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Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

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Administrativa
Matéria: Direito Administrativo
Professor: Jonatas Albino do Nascimento
Agentes Públicos, Regime Disciplinar e Improbidade
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas
Professor Jonatas Albino do Nascimento

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Olá, Pessoal!
Hoje fecharemos o item referente aos servidores públicos e
estudaremos o item referente à improbidade administrativa, que também se
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relaciona com o controle da Administração Pública.


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SERVIDORES PÚBLICOS E IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


Sumário

1– Classificação de Agentes Públicos ................................................. 4


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1.1 – Agentes Públicos ...............................................................................................................4


1.2 – Agentes Administrativos ....................................................................................................5
1.3 – Agentes Políticos ...............................................................................................................5
1.4 – Agentes Honoríficos...........................................................................................................5
1.5 – Agentes Delegados ............................................................................................................5
1.6 – Agentes Credenciados .......................................................................................................5
2 – Regime Disciplinar ....................................................................... 6
2.1 – Deveres e Proibições .........................................................................................................6
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2.2 – Penalidades .......................................................................................................................8


2.3 – Prescrição ........................................................................................................................ 12
2.4 – Responsabilidade............................................................................................................. 13
2.5 – Processo Administrativo Disciplinar (PAD) .......................................................................13
2.5.1 – Sindicância.................................................................................................................... 14
2.5.2 – Instauração do PAD ......................................................................................................15
2.5.3 – Inquérito Administrativo ............................................................................................... 16
2.5.4 – Julgamento ................................................................................................................... 19
2.5.5 – Rito Sumário ................................................................................................................. 21
2.5.6 – Revisão do PAD............................................................................................................. 23
3 – Improbidade Administrativa ...................................................... 24
3.1 – Enriquecimento Ilícito......................................................................................................28
3.2 – Atos de Improbidade que gerem prejuízo ao erário ......................................................... 30
3.3 – Atos de Improbidade que atentem contra os princípios da APU .......................................32
3.4 – Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou aplicação Indevida de
Benefício Financeiro ou Tributário............................................................................................ 34
4 – Questões Comentadas ............................................................... 36
4.1 – CESPE .............................................................................................................................. 36
4.2 - ESAF .................................................................................................................................65
5– Listas de exercícios .................................................................... 78
5.1 – CESPE .............................................................................................................................. 78
5.2 - ESAF .................................................................................................................................91
6 – Gabarito .................................................................................... 99
7 – Referencial Bibliográfico .......................................................... 103

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1– Classificação de Agentes Públicos

1.1 – Agentes Públicos

O conceito de agente público é detalhado na Lei Nº 8.429/92 e pode ser


definido como todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem
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remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer


forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função
pública.

Agente Público
(conceito amplo)
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Com ou sem
remuneração

Celetista ou
estatuário

Independe de
vínculo
permanente
com a
Administração

Os servidores públicos são aqueles regidos por regime próprio,


estatutário, legal. Resumindo, têm uma lei própria (específica) para reger
sua relação com o Estado. Essa lei é predominantemente de direito público,
que é o regime jurídico que deve predominar (segundo a doutrina) para
aqueles que exercem atividades típicas de Estado. Exercem cargos públicos
efetivos ou em comissão, como os policiais federais.
Os empregados públicos são agentes públicos que atuam sob
regime contratual, celetistas. Por exemplo, os milhares de empregados da
Petrobras. Aqui predomina o regime de direito privado.

Regime de
SERVIDORE Estatutári
direito
S PÚBLICOS o
Público

EMPREGAD Regime de
OS direiro Celetista
PÚBLICOS privado

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1.2 – Agentes Administrativos

Aqui estão a maioria dos agentes públicos. Atuam na Administração


Pública ocupando cargos, empregos e funções públicas com vínculo
hierárquico e recebendo remuneração para isso. Podemos citar, como
exemplo, os servidores e empregados públicos.
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1.3 – Agentes Políticos

Esses são os agentes públicos que fazem parte da cúpula da


Administração Pública. São aqueles que definem as políticas públicas a
serem implementadas pelo Poder Público e realizam a supervisão e
direção superior de tais políticas.
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Podemos citar, como características, o fato de terem suas


competências originadas na própria CF/88 e não se sujeitarem a
muitas das regras aplicáveis aos demais agentes públicos. Inclusive
possuem certas prerrogativas definidas pela própria CF/88, como a imunidade
dos parlamentares. Tais prerrogativas servem para que possam executar suas
atribuições com a maior independência possível.

1.4 – Agentes Honoríficos

São cidadãos chamados a colaborarem temporariamente com o


Poder Público, por meio da prestação de serviços específicos. Não
possuem vínculo com a Administração Pública e normalmente atuam sem
remuneração. Podemos citar os mesários que atuam nas eleições, como
exemplo.

1.5 – Agentes Delegados

São particulares que exercem atividades por sua própria conta e


risco, mas que podem ter impacto na população, sendo fiscalizados pelo
Poder Público. Aqui temos por exemplo os delegatários de serviços públicos e
os leiloeiros.

1.6 – Agentes Credenciados

São aqueles que recebem a incumbência de representar a


Administração Pública em determinados eventos ou atividades.

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Podemos citar um professor universitário que representa o Brasil em certo


congresso.

2 – Regime Disciplinar
O que será estudado nesse tópico está presente na Lei nº 8.112/90,
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mais especificamente nos artigos 116 a 182. Vamos lá.

2.1 – Deveres e Proibições

Esse tópico é bem decoreba, porém muitos dos incisos são óbvios.
Começaremos com o artigo 116, que determina que são deveres do servidor:
I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
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III - observar as normas legais e regulamentares;


IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
(nesse caso nasce para o servidor o dever de representar contra o superior)
V - atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas,
ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou
esclarecimento de situações de interesse pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao
conhecimento da autoridade superior ou, quando houver suspeita de
envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente para
apuração;
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.

O descumprimento dos deveres acarreta infração disciplinar. A


Lei estabelece que a advertência será aplicada por escrito nos casos de
inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma
interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave.

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Punição será a
Descumprimento
Infração disciplinar advertência, salvo
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do dever
pena específica

Com relação às proibições temos os seguintes itens:


 Proibições que acarretam a penalidade de advertência:
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1 - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do


chefe imediato;
2 - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer
documento ou objeto da repartição;
3 - recusar fé a documentos públicos;
4 - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou
execução de serviço;
5 - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
6 - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado;
7 - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação
profissional ou sindical, ou a partido político;
8 - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil;
9 - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado;

 Proibições que acarretam a penalidade de suspensão


10 - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa,
exceto em situações de emergência e transitórias;
11 - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do
cargo ou função e com o horário de trabalho;

 Proibições que acarretam a penalidade de demissão

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12 - participar de gerência ou administração de sociedade privada,


personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade
de acionista, cotista ou comanditário (tal proibição não se aplica na
participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades
em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital
social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus
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membros nem no gozo de licença para o trato de interesses particulares,


observada a legislação sobre conflito de interesses).
13 - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie,
em razão de suas atribuições;
14 - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
15 - praticar usura sob qualquer de suas formas;
16 - proceder de forma desidiosa;
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17 - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou


atividades particulares;

 Probibições que acarretam a penalidade de demissão e


incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público
federal, pelo prazo de 5 (cinco) anos.
18 - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em
detrimento da dignidade da função pública;
19 - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas,
salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de
parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;

2.2 – Penalidades

As penalidades previstas em lei são (art. 127 da Lei nº 8.112/90):


I - advertência;
II - suspensão;
III - demissão;
IV - cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
V - destituição de cargo em comissão;
VI - destituição de função comissionada.

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Penalidade • Advertência
mais
branda
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• Suspensão
Penalidade
média

• Demissão
• Cassação de aposentadoria e disponibilidade
Penalidade • Destituição de cargo em comissão ou função comissionada
mais Grave
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Segundo a lei, na aplicação das penalidades serão consideradas a


natureza e a gravidade da infração cometida, os danos que dela
provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou
atenuantes e os antecedentes funcionais.

Fatores a serem considerados na aplicação das penalidades

natureza e circunstâncias
antecedentes
gravidade da danos gerados atenuantes e
funcionais
infração agravantes

Podemos perceber do mandamento acima que o poder disciplinar é


discricionário, obviamente dentro dos limites estabelecidos em lei. Tal
discricionariedade se justifica na determinação da penalidade e não quanto ao
dever de punir, que deve sempre ser cumprido.

 Advertência
Por ser a mais branda de todas as penalidades, a advertência será
aplicada por escrito e terá seu registro cancelado, após o decurso de 3
(três) anos de efetivo exercício, se o servidor não houver, nesse período,
praticado nova infração disciplinar.
A ação disciplinar prescreverá em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à
advertência.

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registro
ação prescreverá
aplicada por escrito cancelado após
em 180 dias
3 anos
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 Suspensão
A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas
punidas com advertência e de violação das demais proibições que não
tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo
exceder de 90 (noventa) dias.
Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão
poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento)
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por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a


permanecer em serviço. É importante salientar que não se trata de aplicar a
penalidade de multa: a penalidade continua sendo de suspensão, mas ao invés
do servidor deixar de trabalhar ele apenas paga a multa, o que muitas vezes é
mais interessante para a Administração Pública.
A suspensão terá seu registro cancelado, após o decurso de 5
(cinco) anos de efetivo exercício, se o servidor não houver, nesse período,
praticado nova infração disciplinar.
A ação disciplinar prescreverá em 2 (dois) anos, quanto à
suspensão.

máximo
90 dias

registro é
cancelado pode ser
Suspensão convertida
após 5
anos em multa

reincidência de penalidades
sujeitas a advertência e outras
que não as de demissão
(residual)

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 Demissão
Penalidade extremamente gravosa. Os casos que ensejam a aplicação
dessa pena são definidos em lei. Por isso trata-se de ato vinculado:
ocorrendo a situação definida em lei, o servidor deve ser demitido. Esse é o
entendimento da AGU (Advocacia Geral da União) que estabeleceu em
pareceres tal pensamento, no âmbito do Poder Executivo Federal.
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Já citamos as proibições que podem ensejar a aplicação de tal


penalidade. Além disso, a demissão ser aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
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V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;


VI - insubordinação grave em serviço;
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima
defesa própria ou de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
XI - corrupção;
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
A demissão ou a destituição de cargo em comissão, nos casos dos itens
IV, VIII, X e XI transcritos acima implicam a indisponibilidade dos bens e o
ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal cabível.
Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for
demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência dos itens I, IV,
VIII, X e XI.
Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao
serviço por mais de 30 (trinta dias) consecutivos.
Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem
causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o
período de doze meses.

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Abandono Inassiduidade habitual

•Ausência intencional por 30 dias •Falta sem causa justificada por


60 dias em 12 meses
•Os dias devem ser
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consecutivos •Os dias não precisam ser


consecutivos

Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que


houver praticado, na atividade, falta punível com a demissão.
A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo
efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de
suspensão e de demissão. Aqui o legislador claramente procurou ser menos
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“paciente” com o servidor ocupante de cargo em comissão.


A ação disciplinar prescreverá em 5 (cinco) anos, quanto às infrações
puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e
destituição de cargo em comissão.

Prescrição das Penalidades Administrativas


Advertência Suspensão Demissão

180 dias 2 anos 5 anos

2.3 – Prescrição

A prescrição corresponde à impossibilidade da Administração atuar


para penalizar o servidor por ter se mantido inerte em punir o agente
público dentro do prazo estabelecido em lei. Já vimos os prazos
prescricionais para cada penalidade e agora cabe informar que o prazo começa
a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às
infrações disciplinares capituladas também como crime, ou seja, se uma
dada conduta também configurar crime, o prazo prescricional a ser adotado é
o da lei penal.
Ë importante ressaltar que, mesmo ocorrendo a prescrição da
penalidade, a ação civil de ressarcimento ao erário é imprescritível (CF/88,
art. 37).
A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar
interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade
competente. Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a

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partir do dia em que cessar a interrupção. É como se ocorresse a devolução do


prazo, que volta a contar da data da interrupção. Apesar da lei não falar isso,
tal interrupção não ocorre no caso de sindicância meramente
investigativa.
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2.4 – Responsabilidade

O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo


exercício irregular de suas atribuições, nos termos do artigo 125 da Lei nº
8.112/90. Com esse mandamento, a lei prevê que o servidor terá que
ressarcir a Administração Pública se der causa a prejuízos (responsabilidade
civil). Deverá também responder na esfera penal, se a conduta for tipificada
como crime, e será penalizado administrativamente, caso a conduta
represente uma infração disciplinar.
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Essas esferas atuam em princípio de forma independente, podendo


ocorrer a contaminação das esferas administrativa e civil pelo que for
verificado na esfera penal. Por exemplo, se no inquérito policial (esfera
penal) for provado que o servidor não praticou a conduta, não será possível
que este servidor seja responsabilizado civil e administrativamente.

CIVIL

PENAL

ADMINISTRATIVA

É importante relembrar que a responsabilidade dos agentes públicos é


do tipo subjetiva, só respondendo por condutas culposas ou dolosas.

2.5 – Processo Administrativo Disciplinar (PAD)

A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é


obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância
ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla
defesa.
As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que
contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas
por escrito, confirmada a autenticidade. Entretanto, quando o fato narrado não

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configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será


arquivada, por falta de objeto.
O PAD é o meio adequado para apuração de infração que tenha
como penalidades previstas a pena de suspensão por mais de trinta
dias ou mais gravosas (como a demissão).
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Demissão

Suspensão Penalidades
por mais de equivalentes
30 dias a demissão
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TEM QUE
TER PAD!

Já as infrações que tenham como penalidades previstas a suspensão


por até 30 dias ou advertência podem ser verificadas apenas com a
sindicância.

2.5.1 – Sindicância

A sindicância é o meio mais célere de apurar infrações cometidas


pelo servidor. Da sindicância podem resultar em três desfechos:
 Arquivamento do processo;
 Aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30
(trinta) dias;
 Instauração de processo disciplinar; e
 O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias,
podendo ser prorrogado por igual período, a critério da autoridade
superior.

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Sindicância
(desfechos)

Aplicação de
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Advertência ou Abertura de Prazo de 30


Arquivamento suspensão PAD mais 30
(até 30 dias)

A sindicância inicialmente corresponde a mero procedimento


investigatório (sindicância investigatória ou preparatória), não cabendo nessa
fase falar em contraditório e ampla defesa. Porém, caso a Administração
Pública efetivamente caminhe para a aplicação de uma penalidade (sindicância
contraditória), deverá conceder o direito do contraditório e da ampla defesa ao
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servidor.

2.5.2 – Instauração do PAD

A instauração do PAD ocorre pela publicação da portaria de


designação de comissão encarregada de proceder aos trabalhos de
investigação e apresentar relatório conclusivo sobre a pertinência ou não das
acusações.
A comissão será composta por três servidores estáveis designados
pela autoridade competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente,
que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível,
ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60
(sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a
comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as
circunstâncias a exigirem.
Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha influir na
apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar
poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo
prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração. Isso
obviamente não se trata de penalidade, mas sim de mera media cautelar e
discricionária para garantir o bom andamento das investigações.

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Tem início com


publicação da portaria
que institui comissão
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Comissão é
composta por Características Duração
3 servidores do PAD de 60 +
estáveis 60 dias

Presidente tem que


ter cargo superior ou
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igual ao do investigado

JURISPRUDÊNCIA STJ

 Segundo entendimento do STJ, nada impede que sejam designados


servidores lotados em unidades federativas diferentes daquela em
que está lotado o servidor investigado.
JURISPRUDÊNCIA STF
 Segundo entendimento do STF, o prazo de 60 dias para conclusão do
PAD não contempla os 20 dias que possui a autoridade julgadora
para proferir sua decisão. Em termos práticos, isso faz com que o
STF entenda que o prazo do PAD é de até 140 dias (60 + 60 + 20).

2.5.3 – Inquérito Administrativo

O inquérito administrativo possui três fases: instrução, defesa e


relatório.

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Inquérito Administrativo
1o Instrução
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2o Defesa

3o Relatório
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INSTRUÇÃO
A instrução corresponde à principal fase do PAD. É nela que são
realizadas as diligências, levantados os fatos, coletadas as provas e
depoimentos, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de
modo a permitir a completa elucidação dos fatos. É nesse momento que
procura-se definir a veracidade das acusações por meio de todos os meios
legais hábeis para tal constatação.
É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo
pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir
testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se
tratar de prova pericial. Não é necessário o acompanhamento do
processo por advogado, segundo súmula vinculante nº 5 do STF.

Indiciar
Sim
servidor
Há elementos
INSTRUÇÃO para indiciar o
servidor?
Não Arquivamento

Ocorrendo a indiciamento do servidor, este será citado para que


apresente sua defesa escrita, assegurada vista do processo. O prazo para
apresentar sua defesa é de 10 dias (1 indiciado) ou de 20 dias (mais de um
indiciado), contado da data da ciência (no caso de mais de um indiciado, será
contado da ciência do último).

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Prazo para apresentar defesa

1 indiciado mais de 1 indiciado


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10 dias 20 dias

Se forem necessárias diligências indispensáveis para a defesa do


servidor, o prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro.
Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por
edital, publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na
localidade do último domicílio conhecido, para apresentar defesa.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Com a citação, encerra-se a fase de instrução.

DEFESA
Como em qualquer processo administrativo, o servidor tem direito ao
contraditório e à ampla defesa. Uma peculiariedade do PAD é o princípio da
verdade material, segundo o qual o que será procurado é a constatação
do que realmente aconteceu, independente de formalismos
desnecessários. Uma decorrência disso é que, mesmo que o servidor não
apresente defesa (revelia), não será decladara sua culpa (presunção de
culpa).
Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do
processo designará um servidor como defensor dativo, que deverá ser
ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter nível de
escolaridade igual ou superior ao do indiciado.

APU nomeia
Princípio da Revelia de servidor servidor dativo que
verdade material submetido ao PAD irá elaborar defesa
do revel

RELATÓRIO
Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, que
resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em
que se baseou para formar a sua convicção.

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O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à


responsabilidade do servidor. Reconhecida a responsabilidade do servidor, a
comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido,
bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes.
O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à
autoridade que determinou a sua instauração, para julgamento. Aqui
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encerram-se os trabalhos da comissão.

Características do Relatório

Mencionará provas nas


Sempre conclusivo Indica norma infringida
quais se baseou
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2.5.4 – Julgamento

No prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo, a


autoridade julgadora proferirá a sua decisão. Apesar da lei estipular prazo,
o julgamento fora do mesmo não implica nulidade do processo (prazo
impróprio). O que pode ocorrer é a prescrição da punição, que acarretará a
responsabilização da autoridade que lhe der causa.
Como regra a autoridade julgadora é a mesma que instaurou o PAD.
Entretanto se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade
instauradora do processo, este será encaminhado à autoridade competente,
que decidirá em igual prazo (20 dias).
A própria lei define o escalonamento de quem pode aplicar cada
penalidade. Vejamos:
As penalidades disciplinares serão aplicadas:
I - pelo Presidente da República, pelos Presidentes das Casas do Poder
Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da
República, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria
ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder, órgão, ou
entidade;
II - pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente
inferior àquelas mencionadas no inciso anterior, quando se tratar de
suspensão superior a 30 (trinta) dias;
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos
respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de advertência ou
de suspensão de até 30 (trinta) dias;

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IV - pela autoridade que houver feito a nomeação, quando se tratar de


destituição de cargo em comissão.

Características do Julgamento do PAD


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•Decisão deve se proferida em 20 dias, a contar do recebimento do


processo.
•Em regra, a autoridade julgadora será a mesma que instaurou o PAD.
•Se a penalidade exceder a alçada da autoridade instauradora, o
processo será encaminhado para a autoridade competente.

É importante dizer que o STF entende que a competência acima


pode ser delegada do Presidente para seus Ministros, além de que
aquele que provê o cargo público tem também competência para desprovê-lo.
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Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, o


julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais
grave.
Reconhecida pela comissão a inocência do servidor, a autoridade
instauradora do processo determinará o seu arquivamento, salvo se
flagrantemente contrária à prova dos autos. O julgamento acatará o
relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos autos.
Aqui, percebe-se uma vinculação relativa da autoridade julgadora, que
pode contrariar o relatório da comissão apenas no caso de provas contrárias
aos autos.
Uma vez concluído o julgamento o PAD estará encerrado, salvo em
duas hipóteses:
 No caso de vício insanável, que irá gerar a instauração de novo PAD.
 Na hipótese de revisão originada por fatos novos que possam
acarretar o abrandamento ou mesmo a declaração de inocência do
servidor.

Término do
Julgamento PAD

Instauração de novo Revisão que possa


Encerramento do PAD
PAD beneficiar o réu

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Quando a infração estiver capitulada como crime, o processo disciplinar


será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal, ficando
trasladado (transcrito, copiado) na repartição.

JURISPRUDÊNCIA
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Segundo entendimento do STJ:

 É inadmissível o agravamento de penalidade imposta ao servidor


após o encerramento do PAD.
 A mera alegação de que a penalidade aplicada está em desacordo
com a penalidade prevista em lei não basta para um novo
julgamento que iria agravar a penalidade aplicada, uma vez que
a revisão do PAD só pode ocorrer para atenuar a penalidade
aplicada.
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Segundo entendimento do STF:

 É inadmissível segunda punição de servidor público baseada no


mesmo processo em que se fundou a primeira, sendo impossível
o bis in idem.

2.5.5 – Rito Sumário

O procedimento do rito sumário é uma espécie de “PAD


simplificado” e é aplicável apenas nos casos de acumulação ilegal de
cargos, abandono de cargo ou inassiduidade habitual. O rito deve
observar, no que lhe for aplicável, subsidiariamente, as disposições do PAD
ordinário.

Hipóteses de Rito Sumário

Inassiduidade
Acumulação ilegal Abandono de cargo
habitual

Este procedimento conterá as seguintes fases:


I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comissão, a
ser composta por dois servidores estáveis, e simultaneamente indicar
a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração;
II - instrução sumária, que compreende indiciação, defesa e
relatório;

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III - julgamento.

O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar


submetido ao rito sumário não excederá trinta dias, contados da data de
publicação do ato que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por
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até quinze dias, quando as circunstâncias o exigirem.

30 dias 15 dias

Prorrogação

A comissão lavrará, até três dias após a publicação do ato que a


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constituiu, termo de indiciação e promoverá a citação pessoal do servidor


indiciado, ou por intermédio de sua chefia imediata, para, no prazo de cinco
dias, apresentar defesa escrita, assegurando-se-lhe vista do processo na
repartição.
Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual será
verificado especialmente que:
I - a indicação da materialidade dar-se-á:
a) na hipótese de abandono de cargo, pela indicação precisa do
período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a
trinta dias;
b) no caso de inassiduidade habitual, pela indicação dos dias de
falta ao serviço sem causa justificada, por período igual ou
superior a sessenta dias interpoladamente, durante o período de
doze meses;
II - após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório
conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor, em
que resumirá as peças principais dos autos, indicará o respectivo
dispositivo legal, opinará, na hipótese de abandono de cargo, sobre a
intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá
o processo à autoridade instauradora para julgamento.

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Prazo para julgamento

PAD Rito Sumário


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20 dias 5 dias

2.5.6 – Revisão do PAD

Como verificamos na análise do PAD, este funciona com instância


única no âmbito administrativo, não existindo previsão legal de recurso
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hierárquico. O que ocorre na prática é que os servidores penalizados que se


acham injustiçados acabam recorrendo ao poder judiciário.
A revisão do PAD na verdade não se trata uma uma segunda instância.
É a possibilidade de revisão a qualquer tempo (esse direito não está
sujeito a prescrição), a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos
novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido
ou a inadequação da penalidade aplicada. A simples alegação de injustiça
da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que requer elementos
novos, ainda não apreciados no processo originário.

Não é recurso hierárquico

Juízo de admissibilidade é do Ministro de Estado ou


autoridade equivalente

Necessário fato novo ou circunstâncias


desconhecidas na época para abertura da revisão

O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias, contados do


recebimento do processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá
determinar diligências. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a
penalidade.

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Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade


aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à
destituição do cargo em comissão, que será convertida em exoneração.
Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de
penalidade (vedado o reformatio in pejus). Essa é uma importante
exceção ao princípio da verdade material, que é regra nos processos
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administrativos.

60 dias 20 dias

Entrega do relatório
da comissão
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3 – Improbidade Administrativa

A improbidade administrativa está prevista na própria CF/88, no seu


artigo 37, § 4º:
“§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos
direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos
bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei,
sem prejuízo da ação penal cabível.”

suspensão dos
direitos políticos

perda de IMPROBIDADE indisponibilidade


função ADMINISTRATIVA dos bens
pública

ressarcimento
ao erário

A Lei nº 8.429/92 também não definiu o conceito de improbidade, mas


estabeleceu as hipóteses em que se consideram ocorridos os atos de
improbidade administrativa. Apesar de grande, a lista é exemplificativa.

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A responsabilidade dos agentes públicos nas ações de improbidade


administrativa é do tipo subjetivo, ou seja, é necessário dolo ou culpa para
que o agente possa ser responsabilizado.
Resumindo: os sujeitos passivos previstos na lei são a
Administração Pública da União (em sua acepção mais ampla) ou
entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou
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concorra. Nesse último caso, se os recursos públicos tiverem concorrido com


menos de cinquenta por cento do patrimônio e da receita anual a sanção
corresponderá à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos
(o que deu de prejuízo).
Os sujeitos ativos são os agentes públicos que praticam atos de
improbidade contra as entidades acima e as pessoas físicas ou
jurídicas que, mesmo não sendo agente público, induzam ou concorram
para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficiem sob qualquer
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forma direta ou indireta. Com esse mandamento, fica claro que deve sempre
existir o envolvimento de um agente público para que seja configurada a
improbidade administrativa.
Reputa-se agente público, para os efeitos da Lei nº 8.429/92, todo
aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração,
por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra
forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função
nas entidades mencionadas anteriomente.

•Agentes públicos que praticam os


atos
Sujeitos Ativos •Particulares que induzam ou
concorram para os atos

• Administração Pública

Sujeito Passivos •Entidade que receba recursos


públicos

As sanções detalhadas na lei têm caráter administrativo, civil e


político, não tendo caráter penal. O que ocorre é que a esfera penal é
independente e pode perfeitamente ser acumulada com as sanções previstas
na lei de improbidade administrativa. O mesmo vale para a esfera
administrativa, podendo o servidor ser punido independentemente da Lei nº
8.429/92.

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A Lei nº 8.429/92 define, basicamente, três grupos de condutas,


prevendo em seus artigos o grupo em que cada conduta é enquadrada. Os
grupos são:
 Enriquecimento ilícito;
 Que causem prejuízo ao erário; e
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 Que atentem contra os princípios da APU.

Nitidamente, a Lei impõe uma hierarquia, em que a conduta mais


gravosa é o enriquecimento ilício e a menos gravosa as condutas que
atentem contra os princípios da APU.
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Enriquecimento
ilícito

Prejuízo ao erário

Atentem contra
princípio da APU

Os atos de improbidade administrativa independem da efetiva


ocorrência de dano ao patrimônio público e da aprovação/rejeição das
contas por órgão julgador.
Segundo entendimento do STJ, para configurar improbidade
administrativa é necessário o elemento subjetivo. No caso de
enriquecimento ilícito e ofensa aos princípios da Administração Pública, deve
haver dolo e na hipótese de prejuízo ao erário, deve existir no mínimo culpa.
Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa
competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a
prática de ato de improbidade.
Com o intuito de evitar denuncias arbitrárias, a lei define que constitui
crime a representação por ato de improbidade contra agente público
ou terceiro beneficiário, quando o autor da denúncia o sabe inocente.
Esse crime tem pena de detenção de seis a dez meses e multa.
Segundo a doutrina, a ação de improbidade administrativa é uma
espécie de ação civil pública e por isso seguirá o rito definido na Lei nº

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7.347/85 (lei da ação civil pública) quando a lei de improbidade administrativa


for omissa.
A sentença que julgar procedente ação civil de reparação de dano ou
decretar a perda dos bens havidos ilicitamente determinará o pagamento
ou a reversão dos bens, conforme o caso, em favor da pessoa jurídica
prejudicada pelo ilícito, sendo vedada a transação, acordo ou
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conciliação nas ações de improbidade.

Procedente a
ação

Vedada transação,
acordo ou
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conciliação

Reversão dos
Pagamento
bens

A Fazenda Pública, quando for o caso, promoverá as ações necessárias


à complementação do ressarcimento do patrimônio público.
A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só
se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória,
sendo possível que a autoridade judicial ou administrativa competente
determine o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego ou
função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária à
instrução processual. Obviamente, tal medida visa o bom andamento do
processo e não punir o acusado.
Em termos de foro para julgamento, é importante frisar que, segundo
entendimento do STF, as autoridades com foro privilegiado previsto na
CF/88 só têm tal prerrogativa na esfera penal e não nas ações de
natureza civil, como a ação de improbidade administrativa.
As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na lei de
improbidade prescrevem em cinco anos após o término do exercício de
mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança. Se forem
faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público o
prazo prescricional será o definido em lei específica nos casos de
exercício de cargo efetivo ou emprego.
Vejamos cada uma das condutas em detalhes.

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3.1 – Enriquecimento Ilícito

Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento


ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão
do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas
entidades mencionadas anteriormente.
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Independente do que for verificado nas esferas penais, civis e


administrativas, o responsável estará sujeito às seguintes sanções (que
podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente), a depender da gravidade
dos fatos:
 Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;
 Ressarcimento integral do dano, quando houver;
 Perda da função pública;
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 Suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos;


 Pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo
patrimonial;
 Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios
ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que
por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de dez anos.

As condutas listadas na lei como situação de enriquecimento ilícito são:


I - receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou
qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão,
percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou
indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente
das atribuições do agente público;
II - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a
aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de
serviços pelas entidades referidas anteriormente por preço superior ao valor
de mercado;
III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a
alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço
por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;
IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos
ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer
das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de
servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;

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V - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta,


para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de
narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita,
ou aceitar promessa de tal vantagem;
VI - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta,
para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou
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qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou


característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades
mencionadas anteriormente;
VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo,
emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja
desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;
VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou
assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível
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de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições


do agente público, durante a atividade;
IX - perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação
de verba pública de qualquer natureza;
X - receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou
indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que
esteja obrigado;
XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas
ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas
anteriormente;
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes
do acervo patrimonial das entidades mencionadas anteriormente.
XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos,
máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou
à disposição de qualquer das entidades mencionadas anteriormente, bem
como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por
essas entidades.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação
de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as
formalidades previstas na lei;
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia
dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei;
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao
patrimônio particular de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou
valores públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas

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mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais


ou regulamentares aplicáveis à espécie;
XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize
bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração
pública a entidade privada mediante celebração de parcerias, sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
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XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas


sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à
espécie;
XIX - frustrar a licitude de processo seletivo para celebração de parcerias da
administração pública com entidades privadas ou dispensá-lo indevidamente;
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das
prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com
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entidades privadas;
XX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas;
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com
entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir
de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com
entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir
de qualquer forma para a sua aplicação irregular.

3.2 – Atos de Improbidade que gerem prejuízo ao erário

Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário


qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda
patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos
bens ou haveres das entidades mencionadas anteriormente.
Independente do que for verificado nas esferas penais, civis e
administrativas, o responsável estará sujeito às seguinte sanções (que podem
ser aplicadas isolada ou cumulativamente), a depender da gravidade dos
fatos:
 Ressarcimento integral do dano;
 Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se
concorrer esta circunstância;
 Perda da função pública;

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 Suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos;


 Pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano;
 Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo
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de cinco anos.

As condutas listadas na lei como situação de enriquecimento ilícito são:


I - facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio
particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou valores
integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas anteriormente;
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize
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bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das


entidades mencionadas anteriormente, sem a observância das formalidades
legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado,
ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores
do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas anteriormente, sem
observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;
IV - permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do
patrimônio de qualquer das entidades referidas anteriormente, ou ainda a
prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;
V - permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por
preço superior ao de mercado;
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e
regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;
VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das
formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente;
IX - ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou
regulamento;
X - agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no
que diz respeito à conservação do patrimônio público;
XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou
influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular;
XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça
ilicitamente;

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XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos,


máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou
à disposição de qualquer das entidades mencionadas anteriormente, bem
como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por
essas entidades.
XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação
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de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as


formalidades previstas na lei;
XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia
dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei;
XVI - facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a incorporação, ao
patrimônio particular de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas ou
valores públicos transferidos pela administração pública a entidades privadas
mediante celebração de parcerias, sem a observância das formalidades legais
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ou regulamentares aplicáveis à espécie;


XVII - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize
bens, rendas, verbas ou valores públicos transferidos pela administração
pública a entidade privada mediante celebração de parcerias, sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
XVIII - celebrar parcerias da administração pública com entidades privadas
sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à
espécie;
XIX - frustrar a licitude de processo seletivo para celebração de parcerias da
administração pública com entidades privadas ou dispensá-lo indevidamente;
XIX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das
prestações de contas de parcerias firmadas pela administração pública com
entidades privadas;
XX - agir negligentemente na celebração, fiscalização e análise das prestações
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas;
XX - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com
entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir
de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
XXI - liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com
entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir
de qualquer forma para a sua aplicação irregular.

3.3 – Atos de Improbidade que atentem contra os princípios da APU

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Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os


princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os
deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às
instituições.
Independente do que for verificado nas esferas penais, civis e
administrativas, o responsável estará sujeito às seguinte sanções (que podem
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ser aplicadas isolada ou cumulativamente), a depender da gravidade dos


fatos:
 Ressarcimento integral do dano, se houver;
 Perda da função pública;
 Suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos;
 Pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração
percebida pelo agente;
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 Proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou


incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo
de três anos.

As condutas listadas na lei como situações que atentem contra


princípios da Administração Pública são:
I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele
previsto, na regra de competência;
II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições
e que deva permanecer em segredo;
IV - negar publicidade aos atos oficiais;
V - frustrar a licitude de concurso público;
VI - deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;
VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da
respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de
afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço;
VIII - descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com entidades
privadas;
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na
legislação; e
X - transferir recurso a entidade privada, em razão da prestação de serviços
na área de saúde sem a prévia celebração de contrato, convênio ou

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instrumento congênere, nos termos do parágrafo único do art. 24 da Lei nº


8.080, de 19 de setembro de 1990. (incluído em 2018)

3.4 – Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Concessão ou aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou


Tributário

Em 2016 houve alteração na Lei de Improbidade Administrativa, com a


adição do artigo 10-A, que traz mais uma espécie de ato de
improbidade. Vejamos.
Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para
conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que
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dispõem o caput e o § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de


2003.

Para entendermos completamente o artigo acima transcrito, necessário


conhecermos o dispositivo ao qual ele faz menção, o artigo 8º-A, § 1º, da Lei
Complementar nº 116/2003, lei que regula o ISS (Imposto Sobre Serviços de
Qualquer Natureza).
Art. 8º-A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza
é de 2% (dois por cento).
§ 1o O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou
benefícios tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo
ou de crédito presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte,
direta ou indiretamente, em carga tributária menor que a decorrente da aplicação
da alíquota mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que se referem
os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar.

Portanto, resumindo a informação exposta acima, temos novo ato de


improbidade que será a concessão de benefício fiscal sob qualquer espécie,
fazendo com que a carga tributária do ISS resulte menor que a mínima.
A lei também trouxe as penalidades possivelmente aplicadas ao
caso. Que serão, isolada ou cumulativamente:
 Perda da função pública;
 Suspensão dos direitos políticos de 5 a 8 anos;
 Multa civil de até 3 vezes o valor do benefício concedido.

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Agente se
Pode ou não
Enriquecimento beneficie com
haver prejuízo
Ilícito acréscimo
ao erário
patrimonial
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Agente NÃO se
Há prejuízo ao beneficia com
Prejuízo ao erário
erário acréscimo
patrimonial

Agente NÃO se
Não há
Atentem contra beneficia com
prejuízo ao
princípios da APU acréscimo
erário
patrimonial
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Atentem Prejuízo ao Enriqueciment Benefício


contra os erário o ilícito indevido
princípios da
APU
Suspensão 3 – 5 anos 5 – 8 anos 8 – 10 anos 5 – 8 anos
dos direitos
políticos
100 vezes 2 vezes o Até 3 vezes o 3 vezes o
remuneração valor do dano acréscimo benefício
Multa
patrimonial

Proibição de
contratar ou
3 anos 5 anos 10 anos
receber
Não há
benefício do
Poder
Público

O quadro e o esquema acima são muito importantes e trazem um


remuso da matéria, estude-os com atenção.

A nossa aula termina aqui. Não deixe de fazer revisões e postar suas
dúvidas no nosso fórum ! Te esperamos na próxima aula !
Bons estudos!

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4 – Questões Comentadas

4.1 – CESPE
1. (CESPE / Técnico Administrativo / ANS / 2013)
Acerca dos agentes públicos, julgue os itens a seguir.
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Agente público é aquele que exerce emprego ou função pública mediante


remuneração.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Não há necessidade da percepção de remuneração para
que o agente seja considerado público. Trago a definição da Lei de
Improbidade Administrativa, a título de exemplo.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que
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exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição,


nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no
artigo anterior.
Gabarito 1. Errado.

2. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Considerando as regras constitucionais nacionais e os regimes jurídicos dos
servidores públicos civis, julgue o item a seguir.
Para assinar o termo de posse, o servidor deverá apresentar declaração de
bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao
exercício de outro cargo, emprego ou função pública.
Comentários.
Afirmativa correta, conforme o que prevê o estatuto no seu artigo 22, abaixo
transcrito.
Art. 22 (...)
§ 4° No ato da posse, o servidor apresentará declaração de bens e valores que
constituam seu patrimônio, e declaração quanto ao exercício, ou não, de outro
cargo, emprego ou função pública.
Gabarito 2. Certo.

3. (CESPE / Técnico Judiciário / TRT17 / 2013)


Acerca dos agentes e cargos públicos, julgue os itens seguintes.

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Os agentes temporários que desempenham, por tempo determinado,


atividades de excepcional interesse público são agentes públicos cuja
contratação somente pode ser feita no âmbito da administração direta.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Vamos ao artigo 1º da Lei 8.745/93 para
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compreendermos o motivo.
Art. 1º Para atender a necessidade temporária de excepcional interesse
público, os órgãos da Administração Federal direta, as autarquias e as
fundações públicas poderão efetuar contratação de pessoal por tempo
determinado, nas condições e prazos previstos nesta Lei.
Vemos que, ao incluir as autarquias e fundações públicas, a lei abarca parte do
que entende-se como Administração Indireta.
Gabarito 3. Errado.
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4. (CESPE / Técnico Administrativo / Câmara dos Deputados /


2014)
Julgue os seguintes itens, referentes ao regime jurídico dos servidores
públicos federais.
Os cargos de confiança vagos só poderão ser preenchidos, ainda que de forma
interina, mediante o instituto jurídico da nomeação.
Comentários.
Afirmativa correta. Seu fundamento está no artigo 9º da Lei nº 8.112/90,
cobrado de forma literal pelo examinador:
Art. 9º A nomeação far-se-á:
II - em comissão, inclusive na condição de interino, para cargos de confiança
vagos.
(...)
Gabarito 4. Certo.

5. (CESPE / Tecnólogo RH / FUB / 2015)


A respeito de direitos, deveres e responsabilidades dos servidores públicos
civis, julgue o item seguinte.
Servidores públicos responderão pessoalmente por danos causados a terceiros
em decorrência de ato comissivo doloso praticado no desempenho do cargo.
Comentários.

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Afirmativa correta. Em que pese não ser o entendimento mais adotado pelas
bancas, inclusive pelo próprio CESPE, nesta questão foi levada em conta
jurisprudência do STJ que permite a responsabilização direta do servidor
(Informativo 532 do STJ)
Gabarito 5. Certo.
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6. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e
controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
Uma das razões para que o servidor público sofra processo administrativo é o
recebimento, em razão de suas atribuições, de propina, comissão, presente ou
vantagem de qualquer espécie.
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Comentários.
Afirmativa correta. Trata-se de transgressão da proibição constante do artigo
117, XII, da Lei nº 8.112/90.
Art. 117 (...)
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie,
em razão de suas atribuições;
Gabarito 6. Certo.

7. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e
controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
A sindicância é caraterizada por processo investigativo que se estenderá por
um período de trinta dias úteis, prorrogável por mais trinta dias úteis.
Comentários.
Afirmativa incorreta. O prazo é contato em dias corridos.
Art. 201 (...)
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não excederá a 30
(trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, a critério da
autoridade superior.
Art. 71. A apuração do tempo de serviço será feita em dias.
Gabarito 7. Errado.

8. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)

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A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e


controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
Nos termos da lei, a obrigação de reparação de dano praticado por servidor
público não é extensível aos seus sucessores.
Comentários.
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Afirmativa incorreta. É extensível no limite da herança.


Art. 180 (...)
§ 3° A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles
será executada, até o limite do valor da herança recebida.
Gabarito 8. Errado.
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9. (CESPE / Técnico de Tecnologia da Informação / 2011)


Com base na Lei n.º 8.112/1990, julgue
O prazo para a conclusão do processo disciplinar é de, no máximo, sessenta
dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, sendo
admitida a sua prorrogação por mais sessenta dias, quando as circunstâncias
o exigirem.
Comentários.
Afirmativa correta. O respaldo para a nossa resposta se encontra no artigo
152 da Lei nº 8.112/90.
Art. 152. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60
(sessenta) dias, contados da data de publicação do ato que constituir a
comissão, admitida a sua prorrogação por igual prazo, quando as
circunstâncias o exigirem.
Gabarito 9. Certo.

10. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)


Julgue o item a seguir, referente a agentes públicos.
Se, em uma operação da Polícia Federal, um agente público for preso em
flagrante devido ao recebimento de propina, e se, em razão disso, houver
ajuizamento de ação penal, um eventual processo administrativo disciplinar
deverá ser sobrestado até o trânsito em julgado do processo criminal.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Não há essa previsão na lei e o STJ já se pronunciou
sobre a desnecessidade do sobrestamento (congelamento, suspensão) do
processo administrativo correlato.

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Gabarito 10. Errado.

11. (CESPE / Cargo 33 / MPU / 2013)


Julgue o item subsecutivo, à luz do disposto na lei que versa sobre o regime
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jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais.
Considere que determinado servidor tenha delegado o desempenho de
atribuição de sua responsabilidade a pessoa estranha à repartição, em
situação não prevista em lei. Nesse caso, é vedada a imposição da penalidade
de advertência, já que a lei determina expressamente a imposição de
penalidade mais grave.
Comentários.
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Questão incorreta. É justamente a advertência a punição prevista para o caso


trazido na afirmativa, conforme poderemos depreender dos trechos
destacados da Lei nº 8.112/1990.
Art. 117. Ao servidor é proibido:
(...)
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o
desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu
subordinado;
(...)
Art. 129. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de
proibição constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobservância de
dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não
justifique imposição de penalidade mais grave.
Gabarito 11. Errado.

12. (CESPE / Técnico Judiciário / CNJ / 2013)


A configuração da improbidade exige os seguintes elementos: o
enriquecimento ilícito, o prejuízo ao erário e o atentado contra os princípios
fundamentais (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência), presente o elemento subjetivo doloso.
Comentários.
Afirmativa correta. Vejamos de onde o examinador extraiu o trecho que
utilizou na questão:
“Para que se configure a improbidade, devem estar presentes os
seguintes elementos: o enriquecimento ilícito, o prejuízo ao erário

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e o atentado contra os princípios fundamentais”. REsp 654721.STJ.


No entanto, analisando a Lei de Improbidade Administrativa, vemos que os
elementos citados configuram atos de improbidade administrativa
separadamente. Portanto, a questão deveria ter sido dada como errada, uma
vez que a conjunção “e”, utilizada tanto da decisão quanto na questão
denotam cumulatividade, o que torna a afirmativa incorreta.
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Gabarito 12. Certo.

13. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
A utilização de veículo da administração pública para fins particulares pode ser
considerada ação de enriquecimento ilícito.
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Comentários.
Afirmativa correta. É o que dispõe o inciso XII do artigo 9º da Lei de
improbidade Administrativa.
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando
enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida
em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas
entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:
XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes
do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
Gabarito 13. Certo.

14. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
Suspensão dos direitos políticos de três a seis anos e pagamento de multa civil
no valor de até dez vezes a remuneração percebida pelo agente são sanções
que podem ser aplicadas ao servidor no caso de ato de improbidade.
Comentários.
Afirmativa incorreta. A hipótese trazida pelo enunciado não consta dos incisos
do artigo 12 da Lei de Improbidade Administrativa.
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas
previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade
sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou
cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao
patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função

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pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de


multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos;
II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou
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valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância,


perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos,
pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou
creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa
jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda
da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos,
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pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida


pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios
ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por
intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três
anos.
IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes
o valor do benefício financeiro ou tributário concedido.
Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em
conta a extensão do dano causado, assim como o proveito patrimonial obtido
pelo agente.
Gabarito 14. Errado.

15. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
O dano ao erário, enriquecimento ilícito e a violação de princípio
administrativo, se praticados por agente público, são considerados atos de
improbidade administrativa.
Comentários.
Afirmativa correta. Porém não apenas os agentes públicos podem ser
sancionados com base na Lei de Improbidade Administrativa.
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que,
mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de
improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Gabarito 15. Certo.

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16. (CESPE / Conhecimentos Básicos- Cargos 2 e 7 / TCE-PA / 2016)


Com base na Lei de Improbidade Administrativa, julgue o item seguinte.
Valer-se do trabalho de servidores terceirizados constitui ato de improbidade
administrativa que importa enriquecimento ilícito; aceitar garantia insuficiente
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na realização de operação financeira é ato de improbidade que causa prejuízo


ao erário; e descumprir exigência de requisitos de acessibilidade previstos na
legislação é ato de improbidade que atenta contra os princípios da
administração pública.
Comentários.
Afirmativa correta. O enunciado fez a correlação conforme o texto da lei.
Art. 9º (...)
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IV - utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos


ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer
das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de
servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
Art. 10 (...)
VI - realizar operação financeira sem observância das normas legais e
regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;
Art. 11 (...)
IX - deixar de cumprir a exigência de requisitos de acessibilidade previstos na
legislação.
Gabarito 16. Certo.

17. (CESPE / Conhecimentos Básicos - Cargos de Assistente /


FUNPRESP-JUD / 2016)
Dois agentes públicos de um tribunal de justiça — um ocupante
exclusivamente de cargo em comissão e o outro em cargo de caráter efetivo
— foram presos em flagrante em uma operação da Polícia Federal, por terem
cometido desvio de verba pública em um processo licitatório do tribunal.
Considerando essa situação hipotética, julgue o próximo item com base na Lei
de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992.
Caso o réu condenado a ressarcir o erário faleça antes do trânsito em julgado,
a ação de improbidade será imediatamente extinta, haja vista o caráter
personalíssimo das sanções.
Comentários.

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Afirmativa incorreta. Há previsão na lei para que a ação alcance a herança


deixada pelo autor do dano.
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se
enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do
valor da herança.
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Gabarito 17. Errado.

18. (CESPE / Conhecimentos Básicos - Cargos de Assistente /


FUNPRESP-JUD / 2016)
Dois agentes públicos de um tribunal de justiça — um ocupante
exclusivamente de cargo em comissão e o outro em cargo de caráter efetivo
— foram presos em flagrante em uma operação da Polícia Federal, por terem
cometido desvio de verba pública em um processo licitatório do tribunal.
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Considerando essa situação hipotética, julgue o próximo item com base na Lei
de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992.
Em razão de o desvio de verba ter causado lesão ao erário, o ato ímprobo está
configurado e o agente público ocupante de cargo efetivo deverá ser
condenado a ressarcir o ente público, ainda que a ação ou omissão tenha
ocorrido de forma culposa.
Comentários.
Afirmativa correta. É justamente o que prevê o caput do artigo 10 da Lei de
Improbidade Administrativa.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial,
desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das
entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
Gabarito 18. Certo.

19. (CESPE / Analista – Direito / FUNPRESP-EXE / 2016)


Julgue o item a seguir, a respeito de improbidade administrativa.
O entendimento do STF de que é prescritível a ação de reparação de danos à
fazenda pública decorrente de ilícito civil não alcança prejuízos que decorram
de ato de improbidade administrativa, devido ao fato de estar previsto, na CF,
que são imprescritíveis as ações de ressarcimento por ilícitos que forem
praticados por agentes públicos e que causem prejuízos ao erário.
Comentários.
Afirmativa correta. As ações de dano ao erário são imprescritíveis.

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Art. 37 (...)
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por
qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas
as respectivas ações de ressarcimento.
Gabarito 19. Certo.
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20. (CESPE / Auditor Fiscal de Controle Externo / TCE-SC / 2016)


A respeito do mandado de segurança, da ação popular e da ação de
improbidade administrativa, julgue o item subsequente.
Em se tratando de ação de improbidade administrativa, sendo imputada ao
réu conduta lesiva ao erário, configura-se o periculum in mora, requisito para
a concessão de medida cautelar de indisponibilidade patrimonial.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Comentários.
Afirmativa correta. O periculum in mora é o perigo na demora. A
indisponibilidade material busca dar efetividade ao posterior ressarcimento do
dano eventualmente causado.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou
ensejar enriquecimento ilícito caberá a autoridade administrativa responsável
pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos
bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo
recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre
o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Gabarito 20. Certo.

21. (CESPE / Conhecimentos Básicos / FUNPRESP-EXE / 2016)


Com base no disposto na Lei n.º 8.429/1992 e na Constituição Federal de
1988 (CF), julgue o item a seguir, a respeito da improbidade administrativa.
Entre as sanções para a prática de ato de improbidade administrativa
previstas na Lei n.º 8.429/1992 inclui-se a suspensão dos direitos políticos,
que não se encontra expressamente prevista na CF.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Há previsão no artigo 37 da CF/88.
Art 37. (...)
§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos
direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o

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ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo


da ação penal cabível.
Gabarito 21. Errado.
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22. (CESPE / Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal


/ TJ-DFT / 2015)
Com relação ao processo administrativo e à improbidade administrativa,
julgue o item subsequente.
Ainda que não haja trânsito em julgado da sentença condenatória em ação de
improbidade administrativa proposta contra servidor do TJDFT, a autoridade
judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do
servidor do exercício da função, sem prejuízo de sua remuneração, quando a
medida se fizer necessária à instrução processual.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Comentários.
Afirmativa correta. É o que consta do parágrafo único do artigo 20 da lei.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se
efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Parágrafo único. A autoridade judicial ou administrativa competente poderá
determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo, emprego
ou função, sem prejuízo da remuneração, quando a medida se fizer necessária
à instrução processual.
Gabarito 22. Certo.

23. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)
Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa
A indisponibilidade de bens do agente indiciado por improbidade
administrativa tem natureza preventiva e, por isso, não se configura como
sanção.
Comentários.
Afirmativa correta. A indisponibilidade de bens não se trata de sanção, mas
busca garantir o ressarcimento do que for devido ao erário.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou
ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável
pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos
bens do indiciado.

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Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo


recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre
o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Gabarito 23. Certo.
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24. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)
Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa.
No caso de ato de improbidade administrativa que traga prejuízo ao erário, a
responsabilidade do agente público envolvido será objetiva se ficar
comprovado que o agente era flagrantemente incompetente para praticar o
referido ato.
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Comentários.
Afirmativa incorreta. No caso da ação por improbidade administrativa, a
responsabilização do agente será sempre subjetiva. Ou seja, depende de
comprovação de dolo ou culpa.
Gabarito 24. Errado.

25. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)
Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa.
O enquadramento de ato como atentatório à probidade administrativa parte de
uma concepção restrita da legalidade, o que resultou em enumeração taxativa
de condutas no texto legal.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Os atos de improbidade administrativa constantes da lei
são exemplificativos. Basta ver o termo que encerra os caputs dos artigos 9º,
10 e 11.
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário
qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial,
desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das
entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
(...)
Gabarito 25. Errado.

26. (CESPE / Auditor / TCE-RN / 2015)

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Com referência a improbidade administrativa, julgue o item que se segue.


Situação hipotética: Determinado servidor público, técnico de informática, com
o desejo de se destacar entre os demais colegas de setor, criou um novo
software para a proteção de dados de concurso público. No entanto, como ele
não detinha todos os conhecimentos necessários para a realização de tal
empreitada, ocorreu vazamento de informações de provas por falha no
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funcionamento do referido software.


Assertiva: Nessa situação, a ação do servidor configurou ato de improbidade
administrativa porque frustrou a licitude de concurso público.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Para que ocorra o ato de improbidade do artigo 11 da
Lei de Improbidade Administrativa o agente deve ter agido com intenção. No
caso exposto a conduta foi culposa, portanto incabível a ação nos moldes da
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Lei de Improbidade Administrativa.


Gabarito 26. Errado.

27. (CESPE / Auditor / TCE-RN / 2015)


Com referência a improbidade administrativa, julgue o item que se segue.
A condenação por improbidade administrativa em caso de ilicitude em
concurso público inclui o ressarcimento integral do dano causado pelo
cancelamento do certame.
Comentários.
Afirmativa correta. Sempre que houver lesão ao patrimônio público será
cabível o ressarcimento do dano.
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou
culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
Gabarito 27. Certo.

28. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.
As cominações da lei de improbidade administrativa alcançam os sucessores
daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente.
Comentários.
Afirmativa correta. É justamente o que dispõe o artigo 8º da Lei de
Improbidade Administrativa.

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Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se


enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do
valor da herança.
Gabarito 28. Certo.
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29. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.
As sanções decorrentes de prática de atos de improbidade administrativa
podem ser aplicadas aos agentes públicos e aos particulares.
Comentários.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Afirmativa correta. Veja que o artigo 3º inclui mesmo os que não são
servidores no rol dos que estão sujeitos à Lei de Improbidade Administrativa.
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que,
mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de
improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Gabarito 29. Certo.

30. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.
O simples atraso na entrega das contas públicas, sem que exista intenção
manifesta, não configura ato de improbidade que atenta contra os princípios
da administração pública.
Comentários.
Afirmativa correta. Para que ocorra ato de improbidade administrativa a ser
enquadrado no artigo 11 da lei, é necessário que haja dolo na conduta do
agente. Essa é a posição do STJ, que se referiu especificamente à situação
abordada na questão (AgRg no REsp 1.382.436-RN).
Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os
princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os
deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições,
e notadamente:
(...)
Gabarito 30. Certo.

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31. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2, 3 e 5 a 12 /


TJ-DFT / 2015)
Julgue o item a seguir à luz da Lei de Improbidade Administrativa.
Ao negar publicidade a ato oficial, o servidor público comete ato de
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improbidade administrativa, o que atenta contra os princípios da


administração pública. Para tanto, torna-se irrelevante considerar se houve
ação de caráter doloso ou culposo.
Comentários.
Afirmativa incorreta. Para que ocorra ato de improbidade administrativa a ser
enquadrado no artigo 11 da lei, é necessário que haja dolo na conduta do
agente.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os


princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os
deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições,
e notadamente:
(...)
Gabarito 31. Errado.

32. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)


Julgue o item a seguir, referente a agentes públicos.
Se determinado agente público responder ação de improbidade administrativa
por desvio de recursos públicos, um eventual acordo ou uma eventual
transação entre as partes envolvidas no processo estarão condicionados ao
ressarcimento integral dos recursos públicos ao erário antes da sentença.
Comentários.
Afirmativa incorreta. A Lei de Improbidade Administrativa não permite
transação.
Art. 17. A ação principal, que terá o rito ordinário, será proposta pelo
Ministério Público ou pela pessoa jurídica interessada, dentro de trinta dias da
efetivação da medida cautelar.
§ 1º É vedada a transação, acordo ou conciliação nas ações de que trata o
caput.
Gabarito 32. Errado.

33. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)

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Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.


O abuso de poder é considerado crime de administração pública e é julgado na
esfera cível.
Comentários.
Afirmativa incorreta. O agente público está sujeito a responder nas esferas
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administrativa, civil e penal pelos seus atos. Porém, não há possibilidade de


julgamento de crimes na esfera cível.
Gabarito 33. Errado.

34. (CESPE / Cargos 34 e 35 / MPU / 2013)


Com base na Lei de Improbidade Administrativa, julgue o item que se segue.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Considere que determinado particular que não se qualifique como agente


público concorra para a prática de ato de improbidade administrativa lesivo ao
patrimônio público. Nesse caso, poderá ser determinada a indisponibilidade de
seus bens, de modo a assegurar o integral ressarcimento do dano causado ao
erário.
Comentários.
Afirmativa correta. O artigo 7º da lei nº 8.429/ 1992 não faz ressalva a agente
público, para fins de indisponibilidade de patrimônio. Em seguida, há também
a afirmação referente ao “integral ressarcimento”, conforme parágrafo único
do artigo abaixo transcrito e devidamente destacado.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou
ensejar enriquecimento ilícito, caberá à autoridade administrativa responsável
pelo inquérito representar ao Ministério Público, para a indisponibilidade dos
bens do indiciado.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo
recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre
o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Gabarito 34. Correto.

35. (CESPE - Esc Pol - PC DF/2013)


Acerca do regime jurídico dos servidores públicos, julgue o item subsecutivo.

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O conceito de agente público para a aplicação da Lei de Improbidade


Administrativa abrange aqueles que exerçam, sem remuneração, função no
âmbito da PCDF.
Comentários.
Perfeito. O conceito de agente público é bastante amplo, sendo independente
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de remuneração ou de vínculo permanente.


Gabarito 35. Certo.

36. (CESPE - Tec MPU - Apoio Técnico e Administrativo -


Administração/2013)
A respeito dos agentes públicos, julgue o próximo item: “Os ministros de
Estado são considerados agentes políticos, dado que integram os mais altos
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

escalões do poder público”.


Comentários.
Os agentes políticos são os participantes da cúpula da APU e os Ministros de
Estado certamente fazem parte de tal categoria, pois estão abaixo apenas do
Presidente e são responsáveis pela definição das políticas de políticas públicas.
Gabarito 36. Certo.

37. (CESPE - Tec APU - TC-DF/2014)


No que se refere aos agentes públicos e aos dispositivos da Lei Complementar
n.º 840/2011, julgue o seguinte item.
Empresário convocado pela justiça eleitoral para ser mesário durante as
eleições será considerado agente público, mesmo que em caráter transitório,
enquanto exercer a função a ele designada pelo Estado.
Comentários.
Perfeito. Os agentes honoríficos são considerados agentes públicos para todos
os fins legais.
Gabarito 37. Certo.

38. (CESPE – TEFC - Apoio Técnico e Administrativo - Técnica


Administrativa/2009)
Acerca dos agentes públicos e da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens
A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe
o prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente.
Comentários.

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É o que estabalece a Lei 8112/90 (§ 2º do Artigo 142).


Gabarito 38. Certo.

39. (CESPE - Tec MPU - Apoio Técnico e


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Administrativo/Administração/2013)
No que se refere aos poderes administrativos, julgue o item a seguir.
Considere que determinado técnico do MPU tenha cometido infração disciplinar
e que seu chefe imediato tenha dela tomado conhecimento no dia seguinte ao
da prática do ato. Nesse caso, deve o chefe do servidor promover a apuração
imediata da irregularidade, mediante sindicância ou processo administrativo
disciplinar.
Comentários.
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Perfeito o item. Apesar do poder disciplinar ter caráter predominantemente


discricionário, sempre que for constatada irregularidade sujeita à aplicação de
infração, o servidor que tiver conhecimento deverá adotar as providências
necessárias para que os fatos sejam apurados.
Gabarito 39. Certo.

40. (CESPE – AUFC - Controle Externo/Auditoria


Governamental/2013)
Acerca dos agentes públicos e do processo administrativo disciplinar, julgue o
item seguinte.
A instauração de processo administrativo disciplinar é obrigatória para a
aplicação das penas de suspensão por mais de trinta dias, demissão, cassação
de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão.
Comentários.
A sindicância é suficiente para aplicação das penas de advertência e
suspensão, essa última de no máximo 30 dias. Penalidades mais gravosas
precisam da abertura de PAD.
Gabarito 40. Certo.

41. (CESPE - AFT/2013)


Com referência ao processo administrativo e à Lei n.o 8.112/1990, no próximo
item apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva que deve
ser julgada à luz do entendimento do STJ.
Determinado servidor público federal, que responde a processo administrativo
disciplinar, requereu sua aposentadoria voluntária, e a administração pública

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indeferiu-lhe o pedido. Nessa situação, o indeferimento do pleito está de


acordo com a legislação de regência, pois o servidor que responde a processo
disciplinar somente poderá ser aposentado voluntariamente após a conclusão
do processo e o cumprimento da penalidade eventualmente aplicada.
Comentários.
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De acordo com o artigo 172 da Lei 8112: “O servidor que responder a


processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado
voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da
penalidade, acaso aplicada.”
Gabarito 41. Certo.

42. (CESPE - Escr - PC - BA/2013)


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No que se refere ao que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e aos princípios que
regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.
Na composição de comissão de processo disciplinar, é possível a designação
de servidores lotados em unidade da Federação diversa daquela em que atua
o servidor investigado.
Comentários.
Questão cobrando apenas jurisprudência do STJ. Certa a questão, como
estudamos.
Gabarito 42. Certo.

43. (CESPE - AUFC/Apoio Técnico e Administrativo/Clínica


Médica/2009)
Caio, servidor público federal estável há mais de 10 anos, ocupante do cargo
de analista judiciário de determinado tribunal, está sendo acusado pelo
Ministério Público Federal de ter praticado ato de improbidade administrativa,
nos termos da Lei n.º 8.429/1990. O referido tribunal, para apurar a prática
de ilícito administrativo, resolveu instaurar processo disciplinar.
Acerca dessa situação hipotética e do que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, julgue
o item seguinte.
No caso narrado, a autoridade instauradora do processo disciplinar, como
medida cautelar e a fim de evitar qualquer influência na apuração da
irregularidade, poderá determinar o afastamento preventivo de Caio do
exercício do cargo, pelo prazo improrrogável de sessenta dias, não recebendo
este, nesse período, qualquer remuneração dos cofres públicos.
Comentários.

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Pode ser determinado o afastamento por 60 dias, prorrogável por mais 60 e


sem prejuízo da remuneração.
Gabarito 43. Errado.
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44. (CESPE - AnaTA SUFRAMA - Geral/2014)


Com base nas disposições da Lei n.° 8.429/1992, julgue o item a seguir.
A ação de improbidade que vise ressarcir integralmente o patrimônio público
da lesão ocorrida poderá importar na indisponibilidade dos bens do servidor
que praticou o ato de forma dolosa. No entanto, caso o ato tenha sido
praticado de forma culposa, o servidor não poderá responder
patrimonialmente, uma vez que estará configurada a culpa in eligendo da
administração pública, a contratante.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Comentários.
Como vimos, a responsabilização dos agentes públicos é do tipo subjetiva e
pode ser caracterizada também no caso de culpa.
Gabarito 44. Errado.

45. (CESPE - ACE - TC-DF/2014)


Com relação a contratos, união estável e improbidade administrativa, julgue o
item subsequente.
O herdeiro de deputado distrital que tenha, no exercício do mandato,
ocasionado lesão ao patrimônio público e enriquecido ilicitamente está sujeito
às cominações da Lei de Improbidade Administrativa, mas somente até o
limite do valor da herança recebida.
Comentários.
Perfeito o item, conforme ensinamento acima.
Gabarito 45. Certo.

46. (CESPE - AJ - TRE GO - judiciária/2015)


Acerca de improbidade administrativa e controle da administração pública,
julgue o item a seguir.
Embora possa corresponder a crime definido em lei, o ato de improbidade
administrativa, em si, não constitui crime.
Comentários.
Perfeito o item. As condutas definidas na Lei 8429/92 podem configurar crime,
mas a ação de improbidade administrativa por sí só não tem natureza penal.

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Gabarito 46. Certo.

47. (CESPE - Ana MPU - Apoio Técnico Administrativo -


Atuarial/2015)
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Com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992 e nos preceitos de ética,
moral e cidadania, julgue o item seguinte.
Em razão do caráter meramente exemplificativo do rol de condutas que
caracterizam os atos de improbidade administrativa, poderá ser cometido ato
de improbidade ainda que a infração praticada pelo agente público não esteja
descrita na Lei de Improbidade Administrativa.
Comentários.
Como vimos, a lista de condutas definidas na Lei é meramente exemplificativa.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Gabarito 47. Certo.

48. (CESPE - AnaTA SUFRAMA/Geral/2014)


Com base nas disposições da Lei n.° 8.429/1992, julgue o item a seguir.
Considere que determinada regra exige licença ambiental para liberação de
financiamento de projeto empresarial na cidade de Manaus. Nesse caso, se um
servidor da SUFRAMA autorizar a liberação de verba da autarquia para
financiamento de atividade empresarial cuja licença ambiental esteja
irregular, ele poderá figurar como réu em ação de improbidade.
Comentários.
A conduta detalhada está prevista como conduta que gere prezuído ao erário:
“liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou
influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular”. Notem que não é
necessário decorar a lei. É só pensar: Teve prejuízo ao erário? SIM! Houve
enriquecimento ilícito? NÃO!!!
Gabarito 48. Certo.

49. (CESPE/2014/MPE-AC/Promotor de Justiça/ADAPTADA)


A respeito dos agentes públicos e da improbidade administrativa, julgue o item
que se segue.
Segundo entendimento do STJ, não configura ato de improbidade
administrativa a conduta de professor da rede pública de ensino que,
aproveitando-se dessa condição, assedie sexualmente seus alunos.
Comentários.

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Questão Incorreta. Segundo o STJ (2a Turma: configurou improbidade


administrativa a conduta de professor que se aproveitou do cargo para
assediar alunas), é ato de improbidade apesar dos sujeitos passivos previstos
na Lei 8429/92 serem a Administração Pública (em sua acepção mais ampla)
ou entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra.
Gabarito 49. Errado.
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50. (CESPE/2015/MEC/Conhecimentos Básicos para os Postos


9,10,11 e 16)
Com base nas Leis n.º 8.112/1990 e n.º 8.429/1992, julgue o item a seguir.
O agente público que, no exercício de suas funções, enriquece ilicitamente
deve perder os bens acrescidos irregularmente ao seu patrimônio.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Comentários.
Segundo a Lei 8.429/92:
Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas
previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de
improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas
isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato:
I - na hipótese do art. 9° (Atos de Improbidade Administrativa que
Importam Enriquecimento Ilícito), perda dos bens ou valores
acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano,
quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de
oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do
acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber
benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda
que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo
prazo de dez anos;
Gabarito 50. Certo.

51. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


Intermediário)
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 acerca da administração
pública, julgue o item a seguir.
A pretensão de se aplicar sanção ao agente por ato de improbidade
administrativa é imprescritível.
Comentários.
O artigo 142 da Lei 8.112/90 informa os prazos prescricionais para as ações
disciplinares:

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Art. 142. A ação disciplinar prescreverá:


I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação
de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
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§ 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou


conhecido.
§ 2o Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações
disciplinares capituladas também como crime.
§ 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar
interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade
competente.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

§ 4o Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir


do dia em que cessar a interrupção.
Gabarito 51. Errado.

52. (CESPE/2015/FUB/Administrador)
No que tange à improbidade administrativa e ao processo administrativo
federal, julgue o seguinte item.
Em relação ao alcance subjetivo da improbidade administrativa, verifica-se
que os órgãos da administração direta e indireta dos três poderes e de
qualquer um dos entes federados configuram-se como sujeitos passivos
imediatos do ato caracterizado pela improbidade administrativa.
Comentários.
Segundo o artigo 1º da Lei 8.429/92, dentre os sujeitos passivos de atos
caracterizados como improbidade administrativa estão:
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público,
servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio
público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou
concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita
anual, serão punidos na forma desta lei.
Gabarito 52. Certo.

53. (CESPE/2014/PGE-PI/Procurador do Estado Substituto)

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Um servidor, vinculado à administração pública unicamente por cargo em


comissão, cometeu infração administrativa e, após regular processo
administrativo disciplinar, a autoridade julgadora, concordando com o relatório
final da comissão processante, entendeu que a falta se enquadrava nas
hipóteses de suspensão.
Nesse caso, nos termos da Lei n.º 8.112/1990, a penalidade a ser aplicada ao
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servidor será
a) a exoneração de ofício.
b) a destituição do cargo em comissão.
c) a demissão.
d) a suspensão.
e) o desligamento.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Comentários.
A questão informa que o servidor é vinculado unicamente por cargo em
comissão e por isso a penalidade será a destituição do cargo em comissão,
conforme artigo 135 da Lei 8112/90:
Art. 135. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de
cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de
suspensão e de demissão.
Gabarito 53. B.

54. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Judiciária)


Com relação a dispositivos da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.
Em se tratando de processo administrativo disciplinar, a autoridade
instauradora pode, como medida cautelar e para que não haja interferências
na apuração da irregularidade, decretar o afastamento do servidor
investigado, sem prejuízo da remuneração.
Comentários.
A questão está certa, conforme artigo 147 da Lei 8112/90:

Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a
influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do
processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do
cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Gabarito 54. Certo.

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55. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Judiciária)


Julgue os seguintes itens, referentes ao regime jurídico dos servidores
públicos federais.
Considere que determinada autoridade tenha instaurado processo disciplinar
para apurar denúncia que relata o cometimento de irregularidades por
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servidor lotado no setor sob sua responsabilidade. Nessa situação, como


medida cautelar e a fim de evitar que o servidor denunciado influa na
apuração, a autoridade poderá afastá-lo do exercício do cargo durante todo o
curso do processo, sem prejuízo de sua remuneração.
Comentários.
A questão está errada já que há um prazo máximo para o afastamento do
servidor, conforme artigo 147 da Lei 8112/90:
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do processo


disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo
prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Gabarito 55. Errado.

56. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Administrativa)


Com relação ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, julgue
os itens a seguir.
A sindicância e o processo administrativo disciplinar (PAD), procedimentos
administrativos de apuração de infrações, devem ser, obrigatoriamente,
instaurados pela autoridade responsável sempre que esta tiver ciência de
irregularidade no serviço público. O PAD, mais complexo do que a sindicância,
deve ser instaurado em caso de ilícitos para os quais sejam previstas
penalidades mais graves do que a suspensão por trinta dias.
Comentários.
A questão utiliza três artigos da Lei 8.112/90! Vejamos quais são:
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço
público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante
sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao
acusado ampla defesa.
Art. 145. Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30
(trinta) dias;
III - instauração de processo disciplinar.

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Art. 146. Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição
de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de demissão,
cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo em
comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
Gabarito 56. Certo.
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57. (CESPE/2013/TCE-RO/Auditor de Controle Externo - Direito)


A aplicação da sanção disciplinar de advertência em decorrência de apuração
sumária de falta funcional, denominada verdade sabida, viola o princípio do
devido processo legal.
Comentários.
A novidade na questão é o princípio da verdade sabida, elucidado abaixo por
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Maria Sylvia Zanella Di Pietro (Direito Administrativo - 27a Edição - 2014)


"Verdade sabida é o conhecimento pessoal e direto da falta pela
autoridade competente para aplicar a pena. É o conceito que consta do artigo
271, parágrafo único, do Estatuto paulista. Pelo caput do dispositivo, é
possível aplicar a pena pela verdade sabida, quando se tratar de repreensão e
suspensão. Esse dispositivo estatutário não mais prevalece, diante da norma
do artigo 5º, LV, da Constituição, que exige o contraditório e ampla defesa nos
processos administrativos. Mesmos antes da atual Constituição, já se entendia
que o princípio da ampla defesa, previsto no artigo 153, § 1 6, para o
processo penal, era aplicável às esferas civil e administrativa. A lei federal não
prevê a aplicação da pena pela verdade sabida."
Apesar do termo novo, a questão pode ser resolvida com base no artigo 143
da Lei 8.112/90, já que a aplicação de sanção deve ser precedida de
sindicância ou processo administrativo disciplinar (PAD):
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço
público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante
sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao
acusado ampla defesa.
Gabarito 57. Certo.

58. (CESPE/2013/MPU/Técnico Administrativo)


Em relação ao regime jurídico dos servidores públicos federais, julgue os itens
subsequentes.
Aplica-se a penalidade disciplinar de demissão a servidor público por abandono
de cargo, caracterizado pela ausência intencional do servidor ao serviço por
mais de trinta dias consecutivos ou por sessenta dias não consecutivos, em
um período de um ano.

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Comentários.
Vejamos os artigos da Lei 8.112/90 cobrados na questão:
Art. 127. São penalidades disciplinares:
III - demissão;
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:


II - abandono de cargo;
Art. 138. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao
serviço por mais de trinta dias consecutivos.
O erro da questão vem do artigo 139, pois o examinador incluiu, no conceito
de abandono de cargo, a inassiduidade habitual:
Art. 139. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem
causa justificada, por sessenta dias, interpoladamente, durante o período de
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doze meses.
Gabarito 58. Errado.

59. (CESPE/2013/PC-BA/Investigador de Polícia)


No que se refere ao que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e aos princípios que
regem a administração pública, julgue os itens subsecutivos.
Na composição de comissão de processo disciplinar, é possível a designação
de servidores lotados em unidade da Federação diversa daquela em que atua
o servidor investigado.
Comentários.
Não há qualquer restrição, nos artigos respectivos do tema na Lei 8.112/90,
sobre a lotação dos servidores que comporão a comissão de processo
disciplinar. Por isso, a questão está correta:
Art. 149. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta
de três servidores estáveis designados pela autoridade competente, observado
o disposto no § 3o do art. 143, que indicará, dentre eles, o seu presidente,
que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou ter
nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado.
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou
processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
§ 3o A apuração de que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se
refere, poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso
daquele em que tenha ocorrido a irregularidade, mediante competência
específica para tal finalidade, delegada em caráter permanente ou temporário
pelo Presidente da República, pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo

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e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República, no âmbito do


respectivo Poder, órgão ou entidade, preservadas as competências para o
julgamento que se seguir à apuração.
Gabarito 59. Certo.
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60. (CESPE/2013/TRT-10ª Região (DF e TO)/Técnico Judiciário)


De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, que dispõe a respeito do regime
disciplinar dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, julgue os itens seguintes.
Uma vez aplicadas ao servidor faltoso, as penalidades de advertência e de
suspensão ficarão permanentemente registradas em seu assentamento
funcional.
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Comentários.
O termo "permanentemente" invalidou a questão, já que há prazos para que
os registros sejam cancelados:
Art. 131. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros
cancelados, após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo
exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período,
praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos
retroativos.
Uma dica para se lembrar dos prazos:
Advertência => Três
Suspensão => Cinco
Gabarito 60. Errado.

61. (CESPE/2013/INPI/Analista de Planejamento - Direito)


Acerca de agentes públicos e servidores públicos, julgue os itens
subsequentes.
É assegurado, ao servidor público, o direito de acompanhar seu processo
administrativo disciplinar pessoalmente, sendo obrigatória a defesa por um
advogado devidamente inscrito na OAB.
Comentários.
Segundo a Lei nº8.112/90:
Art. 156. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo
pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e reinquirir

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testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular quesitos, quando se


tratar de prova pericial.
Veja que o artigo acima informa que o servidor pode acompanhar o processo
pessoalmente ou por meio de procurador. É uma faculdade e não uma
obrigação.
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Também é importante ressaltar que o STF já se pronunciou sobre o tema, com


a Súmula Vinculante 5: "A falta de defesa técnica por advogado no processo
administrativo disciplinar não ofende a Constituição."
Gabarito 61. Errado.

62. (CESPE/2012/TJ-AC/Analista Judiciário - Pscicologia)


A instauração de processo administrativo disciplinar contra servidor por
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exercício irregular de suas atribuições substitui a instauração de processo civil


ou penal.
Comentários.
De acordo com a Lei nº 8.112/90, as esferas administrativas, penais e civis
são independentes e cumulativas.
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo
exercício irregular de suas atribuições.
Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se,
sendo independentes entre si.
Um detalhe importante que você precisa saber é o afastamento de
responsabilidade administrativa no seguinte caso:
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.

Gabarito 62. Errado.

63. (CESPE/2015/FUB/Assistente em Administração)


Julgue o item subsecutivo, com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992.
Servidor público que possibilita o uso de patrimônio público sem as
formalidades necessárias, ainda que, com esse ato, não tenha obtido ganho
pessoal nem causado dano ao erário, não comete improbidade administrativa.
Comentários.
O servidor comete improbidade administrativa no caso narrado, nos termos do
artigo 10 da Lei 8.429/92:
Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao
erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda

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patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou


haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:
II - permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica
privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo
patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a
observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;
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Gabarito 63. Errado.

64. (CESPE/2015/FUB/Assistente em Administração)


Julgue o item subsecutivo, com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992.
Organização privada que não possua a maior parte do seu patrimônio formada
por capital público poderá ser vítima de improbidade administrativa,
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

caracterizando-se como sujeito passivo.


Comentários.
Os sujeitos passivos de atos de improbidade estão elencados no artigo 1o da Lei
8.429/92:
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor
ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território,
de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou
custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do
patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de
improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba
subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público
bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido
ou concorra com menos de cinquenta por cento do patrimônio ou da
receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do
ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
Gabarito 64. Certo.

4.2 - ESAF
65. (ESAF – TSIET - Estradas/2013)
Correlacione os termos da Coluna I com as definições da Coluna II.

COLUNA I COLUNA II

(1) Servidor Público ( ) Toda pessoa física que manifesta,

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por algum tipo de vínculo, a vontade


do Estado, nas três esferas de
governo, nos três poderes do Estado.

( ) Sob o regime contratual, mantém


(2) Agente Público vínculo funcional permanente com a
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Administração Pública.

( ) É a expressão utilizada para


identificar aqueles que mantém
(3) Empregado Público relação funcional com o Estado em
regime legal. São titulares de cargos
públicos.

Ao final, escolha a opção que contenha a sequência correta para a coluna II.
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a) 2 / 3 / 1
b) 1 / 2 / 3
c) 3 / 2 / 1
d) 2 / 1 / 3
e) 1 / 3 / 2
Comentários.
Avaliando cada item da coluna II
1º - Toda pessoa física que manifesta, por algum tipo de vínculo, a
vontade do Estado, nas três esferas de governo, nos três poderes do
Estado – conceito amplo correspondente ao de agente público.
2º - Sob o regime contratual, mantém vínculo funcional permanente
com a Administração Pública – contratual-> CLT -> Empregado público.
3º - É a expressão utilizada para identificar aqueles que mantêm
relação funcional com o Estado em regime legal. São titulares de
cargos públicos. – Bem fácil essa. Obviamente estamos falando dos
servidores públicos.
Gabarito 65. A.

66. (ESAF - AFC – STN - Contábil/2013)


João, servidor público federal até o dia 27/12/12, completou 70 (setenta) anos
naquela data, oportunidade em que seus colegas de trabalho, sabendo que
João não possuía nenhum parente próximo, organizaram uma comemoração
não somente pela passagem de seu aniversário, mas em agradecimento a

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tantos anos de serviços prestados, já que se encerrava ali o seu vínculo como
servidor ativo da União.
No dia 28/12/12, João dirigiu-se ao trabalho no mesmo horário de sempre e,
já sem o crachá de identificação, argumentou com o vigilante da portaria que
iria retirar seus pertences pessoais.
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Tratando-se do último dia útil do ano, João encontrou seus colegas de trabalho
muito atarefados e, ainda possuindo as senhas de acesso aos sistemas
corporativos, não hesitou em ajudá-los praticando vários atos vinculados em
nome da União, inclusive recebendo documentos e atestando tal recebimento
a terceiros.
Tendo em mente a situação concreta acima narrada, assinale a opção que
contenha a classificação utilizada pelo Direito Administrativo a pessoas que
agem como João, bem como o tratamento dado pela Administração aos atos
por ele praticados.
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a) Agente público/revogação.
b) Agente político/anulação.
c) Agente de fato/convalidação.
d) Agente público/convalidação.
e) Agente de fato/ revogação.
Comentários.
Nesse caso João atua como agente de fato, pois está irregularmente investido
de cargo público. Como os atos praticados são válidos perante terceiros de
boa-fé podem ser convalidados.
Gabarito 66. C.

67. (ESAF - AFC – CGU - Auditoria e Fiscalização - Geral/2012)


Determinado auditor fiscal da previdência social cometeu, na época em que
estava vinculado ao Ministério da Previdência Social, infrações apenadas com
demissão.
A comissão disciplinar foi regularmente constituída e instalada, a fase do
indiciamento também respeitou as exigências legais e o auditor indiciado foi
declarado culpado, tendo sido, após o regular contraditório e ampla defesa,
punido com demissão.
Sobre a situação fática acima descrita, assinale a opção que esteja de acordo
com a jurisprudência do STJ acerca do tema.
a) A descrição minuciosa dos fatos deve ser exigida na portaria inaugural do
processo disciplinar.

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b) Apenas o presidente da comissão disciplinar deve ter a mesma hierarquia,


ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou possuir
escolaridade igual ou superior à do indiciado.
c) A ausência de termo de compromisso do secretário da comissão gera
nulidade do processo.
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d) A realização do processo administrativo disciplinar compete ao órgão ao


qual o servidor encontra-se vinculado no momento da instauração.
e) Não é possível o aproveitamento em processo administrativo disciplinar de
prova obtida em ação penal, ainda que licitamente obtida e mesmo que
assegurado o contraditório.
Comentários.
Vejamos os comentários por item.
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a) Falso. Não há tal previsão e nem jurisprudência do STJ


b) Verdadeiro. Essa é nossa resposta. Notem que não é necessário conhecer a
jurisprudência do STJ para saber que essa é a resposta pois trata-se da
transcrição literal da Lei 8112.
c) Falso. Não existe isso.
d) Falso. Vamos ver o que diz o art. 143 da Lei 8112/90: “§ 3o A apuração de
que trata o caput, por solicitação da autoridade a que se refere, poderá ser
promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que
tenha ocorrido a irregularidade, mediante competência específica para tal
finalidade, delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da
República, pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais
Federais e pelo Procurador-Geral da República, no âmbito do respectivo Poder,
órgão ou entidade, preservadas as competências para o julgamento que se
seguir à apuração. ”
e) Falso. Não há tal previsão legal nem jurisprudência. Lembram inclusive que
falamos que a esfera penal pode influenciar nas esferas administrativa e civil?
Gabarito 67. B.

68. (ESAF - AFC – CGU - Administrativa/2012)


Quanto ao Processo Administrativo Disciplinar, é incorreto afirmar que
a) a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou
processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
b) as denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que
contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas
por escrito, confirmada a autenticidade.

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c) da sindicância poderá resultar: arquivamento do processo; aplicação de


penalidade de advertência, suspensão ou demissão; ou instauração de
processo disciplinar.
d) o processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade
de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições ou que
tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.
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e) o processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três


servidores estáveis designados pela autoridade competente.
Comentários.
Todos os itens estão corretos e foram estudados na nossa aula, salvo a letra c,
pois como vimos para a aplicação da penalidade de demissão é necessário a
instauração de PAD e não de mera sindicância. Além disso a suspensao
originada na sindicância é de no máximo 30 dias.
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Gabarito 68. C.

69. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


Considerando o instituto da prescrição no Processo Administrativo Disciplinar,
de que trata a Lei n. 8.112/90, analise as afirmações abaixo e assinale a
opção correta.
a) A Administração Pública não pode deixar de deflagrar procedimento
disciplinar caso verifique a ocorrência de prescrição antes da sua instauração.
b) Prescreve em 5 (cinco) anos o direito da administração de aplicar pena de
suspensão superior a 90 (noventa) dias.
c) Prescreve em 3 (três) anos o direito da administração de aplicar pena de
suspensão inferior a 90 (noventa) dias.
d) A redesignação da comissão de inquérito, ou a designação de outra, para
prosseguir na apuração dos mesmos fatos, não interrompe novamente o curso
da prescrição.
e) A instauração de sindicância meramente investigativa interrompe a
prescrição.
Comentários.
Vejamos cada assertiva.
a) Falso. Se ocorrer a prescrição não deve ser aberto PAD
b e c) Falso. A pena de suspensão prescreve em 2 anos
d) Verdadeiro. Essa é nossa resposta. Segue orientação da CGU: “A
redesignação da comissão de inquérito, ou a designação de outra, para
prosseguir na apuração dos mesmos fatos não interrompe, de novo, o curso
da prescrição”.

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e) Falso. A lei 8112/90 define que “A abertura de sindicância ou a instauração


de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida
por autoridade competente”. Ocorre que isso só se aplica às sindicância de
caráter contraditória.
Gabarito 69. D.
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70. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


Quanto ao Processo Administrativo Disciplinar, de que trata a Lei n. 8.112/90,
é correto afirmar que:
a) é admissível segunda punição de servidor público, baseada no mesmo
processo e nos mesmos fatos em que se fundou a primeira quando
caracterizar a reincidência.
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b) não há bis in idem quando a demissão pelo mesmo fato decorrer da


anulação prévia da suspensão, por incompetência da autoridade inferior que a
impusera.
c) não admite controle de legalidade, exceto pela via da revisão.
d) admite instauração que anteceda a ocorrência do fato irregular presumível
e recorrente.
e) exige a atuação da defensoria pública nos casos de revelia.
Comentários.
a) Falso. De acordo com jurisprudência do STF não é possível a aplicação de
duas punições baseados nos mesmos processos e fatos.
b) Verdadeiro. Quando o processo for anulado não há que se falar em bis in
idem uma vez que como vimos a anulação tem efeitos retroativos.
c) Falso. Óbvio que o PAD está sujeito ao controle de legalidade
d) Falso. Presumir fato que será realizado e já abrir PAD? Fala sério...
e) Falso. Nos caso de revelia é nomeado servidor dativo para preparar a
defesa do revel.
Gabarito 70. B.

71. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


A respeito das regras de composição e de atuação da Comissão que conduz o
Processo Administrativo Disciplinar, é correto afirmar que:
a) sua composição não pode conter servidores de órgão distinto do órgão de
lotação do acusado.
b) a participação de servidor na composição da comissão é facultativa.

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c) trata-se de órgão colegiado com funções deliberativas, gerenciais e


consultivas da autoridade instauradora.
d) se entender por não indiciar o acusado, estará dispensada de citá-lo para
apresentar defesa escrita.
e) deve adotar postura firme e rígida para evitar demonstração de fragilidade
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e leniência.
Comentários.
a) Falso. Não há tal restrição
b) Falso. A comissão será composta por 3 servidores estáveis.
c) Falso. Assertiva totalmente sem fundamento legal
d) Verdadeiro. O contraditóario e ampla defesa só precisam ser obedeciso se a
comissão concluir preliminarmente pela aplicação de penalidade ao servidor.
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e) Falso. Não há tal previsão legal.


Gabarito 71. D.

72. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


Considerando as fases, ritos e regras atinentes aos processos disciplinares, de
que trata a Lei n. 8.112/90, assinale a opção incorreta.
a) A ausência de intimação dos procuradores dos acusados não acarreta
nulidade do processo disciplinar, face à intimação pessoal dos acusados.
b) As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pela
autoridade instauradora do processo, devendo a segunda via, com o ciente do
interessado, ser anexada aos autos.
c) Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito cônjuge,
companheiro ou parente do acusado, consanguíneo ou afim, em linha reta ou
colateral, até o terceiro grau.
d) Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada de depoimentos,
acareações, investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de
prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a
permitir a completa elucidação dos fatos.
e) Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato
independer de conhecimento especial de perito.
Comentários.
Todos os itens estão corretos, salvo a letra b pois o artigo 157 da Lei nº
8112/90 estabelece “As testemunhas serão intimadas a depor mediante
mandado expedido pelo presidente da comissão, devendo a segunda via,
com o ciente do interessado, ser anexado aos autos.” Mesmo que você não se

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lembra-se desse detalhe notem que é uma questão de lógica pois depois da
instauração do PAD quem trata do mesmo até a elaboração do relatório é a
comissão.
Gabarito 72. B.
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73. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


A respeito do rito sumário e suas hipóteses de aplicação, atinente ao Processo
Administrativo Disciplinar, regido pela Lei n. 8.112/90, assinale a opção
correta.
a) Dispensa o contraditório e a ampla defesa.
b) Não se incluem fins de semana, feriados e dias de ponto facultativo,
intercalados entre dias de ausência, para a configuração da inassiduidade
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habitual.
c) Constitui óbice à demissão por abandono de cargo a circunstância de haver
o funcionário reassumido o exercício do cargo que abandonou.
d) Para caracterizar o abandono de cargo, é necessária a publicação do aviso
em jornal de grande circulação.
e) O rito sumário é instrumento preparatório para o Processo Administrativo
Disciplinar demissório.
Comentários.
Analisemos cada assertiva.
a) Falso. De forma alguma o contraditório e ampla defesa podem ser
dispensados.
b) Verdadeiro. Percebam que mais uma vez dá para avaliar a questão por
simples raciocínio. No caso de abandono de cargo os 30 dias são contínuos e
por isso todos os dias são computados (inclusive são feriados). Já no caso de
inassiduidade habitual isso seria injusto com o servidor. Já imaginou se
estivéssemos num ano com muitos feriados? No final o servidor acabaria
tendo um período maior para caracterizar a inassiduidade habitual...
c) Falso. Não há tal previsão.
d) Falso. Só é necessário tal procedimento no PAD no caso de achar-se o
indiciado em lugar incerto e não sabido.
e) Falso. O rito sumário é uma espécie de PAD simplificado.
Gabarito 73. B.

74. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)

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Considerando as espécies de procedimentos disciplinares, assinale a opção


correta que corresponde ao conceito abaixo:
Conceito: Procedimento preliminar sumário, instaurado com o fim de
investigação de irregularidades funcionais, que precede ao Processo
Administrativo Disciplinar, sendo prescindível de observância dos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
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a) Sindicância investigativa.
b) Sindicância acusatória.
c) Sindicância patrimonial.
d) Inquérito policial.
e) Inquérito administrativo.
Comentários.
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Procedimento que procede o PAD é a sindicância. O detalhe é que só prescinde


do contraditório e ampla defesa se a sindicância for meramente investigativa.
Gabarito 74. A.

75. (ESAF - AFC - CGU - Correição/2012)


O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de
servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha
relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. A respeito
dos princípios aplicáveis a este instrumento, é correto afirmar que
a) o processo disciplinar rege-se pelo princípio da verdade formal, da
presunção de inocência e da hierarquia.
b) admite o contraditório, a ampla defesa e a verdade sabida.
c) admite o princípio do prejuízo, na declaração de nulidade, comumente
mencionado na forma do brocardo pas de nullité sans grief.
d) rege-se pelo princípio da publicidade, não admitindo sigilo.
e) admite o princípio da razoabilidade e da proporcionalidade, o que permite a
aplicação de penas substitutivas, de restrição de finais de semana, para casos
de advertência.
Comentários.
Vejamos cada alternativa.
a) Falso. Rege-se pelo princípio da verdade material
b) Falso. Rege-se pelo princípio da verdade material. Pelo princípio da verdade
sabida se a autoridade presenciar o ocorrido poderia aplicar de pronto a

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penalidade, o que obviamente ofende os princípios do contraditório e ampa


defesa.
c) Verdadeiro. Questão difícil que cobra um detalhe do PAD, que é o princípio
do prejuízo, segundo o qual um ato só será anulado se dele decorrer prejuízo
ao acusado.
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d) Falso. É possível que o PAD ocorra em sigilo


e) Falso. Não há previsão para aplicação de penas substitutivas, de restrição
de finais de semana, para casos de advertência.
Gabarito 75. C.

76. (ESAF - AnaTA MF/2013)


Quanto à improbidade administrativa, é correto afirmar:
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a) o ato de improbidade, em si, constitui crime cuja sanção consiste em perda


da função pública e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 8 anos.
b) para a Lei de Improbidade Administrativa enquadra-se como sujeito ativo
os servidores públicos que mantenham vínculo empregatício.
c) ato que cause lesão ao erário, por meio de ação culposa, não constitui ato
de improbidade administrativa, por ausência de vontade direcionada
intencionalmente para esta finalidade.
d) na ação de improbidade, eventual indenização reverterá em benefício da
pessoa jurídica prejudicada.
e) a todo servidor que se reconhecer a prática de ato de improbidade, também
lhe será imposta a obrigação de ressarcir valores pecuniários ao erário público.
Comentários.
Analisemos cada opção.
a) Falso. Como vimos o ato de improbidade administravia por sí só não pode
ser considerado crime. Pode também ser considerado sim, caso a legislação
penal assim preveja.
b) “Falso”. A banca entendeu como errado pelo item não descrever os agentes
públicos como a Lei 8429. Na nossa opinião tal assertiva somente poderia ser
considera incorreta se tivesse a palavra “apenas”
c) Falso. Ato culposo constitui sim improbidade administrativa.
d) Verdadeiro. Perfeito o item
e) Falso. Não necessiramente, pois os atos que impliquem ofensa aos
princípios da APU podem não originar ressarcimento.
Gabarito 76. D.

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77. (ESAF - AnaTA - MTUR/2014)


No que concerne à interpretação de disposições constitucionais e legais que
tratam de improbidade administrativa, assinale a opção correta.
a) Segundo a jurisprudência mais recente do Superior Tribunal de Justiça, as
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sanções previstas pela Lei de Improbidade Administrativa podem ser aplicadas


retroativamente, para alcançar fatos anteriores à sua vigência.
b) Consoante mandamento constitucional, os atos de improbidade
administrativa importarão a cassação dos direitos políticos, a perda da função
pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e
gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
c) Conforme disposição contida na Lei de Improbidade Administrativa, reputa-
se agente público, para os efeitos da aludida norma, todo aquele que exerce,
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ainda que transitoriamente, mas apenas de forma remunerada, mandato,


cargo, emprego ou função nas entidades públicas mencionadas na referida lei.
d) O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se
enriquecer ilicitamente não está sujeito às cominações da Lei de Improbidade
Administrativa.
e) A aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa
independe da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno
ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
Comentários.
a) Falso. Não há tal entendimento no STJ
b) Falso. Os direito políticos são suspensos e não cassados. A diferença é que
o primeiro é temporário e o segundo permanente.
c) Falso. Para ser considerado agente público não é necessároi que haja
remuneração.
d) Falso. Está sujeito até o limite da herança transferida.
e) Verdadeiro. Transcrição literal da lei.
Gabarito 77. E.

78. (ESAF – ATRFB - Geral/2012)


Segundo a Lei n. 8.429, de 2 de junho de 1992, que trata dos atos de
improbidade administrativa, é correto afirmar que:
a) somente servidor público pode ser sujeito ativo de ato de improbidade
administrativa.

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b) o integral ressarcimento do dano causado ao patrimônio público somente se


dá se o agente tiver agido com dolo.
c) no caso de enriquecimento ilícito, o agente público beneficiário somente
perderá os bens adquiridos até o limite do valor do dano causado ao
patrimônio público.
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d) o sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer


ilicitamente está sujeito às cominações da referida Lei até o limite do valor da
herança.
e) a referida Lei apresenta rol taxativo de condutas que importam o
cometimento de atos de improbidade administrativa.
Comentários.
a) Falso. Podem ser sujeitos ativos os particulares que concorram para a
prática dos atos.
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b) Falso. Se tiver agido com culpa também será responsabilizado


c) Falso. O limite é o enriquecimento indevido recebido pelo agente.
d) Verdadeiro.
e) Falso. O rol de condutas é exemplificativo.
Gabarito 78. D.

79. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


Com fundamento nas disposições atinentes à improbidade administrativa, de
que trata a Lei n. 8.429/92, assinale a opção correta.
Servidor que ingressou no serviço público federal em 2008, informando em
sua declaração de bens e rendas que na data da posse não possuía bens e,
percebendo remuneração mensal de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), adquiriu
para si, no exercício do cargo público federal, em 2010, uma embarcação
náutica pagando a vista o valor de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais), o
qual não consegue informar a origem lícita dos valores para aquisição do bem,
incorre em
a) ato de improbidade administrativa que importa em prejuízo ao erário.
b) ato de improbidade administrativa que importa em enriquecimento ilícito.
c) ato de improbidade administrativa por favorecimento a terceiros.
d) ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento sem causa.
e) ato de improbidade administrativa por inobservância de princípios.
Comentários.

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Obviamente é configurada a conduta de enriquecimento ilícito pois o servidor


adquiriu patrimônio incompatível com sua renda
Gabarito 79. B.
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80. (ESAF - Ana – CVM - Recursos Humanos/2010)


O servidor que pratica ato de improbidade administrativa, segundo o texto
constitucional, não está sujeito à(ao):
a) ação penal cabível.
b) cassação dos direitos políticos.
c) perda da função pública.
d) indisponibilidade dos bens.
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

e) ressarcimento ao Erário.
Comentários.
Como vimos não há cassação de direitos políticos, mas sim suspensão de
direito políticos.
Gabarito 80. B.

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5– Listas de exercícios

5.1 – CESPE

1. (CESPE / Cargos 34 e 35 / MPU / 2013)


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Com base na Lei de Improbidade Administrativa, julgue o item que se segue.


Considere que determinado particular que não se qualifique como agente
público concorra para a prática de ato de improbidade administrativa lesivo ao
patrimônio público. Nesse caso, poderá ser determinada a indisponibilidade de
seus bens, de modo a assegurar o integral ressarcimento do dano causado ao
erário.
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2. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
O abuso de poder é considerado crime de administração pública e é julgado na
esfera cível.

3. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)


Julgue o item a seguir, referente a agentes públicos.
Se determinado agente público responder ação de improbidade administrativa
por desvio de recursos públicos, um eventual acordo ou uma eventual
transação entre as partes envolvidas no processo estarão condicionados ao
ressarcimento integral dos recursos públicos ao erário antes da sentença.

4. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2, 3 e 5 a 12 /


TJ-DFT / 2015)
Julgue o item a seguir à luz da Lei de Improbidade Administrativa.
Ao negar publicidade a ato oficial, o servidor público comete ato de
improbidade administrativa, o que atenta contra os princípios da
administração pública. Para tanto, torna-se irrelevante considerar se houve
ação de caráter doloso ou culposo.

5. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.

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O simples atraso na entrega das contas públicas, sem que exista intenção
manifesta, não configura ato de improbidade que atenta contra os princípios
da administração pública.

6. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


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/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.
As sanções decorrentes de prática de atos de improbidade administrativa
podem ser aplicadas aos agentes públicos e aos particulares.

7. (CESPE / Conhecimentos Básicos para os Cargos 2 e 3 / TCE-RN


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/ 2015)
Com base na Lei n.º 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa,
julgue o próximo item.
As cominações da lei de improbidade administrativa alcançam os sucessores
daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente.

8. (CESPE / Auditor / TCE-RN / 2015)


Com referência a improbidade administrativa, julgue o item que se segue.
A condenação por improbidade administrativa em caso de ilicitude em
concurso público inclui o ressarcimento integral do dano causado pelo
cancelamento do certame.

9. (CESPE / Auditor / TCE-RN / 2015)


Com referência a improbidade administrativa, julgue o item que se segue.
Situação hipotética: Determinado servidor público, técnico de informática, com
o desejo de se destacar entre os demais colegas de setor, criou um novo
software para a proteção de dados de concurso público. No entanto, como ele
não detinha todos os conhecimentos necessários para a realização de tal
empreitada, ocorreu vazamento de informações de provas por falha no
funcionamento do referido software.
Assertiva: Nessa situação, a ação do servidor configurou ato de improbidade
administrativa porque frustrou a licitude de concurso público.

10. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)

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Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa.


O enquadramento de ato como atentatório à probidade administrativa parte de
uma concepção restrita da legalidade, o que resultou em enumeração taxativa
de condutas no texto legal.
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11. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)
Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa.
No caso de ato de improbidade administrativa que traga prejuízo ao erário, a
responsabilidade do agente público envolvido será objetiva se ficar
comprovado que o agente era flagrantemente incompetente para praticar o
referido ato.
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12. (CESPE / Conhecimentos Básicos para o Cargo 3 / Telebras /


2015)
Julgue o item que se segue acerca de improbidade administrativa
A indisponibilidade de bens do agente indiciado por improbidade
administrativa tem natureza preventiva e, por isso, não se configura como
sanção.

13. (CESPE / Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal


/ TJ-DFT / 2015)
Com relação ao processo administrativo e à improbidade administrativa,
julgue o item subsequente.
Ainda que não haja trânsito em julgado da sentença condenatória em ação de
improbidade administrativa proposta contra servidor do TJDFT, a autoridade
judicial ou administrativa competente poderá determinar o afastamento do
servidor do exercício da função, sem prejuízo de sua remuneração, quando a
medida se fizer necessária à instrução processual.

14. (CESPE / Conhecimentos Básicos / FUNPRESP-EXE / 2016)


Com base no disposto na Lei n.º 8.429/1992 e na Constituição Federal de
1988 (CF), julgue o item a seguir, a respeito da improbidade administrativa.
Entre as sanções para a prática de ato de improbidade administrativa
previstas na Lei n.º 8.429/1992 inclui-se a suspensão dos direitos políticos,
que não se encontra expressamente prevista na CF.

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15. (CESPE / Auditor Fiscal de Controle Externo / TCE-SC / 2016)


A respeito do mandado de segurança, da ação popular e da ação de
improbidade administrativa, julgue o item subsequente.
Em se tratando de ação de improbidade administrativa, sendo imputada ao
réu conduta lesiva ao erário, configura-se o periculum in mora, requisito para
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a concessão de medida cautelar de indisponibilidade patrimonial.

16. (CESPE / Conhecimentos Básicos - Cargos de Assistente /


FUNPRESP-JUD / 2016)
Dois agentes públicos de um tribunal de justiça — um ocupante
exclusivamente de cargo em comissão e o outro em cargo de caráter efetivo
— foram presos em flagrante em uma operação da Polícia Federal, por terem
cometido desvio de verba pública em um processo licitatório do tribunal.
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Considerando essa situação hipotética, julgue o próximo item com base na Lei
de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992.
Em razão de o desvio de verba ter causado lesão ao erário, o ato ímprobo está
configurado e o agente público ocupante de cargo efetivo deverá ser
condenado a ressarcir o ente público, ainda que a ação ou omissão tenha
ocorrido de forma culposa.

17. (CESPE / Conhecimentos Básicos - Cargos de Assistente /


FUNPRESP-JUD / 2016)
Dois agentes públicos de um tribunal de justiça — um ocupante
exclusivamente de cargo em comissão e o outro em cargo de caráter efetivo
— foram presos em flagrante em uma operação da Polícia Federal, por terem
cometido desvio de verba pública em um processo licitatório do tribunal.
Considerando essa situação hipotética, julgue o próximo item com base na Lei
de Improbidade Administrativa — Lei n.º 8.429/1992.
Caso o réu condenado a ressarcir o erário faleça antes do trânsito em julgado,
a ação de improbidade será imediatamente extinta, haja vista o caráter
personalíssimo das sanções.

18. (CESPE / Conhecimentos Básicos- Cargos 2 e 7 / TCE-PA / 2016)


Com base na Lei de Improbidade Administrativa, julgue o item seguinte.
Valer-se do trabalho de servidores terceirizados constitui ato de improbidade
administrativa que importa enriquecimento ilícito; aceitar garantia insuficiente
na realização de operação financeira é ato de improbidade que causa prejuízo
ao erário; e descumprir exigência de requisitos de acessibilidade previstos na

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legislação é ato de improbidade que atenta contra os princípios da


administração pública.

19. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
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O dano ao erário, enriquecimento ilícito e a violação de princípio


administrativo, se praticados por agente público, são considerados atos de
improbidade administrativa.

20. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
Suspensão dos direitos políticos de três a seis anos e pagamento de multa civil
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no valor de até dez vezes a remuneração percebida pelo agente são sanções
que podem ser aplicadas ao servidor no caso de ato de improbidade.

21. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Com relação à improbidade administrativa, julgue o próximo item.
A utilização de veículo da administração pública para fins particulares pode ser
considerada ação de enriquecimento ilícito.

22. (CESPE / Técnico Judiciário / CNJ / 2013)


A configuração da improbidade exige os seguintes elementos: o
enriquecimento ilícito, o prejuízo ao erário e o atentado contra os princípios
fundamentais (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência), presente o elemento subjetivo doloso.

23. (CESPE / Cargo 33 / MPU / 2013)


Julgue o item subsecutivo, à luz do disposto na lei que versa sobre o regime
jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações
públicas federais.
Considere que determinado servidor tenha delegado o desempenho de
atribuição de sua responsabilidade a pessoa estranha à repartição, em
situação não prevista em lei. Nesse caso, é vedada a imposição da penalidade
de advertência, já que a lei determina expressamente a imposição de
penalidade mais grave.

24. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)

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Julgue o item a seguir, referente a agentes públicos.


Se, em uma operação da Polícia Federal, um agente público for preso em
flagrante devido ao recebimento de propina, e se, em razão disso, houver
ajuizamento de ação penal, um eventual processo administrativo disciplinar
deverá ser sobrestado até o trânsito em julgado do processo criminal.
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25. (CESPE / Técnico de Tecnologia da Informação / 2011)


Com base na Lei n.º 8.112/1990, julgue
O prazo para a conclusão do processo disciplinar é de, no máximo, sessenta
dias, contados da data de publicação do ato que constituir a comissão, sendo
admitida a sua prorrogação por mais sessenta dias, quando as circunstâncias
o exigirem.
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26. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e
controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
Nos termos da lei, a obrigação de reparação de dano praticado por servidor
público não é extensível aos seus sucessores.

27. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e
controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
A sindicância é caraterizada por processo investigativo que se estenderá por
um período de trinta dias úteis, prorrogável por mais trinta dias úteis.

28. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


A respeito de reparação de danos, sindicância e processo administrativo, e
controle interno da administração pública, julgue o item seguinte.
Uma das razões para que o servidor público sofra processo administrativo é o
recebimento, em razão de suas atribuições, de propina, comissão, presente ou
vantagem de qualquer espécie.

29. (CESPE / Tecnólogo RH / FUB / 2015)


A respeito de direitos, deveres e responsabilidades dos servidores públicos
civis, julgue o item seguinte.
Servidores públicos responderão pessoalmente por danos causados a terceiros
em decorrência de ato comissivo doloso praticado no desempenho do cargo.

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30. (CESPE / Técnico Administrativo / Câmara dos Deputados /


2014)
Julgue os seguintes itens, referentes ao regime jurídico dos servidores
públicos federais.
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Os cargos de confiança vagos só poderão ser preenchidos, ainda que de forma


interina, mediante o instituto jurídico da nomeação.

31. (CESPE / Técnico Judiciário / TRT17 / 2013)


Acerca dos agentes e cargos públicos, julgue os itens seguintes.
Os agentes temporários que desempenham, por tempo determinado,
atividades de excepcional interesse público são agentes públicos cuja
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contratação somente pode ser feita no âmbito da administração direta.

32. (CESPE / Auditor de Controle Externo / TCE-PA / 2016)


Considerando as regras constitucionais nacionais e os regimes jurídicos dos
servidores públicos civis, julgue o item a seguir.
Para assinar o termo de posse, o servidor deverá apresentar declaração de
bens e valores que constituem seu patrimônio e declaração quanto ao
exercício de outro cargo, emprego ou função pública.
33. (CESPE / Técnico Administrativo / ANS / 2013)
Acerca dos agentes públicos, julgue os itens a seguir.
Agente público é aquele que exerce emprego ou função pública mediante
remuneração.

34. (CESPE - Esc Pol - PC DF/2013)


Acerca do regime jurídico dos servidores públicos, julgue o item subsecutivo.
O conceito de agente público para a aplicação da Lei de Improbidade
Administrativa abrange aqueles que exerçam, sem remuneração, função no
âmbito da PCDF.

35. (CESPE - Tec MPU - Apoio Técnico e Administrativo -


Administração/2013)
A respeito dos agentes públicos, julgue o próximo item: “Os ministros de
Estado são considerados agentes políticos, dado que integram os mais altos
escalões do poder público”.

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36. (CESPE - Tec APU - TC-DF/2014)


No que se refere aos agentes públicos e aos dispositivos da Lei Complementar
n.º 840/2011, julgue o seguinte item.
Empresário convocado pela justiça eleitoral para ser mesário durante as
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eleições será considerado agente público, mesmo que em caráter transitório,


enquanto exercer a função a ele designada pelo Estado.

37. (CESPE – TEFC - Apoio Técnico e Administrativo - Técnica


Administrativa/2009)
Acerca dos agentes públicos e da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens
A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe
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o prazo prescricional, até a decisão final proferida por autoridade competente.

38. (CESPE - Tec MPU - Apoio Técnico e


Administrativo/Administração/2013)
No que se refere aos poderes administrativos, julgue o item a seguir.
Considere que determinado técnico do MPU tenha cometido infração disciplinar
e que seu chefe imediato tenha dela tomado conhecimento no dia seguinte ao
da prática do ato. Nesse caso, deve o chefe do servidor promover a apuração
imediata da irregularidade, mediante sindicância ou processo administrativo
disciplinar.

39. (CESPE – AUFC - Controle Externo/Auditoria


Governamental/2013)
Acerca dos agentes públicos e do processo administrativo disciplinar, julgue o
item seguinte.
A instauração de processo administrativo disciplinar é obrigatória para a
aplicação das penas de suspensão por mais de trinta dias, demissão, cassação
de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão.

40. (CESPE - AFT/2013)


Com referência ao processo administrativo e à Lei n.o 8.112/1990, no próximo
item apresenta uma situação hipotética, seguida de uma assertiva que deve
ser julgada à luz do entendimento do STJ.
Determinado servidor público federal, que responde a processo administrativo
disciplinar, requereu sua aposentadoria voluntária, e a administração pública

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indeferiu-lhe o pedido. Nessa situação, o indeferimento do pleito está de


acordo com a legislação de regência, pois o servidor que responde a processo
disciplinar somente poderá ser aposentado voluntariamente após a conclusão
do processo e o cumprimento da penalidade eventualmente aplicada.
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41. (CESPE - Escr - PC - BA/2013)


No que se refere ao que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e aos princípios que
regem a administração pública, julgue o item subsecutivo.
Na composição de comissão de processo disciplinar, é possível a designação
de servidores lotados em unidade da Federação diversa daquela em que atua
o servidor investigado.
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42. (CESPE - AUFC/Apoio Técnico e Administrativo/Clínica


Médica/2009)
Caio, servidor público federal estável há mais de 10 anos, ocupante do cargo
de analista judiciário de determinado tribunal, está sendo acusado pelo
Ministério Público Federal de ter praticado ato de improbidade administrativa,
nos termos da Lei n.º 8.429/1990. O referido tribunal, para apurar a prática
de ilícito administrativo, resolveu instaurar processo disciplinar.
Acerca dessa situação hipotética e do que dispõe a Lei n.º 8.112/1990, julgue
o item seguinte.
No caso narrado, a autoridade instauradora do processo disciplinar, como
medida cautelar e a fim de evitar qualquer influência na apuração da
irregularidade, poderá determinar o afastamento preventivo de Caio do
exercício do cargo, pelo prazo improrrogável de sessenta dias, não recebendo
este, nesse período, qualquer remuneração dos cofres públicos.

43. (CESPE - AnaTA SUFRAMA - Geral/2014)


Com base nas disposições da Lei n.° 8.429/1992, julgue o item a seguir.
A ação de improbidade que vise ressarcir integralmente o patrimônio público
da lesão ocorrida poderá importar na indisponibilidade dos bens do servidor
que praticou o ato de forma dolosa. No entanto, caso o ato tenha sido
praticado de forma culposa, o servidor não poderá responder
patrimonialmente, uma vez que estará configurada a culpa in eligendo da
administração pública, a contratante.

44. (CESPE - ACE - TC-DF/2014)


Com relação a contratos, união estável e improbidade administrativa, julgue o
item subsequente.

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O herdeiro de deputado distrital que tenha, no exercício do mandato,


ocasionado lesão ao patrimônio público e enriquecido ilicitamente está sujeito
às cominações da Lei de Improbidade Administrativa, mas somente até o
limite do valor da herança recebida.
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45. (CESPE - AJ - TRE GO - judiciária/2015)


Acerca de improbidade administrativa e controle da administração pública,
julgue o item a seguir.
Embora possa corresponder a crime definido em lei, o ato de improbidade
administrativa, em si, não constitui crime.

46. (CESPE - Ana MPU - Apoio Técnico Administrativo -


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Atuarial/2015)
Com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992 e nos preceitos de ética,
moral e cidadania, julgue o item seguinte.
Em razão do caráter meramente exemplificativo do rol de condutas que
caracterizam os atos de improbidade administrativa, poderá ser cometido ato
de improbidade ainda que a infração praticada pelo agente público não esteja
descrita na Lei de Improbidade Administrativa.

47. (CESPE - AnaTA SUFRAMA/Geral/2014)


Com base nas disposições da Lei n.° 8.429/1992, julgue o item a seguir.
Considere que determinada regra exige licença ambiental para liberação de
financiamento de projeto empresarial na cidade de Manaus. Nesse caso, se um
servidor da SUFRAMA autorizar a liberação de verba da autarquia para
financiamento de atividade empresarial cuja licença ambiental esteja
irregular, ele poderá figurar como réu em ação de improbidade.

48. (CESPE/2014/MPE-AC/Promotor de Justiça/ADAPTADA)


A respeito dos agentes públicos e da improbidade administrativa, julgue o item
que se segue.
Segundo entendimento do STJ, não configura ato de improbidade
administrativa a conduta de professor da rede pública de ensino que,
aproveitando-se dessa condição, assedie sexualmente seus alunos.

49. (CESPE/2015/MEC/Conhecimentos Básicos para os Postos


9,10,11 e 16)

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Com base nas Leis n.º 8.112/1990 e n.º 8.429/1992, julgue o item a seguir.
O agente público que, no exercício de suas funções, enriquece ilicitamente
deve perder os bens acrescidos irregularmente ao seu patrimônio.

50. (CESPE/2015/FUB/Conhecimentos Básicos – Nível


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Intermediário)
À luz do disposto na Constituição Federal de 1988 acerca da administração
pública, julgue o item a seguir.
A pretensão de se aplicar sanção ao agente por ato de improbidade
administrativa é imprescritível.

51. (CESPE/2015/FUB/Administrador)
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No que tange à improbidade administrativa e ao processo administrativo


federal, julgue o seguinte item.
Em relação ao alcance subjetivo da improbidade administrativa, verifica-se
que os órgãos da administração direta e indireta dos três poderes e de
qualquer um dos entes federados configuram-se como sujeitos passivos
imediatos do ato caracterizado pela improbidade administrativa.

52. (CESPE/2014/PGE-PI/Procurador do Estado Substituto)


Um servidor, vinculado à administração pública unicamente por cargo em
comissão, cometeu infração administrativa e, após regular processo
administrativo disciplinar, a autoridade julgadora, concordando com o relatório
final da comissão processante, entendeu que a falta se enquadrava nas
hipóteses de suspensão.
Nesse caso, nos termos da Lei n.º 8.112/1990, a penalidade a ser aplicada ao
servidor será
a) a exoneração de ofício.
b) a destituição do cargo em comissão.
c) a demissão.
d) a suspensão.
e) o desligamento.

53. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Judiciária)


Com relação a dispositivos da Lei n.º 8.112/1990, julgue os itens a seguir.

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Em se tratando de processo administrativo disciplinar, a autoridade


instauradora pode, como medida cautelar e para que não haja interferências
na apuração da irregularidade, decretar o afastamento do servidor
investigado, sem prejuízo da remuneração.
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54. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Judiciária)


Julgue os seguintes itens, referentes ao regime jurídico dos servidores
públicos federais.
Considere que determinada autoridade tenha instaurado processo disciplinar
para apurar denúncia que relata o cometimento de irregularidades por
servidor lotado no setor sob sua responsabilidade. Nessa situação, como
medida cautelar e a fim de evitar que o servidor denunciado influa na
apuração, a autoridade poderá afastá-lo do exercício do cargo durante todo o
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curso do processo, sem prejuízo de sua remuneração.

55. (CESPE/2013/STF/Analista Judiciário – Área Administrativa)


Com relação ao regime jurídico dos servidores públicos civis da União, julgue
os itens a seguir.
A sindicância e o processo administrativo disciplinar (PAD), procedimentos
administrativos de apuração de infrações, devem ser, obrigatoriamente,
instaurados pela autoridade responsável sempre que esta tiver ciência de
irregularidade no serviço público. O PAD, mais complexo do que a sindicância,
deve ser instaurado em caso de ilícitos para os quais sejam previstas
penalidades mais graves do que a suspensão por trinta dias.

56. (CESPE/2013/TCE-RO/Auditor de Controle Externo - Direito)


A aplicação da sanção disciplinar de advertência em decorrência de apuração
sumária de falta funcional, denominada verdade sabida, viola o princípio do
devido processo legal.

57. (CESPE/2013/MPU/Técnico Administrativo)


Em relação ao regime jurídico dos servidores públicos federais, julgue os itens
subsequentes.
Aplica-se a penalidade disciplinar de demissão a servidor público por abandono
de cargo, caracterizado pela ausência intencional do servidor ao serviço por
mais de trinta dias consecutivos ou por sessenta dias não consecutivos, em
um período de um ano.

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58. (CESPE/2013/PC-BA/Investigador de Polícia)


No que se refere ao que dispõe a Lei n.º 8.112/1990 e aos princípios que
regem a administração pública, julgue os itens subsecutivos.
Na composição de comissão de processo disciplinar, é possível a designação
de servidores lotados em unidade da Federação diversa daquela em que atua
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o servidor investigado.

59. (CESPE/2013/TRT-10ª Região (DF e TO)/Técnico Judiciário)


De acordo com a Lei n.º 8.112/1990, que dispõe a respeito do regime
disciplinar dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das
fundações públicas federais, julgue os itens seguintes.
Uma vez aplicadas ao servidor faltoso, as penalidades de advertência e de
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suspensão ficarão permanentemente registradas em seu assentamento


funcional.

60. (CESPE/2013/INPI/Analista de Planejamento - Direito)


Acerca de agentes públicos e servidores públicos, julgue os itens
subsequentes.
É assegurado, ao servidor público, o direito de acompanhar seu processo
administrativo disciplinar pessoalmente, sendo obrigatória a defesa por um
advogado devidamente inscrito na OAB.

61. (CESPE/2012/TJ-AC/Analista Judiciário - Pscicologia)


A instauração de processo administrativo disciplinar contra servidor por
exercício irregular de suas atribuições substitui a instauração de processo civil
ou penal.

62. (CESPE/2015/FUB/Assistente em Administração)


Julgue o item subsecutivo, com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992.
Servidor público que possibilita o uso de patrimônio público sem as
formalidades necessárias, ainda que, com esse ato, não tenha obtido ganho
pessoal nem causado dano ao erário, não comete improbidade administrativa.

63. (CESPE/2015/FUB/Assistente em Administração)


Julgue o item subsecutivo, com base nas disposições da Lei n.º 8.429/1992.

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Organização privada que não possua a maior parte do seu patrimônio formada
por capital público poderá ser vítima de improbidade administrativa,
caracterizando-se como sujeito passivo.

5.2 - ESAF
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64. (ESAF – TSIET - Estradas/2013)


Correlacione os termos da Coluna I com as definições da Coluna II.

COLUNA I COLUNA II

( ) Toda pessoa física que manifesta,


por algum tipo de vínculo, a vontade
(1) Servidor Público
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do Estado, nas três esferas de


governo, nos três poderes do Estado.

( ) Sob o regime contratual, mantém


(2) Agente Público vínculo funcional permanente com a
Administração Pública.

( ) É a expressão utilizada para


identificar aqueles que mantém
(3) Empregado Público relação funcional com o Estado em
regime legal. São titulares de cargos
públicos.

Ao final, escolha a opção que contenha a sequência correta para a coluna II.
a) 2 / 3 / 1
b) 1 / 2 / 3
c) 3 / 2 / 1
d) 2 / 1 / 3
e) 1 / 3 / 2

65. (ESAF - AFC – STN - Contábil/2013)


João, servidor público federal até o dia 27/12/12, completou 70 (setenta) anos
naquela data, oportunidade em que seus colegas de trabalho, sabendo que
João não possuía nenhum parente próximo, organizaram uma comemoração
não somente pela passagem de seu aniversário, mas em agradecimento a
tantos anos de serviços prestados, já que se encerrava ali o seu vínculo como
servidor ativo da União.

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No dia 28/12/12, João dirigiu-se ao trabalho no mesmo horário de sempre e,


já sem o crachá de identificação, argumentou com o vigilante da portaria que
iria retirar seus pertences pessoais.
Tratando-se do último dia útil do ano, João encontrou seus colegas de trabalho
muito atarefados e, ainda possuindo as senhas de acesso aos sistemas
corporativos, não hesitou em ajudá-los praticando vários atos vinculados em
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nome da União, inclusive recebendo documentos e atestando tal recebimento


a terceiros.
Tendo em mente a situação concreta acima narrada, assinale a opção que
contenha a classificação utilizada pelo Direito Administrativo a pessoas que
agem como João, bem como o tratamento dado pela Administração aos atos
por ele praticados.
a) Agente público/revogação.
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b) Agente político/anulação.
c) Agente de fato/convalidação.
d) Agente público/convalidação.
e) Agente de fato/ revogação.

66. (ESAF - AFC – CGU - Auditoria e Fiscalização - Geral/2012)


Determinado auditor fiscal da previdência social cometeu, na época em que
estava vinculado ao Ministério da Previdência Social, infrações apenadas com
demissão.
A comissão disciplinar foi regularmente constituída e instalada, a fase do
indiciamento também respeitou as exigências legais e o auditor indiciado foi
declarado culpado, tendo sido, após o regular contraditório e ampla defesa,
punido com demissão.
Sobre a situação fática acima descrita, assinale a opção que esteja de acordo
com a jurisprudência do STJ acerca do tema.
a) A descrição minuciosa dos fatos deve ser exigida na portaria inaugural do
processo disciplinar.
b) Apenas o presidente da comissão disciplinar deve ter a mesma hierarquia,
ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível, ou possuir
escolaridade igual ou superior à do indiciado.
c) A ausência de termo de compromisso do secretário da comissão gera
nulidade do processo.
d) A realização do processo administrativo disciplinar compete ao órgão ao
qual o servidor encontra-se vinculado no momento da instauração.

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e) Não é possível o aproveitamento em processo administrativo disciplinar de


prova obtida em ação penal, ainda que licitamente obtida e mesmo que
assegurado o contraditório.

67. (ESAF - AFC – CGU - Administrativa/2012)


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Quanto ao Processo Administrativo Disciplinar, é incorreto afirmar que


a) a autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é
obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou
processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
b) as denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração, desde que
contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas
por escrito, confirmada a autenticidade.
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c) da sindicância poderá resultar: arquivamento do processo; aplicação de


penalidade de advertência, suspensão ou demissão; ou instauração de
processo disciplinar.
d) o processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade
de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições ou que
tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.
e) o processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três
servidores estáveis designados pela autoridade competente.

68. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


Considerando o instituto da prescrição no Processo Administrativo Disciplinar,
de que trata a Lei n. 8.112/90, analise as afirmações abaixo e assinale a
opção correta.
a) A Administração Pública não pode deixar de deflagrar procedimento
disciplinar caso verifique a ocorrência de prescrição antes da sua instauração.
b) Prescreve em 5 (cinco) anos o direito da administração de aplicar pena de
suspensão superior a 90 (noventa) dias.
c) Prescreve em 3 (três) anos o direito da administração de aplicar pena de
suspensão inferior a 90 (noventa) dias.
d) A redesignação da comissão de inquérito, ou a designação de outra, para
prosseguir na apuração dos mesmos fatos, não interrompe novamente o curso
da prescrição.
e) A instauração de sindicância meramente investigativa interrompe a
prescrição.

69. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)

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Quanto ao Processo Administrativo Disciplinar, de que trata a Lei n. 8.112/90,


é correto afirmar que:
a) é admissível segunda punição de servidor público, baseada no mesmo
processo e nos mesmos fatos em que se fundou a primeira quando
caracterizar a reincidência.
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b) não há bis in idem quando a demissão pelo mesmo fato decorrer da


anulação prévia da suspensão, por incompetência da autoridade inferior que a
impusera.
c) não admite controle de legalidade, exceto pela via da revisão.
d) admite instauração que anteceda a ocorrência do fato irregular presumível
e recorrente.
e) exige a atuação da defensoria pública nos casos de revelia.
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70. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)


A respeito das regras de composição e de atuação da Comissão que conduz o
Processo Administrativo Disciplinar, é correto afirmar que:
a) sua composição não pode conter servidores de órgão distinto do órgão de
lotação do acusado.
b) a participação de servidor na composição da comissão é facultativa.
c) trata-se de órgão colegiado com funções deliberativas, gerenciais e
consultivas da autoridade instauradora.
d) se entender por não indiciar o acusado, estará dispensada de citá-lo para
apresentar defesa escrita.
e) deve adotar postura firme e rígida para evitar demonstração de fragilidade
e leniência.

71. (ESAF - AFC – CGU - Correição/2012)