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A arte, que antes era de caráter nobre e erudita, passa a valorizar o folclórico e o nacional.

Ela
extrapola as barreiras impostas pela Corte e começa a ganhar a atenção do povo.

A arte romântica, ao romper as muralhas da Corte e ganhar as ruas, liberta-se das exigências
dos nobres que pagavam sua produção e passa a ter um público anônimo. É o surgimento do
público consumidor, impulsionado no Brasil pelo folhetim, uma literatura mais acessível.

Na prosa, o aspecto formal do Classicismo é deixado de lado. O mesmo ocorre com a poesia,
com os versos livres, sem métrica e sem estrofação. A poesia também é caracterizada pelo
verso branco, sem rima.

Confira na tabela abaixo as diferenças entre o Classicismo e o Romantismo:

Romantismo: Características e Contexto Histórico

Leia também:

Classicismo

Características do Classicismo

A Linguagem do Classicismo

Nacionalismo

Os românticos pregam o nacionalismo, incentivam a exaltação da natureza pátria, o retorno ao


passado histórico e na criação do herói nacional.

Na literatura europeia, os heróis nacionais são belos e valentes cavaleiros medievais. Na


brasileira são os índios, igualmente belos, valentes e civilizados.

A natureza também é exaltada no Romantismo. Está é vista como uma extensão da pátria ou
refúgio à vida agitada dos centros urbanos do século XIX. A exaltação à natureza ganha
contornos de prolongamento do escritor e de seu estado emocional.

Sentimentalismo Romântico

Entre as marcas principais do Romantismo estão o sentimentalismo, a supervalorização das


emoções pessoais, o subjetivismo e egocentrismo. É dessa maneira que os poetas se
colocavam como o centro do universo.
Dentro de um universo particular, o poeta sente a derrota do ego, produz frustração e tédio.
São características do movimento romântico: as fugas da realidade por meio do abuso de
álcool e ópio, a idealização da mulher, da sociedade e do amor bem como a saudade da
infância e a busca constante por casas de prostituição.

VEJA TAMBÉM: A Linguagem do Romantismo

Romantismo em Portugal

O Romantismo em Portugal tem como marco inicial a publicação, em 1825, do poema


"Camões", escrito por Almeida Garrett. A obra foi produzida durante seu exílio em Paris.

Os primeiros anos do Romantismo português coincidem com as lutas civis entre liberais e
conservadores. A renúncia de Dom Pedro ao trono brasileiro e sua luta pelo trono de Portugal
ao lado dos liberais, veio intensificar esses conflitos.

VEJA TAMBÉM: Romantismo em Portugal

Romantismo no Brasil

No Brasil, duas publicações são consideradas o marco inicial do Romantismo. Ambas foram
lançadas em Paris, por Gonçalves de Magalhães, no ano de 1836: a "Revista Niterói" e o livro
de poesias "Suspiros poéticos e saudades".