Você está na página 1de 131

Camilla Santos Buerger

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA CLÍNICA

A Psicopedagogia trata da aprendizagem humana, a fim de entender seus processos,


suas variações evolutivas, e os inúmeros fatores que a condicionam. Busca ainda compreender
como as alterações nos processos aprendizagem ocorrem, como reconhecê-las, tratá-las e
preveni-las. Assim, o trabalho do psicopedagogo possui tanto o caráter preventivo, quanto o
clínico.

O eixo da abordagem psicopedagógica é, sem dúvida, o processo de diagnóstico, o


qual permite, diante da “queixa motivo” de dificuldades de aprendizagem, fazer uma leitura
dinâmica e global, envolvendo o aprendente, a família, o processo de escolarização, como
resultado de interrelações complexas.

Para tanto, é necessário escolher as referências teóricas que respaldam os


instrumentos usados na avaliação, bem como os resultados obtidos na mesma. Em razão da
complexidade de seu objeto de estudo, os conhecimentos específicos de diversas teorias
são importantes à Psicopedagogia, como por exemplo:

− A Psicanálise, que trata do mundo inconsciente, das representações profundas,


operantes através da dinâmica psíquica, expressas por sintomas e símbolos,
permitindo-nos levar em conta a face desejada do homem.

− A Psicologia Social, que se encarrega da constituição dos sujeitos, que responde


a reações familiares, grupais e institucionais, em condições socioculturais e
econômicas específicas e que, portanto, contextuam toda a aprendizagem.

− A Epistemologia e a Psicologia Genética, que contribui com a descrição e análise


do processo construtivo do sujeito em interações com outros sujeitos e objetivos.

− A Linguística, que traz a compreensão da linguagem como um dos meios que


o caracterizam tipicamente humano e culturais: a língua enquanto código
disponível a todos os membros da sociedade e a fala como fenômeno subjetivo,
evolutivo e histórico de acesso a toda estrutura simbólica.

− A Pedagogia, que estuda as diversas abordagens do processo ensino-


aprendizagem, analisando-o da perspectiva de quem ensina.

− Os fundamentos na Neuropsicologia, que possibilitam a compreensão dos


mecanismos cerebrais implícitos ao aprimoramento das atividades mentais,
indicando a que correspondem, da perspectiva orgânica, todas as evoluções
ocorridas.

Essa diversidade de campos teóricos permite inúmeras possibilidades de


atuação e “caminhos” a serem trilhados para embasar a ação psicopedagógica.

ba do nos textos de SaleteAnderle, mestre em psicopedagogia clínica e institucional, docente universitária,


sa psicopedagToegxat@
o om
lete
MATRIZ DIAGNÓSTICA

O termo diagnóstico tem origem em duas palavras gregas: diá, que significa “por meio
de, durante”, e gnosis, “referente ao conhecimento de”. Dessa forma, entende-se que
diagnóstico é o conhecimento ou determinação de uma característica pela observação das
suas manifestações. Já o termo psicopedagógico remete ao conhecimento que articula a
Psicologia e Pedagogia.
O objeto de estudo da Psicopedagogia, a saber, os processos de aprendizagem, deve
ser compreendido a partir de duas perspectivas: preventiva e terapêutica. A perspectiva
preventiva contempla o ser humano em desenvolvimento na qualidade de educável, ou seja,
o sujeito a ser educado, bem como seus processos de desenvolvimento e alterações
nestes processos, enfatizando as competências do aprender num sentido global. A
perspectiva terapêutica contempla a identificação e o estudo de uma metodologia de
diagnóstico e tratamento das dificuldades de aprendizagem.
O diagnóstico na perspectiva da Psicopedagogia possui especificidades, que o
diferencia dos demais psicodiagnósticos, em razão das particularidades do seu objeto de
estudo, que é a matriz do pensamento e processos diagnósticos.
O diagnóstico psicopedagógico é um processo, por meio do qual se apura, identifica,
levanta hipóteses, ainda que provisórias, sobre que leva o aprendente a apresentar
dificuldades ou a não aprender, isto é, quais os obstáculos que impedem o seu
desenvolvimento dentro do esperado.
A proposta do diagnóstico psicopedagógico está apoiada em pressupostos científicos
que descrevem a compreensão de um fenômeno, no qual a situação real é
caracterizada/compreendida a partir da utilização de teorias científicas, noções e conceitos.
Nesse contexto, encontra-se Epistemologia Convergente 2 que, apoiada nas teorias
interacionistas, estruturalistas e construtivistas, estrutura a teoria e a prática sobre o
diagnóstico e intervenção psicopedagógicos, etapas fundamentais na busca pela superação
das dificuldades na aprendizagem, compreendendo que todo o processo diagnóstico deve
ser estruturado de forma a possibilitar a observação da interação entre o cognitivo e o
afetivo do aprendente.
A Epistemologia Convergente entende que a aprendizagem possui duas dimensões
distintas: normal e patológica. Para identifica-las, é necessário recorrer aos conhecimentos
teóricos e práticos sobre a matriz do pensamento diagnóstico, ou seja, recorrer ao instrumento
conceitual que fundamenta a ação, de maneira a apresentar os estados do objeto
(dimensão normal e/ou patológica da aprendizagem), mantendo sua unicidade.
A matriz do pensamento diagnóstico está organizada como a maior parte dos esquemas
diagnósticos: o diagnóstico, propriamente dito, prognóstico e indicações. Baseia-se nos
princípios interacionistas, construtivistas e estruturalistas e prevê3:
 Análise do contexto e leitura do sintoma.
 Explicação das causas que coexistem temporalmente com o sintoma.
 Explicação da origem do sintoma e das causas “a-históricas”.
 Análise do distanciamento do fenômeno em relação aos parâmetros
considerados aceitáveis.
 Levantamento das hipóteses sobre a configuração futura do
fenômeno atual.
 Indicações e encaminhamentos.
- Diagnóstico remete à caracterização do sujeito e do meio no qual se manifesta o sintoma
no momento do diagnóstico. Baseia-se no pressuposto que o sintoma é resultado da
interação do subsistema, a personalidade como o sistema social, e seus mediadores. É
constituído por:
a) análise do contexto em que se desenvolve o processo de aprendizagem;
b) leitura de sintomas que emergem na interação social voltada para o aprendente;
c) explicação de causas que coexistem temporalmente com o sistema;
d) Explicação da origem desta causa;
e) Análise do distanciamento do fenômeno em relação aos parâmetros considerados
aceitáveis.
Podem ser observados aspectos tais como: as características da instituição educacional
(aprendizagem sistemática), comunidade (aprendizagem assistemática), como as condutas
exigidas que ajudam na manifestação ou não das dificuldades em um outro campo. Dentro da
caracterização interessa: sexo, idade, meio cultural e etc., que permitem a compreensão se
a conduta é ou não sintomática. O diagnóstico começa com a consulta inicial e termina com
a devolutiva.
- Prognóstico consiste no levantamento de hipóteses sobre a configuração futura do
fenômeno atual, pode ser formulado das seguintes formas: a) sem agentes corretores que
intervenham em sua modificação; b) com agentes corretores ideais que coadjuvem
positivamente; c) com agentes corretores possíveis de acordo com a realidade do sujeito e
seu meio.
- Indicações, referem-se à análise das causas internas do aprendente simultâneas aos
sintomas e suas interações. Essa análise é de extrema importância para a orientação,
recomendações e, claro, para as indicações.
Há três causas internas que podem desencadear o aparecimento de sintomas:

1. A afetividade.
2. As funcionais.
3. O estágio de pensamento (cognitivo).

Identificar o sintoma, compreender o contexto, levantar as referências históricas e


discriminar aspectos, particularidades e relação que constitui o todo, caracteriza o que pode
ser chamado de processo. O processo diz respeito a uma sequência de atuação e visa a
transformação de um estado inicial, assim sendo não se trata de uma ação pontual.
Portanto, o diagnóstico vai além de uma mera coleta de informações, mas é o processo,
uma etapa de transição, que permitirá ao profissional estruturar, à medida que se aproxima
do seu objeto de estudo, os encaminhamentos e intervenções posteriores.
ROTEIRO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA

Cronograma das atividades

Alguns caminhos

 EFES – Entrevista Familiar Anamnese (história de caso)


Exploratória Situacional  Testagem de provas pedagógicas

 Entrevista de Anamnese  Laudo (síntese das conclusões e


prognóstico)
 Sessões lúdicas centradas na
aprendizagem  Devolução (verbalização do laudo)
ao paciente e/ou aos pais
 Complementação com provas e testes
(Transtorno da clínica psicológica*)
 Síntese diagnóstica – Prognóstico *Segue o modelo médico

 Entrevista de devolução e
encaminhamento

(Maria Lúcia Weiss)

 EOCA – Entrevista Operativa Centrada na  Entrevista com a Família:


Aprendizagem: levantamento do 1º sistema Contatos anteriores a consulta
de hipóteses, definições das linhas de Escuta do motivo da consulta
investigação, escolha de instrumentos História vital ou anamnese

 Testes: levantamento do 2º sistema de  Entrevista com o sujeito:


hipótese e investigação Escuta do motivo da consulta
Instrumentos escolhidos pelo
 Anamnese: verificação e decantação do 2º psicopedagogo com base nas
sistema de hipóteses, formulação do 3º necessidades
sistema de hipóteses Devolutiva ao sujeito

 Elaboração do informe  Contato com a escola (Prévio ao


psicopedagógico finalizar)

(Jorge Visca)  Contato com outros técnicos

 Devolutiva e encaminhamento

(Edith Rubstein)
QUEIXA PSICOPEDAGÓGICA

O termo “queixa” pode ter vários sentidos, dependendo do momento vivido pelo sujeito.
No dicionário, é possível encontrar os seguintes significados “ato ou efeito de queixar-se”,
“expressão de dor ou sofrimento, lamento”, “expressão de ressentimento ou desagrado”,
“quaisquer sintomas relatados pelo doente”.
Na perspectiva psicopedagógica, a queixa é a primeira etapa para o diagnóstico, por
meio da qual compreende-se o que esteja dificultando os processos de aprendizagem do
aprendente, estabelecendo as hipóteses sobre aspectos importantes para o diagnóstico de
aprendizagem. Dessa forma, deve-se observar:

COM OS PAIS (representantes da família)


 Significação do sintoma na família ou, com maior precisão, articulação funcional do
problema de aprendizagem.
 Significado do sintoma para a família, isto é, as reações comportamentais de seus
membros ao assumir a presença do problema; relaciona-se os valores da família com o
respeito ao não aprender.
 Fantasias de enfermidade, cura e expectativas acerca de sua intervenção no
processo diagnóstico e de tratamento; sentindo o que a família espera a respeito de
seu trabalho, modalidade de comunicação do casal e função do terceiro, observar a
relação dos pais entre si, os valores da família, a comunicação entre os pais e você.

COM A ESCOLA (professor ou orientador)


 Significação do sintoma na escola.
 Significação do sintoma para o professor; reações dos membros da escola ao
assumirem o problema.
 Significado do sintoma, no sentido do que a escola espera a respeito de sua
intervenção (confirmação do não aprender, como: tirar da responsabilidade da
escola o fracasso, uma possibilidade de auxílio para o sucesso, uma ameaça
externa).
 Observar os valores da escola, a comunicação entre seus profissionais e entre
profissionais e aluno.

COM O SUJEITO (aprendente)


 Visão do sintoma para o sujeito.
 Significação do problema para o sujeito.
 Sentido do que o sujeito espera de sua intervenção.
 Observar as modalidades de comunicação do sujeito, que pode ser obtida na entrevista
realizada com o sujeito no primeiro encontro, antes da EOCA.
ENTREVISTA COM O SUJEITO

Nome:
Data de nascimento: _/ /_ Idade:
Escola Atual:
Série/ano: Período:
Nome do Professor:

O que disseram que você vinha fazer aqui?

Por que você acha que veio aqui?

Você acha que tem alguma dificuldade? Em que?

Gostaria de fazer um trabalho comigo para verificarmos onde posso lhe ajudar?
ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA

DADOS DO ALUNO
Nome:

Data de nascimento: Idade:

Sexo: ( )F( )M
Naturalidade: Nacionalidade:

Nome da mãe:

Nome do pai:

Estado civil dos pais: casados ( ) divorciados ( ) outros ( )


Como a criança reagiu ao divórcio?

Descreva os pais:

Possui irmãos: sim ( ) não ( ) Quantos irmãos:


Descreva os irmãos:

Há alguma queixa familiar?


DADOS DA ESCOLA

Nível: fundamental ( ) médio ( ) superior ( )

Histórico da escola (missão, visão, valores e proposta pedagógica):

Formação técnica dos professores:

Sistema de avaliação:

Número de alunos por turma:

Quem encaminhou o aluno?

Qual a queixa?

Disciplina/s em que a criança apresenta dificuldade/s:

Metodologia de ensino do/s professor/es dessa/s disciplina/s. Como é feita a avaliação do


aluno?

Como é o relacionamento do professor/aluno? Como a criança se sente na presença do


professor?

A criança é reprimida ou tem liberdade para expressar suas ideias e opiniões? Explique.
HISTÓRICO DE VIDA DO ALUNO
A gravidez foi desejada? Sim ( ) Não ( )
Como foi a gestação e o parto?

Amamentação? Peito ( )
(assimilação/acomodação, afetividade) Mamadeira ( )
Tem hora para comer? Sim ( ) Não ( )
Com que idade deixou as fraldas?
Como lidou com essa mudança?

EVOLUÇÃO PSICOMOTORA DA CRIANÇA


Engatinhou? Sim ( ) Não ( )
Com que idade começou a andar?
Como aprendeu a andar? ( ) Se sentia seguro OU ) Inseguro
(
Como foi a evolução dos movimentos (segurar colher, rabiscos, segurar brinquedos)?

É estabanado? Sim ( ) Não ( )


É agitado? Sim ( ) Não ( )
Brinca com segurança? Sim ( ) Não ( )
Tem medo de brincar no parque? Sim ( ) Não ( )
Com qual idade começou a falar? Sim ( ) Não ( )
Falavam para ele/ela repetir? Sim ( ) Não ( )
Ele trocava as letras? Sim ( ) Não ( )
Quais letras? Sim ( ) Não ( )
Era corrigido? Sim ( ) Não ( )
Atualmente, ainda troca letras? Sim ( ) Não ( )
Consegue contar uma história com começo, meio e fim? Sim ( ) Não ( )
Dorme quantas horas por dia?
Dorme tranquilo? Sim ( ) Não ( )
Tem sono é agitado? Sim ( ) Não ( )
Tem pesadelos? Sim ( ) Não ( )
Dorme sozinho? Sim ( ) Não ( )
Tem medo de dormir sozinho? Sim ( ) Não ( )
Que horas acorda?
Que horas vai dormir?
HISTÓRIA CLÍNICA DA CRIANÇA
Tem problema respiratório (bronquite, asma)? Sim ( ) Não ( )
Alergias? Se sim, quais?
Sim ( ) Não ( )

Internações? Sim ( ) Não ( )


Cirurgias? Sim ( ) Não ( )
Tem problemas de visão? Sim ( ) Não ( )
Tem problemas de audição? Sim ( ) Não ( )
Outros tratamentos:

ASPECTOS DE RELACIONAMENTO
A criança gosta de chamar a atenção para si? Sim ( ) Não ( )
Tem dificuldade de dividir brinquedos? Sim ( ) Não ( )
Apresenta mudança de comportamento variando o humor Sim ( ) Não ( )
sem motivo aparente?
Aceita ser disciplinado? Sim ( ) Não ( )
Respeita as regras impostas? Sim ( ) Não ( )

ASPECTO DE RACIOCÍNIO
A criança reconhece quando erra? Sim ( ) Não ( )
Tenta justificar os erros? Sim ( ) Não ( )
Presta atenção quando é solicitada? Sim ( ) Não ( )
Compreende o que é solicitado? Sim ( ) Não ( )
Acompanha o curricular escolar proposto? Sim ( ) Não ( )
ASPECTO DA LINGUAGEM ORAL
Presta atenção a detalhes quando faz a leitura? Sim ( ) Não ( )
Expressa seu pensamento com sequência lógica? Sim ( ) Não ( )
Apresenta inibição ao falar? Sim ( ) Não ( )
Troca letras ou fonemas ao falar? Sim ( ) Não ( )
Expressa suas ideias com segurança? Sim ( ) Não ( )

ASPECTO DA LINGUAGEM ESCRITA


Apresenta letra legível? Sim ( ) Não ( )
Orientação espacial? Sim ( ) Não ( )
Omite letras? Sim ( ) Não ( )
Repete letras? Sim ( ) Não ( )
Obedece ao sentido lógico? Sim ( ) Não ( )
Apresenta noção de realidade/fantasia? Sim ( ) Não ( )

DADOS DA FAMÍLIA
Os pais brigam na frente da criança? Sim ( ) Não ( )
Corrigem a criança na frente dos outros? Sim ( ) Não ( )
Como é o critério de disciplina na família?

A família é harmônica? Sim ( ) Não ( )


Os pais costumam brincar com os filhos? Sim ( ) Não ( )
A criança demostra alegria em casa? Sim ( ) Não ( )
A criança apresenta ciúme ou inveja? Sim ( ) Não ( )
A criança apresenta isolamento ao contato social? Sim ( ) Não ( )
AVALIAÇÃO DA CRIANÇA

Qual a percepção que a criança tem de si?

A criança consegue descrever a família? Sim ( ) Não ( )


Qual é a percepção que ela tem da sua família?

Qual é a percepção que ela tem da escola?

Como a criança se imagina no futuro?

A criança tem brinquedos pedagógicos? Sim ( ) Não ( )


Tem acesso a livros? Sim ( ) Não ( )
Tem acesso a brinquedos eletrônicos? Sim ( ) Não ( )
Como é a alimentação?
SITUAÇÕES VIVIDAS PELA CRIANÇA
Nascimento de irmãos? Sim ( ) Não ( )
Mudança de escola? Sim ( ) Não ( )
Mudança de cidade/país? Sim ( ) Não ( )
Desemprego? Sim ( ) Não ( )
Separação? Sim ( ) Não ( )
Apresenta noção de realidade/fantasia? Sim ( ) Não ( )
Morte? Se sim, de quem? Como a criança se comportou? Sim ( ) Não ( )

Há alguém que “protege” a criança quando é disciplinada? Sim ( ) Não ( )


A criança relaciona-se bem com o pai? Sim ( ) Não ( )
A criança relaciona-se bem com a mãe? Sim ( ) Não ( )
Quem a ajuda nas tarefas escolares? Sim ( ) Não ( )
Qual o programa de TV preferido da criança? Sim ( ) Não ( )
Orientações aos pais:

.........................................................., ........... de ............................ de ............


O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E A APRENDIZAGEM

Para iniciar a avaliação da dificuldade de aprendizagem, é necessário compreender o


que é desenvolvimento infantil, que consiste na sequência de mudanças físicas, de
linguagem, pensamento e emocionais que ocorrem em uma criança desde o nascimento
até o início da idade adulta.
O desenvolvimento infantil abrange todo o escopo de habilidades que uma criança
domina ao longo de sua vida, incluindo o desenvolvimento em:

 Cognição: capacidade de aprender e resolver problemas.


 Interação social e Regulação emocional: interagindo com os outros e
dominando o autocontrole.
 Fala e Linguagem: compreensão e uso de linguagem, leitura e comunicação
 Habilidades Físicas: habilidades motoras finas (dedo) e habilidades motoras
grossas (corpo inteiro).
 Consciência sensorial: o registro de informações sensoriais para uso.

Essa fase do desenvolvimento humano é fortemente influenciada por fatores


genéticos (genes transmitidos pelos pais) e eventos durante a vida pré-natal. Também
é influenciada por fatos ambientais e pela capacidade de aprendizagem da criança.
Nesse sentido, observar e avaliar o desenvolvimento infantil é uma ferramenta
importante para garantir que as crianças atendam aos seus marcos de desenvolvimento.
Portanto, além dos instrumentos de avaliação, é preciso saber para que serve cada
instrumento, o que será observado em cada um e os parâmetros para realizar análise e
comparação.
Para Piaget (1896-1980), a educação deve ser um facilitador do desenvolvimento em
todos os estágios:

– Sensório-motor (de 0 a 2 anos): nesse estágio a inteligência é prática, construída pela


ação a partir dos reflexos do bebê.
– Pré-operatório (de 2 a 7 anos): esse é conhecido como o estágio da inteligência
simbólica. A criança é egocêntrica.
– Operatório–concreto (de 7 a 11 anos): nesse período surge o desenvolvimento
das noções de tempo, espaço, velocidade, ordem etc. A criança é capaz de
relacionar diferentes aspectos.
– Operatório-formal (a partir dos 12 anos): nesse período a criança não apenas
observa a realidade, mas é capaz de buscar soluções de hipóteses.

Piaget não propôs um método de ensino, entretanto desenvolveu a teoria do


conhecimento. Os objetivos pedagógicos devem ser centrados nas atividades dos alunos e
os conteúdos servem como instrumentos de desenvolvimento. O mediador deve levar o aluno
ao descobrimento, aí dará início a aprendizagem, pois esse é um processo interno e
depende do nível de desenvolvimento da criança, assim, essa aprende conforme a
maturidade biológica e psicológica que adquirirá no dia a dia.
O que avaliar em cada fase?

Sensório-motor: 0-2 anos


 O desenvolvimento da inteligência é avaliado pelos sentidos,
sensações e sentimentos.
 Quais são os sentidos? Visão, audição, olfato, paladar, tato e sistema
vestibular.
Essa fase é dividida em seis níveis:
O que avaliar nesses níveis?
Nível 1: 0-1 mês
– Reflexos: perdem com 1 mês
– Sucção: perdem com 3 meses
– Marcha: perdem com 4 meses
– Natação: perdem com 4 meses

Nível 2: 1-4 meses


As crianças exploram o mundo pela boca e o choro é o meio de comunicação.

Nível 3: 4-8 meses


As crianças imitam os adultos; chamam atenção para si, apresenta sobre o que é
um objeto e pessoas.

Nível 4: 8-12 meses


Sabem selecionar seus brinquedos favoritos e solicita-os; seguem suas metas.
Nível 5: 12-18 meses
Desejam novas experiências; são muito curiosas.

Nível 6: 18-24 meses


A imitação dos adultos fica mais rica em detalhes. As crianças começam a
solucionar problemas, é o início do pensamento simbólico.

O que é pensamento simbólico? É a capacidade de:


 Imitação
 Brincar de faz de conta
 Desenhar
Pré-operatório: 2-7 anos
O raciocínio é ao “pé da letra”. A criança fixa-se no visual mais notável das
substâncias e desconsidera as outras dimensões. Até os 5 anos a criança não
entende que a quantidade ou medida de uma substância permanece a mesma
quando há (re)arranjo ou mudança de forma na conservação de líquido, massa ou
área.

Operatório-concreto: 7-11 anos


As operações consistem em transformações reversíveis e tal
reversibilidade pode constituir imersões. A criança de 7 a 11 anos compreende
que cada fase de reversibilidade, sem, contudo, coordena-las. As operações são
uma fase de transição entre as ações e as estruturas lógicas mais gerais.

Operatório-formal: 12 anos em diante


Ocorre de 11 a 12 anos até 14 a 15 anos e apresenta como característica
essencial a distinção entre o real e o possível, capaz de prever todas as relações
que poderiam ser válidas e logo procura determinar, por meio da
experimentação e análise, qual dessas relações possíveis tem validade real.
AVALIAÇÃO COGNITIVA

Cognição é a habilidade de sentir, pensar, recordar etc. Está relacionada à


inteligência e às funções mentais como memória, atenção, noção de tempo, espaço, cálculo,
escrita, leitura, praxia motoras e ideatórias, linguagem, raciocínio abstrato, percepção, visuo-
construção e funções executivas.
O conceito mais usado ao definir inteligência é a habilidade para lidar com a
complexidade e usar a informação obtida pelos procedimentos de transformação
simultâneos e sucessivos.
Portanto, a avaliação cognitiva serve para detectar dificuldades de aprendizagem e os
níveis do desenvolvimento intelectual, percepção visual, auditiva, raciocínio lógico e
matemático, capacidade de interpretação e compreensão, capacidade de autonomia,
planejamento e execução de tarefas, organização, tomada de decisão, memórias
(sensoriais, de trabalho, curto prazo, longo prazo), leitura, escrita, vocabulário etc.

1. Consignas e Intervenções

As consignas e intervenções possibilitam observar:


 A possibilidade de mudança de conduta;
 A desorganização ou reorganização do sujeito;
 As justificativas verbais ou pré-verbais;
 A aceitação ou a recusa do outro (assimilação, acomodação, introjeção,
projeção).

1.1 Tipos de consignas e intervenções:

 De abertura: “Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o


que lhe ensinaram e o que você aprendeu. Esse material é para que
você utilize como desejar, pode escolher e usar o que quiser”.

Para mudança de atividade:

 Consigna aberta: “Gostaria que você me mostrasse o que quisesse com


esses materiais”.

 Consigna fechada: “Gostaria que você me mostrasse outra coisa que não
seja (...)” ou “Gostaria que você me mostrasse algo diferente do que já
me mostrou”.
 Consigna direta: “Gostaria que me mostrasse algo de... (matemática,
escrita, leitura)”.

 Consigna múltipla: “Você pode ler, escrever, pintar, recortar desenhar,


etc.?”

 Consignas para pesquisa: “Para que serve isto, o que você fez, que
horas são, que cor você está utilizando?”.
As respostas geralmente após a consigna de abertura são:

a) Sujeito começa a fazer algo (desenha, pinta, recorta, etc.)

b) Pede que lhe indique o que precisa fazer, ao que se responde: “O que você
quiser”.

c) Fica totalmente paralisado sem poder reagir. Mesmo diante do modelo múltiplo
não realiza nada. Qualquer uma das respostas já são dados significativos para
a avaliação.
Quando o entrevistado apresenta alguma produção, é aconselhável que se incida sobre ela,
perguntando, argumentando, investigando, apresentando um problema, pedindo que relate o
que leu, escreveu ou desenhou.
Observa-se o grau de mobilidade e de modificabilidade do entrevistado.

A partir dessas perguntas, é possível ter os indicativos do estilo de aprendizagem do avaliado.


É recomendado fazer outras avaliações, tais como a avaliação pelo modelo EOCA, o modelo
Quadrante de Hermann, modelo de Kolb, modelo de Gardner, modelo Programação
Neurolinguística ou modelo Felder e Silveman.

5
AVALIAÇÃO DO ESTILO DE APRENDIZAGEM

Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem - EOCA


Elaborada por Jorge Visca, a EOCA serve como ponto de partida para investigar o
modelo de aprendizagem do sujeito, os vínculos que possui com os objetos, os conteúdos
da aprendizagem, bem como suas dificuldades. É a oportunidade para observar condutas
evitativas e como enfrenta desafios.
Material:
Crianças menores: massa de modelar, cubos, jogos de encaixe, livros.
Crianças maiores: folhas lisas, folhas pautadas, lápis, borracha, régua, compasso, lápis de cor,
canetinha, cola, livro, revista, jogos.
Adolescentes e adultos: conversação e atividades como jogos, teste da árvore, casa, família.

Fatores de observação durante a EOCA

Por meio da observação do tema, da dinâmica e do produto, pode se observar o sintoma


e as causas históricas coexistentes (ansiedade, defesa, funções, nível de pensamento
utilizado, grau de exigência, aquisições automáticas, aspectos da lateralidade, organização,
ritmo de trabalho, interesses, etc).

Estes três níveis de observação são indicadores do primeiro sistema de hipóteses:

 Temática: Consiste em tudo que o sujeito diz, o que terá, como toda conduta
humana, um aspecto manifesto e outro latente.
 Dinâmica: Consiste em tudo que o sujeito faz e não é estritamente verbal:
gestos, tom de voz, postura corporal, a forma de sentar ou de pegar o lápis
etc. podem ser mais reveladoras que os comentários e até mesmo que o
produto.
 Produto: É o que o sujeito deixa gravado no papel, na dobradura, na
colagem etc, incluindo a sequência em que foram feitos.

Dimensão cognitiva
Alguns indicadores:
 Leitura dos objetos e situação.
 Utilização adequada dos objetos.
 Estratégias utilizadas na produção de tarefas.
 Organização/Planejamento da atividade (antecipação).
 Nível de pensamento utilizado.

Dimensão afetiva
Alguns indicadores:
 Alterações no campo geográfico e o de consciência (distração, inadequação da
postura, fugas etc.)
 Aparecimento de condutas defensivas (medos, resistência às tarefas, às
mudanças, às ordens etc.)
 Ordem e escolha dos materiais.
 Aparecimento de condutas reativas (choro, ansiedade etc.)

Postura do Examinador
 Deve ser apenas um observador da conduta do avaliado, participando
com intervenções somente quando achar necessário.
 Lançar mão de vários tipos de consignas para maior riqueza das observações.
 Colocar limites quando achar necessário.
 Quando o avaliado apresenta dificuldades para entrar na tarefa, deverá
utilizar consigna múltipla para facilitar a decisão do avaliado.
 Caso o avaliado permaneça sem iniciativa, deve-se lembrar também que
esta também é uma postura a ser analisada, é uma forma de agir frente a
situações novas, deve ser avaliada em seus vários fatores.

Formas de Registro
 Papel pautado dividido em duas colunas, sendo a da esquerda maior, pois
servirá para as anotações do que ocorrerá na entrevista e a coluna da
direita para anotações das hipóteses levantadas.
 Deve-se anotar tudo que ocorrer, postura, ações, palavras, frases etc.

Levantamento das Hipóteses


As hipóteses serão levantadas de acordo com as observações feitas durante a
entrevista. Levando-se em conta as três linhas de investigação que serão realizadas:
cognitiva, afetiva e orgânico-funcionais.
Quando as hipóteses levarem a uma área específica (por exemplo: psicologia,
fonoaudiologia, neurologia etc.), deve-se pedir a avaliação de um profissional competente.

Observações gerais
 Cada nível de estrutura cognitiva corresponde a uma leitura da realidade e
um nível de evolução afetiva para estabelecer um vínculo com o objeto.
 Cognitivo: Operações lógicas que regulam os intercâmbios com o meio
externo, com a lógica correspondente ao estágio cognitivo a que percebe o
sujeito.
 Diante de determinada situação, o sujeito passará pelos momentos de
indiscriminação objetiva parcial e total, em movimentos de ir e vir. Ao atingir
o patamar, pode passar para outro no mesmo movimento.
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Obstáculos Funcionais
 Assimilação
 Lentidão
 Domínio especial
 Motor
 Elaboração mental

Obstáculos Emocionais (Epistemofílicos)


 Estado confusional
 Perseveração
 Exigência
 Conduta evitativa
 Mecanismos defensivos

Obstáculos Cognitivos (Epistêmicos)


 Desempenho
 Antecipação
 Assimilação, acomodação
 Insensibilidade – não percebe determinados conflitos
 Não possui mecanismo de integração
 Nível cognitivo
CHECK LIST

1. Você sabe por que está aqui?


Ansiedade Sim ( ) Não ( )
Expectativa Sim ( ) Não ( )
2. Identifique o material que está sobre a mesa (dar nome aos objetos)
Observador Sim ( ) Não ( )
Nomeia tudo Sim ( ) Não ( )
Apresenta dificuldade em lembrar-se dos nomes dos Sim ( ) Não ( )
Objetos
Possui fala infantilizada Sim ( ) Não ( )

3. Gostaria de saber o que você sabe fazer com o material que está sobre a mesa
Como é sua postura (ao sentar)?

Qual material evita?

Qual sua preferência?

Terminou o que começou? Sim ( ) Não ( )


Mexe em tudo e nada realiza? Sim ( ) Não ( )
Evita tocar os objetos? Sim ( ) Não ( )
É ansioso/a? Sim ( ) Não ( )
4. Converse com o aprendiz sobre o que ele produziu. Peça que continue
mostrando o que mais já aprendeu.
O aprendiz continuou a mesma atividade? Sim ( ) Não ( )
Ficou falando coisas que nada se relacionava com a Sim ( ) Não ( )
atividade?
Se nega a ler ou escrever? Sim ( ) Não ( )
O aprendiz ficou paralisado? Sim ( ) Não ( )

5. Observar a modalidade da aprendizagem


O aprendiz é tímido, não explora os objetos, fica na
mesma atividade sempre?
O aprendiz apresenta dificuldade em estabelecer
vínculos emocionais e cognitivos, fica na mesma
atividade?
O aprendiz tem dificuldade em criar ou prefere copiar?

6. O aprendiz:
Articula o pensar como fazer? Sim ( ) Não ( )
Dificuldades com planejamento e organização? Sim ( ) Não ( )
Planeja bem? Sim ( ) Não ( )
Medo/resistência em utilizar os materiais? Sim ( ) Não ( )
Prefere conversar a produzir algo? Sim ( ) Não ( )
Descontentamento com suas produções? Sim ( ) Não ( )
Perfeccionismo (auto exigência)? Sim ( ) Não ( )
Problema na visão/fala? Sim ( ) Não ( )
Necessidade em agradar? Sim ( ) Não ( )
Dificuldade com a coordenação motora? Sim ( ) Não ( )
Suspeita de dislexia? Sim ( ) Não ( )
Suspeita de TDAH? Sim ( ) Não ( )
Outras hipóteses:

.........................................................., ........... de ............................ de ............


CHECKLIST
PROVAS OPERATÓRIAS DE PIAGET

Diagnóstico Operatório
Após intensas pesquisas, Jean Piaget e colaboradores, elaboraram as provas do
diagnóstico operatório que determinam o grau de aquisição de algumas noções chaves do
desenvolvimento cognitivo, tais como: noção de tempo, espaço, conservação, causalidade,
número etc.
Por meio das provas operatórias é possível detectar o nível da estrutura cognitiva
com a qual o sujeito opera diante da situação apresentada, ou seja, o nível de pensamento
alcançado pelo sujeito.
As idades cronológicas apresentadas para os diversos níveis de desenvolvimento
estão relacionadas às condições socioculturais.

Momento do Diagnóstico

1. Vínculo.
2. Clarear o que se vai fazer.
3. Apresentação do material da prova.
(Quando o sujeito manuseia deve-se ouvir o que ele diz)
4. A ordem ou consigna.
5. A pergunta propriamente dita não precisa ser translúcida que dirija ou direcione a
resposta.
6. Resposta.
7. Primeira transformação do objeto, introdução de uma variável nula, ou seja,
não transforma o aspecto considerado.
8. Pedido de argumentação.
9. Resposta argumentada por:
 Identidade: Quando o sujeito percebe que não se acrescenta nada ao
material utilizado.

 Identidade subjetiva: Quando o sujeito identifica que a quantidade de material


dada possui a mesma quantidade.

 Reversibilidade: Quando o sujeito argumenta “se você voltar a forma antiga”.


 Compensação: Quando o sujeito argumenta compensando as diferenças
das formas apresentadas: “é mais comprida; mais larga etc”. Pode ser
conservadora ou não.
10. Contra argumentação: Pode-se contradizer o pensamento exprimido pelo
sujeito (tentar levar em consideração o ponto de vista do sujeito e pesquisar se a
resposta tem um esquema ou é por mero acaso).
11. Justificação: Resposta do sujeito, pode ser conservadora ou não.
12. Segunda transformação
13. Sequência dos passos anteriores
Observações: Quando o sujeito, na argumentação ou justificativa, responde “não sei”, pode ter
dificuldades no aspecto operativo, possui a imagem, mas não opera mentalmente, ou pode
estar no nível intermediário entre um período e outro.

Provas Horizontais

1. Seriação
2. Números pequenos
3. Dicotomia
 Quantidade e inclusão de classes
 Interseção de classes
 Transvasamento de líquidos
 Massa
 Peso
 Comprimento
 Espaço unidimensional
 Superfície
 Espaço bi e tridimensional
 Substâncias homogêneas
4. Provas complementares e suplementares: são provas para avaliar os
patamares intermediários mais sutis, para se saber se o sujeito está longe ou
perto do nível.
 Peso (complementar heterogêneo)
 Ilhas
 Combinações e permutações
DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO

Atualmente, as provas do diagnóstico operatório foram selecionadas por pesquisas


baseadas nos trabalhos de Bärbel Inhelder e são assim relacionadas:

1. Provas de Classificação: Avaliam o domínio do sujeito a respeito da classificação.


São elas: conservação do número, matéria e líquido.
2. Provas de Seriação: Consta de 10m palitos graduados para serem organizados
segundo seu tamanho.
3. Mudança de critério ou Dicotomia: Consta de fichas com os atributos de cor,
forma e tamanho, que devem ser destacados pelo sujeito, conforme ordem
dada.
4. Qualificação da inclusão de classes: Esta prova pode ser realizada com flores,
como o original, ou com animais ou frutas, pois permite avaliação da qualificação
inclusiva a respeito das classes com os elementos das subclasses.
5. Interseção de classes: Nesta prova se investiga o grau de operatividade a respeito
das operações lógicas no trato com as classes.
6. Conservação: A conservação diz respeito a igualdade e possibilita a percepção de
que mesmo diante de transformações o objeto conserva sua identidade,
integridade ou qualidade em questão. Estas questões são importantes para os
processos reguladores das atividades do sujeito em sua adaptação frente a
realidade. O que se observa nestas provas é o êxito ou não na variável
quantitativa em conteúdos distintos.
 Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos: Prova das fichas ou dos
números, possibilita a verificação da conservação da equivalência numérica com
quantidades discretas, apesar das transformações que foram expostas. Parte-se da
correspondência termo a termo.
 Conservação da quantidade de líquido: Prova do transvasamento de líquido, investiga-
se o grau de conservação com um material físico continuo em diversas variáveis.
 Composição da quantidade de líquido. Nesta prova o sujeito deve encontrar a
solução num processo de síntese, diferente do anterior que era por meio da análise do
material.
 Conservação da quantidade de matéria: Prova da massa que utiliza um novo material
(massa de modelar), mas está correlacionada a anterior.
 Conservação de peso: Esta prova tem êxito no segundo nível das operações
concretas e indaga sobre o grau de aquisição da invariância de peso.
 Conservação de volume: Esta conservação é alcançada por volta dos 11 a 13 anos
dentro do período das operações concretas.
 Conservação de comprimento: Esta prova é somente administrada
somente quando o sujeito atingiu a conservação das equivalências
numéricas, pois ela estuda a capacidade dos mesmos a respeito da
transposição ou reconstrução deste conhecimento ao nível da
conservação de um contínuo unidimensional – o comprimento e a largura.
7. Provas do pensamento formal ou Hipotético dedutivo: São as provas de combinatórias
entre os elementos, que possibilitam perceber se o sujeito alcançou o nível de pensamento
formal, apesar do material ser concreto, a formulação do pensamento exige um sistema
de lógica proporcional.
APLICAÇÃO DAS PROVAS PIAGETIANAS
As provas consistem em situações experimentais elaboradas, contudo a técnica utilizada
nessas provas é igual a todas basicamente. Consta em se interrogar o avaliado frente aos
fenômenos observáveis e/ou manipuláveis a partir dos quais se leva o sujeito a raciocinar.
Variam somente segundo a natureza lógica dos problemas ou de fenômenos físicos.

Quadro de seleção de provas conforme a idade


 Provas de conservação: de pequenos
conjuntos discretos de elementos da
Até 6 anos quantidade de líquido.
 Provas de classificação: de mudanças de critério
ou dicotomia.
 Provas de seriação.
 Provas de conservação: de pequenos conjuntos
discretos de elementos da quantidade de líquido,
da quantidade de matéria, da composição da
quantidade de líquido.
6 a 7 anos  Provas de classificação: de mudanças de critério
ou dicotomia, interseção de classes ou
qualificação da inclusão de classes.
 Provas de seriação.

 Provas de conservação: da largura, de peso,


do volume.
 Provas de classificação: interseção de classes
8 a 9 anos ou qualificação da inclusão de classes.
 Provas de seriação.

 Provas de conservação: da quantidade de matéria,


da largura, da composição da quantidade de
10 a 12 anos líquido, de peso.
 Provas de classificação: interseção de classes ou
qualificação da inclusão de classes.

 No caso de se obter êxito na prova de conservação


12 anos em de volume, administra-se as provas para o
diante pensamento formal.
Quadro de resultados esperados das provas conforme a idade
Não Conduta
Prova Conservação
conservação intermediária
Conservação de quantidades 4-5 anos 5-7 anos A partir de 7 anos
Classificação 4-5 anos 5-6 anos A partir de 6 anos
Seriação 3-4 anos 6 anos 7-8 anos
(Tateamento)
Inclusão de classes 5-6 anos 6-7 anos 7-8 anos
Transvasamento de líquidos 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos
Composição quantidade de 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos
líquidos
Conservação quantidade matéria 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos
Conservação de superfície 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos
Conservação de peso 6-7 anos 7-8 anos 8-9 anos
Conservação de comprimento 6-7 anos 7-8 anos A partir de 8 anos
Interseção de classe 4-5 anos 6 anos 7-8 anos
Conservação de volume 7-8 anos 9-10 anos 11-12 anos
Composição de pesos 7-8 anos 9 anos 10-12 anos
Combinação de fichas 11 anos 12 anos 13 anos em
diante
Permutação de fichas 11 anos 12 anos 13 anos em
diante

Fases de desenvolvimento segundo Piaget

Nível Observações
Intuitivo global Intuitivo
Pré-operatório articulado Operatório

Operatório-concreto Concreto hipotético

Operatório-formal Dedutivo ou formal


O DESENHO INFANTIL NA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

Os estudos sobre o desenho infantil vêm ganhando destaque por diferentes


pesquisadores, que analisaram o desenvolvimento das crianças e identificaram inúmeras
concepções pedagógicas, de forma a compreender o que ocorre quando elas desenham.

O desenho como primeiro meio pelo qual a criança se expressa significativamente,


visto que, primeiramente por meio das garatujas ou rabiscos, isto é, seus primeiros registros,
ela manifesta sua particularidade e seu próprio padrão de expressão.

As crianças aperfeiçoam sua capacidade de criar, entrando em contato com o seu


mundo imaginário e representando sua realidade. Dessa forma, o desenho infantil pode revelar
o grau de maturidade, do equilíbrio emocional e afetivo, bem como do desenvolvimento
motor e cognitivo da criança. Por meio do desenho, a criança (re)cria suas próprias formas
expressivas, integrando percepção, imaginação, sensibilidade e reflexão, noções que
podem ser exploradas para avaliação psicopedagógica.

Dessa forma, considerar os desenhos infantis como material de análise é pertinente,


pois assim como a escrita, a evolução do desenho se configura por etapas. Assim, é
fundamental que o profissional compreenda as características da trajetória construída
segundo o desenvolvimento simbólico das crianças.
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO PIAGET
Segundo Piaget, a criança desenha, elaborando conceitualmente objetos e eventos,
isto é, ela desenha “mais o que sabe do que realmente consegue ver”. Daí a relevância de se
compreender o processo de construção do desenho junto ao enunciado verbal que nos é
dado pelo sujeito.

1ª Fase) GARATUJA
 Período Sensório-motor (0 a 2 anos de idade).
 A figura é inexistente, a criança utiliza a imaginação, por imaturidade da
coordenação motora, o desenho é desordenado.

2ª Fase) PRÉ-ESQUEMATISMO
 Período pré-operatório (2 a 7 anos de idade).
 A criança consegue fazer relação entre desenho, o pensamento e a
realidade, porém, os desenhos ainda são dispersos.
 As cores não possuem relação com a realidade, mas com os sentimentos.
 A figura humana está relacionada com a maturação da percepção e
desenvolvimento cognitivo.

3ª Fase) ESQUEMATISMO
 Período operatório-concreto (7 a 12 anos de idade).
 A criança começa a expressar suas experiências, a percepção começa a
amadurecer.
 Utiliza a linha como base e começa a perceber o espaço, o conceito de
figura humana, mas ainda apresenta exageros, omissões e as cores são
relacionadas ao estado de emoção.

4ª Fase) REALISMO
 Corresponde também ao período operatório-concreto (7 a 12 anos de idade).
 É a fase da transição das operações concretas para as formais.
 Nesta fase, a criança apresenta noção de espaço, abandona as linhas como
base, a figura humana apresenta roupas e formas.

5ª Fase) PSEUDONATURALISMO
 Período operatório-formal (+ de 12 anos de idade).
 Nesta fase, o adolescente não utiliza o abstrato e desenho espontâneo.
 O desenho segue a personalidade, utilizam formas da sua personalidade.
 O visual está relacionado com a realidade e suas emoções.
 O desenho assume a comunicação sem palavras, expressa sentimentos,
inteligência, nível da maturação neurológica.
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO LOWENFELD
Apesar da criança já possuir a inteligência representativa, não é capaz de
fazer de conta no plano gráfico. Esta defasagem ocorre por conta da construção do
símbolo no bidimensional ser mais complexa do que a partir do próprio corpo.
Assim, a mesma criança que é capaz de fazer de conta que alimenta sua boneca
por meio de jogo simbólico, usando símbolos, não sabe ainda desenhar símbolos
que tomam uma coisa por outra. Quando desenha sua ação sobre o plano
gráfico é, portanto, pré- simbólica.

Viktor Lowenfeld7 (1970) estudou o desenho infantil, em especial a fase


pré- simbólica, relacionando-o nas seguintes fases:

1ª Fase) RABISCAÇÃO DESORDENADA OU GARATUJA


 2 a 4 anos de idade.
 A criança desenha sem intenção alguma de escrever ou desenhar, apenas
pelo prazer de rabiscar.
 Dentro desse mesmo estágio há ainda a Rabiscação Longitudinal e a
Rabiscação.

Rabiscação Longitudinal: A criança aprecia seus traçados e observa suas


produções (movimento intencional). Ela não abandona as garatujas, mas já
aparecem bolinhas, cruzes, quadrados etc. (símbolos praticamente isolados).

Rabiscação: A criança nomeia seus desenhos e traça o que imagina e o que viveu,
por meio do simbolismo. A figura humana já é perceptível, ela fecha os seus
traços para formar braços, pernas, cabeça, de forma que esses são para
abraçar, caminhar e pensar. Elas conseguem reconhecem para que servem os
desenhos. A fabulação se inicia, evidenciando a criatividade e invenção da
criança.

2ª Fase) FIGURAÇÃO PRÉ-ESQUEMÁTICA


 4 a 7 anos de idade.
 A criança começa a utilizar representações simbólicas.
 Utilizam variedade de traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem
ser caracterizados como membros de suas figuras, por exemplo: braços,
pernas, olhos, cabeça.

3ª Fase) FIGURAÇÃO ESQUEMÁTICA


 7 a 9 anos de idade.
 A criança começa a utilizar representações simbólicas e faz relações de
referências socioculturais, para desenharem casas, pessoas, animais etc.
 Utilizam variedade de traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem
ser caracterizados como membros de suas figuras, por exemplo: braços,
pernas, olhos, cabeça.
4ª Fase) FIGURAÇÃO REALISMO
 9 a 12 anos de idade.
 A criança começa a apresentar conceitos de formas, se encontra mais
detalhista, desenhando tudo o que vê.
 Há distinção no tamanho dos objetos, compreendendo que o que está na
frente é maior e esconde o que está atrás.

5ª Fase) PSEUDOREALISMO
 12 anos de idade em diante.
 O adolescente se preocupa com a perfeição e a profundidade do desenho, o
que torna esse mais elaborado.

Diante de tudo que foi exposto, o que se deve avaliar no desenho?


 O estado emocional da criança pelas cores e estilística do desenho.
 O nível intelectual em que se encontra.
 A maturidade da percepção visual.
 O nível de socialização da criança e quais patologias estão relacionadas.
 A coordenação motora e patologias relacionadas, dentre outros.
AVALIAÇÃO DO DESENHO LIVRE
Serve para investigar a maturidade psicomotora e o nível de aprendizagem do aluno
bem como a as emoções: como se sente, como se vê dentro do cenário, contexto etc.
CHECK LIST
Tamanho de desenho ( ) Pequeno ( ) Grande
Tamanho das personagens ( ) Pequeno ( ) Grande
Quem aparece maior?

Quem não aparece no desenho? Exemplo: pai, mãe, irmão etc.

Distanciamento das personagens: ( ) Separados


por alguma barreira
( ) Presos em quadrados
As personagens:
( ) Possuem pés e mãos
( ) Não possuem pés e mãos
Faltam olhos, orelha e/ou boca ( ) Sim ( ) Não
O desenho condiz com o que foi pedido? ( ) Sim ( ) Não
(Se a resposta for não, pode indicar conduta evitativa relacionada à situação solicitada)
O sujeito a ser solicitado:
Se recusa a desenhar ( ) Sim ( ) Não
Se recusa a escrever ( ) Sim ( ) Não
Usa borracha ( ) Sim ( ) Não
Posição do desenho na folha
( ) Superior - Exigente ( ) Inferior - Impulsivo
( ) Direita – Progressivo ( ) Esquerda - Regressivo ( ) Superior
Direita / Exigente - Progressivo
( ) Superior Esquerda / Exigente - Regressivo ( ) Inferior
Direita Impulsivo - Progressivo
( ) Inferior Esquerda Impulsivo - Regressivo
Fonte: Visca, 2008, p.23
Se a pessoa for alfabetizada peça para escrever os nomes no desenho ou falar algo. Se ela se negar, não deve forçar, pois pode estar
relacionado a algum conflito que não deseja relembrar.
Posição do desenho na folha
(O título revela o vínculo estabelecido com a aprendizagem, se condiz com o desenho)
O sujeito apresenta criatividade ao escolher o título? ( ) Sim ( ) Não
O título foi pouco elaborado? ( ) Sim ( ) Não
Relato do desenho
Boa expressão oral? ( ) Sim ( ) Não
Existe negação e repressões? ( ) Sim ( ) Não
Conclusões:
PROVAS PROJETIVAS
As provas projetivas são utilizadas no contexto psicopedagógico como um meio de
analisar e depurar o sistema de hipóteses. Elas devem ser aplicadas quando há suspeita de
implicações emocionais ou vínculos negativos com a aprendizagem.
Ao ser submetido à prova projetiva, o sujeito projeta para fora de si o que se recusa a
reconhecer em si mesmo ou o ser em si. Segundo Piaget “por meio do jogo simbólico, a
criança no período pré-operatório assimila o real ao eu e consegue com este artifício suportar suas
vivências pessoais e familiares, seus conflitos e problemas”.
Por meio das provas projetivas pretende-se que haja a manifestação do inconsciente,
sem medos e/ou repressões. Aparecem aqui, através de estímulo, manifestações
inconscientes com marcas deixadas pelas vivências dos sujeitos.
Nesse sentido, ao aplicar as provas projetivas, o profissional deve ter a clareza de que
elas expressam uma realidade subjetiva relacionada com a vivência particular do sujeito. Não
se trata da realidade como ela é, mas a realidade que o sujeito vê. Assim, as provas
projetivas devem ser adaptadas ao tipo de investigação que se pretende realizar e a
especificidade do sujeito.
As provas projetivas psicopedagógicas foram organizadas por Jorge Visca e
consistem em recursos para a compreensão de variáveis emocionais, que condicionam a
aprendizagem positiva ou negativamente.
O objetivo da prova projetiva psicopedagógica é verificar as significações do ato de
aprender e as relações vinculares que se formam com o conhecimento e as figuras
ensinantes.
A criança brinca para reviver momentos felizes e prazerosos ou para elaborar seus
traumas e desprazeres, o desenho é um dos instrumentos que o profissional poderá utilizar
para avaliação da subjetividade, ou seja, no desenho e na brincadeira a criança revela dados
importantes do seu dia a dia, dos seus impulsos inconscientes e da sua personalidade. A
prova projetiva serve para detectar bloqueios emocionais, dificuldades de aprendizagem
causadas por influência psicológica.
Dessa forma, é necessário fazer a análise do desenho minuciosamente,
considerando os traços, a idade da criança, o tamanho do desenho, o lado, o ano que está
cursando. Lembrando que existem testes da árvore, da casa, dos animais, etc.
Segundo Freud, os mecanismos de defesa são proteções inconscientes do ego para
bloquear tudo que possa gerar sofrimentos, angústias, solidão, esses mecanismos são
encontrados em todos os seres humanos. Para Freud, esses mecanismos são saudáveis,
porém, em excesso, podem demonstrar um problema psicológico. Os mecanismos de
defesa são vários, mas citaremos três deles:
– Sublimação: É um deslocamento ou alteração dos impulsos do ID desviando para
comportamentos aceitáveis socialmente. A criança sádica sublima seus impulsos
para a sala de aula, um exemplo é gostar de pesquisar estrutura fisiológica de um
animal.
– Recalque: É o ato de expulsar da consciência tudo que é inaceitável, ele é
automático. O recalque volta a aparecer em atos falhos, sonhos e lapsos de
linguagem. Na educação, a criança pode bloquear a construção do
conhecimento por não se relacionar bem com o professor, pela transferência
também não gostará da matéria que aquele ensina.
– Transferência: É o ato de transferir sentimentos como o amor ou ódio para outra
pessoa no relacionamento. A transferência na aprendizagem é muito importante,
por meio dela o aluno gostará do professor ou irá odiá-lo, isso dependerá do seu
relacionamento familiar, visto que essa é a fase na qual a criança transfere seus
sentimentos para o professor e para a matéria que este ensina; se houver amor
familiar, o aluno transferirá esse amor para o professor e para a matéria.
Segundo Freud, a pessoa aprende a amar algo por amor a alguém.
Na Prova Projetiva, o profissional deverá avaliar no desenho como o avaliado se sente
na família, na escola e com os colegas e como ele se relaciona com o professor, além do nível
de desenvolvimento emocional e cognitivo. Esses dados são muito importantes na
construção da aprendizagem. A forma como a criança faz a transferência do amor de mãe
para o professor, ou a indiferença, se essa criança não recebeu amor de mãe, todas essas
informações subjetivas, ou seja, emocionais, podem ser indicadores de uma dificuldade de
aprendizagem ou de socialização.
Apresentamos a seguir os três temas que mais utilizamos com os alunos: família,
contexto escolar e algo que eles gostem (preferência).
Teste da Família
Objetivo: avaliar o relacionamento global da família, bem como em suas diferentes partes.
Procedimento: É solicitado ao aluno que desenhe uma família qualquer. Que não a sua
própria família, dessa forma liberamos o aluno tanto no nível inconsciente quanto no nível
crítico para falar de sua família que pode ser representada como é na realidade ou como o
ele mesmo a idealiza. Posteriormente pedimos que dê nomes a cada um dos indivíduos
representados no desenho e que conte uma história sobre essa família.
Teste do ParEducativo
Objetivo: obter informações a respeito do vínculo estabelecido em relação à aprendizagem,
como foi internalizado por ele o processo de aprender e como percebe aquele que ensina e o
que aprende. Os dados obtidos darão condições para elaboração de hipóteses a respeito da
visão do aluno de si, dos professores, de seus companheiros de classe e até mesmo da
instituição educativa. Quanto ao aspecto estritamente pedagógico, podemos avaliar o nível
de redação, ortografia, criatividade literária etc. Esse teste consiste em instruir o aluno para
que desenhe duas pessoas: “uma que ensina e outra que aprende”. Também solicitamos ao
aluno que conte ou escreva uma história relacionada ao desenho.
Teste Livre
Pode ser sobre algo que o aluno goste. Tem como objetivo observar o que faz sentido
emocional e concreto no dia a dia do aluno. A partir desse teste livre, é possível conhecer um
pouco mais as áreas de interesse dela no contexto sócio afetivo.

É válido salientar que, durante o processo, é necessário que o profissional faça as


intervenções, questionando o aluno do que ele quer dizer com o desenho, mesmo que as
interpretações posteriores sejam realizadas. É imprescindível que o profissional analise a partir do
significado que o aluno fornecer, não apenas ao seu olhar clínico.
TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS
Baseadas na teoria de Jorge Visca e Alícia Fernandez

As técnicas projetivas psicopedagógicas têm o objetivo de investigar a rede de vínculos


que o sujeito possui em três domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo. Em cada um
destes domínios, guardando as diferenças individuais, é possível reconhecer três níveis em
relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que constituem o vínculo da
aprendizagem.
Apresentamos a seguir um quadro com os diversos domínios, suas correspondentes
técnicas projetivas e os objetivos de cada uma:

Domínio Prova Investigação Idade


6a7
Par educativo Vínculo com aprendizagem
anos
7 a8
Escolar Eu e meus companheiros Vínculo com os componentes da classe anos

A representação do campo geográfico da sala 8a9


Plano da Sala de Aula de aula e a desejada anos
A planta da casa onde habita, sua 8a9
Planta da Casa representação real e desejada anos
6a7
Familiar Os quatro momentos do dia Os vínculos ao longo do dia anos
O vínculo da aprendizagem com o grupo 6a7
Família educativa
familiar e cada um dos integrantes da mesma anos

A delimitação da permanência da identidade 6a7


O desenho em episódios
psíquica em função dos afetos anos

A representação que se tem de si e do contexto


físicosóciodinâmiconomomentodetransição 6a7
O dia do meu aniversário anos
Consigo de uma idade para outra
mesmo 6a7
Desenho de minhas As atividades escolhidas durante o anos
férias período de férias escolares
6a7
Fazendo o que mais anos
O tipo de atividade que mais gosta
gosto
Indicadores Características Significados
Muito grande ou muito pequeno Vínculo negativo com a aprendizagem
Tamanho total Relação equilibrada. Vínculo positivo
Dimensão razoável
e negativo estão equilibrados
Tamanho dos Pequeno Desvalorização
personagens Grande Supervalorização (persecutório)
Muito pequeno Depósito de projeções negativas
Tamanho dos
Cisão de quem aprende e
objetos Muito grande
quem ensina
Frente a frente Bom vínculo com a aprendizagem
Lado a lado Vínculo regular com a aprendizagem
Posições O aluno sente-se rechaçado
Docente de costas para a turma
pelo docente
O aluno de costas para o O aluno rechaça o docente
docente
Não comprometimento com
Grande distância o conteúdo e transmissão
Distância entre de conhecimentos
os personagens
Supervalorização de conhecimentos
e o objeto de Mínima distância
sobre o ato de transmissão
aprendizagem
Quem ensina usa os conteúdos
Distância adequada
como instrumento para ensinar e
aprender
Vínculo maduro do ponto de vista
Perspectiva Com perspectiva
afetivo, cognitivo e social
Centralidade na aprendizagem
Escolar sistemática, pode ser positivo
Âmbito onde ou negativo
se dá a cena
Melhor vínculo assistemático com
Extraescolar
a aprendizagem
Supervalorização do intelectual
Só cabeças que pode ser persecutório

Características Corpo do docente inacabado Agressão oculta a quem ensina


corporais Quando não há dificuldades
em desenhar, significa uma
Simplificação dos personagens
desvalorização do vínculo de
aprendizagem com o docente
Título do Nega o vínculo com a aprendizagem
desenho Resume as características do vínculo
Pode ser considerado como uma projeção, pela qual é possível analisar
Relato o vínculo estabelecido através: a) conteúdo mesmo; b) sua
correspondência com o desenho; c) sua relação com o título.
Importante: A análise o título do desenho e o relato permite observar os mecanismos de
dissociação, negação e repressão
Bom vínculo em relação à
Grande aprendizagem e aos colegas
Tamanho total
Pequeno Vínculo negativo
Igual Relação igualitária: aceita e é aceito
Tamanho do Liderança ou incapacidade para
personagem Grande
descentrar-se
principal Rebaixar-se e sentimento de ser
Pequeno
vítima do grupo
Comunicação reflexiva e sensível
Centralizado (concêntrica)
Posição (profunda)
Lado a lado Comunicação superficial
Grande afeto pelo docente
Inclusão de
Inclusão Relação deficitária com os colegas
docente
(dependência)
a) Verificar a ocorrência de contradições entre a fala e o desenho.
Relato ou b) Comentários gerais dão uma visão do conjunto e indicam como o
comentário entrevistado está inserido no grupo ou deseja estar.
sobre colegas c) Comentários pessoais revelam os subvínculos com cada membro do
grupo.

Plano da sala deaula


Indicadores Características Significados
Falta de limites adequados;
Muito grande descontrole
Tamanho da sala
Restrição, que se manifesta como
Pequeno
uma inibição
Disposição Tradicional Respostas rígidas ou ordenadas
Bom vínculo em relação ao docente
Em frente e/ou vínculo negativo em relação à
aprendizagem
Vínculo negativo em relação ao
No fundo
docente e/ou à aprendizagem
Localização Vínculo negativo em relação ao
Na lateral
quando é a docente e/ou à aprendizagem
escola do Vínculo positivo em relação à
entrevistado aprendizagem e aos colegas e vínculo
No centro
positivo ou negativo em relação ao
docente
Vínculo negativo em relação ao
Não se localiza na sala
espaço geográfico
Indicadores Características Significados
Grupo familiar não é um referencial
adequado
Frente ao processo
Vínculo com a aprendizagem não
excessivamente positivo ou negativo
Posição dos
O entrevistado considera o grupo como
personagens
Em meio ao processo referência para desenvolver e integrar
meios de aprendizagem
Há carência de modelos significativos de
Fora do processo
identificação

1.1 Plano de minha casa


Indicadores Características Significados
Inibição para o uso do espaço
Diminuição do uso potencial emocional
Desenho pequeno
com que investe nas situações e
objetos com que aprende
Expansão egotista
Desenho que ocupa a folha inteira Aprendizagem positiva (desde que
Tamanho do plano não haja um descontrole motor)
da casa Descontrole
Falta de antecipação
Vínculo negativo ou instável em
Desenha utilizando mais de relação à aprendizagem em geral
uma folha Vínculo negativo ou instável em
relação ao estudo sistemático em
particular
Desenhar pessoas A inclusão de pessoas neste desenho pode ter diversos e contraditórios
significados em relação à aceitação e rechaço
Representadas, esquecidas, transladas e objetivas encontram-se ligadas
Aberturas
diretamente aos canais de comunicação reais ou imaginárias
Sente-se incluído no contexto familiar e
Interno que o mesmo é um continente
Ponto de vista adequado
Externo Sente-se estranho e admira a casa
Privilegia-se a aprendizagem formal de
Interior da casa
Espaço tipo intelectual
representados Jardim, horta, parque, galinheiro Valoriza a aprendizagem vinculada ao
e espaços abertos corpo e à natureza
Os comentários podem revelar aceitação, rechaço, indiferença ou
Comentários sobre objetividade
dormitório Detectar as tentativas realizadas ou não para mudar a habitação Detectar
o grau de aceitação
Detectar a resistência que o meio lhe oferecer
Escolha do A maneira como e por quem foi escolhido possui grande importância a
dormitório partir dos 8 a 10 anos
O lugar de Revela o vínculo em relação à aprendizagem que se estabelece nas
estudo situações e os estilos de aprendizagem que podem ser estruturadas
Lugar de
Onde, quem, com, por que e quando se reúnem são perguntas que
reunião familiar
revelam os modelos familiares da aprendizagem

Os quatro momentos de um dia


Indicadores Características Significados
Capacidade de adaptação às
Adequação à exigências externas
Desenho adequado à consigna
consigna Tolerância a frustração
Eleição automática Vida monótona e sem criatividade
Dinamismo, criatividade
Eleição em função da carga Uso instrumental e enriquecedor do
Os momentos afetiva positiva tempo
escolhidos
Apatia, solidão e deposição de
Eleição em função da carga impulsos agressivos manifestos ou
afetiva negativa latentes
Atividade Indica os gostos do sujeito e imposições externas, as aspirações e
realizada frustrações, as identificações e o potencial de organização que possui
Modelo de identificação
As pessoas Modelos de aprendizagem familiar, que pode ser compacto ou
diversificado
Na casa (parcial ou totalmente)
O campo em dependência adequada ou Indicam o estilo de vínculo, a
geográfico da cena não, realizando atividades de adequação e a flexibilidade destes
acordo ou desacordo com o desacordos com o lugar
lugar
Indica como se encontra povoado o mundo interno do sujeito
Os objetivos do Revela a realidade objetiva quanto aos ambientes físicos: desprovido,
ambiente sobrecarregado, ordenado, confuso ou indiscriminado
Os detalhes do O tipo de traços, proporções, posições, retoques, detalhes, estereotipias,
desenho mobilidade etc.
Princípio da realidade e da
Sequência espacial
Sequência A, B, C, D capacidade de acomodação,
aprendizagem realista
Uso ordenado do tempo Alta
Com sequência lógica tolerância à frustração
Sequência temporal Impulsividade
Uso desordenado do tempo
Sem sequência lógica
Baixa tolerância à frustração
Aprendizagem inconstante
Sequência do relato
Reforça os aspectos assinalados na sequência espacial
em concordância com
a espacial
Sequência do relato
em concordância Reforça os aspectos assinalados na sequência temporal
com a temporal

Sequência do relato
em concordância
Severa desorganização temporal e, consequentemente, severas
com as sequências
dificuldades de aprendizagem
espacial e temporal

2. Domínio: Consigo mesmo


2.1 Desenhos em episódios
Indicadores Características Significados
Pode ser observado através da transformação ou não de objetos animados
Tempo e (árvores, flores), de estados de tempo (sol nuvens, chuva), das estações
espaço (primavera, verão, inverno)
O tema Pode ser único, com critério estável ou não
Os afetos Simples ou complexos
Elementos
Adequadamente elaborados ou não em termos de comunicação e
relacionais ou sociais
movimento

2.2 Fazendo o que mais gosta


Indicadores Características Significados
Indecisão na hora do
Pode indicar problema entre o desejo do sujeito e uma forte proibição do meio
tema desenhar,
ou contradições entre distintos interesses não adequadamente
apagar ou mudar de
discriminados ou hierarquizados
tema
Indecisão na eleição do tema
Apagar objetos sem
Indica a consolidação de uma eleição e uma marcada tendência ao
mudar de tema
perfeccionismo
Coerência no relato é produto de maior influência de censura sobre o
domínio verbal que sobre a produção gráfica
Coerência entre o relato e o desenho revela os conflitos sujeito- realidade e
Relato
do sujeito consigo mesmo
Contexto espacial e temporal onde ocorre pode significar a realização
possível

Nas minhas férias


Indicadores Características Significados
Vínculo positivo
Adequação Flexível com a capacidade
Adequação à de acomodação
consigna Vínculo negativo e rígido, com
Não adequação predominância da assimilação e
pouca criatividade
Atividade Depositarão os desejos mais íntimos e das capacidades que se deseja
representada desenvolver
Porque gosta muito do que faz,
porque não sabe fazer algo
Continua fazendo o mesmo
diferente (falta de criatividade) ou
representa
Desenho predomínio da assimilação
Criatividade, flexibilidade, tendência
Realiza algo totalmente distinto a acomodação e capacidade de
aprendizagem
Capacidade de aprendizagem
Leva acabo uma atividade
criadora

Dia do meu aniversário


Indicadores Características Significados
Vínculo negativo em relação à
Muito grande ou muito pequeno aprendizagem
Tamanho total
Relação equilibrada
Tamanho razoavelmente Vínculos positivos e negativos
dimensionado equilibrados
Tamanho dos Pequeno Desvalorização
personagens Grande Supervalorização
De frente Vínculo positivo
Posições
De costas Vínculo negativo
Possui um mundo interno rodeado de
identificações múltiplas que indicam uma
Rodeado de pessoas adequada capacidade de aprendizagem
em termos qualitativos e quantitativos

Aprendizagem predominante assimilativa


Indicadores Dificuldade em descentrar o
Sozinho
geográficos pensamento

Frente a frente sugere identificação


Posição introjetiva positiva. Todas as outras
indicam introjetivas negativas
Os mesmos representam objetos
Presentes recebidos
desejados
Própria casa Atitude realista
Espaço
geográfico
Posição de abertura para
Lugar público aprendizagens
Pode sugerir uma capacidade criadora
ou um mundo imaginário do impossível,
compensador de sentimentos de
Fora do contexto real possível frustrações com baixa tolerância e uma
predominância do princípio do prazer
sobre o da realidade

A idade do personagem que faz aniversário comparada com a idade do


entrevistado diz respeito a aceitação do mesmo neste momento da vida: Se
for menor pode significar desejo de não crescer e não aprender
Se for igual indica aceitação e uma tolerância a aprendizagem
Quando é maior regularmente indica alto nível de aspiração
A caracterização dos demais personagens determina aceitação ou rechaço
As contradições entre o desenho e o relato revelam o grau de coerência ou
não dos aspectos em conflito que implicam ou não perturbações nos
vínculos que o entrevistado estabelece consigo mesmo

Advertências Necessárias
A interpretação de cada uma das provas projetivas deve ser feita em função do sujeito
em particular e do total de informações que se obteve.

O total de técnicas aqui expostas não significa a necessidade de que se utilizem todas. É
adequado usar somente aquelas que considere necessárias em função das hipóteses
formuladas. Isso implica em:

 Aplicar somente uma prova.


 Aplicar provas de alguns domínios.
 Aplicar todas as provas de um único domínio.
 Aplicar todas as provas, algo pouco comum.
 Certos indicadores de uma técnica se superpõem com os de outra.

Os critérios para interpretação sugeridos para cada prova devem somar-se aos critérios
gerais para a interpretação das provas projetivas.

Os indicadores e significados encontrados não implicam numa questão fechada ou sem


lugar para dúvidas, cada profissional poderá realizar novas descobertas, ampliando os
aspectos de indicadores e significados. (VISCA, Jorge. Técnicas Projetivas
Psicopedagógicas. Argentina: 1994).
A LINGUAGEM ORAL
A linguagem oral, assim como a linguagem escrita, é uma manifestação da
linguagem verbal, e consiste na linguagem feita através de palavras. Tanto a linguagem
oral como a linguagem escrita visam estabelecer comunicação.
A linguagem oral é uma atividade livre e se inicia logo nos primeiros meses de vida,
quando o bebê emite sons, evidenciando a comunicação entre os que estão próximos. Na
medida em que esses balbucios vão se tornando palavras, frases, a criança se comunica,
definitivamente, com o mundo ao seu redor.
A linguagem oral é essencial na vida escolar, pois toda a produção do conhecimento
parte dessa linguagem. Durante a aula, por exemplo, usa-se a expressão oral a todo o
momento: na explicação do conteúdo, ao tirar dúvidas, corrigir etc. O aluno, por sua vez,
questiona, retruca, brinca, briga. Essas atividades acontecem graças à linguagem.
Quando se fala desse tipo de linguagem é preciso distinguir pronúncia, vocabulário
e habilidade de formular frases (sintaxe oral).

PRONÚNCIA
A pronúncia correta das palavras e frases é um pré-requisito muito importante para
aprendizagem da linguagem escrita. Deve ser avaliado de acordo com a idade cronológica,
com seu estágio de desenvolvimento, levando isto em conta, se a criança apresenta
dificuldades de pronunciar corretamente as palavras poderá vir a encontrar obstáculos na
aprendizagem da leitura escrita; por outro lado, se apresenta problemas em associar sons que
ouve com movimentos articulatórios necessários para sua reprodução oral pode-se esperar
que também apresente dificuldades em associar os sons falados e ouvidos ao movimento
gráfico da linguagem escrita. É melhor percebida depois dos sete anos, no período de
alfabetização.

VOCABULÁRIO
É a capacidade de falar palavras conhecendo seu significado com base na própria
existência. Crianças que apresentam reduzido vocabulário oral poderão apresentar
problemas na compreensão dos materiais lidos por que nem tudo que vai conseguir
decodificar terá correspondência com sua experiência vivida (para compreender tem que ter
vocabulário – leitura é sua interpretação).

SINTAXE ORAL
Habilidade de formular oralmente frases com sintaxe correta. Implica na perfeita
elaboração mental das unidades básicas do pensamento, que são as frases (elaborar uma
frase corretamente). Ao elaborar a frase mentalmente e articulá-la, a criança deve respeitar a
ordem dos vocabulários, os tempos verbais, concordância nominal etc. Quando a criança
apresenta dificuldades na sintaxe oral, possivelmente, terá na linguagem escrita a mesma
dificuldade caracterizada por condições das palavras ou pronomes, mudança na ordem de
apresentação dos vocábulos e outros erros de gramática.

Desenvolvimento da linguagem X Desenvolvimento biológico


O desenvolvimento da linguagem obedece ao processo de desenvolvimento biológico
da criança:
Idade Observação
Até 2 meses Chora e movimenta o corpo
2 a 3 meses Produz sons
4 a 7 meses Pronuncia sílabas
8 a 12 meses Forma os primeiros vocábulos
12 a 18 meses Apresenta vocabulário de 10 a 50 palavras
2 anos Forma frases de 3 a 4 palavras
3 anos Compreende quase tudo que ouve
4a5 A linguagem da criança é parecida com a do adulto
anos

Postura do profissional

 A primeira coisa a fazer é estimular a linguagem e corrigir o déficit


linguístico.
 Deve-se evitar gritos.
 Falar devagar.
 Utilizar recursos verbais e imagens para o aprendiz fazer associações.
 A música e instrumentos musicais podem ser ferramentas de terapia na
aprendizagem e desenvolvimento da fala e sons.
 Os estímulos sensoriais; visual, auditivo, tátil, vestibular e o proprioceptivo
devem ser explorados.

O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA

História da escrita
A escrita, enquanto sistema semiótico usado para representar de forma gráfica a
linguagem verbal, foi construída pela humanidade durante milhares de anos.

Para pessoas já alfabetizadas, parece fácil a compreensão de uma palavra, cada sinal
gráfico corresponde a um som na mesma. Porém, esta compreensão alfabética da escrita
não foi a primeira que surgiu na sua construção social (REGO, 1983).

O homem, na busca de uma comunicação mais duradoura, encontrou formas de se


comunicar graficamente. Uma das formas de registro, mais antigas encontradas na história
escrita é a Pictografia. Essa forma gráfica que não se refere diretamente à linguagem verbal,
são desenhos figurativos usados como linguagem comunicativa (espécie de desenhos que
representam objetos).

Na evolução de sua história, a escrita passou a ser utilizada como representação de


ideias. Esta fase foi denominada Ideografia. Como o nome diz, os ideogramas não são
apenas as ideias de objetos representados, são mais abstratos. Nesta etapa, o homem
lançou mão da arbitrariedade, passando a representar graficamente substantivos abstratos,
o que era impossível na fase anterior. Exemplo: os chineses representam a cor vermelha com
o desenho de uma rosa, uma cereja e um flamingo. Apesar do aprimoramento, nesta fase
ideográfica a representação gráfica ainda não tinha relação com o som das palavras.

Depois deste momento, a evolução da escrita chega a representação da


linguagem verbal articulada. Esta etapa foi denominada Logografia. Rego (1983), considera
a Logografia como um grande passo para a história escrita, pois nela surgem as
representações dos aspectos sonoros da palavra. Apesar de serem utilizados desenhos
figurativos, eles não tinham a finalidade de representar o objeto em si e nem uma ideia, seu
objetivo era combinar dois pictogramas com o intuito de representar dois ou mais segmentos
sonoros de uma palavra. Esta representação não exigia uma correspondência som/símbolo.
Um desenho ou um sinal podia representar um ou mais sons de uma palavra. Desta forma
tornou-se possível representar graficamente outras palavras além dos substantivos. A
Logografia surgiu na impossibilidade prática de uma representação icônica generalizada.

Esta preocupação de representar aspectos sonoros da palavra deu margem ao


aparecimento da Fonografia, que tem como característica principal a representação da palavra
em uma sequência fônica, fazendo corresponder para cada sílaba fonética, um grafema
diferente, dando origem aos silábicos.

Os sistemas silábicos exigiam um número significativo de grafemas, tornando sua


aplicação pouco prática.
A grande inovação da escrita Silábica se baseia numa análise da palavra
enquanto forma linguística, isto é, sequência de sons, desmembrando-a em sílabas, que são
unidades sonoras e não necessariamente unidades de significado.

Reduzindo de forma significativa os sinais a serem utilizados na escrita, surge a


escrita Alfabética, na qual as letras constituem a representação de unidades mínimas das
palavras, que são as formas. Este sistema de escrita proporcionou o aparecimento das leis
de combinação, possibilitando representar todas as palavras utilizadas na linguagem verbal
com poucos signos.

Esse breve histórico permite afirmar que a linguagem escrita é fruto de uma
construção do homem, calçada nas necessidades de comunicação e perpetuação desta
linguagem.
Emilia Ferreiro, Doutora da Universidade de Genebra, onde foi orientada e
colaboradora de Jean Piaget, desenvolveu várias pesquisas sobre a comunicação da língua
escrita em crianças. Segundo a autora, a criança constrói a linguagem escrita, passando em
seu desenvolvimento pelas mesmas sequências e etapas que a humanidade passou para
chegar ao sistema de escrita alfabética. Muito embora tenha constatado na análise de
produção escrita que algumas crianças saltem etapas, observou-se também que uma etapa
posterior nunca aparece antes de outra mais primitiva.
EtapasdaHistóriaEscrita ProcessoConstruídopelaCriança

1ª Etapa Desenho do objeto de forma Desenhando o objeto a criança inicia sua


Pictográfica livre, não havia convenção construção gráfica representativa
Distingue a diferença entre o desenho e a
2ª Etapa Desenho da ideia letra
Ideográfica Inicia da convenção Faz sua primeira descoberta: a convenção

3ª Etapa Desenho do Descobre que a palavra é o desenho do som


Logográfica som Início da e não do objeto
fonética
Desenho arbitrário do som, onde Faz a hipótese silábica
4ª Etapa Descobre a correspondência som/sinal
cada sinal gráfico corresponde a
Silábica gráfico
um som
Redução de sinais Surgimento das
5ª Etapa A criança faz sua mais importante
leis de combinação
Alfabética descoberta: as leis da combinação
Correspondência fonema/ grafema

Psicogênese da linguagem

O termo psicogênese pode ser entendido como gênese, origem, história do processo
de aquisição dos conhecimentos e funções psicológicas de cada sujeito, o qual ocorre
durante o seu desenvolvimento, isto é, desde os anos iniciais, e pode ser aplicado em
qualquer objeto ou campo de conhecimento.
As pesquisas de Ferrero indicam como a criança concebe o processo de escrita, o qual
não é resultado de cópia de um modelo externo, mas é um processo de construção
pessoal. As crianças reinventam a escrita, inicialmente precisam compreender o processo
de construção e as normas de produção.
Segundo Ferrero, o processo de construção da escrita como a concebemos segue
uma longa trajetória até chegar à leitura e a escrita. Na faixa dos seis anos, a criança faz a
distinção entre texto e desenho, somente uma minoria não consegue fazer a distinção e,
estatisticamente, esse número é maior em crianças pertencentes às classes sociais baixas,
que tem menor contato com material escrito.
No processo descrito por Ferrero, as crianças percebem que para cada som, há uma
determinada forma. As fases do processo são:

– Primeira fase: Dá-se início da construção. A criança tenta reproduzir os traços


básicos da escrita com que elas têm contato. Nessa fase, o que vale é intenção
da criança, ela elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional ao
tamanho do objeto e entende apenas sua própria escrita.

– Segunda fase: A hipótese é de que para ler coisas diferentes é preciso usar
formas diferentes. A criança procura combinar as letras que é capaz de
reproduzir.

– Terceira fase: São feitas tentativas de dar valor sonoro para cada uma das letras
que compõe a palavra. Nessa fase, a criança usa formas gráficas para escrever
palavras com duas sílabas.
– Quarta fase: Ocorre a transição da hipótese silábica para a alfabética. Nessa fase,
ela concebe que escrever é representar progressivamente as partes sonoras
das palavras, embora, não a façam corretamente.

– Quinta fase: A criança atinge o estágio da escrita alfabética. Ela compreende


que para cada um dos caracteres da escrita há valores menores que a sílaba. A
criança é capaz de formar a representação de inúmeras sílabas, mesmo daquelas
sobre as quais não tenha se exercitado.
TABELA 1: CRITÉRIOS ESTABELECIDOS PARA APLICAÇÃO DA PROVA ESCRITA DE QUATRO PALAVRAS E
UMA FRASE SEGUNDO FERREIRO E TEBEROSKY (1991)

Avaliação da escrita (Ferreiro e Teberosky, 1991)


Número de Nível daescrita Características
pontos
Cada um dos caracteres da escrita corresponde a
4 Nível alfabético valores sonoros menores que a sílaba. Não atende à
norma
ortográfica
Nível silábico– Manifestação alternante de valor silábico ou fonético
3
alfabético para as diferentes letras

Cada letra vale por uma sílaba. Escrita com ou sem


2 Nível silábico
o predomínio do valor convencional
Marcado por escritas que não apresentam nenhum tipo
1 Nível pré-silábico de correspondência sonora, isto é, sem relação com
grafia e som

0 ––––––––– Somente rabiscos

É possível observar, principalmente no âmbito da alfabetização, algumas


implicações pedagógicas da concepção psicogenética, dentre as quais destacam-se:

 Os progressos psicogenéticos na escrita são diferentes para cada aluno,


pois não dependem apenas de experiências escolares.

 A complexidade e o dinamismo desses processos são incompatíveis com


a avaliação da ‘prontidão’ dos alunos ou a constituição de turmas
homogêneas com alunos idealizado.

 As hipóteses sobre a língua escrita expressam erros construtivos dos alunos –


e o conhecimento dessas hipóteses propicia aos professores mediações
oportunas e planejamento de atividades direcionadas a avanços na
aquisição da língua escrita.
Nível Categoria Subcategoria
A – Grafismos primitivos, escritas Grafismo primitivo Escritas
unificadas ou sem controle de unigráficas
qualidade Escritas sem controle de qualidade
Escritas fixas com predomínio de
B – Escritas Fixas grafias convencionais
1. Sequência de repertório fixo
com quantidade variável
1º Nível 2. Quantidade constante com repertório
Pré-silábico fixo parcial
C – Escritas diferenciadas
3. Quantidade variável com repertório
(com predomínio de grafias
parcial
convencionais)
4. Quantidade constante com repertório de
posição variável
5. Quantidade variável com repertório
variável
D – Escrita diferenciada com valor Quantidade e repertório variáveis e
sonoro inicial presença de valor sonoro inicial.
1. Escritas silábicas iniciais, sem o
predomínio do valor sonoro convencional
2. Escritas silábicas iniciais com valor
A – Escritas silábicas iniciais sonoro convencional sem correspondência
sonora
3. Escritas silábicas iniciais com valor
sonoro em escritas e correspondência
2º Nível 1. Escrita silábica com marcada exigência
Silábico de quantidades e sem predomínio do valor
B – Escritas silábicas com sonoro convencional
marcada exigência de qualidade 2. Escrita silábica com marcada exigência
de qualidade e predomínio do valor sonoro
convencional
1. Escritas, sem predomínio do valor
sonoro convencional
C – Escritas silábicas escritas
2. Escritas silábicas com predomínio do
valor sonoro convencional
1. Escrita Silábico-alfabética sem
predomínio de valores sonoros
3º Nível
Escritas silábico-alfabéticas 2. Escrita Silábico-alfabética com
Silábico
predomínio de valores
sonoros convencionais
Escritas alfabéticas em predomínio
do valor sonoro convencional
4º Nível
Escritas alfabéticas Escrita alfabética com falhas na utilização
Alfabético
dos valores sonoros convencionais
Escritas alfabéticas com valor sonoro
NÍVEIS DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA
1. Nível Pré-Silábico
Neste nível as escritas são alheias à busca de correspondência entre grafias e sons. A
construção gráfica de um significado está determinada por outro tipo de considerações,
como no caso da Pictografia e da Ideografia nas etapas da evolução escrita.
Grafismos primitivos, escritas unigráficas ou sem controle de qualidade
São classificadas nesta categoria:
 As escritas que não são formadas por grafias convencionais (letras
e números).
 As que só se constituem de um elemento (convencional ou não).
 Aquelas em que não há limites a não ser que haja condições
materiais para controlar a quantidade dos elementos da escrita

– Grafismo Primitivo: Nesta primeira subcategoria, observada por Emilia Ferrero,


predominam as garatujas e pseudoletras. São os primeiros intentos para
escrever. Exemplos:
1. Brigadeiro
2. Pipoca
3. Suco
4. Bis

– Escrita unigráfica: Caracteriza-se por utilizar só uma grafia para cada palavra ou
frase a representar. Cada linha representa uma palavra ou frase.
 A quantidade é constante
 O repertório pode ser fixo (utilizado na mesma grafia)
 O repertório pode ser variável
A(brigadeiro) F (suco)
L(pipoca) C(bis)
– Escrita sem controle de quantidade: Precede o ato de escrever. Para cada
palavra escreve-se uma linha com muitos símbolos, geralmente, iguais, tomando
como referência o início e o fim da linha. É determinada pela observação que é o
limite do papel que controla a quantidade de sinais a serem utilizados. Exemplos:

1. Borboleta

2. Peix
e

3. O gato
bebe leite
Escritas fixas
Estas escritas se utilizam grafias convencionais (na sua totalidade ou com
pouquíssimas exceções) e pelo controle de qualidade desta grafia (não usa uma
só letra, nem um número indeterminado). Não apresenta a exigência de
diferenciar os sinais ao representar nomes diferentes. Cada letra não possui ainda
valor sonoro por si só. Assim, a leitura permanece realizada de modo global
(Picolli; Camini, 2013). Predomina a escrita em letra de imprensa maiúscula
(Multieducação).

– Escrita fixa: A mesma série de letras, na mesma ordem, serve para


representar diferentes nomes. A criança nesta subcategoria já adquiriu grafias
convencionais, mas não usa para reproduzir diferenças objetivas em sua escrita.
Exemplos:
A L N I (brigadeiro)
A O 8 (borboleta)
A L N I (pipoca) A
A O 8 (mar)
L N I (suco)
A O 8 (gato)
A L N I(bis)

Escritas Diferenciadas

Estas formas de escrita se utilizam, predominantemente, de grafias


convencionais, utiliza o controle de qualidade e se preocupa em produzir
diferenciações intencionais, muito embora não existe a compreensão de critérios
de correspondência sonora.

– Quantidade constante com repertório fixo: Essa escrita mantém a quantidade


de elementos gráficos, porém a mesma grafia é mantida no início, no final ou no
meio da representação, servindo as demais para diferenciar.

– Quantidade variável com repertório fixo/parcial: Como na subcategoria anterior, aparecem constantemente
algumas grafias, na mesma ordem e no mesmo lugar e outras grafias de formas diferentes, em ordens
diferentes de uma representação para outra. A diferença está na quantidade de grafias, que não é sempre a
mesma. Isso indica um elemento a mais para diferenciação. Exemplos:
S A M T (brigadeiro)
A M T (pipoca)
A M T S A (suco)
S A T (bis)
– Quantidade constante com repertório e posição variável: nestes casos a
quantidade de grafia se mantém em todas as representações, porém se
usam recursos de diferenciação qualitativa: trocam-se as letras ao passar de uma escrita
para outra, ou troca-se a ordem das letras.
Exemplos:
H R U M (brigadeiro)
A S G K (pipoca)
O N B J (suco)
C F T V(bis)
– Quantidade variável e repertório variável: estas escritas expressam a máxima
diferenciação controlada que permite o nível pré-silábico: variar a quantidade e o
repertório para diferenciar uma escrita da outra. As variações na quantidade de
grafia podem ter relação com o tamanho do objeto que se representa. Exemplos:
R A M Q N (brigadeiro)
A B E A M F(pipoca)
G E P F A (suco)
O S D L (bis)
– Escritas diferenciadas com valor sonoro inicial e/ou final: As diferenciações entre
escritas se representam plenamente desenvolvidas nesta categoria, com o
acréscimo de um dado importante, que é a presença de letra com correspondência
sonora (uma só letra, quase sempre a primeira). Esta categoria é uma zona
intermediária entre a ausência de correspondência sonora (nível pré-silábico). No
entanto, a letra que inicia a escrita não é fixa nem aleatória, mas tem relação com
o valor sonoro da primeira sílaba da palavra (prenúncio do nível silábico). Além
disso a quantidade e o repertório são variáveis. Exemplos:

I M S A B R O (brigadeiro)
I B R N S A (pipoca)
U R M T O (suco) I
N B O X I X (bis)

2. NÍVEL SILÁBICO

Comparando com a evolução da escrita universal, este nível corresponde


às etapas Logográficas e Fonográficas.

Quando a criança compreende que as diferenças das representações


escritas se relacionam com as diferenças sonoras da palavra, busca descobrir
que tipo de recorte da palavra é aquele que corresponde com os elementos da
palavra escrita.
No nível silábico existe claramente esta tentativa de corresponder grafia e
sílaba sonora (geralmente uma grafia para cada sílaba), o que não inclui
problemas derivados de exigências de quantidade mínima de letras.

Escritas silábicas iniciais


Nesta categoria aparecem as primeiras tentativas de escrever designando a
cada grafia um valor silábico. Como são as primeiras tentativas, o resultado muitas
vezes é incompleto e coexistente com escritas que não correspondem com este
princípio, e com exigência de quantidade mínima de grafias.

– Escritas silábicas iniciais sem predomínio do valor sonoro convencional: Se trata da


coexistência de escritas silábicas com escritas sem correspondência sonora,
todas com ausência (completa ou quase total) do valor sonoro convencional. A
presença dos tipos de escrita pode dever-se a coexistência de diversas
hipóteses escritas. Exemplos:

A S R O M T
su Co bri ga dei ro
B U D R
pi Po ca bis

– Escritas silábicas iniciais sem valor sonoro convencional em escritas sem


correspondência sonora: A única diferença deste grupo em relação ao grupo
anterior é que a escrita sem correspondência sonora tem um valor sonoro
convencional inicial e as escritas com correspondência sonora não apresentam
valores sonoros convencionais. A criança escreve uma letra para cada sílaba e
começa a utilizar letras que correspondem ao som da sílaba. Exemplos:

I T M O P Q A R O G I
bri ga Dei ro pi po ca su co bis

– Escritas silábicas iniciais com valor sonoro convencional em escritas com


correspondência sonora: Nesta subcategoria coexistem escritas com ou sem
correspondência sonora, como na anterior, porém o valor sonoro convencional
pode estar presente nas duas. A criança escreve uma letra para cada sílaba,
usando letras que correspondem ao som da sílaba; ora usa somente vogais ora
consoantes e vogais. Exemplos:

B H D O P O K U O B I
bri ga dei ro pi po ca su co bis

– Escritas silábicas em conflito ou hipótese falsa necessária: Momento de conflito


cognitivo relacionado à quantidade mínima de letras e discordância entre a
interpretação silábica e as escritas alfabéticas, que sempre apresentam mais letras. Adiciona
mais letras, dando a impressão que regrediu para o pré-silábico. Exemplos:

B H D U L E (brigadeiro)
I O K E C (pipoca)
I O K U (suco)
I S I S(bis)

3. SILÁBICA - ALFABÉTICA
Nessa fase, a criança ora escreve uma letra para representar a sílaba, ora
escreve a sílaba completa. Dificuldade é mais nítida nas sílabas complexas.
Exemplos:

B I H D R O (brigadeiro)
P I P O K(pipoca)
S U K O(suco)
B I Z(bis)

4. ALFABÉTICA

Nessa fase, a criança já compreende o sistema de escrita. Falta apenas


consolidar a apropriação das convenções ortográficas, principalmente sílabas
complexas. Exemplos:

BRIGADEIRO
PIPOCA
SUCO
BIS
PROVA DE REALISMO NOMINAL

Diga uma palavra grande:


Por quê?

Diga uma palavra pequena:


Por quê?

Qual palavra é maior: Aranha ou Boi?


Por quê?

Qual palavra é maior: Trem ou Telefone?


Por quê?

Diga uma palavra parecida com Bola?


Por quê?

Diga uma palavra parecida com Cadeira?


Por quê?

As palavras Baleia e Bala são parecidas?


Por quê?

Diante de duas cartelas escritas MESA e CADEIRA, pergunte à criança onde está
escrito CADEIRA.
( ) Acertou ( ) Errou
Como você sabe?

Diante de três cartelas escritas COPO, COLO e ÁGUA e CADEIRA, o examinador chama
a atenção da criança para a semelhança visual entre as duas primeiras palavras e
faz a
pergunta: A palavra que se parece com COPO é COLO ou ÁGUA?
( ) Acertou ( ) Errou
Como você sabe?

Diante do par de palavras BOI e ARANHA, o examinador pergunta: Nas condições que
as palavras estão escritas, onde você acha que está escrito ARANHA?
( ) Acertou ( ) Errou
E onde você acha que está escrito BOI?
( ) Acertou ( ) Errou
Como você sabe?

Diante do par de palavras PÉ e DEDO, o examinador fala: Onde você acha que está
escrito DEDO?
( ) Acertou ( ) Errou
Por quê?
PROVA DE LEITURA COM IMAGEM

1. Leitura de Palavras
1.1 Apresente à criança 7 fichas onde existem uma figura familiar e um texto
abaixo de cada imagem. Pergunte:
Há algo para ler? ( ) Sim ( ) Não
Onde? ( ) Apontou ( ) Não apontou
O que está escrito?

1.2 Fichas apresentadas Resposta

1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.

1.3 Níveis
( ) Texto e desenhos não são diferenciados
( ) O texto é considerado como uma etiqueta do desenho: nele figura o nome
do objeto desenhado; há diferenciação entre texto e desenho
( ) As prioridades do texto fornecem indicadores que permitem sustentar
a antecipação feita a partir da imagem
Observações:
PROVA DE LEITURA SEM IMAGEM

1. Leitura de Palavras

1.1 Apresente à criança uma lista de palavras e pergunte: O que você acha que
está escrito em cada linha da ficha?

1.2 Palavras apresentadas Resposta

1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.

1.3 Níveis
( ) Não utiliza o referencial
( ) Preocupa-se com a extensão da palavra escrita em relação ao tamanho do objeto
( ) Preocupa-se com a extensão da palavra escrita e da emitida oralmente, sem a
correspondência sonora
( ) Preocupa-se com alguns sons da palavra escrita que já conhece
( ) Leitura da palavra com algumas falhas, reformula o produto em função da
compreensão da mesma
( ) Leitura correta da palavra
Observações:
PROVA DE LEITURA DE ORAÇÕES

Leitura de orações
Apresente à criança 4 fichas com imagem e texto. Pergunte:
Há algo para ler? ( ) Sim ( ) Não

Onde? ( ) Apontou ( ) Não apontou

O que está escrito?

Fichas apresentadas Resposta da criança

1.
2.
3.
4.

Níveis
( ) Desenho e escrita não estão diferenciados
( ) Diferenciação entre escrita e desenho
( ) Inicio de consideração de algumas propriedades gráficas do texto
( ) Busca de uma correspondência termo a termo, entre fragmentos gráficos e
segmentações sonoras

Observações:
OBSERVAÇÃO DE LEITURA
Características da leitura Frequência de apresentação
Fluência Nunca Às vezes Sempre
Lê por palavra
Lê sem inflexão
Ignora a pontuação
Fraseia com deficiência
Apresenta dúvidas e vacilações
Repete palavras conhecidas
Lê devagar
Lê de forma rápida
Perde o lugar onde está lendo

Às
Reconhecimento de palavras Nunca Sempre
vezes
Tem dificuldades em reconhecer palavras comuns
à primeira vista
Comete erros em palavras comuns

Decodifica com dificuldade palavras


desconhecidas
Acrescenta palavras

Salta linhas
Substitui palavras por outras conhecidas
ou inventadas
Inverte sílabas ou palavras

Diante de palavras desconhecidas Nunca Às Sempre


Vezes
Tenta sonorizá-las som por som

Tenta sonorizá-las sílaba a sílaba


Não faz reconhecimento para forma, extensão
ou configuração
Falta flexibilidade para usar chaves fônicas
ou estruturais
Utilização docontexto Nunca Às Sempre
Vezes

Adivinha excessivamente a partir do contexto

Não utiliza o contexto como chave


de reconhecimento
Substitui palavras de aparência semelhantes,
mas com significados diferentes

Comete divergências que alteram o significado

Comete divergências que produzem disparates

Usado a voz Nunca Às vezes Sempre


Enuncia com dificuldade
Omite o final das palavras
Substitui sons
Gagueja ao ler
Lê com atropelo
A voz parece nervosa ou tensa
O volume da voz é muito alto
O volume da voz é muito baixo
O volume da voz é desagradável

Hábitos de postura Nunca Às vezes Sempre


Segura o texto mais perto

Move a cabeça ao longo da linha


Mantém postura corporal inadequada durante a
leitura
Segue a linha com o dedo ou com a régua

Move o livro sem necessidade

Dá mostras de excessivo cansaço ao ler

Observações:
PROVA DE LEITURA COMPREENSIVA, ESCRITA E VERBALIZAÇÃO
COMPREENSÃO DE TEXTO
Reconheceu Lembrou
Compreensão
Sim Não Sim Não
Detalhes
As ideias principais
Ações em sequência
Relações de causa e efeito
Traços dos personagens do texto

Interpretação Sim Não


Detalhes
As ideias principais
Ações em sequência
Relações de causa e efeito
Traços dos personagens do texto

LEITURA
Velocidade da leitura
( ) Rápida ( ) Lenta ( ) Média ( ) Com ritmo ( ) Sem ritmo

Característica da leitura
( ) Expressiva ( ) Sílaba por sílaba ( ) Vacilante ( ) Palavra por palavra

Atitude
( )Assinala a linha com o dedo ( )Movimenta a cabeça enquanto lê
( )Movimenta apenas os olhos, com coordenação ocular ( ) Assinala a linha com o dedo
( ) Movimenta a cabeça enquanto lê ( ) Movimenta apenas os olhos, com coordenação
ocular

Tipos de erro
( )Omite letras/palavras ( ) Troca letras/palavras ( ) Acrescenta letras ou sílabas
( )Pula linha sem percepção do fato ( ) Substitui palavras por outras ( ) Não obedece à
pontuação

Compreensão de leitura
( ) Compreende o que lê ( ) Compreende apenas parte do que lê ( ) Não compreende o que lê
HABILIDADES DA ESCRITA
Incompreensível e ilegível? ( ) Sim ( ) Não
Falta orientação espacial? ( ) Sim ( ) Não
Faltam sinais de pontuação nas palavras? ( ) Sim ( ) Não
Faltam sinais de pontuação no texto? ( ) Sim ( ) Não
Inversão de letras? ( ) Sim ( ) Não
Há omissão de letras? ( ) Sim ( ) Não
Há aglutinação? ( ) Sim ( ) Não
Confusão de letras ou fonemas parecidos? ( ) Sim ( ) Não
Tem postura ao escrever? ( ) Sim ( ) Não

VERBALIZAÇÃO
Atém-se a detalhes? ( ) Sim ( ) Não
Possui repertório vocabulário? ( ) Sim ( ) Não
Expressa pensamento com lógica? ( ) Sim ( ) Não
Apresenta inibição ao falar? ( ) Sim ( ) Não
Troca letras ou fonemas? ( ) Sim ( ) Não
Fala muito baixo? ( ) Sim ( ) Não
Expressa-se de maneira confusa? ( ) Sim ( ) Não
Conta história com começo, meio e fim? ( ) Sim ( ) Não
Fala em ritmo adequado? ( ) Sim ( ) Não

CONCLUSÃO:

__
__
__

__

__

__

__

__

.........................................................., ........... de ............................ de ............


EXAME DA LINGUAGEM ORAL
Objetivo: Observar como se dá a expressão oral do indivíduo a vista de uma gravura
(recepção visual x expressão oral)

Materiais: Gravuras adequadas à faixa etária a ser avaliada


Revistas
Relação mãe/filho
Situação escolar
Animal
Criança sozinha
Só menino
Só menina

Consigna: “Olhe estas figuras. Escolha a que mais gostou. Agora me conte uma história
sobre ela”.

Correção: Observar a criatividade ou descrição.

Análise qualitativa:
 Se a história tem sentido
 Se existe sequência lógica temporal
 Se existe relação entre fatos e gravuras
 Se há fantasia ou realidade
 Se há alterações fono articulatórias
 Como é o vocabulário: rico, pobre, limitado, adequado a idade e ao
meio, repetitivo
 Sintaxe (verificar o uso correto de advérbios, pronomes,
substantivos, concordância verbal, como a criança utiliza)
 Como a criança articula as palavras
 Troca de palavras
 Anotar como a criança fala.

Importante! Ofertar o máximo de seis ou sete gravuras. Usar este teste no final
da avaliação.

Síntese: [Modelo] “Quanto a linguagem receptiva, observou-se que <sujeito>


compreende ordem simples, no entanto não consegue entender as mais complexas.
No que se refere a linguagem expressiva, apresentou troca, vocabulário pobre,
limitado, não conseguindo elaborar história frente a gravura. Apresenta troca
fonoarticulatória, demonstrou sequência lógica temporal, fazendo relação entre fatos e
gravura. Na sua oralidade apresenta sentido semântico adequado, apresenta fantasia
nos fatos que faz narração. Não faz concordância nominal (...)”
TESTE DE AUDIBILIZAÇÃO
Discriminação fonemática: 24 pares de sílabas para serem distinguidos pela criança
se são iguais ou diferentes.
Consigna: “Vou dizer duas sílabas e você vai me dizer se são iguais ou diferentes”.

Memória
Memória de frases: 6 frases apresentadas que a criança deverá repetir.
Consigna: “Direi algumas frases e gostaria que você os repetisse para mim. Pode repetir
só o que você lembrar. Vou dizer só uma vez, por isso preste atenção”.

Memória de dígitos: Conjunto de dígitos para a criança repetir.


Consigna: “Agora eu direi alguns números e, como fez com as frases, gostaria que me
repetisse”.

Memória de relatos: 3, 4 ,5 e 6 fatos que a criança deve repetir.


Consigna: “Vou contar umas histórias para você e gostaria que me repetisse, se possível,
usando as mesmas palavras”.

Conceituação
Identificação dos absurdos: 6 frases onde os absurdos são indicados pela criança.
Consigna: “Vou dizer algumas frases e gostaria que no final de cada uma delas você me
dissesse se o que aconteceu na frase é absurdo ou não, isto é, pode ou não acontecer e
porque você achou ou não absurdo este fato”.

Identificação de objetos e situações: Identificar um objeto ou situação apresentada.


Consigna: “Vou fazer algumas perguntas e você me responderá como souber”.

Definição de palavras: Palavras que a criança deverá repetir por gestos usos,
descrição etc.
Consigna: “Vou perguntar o que é tal objeto e você me responderá o que souber”.

Organização sintático-semântica – conjunto de três palavras para a criança reunir


significativamente.
Consigna: “Vou dizer algumas palavras e gostaria que você formasse frases com elas”.

Avaliação do vocabulário compreensivo: 23 lâminas com 4 desenho, a criança


deve dizer qual desenho de cada lâmina melhor se encaixa com a palavra dita
pelo examinador.
Consigna: “Vou lhe mostrar algumas figuras e lhe dizer algumas palavras. Diga- me
qual figura melhor representa cada palavra”. (Se necessário, dê um exemplo).
Discriminação Fonética: 24 pares de sílabas para serem distinguidos pela criança se
iguais ou diferentes. Anotar cada par errado.
Consigna: “Vou dizer duas sílabas e você me dirá se elas são iguais ou diferentes”.
pa / pa ( ) ga / ca ( ) za / za ( )
pa / ba ( ) ca / ca ( ) za / sa ( )
bo / pó ( ) fa / fa ( ) chu / zu ( )
bo / bo ( ) fa / va ( ) chu / chu ( )
te / te ( ) ve / ve ( ) go /go ( )
te / de ( ) fe / ve ( ) go / co ( )
do / do ( ) si / zi ( ) je / je ( )
do / to ( ) si / si ( ) je / che ( )
MEMÓRIA

Memória de frases
Consigna: “Eu vou dizer uma frase e gostaria que você a repetisse, pode repetir o que você
lembrar, eu direi uma vez somente, por isso preste atenção”.
1) Lúcia faz bolo para a mãe.
2)O animal feroz caiu no buraco.
3)A linda menina faz as tarefas de casa.
4) No almoço comi arroz, feijão, pão e guisadinho.
5) Um pequeno cachorrinho entrou no pátio de minha casa.
6) Pedro e seu irmão sobem no ônibus que vai para a escola.

Memória de dígitos
Conjunto de dígitos para a criança repetir. Anotar a ordem que foi dita pela criança.
Consigna: “Agora eu direi alguns números e gostaria que você, como fez com as frases, me
repetisse”.
1) 3•8•6 2) 2•7•5 3) 9•0•4 4) 7•3•2 5) 3•4•1•7 6) 6•1•5•8 7) 7•2•0•9 8) 1•5•8•6
9) 9•4•7•3•1 10) 8•4•2•3•9 11) 5•2•1•8•3 12) 7•0•4•9•6

Memória de relatos
3, 4, 5 e 6 fatos que a criança deve repetir e anotar os relatos.
Consigna: “Eu vou contar algumas histórias bem pequenas e gostaria que você repetisse,
se possível usando as mesmas palavras”.
 Relato com três fatos
1) Ontem era domingo.
2) As crianças foram jogar bola.
3) E voltaram cansadas.
 Relato com quatro fatos
4)O menino estava de aniversário.
5) Convidou seus amiguinhos.
6) Todos cantaram parabéns.
7) E ele ficou feliz.
 Relato com cinco fatos
8)A menina foi visitar sua vovó.
9) Que mora perto do parque.
10) Ela andou de roda gigante.
11) Comeu pipoca.
12) E voltou à noite.
 Relato com seis fatos
13) Paulo levou seus brinquedos para a escola.
14) Na hora do recreio brincou com seus amigos.
15) Depois guardou tudo na sacola.
16) Ele esqueceu um carrinho.
17) E na casa chorou muito.
18) Mas no outro dia a professora entregou.
CONCEITUAÇÃO
Identificação dos absurdos: 6 frases onde os absurdos deverão ser apontados pela criança.
Consigna: “Vou dizer algumas frases e no final de cada uma delas você me dirá se o fato que
aconteceu na frase é absurdo ou não, isto é, não pode acontecer ou se pode acontecer e
porque você achou que é absurdo ou não este fato”.
1) O menino e o cachorro calçaram os seus sapatos.
2) As crianças acenderam a fogueira no rio.
3) Como chovia muito o menino jogou-se no lago para não se molhar.
4) Joãozinho tem em casa um gato, um cachorro e um leão.
5) Fui à padaria comprar leite, pão casado e manteiga.
6) Quando faltou luz, o menino foi ver televisão.
Identificação de objetos e situações: Identificar um objeto ou situação apresentada. Anotar as
respostas.
Consigna: “Vou lhe fazer algumas perguntas e você me responderá como souber”.
1) O que serve para cortar carne? 4) Quando se toma banho?
2)O que serve para escrever? 5) Quando se bebe água?
3) Onde se colocam flores?

Definição de palavra: Palavras que a criança deve definir por gestos, usos, descrições etc.
Anotar.
Consigna: “Vou apresentar o que é tal objeto e você me responderá o que souber”.
1) Tesoura. 4) Casa.
2) Chave. 5) Barco.
3) Fruta.

Organização sintático-semântica: 23 lâminas com 4 desenhos, a criança deve


identificar o desenho que melhor se adapte a palavra dita pelo examinador. Verificar os
erros e anotar.
Consigna: “Vou dizer algumas palavras soltas e gostaria que você formasse frases
usando todas as palavras que eu disser”.

1) menino – futebol – domingo 4) viagem – homem – ônibus


2) escola – criança – tarde 5) chuva – inverno – frio
3) praça – balanço – criança

Avaliação do vocabulário compreensivo: 23 lâminas com 4 desenhos, a criança deve


identificar o desenho que melhor se adapte a palavra dita pelo examinador. Verificar os
erros e anotar.
Consigna: “Vou lhe mostrar algumas figuras e dizer uma palavra e você apontará para a figura
que para você representa esta palavra”.

Brinquedo Trabalho Transporte Herói Diversão


Cansado Organizado Descuidado Quente Pensar
Queda Veloz Montar Competir Perigo
Antigo Agradecer Emprestar Ajudar Surpresa
Coragem Rebeldia Alegria
CRIANÇAS DE 5 A 6 ANOS
Grupo Grupo Médio Grupo Médio Grupo
Inferior Inferior Superior Superior
IA Abaixo de 14 De 14 a De 17 a 20 Acima de 20
17
II Abaixo de 20 De 20 a 24 De 24 a 28 Acima de 28
III Abaixo de 27 De 27 a 32 De 32 a 37 Acima de 37
I A + II + III Abaixo de 62 De 62 a 73 De 73 a 84 Acima de 84

CRIANÇAS DE 7ANOS
Grupo Grupo Médio Grupo Médio Grupo
Inferior Inferior Superior Superior
IA Abaixo de 16 De 16 a De 19 a 22 Acima de 22
19
II Abaixo de 20 De 20 a 24 De 24 a 28 Acima de 28
III Abaixo de 27 De 27 a 32 De 32 a 37 Acima de 37
I A + II + III Abaixo de 64 De 64 a 75 De 75 a 86 Acima de 86
LEITURA E ORALIDADE

Operatório concreto (7 a 12 anos)

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.

A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.

Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre
para uma corrida. A lebre muito segura de si, aceitou prontamente.

Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos


lentos, porém, firmes.

Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e


resolveu cochilar.

Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr. Já na reta final, viu
finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente.
Operatório Formal (12 anos em diante)

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a
visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor
quem disse. Essa ideia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida,
de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como
acabou. Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto:
um certo modo de ver.

O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver
pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o
que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um
vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é
que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê.

Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu
escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às
vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a
descortesia de falecer. Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a
mínima ideia.

Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu
lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua
ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente,
coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos
atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o
que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a
própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por
aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
Otto Lara Resende

Fonte: Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992.


ACUIDADE VISUAL (EXAME OCULAR)

A Acuidade visual (AV) é a capacidade do olho para distinguir detalhes espaciais, isto
é, identificar o contorno e a forma dos objetos, e depende de fatores ópticos e neurais: da
nitidez que a imagem chega na retina, da saúde das células retinianas e da capacidade de
interpretação do cérebro.

Escala de Snellen: “E” mágico*

O exemplo clássico de avaliação da AV é a Escala Snellen9, também conhecido como


optótico de Snellen ou escala optométrica de Snellen. Existem muitas variações da tabela de
Snellen, mas em geral elas mostram 11 linhas de letras maiúsculas. A linha superior contém
uma letra (geralmente o "E grande", mas outras letras podem ser usadas). As outras linhas
contêm letras que são progressivamente menores. Em geral, esse teste é aplicado em
crianças idade escolar e não é necessário saber ler para executá-lo.

Para realizar essa avaliação, deve-se posicionar a escala numa parede vazia (sem
janelas) a 1,5 metro do chão aproximadamente. O aluno se senta numa cadeira posicionada a
5 metros da parede, aproximadamente, cobre olho direito com um papel e lê em voz alta as
letras no cartaz, começando na parte superior e se movendo em direção à parte inferior. Se o
aluno usa óculos ou lentes de contato deve permanecer com eles durante o teste.

O teste é repetido com o olho esquerdo e depois com os dois olhos juntos. A menor
fileira de letras que o aluno lê com precisão determina a acuidade visual no olho descoberto.

Se o aluno distinguir bem até a 8ª linha da escala, sua visão é satisfatoriamente normal.
Entretanto, se não for além da 4ª linha, é indicado procurar avaliação médica.

ATENÇÃO! A ESCALA DE SNELLEN NÃO SUBSTITUI O EXAME COMPLETO DE


VISÃO REALIZADO POR UM MÉDICO, mas pode ajudar a descobrir problemas que
necessitam de atenção de um profissional.
Observações durante aavaliação
Se a criança inclina a cabeça Observada
Se a criança vira a cabeça para o lado ( )
Se os olhos da criança estão lacrimejantes ( )
Se a criança franze a testa ou aperta os olhos ( )
Se a criança fecha um olho ( )
Se a criança pisca muito ( )

Sintomas Físicos
Se existe acúmulo de secreção nos cílios Observada
Se os olhos estão inchados (conjuntivite) ( )
Se as pálpebras estão inflamadas ou vermelhas ( )
Se existe secreção ( )
Falta de coordenação na focalização dos olhos ( )
Sensibilidade anormal à luz ( )

Comportamentos e reclamações
Esfrega os olhos constantemente Observada
Tenta melhorara imagem ( )
Apresenta tontura ou náusea após ler ou escrever ( )
Nistagma ( )
Reclama que os olhos estão queimando ou coçando ( )

Quando a criança está olhando para objetos distantes


Se a criança fica com o corpo tenso ou bem rígido Observada
Se existem contorções no rosto para enxergar melhor ( )
Se a criança lança a cabeça para frente ( )

Quando a criança está lendo


Se pisca continuamente Observada
Se segura o livro perto demais ( )
Se segura o livro longe demais ( )
Se está sempre mudando o livro de posição ( )
Se é desatento a leitura ( )
Se cansa muito durante a leitura ( )
Se cobre um olho com a mão ( )
Se inclina a cabeça ( )
Se substitui letras parecidas ( )
Apresenta tendência a perder-se nos parágrafos ( )

Observação: Qualquer destas trocas pode ser problema de acuidade visual:


o – a; h – n; e – ç; n – m; f – t
MEMÓRIA AUDITIVA
Repetição de sentenças

Objetivo: Verificar memória auditiva imediata.

1. Caiu!

2. Papai chegou.

3. Ela saiu ontem.

4. Eles gostam de sorvete.

5. Nós vamos andar de bicicleta.

6. Eu fiz bolo para a professora.

7. José está doente desde a semana passada.

8. Meus amigos correram, correram até chegarem ao esconderijo.

9. Os irmãos pequenos de Geraldo gostam muito de amendoim.

10. Carla foi a cidade comprar uma bonita blusa de festa.

11. O trânsito estava tão violento que um automóvel bateu numa árvore.

12. Escorriam lágrimas dos olhos de Martinha enquanto ela ouvia aquela triste

melodia.

13. As crianças subiram na árvore, colheram as frutas e fizeram um delicioso suco de


limão.
DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA PALAVRAS
IGUAL DIFERENTE

Aplicação: Ambiente calmo e silencioso. Posiciona a criança sentada, de costas


para o examinador e distante cerca de 5 metros. Aplicar as 30 primeiras frases
não havendo erros encerrar. Se houver erros aplicar as outras 30. Calcular
percentual de acertos. Caso haja 20% de erros encaminhar para avaliação
auditiva.

1) GOLA – COLA 31) FERA – FERRA


2) TENTE – DENTE 32)PULO – PITO
3) TATO – TATO 33)GANHA – GANHA
4) FINCO – VINCO 34) JORRO – ZORRO
5) PICO – BICO 35) SACO – SACO
6) FURO – FURO 36) QUEIJO – BEIJO
7) SELO - ZELO 37) TOFFE – HOFE
8) ZONA – ZONA 38) SAGA – SARA
9) GENTE – GENTE 39) CAIO – CAIO
10) MULA – MULA 40) VOSSA – FOSSA
11) FITA – FIDA 41) PAV – CAF
12) SAPO – SABO 42) RUMBA – TUMBA
13) SONHO – SONO 43) BRINCA – BRINCA
14) PONTA – CONTA 44) PONTO – PORTO
15) MUDO – MUDO 45) POSTE – PORTE
16) TRONCO – 46) CLAVE – CLAVE
TRUNCO 47) GLOTE – POTE
17) SUCO – SOCO 48) OPA – OBA
18) RATO – ROTO 49) AÇO – ACHO
19) QUENTE – QUENTE 50) PRETO – PRETO
20) FOCA – FOCA 51) ALHO – OLHO
21) BULA – GULA 52)UMA – EMA
22) VELA – ZELA 53)TOCHA – TOCHA
23)CALA – XALHA 54)TECLA – TECLA
24) DADO – DADO 55)IRA – HORA
25) MOLA – MOLA 56)JOGO – FOGO
26) NEVE – NEVE 57) PELA – DELA
27) CABRA – QUEBRA 58) LENHA – LENHA
28) PANCA – 59) FIGA – FITA
PENCA
60) CAMA – DAMA
29) FOCA – FOCA
30) MUNDO – MUDO
DESENVOLVIMENTO MOTOR

O desenvolvimento motor é a capacidade de usar de forma eficiente os músculos do


corpo obedecendo aos comandos enviados pelo cérebro. É um processo sequencial,
relacionado à idade cronológica, resultado da interação entre os requisitos das tarefas, a
biologia do sujeito e as condições ambientais, e depende das mudanças intelectuais,
emocionais e sociais.

Na infância, em especial, no início do processo de escolarização, é o período em que se


observa um significativo incremento das habilidades motoras, que possibilita à criança um
vasto domínio do seu corpo em diferentes atividades, como: saltar, correr, equilibrar-se num
pé só, rastejar, chutar, arremessar, escrever, etc.

A aquisição de habilidades motoras está ligada ainda ao desenvolvimento da


compreensão do corpo, tempo e espaço, que são essenciais para o domínio corporal para a
aprendizagem motora e para as atividades de formação escolar. Portanto, adquirir um bom
controle motor proporciona à criança construir as noções básicas para o seu
desenvolvimento intelectual.

Tipos de coordenação motora

Coordenação motora geral Consiste no domínio do corpo de


maneira a controlar todos os
movimentos, até os mais rudes.

É essencial para que crianças e


adultos andem, rastejem, pulem e
façam outros exercícios do mesmo
tipo.
Coordenação motora específica Permite o controle os movimentos
específicos para realizar um tipo
determinado de atividade, por exemplo,
jogar futebol e jogar basquete usam
de
coordenações diferentes.
Coordenação motora fina É responsável pela capacidade de
usar de forma precisa e mais eficiente
os pequenos músculos do corpo, para
que assim eles realizem movimentos
mais delicados e específicos que
outros tipos de coordenação motora.
É usada para costurar, escrever,
recortar
ou para digitar.
Coordenação fina
Diadococinesia (Marionetes)
Capacidade de executar movimentos rápidos, repetidos e alternados. Testes de
diadococinesia podem avaliar tanto a fala quanto os membros superiores.
 Coloque-se diante da criança com os braços dobrados na altura dos cotovelos,
lateralmente.
 Balance as mãos de um lado para outro.
 Peça para a criança que observe execute os mesmos movimentos que o
profissional fizer (primeiro com uma e depois com as duas mãos).

Pianotages (Contar com os dedos)


 Com os braços dobrados lateralmente na altura dos cotovelos, encoste
suavemente a ponta de cada dedo na ponta do polegar.
 Pedir para a criança executar o mesmo movimento utilizando apenas uma
e depois a outra mão.

Cópia
 Coloque a folha na horizontal e ofereça lápis colorido.
 Peça para que a criança pegue o lápis e copie o que está vendo.

Coordenação Global
 Andar – Ande pela sala livremente
 Correr – Corra numa determinada direção
 Pegar e arremessar a bola com as duas mãos, em seguida com uma, e
depois com a outra mão.

Equilíbrio Dinâmico
 Andar em uma linha reta
 Andar em uma linha curva
 Andar com um pé na frente do outro
Equilíbrio Estático
 Ficar parado com os pés e os braços ao longo do corpo de olhos fechados
(10 segundos).
 Ficar num pé só (perna dobrada na altura do joelho para trás, permanecer
por 10 segundos). Repetir com o outro pé.
Dissociação
 Abrir e fechar as mãos juntas
 A criança sentada com as mãos sobre a mesa faz o movimento
com a esquerda e a direita.
 Abrir e fechar as mãos alternadamente.
 Dissociação entre mão direita e mão esquerda: a criança bate as duas
mãos sobre a mesa e depois só a direita, novamente as duas e depois só
a direita.
 Dissociação entre mãos e pés: bater um pé e bater palmas, bater o
outro e bater palmas.
Lateralidade
 Qual a sua mão direita?
 Qual a sua mão esquerda?
 Qual seu pé direito?
 Qual seu pé esquerdo?
 Qual seu olho direito?
 Qual minha mão esquerda?
 Qual minha mão direita?
Coloque a:
 Mão ESQUERDA no olho DIREITO
 Mão DIREITA no olho ESQUERDO
 Mão ESQUERDA na orelha DIREITA
 Mão DIREITA na orelha ESQUERDA
 Mão esquerda no olho ESQUERDO
 Mão DIREITA no olho ESQUERDO

Predominância lateral – Dominância da mão


 Atirar a bola
 Pregar um prego
 Escovar os dentes
 Pentear-se
 Girar o trinco da porta
 Escrever dominância do olho
 Telescópio (tubo de cartolina)
 Rifle
Dominância dos pés
 Chutar a bola
 Jogo de amarelinha
Esquema Corporal
 Peça à criança reconhecer as partes do corpo em si e no
examinador. Se a criança tiver mais de 6 anos solicitar mais
detalhadamente.
Orientação Espacial
 O que tem acima de você?
 O que tem abaixo de você?
 O que tem à sua frente?
 O que tem atrás de você?
 De que lado seu está o objeto?
Relação perto – longe
 O que tem perto de você aqui na sala?
 O que tem longe de você aqui na sala?
 Você mora perto ou longe da cidade?
 A clínica é perto ou longe da sua casa?
 Qual das duas (casa ou clínica) é mais perto da cidade?
Orientação Temporal
Noção de velocidade
 Peça para a criança andar devagar
 Peça para a criança andar bem depressa
 Peça para a criança andar depressa e você faz o mesmo percurso a passos
lentos e pergunta quem chegou primeiro e por quê?
 O que anda mais depressa: o coelho ou a tartaruga?
 Como você chega primeiro em um lugar, correndo ou pulando?
Noção de tempo
 O que você estava fazendo antes de vir aqui?
 Qual o exercício que você fez antes deste?
 Para você entrar numa sala em que a porta está fechada, o que você precisa
fazer?
 O que você fez depois que entramos aqui?
 O que você faz depois que põe o pijama?
 O que você faz antes do almoço?
 O que você faz depois do almoço?
Ritmo
 Peça à criança que bata com o lápis sobre a mesa no ritmo dela
 Peça à criança que bata com o lápis na mesa em um ritmo lento e depois
mais rápido.
 Peça à criança que escute bem e faça como o examinador. Suspenda
após quatro estruturas erradas. (colocar um anteparo para que a criança
não veja o lápis enquanto bate).

Ensaio O O
1ª sequência OOO
2ª sequência OO OO
3ª sequência O OO
4ª sequência O O O
5ª sequência OOOO
6ª sequência O OOO
7ª sequência OO O O
8ª sequência O OOO
Psicomotricidade Condutas observadas Observação
Diacocinesia
Coordenação fina Pianotagem
Cópia
Andar livremente
Coordenação Pegar com as duas mãos
global
Arremessar com uma das mãos
Trocar e jogar a bola
Equilíbrio Andar em linha reta
dinâmico Andar em linha curva
Andar com um pé na frente do outro
Ficar parado empé
Equilíbrio estático Manter-se em um pé
Manter-se no outro pé
Abrir e fechar as mãos juntas
Dissociação Abrir e fechar as mãos alternadas
Dissociação entre mão DIREITA e
ESQUERDA
Dissociação entre mãos e pés
Simples em si
Lateralidade Simples em outro
Imitar gestos
Olhos
Predominânci Pés
a lateral
Mãos
Esquema Denominação em si
corporal Denominação o outro
A
B
Posição no espaço C
D
Orientação E
espacial A
B
Relação perto longe C
D
E
F
A
B
Noção de velocidade C
E
F
Orientação A
temporal B
C
Noção de tempo D
E
F
G
Próprio ritmo da criança A
Ritmo Ritmo lento e rápido B
Imitar batidas doexaminador C12345678
COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Materiais:
 Canudo ou miçangas
 Barbante ou fio de nylon
 Tesoura

Peça à criança que corte os canudos em pedaço e passe o fio através dos canudos.
Observar:
Com qual mão a criança usa para passar o fio? _
Consegue executar a tarefa com segurança? ( ) Sim ( ) Não
É desajeitada? ( ) Sim ( ) Não

Ofereça para a criança um desenho para ligar pontos e com tracejado. Observar:
A criança consegue seguir a linha? ( ) Sim ( ) Não
Sabe ligar os pontos? ( ) Sim ( ) Não
Segura bem o lápis? ( ) Sim ( ) Não
Escreve com muita pressão? ( ) Sim ( ) Não
Senta-se corretamente? ( ) Sim ( ) Não
A criança respeita o limite do desenho? ( ) Sim ( ) Não

Ofereça lego para a criança brincar e observe:


A mão utilizada foi: ( ) Direita ( ) Esquerda
Brinca com agilidade? ( ) Sim ( ) Não

Total de pontos:

Conclusão:
PERCEPÇÃO VISUAL

O que está faltando?

Faça igual

Importante! Ainda deve-se incluir a percepção de cor, tamanho, profundidade,


percepção auditiva (utilize rimas, sons de animais, objetos), tátil.
LATERALIDADE

Peça que mostre a mão direita:


Peça que mostre a mão esquerda:
Ofereça um papel com furo no meio, do tamanho de um olho, peça para olhar através da
folha e observe qual o olho que será utilizado:
Conseguiu realizar a tarefa com sucesso? ( ) Sim ( ) Não
Há percepção da lateralidade direita (pé, mão, braço)? ( ) Sim ( ) Não
Coloque três objetos na mesa, um ao lado do outro, pergunte ( ) Sim ( ) Não
quem está à direita e quem está à esquerda
Há lateralidade cruzada (mistura entre os lados)? ( ) Sim ( ) Não
É ambidestra? ( ) Sim ( ) Não

Atenção! Criança com dislexia possui dificuldade com lateralidade:

Apresenta dificuldade em identificar a posição das ( ) Sim ( ) Não


lpe/trqa,sb/d
Faz leitura da direita para esquerda? ( ) Sim ( ) Não
Lê seta ao invés de esta, por exemplo? ( ) Sim ( ) Não
Escreve letras e números invertidos (ex. E/3, 6/9)? ( ) Sim ( ) Não

A partir dos sete anos a criança já é capaz de identificar lateralidade.

Conclusão:
ESPACIAL/TEMPORAL

Faça as seguintes perguntas:

Hoje é ?
Se hoje fosse , quantos dias faltam para sábado?
Se agora fosse , quantos horas faltam para chegar às dez
horas? Que horas você acorda? Que horas você dorme?

Que horas você almoça? Que horas você janta?


Quantos dias tem a semana? Quantos meses tem o ano? _
Sabe me falar as horas do relógio? _

Quebra-cabeças:
Consegue encaixar as peças? ( ) Sim ( ) Não
Observa detalhes da posição? ( ) Sim ( ) Não
Quantos erros?
Peça à criança que identifique posições? Frente, atrás, perto etc.

Conclusão:
ORIENTAÇÃO TEMPORAL

Você sabe me dizer que dia é hoje?


E os outros dias da semana você sabe o nome?
Quantos dias há na semana?

Que dia vem antes de Terça?

E depois?
Em que mês estamos?
E os outros meses, você sabe o nome?

Quantos meses têm no ano?


Em que mês é o dia das crianças?
E o Natal é em que mês?
Você sabe o nome das estações do ano?
Em que estação estamos?
Em que mês você faz aniversário?
Em que ano estamos?

Você sabe identificar as horas em um relógio?


Quantas horas possui um dia?
Quantos minutos tem uma hora?
A que horas você janta? E quando você almoça?
Quando alua aparece? E o sol?
A que horas você levanta? E deita?
Quem é mais velho, você ou seu pai? Porque?
Agora é de manhã, tarde ou noite?
Você escova os dentes quando?
Quando você precisa colocar o casaco de lã?

Quando você coloca uma camisa de mangas curtas?

Você vai à escola no Domingo?


A que horas você entra na escola?
E que você sai?

Observações:
DEFICIT DE ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO

As batatas são cozidas em água fria ( ) Sim ( ) Não

Depois que chove muito, o chão fica todo molhado ( ) Sim ( ) Não

O trem de carga carrega muitos passageiros e só anda nos ( ) Sim ( ) Não


trilhos
O avião é mais rápido que o navio porque voa e o navio não ( ) Sim ( ) Não
Os pintinhos nascem sempre de ovos, mas os gatinhos nascem ( ) Sim ( ) Não
da
barriga da mãe
( ) Sim ( ) Não
Eu gosto de ir ao cinema, lá estudamos muito
Minha mãe assa o bolo na geladeira ( ) Sim ( ) Não
Meu pai é mais velho do que eu, mas meu avô é mais velho ( ) Sim ( ) Não
que meu pai
Os cavalos que moram no chiqueiro e os porcos que moram ( ) Sim ( ) Não
na cocheira são do fazendeiro
Quando vou viajar, eu arrumo minhas roupas e as guardo
( ) Sim ( ) Não
na máquina
INFORMAÇÃO SOCIAL

Seu Nome
Você sabe seu
endereço? Como é o
nome de seu pai?
Quantos anos ele tem?
E o dia do aniversário
dele? Qual o nome da sua
mãe?
Quantos anos ela tem?
E o dia do aniversário
dela? Ela Trabalha?
O que ela faz?
Você mora com que?
Você tem irmãos?
Quantos? O nome é a
idade deles
Com qual você gosta de brincar? Por quê?
Com qual você não gosta de brincar? Por
quê? O que você mais gosta de comer e
beber?
Com o que você mais gosta de
brincar? Que esporte você mais
gosta?
Você torce por algum time? Qual?
Que programa de TV você mais gosta? Você assiste
sempre? Você tem amigos?
O nome deles?
Onde vocês brincam?
Pessoas de quem você
gosta? Porque?
Pessoas de quem você não gosta? Por quê?
DISGRAFIA

A letra pode ser “feia” por causa de um comprometimento na coordenação motora ou por ou
percepção, sendo assim, é necessário fazer observações:
Escrita lenta ( ) Sim ( ) Não
Letra ilegível ( ) Sim ( ) Não
Desorganização da escrita ( ) Sim ( ) Não
Traços fortes ( ) Sim ( ) Não
Falta de orientação espacial ( ) Sim ( ) Não
Texto desorganizado ( ) Sim ( ) Não
Omissão de letras ( ) Sim ( ) Não
Troca de letras, por exemplo: S por 5 ( ) Sim ( ) Não
Espaçamento Irregular ( ) Sim ( ) Não
Desorganização da forma, por exemplo letra grande demais ( ) Sim ( ) Não
ou pequena demais

Total de pontos:

Conclusão:
DISORTOGRAFIA

(Não é letra feia! É o erro da escrita)

A disortografia é caracterizada pela troca de letras, artigos, omissões, adições ou


substituição das letras. Exemplo: “N” pelo “M” ou “P” pelo “B” etc.

O Psicopedagogo deve pedir ao paciente para elaborar uma redação, pois por meio
dela é possível observar a escrita e os erros ortográficos.

Se houver troca de letras, o psicopedagogo deverá perguntar ao paciente se é possível


substituir a letra. Pergunte o porquê da substituição.

(UTILIZAR A TABELA DE PROVAS OPERATÓRIAS)

Total de pontos:

Conclusão:
DISCALCULIA
MODELO 1

Identifica os números com dificuldade ( ) Sim ( ) Não


Dificuldade em estabelecer associação (objetos/ números) ( ) Sim ( ) Não
Falta de habilidade para contar ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender conjuntos ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender quantidade ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender cálculos ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender medidas ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender câmbio ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para compreender símbolos e linguagem ( ) Sim ( ) Não
matemática
Dificuldades para resolver problemas ( ) Sim ( ) Não
Dificuldades para aprender e dizer as horas

Total de pontos:

Conclusão:
DISCALCULIA
MODELO 2

Capacidade de diferenciar números e letras ( ) Sim ( ) Não


Capacidade de associar termos ( ) Sim ( ) Não
Conhecimento sobre sequência numérica simples e capacidade de
contagem alternando os números: de dois em dois; de cinco ( ) Sim ( ) Não
em cinco; de dez em dez e de cem em cem
Capacidade de solucionar problemas simples (adição e
subtração) na forma oral e identificar o número maior entre dois ( ) Sim ( ) Não
apresentados
Capacidade de traduzir números apresentados na forma
escrita para a forma arábica, por exemplo: dois = 2, e por ( ) Sim ( ) Não
apresentação em ordem de complexidade: unidade, dezena,
centena, milhar e centena de milhar
Conhecimento sobre valor posicional dos números ( ) Sim ( ) Não
Capacidade de compor numerais ( ) Sim ( ) Não
Vocabulário e conhecimento dos numerais ( ) Sim ( ) Não
Capacidade de organizar numerais em ordem crescente
( ) Sim ( ) Não
e decrescente
Capacidade de solucionar problemas (adição e
( ) Sim ( ) Não
subtração, multiplicação e divisão)
Capacidade de solucionar problemas com interpretação
de enunciado envolvendo números naturais e racionais ( ) Sim ( ) Não
e interpretação de tabelas e gráficos

Capacidade de se localizar no tempo e espaço ( ) Sim ( ) Não


Conhecimento sobre formas geométricas ( ) Sim ( ) Não

Conclusão:
HABILIDADES MATEMÁTICAS
Reconhece os sinais e códigos? ( ) Sim ( ) Não
Reconhece os números? ( ) Sim ( ) Não
Estabelece igualdade dos conjuntos? ( ) Sim ( ) Não
Sabe argumentar sobre conservação superfície? ( ) Sim ( ) Não
Estabelece igualdade e argumenta sobre o líquido? ( ) Sim ( ) Não
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre matéria? ( ) Sim ( ) Não
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre peso? ( ) Sim ( ) Não
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre volume? ( ) Sim ( ) Não
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre comprimento? ( ) Sim ( ) Não
MUDANÇA DE CRITÉRIO – DICOTOMIA

Sabe classificar por critério? ( ) Sim ( ) Não


Sabe fazer ligações entre elas? ( ) Sim ( ) Não
Realiza a dicotomia usando o critério de cores, tamanhos ( ) Sim ( ) Não
e formas?

INCLUSÃO DE CLASSES
Faz quantificação? ( ) Sim ( ) Não
Responde acertadamente as perguntas de subtração? ( ) Sim ( ) Não
Responde assertivamente a quantificação inclusiva? ( ) Sim ( ) Não

INTERCESSÃO DE CLASSES
Compreende as perguntas de intersecção e inclusão? ( ) Sim ( ) Não
Hesita responder? ( ) Sim ( ) Não
Responde bem todas as perguntas? ( ) Sim ( ) Não

ESPAÇO UNIDIMENSIONAL
Consegue reproduzir a torre exclusivamente pela ( ) Sim ( ) Não
apreciação visual e global?
A percepção visual diminui e começa a usar o próprio
( ) Sim ( ) Não
corpo como elemento de medida?

ESPAÇO BIDIMENSIONAL
Utiliza o material para medir o ponto? ( ) Sim ( ) Não
Utiliza apenas como medida? ( ) Sim ( ) Não
Utiliza as duas dimensões para medir? ( ) Sim ( ) Não
ESPAÇO TRIDIMENSIONAL
Somente realiza cálculos visuais? ( ) Sim ( ) Não
Utiliza várias medidas? ( ) Sim ( ) Não
Utiliza argumentos válidos com facilidade? ( ) Sim ( ) Não

COMBINAÇÃO DE FICHAS
Consegue descobrir possibilidades das diversas ( ) Sim ( ) Não
combinações?
As combinações são incompletas? ( ) Sim ( ) Não
Consegue descobrir várias combinações? ( ) Sim ( ) Não

PERMUTAÇÃO DE FICHAS
Consegue perceber as possibilidades de permutação? ( ) Sim ( ) Não
Realiza permutas incompletas? ( ) Sim ( ) Não
Consegue fazer as permutações? ( ) Sim ( ) Não

PREDIÇÃO – PENSAMENTOFORMAL
Consegue prever a probabilidade da cor verde sair já que possui ( ) Sim ( ) Não
maior quantidade?
Ora consegue prever as possibilidades, ora não consegue? ( ) Sim ( ) Não
Justifica por não conseguir? ( ) Sim ( ) Não

CONCLUSÃO:

.........................................................., ........... de ............................ de ............


LÓGICOMATEMÁTICO

Motivo da Observação:

Quanto à disponibilidade para as atividades propostas, atuação, atenção, interesse:

Atuação nas atividades lúdicas: escolha, respeito a regras, resistência à frustração,


excitação diante da vitória, compreensão de instrumentos e estratégias, pensamento
antecipatório:

Atividades lógico-matemáticas (classificação, seriação):

Técnicas operatórias:
Adição simples de unidades
Adição simples de dezenas
Adição simples de centenas
Subtração simples
Subtração com recurso
Multiplicação com unidades
Multiplicação com dezenas ou centenas
Divisão simples
Divisão até o passo
Atividades de resolução de situações problema:

Raciocínio Operação Resposta Outros recursos


Envolvendo uma operação
Envolvendo mais
operações
Sem dados numéricos

Atividades relativas a série escolar (de acordo com o programa da escola):

Geometria:

Provas operatórias:

Análise do material escolar, conteúdo, desempenho, qualidade de manutenção e


conservação do material, forma de correção:

Material utilizado pela escola:

Alguns aspectos da proposta de trabalho:


Atenção
Parte 1: Instruções

Você fará um teste de com três fases. Veja o exemplo abaixo para executar a primeira
fase do teste. Há uma figura na parte superior (uma cruz) e uma sequência com várias figuras
na parte inferior (quadrados, círculos, triângulos, retângulos, estrelas e cruzes).

Observe que, na sequência de figuras, foram riscadas aquelas que são iguais à figura da
parte superior. Exemplo:

Na folha seguinte haverá uma outra figura na parte superior e uma outra sequência
na parte inferior. Como no exemplo, procure e risque as figuras que forem iguais à figura da
parte superior.

Você terá um minuto para realizar a atividade. Faça o mais rápido que você puder.
Parte 2. Instruções

Nesta segunda fase, haverá duas figuras na parte superior da folha, como no exemplo
abaixo. Observe que, na sequência de figuras, foram riscados os pares que são iguais ao da
parte superior. Exemplo:

Na folha seguinte haverá outras duas figuras na parte superior e uma outra sequência
na parte inferior. Como no exemplo, procure e risque os pares de figuras que forem iguais ao
da parte superior.
Lembre-se de que você deverá riscar somente os pares exatamente iguais ao modelo,
ou seja, que estiverem na mesma ordem. Você também terá um minuto para realizar a
atividade. Faça o mais rápido que você puder.
Parte 3. Instruções

Esta é a terceira e última fase do teste. Veja o exemplo abaixo para executá-la.
Há uma figura no início de cada linha e uma sequência com várias figuras
(quadrados, círculos, triângulos, retângulos, estrelas e cruzes). Foram riscadas, em cada
linha, as figuras que são iguais à primeira figura da linha.
Exemplo:

Abaixo haverá outras linhas, sempre com uma figura inicial e uma sequência de
figuras. Como no exemplo, procure e risque as figuras que forem iguais à primeira figura de
cada linha.

Você terá um minuto para realizar a atividade. Faça o mais rápido que você puder.
TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - TDAH

O questionário denominado SNAP-IV foi construído a partir dos sintomas do


Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de
Psiquiátrica.
ATENÇÃO! Este questionário é apenas um ponto de partida para levantamento
de alguns possíveis sintomas primários do TDAH. O diagnóstico correto e preciso só
pode ser feito por meio de uma longa anamnese com um profissional médico
especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra).
Muitos dos sintomas relacionados podem estar associados a outras
comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições clínicas e psicológicas. Por esse
motivo, qualquer diagnóstico só pode ser fornecido por um profissional médico.
É válido reforçar que o TDAH está dividido em: desatento, hiperativo/impulsivo e
misto
Critérios:
A: Sintomas (vistos na escala).
B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade.
C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos
diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida social e em casa).
D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas.
E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose etc.), os
sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.
Como avaliar:
1 - Se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a 9 = existem mais
sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente.
2 -Se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 18 =
existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa criança ou
adolescente.

O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A)
para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.

IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A!


Escala para diagnóstico de TDAH em crianças aplicada aos pais e professores (MTA-
SNAP-IV)
Parâmetros Nada Um pouco Bastante Demais
Não consegue prestar muita atenção a detalhes
1 ou comete erros por descuido nos trabalhos
da escola ou tarefas
Tem dificuldade para manter atenção em
2
tarefas ou atividades de lazer
Parece não estar ouvindo quando se
3
fala diretamente com ele
Não segue instruções até o fim e não termina os
4
deveres da escola, tarefas ou obrigações
Tem dificuldade para organizar tarefas
5
e atividades
Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade
6 em tarefas que exigem esforço
mental prolongado
Perde coisas necessárias para atividades
7
(brinquedos, livros, deveres de escola, lápis
etc.)
8 Distrai-se facilmente com estímulos externos
9 É esquecido em atividades do dia-a-dia
10 Mexe bastante com as mãos, pés ou na cadeira
1 Sai dos lugares onde se espera que fique
1 sentado
Corre de um lado para outro ou sobe demais
12
nas coisas em situações inapropriadas
Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em
13
atividades de lazer de forma calma
Não tem parada e, frequentemente, está “a
14
mil por hora”
15 Fala em excesso
Responde às perguntas de forma precipitada,
16
antes de terem sido terminadas
17 Tem dificuldade de esperar sua vez
Interrompe os outros ou se intromete (nas
18
conversas, jogos, brincadeiras)
19 Descontrola-se
20 Discute com adultos
Desafia ativamente ou se recusa a atender
21
pedidos ou regras dos adultos
Faz coisas que incomodam os outros de
22
propósito
Culpa os outros pelos seus erros e mau
23
comportamento
É irritável ou facilmente incomodado pelos
24
outros
25 É raivoso e ressentido
26 É rancoroso ou vingativo
Escala para diagnóstico de TDAH em adultos (entrevista com paciente) *
(ASRS-18) Adult self report scale
Às Muito
Parâmetros Nunca Raro Frequente
vezes frequente
1 Com que frequência comete erros por falta de
atenção em projeto chato ou difícil?
2 Com que frequência tem dificuldade para
manter atenção nos trabalhos chatos
ou repetitivos?
3 Com que frequência tem dificuldade para se
concentrar no que as pessoas dizem,
mesmo quando estão falando diretamente
para você?
4 Com que frequência deixa um projeto pela
metade depois de já ter feito as partes
mais
difíceis?
5 Com que frequência tem dificuldade para os
trabalhos que exigem organização?
6 Quando precisa fazer algo que exige muita
concentração, com que frequência você evita
ou adia o início?
7 Com que frequência coloca as coisas fora do
lugar ou tem dificuldade de encontrar as coisas?
8 Com que frequência se distrai com atividades ou
barulho?
9 Com que frequência tem dificuldade para
lembrar de compromissos?
10 Com que frequência fica se mexendo na cadeira,
balançando mãos ou pés quando tem que
ficar sentado algum tempo?
11 Com que frequência se levanta em reuniões ou
outras situações que deveria ficar sentado?
12 Com que frequência se sente inquieto ou
agitado?
13 Com que frequência tem dificuldade para
relaxar ou sossegar quando tem tempo livre?
14 Com que frequência se sente ativo demais
e tendo que fazer as coisas como se
estivesse
“com o motor ligado”?
15 Com que frequência se percebe falando
demais em situações sociais?
16 Com que frequência se percebe terminando as
frases das pessoas antes delas?
17 Com que frequência tem dificuldade para
esperar em situações nas quais cada um tem
sua
vez?
18 Com que frequência interrompe os outros
quando eles estão ocupados?
ESCALA DE TRAÇOS AUTÍSTICOS

A escala a seguir, embora não tenha o escopo de avaliar especificamente uma função
psíquica, é utilizada para avaliação de uma das patologias mais importantes da Psiquiatria
Infantil, o Autismo. Seu ponto de corte é de 15. Pontua-se zero se não houver a presença de
nenhum sintoma, 1 se houver apenas um sintoma e 2 se houver mais de um sintoma em cada
um dos 36 itens, realizando-se uma soma simples dos pontos obtidos.
1) Dificuldade na interação social
O desvio da sociabilidade pode oscilar entre formas leves como, por exemplo, um certo
negativismo e a evita do contato ocular, até formas mais graves, como um intenso
isolamento.
[ ] Não sorri.
[ ] Ausência de aproximações espontâneas.
[ ] Não busca companhia.
[ ] Busca constantemente seu cantinho (esconderijo).
[ ] Evita pessoas.
[ ] É incapaz de manter um intercâmbio social.
[ ] Isolamento intenso.
2) Manipulação do ambiente
O problema da manipulação do ambiente pode apresentar-se em nível mais ou menos
grave, como, por exemplo, não responder às solicitações e manter-se indiferente ao
ambiente. O fato mais comum é a manifestação brusca de crises de birra passageira, risos
incontroláveis e sem motivo, tudo isto com o fim de conseguir ser o centro da atenção.
[ ] Não responde às solicitações.
[ ] Mudança repentina de humor.
[ ] Mantém-se indiferente, sem xpressão.
[ ] Risos compulsivos.
[ ] Birra e raiva passageira.
[ ] Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, falar sem parar).
3) Utilização das pessoas a seu redor
A relação que mantém com o adulto quase nunca é interativa, dado que normalmente se
utiliza do adulto como o meio para conseguir o que deseja.
[ ] Utiliza-se do adulto como um objeto, levando-o até aquilo que deseja.
[ ] O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja (por exemplo,
utiliza o adulto como apoio para pegar biscoito).
[ ] O adulto é o meio para suprir uma necessidade que não é capaz de realizar só
(por exemplo, amarrar sapatos).
[ ] Se o adulto não responde às suas demandas, atua interferindo na conduta
desse adulto.
4) Resistência a mudanças
[ ] A resistência a mudanças pode variar da irritabilidade até franca recusa.
[ ] Insistente em manter a rotina.
[ ] Grande dificuldade em aceitar fatos que alteram sua rotina, tais como
mudanças de lugar, de vestuário e na alimentação.
Apresenta resistência a mudanças, persistindo na mesma resposta
[ ]
ou atividade.
5) Busca de uma ordem rígida
Manifesta tendência a ordenar tudo, podendo chegar a uma conduta de ordem obsessiva,
sem a qual não consegue desenvolver nenhuma atividade.
Ordenação dos objetos de acordo com critérios próprios e pré-
[ ]
estabelecidos.
[ ] Prende-se a uma ordenação espacial (cada coisa sempre em seu lugar).
[ ] Prende-se a uma sequência temporal (Cada coisa em seu tempo).
Prende-se a uma correspondência pessoa-lugar (cada pessoa sempre
[ ]
no lugar determinado)
6) Falta de contato visual (Olhar indefinido)
A falta de contato pode variar desde um olhar estranho até constante evitação dos estímulos
visuais.
[ ] Desvia os olhares diretos, não olhando nos olhos.
[ ] Volta a cabeça ou o olhar quando é chamado (olhar para fora).
[ ] Expressão do olhar vazio e sem vida.
[ ] Quando segue os estímulos com os olhos, somente o faz de maneira
intermitente.
[ ] Fixa os objetos com um olhar periférico, não central.
[ ] Dá a sensação de que não olha.
7) Mímica inexpressiva
A inexpressividade mímica revela a carência da comunicação não verbal. Pode
apresentar, desde uma certa expressividade, até uma ausência total de resposta.
[ ] Se fala, não utiliza a expressão facial, gestual ou vocal com a frequência
esperada.
[ ] Não mostra uma reação antecipatória.
[ ] Não expressa através da mímica ou olhar aquilo que quer ou o que sente.
[ ] Imobilidade facial.
8) Distúrbios de sono
Quando pequeno dorme muitas horas e, quando maior, dorme poucas horas, se
comparado ao padrão esperado para a idade. Esta conduta pode ser constante, ou
não.
[ ] Não quer ir dormir.
[ ] Levanta-se muito cedo.
[ ] Sono irregular (em intervalos).
[ ] Troca ou dia pela noite.
[ ] Dorme poucas horas.
9) Alteração na alimentação
[ ] Pode ser quantitativa e/ou qualitativa. Pode incluir situações, desde
aquela em que a criança deixa de se alimentar, até aquela em que se
opõe ativamente.
[ ] Seletividade alimentar rígida (por exemplo, come o mesmo tipo de alimento
sempre).
[ ] Come outras coisas além de alimentos (papel, insetos).
[ ] Quando pequeno não mastigava.
[ ] Apresenta uma atividade ruminante.
[ ] Vômitos.
[ ] Come grosseiramente, esparrama a comida ou a atira.
[ ] Rituais (esfarela alimentos antes da ingestão).
[ ] Ausência de paladar (falta de sensibilidade gustativa).
10) Dificuldade no controle dos esfíncteres
O controle dos esfíncteres pode existir, porém a sua utilização pode ser uma forma de
manipular ou chamar a atenção do adulto.
[ ] Medo de sentar-se no vaso sanitário.
[ ] Utiliza os esfíncteres para manipular o adulto.
[ ] Utiliza os esfíncteres como estimulação corporal, para obtenção de prazer.
[ ] Tem controle diurno, porém o noturno é tardio ou ausente.
11) Exploração dos objetos (apalpar, chupar)
Analisa os objetos sensorialmente, requisitando mais os outros órgãos dos sentidos em
detrimento da visão, porém sem uma finalidade específica.
[ ] Morde e engole objetos não alimentares.
[ ] Chupa e coloca as coisas na boca.
[ ] Cheira tudo.
[ ] Apalpa tudo.
[ ] Examina as superfícies com os dedos de uma maneira minuciosa.
12) Uso inapropriado dos objetos
Não utiliza os objetos de modo funcional, mas sim de uma forma bizarra.
[ ] Ignora os objetos ou mostra um interesse momentâneo.
[ ] Pega, golpeia ou simplesmente os atira no chão.
[ ] Conduta atípica com os objetos (segura indiferentemente nas mãos ou
gira).
[ ] Carrega insistentemente consigo determinado objeto.
[ ] Se interessa somente por uma parte do objeto ou do brinquedo.
[ ] Coleciona objetos estranhos.
[ ] Utiliza os objetos de forma particular e inadequada.
13) Falta de atenção
Dificuldades na atenção e concentração. Às vezes, fixa a atenção em suas próprias produções
sonoras ou motoras, dando a sensação de que se encontra ausente.
[ ] Quando realiza uma atividade, fixa a atenção por curto espaço de tempo ou
é incapaz de fixá-la.
[ ] Age como se fosse surdo.
[ ] Tempo de latência de resposta aumentado. Entende as instruções com
dificuldade (quando não lhe interessa, não as entende).
[ ] Resposta retardada.
[ ] Muitas vezes dá a sensação de ausência.
14) Ausência de interesse pela aprendizagem
Não tem nenhum interesse por aprender, buscando solução nos demais. Aprender representa
um esforço de atenção e de intercâmbio pessoal, é uma ruptura em sua rotina.
[ ] Não quer aprender.
[ ] Cansa-se muito depressa, ainda que de atividade que goste.
[ ] Esquece rapidamente.
[ ] Insiste em ser ajudado, ainda que saiba fazer.
[ ] Insiste constantemente em mudar de atividade.
15) Falta de iniciativa
Busca constantemente a comodidade e espera que lhe deem tudo pronto. Não realiza
nenhuma atividade funcional por iniciativa própria.
[ ] É incapaz de ter iniciativa própria.
[ ] Busca a comodidade.
[ ] Passividade, falta de interesse.
[ ] Lentidão.
[ ] Prefere que outro faça o trabalho para
ele.
16) Alteração de linguagem e comunicação
É uma característica fundamental do autismo, que pode variar desde um atraso de linguagem
até formas mais graves, com uso exclusivo de fala particular e estranha.
[ ] Mutismo.
[ ] Estereotipias vocais.
[ ] Entonação incorreta.
[ ] Ecolalia imediata e/ou retardada.
[ ] Repetição de palavras ou frases que podem (ou não) ter valor
comunicativo.
[ ] Emite sons estereotipados quando está agitado e em outras ocasiões, sem
nenhuma razão aparente.
[ ] Não se comunica por gestos.
[ ] As interações com adulto não são nunca um diálogo.
17) Não manifesta habilidades e conhecimentos
Nunca manifesta tudo aquilo que é capaz de fazer ou agir, no que diz respeito a seus
conhecimentos e habilidades, dificultando a avaliação dos profissionais.
[ ] Ainda que saiba fazer uma coisa, não a realiza, se não quiser.
[ ] Não demonstra o que sabe, até ter uma necessidade primária ou um
interesse eminentemente específico.
[ ] Aprende coisas, porém somente a demonstra em determinados lugares
e com determinadas pessoas.
[ ] Às vezes, surpreende por suas habilidades inesperadas.
18) Reações inapropriadas ante a frustração
Manifesta desde o aborrecimento à reação de cólera, ante a frustração.
[ ] Reações de desagrado caso seja esquecida alguma coisa.
[ ] Reações de desagrado caso seja interrompida alguma atividade que goste.
[ ] Desgostoso quando os desejos e as expectativas não se cumprem.
[ ] Reações de birra.

19) Não assume responsabilidades


Por princípio, é incapaz de fazer-se responsável, necessitando de ordens sucessivas
para realizar algo.
[ ] Não assume nenhuma responsabilidade, por menor que seja.
[ ] Para chegar a fazer alguma coisa, há que se repetir muitas vezes ou elevar o
tom de voz.
20) Hiperatividade/ Hipoatividade
A criança pode apresentar desde agitação, excitação desordenada e incontrolada, até
grande passividade, com ausência total de resposta. Estes comportamentos não têm
nenhuma finalidade.
[ ] A criança está constantemente em movimento.
[ ] Mesmo estimulada, não se move.
[ ] Barulhento.
[ ] Dá a sensação de que é obrigado a fazer ruído/barulho.
[ ] Vai de um lugar a outro, sem parar.
[ ] Fica pulando (saltando) no mesmo lugar.
[ ] Não se move nunca do lugar onde está sentado.

21) Movimentos estereotipados e repetitivos


Ocorrem em situações de repouso ou atividade, com início repentino.
[ ] Balanceia-se.
[ ] Olha e brinca com as mãos e os dedos.
[ ] Tapa os olhos e as orelhas.
[ ] Dá pontapés.
[ ] Faz caretas e movimentos estranhos com a face.
[ ] Roda objetos ou sobre si mesmo.
[ ] Caminha na ponta dos pés ou saltando, arrasta os pés, anda fazendo
movimentos estranhos.
[ ] Torce o corpo, mantém uma postura desequilibrada, pernas dobradas, cabeça
recolhida aos pés, extensões violentas do corpo.

22) Ignora o perigo


Expõe-se a riscos sem ter consciência do perigo.
[ ] Não se dá conta do perigo.
[ ] Sobe em todos os lugares.
[ ] Parece insensível à dor.

23) Aparecimento antes dos 36 meses (DSM-IV)


DETECTAR AUTISMO E SINDROME DE ASPEGER

Perguntas Sim Não As vezes


Prefiro fazer as coisas acompanhado a fazer sozinho:

Prefiro fazer as coisas sempre da mesma forma

Se tento imaginar algo, torna-se fácil criar uma


imagem na minha mente:
Muitas vezes, estou tão concentrado numa coisa que
não consigo perceber mais nada ao meu redor:
Frequentemente ouço sons tão baixos que ninguém
escuta
Costumo observar as placas dos carros ou coisas
parecidas:
Algumas pessoas comentam que fui mal-educado,
mesmo eu achando que fui educado naquele
momento
Quando estou lendo uma história, posso imaginar
facilmente como as personagens se parecem
Sou fascinado por datas:

Num grupo de amigos ou familiares, me saio bem em


qualquer assunto:
Adoro vida social

Percebo detalhes que outras pessoas não


percebem
Prefiro frequentar bibliotecas a ir às festas

Invento histórias com facilidade

Sou atraído mais por pessoas do que por objetos

Sou atraído por certas coisas, mas se não consigo


conquistá-las fico muito chateado
Gosto muito de conversar com amigos

Sou fascinado por números

Quando estou lendo, acho difícil compreender o


comportamento das personagens
Não gosto de livros

Não gosto de fazer novas amizades

Não gosto de mudar minha rotina

Compreendo o que é falado nas “entrelinhas”

Concentro-me mais no todo do que nas partes:

Acho fácil fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo

Gosto de fazer as coisas espontaneamente


Demoro a entender piadas

Acho fácil entender o que a outra pessoa está


pensando ou sentindo
Quando alguém interrompe o que faço, volto
facilmente onde parei e recomeço
Gosto de conversas descontraídas

Sou cuidadoso e planejo minhas atividades

Gosto de encontros sociais

Sou habilidoso com as pessoas

Gosto de jogar, brincar com outras pessoas

Pontos:

Conclusão:
TESTE PARA ALTAS HABILIDADES
JEAN-CHARLES TERRASSIER
ASSOCIAÇÃO NACIONAL PARA CRIANÇAS SUPERDOTADAS (ANPEIP)

A CRIANÇA:
Aprendeu a ler antes de entrar na escola?
Sozinha: 7 pontos | Com ajuda: 5 pontos

Lê muitos livros rapidamente?


2 pontos

Manifesta interesse por enciclopédias e dicionários?


2 pontos

Prefere a companhia de crianças mais velhas?


2 pontos

Gosta de conversar com adultos?


2 pontos

Faz perguntas variadas e originais?


2 pontos

Quer sempre saber o “porque” de tudo?


1 ponto

Faz observações de extrema perspicácia sobre assuntos que lhe interessam?


2pontos

Tem grande capacidade de fazer críticas e de julgar seus pares?


1 ponto

Manifesta tedio diante de atividades rotineiras ou repetitivas?


1 ponto

É muito sensível a injustiças, mesmo se a vítima não é ela?


1 ponto

Tem enorme senso de humor?


2pontos

Usa um vocabulário rico para fazer reflexões profundas?


2 pontos
Adora jogos de estratégia e de desafio, e se sai muito bem neles?
2 pontos

É querida pelos colegas de escola?


1 ponto

Prefere trabalhar sozinha?


2pontos

Tem interesse pelo universo e pela pré-história?


2 pontos

Tira boas notas sem estudar?


2 pontos

Tem uma grande sensibilidade para a música e para as artes?


2 pontos

Está sempre mudando de hobby?


1 ponto

Total de pontos:
AVALIAÇÕES PARA CRIANÇAS DE 6-7 ANOS DE IDADE

Organização sequencial
 Histórias em tirinhas
 Completar sentenças
 Avaliar as funções executivas, a atenção, a concentração, memória

Processamento auditivo
 Ritmos/sons
 Palavras simétricas
 Memória

Processamento visual
 Figuras incompletas
 Figura/fundo
 Reconhecimento de figuras e imagens

Processamento visuoespacial
 Copiar letras e palavras
 Compreensão de comando do enunciado
 Organização espacial

O que o profissional precisa observar e avaliar?


 Memórias (de todos os sentidos)
 Atenção
 Planejamento
 Funções executivas
 Organização execução
 Sequência lógica
 Linguagem
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PROFISSIONAL
PARA REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO
São partes no presente instrumento particular de Contrato de Prestação de Serviço Profissional, de um lado,
como CONTRATADO/A: CAMILLA SANTOS BUERGER, portadora do RG 2555448, CPF 037304979-01,
com certificado de pós-graduação Lato Sensu em Psicopedagogia, registrado na UNIVERSIDADE
CASTELO BRANCO, sob nº 00225, fls.62225, livro nº 242-A.
E, de outro, como CONTRATANTE: O/A Sr./a ....................................................................................................
portador/a do RG .........................................................., CPF ......................................................., residente e
domiciliado/a na cidade de .......................................................................................... pelos serviços de
atendimento Psicopedagógico pela profissional, o/a CONTRATANTE se compromete pagar ao/à
CONTRATADO/A a importância de R$ ..............., ........................... (reais) por cada encontro realizado.
O valor total referente aos atendimentos fica no valor mensal de R$ ..............., ..................................
NORMAS DE FUNCIONAMENTO:
Temos por finalidade o esclarecimento de alguns critérios básicos que englobam o êxito do tratamento, a fim
de estabelecer com esses procedimentos a igualdade de direito e deveres que norteiam nossos interesses
comuns.
DO PAGAMENTO
1. Deverá ser efetuado no primeiro dia de atendimento, o valor mensal pela quantidade total no mês.
2. O não comparecimento deverá ser informado com antecedência de no mínimo 24 horas.
3. O tempo de duração são de 50 minutos, ficando o atraso na responsabilidade do cliente
4. Caso o não comparecimento seja do profissional, a sessão não será cobrada ou veremos a
possibilidade de reposição.

A SUA DEDICAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL

Cordialmente, Camilla Santos Buerger

Estou ciente das normas de funcionamento.

.........................................................., ........... de ............................ de ............

NOME DO CLIENTE
RELATÓRIO
Profissional:
Área de atendimento:
Data: Hora:
Nome do paciente:
Endereço:
Telefone:
Queixa:
Responsável:
CPF:

RELATÓRIO: Deve conter a queixa, as hipóteses, os testes realizados, os


resultados e as conclusões do psicopedagogo/a.

ENCAMINHAMENTO:
 Psiquiatra
 Psicólogo
 Neurologista
 Neuropsicopedagogo
 Psicopedagogia
 Nutricionista
 Psicoterapia
 Clínica Médica
 Outros:

INDICAÇÃO:
RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO
O (NOME DO ALUNO/PACIENTE),
(IDADE), está em acompanhamento psicopedagógico na/o
(NOME DA CLÍNICA) por apresentar (QUEIXA);
Foi encaminhado pela escola por apresentar dificuldade em respeitar regras, não aceitar
ser contrariado, não se relacionar bem com os pares, não gostar de dividir brinquedos.
O paciente foi submetido a testes de Provas Cognitivas e de Projeção familiar. No
teste de provas Cognitivas não apresentou dificuldade de aprendizagem, pelo contrário,
apresentou muita facilidade para aprender, entretanto, no teste de projeção familiar, revelou
alguns traços que devem ser observados e acompanhados, pois o paciente tem idade
inferior a sete anos:
– Fuga ao meio e desajuste emocional;
– Introversão e fraco índice de socialização; tensão;
– Agressividade, insegurança e medo e sentimento de vazio.
Com base nos resultados, a família foi orientada a não brigar na frente da criança,
não usar a violência na educação e disciplina, a mudar a alimentação e o horário de
dormir da criança, precisa de no mínimo oito horas, também foi solicitado para não
permitir uso de jogos ou desenhos que apresentassem cenas de violência, para que
tenha o seu desenvolvimento emocional e psicológico num meio ambiente que não
estimule a violência, pois desde pequena idade teve contato com vários jogos que eram
impróprios para sua idade e para o bom desenvolvimento das funções executivas, bem
como para êxito da intervenção psicopedagógica. Os pais foram orientados a realizarem
uma reeducação da rotina e da conduta familiar.
Os profissionais do concluíram que o paciente tem traços das patologias CID
F.84 associado ao F.90, mas devido a pouca idade ainda é cedo para fechar o
diagnóstico, necessitando refazer após os oito anos de idade. Porém,
independentemente do laudo médico e de outros profissionais da área de saúde, o papel
da família é fundamental para o bom resultado da intervenção, por isso, os familiares
foram orientados da importância do meio ambiente para o desenvolvimento saudável e
dos estímulos sensórias, emocionais, motores, cognitivos.
Para que a criança tenha bom desenvolvimento, é necessário estímulos de
socialização, utilização de regras, hábitos saudáveis, hierarquia familiar e de atividades
diárias para habilitar as funções cerebrais ao desenvolvimento e maturação. A
socialização deve ser estimulada com brincadeiras, jogos, arte, atividade física. Deve-
se trabalhar as frustrações, a insegurança, o medo e com atividades e jogos que
favoreçam o equilíbrio emocional, além de acompanhamento psicológico.
O (NOME DA CLÍNICA) acredita que a família é a base para que em qualquer
intervenção o resultado seja positivo. O caso do Dr. Fallon, neurocientista da
Universidade da Califórnia nos EUA, é uma prova concreta de que o gene não é
determinante na conduta da pessoa, mas sim o meio ambiente onde está inserida.

(carimbo e assinatura do/a profissional)


CBO 239425
RELATÓRIO PARA A ESCOLA

O (NOME DO ALUNO/PACIENTE),
(IDADE), foi submetido à avaliação psicopedagógica pela
(NOME DA CLÍNICA) por apresentar (QUEIXA);
não consegue interpretar enunciados; foi encaminhado pela escola por apresentar
dificuldade de aprendizagem.
O paciente foi submetido às seguintes Provas Cognitivas e Projetivas:
 Atenção/concentração;
 Funções Executivas (autonomia, flexibilidade, controle inibitório);
 Leitura e comunicação;
 Raciocínio lógico e matemático;
 Desenvolvimento cognitivo, psicológico e motor;
 Provas Projetivas da família, escola, professor e festa de aniversário.
Com base nos resultados, os pais foram orientados a estimular o desenvolvimento
cognitivo e emocional da paciente (NOME), que se encontra no nível Pré-silabico, sendo
incompatível a idade cronológica com a idade mental e cognitiva.
Nas provas Cognitivas apresentou dificuldade na leitura, escrita, não conseguiu
fazer associações nome/objeto, número/nome e valores, não consegue distinguir
direita/esquerda, no teste de projeção escolar, não apresentou vínculo com a escola
nem com a aprendizagem. O aprendente é compatível com o nível pré-silábico, devendo
ter suas atividades escolares compatível com o nível mental e cognitivo. O reforço
Escolar ajudará a ajustar o nível cognitivo e mental.
Os profissionais do (NOME DA CLÍNICA) concluíram que o paciente tem traços das
patologias CID F.70 leve, portanto, é fundamental para o bom resultado da intervenção,
que a criança seja acompanhada por um psicopedagogo e que estimule o
desenvolvimento das funções executivas, funções cognitivas e do sistema emocional.
Os familiares foram orientados da importância do meio ambiente para o
desenvolvimento saudável e dos estímulos sensórias, emocionais, motores, cognitivos.
Para que a criança tenha bom desenvolvimento, é necessário estímulo de
socialização, utilização de regras, hábitos saudáveis, hierarquia familiar e de atividades
diárias para habilitar as funções cerebrais ao desenvolvimento e maturação. A
socialização deve ser estimulada com brincadeiras, jogos, arte, atividade física. Deve - se
trabalhar as frustrações, a insegurança, o medo e com atividades e jogos que favoreçam o
equilíbrio emocional, além de acompanhamento psicológico.
O (NOME DA CLÍNICA) acredita que a família é a base para que em qualquer intervenção
o resultado seja positivo.
DEVOLUTIVA

I. Identificação:
Nome:
Idade: anos
Data de nascimento: / /
Escolaridade:
Repetência:
Instituição:
Filiação - Pai:
Mãe:
Encaminhamento: Escola/Coordenação pedagógica Localidade:

II. QUEIXA PPRINCIPAL


Dificuldades de leitura e concentração durante as aulas. Baixo rendimento escolar.
Notas baixas.
(CITE AS DIFICULDADES)

III. PERÍODO DE AVALIAÇÃO NÚMERO DE SESSÕES


15- 02-2017 a 16-04-2017
05 Sessões

IV. INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO UTILIZADOS


CAIXA LÚDICA
EOCA
Entrevista com o sujeito
Entrevista com a escola

- Testes Projetivos
Teste da Pareja Educativa
Teste Vínculo escolar

- Testes Pedagógicos
Avaliação de leitura e escrita
Análise do material escolar
Anamnese com a mãe e o pai

- Testes Operativos
Intercessão de classes; Conservação de superfície; Conservação de matéria;
Separação de palitos; Combinação de fichas; Teste de memória de curto prazo; Esquema
corporal; Lateralidade; Tamanho; Quantidade; Discriminação Visual; Discriminação Auditiva
verbalização da Palavra; Analise - Síntese Coordenação Motora Fina; Provas de
Orientação temporal; Teste de memória auditiva

IV. SÍNTESE DIAGNÓSTICA:


A partir das informações coletadas com a utilização de instrumentos de avaliação
psicopedagógica e das observações obtidas durante as sessões chegamos a seguinte
síntese diagnóstica.
a) COGNITIVOS
Não possui a conservação de números e quantidades, das massas volume de líquido,
dificuldades para classificar maior e menor, antecessor e sucessor... (DESCREVA SUAS
OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES)
b) ASPECTOS PEDAGÓGICOS
Leitura: Nível pré-silábico, dificuldades para seguir a leitura na sequência. Escrita: Apresenta
traçado forte, troca de fonemas e vogais.
Raciocínio matemático: Dificuldades para lembrar o passo a passo, ausência de quantificação
de inclusão de classes, seriação com anteparo.
(DESCREVA SUAS OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES)
c) ASPECTOS AFETIVOS-SOCIAIS
Em ambiente escolar, apresenta desatenção, agitação e impulsividade. Remexe-se na cadeira
com frequência, agita as mãos.
Apresenta inconstância de humor, irritação nos períodos de provas. Dificuldades para se
organizar e planejar.
Tem dificuldade em seguir regras, esperar a sua vez. Dificuldades para organizar as
atividades escolares.
Envolve-se em situações perigosas sem avaliar riscos e consequências. (DESCREVA SUAS
OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES)
V. SÍNTESE DOS RESULTADOS
Buscamos então obter uma compreensão global da forma de aprender e dos desvios que
estão ocorrendo no caso em estudo.
Diante das análises dos testes, entrevista e atividades proposta nas sessões
psicopedagógicas, concluímos que ....................................................................................................... (RELATE
SUAS CONCLUSSÕES E POSSÍVEIS ENCAMINHAMENTOS)
Orientações Psicopedagógicas
Refazer o processo de alfabetização, com material adaptado de acordo com a necessidade
da criança.
Atividades Educacional Propostas
Reabilitação de leitura Reabilitação da escrita.
Intervenção para técnica de concentração e memória.
VII. RECOMENDAÇÕES E ENCAMINHAMENTO
a) ORIENTAÇÃO À ESCOLA:
Escola e pais devem trabalhar juntos para orientar o aluno. É preciso rever assuntos que não
aprendeu.
Estimular sua autoestima, elogiá-lo quando houver progresso, por mínimo que seja. Fazer
o contato visual ao passar-lhe uma informação, certificar se compreendeu o ponto de
partida dos temas que estão sendo aplicado.
Trabalhar com agenda.
b) ORIENTAÇÃO À FAMÍLIA:
Descreva e pontuem aos pais quais são as responsabilidades e intervenções familiares.
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
RELATÓRIO

A Psicopedagogia Institucional é uma espécie de consultoria especializada na área de


educação e saúde que visa prevenir e intervir nos processos de aprendizagem e seus
impedimentos, ela é a responsável pela organização e planejamento pedagógico para
promover aprendizagem e sucesso escolar.
O ensino e a aprendizagem dependem muito da capacitação dos professores e dos
envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. O professor precisa conhecer a teoria de
Freud em relação à educação, a teoria de Piaget, Vygotsky e tantos outros teóricos bons que
tanto contribuíram para educação. Sem tais conhecimentos o professor pode cometer erros
gravíssimos em sala de aula e até promover a evasão escolar.
É importante saber lidar com a transferência que a criança faz e que o professor não seja
narcisista e saiba promover a construção do conhecimento, sabendo diferenciar as diversas
dificuldades de aprendizagem e saber ajudar os alunos a superá-la. Se o professor não tiver
conhecimento adequado não saberá trabalhar a inclusão, ele fará o contrário, promoverá a
exclusão social e a evasão escolar.
A metodologia de ensino adotada e os recursos em sala de aula podem contribuir
muito para aquisição de conhecimento, entretanto, se a metodologia de ensino adotada não
for boa pode ocorrer uma dificuldade de aprendizagem. Ao implantar um projeto
educacional a instituição precisa ter cuidado em escolher a metodologia, os recursos e
promover a interação aluno e professor, e estimular a troca de culturas entre os alunos, é
nessa troca de conhecimentos que a criança se socializa e aprende a lidar com as
diferenças e a respeitá-las.
A instituição precisa inserir no contrato de ensino sua metodologia, seus valores
culturais e suas crenças, para que os pais conheçam o que será trabalhado na educação dos
alunos. O psicopedagogo pode atuar em qualquer área institucional, não só em escolas, como
consultor científico em todos os lugares onde haja um aprendiz. O psicopedagogo atuará
organizando projetos na área de saúde e educação de forma preventiva e interventiva de
dificuldade da aprendizagem e seus processos impeditivos e promovendo o bem-estar das
pessoas relacionadas à aprendizagem.
AVALIAÇÃO ESCOLAR

DADOS ESCOLARES
Nome:
Endereço:
Data em que foi fundada:
Modalidade de ensino:
Número de funcionários especializados e atribuição:
Número de funcionários técnicos e atribuição:
Número de alunos:
Número de alunos por turma:
Proposta pedagógica: objetivos de ensino
Orientação Educacional: modelo teórico e prática
Orientação Religiosa:

DIVISÃO POR TURMAS


Procedimentos para lidar com
Número de Número de Número de Sistema de
Nível de ensino
alunos professores turmas avaliação DA’s

Ensino Infantil

Ensino fundamental

RELATÓRIO
Descrever tudo que observou, todos os dados levantados, as hipóteses, enfim,
relatar tudo que foi feito e fechar com uma conclusão.
Nome
Psicopedagog
a CBO:
239425

ATESTADO

Atesto, para os devidos fins, que ,


R.G. , estará sob acompanhamento psicopedagógico neste
consultório, no período das às horas todas às
, necessitando que o/a mesmo/a
fique ausente por um período pré determinado pelos pais e escola das
atividades educacionais na data referida.

.........................................................., ........... de ............................ de ............

Assinatura do Responsável Psicopedagoga


FICHA DE FREQUÊNCIA

Nome:
Data de nascimento:
Idade:

Data Número da Sessão Observações











10ª
FICHA CONTROLE PAGAMENTO MENSAL
Nome:
Responsável:

Presença Assinatura Assinatura


Data Procedimento Pagamento
Ausência (Psicopedagoga) (Responsável)

Presença Assinatura Assinatura


Data Procedimento Pagamento
Ausência (Psicopedagoga) (Responsável)

ASSINATURA DO CLIENTE OU RESPONSÁVEL