Você está na página 1de 4

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLÓGICA – SETEC


INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA – IFSC
CAMPUS JARAGUÁ DO SUL – RAU

Lista para Prova 03 – Conversão Eletromecânica de Energia II

Questões da bibliografia:

• Fazer questões 9.1, 9.4, 9.7, 9.8, 9.11, 9.12, 9.17, 9.18, 9.19, 9.20 (BIM 3a edição)

• Fazer questões 5.4, 5.5, 5.6, 5.7, 5.8, 5.9, 5.10, 5.11, 5.12, 5,15, 5.20, 5.29, 5.31, 5.35, 5.36, 5.37,
5.38, 5.40, 5.41, 5.43, 5.46 (UMANS/Fitzgerald 7a edição)

Questões discursivas:

(D1) Explique o princípio de funcionamento da máquina síncrona.

(D2) Quais as principais aplicações da máquina síncrona?

(D3) Explique os procedimentos para a conexão da máquina síncrona ao barramento infinito.

(D4) Explique o que é o barramento infinito.

(D5) Explique por que razão não há escorregamento na máquina síncrona. Explique quais são as con-
sequências práticas dessa condição na partida da máquina e na rejeição de perturbação de carga no
eixo da máquina.

(D6) Explique a influência da corrente de excitação nas variáveis terminais da máquina antes e a após a
sincronização com a rede.

(D7) Explique por que razão, usualmente, usinas hidroelétricas possuem geradores com elevado número
de polos e usinas termoelétricas possuem geradores com poucos polos.

(D8) Elabore um pequeno texto de 15 a 25 linhas explicando as vantagens e desvantagens do uso de má-
quinas síncronas de ímãs permanentes em aplicações de baixa potência.

Questões problemas:

(P1) A tensão eficaz a vazio nos terminais de um gerador síncrono trifásico de 60 Hz é medida como sendo
uma tensão de linha de 15,4 kV, quando a corrente de campo é de 420 A.
a) Calcule a indutância mútua La f entre o estator e o rotor. R: 79,4 mH.
b) Calcule a tensão de terminal a vazio se a corrente de campo for mantida constante enquanto a
velocidade do gerador é reduzida de modo que a frequência da tensão gerada seja 50 Hz. R:
12,8 kV.

(P2) A tensão eficaz a vazio nos terminais de um gerador síncrono trifásico de 8 polos que gira a 750 rpm
é medida como sendo uma tensão de linha de 18,8 kV, quando a corrente de campo é de 500 A.
a) Calcule a indutância mútua La f entre o estator e o rotor. R: 97,7 mH.
b) Calcule a tensão de terminal a vazio se a corrente de campo for reduzida a 250 A, se a rotação é
mantida constante. R: 13,3 kV.

1
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLÓGICA – SETEC
INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA – IFSC
CAMPUS JARAGUÁ DO SUL – RAU

(P3) Um gerador síncrono trifásico de 460 V (na linha), 50 kW (na linha) e 60 Hz tem uma reatância
síncrona de Xs =4,15 Ω e uma indutância mútua entre campo e armadura La f = 83 mH. O motor está
operando na tensão nominal de terminal, com uma potência de entrada de 40 kW. Calcule o módulo e
o ângulo de fase da tensão gerada Êa f (na fase) e a corrente de campo, se o motor estiver funcionando
com:
a) fator de potência 0,85 indutivo. R: Ea f = 414 V, δ = 25◦ , I f = 18,7 A.
b) fator de potência unitário. R: Ea f = 337 V, δ = 38◦ , I f = 15,2 A.
c) fator de potência 0,85 capacitivo.
(P4) Um motor síncrono trifásico de 13,8 kV (na linha), 2500 kW (na linha) e 60 Hz tem uma reatância
síncrona de Xs =25,2 Ω e uma indutância mútua entre campo e armadura La f = 515 mH. O motor
está operando na condição nominal. Calcule o módulo e o ângulo de fase da tensão gerada Êa f (na
fase) e a corrente de campo, se o motor estiver funcionando com:
a) fator de potência 0,85 indutivo. R: Ea f = 5,9 kV, δ = 13,5◦ , I f = 43 A.
b) fator de potência unitário.
c) fator de potência 0,85 capacitivo.
(P5) Um gerador síncrono de quatro polos, 60 Hz, 24 kV, 650 MVA e uma reatância síncrona de 0,813 Ω
está operando em um sistema de potência que pode ser representado por um barramento infinito de
24 kV em série com uma impedância reativa de j0,21 Ω. O gerador está equipado com um regulador
de tensão, que ajusta a excitação de campo de modo que o módulo da tensão de terminal do gerador
também permanece em 24 kV, independentemente da carga do gerador. Considerando que a potência
ativa de saída do gerador é de 375 MW, determine:
a) o diagrama fasorial qualitativo do gerador.
b) o módulo e o ângulo de fase da corrente de terminal.
c) o fator de potência nos terminais.
d) encontre o módulo da tensão de excitação do gerador Ea f e o ângulo de carga.
e) o diagrama fasorial quantitativo do gerador.
Dica: como há um regulador automático de tensão nos terminais do gerador, considere que a seguinte
relação é válida:
VT VEQ
P= sin(δT ) (1)
XEQ
em que VT é o módulo da tensão no terminal do gerador, VEQ é o módulo da tensão do barramento,
δT é o ângulo entre a tensão de barramento e a tensão de terminal.
(P6) Repita o exercício anterior para uma potência de saída de 600 MW.
(P7) Considere um sistema com potência ativa de 200 kW e fator de potência 0,8 indutivo. Calcule a quan-
tidade de reativo capacitivo a ser injetada no sistema para corrigir o fator de potência para 0,95 indu-
tivo. R: ∆Q = −86 kVar.
(P8) Considere um sistema de geração de barramento infinito que possua um gerador síncrono de 44 kV,
300 MVA, de dois polos que gira a 3000 rpm. Considere que esse gerador possua reatância síncrona
de 8 Ω e esteja conectado a um sistema de 40 kV e reatância equivalente de j0,1 Ω. Assuma que
o fator de potência do sistema seja 0,7 indutivo e a potência ativa consumida seja de 200 MW. De-
termina a corrente de excitação para que o fator de potência seja corrigido para 0,95 indutivo. Dica:
lembre-se que, como não há regulador automático:
Ea f VEQ
P= sin(δ ) (2)
Xs + XEQ
2
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLÓGICA – SETEC
INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA – IFSC
CAMPUS JARAGUÁ DO SUL – RAU

em que δ é o ângulo de carga do gerador.

(P9) Repita o exercício anterior, assumindo que a potência ativa do sistema seja 280 MW e que o fator de
potência deva ser corrigido para ficar unitário.

(P10) Considere que a potência reativa por fase da máquina síncrona de polos salientes pode ser calculada
por:
Q = Vq Id −Vd Iq (3)
e que as correntes Id e Iq possam ser calculadas por:

Ea f −Va cos(δ )
Id = − (4)
Xd
Va sen(δ )
Iq = − . (5)
Xq
a) (1,0 pt) Prove que o fluxo de potência reativa por fase de uma máquina síncrona (operando como
gerador) de polos salientes de reatância Xd e Xq e tensão interna Êa f para o barramento infinito
de tensão equivalente Va (sem reatância) é dada por:

Va2 [Xq cos(2δ )) − Xd cos(2δ ) + Xd + Xq ] Va Ea f cos(δ )


Qt = − (6)
2Xd Xq Xd

em que Va é o módulo da tensão de terminal e Ea f é o módulo da tensão induzida na fase.


b) (1,0 pt) Mostre também que, para o caso da máquina de polos lisos (operando como gerador),
em que Xd = Xq = Xs , a potência reativa pode ser reescrita como sendo:
Va 
Qt = Va − Ea f cos(δ ) . (7)
Xs
(P11) Um dos principais aspectos construtivos a ser considerado no projeto de uma máquina síncrona é o
limite de potência ativa. Um gerador síncrono está sendo projetado para fornecer energia a partir
de uma pequena central hidroelétrica (PCH), cujo contrato de demanda máxima é de 20 MVA, para
um sistema elétrico que opera em 60 Hz. A usina será conectada a uma linha de 13,8 kV. Definiu-
se que gerador operará com 84 polos e os dados de projeto indicam reatâncias Xd = 0, 93 p.u. e
Xq = 0, 54 p.u. Assuma que o dia médio de operação da usina exija uma demanda de 72% da potência
ativa nominal da usina, para satisfazer um sistema elétrico com fator de potência de 0,95 capacitivo
em seus terminais. Considere que não há variação das reatâncias em função da potência de operação
da máquina. Responda:
a) Qual a rotação (em rad/s e rpm) e o torque do gerador (em newton-metro) nesse ponto de ope-
ração?
b) Determine as correntes Id e Iq no ponto de operação (em p.u.).
c) Determine a tensão interna induzida no ponto de operação (em p.u.).
d) Desenhe o diagrama fasorial no ponto de operação.
e) Determine o valor máximo de potência ativa que pode ser extraído dessa máquina (em p.u. e em
MW), assumindo fator de potência 0,95 capacitivo.

(P12) Uma máquina síncrona de polos lisos, 2 MVA, 2,3 kV, 6 polos, possui reatância síncrona de Xs =
0, 37 Ω. Assuma que essa máquina é conectada a um barramento infinito que possui tensão de termi-
nal fixa em 2,3 kV e reatância de linha de XL = 0, 043 Ω. Assuma que f = 50 Hz e La f = 0, 530 H.
Responda:
3
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISIONAL E TECNOLÓGICA – SETEC
INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA – IFSC
CAMPUS JARAGUÁ DO SUL – RAU

a) Assuma que essa máquina necessite operar como gerador, para satisfazer uma carga que con-
some potência ativa de 50% com fator de potência 0,82 capacitivo (em relação à tensão terminal
da máquina) e tensão de terminal de 2,3 kV. Determine o fasor de tensão induzida e a corrente
de campo para excitar o gerador.
b) Assuma agora que essa máquina necessite operar como motor, para mover uma carga que con-
some potência ativa de 50% com fator de potência 0,82 capacitivo (em relação à tensão terminal
da máquina) e tensão de terminal de 2,3 kV. Determine o fasor de tensão induzida e a corrente
de campo para excitar o gerador.
c) Por que razão seria interessante utilizar a máquina com fator de potência 0,82 capacitivo ope-
rando como motor em uma determinada indústria? Justifique.
d) Quais as principais diferenças observadas entre a operação como motor e gerador da máquina
operando com o mesmo fator de potência? Justifique.
Dica: no cálculo de Êa f , adicionar o ângulo do fator de potência da corrente ao ângulo de corrente
previamente calculado pela expressão da transmissão de corrente entre o terminal e o barramento.

(P13) Refazer os exemplos 5.6, 5.12, 5.15, 5.17, 5.19 (Fitz/Umans 7a Edição).