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Banco de Brasília S.A.

BRB
Escriturário

MA015-19
Todos os direitos autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/12/1998.
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OBRA

BRB - BANCO DE BRASÍLIA S.A.

ESCRITURÁRIO

EDITAL NORMATIVO Nº 1/CP-29 - BRB, DE 2 DE MAIO DE 2019

AUTORES
Português - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Raciocínio Lógico e Matemática - Profº Bruno Chieregatti e Joao de Sá Brasil
Uso de Tecnologias em Ambientes Corporativos - Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto
Governança Corporativa e Compliance - Profª Roberta Serafim e Silvana Guimarães
Inovação - Profª Silvana Guimarães
Lei Orgânica do Distrito Federal e Regime Jurídico dos Servidores do Distrito Federal - Profº Rodrigo Gonçalves
Conhecimentos Sobre o Distrito Federal e Sobre a Ride - Profº Heitor Ferreira
Conhecimentos Específicos - Conhecimentos Bancários - Profª Silvana Guimarães
Conhecimentos Específicos - Os Bancos na Era Digital - Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto
Conhecimentos Específicos - Qualidade no Atendimento e Diversidade - Profº Rodrigo Gonçalves
Conhecimentos Específicos - Defesa do Consumidor - Profª Bruna Pinotti
Conhecimentos Específicos - Confidencialidade e Segurança da Informação - Profª Silvana Guimarães e Ovidio Lopes
da Cruz Netto
Conhecimentos Específicos - Probabilidade e Estatística - Profª Bruno Chieregatti e Joao de Sá Brasil

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Érica Duarte
Leando Filho
Karina Fávaro

DIAGRAMAÇÃO
Elaine Cristina
Thais Regis
Danna Silva

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e intelecção de textos....................................................................................................................................................... 01


Tipologia textual................................................................................................................................................................................................ 03
Ortografia............................................................................................................................................................................................................. 04
Acentuação gráfica........................................................................................................................................................................................... 06
Emprego do sinal indicativo de crase........................................................................................................................................................ 09
Formação, classe e emprego de palavras................................................................................................................................................ 12
Sintaxe da oração e do período..................................................................................................................................................................... 52
Pontuação............................................................................................................................................................................................................ 60
Concordância nominal e verbal.................................................................................................................................................................. 63
Colocação pronominal.................................................................................................................................................................................... 69
Regência nominal e verbal........................................................... ................................................................................................................. 69
Equivalência e transformação de estruturas........................................................................................................................................... 74
Paralelismo sintático........................................................................................................................................................................................ 76
Relações de sinonímia e antonímia............................................................................................................................................................. 88

RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICA

Operações, propriedades e aplicações (soma, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação).......................... 01


Princípios de contagem e probabilidade. Arranjos e permutações. Combinações.................................................................... 01
Conjuntos numéricos (números naturais, inteiros, racionais e reais) e operações com conjuntos................................................... 07
Razões e proporções (grandezas diretamente proporcionais, grandezas inversamente proporcionais, porcentagem,
regras de três simples e compostas).............................................................................................................................................................. 31
Equações e inequações ..................................................................................................................................................................................... 40
Sistemas de medidas. Volumes ...................................................................................................................................................................... 47
Compreensão de estruturas lógicas.............................................................................................................................................................. 51
Lógica de argumentação (analogias, inferências, deduções e conclusões)..................................................................................... 61
Diagramas lógicos................................................................................................................................................................................................ 62
Noções de Matemática Financeira. Juros simples e compostos. Capitalização e descontos. Taxas de juros: nominal,
efetiva, equivalente, proporcional, real e aparente. Rendas uniformes e variáveis. Planos de amortização de empréstimos
e financiamentos. Cálculo financeiro: custo real efetivo de operações de financiamento, empréstimo e investimento.
Inflação, variação cambial e taxa de juros.................................................................................................................................................. 64

USO DE TECNOLOGIAS EM AMBIENTES CORPORATIVOS

Conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimentos associados ao


01
uso de informática no ambiente de escritório..........................................................................................................................................
Aplicativos e uso de ferramentas na internet e(ou) intranet............................................................................................................. 05
SUMÁRIO
Softwares aplicativos do pacote Microsoft Office (Word, Excel, Power Point, Outlook e Access) e suas funcionalidades. 21
Navegadores web (Google Chrome e Internet Explorer)..................................................................................................................... 62
Computação nas nuvens: acesso a distância e transferência de informação............................................................................. 62
Aplicações e aplicativos em dispositivos móveis.................................................................................................................................. 64
Redes sociais......................................................................................................................................................................................................... 71
Internet das coisas.............................................................................................................................................................................................. 73

GOVERNANÇA CORPORATIVA E COMPLIANCE

Noções de governança corporativa. Gestão por processos. Gestão de riscos. Processos de análise e tomada de
decisão. Gerenciamento de crises ................................................................................................................................................................... 01
Compliance: conceitos, suporte da alta administração, código de conduta, controles internos, treinamento e
comunicação ........................................................................................................................................................................................................... 34
Legislação anticorrupção: Lei nº 12.846/2013 e Decreto no 8.420/2015 ......................................................................................... 35
Noções de Contratos .......................................................................................................................................................................................... 46
Lei 13.303/16 ........................................................................................................................................................................................................... 48
Conduta baseada no Código de Conduta Ética do BRB (disponível no endereço eletrônico http://www.iades.com.br) . 69

INOVAÇÃO

Lei nº 10.973/2004 ................................................................................................................................................................................................. 01


Empreendedorismo .............................................................................................................................................................................................. 06
Autoconhecimento e percepção de oportunidades ............................................................................................................................... 08
O processo de inovação. Geração de ideias e o processo criativo. Inovação x Invenção. Tipos de inovação. Ecossiste-
mas complexos de informação ........................................................................................................................................................................ 11

LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL E REGIME JURÍDICO DOS


SERVIDORES DO DISTRITO FEDERAL

Lei Orgânica do Distrito Federal. Título I - Dos Fundamentos da Organização dos Poderes e do Distrito Federal. Títu-
lo II - Da Organização do Distrito Federal. Capítulos II, III...................................................................................................................... 01
Capitulo IV e V ......................................................................................................................................................................................................... 03
Título III - Da Organização dos Poderes: Capítulos I e III ......................................................................................................................... 06
Título IV - Da Tributação e do Orçamento do Distrito Federal: Capítulos I ...................................................................................... 09
Capitulo II .................................................................................................................................................................................................................. 12
Título V - Da Ordem Econômica do Distrito Federal: Capítulo I ........................................................................................................... 13
Título VI - Da Ordem Social e do Meio Ambiente: Capítulos VI, VIII, IX .............................................................................................. 15
Capitulo X e XI .......................................................................................................................................................................................................... 16
SUMÁRIO
Lei Complementar no 840/2011 - dispõe sobre o regime jurídicos dos servidores públicos civis do Distrito Federal,
das autarquias e das fundações públicas distritais .................................................................................................................................... 19

CONHECIMENTOS SOBRE O DISTRITO FEDERAL E SOBRE A RIDE

Realidade étnica,social, histórica, geográfica, cultural, política e econômica do Distrito Federal e da Região Integrada
de Desenvolvimento do Distrito Federal (RIDE) ...................................................................................................................................... 01

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

Estrutura do Sistema Financeiro Nacional. Conselho Monetário Nacional. Banco Central do Brasil. COPOM - Comitê
de Política Monetária. Comissão de Valores Mobiliários. Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.
Bancos múltiplos; bancos comerciais; caixas econômicas; cooperativas de crédito; bancos comerciais cooperativos;
administradoras de consórcios; corretoras de câmbio; bancos de investimento; bancos de desenvolvimento;
sociedades de crédito, financiamento e investimento; sociedades de arrendamento mercantil; sociedades corretoras
de títulos e valores mobiliários; sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários; sociedades de crédito
imobiliário; associações de poupança e empréstimo. BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social. Agências de Fomento ...................................................................................................................................................................... 01
Sociedades de fomento mercantil (factoring). Sociedades administradoras de cartões de crédito. Produtos e serviços
financeiros. Depósitos e transferências. Letras de câmbio. Cobrança e pagamento de títulos e carnês. Transferências
automáticas de fundos. Cartões de crédito e débito. Arrecadação de tributos e tarifas públicas. Crédito rotativo.
Descontos de títulos. Financiamento de capital de giro. Leasing: tipos, funcionamento, bens. Financiamento de
capital fixo. Crédito direto ao consumidor. Crédito rural. Cadernetas de poupança. Cartões de crédito. Títulos de
capitalização. Planos de aposentadoria e pensão privados.Planos de seguros. Abertura e movimentação de contas:
documentos básicos. Pessoa física e pessoa jurídica: capacidade e incapacidade civil, representação e domicílio.
Tipos de sociedade: em nome coletivo, por quotas de responsabilidade limitada, anônimas, firma individual ou
empresária. Documentos comerciais e títulos de crédito: nota promissória, duplicata, fatura. Cheque: requisitos
essenciais, circulação, endosso, cruzamento e compensação. Sistema de Pagamento Brasileiro .......................................... 23
Mercado de capitais. Ações: características e direitos. Debêntures. Notas promissórias comerciais. Diferenças entre
companhias abertas e fechadas. Funcionamento do mercado à vista de ações. Mercado de balcão. Operações com
ouro ............................................................................................................................................................................................................................ 49
Mercado de câmbio. Instituições autorizadas a operar. Operações básicas. Características dos contratos de câmbio.
Taxas de câmbio. Remessas ................................................................................................................................................................................ 59
Garantias do Sistema Financeiro Nacional. Aval; fiança; penhor mercantil; alienação fiduciária; hipoteca; fianças
bancárias; Fundo Garantidor de Crédito (FGC) .......................................................................................................................................... 65
Crime de lavagem de dinheiro. Conceito e etapas. Prevenção e combate ao crime de lavagem de dinheiro: Lei
nº 9.613/1998, Circular Bacen 3.461/2009 e Carta- Circular Bacen 3.542/2012. COAF - Conselho de Controle de
Atividades Financeiras ......................................................................................................................................................................................... 69
Autorregulação Bancária .................................................................................................................................................................................... 74
SUMÁRIO
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - OS BANCOS NA ERA DIGITAL

Internet banking, banco virtual e “dinheiro de plástico”.Banco digitalizado x banco digital.......................................................... 01


Mobile banking.................................................................................................................................................................................................. 03
Open banking...................................................................................................................................................................................................... 03
O comportamento do consumidor na relação com o banco.............................................................................................................. 05
A experiência do usuário................................................................................................................................................................................ 06
Segmentação e interações digitais............................................................................................................................................................. 07
Inteligência artificial cognitiva. ................................................................................................................................................................... 07
Fintechs e startups............................................................................................................................................................................................ 08
Soluções mobile e service design.................................................................................................................................................................. 09
O dinheiro na era digital: Blockchain, Bitcoin e demais criptomoedas.................................................................................................... 10
O desafio dos bancos na era digital............................................................ ............................................................................................... 12

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - QUALIDADE NO ATENDIMENTO E


DIVERSIDADE

Satisfação, valor e retenção de clientes. Etiqueta empresarial: comportamento, aparência, cuidados no atendimento
pessoal e telefônico ............................................................................................................................................................................................... 01
Noções de Marketing de Relacionamento. Noções de imaterialidade ou intangibilidade, inseparabilidade e
variabilidade dos produtos bancários ............................................................................................................................................................. 17
Lei nº 10.048/2000. Lei nº 10.098/2000 ....................................................................................................................................................... 34
Decreto nº 5.296/2004, que regulamenta a Lei nº 10.048/2000 ........................................................................................................... 37
Temática de gênero, raça e etnia, conforme Decreto nº 48.598/2011. Política Nacional para Mulheres. Política
Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Estatuto Nacional da Igualdade Racial .................................... 47

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - DEFESA DO CONSUMIDOR

Resolução CMN nº 3.849/2010.............................................................................................................................................................. 01


Lei nº 8.078/1990 - Código de Defesa do Consumidor................................................................................................................. 03
Decreto Lei nº 6.523/2008, que regulamenta a Lei nº 8.078/1990.......................................................................................... 09
Resolução CMN nº 3.694/2009........................................................................................................................................................... 10
Código de Defesa do Consumidor Bancário......................................................................................................................................... 10
SUMÁRIO
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - CONFIDENCIALIDADE E
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Rotinas de backup e prevenção de vírus. Rotinas de segurança da informação e recuperação de arquivos. Política de
confidencialidade. Confidencialidade, disponibilidade e integridade da informação............................................................... 01
Confidencialidade, disponibilidade e integridade da informação.................................................................................................... 01
Diretrizes para uso da informação em ambientes corporativos. Processos e controles para proteção da informação....... 08
Lei nº 13.709/2018 - dispõe sobre a proteção de dados pessoais............................................................................................................... 15

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS - PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Análise combinatória. Noções de probabilidade. Teorema de Bayes. Probabilidade condicional. Noções de


estatística. População e amostra. Análise e interpretação de tabelas e gráficos. Regressão, tendências, extrapolações
e interpolações. Tabelas de distribuição empírica de variáveis e histogramas. Estatística descritiva ..................................... 01
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e intelecção de textos..................................................................................................................................................................... 01


Tipologia textual........................................................................................................................................................................................................... 03
Ortografia......................................................................................................................................................................................................................... 04
Acentuação gráfica....................................................................................................................................................................................................... 06
Emprego do sinal indicativo de crase................................................................................................................................................................... 09
Formação, classe e emprego de palavras........................................................................................................................................................... . 12
Sintaxe da oração e do período............................................................................................................................................................................... 52
Pontuação........................................................................................................................................................................................................................ 60
Concordância nominal e verbal.............................................................................................................................................................................. 63
Colocação pronominal............................................................................................................................................................................................... 69
Regência nominal e verbal........................................................... ............................................................................................................................. 69
Equivalência e transformação de estruturas...................................................................................................................................................... 74
Paralelismo sintático................................................................................................................................................................................................... 76
Relações de sinonímia e antonímia........................................................................................................................................................................ 88
3. Erros de interpretação
COMPREENSÃO E INTELECÇÃO DE TEXTOS
 Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai
do contexto, acrescentando ideias que não estão
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL no texto, quer por conhecimento prévio do tema
quer pela imaginação.
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e rela-  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
cionadas entre si, formando um todo significativo capaz atenção apenas a um aspecto (esquecendo que um
de produzir interação comunicativa (capacidade de codi- texto é um conjunto de ideias), o que pode ser insu-
ficar e decodificar). ficiente para o entendimento do tema desenvolvido.
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para clusões equivocadas e, consequentemente, errar a
a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa in- questão.
terligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada Observação:
de seu contexto original e analisada separadamente, po- Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a
derá ter um significado diferente daquele inicial. ótica do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
rências diretas ou indiretas a outros autores através de que o autor diz e nada mais.
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A par- si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
tir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fundamen- um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
tações), as argumentações (ou explicações), que levam ao pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
esclarecimento das questões apresentadas na prova. que se vai dizer e o que já foi dito.

Normalmente, em uma prova, o candidato deve: São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
 Identificar os elementos fundamentais de uma eles, está o mau uso do pronome relativo e do prono-
argumentação, de um processo, de uma época me oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer tam-
os quais definem o tempo). bém de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
 Comparar as relações de semelhança ou de dife- semântico, por isso a necessidade de adequação ao an-
renças entre as situações do texto. tecedente.
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado Os pronomes relativos são muito importantes na in-
com uma realidade. terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- existe um pronome relativo adequado a cada circunstân-
lavras. cia, a saber:
que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
1. Condições básicas para interpretar te, mas depende das condições da frase.
qual (neutro) idem ao anterior.
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literá- quem (pessoa)
rio (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), lei- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
tura e prática; conhecimento gramatical, estilístico (qua- o objeto possuído.
lidades do texto) e semântico; capacidade de observação como (modo)
e de síntese; capacidade de raciocínio. onde (lugar)
quando (tempo)
2. Interpretar/Compreender quanto (montante)
Exemplo:
Interpretar significa: Falou tudo QUANTO queria (correto)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Através do texto, infere-se que... aparecer o demonstrativo O).
É possível deduzir que...
O autor permite concluir que...
3. Dicas para melhorar a interpretação de textos
Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
LÍNGUA PORTUGUESA

 Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral


Compreender significa
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos
Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
candidatos na disputa, portanto, quanto mais infor-
O texto diz que...
mação você absorver com a leitura, mais chances
É sugerido pelo autor que...
terá de resolver as questões.
De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
O narrador afirma...  Se encontrar palavras desconhecidas, não inter-
rompa a leitura.

1
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas Maior a se traduzir em palavras que fossem apenas a re-
forem necessárias. velação da justiça. Quando os descaminhos não condu-
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma zirem a isso, competirá ao homem transformar a lei na
conclusão). vida mais digna para que a convivência política seja mais
 Volte ao texto quantas vezes precisar. fecunda e humana.
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre Cármen Lúcia Antunes Rocha. Comentário ao artigo 3.º.
as do autor. In: 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Hu-
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me- manos 1948-1998: conquistas e desafios. Brasília: OAB,
lhor compreensão. Comissão Nacional de Direitos Humanos, 1998, p. 50-1
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado (com adaptações).
de cada questão.
 O autor defende ideias e você deve percebê-las. Compreende-se do texto CG1A1AAA que o ser humano
tem direito
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra-
fo geralmente mantém com outro uma relação de
a) de agir de forma autônoma, em nome da lei da sobre-
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifi-
vivência das espécies.
que muito bem essas relações.
b) de ignorar o direito do outro se isso lhe for necessário
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou para defender seus interesses.
seja, a ideia mais importante. c) de demandar ao sistema judicial a concretização de
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” seus direitos.
ou “incorreto”, evitando, assim, uma confusão d) à institucionalização do seu direito em detrimento dos
na hora da resposta – o que vale não somente direitos de outros.
para Interpretação de Texto, mas para todas as de- e) a uma vida plena e adequada, direito esse que está na
mais questões! essência de todos os direitos.
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia prin-
cipal, leia com atenção a introdução e/ou a con- Resposta: Letra E. O ser humano tem direito a uma
clusão. vida digna, adequada, para que consiga gozar de seus
 Olhe com especial atenção os pronomes relativos, direitos – saúde, educação, segurança – e exercer seus
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, deveres plenamente, como prescrevem todos os di-
etc., chamados vocábulos relatores, porque reme- reitos: (...) O direito à vida é a substância em torno da
tem a outros vocábulos do texto. qual todos os direitos se conjugam (...).

SITES 2. (PCJ-MT – Delegado Substituto – Superior – Ces-


http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/por- pe – 2017)
tugues/como-interpretar-textos
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-me- Texto CG1A1BBB
lhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas- Segundo o parágrafo único do art. 1.º da Constituição
-para-voce-interpretar-melhor-um.html da República Federativa do Brasil, “Todo o poder emana
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques- do povo, que o exerce por meio de representantes elei-
tao-117-portugues.htm tos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Em
virtude desse comando, afirma-se que o poder dos juízes
emana do povo e em seu nome é exercido. A forma de
sua investidura é legitimada pela compatibilidade com as
EXERCÍCIOS COMENTADOS regras do Estado de direito e eles são, assim, autênticos
agentes do poder popular, que o Estado polariza e exer-
1. (PCJ-MT – Delegado Substituto – Superior – Ces- ce. Na Itália, isso é constantemente lembrado, porque
pe – 2017) toda sentença é dedicada (intestata) ao povo italiano, em
nome do qual é pronunciada.
Texto CG1A1AAA
Cândido Rangel Dinamarco. A instrumentalidade do pro-
A valorização do direito à vida digna preserva as duas cesso. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 195 (com
faces do homem: a do indivíduo e a do ser político; a adaptações).
do ser em si e a do ser com o outro. O homem é inteiro Conforme as ideias do texto CG1A1BBB,
em sua dimensão plural e faz-se único em sua condição
a) o Poder Judiciário brasileiro desempenha seu papel
LÍNGUA PORTUGUESA

social. Igual em sua humanidade, o homem desiguala-se,


singulariza-se em sua individualidade. O direito é o ins- com fundamento no princípio da soberania popular.
trumento da fraternização racional e rigorosa. b) os magistrados do Brasil deveriam ser escolhidos pelo
O direito à vida é a substância em torno da qual todos os voto popular, como ocorre com os representantes dos
direitos se conjugam, se desdobram, se somam para que demais poderes.
o sistema fique mais e mais próximo da ideia concretizá- c) os magistrados italianos, ao contrário dos brasileiros,
exercem o poder que lhes é conferido em nome de
vel de justiça social.
seus nacionais.
Mais valeria que a vida atravessasse as páginas da Lei

2
d) há incompatibilidade entre o autogoverno da magis- A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
tratura e o sistema democrático. ação demarcados no tempo do universo narrado,
e) os magistrados brasileiros exercem o poder consti- como também de advérbios, como é o caso de an-
tucional que lhes é atribuído em nome do governo tes, agora, depois, entre outros: Ela entrava em seu
federal. carro quando ele apareceu. Depois de muita conver-
sa, resolveram...
Resposta: Letra A. A questão deve ser respondida se- B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
gundo o texto: (...) “Todo o poder emana do povo, que descrevem características tanto físicas quanto psi-
o exerce por meio de representantes eleitos ou direta- cológicas acerca de um determinado indivíduo ou
mente, nos termos desta Constituição.” Em virtude des- objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados
se comando, afirma-se que o poder dos juízes emana no presente ou no pretérito imperfeito: “Tinha os
do povo e em seu nome é exercido (...). cabelos mais negros como a asa da graúna...”
C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
3. (PCJ-MT – DELEGADO SUBSTITUTO – SUPERIOR um assunto ou uma determinada situação que se
– CESPE – 2017 – ADAPTADA) No texto CG1A1BBB, o almeje desenvolvê-la, enfatizando acerca das ra-
vocábulo ‘emana’ foi empregado com o sentido de zões de ela acontecer, como em: O cadastramento
irá se prorrogar até o dia 02 de dezembro, portan-
a) trata. to, não se esqueça de fazê-lo, sob pena de perder o
b) provém. benefício.
c) manifesta. D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
d) pertence. uma modalidade na qual as ações são prescritas de
e) cabe. forma sequencial, utilizando-se de verbos expres-
sos no imperativo, infinitivo ou futuro do presente:
Resposta: Letra B. Dentro do contexto, “emana” tem Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador
o sentido de “provém”. até criar uma massa homogênea.
E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar-
cam-se pelo predomínio de operadores argumen-
tativos, revelados por uma carga ideológica cons-
TIPOLOGIA TEXTUAL tituída de argumentos e contra-argumentos que
justificam a posição assumida acerca de um deter-
minado assunto: A mulher do mundo contemporâ-
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL neo luta cada vez mais para conquistar seu espaço
no mercado de trabalho, o que significa que os gê-
A todo o momento nos deparamos com vários tex- neros estão em complementação, não em disputa.
tos, sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a
presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência 2. Gêneros Textuais
daquilo que está sendo transmitido entre os interlocuto-
res. Estes interlocutores são as peças principais em um São os textos materializados que encontramos em
diálogo ou em um texto escrito. nosso cotidiano; tais textos apresentam características
sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função,
É de fundamental importância sabermos classificar os
composição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos:
textos com os quais travamos convivência no nosso dia a
receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema,
dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais editorial, piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum,
e gêneros textuais. blog, etc.
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um A escolha de um determinado gênero discursivo de-
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa pende, em grande parte, da situação de produção, ou
opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são os
lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre al- locutores e os interlocutores, o meio disponível para vei-
guém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente cular o texto, etc.
nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a
textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição esferas de circulação. Assim, na esfera jornalística, por
e Dissertação. exemplo, são comuns gêneros como notícias, reporta-
gens, editoriais, entrevistas e outros; na esfera de divul-
1. As tipologias textuais se caracterizam pelos as- gação científica são comuns gêneros como verbete de
LÍNGUA PORTUGUESA

pectos de ordem linguística dicionário ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico,


seminário, conferência.
Os tipos textuais designam uma sequência definida
pela natureza linguística de sua composição. São obser- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto
vados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, rela-
Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. –
ções logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo,
São Paulo: Saraiva, 2010.
argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gra-

3
mática – volume único / Samira Yousseff Campedelli, B) O fonema z
Jésus Barbosa Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. São escritos com S e não Z
 Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é
SITE substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárqui-
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-tex- cos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa,
tual.htm princesa.
 Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
tamorfose.
ORTOGRAFIA  Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera,
quis, quiseste.
 Nomes derivados de verbos com radicais termi-
Ortografia nados em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão /
empreender - empresa / difundir – difusão.
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da corre-  Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís
ta grafia das palavras. É ela quem ordena qual som devem - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma língua são  Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.
grafados segundo acordos ortográficos.  Verbos derivados de nomes cujo radical termina
A maneira mais simples, prática e objetiva de apren- com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar
der ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras, – pesquisar.
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras
é necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções São escritos com Z e não S
e, em alguns casos, há necessidade de conhecimento de  Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de
etimologia (origem da palavra). adjetivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo –
beleza.
1. Regras ortográficas Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de ori-
gem não termine com s): final - finalizar / concreto
A) O fonema S – concretizar.
São escritas com S e não C/Ç  Consoante de ligação se o radical não terminar
 Palavras substantivadas derivadas de verbos com com “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender Exceção: lápis + inho – lapisinho.
- pretensão / expandir - expansão / ascender - as-
censão / inverter - inversão / aspergir - aspersão / C) O fonema j
submergir - submersão / divertir - diversão / impelir São escritas com G e não J
- impulsivo / compelir - compulsório / repelir - repul-  Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
sa / recorrer - recurso / discorrer - discurso / sentir gesso.
- sensível / consentir – consensual.  Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento,
gim.
São escritos com SS e não C e Ç  Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
 Nomes derivados dos verbos cujos radicais termi- poucas exceções): imagem, vertigem, penugem,
nem em gred, ced, prim ou com verbos termina- bege, foge.
dos por tir ou - meter: agredir - agressivo / impri- Exceção: pajem.
mir - impressão / admitir - admissão / ceder - cessão
/ exceder - excesso / percutir - percussão / regredir -  Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
regressão / oprimir - opressão / comprometer - com- litígio, relógio, refúgio.
promisso / submeter – submissão.  Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fu-
 Quando o prefixo termina com vogal que se junta gir, mugir.
com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simé-  Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir,
trico - assimétrico / re + surgir – ressurgir. surgir.
 No pretérito imperfeito simples do subjuntivo.  Depois da letra “a”, desde que não seja radical ter-
Exemplos: ficasse, falasse. minado com j: ágil, agente.
São escritos com C ou Ç e não S e SS
São escritas com J e não G
 Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.
 Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
 Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
 Palavras de origem árabe, africana ou exótica:
Juçara, caçula, cachaça, cacique.
jiboia, manjerona.
 Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça,
 Palavras terminadas com aje: ultraje.
LÍNGUA PORTUGUESA

uçu, uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, car-


niça, caniço, esperança, carapuça, dentuço.
D) O fonema ch
 Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção
São escritas com X e não CH
/ deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.  Palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
 Após ditongos: foice, coice, traição. caxi, xucro.
 Palavras derivadas de outras terminadas em -te,  Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu,
to(r): marte - marciano / infrator - infração / absor- lagartixa.
to – absorção.

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 Depois de ditongo: frouxo, feixe. ALGUNS USOS ORTOGRÁFICOS ESPECIAIS
 Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval.
Exceção: quando a palavra de origem não derive de 1. Por que / por quê / porquê / porque
outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
POR QUE (separado e sem acento)
São escritas com CH e não X
 Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, É usado em:
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, sal- 1. interrogações diretas (longe do ponto de interro-
sicha. gação) = Por que você não veio ontem?
2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale
E) As letras “e” e “i” a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por
 Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. que faltara à aula ontem.
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. 3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” =
 Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar Ignoro o motivo por que ele se demitiu.
são escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Es-
crevemos com “i”, os verbos com infinitivo em POR QUÊ (separado e com acento)
-air, -oer e -uir: trai, dói, possui, contribui.
Usos:
FIQUE ATENTO! 1. como pronome interrogativo, quando colocado no
Há palavras que mudam de sentido quan- fim da frase (perto do ponto de interrogação) =
do substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: Você faltou. Por quê?
área (superfície), ária (melodia) / delatar 2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
(denunciar), dilatar (expandir) / emergir quê?
(vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de
estância, que anda a pé), pião (brinquedo). PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico)

Usos:
1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale
#FicaDica a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escri-
ta (pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto
Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto final) = Compre agora, porque há poucas peças.
à ortografia de uma palavra, há a possibili- 2. como conjunção subordinativa causal, substituível
dade de consultar o Vocabulário Ortográfi- por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu por-
co da Língua Portuguesa (VOLP), elaborado que se antecipou.
pela Academia Brasileira de Letras. É uma
obra de referência até mesmo para a criação PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico)
de dicionários, pois traz a grafia atualizada
das palavras (sem o significado). Na Internet, Usos:
o endereço é www.academia.org.br. 1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “ra-
zão” ou “motivo”, admitindo pluralização (porquês). Ge-
ralmente é precedido por artigo = Não sei o porquê da
2. Informações importantes discussão. É uma pessoa cheia de porquês.

Formas variantes são as que admitem grafias ou pro- 2. ONDE / AONDE


núncias diferentes para palavras com a mesma significa-
ção: aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/quatorze, Onde = empregado com verbos que não expressam
dependurar/pendurar, flecha/frecha, germe/gérmen, in- a ideia de movimento = Onde você está?
farto/enfarte, louro/loiro, percentagem/porcentagem, re-
lampejar/relampear/relampar/relampadar. Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
Os símbolos das unidades de medida são escritos que expressam movimento = Aonde você vai?
sem ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar
plural, sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, 3. MAU / MAL
20km, 120km/h.
Exceção para litro (L): 2 L, 150 L. Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se
LÍNGUA PORTUGUESA

como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um


Na indicação de horas, minutos e segundos, não mau elemento.
deve haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h,
22h30min, 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três mi- Mal = pode ser usado como
nutos e trinta e quatro segundos). 1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”,
O símbolo do real antecede o número sem espaço: “logo que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu.
R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma bar- 2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi
ra vertical ($). mal na prova?

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3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou 10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático,
não compensa. geo-história, neo-helênico, extra-humano, semi-hos-
pitalar, super-homem.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa termina com a mesma vogal do segundo elemento:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-obser-
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- vação, etc.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. O hífen é suprimido quando para formar outros termos:
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira #FicaDica
Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
Saraiva, 2002. Lembrete da Zê!
Ao separar palavras na translineação (mu-
SITE dança de linha), caso a última palavra a ser
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or- escrita seja formada por hífen, repita-o na
tografia próxima linha. Exemplo: escreverei anti-in-
flamatório e, ao final, coube apenas “anti-”.
4. Hífen Na próxima linha escreverei: “-inflamatório”
(hífen em ambas as linhas). Devido à diagra-
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado para mação, pode ser que a repetição do hífen na
ligar os elementos de palavras compostas (como ex-presi- translineação não ocorra em meus conteú-
dente, por exemplo) e para unir pronomes átonos a verbos dos, mas saiba que a regra é esta!
(ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente para fazer a
translineação de palavras, isto é, no fim de uma linha, se-
B) Não se emprega o hífen:
parar uma palavra em duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em
A) Uso do hífen que continua depois da Reforma
“r” ou “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas con-
Ortográfica:
soantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom, mi-
1. Em palavras compostas por justaposição que for- crossistema, minissaia, microrradiografia, etc.
mam uma unidade semântica, ou seja, nos termos 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
que se unem para formam um novo significado: fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se
tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-co- com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coedu-
ronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva, ar- cação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico,
co-íris, primeiro-ministro, azul-escuro. plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abó- “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” ini-
bora-menina, erva-doce, feijão-verde. cial: desumano, inábil, desabilitar, etc.
3. Nos compostos com elementos além, aquém, re- 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, o segundo elemento começar com “o”: cooperação,
recém-casado. coobrigação, coordenar, coocupante, coautor, coedi-
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algumas ção, coexistir, etc.
exceções continuam por já estarem consagradas pelo 5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção
uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé- de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para-
-de-meia, água-de-colônia, queima-roupa, deus-dará. quedista, etc.
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio- 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfei-
-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas com- to, benquerer, benquerido, etc.
binações históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria,
Angola-Brasil, etc. Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas correspon-
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- dentes átonas, aglutinam-se com o elemento seguinte,
per- quando associados com outro termo que é ini- não havendo hífen: pospor, predeterminar, predeterminado,
ciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-ra- pressuposto, propor.
LÍNGUA PORTUGUESA

cional, etc. Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccioso,


7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor, auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre-huma-
ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito. no, super-realista, alto-mar.
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: pré- Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma, an-
-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc. tisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante, ul-
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- trassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus, au-
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. toajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa cadas como:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre
a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju –
SITE papel
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/ Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima síla-
ortografia ba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúlti-
ma sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus

EXERCÍCIOS COMENTADOS Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são


os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando
1. (Polícia Federal – Escrivão de Polícia Federal – Ces- tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.
pe – 2013 – adaptada)
2 Os acentos
A fim de solucionar o litígio, atos sucessivos e concatena-
dos são praticados pelo escrivão. Entre eles, estão os atos A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”
de comunicação, os quais são indispensáveis para que e “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas letras
os sujeitos do processo tomem conhecimento dos atos representam as vogais tônicas de palavras como pá, caí,
acontecidos no correr do procedimento e se habilitem a público. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicida-
exercer os direitos que lhes cabem e a suportar os ônus de, timbre aberto: herói – céu (ditongos abertos).
que a lei lhes impõe. B) acento circunflexo – (^) Colocado sobre as letras
Disponível em: <http://jus.com.br> (com adaptações). “a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
tâmara – Atlântico – pêsames – supôs.
C) acento grave – (`) Indica a fusão da preposição “a”
No que se refere ao texto acima, julgue os itens seguin-
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
tes.
D) trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi total-
Não haveria prejuízo para a correção gramatical do texto
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado
nem para seu sentido caso o trecho “A fim de solucionar
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros:
o litígio” fosse substituído por Afim de dar solução à de-
mülleriano (de Müller)
manda e o trecho “tomem conhecimento dos atos acon-
E) til – (~) Indica que as letras “a” e “o” representam
tecidos no correr do procedimento” fosse, por sua vez,
vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
substituído por conheçam os atos havidos no transcurso
do acontecimento. 2.1 Regras fundamentais
( ) CERTO ( ) ERRADO A) Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do
Resposta: Errado. “A fim” tem o sentido de “com a plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém.
intenção de”; já “afim”, “semelhança, afinidade”. Se a Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
primeira substituição fosse feita, o trecho estaria in- Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”,
correto gramatical e coerentemente. Portanto, nem há seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há
a necessidade de avaliar a segunda substituição. Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo

ACENTUAÇÃO GRÁFICA. B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas


terminadas em:
i, is: táxi – lápis – júri
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum
Acentuação. l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax –
fórceps
Quanto à acentuação, observamos que algumas pa- ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos
lavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
se dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. não de “s”: água – pônei – mágoa – memória
Por isso, vamos às regras!
LÍNGUA PORTUGUESA

1. Regras básicas #FicaDica

A acentuação tônica está relacionada à intensida- Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que
de com que são pronunciadas as sílabas das palavras. esta palavra apresenta as terminações das
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se
(aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
ficará mais fácil a memorização!
com menos intensidade, são denominadas de átonas.

7
C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quando 2.4 Regra do Hiato
a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte). Quanto à
regra de acentuação: todas as proparoxítonas são acen- Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segun-
tuadas, independentemente de sua terminação: árvore, da vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá
paralelepípedo, cárcere. acento: saída – faísca – baú – país – Luís
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato
2.2 Regras especiais quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento verem seguidas do dígrafo nh:
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em ra-i-nha, ven-to-i-nha.
palavras paroxítonas. Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vie-
rem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, forman-
FIQUE ATENTO! do hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxí-
Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos aber- tonas):
tos estiverem em uma palavra oxítona (he-
rói) ou monossílaba (céu) ainda são acen-
Antes Agora
tuados: dói, escarcéu.
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
Antes Agora Sauípe Sauipe
assembléia assembleia
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
idéia ideia abolido:
geléia geleia
jibóia jiboia Antes Agora
apóia (verbo apoiar) apoia crêem creem
paranóico paranoico lêem leem
vôo voo
2.3 Acento Diferencial
enjôo enjoo
Representam os acentos gráficos que, pelas regras de
acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para
diferenciar classes gramaticais entre determinadas pala- #FicaDica
vras e/ou tempos verbais. Por exemplo: Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os
Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito per- verbos que, no plural, dobram o “e”, mas
feito do Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do que não recebem mais acento como antes:
Indicativo do mesmo verbo). CRER, DAR, LER e VER.
Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se, Repare:
para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição. O menino crê em você. / Os meninos creem em você.
Os demais casos de acento diferencial não são mais Elza lê bem! / Todas leem bem!
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti- Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos que os
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes grama- garotos deem o recado!
ticais são definidos pelo contexto. Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!
Polícia para o trânsito para que se realize a operação Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles vêm
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, con- à tarde!
junção (com relação de finalidade). As formas verbais que possuíam o acento tônico na
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
“e” ou “i” não serão mais acentuadas:
#FicaDica
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando, na frase, der para substituir o “por” Antes Depois


por “colocar”, estaremos trabalhando com apazigúe (apaziguar) apazigue
um verbo, portanto: “pôr”; nos demais ca-
sos, “por” é preposição: Faço isso por você. averigúe (averiguar) averigue
/ Posso pôr (colocar) meus livros aqui? argúi (arguir) argui

8
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pes- Resposta: Errado. Pó = monossílaba terminada em
soa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm “o”; só = monossílaba terminada em “o”; céu = mo-
(verbo vir). A regra prevalece também para os verbos nossílaba terminada em ditongo aberto “éu”.
conter, obter, reter, deter, abster: ele contém – eles contêm,
ele obtém – eles obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém
– eles convêm. EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE
CRASE.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Crase
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais
Paulo: Saraiva, 2010.
idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a”
com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos
SITE
pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo
http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao.htm
e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as
quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se demar-
cada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo,
EXERCÍCIOS COMENTADOS à qual, às quais.
O uso do acento indicativo de crase está condiciona-
1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe do aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal
– 2014) Os termos “série” e “história” acentuam-se em e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo
conformidade com a mesma regra ortográfica. regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome -
que exige complemento regido pela preposição “a”, e o
( ) CERTO ( ) ERRADO termo regido é aquele que completa o sentido do termo
regente, admitindo a anteposição do artigo a(s).
Resposta: Certo. “Série” = acentua-se a paroxítona Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela
terminada em ditongo / “história” - acentua-se a pa- contratada recentemente.
roxítona terminada em ditongo Após a junção da preposição com o artigo (destaca-
Ambas são acentuadas devido à regra da paroxítona dos entre parênteses), temos:
terminada em ditongo. Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contrata-
Observação: nestes casos, admitem-se as separações da recentemente.
“sé-ri-e” e “his-tó-ri-as”, o que as tornaria proparoxí-
tonas. O verbo referir, de acordo com sua transitividade,
classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos
2. (Anatel – Técnico Administrativo – cespe – 2012) referimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposi-
Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento ção a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a +
gráfico tem justificativas gramaticais diferentes. o pronome demonstrativo aquela (àquela).
( ) CERTO ( ) ERRADO
Observações importantes:
Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
Resposta: Errado. Análise = proparoxítona / mínimos
confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
= proparoxítona. Ambas são acentuadas pela mesma
 Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
regra (antepenúltima sílaba é tônica, “mais forte”).
equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
3. (Ancine – Técnico Administrativo – cespe – 2012) crase está confirmada.
Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem Os dados foram solicitados à diretora.
acento gráfico com base na mesma regra de acentuação Os dados foram solicitados ao diretor.
gráfica.  No caso de nomes próprios geográficos, substi-
tui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso re-
( ) CERTO ( ) ERRADO sulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da
crase.
Resposta: Certo. Indivíduo = paroxítona terminada Faremos uma visita à Bahia.
em ditongo; diária = paroxítona terminada em diton- Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
LÍNGUA PORTUGUESA

go; paciência = paroxítona terminada em ditongo. Os


três vocábulos são acentuados devido à mesma regra. Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
4. (Ibama – Técnico Administrativo – cespe – 2012) As mais vividos.
palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo com
a mesma regra de acentuação gráfica. Nas situações em que o nome geográfico se apresen-
tar modificado por um adjunto adnominal, a crase está
( ) CERTO ( ) ERRADO confirmada.

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Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas  Não se efetiva o uso da crase diante da locução
praias. adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana,
observamos a queima de fogos a distância.
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos
#FicaDica uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedes-
tre foi arremessado à distância de cem metros.
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou  De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a -, faz-se necessário o emprego da crase.
Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra Ensino à distância.
quê?) Ensino a distância.
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)  Em locuções adverbiais formadas por palavras re-
petidas, não há ocorrência da crase.
Ela ficou frente a frente com o agressor.
Quando o nome de lugar estiver especificado, ocor- Eu o seguirei passo a passo.
rerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo Casos em que não se admite o emprego da crase:
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado. Antes de vocábulos masculinos.
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s), Esta caneta pertence a Pedro.
aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo
regente exigir complemento regido da preposição “a”.
Antes de verbos no infinitivo.
Entregamos a encomenda àquela menina.
Ele estava a cantar.
(preposição + pronome demonstrativo)
Começou a chover.
Iremos àquela reunião.
(preposição + pronome demonstrativo) Antes de numeral.
O número de aprovados chegou a cem.
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando Faremos uma visita a dez países.
criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
(preposição + pronome demonstrativo) Observações:
 Nos casos em que o numeral indicar horas – fun-
A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad- cionando como uma locução adverbial feminina –
verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento ocorrerá crase: Os passageiros partirão às dezenove
grave: horas.
 locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às  Diante de numerais ordinais femininos a crase está
pressas, à vontade... confirmada, visto que estes não podem ser empre-
 locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro- gados sem o artigo: As saudações foram direciona-
cura de... das à primeira aluna da classe.
 locuções conjuntivas: à proporção que, à medida  Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando
que. essa não se apresentar determinada: Chegamos to-
dos exaustos a casa.
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto
a função de locuções não ocorrerá crase. Repare: adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
Eu adoro a noite! exaustos à casa de Marcela.
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não  Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa
preposição. indicar chão firme: Quando os navegantes regressa-
ram a terra, já era noite.
Casos passíveis de nota:
Contudo, se o termo estiver precedido por um de-
terminante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase.
 A crase é facultativa diante de nomes próprios fe-
mininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza. Paulo viajou rumo à sua terra natal.
 Também é facultativa diante de pronomes posses- O astronauta voltou à Terra.
sivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua
 Não ocorre crase antes de pronomes que reque-
LÍNGUA PORTUGUESA

empresa.
 Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja rem o uso do artigo.
ficará aberta até as (às) dezoito horas. Os livros foram entregues a mim.
 Constata-se o uso da crase se as locuções prepo- Dei a ela a merecida recompensa.
sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se
implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:  Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o
moda de Luís XV) uso da crase está confirmado no “a” que os antece-

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de, no caso de o termo regente exigir a preposição. Examinando-se a situação financeira dos estados que
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal,
 Não ocorre crase antes de nome feminino utiliza- fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000,
do em sentido genérico ou indeterminado: quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os
Estamos sujeitos a críticas. demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do
Refiro-me a conversas paralelas. dinheiro público, para a criação de despesas e, em par-
ticular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo des-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS cumprido algumas dessas regras, estariam interessados
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa em torná-las ainda mais rigorosas?
Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cum-
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
priram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigoro-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
sa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão
Paulo: Saraiva, 2010.
sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na
lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais
SITE rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que
http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-cra- a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do
se-.html setor público de adaptar suas despesas às receitas em
queda por causa da crise.

Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adapta-


EXERCÍCIOS COMENTADOS ções).

1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe O emprego do acento grave em “às receitas” decorre da
– 2014 – adaptada) O acento indicativo de crase em “à regência do verbo “adaptar” e da presença do artigo de-
humanidade e à estabilidade” é de uso facultativo, razão finido feminino determinando o substantivo “receitas”.
por que sua supressão não prejudicaria a correção gra-
matical do texto. ( ) CERTO ( ) ERRADO

( ) CERTO ( ) ERRADO Resposta: Certo. Texto: O verdadeiro problema é a di-


ficuldade do setor público de adaptar suas despesas às
receitas em queda por causa da crise = quem adapta,
Resposta: Errado. Retomemos o contexto: (...) O uso
adapta algo/alguém A algo/alguém.
indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e per-
sistente ameaça à humanidade e à estabilidade das es-
3. (Fnde – Técnico em Financiamento e Execução de
truturas e valores políticos (...). Programas e Projetos Educacionais – cespe – 2012) O
O uso do acento indicativo de crase é obrigatório, já emprego do sinal indicativo de crase em “adequando os
que os termos “humanidade” e “estabilidade” comple- objetivos às necessidades” justifica-se pela regência do
mentam o nome “ameaça” – “ameaça a quê? a quem?” verbo adequar, que exige complemento regido pela pre-
= a regência nominal pede preposição. posição “a”, e pela presença de artigo definido feminino
antes de “necessidades”.
2. (TCE-PA – Conhecimentos Básicos – AUDITOR DE
CONTROLE EXTERNO – EDUCACIONAL – Cespe – ( ) CERTO ( ) ERRADO
2016) Resposta: Certo. Adequar o quê? – os objetivos (obje-
to direto) – adequar o quê a quê? – a + as (=às) neces-
Texto CB1A1BBB sidades – objeto indireto. A explicação do enunciado
está correta.
Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com
o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que 4. (Tribunal de Justiça-se – Técnico Judiciário – cespe
estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela – 2014 – adaptada) No trecho “deu início à sua cami-
nhada cósmica”, o emprego do acento grave indicativo
LÍNGUA PORTUGUESA

Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Res-


de crase é obrigatório.
ponsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria
legislação destinada a assegurar, como alegam, maior ri-
( ) CERTO ( ) ERRADO
gor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de
responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, for- Resposta: Errado. “deu início à sua caminhada cós-
talecer a estrutura legal que protege o dinheiro público mica” – o uso do acento indicativo de crase, neste caso, é
do mau uso por gestores irresponsáveis. facultativo (antes de pronome possessivo).

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de lago lacustre
FORMAÇÃO, CLASSE E EMPREGO DE
PALAVRAS de leão leonino
de lebre l eporino
de lua lunar ou selênico
Adjetivo de madeira lígneo
de mestre magistral
É a palavra que expressa uma qualidade ou caracterís-
tica do ser e se relaciona com o substantivo, concordando de ouro áureo
com este em gênero e número. de paixão passional
As praias brasileiras estão poluídas. de pâncreas pancreático
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos de porco suíno ou porcino
(plural e feminino, pois concordam com “praias”).
dos quadris ciático

1. Locução adjetiva de rio fluvial


Locução = reunião de palavras. Sempre que são neces- de sonho onírico
sárias duas ou mais palavras para falar sobre a mesma coisa, de velho senil
tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo tem de vento eólico
o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expres-
de vidro vítreo ou hialino
são que equivale a um adjetivo). Por exemplo: aves da noite
(aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada). de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico
Observe outros exemplos:
Observação:
de águia aquilino Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo corres-
de aluno discente pondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª
de anjo angelical série. / O muro de tijolos caiu.

de ano anual
2 Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):
de aranha aracnídeo
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função
de boi bovino dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuan-
de cabelo capilar do como adjunto adnominal ou como predicativo (do
de cabra caprino sujeito ou do objeto).
de campo campestre ou rural
3 Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
de chuva pluvial
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser.
de criança pueril
Observe alguns deles:
de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico Estados e cidades brasileiras:
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
Alagoas alagoano
de fera ferino
Amapá amapaense
de ferro férreo
Aracaju aracajuano ou aracajuense
de fogo ígneo
Amazonas amazonense ou baré
de garganta gutural
Belo Horizonte belo-horizontino
LÍNGUA PORTUGUESA

de gelo glacial
Brasília brasiliense
de guerra bélico
Cabo Frio cabo-friense
de homem viril ou humano
Campinas campineiro ou campinense
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal

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4 Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

5 Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

6. Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:

A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento: o moço norte-americano,
a moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino: conflito político-social e desavença político-social.

7 Número dos Adjetivos

A) Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos subs-
tantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a
palavra cinza é, originalmente, um substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo.
Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas o
último elemento concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso um
dos elementos que formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará in-
variável. Por exemplo: a palavra “rosa” é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento,
funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substan-
tivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:

13
Camisas rosa-claro. B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a quali-
Ternos rosa-claro. dade de um ser é intensificada, sem relação com outros
Olhos verde-claros. seres. Apresenta-se nas formas:
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.  Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
Observação:
 Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer
exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre
invariáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste,
vestidos cor-de-rosa. Observe alguns superlativos sintéticos:
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois ele-
mentos flexionados: crianças surdas-mudas. benéfico - beneficentíssimo

8 Grau do Adjetivo bom - boníssimo ou ótimo


comum - comuníssimo
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a in-
cruel - crudelíssimo
tensidade da qualidade do ser. São dois os graus do ad-
jetivo: o comparativo e o superlativo. difícil - dificílimo
doce - dulcíssimo
A) Comparativo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil - facílimo
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais caracte- fiel - fidelíssimo
rísticas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser
de igualdade, de superioridade ou de inferioridade. B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
de um ser é intensificada em relação a um conjunto de
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
seres. Essa relação pode ser:
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto
ou quão.  De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de
todas.
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Su-  De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
perioridade todas.

Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de In- O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
ferioridade dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
antepostos ao adjetivo.
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de O superlativo absoluto sintético se apresenta sob
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São duas formas: uma erudita - de origem latina – e outra
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/supe- popular - de origem vernácula. A forma erudita é cons-
rior, grande/maior, baixo/inferior.
tituída pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos
-íssimo, -imo ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo;
Observe que:
 As formas menor e pior são comparativos de su- a popular é constituída do radical do adjetivo português
perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
mau, respectivamente. Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
 Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os termi-
(melhor, pior, maior e menor), porém, em compa- nados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio
rações feitas entre duas qualidades de um mesmo – cheíssimo.
elemento, deve-se usar as formas analíticas mais
bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
exemplo: Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
elementos. Paulo: Saraiva, 2010.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
duas qualidades de um mesmo elemento.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In-
LÍNGUA PORTUGUESA

Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-


ferioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante. ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

B) Superlativo SITE
O superlativo expressa qualidades num grau muito http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou rela- morf32.php
tivo e apresenta as seguintes modalidades:

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Advérbio 2. Classificação dos Advérbios

Compare estes exemplos: De acordo com a circunstância que exprime, o advér-


O ônibus chegou. bio pode ser de:
O ônibus chegou ontem. A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, aco-
lá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde,
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, de-
sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de fronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures,
tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e aquém, embaixo, externamente, à distância, à dis-
do próprio advérbio. tância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei esquerda, ao lado, em volta.
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
(bem) amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente,
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um ad- antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
jetivo (claros) sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constan-
temente, entrementes, imediatamente, primeira-
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acres- mente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
centar ideia de: à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
Tempo: Ela chegou tarde. quando, de quando em quando, a qualquer mo-
Lugar: Ele mora aqui. mento, de tempos em tempos, em breve, hoje em
Modo: Eles agiram mal. dia.
Negação: Ela não saiu de casa. C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, de-
Dúvida: Talvez ele volte. pressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às cla-
ras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos
1. Flexão do Advérbio poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em
geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre- vão e a maior parte dos que terminam em “-men-
sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, te”: calmamente, tristemente, propositadamente,
porém, admitem a variação em grau. Observe: pacientemente, amorosamente, docemente, escan-
dalosamente, bondosamente, generosamente.
A) Grau Comparativo D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto,
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo efetivamente, certo, decididamente, deveras, indu-
modo que o comparativo do adjetivo: bitavelmente.
 de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
Renato fala tão alto quanto João. de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
 de inferioridade: menos + advérbio + que (do F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, pro-
que): Renato fala menos alto do que João. vavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo,
 de superioridade: quem sabe.
A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em ex-
fala mais alto do que João. cesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto,
A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo,
fala melhor que João. nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo,
extremamente, intensamente, grandemente, bem
B) Grau Superlativo (quando aplicado a propriedades graduáveis).
O superlativo pode ser analítico ou sintético: H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Re- mente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo:
nato fala muito alto. Brando, o vento apenas move a copa das árvores.
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
de modo bém. Por exemplo: O indivíduo também amadurece
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala al- durante a adolescência.
tíssimo. J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por
exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer
Observação: aos meus amigos por comparecerem à festa.
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são
LÍNGUA PORTUGUESA

comuns na língua popular. Saiba que:


Maria mora pertinho daqui. (muito perto) Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se
A criança levantou cedinho. (muito cedo) ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei
o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos
tarde possível.
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu
calma e respeitosamente.

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3. Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais
mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
Há palavras como muito, bastante, que podem apare- Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
cer como advérbio e como pronome indefinido. Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso!
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advér-
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro bio: Cheguei primeiro.
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito.
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução
e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros. adverbial desempenham na oração a função de adjunto
adverbial, classificando-se de acordo com as circunstân-
cias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advér-
#FicaDica bio. Exemplo:
Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto ad-
Como saber se a palavra bastante é advérbio verbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
(não varia, não se flexiona) ou pronome Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensi-
indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na dade e de tempo, respectivamente.
frase, para substituir o “bastante” por “muito”,
estamos diante de um advérbio; se der para REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
substituir por “muitos” (ou muitas), é um Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
pronome. Veja: reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei Paulo: Saraiva, 2010.
muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
(estudei muitos capítulos) = pronome indefinido SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

4. Advérbios Interrogativos SITE


http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? morf75.php
por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referen-
tes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja: Artigo

O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-


Interrogação Direta Interrogação Indireta -se como o termo variável que serve para individualizar
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu. ou generalizar o substantivo, indicando, também, o gê-
nero (masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Onde mora? Indaguei onde morava.
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va-
Por que choras? Não sei por que choras. riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações
Aonde vai? Perguntei aonde ia. “uma”[s] e “uns]).
Donde vens? Pergunto donde vens. A) Artigos definidos – São usados para indicar seres
Quando voltas? Pergunto quando voltas. determinados, expressos de forma individual: O
concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam
5. Locução Adverbial muito.
B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de
Quando há duas ou mais palavras que exercem fun- modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprova-
ção de advérbio, temos a locução adverbial, que pode da! Umas candidatas foram aprovadas!
expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordi-
nariamente por uma preposição. Veja: 1. Circunstâncias em que os artigos se manifestam:
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto,
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
para dentro, por aqui, etc.
numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal con-
B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
teúdo.
C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão,
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
em geral, frente a frente, etc. admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
LÍNGUA PORTUGUESA

D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, Janeiro, Veneza, A Bahia...


hoje em dia, nunca mais, etc. Quando indicado no singular, o artigo definido pode
A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo, indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
o adjetivo e outro advérbio: No caso de nomes próprios personativos, denotando
Chegou muito cedo. (advérbio) a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso
Joana é muito bela. (adjetivo) do artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O
De repente correram para a rua. (verbo) Pedro é o xodó da família.

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No caso de os nomes próprios personativos estarem 1. Morfossintaxe da Conjunção
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
os Incas, Os Astecas... As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”. 2. Classificação da Conjunção
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa- De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
dos. (qualquer classe) conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma isolamento, no entanto, não acarreta perda da unidade
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve de sentido que cada um dos elementos possui. Já no se-
ter é uns vinte anos. gundo caso, cada um dos elementos ligados pela conjun-
O artigo também é usado para substantivar palavras ção depende da existência do outro. Veja:
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o por- Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
quê de tudo isso. / O bem vence o mal. Podemos separá-las por ponto:
Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.
2. Há casos em que o artigo definido não pode ser
usado: Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse-
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas quentemente, orações coordenadas) coordenativa –
conhecidas: O professor visitará Roma. “mas”. Já em:
Espero que eu seja aprovada no concurso!
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre- Não conseguimos separar uma oração da outra, pois
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração
bela Roma. principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te-
mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta
Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria (ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração
sairá agora? principal).
Exceção: O senhor vai à festa?
3. Conjunções Coordenativas
Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse
é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o can- São aquelas que ligam orações de sentido completo
didato cuja nota foi a mais alta. e independente ou termos da oração que têm a mesma
função gramatical. Subdividem-se em:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e
Paulo: Saraiva, 2010. não), não só... mas também, não só... como também,
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- bem como, não só... mas ainda.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SAC- A sua pesquisa é clara e objetiva.
CONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. Não só dança, mas também canta.
30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São pressando ideia de contraste ou compensação. São
Paulo: Saraiva, 2010. elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no
entanto, não obstante.
SITE Tentei chegar mais cedo, porém não consegui.
http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm
C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expres-
sando ideia de alternância ou escolha, indicando
Conjunção fatos que se realizam separadamente. São elas: ou,
ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, tal-
LÍNGUA PORTUGUESA

Além da preposição, há outra palavra também inva- vez... talvez.


riável que, na frase, é usada como elemento de ligação: Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.
a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou duas
palavras de mesma função em uma oração: D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração
O concurso será realizado nas cidades de Campinas e que expressa ideia de conclusão ou consequência.
São Paulo. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito. conseguinte, por isso, assim.

17
Marta estava bem preparada para o teste, portanto
não ficou nervosa. #FicaDica
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão.
Você deve ter percebido que a conjunção con-
dicional “se” também é conjunção integrante.
E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração A diferença é clara ao ler as orações que são
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São introduzidas por ela. Acima, ela nos dá a ideia
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. da condição para que recebamos um telefo-
Não demore, que o filme já vai começar. nema (se for preciso ajuda). Já na oração: Não
Falei muito, pois não gosto do silêncio! sei se farei o concurso. Não há ideia de
condição alguma, há? Outra coisa: o verbo da
oração principal (sei) pede complemento (ob-
4. Conjunções Subordinativas
jeto direto, já que “quem não sabe, não sabe
algo”). Portanto, a oração em destaque exerce
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma de- a função de objeto direto da oração principal,
las dependente da outra. A oração dependente, intro- sendo classificada como oração subordinada
duzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome substantiva objetiva direta.
de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha
começado quando ela chegou. D) Conformativas: introduzem uma oração que ex-
O baile já tinha começado: oração principal prime a conformidade de um fato com outro. São
quando: conjunção subordinativa (adverbial tempo- elas: conforme, como (= conforme), segundo, con-
ral) soante, etc.
ela chegou: oração subordinada O passeio ocorreu como havíamos planejado.

As conjunções subordinativas subdividem-se em in- E) Finais: introduzem uma oração que expressa a fi-
tegrantes e adverbiais: nalidade ou o objetivo com que se realiza a oração
principal. São elas: para que, a fim de que, que, por-
Integrantes - Indicam que a oração subordinada por que (= para que), que, etc.
elas introduzida completa ou integra o sentido da prin- Toque o sinal para que todos entrem no salão.
cipal. Introduzem orações que equivalem a substantivos,
F) Proporcionais: introduzem uma oração que ex-
ou seja, as orações subordinadas substantivas. São elas:
pressa um fato relacionado proporcionalmente
que, se.
à ocorrência do expresso na principal. São elas:
Quero que você volte. (Quero sua volta)
à medida que, à proporção que, ao passo que e
as combinações quanto mais... (mais), quanto me-
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada exer- nos... (menos), quanto menos... (mais), quanto me-
ce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo nos... (menos), etc.
com a circunstância que expressam, classificam-se em: O preço fica mais caro à medida que os produtos es-
casseiam.
A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
ocorrência da oração principal. São elas: porque, Observação:
que, como (= porque, no início da frase), pois que, São incorretas as locuções proporcionais à medida
visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde em que, na medida que e na medida em que.
que, etc.
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. G) Temporais: introduzem uma oração que acrescen-
ta uma circunstância de tempo ao fato expresso na
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes
B) Concessivas: introduzem uma oração que expres-
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde
sa ideia contrária à da principal, sem, no entanto,
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= as-
impedir sua realização. São elas: embora, ainda sim que), etc.
que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por A briga começou assim que saímos da festa.
mais que, posto que, conquanto, etc.
LÍNGUA PORTUGUESA

Embora fosse tarde, fomos visitá-lo. H) Comparativas: introduzem uma oração que ex-
pressa ideia de comparação com referência à ora-
C) Condicionais: introduzem uma oração que indica ção principal. São elas: como, assim como, tal como,
a hipótese ou a condição para ocorrência da prin- como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do
cipal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (com-
não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc. binado com menos ou mais), etc.
Se precisar de minha ajuda, telefone-me. O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem.

18
I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a consequência da principal. São elas: de sorte que,
de modo que, sem que (= que não), de forma que, A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo ale-
de jeito que, que (tendo como antecedente na oração gria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito interes-
principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, ta- sante!
manho), etc. B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do minha frente.
exame.
As interjeições podem ser formadas por:
FIQUE ATENTO!  simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
 palavras: Oba! Olá! Claro!
Muitas conjunções não têm classificação única,
 grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
imutável, devendo, portanto, ser classificadas
Deus! Ora bolas!
de acordo com o sentido que apresentam no
contexto (destaque da Zê!).
1. Classificação das Interjeições

Comumente, as interjeições expressam sentido de:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Atenção! Olha! Alerta!
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
Paulo: Saraiva, 2010. E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Ânimo! Adiante!
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!
G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá!
SITE H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamen-
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84. te! Essa não! Chega! Basta!
php I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Quei-
ra Deus!
Interjeição J) Desculpa: Perdão!
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena!
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo- L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê!
ções, sensações, estados de espírito. É um recurso da lin- M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus!
guagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!
maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas sim N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios!
a manifestação de um suspiro, um estado da alma decor- Puxa! Pô! Ora!
rente de uma situação particular, um momento ou um O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade!
contexto específico. Exemplos: P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me,
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição Deus!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Q) Silêncio: Psiu! Silêncio!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjei- R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa!
ção
O significado das interjeições está vinculado à maneira Saiba que:
como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o senti- As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não so-
do que a expressão vai adquirir em cada contexto em que frem variação em gênero, número e grau como os no-
for utilizada. Exemplos: mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e
voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
Psiu! gumas interjeições sofrem variação em grau. Não se trata
contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua; de um processo natural desta classe de palavra, mas tão
significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exem-
Ei, espere!” plos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.

Psiu! 2. Locução Interjetiva


LÍNGUA PORTUGUESA

contexto: alguém pronunciando em um hospital; sig-


nificado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!” Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Toda frase mais ou menos breve dita em tom excla-
mativo torna-se uma locução interjetiva, dispensando
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! análise dos termos que a compõem: Macacos me mor-
puxa: interjeição; tom da fala: decepção dam!, Valha-me Deus!, Quem me dera!

19
1. As interjeições são como frases resumidas, sinté-
ticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por #FicaDica
essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
As palavras anterior, posterior, último, antepe-
2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é
núltimo, final e penúltimo também indicam
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras
posição dos seres, mas são classificadas como
classes gramaticais podem aparecer como inter-
adjetivos, não ordinais.
jeições. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora!
Francamente! (Advérbios)
3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra-
-frase” porque sozinha pode constituir uma men- C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade,
sagem. Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio! ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois
Fique quieto! quintos, etc.
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi- D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
tativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo: dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-ta- foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
que! Quá-quá-quá!, etc.
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” 2. Flexão dos numerais
com a sua homônima “oh!”, que exprime admira-
ção, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
do “oh!” exclamativo e não a fazemos depois do uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/
“ó” vocativo. Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe pie- duzentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/
dosa e pura!” (Olavo Bilac) quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão,
variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS cardinais são invariáveis.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramá- primeiro segundo milésimo
tica – volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus
Barbosa Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ primeiras segundas milésimas
morf89.php
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
NUMERAL atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do es-
forço e conseguiram o triplo de produção.
Numeral é a palavra variável que indica quantidade Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de pes- flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses
soas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa deter- triplas do medicamento.
minada sequência. Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e
número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/
Os numerais traduzem, em palavras, o que os núme- duas terças partes.
ros indicam em relação aos seres. Assim, quando a ex-
pressão é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma
trata de numerais, mas sim de algarismos. dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem É comum na linguagem coloquial a indicação de grau
a ideia expressa pelos números, existem mais algumas nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização
palavras consideradas numerais porque denotam quan- de sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
tidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos:
É artigo de primeiríssima qualidade!
década, dúzia, par, ambos(as), novena.
O time está arriscado por ter caído na segundona. (=
segunda divisão de futebol)
1. Classificação dos Numerais
3. Emprego e Leitura dos Numerais
A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determi-
nada de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns car-
LÍNGUA PORTUGUESA

Os numerais são escritos em conjunto de três algaris-


dinais têm sentido coletivo, como por exemplo: mos, contados da direita para a esquerda, em forma de
século, par, dúzia, década, bimestre. centenas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém separação através de ponto ou espaço correspondente a
ou alguma coisa ocupa numa determinada se- um ponto: 8.234.456 ou 8 234 456.
quência: primeiro, segundo, centésimo, etc. Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar
exagero intencional, constituindo a figura de linguagem
conhecida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.

20
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos
e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos
reais. (R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma
e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua uti-
lização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é
dispensado caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
LÍNGUA PORTUGUESA

onze décimo primeiro - onze avos


doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos

21
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo
ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.php

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, nor-
malmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na
estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreen-
são do texto.

1. Tipos de Preposição
LÍNGUA PORTUGUESA

A) Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com,
contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja,
formadas por uma derivação imprópria: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma
(preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em
frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

22
A preposição é invariável e, no entanto, pode unir-se REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
gênero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
a = pela. Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
Essa concordância não é característica da preposição, reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
mas das palavras às quais ela se une. Paulo: Saraiva, 2010.
Esse processo de junção de uma preposição com ou- Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
tra palavra pode se dar a partir dos processos de: ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
 Combinação: união da preposição “a” com o ar-
tigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde,
SITE
aos. Os vocábulos não sofrem alteração.
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
 Contração: união de uma preposição com outra
palavra, ocorrendo perda ou transformação de fo-
nema: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos, Substantivo
de + aquele = daquele, em + isso = nisso.
 Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposi- Substantivo é a classe gramatical de palavras variá-
ção + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal veis, as quais denominam todos os seres que existem,
do pronome “aquilo”). sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e
fenômenos, os substantivos também nomeiam:
 lugares: Alemanha, Portugal
#FicaDica  sentimentos: amor, saudade
O “a” pode funcionar como preposição, prono-  estados: alegria, tristeza
me pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-  qualidades: honestidade, sinceridade
-los? Caso o “a” seja um artigo, virá preceden-  ações: corrida, pescaria
do um substantivo, servindo para determiná-lo
como um substantivo singular e feminino: A 1. Morfossintaxe do substantivo
matéria que estudei é fácil!
Nas orações, geralmente o substantivo exerce fun-
ções diretamente relacionadas com o verbo: atua como
núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto di-
Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. reto ou indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda,
Irei à festa sozinha. funcionar como núcleo do complemento nominal ou do
Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é arti- aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do obje-
go; o segundo, preposição. to ou como núcleo do vocativo. Também encontramos
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de
lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem-
apostila. = Nós a trouxemos. penhadas por grupos de palavras.

2. Relações semânticas (= de sentido) estabeleci- 2. Classificação dos Substantivos


das por meio das preposições:
A) Substantivos Comuns e Próprios
Destino = Irei a Salvador. Observe a definição:
Modo = Saiu aos prantos.
Lugar = Sempre a seu lado. Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas
Assunto = Falemos sobre futebol. casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
Tempo = Chegarei em instantes. toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
Causa = Chorei de saudade.
cidade (em oposição aos bairros).
Fim ou finalidade = Vim para ficar.
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Vi as roupas da mamãe. e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
Autoria = livro de Machado de Assis cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substan-
Companhia = Estarei com ele amanhã. tivo comum.
Matéria = copo de cristal. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
Meio = passeio de barco. uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
homem, mulher, país, cachorro.
LÍNGUA PORTUGUESA

Origem = Nós somos do Nordeste.


Conteúdo = frascos de perfume. Estamos voando para Barcelona.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais. O substantivo Barcelona designa apenas um ser da
espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio –
Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
prepositiva por trás de.

23
B) Substantivos Concretos e Abstratos batalhão soldados
B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa o
cardume peixes
ser que existe, independentemente de outros seres.
caravana viajantes peregrinos
Observação: cacho frutas
Os substantivos concretos designam seres do mundo cancioneiro canções, poesias líricas
real e do mundo imaginário.
colmeia abelhas
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Brasília. concílio bispos
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- congresso parlamentares, cientistas
ma. elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa se-
res que dependem de outros para se manifestarem ou enxoval roupas
existirem. Por exemplo: a beleza não existe por si só, falange soldados, anjos
não pode ser observada. Só podemos observar a beleza fauna animais de uma região
numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende
feixe lenha, capim
de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra bele-
za é um substantivo abstrato. flora vegetais de uma região
Os substantivos abstratos designam estados, quali- frota navios mercantes, ônibus
dades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem girândola fogos de artifício
ser abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida
horda bandidos, invasores
(estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento). junta médicos, bois, credores, exa-
minadores
 Substantivos Coletivos júri jurados
legião soldados, anjos, demônios
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, leva presos, recrutas
outra abelha, mais outra abelha.
malta malfeitores ou desordeiros
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. manada búfalos, bois, elefantes,
matilha cães de raça
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- molho chaves, verduras
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
multidão pessoas em geral
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um subs- nuvem insetos (gafanhotos, mosqui-
tantivo no singular (enxame) para designar um conjunto tos, etc.)
de seres da mesma espécie (abelhas). penca bananas, chaves
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. pinacoteca pinturas, quadros
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que,
quadrilha ladrões, bandidos
mesmo estando no singular, designa um conjunto de se-
res da mesma espécie. ramalhete flores
rebanho ovelhas
Substantivo coletivo Conjunto de: repertório peças teatrais, obras musicais
assembleia pessoas reunidas réstia alhos ou cebolas
alcateia lobos romanceiro poesias narrativas
acervo livros revoada pássaros
LÍNGUA PORTUGUESA

antologia trechos literários selecionados sínodo párocos


arquipélago ilhas talha lenha
banda músicos tropa muares, soldados
bando desordeiros ou malfeitores turma estudantes, trabalhadores
banca examinadores vara porcos

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3. Formação dos Substantivos 2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única
forma, que serve tanto para o masculino quanto
A) Substantivos Simples e Compostos para o feminino. Classificam-se em:
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único ele- A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo
mento ou radical. É um substantivo simples. se faz mediante a utilização das palavras “macho”
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré
único elemento. macho e o jacaré fêmea.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele- a pessoas de ambos os sexos: a criança, a teste-
mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. munha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o in-
A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por divíduo.
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, pas- C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros:
satempo. indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o
colega e a colega, o doente e a doente, o artista e
a artista.
B) Substantivos Primitivos e Derivados
B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva Substantivos de origem grega terminados em ema
de nenhuma outra palavra da própria língua por- ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o
tuguesa. sintoma, o teorema.
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origi-  Existem certos substantivos que, variando de
na de outra palavra. O substantivo limoeiro, por gênero, variam em seu significado:
exemplo, é derivado, pois se originou a partir da o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça
palavra limão. (líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro) e
a capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma (ca-
4. Flexão dos substantivos beleira, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de au-
mento); o moral (estado de espírito) e a moral (ética; con-
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- clusão); o praça (soldado raso) e a praça (área pública);
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora).
exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo: 6. Formação do Feminino dos Substantivos Bifor-
meninão / Diminutivo: menininho mes

A) Flexão de Gênero Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno


Gênero é um princípio puramente linguístico, não de- - aluna.
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito  Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a
a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram ao masculino: freguês - freguesa
a seres animais providos de sexo, quer designem apenas  Substantivos terminados em -ão: fazem o femini-
“coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa. no de três formas:
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e 1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substanti- 2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
vos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. 3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Veja estes títulos de filmes: Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão -
O velho e o mar sultana
Um Natal inesquecível
Os reis da praia  Substantivos terminados em -or:
acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:  Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
A história sem fim cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poe-
Uma cidade sem passado tisa / duque - duquesa / conde - condessa / profeta
As tartarugas ninjas - profetisa
LÍNGUA PORTUGUESA

 Substantivos que formam o feminino trocando o


5. Substantivos Biformes e Substantivos Unifor- -e final por -a: elefante - elefanta
mes  Substantivos que têm radicais diferentes no mas-
culino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresen-  Substantivos que formam o feminino de maneira
tam uma forma para cada gênero: gato – gata, ho- especial, isto é, não seguem nenhuma das regras
mem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita anteriores: czar – czarina, réu - ré

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7. Formação do Feminino dos Substantivos Uni- Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,
formes a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Epicenos:
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. São geralmente masculinos os substantivos de ori-
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema,
forma para indicar o masculino e o feminino. o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
Alguns nomes de animais apresentam uma só for- coma, o hematoma.
ma para designar os dois sexos. Esses substantivos são Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exce-
houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
ções, nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro
palavras macho e fêmea.
Preto. / A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Ale-
A cobra macho picou o marinheiro.
gre. / Uma Londres imensa e triste.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
8. Sobrecomuns: 10. Gênero e Significação
Entregue as crianças à natureza.
Muitos substantivos, como já mencionado anterior-
A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo mente, têm uma significação no masculino e outra no fe-
masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, minino. Observe: o baliza (soldado que à frente da tropa,
nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identi- indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o
ficar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um
A criança chorona chamava-se João. bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite
A criança chorona chamava-se Maria. ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (par-
te do corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a
Outros substantivos sobrecomuns: cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzen-
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma ta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro),
boa criatura. a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
Marcela faleceu a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado
na administração da crisma e de outros sacramentos), a
9. Comuns de Dois Gêneros: crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe
(vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que guia ou-
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? tras), a guia (documento, pena grande das asas das aves),
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma o grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (fun-
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. cionário da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamen-
A distinção de gênero pode ser feita através da análi- tos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), o mo-
ral (ânimo), a moral (honestidade, bons costumes, ética),
se do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o subs-
o nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte),
tantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante;
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor), maria-
um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa;
-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala (poncho), a
repórter francês - repórter francesa.
pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo), o rádio
(aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga (remador),
A palavra personagem é usada indistintamente nos a voga (moda).
dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-se
acentuada preferência pelo masculino: O menino desco- B) Flexão de Número do Substantivo
briu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.
Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino: Em português, há dois números gramaticais: o singu-
O problema está nas mulheres de mais idade, que não lar, que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural,
aceitam a personagem. que indica mais de um ser ou grupo de seres. A caracte-
rística do plural é o “s” final.
LÍNGUA PORTUGUESA

Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo


fotográfico Ana Belmonte. 11. Plural dos Substantivos Simples

Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e


)pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
proclama, o pernoite, o púbis. Exceção: cânon - cânones.

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Os substantivos terminados em “m” fazem o plural A) Flexionam-se os dois elementos, quando for-
em “ns”: homem - homens. mados de:
Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
plural pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
- raízes. feitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho-
Atenção:
mens
O plural de caráter é caracteres.
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexio-
nam-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quin- B) Flexiona-se somente o segundo elemento,
tais; caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e quando formados de:
males, cônsul e cônsules. verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
Os substantivos terminados em “il” fazem o plural palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
de duas maneiras: alto-falantes
1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. -recos

Observação: C) Flexiona-se somente o primeiro elemento,


A palavra réptil pode formar seu plural de duas ma- quando formados de:
neiras: répteis ou reptis (pouco usada). substantivo + preposição clara + substantivo = água-
-de-colônia e águas-de-colônia
Os substantivos terminados em “s” fazem o plural
substantivo + preposição oculta + substantivo = ca-
de duas maneiras:
valo-vapor e cavalos-vapor
1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses substantivo + substantivo que funciona como deter-
2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam in- minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o
variáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave,
bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-
Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural -rã, peixe-espada - peixes-espada.
de três maneiras.
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os
saca-rolhas
Observação:
Muitos substantivos terminados em “ão” apresen-
13. Casos Especiais
tam dois – e até três – plurais:
aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos an-
cião – anciões/anciães/anciãos o louva-a-deus e os louva-a-deus
charlatão – charlatões/charlatães cor- o bem-te-vi e os bem-te-vis
rimão – corrimãos/corrimões
guardião – guardiões/guardiães vilão o bem-me-quer e os bem-me-queres
– vilãos/vilões/vilães o joão-ninguém e os joões-ninguém.

Os substantivos terminados em “x” ficam invariá- 14. Plural das Palavras Substantivadas
veis: o látex - os látex.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
12. Plural dos Substantivos Compostos classes gramaticais usadas como substantivo apresen-
tam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.
A formação do plural dos substantivos compostos
Pese bem os prós e os contras.
depende da forma como são grafados, do tipo de pa-
lavras que formam o composto e da relação que esta- O aluno errou na prova dos noves.
belecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
LÍNGUA PORTUGUESA

comportam-se como os substantivos simples: aguar-


dente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/ponta- Observação:
pés, malmequer/malmequeres. Numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
O plural dos substantivos compostos cujos elemen- não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
tos são ligados por hífen costuma provocar muitas dú- tos seis e alguns dez.
vidas e discussões. Algumas orientações são dadas a
seguir:

27
15. Plural dos Diminutivos fosso fossos
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” fi- imposto impostos
nal e acrescenta-se o sufixo diminutivo. olho olhos
osso (ô) ossos (ó)
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
ovo ovos
animai(s) + zinhos = animaizinhos
poço poços
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
porto portos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
posto postos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tijolo tijolos
tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços,
bolsos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, so-
flore(s) + zinhas = florezinhas
ros, etc.
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos Observação:
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas molho (ó) = feixe (molho de lenha).
funi(s) + zinhos = funizinhos
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
pai(s) + zinhos = paizinhos
pé(s) + zinhos = pezinhos Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsa-
mes, as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
pé(s) + zitos = pezitos
Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probida-
16. Plural dos Nomes Próprios Personativos
de, bom nome) e honras (homenagem, títulos).
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas
sempre que a terminação preste-se à flexão. com sentido de plural:
Os Napoleões também são derrotados. Aqui morreu muito negro.
As Raquéis e Esteres. Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em cape-
las improvisadas.
17. Plural dos Substantivos Estrangeiros
C) Flexão de Grau do Substantivo
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser
escritos como na língua original, acrescentando-se “s” Grau é a propriedade que as palavras têm de expri-
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os mir as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
shorts, os jazz. 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho consi-
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de derado normal. Por exemplo: casa
acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os cho- 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tama-
pes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, nho do ser. Classifica-se em:
os réquiens. Analítico = o substantivo é acompanhado de um
Observe o exemplo: adjetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Este jogador faz gols toda vez que joga. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. dicador de aumento. Por exemplo: casarão.

18. Plural com Mudança de Timbre 3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tama-
nho do ser. Pode ser:
Certos substantivos formam o plural com mudança Analítico = substantivo acompanhado de um adje-
de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um tivo que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
fato fonético chamado metafonia (plural metafônico). Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
LÍNGUA PORTUGUESA

dicador de diminuição. Por exemplo: casinha.


Singular Plural REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
corpo (ô) corpos (ó) SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
esforço esforços Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
fogo fogos reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
forno fornos

28
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, 1. Pronomes Pessoais
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São aqueles que substituem os substantivos, indican-
São Paulo: Saraiva, 2002. do diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou
escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os
SITE pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer
morf12.php referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
ou do caso oblíquo.
Pronome
A) Pronome Reto
Pronome é a palavra variável que substitui ou acom- Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma tença, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos
forma. flores.
O homem julga que é superior à natureza, por isso o Os pronomes retos apresentam flexão de número,
homem destrói a natureza... gênero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa úl-
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é tima a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do
superior à natureza, por isso ele a destrói... discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de ter- assim configurado:
1.ª pessoa do singular: eu
mos (homem e natureza).
2.ª pessoa do singular: tu
Grande parte dos pronomes não possuem significa-
3.ª pessoa do singular: ele, ela
dos fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação
1.ª pessoa do plural: nós
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a
2.ª pessoa do plural: vós
referência exata daquilo que está sendo colocado por
3.ª pessoa do plural: eles, elas
meio dos pronomes no ato da comunicação. Com ex-
ceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os de-
Esses pronomes não costumam ser usados como
mais pronomes têm por função principal apontar para as
complementos verbais na língua-padrão. Frases como
pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando-
“Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu
-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem ser
dessa característica, os pronomes apresentam uma for- evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
ma específica para cada pessoa do discurso. mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] -me até aqui”.
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? Frequentemente observamos a omissão do pronome
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se fala] reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. formas verbais marcam, através de suas desinências, as
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
se fala] boa viagem. (Nós)

Em termos morfológicos, os pronomes são palavras B) Pronome Oblíquo


variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em nú- Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
mero (singular ou plural). Assim, espera-se que a refe- sentença, exerce a função de complemento verbal
rência através do pronome seja coerente em termos de (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (ob-
gênero e número (fenômeno da concordância) com o jeto indireto)
seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente no
enunciado. Observação:
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da O pronome oblíquo é uma forma variante do prono-
nossa escola neste ano. me pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordân- diversa que eles desempenham na oração: pronome reto
cia adequada] marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
[neste: pronome que determina “ano” = concordân- complemento da oração. Os pronomes oblíquos sofrem
LÍNGUA PORTUGUESA

cia adequada] variação de acordo com a acentuação tônica que pos-


[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = con- suem, podendo ser átonos ou tônicos.
cordância inadequada]
2. Pronome Oblíquo Átono
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. são precedidos de preposição. Possuem acentuação tô-
nica fraca: Ele me deu um presente.

29
Lista dos pronomes oblíquos átonos Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
1.ª pessoa do singular (eu): me Não vá sem eu mandar.
2.ª pessoa do singular (tu): te A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”
3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe está correta, já que “para mim” é complemento de “fá-
1.ª pessoa do plural (nós): nos cil”. A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil
2.ª pessoa do plural (vós): vos para mim!
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes A combinação da preposição “com” e alguns prono-
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consi-
go, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial
FIQUE ATENTO! de companhia: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas es- A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas:
peciais depois de certas terminações verbais: Ela veio até mim, mas nada falou.
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
mesmo tempo que a terminação verbal é su- prova, até eu! (= inclusive eu)
primida. Por exemplo:
fiz + o = fi-lo As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
fazeis + o = fazei-lo por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pes-
dizer + a = dizê-la soais são reforçados por palavras como outros, mesmos,
próprios, todos, ambos ou algum numeral.
2. Quando o verbo termina em som nasal, o Você terá de viajar com nós todos.
pronome assume as formas no, nos, na, nas. Estávamos com vós outros quando chegaram as más
Por exemplo: notícias.
viram + o: viram-no Ele disse que iria com nós três.
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na 3. Pronome Reflexivo
tem + as = tem-nas São pronomes pessoais oblíquos que, embora fun-
cionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe
B.2 Pronome Oblíquo Tônico
a ação expressa pelo verbo.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
Lista dos pronomes reflexivos:
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função lembro disso.
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
forte. 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Gui-
Lista dos pronomes oblíquos tônicos: lherme já se preparou.
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Ela deu a si um presente.
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Antônio conversou consigo mesmo.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas com esta conquista.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
#FicaDica
As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos O pronome é reflexivo quando se refere à mes-
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, ma pessoa do pronome subjetivo (sujeito): Eu
me arrumei e saí.
os pronomes costumam ser usados desta forma:
É pronome recíproco quando indica recipro-
Não há mais nada entre mim e ti.
cidade de ação: Nós nos amamos. / Olhamo-
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
-nos calados.
Não há nenhuma acusação contra mim.
LÍNGUA PORTUGUESA

O “se” pode ser usado como palavra expletiva


Não vá sem mim.
ou partícula de realce, sem ser rigorosamente
necessária e sem função sintática: Os explora-
Há construções em que a preposição, apesar de surgir
dores riam-se de suas tentativas. / Será que eles
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração
se foram?
cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá
ser do caso reto.

30
C) Pronomes de Tratamento Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri- teus cabelos. (errado)
monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (por-
tanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
pessoa. Alguns exemplos: seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais ou
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religio-
sos em geral Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, profes-
sores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais,
4. Pronomes Possessivos
governadores, secretários de Estado, presidente da Repú-
blica (sempre por extenso)
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universida- São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
des (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores (coisa possuída).
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários de singular)
igual categoria
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes NÚMERO PESSOA PRONOME
de direito
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento ce- singular primeira meu(s), minha(s)
rimonioso singular segunda teu(s), tua(s)
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus
Também são pronomes de tratamento o senhor, a se- singular terceira seu(s), sua(s)
nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são emprega- plural primeira nosso(s), nossa(s)
dos no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no trata-
plural segunda vosso(s), vossa(s)
mento familiar. Você e vocês são largamente empregados
no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é plural terceira seu(s), sua(s)
de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma
vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou Note que:
literária. A forma do possessivo depende da pessoa gramatical
a que se refere; o gênero e o número concordam com o
Observações: objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de naquele momento difícil.
tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados
em relação à pessoa com quem falamos: Espero que
Observações:
V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.
1. A forma “seu” não é um possessivo quando resul-
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da
pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram que tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito
Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu obrigado, seu José.
com propriedade. 2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam
3. Os pronomes de tratamento representam uma forma posse. Podem ter outros empregos, como:
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
exemplo, estamos nos endereçando à excelência que anos.
esse deputado supostamente tem para poder ocupar C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
o cargo que ocupa. lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2.ª 3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
pessoa, toda a concordância deve ser feita com a o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Ex-
3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessi- celência trouxe sua mensagem?
vos e os pronomes oblíquos empregados em relação 4. Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi-
a eles devem ficar na 3.ª pessoa. vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promes- livros e anotações.
LÍNGUA PORTUGUESA

sas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. 5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar,
seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos)
ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhi-
6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró-
da inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos
a chamar alguém de “você”, não poderemos usar prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo,
“te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na para que não ocorra redundância: Coloque tudo
terceira pessoa. nos respectivos lugares.

31
5. Pronomes Demonstrativos Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
invariáveis, observe:
São utilizados para explicitar a posição de certa pa- Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
lavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação aquela(s).
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Também aparecem como pronomes demonstrativos:
A) Em relação ao espaço:  o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que”
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s),
pessoa que fala: aquilo.
Este material é meu. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da indiquei.)
pessoa com quem se fala:
Esse material em sua carteira é seu?  mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s):
variam em gênero quando têm caráter reforçativo:
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com Eu mesma refiz os exercícios.
quem se fala: Elas mesmas fizeram isso.
Aquele material não é nosso. Eles próprios cozinharam.
Vejam aquele prédio! Os próprios alunos resolveram o problema.

B) Em relação ao tempo:  semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.


Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em  tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
relação à pessoa que fala: 1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides
Esta manhã farei a prova do concurso! eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este.
(ou então: este solteiro, aquele casado) - este se re-
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po- fere à pessoa mencionada em último lugar; aquele,
rém relativamente próximo à época em que se situa a à mencionada em primeiro lugar.
pessoa que fala: 2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso! irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamen- 3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
to no tempo, referido de modo vago ou como tempo com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste,
remoto: desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que esta-
Naquele tempo, os professores eram valorizados. va vendo. (no = naquilo)

C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se 6. Pronomes Indefinidos


falará ou escreverá):
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discur-
fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se fa- so, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
lará: quantidade indeterminada.
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
ortografia, concordância. -plantadas.
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa
Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou: imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja- humano que seguramente existe, mas cuja identidade é
mos! desconhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em:

Este e aquele são empregados quando se quer fazer A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
referência a termos já mencionados; aquele se refere ao lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres
termo referido em primeiro lugar e este para o referido na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, bel-
por último: trano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda?
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau- Quem avisa amigo é.
lo; este está mais bem colocado que aquele. (= este [São
LÍNGUA PORTUGUESA

Paulo], aquele [Palmeiras]) B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um


ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de
ou quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s),
certa(s).
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau- Cada povo tem seus costumes.
lo; aquele está mais bem colocado que este. (= este [São Certas pessoas exercem várias profissões.
Paulo], aquele [Palmeiras])

32
Note que: Observe:
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pro- Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
nomes indefinidos adjetivos: quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, mui- quantas.
tos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, ne- Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
nhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s),
qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, Note que:
tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), O pronome “que” é o relativo de mais largo empre-
vários, várias. go, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
Menos palavras e mais ações. substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando
Alguns se contentam pouco. seu antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (=
riáveis e invariáveis. Observe: a qual)
 Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, quais)
muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (=
quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos, as quais)
vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas,
todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quan- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
tas. pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamen-
 Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, te para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde”
nada, algo, cada. (que podem ter várias classificações) são pronomes rela-
tivos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou
*Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que- coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas
preposições: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de
rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo
minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”,
plural é feito em seu interior).
neste caso, geraria ambiguidade. Veja: Regressando de
Todo e toda no singular e junto de artigo significa in-
São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou en-
teiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
cantado (quem me deixou encantado: o sítio ou minha
Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
tia?).
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utili-
Trabalho todo dia. (= todos os dias)
za-se o qual / a qual)
São locuções pronominais indefinidas: cada qual, O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que,
cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas
(que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma
ou outra, etc. O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com
Cada um escolheu o vinho desejado. o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o conse-
quente (o ser possuído, com o qual concorda em gêne-
7. Pronomes Relativos ro e número); não se usa artigo depois deste pronome;
“cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais, das quais.
São aqueles que representam nomes já mencionados Existem pessoas cujas ações são nobres.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem (antecedente) (consequente)
as orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pro-
um grupo racial sobre outros. nome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (re-
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre ou- feriu-se a)
tros = oração subordinada adjetiva).
“Quanto” é pronome relativo quando tem por ante-
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sis- cedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e
tema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que tudo:
a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo
LÍNGUA PORTUGUESA

que. Emprestei tantos quantos foram neces-


O antecedente do pronome relativo pode ser o pro- sários.
nome demonstrativo o, a, os, as. (antecedente)
Não sei o que você está querendo dizer.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Ele fez tudo quanto ha-
expresso. via falado.
Quem casa, quer casa. (antecedente)

33
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
precedido de preposição. tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
diferentemente dos segundos, que são sempre precedi-
É um professor a quem mui- dos de preposição.
to devemos. A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o
(preposição) que eu estava fazendo.
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
“Onde”, como pronome relativo, sempre possui ante- mim o que eu estava fazendo.
cedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A
casa onde morava foi assaltada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
em que: Sinto saudades da época em que (quando) morá-
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
vamos no exterior.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
lavras:
 como (= pelo qual) – desde que precedida das ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
palavras modo, maneira ou forma: CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Não me parece correto o modo como você agiu sema- Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
na passada. Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
São Paulo: Saraiva, 2002.
 quando (= em que) – desde que tenha como
antecedente um nome que dê ideia de tempo: SITE
Bons eram os tempos quando podíamos jogar video- http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
game. morf42.php

Os pronomes relativos permitem reunir duas orações 9. Colocação Pronominal


numa só frase.
O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste Colocação Pronominal trata da correta colocação dos
esporte. pronomes oblíquos átonos na frase.
= O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


#FicaDica
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
gente que conversava, (que) ria, observava. Pronome Oblíquo é aquele que exerce a fun-
ção de complemento verbal (objeto). Por isso,
8. Pronomes Interrogativos memorize:
OBlíquo = OBjeto!
São usados na formulação de perguntas, sejam elas
diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefini-
dos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo im-
Embora na linguagem falada a colocação dos prono-
preciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas
variações), quanto (e variações).
Com quem andas? devem ser observadas na linguagem escrita.
Qual seu nome?
Diz-me com quem andas, que te direi quem és. Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo.
A próclise é usada:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem fun-
ção de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso  Quando o verbo estiver precedido de palavras
oblíquo quando desempenha função de complemento. que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
lhe ajudar. jamais, etc.: Não se desespere!
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Advérbios: Agora se negam a depor.


exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli-
caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce quem tudo!
função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo. D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discur- esforçou.
so. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportu-
para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não
nidade.
sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).

34
F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. 11. Emprego de o, a, os, as
 Orações iniciadas por palavras interrogativas:
Quem lhe disse isso?  Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral,
 Orações iniciadas por palavras exclamativas: os pronomes: o, a, os, as não se alteram.
Quanto se ofendem! Chame-o agora.
 Orações que exprimem desejo (orações optativas): Deixei-a mais tranquila.
Que Deus o ajude.
 A próclise é obrigatória quando se utiliza o pro-  Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan-
nome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos:
material amanhã. / Tu sabes cantar? (Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
verbo. A mesóclise é usada:  Em verbos terminados em ditongos nasais (am,
em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se
Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu- para no, na, nos, nas.
turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam Chamem-no agora.
precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos: Põe-na sobre a mesa.
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
prol da paz no mundo.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “rea- #FicaDica
lizará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma
palavra que justificasse o uso da próclise, esta prevalece- Dica da Zê!
ria. Veja: Não se realizará... Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que sig-
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia nifica “antes”! Pronome antes do verbo!
nessa viagem. Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end,
(com presença de palavra que justifique o uso de pró- em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa- depois do verbo!
nharia nessa viagem). Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do ver-
bo
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
forem possíveis: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo: SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Quando eu avisar, silenciem-se todos. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
 Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
Não era minha intenção machucá-la. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
 Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não Paulo: Saraiva, 2010.
se inicia período com pronome oblíquo).
Vou-me embora agora mesmo. SITE
Levanto-me às 6h. http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao-
 Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo -pronominal-.html
no concurso, mudo-me hoje mesmo!
 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a Observação: Não foram encontradas questões
proposta fazendo-se de desentendida. abrangendo tal conteúdo.

10. Colocação pronominal nas locuções verbais VERBO

 Após verbo no particípio = pronome depois do Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
verbo auxiliar (e não depois do particípio): tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
Tenho me deliciado com a leitura! nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
Eu tenho me deliciado com a leitura! é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
Eu me tenho deliciado com a leitura! outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenôme-
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e no (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
nas locuções verbais:
LÍNGUA PORTUGUESA

Vamos nos unir! 1. Estrutura das Formas Verbais


Iremos nos manifestar.
 Quando há um fator para próclise nos tempos Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
compostos ou locuções verbais: opção pelo uso os seguintes elementos:
do pronome oblíquo “solto” entre os verbos = Não A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signi-
vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos preo- ficado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-
cupar”). -ava; fal-am. (radical fal-)

35
B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por #FicaDica
exemplo: fala-r. São três as conjugações: Observe que, retirando os radicais, as desi-
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática nências modo-temporal e número-pessoal
- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir). mantiveram-se idênticas. Tente fazer com
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que outro verbo e perceberá que se repetirá o
designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: fato (desde que o verbo seja da primeira
falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicativo) conjugação e regular!). Faça com o verbo
“andar”, por exemplo. Substitua o radical
/ falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) “cant” e coloque o “and” (radical do verbo
D) Desinência número-pessoal: é o elemento que andar). Viu? Fácil!
designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o
número (singular ou plural): B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações
falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse.
(indica a 3.ª pessoa do plural.)
Observação:
Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas
para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/
corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais altera-
FIQUE ATENTO!
ções não caracterizam irregularidade, porque o fonema
O verbo pôr, assim como seus derivados permanece inalterado.
(compor, repor, depor), pertencem à 2.ª conju-
gação, pois a forma arcaica do verbo pôr era C) Defectivos: são aqueles que não apresentam con-
poer. A vogal “e”, apesar de haver desapareci- jugação completa. Os principais são adequar, pre-
do do infinitivo, revela-se em algumas formas caver, computar, reaver, abolir, falir.
do verbo: põe, pões, põem, etc. D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito
e, normalmente, são usados na terceira pessoa do
singular. Os principais verbos impessoais são:
2. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
zar-se ou fazer (em orações temporais).
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia =
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- Existiam)
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acen- Houve duas guerras mundiais. (Houve = Acontece-
to tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, ram)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)
não cai no radical, mas sim na terminação verbal (fora do
radical): opinei, aprenderão, amaríamos. 2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Faz invernos rigorosos na Europa.
3. Classificação dos Verbos Era primavera quando o conheci.
Estava frio naquele dia.
Classificam-se em: 3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natu-
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radi- reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, tro-
cal inalterado durante a conjugação e desinências vejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém,
idênticas às de todos os verbos regulares da mes- se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo
ma conjugação. Por exemplo: comparemos os ver- “amanhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo
impessoal, empregado em sentido figurado, dei-
bos “cantar” e “falar”, conjugados no presente do
xa de ser impessoal para ser pessoal, ou seja, terá
Modo Indicativo: conjugação completa.
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
canto falo Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
cantas falas
LÍNGUA PORTUGUESA

canta falas 4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando


tempo: Já passa das seis.
cantamos falamos
cantais falais 5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
“de”, indicando suficiência:
cantam falam
Basta de tolices.
Chega de promessas.

36
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem referência
a sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como
hipotético, tornando-se, tais verbos, pessoais.

7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila?

E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
São unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais
(cacarejar, cricrilar, miar, latir, piar).

Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
O que é que aquela garota está cacarejando?

Principais verbos unipessoais:

 Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário):


Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

 Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo)

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que,
além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é
empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Inserir Inserido Inserto
Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
LÍNGUA PORTUGUESA

Romper Rompido Roto


Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

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FIQUE ATENTO!
Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/
dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois,
fui) e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo prin-
cipal (aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é
expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar todos!
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

4. Conjugação dos Verbos Auxiliares

4.1. SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

4.2. SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

4.3. SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
LÍNGUA PORTUGUESA

sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

38
4.4. SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

4.5. ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

4.6. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

4.7. ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

4.8. HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
LÍNGUA PORTUGUESA

hás houveste havias houveras haverás haverias


há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

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4.9. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

4.10. HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres

haver

havermos
haverdes
Haverem

4.11. TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

4.12. TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
Tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
 Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
LÍNGUA PORTUGUESA

abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a refle-
xibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço
da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respec-
tivos pronomes):

40
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arrependem.
 Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto re-
presentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele
mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os
pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota penteou-
-me.

Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à
do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular.

5. Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro.
Existem três modos:
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

6. Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adje-
tivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:

A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de subs-
tantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exem-
plo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo:


Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando futebol.
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momento da
outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em andamento,
exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”.

41
C) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o re-
sultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames,
os candidatos saíram.

Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função
de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma.

(Ziraldo)

8. Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo

Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.


Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo

Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)
LÍNGUA PORTUGUESA

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)

42
Tabelas das Conjugações Verbais

1. Modo Indicativo

1.1. Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

1.2. Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

1.3. Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

1.4. Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
LÍNGUA PORTUGUESA

cantAVAS vendIAS partAS


CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

43
1.5. Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

1.6. Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

1.7. Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

1.8. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
LÍNGUA PORTUGUESA

1.ª /2.ª e 3.ª conj.


CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø

44
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

1.9. Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

C) Modo Imperativo

1. Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

2. Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
LÍNGUA PORTUGUESA

Que nós cantemos Não cantemos nós


Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

 No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem,
pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
 O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

45
3. Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

 O verbo parecer admite duas construções:


Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece gostarem de você).

 O verbo pegar possui dois particípios (regular e irregular):


Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

VOZES DO VERBO

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três as
vozes verbais:

A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo:


O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
O menino feriu-se.

#FicaDica
Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
LÍNGUA PORTUGUESA

Nós nos amamos. (um ama o outro)

1. Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte maneira:
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:

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A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
os alunos pintarão a escola) mestres.
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)
Eu o acompanharei.
Observações: Ele será acompanhado por mim.
 O agente da passiva geralmente é acompanhado Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
da preposição por, mas pode ocorrer a construção haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cer- Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
cada de soldados.
Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir,
 Pode acontecer de o agente da passiva não estar
acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou reflexiva,
explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
porque o sujeito não pode ser visto como agente, pacien-
 A variação temporal é indicada pelo verbo auxi-
liar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a te ou agente paciente.
transformação das frases seguintes:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo) SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito per- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
feito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
ativa) reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indica- ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
tivo)
SITE
Ele fará o trabalho. (futuro do presente) http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) php
 Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as-
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal
da voz ativa. Observe a transformação da frase se- EXERCÍCIOS COMENTADOS
guinte:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) 1. (TST – Técnico Judiciário – Área Administrativa – FCC
– 2012) As vitórias no jogo interior talvez não acrescen-
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - tem novos troféus, mas elas trazem recompensas valiosas,
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, [...] que contribuem de forma significativa para nosso su-
seguido do pronome apassivador “se”. Por exemplo: cesso posterior, tanto na quadra como fora dela.
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola. Mantêm-se adequados o emprego de tempos e modos
verbais e a correlação entre eles, ao se substituírem os
Observação: elementos sublinhados na frase acima, na ordem dada,
O agente não costuma vir expresso na voz passiva por:
sintética. a) tivessem acrescentado − trariam − contribuírem
b) acrescentassem − têm trazido − contribuírem
1.1 Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva c) tinham acrescentado − trarão − contribuiriam
d) acrescentariam − trariam− contribuíram
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar e) tenham acrescentado − trouxeram − Contribuíram
substancialmente o sentido da frase.
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa)
Resposta: Letra E.
Sujeito da Ativa objeto Direto
Questão que envolve correlação verbal. Realizando as
A apostila foi comprada pelo concurseiro. alterações solicitadas, segue como ficariam (em des-
(Voz Passiva) taque):
Sujeito da Passiva Agente da Passi- Em “a”: tivessem acrescentado – trariam − contribui-
riam
LÍNGUA PORTUGUESA

va
Em “b”: acrescentassem – trariam − contribuiriam
Em “c”: tinham acrescentado – trouxeram − contribuí-
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva; ram
o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo Em “d”: acrescentassem – trariam − contribuíram
ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo Em “e”: tenham acrescentado – trouxeram − Contribuí-
tempo. ram = correta
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.

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2. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especiali- Resposta: Letra E.
zado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC – Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois
2012) Está inadequado o emprego do elemento subli- na passiva (auxiliar + o verbo da oração da ativa, no
nhado na seguinte frase: mesmo tempo verbal, forma particípio): A musa nun-
ca era alcançada por ela. O verbo “alcançava” está no
a) Sou ateu e peço que me deem tratamento similar ao pretérito imperfeito, por isso o auxiliar tem que estar
que dispenso aos homens religiosos. também (é = presente, foi = pretérito perfeito, era =
b) A intolerância religiosa baseia-se em preconceitos de imperfeito, fora = mais que perfeito, será = futuro do
que deveriam desviar-se todos os homens verdadeira- presente, seria = futuro do pretérito).
mente virtuosos.
5. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especiali-
c) A tolerância é uma virtude na qual não podem prescin-
zado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC –
dir os que se dizem homens de fé. 2012) Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação
d) O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito de nada de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós
fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. mesmos.
e) Respeito os homens de fé, a menos que deixem de Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra al-
fazer o mesmo com aqueles que não a têm. teração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser
Resposta: Letra C. substituído por:
Corrigindo o inadequado: a) ademais.
Em “a”: Sou ateu e peço que me deem tratamento si- b) conquanto.
milar ao que dispenso aos homens religiosos. c) porquanto.
Em “b”: A intolerância religiosa baseia-se em precon- d) entretanto.
ceitos de que deveriam desviar-se todos os homens e) apesar.
verdadeiramente virtuosos.
Em “c”: A tolerância é uma virtude na qual (de que) Resposta: Letra D.
não podem prescindir os que se dizem homens de fé. Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo-
Em “d”: O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito sição). A substituição deve utilizar outra de mesma
de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. classificação, para que se mantenha a ideia do perío-
do. A correta é entretanto.
Em “e”: Respeito os homens de fé, a menos que dei-
xem de fazer o mesmo com aqueles que não a têm.
6. (TST – Analista Judiciário – Área Administrativa –
FCC – 2012) O verbo indicado entre parênteses deverá
3. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especiali- flexionar-se no singular para preencher adequadamente
zado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC – a lacuna da frase:
2012)
Transpondo-se para a voz passiva a construção Os ateus a) A nenhuma de nossas escolhas...... (poder) deixar de
despertariam a ira de qualquer fanático, a forma ver- corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
bal obtida será: b) Não se...... (poupar) os que governam de refletir sobre
o peso de suas mais graves decisões.
a) seria despertada. c) Aos governantes mais responsáveis não...... (ocorrer)
b) teria sido despertada. tomar decisões sem medir suas consequências.
c) despertar-se-á. d) A toda decisão tomada precipitadamente...... (cos-
d) fora despertada. tumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
e) teriam despertado. e) Diante de uma escolha,...... (ganhar) prioridade, reco-
menda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
Resposta: Letra A. humana.
Os ateus despertariam a ira de qualquer fanático
Resposta: Letra C.
Fazendo a transposição para a voz passiva, temos: A
Flexões em destaque e sublinhei os termos que esta-
ira de qualquer fanático seria despertada pelos ateus.
belecem concordância:
GABARITO OFICIAL: A Em “a”: A nenhuma de nossas escolhas podem deixar
de corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
4. (TST – Técnico Judiciário – Área Administrativa – Em “b”: Não se poupam os que governam de refletir
Especialidade Segurança Judiciária – FCC – 2012) sobre o peso de suas mais graves decisões.
...ela nunca alcançava a musa. Em “c”: Aos governantes mais responsáveis não ocor-
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
LÍNGUA PORTUGUESA

re tomar decisões sem medir suas consequências. =


verbal resultante será: Isso não ocorre aos governantes – uma oração exerce
a função de sujeito (subjetiva)
a) alcança-se. Em “d”: A toda decisão tomada precipitadamente cos-
b) foi alcançada. tumam sobrevir consequências imprevistas e injustas.
c) fora alcançada. Em “e”: Diante de uma escolha, ganham prioridade,
d) seria alcançada. recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta
e) era alcançada. a dor humana.

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7. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Analista Judiciário – Área Resposta: Letra B.
Administrativa – FCC – 2016 ) ... para quem Manoel de Ao trecho: a guardiã desse tipo de acervo, que (o qual)
Barros era comparável a São Francisco de Assis... é muito difícil de ser guardado...
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da
frase acima está em: 10. (TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC – Técnico Judiciário –
FCC – 2016) O marechal organizou o acervo...
a) Dizia-se um “vedor de cinema”... A forma verbal está corretamente transposta para a voz
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no es- passiva em:
paço...
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e
a) estava organizando
Charles Baudelaire.
b) tinha organizado
d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Bar-
ros na literatura... c) organizando-se
e) ... para depois casá-las... d) foi organizado
e) está organizado
Resposta: Letra A. Resposta: Letra D.
“Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati- Temos: sujeito (o marechal), verbo na ativa (organizou)
vo. Procuremos nos itens: e objeto (o acervo). Como há um verbo na ativa, ao
Em “a”: Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo passarmos para a passiva teremos dois (o auxiliar no
Em “b”: Porque não seria = futuro do pretérito do In- mesmo tempo que o verbo da ativa + o particípio do
dicativo verbo da voz ativa = organizado). O objeto exercerá
Em “c”: Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei- a função de sujeito paciente, e o sujeito da ativa será
to do Indicativo o agente da passiva (ufa!). A frase ficará: O acervo foi
Em “d”: Quase meio século separa = presente do Indi- organizado pelo marechal.
cativo
Em “e”: para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar 11. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
elas) FCC – 2016) Precisamos de um treinador que nos ajude
a comer...
8. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – Analista Judiciário – Área
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
Administrativa – FCC – 2016 ) Aí conheci o escritor e
sublinhado acima está também sublinhado em:
historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino Al-
ves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de Zé
de Julião. Considerando-se a norma-padrão da língua, a) [...] assim que conseguissem se virar sem as mães ou
ao reescrever-se o trecho acima em um único período, o as amas...
segmento destacado deverá ser antecedido de vírgula e b) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
substituído por c) [...] país que transformou a infância numa bilionária in-
dústria de consumo...
a) perante ao qual d) E, mesmo que se esforcem muito [...]
b) de cujo e) Hoje há algo novo nesse cenário.
c) o qual
d) frente à quem Resposta: Letra D.
e) de quem que nos ajude = presente do Subjuntivo
Em “a”: que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
Resposta: Letra E. Em “b”: que proliferaram = pretérito perfeito (e tam-
Voltemos ao trecho: ... meu saudoso amigo Alcino Alves bém mais-que-perfeito) do Indicativo
Costa. E foi dele que ouvi oralmente... = a única alter- Em “c”: que transformou = pretérito perfeito do Indi-
nativa que substitui corretamente o trecho destacado é
cativo
“de quem ouvi oralmente”.
Em “d”: que se esforcem = presente do Subjuntivo
Em “e”: há algo novo nesse cenário = presente do In-
9. (TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC – Técnico Judiciário –
FCC – 2016) “Isto pode despertar a atenção de outras pes- dicativo
soas que tenham documentos em casa e se disponham
a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de 12. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Técnico Judiciário – FCC
acervo, que é muito difícil de ser guardado em casa, pois o – 2016) O modelo ainda dominante nas discussões ecoló-
tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conserva- gicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
LÍNGUA PORTUGUESA

ção de documentos”, disse Cavalcanti.


O termo sublinhado faz referência a verbal resultante será:

a) pessoas. a) é privilegiado.
b) acervo. b) sendo privilegiadas.
c) Academia. c) são privilegiados.
d) tempo. d) foi privilegiado.
e) casa. e) são privilegiadas.

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Resposta: Letra C. Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos
Há um verbo na ativa, então teremos dois na passiva empregados nessas frases está em destaque em:
(auxiliar + o particípio de “privilegia”) = O Estado e
o mundo são privilegiados pelo modelo ainda domi- a) [...] o acesso rápido e a quantidade de textos fazem
nante. com que o cérebro humano não considere útil gravar
esses dados [...]
13. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Técnico Judiciário – FCC – b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-
2016 ) Empregam-se todas as formas verbais de acordo -número de informações.
com a norma culta na seguinte frase: c) [...] após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
dele...
a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em
não poderia receber qualquer tipo de retificação. que morou quando era criança?
b) Os documentos com assinatura digital disporam de e) É o que mostra também uma pesquisa recente condu-
algoritmos de criptografia que os protegeram. zida pela empresa de segurança digital Kaspersky [...]
c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam
contar com a proteção de uma assinatura digital. Resposta: Letra D.
d) Quem se propor a alterar um documento criptogra- Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperati-
fado deve saber que comprometerá sua integridade. vo (expressam ordem). Vamos aos itens:
e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem Em “a”: ... o acesso rápido e a quantidade de textos
comprometer a integridade dos documentos. fazem = presente do Indicativo
Em “b”: Na internet, basta um clique = presente do
Resposta: Letra E. Indicativo
Em “a”: Para que se mantesse (mantivesse) sua auten- Em “c”: ... após discar e fazer a ligação, não precisamos
ticidade, o documento não poderia receber qualquer = presente do Indicativo
tipo de retificação. Em “d”: Pense rápido: = Imperativo
Em “b”: Os documentos com assinatura digital dispo- Em “e”: É o que mostra também uma pesquisa = pre-
ram (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os sente do Indicativo
protegeram.
Em “c”: Arquivados eletronicamente, os documentos 16. (PC-SP – Atendente de Necrotério Policial – Vu-
poderam (puderam) contar com a proteção de uma nesp – 2014) Assinale a alternativa em que a palavra em
assinatura digital. destaque na frase pertence à classe dos adjetivos (pala-
Em “d”: Quem se propor (propuser) a alterar um docu- vra que qualifica um substantivo).
mento criptografado deve saber que comprometerá
sua integridade. a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de eu-
Em “e”: Não é possível fazer as alterações que convie- tanásia...
rem sem comprometer a integridade dos documentos b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
= correta c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar
a morte.
14. (TRT 21.ª REGIÃO-RN – Técnico Judiciário – FCC d) Ela é proibida por lei no Brasil,...
– 2017) Sessenta anos de história marcam, assim, a traje- e) E como seria a verdadeira boa morte?
tória da utopia no país.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma Resposta: Letra E.
verbal resultante será: Em “a”: Existe grande confusão = substantivo
Em “b”: o médico ou alguém causa ativamente a mor-
a) foram marcados. te = pronome
b) foi marcado. Em “c”: prolonga o processo de morrer procurando
c) são marcados. distanciar a morte = substantivo
d) foi marcada. Em “d”: Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
e) é marcada. Em “e”: E como seria a verdadeira boa morte? = ad-
jetivo
Resposta: Letra E.
Temos um verbo (no tempo presente) na ativa, então 17. (PC-SP – Escrivão de Polícia – Vunesp – 2014) As for-
teremos dois na passiva (auxiliar [no tempo presente] mas verbais conjugadas no modo imperativo, expressan-
+ particípio de “marcam”) = Assim, a trajetória da uto- do ordem, instrução ou comando, estão destacadas em
pia do país é marcada pelos sessenta anos de história.
LÍNGUA PORTUGUESA

a) Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem ní-


15. (Polícia Militar do Estado de São Paulo – Soldado tidas na memória: são aqueles donos de qualidades
PM 2.ª Classe – Vunesp – 2017) Considere as seguintes incomuns.
frases: b) Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. quase não acreditei no que ouvi.
Segundo, não memorize apenas por repetição. c) – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá
Terceiro, rabisque! pro estúdio e ponha a rádio no ar.

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d) Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, 20. (PC-SP – Atendente de Necrotério Policial – Vu-
precisava “passar” a transmissão lá para a câmara, e o nesp – 2013) Nas frases – Não vou mais à escola!… – e
locutor não chegava para os textos de abertura, pu- – Hoje estão na moda os métodos audiovisuais. – as pala-
blicidade, chamadas. vras em destaque expressam, correta e respectivamente,
e) ... estremecíamos quando ele nos chamava para qual- circunstâncias de
quer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já
suando frio e atentos às suas finas e cortantes pala- a) dúvida e modo.
vras. b) dúvida e tempo.
c) modo e afirmação.
Resposta: Letra C.
d) negação e lugar.
Aos itens:
Em “a”: há = presente / acabam = presente / são = e) negação e tempo.
presente
Em “b”: Voltei = pretérito perfeito / acreditei = preté- Resposta: Letra E.
rito perfeito “não” – advérbio de negação / “hoje” – advérbio de
Em “c”: deixe / largue / vá / ponha = verbos no modo tempo.
imperativo afirmativo (ordens)
Em “d”: era = pretérito imperfeito / precisava = preté- 21. (PC-SP – Escrivão de Polícia – Vunesp – 2013)
rito imperfeito / chegava = pretérito imperfeito Assinale a alternativa que completa respectivamente as
Em “e”: fazendo-nos = gerúndio / suando = gerúndio lacunas, em conformidade com a norma-padrão de con-
jugação verbal.
18. (PC-SP – Agente de Polícia – Vunesp – 2013) Em Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional
– O destino me prestava esse pequeno favor: completa-
quando __________ um diploma de mestrado, mas há
va minha identificação com o resto da humanidade, que
aqueles que _________ de opinião e procuram investir em
tem sempre para contar uma história de objeto achado;
– o pronome em destaque retoma a seguinte palavra/ cursos profissionalizantes.
expressão:
a) obtiver … divirgem
a) o resto da humanidade. b) obter … divergem
b) esse pequeno favor. c) obtesse … devirgem
c) minha identificação. d) obter … divirgem
d) O destino. e) obtiver … divergem
e) completava.
Resposta: Letra E.
Resposta: Letra A. Há quem acredite que alcançará o sucesso profissio-
Completava minha identificação com o resto da huma- nal quando obtiver um diploma de mestrado, mas há
nidade, que (a qual) tem sempre para contar uma his- aqueles que divergem de opinião e procuram investir
tória de objeto achado = pronome relativo que retoma
em cursos profissionalizantes.
o resto da humanidade.

19. (PC-SP – Agente de Polícia – Vunesp – 2013) Con- 22. (PC-SP – Auxiliar de Necropsia – Vunesp – 2014)
sidere o trecho a seguir. Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica
É comum que objetos ____________ esquecidos em locais o substantivo, com ele concordando em gênero e núme-
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é
se as pessoas __________ a atenção voltada para seus per- um adjetivo.
tences, conservando-os junto ao corpo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva- a) ... um câncer de boca horroroso, ...
mente, as lacunas do texto. b) Ele tem dezesseis anos...
c) Eu queria que ele morresse logo, ...
a) sejam ... mantesse d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às fa-
b) sejam ... mantém mílias.
c) sejam ... mantivessem
e) E o inferno não atinge só os terminais.
d) seja ... mantivessem
e) seja ... mantêm
Resposta: Letra A.
Em “a”: um câncer de boca horroroso = adjetivo
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Letra C.
Completemos as lacunas e depois busquemos o item Em “b”: Ele tem dezesseis anos = numeral
correspondente. A pegadinha aqui é a conjugação do Em “c”: Eu queria que ele morresse logo = advérbio
verbo “manter”, no presente do Subjuntivo (mantiver): Em “d”: com a crueldade adicional de dar esperança às
É comum que objetos sejam esquecidos em locais pú- famílias = substantivo
blicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se Em “e”: E o inferno não atinge só os terminais = subs-
as pessoas mantivessem a atenção voltada para seus tantivo
pertences, conservando-os junto ao corpo.

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Período composto é aquele constituído por duas ou
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO. mais orações:
Cantei, dancei e depois dormi.
Quero que você estude mais.
Frase, oração e período
1.1. Termos da Oração
1. Sintaxe da Oração e do Período 1.1.1 Termos essenciais

Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para O sujeito e o predicado são considerados termos es-
estabelecer comunicação. Normalmente é composta por senciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis
dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obriga- para a formação das orações. No entanto, existem ora-
toriamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trove- ções formadas exclusivamente pelo predicado. O que
jou muito ontem à noite. define a oração é a presença do verbo. O sujeito é o ter-
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em mo que estabelece concordância com o verbo.
verbais (possuem verbos, ou seja, são orações) e nomi- O candidato está preparado.
nais (sem a presença de verbos), feita a partir de seus Os candidatos estão preparados.
elementos constituintes, elas podem ser classificadas a
partir de seu sentido global: Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candida-
A) frases interrogativas = o emissor da mensagem to” é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno-
formula uma pergunta: Que dia é hoje? minada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo,
B) frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou estabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo
no singular: candidato = está).
faz um pedido: Dê-me uma luz!
A função do sujeito é basicamente desempenhada
C) frases exclamativas = o emissor exterioriza um es-
por substantivos, o que a torna uma função substantiva
tado afetivo: Que dia abençoado! da oração. Pronomes, substantivos, numerais e quais-
D) frases declarativas = o emissor constata um fato: A quer outras palavras substantivadas (derivação impró-
prova será amanhã. pria) também podem exercer a função de sujeito.
Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, subs-
Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo tantivo)
(oração) são estruturadas por dois elementos essenciais: Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem-
sujeito e predicado. plo: substantivo)
O sujeito é o termo da frase que concorda com o ver-
bo em número e pessoa. É o “ser de quem se declara Os sujeitos são classificados a partir de dois elemen-
algo”, “o tema do que se vai comunicar”; o predicado é a tos: o de determinação ou indeterminação e o de núcleo
parte da frase que contém “a informação nova para o ou- do sujeito.
vinte”, é o que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, Um sujeito é determinado quando é facilmente
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. identificado pela concordância verbal. O sujeito determi-
Quando o núcleo da declaração está no verbo (que nado pode ser simples ou composto.
indique ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo A indeterminação do sujeito ocorre quando não é
significativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo possível identificar claramente a que se refere a concor-
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não
estiver em um nome (geralmente um adjetivo), teremos
interessa indicar precisamente o sujeito de uma oração.
um predicado nominal (os verbos deste tipo de predica-
Estão gritando seu nome lá fora.
do são os que indicam estado, conhecidos como verbos Trabalha-se demais neste lugar.
de ligação): O sujeito simples é o sujeito determinado que apre-
O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no
(predicado verbal) plural; pode também ser um pronome indefinido. Abai-
A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o nú- xo, sublinhei os núcleos dos sujeitos:
cleo é “fácil” (predicado nominal) Nós estudaremos juntos.
Quanto ao período, ele denomina a frase constituída A humanidade é frágil.
por uma ou mais orações, formando um todo, com sen- Ninguém se move.
tido completo. O período pode ser simples ou composto. O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma
derivação imprópria, tranformando-o em substantivo)
As crianças precisam de alimentos saudáveis.
LÍNGUA PORTUGUESA

Período simples é aquele constituído por apenas


uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Chove. O sujeito composto é o sujeito determinado que
A existência é frágil. apresenta mais de um núcleo.
Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso. Alimentos e roupas custam caro.
Ela e eu sabemos o conteúdo.
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda.
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a

52
referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o Já são dez horas.
“antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo Faz frio nesta época do ano.
do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido Há muitos concursos com inscrições abertas.
pela desinência verbal ou pelo contexto.
Abolimos todas as regras. = (nós) Predicado é o conjunto de enunciados que contém a
Falaste o recado à sala? = (tu) informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas
Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na pri- orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia
meira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na se- um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado
gunda do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os é aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com ex-
pronomes não estejam explícitos. ceção do vocativo - que é um termo à parte - tudo o que
Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implíci- difere do sujeito numa oração é o seu predicado.
to na desinência verbal “-mos” Chove muito nesta época do ano.
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na de- Houve problemas na reunião.
sinência verbal “-ais”
Em ambas as orações não há sujeito, apenas predi-
Mas: cado. Na segunda oração, “problemas” funciona como
Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós objeto direto.
Vós cantais bem! = sujeito simples: vós As questões estavam fáceis!
Sujeito simples = as questões
O sujeito indeterminado surge quando não se quer - Predicado = estavam fáceis
ou não se pode - identificar a que o predicado da oração
refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento.
contrário, teríamos uma oração sem sujeito. Sujeito = uma ideia estranha
Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermi- Predicado = passou-me pelo pensamento
nado de duas maneiras:
Para o estudo do predicado, é necessário verificar
A) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que
se seu núcleo é um nome (então teremos um predicado
o sujeito não tenha sido identificado anteriormen-
nominal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se con-
te:
siderar também se as palavras que formam o predicado
Bateram à porta;
referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da
Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi-
oração.
nistro.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples de opinião.
ou composto: Predicado
Os meninos bateram à porta. (simples)
Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto) O predicado acima apresenta apenas uma palavra
que se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras se
B) com o verbo na terceira pessoa do singular, acres- ligam direta ou indiretamente ao verbo.
cido do pronome “se”. Esta é uma construção típi- A cidade está deserta.
ca dos verbos que não apresentam complemento O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere-
direto: -se ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como
Precisa-se de mentes criativas. elemento de ligação (por isso verbo de ligação) entre o
Vivia-se bem naqueles tempos. sujeito e a palavra a ele relacionada (no caso: deserta =
Trata-se de casos delicados. predicativo do sujeito).
Sempre se está sujeito a erros.
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo
O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice significativo um verbo:
de indeterminação do sujeito. Chove muito nesta época do ano.
Estudei muito hoje!
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo pre- Compraste a apostila?
dicado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A
mensagem está centrada no processo verbal. Os princi- Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
pais casos de orações sem sujeito com: apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam
processos.
LÍNGUA PORTUGUESA

 os verbos que indicam fenômenos da natureza:


Amanheceu.
Está trovejando. O predicado nominal é aquele que tem como nú-
cleo significativo um nome; este atribui uma qualidade
 os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo
fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao do sujeito. O predicativo é um nome que se liga a ou-
tempo em geral: tro nome da oração por meio de um verbo (o verbo de
Está tarde. ligação).

53
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, C) para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a crise.
isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre- (sem preposição, o sentido seria outro: O povo prejudica
dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado a crise)
do sujeito: Os dados parecem corretos. O objeto indireto é o complemento que se liga indi-
O verbo parecer poderia ser substituído por estar, an- retamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
dar, ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como Gosto de música popular brasileira.
elemento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele Necessito de ajuda.
relacionadas.
A função de predicativo é exercida, normalmente, 1.2.1 Objeto Pleonástico
por um adjetivo ou substantivo.
É a repetição de objetos, tanto diretos como indiretos.
O predicado verbo-nominal é aquele que apresen- Normalmente, as frases em que ocorrem objetos
ta dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No pleonásticos obedecem à estrutura: primeiro aparece o
predicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir objeto, antecipado para o início da oração; em seguida,
ao sujeito ou ao complemento verbal (objeto). ele é repetido através de um pronome oblíquo. É à repe-
tição que se dá o nome de objeto pleonástico.
“Aos fracos, não os posso proteger, jamais.” (Gonçal-
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig-
ves Dias)
nificativo, indicando processos. É também sempre por
intermédio do verbo que o predicativo se relaciona com
objeto pleonástico
o termo a que se refere.
O dia amanheceu ensolarado; Ao traidor, nada lhe devemos.
As mulheres julgam os homens inconstantes.
O termo que integra o sentido de um nome chama-se
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta complemento nominal, que se liga ao nome que com-
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de pleta por intermédio de preposição:
ligação. Este predicado poderia ser desdobrado em dois: A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a pala-
um verbal e outro nominal. vra “necessária”
O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado. Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo”

No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona 1.3 Termos acessórios da oração e vocativo
o complemento homens com o predicativo “inconstan-
tes”. Os termos acessórios recebem este nome por serem
explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o ad-
1.2 Termos integrantes da oração junto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o voca-
tivo – este, sem relação sintática com outros temos da
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o oração.
complemento nominal são chamados termos integrantes
da oração. O adjunto adverbial é o termo da oração que indi-
ca uma circunstância do processo verbal ou intensifica o
Os complementos verbais integram o sentido dos sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função
verbos transitivos, com eles formando unidades signi- adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais
ficativas. Estes verbos podem se relacionar com seus exercerem o papel de adjunto adverbial: Amanhã voltarei
complementos diretamente, sem a presença de prepo- a pé àquela velha praça.
sição, ou indiretamente, por intermédio de preposição.
O adjunto adnominal é o termo acessório que de-
O objeto direto é o complemento que se liga dire-
termina, especifica ou explica um substantivo. É uma fun-
tamente ao verbo.
ção adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas
Houve muita confusão na partida final.
que exercem o papel de adjunto adnominal na oração.
Queremos sua ajuda.
Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os
numerais e os pronomes adjetivos.
O objeto direto preposicionado ocorre principal- O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu
mente: amigo de infância.
A) com nomes próprios de pessoas ou nomes co-
muns referentes a pessoas:
LÍNGUA PORTUGUESA

O adjunto adnominal se liga diretamente ao subs-


Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais. tantivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o
(o objeto é direto, mas como há preposição, denomi- predicativo do objeto se liga ao objeto por meio de um
na-se: objeto direto preposicionado) verbo.
O poeta português deixou uma obra originalíssima.
B) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes O poeta deixou-a.
de tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero (originalíssima não precisou ser repetida, portanto:
cansar a Vossa Senhoria. adjunto adnominal)

54
O poeta português deixou uma obra inacabada. Podemos dizer:
O poeta deixou-a inacabada. 1. Estou comprando um protetor solar.
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo 2. Irei à praia.
do objeto)
Separando as duas, vemos que elas são independen-
Enquanto o complemento nominal se relaciona a um tes. Tal período é classificado como Período Composto
substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto nominal se por Coordenação.
relaciona apenas ao substantivo. Quanto à classificação das orações coordenadas, te-
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um Sindéticas.
termo que exerça qualquer função sintática: Ontem, se-
gunda-feira, passei o dia mal-humorado. A) Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são li-
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tem- gadas através de nenhum conectivo. Estão apenas jus-
po “ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao tapostas.
termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Se- Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci.
gunda-feira passei o dia mal-humorado.
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu B) Coordenadas Sindéticas
valor na oração, em: Ao contrário da anterior, são orações coordenadas
A) explicativo: A linguística, ciência das línguas hu- entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção
manas, permite-nos interpretar melhor nossa rela- coordenativa, que dará à oração uma classificação. As
ção com o mundo. orações coordenadas sindéticas são classificadas em cin-
B) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas co tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e
coisas: amor, arte, ação. explicativas.
C) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e so-
Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção!
nho, tudo forma o carnaval.
 Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas:
D) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fi-
suas principais conjunções são: e, nem, não só... mas tam-
xaram-se por muito tempo na baía anoitecida.
bém, não só... como, assim... como.
Nem comprei o protetor solar nem fui à praia.
O vocativo é um termo que serve para chamar, in-
Comprei o protetor solar e fui à praia.
vocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não
mantendo relação sintática com outro termo da oração.
 Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas:
A função de vocativo é substantiva, cabendo a substan-
suas principais conjunções são: mas, contudo, to-
tivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs- davia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim,
tantivadas esse papel na linguagem. senão.
João, venha comigo! Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Traga-me doces, minha menina! Li tudo, porém não entendi!
1.4 Períodos Compostos  Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas:
1.4.1 Período Composto por Coordenação suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora;
quer...quer; seja...seja.
O período composto se caracteriza por possuir mais Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
de uma oração em sua composição. Sendo assim:
Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma  Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas:
oração) suas principais conjunções são: logo, portanto, por
Estou comprando um protetor solar, depois irei à fim, por conseguinte, consequentemente, pois (pos-
praia. (Período Composto =locução verbal + verbo, duas posto ao verbo).
orações) Passei no concurso, portanto comemorarei!
Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar A situação é delicada; devemos, pois, agir.
um protetor solar. (Período Composto = três verbos, três
orações).  Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas:
suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a sa-
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer ber, na verdade, pois (anteposto ao verbo).
entre as orações de um período composto: uma relação
LÍNGUA PORTUGUESA

Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-


de coordenação ou uma relação de subordinação. mingo.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos.
em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco
de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, 1.4.2 Período Composto Por Subordinação
ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. Quero que você seja aprovado!
(Período Composto) Oração principal oração subordinada

55
Observe que na oração subordinada temos o verbo
“seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singular FIQUE ATENTO!
do presente do subjuntivo, além de ser introduzida por Observe que a oração subordinada subs-
conjunção. As orações subordinadas que apresentam ver- tantiva pode ser substituída pelo pronome
bo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do “isso”. Assim, temos um período simples:
indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas por con- É fundamental isso ou Isso é fun-
junção, chamam-se orações desenvolvidas ou explícitas. damental.
Desta forma, a oração correspondente a
Podemos modificar o período acima. Veja: “isso” exercerá a função de sujeito.
Quero ser aprovado.
Oração Principal Oração Subordinada
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na ora-
A análise das orações continua sendo a mesma: “Que- ção principal:
ro” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração  Verbos de ligação + predicativo, em constru-
subordinada “ser aprovado”. Observe que a oração su- ções do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Pa-
bordinada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além rece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado
disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas ora- É bom que você compareça à minha festa.
ções, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
surge numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou  Expressões na voz passiva, como: Sabe-se,
particípio) são chamadas de orações reduzidas ou implí- Soube-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi
citas (como no exemplo acima). anunciado, Ficou provado.
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
Observação:
As orações reduzidas não são introduzidas por con-  Verbos como: convir - cumprir - constar - admi-
junções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual- rar - importar - ocorrer - acontecer
mente, introduzidas por preposição. Convém que não se atrase na entrevista.

A) Orações Subordinadas Substantivas Observação:


A oração subordinada substantiva tem valor de subs- Quando a oração subordinada substantiva é subjeti-
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in- va, o verbo da oração principal está sempre na 3.ª pessoa
tegrante (que, se). do singular.
2. Objetiva Direta = exerce função de objeto direto
Não sei se sairemos hoje. do verbo da oração principal:
Oração Subordinada Substantiva Todos querem sua aprovação no concurso.
Objeto Direto
Temos medo de que não sejamos aprovados.
Oração Subordinada Substantiva Todos querem que você seja aprovado. (Todos
querem isso)
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) tam- Oração Principal Oração Subordinada Substanti-
bém introduzem as orações subordinadas substantivas, va Objetiva Direta
bem como os advérbios interrogativos (por que, quando, As orações subordinadas substantivas objetivas dire-
onde, como). tas (desenvolvidas) são iniciadas por:
 Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica)
O garoto perguntou qual seu nome. e “se”: A professora verificou se os alunos estavam
Oração Subordinada Substantiva presentes.
 Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
Não sabemos quando ele virá. vezes regidos de preposição), nas interrogações
Oração Subordinada Substantiva indiretas: O pessoal queria saber quem era o dono
do carro importado.
 Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às
1.4.3 Classificação das Orações Subordinadas vezes regidos de preposição), nas interrogações
Substantivas indiretas: Eu não sei por que ela fez isso.

Conforme a função que exerce no período, a oração 3. Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do
subordinada substantiva pode ser: verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
LÍNGUA PORTUGUESA

1. Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do


verbo da oração principal: Meu pai insiste em meu estudo.
É fundamental o seu comparecimento à reunião. Objeto Indireto
Sujeito
Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai
É fundamental que você compareça à reunião. insiste nisso)
Oração Principal Oração Subordinada Substan- Oração Subordinada Substantiva
tiva Subjetiva Objetiva Indireta

56
Observação: Esta foi uma redação que fez sucesso.
Em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na Oração Principal Oração Subordinada
oração. Adjetiva
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Subs- Perceba que a conexão entre a oração subordinada
tantiva Objetiva Indireta
adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é
feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou
4. Completiva Nominal = completa um nome que
pertence à oração principal e também vem marcada por relacionar) duas orações, o pronome relativo desempe-
preposição. nha uma função sintática na oração subordinada: ocupa
Sentimos orgulho de seu comportamento. o papel que seria exercido pelo termo que o antecede
Complemento Nominal (no caso, “redação” é sujeito, então o “que” também fun-
ciona como sujeito).
Sentimos orgulho de que você se comportou. (=
Sentimos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva
Completiva Nominal FIQUE ATENTO!

As orações subordinadas substantivas objetivas in- Vale lembrar um recurso didático para reco-
diretas integram o sentido de um verbo, enquanto que nhecer o pronome relativo “que”: ele sem-
orações subordinadas substantivas completivas nominais pre pode ser substituído por: o qual - a qual
integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da - os quais - as quais
outra, é necessário levar em conta o termo complemen- Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta
tado. Esta é a diferença entre o objeto indireto e o com- oração é equivalente a: Refiro-me ao aluno
plemento nominal: o primeiro complementa um verbo; o o qual estuda.
segundo, um nome.

5. Predicativa = exerce papel de predicativo do su- Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
jeito do verbo da oração principal e vem sempre depois
do verbo ser.
Quando são introduzidas por um pronome relativo e
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvol-
Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo vidas. Além delas, existem as orações subordinadas ad-
era isso) jetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome
Oração Subordinada Substantiva relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apre-
Predicativa sentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo,
gerúndio ou particípio).
6. Apositiva = exerce função de aposto de algum ter- Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
mo da oração principal. Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
Aposto
No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
Oração subordinada jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
substantiva apositiva reduzida de infinitivo relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração su-
(Fernanda tinha um grande sonho: isso) bordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há prono-
me relativo e seu verbo está no infinitivo.
Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )
1. Classificação das Orações Subordinadas Adjeti-
B) Orações Subordinadas Adjetivas vas
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que pos-
sui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equiva-
Na relação que estabelecem com o termo que carac-
le. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e
terizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar
exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.
de duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem
LÍNGUA PORTUGUESA

Esta foi uma redação bem-sucedida.


Substantivo Adjetivo (Adjunto Adno- ou especificam o sentido do termo a que se referem, in-
minal) dividualizando-o. Nestas orações não há marcação de
pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas restriti-
O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adje- vas. Existem também orações que realçam um detalhe ou
tivo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formarmos amplificam dados sobre o antecedente, que já se encon-
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo tra suficientemente definido. Estas orações denominam-
papel: -se subordinadas adjetivas explicativas.

57
Exemplo 1: vida, pois é introduzida por uma conjunção subordina-
Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que tiva (quando) e apresenta uma forma verbal do modo
passava naquele momento. indicativo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva possível reduzi-la, obtendo-se:
Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de mi-
No período acima, observe que a oração em desta- nha vida.
que restringe e particulariza o sentido da palavra “ho- A oração em destaque é reduzida, apresentando uma
mem”: trata-se de um homem específico, único. A oração das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não
limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por
os homens, mas sim àquele que estava passando naque- uma preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
le momento.
Exemplo 2: Observação:
A classificação das orações subordinadas adverbiais
O homem, que se considera racional, muitas vezes é feita do mesmo modo que a classificação dos adjun-
age animalescamente. tos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa oração.

Agora, a oração em destaque não tem sentido restri- 2. Classificação das Orações Subordinadas Adver-
tivo em relação à palavra “homem”; na verdade, apenas biais
explicita uma ideia que já sabemos estar contida no con-
ceito de “homem”. A) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada
àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do
Saiba que: que se declara na oração principal. Principal conjunção
A oração subordinada adjetiva explicativa é separa- subordinativa causal: porque. Outras conjunções e locu-
da da oração principal por uma pausa que, na escrita, ções causais: como (sempre introduzido na oração ante-
é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a posta à oração principal), pois, pois que, já que, uma vez
que, visto que.
pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito
orações explicativas das restritivas; de fato, as explicati-
forte.
vas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Já que você não vai, eu também não vou.
C) Orações Subordinadas Adverbiais
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a
Uma oração subordinada adverbial é aquela que
sindética explicativa é que esta “explica” o fato que acon-
exerce a função de adjunto adverbial do verbo da ora-
teceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela apre-
ção principal. Assim, pode exprimir circunstância de tem- senta a “causa” do acontecimento expresso na oração à
po, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando qual ela se subordina. Repare:
desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções 1. Faltei à aula porque estava doente.
subordinativas (com exclusão das integrantes, que intro- 2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos.
duzem orações subordinadas substantivas). Classifica-se Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro (causa)
de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que que o fato expresso na oração anterior, ou seja, o
a introduz (assim como acontece com as coordenadas fato de estar doente impediu-me de ir à aula. No
sindéticas). exemplo 2, a oração sublinhada relata um fato que
aconteceu depois, já que primeiro ela chorou, de-
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. pois seus olhos ficaram vermelhos.
Oração Subordinada Adverbial
B) Consecutiva = exprime um fato que é consequên-
A oração em destaque agrega uma circunstância de cia, é efeito do que se declara na oração principal.
tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada São introduzidas pelas conjunções e locuções: que,
adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas
acessórios que indicam uma circunstância referente, via estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que.
de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adver- Principal conjunção subordinativa consecutiva: que
bial depende da exata compreensão da circunstância que (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
exprime. Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de concretizando-os.
minha vida. Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Redu-
Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de
LÍNGUA PORTUGUESA

zida de Infinitivo)
minha vida.
C) Condicional = Condição é aquilo que se impõe
No primeiro período, “naquele momento” é um ad- como necessário para a realização ou não de um
junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal fato. As orações subordinadas adverbiais condicio-
“senti”. No segundo período, este papel é exercido pela nais exprimem o que deve ou não ocorrer para que
oração “Quando vi o mar”, que é, portanto, uma oração se realize - ou deixe de se realizar - o fato expresso
subordinada adverbial temporal. Esta oração é desenvol- na oração principal.

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Principal conjunção subordinativa condicional: se. tiva proporcional: à proporção que. Outras locu-
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, des- ções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao
de que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). (maior), quanto maior...(menor), quanto menor...
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, (maior), quanto menor...(menor), quanto mais...
certamente o melhor time será campeão. (mais), quanto mais...(menos), quanto menos...
Caso você saia, convide-me. (mais), quanto menos...(menos).
À proporção que estudávamos mais questões acertá-
D) Concessiva = indica concessão às ações do verbo vamos.
da oração principal, isto é, admitem uma contra- À medida que lia mais culto ficava.
dição ou um fato inesperado. A ideia de conces-
são está diretamente ligada ao contraste, à quebra I) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao
de expectativa. Principal conjunção subordinativa fato expresso na oração principal, podendo expri-
concessiva: embora. Utiliza-se também a con-
mir noções de simultaneidade, anterioridade ou
junção: conquanto e as locuções ainda que, ainda
posterioridade. Principal conjunção subordinativa
quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
temporal: quando. Outras conjunções subordina-
de que.
tivas temporais: enquanto, mal e locuções conjun-
Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de tivas: assim que, logo que, todas as vezes que, antes
“eu” ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita. que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Compare agora com: Assim que Paulo chegou, a reunião acabou.
Irei mesmo que ele não vá. Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando ter-
minou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. 3. Orações Reduzidas
A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial
concessiva. As orações subordinadas podem vir expressas como
Observe outros exemplos: reduzidas, ou seja, com o verbo em uma de suas formas
Embora fizesse calor, levei agasalho. nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e sem co-
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em- nectivo subordinativo que as introduza.
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo) É preciso estudar! = reduzida de infinitivo
E) Comparativa= As orações subordinadas adver- É preciso que se estude = oração desenvolvida (pre-
biais comparativas estabelecem uma comparação sença do conectivo)
com a ação indicada pelo verbo da oração princi- Para classificá-las, precisamos imaginar como seriam
pal. Principal conjunção subordinativa comparati- “desenvolvidas” – como no exemplo acima.
va: como. É preciso estudar = oração subordinada substantiva
Ele dorme como um urso. (como um urso dorme) subjetiva reduzida de infinitivo
Você age como criança. (age como uma criança age) É preciso que se estude = oração subordinada subs-
tantiva subjetiva
• geralmente há omissão do verbo.
4. Orações Intercaladas
F) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou
seja, apresenta uma regra, um modelo adotado
São orações independentes encaixadas na sequên-
para a execução do que se declara na oração prin-
cia do período, utilizadas para um esclarecimento, um
cipal. Principal conjunção subordinativa conforma-
aparte, uma citação. Elas vêm separadas por vírgulas ou
tiva: conforme. Outras conjunções conformativas:
como, consoante e segundo (todas com o mesmo travessões.
valor de conforme). Nós – continuava o relator – já abordamos este as-
Fiz o bolo conforme ensina a receita. sunto.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
direitos iguais. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
G) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
se declara na oração principal. Principal conjunção CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
LÍNGUA PORTUGUESA

subordinativa final: a fim de. Outras conjunções


finais: que, porque (= para que) e a locução con- Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
juntiva para que. São Paulo: Saraiva, 2002.
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas.
Estudarei muito para que eu me saia bem na prova. SITE
H) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/
seja, um fato simultâneo ao expresso na oração frase-periodo-e-oracao
principal. Principal locução conjuntiva subordina-

59
PONTUAÇÃO.
EXERCÍCIOS COMENTADOS

1. (Cnj – Técnico Judiciário – cespe – 2013 – adaptada) Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
Jogadores de futebol de diversos times entraram em cam- servem para compor a coesão e a coerência textual, além
po em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do Cam- de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
peonato Nacional em apoio à campanha que visa reduzir Um texto escrito adquire diferentes significados quando
o número de pessoas que não possuem o nome do pai em pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
sua certidão de nascimento. (...) depende, em certos momentos, da intenção do autor do
A oração subordinada “que não possuem o nome do pai discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamen-
em sua certidão de nascimento” não é antecedida por vír- te relacionados ao contexto e ao interlocutor.
gula porque tem natureza restritiva.
1. Principais funções dos sinais de pontuação
( ) CERTO ( ) ERRADO
A) Ponto (.)
Resposta: Certo. A oração restringe o grupo que par-  Indica o término do discurso ou de parte dele, en-
ticipará da campanha (apenas os que não têm o nome cerrando o período.
do pai na certidão de nascimento). Se colocarmos uma  Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com-
vírgula, a oração se tornará “explicativa”, generalizan- panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final
do a informação, o que dará a entender que TODAS as de período, este não receberá outro ponto; neste
pessoas não têm o nome do pai na certidão. caso, o ponto de abreviatura marca, também, o fim
de período. Exemplo: Estudei português, matemári-
2. (Instituto Rio Branco – Admissão à Carreira de Di- ca, constitucional, etc. (e não “etc..”)
plomata – cespe – 2014 – adaptada)  Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do
ponto, assim como após o nome do autor de uma
citação:
A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina uma
Haverá eleições em outubro
literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem o
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napo-
brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos
leão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
e poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a
 Os números que identificam o ano não utilizam
um cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mes-
ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem como os
mo que a crônica é um gênero menor.
números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250.
“Graças a Deus”, seria o caso de dizer, porque, sendo as-
sim, ela fica mais perto de nós. E para muitos pode servir B) Ponto e Vírgula (;)
de caminho não apenas para a vida, que ela serve de
perto, mas para a literatura. Por meio dos assuntos, da  Separa várias partes do discurso, que têm a mes-
composição solta, do ar de coisa sem necessidade que ma importância: “Os pobres dão pelo pão o traba-
costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo lho; os ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos
dia. Principalmente porque elabora uma linguagem que generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum espí-
fala de perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua rito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
despretensão, humaniza; e esta humanização lhe permi-  Separa partes de frases que já estão separadas por
te, como compensação sorrateira, recuperar com a outra vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; ou-
mão certa profundidade de significado e certo acaba- tros, montanhas, frio e cobertor.
mento de forma, que de repente podem fazer dela uma  Separa itens de uma enumeração, exposição de
inesperada, embora discreta, candidata à perfeição. motivos, decreto de lei, etc.
Antonio Candido. A vida ao rés do chão. In: Recortes. São Ir ao supermercado;
Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 23 (com adapta- Pegar as crianças na escola;
ções). Caminhada na praia;
Reunião com amigos.
As formas verbais “imagina” (R.1), “atribuir” (R.4) e “servir”
(R.8) foram utilizadas como verbos transitivos indiretos. C) Dois pontos (:)
 Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio
( ) CERTO ( ) ERRADO Coutinho trata este assunto:
 Antes de um aposto = Três coisas não me agra-
LÍNGUA PORTUGUESA

Resposta: Errado. dam: chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.
imagina uma literatura = transitivo direto  Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá es-
atribuir o Prêmio Nobel a um cronista = bitransitivo tava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo
(transitivo direto e indireto) a rotina de sempre.
pode servir de caminho = intransitivo  Em frases de estilo direto
Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão?

60
D) Ponto de Exclamação (!) 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós que-
 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, remos comer pizza; e vocês, churrasco.
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me casar
com você! 5. Para isolar:
 Depois de interjeições ou vocativos A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasi-
Ai! Que susto! leira, possui um trânsito caótico.
João! Há quanto tempo! B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.

E) Ponto de Interrogação (?) Observações:


 Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expressão
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria dis-
pensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o acordo
F) Reticências (...) ortográfico em vigor no Brasil exige que empreguemos etc.
 Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lá- predecido de vírgula: Falamos de política, futebol, lazer, etc.
pis, canetas, cadernos... As perguntas que denotam surpresa podem ter com-
 Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero binados o ponto de interrogação e o de exclamação: Você
dizer... é verdad... Ah!” falou isso para ela?!
 Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
mal... pega doutor? Temos, ainda, sinais distintivos:
 Indica que o sentido vai além do que foi dito: Deixa,  a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa-
depois, o coração falar... ração de siglas (IOF/UPC);
 os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas
G) Vírgula (,) pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira
opção aos parênteses, principalmente na matemá-
Não se usa vírgula tica;
Separando termos que, do ponto de vista sintático, li-  o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma
gam-se diretamente entre si: nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir
um nome que não se quer mencionar.
1. Entre sujeito e predicado:
Todos os alunos da sala foram advertidos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Sujeito predicado Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
2. Entre o verbo e seus objetos: Paulo: Saraiva, 2010.
O trabalho custou sacrifício aos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
realizadores. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
V.T.D.I. O.D. O.I.
SITE
Usa-se a vírgula: http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu-
1. Para marcar intercalação: la.htm
A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
dância, vem caindo de preço.
B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. EXERCÍCIOS COMENTADOS
C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, 1. (STJ – Conhecimentos Básicos para o Cargo 1 – Ces-
não querem abrir mão dos lucros altos. pe – 2018 – adaptada)

2. Para marcar inversão: Texto CB1A1CCC


A) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes re-
fechadas. velaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram
B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos relatos de sofrimento, dor, angústia que se transporta-
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. vam da cadeira das vítimas, testemunhas e réus para mi-
LÍNGUA PORTUGUESA

C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de nha cadeira de juíza. A toga não me blindou daqueles re-
maio de 1982. latos sofridos, aflitos. As angústias dos que se sentavam
à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até
3. Para separar entre si elementos coordenados minha casa e passaram a ser companheiras de noites de
(dispostos em enumeração): insônia. Não havia outra solução a não ser escrever. Era
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. preciso colocar no papel e compartilhar a dor daquelas
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani- pessoas que, mesmo ao fim do processo e com a senten-
mais. ça prolatada, não me deixavam esquecê-las.

61
Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães, filhas, risco. Essa postura às vezes proporciona controle, porém
esposas, namoradas, companheiras, todas tendo em co- não segurança, pois o Estado tem o poder limitado de
mum a violência no corpo e na alma sofrida dentro de manter a ordem por meio da polícia, sendo necessário
casa. O lar, que deveria ser o lugar mais seguro para es- dividir as tarefas de controle com organizações locais e
sas mulheres, havia se transformado no pior dos mundos. com a comunidade.
Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se sen- Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem pú-
tavam à minha frente, os relatos se transformavam em blica e garantia dos direitos individuais: os desafios da
desabafos de uma vida inteira. Era preciso explicar, justi- polícia em sociedades democráticas. In: Revista Brasilei-
ficar e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas. ra de Segurança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. –
A culpa por ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a mar./2011, p. 84-5 (com adaptações).
culpa por não ter sido boa o suficiente, a culpa por não
ter conseguido manter a família. Sempre a culpa. No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-pontos
Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma for- introduzem
ça externa como se somente nós, juízes, promotores e
advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo a) uma enumeração das “categorias de direitos”.
de violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela b) resultados da “consolidação da cidadania”.
violência invisível. c) um contra-argumento para a ideia de cidadania como
Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias algo “amplo”.
além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com d) uma generalização do termo “direitos”.
adaptações). e) objetivos do “processo de redemocratização”.
O trecho “juízes, promotores e advogados” explica o sen-
tido de “nós”. Resposta: Letra A. Recorramos ao texto (faça isso
SEMPRE durante seu concurso. O texto é a base para
( ) CERTO ( ) ERRADO encontrar as respostas para as questões!): (...) abran-
gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
Resposta: Certo. Ao trecho: (...) Aquelas mulheres che- sociais. Os dois-pontos introduzem a enumeração dos
gavam à Justiça buscando uma força externa como se direitos; apresenta-os.
somente nós, juízes, promotores e advogados, pudésse-
mos não apenas cessar aquele ciclo de violência (...). Os 3. (Aneel – Técnico Administrativo – cespe – 2010) Vão
termos entre vírgulas servem para exemplificar quem surgindo novos sinais do crescente otimismo da indús-
são os “nós” citados pela autora (juízes, promotores, tria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se
advogados). às exportações. “O comércio mundial já está voltando a
se abrir para as empresas”, diz o gerente executivo de
2. (SERES-PE – Agente de Segurança Penitenciária – pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
Cespe – 2017 – adaptada) Renato da Fonseca, para explicar a melhora das expec-
tativas dos industriais com relação ao mercado externo.
Texto 1A1AAA Quanto ao mercado interno, as expectativas da indústria
não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal, pois
Após o processo de redemocratização, com o fim da di- elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a
tadura militar, em meados da década de 80 do século pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,
passado, era de se esperar que a democratização das registra grande otimismo da indústria com relação à de-
instituições tivesse como resultado direto a consolidação manda interna. Trata-se de um sentimento generalizado.
da cidadania — compreendida de modo amplo, abran- Em todos os setores industriais, a expressiva maioria dos
gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e entrevistados acredita no aumento das vendas internas.
sociais. Sobressaem, porém, problemas que configuram O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta-
mais desafios para a cidadania brasileira, como a violên- ções).
cia urbana — que ameaça os direitos individuais — e o
desemprego — que ameaça os direitos sociais. O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vírgulas
por tratar-se de um vocativo.
No Brasil, o crime aumentou significantemente a partir
de 1980, impacto do processo de modernização pelo
( ) CERTO ( ) ERRADO
qual o país passou. Isso sugere que o boom do consumo
colocou em circulação bens de alto valor e, consequente-
Resposta: Errado. Recorramos ao texto (lembre-se de
mente, aumentou as oportunidades para o crime, inclusi- fazer a mesma coisa no dia do seu concurso!): (...) diz o
ve porque a maior mobilidade de pessoas torna o espaço
LÍNGUA PORTUGUESA

gerente executivo de pesquisas da Confederação Nacio-


social mais anônimo, menos supervisionado. nal da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar
Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez mais a melhora das expectativas. O termo em destaque não
dissociada de justiça social e reconstrução da sociedade. está exercendo a função de vocativo, já que não é uti-
O objetivo em relação à criminalidade torna-se bem me- lizado para evocar, chamar o interlocutor do diálogo.
nos ambicioso: o controle. A prisão ganha mais impor- Sua função é de aposto – explicar quem é o gerente
tância na modernidade tardia, porque satisfaz uma dupla executivo da CNI.
necessidade dessa nova cultura: castigo e controle do

62
4. (Caixa Econômica Federal – Médico do Trabalho – ces- Observação:
pe – 2014 – adaptada) A correção gramatical do trecho Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a
“Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as mais co- unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque
muns em todo o mundo” seria prejudicada, caso se inserisse aos elementos que formam esse conjunto.
uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.
B) Quando o sujeito é formado por expressão que
( ) CERTO ( ) ERRADO indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e subs-
Resposta: Certo. Não se deve colocar vírgula entre su- tantivo, o verbo concorda com o substantivo.
jeito e predicado, a não ser que se trate de um aposto (1), Cerca de mil pessoas participaram do concurso.
predicativo do sujeito (2), ou algum termo que requeira Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
estar separado entre pontuações. Exemplo: O Rio de Ja- Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi-
neiro, cidade maravilhosa (1), está em festa! Os meninos, mas Olimpíadas.
ansiosos (2), chegaram! Observação:
Quando a expressão “mais de um” se associar a ver-
bos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofende-
ram um ao outro)

Concordância Verbal e Nominal C) Quando se trata de nomes que só existem no


plural, a concordância deve ser feita levando-se
Os concurseiros estão apreensivos. em conta a ausência ou presença de artigo. Sem
Concurseiros apreensivos. artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo
no plural, o verbo deve ficar o plural.
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
terceira pessoa do plural, concordando com o seu su- Estados Unidos possui grandes universidades.
jeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo Alagoas impressiona pela beleza das praias.
“apreensivos” está concordando em gênero (masculino) As Minas Gerais são inesquecíveis.
e número (plural) com o substantivo a que se refere: con- Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
curseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
número e gênero se correspondem. A correspondência
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou
de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
ser verbal ou nominal.
muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro
1. Concordância Verbal
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com pronome pessoal.
seu sujeito. Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
1.1. Sujeito Simples - Regra Geral Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino-
O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo vadoras.
em número e pessoa. Veja os exemplos:
Observação:
A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h. Veja que a opção por uma ou outra forma indica a
3.ª p. Singular 3.ª p. Singular inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz
ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize-
Os candidatos à vaga chegarão às 12h. mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
3.ª p. Plural 3.ª p. Plural não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de
tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
1.1.1. Casos Particulares Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti-
ver no singular, o verbo ficará no singular.
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão par- Qual de nós é capaz?
titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade Algum de vós fez isso.
de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...)
seguida de um substantivo ou pronome no plural, o E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
LÍNGUA PORTUGUESA

verbo pode ficar no singular ou no plural. que indica porcentagem seguida de substantivo, o
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. verbo deve concordar com o substantivo.
Metade dos candidatos não apresentou / apresenta- 25% do orçamento do país será destinado à Educação.
ram proposta.
85% dos entrevistados não aprovam a administração
do prefeito.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos
1% do eleitorado aceita a mudança.
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vân-
1% dos alunos faltaram à prova.
dalos destruiu / destruíram o monumento.

63
 Quando a expressão que indica porcentagem não gular. São verbos impessoais: Haver no sentido de
é seguida de substantivo, o verbo deve concordar existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que indi-
com o número. cam fenômenos da natureza. Exemplos:
25% querem a mudança. Havia muitas garotas na festa.
1% conhece o assunto. Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.
 Se o número percentual estiver determinado por
artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se- 1.2. Sujeito Composto
-á com eles:
Os 30% da produção de soja serão exportados. A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo,
Esses 2% da prova serão questionados. a concordância se faz no plural:
Pai e filho conversavam longamente.
Sujeito
F) O pronome “que” não interfere na concordância;
já o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa
Pais e filhos devem conversar com frequência.
do singular. Sujeito
Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro. B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gra-
És tu que me fazes ver o sentido da vida. maticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte ma-
Sou eu quem faz a prova. neira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece sobre a
Não serão eles quem será aprovado. segunda pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece sobre a
terceira (eles). Veja:
G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve as- Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
sumir a forma plural. Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan-
taram os poetas. Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Este candidato é um dos que mais estudaram! Segunda Pessoa do Plural (Vós)

 Se a expressão for de sentido contrário – nenhum Pais e filhos precisam respeitar-se.


dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no Terceira Pessoa do Plural (Eles)
singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga. Observação:
Nem uma das que me escreveram mora aqui. Quando o sujeito é composto, formado por um elemen-
to da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é possível
 Quando “um dos que” vem entremeada de subs- empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles): “Tu e
tantivo, o verbo pode: teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar de “tomaríeis”.
1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atraves-
sa o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo,
passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em
que faça o mesmo).
vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o
2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão po-
verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do su-
luídos (noção de que existem outros rios na mesma
jeito mais próximo.
condição). Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o Compareceram todos os candidatos e o banca.
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural. Compareceu o banca e todos os candidatos.
Vossa Excelência está cansado?
Vossas Excelências renunciarão? D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concordân-
cia é feita no plural. Observe:
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se Abraçaram-se vencedor e vencido.
de acordo com o numeral. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala. 1.2.1. Casos Particulares
Soam dezenove horas no relógio da praça.
Baterão doze horas daqui a pouco.  Quando o sujeito composto é formado por nú-
cleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no sin-
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: gular.
Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, Descaso e desprezo marca seu comportamento.
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. A coragem e o destemor fez dele um herói.
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
Soa quinze horas o relógio da matriz.  Quando o sujeito composto é formado por nú-
cleos dispostos em gradação, verbo no singular:
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segun-
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do sin- do me satisfaz.

64
 Quando os núcleos do sujeito composto são uni- Quando os elementos de um sujeito composto são
dos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, de resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância
acordo com o valor semântico das conjunções: é feita com esse termo resumidor.
Drummond ou Bandeira representam a essência da poe- Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
sia brasileira. Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta. na vida das pessoas.
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de “adi- 1.2.2 Outros Casos
ção”. Já em:
Juca ou Pedro será contratado. O Verbo e a Palavra “SE”
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada. Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há
duas de particular interesse para a concordância verbal:
Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam A) quando é índice de indeterminação do sujeito;
no singular. B) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
 Com as expressões “um ou outro” e “nem um acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos
nem outro”, a concordância costuma ser feita no singular. e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na
Um ou outro compareceu à festa. terceira pessoa do singular:
Nem um nem outro saiu do colégio. Precisa-se de funcionários.
Confia-se em teses absurdas.
 Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural
ou no singular: Um e outro farão/fará a prova. Quando pronome apassivador, o “se” acompanha
verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e in-
 Quando os núcleos do sujeito são unidos por diretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nes-
“com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos re- se caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.
cebem um mesmo grau de importância e a palavra “com” Exemplos:
tem sentido muito próximo ao de “e”. Construiu-se um posto de saúde.
O pai com o filho montaram o brinquedo. Construíram-se novos postos de saúde.
O governador com o secretariado traçaram os planos Aqui não se cometem equívocos
para o próximo semestre. Alugam-se casas.
O professor com o aluno questionaram as regras.

Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se


a ideia é enfatizar o primeiro elemento. #FicaDica
O pai com o filho montou o brinquedo. Para saber se o “se” é partícula apassivadora
O governador com o secretariado traçou os planos ou índice de indeterminação do sujeito, tente
para o próximo semestre. transformar a frase para a voz passiva. Se a fra-
O professor com o aluno questionou as regras. se construída for “compreensível”, estaremos
diante de uma partícula apassivadora; se não,
Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito o “se” será índice de indeterminação. Veja:
composto. O sujeito é simples, uma vez que as expres- Precisa-se de funcionários qualificados.
sões “com o filho” e “com o secretariado” são adjuntos Tentemos a voz passiva:
adverbiais de companhia. Na verdade, é como se hou- Funcionários qualificados são precisados (ou
vesse uma inversão da ordem. Veja: precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se” des-
“O pai montou o brinquedo com o filho.” tacado é índice de indeterminação do sujeito.
“O governador traçou os planos para o próximo semes- Agora:
tre com o secretariado.” Vendem-se casas.
“O professor questionou as regras com o aluno.” Voz passiva: Casas são vendidas. Construção
correta! Então, aqui, o “se” é partícula apassi-
Casos em que se usa o verbo no singular: vadora. (Dá para eu passar para a voz passiva.
Café com leite é uma delícia! Repare em meu destaque. Percebeu semelhan-
O frango com quiabo foi receita da vovó. ça? Agora é só memorizar!)

Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex-


LÍNGUA PORTUGUESA

pressões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não O Verbo “Ser”
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”,
o verbo ficará no plural. A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
Nordeste. cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a do sujeito.
notícia.

65
Quando o sujeito ou o predicativo for:  A variação do verbo parecer não ocorre e o infini-
tivo sofre flexão:
A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo As crianças parece gostarem do desenho.
SER concorda com a pessoa gramatical: (essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho
Ele é forte, mas não é dois. aas crianças)
Fernando Pessoa era vários poetas.
A esperança dos pais são eles, os filhos.
FIQUE ATENTO!
B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro
no plural, o verbo SER concordará, preferencial- Com orações desenvolvidas, o verbo PARE-
mente, com o que estiver no plural: CER fica no singular. Por exemplo: As pare-
Os livros são minha paixão! des parece que têm ouvidos. (Parece que as
Minha paixão são os livros! paredes têm ouvidos = oração subordinada
substantiva subjetiva).
Quando o verbo SER indicar

 horas e distâncias, concordará com a expressão Concordância Nominal


numérica:
É uma hora. A concordância nominal se baseia na relação entre
São quatro horas. nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilô- ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes
metros. adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de
 datas, concordará com a palavra dia(s), que pode um termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adno-
estar expressa ou subentendida: minal.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
Hoje é dia 26 de agosto. seguintes regras gerais:
Hoje são 26 de agosto. A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
 Quando o sujeito indicar peso, medida, quantida- denunciavam o que sentia.
de e for seguido de palavras ou expressões como
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos,
fica no singular: a concordância pode variar. Podemos sistematizar
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. essa flexão nos seguintes casos:
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
Duas semanas de férias é muito para mim.  Adjetivo anteposto aos substantivos:
O adjetivo concorda em gênero e número com o
 Quando um dos elementos (sujeito ou predica- substantivo mais próximo.
tivo) for pronome pessoal do caso reto, com este Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
concordará o verbo. Encontramos caída a roupa e os prendedores.
No meu setor, eu sou a única mulher. Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Aqui os adultos somos nós.
Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
Observação: parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre- As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
o pronome sujeito.
Eu não sou ela.  Adjetivo posposto aos substantivos:
Ela não é eu. O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
ou com todos eles (assumindo a forma masculina
 Quando o sujeito for uma expressão de sentido plural se houver substantivo feminino e masculi-
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plu- no).
ral, o verbo SER concordará com o predicativo. A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A grande maioria no protesto eram jovens. A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
O resto foram atitudes imaturas. A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
LÍNGUA PORTUGUESA

A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.


O Verbo “Parecer”
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução Observação:
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordân- Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
cias: pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos
 Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle- dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do no plural masculino, que é o gênero predominante quan-
desenho. do há substantivos de gêneros diferentes.

66
Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o ad- 1. Casos Particulares
jetivo fica no singular ou plural.
A beleza e a inteligência feminina(s). É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per-
O carro e o iate novo(s). mitido

 Estas expressões, formadas por um verbo mais um


C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se
O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti- referem possuir sentido genérico (não vier prece-
vo não for acompanhado de nenhum modificador: dido de artigo).
Água é bom para saúde. É proibido entrada de crianças.
O adjetivo concorda com o substantivo, se este for Em certos momentos, é necessário atenção.
modificado por um artigo ou qualquer outro determina- No verão, melancia é bom.
tivo: Esta água é boa para saúde. É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
D) O adjetivo concorda em gênero e número com os
pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon-  Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
trou-as muito felizes. minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto
o verbo como o adjetivo concordam com ele.
É proibida a entrada de crianças.
E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
Esta salada é ótima.
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
A educação é necessária.
DE + adjetivo, este último geralmente é usado no São precisas várias medidas na educação.
masculino singular: Os jovens tinham algo de mis-
terioso. Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -
F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem Quite
função adjetiva e concorda normalmente com o
nome a que se refere: Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú-
Cristina saiu só. mero com o substantivo ou pronome a que se referem.
Cristina e Débora saíram sós. Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Observação: Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- Seguem inclusos os papéis solicitados.
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável: Estamos quites com nossos credores.
Eles só desejam ganhar presentes.
Bastante - Caro - Barato - Longe

Estas palavras são invariáveis quando funcionam


#FicaDica como advérbios. Concordam com o nome a que se refe-
rem quando funcionam como adjetivos, pronomes adje-
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se tivos, ou numerais.
a frase ficar coerente com o primeiro, trata-se As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
de advérbio, portanto, invariável; se houver Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho.
coerência com o segundo, função de adjetivo, (pronome adjetivo)
então varia: Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo As casas estão caras. (adjetivo)
Ele está só descansando. (apenas descansan- Achei barato este casaco. (advérbio)
do) - advérbio Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula de-
pois de “só”, haverá, novamente, um adjetivo: Meio - Meia
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e
descansando) A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
meia porção de polentas.
G) Quando um único substantivo é modificado por Quando empregada como advérbio permanece inva-
dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usa- riável: A candidata está meio nervosa.
LÍNGUA PORTUGUESA

das as construções:
 O substantivo permanece no singular e coloca-se #FicaDica
o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura
espanhola e a portuguesa. Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
 O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo saberei que se trata de um advérbio, não de
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e adjetivo: “A candidata está um pouco nervosa”.
portuguesa.

67
Alerta - Menos do ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma
gradativa ampliação do reconhecimento e da proteção
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem dos direitos humanos, acima de cada Estado. Direitos
sempre invariáveis. humanos, democracia e paz são três elementos funda-
Os concurseiros estão sempre alerta. mentais do mesmo movimento histórico: sem direitos
Não queira menos matéria! humanos reconhecidos e protegidos, não há democra-
cia; sem democracia, não existem as condições mínimas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS para a solução pacífica dos conflitos. Em outras palavras,
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- a democracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São tornam cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns
Paulo: Saraiva, 2010. direitos fundamentais; haverá paz estável, uma paz que
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa não tenha a guerra como alternativa, somente quando
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. existirem cidadãos não mais apenas deste ou daquele Es-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- tado, mas do mundo.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson
Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adapta-
SITE ções).
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php
Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A2B-
BB, os termos “não há” e “não existem” poderiam ser subs-
tituídos, respectivamente, por
EXERCÍCIOS COMENTADOS a) não existe e não têm.
b) não existe e inexiste.
1. (Polícia Federal – Escrivão de Polícia Federal – Ces- c) inexiste e não há.
pe – 2013) Formas de tratamento como Vossa Excelência d) inexiste e não acontece.
e Vossa Senhoria, ainda que sejam empregadas sempre e) não tem e não têm.
na segunda pessoa do plural e no feminino, exigem fle-
xão verbal de terceira pessoa; além disso, o pronome Resposta: Letra C.
possessivo que faz referência ao pronome de tratamento Busquemos o contexto:
também deve ser o de terceira pessoa, e o adjetivo que - sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não há
remete ao pronome de tratamento deve concordar em democracia = poderíamos substituir por “não existe”, ine-
gênero e número com a pessoa — e não com o pronome xiste (verbo “haver” empregado com o sentido de “existir”)
— a que se refere. - sem democracia, não existem as condições mínimas
para a solução pacífica dos conflitos = sentido de “exis-
( ) CERTO ( ) ERRADO tir”. Poderíamos substituir por inexiste, mas no plural, já
que devemos concordar com “as condições mínimas”.
Resposta: Certo. Afirmações corretas. As concordân- A única “troca” adequada seria o verbo “haver” – que
cias verbal e nominal ao se utilizar pronome de trata- pode ser utilizado com o sentido de “existir”. Teríamos:
mento devem ser na terceira pessoa e concordar em sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, ine-
gênero (masculino ou feminino) com a pessoa a quem xiste democracia; sem democracia, não há as condições
mínimas para a solução pacífica dos conflitos.
se dirige: “Vossa Excelência está cansada(o)?” – con-
cordará com quem está se falando: uma mulher ou um
3. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér-
homem / “Vossa Santidade trouxe seus pertences?” /
cio Exterior – Analista Técnico Administrativo – cespe
“Vossas Senhorias gostariam de um café?”.
– 2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os
resultados das negociações”, o adjetivo estará corretamen-
2. (Prefeitura de São Luís-MA – Conhecimentos Bási-
te empregado se dirigido a ministro de Estado do sexo
cos Cargos de Técnico Municipal – Nível Médio – Ces-
masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar com
pe – 2017)
a locução pronominal de tratamento “Vossa Excelência”.
Texto CB3A2BBB
( ) CERTO ( ) ERRADO
LÍNGUA PORTUGUESA

O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos Resposta: Errado. Se a pessoa, no caso o ministro, for
estão na base das Constituições democráticas modernas. do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto;
A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o re- mas, se for do sexo masculino, o adjetivo sofrerá flexão
conhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é ape-
em cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo nas a maneira como tratar a autoridade, não regendo
tempo, o processo de democratização do sistema in- as demais concordâncias.
ternacional, que é o caminho obrigatório para a busca

68
4. (Abin – Agente Técnico de Inteligência – cespe – verbal (e também nominal). As preposições são capazes
2010 – adaptada) (...) Da combinação entre velocidade, de modificar completamente o sentido daquilo que está
persistência, relevância, precisão e flexibilidade surge a no- sendo dito.
ção contemporânea de agilidade, transformada em princi- Cheguei ao metrô.
pal característica de nosso tempo. Cheguei no metrô.
A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo gramatical para No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
o texto, ser flexionada no plural, para concordar com “veloci- segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
dade, persistência, relevância, precisão e flexibilidade”
A voluntária distribuía leite às crianças.
( ) CERTO ( ) ERRADO A voluntária distribuía leite com as crianças.
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi emprega-
Resposta: Errado. O verbo está concordando com o do como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto
termo “combinação”, por isso deve ficar no singular. (objeto indireto: às crianças); na segunda, como transiti-
5. (Tribunal de Contas do Distrito Federal-df – Conhe- vo direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjun-
cimentos BÁSICOS – ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO to adverbial).
PÚBLICA – ARQUIVOLOGIA – cespe – 2014 – adapta- Para estudar a regência verbal, agruparemos os ver-
da) (...) Há décadas, países como China e Índia têm envia- bos de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é
do estudantes para países centrais, com resultados muito um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de dife-
positivos.(...) rentes formas em frases distintas.
A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substituída
por Fazem. A) Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
( ) CERTO ( ) ERRADO importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
Resposta: Errado. O verbo “fazer”, quando empre-
gado no sentido de tempo passado, não sofre flexão. Chegar, Ir
Portanto, sua forma correta seria: “faz décadas” Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar
“Prezado Candidato, o tópico acima já foi abordado
na íntegra anteriormente no decorrer da matéria” Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL. Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
último jogo.
Dá-se o nome de regência à relação de subordina-
ção que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um
B) Verbos Transitivos Diretos
nome (regência nominal) e seus complementos.
Os verbos transitivos diretos são complementados por
1. Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
A regência verbal estuda a relação que se estabele- para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
ce entre os verbos e os termos que os complementam gar esses verbos, lembre-se de que os pronomes oblíquos
(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (ad- o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pronomes
juntos adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas ver-
regência, o que corresponde à diversidade de significa- bais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
dos que estes verbos podem adquirir dependendo do formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
contexto em que forem empregados. lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
contentar. donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
LÍNGUA PORTUGUESA

A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxi-
agrado ou prazer”, satisfazer. liar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, de-
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de fender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar,
“agradar a alguém”. prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
O conhecimento do uso adequado das preposições como o verbo amar:
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência Amo aquele rapaz. / Amo-o.

69
Amo aquela moça. / Amo-a. Agradeço aos ouvintes a audiência.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Objeto Indireto Objeto Direto
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Paguei o débito ao cobrador.
Observação: Objeto Direto Objeto Indireto
Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos ad- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
nominais): com particular cuidado:
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
C) Verbos Transitivos Indiretos Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi-
gem uma preposição para o estabelecimento da relação Informar
de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
terceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se uti- Informe os novos preços aos clientes.
lizam os pronomes o, os, a, as como complementos de Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no-
verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que vos preços)
não representam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tô- Na utilização de pronomes como complementos, veja
nicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes as construções:
átonos lhe, lhes. Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: sobre eles)
Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo-
sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos Observação:
iguais para todos.
A mesma regência do verbo informar é usada para os
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-
mentos introduzidos pela preposição “a”:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Comparar
Eles desobedeceram às leis do trânsito. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite
as preposições “a” ou “com” para introduzir o comple-
Responder - Tem complemento introduzido pela pre- mento indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a o) de uma criança.
quem” ou “ao que” se responde.
Respondi ao meu patrão. Pedir
Respondemos às perguntas. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
Respondeu-lhe à altura. na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
Observação: de pessoa.
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quan-
do exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva Pedi-lhe favores.
analítica: Objeto Indireto Objeto Direto
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
tantiva Objetiva Direta
tos introduzidos pela preposição “com”.
Antipatizo com aquela apresentadora.
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover- A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
nam para uma minoria privilegiada. gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na lín-
gua culta. No entanto, é considerada correta quando a
LÍNGUA PORTUGUESA

D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos palavra licença estiver subentendida.


Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- casa.
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem des-
taque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São ver- Observe que, nesse caso, a preposição “para” intro-
bos que apresentam objeto direto relacionado a coisas e duz uma oração subordinada adverbial final reduzida de
objeto indireto relacionado a pessoas. infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).

70
Preferir No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in-
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
indireto introduzido pela preposição “a”: lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. conturbada cidade.
Prefiro trem a ônibus.
Chamar
Observação: Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so-
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem licitar a atenção ou a presença de.
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil ve- Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá cha-
zes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo má-la.
prefixo existente no próprio verbo (pre). Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
Mudança de Transitividade - Mudança de Significado apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre-
Há verbos que, de acordo com a mudança de transi- dicativo preposicionado ou não.
tividade, apresentam mudança de significado. O conhe- A torcida chamou o jogador mercenário.
cimento das diferentes regências desses verbos é um re- A torcida chamou ao jogador mercenário.
curso linguístico muito importante, pois além de permitir A torcida chamou o jogador de mercenário.
a correta interpretação de passagens escritas, oferece A torcida chamou ao jogador de mercenário.
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Den- Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
tre os principais, estão: Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

Custar
Agradar Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adver-
nhos, acariciar, fazer as vontades de. bial: Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Sempre agrada o filho quando.
Aquele comerciante agrada os clientes. No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransiti-
vo ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração
Agradar é transitivo indireto no sentido de causar reduzida de infinitivo.
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição “a”. Muito custa viver tão longe da família.
O cantor não agradou aos presentes. Verbo Intransitivo Oração Subordinada
O cantor não lhes agradou. Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indire- Custou-me (a mim) crer nisso.


to: O cantor desagradou à plateia. Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
Aspirar
Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins- A Gramática Normativa condena as construções que
pirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter pessoa: Custei para entender o problema.
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (As- = Forma correta: Custou-me entender o problema.
pirávamos a ele)
Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes- Implicar
soa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= implicavam um firme propósito.
Aspiravam a ela) B) ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
Assistir
Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres- Como transitivo direto e indireto, significa compro-
tar assistência a, auxiliar. meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. econômicas.
LÍNGUA PORTUGUESA

As empresas de saúde negam-se a assisti-los. No sentido de antipatizar, ter implicância, é transiti-


vo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen- quem não trabalhasse arduamente.
ciar, estar presente, caber, pertencer.
Assistimos ao documentário. Namorar
Não assisti às últimas sessões. Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
Essa lei assiste ao inquilino. anos.

71
Obedecer - Desobedecer
Sempre transitivo indireto:
Todos obedeceram às regras.
Ninguém desobedece às leis.

Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem “lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas.

Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa segun-
da acepção, vem sempre acompanhado de adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.

Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.

Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.

Visar
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.

No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.

Esquecer – Lembrar
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alte-
ração de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos
tanto brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (= momentos é sujeito)

Simpatizar - Antipatizar
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
LÍNGUA PORTUGUESA

Não simpatizei com os jurados.


Simpatizei com os alunos.

A norma culta exige que os verbos e expressões que dão ideia de movimento sejam usados com a preposição “a”:
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Cláudia desceu ao segundo andar.
Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.

72
2 Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será com-
pletiva nominal (subordinada substantiva).

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de
LÍNGUA PORTUGUESA

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; para-
lelamente a; relativa a; relativamente a.

73
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- EQUIVALÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO DE
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São ESTRUTURAS.
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. REESCRITA DE TEXTOS/EQUIVALÊNCIA DE ES-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- TRUTURAS
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
“Ideias confusas geram redações confusas”. Esta frase
leva-nos a refletir sobre a organização das ideias em um
SITE
texto. Significa dizer que, antes da redação, naturalmente
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61. devemos dominar o assunto sobre o qual iremos tratar e,
php posteriormente, planejar o modo como iremos expô-lo,
do contrário haverá dificuldade em transmitir ideias bem
acabadas. Portanto, a leitura, a interpretação de textos e
a experiência de vida antecedem o ato de escrever.
EXERCÍCIO COMENTADO Obtido um razoável conhecimento sobre o que ire-
mos escrever, feito o esquema de exposição da matéria,
1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe é necessário saber ordenar as ideias em frases bem es-
truturadas. Logo, não basta conhecer bem um determi-
– 2014 – adaptada)
nado assunto, temos que o transmitir de maneira clara
O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, sé- aos leitores.
ria e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade
das estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e O estudo da pontuação pode se tornar um valioso
culturais de todos os Estados e sociedades. Suas con- aliado para organizarmos as ideias de maneira clara em
sequências infligem considerável prejuízo às nações do frases. Para tanto, é necessário ter alguma noção de sin-
mundo inteiro, e não são detidas por fronteiras: avançam taxe. “Sintaxe”, conforme o dicionário Aurélio, é a “parte
por todos os cantos da sociedade e por todos os espaços da gramática que estuda a disposição das palavras na
geográficos, afetando homens e mulheres de diferen- frase e a das frases no discurso, bem como a relação ló-
gica das frases entre si”; ou em outras palavras, sintaxe
tes grupos étnicos, independentemente de classe social
quer dizer “mistura”, isto é, saber misturar as palavras de
e econômica ou mesmo de idade. Questão de relevân- maneira a produzirem um sentido evidente para os re-
cia na discussão dos efeitos adversos do uso indevido ceptores das nossas mensagens. Observe:
de drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e 1. A desemprego globalização no Brasil e no na está
dos crimes conexos — geralmente de caráter transna- Latina América causando.
cional — com a criminalidade e a violência. Esses fato- 2. A globalização está causando desemprego no Brasil
res ameaçam a soberania nacional e afetam a estrutura e na América Latina.
social e econômica interna, devendo o governo adotar
uma postura firme de combate ao tráfico de drogas, ar- Ora, no item 1 não temos uma ideia, pois não há uma
frase, as palavras estão amontoadas sem a realização
ticulando-se internamente e com a sociedade, de forma
de “uma sintaxe”, não há um contexto linguístico nem
a aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de prevenção relação inteligível com a realidade; no caso 2, a sintaxe
e repressão e garantir o envolvimento e a aprovação dos ocorreu de maneira perfeita e o sentido está claro para
cidadãos. receptores de língua portuguesa inteirados da situação
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>. econômica e cultural do mundo atual.

Nas linhas 12 e 13, o emprego da preposição “com”, em 1. A Ordem dos Termos na Frase
“com a criminalidade e a violência”, deve-se à regência
do vocábulo “conexos”. Leia novamente a frase contida no item 2. Note que
ela é organizada de maneira clara para produzir sentido.
Todavia, há diferentes maneiras de se organizar grama-
( ) CERTO ( ) ERRADO ticalmente tal frase, tudo depende da necessidade ou da
vontade do redator em manter o sentido, ou mantê-lo,
Resposta: Errado. Ao texto: (...) Questão de relevância porém, acrescentado ênfase a algum dos seus termos.
LÍNGUA PORTUGUESA

na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de Significa dizer que, ao escrever, podemos fazer uma série
drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos de inversões e intercalações em nossas frases, confor-
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional me a nossa vontade e estilo. Tudo depende da maneira
— com a criminalidade e a violência. como queremos transmitir uma ideia, do nosso estilo.
O termo está se referindo à associação – associação Por exemplo, podemos expressar a mensagem da frase
2 da seguinte maneira:
do tráfico de drogas e crimes conexos (1) com a crimi-
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau-
nalidade (2) (associação daquilo [1] com isso [2]) sando desemprego.

74
Neste caso, a mensagem é praticamente a mesma, Todavia, ao repetir qualquer um dos termos da ora-
apenas mudamos a ordem das palavras para dar ênfase ção por três vezes ou mais, então é necessário usar a vír-
a alguns termos (neste caso: No Brasil e na A. L.). Repa- gula, mesmo que estejamos usando a ordem direta. Esta
re que, para obter a clareza tivemos que fazer o uso de é a regra básica n.º1 para a colocação da vírgula. Veja:
vírgulas. A globalização, a tecnologia e a “ciranda financeira”
Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o mais usado causam desemprego…
e o que mais nos auxilia na organização de um período, (três núcleos do sujeito)
pois facilita as boas “sintaxes”, boas misturas, ou seja, a
vírgula ajuda-nos a não “embolar” o sentido quando pro- A globalização causa desemprego no Brasil, na Améri-
duzimos frases complexas. Com isto, “entregamos” frases ca Latina e na África.
bem organizadas aos nossos leitores. (três adjuntos adverbiais)
O básico para a organização sintática das frases é a
ordem direta dos termos da oração. Os gramáticos es- A globalização está causando desemprego, insatisfa-
truturam tal ordem da seguinte maneira: ção e sucateamento industrial no Brasil e na América Lati-
na. (três complementos verbais)
SUJEITO + VERBO+ COMPLEMENTO VERBAL+
CIRCUNSTÂNCIAS B) Em princípio, não devemos, na ordem direta, sepa-
rar com vírgula o sujeito e o verbo, nem o verbo e o seu
A globalização + está causando+ desemprego + no complemento, nem o complemento e as circunstâncias,
Brasil nos dias de hoje. ou seja, não devemos separar com vírgula os termos da
oração. Veja exemplos de tal incorreção:
O Brasil, será feliz.
Nem todas as orações mantêm esta ordem e nem A globalização causa, o desemprego.
todas contêm todos estes elementos, portanto cabem
algumas observações: Ao intercalarmos alguma palavra ou expressão entre
A) As circunstâncias (de tempo, espaço, modo, etc.) os termos da oração, cabe isolar tal termo entre vírgulas,
normalmente são representadas por adjuntos adverbiais assim o sentido da ideia principal não se perderá. Esta é
de tempo, lugar, etc. Note que, no mais das vezes, quan- a regra básica n.º 2 para a colocação da vírgula. Dito em
do queremos recordar algo ou narrar uma história, existe outras palavras: quando intercalamos expressões e frases
a tendência a colocar os adjuntos nos começos das fra- entre os termos da oração, devemos isolar os mesmos
ses: com vírgulas. Vejamos:
“No Brasil e na América…” “Nos dias de hoje…” “Nas A globalização, fenômeno econômico deste fim de sé-
minhas férias…”, “No Brasil…”. e logo depois os verbos culo XX, causa desemprego no Brasil.
e outros elementos: “Nas minhas férias fui…”; “No Brasil Aqui um aposto à globalização foi intercalado entre o
existe…” sujeito e o verbo.
Outros exemplos:
Observações: A globalização, que é um fenômeno econômico e cul-
Tais construções não estão erradas, mas rompem com tural, está causando desemprego no Brasil e na América
a ordem direta; Latina.
É preciso notar que em Língua Portuguesa, há mui- Neste caso, há uma oração adjetiva intercalada.
tas frases que não têm sujeito, somente predicado. Por As orações adjetivas explicativas desempenham fre-
exemplo: Está chovendo em Porto Alegre. Faz frio em Fri- quentemente um papel semelhante ao do aposto expli-
burgo. São quatro horas agora; cativo, por isto são também isoladas por vírgula.
Outras frases são construídas com verbos intransiti- A globalização causa, caro leitor, desemprego no Bra-
vos, que não têm complemento: sil…
O menino morreu na Alemanha. (sujeito +verbo+ ad- Neste outro caso, há um vocativo entre o verbo e o
seu complemento.
junto adverbial)
A globalização nasceu no século XX. (idem)
A globalização causa desemprego, e isto é lamentável,
Há ainda frases nominais que não possuem verbos:
no Brasil…
cada macaco no seu galho. Nestes tipos de frase, a or-
Aqui, há uma oração intercalada (note que ela não
dem direta faz-se naturalmente. Usam-se apenas os ter-
pertence ao assunto: globalização, da frase principal, tal
mos existentes nelas.
oração é apenas um comentário à parte entre o comple-
mento verbal e os adjuntos).
Levando em consideração a ordem direta, podemos
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
estabelecer três regras básicas para o uso da vírgula: A simples negação em uma frase não exige vírgula: A
globalização não causou desemprego no Brasil e na Amé-
Se os termos estão colocados na ordem direta não rica Latina.
haverá a necessidade de vírgulas. A frase 2 é um exem-
plo disto: C) Quando “quebramos” a ordem direta, invertendo-
A globalização está causando desemprego no Brasil e -a, tal quebra torna a vírgula necessária. Esta é a regra n.º
na América Latina. 3 da colocação da vírgula.

75
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- Além de atender à disposição constitucional, a forma
sando desemprego… dos atos normativos obedece a certa tradição. Há nor-
No fim do século XX, a globalização causou desempre- mas para sua elaboração que remontam ao período de
go no Brasil… nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigato-
riedade – estabelecida por decreto imperial de 10 de de-
Nota-se que a quebra da ordem direta frequente- zembro de 1822 – de que se aponha, ao final desses atos,
mente se dá com a colocação das circunstâncias antes o número de anos transcorridos desde a Independência.
do sujeito. Trata-se da ordem inversa. Estas circunstân- Essa prática foi mantida no período republicano. Esses
cias, em gramática, são representadas pelos adjuntos ad- mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformida-
verbiais. Muitas vezes, elas são colocadas em orações de, concisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às
chamadas adverbiais que têm uma função semelhante comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma
a dos adjuntos adverbiais, isto é, denotam tempo, lugar, única interpretação e ser estritamente impessoais e uni-
etc. Exemplos: formes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.
Quando o século XX estava terminando, a globalização Nesse quadro, fica claro também que as comuni-
começou a causar desemprego. cações oficiais são necessariamente uniformes, pois há
Enquanto os países portadores de alta tecnologia de- sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o
senvolvem-se, a globalização causa desemprego nos paí- receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço
ses pobres. Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão
Durante o século XX, a Globalização causou desempre- a outro) – ou o conjunto dos cidadãos ou instituições
go no Brasil. tratados de forma homogênea (o público).

Outros procedimentos rotineiros na redação de co-


Observação:
municações oficiais foram incorporados ao longo do
Quanto à equivalência e transformação de estruturas,
tempo, como as formas de tratamento e de cortesia,
um exemplo muito comum cobrado em provas é o enun-
certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes,
ciado trazer uma frase no singular e pedir a passagem
etc. Mencione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para
para o plural, mantendo o sentido. Outro exemplo é a
comunicações oficiais, regulados pela Portaria n.º 1 do
mudança de tempos verbais.
Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho de 1937.
Acrescente-se, por fim, que a identificação que se
SITE
http://ricardovigna.wordpress.com/2009/02/02/estu- buscou fazer das características específicas da forma ofi-
dos-de-linguagem-1-estrutura-frasal-e-pontuacao/ cial de redigir não deve ensejar o entendimento de que
se proponha a criação – ou se aceite a existência – de
uma forma específica de linguagem administrativa, o que
coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês.
PARALELISMO SINTÁTICO Este é antes uma distorção do que deve ser a redação
oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e cli-
chês do jargão burocrático e de formas arcaicas de cons-
O que é Redação Oficial trução de frases.
A redação oficial não é, portanto, necessariamente
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a árida e infensa à evolução da língua. É que sua finali-
maneira pela qual o Poder Público redige atos normati- dade básica – comunicar com impessoalidade e máxima
vos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da
vista do Poder Executivo. língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa- jornalístico, da correspondência particular, etc.
lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, con- Apresentadas essas características fundamentais da
cisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente
redação oficial, passemos à análise pormenorizada de
esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe,
no artigo 37: “A administração pública direta, indireta cada uma delas.
ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá 1. A Impessoalidade
aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a im- A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala,
pessoalidade princípios fundamentais de toda adminis- quer pela escrita. Para que haja comunicação, são neces-
tração pública, claro está que devem igualmente nortear sários: a) alguém que comunique, b) algo a ser comuni-
a elaboração dos atos e comunicações oficiais. cado, e c) alguém que receba essa comunicação. No caso
LÍNGUA PORTUGUESA

Não se concebe que um ato normativo de qualquer da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço
natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou Público (este ou aquele Ministério, Secretaria, Depar-
impossibilite sua compreensão. A transparência do sen- tamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é
tido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão
são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável
que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o
que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos.
A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e público, o conjunto dos cidadãos, ou outro órgão públi-
concisão. co, do Executivo ou dos outros Poderes da União.

76
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que tes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por
deve ser dado aos assuntos que constam das comunica- exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer
ções oficiais decorre: de determinado padrão de linguagem que incorpore ex-
a) da ausência de impressões individuais de quem co- pressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um
munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente parecer jurídico, não se há de estranhar a presença do
assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há
nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Ob- um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz
tém-se, assim, uma desejável padronização, que permite da língua, a finalidade com que a empregamos.
que comunicações elaboradas em diferentes setores da O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu ca-
Administração guardem entre si certa uniformidade; ráter impessoal, por sua finalidade de informar com o
b) da impessoalidade de quem recebe a comunica- máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do
ção, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão
cidadão, sempre concebido como público, ou a outro ór- culto é aquele em que a) se observam as regras da gra-
gão público. Nos dois casos, temos um destinatário con- mática formal, e b) se emprega um vocabulário comum
cebido de forma homogênea e impessoal; ao conjunto dos usuários do idioma. É importante res-
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se saltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na
o universo temático das comunicações oficiais se restrin- redação oficial decorre do fato de que ele está acima das
ge a questões que dizem respeito ao interesse público, é diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais,
natural que não cabe qualquer tom particular ou pessoal. dos modismos vocabulares, das idiossincrasias linguísti-
Desta forma, não há lugar na redação oficial para im- cas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendi-
pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam da compreensão por todos os cidadãos. Lembre-se de
de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de
jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial expressão, desde que não seja confundida com pobreza
deve ser isenta da interferência da individualidade que a de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto
elabora. implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos con-
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade torcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios
de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais da língua literária.
contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária Pode-se concluir, então, que não existe propriamente
impessoalidade. um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
A necessidade de empregar determinado nível de lin- sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um consagre a utilização de uma forma de linguagem bu-
lado, do próprio caráter público desses atos e comuni- rocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve
cações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
entendidos como atos de caráter normativo, ou estabe- A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
lecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcan- criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo
çado se em sua elaboração for empregada a linguagem o vocabulário próprio à determinada área, são de difícil
adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, entendimento por quem não esteja com eles familiariza-
cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e do. Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em
objetividade. As comunicações que partem dos órgãos comunicações encaminhadas a outros órgãos da admi-
públicos federais devem ser compreendidas por todo e nistração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há
3. Formalidade e Padronização
que evitar o uso de uma linguagem restrita a determina-
dos grupos. Não há dúvida que um texto marcado por
As comunicações oficiais devem ser sempre formais,
expressões de circulação restrita, como a gíria, os regio-
isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já
nalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua com-
mencionadas exigências de impessoalidade e uso do pa-
preensão dificultada.
drão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa for-
Ressalte-se que há necessariamente uma distância
malidade de tratamento. Não se trata somente da eterna
entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente
dúvida quanto ao correto emprego deste ou daquele
dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração
pronome de tratamento para uma autoridade de certo;
de costumes, e pode eventualmente contar com outros
LÍNGUA PORTUGUESA

mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à


elementos que auxiliem a sua compreensão, como os civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual
gestos, a entoação, etc., para mencionar apenas alguns cuida a comunicação.
dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua A formalidade de tratamento vincula-se, também, à
escrita incorpora mais lentamente as transformações, necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad-
tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas ministração federal é una, é natural que as comunicações
de si mesma para comunicar. que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimen-
A língua escrita, como a falada, compreende diferen- to desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que

77
se atente para todas as características da redação oficial vezes faz com que os tomemos como de conhecimento
e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvol-
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes va, esclareça, precise os termos técnicos, o significado
para o texto definitivo e a correta diagramação do texto das siglas e abreviações e os conceitos específicos que
são indispensáveis para a padronização. não possam ser dispensados.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A
4. Concisão e Clareza pressa com que são elaboradas certas comunicações
quase sempre compromete sua clareza. Não se deve
A concisão é antes uma qualidade do que uma carac- proceder à redação de um texto que não seja seguida
terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos
transmitir um máximo de informações com um mínimo atrasados”, diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua
de palavras. Para que se redija com essa qualidade, é fun- indesejável repercussão no redigir.
damental que se tenha, além de conhecimento do assun-
to sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revi- 5. As Comunicações Oficiais
sar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas
vezes se percebem eventuais redundâncias ou repetições 5.1. Introdução
desnecessárias de ideias.
O esforço de sermos concisos atende, basicamente, A redação das comunicações oficiais deve, antes de
ao princípio de economia linguística, à mencionada fór- tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, As-
mula de empregar o mínimo de palavras para informar o pectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há caracte-
máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como rísticas específicas de cada tipo de expediente, que serão
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em à sua análise, vejamos outros aspectos comuns a quase
tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inú- todas as modalidades de comunicação oficial: o empre-
teis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao go dos pronomes de tratamento, a forma dos fechos e a
que já foi dito. identificação do signatário.
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe
em todo texto de alguma complexidade: ideias funda- 6. Pronomes de Tratamento
mentais e ideias secundárias. Estas últimas podem es-
clarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; 6.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
mas existem também ideias secundárias que não acres-
centam informação alguma ao texto, nem têm maior re- O uso de pronomes e locuções pronominais de tra-
lação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dis- tamento tem larga tradição na língua portuguesa. De
pensadas. acordo com Said Ali, após serem incorporados ao por-
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto tuguês os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento
oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que pos- direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”,
sibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a passou-se a empregar, como expediente linguístico de
clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende es- distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no
tritamente das demais características da redação oficial. tratamento de pessoas de hierarquia superior. Prossegue
Para ela concorrem: o autor: “Outro modo de tratamento indireto consistiu
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de inter- em fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou qua-
pretações que poderia decorrer de um tratamento lidade eminente da pessoa de categoria superior, e não
personalista dado ao texto; a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princí- rei com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...);
pio, de entendimento geral e por definição avesso assim usou-se o tratamento ducal de vossa excelência e
a vocábulos de circulação restrita, como a gíria e adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência,
o jargão; vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.”
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a A partir do final do século XVI, esse modo de trata-
imprescindível uniformidade dos textos; mento indireto já estava em voga também para os ocu-
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os exces- pantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu
sos linguísticos que nada lhe acrescentam. para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o prono-
É pela correta observação dessas características que me vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição
se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável que provém o atual emprego de pronomes de tratamen-
releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em tex- to indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades
tos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais civis, militares e eclesiásticas.
LÍNGUA PORTUGUESA

provém, principalmente, da falta da releitura que torna


possível sua correção. 6.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda,
se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
que nos parece óbvio pode ser desconhecido por ter- indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
ceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refi-
em decorrência de nossa experiência profissional muitas ram a segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se

78
fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a con- No envelope, o endereçamento das comunicações di-
cordância para a terceira pessoa. É que o verbo concor- rigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá
da com o substantivo que integra a locução como seu a seguinte forma:
núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; A Sua Excelência o Senhor
“Vossa Excelência conhece o assunto”. Fulano de Tal
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a Ministro de Estado da Justiça
pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes- 70064-900 – Brasília. DF
soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa
... vosso...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pro- A Sua Excelência o Senhor
nomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da Senador Fulano de Tal
pessoa a que se refere, e não com o substantivo que com- Senado Federal
põe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o 70165-900 – Brasília. DF
correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria
deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está
A Sua Excelência o Senhor
atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10.ª Vara Cível
6.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
Rua ABC, n.º 123
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento 01010-000 – São Paulo. SP
obedece a secular tradição. São de uso consagrado:
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra-
a) do Poder Executivo; tamento Digníssimo (DD), às autoridades arroladas na
Presidente da República; lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se
Vice-Presidente da República; ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua
Ministros de Estado; repetida evocação.
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do
Distrito Federal; Vossa Senhoria é empregado para as demais autori-
Oficiais-Generais das Forças Armadas; dades e para particulares. O vocativo adequado é:
Embaixadores; Senhor Fulano de Tal,
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocu- (...)
pantes de cargos de natureza especial; No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Fulano de Tal
Prefeitos Municipais.
Rua ABC, n.º 123
12345-000 – Curitiba. PR
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Como se depreende do exemplo acima, fica dispen-
Ministros do Tribunal de Contas da União;
sado o emprego do superlativo ilustríssimo para as au-
Deputados Estaduais e Distritais;
toridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
e para particulares. É suficiente o uso do pronome de
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamen-
c) do Poder Judiciário: to, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminada-
Ministros dos Tribunais Superiores; mente. Como regra geral, empregue-o apenas em co-
Membros de Tribunais; municações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por
Juízes; terem concluído curso universitário de doutorado. É cos-
Auditores da Justiça Militar. tume designar por doutor os bacharéis, especialmente os
bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos,
O vocativo a ser empregado em comunicações diri- o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às
gidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, se- comunicações.
guido do cargo respectivo: Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência,
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, empregada, por força da tradição, em comunicações di-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, rigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vo-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal cativo: Magnífico Reitor, (...)
LÍNGUA PORTUGUESA

Federal. Os pronomes de tratamento para religiosos, de acor-


do com a hierarquia eclesiástica, são:
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao
Senhor, seguido do cargo respectivo: Papa. O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre,
Senhor Senador, (...)
Senhor Juiz, Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendís-
Senhor Ministro, sima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe
Senhor Governador, o vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminen-

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tíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...) b) local e data em que foi assinado, por extenso, com
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em co- alinhamento à direita: Exemplo:
municações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Brasília, 15 de março de 1991.
Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reveren-
díssima para Monsenhores, Cônegos e superiores reli- c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos:
giosos. Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clé-
Assunto: Necessidade de aquisição de novos compu-
rigos e demais religiosos.
tadores.
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem
7. Fechos para Comunicações
é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser in-
O fecho das comunicações oficiais possui, além da cluído também o endereço.
finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o des- e) texto: nos casos em que não for de mero encami-
tinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo uti- nhamento de documentos, o expediente deve conter a
lizados foram regulados pela Portaria n.º 1 do Ministério seguinte estrutura:
da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com
o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual es- – introdução, que se confunde com o parágrafo de
tabelece o emprego de somente dois fechos diferentes abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a
para todas as modalidades de comunicação oficial: comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”,
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empre-
da República: Respeitosamente, gue a forma direta;
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
– desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado;
rarquia inferior: Atenciosamente,
se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações di- elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que
rigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e confere maior clareza à exposição;
tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual – conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente
de Redação do Ministério das Relações Exteriores. reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto
8. Identificação do Signatário nos casos em que estes estejam organizados em itens ou
títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encami-
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presiden-
te da República, todas as demais comunicações oficiais nhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as – introdução: deve iniciar com referência ao expe-
expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da diente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do
identificação deve ser a seguinte: documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a
(espaço para assinatura) informação do motivo da comunicação, que é encami-
NOME nhar, indicando a seguir os dados completos do docu-
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
mento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário,
(espaço para assinatura)
NOME e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo
Ministro de Estado da Justiça encaminhado, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta
ao Aviso n.º 12, de 1.º de fevereiro de 1991, encaminho,
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as- anexa, cópia do Ofício n.º 34, de 3 de abril de 1990, do
sinatura em página isolada do expediente. Transfira para Departamento Geral de Administração, que trata da re-
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. quisição do servidor Fulano de Tal.” Ou “Encaminho, para
exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no
9. O Padrão Ofício
12, de 1.º de fevereiro de 1991, do Presidente da Confe-
Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes deração Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de
pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se ado- – desenvolvimento: se o autor da comunicação de-
tar uma diagramação única, que siga o que chamamos sejar fazer algum comentário a respeito do documento
de padrão ofício. que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de de-
LÍNGUA PORTUGUESA

senvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de


10. Partes do documento no Padrão Ofício desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminha-
mento.
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as
seguintes partes: f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do g) assinatura do autor da comunicação; e
órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do
123/2002-SG Of. 123/2002-MME Signatário).

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11. Forma de diagramação que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades.
Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e,
seguinte forma de apresentação: no caso do ofício, também com particulares.
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman
de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 12.2. Forma e Estrutura
10 nas notas de rodapé;
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo
Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca
Wingdings; o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido
c) é obrigatório constar a partir da segunda página o de vírgula. Exemplos:
número da página; Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhora Ministra
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão
Senhor Chefe de Gabinete
ser impressos em ambas as faces do papel. Neste
caso, as margens esquerda e direita terão as dis- Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício
tâncias invertidas nas páginas pares (“margem es- as seguintes informações do remetente:
pelho”); – nome do órgão ou setor;
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm – endereço postal;
de distância da margem esquerda; – telefone e endereço de correio eletrônico.
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá,
no mínimo, 3,0 cm de largura; 13. Memorando
g) o campo destinado à margem lateral direita terá
1,5 cm; 13.1. Definição e Finalidade
O constante neste item aplica-se também à exposição
de motivos e à mensagem (v. 4. Exposição de Moti- O memorando é a modalidade de comunicação en-
tre unidades administrativas de um mesmo órgão, que
vos e 5. Mensagem).
podem estar hierarquicamente em mesmo nível ou em
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as
níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de co-
linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o
municação eminentemente interna. Pode ter caráter me-
editor de texto utilizado não comportar tal recurso, ramente administrativo, ou ser empregado para a expo-
de uma linha em branco; sição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, por determinado setor do serviço público. Sua caracterís-
sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, tica principal é a agilidade. A tramitação do memorando
relevo, bordas ou qualquer outra forma de forma- em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela
tação que afete a elegância e a sobriedade do do- simplicidade de procedimentos burocráticos. Para evitar
cumento; desnecessário aumento do número de comunicações, os
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta despachos ao memorando devem ser dados no próprio
em papel branco. A impressão colorida deve ser documento e, no caso de falta de espaço, em folha de
usada apenas para gráficos e ilustrações; continuação. Esse procedimento permite formar uma
k) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício espécie de processo simplificado, assegurando maior
devem ser impressos em papel de tamanho A-4, transparência à tomada de decisões, e permitindo que se
ou seja, 29,7 x 21,0 cm; historie o andamento da matéria tratada no memorando.
l) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
arquivo Rich Text nos documentos de texto; 13.2. Forma e Estrutura
m) dentro do possível, todos os documentos elabora-
dos devem ter o arquivo de texto preservado para Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo
consulta posterior ou aproveitamento de trechos do padrão ofício, com a diferença de que o seu destina-
para casos análogos; tário deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exem-
n) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos plos:
devem ser formados da seguinte maneira: tipo do Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
documento + número do documento + palavras- Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
-chaves do conteúdo. Ex.: “Of. 123 - relatório pro-
dutividade ano 2002” 14. Exposição de Motivos
LÍNGUA PORTUGUESA

12. Aviso e Ofício 14.1. Definição e Finalidade

12.1. Definição e Finalidade Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Pre-


sidente da República ou ao Vice-Presidente para:
Aviso e ofício são modalidades de comunicação ofi- a) informá-lo de determinado assunto;
cial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é b) propor alguma medida; ou
que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de c) submeter a sua consideração projeto de ato nor-
Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo mativo.

81
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi- legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que
dente da República por um Ministro de Estado. Nos casos dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto;
em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, enfim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto
a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.
Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
interministerial. Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
caberá a redação final.
14.2. Forma e Estrutura As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao
Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresen- a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, com-
tação do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício). plementar ou financeira. Os projetos de lei ordinária ou
A exposição de motivos, de acordo com sua finalida- complementar são enviados em regime normal (Consti-
de, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para tuição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1.º
aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e a 4.º). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminha-
outra para a que proponha alguma medida ou submeta do sob o regime normal e mais tarde ser objeto de nova
projeto de ato normativo. mensagem, com solicitação de urgência.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Mem-
simplesmente leva algum assunto ao conhecimento do bros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com
aviso do Chefe da Casa Civil da Presidência da República
Presidente da República, sua estrutura segue o modelo
ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para
antes referido para o padrão ofício. Já a exposição de
que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64,
motivos que submeta à consideração do Presidente da
caput).
República a sugestão de alguma medida a ser adotada
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreen-
ou a que lhe apresente projeto de ato normativo – em- dem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamen-
bora sigam também a estrutura do padrão ofício –, além tos anuais e créditos adicionais), as mensagens de en-
de outros comentários julgados pertinentes por seu au- caminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso
tor, devem, obrigatoriamente, apontar: Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao
a) na introdução: o problema que está a reclamar a Primeiro Secretário do Senado Federal. A razão é que o
adoção da medida ou do ato normativo proposto; art. 166 da Constituição impõe a deliberação congressual
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medi- sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais preci-
da ou aquele ato normativo o ideal para se solucio- samente, “na forma do regimento comum”. E à frente da
nar o problema, e eventuais alternativas existentes Mesa do Congresso Nacional está o Presidente do Sena-
para equacioná-lo; do Federal (Constituição, art. 57, § 5.º), que comanda as
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser to- sessões conjuntas.
mada, ou qual ato normativo deve ser editado para As mensagens aqui tratadas coroam o processo de-
solucionar o problema. senvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange
minucioso exame técnico, jurídico e econômico-financei-
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à ex- ro das matérias objeto das proposições por elas encami-
posição de motivos, devidamente preenchido, de acordo nhadas.
Com o modelo previsto no Anexo II do Decreto n.º 4.176, Tais exames materializam-se em pareceres dos di-
de 28 de março de 2002. versos órgãos interessados no assunto das proposições,
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presen- entre eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na ori-
te que a atenção aos requisitos básicos da redação oficial gem das propostas, as análises necessárias constam da
(clareza, concisão, impessoalidade, formalidade, padro- exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1.
nização e uso do padrão culto de linguagem) deve ser Exposição de Motivos) – exposição que acompanhará, por
redobrada. cópia, a mensagem de encaminhamento ao Congresso.
A exposição de motivos é a principal modalidade de b) encaminhamento de medida provisória.
comunicação dirigida ao Presidente da República pelos Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Cons-
Ministros. tituição, o Presidente da República encaminha mensa-
Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada gem ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso
cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando
ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo cópia da medida provisória, autenticada pela Coordena-
ou em parte. ção de Documentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
15. Mensagem As mensagens que submetem ao Senado Federal a
LÍNGUA PORTUGUESA

indicação de pessoas para ocuparem determinados car-


15.1. Definição e Finalidade gos (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do
TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, Procura-
É o instrumento de comunicação oficial entre os Che- dor-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática,
fes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens en- etc.) têm em vista que a Constituição, no seu art. 52, in-
viadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo cisos III e IV, atribui àquela Casa do Congresso Nacional
para informar sobre fato da Administração Pública; expor competência privativa para aprovar a indicação.
o plano de governo por ocasião da abertura de sessão

82
O curriculum vitae do indicado, devidamente assina- tam encargos ou compromissos gravosos (Constituição,
do, acompanha a mensagem. art. 49, I);
d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vi- – pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis
ce-Presidente da República se ausentar do País por mais às operações e prestações interestaduais e de exporta-
de 15 dias. ção (Constituição, art. 155, § 2.º, IV);
Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. – proposta de fixação de limites globais para o mon-
49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa tante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
do Congresso Nacional. – pedido de autorização para operações financeiras
O Presidente da República, tradicionalmente, por cor- externas (Constituição, art. 52, V); e outros.
tesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz Entre as mensagens menos comuns estão as de:
uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando- – convocação extraordinária do Congresso Nacional
-lhes mensagens idênticas. (Constituição, art. 57, § 6.º);
e) encaminhamento de atos de concessão e renova- – pedido de autorização para exonerar o Procurador-
ção de concessão de emissoras de rádio e TV. -Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2.º);
A obrigação de submeter tais atos à apreciação do – pedido de autorização para declarar guerra e decre-
Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da tar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
Constituição. Somente produzirão efeitos legais a ou- – pedido de autorização ou referendo para celebrar a
torga ou renovação da concessão após deliberação do paz (Constituição, art. 84, XX);
Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3.º). Des- – justificativa para decretação do estado de defesa ou
cabe pedir na mensagem a urgência prevista no art. 64 de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4.º);
da Constituição, porquanto o § 1.º do art. 223 já define o – pedido de autorização para decretar o estado de
prazo da tramitação. sítio (Constituição, art. 137);
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha – relato das medidas praticadas na vigência do estado
a mensagem o correspondente processo administrativo. de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício único);
anterior. – proposta de modificação de projetos de leis finan-
O Presidente da República tem o prazo de sessenta ceiras (Constituição, art. 166, § 5.º);
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao – pedido de autorização para utilizar recursos que
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício an- ficarem sem despesas correspondentes, em decorrência
terior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamen-
da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, tária anual (Constituição, art. 166, § 8.º);
§ 1.º), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a – pedido de autorização para alienar ou conceder ter-
tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedi- ras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição,
mento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno. art. 188, § 1.º); etc.
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre 5.2. Forma e Estrutura
a situação do País e solicitação de providências que jul-
gar necessárias (Constituição, art. 84, XI). As mensagens contêm:
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da a) a indicação do tipo de expediente e de seu número,
Presidência da República. Esta mensagem difere das de- horizontalmente, no início da margem esquerda:
mais porque vai encadernada e é distribuída a todos os Mensagem n.º
Congressistas em forma de livro.
h) comunicação de sanção (com restituição de autó- b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento
e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da
grafos).
margem esquerda;
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congres-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
so Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secre-
tário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
informa o número que tomou a lei e se restituem dois
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do
exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o
texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com
Presidente da República terá aposto o despacho de san- a margem direita.
ção. A mensagem, como os demais atos assinados pelo
i) comunicação de veto. Presidente da República, não traz identificação de seu
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constitui- signatário.
ção, art. 66, § 1.º), a mensagem informa sobre a decisão
de vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, 16. Telegrama
e as razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra
LÍNGUA PORTUGUESA

no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao 16.1. Definição e Finalidade
contrário das demais mensagens, cuja publicação se res-
tringe à notícia do seu envio ao Poder Legislativo. Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar
j) outras mensagens. os procedimentos burocráticos, passa a receber o títu-
Também são remetidas ao Legislativo com regular lo de telegrama toda comunicação oficial expedida por
frequência mensagens com: meio de telegrafia, telex, etc.
– encaminhamento de atos internacionais que acarre-

83
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa 18.2. Forma e Estrutura
aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situa- Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
ções que não seja possível o uso de correio eletrônico ou nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir for-
fax e que a urgência justifique sua utilização e, também ma rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o
em razão de seu custo elevado, esta forma de comuni- uso de linguagem incompatível com uma comunicação
cação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Ofi-
Clareza). ciais).
O campo assunto do formulário de correio eletrônico
16.2. Forma e Estrutura deve ser preenchido de modo a facilitar a organização
documental tanto do destinatário quanto do remetente.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e Para os arquivos anexados à mensagem deve ser uti-
a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos lizado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensa-
Correios e em seu sítio na Internet. gem que encaminha algum arquivo deve trazer informa-
ções mínimas sobre seu conteúdo.
17. Fax
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de
confirmação de leitura. Caso não seja disponível, deve
17.1. Definição e Finalidade
constar da mensagem pedido de confirmação de rece-
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) bimento.
é uma forma de comunicação que está sendo menos
usada devido ao desenvolvimento da Internet. É utiliza- 18.3 Valor documental
do para a transmissão de mensagens urgentes e para o
envio antecipado de documentos, de cujo conhecimen- Nos termos da legislação em vigor, para que a men-
to há premência, quando não há condições de envio do sagem de correio eletrônico tenha valor documental, e
documento por meio eletrônico. Quando necessário o para que possa ser aceito como documento original, é
original, ele segue posteriormente pela via e na forma necessário existir certificação digital que ateste a identi-
de praxe. dade do remetente, na forma estabelecida em lei.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com Elementos de Ortografia e Gramática
cópia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel,
em certos modelos, deteriora-se rapidamente. 1. Problemas de Construção de Frases

17.2. Forma e Estrutura A clareza e a concisão na forma escrita são alcança-


das, principalmente, pela construção adequada da frase,
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a “a menor unidade autônoma da comunicação”, na defini-
estrutura que lhes são inerentes. ção de Celso Pedro Luft.
É conveniente o envio, juntamente com o documento
A função essencial da frase é desempenhada pelo
principal, de folha de rosto e de pequeno formulário com
predicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser en-
os dados de identificação da mensagem a ser enviada,
tendido como “a enunciação pura de um fato qualquer”.
conforme exemplo a seguir:
Sempre que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe
[Órgão Expedidor] o nome de período, que terá tantas orações quantos fo-
[setor do órgão expedidor] rem os verbos não auxiliares que o constituem.
[endereço do órgão expedidor] Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis-
Destinatário:____________________________________ pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –,
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___ de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um substan-
Remetente: ____________________________________ tivo. Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____ substantivos (nomes ou pronomes) que desempenham a
No de páginas: ________No do documento:____________ função de complementos (objetos direto e indireto, pre-
dicativo e complemento adverbial). Função acessória de-
Observações:___________________________________ sempenham os adjuntos adverbiais, que vêm geralmente
ao final da oração, mas que podem ser ou intercalados
18. Correio Eletrônico aos elementos que desempenham as outras funções, ou
deslocados para o início da oração.
LÍNGUA PORTUGUESA

18.1 Definição e finalidade Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos


elementos que compõem uma oração (Observação: os
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e
parênteses indicam os elementos que podem não ocor-
celeridade, transformou-se na principal forma de comu-
rer):
nicação para transmissão de documentos.
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adver-
bial).

84
Podem ser identificados seis padrões básicos para as Certo: Apesar de as relações entre os países estarem
orações pessoais (isto é, com sujeito) na língua portu- cortadas, (...).
guesa (a função que vem entre parênteses é facultativa e
pode ocorrer em ordem diversa): Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
O Presidente - regressou - (ontem). Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto -
(adjunto adverbial) Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...).
manhã de terça-feira).
3. Frases Fragmentadas
3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto
- (adjunto adverbial). A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os oração subordinada ou uma simples locução como se
setores). fosse uma frase completa”. Decorre da pontuação errada
de uma frase simples. Embora seja usada como recurso
4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. di- estilístico na literatura, a fragmentação de frases deve ser
reto - obj. indireto - (adj. Adv.) evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações compreensão. Exemplo:
- ao Deputado - (no Congresso). Errado: O programa recebeu a aprovação do Congres-
so Nacional. Depois de ser longamente debatido.
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
adverbial - (adjunto adverbial) Nacional, depois de ser longamente debatido.
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Bue- Certo: Depois de ser longamente debatido, o progra-
nos Aires - (na próxima semana). ma recebeu a aprovação do Congresso Nacional.
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto ad-
verbial)
O problema - será - resolvido - prontamente. Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
Estes seriam os padrões básicos para as orações, ou metido ao Presidente da República, que o aprovou. Consul-
seja, as frases que possuem apenas um verbo conjuga- tadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
do. Na construção de períodos, as várias funções podem Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
ocorrer em ordem inversa à mencionada, misturando-se metido ao Presidente da República, que o aprovou, consulta-
e confundindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva das as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
de todos os padrões existentes na língua portuguesa.
O que importa é fixar a ordem normal dos elementos 4. Erros de Paralelismo
nesses seis padrões básicos. Acrescente-se que períodos
mais complexos, compostos por duas ou mais orações, Uma das convenções estabelecidas na linguagem es-
em geral podem ser reduzidos aos padrões básicos (de crita “consiste em apresentar ideias similares numa forma
que derivam). gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. As-
Os problemas mais frequentemente encontrados na sim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a
construção de frases dizem respeito à má pontuação, à elementos paralelos. Vejamos alguns exemplos:
ambiguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Minis-
paralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em térios economizar energia e que elaborassem planos de
geral, do desconhecimento da ordem das palavras na redução de despesas.
frase. Indicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais
comuns e recorrentes na construção de frases, registra- Na frase temos, nas duas orações subordinadas que
dos em documentos oficiais. completam o sentido da principal, duas estruturas dife-
rentes para ideias equivalentes: a primeira oração (eco-
2. Sujeito nomizar energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a se-
gunda (que elaborassem planos de redução de despesas)
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que é uma oração desenvolvida introduzida pela conjunção
executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter com- integrante que. Há mais de uma possibilidade de escre-
plemento, mas não ser complemento. Devem ser evita-
LÍNGUA PORTUGUESA

vê-la com clareza e correção; uma seria a de apresentar


das, portanto, construções como: as duas orações subordinadas como desenvolvidas, in-
troduzidas pela conjunção integrante que:
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. rios que economizassem energia e (que) elaborassem pla-
nos para redução de despesas.
Errado: Apesar das relações entre os países estarem
cortadas, (...).

85
Outra possibilidade: as duas orações são apresenta- 5. Erros de Comparação
das como reduzidas de infinitivo:
Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Minis- A omissão de certos termos ao fazermos uma compa-
térios economizar energia e elaborar planos para redução ração, omissão própria da língua falada, deve ser evitada
de despesas. na língua escrita, pois compromete a clareza do texto:
Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na nem sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o
coordenação de orações subordinadas. termo omitido. A ausência indevida de um termo pode
impossibilitar o entendimento do sentido que se quer
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua es- dar a uma frase:
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que
crita culta:
um médico.
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação,
A omissão de termos provocou uma comparação in-
não ser inseguro, inteligência e ter ambição. devida: “o salário de um professor” com “um médico”.
O problema aqui decorre de coordenar palavras Certo: O salário de um professor é mais baixo do que
(substantivos) com orações (reduzidas de infinitivo). o salário de um médico.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou o de um médico.
por transformá-la em frase simples, substituindo as ora- Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
ções reduzidas por substantivos:
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, Novamente, a não repetição dos termos comparados
segurança, inteligência e ambição. confunde. Alternativas para correção:
Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso Portaria.
paralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equi- Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais ver-
valente) a ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao
bas do que os Ministérios do Governo.
se apresentar, de forma paralela, estruturas sintáticas
distintas: No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o “demais”) acarretou imprecisão:
Papa. Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais ver-
bas do que os outros Ministérios do Governo.
Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais ver-
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades bas do que os demais Ministérios do Governo.
(Paris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibili- 6. Ambiguidade
dade de correção é transformá-la em duas frases simples,
com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar): Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta em mais de um sentido. Como a clareza é requisito bá-
sico de todo texto oficial, deve-se atentar para as cons-
última capital, encontrou-se com o Papa.
truções que possam gerar equívocos de compreensão.
A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado identificar a qual palavra se refere um pronome que pos-
pelo uso inadequado da expressão “e que” num período sui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
que não contém nenhum “que” anterior. ocorrer com:
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que
tem sólida formação acadêmica. A) pronomes pessoais:
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado
Para corrigir a frase, suprimimos o pronome relativo: que ele seria exonerado.
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu
sólida formação acadêmica. secretariado.
Ou então, caso o entendimento seja outro:
Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo-
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”: neração deste.
Errado: Neste momento, não se devem adotar medi-
das precipitadas, e que comprometam o andamento de B) pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
todo o programa. Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repú-
blica, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu
LÍNGUA PORTUGUESA

Da mesma forma com que corrigimos o exemplo an- Estado, mas isso não o surpreendeu.
terior, aqui podemos suprimir a conjunção: Observe a multiplicidade de ambiguidade no exemplo
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas acima, a qual torna incompreensível o sentido da frase.
precipitadas, que comprometam o andamento de todo o
Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presiden-
programa.
te da República. No pronunciamento, solicitou a interven-
ção federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Pre-
sidente da República.

86
C) pronome relativo: Resposta: Certo. Segundo o Manual de Redação Ofi-
Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu cial: (...) Manual estabelece o emprego de somente
costumava trabalhar. dois fechos diferentes para todas as modalidades de
Não fica claro se o pronome relativo da segunda ora- comunicação oficial:
ção faz referência “à mesa” ou “a gabinete”. Esta ambi- A) para autoridades superiores, inclusive o Presidente
guidade se deve ao pronome relativo “que”, sem marca da República: Respeitosamente,
de gênero. A solução é recorrer às formas o qual, a qual,
os quais, as quais, que marcam gênero e número.
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu cos- B) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
tumava trabalhar. rarquia inferior: Atenciosamente,
Se o entendimento é outro, então: Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu cos- das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e
tumava trabalhar. tradição próprios, devidamente disciplinados no Ma-
Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da nual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.
dúvida sobre a que se refere a oração reduzida:
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o
3. (anp – Conhecimento Básico para todos os Cargos –
funcionário.
cespe – 2013) Na redação de uma ata, devem-se relatar
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima,
deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. exaustivamente, com o máximo de detalhamento possí-
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este vel, incluindo-se os aspectos subjetivos, as discussões, as
indisciplinado. propostas, as resoluções e as deliberações ocorridas em
reuniões e eventos que exigem registro.
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma se-
nhora chamou o médico. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi
chamado por uma senhora. Resposta: Errado. Ata é um documento administrativo
que tem a finalidade de registrar de modo sucinto a
SITE
sequência de eventos de uma reunião ou assembleia de
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ma-
pessoas com um fim específico. É característica da Ata
nualredpr2aed.pdf
apresentar um resumo, cronologicamente disposto, de
modo infalível, de todo o desenrolar da reunião.
(Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_
EXERCÍCIOS COMENTADOS redacao_oficial_ata/)

1. (antaq – Especialista em Regulação de Serviços de 4. (Tribunal de Justiça-se – Técnico Judiciário – cespe


Transportes Aquaviários – superior – cespe – 2014) Con- – 2014) Em toda comunicação oficial, exceto nas direcio-
siderando aspectos estruturais e linguísticos das correspon- nadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer uso dos
dências oficiais, julgue os itens que se seguem, de acordo fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de acordo
com o Manual de Redação da Presidência da República.
com as hierarquias do destinatário e do remetente.
O tratamento Digníssimo deve ser empregado para to-
das as autoridades do poder público, uma vez que a dig-
nidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes de ( ) CERTO ( ) ERRADO
cargos públicos.
Resposta: Certo. Segundo o Manual de Redação Ofi-
( ) CERTO ( ) ERRADO cial: (...) Manual estabelece o emprego de somente
dois fechos diferentes para todas as modalidades de
Resposta: Errado. Vamos ao Manual: O Manual ainda comunicação oficial:
preceitua que a forma de tratamento “Digníssimo” fica
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente
abolida (...) afinal, a dignidade é condição primordial
para que tais cargos públicos sejam ocupados. da República: Respeitosamente,
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi- b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
cial_publicacoes_ver.php?id=2 rarquia inferior: Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
2. (tribunal de justiça-se – técnico judiciário – Médio – das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e
LÍNGUA PORTUGUESA

cespe – 2014) Em toda comunicação oficial, exceto nas tradição próprios, devidamente disciplinados no Ma-
direcionadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer
nual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.
uso dos fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de
acordo com as hierarquias do destinatário e do reme-
tente. 5. (antaq – Especialista em Regulação de Serviços de
Transportes Aquaviários – cespe – 2014) Considerando
( ) CERTO ( ) ERRADO aspectos estruturais e linguísticos das correspondências
oficiais, julgue os itens que se seguem, de acordo com o

87
Manual de Redação da Presidência da República. 3. Homônimos e Parônimos
O tratamento Digníssimo deve ser empregado para to-
das as autoridades do poder público, uma vez que a dig-  Homônimos = palavras que possuem a mesma
grafia ou a mesma pronúncia, mas significados di-
nidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes de
ferentes. Podem ser
cargos públicos.
A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife-
( ) CERTO ( ) ERRADO rentes na pronúncia:
rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher
(subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e de-
nuncia (verbo); providência (subst.) e providencia (verbo).
Resposta: Errado. Vamos ao Manual: O Manual ainda
B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e
preceitua que a forma de tratamento “Digníssimo” fica diferentes na escrita:
abolida (...) afinal, a dignidade é condição primordial acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmoni-
para que tais cargos públicos sejam ocupados. zar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (ar-
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi- reio); censo (recenseamento) e senso ( juízo); paço (palácio)
cial_publicacoes_ver.php?id=2 e passo (andar).

C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou


RELAÇÕES DE SINONÍMIA E ANTONÍMIA perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e
cedo (adv.); livre (adj.) e livre (verbo).
SIGNIFICADO DAS PALAVRAS  Parônimos = palavras com sentidos diferentes,
porém de formas relativamente próximas. São pa-
Semântica é o estudo da significação das palavras e lavras parecidas na escrita e na pronúncia: cesta
das suas mudanças de significação através do tempo ou (receptáculo de vime; cesta de basquete/esporte) e
em determinada época. A maior importância está em dis- sesta (descanso após o almoço), eminente (ilustre)
tinguir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e e iminente (que está para ocorrer), osso (substan-
tivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ou verbo
homônimos e parônimos (homonímia / paronímia).
“ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimen-
to (medida) e cumprimento (saudação), autuar
1. Sinônimos (processar) e atuar (agir), infligir (aplicar pena) e
infringir (violar), deferir (atender a) e diferir (diver-
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfa- gir), suar (transpirar) e soar (emitir som), aprender
beto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar (conhecer) e apreender (assimilar; apropriar-se de),
- abolir. tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a movi-
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são mento, trânsito), mandato (procuração) e manda-
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara do (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir
e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quan- (mergulhar, afundar).
do, ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela
outra, em deteminado enunciado (aguadar e esperar). 4. Hiperonímia e Hiponímia

Observação: Hipônimos e hiperônimos são palavras que perten-


cem a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo
A contribuição greco-latina é responsável pela exis-
o hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o
tência de numerosos pares de sinônimos: adversário e
hiperônimo, mais abrangente.
antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemici- O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipô-
clo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diá- nimo, criando, assim, uma relação de dependência se-
logo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. mântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hi-
peronímia com carros, já que veículos é uma palavra de
2. Antônimos significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
Veículos é um hiperônimo de carros.
São palavras que se opõem através de seu significa- Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
do: ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - cen- quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
surar; mal - bem. zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
a repetição desnecessária de termos.
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A antonímia pode se originar de um prefixo de sen-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e antico- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
munista; simétrico e assimétrico. Paulo: Saraiva, 2010.

88
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. #FicaDica
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua
Portuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000. Procure associar Denotação com Dicionário:
trata-se de definição literal, quando o termo
é utilizado com o sentido que consta no di-
SITE
cionário.
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-
-antonimos,-homonimos-e-paronimos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Exemplos de variação no significado das palavras: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
literal)
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido
SITE
figurado)
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denota-
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado) cao/
As variações nos significados das palavras ocasionam
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo
(conotação) das palavras. POLISSEMIA
A) Denotação Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de
apresenta seu significado original, independentemente um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra,
do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significa- mas que abarca um grande número de significados den-
do mais objetivo e comum, aquele imediatamente reco- tro de seu próprio campo semântico.
nhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
que aparece nos dicionários, sendo o significado mais li- cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
teral da palavra. algo. Possibilidades de várias interpretações levando-
A denotação tem como finalidade informar o recep- -se em consideração as situações de aplicabilidade. Há
tor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo uma infinidade de exemplos em que podemos verificar a
um caráter prático. É utilizada em textos informativos, ocorrência da polissemia:
como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bu- O rapaz é um tremendo gato.
las de medicamentos, textos científicos, entre outros. A O gato do vizinho é peralta.
palavra “pau”, por exemplo, em seu sentido denotativo é Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
apenas um pedaço de madeira. Outros exemplos: Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
O elefante é um mamífero. sobrevivência
As estrelas deixam o céu mais bonito! O passarinho foi atingido no bico.

B) Conotação Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de


computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em co-
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando
mum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de
apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes
“entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”,
interpretações, dependendo do contexto em que esteja
que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão”
inserida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que
ou “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões
vão além do sentido original da palavra, ampliando sua é o formato quadriculado que têm.
significação mediante a circunstância em que a mesma
é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico. 1. Polissemia e homonímia
Como no exemplo da palavra “pau”: em seu sentido co-
notativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), re- A confusão entre polissemia e homonímia é bastante co-
provação (tomei pau no concurso). mum. Quando a mesma palavra apresenta vários significados,
A conotação tem como finalidade provocar sentimen- estamos na presença da polissemia. Por outro lado, quando
tos no receptor da mensagem, através da expressividade
LÍNGUA PORTUGUESA

duas ou mais palavras com origens e significados distintos


e afetividade que transmite. É utilizada principalmente têm a mesma grafia e fonologia, temos uma homonímia.
numa linguagem poética e na literatura, mas também A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não
anúncios publicitários, entre outros. Exemplos: é polissemia porque os diferentes significados para a
Você é o meu sol! palavra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma
Minha vida é um mar de tristezas. palavra polissêmica: pode significar o elemento básico
Você tem um coração de pedra! do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de um

89
determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes signifi-
cados estão interligados porque remetem para o mesmo
conceito, o da escrita.
EXERCÍCIO COMENTADO
1. (SUSAM-AM – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
2. Polissemia e ambiguidade FGV – 2014) “o país teve de recorrer a um programa de
racionamento”. Assinale a opção que apresenta a forma
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto de reescrever esse segmento, que altera o seu sentido
na interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado original.
pode ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma in-
terpretação. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à a) O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de
colocação específica de uma palavra (por exemplo, um racionamento.
advérbio) em uma frase. Vejamos a seguinte frase: b) O país teve como recurso recorrer a um programa
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada fre- de racionamento.
quentemente são felizes. c) O Brasil foi levado a recorrer a um programa de racio-
namento.
Neste caso podem existir duas interpretações dife-
d) O país obrigou‐se a recorrer a um programa de racio-
rentes: namento.
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são e) O Brasil optou por um programa de racionamento.
felizes ou são felizes porque têm uma alimentação equi-
librada. Resposta: Letra E. “o país teve de recorrer a um pro-
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, grama de racionamento”. Assinale a opção que apre-
ela pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma senta a forma de reescrever esse segmento, QUE
interpretação. Para fazer a interpretação correta é muito ALTERA O SEU SENTIDO ORIGINAL.
importante saber qual o contexto em que a frase é pro- Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um progra-
ferida. ma de racionamento = mesmo sentido.
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um pro-
do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, grama de racionamento = mesmo sentido.
Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa
comicidade. Repare na figura abaixo:
de racionamento = mesmo sentido.
Em “d”: O país obrigou‐se a recorrer a um programa
de racionamento = mesmo sentido.
Em “e”: O Brasil optou por um programa de raciona-
mento = mudança de sentido (segundo o enunciado,
o país não teve outra opção a não ser recorrer. Na al-
ternativa, provavelmente havia outras opções, e o país
escolheu a de “recorrer”).

Análise e Tipo de Discurso

A Análise do Discurso é uma prática da linguística no


(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-
campo da Comunicação, e consiste em analisar a estru-
-cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014). tura de um texto e, a partir disto, compreender as cons-
truções ideológicas presentes no mesmo.
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras, O discurso em si é uma construção linguística atre-
mas duas seriam: lada ao contexto social no qual o texto é desenvolvido.
Corte e coloração capilar Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são
ou diretamente determinadas pelo contexto político-social
Faço corte e pintura capilar em que vive o seu autor. Mais que uma análise textual, a
análise do Discurso é uma análise contextual da estrutura
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS discursiva em questão.
Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
como uma construção de características sociais. A so-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São ciedade que promove o contexto do discurso analisado
Paulo: Saraiva, 2010. é a base de toda a estrutura do texto, atrelando, deste
LÍNGUA PORTUGUESA

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa modo, todo e qualquer elemento que possa fazer parte
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. do sentido do discurso. O texto só pode assim ser cha-
mado se o seu receptor for capaz de compreender o seu
SITE sentido, e isto cabe ao autor do texto e à atenção que o
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia. mesmo der ao contexto da construção de seu discurso. É
htm a relação básica para a existência da comunicação verbal:
emissão – recepção – compreensão.

90
As práticas discursivas geram também outros âmbitos  Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa
de análise do discurso, como o Universo de Concorrên- sua própria voz, o que foi dito pela personagem
cias, que consiste na competição entre vários emissores passa pela elaboração do narrador. Não há uma
para atingir um mesmo público-alvo. A partir disto, os pontuação específica que marque o discurso in-
emissores precisam inteirar-se do contexto da vida do direto: A menina disse em tom zangado, que não
seu receptor, para que deste modo possam interpelá-lo gostava daquilo.
segundo sua própria ideologia, fazendo com que sua
mensagem seja recebida e assimilada pelo receptor sem C) Discurso indireto livre: É um discurso no qual há
que o mesmo perceba que está sendo alvo de uma ten- uma maior liberdade, o narrador insere a fala do perso-
tativa de convencimento, por assim dizer. nagem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do dis-
Dentro da análise do Discurso há também o discurso curso direto. É necessário que se tenha atenção para não
estético, feito por meio de imagens, e que interpelam o confundir a fala do narrador com a fala do personagem,
indivíduo através de sua sensibilidade, que está ligada ao pois esta surge de repente em meio à fala do narrador: A
seu contexto também. A sensibilidade de um indivíduo menina perambulava pela sala irritada e zangada. Eu não
se define a partir do que, ao longo de sua vida, torna-se gosto disso! E parecia que ninguém a ouvia.
importante e desperta-lhe sentimentos. Com isto, pode-
mos analisar as artes produzidas em diferentes épocas 1.2. Níveis de Linguagem
da história em todo o mundo e perceber as diferentes
formas de interpelação e contextualidade presentes nas A língua é um código de que se serve o homem para
mesmas. O discurso estético tem a mesma capacidade elaborar mensagens, para se comunicar. Existem basica-
ideológica que o discurso verbal, com a vantagem de mente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas
atingir o indivíduo esteticamente, o que pode render funcionais:
muito mais rapidamente o sucesso do discurso aplicado. A) a língua funcional de modalidade culta, lín-
A partir na análise de todos os aspectos do discurso gua culta ou língua-padrão, que compreende a língua
chega-se ao mais importante: o sentido. O sentido do literária, tem por base a norma culta, forma linguística
discurso não é fixo, por vários motivos: pelo contexto, utilizada pelo segmento mais culto e influente de uma
pela estética, pela ordem do discurso, pela sua forma de sociedade. Constitui, em suma, a língua utilizada pelos
construção. O sentido do discurso encontra-se sempre veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio
em aberto para a possibilidade de interpretação do seu e televisão, jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja
receptor. O efeito do discurso é, claramente, transmitir função é a de serem aliados da escola, prestando serviço
uma mensagem e alcançar um objetivo premeditado à sociedade, colaborando na educação;
através da interpretação e interpelação do indivíduo alvo. B) a língua funcional de modalidade popular; lín-
gua popular ou língua cotidiana, que apresenta grada-
1. Tipos de Discurso: direto, indireto e indireto li- ções as mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão.
vre
1.3. Norma culta
1.1. Vozes do Discurso
A norma culta, forma linguística que todo povo ci-
Ao lermos um texto, observamos que há um narrador vilizado possui, é a que assegura a unidade da língua
- que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode nacional. E justamente em nome dessa unidade, tão im-
introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa. portante do ponto de vista político--cultural, que é ensi-
Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a nada nas escolas e difundida nas gramáticas. Sendo mais
voz principal ou privilegiada - o narrador - usa o que cha- espontânea e criativa, a língua popular afigura-se mais
mamos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do expressiva e dinâmica. Temos, assim, à guisa de exem-
texto? É a forma como as falas são inseridas na narrativa. plificação:
Ele pode ser classificado em: direto, indireto e indireto Estou preocupado. (norma culta)
livre. Tô preocupado. (língua popular)
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular)
A) Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo
dito por alguém. Um bom exemplo de discurso direto Não basta conhecer apenas uma modalidade de
são as citações ou transcrições exatas da declaração de língua; urge conhecer a língua popular, captando-lhe a
alguém. espontaneidade, expressividade e enorme criatividade,
 Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem fala, para viver; urge conhecer a língua culta para conviver.
usando aspas ou travessões para demarcar que Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das
LÍNGUA PORTUGUESA

está reproduzindo a fala de outra pessoa: “Não normas da língua culta.


gosto disso” – disse a menina em tom zangado.
1.4. O conceito de erro em língua
B) Discurso indireto: o narrador, usando suas pró-
prias palavras, conta o que foi dito por outra pessoa. Te- Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos
mos então uma mistura de vozes, pois as falas dos per- casos de ortografia. O que normalmente se comete são
sonagens passam pela elaboração da fala do narrador. transgressões da norma culta. De fato, aquele que, num
momento íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele

91
falar”, não comete propriamente erro; na verdade, trans- Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário
gride a norma culta. escolar palavras como corrigir e correto, quando nos refe-
Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua rimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão que
fala, transgride tanto quanto um indivíduo que compare- deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas frases
ce a um banquete trajando xortes ou quanto um banhis- da língua popular para a língua culta”.
ta, numa praia, vestido de fraque e cartola. Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a
Releva considerar, assim, o momento do discurso, que uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada
pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo é conforme as normas gramaticais; em suma, conforme a
o das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre norma culta.
amigos, parentes, namorados, etc., portanto, são consi-
deradas perfeitamente normais construções do tipo: 1.5. Língua escrita e língua falada - Nível de lin-
Eu não vi ela hoje. guagem
Ninguém deixou ele falar.
Deixe eu ver isso! A língua escrita, estática, mais elaborada e menos
Eu te amo, sim, mas não abuse! econômica, não dispõe dos recursos próprios da língua
Não assisti o filme nem vou assisti-lo. falada.
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo. A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação
Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a (melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no
norma culta, deixando mais livres os interlocutores. decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos,
O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a moda-
é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se lidade mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e
por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou natural, estando, por isso mesmo, mais sujeita a transfor-
seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções mações e a evoluções.
se alteram: Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em impor-
Eu não a vi hoje. tância. Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar
Ninguém o deixou falar. a língua falada com base na língua escrita, considerada
Deixe-me ver isso! superior. Decorrem daí as correções, as retificações, as
Eu te amo, sim, mas não abuses! emendas, a que os professores sempre estão atentos.
Não assisti ao filme nem vou assistir a ele. Ao professor cabe ensinar as duas modalidades, mos-
Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe. trando as características e as vantagens de uma e outra,
sem deixar transparecer nenhum caráter de superiorida-
Considera-se momento neutro o utilizado nos veí- de ou inferioridade, que em verdade inexiste.
culos de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal, Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na
revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou língua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação
transgressões da norma culta na pena ou na boca de de línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de
jornalistas, quando no exercício do trabalho, que deve dialetos, consequência natural do enorme distanciamen-
refletir serviço à causa do ensino. to entre uma modalidade e outra.
O momento solene, acessível a poucos, é o da arte A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-ela-
poética, caracterizado por construções de rara beleza. borada que a língua falada, porque é a modalidade que
Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume. mantém a unidade linguística de um povo, além de ser
Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, deixa a que faz o pensamento atravessar o espaço e o tem-
de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta po. Nenhuma reflexão, nenhuma análise mais detida será
o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico possível sem a língua escrita, cujas transformações, por
registro de linguagem definitivamente consagrado pelo isso mesmo, processam-se lentamente e em número
uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos: consideravelmente menor, quando cotejada com a mo-
Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!) dalidade falada.
Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir) Importante é fazer o educando perceber que o nível
Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos da linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo
dispersar e Não vamos dispersar-nos) com a situação em que se desenvolve o discurso.
Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho O ambiente sociocultural determina o nível da lingua-
de sair daqui bem depressa) gem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pro-
O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no núncia e até a entoação variam segundo esse nível. Um
seu posto) padre não fala com uma criança como se estivesse em
uma missa, assim como uma criança não fala como um
As formas impeço, despeço e desimpeço, dos verbos
adulto. Um engenheiro não usará um mesmo discurso,
LÍNGUA PORTUGUESA

impedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são


ou um mesmo nível de fala, para colegas e para pedrei-
exemplos também de transgressões ou “erros” que se
ros, assim como nenhum professor utiliza o mesmo nível
tornaram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque
de fala no recesso do lar e na sala de aula.
a maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que
Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre
tem início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou
esses níveis, destacam-se em importância o culto e o co-
para se arcaizarem as formas então legítimas impido, des-
pido e desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-escolari- tidiano, a que já fizemos referência.
zada tem coragem de usar.

92
HORA DE PRATICAR!

1. (MAPA – Auditor Fiscal Federal Agropecuário – Médico Veterinário – Superior – ESAF – 2017) Assinale a
opção que apresenta desvio de grafia da palavra.
A acupuntura é uma terapia da medicina tradicional chinesa que favorece a regularização dos processos fisiológicos do
corpo, no sentido de promover ou recuperar o estado natural de saúde e equilíbrio. Pode ser usada preventivamente (1)
para evitar o desenvolvimento de doenças, como terapia curativa no caso de a doença estar instalada ou como método
paliativo (2) em casos de doenças crônicas de difícil tratamento. Tem também uma ação importante na medicina rejenera-
tiva (3) e na reabilitação. O tratamento de acupuntura consiste na introdução de agulhas filiformes no corpo dos animais.
Em geral são deixadas cerca de 15 a 20 minutos. A colocação das agulhas não é dolorosa para os animais e é possível
observar durante os tratamentos diferentes reações fisiológicas (4), indicadoras de que o tratamento está atingindo o
efeito terapêutico (5) desejado.
Disponível: <http://www.veterinariaholistica.net/acupuntura-fitoterapia-e-homeopatia.html/>. Acesso em 28/11/2017. (Com adaptações)

a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

2. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área Administrativa – Médio – FCC – 2017) Respeitando-se as
normas de redação do Manual da Presidência da República, a frase correta é:

a) Solicito a Vossa Senhoria que verifique a possibilidade de implementação de projeto de treinamento de pessoal para
operar os novos equipamentos gráficos a serem instalados em seu setor.
b) Venho perguntar-lhe, por meio desta, sobre a data em que Vossa Excelência pretende nomear vosso representante
na Comissão Organizadora.
c) Digníssimo Senhor: eu venho por esse comunicado, informar, que será organizado seminário, sobre o uso eficiente
de recursos hídricos, em data ainda a ser definida.
d) Haja visto que o projeto anexo contribue para o desenvolvimento do setor em questão, informamos, por meio deste
Ofício, que será amplamente analisado por especialistas.
e) Neste momento, conforme solicitação enviada à Vossa Senhoria anexo, não se deve adotar medidas que possam
com- prometer vossa realização do projeto mencionado.

3. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) Analise as assertivas abaixo:

I. O ladrão era de menor.


II. Não há regra sem exceção.
III. É mais saudável usar menas roupa no calor.
IV. O policial foi à delegacia em compania do meliante.
V. Entre eu e você não existe mais nada.

A opção que apresenta vícios de linguagem é:

a) I e III.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
d) I, III, IV e V.
e) III, IV e V.

4. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item em que
todas as palavras estão corretas:
LÍNGUA PORTUGUESA

a) autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.


b) supracitado – semi-novo – telesserviço.
c) ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
d) contrarregra – autopista – semi-aberto.
e) contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.

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5. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) O uso correto do porquê está na opção:

a) Por quê o homem destrói a natureza?


b) Ela chorou por que a humilharam.
c) Você continua implicando comigo porque sou pobre?
d) Ninguém sabe o por quê daquele gesto.
e) Ela me fez isso, porquê?

6. (TJ-PA – Médico Psiquiatra – Superior – VUNESP – 2014)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, considerando que o termo que preenche a terceira lacuna é empregado para indicar que um evento está
prestes a acontecer

a) anúncio ... A ... Iminente.


b) anuncio ... À ... Iminente.
c) anúncio ... À ... Iminente.
d) anúncio ... A ... Eminente.
e) anuncio ... À ... Eminente.

7. (CEFET-RJ – REVISOR DE TEXTOS – CESGRANRIO – 2014) Observe a grafia das palavras do trecho a seguir.
A macro-história da humanidade mostra que todos encaram os relatos pessoais como uma forma de se manterem vivos.
Desde a idade do domínio do fogo até a era das multicomunicações, os homens tem demonstrado que querem pôr sua
marca no mundo porque se sentem superiores.
A palavra que NÃO está grafada corretamente é

a) macro-história.
b) multicomunicações.
c) tem.
d) pôr.
e) porque.

8. (Liquigás – Profissional Júnior – Ciências Contábeis – cegranrio – 2014) O grupo em que todas as palavras
estão grafadas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa é

a) gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem


b) pedágio, ultrage, pagem, angina
c) refújio, agiota, rigidez, rabujento
d) vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste
e) sargeta, jengiva, jiló, lambujem

9. (SIMAE – Agente Administrativo – ASSCON-PP – 2014) Assinale a alternativa que apresenta apenas palavras
LÍNGUA PORTUGUESA

escritas de forma incorreta.

a) Cremoso, coragem, cafajeste, realizar;


b) Caixote, encher, análise, poetisa;
c) Traje, tanger, portuguesa, sacerdotisa;
d) Pagem, mujir, vaidozo, enchergar;

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10. (Receita Federal – Auditor Fiscal – ESAF – 2014) e) Estudantes e professores são entusiastas de oferecer
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou aos jovens ingressantes no curso o compartilhamento
de grafia de palavra inserido na transcrição do texto. de projetos, com que serão também autores.

A Receita Federal nem sempre teve esse (1) nome. Secre- 13. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS –
taria da Receita Federal é apenas a mais recente denomi- 2014) A acentuação correta está na alternativa:
nação da Administração Tributária Brasileira nestes cinco
séculos de existência. Sua criação tornou-se (2) necessária
para modernizar a máquina arrecadadora e fiscalizadora, a) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
bem como para promover uma maior integração entre o b) platéia – tuiuiu – instrui-los.
Fisco e os Contribuintes, facilitando o cumprimento ex- c) ponei – geléia – heroico.
pontâneo (3) das obrigações tributárias e a solução dos d) eles têm – ele intervém – ele constrói.
eventuais problemas, bem como o acesso às (4) informa- e) lingüiça – feiúra – idéia.
ções pessoais privativas de interesse de cada cidadão. O
surgimento da Secretaria da Receita Federal representou 14. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – AOCP –
um significativo avanço na facilitação do cumprimento 2014) A palavra que está acentuada corretamente é:
das obrigações tributárias, contribuindo para o aumento
da arrecadação a partir (5) do final dos anos 60. a) Históriar.
(Adaptado de <http://www.receita.fazenda.gov.br/srf/
b) Memórial.
historico.htm>. Acesso em: 17 mar. 2014.)
c) Métodico.
a) (1). d) Própriedade.
b) (2). e) Artifício.
c) (3).
d) (4). 15. (prodam-am – assistente – funcab – 2014 –
e) (5). adaptada) Assinale a opção em que o par de palavras
foi acentuado segundo a mesma regra.
11. (Estrada de Ferro Campos do Jordão-SP – Ana-
lista Ferroviário – Oficinas – Elétrica – IDERH – a) saúde-países
2014) Leia as orações a seguir:
b) Etíope-juízes
Minha mãe sempre me aconselha a evitar as _____ compa-
nhias. (mas/más) c) olímpicas-automóvel
A cauda do vestido da noiva tinha um _________ enorme. d) vocês-público
(cumprimento/comprimento) e) espetáculo-mensurável
Precisamos fazer as compras do mês, pois a _________ está
vazia. (despensa/dispensa). 16. (Advocacia Geral da União – Técnico em Con-
tabilidade – idecan – 2014) Os vocábulos “cinquen-
Completam, correta e respectivamente, as lacunas acima tenário” e “império” são acentuados devido à mesma
os expostos na alternativa: justificativa. O mesmo ocorre com o par de palavras
apresentado em
a) mas – cumprimento – despensa.
b) más – comprimento – despensa.
a) prêmio e órbita.
c) más – cumprimento – dispensa.
d) mas – comprimento – dispensa. b) rápida e tráfego
e) más – comprimento – dispensa. c) satélite e ministério.
d) pública e experiência.
12. (TRT-2ª REGIÃO-SP – Técnico Judiciário - Área e) sexagenário e próximo.
Administrativa – Médio – FCC – 2014) Está redigida
com clareza e em consonância com as regras da gramá- 17. (Rioprevidência – Especialista em Previdência
tica normativa a seguinte frase: Social – ceperj – 2014) A palavra “conteúdo” recebe
acentuação pela mesma razão de:
a) Queremos, ou não, ele será designado para dar a pa-
lavra final sobre a polêmica questão, que, diga-se de
a) juízo
passagem, tem feito muitos exitarem em se pronun-
b) espírito
ciar.
b) Consultaram o juíz acerca da possibilidade de voltar c) jornalístico
d) mínimo
LÍNGUA PORTUGUESA

atraz na suspensão do jogador, mas ele foi categórico


quanto a impossibilidade de rever sua posição. e) disponíveis
c) Vossa Excelência leu o documento que será apresen-
tado em rede nacional daqui a pouco, pela voz de Sua 18. (Ministério do Meio Ambiente – icmbio – cespe
Excelência, o Senhor Ministro da Educação? – 2014) A mesma regra de acentuação gráfica se aplica
d) A reportagem sobre fascínoras famosos não foi nada aos vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”.
positiva para o público jovem que estava presente, de
que se desculparam os idealizadores do programa. ( ) CERTO ( ) ERRADO

95
19. (Prefeitura de Balneário Camboriú-sc – Guarda c) “rúbrica”.
Municipal – fepese – 2014 – adaptada) Assinale a al- d) “fráude”.
ternativa em que todas as palavras são oxítonas. e) “baú”.

a) pé, lá, pasta 25. (TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrati-


b) mesa, tábua, régua va – Médio – FGV – 2015)
c) livro, prova, caderno Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no
d) parabéns, até, televisão signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito
e) óculos, parâmetros, título à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos
dias serão ótimos para dar andamento a projetos que co-
20. (Advocacia Geral da União – Técnico em Comu- meçaram há alguns dias ou semanas. Os resultados che-
nicação Social – idecan – 2014) Assinale a alternativa garão rapidamente”.
em que a acentuação de todas as palavras está de acordo
com a mesma regra da palavra destacada: “Procuradorias O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a”
comprovam necessidade de rendimento satisfatório para com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua
renovação do FIES”. vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego do
acento grave da crase é corretamente empregado é:
a) após / pó / paletó
b) moído / juízes / caído a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;
c) história / cárie / tênue b) começaram à chorar assim que leram as previsões;
d) álibi / ínterim / político c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;
e) êxito / protótipo / ávido d) o leitor estava à procura de seu destino;
e) o astrólogo previa o futuro passo à passo
21. (Prefeitura de Brusque-sc – Educador Social –
26. (Prefeitura de Sertãozinho-SP – Farmacêutico –
fepese – 2014) Assinale a alternativa em que só pala-
Superior – VUNESP – 2017) O sinal indicativo de crase
vras paroxítonas estão apresentadas.
está empregado corretamente nas duas ocorrências na
alternativa:
a) facilitada, minha, canta, palmeiras
b) maná, papá, sinhá, canção
a) Muitos indivíduos são propensos à associar, inadverti-
c) cá, pé, a, exílio damente, tristeza à depressão.
d) terra, pontapé, murmúrio, aves b) As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento,
e) saúde, primogênito, computador, devêssemos por isso almejam à pílula da felicidade.
c) À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga,
22. (Ministério do Desenvolvimento Agrário – Téc- pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
nico em Agrimensura – funcab – 2014) A alternativa d) À rigor, os especialistas não devem receitar remédios
que apresenta palavra acentuada por regra diferente das às pessoas antes da realização de exames acurados.
demais é: e) Em relação à informação da OMS, conclui-se que exis-
tem 121 milhões de pessoas à serem tratadas de de-
a) dúvidas. pressão.
b) muitíssimos.
c) fábrica. 27. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário –
d) mínimo. Área Administrativa – Médio – FCC – 2017) É difícil
e) impossível. planejar uma cidade e resistir à tentação de formular um
projeto de sociedade.
23. (prodam-am – Assistente de Hardware – funcab O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o ver-
– 2014) Assinale a alternativa em que todas as palavras bo sublinhado acima seja substituído por:
foram acentuadas segundo a mesma regra.
a) não acatar.
a) indivíduos - atraí(-las) - período b) driblar.
b) saíram – veículo - construído c) controlar.
c) análise – saudável - diálogo d) superar.
d) hotéis – critérios - através e) não sucumbir.
e) econômica – após – propósitos
28. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário –
24. (Corpo de Bombeiros Militar-pi – Curso de For- Área Administrativa – Médio – FCC – 2017) A frase
LÍNGUA PORTUGUESA

mação de Soldados – uespi – 2014) “O evento pro- em que há uso adequado do sinal indicativo de crase en-
move a saúde de modo integral.” A regra que justifica o contra-se em:
acento gráfico no termo destacado é a mesma que justi-
fica o acento em: a) A tendência de recorrer à adaptações aparece com
maior força na Hollywood do século 21.
a) “remédio”. b) É curioso constatar a rapidez com que o cinema agre-
b) “cajú”. gou à máxima.

96
c) A busca pela segurança leva os estúdios à apostarem c) Vou ficar irritada se você não me deixar assistir à no-
em histórias já testadas e aprovadas. vela.
d) Tal máxima aplica-se perfeitamente à criação de peças d) Acabou se confundindo, após usar à exaustão a velha
de teatro. fórmula.
e) Há uma massa de escritores presos à contratos fixos e) Comunique às minhas alunas que as provas estão cor-
em alguns estúdios. rigidas.
29. (Prefeitura de Marília-SP – Auxiliar de Escrita –
33. (TRT-AL – Analista Judiciário – Superior – FCC–
Médio – VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que
o sinal indicativo de crase está empregado corretamente. 2014) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chi-
nesas...
a) A voluntária aconselhou a remetente à esquecer o O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com-
amor de infância. plemento que o da frase acima está em:
b) O carteiro entregou às voluntárias do Clube de Julieta
uma nova remessa de cartas. a) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
c) O médico ofereceu à um dos remetentes apoio psico- b) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da
lógico. Idade Média.
d) As integrantes do Clube levaram horas respondendo c) ... viajavam por cordilheiras...
à diversas cartas. d) ... até cair em desuso, seis séculos atrás.
e) O Clube sugeriu à algumas consulentes que fizessem e) O maquinista empurra a manopla do acelerador.
novas amizades.
34. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE
30. (prefeitura de são Paulo-sp – técnico em saú-
de – laboratório – médio – vunesp – 2014) Rees- – UFAL – 2014) Na afirmação abaixo, de Padre Vieira,
crevendo-se o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a “O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o pica-
enfrentar o desconforto, ... –, de acordo com a regência e ram a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o subs-
o acento indicativo da crase, tem-se: tantivo “espinhos” tem, respectivamente, função sintática
de,
a) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do desconforto, ...
b) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do desconforto, a) objeto direto/objeto direto.
... b) sujeito/objeto direto.
c) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do desconforto, c) objeto direto/sujeito.
... d) objeto direto/objeto indireto.
d) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do desconforto, e) sujeito/objeto indireto.
...
e) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do desconforto, ..
35. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE
31. (CONAB – Contabilidade – Superior – IADES – – UFAL – 2014) No texto, “Arranca o estatuário uma
2014 – adaptada) Considerando o trecho “atualizou os pedra dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e,
dados relativos à produção de grãos no Brasil.” e confor- depois que desbastou o mais grosso, toma o maço e cin-
me a norma-padrão, assinale a alternativa correta. zel na mão para começar a formar um homem, primeiro
membro a membro e depois feição por feição.”
a) a crase foi empregada indevidamente no trecho. VIEIRA, P. A. In Sermão do Espírito Santo. Acervo da Aca-
b) o autor poderia não ter empregado o sinal indicativo demia Brasileira de Letras
de crase. A oração sublinhada exerce uma função de
c) se “produção” estivesse antecedida por essa, o uso do
sinal indicativo de crase continuaria obrigatório. a) causalidade.
d) se, no lugar de “relativos”, fosse empregado referen- b) conclusão.
tes, o uso do sinal indicativo de crase passaria a ser c) oposição.
facultativo.
d) concessão.
e) caso o vocábulo minha fosse empregado imediata-
e) finalidade.
mente antes de “produção”, o uso do sinal indicativo
de crase seria facultativo.
36. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – Supe-
32. (Sabesp-SP – atendente a clientes – Médio – fcc rior – AOCP – 2014) Em “Se a ‘cura’ fosse cara, apenas
– 2014 – adaptada) No trecho Refiro-me aos livros que uma pequena fração da sociedade teria acesso a ela.”, a
foram escritos e publicados, mas estão – talvez para sem- expressão em destaque funciona como:
LÍNGUA PORTUGUESA

pre – à espera de serem lidos, o uso do acento de crase


obedece à mesma regra seguida em: a) objeto direto.
b) adjunto adnominal.
a) Acostumou-se àquela situação, já que não sabia como c) complemento nominal.
evitá-la. d) sujeito paciente.
b) Informou à paciente que os remédios haviam surtido e) objeto indireto.
efeito.

97
37. (EBSERH – HUSM-UFSM-RS – Analista Adminis- c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de
trativo – Jornalismo – Superior – AOCP – 2014) sujeito.
“Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu fi- d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêba-
lho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde -...” dos” e “relatório”.
No período acima, a oração destacada: e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são ter-
mos que indicam circunstâncias que caracterizam a
a) estabelece uma relação temporal com a oração que ação verbal.
lhe é subsequente.
b) estabelece uma relação temporal com a oração que a 42. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Mé-
antecede. dio – VUNESP – 2015) Leia o texto, para responder às
c) estabelece uma relação condicional com a oração que questões.
lhe é subsequente. O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para
d) estabelece uma relação condicional com a oração que consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito
a antecede. às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o
e) estabelece uma relação de finalidade com a oração mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta.
que lhe é subsequente. A vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos,
das classes sociais, dos indivíduos.
38. (prodam-am – Assistente de Hardware – funcab Todos os direitos da humanidade foram conquistados
– 2014) O termo destacado em: “As pessoas estão sempre pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de
muito ATAREFADAS.” exerce a seguinte função sintática: enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham;
todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja
a) objeto direto. o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição
b) objeto indireto. ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
c) adjunto adverbial. ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa
d) predicativo. das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto
e) adjunto adnominal. na outra segura a espada por meio da qual o defende.
A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a
39. (trt-13ª região-pb – Técnico Judiciário – Tecno- espada, a impotência do direito. Uma completa a outra,
logia da Informação – Médio – fcc – 2014) Ao mes- e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando
mo tempo, as elites renunciaram às ambições passadas... a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com- com que manipula a balança.
plemento que o grifado acima está empregado em: O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder
Público, mas de toda a população. A vida do direito nos
a) Faltam-nos precedentes históricos para...
oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo
b) Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro...
de um esforço e de uma luta incessante, como o des-
c) Esse novo espectro comprova a novidade de nossa si-
pendido na produção econômica e espiritual. Qualquer
tuação...
pessoa que se veja na contingência de ter de sustentar
d) As redes sociais eram atividades de difícil
seu direito participa dessa tarefa de âmbito nacional e
implementação...
contribui para a realização da ideia do direito. É verdade
e) ... como se imitássemos o padrão de conforto...
que nem todos enfrentam o mesmo desafio.
A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranqui-
40. (Cia de Serviços de Urbanização de Guarapua-
lamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo
va-pr – Agente de Trânsito – consulplam – 2014)
direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não
Quanto à função que desempenha na sintaxe da oração,
nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de
o trecho em destaque “Tenho uma dor que passa daqui
paz e de ordem.
pra lá e de lá pra cá” corresponde a:
(Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
a) Oração subordinada adjetiva restritiva.
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi em-
b) Oração subordinada adjetiva explicativa.
pregada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como
c) Adjunto adnominal. ocorre na passagem – A espada sem a balança é a força
d) Oração subordinada adverbial espacial. bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito.
a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princí-
41. (Advocacia-Geral da União – Técnico em Co- pios jurídicos manipulados pelo Estado.
municação Social – idecan – 2014) Acerca das re- b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca
LÍNGUA PORTUGUESA

lações sintáticas que ocorrem no interior do período a chegaria ao fim.


seguir “Policiais de Los Angeles tomam facas de crimino- c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o
sos, perseguem bêbados na estrada e terminam o dia na interesse pecuniário.
delegacia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do
direito está na ação.
a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”. e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das
b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é com- faces, aos demais, a outra.
posto.

98
43. TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrati- c) O uso do hífen seria obrigatório, caso o prefixo re fosse
va – Médio – FGV – 2015 acrescentado ao vocábulo “lia”.
d) Caso a ordem das orações fosse invertida, o uso da
Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço profundo vírgula entre elas poderia ser dispensado.
desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo e) Assim como o vocábulo “lágrimas”, devem ser acen-
de enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo prepa- tuados graficamente rúbrica, filântropo e lúcida.
rada pela Nasa (agência espacial norte-americana). O pri-
meiro passo para a concretização desse desafio será dado 46. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS –
nesta sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula Orion, 2014) Verifique a pontuação nas frases abaixo e marque
da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos a assertiva correta:
Estados Unidos. O lançamento estava previsto original-
mente para esta quinta-feira (4), mas devido a problemas a) Céus: Que injustiça.
técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 no horário b) O resultado do placar, não o abateu.
de Brasília).”
c) O comércio estava fechado; porém, a farmácia estava
(Ciência, Internet Explorer).
em pleno atendimento.
d) Comam bastantes frutas crianças!
“com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência
em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.” e) Comprei abacate, e mamão maduro.
Os termos sublinhados se encarregam da localização do
lançamento da cápsula referida; o critério para essa loca- 47. (SAAE-SP – Fiscal Leiturista – VUNESP – 2014)
lização também foi seguido no seguinte caso: Os protes-
tos contra as cotas raciais ocorreram:

a) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste;


b) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul;
c) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;
d) em São Paulo, São Paulo, Brasil;
e) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

44. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário –


Área Administrativa – Médio – FCC – 2017) Está ple-
namente adequada a pontuação do seguinte período:

a) A produção cinematográfica como é sabido, sempre


bebeu na fonte da literatura, mas o cinema declarou-
-se, independente das outras artes há mais de meio
século.
b) Sabe-se que, a produção cinematográfica sempre con-
siderou a literatura como fonte de inspiração, mas o
cinema declarou-se independente das outras artes, há
mais de meio século.
c) Há mais de meio século, o cinema declarou-se inde-
pendente das outras artes, embora a produção cine-
Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a pon-
matográfica tenha sempre considerado a literatura
tuação está correta em:
como fonte de inspiração.
d) O cinema declarou-se independente, das outras ar-
tes, há mais de meio século; porém, sabe-se, que a a) Hagar disse, que não iria.
produção cinematográfica sempre bebeu na fonte da b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bifes
literatura. e lagostas, aos vizinhos.
e) A literatura, sempre serviu de fonte inspiradora do ci- c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas: para
nema, mas este, declarou-se independente das outras Hagar e Helga
artes há mais de meio século − como é sabido. d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Hagar
à Helga.
45. (Correios – Técnico em Segurança do Trabalho e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos
Júnior – Médio – IADES – 2017 – adaptada) Quanto Stevensens, para jantar bifes e lagostas.
às regras de ortografia e de pontuação vigentes, consi-
48. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista –
LÍNGUA PORTUGUESA

dere o período “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam


em seu rosto numa mistura de amor e saudade.” e assi- UPENET – 2014) Sobre os SINAIS DE PONTUAÇÃO, ob-
nale a alternativa correta. serve os itens abaixo:

a) O uso da vírgula entre as orações é opcional. I. “Calma, gente”.


b) A redação “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam II. “Que mundo é este que chorar não é “normal”?
em seu rosto por que sentia um misto de amor e sauda- III. “Sustentabilidade, paradigma de vida”
de.” poderia substituir a original. IV. “Será que precisa de mais licitações? Haja licitações!”

99
V. “E, de repente, aquela rua se tornou um grande lago...” d) A Comissão da Verdade, a pedido da família de João
Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA. sua morte, porque, a hipótese de assassinato não é
descartada, pela viúva e filhos.
a) No item I, a vírgula isola um aposto. e) Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Gou-
b) No item II, a interrogação indica uma mensagem in- lart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado
terrompida. pediram a reabertura da investigação de sua morte,
c) No item III, a vírgula isola termos que explicam o seu à Comissão da Verdade, esta, atendeu o pedido em
antecedente. maio deste ano.
d) No item IV, os dois sinais de pontuação, a interrogação
e a exclamação, indicam surpresa. 52. (Caixa Econômica Federal – Médico do Traba-
e) No item V, as vírgulas poderiam ser substituídas, ape- lho – cespe – 2014 – adaptada) A correção gramatical
nas, por um ponto e vírgula após o termo “repente”. do trecho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos
são as mais comuns em todo o mundo” seria prejudica-
49. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista –
da, caso se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vi-
UPENET – 2014 – adaptada)
nhos”.
“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de
ideais. Jamais conheci alguém sinceramente cansado de
( ) CERTO ( ) ERRADO
dinheiro.”
(Millôr Fernandes)
53. (Prefeitura de Arcoverde-PE – Administrador
Sobre as vírgulas existentes no texto, é CORRETO afirmar de Recursos Humanos – CONPASS – 2014) Leia o
que: texto a seguir:
“Pagar por esse software não é um luxo, mas uma necessi-
a) são facultativas. dade”. O uso da vírgula justifica-se porque:
b) isolam apostos.
c) separam elementos de mesma função sintática. a) estabelece a relação entre uma coordenada assindéti-
d) a terceira é facultativa. ca e uma conclusiva.
e) separam orações coordenadas assindéticas. b) separar a oração coordenada “não é um luxo” da ad-
versativa “mas uma necessidade”, em que o verbo está
50. (Polícia Militar-SP – Oficial Administrativo – subentendido.
Médio – vunesp – 2014) A reescrita da frase – Como c) liga a oração principal “Pagar” à coordenada “não é um
sempre, a resposta depende de como definimos os termos luxo, mas uma necessidade”.
da pergunta. – está correta, quanto à pontuação, em: d) indica que dois termos da mesma função estão ligados
por uma conjunção aditiva.
a) A resposta como sempre, depende de, como defini- e) isola o aposto na segunda oração.
mos os termos da pergunta.
b) A resposta, como sempre, depende de como defini- 54. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio
mos os termos da pergunta. – VUNESP – 2017)
c) A resposta como, sempre, depende de como defini- Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executi-
mos os termos da pergunta. vos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu
d) A resposta, como, sempre depende de como defini- sua equipe para um chamado escritório aberto, sem pa-
mos os termos da pergunta. redes e divisórias.
e) A resposta como sempre, depende de como, defini- Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele
mos os termos da pergunta. queria que todos estivessem juntos, para se conectarem
e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo fi-
51. (Emplasa-Sp – Analista Jurídico – Direito – vu- cou claro que Nagele tinha cometido um grande erro.
nesp – 2014) Segundo a norma-padrão da língua por- Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove
tuguesa, a pontuação está correta em: empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio
chefe.
a) Como há suspeita, por parte da família de que João Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para
Goulart tenha sido assassinado; a Comissão da Ver- o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um
dade decidiu reabrir a investigação de sua morte, em espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio es-
maio deste ano, a pedido da viúva e dos filhos. paço, com portas e tudo.
b) Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório
o pedido da família do ex-presidente João Goulart e aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Uni-
reabriu a investigação da morte deste, visto que, para
LÍNGUA PORTUGUESA

dos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram


a viúva e para os filhos, Jango pode ter sido assassi- ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.
nado. Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até
c) A investigação da morte de João Goulart, foi reaberta, 15% da produtividade, desenvolver problemas graves
em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para de concentração e até ter o dobro de chances de ficar
apuração da causa da morte do ex-presidente uma doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que
vez que, para a família, Jango pode ter sido assassi- estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de
nado. organização.

100
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele tas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer, des-
já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir cobri um insuspeito parque noturno com bastante gente,
falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita quase nenhum carro e propício a todo tipo de atividades: o
gente concorda – simplesmente não aguentam o escri- estacionamento do estádio do Pacaembu.
tório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é (Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toa-
preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele. lha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em:
desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo 13.04.2017. Adaptado)
de Nagele e voltando aos espaços privados. Assinale a alternativa que dá nova redação à passagem
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um – O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere
espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade é estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois
que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo tem- metros quadrados de chão. – atendendo à norma-padrão
po, e pequenas distrações podem desviar nosso foco por até de concordância.
20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um a) Cem por cento dos paulistanos não joga a toalha –
local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e de- acha preferível estendê-la para que se deite sobre elas,
sign de interiores. caso seja dado a eles dois metros quadrados de chão.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem b) Os paulistanos não jogam a toalha – acham preferíveis
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.folha. estendê-la e se deitar em cima, caso lhes deem dois
uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado) metros quadrados de chão.
c) Mais de um paulistano não são de jogar a toalha –
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando nos acham preferíveis estendê-la e se deitarem em cima,
sentamos em um local fixo... (último parágrafo) – com o termo caso se dê a eles dois metros de chão.
Talvez, indicando condição, a sequência que apresenta corre- d) Para os paulistanos, não se joga a toalha – é preferível
lação dos verbos destacados de acordo com a norma-padrão que seja estendida, para que possam deitar-se sobre
será: ela, caso lhes sejam dados dois metros quadrados de
chão.
a) reteríamos ... sentarmos e) A maior parte dos paulistanos, contudo, não são de jo-
b) retínhamos ... sentássemos garem a toalha – acha preferível elas serem estendidas
c) reteremos ... sentávamos e deitar-se em cima, caso lhe seja dado dois metros
d) retivemos ... sentaríamos de chão.
e) retivéssemos ... sentássemos

55. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –


VUNESP – 2017) Leia o texto para responder às questões.
O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você
anda, anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomarmos
“Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômica. To-
mando “Ipanema” como um símbolo, no entanto, como
um exemplo de alívio, promessa de alegria em meio à vida
dura da cidade, a frase passa a ser de um triste realismo:
o problema de São Paulo é que você anda, anda, anda e
nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o parque do Es-
tado, o Jardim da Luz são uns raros respiros perdidos entre
o mar de asfalto, a floresta de lajes batidas e os Corcovados
de concreto armado.
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere
estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois
metros quadrados de chão. É o que vemos nas avenidas
abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta liberarem
um pedacinho do cinza e surgem revoadas de patinado-
res, maracatus, big bands, corredores evangélicos, góticos
satanistas, praticantes de ioga, dançarinos de tango, barra-
quinhas de yakissoba e barris de cerveja artesanal.
Tenho estado atento às agruras e oportunidades da cidade
LÍNGUA PORTUGUESA

porque, depois de cinco anos vivendo na Granja Viana, vim


morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim da tarde, eu
corria em volta de um lago, desviando de patos e assus-
tando jacus. Agora, aos domingos, corro pela Paulista ou
Minhocão e, durante a semana, venho testando diferentes
percursos.
Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da
Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas encos-

101
42 E
GABARITO 43 A
44 C
1 C 45 D
2 A 46 C
3 D 47 E
4 A 48 C
5 C 49 C
6 A 50 B
7 C 51 B
8 D 52 CERTO
9 D 53 C
10 C 54 E
11 B 55 D
12 C
13 D
14 E
15 A
16 B
17 A
18 CERTO
19 D
20 C
21 A
22 E
23 E
24 E
25 C
26 C
27 E
28 D
29 B
30 A
31 E
32 D
33 E
34 C
35 E
36 C
LÍNGUA PORTUGUESA

37 A
38 D
39 A
40 A
41 D

102
ÍNDICE

RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICA

Operações, propriedades e aplicações (soma, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação).............................. 01


Princípios de contagem e probabilidade. Arranjos e permutações. Combinações................................................................................. 01
Conjuntos numéricos (números naturais, inteiros, racionais e reais) e operações com conjuntos................................................... 07
Razões e proporções (grandezas diretamente proporcionais, grandezas inversamente proporcionais, porcentagem, regras
31
de três simples e compostas).......................................................................................................................................................................................
Equações e inequações .................................................................................................................................................................................................. 40
Sistemas de medidas. Volumes ................................................................................................................................................................................... 47
Compreensão de estruturas lógicas........................................................................................................................................................................... 51
Lógica de argumentação (analogias, inferências, deduções e conclusões)......................