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conforme edital
2017/2018
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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA

Conjuntos: operações e problemas com conjuntos ..........................................................................................................


Conjuntos dos números naturais, inteiros, racionais, reais e suas
operações. Representação na reta .....................................................................................................................................
Unidades de medida: distância, massa, tempo, área, volume e capacidade ..................................................................
Álgebra: produtos notáveis, equações, sistemas e problemas do primeiro
grau, inequações, equação e problemas do
segundo grau..............................................................................................................................................................................
Porcentagem e proporcionalidade direta e inversa .........................................................................................................
Sequências, reconhecimento de padrões, progressões aritmética e
geométrica ...........................................................................................................................................................................
Juros e noções de matemática financeira. ........................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................................
Semelhança e relações mé- tricas no triângulo retângulo ...............................................................................................
Geometria espacial: poliedros, prismas e pirâmides, cilindro, cone eesfera,
áreas e volumes ...................................................................................................................................................................
Matemática discreta: princípios de contagem, noção de probabilidade,
noções de estatística, gráficos e medidas... 6
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termo ―propriedade P que caracteriza os elementos de um
CONJUNTOS: OPERAÇÕES E conjunto A‖ significa que, dado um elemento x qualquer temos:
PROBLEMAS COM CONJUNTOS. Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem a
propriedade P é indicado por:
{x, tal que x tem a propriedade P}

Uma vez que ―tal que‖ pode ser s por t.q. ou | ou ainda :,
Conjuntos podemos indicar o mesmo conjunto por:
{x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
É uma reunião, agrupamento de pessoas, seres ou objetos. Dá
{x : x tem a propriedade P}
a ideia de coleção.
Exemplos
Conjuntos Primitivos
{ x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência são {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo que {0,
primitivos, ou seja, não são definidos. 1, 2, 3}
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou uma porção {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que {0, 1}
de livros são todos exemplos de conjuntos.
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm elementos. Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-Euler
Um elemento de um conjunto pode ser uma banana, um peixe ou consiste em representar o conjunto através de um ―círculo‖ de tal
um livro. Convém frisar que um conjunto pode ele mesmo ser forma que seus elementos e somente eles estejam no ―círculo‖.
elemento de algum outro conjunto. Exemplos
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um feixe de - Se A = {a, e, i, o, u} então
retas é um conjunto onde cada elemento (reta) é também conjunto
(de pontos).
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras maiúsculas A, B,
C, ..., X, e os elementos pelas letras minúsculas a, b, c, ..., x, y,
..., embora não exista essa obrigatoriedade.
Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados por
letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de pontos) por
letras minúsculas.
Outro conceito fundamental é o de relação de pertinência que
- Se B = {0, 1, 2, 3 }, então
nos dá um relacionamento entre um elemento e um conjunto.

Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos xA


Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.

Se x não é um elemento de um conjunto A, escreveremos x


A
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.
Conjunto Vazio
Como representar um conjunto
Conjunto vazio é aquele que não possui elementos. Representa-
Pela designação de seus elementos: Escrevemos os se pela letra do alfabeto norueguês 0 ou, simplesmente { }.
elementos entre chaves, separando os por vírgula. Simbolicamente: x, x0

Exemplos Exemplos

- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos 3, 6, 0= {x : x é um número inteiro e 3x = 1}


7 e 8. 0= {x | x é um número natural e 3 – x = 4}
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a, b e m. 0= {x | x ≠ x}
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1, {2;
3} e {3}. Subconjunto

Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é também
elemento de B, dizemos que A é um subconjunto de B ou A é a parte
propriedade P que caracteriza os elementos de um conjunto A,
este fica bem determinado. de B ou, ainda, A está contido em B e indicamos por A B.

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Simbolicamente: A B  ( x)(x  xB) Conjunto das partes

Portanto, A B significa que A não é um subconjunto de B Dado um conjunto A podemos construir um novo conjunto
ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido em B. formado por todos os subconjuntos (partes) de A. Esse novo
Por outro lado, A B se, e somente se, existe, pelo menos, conjunto chama-se conjunto dos subconjuntos (ou das partes) de
um elemento de A que não é elemento de B. A e é indicado por P(A).
Simbolicamente: A B  ( x)(xA e x B) Simbolicamente: P(A)={X | X A} ou X P(A)  X 
A
Exemplos
Exemplos

- {2 . 4} {2, 3, 4}, pois 2 {2, 3, 4} e 4 {2, 3, 4} a) = {2, 4, 6}


{2, 3, 4} {2, 4}, pois 3  {2, 4} P(A) = { 0 , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}
{5, 6} {5, 6}, pois 5 {5, 6} e 6 {5, 6}
b) = {3,5}
Inclusão e pertinência P(B) = { 0 , {3}, {5}, B}

A definição de subconjunto estabelece um relacionamento c) = {8}


entre dois conjuntos e recebe o nome de relação de inclusão ( ). P(C) = { 0 , C}
A relação de pertinência () estabelece um relacionamento
d) = 0 P(D)
entre um elemento e um conjunto e, portanto, é diferente da
= { 0 }
relação de inclusão.
Simbolicamente
Propriedades
xA  {x} A
x A  {x} A Seja A um conjunto qualquer e 0 o conjunto vazio. Valem
as seguintes propriedades
Igualdade
0≠( 0) 00 00 0{ 0}
Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a B e
indicamos por A = B se, e somente se, A é subconjunto de B e B 0A 0 P(A) A A  AP(A)
é também subconjunto de A.
Simbolicamente: A = B  A B e B A n
Se A tem n elementos então A possui 2 subconjuntos e,
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais equivale, n
segundo a definição, a demonstrar que A B e B A. portanto, P(A) possui 2 elementos.
Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, e União de conjuntos
somente se, possuem os mesmos elementos.
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Portanto A A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o conjunto formado
≠ B se, e somente se, A não é subconjunto de B ou B não é por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Representa-se
subconjunto de A. Simbolicamente: A ≠ B  A B ou B A por A  B.
Simbolicamente: A 4 B = {X | XA ou
XB}
Exemplos

- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} {4,2} e {4,2} {2,4}. Isto nos


mostra que a ordem dos elementos de um conjunto não deve ser
levada em consideração. Em outras palavras, um conjunto fica
determinado pelos elementos que o mesmo possui e não pela
ordem em que esses elementos são descritos.
{2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4}  {2,4} e {2,4} 
{2,2,2,4}. Isto nos mostra que a repetição de elementos é Exemplos
desnecessária.
{a,a} = {a} {2,3}  {4,5,6}={2,3,4,5,6}
{2,3,4}  {3,4,5}={2,3,4,5}
{a,b = {a}  a= b {2,3}  {1,2,3,4}={1,2,3,4}
{1,2} = {x,y}  (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1) 
{a,b} φ {a,b}

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Intersecção de conjuntos b) Podemos ampliar a relação do número de elementos para
três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado por
todos os elementos que pertencem, simultaneamente, a A e a B. Observe o diagrama e comprove.
Representa-se por A  B. Simbolicamente: A  B = {X | XA ou
XB}

Exemplos

{2,3,4}  {3,5}={3}
{1,2,3}  {2,3,4}={2,3}
{2,3}  {1,2,3,5}={2,3}
{2,4}  {3,5,7}=φ

Observação: Se A  B=φ , dizemos que A e B são conjuntos


disjuntos.

Subtração

A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto formado


por todos os elementos que pertencem a A e não pertencem a B.
Representa-se por A – B. Simbolicamente: A – B = {X | X A e
X B}
Número de Elementos da União e da Intersecção de
Conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura abaixo,


podemos estabelecer uma relação entre os respectivos números
de elementos.

O conjunto A – B é também chamado de conjunto


complementar de B em relação a A, representado por CAB.
Simbolicamente: CAB = A - B{X | XA e XB}

Exemplos

- A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A =φ

- A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}
Note que ao subtrairmos os elementos comuns
evitamos que eles sejam contados duas vezes. - A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5}
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5}
Observações:
Observações: Alguns autores preferem utilizar o conceito de
completar de B em relação a A somente nos casos em que B A.
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo um - Se B A representa-se por B o conjunto complementar de B
em relação a A. Simbolicamente: B A B = A – B =
deles estiver contido no outro, ainda assim a relação dada será
verdadeira.
CAB`

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De acordo com o enunciado temos:


n(B  D) n(B) n(D)9 y 42 y 33 n(A 
D) n(A) n(B) x 924 x 15
Assim sendo
a) O número total de crianças da escola é:

n( A  B  C  D) n( A) n(B) n(C) n(D)159133370


b) O número de crianças que são meninas ou são ruivas é:
Exemplos
n[( A  B)(B  D)] n( A) n(B) n(D)1593357
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então:
A = {2, 3, 4} A = {0, 1, 5, 6}
B = {3, 4, 5, 6 } B = {0, 1, 2} Questões
C = φC = S
1 – (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI-
Número de elementos de um conjunto NISTRATIVO – FCC/2014) Dos 43 vereadores de uma
cidade,13 dele não se inscreveram nas comissões de Educação,
Sendo X um conjunto com um número finito de elementos, Saúde e Saneamento Básico. Sete dos vereadores se inscreveram
representa-se por n(X) o número de elementos de X. Sendo, ainda, nas três comissões citadas. Doze deles se inscreveram apenas nas
comis-sões de Educação e Saúde e oito deles se inscreveram
A e B dois conjuntos quaisquer, com número finito de elementos
apenas nas comissões de Saúde e Saneamento Básico. Nenhum
temos:
dos vereado-res se inscreveu em apenas uma dessas comissões. O
n(A  B)=n(A)+n(B)-n(A  B) número de vereadores inscritos na comissão de Saneamento
A  B=φ n(A  B)=n(A)+n(B) Básico é igual a
n(A -B)=n(A)-n(A  B) 15.
B A  n(A-B)=n(A)-n(B) 21.
18.
Resolução de Problemas 27.
16.
Exemplo:
Numa escola mista existem 42 meninas, 24 crianças 2 – (TJ-SC) Num grupo de motoristas, há28 que dirigem au-
ruivas, 13 meninos não ruivos e 9 meninas ruivas. Pergunta-se tomóvel, 12 que dirigem motocicleta e 8 que dirigem automóveis
quantas crianças existem na escola? e motocicleta. Quantos motoristas há no grupo?
16 motoristas
quantas crianças são meninas ou são ruivas
32 motoristas
48 motoristas
36 motoristas

3 – (TRT 19ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2014)


Dos46 técnicos que estão aptos para arquivar documentos 15
deles também estão aptos para classificar processos e os demais
estão aptos para atender ao público. Há outros 11 técnicos que
estão aptos para atender ao público, mas não são capazes de
arquivar documentos. Dentre esses últimos técnicos
mencionados, 4 deles também são capazes de classificar
processos. Sabe-se que aqueles que classificam processos são, ao
todo, 27 técnicos. Considerando que todos os técnicos que
executam essas três tarefas foram cita-dos anteriormente, eles
Sejam: somam um total de
A o conjunto dos meninos ruivos e n(A) = x 58.
B o conjunto das meninas ruivas e n(B) = 9 65.
C o conjunto dos meninos não ruivos e n(C) = 13 76.
D o conjunto das meninas não ruivas e n(D) = y 53.
95.

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4 – (METRÔ/SP – OFICIAL LOGISTICA –ALMOXARI- 8 – (METRÔ/SP – ENGENHEIRO SEGURANÇA DO
FADO I – FCC/2014) O diagrama indica a distribuição de atle- TRABALHO – FCC/2014) Uma pesquisa, com 200 pessoas, in-
tas da delegação de um país nos jogos universitários por medalha vestigou como eram utilizadas as três linhas: A, B e C do Metrô
conquistada. Sabe-se que esse país conquistou medalhas apenas em de uma cidade. Verificou-se que 92 pessoas utilizam a linha A;
94 pessoas utilizam a linha B e 110 pessoas utilizam a linha C.
modalidades individuais. Sabe-se ainda que cada atleta da de-legação
Uti-lizam as linhas A e B um total de 38 pessoas, as linhas A e C
desse país que ganhou uma ou mais medalhas não ganhou mais de um total de 42 pessoas e as linhas B e C um total de 60 pessoas;
uma medalha do mesmo tipo (ouro, prata, bronze). De acordo com o 26 pessoas que não se utilizam dessas linhas. Desta maneira,
diagrama, por exemplo, 2 atletas da delegação desse país ganharam, conclui--se corretamente que o número de entrevistados que
cada um, apenas uma medalha de ouro. utilizam as linhas A e B e C é igual a
50.
26.
56.
10.
18.
9 – TJ/RS – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁ-
RIA E ADMINISTRATIVA – FAURGS/2012) Observando-
se,durante certo período, o trabalho de 24 desenhistas do Tribunal
de Justiça, verificou-se que 16 executaram desenhos
arquitetônicos, 15 prepararam croquis e 3 realizaram outras
atividades. O número de desenhistas que executaram desenho
A análise adequada do diagrama permite concluir arquitetônico e prepara-ram croquis, nesse período, é de
corretamen-te que o número de medalhas conquistadas por esse 10.
país nessa edi-ção dos jogos universitários foi de 11.
15. 12.
13.
29.
14.
52.
46. 10 - (TJ/RS – OFICIAL DE TRANSPORTE – CETRO/2013)
40. Dados os conjuntos A = {x | x é vogal da palavra CARRO} e B =
{x | x é letra da palavra CAMINHO}, é correto afirmar que A∩
5 – (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM tem
SAÚDE NM – AOCP/2014) Qual é o número de elementos 1 elemento.
queformam o conjunto dos múltiplos estritamente positivos do 2 elementos.
núme-ro 3, menores que 31? 3 elementos.
9 4 elementos.
5 elementos.
10 F)
11 Respostas
12
13 1 - RESPOSTA: “C”
De acordo com os dados temos:
6 - (PREF. CAMAÇARI/BA – TÉC. VIGILÂNCIA EM 7 vereadores se inscreveram nas 3.
SAÚDE NM – AOCP/2014) Considere dois conjuntos A e B, sa- APENAS 12 se inscreveram em educação e saúde (o 12 não
bendo que A ∩ B = {3}, A ∪ B = {0; 1; 2; 3; 5} e A – B = {1 ; deve ser tirado de 7 como costuma fazer nos conjuntos, pois ele
2}, assinale a alternativa que apresenta o conjunto B. já desconsidera os que se inscreveram nos três)
{1; 2; 3} APENAS 8 se inscreveram em saúde e saneamento básico.
{0; 3} São 30 vereadores que se inscreveram nessas 3 comissões,
pois 13 dos 43 não se inscreveram.
{0; 1; 2; 3; 5} Portanto, 30-7-12-8=3
{3; 5} Se inscreveram em educação e saneamento 3 vereadores.
{0; 3; 5}

7 – (Agente Administrativo) Em uma cidade existem


duasempresas de transporte coletivo, A e B. Exatamente 70% dos es-
tudantes desta cidade utilizam a Empresa A e 50% a Empresa B.
Sabendo que todo estudante da cidade é usuário de pelo menos uma
das empresas, qual o % deles que utilizam as duas empresas?
20%
25%
27%
33%
Só em saneamento se inscreveram: 3+7+8=18
35%

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2 – RESPOSTA: “B” 6 - RESPOSTA: “E”.
A intersecção dos dois conjuntos, mostra que 3 é elemento
de B.
A-B são os elementos que tem em A e não em
B. Então de A∪B, tiramos que B={0;3;5}.

Os que dirigem automóveis e motocicleta: 8 7 - Resposta “A”.


Os que dirigem apenas automóvel: 28-8 = 20
Os que dirigem apenas motocicleta: 12-8= 4
A quantidade de motoristas é o somatório: 20+8+4 = 32 mo-
toristas.

3 - RESPOSTA: “B”.
Técnicos arquivam e classificam: 15
Arquivam e atendem: 46-15=31 70 – 50 = 20.
classificam e atendem: 4 20% utilizam as duas empresas.
Classificam: 15+4=19 como são 27 faltam 8
Dos 11 técnicos aptos a atender ao público 4 são capazes de 8 - RESPOSTA: “E”.
classificar processos, logo apenas 11-4 = 7 técnicos são aptos a
atender ao público.
Somando todos os valores obtidos no diagrama teremos:
31+15+7+4+8 = 65 técnicos.

92-[38-x+x+42-x]+94-[38-x+x+60-x]+110-[42-x+x+60-
x]+(38-x)+x+(42-x)+(60-x)+26=200
4 - RESPOSTA: “D”. 92-[80-x]+94-[98-x]+110-[102-x]+38+42-x+60-
O diagrama mostra o número de atletas que ganharam meda- x+26=200 92-80+x+94-98+x+110-102+x+166-2x=200
lhas. x+462-180=200 ➜ x+182 = 200 ➜ x = 200-182 ➜ x = 18
No caso das intersecções, devemos multiplicar por 2 por ser 2
medalhas e na intersecção das três medalhas multiplica-se por 3.
9 - RESPOSTA: “A”.
Intersecções:

Somando as outras:
2+5+8+12+2+8+9=46
16-x+x+15-x+3=24 ➜ x+34 = 24 ➜ -x = 24-34 ➜ -x = -10,
como não existe variável negativa neste caso multiplica-se por (-
5 -RESPOSTA: “B”.
1) ambos os lados , logo x = 10.
Se nos basearmos na tabuada do 3 , teremos o seguinte con-
junto 10 - RESPOSTA: “B”.
A={3,6,9,12,15,18,21,24,27,30} Como o conjunto A é dado pelas vogais: A={A,O}, e B é
10 elementos. dado pelas letras : B={ C,A,M,I,N,H,O}, portanto A∩ B={A,O}

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O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números
CONJUNTOS DOS NÚMEROS NATURAIS, naturais pares. Embora uma sequência real seja outro objeto ma-
INTEIROS, RACIONAIS, REAIS E SUAS temático denominado função, algumas vezes utilizaremos a deno-
OPERAÇÕES. REPRESENTAÇÃO NA RETA. minação sequência dos números naturais pares para representar o
conjunto dos números naturais pares: P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
números naturais ímpares, às vezes também chamados, a
Números Naturais sequência dos nú-meros ímpares. I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}

O conjunto dos números naturais é representado pela letra Operações com Números Naturais
maiúscula N e estes números são construídos com os algarismos: 0,
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos como algarismos Na sequência, estudaremos as duas principais operações
indo-arábicos. No século VII, os árabes invadiram a Índia, difundin- possí-veis no conjunto dos números naturais. Praticamente, toda a
do o seu sistema numérico. Embora o zero não seja um número na- Mate-mática é construída a partir dessas duas operações: adição e
tural no sentido que tenha sido proveniente de objetos de contagens multi-plicação.
naturais, iremos considerá-lo como um número natural uma vez que
ele tem as mesmas propriedades algébricas que os números naturais. A adição de números naturais
Na verdade, o zero foi criado pelos hindus na montagem do sistema
posicional de numeração para suprir a deficiência de algo nulo. A primeira operação fundamental da Aritmética tem por
Na sequência consideraremos que os naturais têm início com fina-lidade reunir em um só número, todas as unidades de dois ou
o número zero e escreveremos este conjunto como: N = { 0, 1, 2, mais números. Antes de surgir os algarismos indo-arábicos, as
3, 4, 5, 6, ...}
adições podiam ser realizadas por meio de tábuas de calcular,
Representaremos o conjunto dos números naturais com a
letra N. As reticências (três pontos) indicam que este conjunto com o auxílio de pedras ou por meio de ábacos.
não tem fim. N é um conjunto com infinitos números.
Propriedades da Adição
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto
Fechamento: A adição no conjunto dos números naturais é
será representado por: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...} fechada, pois a soma de dois números naturais é ainda um
A construção dos Números Naturais número natural. O fato que a operação de adição é fechada em N
é conhecido na literatura do assunto como: A adição é uma lei de
Todo número natural dado tem um sucessor (número que composição interna no conjunto N.
vem depois do número dado), considerando também o zero. Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é
Exemplos: Seja m um número as-sociativa, pois na adição de três ou mais parcelas de números
natural. a) O sucessor de m é m+1. natu-rais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer
b) O sucessor de 0 é 1. c) modos, ou seja, com três números naturais, somando o primeiro
O sucessor de 1 é 2. d) O com o se-gundo e ao resultado obtido somarmos um terceiro,
sucessor de 19 é 20. obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a
soma do segundo e o terceiro. (A + B) + C = A + (B + C)
Se um número natural é sucessor de outro, então os dois Elemento neutro: No conjunto dos números naturais, existe o
núme-ros juntos são chamados números consecutivos. elemento neutro que é o zero, pois tomando um número natural
Exemplos: qualquer e somando com o elemento neutro (zero), o resultado
a) 1 e 2 são números consecutivos. b) será o próprio número natural.
5 e 6 são números consecutivos. c) 50 Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição é
e 51 são números consecutivos. comutativa, pois a ordem das parcelas não altera a soma, ou seja, so-
mando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos o mesmo
Vários números formam uma coleção de números naturais con-
resultado que se somando a segunda parcela com a primeira parcela.
secutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor
do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim sucessivamente. Multiplicação de Números Naturais
Exemplos:
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro
b) 5, 6 e 7 são consecutivos.
número denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.
são as unidades do segundo número denominadas multiplicador.
Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
antecessor (número que vem antes do número dado). Exemplo
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de
zero. a) O antecessor do número m é m-1. 4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 = 9 + 9 + 9
b) O antecessor de 2 é 1. c) + 9 = 36
O antecessor de 56 é 55. O resultado da multiplicação é denominado produto e os
d) O antecessor de 10 é 9. núme-ros dados que geraram o produto, são chamados fatores.
Usamos o sinal × ou · ou x, para representar a multiplicação.

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Propriedades da multiplicação O número que se repete como fator é denominado base que
neste caso é m. O número de vezes que a base se repete é denomi-
Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto N dos nado expoente que neste caso é n. O resultado é denominado po-
números naturais, pois realizando o produto de dois ou mais nú- tência. Esta operação não passa de uma multiplicação com fatores
meros naturais, o resultado estará em N. O fato que a operação de 3 3
iguais, como por exemplo: 2 = 2 × 2 × 2 = 8 → 4 = 4 × 4 × 4 = 64
multiplicação é fechada em N é conhecido na literatura do
assunto como: A multiplicação é uma lei de composição interna Propriedades da Potenciação
no con-junto N.
Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou mais Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente natural é n,
n
fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o primeiro fa-tor denotada por 1 , será sempre igual a 1.
com o segundo e depois multiplicarmos por um terceiro núme-ro Exemplos:
n
natural, teremos o mesmo resultado que multiplicar o terceiro pelo a- 1 = 1×1×...×1 (n vezes) =
3
produto do primeiro pelo segundo. (m . n) . p = m .(n . p) → 1 b- 1 = 1×1×1 = 1
7
(3 . 4) . 5 = 3 . (4 . 5) = 60 c- 1 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais existe o
um elemento neutro para a multiplicação que é o 1. Qualquer que Se n é um número natural não nulo, então temos que n =1.
seja o número natural n, tem-se que: 1 . n = n . 1 = n → 1 . 7 = 7 Por exemplo:
.1=7 (a) nº = 1
Comutativa: Quando multiplicamos dois números naturais (b) 5º = 1
quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, ou seja, mul- (c) 49º = 1
tiplicando o primeiro elemento pelo segundo elemento teremos o
mesmo resultado que multiplicando o segundo elemento pelo pri- o
A potência zero elevado a zero, denotada por 0 , é carente de
meiro elemento. m . n = n . m → 3 . 4 = 4 . 3 = 12 sentido no contexto do Ensino Fundamental.
Propriedade Distributiva Qualquer que seja a potência em que a base é o número na-tural
1
n e o expoente é igual a 1, denotada por n , é igual ao próprio
Multiplicando um número natural pela soma de dois números Por exemplo:
naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por cada uma das par-
celas e a seguir adicionar os resultados obtidos. m . (p + q) = m . p (a) n¹ = n
+ m . q → 6 x (5 + 3) = 6 x 5 + 6 x 3 = 30 + 18 = 48 (b) 5¹ = 5
(c) 64¹ = 64
Divisão de Números Naturais
n
Toda potência 10 é o número formado pelo algarismo 1 se-
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber guido de n zeros.
quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro nú- Exemplos: a-
3
mero que é o maior é denominado dividendo e o outro número que é 10 = 1000
8
menor é o divisor. O resultado da divisão é chamado quociente. Se b- 10 = 100.000.000
multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o dividendo. o
c- 10 = 1
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada,
Questões
pois nem sempre é possível dividir um número natural por outro
número natural e na ocorrência disto a divisão não é exata. 1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) A partir de 1º de
março, uma cantina escolar adotou um sistema de recebimento por
Relações essenciais numa divisão de números naturais
cartão eletrônico. Esse cartão funciona como uma conta corrente:
Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve
coloca-se crédito e vão sendo debitados os gastos. É possível o sal-do
ser menor do que o dividendo. 35 : 7 = 5
negativo. Enzo toma lanche diariamente na cantina e sua mãe credita
Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o
valores no cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o
produto do divisor pelo quociente. 35 = 5 x 7
seu consumo e os pagamentos na seguinte tabela:
A divisão de um número natural n por zero não é possível
pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então poderíamos
escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não
correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem sentido ou ainda é
dita impossível.

Potenciação de Números Naturais


n
Para dois números naturais m e n, a expressão m é um
n
produ - to de n fatores iguais ao número m, ou seja: m = m . m .
m ... m . m → m aparece n vezes

8
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No final do mês, Enzo observou que tinha
1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral
crédito de R$ 7,00.
débito de R$ 7,00. João 1750 2245
crédito de R$ 5,00. Maria 850 2320
débito de R$ 5,00. Nulos 150 217
empatado suas despesas e seus créditos. Brancos 18 25
Abstenções 183 175
2 - (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS GE-
RAIS - PREF. IMARUI/2014) José, funcionário público, recebe A) 3995
salário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem o B) 7165
desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato. Qual o C) 7532
salário líquido de José? D) 7575
R$ 1800,00 E) 7933
R$ 1765,00
R$ 1675,00 7 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-
R$ 1665,00 RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Durante um mutirão para
promover a limpeza de uma cidade, os 15.000 voluntários foram
3 – (Professor/Pref.de Itaboraí) O quociente entre dois nú-meros igualmente divididos entre as cinco regiões de tal cidade. Sendo
naturais é 10. Multiplicando-se o dividendo por cinco e reduzindo-se assim, cada região contou com um número de voluntários igual a:
o divisor à metade, o quociente da nova divisão será:
2500
3200
2
1500
5 3000
25 2000
50
100 8 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Em determinada loja, o pa-
4 - (PREF. ÁGUAS DE CHAPECÓ – OPERADOR DE gamento de um computador pode ser feito sem entrada, em 12
MÁQUINAS – ALTERNATIVE CONCURSOS) Em uma loja, parcelas de R$ 250,00. Sendo assim, um cliente que opte por essa
as compras feitas a prazo podem ser pagas em até 12 vezes sem forma de pagamento deverá pagar pelo computador um total de:
juros. Se João comprar uma geladeira no valor de R$ 2.100,00 R$ 2500,00
em 12 vezes, pagará uma prestação de: R$ 3000,00
R$ 150,00. R$1900,00
R$ 175,00. R$ 3300,00
R$ 2700,00
R$ 200,00.
R$ 225,00.
9 – (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) O
su-cessor do dobro de determinado número é 23. Esse mesmo
5 - PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE- deter-minado número somado a 1 e, depois, dobrado será igual a
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Ontem, eu tinha 345 boli- 24.
nhas de gude em minha coleção. Porém, hoje, participei de um 22.
campeonato com meus amigos e perdi 67 bolinhas, mas ganhei 20.
outras 90. Sendo assim, qual a quantidade de bolinhas que tenho 18.
agora, depois de participar do campeonato? 16.
368
270 10 - (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILI-
365 DADE – FCC/2012) Uma montadora de automóveis possui cinco
290 unidades produtivas num mesmo país. No último ano, cada uma
376 dessas unidades produziu 364.098 automóveis. Toda a produção
foi igualmente distribuída entre os mercados consumidores de
sete países. O número de automóveis que cada país recebeu foi
6 – (Pref. Niterói) João e Maria disputaram a prefeitura de
26.007
uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
26.070
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou 206.070
a seguinte tabela com os resultados da eleição. A quantidade de 260.007
eleitores desta cidade é: 260.070

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Respostas 8 - RESPOSTA: ―B‖.
250∙12=3000
1 - RESPOSTA: ―B‖. O computador custa R$3000,00.
crédito: 40+30+35+15=120
débito: 27+33+42+25=127 9 - RESPOSTA: ―A‖.
120-127=-7 Se o sucessor é 23, o dobro do número é 22, portanto o nú-
Ele tem um débito de R$ 7,00. mero é 11.
(11+1) → 2=24
2 - RESPOSTA: ―B‖.
2000-200=1800-35=1765 10 - RESPOSTA: ―E‖.
O salário líquido de José é R$1765,00. 364098 → 5=1820490 automóveis

3 - RESPOSTA:
―E‖. D= dividendo
d= divisor
Q = quociente = 10
Conjunto dos Números Inteiros – Z
R= resto = 0 (divisão exata)
Equacionando: Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião do
D= d.Q + R conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o con-
D= d.10 + 0 → D= 10d junto dos opostos dos números naturais e o zero. Este conjunto é
denotado pela letra Z (Zahlen=número em alemão). Este conjunto
Pela nova divisão temos: pode ser escrito por: Z = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos
notáveis:

O conjunto dos números inteiros não nulos:


Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Isolando Q temos: Z* = Z – {0}

O conjunto dos números inteiros não negativos:


Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

4 - RESPOSTA: ―B‖. O conjunto dos números inteiros positivos:


Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
Cada prestação será de R$175,00
O conjunto dos números inteiros negativos:
5 - RESPOSTA: ―A‖. Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
345-67=278
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a
Depois ganhou distânciaou afastamento desse número até o zero, na reta
90 278+90=368 numérica inteira. Representa-se o módulo por | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0 O
6 - RESPOSTA: ―E‖. módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 O
Vamos somar a 1ª Zona: 1750+850+150+18+183 = 2951 módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
2ª Zona : 2245+2320+217+25+175 = 4982 O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é
Somando os dois: 2951+4982 = 7933 sempre positivo.
7 - RESPOSTA: ―D‖. Números Opostos: Dois números inteiros são ditos
opostosum do outro quando apresentam soma zero; assim, os
pontos que os representam distam igualmente da origem.
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2 é 2,
pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a é – a, e
Cada região terá 3000 voluntários. vice-versa; particularmente o oposto de zero é o próprio zero.

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Adição de Números Inteiros Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = +3
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) –
Para melhor entendimento desta operação, associaremos aos (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).
números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos números
inteiros negativos a idéia de perder. Temos:
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8) (+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7) (+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3) (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3)
Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros é o
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o mes-mo que adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser dispensado.
Propriedades da adição de números inteiros: O Multiplicação de Números Inteiros
conjuntoZéfechado para a adição, isto é, a soma de dois números
inteiros ainda é um número inteiro. A multiplicação funciona como uma forma simplificada de uma
adição quando os números são repetidos. Poderíamos analisar tal
Associativa: Para situação como o fato de estarmos ganhando repetidamente al-guma
todosa,b,cemZ:a + (b + c) = (a + quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
b) + c consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode ser
2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7 indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2 +
Comutativa: Para 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
todosa,bemZ:a + b = b + a Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2) +
3+7=7+3
(–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
Observamos que a multiplicação é um caso particular da adi-
Elemento Neutro: Existe 0 emZ, que adicionado a
ção onde os valores são repetidos.
cadazemZ, proporciona o próprio z, isto é:
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indi-
z+0=z
cado por axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
7+0=7 Para realizar a multiplicação de números inteiros, devemos
obedecer à seguinte regra de sinais:
Elemento Oposto: Para todozemZ, existe (-z) emZ, tal
(+1) x (+1) = (+1)
quez + (–z) = 0
9 + (–9) = 0 (+1) x (-1) = (-1)
(-1) x (+1) = (-1)
Subtração de Números Inteiros (-1) x (-1) = (+1)

A subtração é empregada quando: Com o uso das regras acima, podemos concluir que:
Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade;
Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma delas Sinais dos números Resultado do produto
tem a mais que a outra;
Iguais Positivo
Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra. Diferentes Negativo

A subtração é a operação inversa da adição. Propriedades da multiplicação de números inteiros:


Oconjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a
Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9 multiplicação de dois números inteiros ainda é um número
diferença inteiro.
subtraendo
minuendo Associativa: Para todos a,b,c
emZ:a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7
Considere as seguintes situações:
Comutativa: Para todos a,b
1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou de emZ:a x b = b x a
+3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura? 3x7=7x3
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – (+3) = +3
Elemento neutro: Existe 1 emZ, que multiplicado por
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o dia, todozem Z, proporciona o próprio z, isto é:
era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus. Qual a zx1=z
temperatura registrada na noite de terça-feira? 7x1=7

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Elemento inverso: Para todo inteirozdiferente de zero, - Toda potência de base positiva é um número inteiro po-
–1
existeum inverso z =1/z em Z, tal que sitivo.
–1 2
zxz = z x (1/z) = 1 Exemplo: (+3) = (+3) . (+3) = +9
–1
9x9 = 9 x (1/9) = 1
- Toda potência de base negativa e expoente par é um
Distributiva: Para todosa,b,cemZ:a número inteiro positivo.
x (b + c) = (a x b) + (a x c) 2
Exemplo: (– 8) = (–8) . (–8) = +64
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5)
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um
Divisão de Números Inteiros número inteiro negativo.
3
Exemplo: (–5) = (–5) . (–5) . (–5) = –125
Dividendo divisor dividendo:
Divisor = quociente 0 Propriedades da Potenciação:
Quociente . divisor = dividendo
Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se
3 6 3+6 9
Sabemos que na divisão exata dos números naturais: abase e somam-se os expoentes. (–7) . (–7) = (–7) = (–7)
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40 Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva- sea
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36 8 6 8 – 6
base e subtraem-se os expoentes. (+13) : (+13) = (+13) =
2
Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a divisão (+13)
exata de números inteiros. Veja o cálculo: Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam--se
(–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4) 5 2 5.2 10
Logo: (–20) : (+5) = - 4 os expoentes. [(+4) ] = (+4) = (+4)
1
Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9) =+9 (–
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para efe-
1
tuar a divisão exata de um número inteiro por outro número in- 13) = –13
teiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo pelo
Potência de expoente zero e base diferente de zero: É
módulo do divisor. Daí:
0 0
Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o quo- igual a 1. Exemplo: (+14) = 1 (–35) = 1
ciente é um número inteiro positivo.
Radiciação de Números Inteiros
Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes, o quo-
ciente é um número inteiro negativo.
A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto Z. Por
A raiz n- ésima (de ordem n) de um número inteiro a é a
exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que não podem ser operação que resulta em outro número inteiro não negativo b que
realizadas em Z, pois o resultado não é um número inteiro. elevado à potência n fornece o número a. O número n é o índice
No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa e da raiz enquanto que o número a é o radicando (que fica sob o
não tem a propriedade da existência do elemento neutro. sinal do radical).
1- Não existe divisão por zero. A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a
Exemplo: (–15) : 0 não tem significado, pois não existe um operação que resulta em outro número inteiro não negativo que
número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15. elevado ao quadrado coincide com o número a.
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de
zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é Observação: Não existe a raiz quadrada de um
igual a zero. númerointeiro negativo no conjunto dos números inteiros.
Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1) = 0
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didá-
Potenciação de Números Inteiros ticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimento de:
√9 = ±3
n mas isto está errado. O certo é:
A potência a do número inteiro a, é definida como um
produ-to de n fatores iguais. O número a é denominado a base e o √9 = +3
número n é o expoente.
n
a = a x a x a x a x ... x a Observamos que não existe um número inteiro não nega-tivo
a é multiplicado por a n vezes que multiplicado por ele mesmo resulte em um número negativo.
3
Exemplos:3 = (3) x (3) x (3) = 27 A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a
5
(-5) = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = - operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao
3125 (-7)² = (-7) x (-7) = 49 cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos
(+9)² = (+9) x (+9) = 81 cálculos somente aos números não negativos.

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Exemplos b c x
3 I a a =a
8 = 2, pois 2³ = 8.
3
8
= –2, pois (–2)³ = -8.
3
27 = 3, pois 3³ = 27.
3
27 = –3, pois (–3)³ = -27.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o produto
denúmeros inteiros, concluímos que: De acordo com as propriedades da potenciação, temos que,
Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número in-teiro respectivamente, nas operações I, II e III:
x=b-c, y=b+c e z=c/2.
negativo.
x=b+c, y=b-c e z=2c.
Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de
x=2bc, y=-2bc e z=2c.
qualquer número inteiro. x=c-b, y=b-c e z=c-2.
x=2b, y=2c e z=c+2.
Questões
4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) GRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número inteiro menor
Umaoperação λ é definida por: do que 8 pelo menor número inteiro maior do que - 8, o resultado
λ
w = 1 − 6w, para todo inteiro w. encontrado será
λ
Com base nessa definição, é correto afirmar que a soma 2 + - 72
λ λ
(1 ) é igual a
- 63
−20.
- 56
−15.
- 49
−12.
– 42
15.
20.

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00 Micro-
ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00

Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencio-


nadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco recebido será de:
R$ 84,00
R$ 74,00
R$ 36,00
R$ 26,00
R$ 16,00

3 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-


MA/2013) Analise as operações a seguir:

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5 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo de tabuleiro, Carla e Ma-
teus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,


Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.
Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
Carla e Mateus empataram.

6 – (Operador de máq./Pref.Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de x para os quais é
um número inteiro?
0
1
2
3
4

7- (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num vôo entre Curitiba e Belém, com duas escalas, umano
Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números indicam a quantidade de passageiros que subiram no avião e os negativos, a quantidade
dos que desceram em cada cidade.

Curtiba +240
-194
Rio de Janeiro
+158
-108
Brasília
+94

O número de passageiros que chegou a Belém foi:


362
280
240
190
135

Respostas

1 - RESPOSTA:“E”.
Pela definição:
Fazendo w=2

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Números Racionais – Q
m
Um número racional é o que pode ser escrito na forma n ,
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de
m por n.
Como podemos observar, números racionais podem ser obti-
dos através da razão entre dois números inteiros, razão pela qual,
o conjunto de todos os números racionais é denotado por Q.
2 - RESPOSTA: “D”. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
Geladeira + Microondas + DVD = 1213+429+399 = 2041 m
Geladeira + Microondas + TV = 1213+429+562 = 2204, ex- Q = { n : m e n em Z, n diferente de zero}
trapola o orçamento No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
Geladeira +TV + DVD=1213+562+399=2174, é a maior
quantidade gasta possível dentro do orçamento. Q* = conjunto dos racionais não nulos;
Troco:2200-2174=26 reais Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
3 - RESPOSTA: “B”. Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
I da propriedade das potências, temos:
Representação Decimal das Frações
p
Tomemos um número racional q , tal que p não seja
II múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a
divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
III
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
4 - RESPOSTA: “D”. número finito de algarismos. Decimais Exatos:
Maior inteiro menor que 8 é o 7 2
Menor inteiro maior que -8 é o -7. 5 = 0,4
Portanto: 7⋅(-7)=-49 1
4 = 0,25
5 - RESPOSTA: “C”. 35
Carla: 520-220-485+635=450 pontos 4= 8,75
Mateus: -280+675+295-115=575 153
pontos Diferença: 575-450=125 pontos 50 = 3,06
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos
6 - RESPOSTA:“C”. algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente.
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos conjuntos
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
do inteiros positivos temos:
1
3 = 0,333...
x=0 ; x=1
1
22 = 0,04545...
167
66 = 2,53030...
Representação Fracionária dos Números Decimais
, logo os únicos números que satisfa-zem a
Trata-se do problema inverso: estando o número racional
condição é x= 0 e x=5 , dois números apenas. escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
fração. Temos dois casos:
7 - RESPOSTA:“D”.
240- 194 +158 -108 +94 = 190 1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador
é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas
decimais do número decimal dado:
9
0,9 = 10

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57 Soma (Adição) de Números Racionais


5,7 = 10
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito
76 na forma de uma fração, definimos a adição entre os números
0,76 = 100
racionais a e c , da mesma forma que a soma de frações,
348 b
3,48 = 100 através de: d
5 1
0,005 = 1000 = 200 a + c =ad + bc
b d bd
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto,
vamos apresentar o procedimento através de alguns exemplos: Propriedades da Adição de Números Racionais
Exemplo 1
O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto é, a
soma de dois números racionais ainda é um número racional.
Seja a dízima 0, 333... .
Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a +b )
+c
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os membros
Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
por 10: 10x = 0,333
Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da
Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
segunda:
Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9
q + (–q) = 0
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 9. Subtração de Números Racionais
Exemplo 2 A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: p – q
Seja a dízima 5, 1717...
= p + (–q)
Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... . Multiplicação (Produto) de Números Racionais
Subtraindo membro a membro, temos:
99x = 512 ⇒ x = 512/99 Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito
na forma de uma fração, definimos o produto de dois números
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 .
racionais a e c , da mesma forma que o produto de frações,
99 através de: b d
Exemplo 3 a c ac
b x d = bd
Seja a dízima 1, 23434...
O produto dos números racionais a e b também pode ser
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = 1234,34... . indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre
Subtraindo membro a membro, temos: as letras.
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x = 1222/990 Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos
obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática:
Simplificando, obtemos x = 611 , a fração geratriz da dízima (+1) × (+1) = (+1)
1, 23434... 495 (+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que (-1) × (-1) = (+1)
representa esse número ao ponto de abscissa zero. Podemos assim concluir que o produto de dois números com
o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números com
sinais diferentes é negativo.
Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . Indica-se - 3 = 3
2 2 2 2 Propriedades da Multiplicação de Números Racionais
3
Módulo de + 3 é 3 . Indica-se + 3 =
2 2 2 2 O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o
produto de dois números racionais ainda é um número racional.
3
Números Opostos: Dizemos que – 3e
2
são números
2 Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a ×b )
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do ×c
outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero da reta são Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
2 2
iguais.
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- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo - Produto de potências de mesma base. Para reduzir um
q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q produto de potências de mesma base a uma só potência,
- Elemento inverso: Para todo q = a em Q, q diferente de conservamos a base e somamos os expoentes.
-1 -1 2 3 5
zero, existe q = b em Q: q × q = 1 b a x b =1 2 2 2 22 2 2 223 2
a b a  .  
 .  . . .     
 
- Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a ×b 5  5  5 55 5 5 5  5 
)+(a×c)
Quociente de potências de mesma base. Para reduzir um
Divisão de Números Racionais quociente de potências de mesma base a uma só potência,
conservamos a base e subtraímos os expoentes.
A divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é:
-1
p ÷ q =p × q
Potenciação de Números Racionais
n Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência
A potência q do número racional q é um produto de n fatores
iguais. O número q é denominado a base e o número n é o expoente. a uma potência de um só expoente, conservamos a base e
n multiplicamos os expoentes
q = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)

Exemplos:
3
2 222 8
a)     .  .  
5  5 5 5  125 Radiciação de Números Racionais
Se um número representa um produto de dois ou mais fatores
b) iguais, então cada fator é chamado raiz do número. Vejamos
(–5)² = (–5) . ( –5) = 25 alguns exemplos:

Exemplo 1
(+5)² = (+5) . (+5) = 25
2
4 Representa o produto 2 . 2 ou 2 . Logo, 2 é a raiz quadrada
Propriedades da Potenciação: Toda potência com
de 4. Indica-se √4= 2.
expoente0 é igual a 1.
20= Exemplo 2
5
1  
1 Representa o produto 1. 1 ou  1 . Logo,
2 1 é a raiz
9 3 3 3 3
- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
quadrada de 1 .Indica-se 1= 1

9 9 3
 Exemplo 3
1
 9 9 3
  = - 0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6) . Logo,
3
 4 4 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 0,216 = 0,6.
Assim, podemos construir o diagrama:
- Toda potência com expoente negativo de um número
racional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base
igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do
N Z Q
expoente anterior.
2 2
 3  5 25
  .  
 5  3 9
- Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o
base. número zero ou um número racional positivo. Logo, os números
3
2 222 8 racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
   . .  
3  333  27 O número -100
9
não tem raiz quadrada em Q, pois tanto -10
3
+10
como , quando elevados ao quadrado, dão 100 .
- Toda potência com expoente par é um número positivo. 3 9
2 Um número racional positivo só tem raiz quadrada no
 1  1 1 1
     .   conjunto dos números racionais se ele for um quadrado perfeito.
 5   5  5  25

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2 1
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não existe 3/2
3
número racional que elevado ao quadrado dê 2 . 2
3 3

Questões 6 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo mate-


mático, cada jogador tem direito a 5 cartões marcados com um nú-
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS mero, sendo que todos os jogadores recebem os mesmos números.
OPE-RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola onde estudo, Após todos os jogadores receberem seus cartões, aleatoriamente,
¼ dosalunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita,
realizam uma determinada tarefa que também é sorteada. Vence o
9/20 têm a matemática como favorita e os demais têm ciências
jogo quem cumprir a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a
como favori-ta. Sendo assim, qual fração representa os alunos
que têm ciências como disciplina favorita? tarefa era colocar os números marcados nos cartões em ordem
1/4 crescente, venceu o jogador que apresentou a sequência
3/10
2/9
4/5
3/2

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30, em cada uma delas.
Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um desconto de 10
centavos. Quantos reais ela recebeu de troco?
R$ 40,00
R$ 42,00
R$ 44,00
R$ 46,00 7 – (Prof./Prefeitura de Itaboraí) Se x = 0,181818..., então
R$ 48,00 ovalor numérico da expressão:

3 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


CIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos,
2/5estudam inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espanhol e o res-
tante estuda alemão. O número de candidatos que estuda alemão é: 34/39
6. 103/147
7. 104/147
8. 35/49
9. 106/147
10.
8 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu
4 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA- seucofrinho com 120 moedas e separou-as:
1 real: ¼ das moedas
CIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do Sudeste, um Agentede
50 centavos: 1/3 das moedas
Apoio Operacional tem um salário mensal de: saláriobase- R$ 25 centavos: 2/5 das moedas
617,16 e uma gratificação de R$ 185,15. No mês passado, ele fez 10 centavos: as restantes
8 horas extras a R$ 8,50 cada hora, mas precisou faltar um dia e foi
descontado em R$ 28,40. No mês passado, seu salário totalizou Mariana totalizou a quantia contida no cofre em
R$ 810,81. R$ 62,20.
R$ 821,31. R$ 52,20.
R$ 838,51. R$ 50,20.
R$ 56,20.
R$ 841,91.
R$ 66,20.
R$ 870,31.
9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
5 - (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo Numa operação policial de rotina, que abordou 800 pessoas, ve-
rificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram
Obtém-se : detidos. Já entre as mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
A) ½ Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?

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145 5 - RESPOSTA: “B”.
185 1,3333= 12/9 = 4/3
220 1,5 = 15/10 = 3/2
260
120

10 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS


OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Quando perguntado so-
bre qual era a sua idade, o professor de matemática respondeu:
―O produto das frações 9/5 e 75/3 fornece a minha idade!‖. 6 - RESPOSTA: “D”.
Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem:
40 anos.
35 anos.
45 anos.
30 anos.
42 anos.
A ordem crescente é :
Respostas
7 - RESPOSTA: “B”.
1 - RESPOSTA: “B”.
x=0,181818... temos então pela transformação na fração
Somando português e matemática:
gera-triz: 18/99 = 2/11, substituindo:

O que resta gosta de ciências:

8 - RESPOSTA: “A”.
2 - RESPOSTA: “B”.

Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pagou 58


reais
Troco:100-58=42 reais

3 - RESPOSTA: “C”.

Mariana totalizou R$ 62,20.


Mmc(3,5,9)=45
9 - RESPOSTA: “A”.

O restante estuda alemão: 2/45

4 - RESPOSTA: “D”.
Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres

ou 800-600=200 mulheres

Salário foi R$ 841,91.

Total de pessoas detidas: 120+25=145

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10 - RESPOSTA: “C”.

Números Reais

O conjunto dos números reaisR é uma expansão do


conjunto dos números racionais que engloba não só os inteiros e
os fracionários, positivos e negativos, mas também todos os
números irracionais.
Os números reais são números usados para representar uma
quantidade contínua (incluindo o zero e os negativos). Pode-se
pensar num número real como uma fração decimal possivelmente
infinita, como 3,141592(...). Os números reais têm uma
correspondência biunívoca com os pontos de uma reta.
Podemos concluir que na representação dos números Reais
Denomina-se corpo dos números reais a coleção dos sobre uma reta, dados uma origem e uma unidade, a cada ponto
elementos pertencentes à conclusão dos racionais, formado pelo da reta corresponde um número Real e a cada número Real
corpo de frações associado aos inteiros (números racionais) e a corresponde um ponto na reta.
norma associada ao infinito.
Existem também outras conclusões dos racionais, uma para
cada número primo p, chamadas números p-ádicos. O corpo dos
números p-ádicos é formado pelos racionais e a norma associada
a p!

Propriedade
Ordenação dos números Reais
O conjunto dos números reais com as operações binárias de A representação dos números Reais permite definir uma
soma e produto e com a relação natural de ordem formam um relação de ordem entre eles. Os números Reais positivos são
corpo ordenado. Além das propriedades de um corpo ordenado, R maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a relação
tem a seguinte propriedade: Se R for dividido em dois conjuntos de ordem da seguinte maneira: Dados dois números Reais a e b,
(uma partição) A e B, de modo que todo elemento de A é menor a≤b↔b–a≥0
que todo elemento de B, então existe um elemento x que separa Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0
os dois conjuntos, ou seja, x é maior ou igual a todo elemento de 5 + 15 ≥ 0
A e menor ou igual a todo elemento de B.
Propriedades da relação de ordem
Reflexiva: a ≤ a
Transitiva: a ≤ b e b ≤ c → a ≤ c
Anti-simétrica: a ≤ b e b ≤ a → a = b
Ordem total: a < b ou b < a ou a = b

Expressão aproximada dos números Reais


Ao conjunto formado pelos números Irracionais e pelos
números Racionais chamamos de conjunto dos números Reais.
Ao unirmos o conjunto dos números Irracionais com o conjunto
dos números Racionais, formando o conjunto dos números Reais,
todas as distâncias representadas por eles sobre uma reta
preenchem-na por completo; isto é, ocupam todos os seus pontos.
Por isso, essa reta é denominada reta Real.

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Os números Irracionais possuem infinitos algarismos Quando o erro é dado sem sinal, diz-se que está dado em
decimais não-periódicos. As operações com esta classe de valor absoluto. O valor absoluto de um número a é designado por
números sempre produzem erros quando não se utilizam todos os |a| e coincide com o número positivo, se for positivo, e com seu
algarismos decimais. Por outro lado, é impossível utilizar todos oposto, se for negativo.
eles nos cálculos. Por isso, somos obrigados a usar aproximações, Exemplo: Um livro nos custou 8,50 reais. Pagamos com uma
isto é, cortamos o decimal em algum lugar e desprezamos os nota de 10 reais. Se nos devolve 1,60 real de troco, o vendedor
algarismos restantes. Os algarismos escolhidos serão uma cometeu um erro de +10 centavos. Ao contrário, se nos devolve
aproximação do número Real. Observe como tomamos a 1,40 real, o erro cometido é de 10 centavos.
aproximação de e do número nas tabelas.

Aproximação por
Falta Excesso
Erro menor que π π
1 unidade 1 3 2 4
1 décimo 1,4 3,1 1,5 3,2
1 centésimo 1,41 3,14 1,42 3,15
1 milésimo 1,414 3,141 1,415 3,142
1 décimo de
1,4142 3,1415 1,4134 3,1416
milésimo

Operações com números Reais

Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de


intervalos fixos que determinam um número Real. É assim que
vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação e
divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de recomendações
úteis para operar com números Reais:
Vamos tomar a aproximação por falta.
Se quisermos ter uma ideia do erro cometido, escolhemos o
mesmo número de casas decimais em ambos os números.
Se utilizamos uma calculadora, devemos usar a aproximação
máxima admitida pela máquina (o maior número de casas
decimais).
Quando operamos com números Reais, devemos fazer
constar o erro de aproximação ou o número de casas decimais.
É importante adquirirmos a idéia de aproximação em função
da necessidade. Por exemplo, para desenhar o projeto de uma
casa, basta tomar medidas com um erro de centésimo.
Em geral, para obter uma aproximação de n casas decimais, Questões
devemos trabalhar com números Reais aproximados, isto é, com n
1 casas decimais. 1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um
Para colocar em prática o que foi exposto, vamos fazer as comerciantetem 8 prateleiras em seu empório para organizar os
quatro operações indicadas: adição, subtração, multiplicação e produtos de limpeza. Adquiriu 100 caixas desses produtos com
divisão com dois números Irracionais. 20 unidades cada uma, sendo que a quantidade total de unidades
compradas será distribuída igualmente entre essas prateleiras.
Desse modo, cada prateleira receberá um número de unidades,
desses produtos, igual a
40
50
Valor Absoluto 100
Como vimos, o erro pode ser: 160
Por excesso: neste caso, consideramos o erro positivo. 250
Por falta: neste caso, consideramos o erro negativo.

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2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – IN- 27.
DEC/2013) Em uma banca de revistas existem um total de 27,5.
870exemplares dos mais variados temas. Metade das revistas é da 28.
edi- 28,5.
tora A, dentre as demais, um terço são publicações antigas. Qual o 29.
número de exemplares que não são da Editora A e nem são antigas?
320 7 - (UFOP/MG – ADMINISTRADOR DE EDIFICIOS –
290 UFOP/2013) Uma pessoa caminha 5 minutos em ritmo normal e,em
435 seguida, 2 minutos em ritmo acelerado e, assim, sucessivamen-te,
145 sempre intercalando os ritmos da caminhada (5 minutos nor-mais e 2
minutos acelerados). A caminhada foi iniciada em ritmo normal, e foi
3 - (TRT 6ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO- ADMINISTRATI-VA interrompida após 55 minutos do início.
– FCC/2012) Em uma praia chamava a atenção um catador decocos O tempo que essa pessoa caminhou aceleradamente foi:
(a água do coco já havia sido retirada). Ele só pegava cocos inteiros e 6 minutos
agia da seguinte maneira: o primeiro coco ele coloca inteiro de um 10 minutos
lado; o segundo ele dividia ao meio e colocava as metades em outro 15 minutos
lado; o terceiro coco ele dividia em três partes iguais e colocava os 20 minutos
terços de coco em um terceiro lugar, diferen-te dos outros lugares; o
quarto coco ele dividia em quatro partes iguais e colocava os quartos 8 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.
de coco em um quarto lugar diferente dos outros lugares. No quinto IMARUÍ/2014) Sobre o conjunto dos números reais é
coco agia como se fosse o primeiro coco e colocava inteiro de um CORRETOdizer:
lado, o seguinte dividia ao meio, o seguinte em três partes iguais, o O conjunto dos números reais reúne somente os números
seguinte em quatro partes iguais e seguia na sequência: inteiro, racionais.
meios, três partes iguais, quatro par-tes iguais. Fez isso com
R* é o conjunto dos números reais não negativos.
exatamente 59 cocos quando alguém disse ao catador: eu quero três
Sendo A = {-1,0}, os elementos do conjunto A não são
quintos dos seus terços de coco e metade dos seus quartos de coco. O
catador consentiu e deu para a pessoa números reais.
52 pedaços de coco. As dízimas não periódicas são números reais.
55 pedaços de coco.
59 pedaços de coco. 9 - (TJ/SP - AUXILIAR DE SAÚDE JUDICIÁRIO - AU-
98 pedaços de coco. XILIAR EM SAÚDE BUCAL – VUNESP/2013) Para numeraras
101 pedaços de coco. páginas de um livro, uma impressora gasta 0,001 mL por cada
algarismo impresso. Por exemplo, para numerar as páginas 7, 58
4 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL, 0,002 mL e 0,003 mL
A mãe do Vitor fez um bolo e repartiu em 24 pedaços, todos de de tinta. O total de tinta que será gasto para numerar da página 1
mesmo tamanho. A mãe e o pai comeram juntos, ¼ do bolo. O até a página 1 000 de um livro, em mL, será
Vitor e a sua irmã comeram, cada um deles, ¼ do bolo. Quantos 1,111.
pedaços de bolo sobraram? 2,003.
4 2,893.
6 1,003.
8 2,561.
10
12 10 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
GRANRIO/2013) Gilberto levava no bolso três moedas de
5 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) R$0,50, cinco de R$ 0,10 e quatro de R$ 0,25. Gilberto retirou do
Paulo recebeu R$1.000,00 de salário. Ele gastou ¼ do salário bolso oito dessas moedas, dando quatro para cada filho.
com aluguel da casa e 3/5 do salário com outras despesas. Do
A diferença entre as quantias recebidas pelos dois filhos de
salário que Paulo recebeu, quantos reais ainda restam?
Gilberto é de, no máximo,
R$ 120,00
R$ 150,00 R$ 0,45
R$ 180,00 R$ 0,90
R$ 210,00 R$ 1,10
R$ 240,00 R$ 1,15
R$ 1,35

6 - (UFABC/SP – TECNÓLOGO-TECNOLOGIA DA IN- Respostas


FORMAÇÃO – VUNESP/2013) Um jardineiro preencheu par-
cialmente, com água, 3 baldes com capacidade de 15 litros cada um. 1 - RESPOSTA: “E”.
O primeiro balde foi preenchido com 2/3 de sua capacidade, o
Total de unidades: 100⋅20=2000 unidades
segundo com 3/5 da capacidade, e o terceiro, com um volume
cor-respondente à média dos volumes dos outros dois baldes. A unidades em cada prateleira.
soma dos volumes de água nos três baldes, em litros, é

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2 - RESPOSTA: “B”. editora Terceiro balde:
A: 870/2=435 revistas
publicações antigas: 435/3=145 revistas

A soma dos volumes é : 10+9+9,5=28,5 litros

O número de exemplares que não são da Editora A e nem são 7 - RESPOSTA: “C”.
antigas são 290. A caminhada sempre vai ser 5 minutos e depois 2 minutos,
então 7 minutos ao total.
3 - RESPOSTA: “B”. Dividindo o total da caminhada pelo tempo, temos:

Assim, sabemos que a pessoa caminhou 7. (5 minutos +2 mi-


14 vezes iguais Coco nutos) +6 minutos (5 minutos+1 minuto)
inteiro: 14 Aceleradamente caminhou: (7.2)+1➜ 14+1=15 minutos
Metades:14.2=28
Terça parte:14.3=42 8 - RESPOSTA: “D”.
Quarta parte:14.4=56 errada - O conjunto dos números reais tem os conjuntos:
3 cocos: 1 coco inteiro, metade dos cocos, terça naturais, inteiros, racionais e irracionais.
parte Quantidade total errada – R* são os reais sem o zero.
Coco inteiro: 14+1=15 errada - -1 e 0 são números reais.
Metades: 28+2=30
Terça parte:42+3=45 9 - RESPOSTA: “C”.
Quarta parte :56 1 a 9 =9 algarismos=0,001⋅9=0,009 ml
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem.
99-10+1=90.
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o primeiro
número.
90 números de 2 algarismos: 0,002⋅90=0,18ml
4 - RESPOSTA “B”.
De 100 a 999 999-
100+1=900 números
900⋅0,003=2,7ml
1000=0,004ml
Sobrou 1/4 do bolo. Somando: 0,009+0,18+2,7+0,004=2,893

10 - RESPOSTA: “E”.
Supondo que as quatro primeiras moedas sejam as 3 de R$
0,50 e 1 de R$ 0,25(maiores valores).
5 - RESPOSTA: “B”. Um filho receberia : 1,50+0,25=R$1,75
E as ouras quatro moedas sejam de menor valor: 4 de R$
0,10=R$ 0,40.
Aluguel:
A maior diferença seria de 1,75-0,40=1,35
Dica: sempre que fala a maior diferença tem que o maior
Outras despesas:
valor possível – o menor valor.

Restam :1000-850=R$150,00

6 - RESPOSTA: “D”.
Primeiro balde:

Segundo balde:

23
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UNIDADES DE MEDIDA: DISTÂNCIA,


MASSA, TEMPO, ÁREA, VOLUME E
CAPACIDADE.

Sistema de Medidas Decimais


Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre si. O sistema métrico decimal é
hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de comprimento do sistema métrico. A
unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão: cada unidade
vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.

E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
2 2
São elas: quilômetro quadrado (km ), hectômetro quadrado (hm ), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o
2
metro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
2
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 10 .

Unidades de Área
2 2 2 2 2 2 2
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
2 2 2 2 2 2 2
1000000m 10000m 100m 1m 0,01m 0,0001m 0,000001m
3 3
Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km ), hectômetro cúbico (hm ), etc. Na prática,
são muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
3
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 10 , o sistema
continua sendo decimal.

Unidades de Volume
3 3 3 3 3 3 3
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
3 3 3 3 3 3 3
1000000000m 1000000m 1000m 1m 0,001m 0,000001m 0,000000001m

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros, dizemos que essa
3
é a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm .
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centímetro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

24
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O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t): 1t = 1000 kg.

Não Decimais

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais
conhecido. 2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s

Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.

0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h = 18min.

Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na cartografia e na
navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:
1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60‘)
1 minuto equivale a 60 segundos (1‘ = 60‖)

Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os mesmos do sistema hora – minuto – segundo. Há uma coincidência de
nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes:
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do
dia. 1º 32‘ 24‖ é a medida de um ângulo.

Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto – segundo são similares a cálculos no sistema grau – minuto – segundo,
embora esses sistemas correspondam a grandezas distintas.

Há ainda um sistema não-decimal, criado há algumas décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para medir a informação
armazenada em memória de computadores, disquetes, discos compacto, etc. As unidades de medida são bytes (b), kilobytes (kb), megabytes
(Mb), etc. Apesar de se usarem os prefixos ―kilo‖ e ―mega‖, essas unidades não formam um sistema decimal.
10 10
Um kilobyte equivale a 2 bytes e 1 megabyte equivale a 2 kilobytes.

Exercícios

1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando até o curso de inglês que fica a 15 minutos de sua casa, e chegou na hora da
aulacuja duração é de uma hora e meia. A que horas terminará a aula de inglês?
14h
14h 30min
15h 15min
15h 30min
15h 45min

348 mm3 equivalem a quantos decilitros?

Quantos decalitros equivalem a 1 m3?

Passe 50 dm2 para hectômetros quadrados.

Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3?

Quantos centilitros equivalem a 15 hl?

Passe 5.200 gramas para quilogramas.

25
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Converta 2,5 metros em centímetros.

Quantos minutos equivalem a 5h05min?

Quantos minutos se passaram das 9h50min até as 10h35min?

Respostas

1) Resposta ―D‖.
Solução: Basta somarmos todos os valores mencionados no enunciado do teste, ou
seja: 13h 45min + 15 min + 1h 30 min = 15h 30min

Logo, a questão correta é a letra D.

2) Resposta ―0, 00348 dl‖.


3 3
Solução: Como 1 cm equivale a 1 ml, é melhor dividirmos 348 mm por mil, para obtermos o seu equivalente em centímetros cúbi-
3
cos: 0,348 cm .
3 3
Logo 348 mm equivalem a 0, 348 ml, já que cm e ml se equivalem.

Neste ponto já convertemos de uma unidade de medida de volume, para uma unidade de medida de capacidade.
Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando então passaremos dois níveis à esquerda. Dividiremos então por 10 duas vezes:

Logo, 348 mm³ equivalem a 0, 00348 dl.

3) Resposta ―100 dal‖.


3
Solução: Sabemos que 1 m equivale a 1.000 l, portanto para convertermos de litros a decalitros, passaremos um nível à
esquerda. Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:

Isto equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.


Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
3
Como 1 m equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1 kl para decalitros, quando então passaremos dois níveis à direita. Multi-
plicaremos então 1 por 10 duas vezes:

Logo, 100 dal equivalem a 1 m³.

4) Resposta ―0, 00005 hm²‖.


Solução: Para passarmos de decímetros quadrados para hectômetros quadrados, passaremos três níveis à
esquerda. Dividiremos então por 100 três vezes:

Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.

Portanto, 50 dm² é igual a 0, 00005 hm².


3 -17 km3
5) Resposta ―0,000000000000000014 km , ou a 1,4 x 10 ‖.
Solução: Para passarmos de milímetros cúbicos para quilômetros cúbicos, passaremos seis níveis à esquerda. Dividiremos então 14
por 1000 seis vezes:

26
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3 -17 km3 se
Portanto, 0, 000000000000000014 km , ou a 1,4 x 10 Usamos o sistema sexagesimal, que emprega a base sessenta. Os
.
expresso em notação científica equivalem a 14 mm3 múltiplos do segundo enquadram-se nesse sistema. Repare que cada
unidade é sessenta vezes maior que a unidade que a antecede.
6) Resposta ―150.000 cl‖. 1 h = 60 min
Solução: Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos 1 min = 60 s
quatro níveis à direita.
Multiplicaremos então 15 por 10 quatro vezes: Para transformar uma unidade em outra imediatamente supe-
rior, basta dividi-la por 60 e inferior basta multiplica-la por 60.
Ex:3h = 3 . 60 = 180 min
52 min = 52 . 60 = 3120 s
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita. 1020 s = 1020 : 60 = 17 min
420 min = 420 : 60 = 7 h
Logo, 150.000 cl equivalem a 15 hl.
Ao usarmos o sistema sexagesimal, cada grupo de 60 forma
7) Resposta ―5,2 kg‖. outra classe; então, 60 segundos formam 1 minuto e 60 minutos
Solução: Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas, formam 1 hora. Para adicionarmos unidades de tempo vamos to-
devemos dividir (porque na tabela grama está à direita de qui- mar cuidado para posicionar hora embaixo de hora, minuto
lograma) 5.200 por 10 três vezes, pois para passarmos de gra-mas embai-xo de minuto e segundo embaixo de segundo.
para quilogramas saltamos três níveis à esquerda. Por exemplo: 1)Para adicionarmos 5h 12 min 37 s a 8 h 20
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de de- min 11 s, vamos colocar as unidades iguais uma embaixo da
cagrama para hectograma e finalmente de hectograma para qui- outra e depois adicionar os valores da mesma classe.
lograma:
Horaminuto segundo
5 1237 8 2011

Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda. --------------------------------------------


13 3248
Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 kg. 2)vamos adicionar 8h 19 min 58 s com 2 h 24 min 39 s
Horaminuto segundo
8) Resposta ―250 cm‖. 8 19 58
Solução: Para convertermos 2,5 metros em centímetros, de- 224 39
vemos multiplicar (porque na tabela metro está à esquerda de -------------------------------------------
centímetro) 2,5 por 10 duas vezes, pois para passarmos de me- 10 43 97
tros para centímetros saltamos dois níveis à direita. Note que , na casa dos segundos, obtivemos 97 s e vamos
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de de- decompor esse valor em:
címetros para centímetros: 97 s = 60 s + 37 s = 1 min + 37 s
Então, devemos retirar 60 s da classe dos segundos e acres-
centar 1 min na classe dos minutos.
Logo a resposta fica: 10 h 44 min 37 s
Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita.
Para subtrair unidades de medida de tempo, o processo é se-
Logo, 2,5 m é igual a 250 cm. melhante ao usado na adição.
Ex; vamos subtrair 4 h 41 min 44 s de 7 h 53 min 36 s
Resposta ―305min‖. Horaminutosegundo
Solução: 7 5336
(5 . 60) + 5 = 305 min. 4 4144
--------------------------------------------------
Resposta ―45 min‖.
Solução: 45 min Perceba que a subtração 36 s – 44 s não é possível nos nú-
meros naturais, então, vamos retirar 1 min de 53 min, transformar
Unidade de tempo esse 1 min em 60 s e acrescenta-los aos 36 s. Assim:
A unidade padrão de medida de tempo é o segundo, Hora minuto segundo
abreviado por s. 7 52 96 4 41 44
Os múltiplos do segundo são:
------------------------------------------------
Hora Minuto Segundo
3 11 52
h min s Para multiplicarmos uma unidade de medida de tempo por
3600 s 60 s 1s um número natural, devemos multiplicar as horas, minutos e
segundos Por esse número natural.

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MATEMÁTICA
Ex: multiplicar 4 h 52 min 8 s por 6
4 h52 min 8 s ÁLGEBRA: PRODUTOS NOTÁVEIS,
X6 EQUAÇÕES, SISTEMAS E PROBLEMAS DO
-------------------------------------- PRIMEIRO GRAU, INEQUAÇÕES, EQUAÇÃO
24h 312 min48 s E PROBLEMAS DO SEGUNDO GRAU.
Como 312 min é maior que 1 hora, devemos descobrir
quantas horas cabem em 312 minutos. Para isso basta dividir 312
por 60 onde o resultado é 5 e o resto é 12.
Então 312 min = 5 h 12 min Produtos Notáveis
Devemos então acrescentar 5 h a 24 h = 29 h e o resultado fica
29 h 12 min 48 s Os produtos notáveis obedecem a leis especiais de formação
e, por isso, não são efetuados pelas regras normais da
Problemas multiplicação de polinômios. Apresentam-se em grande número e
dão origem a um conjunto de identidades de grande aplicação.
1.Dois amigos partiram às 10h 32 min de Aparecida do Norte e Considere a e b, expressões em R, representando polinômios
chegaram a Ribeirão Preto às 16 h 8 min. Quanto tempo durou quaisquer, apresentamos a seguir os produtos notáveis.
viagem?
Quadrado da Soma de Dois Termos
João nasceu numa terça feira às 13 h 45 min 12 s e Maria 2 2
nasceu no mesmo dia, às 8 h 13 min 47 s. Determine a diferença (a + b) = (a + b) (a + b) = a + 2ab +
2 2 2 2
entre os horários de nascimento de João e Maria, nessa ordem. b (a + b) = a + 2ab + b

3.Um passageiro embarcou em um ônibus na cidade A às Quadrado da Diferença de Dois Termos


14h 32 min 18s, esse ônibus saiu da rodoviária desta cidade às 2 2
14h 55min 40s e chegou à rodoviária da cidade B às 19h 27min (a - b) = (a - b) (a - b) = a - 2ab +
2 2 2 2
15s,do mesmo dia. Quanto tempo o passageiro permaneceu no b (a - b) = a - 2ab + b
interior do ônibus? Produto da Soma pela Diferença de Dois Termos
2
05h 54min 09s (a + b) (a – b) = a – ab + ab -
04h 05min 57s 2
b (a + b)(a – b) = a
2
05h 05min 09s
04h 54min 57s
Cubo da Soma de Dois Termos
Respostas
3 2 2
(a + b) = (a + b) (a + b) = (a + b) (a + 2ab +
1.5 h 36 min 2 3 3 2 2 2 2 3
b ) (a + b) = a + 2a b + ab + a b + 2ab + b
3 3 2 2 3
(a + b) = a + 3a b + 3ab + b
2.5 h 31 min 25 s
Cubo da Diferença de Dois Termos
3.Vamos considerar o horário de chegada à cidade B e o
horá-rio que o passageiro entrou no ônibus 3 2
(a - b) = (a - b) (a - 2ab + b )
2
3 3 2 2 2 2
19 h27 min15 seg (a - b) = a + 2a b + ab - a b + 2ab -
3 3 3 2 2 3
14 h32 min18 seg b (a - b) = a - 3a b + 3ab - b
Exercícios
Para subtrair 18 de 15 não é possível então emprestamos 1
minuto dos 27 Desenvolva os seguintes produtos notáveis:
a) (3x+y)²
Que passa a ser 26 e no lugar de 15 seg usamos 15 +60(que é b) (()+x²)²
1 min). Então
Desenvolva:
75 – 18 = 57 seg. (()+4y³)²
3
(2x+3y)
O mesmo acontece com os minutos. Vamos emprestar 1 hora
das 19 que passa a ser 18 e no lugar de 26 minutos usamos 26 + 3. Resolva os seguintes termos:
60 ( que é uma hora). Então 86 – 32 = 54 minutos 4 2 3
(x + (1/x ))
Por fim 18 h – 14 h = 4 horas ((2x/3) + (4y/5)) . ((2x/3) - (4y/5)
Resp. 4 horas 54 min e 57 seg.

28
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MATEMÁTICA
Efetue as multiplicações: a) 4) Solução:
(x-2) (x-3) a → (x-2) (x-3) =
b) (x+5) (x-4) x2 + ((-2) + (-3)) x + (-2) . (-3) =
x2 – 5x + 6
Simplifique as expressões: a)
2 2
(x + y) – x – y
2 b → (x+5) (x-4) =
2
b) (x + 2) (x - 7) + (x – 5) (x + 3) x + (5 + (-4)) x + 5 . (-4)
2
Resolva tal expressão: = x + x – 20
(a – 3)²
5) Solução:
(x – 3y)² 2 2 2
a → (x + y) – x – y
(2ª – 5)² 2 2 2
= x + 2xy + y – x –
2
y = 2xy
Desenvolva: a)
(x + 2) (x – 2) b → (x + 2) (x – 7) + (x – 5) (x + 3) =
b) (2x – 5y) (2x + 5y) 2 2
x + (2 + (-7)) x + 2 . (-7) + x + (-5 + 3) x + 3 . (-5)
2 2
Resolva a expressão: (x/2 + y/3) (x/2 – y/3). = x – 5x – 14 + x – 2x – 15 =
2
2x – 7x – 29
Calcule os seguintes termos: 6) Solução:
(3 + 4)² a → a² - 2 . a . 3 + 3²
(5 + 4)² a² - 6ª + 9

10. Utilize a regra do produto notável para resolver os b → (x)² - 2 . x . 3y + (3y)²


seguintes cálculos: x² - 6xy + 9y²
(x + 2)²
(4x + 4)² c → (2ª) ² - 2 . 2ª . 5² - 5²
(a + 4b)² 4ª ² - 4ª . 50 – 25
7) Solução:
Respostas
a → (x + 2) (x – 2)
x² - 2² =
1) Solução: x² – 4
2=
a → (3x + y)
(3x)2 2
+ 2 . 3x . y + y b → (2x – 5y) (2x + 5y)
=9x2 2 (2x) ² - (5y) ² =
+ 6xy + y
2 2=
4x² - 25y²
b → (()+x )
()2 2 2 2=
+ 2.().x + (x ) 8) Solução:
() + x2 + x4 (x/2 + y/3) (x/2 – y/3)
(x/2)² - (y/3)²
2) Solução: x²/4 - y²/9
3 2=
a → (() + 4y )
2 3 3 2
() – 2 .().4y + (4y ) Solução: Nesse caso, podemos resolver de duas maneiras:
2 3 6 a → (3 + 4)² = 7² = 49
= ()x – ()xy + 16y (3 + 4)² = 3² + 2 . 3 . 4 + 4² = 9 + 24 + 16 = 49
b → (2x+3y)
3= b → Podemos também resolver de duas maneiras:
2 2 3 (5 + 4)² = 9² = 81 (5 + 4)² = 5² + 2 . 5 . 4 + 4² =
(2x)3 + 3 .(2x) . 3y + 3 . 2x .(3y) + (3y)
= 2 2 3
25 + 40 + 16 = 81
8x 3+ 36x y + 54xy + 27y
Solução:
3) Solução:
4 2 3= a → x² + 2 . x . 2 +
a → (x + (1/x ))
(x4 3 4 2 2 4 2 2 2² x² + 4x + 4
) + 3 . (x ) . (1/x ) + 3 . x . (1/x ) +
(1/x )
2 3 =x12 6
+ 3x + 3 + (1/x )
6 b → (4x)² + 2 . 4x . 4 + 4²
16x² + 32x + 16
b → (2x/3) + (4y/5)) . ((2x/3) - (4y/5))
2 2=
= (2x/3) - (4y/5) c → (a)² + 2 . a . 4b + 4b²
2 2
(4/9)x - (16/25)y a² + 2 . a . 8b + 16b²

29
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MATEMÁTICA
Equação do 1º Grau Há também um processo prático, bastante usado, que se
baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual.
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita: - Se a + b = c, conclui-se que a = c + b.

3x – 2 = 16 (equação de 1º grau) Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado


esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no lado
3 direito da igualdade.
2y – 5y = 11 (equação de 3º grau)
- Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0.
2 Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no
1 – 3x + = x + 1 (equação de 1º grau) lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado direito
5 2
da igualdade.
O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é
O processo prático pode ser formulado assim:
isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um dos Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com
lados da igualdade. Para conseguir isso, há dois recursos: incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do outro
inverter operações; lado.
efetuar a mesma operação nos dois lados da igualdade. Sempre que mudar um termo de lado, inverta a operação.

Exemplo 1 Exemplo
2
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações. Resolução da equação 5(x+2) = (x+2) . (x-3) -x , usando o
processo prático. 2 3 3
Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se
que3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração). Se 3x é igual Procedimento e justificativa: Iniciamos da forma
a 18, é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6 (invertemos a habitual,multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) = 6. A
multiplicação por 3). seguir, passamos a efetuar os cálculos indicados. Neste ponto,
passamos a usar o processo prático, colocando termos com a
Registro incógnita à esquerda e números à direita, invertendo operações.

3x – 2 = 16 Registro
2
3x = 16 + 2 5(x+2)- (x+2) . (x-3) =x
3x = 18 2 3 3

x = 18
6.5(x+2) - 6. (x+2) . (x-3)= 6. x2
3 2 3 3
x=6
2
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x
2
Exemplo 2 15x + 30 – 2(x – 3x + 2x – 6) = –
2 2 2
2x 15x + 30 – 2(x – x – 6) = – 2x
2 =x+ 1 , efetuando a 2
Resolução da equação 1 – 3x + 15x + 30 – 2x + 2x + 12 = –
5 2 2 2
2x 17x – 2x + 42 = – 2x
2
mesma operação nos dois lados da igualdade. 2 2
17x – 2x + 2x = –
Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois ladosda
42 17x = – 42
equação por mmc (2;5) = 10. Dessa forma, são eliminados os 42
x=- 17
denominadores. Fazemos as simplificações e os cálculos necessários x
e isolamos x, sempre efetuando a mesma operação nos dois lados da Note que, de início, essa última equação aparentava ser de
2
igualdade. No registro, as operações feitas nos dois lados da
igualdade são indicadas com as setas curvas verticais. 2º grau por causa do termo - 3 no seu lado direito. Entretanto,
depois das simplificações, vimos que foi reduzida a uma equação
de 1º grau (17x = – 42).
Registro
1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2 Questões
10 – 30x + 4 = 10x +
5 -30x - 10x = 5 - 10 - 1 - (PRF) Num determinado estado, quando um veículo é re-
4 -40x = +9(-1) bocado por estacionar em local proibido, o motorista paga uma taxa
40x = 9 x
fixa de R$ 76,88 e mais R$ 1,25 por hora de permanência no
= 9/40 x
estacionamento da polícia. Se o valor pago foi de R$ 101,88 o total
= 0,225 de horas que o veículo ficou estacionado na polícia corresponde a:

30
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20 3,12 bilhões.
21 2,86 bilhões.
22 2,60 bilhões.
23 2,34 bilhões.
24 2,08 bilhões.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINIS-


TRATIVO – FCC/2014) Um funcionário de uma empresa deve
2 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. executar uma tarefa em 4 semanas. Esse funcionário executou 3/8 da
IMARUÍ/2014) Certa quantia em dinheiro foi dividida a a
tarefa na 1 semana. Na 2 semana, ele executou 1/3 do que havia
igualmente entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do a a a
executado na 1 semana. Na 3 e 4 semanas, o funcionário termina a
dinheiro que ganhou e 1/3(um terço) do restante de cada uma foi a
execução da tarefa e verifica que na 3 semana executou o dobro do
colocado em um recipiente totalizando R$900,00(novecentos a
que havia executado na 4 semana. Sendo assim, a fra-ção de toda a
reais), qual foi a quantia dividida inicialmente? tarefa que esse funcionário executou na 4ª semana
R$900,00 igual a
R$1.800,00 5/16.
R$2.700,00 1/6.
R$5.400,00 8/24.
D)1/ 4.
3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um quadrado é 2/5.
cha-mado mágico quando suas casas são preenchidas por
números cuja soma em cada uma das linhas, colunas ou diagonais - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINIS-
é sempre a mesma. TRATIVO – FCC/2014) Bia tem 10 anos a mais que Luana, que
O quadrado abaixo é mágico. tem 7 anos a menos que Felícia. Qual é a diferença de idades
entre Bia e Felícia?
A) 3 anos.
B) 7 anos.
C) 5 anos.
D) 10 anos.
E) 17 anos.

-(DAE AMERICANAS/SP – ANALISTA ADMINSTRATI-


VO – SHDIAS/2013) Em uma praça, Graziela estava
conversando com Rodrigo. Graziela perguntou a Rodrigo qual era
sua idade, e ele respondeu da seguinte forma:
- 2/5 de minha idade adicionados de 3 anos correspondem à
metade de minha idade.
Qual é a idade de Rodrigo?
Rodrigo tem 25 anos.
Rodrigo tem 30 anos.
Rodrigo tem 35 anos.
Rodrigo tem 40 anos.

Um estudante determinou os valores desconhecidos correta- 8 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METRO-


mente e para 3x − 1 atribuiu VIÁRIA I - FCC/2013) Dois amigos foram a uma pizzaria. O
A)14 mais velho comeu da pizza que compraram. Ainda da mesma
12 pizza o mais novo comeu da quantidade que seu amigo havia
5 comido. Sendo assim, e sabendo que mais nada dessa pizza foi
3 comido, a fração da pizza que restou foi
1

4 - (PGE/BA – ASSISTENTE DE PROCURADORIA –


FCC/2013) A prefeitura de um município brasileiro anunciou que 3/5
da verba destinada ao transporte público seriam aplicados na
construção de novas linhas de metrô. O restante da verba seria
igualmente distribuído entre quatro outras frentes: corredores de
ônibus, melhoria das estações de trem, novos terminais de ônibus e
subsídio a passagens. Se o site da prefeitura informa que serão gas-
tos R$ 520 milhões com a melhoria das estações de trem, então o
gasto com a construção de novas linhas de metrô, em reais, será de

31
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9 - (METRO/SP - AGENTE DE SEGURANÇA METRO-


VIÁRIA I - FCC/2013) Glauco foi à livraria e comprou 3 exem-
plares do livro J. Comprou 4 exemplares do livro K, com preço
x = 1800
unitário de 15 reais a mais que o preço unitário do livro J. Com-
prou também um álbum de fotografias que custou a terça parte do
preço unitário do livro K. 3 - RESPOSTA: “A”.
Glauco pagou com duas cédulas de 100 reais e recebeu o troco Igualando a 1ª linha com a 3ª , temos:
de 3 reais. Glauco pagou pelo álbum o valor, em reais, igual a
33.
132.
54.
44. 3x-1=14
11.

10 - AGENTE DE SEGURANÇA METROVIÁRIA I -


4 - RESPOSTA: “A”.
FCC/2013) Hoje, a soma das idades de três irmãos é 65 anos.
Exa-tamente dez anos antes, a idade do mais velho era o dobro da 520 milhões para as melhorias das estações de trem, como
idade do irmão do meio, que por sua vez tinha o dobro da idade foi distribuído igualmente, corredores de ônibus, novos terminais
do irmão mais novo. Daqui a dez anos, a idade do irmão mais e subsídio de passagem também receberam cada um 520 milhões.
6
velho será, em anos, igual a Restante da verba foi de 520.4 = 2080 ; 10 = notação
55. científi-ca de milhões (1.000.000).
25. Verba: y
40.
50.
35.

Respostas

1 - RESPOSTA ―A”.
Devemos inicialmente equacionar através de uma
equação do 1º grau, ou seja:
y= 76,88 + 1,25. x ➜ 101,88 = 76,88 + 1,25x ➜ 101,88 –
76,88 = 1,25x
1,25x = 25 ➜ x = ➜ x = 20 horas.
ou 3,12 bilhões.
Obs.: y é o valor pago pela multa x corresponde ao número
de horas de permanência no estacionamento.
5 - RESPOSTA: “B”.
2 - RESPOSTA: “B”. Tarefa: x
Quantidade a ser dividida: x Primeira semana: 3/8x 2
Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e deu
R$900,00, quer dizer que cada uma colocou R$300,00.
semana:

32
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1ª e 2ª semana:
Na 3ª e 4ª semana devem ser feito a outra metade, pois ele
executou a metade na 1ª e 2ª semana como consta na fração Valor pago:197 reais (2.100 – 3)
acima (1/2x).
3ªsemana: 2y
4ª semana: y

6 - RESPOSTA: “A”.
Luana: x
Bia: x+10 O valor pago pelo álbum é de R$ 11,00.
Felícia: x+7
Bia-Felícia= x+10-x-7 = 3 anos.
10 - RESPOSTA: “C”.
7 - RESPOSTA: “B”. Irmão mais novo: x
Idade de Rodrigo: x Irmão do meio: 2x
Irmão mais velho:4x

Hoje:
Irmão mais novo: x+10
Irmão do meio: 2x+10
Irmão mais velho:4x+10
Mmc(2,5)=10
x+10+2x+10+4x+10=65
7x=65-30
7x=35
x=5

hoje:
Irmão mais novo: x+10=5+10=15
Irmão do meio: 2x+10=10+10=20
8 - RESPOSTA: “C”. Irmão mais velho:4x+10=20+10=30

Daqui a dez anos


Irmão mais novo: 15+10=25
Irmão do meio: 20+10=30
Irmão mais velho: 30+10=40

O irmão mais velho terá 40 anos.

Inequação do 1º Grau

Inequação é toda sentença aberta expressa por uma


desigualdade.

As inequações x + 5 > 12 e 2x – 4 ≤ x + 2 são do 1º grau, isto


Sobrou 1/10 da pizza. é, aquelas em que a variável x aparece com expoente 1.

9 - RESPOSTA: “E”. A expressão à esquerda do sinal de desigualdade chama-se


Preço livro J: x primeiro membro da inequação. A expressão à direita do sinal de
Preço do livro K: x+15 desigualdade chama-se segundo membro da inequação.

33
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Na inequação x + 5 > 12, por exemplo, observamos que: 34
Didatismo e Conhecimento
A variável é x;
O primeiro membro é x + 5;
O segundo membro é 12.

Na inequação 2x – 4 ≤ x + 2:

A variável é x;
O primeiro membro é 2x – 4;
O segundo membro é x + 2.

Propriedades da desigualdade

Propriedade Aditiva:

Mesmo sentido
Exemplo: Se 8
> 3, então 8 + 2 > 3 + 2, isto é: 10 > 5.

Somamos +2 aos dois membros da desigualdade

Uma desigualdade não muda de sentido quando adicionamos


ou subtraímos um mesmo número aos seus dois membros.

Propriedade Multiplicativa:

Mesmo sentido

Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . 2 > 3 . 2, isto é: 16 > 6.

Multiplicamos os dois membros por 2 Uma desigualdade não


muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois
membros por um mesmo número positivo.
Mudou de sentido
Exemplo: Se 8
> 3, então 8 . (–2) < 3 . (–2), isto é: –16 < –6

Multiplicamos os dois membros por –2

Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou


dividimos seus dois membros por um mesmo número negativo.

Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto verdade


a partir de um conjunto universo dado.

Vejamos, através do exemplo, a resolução de inequações do


1º grau. a) x < 5, sendo U = N
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Os números naturais que tornam a desigualdade verdadeira são:


0, 1, 2, 3 ou 4. Então V = {0, 1, 2, 3, 4}.
b) x < 5, sendo U = Z

Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigualdade. Logo,


V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.

c) x < 5, sendo U = Q
Todo número racional menor que 5 é solução da inequação dada.
Como não é possível representar os infinitos números racionais menores
que 5 nomeando seus elementos, nós o faremos por meio da propriedade
que caracteriza seus elementos. Assim:

V = {x ∊ Q / x <5}

Resolução prática de inequações do 1º grau:

A resolução de inequações do 1º grau é feita procedendo de


maneira semelhante à resolução de equações, ou seja, transformando
cada inequação em outra inequação equivalente mais simples, até se
obter o conjunto verdade.

Exemplo
Resolver a inequação 4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5, sendo U = Q. 4(x
– 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5
4x – 8 ≤ 6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade distributiva
4x – 6x ≤ 2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva
–2x ≤ 15 reduzimos os termos semelhantes

Multiplicando os dois membros por –1, devemos mudar o


sentido da desigualdade.
2x ≥ –15
2x 15 15
Dividindo os dois membros por 2, obtemos: 2  2  x  2

 15 
Logo, V = xQ| x 
 2
Vamos determinar o conjunto verdade caso tivéssemos U = Z.
15
Sendo  27,5 , vamos indicá-lo na reta numerada:

Logo, V = {–7, –6, –5, –4, ...} ou V = {x ∊ Z| x ≥ –7}.


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Questões 6 - (MACK) – Em N, o produto das soluções da inequação
2x – 3
1 – (OBM) Quantos são os números inteiros x que satisfazem maior que 8.
inequação ? 6.
13; 2.
26; 1.
38; 0.
39;
40. Respostas

2 - (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A pontuação numa 1 - RESPOSTA “D”.


prova de 25 questões é a seguinte: + 4 por questão respondida Como só estamos trabalhando com valores positivos, pode-
cor-retamente e –1 por questão respondida de forma errada. Para
mos elevar ao quadrado todo mundo e ter 9 < x < 49, sendo então
que um aluno receba nota correspondente a um número positivo,
deve-rá acertar no mínimo: que x será 10, 11, 12, 13, 14,..., 48.
3 questões Ou seja, poderá ser 39 valores diferentes.
4 questões
5 questões 2 - RESPOSTA “D”.
6 questões Se a cada x questões certas ele ganha 4x pontos então quando
7 questões erra (25 – x) questões ele perde (25 – x)(-1) pontos, a soma
desses valores será positiva quando:
3 – (Tec.enfermagem/PM) O menor número inteiro que satis-
faz a inequação 4x + 2 (x-1) > x – 12 é: 4X + (25 -1 )(-1) > 0 ➜ 4X – 25 + x > 0 ➜ 5x > 25 ➜ x > 5
-2. O aluno deverá acertar no mínimo 5 questões.
-3.
-1. 3 - RESPOSTA “C”.
4. 4x + 2 – 2 > x -12
5. 4x + 2x – x > -12 +2
5x > -10
4 – (AUX. TRT 6ª/FCC) Uma pessoa, brincando com uma x > -2
calculadora, digitou o número 525. A seguir, foi subtraindo 6, su-
Se enumerarmos nosso conjunto verdade teremos: V={-
cessivamente, só parando quando obteve um número negativo.
Quantas vezes ela apertou a tecla correspondente ao 6? 1,0,1,2,...}, logo nosso menor número inteiro é -1.
88.
87. 4 - RESPOSTA “A”.
54. Vamos chamar de x o número de vezes que ele apertou a cal-
53. culadora
42. 525 – 6x < 0 ( pois o resultado é negativo)
-6x < -525. (-1) ➜ 6x > 525 ➜ x > 87,5 ; logo a resposta
5 – (CFSD/PM/2012) Baseado na figura abaixo, o menor va-
seria 88( maior do que 87,5).
lor inteiro par que o número x pode assumir para que o perímetro
dessa figura seja maior que 80 unidades de comprimento é: 5 - RESPOSTA “B”.
Perímetro soma de todos os lados de uma figura:
6x – 8 + 2.(x+5) + 3x + 8 > 80
6x – 8 + 2x + 10 + 3x + 8 >
80 11x + 10 > 80
11x > 80 -10
x > 70/11
x > 6,36
Como tem que ser o menor número inteiro e par, logo teremos 8.

6 – RESPOSTA “E”
06.
08.
10.
12.
14.

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Como ele pede o produto das soluções, teremos: 3.2.1.0,...= Resolução das equações incompletas do 2º grau com uma
0; pois todo número multiplicado por zero será ele mesmo. incógnita.
2 2
- A equação é da forma ax + bx = 0. x +
Equação do 2º Grau 9 = 0 ➜ colocamos x em evidência
x . (x – 9) = 0
Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x toda equação x=0 ou x – 9= 0
da forma : x=9
2 Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação.
ax + bx + c = 0, em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.Nas
equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais 2
expressos por a, b, c são chamados coeficientes da equação: - A equação é da forma ax + c = 0.
2
a é sempre o coeficiente do termo em x . 2
x – 16 = 0 ➜ Fatoramos o primeiro membro, que é uma
b é sempre o coeficiente do termo em x.
diferença de dois quadrados.
c é sempre o coeficiente ou termoindependente.
(x + 4) . (x – 4) = 0
Equação completa e incompleta:
x+4=0 x – 4= 0
- Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa. x=–4 x=4
Logo, S = {–4, 4}.
Exemplos
2 Fórmula de Bháskara
5x – 8x + 3 = 0 é uma equação completa (a = 5, b = – 8, c = 3).
2
y + 12y + 20 = 0 é uma equação completa (a = 1, b = 12, c Usando o processo de Bháskara e partindo da equação escrita
20). na sua forma normal, foi possível chegar a uma fórmula que vai
Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se nos permitir determinar o conjunto solução de qualquer equação
diz incompleta. do 2º grau de maneira mais simples.
Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fórmula de
Exemplos Bháskara.
2
x – 81 = 0 é uma equação incompleta (a = 1, b = 0 e c = – 81).
2
10t +2t = 0 é uma equação incompleta (a = 10, b = 2 e c = 0).
2
x=−b± ∆
5y = 0 é uma equação incompleta (a = 5, b = 0 e c = 0).
2
2.a
Todas essas equações estão escritas na forma ax + bx + c = Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender
0, que é denominada forma normal ou forma reduzida de uma do discriminante ; temos então, três casos a estudar.
equação do 2º grau com uma incógnita.
Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão 1º caso: é umnúmero real positivo ( > 0).
2
escritas na forma ax + bx + c = 0; por meio de transformações Neste caso, ∆ é um número real, e existem dois valores
convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o reais diferentes para a incógnita x, sendo costume representar esses
multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma. valores por x‘ e x‖, que constituem as raízes da equação.
Exemplo: Pelo princípio aditivo.
2 2
x=−b± ∆ x' =−b+ ∆
2x – 7x + 4 = 1 – x
2 2 2.a 2.a
2x – 7x + 4 – 1 + x =
2 2
0 2x + x – 7x + 4 – 1
2
= 0 3x – 7x + 3 = 0 x'' =−b− ∆
2.a
Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
2º caso: é zero ( = 0).
2 -1 = x
x 2 x-4 Neste caso, ∆ é igual a zero e ocorre:
2
4.(x - 4) - x(x - 4) 2x x=−b± ∆ = x= −b± 0 = b 0 = b
2x(x - 4) = 2x(x - 4) 2.a 2.a 2.a 2a
2
4(x – 4) – x(x – 4) = 2x Observamos, então, a existência de um único valor real para
2 2
4x – 16 – x + 4x = 2x a incógnita x, embora seja costume dizer que a equação tem duas
2 2
– x + 8x – 16 = 2x raízes reais e iguais, ou seja:
2 2
– x – 2x + 8x – 16 = 0 b
2
– 3x + 8x – 16 = 0
x‘ = x‖ = 2a

36
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3º caso: é um número real negativo ( < 0). 2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – IN-
Neste caso, ∆ não é um número real, pois não há no conjunto DEC/2013) Qual a equação do 2º grau cujas raízes são 1 e 3/2?
dos números reais a raiz quadrada de um número negativo. Dizemos x²-3x+4=0
então, que não há valores reais para a incógnita x, ou -3x²-5x+1=0
seja, a equação não tem raízes reais. 3x²+5x+2=0
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem 2x²-5x+3=0
duas ou uma única dependem, exclusivamente, do discriminante
2
= b – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa expressão. 3 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –
2 IN-DEC/2013) O dobro da menor raiz da equação de 2º grau
Na equação ax + bx + c = 0
2 dada porx²-6x=-8 é:
= b – 4.a.c
Quando≥ 0, a equação tem raízes reais. 2
- Quando < 0, a equação não tem raízes reais. 4
- > 0 (duas raízes diferentes). 8
- = 0 (uma única raiz). 12

2
Exemplo: Resolver a equação x + 2x – 8 = 0 no conjunto 4 - (CGU – ADMINISTRATIVA – ESAF/2012) Um
R.temos: a = 1, b = 2 e c = – 8 segmen-to de reta de tamanho unitário é dividido em duas partes
2 2
= b – 4.a.c = (2) – 4 . (1) . (–8) = 4 + 32 = 36 > 0 com com-primentos x e 1-x respectivamente.
Calcule o valor mais próximo de x de maneira
Como > 0, a equação tem duas raízes reais diferentes, da- que x = (1-x) / x, usando √5=2,24.
das por: 0,62
0,38
1,62
0,5
1/

x‘ = 2  6  4  2 x‖ = 2 6  8  4 5 - Antônio gastou R$ 240,00 na compra de brindes iguais


2 2 2 2 para distribuir no final de ano. Com um desconto de R$ 2,00 em
cada brinde, teria comprado 10 brindes a mais com os mesmos
Então: S = {-4, 2}. R$ 240,00. A equação cuja solução levará ao valor do brinde sem
o desconto é dada por:
2
b - 2b + 48 = 0
Propriedade das raízes 2
b + 10b - 1200 = 0
2
2 b - 2b - 48 = 0
Dada a equação ax + bx + c=0 , com a , e S e P a soma e o 2
b - 10b + 1200 = 0
produto respectivamente dessas raízes. 2
b + 2b - 240 = 0

6 - (PREF. PAULISTANA/PI – PROFESSOR DE MATE-


MÁTICA – IMA/2014) Temos que a raiz do polinômio p(x) = x²
– mx + 6 é igual a 6. O valor de m é:
2
15
Logo podemos reescrever a equação da seguinte forma: x – 7
Sx +P=0 10
8
Questões
5
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
MA/2013) Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0 seja uma equa- 7 – (TEC. JUD. – 2ª FCC) Em certo momento, o número x
ção de segundo grau, o valor de m deverá, necessariamente, ser desoldados em um policiamento ostensivo era tal que subtraindo-se
diferente de: do seu quadrado o seu quadruplo, obtinha-se 1845. O valor de x é:
1. 42.
2. 45.
3.
48.
0.
50.
9.
52.

37
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8 - (CPTM - Médico do trabalho – Makiyama) A 3 - RESPOSTA:
metrologiaanunciou que o dia de amanhã será frio, com algumas “B”. x²-6x+8=0
pancadas de chuva. A temperatura mínima prevista é A e a
temperatura máxima é B. Sabendo que A e B são as raízes da
equação x² - 26x + 160 = 0, podemos afirmar que A e B são
respectivamente, em graus Celsius.
10° e 16°.
12° e 16°.
10° e 18°.
15° e 17°.
12° e 18°.
Dobro da menor raiz: 2⋅2=4
9 - (Prefeitura de São Paulo - SP - Guarda Civil Metropoli-
2
tano - MS CONCURSOS) Se x1> x2são as raízes da equação x - 4 - RESPOSTA: “A”.
27x + 182 = 0, então o valor de é:

10 - (Pref. Mogeiro/PB - Professor – Matemática – EXA-


MES) A soma das raízes da equação (k - 2)x² - 3kx + 1 = 0, comk
≠ 2, é igual ao produto dessas raízes. Nessas condições. Temos:
k = 1/2.
k = 3/2.
k = 1/3.
k = 2/3.
k = -2. 5 - RESPOSTA “C”.
Dados:
Respostas → preço de cada brinde
1 - RESPOSTA: “C”. → total de brindes
Neste caso o valor de a De acordo com o enunciado temos:
3m-9≠0
3m≠9
m≠3
2 - RESPOSTA: “D”.
Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação:
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas
raízes somadas resultam no valor numérico de b; e P= duas raízes
multiplicadas resultam no valor de c. Substituindo em teremos:

6 – RESPOSTA: “B”.
Lembrando que a fórmula pode ser escrita como :x²-Sx+P,
te-mos que P(produto)=6 e se uma das raízes é 6, a outra é 1.
Então a soma é 6+1=7
S=m=7

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7 – RESPOSTA “B”
Montando a expressão
2 2
x – 4x =1845 ; igualando a expressão a zero teremos: x – 4x -
1845=0 Aplicando a formula de Bháskara:

Logo o valor de x = 45

8 - RESPOSTA: “A”.
Resolvendo a equação pela fórmula de Bháskara:
2
x – 26x + 160 = 0; a = 1, b = - 26 e c = 160
2
= b – 4.a.c
2
= (- 26) – 4.1.160
= 676 – 640
= 36

9 - RESPOSTA: “D”.
Primeiro temos que resolver a equação:

a = 1, b = - 27 e c = 182
2
= b – 4.a.c
2
= (-27) – 4.1.182
= 729 – 728
=1

O mmc entre x1 e x2 é o produto x1.x2

10 - RESPOSTA: “C”.

Vamos usar as fórmulas da soma e do produto: S = .


2
(k – 2)x – 3kx + 1 = 0; a = k – 2, b = - 3k e c = 1
S=P

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Inequação do 1º Grau 40
Didatismo e Conhecimento
Inequação é toda sentença aberta expressa por uma
desigualdade.

As inequações x + 5 > 12 e 2x – 4 ≤ x + 2 são do 1º grau, isto


é, aquelas em que a variável x aparece com expoente 1.

A expressão à esquerda do sinal de desigualdade chama-se


primeiro membro da inequação. A expressão à direita do sinal de
desigualdade chama-se segundo membro da inequação.

Na inequação x + 5 > 12, por exemplo, observamos que:

A variável é x;
O primeiro membro é x + 5;
O segundo membro é 12.

Na inequação 2x – 4 ≤ x + 2:

A variável é x;
O primeiro membro é 2x – 4;
O segundo membro é x + 2.

Propriedades da desigualdade

Propriedade Aditiva:

Mesmo sentido
Exemplo: Se 8
> 3, então 8 + 2 > 3 + 2, isto é: 10 > 5.

Somamos +2 aos dois membros da desigualdade

Uma desigualdade não muda de sentido quando adicionamos


ou subtraímos um mesmo número aos seus dois membros.

Propriedade Multiplicativa:

Mesmo sentido

Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . 2 > 3 . 2, isto é: 16 > 6.

Multiplicamos os dois membros por 2 Uma desigualdade não


muda de sentido quando multiplicamos ou dividimos seus dois
membros por um mesmo número positivo.
Mudou de sentido
Exemplo: Se 8
> 3, então 8 . (–2) < 3 . (–2), isto é: –16 < –6

Multiplicamos os dois membros por –2


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Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou


dividimos seus dois membros por um mesmo número negativo.

Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto verdade a


partir de um conjunto universo dado.

Vejamos, através do exemplo, a resolução de inequações do 1º


grau. a) x < 5, sendo U = N

Os números naturais que tornam a desigualdade verdadeira são:


0, 1, 2, 3 ou 4. Então V = {0, 1, 2, 3, 4}.
b) x < 5, sendo U = Z

Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigualdade. Logo,


V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.

c) x < 5, sendo U = Q
Todo número racional menor que 5 é solução da inequação dada.
Como não é possível representar os infinitos números racionais menores
que 5 nomeando seus elementos, nós o faremos por meio da propriedade
que caracteriza seus elementos. Assim:

V = {x ∊ Q / x <5}

Resolução prática de inequações do 1º grau:

A resolução de inequações do 1º grau é feita procedendo de


maneira semelhante à resolução de equações, ou seja, transformando
cada inequação em outra inequação equivalente mais simples, até se
obter o conjunto verdade.

Exemplo
Resolver a inequação 4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5, sendo U = Q.
4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5
4x – 8 ≤ 6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade distributiva
4x – 6x ≤ 2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva
–2x ≤ 15 reduzimos os termos semelhantes

Multiplicando os dois membros por –1, devemos mudar o


sentido da desigualdade.
2x ≥ –15
2x 15 15
Dividindo os dois membros por 2, obtemos: 2  2  x  2

 15 
Logo, V = xQ| x 
 2
Vamos determinar o conjunto verdade caso tivéssemos U = Z.
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15
Sendo  27,5 , vamos indicá-lo na reta numerada:

Logo, V = {–7, –6, –5, –4, ...} ou V = {x ∊ Z| x ≥ –7}.

Questões

1 – (OBM) Quantos são os números inteiros x que satisfazem


inequação ? 06.
13; 08.
26; 10.
38; 12.
39; 14.
40.

2 - (ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A pontuação numa 6 - (MACK) – Em N, o produto das soluções da inequação


prova de 25 questões é a seguinte: + 4 por questão respondida
2x – 3
cor-retamente e –1 por questão respondida de forma errada. Para
maior que 8.
que um aluno receba nota correspondente a um número positivo,
6.
deve-rá acertar no mínimo:
2.
3 questões
1.
4 questões
0.
5 questões
6 questões
Respostas
7 questões

3 – (Tec.enfermagem/PM) O menor número inteiro que satis- 1 - RESPOSTA “D”.


faz a inequação 4x + 2 (x-1) > x – 12 é: Como só estamos trabalhando com valores positivos, pode-
-2. mos elevar ao quadrado todo mundo e ter 9 < x < 49, sendo então
-3. que x será 10, 11, 12, 13, 14,..., 48.
-1. Ou seja, poderá ser 39 valores diferentes.
4.
5. 2 - RESPOSTA “D”.
Se a cada x questões certas ele ganha 4x pontos então quando
4 – (AUX. TRT 6ª/FCC) Uma pessoa, brincando com uma
calculadora, digitou o número 525. A seguir, foi subtraindo 6, su- erra (25 – x) questões ele perde (25 – x)(-1) pontos, a soma
cessivamente, só parando quando obteve um número negativo. desses valores será positiva quando:
Quantas vezes ela apertou a tecla correspondente ao 6? 4X + (25 -1 )(-1) > 0 ➜ 4X – 25 + x > 0 ➜ 5x > 25 ➜ x > 5
88. O aluno deverá acertar no mínimo 5 questões.
87.
54. 3 - RESPOSTA “C”.
53. 4x + 2 – 2 > x -12
42. 4x + 2x – x > -12 +2
5x > -10
x > -2
5 – (CFSD/PM/2012) Baseado na figura abaixo, o menor va-
lor inteiro par que o número x pode assumir para que o perímetro Se enumerarmos nosso conjunto verdade teremos: V={-
dessa figura seja maior que 80 unidades de comprimento é: 1,0,1,2,...}, logo nosso menor número inteiro é -1.

4 - RESPOSTA “A”.
Vamos chamar de x o número de vezes que ele apertou a cal-
culadora
525 – 6x < 0 ( pois o resultado é negativo)
-6x < -525. (-1) ➜ 6x > 525 ➜ x > 87,5 ; logo a resposta
seria 88( maior do que 87,5).

41
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5 - RESPOSTA “B”. Assim, é possível dizer que as equações
Perímetro soma de todos os lados de uma figura: X+y=6
6x – 8 + 2.(x+5) + 3x + 8 > 80 X–y=7
6x – 8 + 2x + 10 + 3x + 8 >
Formam um sistema de equações do 1º grau.
80 11x + 10 > 80
11x > 80 -10 Exemplos de sistemas:
x > 70/11
x > 6,36
Como tem que ser o menor número inteiro e par, logo teremos 8.

6 – RESPOSTA “E”

Como ele pede o produto das soluções, teremos: 3.2.1.0,...= Observe este símbolo. A matemática convencionou neste
0; pois todo número multiplicado por zero será ele mesmo. caso para indicar que duas ou mais equações formam um sistema.

Sistema de Equação do 1º Grau Resolução de sistemas

Definição Resolver um sistema significa encontrar um par de valores


das incógnitas X e Y que faça verdadeira as equações que fazem
Observe o raciocínio: João e José são colegas. Ao passarem parte do sistema.
por uma livraria, João resolveu comprar 2 cadernos e 3 livros e Exemplos:
pagou por eles R$ 15,40, no total dos produtos. José gastou R$ a) O par (4,3 ) pode ser a solução do sistema
9,20 na compra de 2 livros e 1 caderno. Os dois ficaram x–y=2
satisfeitos e foram para casa. x+y=6
No dia seguinte, encontram um outro colega e falaram sobre
suas compras, porém não se lembrava do preço unitário de dos Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta
livros. Sabiam, apenas que todos os livros, como todos os substituir os valores em ambas as equações:
cadernos, tinham o mesmo preço. x-y=2x+y=6
Bom, diante deste problema, será que existe algum modo de 4–3=14+3=7
descobrir o preço de cada livro ou caderno com as informações 1 ≠ 2 (falso) 7 ≠ 6 (falso)
que temos ? Será visto mais à frente.
Um sistema de equação do primeiro grau com duas incógnitas x A resposta então é falsa. O par (4,3) não é a solução do
e y, pode ser definido como um conjunto formado por duas equações sistema de equações acima.
do primeiro grau. Lembrando que equação do primeiro grau é aquela b) O par (5,3 ) pode ser a solução do sistema
que em todas as incógnitas estão elevadas à potência 1. x–y=2
x+y=8
Observações gerais
Em tutoriais anteriores, já estudamos sobre equações do Para saber se estes valores satisfazem ao sistema, basta
primeiro grau com duas incógnitas, como exemplo: X + y = 7 x – substituir os valores em ambas as equações:
y = 30 x + 2y = 9 x – 3y = 15 x-y=2x+y=8
Foi visto também que as equações do 1º grau com duas
5–3=25+3=8
variáveis admitem infinitas soluções:
2 = 2 (verdadeiro 8 = 8 (verdadeiro)
X+y=6x–y=7
A resposta então é verdadeira. O par (5,3) é a solução do
sistema de equações acima.

Métodos para solução de sistemas do 1º grau.

- Método de substituição

Vendo a tabela acima de soluções das duas equações, é Esse método de resolução de um sistema de 1º grau
possível checar que o par (4;2), isto é, x = 4 e y = 2, é a solução estabelece que ―extrair‖ o valor de uma incógnita é substituir esse
para as duas equações. valor na outra equação.

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Observe: Vamos calcular
x–y=2 então: 3x + 2y = 4 ( x
x+y=4 +2) 2x + 3y = 1 ( x -
3) 6x +4y = 8
Vamos escolher uma das equações para ―extrair‖ o valor de -6x - 9y = -3 +
uma das incógnitas, ou seja, estabelecer o valor de acordo com a -5y = 5
outra incógnita, desta forma: y = -1
x – y = 2 ---> x = 2 + y
Substituindo:
Agora iremos substituir o ―X‖ encontrado acima, na ―X‖ da 2x + 3y = 1 2x
segunda equação do sistema: + 3.(-1) = 1 2x
x+y=4 =1+3
x=2
(2 + y ) + y = 4
2 + 2y = 4 ----> 2y = 4 -2 -----> 2y = 2 ----> y = 1
Verificando:
3x + 2y = 4 --- > 3.(2) + 2(-1) = 4 -----> 6 – 2 = 4
Temos que: x = 2 + y,
2x + 3y = 1 --- > 2.(2) + 3(-1) = 1 ------ > 4 – 3 = 1
então x = 2 + 1
x=3

Assim, o par (3,1) torna-se a solução verdadeira do sistema. PORCENTAGEM E PROPORCIONALIDADE


DIRETA E INVERSA.
- Método da adição
Este método de resolução de sistema do 1º grau consiste
apenas em somas os termos das equações fornecidas.

Observe: Porcentagem
x – y = -2
3x + y = 5 É uma fração de denominador centesimal, ou seja, é uma
fração de denominador 100. Representamos porcentagem pelo
Neste caso de resolução, somam-se as equações símbolo % e lê-se: ―por cento‖.
dadas: x – y = -2 Deste modo, a fração 50 é uma porcentagem que podemos
3x + y = 5 + 100
representar por 50%.
4x = 3
x = 3/4 Forma Decimal: É comum representarmos uma
porcentagemna forma decimal, por exemplo, 35% na forma
Veja nos cálculos que quando somamos as duas equações o decimal seriam representados por 0,35.
termo ―Y‖ se anula. Isto tem que ocorrer para que possamos 75
achar o valor de ―X‖. 75% = 100 = 0,75

Agora, e quando ocorrer de somarmos as equações e os valores Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos umaporcentagem p% de V,
p
de ―x‖ ou ―y‖ não se anularem para ficar somente uma incógnita ? basta multiplicarmos a fração
p 100 por V.
100 . V
Neste caso, é possível usar uma técnica de cálculo de P% de V =
multiplicação pelo valor excludente negativo.
Ex.: Exemplo 1
3x + 2y = 4 23
2x + 3y = 1 23% de 240 = 100 . 240 = 55,2

Ao somarmos os termos acima, temos: Exemplo 2


5x + 5y = 5, então para anularmos o ―x‖ e encontramos o
valor de ―y‖, fazemos o seguinte: Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67% de uma
multiplica-se a 1ª equação por +2 amostra assistem a um certo programa de TV. Se a população é
multiplica-se a 2ª equação por – 3 de 56.000 habitantes, quantas pessoas assistem ao tal programa?
67
Resolução: 67% de 56 000 = 100 .5600037520

Resposta: 37 520 pessoas.

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Porcentagem que o lucro representa em relação ao preço
de custo e em relação ao preço de venda

Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra


e venda a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
prejuízo.
Assim, podemos escrever:
Preço de custo + lucro = preço de venda
Preço de custo – prejuízos = preço de venda

Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas


formas:
Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%
Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100%

Observação: A mesma análise pode ser feita para o caso de


prejuízo.

Exemplo

Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida por


R$ 800,00.
Pede-se:
o lucro obtido na transação;
a porcentagem de lucro sobre o preço de custo;
a porcentagem de lucro sobre o preço de venda.

Resposta:
Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00
300
Lc = 500 = 0,60 = 60%
300
Lv = 800 = 0,375 = 37,5%

Aumento

Aumento Percentual: Consideremos um valor


inicialVquedeve sofrer um aumento de p% de seu valor.
Chamemos de A o
A
valor do aumento e V o valor após o aumento. Então, A = p% de
p
V = 100 . V
p
VA = V + A = V + 100 . V
p
VA = ( 1 + 100 ) . V
p
Em que (1 + 100 ) é o fator de aumento.
Desconto

Desconto Percentual: Consideremos um valor


inicialVquedeve sofrer um desconto de p% de seu valor.
Chamemos de D o
D
valor do desconto e V o valor após o desconto. Então, D = p%
p
de V = 100 . V
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p
VD = V – D = V – 100 . V
p
VD = (1 – 100 ) . V
p
Em que (1 – 100 ) é o fator de desconto.

Exemplo

Uma empresa admite um funcionário no mês de janeiro sabendo


que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a empresa deseja que
o salário desse funcionário, a partir de março, seja R$ 3 500,00, com
que salário deve admiti-lo?
Resolução: VA = 1,4 . V
3 500 = 1,4 . V
3500
V= 1,42500

Resposta: R$ 2 500,00

Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos um


valorinicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer dois aumentos
sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor após o primeiro
aumento, temos:
p1
V1 = V . (1 + 100 )

Sendo V2 o valor após o segundo aumento, temos:


p2
V2 = V1 . (1 + )
100
p1 p2
V2 = V . (1 + 100 ) . (1 + 100 )

Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer dois
descontos sucessivos de p1% e p2%.

Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos: V1


p1
= V. (1 – 100 )

Sendo V2 o valor após o segundo desconto, temos:


p2
V2 = V1 . (1 – 100 )
p1 p2
V2 = V . (1 – 100 ) . (1 – 100 )

Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá sofrer um


aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto de p2%.
Sendo V1 o valor após o aumento, temos: V1
p1
= V . (1+ 100 )
Sendo V2 o valor após o desconto, temos:
p
V 2= V 1 . (1 – 2 )
100
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p1 p2
V2 = V . (1 + 100 ) . (1 – 100 )

Exemplo

(VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa certa modalidade de aplicação
financeira. Um cliente deste banco deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao final de n anos, o capital que esse cliente terá em reais,
relativo a esse depósito, são:

A 
1 
p  n.v
Resolução: V =
 100 
1. 15 n.1000
A
V = 
100 
A
V = 1 000 . (1,15)n
A
V = 1 000 . 1,15n
A
V = 1 150,00n

Questões

1 - (PREF. AMPARO/SP – AGENTE ESCOLAR – CONRIO/2014) Se em um tanque de um carro for misturado 45 litros de
etanolem 28 litros de gasolina, qual será o percentual aproximado de gasolina nesse tanque?
38,357%
38,356%
38,358%
38,359%

2 - (CEF / Escriturário) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais eficiente que x.
Nessascondições, o número de horas necessárias para que y realize essa tarefa é :
4
5
6
7
8

3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Observe a tabela que indica o consumo mensal de uma mesma torneira da pia de uma co-
zinha, aberta meia volta por um minuto, uma vez ao dia.

Em relação ao cosumo mensal da torneira alimentada pela água da rua, o da torneira alimentada pela água da caixa representa, apro-
ximadamente,
20%
26%
30%
35%
40%

4 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de uma mercadoria, na loja J, é de
R$50,00. O dono da loja J resolve reajustar o preço dessa mercadoria em 20%. A mesma mercadoria, na loja K, é vendida por R$ 40,00.
O dono da loja K resolve reajustar o preço dessa mercadoria de maneira a igualar o preço praticado na loja J após o reajuste de 20%.
Dessa maneira o dono da loja K deve reajustar o preço em

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20%. 9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
50%. Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a seguinte promoção:
10%.
15%.
60%.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO


ADMINIS-TRATIVO – FCC/2014) O preço de venda de um
produto, des-contado um imposto de 16% que incide sobre esse
mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais
constituem o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento,
aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
67%. Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção e re-
61%. vendeu cada unidade por R$3,50. O lucro obtido por ele com a
65%. revenda das latas de cerveja das duas embalagens completas foi:
63%. R$33,60
69%. R$28,60
R$26,40
6 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – R$40,80
FCC/2013) Um comerciante comprou uma mercadoria por R$43,20
R$350,00. Para estabelecer o preço de venda desse produto em sua
loja, o comerciante decidiu que o valor deveria ser suficiente para dar 10 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
30% de desconto sobre o preço de venda e ainda assim garantir lucro Leilão de veículos apreendidos do Detran aconteceu no dia 7 de
de 20% sobre o preço de compra. Nessas condições, o preço que o dezembro.
comerciante deve vender essa mercadoria é igual a
R$ 620,00. O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe – Detran/ SE –
R$ 580,00. realizou, no dia 7 de dezembro, sábado, às 9 horas, no Espaço
R$ 600,00. Emes, um leilão de veículos apreendidos em fiscalizações de
R$ 590,00. trân-sito. Ao todo foram leiloados 195 veículos, sendo que 183
R$ 610,00. foram comercializados como sucatas e 12 foram vendidos como
aptos para circulação.
7 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA –
FCC/2013) Uma bolsa contém apenas 5 bolas brancas e 7 Quem arrematou algum dos lotes disponíveis no leilão pagou
bolaspretas. Sorteando ao acaso uma bola dessa bolsa, a 20% do lance mais 5% de comissão do leiloeiro no ato da
probabilidade de que ela seja preta é arrema-tação. Os 80% restantes foram pagos impreterivelmente
maior do que 55% e menor do que 60%. até o dia 11 de dezembro.
menor do que 50%. Fonte: http://www.ssp.se.gov.br05/12/13 (modificada).
maior do que 65%.
maior do que 50% e menor do que 55%. Vitor arrematou um lote, pagou o combinado no ato da arre-
maior do que 60% e menor do que 65%. matação e os R$28.800,00 restantes no dia 10 de dezembro. Com
base nas informações contidas no texto, calcule o valor total gasto
8 - PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA- por Vitor nesse leilão.
MA/2013) Das 80 crianças que responderam a uma enquete refe-
rente a sua fruta favorita, 70% eram meninos. Dentre as meninas, R$34.600,00
25% responderam que sua fruta favorita era a maçã. Sendo assim, R$36.000,00
R$35.400,00
qual porcentagem representa, em relação a todas as crianças
R$32.000,00
entre-vistadas, as meninas que têm a maçã como fruta preferida?
R$37.800,00
10%
1,5%
Respostas
25%
7,5%
1 - RESPOSTA: “B”.
5%
Mistura:28+45=73
73------100% 28--
----x X=38,356%

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2 - RESPOSTA “C”. 7 - RESPOSTA: “A”.
12 horas → 100 % Ao todo tem 12 bolas, portanto a probabilidade de se tirar
uma preta é:
50 % de 12 horas = = 6 horas

X = 12 horas → 100 % = total de horas trabalhado


Y = 50 % mais rápido que X.
Então, se 50% de 12 horas equivalem a 6 horas, logo Y faz o 8 - RESPOSTA: “D”.
mesmo trabalho em 6 horas. Tem que ser menina E gostar de
maçã. Meninas:100-70=30%
3 - RESPOSTA: “B”.
, simplificando temos ➜ P=
0,075 . 100% = 7,5%.

4 - RESPOSTA: “B”. 9 - RESPOSTA: “A”.

O reajuste deve ser de 50%.

5 - RESPOSTA: “A”.
Preço de venda: PV
Preço de compra: PC
O lucro de Alexandre foi de R$33,60.
Note que: 1,4 = 100%+40% ou 1+0,4.Como ele superou o
preço de venda (100%) em 40% , isso significa soma aos 100% 10 - RESPOSTA: “E”.
mais 40%, logo 140%= 1,4. R$28.800------- 80%
x------------------ 100%
PV - 0,16PV = 1,4PC
0,84PV=1,4PC

Valor total: R$36.000,00+R$1.800,00=R$37.800,00


O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Relação entre Grandezas
6 - RESPOSTA: “C”.
Preço de venda: PV Números diretamente proporcionais
Preço de compra: 350
30% de desconto, deixa o produto com 70% do seu valor. Considere a seguinte situação:
Como ele queria ter um lucro de 20% sobre o preço de com-
Joana gosta de queijadinha e por isso resolveu aprender
pra, devemos multiplicar por 1,2(350+0,2.350) ➜ 0,7PV = 1,2 . a fazê-las. Adquiriu a receita de uma amiga. Nessa receita, os
350 ingredientes necessários são:

3 ovos
1 lata de leite condensado
1 xícara de leite
O preço de venda deve ser R$600,00. 2 colheres das de sopa de farinha de trigo
1 colher das de sobremesa de fermento em pó

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1 pacote de coco ralado em partes diretamente proporcionais à quantia investida. Calcular
1 xícara de queijo ralado a parte que coube a cada um.
1 colher das de sopa de manteiga
Solução:
Veja que:
Representando a parte de Júlio por x, a de César por y, e a de
Para se fazerem 2 receitas seriam usados 6 ovos para 4 Toni por z, podemos escrever:
colheres de farinha;
x  y  z  32400 
Para se fazerem 3 receitas seriam usados 9 ovos para 6  
 x y z 
colheres de farinha;    
Para se fazerem 4 receitas seriam usados 12 ovos para 8  24000 27000 30000  32400

colheres de farinha; x y z xyz


Observe agora as duas sucessões de números: 24000  27000  30000  24000  27000  30000
81000

Sucessão do número de ovos: 6 9 12


Sucessão do número de colheres de farinha: 4 6 8 Resolvendo as proporções:
Nessas sucessões as razões entre os termos correspondentes
4
são iguais: x 32400
6 3 9 3 12 3
 10
24000 81000
4 2 6 2 8 2
10x = 96 000
6 9 12 3
Assim: 4 6 82 x = 9 600
y 4
Dizemos, então, que: 27000 10

os números da sucessão 6, 9, 12 são diretamente


10y = 108 000
proporcio-nais aos da sucessão 4, 6, 8;
3 y = 10 800
o número 2 , que é a razão entre dois termos corresponden-tes, z
é chamado fator de proporcionalidade. 4
Duas sucessões de números não-nulos são diretamente pro- 3000 10
porcionais quando as razões entre cada termo da primeira sucessão e
10z = 120 000
o termo correspondente da segunda sucessão são iguais. z = 12 000

Exemplo 1: Vamos determinarxey, de modo que as Logo, Júlio recebeu R$ 9.600,00, César recebeu R$ 10.800,00
sucessõessejam diretamente proporcionais: e Toni, R$ 12.000,00.
2 8 y
Números Inversamente Proporcionais
3 x 21
Considere os seguintes dados, referentes à produção de
Como as sucessões são diretamente proporcionais, as razões são iguais, isto é: 2 8y
 sorvete por uma máquina da marca x-5:
3 x 21
2 1 máquina x-5 produz 32 litros de sorvete em 120 min.
2=8 = y 2 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 60 min. 4
3 x 3 21 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 30 min. 6
2x = 3 . 8 3y = 2 . 21 máquinas x-5 produzem 32 litros de sorvete em 20 min.
2x = 24 3y = 42
24 42 Observe agora as duas sucessões de números:

x= 2 y= 3 Sucessão do número de máquinas: 1 2 4 6


x=12 y=14 Sucessão do número de minutos: 120 60 30 20

Logo, x = 12 e y = 14 Nessas sucessões as razões entre cada termo da primeira


sucessão e o inverso do termo correspondente da segunda são
Exemplo 2: Para montar uma pequena empresa, Júlio, Césare iguais:
Toni formaram uma sociedade. Júlio entrou com R$ 24.000,00,
César com R$ 27.000,00 e Toni com R$ 30.000,00. Depois de 6
meses houve um lucro de R$ 32.400,00 que foi repartido entre eles

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1 2 4 6 Grandezas Diretamente Proporcionais


1  1  1  1  120
Considere uma usina de açúcar cuja produção, nos cinco
120 60 30 20
primeiros dias da safra de 2005, foi a seguinte:

Dizemos, então, que:


Dias Sacos de açúcar
os números da sucessão 1, 2, 4, 6 são inversamente propor-
cionais aos da sucessão 120, 60, 30, 20; 1 5 000
o número 120, que é a razão entre cada termo da primeira 2 10 000
sucessão e o inverso do seu correspondente na segunda, é
3 15 000
chamado fator de proporcionalidade.
4 20 000
Observando que 5 25 000
1 4 é mesmo que 4.30=120 Com base na tabela apresentada observamos que:
é o mesmo que 1.120=120
1 1

20 30 duplicando o número de dias, duplicou a produção de açúcar;


triplicando o número de dias, triplicou a produção de açúcar,
2 é o mesmo que 2.60=120 6 é o mesmo que 6.20= 120 e assim por diante.
1 1
Nesse caso dizemos que as grandezas tempo e produção são
60 20 diretamente proporcionais.
Podemos dizer que: Duas sucessões de números não-nulos Observe também que, duas a duas, as razões entre o número
são inversamente proporcionais quando os produtos de cada de dias e o número de sacos de açúcar são iguais:
termo da primeira sucessão pelo termo correspondente da
segunda sucessão são iguais.
Exemplo 1: Vamos determinarxey, de modo que as sucessões
sejam inversamente proporcionais:
4 x 8
20 16 y
Para que as sucessões sejam inversamente proporcionais, os
produtos dos termos correspondentes deverão ser iguais. Então Isso nos leva a estabelecer que: Duas grandezas são
devemos ter: diretamente proporcionais quando a razão entre os valores da
4 . 20 = 16 . x = 8 . y primeira é igual à razão entre os valores da segunda.

16 . x = 4 . 20 8 . y = 4 . 20 Tomemos agora outro exemplo.


16x = 80 8y = 80
x = 80/16 y = 80/8 Com 1 tonelada de cana-de-açúcar, uma usina produz 70l de
x= 5 y = 10 álcool.
De acordo com esses dados podemos supor que:
Logo, x = 5 e y = 10.
com o dobro do número de toneladas de cana, a usina
Exemplo 2: Vamos dividir o número 104 em produza o dobro do número de litros de álcool, isto é, 140l;
partesinversamente proporcionais aos números 2, 3 e 4. com o triplo do número de toneladas de cana, a usina
produza o triplo do número de litros de álcool, isto é, 210l.
Representamos os números procurados por x, y e z. E como as
sucessões (x, y, z) e (2, 3, 4) devem ser inversamente proporcionais,
escrevemos:
Então concluímos que as grandezas quantidade de cana-de-
104 açúcar e número de litros de álcool são diretamente proporcionais.
x  y z x  y z xyz Grandezas Inversamente Proporcionais
=
1 1 1 1 1 1 11  1
Considere uma moto cuja velocidade média e o tempo gasto
2 3 4 2 3 4 2 3 4 para percorrer determinada distância encontram-se na tabela:
Como, vem
Velocidade Tempo
30 km/h 12 h
Logo, os números procurados são 48, 32 e 24. 60 km/h 6h

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b) 5 10 y
90 km/h 4h
x 8 24
120 km/h 3h
c) x y 21
Com base na tabela apresentada observamos que: 14 35 49
duplicando a velocidade da moto, o número de horas fica d) 8 12 20
reduzido à metade; x y 35
triplicando a velocidade, o número de horas fica reduzido à
terça parte, e assim por diante. 2- Calcule x e y nas sucessões inversamente proporcionais:
Nesse caso dizemos que as grandezas velocidade e tempo a) 4 x y
são inversamente proporcionais. 25 20 10
Observe que, duas a duas, as razões entre os números que
b) 30 15 10
indicam a velocidade são iguais ao inverso das razões que
x 8 y
indicam o tempo:

30 = 6 inverso da razão 12 c) 2 10 y
60 12 6 x 9 15

30 = 4 inverso da razão 12 d) x y 2
90 12 4 12 4 6
30 = 3 inverso da razão 12
3- Divida 132 em partes inversamente proporcionais a 2, 5 e 8.
120 12 3
60 4 6 4- Reparta 91 em partes inversamente proporcionais a
90 = 6 inverso da razão 4 1 1 1
3 , 4e 6.
60 = 3 inverso da razão 6
5- Divida 215 em partes diretamente proporcionais a
120 6 3
3 5 1
90 = 3 inverso da razão 4 4 , 2e 3.
120 6 3 6- Marcelo repartiu entre seus filhos Rafael (15 anos) e Ma-
theus (12 anos) 162 cabeças de gado em partes diretamente pro-
Podemos, então, estabelecer que: Duas grandezas são porcionais à idade de cada um. Qual a parte que coube a Rafael?
inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da
primeira é igual ao inverso da razão entre os valores da segunda. 7- Evandro, Sandro e José Antônio resolveram montar um
pequeno negócio, e para isso formaram uma sociedade. Evandro
Acompanhe o exemplo a seguir: entrou com R$ 24.000,00, Sandro com R$ 30.000,00, José
Antônio com R$ 36.000,00. Depois de 4 meses tiveram um lucro
Cinco máquinas iguais realizam um trabalho em 36 dias. De de R$ 60.000,00, que foi repartido entre eles. Quanto recebeu
acordo com esses dados, podemos supor que: cada um? (Nota: A divisão do lucro é diretamente proporcional à
quantia que cada um empregou.)
o dobro do número de máquinas realiza o mesmo trabalho na
metade do tempo, isto é, 18 dias; 8- Leopoldo e Wilson jogam juntos na Sena e acertam os seis
o triplo do número de máquinas realiza o mesmo trabalho na números, recebendo um prêmio de R$ 750.000,00. Como Leopoldo
terça parte do tempo, isto é, 12 dias. participou com R$ 80,00 e Wilson com R$ 70,00, o prêmio foi
Então concluímos que as grandezas quantidade de dividido entre eles em partes diretamente proporcionais à
máquinas e tempo são inversamente proporcionais. participação de cada um. Qual a parte que coube a Wilson?

Exercícios 9- O proprietário de uma chácara distribuiu 300 laranjas a três


famílias em partes diretamente proporcionais ao número de filhos.
1- Calcule x e y nas sucessões diretamente proporcionais: Sabendo-se que as famílias A, B e C têm respectivamente 2, 3 e 5
filhos, quantas laranjas recebeu cada família?
a) 1 x 7
5 15 y 10- (UFAC) João, Paulo e Roberto formam uma sociedade
comercial e combinam que o lucro advindo da sociedade será
dividido em partes diretamente proporcionais às quantias que cada

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um dispôs para formarem a sociedade. Se as quantias empregadas
por João, Paulo e Roberto foram, nesta ordem, R$ 1.500.000,00, SEQUÊNCIAS, RECONHECIMENTO
R$ 1.000.000,00 e R$ 800.000,00, e o lucro foi de R$ DE PADRÕES, PROGRESSÕES ARITMÉTICA
1.650.000,00, que parte do lucro caberá a cada um? E GEOMÉTRICA.
Respostas

1- a) x = 3 y = 35 b) x = 4 y = 30 c) x = 6 y = 15 d) x = 14y = Progressão Aritmética (PA)


21
2- a) x = 5 y = 10 b) x = 4 y = 12 c) x = 45 y = 6 d) x = 1 y = Podemos, no nosso dia-a-dia, estabelecer diversas sequências
3 3- 80, 32, 20 4- 21, 28, 43 5- 45, 150, 20 como, por exemplo, a sucessão de cidades que temos numa
viagem de automóvel entre Brasília e São Paulo ou a sucessão
das datas de aniversário dos alunos de uma determinada escola.
6- 90 Podemos, também, adotar para essas sequências uma ordem
7- Evandro R$16.000,00 Sandro R$20.000,00 José numérica, ou seja, adotando a1 para o 1º termo, a2 para o 2º termo
AntônioR$24.000,00 até an para o n-ésimo termo. Dizemos que o termo a n é também
8- R$350.000,00 chamado termo geral das sequências, em que n é um número na-
9- 60, 90, 150 tural diferente de zero. Evidentemente, daremos atenção ao
10- João R$750.000,00 Paulo R$500.000,00 estudo das sequências numéricas.
RobertoR$400.000,00 As sequências podem ser finitas, quando apresentam um últi-
mo termo, ou, infinitas, quando não apresentam um último termo.
Resolução As sequências infinitas são indicadas por reticências no final.
04 x+y+z
--------- = x/3 ou y/4 ou z/6 (as frações foram invertidas Exemplos:
porque 3+4+6 as partes são inversas) - Sequência dos números primos positivos: (2, 3, 5, 7, 11, 13,
91/13=x/3 17, 19, ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com a1 = 2;
13x=273 a2 = 3; a3 = 5; a4 = 7; a5 = 11; a6 = 13 etc.
x=21 - Sequência dos números ímpares positivos: (1, 3, 5, 7, 9, 11,
91/13=y/4 ...). Notemos que esta é uma sequência infinita com a1 = 1; a2 = 3;
13y=364 a3 = 5; a4 = 7; a5 = 9; a6 = 11 etc.
y=28 - Sequência dos algarismos do sistema decimal de numeração:
(0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9). Notemos que esta é uma sequência finita
91/13=z/6 com a1 = 0; a2 = 1; a3 = 2; a4 = 3; a5 = 4; a6 = 5; a7 = 6; a8 = 7; a9
13z=546 = 8; a10 = 9.
z=42
1. Igualdade
Resolução 05 As sequências são apresentadas com os seus termos entre
x/(3/4) = y/(5/2) = z/(1/3) = k (constante) parênteses colocados de forma ordenada. Sucessões que apresen-
x + y + z = 215 tarem os mesmos termos em ordem diferente serão consideradas
3k/4 + 5k/2 + k/3 = 215 sucessões diferentes.
(18k + 60k + 8k)/24 = 215 → k = 60 Duas sequências só poderão ser consideradas iguais se, e
x = 60.(3/4) = 45 somente se, apresentarem os mesmos termos, na mesma ordem.
y = 60.(5/2) = 150
z = 60/3 = 20 Exemplo
A sequência (x, y, z, t) poderá ser considerada igual à sequência
(x, y, z) → partes diretamente proporcionais (5, 8, 15, 17) se, e somente se, x = 5; y = 8; z = 15; e t = 17.
Notemos que as sequências (0, 1, 2, 3, 4, 5) e (5, 4, 3, 2, 1)
Resolução 06 são diferentes, pois, embora apresentem os mesmos elementos,
x = Rafael eles estão em ordem diferente.
y = Mateus
2. Formula Termo Geral
x/15 + y /12 = 160/27 (dividindo 160 por 27 (dá 6), e Podemos apresentar uma sequência através de uma determina o
valor de cada termo an em função do valor de n, ou seja, dependendo
fazendo proporções, só calcular)
da posição do termo. Esta formula que determina o valor do termo a n
x/15=6 e chamada formula do termo geral da sucessão.
x=90
Exemplos
- Determinar os cincos primeiros termos da sequência cujo
y/12=6
termo geral e igual a:
y=72
an = n – 2n,com n € N* 

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Teremos: Observação 2
2
A1 = 1 – 2 . 1  a1 = 1
2
A2 = 2 – 2 . 2  a2 = 0 Algumas sequências não podem, pela sua forma ―desorgani-
2
A3 = 3 – 2 . 3  a3 = 3 zada‖ de se apresentarem, ser definidas nem pela lei das recor-
2
A4 = 4 – 4 . 2  a4 = 8 rências, nem pela formula do termo geral. Um exemplo de uma
5
A5 = 5 – 5 . 2  a5 = 15 sequência como esta é a sucessão de números naturais primos que
já ―destruiu‖ todas as tentativas de se encontrar uma formula
- Determinar os cinco primeiros termos da seqüência cujo geral para seus termos.
termo geral é igual a:
an = 3 . n + 2, com n € N*. 4. Artifícios de Resolução
a
1 = 3 . 1 + 2  a1 = 5

a2 = 3 . 2 + 2  a2 = 8 Em diversas situações, quando fazemos uso de apenas alguns


a
3 = 3 . 3 + 2  a3 = 11 elementos da PA, é possível, através de artifícios de resolução,
a
4 = 3 . 4 + 2  a4 = 14 tornar o procedimento mais simples:
PA com três termos: (a – r), a e (a + r), razão igual a r.
a5 = 3 . 5 + 2  a5 = 17
PA com quatro termos: (a – 3r), (a – r), (a + r) e (a + 3r),
- Determinar os termos a12 e a23 da sequência cujo termo razão igual a 2r.
geral é igual a: PA com cinco termos: (a – 2r), (a – r), a, (a + r) e (a + 2r),
an = 45 – 4 + n, com n € N*. razão igual a r.

Teremos: Exemplo
a12 = 45 – 4 . 12  a12 = -3
a23 = 45 – 4 . 23  a23 = -47 - Determinar os números a, b e c cuja soma é, igual a 15, o
produto é igual a 105 e formam uma PA crescente.
3. Lei de Recorrências
Uma sequência pode ser definida quando oferecemos o valor Teremos:
do primeiro termo e um ―caminho‖ (uma formula) que permite a Fazendo a = (b – r) e c = (b + r) e sendo a + b + c = 15, teremos:
determinação de cada termo conhecendo-se o seu antecedente. (b – r) + b + (b + r) = 15 → 3b = 15 → b = 5.
Essa forma de apresentação de uma sucessão é dita de
recorrências. Assim, um dos números, o termo médio da PA, já é
conhecido. Dessa forma a sequência passa a ser:
Exemplos (5 – r), 5 e ( 5 + r ), cujo produto é igual a 105, ou seja:
- Escrever os cinco primeiros termos de uma sequência em
2 2
que: (5 – r) .5 . (5 + r) = 105 → 5 – r =
2
a1 = 3 e an+1 = 2 . an - 4, em que n € N*. 21 r = 4 → 2 ou r = -2.
Sendo a PA crescente, ficaremos apenas com r= 2.
Teremos: Finalmente, teremos a = 3, b = 5 e c= 7.
a1 = 3
a2 = 2 . a1 – 4 a2 = 2 . 3 – 4  a2 = 2 5. Propriedades
a3 = 2 . a2 – 4 a3 = 2 . 2 - 4 a3 = 0
a
4 = 2 . a3 – 4 a4 = 2 . 0 - 4 a4 = -4 P1: para três termos consecutivos de uma PA, o termo médio
a5 = 2 . a4 – 4 a5 = 2 .(-4) – 4  a5 = -12 é a media aritmética dos outros dois termos.

- Determinar o termo a5 de uma sequência em que: Exemplo


a1 = 12 e an+ 1 = an – 2, em que n € N*.
Vamos considerar três termos consecutivos de uma PA: an-1,
a2 = a1 – 2 → a2 = 12 – 2 → a2=10 an e an+1. Podemos afirmar que:
a3 = a2 – 2 → a3 = 10 – 2 → a3 = 8 I - an = an-1 + r
a4 = a3 – 2 → a4 = 8 – 2 → a4 = 6 a5 II - an = an+ 1 –r
= a4 – 2 → a5 = 6 – 2 → a5 = 4
Fazendo I + II, obteremos:
Observação 1 2an = an-1 + r + an +1 -
r 2an = an -1+ an + 1
Devemos observar que a apresentação de uma sequência
através do termo geral é mais pratica, visto que podemos deter- Logo: a = a -1 + an 1
2
n n
minar um termo no ―meio‖ da sequência sem a necessidade de
determinarmos os termos intermediários, como ocorre na apre- Portanto, para três termos consecutivos de uma PA o termo
sentação da sequência através da lei de recorrências. médio é a media aritmética dos outros dois termos.

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6. Termos Equidistantes dos Extremos Considerando que todas estas parcelas, colocadas entre
parênteses, são formadas por termos equidistantes dos extremos e
Numa sequência finita, dizemos que dois termos são equidis- que a soma destes termos é igual à soma dos extremos, temos:
tantes dos extremos se a quantidade de termos que precederem o
primeiro deles for igual à quantidade de termos que sucederem ao
outro termo. Assim, na sucessão: 2Sn = (a1 + an) + (a1 + an ) + (a1 + an ) + (a1 + an) +
(a1, a2, a3, a4,..., ap,..., ak,..., an-3, an-2, an-1, an), temos: +… + (a1 + an) → 2S n = ( a1 + an) . n

E, assim, finalmente:
a2 e an-1 são termos equidistantes dos extremos;
(a  a ).n
a3 e an-2 são termos equidistantes dos extremos;
a4 an-3 são termos equidistantes dos extremos.
Sn 1 2 n
Exemplo
Notemos que sempre que dois termos são equidistantes dos
extremos, a soma dos seus índices é igual ao valor de n + 1. - Ache a soma dos sessenta primeiros termos da PA (2 , 5,
Assim sendo, podemos generalizar que, se os termos a p e ak são 8,...).
equidistantes dos extremos, então: p + k = n+1.
Dados: a1 = 2
Propriedade r=5–2=3

Numa PA com n termos, a soma de dois termos equidistantes Calculo de a60:


dos extremos é igual à soma destes extremos. A60 = a1 + 59r → a 60 = 2 + 59 . 3
Exemplo a60 = 2 + 177
a60 = 179
Sejam, numa PA de n termos, ap e ak termos equidistantes
Calculo da soma:
dos extremos.

Teremos, então: ]
I - ap = a1 + (p – 1) . r  ap = a1 + p . r – r Sn  (a1  an)n S60 (a1  a60).60
II - ak = a1 + (k – 1) . r  ak = a1 + k . r – r 2 2
Fazendo I + II, teremos:
Ap + ak = a1 + p . r – r + a1 + k . r – r S60 (2 179).60
Ap + ak = a1 + a1 + (p + k – 1 – 1) . r
2
Considerando que p + k = n + 1, ficamos com: S60 = 5430
ap + ak = a1 + a1 + (n + 1 – 1) .
r ap + ak = a1 + a1 + (n – 1) . r Resposta: 5430
ap + ak = a1 + an
Progressão Geométrica (PG)
Portanto numa PA com n termos, em que n é um numero
ímpar, o termo médios (am) é a media aritmética dos extremos.
a1 an PG é uma sequência numérica onde cada termo, a partir do
Am 2 segundo, é o anterior multiplicado por uma constante q chamada
razão da PG.
7. Soma dos n Primeiros Termos de uma PA an+1 = an . q
Vamos considerar a PA (a1, a2, a3,…,an-2, an-1,an ) e Com a1 conhecido e n € N*
representar por Sn a soma dos seus n termos, ou seja:
Sn = a1 + a2 + a3 + …+ an-2 + an-1 + an
(igualdade I)

Podemos escrever também:


Sn = an + an-1 + an-2 + ...+ a3 + a2 + a1
(igualdade II)

Somando-se I e II, temos:


2Sn = (a1 + an) + (a2 + an-1) + (a3 + an-2) + …+ (an-2 + a3) +
(an-1 + a2) + (an + a1)

53
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Exemplos

- (3, 6, 12, 24, 48,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 3 e razão q = 2.


 9 1
- (-36, -18, -9, 9 , ,...) é uma PG de primeiro termo a = -36 e razão q = .
1
2 4 2
- (15, 5, 5 , 5 ,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 15 e razão q = 1 .
3 9 3
(-2, -6, -18, -54, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = -2 e razão q = 3.
(1, -3, 9, -27, 81, -243, ...) é uma PG de primeiro termo a1 = 1 e razão q = -3.
(5, 5, 5, 5, 5, 5,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 5 e razão q = 1.
(7, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a 1 = 7 e razão q = 0.
(0, 0, 0, 0, 0, 0,...) é uma PG de primeiro termo a1 = 0 e razão q qualquer.

Observação: Para determinar a razão de uma PG, basta efetuar o quociente entre dois termos consecutivos: o posterior dividido pelo
anterior.
an 1
q a (an0)
n

Classificação

As classificações geométricas são classificadas assim:


Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a 1> 0 e q > 1 ou quando a1< 0 e 0 < q < 1.
Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a 1> 0 e 0 < q < 1 ou quando a1< 0 e q > 1.
Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrario ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também uma PA de razão r = 0. A PG
constante é também chamada de PG estacionaria.
Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a 1 = 0 ou q = 0.

Formula do Termo Geral

A definição de PG está sendo apresentada por meio de uma lei de recorrências, e nos já aprendemos nos módulos anteriores que a
formula do termo geral é mais pratica. Por isso, estaremos, neste item, procurando estabelecer, a partir da lei de recorrências, a fórmula do
termo geral da progressão geométrica.

Vamos considerar uma PG de primeiro termo a1 e razão q. Assim, teremos:


a =a.q
2 1 2
a =a .q=a.q
2 1 3
a3 = a . q = a . q
4 3 1 4
a =a .q=a .q
5 4 1

. .
. .
. .

a n = a 1. qn-1

Exemplos

- Numa PG de primeiro termo a1 = 2 e razão q = 3, temos o termo geral na igual a:


n-1 n-1
an = a1 . q → an = 2 . 3
Assim, se quisermos determinar o termo a5 desta PG,
4 5
faremos: A5 = 2 . 3 → a = 162
- Numa PG de termo a1 = 15 e razão q = , temos o termo geral na igual
n-1 n-1
a: an = a1 . q → an = 15 .

54
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Assim, se quisermos determinar o termo a6 desta PG, faremos: Exemplo
Vamos considerar três termos consecutivos de uma PG: an-1,
A = 15 . (1).5 → a = 581
6
2
6
an e an+1. Podemos afirmar que:

- Numa PG de primeiro termo a1 = 1 e razão = -3 temos o I – an = an-1 . q e


termo geral na igual a: II – a = an1
n-1 n-1 n
an = a1 . q → an = 1 . (-3) q
Fazendo I . II, obteremos:
Assim, se quisermos determinar o termo a4 desta PG,
2
a n1 2
3
faremos: A4 = 1 . (-3) → a4 = -27 (an) = (an-1 . q). ( q )  (an ) = an-1
2
Artifícios de Resolução . an+1 Logo: (an) = an-1 . an+1
Observação: Se a PG for positive, o termo médio será a
Em diversas situações, quando fazemos uso de apenas alguns media geométrica dos outros dois:
elementos da PG, é possível através de alguns elementos de a = √a . a
resolução, tornar o procedimento mais simples. n n-1 n+1

PG com três P2: Numa PG, com n termos, o produto de dois termos
equidistantes dos extremos é igual ao produto destes extremos.
a
termos: q a; aq Exemplo
PG com quatro termos: Sejam, numa PG de n termos, ap e ak dois termos
a q 3
equidistantes dos extremos.
q 3 ; q; aq; aq
Teremos, então:
p-1
PG com cinco termos: I – ap = a1 . q
k-1
a q II – ak = a1 . q
2
q 2; q ; a; aq; aq
Multiplicando I por II, ficaremos com:
p-1 k-1
Exemplo ap . ak = a1 . q . a1 . q
p-1+k-1
Considere uma PG crescente formada de três números. ap . ak = a1 . a1 . q
Determine esta PG sabendo que a soma destes números é 13 e o
produto é 27. Considerando que p + k = n + 1, ficamos com:
Vamos considerar a PG em questão formada pelos termos a, ap . ak = a1 . an
b e c, onde a = e c = b . q. Portanto, numa PG, com n termos, o produto de dois termos
Assim, equidistantes dos extremos é igual ao produto destes extremos.
b 3
Observação: Numa PG positiva, com n termos, onde n é um
q . b . bq = 27 → b = 27 → b = 3. numero impar, o termo médio (a m) é a media geométrica dos
extremos ou de 2 termos equidistantes dos extremos.
Temos:
3
2
am = √a1 . an
q + 3 +3q = 13 → 3q – 10q + 3 = 0 
1 Soma dos termos de uma PG
q = 3 ou q = 3
Sendo a PG crescente, consideramos apenas q = 3. E, assim, Soma dos n Primeiros Termos de uma PG
a nossa PG é dada pelos números: 1, 3 e 9.
Vamos considerar a PG (a1, a 2, a3, ..., an-2, an-1, an), com q
Propriedades diferente de 1 e representar por Sn a soma dos seus n termos, ou
P1: Para três termos consecutivos de uma PG, o quadrado do seja:
termo médio é igual ao produto dos outros dois.
Sn = a1 + a2 + a3 + ...+an-2 + an-1 + an
( igualdade I)
Podemos escrever, multiplicando-se, membro a membro, a
igualdade ( I ) por q:
55
q . Sn = q . a1 + q . a2 + q . a3 + ...+ q . an-2
+ + q . an-1 + q . an
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Utilizando a formula do termo geral da PG, ou seja, an = a1 .
n-1
q , teremos: S=4+2+1+ 1 1 1 1
2 4 8 16
127
16
= 7, 9375
7
q . Sn = a2 + a3 + ... + an-2 + an-1 + an + a1 .
n
q (igualdade II) S 1 1 1
8 =4+2+1+ 1  1  255 = 7, 96875
Subtraindo-se a equação I da equação II, teremos: 2 4 8 16 32 32

n S 1 1 1 1 1
q . S n – S n = a 1 . q – a 1 → s n . (q – 1) = 9 =4+2+1+  1     511 = 7, 984375
n
= a 1 . (q – 1) 2 4 8 16 32 64 64
a1 1
1  1   116  132  1  1  1023 =
n
E assim: Sn .(q 1) S =4+2+1+
q 1
2 4 8 64 128 128
10

Se tivéssemos efetuado a subtração das equações em ordem 7, 9921875


inversa, a fórmula da soma dos termos da PG ficaria:
n Devemos notar que a cada novo termo calculado, na PG, o
a1 .(1 q )
Sn 1 q seu valor numérico cada vez mais se aproxima de zero. Dizemos
Evidentemente que por qualquer um dos ―caminhos‖ o que esta é uma progressão geométrica convergente.
resultado final é o mesmo. É somente uma questão de forma de Por outro lado, na serie, é cada vez menor a parcela que se
apresentação. acrescenta. Desta forma, o ultimo termos da serie vai tendendo a
um valor que parece ser o limite para a série em estudo. No
Observação: Para q = 1, teremos sn = n . a1 exemplo numérico, estudado anteriormente, nota-se claramente
que este valor limite é o numero 8.
Série Convergente – PG Convergente Bem, vamos dar a esta discussão um caráter matemático.
Dada a sequência ( a1, a2, a3, a4, a5,..., an-2, an-1, an), chamamos É claro que, para a PG ser convergente, é necessário que
de serie a sequência S1, S2, S3, S4, S5,..., Sn-2, sn-1, sn,tal que: cada termo seja, um valor absoluto, inferior ao anterior a ele.
S Assim, temos que:
1 = a1
S 2= a 1 + a PG convergente → | q | < 1
2
S ou
3 = a1 + a2 + a3
S
4 = a1 + a2 + a3 + a4 PG convergente → -1 < 1
S =a +a+a +a +a
. 5 1 2 3 4 5 Resta estabelecermos o limite da serie, que é o S n para
. quando n tende ao infinito, ou seja, estabelecermos a soma dos
. infinitostermos da PG convergente.
S
n-2 = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2 + a
S Vamos partir da soma dos n primeiros termos da PG:
n-1 = a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2 n-1

S a1
= a1 + a2 + a3 + a4 + a5 + ...+ an-2 + an-1 + an
n S n n
.(1 q )
Vamos observar como exemplo, numa PG com primeiro
termo a1 = 4 e razão q = , à série que ela vai gerar. 1 q
Estando q entre os números -1e 1 e, sendo n um expoente
Os termos que vão determinar a progressão geométrica são: que tende a um valor muito grande, pois estamos somando os
n
(4, 2, 1, 1 , 1, 1, 1, 1, 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64, 1 , 1 , 1 ...) infinitos termos desta PG, é fácil deduzir que q vai apresentando
um valor cada vez mais próximo de zero. Para valores
2 128 256 512 extremamente grandes de n não constitui erro considerar que q é
n

igual a zero. E, assim, teremos:


E, portanto, a série correspondente será: a1
S 1 q
S
=4
1 
S
2 =4+2=6 Observação: Quando a PG é não singular (sequência com
S
3 = 4 + 2 + 1 = 7 termos não nulos) e a razão q é de tal forma que q | ≥ 1, a serie é
S =4+2+1+ 1 =15 = 7, 5
divergente. Séries divergentes não apresentam soma finita.
4 2 2
S 1 Exemplos
5 = 4 + 2 + 1 + 1   31 = 7, 75
2 4 4 - A medida do lado de um triângulo equilátero é 10. Unindo-
63
S = 4 + 2 + 1 + 1  14  1 = 7, 875 se os pontos médios de seus lados, obtém- se o segundo triângulo
6
2 8 8
equilátero. Unindo-se os pontos médios dos lados deste novo

56
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triangulo equilátero, obtém-se um terceiro, e assim por diante, 58
indefinidamente. Calcule a soma dos perímetros de todos esses 59
triângulos. 60
61
Solução: 62

A soma dos elementos da sequência numérica infinita (3;


0,9; 0,09; 0,009; …) é:
a) 3,1
b) 3,9 c)
3,99 d)
3, 999 e)
4

A soma dos vinte primeiros termos de uma progressão arit-


mética é -15. A soma do sexto termo dessa PA., com o décimo
quinto termo, vale:
a) 3,0
b) 1,0
c) 1,5
Temos: perímetro do 1º triangulo = 30 d) -1,5
perímetro do 2º triangulo = 15 e) -3,0

perímetro do 3º triangulo = 152 Os números que expressam os ângulos de um quadrilátero,


Logo, devemos calcular a soma dos termos da PG infinita estão em progressão geométrica de razão 2. Um desses ângulos
15 1 mede:
30, 15, 2 ,... na qual a1 = 30 e q =. 2 a) 28°
30 30
b) 32°
S = a1 → s = 1q  1 = 60. c) 36°
d) 48°
1 2 e) 50°
Exercícios
Sabe-se que S = 9 + 99 + 999 + 9999 + ... + 999...9 onde a
Uma progressão aritmética e uma progressão geométrica última parcela contém n algarismos. Nestas condições, o valor de
têm, ambas, o primeiro termo igual a 4, sendo que os seus ter- 10n+1 - 9(S + n) é:
ceiros termos são estritamente positivos e coincidem. Sabe-se a) 1 b)
ainda que o segundo termo da progressão aritmética excede o 10 c)
segundo termo da progressão geométrica em 2. Então, o terceiro 100 d)
termo das progressões é: -1 e) -
a) 10 10
b) 12 Se a soma dos três primeiros termos de uma PG decrescente
c) 14 39 e o seu produto é 729, então sendo a, b e c os três primeiros
d) 16 termos, pede-se calcular o valor de a2 + b2 + c2.
e) 18

O valor de n que torna a sequência (2 + 3n; –5n; 1 – 4n) uma 9. O limite da expressão onde x é po-sitivo, quando o
progressão aritmética pertence ao intervalo: número de radicais aumenta indefinidamente é igual a:
a) [– 2, –1]
b) [– 1, 0] 1/x
c) [0, 1] d) x
[1, 2] e) [2, 2x
n.x
3]
1978x
Os termos da sequência (10; 8; 11; 9; 12; 10; 13; …)
10. Quantos números inteiros existem, de 1000 a 10000, que
obedecem a uma lei de formação. Se an, em que n pertence a N*,
não são divisíveis nem por 5 nem por 7 ?
o termo de ordem n dessa sequência, então a30 + a55 é igual a:

57
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Respostas Daqui e de (1) obtemos que:
an = 10 + [(n + 1)/2] - 1 se n é ímpar
1) Resposta ―D‖. an = 8 + (n/2) - 1 se n é par
Solução: Logo:
Sejam (a1, a2, a3,…) a PA de r e (g1, g2, g3, …) a PG de a30 = 8 + (30/2) - 1 = 8 + 15 - 1 = 22 e
razão q. Temos como condições iniciais: a55 = 10 + [(55 + 1)/2] - 1 = 37
1 - a1 = g1 = 4
2 - a3> 0, g3> 0 e a3 = E, portanto:
g3 3 - a2 = g2 + 2 a30 + a55 = 22 + 37 = 59.

Reescrevendo (2) e (3) utilizando as fórmulas gerais dos ter- 4) Resposta ―E‖.
mos de uma PA e de uma PG e (1) obtemos o seguinte sistema de Solução: Sejam S as somas dos elementos da sequência e S 1
equações: a soma da PG infinita (0,9; 0,09; 0,009;…) de razão q = 10 - 1 =
2→ 2
4 - a3 = a1 + 2r e g3 = g1 . q 4 + 2r = 4q 0,1. Assim:
5 - a2 = a1 + r e g2 = g1 . q → 4 + r = 4q + 2 S = 3 + S1
Como -1 < q < 1 podemos aplicar a fórmula da soma de uma
Expressando, a partir da equação (5), o valor de r em função PG infinita para obter S1:
de q e substituindo r em (4) vem:
S1 = 0,9/(1 - 0,1) = 0,9/0,9 = 1 → S = 3 + 1 = 4
5 - r = 4q + 2 – 4 → r = 4q – 2
2→ 2→ 2
4 - 4 + 2(4q – 2) = 4q 4 + 8q – 4 = 4q 4q – 8q = 0 5) Resposta ―D‖.
→ q(4q – 8) = 0 → q = 0 ou 4q – 8 = 0 → q = 2
Solução: Aplicando a fórmula da soma dos 20 primeiros ter-
mos da PA:
Como g3 > 0, q não pode ser zero e então q = 2. Para ob-ter r
S20 = 20(a1 + a20)/2 = -15
basta substituir q na equação (5):
Na PA finita de 20 termos, o sexto e o décimo quinto são
r = 4q – 2 → r = 8 – 2 = 6
equidistantes dos extremos, uma vez que:
Para concluir calculamos a3 e g3:
15 + 6 = 20 + 1 = 21
a3 = a1 + 2r → a3 = 4 + 12 = E, portanto:
2
16 g3 = g1.q → g3 = 4.4 = 16 a6 + a15 = a1 + a20
2) Resposta ―B‖.
Solução: Para que a sequência se torne uma PA de razão r é Substituindo este valor na primeira igualdade vem:
necessário que seus três termos satisfaçam as igualdades (aplica- 20(a6 + a15)/2 = -15 → 10(a6 + a15) = -15 → a6 + a15 = -
ção da definição de PA): 15/10 = -1,5.
-5n = 2 + 3n + r
1 – 4n = -5n + r 6) Resposta ―D‖.
Determinando o valor de r em (1) e substituindo em (2): Solução: Seja x o menor ângulo interno do quadrilátero em
→ r = -5n – 2 – 3n = -8n – 2 questão. Como os ângulos estão em Progressão Geométrica de
→ 1 – 4n = -5n – 8n – 2 → 1 – 4n = -13n – 2 → razão 2, podemos escrever a PG de 4 termos:
(x, 2x, 4x, 8x).
13n – 4n = -2 – 1 → 9n = -3 → n = -3/9 = -1/3
Ora, a soma dos ângulos internos de um quadrilátero vale
Ou seja, -1 < n < 0 e, portanto, a resposta correta é a b. 360º.

3) Resposta ―B‖. Logo,


Solução: Primeiro, observe que os termos ímpares da x + 2x + 4x + 8x = 360º
sequên-cia é uma PA de razão 1 e primeiro termo 10 - (10; 11; 15.x = 360º
12; 13; …). Da mesma forma os termos pares é uma PA de razão
1 e primeiro termo igual a 8 - (8; 9; 10; 11; …). Portanto, x = 24º. Os ângulos do quadrilátero são, portan-to:
24º, 48º, 96º e 192º.
Assim, as duas PA têm como termo geral o seguinte formato: O problema pede um dos ângulos. Logo, alternativa D.
(1) ai = a1 + (i - 1).1 = a1 + i – 1
7) Resposta ―B‖.
Para determinar a30 + a55 precisamos estabelecer a regra Solução: Observe que podemos escrever a soma S como:
geral de formação da sequência, que está intrinsecamente S = (10 – 1) + (100 – 1) + (1000 – 1) + (10000 – 1) + ... +
n
relacionada às duas progressões da seguinte forma: (10 – 1)
2 3 4 n
Se n (índice da sucessão) é impar temos que n = 2i - 1, ou S = (10 – 1) + (10 – 1) + (10 – 1) + (10 – 1) + ... + (10 – 1)
seja, i = (n + 1)/2; Como existem n parcelas, observe que o número (– 1) é so-
Se n é par temos n = 2i ou i = n/2. mado n vezes, resultando em n(-1) = - n.

58
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Logo, poderemos escrever: 10) Resposta “6171”.
S = (10 + 102 + 103 + 104 + ... + 10n ) – n Solução: Dados:
2 3 4 n
Vamos calcular a soma Sn = 10 + 10 + 10 + 10 + ... + 10 , M(5) = 1000, 1005, ..., 9995, 10000.
que é uma PG de primeiro termo a1 = 10, razão q = 10 e último M(7) = 1001, 1008, ..., 9996.
n M(35) = 1015, 1050, ... , 9975.
termo an = 10 .
Teremos: M(1) = 1, 2, ..., 10000.
n
Sn = (an.q – a1) / (q –1) = (10 . 10 – 10) / (10 – 1) = (10
n+1
– 10) Para múltiplos de 5, temos: a n = a1+ (n-1).r → 10000 =
/9 1000 + (n - 1). 5 → n = 9005/5 → n = 1801.
Para múltiplos de 7, temos: an = a1+ (n-1).r → 9996 = 1001
Substituindo em S, vem: + (n - 1). 7 → n = 9002/7 → n = 1286.
n+1 Para múltiplos de 35, temos: an = a1 + (n - 1).r → 9975 =
S = [(10 – 10) / 9] – n
1015 + (n - 1).35 → n = 8995/35 → n = 257.
Deseja-se calcular o valor de 10 - 9(S + n)
n+1 Para múltiplos de 1, temos: an = a1 = (n -1).r → 10000 =
n+1 n+1 1000 + (n - 1).1 → n = 9001.
Temos que S + n = [(10 – 10) / 9] – n + n = (10 – 10) / 9 Sabemos que os múltiplos de 35 são múltiplos comuns de 5 e
7, isto é, eles aparecem no conjunto dos múltiplos de 5 e no
Substituindo o valor de S + n encontrado acima, fica:
n+1 n+1 n+1 n+1 n+1 conjunto dos múltiplos de 7 (daí adicionarmos uma vez tal
10 – 9(S + n) = 10 – 9(10 – 10) / 9 = 10 – (10 conjunto de múltiplos).
– 10) = 10. Total = M(1) - M(5) - M(7) + M(35).
Total = 9001 - 1801 - 1286 + 257 = 6171
8) Resposta “819”.
Solução: Sendo q a razão da PG, poderemos escrever a
suaforma genérica: (x/q, x, xq).
Como o produto dos 3 termos vale 729, vem: JUROS E NOÇÕES DE MATEMÁTICA
3 6 3
x/q . x . xq = 729 de onde concluímos que: x = 729 = 3 = 3 FINANCEIRA.
3 3
. 3 = 9 , logo, x = 9.
Portanto a PG é do tipo: 9/q, 9, 9q
É dado que a soma dos 3 termos vale 39, logo: 9/q
+ 9 + 9q = 39 de onde vem: 9/q + 9q – 30 = 0 Juros Simples
2
Multiplicando ambos os membros por q, fica: 9 + 9q – 30q Toda vez que falamos em juros estamos nos referindo a uma
=0 quantia em dinheiro que deve ser paga por um devedor, pela
2
Dividindo por 3 e ordenando, fica: 3q – 10q + 3 = 0, que é utilização de dinheiro de um credor (aquele que empresta).
uma equação do segundo grau.
Resolvendo a equação do segundo grau acima encontrare- Os juros são representados pela letra j.
mos q = 3 ou q = 1/3. O dinheiro que se deposita ou se empresta chamamos de
Como é dito que a PG é decrescente, devemos considerar capital e é representado pela letra C.
apenas o valor O tempo de depósito ou de empréstimo é representado pela
q = 1/3, já que para q = 3, a PG seria crescente. letra t.
A taxa de juros é a razão centesimal que incide sobre um
Portanto, a PG é: 9/q, 9, 9q, ou substituindo o valor de q capital durante certo tempo. É representado pela letra i e utilizada
vem: 27, 9, 3. para calcular juros.
2
O problema pede a soma dos quadrados, logo: a Chamamos de simples os juros que são somados ao capital
2 2 2 2 2
+ b + c = 27 + 9 + 3 = 729 + 81 + 9 = 819. inicial no final da aplicação.
9) Resposta “B”. Devemos sempre relacionar taxa e tempo numa mesma
Solução: Observe que a expressão dada pode ser unidade:
escritacomo: Taxa anual --------------------- tempo em anos
Taxa mensal-------------------- tempo em meses
x1/2. x1/4 . x1/8 . x1/16 . ... = x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ... Taxa diária---------------------- tempo em dias

O expoente é a soma dos termos de uma PG infinita de pri - Consideremos, como exemplo, o seguinte problema:
meiro termo a1 = 1 /2 e razão q = 1 /2.
Uma pessoa empresta a outra, a juros simples, a quantia de
Logo, a soma valerá: R$ 3. 000,00, pelo prazo de 4 meses, à taxa de 2% ao mês.
S = a1 / (1 – q) = (1 /2) / 1 – (1 /2) = 1 Quanto deverá ser pago de juros?
Então, x1/2 + 1 / 4 + 1/8 + 1/16 + ... = x1 =x

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Resolução: Juros Compostos
Capital aplicado (C): R$ 3.000,00
Tempo de aplicação (t): 4 meses O capital inicial (principal) pode crescer, como já sabemos,
Taxa (i): 2% ou 0,02 a.m. (= ao mês) devido aos juros, segundo duas modalidades, a saber:
Juros simples - ao longo do tempo, somente o principal rende
Fazendo o cálculo, mês a mês: juros.
No final do 1º período (1 mês), os juros serão: 0,02 x R$ Juros compostos - após cada período, os juros são
3.000,00 = R$ 60,00 incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros.
No final do 2º período (2 meses), os juros serão: R$ 60,00 + Também conhecido como ―juros sobre juros‖.
R$ 60,00 = R$ 120,00 Vamos ilustrar a diferença entre os crescimentos de um
No final do 3º período (3 meses), os juros serão: R$ 120,00 capital através juros simples e juros compostos, com um
R$ 60,00 = R$ 180,00 exemplo: Suponha que $100,00 são empregados a uma taxa de
No final do 4º período (4 meses), os juros serão: R$ 180,00 10% a.a. (ao ano) Teremos:
R$ 60,00 = R$ 240,00
Desse modo, no final da aplicação, deverão ser pagos R$
240,00 de juros.
Fazendo o cálculo, período a período:
No final do 1º período, os juros serão: i.C
No final do 2º período, os juros serão: i.C + i.C
No final do 3º período, os juros serão: i.C + i.C + i.C
-----------------------------------------------------------------------
No final do período t, os juros serão: i.C + i.C + i.C + ... + i.C Observe que o crescimento do principal segundo juros simples
LINEAR enquanto que o crescimento segundo juros compostos
Portanto, temos: EXPONENCIAL, e, portanto tem um crescimento muito mais
―rápido‖. Isto poderia ser ilustrado graficamente da seguinte forma:
J=C.i.t

Observações:

A taxa i e o tempo t devem ser expressos na mesma unidade.


Nessa fórmula, a taxa i deve ser expressa na forma decimal.
Chamamos de montante (M) a soma do capital com os
juros, ou seja: Na fórmula J= C . i . t, temos quatro variáveis. Se
três delas forem valores conhecidos, podemos calcular o 4º valor.

M=C+ j
Na prática, as empresas, órgãos governamentais e
Exemplo investidores particulares costumam reinvestir as quantias geradas
pelas aplicações financeiras, o que justifica o emprego mais
A que taxa esteve empregado o capital de R$ 20.000,00 para comum de juros compostos na Economia. Na verdade, o uso de
render, em 3 anos, R$ 28.800,00 de juros? (Observação: Como o juros simples não se justifica em estudos econômicos.
tempo está em anos devemos ter uma taxa anual.)
Fórmula para o cálculo de Juros compostos
C = R$ 20.000,00 Considere o capital inicial (principal P) $1000,00 aplicado a
t = 3 anos uma taxa mensal de juros compostos ( i ) de 10% (i = 10% a.m.).
j = R$ 28.800,00
Vamos calcular os montantes (principal + juros), mês a mês:
i = ? (ao ano) Após o 1º mês, teremos: M1 = 1000 x 1,1 = 1100 = 1000(1 + 0,1)
j =C.i.t Após o 2º mês, teremos: M2 = 1100 x 1,1 = 1210 = 1000(1 + 0,1)
2
100 3
28 800 =20000..i.3 Após o 3º mês, teremos: M3 = 1210 x 1,1 = 1331 = 1000(1 + 0,1)
100 .................................................................................................
28 800 = 600 . i Após o nº (enésimo) mês, sendo S o montante, teremos
i =28.800 evidentemente: S = 1000(1 + 0,1)
n
600
i = 48 De uma forma genérica, teremos para um principal P, aplicado a
n
uma taxa de juros compostos i durante o período n : S = P (1 + i)
Resposta: 48% ao ano.
onde S = montante, P = principal, i = taxa de juros e n = número de
períodos que o principal P (capital inicial) foi aplicado.

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MATEMÁTICA
Nota: Na fórmula acima, as unidades de tempo referentes à taxa 154.000,00
de juros (i) e do período (n), tem de ser necessariamente iguais. Este 156.000,00
é um detalhe importantíssimo, que não pode ser esquecido! Assim, 158.000,00
por exemplo, se a taxa for 2% ao mês e o período 3 anos, deveremos 160.000,00
considerar 2% ao mês durante 3x12=36 meses. 162.000,00

Exemplos 2. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMI-


1 – Expresse o número de períodos n de uma aplicação, em NISTRATIVO – FCC/2014) José Luiz aplicou R$60.000,00 num
função do montante S e da taxa de aplicação i por período. fundo de investimento, em regime de juros compostos, com taxa
de 2% ao mês. Após 3 meses, o montante que José Luiz poderá
Solução: sacar é
n
Temos S = P(1+i) R$63.600,00.
n
Logo, S/P = (1+i) R$63.672,48.
Pelo que já conhecemos de logaritmos, poderemos escrever: n = R$63.854,58.
log (1+ i ) (S/P) . Portanto, usando logaritmo decimal (base R$62.425,00.
10), vem: R$62.400,00.
nlog(S/P) logSlogP
CREA/PR – AGENTE ADMINISTRATIVO – FUNDA-
log(1 i) log(1 i) TEC/2013) Um empréstimo de R$ 50.000,00 será pago no prazo
de 5 meses, com juros simples de 2,5% a.m. (ao mês). Nesse
Temos também da expressão acima que: n.log(1 + i) = logS senti-do, o valor da dívida na data do seu vencimento será:
– logP A) R$6.250,00.
B) R$16.250,00.
Deste exemplo, dá para perceber que o estudo dos juros C) R$42.650,00.
compostos é uma aplicação prática do estudo dos logaritmos. D) R$56.250,00.
2 – Um capital é aplicado em regime de juros compostos a E) R$62.250,00.
uma taxa mensal de 2% (2% a.m.). Depois de quanto tempo este
capital estará duplicado? (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
MA/2013) Teresa pagou uma conta no valor de R$ 400,00 com
n seis dias de atraso. Por isso, foi acrescido, sobre o valor da conta,
Solução: Sabemos que S = P (1 + i) . Quando o capital
inicialestiver duplicado, teremos S = 2P. juro de 0,5% em regime simples, para cada dia de atraso. Com
n
Substituindo, vem: 2P = P(1+0,02) [Obs: 0,02 = 2/100 = 2%] isso, qual foi o valor total pago por
Simplificando, fica: Teresa? A) R$ 420,00.
n
2 = 1,02 , que é uma equação exponencial simples.
B) R$ 412,00.
C) R$ 410,00.
Teremos então: n = log1,022 = log2 /log1,02 = 0,30103 / D) R$ 415,00.
0,00860 = 35
E) R$ 422,00.
Nota: log2 = 0,30103 e log1,02 = 0,00860; estes valores podem
ser obtidos rapidamente em máquinas calculadoras científicas. 5. PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Po-
Caso uma questão assim caia no vestibular, o examinador teria de lícia autua 16 condutores durante blitz da Lei Seca
informar os valores dos logaritmos necessários, ou então permitir No dia 27 de novembro, uma equipe da Companhia de Polí-
cia de Trânsito(CPTran) da Polícia Militar do Estado de Sergipe
o uso de calculadora na prova, o que não é comum no Brasil.
realizou blitz da Lei Seca na Avenida Beira Mar. Durante a ação,
Portanto, o capital estaria duplicado após 35 meses (observe
a polícia autuou 16 condutores.
que a taxa de juros do problema é mensal), o que equivale a 2
Segundo o capitão Fábio <achado, comandante da CPTran,
anos e 11 meses.
12 pessoas foram notificadas por infrações diversas e quatro por
Resposta: 2 anos e 11 meses.
desobediência à Lei Seca[...].
O quarteto detido foi multado em R$1.910,54 cada e teve a
Exercícios
Carteira Nacional de Trânsito (CNH) suspensa por um ano.
(Fonte: PM/SE 28/11/13, modificada)
1. (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILI- Investindo um capital inicial no valor total das quatros mulas
DADE – FCC/2012) Renato aplicou uma quantia no regime de durante um período de dez meses, com juros de 5% ao mês, no
capitalização de juros simples de 1,25% ao mês. Ao final de um sistema de juros simples, o total de juros obtidos será:
ano, sacou todo o dinheiro da aplicação, gastou metade dele para R$2.768,15
comprar um imóvel e aplicou o restante, por quatro meses, em R$1.595,27
outro fundo, que rendia juros simples de 1,5% ao mês. Ao final R$3.821,08
desse período, ele encerrou a aplicação, sacando um total de R$ R$9.552,70
95.082,00. A quantia inicial, em reais, aplicada por Renato no R$1.910,54
pri-meiro investimento foi de

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6. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – INDEC/2013) Uma aplicação financeira rende mensalmente 0,72%. Após
3meses, um capital investido de R$ 14.000,00 renderá: (Considere juros compostos)
R$ 267,92
R$ 285,49
R$300,45
R$304,58

7. (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA – INDEC/2013) Qual a porcentagem de rendimento mensal de um capital


deR$ 5.000,00 que rende R$ 420,00 após 6 meses?
(Considere juros simples)
2,2%
1,6%
1,4%
0,7%

8. (PM/SP – OFICIAL – VUNESP/2013) Pretendendo aplicar em um fundo que rende juros compostos, um investidor fez uma si-
mulação. Na simulação feita, se ele aplicar hoje R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00 daqui a um ano, e não fizer nenhuma retirada, o saldo daqui
a dois anos será de R$ 38.400,00. Desse modo, é correto afirmar que a taxa anual de juros considerada nessa simulação foi de
12%.
15%.
18%.
20%.
21%.

(TRT 1ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – FCC/2013) Juliano possui R$ 29.000,00 aplicados em um
regime de juros compostos e deseja comprar um carro cujo preço à vista é R$30.000,00. Se nos próximos meses essa aplicação render 1%
ao mês e o preço do carro se mantiver, o número mínimo de meses necessário para que Juliano tenha em sua aplicação uma quantia
suficiente para comprar o carro é
A) 7.
B) 4.
C) 5.
D) 6.
E) 3.
(BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRANRIO/2012) João tomou um empréstimo de R$900,00 a juros compostos
de 10% ao mês. Dois meses depois, João pagou R$600,00 e, um mês após esse pagamento, liquidou o empréstimo.
O valor desse último pagamento foi, em reais, aproximadamente,
240,00
330,00
429,00
489,00
538,00

Respostas

1 - RESPOSTA: “B”.
Quantia inicial: C= 25.000 ; i=1,25% a.m = 0,0125 ; t= 1 ano = 12 meses
M= J+C e J= C.i.t da junção dessas duas fórmulas temos : M=C.(1+i.t),aplicando

Como ele gastou metade e a outra metade ele aplicou a uma taxa i=1,5% a.m=0,015 e t=4m e sacou após esse período R$ 95.082,00

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95.082 = 0,6095C ➜ ➜ C=

156.000A quantia inicial foi de R$ 156.000,00.

2 - RESPOSTA: “B”.
C=60.000 ; i = 2% a.m = 0,02 ; t = 3m

O montante a ser sacado será de R$ 63.672,48.

3 - RESPOSTA: “D”.
J=C.i.t C = 50.000 ; i = 2,5% a.m = 0,025 ; t = 5m
J=50 000.0,025.5
J=6250
M=C+J
M=50 000+6 250=56250
O valor da dívida é R$56.250,00.

4 – RESPOSTA: “B”.

C = 400 ; t = 6 d ; i = 0,5% a.d = 0,005

O valor que ela deve pagar é R$412,00.

5 - RESPOSTA: “C”.

O juros obtido será R$3.821,08.

6 - RESPOSTA: “D”.
i = 0,72%a.m = 0,0072 ; t = 3m ; C = 14.000

Como ele quer saber os juros:


M = C+J ➜ J = 14304,58-14000 = 304,58
A aplicação renderá R$ 304,58.

7 - RESPOSTA: “C”.
C = 5.000 ; J = 420 ; t = 6m
J=C.i.t ➜ 420=5000.i.6

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A porcentagem será de 1,4%.

8 - RESPOSTA: “D”.

C1º ano = 10.000 ; C2º ano = 20.000

M1+M2 = 384000

Têm se uma equação do segundo grau, usa-seentão a fórmula de Bhaskara:

É correto afirmar que a taxa é de 20%

9 - RESPOSTA: “B”.

C=29.000 ; M=30.000 ; i=1%a.m = 0,01

Teremos que substituir os valores de t, portanto vamos começar dos números mais
3
baixos: 1,01 =1,0303, está próximo, mas ainda é menor
4
1,01 =1,0406
Como t=4 passou o número que precisava(1,0344), então ele tem que aplicar no mínimo por 4 meses.

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10 - RESPOSTA: “E”. vemos deduzir, ou até induzir, qual a lei de formação das figuras,
letras, símbolos ou números, a partir da observação dos termos
C = 900 ; i = 10% a.m=0,10 ; t = 2m ; pagou 2 meses depois dados.
R$ 600,00 e liquidou após 1 mês
Humor Lógico

Depois de dois meses João pagou R$ 600,00.

1089-600=489
Orientações Espacial e Temporal

Orientação espacial e temporal verifica a capacidade de abs-


tração no espaço e no tempo. Costuma ser cobrado em questões
sobre a disposições de dominós, dados, baralhos, amontoados de
cubos com símbolos especificados em suas faces, montagem de
PROBLEMAS DE RACIOCÍNIO. figuras com subfiguras, figuras fractais, dentre outras. Inclui tam-
bém as famosas sequências de figuras nas quais se pede a próxi-
ma. Serve para verificar a capacidade do candidato em resolver
problemas com base em estímulos visuais.
Raciocínio Lógico Matemático Raciocínio Verbal
Os estudos matemáticos ligados aos fundamentos lógicos
O raciocínio é o conjunto de atividades mentais que consis-te
contribuem no desenvolvimento cognitivo dos estudantes, indu-
zindo a organização do pensamento e das ideias, na formação de na associação de ideias de acordo com determinadas regras. No
conceitos básicos, assimilação de regras matemáticas, construção caso do raciocínio verbal, trata-se da capacidade de racioci-nar
de fórmulas e expressões aritméticas e algébricas. É de extrema com conteúdos verbais, estabelecendo entre eles princípios de
importância que em matemática utilize-se atividades envolvendo classificação, ordenação, relação e significados. Ao contrário
lógica, no intuito de despertar o raciocínio, fazendo com que se daquilo que se possa pensar, o raciocínio verbal é uma
utilize do potencial na busca por soluções dos problemas capacidade intelectual que tende a ser pouco desenvolvida pela
matemá-ticos desenvolvidos e baseados nos conceitos lógicos. maioria das pessoas. No nível escolar, por exemplo, disciplinas
A lógica está presente em diversos ramos da matemática, como as lín-guas centram-se em objetivos como a ortografia ou a
como a probabilidade, os problemas de contagem, as progressões gramática, mas não estimulam/incentivam à aprendizagem dos
aritméticas e geométricas, as sequências numéricas, equações, métodos de expressão necessários para que os alunos possam
funções, análise de gráficos entre outros. Os fundamentos lógicos fazer um uso mais completo da linguagem.
contribuem na resolução ordenada de equações, na percepção do Por outro lado, o auge dos computadores e das consolas de
valor da razão de uma sequência, na elucidação de problemas jogos de vídeo faz com que as crianças costumem jogar de forma
arit-méticos e algébricos e na fixação de conteúdos complexos. individual, isto é, sozinhas (ou com outras crianças que não se
A utilização das atividades lógicas contribui na formação de encontrem fisicamente com elas), pelo que não é feito um uso in-
indivíduos capazes de criar ferramentas e mecanismos responsá- tensivo da linguagem. Uma terceira causa que se pode aqui men-
veis pela obtenção de resultados em Matemática. O sucesso na cionar para explicar o fraco raciocínio verbal é o fato de jantar
Matemática está diretamente conectado à curiosidade, pesquisa, em frente à televisão. Desta forma, perde-se o diálogo no seio da
deduções, experimentos, visão detalhada, senso crítico e organi-
família e a arte de conversar.
zacional e todas essas características estão ligadas ao desenvolvi-
Entre os exercícios recomendados pelos especialistas para
mento lógico.
desenvolver o raciocínio verbal, encontram-se as analogias ver-bais,
Raciocínio Lógico Dedutivo os exercícios para completar orações, a ordem de frases e os jogos
onde se devem excluir certos conceitos de um grupo. Outras
A dedução é uma inferência que parte do universal para o mais propostas implicam que sigam/respeitem certas instruções, corri-jam
particular. Assim considera-se que um raciocínio lógico é dedutivo a palavra inadequada (o intruso) de uma frase ou procurem/
quando, de uma ou mais premissas, se conclui uma proposição que é descubram antônimos e sinônimos de uma mesma palavra.
conclusão lógica da(s) premissa(s). A dedução é um raciocínio de
tipo mediato, sendo o silogismo uma das suas formas clássicas.
Iniciaremos com a compreensão das sequências lógicas, onde de-

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Lógica Sequencial 2 3 5 7 11 13 17

Lógica Sequencial Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são


naturais.
O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental.
Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições, para 1 4 9 16 25 36 49
concluir através de mecanismos de comparações e abstrações,
quais são os dados que levam às respostas verdadeiras, falsas ou Sequência de Letras
prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o
desenvolvimento do método matemático, este considerado As sequências de letras podem estar associadas a uma série
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de de números ou não. Em geral, devemos escrever todo o alfabeto
dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser (observando se deve, ou não, contar com k, y e w) e circular as
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos letras dadas para entender a lógica proposta.
processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da
solução de problemas, sendo parte do pensamento. ACFJOU
Sequências Lógicas Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses
números estão em progressão.
As sequências podem ser formadas por números, letras,
pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer uma ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU
sequência, o importante é que existam pelo menos três elementos
B1 2F H4 8L N16 32R T64
que caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica.
Nesse caso, associou-se letras e números (potências de 2),
Algumas sequências são bastante conhecidas e todo aluno que
alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1 posições.
estuda lógica deve conhecê-las, tais como as progressões
aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números ABCDEFGHIJKLMNOPQRST
primos e os quadrados perfeitos.
Sequência de Pessoas
Sequência de Números
Na série a seguir, temos sempre um homem seguido de duas
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um mesmo mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma posição múltipla de três
número. (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e a posição dos braços sempre
alterna, ficando para cima em uma posição múltipla de dois (2º, 4º,
6º, 8º,...). Sendo assim, a sequência se repete a cada seis termos,
tornando possível determinar quem estará em qualquer posição.

Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um


mesmo número.

Sequência de Figuras

Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão visto na


sequência de pessoas ou simplesmente sofrer rotações, como nos
Incremento em Progressão: O valor somado é que está em exemplos a seguir.
progressão.

Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois


anteriores.

1 1 2 3 5 8 13
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois
divisores naturais.

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Sequência de Fibonacci

O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci,


propôs no século XIII, a sequência numérica: (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13,
21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação
simples: cada elemento, a partir do terceiro, é obtido somando-se
os dois anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim
por diante. Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do
próprio Fibonacci, dedicaram-se ao estudo da sequência que foi
proposta, e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no
desenvolvimento de modelos explicativos de fenômenos naturais.
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de
Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma das Como os dois retângulos indicados na figura são semelhantes
maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados de lado 1, temos: (1).
podemos obter um retângulo de lados 2 e 1. Se adicionarmos a
esse retângulo um quadrado de lado 2, obtemos um novo
retângulo 3 x 2. Se adicionarmos agora um quadrado de lado 3, Como: b = y – a (2).
2 2
obtemos um retângulo 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja que Substituindo (2) em (1) temos: y – ay – a = 0.
os lados dos quadrados que adicionamos para determinar os
retângulos formam a sequência de Fibonacci. Resolvendo a equação:

em que não convém.


Logo:
Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser
representado por:

Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado


Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de for igual a é chamado retângulo áureo como o caso da fachada do
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos uma Partenon.
espiral formada pela concordância de arcos cujos raios são os
elementos da sequência de Fibonacci. As figuras a seguir possuem números que representam uma
sequência lógica. Veja os exemplos:

Exemplo 1

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre


arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje em
ruínas, era um retângulo que continha um quadrado de lado igual
à altura. Essa forma sempre foi considerada satisfatória do ponto
de vista estético por suas proporções sendo chamada retângulo
áureo ou retângulo de ouro. A sequência numérica proposta envolve multiplicações por
4. 6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536

67
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Exemplo 2 A diferença entre os números vai aumentando 2
unidades. 24 – 22 = 2 28 – 24 = 4 34 – 28 = 6 42 – 34 = 8
52 – 42 = 10 64 – 52 = 12 78 – 64 = 14

QUESTÕES

01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada


linha do esquema seguinte:

A diferença entre os números vai aumentando 1


unidade. 13 – 10 = 3 17 – 13 = 4 22 – 17 = 5 28 – 22 = 6
35 – 28 = 7

Exemplo 3

A carta que está oculta é:

(A) (B) (C)

Multiplicar os números sempre por


3. 1 x 3 = 3
3x3=9
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81 (E)
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187

Exemplo 4

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

68
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Se tal critério for mantido, para obter as figuras subsequentes, o (C) (D)
total de pontos da figura de número 15 deverá ser:
69
67
65
63
61 (E)

03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,


970, 940, 900, 850, ...
800
790
780 07. As figuras da sequência dada são formadas por partes
770 iguais de um círculo.

04. Na sequência lógica de números representados nos


hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
que pode ser:

Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16


círculos completos na:
36ª figura
48ª figura
72ª figura
80ª figura
96ª figura

76 08. Analise a sequência a seguir:


10
20
78

05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de fósforo


constrói uma sequência de quadrados conforme indicado abaixo: Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes
permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia a
277ª posição dessa sequência é:
.............
1° 2° 3°
(A) (B)

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?


20 palitos
25 palitos
28 palitos
(D)
22 palitos

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu em


cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja que a soma
dos números marcados nas faces opostas seja 7. A única alternativa
cuja figura representa a planificação desse cubo tal como deseja (E)
Ana é:

(A) (B)

09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é
o próximo número?
20
21
100
200

69
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Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo
número?
(A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21
Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X
Os dois pares de palavras abaixo foram formados segundo
Y é igual a:
determinado critério.
LACRAÇÃO → cal 40
AMOSTRA → soma 42
LAVRAR → ? 44
Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o 46
lugar do ponto de interrogação é: 48
alar 14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em
rala forma de triângulo, segundo determinado critério.
ralar
larva
arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a


linha, segundo determinado padrão.

Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas as


letra ―K‖, ―W‖ e ―Y‖, a letra que substitui corretamente o ponto
de interrogação é:
P
O
N
M
Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui L
corretamente o ponto de interrogação é:
15. Considere que a sequência seguinte é formada pela
sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os
algarismos sejam separados.

1234567891011121314151617181920...
(A) (B) (C)
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
sequência é:
9
8
6
(E) 3
1
Observe que na sucessão seguinte os números foram
colocados obedecendo a uma lei de formação.

70
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16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram desenhadas 18. Considere a seguinte sequência infinita de números: 3, 12,
de acordo com determinado padrão. 27, __, 75, 108,... O número que preenche adequadamente a
quarta posição dessa sequência é:
36,
40,
42,
44,
48
(1,
19. Observando a sequência , , , , ...) o
próximo numero será:

(A)

(B)

(C)
Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve substituir o
ponto de interrogação é:
(D)

20. Considere a sequência abaixo:

(A) (B) BBB BXB XXB


XBX XBX XBX
BBB BXB BXX

O padrão que completa a sequência é:


(C) (D)
(A) (B) (C)
XXX XXB XXX
XXX XBX XXX
(E) XXX BXX XXB

(D) (E)
17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os números
XXX XXX
que foram colocados nos dois primeiros triângulos obedecem a
XBX XBX
um mesmo critério.
XXX BXX

Na série de Fibonacci, cada termo a partir do terceiro é igual


à soma de seus dois termos precedentes. Sabendo-se que os dois
primeiros termos, por definição, são 0 e 1, o sexto termo da série
é:
(A) 2
Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo da (B) 3
direita, o número que deverá substituir o ponto de interrogação é: (C) 4
32 (D) 5
36 (E) 6
38
42
46 Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G H I J L
M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada letra
substituída pela letra que ocupa a quarta posição depois dela.
Então, o ―A‖ vira ―E‖, o ―B‖ vira ―F‖, o ―C‖ vira ―G‖ e assim por
diante. O código é ―circular‖, de modo que o ―U‖ vira ―A‖

71
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e assim por diante. Recebi uma mensagem em código que dizia: Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o ponto
BSA HI EDAP. Decifrei o código e li: de interrogação deverá ser substituído pelo número:
FAZ AS DUAS; 16
DIA DO LOBO; 15
RIO ME QUER; 14
VIM DA LOJA; 13
VOU DE AZUL. 12

Segundo determinado critério, foi construída a sucessão


A sentença ―Social está para laicos assim como 231678 está
seguinte, em que cada termo é composto de um número seguido
para...‖ é melhor completada por:
de uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6 – .... Considerando
(A) 326187;
que no alfabeto usado são excluídas as letras K, Y e W, então, de
(B) 876132; acordo com o critério estabelecido, a letra que deverá anteceder o
(C) 286731; número 12 é:
(D) 827361; (A) J
(E) 218763. (B) L
(C) M
A sentença ―Salta está para Atlas assim como 25435 está (D) N
para...‖ é melhor completada pelo seguinte número: (E) O
(A) 53452;
(B) 23455; Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU e URSO
(C) 34552; – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, de modo que cada
(D) 43525; uma das suas respectivas letras ocupe um quadrinho e, na diagonal
(E) 53542. sombreada, possa ser lido o nome de um novo animal.
Repare que com um número de 5 algarismos, respeitada a
ordem dada, podem-se criar 4 números de dois algarismos. Por
exemplo: de 34.712, podem-se criar o 34, o 47, o 71 e o 12.
Procura-se um número de 5 algarismos formado pelos algarismos
4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja abaixo alguns números desse
tipo e, ao lado de cada um deles, a quantidade de números de dois
algarismos que esse número tem em comum com o número
procurado.
Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada letra
Número Quantidade de números de
restante corresponder ordenadamente aos números inteiros de 1 a
dado 2 algarismos em comum 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23), a soma dos números
48.765 1 que correspondem às letras que compõem o nome do animal é:
86.547 0 37
39
87.465 2
45
48.675 1 49
51
O número procurado é:
87456
68745 Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação entre o
56874 primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma relação deverá
58746 existir entre o terceiro grupo e um dos cinco grupos que aparecem
46875 nas alternativas, ou seja, aquele que substitui corretamente o
ponto de interrogação. Considere que a ordem alfabética adotada
26. Considere que os símbolos ♦ e ♣ que aparecem no é a oficial e exclui as letras K, W e Y.
quadro seguinte, substituem as operações que devem ser
efetuadas em cada linha, a fim de se obter o resultado 29. CASA: LATA: LOBO: ?
correspondente, que se encontra na coluna da extrema direita. SOCO
TOCO
36 ♦ 4 ♣ 5 = 14 TOMO
VOLO
48 ♦ 6 ♣ 9 = 17 VOTO
54 ♦ 9 ♣ 7 = ?

72
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ABCA: DEFD: HIJH: ?
(A) IJLI
(B) JLMJ
(C) LMNL
(D) FGHF
(E) EFGE
Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.

Os termos da sucessão seguinte foram obtidos considerando


uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 123,...). Segundo essa lei, o
décimo terceiro termo dessa sequência é um número:
(A) Menor que 200.
(B) Compreendido entre 200 e 400.
(C) Compreendido entre 500 e 700.
(D) Compreendido entre 700 e 1.000.
Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo?
(E) Maior que 1.000.

Para responder às questões de números 32 e 33, você deve


observar que, em cada um dos dois primeiros pares de palavras
dadas, a palavra da direita foi obtida da palavra da esquerda
segundo determinado critério. Você deve descobrir esse critério e
usá-lo para encontrar a palavra que deve ser colocada no lugar do
ponto de interrogação.
Reposicione dois palitos e obtenha uma figura com cinco
32. Ardoroso → rodo quadrados iguais.
Dinamizar → mina
Maratona → ?

mana
toma
tona
tora
rato

Arborizado → azar
Asteroide → dias
Articular → ?
(A) luar 41. Observe as multiplicações a seguir:
(B) arar 12.345.679 × 18 = 222.222.222
(C) lira 12.345.679 × 27 = 333.333.333
(D) luta ... ...
(E) rara 12.345.679 × 54 = 666.666.666

Preste atenção nesta sequência lógica e identifique quais os Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679 por
números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21, 34, 55, __, quanto?
144, __...
42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra. Mova dois
Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco de 10 palitos e faça com que fique de frente para a estrada asfaltada.
metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o dia, ela
consegue subir 2 metros pela parede; mas à noite, enquanto
dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos dias ela consegue
chegar à saída do poço?

Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar as


páginas de um livro de 100 páginas?

Quantos quadrados existem na figura abaixo?

73
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43. Remova dois palitos e deixe a figura com dois quadrados.

49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados.

44. As cartas de um baralho foram agrupadas em pares,


segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está faltando,
sabendo que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A vale 1?

50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco


triângulos.

45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito.


Respostas

01. Resposta: ―A‖.


A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2,
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das opções
dadas só pode ser a da opção (A).

02. Resposta ―D‖.


Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de simetria,
46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em cima de tem-se:
todas estas para completar a sequência abaixo? Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total.
Na figura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no total.
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.

Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total.

Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria, tem-se:


Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no total.
Mova três palitos nesta figura para obter cinco triângulos. Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no total.
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pontos
no total.

Em particular:
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos no total.
Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado, temos para total
de pontos da figura 15: Total de pontos = 30 + 32 + 1 = 63 pontos.
Tente dispor 6 moedas em 3 fileiras de modo que em cada
fileira fiquem apenas 3 moedas.

74
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03. Resposta ―B‖. 10. Resposta ―C‖.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000 e 990 é Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três,
10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre 940 e 900 é 40, Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta e um,
entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o próximo número é 60, dessa
pois ele inicia com a letra ―T‖.
forma concluímos que o próximo número é 790, pois: 850 – 790
60. 11. Resposta ―E‖.
Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras letras
Resposta ―D‖
da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da mesma
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre
24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é 8, forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da palavra
entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o próximo AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com isso, da
número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o próximo palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras letras, na ordem
número é 78, pois: 76 – 64 = 14. invertida, obtém-se ARVAL.

05. Resposta ―D‖. 12. Resposta ―C‖.


Observe a tabela: Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por
quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura que está
faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão levantadas,
Nº de Palitos 4 7 10 13 16 19 22 em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura que falta deve ter as
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de palitos mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas).
das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber que cada figura a As figuras apresentam as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna
partir da segunda tem a quantidade de palitos da figura anterior levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse
acrescida de 3 palitos. Desta forma, fica fácil preencher o restante da caso, a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna
tabela e determinar a quantidade de palitos da 7ª figura. levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça quadrada,
06. Resposta ―A‖. as mãos levantadas e a perna erguida para a esquerda.
Na figura apresentada na letra ―B‖, não é possível obter a
planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6, 13. Resposta ―A‖.
somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra ―C‖, da Existem duas leis distintas para a formação: uma para a parte
mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando superior e outra para a parte inferior. Na parte superior, tem -se
8, não formando um lado. Na figura da letra ―D‖, o 2 estaria em que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma multiplicação por
face oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma subtração de 3 unidades.
apresentada na letra ―E‖, o 1 não estaria em face oposta ao Com isso, X é igual a 5 multiplicado por 2, ou seja, X = 10. Na
parte inferior, tem-se: do 1º termo para o 2º termo ocorreu uma
número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
multiplicação por 3; já do 2º termo para o 3º, houve uma
Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na letra
subtração de 2 unidades. Assim, Y é igual a 10 multiplicado por
―A‖ é a única para representar um lado. 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 + 30 = 40.

07. Resposta ―B‖. 14. Resposta ―A‖.


Como na 3ª figura completou-se um círculo, para completar A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita do
16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16 : 3 . 16 = 48. triângulo, pela letra ―A‖; aumenta a direita para a esquerda;
Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos. continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na ordem
inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então, as letras
08. Resposta ―B‖. são, da direita para a esquerda, ―M‖, ―N‖, ―O‖, e a letra que
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra ―P‖.
continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de 15. Resposta ―B‖.
número 277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que A sequência de números apresentada representa a lista dos
representam número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura números naturais. Mas essa lista contém todos os algarismos dos
corresponde à 2ª figura, que é representada pela letra ―B‖. números, sem ocorrer a separação. Por exemplo: 101112
representam os números 10, 11 e 12. Com isso, do número 1 até o
09. Resposta ―D‖. número 9 existem 9 algarismos. Do número 10 até o número 99
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá por existem: 2 x 90 = 180 algarismos. Do número 100 até o número
padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada número. 124 existem: 3 x 25 = 75 algarismos. E do número 124 até o
―Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, Dezenove, ... número 128 existem mais 12 algarismos. Somando todos os
Enfim, o próximo só pode iniciar também com ―D‖: Duzentos. valores, tem-se: 9 + 180 + 75 + 12 = 276 algarismos. Logo,
conclui-se que o algarismo que ocupa a 276ª posição é o número
8, que aparece no número 128.

75
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16. Resposta ―D‖. 21. Resposta ―D‖.
Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2 ―orelhas‖, a 2ª Montando a série de Fibonacci temos: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13,
figura possui 1 ―orelha‖ no lado esquerdo e a 3ª figura possui 1 21, 34... A resposta da questão é a alternativa ―D‖, pois como a
―orelha‖ no lado direito. Esse fato acontece, também, na 2ª linha,
questão nos diz, cada termo a partir do terceiro é igual à soma de
mas na parte de cima e na parte de baixo, internamente em relação
seus dois termos precedentes. 2 + 3 = 5
às figuras. Assim, na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas em ordem
inversa: é a 3ª figura da 3ª linha que terá 2 ―orelhas‖ internas,
22. Resposta ―E‖.
uma em cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras figuras da 3ª
linha não possuem ―orelhas‖ externas, a 3ª figura também não A questão nos informa que ao se escrever alguma mensagem,
terá orelhas externas. Portanto, a figura que deve substituir o cada letra será substituída pela letra que ocupa a quarta posição,
ponto de interrogação é a 4ª. além disso, nos informa que o código é ―circular‖, de modo que a
letra ―U‖ vira ―A‖. Para decifrarmos, temos que perceber a
17. Resposta ―B‖. posição do emissor e do receptor. O emissor ao escrever a
No 1º triângulo, o número que está no interior do triângulo mensagem conta quatro letras à frente para representar a letra que
dividido pelo número que está abaixo é igual à diferença entre o realmente deseja, enquanto que o receptor, deve fazer o contrário,
número que está à direita e o número que está à esquerda do contar quatro letras atrás para decifrar cada letra do código. No
triângulo: 40 5 21 13 8. caso, nos foi dada a frase para ser decifrada, vê-se, pois, que, na
A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = 23 - 17 =
questão, ocupamos a posição de receptores. Vejamos a
6. Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo:
÷ 3 = 19 - 7 mensagem: BSA HI EDAP. Cada letra da mensagem representa a
÷ 3 = 12 quarta letra anterior de modo que:
= 12 x 3 = 36. VxzaB: B na verdade é V;
OpqrS: S na verdade é O;
18. Resposta ―E‖. UvxzA: A na verdade é U;
Verifique os intervalos entre os números que foram fornecidos. DefgH: H na verdade é D;
Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve-se os seguintes 9, EfghI: I na verdade é E;
15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, 3x5, 3x7, 3x9, 3x11. AbcdE: E na verdade é A;
Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 + 27 = 48. ZabcD: D na verdade é Z;
UvxaA: A na verdade é U;
19. Resposta ―B‖. LmnoP: P na verdade é L;
Observe que o numerador é fixo, mas o denominador é
formado pela sequência: 23. Resposta ―B‖.
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com a
outra e, em seguida, nos traz uma sequência numérica. É
Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto
perguntado qual sequência numérica tem a mesma ralação com a
3x4= 4x5= 5x6= sequência numérica fornecida, de maneira que, a relação entre as
1 1x2=2 2x3=6
12 20 30 palavras e a sequência numérica é a mesma. Observando as duas
palavras dadas, podemos perceber facilmente que têm cada uma 6
20. Resposta ―D‖. letras e que as letras de uma se repete na outra em uma ordem
O que de início devemos observar nesta questão é a diferente. Tal ordem, nada mais é, do que a primeira palavra de
quantidade de B e de X em cada figura. Vejamos: trás para frente, de maneira que SOCIAL vira LAICOS. Fazendo
BBB BXB XXB o mesmo com a sequência numérica fornecida, temos: 231678
XBX XBX XBX viram 876132, sendo esta a resposta.
BBB BXB BXX
24. Resposta ―A‖.
7B e 2X 5B e 4X 3B e 6X A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com a
outra, e em seguida, nos traz uma sequência numérica. Foi
Vê-se, que os ―B‖ estão diminuindo de 2 em 2 e que os ―X‖ perguntado qual a sequência numérica que tem relação com a já dada
estão aumentando de 2 em 2; notem também que os ―B‖ estão de maneira que a relação entre as palavras e a sequência numérica é a
sendo retirados um na parte de cima e um na parte de baixo e os mesma. Observando as duas palavras dadas podemos perceber
―X‖ da mesma forma, só que não estão sendo retirados, estão, facilmente que tem cada uma 6 letras e que as letras de uma se repete
sim, sendo colocados. Logo a 4ª figura é: na outra em uma ordem diferente. Essa ordem diferente nada mais é,
XXX do que a primeira palavra de trás para frente, de maneira que SALTA
XBX vira ATLAS. Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida
XXX temos: 25435 vira 53452, sendo esta a resposta.
1B e 8X

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25. Resposta ―E‖. 1ª letra desta sequência: H. Com isto, a 4ª sequência iniciará pela
Pelo número 86.547, tem-se que 86, 65, 54 e 47 não acontecem letra L, continuando por M e N, voltando para a letra L. Logo, a
no número procurado. Do número 48.675, as opções 48, 86 e 67 não 4ª sequência da letra é: LMNL.
estão em nenhum dos números apresentados nas alternativas.
Portanto, nesse número a coincidência se dá no número 75. Como o 31. Resposta ―E‖.
único número apresentado nas alternativas que possui a sequência 75 Do 1º termo para o 2º termo, ocorreu um acréscimo de 1
é 46.875, tem-se, então, o número procurado. unidade. Do 2º termo para o 3º termo, ocorreu a multiplicação do
termo anterior por 3. E assim por diante, até que para o 7º termo
26. Resposta ―D‖. temos 13 . 3 = 39. 8º termo = 39 + 1 = 40. 9º termo = 40 . 3 =
O primeiro símbolo representa a divisão e o 2º símbolo representa a 120. 10º termo = 120 + 1 = 121. 11º termo = 121 . 3 = 363. 12º
soma. Portanto, na 1ª linha, tem-se: 36 ÷ 4 + 5 = 9 + 5 = 14. Na 2ª linha, termo = 363 + 1 = 364. 13º termo = 364 . 3 = 1.092. Portanto,
tem-se: 48 ÷ 6 + 9 = 8 + 9 = 17. Com isso, na 3ª linha, ter-se-á: 54 ÷ 9 + podemos concluir que o 13º termo da sequência é um número
7 = 6 + 7 = 13. Logo, podemos concluir então que o ponto de maior que 1.000.
interrogação deverá ser substituído pelo número 13.
32. Resposta ―D‖.
27. Resposta ―A‖. Da palavra ―ardoroso‖, retiram-se as sílabas ―do‖ e ―ro‖ e
As letras que acompanham os números ímpares formam a inverteu-se a ordem, definindo-se a palavra ―rodo‖. Da mesma
sequência normal do alfabeto. Já a sequência que acompanha os forma, da palavra ―dinamizar‖, retiram-se as sílabas ―na‖ e ―mi‖,
números pares inicia-se pela letra ―E‖, e continua de acordo com definindo-se a palavra ―mina‖. Com isso, podemos concluir que
a sequência normal do alfabeto: 2ª letra: E, 4ª letra: F, 6ª letra: G, da palavra ―maratona‖. Deve-se retirar as sílabas ―ra‖ e ―to‖,
8ª letra: H, 10ª letra: I e 12ª letra: J. criando-se a palavra ―tora‖.
28. Resposta ―D‖. 33. Resposta ―A‖.
Escrevendo os nomes dos animais apresentados na lista – Na primeira sequência, a palavra ―azar‖ é obtida pelas letras ―a‖
MARÁ, PERU, TATU e URSO, na seguinte ordem: PERU, e ―z‖ em sequência, mas em ordem invertida. Já as letras ―a‖ e ―r‖
MARÁ, TATU e URSO, obtém-se na tabela: são as 2 primeiras letras da palavra ―arborizado‖. A palavra ―dias‖
foi obtida da mesma forma: As letras ―d‖ e ―i‖ são obtidas em
sequência, mas em ordem invertida. As letras ―a‖ e ―s‖ são as 2
P E R U primeiras letras da palavra ―asteroides‖. Com isso, para a palavras
―articular‖, considerando as letras ―i‖ e ―u‖, que estão na ordem
M A R A invertida, e as 2 primeiras letras, obtém-se a palavra ―luar‖.

T A T U 34. O nome da sequência é Sequência de Fibonacci. O


número que vem é sempre a soma dos dois números
U R S O imediatamente atrás dele. A sequência correta é: 1, 1, 2, 3, 5, 8,
13, 21, 34, 55, 89, 144, 233...
O nome do animal é PATO. Considerando a ordem do
alfabeto, tem-se: P = 15, A = 1, T = 19 e 0 = 14. Somando esses 35.
valores, obtém-se: 15 + 1 + 19 + 14 = 49.
Dia Subida Descida
29. Resposta ―B‖.
Na 1ª e na 2ª sequências, as vogais são as mesmas: letra ―A‖. 1º 2m 1m
Portanto, as vogais da 4ª sequência de letras deverão ser as 2º 3m 2m
mesmas da 3ª sequência de letras: ―O‖. A 3ª letra da 2ª sequência
3º 4m 3m
é a próxima letra do alfabeto depois da 3ª letra da 1ª sequência de
letras. Portanto, na 4ª sequência de letras, a 3ª letra é a próxima 4º 5m 4m
letra depois de ―B‖, ou seja, a letra ―C‖. Em relação à primeira 5º 6m 5m
letra, tem-se uma diferença de 7 letras entre a 1ª letra da 1ª
6º 7m 6m
sequência e a 1ª letra da 2ª sequência. Portanto, entre a 1ª letra da
3ª sequência e a 1ª letra da 4ª sequência, deve ocorrer o mesmo 7º 8m 7m
fato. Com isso, a 1ª letra da 4ª sequência é a letra ―T‖. Logo, a 4ª 8º 9m 8m
sequência de letras é: T, O, C, O, ou seja, TOCO. 9º 10m ----
30. Resposta ―C‖. Portanto, depois de 9 dias ela chegará na saída do poço.
Na 1ª sequência de letras, ocorrem as 3 primeiras letras do
alfabeto e, em seguida, volta-se para a 1ª letra da sequência. Na 2ª 09 – 19 – 29 – 39 – 49 – 59 – 69 – 79 – 89 – 90 – 91 – 92
sequência, continua-se da 3ª letra da sequência anterior, formando-se – 93 – 94 – 95 – 96 – 97 – 98 – 99. Portanto, são necessários 20
DEF, voltando-se novamente, para a 1ª letra desta sequência: D. Com algarismos.
isto, na 3ª sequência, têm-se as letras HIJ, voltando-se para a

77
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MATEMÁTICA
37. 42.

16

09

43.

04

Sendo A = 1, J = 11, Q = 12 e K = 13, a soma de cada par de


cartas é igual a 14 e o naipe de paus sempre forma par com o
naipe de espadas. Portanto, a carta que está faltando é o 6 de
=01
espadas.
Portanto, há 16 + 9 + 4 + 1 = 30 quadrados. Quadrado perfeito em matemática, sobretudo na aritmética e
na teoria dos números, é um número inteiro não negativo que
38. pode ser expresso como o quadrado de um outro número inteiro.
Ex: 1, 4, 9...
No exercício 2 elevado a 2 = 4

39. Os símbolos são como números em frente ao espelho.


Assim, o próximo símbolo será 88. 46. Observe que:
40.
3 6 18 72 360 2160 15120
x2 x3 x4 x5 x6 x7

Portanto, a próxima pedra terá que ter o valor: 15.120 x 8 =


120.960

47.

41.
12.345.679 × (2×9) = 222.222.222
12.345.679 × (3×9) = 333.333.333
... ...
12.345.679 × (4×9) = 666.666.666
Portanto, para obter 999.999.999 devemos multiplicar
12.345.679 por (9x9) = 81

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48. Definições.

a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma medida.
b) Ponto médio de um segmento.
Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence ao
segmento e divide AB em dois segmentos congruentes.
c) Mediatriz de um segmento.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio

Ângulo
49.

50. Definições.
Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas de
mesma origem.
Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos congruentes se
têm a mesma medida.
Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no vértice
do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos congruentes.

Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
GEOMETRIA PLANA: DISTÂNCIAS Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
E ÂNGULOS, POLÍGONOS, comprimento.
CIRCUNFERÊNCIA, PERÍMETRO E ÁREA. Quantos metros lineares serão necessários para colocar
rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de largura e que
nela não se coloca rodapé?

A Geometria é a parte da matemática que estuda as figuras e


suas propriedades. A geometria estuda figuras abstratas, de uma
perfeição não existente na realidade. Apesar disso, podemos ter
uma boa ideia das figuras geométricas, observando objetos reais,
como o aro da cesta de basquete que sugere uma circunferência,
as portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere
um cubo.

Reta, semirreta e segmento de reta


A conta que faríamos seria somar todos os lados da sala,
menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) –
1 P = 26 – 1
P = 25

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Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos
congruentes e iguais a 90º.

No cálculo da área de qualquer retângulo podemos seguir o


raciocínio:

Colocaríamos 25m de rodapé.


A soma de todos os lados da planta baixa se chama Perímetro.
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura plana.

Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua superfície
(gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha quadriculada
malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. Se contarmos, veremos
quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área: que há 24 quadrados de 1 cm de dimensões no retângulo. Como
sabemos que a área é a medida da superfície de uma figuras podemos
dizer que 24 quadrados de 1 cm de dimensões é a área do retângulo.

Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o outro,
área. só que representado de forma diferente. O cálculo da área do
A unidade de medida da área é: m² (metros quadrados), cm² retângulo pode ficar também da seguinte forma:
(centímetros quadrados), e outros. A=6.4 A = 24 cm²
Se tivermos uma figura do tipo:
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:

A=b.h

Quadrado
Sua área será um valor aproximado. Cada é uma unidade, É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos os
então a área aproximada dessa figura será de 4 unidades. ângulos internos a congruentes (90º).
No estudo da matemática calculamos áreas de figuras planas e
para cada figura há uma fórmula pra calcular a sua área.
Didatismo e Conhecimento
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Sua área também é calculada com o produto da base pela


altura. Mas podemos resumir essa fórmula: Um trapézio é formado por uma base maior (B), por uma
base menor (b) e por uma altura (h).
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso dividi-
lo em dois triângulos, veja como:
Primeiro: completamos as alturas no trapézio:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que base é


igual a e a altura igual a , então, substituindo na fórmula A = b .
h, temos:
A= .
A= ² Segundo: o dividimos em dois triângulos:

Trapézio
É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de um
trapézio é a distância entre as retas suporte de suas bases.

A área desse trapézio pode ser calculada somando as áreas


dos dois triângulos (∆CFD e ∆CEF).
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo
separadamente observamos que eles possuem bases diferentes e
alturas iguais.

Cálculo da área do ∆CEF:


Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios dos
dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale a média A∆1 = B . h
aritmética dessas bases. 2
Cálculo da área do ∆CFD:

A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo da
área de um trapézio qualquer:

AT = A∆1 + A∆2

A área do trapézio está relacionada com a área do triângulo AT = B . h + b .


que é calculada utilizando a seguinte fórmula: h22
A = b . h (b = base e h =
altura). 2
AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos mais 2
importantes (elementos utilizados no cálculo da sua área): dência, pois é um termo comum aos dois fatores.

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MATEMÁTICA
b) quanto aos ângulos:
AT = h (B + triângulo retângulo.
b) 2 triângulo obtusângulo.
triângulo acutângulo.
Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer
utilizamos a seguinte fórmula: Propriedades dos triângulos
1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
A = h (B + internos é 180º.
b) 2
h = altura
B = base maior do trapézio
b = base menor do trapézio

Losango

É o quadrilátero que tem os lados congruentes.


2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual
à soma das medidas dos 2 ângulos internos não adjacentes.

Em todo losango as diagonais são:


perpendiculares entre si;
bissetrizes dos ângulos internos.
A área do losango é definida pela seguinte fórmula: 3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
Sd.DOnde D é a diagonal maior e d é a menor. externos é 360º.
2
Triângulo

Figura geométrica plana com três lados.

4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são


congruentes. Observação - A base de um triângulo isósceles é o
seu lado diferente.

Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono


convexo é o ângulo formado entre um lado e o prolongamento do
outro lado.

Classificação dos triângulos.

a) quanto aos lados:


triângulo equilátero.
triângulo isósceles. Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do lado
triângulo escaleno. oposto.

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MATEMÁTICA
Área do triangulo Exercícios

Seja um paralelogramo com as medidas da base e da altura


respectivamente, indicadas por b e h. Se construirmos um outro
paralelogramo que tem o dobro da base e o dobro da altura do
outro paralelogramo, qual será relação entre as áreas dos parale-
logramos?

Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. Qual é a


área deste triângulo equilátero?

Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medi-


das da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm?
Segmentos proporcionais
As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. Qual é a
Teorema de Tales. medida da sua superfície?

Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta Considerando as informações constantes no triangulo PQR,
transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de uma pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede:
transversal é igual à razão entre os segmentos correspondentes da
outra transversal.

Semelhança de triângulos a)5 b)6 c)7 d)8

Definição. 6. Num cartão retangular, cujo comprimento é igual ao dobro


Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois a dois de sua altura, foram feitos dois vincos AC e BF, que formam,
congruentes e os lados correspondentes dois a dois proporcionais. entre si, um ângulo reto (90°). Observe a figura:

Definição mais “popular”.


Dois triângulos são semelhantes se um deles é a redução ou a
ampliação do outro.
Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a
proporcionalidade se mantém constante para quaisquer dois
segmentos correspondentes, tais como: lados, medianas, alturas,
raios das circunferências inscritas, raios das circunferências
circunscritas, perímetros, etc.
Considerando AF=16cm e CB=9cm, determine:
as dimensões do cartão;
o comprimento do vinco AC

7. Na figura, os ângulos assinalados sao iguais, AC=2 e AB=6.


A medida de AE é:
a)6/5 b)7/4 c)9/5 d)3/2 e)5/4

83
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MATEMÁTICA
Na figura a seguir, as distâncias dos pontos A e B à reta va-
lem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são 4 6 36
os pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C PR 9  PR  66
deverá estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA=DÊB
a)3 x 9
b)4 16  x x ²144 x 12
c)5
a ) x 12( altura ); 2 x 24(comprimento)
d)6
e)7 b ) AC  9² x²  81  144  15

Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente 400 pe- 7.


ças iguais de cerâmica na forma de um quadrado. Sabendo-se que
a área da sala tem 36m², determine:
a) a área de cada peça, em m².
b) o perímetro de cada peça, em metros.

Na figura, os ângulos ABC, ACD, CÊD, são retos. Se


AB=2 3 m e CE= 3 m, a razão entre as áreas dos
triângulosABC e CDE é:

a)6
b)4 8.
c)3
d)2
e)

Respostas

A2 = (2b)(2h) = 4bh = 4A1

Segundo o enunciado temos: 9.


l=5mm

Substituindo na fórmula:
l² 3
S S 5² 3  6, 25 3  S 10,8
4 4
3. Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm,
temos: h=10
b=20 10.

Substituindo na fórmula:

 b.h 20.10100cm ²2 dm²

Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula que en-


volve as diagonais, cujos valores temos abaixo:

d1=10
d2=15

Utilizando na fórmula temos:

S d 1.d 210.1575cm²
2 2

84
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MATEMÁTICA

SEMELHANÇA E RELAÇÕES
MÉTRICAS NO TRIÂNGULO
RETÂNGULO.

Triângulo é um polígono de três lados. É o polígono que pos-sui Ângulo Interno: É formado por dois lados do triângulo. Todo
o menor número de lados. Talvez seja o polígono mais impor-tante triângulo possui três ângulos internos.
que existe. Todo triângulo possui alguns elementos e os prin-cipais
são: vértices, lados, ângulos, alturas, medianas e bissetrizes.

Apresentaremos agora alguns objetos com detalhes sobre os


mesmos.

Ângulo Externo: É formado por um dos lados do triângulo e


pelo prolongamento do lado adjacente (ao lado).

Classificação dos triângulos quanto ao número de lados

Vértices: A,B,C. Triângulo Equilátero: Os três lados têm medidas


Lados: AB,BC e AC. iguais.m(AB) = m(BC) = m(CA)
Ângulos internos: a, b e c.

Altura: É um segmento de reta traçada a partir de um


vérticede forma a encontrar o lado oposto ao vértice formando
um ângulo reto. BH é uma altura do triângulo.

Triângulo Isóscele: Os três lados têm medidas iguais.


m(AB)= m(BC) = m(CA)

Mediana: É o segmento que une um vértice ao ponto


médiodo lado oposto. BM é uma mediana.
Triângulo Escaleno: Todos os três lados têm medidas dife-
rentes.

Bissetriz: É a semi-reta que divide um ângulo em duas


partesiguais. O ângulo B está dividido ao meio e neste caso Ê = Ô.

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Classificação dos triângulos quanto às medidas dos ângulos Ângulos Externos: Consideremos o triângulo ABC. Como
ob-servamos no desenho, em anexo, as letras minúsculas
Triângulo Acutângulo: Todos os ângulos internos são agu- representam os ângulos internos e as respectivas letras
dos, isto é, as medidas dos ângulos são menores do que 90º. maiúsculas os ângulos externos.

Todo ângulo externo de um triângulo é igual à soma dos dois


Triângulo Obtusângulo: Um ângulo interno é obtuso, isto ângulos internos não adjacentes a esse ângulo externo. Assim: A
é,possui um ângulo com medida maior do que 90º. = b+c, B = a+c, C = a+b

SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS

Dois triângulos são semelhantes se tiverem, entre si, os lados


correspondentes proporcionais e os ângulos congruentes (iguais).

Triângulo Retângulo: Possui um ângulo interno reto


(90graus).

Dados os triângulos acima, onde:


Medidas dos Ângulos de um Triângulo

Ângulos Internos: Consideremos o triângulo ABC.


Poderemos identificar com as letras a, b e c as medidas dos e = = = , então os triângulos ABC e DEF
ângulos internos desse triângulo. Em alguns locais escrevemos as
sãosemelhantes e escrevemos ABC DEF.
letras maiúsculas A, B e C para representar os ângulos.
CRITÉRIOS DE SEMELHANÇA

1- Dois ângulos congruentes:Se dois triângulos tem, en-tre


si, dois ângulos correspondentes congruentes iguais, então os
triângulos são semelhantes.

A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é sempre


igual a 180 graus, isto é: a + b + c = 180º

Exemplo

Considerando o triângulo abaixo, podemos escrever que: 70º +


60º + x = 180º e dessa forma, obtemos x = 180º - 70º - 60º = 50º.

Nas figuras ao lado: = e =

então: ABC ~ DEF

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Questões
2- Dois lados congruentes:Se dois triângulos tem doislados
correspondentes proporcionais e os ângulos formados por esses 1- O valor de x na figura abaixo é:
lados também são congruentes, então os triângulos são se- 30°
melhantes. 40°
50°
60°
70°

2- Na figura abaixo = , = , a medida do


ângulo DB é:
34°
72°
36°
45°
30°
Nas figuras ao lado:

3- Na figura seguinte, o ângulo A C é reto. O valor em


grausdo ângulo C D é igual a:
então: ABC EFG 120°
110°
105°
3- Três lados proporcionais:Se dois triângulos têm os 100°
trêslados correspondentes proporcionais, então os triângulos são 95°
se-melhantes.

4- Na figura abaixo, o triângulo ABC é retângulo em A, ADEF


é um quadrado, AB = 1 e AC = 3. Quanto mede o lado do
quadra-do?
0,70
0,75
Nas figuras ao lado: 0,80
0,85
0,90

então: ABC RST 5- Em uma cidade do interior, à noite, surgiu um objeto voa-
dor não identificado, em forma de disco, que estacionou a aproxi-
madamente 50 m do solo. Um helicóptero do Exército, situado a
Observação: temos três critérios de semelhança, porém o aproximadamente 30 m acima do objeto iluminou-o com um
mais utilizado para resolução de exercícios, isto é, para provar holo-fote, conforme mostra a figura seguinte. A sombra projetada
que dois triângulos são semelhantes, basta provar que eles tem pelo disco no solo tinha em torno de 16 m de diâmetro.
dois ângulos correspondentes congruentes (iguais).

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3) Alternativa d
Solução:
Na figura temos três triângulos. Do enunciado o ângulo AC =
90° (reto).
O ângulo B C = 30°  A B = 60º.

O ângulo CD (x) é ângulo externo do triângulo ABD, então:


x = 60º + 40° (propriedade do ângulo externo)
Sendo assim, pode-se concluir que a medida, em metros, do x = 100°
raio desse disco-voador é aproximadamente:
3 4) Alternativa b
4 Solução: sendo x o lado do quadrado:
5
6
7

Respostas

1) Alternativa b
Solução:
Da figura temos que 3x é um ângulo externo do triângulo e,
portanto, é igual à soma dos dois internos opostos, então:

3x = x + 80º
3x – x = 80º
2x = 80° Temos que provar que dois dos triângulos da figura são se-
x = 80° : melhantes.
2 x = 40° O ângulo BC é reto, o ângulo CE é reto e o ângulo AB é co-
mum aos triângulos ABC e CEF, logo estes dois triângulos são
2) Alternativa c semelhantes. As medidas de seus lados correspondentes são pro-
Solução: porcionais:
Na figura dada, temos três triângulos: ABC, ACD e BCD. Do
enunciado AB = AC, o triângulo ABC tem dois lados iguais, então
ele é isósceles e tem dois ângulos iguais:
A B = A C = x. A soma dos três ângulos é igual a 180°. (multiplicando em “cruz”)
36° + x + x = 180°
2x = 180° - 36° 3x = 1.(3 – x)
2x = 144 3x = 3 – x
x = 144 : 2 3x + x = 3
x = 72 4x = 3 x
Logo: A B = A C = 72° =¾x=
0,75
Também temos que CB = CD, o triângulo BCD é isósceles:
C D=C B = 72°, sendo y o ângulo DB, a soma é igual 5) Alternativa a
a 180°. Solução: da figura dada, podemos observar os seguintes
72° + 72° + y = 180° triân-gulos:
144° + y = 180°
y = 180° - 144°
y = 36º
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O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
O volume do cilindro também se pode calcular da mesma
forma que o volume de um prisma reto.
Os formulários seguintes, das figuras geométricas são para
calcular da mesma forma que as acima apresentadas:

Figuras Geométricas:

Os triângulos ABC e ADE são isósceles. A altura divide as ba-


ses em duas partes iguais. E esses dois triângulos são semelhantes,
pois os dois ângulos das bases de cada um são congruentes. Então:

8r = 8.3
r=3m

GEOMETRIA ESPACIAL: POLIEDROS, O conceito de cone


PRISMAS E PIRÂMIDES, CILINDRO,
CONE E ESFERA, ÁREAS E VOLUMES.

Sólidos Geométricos

Para explicar o cálculo do volume de figuras geométricas,


po-demos pedir que visualizem a seguinte figura: Considere uma região plana limitada por uma curva suave
(sem quinas), fechada e um ponto P fora desse plano. Chamamos
de cone ao sólido formado pela reunião de todos os segmentos de
reta que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer
da região.

Elementos do cone
Base: A base do cone é a região plana contida no interior
dacurva, inclusive a própria curva.
Vértice: O vértice do cone é o ponto P.
Eixo: Quando a base do cone é uma região que possui cen-
tro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo
centro da base.
Geratriz: Qualquer segmento que tenha uma extremidadeno
A figura representa a planificação de um prisma reto; vértice do cone e a outra na curva que envolve a base.
O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da Altura: Distância do vértice do cone ao plano da base.
base pela altura do sólido, isto é Superfície lateral: A superfície lateral do cone é a reunião
de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a
V = Ab x a outra na curva que envolve a base.

89
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Superfície do cone: A superfície do cone é a reunião da su- 5. A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em
perfície lateral com a base do cone que é o círculo. função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):
Seção meridiana: A seção meridiana de um cone é uma re- 2
ATotal = Pi R g + Pi R
gião triangular obtida pela interseção do cone com um plano que
contem o eixo do mesmo.

Classificação do cone

Cones Equiláteros

Quando observamos a posição relativa do eixo em relação à


base, os cones podem ser classificados como retos ou oblíquos.
Um cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da
base e é oblíquo quando não é um cone reto. Ao lado apresenta-
mos um cone oblíquo. Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua seção
meridiana é uma região triangular equilátera e neste caso a
Observação: Para efeito de aplicações, os cones mais impor- medida da geratriz é igual à medida do diâmetro da base.
tantes são os cones retos. Em função das bases, os cones recebem A área da base do cone é dada por:
2
nomes especiais. Por exemplo, um cone é dito circular se a base é ABase=Pi R
um círculo e é dito elíptico se a base é uma região elíptica. Pelo Teorema de Pitágoras
2 2 2
temos: (2R) = h + R
2 2 2
h = 4R - R =
2
3R Assim:
h=R

Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto da área


da base pela altura, então:
V = (1/3) Pi R3
Como a área lateral pode ser obtida por:
2
ALat = Pi R g = Pi R 2R = 2 Pi R
então a área total será dada por:
2
Observações sobre um cone circular reto ATotal = 3 Pi R

Um cone circular reto é chamado cone de revolução por ser O conceito de esfera
obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em
torno de um de seus catetos A esfera no espaço R³ é uma superfície muito importante em
função de suas aplicações a problemas da vida. Do ponto de vis-
A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do ta matemático, a esfera no espaço R³ é confundida com o sólido
cone com um plano que contem o eixo do cone. No caso acima, a geométrico (disco esférico) envolvido pela mesma, razão pela
seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isós- quais muitas pessoas calculam o volume da esfera. Na maioria
dos livros elementares sobre Geometria, a esfera é tratada como
celes VAB.
se fosse um sólido, herança da Geometria Euclidiana.
Embora não seja correto, muitas vezes necessitamos falar pala-
Em um cone circular reto, todas as geratrizes são congruen-
vras que sejam entendidas pela coletividade. De um ponto de vista
tes entre si. Se g é a medida de cada geratriz então, pelo Teorema mais cuidadoso, a esfera no espaço R³ é um objeto matemático pa-
2 2 2
de Pitágoras, temos: g = h + R rametrizado por duas dimensões, o que significa que podemos obter
medidas de área e de comprimento, mas o volume tem medida nula.
A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em
Há outras esferas, cada uma definida no seu respectivo espaço n-di-
função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):ALat
mensional. Um caso interessante é a esfera na reta unidimensional:
Pi R g o
S = {x em R: x²=1} = {+1,-1}

90
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Por exemplo, a esfera
1
S = { (x,y) em R²: x² + y² = 1 }
é conhecida por nós como uma circunferência de raio
unitário centrada na origem do plano cartesiano.

Aplicação: volumes de líquidos

Um problema fundamental para empresas que armazenam lí-


quidos em tanques esféricos, cilíndricos ou esféricos e cilíndricos
é a necessidade de realizar cálculos de volumes de regiões
esféricas a partir do conhecimento da altura do líquido colocado
na mesma. Por exemplo, quando um tanque é esférico, ele possui
um orifício na parte superior (pólo Norte) por onde é introduzida
verticalmente uma vara com indicadores de medidas. Ao retirar a O disco esférico é o conjunto de todos os pontos do espaço
vara, observa-se o nível de líquido que fica impregnado na vara e que estão localizados na casca e dentro da esfera. Do ponto de
esta medida cor-responde à altura de líquido contido na região vista prático, o disco esférico pode ser pensado como a reunião
esférica. Este não é um problema trivial, como observaremos da película fina que envolve o sólido esférico com a região sólida
pelos cálculos realizados na sequência. dentro da esfera. Em uma melancia esférica, o disco esférico
pode ser visto como toda a fruta.
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da
esfera pelo ponto (0,0,0), a equação da esfera é dada por:
x² + y² + z² = R²
e a relação matemática que define o disco esférico é o
conjun-to que contém a casca reunido com o interior, isto é:
x² + y² + z² < R²
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da
esfera pelo ponto (xo,yo,zo), a equação da esfera é dada por:
(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² = R²
e a relação matemática que define o disco esférico é o
conjun-to que contém a casca reunido com o interior, isto é, o
A seguir apresentaremos elementos esféricos básicos e
conjunto de todos os pontos (x,y,z) em R³ tal que:
algumas fórmulas para cálculos de áreas na esfera e volumes em
(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² < R²
um sólido esférico.
Da forma como está definida, a esfera centrada na origem
A superfície esférica
pode ser construída no espaço euclidiano R³ de modo que o
A esfera no espaço R³ é o conjunto de todos os pontos do centro da mesma venha a coincidir com a origem do sistema
espaço que estão localizados a uma mesma distância denominada cartesiano R³, logo podemos fazer passar os eixos OX, OY e OZ,
raio de um ponto fixo chamado centro. pelo ponto (0,0,0).
Uma notação para a esfera com raio unitário centrada na ori-
gem de R³ é:
S² = { (x,y,z) em R³: x² + y² + z² = 1 }
4
Uma esfera de raio unitário centrada na origem de R é dada
4
por: S³ = { (w,x,y,z) em R : w² + x² + y² + z² = 1 }
Você conseguiria imaginar espacialmente tal esfera?
Do ponto de vista prático, a esfera pode ser pensada como a
película fina que envolve um sólido esférico. Em uma melancia
esférica, a esfera poderia ser considerada a película verde (casca)
que envolve a fruta.
É comum encontrarmos na literatura básica a definição de es-
Seccionando a esfera x²+y²+z²=R² com o plano z=0, obtere-mos
fera como sendo o sólido esférico, no entanto não se devem con-
duas superfícies semelhantes: o hemisfério Norte (―boca para baixo‖)
fundir estes conceitos. Se houver interesse em aprofundar os estu-
que é o conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z é não
dos desses detalhes, deve-se tomar algum bom livro de negativa e o hemisfério Sul (―boca para cima‖) que é o conjunto de
Geometria Diferencial que é a área da Matemática que trata do todos os pontos da esfera onde a cota z não é positiva.
detalhamento de tais situações. Se seccionarmos a esfera x²+y²+z²=R² por um plano vertical que
passa em (0,0,0), por exemplo, o plano x=0, teremos uma cir-
cunferência maximal C da esfera que é uma circunferência contida na
esfera cuja medida do raio coincide com a medida do raio da es-fera,
construída no plano YZ e a equação desta circunferência será:
2
x=0, y² + z² = R

91
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sendo que esta circunferência intersecta o eixo OZ nos No que segue, usaremos esfera tanto para o sólido como para
pontos de coordenadas (0,0,R) e (0,0,-R). Existem infinitas a superfície, ―calota esférica‖ para o sólido envolvido pela calota
circunferên-cias maximais em uma esfera. esférica, a letra maiúscula R para entender o raio da esfera sobre
Se rodarmos esta circunferência maximal C em torno do eixo a qual estamos realizando os cálculos, V será o volume,
OZ, obteremos a esfera através da rotação e por este motivo, a A(lateral) será a área lateral e A(total) será a área total.
esfera é uma superfície de revolução.
Se tomarmos um arco contido na circunferência maximal Algumas fórmulas (relações) para objetos esféricos
cujas extremidades são os pontos (0,0,R) e (0,p,q) tal que
p²+q²=R² e rodarmos este arco em torno do eixo OZ, obteremos Objeto Relações e fórmulas
uma super-fície denominada calota esférica. Volume = (4/3) Pi R³
Esfera
A(total) = 4 Pi R²
R² = h (2R-h)
Calota esférica (altura h, raio A(lateral) = 2 Pi R h
da base r) A(total) = Pi h (4R-h)
V=Pi.h²(3R-h)/3=Pi(3R²+h²)/6
R² = a² + [(r1² -r2²-h²)/2h)]²
Segmento esférico (altura h, A(lateral) = 2 Pi R h
raios das bases r1>r²) A(total) = Pi(2Rh+r1²+r2²)
Na prática, as pessoas usam o termo calota esférica para repre- Volume=Pi.h(3r1²+3r2²+h²)/6
sentar tanto a superfície como o sólido geométrico envolvido pela
Estas fórmulas podem ser obtidas como aplicações do Cálculo
calota esférica. Para evitar confusões, usarei ―calota esférica‖ com
aspas para o sólido e sem aspas para a superfície. Diferencial e Integral, mas nós nos limitaremos a apresentar um
A partir da rotação, construiremos duas calotas em uma esfe- processo matemático para a obtenção da fórmula do cálculo do
ra, de modo que as extremidades dos arcos sejam (0,0,R) e (0,p,q) volume da ―calota esférica‖ em função da altura da mesma.
com p²+q²=R² no primeiro caso (calota Norte) e no segundo caso
Volume de uma calota no hemisfério Sul
(calota Sul) as extremidades dos arcos (0,0,-R) e (0,r,-s) com
r²+s²=R² e retirarmos estas duas calotas da esfera, teremos uma
Consideremos a esfera centrada no ponto (0,0,R) com raio R.
superfície de revolução denominada zona esférica.

De um ponto de vista prático, consideremos uma melancia


A equação desta esfera será dada por:
esférica. Com uma faca, cortamos uma ―calota esférica‖ superior
e uma ―calota esférica‖ inferior. O que sobra da melancia é uma x² + y² + (z-R)² = R²
região sólida envolvida pela zona esférica, algumas vezes
denomi-nada zona esférica. A altura da calota será indicada pela letra h e o plano que
Consideremos uma ―calota esférica‖ com altura h 1 e raio da coincide com o nível do líquido (cota) será indicado por z=h. A
base r1 e retiremos desta calota uma outra ―calota esférica‖ com interseção entre a esfera e este plano é dado pela circunferência
x² + y² = R² - (h-R)²
altura h2 e raio da base r2, de tal modo que os planos das bases de
ambas sejam paralelos. A região sólida determinada pela calota
maior menos a calota menor recebe o nome de segmento esférico Obteremos o volume da calota esférica com a altura h me-
com bases paralelas. nor ou igual ao raio R da esfera, isto é, h pertence ao intervalo
[0,R] e neste caso poderemos explicitar o valor de z em função de
x e y para obter:
2 2 2
z  R  R (x  y )

Para simplificar as operações algébricas, usaremos a letra r


para indicar:
r² = R² - (h-R)² = h(2R-h)

92
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A região circular S de integração será descrita por x²+y²<R² Lançaremos mão de uma propriedade de simetria da esfera
ou em coordenadas polares através de: que nos diz que o volume da calota superior assim como da
0<m<R, 0<t<2Pi calota inferior somente depende do raio R da esfera e da altura h
e não da posição relativa ocupada.
A integral dupla que representa o volume da calota em fun-
ção da altura h é dada por: Aproveitaremos o resultado do cálculo utilizado para a calota
do hemisfério Sul. Tomaremos a altura tal que: h=2R-d, onde d é
Vc(h) s(h z)dxdy a altura da região que não contém o líquido. Como o volume
ou seja desta calota vazia é dado por:
2 2 2 VC(d) = Pi d²(3R-d)/3
Vc(h) s(h R  R (x  y ))dxdy
e como h=2R-d, então para h no intervalo [R,2R], poderemos
escrever o volume da calota vazia em função de h:
Escrita em Coordenadas Polares, esta integral fica na forma:
2x R VC(h) = Pi (2R-h)²(R+h)/3
2 2
Vc(h) (h R  R m )mdmdt
t0 m0 Para obter o volume ocupado pelo líquido, em função da
altu-ra, basta tomar o volume total da região esférica e retirar o
Após realizar a integral na variável t, podemos separá-la em volume da calota vazia, para obter:
duas integrais: V(h) = 4Pi R³/3 - Pi (2R-h)²(R+h)/3
R R
2 2
que pode ser simplificada para:
Vc(h)2π{(h R)mdm  R m mdm} V(h) = Pi h²(3R-h)/3
0 0
ou seja:
R Independentemente do fato que a altura h esteja no intervalo
2 2
Vc(h)π{(h R)R2 R m (2m)dm} [0,R] ou [R,2R] ou de uma forma geral em [0,2R], o cálculo do
0 volume ocupado pelo líquido é dado por:
Com a mudança de variável u=R²-m² e du=(-2m)dm pode- V(h) = Pi h²(3R-h)/3
remos reescrever:
2
R Poliedro
2
Vc(h)π{(h R)R  u du}
u0 Poliedro é um sólido limitado externamente por planos no
Após alguns cálculos obtemos: es-paço R³. As regiões planas que limitam este sólido são as faces
VC(h) = Pi (h-R) [R² -(h-R)²] - (2/3)Pi[(R-h)³ - R³] do poliedro. As interseções das faces são as arestas do poliedro.
As interseções das arestas são os vértices do poliedro. Cada face
e assim temos a fórmula para o cálculo do volume da calota é uma região poligonal contendo n lados.
esférica no hemisfério Sul com a altura h no intervalo [0,R], dada
por: Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais forma-
VC(h) = Pi h²(3R-h)/3 dos por planos adjacentes têm medidas menores do que 180 graus.
Outra definição: Dados quaisquer dois pontos de um poliedro
Volume de uma calota no hemisfério Norte con-vexo, o segmento que tem esses pontos como extremidades,
deve-rá estar inteiramente contido no poliedro.
Se o nível do líquido mostra que a altura h já ultrapassou o
Poliedros Regulares
raio R da região esférica, então a altura h está no intervalo [R,2R]
Um poliedro é regular se todas as suas faces são regiões poli-
gonais regulares com n lados, o que significa que o mesmo
número de arestas se encontram em cada vértice.

Tetraedro Hexaedro (cubo) Octaedro

93
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Áreas e Volumes Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base
é um quadrado.
Poliedro regular Área Volume
2
a R[3]
Planificação do prisma
Tetraedro (1/12) a³ R[2]
2
Hexaedro 6a a³
2
Octaedro 2 a R[3] (1/3) a³ R[2]
2
Dodecaedro 3a R{25+10·R[5]} (1/4) a³ (15+7·R[5])
2
Icosaedro 5a R[3] (5/12) a³ (3+R[5])

Nesta tabela, a notação R[z] significa a raiz quadrada de z>0.

Prisma

Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas, no


Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do
qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à inclinação das espaço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais
arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos. e os pla-nos das bases. As faces laterais e as bases formam a
envoltória deste sólido. Esta envoltória é uma ―superfície‖ que
Prisma reto
pode ser planificada no plano cartesiano.
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
Tal planificação se realiza como se cortássemos com uma tesou-
As arestas laterais são perpendiculares ao plano da
ra esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma região
base. As faces laterais são retangulares. plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às bases.
A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral
Prisma oblíquo
As arestas laterais têm o mesmo comprimento. e total.
As arestas laterais são oblíquas ao plano da base.
Volume de um prisma
As faces laterais não são retangulares.
O volume de um prisma é dado por:
Vprisma = Abase . h
Bases: regiões poligonais
congruentes Área lateral de um prisma reto com base poligonal regular
Altura: distância entre
as bases A área lateral de um prisma reto que tem por base uma
Arestas laterais região poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas
paralelas: mesmas das faces laterais. Como neste caso todas as áreas das faces
medidas laterais são iguais, basta tomar a área lateral como:
Faces laterais:
paralelogramos
Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo

Seções de um prisma
Seção transversal
a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um
plano paralelo às bases, sendo que esta região poligonal é con-
gruente a cada uma das bases.
Seção reta (seção normal) Cilindros
uma seção determinada por um plano perpendicular às
arestas laterais.

Princípio de Cavaliere
Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois
sóli-dos com a mesma altura. Se todo plano paralelo ao plano
dado inter-ceptar os sólidos com seções de áreas iguais, então os
volumes dos sólidos também serão iguais.

Prisma regular Seja P um plano e nele vamos construir um círculo de raio r.


É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais regulares. Tomemos também um segmento de reta PQ que não seja paralelo
ao plano P e nem esteja contido neste plano P.
Exemplos: Um cilindro circular é a reunião de todos os segmentos con-
Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja base é gruentes e paralelos a PQ com uma extremidade no círculo.
um triângulo equilátero.

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MATEMÁTICA
3
Observamos que um cilindro é uma superfície no espaço R , Áreas lateral e total de um cilindro circular reto
mas muitas vezes vale a pena considerar o cilindro com a região
sólida contida dentro do cilindro. Quando nos referirmos ao cilin- Quando temos um cilindro circular reto, a área lateral é dada por:
dro como um sólido usaremos aspas, isto é, “cilindro” e quando Alat = 2 r h
for à superfície, simplesmente escreveremos cilindro. onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro.
A =A +2A
A reta que contém o segmento PQ é denominada geratriz e a tot lat base

curva que fica no plano do ―chão‖ é a diretriz. Atot = 2 r h + 2


2
r Atot = 2 r(h+r)

Exercícios

Dado o cilindro circular equilátero (h = 2r), calcular a área


lateral e a área total.

Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e altura


3cm. Calcular a área lateral, área total e o seu volume.

As áreas das bases de um cone circular reto e de um prisma


Em função da inclinação do segmento PQ em relação ao quadrangular reto são iguais. O prisma tem altura 12 cm e volume
plano do ―chão‖, o cilindro será chamado reto ou oblíquo, igual ao dobro do volume do cone. Determinar a altura do cone.
respectiva-mente, se o segmento PQ for perpendicular ou oblíquo
Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro de uma
ao plano que contém a curva diretriz.
lata cilíndrica de mesma base, mesmo raio R e mesma altura h da
Objetos geométricos em um “cilindro” casquinha. Qual é o volume do espaço (vazio) compreendido
Num cilindro, podemos identificar vários elementos: entre a lata e a casquinha de sorvete?
Base É a região plana contendo a curva diretriz e todo o
Respostas
seuinterior. Num cilindro existem duas bases.
Eixo É o segmento de reta que liga os centros das bases
Solução: No cilindro equilátero, a área lateral e a área total
do―cilindro‖.
dada por:
Altura A altura de um cilindro é a distância entre os dois
planos paralelos que contêm as bases do ―cilindro‖. 2
Alat = 2 r. 2r = 4 r
Superfície Lateral É o conjunto de todos os pontos do espa- A =A +2A
tot lat base
ço, que não estejam nas bases, obtidos pelo deslocamento Atot = 4 r + 2 r = 6
2 2
r
2
paralelo da geratriz sempre apoiada sobre a curva diretriz. 2 3
V = Abase h = r . 2r = 2 r
Superfície Total É o conjunto de todos os pontos da superfí-
cie lateral reunido com os pontos das bases do cilindro.
Área lateral É a medida da superfície lateral do cilindro. 2) Solução: Cálculo da Área lateral Alat = 2 r h = 2 2.3
Área total É a medida da superfície total do cilindro. 2
= 12 cm
Seção meridiana de um cilindro É uma região poligonal Cálculo da Área total Atot = Alat + 2 Abase Atot = 12 + 2
obtida pela interseção de um plano vertical que passa pelo centro 2 2
2 = 12 + 8 = 20 cm
do cilindro com o cilindro. 2 2
Cálculo do Volume V = Abase × h = r × h V = 2 × 3
33
Classificação dos cilindros circulares = × 4 × 3 = 12 cm
3) Solução:
Cilindro circular oblíquo Apresenta as geratrizes h = 12
prisma
oblíquasem relação aos planos das bases. A =A =A
base do prisma base do cone
Cilindro circular reto As geratrizes são perpendiculares V =2V
prisma cone
aosplanos das bases. Este tipo de cilindro é também chamado de
A hprisma = 2(A
cilin-dro de revolução, pois é gerado pela rotação de um retângulo.
h)/3 12 = 2.h/3
Cilindro eqüilátero É um cilindro de revolução cuja h =18 cm
seçãomeridiana é um quadrado.
4) Solução:
Volume de um “cilindro”
V=V -V
cilindro cone
Em um cilindro, o volume é dado pelo produto da área da
V = Abase h - (1/3) Abase h
base pela altura. 2 2
V = Pi R h - (1/3) Pi R h
V = Abase × h 2 3
Se a base é um círculo de raio r, V = (2/3) Pi R h cm
2
então: V = r h

95
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MATEMÁTICA

MATEMÁTICA DISCRETA:
PRINCÍPIOS DE CONTAGEM, NOÇÃO
DE PROBABILIDADE, NOÇÕES DE
ESTATÍSTICA, GRÁFICOS E MEDIDAS.

Análise Combinatória

Análise combinatória é uma parte da matemática que estuda, ou


melhor, calcula o número de possibilidades, e estuda os métodos de
contagem que existem em acertar algum número em jogos de azar.
Esse tipo de cálculo nasceu no século XVI, pelo matemático italiano
Niccollo Fontana (1500-1557), chamado também de Tar-taglia.
Depois, apareceram os franceses Pierre de Fermat (1601-1665) e
Blaise Pascal (1623-1662). A análise desenvolve métodos que
permitem contar, indiretamente, o número de elementos de um
conjunto. Por exemplo, se quiser saber quantos números de quatro
algarismos são formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 9, é
preciso aplicar as propriedades da análise combinatória. Veja quais
propriedades existem:
Generalizações: Um acontecimento é formado por k estágios
Princípio fundamental da contagem sucessivos e independentes, com n1, n2, n3, … , nk possibilidades
Fatorial para cada. O total de maneiras distintas de ocorrer este aconteci-
Arranjos simples mento é n1, n2, n3, … , nk
Permutação simples Técnicas de contagem: Na Técnica de contagem não importa
Combinação a ordem.
Permutação com elementos repetidos Considere A = {a; b; c; d; …; j} um conjunto formado por 10
elementos diferentes, e os agrupamentos ab, ac e ca‖.
Princípio fundamental da contagem:é o mesmo que a ab e ac são agrupamentos sempre distintos, pois se diferen-
Regrado Produto, um princípio combinatório que indica quantas ciam pela natureza de um dos elemento.
vezes e as diferentes formas que um acontecimento pode ocorrer. ac e ca são agrupamentos que podem ser considerados distin-
O acon-tecimento é formado por dois estágios caracterizados tos ou não distintos pois se diferenciam somente pela ordem dos
como suces-sivos e independentes: elementos.
Quando os elementos de um determinado conjunto A forem
O primeiro estágio pode ocorrer de m modos distintos. algarismos, A = {0, 1, 2, 3, …, 9}, e com estes algarismos preten-
O segundo estágio pode ocorrer de n modos distintos. demos obter números, neste caso, os agrupamentos de 13 e 31 são
considerados distintos, pois indicam números diferentes.
Desse modo, podemos dizer que o número de formas diferente Quando os elementos de um determinado conjunto A forem
que pode ocorrer em um acontecimento é igual ao produto m . n pontos, A = {A1, A2, A3, A4, A5…, A9}, e com estes pontos
preten-demos obter retas, neste caso os agrupamentos são iguais,
Exemplo: Alice decidiu comprar um carro novo, e inicialmen-te
pois indicam a mesma reta.
ela quer se decidir qual o modelo e a cor do seu novo veículo. Na
Conclusão: Os agrupamentos...
concessionária onde Alice foi há 3 tipos de modelos que são do
interesse dela: Siena, Fox e Astra, sendo que para cada carro há 5
1. Em alguns problemas de contagem, quando os agrupamen-
opções de cores: preto, vinho, azul, vermelho e prata. Qual é o
tos se diferirem pela natureza de pelo menos um de seus elemen-
número total de opções que Alice poderá fazer?
tos, os agrupamentos serão considerados distintos.
ac = ca, neste caso os agrupamentos são denominados com-
Resolução: Segundo o Principio Fundamental da Contagem,
Alice tem 3×5 opções para fazer, ou seja,ela poderá optar por 15 binações.
carros diferentes. Vamos representar as 15 opções na árvore de Pode ocorrer: O conjunto A é formado por pontos e o proble-
possibilidades:
ma é saber quantas retas esses pontos determinam.

2. Quando se diferir tanto pela natureza quanto pela ordem


de seus elementos, os problemas de contagem serão agrupados e
considerados distintos.

96
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
ac ≠ ca, neste caso os agrupamentos são denominados arran-
jos. An,k = n (n - 1) . (n - 2) . ... . (n – k + 1)
(é o produto de k fatores)

Pode ocorrer: O conjunto A é formado por algarismos e o


pro-blema é contar os números por eles determinados. Multiplicando e dividindo por (n – k)!

Fatorial: Na matemática, o fatorial de um número natural n,


representado por n!, é o produto de todos os inteiros positivos
menores ou iguais a n. A notação n! foi introduzida por Christian
Kramp em 1808. A função fatorial é normalmente definida por:

Note que n (n – 1) . (n – 2). ... .(n – k + 1) . (n – k)! = n!

Podemos também escrever

Por exemplo, 5! = 1 . 2 . 3 . 4 . 5 = 120 Permutações: Considere A como um conjunto com n ele-


mentos. Os arranjos simples n a n dos elementos de A, são de-
Note que esta definição implica em particular que 0! = 1, nominados permutações simples de n elementos. De acordo com
por-que o produto vazio, isto é, o produto de nenhum número é 1.
a definição, as permutações têm os mesmos elementos. São os n
Deve-se prestar atenção neste valor, pois este faz com que a
elementos de A. As duas permutações diferem entre si somente
função recursiva (n + 1)! = n! . (n + 1) funcione para n = 0.
pela ordem de seus elementos.
Os fatoriais são importantes em análise combinatória. Por
Cálculo do número de permutação simples:
exemplo, existem n! caminhos diferentes de arranjar n objetos
dis-tintos numa sequência. (Os arranjos são chamados
permutações) E o número de opções que podem ser escolhidos é O número total de permutações simples de n elementos indi-
dado pelo coefi-ciente binomial. cado por Pn, e fazendo k = n na fórmula An,k = n (n – 1) (n – 2) . …
. (n – k + 1), temos:

Pn = An,n= n (n – 1) (n – 2) . … . (n – n + 1) = (n – 1) (n – 2)
. … .1 = n! Portanto:
Pn = n!
Arranjos simples: são agrupamentos sem repetições em que
um grupo se torna diferente do outro pela ordem ou pela natureza Combinações Simples: são agrupamentos formados com os
dos elementos componentes. Seja A um conjunto com n elementos de um conjunto que se diferenciam somente pela na-
elementos e k um natural menor ou igual a n. Os arranjos simples tureza de seus elementos. Considere A como um conjunto com n
k a k dos n elementos de A, são os agrupamentos, de k elementos elementos k um natural menor ou igual a n. Os agrupamentos de
distintos cada, que diferem entre si ou pela natureza ou pela k elementos distintos cada um, que diferem entre si apenas pela
ordem de seus elementos.
na-tureza de seus elementos são denominados combinações
simples k a k, dos n elementos de A.
Cálculos do número de arranjos simples:
Exemplo: Considere A = {a, b, c, d} um conjunto com ele-
Na formação de todos os arranjos simples dos n elementos de
mentos distintos. Com os elementos de A podemos formar 4
A, tomados k a k:
com-binações de três elementos cada uma: abc – abd – acd – bcd
→ possibilidades na escolha do 1º elemento.
Se trocarmos ps 3 elementos de uma delas:
- 1 → possibilidades na escolha do 2º elemento, pois um
deles já foi usado.
Exemplo: abc, obteremos P3 = 6 arranjos disdintos.
- 2 → possibilidades na escolha do 3º elemento, pois dois
deles já foi usado.
. abc abd acd bcd
. acb
.
- (k - 1) → possibilidades na escolha do kº elemento, pois l-1 bac
deles já foi usado. bca
cab
No Princípio Fundamental da Contagem (An, k), o número total
cba
de arranjos simples dos n elementos de A (tomados k a k), temos:

97
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Se trocarmos os 3 elementos das 4 combinações obtemos to-
dos os arranjos 3 a 3:

abc abd acd bcd


acb adb adc bdc Combinações Completas: Combinações completas de n ele-
bac bad cad cbd mentos, de k a k, são combinações de k elementos não necessaria-
mente distintos. Em vista disso, quando vamos calcular as combi-
bca bda cda cdb
nações completas devemos levar em consideração as combinações
cab dab dac dbc com elementos distintos (combinações simples) e as combinações
cba dba dca dcb com elementos repetidos. O total de combinações completas de n
elementos, de k a k, indicado por C*n,k
(4 combinações) x (6 permutações) = 24 arranjos

Logo: C4,3 . P3 = A4,3

Cálculo do número de combinações simples: O número total de


combinações simples dos n elementos de A representados por C n,k,
tomados k a k, analogicamente ao exemplo apresentado, temos: a) QUESTÕES
Trocando os k elementos de uma combinação k a k, obte-
mos Pk arranjos distintos. 01. Quantos números de três algarismos distintos podem ser
b) Trocando os k elementos das Cn,k . Pk arranjos formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8?
distintos. Portanto: Cn,k . Pk = An,k ou
A 02. Organiza-se um campeonato de futebol com 14 clubes,
sendo a disputa feita em dois turnos, para que cada clube enfrente
C= n,k n,k
o outro no seu campo e no campo deste. O número total de jogos
Pk a serem realizados é:
Lembrando que: (A)182
(B) 91
(C)169
(D)196
Também pode ser escrito assim: (E)160

03. Deseja-se criar uma senha para os usuários de um sistema,


começando por três letras escolhidas entre as cinco A, B, C, D e
E, seguidas de quatro algarismos escolhidos entre 0, 2, 4, 6 e 8.
Se entre as letras puder haver repetição, mas se os algarismos
forem todos distintos, o número total de senhas possíveis é:
Arranjos Completos: Arranjos completos de n elementos, de k a 78.125
k são os arranjos de k elementos não necessariamente distintos. Em 7.200
vista disso, quando vamos calcular os arranjos completos, de-ve-se 15.000
levar em consideração os arranjos com elementos distintos (arranjos 6.420
simples) e os elementos repetidos. O total de arranjos completos de n 50
elementos, de k a k, é indicado simbolicamente por
A*n,k dado por: A*n,k = n
k 04. (UFTM) – João pediu que Cláudia fizesse cartões com
Permutações com elementos repetidos todas as permutações da palavra AVIAÇÃO. Cláudia executou a
tarefa considerando as letras A e à como diferentes, contudo,
João queria que elas fossem consideradas como mesma letra. A
Considerando:
diferença entre o número de cartões feitos por Cláudia e o núme-
ro de cartões esperados por João é igual a
α elementos iguais a a, 720
β elementos iguais a b, 1.680
γ elementos iguais a c, …, 2.420
λ elementos iguais a l, 3.360
4.320
Totalizando em α + β + γ + … λ = n elementos.
05. (UNIFESP) – As permutações das letras da palavra PRO-
α VA foram listadas em ordem alfabética, como se fossem palavras
Simbolicamente representado por Pn , β, γ, …, λ o número
de permutações distintas que é possível formarmos com os n ele- de cinco letras em um dicionário. A 73ª palavra nessa lista é
mentos:

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PROVA. Resoluções
VAPOR.
RAPOV. 01.
ROVAP.
RAOPV.

06. (MACKENZIE) – Numa empresa existem 10 diretores, 02. O número total de jogos a serem realizados é A 14,2 = 14 .
dos quais 6 estão sob suspeita de corrupção. Para que se ana- 13 = 182.
lisem as suspeitas, será formada uma comissão especial com 5
diretores, na qual os suspeitos não sejam maioria. O número de 03.
possíveis comissões é:
66
72
Algarismos
90
120
124

07. (ESPCEX) – A equipe de professores de uma escola pos- Letras


sui um banco de questões de matemática composto de 5 questões
sobre parábolas, 4 sobre circunferências e 4 sobre retas. De quan- As três letras poderão ser escolhidasde 5 . 5 . 5 =125 maneiras.
tas maneiras distintas a equipe pode montar uma prova com 8 Os quatro algarismos poderão ser escolhidos de 5 . 4 . 3 . 2 =
questões, sendo 3 de parábolas, 2 de circunferências e 3 de retas?
120 maneiras.
80
96 O número total de senhas distintas, portanto, é igual a 125 .
240 120 = 15.000.
640
1.280 04.
I) O número de cartões feitos por Cláudia foi
08. Numa clínica hospitalar, as cirurgias são sempre assis-
tidas por 3 dos seus 5 enfermeiros, sendo que, para uma even-
tualidade qualquer, dois particulares enfermeiros, por serem os
mais experientes, nunca são escalados para trabalharem juntos. II) O número de cartões esperados por João era
Sabendo-se que em todos os grupos participa um dos dois enfer-
meiros mais experientes, quantos grupos distintos de 3 enfermei-
ros podem ser formados?
06 Assim, a diferença obtida foi 2.520 – 840 = 1.680
10
12 05. Se as permutações das letras da palavra PROVA forem
15 listadas em ordem alfabética, então teremos:
20 P4 = 24 que começam por A
Seis pessoas serão distribuídas em duas equipes para P4 = 24 que começam por O
concorrer a uma gincana. O número de maneiras diferentes de P4 = 24 que começam por P
formar duas equipes é
A 73.ª palavra nessa lista é a primeira permutação que
(A) 10
(B) 15 começa por R. Ela é RAOPV.
(C) 20 06. Se, do total de 10 diretores, 6 estão sob suspeita de corrup-
(D) 25 ção, 4 não estão. Assim, para formar uma comissão de 5 diretores na
(E) 30 qual os suspeitos não sejam maioria, podem ser escolhidos, no
máximo, 2 suspeitos. Portanto, o número de possíveis comissões é
Considere os números de quatro algarismos do sistema
decimal de numeração. Calcule:
a) quantos são no total;
b) quantos não possuem o algarismo 2;
c) em quantos deles o algarismo 2 aparece ao menos uma
vez; d) quantos têm os algarismos distintos;
e) quantos têm pelo menos dois algarismos iguais.
07. C5,3 . C4,2 . C4,3 = 10 . 6 . 4 = 240

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08. Exemplo: Ao lançar um dado de seis lados, numerados de 1 a
I) Existem 5 enfermeiros disponíveis: 2 mais experientes e 6, e observar o lado virado para cima, temos:
outros 3. um espaço amostral, que seria o conjunto S {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
II) Para formar grupos com 3 enfermeiros, conforme o enun- um evento número par, que seria o conjunto A1 = {2, 4, 6}
ciado, devemos escolher 1 entre os 2 mais experientes e 2 entre os
C S.
restantes.
o número de elementos do evento número par é n(A1) = 3.
O número de possibilidades para se escolher 1 entre os 2
a probabilidade do evento número par é 1/2, pois
mais experientes é

Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não Vazio


IV) O número de possibilidades para se escolher 2 entre 3
restantes é Em um evento impossível a probabilidade é igual a zero. Em
um evento certo S a probabilidade é igual a 1. Simbolicamente:
P(Ø) = 0 e P(S) = 1.
Se A for um evento qualquer de S, neste caso: 0 ≤ P(A) ≤ 1.
Se A for o complemento de A em S, neste caso: P(A) = 1 -
Assim, o número total de grupos que podem ser formados
2.3=6 P(A).

09. Demonstração das Propriedades

10. Considerando S como um espaço finito e não vazio, temos:


3
a) 9 . A*10,3 = 9 . 10 = 9 . 10 . 10 . 10 = 9000
3
b) 8 . A*9,3 = 8 . 9 = 8 . 9 . 9 . 9 = 5832
c) (a) – (b): 9000 – 5832 = 3168
d) 9 . A9,3 = 9 . 9 . 8 . 7 = 4536
e) (a) – (d): 9000 – 4536 = 4464

Probabilidade

Ponto Amostral, Espaço Amostral e Evento

Em uma tentativa com um número limitado de resultados,


todos com chances iguais, devemos considerar:
Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos
resultadospossíveis.
Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos
resultadospossíveis; será representado por S e o número de
elementos do espaço amostra por n(S).
Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do União de Eventos
espaçoamostral; será representado por A e o número de
elementos do evento por n(A). Considere A e B como dois eventos de um espaço amostral
S, finito e não vazio, temos:
Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S, portanto
são eventos.
A
Ø = evento impossível.
S = evento certo.
B
Conceito de Probabilidade S

As probabilidades têm a função de mostrar a chance de


ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrer um
determinado evento A, que é simbolizada por P(A), de um espaço
amostral S ≠ Ø, é dada pelo quociente entre o número de elementos
A e o número de elemento S. Representando:

Logo: P(A B) = P(A) + P(B) - P(A B)

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Eventos Mutuamente Exclusivos Eventos Independentes

Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S,


A
finito e não vazio. Estes serão independentes somente quando:

P(A/N) = P(A) P(B/A) = P(B)


B
S Intersecção de Eventos

Considerando A e B como dois eventos de um espaço amostral


Considerando que A ∩ B, nesse caso A e B serão denominados S, finito e não vazio, logo:
mutuamente exclusivos. Observe que A ∩ B = 0, portanto: P(A
B) = P(A) + P(B). Quando os eventos A1, A2, A3, …, A n de S
forem, de dois em dois, sempre mutuamente exclusivos, nesse
caso temos, analogicamente:

P(A1 A2 A3 … An) = P(A1) + P(A2) + P(A3) +


... + P(An)
Eventos Exaustivos
Assim sendo:
Quando os eventos A1, A2, A3, …, An de S forem, de dois P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)
em dois, mutuamente exclusivos, estes serão denominados P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B)
exaustivos se A1 A2 A3 … An = S Considerando A e B como eventos independentes, logo
P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩ B) = P(A) .
P(B). Para saber se os eventos A e B são independentes, podemos
utilizar a definição ou calcular a probabilidade de A ∩ B. Veja a
representação:

A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou


A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) . P(B)

Lei Binominal de Probabilidade

Então, logo: Considere uma experiência sendo realizada diversas vezes,


dentro das mesmas condições, de maneira que os resultados de cada
experiência sejam independentes. Sendo que, em cada tentativa
ocorre, obrigatoriamente, um evento A cuja probabilidade é p ou o
Portanto: P(A1) + P(A2) + P(A3) + ... + P(An) = 1 complemento A cuja probabilidade é 1 – p.
Probabilidade Condicionada Problema: Realizando-se a experiência descrita exatamente n
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S, vezes, qual é a probabilidade de ocorrer o evento A só k vezes?
finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a A é dada
Resolução:
pela probabilidade de ocorrência de B sabendo que já ocorreu A.
Se num total de n experiências, ocorrer somente k vezes o
É representada por P(B/A). evento A, nesse caso será necessário ocorrer exatamente n – k
vezes o evento A.
Veja: Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do evento A é
1 – p, nesse caso a probabilidade de ocorrer k vezes o evento A e
n – k vezes o evento A, ordenadamente, é:

101
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As k vezes em que ocorre o evento A são quaisquer entre as 07. Duas pessoas A e B atiram num alvo com probabilidade
n vezes possíveis. O número de maneiras de escolher k vezes o 40% e 30%, respectivamente, de acertar. Nestas condições, a
evento A é, portanto Cn,k. probabilidade de apenas uma delas acertar o alvo é:
Sendo assim, há Cn,k eventos distintos, mas que possuem a 42%
k n-k 45%
mesma probabilidade p . (1 – p) , e portanto a probabilidade
k
desejada é: Cn,k . p . (1 – p)
n-k 46%
48%
QUESTÕES 50%

01. A probabilidade de uma bola branca aparecer ao se retirar 08. Num espaço amostral, dois eventos independentes A e B
uma única bola de uma urna que contém, exatamente, 4 bolas são tais que P(A U B) = 0,8 e P(A) = 0,3. Podemos concluir que o
valor de P(B) é:
brancas, 3 vermelhas e 5 azuis é:
0,5
(A) (B) (C) (D) (E) 5/7
0,6
7/15
0,7
02. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o Ensino
Médio há 10 anos se encontraram em uma reunião comemorativa.
09. Uma urna contém 6 bolas: duas brancas e quatro pretas.
Várias delas haviam se casado e tido filhos. A distribuição das
Retiram-se quatro bolas, sempre com reposição de cada bola
mulheres, de acordo com a quantidade de filhos, é mostrada no
antes de retirar a seguinte. A probabilidade de só a primeira e a
gráfico abaixo. Um prêmio foi sorteado entre todos os filhos
terceira serem brancas é:
dessas ex-alunas. A probabilidade de que a criança premiada
tenha sido um(a) filho(a) único(a) é (A) (B) (C) (D) (E)
10. Uma lanchonete prepara sucos de 3 sabores: laranja,
abacaxi e limão. Para fazer um suco de laranja, são utilizadas 3
laranjas e a probabilidade de um cliente pedir esse suco é de 1/3.
Se na lanchonete, há 25 laranjas, então a probabilidade de que,
para o décimo cliente, não haja mais laranjas suficientes para
fazer o suco dessa fruta é:
(A) 1 (B) (C) (D) (E)
(A) (B) (C) (D) (E)
Respostas

03. Retirando uma carta de um baralho comum de 52 cartas, 01.


qual a probabilidade de se obter um rei ou uma dama?
02.
04. Jogam-se dois dados ―honestos‖ de seis faces, numeradas de A partir da distribuição apresentada no
1 a 6, e lê-se o número de cada uma das duas faces voltadas para gráfico: 08 mulheres sem filhos.
07 mulheres com 1 filho.
cima. Calcular a probabilidade de serem obtidos dois números 06 mulheres com 2 filhos.
ímpares ou dois números iguais? 02 mulheres com 3 filhos.

05. Uma urna contém 500 bolas, numeradas de 1 a 500. Uma Como as 23 mulheres têm um total de 25 filhos, a probabilidade
bola dessa urna é escolhida ao acaso. A probabilidade de que seja de que a criança premiada tenha sido um(a) filho(a) único(a) é
escolhida uma bola com um número de três algarismos ou igual a P = 7/25.
múltiplo de 10 é
10% 03. P(dama ou rei) = P(dama) + P(rei) =
12%
64% 04. No lançamento de dois dados de 6 faces, numeradas de 1 a 6,
82% são 36 casos possíveis. Considerando os eventos A (dois números
86% ímpares) e B (dois números iguais), a probabilidade pedida é:

06. Uma urna contém 4 bolas amarelas, 2 brancas e 3 bolas


vermelhas. Retirando-se uma bola ao acaso, qual a probabilidade
de ela ser amarela ou branca?

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05. Sendo Ω, o conjunto espaço amostral, temos n(Ω) = 500 P(A B) = P(A) + P(B) – P(A) .
A: o número sorteado é formado por 3 algarismos; P(B) 0,8 = 0,3 + P(B) – 0,3 . P(B)
A = {100, 101, 102, ..., 499, 500}, n(A) = 401 e p(A) = 401/500 0,7 . (PB) = 0,5
B: o número sorteado é múltiplo de 10; P(B) = 5/7.
B = {10, 20, ..., 500}.
09. Representando por a
Para encontrarmos n(B) recorremos à fórmula do termo geral probabilidade pedida, temos:
da P.A., em que
a1 = 10
=
=

an = 500
r = 10
Temos an = a1 + (n – 1) . r → 500 = 10 + (n – 1) . 10 → n = 50

Dessa forma, p(B) = 50/500.

A Ω B: o número tem 3 algarismos e é múltiplo de


10. Supondo que a lanchonete só forneça estes três tipos de
10; A Ω B = {100, 110, ..., 500}.
De an = a1 + (n – 1) . r, temos: 500 = 100 + (n – 1) . 10 → n = sucos e que os nove primeiros clientes foram servidos com
41 e p(A B) = 41/500 apenas um desses sucos, então:
I- Como cada suco de laranja utiliza três laranjas, não é
Por fim, p(A.B) = possível fornecer sucos de laranjas para os nove primeiros
clientes, pois seriam necessárias 27 laranjas.
06.
II- Para que não haja laranjas suficientes para o próximo
Sejam A1, A2, A3, A4 as bolas amarelas, B1, B2 as brancas e
V1, V2, V3 as vermelhas. cliente, é necessário que, entre os nove primeiros, oito tenham
Temos S = {A1, A2, A3, A4, V1, V2, V3 B1, B2} → n(S) = 9 pedido sucos de laranjas, e um deles tenha pedido outro suco.
A: retirada de bola amarela = {A1, A2, A3, A4}, n(A) = 4 A probabilidade de isso ocorrer é:
B: retirada de bola branca = {B1, B2}, n(B) = 2

Conceitos Básicos

A estatística é, hoje em dia, um instrumento útil e, em alguns


casos, indispensável para tomadas de decisão em diversos
Como A B = , A e B são eventos mutuamente campos: científico, econômico, social, político…
exclusivos; Logo: P(A B) = P(A) + P(B) = Todavia, antes de chegarmos à parte de interpretação para
tomadas de decisão, há que proceder a um indispensável trabalho
de recolha e organização de dados, sendo a recolha feita através
de recenseamentos (ou censos ou levantamentos estatísticos) ou
07. sondagens.
Se apenas um deve acertar o alvo, então podem ocorrer os Existem indícios que há 300 mil anos a.C. já se faziam
seguintes eventos: censos na China, Babilônia e no Egito. Censos estes que se
―A‖ acerta e ―B‖ erra; ou destinavam à taxação de impostos.
―A‖ erra e ―B‖ acerta. Estatística pode ser pensada como a ciência de aprendizagem
a partir de dados. No nosso quotidiano, precisamos tomar
Assim, temos: decisões, muitas vezes decisões rápidas.
P (A B) = P (A) + P (B)
P (A B) = 40% . 70% + 60% . 30%
P (A B) = 0,40 . 0,70 + 0,60 . 0,30
P (A B) = 0,28 + 0,18
P (A B) = 0,46
P (A B) = 46%
Em linhas gerais a Estatística fornece métodos que auxiliam
08. o processo de tomada de decisão através da análise dos dados que
Sendo A e B eventos independentes, P(A B) = P(A) . P(B) possuímos.
e como P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B). Temos:

103
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Em Estatística, um resultado é significante, portanto, tem Amostragem: Amostragem aleatória simples (com
significância estatística, se for improvável que tenha ocorrido por reposição,sem reposição) - Amostragem estratificada -
acaso (que em estatística e probabilidade é tratado pelo conceito Amostragem por conglomerados - Amostragem sistemática -
de chance), caso uma determinada hipótese nula seja verdadeira, estimador razão - estimador regressão.
mas não sendo improvável caso a hipótese base seja falsa. A Distribuição de Probabilidade: Normal - De Pareto - De
expressão teste de significância foi cunhada por Ronald Fisher. Poisson - De Bernoulli - Hipergeométrica - Binomial - Binomial
Mais concretamente, no teste de hipóteses com base em negativa - Gama - Beta - t de Student - F-Snedecor.
frequência estatística, a significância de um teste é a Correlação: Variável de confusão - Coeficiente de
probabilidade máxima de rejeitar acidentalmente uma hipótese correlaçãode Pearson - Coeficiente de correlação de postos de
nula verdadeira (uma decisão conhecida como erro de tipo I). O Spearman - Coeficiente de correlação tau de Kendall).
nível de significância de um resultado é também chamado de α e Regressão: Regressão linear - Regressão não-linear -
não deve ser confundido com o valor p (p-value). Regressão logística - Método dos mínimos quadrados - Modelos
Por exemplo, podemos escolher um nível de significância de, Lineares Generalizados - Modelos para Dados Longitudinais.
digamos, 5%, e calcular um valor crítico de um parâmetro (por Análise Multivariada: Distribuição normal multivariada -
exemplo a média) de modo que a probabilidade de ela exceder Componentes principais - Análise fatorial - Análise discriminante
esse valor, dada a verdade da hipótese nulo, ser 5%. Se o valor - Análise de ―Cluster‖ (Análise de agrupamento) - Análise de
estatístico calculado (ou seja, o nível de 5% de significância Correspondência.
anteriormente escolhido) exceder o valor crítico, então é - Séries Temporais: Modelos para séries temporais -
significante ―ao nível de 5%‖. Tendência e sazonalidade - Modelos de suavização exponencial -
Se o nível de significância (ex: 5% anteriormente dado) é ARIMA - Modelos sazonais.
menor, o valor é menos provavelmente um extremo em relação ao
valor crítico. Deste modo, um resultado que é ―significante ao nível Panorama Geral:
de 1%‖ é mais significante do que um resultado que é significante
―ao nível de 5%‖. No entanto, um teste ao nível de 1% Variáveis: São características que são medidas,
é mais susceptível de padecer do erro de tipo II do que um teste controladasou manipuladas em uma pesquisa. Diferem em muitos
de 5% e por isso terá menos poder estatístico. aspectos, principalmente no papel que a elas é dado em uma
Ao divisar um teste de hipóteses, o técnico deverá tentar pesquisa e na forma como podem ser medidas.
maximizar o poder de uma dada significância, mas ultimamente
Pesquisa “Correlacional” X Pesquisa “Experimental”:
tem de reconhecer que o melhor resultado que se pode obter é um A maioria das pesquisas empíricas pertencem claramente a uma
compromisso entre significância e poder, em outras palavras, dessas duas categorias gerais: em uma pesquisa correlacional
entre os erros de tipo I e tipo II. (Levantamento) o pesquisador não influencia (ou tenta não
É importante ressaltar que os valores p Fisherianos são influenciar) nenhuma variável, mas apenas as mede e procura por
filosoficamente diferentes dos erros de tipo I de Neyman-Pearson. relações (correlações) entre elas, como pressão sanguínea e nível de
Esta confusão é infelizmente propagada por muitos livros de colesterol. Em uma pesquisa experimental (Experimento) o
pesquisador manipula algumas variáveis e então mede os efeitos
estatística.
desta manipulação em outras variáveis; por exemplo, aumentar
artificialmente a pressão sanguínea e registrar o nível de colesterol.
Divisão da Estatística:
A análise dos dados em uma pesquisa experimental também calcula
―correlações‖ entre variáveis, especificamente entre aquelas
Estatística Descritiva: Média (Aritmética, manipuladas e as que foram afetadas pela manipulação. Entretanto,
Geométrica,Harmônica, Ponderada) - Mediana - Moda - os dados experimentais podem demonstrar conclusivamente relações
Variância - Desvio padrão - Coeficiente de variação. causais (causa e efeito) entre variáveis. Por exemplo, se o
Inferência Estatística: Testes de hipóteses -Significância pesquisador descobrir que sempre que muda a variável A então a
Potência - Hipótese nula/Hipótese alternativa - Erro de tipo I - variável B também muda, então ele poderá concluir que
Erro de tipo II - Teste T - Teste Z - Distribuição t de Student - A ―influencia‖ B. Dados de uma pesquisa correlacional podem
Normalização - Valor p - Análise de variância. ser apenas ―interpretados‖ em termos causais com base em outras
Estatística Não-Paramétrica: Teste Binomial - Teste Qui- teorias (não estatísticas) que o pesquisador conheça, mas não
quadrado (uma amostra, duas amostras independentes, k amostras
podem ser conclusivamente provar causalidade.
independentes) - Teste Kolmogorov-Smirnov (uma amostra, duas Variáveis dependentes e variáveis independentes:
amostras independentes) - Teste de McNemar - Teste dos Sinais - Variáveisindependentes são aquelas que são manipuladas enquanto
Teste de Wilcoxon - Teste de Walsh - Teste Exata de Fisher - Teste que variáveis dependentes são apenas medidas ou registradas. Esta
Q de Cochran - Teste de Kruskal-Wallis - Teste de Friedman. distinção confunde muitas pessoas que dizem que ―todas variáveis
- Análise da Sobrevivência: Função de sobrevivência - dependem de alguma coisa‖. Entretanto, uma vez que se esteja
Kaplan-Meier - Teste log-rank - Taxa de falha - Proportional acostumado a esta distinção ela se torna indispensável. Os termos
hazards models. variável dependente e independente aplicam-se principalmente à
pesquisa experimental, onde algumas variáveis são manipuladas,

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e, neste sentido, são ―independentes‖ dos padrões de reação inicial, tipicamente indivíduos altos são mais pesados do que indivíduos
intenções e características dos sujeitos da pesquisa (unidades baixos; Q.I. está relacionado ao número de erros em um teste se
experimentais).Espera-se que outras variáveis sejam ―dependentes‖ pessoas com Q.I.‘s mais altos cometem menos erros.
da manipulação ou das condições experimentais. Ou seja, elas
dependem ―do que os sujeitos farão‖ em resposta. Contrariando um Importância das relações entre variáveis: Geralmenteo
pouco a natureza da distinção, esses termos também são usados em objetivo principal de toda pesquisa ou análise científica é
estudos em que não se manipulam variáveis independentes, encontrar relações entre variáveis. A filosofia da ciência ensina
literalmente falando, mas apenas se designam sujeitos a ―grupos que não há outro meio de representar ―significado‖ exceto em
experimentais‖ baseados em propriedades pré-existentes dos próprios termos de relações entre quantidades ou qualidades, e ambos os
sujeitos. Por exemplo, se em uma pesquisa compara-se a contagem
casos envolvem relações entre variáveis. Assim, o avanço da
de células brancas (White Cell Count em inglês, WCC) de homens e
ciência sempre tem que envolver a descoberta de novas relações
mulheres, sexo pode ser chamada de variável independente e WCC
entre variáveis. Em pesquisas correlacionais a medida destas
de variável dependente.
relações é feita de forma bastante direta, bem como nas pesquisas
Níveis de Mensuração: As variáveis diferem em ―quão experimentais. Por exemplo, o experimento já mencionado de
bem‖elas podem ser medidas, isto é, em quanta informação seu comparar WCC em homens e mulheres pode ser descrito como
nível de mensuração pode prover. Há obviamente algum erro em procura de uma correlação entre 2 variáveis: sexo e WCC. A
cada medida, o que determina o ―montante de informação‖ que se Estatística nada mais faz do que auxiliar na avaliação de relações
pode obter, mas basicamente o fator que determina a quantidade entre variáveis.
de informação que uma variável pode prover é o seu tipo de nível
de mensuração. Sob este prisma as variáveis são classificadas Aspectos básicos da relação entre variáveis: As
como nominais, ordinais e intervalares. duaspropriedades formais mais elementares de qualquer relação
- Variáveis nominais permitem apenas classificação entre variáveis são a magnitude (―tamanho‖) e a confiabilidade da
qualitativa. Ou seja, elas podem ser medidas apenas em termos de relação.
quais itens pertencem a diferentes categorias, mas não se pode Magnitude é muito mais fácil de entender e medir do que a
quantificar nem mesmo ordenar tais categorias. Por exemplo, confiabilidade. Por exemplo, se cada homem em nossa amostra
pode-se dizer que 2 indivíduos são diferentes em termos da tem um WCC maior do que o de qualquer mulher da amostra,
variável A (sexo, por exemplo), mas não se pode dizer qual deles poderia-se dizer que a magnitude da relação entre as duas
―tem mais‖ da qualidade representada pela variável. Exemplos
variáveis (sexo e WCC) é muito alta em nossa amostra. Em
típicos de variáveis nominais são sexo, raça, cidade, etc.
outras palavras, poderia-se prever uma baseada na outra (ao
Variáveis ordinais permitem ordenar os itens medidos em
menos na amostra em questão).
termos de qual tem menos e qual tem mais da qualidade representada
Confiabilidade é um conceito muito menos intuitivo, mas
pela variável, mas ainda não permitem que se diga ―o quanto mais‖.
extremamente importante. Relaciona-se à ―representatividade‖ do
Um exemplo típico de uma variável ordinal é o status sócio-
resultado encontrado em uma amostra específica de toda a
econômico das famílias residentes em uma localidade: sabe-se que
média-alta é mais ―alta‖ do que média, mas não se pode dizer, por
população. Em outras palavras, diz quão provável será encontrar
exemplo, que é 18% mais alta. A própria distinção entre mensuração
uma relação similar se o experimento fosse feito com outras
nominal, ordinal e intervalar representa um bom exemplo de uma amostras retiradas da mesma população, lembrando que o maior
variável ordinal: pode-se dizer que uma medida nominal provê interesse está na população. O interesse na amostra reside na
menos informação do que uma medida ordinal, mas não se pode informação que ela pode prover sobre a população. Se o estudo
dizer ―quanto menos‖ ou como esta diferença se compara à diferença atender certos critérios específicos (que serão mencionados
entre mensuração ordinal e intervalar. posteriormente) então a confiabilidade de uma relação observada
Variáveis intervalares permitem não apenas ordenar em entre variáveis na amostra pode ser estimada quantitativamente e
postos os itens que estão sendo medidos, mas também quantificar representada usando uma medida padrão (chamada tecnicamente
de nível-p ou nível de significância estatística).
e comparar o tamanho das diferenças entre eles. Por exemplo,
temperatura, medida em graus Celsius constitui uma variável Significância Estatística (nível-p): A significância estatísticade
intervalar. Pode-se dizer que a temperatura de 40C é maior do um resultado é uma medida estimada do grau em que este resultado é
que 30C e que um aumento de 20C para 40C é duas vezes maior ―verdadeiro‖ (no sentido de que seja realmente o que ocorre na
do que um aumento de 30C para 40C. população, ou seja no sentido de ―representatividade da população‖).
Mais tecnicamente, o valor do nível-p representa um
Relações entre variáveis: Duas ou mais variáveis
índice decrescente da confiabilidade de um resultado. Quanto mais
quaisquerestão relacionadas se em uma amostra de observações os
alto o nível-p, menos se pode acreditar que a relação observada entre
valores dessas variáveis são distribuídos de forma consistente. Em
as variáveis na amostra é um indicador confiável da relação entre as
outras palavras, as variáveis estão relacionadas se seus valores
respectivas variáveis na população. Especificamente, o nível-p
correspondem sistematicamente uns aos outros para aquela amostra
representa a probabilidade de erro envolvida em aceitar o resultado
de observações. Por exemplo, sexo e WCC seriam relacionados se a
observado como válido, isto é, como ―representativo da população‖.
maioria dos homens tivesse alta WCC e a maioria das mulheres baixa
Por exemplo, um nível-p de 0,05 (1/20) indica que há 5% de
WCC, ou vice-versa; altura é relacionada ao peso porque
probabilidade de que a relação entre as variáveis, encontrada

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na amostra, seja um ―acaso feliz‖. Em outras palavras, assumindo a magnitude e a significância de uma relação aparentam estar
que não haja relação entre aquelas variáveis na população, e o fortemente relacionadas, e seria possível calcular a significância a
experimento de interesse seja repetido várias vezes, poderia-se partir da magnitude e vice-versa. Entretanto, isso é válido apenas
esperar que em aproximadamente 20 realizações do experimento se o tamanho da amostra é mantido constante, porque uma
haveria apenas uma em que a relação entre as variáveis em questão relação de certa força poderia ser tanto altamente significante ou
seria igual ou mais forte do que a que foi observada naquela amostra não significante de todo dependendo do tamanho da amostra.
anterior. Em muitas áreas de pesquisa, o nível-p de 0,05 é
Por que a significância de uma relação entre variáveis
costumeiramente tratado como um ―limite aceitável‖ de erro.
depende do tamanho da amostra: Se há muito poucas
Como determinar que um resultado é “realmente” observaçõesentão há também poucas possibilidades de combinação
significante: Não há meio de evitar arbitrariedade na decisãofinal de dos valores das variáveis, e então a probabilidade de obter por acaso
qual nível de significância será tratado como realmente uma combinação desses valores que indique uma forte relação é
relativamente alta. Considere-se o seguinte exemplo:
―significante‖. Ou seja, a seleção de um nível de significância acima
Há interesse em duas variáveis (sexo: homem, mulher; WCC:
do qual os resultados serão rejeitados como inválidos é arbitrária.
alta, baixa) e há apenas quatro sujeitos na amostra (2 homens e 2
Na prática, a decisão final depende usualmente de: se o resultado foi
mulheres). A probabilidade de se encontrar, puramente por acaso,
previsto a priori ou apenas a posteriori no curso de muitas análises e
uma relação de 100% entre as duas variáveis pode ser tão alta quanto
comparações efetuadas no conjunto de dados; no total de evidências
1/8. Explicando, há uma chance em oito de que os dois homens
consistentes do conjunto de dados; e nas ―tradições‖ existentes na tenham alta WCC e que as duas mulheres tenham baixa WCC, ou
área particular de pesquisa. Tipicamente, em muitas ciências vice-versa, mesmo que tal relação não exista na população. Agora
resultados que atingem nível-p 0,05 são considerados considere-se a probabilidade de obter tal resultado por acaso se a
estatisticamente significantes, mas este nível ainda envolve uma amostra consistisse de 100 sujeitos: a probabilidade de obter aquele
probabilidade de erro razoável (5%). Resultados com um nível-p resultado por acaso seria praticamente zero.
0,01 são comumente considerados estatisticamente significantes, Observando um exemplo mais geral. Imagine-se uma população
e com nível-p 0,005 ou nível-p 0,001 são frequentemente teórica em que a média de WCC em homens e mulheres é
chamados ―altamente‖ significantes. Estas classificações, porém, exatamente a mesma. Supondo um experimento em que se retiram
são convenções arbitrárias e apenas informalmente baseadas em pares de amostras (homens e mulheres) de um certo tamanho da
experiência geral de pesquisa. Uma consequência óbvia é que um população e calcula-se a diferença entre a média de WCC em cada
resultado considerado significante a 0,05, por exemplo, pode não par de amostras (supor ainda que o experimento será repetido várias
sê-lo a 0,01. vezes). Na maioria dos experimento os resultados das diferenças
serão próximos de zero. Contudo, de vez em quando, um par de
Significância estatística e o número de análises realizadas: amostra apresentará uma diferença entre homens e mulheres
Desnecessário dizer quanto mais análises sejam realizadas em um consideravelmente diferente de zero. Com que frequência isso
conjunto de dados, mais os resultados atingirão ―por acaso‖ o nível acontece? Quanto menor a amostra em cada experimento maior a
de significância convencionado. Por exemplo, ao calcular correlações probabilidade de obter esses resultados errôneos, que, neste caso,
entre dez variáveis (45 diferentes coeficientes de correlação), seria indicariam a existência de uma relação entre sexo e WCC obtida de
razoável esperar encontrar por acaso que cerca de dois (um em cada uma população em que tal relação não existe. Observe-se mais um
20) coeficientes de correlação são significantes ao nível-p 0,05, exemplo (―razão meninos para meninas‖, Nisbett et al., 1987):
mesmo que os valores das variáveis sejam totalmente aleatórios, e Há dois hospitais: no primeiro nascem 120 bebês a cada dia e
aquelas variáveis não se correlacionem na população. Alguns no outro apenas 12. Em média a razão de meninos para meninas
métodos estatísticos que envolvem muitas comparações, e portanto nascidos a cada dia em cada hospital é de 50/50. Contudo, certo
uma boa chance para tais erros, incluem alguma ―correção‖ ou ajuste dia, em um dos hospitais nasceram duas vezes mais meninas do
para o número total de comparações. Entretanto, muitos métodos que meninos. Em que hospital isso provavelmente aconteceu? A
estatísticos (especialmente análises exploratórias simples de dados) resposta é óbvia para um estatístico, mas não tão óbvia para os
não oferecem nenhum remédio direto para este problema. Cabe então leigos: é muito mais provável que tal fato tenha ocorrido no
ao pesquisador avaliar cuidadosamente a confiabilidade de hospital menor. A razão para isso é que a probabilidade de um
descobertas não esperadas. desvio aleatório da média da população aumenta com a
diminuição do tamanho da amostra (e diminui com o aumento do
Força X Confiabilidade de uma relação entre variáveis: tamanho da amostra).
Foi dito anteriormente que força (magnitude) e confiabilidade são
dois aspectos diferentes dos relacionamentos entre variáveis. Por que pequenas relações podem ser provadas como
Contudo, eles não são totalmente independentes. Em geral, em significantes apenas por grandes amostras: Os exemplos
uma amostra de um certo tamanho quanto maior a magnitude da dosparágrafos anteriores indicam que se um relacionamento entre
relação entre variáveis, mais confiável a relação. as variáveis em questão (na população) é pequeno, então não há
Assumindo que não há relação entre as variáveis na população, meio de identificar tal relação em um estudo a não ser que a
o resultado mais provável deveria ser também não encontrar relação amostra seja correspondentemente grande. Mesmo que a amostra
entre as mesmas variáveis na amostra da pesquisa. Assim, quanto seja de fato ―perfeitamente representativa‖ da população o efeito
mais forte a relação encontrada na amostra menos provável é a não não será estatisticamente significante se a amostra for pequena.
existência da relação correspondente na população. Então Analogamente, se a relação em questão é muito grande na

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população então poderá ser constatada como altamente Em uma amostra o índice médio de WCC é igual a 100 em
significante mesmo em um estudo baseado em uma pequena homens e 102 em mulheres. Assim, poderia-se dizer que, em
amostra. Mais um exemplo: média, o desvio de cada valor da média de ambos (101) contém
Se uma moeda é ligeiramente viciada, de tal forma que uma componente devida ao sexo do sujeito, e o tamanho desta
quando lançada é ligeiramente mais provável que ocorram caras componente é 1. Este valor, em certo sentido, representa uma
do que coroas (por exemplo uma proporção 60% para 40%). medida da relação entre sexo e WCC. Contudo, este valor é uma
Então dez lançamentos não seriam suficientes para convencer medida muito pobre, porque não diz quão relativamente grande é
alguém de que a moeda é viciada, mesmo que o resultado obtido aquela componente em relação à ―diferença global‖ dos valores
(6 caras e 4 coroas) seja perfeitamente representativo do de WCC. Há duas possibilidades extremas: S
viesamento da moeda. Entretanto, dez lançamentos não são Se todos os valore de WCC de homens são exatamente iguais a
suficientes para provar nada? Não, se o efeito em questão for 100 e os das mulheres iguais a 102 então todos os desvios da média
grande o bastante, os dez lançamentos serão suficientes. Por conjunta na amostra seriam inteiramente causados pelo sexo.
exemplo, imagine-se que a moeda seja tão viciada que não Poderia-se dizer que nesta amostra sexo é perfeitamente
importe como venha a ser lançada o resultado será cara. Se tal correlacionado a WCC, ou seja, 100% das diferenças observadas
moeda fosse lançada dez vezes, e cada lançamento produzisse entre os sujeitos relativas a suas WCC‘s devem-se a seu sexo.
caras, muitas pessoas considerariam isso prova suficiente de que Se todos os valores de WCC estão em um intervalo de 0 a 1000,
há ―algo errado‖ com a moeda. Em outras palavras, seria a mesma diferença (de 2) entre a WCC média de homens e mulheres
considerada prova convincente de que a população teórica de um encontrada no estudo seria uma parte tão pequena na diferença global
número infinito de lançamentos desta moeda teria mais caras do dos valores que muito provavelmente seria considerada desprezível.
que coroas. Assim, se a relação é grande, então poderá ser Por exemplo, um sujeito a mais que fosse considerado poderia
mudar, ou mesmo reverter, a direção da diferença. Portanto, toda boa
considerada significante mesmo em uma pequena amostra.
medida das relações entre variáveis tem que levar em conta a
Pode uma “relação inexistente” ser um resultado diferenciação global dos valores individuais na amostra e avaliar a
significante: Quanto menor a relação entre as variáveis maioro relação em termos (relativos) de quanto desta diferenciação se deve à
tamanho de amostra necessário para prová-la significante. Por relação em questão.
exemplo, imagine-se quantos lançamentos seriam necessários
“Formato geral” de muitos testes estatísticos: Como
para provar que uma moeda é viciada se seu viesamento for de
oobjetivo principal de muitos testes estatísticos é avaliar relações
apenas 0,000001 %! Então, o tamanho mínimo de amostra
entre variáveis, muitos desses testes seguem o princípio exposto no
necessário cresce na mesma proporção em que a magnitude do
item anterior. Tecnicamente, eles representam uma razão de alguma
efeito a ser demonstrado decresce. Quando a magnitude do efeito
medida da diferenciação comum nas variáveis em análise (devido à
aproxima-se de zero, o tamanho de amostra necessário para
sua relação) pela diferenciação global daquelas variáveis. Por
prová-lo aproxima-se do infinito. Isso quer dizer que, se quase exemplo, teria-se uma razão da parte da diferenciação global dos
não há relação entre duas variáveis o tamanho da amostra precisa valores de WCC que podem se dever ao sexo pela diferenciação
quase ser igual ao tamanho da população, que teoricamente é global dos valores de WCC. Esta razão é usualmente chamada de
considerado infinitamente grande. A significância estatística razão da variação explicada pela variação total. Em estatística o
representa a probabilidade de que um resultado similar seja termo variação explicada não implica necessariamente que tal
obtido se toda a população fosse testada. Assim, qualquer coisa variação é ―compreendida conceitualmente‖. O termo é usado apenas
que fosse encontrada após testar toda a população seria, por para denotar a variação comum às variáveis em questão, ou seja, a
definição, significante ao mais alto nível possível, e isso também parte da variação de uma variável que é ―explicada‖ pelos valores
inclui todos os resultados de ―relação inexistente‖. específicos da outra variável e vice-versa.
Como medir a magnitude (força) das relações entre Como é calculado o nível de significância estatístico:
variáveis: Há muitas medidas da magnitude do relacionamentoentre Assuma-se que já tenha sido calculada uma medida da relação entre
variáveis que foram desenvolvidas por estatísticos: a escolha de uma duas variáveis (como explicado acima). A próxima questão é ―quão
medida específica em dadas circunstâncias depende do número de significante é esta relação‖? Por exemplo, 40% da variação global ser
variáveis envolvidas, níveis de mensuração usados, natureza das explicada pela relação entre duas variáveis é suficiente para
relações, etc. Quase todas, porém, seguem um princípio geral: elas considerar a relação significante? ―Depende‖. Especificamente, a
procuram avaliar a relação comparando-a de alguma forma com a significância depende principalmente do tamanho da amostra.
―máxima relação imaginável‖ entre aquelas variáveis específicas. Como já foi explicado, em amostras muito grandes mesmo relações
Tecnicamente, um modo comum de realizar tais avaliações é muito pequenas entre variáveis serão significantes, enquanto que em
observar quão diferenciados são os valores das variáveis, e então amostras muito pequenas mesmo relações muito grandes não poderão
calcular qual parte desta ―diferença global disponível‖ seria detectada ser consideradas confiáveis (significantes). Assim, para determinar o
na ocasião se aquela diferença fosse ―comum‖ (fosse apenas devida à nível de significância estatística torna-se necessária uma função que
relação entre as variáveis) nas duas (ou mais) variáveis em questão. represente o relacionamento entre ―magnitude‖ e
Falando menos tecnicamente, compara-se ―o que é comum naquelas ―significância‖ das relações entre duas variáveis, dependendo do
variáveis‖ com ―o que potencialmente poderia haver em comum se as tamanho da amostra. Tal função diria exatamente ―quão provável é
variáveis fossem perfeitamente relacionadas‖. Outro exemplo: obter uma relação de dada magnitude (ou maior) de uma amostra de
dado tamanho, assumindo que não há tal relação entre aquelas

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variáveis na população‖. Em outras palavras, aquela função Todos os testes estatísticos são normalmente distribuídos:
forneceria o nível de significância (nível-p), e isso permitiria Não todos, mas muitos são ou baseados na distribuição normal
conhecer a probabilidade de erro envolvida em rejeitar a ideia de diretamente ou em distribuições a ela relacionadas, e que podem ser
que a relação em questão não existe na população. Esta hipótese derivadas da normal, como as distribuições t, F ou Chi-quadrado
―alternativa‖ (de que não há relação na população) é usualmente (Qui-quadrado). Tipicamente, estes testes requerem que as variáveis
chamada de hipótese nula. Seria ideal se a função de analisadas sejam normalmente distribuídas na população, ou seja,
probabilidade fosse linear, e por exemplo, apenas tivesse que elas atendam à ―suposição de normalidade‖. Muitas variáveis
diferentes inclinações para diferentes tamanhos de amostra. observadas realmente são normalmente distribuídas, o que é outra
Infelizmente, a função é mais complexa, e não é sempre razão por que a distribuição normal representa uma ―característica
exatamente a mesma. Entretanto, em muitos casos, sua forma é geral‖ da realidade empírica. O problema pode surgir quando se tenta
conhecida e isso pode ser usado para determinar os níveis de usar um teste baseado na distribuição normal para analisar dados de
significância para os resultados obtidos em amostras de certo
variáveis que não são normalmente distribuídas. Em tais casos há
tamanho. Muitas daquelas funções são relacionadas a um tipo
duas opções. Primeiramente, pode-se usar algum teste ―não
geral de função que é chamada de normal (ou gaussiana).
paramétrico‖ alternativo (ou teste ―livre de distribuição‖); mas isso é
Por que a distribuição normal é importante: A frequentemente inconveniente porque tais testes são tipicamente
―distribuiçãonormal‖ é importante porque em muitos casos ela se menos poderosos e menos flexíveis em termos dos tipos de
aproxima bem da função introduzida no item anterior. A distribuição conclusões que eles podem proporcionar. Alternativamente, em
de muitas estatísticas de teste é normal ou segue alguma forma que muitos casos ainda se pode usar um teste baseado na distribuição
pode ser derivada da distribuição normal. Neste sentido, normal se apenas houver certeza de que o tamanho das amostras é
filosoficamente, a distribuição normal representa uma das suficientemente grande. Esta última opção é baseada em um
elementares ―verdades acerca da natureza geral da realidade‖, princípio extremamente importante que é largamente responsável
verificada empiricamente, e seu status pode ser comparado a uma das pela popularidade dos testes baseados na distribuição normal.
leis fundamentais das ciências naturais. A forma exata da distribuição Nominalmente, quanto mais o tamanho da amostra aumente, mais a
normal (a característica ―curva do sino‖) é definida por uma função forma da distribuição amostral (a distribuição de uma estatística da
que tem apenas dois parâmetros: média e desvio padrão.
amostra) da média aproxima-se da forma da normal, mesmo que a
Uma propriedade característica da distribuição normal é que distribuição da variável em questão não seja normal. Este princípio é
68% de todas as suas observações caem dentro de um intervalo
chamado de TeoremaCentral do Limite.
de 1 desvio padrão da média, um intervalo de 2 desvios padrões
inclui 95% dos valores, e 99% das observações caem dentro de
um intervalo de 3 desvios padrões da média. Em outras palavras, Como se conhece as consequências de violar a suposição de
em uma distribuição normal as observações que tem um valor normalidade: Embora muitas das declarações feitas
padronizado de menos do que -2 ou mais do que +2 tem uma anteriormentepossam ser provadas matematicamente, algumas não
frequência relativa de 5% ou menos (valor padronizado significa têm provas teóricas e podem demonstradas apenas empiricamente via
que um valor é expresso em termos de sua diferença em relação à experimentos Monte Carlo (simulações usando geração aleatória de
média, dividida pelo desvio padrão). números). Nestes experimentos grandes números de amostras são
geradas por um computador seguindo especificações pré-designadas
Ilustração de como a distribuição normal é usada em e os resultados de tais amostras são analisados usando uma grande
raciocínio estatístico (indução): Retomando o exemplo jádiscutido, variedade de testes. Este é o modo empírico de avaliar o tipo e
onde pares de amostras de homens e mulheres foram retirados de magnitude dos erros ou viesamentos a que se expõe o pesquisador
quando certas suposições teóricas dos testes usados não são
uma população em que o valor médio de WCC em homens e
verificadas nos dados sob análise. Especificamente, os estudos de
mulheres era exatamente o mesmo. Embora o resultado mais
Monte Carlo foram usados extensivamente com testes baseados na
provável para tais experimentos (um par de amostras por distribuição normal para determinar quão sensíveis eles eram à
experimento) é que a diferença entre a WCC média em homens e violações da suposição de que as variáveis analisadas tinham
mulheres em cada par seja próxima de zero, de vez em quando um distribuição normal na população. A conclusão geral destes estudos é
par de amostras apresentará uma diferença substancialmente que as consequências de tais violações são menos severas do que se
diferente de zero. Quão frequentemente isso ocorre? Se o tamanho da tinha pensado a princípio. Embora estas conclusões não devam
amostra é grande o bastante, os resultados de tais repetições são desencorajar ninguém de se preocupar com a suposição de
―normalmente distribuídos‖, e assim, conhecendo a forma da curva normalidade, elas aumentaram a popularidade geral dos testes
normal pode-se calcular precisamente a probabilidade de obter ―por estatísticos dependentes da distribuição normal em todas as áreas de
acaso‖ resultados representando vários níveis de desvio da hipotética pesquisa.
média populacional 0 (zero). Se tal probabilidade calculada é tão Objeto da Estatística: Estatística é uma ciência exata quevisa
pequena que satisfaz ao critério previamente aceito de significância fornecer subsídios ao analista para coletar, organizar, resumir,
estatística, então pode-se concluir que o resultado obtido produz uma analisar e apresentar dados. Trata de parâmetros extraídos da
melhor aproximação do que está acontecendo na população do que a população, tais como média ou desvio padrão. A estatística fornece-
―hipótese nula‖. Lembrando ainda que a hipótese nula foi nos as técnicas para extrair informação de dados, os quais são muitas
considerada apenas por ―razões técnicas‖ como uma referência vezes incompletos, na medida em que nos dão informação útil sobre
contra a qual o resultado empírico (dos experimentos) foi avaliado. o problema em estudo, sendo assim, é objetivo da Estatística extrair
informação dos dados para obter uma

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melhor compreensão das situações que representam. Quando se Resolução
aborda uma problemática envolvendo métodos estatísticos, estes
devem ser utilizados mesmo antes de se recolher a amostra, isto Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto (3, 4, 6,
é, deve-se planejar a experiência que nos vai permitir recolher os 9, 13), então x será a soma dos 5 elementos, dividida por 5. Assim:
dados, de modo que, posteriormente, se possa extrair o máximo
de informação relevante para o problema em estudo, ou seja, para x  3  4  6  9 13 x  35 x 7
a população de onde os dados provêm. Quando de posse dos
dados, procura-se agrupá-los e reduzi-los, sob forma de amostra, 15 5
deixando de lado a aleatoriedade presente. Seguidamente o A média aritmética é 7.
objetivo do estudo estatístico pode ser o de estimar uma
quantidade ou testar uma hipótese, utilizando-se técnicas Média Aritmética Ponderada
estatísticas convenientes, as quais realçam toda a potencialidade
da Estatística, na medida em que vão permitir tirar conclusões
acerca de uma população, baseando-se numa pequena amostra, Definição
dando-nos ainda uma medida do erro cometido.
Exemplo: Ao chegarmos a uma churrascaria, não precisamos A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à
comer todos os tipos de saladas, de sobremesas e de carnes adição e na qual cada elemento tem um ―determinado peso‖ é
disponíveis, para conseguirmos chegar a conclusão de que a chamada média aritmética ponderada.
comida é de boa qualidade. Basta que seja provado um tipo de
cada opção para concluirmos que estamos sendo bem servidos e Cálculo da média aritmética ponderada
que a comida está dentro dos padrões.
Se x for a média aritmética ponderada dos elementos do
Médias conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} com ―pesos‖ P1; P2; P3;
...; Pn, respectivamente, então, por definição:
Noção Geral de Média
P1 . x + P2 . x + P3 . x + ... + Pn . x =
Considere um conjunto numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn} e = P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn .
efetue uma certa operação com todos os elementos de A. xn (P1 + P2 + P3 + ... + Pn) . x =
Se for possível substituir cada um dos elementos do conjunto = P1 . x1 + P2 . x2 + P3 . x3 + ... + Pn . xn e, portanto,
A por um número x de modo que o resultado da operação citada
seja o mesmo diz-se, por definição, que x será a média dos x  P1.x1; P2.x2; P3.x3;...Pn xn
elementos de A relativa a essa operação.
P1 P2 P3... Pn
Média Aritmética Observe que se P1 = P2 = P3 = ... = Pn = 1, então:
x ;x
x 1 2 ; x3;...; xn que é a média aritmética simples.
Definição
n
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à
Conclusão
adição é chamada média aritmética.

Cálculo da média aritmética A média aritmética ponderada dos n elementos do conjunto


numérico A é a soma dos produtos de cada elemento multiplicado
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto pelo respectivo peso, dividida pela soma dos pesos.
numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por definição:
Exemplo

Calcular a média aritmética ponderada dos números 35, 20 e


n parcelas 10 com pesos 2, 3, e 5, respectivamente.
e, portanto,
Resolução
x ;x ;x ;...;x
x 1 2 n3 n

Se x for a média aritmética ponderada, então:


Conclusão x  2.35  3.20  5.10 x  70  60  50 x  180 x 18
A média aritmética dos n elementos do conjunto numérico A 235 10 10
é a soma de todos os seus elementos, dividida por n. A média aritmética ponderada é 18.
Exemplo
Observação: A palavra média, sem especificar se é
Calcular a média aritmética entre os números 3, 4, 6, 9, e 13. aritmética, deve ser entendida como média aritmética.

109
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Exercícios M.A1171394010 4 4
Logo, a média aritmética é 10.
Determine a média aritmética entre 2 e 8.
4) Resposta ―164‖.
Determine a média aritmética entre 3, 5 e 10. Solução: Quando falamos de média aritmética simples, ao di-
minuirmos um dos valores que a compõe, precisamos aumentar a
Qual é a média aritmética simples dos números 11, 7, 13 mesma quantidade em outro valor, ou distribuí-la entre vários
e 9? outros valores, de sorte que a soma total não se altere, se
quisermos obter a mesma média.
4. A média aritmética simples de 4 números pares distintos, Neste exercício, três dos elementos devem ter o menor valor
pertences ao conjunto dos números inteiros não nulos é igual a 44. possível, de sorte que o quarto elemento tenha o maior valor
Qual é o maior valor que um desses números pode ter? dentre eles, tal que a média aritmética seja igual a 44. Este será o
maior valor que o quarto elemento poderá assumir.
5. Calcule a média aritmética simples em cada um dos Em função do enunciado, os três menores valores inteiros,
seguin-tes casos: pa-res, distintos e não nulos são:2, 4 e 6. Identificando como x
a) 15; 48; 36 este quarto valor, vamos montar a seguinte equação:
b) 80; 71; 95; 100 c) 246x44
59; 84; 37; 62; 10 4
d) 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9 Solucionando-a temos:

6. Qual é a média aritmética ponderada dos números 10, Logo, o maior valor que um desses números pode ter é 164.
14,18 e 30 sabendo-se que os seus pesos são respectivamente 1,
2, 3 e 5? 5) Solução:
(15 + 48 + 36)/3 =
7. Calcular a média ponderada entre 3, 6 e 8 para os 99/3 = 33
respecti-vos pesos 5 , 3 e 2.
(80 + 71 + 95 + 100)/4=
8. Numa turma de 8ª série 10 alunos possuem 14 anos, 12 346/4 = 86,5
alunos possuem 15 anos e oito deles 16 anos de idade. Qual será (59 + 84 + 37 + 62 + 10)/5= =
252/5 = 50,4
a idade média dessa turma?

9. Determine a média salarial de uma empresa, cuja folha de


(1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9)/9=
pagamento é assim discriminada: 45/9 = = 5

Profissionais → Quantidade → Salário


6) Resposta ―22‖.
Serventes → 20 profissionais → R$ 320,00 Solução: Neste caso a solução consiste em multiplicarmos cada
Técnicos → 10 profissionais → R$ 840,00 número pelo seu respectivo peso e somarmos todos estes pro-dutos.
Engenheiros → 5 profissionais → R$ 1.600,00 Este total deve ser então dividido pela soma total dos pesos:

10. Calcule a média ponderada entre 5, 10 e 15 para os 10.1 14.2 18.3  30.5  10  28  54 150  242  22
respec-tivos pesos 10, 5 e 20. 1  2 3  5 11 11
Respostas Logo, a média aritmética ponderada é 22.

Resposta ―5‖. 7) Resposta ―4,9‖.


Solução: Solução:
M.A. ( 2 e 8 ) = 2 + 8 / 2 = 10 / 2 = 5 → M.A. ( 2 e 8 ) = 5.
MP  3.5  6.3  8.2  15 18 16  49  4,9
Resposta ―6‖. 532 10 10
Solução: 8) Resposta ― 14,93 ‖
M.A. ( 3, 5 e 10 ) = 3 + 5 + 10 / 3 = 18 / 3 = 6 → M.A. ( 3, 5 Solução:
e 10 ) = 6.

3) Resposta ―10‖.
Solução: Para resolver esse exercício basta fazer a soma dos
números e dividi-los por quatro, que é a quantidade de números,
portanto:

110
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Exemplo
MP  14.10 15.12  16.8  140 180 128  448  14,93
10 12  8 30 30 Digamos que uma categoria de operários tenha um aumento
9) Resposta ― R$651, 43 ‖ salarial de 20% após um mês, 12% após dois meses e 7% após
Solução: Estamos diante de um problema de média aritmética três meses. Qual o percentual médio mensal de aumento desta ca-
ponderada, onde as quantidades de profissionais serão os pesos. E tegoria?
com isso calcularemos a média ponderada entre R$ 320,00 , R$
840,00 e R$ 1 600,00 e seus respectivos pesos 20 , 10 e 5. Portanto: Sabemos que para acumularmos um aumento de 20%, 12% e
7% sobre o valor de um salário, devemos multiplicá-lo
MP  320.20840.101600.522.800  R$651, 43 sucessivamente por 1,2, 1,12 e 1,07 que são os fatores
correspondentes a tais percentuais.
20 10  5 35
A partir dai podemos calcular a média geométrica destes
10) Resposta ―11,42‖. fatores:
Solução: 3 3
1,2.1,12.1,07  1, 43808 1,128741
MP  5.10 10.5 15.20  50  50  300  400  11, 42
Como sabemos, um fator de 1, 128741 corresponde a 12,
10  5  20 35 35 8741% de aumento.
Média Geométrica Este é o valor percentual médio mensal do aumento salarial,
ou seja, se aplicarmos três vezes consecutivas o percentual 12,
Este tipo de média é calculado multiplicando-se todos os 8741%, no final teremos o mesmo resultado que se tivéssemos
valo-res e extraindo-se a raiz de índice n deste produto. aplicado os percentuais 20%, 12% e 7%.
Digamos que tenhamos os números 4, 6 e 9, para obtermos o
valor médio geométrico deste conjunto, multiplicamos os Digamos que o salário desta categoria de operários seja
elemen-tos e obtemos o produto 216. de R$ 1.000,00, aplicando-se os sucessivos aumentos temos:
Pegamos então este produto e extraímos a sua raiz cúbica,
chegando ao valor médio 6.
Salário +% Salário Salário +% Salário
Extraímos a raiz cúbica, pois o conjunto é composto de 3 ele-
Inicial Informado final inicial médio final
mentos. Se fossem n elementos, extrairíamos a raiz de índice n.
R$ R$ R$ R$
Neste exemplo teríamos a seguinte solução: 20% 12, 8417
1.000,00 1.200,00 1.000,00 1.128,74
3 3
4.6.9  216  6 R$ R$ R$ R$
12% 12, 8417
1.200,00 1.334,00 1.287,74 1.274,06
Utilidades da Média Geométrica
R$ R$ R$ R$
7% 12, 8417
Progressão Geométrica 1.334,00 1.438,00 1.274,06 1.438,08

Uma das utilizações deste tipo de média é na definição de uma Observe que o resultado final de R$ 1.438,08 é o mesmo nos
progressão geométrica que diz que em toda PG., qualquer termo é dois casos. Se tivéssemos utilizado a média aritmética no lugar da
média geométrica entre o seu antecedente e o seu consequente: média geométrica, os valores finais seriam distintos, pois a média
a a .a aritmética de 13% resultaria em um salário final de R$ 1.442,90,
n n1 n1
ligeiramente maior como já era esperado, já que o percentual de
Tomemos como exemplo três termos consecutivos de uma 13% utilizado é ligeiramente maior que os 12, 8417% da média
PG.: 7, 21 e 63.
geométrica.
Temos então que o termo 21 é média geométrica dos termos
7 e 63. Cálculo da Média Geométrica
Vejamos: Em uma fórmula: a média geométrica de a1, a2, ..., an é
n 1/n
7.63  441  21 
 1/n n
 ai  (a1.a2 ...an )  a1.a2 ...an
Variações Percentuais em Sequência i1 

Outra utilização para este tipo de média é quando estamos A média geométrica de um conjunto de números é sempre
menor ou igual à média aritmética dos membros desse conjunto
tra-balhando com variações percentuais em sequência.
(as duas médias são iguais se e somente se todos os membros do
conjunto são iguais). Isso permite a definição da média aritmética
geométrica, uma mistura das duas que sempre tem um valor inter-
mediário às duas.
A média geométrica é também a média aritmética harmôni-
111 ca no sentido que, se duas sequências (an) e (hn) são definidas:
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an hn x y Dessa junção aparecerá um novo segmento AC. Obtenha o
an1 2 , a1 2 ponto médio O deste segmento e com um compasso centrado em
O e raio OA, trace uma semi-circunferência começando em A e
E terminando em C. O segmento vertical traçado para cima a partir
de B encontrará o ponto D na semi-circunferência. A medida do
h  2 2 segmento BD corresponde à média geométrica das medidas dos
n1 1 1 , h1 1 1
  segmentos AB e BC.
an hn x y
Exercícios
então an e hn convergem para a média geométrica de x e y.
Determine a média proporcional ou geométrica entre 2 e 8.
Cálculo da Media Geométrica Triangular
Determine a média geométrica entre 1, 2 e 4.
Bom primeiro observamos o mapa e somamos as áreas dos
quadrados catetos e dividimos pela hipotenusa e no final pegamos Determine a média geométrica entre dois números sabendo
a soma dos ângulos subtraindo o que esta entre os catetos e que a média aritmética e a média harmônica entre eles são,
dividi-mos por PI(3,1415...) assim descobrimos a media respec-tivamente, iguais a 4 e 9.
geométrica dos triângulos.
A média geométrica entre 3 números é 4. Quanto devo
Exemplo multiplicar um desses números para que a média aumente 2 uni-
dades ?
A média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345, é
dada por: Qual é a média geométrica dos números 2, 4, 8, 16 e 32?
4 Dados dois números quaisquer, a média aritmética simples e
G = R [12 ×64×126×345] = 76,013
a média geométrica deles são respectivamente 20 e 20,5. Quais
Aplicação Prática são estes dois números?

Dentre todos os retângulos com a área igual a 64 cm², qual é A média geométrica entre dois números é igual a 6. Se a eles
o retângulo cujo perímetro é o menor possível, isto é, o mais juntarmos o número 48, qual será a média geométrica entre estes
econômico? A resposta a este tipo de questão é dada pela média três números?
geométrica entre as medidas do comprimento a e da largura b,
Calcule a média geométrica entre 4 e 9.
uma vez que a.b = 64.
Calcule a média geométrica entre 3, 3, 9 e 81
A média geométrica G entre a e b fornece a medida desejada.
G = R[a × b] = R[64] = 8
Calcule a média geométrica entre 1, 1, 1, 32 e 234.
Resposta
Respostas
É o retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a
altura também mede 8 cm, logo só pode ser um quadrado! O
1) Resposta ―4‖.
perímetro neste caso é p = 32 cm. Em qualquer outra situação em
que as medidas dos comprimentos forem diferentes das alturas, Solução:
2
teremos perímetros maiores do que 32 cm. M.G.(2e8) 28164 M.G.(2e8)4

Interpretação gráfica 2) Resposta ―2‖.


Solução:
A média geométrica entre dois segmentos de reta pode ser 3 3
M.G.(1,2e4) 124 82 M.G.(1,2e4)2
obtida geometricamente de uma forma bastante simples.

Sejam AB e BC segmentos de reta. Trace um segmento de Observação: O termo média proporcional deve ser, apenas,
reta que contenha a junção dos segmentos AB e BC, de forma utilizado para a média geométrica entre dois números.
que eles formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta.
3) Resposta ―6‖.
2
Solução: Aplicando a relação: g = a.h, teremos:
2 2
g = 4.9 → g = 36 → g = 6 → MG. (4, 9) = 6.
27
4) Resposta ― 8 ‖

112
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  20 
Solução: Se a média geométrica entre 3 números é 4, pode-
2 2 2
mos escrever: a.b 20(41b).b 20 41b b
3 3 2 2
M .G. x.y.z 4 x.y.z  x.y.z 64 41bb  400  b  41b400  0

Se multiplicarmos um deles por m, a nova média será: Note que acabamos obtendo uma equação do segundo grau:
3 3
4  2  x.y.z.m 6  x.y.z.mx.y.z.m  216 2
-b + 41b - 400 = 0
e como x . y . z = 64 → 64 . m = 216 → m 216  27
64 8 Solucionando a mesma temos:
5) Resposta ―8‖.
2
Solução: Se dispusermos de uma calculadora científica, este
exercício pode ser solucionado multiplicando-se todos os
b2 41b4000b4141 4.(1).(400)
números e extraindo-se do produto final, a raiz de índice cinco, b14181 b141 9 b 132 b116
2.(1)
pois se tra-tam de cinco números: 
5 5
2.4.8.16.32  32768  8  2 2 2

 41  81 41  9 50
Se não dispusermos de uma calculadora científica esta b
 2   b2   b2   b225
solução ficaria meio inviável, pois como iríamos extrair tal raiz,  2 2 2
isto sem contar na dificuldade em realizarmos as multiplicações?
O número b pode assumir, portanto os valores 16 e 25. É de
Repare que todos os números são potência de 2, podemos en- se esperar, portanto que quando b for igual a 16, que a seja igual
tão escrever: a 25 e quando b for igual a 25, que a seja igual a 16. Vamos con-
5 5 2 3 4 5
2.4.8.16.32  2.2 .2 .2 .2 ferir.

Como dentro do radical temos um produto de potências de Sabemos que a = 41 - b, portanto atribuindo a b um de seus
mesma base, somando-se os expoentes temos: possíveis valores, iremos encontrar o valor de a.
5 2 3 4 5 5 15
2.2 .2 .2 .2  2 Para b = 16 temos:
Finalmente dividindo-se o índice e o expoente por 5 e resol-
a = 41 - b ⇒ 41 - 16 ⇒ a = 25
vendo a potência resultante:
5 15 1 3 3
2  2 2 8 Para b = 25 temos:
Logo, a média geométrica deste conjunto é 8. a = 41 - b ⇒ a = 41 - 25 ⇒ a = 16
6) Resposta ―16, 25‖.
Solução: Chamemos de a e b estes dois números. A média Logo, os dois números são 16, 25.
aritmética deles pode ser expressa como:
a b 7) Resposta ―12‖.
2  20,5 Solução: Se chamarmos de P o produto destes dois números,
a partir do que foi dito no enunciado podemos montar a seguinte
Já média geométrica pode ser expressa como: equação:
a.b 20 P 6

Vamos isolar a na primeira equação: Elevando ambos os membros desta equação ao quadrado, ire-
a b mos obter o valor numérico do produto destes dois números:
2  20,5 ab 20,5.2 a 41 b 2 2
P 6( P) 6  P 36

Agora para que possamos solucionar a segunda equação, é


Agora que sabemos que o produto de um número pelo outro
ne-cessário que fiquemos com apenas uma variável na mesma.
é igual 36, resta-nos multiplicá-lo por 48 e extraímos a raiz
Para conseguirmos isto iremos substituir a por 41 - b:
cúbica deste novo produto para encontrarmos a média desejada:
3 3 2 2 4 3 6 3
M  36.48 M  (2 .3 ).(2 .3) M  2 .3  M
2
2 .3 M 4.3 M 12
Didatismo e Conhecimento 113
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Note que para facilitar a extração da raiz cúbica, realizamos a Como medida de localização, a mediana é mais robusta do
decomposição dos números 36 e 48 em fatores primos. Acesse a que a média, pois não é tão sensível aos dados. Consideremos o
página decomposição de um número natural em fatores primos seguinte exemplo: um aluno do 10º ano obteve as seguintes notas:
para maiores informações sobre este assunto. 10, 10, 10, 11, 11, 11, 11, 12. A média e a mediana da amostra
anterior são respectivamente.
Logo, ao juntarmos o número 48 aos dois números iniciais, a
média geométrica passará a ser 12. =10.75 e =11
Resposta ―6‖.
Solução: G24.96
Resposta ―9‖.
4
Solução: G 3.3.9.819 Admitamos que uma das notas de 10 foi substituída por uma
10) Resposta ―6‖. de 18. Neste caso a mediana continuaria a ser igual a 11,
Solução: G51.1.1.32.2436 enquanto que a média subiria para 11.75.

Mediana, Moda e Quartis

Mediana:é o valor que tem tantos dados antes dele, Média e Mediana:Se se representarmos os elementos
comodepois dele. Para se medir a mediana, os valores devem daamostra ordenada com a seguinte notação: X1:n, X2:n, ..., Xn:
estar por ordem crescente ou decrescente. No caso do número de ―n‖ então uma expressão para o cálculo da mediana será:
dados ser ímpar, existe um e só um valor central que é a mediana. Como medida de localização, a mediana é mais robusta do
Se o número de dados é par, toma-se a média aritmética dos dois que a média, pois não é tão sensível aos dados.
valores centrais para a mediana. Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana
É uma medida de localização do centro da distribuição coincidem.
dosdados, definida do seguinte modo: Ordenados os elementos da A mediana não é tão sensível, como a média, às observações
amostra, a mediana é o valor (pertencente ou não à amostra) que que são muito maiores ou muito menores do que as restantes
a divide ao meio, isto é, 50% dos elementos da amostra são (outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as
menores ou iguais à mediana e os outros 50% são maiores ou observações.
iguais à mediana. A média ao contrário da mediana, é uma medida muito
influenciada por valores ―muito grandes‖ ou ―muito pequenos‖,
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois de
mesmo que estes valores surjam em pequeno número na amostra.
ordenada a amostra de n elementos: Se n é ímpar, a mediana é o
Estes valores são os responsáveis pela má utilização da média em
elemento médio. Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois
muitas situações em que teria mais significado utilizar a mediana.
elementos médios.
A partir do exposto, deduzimos que se a distribuição dos
A mediana, m, é uma medida de localização do centro da
dados:
distribuição dos dados, definida do seguinte modo: for aproximadamente simétrica, a média aproxima-se da
Ordenados os elementos da amostra, a mediana é o valor
mediana.
(pertencente ou não à amostra) que a divide ao meio, isto é, 50%
for enviesada para a direita (alguns valores grandes como
dos elementos da amostra são menores ou iguais à mediana e os
―outliers‖), a média tende a ser maior que a mediana.
outros 50% são maiores ou iguais à mediana.
for enviesada para a esquerda (alguns valores pequenos
Para a sua determinação utiliza-se a seguinte regra, depois
de ordenada a amostra de n elementos: como ―outliers‖), a média tende a ser inferior à mediana.
Se n é ímpar, a mediana é o elemento médio.
Se n é par, a mediana é a semi-soma dos dois elementos
médios.
Se se representarem os elementos da amostra ordenada com
a seguinte notação: X1:n, X2:n, ..., Xn:n; então uma expressão para
o cálculo da mediana será:

Dado um histograma é fácil obter a posição da mediana, pois


esta está na posição em que passando uma linha vertical por esse
ponto o histograma fica dividido em duas partes com áreas iguais.

114
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Moda: é o valor que ocorre mais vezes numa distribuição,


ouseja, é o de maior efetivo e, portanto, de maior frequência. Define-
Como medida de localização, a mediana é mais resistente do se moda como sendo: o valor que surge com mais frequência se os
que a média, pois não é tão sensível aos dados. dados são discretos, ou, o intervalo de classe com maior frequência
Quando a distribuição é simétrica, a média e a mediana se os dados são contínuos. Assim, da representação gráfica dos
coincidem. dados, obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a
A mediana não é tão sensível, como a média, às observações classe modal. Esta medida é especialmente útil para reduzir a
que são muito maiores ou muito menores do que as restantes informação de um conjunto de dados qualitativos, apresentados sob a
(outliers). Por outro lado a média reflete o valor de todas as forma de nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a
observações. média e por vezes a mediana.
Para um conjunto de dados, define-se moda como sendo: o
Assim, não se pode dizer em termos absolutos qual destas valor que surge com mais frequência se os dados são
medidas de localização é preferível, dependendo do contexto em discretos,ou, o intervalo de classe com maior frequência se os
que estão a ser utilizadas. dados sãocontínuos. Assim, da representação gráfica dos dados,
Exemplo: Os salários dos 160 empregados de uma obtém-se imediatamente o valor que representa a moda ou a
determinada empresa, distribuem-se de acordo com a seguinte classe modal.
tabela de frequências:

Salário (em euros) 75 100 145 200 400 1700


Frequência absoluta 23 58 50 20 7 2
Frequência acumulada 23 81 131 151 158 160

Calcular a média e a mediana e comentar os resultados


obtidos.
Resolução: = = (75.23+100.58+...+400.7+1700.2)/160 =
156,10 Esta medida é especialmente útil para reduzir a informação de
Resolução: euros. m = semi-soma dos elementos de ordem um conjunto de dados qualitativos, apresentados sob a forma de
80 e 81 = 100 euros. nomes ou categorias, para os quais não se pode calcular a média e
Comentário: O fato de termos obtido uma média de 156,10 e por vezes a mediana (se não forem susceptíveis de ordenação).
uma mediana de 100, é reflexo do fato de existirem alguns,
embora poucos, salários muito altos, relativamente aos restantes.
Repare-se que, numa perspectiva social, a mediana é uma
característica mais importante do que a média. Na realidade 50%
dos trabalhadores têm salário menor ou igual a 100 €, embora a
média de 156,10 € não transmita essa ideia.

Vejamos de uma outra forma: Sabes, quando a distribuição


dos dados é simétrica ou aproximadamente simétrica, as medidas
de localização do centro da amostra (média e mediana) coincidem
Quartis: Generalizando a noção de medianam, que comovimos
ou são muito semelhantes. O mesmo não se passa quando a
anteriormente é a medida de localização, tal que 50% dos elementos
distribuição dos dados é assimétrica, fato que se prende com a da amostra são menores ou iguais a m, e os outros 50% são maiores
pouca resistência da média. ou iguais a m, temos a noção de quartil de ordem p, com 0<p<1,
como sendo o valor Qp tal que 100p% dos elementos da amostra são
Representando as distribuições dos dados (esta observação é
menores ou iguais a Qp e os restantes 100 (1-p)% dos elementos da
válida para as representações gráficas na forma de diagramas de
amostra são maiores ou iguais a Qp.
barras ou de histograma) na forma de uma mancha, temos, de um
Tal como a mediana, é uma medida que se calcula a partir da
modo geral: amostra ordenada.
Um processo de obter os quartis é utilizando a
FunçãoDistribuição Empírica.

115
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Generalizando ainda a expressão para o cálculo da mediana, Diagramas Circulares
temos uma expressão análoga para o cálculo dos quartis:

Qp =

onde representamos por [a], o maior inteiro contido em a.


Aos quartis de ordem 1/4 e 3/4 , damos respectivamente o
nome de 1º quartil e 3º quartil. Exemplo: Tendo-se decidido Histogramas
registrar os pesos dos alunos de uma determinada turma prática
do 10º ano, obtiveram-se os seguintes valores (em kg):

52 56 62 54 52 51 60 61

56 55 56 54 57 67 61 49

Determine os quantis de ordem 1/7, 1/2 e os 1º e 3º quartis.


Um aluno com o peso de 61 kg, pode ser considerado
―normal‖, isto é nem demasiado magro, nem demasiado gordo?

Resolução: Ordenando a amostra anterior, cuja dimensão é


16, temos:

49 51 52 52 54 54 55 Pictogramas
56 56 56 57 60 61 61 62 67 1ª
16 . 1/7 = 16/7, onde [16/7] = 2 e Q1/7 = x3 : 16 = 52 16 (10) 2ª (8)
. 1/4 = 4, onde Q1/2 = [x8 : 16 + x9 : 16]/2 = 56 3ª (4) 4ª
16 . 1/2 = 8, onde Q1/4 = [x4 : 16 + x5 : 16]/2 = 53
(5)
16 . 3/4 = 12, onde Q3/4 = [x12 : 16 + x13 : 16]/2 = 60.5
5ª (4)
Um aluno com 61 kg pode ser considerado um pouco
―forte‖, pois naquela turma só 25% dos alunos é que têm peso = 1 unidade
maior ou igual a 60.5 kg. Tabela de Frequências: Como o nome indica, conterá
osvalores da variável e suas respectivas contagens, as quais são
Escalas – Tabelas – Gráficos
denominadas frequências absolutas ou simplesmente, frequências.
No caso de variáveis qualitativas ou quantitativas discretas, a
Tipos de gráficos: Os dados podem então ser
tabela de frequência consiste em listar os valores possíveis da
representadosde várias formas: variável, numéricos ou não, e fazer a contagem na tabela de
dados brutos do número de suas ocorrências. A frequência do
Diagramas de Barras
valor i será representada por ni, a frequência total por n e a
frequência relativa por fi = ni/n.
Para variáveis cujos valores possuem ordenação natural
(qualitativas ordinais e quantitativas em geral), faz sentido
incluirmos também uma coluna contendo as
frequênciasacumuladas f ac, obtidas pela soma das frequências
de todos osvalores da variável, menores ou iguais ao valor
considerado.
No caso das variáveis quantitativas contínuas, que podem
assumir infinitos valores diferentes, é inviável construir a tabela de
frequência nos mesmos moldes do caso anterior, pois obteríamos
praticamente os valores originais da tabela de dados brutos. Para
resolver este problema, determinamos classes ou faixas de valores e
contamos o número de ocorrências em cada faixa. Por ex., no caso da
variável peso de adultos, poderíamos adotar as seguintes

116
Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
faixas: 30 |— 40 kg, 40 |— 50 kg, 50 |— 60, 60 |— 70, e assim Histograma: Ohistogramaconsiste em retângulos contíguoscom
por diante. Apesar de não adotarmos nenhuma regra formal para base nas faixas de valores da variável e com área igual à frequência
estabelecer as faixas, procuraremos utilizar, em geral, de 5 a 8 relativa da respectiva faixa. Desta forma, a altura de cada retângulo é
faixas com mesma amplitude. denominada densidade de frequência ou simplesmente densidade
Eventualmente, faixas de tamanho desigual podem ser definida pelo quociente da área pela amplitude da faixa.
convenientes para representar valores nas extremidades da tabela.
Alguns autores utilizam a frequência absoluta ou a porcentagem
Exemplo:
na construção do histograma, o que pode ocasionar distorções (e,
consequentemente, más interpretações) quando amplitudes
diferentes são utilizadas nas faixas. Exemplo:

Gráfico de Barras: Para construir umgráfico de


barras,representamos os valores da variável no eixo das abscissas
e suas as frequências ou porcentagens no eixo das ordenadas.
Para cada valor da variável desenhamos uma barra com altura
correspondendo à sua frequência ou porcentagem. Este tipo de
gráfico é interessante para as variáveis qualitativas ordinais ou
quantitativas discretas, pois permite investigar a presença de
tendência nos dados. Exemplo:

Gráfico de Linha ou Sequência: Adequados para


apresentarobservações medidas ao longo do tempo, enfatizando
sua tendência ou periodicidade. Exemplo:

Diagrama Circular: Para construir umdiagrama circularou


gráfico de pizza, repartimos um disco em setores circulares
correspondentes às porcentagens de cada valor (calculadas
multiplicando-se a frequência relativa por 100). Este tipo de
gráfico adapta-se muito bem para as variáveis qualitativas
nominais. Exemplo:

Polígono de Frequência:
Semelhante ao histograma, mas construído a partir dos
pontos médios das classes. Exemplo:

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Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA

Gráfico de Ogiva:
Apresenta uma distribuição de
frequências acumuladas, utiliza uma
poligonal ascendente utilizando os pontos
extremos.
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Didatismo e Conhecimento
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MATEMÁTICA
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1) TEORIA DOS CONJUNTOS E
CONJUNTOS
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PORTUGUÊS
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Condições básicas para interpretar

Fazem-se necessários:
1) LEITURA, INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
DE TEXTOS: LEITURA, INTERPRETAÇÃO literários, estrutura do texto), leitura e prática;
E ANÁLISE DOS SIGNIFICADOS Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e
PRESENTES NUM TEXTO E RELACIONA- semântico;
MENTO DESTES COM O UNIVERSO EM Observação – na semântica (significado das palavras) incluem-
QUE ELE FOI PRODUZIDO se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e
antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros.
Capacidade de observação e de síntese e
Capacidade de raciocínio.

É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a Interpretar X compreender


preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque
lhes faltam informações específicas a respeito desta tarefa Interpretar significa
constante em provas relacionadas a concursos públicos. explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no Através do texto, infere-se que...
momento de responder às questões relacionadas a textos. É possível deduzir que...
O autor permite concluir que...
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar ). Compreender significa
intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em escrito.
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a o texto diz que...
anterior e/ou com a posterior, criando condições para a é sugerido pelo autor que...
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as o narrador afirma...
frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
original e analisada separadamente, poderá ter um significado Erros de interpretação
diferente daquele inicial.
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo
de recurso denomina-se intertexto. a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. pela imaginação.
A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao b) Redução
esclarecimento das questões apresentadas na prova. É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o que
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
desenvolvido.
Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de uma
c) Contradição
argumentação, de um processo, de uma época (neste caso,
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo). Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente,
Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
errando a questão.
diferenças entre as situações do texto.
Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a
realidade, opinando a respeito.
ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor
em um só parágrafo. diz e nada mais.
Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam
palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras,
a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo, uma
conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação
correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.
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OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a- QUESTÕES


dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do
pronome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vunesp/2013)
aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que
os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a O uso da bicicleta no Brasil
necessidade de adequação ao antecedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe um como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta é
um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez mais
pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:
pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa comparação
entre todos os meios de transporte, um dos que oferecem mais
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas vantagens.
depende das condições da frase. A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e a
qual (neutro) idem ao outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na
anterior. quem (pessoa) calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
objeto possuído. prioridade sobre os automotores.
como (modo) Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
onde (lugar) no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
quando (tempo) não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo e
produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha; a
quanto (montante)
diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
exemplo: favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
Falou tudo QUANTO queria (correto) bom; e a economia no combustível,
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria na manutenção, no seguro e, claro, nos impostos.
aparecer o demonstrativo O ). NoBrasil,estásendoimplantadoosistemadecompartilhamento
de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo, o BikePOA é um
Dicas para melhorar a interpretação de textos projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em parceria com o
Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto; sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um ano de operação.
Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Sorocaba e outras
leitura; cidades espalhadas pelo país aderirem a esse sistema, mais duas
capitais já estão com o projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia.
Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo A ideia do compartilhamento é semelhante em todas as cidades.
menos duas vezes; Em Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site.
Inferir; O valor do passe mensal é R$10 e o do passe diário, R$5,
Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 22h,
Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; nas duas modalidades. Em todas as cidades que já aderiram ao
Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos estratégicos.
compreensão; A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não
Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem
questão; que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou
O autor defende ideias e você deve percebê-las; desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, ônibus
e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
Segundo Fiorin:
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
-Pressupostos – informações implícitas decorrentes Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A verdade
necessariamente de palavras ou expressões contidas na frase. é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão totalmente
Subentendidos – insinuações não marcadas claramente na vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é tão importante usar
linguagem. capacete e outros itens de segurança. A maior parte dos motoristas de
Pressupostos – verdadeiros ou admitidos como tal. carros, ônibus, motocicletas e caminhões desconhece as leis que
Subentendidos – de responsabilidade do ouvinte. abrangem os direitos dos ciclistas. Mas muitos ciclistas também
Falante não pode negar que tenha querido transmitir a ignoram seus direitos e deveres. Alguém que resolve integrar a bike
informação expressa pelo pressuposto, mas pode negar que tenha ao seu estilo de vida e usá-la como meio de locomoção precisa
compreender que deverá gastar com alguns apetrechos necessários
desejado transmitir a informação expressa pelo subentendido.
para poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
Negação da informação não nega o pressuposto.
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com campainha,
Pressuposto não verdadeiro – informação explícita absurda. sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, além de
Principais marcadores de pressupostos: a) adjetivos; b) espelho retrovisor do lado esquerdo.
verbos; c) advérbios; d) orações adjetivas; e) conjunções. (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
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1. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
locomoção nas metrópoles brasileiras sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar a
decresce em comparação com Holanda e Inglaterra devido frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de
falta de regulamentação. frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira de
vem se intensificando paulatinamente e tem sido trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um incidente
incentivado em várias cidades. em uma violenta briga.
tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela maioria Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas
dos moradores. aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está predisposta
é uma alternativa dispendiosa em comparação com os a apresentar um comportamento irracional quando dirige. Dr.
demais meios de transporte. James vai ainda além e afirma que a maior parte das pessoas fica
tem sido rejeitado por consistir em uma atividade arriscada emocionalmente incapacitada quando dirige. O que deve ser
e pouco salutar. feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado emocional
e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver tentado a agir
2. A partir da leitura, é correto concluir que um dos objetivos
só com a emoção.
centrais do texto é
informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do ciclista.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.
convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é mais com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)
seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 3-) Tomando por base as informações contidas no texto, é
no Brasil. correto afirmar que
explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de (A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
locomoção se consolidou no Brasil. medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes.
defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas pela
dar prioridade ao pedestre. constante preocupação dos motoristas com o aspecto comunitário
do ato de dirigir.
(Oficial Estadual de Trânsito - DETRAN-SP - Vunesp 2013) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o
Leia o texto para responder às questões de 3 a 5 principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
agressiva.
Propensão à ira de trânsito o ato de dirigir um carro envolve uma série de experiências e
atividades não só individuais como também sociais.
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente perigoso. dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro do mundo, emoções positivas por parte dos motoristas.
existem muitas variáveis de risco no trânsito, como clima,
acidentes de trânsito e obras nas ruas. E com relação a todas as 4. A ira de trânsito
outras pessoas nas ruas? Algumas não são apenas maus motoristas, A) aprimora uma atitude de reconhecimento de regras.
sem condições de dirigir, mas também se engajam num implica tomada de decisões sem racionalidade.
comportamento de risco – algumas até agem especificamente para conduz a um comportamento coerente.
irritar o outro motorista ou impedir que este chegue onde precisa. resulta do comportamento essencialmente comunitário dos
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter antes de motoristas.
passar para a ira de trânsito de fato, levando um motorista a decorre de imperícia na condução de um veículo.
tomar decisões irracionais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. Para
5. De acordo com o perito Dr. James,
muitos de nós, os carros são a extensão de nossa personalidade e
os congestionamentos representam o principal fator para a
podem ser o bem mais valioso que possuímos. Dirigir pode ser a
expressão de liberdade para alguns, mas também é uma atividade que
ira no trânsito.
tende a aumentar os níveis de estresse, mesmo que não tenhamos a cultura dos motoristas é fator determinante para o aumento
consciência disso no momento. de suas frustrações.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que o motorista, ao dirigir, deve ser individualista em suas ações,
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros a fim de expressar sua liberdade e garantir que outros motoristas
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao não o irritem.
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um a principal causa da direção agressiva é o desconhecimento
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos das regras de trânsito.
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de (E) o comportamento dos pais ao dirigirem com ira contradiz
dirigir. o aprendizado das crianças em relação às regras de civilidade.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr.
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são os (TRF 3ª região/2014) Para responder às questões de
congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim como números 6 e 7 considere o texto abaixo.
nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças aprendem Toda ficção científica, de Metrópolis ao Senhor dos anéis,
que as regras normais em relação ao comportamento e à baseia-se, essencialmente, no que está acontecendo no mundo no
civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas momento em que o filme foi feito. Não no futuro ou numa galáxia
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa distante, muitos e muitos anos atrás, mas agora mesmo, no presente,
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em alta simbolizado em projeções que nos confortam e tranquilizam ao nos
velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino. oferecer uma adequada distância de tempo e espaço.
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Na ficção científica, a sociedade se permite sonhar seus piores Quando a embarcação na qual ele navegava entrou
problemas: desumanização, superpopulação, totalitarismo, loucura, inadvertidamente no raio de ação das sereias, ele conseguiu
fome, epidemias. Não se imita a realidade, mas imagina-se, sonha-se, impedir a tripulação de perder a cabeça tocando uma música
cria-se outra realidade onde possamos colocar e resolver no plano da ainda mais sublime do que aquela que vinha da ilha. O navio
imaginação tudo o que nos incomoda no cotidiano. O elemento atravessou incólume a zona de perigo.
essencial para guiar a lógica interna do gênero, cuja quebra implica o A outra solução foi a de Ulisses. Sua principal arma para
fim da magia, é a ciência. Por isso, tecnologia é essencial ao gênero. vencer as sereias foi o reconhecimento franco e corajoso da sua
Parte do poder desse tipo de magia cinematográfica está em fraqueza e da sua falibilidade − a aceitação dos seus inescapáveis
concretizar, diante dos nossos olhos, objetos possíveis, mas limites humanos.
inexistentes: carros voadores, robôs inteligentes. Como parte dessas
Ulisses sabia que ele e seus homens não teriam firmeza para
coisas imaginadas acaba se tornando realidade, o gênero reforça a
resistir ao apelo das sereias. Por isso, no momento em que a
sensação de que estamos vendo na tela projeções das nossas
embarcação se aproximou da ilha, mandou que todos os tripulantes
possibilidades coletivas futuras. (Adaptado de: BAHIANA, Ana
Maria. Como ver um filme. tapassem os ouvidos com cera e ordenou que o amarrassem ao
mastro central do navio. O surpreendente é que Ulisses não tapou
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. formato
ebook.) 6-) Considere: com cera os próprios ouvidos − ele quis ouvir. Quando chegou a
I. Segundo o texto, na ficção científica abordam-se, com hora, Ulisses foi seduzido pelas sereias e fez de tudo para convencer
distanciamento de tempo e espaço, questões controversas e os tripulantes a deixarem-no livre para ir juntar-se a elas. Seus
moralmente incômodas da sociedade atual, de modo que a subordinados, contudo, cumpriram fielmente a ordem de não soltá-lo
solução oferecida pela fantasia possa ser aplicada para resolver os até que estivessem longe da zona de perigo.
problemas da realidade. Orfeu escapou das sereias como divindade; Ulisses, como
II. Parte do poder de convencimento da ficção científica mortal. Ao se aproximar das sereias, a escolha diante do herói era
deriva do fato de serem apresentados ao espectador objetos clara: a falsa promessa de gratificação imediata, de um lado, e o
imaginários que, embora não existam na vida real, estão, de bem permanente do seu projeto de vida − prosseguir viagem,
algum modo, conectados à realidade. retornar a Ítaca, reconquistar Penélope −, do outro. A verdadeira
III. A ficção científica extrapola os limites da realidade, mas vitória de Ulisses foi contra ele mesmo. Foi contra a fraqueza, o
baseia-se naquilo que, pelo menos em teoria, acredita-se que seja oportunismo suicida e a surdez delirante que ele soube
possível. reconhecer em sua própria alma.
Está correto o que se afirma APENAS em
(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Auto-engano. São
III.
Paulo, Cia. das Letras, 1997. Formato eBOOK)
I e II.
I e III.
II e III. 8-) Há no texto
II. (A) comparação entre os meios que Orfeu e Ulisses usam
para enfrentar o desafio que se apresenta a eles.
7-) Sem prejuízo para o sentido original e a correção (B) rivalidade entre o mortal Ulisses e o divino Orfeu, cujo
gramatical, o termo sonhar, em ... a sociedade se permite sonhar talento musical causava inveja ao primeiro.
seus piores problemas... (2o parágrafo), pode ser substituído por: juízo de valor a respeito das atitudes das sereias em relação
descansar. aos navegantes e elogio à astúcia de Orfeu.
desprezar. crítica à forma pouco original com que Orfeu decide enganar
esquecer. as sereias e elogio à astúcia de Ulisses.
fugir. censura à atitude arriscada de Ulisses, cuja ousadia quase lhe
imaginar. custou seu projeto de vida.

(TRF 3ª região/2014) Atenção: Para responder às questões de 9-) Depreende-se do texto que as sereias atingiam seus
números 8 a 10 considere o texto abaixo. objetivos por meio de
Texto I intolerância.
O canto das sereias é uma imagem que remonta às mais dissimulação.
luminosas fontes da mitologia e da literatura gregas. As versões
lisura.
da fábula variam, mas o sentido geral da trama é comum.
observação.
As sereias eram criaturas sobre-humanas. Ninfas de
extraordinária beleza, viviam sozinhas numa ilha do condescendência.
Mediterrâneo, mas tinham o dom de chamar a si os navegantes,
graças ao irresistível poder de sedução do seu canto. Atraídos por 10-) O navio atravessou incólume a zona de perigo. (4o
aquela melodia divina, os navios batiam nos recifes submersos da parágrafo). Mantém-se o sentido original do texto substituindo-se
beira-mar e naufragavam. As sereias então devoravam o elemento grifado por
impiedosamente os tripulantes. insolente.
Doce o caminho, amargo o fim. Como escapar com vida do inatingível.
canto das sereias? A literatura grega registra duas soluções intacto.
vitoriosas. Uma delas foi a saída encontrada por Orfeu, o inativo.
incomparável gênio da música e da poesia. impalpável.
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GABARITO reflexão crítica de suas verdades incontestadas anteriormente,


com esse processo há uma indagação sobre os dogmas
1- B 2-A 3-D 4-B 5-E 6- D 7- estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através
E 8-A 9-B 10-C do raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso
contínuo dessa arte, frequentemente os discursos de políticos são
Intertextualidade acontece quando há uma referência abordados de maneira cômica e contestadora, provocando risos e
explícita ou implícita de um texto em outro. Também pode também reflexão a respeito da demagogia praticada pela classe
ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos,
novela etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a agora, uma paródia.
intertextualidade.
Apresenta-se explicitamente quando o autor informa o objeto Texto Original
de sua citação. Num texto científico, por exemplo, o autor do
texto citado é indicado, já na forma implícita, a indicação é Minha terra tem palmeiras
oculta. Por isso é importante para o leitor o conhecimento de Onde canta o sabiá,
mundo, um saber prévio, para reconhecer e identificar quando há As aves que aqui gorjeiam
um diálogo entre os textos. A intertextualidade pode ocorrer Não gorjeiam como lá.
afirmando as mesmas ideias da obra citada ou contestando-as. Há (Gonçalves Dias, ―Canção do exílio‖).
duas formas: a Paráfrase e a Paródia.
Paródia
Paráfrase
Minha terra tem palmares
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto onde gorjeia o mar
é confirmada pelo novo texto, a alusão ocorre para atualizar, os passarinhos daqui
reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto citado. É dizer não cantam como os de lá.
com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado (Oswald de Andrade, ―Canto de regresso à pátria‖).
por Affonso Romano Sant‘Anna em seu livro ―Paródia, paráfrase
& Cia‖ (p. 23): O nome Palmares, escrito com letra minúscula, substitui a
palavra palmeiras, há um contexto histórico, social e racial neste
Texto Original texto, Palmares é o quilombo liderado por Zumbi, foi dizimado
em 1695, há uma inversão do sentido do texto primitivo que foi
Minha terra tem palmeiras substituído pela crítica à escravidão existente no Brasil.
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam Consideremos as seguintes frases:
Não gorjeiam como lá. Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
(Gonçalves Dias, ―Canção do exílio‖). Vamos! Coloque logo a mão na massa!
As crianças estão com as mãos sujas.
Paráfrase Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idênticas no
Minha boca procura a ‗Canção do Exílio‘. que se refere à grafia, mas será que possuem o mesmo significado?
Como era mesmo a ‗Canção do Exílio‘? Existe uma parte da gramática normativa denominada Semântica.
Eu tão esquecido de minha terra... Ela trabalha a questão dos diferentes significados que uma
Ai terra que tem palmeiras mesma palavra apresenta de acordo com o contexto em que
Onde canta o sabiá! se insere.
(Carlos Drummond de Andrade, ―Europa, França e Bahia‖). Tomando como exemplo as frases já mencionadas,
analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo com seu
Este texto de Gonçalves Dias, ―Canção do Exílio‖, é muito sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo dicionário.
utilizado como exemplo de paráfrase e de paródia, aqui o poeta Na primeira, a palavra ―mão‖ significa habilidade, eficiência
Carlos Drummond de Andrade retoma o texto primitivo diante do ato praticado.
conservando suas ideias, não há mudança do sentido principal do Nas outras que seguem o significado é de: participação,
texto que é a saudade da terra natal. interação mediante a uma tarefa realizada; mão como parte do
corpo humano e por último simboliza o roubo, visto de maneira
Paródia pejorativa.
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo percebemos
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros que o prefixo ―poli‖ significa multiplicidade de algo.
textos, há uma ruptura com as ideologias impostas e por isso é Possibilidades de várias interpretações levando-se em
objeto de interesse para os estudiosos da língua e das artes. consideração as situações de aplicabilidade.
Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original Há uma infinidade de outros exemplos em que podemos
é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma verificar a ocorrência da polissemia, como por exemplo:
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O rapaz é um tremendo gato. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de
O gato do vizinho é peralta. estabelecer uma distinção de significado entre as palavras.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a
Pedro costuma fazer alguns ―bicos‖ para garantir sua distinção entre os pares de palavras:
sobrevivência amor - ator
O passarinho foi atingido no bico. morro - corro
vento - cento
Cada segmento sonoro refere-se a um dado da língua
Polissemia e homonímia
portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica que
você, como falante de português, guarda de cada um deles. É essa
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante comum. imagem acústica, esse referencial de padrão sonoro, que constitui
Quando a mesma palavra apresenta vários significados, estamos o fonema. Os fonemas formam os significantes dos signos
na presença da polissemia. Por outro lado, quando duas ou mais linguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras.
palavras com origens e significados distintos têm a mesma grafia Assim: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.
e fonologia, estamos perante uma homonímia.
A palavra ―manga‖ é um caso de homonímia. Ela pode Fonema e Letra
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é polissemia O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua
porque os diferentes significados para a palavra manga têm origens escrita, representamos os fonemas por meio de sinais chamados
letras. Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na
diferentes, e por isso alguns estudiosos mencionam que a palavra
palavra sapo, por exemplo, a letra ―s‖ representa o fonema /s/ (lê-
manga deveria ter mais do que uma entrada no dicionário. -se sê); já na palavra brasa, a letra ―s‖ representa o fonema /z/ (lê-
―Letra‖ é uma palavra polissêmica. Letra pode significar o se zê).
elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou a
caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais
significados estão interligados porque remetem para o mesmo de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser
conceito, o da escrita. representado pelas letras z, s, x:
zebra
Polissemia e ambiguidade casamento
exílio
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na 3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode ser um fonema. A letra ―x‖, por exemplo, pode representar:
ambíguo, ou seja, apresenta mais do que uma interpretação. Essa o fonema /sê/: texto
ambiguidade pode ocorrer devido à colocação específica de uma o fonema /zé/: exibir
palavra (por exemplo, um advérbio) em uma frase. Vejamos a o fonema /che/: enxame
seguinte frase: Pessoas que têm uma alimentação equilibrada o grupo de sons /ks/: táxi
frequentemente são felizes. Neste caso podem existir duas
interpretações diferentes. As pessoas têm alimentação equilibrada 4) O número de letras nem sempre coincide com o número de
porque são felizes ou são felizes porque têm uma alimentação fonemas.
equilibrada. tóxico fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1234567 123456
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela pode
galho fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g a l h o
induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpretação. Para
1234 12345
fazer a interpretação correta é muito importante saber qual o
contexto em que a frase é proferida. 5) As letras ―m‖ e ―n‖, em determinadas palavras, não
representam fonemas. Observe os exemplos: Compra, conta.
Nessas palavras, ―m‖ e ―n‖ indicam a nasalização das vogais que
as antecedem: /õ/. Veja ainda:
2) FONÉTICA, ORTOGRAFIA nave: o /n/ é um fonema;
E PONTUAÇÃO: CORRETA ESCRITA DAS dança: o ―n‖ não é um fonema; o fonema é /ã/, representado
PALAVRAS DA LÍNGUA PORTUGUESA, na escrita pelas letras ―a‖ e ―n‖.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA,
6) A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.
PARTIÇÃO SILÁBICA, PONTUAÇÃO hoje fonemas:ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234

Classificação dos Fonemas

A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:
(―som, voz‖) e log, logia (―estudo‖, ―conhecimento‖). Significa 1) Vogais
literalmente ―estudo dos sons‖ ou ―estudo dos sons da voz‖. O As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma
homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem uma maneira corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
própria de realizar esses sons no ato da fala. Essas particularidades na desempenham o papel de núcleo das sílabas. Assim, isso significa
pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética. que em toda sílaba há necessariamente uma única vogal.
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Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal.
vogais podem ser: pai (a = vogal, i = semivogal)
Orais: quando o ar sai apenas pela boca. Oral: quando o ar sai apenas pela boca.
/a/, /e/, /i/, /o/, /u/. pai, série
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
/ã/: fã, canto, tampa mãe
/ ẽ /: dente, tempero
/ ĩ/: lindo, mim 2) Tritongo
/õ/ bonde, tombo É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma
/ ũ / nunca, algum semivogal, sempre nessa ordem, numa só sílaba. Pode ser oral ou
Átonas: pronunciadas com menor intensidade. nasal.
até, bola Paraguai - Tritongo oral
d) Tônicas: pronunciadas com maior quão - Tritongo nasal
intensidade. até, bola
Quanto ao timbre, as vogais podem 3) Hiato
ser: Abertas: pé, lata, pó É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que
pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de
Fechadas: mês, luta, amor
uma vogal numa sílaba.
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras:
saída (sa-í-da)
dedo, ave, gente poesia (po-e-si-a)
Quanto à zona de articulação:
Anteriores ou Palatais - A língua eleva-se em direção ao Encontros Consonantais
palato duro (céu da boca): é, ê, i O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal
Posteriores ou Velares - A língua eleva-se em direção ao intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Existem
palato mole (véu palatino): ó, ô, u basicamente dois tipos:
Médias - A língua fica baixa, quase em repouso: a 1-) os que resultam do contato consoante + ―l‖ ou ―r‖ e
ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta,
2) Semivogais cri-se...
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. 2-) os que resultam do contato de duas consoantes
Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta...
emissão de voz (uma sílaba). Nesse caso, esses fonemas são Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos
chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vogais e vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-lo-
semivogais está no fato de que estas últimas não desempenham o go...
papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa- Dígrafos
pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca é o ―a‖. De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita,
Ele é a vogal. O outro fonema vocálico ―i‖ não é tão forte quanto por apenas uma letra.
ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade, história, série. lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
Obs.: os fonemas /i/ e /u/ podem aparecer representados na
escrita por ―e‖, ―o‖ ou ―m‖. Veja: Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita,
pães /pãis/ mão /mãu/ cem /c i/ por duas letras.
bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
3) Consoantes Na palavra acima, para representar o fonema /xe/
foram utilizadas duas letras: o ―c‖ e o ―h‖.
Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para
pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade bucal. representar um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em nossa
Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros ―ruídos‖, língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer.
incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome provém Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais e vocálicos.
justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam
(―soam com‖) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc. Dígrafos Consonantais
Encontros Vocálicos Letras Fonemas Exemplos
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e Lh /lhe/ telhado
semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante nh /nhe/ marinheiro
reconhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. ch /xe/ chave
Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato. /re/ (no interior da palavra) carro
/se/ (no interior da palavra) passo
1) Ditongo qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
numa mesma sílaba. Pode ser: sc /se/ crescer
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da sç /se/ desço
vogal. sé-rie (i = semivogal, e = vogal) xc /se/ exceção
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Dígrafos Vocálicos: registram-se na representação das vogais 6. Dadas as palavras: tung-stê-nio / bis-a-vô / du-e-lo,
nasais. constatamos que a separação silábica está correta:
Fonemas Letras Exemplos a) apenas nº 1 b) apenas nº 2
/ã/ am tampa c) apenas nº 3 d) em todas as palavras
an canto e) n. d. a.
/ẽ/ em templo
en lenda Há relação INCORRETA de letras e fonemas em:
/ ĩ/ im limpo A) Pássaro (7 Letras / 6 Fonemas);
in lindo B) Comovente (9 Letras / 8 Fonemas);
/õ/ om tombo C) Molhada (7 Letras / 6 Fonemas);
on tonto D) Plástica (8 Letras / 8 Fonemas);
/ũ/ um chumbo E) Aquilo (6 Letras / 6 Fonemas).
un corcunda
Assinale a alternativa em que a letra ―x‖ da palavra não
Observação: ―gu‖ e ―qu‖ são dígrafos somente quando possui a pronúncia de /ks/:
seguidos de ―e‖ ou ―i‖, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, A) tóxico B) léxico C) máximo D) prolixo
aquilo. Nesses casos, a letra ―u‖ não corresponde a nenhum
fonema. Em algumas palavras, no entanto, o ―u‖ representa um 9. A palavra vassoura tem:
fonema - semivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). A) 8 letras e 8 fonemas; B) 8 letras e 7 fonemas;
Nesse caso, ―gu‖ e‖qu‖ não são dígrafos. Também não há C) 7 letras e 8 fonemas; D) 7 letras e 7 fonemas;
dígrafos quando são seguidos de ―a‖ ou ―o‖ (quase, averiguo). E) 8 letras e 6 fonemas.
- Repare que, quando você ―ouve‖ o som do ―u‖ em ―gu‖ ou
―qu‖, não temos dígrafos. Exemplo: Água = /agua/ nós 10. A palavra ―charuto‖ apresenta:
pronunciamos a letra ―u‖, senão ficaria /aga/. Temos aqui 4 letras A) um dígrafo e seis fonemas. B) um dígrafo e sete
e 4 fonemas. Já em guitarra = /gitara/ não pronunciamos o ―u‖, fonemas.
então temos dígrafo (aliás, dois dígrafos: ―rr‖). Portanto: 8 letras C) sete letras e sete fonemas. D) sete letras e dois dígrafos.
e 6 fonemas. E) sete letras e cinco fonemas.

Questões sobre Letra e Fonema GABARITO


01. E 02. E 03. C 04. A 05. D
Assinale a alternativa errada a respeito da palavra 06. C 07. E 08. C 09. B 10. A
―churrasqueira‖.
A) apresenta 13 letras e 10 fonemas COMENTÁRIOS
B) apresenta 3 dígrafos: ch, rr, qu
C) divisão silábica: chur-ras-quei-ra 1-) apresenta o tritongo: uei
D) é paroxítona e polissílaba Não ouço o som do ―u‖. Há um dígrafo (qu = duas letras e
E) apresenta o tritongo: uei um fonema). O ‗qu‖ tem o som de /k/.

A alternativa que apresenta uma incorreção é: 2-) a letra ―h‖ sempre representa um fonema. = não representa
o fonema está diretamente ligado ao som da fala. fonema quando inicia uma palavra como, por exemplo, hoje.
as letras são representações gráficas dos fonemas.
a palavra ―tosse‖ possui quatro fonemas. 3-) C) adstringente. = há encontro consonantal (tr), mas não
uma única letra pode representar fonemas diferentes. há vocálico.
a letra ―h‖ sempre representa um fonema.
4-) A) assinar / bocadinho / arredores.
3. Todas as palavras abaixo possuem um encontro vocálico e residência / pingue-pongue / dicionário.
um encontro consonantal, exceto: digno / decifrar / dissesse.
A) destruir. B) magnésio. C) adstringente. dizer / holandês / groenlandeses.
D) pneu. E) autóctone. futebolísticos / diligentes / comparecimento.

A série em que todas as palavras apresentam dígrafo é. A) 5-)A) ficha = 4 B) molhado = 6


assinar / bocadinho / arredores. C) guerra = 4 D) fixo = 5 /f i k s o/
B) residência / pingue-pongue / E) hulha = 3
dicionário. C) digno / decifrar / dissesse.
D) dizer / holandês / groenlandeses. 6-) tungs – tê - nio / bi – sa - vô / du- e –lo
E) futebolísticos / diligentes / comparecimento.
7-) Aquilo (6 Letras / 5 Fonemas = /akilo/ )
Indique a palavra que tem 5 fonemas:
A) ficha. B) molhado. C) guerra. D) fixo. E) hulha. 8-) máximo = /s/
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9-) 8 letras e 7 fonemas = v a s s o u r a (8 letras); /vasoura/ - freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
7 fonemas *os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose.
catequese, metamorfose.
10-) charuto = /xaruto/ 7 letras e 6 fonemas; 1 dígrafo *as formas verbais pôr e querer.
pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta *nomes derivados de verbos com radicais terminados em ―d‖.
das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua. aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa /
As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no difundir - difusão
que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo significados *os diminutivos cujos radicais terminam com ―s‖
diferentes. Essas palavras são chamadas de homônimas (canto, do Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
grego, significa ângulo / canto, do latim, significa música vocal). *após ditongos
As palavras homônimas dividem-se em homógrafas, quando têm coisa, pausa, pouso
a mesma grafia (gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular *em verbos derivados de nomes cujo radical termina com ―s‖.
do verbo gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
palácio ou passo, movimento durante o andar).
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se Escreve-se com Z e não com S:
observar as seguintes regras: *os sufixos ―ez‖ e ―eza‖ das palavras derivadas de adjetivo
macio - maciez / rico - riqueza
O fonema s: *os sufixos ―izar‖ (desde que o radical da palavra de
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas origem não termine com s)
derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent. final - finalizar / concreto - concretizar
pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender - *como consoante de ligação se o radical não terminar com s.
ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir - pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho -
submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir lapisinho
compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer -
discurso / sentir - sensível / consentir - consensual O fonema j:
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados dos Escreve-se com G e não com J:
verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com verbos *as palavras de origem grega ou árabe
terminados por tir ou meter tigela, girafa, gesso.
agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / *estrangeirismo, cuja letra G é
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / regredir originária. sargento, gim.
regressão / oprimir - opressão / comprometer - compromisso / *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
submeter - submissão poucas exceções)
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
a palavra iniciada por ―s‖ Observação: Exceção: pajem
Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re + surgir - *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio.
ressurgir *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo sortilégio, litígio, relógio, refúgio.
Exemplos: ficasse, falasse *os verbos terminados em ger e
gir. eleger, mugir.
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de *depois da letra ―r‖ com poucas exceções.
origem árabe: emergir, surgir.
cetim, açucena, açúcar *depois da letra ―a‖, desde que não seja radical
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica terminado com j: ágil, agente.
cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, Escreve-se com J e não com G:
uço. barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, *as palavras de origem latinas
esperança, carapuça, dentuço *nomes jeito, majestade, hoje.
derivados do verbo ter. *as palavras de origem árabe, africana ou exótica.
abster - abstenção / deter - detenção / ater - atenção / reter - alforje, jiboia, manjerona.
retenção *as palavras terminada com aje.
*após ditongos aje, ultraje
foice, coice, traição
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r) O fonema ch:
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção Escreve-se com X e não com CH:
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica.
O fonema z: abacaxi, muxoxo, xucro.
Escreve-se com S e não com Z: *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J).
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é xampu, lagartixa.
substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos. *depois de ditongo.
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frouxo, feixe. Assinale a alternativa que não apresenta erro de ortografia:


*depois de ―en‖. A) Ela interrompeu a reunião derrepente.
enxurrada, enxoval B) O governador poderá ter seu mandato caçado.
Observação: Exceção: quando a palavra de origem não C) Os espectadores aplaudiram o ministro.
derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) D) Saiu com descrição da sala.
Escreve-se com CH e não com X: Em qual das alternativas a frase está corretamente escrita? A) O
*as palavras de origem estrangeira mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança.
chope, sanduíche, salsicha. C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa.
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
As letras e e i:
*os ditongos nasais são escritos com ―e‖: mãe, põem. Com Qual das alternativas abaixo apresenta palavras que
―i‖, só o ditongo interno cãibra. deveriam ser grafadas com S no lugar do X?
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são A) Exumar – Exultar. B) Exteriorizar – Êxtase.
escritos com ―e‖: caçoe, tumultue. Escrevemos com ―i‖, os C) Expectador – Excursão. D) Expontâneo – Extrepitar.
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
- atenção para as palavras que mudam de sentido quando Está separada corretamente:
substituímos a grafia ―e‖ pela grafia ―i‖: área (superfície), ária
A) Sus-sur-rar. B) Ra-dio-gra-far.
(melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à
tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé), C) Tin-ho-rão. D) So-bre-ssa-len-te.
pião (brinquedo). E) Li-gni-ta.

Questões sobre Ortografia 8. Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso de ―a‖ e


―há‖:
1. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013) Assinale a alternativa Daqui a dois meses iremos à Europa.
que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho a Isto foi há muito tempo.
seguir, de acordo com a norma-padrão. Há meses que não a vejo.
Além disso, certamente entre nós do fenômeno da corrupção A dois meses fomos na casa de sua mãe.
e das fraudes. Há tempos atrás éramos muito felizes.
a … concenso … acerca
há … consenso … acerca 9. Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta:
a … concenso … a cerca A) Porque essa cara? B) Não vou porque não quero.
a … consenso … há cerca C) Mas por quê? D) Você saiu por quê?
há … consenço … a cerca
GABARITO
2. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alternativa 01. B 02. D 03. C 04. C05. B
cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma- 06. D 07. A 08. D 09. A
-padrão.
Os tabeliãos devem preparar o documento. COMENTÁRIOS
Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. 1-) O exercício quer a alternativa que apresenta correção
Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. ortográfica. Na primeira lacuna utilizaremos ―há‖, já que está
Cuidado com os degrais, que são perigosos! empregado no sentido de ―existir‖; na segunda, ―consenso‖ com
―s‖; na terceira, ―acerca‖ significa ―a respeito de‖, o que se
3. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). encaixa perfeitamente no contexto. ―Há cerca‖ = tem cerca (de
Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar os arame, cerca viva, enfim...); ―a cerca‖ = a cerca está destruída
usuários sobre o festival Sounderground. (arame, madeira...)

Prezado Usuário 2-) (A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tabeliães


de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô, (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. =
desta segunda-feira (25/02), 17h30, começa cidadãos
o Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. =
que tocam em estações do metrô. certidões
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão e (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = degraus
divirta-se!
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preencher 3-) Prezado Usuário
as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô, a
A) A fim ...a partir ... as B) A fim ...à partir ... às partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa o
C) A fim ...a partir ... às D) Afim ...a partir ... às Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos
E) Afim ...à partir ... as que tocam em estações do metrô.
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Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão e 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-
divirta-se! quando associados com outro termo que é iniciado por r: hiper-
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; antes de resistente, inter-racial, super-racional, etc.
horas: há crase
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, ex--
4-) A) Ela interrompeu a reunião derrepente. =de repente B) presidente, vice-governador, vice-prefeito.
O governador poderá ter seu mandato caçado. = cassado D)
Saiu com descrição da sala. = discrição Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: pré-natal,
pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
5-) A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
mendigo/caderneta/poupança Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abraça-o,
O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. = lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
mendigo/caderneta/poupança
O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa. Nas formações em que o prefixo tem como segundo termo
=mendigo/depositou/caderneta/poupança uma palavra iniciada por ―h‖: sub-hepático, eletro-higrómetro,
geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar, super-
6-) Espontâneo – Estrepitar
-homem.
7-) B) Ra-dio-gra-far = Ra - di - o - gra - far
C) Tin-ho-rão. = ti - nho - rão Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo termina
D) So-bre-ssa-len-te. = so - bres - sa - len - te na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas, eletro-ótica,
E) Li-gni-ta. = lig - ni - ta semi-interno, auto-observação, etc.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros termos:
8-) Há dois meses fomos na casa de sua mãe. (= há no reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
sentido de tempo passado)
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mudança
9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome está de linha), caso a última palavra a ser escrita seja formada por
longe do ponto de interrogação. hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escreverei anti-
inflamatório e, ao final, coube apenas ―anti-‖. Na linha debaixo
escreverei: ―-inflamatório‖ (hífen em ambas as linhas).
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado para ligar
os elementos de palavras compostas (couve-flor, ex-presidente) e Não se emprega o hífen:
para unir pronomes átonos a verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei).
Serve igualmente para fazer a translineação de palavras, isto Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em
é, no fim de uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca-/ vogal e o segundo termo inicia-se em ―r‖ ou ―s‖. Nesse caso,
sa; compa-/nheiro). passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarregra,
infrassom, microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.
Uso do hífen que continua depois da Reforma Ortográfica:
Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo
1. Em palavras compostas por justaposição que formam uma termina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal
unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem para formam diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada,
um novo significado: tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoescola,
tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, arco-- infraestrutura, etc.
íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
Nas formações, em geral, que contêm os prefixos ―dês‖ e
Em palavras compostas por espécies botânicas e zoológicas: ―in‖ e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, inábil,
couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-menina, erva-doce, desabilitar, etc.
feijão-verde.
Nas formações com o prefixo ―co‖, mesmo quando o
Nos compostos com elementos além, aquém, recém e sem:
além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casado, aquém-- segundo elemento começar com ―o‖: cooperação, coobrigação,
fiar, etc. coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.

No geral, as locuções não possuem hífen, mas algumas Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção de
exceções continuam por já estarem consagradas pelo uso: cor-- composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista, etc.
de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-meia, água-de-
-colônia, queima-roupa, deus-dará. Em alguns compostos com o advérbio ―bem‖: benfeito,
benquerer, benquerido, etc.
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-Niterói,
percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações históricas ou
ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Alsácia-Lorena, etc.
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Questões sobre Hífen Assinale o item em que o uso do hífen está incorreto.
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o novo B) bem-vindo / antessala /contra-regra
Acordo, está sendo usado corretamente: C) contramestre / infravermelho / autoescola
A) Ele fez sua auto-crítica ontem. D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
B) Ela é muito mal-educada. E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei. Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção quanto
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. ao emprego do hífen.
O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura para
Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do hífen: A) relacionamento extraconjugal.
Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno.
uma superalimentação. Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultramarinas.
Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada. O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina antirrábica.
Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido. Era um suboficial de uma superpotência.
Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
O autodidata fez uma autoanálise. 10. Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto
ao emprego do hífen.
Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do Foi iniciada a campanha pró-leite.
hífen, respeitando-se o novo Acordo. O ex-aluno fez a sua autodefesa.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo. O contrarregra comeu um contra-filé.
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
campeonato. O meia-direita deu início ao contra-ataque.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
D) O recém-chegado veio de além-mar. GABARITO
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório. 01. B 02. B 03. A 04. E 05. C
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C
Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o hífen COMENTÁRIOS
obrigatório:
em nenhuma delas.
1-) A) autocrítica
na segunda palavra.
pontapé
na terceira palavra.
supermercado
em todas as palavras.
infravermelhos
na primeira e na segunda palavra.
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assombrada.
Fez um esforço para vencer o campeonato . Qual
alternativa completa corretamente as lacunas?
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.
A) sobreumano/interregional B)
sobrehumano-interregional C)
sobre-humano / inter-regional 4-) a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de
D) sobrehumano/ inter-regional moleque (doce)
E) sobre-humano /interegional Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam
elementos de ligação.
Suponha que você tenha que agregar o prefixo sub- às Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies
palavras que aparecem nas alternativas a seguir. Assinale aquela animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes,
que tem de ser escrita com hífen: sementes), tenham ou não elementos de ligação.
A) (sub) chefe B) Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos
(sub) entender C) de ligação.
(sub) solo
D) (sub) reptício 5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o campeonato
E) (sub) liminar inter-regional.
Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com
grafadas corretamente: que se inicia a outra palavra
A) autocrítica, contramestre, extra-oficial B)
infra-assinado, infra-vermelho, infra-som 6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender, subsolo, sub--
D) supervida, superelegante, supermoda reptício (sem o hífen até a leitura da palavra será alterada; /subre/,
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia ao invés de /sub re/), subliminar
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7-) A) autocrítica, contramestre, extraoficial Ponto de Exclamação


infra-assinado, infra-vermelho, infrassom 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
semicírculo, semi-humano, semi-internato susto, súplica, etc.
supervida, superelegante, supermoda = corretas Sim! Claro que eu quero me casar com você!
sobressaia, minissaia, supersaia 2- Depois de interjeições ou vocativos
Ai! Que susto!
8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra João! Há quanto tempo!

9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina antirrábica. Ponto de Interrogação


Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé. ―- Então? Que é isso? Desertaram ambos?‖ (Artur Azevedo)

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem Reticências


para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 1- Indica que palavras foram suprimidas.
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais - Comprei lápis, canetas, cadernos...
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
portuguesa. 2- Indica interrupção violenta da frase.
―- Não... quero dizer... é verdad... Ah!‖
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que - Este mal... pega doutor?
se encontra.
Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava. - Deixa, depois, o coração falar...

Vírgula
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Não se usa vírgula
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
Ponto e Vírgula ( ; )
diretamente entre si:
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma a) entre sujeito e predicado.
importância. Todos os alunos da sala foram advertidos.
- ―Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão a Sujeito predicado
fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de b) entre o verbo e seus objetos.
nenhum espírito dão pelo pão a alma...‖ (VIEIRA) O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas. -
Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, montanhas, frio Usa-se a vírgula:
e cobertor. - Para marcar intercalação:
do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, vem caindo de preço.
decreto de lei, etc. da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
Ir ao supermercado; produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
Pegar as crianças na escola; das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não
Caminhada na praia; querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
Reunião com amigos. mão dos lucros altos.

Dois pontos - Para marcar inversão:


1- Antes de uma citação do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
2- Antes de um aposto pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de
tarde e calor à noite. 1982.

3- Antes de uma explicação ou esclarecimento - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos em
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a enumeração):
rotina de sempre. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
4- Em frases de estilo direto
Maria perguntou: - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
- Por que você não toma uma decisão? Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
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Para isolar: Duas explicações do treinamento para consultores iniciantes,


o aposto: receberam destaque: o conceito de PPD e a construção de tabelas
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de vendas
trânsito caótico. associadas aos dois temas.
- o vocativo: Duas explicações, do treinamento para consultores
Ora, Thiago, não diga bobagem. iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
Questões sobre Pontuação vendas associadas aos dois temas.

(Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alternativa em 04.(Escrevente TJ SP – Vunesp 2012). Assinale a alternativa
que a pontuação está corretamente empregada, de acordo com a em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de junho
norma-padrão da língua portuguesa. de 2012, está correto quanto à regência nominal e à pontuação.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, seu
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou a espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais notável em
esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em outros.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou a notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse outros.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente seu
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse outros.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente seu
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse outros.
ajudar a revelar quem era a sua dona. Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, seu
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais notável
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em outros.
esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). Assinale
a alternativa em que a frase mantém-se correta após o acréscimo
das vírgulas.
Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem
dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
abaixo: pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao
grupo ou acione o código na internet.
―Quando se trata de trabalho científico duas coisas devem
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
ser consideradas uma é a contribuição teórica que o trabalho
código foi acionado.
oferece a outra é o valor prático que possa ter.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a criança
dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
foi encontrada.
vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
primeiro às, areias do Guarujá.
ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
de quem a encontrou e informar um ponto de referência
3. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os
sinais de pontuação estão empregados corretamente em: Assinale a série de sinais cujo emprego corresponde, na
Duas explicações, do treinamento para consultores iniciantes mesma ordem, aos parênteses indicados no texto:
receberam destaque, o conceito de PPD e a construção de tabelas ―Pergunta-se ( ) qual é a ideia principal desse parágrafo ( )
Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de vendas A chegada de reforços ( ) a condecoração ( ) o escândalo da
associadas aos dois temas. opinião pública ou a renúncia do presidente ( ) Se é a chegada de
Duas explicações do treinamento para consultores iniciantes reforços ( ) que relação há ( ) ou mostrou seu autor haver ( )
receberam destaque: o conceito de PPD e a construção de tabelas entre esse fato e os restantes ( )‖.
Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de vendas A) vírgula, vírgula, interrogação, interrogação, interrogação,
associadas aos dois temas. vírgula, vírgula, vírgula, ponto final
Duas explicações do treinamento para consultores iniciantes B) dois pontos, interrogação, vírgula, vírgula, interrogação,
receberam destaque; o conceito de PPD e a construção de tabelas vírgula, travessão, travessão, interrogação
Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de vendas C) travessão, interrogação, vírgula, vírgula, ponto final,
associadas aos dois temas. travessão, travessão, ponto final, ponto final
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D) dois pontos, interrogação, vírgula, ponto final, travessão, (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora ,
vírgula, vírgula, vírgula, interrogação (X) experimentasse a sensação de violar uma intimidade,
E) dois pontos, ponto final, vírgula, vírgula, interrogação, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar algo
vírgula, vírgula, travessão, interrogação que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.

7. (SRF) Das redações abaixo, assinale a que não está 2-) Quando se trata de trabalho científico , duas coisas devem
pontuada corretamente: ser consideradas : uma é a contribuição teórica que o trabalho
A) Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado oferece ; a outra é o valor prático que possa ter.
do concurso.
Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do vírgula, dois pontos, ponto e vírgula
concurso.
Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do 3-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas A)
concurso. Duas explicações , (X) do treinamento para consultores iniciantes
Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do receberam destaque , (X) o conceito de PPD e a construção
concurso, em fila. de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das
E) Os candidatos aguardavam ansiosos, em fila, o resultado metas de vendas associadas aos dois temas.
do concurso. Duas explicações do treinamento para consultores iniciantes
receberam destaque ; (X) o conceito de PPD e a construção de
8. A frase em que deveria haver uma vírgula é: tabelas Price , (X) mas por outro lado, faltou falar das metas de
A) Comi uma fruta pela manhã e outra à tarde. vendas associadas aos dois temas.
B) Eu usei um vestido vermelho na festa e minha irmã usou Duas explicações do treinamento para consultores iniciantes
um vestido azul. , (X) receberam destaque: o conceito de PPD e a construção de
Ela tem lábios e nariz vermelhos. tabelas Price , (X) mas, por outro lado, faltou falar das metas de
Não limparam a sala nem a cozinha. vendas associadas aos dois temas.
Duas explicações , (X) do treinamento para consultores
9. (Cefet-PR) Assinale o item em que o texto está iniciantes , (X) receberam destaque ; (X) o conceito de PPD e a
corretamente pontuado: construção de tabelas Price , (X) mas por outro lado, faltou falar
Não nego, que ao avistar a cidade natal tive uma sensação das metas , (X) de vendas associadas aos dois temas.
nova.
Não nego que ao avistar, a cidade natal, tive uma sensação 4-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas
nova. Não há dúvida de que as mulheres ampliam , (X)
Não nego que, ao avistar, a cidade natal, tive uma sensação rapidamente , (X) seu espaço na carreira científica (, ) ainda que o
nova. avanço seja mais notável em alguns países, o Brasil é um
Não nego que ao avistar a cidade natal tive uma sensação exemplo, do que em outros.
nova. Não há dúvida de que , (X) as mulheres , (X) ampliam
Não nego que, ao avistar a cidade natal, tive uma sensação rapidamente seu espaço na carreira científica ; (X) ainda que o
nova. avanço seja mais notável , (X) em alguns países, o Brasil é um
exemplo ! (X) , do que em outros.
GABARITO Não há dúvida de que as mulheres , (X) ampliam
rapidamente seu espaço , (X) na carreira científica , (X) ainda que
01. C 02. C 03. B 04. D05. E o avanço seja mais notável, em alguns países : (X) o Brasil é um
06. B 07. B 08. B 09. E exemplo, do que em outros.
Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
COMENTÁRIOS (X) seu espaço na carreira científica, ainda que , (X) o avanço
seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas que em outros.
Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
experimentasse , (X) a sensação de violar uma intimidade, 5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá na
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem eletrônica
Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora ao grupo ou acione o código na internet.
experimentasse a sensação , (X) de violar uma intimidade, Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os pais de
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que onde o código foi acionado.
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados ,
Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa e, (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem dizendo que
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, a criança foi encontrada.
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar algo (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) chega
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. primeiro às , (X) areias do Guarujá.
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6-) Pergunta-se ( : ) qual é a ideia principal desse parágrafo Como podemos observar, os vocábulos possuem mais de uma sílaba,
( ? ) Achegada de reforços ( , ) a condecoração ( , ) o mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: são
escândalo da opinião pública ou a renúncia do presidente (? ) Se é os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, apresentam
a chegada de reforços ( , ) que relação há ( - ) ou mostrou seu certa diferenciação quanto à intensidade. Tal diferenciação só é
autor haver ( - ) entre esse fato e os restantes ( ? ) percebida quando os pronunciamos em uma dada sequência de
palavras. Assim como podemos observar
7-) Em fila, os candidatos , (X) aguardavam, ansiosos, o no exemplo a seguir:
resultado do concurso. “Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.
8-) Eu usei um vestido vermelho na festa , e minha irmã usou
um vestido azul. Os monossílabos classificam-se como tônicos; os
Há situações em que é possível usar a vírgula antes do ―e‖. demais, como átonos (que, em, de).
Isso ocorre quando a conjunção aditiva coordena orações de Os acentos
sujeitos diferentes nas quais a leitura fluente pode ser prejudicada
pela ausência da pontuação. acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i», «u» e
sobre o «e» do grupo ―em‖ - indica que estas letras representam as
9-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
A) Não nego , (X) que ao avistar a cidade natal tive uma Sobre as letras ―e‖ e ―o‖ indica, além da tonicidade, timbre aberto.
sensação nova. Ex.: herói – médico – céu (ditongos abertos)
B) Não nego que ao avistar , (X) a cidade natal, tive uma
sensação nova. acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras ―a‖, ―e‖ e
C) Não nego que, ao avistar , (X) a cidade natal, tive uma ―o‖ indica, além da tonicidade, timbre fechado:
sensação nova. Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
D) Não nego que ( , ) ao avistar a cidade natal ( , ) tive uma acento grave (`) – indica a fusão da preposição ―a‖
sensação nova. com artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Recomendo a visualização do link abaixo para entender,
de uma maneira criativa, a importância da pontuação! trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
http://www.youtube.com/watch?v=JxJrS6augu0 derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller)
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
til (~) – indica que as letras ―a‖ e ―o‖ representam
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
vogais nasais.
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
Ex.: coração – melão – órgão – ímã
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem escrita.
Regras fundamentais:
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de
redigir, automaticamente aprimoramos essas competências, e logo Palavras oxítonas:
nos adequamos à forma padrão. Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: ―a‖, ―e‖, ―o‖,
―em‖, seguidas ou não do plural(s):
Regras básicas – Acentuação tônica Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
A acentuação tônica implica na intensidade com que são
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma Monossílabos tônicos terminados em ―a‖, ―e‖, ―o‖,
mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, seguidos ou não de ―s‖.
como são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas Ex.: pá – pé – dó – há
de átonas. Formas verbais terminadas em ―a‖, ―e‖, ―o‖ tônicos,
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas seguidas de lo, la, los, las.
como: respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba. Paroxítonas:
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai táxi – lápis – júri
na penúltima sílaba. - us, um, uns
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica está na automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
antepenúltima sílaba. - ã, ãs, ão, ãos
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus ímã – ímãs – órfão – órgãos
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-- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare Não se acentuam o ―i‖ e o ―u‖ que formam hiato
que essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização!
Não se acentuam as letras ―i‖ e ―u‖ dos hiatos se
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de ―s‖. estiverem seguidas do dígrafo nh:
água – pônei – mágoa – jóquei ra-i-nha, ven-to-i-nha.

Regras especiais: Não se acentuam as letras ―i‖ e ―u‖ dos hiatos se


vierem precedidas de vogal idêntica:
Os ditongos de pronúncia aberta ―ei‖, ―oi‖ (ditongos abertos), xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a nova
regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma palavra ―u‖ tônico precedido de ―g‖ ou ―q‖ e seguido de ―e‖ ou ―i‖ não
oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são acentuados. Ex.: serão mais acentuadas. Ex.:
Antes Agora Antes Depois
assembléia assembleia apazigúe (apaziguar) apazigue
idéia ideia averigúe (averiguar) averigue
geléia geleia argúi (arguir) argui
jibóia jiboia
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa
apóia (verbo apoiar) apoia
do plural de:
paranóico paranoico ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm (verbo vir)
Quando a vogal do hiato for ―i‖ ou ―u‖ tônicos,
acompanhados ou não de ―s‖, haverá acento: A regra prevalece também para os verbos conter, obter,
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
Observação importante: ele obtém – eles obtêm
Não serão mais acentuados ―i‖ e ―u‖ tônicos, formando hiato ele retém – eles retêm ele
quando vierem depois de ditongo: Ex.: convém – eles convêm
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
feiúra feiura eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes (regra
Sauípe Sauipe do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito
O acento pertencente aos encontros ―oo‖ e ―ee‖ foi abolido. perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para
Ex.: diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do
Antes Agora indicativo). Ex:
crêem creem Ela pode fazer isso agora.
lêem leem Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
vôo voo
enjôo enjoo O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
preposição por.
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos - Quando, na frase, der para substituir o ―por‖ por ―colocar‖,
que, no plural, dobram o ―e‖, mas que não recebem mais acento então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: ―pôr‖; nos
como antes: CRER, DAR, LER e VER. outros casos, ―por‖ preposição. Ex:
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Repare:
1-) O menino crê em você Questões sobre Acentuação Gráfica
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem! ―Cadáver‖ é paroxítona, pois: A)
Todas leem bem! Tem a última sílaba como tônica.
3-) Espero que ele dê o recado à sala. B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
Esperamos que os garotos deem o C) Tem a antepenúltima sílaba como
recado! 4-) Rubens vê tudo! tônica. D) Não tem sílaba tônica.
Eles veem tudo!
Assinale a alternativa correta.
* Cuidado! Há o verbo vir: A palavra faliu contém um:
Ele vem à tarde! A) hiato B) dígrafo
Eles vêm à tarde! C) ditongo decrescente D) ditongo crescente
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―0O3. rEemsultado da experiência GABARITO


foi, literalmente,
aterrador.‖ a palavra destacada encontra-se acentuada pelo mesmo 01. B 02. C 03. B 04. A05. E
motivo que:
A) túnel B) voluntário 06. A 07. A 08. B 09. D
C) até D) insólito
E) rótulos COMENTÁRIOS

4. Assinale a alternativa correta. 1-) Separando as sílabas: Ca – dá – ver: a penúltima sílaba é a


―Contrário‖ e ―prévias‖ são acentuadas por serem tônica (mais forte; nesse caso, acentuada). Penúltima sílaba tônica
paroxítonas terminadas em ditongo. = paroxítona
Em ―interruptor‖ e ―testaria‖ temos, respectivamente,
encontro consonantal e hiato. 2-) fa - liu - temos aqui duas vogais na mesma sílaba,
Em ―erros derivam do mesmo recurso mental‖ as palavras portanto: ditongo. É decrescente porque apresenta uma vogal e
grifadas são paroxítonas. uma semivogal. Na classificação, ambas são semivogais, mas
Nas palavras ―seguida‖, ―aquele‖ e ―quando‖ as partes quando juntas, a que ―aparecer‖ mais na pronúncia será
destacadas são dígrafos. considerada ―vogal‖.
A divisão silábica está correta em ―co-gni-ti-va‖, ―p-si-có-lo-
ga‖ e ―a-ci-o-na‖. 3-) ex – pe - ri – ên - cia : paroxítona terminada em
ditongo crescente (semivogal + vogal)
5. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: a-) Tú –nel: paroxítona terminada em L
A) saúde B) cooperar b-) vo – lun - tá – rio : paroxítona terminada em
C) ruim D) creem ditongo c-) A - té – oxítona
E) pouco d-) in – só – li – to : proparoxítona
e-) ró – tu los – proparoxítona
―O episódio aconteceu em plena via pública de Assis. Dez
mulheres começaram a cantar músicas pela paz mundial. A partir 4-) a-) correta
daquele momento outras pessoas que passavam por ali decidiram b-) inteRRuptor: não é encontro consonantal, mas sim
integrar ao grupo. Rapidamente, uma multidão aderiu à ideia. DÍGRAFO
Assim começou a formação do maior coral popular de Assis‖. O c-) todas são, exceto MENTAL, que é oxítona
vocábulo sublinhado tem sua acentuação gráfica justificada pelo d-) são dígrafos, exceto QUANDO, que ―ouço‖ o som do U,
mesmo motivo das palavras: portanto não é caso de dígrafo
A) eminência, ímpio, vácuo, espécie, sério e-) cog – ni - ti – va / psi – có- lo- ga
B) aluá, cárie, pátio, aéreo, ínvio
C) chinês, varíola, rubéola, período, prêmio 5-) sa - ú - de / co - o - pe – rar / ru – im / cre - em
D) sábio, sábia, sabiá, curió, sério / pou - co (ditongo)
Assinale a opção CORRETA em que todas as palavras 6-) e - pi - só - dio - paroxítona terminada em ditongo a-
estão acentuadas na mesma posição silábica. ) ok
A) Nazaré - além - até - está - também. b-) a – lu –á :oxítona, então descarte esse item
B) Água - início - além - oásis - religião.
c-) chi – nês : oxítona, idem
C) Município - início - água - século - oásis
d-) sa – bi – á : idem
D) Século - símbolo - água - histórias - missionário
E) Missionário - símbolo - histórias - século – município
7-) a-) oxítona – TODAS
b-) paroxítona – paroxítona – oxítona – paroxítona – não
Considerando as palavras: também / revólver / lâmpada /
acentuada
lápis. Assinale a única alternativa cuja justificativa de acentuação
c-) paroxítona – idem – idem – proparoxítona – paroxítona
gráfica não se refere a uma delas:
d-) proparoxítona – idem – paroxítona – idem – idem
A) palavra paroxítona terminada em - is
e-) paroxítona – proparoxítona – paroxítona – proparoxítona
B) palavra proparoxítona terminada em - em
C) palavra paroxítona terminada em - r – paroxítona
D) palavra proparoxítona - todas devem ser acentuadas
8-) tam – bém: oxítona / re – vól – ver: paroxítona / lâm – pa
Assinale a alternativa incorreta: – da: proparoxítona / lá – pis
Os vocábulos sábio, régua e decência são paroxítonos :paroxítona a-) é a regra do LÁPIS
terminadas em ditongos crescentes. b-) todas as proparoxítonas são acentuadas, independente
O vocábulo armazém é acentuado por ser um oxítono de sua terminação
terminado em em. c-) regra para REVÓLVER
Os vocábulos baú e cafeína são hiatos. d-) relativa à palavra lâmpada
O vocábulo véu é acentuado por ser um oxítono terminado
em u.
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9-) As alternativas A, B e C contêm afirmativas corretas. Na Classificação da Sílaba quanto à Intensidade


D, há erro, pois véu é monossílabo acentuado por terminar em
ditongo aberto. Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
Átona: é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
A - MOR Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre,
principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas tônica da palavra primitiva. Veja o exemplo abaixo:
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. Palavra primitiva: be - bê
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não átona tônica
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas de Palavra derivada: be - be - zi - nho
uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa palavra. átona subtônica tônica átona
Atenção: as letras ―i‖ e ―u‖ (mais raramente com as letras ―e‖ e
―o‖) podem representar semivogais. Classificação das Palavras quanto à Posição da Sílaba
Tônica
Classificação das Palavras quanto ao Número de Sílabas
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da
Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. língua portuguesa que contêm duas ou mais sílabas são
mãe, flor, lá, meu classificados em:
Dissílabas: possuem duas sílabas.
Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a
ca-fé, i-ra, a-í, trans-por
última. avó, urubu, parabéns
3) Trissílabas: possuem três sílabas. ci-
ne-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir
Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima.
4) Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. a-ve-ni-
dócil, suavemente, banana
da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-
rin-go-lo-gis-ta
Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a
antepenúltima.
Divisão Silábica
máximo, parábola, íntimo
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as
seguintes normas: Saiba que:
Não se separam os ditongos e tritongos. São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel,
foi-ce, a-ve-ri-guou novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
Não se separam os encontros consonantais que iniciam filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico,
sílaba. inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia
psi-có-lo-go, re-fres-co (alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia,
Separam-se as vogais dos hiatos. pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido(a).
ca-a-tin-ga, fi-el, sa-ú-de São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro,
Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. car- bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano,
ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te trânsfuga.
Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla tonicidade:
excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é ―l‖ ou ―r‖. acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/Oceania,
ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil, zângão/zangão.

Acento Tônico Monossílabos


O sol já se pôs.
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe-se
que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as demais. Essa frase é formada apenas por monossílabos. É possível
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. verificar que os monossílabos sol, já e pôs são pronunciados com
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. maior intensidade que os outros. São tônicos. Possuem acento
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. próprio e, por isso, não precisam apoiar-se nas palavras que os
antecedem ou que os seguem. Já os monossílabos ―o‖ e ―se‖ são
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras, átonos, pois são pronunciados fracamente. Por não terem acento
em meio a sílabas de menor intensidade, é um dos elementos que próprio, apoiam-se nas palavras que os antecedem ou que os
dão melodia à frase. seguem.
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Critérios de Distinção 2. Assinale o vocábulo abaixo cuja tonicidade recai na última


sílaba.
Muitas vezes, fazer a distinção entre um monossílabo átono e A) caracteres. B) austero. C) ureter.
um tônico pode ser complicado. Por isso, observe os critérios a D) rubrica. E) tambores.
seguir.
1- Modificação da pronúncia da vogal final. As palavras abaixo são, respectivamente:
Nos monossílabos átonos a vogal final modifica-se ou pode Principal - poderosa - álcool
se modificar na pronúncia. Com os tônicos, não ocorre tal A) Oxítona, paroxítona e proparoxítona.
possibilidade. B) Oxítona, paroxítona e paroxítona.
C) Proparoxítona, proparoxítona e proparoxítona.
Vou de carro para o meu trabalho. (de = monossílabo átono -
D) Paroxítona, oxítona e paroxítona.
é possível a pronúncia di ônibus.)
Dê um auxílio às pessoas que necessitam. (dê = Qual o único par de palavras que deve ser acentuado?
monossílabo tônico - é impossível a pronúncia di um auxílio.) A) palacio e egoista. B) quente e esquilo.
C) funcionario e caqui. D) formosura e raposa.
2- Significado isolado do monossílabo E) refens e cascavel.
O monossílabo átono não tem sentido quando isolado na
frase. Veja: Assinale a alternativa em que as palavras estão separadas
Meus amigos já compraram os convites, mas eu não. corretamente:
O monossílabo tônico, mesmo isolado, possui significado. A) Dis-tra-í-do, ru-im, le-gais
Observe: B) Pri-me-iro, graú-do, paí-ses
Existem pessoas muito más. C) Juí-zes, faí-sca, ter-ra
Nessa frase, o monossílabo possui sentido: más = ruins. D) Raí-nha, sai-da, ca-sa
São monossílabos átonos:
artigos: o, a, os, as, um, uns Palavras proparoxítonas são classificadas quando a sílaba
pronomes pessoais oblíquos: me, te, se, o, a, os, as, lhe, nos, tônica é a antepenúltima. Das palavras descritas abaixo qual
vos podemos classificar utilizando esta regra?
preposições: a, com, de, em, por, sem, A) Café. B) Máquinas. C) Revólver. D) Espontâneo.
sob pronome relativo: que
7. Aponte a separação silábica correta:
conjunções: e, ou, que, se
A) Ca-m-po. B) Guer-ra. C) Ami-go. D) Fo-lh-a.
São monossílabos tônicos: todos aqueles que 8. As palavras das alternativas a seguir estão com sua
possuem autonomia na frase. sílaba tônica sublinhada. Uma delas, porém, está sublinhada
mim, há, seu, lar, etc. incorretamente. Aponte-a:
A) rubrica B) interim
Obs.: pode ocorrer que, de acordo com a autonomia fonética, C) gratuito D) pudico
um mesmo monossílabo seja átono numa frase, porém tônico em
outra. 9. Há uma palavra dissílaba em:
Que foi? (átono) A) Carro. B) Pé. C) Automóvel. D) Canela.
Você fez isso por quê? (tônico)
10. Aponte a alternativa em que todas as separações
Questões sobre Sílaba silábicas estão corretas:
Psi-có-lo-go / ad-mi-rar / zoo-ló-gi-co.
1. Classifique as palavras quanto à localização do acento A-mi-úde / ex-cur-são / a-na-to-mi-a.
tônico, relacionando a primeira coluna com a segunda: Bí-ceps / te-so-u-ro / trans-fu-são.
Oxítona E-clip-se / in-fec-ci-o-so / pers-pi-caz.
Paroxítona
Proparoxítona ( )
GABARITO
01. A 02. C 03. A 04. A 05. A
Pegadas
06. B 07. B 08. B 09. A 10. D
( ) Protótipo
( ) Gratuito ( COMENTÁRIOS
) Ruim
( ) Sutil 1-) (1) Oxítona (2) Paroxítona (3) Proparoxítona
pe ga das = penúltima sílaba tônica = paroxítona 2
Após relacionar as colunas, a ordem na numeração, de cima pro tó ti po= antepenúltima sílaba é a tônica = propar. 3
para baixo, é: gra tui to = penúltima sílaba tônica = paroxítona 2
A) 2, 3, 2, 1, 1. B) 3, 3, 2, 2, 1. Ru im = última sílaba tônica = oxítona 1
C) 1, 2, 3, 1, 2. D) 1, 3, 3, 2, 2. su til = última sílaba tônica = oxítona 1
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2-) A) caracteres = Ca rac te res Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
B) austero = aus te ro palavras que selecionamos, podemos depreender a existência de
C) ureter = u re ter diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
D) rubrica = Ru bri Ca E) formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
tambores = tam bo res significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.

3-) Principal - poderosa - Classificação dos morfemas:


álcool Prin ci pal = oxítona
Po de ro sa = paroxítona Radical
Ál co ol = proparoxítona Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
analisando: escol-. É esse morfema comum – o radical – que faz
4-) Pares que DEVEM com que as consideremos palavras de uma mesma família de
A) palacio e egoista. Palácio - egoísta significação – os cognatos. O radical é a parte da palavra
B) quente e esquilo. Ésquilo - foi um dramaturgo da Grécia responsável por sua significação principal.
Antiga. (= pode ser acentuada)
funcionario e caqui. Funcionário - cáqui(cor) e caqui(fruta) Afixos
podem ser acentuadas Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma nova
formosura e raposa. = nenhuma
palavra a partir de escola. De maneira semelhante, o acréscimo
refens e cascavel. Reféns / cascavel ou cascável dos morfemas sub e arização à forma escol- criou
subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de afixos.
5-) Pri mei ro gra ú do pa í ses
Quando são colocados antes do radical, como acontece com
Ju í zes fa ís ca ter-ra
sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
Ra i nha sa í da Ca sa
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados de
6-) Café Ca fé = oxítona (última sílaba) sufixos. Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe
Máquinas má qui nas = antepenúltima (proparoxítona) gramatical, são capazes de introduzir modificações de significado
Revólver re vól ver = penúltima (paroxítona) no radical a que são acrescentados.
Espontâneo es pon tâ neo = penúltima (paroxítona)
Desinências
7-) Cam po Guer ra A mi go Fo lha Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
8-) ín te rim = proparoxítona modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou
9-) B) Pé = monossílaba terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo
Automóvel = polissílaba do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
Canela = trissílaba Podemos concluir, assim, que existem morfemas que
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem
10-) A) Psi có lo go / ad mi rar / zo o ló gi co. no fim das palavras variáveis e recebem o nome de desinências.
B) A mi ú de / ex cur são / a na to mi a. Há desinências nominais e desinências verbais.
C) Bí ceps / te sou ro / trans fu são.
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina.
3) MORFOLOGIA: ESTRUTURA
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o morfema
E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS, –s, que indica o plural em oposição à ausência de morfema, que
CLASSES DE PALAVRAS indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas;
menino/meninos; menina/meninas.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de
plural assume a forma -es:
Observe as seguintes mar/mares;
palavras: escol-a revólver/revólveres;
escol-ar escol- cruz/cruzes.
arização escol-
arizar sub-escol-
arização Desinências verbais: em nossa língua, as desinências verbais
pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam o modo
Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que indicam o
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, número e a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais):
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por cant-á-va-mos
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar cant: radical -
pelo acréscimo do elemento destacável: ar. á-: vogal temática
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-va-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito Derivação por acréscimo de afixos


imperfeito do indicativo)
-mos:desinência número- É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)
pessoal cant-á-sse-is pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode
cant: radical ser: prefixal, sufixal e parassintética.
-á-: vogal temática 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
-sse-:desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito acréscimo de prefixo.
imperfeito do subjuntivo) In------ --feliz des----------leal
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda pessoa Prefixo radical prefixo radical
do plural)
2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
Vogal temática acréscimo de sufixo.
Feliz---- mente leal------dade
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, Radical sufixo radical sufixo
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo o simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes ―existiria‖). Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
apresentam vogais temáticas. En-- -----trist- ----ecer
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas Prefixo radical sufixo
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base,
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas en----- ---tard--- --ecer
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, prefixo radical sufixo
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: Outros tipos de derivação
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
vogal temática. haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
derivação imprópria.
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam três 1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Assim, os redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação de
verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira conjugação; substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação.
2-) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é obtida
Vogal ou consoante de ligação pela mudança de categoria gramatical da palavra primitiva. Não
ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente na classe
As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que gramatical.
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um da conjunção porque)
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui,
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros substantivo)
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
chaleira, tricota. Outros processos de formação de palavras:

Processos de formação de palavras: Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos de


línguas diferentes.
1-) Composição automóvel (auto: grego; móvel: latim)
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais sociologia (socio: latim; logia: grego)
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição; sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
justaposição e aglutinação.
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que formam Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-se por
o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos: Corre- meio da eliminação de um segmento de uma palavra no intuito de
corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. se obter uma forma mais reduzida, geralmente aquelas mais
1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que formam o longas. Vejamos alguns exemplos: metropolitano/metrô,
composto se aglutinam e pelo menos um deles perde sua extraordinário/ extra, otorrinolaringologista /otorrino,
integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto (plano telefone/fone, pneumático/ pneu
+ alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)
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Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando imitar 7. Assinale a letra em que as palavras são formadas por
sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-zum, cri- derivação regressiva, derivação parassintética e composição por
cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. aglutinação, respectivamente.
neurose, infelizmente, pseudônimo;
Siglas: As siglas são formadas pela combinação das letras ajuste, aguardente, arco-íris;
iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome. Por amostra, alinhar, girassol;
exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística); corte, emudecer, outrora;
IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). pesca, deslealdade, vinagre.
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não
ser que haja mais de três letras e a sigla seja pronunciável sílaba 8. Na frase ―Ele tem um quê especial como gestor‖, o
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras. processo de formação da palavra destacada chama-se:
A)composição B)justaposição
Questões sobre Estrutura das Palavras C)aglutinação D)derivação imprópria

Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo 9. Brasília comemorou seu aniversário com uma superfesta.
mesmo processo: A cinquentona planejada por Lúcio Costa é hoje uma metrópole
A) ajoelhar / antebraço / assinatura que oferece alta qualidade de vida.
B) atraso / embarque / pesca (Fonte: O Globo, 21/04/2010, com adaptações)
C) o jota / o sim / o tropeço Na notícia do jornal, as palavras ―superfesta‖ e ―cinquentona‖
D) entrega / estupidez / sobreviver exemplificam, respectivamente, casos de formação de palavras por
E) antepor / exportação / sanguessuga A)hibridismo e neologismo.
B)justaposição e aglutinação.
A palavra ―aguardente‖ formou-se por: C)composição e derivação.
A) hibridismo B) aglutinação D)prefixação e sufixação. E)
C) justaposição D) parassíntese conversão e regressão.
E) derivação regressiva
GABARITO
Que item contém somente palavras formadas por 01. B 02. B 03. B 04. C05. B
justaposição? 06. D 07. D 08. D 09. D
A) desagradável - complemente
B) vaga-lume - pé-de-cabra COMENTÁRIOS
C) encruzilhada - estremeceu
D) supersticiosa - valiosas E) 1-) atraso / embarque / pesca = formadas pelo processo
desatarraxou - estremeceu de derivação regressiva

―Sarampo‖ é: 2-) água + ardente = aguardente ( aglutinação)


forma primitiva
formado por derivação parassintética 3-) vaga-lume - pé-de-cabra = não houve alteração em
formado por derivação regressiva nenhuma delas (nem acréscimo, nem redução, estão apenas
formado por derivação imprópria ―postas‖ uma ao lado da outra, justaposição).
formado por onomatopeia
4-) formado por derivação regressiva = a palavra primitiva é
5. As palavras são formadas através de derivação sarampão!
parassintética em
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco. 5-) ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer = nenhuma
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, delas pode ter o prefixo ou o sufixo retirados, pois elas só têm
entardecer. C)caça, pesca, choro, combate. significado com ambos, juntos, ligados a elas.
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. (Tardecer? Noitecer? Tristecer? Entarde?)

06.(Escrevente TJ SP –Vunesp/2011) Leia o trecho. 6-) infelizmente = derivação prefixal e sufixal – existe infeliz
Estudo da ONG Instituto Pólis mostra que, infelizmente, sem e felizmente, portanto não é caso de derivação parassintética. O
o tratamento e a destinação corretos,… outro vocábulo que também apresenta tal formação é ilegalidade
Assinale a alternativa que contém uma palavra formada pelo (ilegal e legalidade).
mesmo processo do termo destacado.
(A) infiel. (B) democracia. 7-) corte, emudecer, outrora
(C) lobisomem. (D) ilegalidade. Cortar / emudecer (não posso retirar nem o prefixo nem
(E) cidadania. o sufixo) / outra hora.
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8-) Ele tem um quê especial como gestor. França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Dentre suas várias classificações (pronome, conjunção), Grécia greco- / Filmes greco-romanos
nessa frase o ―que‖ pertence à classe do substantivo, pois vem Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
precedido de um artigo. Quando alteramos a classe gramatical de Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
uma palavra sem realizar nenhuma mudança na palavra, dá-se o Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
nome de derivação imprópria (não é a classe gramatical ―própria‖ Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros
dela. Outro exemplo: olhar é verbo, mas em ―Seu olhar mexe
comigo‖, temos um substantivo). Flexão dos adjetivos

9-) superfesta‖ e ―cinquentona O adjetivo varia em gênero, número e grau.


= super + festa (prefixação) / cinquenta + ona (sufixação)
Gênero dos Adjetivos
Classes de Palavras
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
característica do ser e se relaciona com o substantivo. classificam-se em:
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, mau e má,
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa judeu e judia.
bondosa. Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, somente o último elemento. Por exemplo: o moço norte-
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, americano, a moça norte-americana.
moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
adjetivo, mas substantivo.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
Morfossintaxe do Adjetivo: para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto político-social.
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Número dos Adjetivos
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
Plural dos adjetivos simples
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
alguns deles: as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
simples. Por exemplo:
Estados e cidades brasileiros: mau e maus feliz e felizes ruim e ruins boa e boas
Alagoas alagoano
Amapá amapaense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Aracaju aracajuano ou aracajuense de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Amazonas amazonense ou baré qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela
Belo Horizonte belo-horizontino manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é
Brasília brasiliense originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando um
Cabo Frio cabo-friense elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Campinas campineiro ou campinense Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
Adjetivo Pátrio Composto Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos: Adjetivo Composto

África afro- / Cultura afro-americana É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
América américo- / Companhia américo-africana concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses forma masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o
China sino- / Acordos sino-japoneses adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
Espanha hispano- / Mercado hispano-português composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra rosa é
Europa euro- / Negociações euro-americanas originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando um
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elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra Superlativo


por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado
adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Por ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto ou
exemplo: relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro. Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser é
Olhos verde-claros. intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se nas
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. formas:
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer secretário é muito inteligente.
adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
os dois elementos flexionados.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Grau do Adjetivo benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade comum comuníssimo
da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o comparativo cruel crudelíssimo
e o superlativo. difícil dificílimo
doce dulcíssimo
Comparativo fácil facílimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a fiel fidelíssimo
dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas ao
mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é
superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo: intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
1) Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade pode ser:
No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
introduzido pelas palavras como, quanto ou quão. De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Note bem:
Superioridade Analítico
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma antepostos ao adjetivo.
é analítica porque pedimos auxílio a ―mais...do que‖ ou ―mais...
O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
que‖.
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo português
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: bom
/melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, grande/maior, Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
baixo/inferior. necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
Observe que: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois
hiato i-í.
equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, Questões sobre Adjetivo
pior, maior e menor), porém, em comparações feitas entre duas
qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as formas (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP
analíticas mais bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por – 2013-adap.) Em – características epidêmicas –, o adjetivo
exemplo: epidêmicas corresponde a – características de epidemias.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
elementos. em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de água fluvial – água da chuva.
duas qualidades de um mesmo elemento. produção aurífera – produção de ouro.
vida rupestre – vida do campo.
4) Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de notícias brasileiras – notícias de Brasília.
Inferioridade costela bovina – costela de porco.
Sou menos passivo (do) que tolerante.
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2. Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: 2-) Surdas-mudas


A)azul-celeste B)azul-pavão
C)surda-muda D)branco-gelo 3-) d-) estão no superlativo absoluto analítico

Assinale a única alternativa em que os adjetivos não estão 4-) originalíssimo – grau superlativo absoluto sintético
no grau superlativo absoluto sintético:
A)Arquimilionário/ ultraconservador; 5-) C) Esta panela está cheissíssima de
B)Supremo/ ínfimo; água. O correto é cheíssima.
C)Superamigo/ paupérrimo;
D)Muito amigo/ Bastante pobre 6-) D)atitude muito benéfica = beneficientíssima
O correto é beneficentíssima ( sem o ―i‖ em cien)
Na frase: ―Trata-se de um artista originalíssimo”, o
adjetivo grifado encontra-se no grau: 7-) minutíssimo é a forma correta.
A)comparativo de superioridade.
B)superlativo absoluto sintético. 8-) ―Essa lanchonete é famosa na cidade?‖
C)superlativo relativo de superioridade. Essa – pronome
D)comparativo de igualdade. Lanchonete –
E)superlativo absoluto analítico. substantivo É – verbo
Famosa – adjetivo na
Aponte a alternativa em que o superlativo do adjetivo está – preposição cidade
incorreto: – substantivo
A)Meu tio está elegantíssimo. B)Joana,
ela é minha amicíssima. C)Esta panela 9-) De lua – lunar
está cheissíssima de água. D)A prova
foi facílima. O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes na
Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, tal
Indique nas alternativas a seguir o adjetivo incorreto da qual o adjetivo, o prefixo ―ad-‖ indica a ideia de proximidade,
locução adjetiva em negrito: contiguidade. Essa proximidade faz referência ao processo
A)mulher muito magra = macérrima B)pessoa verbal, no sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as
muito amiga = amicíssima C)pessoa muito circunstâncias em que esse processo se desenvolve.
inimiga = inimicíssimo D)atitude muito O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
benéfica = beneficientíssima caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não é
modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também modifica o
―Ele era tão pequeno que recebeu o apelido de miúdo‖. A adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns exemplos:
palavra miúdo possui, no grau superlativo absoluto sintético, duas Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, você
formas. Uma delas é miudíssimo (regular) e a outra, irregular, é: está até bem informado.
A)minutíssimoB)miudinitíssimo
C)midunitíssimo D)miduníssimo Temos o advérbio ―distantemente‖ que modifica o adjetivo
alheio, representando uma qualidade, característica.
8. Quantos adjetivos existem na frase ―Essa lanchonete é O artista canta muito mal.
famosa na cidade?‖
A)1. B)2. C)3. D)4. E)5. Nesse caso, o advérbio de intensidade ―muito‖ modifica outro
advérbio de modo – ―mal‖. Em ambos os exemplos pudemos
9. Indique a alternativa incorreta quanto à correspondência verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando como
entre a locução adjetiva e o adjetivo equivalente: advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por mais de uma
A)de pele = cutâneo B)de professor = docente palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar tal função. Temos
C)de face = facial D)de lua = lunático aí o que chamamos de locução adverbial, representada por algumas
expressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente, de modo
GABARITO algum, entre outras.
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das
01. B 02. C 03. D 04. B 05. C circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
06. D 07. A 08. A 09. D distintas categorias, uma vez expressas por:
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
COMENTÁRIOS claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos,
desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente,
1-) a-) fluvial – do rio b-) correta lado a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que
c-) brasileiras – do Brasil d-) vida campestre terminam em -‖mente‖: calmamente, tristemente,
e-) suína propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente,
escandalosamente, bondosamente, generosamente
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de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em Diminutivo: diminui a intensidade.


excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de - devagarinho,
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, amanhã, Questões sobre Advérbio
cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante, nunca,
então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, breve, 1. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, adap.) Assinale a alternativa cuja expressão em destaque
provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de apresenta circunstância adverbial de modo.
manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda
qualquer momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia uma série de repercussões.
...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, plena balada…
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, sucesso, de duas amigas…
Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou de
afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a
um engano...
distância, à distancia de, de longe, de perto, em cima, à direita, à
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
esquerda, ao lado, em volta quebrando por aí…
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de 2. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia os
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum trechos apresentados a seguir.
Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras podiam
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, simplesmente escolher carreiras nas quais os números não
quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe encontravam muito espaço...
Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta
indubitavelmente (=sem dúvida). e respectivamente, circunstâncias de
A) afirmação e de intensidade. B) modo e de tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, C) modo e de lugar. D) lugar e de tempo.
simplesmente, só, unicamente E) intensidade e de negação.

de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.) Em –
mas é importante também considerar e estudar em profundidade o
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente planejamento urbano. –, a expressão em destaque é empregada na
oração para indicar circunstância de
de designação: Eis A) lugar. B) causa.
C) origem. D) modo.
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quando? E) finalidade.
(tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), para
quê? (finalidade) 4. (UFC) A opção em que há um advérbio exprimindo
circunstância de tempo é:
Locução adverbial Possivelmente viajarei para São Paulo.
Maria tinha aproximadamente 15 anos.
As tarefas foram executadas concomitantemente.
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
Exemplo: Os resultados chegaram demasiadamente atrasados.
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Indique a alternativa que completa a frase a seguir,
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
respectivamente, com as circunstâncias de intensidade e de modo.
Após o telefonema, o motorista partiu...
Há locuções adverbiais que possuem advérbios A)às 18 h com o veículo.
correspondentes. Exemplo: B)rapidamente ao meio-dia.
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente. C)bastante alerta.
D)apressadamente com o caminhão.
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são E)agora calmamente.
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é a Em qual das alternativas abaixo o adjunto adverbial
de grau: expressa o sentido de instrumento?
A)Viajou de trem.
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe B)Tânia foi almoçar com seus primos.
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - C)Cortou-se com o alicate.
inconstitucionalissimamente, etc.; D)Chorou de dor.
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Assinale a alternativa em que o elemento destacado NÃO 7-) ―Aconcessão de refúgio político ao italiano Cesare
um adjunto adverbial. Battisti, decidida...‖. = complemento nominal
A)―...ameaçou até se acorrentar à porta da embaixada
brasileira em Roma.‖ 8-)A) Ele permaneceu muito calado.
B)―...decidida na semana passada por Tarso Genro...‖. Amanhã, não iremos ao cinema.
C)―Hoje Mutti vive com identidade trocada e em lugar não O menino, ontem, cantou desafinadamente.
sabido.‖ Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
D)―A concessão de refúgio político ao italiano Cesare E) Ela falou calma e sabiamente. ( Nesse caso, subentende--
Battisti, decidida...‖. se calmamente. É a maneira correta de se escrever quando
E)―...decida se é o caso de reabrir o processo e julgá-lo utilizarmos dois advérbios de modo: o primeiro é escrito sem o
novamente?‖ sufixo ―mente‖, deixando este apenas no segundo elemento. Por
exemplo: ―Apresentou-se breve e pausadamente.‖)
Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em: A)
Ele permaneceu muito calado. 09-) a) Só quero meio quilo. = numeral
B) Amanhã, não iremos ao cinema. Achei-o meio triste. = um pouco (advérbio)
C) O menino, ontem, cantou desafinadamente. Descobri o meio de acertar. = substantivo
D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. E) Parou no meio da rua. = numeral
Ela falou calma e sabiamente. Comprou um metro e meio de tecido. = numeral

Assinale a frase em que ―meio‖ funciona como advérbio: A) Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
Só quero meio quilo. se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
B) Achei-o meio triste. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
C) Descobri o meio de acertar. número dos substantivos.
D) Parou no meio da rua.
E) Comprou um metro e meio de tecido. Classificação dos Artigos

GABARITO Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira


precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
01. C 02. B 03. D 04. C Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira
vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei um animal.
05. C 06. C 07. D 08. A 09. B
Combinação dos Artigos
COMENTÁRIOS
É muito presente a combinação dos artigos definidos e
1-) a-) ainda = tempo
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
em plena balada = lugar
assumida por essas combinações:
sem sucesso = modo
Preposições Artigos
não = negação .
o, os
por aí = lugar a ao, aos
de do, dos
2-) Simplesmente = modo / ainda = tempo em no, nos
por (per) pelo, pelos
3-) em profundidade = profundamente = advérbio de modo a, as um, uns uma, umas
à, às - -
4-) concomitantemente = Diz-se do que acontece, da, das dum, duns duma, dumas
desenvolve--se ou é expresso ao mesmo tempo com outra(s) na, nas num, nuns numa, numas
coisa(s); simultâneo. pela, pelas - -

5-) A alternativa deve começar com advérbio que - As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
expresse INTENSIDADE. Vá por eliminação: artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida por
a-) às 18h = tempo crase.
b-) rapidamente = modo c-
) bastante= intensidade d-) Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
apressadamente = modo e-) manifestam:
agora = tempo Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
―ambos‖:
6-) A-) Viajou de trem. = meio Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
B)Tânia foi almoçar com seus primos. =
companhia C)Cortou-se com o alicate. = Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
instrumento D)Chorou de dor. = causa artigo, outros não:
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São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... Questões sobre Artigo

Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar Determine o caso em que o artigo tem valor
toda uma espécie: qualificativo: A) Estes são os candidatos que lhe falei.
O trabalho dignifica o homem. B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia de D) Os problemas que o afligem não me deixam
familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: descuidado. E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
O Pedro é o xodó da família.
(ESAN-SP) Em qual dos casos o artigo denota
No caso de os nomes próprios personativos estarem no familiaridade?
plural, são determinados pelo uso do artigo: A) O Amazonas é um rio imenso.
Os Maias, os Incas, Os Astecas... B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para C) O Antônio comunicou-se com o João.
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
D) O professor João Ribeiro está doente.
pronome assume a noção de qualquer.
E) Os Lusíadas são um poema épico
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
(qualquer classe) Assinale a alternativa em que o uso do artigo
está substantivando uma palavra.
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as
entrelinhas. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de
aproximação numérica: Joana. E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
Assinale a alternativa em que há erro:
O artigo também é usado para substantivar palavras oriundas O anúncio foi publicado em O Estado São Paulo.
de outras classes gramaticais: Está na hora de os trabalhadores saírem.
Não sei o porquê de tudo isso. Todas as pessoas receberam a notícia.
Não conhecia nenhum episódio dos Lusíadas.
Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo cujo E)Avisei a Simone de que não haveria a reunião.
(e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu. Em que alternativa o termo grifado indica aproximação?
Este é o autor cuja obra conheço. A) Ao visitar uma cidade desconhecida, vibrava.
B) Tinha, na época, uns dezoito anos.
Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no sentido C) Ao aproximar de uma garota bonita, seus olhos brilhavam.
de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme), a menos que D) Não havia um só homem corajoso naquela guerra.
venham especificadas. E) Uns diziam que ela sabia tudo, outros que não.
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos.
Em uma destas frases, o artigo definido está empregado
Os marinheiros permaneceram em terra.
erradamente. Em qual?
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
A) A velha Roma está sendo modernizada.
B) A ―Paraíba‖ é uma bela fragata.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
C) Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo.
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. D) O gato escaldado tem medo de água fria.
E) O Havre é um porto de muito movimento.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de revistas, jornais, obras literárias. O trecho: ―Os acrobatas, até que tentam, mas só têm
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. umas bolas murchas‖, possui:
A) dois artigos definidos e um
Morfossintaxe indefinido. B) um artigo definido e um
indefinido. C) somente artigos definidos.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações D) somente artigos indefinidos.
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, o E) não tem artigos.
artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo a que
se refere. Tal função independe da função exercida pelo Assinale a alternativa em que um(uma) é usado
substantivo: como artigo indefinido e não como numeral:
A existência é uma poesia. A) Um pássaro na mão vale mais do que dois voando.
Uma existência é a poesia. B) O homem ali não é um maluco.
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Ele ficou parado no cinema, segurando o chapéu com uma Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou
das mãos. dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
Camila preparou uma salada maravilhosa. A menina segurou a boneca e mostrou quando viu
as amiguinhas.
Assinale a alternativa em que há erro. A)
Li a noticia no Estado de S. Paulo. B) Li a Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
noticia em O Estado de S. Paulo. C) Essa 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
notícia, eu a vi em A Gazeta. amiguinhas
D) Vi essa notícia em A Gazeta. Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
E) Foi em O Estado de S. Paulo que li a notícia. segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
Assinale a palavra cujo gênero está indevidamente mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
indicado pelo artigo. A segunda oração liga-se à primeira por meio do ―e‖, e a
A) a cal B) a dinamite terceira oração liga-se à segunda por meio do ―quando‖. As
C) o suéter D) o champanhe
palavras ―e‖ e ―quando‖ ligam, portanto, orações.
E) a dó
Observe: Gosto de natação e de futebol.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
GABARITO
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra ―e‖ está
01. B 02. C 03. D 04. D 05. B
ligando termos de uma mesma oração.
06. D 07. B 08. B 09. A 10. E

COMENTÁRIOS Morfossintaxe da Conjunção

1-) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera! Entende-se As conjunções, a exemplo das preposições, não
que ele não é qualquer médico, mas O médico! exercem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Classificação
2-) O Antônio comunicou-se com o João. Conjunções Coordenativas
Segundo a regra: Emprega-se o artigo definido antes de Conjunções Subordinativas
nomes de pessoas quando são usados no trato familiar para
indicar afetividade. Conjunções coordenativas

3-) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana. Dividem-se em:
Andar é verbo, mas nesse caso, por estar antecedida do artigo ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gosto
―o‖, pertence à classe gramatical: substantivo. de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas
4-) Não conhecia nenhum episódio de Os Lusíadas. também, não só...como também.

5-) Tinha, na época, uns dezoito anos. = aproximadamente ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de
oposição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
6-) ―Gato escaldado tem medo de água fria.‖ Principais conjunções adversativas: mas, porém,
O uso do artigo definido ―reduziria‖ o ditado a um contudo, todavia, no entanto, entretanto.
gato específico.
ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
7-) Os acrobatas, até que tentam, mas só têm umas bolas
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
murchas.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
Artigo definido e indefinido, respectivamente.
quer, já...já.
8-) A única alternativa que apresenta ―um‖ como artigo
indefinido é a B; nas demais, numeral. - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações.
Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
9-) Não é correto fazer a contração da preposição com o Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
artigo, já que este faz parte do nome do jornal. Além de que, (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
semanticamente, entende-se que a notícia foi lida quando o leitor
estava NO Estado de São Paulo. EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex.
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
10-) ―Dó‖ é substantivo de gênero masculino, portanto, Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
requer artigo ―o‖: um dó. do verbo), porquanto.
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Conjunções subordinativas Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.


Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
- CAUSAIS Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, explicativa.
uma vez que, como (= porque). Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
2º) Na frase ―Precisavam enterrar os mortos em outra cidade
- COMPARATIVAS porque não havia cemitério no local.‖
Principais conjunções comparativas: que, do que, a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
tão...como, mais...do que, menos...do que. (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo verbo da
Ela fala mais que um papagaio. oração principal. Outra forma de reconhecê-la é colocá-la no
início do período, introduzida pela conjunção como - o que não
- CONCESSIVAS ocorre com a CS Explicativa.
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os
mesmo que, apesar de, se bem que. mortos em outra cidade.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
fato inesperado. Traz em si uma ideia de ―apesar de‖.
dependentes uma da outra.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
Questões sobre Conjunção
Apesar de ter chovido fui ao cinema.

- CONFORMATIVAS 01.(Administrador – FCC – 2013) Leia o texto a seguir.


Principais conjunções conformativas: como, segundo, A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso
conforme, consoante mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em
Cada um colhe conforme semeia. disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos de
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou
- CONSECUTIVAS até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. Ela se
Expressam uma ideia de consequência. tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem rosto. Quando
Principais conjunções consecutivas: que (após ―tal‖, ―tanto‖, caminhamos pela cidade num dia comum, nossos ouvidos
―tão‖, ―tamanho‖). registram música em quase todos os momentos − pedaços de hip
Falou tanto que ficou rouco. hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, o
sinal do celular de um advogado tocando a ―Ode à alegria‖, de
- FINAIS Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de um
Expressam ideia de finalidade, objetivo. Todos trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
trabalham para que possam sobreviver. passado.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
porque (=para que), existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor da
arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para os
- PROPORCIONAIS extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam que
mais, ao passo que, à proporção que. a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando a arte
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, as sinfonias
de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de concerto
- TEMPORAIS selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem de Beethoven
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo aos confins do planeta, convocando a multidão saudada na ―Ode à
que. Quando eu sair, vou passar na locadora. alegria‖: ―Abracem-se, milhões!‖. Glenn Gould, depois de afastar-se
das apresentações ao vivo em 1964, previu que dentro de um século
Diferença entre orações causais e explicativas o concerto público desapareceria no éter eletrônico, com grande
efeito benéfico sobre a cultura musical.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos com a
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
dúvida de como distinguir uma oração causal de uma explicativa.
Veja os exemplos:
1º) Na frase ―Não atravesse a rua, porque você pode ser No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós
atropelado‖: mesmos, ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de
Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou nós.
uma explicação do fato expresso na oração anterior. Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
As orações são coordenadas e, por isso, independentes uma elemento grifado pode ser substituído por:
da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que vêm A) Porém. B) Contudo. C) Todavia.
marcadas por vírgula. D) Entretanto. E) Conquanto.
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02.(Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Observando as (B) Como o motorista é reincidente em um ano, esse valor é
ocorrências da palavra ―como‖ em – Como fomos programados dobrado.
para ver o mundo como um lugar ameaçador… – é correto Conforme o motorista for reincidente em um ano, esse valor
afirmar que se trata de conjunção é dobrado.
comparativa nas duas ocorrências. Se o motorista for reincidente em um ano, esse valor é
conformativa nas duas ocorrências. dobrado.
comparativa na primeira ocorrência. À medida que o motorista é reincidente em um ano, esse
causal na segunda ocorrência. valor é dobrado.
causal na primeira ocorrência.
Em – O projeto ―Começar de Novo‖ busca sensibilizar
03.(TRF 3º região/2014-adap.) Seus subordinados, contudo, entidades públicas e privadas para promover a ressocialização
cumpriram fielmente a ordem de não soltá-lo até que estivessem dos presos... – o termo em destaque estabelece uma relação de
longe da zona de perigo. Sem prejuízo para o sentido original e a A) causa. B) tempo. C) lugar. D) finalidade. E) modo.
correção gramatical, o elemento grifado acima pode ser
substituído por (Agente de Promotoria – Assessoria – VUNESP – 2013).
por isso. Leia o texto a seguir.
embora.
entretanto. Barreira da língua
portanto.
onde. A barreira da língua e dos regionalismos parece um mero
detalhe em meio a tantas outras questões mais sérias já levantadas,
(Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-adap.) No como a falta de remédios, de equipes e de infraestrutura, mas não é.
trecho – Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes. Como é possível estabelecer uma relação médico-paciente,
–, a palavra destacada apresenta sentido de um diagnóstico correto, se o médico não compreende o paciente e
vice-versa?
A) tempo. B) modo. C) origem. D) assunto. E) finalidade.
Sim, essa dificuldade já existe no Brasil mesmo com médicos e
pacientes falando português, mas ela só tende a piorar com o
(Escrevente TJ SP –Vunesp/2012) No período – Apesquisa
―portunhol‖ que se vislumbra pela frente.
do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva
O ministro da Saúde já disse que isso não será problema, que é
em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando
mais fácil treinar um médico em português do que ficar esperando
trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de
sete ou oito anos até um médico brasileiro ser formado.
procurar ou estão em postos precários). –, os termos em destaque
Experiências internacionais, porém, mostram que não é tão
estabelecem entre as orações relação de
fácil assim. Na Alemanha, mesmo com a exigência da
(A) alternância. (B) oposição. (C) causa. proficiência na língua, um estudo constatou atraso de
(D) adição. (E) explicação. diagnósticos pelo fato de o médico estrangeiro não conseguir
entender direito os sintomas de pacientes.
6. (Agente Policial – Vunesp/2013) Considerando que Além disso, há queixa dos profissionais alemães, que se
o termo em destaque em – Segundo especialistas, recusar o sentem sobrecarregados por terem de atuar como intérpretes dos
bafômetro não vai mais impedir o processo criminal... – introduz colegas de fora.
ideia de conformidade, assinale a alternativa que apresenta a frase Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que estejam
corretamente reescrita, e com seu sentido inalterado. aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três semanas de
A fim de que para especialistas, recusar o bafômetro não vai treinamento, como aventou o ministro, é tempo suficiente para
mais impedir o processo criminal... isso.
A menos que para especialistas, recusar o bafômetro não vai (Cláudia Collucci, Barreira da língua. Folha de S.Paulo,
mais impedir o processo criminal... 03.07.2013. Adaptado)
De acordo com especialistas, recusar o bafômetro não vai
mais impedir o processo criminal... Considere o parágrafo final do texto:
Apesar de que para especialistas, recusar o bafômetro não Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que estejam
vai mais impedir o processo criminal... aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três semanas de
Desde que para especialistas, recusar o bafômetro não vai treinamento, como aventou o ministro, é tempo suficiente para
mais impedir o processo criminal... isso.
Mantendo-se os sentidos originais, ele está corretamente
7. (Agente Policial – Vunesp/2013) Considerando que o reescrito de acordo com a norma-padrão em:
termo em destaque em – Esse valor é dobrado caso o motorista Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estiverem aptos
seja reincidente em um ano. – estabelece relação de condição para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto: três semanas de
entre as orações, assinale a alternativa que apresenta o trecho treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso?
corretamente reescrito, e com seu sentido inalterado. Nada contra a vinda dos estrangeiros, caso estão aptos para o
(A) Porque o motorista é reincidente em um ano, esse valor é trabalho. Tenho dúvidas, todavia: três semanas de treinamento,
dobrado. como aventou o ministro, são suficiente para isso?
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Nada contra a vinda dos estrangeiros, quando estarão aptos 8-) A finalidade da sensibilização.
para o trabalho. Tenho dúvidas, portanto: três semanas de
treinamento, como aventou o ministro, são suficientes para isso? 9-) A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estiverem
Nada contra a vinda dos estrangeiros, mas estariam aptos aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto: três semanas de
para o trabalho. Tenho dúvidas, apesar disso: três semanas de treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso? =
treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso. correta
Nada contra a vinda dos estrangeiros, pois estarão aptos para
o trabalho. Tenho dúvidas, por conseguinte: três semanas de 10-) Porém = conjunção adversativa.
treinamento, como aventou o ministro, são suficiente para isso.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
10. (Agente Policial - Vunesp/2013) Considere o trecho: – sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
Leve para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
sua. Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece. para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais
Sem que seja alterado o sentido do texto e de acordo com a elaboradas. Observe o exemplo:
norma-padrão da língua portuguesa, o termo em destaque pode ser Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
corretamente substituído por:
(A) Por isso. (B) Portanto. (C) Pois. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
(D) Porquanto. (E) Porém. raiva se traduz numa palavra: Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas
GABARITO usou simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição
01. E 02. E 03. C 04. E 05. D Droga!
06. C 07. D 08. D 09. A 10. E As sentenças da língua costumam se organizar de forma
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
COMENTÁRIOS em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
outro lado, são uma espécie de ―palavra-frase‖, ou seja, há uma
1-) Conquanto é uma conjunção concessiva – abre uma ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
exceção à regra. Portanto, a troca correta é por uma outra locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
conjunção adversativa. sentença. Veja os exemplos:

2-) Como fomos programados para ver o mundo como um Bravo! Bis!
lugar ameaçador… bravo e bis: interjeição sentença (sugestão): ―Foi muito bom!
Causal na primeira ocorrência e comparativa na segunda. Repitam!‖
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
3-) contudo = conjunção adversativa ai: interjeição sentença (sugestão): ―Isso está doendo!‖ ou
por isso.- conjunção explicativa ―Estou com dor!‖
embora.- conjunção concessiva
entretanto. Conjunção adversativa (pode ser concessiva A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não
também, mas neste caso ela inicia uma oração subordinada em há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
que se admite um fato contrário à ação proposta pela oração sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um
principal, mas incapaz de impedi-la) estado da alma decorrente de uma situação particular, um
portanto.- conjunção conclusiva momento ou um contexto específico. Exemplos:
onde.- pronome relativo/interrogativo Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
4-) Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Apresenta a finalidade da reflexão. Devemos refletir para quê? hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição

5-) Uma junção, soma de ideias. Há a presença de O significado das interjeições está vinculado à maneira como
conjunções aditivas. elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o
sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
6-) De acordo com especialistas, recusar o bafômetro não enunciação. Exemplos: Psiu!
vai mais impedir o processo criminal... contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua;
Apresenta a mesma ideia que a do enunciado – além de ser a significado da interjeição (sugestão): ―Estou te chamando! Ei,
mais coerente. espere!‖