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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ

MELIPONICULTURA
E APICULTURA

ALUNA: AMANDA DE SOUZA SILVA


RA: 112631
PROFESSOR FÁBIO CORTEZ
INTRODUÇÃO A ZOOTECNIA T2

MARINGÁ, 2019
MELIPONICULTURA
INTRODUÇÃO
O Brasil conta com aproximadamente 250 espécies de abelhas pertencentes à tribo
Meliponini, chamadas popularmente de abelhas sem ferrão. Algumas destas
espécies são criadas para a produção de mel, que tem sido cada vez mais
valorizado para fins gastronômicos.
Além disso, elas cumprem um papel muito importante na polinização de plantas,
cultivadas ou não, permitindo a produção de sementes de várias espécies, muitas
das quais fundamentais para a alimentação humana. Sem a colaboração dessas
abelhas, muitas plantas deixam de produzir frutos e sementes, podendo inclusive
chegar à extinção.
As espécies mais conhecidas, como a jataí, mandaçaia, manduri, a mandaguari e a
uruçu, constroem geralmente seus ninhos em cavidades existentes em troncos de
árvores. Outras utilizam formigueiros e cupinzeiros abandonados ou constroem
ninhos aéreos presos a galhos ou paredes.
Historicamente, muitas dessas abelhas sofreram uma exploração predatória por
meleiros, com a retirada do mel sem o manejo correto e consequente destruição das
colônias, o que contribuiu para a diminuição das populações em algumas regiões.
No decorrer do tempo, a exploração predatória cedeu espaço para a
meliponicultura, que além de permitir a produção dos diversos tipos de mel, ainda
contribui para a conservação das diferentes espécies. No Nordeste brasileiro, em
especial nos estados do Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco, há
diversos polos bem sucedidos de meliponicultura que exploram espécies locais
como a tiúba, a jandaíra e a uruçu.
ABELHA JATAÍ
Abelhas Jataí são encontradas em todas as regiões do Brasil. Assim é considerada
a abelha sem ferrão mais popular do país. Abelhas Jataí são facilmente encontradas
em centros urbanos. Principalmente em troncos de árvores mais velhas, localizadas
em praças ou até mesmo em calçadas. Abelhas jataí são conhecidas por sua
robustez, assim vivem no frio do inverno do sul ao calor do centro e norte do país.
As abelhas jataí tem coloração amarelo dourado e possuem corbículas(aparelho
coletor de pólen) pretas. Esta abelha sem ferrão é muito mansa, portanto sua
criação é bastante simples. Então sua defesa contra ameaças são mordidas e/ou a
utilização de cerume para grudar em sua ameaça. Assim as abelhas jataí podem ser
criadas perto de pessoas e animais sem oferecer riscos para ninguém nem mesmo
a elas próprias. Assim como todos os apídeos, as jataís possuem uma sociedade
organizada dividida em: operárias, zangões e rainha. Portanto a colônia de Abelhas
Jataí possui uma média de 5.000 (5 mil) abelhas.
Operárias: São abelhas pequenas com comprimento de aproximadamente 5mm.
Possuem abdômen dourado, cabeça e tórax preto. Possuem mandíbulas que são
usadas como armas contra ameaças à colônia. As operárias exercem funções de
faxineiras, sentinelas e coletoras. As operárias voam até 1 quilometro para coletar
néctar, pólen e resina. Assim a quantidade de operárias em uma colônia varia de
algumas centenas e podem chegar até 5 mil abelhas por colmeia.
Zangões: São abelhas muito parecidas com as operárias, apenas possuem um
abdômen um pouco mais longo. Portanto sua função em uma colméia é fecundar a
rainha virgem, portanto existem pouquíssimos zangões em uma colméia.
Rainha: É uma abelha completamente diferente das demais, possui um abdômen
muito grande, assim faz com que a rainha não consiga voar. Possui
aproximadamente 10 mm de comprimento. Uma rainha chega a colocar 50 óvulos
por dia. A rainha virgem voa somente para ser fecundada e formar uma nova
colônia.
Ninho: O ninho construído pelas abelhas jataí são circulares. O ninho é utilizado
para proteger os discos de cria e é feito de batume que é uma mistura de cera e
resina. Portanto os discos de cria são totalmente envolvidos pelo batume, deixando
os discos de cria no centro deste invólucro. Os discos de cria são construídos no
sentido horizontal em camadas sobrepostas. O ciclo de reprodução geralmente se
da dos discos inferiores para os superiores, ou seja, quando nos discos superiores
tem ovos as células de cria inferiores estão com abelhas nascendo e prontas para
receber novos ovos. Assim gerando uma sequência de reprodução. A entrada do
ninho é construído um tubo de cera característico das abelhas jataí. Ao escurecer as
abelhas fecham esta entrada para a proteção do ninho. Este tubo tem pequenos
furinhos que servem para controlar a entrada de ar no ninho.
ABELHA MANDAÇAIA
As abelhas Mandaçaia são abelhas sem ferrão nativas brasileira da tribo Meliponini
e gênero Melipona. Esta espécie mede de 10mm a 12mm de comprimento e tem o
corpo preto com faixas amarelas no abdome. Na natureza ela constrói seus ninhos
em ocos de árvores.
Existem duas subespécies de abelhas Mandaçaia: Mandaçaia Melipona
Quadrifasciata Quadrifasciata (MQQ) que possui quatro listras amarelas em seu
abdome. É a maior abelha da subespécie e suporta climas mais frios e úmidos.
Mandaçaia Melipona Quadrifasciata Anthidioloides (MQA) que possui quatro
listras amarelas em seu abdome, porém as listras são interrompidas no centro do
abdome. É uma abelha um pouco menor e prefere regiões mais quentes.
As abelhas mandaçaia são encontradas ao longo da costa atlântica desde o Norte
até o Sul do país. A MQQ é uma abelha maior e mais robusta e possui um bom
controle de temperatura corporal, assim é mais resistente ao frio e a uma maior
umidade relativa. Portanto ela é encontrada nas regiões de São Paulo, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul. A MQA é encontrada em regiões mais ao Norte. O
estado de São Paulo possui as duas subespécies de abelhas Mandaçaia.

Assim como todos os apídeos, as abelhas Mandaçaia possuem uma sociedade


organizada dividida em: operárias, zangões e rainha. O período completo de uma
Melipona é de aproximadamente 38 dias, sendo 5 dias de desenvolvimento
embrionário(ovo), 15 dias de estágio larval e 18 dias de estágio pupa. Assim após
este período uma abelha vive entre 40 e 52 dias.
Operárias: As abelhas mandaçaia operárias desempenham diversas funções no
enxame de acordo com a sua idade. Primeiramente as abelhas mais novas que
apresentam uma coloração mais clara ficam na região dos discos aquecendo as
crias. Um pouco mais velhas elas começam a trabalhar na construção de células e
na colocação de alimento larval. Com um pouco mais de tempo passam a trabalhar
na construção de invólucro e potes de alimento. Quando chegam a fase adulta as
operárias irão forragear, que significa, coletar néctar, pólen e água para a colônia.
Uma característica de abelhas mandaçaia é de que as operárias tem seus ovários
desenvolvidos, o que significa que também podem fazer postura. Essa postura pode
ocorrer antes ou depois da postura da rainha. Ovos de operárias postos antes da
postura da rainha são comidos pela rainha. Ovos de operárias postos após a
postura da rainha darão origem a Zangões. Isso acontece porque a larva de
zangões se desenvolve mais rápido e se alimenta do ovo posto pela rainha.
Zangões: Os machos de abelhas mandaçaia realizam algumas tarefas dentro da
colônia como por exemplo a desidratação do néctar e aquecimento do enxame. Sua
principal função é a fecundação da rainha virgem durante o vôo nupcial.
Rainha: Como as abelhas mandaçaia são do gênero Melipona, de cada 100
abelhas que nascem, de 12 a 30 são princesas virgens. Assim o enxame escolhe
uma para se tornar a rainha e esta faz o voo nupcial para ser fecundada por um
zangão. As demais princesas de abelhas mandaçaia são eliminadas da colônia. O
enxame também decide o momento de fazer a troca da rainha por ela estar velha e
fazendo pouca postura.
Ninho: O ninho de abelhas Mandaçaia tem uma entrada característica construída
com uma mistura de barro, saliva e resina extraída das plantas formando sulcos
radiais. Dessa forma o caminho da entrada até o ninho passa apenas uma abelha e
sempre esta protegido por uma abelha vigia. O ninho é envolvido por um invólucro
de cera e própolis com a finalidade de preservar a temperatura e manter aquecidos
os discos de cria. Os discos de cria são empilhados um em cima do outro separados
por pilares que deixam espaço suficiente para que as operárias possam fazer a
limpeza e reparos nos discos. Os discos são formados por várias células de cria que
medem 1cm de altura por 0,5cm de comprimento cada uma. No entorno do ninho
são construídos os potes de pólen e mel, que medem de 3 a 5cm de altura por 1 a
3cm de diâmetro.
A população de um enxame varia de 300 a 500 abelhas. As abelhas mandaçaia são
extremamente mansas. Enxames fortes podem se tornar mais agressivos causando
um pouco de receio em quem não conhece a espécie, mas dificilmente beliscam.
APICULTURA
INTRODUÇÃO: apicultura é uma atividade que consiste na exploração comercial
das abelhas para produção de mel, pólen, geléia real e própolis. Depende de o
produtor direcionar sua atividade para o que mais lhe convier ou atender a demanda
do mercado. Um dos principais produtos da nossa apicultura nacional é o mel.
Atualmente os principais países exportadores de mel são a Argentina (detentora de
84,17% das exportações mundiais) e a China (26,59% da exportação mundial).
Entretanto nos três últimos anos esses países tiveram grandes problemas de
comercialização, o que gerou um aumento da demanda do mercado mundial e fez
com que o Brasil tivesse um aumento no preço pago ao apicultor. O aumento do
valor monetário do mel, fez com que diversos apicultores aumentassem sua
produção e outros fora da atividade entrassem para a mesma. Porém para uma boa
produção das colméias é necessário uma quantidade de flora capaz de fornecer
néctar e pólen durante todo o ano para as abelhas. Em muitos casos é indicada a
suplementação com diferentes alimentos (farelo de soja, farinha láctea, farelo de
polpa de citrus...)
Os principais produtos da apicultura são:
-Geléia Real: esse alimento é produzido dentro da colméia visando a alimentação
dos embriões de abelha com até 3 dias de idade e para a alimentação de toda vida
da abelha rainha (a única que se alimenta integralmente de geléia real). É um
alimento altamente protéico e altamente valorizado no mercado para a alimentação
humana (diz haver propriedades terapêuticas, mas ainda não há comprovação
cientifica).
-Própolis: A própolis pode ser obtida mediante algumas técnicas de produção (por
exemplo, colocar alguns “calços” na tampa da caixa da colméia). É uma substância
de aspecto pegajoso e sua cor depende da florada existente na região (geralmente
varia de verde escuro a preto). Sua função natural na colméia é de higienização (a
própolis é bactericida), muita usada para fabricação dos mais diversos
medicamentos. Há um grande interesse no Japão atualmente em exportar nossa
própolis verde (eles acreditam que as propriedades terapêuticas desse tipo de
própolis são maiores).
-Mel: Substância altamente energética, rico alimento consumido desde os tempos
mais antigos. É rico também em aminoácidos e sua função na colméia é de
alimentação das abelhas. É utilizado nos mais diferentes pratos da alimentação
humana. A necessidade atual é fortalecer o mercado interno, pois o consumo per
capita de mel dos brasileiros é muito baixo, comparado, por exemplo, com o dos
argentinos.
-Pólen: Serve de reserva de alimento para as abelhas. É um alimento rico em
proteína, mas não tão comumente utilizado para alimentação humana, apesar de
toda sua riqueza nutricional.
No Brasil, é fato comprovado que muitos apicultores não preparam suas colmeias
para safras futuras. Como resultado desta falta de manejo, eles têm baixa
produtividade de mel, deixando de produzir muitos quilos do produto. Essa falta de
manejo, no entanto, pode ser facilmente resolvida. Com práticas fáceis, o apicultor
pode reverter essa situação aumentando consideravelmente sua produção de mel e,
consequentemente, lucros maiores. Para tal, deverá acatar a três fatores decisivos:
fornecer alimentação artificial antes da florada, providenciar a substituição anual de
rainhas e trocar os favos das colmeias. Sabendo-se que a abelha rainha só bota
ovos se houver uma entrada regular de pólen e néctar, indicando estar havendo o
início de uma florada, o apicultor, por meio da aplicação da alimentação artificial,
poderá induzi-la a botar e, assim, aumentar a postura de acordo com o
desenvolvimento da colmeia.
O desenvolvimento da colmeia não é tão rápido quanto se imagina. Para ter uma
ideia, leva-se aproximadamente 6 dias para que se consiga estimular a rainha e
acelerar a postura de ovos. Após a postura, gastam-se mais vinte dias até o
nascimento das abelhas. As abelhas recém-nascidas, até chegarem na fase de
campeiras, demora cerca de 25 dias. Mas o problema não para por aqui. A rainha
só botará seus ovos quando dentro da colmeia existir um ciclo completo, ou seja,
uma sequência de castas de abelhas, cada qual exercendo suas funções. Dentro de
uma colmeia existem três castas distintas: rainha, zangões e operárias.
Encontramos, também, outras cinco classes sociais, que são: faxineiras, nutrizes,
construtoras, guardiãs e as campeiras.
Nesta ordem, definem-se as seguintes funções:
• Faxineiras - limpam os alvéolos e prepara-os para a nova postura da rainha.
• Nutrizes - cuidam dos ovos e das larvas, e produzem grande quantidade de
geleia real.
• Construtoras - reformam e constroem os favos da colmeia.
• Guardiãs - zelam pela segurança interma e externa da colmeia, e
• Campeiras - cuidam da alimentação necessária ao bom desenvolvimento
dentro da colmeia.
O tempo necessário para que a colmeia tinja o seu ponto de produção, seguindo os
critérios da natureza, é de aproximadamente 50 dias, coincidindo com o fim de
várias floradas. Portanto, para não perder tempo e produção, é importante que o
produtor dê às colmeias condições de crescerem antes das floradas nativas e não
apenas durante elas. No período das floradas, o ideal é colher e estocar mel e não
esperar pelo crescimento da colmeia. Ao comparar o crescimento natural de um
enxame e o crescimento induzido, observa-se que enquanto o enxame do campo
está crescendo (durante a florada), o induzido já está grande e produzindo mel.

Colmeia natural x Colmeia manejada:Observa-se que na natureza o tamanho das


células onde nascem as abelhas, com o passar do tempo, ficam cada vez menores,
chegando até mesmo ao ponto de as abelhas terem de roer e refazê-las para o
nascimento de outras novas. As abelhas que nascem nestas células pequenas,
velhas e escuras são naturalmente menores que as abelhas que nascem em células
novas, já que as faxineiras não retirarem do alvéolos crisálida (casca da pupa) das
abelhas que nascem (apenas limpam e fazem o revestimento). Desta forma, quanto
mais abelhas nascerem nestes alvéolos menores, menores serão e, por
consequência, menores serão sua capacidade de carga e de voo, não conseguindo
competir com abelas que irão nascer em colmeias manejadas.

Manejo da colmeia artificial


1- Aconselha-se a troca de todos os quadros de cera dos ninhos por ano, na medida
que o enxame possa puxar a cera e cuidar das futuras crias.

2- Ao colocar a cera no ninho, o apicultor deverá seguir a seguinte ordem: retirar


dois quadros do canto, abrir um espaço no centro da colmeia e por os quadros de
cera, tomando o cuidado de colocar entre eles um quadro de cria operculado. Os
quadros novos devem ficar sempre no meio da caixa, onde é feita o núcleo de cria
da colmeia, assim a rainha terá nova base de postura para operários que nascerão
maiores que suas irmãs. 50 dias após, ocorrerá a mudança total dos quadros do
enxame e este estará com um plantel de abelhas muito maiores que as anteriores.

3- Só se coloca quadros de cera nas colmeias quando se tem uma entrada regular
de alimento. Nunca fazê-lo durante a florada, pois as abelhas não darão tempo para
que a rainha bote nestas placas, enchendo-as de mel e provocando um bloqueio de
ninho.

4- Na preparação para safras, este manejo pode ser feito quase por inteiro durante
a alimentação dos enxames. Quando o enxame estiver com quatro quadros de crias
completos, ele aceita e tem condições de trabalhar uma placa de cera; quando
atingir seis completos, pode-se introduzir duas de cera.

Alimentação artificial

- Xaropes: adiciona-se 400 g de açúcar em 1 L de água (não precisa ferver). Caso


opte pelo mel, um 1 kg de mel em 9 L de água. Em qualquer destas duas misturas,
oferecer às abelhas 60 dias antes das floradas. Ministrar 500 ml deste xarope,
individualmente, aos enxames de dois em dois dias. O importante não é o volume e
sim a regularidade da entrada do alimento.
- Ração: a oferta de rações para substituição de pólen natural deve ocorrer seguindo
a mesma rotina, desde que não haja entrada regular de pólen. As rações secas e
dadas em coletivo são extremamente mais eficientes.

Tamanho da colmeia: Não se deve deixar uma colmeia ficar povoada demais para
depois ampliar seu espaço, já que ao começar a preparação para enxamear é muito
difícil deter o instinto das abelhas. Além disto, muitos apicultores perdem grande parte
de suas rainhas novas por ampliarem o espaço da colmeia muito tarde.
Melgueiras: Uma colmeia está pronta para receber uma melgueira quando esta tem
de 8 a 10 quadros cobertos por abelhas, com vários quadros de cria operaculados e
está realmente em franco desenvolvimento, ou seja, em crescimento. A colocação
de novas melgueiras deve ser feita no início de floradas.

Telas excluidora: O uso de telas excluidoras se torna necessário para que o apicultor
possa dentro da colheita obter um produto de qualidade, livre de crias e, com mais
segurança e tranquilidade, efetuar os trabalhos de colheita, sabendo que não estará
correndo nenhum risco de matar ou até mesmo levar uma rainha durante a colheita.
A tela deverá ser colocada em cima da primeira melgueira, para não limitar a postura
da rainha.
Manutenção das colmeias: Um dos principais desafios para o apicultor é garantir a
continuidade de suas colmeias nos períodos em que ocorre escassez de alimentos,
como ao final das floradas. Nessas ocasiões, a perda do enxame pode chegar a
40%. Oferecer uma alimentação artificial é uma forma de impedir que as abelhas
abandonem as colmeias. Aconselha-se a utilização de xarope com 50% de açúcar
ou mais, na falta de néctar, e com farinha de soja, para suprir a ausência de pólen.
Colocar rapadura nas colmeias não é recomendável. É um alimento muito seco e
duro, que demorará para ser consumido e que vai acabar atraindo inimigos naturais
como formigas. A união de colmeias também é uma medida interessante para que
fiquem mais populosas. Assim, diminui-se o número de colmeias, mas aumenta o
número de abelhas disponíveis para a coleta de alimentos. Normalmente, as
colmeias mais populosas são as mais produtivas e as que menos apresentam
problemas
Melhoramento genético: Atualmente existem diversas técnicas de melhoramento
genético das abelhas, mas a mais simples está na substituição periódica de rainhas
e no acompanhamento e seleção de material genético superior em produtividade.
Para identificar as colônias com melhor desempenho, é preciso usar métodos
padronizados e confiáveis. Na avaliação da produtividade do mel e do pólen, por
exemplo, um registro deve acompanhar a quantidade por colônia. Observam-se
também outras qualidades importantes, como a resistência a doenças. Para fazer a
inseminação, são necessários equipamentos especiais e profissionais treinados. No
entanto, mesmo diante do alto custo o melhoramento genético pode promover
avanços na produção, se aliado às técnicas de manejo adequadas.
Higienização de equipamentos e asseio pessoal
• Pré-lavagem de todos os materiais com água corrente;
• Lavagem com sabão neutro, esponja e enxágue com água tratada;
• Sanificação com água sanitária (2,5% de hipoclorito de sódio), na proporção
de 0,5% (250 mL de água sanitária para 50 L de água), e enxágue com água
tratada.
• Deve-se tomar banho (lavando inclusive a cabeça), preferencialmente com
sabão de coco;
• Não se deve usar desodorantes ou perfumes para evitar impregnação no
mel;
• Manter unhas aparadas e rigorosamente limpas.
• As roupas, além de limpas, devem ser claras. Preferencialmente de cor
branca;
• Não se deve abrir mão de usar touca e máscara, evitando contaminações;
• Em certos casos o uso de luvas não é obrigatório, sendo indispensável retirar
anéis, alianças e pulseiras.

Para trabalhar diretamente no manejo das colmeias, todos os colaboradores devem


passar por um treinamento completo de boas práticas apícolas. Além disso, é muito
importante que todos estejam em perfeita saúde. É vedada a participação no
processo de pessoas que estejam com gripe, infecções gastrintestinais ou cutâneas.
Hábitos anti-higiênicos, como tossir ou espirrar sobre as melgueiras ou favos
também devem ser terminantemente evitados

REFERÊNCIAS
• https://abelha.org.br/meliponicultura-no-brasil/
• https://www.criarabelhas.com.br/abelhas-jatai/
• https://www.criarabelhas.com.br/abelhas-mandacaia/
• https://www.cpt.com.br/cursos-criacaodeabelhas/artigos/o-correto-
manejo-da-colmeia-aumenta-os-lucros-do-apicultor
• https://www.infoescola.com/zootecnia/apicultura/