e dimensionar uma treliça hiperestática


internamente, e objetiva difundir conhecimento em análise estrutural e estruturas de aço.
O modelo de treliça apresentado na figura 1 foi proposto pelo professor Alexandre
Hincapie Ramirez na Universidade Nove de Julho. A estrutura forma um raio de 30m
entre os pontos C, E, G, I, K, M e o centro da curvatura como apresentado na figura 1.

Figura 1 - Modelo estrutural de estudo

Fonte: Arquivo pessoal

2. GRAU DE HIPERESTATICIDADE

Na estrutura mostrada existem 28 barras, 15 nós e dois apoios, sendo um do 1º


gênero, tendo apenas uma reação vertical, presente no nó "O" e o outro do 2º gênero
apresentando duas reações, horizontal e vertical no nó "A", totalizando três reações de
apoio. Como os apoios com o meio externo fornecem 3 reações a estrutura e isostática
externamente sabendo que existem 3 equações da estática aplicáveis.
10

𝐵𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 = 28
𝑅𝑒𝑎çõ𝑒𝑠 = 3
𝐵𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 + 𝑅𝑒𝑎çõ𝑒 = 31
𝑁ó𝑠 × 2 = 30

Deve-se multiplicar a quantidade de nós por 2, devido ao fato de podermos usar


apenas 2 equações da estática em treliças planas para cada nó quando aplicado o método
dos nós descobrindo as reações internas de cada barra. As equações são:

𝑆𝑜𝑚𝑎𝑡ó𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑓𝑜𝑟ç𝑎𝑠 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑖𝑠 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 𝑎 𝑧𝑒𝑟𝑜 → ∑ 𝐹𝑥 = 0

𝑆𝑜𝑚𝑎𝑡ó𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑓𝑜𝑟ç𝑎𝑠 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑖𝑠 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 𝑎 𝑧𝑒𝑟𝑜 → ∑ 𝐹𝑦 = 0

Obtendo a quantidade de barras, reações e nós multiplicados por 2, aplicamos a


seguinte equação:

𝐵𝑎𝑟𝑟𝑎𝑠 + 𝑅𝑒𝑎çõ𝑒𝑠 − 𝑁ó𝑠 × 2 = 1

Esse resultado confirma a premissa de hiperestaticidade estrutural e complementa


ao fornecer a diferença de 1 que significa que a estrutura possuí 1 grau de
hiperestaticidade interna.
11

3. COMPRIMENTO DAS BARRAS VERTICAIS

Figura 2 - Angulo alfa

Fonte: Arquivo pessoal

15,00𝑚 15,00𝑚
𝑐𝑜𝑠(𝛼) = → 𝛼 = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( ) = 60°
30,00𝑚 30,00𝑚
𝛼 = 60°
𝐿𝐵𝐶 = 6,00𝑚
(𝐿1 + 𝐿𝐵𝐶 )
𝑠𝑖𝑛(𝛼) =
30,00𝑚
𝐿1 = 𝑠𝑖𝑛(𝛼) × 30,00𝑚 − 𝐿𝐵𝐶
𝐿1 = 𝑠𝑖𝑛(60°) × 30,00𝑚 − 6,00𝑚
𝐿1 = 19,981𝑚
12

Figura 3 - Angulo Teta

Fonte: Arquivo pessoal

9,00𝑚 9,00𝑚
𝑐𝑜𝑠(𝜃) = → 𝜃 = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( ) = 72,542°
30,00𝑚 30,00𝑚
𝜃 = 72,542°
(𝐿1 + 𝐿𝐷𝐸 )
𝑠𝑖𝑛(𝜃) =
30,00𝑚
𝐿𝐷𝐸 = 𝑠𝑖𝑛(𝜃) × 30,00𝑚 − 𝐿1
𝐿𝐷𝐸 = 𝑠𝑖𝑛(72,542°) × 30,00𝑚 − 19,981𝑚
𝐿𝐷𝐸 = 8,637𝑚
13

Figura 4 - Angulo Gama

Fonte: Arquivo pessoal

3,00𝑚 3,00𝑚
𝑐𝑜𝑠(𝛾) = → 𝛾 = 𝑐𝑜𝑠 −1 ( ) = 84,261°
30,00𝑚 30,00𝑚
𝛾 = 84,261°
(𝐿1 + 𝐿𝐹𝐺 )
𝑠𝑖𝑛(𝛾) =
30,00𝑚
𝐿𝐹𝐺 = 𝑠𝑖𝑛(𝛾) × 30,00𝑚 − 𝐿1
𝐿𝐹𝐺 = 𝑠𝑖𝑛(84,261°) × 30,00𝑚 − 19,981𝑚
𝐿𝐹𝐺 = 9,869𝑚

Por simetria:

𝐿𝐽𝐼 = 𝐿𝐹𝐺 = 9,869𝑚


𝐿𝐿𝐾 = 𝐿𝐷𝐸 = 8,637𝑚
𝐿𝑁𝑀 = 𝐿𝐵𝐶 = 6,00𝑚
14

4. REAÇÕES DE APOIO

Adotando o sistema descrito anteriormente onde, o ponto "A" é um apoio do 2°


gênero e gera duas reações de apoio com o meio externo, Rax e Ray, enquanto o ponto
"O" é do 1° gênero e gera apenas 1 reação de apoio com o meio externo, Roy, e
complementando com o comprimento das barras verticais descobertos no tópico anterior
montamos a figura a seguir que auxiliará na descoberta das reações de apoio.

Figura 5 - Ações e reações de apoio indeterminadas

Fonte: Arquivo pessoal

Para descobrir as reações de apoio devemos aplicar as 3 equações da


estática com o sistema de sinais e coordenadas adotado na figura a seguir.

Figura 6 - Convenção de sinal

Fonte: Arquivo pessoal

Sendo as equações da estática:

∑ 𝐹𝑥 = 0 ; ∑ 𝐹𝑦 = 0 ; ∑ 𝑀 = 0

Portanto:

∑ 𝐹𝑥 = 0
15

0 = 𝑅𝐴𝑋 + 600𝑘𝑁 + 600𝑘𝑁


𝑅𝐴𝑋 = −1200𝑘𝑁

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 1000𝑘𝑁 − 1600𝑘𝑁 − 1600𝑘𝑁 + 1000𝑘𝑁 − 1600𝑘𝑁 + 𝑅𝑂𝑌 + 𝑅𝐴𝑌


𝑅𝐴𝑌 = −100𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 − 1000𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 − 𝑅𝑂𝑌 → (𝟏)

∑ 𝑀𝐴 = 0

0 = 1000𝑘𝑁 × 9𝑚 − 1600𝑘𝑁 × 15𝑚 − 1600𝑘𝑁 × 18𝑚 − 600𝑘𝑁 × 9,869𝑚


+ 1000𝑘𝑁 × 21𝑚 − 1600𝑘𝑁 × 33𝑚 + 𝑅𝑂𝑌 × 36𝑚
−900𝑘𝑁𝑚 + 24000𝑘𝑁𝑚 + 28800𝑘𝑁𝑚 + 5921,4𝑘𝑁𝑚 − 21000𝑘𝑁𝑚 + 52800𝑘𝑁𝑚
𝑅𝑂𝑌 =
36𝑚
𝑅𝑂𝑌 = 2264,483𝑘𝑁 → (𝟐)

Substituindo (2) em (1) temos:

𝑅𝐴𝑌 = −100𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 − 1000𝑘𝑁 + 1600𝑘𝑁 − 2264,483𝑘𝑁


𝑅𝐴𝑌 = 535,517𝑘𝑁

Assim a estrutura ficará com as reações de apoio apresentadas na figura 7.

Figura 7 - Ações e reações de apoios determinadas

Fonte: Arquivo pessoal


16

5. ANALISE ISOSTÁTICA

As ações externas da estrutura geram reações internas em suas barras, para seu
correto dimensionamento é necessário descobrir as reações internas de cada barra e
dimensionar pelos maiores valores encontrados, tanto na compressão como na tração.
Para o cálculo das reações internas será aplicado inicialmente o método dos nós e
posteriormente o das seções. Será considerado que todas as forças desconhecidas que
entram nos nós, sendo positivas, de compressão assim as forças que saem dos nós são
negativas e de tração. Deve-se adotar uma convenção de sinal para essa etapa e ela está
presente na figura 6.
O método dos nós será iniciado pelo nó “O” por apresenta menor quantidade de
componentes para cálculo e assim sendo mais fácil.

Nó O:

Figura 8 - Nó O

Fonte: Arquivo pessoal

6𝑚 6𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽1 ) = ( ) → 𝛽1 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 63,435°
3𝑚 3𝑚
𝛽1 = 63,435°

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 𝐹𝑁𝑂 + 𝐹𝑀𝑂 × 𝑐𝑜𝑠(𝛽1 )


𝐹𝑁𝑂 = −𝐹𝑀𝑂 × 𝑐𝑜𝑠(𝛽1 ) → (𝟑)
17

∑ 𝐹𝑌 = 0

0 = 2264,483𝑘𝑁 − 𝐹𝑀𝑂 × 𝑠𝑖𝑛(𝛽1 )


0 = 2264,483𝑘𝑁 − 𝐹𝑀𝑂 × 𝑠𝑖𝑛(63,435°)
2264,483𝑘𝑁
𝐹𝑀𝑂 = = 2531,769𝑘𝑁
𝑠𝑖𝑛(63,435°)
𝐹𝑀𝑂 = 2531,769𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂) → (𝟒)

Substituindo (4) em (3) temos:

𝐹𝑁𝑂 = −2531,769𝑘𝑁 × 𝑐𝑜𝑠(63,435°)


𝐹𝑁𝑂 = −1132,239𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Nó N:

Figura 9 - Nó N

Fonte: Arquivo pessoal

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = −𝐹𝑁𝑂 + 𝐹𝑁𝐿
𝐹𝑁𝐿 = 𝐹𝑁𝑂
𝐹𝑁𝐿 = −1132,239𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

∑ 𝐹𝑌 = 0

0 = −𝐹𝑀𝑁
𝐹𝑀𝑁 = 0
18

Nó M:

Figura 10 - Nó M

Fonte: Arquivo pessoal

𝛽1 = 63,435°
6𝑚 6𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽2 ) = ( ) → 𝛽2 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 45°
6𝑚 6𝑚
𝛽2 = 45°
8,637𝑚 − 6𝑚 8,637𝑚 − 6𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽3 ) = ( ) → 𝛽3 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 23,725°
6𝑚 6𝑚
𝛽3 = 23,725°

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 𝐹𝐾𝑀 × cos(𝛽3 ) + 𝐹𝐿𝑀 × cos(𝛽2 ) − 𝐹𝑀𝑂 × cos(𝛽1 )


0 = 𝐹𝐾𝑀 × cos(23,725°) + 𝐹𝐿𝑀 × cos(45°) − 2531,769𝑘𝑁 × cos(63,435°)
−𝐹𝐿𝑀 × cos(45°) + 2531,769𝑘𝑁 × cos(63,435°)
𝐹𝐾𝑀 =
cos(23,725°)
𝐹𝐾𝑀 = −0,772 × 𝐹𝐿𝑀 + 1236,762𝑘𝑁 → (𝟓)

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −𝐹𝐾𝑀 × sin(𝛽3 ) + 𝐹𝐿𝑀 × sin(𝛽2 ) +𝐹𝑀𝑂 × sin(𝛽1 ) + 𝐹𝑀𝑁 − 1600𝑘𝑁


0 = −𝐹𝐾𝑀 × sin(23,725°) + 𝐹𝐿𝑀 × sin(45°) +2531,769𝑘𝑁 × sin(63,435°) + 0 − 1600𝑘𝑁
0 = −𝐹𝐾𝑀 × sin(23,725°) + 𝐹𝐿𝑀 × sin(45°) + 664,484𝑘𝑁 → (𝟔)
19

Substituindo (5) em (6) temos:

0 = −(−0,772 × 𝐹𝐿𝑀 + 1236,762𝑘𝑁) × sin(23,725°) + 𝐹𝐿𝑀 × sin(45°) + 664,484𝑘𝑁


0 = 0,311 × 𝐹𝐿𝑀 − 497,608𝑘𝑁 + 𝐹𝐿𝑀 × sin(45°) + 664,484𝑘𝑁
−664,484𝑘𝑁 + 497,608𝑘𝑁
𝐹𝐿𝑀 =
0,311 + sin(45°)
𝐹𝐿𝑀 = −163,908𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂) → (𝟕)

Substituindo (7) em (5) temos:

𝐹𝐾𝑀 = −0,772 × (−163,908𝑘𝑁) + 1236,762𝑘𝑁


𝐹𝐾𝑀 = 1363,299𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Nó L:

Figura 11 - Nó M

Fonte: Arquivo pessoal

𝛽2 = 45°

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 𝐹𝐽𝐿 − 𝐹𝑁𝐿 − 𝐹𝐿𝑀 × cos(𝛽2 )


0 = 𝐹𝐽𝐿 − (−1132,239𝑘𝑁) − (−163,908𝑘𝑁) × cos(45°)
0 = 𝐹𝐽𝐿 + 1132,239𝑘𝑁 + 163,908𝑘𝑁 × cos(45°)
0 = 𝐹𝐽𝐿 + 1248,139𝑘𝑁
20

𝐹𝐽𝐿 = −1248,139𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −𝐹𝐾𝐿 − 𝐹𝐿𝑀 × sin(𝛽2 )


0 = −𝐹𝐾𝐿 − (−163,908𝑘𝑁) × sin(45°)
0 = −𝐹𝐾𝐿 + 115,898𝑘𝑁
𝐹𝐾𝐿 = 115,898𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Nó K:

Figura 12 - Nó M

Fonte: Arquivo pessoal

𝛽3 = 23,725°
9,869𝑚 − 8,637𝑚 9,869𝑚 − 8,637𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽5 ) = ( ) → 𝛽5 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 11,603°
6𝑚 6𝑚
𝛽5 = 11,603°
8,637𝑚 8,637𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽4 ) = ( ) → 𝛽4 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 55,213°
6𝑚 6𝑚
𝛽4 = 55,213°

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 𝐹𝐼𝐾 × cos(𝛽5 ) + 𝐹𝐽𝐾 × cos(𝛽4 ) − 𝐹𝐾𝑀 × cos(𝛽3 )


0 = 𝐹𝐼𝐾 × cos(11,603°) + 𝐹𝐽𝐾 × cos(55,213°) − 1363,299𝑘𝑁 × cos(23,725°)
0 = 𝐹𝐼𝐾 × cos(11,603°) + 𝐹𝐽𝐾 × cos(55,213°) − 1248,083𝑘𝑁
21

−𝐹𝐽𝐾 × cos(55,213°) + 1248,083𝑘𝑁


𝐹𝐼𝐾 =
cos(11,603°)
𝐹𝐼𝐾 = −𝐹𝐽𝐾 × 0,582 + 1274,120𝑘𝑁 → (𝟖)

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 𝐹𝐾𝐿 + 𝐹𝐾𝑀 × sin(𝛽3 ) + 𝐹𝐽𝐾 × sin(𝛽4 ) − 𝐹𝐼𝐾 × sin(𝛽5 )


0 = 115,898𝑘𝑁 + 1363,299𝑘𝑁 × sin(23,725°) + 𝐹𝐽𝐾 × sin(55,213°) − 𝐹𝐼𝐾
× sin(11,603°)
0 = 664,418 + 𝐹𝐽𝐾 × sin(55,213°) − 𝐹𝐼𝐾 × sin(11,603°) → (𝟗)

Substituindo (8) em (9) temos:

0 = 664,418 + 𝐹𝐽𝐾 × sin(55,213°) − (−𝐹𝐽𝐾 × 0,582 + 1274,120𝑘𝑁)


× sin(11,603°)
0 = 664,418 + 𝐹𝐽𝐾 × sin(55,213°) + 𝐹𝐽𝐾 × 0,117 − 256,263𝑘𝑁
0 = 𝐹𝐽𝐾 × 0,938 + 408,155
−408,155𝑘𝑁
𝐹𝐽𝐾 =
0,938
𝐹𝐽𝐾 = −435,133𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂) → (𝟏𝟎)

Substituindo (10) em (8) temos:

𝐹𝐼𝐾 = −(−435,133𝑘𝑁) × 0,582 + 1274,120𝑘𝑁


𝐹𝐼𝐾 = 1527,367𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)
22

O cálculo das reações nas barras AB, CA, CB, DB, CB, CD, CE, DF, DE, CF, EF
e EG foram realizados com o método desenvolvido pelo alemão August Ritter para
cálculo de forças, também conhecido como método das seções. Assim:
Seção 1:

Figura 13 – Seção 1

Fonte: Arquivo pessoal

Vamos descobrir a reação que existe na barra “CA” adotando a convenção de


sinais apresentadas na figura 6, realizando a somatória de momentos em pontos
estratégicos como demonstrado a seguir. Começando coma somatória de momentos no
nó “B”:

∑ 𝑀𝐵 = 0

0 = −535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐴 × sin(𝛽1 ) × 3𝑚


0 = −535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐴 × sin(63,435°) × 3𝑚
535,517𝑘𝑁 × 3𝑚
𝐹𝐶𝐴 = = 598,726𝑘𝑁
sin(63,435°) × 3𝑚
𝐹𝐶𝐴 = 598,726𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Para a força na barra “CB” temos a somatória de momentos no nó “A”:

∑ 𝑀𝐴 = 0

0 = −𝐹𝐶𝐵 × 3𝑚
0
= −𝐹𝐶𝐵
3𝑚
23

𝐹𝐶𝐵 = 0

É necessário realizar a somatória de forças horizontais na seção 1 apresentada na


figura 13, e assim descobrir a força interna a barra “DB”, portanto:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = −1200𝑘𝑁 − 𝐹𝐶𝐴 × cos(𝛽1 ) − 𝐹𝐷𝐵


0 = −1200𝑘𝑁 − 598,726𝑘𝑁 × cos(63,435°) − 𝐹𝐷𝐵
𝐹𝐷𝐵 = −1200𝑘𝑁 − 598,726𝑘𝑁 × cos(63,435°)
𝐹𝐷𝐵 = −1467,758𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Seção 2:

Figura 14 – Seção 2

Fonte: Arquivo pessoal

Repetindo o método aplicado na seção1, impomos a somatória de momentos no


nó “A”:

∑ 𝑀𝐴 = 0

0 = 𝐹𝐶𝐷 × cos(𝛽2 ) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐷 × sin(𝛽2 ) × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × cos(𝛽3 ) × 6𝑚 − 𝐹𝐶𝐸


× sin(𝛽3 ) × 3𝑚
0 = 𝐹𝐶𝐷 × cos(45°) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐷 × sin(45°) × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × cos(23,725°) × 6𝑚 − 𝐹𝐶𝐸
× sin(23,725°) × 3𝑚
24

0 = 𝐹𝐶𝐷 × (cos(45°) × 6𝑚 + sin(45°) × 3𝑚) + 𝐹𝐶𝐸 × (cos(23,725°) × 6𝑚


− sin(23,725°) × 3𝑚)
0 = 𝐹𝐶𝐷 × 6,364𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × 4,286𝑚
𝐹𝐶𝐸 × 4,286𝑚
𝐹𝐶𝐷 = −
6,364𝑚
𝐹𝐶𝐷 = −𝐹𝐶𝐸 × 0,673 → (𝟏𝟏)

Somatória de momentos no nó “B”:

∑ 𝑀𝐵 = 0

0 = −535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐷 × cos(𝛽2 ) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × cos(𝛽3 ) × 6𝑚


0 = −535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + 𝐹𝐶𝐷 × cos(45°) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × cos(23,725°) × 6𝑚
→ (𝟏𝟐)

Substituindo a equação (11) na equação (12) temos:

0 = −535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + (−𝐹𝐶𝐸 × 0,673) × cos(45°) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐸


× cos(23,725°) × 6𝑚
1606,551𝑘𝑁𝑚 = (−𝐹𝐶𝐸 × 0,673) × cos(45°) × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × cos(23,725°) × 6𝑚
1606,551𝑘𝑁𝑚 = −2,855𝑚 × 𝐹𝐶𝐸 + 5,493𝑚 × 𝐹𝐶𝐸
1606,551𝑘𝑁𝑚 = 𝐹𝐶𝐸 × 2,638𝑚
1606,551𝑘𝑁𝑚
𝐹𝐶𝐸 =
2,638𝑚
𝐹𝐶𝐸 = 609,003𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂) → (𝟏𝟑)

O valor FCD é obtido ao substituirmos o passo (13) no (10):

𝐹𝐶𝐷 = −609,003𝑘𝑁 × 0,673


𝐹𝐶𝐷 = −409,859𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
25

Seção 3:

Figura 15 – Seção 3

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de momentos no nó “B”:

∑ 𝑀𝐵 = 0

0 = 1000𝑘𝑁 × 6𝑚 − 535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 − 𝐹𝐷𝐸 × 6𝑚 + 𝐹𝐶𝐸 × 𝑐𝑜𝑠(𝛽3 ) × 6𝑚


0 = 1000𝑘𝑁 × 6𝑚 − 535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 − 𝐹𝐷𝐸 × 6𝑚 + 609,003𝑘𝑁 × 𝑐𝑜𝑠(23,725°)
× 6𝑚
1000𝑘𝑁 × 6𝑚 − 535,517𝑘𝑁 × 3𝑚 + 609,003𝑘𝑁 × 𝑐𝑜𝑠(23,725°) × 6𝑚
𝐹𝐷𝐸 =
6𝑚
𝐹𝐷𝐸 = 1289,776𝑘𝑁(𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 600𝑘𝑁 − 1200𝑘𝑁 − 𝐹𝐷𝐹 − 𝐹𝐶𝐸 × 𝑐𝑜𝑠(𝛽3 )


0 = 600𝑘𝑁 − 1200𝑘𝑁 − 𝐹𝐷𝐹 − 609,003𝑘𝑁 × 𝑐𝑜𝑠(23,725°)
𝐹𝐷𝐹 = 600𝑘𝑁 − 1200𝑘𝑁 − 609,003𝑘𝑁 × 𝑐𝑜𝑠(23,725°)
𝐹𝐷𝐹 = −1157,534𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
26

Seção 4:

Figura 16 – Seção 4

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de momentos no nó “D”:

∑ 𝑀𝐷 = 0

0 = −535,517𝑘𝑁 × 9𝑚 + 𝐹𝐸𝐺 × cos(𝛽5 ) × 8,637𝑚 + 𝐹𝐸𝐹 × cos(𝛽4 ) × 8,637𝑚


0 = −535,517𝑘𝑁 × 9𝑚 + 𝐹𝐸𝐺 × cos(11,603°) × 8,637𝑚 + 𝐹𝐸𝐹
× cos(55,213°) × 8,637𝑚
𝐹𝐸𝐺 × cos(11,603°) × 8,637𝑚 = 535,517𝑘𝑁 × 9𝑚 − 𝐹𝐸𝐹 × cos(55,213°) × 8,637𝑚
535,517𝑘𝑁 × 9𝑚 − 𝐹𝐸𝐹 × cos(55,213°) × 8,637𝑚
𝐹𝐸𝐺 =
cos(11,603°) × 8,637𝑚
𝐹𝐸𝐺 = 569,665𝑘𝑁 − 𝐹𝐸𝐹 × 0,582 → (𝟏𝟒)

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 1000𝑘𝑁 + 535,517𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × sin(𝛽4 ) − 𝐹𝐸𝐺 × sin(𝛽5 )


0 = 1000𝑘𝑁 + 535,517𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × sin(55,213°) − 𝐹𝐸𝐺 × sin(11,603°) → (𝟏𝟓)
27

Obtém-se areação interna na barra FEF substituindo o passo (14) no passo (15):

0 = 1000𝑘𝑁 + 535,517𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × 𝑠𝑖𝑛(55,213°) − (569,665𝑘𝑁 − 𝐹𝐸𝐹 × 0,582 )


× 𝑠𝑖𝑛(11,603°) (𝟏𝟓)
0 = 1535,517𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × 𝑠𝑖𝑛(55,213°) − 114,576𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × 0,117
0 = 1420,941𝑘𝑁 + 𝐹𝐸𝐹 × 𝑠𝑖𝑛(55,213°) + 𝐹𝐸𝐹 × 0,117
−1420,941𝑘𝑁 = 𝐹𝐸𝐹 × (𝑠𝑖𝑛(55,213°) + 0,117)
−1420,941𝑘𝑁 = 𝐹𝐸𝐹 × 0,938
−1420,941𝑘𝑁
𝐹𝐸𝐹 =
0,938
𝐹𝐸𝐹 = −1514,862𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂) → (𝟏𝟔)

Substituindo o passo (16) no passo (15) podemos calcular a reação interna na barra
“EG”:

𝐹𝐸𝐺 = 569,665𝑘𝑁 − (−1514,862𝑘𝑁 × 0,582)


𝐹𝐸𝐺 = 1451,315𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

6. ANALISE HIPERESTÁTICA

O centro da treliça analisada, composta pelas barras GI, FJ, GF, IJ, HI, HG, HF e
HJ é hiperestático, assim não é possível encontrar as reações internas a essas barras por
equações e métodos da estática. Devido a este caso faz-se necessário o uso de algum
método para solução de estruturas hiperestáticas, o método aqui difundido será o das
forças aplicado a treliças, escolhido por sua simplicidade ao entendimento matemático.
O método das forças pode ser resumido pelas equações a seguir:

0 = ∆ + 𝐹 × 𝑓 → (𝟏𝟕)
𝑛×𝑁×𝐿
∆= ∑ → (𝟏𝟖)
𝐴×𝐸
𝑛2 × 𝐿
𝑓=∑ → (𝟏𝟗)
𝐴×𝐸
28

Onde:

∆ → 𝐷𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑛𝑎 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑢𝑚 𝑚𝑒𝑚𝑏𝑟𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑜.


𝐹 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑎𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑒𝑚𝑏𝑟𝑜 𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑑𝑜.
𝑓 → 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑒𝑥𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑒𝑝𝑟𝑒𝑠𝑒𝑛𝑡𝑎 𝑜 𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑟𝑒𝑙𝑎𝑡𝑖𝑣𝑜
𝑑𝑎𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑒𝑚 𝑓𝑢𝑛çã𝑜 𝑑𝑎 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙 𝑎𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑎.
𝑛 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑒𝑚 𝑛𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑢𝑑𝑜 𝑎𝑝ó𝑠 𝑎𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜 𝑎
𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑢𝑛𝑖𝑡á𝑟𝑖𝑎 𝑛𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑎.
𝑁 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑛𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑢𝑑𝑜 𝑎𝑝ó𝑠 𝑑𝑒𝑠𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑟 𝑎 𝑟𝑒𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑎.
𝐿 → 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑟𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑡𝑢𝑑𝑜.
𝐴 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙.
𝐸 → 𝑀𝑜𝑑𝑢𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒.

Assim começaremos o estudo hiperestático do trecho de treliça apresentada nas


figuras 17 e 18 pois as outras barras já tiveram suas reações internas calculadas
anteriormente.

Figura 17 – Seção 4

Fonte: Arquivo pessoal


29

Figura 18 – Seção 4

Fonte: Arquivo pessoal

Ao iniciar o método das forças temos, primeiramente, que escolher uma barra
aleatória do sistema estrutural e cortá-la, desconsiderando assim sua reação interna e
obtendo a treliça isostática presente na figura 19.

Figura 19 – Seção 4

Fonte: Arquivo pessoal

O modelo estrutural isostático obtido pode ser analisado e estudado com o método
das seções para então descobrir as reações internas hipotéticas “N”, presente na equação
(19).
30

Seção 5 com forças hipotéticas:

Figura 20 – Seção 5

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 1451,315𝑘𝑁 × cos(𝛽5 ) − 𝐹𝐺𝐼


0 = 1451,315𝑘𝑁 × cos(11,603°) − 𝐹𝐺𝐼
𝐹𝐺𝐼 = 1451,315𝑘𝑁 × cos(11,603°)
𝐹𝐺𝐼 = 1421,657𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 1451,315𝑘𝑁 × sin(𝛽5 ) + 𝐹𝐺𝐹


0 = 1451,315𝑘𝑁 × sin(11,603°) + 𝐹𝐺𝐹
𝐹𝐺𝐹 = −1451,305𝑘𝑁 × sin(11,603°)
𝐹𝐺𝐹 = −291,902𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
31

Seção 6com forças hipotéticas:

Figura 21 – Seção 6

Fonte: Arquivo pessoal

9,869𝑚 9,869𝑚
𝑡𝑎𝑛(𝛽6 ) = ( ) → 𝛽6 = 𝑡𝑎𝑛−1 ( ) = 58,702°
6𝑚 6𝑚
𝛽6 = 58,702°

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 1421,657𝑘𝑁 + 600𝑘𝑁 + 𝐹𝐻𝐼 × cos(𝛽6 ) − 1527,367 × cos(𝛽5 )


0 = 1421,657𝑘𝑁 + 600𝑘𝑁 + 𝐹𝐻𝐼 × cos(58,702°) − 1527,367𝑘𝑁 × cos(11,603°)
−1421,657𝑘𝑁 − 600𝑘𝑁 + 1527,637𝑘𝑁 × cos(11,603°)
𝐹𝐻𝐼 =
cos(58,702°)
𝐹𝐻𝐼 = −1011,065𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
32

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 1000𝑘𝑁 + 1527,367𝑘𝑁 × sin(𝛽5 ) + 𝐹𝐻𝐼 × sin(𝛽6 ) + 𝐹𝐼𝐽


0 = 1000𝑘𝑁 + 1527,367𝑘𝑁 × sin(11,603°) + (−1011,065𝑘𝑁) × sin(58,702°)
+ 𝐹𝐼𝐽
𝐹𝐼𝐽 = −1000𝑘𝑁 − 1527,367𝑘𝑁 × sin(11,603°) + 1011,065𝑘𝑁 × sin(58,702°)
𝐹𝐼𝐽 = −443,266𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Seção 7com forças hipotéticas:

Figura 22 – Seção 7

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −(−443,266𝑘𝑁 ) − 𝐹𝐻𝐽 × sin(𝛽6 ) −(−435,133𝑘𝑁) × sin(𝛽4 )


0 = 443,266𝑘𝑁 − 𝐹𝐻𝐽 × sin(58,702°) +435,133𝑘𝑁 × sin(55,213°)
443,266𝑘𝑁 + 435,133𝑘𝑁 × sin(55,213°)
𝐹𝐻𝐽 =
sin(58,702°)
𝐹𝐻𝐽 = 936,984𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)
33

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −(−1248,139𝑘𝑁) − (−435,133𝑘𝑁) × cos(𝛽4 ) + 𝐹𝐹𝐽 + 𝐹𝐻𝐽 × cos(𝛽6 )


0 = 1248,139𝑘𝑁 + 435,133𝑘𝑁 × cos(55,213°) + 𝐹𝐹𝐽 + 936,984𝑘𝑁
× cos(58,702°)
𝐹𝐹𝐽 = −1248,139𝑘𝑁 − 435,133𝑘𝑁 × cos(55,213°) − 936,984𝑘𝑁 × cos(58,702°)
𝐹𝐹𝐽 = −1983,147𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Seção 8com forças hipotéticas:

Figura 23 – Seção 8

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = −1157,534𝑘𝑁 − 1514,862𝑘𝑁 × cos(𝛽4 ) − 𝐹𝐹𝐽 − 𝐹𝐻𝐹 × cos(𝛽6 )


0 = −1157,534𝑘𝑁 − 1514,862𝑘𝑁 × cos(55,213°) − (−1983,147𝑘𝑁) − 𝐹𝐻𝐹
× cos(58,702°)
0 = −1157,534𝑘𝑁 − 1514,862𝑘𝑁 × cos(55,213°) + 1983,147𝑘𝑁 − 𝐹𝐻𝐹
× cos(58,702°)
−1157,534𝑘𝑁 − 1514,862𝑘𝑁 × cos(55,213°) + 1983,147𝑘𝑁
𝐹𝐻𝐹 =
cos(58,702°)
𝐹𝐻𝐹 = −74,414𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
34

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −𝐹𝐻𝐹 × sin(𝛽6 ) − 1600𝑘𝑁 − (−1514,862𝑘𝑁) × sin(𝛽4 ) − 𝐹𝐺𝐹


0 = −(−74,414𝑘𝑁) × sin(58,702°) − 1600𝑘𝑁 + 1514,862𝑘𝑁 × sin(55,213°)
− 𝐹𝐺𝐹
𝐹𝐺𝐹 = 74,414𝑘𝑁 × sin(58,702°) − 1600𝑘𝑁 + 1514,862𝑘𝑁 × sin(55,213°)
𝐹𝐺𝐹 = −292,291𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

As forças calculadas são o “N” da equação 18. Finalizado o cálculo das reações
normais internas das barras após o corte e retirada da barra “GH”, é necessário retirar
todas as ações e reações internas e externas da estrutura hiperestática analisada, para então
aplicar uma força unitária na barra cortada e localizar a partir dela as reações internas das
outras barras do sistema, como mostra a figura 24.

Figura 24 – Aplicando força unitária

Fonte: Arquivo pessoal

Essa é uma treliça simétrica que possuí reações simétricas e podemos verificar
essa simetria analisando o nó H.
35

Nó H com forças unitárias hipotéticas:

Figura 25 – Nó H com forças unitárias

Fonte: Arquivo pessoal

É visível na figura 25 a simetria existente entre os ângulos de cada lado do sistema


de força presente, logo para que seja respeitada a somatória de forças horizontais e
verticais igual a zero, ou para o sistema seja considerado estático, todas as forças
presentes são iguais, assim:

𝐹𝐻𝐼𝑛 = 𝐹𝐻𝐽𝑛 = 𝐹𝐻𝐹𝑛 = 1

Nó G com força unitária hipotética:

Figura 26 – Nó G com forças unitárias

Fonte: Arquivo pessoal


36

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 1 × cos(𝛽6 ) − 𝐹𝐺𝐼𝑛
0 = 1 × cos(58,702°) − 𝐹𝐺𝐼𝑛
𝐹𝐺𝐼𝑛 = 0,519𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 𝐹𝐺𝐹𝑛 − 1 × sin(𝛽6 )
0 = 𝐹𝐺𝐹𝑛 − 1 × sin(58,702°)
𝐹𝐺𝐹𝑛 = 0,854 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Para a análise do sistema com forças unitárias deve-se considerar a


compressão negativa e a tração positiva para então utilizarmos as equações 17, 18
e 19. Assim dizemos:

𝐹𝐺𝐼𝑛 = −0,519
𝐹𝐺𝐹𝑛 = −0,854

Como a treliça da figura 24 é simétrica podemos afirmar que as reações nas


barras GI e FJ são iguais e que as reações nas barras GF e IJ também são iguais,
portanto:

𝐹𝐺𝐼𝑛 = 𝐹𝐹𝐽𝑛 → 𝐹𝐹𝐽𝑛 = −0,519


𝐹𝐺𝐹𝑛 = 𝐹𝐼𝐽𝑛 → 𝐹𝐼𝐽𝑛 = −0,854
Figura 27 – Sistemas estruturais adotados para aplicação do método das forças

Fonte: Arquivo pessoal

37
38

A figura 27 mostra os dois sistemas estruturais necessários para aplicação do


método das forças para treliças hiperestáticas, um com uma de suas barras cortadas e
desconsiderada e assim calculadas as forças hipotéticas das barras restantes, o outro
sistema teve todas as ações e reações retiradas e na barra cortada foi aplicado uma força
unitária, analisando assim suas componentes nas demais barras da treliça.
A partir das reações internas as barras mostradas na figura 27 foi montado a tabela
1, onde estão resumidas as informações necessárias para localizar a força na barra cortada
e tornando a treliça isostática.

Tabela 1 - Resumo de reações internas hipotéticas as barras


Barra N (kN) n L (m)
GI 1421,657 -0,519 6
FJ -1983,147 -0,519 6
GF -291,902 -0,854 9,869
IJ -443,266 -0,854 9,869
HI -1011,065 1 5,775
HG 0,000 1 5,775
HF -74,414 1 5,775
HJ 936,984 1 5,775

O comprimento das barras HI, HG, HF e HJ é igual e foi calculado como se segue:

6𝑚 2 9,869𝑚 2
𝐿𝐻𝑛 = √( ) +( ) = 5,775𝑚
2 1

Agora é necessário aplicar as equações 17, 18 e 19 adotando “A” e “E” (Área da


seção transversal e modulo de elasticidade) constantes para todas as barras.
Primeiramente aplicando a equação 18 para cálculo do deslocamento relativo na
extremidade do membro cortado:

(−0,519) × 1421,657𝑘𝑁 × 6𝑚 4427,040 𝑘𝑁𝑚


∆𝐺𝐼 = =−
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(−0,519) × (−1983,147𝑘𝑁) × 6𝑚 6175,520 𝑘𝑁𝑚
∆𝐹𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(−0,854) × (−291,902𝑘𝑁) × 9,869𝑚 2460,187 𝑘𝑁𝑚
∆𝐺𝐹 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
39

(−0,854) × (−443,266𝑘𝑁) × 9,869𝑚 3735,902 𝑘𝑁𝑚


∆𝐼𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
1 × −1011,065𝑘𝑁 × 5,775𝑚 5838,900 𝑘𝑁𝑚
∆𝐻𝐼 = =−
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
1 × 0𝑘𝑁 × 5,775𝑚 0 𝑘𝑁𝑚
∆𝐻𝐺 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
1 × (−74,414𝑘𝑁) × 5,775𝑚 429,741 𝑘𝑁𝑚
∆𝐻𝐹 = =−
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
1 × 936,984𝑘𝑁 × 5,775𝑚 5411,083𝑘𝑁𝑚
∆𝐻𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸

Realizando a somatória dos deslocamentos temos:

∆ 𝑇 = ∆𝐺𝐼 + ∆𝐹𝐽 + ∆𝐺𝐹 + ∆𝐼𝐽 + ∆𝐻𝐼 + ∆𝐻𝐺 + ∆𝐻𝐹 + ∆𝐻𝐽


4427,040 𝑘𝑁𝑚 6175,520 𝑘𝑁𝑚 2460,187 𝑘𝑁𝑚 3735,902𝑘𝑁𝑚
∆𝑇 = − + + +
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸 𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
5838,900 𝑘𝑁𝑚 0 𝑘𝑁𝑚 429,741 𝑘𝑁𝑚 5411,083𝑘𝑁𝑚
− + − +
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸 𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
7087,011𝑘𝑁𝑚
∆𝑇 =
𝐴×𝐸

Aplicando a equação 19 para o cálculo do coeficiente de flexibilidade temos:

(−0,519)2 × 6𝑚 1,616𝑚
𝑓𝐺𝐼 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(−0,519)2 × 6𝑚 1,616𝑚
𝑓𝐹𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(−0,854)2 × 9,869𝑚 7,198𝑚
𝑓𝐺𝐹 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(−0,854)2 × 9,869𝑚 7,198𝑚
𝑓𝐼𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(1)2 × 5,775𝑚 5,775𝑚
𝑓𝐻𝐼 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(1)2 × 5,775𝑚 5,775𝑚
𝑓𝐻𝐺 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(1)2 × 5,775𝑚 5,775𝑚
𝑓𝐻𝐹 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
(1)2 × 5,775𝑚 5,775𝑚
𝑓𝐻𝐽 = =
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
40

Realizando a somatória dos coeficientes de flexibilidade temos:

𝑓𝑇 = 𝑓𝐺𝐼 + 𝑓𝐹𝐽 + 𝑓𝐺𝐹 + 𝑓𝐼𝐽 + 𝑓𝐻𝐼 + 𝑓𝐻𝐺 + 𝑓𝐻𝐹 + 𝑓𝐻𝐽


1,616𝑚 7,198𝑚 5,775𝑚
𝑓𝑇 = ×2+ ×2+ ×4
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
40,728𝑚
𝑓𝑇 =
𝐴×𝐸

Agora é necessário aplicar a equação 17 que relaciona a deformação encontrada,


o coeficiente de flexibilidade e a força aplicada:

7087,011𝑘𝑁𝑚 40,728𝑚
0= + 𝐹𝐻𝐺 ×
𝐴×𝐸 𝐴×𝐸
7087,011𝑘𝑁𝑚
𝐴×𝐸 7087,011𝑘𝑁
𝐹𝐻𝐺 = − 40,728𝑚 →− = −174,012𝑘𝑁
40,728
𝐴×𝐸

𝐹𝐻𝐺 = −174,012𝑘𝑁(𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Após descobrirmos a reação interna da barra “HG” da estrutura mostrada na figura


17, podemos descobrir as reações das demais barras, pois agora a estrutura se torna
isostática onde as três equações da estática são validas.
Aplicando o método dos nós a estrutura isostática temos:
41

Nó G:

Figura 28 – Nó G

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = (−174,012𝑘𝑁) × cos(𝛽6 ) − 𝐹𝐺𝐼 + 1451,315𝑘𝑁 × cos(𝛽5 )


0 = −(−174,012𝑘𝑁) × cos(58,702°) − 𝐹𝐺𝐼 + 1451,315𝑘𝑁 × cos(11,603°)
𝐹𝐺𝐼 = 174,012 × cos(58,702°) + 1451,315𝑘𝑁 × cos(11,603°)
𝐹𝐺𝐼 = 1512,054𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 𝐹𝐺𝐹 + (−174,012𝑘𝑁) × sin(𝛽6 ) + 1451,315𝑘𝑁 × sin(𝛽5 )


0 = 𝐹𝐺𝐹 + (−174,012𝑘𝑁) × sin(58,702°) + 1451,315𝑘𝑁 × sin(11,603°)
𝐹𝐺𝐹 = 174,012 × sin(58,702°) − 1451,315𝑘𝑁 × sin(11,603°)
𝐹𝐺𝐹 = −143,213𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
42

Nó I:

Figura 29 – Nó I

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 600𝑘𝑁 + 𝐹𝐺𝐼 + 𝐹𝐻𝐼 × cos(𝛽6 ) − 1527,367𝑘𝑁 × cos(𝛽5 )


0 = 600𝑘 + 1512,054𝑘𝑁 + 𝐹𝐻𝐼 × cos(58,702°) − 1527,367𝑘𝑁 × cos(11,603°)
−600𝑘𝑁 − 1512,054𝑘𝑁 + 1527,367𝑘𝑁 × cos(11,603°)
𝐹𝐻𝐼 =
cos(58,702°)
𝐹𝐻𝐼 = −1185,586𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = 𝐹𝐼𝐽 + 𝐹𝐻𝐼 × sin(𝛽6 ) + 1527,367𝑘𝑁 × sin(𝛽5 ) + 1000𝑘𝑁


0 = 𝐹𝐼𝐽 + (−1185,586𝑘𝑁 ) × sin(58,702°) + 1527,367𝑘𝑁 × sin(11,603°)
+ 1000𝑘𝑁
𝐹𝐼𝐽 = 1185,586𝑘𝑁 × sin(58,702°) − 1527,367𝑘𝑁 × sin(11,603°) − 1000𝑘𝑁
𝐹𝐼𝐽 = −294,142𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
43

Nó J:

Figura 30 – Nó J

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças verticais:

∑ 𝐹𝑦 = 0

0 = −𝐹𝐼𝐽 − 𝐹𝐻𝐽 × sin(𝛽6 ) − (−435,133𝑘𝑁) × sin(𝛽4 )


0 = −(−294,142𝑘𝑁 ) − 𝐹𝐻𝐽 × sin(58,702°) − (−435,133𝑘𝑁) × sin(55,213°)
0 = 294,142𝑘𝑁 − 𝐹𝐻𝐽 × sin(58,702°) + 435,133𝑘𝑁 × sin(55,213°)
294,142𝑘𝑁 + 435,133𝑘𝑁 × sin(55,213°)
𝐹𝐻𝐽 =
sin(58,702°)
𝐹𝐻𝐽 = 762,463𝑘𝑁 (𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝑆𝑆Ã𝑂)

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = 𝐹𝐹𝐽 + 762,463𝑘𝑁 × cos(𝛽6 ) − (−435,133𝑘𝑁) × cos(𝛽4 ) − (−1248,139𝑘𝑁)


0 = 𝐹𝐺𝐽 + 762,463𝑘𝑁 × cos(58,702°) + 435,133𝑘𝑁 × cos(55,213°)
+ 1248,139𝑘𝑁
𝐹𝐹𝐽 = −762,463𝑘𝑁 × cos(58,702°) − 435,133𝑘𝑁 × cos(55,213°) − 1248,139𝑘𝑁
𝐹𝐹𝐽 = −1892,486𝑘𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
44

Nó F:

Figura 31 – Nó F

Fonte: Arquivo pessoal

Somatória de forças horizontais:

∑ 𝐹𝑥 = 0

0 = −𝐹𝐹𝑗 − 𝐹𝐻𝐹 × cos(𝛽6 ) − 1514,862 × cos(𝛽4 ) − 1157,534𝑘𝑁


0 = −(−1892,486𝑘𝑁) − 𝐹𝐻𝐹 × cos(58,702°) − 1514,862 × cos(55,213°)
− 1157,534𝑘𝑁
1892,486𝑘𝑁 − 1514,862 × cos(55,213°) − 1157,534𝑘𝑁
𝐹𝐻𝐹 =
cos(58,702°)
𝐹𝐻𝐹 = −248,933𝐾𝑁 (𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)
45

A tabela a seguir resume todas as reações internas calculadas

Tabela 2 - Reações internas calculadas


BARRA AÇÃO FORÇAS (kN) COMPRIMENTO (m)
MO COMPRESSÃO 2531,769 6,71
NO TRAÇÃO 1132,239 3,00
MN 0 6,00
NL TRAÇÃO 1132,239 6,00
LM TRAÇÃO 163,908 8,49
KM COMPRESSÃO 1363,299 6,56
JL TRAÇÃO 1248,139 6,00
KL COMPRESSÃO 115,898 8,64
JK TRAÇÃO 435,133 10,52
IK COMPRESSÃO 1527,367 6,13
CA COMPRESSÃO 598,726 6,71
CB 0 6,00
DB TRAÇÃO 1467,758 6,00
CE COMPRESSÃO 609,003 6,56
CD TRAÇÃO 409,859 8,49
DE COMPRESSÃO 1289,776 8,64
DF TRAÇÃO 1157,534 6,00
EF TRAÇÃO 1114,862 10,52
EG COMPRESSÃO 1451,315 6,13
HG TRAÇÃO 174,012 5,78
GI COMPRESSÃO 1512,054 6,00
GF TRAÇÃO 143,213 9,87
HI TRAÇÃO 1185,586 5,78
IJ TRAÇÃO 294,142 9,87
HJ COMPRESSÃO 762,463 5,78
FJ TRAÇÃO 1892,486 6,00
HF TRAÇÃO 248,93 5,78

7. DIMENSIONAMENTO

A estrutura estudada possuí barras tracionadas e barras comprimidas, logo exige-


se dimensionamento na compressão e tração. Será adotado a maior seção encontrada entre
os dois dimensionamentos.
46

7.1. DIMENSIONAMENTO A TRAÇÃO EM AÇO

Para dimensionarmos uma estrutura metálica precisamos calcular, ou obter, a


solicitação existente na estrutura. No dimensionamento de treliças é necessário descobrir
qual a maior componente de tração existente nas barras da treliça, para então escolhermos
e verificarmos qual o melhor perfil metálico para aquela solicitação.Usaremos para
dimensionamento o aço ASTM A 572 grau 50. É necessário analisarmos, primeiro, o
Estado Limite de Serviço (ELS) e posteriormente verificarmos o Estado Limite Ultimo
(ELU).
A maior componente interna de tração, de acordo tabela 2, está presente na barra
“FJ”. Portanto temos:

𝐹𝐹𝐽 = 1892,486𝑘𝑁(𝑇𝑅𝐴ÇÃ𝑂)

7.1.1. CALCULAR ÁREA BRUTA (ELS)

Para o cálculo da área bruta da seção transversal necessária para suportar a força
de tração, devemos aplicar:
𝜎𝑒 × 𝐴𝑏
𝐹𝑚𝑎𝑥 ≤
1,10

Onde:

𝐹𝑚𝑎𝑥 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑎𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑎 𝑠𝑒çã𝑜


𝜎𝑒 → 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑎ç𝑜 𝑒𝑚 𝑢𝑠𝑜
1,10 → 𝑃𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑓𝑜𝑟ç𝑜
𝐴𝑏 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙

Fazendo:

𝐹𝑚𝑎𝑥 = 1892,486𝑘𝑁 = 189.248,600𝑘𝑔𝑓

De acordo com a NBR 8800/2008, para o aço ASTM A 572 grau 50, temos:
47

𝜎𝑒 = 345𝑀𝑃𝑎 = 3.450,00𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²

Logo temos:

3.450,00𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² × 𝐴𝑏
189.248,600𝑘𝑔𝑓 =
1,10
189.248,600𝑘𝑔𝑓 × 1,10
𝐴𝑏 =
3.450,00𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²
𝐴𝑏 = 60,340𝑐𝑚²

7.1.2. ESCOLHA DO PERFIL (ELS)

O perfil usado será laminado e em cantoneira dupla devido a magnitude da força


interna máxima e com conexões parafusadas. Como usaremos um perfil de aba dupla, é
necessário dividir Ab por dois, pois são duas abas que compõem a seção transversal:

𝐴𝑏 60,340𝑐𝑚²
= = 30,170𝑐𝑚²
2 2

Usando a tabela Gerdau de cantoneiras de abas iguais para perfis laminados


apresentados na figura 32, vamos localizar um perfil com área superior a próxima do
calculado, assim:

𝐴𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑙ℎ𝑖𝑑𝑎 = 37,090𝑐𝑚²

O formato da cantoneira pode ser visto na figura 33. A resistência de 2 seções do


perfil escolhido é:

3.450,00𝑘𝑔𝑓 × 37,090𝑐𝑚²
𝑅𝑒𝑠 = × 2 = 232.655,455𝑘𝑔𝑓 = 2326,555𝑘𝑁
1,10
𝑅𝑒𝑠 = 2326,555𝑘𝑁 > 1892,486𝑘𝑁
𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑎𝑜 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 > 𝑆𝑜𝑙𝑖𝑐𝑖𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜
48

Figura 32 – Tabela de cantoneiras de abas iguais laminadas da Gerdau

Fonte: Catalogo de barras e perfis laminados Gerdau -


(https://www.comercialgerdau.com.br/pt/productsservices/products/Document%20Gallery/catalogo-barras-e-perfis-
laminas.pdf)
49

Figura 33 – Seção transversal de cantoneira de abas iguais

Fonte: Catalogo de barras e perfis laminados Gerdau -

Portanto, de acordo com a tabela da figura 32, as informações da seção transversal


da figura 33 e a área bruta escolhida, temos:

𝐴𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑙 = 37,090𝑐𝑚²


𝑏𝑓 = 152,4𝑚𝑚
𝑡𝑓 = 1,270𝑐𝑚
𝐽𝑥 = 𝐽𝑦 = 828𝑐𝑚4
𝑊𝑥 = 𝑊𝑦 = 75,400𝑐𝑚3
𝑟𝑥 = 𝑟𝑦 = 4,72𝑐𝑚
𝑟𝑧 𝑚𝑖𝑛. = 3,00𝑐𝑚
𝑥 = 4,27𝑐𝑚

7.1.3 ÍNDICE DE ESBELTEZ MÁXIMA PARA TRAÇÃO (ELS)

De acordo com a NBR 8800/2008 i índice de esbeltez𝜆 para barras tracionadas


não deve superar 300, para não haver vibrações indesejadas no período de utilização da
estrutura, assim:
𝐿
𝜆= ≤ 300
𝑟
50

Onde:

𝐿 = 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑓𝑒𝑡𝑖𝑣𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑜


𝑟 = 𝑀𝑒𝑛𝑜𝑟 𝑟𝑎𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑔𝑖𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙

Adotando o perfil escolhido para toda a treliça por razoes construtivas, devemos
localizar a barra tracionada com maior comprimento para verificação da esbeltez.
Logo, analisando a tabela 2 temos:

𝐿𝐸𝐹 = 𝐿𝐽𝐾 = 10,52𝑚


𝑟 = 𝑟𝑥 = 𝑟𝑦 = 4,72𝑐𝑚
1052𝑐𝑚
𝜆= = 222,881 < 300 → 𝑂𝐾
4,72𝑐𝑚

Assim está satisfeita a condição de não haver vibrações exageradas na vida útil da
treliça analisada.

7.1.4. QUANTIDADE DE PARAFUSOS MÍNIMA NA CONEXÃO

A quantidade de parafusos para uma conexão que suporta cisalhamento, que é o


caso de estruturas suportando esforços normais, é obtida coma fórmula a seguir:

𝐹𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑜 0,4 × 𝑓𝑢 × 𝐴𝑝 × 𝑛∗
=
𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 1,35

Onde:

𝐹𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑜 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑠𝑢𝑝𝑜𝑟𝑡𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑜𝑟 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠


𝑓𝑢 → 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎
1,35 → 𝑃𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑓𝑜𝑟ç𝑜
𝐴𝑝 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑎
𝑛∗ → 𝐹𝑎𝑐𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎𝑠
𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 → 𝑁𝑢𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠
51

O aço para parafusos pode ser escolhido com base na figura 34.

Figura 34 – Parafusos

Fonte: NBR 8800/2008

Nesse caso utilizaremos o aço ASTM A490, aço de alta resistência comumente
usados para conexões, com parafusos de 32mm de diâmetro.
Assim resistência ao escoamento e a ruptura são:

𝑓𝑒 = 895𝑀𝑃𝑎 = 8950𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²
𝑓𝑢 = 1035𝑀𝑃𝑎 = 10350𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚²

Como o perfil é composto por dois perfis cantoneiras iguais com chapa de conexão
nas conexões, o parafuso usado terá duas faces de sua rosca submetidas a cisalhamento,
portanto:

𝑛∗ = 2

A área do parafuso de 32mm pode ser obtida como se segue:

(3,2𝑐𝑚)2
𝐴𝑝 = × 𝜋 = 8,042𝑐𝑚²
4
52

A força máxima aplicada na seção é:

𝐹𝑐𝑟𝑖𝑡𝑖𝑐𝑜 = 1892,486𝑘𝑁 = 189.248,6𝑘𝑔𝑓

Desta forma podemos descobrir a quantidade de parafusos mínimo:

189.248,6𝑘𝑔𝑓 0,4 × 10350𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² × 8,042𝑐𝑚² × 2


=
𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 1,35
189.248,6𝑘𝑔𝑓 × 1,35
𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 =
0,4 × 10350𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² × 8,042𝑐𝑚² × 2
𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 = 3,837

Como não existe número quebrado de quantidade de parafusos, vamos adotar 5


parafusos.

𝑛𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 = 5

7.1.5. CONFIGURAÇÃO DA CONEXÃO

Figura 35 – Configuração de furação

Fonte: Catalogo de barras e perfis laminados Gerdau


53

A conexão que será usada terá5 parafusos, por um motivo construtivo vamos
adotar uma linha de furação de 5 parafusos. Portanto a distância mínima g2, que é a
distância entre parafuso como mostra a figura 35, deve ser respeitada de acordo com a
NBR 8800/2008, logo:

𝑔2 = 3 × 𝑑𝑝

Onde:

𝑑𝑝 = 𝑑𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜

Assim:

𝑔2 = 3 × 3,2𝑐𝑚 = 9,6𝑐𝑚

Para a distância mínima do eixo do parafuso até a borda podemos seguir as


orientações presentes na NBR 8800/2008 em relação a furos padronizados:

Figura 36 – Distância mínima do centro do parafuso até a borda livre.

Fonte: NBR 8800/2008

A partir da figura 35 obtemos a distância da borda do perfil até o centro do


parafuso pra bordas laminadas ou cortadas com maçarico:

𝑠𝑎𝑏𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 → 1.1/4 𝑝𝑜𝑙𝑒𝑔𝑎𝑑𝑎𝑠 ≅ 32𝑚𝑚


54

Portanto:

𝐷𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜 𝑎 𝑏𝑖𝑟𝑑𝑎 = 42𝑚𝑚

Assim:

𝑑1 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 = 42𝑚𝑚

Assim a distância gda figura 35

𝑔 = 𝑏𝑓 − 𝑑1 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜
𝑔 = 15,24𝑐𝑚 − 4,2𝑐𝑚
𝑔 = 11,04𝑐𝑚

Portanto a conexão ficará como mostra a figura a 37.

Figura 37 – Configuração de furação adotada.

Fonte: Arquivo pessoal

7.1.6. ÁREA LIQUÍDA EFETIVA (ELU)

Para o cálculo da área liquida efetiva é necessário calcular a área liquida, para tal
temos:
𝑠2
𝐴𝑔𝑙 = 𝐴𝑔 − (∑(∅ + 0,35𝑐𝑚) + ∑ ( )) × 𝑡
4×𝑔
55

Onde:
𝐴𝑔𝑙 = Á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎
𝐴𝑔 = Á𝑟𝑒𝑎 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎
∅ = 𝐷𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜

∑ = 𝑅𝑒𝑝𝑒𝑡𝑖çõ𝑒𝑠 𝑑𝑜 𝑐𝑎𝑠𝑜 𝑜𝑢 𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝑠𝑒çõ𝑒𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑖𝑠

𝑠 = 𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑐𝑎𝑙 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠


𝑔 = 𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑎𝑙 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠

De acordo com a configuração de furação adotada temos:

𝑠2
∑( )=0
4×𝑔

Esse valor é nulo porque só deve ocorrer quando existir parafusos distanciados
como mostrado na figura 38.

Figura 38 – Configuração de furação diagonal.

Fonte: NBR 8800/2008

Portanto a área liquida é obtida:

𝐴𝑔𝑙 = 37,090𝑐𝑚² − (1 × (3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚)) × 1,270𝑐𝑚


𝐴𝑔𝑙 = 32,581𝑐𝑚²
56

A área liquida efetiva é a que realmente transfere os esforços para a ligação. Para
obtê-la é necessário aplicar:

𝐴𝑔𝑙𝑒 = 𝐴𝑔𝑙 × 𝐶𝑡

Onde:

𝑒
𝐶𝑡 = 0,6 ≥ 1 − ≥ 0,9
𝐿

Com:

𝑒 = 𝐸𝑥𝑒𝑛𝑡𝑟𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 → 𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑜𝑖𝑑𝑒 𝑒𝑚 𝑟𝑒𝑙𝑎çã𝑜 𝑎𝑜 𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑋𝑋


𝐿 = 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑟𝑎çã𝑜

Podemos obter e localizando o “x” na tabela Gerdau da figura 32 de acordo com


o perfil escolhido.

𝑒 = 𝑥 = 4,27𝑐𝑚

O comprimento de furação de acordo com a figura 37 é calculado como se segue:

𝐿 = 𝑔2 × (𝑛𝑝 − 1)

Com np é igual ao número de parafusos em linha:

𝐿 = 9,60𝑐𝑚 × (5 − 1)
𝐿 = 38,40𝑐𝑚

Com isso, temos:

4,27𝑐𝑚
𝐶𝑡 = 1 −
38,40𝑐𝑚
𝐶𝑡 = 0,89
57

Assim a área liquida efetiva é calculada:

𝐴𝑔𝑙𝑒 = 32,581𝑐𝑚² × 0,89


𝐴𝑔𝑙𝑒 = 28,997𝑐𝑚²

7.1.7. VERIFICANDO A RESISTÊNCIA A RUPTURA (ELU)

No estado limite último a conexão está na eminência de romper e sua resistência


tem que ser maior que a solicitação de cálculo:

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑛𝑎 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 ≥ 1892,486𝑘𝑁


𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑎 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 = 𝐹𝑢
𝜎𝑢 × 𝐴𝑔𝑙𝑒
𝐹𝑢 =
1,35
4.500𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² × 28,997𝑐𝑚²
𝐹𝑢 =
1,35
𝐹𝑢 = 96.656.667𝑘𝑔𝑓 = 966,567𝑘𝑁

Ou seja, um perfil cantoneira “L 152,4 x 29,2”, do aço ASTM A572 grau 50, com
ligação por 5 parafusos de 32mm do aço ASTM A490, possui resistência a ruptura de
966,567kN. Assim um perfil duplo dessa cantoneira terá o dobro de resistência, então:

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑑𝑜𝑖𝑠 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑠 = 2 × 966,567𝑘𝑁 = 1933,134𝑘𝑁


1933,134𝑘𝑁 > 1892,486𝑘𝑁

Portanto:

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑎 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 > 𝑆𝑜𝑙𝑖𝑐𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜


58

7.1.8. VERIFICANDO CISALHAMENRO DE BLOCO

Para verificar o cisalhamento de bloco, presente e explicado na página 87 na NBR


8800/2008, devemos satisfazer a inequação mostrada a seguir:
1 1
𝑅1 = × (0,6 × 𝑓𝑢 × 𝐴𝑛𝑔 + 𝐶𝑡 × 𝑓𝑢 × 𝐴𝑛𝑒 ) ≤ × (0,6 × 𝑓𝑦 × 𝐴𝑔 + 𝐶𝑡 × 𝑓𝑢 × 𝐴𝑛𝑒 ) → (17)
1,35 1,35

Onde:

𝑓𝑢 = 450𝑀𝑃𝑎 = 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² → 𝐴ç𝑜 𝐴𝑆𝑇𝑀 𝐴 572 𝐺𝑟𝑎𝑢 50


𝑓𝑢 = 325𝑀𝑃𝑎 = 32,5𝐾𝑛/𝑐𝑚² → 𝐴ç𝑜 𝐴𝑆𝑇𝑀 𝐴 572 𝐺𝑟𝑎𝑢 50

Para o perfil em questão temos:

𝐴𝑔 → Á𝑟𝑒𝑎 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑎 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑔 = (𝐿 + 𝑑1 ) × 𝑡
𝐴𝑔 = (38,40𝑐𝑚 + 4,20𝑐𝑚) × 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑔 = 54,102𝑐𝑚²

Logo:

𝐴𝑛𝑔 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑛𝑔 = (𝐿 + 𝑑1 − ((∅ + 0,35𝑐𝑚) × 𝑛 − (∅ + 0,35𝑐𝑚)/2)) × 𝑡
𝐴𝑛𝑔 = (38,40𝑐𝑚 + 4,20𝑐𝑚 − ((3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚) × 5 − (3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚)/2))
× 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑛𝑔 = 33,814𝑐𝑚²

Também é necessário:

𝐴𝑛𝑒 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑛𝑒 = (𝑑1 − (∅ + 0,35𝑐𝑚)/2) × 𝑡
𝐴𝑛𝑒 = (4,2𝑐𝑚 − (3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚)/2) × 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑛𝑒 = 3,080𝑐𝑚²
59

Temos ainda que:

𝐶𝑡 = 1 → 𝑇𝑟𝑎çã𝑜 𝑛𝑎 á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑢𝑛𝑖𝑓𝑜𝑟𝑚𝑒


𝐶𝑡 = 0,5 → 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑛𝑎 á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑛ã𝑜 𝑢𝑛𝑖𝑓𝑜𝑟𝑚𝑒

Adotando a distribuição da tenção uniformemente na área liquida de tração,


temos:

𝐶𝑡 = 1

Logo a primeira parcela da inequação (17) é:

1
𝑅1 = × (0,6 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 33,814𝑐𝑚² + 1 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 3,080𝑐𝑚²)
1,35
𝑅1 = 778,947𝑘𝑁

A segunda parte da inequação (17) é:

1
𝑅2 = × (0,6 × 32,5𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 54,102𝑐𝑚² + 1 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 3,080𝑐𝑚²)
1,35
𝑅 2 = 884,140𝑘𝑁

Logo:

𝑅1 < 𝑅 2

Condição satisfeita.

7.1.9. VERIFICANDO RESISTÊNCIA DE PRESSÃO DE CONTATO EM


FUROS.

O item 6.3.3.3 da NBR 8800/2008 define as condições de cálculo para pressão de


contato de parafusos, levando em conta o rasgamento entre dois furos ou entre um furo e
60

a borda. A força resistente para furos padrão, o caso em que se adota a tabela 36
apresentada neste trabalho, é dada por:

1,2 × 𝑙𝑓 × 𝑓𝑢 × 𝑡 2,4 × 𝑑𝑏 × 𝑓𝑢 × 𝑡
𝐹𝑐.𝑅𝑑 = ≤
1,35 1,35

Onde:

𝑙𝑓 → 𝐷𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑎 𝑏𝑜𝑟𝑑𝑎 𝑑𝑜 𝑓𝑢𝑟𝑜 𝑒 𝑎 𝑏𝑜𝑟𝑑𝑎 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒


𝑡 → 𝑀𝑒𝑛𝑜𝑟 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑎 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑙𝑖𝑔𝑎𝑑𝑎
𝑑𝑏 = 𝐷𝑖â𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜
1,2 × 𝑙𝑓 × 𝑓𝑢 × 𝑡
→ 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑎𝑜 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
1,35
1,2 × 𝑙𝑓 × 𝑓𝑢 × 𝑡
→ 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑎𝑜 𝑟𝑎𝑠𝑔𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜
1,35

Assim temos:

𝑙𝑓 = 𝑑1 − (∅ + 0,35)/2
3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚
𝑙𝑓 = 4,2𝑐𝑚 −
2
𝑙𝑓 = 2,425𝑐𝑚
1,2 × 2,425𝑐𝑚 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 1,27𝑐𝑚 2,4 × 3,2𝑐𝑚 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 1,27𝑐𝑚

1,35 1,35
123,190𝑘𝑁 ≤ 325,120𝑘𝑁

7.1.10. VERIFICANDO A RESISTÊNCIA DA CONEXÃO

Para obtermos a resistência total da conexão e a compararmos com a solicitação


de cálculo adotada, devemos somar as parcelas de resistências ao esmagamento dos
parafusos presente na seção liquida tracionada do perfil escolhido, e dos parafusos
presente na seção liquida cisalhada, logo:

1,2 × 𝑙𝑓 × 𝑓𝑢 × 𝑡 1,2 × 𝑙𝑓 × 𝑓𝑢 × 𝑡
𝑅𝑚𝑎𝑥 = × 𝑛1 + × 𝑛2
1,35 1,35
61

Onde:

𝑛1 = 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑠𝑚𝑎𝑔𝑎𝑚 𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝑛2 = 𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑎𝑓𝑢𝑠𝑜𝑠 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑎𝑠𝑔𝑎𝑚𝑎 𝑠𝑒çã𝑜

De acordo com a figura 37 temos:

𝑛1 = 1
𝑛2 = 5

Logo:

𝑅𝑚𝑎𝑥 = 123,190𝑘𝑁 × 1 + 325,120𝑘𝑁 × 5


𝑅𝑚𝑎𝑥 = 1748,79𝑘𝑁

Podemos observar que essa resistência é insuficiente para a solicitação em


questão:

1892,486𝑘𝑁 > 1748,79𝑘𝑁

Nesse caso deve-se aumentar o número de parafusos em linha para aumentar a


resistência da conexão, logo:

𝑛2 = 6
𝑅𝑚𝑎𝑥 = 123,190𝑘𝑁 × 1 + 325,120𝑘𝑁 × 6
𝑅𝑚𝑎𝑥 = 2073,910𝑘𝑁

Dessa forma atende-se a inequação:

1892,486𝑘𝑁 < 2073,910𝑘𝑁


62

7.1.10. AJUSTE DO DIMENSIONAMENTO NA TRAÇÃO

Visto que a quantidade de parafusos teve que ser aumentada para atender a
resistência da conexão, deve-se analisar os itens dependentes da quantidade de parafusos
para atender a todas as verificações. Tais verificações são a resistência a ruptura e a
resistência ao cisalhamento de bloco.

7.1.10.1. AJUSTE DA RESISTÊNCIA A RUPTURA (ELU)

Como o número de parafusos foi alterado para 6 unidades em linha temos:

𝐿 = 𝑔2 × (𝑛𝑝 − 1)
𝑛𝑝 = 6
𝐿 = 9,60𝑐𝑚 × (6 − 1)
𝐿 = 48,00𝑐𝑚

Com isso, temos:

4,27𝑐𝑚
𝐶𝑡 = 1 −
48𝑐𝑚
𝐶𝑡 = 0,91 → 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 → 𝐶𝑡 = 0,9

Assim a área liquida efetiva é calculada:

𝐴𝑔𝑙𝑒 = 32,581𝑐𝑚² × 0,90


𝐴𝑔𝑙𝑒 = 29,323𝑐𝑚²
4.500𝑘𝑔𝑓/𝑐𝑚² × 29,323𝑐𝑚²
𝐹𝑢 =
1,35
𝐹𝑢 = 97.743,333𝑘𝑔𝑓 = 977,433𝑘𝑁

Para 2 perfis:

𝐹𝑢 = 977,433𝑘𝑁 × 2 = 1954,866𝑘𝑁 > 1892,486𝑘𝑁


𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑎 𝑟𝑢𝑝𝑡𝑢𝑟𝑎 > 𝑆𝑜𝑙𝑖𝑐𝑖𝑡𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑙𝑐𝑢𝑙𝑜
63

7.1.10.2. AJUSTE DO CISALHAMENTO DE BLOCO

𝐴𝑔 → Á𝑟𝑒𝑎 𝐵𝑟𝑢𝑡𝑎 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑔 = (𝐿 + 𝑑1 ) × 𝑡
𝐴𝑔 = (48,00𝑐𝑚 + 4,20𝑐𝑚) × 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑔 = 66,294𝑐𝑚²

Logo:

𝐴𝑛𝑔 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑐𝑖𝑠𝑎𝑙ℎ𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑛𝑔 = (𝐿 + 𝑑1 − ((∅ + 0,35𝑐𝑚) × 𝑛 − (∅ + 0,35𝑐𝑚)/2)) × 𝑡
𝐴𝑛𝑔 = (48𝑐𝑚 + 4,20𝑐𝑚 − ((3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚) × 6 − (3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚)/2))
× 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑛𝑔 = 41,497𝑐𝑚²

Também é necessário:

𝐴𝑛𝑒 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑡𝑟𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑎 𝑐𝑜𝑛𝑒𝑥ã𝑜


𝐴𝑛𝑒 = (𝑑1 − (∅ + 0,35𝑐𝑚)/2) × 𝑡
𝐴𝑛𝑒 = (4,2𝑐𝑚 − (3,2𝑐𝑚 + 0,35𝑐𝑚)/2) × 1,27𝑐𝑚
𝐴𝑛𝑒 = 3,080𝑐𝑚²

Temos ainda que:


𝐶𝑡 = 1

Logo a primeira parcela da inequação (17) é:

1
𝑅1 = × (0,6 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 41,497𝑐𝑚² + 1 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 3,080𝑐𝑚²)
1,35
𝑅1 = 932,607𝑘𝑁
64

A segunda parte da inequação (17) é:

1
𝑅2 = × (0,6 × 32,5𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 66,294𝑐𝑚² + 1 × 45𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 3,080𝑐𝑚²)
1,35
𝑅 2 = 1060,247𝑘𝑁

Logo:

𝑅1 < 𝑅 2

Condição satisfeita.

7.1.10.3. AJUSTE DE CONFIGURAÇÃO DE LIGAÇÃO PARAFUSADA

Assim, para suporta a tração em questão, o perfil do aço ASTM A 572 GRAU 50,
em cantoneira dupla, da família “2L 152,4 X 29,2” deve ter 6 parafusos de 32mm do aço
ASTM A490, como representa a figura 39.

Figura 39 – Configuração de furação final.

Fonte: Arquivo próprio

7.2. DIMENSIONAMENTO A COMPRESSÃO EM AÇO

Para dimensionarmos uma estrutura metálica precisamos calcular, ou obter, a


solicitação existente na estrutura. No dimensionamento de treliças é necessário descobrir
qual a maior componente de compressão existente nas barras da treliça, para então
escolhermos e verificarmos qual o melhor perfil metálico. Usaremos para
dimensionamento o aço ASTM A 572 grau 50. É necessário para a compressão em perfis
65

metálicos, de acordo com a NBR 8800/2008, verificar-se existe probabilidade de


flambagem no perfil adotado, sendo elas de dois tipos o estado limite ultimo (ELU) de
flambagem local e o ELU de flambagem global.
A maior componente interna de compressão, de acordo tabela 2, está presente na
barra “MO”. Portanto temos:

𝐹𝑀𝑂 = 2531,769𝑘𝑁(𝐶𝑂𝑀𝑃𝑅𝐸𝑆𝑆Ã𝑂)

7.2.1. VERIFICANDO PERFIL CALCULADO

Para o dimensionamento a compressão é necessário satisfazer as equações a


seguir.

𝑋 × 𝑄 × 𝐴𝑏 × 𝜎𝑒
𝐹𝑚𝑎𝑥 ≤
1,10

𝑘×𝐿 𝑄 × 𝜎𝑒
𝜆0 = ×√
𝑟×𝜋 𝐸
2
𝜆0 ≤ 1,5 → 𝑋 = 0,658𝜆0
0,877
𝜆0 > 1,5 → 𝑋 =
𝜆0 2
𝑘×𝐿
𝜆= ≤ 200
𝑟

Onde:

𝜆 → Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑏𝑒𝑙𝑡𝑒𝑧
𝜆0 → Í𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑏𝑒𝑙𝑡𝑒𝑧 𝑟𝑒𝑑𝑢𝑧𝑖𝑑𝑜
𝐸 → 𝐸𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑚𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎𝑙
𝑟 → 𝑅𝑎𝑖𝑜 𝑑𝑒 𝑔𝑖𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙
𝐿 → 𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑒𝑠𝑡ã𝑜
𝑘 → 𝐶𝑜𝑒𝑓𝑖𝑐𝑖𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑎𝑚𝑏𝑎𝑔𝑒𝑚
𝐹𝑚𝑎𝑥 → 𝐹𝑜𝑟ç𝑎 𝑚á𝑥𝑖𝑚𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜 𝑎𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑑𝑎 𝑎 𝑠𝑒çã𝑜
𝜎𝑒 → 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑎ç𝑜 𝑒𝑚 𝑢𝑠𝑜
1,10 → 𝑃𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑓𝑜𝑟ç𝑜
66

𝐴𝑏 → Á𝑟𝑒𝑎 𝑏𝑟𝑢𝑡𝑎 𝑑𝑎 𝑠𝑒çã𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑠𝑣𝑒𝑟𝑠𝑎𝑙 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑖𝑑𝑎


𝑋 → 𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑎𝑠𝑠𝑜𝑐𝑖𝑎𝑑𝑜 𝑎 𝑟𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑚𝑝𝑟𝑒𝑠𝑠ã𝑜
𝑄 → 𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑎𝑠𝑠𝑜𝑐𝑖𝑎𝑑𝑜 𝑎 𝑓𝑙𝑎𝑚𝑛𝑎𝑔𝑒𝑚 𝑙𝑜𝑐𝑎𝑙

O perfil foi estabelecido no cálculo e verificação da tração, então vamos analisar


se é necessário utilizar um perfil diferente na compressão ou se o mesmo perfil resiste a
compressão. Assim para a tração temos o perfil duplo com as seguintes características.

𝐴𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑙 = 37,090𝑐𝑚²


𝑏𝑓 = 152,4𝑚𝑚
𝑡𝑓 = 1,270𝑐𝑚
𝐽𝑥 = 𝐽𝑦 = 828𝑐𝑚4
𝑊𝑥 = 𝑊𝑦 = 75,400𝑐𝑚3
𝑟𝑥 = 4,72𝑐𝑚
𝑟𝑧 𝑚𝑖𝑛. = 3,00𝑐𝑚
𝑥 = 4,27𝑐𝑚
𝐿 = 6,71𝑚

De acordo com a figura 40 temos:

𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑝𝑒𝑓𝑖𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 = 1,25𝑐𝑚


𝑟𝑦 = 6,81𝑐𝑚
67

Figura 40 – Tabela de perfil em cantoneira dupla

Fonte: Edifícios de Múltiplos Andares em Aço - PINI

As características mostradas correspondem ao perfil em cantoneira dupla


esquematizado na figura 41.
68

Figura 41 – Configuração de perfil em cantoneira dupla

Fonte: Edifícios de Múltiplos Andares em Aço - PINI

7.2.1.1. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM LOCAL

Para verificar do ELU de flambagem local é necessário, primeiramente, calcular


a variável “Q”. Para cálculo de “Q” devemos seguir as orientações presente no anexo F
da NBR 8800/2008, onde temos para cantoneiras:

𝑄 = 𝑄𝑠 × 𝑄𝑎
𝑄𝑎 = 1 → 𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎𝑠 𝑛ã𝑜 𝑝𝑜𝑠𝑠𝑢𝑒𝑚 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝐴𝐴

𝑏 𝐸
≤ 0,45 × √ → 𝑄𝑠 = 1
𝑡 𝜎𝑒

𝐸 𝑏 𝐸 𝑏 𝜎𝑒
0,91 × √ ≥ > 0,45 × √ → 𝑄𝑠 = 1,34 − 0,76 × × √
𝜎𝑒 𝑡 𝜎𝑒 𝑡 𝐸

𝑏 𝐸 0,53 × 𝐸
> 0,91 × √ → 𝑄𝑠 =
𝑡 𝜎𝑒 𝑏 2
𝜎𝑒 × ( 𝑡 )

Onde:

𝑄𝑠 = 𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝐴𝐿 (𝐴𝑝𝑜𝑖𝑜 𝐿𝑖𝑣𝑟𝑒)


𝑄𝑎 = 𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑑𝑢çã𝑜 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 𝐴𝐴 (𝐴𝑝𝑜𝑖𝑜 𝐴𝑝𝑜𝑖𝑜)
𝑏 = 𝐵𝑎𝑠𝑒 𝑑𝑜 𝑒𝑙𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑠𝑡á 𝑐𝑜𝑚 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 𝑎𝑝𝑜𝑖𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑒 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 = 152,4𝑚𝑚
𝑡 = 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑠𝑠𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑐ℎ𝑎𝑝𝑎 𝑎𝑝𝑜𝑖𝑎𝑑𝑎 𝑒 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 = 12,7𝑚𝑚
𝐸 = 𝐸𝑙𝑎𝑠𝑡𝑖𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑜 𝑎ç𝑜 = 200000𝑀𝑃𝑎
69

𝜎𝑒 = 𝑇𝑒𝑛𝑠ã𝑜 𝑐𝑎𝑟𝑎𝑐𝑡𝑒𝑟𝑖𝑠𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑐𝑜𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 = 345𝑀𝑃𝑎

Logo, temos:

𝑏 152,4𝑚𝑚
= = 12
𝑡 12,70𝑚𝑚

𝐸 200000𝑀𝑃𝑎
0,45 × √ = 0,45 × √ = 10,835
𝜎𝑒 345𝑀𝑃𝑎

Vemos que:

𝑏 𝐸
> 0,45 × √
𝑡 𝜎𝑒

Portanto devemos usar:

𝐸 200000𝑀𝑃𝑎
0,91 × √ = 0,91 × √ = 21,910
𝜎𝑒 345𝑀𝑃𝑎

Assim:

𝑏 𝜎𝑒 152,4𝑚𝑚 345𝑀𝑃𝑎
𝑄𝑠 = 1,34 − 0,76 × × √ = 1,34 − 0,76 × ×√
𝑡 𝐸 12,70𝑚 200000𝑀𝑃𝑎

𝑄𝑠 = 0,961

Calculando o fator de redução associado a flambagem local, temos:

𝑄 = 𝑄𝑠 × 𝑄𝑎
𝑄 = 0,961 × 1
𝑄 = 0,961
70

7.2.1.2. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM GLOBAL

Para verificar do ELU de flambagem global é necessário, primeiramente, calcular


o índice de esbeltez reduzido e o índice de esbeltez em relação a cada eixo presente na
figura 41. Para cálculo dos respectivos índices de esbeltez temos de acordo com a figura
42 a determinação da constante “K” de acordo com os apoios da barra analisada.

Figura 42 – Coeficiente de flambagem por flexão de elemento isolados

Fonte: NBR 8800/2008 pagina 125

Como todos os elementos da treliça analisada possuem apoios rotulados


adotaremos:

𝑘 = 𝑘𝑥 = 𝑘𝑦 = 1

Logo, para esbeltez reduzida e fator de redução da resistência a compressão,


temos:

1 × 6,71𝑚 0,961 × 345𝑀𝑃𝑎


𝜆0𝑥 = ×√ = 1,84
0,0472𝑚 × 𝜋 200000𝑀𝑃𝑎

1 × 6,71𝑚 0,961 × 345𝑀𝑃𝑎


𝜆0𝑦 = ×√ = 1,28
0,0681𝑚 × 𝜋 200000𝑀𝑃𝑎
71

0,877
𝐴𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑜 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 → 𝜆0𝑥 = 1,84 > 1,5 → 𝑋 =
𝜆0 2
0,877
𝑋= = 0,259
1,842

Para a esbeltez do elemento temos:

1 × 6,71𝑚
𝜆𝑥 = = 142,161 ≤ 200 → 𝑂𝑘
0,0472𝑚
1 × 6,71𝑚
𝜆𝑦 = = 98,531 ≤ 200 → 𝑂𝑘
0,0681𝑚

Agora é necessário verificar se o perfil em questão suporta a solicitação de


compressão de 2531,769kN, assim:

0,259 × 0,961 × 37,090𝑐𝑚² × 2 × 34,5𝑘𝑁/𝑐𝑚²


𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 =
1,10

Observação: A área bruta deve ser multiplicada por 2 porque serão dois perfis
adotados.

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 = 579,077𝑘𝑁


579,077𝑘𝑁 < 2531,769𝑘𝑁
𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 < 𝑆𝑜𝑙𝑖𝑐𝑖𝑡𝑎çã𝑜

Verificamos que o perfil tracionado não suporta a compressão, necessitando assim


de uma área e perfil diferente para a barra “MO” comprimida.
72

7.2.2. CRITERIOS PARA ESCOLHA DE PERFIL COMPRIMIDO

Verificando que a cotoneira tracionada não suportar a compressão analisada,


devemos utilizar um perfil com área e dimensões superiores. Para não se submeter a
escolha arbitraria sem critérios de cálculo, podemos estimar uma área mínima necessária
para a compressão, escolher um perfil e então verificar se este perfil suporta a compressão
existente de 2531,769kN.
Essa solução exige adotar inicialmente um “X” e “Q” para calcular uma área
correspondente. Decorrente da pratica na análise e dimensionamento de estruturas
metálicas, o ideal e usual, é que o fator de redução associado a resistência a compressão,
“X”, seja aproximadamente 0,5 e o fator de redução associado a flambagem local, “Q”,
igual a 1, ou seja, não considerando o efeito da flambagem local. Assim, temos:

𝑋0 = 0,5
𝑄0 = 1

Sabe-se, que:

𝑋 × 𝑄 × 𝐴𝑏 × 𝜎𝑒
𝐹𝑚𝑎𝑥 ≤
1,10

E, adotando:

𝐹𝑚𝑎𝑥 = 2531,769𝑘𝑁
𝜎𝑒 = 34,5𝑘𝑁/𝑐𝑚²
𝑋0 × 𝑄0 × 𝐴𝑏0 × 𝜎𝑒
𝐹𝑚𝑎𝑥 =
1,10

Temos:

0,5 × 1 × 𝐴𝑏0 × 34,5𝑘𝑁/𝑐𝑚²


2531,769𝑘𝑁 =
1,10
2531,769𝑘𝑁/𝑐𝑚² × 1,10
𝐴𝑏0 =
0,5 × 1 × 34,5𝑘𝑁/𝑐𝑚²
73

𝐴𝑏0 = 161,446𝑐𝑚2 → 𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑑𝑢𝑝𝑙𝑎 𝑑𝑒 𝑎𝑏𝑎𝑠 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑖𝑠


161,446𝑐𝑚2
𝐴𝑏0 = = 80,723𝑐𝑚2 → 𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑛𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑏𝑎𝑠 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑖𝑠
2

Analisando a figura 40, vemos que apenas 2 perfis atendem a área pé estabelecida,
portanto vamos escolher o ultimo perfil com área superior a pré-dimensionada na tabela
40. A tabela presente na figura 32 da Gerdau não atende a área necessária, portanto não
pode ser usada para a solicitação em questão. O perfil escolhido apresenta a seguintes
características necessárias para a compressão.

𝐴𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑑𝑢𝑝𝑙𝑎 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑙 = 193,60𝑐𝑚²


𝐴𝐶𝑎𝑛𝑡𝑜𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑚𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑙 = 96,80𝑐𝑚²
𝑏𝑓 = 203𝑚𝑚
𝑡𝑓 = 2,54𝑐𝑚
𝑟𝑥 = 6,19𝑐𝑚
𝐸𝑠𝑝𝑎ç𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 𝑝𝑒𝑓𝑖𝑠 𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 = 1,25𝑐𝑚
𝑟𝑦 = 9,09𝑐𝑚

Para o perfil escolhido é necessário verificar a flambagem local e global no ELU

7.2.2.1. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM LOCAL DE PERFIL


ESCOLHIDO

Logo, temos:

𝑏 203𝑚𝑚
= = 7,99
𝑡 25,4𝑚𝑚

𝐸 200000𝑀𝑃𝑎
0,45 × √ = 0,45 × √ = 10,835
𝜎𝑒 345𝑀𝑃𝑎
74

Vemos que:

𝑏 𝐸
< 0,45 × √
𝑡 𝜎𝑒

Portanto devemos usar:

𝑄=1

7.2.2.2. VERIFICANDO (ELU) DE FLAMBAGEM GLOBAL DE PERFIL


ESCOLHIDO

Como já estabelecido:

𝑘 = 𝑘𝑥 = 𝑘𝑦 = 1

Logo, para esbeltez reduzida e fator de redução da resistência a compressão,


temos:

1 × 6,71𝑚 1 × 345𝑀𝑃𝑎
𝜆0𝑥 = ×√ = 1,433
0,0619𝑚 × 𝜋 200000𝑀𝑃𝑎

1 × 6,71𝑚 1 × 345𝑀𝑃𝑎
𝜆0𝑦 = ×√ = 0,976
0,0909𝑚 × 𝜋 200000𝑀𝑃𝑎
2
𝐴𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑜 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 → 𝜆0𝑥 = 1,433 < 1,5 → 𝑋 = 0,658𝜆0
2
𝑋 = 0,6581,433 = 0,423

Observação: Podemos verificar que mesmo adotando inicialmente o fator de


redução associado a resistência a compressão igual a 0,5 e chegando a uma área inicial, é
necessário verificar se o perfil escolhido atende as verificações estabelecidas aqui e
normatizadas pela NBR 8800/2008, porque a partir da verificação chegamos em 0,423
para “X”, que é uma diferença considerável para dimensionamento em estruturas
metálicas.
75

Para a esbeltez do elemento temos:

1 × 6,71𝑚
𝜆𝑥 = = 108,400 < 200 → 𝑂𝑘
0,0619𝑚
1 × 6,71𝑚
𝜆𝑦 = = 74,556 < 200 → 𝑂𝑘
0,0909𝑚

Agora é necessário verificar se o perfil em questão suporta a solicitação de


compressão de 2531,769kN, assim:

0,423 × 1 × 96,80𝑐𝑚² × 2 × 34,5𝑘𝑁/𝑐𝑚²


𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 =
1,10

Observação: A área bruta deve ser multiplicada por 2 porque serão dois perfis
adotados.

𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 = 2568,456𝑘𝑁


2568,456𝑘𝑁 > 2531,769𝑘𝑁
𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑒𝑟𝑓𝑖𝑙 > 𝑆𝑜𝑙𝑖𝑐𝑖𝑡𝑎çã𝑜

Verificamos que o perfil escolhido com as adoções iniciais e posteriores


verificações, o perfil do aço ASTM A 572 GRAU 50, em cantoneira dupla, da família
“2L 203 X 151,80”, suporta a compressão em questão.
76

BIBLIOGRAFIA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120, Cargas para o
cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro,1980.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6355, Perfis estruturais
de aço formados a frio – Padronização. Rio de Janeiro, 2003
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8681, Ações e
segurança nas estruturas – Procedimento. Rio de Janeiro, 2003.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800, Projeto de
estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios. Rio de Janeiro,
2008.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14762,
Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Rio de
Janeiro, 2010.
INTERNATIONAL STANDARD ORGANIZATION. 898-1:2009, Mechanical
properties of fasteners made of carbon steel and alloy steel – Part 1: bolts, screws and
studs with specified property classes – Coarse thread and fine pitch thread. Londres, 2009.
Bellei, Ildony H.; Pinho, Fernando O.; Pinho, Mauro O.; Edifício de múltiplos andares
em aço. 2.ed. São Paulo, Pini 2008.
CANTONEIRA DE ABAS IGUAIS GERDAU, Disponível em:
www.comercialgerdau.com.br/pt/productsservices/products/Document%20Gallery/catal
ogo-barras-e-perfis-laminas.pdf. Acesso em:10/12/2016
Edifícios de Múltiplos Andares em Aço – PINI

Bellei, lldony H.; Pinho, Fernando O.; Pinho, Mauro O. Edifícios de Múltiplos Andares
em Aço. 2ª edção, editora PINI, São Paulo – 2008.