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Serviços Públicos
Matéria: Direito Administrativo
Professor: Jonatas Albino do Nascimento
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas
Professor Jonatas Albino do Nascimento

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Olá, Pessoal!
Hoje trataremos do tema Serviços Públicos. Mais um tema muito
recorrente em provas. Vamos em frente!
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SERVIÇOS PÚBLICOS

Sumário

1 – Serviços Públicos - Introdução ..................................................... 3


1.1 – Serviço público em sentido subjetivo x objetivo .................................................................4
1.2 – Serviço público em sentido amplo x restrito ......................................................................4
1.3 – Competência .....................................................................................................................4
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1.4 – Classificação ......................................................................................................................9


1.4.1 – Serviços públicos essenciais x de utilidade pública ..........................................................9
1.4.2 – Serviços públicos Próprios x Impróprios ..........................................................................9
1.4.3 – Serviços públicos Singulares x Coletivos ........................................................................ 10
1.4.4 – Serviços administrativos, econômicos e sociais ............................................................. 11
1.5 – Delegação........................................................................................................................ 11
2 – Concessões de serviços públicos ................................................ 13
2.1 – Concessões comuns ......................................................................................................... 13
2.2 – Extinção da Concessão .....................................................................................................22
2.3 – Intervenção na concessão ................................................................................................ 25
3 – Parceria Público-Privada ............................................................ 25
4 – Permissões de Serviço Público ................................................... 30
5 –Autorizações de Serviço Público .................................................. 31
6 – Questões Comentadas ............................................................... 32
6.1 - ESAF .................................................................................................................................32
6.2 – CESPE .............................................................................................................................. 40
7 – Listas de exercícios ................................................................... 46
7.1 - ESAF .................................................................................................................................46
7.2 – CESPE .............................................................................................................................. 52
8 – Gabarito .................................................................................... 55
9– Referencia Bibliográfico .............................................................. 56

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1 – Serviços Públicos - Introdução

Não há nas normas brasileiras uma definição de serviço público. Tal


tarefa acabou ficando a cargo da doutrina. Para isso três critérios foram
adotados: subjetivo, material e formal.
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Segundo o critério subjetivo, serviços públicos são aqueles prestados


diretamente pelo Estado. O foco é no sujeito (lembrem-se: subjetivo - >
sujeito). Entretanto sabemos que existem serviços públicos que são prestados
por empresas e nem por isso deixam de ser serviços públicos, como é o caso
dos transportes públicos.
Pelo critério material a análise é realizada na própria atividade
desenvolvida: as atividades para atender necessidades da população em
geral são serviços públicos. Este critério não pode ser utilizado de forma
isolada, pois as atividades sociais somente são tidas como serviço público se
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prestadas pelo Estado. Aqueles que defendiam o uso apenas desse critério
são camados de essencialistas.
O critério formal coloca que serviço público é aquele prestado sob o
regime de direito público, que como já vimos é o regime onde há o
predomínio do interesse público e onde o Estado atua sob uma posição
privilegiada frente ao particular. Hoje entende-se que mesmo certos serviços
onde tais prerrogativas não são tão claras podem ser chamados de serviços
públicos.
Atualmente o entendimento predominante é que esses critérios se
completam, não cabendo fazer uma análise baseada em um único critério.

Quem é o titular do serviço -


Subjetivo
tem que ser o Poder Público

Qual é a atividade
desempenhada - a
Critérios Material
atividade tem que atender a
população em geral

Regime jurídico aplicável


Formal naquele serviço - tem que
ser de direito público

A Lei nº 8.987/95 é a nossa norma sobre regras gerais de serviços


públicos e será nossa princípal fonte de estudo dessa aula. Tal lei aplica-se a
todas as esferas (União, Estados, DF e municípios).

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1.1 – Serviço público em sentido subjetivo x objetivo

Serviço público em sentido subjetivo (lembrem-se: subjetivo ->


sujeito) correponde ao conjunto de órgãos e entidades que prestam
serviços públicos. Aqui o foco é o “quem”.
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Já o conceito de serviço público em sentido objetivo ou material se


refere às atividades desenvolvidas. Aqui o foco é a atividade exercida. Mas
quais são as ativdades? Isso dependerá do critério adotado (explicado no item
anterior).

Serviços públicos em sentido Serviços públicos em sentido


subjetivo objetivo

- Entidades, órgão e agentes da


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- Atividades desenvolvidas;
APU;
- "O quê".
- "Quem".

1.2 – Serviço público em sentido amplo x restrito

O conceito amplo de serviço público engloba todas as funções


estatais, ou seja: executiva, legislativa e judiciária. Já na definição restrita,
apenas a função executiva está presente.

Conceito Amplo Legislativo e


Judiciário

Conceito Restrito
Executivo

1.3 – Competência

De forma geral, a competência pela prestação dos serviços públicos é


estabelecida na própria CF/88, por meio do critério de predomínio do
interesse, segundo o qual o ente competente para tratar de
determinado tema vai depender dos atingidos por aquela ação.
A CF/88 procurou definir as competências da União e dos
Municípios, deixando para os Estados a chamada competência residual
(o que não é nem da União nem do Município é do Estado). Vejamos como a
CF/88 trata desse tema:

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Compete à União:
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações
internacionais;
II - declarar a guerra e celebrar a paz;
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III - assegurar a defesa nacional;


IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças
estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
VII - emitir moeda;
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VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de


natureza financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem
como as de seguros e de previdência privada;
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do
território e de desenvolvimento econômico e social;
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão,
os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a
organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais;
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens;
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento
energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se
situam os potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura
aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos
brasileiros e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de
Estado ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de
passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público do Distrito
Federal e dos Territórios e a Defensoria Pública dos Territórios;

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XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de


bombeiros militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira
ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo
próprio;
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia
e cartografia de âmbito nacional;
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XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de


programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades
públicas, especialmente as secas e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir
critérios de outorga de direitos de seu uso;
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XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,


saneamento básico e transportes urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de
fronteiras;
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e
exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus
derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida
para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a
utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e
industriais;
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção,
comercialização e utilização de radioisótopos de meia-vida igual ou
inferior a duas horas;
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência
de culpa;
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em forma associativa.
Percebam o critério do predomínio do interesse: de forma geral, as
competências atribuídas à União têm impacto em toda a população, como a
política externa do país e a emissão de moeda. Isso pode ajudar muito na

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hora de matar uma questão “decoreba” que na verdade não é tão “decoreba”
assim.

Compete aos Municípios:


I - legislar sobre assuntos de interesse local;
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II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;


III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar
suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar
balancetes nos prazos fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de
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transporte coletivo, que tem caráter essencial;


VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,
programas de educação infantil e de ensino fundamental;
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado,
serviços de atendimento à saúde da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo
urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a
legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

Mais uma vez perceberam o critério do predomínio do interesse?


Interesse local, transporte coletivo, etc. Vamos lá...
A CF/88 estabeleceu também situações onde todos os entes devem
atuar conjuntuntamente. É a chamada competência comum. Segundo a
CF/88, é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e
conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das
pessoas portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico,
artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios
arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e
de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;

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V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à


tecnologia, à pesquisa e à inovação;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de
suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
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VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento


alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das
condições habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização,
promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de
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pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus


territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do
trânsito.

Aqui temos os itens onde o uso do critério de predomínio do interesse


fica mais difuso. Por exemplo, quem deve cuidar do meio ambiente?
Obviamente todos.
No caso do Distritito Federal (DF) ocorre de forma geral o acúmulo das
competências municipais e estaduais. Há entretanto situações previstas no
texto constitucional em que isso não ocorre, como no caso do Poder Judiciário
do Distrito Federal que é mantido pela União.
Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.

Definida na Estados ficam


Competência com a
CF/88
competência
residual

Define
Critério do
competência da
predomínio
União e dos
do interesse
Municípios

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1.4 – Classificação

São diversas as classificações adotadas pela doutrina. Apresentaremos


aquelas que efetivamente costumam ser cobradas em provas.
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1.4.1 – Serviços públicos essenciais x de utilidade pública

Serviços públicos essenciais (ou serviços públicos propriamente ditos)


são aqueles indispensáveis para os seus cidadãos e que só podem ser
prestados pelo Poder Público, não sendo passíveis de delegação. Aqui o
Estado faz uso do poder de império. A polícia judiciária é um desses
serviços.
Já os serviços públicos de utilidade pública são atividades
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importantes para a coletividade, mas não essenciais, e como tais


podem vir a ser delegadas à particulares. O serviço de transporte público é
um bom exemplo.

Serviços Serviços de
essenciais utilidade pública

São indispensáveis Não são considerados essenciais

São comodidades que facilitam


Exercício do poder de império
a vida da população

Indelegáveis Delegáveis

1.4.2 – Serviços públicos Próprios x Impróprios

Essa classificação não é consensual entre os autores. Por esse conceito,


serviços públicos próprios são aqueles que representam comodidades
prestadas à população sob regime de direito público, diretamente ou
mediante delegação. Aqui a titularidade do serviço público é do Estado que
a exerce de forma direta ou indireta, delegando sua execução.
Os serviços públicos impróprios são aqueles serviços prestados por
particulares sem participação do Estado, nem em termos de
delegação. O Estado atua apenas autorizando, normatizando e
fiscalizando a prestação dos serviços pelos particulares. A previdência

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privada pode ser citada como exemplo de tais serviços. Como você deve ter
percebido, esse conceito de serviço público é um pouco “forçado”.

Titularidade é do
Serviços próprios Pode ser delegado
Estado
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Estado controla a
Particulares
Serviços Impróprios execução do
executam o serviço
serviço

1.4.3 – Serviços públicos Singulares x Coletivos

Os serviços públicos singulares, individuais ou uti singuli são


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aqueles prestados individualmente, sendo os seus destinatários


determinados ou no mínimo determináveis. Tais serviços podem ser
custeados mediante o pagamento de taxa (espécie de tributo, caso o serviço
seja prestado direto pelo Estado) ou tarifa (quando um serviço público é
delegado).
Os serviços públicos coletivos, universais ou uti universi são aqueles
que são prestados para a coletividade como um todo, não sendo viável
determinar exatamente quem está se beneficiando pela aquela atividade.
Esses serviços públicos não podem ser custeados por taxa, mas sim por
impostos, segundo a jurisprudência do STF.

•Destinatário podem ser determinados;


Uti Singuli
•Custeados por taxa.

•Destinatários não podem ser


Uti Universi determinados;
•Custeados por impostos.

JURISPRUDÊNCIA do STF

A Corte Constitucional entendeu que os serviços de iluminação pública


são coletivos e por isso não podem ser custeados mediante taxa.

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1.4.4 – Serviços administrativos, econômicos e sociais

Os títulos desses serviços públicos são quase autoexplicativos, mas


vamos lá.
Serviços públicos administrativos são atividades realizadas no
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âmbito da APU para atender suas necessidade internas. Beneficiam a


população em geral apenas de forma indireta.
Serviços públicos comerciais, industriais ou econômicos são aqueles
que se enquadram como atividade econômica em sentido amplo e
podem ser delegados à iniciativa privada para serem explorados. O
fornecimento de energia elétrica é um exemplo.
Serviços públicos sociais são aqueles tidos como essenciais. Se
forem prestados pela iniciativa privada não serão considerados
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serviços públicos. Por exemplo, uma faculdade pública presta um serviço


público, mas uma faculdade privada exerce uma atividade de natureza privada
que não represena serviço público.

Serviços públicos

Admistrativos Econômicos Social

São atividades Só são serviços


Atendem necessidades econômicas para públicos se forem
internas da APU atender a população prestados pelo Poder
em geral Público

1.5 – Delegação

Estabelece a nossa CF/88 que cabe ao Poder Público a prestação dos


serviços públicos. Vamos analisar o que é colocado no texto constitucional:
“Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob
regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a
prestação de serviços públicos.
Parágrafo único. A lei disporá sobre:
I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços
públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como
as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou
permissão;
II - os direitos dos usuários;

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III - política tarifária;


IV - a obrigação de manter serviço adequado.”

Vamos quebrar o texto. Independente de quem efetivamente


presta o serviços público, a competência é do Poder Público.
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Se o serviço público for prestado pela própria pessoa jurídica


titular do serviço público (ente federativo detentor da competência
constitucional) dizemos que este serviço é prestado de forma centralizada.
No caso de prestar indiretamente – ou seja, delegando a prestação
do serviço público a pessoa diversa daquela definida na CF/88 -, ocorre
descentralização.
A descentralição pode ocorrer através da outorga (ou delegação legal),
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quando o ente transfere por meio de lei a execução de determinado


serviço público a entidada da APU indireta (autarquia, fundação pública,
sociedade de economia mista ou empresa pública).
Caso a execução seja atribuída a particular estranho à APU,
dizemos que ocorreu delegação (ou delegação negocial), sempre precedida
de licitação.

Para Entidade da
Outorga
APU Indireta
Descentralizaçã
o de Serviço
público
Delegação Para particular

No caso de delegação de serviços públicos temos três formas:


concessão, permissão e autorização.
A concessão de serviço público é definida na Lei nº 8.987/95 como a
delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante
licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio
de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta
e risco e por prazo determinado;
Já a permissão de serviço público é a delegação, a título precário,
mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder
concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu
desempenho, por sua conta e risco. Esse “a título precário” faz toda a
diferença em relação à concessão. Por esse termo o poder concedente
poderia retirar a permissão quando entendesse conveniente.

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Entende a doutrina que a autorização de serviço público é ato


administrativo unilateral e discricionário, de caráter precário,
mediante o qual a APU delega ao particular a execução de
determinado serviço público.

Delegação de
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Serviços
Públicos

Concessão Permissão Autorização

Explicaremos cada um desses itens em mais detalhes a frente.


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2 – Concessões de serviços públicos

As concessões de serviços públicos podem ser de dois tipos:


concessões de serviços públicos comuns, regidas pela Lei nº 8.987/95 e
as concessões especiais ou parcerias público-privadas normatizadas
predominantemente na Lei nº 11.079/04.

2.1 – Concessões comuns

As concessões comuns são aquelas regidas pela Lei nº 8.987/95 e que


são delegações de serviços públicos a particulares (diferente das parcerias
público-privadas, onde o Poder Público continua participando da prestação do
serviço). Podem ser divididas em concessões de serviços públicos
(simples) e concessões de serviços públicos precedida de execução de
obra pública.
Voltando à definição anteriormente citada na lei, concessão de serviço
público é a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente,
mediante licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou
consórcio de empresas que demonstre capacidade para seu desempenho,
por sua conta e risco e por prazo determinado.
A lei estabelece como concessão de serviço público precedida da
execução de obra pública a construção, total ou parcial, conservação,
reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse
público, delegada pelo poder concedente, mediante licitação, na
modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas
que demonstre capacidade para a sua realização, por sua conta e risco, de
forma que o investimento da concessionária seja remunerado e

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amortizado mediante a exploração do serviço ou da obra por prazo


determinado.

Concessão de serviço público


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Licitação na modalidade concorrência

Prazo determinado

É muito importante você levar para sua prova: não há delegação por
prazo indeterminado. Seria no mínimo uma incoerência dado que a
titularidade é intransferível, concordam?
São direitos e obrigações dos usuários:
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I - receber serviço adequado;


II - receber do poder concedente e da concessionária informações para a
defesa de interesses individuais ou coletivos;
III - obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários
prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do poder
concedente

IV - levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as


irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao serviço prestado;
V - comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela
concessionária na prestação do serviço;
VI - contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos
através dos quais lhes são prestados os serviços.
Segundo a norma, serviço adequado é o que satisfaz as condições de
regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade,
generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas.
A regularidade está ligada à estabilidade na prestação do serviço
público. Por exemplo, se uma empresa prestadora de fornecimento de água
permite que ocorram frequentemente situações de desabastecimento não
atenderá ao requisito de regularidade.
A continuidade do serviço público tem base no princípio da supremacia
do interesse público. Segundo a norma, não se caracteriza como
descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de
emergência ou após prévio aviso, quando:
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das
instalações; e,

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II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da


coletividade.

Questões de ordem
técnica ou
Após prévio segurança
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aviso
Não é
Inadimplemento
descontinuidade a
do usuário
interrupção
Por emergência

Com relação à segurança, padrões técnicos devem ser obedecidos.


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Já a atualidade requer que sejam adotadas técnicas e tecnologias


modernas na prestação de serviços públicos.
A generalidade prega que todos devem ter acesso ao serviço
prestado e a modicidade de tarifas que tais valores sejam justos, sem
possibilitar lucros exorbitantes aos prestadores.

 Política Tarifária
A tarifa do serviço público concedido será fixada pelo preço da proposta
vencedora da licitação e preservada pelas regras de revisão previstas na Lei,
no edital e no contrato.
A tarifa não será subordinada a legislação específica anterior e, somente
nos casos expressamente previstos em lei, sua cobrança poderá ser
condicionada à existência de serviço público alternativo e gratuito para
o usuário.
Os contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas, a fim de
manter-se o equilíbrio econômico-financeiro.
Ressalvados os impostos sobre a renda, a criação, alteração ou
extinção de quaisquer tributos ou encargos legais, após a
apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto, implicará
a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso.
As tarifas poderão ser diferenciadas em função das
características técnicas e dos custos específicos provenientes do
atendimento aos distintos segmentos de usuários. São as chamadas
tarifas sociais, como a redução do valor da energia para a população de
baixa renda.
Uma questão que geralmente é detalhada principalmente no estudo do
direito tributário é que taxa e tarifa não se confundem. Enquanto o primeiro é

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um tributo que somente pode ser instituído por lei o segundo é um preço
público. Vejam abaixo quadro esquemático sobre os dois itens.

Taxa Tarifa
Objeto Exercício do poder de polícia ou Serviços públicos
a utilização de serviços públicos explorados por
específicos e divisíveis. Art. 145, concessionários. Art.
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II, CF. 175, parágrafo único,


III, CF.
Obrigatoriedade Existente por se tratar de Inexistente. Fica
tributo. A contraprestação pelo obrigado a pagar
serviço é devida somente aquele que
independentemente da vontade opta pelo serviço.
do contribuinte. Art. 145, II, CF
Finalidade Não há. A prestação pecuniária Existente como o
Lucrativa existe apenas para cobrir os principal interesse do
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custos da atividade. particular em explorar


uma atividade pública.
Natureza Tributo Preço público
jurídica

JURISPRUDÊNCIA do STJ - Pedágio

Com base na previsão legal da Lei nº 8.987/95, segundo o STJ não cabe
mais o entendimento de que a cobrança de pedágio só seria lícita se
fosse disponibilizada outra rota sem pedágio para o contribuinte.

Política Tarifária

Cobrança só pode estar


É possível a existência de Alteração de tributos
condicionada à existência
tarifas diferenciadas pode acarretar a revisão
de caminho alternativo se
(sociais) das tarifas (salvo IR)
houver previsão legal

Segundo a lei, incumbe ao poder concedente:


I - regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua
prestação;
II - aplicar as penalidades regulamentares e contratuais;
III - intervir na prestação do serviço, nos casos e condições previstos em lei;
IV - extinguir a concessão, nos casos previstos nesta Lei e na forma
prevista no contrato;

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V - homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma desta


Lei, das normas pertinentes e do contrato;
VI - cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as
cláusulas contratuais da concessão;
VII - zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar
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queixas e reclamações dos usuários, que serão cientificados, em até trinta


dias, das providências tomadas;
VIII - declarar de utilidade pública os bens necessários à execução do
serviço ou obra pública, promovendo as desapropriações, diretamente ou
mediante outorga de poderes à concessionária, caso em que será desta a
responsabilidade pelas indenizações cabíveis;
IX - declarar de necessidade ou utilidade pública, para fins de instituição de
servidão administrativa, os bens necessários à execução de serviço ou obra
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pública, promovendo-a diretamente ou mediante outorga de poderes à


concessionária, caso em que será desta a responsabilidade pelas indenizações
cabíveis;
X - estimular o aumento da qualidade, produtividade, preservação do meio-
ambiente e conservação;
XI - incentivar a competitividade; e
XII - estimular a formação de associações de usuários para defesa de
interesses relativos ao serviço.

Fiscalizar

Funções do
Regulamentar Poder Aplicar
Concedente penalidades

Zelar pela
qualidade

Cabe à concessionária:

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I - prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas


técnicas aplicáveis e no contrato;
II - manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão;
III - prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos
usuários, nos termos definidos no contrato;
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IV - cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais


da concessão;
V - permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer
época, às obras, aos equipamentos e às instalações integrantes do serviço,
bem como a seus registros contábeis;
VI - promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas
pelo poder concedente, conforme previsto no edital e no contrato;
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VII - zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço, bem
como segurá-los adequadamente; e
VIII - captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do
serviço.

 Subconcessão e Contrato Intuitu Personae


O contrato celebrado para prestação de serviços públicos é do tipo
intuitu personae, uma vez que a análise das propostas na licitação leva
em consideração também as características “pesoais” dos licitantes.
Ora, imaginem uma obra de milhões de reais para a construção de uma
rodovia. Vocês acham que qualquer empresa tem capacidade para celebrar tal
contrato? Claro que não!!! Por isso merecem especial atenção a capacidade
técnica e econômico-financeiro dos licitantes.
A transferência de concessão ou do controle societário da
concessionária sem prévia anuência do poder concedente implicará a
caducidade da concessão.
A subconcessão corresponde à transferência para terceiro de
parcela da execução do objeto contratual. Tem que ser o objeto
contratual principal.
É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de
concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente.
A subconcessão será sempre precedida de concorrência. Notem que é
como uma nova licitação
O subconcessionário será subrogado em todos os direitos e obrigações
da subconcedente dentro dos limites da subconcessão.
O pretendente na subconcessão deverá:

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I - atender às exigências de capacidade técnica, idoneidade financeira e


regularidade jurídica e fiscal necessárias à assunção do serviço; e
II - comprometer-se a cumprir todas as cláusulas do contrato em vigor.
A concessionária poderá contratar com terceiros o desenvolvimento
de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço concedido,
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bem como a implementação de projetos associados. Notem que aqui não há


subconcessão pois o objeto do contrato não está sendo transferido para
terceiros.

Tem que estar expressamente autorizada no


contrato
Subconcessão
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Precedida de licitação

Só se caracteriza nas atividades do objeto


contratual, não nas atividades acessórias

 Licitação de Serviços Públicos


Como dissemos anteriormente, a concessão de serviços públicos deve
ser precedida de licitação na modalidade concorrência (lembrem-se da
exceção que explicamos), cujo detalhe é atinente ao tópico Licitações.
Ocorre que a Lei nº 8.987/95 estabeleu tratamento diferenciado
para as licitações de serviços públicos, que passaremos a estudar. O que
não for detalhado subentende-se como conforme à Lei Geral das Licitações.
De cordo com a norma no julgamento da licitação, será considerado um
dos seguintes critérios:
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela
outorga da concessão;
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos itens I, II e VII;
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital;
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da
tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior oferta
pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou

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VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de


propostas técnicas.
O poder concedente recusará propostas manifestamente inexequíveis ou
financeiramente incompatíveis com os objetivos da licitação.
Em igualdade de condições, será dada preferência à proposta
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apresentada por empresa brasileira.


O edital poderá prever a inversão da ordem das fases de
habilitação e julgamento. Além disso, os autores ou responsáveis
economicamente pelos projetos básico ou executivo podem participar,
direta ou indiretamente, da licitação ou da execução de obras ou
serviços. Tais dispositivos só existem para as concorrências de serviços
públicos.
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Mais critérios de julgamento podem ser adotados

É possível a inversão das fases de habilitação e


julgamento

Responsáveis pelos projetos básicos e executivos


podem particiar das outras etapas da licitação

 Prazos
Como vimos, não é compatível com a prestação de serviços públicos a
celebração de contratos com prazos infinitos ou indeterminados. É importante
também salienter que não se aplicam os prazos definidos na Lei nº
8.666/93 às concessões de serviços públicos.
Na esfera federal alguns prazos foram estabelecidos na legislação, como
é o caso das estações aduaneiras, cujo prazo é de 25 anos prorrogável
por mais 10.
No caso de energia elétrica, o prazo é de 35 anos (prorrogável por
mais 10) para as empresas geradoras de energia e de 30 anos
(prorrogável por mais 30) para empresas de transmissão e distribuição
de energia.
Nos serviços de telecomunicacões o prazo máximo é de 20 anos
(prorrogável por igual período).

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Para as parcerias público-privadas o prazo será compatível com a


amortização dos investimentos, não sendo menor que 5 anos nem
superior a 35, já incluídas possíveis prorrogações.
Estações Energia Elétria Telecomunicações Parcerias
Aduaneiras Pública
Privadas
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Geração Transmissão Mínimo máximo


/Distribuição
Prazo 25 35 30 20 5 35
Prorrogação 10 10 30 20 Já incluso acima

 Cláusulas Contratuais
São cláusulas essenciais do contrato de concessão as relativas:
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I - ao objeto, à área e ao prazo da concessão;


II - ao modo, forma e condições de prestação do serviço;
III - aos critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros definidores da qualidade
do serviço;
IV - ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste e
a revisão das tarifas;
V - aos direitos, garantias e obrigações do poder concedente e da
concessionária, inclusive os relacionados às previsíveis necessidades de futura
alteração e expansão do serviço e conseqüente modernização,
aperfeiçoamento e ampliação dos equipamentos e das instalações;
VI - aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do
serviço;
VII - à forma de fiscalização das instalações, dos equipamentos, dos métodos
e práticas de execução do serviço, bem como a indicação dos órgãos
competentes para exercê-la;
VIII - às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita a
concessionária e sua forma de aplicação;
IX - aos casos de extinção da concessão;
X - aos bens reversíveis;
XI - aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações
devidas à concessionária, quando for o caso;
XII - às condições para prorrogação do contrato;
XIII - à obrigatoriedade, forma e periodicidade da prestação de contas da
concessionária ao poder concedente;

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XIV - à exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas da


concessionária; e
XV - ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais.
A diferença entre os conceitos de reajuste e revisão é que enquanto o
primeiro corresponde apenas ao ajuste para repor as perdas
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inflacionárias o segundo contempla outras situações que possam influir


no equilíbrio econômico-financeiro, como a implementação de um tributo.

Repõe perdas da
Reajuste
inflação

Alteração tarifária
Ajusta a tarifa
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devido a situações
que impactaram o
Revisão
equilíbrio
financeiro do
contrato

Os contratos relativos à concessão de serviço público precedido da


execução de obra pública deverão, adicionalmente:
I - estipular os cronogramas físico-financeiros de execução das obras
vinculadas à concessão; e
II - exigir garantia do fiel cumprimento, pela concessionária, das
obrigações relativas às obras vinculadas à concessão.

2.2 – Extinção da Concessão

Segundo a Lei nº 8.987/95 extingue-se a concessão por:


I - advento do termo contratual;
 Aqui temos o término do contrato por decurso de prazo. Nesse caso o
poder concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá
aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos
montantes da indenização que será devida à concessionária. A ideia é
indenizar o concessionário pelos investimentos ainda não
amortizados. Caso tal cláusula não existisse não haveria interesse do
particular para manter os investimentos nos últimos anos do contrato.
II - encampação;
 Também chamada de resgate, esse instituto corresponde à extinção do
contrato por razões de interesse público, sem a ocorrência de

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nenhuma irregularidade por parte da concessionária. Aqui três


requisitos devem ser respeitados:
1º - interesse público;
2º - lei que autorize a encampação;
3º - pagamento prévio de indenização referentes aos bens
reversíveis ainda não amortizados/depreciados.
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Mesmo nessa situação onde o particular não tem nenhuma culpa a lei
não prevê indenização para os lucros cessantes.

Motivado
pelo
interesse
público
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Encampação

Tem que ter A


lei indenização
autorizando deve ser
prévia

III - caducidade;
 A caducidade corresponde à extinção do contrato por inexecução
parcial ou total do contrato por parte da concessionária. Segundo
a lei, pode ocorrer nas segintes hipóteses:
a) o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente,
tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros
definidores da qualidade do serviço;
b) a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições
legais ou regulamentares concernentes à concessão;
c) a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto,
ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;
d) a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou
operacionais para manter a adequada prestação do serviço
concedido;
e) a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações,
nos devidos prazos;

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f) a concessionária não atender a intimação do poder concedente no


sentido de regularizar a prestação do serviço; e
g) a concessionária não atender a intimação do poder concedente
para, em 180 (cento e oitenta) dias, apresentar a documentação
relativa a regularidade fiscal, no curso da concessão.
h) transferência de concessão ou do controle societário da
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concessionária sem prévia anuência do poder concedente

Percebam que a declaração de caducidade é uma faculdade do Poder


Público a ser exercida de acordo com a gravidade das irregularidades
cometidas.

Caducidade
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Faculdade do Poder
concedente Declarada por decreto

Motivado pela
inexecução da
concessionária

IV - rescisão;
 Segundo a lei o contrato de concessão poderá ser rescindido por
iniciativa da concessionária, no caso de descumprimento das normas
contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial
especialmente intentada para esse fim. Os serviços prestados pela
concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados até a
decisão judicial transitada em julgado concedendo a rescisão. Notem
que segundo a lei o conceito de rescisão está associado ao
descumprimento contratual por parte do poder concedente.
V - anulação;
 Os efeitos da anulação já foram tratados anteriormente e a lei não
apresenta novidades. Pode ser declarada tanto pela via administrativa
quanto na via judicial.
VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou
incapacidade do titular, no caso de empresa individual.
 Com a ocorrência de tais eventos fica simplemente inviável o
cumprimento do contrato, daí a extinção.

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2.3 – Intervenção na concessão

Caso o poder concedente verifique a inadequação na prestação do


serviço poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a
adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das
normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes.
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A intervenção far-se-á por decreto do poder concedente, que conterá


a designação do interventor, o prazo da intervenção e os objetivos e
limites da medida.
Declarada a intervenção, o poder concedente deverá, no prazo de
30 (trinta) dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar
as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o
direito de ampla defesa. Atenção! Com relação ao direito de contraditório e
ampla defesa, este só se configura após a declaração de intervenção.
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O procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de


até 180 (cento e oitenta) dias, sob pena de considerar-se inválida a
intervenção.

Tem que abrir Após a abertura de


Intervenção inicia-se procedimento proc. adm., tem que
com decreto administrativo em 30 terminá-lo em no
dias máximo 180 dias

3 – Parceria Público-Privada

O diploma que trata as parcerias público-privadas (ou concessões


especiais) é a Lei nº 11.079/04, que estabelece normas gerais sobre o
assunto e também questões específicas para a União. A Lei nº 8.987/95
aplica-se subsidiariamente a tal assunto.
A criação das parcerias público-privadas tem origem na necessidade
do Estado captar recursos para obras de grandes dimensões, pois o
Poder Público não teria recursos para realizar tais investimentos sozinho. Tais
concessões têm natureza jurídica de contrato de concessão.
Na contratação de parceria público-privada serão observadas as
seguintes diretrizes:
I – eficiência no cumprimento das missões de Estado e no emprego dos
recursos da sociedade;

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II – respeito aos interesses e direitos dos destinatários dos serviços e dos


entes privados incumbidos da sua execução;
III – indelegabilidade das funções de regulação, jurisdicional, do
exercício do poder de polícia e de outras atividades exclusivas do
Estado;
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IV – responsabilidade fiscal na celebração e execução das parcerias;


V – transparência dos procedimentos e das decisões;
VI – repartição objetiva de riscos entre as partes;
VII – sustentabilidade financeira e vantagens socioeconômicas dos projetos de
parceria.

A lei estabelece dois tipos de concessão: a concessão patrocinada e a


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concessão administrativa.
Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de
obras públicas de que trata a Lei nº 8.987/95, quando envolver,
adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação
pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de
que a APU seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução
de obra ou fornecimento e instalação de bens. Percebam que a principal
diferença da concessão comum é a obrigação de contraprestação do
Poder Público.


contraprestração
Patrocinada
pecuniária do
parceiro público
CONCESSÃO
ESPECIAL

APU é o próprio
Administrativa
usuário

Segundo a norma é vedada a celebração de contrato de parceria


público-privada:
I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 10.000.000,00 (vinte
milhões de reais);
II – cujo período de prestação do serviço seja inferior a 5 (cinco) anos;
ou
III – que tenha como objeto único o fornecimento de mão-de-obra, o
fornecimento e instalação de equipamentos ou a execução de obra
pública.

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Como já vimos as PPP têm prazos mínimo e máximo, sendo o mínimo


de 5 anos e máximo de 35 anos, já contempladas eventuais prorrogações.

máximo 35 anos
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mínimo 5 anos

A contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria


público-privada poderá ser feita por:
I – ordem bancária;
II – cessão de créditos não tributários;
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III – outorga de direitos em face da Administração Pública;


IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais;
V – outros meios admitidos em lei.

O contrato poderá prever o pagamento ao parceiro privado de


remuneração variável vinculada ao seu desempenho, conforme metas e
padrões de qualidade e disponibilidade definidos no contrato. Esse é o
princípio da variabilidade remuneratória.
É facultado à administração pública, nos termos do contrato, efetuar o
pagamento da contraprestação relativa à parcela fruível do serviço
objeto do contrato de parceria público-privada.
As cláusulas dos contratos de parceria público-privada atenderão ao
disposto no artigo 23 da Lei nº 8.987/95, no que couber, devendo também
prever:
I – o prazo de vigência do contrato, compatível com a amortização dos
investimentos realizados, não inferior a 5 (cinco), nem superior a 35 (trinta e
cinco) anos, incluindo eventual prorrogação;
II – as penalidades aplicáveis à Administração Pública e ao parceiro privado
em caso de inadimplemento contratual, fixadas sempre de forma proporcional
à gravidade da falta cometida, e às obrigações assumidas;
III – a repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso
fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária;
IV – as formas de remuneração e de atualização dos valores contratuais;
V – os mecanismos para a preservação da atualidade da prestação dos
serviços;

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VI – os fatos que caracterizem a inadimplência pecuniária do parceiro público,


os modos e o prazo de regularização e, quando houver, a forma de
acionamento da garantia;
VII – os critérios objetivos de avaliação do desempenho do parceiro privado;
VIII – a prestação, pelo parceiro privado, de garantias de execução
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suficientes e compatíveis com os ônus e riscos envolvidos, sendo de 10% do


valor do contrato o limite, podendo ser acrescido do valor dos bens
entregues co contratado. No caso de concessão patrocinada precedida de
execução de obra o limite é o valor da obra.
IX – o compartilhamento com a Administração Pública de ganhos econômicos
efetivos do parceiro privado decorrentes da redução do risco de crédito dos
financiamentos utilizados pelo parceiro privado;
X – a realização de vistoria dos bens reversíveis, podendo o parceiro público
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reter os pagamentos ao parceiro privado, no valor necessário para reparar as


irregularidades eventualmente detectadas.
XI - o cronograma e os marcos para o repasse ao parceiro privado das
parcelas do aporte de recursos, na fase de investimentos do projeto e/ou após
a disponibilização dos serviços.

As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em


contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante:
I – vinculação de receitas, observado o disposto no inciso IV do artigo 167 da
Constituição Federal;
II – instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei;
III – contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não
sejam controladas pelo Poder Público;
IV – garantia prestada por organismos internacionais ou instituições
financeiras que não sejam controladas pelo Poder Público;
V – garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada para
essa finalidade;
VI – outros mecanismos admitidos em lei.

 Sociedade de Propósito Específico


Para que seja instituída a PPP deverá ser constituída sociedade de
propósito específico (SPE), que terá personalidade própria. Isso deverá
ocorrer antes mesmo da celebração do contrato.

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Essa sociedade é importante para que fiquem separadas a empresa


privada vencedora da licitação e a entidade que promoverá a
implantação da parceria.
A transferência do controle da sociedade de propósito específico estará
condicionada à autorização expressa da Administração Pública, nos termos do
edital e do contrato.
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A sociedade de propósito específico poderá assumir a forma de


companhia aberta, com valores mobiliários negociados em mercado de ações.
Na verdade a SPE pode assumir qualquer forma societária.

SPE

Responsável por Separa patrimônio da


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Personalidade jurídica
efetivamente parceria dos patrimônios
própria
implementar a parceria dos participantes

 Fundo Garantidor de PPP


Ficam a União, seus fundos especiais, suas autarquias, suas fundações
públicas e suas empresas estatais dependentes autorizadas a participar, no
limite global de R$ 6.000.000.000,00 (seis bilhões de reais), em Fundo
Garantidor de Parcerias Público-Privadas - FGP que terá por finalidade
prestar garantia de pagamento de obrigações pecuniárias assumidas
pelos parceiros públicos federais, distritais, estaduais ou municipais em virtude
das PPPs.
O FGP terá natureza privada e patrimônio próprio separado do
patrimônio dos cotistas, e será sujeito a direitos e obrigações próprios. O
patrimônio do Fundo será formado pelo aporte de bens e direitos realizado
pelos cotistas, por meio da integralização de cotas e pelos rendimentos
obtidos com sua administração.
A integralização com bens será feita independentemente de
licitação, mediante prévia avaliação e autorização específica do Presidente da
República, por proposta do Ministro da Fazenda.
A União somente poderá contratar parceria público-privada quando
a soma das despesas de caráter continuado derivadas do conjunto das
parcerias já contratadas não tiver excedido, no ano anterior, a 1% (um
por cento) da receita corrente líquida do exercício (RCL), e as despesas
anuais dos contratos vigentes, nos 10 (dez) anos subseqüentes, não
excedam a 1% (um por cento) da receita corrente líquida projetada
para os respectivos exercícios.

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Gastos com PPPs for


Gastos com PPPs for
menor que 1% da RCL
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menor que 1% da RCL


para os 10 anos
do ano anterior
subsequentes
União só poderá contratar se:

4 – Permissões de Serviço Público


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A lei define permissão de serviço público como a delegação, a título


precário (rescisão sem direito à indenização), mediante licitação, da
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa
física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho,
por sua conta e risco.
A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato
de adesão, que observará os termos da referida Lei, das demais normas
pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à
revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente.
Com relação à modalidade de licitação, diferentemente da concessão,
não está previsto uma modalidade específica.
Um detalhe interessante é que a permissão pode ser feita a pessoa
física e jurídica, diferente das concessões que somente podem ser realizadas
para pessoa jurídica.

Concessão Permissão

Modalidade de licitação é a
Lei não define
concorrência

Se o contrato for rescindido Não há direito à


sem culpa do contratado há indenização por ser
direito a indenização precário

Só pode conceder para PJ Pode ser PF ou PJ

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5 – Autorizações de Serviço Público

Entende a doutrina que a autorização de serviço público é ato


administrativo unilateral e discricionário, de caráter precário,
mediante o qual a APU delega ao particular a execução de
determinado serviço público.
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Uma vez que não há contrato administrativo não deve-se falar em


licitação. O seu caráter precário permite que a APU possa revogá-lo quando
quiser, sem direito a indenização (como a permissão).
Se entretanto a própria autorização estabelecer um prazo para
sua vigência então caberá ao particular direito a indenização

Vamos às questões!
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6 – Questões Comentadas

6.1 - ESAF
1. (ESAF - APO – MPOG - Planejamento e Orçamento/2010)
O "acordo firmado entre a Administração Pública e pessoa do setor privado
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com o objetivo de implantação ou gestão de serviços públicos, com eventual


execução de obras ou fornecimento de bens, mediante financiamento do
contratado, contraprestação pecuniária do Poder Público e compartilhamento
dos riscos e dos ganhos entre os pactuantes" constitui conceito para o
seguinte instituto do direito administrativo:
a) permissão de serviço público.
b) autorização de serviço público.
c) concessão de serviço público ordinária.
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d) concessão especial de serviço público.


e) concessão florestal.
Comentários.
Parceria entre a APU e o setor privado, contraprestação pecuniário do Poder
Público e compartilhamento de riscos? Corresponde a concessão especial ou
parceria público-privada.
Gabarito 1. D.

2. (ESAF - AFC – CGU - Auditoria e Fiscalização/Geral/2012)


A impossibilidade de o particular prestador de serviço público por delegação
interromper sua prestação é restrição que decorre do seguinte princípio:
a) Legalidade.
b) Autotutela.
c) Proporcionalidade.
d) Continuidade do Serviço Público.
e) Moralidade.
Comentários.
O motivo pelo qual o particular não pode interromper a prestação do serviço
público é exatamente o princípio da continuidade do serviço público.
Gabarito 2. D.

3. (ESAF - AFT/2010)

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Naquilo que diz respeito à extinção do contrato de concessão de serviço


público, correlacione as colunas abaixo e assinale a opção que contemple a
correlação correta.
(1) Retomada do serviço, por motivo de interesse público.
(2) Retomada do serviço, por inexecução total ou parcial do contrato por parte
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da concessionária.
(3) Extinção do contrato, por descumprimento de normas contratuais pelo
concedente.
( ) caducidade;
( ) encampação;
( ) rescisão.
a) 3 / 1 / 2
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b) 2 / 3 / 1
c) 1 / 2 / 3
d) 2 / 1 / 3
e) 3 / 2 / 1
Comentários.
Bem conceitual e interessante a questão
- caducidade; retomada por inexecução da concessionária
- encampação; retomada por interesse público
- rescisão; extinção por culpa do Poder Concedente. Só pode ser
implementada por ação judicial.
Gabarito 3. D.

4. (ESAF - Ana Tec – SUSEP - Controle e Fiscalização/2010)


Conforme a legislação atual, a reversão de bens, uma vez extinta uma
concessão de serviço público:
a) não é mais admitida.
b) é admitida em todas as modalidades de extinção da concessão.
c) é aceita apenas na hipótese de advento do termo final de vigência do
contrato respectivo.
d) é admitida somente nas hipóteses de rescisão.
e) é aceita apenas na hipótese de ocorrência de encampação.

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Comentários. A reversão dos bens utilizado na prestão dos serviços públicos é


aceito em todas as modalidades de extinção de concessão
Gabarito 4. B.
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5. (ESAF - PFN/2012)
Como regra, dão azo à indenização pela assunção de propriedade dos bens
reversíveis, cujos investimentos respectivos ainda não tenham sido
amortizados ou depreciados,
a) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão.
b) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual.
c) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
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que ocorrem em face da rescisão.


d) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual ou pela rescisão.
e) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual e da caducidade.
Comentários.
Até para evitar o enriquecimento sem causa, em todas as espeçies de extinção
é procedente a indenização dos bens reversíveis.
Gabarito 5. A.

6. (ESAF - PFN/2012)
No que se refere à figura da intervenção prevista no âmbito das concessões e
permissões de serviços públicos, assinale a opção correta.
a) A intervenção tem duração máxima de 180 (cento e oitenta) dias.
b) Tal instituto é espécie de extinção da concessão ou permissão de serviço
público.
c) Como medida excepcionalíssima, a intervenção far-se-á por lei do poder
concedente.
d) A intervenção não demanda a prévia observância aos princípios do
contraditório e da ampla defesa.
e) A intervenção demanda a prévia indenização pela assunção dos bens
reversíveis, pelo Poder Público
Comentários.
Vamos avaliar cada item.

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a) Falso. O prazo de 180 dias para é para conclusão do procedimento adm.


b) Falso. Como o próprio nome do instituto dá a entender, a intervenção não
se confunde com a extinção. É possível que após a intervenção ocorra a
extinção, mas essas não se confundem.
c) Falso. Como falamos a intervenção ocorre por decreto
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d) Verdadeiro. O contraditório e ampla defesa devem ser assegurados durante


o procedimento administrativo e não previamente a intervenção
e) Falso. Não há tal previsão.
Gabarito 6. D.

7. (ESAF - FR - Pref RJ/2010)


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Sobre a Parceria Público-Privada (PPP), assinale a opção correta.


a) São modalidades de PPP a concessão patrocinada e a concessão de uso.
b) É possível que o objeto do contrato de PPP seja atividade regulatória.
c) A modalidade de licitação para a PPP é a concorrência, não se admitindo,
portanto, a realização de lances em viva voz no processo licitatório.
d) O prazo de vigência do contrato de PPP pode ser de até quarenta anos.
e) Antes da celebração do contrato de PPP, deverá ser constituída sociedade
de propósito específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria.
Comentários.
Vamos avaliar cada item
a) Falso. Patrocinada e administrativa
b) Falso. Atividades onde haja o exercício do poder de polícia não podem ser
concedidos a particulares.
c) Falso. A modalidade de licitação para a PPP é a concorrência, não se
admitindo, portanto, a realização de lances em viva voz no processo licitatório.
d) Falso. O prazo máximo é de 35 anos
e) Verdadeira. Já vimos isso.
Gabarito 7. E.

8. (ESAF - AIET/Ambiental/2013)
A respeito das parcerias público-privadas, analise as assertivas a seguir
classificando-as em falsas ou verdadeiras.
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.

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( ) As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em


contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante títulos
da dívida agrária.
( ) É possível haver pagamento de contraprestação pela Administração Pública
sem que obrigatoriamente seja precedido pela integral disponibilização do
serviço pelo parceiro privado.
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( ) Os contratos de parceria público-privada poderão prever a possibilidade de


emissão de empenho em nome dos financiadores do projeto em relação às
obrigações pecuniárias da Administração Pública.
( ) A contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria
público-privada poderá ser feita mediante outorga de direitos sobre bens
públicos afetados de uso comum do povo.
( ) As concessões patrocinadas em que mais de 70% da remuneração do
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parceiro privado deva ser paga pela Administração Pública dependerão de


autorização legislativa.
a) V, V, V, F, V
b) F, V, V, V, V
c) V, F, F, F, V
d) V, V, V, V, F
e) F, V, V, F, V
Comentários.
Vamos avaliar cada item
1º - Falso. Não há tal previsão legal
2º - Verdadeiro. É facultado à administração pública, nos termos do contrato,
efetuar o pagamento da contraprestação relativa a parcela fruível do serviço
objeto do contrato de parceria público-privada.
3º - Verdadeiro. As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração
Pública em contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas
mediante: ...IV – garantia prestada por organismos internacionais ou
instituições financeiras que não sejam controladas pelo Poder Público;
4º - Falso. A contraprestação da Administração Pública nos contratos de
parceria público-privada poderá ser feita por:...IV – outorga de direitos sobre
bens públicos dominicais
5º - Verdadeiro. Perfeito o item
Gabarito 8. E.

9. (ESAF - AFC – CGU - Prevenção da Corrupção e Ouvidoria/2012)

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A noção de "Serviço Público" é considerada por autores como Cretella Jr. "a
pedra angular do direito administrativo". No caso brasileiro, os serviços
públicos são classificados segundo algumas características. Os enunciados
abaixo se referem a essas características.
I. Os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado ou indiretamente,
mediante concessionários, são chamados Serviços Públicos Próprios.
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II. Apenas os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado são


chamados Serviços Públicos Próprios.
III. Os serviços públicos prestados indiretamente, mediante concessão,
autorização, permissão ou regulamentação são Serviços Públicos Impróprios.
Quanto a esses enunciados, indique a opção correta.
a) Apenas o I está correto
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b) Apenas o II está correto


c) Apenas o III está correto
d) Todos estão corretos
e) Nenhum está correto.
Comentários.
Como dissemos essa classificação não é consensual. Segundo parcela da
doutrina serviços próprios são aqueles prestados diretamente pelo Estado ou
inderetamente, mediante delegação. Serviços impróprios são aqueles que o
Estado só regulamenta e fiscaliza, mas não executa nem delega. Com isso
está correta apenas a l.
Gabarito 9. A.

10. (ESAF - ATPS – MPOG - Assistência Social/2012)


A respeito da classificação dos serviços públicos, quanto à competência
federativa, assinale a opção correta.
a) Os de competência privativa são de titularidade de determinada órbita
federativa.
b) Os de competência comum são aqueles atribuídos a um ou mais entes
federativos.
c) Os serviços públicos não podem ser diferenciados entre os de competência
comum e os de competência privativa.
d) Os serviços públicos não podem ser diferenciados em vista do ente
federativo que os titulariza.

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e) A classificação quanto à competência federativa é relevante para identificar


o ente que deverá assumir a prestação do serviço e irrelevante quanto a
competência legislativa correspondente.
Comentários.
O gabarito é letra A. Bastante fácil!!! A B erra porque competência comum é
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atribuída a vários. As outras estão claramente erradas pois os serviços são


dividos entre os de competência privata e os de competência comum, o que
obviamente impacta também a capacidade legislativa.
Gabarito 10. A.

11. (ESAF - AFRFB/2009)


"Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de
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concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços


públicos".
Esta é a previsão do caput do art. 175 da Constituição Federal. Sobre os
serviços públicos, no ordenamento jurídico brasileiro, analise as assertivas
abaixo e assinale a opção correspondente.
( ) Sob o critério formal, serviço público é aquele disciplinado por regime de
direito público.
( ) Segundo o critério material, serviço público é aquele que tem por objeto a
satisfação de necessidades coletivas.
( ) O critério orgânico ou subjetivo classifica o serviço como público pela
pessoa responsável por sua prestação, qual seja, o Estado.
( ) A concessão e a permissão transferem a titularidade de um serviço público
a quem aceitar prestá-lo, mediante licitação.
( ) Enquanto a permissão de serviço público, diante de sua precariedade,
ocorre necessariamente por prazo determinado, a concessão pode ocorrer por
prazo indeterminado.
a) V, F, V, F, F
b) F, V, F, F, V
c) F, F, V, V, F
d) V, V, V, F, V
e) V, V, V, F, F
Comentários.
1º - V - Critério formal - > sob regime de direito público
2º - V - Critério material - > de acordo com a atividade desempenhada

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3º - V - Critério subjetivo - > órgão, entidades e agentes que prestam o


serviço
4º - F - A titularidade nunca é transferida
5º - F - O prazo não pode ser indeterminado
Gabarito 11. E.
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12. (ESAF - ATRFB/2009)


Em se tratando de permissão e concessão da prestação de serviço público,
ante o disposto na Lei n. 8.987/95, marque a opção incorreta.
a) Ocorrerá a caducidade da concessão caso a concessionária não cumpra as
penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.
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b) Caracteriza-se como descontinuidade do serviço a sua interrupção em


situação de emergência ou após prévio aviso quando por inadimplemento do
usuário, considerado o interesse da coletividade.
c) O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a
adequação na prestação do serviço.
d) Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se
mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.
e) Extinta a concessão, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder
concedente que ocupará as instalações e utilizará todos os bens reversíveis.
Comentários.
Todos os itens estão corretos salvo a letra b, pois nesses caso não se
caracteriza descontinuidade de serviço público.
Gabarito 12. B.

13. (ESAF - APOFP SP/2009)


Acerca dos serviços públicos, assinale a opção correta.
a) Vários são os conceitos encontrados na doutrina para serviços públicos,
podendo-se destacar como toda atividade material que a lei atribui ao Estado
para que a exerça diretamente ou por meio de outras pessoas (delegados),
com o objetivo de satisfazer às necessidades coletivas, respeitando-se, em
todo caso, o regime jurídico inteiramente público.
b) Pode-se dizer que toda atividade de interesse público é serviço público.
c) A legislação do serviço público tem avançado, apresentando modelos mais
modernos de prestação, em que se destaca, por exemplo, a parceria
públicoprivada, com duas previsões legais: patrocinada ou administrativa.

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d) São princípios relacionados ao serviço público: continuidade do serviço


público, imutabilidade do regime jurídico e o da igualdade dos usuários.
e) Para que seja encarada a atividade do Estado como serviço público, deve-se
respeitar a gratuidade quando de sua aquisição pelo usuário.
Comentários.
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Vamos avaliar por item.


a) Falso. Não é exigindo regime jurídico inteiramente público.
b) Falso. Certos serviços sociais são de interesse público mas não
necessariamente podem ser encarados como serviços públicos.
c) Verdadeiro. Bem fácil
d) Falso. O regime é mutável pois é passivel de alterações.
e) Falso. Não é necessário que haja gratuidade para se encarado como serviço
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público.
Gabarito 13. C.

14. (ESAF - ACF - SEFAZ – CE – 2007)


Assinale a opção que contenha condições que não são tidas como necessárias
para a caracterização do serviço adequado, nos termos da Lei n. 8.987/95.
a) Regularidade/modicidade das tarifas.
b) Continuidade/cortesia.
c) Controle/economicidade.
d) Eficiência/generalidade.
e) Atualidade/segurança.
Comentários.
Segundo a norma serviço adequado é o que satisfaz as condições de
regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade,
cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. Os únicos itens não
previstos estão na letra C
Gabarito 14. C.

6.2 – CESPE
15. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)
Acerca dos serviços públicos e dos bens públicos, julgue o item a seguir.

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Situação hipotética: Durante a realização de obras resultantes de uma PPP


firmada entre a União e determinada construtora, para a duplicação de uma
rodovia federal, parte do asfalto foi destruída por uma forte tempestade.
Assertiva: Nessa situação, independentemente de o referido problema ter
decorrido de fato imprevisível, o Estado deverá solidarizar-se com os prejuízos
sofridos pela empresa responsável pela obra.
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Comentários.
Afirmativa correta. O contrato deverá prever a repartição de risco entre as
partes.
Art. 5o As cláusulas dos contratos de parceria público-privada atenderão ao
disposto no art. 23 da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, no que
couber, devendo também prever:
III – a repartição de riscos entre as partes, inclusive os referentes a caso
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fortuito, força maior, fato do príncipe e álea econômica extraordinária;


Gabarito 15. Certo.

16. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Considerando que um usuário do serviço de energia elétrica fornecido por
empresa privada concessionária deixe de pagar as contas referentes aos três
últimos meses, e tendo em vista aspectos diversos relacionados a essa
situação hipotética, julgue o item a seguir.
A remuneração do fornecimento de energia pela empresa privada
concessionária do serviço se dá por taxa, que possui natureza tributária.
Comentários.
As delegatárias são remuneradas por meio de tarifa e nunca de taxa.
Gabarito 16. Errado.

17. (CESPE - Eng – CEF - Engenharia Agronômica/2014)


Julgue o item a seguir, referente a serviços públicos, concessões, permissões e
autorizações públicas.
Ao conceder serviço público, o poder público concedente só transfere ao
concessionário a execução do serviço, continuando titular do serviço
concedido, o que lhe permite dele dispor de acordo com o interesse público.
Comentários.
Afirmativa perfeita. A competência como um todo é indelegável.
Gabarito 17. Certo.

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18. (CESPE - Eng – CEF - Engenharia Agronômica/2014)


Julgue o item a seguir, referente a serviços públicos, concessões, permissões e
autorizações públicas.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Suponha que a administração pública direta, após regular licitação, tenha


transferido temporariamente a execução de determinado serviço público a
empresa privada. Nessa situação, está caracterizado o fenômeno da prestação
de serviço público por outorga.
Comentários.
Outorga ocorre quando é transferido para entidade da APU indireta. Quando a
descentralização ocorre para particulares há a delegação.
Gabarito 18. Errado.
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19. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à
autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.
A prestação de serviços públicos sob regime de concessão ou de permissão
deve ser precedida de licitação, sendo possível, em ambos os regimes, a
fixação, em contrato, de cláusulas exorbitantes.
Comentários.
A concessão ou permissão de serviço público será precedida de licitação. Óbvio
que as cláusulas exorbitantes podem e devem estar presentes, pois
representam garantias ao Poder Público e ao próprio usuário.
Gabarito 19. Certo.

20. (CESPE – ANATEL - Administração/2014)


Acerca de licitações e contratos, julgue o seguinte item.
A única modalidade de licitação admitida pelo ordenamento jurídico brasileiro
para a concessão de serviços públicos é a concorrência.
Comentários.
Vejam que a banca procurou dar uma pista ao candidato de qua não estava
cobrando apenas o previsto na Lei nº 8.987/95 ao colocar as expressões
“única” e “ordenamento jurídico brasileiro”
Gabarito 20. Errado.

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21. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
O princípio da continuidade do serviço público não impede a concessionária de
energia elétrica de suspender o fornecimento de eletricidade no caso de
inadimplemento do usuário.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Comentários.
Acabamos de ver que é possível a interrupção do serviço público em caso de
inadimplemento por parte do usuário, desde que haja aviso prévio.
Gabarito 21. Certo.

22. (CESPE - AL - CAM DEP Consultor Legislativo/2014)


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Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à


autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.
O concessionário de um serviço público é remunerado mediante o sistema de
tarifas pagas pelos usuários, as quais configuram remuneração pelo serviço
prestado e concedido pelo concedente em contrato.
Comentários.
O concessionário é remunerado por tarifa que, como vimos, possui natureza
de preço público.
Gabarito 22. Certo.

23. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
O princípio da modicidade afasta a possibilidade de adoção de serviços
públicos prestados gratuitamente.
Comentários.
Tem questão que só no bom senso dá pra matar. Óbvio que é permitida a
gratuidade, como existe nos servicos de transporte público.
Gabarito 23. Errado.

24. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Acerca de concessões rodoviárias, julgue o item que se segue.

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É incumbência da administração pública a promoção das desapropriações


necessárias à realização das obras, visto que a concessionária, como
instituição privada, não tem atribuição legal para tal.
Comentários.
O ato de desapropriar é exclusivo do Estado. Pode, entretanto, a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

concessionária, mediante outorga, promover a desapropriação, que nada mais


é do que dar curso aos procedimentos para a desapropriação, que será
declarada pelo Estado.
Gabarito 24. Errado.

25. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


A respeito de bens públicos, concessões e permissões, bem como sanções
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administrativas, julgue o item subsequente.


A concessão de serviço público, assim como a permissão, pode ser feita a
pessoa física, jurídica, ou consórcio de empresas.
Comentários.
A questão aborda um detalhe. Vejamos o texto da lei: ”concessão de serviço
público é a delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante
licitação, na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de
empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e
risco e por prazo determinado..”. Notem que não está prevista concessão para
pessoa física.
Gabarito 25. Errado.

26. (CESPE – ANTAQ - Economico-Financeira/2014)


No que diz respeito à delegação, licitação, contrato de concessão e serviço
público adequado, julgue o item que se segue.
As características essenciais de um contrato de concessão incluem o objeto, o
prazo da concessão e os critérios para revisão das tarifas. Por outro lado, os
direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do serviço não são
considerados essenciais nesse tipo de contrato.
Comentários.
Os direitos e deveres dos usuário estão sim entre as cláusulas essenciais do
contrato de concessão: item VI acima.
Gabarito 26. Errado.

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27. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo / 2014)


Julgue o seguinte item, relativo à prestação de serviço público.
Os serviços públicos podem ser prestados diretamente pelo Estado ou
mediante delegação a particulares, entretanto, somente na segunda hipótese,
pode-se cobrar pela utilização do serviço.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Comentários.
Questão interessante que aborda mais o lado prático da matéria. Óbvio que o
Estado também pode cobrar pela prestação dos serviços públicos. Caso
contrário alguns serviços poderiam ser inviabilizados.
Gabarito 27. Errado.

28. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à


autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.
Antes de iniciar os serviços a ele concedidos pela administração pública, o
permissionário poderá estabelecer os termos de concordância com o contrato
que será celebrado.
Comentários.
A natureza dos contratos administrativo é de contrato de adesão. É diferente
de um contrato particular onde você questiona a cláusula A ou B. Aqui quem
quer contratar com o Poder Público aceita contratar nos moldes estabelecidos
por este.
Gabarito 28. Errado.

29. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
O inadimplemento do concessionário, que deixa de executar total ou
parcialmente serviço público concedido, acarreta a extinção do contrato de
concessão por rescisão promovida pelo poder concedente.
Comentários.
A questão busca confundir o candidato. A rescisão é forma de extinção
promovida pela concessionária por inadimplmento do Poder Concedente.
Gabarito 29. Errado.

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7 – Listas de exercícios

7.1 - ESAF
1. (ESAF - APO – MPOG - Planejamento e Orçamento/2010)
O "acordo firmado entre a Administração Pública e pessoa do setor privado
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com o objetivo de implantação ou gestão de serviços públicos, com eventual


execução de obras ou fornecimento de bens, mediante financiamento do
contratado, contraprestação pecuniária do Poder Público e compartilhamento
dos riscos e dos ganhos entre os pactuantes" constitui conceito para o
seguinte instituto do direito administrativo:
a) permissão de serviço público.
b) autorização de serviço público.
c) concessão de serviço público ordinária.
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d) concessão especial de serviço público.


e) concessão florestal.

2. (ESAF - AFC – CGU - Auditoria e Fiscalização/Geral/2012)


A impossibilidade de o particular prestador de serviço público por delegação
interromper sua prestação é restrição que decorre do seguinte princípio:
a) Legalidade.
b) Autotutela.
c) Proporcionalidade.
d) Continuidade do Serviço Público.
e) Moralidade.

3. (ESAF - AFT/2010)
Naquilo que diz respeito à extinção do contrato de concessão de serviço
público, correlacione as colunas abaixo e assinale a opção que contemple a
correlação correta.
(1) Retomada do serviço, por motivo de interesse público.
(2) Retomada do serviço, por inexecução total ou parcial do contrato por parte
da concessionária.
(3) Extinção do contrato, por descumprimento de normas contratuais pelo
concedente.
( ) caducidade;
( ) encampação;

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( ) rescisão.
a) 3 / 1 / 2
b) 2 / 3 / 1
c) 1 / 2 / 3
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d) 2 / 1 / 3
e) 3 / 2 / 1

4. (ESAF - Ana Tec – SUSEP - Controle e Fiscalização/2010)


Conforme a legislação atual, a reversão de bens, uma vez extinta uma
concessão de serviço público:
a) não é mais admitida.
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b) é admitida em todas as modalidades de extinção da concessão.


c) é aceita apenas na hipótese de advento do termo final de vigência do
contrato respectivo.
d) é admitida somente nas hipóteses de rescisão.
e) é aceita apenas na hipótese de ocorrência de encampação.

5. (ESAF - PFN/2012)
Como regra, dão azo à indenização pela assunção de propriedade dos bens
reversíveis, cujos investimentos respectivos ainda não tenham sido
amortizados ou depreciados,
a) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão.
b) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual.
c) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem em face da rescisão.
d) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual ou pela rescisão.
e) todas as espécies de extinção da concessão ou permissão, à exceção das
que ocorrem pelo advento do termo contratual e da caducidade.

6. (ESAF - PFN/2012)
No que se refere à figura da intervenção prevista no âmbito das concessões e
permissões de serviços públicos, assinale a opção correta.
a) A intervenção tem duração máxima de 180 (cento e oitenta) dias.

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b) Tal instituto é espécie de extinção da concessão ou permissão de serviço


público.
c) Como medida excepcionalíssima, a intervenção far-se-á por lei do poder
concedente.
d) A intervenção não demanda a prévia observância aos princípios do
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contraditório e da ampla defesa.


e) A intervenção demanda a prévia indenização pela assunção dos bens
reversíveis, pelo Poder Público

7. (ESAF - FR - Pref RJ/2010)


Sobre a Parceria Público-Privada (PPP), assinale a opção correta.
a) São modalidades de PPP a concessão patrocinada e a concessão de uso.
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b) É possível que o objeto do contrato de PPP seja atividade regulatória.


c) A modalidade de licitação para a PPP é a concorrência, não se admitindo,
portanto, a realização de lances em viva voz no processo licitatório.
d) O prazo de vigência do contrato de PPP pode ser de até quarenta anos.
e) Antes da celebração do contrato de PPP, deverá ser constituída sociedade
de propósito específico, incumbida de implantar e gerir o objeto da parceria.

8. (ESAF - AIET/Ambiental/2013)
A respeito das parcerias público-privadas, analise as assertivas a seguir
classificando-as em falsas ou verdadeiras.
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em
contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante títulos
da dívida agrária.
( ) É possível haver pagamento de contraprestação pela Administração Pública
sem que obrigatoriamente seja precedido pela integral disponibilização do
serviço pelo parceiro privado.
( ) Os contratos de parceria público-privada poderão prever a possibilidade de
emissão de empenho em nome dos financiadores do projeto em relação às
obrigações pecuniárias da Administração Pública.
( ) A contraprestação da Administração Pública nos contratos de parceria
público-privada poderá ser feita mediante outorga de direitos sobre bens
públicos afetados de uso comum do povo.

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( ) As concessões patrocinadas em que mais de 70% da remuneração do


parceiro privado deva ser paga pela Administração Pública dependerão de
autorização legislativa.
a) V, V, V, F, V
b) F, V, V, V, V
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c) V, F, F, F, V
d) V, V, V, V, F
e) F, V, V, F, V

9. (ESAF - AFC – CGU - Prevenção da Corrupção e Ouvidoria/2012)


A noção de "Serviço Público" é considerada por autores como Cretella Jr. "a
pedra angular do direito administrativo". No caso brasileiro, os serviços
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públicos são classificados segundo algumas características. Os enunciados


abaixo se referem a essas características.
I. Os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado ou indiretamente,
mediante concessionários, são chamados Serviços Públicos Próprios.
II. Apenas os serviços públicos prestados diretamente pelo Estado são
chamados Serviços Públicos Próprios.
III. Os serviços públicos prestados indiretamente, mediante concessão,
autorização, permissão ou regulamentação são Serviços Públicos Impróprios.
Quanto a esses enunciados, indique a opção correta.
a) Apenas o I está correto
b) Apenas o II está correto
c) Apenas o III está correto
d) Todos estão corretos
e) Nenhum está correto.

10. (ESAF - ATPS – MPOG - Assistência Social/2012)


A respeito da classificação dos serviços públicos, quanto à competência
federativa, assinale a opção correta.
a) Os de competência privativa são de titularidade de determinada órbita
federativa.
b) Os de competência comum são aqueles atribuídos a um ou mais entes
federativos.
c) Os serviços públicos não podem ser diferenciados entre os de competência
comum e os de competência privativa.

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d) Os serviços públicos não podem ser diferenciados em vista do ente


federativo que os titulariza.
e) A classificação quanto à competência federativa é relevante para identificar
o ente que deverá assumir a prestação do serviço e irrelevante quanto a
competência legislativa correspondente.
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11. (ESAF - AFRFB/2009)


"Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de
concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços
públicos".
Esta é a previsão do caput do art. 175 da Constituição Federal. Sobre os
serviços públicos, no ordenamento jurídico brasileiro, analise as assertivas
abaixo e assinale a opção correspondente.
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( ) Sob o critério formal, serviço público é aquele disciplinado por regime de


direito público.
( ) Segundo o critério material, serviço público é aquele que tem por objeto a
satisfação de necessidades coletivas.
( ) O critério orgânico ou subjetivo classifica o serviço como público pela
pessoa responsável por sua prestação, qual seja, o Estado.
( ) A concessão e a permissão transferem a titularidade de um serviço público
a quem aceitar prestá-lo, mediante licitação.
( ) Enquanto a permissão de serviço público, diante de sua precariedade,
ocorre necessariamente por prazo determinado, a concessão pode ocorrer por
prazo indeterminado.
a) V, F, V, F, F
b) F, V, F, F, V
c) F, F, V, V, F
d) V, V, V, F, V
e) V, V, V, F, F

12. (ESAF - ATRFB/2009)


Em se tratando de permissão e concessão da prestação de serviço público,
ante o disposto na Lei n. 8.987/95, marque a opção incorreta.
a) Ocorrerá a caducidade da concessão caso a concessionária não cumpra as
penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.

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b) Caracteriza-se como descontinuidade do serviço a sua interrupção em


situação de emergência ou após prévio aviso quando por inadimplemento do
usuário, considerado o interesse da coletividade.
c) O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a
adequação na prestação do serviço.
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d) Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se


mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.
e) Extinta a concessão, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder
concedente que ocupará as instalações e utilizará todos os bens reversíveis.
respeitar a gratuidade quando de sua aquisição pelo usuário.

13. (ESAF - APOFP SP/2009)


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Acerca dos serviços públicos, assinale a opção correta.


a) Vários são os conceitos encontrados na doutrina para serviços públicos,
podendo-se destacar como toda atividade material que a lei atribui ao Estado
para que a exerça diretamente ou por meio de outras pessoas (delegados),
com o objetivo de satisfazer às necessidades coletivas, respeitando-se, em
todo caso, o regime jurídico inteiramente público.
b) Pode-se dizer que toda atividade de interesse público é serviço público.
c) A legislação do serviço público tem avançado, apresentando modelos mais
modernos de prestação, em que se destaca, por exemplo, a parceria
públicoprivada, com duas previsões legais: patrocinada ou administrativa.
d) São princípios relacionados ao serviço público: continuidade do serviço
público, imutabilidade do regime jurídico e o da igualdade dos usuários.
e) Para que seja encarada a atividade do Estado como serviço público, deve-se
respeitar a gratuidade quando de sua aquisição pelo usuário.

14. (ESAF - ACF - SEFAZ – CE – 2007)


Assinale a opção que contenha condições que não são tidas como necessárias
para a caracterização do serviço adequado, nos termos da Lei n. 8.987/95.
a) Regularidade/modicidade das tarifas.
b) Continuidade/cortesia.
c) Controle/economicidade.
d) Eficiência/generalidade.
e) Atualidade/segurança.

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7.2 – CESPE
15. (CESPE / Advogado da União / AGU / 2015)
Acerca dos serviços públicos e dos bens públicos, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Durante a realização de obras resultantes de uma PPP
firmada entre a União e determinada construtora, para a duplicação de uma
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rodovia federal, parte do asfalto foi destruída por uma forte tempestade.
Assertiva: Nessa situação, independentemente de o referido problema ter
decorrido de fato imprevisível, o Estado deverá solidarizar-se com os prejuízos
sofridos pela empresa responsável pela obra.

16. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Considerando que um usuário do serviço de energia elétrica fornecido por
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empresa privada concessionária deixe de pagar as contas referentes aos três


últimos meses, e tendo em vista aspectos diversos relacionados a essa
situação hipotética, julgue o item a seguir.
A remuneração do fornecimento de energia pela empresa privada
concessionária do serviço se dá por taxa, que possui natureza tributária.

17. (CESPE - Eng – CEF - Engenharia Agronômica/2014)


Julgue o item a seguir, referente a serviços públicos, concessões, permissões e
autorizações públicas.
Ao conceder serviço público, o poder público concedente só transfere ao
concessionário a execução do serviço, continuando titular do serviço
concedido, o que lhe permite dele dispor de acordo com o interesse público.

18. (CESPE - Eng – CEF - Engenharia Agronômica/2014)


Julgue o item a seguir, referente a serviços públicos, concessões, permissões e
autorizações públicas.
Suponha que a administração pública direta, após regular licitação, tenha
transferido temporariamente a execução de determinado serviço público a
empresa privada. Nessa situação, está caracterizado o fenômeno da prestação
de serviço público por outorga.

19. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à
autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.

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A prestação de serviços públicos sob regime de concessão ou de permissão


deve ser precedida de licitação, sendo possível, em ambos os regimes, a
fixação, em contrato, de cláusulas exorbitantes.

20. (CESPE – ANATEL - Administração/2014)


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Acerca de licitações e contratos, julgue o seguinte item.


A única modalidade de licitação admitida pelo ordenamento jurídico brasileiro
para a concessão de serviços públicos é a concorrência.

21. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
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O princípio da continuidade do serviço público não impede a concessionária de


energia elétrica de suspender o fornecimento de eletricidade no caso de
inadimplemento do usuário.

22. (CESPE - AL - CAM DEP Consultor Legislativo/2014)


Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à
autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.
O concessionário de um serviço público é remunerado mediante o sistema de
tarifas pagas pelos usuários, as quais configuram remuneração pelo serviço
prestado e concedido pelo concedente em contrato.

23. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
O princípio da modicidade afasta a possibilidade de adoção de serviços
públicos prestados gratuitamente.

24. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Acerca de concessões rodoviárias, julgue o item que se segue.
É incumbência da administração pública a promoção das desapropriações
necessárias à realização das obras, visto que a concessionária, como
instituição privada, não tem atribuição legal para tal.

25. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)

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A respeito de bens públicos, concessões e permissões, bem como sanções


administrativas, julgue o item subsequente.
A concessão de serviço público, assim como a permissão, pode ser feita a
pessoa física, jurídica, ou consórcio de empresas.
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26. (CESPE – ANTAQ - Economico-Financeira/2014)


No que diz respeito à delegação, licitação, contrato de concessão e serviço
público adequado, julgue o item que se segue.
As características essenciais de um contrato de concessão incluem o objeto, o
prazo da concessão e os critérios para revisão das tarifas. Por outro lado, os
direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do serviço não são
considerados essenciais nesse tipo de contrato.
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27. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo / 2014)


Julgue o seguinte item, relativo à prestação de serviço público.
Os serviços públicos podem ser prestados diretamente pelo Estado ou
mediante delegação a particulares, entretanto, somente na segunda hipótese,
pode-se cobrar pela utilização do serviço.

28. (CESPE - AL - CAM DEP - Consultor Legislativo/2014)


Com relação à execução direta e indireta, à concessão, à permissão e à
autorização de serviços públicos, julgue o item a seguir.
Antes de iniciar os serviços a ele concedidos pela administração pública, o
permissionário poderá estabelecer os termos de concordância com o contrato
que será celebrado.

29. (CESPE – ANATEL - Administrativo/2014)


Julgue o item subsecutivo, concernente aos serviços públicos.
O inadimplemento do concessionário, que deixa de executar total ou
parcialmente serviço público concedido, acarreta a extinção do contrato de
concessão por rescisão promovida pelo poder concedente.

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8 – Gabarito

Gabarito 1. D.
Gabarito 2. D.
Gabarito 3. D.
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Gabarito 4. B.
Gabarito 5. A.
Gabarito 6. D.
Gabarito 7. E.
Gabarito 8. E.
Gabarito 9. A.
Gabarito 10. A.
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Gabarito 11. E.
Gabarito 12. B.
Gabarito 13. C.
Gabarito 14. C.
Gabarito 15. Certo.
Gabarito 16. Errado.
Gabarito 17. Certo.
Gabarito 18. Errado.
Gabarito 19. Certo.
Gabarito 20. Errado.
Gabarito 21. Certo.
Gabarito 22. Certo.
Gabarito 23. Errado.
Gabarito 24. Errado.
Gabarito 25. Errado.
Gabarito 26. Errado.
Gabarito 27. Errado.
Gabarito 28. Errado.
Gabarito 29. Errado.

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9– Referencia Bibliográfico
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São


Paulo: Editora Método, 2014.
Bandeira de Melo, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo:
Malheiros, 2010.
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas,
2009.
Alexandre, Ricardo. Deus, João de. Direito Administrativo Esquematizado. São
Cópia registrada para Felipe Gomes (CPF: 016.535.976-58)

Paulo: Editora Método, 2014.


Meirelles, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 22. Ed. São Paulo, RT,
1997.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.
Brasília, DF, Senado, 1998.

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