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SUMÁRIO

Direito Processual Civil

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Direito Previdenciário

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br NFPSS – PARTE 3 DIREITO PROCESSUAL CIVIL 1

NFPSS PARTE 3

DIREITO PROCESSUAL CIVIL 1

1. DAS NORMAS PROCESSUAIS CIVIS E SUA APLICAÇÃO. OS PRINCÍPIOS INFORMADORES DO PROCESSO CIVIL.

De forma inovadora, a nova legislação trouxe, nos seus primeiros artigos, um rol de normas fundamentais do processo civil, em consonância com o que prevê a Constituição Federal. Sem dúvidas, podemos afirmar que o neoconstitucionalismo orientou a edição do NCPC: é a constitucionalização do processo.

Devido Processo Legal

constitucionalização do processo . Devido Processo Legal Contraditório Duração razoável do processo

Contraditório

Duração razoável do processo

Publicidade

Duração razoável do processo Publicidade  Representa um conjunto de garantias que foram maturadas

Representa um conjunto de garantias que foram maturadas ao longo da história, com o objetivo de defender as pessoas da tirania. Refere-se não só ao processo jurisdicional, como também ao processo administrativo, legislativo e privado.

Dimensão formal: garante às partes o direito de participar do processo e de atuar nele. Direito de ser informado sobre a existência do processo.

Dimensão substancial: Garante o direito de poder influenciar a decisão.

A própria garantia do devido processo legal impõe uma série de providências que devem ser tomadas que fazem com que o processo demore (demora inerente ao processo), como a oitiva do réu, recursos e produção de provas. O nome do princípio não é celeridade, que dá a ideia de rapidez, velocidade. Na verdade, o processo tem que demorar o tempo necessário para se ter um processo justo (deve ser examinado caso a caso).

Tem uma dupla dimensão:

Publicidade interna: dirigida aos sujeitos do processo.

Publicidade externa: dirigida a terceiros.

Art. 11. Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade. Parágrafo único. Nos casos de segredo de justiça, pode ser autorizada a presença somente das partes, de seus advogados, de defensores públicos ou do Ministério Público. ) Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:

I - em que o exija o interesse público ou social; II - que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, alimentos e guarda de crianças e adolescentes; III - em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade; IV - que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confidencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante

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1 Por Thaís Oliveira

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br o juízo.  Deriva do princípio da igualdade
o juízo.  Deriva do princípio da igualdade de forma geral, mas possui aplicação em
o juízo.
Deriva do princípio da igualdade de forma geral, mas possui aplicação em
âmbito processual. Pode ser extraído do art. 7º:
Igualdade Processual
Art. 7 o É assegurada às partes paridade de tratamento em relação ao exercício de
direitos e faculdades processuais, aos meios de defesa, aos ônus, aos deveres e à
aplicação de sanções processuais, competindo ao juiz zelar pelo efetivo
contraditório.
Eficiência
 Impõe que o juiz conduza o processo de forma eficiente. Está relacionado à
gestão do processo. Para ser eficiente, deve ter o menor gasto possível e o
melhor resultado possível. Essa é a nova visão: juiz como gestor do processo
(gerenciamento processual).
Efetividade
 Processo efetivo é um processo que realiza o direito material reconhecido pela
decisão. Está relacionado, portanto, a resultado.
 Adequação objetiva: É a adequação do processo ao seu objeto, àquilo que está
sendo discutido em juízo.
Adequação
 Adequação subjetiva: O processo tem que ser adequado aos sujeitos que vão
se valer dele
 Adequação teleológica: O processo deve ser adequado aos seus fins.
 O princípio da boa-fé se dirige a todos os sujeitos do processo, inclusive ao
juiz. O NCPC previu o princípio da boa-fé expressamente em seu art. 5º:
Boa-fé processual
Art. 5º Aquele que de qualquer forma participa do processo deve comportar-se de
acordo com a boa-fé.
-
O princípio da boa-fé processual impede o abuso de direitos processuais;
- Possui função hermenêutica;
- O exercício abusivo de um direito processual é considerado ilícito.
- Proíbe comportamentos contraditórios.
O NCPC, em diversos momentos, estimula a autocomposição, concretizando o
princípio previsto. O primeiro artigo a tratar do feito é o 3 o :
Promoção da Solução
Consensual dos
Conflitos
Art. 3º Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou lesão a direito.
[
§ 3 o A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos
deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do
Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial.
]
 Para o NCPC, o que importa é a apreciação do mérito pelo magistrado; ou seja,
Primazia da Decisão
de Mérito
a
decisão de mérito é prioritária em relação à decisão que não é de mérito.
Vedação às decisões
surpresas
 Consoante o artigo 10 do Código de Processo Civil “o juiz não pode decidir, em
grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se
tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de
matéria sobre a qual deva decidir de ofício”. Esse princípio é aplicável em
grau recursal (art. 933).
#ATENÇÃO: O art. 9º prevê exceções:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Art. 9º. “Não se proferirá decisão contra uma
Art. 9º. “Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente
Art. 9º. “Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja
previamente ouvida.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:
I - à tutela provisória de urgência;
II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III;
III - à decisão prevista no art. 701”.
 O NCPC é totalmente estruturado, do início ao fim, ao respeito do
autorregramento da vontade no processo. Isto porque uma de suas premissas
é a de que o processo, para ser considerado devido, não pode ser um
ambiente hostil para o exercício da liberdade.
Autonomia da
Vontade no Processo
 A possibilidade de negócios jurídicos processuais representa aplicação do
princípio, assim como a possibilidade de se prestigiar a arbitragem.
#IMPORTANTE: Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam
autocomposição, é lícito às partes plenamente capazes estipular mudanças no
procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e convencionar sobre os
seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
 Com o advento do NCPC, passou a contar com previsão expressa:
Cooperação
Art. 6º Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre si para que se obtenha,
em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva.
 O princípio da decisão informada está previsto no art. 166, "caput", do NCPC e
aplica-se à conciliação e à mediação.
Decisão Informada
 Segundo Daniel Amorim Neves, o referido princípio "cria o dever ao
conciliador e ao mediador de manter o jurisdicionado plenamente informado
quanto aos seus direitos e ao contexto fático no qual está inserido". Assim, é
uma forma de permitir que as partes celebrem acordos tendo plena ciência do
ato que estão praticando.

#JÁCAIU:

(2016, Juiz Federal, TRF - 4ª Região) “O Código é marcado pelos princípios do contraditório permanente e obrigatório, da cooperação, do máximo aproveitamento dos atos processuais, da primazia do julgamento de mérito e da excepcionalidade dos recursos intermediários, entre outros”. CERTO.

(2016, Juiz Federal, TRF - 4ª Região) “O Código busca a segurança jurídica e a isonomia, reforçando o sistema de precedentes (stare decisis) e estabelecendo como regra, no plano vertical, a observância dos precedentes e da jurisprudência e, no plano horizontal, a estabilidade, a integridade e a coerência da jurisprudência”. CERTO.

2. DA JURISDIÇÃO. AÇÃO (CONCEITO, NATUREZA JURÍDICA, CLASSIFICAÇÃO). LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL. DA ORGANIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO. EQUIVALENTES JURISDICIONAIS. ARBITRAGEM E MEDIAÇÃO.

→ PRINCÍPIOS DA JURISDIÇÃO:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Princípio da Inércia: Trata-se da ideia básica do
Princípio da Inércia:
Princípio da Inércia:

Princípio da Inércia:

Trata-se da ideia básica do princípio dispositivo. Art. 2º, CPC/15: “O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei”. #ATENÇÃO: Em algumas situações o Juiz pode agir de ofício, como em procedimentos especiais, jurisdição voluntária, cumprimento de sentença etc. #ATENÇÃO: Não há mais a possibilidade de abertura de inventário de ofício. #SELIGA É possível que o Juiz determine a produção, de ofício, de provas (art. 370 do CPC). Art. 370, CPC: “Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias ao julgamento do mérito”.

Princípio da Investidura:

Quem exerce a função jurisdicional? Aquele regularmente investido no cargo. Quem é regularmente investido no cargo? Aquele aprovado em concurso público de provas e títulos (Art. 93, I, CRFB/88), bem como os ingressos pelo quinto constitucional (art. 94, CRFB/88) e os nomeados para Ministros dos Tribunais Superiores.

Princípio da Territorialidade:

Também é chamado pela doutrina de princípio da aderência ao território. Todo Juiz tem jurisdição em todo o território nacional e no exterior, desde que respeitados os costumes locais e acordos internacionais. A divisão do exercício da função jurisdicional (medida da jurisdição) se traduz na atribuição de competência (órgãos jurisdicionais especializados). #ATENÇÃO: Pode haver mitigação em relação ao princípio da territorialidade? SIM. Na verdade, o próprio legislador estipulou duas exceções (mitigações) ao princípio da territorialidade, a saber: (i) imóvel (art. 60 do CPC); (ii) Oficial de Justiça (Art. 255 do CPC). Art. 60 do CPC: “Se o imóvel se achar situado em mais de um Estado, comarca, seção ou subseção judiciária, a competência territorial do juízo prevento estender-se-á sobre a totalidade do imóvel”. OBS: No CPC/15 o que torna prevento o Juízo é o registro ou a distribuição da petição inicial. Art. 59 do CPC: “O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo”. Art. 255 do CPC: “Nas comarcas contíguas de fácil comunicação e nas que se situem na mesma região metropolitana, o oficial de justiça poderá efetuar, em qualquer delas, citações, intimações, notificações, penhoras e quaisquer outros atos executivos”. #ATENÇÃO: O art. 255 do CPC/15, se comparado ao antigo art. 230 do CPC/73, inovou ao possibilitar que o Oficial de Justiça fizesse não apenas citações e intimações, mas, também, notificações, penhoras e quaisquer outros atos executivos.

Princípio da Indelegabilidade:

O exercício da função jurisdicional é indelegável. Apenas os órgãos jurisdicionais que a Constituição Federal estabelece e autoriza é que podem praticar os atos jurisdicionais. Assim, veda-se a delegação de atos decisórios. #ATENÇÃO: Contudo, é possível pedido de cooperação (inquirição de testemunhas através de carta precatória, carta de ordem etc.), no que tange aos atos instrutórios, à luz do princípio da cooperação (art. 6º, CPC). Nesse caso, não há delegação do exercício da jurisdição. OBS: As delegações no âmbito do Judiciário não abrangem os atos decisórios; delegam-se apenas atos instrutórios, diretivos ou executórios. OBS: A CF/88, no art. 93, XI e XIV, autoriza a delegação de competência do Tribunal Pleno para um Órgão Especial e para serventuário poder praticar atos de administração e mero expediente sem caráter decisório,

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br respectivamente. Art. 93 da CF/88: “Lei complementar, de
respectivamente. Art. 93 da CF/88: “Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre

respectivamente. Art. 93 da CF/88: “Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:

XI: nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão

XI: nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser constituído órgão especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais delegadas da competência do tribunal pleno, provendo-se metade das vagas por antiguidade outra metade por eleição do tribunal pleno; XIV: os servidores receberão delegação para a prática de atos de administração e atos de mero expediente sem caráter decisório”. Art. 203, § 4º, do CPC: “Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de despacho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário”.

Princípio da Inevitabilidade :

Princípio da Inevitabilidade:

As partes devem se sujeitar ao que for decidido pelo órgão jurisdicional. É inevitável a

As partes devem se sujeitar ao que for decidido pelo órgão jurisdicional. É inevitável a sujeição das partes ao resultado que emanar do Estado-Juiz. Ideia de imperatividade da jurisdição (vinculação obrigatória).

Princípio da Inafastabilidade/Indeclinabilidade:

Princípio da Inafastabilidade/Indeclinabilidade:

Art. 5º, XXXV, da CF: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão

Art. 5º, XXXV, da CF: “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”. Há exceções, como no caso da Justiça Desportiva, em que se exige o esgotamento das vias administrativas, e do habeas data, cuja inicial deverá ser instruída com a prova da recusa por parte da autoridade administrativa. Art. 217, § 1º, da CF/88: “O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva, reguladas em lei”. Súmula 2 do STJ: “Não cabe habeas data (CF, art. 5º, LXXII, a) se não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa”. Art. 8º, Parágrafo único, Lei nº 9.507/97: “A petição inicial deverá ser instruída com prova:

I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão; II - da recusa em fazer-se a retificação ou do decurso de mais de quinze dias, sem decisão; ou III - da recusa em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do decurso de mais de quinze dias sem decisão”.

em fazer-se a anotação a que se refere o § 2° do art. 4° ou do
Princípio do Juiz Natural/Promotor Natural:

Princípio do Juiz Natural/Promotor Natural:

Há dois dispositivos na CF/88 relativos ao princípio do Juiz Natural. No Brasil, não haverá Juízo ou Tribunal de exceção. Art. 5º, XXXVII, da CF/88: “não haverá juízo ou tribunal de exceção”. Os jurisdicionados têm o direito de serem julgados por tribunais previamente existentes.

ou tribunal de exceção”. Os jurisdicionados têm o direito de serem julgados por tribunais previamente existentes.

Art. 5º, LIII, da CF/88: “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”.

Art. 5º, LIII, da CF/88: “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”.

Relaciona-se também ao princípio da investidura devidamente investidas no cargo.

a função jurisdicional é atribuída às autoridades

→ JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA:

São características gerais da jurisdição voluntária:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Trata-se de atividade estatal de integração (da vontade

Trata-se de atividade estatal de integração (da vontade do interessado) e de fiscalização, pois os efeitos jurídicos almejados somente poderão ser obtidos após a atuação do Estado-Juiz, que o faz quando, de plano, fiscaliza os requisitos legais (é por isso que se diz que não haveria voluntariedade, mas, sim, obrigatoriedade).

Trata-se de atividade estatal inquisitória, já que o Juiz poderá dar início de ofício a determinadas demandas, afastando-se o rigorismo do princípio da inércia, bem como poderá produzir provas mesmo contra a vontade das partes.

Trata-se de atividade estatal baseada na equidade, já que não se observa a legalidade estrita. O Juiz pode usar de discricionariedade, decidindo de acordo com critérios de conveniência e oportunidade, ainda que contrariamente à lei. Art. 723, § único, do CPC: “O juiz não é obrigado a observar o critério de legalidade estrita, podendo adotar em cada caso a solução que considerar mais conveniente ou oportuna”.

Em suma, a jurisdição voluntária como administração pública de interesses privados (natureza administrativa) é a ideia que prevalece na doutrina brasileira, conforme concepção de José Frederico Marques.

→ ARBITRAGEM:

A arbitragem é uma técnica de solução de conflitos em que as partes buscam em uma terceira pessoa, imparcial, a solução de seus litígios.

Características da Arbitragem:

A) Escolha da norma de direito material a ser aplicada;

B) Escolha do árbitro;

C) Desnecessidade de homologação judicial;

D) Título executivo judicial (art. 515, VII, do CPC);

E) Possibilidade de reconhecimento e execução de sentenças arbitrais prolatadas no exterior.

Para a maioria doutrinária, possui natureza jurídica de equivalente jurisdicional (Humberto Theodoro Jr., Vicente Greco Filho, Luiz Guilherme Marinoni e Cassio Scarpinella Bueno).

Parcela da doutrina, contudo, entende que não se trata de equivalente jurisdicional, mas sim de jurisdição propriamente dita, sendo exercida por particulares com autorização do Estado (Fredie Didier Jr., Carlos Alberto Carmona e Joel Dias Figueira Jr.).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: O STJ já reconheceu a natureza jurisdicional da arbitragem

111.230/DF).

(CC

É possível a existência de conflito de competência entre juízo estatal e câmara arbitral. Isso porque a atividade desenvolvida no âmbito da arbitragem tem natureza jurisdicional. STJ. 2ª Seção. CC 111230-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 8/5/2013 (Info 522).

Vale ressaltar, no entanto, que não cabe ao STJ julgar conflito de competência envolvendo dois tribunais arbitrais, sendo isso atribuição da justiça de 1ª instância:

) (

venda, o conflito de competência supostamente ocorrido entre câmaras de arbitragem deve ser dirimido no

Em se tratando da interpretação de cláusula de compromisso arbitral constante de contrato de compra e

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Juízo de primeiro grau , por envolver incidente

Juízo de primeiro grau, por envolver incidente que não se insere na competência do Superior Tribunal de

Justiça, conforme os pressupostos e alcance do art. 105, I, alínea "d", da Constituição Federal. ( (STJ. 2ª Seção. CC 113260/SP, Rel. p/ Acórdão Min. João Otávio de Noronha, julgado em 08/09/2010)

)

#DEOLHONOENUNCIADO:

Enunciado 164, FPPC: A sentença arbitral contra a Fazenda Pública não está sujeita à remessa necessária.

→ TEORIA DA ASSERÇÃO:

O STJ tem adotado a teoria da asserção. Para os seus adeptos, há a seguinte concepção: se numa cognição sumária (superficial) for possível identificar a ausência de alguma(s) das condições da ação, o feito deveria ser extinto sem resolução do mérito.

Todavia, se dentro de uma cognição mais aprofundada (exauriente), for constatada a ausência de alguma(s) das condições da ação, poderia se dizer que se trata de mérito propriamente dito, de modo que o processo seria extinto com resolução do mérito.

O que individualiza a teoria da asserção é o momento da cognição: se for superficial, a extinção do processo é sem resolução do mérito; se for aprofundada, a decisão é com resolução do mérito.

Mas qual o conceito de ação?

Direito de ação é o direito fundamental (situação jurídica) composto por um conjunto de situações jurídicas, que garantem ao seu titular o poder de acessar os Tribunais e exigir deles uma tutela jurisdiciona adequada, tempestiva e efetiva.

Por sua vez, a ação/DEMANDA é um ato jurídico. Trata-se do exercício do direito de ação, podendo ser chamada também de ação exercida.

→ CONDIÇÕES DA AÇÃO:

Possibilidade Jurídica do Pedido: Embora Liebman a tratasse como condição da ação e o CPC/73
Possibilidade Jurídica do Pedido:
Embora Liebman a tratasse como condição da ação e o CPC/73 assim o previsse, o CPC/15 é
silente sobre sua incidência, pelo que se passa a entender que a possibilidade jurídica do pedido é questão
meritória.
O pedido juridicamente possível é aquele que não tenha vedação no ordenamento jurídico. Ou
seja, existindo vedação legal, o pedido será juridicamente impossível.
OBS: O embasamento argumentativo para que a possibilidade jurídica do pedido seja mérito, e não
mais condição da ação, está no art. 332 do CPC/15 (antigo art. 285-A do CPC/73).
Assim, por exemplo, sempre que o autor levar ao Judiciário um pedido que contraria enunciado de Súmula
do STF, tratar-se-ia de hipótese de impossibilidade jurídica do pedido e, portanto, de improcedência liminar
(análise de mérito).
Em suma: enquadrando-se nas hipóteses de improcedência liminar, previstas no art. 332 do CPC, estamos
diante de um pedido juridicamente impossível.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br   Interesse de Agir: O interesse de agir
 

Interesse de Agir:

O

interesse de agir está intimamente ligado à utilidade da prestação jurisdicional que se pretende

obter com a movimentação do Judiciário.

A

utilidade de se buscar o Judiciário resulta no binômio que caracteriza o interesse de agir, que é a

necessidade e a adequação.

O

interesse de agir, portanto, deve ser demonstrado a partir do instante em que se tem necessidade

de se buscar o Judiciário e, também, a partir do instante em que tal busca se dê por meio da utilização dos

instrumentos processuais adequados. Com isso, pretende-se conseguir uma melhoria na situação fática do autor. Art. 19 do CPC: “O interesse do autor pode limitar-se à declaração:

I. da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; II. da autenticidade ou da falsidade de documento”.

 

Legitimidade Ad Causam:

A

legitimidade é a pertinência subjetiva da ação. Parte legítima é aquela que se encontra em

posição processual coincidente com a situação legitimadora.

O Direito pátrio também chancela a legitimidade extraordinária (anômala) /substituição processual.

A legitimidade extraordinária/substituição processual ocorre quando não houver correspondência

total entre a situação legitimante e as situações jurídicas submetidas à apreciação do Magistrado. Art. 18 do CPC: “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado

pelo ordenamento jurídico”.

§ único: “Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial”. #ATENÇÃO: Entende-se majoritariamente que a expressão substituição processual não se confunde com sucessão processual.

A

substituição processual ocorre na legitimação anômala (extraordinária).

Exemplo: ao ajuizar uma ação civil pública, o MP atua, em nome próprio, defendendo direito alheio. Já a sucessão processual caracteriza-se pela substituição dos sujeitos que compõem os polos da demanda e sempre acontece quando um sujeito que componha uma das partes do polo seja retirado para

que um terceiro tome o seu lugar. Exemplo: falecimento de uma das partes do processo.

→ ELEMENTOS DA AÇÃO:

 

Partes:

Deve haver pertinência subjetiva.

 

Pedido:

Quando se busca o Judiciário, requer-se uma resposta imediata do Estado, de modo que o pedido imediato se caracteriza fundamentalmente pela prestação da tutela jurisdicional, ao passo que o pedido mediato consiste no bem jurídico inserido no comando da tutela jurisdicional. No âmbito do CPC/15, o pedido precisa ser certo e determinado. A novel redação corrige um equívoco do CPC/73.

A

certeza deve se referir tanto ao pedido imediato (aspecto processual) quanto ao mediato (aspecto

material). O autor deve indicar de forma precisa e clara qual a espécie de tutela jurisdicional pretendida

(pedido imediato).

#ATENÇÃO: O Direito brasileiro não admite pedido incerto; é necessário que se indique, de forma específica e clara, qual a espécie de tutela jurisdicional pretendida e também o gênero do bem da vida pleiteado.

A

determinação, por sua vez, refere-se apenas ao pedido mediato, ou seja, ao bem jurídico

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br tutelado. Determinação é pertinente à liquidez do

tutelado. Determinação é pertinente à liquidez do pedido (quantidade, qualidade). #ATENÇÃO: O próprio CPC, contudo, permite o pedido genérico, conforme art. 324, § 1º, que leciona:

Art. 324, §1º, CPC: “É lícito, porém, formular pedido genérico:

nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados; [universalidade de bens, exemplo: herança]

I.

II.

quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato;

III. quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser

praticado pelo réu”. OBS: o art. 324, § 1º, do CPC também se aplica à reconvenção. #SELIGA: O CPC/15 também prevê o princípio da adstrição (congruência). Art. 492 do CPC: “É vedado ao juiz proferir decisão de natureza diversa da pedida, bem como condenar a parte em quantidade superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado”. OBS: Os pedidos implícitos não ofendem o princípio da adstrição (art. 492 do CPC/15).

 

Causa de Pedir:

A

causa de pedir é um dos elementos da petição inicial e corresponde aos fatos e fundamentos

jurídicos do pedido. Há duas teorias que tentam explicar a ratio da causa de pedir, oriundas do Direito alemão. - Teoria da Individuação (individualização):

A

teoria da individuação leciona que a causa de pedir é composta tão somente pela relação jurídica

afirmada pelo autor.

- Teoria da Substanciação:

A

teoria da substanciação entende que a causa de pedir, independentemente da natureza da ação,

não é formada pela relação jurídica, mas, sim, pelos fatos jurídicos narrados pelo autor. #ATENÇÃO: O Direito brasileiro acolhe a teoria da substanciação, importando apenas os fatos jurídicos narrados pelo demandante. Todavia, a previsão legal (art. 319, III, do CPC/15) é no sentido de que a causa de pedir é composta pelos fatos e fundamentos jurídicos do pedido (o que de certa forma é contraditório).

→ LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL:

Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que:

I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil;

II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação;

III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil.

Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal.

Art. 22. Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações:

I - de alimentos, quando:

a) o credor tiver domicílio ou residência no Brasil;

b) o réu mantiver vínculos no Brasil, tais como posse ou propriedade de bens, recebimento de renda ou obtenção de benefícios econômicos;

II - decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil;

III - em que as partes, expressa ou tacitamente, se submeterem à jurisdição nacional.

JURISDIÇÃO DA AUTORIDADE BRASILEIRA COM EXCLUSÃO DE QUALQUER OUTRA (art. 23):

Art. 23. Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclusão de qualquer outra:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br I - conhecer de ações relativas a imóveis

I - conhecer de ações relativas a imóveis situados no Brasil;

II - em matéria de sucessão hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inventário e à

partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional; III - em divórcio, separação judicial ou dissolução de união estável, proceder à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o titular seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domicílio fora do território nacional.

ELEIÇÃO DE FORO: #DEOLHONOVADE

Art. 25. Não compete à autoridade judiciária brasileira o processamento e o julgamento da ação quando houver cláusula de eleição de foro exclusivo estrangeiro em contrato internacional, arguida pelo réu na contestação. §1º. Não se aplica o disposto no caput às hipóteses de competência internacional exclusiva previstas neste Capítulo.

#JÁCAIU:

(2017/CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF 5º REGIÃO) De acordo com as regras do Código de Processo Civil (CPC) que tratam da cooperação jurídica internacional, o denominado auxílio direto passivo: d) pode ser utilizado para qualquer medida judicial ou extrajudicial, desde que não vedada pela lei brasileira e não sujeita a juízo de delibação no Brasil. Gabarito: D

3. DA COMPETÊNCIA (DISPOSIÇÕES GERAIS, MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA E DA INCOMPETÊNCIA). DA COOPERAÇÃO NACIONAL. DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL.

- O NCPC mantém a regra da perpetuatio jurisdictionis, mas previu um novo critério de prevenção.

Nos termos do art. 59, o registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo. No NCPC não

interessa mais despacho, nem citação válida, critérios antes previstos no CPC/73.

- Competência ação possessória imobiliária:

Art. 47. (

competência absoluta”.

2 o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem

- Competência para ações de alimentos, casamento e união estável:

“Art. 53. É competente o foro:

I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamento e reconhecimento ou dissolução de união estável: a) de domicílio do guardião de filho incapaz;

b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;

II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; (

)”.

- Possibilidade de reunião de processos semelhantes para julgamento conjunto mesmo que não haja

conexão: Art. 55. ( § 3 o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de

prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre

eles.

)

#APOSTACICLOS: Competência Material Delegada:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br O escopo dessa regra é facilitar a vida

O escopo dessa regra é facilitar a vida do jurisdicionado, aumentando o acesso à Justiça. Em razão

disso, a legislação brasileira, em alguns casos, transfere a competência das Justiças Federal e do Trabalho para a Justiça Estadual. Isto se dá através do fenômeno da competência material delegada.

A transferência de competência para a Justiça Estadual ocorre quando NÃO houver, no local de

domicílio do autor, Justiça Federal ou Justiça do Trabalho.

No âmbito da justiça federal, há duas hipóteses de transferência de competência à Justiça Estadual, quais sejam:

(i) benefício previdenciário: quando não houver no local do domicílio do autor Vara Federal. Esta hipótese não depende de lei, pois decorre do próprio texto constitucional;

Art. 109, § 3º, da CF: “Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede da vara do juízo federal e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual”. § 4º: “Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau”.

(ii) não havendo Vara Federal no local do domicílio do autor, poderá a lei autorizar que a Justiça Estadual julgue processos de competência da Justiça Federal.

#ATENÇÃO: Até 2014, havia a hipótese do art. 15 da Lei 5.010/66, que estabelecia que execução fiscal de tributo federal, quando não houvesse Vara Federal no domicílio do executado, seria ajuizada na Justiça Estadual. Todavia, o art. 114 da Lei 13.042/14 revogou o art. 15 da Lei 5.010/66. Portanto, não há mais hipótese de execução fiscal federal na Justiça Estadual, salvo as ajuizadas antes da revogação do dispositivo.

#SELIGA: O art. 381, § 4º, do CPC estabelece uma nova hipótese de delegação de competência da Justiça Federal para a Justiça Estadual. Trata-se da hipótese da produção antecipada da prova.

Art. 381, § 4º, do CPC: “O juízo estadual tem competência para produção antecipada de prova requerida em face da União, de entidade autárquica ou de empresa pública federal se, na localidade, não houver vara federal”.

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#NÃOCONFUNDA:

SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br #NÃOCONFUNDA: CONEXÃO Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais

CONEXÃO

Art. 55. Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir. §1º Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. §2º Aplica-se o disposto no caput:

I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. §3º Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles.

CONTINENCIA

Art. 56. Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais. Art. 57. Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas.

contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas.

COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO VALOR E DO TERRITÓRIO (#DEOLHONOVADE):

Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. §1º A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico. §2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. §3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. §4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de preclusão.

INCOMPETÊNCIA:

Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação. §1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício. §2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência. §3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente. §4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente.

PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA:

Art. 65.

contestação. Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar.

Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br #JÁCAIU: (2017/CESPE/Juiz Federal/TRF 54ª região) Com

#JÁCAIU:

(2017/CESPE/Juiz Federal/TRF 54ª região) Com base na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), julgue os seguintes itens, no que concerne à tutela provisória, à competência e ao cumprimento de sentença. II. A justiça federal possui competência para julgar demanda proposta por estudante acerca de credenciamento de instituição privada de ensino superior junto ao Ministério da Educação, com vistas à expedição de diploma de ensino a distância ao autor. (CERTO)

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 570, do STJ: Compete à Justiça Federal o processo e julgamento de demanda em que se discute a ausência de ou o obstáculo ao credenciamento de instituição particular de ensino superior no Ministério da Educação como condição de expedição de diploma de ensino a distância aos estudantes.

4. DOS SUJEITOS DO PROCESSO. DAS PARTES E DOS SEUS PROCURADORES. DO LITISCONSÓRCIO. DA INTERVENÇÃO DE TERCEIROS. DO JUIZ E DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA. DO MINISTÉRIO PÚBLICO, DA ADVOCACIA PÚBLICA E DA DEFENSORIA PÚBLICA.

→ INTERVENÇÃO DE TERCEIROS:

O CPC/15 previu expressamente a figura do amicus curiae, bem como disciplinou o incidente de desconsideração da personalidade jurídica! #FOCANATABELA

INCIDENTE DE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA

Art. 133. O incidente de desconsideração da personalidade jurídica será instaurado a pedido da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir no processo. §1º O pedido de desconsideração da personalidade jurídica observará os pressupostos previstos em lei. §2º Aplica-se o disposto neste Capítulo à hipótese de desconsideração inversa da personalidade jurídica. Art. 134. O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título executivo extrajudicial. §1º A instauração do incidente será imediatamente comunicada ao distribuidor para as anotações devidas. §2º Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio ou a pessoa jurídica. §3º A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na hipótese do § 2o. §4º O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais específicos para desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa

específicos para desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa
específicos para desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa
específicos para desconsideração da personalidade jurídica. Art. 135. Instaurado o incidente, o sócio ou a pessoa

AMICUS CURIAE

Art. 138. O juiz ou o relator, considerando a relevância da matéria, a especificidade do tema objeto da demanda ou a repercussão social da controvérsia, poderá, por decisão irrecorrível, de ofício ou a requerimento das partes ou de quem pretenda manifestar-se, solicitar ou admitir a participação de pessoa natural ou jurídica, órgão ou entidade especializada, com representatividade adequada, no prazo de 15 (quinze) dias de sua intimação.

§1º A intervenção de que trata o caput não implica alteração de competência nem autoriza a interposição de recursos, ressalvadas a oposição de embargos de declaração e a hipótese do § 3o.

§2º Caberá ao juiz ou ao relator, na decisão que solicitar ou admitir a intervenção, definir os poderes do amicus curiae.

§3º O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br jurídica será citado para manifestar-se e requerer as

jurídica será citado para manifestar-se e requerer as provas cabíveis no prazo de 15 (quinze) dias. Art. 136. Concluída a instrução, se necessária, o incidente será resolvido por decisão interlocutória. Parágrafo único. Se a decisão for proferida pelo relator, cabe agravo interno. Art. 137. Acolhido o pedido de desconsideração, a alienação ou a oneração de bens, havida em fraude de execução, será ineficaz em relação ao requerente.

#ATENÇÃO: A denunciação da lide deixou de ser obrigatória em qualquer hipótese. Previu, ainda, o NCPC a vedação de denunciações sucessivas. Atualmente a legislação prevê uma única denunciação sucessiva:

Art. 125, CPC/15, § 1º. O direito regressivo será exercido por ação autônoma quando a denunciação da lide for indeferida, deixar de ser promovida ou não for permitida. §2º. Admite-se uma única denunciação sucessiva, promovida pelo denunciado, contra seu antecessor imediato na cadeia dominial ou quem seja responsável por indenizá-lo, não podendo o denunciado sucessivo promover nova denunciação, hipótese em que eventual direito de regresso será exercido por ação autônoma.

Art. 128, CPC/15. Feita a denunciação pelo réu:

Parágrafo único. Procedente o pedido da ação principal, pode o autor, se for o caso, requerer o cumprimento da sentença também contra o denunciado, nos limites da condenação deste na ação regressiva.

→ IMPEDIMENTO x SUSPEIÇÃO:

 

IMPEDIMENTO

SUSPEIÇÃO

 

Art. 145. Há suspeição do juiz:

Art. 144. Há impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas funções no processo:

I - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como membro do Ministério Público ou prestou depoimento como

I - amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados; II - que receber presentes de pessoas que tiverem interesse na causa antes ou depois de iniciado o processo, que aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa ou que subministrar meios para atender às despesas do litígio; III - quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu cônjuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta até o terceiro grau, inclusive; IV - interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes. §1º Poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões. §2º Será ilegítima a alegação de suspeição quando:

testemunha;

II

- de que conheceu em outro grau de jurisdição,

tendo proferido decisão;

III

- quando nele estiver postulando, como defensor

público, advogado ou membro do Ministério Público, seu cônjuge ou companheiro, ou qualquer

parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive;

IV

- quando for parte no processo ele próprio, seu

cônjuge ou companheiro, ou parente, consanguíneo

afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive; V - quando for sócio ou membro de direção ou de

ou

administração de pessoa jurídica parte no processo;

I - houver sido provocada por quem a alega; II - a parte que a alega houver praticado ato que signifique manifesta aceitação do arguido.

VI

- quando for herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de qualquer das partes;

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br VII - em que figure como parte instituição

VII - em que figure como parte instituição de ensino com a qual tenha relação de emprego ou decorrente de contrato de prestação de serviços;#NOVIDADE VIII - em que figure como parte cliente do escritório de advocacia de seu cônjuge, companheiro ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, mesmo que patrocinado por advogado de outro escritório; #VAICAIR! IX - quando promover ação contra a parte ou seu advogado.

§ 1º Na hipótese do inciso III, o impedimento só se verifica quando o defensor público, o advogado ou o membro do Ministério Público já integrava o processo antes do início da atividade judicante do juiz.

§ 2º É vedada a criação de fato superveniente a fim de caracterizar impedimento do juiz. § 3º O impedimento previsto no inciso III também se verifica no caso de mandato conferido a membro de escritório de advocacia que tenha em seus quadros advogado que individualmente ostente a condição nele prevista, mesmo que não intervenha diretamente no processo.

Art. 146. No prazo de 15 (quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegará o impedimento ou a suspeição, em petição específica dirigida ao juiz do processo, na qual indicará o fundamento da recusa, podendo instruí-la com documentos em que se fundar a alegação e com rol de testemunhas. #VAICAIR §1º Se reconhecer o impedimento ou a suspeição ao receber a petição, o juiz ordenará imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrário, determinará a autuação em apartado da petição e, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentará suas razões, acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. §2º Distribuído o incidente, o relator deverá declarar os seus efeitos, sendo que, se o incidente for recebido:

I - sem efeito suspensivo, o processo voltará a correr; II - com efeito suspensivo, o processo permanecerá suspenso até o julgamento do incidente. §3º Enquanto não for declarado o efeito em que é recebido o incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de urgência será requerida ao substituto legal. §4º Verificando que a alegação de impedimento ou de suspeição é improcedente, o tribunal rejeitá-la-á. §5º. Acolhida a alegação, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeição, o tribunal condenará o juiz nas custas e remeterá os autos ao seu substituto legal, podendo o juiz recorrer da decisão. §6º Reconhecido o impedimento ou a suspeição, o tribunal fixará o momento a partir do qual o juiz não poderia ter atuado. §7º O tribunal decretará a nulidade dos atos do juiz, se praticados quando já presente o motivo de impedimento ou de suspeição. Art. 147. Quando 2 (dois) ou mais juízes forem parentes, consanguíneos ou afins, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, o primeiro que conhecer do processo impede que o outro nele atue, caso em que o segundo se escusará, remetendo os autos ao seu substituto legal.

5. DOS ATOS PROCESSUAIS. DA FORMA, DO TEMPO E DO LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS. DAS NULIDADES. DA DISTRIBUIÇÃO E DO REGISTRO.

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TEMPO E LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS:

www.ciclosr3.com.br → TEMPO E LUGAR DOS ATOS PROCESSUAIS: Art. 212. Os atos processuais serão realizados em

Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.

§ 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento prejudicar a

diligência ou causar grave dano.

§ 2º Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão realizar-se no

período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido neste

artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal.

§ 3º Quando o ato tiver de ser praticado por meio de petição em autos não eletrônicos, essa deverá ser

protocolada no horário de funcionamento do fórum ou tribunal, conforme o disposto na lei de organização judiciária local. Art. 213. A prática eletrônica de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e quatro) horas do último dia do prazo.

Parágrafo único. O horário vigente no juízo perante o qual o ato deve ser praticado será considerado para fins de atendimento do prazo. Art. 214. Durante as férias forenses e nos feriados, não se praticarão atos processuais, excetuando-se:

- os atos previstos no art. 212, § 2º;

I

II - a tutela de urgência.

#VAICAIR:

Art. 215. Processam-se durante as férias forenses, onde as houver, e não se suspendem pela superveniência delas:

- os procedimentos de jurisdição voluntária e os necessários à conservação de direitos, quando puderem ser prejudicados pelo adiamento;

II - a ação de alimentos e os processos de nomeação ou remoção de tutor e curador;

III - os processos que a lei determinar. Art. 216. Além dos declarados em lei, são feriados, para efeito forense, os sábados, os domingos e os dias em que não haja expediente forense. Art. 218. Os atos processuais serão realizados nos prazos prescritos em lei. §1º Quando a lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consideração à complexidade do ato. §2º Quando a lei ou o juiz não determinar prazo, as intimações somente obrigarão a comparecimento após decorridas 48 (quarenta e oito) horas. §3º Inexistindo preceito legal ou prazo determinado pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte. §4º Será considerado tempestivo o ato praticado antes do termo inicial do prazo.

I

→ COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS:

1. CARTAS:

O NCPC prevê a existência de 4 cartas:

Art. 237. Será expedida carta:

I

- de ordem, pelo tribunal, na hipótese do § 2o do art. 236;

Art. 236, § 2º O tribunal poderá expedir carta para juízo a ele vinculado, se o ato houver de se realizar fora dos limites territoriais do local de sua sede.

II - rogatória, para que órgão jurisdicional estrangeiro pratique ato de cooperação jurídica internacional,

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional

relativo a processo em curso perante órgão jurisdicional brasileiro;

III

- precatória, para que órgão jurisdicional brasileiro pratique ou determine o cumprimento, na área de

sua competência territorial, de ato relativo a pedido de cooperação judiciária formulado por órgão

jurisdicional de competência territorial diversa;

IV

- arbitral, para que órgão do Poder Judiciário pratique ou determine o cumprimento, na área de sua

competência territorial, de ato objeto de pedido de cooperação judiciária formulado por juízo arbitral, inclusive os que importem efetivação de tutela provisória.

Parágrafo único. Se o ato relativo a processo em curso na justiça federal ou em tribunal superior houver de ser praticado em local onde não haja vara federal, a carta poderá ser dirigida ao juízo estadual da respectiva comarca.

2. CITAÇÕES:

Efeitos da citação:

Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência,

litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).

torna

§ 1º A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido por juízo incompetente, retroagirá à data de propositura da ação.

§ 2º Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as providências necessárias para viabilizar a citação, sob pena de não se aplicar o disposto no § 1o.

§ 3º A parte não será prejudicada pela demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário.

§ 4o O efeito retroativo a que se refere o § 1o aplica-se à decadência e aos demais prazos extintivos previstos em lei.

Em regra, a citação será feita pelo correio. Mas há exceções:

Art. 247. A citação será feita pelo correio para qualquer comarca do país, exceto:

I - nas ações de estado, observado o disposto no art. 695, § 3o;

II - quando o citando for incapaz;

III - quando o citando for pessoa de direito público;

IV - quando o citando residir em local não atendido pela entrega domiciliar de correspondência;

V - quando o autor, justificadamente, a requerer de outra forma.

Citação de pessoas físicas em condomínios edilícios ou loteamentos com controle de acesso:

Art. 248. (

§ 4º Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a entrega do mandado

a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência, que, entretanto, poderá recusar

o recebimento, se declarar, por escrito, sob as penas da lei, que o destinatário da correspondência está ausente.

)

Citação por hora certa (art. 252): agora BASTAM DUAS DILIGÊNCIAS + SUSPEITA DE OCULTAÇÃO.

Art. 252. Quando, por 2 (duas) vezes, o oficial de justiça houver procurado o citando em seu domicílio ou residência sem o encontrar, deverá, havendo suspeita de ocultação, intimar qualquer pessoa da família ou, em

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br sua falta, qualquer vizinho de que, no dia

sua falta, qualquer vizinho de que, no dia útil imediato, voltará a fim de efetuar a citação, na hora que designar. Parágrafo único. Nos condomínios edilícios ou nos loteamentos com controle de acesso, será válida a intimação a que se refere o caput feita a funcionário da portaria responsável pelo recebimento de correspondência.

Citação por edital:

Art. 256. A citação por edital será feita:

I - quando desconhecido ou incerto o citando;

II - quando ignorado, incerto ou inacessível o lugar em que se encontrar o citando;

III - nos casos expressos em lei.

§ 1o Considera-se inacessível, para efeito de citação por edital, o país que recusar o cumprimento de carta rogatória.

§ 2o No caso de ser inacessível o lugar em que se encontrar o réu, a notícia de sua citação será divulgada

também pelo rádio, se na comarca houver emissora de radiodifusão.

§ 3o O réu será considerado em local ignorado ou incerto se infrutíferas as tentativas de sua localização, inclusive mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos públicos ou de concessionárias de serviços públicos.

3. INTIMAÇÕES:

Intimação por meio eletrônico (regra): sempre que possível, as intimações serão realizadas por meio eletrônico.

Ordem preferencial de intimação no NCPC:

1. Meio eletrônico (art. 270);

2. Pelo órgão oficial diários de justiça (art. 272) e

3. Pessoal (art. 273).

Art. 269. (

§1º É facultado aos advogados promover a intimação do advogado da outra parte por meio do correio,

juntando aos autos, a seguir, cópia do ofício de intimação e do aviso de recebimento. §2º O ofício de intimação deverá ser instruído com cópia do despacho, da decisão ou da sentença.

)

→ NULIDADES:

Art. 281. Anulado o ato, consideram-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele dependam, todavia, a nulidade de uma parte do ato não prejudicará as outras que dela sejam independentes.

Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e ordenará as providências necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados. §1º O ato não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte. §2º Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.

Art. 283. O erro de forma do processo acarreta unicamente a anulação dos atos que não possam ser aproveitados, devendo ser praticados os que forem necessários a fim de se observarem as prescrições legais.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos

Parágrafo único. Dar-se-á o aproveitamento dos atos praticados desde que não resulte prejuízo à defesa de qualquer parte.

6. DA TUTELA PROVISÓRIA. TUTELAS DE URGÊNCIA E DA EVIDÊNCIA.

Incidental Antecedente Incidental Antecedente
Incidental
Antecedente
Incidental
Antecedente
Cautelar
Cautelar
Antecipada
Antecipada
Antecedente Incidental Antecedente Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a
Antecedente Incidental Antecedente Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a
Antecedente Incidental Antecedente Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a
Antecedente Incidental Antecedente Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a
Urgência Evidência
Urgência
Evidência
Antecedente Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a primeira grande mudança é
Tutela Provisória
Tutela Provisória
Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a primeira grande mudança é a unificação do
Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a primeira grande mudança é a unificação do
Cautelar Antecipada Urgência Evidência Tutela Provisória No CPC/15, a primeira grande mudança é a unificação do

No CPC/15, a primeira grande mudança é a unificação do trato das tutelas provisórias (antecipada, cautelar e de evidência) na parte geral do Código.

#ATENÇÃO: O CPC/15 acabou com a autonomia ritual do processo cautelar. Isto é, não há mais um processo autônomo cautelar. Todas as medidas cautelares necessárias são abarcadas no poder geral de cautela do Juiz.

→ TUTELA DE URGÊNCIA:

O CPC/15, embora reconhecendo as diferenças, consolida tutelas cautelares (conservativas) e antecipadas (satisfativas) sob a insígnia das tutelas de urgência (periculum in mora).

Art. 300 do CPC: “A tutela de urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito [fumus boni iuris] e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo [periculum in mora]”.

Logo, para a concessão de ambas, os requisitos passam a ser os mesmos = PROBABILIDADE DO DIREITO + PERIGO DE DANO ou O RISCO AO RESULTADO ÚTIL DO PROCESSO.

No âmbito da tutela provisória de urgência, o sistema trabalha com o modelo da cognição sumária (probabilidade do direito ou fumus boni iuris - aparência).

Tutela antecipada antecedente: o Juiz, ao apreciar o requerimento, pode deferi-lo (§1º) ou indeferi-lo (§6º).

(i) sendo deferida a tutela antecipada antecedente, o autor terá o aditamento da petição inicial, nos mesmos autos e sem novas custas.

prazo de 15 dias

para promover o

(ii) por outro, se for indeferida a tutela antecipada antecedente, o Juiz determinará a emenda da

petição inicial em

até 05 dias

, para transformar o requerimento de tutela provisória em pedido principal.

Art. 304 do CPC: “A tutela antecipada, concedida nos termos do art. 303 [de forma antecedente], torna-se estável se da decisão que a conceder não for interposto o respectivo recurso”.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Estabilidade da tutela antecipada antecedente: A

Estabilidade da tutela antecipada antecedente: A estabilização da tutela de urgência antecipada ocorre quando não for interposto recurso contra a decisão que a concedeu, e que implica a extinção do processo sem formação de coisa julgada. Porém, o direito de rever, reformar ou invalidar essa decisão somente poderá ser exercido no prazo limite de 2 (dois) anos contados da ciência da decisão que extinguiu o processo, e não a qualquer tempo (art. 304, CPC/15).

#CUIDADO: ENUNCIADO 43, CJF: Não ocorre a estabilização da tutela antecipada requerida em caráter antecedente, quando deferida em ação rescisória.

Não há possibilidade de estabilização da tutela cautelar. Isso porque não há correspondência entre o que se pede inicialmente e ao final (tem caráter conservativo). Ex: a parte requer, cautelarmente, a separação de corpos com a finalidade conservativa para que, após, seja pedido o divórcio. Nesta hipótese, não há correspondência entre o pedido inicial (separação de corpos) e o final (divórcio). Na verdade, a parte autora só ficará satisfeita com a procedência do pleito final, qual seja, o divórcio.

formação

de

coisa

julgada

estabilizada? Segundo o CPC/15, não!

na

decisão

que

concede

a

tutela

antecipada

antecedente

Art. 304, § 6º, do CPC: “A decisão que concede a tutela não fará coisa julgada, mas a estabilidade dos respectivos efeitos só será afastada por decisão que a revir, reformar ou invalidar, proferida em ação ajuizada por uma das partes, nos termos do § 2º deste artigo”.

TUTELA DE EVIDÊNCIA:

O CPC/15 disciplina, de modo específico e usando expressamente essa nomenclatura, a tutela de evidência, ampliando seu cabimento para além das hipóteses previstas nos procedimentos especiais e na legislação extravagante.

A tutela de evidência é satisfativa e provisional, embora não seja de urgência, já que fundada na alta probabilidade do direito do autor e na baixa probabilidade de o réu apresentar defesa idônea.

#DICA: A tutela de evidência é uma tutela antecipada, sem urgência (periculum in mora).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:

O art. 1º da Lei nº 9.494/97 determina, entre outras vedações, que não será cabível tutela antecipada contra o Poder Público visando obter a reclassificação ou equiparação de servidores públicos ou a concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias. O STF declarou que esse dispositivo é constitucional (ADC 4). Vale ressaltar, no entanto, que a decisão proferida na referida ADC 4 não impede toda e qualquer antecipação de tutela contra a Fazenda Pública. Somente está proibida a concessão de tutela antecipada nas hipóteses listadas no art. 1º da Lei nº 9.494/97, que deve ser interpretado restritivamente. No presente julgado, o STF afirmou que seria possível a concessão de tutela antecipada tratando sobre férias de servidores públicos, considerando que isso não envolve a reclassificação ou equiparação de servidores públicos nem a concessão de aumento ou extensão de vantagens. STF. Plenário. Rcl 4311/DF, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 6/11/2014 (Info 766).

7. DA FORMAÇÃO, DA SUSPENSÃO E DA EXTINÇÃO DO PROCESSO.

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Art. 313. Suspende-se o processo: I - pela

Art. 313. Suspende-se o processo:

I - pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador;

§ 2º Não ajuizada ação de habilitação, ao tomar conhecimento da morte, o juiz determinará a suspensão do processo e observará o seguinte:

I - falecido o réu, ordenará a intimação do autor para que promova a citação do respectivo espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que designar, de no mínimo 2 (dois) e no máximo 6 (seis) meses; II - falecido o autor e sendo transmissível o direito em litígio, determinará a intimação de seu espólio, de quem for o sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, pelos meios de divulgação que reputar mais adequados, para que manifestem interesse na sucessão processual e promovam a respectiva habilitação no prazo designado, sob pena de extinção do processo sem resolução de mérito.

§ 3º No caso de morte do procurador de qualquer das partes, ainda que iniciada a audiência de instrução e julgamento, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário, no prazo de 15 (quinze) dias, ao final do qual extinguirá o processo sem resolução de mérito, se o autor não nomear novo mandatário, ou ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu, se falecido o procurador deste.

II - pela convenção das partes;

PRAZO MÁXIMO: 6 MESES

III - pela arguição de impedimento ou de suspeição;

IV- pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas;

PRAZO MÁXIMO: 1 (UM) ANO.

V - quando a sentença de mérito:

a) depender do julgamento de outra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua o objeto principal de outro processo pendente; b) tiver de ser proferida somente após a verificação de determinado fato ou a produção de certa prova, requisitada a outro juízo;

VI - por motivo de força maior;

VII - quando se discutir em juízo questão decorrente de acidentes e fatos da navegação de competência do Tribunal Marítimo;

VIII - nos demais casos que este Código regula.

IX - pelo parto ou pela concessão de adoção, quando a advogada responsável pelo processo constituir a única patrona da causa;

§ 6º No caso do inciso IX, o período de suspensão

será de 30 (trinta) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br   documento similar que comprove a realização do
 

documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente.

X

- quando o advogado responsável pelo processo

§ 7º No caso do inciso X, o período de suspensão será de 8 (oito) dias, contado a partir da data do parto ou da concessão da adoção, mediante apresentação de certidão de nascimento ou documento similar que comprove a realização do parto, ou de termo judicial que tenha concedido a adoção, desde que haja notificação ao cliente.

constituir o único patrono da causa e tornar-se pai.

 

Art. 314. Durante a suspensão é vedado praticar qualquer ato processual, podendo o juiz, todavia, determinar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável, salvo no caso de arguição de impedimento e de suspeição.

Art. 315. Se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal. § 1º Se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, cessará o efeito desse, incumbindo ao juiz cível examinar incidentemente a questão prévia.

§

Proposta a ação penal, o processo ficará suspenso pelo prazo máximo de 1 (um) ano, ao final do qual aplicar-se-á o disposto na parte final do § 1o.

8. DO PROCESSO DE CONHECIMENTO. DO PROCEDIMENTO COMUM. DISPOSIÇÕES GERAIS. PETIÇÃO INICIAL. DA IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO. DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO E MEDIAÇÃO. DA CONTESTAÇÃO E DA RECONVENÇÃO. DA REVELIA E DO JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO. DA AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. DAS PROVAS. DA SENTENÇA E DA COISA JULGADA.

Com relação à petição inicial, o CPC/15 deixou de listar como requisito o requerimento de citação do réu.

Ainda, deve constar a opção do autor pela realização ou não da audiência de conciliação/mediação; e prazo de 15 dias para emendar a inicial.

#NÃOCONFUNDA: O autor poderá aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir? Pessoal, fiquem atentos ao seguinte artigo:

Art. 329. O autor poderá:

I - até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consentimento do réu;

II - até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento do réu,

assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo mínimo de 15 (quinze)

dias, facultado o requerimento de prova suplementar. Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir.

→ IMPROCEDÊNCIA LIMINAR DO PEDIDO:

Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar:

I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça;

II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos;

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br III - entendimento firmado em incidente de resolução

III - entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de

competência; IV - enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local.

§1º. O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência

de decadência ou de prescrição.

§2º. Não interposta a apelação, o réu será intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos do art.

241.

§3º. Interposta a apelação, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. §4º. Se houver retratação, o juiz determinará o prosseguimento do processo, com a citação do réu, e, se não

houver retratação, determinará a citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias.

No procedimento comum, passa a existir como regra uma audiência de conciliação antes da apresentação

da

defesa (que será oferecida 15 dias após frustrada a tentativa de conciliação). Essa audiência pode ser

dispensada entre as partes de comum acordo ou quando não admitir composição (arts 334 e 335).

→ CONCENTRAÇÃO DE ATOS NA CONTESTAÇÃO: passaram a ser preliminares da contestação: a exceção de

incompetência relativa (art. 337, II); impugnação ao valor da causa (art. 337, III); Impugnação ao benefício da justiça gratuita (art. 337, XIII); Reconvenção (art. 343); Denunciação da lide passiva (art. 126); chamamento ao

(#MEMORIZAQUEPASSA).

→ PROVAS: Tradicionalmente, a distribuição do ônus da prova no processo era feita de modo estático. Em

verdade, essa ainda é a regra do NCPC, conforme se observa dos incisos I e II do artigo 373 do NCPC. Contudo, o §1º traz os seguintes requisitos para a distribuição dinâmica:

- Previsão legal (como ocorre com CDC, por exemplo);

- Impossibilidade ou a excessiva dificuldade de cumprir o seu ônus (prova diabólica);

- Maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário (aptidão da prova);

- Decisão fundamentada e oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído.

#CUIDADO: a inversão deve se dar em um momento em que se garanta a possibilidade de a parte a quem se atribuir o ônus dele se desincumbir. Ademais, não se admite simplesmente a mera transferência de prova diabólica. A inversão só faz sentido se a outra parte tiver melhores condições de obter o meio de prova.

#IMPORTANTE: A distribuição diversa do ônus probatório também pode ocorrer por convenção das partes (art. 373, §3º, CPC), sendo importante destacar que esse negócio processual pode ocorrer antes ou durante o processo. (§4º).

→ SENTENÇA:

SENTENÇA TERMINATIVA

Sentença terminativa é aquela que extingue o feito sem o julgamento do mérito (art. 485 do CPC).

Art. 485 do CPC: “O juiz não resolverá o mérito quando:

I. indeferir a petição inicial; II. o processo ficar parado durante mais de 1 (um)

SENTENÇA DEFINITIVA

Sentença definitiva extingue o feito com resolução do mérito (art. 487 do CPC).

Art. 487 do CPC: “Haverá resolução de mérito quando o juiz:

I. acolher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção;

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processo

(art.

131);

demais

preliminares

(art.

337);

impugnação

específica

(art.

341),

etc.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br ano por negligência das partes; III. por não

ano por negligência das partes; III. por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias; IV. verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo;

V. reconhecer a existência de perempção, de

litispendência ou de coisa julgada; VI. verificar a

ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII. acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII. homologar a desistência da ação; IX. em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal;

X. nos demais casos prescritos neste Código”

II. decidir, de ofício ou a requerimento, sobre a ocorrência de decadência ou prescrição; III. homologar:

a) o reconhecimento da procedência do pedido formulado na ação ou na reconvenção; b) a transação; c) a renúncia à pretensão formulada na ação ou na reconvenção”. Parágrafo único: “Ressalvada a hipótese do § 1º do art. 332, a prescrição e a decadência não serão reconhecidas sem que antes seja dada às partes oportunidade de manifestar-se”.

#ATENÇÃO: Ocorrendo três vezes a hipótese do art. 485, III, do CPC (abandonar a causa por mais de 30 dias), depois de o autor ser intimado pessoalmente para suprir a falta e não o fazer, tem-se a PEREMPÇÃO. Ressalta-se que o prazo para o suprimento da falta (§1º, art. 485) é de 05 dias, e não mais de 48h, como no CPC/73.

#ATENÇÃO: O CPC/15 não mais menciona “condições da ação”, além de excluir a possibilidade jurídica do pedido, que, segunda doutrina majoritária, será analisada como questão de mérito.

#ATENÇÃO: A convenção de arbitragem deve ser alegada pelo réu na contestação, sob pena de se presumir a escolha pela via judicial (art. 337, §6º).

#ATENÇÃO: O Juiz conhecerá de ofício, em qualquer tempo e grau de jurisdição e enquanto não ocorrer o trânsito em julgado, a ausência de pressupostos de constituição e desenvolvimento válido e regular do processo (pressupostos processuais), perempção, litispendência e coisa julgada (pressupostos processuais negativos), ausência de legitimidade e interesse processual (condições de ação) e quando houver morte da parte e a ação for considerada intransmissível por disposição legal (art. 485, §3º).

#ATENÇÃO: Ressalvada a hipótese de reconhecimento da prescrição e da decadência liminarmente, o juiz não poderá reconhecê-las sem antes dar às partes oportunidade de se manifestar.

→ COISA JULGADA:

Art. 502. Denomina-se coisa julgada material a autoridade que torna imutável e indiscutível a decisão de mérito não mais sujeita a recurso.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Art. 503. A decisão que julgar total ou

Art. 503. A decisão que julgar total ou parcialmente o mérito tem força de lei nos limites da questão principal expressamente decidida.

O CPC/2015 prevê a possibilidade de coisa julgada sobre questões principais neste ponto não há inovação mas também prevê a coisa julgada de prejudiciais incidentais a grande novidade sem necessidade de instaurar uma ação declaratória incidental para tanto. Vejamos:

§ 1o O disposto no caput aplica-se à resolução de questão prejudicial, decidida expressa e incidentemente no processo, se:

I - dessa resolução depender o julgamento do mérito;

II - a seu respeito tiver havido contraditório prévio e efetivo, não se aplicando no caso de revelia;

III - o juízo tiver competência em razão da matéria e da pessoa para resolvê-la como questão principal.

9. DO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CUMPRIMENTO PROVISÓRIO. CUMPRIMENTO DEFINITIVO DE SENTENÇA (OBRIGAÇÃO DE PAGAR QUANTIA CERTA, OBRIGAÇÃO DE FAZER, NÃO FAZER E DE ENTREGAR COISA). CUMPRIMENTO DE SENTENÇA E A FAZENDA PÚBLICA. IMPUGNAÇÃO. A INEXIGIBILIDADE DAS SENTENÇAS JUDICIAIS.

MODALIDADE

CPC OLDSTYLE

NOVO CPC

IMPUGNAÇÃO AO CUMPRIMENTO DE SENTENÇA

NECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO

DESNECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO *Execução é suspensa com a garantia (desde que haja fumus + periculum)

EMBARGOS À EXECUÇÃO COMUM

DESNECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO *Execução é suspensa com a garantia (desde que haja fumus + periculum)

DESNECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO *Execução é suspensa com a garantia (desde que haja fumus + periculum)

EMBARGOS À EXECUÇÃO EM EXECUÇÃO FISCAL

NECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO

NECESSIDADE DE GARANTIR O JUÍZO *Execução é suspensa com a garantia (desde que haja fumus + periculum)

→ Cumprimento de sentença e a fazenda pública:

CPC 1973

CPC/15

O novo CPC previu dois procedimentos diferentes:

1) Se o título executivo for JUDICIAL: o procedimento é chamado de cumprimento de sentença, sendo regido pelos arts. 534 e 535. 2) Se o título executivo for EXTRAJUDICIAL: o procedimento é chamado de execução contra a Fazenda Pública (art. 910).

Tanto no caso de título executivo judicial como extrajudicial o procedimento era o mesmo e estava previsto no art. 730.

Não havia o nome cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública (isso era chamado de execução contra a Fazenda Pública).

Passou a existir um procedimento próprio chamado de cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública. A nomenclatura execução contra a Fazenda Pública

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br   ficou destinada para a execução fundada em
 

ficou destinada para a execução fundada em título extrajudicial.

A defesa apresentada pela Fazenda Pública era chamada de embargos (art. 730) tanto em caso de título judicial como extrajudicial.

No cumprimento de sentença, a defesa da Fazenda é chamada de impugnação. Na execução contra a Fazenda Pública, esta se defende por meio de embargos.

O prazo dos embargos era de 30 dias.

Tanto o prazo da impugnação como dos embargos continua sendo de 30 dias.

#JÁCAIU:

(2016/TRF 4º REGIÃO/JUIZ FEDERAL): “A sentença condenatória para pagamento de quantia certa contra a Fazenda Pública será executada no mesmo processo, em fase de cumprimento de sentença, a exemplo do que ocorre contra os devedores privados, sendo o meio de defesa a impugnação; já a execução de título extrajudicial dar-se-á por meio de processo específico de execução, cuja defesa deverá ser promovida via embargos do devedor”. CERTO

10. DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. AÇÃO DE EXIGIR CONTAS. AÇÕES POSSESSÓRIAS. AÇÃO DE DIVISÃO E DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS PARTICULARES. AÇÃO DISCRIMINATÓRIA. EMBARGOS DE TERCEIRO. AÇÕES DE DIREITO DE FAMÍLIA DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. OPOSIÇÃO. HABILITAÇÃO. AÇÃO MONITÓRIA. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL. RESTAURAÇÃO DE AUTOS. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA. NOTIFICAÇÃO E INTERPELAÇÃO. ALIENAÇÃO JUDICIAL.

→ AÇÃO MONITÓRIA:

Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir do devedor capaz:

I - o pagamento de quantia em dinheiro; II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel; III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer. ( §6º É admissível ação monitória em face da Fazenda Pública. §7º Na ação monitória, admite-se citação por qualquer dos meios permitidos para o procedimento comum. Art. 701. Sendo evidente o direito do autor, o juiz deferirá a expedição de mandado de pagamento, de entrega de coisa ou para execução de obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo de 15 (quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários advocatícios de cinco por cento do valor atribuído à causa. §1º O réu será isento do pagamento de custas processuais se cumprir o mandado no prazo. §2º Constituir-se-á de pleno direito o título executivo judicial, independentemente de qualquer formalidade, se não realizado o pagamento e não apresentados os embargos previstos no art. 702, observando-se, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial. §3º É cabível ação rescisória da decisão prevista no caput quando ocorrer a hipótese do § 2o. §4º Sendo a ré Fazenda Pública, não apresentados os embargos previstos no art. 702, aplicar-se-á o disposto no art. 496, observando-se, a seguir, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial. §5º Aplica-se à ação monitória, no que couber, o art. 916. Art. 702. Independentemente de prévia segurança do juízo, o réu poderá opor, nos próprios autos, no prazo previsto no art. 701, embargos à ação monitória. §1º Os embargos podem se fundar em matéria passível de alegação como defesa no procedimento comum.

)

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br 11. DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. DA EXECUÇÃO EM

11. DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. DA EXECUÇÃO EM GERAL. DAS DIVERSAS ESPÉCIES DE EXECUÇÃO. DA EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA. DA EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER OU DE NÃO FAZER. DA EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. DA EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE

Fica expressamente proibida a aplicação do parcelamento da dívida no cumprimento de sentença, ou seja, só é possível o parcelamento nas execuções de título extrajudicial (art. 916, §7º).

Art. 833. São impenhoráveis:

I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução;

II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado, salvo os

de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um médio padrão de

vida;

III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado valor;

IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de aposentadoria, as

pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado o § 2o; (*)

V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis necessários

ou

úteis ao exercício da profissão do executado;

VI

- o seguro de vida;

VII

- os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;

VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família;

IX

- os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em educação, saúde

ou

assistência social;

X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos; (*)

XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei;

XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação imobiliária,

vinculados à execução da obra.

§ 1º A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida relativa ao próprio bem, inclusive àquela contraída para sua aquisição.

§ 2º O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento de

prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como às importâncias excedentes a 50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8o, e no art.

529, § 3o.

§ 3º Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do caput os equipamentos, os implementos e as

máquinas agrícolas pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora rural, exceto quando tais bens tenham sido objeto de financiamento e estejam vinculados em garantia a negócio jurídico ou quando respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou previdenciária.

12. DO PRECEDENTE. DA ORDEM DOS PROCESSOS NO TRIBUNAL. INCIDENTE DE ASSUNÇÃO DE COMPETÊNCIA. INCIDENTE DE ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. HOMOLOGAÇÃO DE DECISÃO ESTRANGEIRA E DA CONCESSÃO DO EXEQUATUR À CARTA ROGATÓRIA. AÇÃO RESCISÓRIA. RECLAMAÇÃO.

→ PRECEDENTE:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:

Art. 927. Os juízes e os tribunais observarão:

I - as decisões do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade;

II - os enunciados de súmula vinculante;

III - os acórdãos em incidente de assunção de competência ou de resolução de demandas repetitivas e em

julgamento de recursos extraordinário e especial repetitivos;

IV - os enunciados das súmulas do Supremo Tribunal Federal em matéria constitucional e do Superior

Tribunal de Justiça em matéria infraconstitucional;

V - a orientação do plenário ou do órgão especial aos quais estiverem vinculados.

§ 1o Os juízes e os tribunais observarão o disposto no art. 10 e no art. 489, § 1o, quando decidirem com fundamento neste artigo.

§ 2o A alteração de tese jurídica adotada em enunciado de súmula ou em julgamento de casos repetitivos poderá ser precedida de audiências públicas e da participação de pessoas, órgãos ou entidades que possam contribuir para a rediscussão da tese.

§ 3o Na hipótese de alteração de jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais

superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos repetitivos, pode haver modulação dos efeitos da alteração no interesse social e no da segurança jurídica.

§ 4o A modificação de enunciado de súmula, de jurisprudência pacificada ou de tese adotada em

julgamento de casos repetitivos observará a necessidade de fundamentação adequada e específica, considerando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da isonomia.

§ 5o Os tribunais darão publicidade a seus precedentes, organizando-os por questão jurídica decidida e divulgando-os, preferencialmente, na rede mundial de computadores.

Nomenclaturas:

SÚMULA: “é o enunciado normativo (texto) da ratio decidendi (norma geral) de uma jurisprudência dominante, que é a reiteração de um precedente. Texto que cristaliza a norma geral”.

JURISPRUDÊNCIA: “é a reiteração dos precedentes. Há casos, no Brasil, em que precedentes possuem eficácia normativa, mesmo que não tenham gerado jurisprudência”.

STARE DECISIS : tratar os casos iguais de forma igual (treat like cases alike) 2 .

RATIO DECIDENDI: é o próprio precedente. A ratio é uma razão necessária e suficiente para resolver uma

questão relevante constante no caso. Envolve a análise da dimensão fático-jurídica das questões que devem

ser resolvidas pelo juiz. A proposição é “necessária” quando sem ela não é possível chegar à solução da questão. É “suficiente” quando basta para resolução da questão.

OBTER DICTUM: algo dito de passagem. É aquilo que é dito durante um julgamento ou consta em uma decisão sem referência ao caso ou que concerne ao caso, mas não constitui proposição.

DISTINGUISHING: técnica de confronto, interpretação e aplicação do precedente. Com efeito, ocorrendo

vinculação do julgador a precedentes, é preciso ter em mira que o método da comparação é fundamental:

análise dos elementos objetivos da demanda, verificando os elementos das demandas antecedentes. Logo após, se houver aproximação, é necessário verificar a ratio decidendi (tese jurídica) das anteriores. Diante da conclusão no sentido de que há distinção, é possível: a) dar à ratio decidendi uma interpretação restritiva,

2 Stare decisis horizontal (art. 927 do CPC/15): o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça devem respeitar os seus próprios precedentes. Tribunais Estaduais e Regionais Federais devem observar a própria jurisprudência.

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br afastando do caso concreto em razão das particularidades

afastando do caso concreto em razão das particularidades (restrictive distinguish); b) estender ao caso a mesma solução (ampliative distinguishing).

DECISÃO PER INCURIAM: decisão que ignora um precedente obrigatório. À luz do art. 1.022, parágrafo único, I e II, do NCPC , tal decisão é omissa.

INCONSISTENT DISTINGUISHING: inobservância da técnica de distinção.

OVERRRULING: técnica usada quando um precedente perde sua força e é substituído por outro precedente.

“Essa substituição pode ser expressa (express overruling) ou tácita (implied overruling). A forma tácita, todavia, não é admitida no Brasil, uma vez que o NCPC exige fundamentação adequada e específica para a superação

de uma determinada orientação jurisprudencial (art. 927, §4º, NCPC ). Também não é admitida a prática de TRANSFORMATION, pela qual o tribunal revoga implicitamente a orientação anterior, mas ainda tenta compatibilizá-la com o novo precedente”. Válido ressaltar, ainda, que a técnica de superação de um precedente pode ocorrer de forma difusa (qualquer processo) ou concentrada (processo autônomo).

PROSPECTIVE OVERRRULING: a eficácia da superação do precedente só se realiza para o futuro.

SINALING: sinalização. A Corte não distingue o caso nem revoga o precedente no todo ou em parte, mas

manifesta sua preocupação com a justiça da solução nele expressa. Essa é uma das maneiras pelas quais se

busca evitar a traição da confiança legítima do jurisdicionado nas decisões judiciais.

OVERRIDING: reescrita. Funciona como redefinição do âmbito de incidência do precedente.

REVERSAL: tem lugar quando uma corte superior reforma uma decisão da corte inferior. É uma mera técnica de controle.

#JÁCAIU: (2016, TRF - 4ª REGIÃO, Juiz Federal Substituto) Considerando o Código de Processo Civil de 2015: III. A distinção (distinguishing), a superação (overruling) e a superação para a frente, mediante modulação dos efeitos (prospective overruling), são técnicas de adequação do sistema de precedentes às alterações interpretativas da norma e às circunstâncias factuais postas sob exame dos juízes e dos tribunais (CERTO).

→ RECLAMAÇÃO:

Além das hipóteses de cabimento, o NCPC elenca, expressamente, um rol de hipóteses em que não se admite reclamação:

Art. 988, §5º. É inadmissível a reclamação:

I proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; II proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. §6 o A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.

13. RECURSOS. DISPOSIÇÕES GERAIS. APELAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO INTERNO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSOS PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E PARA O SUPERIOR

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ORDINÁRIO, RECURSO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA (RECURSO ORDINÁRIO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL). AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL E EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA.

- O NCPC extirpou do ordenamento jurídico a figura dos embargos infringentes e do agravo retido. Ademais, apresentou de forma expressa e específica o agravo interno.

- Juízo de admissibilidade: a regra geral é a de que tanto o juízo de admissibilidade quanto o juízo de mérito do recurso são realizados pelo órgão ad quem. EXCEÇÕES: RECURSO ESPECIAL E RECURSOEXTRAORDINÁRIO!

- O NCPC enumera diversas hipóteses em que é possível o juízo de retratação (efeito regressivo do recurso):

apelação em desfavor da sentença que indefere a petição inicial; apelação contra sentença de improcedência

liminar do pedido; apelação contra sentença que extingue o processo sem julgamento de mérito; nos casos de agravo de instrumento; agravo interno; e recurso especial e extraordinário repetitivos.

- Possibilidade de desistência do recurso escolhido como paradigma para fixação da tese:

“Art. 998. O recorrente poderá, a qualquer tempo, sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso. Parágrafo único. A desistência do recurso não impede a análise de questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos”.

- Desaparecimento da figura do revisor no julgamento dos recursos: o NCPC retirou do ordenamento jurídico

a figura do revisor, uma vez que, em tempos de processo eletrônico, a figura do revisor deixou de ter qualquer sentido, já que os autos estão à disposição de todos a qualquer tempo.

- Agravo de instrumento no NCPC: prazo de 15 dias úteis (antigamente eram 10 dias); passou a ter hipóteses taxativamente previstas em lei (art. 1.015) e, diferentemente do CPC/73, antes de inadmitir o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível, independente de se tratar de peças essenciais ou não essenciais à formação do instrumento. Conclui-se, portanto, que o novo código permite o saneamento em fase recursal.

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA: É admissível a interposição de agravo de instrumento contra decisão que não concede efeito suspensivo aos embargos à execução. As hipóteses em que cabe agravo de instrumento estão previstas art. 1.015 do CPC/2015, que traz um rol taxativo. Apesar de ser um rol exaustivo, é possível que as hipóteses trazidas nos incisos desse artigo sejam lidas de forma ampla, com base em uma interpretação extensiva. Assim, é cabível agravo de instrumento contra decisão que não concede efeito suspensivo aos embargos à execução com base em uma interpretação extensiva do inciso X do art. 1.015: Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: X - concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; STJ. 2ª Turma. REsp 1694667-PR, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 05/12/2017 (Info 617).

- Embargos de declaração: além de serem usados para contradição, omissão ou obscuridade, passa a existir

previsão expressa para a correção de erro material. Continuam com o prazo de 5 dias, mas agora são dias úteis. Sem preparo e passam a ter o efeito de interromper o prazo em TODAS as hipóteses (inclusive no Juizado Especial). Existe previsão expressa de contrarrazões e de utilização da fungibilidade com o agravo interno. Princípio da complementariedade:

“Art. 1024. (

embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração”.

4o Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br Diante do advento do § 5o do art.

Diante do advento do § 5o do art. 1024, o Enunciado de Súmula 418 do STJ não deve ser mais aplicado:

“§ 5o Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação”.

Passam a gerar prequestionamento ficto para fins de especial e extraordinário (art. 1025).

- Ampliação do colegiado no NCPC: nos termos do artigo 941, §2o, em regra, no julgamento de apelação e de agravo de instrumento, a decisão será tomada, no órgão colegiado, pelo voto de três juízes. Entretanto, caso o julgamento não seja unânime e como o NCPC extinguiu a figura dos Embargos Infringentes, o legislador trouxe uma novidade, que é uma técnica de ampliação do colegiado em caso de votação não unânime em julgamento de apelação cível e de agravo de instrumento:

“Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos julgadores.

§ 1o Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o órgão colegiado.

§ 2o Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do

julgamento.

§ 3o A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime

proferido em:

I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno;

II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito.

§ 4o Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:

I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas;

II - da remessa necessária;

III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial.

- Aplicação da teoria da causa madura no NCPC:

“Art. 1.013. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. (

)

§ 3o Se o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito

quando:

I - reformar sentença fundada no art. 485;

II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir;

III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo;

IV - decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação.

§ 4o Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível, julgará o

mérito, examinando as demais questões, sem determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro grau”.

A teoria da causa madura consiste na possibilidade de o tribunal avançar para decidir o mérito, mesmo que o mérito não tenha sido examinado pelo juiz de primeiro grau. Ou seja, é a possibilidade de julgamento

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br direto pelo tribunal em apelação . O NCPC

direto pelo tribunal em apelação. O NCPC alargou um rol de hipóteses em que é possível que o tribunal decida diretamente a lide.

14. SUBSISTEMA DOS JUIZADOS ESPECIAIS. PRINCÍPIOS INFORMADORES. JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS:

COMPETÊNCIA, PROCEDIMENTO E RECURSOS.

Os prazos vêm sendo contados em dias úteis nos juizados especiais federais. Nesse sentido o enunciado 175 do XIII FONAJEF: “Por falta de previsão legal específica nas leis que tratam dos juizados especiais, aplica-se, nestes, a previsão da contagem dos prazos em dias úteis (CPC/2015, art. 219)”.

OS JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS E DA FAZENDA PÚBLICA NÃO TÊM COMPETÊNCIA PARA JULGAR AS DEMANDAS SOBRE DIREITOS DIFUSOS, COLETIVOS OU INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS (art. 3º da Lei

10.259/01).

15. AÇÕES COLETIVAS. LEGITIMIDADE ATIVA. COMPETÊNCIA. COISA JULGADA. EXECUÇÃO E CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. REGRAS PROCEDIMENTAIS APLICÁVEIS.

DIREITOS DIFUSOS

DIREITOS COLETIVOS

 

INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS

Ex.: direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Ex.:

reajuste

abusivo

das

Ex: determinado lote de um

mensalidades escolares.

 

remédio causou

lesão

a

   

alguns consumidores.

 

classificados

São

como

classificados

São

como

classificados

São

direitos

DIREITOS

como

SUBESPÉCIE DOS

(isso

COLETIVOS

direitos

ESSENCIALMENTE

direitos

ESSENCIALMENTE

 

porque

são

direitos

COLETIVOS.

COLETIVOS.

individuais, mas tratados como se fossem coletivos).

São transindividuais (há uma transindividualidade real ou material).

São transindividuais (há uma transindividualidade real ou material).

Há uma transindividualidade ARTIFICIAL, formal ou relativa (são direitos individuais que, no entanto, recebem tratamento legal de direitos transindividuais).

Têm natureza INDIVISÍVEL. Tais direitos pertencem a TODOS de forma simultânea e indistinta. O resultado será o mesmo para todos os titulares.

Têm natureza INDIVISÍVEL. O resultado será o mesmo para aqueles que fizerem parte do GRUPO, CATEGORIA ou CLASSE de pessoas.

Têm natureza DIVISÍVEL.

O resultado da demanda pode ser diferente para os diversos titulares(ex: o valor da indenização pode variar).

Os titulares são pessoas:

Os titulares são pessoas:

 

Os titulares são pessoas:

indeterminadas e

indeterminadas,

determinadas; ou

 

indetermináveis.

determináveis.

determináveis.

 

Não se tem como determinar (dizer de maneira específica) quem são os titulares desses direitos. Isso porque são direitos que não pertencem a apenas uma

Os titulares são, a princípio, indeterminados, mas é possível que eles sejam identificados.

Os titulares fazem parte de um grupo, categoria ou classe de

Caracterizam-se, portanto, pela

DETERMINABILIDADE.

 
 

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br pessoa, mas sim à COLETIVIDADE . Caracterizam-se,

pessoa, mas sim à COLETIVIDADE. Caracterizam-se, portanto, pela indeterminabilidade ABSOLUTA.

pessoas. Caracterizam-se, portanto, pela indeterminabilidade RELATIVA.

 

Os titulares desses direitos NÃO possuem relação jurídica entre si. Os titulares são ligados por CIRCUNSTÂNCIAS DE FATO. Os titulares se encontram em uma situação de fato comum.

EXISTE uma relação jurídica base entre os titulares. Os titulares são ligados entre si ou com a parte contrária em virtude de uma RELAÇÃO JURÍDICA BASE.

Os titulares não são ligados entre si, mas seus interesses decorrem de uma ORIGEM COMUM.

Outros exemplos: patrimônio histórico; moralidade administrativa; publicidade enganosa divulgada pela TV.

Outros exemplos:

Outros exemplos:

Interesses ligados aos membros de um mesmo sindicato ou partido; integrantes de um mesmo conselho profissional (ex:

Ex.: pílula de farinha como anticoncepcional: só tem direito a mulher que comprovar que tomou o remédio daquele lote.

 

OAB).

MODALIDADE

DIVISIBILIDADE DO BEM JURÍDICO

DETERMINAÇÃO DOS TITULARES

EXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA

DIREITOS DIFUSOS

Indivisível

Indeterminados

NÃO (ligados por circunstâncias de fato)

DIREITOS COLETIVOS

Indivisível

Determináveis

SIM (ligados por uma relação-jurídica base)

DIREITOS

 

IRRELEVANTE (o que importa é que sejam decorrentes de origem comum)

INDIVIDUAIS

HOMOGÊNEOS

Divisível

Determinados ou

determináveis

16. O CPC E O DIREITO INTERTEMPORAL.

Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
Art. 14. A norma processual não retroagirá e será aplicável imediatamente aos processos em curso,
respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consolidadas sob a vigência da norma
revogada. (
Art. 1.046. Ao entrar em vigor este Código, suas disposições se aplicarão desde logo aos processos pendentes,
ficando revogada a Lei n o 5.869, de 11 de janeiro de 1973. (
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas
Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas

Art. 1.047. As disposições de direito probatório adotadas neste Código aplicam-se apenas às provas requeridas ou determinadas de ofício a partir da data de início de sua vigência. Art. 1.059 do CPC/2015. À tutela provisória requerida contra a Fazenda Pública aplica-se o disposto nos arts. 1º a 4º da Lei n o 8.437, de 30 de junho de 1992e no art. 7º, § 2º, da Lei n o 12.016, de 7 de agosto de 2009.

E o que falam esses dispositivos das Leis nº 8.437 e nº 12.016? #VAMOSCONFERIR!

Leis nº 8.437:

Art. 1° Não será cabível medida liminar contra atos do Poder Público, no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva, toda vez que providência semelhante não puder ser concedida em ações de mandado de segurança, em virtude de vedação legal. §1° Não será cabível, no juízo de primeiro grau, medida cautelar inominada ou a sua liminar, quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via de mandado de segurança, à competência originária de tribunal.

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br §2° O disposto no parágrafo anterior não se

§2° O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos processos de ação popular e de ação civil pública. § 3° Não será cabível medida liminar que esgote, no todo ou em qualquer parte, o objeto da ação. §4° Nos casos em que cabível medida liminar, sem prejuízo da comunicação ao dirigente do órgão ou entidade, o respectivo representante judicial dela será imediatamente intimado. §5º Não será cabível medida liminar que defira compensação de créditos tributários ou previdenciários.

Lei nº 12.016:

Art. 7º, § 2º: Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA:

Os honorários advocatícios nascem contemporaneamente à sentença e não preexistem à propositura da demanda. Assim sendo, nos casos de sentença proferida a partir do dia 18/3/2016, deverão ser aplicadas as normas do CPC/2015. STJ. 2ª Turma. REsp 1.636.124-AL, Rel. Min. Herman Benjamin, julgado em 6/12/2016 (Info 602).

#JÁCAIU: (2017, TRF - 2ª Região, Juiz Federal Substituto) São cabíveis honorários sucumbenciais recursais somente contra decisões publicadas a partir da entrada em vigor do novo código (CERTO).

DIREITO PREVIDENCIÁRIO 3

1. SEGURIDADE SOCIAL. SAÚDE, PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA. DISTINÇÕES.

2. SEGURIDADE SOCIAL. CONCEITOS FUNDAMENTAIS. NATUREZA. PRINCÍPIOS. FONTES DO DIREITO DA

SEGURIDADE SOCIAL. INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO, INTEGRAÇÃO E EFICÁCIA DAS NORMAS. DIREITO

INTERTEMPORAL. DIREITO ADQUIRIDO E EXPECTATIVA DE DIREITO.

 

SEGURIDADE SOCIAL

SAÚDE

PREVIDÊNCIA SOCIAL

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Arts. 196 a 200, CF

Arts. 201 e 202, CF

Arts. 203 a 204, CF

Direito de todos e dever do Estado

Direito de quem contribui

Prestada para quem dela necessite

Sistema não contributivo

Sistema contributivo

Sistema não contributivo

Princípios da Seguridade Social:

PRINCÍPIOS

CONTEÚDO

Universalidade da Cobertura e do Atendimento

Este princípio busca conferir a maior abrangência possível às ações da seguridade social no Brasil, na medida dos recursos disponíveis. É possível cindi-lo a fim de ligar a Universalidade da Cobertura aos riscos sociais abarcados pelo Sistema Nacional de Seguridade Social (aspecto

3 Por Thaís Oliveira

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br objetivo), enquanto a Universalidade do Atendimento se
objetivo), enquanto a Universalidade do Atendimento se refere às pessoas destinatárias das prestações securitárias
objetivo), enquanto a Universalidade do Atendimento se refere às
pessoas destinatárias das prestações securitárias (aspecto subjetivo).
Uniformidade e
equivalência dos benefícios
e serviços às populações
rurais
 Este princípio veda a discriminação negativa em desfavor das
populações urbanas ou rurais, como ocorreu com os povos rurais no
passado, pois agora os benefícios e serviços da seguridade social
deverão tratar isonomicamente ambos os povos.
Seletividade
 A seletividade deverá lastrear a escolha feita pelo legislador dos
benefícios e serviços integrantes da seguridade social, bem como os
requisitos para a sua concessão, conforme as necessidades sociais e a
disponibilidade de recursos orçamentários, de acordo com o interesse
público. Também deverá o legislador escolher os destinatários das
prestações de acordo com as necessidades sociais.
Distributividade
 A distributividade coloca a seguridade social como sistema realizador da
justiça social, consectário do Princípio da Isonomia, sendo instrumento
de desconcentração de riquezas.
Irredutibilidade do valor dos
benefícios
 Por este princípio, decorrente da segurança jurídica, não será possível a
redução do valor nominal de benefício da seguridade social.
 #ATENÇÃO: No caso específico da previdência social, ainda é garantido
constitucionalmente o reajustamento para manter o seu valor real.
Equidade no custeio
 O custeio da seguridade social deverá ser o mais amplo possível, mas
precisa ser isonômico, devendo contribuir de maneira mais acentuada
aqueles que dispuserem de mais recursos financeiros, bem como os que
mais provocarem a cobertura da seguridade social.
Diversidade da base de
financiamento
 O financiamento da seguridade social deverá ter múltiplas fontes, a fim
de garantir a solvibilidade do sistema, para se evitar que a crise em
determinados setores comprometa demasiadamente a arrecadação,
com a participação de toda a sociedade, de forma direta e indireta.
Gestão quadripartite
 A gestão da seguridade social será quadripartite, de índole democrática
e descentralizada, envolvendo representantes dos trabalhadores, dos
empregadores, dos aposentados e do Poder Público nos seus órgãos
colegiados.
Solidariedade
 Essencialmente a seguridade social é solidária, pois visa a agasalhar as
pessoas em momentos de necessidade. Há uma verdadeira socialização
dos riscos com toda a sociedade. pois os recursos mantenedores do
sistema provêm dos orçamentos públicos e das contribuições sociais.
Precedência da fonte de
custeio
 Por esse princípio, nenhum benefício ou serviço da seguridade social
poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte
de custeio total.
Orçamento diferenciado
 Existe uma peça orçamentária exclusiva para a seguridade social.

→ JÁCAIU:

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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF3

A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br (TRF 3ª REGIÃO/2016) “Diversidade da base de

(TRF 3ª REGIÃO/2016) “Diversidade da base de financiamento refere-se à busca da seguridade social pela pluralidade de recursos, com participação individual e social e decorre do solidarismo social, pelo qual devem ser adotadas técnicas de proteção social e conjugados esforços de todos para a cobertura das contingências sociais” (CERTO).

3. FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL. PRINCÍPIOS. FONTES DE CUSTEIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.

NATUREZA E ESPÉCIES. PRESCRIÇÃO. DECADÊNCIA.

Contribuições sociais (art. 149 da CF/88) é gênero que engloba:

a) Contribuições ordinárias para a seguridade social (arts. 195, incisos. I a IV, e 239, da CF/88); ARTIGOS MAIS

IMPORTANTES!

b) Contribuições residuais para a seguridade social (art. 195, §4º, daCF/88);

c) Contribuições sociais gerais (arts. 212, § 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);

d) Contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE), que é prevista constitucionalmente nos arts.

149 e 177, §4°;

e) Contribuição de interesse das categorias profissionais ou econômicas, também denominadas de

Contribuições corporativas (arts. 8°, inc. IV, 149 da CF/88).

No âmbito do Direito Previdenciário, a prescrição e a decadência se operam:

a) em relação ao custeio, que é o ponto exigido neste tópico (decadência do direito de lançar e prescrição do

direito de cobrar as contribuições);

b) em relação aos benefícios (decadência do direito do contribuinte de revisão do ato inicial de concessão de

benefícios e prescrição da pretensão de cobrança de parcelas vencidas).

Quanto às contribuições, tanto o prazo decadencial para lançar, quanto o prazo para cobrar os créditos delas decorrentes, são de cinco anos (CTN, arts. 173 ou 150, §4º e 174). Isso porque, o STF reconheceu a inconstitucionalidade dos arts. 45 e 46 da Lei 8.212/91 (que haviam ampliado tal prazo para 10 anos), sob o fundamento de que tal matéria se encontra submetida à reserva de Lei Complementar (Súmula Vinculante nº 8).

#DEOLHONAJURISPRUDÊNCIA #APOSTACICLOS:

O auxílio quebra de caixa consubstancia-se no pagamento efetuado mês a mês ao empregado como uma forma de compensar os riscos assumidos pela função exercida que envolve guarda e conferência de dinheiro. Incide contribuição previdenciária sobre o auxílio quebra de caixa. O auxílio quebra de caixa tem nítida natureza salarial e integra a remuneração. Logo, possuindo natureza salarial, conclui-se que esta verba integra a remuneração, razão pela qual incide contribuição previdenciária. STJ. 1ª Turma. EREsp 1467095-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. para acórdão Min. Og Fernandes, julgado em 10/5/2017 (Info 610).

4. PREVIDÊNCIA SOCIAL. MODELOS. REGIME GERAL. REGIMES PRÓPRIOS. REGIMES ESPECIAIS. PREVIDÊNCIA

COMPLEMENTAR.

Classificação dos sistemas previdenciários:

Quanto à contributividade, os sistemas previdenciários serão classificados em:

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br a) Não contributivos : custeados com os tributos

a) Não contributivos: custeados com os tributos em geral, inexistindo contribuições específicas, como ocorre

no primeiro pilar da previdência da Dinamarca;

b) Contributivos: custeados por contribuições previdenciárias;

b.1) Capitalização - Exige a cotização durante certo prazo para fazer jus aos benefícios, em fundo individual ou coletivo, sendo os valores investidos pelos administradores (Previdência Privada no Brasil);

b.2) Repartição - Em regra, a ausência de contribuição durante determinado tempo não retira o direito ao benefício, salvo os casos de carência, existindo um fundo único (Previdência Pública do Brasil).

Quanto ao responsável pela gestão, adota-se a seguinte classificação:

a) Pública: O Poder Público assume a responsabilidade da administração do regime previdenciário;

b) Privada: O gerenciamento é feito pela iniciativa privada, como no Chile, desde a reforma de 1981;

c) Mista: Adota-se uma gestão pública e privada, a depender do plano, como ocorre no Brasil, onde há planos

públicos e privados.

Planos previdenciários brasileiros:

Planos básicos

A) Regime Geral de Previdência Social- RGPS: Obrigatório para os trabalhadores em geral, exceto para os

titulares de cargos públicos efetivos e militares filiados a Regime Próprio de Previdência Social, de competência da União e administrado pelo Ministério da Fazenda. CRFB/88, Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

B) Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS's: Obrigatórios para os servidores públicos efetivos da

União, estados, Distrito Federal e municípios, bem como os militares, caso tenham sido criados pelas respectivas entidades políticas.

Regime Geral de Previdência Social
Regime Geral de
Previdência Social
Regimes Próprios de Previdência Social Plano de Seguridade Social dos Congressistas Público Privado (aberto ou
Regimes Próprios de
Previdência Social
Plano de Seguridade
Social dos
Congressistas
Público
Privado
(aberto ou fechado)
dos Congressistas Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos
dos Congressistas Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos
Planos Básicos
Planos Básicos
Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos Complementares 39
Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos Complementares 39
PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA
PREVIDÊNCIA
SOCIAL BRASILEIRA
Planos Complementares
Planos
Complementares

39

Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos Complementares 39
Público Privado (aberto ou fechado) Planos Básicos PREVIDÊNCIA SOCIAL BRASILEIRA Planos Complementares 39

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br C) Plano de Seguridade Social dos Congressistas -

C) Plano de Seguridade Social dos Congressistas - PSSC: Instituído pela Lei 9.506/97, de filiação facultativa

dos Deputados Federais, Senadores e suplentes não vinculados a RPPS por não serem servidores efetivos ou militares, que assim o requerer, no prazo de trinta dias do início do exercício do mandato #DEOLHONAJURIS: Incide contribuição previdenciária sobre os rendimentos pagos aos exercentes de mandato eletivo, decorrentes da prestação de serviços à União, aos Estados e ao Distrito Federal ou aos Municípios, após o advento da Lei nº 10.887/2004, desde que não vinculados a regime próprio de previdência. STF. Plenário. RE 626837/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 25/5/2017 (repercussão geral) (Info 866).

Planos complementares

A) Regime Complementar dos Servidores Públicos Efetivos: a ser implementado pelas entidades políticas, de índole facultativo e de contribuição definida, previsto nos §§14, 15 e 16, do artigo 40, da Constituição Federal. CRFB/88, Art. 40. ( ) § 15. O regime de previdência complementar de que trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos, no que couber, por intermédio de entidades fechadas de previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão aos respectivos participantes planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)

B) Regime Complementar Privado Aberto: explorado por sociedades anônimas com autorização estatal, de

índole facultativo e que tem por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário, concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas, regulamentado pelo artigo 202, da Constituição Federal e pelas Leis Complementares 108 e 109/2001. CRFB/88, Art. 202. O regime de previdência privada, de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será facultativo, baseado na constituição de

reservas que garantam o benefício contratado, e regulado por lei complementar. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998).

C) Regime Complementar Privado Fechado: mantido por entidades fechadas de Previdência Complementar

(associações ou fundações), facultativo, que oferecem planos de benefícios a todos os empregados dos patrocinadores ou associados dos instituidores, também regulado pelas normas acima referidas.

#DEOLHONAJURIS:

Se a antecipação da tutela anteriormente concedida a assistido de plano de previdência complementar fechada houver sido revogada em decorrência de sentença de improcedência do seu pedido, independentemente de culpa ou má-fé, será possível à entidade previdenciária - administradora do plano de benefícios que tenha suportado os prejuízos da tutela antecipada - efetuar descontos mensais no percentual de 10% sobre o montante total de cada prestação do benefício suplementar que vier a ser recebida pelo assistido, até que ocorra a integral compensação, com atualização monetária, da verba que fora antecipada, ainda que não tenha havido prévio pedido ou reconhecimento judicial da restituição. STJ. 2ª Seção. REsp 1.548.749-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 13/4/2016 (recurso repetitivo) (Info 584).

#DEOLHONASÚMULA:

Súmula 563, do STJ: O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários celebrados com entidades fechadas.

ABERTAS (EAPC)

FECHADAS (EFPC)

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br As entidades abertas são empresas privadas constituídas

As entidades abertas são empresas privadas constituídas sob a forma de sociedade anônima, que oferecem planos de previdência privada que podem ser contratados por qualquer pessoa física ou jurídica. As entidades abertas normalmente fazem parte do mesmo grupo econômico de um banco ou seguradora. Exs: Bradesco Vida e Previdência S.A., Itaú Vida e Previdência S.A., Mapfre Previdência S.A., Porto Seguro Vida e Previdência S/A., Sul América Seguros de Pessoas e Previdência S.A.

As entidades fechadas são pessoas jurídicas, organizadas sob a forma de fundação ou sociedade civil, mantidas por grandes empresas ou grupos de empresa, para oferecer planos de previdência privada aos seus funcionários. Essas entidades são conhecidas como “fundos de pensão”. Os planos não podem ser comercializados para quem não é funcionário daquela empresa. Ex: Previbosch (dos funcionários da empresa Bosch).

Possuem finalidade de lucro.

Não possuem fins lucrativos.

São geridas (administradas) pelos diretores e administradores da sociedade anônima.

A gestão é compartilhada entre os representantes dos participantes e assistidos e os representantes dos patrocinadores

5. RELAÇÃO JURÍDICA DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. FILIAÇÃO. INSCRIÇÃO. PERÍODO DE CARÊNCIA. SEGURADOS E DEPENDENTES. QUALIDADE DE SEGURADO: MANUTENÇÃO E PERDA. PERÍODO DE GRAÇA.

Período de carência: é o número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências.

Benefício  Aposentadoria por idade, especial e por tempo de contribuição.  Aposentadoria por invalidez

Benefício

Aposentadoria por idade, especial e por tempo de contribuição.

Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, em regra.

Salário-maternidade da contribuinte individual, segurada especial e facultativa.

Salário-família; auxílio-acidente; pensão por morte ; auxílio--reclusão ; serviço social; reabilitação profissional; salário--maternidade da empregada, avulsa e doméstica; aposentadoria por invalidez e auxílio- doença decorrentes de acidentes de qualquer natureza, moléstia ocupacional ou doença grave listada pelo Ministério da Saúde.

Carência

(em meses)

180 contribuições

12 contribuições

10 contribuições

Sem carência

Segurados: Os segurados podem ser obrigatórios, se exercem atividade vinculada ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS) sem possibilidade de exclusão voluntária , ou facultativos, quando se filiam ao sistema voluntariamente e não estão exercendo atividade laborativa remunerada.

SEGURADOS OBRIGATÓRIOS

EMPREGADO

aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual. sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor

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A PROVA SEM SABER | TRF3 @ciclosr3 www.ciclosr3.com.br     empregado;  aquele que, contratado
   

empregado;

aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal

regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas;

brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior;

o

aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular;

o

brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais

brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio;

brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional;

o

servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais;

o

empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social;

o

exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social.

o

EMPREGADO

aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos.

DOMÉSTICO

aquele que presta serviços a diversas empresas, sem vínculo empregatício, de natureza urbana ou rural, sindicalizado ou não, por intermédio de órgão gestor de mão-de-obra ou do sindicato da categoria.

TRABALHADOR

AVULSO

a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo

a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o

SEGURADO

ESPECIAL

auxílio eventual de terceiros, na condição de produtor rural, que explore atividade agropecuária em área de até 4 módulos fiscais ou de seringueiro ou extrativista vegetal como principal meio de vida;