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ESCOLA ESTADUAL ANTÔNIO COELHO

CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO

VICTÓRIA LIMA E THIAGO QUEIROZ

QUESTÕES DE GESTÃO DE CAPITAL DE GIRO E FLUXO DE CAIXA

Nova Alvorada do Sul - MS


2019
1. Como as empresas podem realizar o controle financeiro através da gestão de
pagamento e recebimentos?

Uma boa gestão financeira é uma arma essencial para o sucesso da empresa. Entre as suas
tarefas mais importantes, está o fluxo de caixa, que permite o controle de contas a receber
e a pagar. Estar de olho em tudo o que entra e sai na empresa é um requisito para se manter
no mercado.

Registre todas as contas que você tem a receber (principalmente as a prazo!)

Esse é o passo inicial de qualquer controle financeiro. Você deve fazer um registro das
contas de recebimentos que existem no seu negócio.
Com o plano de contas de recebimentos pronto, você deve registrar as contas a receber
de vendas que ainda não foram pagas ou agendadas para pagamento futuro.
Vamos supor que você é dono de uma loja de eletrodomésticos e realizou uma venda de
um fogão a prazo. Nesse caso, pode assim registrar:
Venda de um fogão para o Sr. Guilherme no valor de R$920,00 (novecentos e vinte reais),
com recebimento por carnê em três parcelas e vencimento no dia 10 de cada mês. Sendo
a primeira parcela para o dia 10/10/2017.

Separe-as por tipo de recebimento

Depois de enumerar todas as contas a receber, é fundamental classificar cada tipo de


recebimento, ou seja, detalhar bem como será recebido esse pagamento. Assim, é possível
planejar o recebimento e saber onde e como identificá-lo.
No caso de um recebimento por cartão de débito ou crédito, o dinheiro cairá
automaticamente em sua conta corrente.
Caso seja um cheque, é necessário ir ao banco descontá-lo e no caso de um carnê, o cliente
irá até seu estabelecimento realizar o pagamento.

Elenque as contas por ordem de recebimento

Nesta etapa, você deve classificar os recebimentos em ordem cronológica, do


recebimento mais recente ao mais tardio.
Assim é possível prever quanto terá de recebimento para cada dia ou período.

Faça o acompanhamento mês a mês

Com todos os lançamentos de contas a receber registrados e as datas de recebimento, é


necessário fazer o controle mês a mês.
Normalmente essa prática é feito em conjunto com extrato bancário e comprovantes de
pagamentos enviados por clientes.
Dessa forma, é possível verificar quais clientes atrasaram com o pagamento daquele mês
e, assim, verificar possíveis razões da inadimplência.
O acompanhamento mês a mês permite ainda uma série de análises. É possível avaliar se
o número de contas a receber está caindo gradativamente, se os atrasos estão sendo
recorrentes e quais condições de pagamento são mais vantajosas.
Controle as inadimplências

Definidas as quatro etapas anteriores do controle de contas a receber, é possível


acompanhar quais clientes estão pagando em dia e quais não estão.
Com essa avaliação, você poderá entrar em contato com os inadimplentes para realizar a
cobrança dos pagamentos atrasados.
Além disso, com algum tempo de controle, você conseguirá monitorar alguns indicadores
importantes, como por exemplo a taxa de inadimplência. Essa taxa mede qual o percentual
de vendas que não são pagas ou que são pagas com atraso.

3 análises indispensáveis para o controle

Além das tarefas que auxiliam no controle de contas a receber, há três análises acerca dos
recebimentos que ajudarão a comprovar a saúde financeira do seu negócio.

A empresa terá dinheiro nas próximas duas semanas?

Essa primeira análise é justamente sobre como estará seu controle financeiro a curto
prazo.
Talvez hoje você tenha dinheiro, mas talvez daqui uma semana não. Sua empresa precisa
antecipar-se a possíveis faltas de dinheiro.

As contas a receber são o suficiente para pagar as dívidas?

Essa análise é importante para verificar se o número de vendas é o suficiente para custear
os compromissos e gerar lucro para o negócio.

Até o final do ano, como estará a situação?

Essa primeira é uma análise que permite saber a saúde financeira do negócio a médio
prazo. Você precisa avaliar a diferença entre todas as entradas e saídas previstas.
Se as contas a pagar ultrapassarem o valor de contas a receber até o fim do ano, indica
que é necessário procurar novos negócios o quanto antes.

2. Defina o fluxo de caixa e gestão de caixa.

O fluxo de caixa e gestão de caixa estão intimamente relacionados com o modo pelo qual
a empresa efetua o gerenciamento de entrada e de saída de seus recursos, constituindo-se,
assim, em um importante instrumento de apoio à tomada de decisões, especialmente em
relação à disponibilidade de investimentos.

3. Qual a importância dos orçamentos para o planejamento econômico?

O orçamento é um valioso instrumento de planejamento e controle das operações da


empresa, qualquer que seja seu ramo de atividade, natureza ou porte. Estabelece, da forma
mais precisa possível, como se espera que transcorram os negócios da empresa,
geralmente num prazo mínimo de um ano, proporcionando uma visão bem aproximada
da situação futura. É através do orçamento que se estabelece metas com a equipe, dando,
assim, uma visão clara de onde a empresa quer chegar.
O orçamento ajuda a Administração mensurar efetivamente e a priori seus esforços, de
forma que os objetivos possam ser atingidos e tornando possível uma coordenação geral
transparente, pois elaborado o orçamento, todos passam a conhecer as metas e os
objetivos da empresa por um determinado período.
Mensalmente é possível o acompanhamento, através da comparação entre o previsto e o
realizado, dando subsídios para eventuais correções e possibilitando um redirecionando
das ações afim de assegurar o cumprimento mais fiel possível do projetado.

4. Comente sobre planejamento econômico de longo prazo?

O planejamento de longo prazo define as ações de curto prazo. Mesmo que para alguns
possa parecer futurologia é importante ter uma direção. A análise de dados é fundamental
para identificar tendências. A partir de informações históricas e pesquisas define-se o
planejamento. O curioso é que a maioria das informações que precisamos para o
planejamento está disponível na própria empresa. Com a Internet temos acesso a
estatísticas governamentais, institutos de pesquisa e de jornais que mostram gráficos
históricos, muitas delas de forma gratuita. Algumas vezes falta disposição para analisa-
las, isso porque mais de 90% do nosso tempo utilizamos para tarefas operacionais.

5. Por que as empresas precisam de capital de giro? Qual sua função na


administração da empresa?

Para entender melhor a questão, é importante separar os gastos do dia-a-dia em dois


grandes grupos: os custos variáveis ou diretos; que são aqueles que acontecem
proporcionalmente ao aumento das vendas ou da produção, como matéria-prima, insumos
(eletricidade, água, etc.) e comissões, por exemplo; e as despesas fixas, como aluguel,
salários administrativos, telefone, etc.
À medida que a empresa cresce, estas despesas aumentam, levando a uma necessidade de
aumento de capital de giro.
Teoricamente as despesas fixas não deveriam aumentar muito com a expansão nas
vendas, mas muitas vezes o empresário aproveita o bom momento e contrata um
assistente aqui e outro ali, muda de escritório para um lugar mais amplo e confortável e,
com isso, as despesas sobem.
Os custos variáveis, esses sim, aumentam proporcionalmente às vendas. Vale comentar
que nem sempre o empresário consegue adicionar no preço o aumento dos insumos e
matérias-primas, perdendo, então, parte da margem de lucro dos produtos ou serviços
vendidos.
Outro ponto que influencia quanto capital de giro será necessário para que a empresa
possa crescer é o prazo de estocagem e os prazos de pagamento de fornecedores e
recebimento dos clientes. Quanto maior o prazo que se deixa o produto parado na
prateleira e quanto mais prazo se dá para os clientes pagarem, maior a necessidade de
capital de giro. De outro lado do “cabo de guerra” está o prazo que você tem para pagar
seus fornecedores. Conseguindo um bom prazo para pagar, você diminui o “desencaixe”
financeiro, ou seja, a necessidade de tomar dinheiro no mercado ou colocar dinheiro
pessoal ou, ainda, encontrar investidores para seu negócio.
6. O que são financiamentos externos?

O financiamento externo, refere-se aos fundos obtidos juntos dos sócios atuais ou fundos
futuros (em capitais próprios) e os que resultam do recurso a credores (empréstimos). No
caso dos capitais alheios (empréstimos) a empresa assume a obrigação do seu reembolso
num prazo pré-determinado e obriga-se a pagar o custo da utilização (Juros) destes
capitais, ao passo que os capitais próprios são, em princípio reembolsados apenas no caso
de falência e na medida em que o patrimônio disponível na altura o permita.

7. Onde as empresas podem obter financiamento de curto prazo?

Existem diversas fontes alternativas de financiamento de curto prazo, isto é,


financiamento com um prazo de exigibilidade até um ano, os mais relevantes são:
- Capitais alheios: são o capital utilizado por uma sociedade mais que não lhe pertence.
(Exemplo um empréstimo bancário ou emissão obrigacionista) devendo ser devolvido
dentro de um prazo pré-estabelecido e durante o qual são também devidos juros.
- Crédito bancário: operação pela qual uma instituição bancária coloca à disposição de
um cliente determinado montante e este se compromete a reembolsar a instituição na data
fixada antecipadamente, acrescido dos juros previamente combinados.
- Empréstimos de curto prazo: o objetivo desta fonte é financiar operações de curto prazo
(a 90, 120 ou 180), por exemplo para resolver dificuldades de liquidez momentâneas.
Como contra partida, as empresas no fim de prazo convencionado com a instituição
bancária terão de restituir o valor do empréstimo acompanhado de juros.
- Empréstimo em conta corrente: trata-se de contas correntes em que a instituição bancária
coloca à disposição da empresa, um limite de crédito centrado. Geralmente essas contas
são validas por 180 dias, podendo, no entanto, ser renovada ciclicamente. Implica no
pagamento de juros por parte da empresa contraente de uma garantia.
- Capital giro: tem como objetivo ultrapassar dificuldades de tesouraria momentâneas e
implica aceitação por parte da instituição bancária (geralmente só concedida aos melhores
clientes). Esse tipo de credito é o mais carro do que o credito normal, pois à taxa das
operações ativas acrescentam-se normalmente dois pontos percentuais.
- Crédito por assinatura: consiste no cumprimento de uma obrigação pela instituição
bancária, condicionada ao mau comprimento da outra obrigação as assumidas pela
entrega. Quer este dizer que se a obrigação (aval bancária e a fiança garantia). No entanto,
a instituição bancária cobra geralmente uma condição de garantia (por um período de três
meses).
8. Quais fatores levam os empresários a tomarem a decisão de realizar um
investimento. Comente sobre o assunto.

Alguns fatores que podem influenciar as decisões de investimento dos empresários são:

- Upgrade nos negócios: investir na infraestrutura pode relevar o nível da empresa e


valorizar seus produtos/serviços aos olhos dos clientes;

- Retorno financeiro: subir o nível da empresa para um patamar mais elevado é uma
estratégia de investimento para atrair mais cliente e para obter retorno nos investimentos;
- Crescimento da equipe: expandir o negócio é um processo árduo, sendo assim, para dar
conta de muitas encomendas e pedidos é necessário investir no crescimento de uma
equipe maior e capacitada de funcionários, o que acarreta em uma taxa maior de
lucratividade.

9. Fale sobre as funções do administrador financeiro e sobre a importância do


planejamento financeiro para as empresas.

Dentre as funções típicas do administrador financeiro estão:

Análise, planejamento e controle financeiro - baseia-se em coordenar as atividades e


avaliar a condição financeira da empresa, por meio de relatórios financeiros elaborados a
partir dos dados contábeis de resultado, analisando a capacidade de produção, tomando
decisões estratégicas com relação ao rumo total da empresa. O objetivo é alavancar as
operações da mesma para se obter retorno financeiro e oportunidades de se investir mais
nos negócios para o alcance das metas da empresa.
Tomada de decisões de investimento - consiste em decidir sobre a destinação dos recursos
financeiros para aplicação em ativos correntes (circulantes) e não correntes (realizável em
longo prazo e ativo permanente). O administrador financeiro estuda a situação procurando
apresentar os níveis desejáveis de ativos circulantes, determinam quais ativos
permanentes devem ser adquiridos e quando os mesmos devem ser substituídos ou
liquidados, buscando sempre o equilíbrio e a otimização entre os ativos correntes e não-
correntes. Ou seja, deve decidir quando, como e quanto investir; se valerá a pena adquirir
um bem ou direito, sempre com o intuito de evitar desperdícios e gastos desnecessários;
e também decidir sobre a imobilização dos recursos correntes, que se ocorrer com
altíssimos gastos na aquisição de imóveis e bens que trarão pouco retorno positivo e muita
depreciação no seu valor, poderá inviabilizar o capital de giro imprescindível para a
sobrevivência da empresa.
Tomada de decisões de financiamentos - dizem respeito à captação de recursos diversos
para o financiamento dos ativos correntes e não correntes, no que tange todas as atividades
e operações da empresa e necessite de capital ou de qualquer outro tipo de recurso para a
execução de metas ou planos da empresa. Levando em conta a combinação dos
financiamentos a curto e longo prazo com a estrutura de capital, ou seja, não se emprestará
mais do que a capacidade da empresa tem para pagar e ser responsável pelas suas
exigibilidades. Para isso, é preciso pesquisar fontes de financiamento confiáveis e viáveis,
sempre balanceando juros, benefícios e formas de pagamento.

Quando bem utilizado, o planejamento financeiro auxilia o empreendedor a estabelecer


as metas financeiras de curto e longo prazo que serão estratégicas para alcançar os
objetivos do seu negócio, além de servir como base para a tomada de decisões para
permanecer no caminho certo.