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Inspeção

Visual da Via
Edição, Revisão e
Desenho Instrucional ID Projetos Educacionais


Desenho Gráfico
e Produção Ser Integral Consultoria em Recursos Humanos Ltda.

Conteúdo Vale

Conteudistas Raimundo Baldez – São Luiz (MA)


Luiz Uchoa – São Luiz (MA)
Paulo Henrique Martins – São Luiz (MA)
Henrique da Luz – São Luiz (MA)
Robson Filho – São Luiz (MA)
Luiz Zanotti – São Luiz (MA)
André Andrade – São Luiz (MA)

Fevereiro 2008 Impresso pela Ser Integral Consultoria em Recursos


Humanos Ltda. no Brasil.

É proibida a duplicação ou reprodução deste material, ou parte do mesmo,


sob qualquer meio, sem autorização expressa da Vale.
“mas na palavra,
Não é no silêncio que os homens se fazem,


no trabalho, na ação-reflexão.
Paulo Freire


A P R ES ENTA ÇÃ O

Prezado Empregado, Conhecimentos Habilidades

Você está na Trilha Técnica da Manutenção Ferroviária participando


do curso “Inspeção Visual da Via”.

A Valer - Universidade Corporativa Vale - construiu esta Trilha em


conjunto com profissionais representantes da área (comitê técni-
co, supervisores e técnicos) com o objetivo de identificar as com-
petências indispensáveis para o melhor desempenho das funções
técnico-operacionais da ferrovia e organizar as ações de desenvol-
vimento necessárias para desenvolvê-las.

Competência é a união de conhecimentos, habilidades e atitudes.

Todos os treinamentos contidos na Trilha Técnica contribuem com o


desenvolvimento de suas competências tornando-o apto a executar
seu trabalho com mais qualidade e segurança, agindo em confor-
midade com os padrões exigidos pela Companhia.
Atitudes
Agora é com você. Vamos Trilhar?


SU M ÁRIO

INTRODUÇÃO 08

CAPÍTULO I INSPEÇÃO VISUAL DA VIA 10

Procedimentos 12

Registro das informações e relatórios de inspeção 16

Inspeções programadas para levantamento do estado real da via e AMV 17

Impressos padronizados 17

CAPÍTULO II LEVANTAMENTO DO ESTADO DA GEOMETRIA DA VIA 20

Inspeções programadas 23

Atribuições e freqüência 27

ANEXO 36




INT R OD UÇ Ã O

A inspeção visual da via é a prática de examinar uma via férrea em busca de falhas que possam resultar
em acidentes ou em uma operação economicamente indesejável.

Um dos objetivos deste curso é ensinar a você como realizar esta inspeção, garantindo a segurança da
circulação dos trens.

Aprenda também como registrar informações para gerar os relatórios de inspeção.


C AP Í T U LO I


INSPE Ç Ã O V IS UA L D A V I A

Como já foi visto, a inspeção visual da via é a prática de examinar a via férrea na busca de falhas
que possam provocar acidentes.

Alguns procedimentos técnicos e logísticos devem ser adotados em inspeções ao longo da via fér-
rea, buscando atingir os objetivos deste trabalho.

Conheça os objetivos:

verificação do estado de conservação e dos aparelhos de mudança de via (AMV - os AMVs são
dispositivos instalados na ferrovia, que permitem a transferência de um trem ou veículo ferro-
viário de uma linha para a outra);

fiscalização e controle do andamento e da qualidade dos trabalhos da Via Permanente (VP);

controle da permanência e rendimento do pessoal nos serviços.


PROCEDIMENTOS

A seguir, você conhecerá todos os procedimentos que devem ser adotados na inspeção da via.

Inspeções a pé

É preciso sempre discriminar, antes da operação:

os objetivos da inspeção;

o trecho previsto;

o meio de transporte até o local da inspeção (trem, automóvel, auto-de-linha);

OBSERVAÇÃO: se o transporte utilizado for o auto-de-linha, é preciso fazer a programação obri-


gatória de seu percurso e encaminhá-la ao centro de controle.

o horário da inspeção;

o horário e o meio de transporte previstos para o regresso.

12
No decorrer da inspeção:

o percurso efetuado de auto-de-linha ou de trem até o local da inspeção a pé deve ser conside-
rado e tratado como inspeção de auto-de-linha ou de trem de rotina;

observe atentamente as condições da geometria da via e dos AMVs.

Auxiliado pelo supervisor de via, o engenheiro residente responsável pela inspeção deverá levantar,
com uma régua de nível/escala, os pontos de nivelamento transversal da via em tangente ou AMVs
em que haja suspeitas de defeitos graves.

O engenheiro deverá verificar também:

superelevações nas curvas e o nivelamento e ajuste dos materiais nas juntas;

+ 50m

+ 30m

Inspeção Visual da Via 13


o alinhamento da via e o puxamento das curvas;

o nivelamento da via em tangente ou curvas pelos marcos de referência;

o posicionamento e as condições de manutenção dos materiais de fixação da via e AMVs;

o ajuste e o funcionamento das chaves e aparelhos de manobra dos AMVs.

Inspeções com auto-de-linha

Programe a inspeção com, no mínimo, 12 horas de antecedência, discriminando:

o objetivo da inspeção;

o horário e o local da partida;

o destino;

as paradas ao longo do trecho e seus objetivos;

o horário de regresso.

É preciso encaminhar a cópia da programação (via rádio) para o chefe de divisão da Via Permanen-
te (VP) e para o CCO, para que esta inspeção possa ser inserida no gráfico de trens.

No decorrer da inspeção:

mantenha os tempos de percurso e horários combinados com o CCO;

observe as condições de geometria da via, juntas, entradas e saídas dos AMVs;

fique atento aos balanços e choques absorvidos pelo auto-de-linha (este procedimento permite
avaliar o estado da via e dos AMVs);

proceda paradas, mesmo que não programadas, sempre que notar defeitos excepcionais e anor-
mais na via e AMV.

IMPORTANTE: determine precaução no trecho caso o defeito ultrapasse as tolerâncias máximas ad-
missíveis, ou caso ocorram problemas graves que possam colocar em risco a circulação de trens.

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Fixe reduções de velocidades compatíveis com as condições da linha. Junto à determinação da
precaução, supervisor de via deve tomar providências para corrigir o defeito e liberar a linha para
a circulação de trens.

efetue as paradas programadas para a realização de vistorias in loco ou para fiscalização e


controle dos serviços de mão-de-obra das turmas de manutenção, anotando os defeitos na via
ou nos AMVs e a permanência do pessoal da turma de manutenção.

O supervisor de via deve, junto com o técnico de via da turma, realizar os levantamentos programa-
dos em trechos de AMVs predeterminados, por meio de parada do auto-de-linha.

Nos casos em que a execução do levantamento requeira um tempo maior que o disponibilizado pelo
CCO, supervisor de via deve permanecer no local da inspeção com o técnico da via.

Enquanto isso, o auto-de-linha deve ser recolhido ao pátio mais próximo para cruzar e desviar os trens.

Inspeções de trem

Não é necessária uma programação antecipada para inspeções de trem. O engenheiro residente deve:

verificar junto ao CCO o horário dos trens (quando não houver horário fixo e regular);

solicitar paradas para embarque/desembarque no início e no final da inspeção e também para-


das para embarque/desembarque no regresso à Vale, caso o regresso seja feito de trem.

No decorrer da inspeção:

quando a inspeção ocorrer em trens de passageiros, viaje, sempre que possível, na cauda ou na
locomotiva, para que seja possível observar toda a linha;

quando for um trem de carga, viaje sempre na locomotiva;

observe as condições da geometria da via, juntas, entradas e saídas de AMVs;

preste atenção aos choques absorvidos pelo carro de passageiro ou pela locomotiva para avaliar
o estado da via e dos AMVs.

Inspeções com o carro-controle

O engenheiro residente deve acompanhar as inspeções com o carro-controle em todas as ocasiões.

Inspeção Visual da Via 15


REGISTRO DAS INFORMAÇÕES
E RELATÓRIOS DE INSPEÇÃO

Todos os defeitos e irregularidades observados durante a inspeção devem ser registrados em im-
pressos apropriados para a elaboração do relatório de inspeção.

Inspeções de rotina

Os dados obtidos pelo engenheiro residente responsável servirão para a transmissão de ordens ime-
diatas ao supervisor de via, visando a solução dos problemas detectados e considerados graves.

Inspeções do supervisor de via

Cabe ao supervisor de via:

anotar dados importantes referentes ao objetivo da inspeção;

transmitir ao técnico da via da turma de manutenção ordens de solucionar os problemas, des-


crevendo os fatos no relatório de inspeção;

elaborar este Relatório e encaminhá-lo ao engenheiro residente.

Inspeções do técnico de via permanente

O técnico de via deve providenciar:

a execução imediata dos trabalhos para corrigir defeitos graves;

a elaboração do relatório de inspeção, que deve ser encaminhado ao supervisor de via.

16
INSPEÇÕES PROGRAMADAS PARA
LEVANTAMENTO DO ESTADO REAL DA VIA E AMVs

Todos os dados obtidos no levantamento do estado real da via e AMVs devem ser anotados em for-
mulários padronizados, que farão parte do Relatório de Inspeções.

IMPRESSOS PADRONIZADOS

Conheça agora os impressos padronizados utilizados na anotação de dados colhidos na inspeção da via.

Inspeção de rotina

Relatório de Inspeção da geometria da via e AMVs (anexo Modelo A);

Inspeção da linha – superestrutura (modelo específico de cada distrito);

Relatório de Inspeção de AMVs (anexo Modelo B);

Em casos de levantamento mais detalhado, mesmo em inspeções de rotina, utilize o Modelo I


(em anexo).

Inspeção programada

Levantamento das condições da geometria da via (anexo Modelo I);

Levantamento do estado dos materiais da via (anexo Modelo III);

Levantamento do estado da geometria e matérias componentes dos AMVs;

Relatórios de Inspeção da geometria da via (anexo Modelo II);

Relatórios de Inspeção de materiais da via (anexo Modelo IV);

Relatórios de Inspeção de AMVs.

Inspeção Visual da Via 17


1 Qual o objetivo do processo de inspeção visual da via?
relembrar

2 Em relação às inspeções a pé, correlacione:

(1) Antes da inspeção

(2) Durante a inspeção

( ) os objetivos da inspeção;

( ) o percurso efetuado de auto-de-linha ou de trem até o local da inspeção a pé deve ser


considerado e tratado como inspeção de auto-de-linha ou de trem de rotina;

( ) observe atentamente as condições da geometria da via e dos AMVs;

( ) o meio de transporte até o local da inspeção (trem, automóvel, auto-de-linha);

( ) o horário e o meio de transporte previstos para o regresso;

( ) levantar, com uma régua de nível/escala, os pontos de nivelamento transversal da via


em tangente ou AMVs em que haja suspeitas de defeitos graves;

( ) o trecho previsto;

( ) o horário da inspeção.

3 Em relação à inspeção de trens, complete as frases com as palavras do quadro.

CCO – inspeção – trem – embarque/desembarque – fixo

a) Verifique junto ao ______________o horário dos trens (quando não houver horário
___________________ e regular).

b) Solicite paradas para _______________________________ no início e no final da


____________________________ e também paradas para embarque/desembarque no
regresso à Vale, caso o regresso seja feito de _______________.

18
ANOTAÇÕES

Inspeção Visual da Via 19


CAP Í T U L O II


LEVA NTA M ENTO D O
E S TA D O D A G EOM ET R IA D A V I A

Conheça agora os tipos de inspeção existentes para o levantamento do estado da geometria da via.
INSPEÇÕES DE ROTINA

Inspeções a pé

Nestas inspeções, as condições da geometria da via são verificadas pela prática e pela sensibili-
dade do funcionário responsável.

Caminhar pelo eixo da linha ou observá-la lateralmente ao nível da face superior do boleto são as
melhores formas de avaliar os defeitos aparentes da via.

Inspeções com auto-de-linha

Nas inspeções de rotina com auto-de-linha são verificados os seguintes itens:

Pelo desconforto e choques na linha:

o nivelamento da linha em tangente, em curvas e das juntas;

o alinhamento da linha em tangente;

o puxamento das curvas.

Por sensibilidade visual:

o nivelamento da linha nas curvas e das juntas;

o alinhamento da linha em tangente;

o puxamento das curvas.

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Inspeções de trem

Verifique, viajando na cauda ou na locomotiva do trem de passageiros ou na locomotiva dos cargueiros:

o nivelamento da linha em tangente e em curvas e o nivelamento das juntas;

o alinhamento da linha em tangente;

o puxamento das curvas.

A sensação de desconforto provocada pelo balanço lateral do veículo identifica deslocamentos da


via e nivelamento transversal irregular, torção e empenamento da via.

INSPEÇÕES PROGRAMADAS

O objetivo das inspeções programadas para o levantamento do estado real da geometria da via é
obter dados para a elaboração de programas de manutenção.

A seguir, você conhecerá os tipos de inspeções programadas para essa coleta de dados.

Inspeções a pé

Quando não podemos contar com o carro-controle, é preciso efetuar inspeções a pé ao longo da via,
pois apenas com levantamentos executados in loco é possível medir os defeitos da geometria da via.

Inspeção Visual da Via 23


Levantamentos com utilização de bitola de linha e régua com nível/escala

Bitola da linha;

Nivelamento transversal em tangente;

RÉGUA NÍVEL / ESCALA

RÉGUA NÍVEL / ESCALA FILA DE TRILHOS BASE


NÍVEL

-d

NÍVEL
RÉGUA NÍVEL / ESCALA

+d

ESTAÇÃO

1 2 3

SÃO LUIS FILA DE TRILHOS RACE CARAJÁS

Nivelamento transversal em curvas de raio > 1.000m (incluir curvas de transição);

CURVA COM ? > 1000 ?

NÍVEL FILA DE TRILHOS BASE

2 -d

ACA
EST 3
1

CAR
AJÁ
UIS S NÍVEL
S. L RÉGUA NÍVEL ESCALA

+d

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Superelevação nas curvas de raio < 1.000m (incluir curvas de transição);

CURVAS COM S < 1050 M SUPERELEVAÇÃO (S)

CARAJÁS

NÍVEL

3
S1

RÉGUA NÍVEL ESCALA


NÍVEL

2 S2

S. LUIS
1
ACA
EST

Nivelamento das juntas.

Levantamentos com utilização de cordel de puxamento da linha ou aparelho medidor de flechas

Alinhamento das tangentes;

Puxamento das curvas circulares e de transição.

Neste levantamento, o cordel deve ser esticado junto à quina interna do boleto do trilho à direita,
sentido São Luís – Carajás.

A verificação do nivelamento longitudinal das tangentes e curvas é feito de 10 em 10 metros (apro-


ximadamente 19 dormentes).

Inspeção Visual da Via 25


Estaca Estaca
1 10 m 2
(19 Dorm.)
(-) e

Cordel de fulamento
OU

Estaca Estaca
1 10 m 2
(19 Dorm.)
(+) e

Levantamentos com utilização de régua de marco

Nivelamento longitudinal da linha em tangente e curvas;

Alinhamento das tangentes;

Puxamento das curvas.

Régua de marc o
Nível

-E

Marcações pintados em
amarelo no patim do
trilho do marco Afastamento de 5.000mm do eixo da vid a

N ível do boleto do trilh o


Régua de marc o
Nível

+E

Marco de referência

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Inspeções com auto-de-linha

As inspeções com o auto-de-linha são realizadas sob dois aspectos: pelo desconforto e choques na
linha e pela sensibilidade visual.

Desconforto e choques na linha

Nivelamento de juntas;

Alinhamento da linha em tangente;

Puxamento de curvas.

Sensibilidade visual

Nivelamento da linha nas curvas;

Nivelamento das juntas;

Alinhamento da linha em tangente;

Puxamento das curvas.

Inspeções com carro-controle

Os registros obtidos com a inspeção pelo carro-controle determinam todas as irregularidades e


defeitos do estado da geometria da via, indicando as medidas necessárias para solucionar os
problemas.

ATRIBUIÇÕES E FREQÜÊNCIA

É responsabilidade do engenheiro residente, do supervisor de via e do técnico de via da turma de ma-


nutenção realizar inspeções de rotina e inspeções programadas para o levantamento do estado da geo-
metria da via.

Confira a seguir as responsabilidades de cada um destes profissionais nas inspeções.

Inspeção Visual da Via 27


Inspeções do engenheiro residente

O engenheiro deverá observar os seguintes itens:

Inspeção da rotina
Com auto-de-linha Com trem A pé
Freqüência: uma vez por mês Freqüência: a critério do Freqüência: a critério do
engenheiro residente engenheiro residente
Trecho: extensão total da via
Trecho: a critério do enge-
Acompanhamento: sempre acom- Trecho: extensão total da via
nheiro residente
panhado do supervisor de via Acompanhamento: à critério
do engenheiro residente Acompanhamento: sempre
que possível acompanhado
do supervisor de via

Inspeções programadas
Com auto-de-linha Com carro-controle
Freqüência: uma vez por mês Freqüência: todas as vezes em que houver
inspeção com carro-controle
Trecho: extensão total da via
Trecho: extensão total da via
Acompanhamento: sempre acompanhado do
supervisor de via Acompanhamento: o engenheiro acompanha
os técnicos na operação e controle do veículo

Inspeções de rotina do supervisor de via

Estas inspeções devem ser realizadas com a maior freqüência possível.

Inspeções a pé

Freqüência: a critério do supervisor de via;

Trecho: a critério do supervisor de via (esse critério deve cobrir toda a extensão a cada três
meses);

Acompanhamento: sempre acompanhado do técnico de via da turma.

28
Inspeções de auto-de-linha

Freqüência: no mínimo, duas vezes por semana;

Trecho: toda a extensão da via;

Acompanhamento: a critério do supervisor de via.

Inspeções de trem

Freqüência: com a maior freqüência possível, a critério do supervisor de via;

Trecho: toda a extensão da via;

Acompanhamento: normalmente sozinho.

Inspeções programadas do supervisor de via

Inspeções a pé

Freqüência: no mínimo, duas vezes por ano;

Trecho: por amostragem, conforme critérios pré-estabelecidos;

Acompanhamento: pelo técnico de via de turma e por um trabalhador (isso possibilita o levan-
tamento de dados com régua de marco, cordel de puxamento de curvas etc.).

Inspeções de auto-de-linha

Freqüência: uma vez por semana;

Trecho: toda a extensão da via;

Acompanhamento: sempre acompanhado do técnico de via da turma.

Inspeção Visual da Via 29


Inspeções de rotina do técnico de via de turma de manutenção

Inspeções a pé

Devem ocorrer em função do estado da geometria da via e das condições climáticas (a via deve
ser completamente percorrida no mínimo uma vez por mês);

Trechos: distintos a cada inspeção, cobrindo toda a extensão, no mínimo uma vez por mês;

Acompanhamento: desnecessário.

Inspeções com auto-de-linha

Freqüência: diariamente;

Trecho: toda a via;

Acompanhamento: desnecessário (fica a critério do técnico de via).

Inspeções programadas do técnico de via de turma de manutenção

Inspeções a pé

Freqüência: diariamente;

Trecho: toda a via;

Acompanhamento: a critério do supervisor de via.

Inspeções com auto-de-linha

Freqüência: uma vez por semana;

Trecho: toda a via;

Acompanhamento: acompanhado do supervisor de via.

Todas as inspeções para o levantamento do estado da geometria da via que possam interferir no
tráfego de trens devem ser programadas com antecedência.

Essas programações devem passar pelo CCO para que sejam feitos os ajustes necessários.

30
1 Qual o intervalo mínimo necessário para programar uma inspeção com auto-de-linha e quais
os aspectos que devem ser discriminados nessa inspeção?

2 Marque V (verdadeiro) ou F (falso).

Os objetivos da inspeção visual da via são:

( ) a verificação do estado de conservação da via e dos aparelhos de mudança de via;

( ) o ajuste e o funcionamento das chaves e dos aparelhos de manobra dos AMVs;

( ) a fiscalização e o controle do andamento e da qualidade dos trabalhos da via permanente;

( ) o controle da permanência e rendimento do pessoal nos serviços;

( ) o nivelamento da via em tangente ou curvas pelos marcos de referência.

3 Qual deve ser o procedimento de viagem durante a inspeção com auto-de-linha para trens
de passageiros e cargueiros?

4 Quais os tipos de inspeções programadas para o levantamento do estado da geometria da via?

Inspeção Visual da Via 31


5 Relacione:

(1) levantamentos com utilização de bitola de linha e régua com nível/escala;

(2) levantamentos com utilização de cordel de puxamento da linha ou aparelho medidor de flechas;

(3) levantamentos com utilização de régua de marco.

( ) bitola da linha;

( ) nivelamento das juntas;

( ) puxamento das curvas circulares e de transição;

( ) nivelamento transversal em curvas de raio > 1.000m (incluir curvas de transição);

( ) nivelamento longitudinal da linha em tangente e curvas;

( ) superelevação nas curvas de raio < 1.000m (incluir curvas de transição);

( ) alinhamento das tangentes;

( ) nivelamento transversal em tangente;

( ) alinhamento das tangentes;

( ) puxamento das curvas.

32
ANOTAÇÕES

Inspeção Visual da Via 33


VALE A PENA RELEMBRAR!
GABARITOS
CAPÍTULO I

1) Examinar uma via férrea em busca de falhas que possam resultar em acidentes ou em uma ope-
ração economicamente indesejável. O funcionário deve dar um retorno ao cliente sobre a sua
solicitação.

2) 1, 2, 2, 1, 1, 2, 1, 1

3)
a) CCO – fixo
b) Embarque/desembarque, inspeção, trem.

EXERCITANDO PRA VALER!

1) Deve ser programada com 12 horas de antecedência, discriminando:


o objetivo da inspeção;
o horário e o local da partida;
o destino;
as paradas ao longo do trecho e seus objetivos;

o horário de regresso.

2) V - F - V - V - F

3) Quando a inspeção ocorrer em trens de passageiros, viaje, sempre que possível, na cauda do
último carro ou na locomotiva. Já para cargueiros, viaje sempre na locomotiva;

4) Inspeções a pé, com auto-de-linha e com carro-controle.

5) 1, 1, 2, 1, 3, 1, 3, 1, 2, 3

34
ANOTAÇÕES

Inspeção Visual da Via 35




A NEX O S
38
Inspeção Visual da Via 39
40
Inspeção Visual da Via 41
42
Inspeção Visual da Via 43
44
Inspeção Visual da Via 45
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