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AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CORPORAL

Os avanços tecnológicos nos tratamentos corporais não invasivos e invasivos


oferecem às pessoas uma gama de opções de cuidados com a imagem, o que resulta
em um aumento da confiança e autoestima (MAUAD, 2003).
Há pouco tempo, a busca do corpo perfeito era muito limitada. Ouvia-se falar
apenas nas dietas, cremes com promessas duvidosas e aparelhos com eficácia
limitada, o que resultava em tratamentos insatisfatórios.
Hoje o mercado estético dispõe de pesquisas científicas e uma vertente de
novas possibilidades de tratamentos.
Para o sucesso no tratamento de qualquer disfunção estética seja ela gordura
localizada, flacidez, Fibro edema gelóide, estrias, precisamos saber identificá-las de
maneira minuciosa, para que os tratamentos sejam eficazes e duradouros.
Vamos aprender a fisiopatologia de cada disfunção estética
corporal, e os recursos para seus clientes/pacientes serem avaliados, assim você irá
obter sucesso em seu tratamento.

A composição corporal é a proporção entre os diferentes


componentes corporais e a massa corporal total, sendo normalmente expressa
pelas porcentagens de gordura e de massa magra (HEYWARD, 1998a; KISS,
BÖHME & REGAZZINI, 1999; NIEMAN, 1999, apud COSTA, 2001, p.21).

A obtenção dos valores de tais porcentagens constitui informação de


grande importância para os profissionais de estética, visto que as
quantidades dos diferentes componentes corporais, principalmente gordura e
massa muscular, apresentam estreita relação com o tratamento indicado.
A avaliação da composição corporal torna-se extremamente
necessária, haja visto que para o um bom resultado é necessário uma boa avaliação.
Reduzir a quantidade de gordura e/ou aumentar a quantidade de

massa muscular estão entre os anseios de grande parte dos pacientes, esta
preocupação deve ser considerada não somente do
ponto de vista da estética, mas também de qualidade de vida dos indivíduos, já
que a obesidade, está associada a um grande número de doenças crônico-
degenerativas.

Devemos avaliar a quantidade total e regional de gordura corporal,


para identificar os riscos de saúde, e outras medidas importantes que podem para
anamnese.
CONCEITOS RELACIONADOS COM A COMPOSIÇÃO CORPORAL

1 Massa gorda total (MGT)

Gordura essencial
É a gordura acumulada na medula dos ossos e no coração, nos
pulmões, fígado, baço, rins, intestino, músculos e tecidos ricos em lipídeos
espalhados por todo o sistema nervoso central. São compostos de
fosfolipídeos, necessários para formação da membrana celular e
funcionamento fisiológico normal (~10% MGT). Na mulher, a gordura essencial
também inclui a gordura específica ou característica do sexo.

Gordura não-essencial
Consiste na gordura acumulada no tecido adiposo. São formadas
por triglicerídeos encontrados principalmente no tecido adiposo (~90% da
MGT). Essa reserva nutricional inclui os tecidos que protegem dos
traumatismos os vários órgãos internos, assim como o volume ainda maior de
gordura subcutânea localizada por debaixo da superfície cutânea
As quotas proporcionais de gordura de armazenamento em hom ens
e mulheres são semelhantes (12% nos homens, 15% nas mulheres), porém a
quantidade total de gordura essencial nas mulheres, que inc lui a gordura
específica do sexo, é quatro vezes maior que nos homens. É mais que
provável que a gordura essencial adicional seja biologicamente importante par a
a procriação e outras funções relacionadas aos hormônios.
De acordo com o modelo teórico de distribuição da gordura corporal
para mulheres de BEHNKE, observa-se que, como parte dos 5 a 9% de
gordura de armazenamento de reserva específica do sexo, as mamas contribui
com aproximadamente 4,4% da massa total de gordura corporal, ou no máximo
12,5% da quantidade de gordura específica do sexo, e o restante deve
localizar-se nas regiões pélvicas, das nádegas e coxas, que contribuem
quantitativamente para as reservas adiposas das mulheres.

2Massa livre de gordura (MLG)

A MLG consiste em todos os tecidos e substâncias residuais livres


de lipídeos, incluindo água, músculos, ossos, tecidos conjuntivos e órgãos
internos

Sobrepeso

É o peso corporal que excede o peso normal ou padrão de uma


determinada pessoa, baseando-se na sua altura e constituição física. Os
padrões começaram a serem estabelecidos em 1959 com a proposição de
tabelas de peso e estatura, que ainda hoje são amplamente utilizadas.
Obesidade

É a quantidade excessiva de gordura corporal total para um dado


peso corporal, que estão fortemente associados ao aumento de fatores de risco
para a saúde, bem como dos índices de morbidade e mortalidade.

IMC

IMC é uma sigla utilizada para Índice de Massa Corporal.


O Índice de Massa Corporal é uma medida utilizada para medir a obesidade
e desnutrição, adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Considerada
como padrão de medida internacional para avaliar o grau de obesidade.
O sobrepeso e a obesidade, indicados pelo IMC, são fatores de risco para
doenças tais como a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana e o diabetes
melittus, além de outras patologias consideradas de alto risco para a Saúde Pública.
Hoje em dia, o IMC é utilizado como forma de comparar a saúde de populações,
ou até mesmo definir prescrição de medicações.
Os valores de IMC são independentes de idade e sexo. Apesar disso, o IMC
pode não corresponder ao mesmo grau de gordura em diferentes populações devido
às diferentes proporções do corpo.
Riscos à saúde associados ao aumento do IMC devem ser constantemente
observados e interpretados, já que podem ser diferentes em cada população.
A fórmula utilizada é:

IMC = Peso (Kg) / (Altura (m)) 2


Após a realização do cálculo, deve-se observar o resultado de acordo com os
seguintes valores:

 Abaixo de 18,5 = desnutrição


 Entre 18,5 e 24,5 = peso normal
 Entre 25,0 e 29,9 = sobrepeso
 Entre 30,0 e 39,9 = Obesidade
 Acima de 40,0 = Obesidade Mórbida

ICQ OU RCQ

A Relação Cintura-Quadril ou Índice Cintura-Quadril é uma variável que


auxilia no diagnóstico de doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2, no
entanto, pelas restrições que essa medida possui, a Organização Mundial da Saúde -
OMS (2010), recomenda a associação dessa variável com outras medidas, como, por
exemplo, a circunferência da cintura (CC).
O índice é obtido através do cálculo

A medida da CC explana que sujeitos com região abdominal e pélvica que apresentam
valores elevados, aumentam significativamente a possibilidade de morte súbita,
infarto
e aterosclerose (POWERS; HOWLEY, 2000). Diante disso, os estudos utilizam com
frequência a associação entre IMC e RCQ como indicador da possibilidade de
desenvolvimento de doenças e de obesidade, principalmente pela facilidade de
aplicação, baixo custo e interpretação simplificada (NEVES, 2008; RIPKA et al, 2009).
CÁLCULOS PARA PERCENTUAL DE GORDURA ATRAVÉS DE
CIRCUNFERÊNCIA DE CINTURA E IMC

Temos relatos bibliográficos de cálculos para identificar o percentual de gordura


com equações matemáticas, baseadas em logaritmos, propostas por Deuremberg et
al., Gallagher et al. e Lean et al.
As equações preditivas da gordura corporal são: