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Massagem com bambu - Bambuterapia.

O bambu
O interesse pelo bambu tem se expandido pelo mundo, demonstrando assim as diversas
e férteis possibilidades de aproveitamento deste bem natural. Esta planta
representa união, leveza, flexibilidade e força, além de dimensões diferenciadas e
um grande rigor estético, sendo liso, arredondado e com uma bela coloração.
O bambu apresenta diversos atributos e sua utilização é variada.
Encontramos essa planta tanto em seu uso nas atividades artesanais e manufatureiras
como em material de construção, instrumentos e acessórios de massagem corporal e
facial. Por se tratar de uma planta que passa anos no subsolo criando raízes
extremamente fortes, acumula muita energia da terra, o que valoriza o nosso
tratamento de massagem terapêutica associado ao bambu - a bambuterapia.

História da Bambuterapia

A técnica de massagem com bambu - também conhecida como bambuterapia, é uma arte
exótica, criada na França pelo kinesioterapeuta Gil Amsallem em 2003 (RAMOS, 2008).
A bambuterapia funciona da seguinte forma: as varas de bambu agem como se fossem a
extensão dos dedos do terapeuta, dando a possibilidade de alcançar todas as regiões
corporais e facial. Essa massagem pode ser associada a drenagem linfática manual
facial e corporal DLM, modeladora, shiatsu, reflexologia e massagem relaxante, com
o objetivo de melhorar a circulação linfática, sanguínea e energética, além de
proporcionar um relaxamento muscular, alívio das tensões do dia-a-dia, modelagem
corporal e ainda pode proporcionar um leve lifting facial (modelagem facial).

Indicação da Bambuterapia

A bambuterapia segue as mesmas indicações da massagem clássica


com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, promover o bem-estar, diminuir
dores musculares, modelar a região corporal e facial, diminuir edemas e
proporcionar relaxamento.
São elas:

Relaxamento muscular.
Dores.
Estresse.
Ansiedade.
Tratamento estético facial e corporal.
Medicina desportiva.
Massagem modeladora (modelar as regiões corporais).
Lifting facial (modelar a região facial).
DLM facial e corporal (diminuição de edema).
Reflexologia.
Shiatsu.
Exercícios de isometria (fortalecimento de grupos musculares).

Contraindicações da Bambuterapia

Assim como as indicações, a bambuterapia segue as mesmas contraindicações da


massagem clássica:

Processos inflamatórios.
Processos infecciosos.
Fraturas recentes.
Neoplasias.
Gestante antes do terceiro mês (após a 12ª semana, apenas com autorização médica).
Febre.
Trombose.
Alterações de sensibilidade.
Cardiopatia descompensada.
Dermatites.
Hipertensão e diabetes descompensada.
Insuficiência renal.
Hipertiroidismo.

Cuidados com os bambus

a) Os bambus deverão ser higienizados com água corrente e sabão, loção antisséptica
ou álcool 70% antes e após a utilização.
b) Antes de o cliente entrar na sala, os bambus deverão ser colocados no carrinho
auxiliar (ou mesa) na ordem que será utilizado.
c) Após cada atendimento, os bambus deverão ser higienizados e energizados
novamente.
d) A quantidade mínima de bambus para um atendimento deverá ser de dois bambus para
o facial e quatro para o corporal, levando em consideração o tamanho do cliente.

Dicas para energização

Terra - enterre por três horas.


Sol - deixe exposto até o sol do meio dia.
Lua - exponha à luz da lua.

Cuidados com o cliente

a) Realizar ficha de avaliação.


b) Explicar para o paciente a natureza da técnica e sua sequência.
c) Escolher o bambu adequado para a região que irá ser trabalhada (face ou corpo).
d) Posicionar o cliente em decúbito dorsal para iniciar a técnica.
e) O paciente não deve sentir dor ou desconforto durante a terapia com bambu.
f) Pergunte frequentemente ao cliente se ele está bem, pois a massagem deverá ser
agradável.

Check list da Bambuterapia

a) A terapia se inicia com uma esfoliação de toda a área (rosto ou corpo) para que
o cliente tenha o primeiro contato com as mãos do profissional e possivelmente
melhorar penetração dos ativos cosméticos que serão utilizados (quando indicado à
terapia) e remoção das impurezas da pele.
b) A técnica deverá ser aplicada de uma a duas vezes por semana ou conforme a
necessidade do cliente.
c) É indicado que se inicie a técnica pelo lado esquerdo (E) do corpo, devido a
presença do ducto torácico que capta a linfa dos dois membros inferiores (MMII), da
região pélvica, do hemitórax E e da hemiface E.