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GRUPO ANDRADE MARTINS – COTEMAR


IAWORRAY PALITOT LEITE

A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM DESAFIO PARA O


PROFESSOR EM MEIO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

CHUPINGUAIA/RO
2018
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GRUPO ANDRADE MARTINS – INSTITUTO COTEMAR


IAWORRAY PALITOT LEITE

A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM DESAFIO PARA O


PROFESSOR EM MEIO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Trabalho de Conclusão de Curso – Artigo Científico,


apresentado ao Núcleo de Trabalhos de Conclusão de
Curso do Curso de Educação física Adaptada, como
requisito obrigatório para a obtenção do grau de Pós-
Graduação.

Chupinguaia/RO
2018
3

AVALIAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Relatório de Avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.


Aluno: IAWORRAY PALITOT LEITE_________________________________
Titulo: A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO DÍSICA ESCOLAR: UM DESAFIO
PARA O PROFESSOR EM MEIO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES
ESPECIAIS.____________________________________________________
Curso: PÓS GRADUAÇÃO____________ Pólo: INSTITUTO COTEMAR ____

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO
Tema
Nível de textualidade
Nível de Correção Linguística
Sequencia Logica dos Fatos
Aprofundamento Teórico
Formação e Estrutura
Estética
Linguagem Técnica - Pedagógica
Conteúdo Adequado
Desenvolvimento do Conteúdo
Rigor Científico

Comentário do Professor Orientador

Com base na avaliação acima o trabalho está:


____________Aprovado com nota______________
____________Exige reformulação _____________

Professor (a) __________________________________________________________

Critério de avaliação Nota – de 0 a 10


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A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: UM DESAFIO PARA O


PROFESSOR EM MEIO AOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Iaworray Palitot Leite


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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO:..................................................................................................................06
2. DESENVOLVIMENTO:....................................................................................................07
2.1. Surgimento histórico da inclusão de atividade física para pessoas com
deficiênciafísica........................................................................................................................07
2.2. Educação física escolar........................................................................................09
2.3. Inclusão escolar....................................................................................................10
3. OBJETIVOS:......................................................................................................................12
3.1. Objetivos geral:....................................................................................................12
3.2. Objetivos específicos:...........................................................................................12
4. JUSTIFICATIVA:..............................................................................................................12
5. METODOLOGIA:..............................................................................................................13
6. DISCUSSÕES E RESULTADOS:.....................................................................................13
7. CONCLUSÃO:....................................................................................................................14
8. CRONOGRAMA:...............................................................................................................16
9. REFERÊNCIAS:.................................................................................................................16
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RESUMO

O presente artigo foi elaborado através de referenciais bibliográficos que fundamentam o tema desse estudo.
Como principal foco este artigo procurou entender as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de educação
física quando o processo de inclusão chega em suas aulas, entender as dificuldades do profissional em controlar
o andamento da aula onde esteja presente alunos com necessidades educacionais especiais, observando suas
limitações e habilidades psicomotoras, de forma a inseri-lo nas brincadeiras e jogos lúdicos vivenciados nas
aulas de Educação Física juntamente com os demais alunos. A educação vem passando por um processo de
transformação, onde a inclusão é um dos temas mais relevantes do momento, como seria de esperar, a Educação
Física não está fora deste processo, pois os profissionais desta área devem estar preparados para receber os
alunos portadores de necessidades especiais, independente de qual necessidade apresentem. Este trabalho tem
por finalidade apontar os desafios enfrentados pelo professor de Educação Física no campo da Educação Física
escolar adaptada.

palavras chave: educação física. inclusão. necessidade especial.

ABSTRACT

The present article was elaborated through bibliographical references that base the theme of this study. The main
focus of this article was to understand the difficulties faced by physical education professionals when the
inclusion process arrives in their classes, to understand the difficulties of the professional in controlling the
progress of the class where students with special educational needs are present, observing their limitations and
abilities psychomotor, in order to insert it in the games and play games experienced in Physical Education
classes together with the other students. Education has been undergoing a process of transformation, where
inclusion is one of the most relevant topics of the moment, as one would expect, Physical Education is not out of
this process, as professionals in this area should be prepared to receive students with special needs, regardless of
their needs. This paper aims to identify the challenges faced by the Physical Education teacher in the field of
adapted Physical Education.

Key words: physical education. inclusion. special need.

1. INTRODUÇÃO

A inclusão é a modificação da sociedade como pré-requisito para que pessoa com


necessidades especiais possa buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania (Sassaki,
1997, p.42). Segundo o autor, a inclusão é um processo amplo, com pequenas e grandes
modificações, tanto nos ambientes físicos como na mentalidade das pessoas, inclusive da
própria pessoa com necessidades especiais.
Hoje a nossa falta de atitude para com as pessoas deficientes pode ser a nossa maior
deficiência, e nos últimos anos, este pensamento vem nos mostrando o quanto precisamos nos
empenhar para que cada vez mais se desenvolva uma cultura baseada na inclusão. Na escola,
"pressupõe, conceitualmente, que todos, sem exceção, devem participar da vida acadêmica,
em escolas ditas comuns e nas classes ditas regulares onde deve ser desenvolvido o trabalho
pedagógico que sirva a todos, indiscriminadamente" (EDLER CARVALHO, 1998).
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O conceito de inclusão desenvolveu-se na década de 90, com a proposta de educação


para todos, assinada em Jontiem Tailândia, culminando na declaração de Salamanca em 1994,
e no Brasil em 1998. O principio fundamental da declaração de Salamanca é que as escolas
têm o dever de acolher as crianças, sem ressalvas, independentemente de suas condições
sociais, culturais, emocionais, físicas ou linguísticas, sejam elas com deficiências ou bem
dotadas. (GOMES, 2005.)
Existem muitas discussões sobre a importância da inclusão e integração do aluno com
necessidades educativas especiais, no âmbito da escola regular e nas aulas de Educação
Física, mas hoje, no contexto social em que vivemos, as pessoas com necessidades especiais
ainda são vistas e consideradas como incapazes e ineficientes. Azevedo et. al. (2004), apud
GOMES, 2013), escreve que “as pessoas com necessidades especiais têm como consequência
da exclusão social problemas com a saúde física e mental”.
O professor possui instrumentos significativos para que a inclusão se torne efetiva. Ele
pode usar de técnicas que melhorem a qualidade de vida do aluno com necessidade especial e
o acesso a diversidade. A educação física pode contribuir na educação inclusiva, utilizando-se
de propostas metodológicas, com criatividade, utilizando o corpo, o movimento, o jogo, a
expressão e o desporto para relembrarem as diferenças e proporcionar aos alunos experiências
que realcem a cooperação e a solidariedade.
Neste contexto este artigo tem como objetivo analisar a forma subjetiva dos
professores de educação física sobre a inclusão dos alunos com deficiência no ambiente
escolar, sendo ela deficiência física ou intelectual nas aulas. Visando avaliar e constatar a
compreensão da evolução das práticas pedagógicas envolvidas na inclusão nas aulas de
Educação Física Escolar. Verificar e identificar as dificuldades da aplicação pedagógica em
aula, e apresentação dos conteúdos conceitual e procedimental, bem como refletir e discutir os
novos rumos para a inclusão, sob a perspectiva dos professores pesquisados.

2. DESENVOLVIMENTO
2.1. Surgimento histórico da inclusão de atividade física para pessoas com
deficiência física.

A história da inclusão escolar começou a ser traçada no século XVI, com médicos e
pedagogos que, desafiando os conceitos vigentes de sua época, acreditaram que indivíduos até
então “não educáveis” tinham possibilidades de aprendizado, numa sociedade em que o
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ensino formal era direito de poucos. Esses precursores desenvolveram seus trabalhos sem base
tutoriais, sendo eles próprios os professores de seus pupilos, (MICHELS, 2004)
Foi em 1958, com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio, e do Clube dos
Paraplégicos, em São Paulo, que o esporte começou a ser praticado no Brasil. O basquete
masculino foi a primeira modalidade a representar o país, na Paraolimpíada de 1972, realizada
em Heidelberg, na Alemanha, e não em Munique, que havia sediado os Jogos Olímpicos. A
estreia das mulheres brasileiras só aconteceu em Atlanta-1996. Apesar de sua popularidade, o
Brasil nunca conquistou medalhas nesse esporte.
Para uma melhor compreensão da história da EFA (Educação Física Avançada),
procuramos buscar a origem do termo EFA, pode-se dizer que essa expressão, surgiu na
década de 1950 e foi definida pela American Association for Health, Physical Education,
Recreation and Dance (AAHPERD), como um programa diversificado de atividades
desenvolvimentistas, jogos e ritmos adequados a interesses, capacidades e limitações de
estudantes com deficiências que não podem se engajar com participação irrestrita, segura e
bem-sucedida em atividades vigorosas de um programa de educação física geral (Pedrinelli,
1994). Em outras palavras, podemos dizer que a educação física tradicional não foi capaz de
suprir as necessidades das pessoas com algum tipo de deficiência, e então a educação física
adaptada veio para suprir essa lacuna existente.
Uma escola inclusiva só pode permanecer com um ensino inclusivo e uma educação
na qual a desigualdade do grupo não seja um problema. No entanto, é um grande desafio para
os professores e demais profissionais da área da educação e deve ser motivação e condução
para modificações de pensamentos e atitudes nas práticas e políticas educacionais.
De acordo com Ainscow e Ferreira (2003, p. 109), falar de educação inclusiva é:
Falar em nome do oprimido, do vulnerável, e de todos os que historicamente têm sido
empurrados para as margens da sociedade, sem voz ou escolha no passado. Representar o
referencial adoptado pela Conferência Mundial em Educação para todos, respondendo às
Necessidades Básicas da Educação e desenvolver-se em direção à reivindicação para a
educação de todos os grupos que vivem em desvantagem; produzir uma quantidade volumosa
de publicações incluindo diretrizes para vernos dos estados-membros da ONU a fim de
implementarem mudanças no sistema de ensino como um todo e não somente para as crianças
com necessidades educativas especiais; Refletir sobre a emergência de uma nova sociedade
com os seus princípios de direitos humanos para todos, e não somente para aqueles que já
possuem privilégios.
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O Ministério da Educação (MEC) elaborou Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)


de Educação Física, que trazem “uma proposta que procura democratizar, humanizar e
diversificar a prática pedagógica da área, buscando ampliar, de uma visão apenas biológica,
para um trabalho que incorpore as dimensões afetivas, cognitivas e socioculturais dos alunos.”
De acordo com os PCNs o trabalho de Educação Física no ensino fundamental é muito
importante na medida em que possibilita aos alunos uma ampliação da visão sobre a cultura
corporal de movimento, e, assim, viabiliza a autonomia para o desenvolvimento de uma
prática pessoal e a capacidade para interferir na comunidade, seja na manutenção ou na
construção de espaços de participação em atividades culturais, como jogos, esportes, lutas,
ginásticas e danças, com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções
(MENEZES e SANTOS, 2001).
A atividade motora adaptada proporciona ao aluno com necessidades especiais
condições de aumentar o repertório de movimentos. Com as atividades físicas, o individuo
portador de deficiência pode estabelecer um novo conceito de corpo, passando a desenvolver
potenciais que nem mesmo ele pensava ser capaz.

2.2. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

A educação física escolar surgiu na Europa no final do século XVIII e início do século
XIX com a finalidade de suprir necessidades sociais. Nesse período constituiu-se uma nova
sociedade, ou seja, a sociedade capitalista, na qual o exercício físico passou a ter um papel
fundamental. A sociedade precisava do homem mais forte, mais ágil e mais empregador
(BRASIL, 1996).
A força física que os trabalhadores possuíam, era transformada em trabalho, mão-de-
obra, e era vendida para o mercado, gerando assim lucro para a classe dominante. Com isso, o
exercício físico passou a ser entendido como remédio, pois com ele o homem passava a ter
um corpo mais ágil, disciplinado e saudável exigido pela sociedade capitalista. Desta forma,
torna-se indispensável frisar que o espaço dado a Educação Física, se, por um lado, representa
um avanço para a Educação, constituindo mais um elemento laico na sua estruturação, por
outro, representa atraso, significando disciplinarização de movimentos, domesticação, pois se
configura como mais um canal, absolutamente dominado pela burguesia, para veicular o seu
modelo de corpo, de atividade física, de saúde a sua visão de mundo. (SOARES, 2007)
A Educação Física é responsável pela cultura corporal do movimento que visa
desenvolver o ser humano em todos os aspectos, sejam eles, cognitivos, afetivos, social e
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motor. Segundo o Coletivo de Autores (1992), “a expressão corporal é uma linguagem, um


conhecimento universal, patrimônio da humanidade que igualmente precisa ser transmitido e
assimilado pelos alunos na escola”.
O ensino da Educação Física também deve ter um sentido lúdico, na qual
proporcionará ao indivíduo, elaborar pensamentos de formas criativas, tanto em seu lazer
como também em seu meio de trabalho (COLETIVO DE AUTORES, 1992). A Educação
Física deve levar o aluno a descobrir motivos e sentidos nas práticas corporais, levando
conhecimentos para a compreensão dos dados científicos relacionados à cultura corporal de
movimento.

2.3. INCLUSÃO ESCOLAR

A inclusão escolar é pauta constante de discussão e estudos, mas a tarefa de incluir


portadores de deficiência física em nossas aulas, não basta por si só, é necessário fazer a
integração e a socialização. (BRASIL, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, 1988).
Hoje a inclusão questiona não somente as políticas de organização da educação
especial e da regular, mas também o próprio conceito de integração. (MANTOAN, 1999).
A proposta da inclusão segundo Nayorks (2002) é um forte agente estressor para os
professores, pois chegou às escolas de forma “imposta”, com poucas oportunidades de
escolha ou preparação.
A inclusão de um modo geral tem sofrido diversos conflitos em relação à de fato
acontecerem os ideais de inclusão. Diversos problemas surgem em diferentes níveis, pois são
envolvidos desde a esfera governamental até a pessoal. Tem chamado atenção em particular o
fato que diz respeito as dificuldades que particularmente tem sido enfrentada por parte dos
profissionais da Educação Física neste processo, apresentando assim a seguinte
questão: “Como deve ser iniciado a intervenção em um contexto integrado?” (GIMENEZ;
2006).
De acordo com SOLER (2005), alguns aspectos são muito importantes para lidar com
os PCDs:
Respeitar o Ritmo, pois, geralmente os PCDs são mais lentos naquilo que fazem como
falar, andar, pegar as coisas, entender uma ordem etc. Ter paciência quando ouvi-los, pois
alguns apresentam dificuldades de fala. Lembra que eles (PCDs) não possuem doença grave e
contagiosa, portanto, o carinho o abraçar e estar sempre perto faz bem e só tome a atitude de
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ajudá-los em determinada atividade, quando for solicitado, pois muitas vezes a “ajuda” mais
atrapalha do que ajuda (SOLER, 2005).
A interação dos conhecimentos como processo de desenvolvimento e aprendizagem,
que abrange os aspectos de o que ensinar como ensinar, quem aprende e para que ensinar deve
fazer parte de uma ação pedagógica ou educativa, na perspectiva de uma concepção integrada
de desenvolvimento.
Cabe aos professores de Educação Física que trabalham com as pessoas com
deficiência ou não, terem conhecimentos básicos relativos ao seu aluno, bem como
competência para organizar os ambientes que permitem a execução das tarefas, conforme o
aluno for se adaptando às aulas, o nível vai aumentando. O professor tem que respeitar a
individualidade dos alunos sabendo explorar seus potenciais.
O professor que trabalha com a Educação Física Adaptada na escola, muitas vezes
encontra desafios em desenvolver Programas de Atividades Físicas para alunos com
deficiência, estes desafios estão diretamente ligados por uma formação inicial deficiente, já
que no Brasil só a partir da década de 80 começou a ocorrer estudos sobre pessoas com
deficiência e possíveis intervenções nos cursos de Educação Física, por meio de disciplinas
específicas, como a Educação Física Especial e a Educação Física Adaptada.
A Educação Adaptada ou Inclusiva é uma área da Educação Física criada para atender
pessoas com deficiência, mas isso não quer dizer que os demais não podem usufruir de seus
princípios. Trabalha com os mesmos jogos da Educação Física comum, com algumas
restrições e modificações de regras, mas todos podem participar, com ou sem deficiência,
sendo que a atividade física é importante para melhor socialização, mas sempre em lugares
adequados, e respeitando as limitações dos alunos.

3. OBJETIVOS:

3.1. Objetivo geral:

Este trabalho de pesquisa procurou verificar as maiores dificuldades dos professores


em Educação Física na rede regular de ensino, no seu ambiento de trabalho e
desenvolvimento das aulas de Educação Física com alunos que tenham alguma deficiência.
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3.2. Objetivos específicos:

 Entender se essa dificuldade está relacionada com o interesse do profissional


em trabalhar de forma adequada com os alunos deficientes, com o aspecto logístico da escola
ou até mesmo o espaço físico.
 Conhecer a forma que os profissionais vêm trabalhando em meio a este
desafio.

4. JUSTIFICATIVA:

A respeito da inclusão dos alunos acometidos de alguma deficiência no âmbito


escolar, a lei nº 9.394/96, Art. 4º, paragrafo III diz que o atendimento educacional
especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais preferencialmente em rede
de ensino; Atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotados, transversal a
todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino (SOUZA,
1996). Enfrentar esse desafio perante as peculiaridades dos alunos não é tarefa fácil, mas
exigem esforços, adaptações físicas e didáticas entre outras. Segundo PCNs a inclusão se
constitui-se como: uma proposta politicamente correta que representa valores simbólicos
importantes, condizentes com a igualdade de direitos e de oportunidades educacionais para o
todos, em uma ambiente educacional favorável. Impõe-se como uma perspectiva a ser
pesquisada e experimentada na realidade brasileira reconhecidamente ampla e diversificada.
(BRASIL, 1998, P.17)
Oportunizar essa interação entre os alunos com deficiência irá favorecer de forma
significativa o ensino e a aprendizagem dos mesmos, pois a interação social com os demais
alunos os trará a uma realidade de vida que todos nós vivemos. Com isso a Educação física se
torna um agente de extrema importância, pois além de oportunizar um aprendizado
diferenciado e interativo, também levará a esses alunos vivenciarem os mesmos desafios que
os demais alunos. Soler (2006) diz que: Prefiro acreditar, trabalhando no dia a dia com essas
pessoas, que elas têm um poder de superação dessas limitações, que as torna mais eficientes,
pois sempre a falta de habilidades, com uma grande força de superar qualquer desafio, e
quando unidas, uma emprestando às outras um pouco de habilidade, sua capacidade para
criar, jogar e viver é ilimitada (p.32).
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5. METODOLOGIA

Este estudo se caracteriza como uma pesquisa descritiva a qual objetivou favorecer o
trabalho dos professores de Educação Física com pessoas portadoras de alguma deficiência,
seja ela física ou mental, buscando assim a inclusão dos mesmos, trabalhando a busca da
autonomia e uma melhoria da qualidade de vida relacionada à saúde.
Segundo Richardson (1999), a pesquisa descritiva é aquela utilizada quando se deseja
descrever as características de um fenômeno.
Como técnicas a pesquisa se pautará em revisão bibliográfica, com utilização de
estudos realizados, usando como descritores de busca “Educação física”, “inclusão”,
“necessidade especial”.
A referida pesquisa possui um caráter descritivo e sugere o uso do método qualitativo
de multi-casos.

6. DISCURSSÕES E RESULTADOS

Com essa pesquisa podemos perceber que as pessoas com algum tipo de deficiência
não só podem, como devem participar das aulas de educação física, pois além de ser um meio
para a integração dessas pessoas com os outros alunos, também ajuda na saúde das mesmas,
fortalecendo o corpo e ajudando na coordenação motora, permitindo assim que elas se sintam
integradas, fazendo parte da sociedade e diminuindo assim o sentimento de exclusão.
De acordo com Kirk e Gallagher (2000), temos que na educação especial os tipos de
habilidades que o professor quer que o aluno adquira podem ser adaptados ou aumentados de
acordo com as necessidades e o ambiente educacional pode ser transformado no sentido de se
criar um ambiente adequado para que se promova a educação especial.
Os maiores desafios encontrados pelos professores de educação física para a inclusão
dos alunos com necessidades especiais foi quanto a estrutura das escolas, como por exemplo,
piso tátil para alunos com deficiência visual, rampas adequadas para cadeirantes, banheiros
adequados, entre outros obstáculos encontrados no dia a dia. Os sistemas de ensino devem
organizar as condições de acesso aos espaços, permitindo assim a melhor acessibilidade dos
alunos que tenham alguma deficiência. Outro ponto importante a ser mencionado é a falta de
cuidadores capacitados para acompanhar e ajudar a auxiliar essas pessoas com necessidades
especiais.
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7. CONCLUSÃO

Diante da observação realizada em algumas escolas pode-se perceber que pessoas com
deficiência podem realizar atividades físicas, necessitando apenas de alguns cuidados. Ainda é
notável que o preconceito e a exclusão destas pessoas nas atividades ainda existem, pois elas
ainda são vistas como pessoas incapazes.
Inserir o deficiente nas atividades físicas acaba por se tornar uma missão difícil, diante
da pouca produção cientifica que trate do assunto, diante do pouco número de profissionais
capacitados para trabalhar com o grupo de pessoas citados assim como o receio que os
portadores de deficiência e os próprios parentes possuem de que estes sejam rejeitados,
humilhados e a ideia que os mesmos possuem de que não são capazes.
A aceitação e a integração das pessoas com necessidades especiais não só nas
atividades físicas, mas também na sociedade torna-se preocupante devido ao estereotipo
criado ainda no período medieval e que perdura até hoje. Mas apesar desse estereotipo criado
para as pessoas com alguma deficiência, elas são pessoas como qualquer outra, capazes que
grandes proezas. São indivíduos que buscam superar suas dificuldades, buscam mostrar serem
capazes, mostrar habilidade, busca ser acreditado. É preciso que a sociedade lhes dê a chance
de provar seu valor, de mostrar do que são capazes.
Devemos ser mais humanos, rever nossos conceitos, esquecendo as exclusões e as
desigualdades, pois os Alunos com necessidades especiais não nasceram assim por escolha,
mas sim por um acidente genético e temos que aceitar e fazer o possível para que os mesmos
se sintam integrados e fazer com que eles participem da melhor forma das atividades físicas e
da vida cotidiana como um todo.
O professor tem um papel importante nessa integração, pois ele pode realizar
atividades que visem a integração dos alunos com necessidades especiais com os outros
alunos, fazendo com que os alunos sem deficiência se evolvam e ajudem os colegas que
necessitam de atendimento especial. O educador físico pode escolher atividades que
propiciem essa integração, como brincadeiras com bolas, dança, entre outras. Cada tipo de
deficiência necessita de um trabalho específico para a busca da autonomia.
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8. Cronograma:

Atividades J Fe M A M
aneiro vereiro arço bril aio

Levantamento da literatura

Montagem do projeto

Leitura

Coleta de dados

Tratamento dos dados

Elaboração do relatório

Digitação e normatização

Revisão do texto

Apresentação do projeto

9. REFERENCIAS

AINSCOW, M. & FERREIRA, W. (2003). Compreendendo a educação inclusiva. Algumas


reflexões sobre experiências internacionais. In David Rodrigues (org.), Perspectivas sobre a
inclusão. Da educação à sociedade. Porto: Porto Editora.

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Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ constituicao/constitui% C3%A7ao.htm
acesso em 20 de março de 2018.
16

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lei nº. 9.394/96, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.mec.gov.br>.
Acesso em: 05 .4. 2018.
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http://www.efdeportes.com/efd177/inclusao-dodeficiente-visual-nas-aulas.htm> acessado em
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