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ESCOLA BÁSICA E SECUNDÁRIA DA BEMPOSTA

Português – 8. º Ano – Texto Lirico

Desejos Vãos
Eu q’ria ser o mar d’ altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu q’ria ser a pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu q’ria ser o sol, a luz imensa,


O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu q’ria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até a morte!

Mas o Mar também chora de tristeza...


As Árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,


Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras... essas ... pisa-as toda a gente! ...

In Poesia Completa, Florbela Espanca, Bertrand Editora, 2006

Saber Ler
1. Nas duas primeiras estrofes, o sujeito poético manifesta o desejo de ser diferentes realidades.

1.1. Indica-as.

1.2. Transcreve as expressões que revelam as características associadas a essas realidades.

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2. A terceira estrofe começa com a conjunção “Mas”. (verso 9)

2.1. Indica a relação que esta conjunção estabelece entre o que ficou dito nas duas quadras
anteriores e o que se diz nos dois tercetos seguintes.

3. Relaciona o título do poema com o seu conteúdo temático.

4. Atenta na estrutura formal do poema e assinala verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações

seguintes. Corrige as afirmações falsas.

Gramática