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TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO – AFONSO CARIOCA

1. INTRODUÇÃO

A integração é um processo que demanda certa habilidade e técnica, ele provê um meio indispensável para análises de cálculos
diversos, além disso o meio de integrar certas funções deve ser exercitado até que sejamos capazes de absorver a sua
essência. O problema da integração deve ser visto como uma análise que pode conduzir a resultados algébricos diversos,
quando tomadas técnicas diversas, que concordam, porém, em resultado numérico.

Devido à necessidade de exercício dessas técnicas que apresentaremos, teremos mais exemplos neste capítulo, uma ótima
maneira de introduzir o conteúdo enquanto a teoria é exposta. A natureza diversa das formas de integrais nos obriga a fazer este
estudo a parte, pois certas funções são peculiarmente difíceis de serem analisadas antes da utilização de algum artifício que
permita sua simplificação, este é o objetivo deste capítulo: trazer ao leitor os processos de integração e as diversas
possibilidades de simplificação de funções para a aplicação destes processos.

Seja y = f(x) uma função qualquer de uma única variável. A derivada dessa função é representada por y’ = f’(x), porém, utilizando
dy
a notação de diferencial podemos escrever que  f '(x) , esta expressão é chamada de Equação Diferencial.
dx
A integração nada mais é do que a operação inversa da diferenciação. Via de regra, a solução de uma equação diferencial é feita
através da resolução de uma integral.

Observe:

dy
 f '(x)  dy  f '(x) dx , logo a diferencial de uma função é igual a derivada da função, multiplicada pela
dx
diferencial da variável x.

1.2. Definições Importantes

1ª) Primitiva

Uma função F(x) é primitiva da função f(x) se a derivada de F(x) for igual a f(x), a menos de uma constante.

Ex.: Seja F(x) = x³ - x, dizemos que esta função è primitiva de f(x) = 3x² - 1 porque F’(x) = f(x).

IMPORTANTE!

Se F(x) é uma primitiva de f(x), então, F(x) + C também é uma primitiva de f(x); onde C é uma constante arbitrária.

2ª) Integral Indefinida

Sendo F(x) uma primitiva de f(x), então, a forma geral das primitivas de f(x) é y  F  x   C onde C é uma constante arbitrária.
No estudo das Equações Diferenciais, veremos que esta constante não é tão arbitrária assim, pois dependem de condições dos
problemas assumindo valores particulares para aqueles tipos de problemas.

A forma geral das primitivas de f(x) será denominada de integral indefinida. E para indicar a integral indefinida de f(x) usaremos a
seguinte notação:

 f ( x) dx  F( x)  C

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3ª) Integral Definida

Quando atribuímos limites de integração a função, de acordo com as condições do problema, como por exemplo, condições
iniciais, temos INTEGRAL DEFINIDA e a sua notação será:

a
 f ( x ) dx  F(a)  F(b)
b

NÃO SE ESQUEÇA!

Considere a função F(x) = 3x5 + C, cuja derivada é igual a F’(x) = 15 x4. Dessa forma, dizemos que a função F(x) = 3x5 + C, que
deu origem à derivada acima, é primitiva de f  x   15x4 . Logo: F(x) é a função primitiva de uma função f(x) dada PORQUE a
derivada F’(x) é igual a f(x).

A passagem de uma função a sua diferencial é chamada de diferenciação; e a passagem da diferencial da função à própria
função chama-se integração. Portanto, diferenciação e integração são operações inversas.

Quando você estudou derivadas, uma regra geral foi estabelecida para se obter a derivada de uma função qualquer e, como
consequência disso, obteve-se a diferencial dessa função. Entretanto, o mesmo não ocorre com a integração. NÃO EXISTE
UMA REGRA GERAL DE INTEGRAÇÃO! Há sim as TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO, que passaremos a estudá-las.

Existem diversas Técnicas de Integração, mas neste trabalho destacaremos três desses métodos: Integrais Imediatas, Mudança
de Variável ou Substituição, Integração por Partes, Substituições Trigonométricas e Decomposição em Frações Parciais. Iremos
resolver diversas integrais, utilizando-se dessas técnicas.

A pergunta que atormenta os alunos é seguinte: “qual dessas técnicas eu devo aplicar?” Para responder a esta pergunta
elaboramos alguns caminhos que podem ser seguidos, porém, somente a resolução de muitos, muitos exercícios é que poderá
dar a segurança ao aluno ao se deparar com as tão “temidas” integrais.

2. INTEGRAIS IMEDIATAS

As Integrais Imediatas não é uma técnica em si, mas são integrais que já estão “quase tabeladas”. É importante ressaltar que
qualquer que seja a Técnica de Integração, todas elas nos levam a uma Tabela Básica de Integrais. Então, para resolvê-las
precisamos ajeitá-las por meio de procedimentos matemáticos simples, tais como: fatoração, divisão de polinômios,
transformações de radicais em potências de expoentes fracionários, etc. Não existe uma receita única a ser seguida, apenas a
experiência e o tipo de integral decidirão qual o melhor caminho a ser seguido.

Apresentamos a seguir uma tabela básica de integrais que será utilizada na resolução de todos os exercícios, portanto, ela deve
ficar sempre a vista e se possível acompanhada de uma tabela de derivadas.

Tabela Básica de Integrais

1.  du  u  C
u n 1
2.  u du  n  1  C
n
 n  1

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1 du
3. u du  
u
 ln | u | C

au
 a du  C
u
4.
ln a

e du  eu  C
u
5.

6.  sen u du   cos u  C

7.  cos u du  sen u  C
8.  tan u du   ln | cos u | C
9.  cot anu du  ln | sen u | C
 sec u du  tan u  C
2
10.

 cos ec u du   cot an uC


2 2
11.

du
12.   arcsen u  C
1 u2

du
13.   arctan u  C
1 u2
Existem algumas integrais que são tão utilizadas que iremos acrescentar à tabela acima. Depois iremos demonstrar como elas
foram deduzidas.

14.  ln  x   x ln  x   x  C
1
15.  sen  mx  dx   m cos  mx  , m  *

1
16.  cos  mx  dx  m
sen  mx  , m  *

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1 mx
e dx  e , m *
mx
17.
m
3. MUDANÇA DE VARIÁVEL

Reconhecimento: “Derivando-se uma função, encontra-se a outra função a menos de uma constante multiplicativa”.

Procedimento:

f x
1º) Identifica-se o tipo de integral  f  x  g  x dx ou  g  x  dx
2º) Escolhe-se u = f(x) de modo que du = kg(x) dx

3º) Isola-se dx e substitui-se na integral que transforma-se em  f  u  du


4º) Integre em u e retorne à variável original

Demonstração das Fórmulas (15), (16) e (17)

Faremos a dedução da fórmula (15) e você, de modo semelhante, deverá fazer as deduções das fórmulas (16) e (17).

1
15.  sen  mx  dx   m cos  mx  , m  *

Demonstração:

 sen  mx  dx 
du du
Fazendo u  mx   m  dx 
dx m
Substituindo :
 du  1
 sen  mx  dx  sen  u   m   m  sen  u  du
1
 sen  mx  dx   m cos  u   C
Re tornando à var iável x :
1 1
 sen  mx  dx   m cos  u   C   sen  mx  dx   m cos  mx   C, m  *

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4. INTEGRAÇÃO POR PARTES

Reconhecimento: são integrais do tipo  f  x  g  x dx ou  f  x  dx , nas quais comparecem umas das seguintes funções:
logarítmicas, trigonométricas ou exponenciais.

Procedimento: aplica-se a fórmula  f  x  g  x dx   udv  uv   vdu


OBSERVAÇÕES:

1ª) A escolha correta de “u” é que vai determinar o sucesso ou não da integração por partes. Infelizmente, não existe uma regra
geral para essa escolha; somente a experiência e o bom senso irão nortear esta escolha. É o método da “tentativa e erro”.

2ª) Pode ocorrer mais de uma integração por partes dentro da mesma integral.

3ª) É preciso também conhecer as seguintes relações trigonométricas:

a) sen 2u  cos2 u  1

1 1
b) cos 2 u   cos  2u 
2 2

1 1
c) sen 2 u   cos  2u 
2 2

d) sen  2u   2sen  u  cos  u 

4ª) Existe ainda o anagrama LIATE (publicado como uma nota em uma edição antiga da revista American Mathematical
Monthly). Seja o seguinte esquema das funções elementares:

L I A T E

LOGARÍTMICAS INVERSAS ALGÉBRICAS TRIGONOMÉTRICAS EXPONENCIAIS


TRIGONOMÉTRICAS

Caso apareçam duas dessas funções em uma mesma integral, e se o método utilizado for o de Integração por Partes, a função
que ficar mais a esquerda da palavra LIATE deve ser escolhida com “u” e a outro como “dv”.

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Demonstração das Fórmulas (14)

Faremos a dedução da fórmula (14)

14.  ln  x   x ln  x   x  C
 ln  x  dx  uv   vdu 1
Onde :
du 1 dx
u  ln  x     du 
dx x x
e

 dv   dx  v  x
Substituindo em 1 :

 ln  x  dx  uv   vdu
 dx 
 ln  x  dx  x ln  x     x   x ln  x    dx
x

  ln  x  dx  x ln  x   x  C

5. SUBSTITUIÇÃO TRIGONOMÉTRICA

Sejam os radicais do tipo a²  u² , a²  u² e u²  a² . Do estudo de Trigonometria, sabemos que:

sen²x  cos²x  1  sec²x  1  tan²x

a²  u²  a²  a² tan²  a²(1  tan²)  asec 

sen²x  cos²x  1  sen²x  1  cos²x

a²  u²  a²  a²sen²  a²(1  sen²)  acos 

sen²x  cos²x  1  tan²x  sec²x  1

u²  a²  a² sec ²  a²  a²(sec ²  1)  a tan 

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Assim, podemos construir a seguinte tabela de transformação:

Ocorre Substituição Conclusão

a²  u² u  a  tan  a²  u² = a  sec 

a²  u² u  a  sen a²  u² = a  cos 

u²  a² u  a  sec  u²  a² = a  tan 

1º) TIPO: u2  a2

Substituição: u  a sec 

Transformação: u 2  a 2  a tan 

Triângulo Correspondente:

2º) TIPO: a2  u2

Substituição: u  a sen 

Transformação: a 2  u 2  a cos 
Triângulo Correspondente:

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3º) TIPO: a2  u2

Substituição: u  a tan 

Transformação: a 2  u 2  a sec 
Triângulo Correspondente:

6. DECOMPOSIÇÃO EM FRAÇÕES PARCIAIS

f x
As integrais do tipo  g  x  dx ,onde f(x) e g(x) são funções polinomiais e o grau de f(x) é menor que o grau de g(x), podem ser
resolvida por Decomposição em Frações Parciais.

P(x)
Na resolução de integrais por frações racionais, nosso objetivo é transformar a integral  Q(x) dx em outras integrais mais
simples. Para isso, temos as seguintes regras:

1ª) Se um fator linear ocorrer somente uma vez no denominador da fração dada, então, esta pode ser transformada numa fração
A
simples do tipo .
ax  b

x4 A B
Ex.1: Transforme a fração  
(x  7)(2x  1) x  7 2x  1

2ª) Se um fator linear ax + b ocorrer p vezes no denominador da fração dada então aparecerão p frações simples
correspondentes.

OBS.: Se um fator do 2º grau aparecer no denominador da fração dada, devemos fatorá-lo em dois fatores lineares recaindo num
dos casos anteriores.

3ª) Se um fator do 2º grau aparecer no denominador da fração dada, então esta pode ser transformada numa fração simples do
Cx  D
tipo 2
.
ax  bx  c

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7. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

x
3
1. 1  x2 dx

1ª Solução: Mudança de Variável e Substituição Trigonométrica

x
3
1  x2 dx

dx
Fazendo x  sen   cos   dx  cos d
d
Substituindo :

x 1  x2 dx   sen3 1  sen2 cos d


3

Mas :
cos2   1  sen2
Assim :

x 1  x2 dx   sen3 cos2  cos d   sen3 cos2 d


3

Mas :

x 1  x2 dx   sen2sen cos2 d  x  1  cos   sen cos


3 3
1  x2 dx  2 2
d

x 1  x2 dx   sen cos2 d   sen cos4 d


3

dt dt
Fazendo t  cos    sen  d  
d sen
Substituindo :
 dt  4  dt 
x  sen t    sen t  
3
1  x2 dx  
2

 sen   sen 
t5 t 3
  
3 2 4 2
x 1  x dx  t dt  t dt   C
5 3
Re tornando à var iável  :
cos5  cos3 
 x 1  x dx 
3 2
 C
5 3

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Retornando à variável x:

Observe o triângulo abaixo:

Temos que:

x  sen  cos   1  x2

cos5  cos3 
 x 1  x dx 
3 2
 C
5 3

   
5 3
1  x2 1  x2
x
3 2
1  x dx  C
5 3
Simplificando :

 
2
2
1  x
   1
3

 x 1  x dx 
3 2
1  x2   
 5 3
 
1  x 2
1 3  3  3x  5 
2

1  x   
3
x
3
1  x2 dx  2
    1  x2  
 5 3  15 
 3x  2 
2
1
1  x     
3 3
x
3
1  x2 dx  2
  1  x2 3x2  2
 15  15
1
1  x  3x 
3
  x3 1  x 2 dx   2 2
2
15

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2ª Solução: Mudança de Variável

x
3
1  x2 dx
ELEVANDO AO QUADRADO
Fazendo u  1  x2 
AMBOS OS MEMBROS
 u2  1  x2
Derivando :
du udu
2u   2 x  udu  xdx  dx  
dx x
Substituindo :
 udu 
x x     x u du
3
1  x2 dx  3
u 2 2

 x 
Mas :
x2  1  u2
Substituindo :

x
3
 
1  x2 dx    1  u2 u2du   u4du   u2du
Integrando :
u5 u3
 x 1  x dx 
3 2
 C
5 3
Substituindo u  1  x2 :

   
5 3
1  x2 1  x2
x
3
1  x2 dx  C
5 3

Simplificando :


 
 2
2

1  x
  1
3

x
3
1  x2 dx  1  x2   
 5 3
 
1  x 2
1 3  3  3x  5 
2

1  x   
3
x
3
1  x2 dx  2
    1  x 2
 
 5 3  15 
 3x  2 
2
1
1  x     
3 3
x
3
1  x2 dx  2
  1  x2 3x2  2
 15  15
1
1  x  3x 
3
  x3 1  x2 dx   2 2
2
15

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3ª Solução: Integração por Partes e Mudança de Variável

x 1  x2 dx   x2x 1  x2 dx  uv   vdu
3

du
Fazendo u  x2   2x  du  2xdx
dx
e

 dv   x 1  x2 dx
dt dt
Fazendo : t  1  x2   2x  dx  
dx 2x
Assim :
 dt  1 1 12
v   x 1  x2 dx   2 2
x t     tdt   t dt
 2x 
Integrando :
3
1 t2 1 2 3 1 3 1 3
v 
2 3
   t 2  v   t 2  v   1  x2
2 3 3 3
  2

Substituindo :
2  1   1 
3 3

 x 1  x dx   x x 1  x dx  x   3 1  x
3 2 2 2 2
  2
    1  x
3
2
  2
2xdx
  
3 3
x2 2
x
3
1  x2 dx  
3

1  x2  2

3

x 1  x2  2
dx

Re solvendo :
3


x 1 x
2
 2
dx
du du
Fazendo u  1  x2   2x  dx  
dx 2x
3 3
 du  1 3

x 1 x
2
 2
dx   x u  2       u 2 du
2
 2x 
Integrando e substituindo u  1  x2 :
5
3 5 5
1 u2 1 2 1

x 1 x 
2 2
dx   
2 5
 
2 5
1  x2   2

5
1  x2  2

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Assim :
x2 3
2  1 5

x
3
1  x2 dx  
3

1  x2  2
    1  x2
3  5
  2


Assim :

   
5 3
2 1  x2 x2 1  x2
x
3 2
1  x dx    C
15 3
Simplificando :

 1
 2  1  x   5x    x 1  x dx   151  1  x  2 1  x   5x 
3 2 3

x
3
1  x2 dx   1  x2 2 2 3 2 2 2 2

15

 1  x  2  2x  5x    x 1  x dx  
1 3
1
1  x  3x  2
3
x
3 2 2 2 2 3 2 2 2
1  x dx  
15 15

A partir desse exemplo, vemos que uma mesma integral pode ser resolvida por diversos caminhos; resta-nos escolher aquele
que for menos demorado.

dx
2.  3
x x2  9

Solução:

Temos que :
dx

x3 x 2  9
Fazendo :
x  3 sec  1
Derivando :
dx
 3 sec  tan   dx  3 sec  tan d 2 
d
Substituindo :
3
dx 3 sec  tan d 3 sec  tan d
   3
3 sec   3 sec  
3 2 3 2
x x 9 9 27 sec3  9 sec2   9
Assim :
dx tan d tan d dx tan d
     3
x 3
x 92 2
9 sec  9 sec   1  2
 9  3 sec  sec   1 2 2
x 3 2
x 9 27 sec2  sec2   1
Mas :
sec2   1  tan2   4

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Substituindo  4  em 3 :
dx tan d
  
x 3 x2  9 27 sec2  sec2   1
dx tan d tan  d dx d
       2 5 
x x 9 3 2
27 sec  tan  2 2 27 sec2  tan  3 2
x x 9 27 sec 
Mas :
1
sec   6 
cos 
Substituindo  6  em 5 :
dx d dx d d cos2 d dx 1
   27 sec2      2
  1
   2
 cos  d 7 
x 3 x2  9 x3 x2  9  1  27 3 2
x x 9 27
27  27
 cos2 
 cos  
Mas :
1 1
cos2    cos 2   8 
2 2
Substituindo  6  em 5 :
dx 1 dx 1 1 1 
  cos 2   d
2
   cos  d   
x x 9 3 2 27 x 3 2
x 9 27  2 2 
Assim :
dx 1 1  1 
 
54
 d  54  cos 2  d   cos mu du  m sen mu  c, m  0 
x x 9 3 2
 
Assim :
dx 1 1 1 1 1 dx 1 1
    sen 2    sen 2      sen 2  9 
x x 9 3 2 54 54 2 54 108 3 2
x x 9 54 108
Mas :
sen 2   2sen cos  10 
Substituindo 10  em  9  :
dx 1 1 1 1 dx 1 1
   sen 2     2 sen cos      sen cos  11
x 3 2
x 9 54 108 54 108 3 2
x x 9 54 54

Retornando à variável x:

Considere o seguinte triângulo

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Desse triângulo tiramos que :


x2  9 3
sen  e   arccos en   12 
x x
Substituindo em :
dx 1 1
 3 2   sen cos   c
x x  9 54 54
Assim :
dx 1 3 1 x2  9 3 dx 1 3 x2  9
  arccos       c  arccos    c
x3 x 2  9 54 x
  54 x x 3 2
x x 9 54 x x2

x2  2x  3
b)  dx
x 1

Solução:

Em primeiro lugar, façamos algumas modificações:

x2  2x  3  x2  2x  1  4x  4   x  1  4  x  1
2

Assim, a integral transforma-se em:

 x  1  4  x  1
2
x2  2x  3
 dx   dx
x 1 x 1

Resolvendo-a:

 x  1  4  x  1
2
x2  2x  3
 dx   dx
x 1 x 1
Fazendo :
z  x  1  dx  dz
Substituindo :

 x  1  4  x  1
2
z2  4z
 dx   dz
x 1 z

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Observe o triângulo abaixo:

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Assim:

1
c)  dx
 x  2 x2  4x  3

Solução:

Façamos algumas transformações:

x2  4x  3  x2  4x  4  1   x  2   1
2

Assim :
1 1
 dx   dx
 x  2 2
x  4x  3  x  2  x  2
2
1

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12x3
d)  dx
2x2  7

Solução:

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8. EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Encontre as integrais a seguir

x5  2x2  1
a)  x4
dx 

 1 x x 
b)   
3
 dx 
 x 

x2
c)  dx 
x2  1

x2  1
d)  dx 
x2

 3x 
3
e)  4x2  5x dx 

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 x 
3 2
f) 2
 2x 3  5 x  3 dx 

4x 2  2 x
 dx 
f) x

 x2 2 1
g)    2
  dx 
x 
 2 x

2 1
2. Determine f(x) tal que  f(x) dx  x 
2
cos 2x  c .

1 2 
3. Sabendo que f(x) satisfaz a igualdade  f(x) dx  senx  x cos x  2 x  c , determinar f   .
4

x 
5
2
4.   3 2xdx 

2 2x
5. 1 1  x2 dx 

6. Resolva as integrais a seguir

a)  sen x cos dx 

x
b) 1 x 2
dx 

ln3  x  dx
c)  x

x
d) 1 x 4
dx 

7. Resolvas as integrais por parte

a)  x sen x dx 
x
2
b) ex dx 

 x 
 7x  5 cos 2x  dx 
2
c)

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d)  ln x dx 
e)  x ln x dx 
f)  x cos x dx 
x e
5x
g) dx 

1
1
h)  x3 e x dx 

2
5 x
i)  x e dx 

j) e
x
sen 2x  dx 

8. Usando a Técnica de Frações Parciais, calcule as integrais a seguir:

x 1
a) x 3
 x2  2x
dx 

x 3
 1 dx 
b)  x  x  2
2 3

du
c) u 2
 a2

dx
d) x 4

4x  2
e) x 3
 x2  2x
dx 

dt
f)   t  2  t  1 
2

2x  3
g) x 3
 x2  2x
dx 

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x3  1
h)  x(x  1)3 dx 
 4x  2 dex
i) x 3
 x2  2x

z2dz
j)   z  13

Bibliografia

1. Fleming, Diva Marília & Gonçalves, Mirian Buss

Cálculo A – Makron Books do Brasil Editora Ltda – 6ª Edição

2. Jr. Ayres, Frank & Mendelson, Elliot

Cálculo Diferencial e Integral – Makron Books do Brasil Editora Ltda – 3ª Edição

3. Piskounov, N

Cálculo Diferencial e Integral – Vol. I – Lopes da Silva Editora – 7ª Edição

4. Munem, Mustafa A. & Foulis, David J.

Cálculo – Vol. I – Livros Técnicos e Científicos Editora S.A.

5. Diversos Sites de Matemática da Internet (Busca de Exercícios)

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