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Análise de Circuitos
em Corrente 1�lternada
Dados de Catalogação na Publicação (CIP) Internacional

(Cãmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Albuquerque, RÔmulo Oliveira, 1954-


A313a Análise de circuitos em correntes alternada / Ró­
mulo Oliveira Albuquerque. -- São Paulo : Érica,
1989.

1. Circuitos elétricos - Análise 2. Correntes


elétricas alternadas I. Título.

CDD-621.3192
88-2396 -621.31913

Indicas para catálago sistemático:


1. Análise de circuitos Engenharia elétrica
621.3192
2. Correntes alternadas Engenharia elétrica
621.31913
Eng.0 Romulo Oliveira Albuquerque

Análise de Circ11itos

em Corrente Alternada

Ano: 1993 92 91 90 89
Edição: 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

LIVROS ÉRICA EDITORA LTOA.


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DEDICATÓRIA

Dedico esta obra aos meus pa i s José e Maria e aos meus irmãos
Cleve land , Vinic ius , Aréc ia e Herác l i to ( em memória ) .
PREFÁCIO

Este l ivro surgiu após muita reflexão a respeito de como


tratar o a s sunto Aná l ise de Circuito em Corrente Alternada , que
pode ser f e i t a gra f icament e , atra vé s da representação dos fasQ
res de tensão e corrente ou considerando-se a representação de·
tensão, corrente e impedância por números complexos . A maioria
dos l i vros sobre o a s sunto considera apenas uma d a s formas de
abordagem, não considerando a outra . Consideramos importantes
a s dua s , sendo que a representação fasorial permite-nos enxergar
melhor a relação das fases de tensão e corrente, porém é limitQ
da na resolução de c i rcuitos mais compl icados . A a ná l i se , usa rr
do números complexo s , permite resolver com ma is facil idade os
circuitos com várias ma lha s , porém, a aná l i se de um c ircui to pQ
de se tornar apenas um exercício da matemá t i c a , se perdermos a
relação exi s t ente entre um número complexo e o fasor representª
tivo de corrente ou tensão .
Alguns dos exercícios resolvidos por aná l i se fasor i a l são
resolvidos pe lo outro método, dando condições ao l e i tor de avª
l iá-los .

O Autor
SUMÁRIO

1. Gr a nd ez as Senoidais . . • . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

1.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1. 2 Diag rama Fasorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
1. 3 Valor E f i caz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

2. Eletromagnetismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . • . . . . . . . . . . • . . . . . . . . • . 22
2 .1 Magneti smo .... ............................
. 22
2.2 Campo Magnét i co d e uma Corrente Elétrica . . . 23
2 . 2 .1 Campo de um Condutor Ret i l íneo .. . . . . . . . . . . . . 23
2 .2 .2 Campo de uma Espira C i rcular . . . . .. 24
24
. . . . . . . . .

2. 2. 3 Campo Magnético d e um SolenÓide . .. . . . . . . . . .

2.3 Força Eletromotriz Induzida . . . . . . . . . . . . . . . . 25


2.4 Trans formador ........................ ...... 27

3. Circuito em C.A. - Análise Fasorial ..................... 32

3 .1 Indutor e I ndutânc ia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
3.2 C i rcuito em C . A . com I ndutância Pura . . . . . .. 33
3.3 C i rcuito RL Série . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
3.4 Fator d e Potência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.5 C ircuito RL Paralelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3.6 Capa c i ta r - Capac itânc ia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
3.7 C ircuito C . A . com Capacitânc ia Pura . . . . . . . . 52
3.8 Circuito RC Série . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
3.9 C i rcuito RC Para l e l o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
3.10 C i rcuito RLC S é r ie . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63
3.10.1 Largura de Faixa - Fator de Qua lidade . . . . .. 65
3.11 C i rcuito R LC Pa ralelo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69
3.12 Correção do Fator d e Potência . . . . . . . . . . . . . . 73
3.13 C i rcuitos Mi stos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 79

4. Circuitos em C.A. - Aná l i s e com Números Complexos . . . . . . . 90

4.1 Números Complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 90


4.2 Operações com Números Complexos . . . . . . . . . . . . 92
4. 2.1 Soma e Subtração . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92
4.2.2 Multiplicação e Divisão . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 92
4.3 Impedância Complexa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
4.3.1 C i rcuitos RL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
4.3. 2 C i rcuitos RC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 95
4.3.3 C i rcuitos M i s tos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 99

5. Circuitos Trifásicos .................................... 104

5.1 I n t rodução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104

5. 2 . 1
5.2 S i stema T r i f á sico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 104
Ligação Estrela . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107
5.2.2 Ligação em T r i ângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111
5.3 Potência em S i stema s Trifásicos . . . . . . . . . . .. 115
APtNDICE A - Decibel 121

APtNDICE B - F il t r o s 124

APtNDICE C - D i ferenciador e Integrador . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129

APtNDICE D - Instrumentos d e Medida d e Ponteiro . . . . . . . . . • . . 131

A.l Introdução .... . ..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131


A.2 I n s trumentos d e Bobina Móvel ........ . ... . . . 132
A.3 Instrumento d e Ferro Móvel , . . . . . . . ... . . . ... 133
A.4 Instrumento E l e trodinamomét r icos . . .... . .. . . 133

F i o Aqu ec i do ... . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A.5 Térmicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . ............... .. 1 34
A . 5.1 134
A.5.2 Termopar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
A.6 Amperímetro . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
A.7 A l i c a t e Amperométrico ...... . . . ............. 136
A.8 Voltímetro . . . . . . . . . ...... . . . ...... . . . .. . . .. 137
A.9 Wa t t ímetro . .... . . ..................... ..
. . . 138
CAP. 1
GRANDEZAS SENOIDAIS
1 .1 Introdução

Uma corrente contínua tem sempre o mesmo sentido e inten


sidade , uma corrente a lternada muda tanto de valor como de senti
d o . Dependendo de como s e dá essa variação no tempo , teremos os
diversos t i po s de cdrrente a lternada : senoidal, quadrada , trian
gular, e t c .

;(mA) ;(mAI
10 IO

1 1
1
1
:! �
1
:
1
:
1
!
1 1
-1c...... . _ _ -10 -- J_ __ .L -10 ____ L ____ :_ ___ 1 l __ .J..
___

(a) (b) (c)


onda quadrada Onda Triangular Onda Senoidal
Figura 1. 1

De todas a s correntes a l t ernadas existent e s , a ma i s i�


portante é a senoidal e por isso mesmo faremos uma revisão dos
princ ipais conce itos r e l a t ivos a grandezas senoida i s .
Consideremos uma circunferência d e raio Vm e um vetor
OA , que gira com rotação constante no sentido cont rário ao dos
ponteiros do r e lógio . A ponta do vetor descreve uma c i rcunferên
eia, e o ângulo formado entre o eixo horizontal e a d i reção do
vetor 'ª' varia com o tempo .
O ângulo por unidade d e tempo
representa a velocidade angular
ou frequência angular, que r�
presentaremos pela l etra grega
w ( Ômega ) .

w -'L ou a = w. t ( 1 )
t
Sendo a expresso em rd ( r a d iª
Figura 1. 2 nos ) , t em s ( segundo s ) , w em
rd/ s ( radiano por segundo ) .
Uma volta completa é 2 n rd ou 360° . O tempo que o vetor
OA leva para completar uma vol t a é chamado de período ( T ) , logo
para a = 2n rd, t = T sub s t i tuindo na equação (1):
w ( 2)
T

O número de voltas ( c i c l o s ) completados por segundo é


chamado de frequência (f), sendo f expresso em c ic l o s / s ou Hertz
1 c ic l o / s = lHz
( Hz ) .

11
Para sabermos qual a relação em frequênc ia e pe ríodo, pQ
demos montar uma regra de três :
� d e cic los tempo ( s )
1 T
f 1
l l
f
portanto f . T 1 ou f = e T (3)
T
substituindo em (2) resulta :
w = 2n f (4)
seja b a pro jeção do vetor OA no e i xo vert ica l . Da trigonome tria
obtemos :
b = Vm . sena = Vm . s enwt Vm . sen 2 n . f t (5) = .

Podemos ver i f icar que a pro jeção d e OA no eixo vertical, b,


segue uma l e i senoidal .
a o + b Vm . senQº o =

a 90° + b Vm . sen90° Vm =

a = 1 80°+ b Vm . senl80° o
a 270°+ b Vm . sen270º
o
=
- Vm
a = 360°+ b Vm . sen360º
Gra ficamente :
b
Vm

-Vm

1.2 Diagrama Fasorial

Chamamos de fasor a um vetor girante . Na figura 1 . 2 , OA


é um fasor pois gira com ve locidade ansular w. Um fasor pode ser
usado para representar uma grandeza senoida l . Na figura 1 . 3 , quan
do o ângulo a varia , a projeção do vetor OA no eixo vert ica l , mo2
trará uma sucessão de va lores instantâneos da grandeza senoida l .
O lado esquerdo da fi gura 1 . 3 , é chamado de diagrama fasorial e
o lado d i r e i to é a onda senoidal correspondente .

.-=--10-�·- -- - - -- - - - - - -- - - - ------ -- ---

---�--
1

Vm 1
:
--- - - -
- ---- -- - ----
- - ---- --

210•

Fig u r a 1 .3

12
O diagrama fasorial é importante , pois nos permite somar
grandezas senoidais sem usar a equação ou a forma de onda .
Se o vetor no instante t = O forma um ângulo 0 com o ei
xo horizonta l , o valor instantâneo da grandeza será dada por :
b = Vm sen ( wt + 0) ( 6)

O ângulo 0 (letra grega f i ) é chamado ângulo de fase ini


cia l . O d iagrama fasorial correspondente e a sua forma de onda
estão indicados na f igura 1. 4 .

O(

Fi g u r a 1. 4
Suponha dois vetores de amplitudes Vm1 e Vm2 e tendo a
mesma fase. O d iagrama fasorial e as formas de onda estão indi
cados na figura 1.5.

Fi g u r a 1.5
equação das duas grandezas senoidais é :
A
b = Vm J sen wt b 2 Vm 2 . sen wt
=

Na f igura 1 . 5 , os dois vetores estão em fase . Se os dois


vetores estiverem defasados de um ângulo 0 , as suas formas de on
da também estarão defasadas do mesmo ângulo 0.
Na f igura 1.6, as duas formas de onda estão defásadas de
90º ( estão em quadratura ) , sendo que b1 e stá adiantada em rel�
çao a b2.
b

�;----:.t-----
b2

: ........ , o<: wt
-- - -- - ---

Figura 1 .6

13
As equaçoes das duas grande zas sao :
b 1 = Vm 1 . senwt b 2 = V m 2 s e n (wt - ..'.'.. )
2
O ângulo d e fase inic ial de b 2 é - � ( observe que podg_
ria ser também lrr__).
. 2 . .

Os calculos em circu itos e . a às vezes o evoluem somas


e subtrações d e grandezas senoida i s ( tensõe s , correntes ) .
Consideremos duas grande zas senoida i s c u j a s equações
b 1 = Vm 1 . sen ( wt + !1l ) sen ( w t + !1l?)
sao:
b 7 = Vm 2 •

A sua soma será :


b = b 1 + b2 = Vm 1 - sen ( w t + !11 1 ) + Vm 2 . sen ( wt + 11) 2 )
Para obter a soma poderíamos usar certas propriedades da
trigonome t r i a , ao invés disso façamos uso do d ia grama fasorial .

o<.=wt

(a) (b)

Figura 1. 7

Usando a s regras para adição de vetores ( regra do paralg_


lograma ) , obtemos o vetor resu l tante, que terá amp l i t ude Vm e fª
se 0.
Da figura 1 . 7a t i ramos:
X1 Vm1 cos !il 1 Y1 V m1 sen 01
X2 Vm2 cos !11 2 Y2 Vm2 sen 02
X = XJ + X2 y YJ + Y2

V m2 x2 + y2 ou Vm \{x2 + y2

_l_
X
tg 0

1.3 Valor Eficaz

Consideremos que no c i rcuito da figura 1.8, a tensão ª


plicada é senoida l.

14
v = Vm . senwt
Pela 1 § Lei de OHM o valor instantª-
neo d a corrente ser á :
i = V Vm . senwt
= I m . senwt
R R
Figura 1. B onde I m Vm
-R-
A potência insta ntânea entregue à c a rga sera dada por :
p = V i

A figura 1.9 mos t r a o s grá ficos de v , i e p .


Podemos notar que a potência é uma grandeza pulsante .

v,i,p
P

wt

Figura 1 . 9

Define-se valor e ficaz de uma tensão a l ternada ao valor


de uma tensão contínua que produz mesma d i s s ipação de potênc i a ,
que a tensão a l ternada e m questão , num mesmo res i s tor .

(a) (b)
v = Vm . senw t
i I m . senwt

Figura 1.10

Na figura 1. 10, a d i s s ipação de pot ência é a mesma nos


dois casos , logo d i zemos que o valor da tensão cont ínua , na figg
ra l . l Ob, é igual ao valor eficaz da tensão a l ternada na figur a
l . l Oa .
No caso de uma tensão a l terna d a , senoid a l , pode-se prQ
va r ( a t ravés da ma temá t i c a superior ) que :

15
ou VEF = 0 , 70 7 . Vm (7)

obs . : Por vezes encontramos o valor eficaz denotado por VRMS


( RMS = Root - Means - Square = valor quad rát ico médio ) .
É c l a r o que o mesmo vale para a corrente :
I EF = I m VEF
\.f2'
=

R
No caso de um circuito puramente res i s t i vo , a potência
circuitos e.e., somente lembrando que os va lores de tensão
d i s s i pada pode ser c a l culada pel a s mesma s equações já vistas em
e
2
corrente são efica zes .
P = V EF . I EF , p = VEF 2
e P = R . I EF ( 8)
R
Em uma grandeza senoida l , a quantidade Vm é chamada de
valor de pico e portanto 2Vm é chamado de pico-a-pico ( V pp ) .
V

�a figura 1 . 9 observamos que a tensão e a corrente estão


em fase, logo o d iagrama fasorial correspondente sera :

Os comprimentos dos vetores representam os val ores efi


cazes da tensão e corrente ou va lores de pico .
Exercícios Resolvidos

1 - O va lor de pico de uma tensão senoida l é SV e a sua


frequência é l K H z , pede - se :
b) valor eficaz e período
a ) sua expressão matemática
c ) desenhar o grá fico de v ( t )
Soluçã o :
a) Vm = V p = SV f = lK!!z = 1 031-lz
A expressão matemática genérica de uma tensão senoidal e:
v = Vm . senwt = Vm . sen 2n . f . t

16
logo : v = 5sen .2n.103.t (v)

b) VEF
Vm
\[2'
= 5
'f2'
= 3,53v T .!.
f
_l_
103
lms

5
c) v(V)

t(ms)

-5 -----

2 - Supondo que a tensão do exercício 1 é aplicada a um


resistor de lOíl. Qual a potência dissipada?

2
Solução:

p
VEF (3,53)2
= = 1,24 W
R 10

3 - Dado o gráfico d e uma corrente em função do te mpo,


pede -se :
a) frequência e período

lK li.
b) valor d e pico-a -pico (Ipp) e valor eficaz (I EF)
c) potência dissipada ao passar em um resistor de
d) expressão matemática

i(mA)
10

- 10 ---------

Solução:

a) Do gráfico tiramos T 200µs � 200 x l0-5s

f .!. - 1_
---"'- _
5000Hz 5KHz
T 2oox10- 6

b) Im = lOmA Ipp 2xim = 2x l 0 20mA

= .1Q =
Im
IEF = 7 r 07mA
\[2' \[2'
c) P R.I �F = 103 X (7,07xlo-3)2
50 x 10-3w = 50mW

d) i(t) Im.sen.2n.f .t = lOsenn.104.t (mA)

Vz = 10.sen(wt + ..n) (v)


4 - As expressões matemáticas de duas tensões sao: v1
10.senwt (v)
Pede-s e : 2
a) representar as duas tensões no diagrama fasorial·
b) desenhar as suas formas d e onda
c) obtenha a soma v1 + v2

17
Solução : b)

0
a) v(VJ

'\ w
- - - ----- ---- ------

V2

j(
2
w.t.

-10

c ) Usando regra de soma de vetores

= \/00)2 + <10)2' = \./200 = lo V2' v


considerando a s amplitudes do vetor igua l ao valor de pico .
Vj
V2 =TO =
A fase de v será : tg� 10 1
=4
°
1T

45
-

V = 10 .\[2. sen ( wt + .2'.)


4

( w t - 2),

5 Dadas a s tensõe s : v 1
-

obter :
= 1 5 . sen ( wt + �)
2
e V 2 1 0 . sen

a ) v 1 + v2
b ) VI - V2
Soluç ã o :
a ) representemos a s duas tensões no d i agrama fasor i a l

v,

j(
(15V)

2
V2
(IOVJ

Como neste c a so , o s vetores têm mesma d i reção ma s senti


dos opostos , o vetor res u l tante da soma é igual a o módulo do
maior , menos o módulo do menor , no sentido do maior .

18
5 . sen ( wt + 2) 11

b ) Para obtermos v l - v 2 devemos efetuar a operaçao v 1 + ( -v 2)

VI V1+ (-V2)

íl
-V
2
2

v = v l +(-v 2 ) = 2 5 . sen ( wt + �)
2

Esses dois exemplos servem para nos mostrar que a sorna


de tensões com fases diferentes deve ser feita, considerando - se
o módulo do vetor e a fase .
6 - Dadas as tensões : v1 2 0 . sen ( wt + �) (v) e v2 4 0 .
sen ( wt + il ( v), obter :
a) V3 Vj + V2
=

b) desenhar as formas de onda de v1 , v2 e v3


Solução:
a)

Vj 20v v2 40v ( �alores de pico)


X! Vl cos _T)_ 20 X 0 , 5 lOv =
3
Y1 Vj sen �3 20 X 0 , 866 1 7 , 3v
v2 cos -1!.6 40 X 0 , 866 = 34, 6v
_11_
Y2 v7 sen 6 40 X 0 , 5 20V
X Xl + X2 10 + 3 4 , 6 44 , 6v
y Y 1 + Y2 17 , 3 + 20 3 7 , 3v
58 , lv

19
X
X
tg{ll � =
= 44 o' 836 3 9, 9 40°
,6 -

5 8 , 1 . sen ( wt + 40) (v)


b)

Exercícios Propostos
1 - Uma tensão senoidal tem frequência 60Hz e V Ep=llOv,
pede - s e :
a ) per íodo e frequência angular
b) expressão matemá t i ca
c ) valor da potência d i s s ipada em uma r e s i s tência de lOOn.

2 - Dado o g r á f i co de uma corrente em função do temp o ,


pede-se:
a ) período e frequência
b) valor de pico-a-pico e valor e ficaz
c ) expressão de i ( t )
i(mA)
50 ---

ms)
5
t

- 50

3 - Um chuveiro tem a s caracterí s t i c a s 2400W/ 2 20v ( Efi


caze s ) , pede-se:
a) tensão de p ico e corrente e f icaz no chuve iro
b ) corrente de pico no chuveiro
4 - Dada a forma de onda , d a r a sua expressao em função
do temp o .
a)
v(V)
b ) v(V)
5 5

-5 ---

20
10 . sen ( wt +
V2
5 - Dadas as expressoes de duas tensões v 1
:!'...) (v) e 10 . sen ( w t + 11) (V) pede - s e :
4
a ) v1 + v2
b) v1 - v2
6 - U ma tensão a lt ernada senoidal é apl icada a uma r e s i2
tênc i a de l O O n , d i s s ipando 0 , 2 5 w , calcul a r :
a ) va lor e f icaz d a tensão e valor de pico
b) valor e f icaz da corrente e seu va lor de pico-a -pico .

Solução dos Exercícios Propostos

T (1)

b)
1) a) = 1 6 , 66ms = 3 7 7 rd/s
p
v(t) =
1 5 5 . sen 3 77 . t (v)
c) 1 2 lw
2) a ) T 4ms f 2 50 Hz =

b) I pp lOOmA I EF
=
3 5 , 46mA =

c) i(t) 50 . sen 1 5 70 . t ( mA )
=

3) a ) I EF 10 , 9A =
Vp 3 10 , 2V =

b) Ip 1 5 , 34A =

5 . cos ( w t + 1 20 ° ) ( v )
5 . co s ( w t + 90 ° ) ( v )
4) a ) v(t)
b) v(t) =

VI + Vz 7 , 6 5 sen ( w t + 1 1 2 , 5 ) ( v )
b) VI - Vz
5) a)
1 8 , 47 sen(w t + 2 2 ' 5° ) ( v )

6 ) a ) VEF 5v Vp 7v
b) I EF 50mA Ip 70mA

21
CAP. 2
ELETROMAGNETISMO
2.1 Magnetismo

Campo magnético: É toda regi�o do espaço na qual uma ag�


lha imantada f ica sob a ação de uma força magnética .
Um ímã é uma substância, encontrada na n aturez a , que
cria ao seu redor um campo magnético .
Todo ímã tem duas regiõe s , onde o campo magnético é
mais intenso, chamadas de pÓlos: pÓlo norte e pÓlo sul .
PÓlos de mesmo nome se repelem e pÓlos de -nomes d i feren
tes se atraem .
Os pÓlos de um ímã sao �nseparávei s . Se voce partir um
ímã , você obterá dois outros Íma s . -----'7
<E--

IN si Is N
<E-- ------7

Is N N
----7I I�
s
IN sJ IN s
(a)
(b)

Fi gura 2. 1

Assim como o campo gravitacional é caracterizado em cª


da ponto pelo vetor aceleração da gravidade (g), o campo magn�
tico é caracterizado em cada ponto pelo ve tor indução magnética
(B).
A fim de que possamos visual i zar o campo magnético, d�
vemos conceituar o que é l inha de campo ou linha de indução.
As l inhas de campo, a lém de permitir ver a forma do cam
po , também nos dá uma idéia da sua intensidade . Quanto maior o
número de linhas por unidade de volume , ma is intenso é o campo .
Para que você represente um campo magnético através de
suas l inhas de campo, você deve se lembrar de algumas regras :
a ) As l inhas de campo são or ientadas : saem pelo pÓlo no�
te e entram pelo pÓlo sul .
b ) Em cada ponto, p vetor indução magnética é tangente
à linha de campo que passa pelo ponto .
c) Duas l inhas de campo não podem se cruza r .
d ) As l inhas d e campo são perpend iculares à superfície
do ímã .
Na figura 2 . 2 , você tem a lguns exemplos de ímã e a forma
do seu campo magnét ico .

22
----- ,

(a) ( b) ( c)

Figura 2.2

As l inhas de campo podem ser visualizadas na prática se


colocarmos l imalha de ferro ao redor do ímã . As l imalhas de feK
ro tenderão a s e orientar ao longo das l inha s de campo .

2.2 Campo Magnético de uma Corrente Elétrica

Colocando-se uma bússola nas proximidades de um fio que


conduz uma corrente e létrica a agulha sofrerá um desvio, ind ican
do a e x i stência de um campo magnét ico cr iado pe l a corrente .
Ver i f icamos que , quanto m a i s intensa for a corrent e ,
maior será o desvio da agulha ( a intens idade do campo depende
da intensidade da corrente) .
Se o sent ido da corrente for inver t ido , o desvio sofr ido
pela agulha também se inve r t e ( a or ientação do campo magnético
depende do sent ido da corrente ) .
2.2.1 Campo de um Condutor R et il íneo

As l inhas de campo são c i rcunferênc i a s concêntricas com


o fio.

Figu r a 2.3

Para determina r o sent ido d a s l inhas d e campo, usamos a

23
regra da mao d i reita .
"Segurando o fio com a mão d ir e i t a , com o po legar no
sentido da corrente , o s outros dedos ind icarão o sentido das li
nhas de campo" .
2.2.2 Campo de uma Espira Circular

Obs . : Para r epresentar uma corrente sa indo do plano do pape l , usª


remos G) e para representar a corrente entrando no plano
do pape l , us aremos � .
No caso de uma espira c ircula r , a s l i nhas de campo têm a
forma indicada na figura 2 . 4

/�:\
(a)
�-� (b)
Figura 2. 4

N a figura 2 . 4a , o observador, olhando para a espira , "vê"


a s l inhas de campo entrando no plano da espira pe lo lado em
que se encon t r a , logo olha para o pÓlo sul da e sp i ra . Na figura
2 . 4b, podemos compreender melhor o que foi d ito . Com a corrente
no sentido indicad o , as l i nh a s de campo entram no p lano do pª
pel , logo o observador "vê" um pÓlo sul na parte de cima da fQ
O que aconteceria na figura 2.4, s e o sentido da correrr
lha e o polo norte do outro lado da folha .
te fosse invertido?
2.2.3 Campo Magnético de um Solenóide

Um s olenóide ou bobina consiste de um fio enrolado em


forma de hé l ic e , formando espiras igua i s , uma ao lado da outra e
igualmente e spaçad a s .

(a) (b) (c)


Figura 2.5

24
Observe na f igura 2 . Sb, que a s l inhas de campo se a j u�
tam de forma ta l , que nenhuma das regras é contrariada . V e j a ta IB
bém que o campo é ma i s intenso no eixo do solenóide . A intensi
dade do campo depende das dimensões da bobina ( número de e spiras
e comprimento ) , do ma terial de que é feito o núc leo ( a r , ferro)
e da i ntens idade da corrent e .
Se o núc leo for d e ferro , o campo será mais intenso (a
concentração d e linhas no inter ior da bobina é ma ior ) d o que se
o núc leo for de a r .
Eletroímã

Um ele troímã é uma bobina enrolada num núcleo d e ferro


doce ( i sto aumenta a intensidade do campo ) . Quando fazemos pa�
sar uma corrent e , o ferro s e imanta . Cessada a corrent e , cessa
a ima n tação .
U ma apl icação de um e l et roímã é na construção de um guin
daste e let romagnéti c o .

I
- I =O

FERROSO
MATERIAL

FERROSO
MATERIAL

Figura 2.6

2.3 Força Eletromotriz Induzida

Toda vez que o fluxo de indução magnética a t ravés de uma


espirar variar , uma tensão será induzida na espira .
Chamamos de f . e . m induzida , a toda tensão gerada pela vª
riação do f l uxo magnético em um c i rcuito .
O f luxo de indução magnética ( 0) , a t ravés de uma supeK
fÍcie de área S , é definido como sendo:
:q ) 0 B . S . cosa
=

s
--

25
B
s
intensidade do vetor indução magnética

ângulo formado entre a perpendicula4 à superfície e o


área da superfície
ct vetor
indução magnética.

Observe que o fluxo é máximo quando ct Oº -+ 0 B.S e


que é nulo quando a = 90° .

-�-IL--B normal

l�--..j....-""no;;.:rmol
�o( = 90º
OC= Oº \

0máx 0 = o �·
Da
equação que dá o fluxo, podemos verificar que o fluxo
também pode variar se a intensidade de B variar.
Na prática, podemos ter os seguintes casos de variação
do fluxo magnético, induzindo uma tensão.

a) Aproximando ou afastando um ímã ou um eletroímã de uma espira


ligada a um amperímetro, este dará uma indicação num sentido
quando aproximamos e no outro sentido quando afastamos.

Com o ímã parado não haverá indução de corrente (não há vari�


çao de fluxo de indução).

b) Ao invés de movimentarmos o ímã ou o eletroímã, se a �spira


se movimentar (aproximando, afastando ou girando) , tambem s�
ra induzida uma tensão. Este é o princípio de funcionamento
de um gerador de tensão.

c) Se variarmos a corrente em um solenóide, a intensidade do


campo ao seu redor também variará. S e colocarmos uma espira
nas proximidades do solenÓide, o fluxo de indução, através do
espira variará induzindo uma tensão.
Este é o princípio de funcionamento de um transformador.

26
R -+ Aumentando I -+ diminuindo

"O sentido da corrente induzida é tal, que el� ori


gina um campo magnético que se oporá à variaçao
Lei de Lenz:
do
fluxo magnético que a produziu".

Consideremos um ímã se aproximando de uma espira, sendo


o pÓlo norte o mais próximo da espira.

Se o ímã está se aproximando, e o pÓlo mais próximo da


espira é o pÓlo norte, na face da espira voltada para o ímã deve
ser induzido um pÓlo norte, de forma a se opor ao movimento (aprQ
ximação), portanto o sentido (de acordo com a regra da mão direi
ta) da corrente é como está indicado.

COL
Se o ímã se afastar, o pÓlo induzido na face superior d�
verá ser um pÓlo sul, desta forma se opondo ao movimento. A
rente terá sentido oposto.

2.4 Transformador

É um disposilivo que permite modificar uma tensão alteL


nada, aumenlando-a ou diminuindo-a.
Consiste, essencialmente, de duas bobinas isoladas, el�
tricamente, montadas em um mesmo núcleo de ferro (concentra as
linhas de campo).

27
(a) (b)
Figura 2. 7

A bobina que recebe a tensão a ser t rans formada ( U p ) , r�


cebe o nome de primário e a outra que fornece a tensão tran�
formada ( U s ) é chamada d e secundário.
f luxo magnético a l ternado ( o B é que varia ) no núc leo de ferro.
A corrente a lternada , passando no primá r i o , orig ina um
Este fluxo variável a t ravessa o secund á r i o , induzindo uma tensão
al ternada no secundário .
O núc leo é de ferro laminado para diminuir a s perdas ca�
sadas pe l a s correntes de Foucaul t , e para aumentar o acoplamento
entre as duas bobina s .
Em um trans formador idea l , va le a r e lação :
Ps = Pp (10)

potência do secundário
potência do pr imário

Em um trans formador r e a l Ps < Pp


A d i s s ipação de potênc i a ocorre por e fe i t o Joule nos corr
dutores dos enrolamen tos e no núcleo do trans formador .
Consideremos o transformador ideal , logo va l e :
Up Ip Us I s
=

sendo Np número de espiras d o primário


Ns numero de espiras do secundário
valem as segu intes re lações :

� � Ns
ou Us =
Up (11)
Us Ns Np

IS � Ip ( 12)
Ns

28
Um t ransformador só pode ser usado com corrente a l terna
da , uma vez que nenhuma tensão será induz ida no secundá rio , se
nao houver variação do fluxo de indução magnét ica .
Se uma tensão contínua é apl icada ao primá r io , uma t err
são será induzida no secund á r io , somente no instante do fechamerr
to ou abertura do c i rc u i to primário, pois é somente nestes ins
tantes que a intensidade do campo magnético ( porta nto o fluxo)
varia .
Uma das principa i s vantagens de um t r a nsformado r , a l ém
de trans formar uma tensão , é acoplar dois c i rcuito s , sem interli
gá- los e l e tr icament e .
Exercícios Resolvidos
1 - Esboça r as l i nhas de campo no caso d e dois ímãs em
forma d e barra , colocados um de frente para o outro .

Solução :
si E13
Os doi s ímãs se repe l irão, o mesmo ocorrendo com a s suas
linhas de campo

N s s N

observe que a configuração do campo é t a l que , duas l inh as de


campo nao se cruzam .
2 - Um trans formador ideal tem 2 00 espiras no primá r io e
800 espiras no secund á r io . Aplicando-se uma tensão de lOV ( e fi
caz) no primário, pede-se calcul a r :
a ) tensão induzida no secund á r io .
b ) corrente no primário e no secundário se um r e s i s tor
de lOOíl for l igado ao secund á r io .
Solução :
a)

Up= IOV

Us 800 . 1 0 40V
200

29
b) Is =R Us _40V
lOOíl 0 , 4A

Up . I p = U s . I s
-

Us . I s 40 . 0 , 4 l , 6A
Ip =

Up 10

Exercícios Propostos

1 - Qua l o sentido da corrente induzida na espira?

2 - Um ímã entra em uma bobina como indicado na figura .


Qua l a po laridade da tensão induzida?

3 - Um transformador tem 500 e spiras no primár i o e l lOV


de tensão primária, se a tensão no secundário deve s e r 1 2 V , qua l
o número de espiras do secund á r io?
4 - Por que é usado núcleo de ferro laminado em um tran�
formador?
5 - Por que o trans formador nao funciona em e . e . ?
6 - Qual deve ser a re lação de espiras de um trans form�
dor abaixador de l lOV para 2 4 ? Qual a corrente no primário se
o secundá rio fornece lA?

30
Resolução dos Exercícios Propostos

1 ) Observador olhando de c ima : I sentido hor á r io


2 ) Ponto B com potencial maior que ponto A
3) Ns = 54,5 espiras
4) Para d iminuir a s perdas

5) O f luxo de indução magné t ica é constante .


6) � = 4, 6 I p = 0 , 2 2A
Ns

31
CAP. 3
CIRCUITO EM C.A. ANÁLISE
FASORIAL
3.1 Indutor e Indutância

Gener icamen t e , chamamos de indutor ou bobina a um fio


a� , ou não . A figura 3. 1 mostra a s imbologia adotada para
enrolado em forma d e hé lice sobre um núcleo, o qual pode ser de

=111
indg
tores .

�li "
"
,,
,,
,,
li

Núcleo d e a r Núcleo de ferro Núcleo d e ferrite


(a) (b) (b)
Figura 3.1

Quando a chave n o circuito d a figura 3 . 2 é fechada , uma


corrente e l é tr ica começa a circular no circuito ( ! ) . Esta cor
rente origina um campo magnético cujas l i nhas de campo cortam a s
espiras subsequentes , induzindo nelas uma f . e . m . Esta tensão in
duzida chamamos de f . e . m . auto-induz ida . De acordo com a l e i de
Len z , esta tensão induzida deverá s e opor à causa que a origi
nou ( varia ção de I ) . Como r e s u l tado desta oposição, temos que
a corrente no circuito levará um certo tempo para atingir o seu
valor de regime ( imposto pelas resi stências Ôhmicas do circuito) .

!(A)
2

�f-+�.,..,.-.,..-,-..,..,.-;-.,���
;> t(msl

(a) (b) e f . e . m induzida


Figu r a 3. 2

Se apos a corrente ter a t ingido o seu valor máximo ( 2A ) ,


A variação do campo magnét ico novamente indu zirá
abrirmos a chave , a corrente I tenderá a d iminui r .
uma
f . e . m . de auto-indução com polaridade t a l , que originará uma co�
rente I ' que tenderá a se opor à diminuição de I .
Desta forma , s e a chave foi aberta no instante t = t' ,
ainda haverá corrente por um certo tempo .
32
!(A) t : t'
2 r--X I
-....

2 t(ms) J_ ·( +

(a) t t'= lms (b) e f . e . m induzida


Figura 3. 3

Conc l u ímos que um indutor s e opõe a uma variação de co�


rente .
A
Observe a pol a r idade da f . e . m induzida na f igura 3 . 3b .
tensão induzida s e soma com a tensão d a fon t e , d e forma que en
tre os terminais da chave aberta, a tensão será E + e . Se a f . e . m
induzida for sufic ientemente a l t a , pode aparecer um a r co entre
os contatos da chave, o que será perigoso para o operador .
Se na figura 3 . 2b , colocarmos um núcleo de ferro na bobi
na (observe que na figura 3 . 2b o s ímbolo é de indutor com núc leo
de a r ) e repetirmos a experiênc i a , v e r i f icaremos que a opo sição
oferecida pe l o indutor à variação d e corrente será maio r . O t e m
po que leva r á para que a corrente a t inja o seu.valor de regime
será maior .
l(A)
2 -------- -=._,.----

2 t(ms)

(a) (b)
Figu r a 3. 4
Quando colocamos um núcleo de ferro na bobina , nós a l tg
Toda bobina ou indutor possui uma indutânc i a . A i�dutân
ramos a sua indutância (L), no caso, aumentamos .
eia só depende das dimensões da bobina ( número de espira s , co�
primentos , d iâmetro do núc l e o ) e do material de que é f e i to o n�
A indutância de uma bobina é uma medida do quanto
c l eo .
de
A unidade de indutânc i a é chamada de Henry ( H ) .
energia pode s e r armazenada em um campo magné t i co .

3.2 Circuito em C . A com Indutância Pura

Como f o i visto anteriorment e , como na figur a 3 . 2b , quan


d o aplicamos uma tensão a uma bobina , a corrente levará um certo
tempo até a t ing i r o seu valor de regime . E x i s t e po i s , uma d e fª­
sagem entre a tensão apl icada e a corrente que percorre o ind�
tor .

33
No caso d a tensão a p l icada s e r senoida l, a corrente ( t am
bém senoid a l ) estará 90° atrasada em r e lação à tensão .
Como já vimos, um indutor oferece uma opo s i çã o a uma v�
r iação de corrente . A medida desta opo s ição é dada pela rea tân
eia indutiva ( X L ) do c i rc u i to .
A reatância indutiva depende d a indutância do indutor
e da frequência d a corrente, sendo dada pela fórmula :
XL = w L = 211 . f . L
• ( 12 )
onde L indutância d a bobina em Henry
reatância d a bobina em íl
f frequência da e . a em Hz
XL

--- i

l wt

VG =valor e ficaz
de Vg•
I = valor e f icaz
(a) (b) de i
Figura 3. 5 (e)

A prime i r a Lei de OHM é vál ida em um c i rcuito C . A . Neste


caso, a r e s i s tência e létrica é subst ituída pela reatância ind�
tiva .
(13)

Em um c i rcuito puramente indutivo ( s em r e s i s tências ) , nao


Na figura 3.6, está representado o gráfico d a
há d i ss ipação de energia .
potênc i a
instantânea em função d o tempo .
V9.i.p

p(t) v(t) . i(t)


p(t ) • potência instantânea
Figura 3.6

Durante o prime i ro qua rto de c i c l o , o c i rcuito absorve


energia, a qual e usada para aumentar a energia do campo magn�

34
tico ( a potência é pos i t iva , e a energia é representada pela área
entre a curva p e o eixo t ) .
No segundo quarto de c i c l o , a corrente d iminu i . A f . e . m
de auto- indução tenderá a s e opor a e s s a d iminuiçã o .
A bobina comporta-se como um gerad o r , devol vendo a eneL
gia ( que e s tava a rmazenada no campo magné t ico) ao c i rcuito ( a gQ
ra a potência é negativa ) .
A sequência se repete no segundo meio ciclo. Desta foL
ma , a potênc i a é continuamente trocada entre o campo magnético
e o circuito, não havendo perda s .
A mesma conclusão pode ser obtida a p a r t i r d a fórmu l a :
p VEF . IEF . cos�
= ( 1 4)
VEF tensão eficaz do c i rcuito
P
IEF corrente e f icaz do circuito

potência r e a l ou potência a tiva
ângulo de d e fasagem entre tensão e corrente
No caso � 90° + P VEF · IEF . O O
=
= =

Exercícios Resolvidos

1 - Uma bobina tem 0 , lH de indutânc ia , sendo l igada a


uma tensão de l l OV, 60Hz . Determina r :
a) reatância d a bobina
b) valor e ficaz da corrente no c i rcuito
c) desenhar o s gráf icos d e v e i
Soluçã o :
a ) X L = 2n . f . L = 2 X 3 , 14 X 60 X 0, 1 37, 7 n
b) IEF = V EF l l OV = 2 , 9A
XL 37 , 7íl
c ) Vm = VEF x\./2 = 155 , 5V I EF . \[2' =
4 , lA
Vg.i Vg

2 - Em que frequênc ia , uma bobina de indutânc i a 20mH t�


ra reatância de lOOíl?
Solução:
20mH
100 n

35
211 . f . L ou f � 100 � 796Hz
2 11 . L 6, 28x20xl0 -3
3 - Em um c i rcuito a l imentado com 1 10V/ 60Hz , quer-se que
a corrente s e j a l imi tada a lOOmA . Qua l deve ser o valor da ind�
tância a que deve se colocar neste c i rcuito?
Solução : In = lOOmA

llOV
60Hz L

XL íl
Im lOOmA VEF l lOV
I EF =-\f}:'- � _
70, 7 mA I EF
l, 5 5
70, 7mA
logo 1 , 55 6 , 28 60 L

o,
L 1 55 0041H 4 , lmH
6, 2 8 X 60

3.3 Circuito RL Série

C i rcuitos na prá t ica possuem ambos r e s i stênc i a e indutân


eia , i sto s igni f i ca que a corrente ao percorrer t a l c i rcuito en
contrará dois tipos de opo s ição : a oferec ida pela r e s i s tência e
a oposição da f . e . m de auto- indução ( reatância indutiva ) .
Ainda ma i s , em um c ircuito contendo r e s i stênc ia e ind�
tância , a corrente continua atra sada em relação à tensão, só que
de um ângulo menor que 90° (não se esqueça que a res i s t ênc i a ten
de a colocar VG e I em fase, enquanto a indutância tende a defª
s á - l a s de 90° ) .
No circuito da f i gura 3 . 7 , a r e s istênc ia R representa
todas a s r e s i s t ências ao longo do caminho da corrente ( inclusive
a resi stênc ia Ôhmica do f i o da bobina ) .

1---
- -�
VR

(a) (b)
Figura 3. 7

Na figura 3 . 7b , d iagrama fasor i a l , observe o atraso de


90° da corrente no indutor ( que é a mesma na r e s i stência ) em
relação à tensão ( VL ) . Como a corrente na r e s i s t ênc i a e s t á em fª
se com a tensão V R , as duas são representadas no mesmo e ixo .
Observe na f i gura 3 . 7b , que a obtenção da tensão do gerª
dor é por soma vetoria l .
36
Do t r iângulo retângulo t iramo s :
VG 2 = VR 2 + VL 2 (15)

ou VG =\/VR 2 + VL 2
Fi g ura 3.8

Na relação (15), d i v i d indo ambos o s membros por !2


ou

onde : R r e s i stência Ôhmica do c i rcuito


VL
=

I
XL = reatância indut iva da bobina
VG z = impedância do c i rcuito
I
A impedânc ia é o e f e i t o combinado de uma r e s i stência com
uma indutânc i a .
Desta forma , podemos e screver :
z 2 = R 2 + xL 2 ( 16)
ou z =yR2 x L2 +

O mesmo resultado seria obtido s e t ivés semos divid ido eª


da lado do t r iângulo por I .

�} =:)
1(} -
I
� �XL
1
VR VR R
--

(a) (b) (e)

Fi g ura 3 . 9
O ângulo de defa sagem entre V e I, �' pode ser cale�

tg 4> = VL XL
lado por :

VR R ( 17 )

_!L (1 8)
ou coscp
z
Exercícios Reso1vidos

1 - Determine a tensão que deve s e r a p l i cada a uma bobi


n a , a fim de produz i r uma corrente de 5A, se a r e s i s t ência da
bobina é 6 íl e a sua reatância indut i va é 8 íl . Qua l o valor d a in
dutância se a frequência é 60Hz? Qual a impedância do c i rcui to?

37
!= 5A
Solução : ----

V R R . I 6 . 5 30V
= = = VL X L . I = 8 . 5 = 40V
=

V �vR2 vL2 + = -V 302 + 40 2 = \j900+1600 =\[iSOO = 50V


1

XL = 211 . f . L
1

8 = 6 , 28 . 60 . L � L = � = 0 , 0 2 1 H ou L = 2 lmH
Z �+ XL 2 =°V62 + 821 =-V36 + 641 =\[100' lOíl
=

2 - Uma bobina quando l igada a uma fonte e . e de 12V con


some 3A, e consome 4A quando l igada a uma fonte de 20V/60Hz . Ca�
cula r :
a ) resistência da bobina
b) reatância indutiva e indutância
e) impedância do circuito
d ) ângulo de defasagem entre V e I
e ) potênc ia dissipada no circuito
f ) desenhe o diagrama fasoria l
Solução :
a ) Quando a bobina é ligada a uma fonte e . e so existe o e feito
de resistência ( a reatânc ia é nula ) .

R -1.?Y_
3A 4íl

b) Quando a bobina é l igada a uma fonte C . A a lém da resi stên


eia , soma -se o e feito da reatância , isto é, a fonte C . A "vê11
uma impedânc ia .

38
zov
60Hz
zo v
60H z

L___J z

z _::!__ ---1.QY.__ sn
4A
=
l
por outro lado sabemos que
Z ="\)R 2 + XL 2 1 ou

3
L
37 6 , 8 - 8rnH

e) já calculado z = sn

d ) D a f i g ura 3 . 9c

_..1._
cose}
5 0,8

cp = are cos 0 , 8 - 3 7 °
R
e) A potência d i s s ipada n o c ircuito é a potência d i s s ipada na
res is tênc ia , sendo chamada de potência r ea l .
p = V EF . l EF . COScp = 20 . 4 . cos37 ° = 20 . 4 . 0 , 8 = 64W

Evidentemen t e , não preci samos decorar a fórmul a acima para


calcular a potência d i s s ipada em R, bastaria usar urna das
fórmula s .
p R . 12 ; p � ou p = V l
R
onde V e l sao a tensão e corrente na r e s i stência .
logo p R . 12 4(4)2 64W
VR R.l 4 4 16V
p V l 16 4 = 64W
f) O d iagrama fasorial é o d iagrama da f igura 3 . 8
1 6V X L . l = 3 . 4 = 1 2V
20V 37°

39
As expressoes matemá ticas da tensão e corrente no Ci.I_
cuito sao :
V 2 0 .\(21 . sen ( wt + 37 o ) (V)
i 4 .\[21 . sen ( wt ) (A)
observe que pode r iam ser também
V 20 .\[21 . sen ( w t ) (V)
i 4 .-y-2' . sen ( wt 37 ° )
- (A)

3 . 4 Fator d e Potência

Se na figura 3 . 8 , mult ipl icarmos os lados do tri ângulo


por I , obteremos um triângulo c u jos lados representam potênc ia .

Figura 3 . 10

A base do tr iângulo é a potência rea l , P, ou potência ª

p
tiva .
= VR . I = V . I . co s �
sendo P dado e m wa t t s ( W )
A h i potenusa do t r iângulo é chamada d e potência apareQ
te, PAp
PAp = V I . ( 19)
sendo PAp dado em volt -ampere ( V . A )
A a l tura do tr iângulo é a potência reat i va , P r . No caso,
potência reat iva indut iva , P r i ·
P ri VL
= I = V . I . sen�
. ( 20)

Pr é dado em volt -ampere , porém no símbolo colocamos


um Í ndice , indicando que a potência é reat iva ( V . A r ) .
Do t r iângulo de potência t i ramos a r e lação entre a s três
potênc ias
PAp 2 p > + Pr 2
= (21)

ou P Ap = VP 2 + Pr 2
A relação entre a pot ênc ia r e a l ( P ) e a potência aparen
te ( P � p ) é c � amada de f � tor d e potência � F . � ) . No caso ma i s
gera l , a potencia real e menor que a potencia aparente , d e s ta
forma , o fator d e potência é menos que a unidade .

40
Do triângulo de potência t i ramos que :

___E_ = cos<t> (22) <P + (fi)


PAp
por i s s o a s vez e s , simp l e smente chamamos o fator d e potência de
"cosseno f i " .

Exercícios Resolvidos

1 - Com r e l ação ao circuito ped e - s e :


a) l e i tura d o s aparelhos
b) potência rea l entregue a o c ircuito
c) potência aparente e reativa
d) fator de potência
e) faça o diagrama fasorial do c i rcuito

120V
60Hz

Solução :
a ) A impedânc i a do circuito sera
z = \)( 1 8 ) 2 + ( 24 ) 2 = 'J324 + 576 =\[900' 3on

120V
z= 30.0..

I 120V = 4A corrente no amperímetro A


30íl
V1 VR 18 4 72V
V2 VL 24 4 96V

b) p = VR . I 72 . 4 = 288W
c) P r = VL . I = 9 6 . 4 = 384 V . A r i
obs . : r +
r e a t i va
i +
indut iva
PAp =IJPr 2 + P 2 1 = '1( 3 8 4 ) 2 + ( 288) 2 = '12 3 0 . 400
1

PAp = 480 V . A

41
Desta forma , de toda a potência entregue pelo gerador
C . A à carg a , somente uma parte é rea lmente consumida ( 28 8W ) . A
outra par t e ( reat iva ) não é usada para r e a l izar traba lho útil,
sendo constantemente trocada entre gerador e carga .
Um wattômetro ( aparelho que mede potênc ia ) conectado no
circuito med i r i a 288W .
Disso tudo, t i ramos uma conclusão importantíss ima : Se
aumentarmos a potência rea t i va , sem aumento da potência rea l , e�
taremos aumentando a potência aparente ( o que aumenta I ) sem
conseguir energia transformada adicion a l .
Observe que aumentar PA p sem aumentar P , impl ica numa di
minuição do cos 4> . A concess ionária de força e luz controla o
cos 4> do usuário, e para tanto est ipula que o mínimo valor para
cos 4> é 0 , 8 5 . Por isso é importante que o usuário controle o F . P
de sua instalação, principalmente quando houver variação da ca�
ga ( entrada de motore s , e l e t roímãs ou outros e lementos induti
vos ) .
Quando o F . P c a i r aba ixo d e 0 , 8 , é pos s ível fazer a co�
reção introduz indo-se capac itores ( capítulo 3 . 1 2 ) .
d) F.P cos 41 _f_ 288
= = = =
0,6
PAp 480
e) 4> are cos0 , 6 =
53º

I=4A VR= 72V

2 - Um gerador d e 1 20V entrega a uma carga uma potência


aparente de 24KVA . Determinar a corrente consumida nos seguin
tes ca sos :
a ) cos 4> 1
b ) C O S 4> 0,8
C ) C O S 4> 0, 5
Soluçã o :
a ) A corrente consumida pe l a ca rga será :

V = l2Q
I P Ap 24000
=
200A =

No c a so do cos 4> 1 + 4> 0 ° , o c ircuito é


= =
puramente
resist ivo ( tensão e corrente em fase ) .
A potência rea l consumida é :
p =
V . I . cos 4> = 1 2 0 X 200 X 1 24000W
nao existe potência reativa .
b) C O S 4> = 0 , 8 , n e s t e ca s o , a potência r e a l sera :
P 120 X 200 X 0 , 8 1 9 2 00W
= =

42
Agor a , o gerador fornece menos potência Út i l , embora a
corrente consumida seja a mesma 200A. Se quisermos obter a me�
ma potência r e a l do item a , porém com cos� 0 , 8 , deveremos ag
=

mentar a corren t e .
c ) cos� = O , 5
P = 1 2 0 X 200 X 0 , 5 = 1 2 000W
Se quisermos obte r a mesma potência rea l do Í t em a , com
F . P = 0 , 5 , a corrente deve ria s e r 400 A . A insta lação deve então
ser red imensionada . Por isso é importante manter o F . P o mais
próximo po s s ível de 1 .
3 - A potência consumida ( potência rea l ) de uma instala
ção é lKW . Se a tensão é 2 20V, calcule a potênc i a aparente e a
corrente consumida s e :
a) F.P 0,9
b) F.P = 0,6
Solução :
a ) Com F . P = 0 , 9
P = Vxixcos � -+ I 1000 5 , 05A
220 X 0 , 9
b) Com F . P = 0 , 6
I = 1000 = 7 , 5A
220 X 0 , 6
Desta forma , com a mesma potência consumida , mais COK

É por esta razão que a tar i fa paga pelo consumo em


rente é soli c i tada pela carga .
C.A,
leva em conta tanto a potência rea l como a potência reat iva , e
as respectivas energias podem ser ca lculadas pelas equações :
p . t ( KW . h ) (23)
Pr . t ( KVA r h ) ( 24 )

Exercícios Propostos

1 - Com relação a o circuito pede - s e calcular :


a ) imped.ância
b ) tensão do gerador
c) F . P do c i rcuito
d ) desenhar diagrama fasorial
e) potência real e potência aparente
f) de senhar o diagrama ( t r iângu l o ) d e potência do ciK
cuito

43
2 - Um motor C . A , que pode ser representado por uma r�
sistência em série com uma indutância , é l igado em 2 2 0V , consg
mindo uma corrente d e l OA . O F . P é 0 , 9 , determina r :
a ) potência aparente
b) potência rea l
c ) potência reativa
3 - No c ircuito , calcular :
a ) impedância e corrente
b) frequência do gerador
c) F . P do circuito
R= IOOJ'l.

IOV
f L = IOO mH

4 - Quando uma bobina é l igada a uma fonte e . e de


consome uma corrente de 2 , 5A . Quando a mesma bobina é conectª-
50V ,
da a uma fonte C . A de 1 1 0V/60Hz, consome uma corrente de 4 , 4 A .
Calcular :
a ) impedância
b) resistênc ia e reatância indutiva da bobina
c ) F . P da bobina e indutância
5 - A corrente , tensão e F . P em uma instalação sao l OA ,
220V e 0 , 8 respectivamente . Ca lcular :
a ) potência aparente
b) potência real
c) potência reativa
d ) resist ência e reatância indutiva
6 - Calcule a corrente consumida por um motor monofási
co, sabendo - se que a potência real é ZKW, a tensão é l lOV e o
F.P é 0,8.
7 - Um gerador de 5V/ lKHz é l igado a um c ircuito RL s�
rie . A corrente no circuito é lmA e a tensão no indutor e
Determinar :
3V .
a ) indutância do indutor
b) tensão do resistor
c ) impedância
d) fator de potência
e ) diagramas de tensão e potência

44
3 . 5 Circuito RL Paralelo

Figura 3 . 11

Na figura 3 . 1 1 , temos que VR VG , o d iagrama f-ª.


sorial corre spondente é

Fi g u r a 3 . 1 2

No diagrama d a figura 3 . 1 2 , v e j a que a corrente no indu


tor I L , e s t á atrasada de 90° em r e l ação à tensão, VL . Ao contr�
rio do c i rcuito RL séri e , neste d e s enhamos o d iagrama d e corren
te ( obs . : A fase de 'k:; é escolhida arbitrar iament e ) .

F i g u ra 3. 1 3

Do t r iângulo d e correntes t i ramos


12 = IR2 + IL2 (25)
ou I =\)I R 2 + IL2

Se dividirmo s , na f igura 3 . 1 3 , os lados do t riângulo


por VG , obteremos o t riângulo de admitânc ia s .

� *��vG
L_J
VGlL
�L- I
XL
(a) (b) (c)
Figura 3. 1 4

45
Da f igura 3 . 14c t i ramo s :

L
z 2
daí ti ramos :
z (26)
\)R 2 + XL 2
O ângulo d e defasagem entre \(; e I pode ser calculado
por :
R z_ (27)
1
cos cj>
.! R
_

1
tg cj>
XL R_
_ ( 28 )
.! XL
ou
R

Exercícios Resolvidos

1 - No c i rcuito, d e terminar :

b ) correntes I , IR e IL
a ) impedância
c ) potência aparente, potência real e potência reat iva
d ) fator de potência do c ircuito
e ) de senhar o d iagrama fa sorial

Soluçã o :
z
R XL 80 60 4800 48 íl
a) = "\JR2 + X L21 = -\/80 2 6021 -V1 0000'
·

b)
I 1 20V 2 , 5A
48íl
= =

IR R VR
8on
1 2 0V 1 . 5A

XL 60íl
IL VL 1 20V 2A

46
c ) PAp VG I = 120 2, 5 = 300 V . A
p VR IR 120 l , 5 = 1 80W

Pr VL IL 120 2 = 2 4 0 V . Ar i

d) F . P cos cj> z. 48 0,6


R 80
cj> 53°

e ) Diag rama fasorial


IR VG
(l,5A) -- - --- --- 'w1

ll (2A)
2 - Calcule a tensão a p l icada em um c ircuito RL pa ral�
lo que consome uma corrente d e lOmA, sendo R = l , 2K íl e XL = l , 6K .
Solução :

z
1 2 . 1 6
\)( 1 , 2 ) 2 ( 1 , 6 ) 21
= � 0 , 96K
+ \j4'
VG = Z . I = 0 , 96Kíl x lOmA = 9 , 6V

3 - Um gerador d e 5V/lKHz é l igado a um c ircuito RL p�


ralelo . Sabendo-se que a corrente consumida é 5mA e a corrente
na r e s i stência é 4mA , pede - s e determina r :
a ) corrente no indutor
b) valor da indutância
c ) impedância no c i rcuito
d ) ângulo de defasagem entre tensão e corrente ( F . P )
Solução : 5mA
A
-
a)
5V t4m
R
IKH z

47
Podemos determinar I L com o auxílio do d i agrama fasori
a l ou usando d i retamente a equação ( 2 3 ) .
2 '
=\}I IR 2
1
... - -
IR 2 + IL2 IL =
\} 5 2 42 =
3mA
VL __2Y
b) Como I L 3mA ... XL 1 , 66K íl
IL 3mA
e XL 6 , 28 . f . L ... L 1 66 103 0, 053H
6 , 28 5 103
ou L 53mH
z
VG sv l K íl
I
c) =

SmA

IR
VG
d) 1---� 1 (5mA)
(4mA)

cj> O'8 � cf>


I
cos =
IR 4mA = !!! 37°
SmA

Exercícios Propostos

1 - No c ircui t o , d e t e rmina r :
a ) impedância
b) corrente no indutor e no resistor
c) valor da indutância
d ) fator de potência
e ) expr e s são matemá t ic a da corrente no c i rcuito ( i ) , no
indutor ( iL ) e no r e s i s tor ( iR l

5V
R R 300 n

íl
60Hz
XL 400

360mA :OOmA
2 - Dado o c i rcuito , pede-se :

l�:, +�-----R-�__i _R___�, L : =µH

48
a) valor da tensão do gerador ( VG )
b) valor de I R e va lor d e R
c) potência aparente e r e a l
d) f a t o r de potência
3 - Em um c i rcuito RL pa ra l e l o , a de fasagem entre tensão
e corrente é 60º . Sabendo -se que a tensão apl icada é lOV e que a
corrente consumida é lOOmA, determinar o va lor da r e s i stência e
da indutância se f = lOOOHz .

3 . 6 Capacitor - Capacitância

Um capac itor é um d i spos i t i vo que consiste de duas pl�


cas condutoras ( chamadas de armadura s ) , separadas por um mat�
rial i solante ( d ielétric o ) . Um capacitor serve para armazenar
carga s .
A capacidade que tem um capac itor para armazenar cargas
depende da sua capacitância ( C ) . A capacitância por sua vez , d�
pende da área d a s placa s , da espessura do d i e l é t r ico e do mat�
r ia l de que é feito o d i e l é trico .

CAPACITOR
TERMINAL

I
ARMADURAS

T
SlMBOLO
(b)

(a)
Figu r a 3 . 15

No caso d e um capacitor d e placas planas e pa ra l e la s , a


sua capacitância sera dada por :
e =�
d ( 29 )
E: = constante d i e létrica
s á r ea de uma das placas ( s ão igua i s ) em m 2
d = espessura d o d ie létr ico e m m

ªª
A capacitância C será dada em Farads ( F ) .
Quando l igamos um capacitor a um gerado r , o capacitor
quire uma carga Q .

49
1·---· -- 1
� ili

Figura 3.16
T Jc
A placa superior fica com uma carga Q ( fa l t a de elé
trons ) , enquanto a placa inferior f icará com uma carga -Q ( exce�
so de e létrons ) .
O número d e e létrons, em excesso em uma placa , é igual
ao número de e létron s f a l tantes na outra placa .
A re lação entre capacitânc i a , carga adquirida é tensão
aplicada é dada pe l a fórmula :
__Q_
u
e ( 30 )
Q u . e

A carga adqu i r ida é d i retamente proporcional à capaci


Por exemplo s e e = lµF = 1 0 - GF e U = l V
tância e a tensão aplicad a .
a carga do
capacitor será d e :
Q = 1 . 1 0 - 6 = lµC
Quando l igamos um capac itor a uma fonte d e tensão a tr-ª­
vés de uma r e s i s t ênc ia R, a tensão no capacitor levará um certo
tempo até a t ingir o valor da tensão da fonte .
t =O R

E ��J'
E
�(c e

-1 �
-l_I_ v T
(a) (b)

V�
R

�Vc
E

-n e- rr>
E

~
T :f c Vc = E
(c) (d)
Fig u r a 3.17

Con s iderando o capacitor inicia l�ente descarregad o . No


instante em que a chave é fechada ( t = O ) , toda a tensão da fon
50
te está aplicada na resistência .
t = O � VR ( t= O ) + V C ( t= O ) = E ( 2 2 Lei de K i rchho f f )
como Vc ( t = O ) o ( c apa c itar inicia lmente descarregado )
VR ( t= O ) E logo I ( t = O ) = f;
R
Não e x i s t e uma corrente passando a t ravés do capacitar,
e s im uma movimentação de cargas d e uma placa para a outra atrª
vés do circui to . No caso, vamos ter um d e s l ocamento de cargas
pos i t i va s , indo da placa inferior para a placa �uperior ( na reª
lidade e létrons d e s locando-se ) .
Com a chegada de cargas no capac i tar , aumenta a sua ten
são e consequentemente diminui a tensão na r e s i stênc i a .
Depois de a lgum tempo , a tensão no capac itar será igual
à tensão da fonte .
O comportamento dinâmico d a s tensões no c i rcuito e da
corrente , pode s e r melhor entendido através dos g r á f icos .
I V
E - - - - - - - --- - - - - - -- - - -
.I..
R

0,63.E

t = e;
(a) (b)
Figura 3 . 18

Observe n o grá fico da figura 3 . 1 8b , que a soma Vc + VR = E ,


isto e , à medida que VR d iminu i , Vc cresce n a mesma proporç ã o .
capac i tar nos é dada pela constante de tempo do c i rcuito ( 1 ) , d�
Uma medida d a velocidade de crescimento da tensão no
finida como sendo :
t = R .C ( 31)
F i s icamen t e , a constante d e tempo s ignifica que pa ssando
um tempo igual a uma constante de tempo, a tensão no capa c i tor
atingiu 63% da tensão da fonte .
Da figura 3 . 1 0 podemos também verificar que e x i s t e uma
defasagem entre a tensão n o capacitor e a corrente (quando uma
é máxima a outra é mín ima e vice-versa ) .
A expressão que relac iona a tensão no capacitar com o
tempo é dada por :
R'C
_t
-t
Vc ( t ) = E - E . e E(l
= eRC- (32)

A expressão da tensão no resistor é dada por :


.L
V R ( t ) = E . e RC
-

(33)

51
Estas expressões são chamadas de exponencia i s , e a sua
representação gráfica é dada na figura 3 . 18b .
Na expressão ( 3 2 ) , consideremos o tempo dado em con�
tantes de tempo e calculemos a tensão em função de E .
t o O , 5 RC RC 2RC 4RC SRC lORC
Vc ( t ) o o , 393E 0 , 632E 0, 865E 0 , 98 1 . E 0, 993E = l.E
colocando num gráfico , resulta :
Vç ( t )
IE
..---
/
0.9E
/
O.SE ,/
0.7E /
0.63E ·-- --- V
/
O.G E
O.SE
I
/
0.4E

/
0,3E

/
0.2[

t ( RC)
O.IE
I
o 0,5 2 3 4 5 6

Fig u r a 3. 1 9

Do gráfico anterior foi concluído que podemos cons iderar


o capac itor tota lmente carregado do ponto de vista prá t ico, pa�
sado um tempo igual a t = 4 T _ ( Vc = 0 , 98E) .
3 . 7 Circuito C . A com Capacitância Pura

Caso a tensão apl icada no capaci tor seja senoidal , a co�


rente no circuito também será senoidal e defasada de 90º em rel�
çao a tensão . No caso, a tensão e stará 90° atrasada em relação
à corrente .
Voltamos a insistir que não há passagem de corrente ( ca�
gas ) pelo capacitor , mas estas circulam pelo c ircuito, de forma
que um amperímetro C . A colocado no circuito indicará uma co�
rente .

52
�-----' A 1-----

í� e
+ +
e

l j
+

I ...

semic iclo po s i t i vo semic iclo nega t i vo


Figura 3 . 20
Um capacitor em um c i rcuito e . A oferece uma opos1çao à
passagem da corren t e , sendo esta opo s ição medida pela reatância
do capacitor ( Xc ) .
A reatância do capaci tor depende da capaci tância ( C ) e
da frequência do gerador , sendo dada por :
Xc = 1 ( 34)
2 11 . f . e
sendo e em Farads (F)
e n)
f em Hertz (Hz)
Xc em Ohms
i
--- V, Í

e wt

(a) (b)

Ic
90 °

Vc

( c ) Diagrama Fasori a l
Figura 3 . 21
A primeira lei d e OHM para e s t e caso e :
I __ V
Xc

53
V tensão eficaz
I corrente eficaz
Em um c i rcuito puramente capacit ivo, nao h á consumo de
potênc ia .
A potência rea l é dada pela fórmula :
P = V . I . cos lj>
ângulo formado entre tensão e corrent e , no caso
cos 90° = O, portanto P = O .
Este mesmo resul tado pode ser mo strado g r a f icamente .
p v. i p = potência instantânea
v = tensão instantânea i = corrente ins tantânea

v,i,p p p

wt

Figura 3 . 22

Durant e o primei ro quarto de ciclo, o capa c i to r armazg


na energia e létrica nas suas armadura s . No segundo quarto do ci
e l o , o capa c i tor devolve a energia a o c ircu i t o .
Exercícios Resolvidos
1 - Calcular a reatância de um capacitor de 5µ F na s frg
quências de 60Hz e 400Hz .
Solução :
f 60Hz 1 1 !!! 5 30
Xc íl
2 11. f . e 6 , 2 8 . 6 0 . 5 . 1 0- 6
f 400Hz Xc 1 = 80 íl
6 , 2 8 . 400 . 5 . 10 - 6

2 - U m capa c i tor de 5 µF é l igado a uma tensão de l l OV/


60Hz . Qua l a intensidade da corrente no c i rcui to?
Solução :
Xc 5 3 0 íl I = _V_ l l OV 0 , 2A
Xc 5 3 0 íl
3 - Em que frequência um capacitor de lOOnF apresenta wna

reatância d e lOOíl?

54
Solução:
Xc 100
1
9
1 �
f
6,28.f.C 6 , 28 . 1 0 0 . 1 00 . 1 0 -

f = 1 5 . 923Hz

3 . 8 Circuito RC Série

No circuito da figura 3 . 2 3a , a tensão aplicada VG é a


soma vetori a l da tensão no resistor VR , a qual está em fase com
a corrente , com a tensão no capaci tor Vc .
I
--

(a) (b)
F i g u ra 3 . 2 3

O diagrama fasorial correspondente é :

(a) (b)
F i g u ra J . 2 4

As expressões matemáticas sao:


V C Vmc sen wt
i I m . sen ( wt + 9 0 )
V R VmR sen ( wt + 9 0 )
Vg Vm sen ( wt + 90 - <P)

55
Os triângulos de tensão, impedância e potência sao :

2] V R yjV R . l
Vc z] Vc Vc.I
v
f
I
(a) (b)
-
-

(e)

Figura 3. 2 5

Da f igura 3 . 25a t iramos


(35)
ou VG = \JVR 2 + Vc 2
cos </> = VR
V
Da f igura 3 . 2 5b tiramos
VG z impedância do circuito
1
VR R resistência
1
Vc Xc reatância capacitiva
1

z 2 R 2 + Xc 2 ( 36 )

cos </> R X-
tg </> = - c
z R
Do triângulo de potência obtemos :
PAp VG . I potência aparente ( V . A )
p VR . I potência real ( Wa t t s )
p VG . I . cos </>
Pr Vc I = potência reativa ( V . Are >
Exercícios Resolvidos
1 No circuito, determinar :
a ) impedância
-

b) corren t e , V R e Vc
e ) va lor da capacitância

56
VR

I
-- -
( VG
)
IO V
t = IOOHz

Solução :

R I = 4 . 2 = 8V
Vc Xc I = 3 . 2 = 6V
c ) Xc 3n 1
6 , 2 8 . 1 00 . C

e
1 = 5 30 µF
6 , 2 8 . 1 00 . 3

2 - Para o c i rcuito determinar :


a ) impedância e corrente
b) tensão em R e em e
c ) ângulo d e defa sagem
d ) expressões matemáticas da corrente e da tensão
e) d iagrama fasori a l
R = 60íl

C= 47µF

Solução :
a ) Xc 1 1 - 56 n
2 11 . f . e 6 , 2 8 . 6 0 . 4 7 . 1 0 -6
z =\JR 2 + Xc 2 = \j6 0 2 + 56 2 8 2 íl

I z
VG llOV l , 3 4A
8 2 íl
b) V R � I = 60 1 , 34 = 8 0 , 5V
Vc Xc I = 56 1, 34 =
75V

57
c ) cos 4> = _§Q_
-1L
z 82 = 0 , 7 3 4> = 4 3 °
_,.

d ) Com referência à figura 3 . 24 , considerando que n o instante


t = O, os fasores que representam a t ensão e a corrente estão
como mostra a f igura , teremos :
i 1 , 34 .\[2' sen ( wt + 90) (A)
Vg 1 1 0 . \[2' . sen ( wt 90 <j>) + -

Vg 1 1 0 .-y2 . sen ( wt + 4 7 ) (V)


e) VG= ( l l O V )
VR 43° "I w
47°
(80.5 V )
1

Vc = ( 7 5 V )

3 - Di spõe-se de uma lâmpada 1 10V/60W e deseja-se usá­


la em uma rede de 220V/60Hz . Uma maneira de fazer i sso é colocar
em série com a lâmpada um capacitor . Qua l deve s er o valor de�
te capacitor?
Solução:
O capacitor deve apresentar uma reatância de forma que
a tensão na lâmpada seja exatamente llOV e para tanto a tensão
no capac itor deverá ser:

Vc = \)220 2 - 1 1 0 2 1 190V =

A corrente no circuito é igual à corrente na lâmpada .


I L = 60W
llOV 0 , 545A
_
I

logo a reatância do capacitor deve ser


-

Xc r Vc 190V
0 , 54 5 348 Q
=

e o valor do capacitor será


e 1 7,6 i.F
6 , 28 . f . X c 6 , 28 . 60 . 348
1

58
Exercícios Propostos

1 - U m r e s i s tor de lOOíl e capac i t o r de l µF são ligados


a uma fonte de tensão de 5V/lKHz . Pede-se ca lcula r :
a ) corrente no c i rcuito
b ) tensão no capac itor e na r e s istência
e ) ângulo de defa sagem

2 - A de fasagem entre tensão e corrente num c i rcuito RC


série é 60° . Determinar o valor da res i s tência e da capacitân
e i a , sabendo - s e que a impedância vale 200íl e a frequência é
60Hz .
3 - Em um c i rcuito RC s é r i e , a tensão no capacitor e 80V
e no resi stor 80V. Sabendo- s e que a corrente no c i rcuito vale
200mA, com f = 60Hz , determinar :
a ) tensão no gerador
b) a s expressões matemáticas d a cor rente , tensão no ger�
dor e tensão no capacitar
e ) diagrama fasorial
d) defa sagem entre tensão e corrente
obs . : Os valores de tensão dados são eficazes
4 - No circuito, deseja-se que o F . P seja igual a o, 8.
Qual deve s e r o va lor de C ?
R= 15011.

llOV e
60Hz

5 - No circuito, espera-se que a tensão no capacitar s�


ja a metade da tensão no r e s i stor . Determinar :
a ) tensão no r e s i s tor e capaci tar
b ) valor de e
e ) defa sagem entre tensão e corrente
R = 2011.

e
60 H z
llOV

59
6 - Em um circuito RC série, o fator de potência é 0 , 85 .
A corrente consumida é 8A . A tensão de alimentação é 1 1 0V/60Hz .
Calcula r :
a ) potência aparente
b ) potênc ia real
c ) potência reativa
3 . 9 Circuito RC Paralelo

Em um circuito RC paI:Talelo , a tensão é a mesma nos dois


componente s .
_!_.-
�Ic
t
l
R
VG R e
f

F i g u ra 3. 25

O diagrama fasorial correspondente sera :

Ic
"w wt

-l�
lR VG

(a) (b)
Fi gura 3 . 2 6

As expressoes matemát icas das corrente e da tensão sao :


Vg Vm sen wt
i I m sen ( wt + � )
iR I Rm sen wt
ic Icm sen ( wt + 90)
Os triângulos de corrente , impedância e pot ência sao
respectivamente

60
� lc
(a) (b) (c)
F i g u ra 3 . 27

Da figura 3 . 27a t iramo s :


I2 (37)

Da figura 3 . 27b tiramos :


L .!. L .!.
R
Ic
VG VG

z V Xc
L _l_ L e resolvendo obtemos
z2 Xc 2 R2
+

z
Xc R
\}x c 2 + R2'
Da figura 3 . 27c
PAp VG I = potência aparente ( em V . A )
p <t> VG I R VG I cos <t> = potência real ( em W )
Pr VG I c VG I sen .p = potência reativa (em V.Arcl
O ângulo de defasagem ( <f> ) pode ser ca lculado em qualquer
caso por :
cos <t> II R ou cos <t> R
� ou cos <t> = ___E_
PAp
Exercícios Resolvidos

1 No circuito, determinar :
a) impedância
-

b) corrente fornecida pelo gerador, corrente no resistor


e no capacitor
c) ângulo de defasagem
d) diagrama fasorial
e) potência aparente, real e reativa

61
C ' IOµF
(VG)
l lO V
60Hz

Solução :
a) z
\}xc 2
Xc . R
+ R2 '
Xc = l
6 , 2 8 . 60 . 1 0 . 1 0 - 6
= 2 6 5 íl

z 265 . 150 "' 1 30 íl


\](265 > 2 + ( 1 50 ) 2

b)
---
I

z ' 130Il
(VG)
l lO V
60Hz

VG VG
z R
I l l OV 0 , 84A IR l l OV 0 , 73A
1 3 0 íl 1 50 íl

Ic =\) I 2 - IR2 = \)( 0 , 8 4 ) 2 ( o ' 7 3 ) 21 = 0 , 41A

e ) cos.p IR
I
0,73A
0 , 84A
0 , 87 ..,. <P 29°

d)
'-----1)�( 0,84 A )

IC
(0,4 \ A)

IR VG
(0,73 A )

e ) PAp VG I 110 0 , 84 = 9 2 , 4 V . A
p VG I cos<P 92 , 4 0 , 87 8Ó , 4W
Pr VG I se n <P 92 , 4 0 , 48 4 4 , 8 V . A re

Exercícios Propostos

1 - No circuito, determ i n a r :
a ) impedância

e ) corrente tota l , no r e s i s t o r e capacitor


b) ângulo de defa sagem

62
I
--
IC
--

R=IK Xc=5K.íl.

2 - Em um circuito RC paralelo , o ângulo de defasagem é


4 5 ° . Sabendo -s e que a impedância do circuito é 2 0 0 íl, determina r :
a ) valor de R
b ) valor de C se f = SKHz
3 - Em um circuito RC par a l e l o , a corrente consumida é
4mA . Sabendo-se que a corrente no capacitor é 3mA e que o valor
da resistência é lOK , pede-se ca lcular :
a ) corrente na r e s i stência
b ) tensão total apl icada
e ) ângulo de defa sagem
d ) valor de C se a frequência de operaçao é 60Hz

3 . 10 Circuito RLC Série

A figura 3 . 2 8 mostra um circuito, contendo uma r e s i s t ên


é i a , uma indutância e uma capacitância em sér ie . A tensão total
aplicada é a soma vetoria l da tensão na r e s ist ência , da tensão
na indutância e da tensão na capacitância .
Na construção do diagrama fasor i a l , a tensão na r e s i s tên
eia está em fase com a corrente . A tensão na indutânc ia est�
adiantada de 9 0 ° em relação à corrent e , e a tensão na capaci tân
eia está atrasada de 9 0 ° em re lação à corrente .

(a) (b)
Figura 3 . 28

Na figura 3 . 2 8b, observe que V L e V c estão d e fasadas de


180 ° . Para somar a s três tensões , primeiramente somamos V L com
Vç .
Como VL e Vc estão defasados de 1 8 0 ° , a soma vetorial
de V L com V c é simplesmente a subtração V L - V c ( aqui considerª-
mos V L > V c ) .

63
A partir do diagrama da f igura 3 . 28b, obtemos o d iagr2_
ma de tensões na f igura 3 . 29a e o d iagrama de impedância da
f igura 3 . 29b .

---- - - - VG

Vc

(a) (b)
F i g u ra 3 . 2 9

Da figura 3 . 29a tiramo s :


VG =\)vR 2 + ( VL - Vc ) 2 ( 39 )
Na f igura 3 . 29b:
VG z = impedância
=

I
VR resistência do c ircuito R
I
VL Vc VL Vc
XL Xc
-
- -
I I I
XL reatância indutiva
Xc reatância capacitiva
Logo, podemos escrever :
z àjR 2 ( XL - Xc ) 2+ ( 40 )
Da equação ( 40 ) quando XL = Xc a impedância do circuito
será igual a R , o circuito comporta-se como um c ircuito puramen
te resistivo , e portanto a tensão apl icada e a corrente estarão
em fas e . Esta s i tuação é conhecida como ressonância .
A ressonânc ia ocorre em uma frequência f o na qua l XL=X c ,
i sto é :
WO L l_ ou l
__
lllo · C L.C
_

e finalmente

\)L . C '
1 (41)

64
sendo que w0 = 2n . f0
fo 1
= 2n\[L"T
Uma forma de v i s u a l i zarmos o que acontece no c ircuito
quando a frequência varia , é de senhar o g r á f ico da impedância
em função da frequência e o gráfico d a corrente em função da
frequência .
y_
z \JR2 + ( XL - X c ) 2 t
V

z I
V
R

R -------

lo fo

(a) (b)
Figura 3 . 30

Da figura 3 . 30 t i ramos a l g umas conc lusõe s :


Na frequência de ressonâ ncia f 0 , o circuito é puramente r e s i�
t ivo Z = R . A corrente será máxima v a l endo V / R .
- Abaixo d a frequência de res sonância a impedância aumenta . Como
X c > XL, a impedância é capa c i t iva , a corrente e s tará adiantª
da em relação à tensão a p l i c a d a . Observe que para frequência
zero ( C . C ) , a impedância é infinita , sendo nula a corrent e .
Acima da frequência d e res sonânc ia , X L > X c , o c i rcuito é
indut i v o , a corrente e stará a trasada em re lação à tensão . Quan
to ma ior for a frequênc i a , maior a impedância e menor a COI
rente .
3 . 10 . 1 Largura d e Faixa - Fator d e Qua l idade

Na figura 3 . 30b, define-se largura d e fa ixa ( L . F ) como


sendo :
L . F = f c s - fc i ( 42)

fc s frequência de corte superior


fc i frequência de corte i n ferior
As frequências de cort e , são frequências nas quais a
corrente cai para um valor igual a 7 0 , 7 % da corrente máxima .

65
fci f0 fcs

Figura 3 . 31

A largura de f a ixa depende d a qua l idade da bobina . Uma


bobina ideal tem r e s i s tência Ôhmica do fio n u l a . Na p r á t i ca , o
f io da bobina apresenta uma r e s i stencia R B . Define-se fator de
qualidade da bobina como sendo:
Q =
XLo
RB
(43)

XLo = 2rr . f0 . L = reatância da bobina n a frequência d e r e s sonância


RB = r e s i stência Ôhmica do fio d a bobina
O fator de qua lidade do circuito é dado por :
( 44 )

RT resis tência Ôhmica tota l d o c ircuito


=

XLo = 2rr . f o . L
A la rgura de faixa do c i rcuito está relac ionada com o
fator de qua l i dade a t ravés da expressão :
L • F ( 45 )

Donde concluímos que, quanto ma ior o fator d e qual id2


de do circuito, menor a l a rgura de faixa ( ma i s aguda é a curva
da figura 3 . 3 1 ) .
Exercícios Resolvidos

1 - Com relação ao c ircuito pede- se:


a ) frequência de res sonância
b ) valor d a corrente na frequênc ia de res sonância
c) d e f a s agem do c ircuito na res sonânc i a
d) se f 20KHz , ca lcular a corrente e a defa s agem
e ) se f = lOKH z , calcular a corrente e a defasagem

66
f
15V

Solução :
a ) fo
"\[L:C
1 1
= 1 5 . 9 2 3 Hz
2 rr

b) Na ressonância XL 2 rr . f0 . L = 6 , 28 1 59 2 3 . io-
3 1 00 n

ioo n
1
6 , 28 1 59 2 3 . 1 0- 7

a impedancia do c ircuito será :


z = vr;;- + ( XL - X c ) 2 = R = 1 50 n

logo , a corrente valerá :


I = I máx = i 5v n = O , lA lOOmA
1 50

c ) Como na ressonânc ia , o circuito é puramente resistivo , sendo


a defasagem entre a tensão e a corrente zero .
d ) se f = 20KHz
XL 6 , 28 2 10 4 lo- 3 1 2 5 , 6 íl

io- 7
Xc 1
79, 6 n
6 , 28 2 10 4

+
---, +
= \)( 1 5 0 ) 2 - �
z \JR2 ( X L - Xc ) 2 = ( 12 5 , 6 79' 6 ) 2 1 57 n

z "' 157n logo I = 15 V 95, 5 mA


Da figura t iramo s :
1 57 n
3 . 29b

cos cj> = .B = cj>


z
+
1 50
0, 955 1 7°
1 57

o circuito é indut ivo .


e ) se f = lOKllz
4
3
XL 6 , 28 10 1 0- 62, 8 n

Xc 1 159, 2 n
6 , 28 10 4 io- 7

67
A impedância do c ircuito nesta frequência sera :
z = \)( 1 50 ) 2 + ( 1 59 , 2 - 62, 8) 2 = 1 7 8 íl
I 15V 84mA
1 78íl
cos<P = _!L _!_2Q_ 0 , 842 -+ <P 32 °
z 178
o circuito é capacit ivo .
No caso em que f = 20KHz , a tensão está ad iantada de 1 7 °
em re lação à
em que f = lOKHz, a tensão está a t rasada de 3 2 °
corrente .
No caso
em relação à corrente .

2 - Em um c i rcuito RLC s é r i e , a tensão no r e s i s to r é


6V, no capacitor é 20V e no indutor é 1 2 V . Se a corrente consg
mida é 0 , 0 l A , pede - s e :
a ) tensão tota l apl icada
b) impedância d o c i rcuito
c ) de senhe o d i agrama fasorial
d ) ângulo de defasagem
1 '0,0IA
--
Soluçã o : R

Vç 20V
e
(
a) =

VG =\}VR 2 + ( V L - Vc ) 2
1 ---,
=\/62+ ( 12 - 20) 2

=\}3 6 + (-8)2 1
=\/3 6 + 64 10V
b) z
VG _J_Qy_ lOOOíl
I 0 , 0lA
c)

VL 12V=

1
<P :
1

-- - - VG
1
1
1

Vç 20V
=

68
ª 1 , 33 <P - 53°
6

Exercícios Propostos

1 - A bobina d e sintonia d e um rádio tem indutância de


200 µ H . Calcule qua i s os l imites que deve ter um capacitor vari�
v e l , para que o c ircuito entre em res sonância na f a i x a de 540KHz
a 1 300KHz .
2 - Em um circuito RLC s é r i e , C 50pF , L 50 \JH , R=lOO íl.
Calcular :
a ) frequência de res sonância
V = lOV
b) corrente no c ircuito s e f f0/ 2 , sabendo-se que

3 Num circuito RLC s ér i e , a d e f a s agem é 60º , c ircuito


capacitivo . Sendo a impedância igual a 2 0 0 íl e X c = 2 X L , d e t eK
minar :
a ) valor de R
b ) valor da reatância capa c i t iva
c) va lor da reatância indutiva
3 . 1 1 Circuito RLC Paralelo
No c ircuito da f igura 3 . 3 2 , a tensão a p l icada e a mesma
em todos os componentes .
I
--

Fi gura 3 . 32
O dia grama fasorial do circuito e :

Ic

IR V

(a) (b)
F i gura 3 . 33
69
Da figura 3 . 33b obtemo s :

(46)

Se d ivid irmos o s lados d o t r iângulo d e corrente na figura 3 . 33b


por VG obteremos :

X IR
v

Figura 3 . 3 4

Na figura 3 . 3 4 :

.L
z
_l_ _l_
VG R

.L _l_
Xc XL
portanto na figura 3 . 3 4 , e screvemo s :

z2
_l _

desenvolvendo a expre ssao acima chegamos a :

z ( 47 )

Na equação ( 4 6 ) , se X L = X c , podemos observar que resu�


tará para a impedânc ia :
Z R
Assim como no c i rcuito RLC s e r i e , a frequência na qual
isto ocorre e chamada de f r equência de res sonânc i a , valend o :
wo = l ____
fo = 1
L.C 2n\[L7

frequência é dado pe los g r á f icos da figura 3 . 3 5 .


O comportamento da impedância e da corrente em função da

70
z r
R ------ -

V
R

fo fo

(a) (b)

Fi g u r a 3 . 35

Na frequência zero ( e . e ) , o indutor s omporta-se como


um curto-c ircui to, desta forma a impedância e zero , e a corrente
tende para infinito (é c laro que na prática existe a resi stência
Ôhmica da bobina ) . À medida que a frequênc ia aumenta , a impedâ�
eia aumenta . Na frequência de ressonânci a , o valor da impedância
é máximo e igual à R, a corrente é mínima , va lendo �G .
Aumentando muito a frequênc ia, a reatância do capacitor
diminui, tendendo para zero , enquanto a corrente aumenta muito .
Exercí c io s R esolvidos
1 - Num c ircuito RLC paralelo , R = lKíl, XL = 200 íl e
Xc SOOQ . A tensão apl icada é lOV, pede -se determinar :
a ) corrente em cada componente
b) corrente total
e ) impedância do circuito
d) defasagem entre tensão e corrente
Solução :
a)
(VGl vcXC = 500íl.
IOV
f

lOmA Ie -
lOV 20mA IL -
- 2õ(}íl = 5 0 mA
SOOíl
_ lOV

b) I ='VI R , + ( I c - I L ) , ='1 1 0 2 + ( 2 0 50) 2 ='1102 + ( - 30) 2 1


I 3 1 , 6mA
lO V
c) z 3 1 , 6mA 0 , 316K 3 1 6 íl
_:!.g_
I

71
d)

1c = 20mA
VG I R = IOmA

IR= IOmA

IL - lc = 30mA I= 3 1 ,6mA

_lQ_ o , 316 7 1 , 5°
31,6
cos q> = _,.

2 - Sabendo-se que o c ircuito é capa c i t i v o , determinar :


a ) va lor de I R
b) tensão aplicada
d ) valor de X L e ângulo de de fasagem
c) valor de I c

5A 3A

Solução :
a ) No circui to , a corrente de 3 A é o resul tado da soma vetorial
de I c com I L . Sabendo- s e que o c i rcuito é capacitivo I c > I L
ou ainda I c IL 3A . - =

1
Tiramos I R
(5A)
\}5 2 32
lc - IL
------
IR =
- 4A

(3A)

IR VG

b) VG R IR =
5 4 =
20V

� 5A

20V
c ) Ic Xc
d ) Ic - IL = 3A -+ IL =
2A

XL
---V:-
VG
I""L
20V lOQ

_!B_ 37°
4A
5A
cos 4> 0,8 _,. 4> "'
I

72
Exercícios Propostos
1 - No c i rcutio , pede- s e determina r :
a ) corrente em todos o s componentes
b ) corrente total
c ) impedância
d ) ângulo de defasagem

xc = en.
R = 5Il.

2 - Em um circuito RLC paralelo , R = SK C = lnF . CalCQ


lar :
a ) valor de L para que o c ircuito ressoe em 100 KHz
b) com o valor d e L ca lculado em ª' ca lcule a impedância
do c i rcuito na frequênc ia de SOKHz e a de fasagem

3 - No circu i to , determina r :
a ) R , XL , Xc , z , I
b ) represente o d iagrama fasorial
c) ângulo de de fasagem

3 . 1 2 Correção do Fator de Potência


Antes de mostrarmos como corrigir o F . P de uma i n s t a lª
çao , vejamos o porquê desta necess idad e .
120KVA , quando a tensão de a l imentação é 600V . A corrente d e d li
Consideremos que uma insta lação consome uma potência de
mentação será :
I =
PAp = 1 20 . 000 200 A
=

VG 600
No caso de carga puramente resist iva ( aquecedore s , l âm
pada s , etc ) , toda a potência consumida será potência r ea l , e o
F . P será igual a 1 .
A potência real será
P = VG . I . cos 4> = 600 . 200 . 1 1 20KW

73
sendo o F . P = 0 , 5 , a potência rea l será :
No caso d e c i rcuito contendo r e s i s tência e indutância e

p VG . I . cos 4> = 600 200 . 0 , 5 = 60KW


A potência real d iminui com a d iminuição do F . P , enquan
to a potência reat iva aumenta . Se quizermos mante r a mesma pQ
tência r ea l , com um F . P menor , a potência aparente deve aumentar
P Ap = P = 1 2 0 . 000
para
__
240KVA.
cos ij> 0, 5
enquanto a corrente consumida aumentará para :
I = P
__
240 . 000 = 400A
VG 600
Neste caso, a lgumas a l terações devem s e r proces sada s .
S e houver trans formador , n o c a so de F . P 0,5, o transformador
deve ser bem ma i o r .
Como a corrente aumenta ( dobra ) , h á nec e s s idade de tro
car a fiação por outra ma i s grossa , evitando as perdas ( R . ! 2 ) e
a queda de tensão na l inha .
Com tudo i s s o , concluímos que é importante controlar o
possível de 1 .
F . P de uma insta lação , procurando sempre manter o ma i s próximo
A diminuição do F . P de uma insta lação se deve a vários
fator e s , entre os qua i s c i tamos :
a ) Motores C . A operando em vazio ou com pequena c a rga .
b ) Transformadores operando em vaz i o .
c ) Rea tores de lâmpadas f luorescentes .
A me lhoria do F . P pode ser feita de várias forma s . Aqui
so consideraremos uma , o uso de capacitore s .
O uso d e capac itores oferece a lgumas vantagens em r e lª
ção aos outros método s , t a i s como : pequeno tamanho não tem pa�
tes móve i s e desta forma , é ma i s fác i l de operar e é ma i s segQ
ro e por Ú l t imo, d i s s i pa pouca potência .
Como já foi visto , em um c i rcuito C . A , um capacitor tem
a propriedade de adiantar a corrente em relação à tensão . Como
um indutor atrasa a corrente em relação à tensã o , a colocação d e
um capacitor pode compensar e s s e a traso . O ângulo d e f a s e pode
ser reduzido a zero . Por razões econômicas e prá t i ca s , ba sta man
ter o F . P acima de 0 , 8 5 .
O va lor do capacitor, que corrige o F . P , pode ser cal
culado como se segue .
Consideremos uma impedância Z indutiva , c u j o ângulo
fase é 4> 1 , e queremos diminuir esse ângulo para 4>
de

A figura 3 . 36 mos t ra o c i rcuito sem correção e o seu


d iagrama fasor ia l .

74
0
z

11
(a) (b)
F i g u ra 3 . 36

o ângulo de fase de cf>1 pa ra cj> , o que equiva l e a d i z e r que o F . P


A colocação do capacitor em para l e l o com a carga , reduz
aumenta .
l_
D
Ic

(a)

(b)
F i g u ra 3. 3 7
Observe q u e a colocação do c � pac i to : n a o deve a lterar a
potência rea l ( a t iva ) do c i rcuito, s o a potencia aparente . Por
i s so mesmo que a colocação do capacitor deve ser t a l , que o v�
mude . O va lor desta corrente é dado pelo vetor OC .
lor da corrente IR responsável pela parcela oa potência r e a l nao

OC = I l . cos <P l = OA cos cf> 1


Da formu la de potência r e a l P VG I cos cj> t i ramos :
. .

OC = I 1 . cos � 1 _P _

VG

rial ( regra do para l e lograma ) de I c com I l ·


A corrente tota l , no c i rcuito corrigido, é a soma vetQ
Dos t r iângulos OAC e OBC tiramo s :
AC oc
BC oc

Ainda nos di agrama s , temos que :


AB = OD AC - BC oc tg cj> l - oc . tg cj> oc . ( tg<1>1 - tg cp )
Como OC P__
e AB = OD = I c
VG
Ic _P_ ( tg cj> 1 - tg cj>)
VG

75
Por outro lado I c = VG . w . C , comparando a s duas e�
pressões obtemo s :

Exercícios Resolvidos

1 - Um motor consome uma potência de lOKW a 600V com um


F . P = 0 , 6 . Calcule a capacitância do capacitor que aumenta o F . P
para 0 , 9 , sendo a frequência 60Hz .
Solução :
cos 4> 1 0 , 6 ... 4> 1 - 53º ... l, 33
cos cj> o, 9 ... 4> = 25° ... 0 , 48
p lOKW w 377 rd/s VG 600V

c __
P . ( tg 4> 1 - tg cj>) 1 0 . 000 ( l , 3 3 - 0 , 48 )
w . VG 2 3 77 . ( 60 0 ) 2
C 62, 6 µF

2 - Uma carga tem uma potência real ( a t i v a ) d e 1 1 . 000W,


consumindo uma corrente de 50A com um ângulo de defasagem de 60º
( indutivo ) . Calcular:
a) valor da capac itância que dá um F . P = 0 , 8 5
b ) corrente total consumida após a correção
c ) potência aparente após a correção
Solução :
a ) s i tuação antes da correção
I-
1 = SOA

IR VG

z 60"'1
1
1
1
1
11

P = 1 1 . 000 = VG 50 cos60 ... VG = 4 4 0 V


cos <I> = 0 , 8 5 ... 4> = 3 1 º ( novo ângulo d e defasagem)

76
após a correçao :
I I1 = SOA
Ic

=j1
-

(VG)

!'
440V

Ic

No diagrama fasor i a l , temos que a soma vetorial de I 1


com I c d_eve ser igua 1 a I .
I 11 componente reativa da corrente I 1.

I� I . sen60°
1 50 . 0 , 866 4 3 , 3A
=
=

IR componente rea l ( a t iva ) da corrente na carga


IR I l . cos 60º 50 . 0 , 5 25A =
=

A corrente real na carga deve ser a mesma antes e após


a correçao .
A corrente fornec ida pelo gerador agora e I , com novo
ângulo de de fasagem ( <j> 3 1 ° ) . =

� 25A
I
cos <fi 0 , 85 2 9 , lA
=
=

observe que a corrente fornecida pelo gerador diminui de SOA p�


ra 2 9 , lA, sem diminuir a potência rea l .
A componente reativa d a corrente fornecida pelo gerador
é I ' , valendo:
I' I . sen <fi = 29 , l . 0 , 5 1 5
=
1 5A =

Ainda do diagrama tiramos :


I I l' - I' 4 3 , 3 - 1 5 28, 3A
28 3
=

Como C
VG . w e •

440 . 3 7 7 1 7 0 , 6 µF
evidentemente poderíamos t e r usado a fórmula direta
e =P
w . VG 2
( tg <fi 1 tg <j>) = Vw .. vI RG 2 ( tg <fi 1 - tg
___ -
<j>)

e � ( tg<P 1 - tg .P )
25 ( tg60° - tg 3 1 ° )
w · VG 377 440
C =
1 70 , 6 µF

b) A corrente total consumida pelo c ircuito, após a correçao, s�


ra:
I 2 9 , lA
=

77
c ) A potência aparen te , apos a correção, sera :
P Ap = VG . I = 440 . 29 , l = 1 2 . 804 V . A

antes tínhamo s : P Ap = 440 . 5 0 = 2 2 . 000 V . A

Exercícios Propostos
1 - Uma insta lação e létr ica tem a s características lOKVA/
220V e cos� = 0 , 5 indut ivo . Pede- s e calcula r :
a ) corrente total consumida
b) potência r e a l ( a t i v a )
c ) potência rea tiva
d ) valor do capacitor que aumenta o F . P para 0 , 8 5
e ) valor total d a corrente consumida após a correção
f) potência aparente e potência reat iva após a correçao
2 - No c i rcuito , pede - s e determina r :
a ) corrente total ( I )
b ) impedância
c ) ângulo de de fasagem entre tensão e corrente
.!__ r____

R= tOJl
X c = 25fl.

XL = tO!l

3 - No c ircuito, ca lcular :
a ) valor de R v para o qua l o F . P é igual a 0 , 8 5 . Valor
de I R , I L e IT para e ssa condição
b) qual o valor do F . P s e R v = 00? há necess idade da
correção do F . P ( F . P > 0 , 8 5 ) ? se há , q ua l deve ser o
c ) se Rv = 1000 , há necessidade d e correção do F . P?
va lor d o capa c i tor?
há, qua l deve ser o valor d e e para que F . P > 0 , 8 5 ?
se

lT
-

1
l l
220V L = 200mH
60Hz

lL
IR

4 - Uma insta lação e l étrica a l imentada po r um gerador de


220V/ 60Hz tem uma potência de 20KVA . Calcule a pot ência r e a l con
sumida pela insta lação para os seguintes valores d e F . P . : 1 ; 0 , 8 ;
0 , 6; 0 , 4 e 0 , 2 .

78
5 - As características de um motor monofásico sao:
U 120V; I lOA; F . P 0 , 8 . Calcular :
a ) sua resistência
= =

b) sua reatânc ia indutiva


c ) impedância do seu enrolamento
6 - A corrente, a tensão e a resistência de uma bobina
sao respect ivamente de lOA, 220V/60Hz e 10 n. Calcular:
a ) potência real
b ) potência aparente
c ) potência reat iva
d) impedância
e) fator de potência
f ) valor do capacitar que corrige o F . P para 0 , 85 (se
F . P em g for menor que 0 , 85 )
3 . 13 Circuitos Mistos

Na figura 3 . 38 , temos a associação paralela de doi s ciK


cuitos série .
A impedância de cada ramo sera :
RL

Z 1 ='-JR 2 + ( wL 1 ) 2

Z 2 =\}R 2 + ( wL 2 ) 2
A corrente em cada ramo valerá :

O ângulo de fase entre tensão e corrente em cada ramo,


poderá ser calculado por :
cos <P 1 R1 e cos <P 2 Z2
z 1
R2
= -­

A figura 3 . 38b mostra o diagrama fasoria l do circuito .


Como a tensão aplicada nos ramos é a mesma , cons ideremos que o
ângulo inicial de fase da tensão é 90° . Como em cada ramo temos
uma indutânc i a , a corrente estará a trasada em relação à tensão
aplicada . Sejam <Pt e <1> 2 os ângulos de fase, com <P 2 <P 1 .
>

A corrente tota l consumida pelo circuito ( I ) pode ser


obtida , somando-se vetorialmente I 1 com I 2 ( regra do para l e lQ
grama ) .

79
l
- VG

VG 11
f
"' i Rt
12
i R2
ly ''
Iy
t
I
I

L1 L2 '12

(a) x
I 2 J rxJ
(b)
Fi g u ra 3 . 38

Da figura 3 . 38b t i ramos :


Ix 1 I 1 sen 4> 1 Iy 1 I 1 cos 4> 1
1 x2 I 2 sen 4>2 Iy 2 I 2 cos 4>2

Ix Ix + Ix 2 l Iy Iy l + Iy 2

I =Vr x 2 + I y 2 cos 4>= _!y_


I

A impedância do c i rcuito na figura 3 . 3 8 , pode ser ca l


culado por :
z = �
I

L2 = 1=
= = =
Exemplo : Na f igura 3 . 38a , são dados f 60Hz , L
= 30mH , R 2
0 , 02H, � 100 ,
8 íl, VG l l OV, f 60Hz . Calcular :
a ) corrente em cada ramo
b) corrente total consumida
c ) ângulo de fase do c i rc u i to
d ) impedância do c i rcuito
e ) potência aparent e , real e reat iva
f) o c i rcuito pode ser subs t i tuído por uma r e s i stência
( R ) em série com uma indutância ( L ) . Qua i s o s valQ
res de R e L?
So lução :
a ) Cálculo da impedância d e cada ramo
w =
2 li. f =
2 71 . 60 =
3 7 7 rd/s
=-Vo o ) 2 ( 3 77 o , 0 2 ) 2 1
z 1 + 1 2 , 5 2 íl

I1 � 1 = 1 2 , 5 2 íl 8 , 78A
z
l l OV

Rl
cos 4> 1 = _lQ__ = 0 , 798 .... 4> l
z 1
37°
1 2 , 52

Z 2 =\)8 2 + ( 37 7 . 0 , 03 ) 2 1 1 3 , 8 5 íl

80
12 = � l l OV 7 , 94A

_
Z2 1 3 , 85
o, <P 2 �
R2 8_ -+
---z2
cos <1> 2 = 577 54°
1 3 , 85

b) I x 1 = 1 1 sen <t> 1 8 , 78 0 , 6 0 = 5 , 28A


Iy 1 = I I cos <1> 1 8 , 78 0 , 798 7A
I x 2= 1 2 sen <1> 2 7 , 94 0 , 81 6 6 , 48A
I y 2= 1 2 cos <Pz 7 , 94 0 , 577 4 , 58A
Ix Ix 1 + Ix 2 5 , 28 + 6 , 48 = l l , 76 A
Iy Iy 1 + Iy 2 7 + 4 , 58 = l l , 5 8 A

I =\)I x 2 + Iy 2
1
= \j( l l , 76 ) 2 +
1
( 1 1 , 58 ) 2 = 1 6 , 5A
I ­
e) C O S <f> = �
!
1 1,58 = 0,7 -+ <P - 4 5 , 5 7 °
16 , 5
d) z � l l OV = 6 , 6 6 íl
I 1 6 , 5A
e ) P Ap VG I 110 16 , 5 = 1815 V . A
p VG I cos <P 1815 0 , 7 = 1 2 70W
Pr i VG I sen <f> 1815 0 , 7 1 4 = 1 29 6 V . A r i

f) -
16.5A
--
16.5A


R2 VR
( R

vL l
8,78A
(
O c i rcuito equivalente tem o seguinte diagrama fasor i a l :

vL
VG ' l l O V VL VG . sen<I> 110 0, 714
VL 7 8 , 54V
VL 7 8 , 54V
r
XL 4 , 76 íl
1 6 , 54A
VR

XL w L -+ L = 4,76 =
0 , 0126H 1 2 6mH
377
VR VG cos <P = 110 0,7 77V

R � ....rJ::L 4 66 íl
1 6 , 5A
I
I

81
lo com um RL sér i e . A aná l i se é feita de mane i r a análoga a o ciK
Na f igura 3 . 39 , a a s sociação é de um RC série em paral�
cuito da figura 3 . 3 8 .
A impedância de cada ramo é
(-1- ) 2
Z2 = \)R 2 2 +

w.C 2
e a corrente em cada ramo v a l e
e

o ângu lo d e f a s e entre a tensão VG e a corrente em cada


ramo , sera_ :
= �
cos 4>2
Z2
A f i gura 3 . 39b mostra o diagrama fasor ia l , onde o angQ
lo de fase da tensão é 90° .
No c a s o do ramo l , a corrente está a t rasada de um angQ
lo 4>1 em relação à tens ã o , po is tem uma indutânc i a . No ramo 2 ,
como exi ste um capac itor , a corrente e stará adiantada de um ângQ
lo 4>2 em r e lação à tensão .

-I-- VG

VG
11 i t
ly
11

f Iyl
L1 C2

(a) (b)
Figura 3 . 3 9

Da figura 3 . 3 9a t i ramos :
Ix 1 I1 sen 4> 1 Iy 1 I1 cos 4> 1
Ix 2 I2 sen 4> 2 Iy 2 I 2 cos 4> 2
Ix Ix 1 - Ix 2 Iy Iy 1 + Iy 2
I =\j I x 2 + Iy2 cos q, = _!_y_
I
Exemplo :
Na f i gura 3 . 39a , são dados R 1 = 4 íl X L 1 3 n, R2 3 n,
Xc 2 = 4 íl , VG = l l OV f 60Hz , c a l c ula r :
=

a ) valores de I 1 e I 2
b ) valor d e I
c ) fator j e potência do circuito

82
d ) impedância no circuito
e ) potência aparente , real e reativa
Solução:
a ) Z 1 =VR 1 2 XL 1 2
+ = -V4 2 + 32 5 íl
Z2 =\)R 2 2 + X c 2 2 =\)3 2 42 5 íl
VG llOV
+

I1 21 5"íl
22A
V G llOV
I2
Zz 5 íl 22A

b ) I =\)I x 2 + I y 2
cos <P 1 � z1
.1.
5 0,8 + $1 3 6 , 86°

cos <P2 Rz ].
Zz 5
+
0,6 <P2 53 , 13°

I x 1 $ I 1 sen .p 1 2 2 0 , 6 1 3 , 2A
Iy l I1 cos <P 1 2 2 0 , 8 1 7 , 6A
Ix 2 I2 sen .p 2 2 2 0 , 8 1 7 , 6A
Iy 2 I2 cos $2 2 2 0 , 6 1 3 , 2A
I x = I x J I x 2 = 1 3 , 2 1 7 , 6 = - 4 , 4A
- -

Isto significa que I está adiantada em relação à tensão (a


pro jeção de I no e ixo horizontal e stá do lado e squerdo do e�
xo vertical ) .
I y = Iy 1 + I y z = 1 7 , 6 + 1 3 ,·2 = 3 0 , 8A
I = \)( 4 , 4 ) 2 +
1
(30,8) 2 3 1 , l lA

e) cos $ = !Y
I = 3 1 , 1 1 0 , 989 ( capacit ivo)
.lQ.,_§_ $ + = 8, 13°

d) z r VG l lOV
3 1 , llA 3 , 5 3 íl
=

e ) PAp VG I 1 1 0 3 1 , 1 1 = 3 . 42 2 V . A
p VG I cos $ = 3 . 42 2 0 , 989 = 3 . 3 87 w
Pr V G I sen $ =
3 . 42 2 o , 1 4 1 = 4 8 3 , 9 V . A re

83
Exercícios Propostos

1 - Com re lação ao c ircui t o , ped e - s e calcular :


a) I 1 ' I 2 e IT
b) de senhar o diagrama fasorial
se o F . P for menor que 0 , 8 5 , c a lcular o capacitor que
c) a impedância total e o F . P do c ircuito
d)
e l eva o F . P para 0 , 8 5 .

-�

220V R2 =10.!1.
I1 i r2l
60Hz
l2 0,I H
=

2 - No c i rcuito, calcu l a r :
a ) valor de I l • I 2 e I T
b ) tensão e m cada componente
c ) impedância do c ircui to e ângulo de de fasa gem
d ) potência rea l , aparente e reativa do c i rcuito
_!r___
XC = 401l

220.n
60Hz R 1 = 60.!1.

3 - Dado o circu i t o , c a l c u l a r :
a) I R , I L , Ic e I T
b ) ângulo de d e fa sagem
c ) potência rea l , aparente
d ) impedância
e ) recalcule os ítens Q, � e Q se r e t i rarmos C .

60Hz
l lO V
R rei e

84
Solução dos Exerc ícios Propostos

Item 3 . 4

1 ) a ) z = 36n
V G (ISOV)
d)
b ) VG = 180V
e ) "' = 5 6 , 2 °
56.2°

e ) p = 500W J ( SA )

P Ap = 900VA
f)

74 8 VA r i

500W

2 ) a ) P Ap = 2 , 2 KVA
b) p= 19 80W
e ) Pr = 9 5 9 VA r i

3) a) z 1 66 , 7 n I 60mA
b) f 2 1 2 Hz
e ) cos "' = 0 , 6

4) a ) z 2s n
b) R 2on XL 15 n
e) F.P 0,8
5 ) a ) P Ap 2 , 2 KVA
b ) p = 1 7 6 0W
e ) Pr =
1 , 3 2 KVA
d) R = 17, 6 n XL 13, 2 n

6 ) I = 2 2 , 7A
7 ) a ) L = 477 mH
b ) VR = 4V
e ) z = 5K n
d) F.P = 0,8
e) VL ( 3 V )
VG ( 5 V) PA p ( 5m W )

PR
(3mW)

VR = (4V) I( lmA)
P ( 4mW)

85
Item 3 . 5

1 ) a ) z = 2 4 0 íl
b ) I L = 1 2 , 5mA IR 1 6 , 66mA
e ) L = l , 06H
d) F.P = 0,8
e ) i ( t ) = 29 , 3 6 sen ( Wt + 5 3 , 1 3 ° ) ( mA )
iL ( t ) = 1 7 , 6 2 senwt ( mA )
iR ( t ) = 2 3 , 5 sen ( wt + 90° ) (mA)

2 ) a ) VG 3 , 14V
b) IR 3 0 0mA R = 1 0 , 4 6 íl
e ) P Ap l , 1 3VA p = 0 , 942W
d) F . P 0 , 83

3 ) R = 200íl L 1 8 , 4mH

Item 3 . 8
1 ) a ) I = 2 6 , 6mA
b ) VR = 2 , 66V vc 4 , 23V
e ) 'I' = 5 7 , 8 °

2) R = l O O íl e 1 5 , 3 µF

3 ) a ) VG 1 1 2 , 8V
b ) VG 1 59 sen wt Vc = 1 1 2 , 8 sen (w t 45, 2 ° )
i
-

282 sen ( wt + 44 , 8° )
e)

VG

d) 4> = 4 4 , 8°
4) e = 2 3 , 57µ F

5 ) a ) VR = 9 8 , 38V Vc 49 , 1 9 V
b) e 2 6 5µ F
e) 4> 2 6 , 5°
86
6 ) a ) P Ap 880VA
b ) p = 748W
=

e ) Pr 4 6 3 VA rc
=

Item 3.9

1) a) z 980 íl
b) <li 1 1 , 3º
e) I 1 0 , 2mA IR lOmA Ic 2mA

2) a) R 28 2 , 8 íl
b) e 9 ' 3 8 µF

3) a) IR 2 , 64mA
b ) VG 2 6 , 4V
e) <li 48, 7°
d) e =
O , 3 µF

Item 3 . 1 0

1 ) Cmi n =
7 5pF Cmáx 4 3 4pF
2 ) a ) fo = 3 , 1 8 MHz
b) I 6 , 6mA
3) a) R 100 íl
b ) Xc 346 íl
e ) XL 173 íl

Item 3 . 1 1
1 ) a ) IR 4A lL 5A Ic 25A
b) I T 3 , 12A
e) z 6 ' 4 íl
d) <li =
38°

2) a) L 2 , 5mH
b) z 1020 íl
3) a) z 2 8 ' 2 íl R 44 íl XL 22 íl Xc 5 5íl

87
b)

Ic ( 4 A )

ll l lO A )

c) = 50 , 2 º
Item 3 . 1 2

1) a) I 4 5 , 45A
b) p 5000W
c) Pr 8 . 6 66 VA r i
=

d) e 3 0 5 1lF
e) I 2 6 , 7 7A
f) PAp 5 . 889VA
=
Pr 3 . 1 0 1 VAri
2) a) I 1 1 , 22A
b) z 1 9 , 6A
c ) 4> 11,3°

3 ) a ) Rv 2 6 , 7 2 n, I R = 4 , 7 1 A ,
=
IL 2 , 92A, = 5 , 54A
b) cos 4> 0 , 9 6 6 nao há necess idade de correção
c ) cos 4> 0 , 5 3 2 há necess idade de correção com C

4 ) cos 4> 1 + p 20KW


cos 4> 0,8 + p 1 6KW
cos 4> 0,6 + p 1 2KW
cos 4> 0,4 .... p 8KW
cos 4> 0,2 .... p 4KW
5) a) R 9 ' 6 íl
b ) XL = 7 , 2 íl
c) Z 1 2 íl
6) a) P lKW d) z =2 2 íl
b ) PAp 2 , 2KVA e) F.P 0,45
f ) C = 7 4 , 5 IJF
=

c ) Pri l , 96KVA

88
Item 3 . 1 3

1 ) a ) I1 2 , 7 1A 5 , 64A 8 , 3 3A

b) 220V

2 6 ' 4 íl F.P cos cji 0 , 29 2

Z ' ( coscji'= 0,85 )


220V
e
220V 60Hz

XL =
60Hz
25.20.

e 78 , 5 µF

2) a) I l 3 , 48A I 2 = 5 , 33A IT 6 , 14A


b ) VL 69 , 6V VR 1 208 , 8V
Vc 2 1 3 , 2V VR 2 5 3 , 3V
c) z 3 5 , 8 íl <j> 4 1 , 6 ° ( capac i t ivo )
d) p 1 0 1 0W PAp 1 3 50VA P r = 897 VA rc

3 ) a ) IR 0 , 55A IL = 0 , 58A Ic = 0 , 414A


IT 0 , 57A
b ) cji 15, 2°
c) p 6 0 , 5W PAp = 6 2 , 7VA
d) z 1 9 3!1
e) <j> 46, 7° ' p 60, 3W P Ap 88VA z 1 3 7 , 5 !1

89
CAP. 4
CIRCUITOS EM C .A. ANÁLISE COM
NÚMEROS COMPLEXOS

A aná lise de circuitos feita nos capítulos anteriore s ,


considerando tensão, corrente e impedância como um fasor , permi
t� uma solução gráfica . Através dos números complexos e suas
propriedades é pos sível fazer a mesma aná l i s e .
4 . 1 Números Complexos

Chamamos de número imaginário puro a todo número do tipo


� , �4 , � , --..r:TO . Se j� =�, os números anteriores PQ.
dem ser reescritos : � = j 2 , \j - 25 · = j 5 , � = j\{Tü:
Da definição de j segue que : j 2 = - 1 , j 3 = j 2 . j = ( - l ) j ,
j 4 j 2 j 2 = l , etc .
Um número complexo genérico é um numero do tipo: Z= x+jy
= •

onde x e y são rea i s .


Exemplos : z 1 = 4 + j 5 , Z 2 = -2+ j 3 , Z 3 -4- j 3 , Z 4= 4 - j 3 ,
=

Zs = j4, Z G 4.
Um números complexo pode ser representado a t ravés de
=

eixos coordenados.
lmoginório
15--- - 1 Z 1
4
Z5 J :
z2 r - - i3 :
1
i1
j2
1
,
:
1 lz

-JI
0 1 2 3 ;'1 5 6
- 6 - 5 -,4-3 -2 - 1 1
:
Real

� - ----
-i2 :
-i 3 - - - -•z4
Z3 -i4
_j5

Figura 4 . 1

A forma de representar um número complexo vista anLerio�


mente ( Z = x + jy ) , é chamada forma cartesiana ou retangul a r .
Seja um número complexo Z = x + j y , represenLado no plª
no cartesiano .
O segmento \JZ = r é o módulo do número complexo e 9 é o
argumento de Z .

y z r =v-;2+�
8 are tg Y
=

F i g u ra 4 . 2

90
Na figura 4 . 2 , podemos escreve r : z = r ( cos9 + j se n 9 ) que
e a forma trigonométrica . Uma maneira de representar um número
complexo, muito usada na solução de c i rc ui t o s , é a forma po l a r :
Z r �
Exemplo 1:
Representar os números Z 1 = 3 + j 4 , Z 2 3 - j4, z 3 j5
Z4 = 1 0 , z 5 - 1 0 , Z 6 - j 5 na forma po lar .
= =

lm Im
j4 z,
1
3
11
R
ri 11
92

e, 1
1 '2
R
3 -J 4 z2

=�2 + 32 = 5 r 2 =\Í( 4 ) 2 3 2 5
----.,

r1 +

.1 53° 9 2 - -53°
91 are tg
3
zl 5 � 5 -53°
-

Z2

lm lm

Z3 j5
r3 = 5
9 3 = 90 º
r4 Z4
R ����1--��-<11....-�--- R
10

Z3 5 �Q:_ r4 10
Z 4 10 �
lm

- 10 '5 '5

rs 10 95 180° 5 95 -90°
10 �0° 5 -90º

Exemplo 2:
Transformar os números Z 1 = 10 �' Z2
Z3 = 4 l -20°
e
pa ra a forma retangu lar .

91
y1 Z1 y 1 10 sen45 º 7 , 07
10 X1 10 cos 4 5 º 7 , 07
45° z1 7 , 07 + j 7 , 07
�I

Y2 -- - - - Zz y2 5 sen30º 2 ' 5
1

X2 5 cos30º 4 , 3 3
- - -

5
1
1
1

30°
�2 z2 4 , 33 j2' 5
'

y3 4 sen ( - 20º ) - 1 , 37
X 3 4 cos ( - 20° ) 3 , 76
Z3 3 , 76 - j l , 37

4 . 2 Operações com Números Complexos

e Subtração
4 . 2 . 1 Soma

Para somar ou subtrair dois números complexo s , somam-se


ou subtrai-se em separado , as partes real e imaginária .
Exemplo 3 :
Sejam Z 1 = 4 + j 3 e Z 2 = 5 j 4 +

z 3 ( 4+ 5 ) + j ( 3+ 4 ) 9 + j 7
z .. (4-5) j ( 3-4) -1 - jl +

Z5 ( 5- 4 ) J ( 4 - 3 ) 1 j l + +

4 . 2 . 2 Multiplicação e Divisão

Para multiplicar ou dividir dois numeres a maneira mais


simples é usando a forma polar .
Exemplo 4 :
Sejam Z 3 + j 4 = 5 � e z 2 3 + j 3 = 3 "'\[2�
1

j5 5 �
=

z3
z .. Z I Z 2 = 5 � . 3 1/2 � = 1 5V L98"._
isto e, multiplicam- se os módulos e somam- se os a rgumentos .
z 5 z3 5 � .
1 5 1{2' �
=

Z6 3 \[2' �
92
na divisão, d i videm-se o s módulos e subtraem-se o s argumen tos .
z7 = =
Zi 5 �
Z3 5 �
l l- 37 º
.

Exercícios Propostos

1 - Converter para a forma pol a r :


a) z -20 + jlO
b) z 1 0 0 + j l 50
c) z 500 - j 300
2 - Converter para a forma cartes iana :
a) Z 5000�
b ) z = 2 5 0 J-60 °
3 - Dados os números complexos : z 1
3 + j 5 ' e f e tuar :
a) Z1 + Z2
b) Z3 - Z2
c) Z1 Z3
d) �
Z1
e) Zl + Z2
Z3
4 . 3 Impedância Complexa

4 . 3 . 1 Circuitos RL

Consideremos o c i rcuito RL s é r i e do capítulo 3.3 e o seu


diagrama fasor i a l .

(a) (b)
F i g u ra 4.3

Como vimo s , um número complexo tem um módulo e um argg


mento ( ângulo ) , um fasor também tem um módulo e uma fase ( ângg
l o ) . I s s o sugere que e l ementos de c ircuit o , tensões e correntes
1210 , a tensão no indutor V L = l vv l 190° , a tensão no r e s i s t o�
possam ser representados na forma de números complexo s . Por exem
VR = l vR I l__Q.'.'._ e a corrente i III � = ( o ponto em c ima sig
n i f ica uma grandeza com módulo e fas e ) .

93
Como é vál ida a l " Lei de OHM em C . A , para o indutor t_g_
remo s :
XL � i vL I � i xL I �
i 1I1 �
como l xL I w L a reatância induti v a é representada como um num_g_
ro comp l exo puro .
=

XL jwL =

De maneira aná l oga para o r e s i stor


=
R -1B- i vR I � i vR I
I 1I1 � 1I1

= R
isto e , um r e s i s tor é uma impedância com parte imag i n á r ia nu l a .
A impedância d o c i rcuito RL série na sua representação
complexa é :
z = R + jwL lzl r
wL
=
are tg

Exemplo 5 :
Dar a s expressoes da corrente e ca lcular o ângulo de d_g_
fasagem :
Dados : vg 20 � . sen wt (V)
VG 20 �
X L = 311.

ca z ( VG )
nos cá lculos usamos o v a l o r e fi

4 + j3 5 �
4
=

I VG 20 � 1 _ 3.., 7.., º
C::'__'_
z
z
=

5 �
i 4 \[2'. sen ( wt - 3 7 º ) ( A )

O diagrama fasorial correspondente é:

94
Observe que a s expressoes da tensão do gerador e da COK
rente poderiam ser :
vg 2 0 ."\[2' . sen (w t + 3 7 ° ) ( V )
i 4 .\[2' . seru t ( A )
O diag rama fasoria l e:

O que importa é que num caso ou no outro, a corrente e�


tá 3 7 ° a trasada com relação à tensão .
Exemplo 6 :
Determinar a impedância e a corrente do circuito:

Solução:
R // XL onde R = 80 �
z
80 � 60 1 90°
8 0 + j 60

z 48 �

I =
1 20 �
48 �
2,5 �
37°

compare e s ses resu ltados com o s do primeiro exercício resolvi


do do capítulo 3 . 5 .

4 . 3 . 2 C i rcuitos RC

Da mesma forma que f i z emos com os c i rcuitos R L , os ci�


cuito s RC também podem ser representados na forma compl exa . Con
s ideremos um c ircu i to RC série e seu diagrama fasoria l , figura
4.4.

95
11
I
VG �W
11
Vc

(a) (b)
F i g u ra 4 . 4

Na figura 4 . 4b , temos que :


i = lrl � V c = l vc l
Como Í< c l vc l � 1 Xc J 1 -9 0º
lrl �

�ogo , a reatância de um capacitor representada na forma complexa


e: l
)1:c = - j _w ._C
se multiplicarmos o numerador e o denominador, d a Última expre2
são, por j e lembrando que j 2 = - 1 , teremos a outra forma com
plexa da reatância capacit iva .
xc - 1-
j wC
=

O resi stor como já foi visto, na forma complexa nao tem


parte imaginária .
Lembre-se que o diagrama fasorial da figura 4 . 4b gira
com velocidade angular w e que a pos ição em que foram coloc�
dos os fasores é pura conveniência, eles poderiam ser represent�
dos como na figura 4 . 5 .

Figura 4 . 5

O que importa é que , num caso ou no outro, a corrente


no circui to está adiantada em relação à tensão ( VG ) .
A tensão VG , que também pode ser representada na forma
complexa , é obtida somando-se VR com Vc , i sto é :
VG VR + Vc =

96
se divid irmos esta expressao por I , resulta :
� � + �
í í !

VG
í
onde z impedância complexa do circuito

VR R r e s i s tência do c i rcuito
I
Vc L _ l_
í
- j reatância do capac itar
wC j wC

desta forma , a impedância do circuito valerá :


z = R - j L = R+ _ l_
wC j wC
Exemplo 7 :
Com relação ao c i rcu i t o , pede - se :
a ) impedância complexa
b) expressão matemá t ica da corrente
c ) desenhe o d iagrama fasorial
R = 4íl.

XC = 3.fl. z

Soluçã o :
= 4
a) z - j3 5�
4

-j3 z

b) I 2 �

i 2 .\)2'. sen ( w t + 37°)

97
c) !(2A)

V G ( IOV )

I = 3 J -90° . 2 Ll2..:_ = 6 l -53°


Exemplo 8:
No circuito , determinar :
a) impedância complexa
expressão matemá t ica da corrente do gerador
c) desenhar o diagrama fasorial
b)

1 10 i..Q:_
60Hz R e z

Solução :
a ) 1 Xc l = -1
-
wC 377 . lo - s
1 = 2 6 5 íl

=
1 50 � . 2 6 5 �
z R // i<c 39750
j l 50 - j 2 6 5 304 , 5 l -60º
z 1 30 , 5 1 -30°
1 10 �
b) IG � 0 , 84 �
z 1 30 , 5 1 -30°
ig 0 , 84 . 'f2 . sen ( wt + 30° ) ( A )
c)
�w
Ic (0,41A) - --- - --
- - , lG (0.84A)
--

����-1���-'-�-t��
VG =( l l O V)
1R (0,73A)

98
4 . 3 . 3 Circuitos Mistos

Na resolução de um ci rcuito com m a i s de uma ma lha , é que


aparece a vantagem da resolução , usando números comp l exos .
Exemplo 9:
Para o circuito determinar :
a ) impedância complexa
b) corrente do gerador e em cada ramo
c ) diagrama fa soria l

R1 50 íl XL 1 20 íl
11 Rz
R2
i 50 íl XL 2 80 íl
XLz vg 1 1 0 \(2
. .
sen wt (v)
VG 110 �
Solução :
a) � h

1 10� ...., 11
• Z1
iz � Zz z

z ZJ 50 + j 20 5 3 , 3 1 2 1 , 8º

22 50 + j80 = 94, 3 �

z
5 3 , 3 1 2 1,8° 9 4 , 3 � 5026 1 19 ,8 ° 5026 11 9, 8°
( 50+ j 20) + ( 50+j80) 100 + j l OO 141 �
z 35, 6 34, 8°
b ) IG
VG 110 � 3 , 09 - 3 4 , 8 °
z 35 , 6 1 3 4 , 8 °
ig 3 , 09 \(2 sen ( w t 34 , 8 ) ( A )
. .

II � 110 � 2 , 06 1 - 2 1 , 8 °
z1 5 3 , 3 ! 2 1 , 8°
i
l 2 , 06 . \[2 . sen ( wt 2 1 , 8° ) ( A )
� 110 � 1 , 16 �
Í2 z2 94, 3 �
=

99
c)
V G = l l OV

'
'
-- - '
l2={1,l6A) - - - - -' lG = ( 3 ,09Al

Exemplo 10:
No circuito, determinar :
a ) imped ância do c ircui to
b ) i {; ' i1 ' t
c ) d iagrama fasorial
VG 1 10 �
Í1
t R1 4 íl XL 1 3 íl
3 íl Xc 2 4 íl
VG

Xc 1 R2

Solução : iG


a)
VG
i1
� Z1 i 2 � z2 VG z
z1 4 + j3 5 1 36, 8°
Z2 3 - j4 5 L- 53 , 1 º
z z
Zl Z2 1 3 6 , 8º 5 1- 53 , 1 º 2 5 1 - 1 6 , 3 °
5
1 li Z 2 z1 + Z2 ( 4+ j 3 ) ( 3- j 4 )
+ 7 - j .1

z
25 Lil_, 3 º 3 , 53 1 - 8 , 2 ° = 3 , 49 - j 0 , 5 ( íl )
7 , 0 7 L-8, 1 °

ÍG
VG 110 �
3 1 , 1 1 1 98, 2 °
3 , 53 1 - 8 , 2°
(A)
z
b)

I1 �G 1 1 0 � = 22 \5 3 , 2 º ( A )
Z 1 5 1 36 , 8 º
i1 22 . -y2 . sen ( wt 5 3 , 2 ) ( A ) +

I2 � 151 0 -UO 53
º 22 j 1 4 3 , l ° ( A )
Z2 L �
= =

i 22 · V2' . se n ( wt + 1 4 3 , 1 ° ) ( A )
10 0
1G=(31,llA) VG:(l l O V )
c) .._

Exemplo 11:
Determinar no circuito , a impedância e todas as correrr
tes .

Obs . : valores em ohms


ji
2
Solução : Z 1 = IO + j 5 V4

Z1 1 1 , 2 l 2 6 , 5°

1
3

Z3 = j 5 Z2 9,4 �
Z3 5�

Z2
9,4 � . 5 �
Z3
47 �
8 - j5 + j5
//
8

z,. 5 , 87 � 3, 11 j 4 , 98 +

z Z1 + z ,. = ( 10 + j5) + (3,11 + j 4 , 98 )
z 13, 11 + j 9 , 98 1 6 , 47 3 7 , 2 °

101
I1 1 10 � 6 , 68 l -37 , 2 º ( A )
1 6 , 47 1 37 , 2 °
i; .. i .. i 1 = 5 , 87 � - 6 , 6 8 / - 3 7 , 2 ° 39 , 2 20, 8°
I2 � 39 , 2 1 20, 8º 4 , 17 5 2 , 8º ( A )
z2 9 , 4 l- 3 2 ° 1
I3 v" 39 , 2 1 2 0 , 8 º 7 , 84 -69 , 2 ° ( A )
z 3 5 � l

Exercícios Propostos

- No c ircuito, determinar I 11 I 2, 3 e a potência d i.§.


sipada .
1 I

- j lO

valores em ohms

2 - Determinar ÍJG no c ircui to .

valores em ohms

O-j l
,�-v3
3 - No circuito, determinar I 1 e VG

j 8 � i2 j 1 5 o I2 5 � (A)

valores em ohms

102
4 - Dar a expr essao de v x ( t ) no c i rcuito .

v9 1 4 1 . sen ( wt
= + 1 16 , 6 ° ) (V)
valores em ohms
5 - Determinar a potência d i s s ipada nas res i s t ências do
exercício 4.
Solução dos Exercícios Propostos

Item 4.2

1) a) z 2 2 , 3 1 -63 , 4 °
b) z 1 80 , 3 1 5 6 , 3 °
c) z 583, 1 1-31 °
2) a) z 1294 + j 4829
b) z 125 - j216
3) a) 17 - j2, 5 d) 0 , 54 1 1 2 7 , 2 °
b) -10 -j2, 5 e) 2 , 95 1 - 50 , 6°
e) 62 , 8 1 -9 , 2 °
Item 4 . 3 . 3

1) Íi 4 , 9 1 78, 7° (A)
i2 0 , 49 1 - 1 1 , 3 ° (A)
I3 0 , 69 l 1 2 3 , 7°
p 48W

2) VG 300 - j l9 7 358 1-33 , 3° (V)


3) I1 7 , 29 1- 24, 3 ° ( A ) VG = 9 0 , 3 6 1 - 24 , 5 ° (V)
4) Vx 3 1 , 44 sen ( wt + 116, 6°) (V)
5) p = 600W

103
CAP . 5
CIRCUITOS TRIFÁSICOS

5.1 I ntrodução
De uma forma genérica , em um s i stema polifás ico e x i s t em
dua s ou ma is tensões de mesma frequência ma s com fases d i feren
tes . O s i s t ema po l i fá s ico é simétrico se a s tensões são igua is
e defasadas entre s i por um ângulo 2n/n, onde n é o número de
fases .
Se cada tensão ou fase atuar independentemente d a s og
tra s , d i zemos que o s i stema é não inter l igad o . A grande desvant�
gem do s i s tema é que usa um número muito grande de f i o s ( 2n ) ,
por exemplo no caso d e um s i s t ema tri fásico s e i s f i o s deveriam
ser usado s . Num s i s t ema po l i f á s ico inte r l igado , as fases indivi
duais são interl igados e l et r i camente .
Em relação a um s i s t ema mono fá sico , o s i s t ema po l i f á s ico
apresenta a l gumas vantagen s :
a ) A mesma potência e létr ica pode ser transmit id a , usando fios
de bitola menor ( ma i s finos ) . É c laro que a vantagem só ap�
rece quando a potência for a l t a , por i sso mesmo em s i s temas
de pequena potência ( re sidências por exemplo ) a l inha monof�
sica é preferida .
b ) Com um s i s tema polifási co pode ser produzido um campo magn�
t ico g i rante , usado no acionamento de máquinas s íncrona s .
5 . 2 Sistema Trifás ico

A figura 5 . 1 mostra o princípio de funcionamento de um


gerador monofá sico . A espira ( enrolamento na prát ica ) g i rando no
campo magnético sob a ação de uma força externa ( turbina , motor
diese l , etc ) faz aparecer uma tensão induz ida nos terminai s da
espira s , a qua l e stá l igada a anéis col etore s . Através de escQ
vas é feita a l i gação entre o circuito externo e a espira .
N

s
Figu ra 5 . la

104
F i g u ra 5 . lb

A f . e . m obtida nos termin a i s da e s pira é dada por :


e = VM . sen w . t
onde VM ( tensão d e pic o ) é proporcional a B ( campo ma gnét ico ) ,
t ( comprimento d o condutor ) e v ( ve locidade tangenc i a l do corr
dutor ) , w é a ve locidade angular ( rd / s ) da e s pira .
Para g e r a r a mesma f . e . m , ao invés da e spira g i r a r num
campo magnético e s ta c i oná r i o , pode - s e t e r um campo g i ra n t e e a
e s pi ra f i x a , figura 5 . 2 , o e f e i to é o mesmo.

Figura 5 . 2

105
Num gerador tri fásico, são três os enrolamentos com uma
separação de 1 2 0 ° entre eles . As tensões induzidas serão também
defasadas de 1 2 0 º . A figura 5 . 3 mostra esquematicamente um ger�
dor trifá s ico . No esta tor , e s tão os três enrolamentos com um me�
mo número de espiras e separados f i sicamente de 1 20 ° . Os pontos
A, B e e representam uma das extremidades e os pontos X , Y e Z
respectivamente a outra extremidad e .
A

z y

X y z

"''

8 e

Figura 5 . 3

Podemos observar que, nesse caso o campo magnético é gi


rante e os enrolamentos ( I , I I , I I I ) onde são obtidas as tensões
( e 1 , e 2 , e 3 ) são fixos .
O enrolamento que produz o campo magnét ico é energizado
a partir de uma fonte e .e independente , ou a partir da retifica
ção da própria tensão obtida do gerador ( auto-excitação ) . A COL
rente vai para o enrolamento a través de anéis coletores . Sejam
e 1 , e2 e e 3 as tensões i nduzidas respectivamente nos enrolamen
tos I , I I e I I I . As suas expressões matemáticas serã o :
senwt
sen ( wt 1 2 0 ° )
-

sen ( wt 240 ° )
-

O g rá fico e a representação vetorial das três tensões sao


dadas na figura 5 . 4 .

106
II m

wl

F i g ura 5 . 4
Se cada fase do gerador é conectada a circuitos separª
dos , teremos um s istema trifásico não interl igado, o qual nece�
sita de seis fios para as l igações com a ca rga tr i fásica .
A !!___

t
y
--


�,, CARGA

e
--

Figura 5 . 5
Está claro que tal s i stema não é econômico, nao sendo
usado na prática . Os métodos de se interligar as fases em um s i�
tema trifásico são doi s : a l igação estrela ( Y ) e a ligação em
triângulo ( li ) .
5 . 2 . 1 Ligação Estrela

Nesta ligação, todos os finais dos enrolamentos sao in


terligado s , formando um ponto chamado de neutro ( O ) o qual é li
gado ao neutro da carga . O sistemºa assim obtido tem quatro fios
de l igação . Comparando com o c ircuito da figura 5 . 5 , observamos
que neste são necessários três fios para retorno , enquanto na
ligação estrela um Único fio é usado para retorno .

107
IA = It
-

B Ic
-----

F i g u ra 5.6

A corrente no f i o neutro é igual à soma vetor i a l d a s três


correntes de fase ( I A , I B e rc l i s t o é : Í N Í A + Í B + íc =

ca que a grandeza em questão é vetor i a l ( tem módulo e fase ) .


O ponto em c ima da letra indicadora da c orrente signifi

A , B e C) e o neutro ( 0 ) são chamadas de tensão de fase ( VA , VB


As tensões medidas entre o s termina i s do gerador ( pontos
ou Vc ) , genericamente V f .
tensão de l inha ( VAB • VBC • VcA l , gener icamente V �. Na
As tensões med idas entre o s termina i s são chamadas de
figura
5 . 6 , as setas das tensões dão a orientação pos i t iva ( a rbitrá r i a )
logo podemos escreve r :

a tensão de l inha ( VAB • VBC • Vc A ) é igual à di ferença entre os


As três expressões ac ima s igni ficam que em cada instante
valores ins tantâneos das respectivas tensões de f a s e .
Colocando i s s o num diagrama vetor i a l :
A

V9 = Vt
Vc= Vf 1:20°
1

30º
1
e B
30°
B
1

e Vt = V sc

VBC
VA lA
(a) (b)

Ic

Figura 5. 7

108
Com auxílio da figura 5 . 7b, podemos determinar a relação
existente entre tens;o de fase ( V f ) e tensão de linha ( V t) . De
acordo com a trigonome tr ia , no tr iângulo COB temos :
Vg, Vf ou sen 1 20° V f
senl20º sen30º vt sen 30°
senl20° = V3'
2
sen 30° l2
resultando :
Vg, =V3 V f ( 48 )

na ligação estrela balanceada .


Na figura 5 . 7c , < h · ip2 e <PJ são respectivamente os angg
los de defasagem entre tensão e corrente nas fases 1 , 2 e 3 . No
caso de carga balanceada <P1 = <P2 = ,P3 = <P
Na figura 5 . 6 , a corrente que percorre cada fase é chama

da de corrente de fase, designaremos genericamente por I f . À coi


rente , passando na l inha que l iga o gerador com a carga , cham2_
remos de corrente de linha, genericamente I t .
De acordo com a figura 5 . 6 em uma l igação em estrela
It = I f .
A carga será balanceada quando Z 1 , Z z e Z 3 forem iguais
em módulo e fase . Se por exemplo Z 1 = R 1 = 50 n , z = úlL 2 50 n e
2
Z3 l/wC 3 = 50n o módulo será igual mas as fases serão di feren
=

tes, a carga será desbalanceada .


Em um s istema balanceado, a corrente no fio neutro e ng
la, isto pode ser demonstrado lembrando que Í N = ÍA + is + Íc e
que
Is Ic

Figura 5 . 8
No instante t 1 I c = O . O valor de I A é igual ao de I B
mas com fase oposta, desta forma um anula o outro . No instante
t J temos situação análoga . No instante t 2 a fase A está no máxi
mo valor positivo . No mesmo instante as correntes nas fases B e
C são iguais e negativas e somadas resulta um valor igua l a I A ·
Novamente , a corrente total no neutro é zero . Se repetirmos o
mesmo raciocínio para qualquer instante, obteremos o mesmo resul
tado . Concluímos que , se a ca rga for ba lanceada não haverá nece�
sidade do fio neutro .
109
A importância do fio de retorno é melhor compreendida
considerando os seguintes exemplo s :
Exemplo 1 :
Seja uma carga trifásica em Y nao balanceada com R A= l O íl
Rs = 2 o n e Rc 30íl sem fio de retorno .
A A

e B

No caso de carga balanceada ( RA = Rs = Rc) V A


1

Vo = O ( não há necessidade do f io de retorno ) . No caso de carga


desbalanceada V � # VA Vo # O ( VA VA + v0, v8 = V� + v0 e

vc = vc + VQ ) . O d iagrama vetorial a seguir representa uma carga


=

desbalanceada . A A

carga balanceada carga desba l a nceada

No caso de R A = O , o ponto neutro ( O ' ) coincidirá com o


ponto A . A tensão nas outras duas fases crescerá \.[3' vezes ( será
igual de l inha ) . o': A
--------, A

vc· o· va·

q ;::\R0 B
e
e B

110
No caso de RA igual a infinito ( c i rcuito aberto) a s r�
s istências RB e Rc serão conectadas em série entre B e e , o pon
to neutro ( O ' ) coincidirá com o ponto O .
A

Vo

Desta forma , se R A variar de zero a infinito, o ponto


neutro da carga ( O ' ) se 9esl9cará de A até D .
Como a s tensões VA , VB e VC representam a s tensões na
carg a , concluímos que elas serão di ferentes num sistema não bª
lanceado sem fio de retorno, sendo proporci ona l à resistência da
respectiva fas e .
O problema torna - se d e particular importância em insta!ª
ções industriais com um número muito grande de lâmpadas . Quanto
maior o número de lâmpadas ligadas a uma determinada fase , menor
a sua resistência equivalente , portanto menor a tensão da fase .
As lâmpadas bri lha rão menos .
O problema pode ser solucionado colocando um fio neutro ,
garantindo que a tensão da fase será constant e .
5. 2 . 2 Ligação em Triângulo

A figura 5 . 9 mostra outra maneira se l igar o gerador


trifás ico com cada gerador independente do outro . Novament e , t�
mos o problema do número excessivo de fios .

111
!_ç__.
--

1y
IA
z A A'


e
(;j � X Y'
Z1

Z3
z2

C' X'

-
!9

F i g u ra 5 . 9

A figura 5 . 1 0 mostra um sistema trifásico ligado em tri


ângulo ou delta. Do circuito t i ramos as seguintes re laçõe s :
v 'l. Vf
v 'l. tensão de l i nha
V f tensão de fase
ÍA I2 - I 1 ' IB = I 3 - I 2 Ic I 1 - I 3

--
IA = l t


9

(' e 9
9

'-...._ __../ ---

19 = I t
V9 c 13
-----

lc It
---

F i g u ra ). 1o

o diagrama vetorial das correntes e tensões está reprg


sentado na figura 5 . 1 1 .

ll2
(b)

(a)
Figura 5 . 1 1
Na figura 5 . l la , <Pi , 4> 2 e 4> 3 são os ângulos de defa sagem
en�re a tensão e a corrente em cada fase . No caso de carga balan
ceada
4> = 4>, I 1 = I 2 I 3 = If
=

e Ic = I 9.
A re lação entre a corrente de fase ( I f ) e a corrente de
l inha ( I .e,) pode ser determinado no triângulo da f igura 5 . llb, de
maneira análoga ao que foi feito com a tensão de l inha e tensão
de fase na l igação em estrela, resultand o :
I .e, = "\(3. I f (49)

Exerc ícios Resolvidos

1 - Determinar a corrente no fio neutro no circuito .


lA
A ----

12/:;;i
e B
19
----

113
Solução:
Como a s cargas são resistiva s , as correntes de l inha e�
tarão defasadas de 1 20° , valendo :
IA =
1 20V = 12A,
lOíl lOA, I c = 120V
20 n 6A

y
ly l n (5,3 A )
(3,46 A )
X

I sx 1 0 cos60° 5A, I B y =
10 sen60° = 8 , 66A
Icx 6 cos60º = 3A, Icy 6 sen60° = 5 , 2A
IAy o, I Ax I A 1 2A=

Ix 1 2 - ( 5 + 3 ) 4A Iy 8 , 66 - 5 , 2 3 , 46A
4 1
ÍN ÍA í s + íc = \)( 3 ' 46) 2
+ + 2 = 5 , 3A
2 - A tensão de l inha aplicada a um motor cujos enrolª
mentes têm 20 n de impedância é 220V . Calcule as correntes de
l inha e as correntes de fase se o motor é l igado em triângulo.
Solução :
� If z V f 220V l lA

"º'! 2õ7i

Vf V R.

I .e, = "\[3' . lf = \[] . 1 1 =


19A
Observe que apesar do motor ser pro jetado para uma terr
sao de 220V quando l igado em triângulo , ele pode ser ligado a
uma tensão de l inha de 380V, se os seus enro lamentos forem ligª
dos em estrela .

114
Vt =380V

Como n a l igação e s tre l a


V
=
2. = 3 8 0V = 2 2 0V e If llA
Vf =

\}3' \[3'
os enrolamentos trabalharão n a s mesmas condições quando ligados
Por tudo o que foi visto anteriorment e , é que a maioria
em triângulo .
dos motores permitem o acesso aos seis termina i s dos enrolamen
tos . Assim, s e na placa do motor e stiver escrito 2 2 0 / 3 8 0V , sig
n i fica que os enrolamentos devem ser l igados em triângulo se a
tensão de l i nha é 2 2 0V e l igados em estrela para 380V .
X Y Z X y
01----0----<0

B e A

5 . 3 Potência em Sistemas Trifásicos

Como já foi v i s t o no capítulo 3 . 4 , a potênc i a r e a l ( ati


va ) num c i rcuito mono f á s i c o é d a d a por :
P = V f . I f . c o s ij> ( W )

e 4' o ângulo de fase entre e l e s .


onde V f e I f são respectivamente a t ensão e a corrente de fase
No caso de um s i s t ema t r i fá s ico bal anceado , a potência
de cada fase e a mesma , desta forma a potência total das três
fases e :
P = 3 . Vf . If . cos ij> (W) ( 50)

V 9,
No caso d e ligação estrela I f I 9, e Vf substi
tuindo na expressao ( 5 0 ) resul ta : V3'
P = \j3 . V 2. . I 2. cos ij> (W) ( 51)
N o caso d e l igação triângulo Vt Vf e If =
I 2. SUb.2_
tituindo na expressão ( 5 0 ) resulta : V3'
P =\[3 . v 9, . I 9. . cos <l> (W) ( 52)

115
A potência é a mesma nas dua s l igaçõe s .
A potência aparente das três fases é :

( 53 )
ou em função da tensão e corrente de l inha para ambas a s ligações.
(54)

D e maneira análoga , a potência reat iva d a carga trifási


ca é dada por :
Pr \[3' V t . I t . sen 4' ( V . A)
= . ( 55 )
para qualquer uma das l igações .
Exercícios Resolvidos

1 - Calcule a potência dissipada na carga trifásica .

220;:;;;,

Solução :
p =\(31 V R. I R. . cos 4'
. • cos 4' -> 1
V t V f .\[3 220 .'[31 381V
I f 220Vn 22A
= =

io
I R. =

p \[3' 381 . 22 1 4 . 520 w


= . =

2 - Um motor trifásico tem uma potência de 5KW quando


l igado a uma tensão de linha de 220V. Calcule a corrente de li
nha se o fator de potência é 0 , 85 .
Solução :
p 5000W
= V R. 2 20V =

5000 = V3 220 . I R. . O , 85
I R. 1 5 , 43A
=

116
Um a q u e c e dor trifásico é constituído de três
tências de - 2 0 n l igadas em e s trela . C a l c u l e a corrente de
3 r e s i2
e a potência total se a tensão de l inha é 220V .
linha

lL...._

220V 220V

Solução :
V t = 220V cos ct 1

V f -- 220 1 27V If Ii 127V 6 , 3 5A


VJ' 20 n
p = VJ . v
t
I i cos ct = "\.[31 . 220 6 , 35 1 =
2 4 19W

4 - Os enrolamentos de um motor têm r e s i s tência 8 íl e


reatância indutiva 6 Q. Calcule a potência r e a l e aparente se
motor é l igado em estrela e a tensão de l inha é 220V.
o

Solução :
___ lt = It

220V 220V

220V 1
Z ='VR2 + X L 2 ' = \)( 8 ) 2 + ( 6 ) 2 10 Q

Vf = � 2 20V 127V =

\[3' \[3'
If It = �
z
1 27V
10 Q
1 2 , 7A

117
z
cos <j> = _R_ _8 _
0,8
10

p =-vJ1 . V t I t COS<j> =-vJ . 220 12,7 0,8 3 87 1 W

P Ap = \(31 . Vt It = --vJ' . 220 12 , 7 = 4 , 8 KVA

5 - C a l c u l e a potência r e a l das t r ê s f a s e s no circu i t o .

120V

120V R2 = 4Il
XL 2 =
5
íl

Soluçã o :
Z 1 = VR 1 2 + X L 1 2 ' =V8 2 + 52 1
9 , 43n
Vf 1 2 0V
If1 = = = 1 2 ' 72A
Zl 9 , 4 3 íl

C O S <j> 1 = � = -8- = 0 , 85
Z1 9 , 43

P1 = Vf1 If1 . cos 4' 1 120 . 12,72 . 0 , 85 1 2 9 7W


Z2 =V4 2 + 5 2 1 = 6 , 4 íl

I f 2 = 1 2 0 V = 1 8 , 74A
6 , 4 íl

c o s 'f� 2 = -
4- =
6, 4
O' 625

P2 = 120 18 , 74 . 0 , 625 1 405W

= sn
1
Z 3 = Y3 2 + 42

5n
If3 = 1 2 0V = 2 4 A

C O S <j> 3 = --t- 0, 6
P3 1 20 . 24 . 0 , 6 = 1 7 28W

p P1 + P2 + P3 = 1297 + 1405 + 1728 4 4 3 0W

118
6 O circuito mostra o secundário de um transformador ,
ligado em triângulo com uma tensão de l inha de 127V. A carga é
-

constituída de um motor trifásico de 5KW e fator de potência


0 , 85 , de três motores monofásicos de 2KW e F . P = 0 , 8 cada um
l igado a uma fase . Determinar :
a ) corrente total de l inha
b ) potência rea l , aparente e reativa da instalação
c ) fator de potência da insta lação
lt
__
127V M

!127V
Solução :
Motor trifá sico : P 5000 PAp 5882 VA,
cos <P 0 , 85
__

<P 3 1 , 8°
Pr PAp . sen <P
= 5882 0 , 526 3098 VAr ; =

Motores monofásicos : PAp = 02000 , 8 = 2 500 VA


como o s motores monofá scos são igua i s , PAp = 7 500 V . A
<P = 3 1 , 78°
P r 7500 0 , 526 3 9 50 VA ri
A poLência tota l rea 1 e :
=

PT = 5000 + 3 2000 l l OOOW


A potência total reativa e :
P rT = 3098 + 3950 = 7048 VAr i
A potência aparente tota l e :
PApT =\(;f + P rT --
2 -,
1 3KVA
A corrente de l inha vale :
PAp = VJ1 . Vg, I g, -+
I g, 13000 59, 5A
1 27
- \[31 .
PT = P ApT cos <P cos <P 1 1 000 0 , 846
1 3000
119
Exercícios Propostos
1 - A tensão de l inha de um sistema t r i fá sico l igado em
estrela é 220V . Cada fase tem 20 lâmpadas de lOOW. Calcule a
corrente em cada fas e .
2 - Um aquecedor trif.á s ico tem uma potência d e 9KW quag
do ligado em triângulo . Sabendo-se que a tensão de l inha é 220V,
calcule a corrente de linha .
3 - Um wattômetro l igado a uma carga t r i fá s ica , consti
tuída só de lâmpada s , dá uma indicação de 1 3 , 2KW . A carga é equi
librada e em triângulo com uma tensão de l inha de 220V . SabendQ
se que cada lâmpada consome 0 , 5A, qual o número total de lâmp�
das?
4 - Um motor trifá sico conectado a uma tensão de l inha
de 220V consome lOA . O fator de potência de motor é 0 , 8 5 , tendo
85% d"e e f iciência . Calcule a potência mecânica ( em H . P ) no e ixo
do motor . PM E C
Obs . : n% PE L É X100 1 H . P = 750 W
5 Na � laca de um gerador trifásico, l ê-se 1 27V/40A .
Qua l o número maximo de lâmpadas incandescentes que pode ser li
-

gado ao gerador , sabendo-se que as lâmpadas estão l igadas em


triângulo e que cada lâmpada consome 0 , 5A?

Solução dos Exercícios Propostos


1) If I
Q,
1 5 , 7 5A
=

2 ) I 9 2 3 , 62A
3 ) n = 120 lâmpadas
4 ) PMEC = 3 , 67 H . P
5 ) n = 1 38 lâmpadas ( 46 por fase)

120
APÊND I C E A
DECIBEL

O conceito de decibe l (dB) está ligado aos nossos senti


dos , em especial à a udiçã o . O ouvido humano não responde de fOK
ma linear mas logarítmicamente aos e stímulos ( potência sonora )
que lhe são impostos , isto é , uma variação na potência de lW p�
ra 2W não dobra a sensação sonora . Para que a sensação sonora
dobre a potência as sociada deve ser mult iplicada por dez .
O bel ( B ) relac iona dois níveis de potência P J e P 2,
através da expressão :
Ap log !'...l ( B )
=

PJ

se P 2 = lOP , Ap = 1 8 s igni fica que P 2 está 1 bel acima d e P J .


Como o bel e1 uma unidade muito grande, usamos o decibel ( dB ) :
Ap 1 0 . log PP zJ ( dB )
logo s e P 2 = 1000 . P 1 Ap JOdB s igni f icando que P 2 está
=

JOdB ac ima de P J . Se t ivéssemos P 2 = 0 , 001 P J . Ap = - JOdb , signi


ficando também uma di ferença de JOdB entre P 2 e P J , só que nesse
caso P 2 é menor que P J .
O ganho de potência pode ser referenciado a um determi
nado níve l , por exemplo se esse nível é lmW, costuma-se usar a
notação dBm se a impedânc ia associada à potência P 2 é 600 n.
Consideremos um quadripolo com resistência de entrada
R i , ligado a uma carga RL .

��i
v; L�
Pi potência de entrada
P0 potência de sa ída
.,
V_l._
Ap 10 log Pi
Po Pi e Po
p l.·
Vo 2
10 log �2 10 V 2 R
log �0�---1=
Vi Vi 2 R L
·

Ri

Ap 20 log VVoi +lOlog R i


RL

121
O ganho de tensão do quadrÍpo l o é :
Av Vo ou em decibéis
=
Av ( d B ) 20 . log Vo
Vi Vi

observe que s e R i =
RL
Ap ( dB ) =
Av ( dB )

Exercícios Resolvidos

1 - Um quadrípolo tem um ganho d e tensão d e lOdB, s e a


tensão de entrada é lV, qua l a tensão de saída?
So luç ã o :
Av ( d B ) 2 0 . log Vo 10 20 . log Vo
Vi Vi

log � =
0,5 3 , 162

Vo =
3 , 1 6 2V

2 - No exercício anterior , considere que Ri lK Q e


RL =
lOOn, qua l o ganho de potência em dB?
Solução :
-.!.

Ap(dB) 20 l og Vo + 10 log
Vi RL
Ap ( d D ) 10 + 10 log 1000 20dB
100
ou então V J_. 2 _1_
2_ lmW
Pi = =

Ri 1 0 00
( 3 , 16 2 ) 2
1 00 mW
1 00

Ap ( d B ) 10 log Po 10 log 100 20dB


Pi 1

3 - Dar o ganho d e potência em dB s e a r e l ação entre P2


e P 1 for igual a 1 / 1 6 , 1 / 8 , 1 / 4 , 1 / 2 , 1 , 2 , 4 , 8 , 1 6 .

--+--
Solução : P dP 1 1 0 . log P 2/ P 1
1/16 - 1 2 dB
1/8 - 9 dB
1/ 4 - 6 dB
1/2 - 3 dB
1 O dB
2 3 dB
4 6 dB
8 9 dB
16 1 2 dB

122
Os rPsu ltados obt idos permitem conc l u i r que , s e o ganho
de potência variar de um fator igual a 2 , o ganho de potência em
dB varia de 3dB .
4
- Dar o ganho d e potência em d B se a r e l ação P 2 / P 1 for
1/ 1 0 0 , 1 / 1 0 , l , 1 0 , 1 0 0 , 1 000 .
So lução:
Novamente colocamos a r e s posta em forma de tabe la :
P2 / P 1 1 0 . log P 2 / P 1

o, 1
0,01 -20 dB
- 1 0 dB
1 o
10 10
100 20
1000 30
Concluímos que s e o ganho de potência variar de um fator
igual a 1 0 , o ganho em d B varia d e lOdB .

123
APÊND I C E B

FILTROS
F i l tros são c i rcuitos que d e ixam passar so s i n a i s de dg
terminadas frequênc i a s , a tenuando a s outras .
De acordo com a s frequênc i a s que dese jamos d e i xar pa�
sar , podemos ter os seguintes t i pos de f i ltros :
a ) f i l tro pa ssa a l t a s ( F . P . A )
b ) f i l tro pa ssa baixas ( F . P . B )
c ) f i l tro pa ssa faixa ( F . P . F )
d ) f i l tro r e j e i t a faixa ( F . R . F )
A seguir mostramos a c urva de resposta em frequência de
cada f i l tro no caso idea l .
a) F .P . A b) F . P . B

r-- -1 lei
_ , r fcs f
..

c) F.P.F d) F.R.F

lei les lei fes


-
1

fci frequênc i a d e corte i n ferior


fcs frequência de corte superior

Av Vo ganho de tensão
Vi

Na prá tica , é impo s s í v e l se obter um f i l tro que apresen


te uma mudança tão brusca no ganho , o que e x i s t e é uma mudança
com uma determinada atenuação com a frequência .
Dos f i l t r o s anteriormente c i tado s , estudaremos mais em
detalhe os doi s primeiros .

124
Filtro Passa Altas

- ---<>
1)
� i-
c ---

'' R i'
O circuito já foi estudado no capítulo é um circui
to R C série .
3 . 8,
A impedância do circuito é igual a :
z ="\jR 2 Xc 2 + t

a tensão na saída do circuito será igual a :


Vo = R . I = R .

logo Vo R 1
Vi .1 . 2 1
\) R2 + 2 R \)R + ( wC ) 2
____ l
( WC )

1 se L frequênc ia de corte
\jl + 1
( wR C ) 2
WC
RC

Av 1

Anali semos o que acontece com o módulo de Av ( também tem


fese ) quando w var ia .
Se w O ( tende para zero )
• ( infinito) logo Av O _,.

Se w c (muito menor que wc ) , o que s igni fica na


<< prá t ica
que w é pelo menos dez vezes menor que wc .
w = O , 1 wC Vo
Vi
1 ->-
1
1
+ 100 -{;o;' 10
_l L _-
1 + \j
=

v (o .�r
w 0 , 01 ->-
Vo
Vi
1 - _l_
100
'J1
WC
+ o,��wcJ
(
=

125
Se w = wc 1 - 1 0 , 707
- \[2
Se L.1 >> wc, w = 1 Owc -+ 1 � 1
+ 0,01
-

Concluímos que acima d a frequência de corte não há at�


nuação do sinal de entrada ( V i ) .
Abaixo da frequência de corte , o sinal de entrada é a t�
nuado , e esta atenuação segue um determinado padrão ( há uma a t�
nuação de 10 ve�cs toda vez que a frequência d iminui de 10 vezes) .
Os grá ficos a seguir, mostram a curva de resposta real
e a aproximação por trechos de retas ( assíntota s ) que é ma i s usª
da por ser mais s imples de desenhar .
Vo \Vi
wC 1.i c
Vo \ Vi
úlC uc
IO w
1 ---t--
--t-
, r- --;-
100 WC 100 wc w
- - - --:::
.- ---
To""

�---· �-
0,707 - - - -1- - � . ...J

0,1 0,1

0,01 -

Nos gráficos, as esca las do ganho e da frequência nao sao


lineare s .
O s gráficos podem ser representados com o ganho de terr
sao em dl3 .
Av ( dB ) 2 0 . log 1
\)1 w
21
WC
+

w _100u:f._ Vc
0 , 01 Av (dB) 20 . log 0 , 0 1 -40dB
.. ....
Vi
Vo
w = WC10 o, 1 Av (dB) 20 . log 0 , 1
.... -20dB
....
Vi

Vo
w Wc o , 707 -r Av (dB) 20 . log 0 , 707= - 3dB
Vi
....

Vo Av (dB) 2 0 . log 1 OdB


w >> WC ....
Vi
1 -·

126
Av( dB) wc � we
WC
o -+--- 100
-+ '-- 10 ---J
-+- - --'-�
Av(dB)
-+--� �..!)L--,.,..,,......;IC;.;.:..:_
WC__ W
O
:
-3
1
1
-20
1 1
-20 - - - -+ - - - -
'
1

:
1

-40 -40 ---

Dos gráficos acima observamos que :


a ) A escala do ganho de tensão é linear mas a escala de frequên
eia é logarítmica , desta forma o gráf ico deve ser feito em
papel monolog .
b ) Na frequência de corte, o ganho de tensão é - 3dB ( o sinal nQ
gat ivo indica atenuação ) . Em termos de potênc ia , isso s ign.i
fica uma d iminuição da potênc ia pela metade .
e ) Abaixo da frequência de corte , o ganho d iminui a taxa de 20dB
por década ( - 20dB/déc . )
obs . : uma década corresponde a uma separação entre duas frQ
quências por um fator igual a dez .
d ) Se usarmos a aproximação por trechos de reta, o ma ior erro
cometido será 3dB , na frequência de corte .
Filtro Passa Baixas

O circuito é um RC série, tendo impedância igua l a :


z = \[R2 + Xc 2

A tensão de saída do circuito e :

Vo Xc I
1 Vi Vi
w. c \)R 2 + X c21 �)2+11
Vo 1
Av Vi �2 --------i
+ 1

127
c L frequência de corte
RC
W

Façamos a mesma análise que foi feita para o F . P . A .

w = o ... Av 1 1
+ 1

w = o , 1 WC ... Av 1 = 1
+ 1
-V(º· ::cr
w wc ... Av 1 - 1 = 0 , 707
+
\J(:�r 1 - -\121

w lOwc A v \./ _l _ - L
lO ixc
1
10
....
2 + \[lOl1
w c
1

w = 100 . W C ....
Av 1 1 _l_
1 \j10001 1 100
V(lº�;cr +

Os gráficos a seguir , representam a curva real e a aprQ


ximação por trechos de retas .
Av ( Vo \ V i ) Av ( V�Vi)
wc
w c+.- 'º ur; �'oou-c..,.. w IO Wc w
i -t- --'+10'---=::- +� +-
!C lll: IOC UX:
� �
0, 707

- ·,
�-

0, 1 ----- - -- - - - 0, 1

0,01 --------- - - - - - - - - -
0,01

.ai.;.
WC IOOWC W C IOWC IOOWC w
Av(dB) Av(dB)

O IO
WC
10 IO ll.C
w
-3
\

-20 - 20 ---- - - -- ----

-40 -40 -- - - -- -- - - - - - - - -

Av (dB) = 2 0 . log 1
1
vc�r +

1 28
,...

APEND I CE C
DIFERENCIADOR E INTEGRADOR
Diferenciador

Um diferenciador é basicamente um filtro passa altas, o�


rando com frequência muito abaixo da frequência de corte .

A
º,.
f Vi
e

l� E
R

r 1 l 1 �

Vamos supor que na entrada ( Vi l é aplicada uma onda quª


drada de período T . A onda quadrada é obtida a partir de uma ehª
ve mecânica que f ica um tempo T / 2 na posição A e T / 2 na posi
ção B .
Os grá ficos a segui r , representam a tensão d e entrada
( V i l , tensão no capacitar (Vcl e tensão no resistor ( VR ) , consl
derando que a constante de tempo do circuito T RC < < < T .
=

. . . -j- -
1
1
1
1

-E

-2E

1 29
Durante o 1 2 semiper íodo, como o capacitor e s t á i n i c i aA
mente descar regado , carrega r - se-á com a t ensão da fon t e , E , rª
pidamente ( a constante d e tempo é pequena ) .
Quando começar o 2 2 semiperíodo, o capacitor j á estará
carregado com E, a tensão da fonte soma r - s e - á com a tensão no
capaci tor , a tensão no r e s i stor será igual a - 2 E . O capa c itor caL
regar-se-á com outra pol a r idade a t é - E . No começo do 3 2 semip�
r í odo , a tensão da fonte s e soma com a ten são no capac i t o r , dan
do a t ensão no r e s i s t o r ( 2E ) .
O 1 2 semiperÍodo é transitório, somente a part i r d o 22
semiperíodo o circuito entra e m regime permanent e .

Integrador
É também um c i rcuito RC s é r i e , operando numa frequência
muito maior que a frequência de corte, no qual a tensão de sai
da é obtida no capac itor .

E
Vi
T

-E ----

Vamos supor que o s in a l d e entrada é uma onda quadrada


o que significa , = R C > > > T
de frequência muito maior que a frequência de corte do c i r c u i t o ,

Quanto ma ior for a constante d e tempo ( ' = RC ) em r e lª


çao ao pe ríodo, ma i s a forma d e onda no capacitor s e aproxima de
uma onda triangular ( ma ior é a l inearidad e ) .

'
..

130
APÊND ICE D
INSTRUMENTOS DE MEDIDA DE
PONTEIRO

A.l Introdução
Um instrumento d e medida de ponteiro consiste basicamen
te de uma parte f ixa e d e uma parte móvel .
A energia necessária para movimentar a parte móvel , pode
ser obtida a partir de a lguns dos efeitos da corrente e létrica
(magnético, térmico ) sendo proporc ional à quantidade elétrica
sob medida . O ponteiro é a parte do instrumento que apontando pª
ra uma esca l a , dá o valór da grandeza física que está sendo mg
dida . É preso ao eixo da parte móvel , sendo feito em geral de
a lumíni o . A extremidade indicadora pode ter formato de seta ou
o
de gume de faca . O balanceamento do ponteiro é feito por contra
pesos colocados na extremidade inferior . A mo la em espiral tem
dupla finalidade : funciona como um elemento que dá um momento
resistor de deflexão e pode servir como condutor de corrente en
tre bobina móvel e o c ircuito externo . Por uma razão ou outra
a
( temperatura, de formação ) , a força restauradora da mola pode mg
dar, desta forma o ponteiro do instrumento pode não indicar zero
com ele desligado . Para fazer essa compensação existe o par a fuso
de a juste de zero . A figura A . la mostra simpl i ficadamente o si�
tema móvel de um instrumento de ponteiro e a figura A . lb , o detª
lhe das extremidades do e ixo .

Mancai de rubi ou safira

(b)

Figura A . 1

131
Os instrumentos elétricos sao classificados de acordo
com :
Grandeza ser medida ( tensão, corrente , resistênc i a , potên
a

e i a , frequênci a , fator d e potênc i a , energia , fase ) .


1 -

2 - Tipo de corrente ( e . e , C . A , c . c/C . A)


3 - Princípio d� operação ( bobina móvel , ferro móve l , eletrodinª
mométrico, indução, térmicos , eletrostát icos ) .
4 - Preci são em Percentagem do fundo d e escala
A.2 Instrumentos de Bobina Móvel
O seu princípio de operação é baseado na i nteração dos
campos magnéticos de um imã permanente e de uma bobina móve l .
Como mostra a figura A . 2 , a bobina é montada em um eixo, encai
xado em dois pivôs . Molas espi rais colocadas nas extremidades
do eixo, exercem forças de torção opostas sobre a bobina . Quando
a bobina é percorrida por uma corrent e , aparecem forças magnéti
cas que fazem a bobina g irar e consequentemente o ponteiro. O
deslocamento angular do ponteiro é proporcional à intensidade da
corrente na bobina .

ponteiro

eixo

F i g u ra A . 2

Observe que , se o sent ido da corrente na bobina for in


vertido, o ponteiro defletirá no sentido oposto, por i s so deve­
se ter cuidado ao usar o aparelho, verificando-se antes a polari
dade da corrente .
Em medidas de C . A , e sta prec isa primei ramente ser retifi
cada . É o instrumento ma i s usado por causa da sua sensibilidade,
preci são e grande l inearidade .

132
A . 3 Instrumento de Ferro Móvel ( �)
Esses instrumentos funcionam baseados na interação do
campo magnét ico de uma bobina fixa com uma peça de material feL
romagnético . A f igura A . 3a mostra o princípio de operação de um
instrumento de ferro móvel do tipo a tração . Quando a bobina e
percorrida por uma corrente ( e . e ou C . A ) , o campo magnét ico da
bobina imantará a peça de ferro com polaridade tal que e la será
atraída .
Esse deslocamento, que é proporcional à intensidade da

�;
corrente, também desloca o ponteiro .

lo
ponteiro

móvel placa de
ferro

ê ferro

'�. � .--- °" "'"


� �' ' ""'"

(a) (b)
Fig u r a A . 3
A figura A . 3b mos tra o a specto de um instrumento de feL
ro móvel t ipo repulsão . As duas placas de ferro são envolvidas
pelo campo magnético da bobina , uma é f ixa e a outra está pres�
ao eixo o qual desloca o ponteiro . Como elas estão muito prQ
xima s , serão imantadas com mesma polaridade se repel indo em con
sequência .
Esses instrumentos apresentam como vantagens , o fato de
poderem ser usados tanto em e . e como em C. A , apresentam grande
robustez , são relativamente baratos e suportam grandes sobrecaL
gas.
Como desvantagen s , apresentam escala não linea r , pouca
precisão e consomem ma i s potência que o d e bobina móve l .
A.4 Instrumento Eletrodinamométricos < EÜ3 >
o princípio de operação é baseado na interação dos cam
pos magnét icos de uma bobina fixa e de uma bobina móvel . A bobi
na fixa é constituída de duas metades, sendo ligada em série com
a bobina móvel através de um resistor. A corrente vai para a bQ
bina móvel através das molas e spira is . Quando a s duas bobinas
são energizadas, haverá interação dos seus campos magnéticos , rg
sultando um torque que tende a colocar a direção do campo magn�
t ico da bobina móvel na mesma direção do da bobina fixa .

133
fixos

Bobino móvel

Fi g u r a A . 4

O campo magnético em cada bobina é proporcional à inten


sidade da corrente , desta forma o torque produzido é proporciQ
nal ao quadrado da corrente , por isso a escala e nao linear .
Uma inversão do sentido da corrente em ambas as bobina s ,
inverte a polaridade n a s duas bobinas e desta maneira a s con
dições de repulsão não se a lteram e o ponteiro deflete no mesmo
sentido . Por esta razão, o aparelho pode ser usado tanto em e . e
como em C . A . Apesar de poder ser usado para medi r tensão e cor
rente , a sua principal aplicação é na construção do wattíme tro .
A . 5 Térmicos
A . 5 . 1 Fio Aquecido C °'{ )
O seu princípio d e funcionamento é baseado na di latação
de um fio que conduz uma corrente . A quantidade de calor é prQ
porcional ao quadrado da corrente , por isso a escala desse ins
trumento não é linea r . Outra desvantagem desse instrumento �
a influência que a temperatura ambi ente exerce nas leitura s .

fio d e platino

:\1
polio

Figura A . 5

A.5.2 Termopar (�)


Um termopar é constituído de dois meta is di ferentes , uni
dos em uma extremidade por meio de solda . Se esta extremidade
for aquecida , na outra extremidade aparece uma f . e . m a qual pode
ser medida , usando-se um instrumento de bobina móvel .
134
Tf temperatura da j unção fria
Tq temperatura da junção quente

F i g u ra A. 6

A corrente a ser medida passa num aquecedor , elevando a


temperatura da junção quente .
A d i ferença de temperatura entre a s duas junções faz
aparecer uma f . e . m que é medida com um instrumento de bobina mQ
vel . Como a f . e . m gerada é muito pequena, o instrumento de bQ
bina móvel deve ser muito sensível . A potência dissipada em cª
lor é proporcional ao quadrado da corrente, portanto a escala
do aparelho é quadrát ica ( comprimida no início) .
A . 6 Amperímetro
Para s impl i ficar a análise vamos supor que o galvanôm�
tro é de bobina móvel . Do instrumento precisamos conhecer a cor
rente de fundo de e scala ( lGM l e a resi stência da bobina ( RG ) .
lGM � r:!. . �M IGM

-- �
(a)
+

IGM
----
(b)
Figura A . 7

Vamos supor que dese jamos um instrumento que tenha fun


do de e scala lT ( I T IGM ) . Para que a corrente no galvanômetro
>

seja igual a IGM quando e stá sendo medido IT, devemos colocar
em paralelo com a bobina , um resi stor chamado de "shunt" ( R s ) .

135

I r - IGM
LLJ
+
---- R s

Ir
--

F i gura A . 8

Exemplo:
Se j a um galvanômetro com fundo de escala 200µA e 1 50íl de
resistência interna . Qua l o valor do " shunt " que permita medi r
corrente até 20mA?
Solução :

0.2mA

-- <>---�
20mA

1� Rs
20mA

1 50 . 0 , 2mA = R s . 1 9 , 8mA
Rs = ]Q__
19' 8
= 1 ' 515

devendo ser construído com esta precisão .


A . 7 Alicate Amperométrico
são usados na medida de a ltas correntes ( centenas de mi
lhares de amperes ) . A figura A . 9 mostra um transformador de
corrente, us ado para reduzi r a corrente a valores suficientemen
te baixos . permitindo a medida com alguns dos instrumentos vi�
tos . É const ituído de um primário com um pequeno número de espi
ras e de um secundário com muitas e spiras . O primário é ligado
em série com a corrente a ser med ida , e no secundário é coloc�
do o aparelho de medida de corrent e .

1 36
i
-- -----

Núcl eo

F i g u ra A . 9

o � l icate amperométrico é essencialmente um transform�


dor de corrente com um núcleo em forma de garra que se abre, e�
volvendo o fio no qual passa a corrente que e stá sendo medida .
O f io funciona como o primário e no secundário está o instrumen
to. A figura A . 1 0 mostra o aspecto de um a l icate amperométrico .

F i gura A . 10

obs . : corrente que está sendo medida com o a l icate amperométri


a
co deve ser alternada .
A . 8 Vol t ímetro

Um voltímetro é const ruído a partir de um ga lvanômetro,


ligado em série a um resistor l imitador chamado multiplicador .

� d


lGM

-r-t

- � UT = (RM + RGl.lG

F i g u ra J. lla

137
E2J
u

+ -

Ur

Figura 3. llb

Exemplo :
Construir um voltímetro com lOV de fundo de esca la , a
partir de um ga lvanômetro com 200µA de fundo de escala e lSO íl
de resi stência interna .

V IOV
+
200µA
e

10

RM 1 50 --1..QY._
0 , 2mA
± s o . oo o n

RM 4 9 . 8 50íl

A . 9 Wattímetro
Um watl Ímetro é construído a partir de um instrumento ele
trodinamométrico , no qual a bobina fixa , feita de poucas e spi
ras , é ligada em série com a ca rga ( é chamada de bobina de cor
rente ou bobina série) e a bobina móve l , com um grande número de
espiras , é ligada em paralelo ( bobina de t ensão ) . Ligada em s�
rie com a bobina de tensão , uma resi stência cuja finalidade é di
minuir as perdas na bobina de tensão .
A interação do campo magnético das duas bobinas produz
um torque proporcional à intensidade da corrente nas duas bobi
nas:

Se a resistência multipl icadora for muito maior que a


reatância da bobina , a corrente na bobina móvel será proporciQ
nal à tensão do c ircuito, desta forma o torque será proporcional
à potência do circuito .

138
Alguns cuidados devem ser tomados . Em c ircuitos e .e . ,
é
importante observar a polaridade .
O wa t tímetro tem um fundo de escala de potência em watts,
mas devemos respeitar os l imites de tensão e corrente das bobi
nas . Por exemplo se a máxima tensão é lOOV e a máxima corrente é
5A, a máxima potência será 500W . O que pode acontecer é que, na
medida de potência em circuitos de baixo F . P , a med ição de
tência estar dentro dos l imites mas os valores de tensão ou COK
PQ
rente estarem fora dos l imites . Se usarmos o wattímetro com os
l imites dados anter iormente, num circuito de F . P 0 , 5 com uma
tensão de 80V medindo 300W, a corrente no circuito sera 7 , 5A o
=

que e maior que o l imite de corrente .

12

1u
(a) (b)

I2
-- B.C bobina d e corrente
B .T bobina de tensão

u1 Rl

(e)

Figura A . 1 2

Em circuitos de alta tensão e a l ta corrente, a medida


de potência é feita com auxílio de t rans formadores de tensão e
de corrente . A potência do circuito será dada por :
p Kç K v Pw
p potência do c i rcui to
Pw potência l ida no wa ttímetro
Kc relação de transformação do trans formador de corrente
Kv relação de transformação do transformador de tensão

1-39
CARGA

T.T

T.C trans formador d e corrente


T.T trans formador d e tensão
F i g u ra A . 1 3

Em circuitos t r i fá s icos ba lanceados , a potênc ia é medi


da com um watt ímetro l igado como na f igura A . 1 4 . A po tênc i a tQ
t a l d a carga é três vezes a potência indicada no wa t t ímetr o .
01
01

Zt

02 <>------

(a) (b)
F i g u ra A . 1 4

No c a so de c i rcuito desbalancead o , em cada fase é colQ


cado um wa t t ímetro, a potência na carga é a soma das potências
medidas nos três wattíme t ros .

140
01

0 3 ---�
w�-+----r--

F i gura A . 1 5

141
BIBLIOGRAFIA

- Circu i t o s El é t r i c o s Yaro Burian Jr . - Almeida Neves Editores


Ltda - Rio de �aneiro .
-

- Curso C o mp l e t o de B á s i c a - US NAVY, Hemus


El e t r i c i d a d e

ria Editor ial Ltda - 1980- São Paulo .


El e t r i c i d a d e B á s i c a Arthemio A . P . Ferrara/Eduardo Mário O . /
José Roberto Cardoso - Livraria C iênc ia e Tecnolog ia Ed itora
-

Ltda - 1980 - São Paulo .


- F u n d a m e n t a l o f El e tr i c a l Engineering - M . Kuznetsov - Peace
Publishers - Moscou .

143
Impressão e acabamento

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