Você está na página 1de 11

Teorias da Cultura

Aula 02
Concepções contemporâneas de cultura – modernidade
líquida

Objetivos Específicos
• Refletir sobre o conceito de cultura líquida

Temas

Introdução
1 Modernidade líquida
2 Cultura líquida
Considerações finais
Referências

Professora
Léia Andrade
Teorias da Cultura

Introdução
O século XXI tem sido permeado pela dinâmica da mudança, da hipervelocidade, do
instantâneo, do just in time, do global/local simultâneo, das formações e desmanches das
redes sociais e tantos outros valores que nascem e morrem com muita rapidez.

A este movimento acelerado de valores culturais, sociais, políticos e econômicos, o


sociólogo Zygmunt Bauman, polonês radicado na Inglaterra, introduz o termo “líquido”, pelo
qual tenta conceituar esse tempo de mobilidades contínuas, que vem ocupando as reflexões
e estudos de pesquisadores, professores e estudantes de muitas áreas do conhecimento.

Fazendo uso dessa metáfora, Bauman considera que o contexto histórico atual pode ser
denominado modernidade líquida, pois está dominado por um processo de liquidez cultural,
no qual acontece a formação de diversas culturas e o desmanche de padrões já estabelecidos.

Nesta aula, vamos buscar nas ideias de Zygmunt Bauman uma forma de compreender o
mundo social e cultural no qual vivemos.

1 Modernidade líquida
A sociedade que entra no século XXI não é menos “moderna” que a que entrou no
século XX; o máximo que se pode dizer que ela é moderna de um modo diferente.
O que a faz tão moderna como era mais ou menos há um século é o que distingue a
modernidade de todas as outras formas históricas do convívio humano: a compulsiva
e obsessiva, contínua, irrefreável e sempre incompleta modernização; a opressiva,
e inerradicável, insaciável sede de destruição criativa (ou a criatividade destrutiva,
se for o caso: de “limpar o lugar” em nome de um “novo e aperfeiçoado” projeto:
de “desmantelar”, “cortar”, “defasar”, “reunir” ou “reduzir”, tudo isso em nome da
maior capacidade de fazer o mesmo no futuro – em nome da produtividade ou da
competitividade (BAUMAN, 2001, p. 36).

Para Bauman, tudo é permanentemente desconstruído e desmontado. Tudo se


transforma em algo temporário, provisório, e para caracterizar esse estado das sociedades
modernas criou a metáfora da liquidez, isto é, um tempo em que tudo tem dificuldade de
manter a forma, como os elementos líquidos. Bauman resolveu estudá-las como um modo de
ser e de operar na cultura. Para ele, a modernidade é um estado de espírito capaz de alterar
a cultura e ser alterada por ela. Para o autor, líquido é uma metáfora da condição humana
contemporânea na medida em que “os líquidos se movem facilmente, fluem, escorrem,
esvaem-se, respingam” (BAUMAN, 2001, p. 8).

Segundo o filosofo, a nossa era não permite que as rotinas, o cotidiano e as tradições se
perpetuem. O olhar para a tradição, para os valores do ontem, a ressignificação do hoje e o
desejo do futuro, características da identidade cultural, já não mais são dinâmicas da

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 2


Teorias da Cultura

atualidade.

Na modernidade líquida, as pessoas não têm mais padrões de referência,


não possuem códigos sociais e culturais, sendo impossibilitadas de construir
suas vidas e se inserirem nas condições de cidadão (BAUMAN, 2001, p. 12). Os
indivíduos devem se esforçar por meio de seus próprios riscos para ingressarem
numa sociedade cada vez mais seletiva, tanto na economia quanto na esfera
social.

Em entrevista para a revista Cult, Bauman

[...] define modernidade líquida como um momento em que a sociabilidade humana


experimenta uma transformação que pode ser sintetizada nos seguintes processos: a
metamorfose do cidadão, sujeito de direitos, em indivíduo em busca de afirmação no
espaço social; a passagem de estruturas de solidariedade coletiva para as de disputa
e competição; o enfraquecimento dos sistemas de proteção estatal às intempéries da
vida, gerando um permanente ambiente de incerteza; a colocação da responsabilidade
por eventuais fracassos no plano individual; o fim da perspectiva do planejamento em
longo prazo; e o divórcio e a iminente apartação total entre poder e política (OLIVEIRA,
2010).

A noção de liquidez perpassa inúmeras instâncias: desde a instabilidade das economias


no processo de globalização neoliberal, transitando pelo processo cada vez mais dinâmico
das comunicações e dos transportes, atingindo especialmente o universo das mídias, das
marcas e das empresas.

Assim, o poder não tem mais a forma que materializava a disciplina na era fordista. Hoje,
o poder é extraterritorial, impondo à sociedade uma aceleração obsessiva do tempo e o total
comando e dominação dos espaços.

Os mais distintos lugares do planeta estão sob a exposição da ameaça da globalização


neoliberal, do poder avassalador do mercado. O poder hegemônico não tem mais interesse
em governar um território específico, porém é cada vez mais presente em todos os territórios,
mas desterritorializado, distante, e dessa forma se torna mais inacessível. As elites vivem em
bunkers, fortalezas com um eficiente sistema de segurança tecnológico, mas nada além de
meros portos de contínuas partidas para outros lugares.

A “linguagem de reconhecimento” é constituída pelas marcas e grifes (BAUMAN, 2009,


p. 21). É o poder que busca a felicidade por meio do reconhecimento de celebridade social,

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 3


Teorias da Cultura

e isto causa impactos importantes na questão da identidade na época líquida moderna, pois
ela é continuamente construída e desconstruída. Esta é a regra; a busca da felicidade exige a
mudança constante e meios de adaptações acelerados, como explica Bauman:

[...] ter e apresentar em público coisas que portam a marca e/ou logo certos e foram
obtidas na loja certa é basicamente uma questão de adquirir e manter a posição
social que eles detêm ou a que aspiram. A posição social nada significa, a menos que
tenha sido socialmente reconhecida – ou seja, a menos que a pessoa em questão seja
aprovada pelo tipo certo de “sociedade” (cada categoria de posição social tem seus
próprios códigos jurídicos e seus próprios juízes) como um membro digno e legítimo
– como “um de nós” (BAUMAN, 2009, p. 21).

Para as pessoas das gerações dos séculos XIX e XX, a vida se construía em torno de um
plano e de coisas permanentes. Já para as gerações atuais, a vida acontece como os happenings
e as “instalações”; tudo é desmontado e montado, com vistas ao presente. Nesse presente
presentificado, isto é, sem o ontem e sem o amanhã, as únicas coisas permanentes são as
incertezas, como um estado de mudança permanente.

Para entender melhor quem é Zygmunt Bauman, assista ao vídeo disponível


no Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Acompanhe um estudo comparativo entre modernidade sólida, paradigma dos séculos


XIX e XX, e modernidade líquida, do século XXI.

Quadro 1 – Comparativo entre modernidade sólida e modernidade líquida

Modernidade sólida Modernidade líquida


Permanência Impermanência
Liberalismo Neoliberalismo
Mercadorias Competição
Produção Consumo
Capitalismo industrial Capitalismo cognitivo
Fábrica Empresa
Trabalho material Trabalho imaterial
Vigilância do corpo Verificação das metas
Equipe Rede
Temporalidade contínua/linear Temporalidade pontilhista
Longo prazo Curto prazo

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 4


Teorias da Cultura

Modernidade sólida Modernidade líquida


Futuro Devir
Administração Gestão
Regulamentação-Regulação Modulação
Segurança/biopolítica 1
Controle/noopolítica2
População Público
Rigidez/docilidade Flexibilidade
Especialista/especialização Expert/expertise
Unitário Fragmentário
Fronteirizado Desfronteirizado

Fonte: SARAIVA, K. NETO, A. V (2009, p. 196).

2 Cultura líquida 1

Como todos os estudiosos de cultura, Bauman também reconhece que o termo “cultura”
é demasiado amplo para sua compreensão, mas a cultura se tornou um objeto de moda, uma
gôndola de supermercado repleta de produtos culturais. Hoje, “a cultura consiste em ofertas,
e não em proibições; em proposições, não em normas” e tem um cliente a seduzir (BAUMAN,
2009, p. 22).

As práticas no consumo de bens culturais podem ser chamadas de líquidas e são assim
consideradas por Soares:

[...] na forma de ouvir e baixar música nos gadgets como MP3 players, iPods e afins; no
download de filmes em plataformas de compartilhamento de conteúdos audiovisuais;
na maneira de assistir a vídeos – inteiros ou em trechos – em plataformas de vídeos
como o YouTube. As práticas de consumo líquidas fazem com que problematizemos
o estatuto de materialidade dos bens culturais. É possível questionar que produtos
consumimos nos mercados musical, cinematográfico, literário: ainda compramos CD
ou DVD? Vamos até às livrarias “físicas” ou adquirimos os nossos livros pela internet?
Quando é que sentimos necessidade de assistir a um filme no cinema e não na tela de
um computador? (SOARES, p. 4).

Para Soares, a cultura deve ser pensada além da divisão cultura “alta” e cultura “baixa”,
cultura “erudita” e cultura “popular”. Deve-se considerar que essas noções de categorias de
cultura se confundem ou se sobrepõem, revelando os conflitos presentes nas sociedades
contemporâneas. Para o mesmo autor, a mídia veicula uma cultura que passa a construir
sentidos nas sociedades, processos culturais reconfigurando os conceitos de “cultura de
massa” e de “cultura pós-massiva” (SOARES, p. 4).

1 Biopolítico – poder político sobre todos os aspectos da vida humana


2 Noopolítica – controle da sociedade por meio de organização em rede..

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 5


Teorias da Cultura

Antes de continuarmos com o conceito líquido, vamos entender o que é cultura erudita,
popular e de massa.

A cultura erudita é compreendida como uma cultura mais elaborada, de formação


específica. Está presente nos corredores acadêmicos, muitas vezes universitários, o que de
certa maneira a torna superior às outras; é produzida por e para uma elite. E é consumida por
um público seleto e de poder econômico capaz de pagar seu preço, muitas vezes elevado.
Portanto, seu acesso a outras classes sociais é restrito. Isso a torna uma cultura preconceituosa,
pois exclui e desmerece as outras culturas.

A cultura erudita se propaga no circuito da arte, dos espetáculos de dança,


teatro, museus e é levada até as massas a preços populares ou até gratuitamente
por meio de projetos sociais. Um exemplo de empresa adepta da difusão
cultural para as massas é o SESC – Serviço Social do Comércio, uma vez que está
em todo país para promover a cultura e democratizar o acesso da população ao
cinema, teatro, concertos, museus e bibliotecas.

A cultura popular é produzida no núcleo da sociedade. É uma manifestação transmitida


por um povo. Nasce no cotidiano das comunidades e, diferentemente da cultura erudita,
não precisa de aprendizado formal ou acadêmico. Circula nas ruas e comunidades de forma
espontânea e lúdica, e não alcança as universidades. Não requer muito estudo ou aprendizado
complexo para ser compreendida, ao contrário, a cultura popular pode ser aprendida em
casa, no meio e na convivência com as pessoas.

É uma cultura regional, produzida e transmitida muitas vezes dentro do seio da família, de
geração a geração. É aberta a todos sem distinção, independentemente do poder econômico,
pois é feita pelo povo para o povo. Não se modifica ou raramente se transforma com o tempo,
porque está ligada a tradição.

Já a cultura de massa é produto da indústria cultural. Seu conteúdo é produzido por


essa indústria para ser consumido pela massa. Uma vez veiculada nos meios de comunicação
de massa, é apreciada por essa cultura, que para muitos não tem valor cultural, portanto, é
apenas uma mercadoria produzida pelo capitalismo com a finalidade única e exclusiva de ser
comercializada.

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 6


Teorias da Cultura

Com base nesse contexto, é correto afirmar que a indústria cultural produz
uma cultura de massa?

Provavelmente não. O que a indústria cultural faz por meio dos meios de comunicação
de massa é vender sonhos, fantasia, ideologia. Esses sonhos podem ser “Tenha o mundo aos
seus pés com o cartão de crédito XYZ...”.

Por outro lado, estamos diante de uma cultura erudita que se opõe à cultura popular,
e esta, por sua vez, não é necessariamente considerada uma cultura de massa. Mas ambas
são consumidoras dos produtos da cultura de massa. Enquanto a cultura erudita consegue
discernir a diferença entre a popular e a de massa, e sabe em qual patamar ela se encontra
apesar de consumir seus produtos, a cultura de massa ignora a diferença entre as culturas
ditas como popular e erudita.

Alguns exemplos podem esclarecer melhor esse contexto. Um deles são as reproduções
de pinturas produzidas em grande escala pela indústria em forma de pôster, a exemplo do
quadro “A Persistência da Memória, 1931”, do pintor catalão Salvador Dalí. Para a grande
massa, essa obra não teve reconhecimento imediato, seja a pintura ou tão pouco o artista,
porém, é possível que uma pequena ou mínima parcela dessa população dita como cultura
de massa reconheça a pintura. Caso isso ocorra, fatalmente será com equívocos, ou seja,
essa pequena parcela nomearia o quadro como “os relógios moles”, tampouco a grande
massa identifique que o quadro tem apenas a medida de 24,1 com X 33 cm, ou seja, um
pouco mais que a medida de uma régua de 30 cm. Já a cultura erudita tem acesso aos meios
comunicacionais e sabe quem é Salvador Dalí, de qual movimento artístico o catalão fez parte,
em que contexto histórico sua obra e esta pintura se inserem e qual sua dimensão.

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 7


Teorias da Cultura

Quadro 2 – A Persistência da Memória – Salvador Dalí


A Persistência da Memória, 1931 – Salvador Dalí
Título original: La persistence de la mémoire (La persistència de la memòria)

Ano: 1931
Técnica: Óleo
Dimensão: 24.1 cm x 33 cm (9.49” x 12.99”)

Fonte: Dalí, S (1931).

Nem todos os consumidores da cultura de massa possuem as mesmas condições


educacionais e discernimentos para interpretar e discutir a obra do surrealista Dalí. Outro
exemplo é o artista Romero Britto, que se popularizou de tal forma que a cultura erudita
muitas vezes o despreza, porque considera sua um produto — de artigos de decoração de
casa até estampa de caixa de sabão em pó. Por outro lado, esse produto é consumido sem
pudor pela cultura de massa.

A televisão como mídia e com poder de alcance nas três culturas, massa, popular e erudita,
poderia democratizar a cultura intensificando e inserindo em sua grade de programação
programas e assuntos que elevassem a cultura da população, e assim, trazer para a grande
massa a cultura popular e a cultura erudita. Porém, não é o que acontece. A TV como mídia
aproveita o interesse e consumo da grande massa aos programas de entretenimento e investe
em produtos de baixa qualidade informacional.

Com o poder de alcance nas diversas classes sociais, a TV tem a obrigação de estimular
o interesse da população em consumir o que de fato agrega valor cultural. É raro encontrar
nos canais de TV aberta esse comprometimento de estimular uma leitura ou o repertório

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 8


Teorias da Cultura

visual ou musical. Até encontramos, mas não em horário nobre e sim, na madrugada. É triste
constatar que as ideologias da indústria cultural não são percebidas pela cultura de massa
por falta de consciência, pois não percebe que o mercado da indústria cultural não está
interessado na qualidade dos seus programas, mas, sim se vende e se dá ibope. O interesse
está apenas no poder econômico, financeiro e da audiência.

A cultura de massa é determinada como a maioria da população e


independe de classe social. Já a cultura popular vem do povo e não é imposta
por uma elite ou mesmo por uma indústria cultural. No Brasil, a cultura popular
é vivenciada nas festas tradicionais, no carnaval, no congado, no frevo, na
culinária regional, na dança, nas cantigas, no estilo musical, na literatura, na
crença, no artesanato, nos costumes e em outras formas de expressão
transmitida geralmente de forma oral por um povo e/ou gerações.

No Brasil, a cultura erudita permeia os espetáculos eruditos, música clássica, ópera, ou


seja, necessita de estudo para ser produzida e consumida.

Voltemos a falar sobre cultura líquida com as considerações de Santaella. A autora


considera a mobilidade como “arquiteturas líquidas” ao tratar dos fluxos da informação

Os fluxos transnacionais de informação, as inúmeras possibilidades de conexão


e comunicação em rede, associados a questões de velocidade, leveza e agilidade
parecem funcionar como uma eficiente engrenagem nas formas contemporâneas de
pensar e agir (SANTAELLA, 2007, p. 16).

Em nossa era líquida, todas as hierarquias se diluem e os indivíduos passam de cidadãos


a consumidores; a cultura já não é humana, mas sim mercadológica, e se torna centro
dos debates contemporâneos que envolvem temas como cidadania, direitos humanos e
convivência. Como alerta Bauman, “mais que lutar pelos direitos da diferença, deveríamos
nos empenhar pelo direito à igualdade”.

Bauman considera, ainda, que a vida na modernidade líquida não constrói hábitos, não
se prende ao passado e possui “identidades mutáveis”, que podem ser descartadas quando
estão fora de moda. A cultura líquido-moderna não promove o engajamento, é descontínua e
tem memória curta, deixando para trás o saber e a acumulação, sem qualquer possibilidade
de sonhar um ideal, uma utopia.

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 9


Teorias da Cultura

As noções mais comuns da era líquido-moderna é estar em dia com a última moda, com
o mais novo produto, estar em sintonia com tudo que todos assistem; assistir ao que todos
assistem, gostar daquilo que a maioria gosta. Na verdade, estas são atitudes para combater o
medo da rejeição (BAUMAN, 2004, p. 117-118).

Para saber mais sobre Zygmunt Bauman e suas ideias sobre os laços
humanos, redes sociais, liberdade e segurança, assista ao vídeo disponível no
Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Considerações finais
Diante de tantas incertezas, como se comportam os jovens? Que futuro podem esperar?
Como ser feliz na sociedade, no amor, na questão da identidade, na relação com a cultura nas
inúmeras manifestações estéticas, da economia, do futuro?

Diante da posição de Bauman, que carrega certa angústia e amargura, a revista Isto É
perguntou ao pensador: o que o senhor diria aos jovens?

Eu desejo que os jovens percebam razoavelmente cedo que há tanto significado na


vida quando eles conseguem adicionar isso a ela através de esforço e dedicação.
Que a árdua tarefa de compor uma vida não pode ser reduzida a adicionar episódios
agradáveis. A vida é maior que a soma de seus momentos (PRADO, 2010).

O sociólogo afirma que é preciso acreditar no potencial humano para que outro mundo
seja possível.

Referências
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

BAUMAN, Z. Arte da vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

DALÍ, S. Museum of Modern Art. 1931. 1 reprodução a óleo sobre ela, 24.1 cm x 33 cm (9.49”
x 12.99”). Disponível em: < http://www.moma.org/collection/object.php?object_id=79018>.
Acesso em: mar./2014.

OLIVEIRA, D. Entrevista – Zygmunt Bauman. Cult. Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/


home/2010/03/entrevis-zygmunt-bauman>. Acesso em: fev./2014.

PRADO, A. Zygmunt Bauman “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”. Isto É Online,
Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 10
Teorias da Cultura

São Paulo, set./2010. Disponível em: <http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/


detalhe/102755_VIVEMOS+TEMPOS+LIQUIDOS+NADA+E+PARA+DURARbauman>. Acesso em:
fev./2014.

SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 6 ed.
Rio de Janeiro: Record, 2001.

SARAIVA, K.; NETO, A. V. Modernidade Líquida, Capitalismo Cognitivo e Educação Contemporânea.


Revista Educação & Realidade, v. 34, n. 2. UFRGS: Porto Alegre, 2009. Disponível em: <http://
www.seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/8300/5538>. Acesso em:
fev./2014.

SANTAELLA, L. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007.

SOARES, T. Jornalismo Cultural em Tempos de Cultura. Rumos Itaú Cultural. Disponível em:
<http://www.itaucultural.org.br/rumos/thiago.pdf>. Acesso em: fev./2014

Senac São Paulo- Todos os Direitos Reservados 11