Você está na página 1de 12

O JOGO COMO FERRAMENTA LÚDICA PARA A FORMAÇÃO

INTEGRAL DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO


AUTISTA – TEA EM UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL DE
PARINTINS.

Joêne de Jesus Cruz Vieira – UFAM


Denilson Diniz Pereira - UFAM
Email do Autor: joenevieira2011@hotmail.com
Eixo XX: Práticas Pedagógicas Inclusivas

RESUMO

Esta pesquisa propõe o diálogo “O jogo como ferramenta lúdica para a formação integral
de alunos com transtorno do espectro autista – TEA em uma escola pública estadual de
Parintins.” teve como objetivo compreender de que forma os jogos lúdicos podem contribuir
1
para a formação integral de alunos com o transtorno do espectro autista, a partir de literaturas
existentes na área. Neste estudo indagamos a seguinte hipótese: De que forma os Jogos lúdicos
podem contribuir para a formação integral de alunos autista? Após esta indagação demos início
ao nosso estudo, partindo do pressuposto de que os Jogos Lúdicos são produções humanas,
inseridos em determinada sociedade. A sistematização desse estudo compreende em cinco
capítulos. Dando inicio com a introdução dialogando sobre a importância dos jogos lúdicos
dentro do contexto escolar. No primeiro capítulo realizamos um resgate do entendimento de
autores sobre os jogos lúdicos e suas características e contribuições na formação integral de
alunos do espectro autista. No segundo, descrevemos o caminhar metodológico que usamos
para a construção da pesquisa. No terceiro capítulo tecemos os resultados e discussões a partir
do levantamento realizado em lócus no ambiente escolar. No quarto capítulo, sintetizamos o
estudo nas considerações finais e referenciamos tais escritores utilizados para o
desenvolvimento da pesquisa.

Palavras-Chave: Jogos Lúdicos, Formação Integral, TEA.

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa é resultado final do Programa Institucional de Bolsa de


Iniciação Cientifica-PIBIC da Universidade Federal do Amazonas-UFAM. Sabemos que
nos anos iniciais do ensino fundamental os jogos são fundamentais, pois através dos
mesmos a criança tem contato com os brinquedos e jogos, pois a utilização dos diversos
tipos de jogos contribui para o desenvolvendo de habilidades motoras e de cognição,
assim como motiva o aluno no âmbito social, gerando um processo social com os seus
colegas de classe, principalmente dos alunos autista.

Teve como objetivo principal Investigar a importância do jogo como ferramenta


lúdica no processo de educação e socialização de alunos com transtorno do espectro
autista – TEA, em escola estadual pública de Parintins-AM.
Fazer do jogo uma forma intensa de aprendizagem em suas mais diversas
aplicações, e o professor, na sua prática pedagógica, e a escola como um todo, precisam
observar as necessidades da implementação de mudanças na educação inclusiva.
Professores devem elaborar projetos que atendam as necessidades dos alunos em suas
especificidades, bem como não poupar esforços para implantação de jogos no âmbito
escolar, sabemos que é de suma importância manter o lúdico no cotidiano escolar, pois
esta tarefa equilibra as possibilidades educativas. Por isso a necessidade de entender de
que forma os jogos lúdicos contribuem para a formação integral de alunos no Espectro
Autista.
Conforme a LDB, (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), A Educação 1

Infantil – primeira etapa da Educação Básica – tem como finalidade o desenvolvimento


integral da criança até os seus seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos,
intelectual e social. (LDB, 9394/96).
A LDB deixa bem claro a importância de trabalhar esses principais aspectos desde a
educação infantil, ou seja, fazendo um trabalho não terá dificuldades nos anos seguintes.
Identificar quais os jogos lúdicos que contribuem para a formação integral de alunos
na educação infantil. Sabemos que são muitos os jogos que podem ser usado no
processo de ensino e aprendizagem das crianças com transtorno do espectro autista, mas
para isso toda atividade que o professor realizar, tem que ser planejada, organizada e
bem elaborada.
Descrever as principais contribuições dos Jogos Lúdicos na formação integral de
alunos com transtorno do espectro autista. Sabemos que é fundamental o ensino dos
jogos nas escolas, assim, conhecer as motivações dos grupos de crianças autistas e saber
despertarem neles novos interesses, assim novos conhecimentos.
Observar as principais funções da prática dos jogos na formação integral dos alunos
com transtorno do espectro autista. É importante ter claro os princípios de ensino que
possibilitem às crianças autistas jogar de modo que possa alcançar o seu potencial, é
fundamental a forma de como o professor vai organizar esses jogos para que as crianças
possam jogar e sentir-se bem e de forma lúdica está aprendendo também, pois os jogos
vêm nos proporcionar a melhor interação com as pessoas que vivemos.
Para a obtenção dos objetivos da pesquisa foram organizadas questões como:
Existem práticas de jogos lúdicos no ambiente escolar do ensino fundamental? Qual a
principal função dos jogos lúdicos na formação dos alunos com transtorno do espectro
autista? Há jogos lúdicos desenvolvido no ambiente pesquisado, com os alunos? Qual o
envolvimento da criança durante as práticas de tais jogos?
Justificamos a importância da realização deste estudo pelo fato de contribuir para o
curso superior de Pedagogia, assim como também para áreas afins que se interessarão
em realizar pesquisas voltadas a esta temática.
Os jogos lúdicos são fundamentais na prática pedagógica do professor, e assim
sucessivamente, pois por meio deles a criança tem contato com os brinquedos,
desenvolvendo suas habilidades cognitivas, pois existem variedades de tipos de jogos,
sendo com maior frequência nos psicomotores na educação infantil. A prática de jogos
1
no âmbito escolar é importante para aperfeiçoar a compreensão de convivência e de
respeito com o outro, além de possibilitar o trabalho de conceitos, ética e cidadania.
Com isso a escola passa a ter uma grande responsabilidade na educação e cuidados
com as crianças, ou seja, começa a estabelecer uma relação com a família e a
comunidade local, onde a criança vive. Para Lima (1992), “a escola tem a função de
levar a criança a níveis elevados da aquisição do conhecimento e da aprendizagem”. É
um período em que a criança deve ter experiência e informações que enriqueça seu
repertório, assim como os procedimentos metodológicos que permitam integrar novos
conhecimentos aqueles que as crianças já possuem.
Para responder tal pergunta, no primeiro momento foram realizadas pesquisas de
cunho bibliográfico e de campo que serão apresentadas em capítulos.
Na Introdução, são apresentadas as linhas básicas do trabalho e o problema
norteador.
O capítulo 01 apresenta uma Revisão Bibliográfica, abordando a questões
relacionadas a partir de um breve histórico da trajetória dos jogos. Jogos Cooperativos:
uma perspectiva lúdica para a formação integral de alunos com transtorno do espectro
autista. Em continuação à pesquisa bibliográfica destaca-se, ainda, a prática pedagógica,
desenvolvida em sala de aula pela professora normal e da sala multifuncional. O
capítulo 02 descreve a Metodologia desenvolvida, apresentando suas características.
Dos instrumentos de coleta de dados, foram utilizadas, entrevistas e visitas. O texto
apresenta, ainda, alguns fundamentos metodológicos para análise dos dados onde
delineia a inserção de jogos cooperativos de forma lúdica para a formação integral de
alunos com transtorno do espectro autista. No capítulo 03, são apresentados os
Resultados e Discussão dos dados obtidos do ambiente escolar, ou seja, a pesquisa esta
em andamento. O capítulo 04 destaca as Considerações Finais e as perspectivas para
uma melhoria na qualidade do ensino e a inserção de jogos cooperativos de forma lúdica
para a formação integral de alunos com transtorno do espectro autista como ferramenta
para o processo de ensino e aprendizagem na escola.

METODOLOGIA

Este capítulo apresenta a descrição de abordagem de pesquisa, o local onde foi


1
desenvolvida a pesquisa, os sujeitos envolvido nesse projeto, bem como o instrumento
de coletas de dados e os procedimentos que foram utilizados.
Essa pesquisa tem como principal objetivo investigar qual é a contribuição dos
jogos na formação integral de alunos com o transtorno do espectro autista, pois os
mesmos estão em plena formação de conhecimento.
Essa pesquisa qualitativa é parte do fundamento de que há uma dinâmica entre o
mundo real e sujeito, uma dependência viva entre o sujeito e o objeto, um vínculo
indissociável entre o mundo e a subjetividade do sujeito, e o conhecimento não se reduz
a um rol de dados isolados e nem o objeto não é um dado inerte e neutro; está possuído
de significados e relações que os sujeitos concretos criam em suas ações (CHIZZOTTI,
2009).
De acordo com Oliveira (2012, p.60):

A pesquisa qualitativa pode ser caracterizada como sendo um estudo


detalhado de um determinado fato, objeto, grupo de pessoas ou ator social e
fenômenos da realidade. Esse procedimento visa buscar informações
fidedignas para se explicar em profundidade o significado e as características
de cada contexto em que encontra o objeto da pesquisa.
Essa abordagem tem como principal aspecto a relação dinâmica entre o mundo
real, tanto objetivo como também concreto, porque nela o pesquisador será alguém que
irá interpretar a realidade existente na pesquisa dentro de uma visão mais complexa.
Escolhemos a abordagem qualitativa, pois a pesquisa em educação exige que tenhamos
um olhar amplo e observar todas as distinções de um objeto de estudo. A escolha desse
tipo de abordagem se deu em consideração ao recurso básico e inicial da abordagem
qualitativa que é a descrição. Para Teixeira (2009, p. 140), “Na pesquisa qualitativa, o
social é visto como mundo de significados passível de investigação e a linguagem dos
atores sociais e suas práticas as matérias-primas dessa abordagem”.
O método de abordagem trabalhado na pesquisa foi à fenomenologia, que
propicia ao pesquisador conhecer todos os aspectos de um fenômeno a ser estudado. “A
pesquisa de enfoque fenomenológico constitui-se, pois como etapas de compreensão e
interpretação do fenômeno - que poderá ser retomado e visto sob nova interpretação”
(MASINI, 2002, p. 66). O fenômeno a qual nos referimos pode até ser o mesmo, mas
vistos, questionados e discutidos de pontos de vistas e objetivos distintos.
1
Triviños (1992, p.43). A fenomenologia “é o estudo das essências, buscando-se
no mundo aquilo que está sempre aí, antes da reflexão, como uma presença inalienável,
e cujo esforço repousa em encontrar este contato ingênuo com o mundo”. Esta busca da
essência carece de toda a referência que não seja de sua pureza enquanto fenômeno, de
modo que os outros componentes estão eliminados.
Este estudo baseia-se também em uma pesquisa bibliográfica que para Lakatos e
Marconi (2010, p. 57) São “(...) pesquisas em fontes secundárias e abrange toda a
bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo (...)”, sendo assim uma
literatura especializada na área, onde foram abordados temas de relevante interesse para
a pesquisadora.
A pesquisa foi realizada em uma escola estadual na zona central de Parintins no
baixo Amazonas, onde a mesma atende alunos do ensino fundamental. A mesma
realizou-se na sala do AEE (Atendimento Educacional Especializado). A escolha do
local para a pesquisa se deu devido à necessidade de observar se há a prática dos jogos,
pois a temática é complexa no cotidiano escolar. Os dados para elaboração deste
trabalho foram coletados no primeiro momento em livros, artigos científicos, assim
como também em periódicos e em anais em congresso que dialoguem a temática
proposta para que se possa realizar um estudo mais detalhado dos dados e mediações a
cerca do que está sendo pesquisado.
A observação direta é um suporte necessário onde o pesquisador irá ver
informações muito importantes e levará também o mesmo a utilizar seus próprios
sentidos na obtenção de um determinado aspecto referente à realidade existente, pois a
observação ela não consiste apenas em ouvir e ver, e sim permitirá o pesquisador que
examine os fatos e os fenômenos existentes na pesquisa. Como destaca Fachim (2006,
p.37), “O método observacional fundamenta-se em procedimento da natureza sensorial,
como produto do processo em que se empenha o pesquisador no mundo dos fenômenos
empíricos”.
A entrevista apresenta uma grande flexibilidade na coleta de dados em uma
pesquisa, com a entrevista o pesquisador vai elaborar um roteiro, e anotações no
caderno durante sua observação em sala de aula. Além do instrumento de coletas de
dados descrito acima, foi selecionado evidenciando os objetivos descritos neste trabalho
à entrevista semi-estruturada, que consiste na interação do pesquisador com o
1
entrevistado, este instrumento permite que consigamos obter informações detalhadas no
momento da entrevista. Essas ferramentas são fundamentais para obtenção dos dados
necessários e aproximação com o sujeito da pesquisa. Para se ter um resultado
satisfatório a pesquisa foi desenvolvida em três etapas para um bom desenvolvimento
do trabalho.
A primeira etapa corresponde à pesquisa bibliográfica, onde propõe o
pesquisador a ter o contato diretamente com as obras, artigos, e documentos que forneça
o diálogo e o embasamento teórico sobre o tema estudado. A segunda etapa foi à
pesquisa de campo, realizada em uma escola da rede estadual de Parintins-AM. A
terceira etapa consistiu na análise de dados, sistematização, correção e apresentação dos
dados obtidos na coleta de dados.

O JOGO E SUAS CARACTERÍSTICAS.

Kishimoto (1996, p. 15) enfatiza que tentar definir o jogo não é tarefa fácil, e
ressalta que:

Quando se pronuncia a palavra jogo cada um pode entendê-lo de forma


diferente. Pode-se estar falando de jogos políticos, de adultos, crianças,
animais, amarelinhas, xadrez, advinhas, contar estórias, brincar de
mamãe e filhinha, futebol, dominó, quebra cabeça, construir barquinhos,
brincar na areia e uma infinidade de outros.

Os jogos têm como principal características a socialização e a interação das


pessoas, uma boa cooperação, a amizade, o respeito, assim como outros valores que a
criança irá aprender ao longo do seu desenvolvimento, principalmente no contexto
escolar. Destaca Huizinga, (2011, apud KISHIMOTO, p, 3-4).

[...] as características relacionadas aos aspectos sociais: o prazer demonstrado


pelo jogador, o caráter “não-sério” da ação, a liberdade do jogo e sua
separação dos fenômenos do cotidiano, a existência de regras, o caráter
fictício ou representativo e a limitação do jogo no tempo e no espaço.

O autor destaca como o jogador se sente ao jogar, qual o caráter a ser


construído, embora predomine, na maioria das vezes, o prazer como distinto do
jogo, em muitas das vezes o desprazer é o elemento que caracteriza a situação lúdica 1
do jogador. Para Vygotsky (1988, apud KISHIMOTO, 2011) é um dos que afirma
que nem sempre o jogo possui características porque em certos casos há esforço e
desprazer na busca do objetivo da brincadeira.
Huizinga e Caillois (apud KISHIMOTO, 2011, p. 4) aponta as seguintes
características do jogo: a liberdade de ação do jogador, a separação do jogo em
limites de espaço e tempo, a incerteza que predomina, o caráter improdutivo de não
criar nem bens nem riqueza e suas regras.
O autor afirma que sempre à incerteza na ação do jogador, nunca se tem o
conhecimento prévio dos rumos da ação do jogador na hora em que ele estiver
jogando, a incerteza sempre está presente. A ação do jogador dependerá, sempre,
dos fatores internos, de motivações pessoais bem como o estímulo, e também de
outros parceiros.
Sabemos que o jogo é muito importante na formação do aluno. Os jogos
lúdicos por sua vez, vão além do jogo, porque busca melhoria na qualidade de vida
de todos, através dele a criança entra no mundo da imaginação e consegue ir além
dos pensamentos imaginários. Com ele ela consegue de distrair, brincar, imaginar,
aprender, ter novos conhecimentos, é isso é fundamental.
O JOGO COMO FERRAMENTA LÚDICA PARA A FORMAÇÃO
INTEGRAL DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO
AUTISTA.

Na educação infantil a criança está formando a personalidade, a identidade, a


forma de agir e de ver o mundo. Com as brincadeiras e jogos que tenham atitudes
legais, a criança vai aprendendo ainda mais no ambiente escolar. É importante que o
professor trabalhe com os jogos desde educação infantil, pois essa é a fase mais
muito importante.

Como destaca Antunes (1998, apud KISHIMOTO, 2011, p. 15).

Jogos bem organizados ajudam a criança a descobrir novas descobertas, a


desenvolver e enriquecer sua personalidade e é jogando que se aprende a
extrair da vida o que a vida tem de essencial. Nesse sentido, toda
essência do jogo se sintetiza em regras e percebendo com clareza sai
essência que vivemos bem e nos relacionamos com o mundo. Jogar é
plenamente viver. 1

Sabemos que se a escola juntamente com o professor organizar esses jogos


que possam ajudar o aluno a ter essa aprendizagem é muito importante, pois a
relevância do jogo na educação infantil é fundamental e não é de hoje que isso vem
sendo falado, vários são os filósofos que falam como os jogos cooperativos são
muito importante.

De acordo com Kishimoto (1996 p. 36-37) ressalta que:

A utilização do jogo potencializa a exploração e a construção do


conhecimento, por contar com motivação interna, típico do lúdico, mas o
trabalho pedagógico requer a oferta de estímulos esternos e a infância de
parceiros bem como sistematização de conceitos em outras situações que
não o jogo.

O autor ressalta sobre a importância dos jogos na vida escolar do aluno, pois
através do jogo a criança começa a se desenvolver e ter habilidades, e o jogo lhes
proporciona isso, a motivação, o estímulo, a alegria o seu bem estar no ambiente
escolar. É muito importante que o professor saiba utilizar os jogos com as crianças,
sabendo estimulá-las, para que aprenda brincando, ela vai estar ali brincando sem
saber que ao mesmo tempo vai estar aprender. Não podemos esperar que os jogos
cooperativos sejam incorporados a aceitos pronto, de imediato. “Talvez seja preciso
um pouco de paciência para aprender essa nova forma de jogar, principalmente se os
participantes jamais jogaram de forma cooperativa antes” (Orlick apud BROTTO
2002, p. 62).
O jogo e o esporte um meio extremamente rico para desenvolvimento
pessoal e social do individuo. Através dos mesmos é que a criança autista começa a
interagir com meio social, na escola, com os colegas, com o professor, e
principalmente ela começa a se desenvolver suas habilidades e começa ater um bom
desempenho nas atividades escolares. Sendo assim são inúmeros os jogos que
encontramos e que são utilizados na educação infantil e nas séries iniciais, mas os
que parecem com bastante freqüência na educação infantil são as regras, os de
construção, e também os tradicionais e os faz de conta.

APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS. 1

Este capítulo apresenta as análises e discussões dos resultados da coleta de dados


referente à pesquisa desenvolvida com o tema: O Jogo Como Ferramenta Lúdica Para A
Formação Integral De Alunos Com Transtorno Do Espectro Autista – TEA Em Uma
Escola Pública Estadual De Parintins. Os Jogos Lúdicos propiciam inúmeros benefícios
para o desenvolvimento educacional da criança autista, e é dentro dessa perspectiva a
ser trabalhado no ambiente escolar, que ele é encarado de forma eficaz, pois o mesmo
propicia ao aprendiz novas formas de conhecimento.
Na primeira etapa da pesquisa foram feitas observações e acompanhamentos aos
alunos que são atendidos no contra turno. Os resultados foram bastante satisfatórios,
pois a professora do AEE faz um excelente trabalho com as crianças na sala
multifuncional. Ela relata a importância de se trabalhar de forma lúdica, e também com
os jogos cooperativos no ambiente escolar. Pois, trabalhar de forma lúdica é essencial
para que o educando tenha uma aprendizagem mais prazerosa.
Os jogos cooperativos auxiliam na formação intelectual da criança autista, pois
favorece sua interação com as pessoas que vivem especificamente dentro e fora do meio
social do individuo. Nesse contexto com a ajuda do professor e através do contato direto
com os jogos cooperativos, o educando poderá assim ter grande possibilidade de
relacionar-se com as pessoas a sua volta. Dentro dessa perspectiva podemos observar
que o contato com os jogos, vem proporcionar o desenvolvimento intelectual e social e,
é por meio dele que o pode assim desenvolver a socialização com os professores,
colegas, funcionários da escola e também com seus os pais.
Diante disso, foram formuladas algumas perguntas para a professora da sala de
recurso.
 Você considera importante a prática do lúdico na escola? Comente.

Sim, o lúdico é uma ferramenta muito importante ser usada na sala de aula pelos
professores, pois é através dele que a criança vem a desenvolver habilidades para o
processo de ensino aprendizagem, principalmente com os alunos autistas.
(PROFESSORA DA SALA MULTIFUNCIONAL, 2016).
 Quais as dificuldades você enfrenta, na sala de recurso, para trabalhar com a
ludicidade?
Trabalhar com alunos autista em sala de aula e na sala de recurso, é uma situação 1

crítica. Pois na sala de recurso os materiais ainda são bastante precários e a falta do
mesmo dificulta muito o trabalho do professor, a falta de espaço também é uma situação
complicada. Pois a sala é muito pequena, sem condições de fazer um bom trabalho com
nossos alunos. (PROFESSORA DA SALA MULTIFUNCIONAL, 2016).

 Como você avalia o desenvolvimento e a interação das crianças na prática dos


jogos Lúdicos?
A avaliação é feita diariamente, a partir da participação do aluno autista nas atividades
com os jogos lúdicos. Somente assim, será possível perceber se esse aluno desenvolveu
o processo de ensino aprendizagem e a interação com os demais alunos e professores.
(PROFESSORA DA SALA MULTIFUNCIONAL, 2016).
 No seu planejamento semanal é inserida atividades com jogos lúdicos?

Sim, os jogos lúdicos são sempre inclusos em meu planejamento, todas as atividades
lúdicas tem um objetivo e uma finalidade. Eles não são trabalhados como uma atividade
de passa tempo para os alunos. Estas atividades são desenvolvidas tanto para alunos
autista como alunos ditos normais. (PROFESSORA DA SALA MULTIFUNCIONAL,
2016).
Através dos jogos lúdicos pretende-se trabalhar os movimentos do corpo, ou
seja, propiciando aos aluno autista uma oportunidade de vivenciarem os demais gestos,
expressões e movimentos. Todo jogo, toda atividade deve ser bem elaborado,
organizada e planejada pelo professor, só assim o para ter um bom resultado nas suas
atividades. Segundo uma pesquisa feita pela Revista Jogos Cooperativos (2006) o
aprendizado da criança é mais duradouro é efetivo através da vivência e do jogo, pois
ela participa muito mais ativa do processo de construção do conhecimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Portanto as práticas desses jogos na escola é muito importante, possibilitam


assim, o desenvolvimento das habilidades sociais nos alunos, contribuindo para que os
mesmos se tornem agentes na construção de uma sociedade mais justa e melhor, sendo
capazes de trabalhar juntos e alcançar objetivos que beneficiem o coletivo. E nesse
1
sentido, é que as preposições dos jogos cooperativos traduzem-se em uma única
finalidade: a boa formação do aluno no contexto escolar.
Podemos afirmar que os jogos também podem contribuir para a interação da
criança, principalmente os jogos cooperativos, ou seja, passa valorizar a convivência,
participação de todos e principalmente a cooperação. A partir das observações e das
atividades aplicadas foi analisado o comportamento do aluno autista durante os jogos, a
criança tende se colocar no lugar do colega, cooperando, interagindo, ajudando
solucionar juntos os obstáculos dos jogos. Os jogos ajudam na educação integral do
aluno, desenvolvendo autonomia, senso crítico, sentimento de aceitação e autoestima.
Por isso, os jogos colaboram na formação crítica e reflexiva do educando. É importante
ter claro os princípios de ensino que possibilitem às crianças jogar de modo a alcançar o
seu potencial.
O jogo é proposto com o fim de contribuir de forma positiva, desenvolvendo a
criatividade, a empatia, o espírito de grupo, a solidariedade, estimulando a criança a
conviver em sociedade. É fundamental para os ensinos dos jogos conhecer as
motivações dos grupos de crianças e saber despertar neles novos interesses.
O papel do professor é o de transformador da realidade para melhor. Por isso
acredita-se que os jogos cooperativos são o caminho para que as crianças de hoje se
tornem adultos pré-ocupados com a saúde coletiva, o bem estar social e com a natureza,
tornando-se formadores de redes de cooperação em prol da paz e da vida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BASSI, Juliana; FILQUEIRAS, Interações sociais entre crianças de 6 a 7 anos


durante a prática de Jogos Cooperativos e Competitivos. In:________ Jornada de
Iniciação Científica, 2006.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394/96). Brasília,
1996.
BROTTO, F.O. Jogos Cooperativos: o jogo e o esporte como um exercício de
convivência. Santos: Projeto Cooperação, 2002.
CORREIA, Marcos Miranda. Trabalhando com jogos cooperativos: Em busca de
novos paradigmas na educação física/Marcos Miranda Correia. – 5 ed.. – Campinas, SP: 1
Papirus, 2012.
CHATEAU, Jean. O jogo é a criança. 4. Ed. São Paulo: Sammus, 1908.
FACHIM, Odília. Fundamentos da metodologia. 5.ed. São Paulo: Saraiva 2006.
HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo:
Perspectiva, 2008.
KISHIMOTO, T. M. (org.). Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo:
Cortez, 2011.
LAKATOS, E.M; Marconi, M. A. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de
pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de
dados. São Paulo: atlas, 2010.
SOLER, R. Jogos cooperativos. Rio de janeiro: Sprint, 2002.

OLIVEIRA, Maria Marly de. Abordagem qualitativa. In:______como fazer pesquisa


qualitativa.4.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.