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Introdução à Farmacologia

Profa. Dra. Íngara São Paulo

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres” Sl. 126:3
Farmacologia
FARMAKON LOGOS

DROGA ESTUDO

Ciência que estuda como as substâncias químicas


interagem com os sistemas biológicos

Estuda a interação DROGA/ORGANISMO


Introdução à Farmacologia

1. Conceitos Básicos

2. Formas Farmacêuticas

3. Vias de Administração

4. Divisão da Farmacologia: Farmacocinética e


Farmacodinâmica
Conceitos Básicos
Farmacologia – Conceitos Básicos
Fármaco
Droga
Princípio ativo
Substância ativa
alteração no funcionamento biológico

Efeito benéfico Efeito maléfico


FARMACOLOGIA TOXICOLOGIA

A diferença entre o medicamento e o veneno está na dose


Paracelso – Médico e físico do séc. XVI
Farmacologia – Conceitos Básicos

Remédio ≠ Medicamento

Qual a diferença?
Remédio
Todo e qualquer tipo de cuidado utilizado para curar ou
aliviar doenças, sintomas, desconforto e mal-estar.
Massagem, banho quente, compressa de gelo, atividade física, chá, plantas
medicinais, etc.

Medicamento
Preparações elaboradas em farmácias de manipulação
ou indústrias, que devem seguir determinações legais de
segurança, eficácia e qualidade.

“Todo medicamento é um remédio, mas nem todo remédio é um


medicamento”
Farmacologia – Conceitos Básicos

Nunca esquecer!

Todas as substâncias podem ser tóxicas,


tanto as substâncias sintéticas quanto as
oriundas de plantas, portanto, é essencial
o uso racional desses produtos
CUIDADOS COM OS MEDICAMENTOS

• O que observar ao selecionar um lugar para


guardar medicamentos ?
CUIDADOS COM OS MEDICAMENTOS

• O que observar ao selecionar um lugar para


guardar medicamentos ?
USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Exemplos:
• O efeito do anticoncepcional é reduzido quando
consumido com um antibiótico.
• A vitamina K inibe a resposta dos anticoagulantes orais.
• O antiácido diminui a absorção dos medicamentos
anti-inflamatórios (contra inflamações).
• Os antibióticos, como a tetraciclina, têm seu efeito
terapêutico diminuído quando engolidos com
antiácido.
• Anticoagulantes podem causar hemorragia se
utilizados com alguns anti-inflamatórios, como o ácido
acetilsalicílico
FORMAS FARMACÊUTICAS

Profa. Dra. Íngara São Paulo

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres” Sl. 126:3
Formas Farmacêuticas
Formas Farmacêuticas
Forma física em que o medicamento se apresenta para o uso
Supositórios, óvulos e cápsulas
Comprimidos
ginecológicas
Cápsulas Aerossóis (pó, líquido, gás)
Pós Pomadas
Soluções (gotas, nasais, colírios,
Cremes
bochechos e gargarejos e injetáveis)
Xaropes Gel
Suspensões Etc.

Sólidas
Semi sólidas
Líquidas
FF Sólidas

SUPOSITÓRIO
ÓVULO


Comprimidos

Formas farmacêuticas sólidas obtidas pela compressão de uma


mistura de pós
Comprimidos
Drágeas
Cápsulas

Formas sólidas nas quais o fármaco e os excipientes estão


incluídos em um invólucro, duro ou mole, em geral, composto
por gelatina
Cápsulas
Pós

Devem ser reconstituídos no momento da utilização


Normalmente utilizadas para fármacos não são estáveis na forma
líquida
FF Semi sólidas

POMADA

CREME

GEL
Pomada, creme, gel

Pomadas  geralmente, compostas por materiais mais


gordurosos (lipofílicos) como a parafina liquida ou vaselina

Cremes  misturas estáveis entre fase aquosa e fase oleosa que


causam menos efeito residual que as pomadas justamente pelo
balanço água-óleo

Géis  constituídos, geralmente, por uma mistura de água e


substâncias gelificantes
FF Líquidas
XAROPE
SOLUÇÃO ORAL

AEROSSOL

SOLUÇÃO
INJETÁVEL SUSPENSÃO
Soluções, xaropes e gotas

O princípio ativo se encontra solubilizado em um veículo líquido,


facilitando a ingestão por parte do paciente

No caso dos xaropes o veículo é o açúcar, sendo mais espesso e


viscoso em relação as soluções
Suspensões
O princípio ativo NÃO ESTÁ dissolvido no veículo líquido
É necessário agitar, sempre, antes de usar
Por que existem tantas
formas farmacêuticas?

Possibilitar a administração de medicamentos a:

• diferentes idades – crianças, idosos, bebês, adultos jovens


• diferentes situações – ação rápida (emergência), ação local, ação sistêmica,
etc.
• Garantir a precisão da dose
Excipientes
Princípio
ativo

Excipientes

Substâncias inertes

Diluentes, conservantes,
corantes, aromatizantes,
adoçantes, espessantes,
antioxidantes, etc.
Excipientes
Comprimidos e Cápsulas X Soluções Orais

Comprimidos e
cápsulas precisam se
desintegrar no TGI
Podemos cortar
comprimidos e abrir
cápsulas?

Cuidado com:
Cápsulas e comprimidos com revestimento entérico
Comprimidos de liberação prolongada
Outras situações*
Vias de administração

Profa. Dra. Íngara São Paulo

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres” Sl. 126:3
Via de Administração
É a maneira como o medicamento entra em contato com o
organismo (porta de entrada)

Enteral  enteron (TGI)

Parenteral  para (ao lado)


Via que não é a enteral

Cada via é indicada para uma situação específica, e


apresenta vantagens e desvantagens
Vias de Administração

Vias Enterais Vias Parenterais


Intranasal
Inalatória
Oral Intravenosa Dermatológica
Sublingual Intramuscular Transdérmica
Subcutânea Oftálmica
Retal
Otológica
Vaginal
Etc.
Enterais
Via Oral
Mais utilizada
Mais segura, conveniente, e econômica
Fácil administração
Possibilidade de retirada (vômito e lavagem nasogástrica)
VIAS ENTERAIS

Sofre interações com pH, alimentos, etc.


Sofre metabolismo de 1ª passagem

Via Sublingual
Passagem direta para a circulação sistêmica
Ação mais rápida do que a oral
Não sofre metabolismo de 1ª passagem
Via Retal
Usada quando a ingestão oral estiver impedida:
VIAS ENTERAIS

• paciente inconsciente ou com vômitos

Efeito mais rápido que a via oral – região altamente


vascularizada
Parenterais Injetáveis
Via Intravenosa
É a 1ª opção em emergências e urgências
Usada quando se deseja efeito imediato ou o paciente está
inconsciente
VIAS PARENTERAIS INJETÁVEIS

Impossibilidade de manobras de retirada


Riscos de contaminação

Via Intramuscular
Requer absorção – passagem do músculo para a circulação
sistêmica
É indicado para medicamentos de aplicação única ou de efeito
mais prolongado (ex. anticoncepcionais, corticosteroides)
Útil para preparações de depósito
Via Subcutânea
Minimiza riscos da administração intravenosa
Requer absorção – passagem do tecido subcutâneo para a
circulação sistêmica
VIAS PARENTERAIS INJETÁVEIS

Absorção lenta (ex. insulina, adrenalina)


Subcutânea
Intramuscular Intravenosa
VIAS PARENTERAIS INJETÁVEIS
Outras Vias Parenterais
Via Intranasal
Administração na mucosa nasal
Ação local (ex. descongestionantes)
Ação sistêmica – mucosa extremamente
OUTRAS VIAS PARENTERAIS

vascularizada (Ex. ocitocina)

Via Inalatória
Ação local (ex. broncodilatadores)
Ação sistêmica (ex. anestésicos gerais)
Efeito rápido – semelhante a injeção intravenosa (ex. anestésicos)
 Grande área de absorção
Via Dermatológica
Ação local (ex. antifúngicos, antialérgicos)
*absorção sistêmica se a área de aplicação for grande

Via Transdérmica
OUTRAS VIAS PARENTERAIS

Efeitos sistêmicos por aplicação do fármaco sobre pele (ex. sprays


e emplastros para dores musculares, adesivos de contraceptivos e de
nicotina)

Absorção lenta e prolongada

Via Oftálmica
Ação local (ex. colírios)
Não possui efeito sistêmico
Qual é a via de administração e a
forma farmacêutica melhor?

Depende de vários fatores

• Efeito local ou sistêmico


• Idade do paciente
• Conveniência
• Tempo necessário para o início do efeito
• Duração do tratamento
• Colaboração do paciente ao tratamento
• Etc.
4. Farmacocinética e
Farmacodinâmica
Farmacologia

FARMACOCINÉTICA FARMACODINÂMICA

Percurso do fármaco Mecanismo de ação


Absorção Alterações bioquímicas e
Distribuição fisiológicas
Metabolismo Efeito
Excreção

O que o organismo faz com o O que fármaco provoca no


fármaco organismo
Farmacocinética e Farmacodinâmica
Administração de diclofenaco por
via oral
Farmacodinâmica Farmacocinética
Inibe a ciclo-oxigenase
Desintegração
Prostaglandinas Absorção
Distribuição
Inflamação
Metabolismo
Excreção

Nova dose
Referências para Estudo

ALLEN JR., Loyd V; POPOVICH, Nicholas G; ANSEL, Howard C. Formas farmacêuticas e


sistemas de liberação de fármacos. 8.ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. 775 p.

SILVA, P. Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

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