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“A partir da Cantiga de Meendinho” –Sedia-me eu na ermida de S.

Simion

Estava eu no restaurante pronto a almoçar

chegaram os amigos para confraternizar

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga

Estava eu no restaurante a refletir

chegaram os colegas bem dispostos a rir

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga

Chegaram os amigos e de miúdas quiseram falar

eu sempre triste no meu lugar

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga

Chegaram os colegas para me animar

eu desapontado sem os observar

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga

Eu sempre triste no meu lugar

mandei-os embora sem justificação dar

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga

Eu desapontado ao vê-los partir

de coração dorido sem dali sair

eu esperando a minha amiga


eu esperando a minha amiga
Um momento crítico …

Hoje fui ao cinema!

Os meus amigos da escola e colegas de turma estavam entusiasmadíssimos


para verem o filme que tinha acabado de estrear, Pedro e Inês . Eu também! As
expetativas eram muito elevadas. Conhecia a história trágica de amor do célebre casal
. Estudara-a, igualmente, nos Lusíadas.

Sentado num lugar do Auditório Municipal, pude perceber que aquela belíssima
sala de espetáculos ia encher. Atenção, as luzes foram diminuindo de intensidade até
se extinguirem. Três histórias e três tempos distintos, mas sempre a mesma paixão, o
mesmo amor incondicional. Muita ação, imagens muito violentas, interpretação
excelente dos atores e… muito pouca atenção por parte dos meus colegas. Risos,
aplausos em momentos despropositados, assobios, ruídos incomodativos e cochichos
constantes interromperam, sistematicamente, a minha concentração.

Dei por mim a pensar: “Não teria sido melhor ficarem nas aulas?” ou “O que
motivará estes meus colegas?” Queixam-se, muitas vezes, que não saem da escola,
que não vão a viagens de estudo e, quando lhes proporcionam um momento como
este, não aproveitam nem deixam os colegas!
MAIS UMA TRAMPALHADA!

Há uns tempos, ouvi


na televisão que Donald
Trump anunciou a saída da
América do acordo de Paris. A
justificação para essa saída foi
“America first”, ou seja, a
América está primeiro. Para
Trump, este acordo não é
justo para os cidadãos americanos porque ele pensa que vai haver uma distribuição da riqueza
americana pelos diferentes países e que ele foi eleito para defender os americanos e não os
parisienses.

Que pensar tão egoísta e tão pequenino!

Se bem me lembro, o acordo de Paris foi um compromisso internacional discutido


entre 195 países e teve como objetivo minimizar as consequências das alterações climáticas.

Será que o Senhor Trump ainda vive no nosso planeta ou já foi viver para outro ? Às
vezes, as suas atitudes parecem mesmo de alguém extraterrestre!

Não é no Estado da Califórnia que têm deflagrado grandes incêndios, que arrasam com
cidades inteiras e provocam a destruição de vidas humanas, seres vivos, ecossistemas,
habitações ? As suas causas não estarão intimamente ligadas ao aquecimento global?

Katrina, Sandy, Mathew, Harvey… Todos esses são nomes de furacões de alta
intensidade que atingiram os Estados Unidos da América nos últimos anos. E porquê? Não terá
a ver com o aquecimento das águas dos oceanos?

E os sismos, os tornados, as cheias que têm, igualmente, atingido vários territórios


americanos?

O maior cego é realmente aquele que não quer ver. É mais fácil para o Sr. Trump dizer
que o aquecimento global é uma mentira inventada pelos chineses para prejudicar a indústria
norte-americana.