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Teorias curriculares

Trabalho Docente

As teorias curriculares versam sobre a função e as perspectivas do


currículo no contexto educacional. Elas dividem-se em
tradicionais, críticas e pós-críticas.
As teorias curriculares são importantes formas de
compreensão do currículo
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O currículo, mais do que uma simples enumeração de conteúdos


e diretrizes a serem trabalhados em sala de aula pelos professores
ao longo das diferentes fases da vida escolar dos estudantes, é
uma construção histórica e também cultural que sofre, ao longo
do tempo, transformação em suas definições. Por esse motivo,
para o professor, é preciso não só conhecer os temas concernentes
ao currículo de suas áreas de atuação, como também o sentido
expresso por sua orientação curricular.

Por esse motivo, o conceito de currículo na educação foi se


transformando ao longo do tempo, e diferentes correntes
pedagógicas são responsáveis por abordar a sua dinâmica e suas
funções. Assim, diferentes autores enumeram de distintas formas
as várias teorias curriculares, de forma que abordaremos a seguir
as correntes apontadas por Silva (2003)¹. No entanto, vale
ressaltar que existem outras formas e perspectivas, a depender do
autor escolhido.

Dessa forma, podemos distinguir três notórias teorias curriculares:


as tradicionais, as críticas e as pós-críticas.
Teorias tradicionais do currículo

As teorias curriculares tradicionais, também chamadas de teorias


técnicas, foram promovidas na primeira metade do século XX,
sobretudo por John Franklin Bobbitt, que associava as disciplinas
curriculares a uma questão puramente mecânica. Nessa
perspectiva, o sistema educacional estaria conceitualmente
atrelado ao sistema industrial, que, na época, vivia os paradigmas
da administração científica, também conhecida como Taylorismo.

Assim, da mesma forma que o Taylorismo buscava a


padronização, a imposição de regras no ambiente produtivo, o
trabalho repetitivo e com base em divisões específicas de tarefas,
além da produção em massa, as teorias tradicionais também
seguiram essa lógica no princípio do currículo. Dessa forma, o
currículo era visto como uma instrução mecânica em que se
elaborava a listagem de assuntos impostos que deveriam ser
ensinados pelo professor e memorizados (repetidos) pelos
estudantes.

Nesse sentido, a elaboração do currículo limitava-se a ser uma


atividade burocrática, desprovida de sentido e fundamentada na
concepção de que o ensino estava centrado na figura do professor,
que transmitia conhecimentos específicos aos alunos, estes vistos
apenas como meros repetidores dos assuntos apresentados.

Teorias críticas do currículo

As teorias curriculares críticas basearam o seu plano teórico nas


concepções marxistas e também nos ideários da chamada Teoria
Crítica, vinculada a autores da Escola de Frankfurt, notadamente
Max Horkheimer e Theodor Adorno. Outra influência importante
foi composta pelos autores da chamada Nova Sociologia da
Educação, tais como Pierre Bourdieu e Louis Althusser.

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Esses autores conheceram uma maior crescente de suas teorias na


década de 1960, compreendendo que tanto a escola como a
educação em si são instrumentos de reprodução e legitimação das
desigualdades sociais propriamente constituídas no seio da
sociedade capitalista. Nesse sentido, o currículo estaria atrelado
aos interesses e conceitos das classes dominantes, não estando
diretamente fundamentado ao contexto dos grupos sociais
subordinados.

Assim sendo, a função do currículo, mais do que um conjunto


coordenado e ordenado de matérias, seria também a de conter
uma estrutura crítica que permitisse uma perspectiva libertadora e
conceitualmente crítica em favorecimento das massas populares.
As práticas curriculares, nesse sentido, eram vistas como um
espaço de defesa das lutas no campo cultural e social.

Teorias pós-críticas do currículo

Já as teorias curriculares pós-críticas emergiram a partir das


décadas de 1970 e 1980, partindo dos princípios da
fenomenologia, do pós-estruturalismo e dos ideais multiculturais.
Assim como as teorias críticas, a perspectiva pós-crítica criticou
duramente as teorias tradicionais, mas elevaram as suas condições
para além da questão das classes sociais, indo direto ao foco
principal: o sujeito.

Desse modo, mais do que a realidade social dos indivíduos, era


preciso compreender também os estigmas étnicos e culturais, tais
como a racialidade, o gênero, a orientação sexual e todos os
elementos próprios das diferenças entre as pessoas. Nesse sentido,
era preciso estabelecer o combate à opressão de grupos
semanticamente marginalizados e lutar por sua inclusão no meio
social.

As teorias pós-críticas consideravam que o currículo tradicional


atuava como o legitimador dos modus operandi dos preconceitos
que se estabelecem pela sociedade. Assim, a sua função era a de
se adaptar ao contexto específico dos estudantes para que o aluno
compreendesse nos costumes e práticas do outro uma relação de
diversidade e respeito. Além do mais, em um viés pós-
estruturalista, o currículo passou a considerar a ideia de que não
existe um conhecimento único e verdadeiro, sendo esse uma
questão de perspectiva histórica, ou seja, que se transforma nos
diferentes tempos e lugares.

_________________________

Ver: SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma


introdução às teorias do currículo. 2ª ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2003.

Por Me. Rodolfo Alves Pena

https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-
docente/teorias-curriculares.htm
TEORIAS DO CURRÍCULO: CONCEPÇÕES,
VERDADES E CONTRADIÇÕES CHAVES,
Ozinei dos Santos(1); ALENCAR, Mary Sônia
Dutra de(2) (1)Universidade Estácio do
Amazonas, (2) Universidade Estácio do
Amazonas, RESUMO O presente artigo tem
como finalidade analisar e discutir as teorias do
currículo mostrando concepções, contradições
e verdades existentes que cada teoria revela
em suas premissas. Para o desenvolvimento
da pesquisa foram feitas leituras analíticas de
textos, de livros e artigos de diversos teóricos
autores, caracterizando com isso, um estudo
bastante aprofundado e totalmente
bibliográfico, de cunho e fundamento teórico.
Os resultados obtidos revelam que o currículo
atual carrega marcas tradicionais que ao longo
dos tempos foram plantadas e enraizadas na
prática curricular das instituições de ensino.
Logo, faz necessário um embasamento das
teorias críticas e pós-críticas para que haja a
concretização de um currículo que engendra
nossa identidade, que desenvolva nossa
subjetividade e que represente quem somos.
Palavras-chaves: Teorias do Currículo;
Concepções; Verdades e Contradições.
INTRODUÇÃO Afinal, qual a etimologia da
palavra currículo? O que realmente é um
currículo? Em que contexto apareceu o
currículo? O que é uma teoria do currículo?
Quais as principais teorias do currículo? O que
diferencia uma das outras? A verdade é fazer
com que essas perguntas sejam respondidas
de maneira clara e objetiva, até porque o
grande desafio deste artigo é proporcionar um
referencial de informações úteis e necessárias
quanto a estes questionamentos. Com isso,
esta obra oferece um fundamento teórico que
permitirá os esclarecimentos de várias
questões relacionadas ao currículo. A
fundamentação que norteou este estudo
baseia-se nas ideias e concepções de vários
teóricos, sendo: Silva (2010); Amorim (2010);
Lopes (2006); Moreira (1990); Sacristán (2000).
A obra caracteriza-se por ser bibliográfica
porque busca por meio destes teóricos a base
de sustentação e fundamentação teórica.
Quando falamos de teorias do currículo, não
paramos para analisar o quanto essas teorias
revelam verdades e contradições. Dessa forma,
currículo pode ser visto compreendido
2 e interpretado de várias maneiras, sejam elas
de um ponto de vista tradicional, crítico e
póscrítico. Da tradicional ao pós-crítico, as
teorias do currículo partilham a mesma
preocupação, ou seja, as questões de poder.
Dessa maneira, vão ser as ligações entre
significados, identidade e poder que passam a
ser evidenciadas. O currículo sempre é visto
com um olhar de inocência porque não há a
preocupação de questionar suas origens e
suas motivações ocultas. Até porque, quando
se questiona a fundo todas as conexões que
envolvem o currículo em si, abre-se uma
brecha de confirmação de que as categorias
curriculares e pedagógicas são de fato, dadas
como naturais. E que a partir daí, o currículo é
olhado de forma crítica e póscrítica. TEORIAS
DO CURRÍCULO: Concepções, verdades e
contradições Etimologicamente a palavra
currículo vem do grego Curriculum que quer
dizer pista de corrida. E isso nos leva a
entender que o significado do currículo é uma
trajetória, um caminho, uma trilha percorrida
pelo homem no sentido de compreender o
mundo, a sociedade. Só que esse currículo é
uma questão de identidade e poder segundo
Silva (2010). Para gerar uma discussão
compreensiva faz-se necessário destacar
alguns conceitos de currículo para que haja um
entendimento das teorias que norteiam o
trabalho de muitas escolas e de muitos
educadores. De acordo com Lopes (2006): [...]
o currículo se tece em cada escola com a carga
de seus participantes, que trazem para cada
ação pedagógica de sua cultura e de sua
memória de outras escolas e de outros
cotidianos nos quais vive. É nessa grande rede
cotidiana, formada de múltiplas redes de
subjetividade, que cada um de nós traçamos
nossas histórias de aluno/aluna e de
professor/professora. O grande tapete que é o
currículo de cada escola, também sabemos
todos, nos enreda com os outros formando
tramas diferentes e mais belas ou menos belas,
de acordo com as relações culturais que
mantemos e do tipo de memória que nós temos
de escola [...]. Essa visão de currículo existe
uma consonância com as ideias da Silva (2005,
p.15): O currículo é sempre resultado de uma
seleção: de um universo mais amplo de
conhecimentos e saberes seleciona-se aquela
parte que vai constituir precisamente o
currículo. Nesse mesmo raciocínio o mesmo
autor diz que a seleção que constitui o
3 currículo é o resultado de um processo que
reflete os interesses particulares das classes e
grupos dominantes. Segundo Sacristán (2000):
O currículo deve ser entendido como processo
que envolve uma multiplicidade de relações,
abertas ou tácitas, em diversos âmbitos, que
vão dá prescrição à ação, das decisões
administrativas às práticas pedagógicas, na
escola como instituição e nas unidades
escolares especificamente. Para compreendê-
lo e, principalmente, para elaborá-lo e
implementá-lo de modo a transformar o ensino,
é preciso refletir sobre grandes questões. Em
essência, o currículo deveria contribuir para a
total e plena construção da identidade dos
alunos e, além disso, deveria também estimular
as capacidades, as competências, o
discernimento e a análise crítica dos alunos.
Essa é uma concepção mais construtiva do
currículo e não representa aquilo que de fato o
currículo está inserido. E que de acordo com
Amorim, (2010): Assim, partindo de uma
concepção de currículo que o compreende
como aquilo que ocorre nas escolas e salas de
aulas como resultado da interação entre os
sujeitos do ato educativo e o objeto de
conhecimento, entende-se que este artefato
está em complexas relações de poder.
(AMORIM, 2010, p.456) Essa sim é uma das
concepções que revela a fundo o que de fato o
currículo atual representa. Quando se refere à
questão da relação de poder com o currículo,
está implícito que este artefato é um produto ou
uma peça de reprodução e alienação de um
pequeno grupo social que detém em particular
a seleção daquilo que será ensinado para o
aluno no decorrer de sua trajetória educacional.
Muito se pergunta como o currículo atual se
baseia. E muitas são as dúvidas em torno
desta questão. Más, Silva (2010, p.35) diz que
o currículo da escola está baseado na cultura
dominante: ele se expressa na linguagem
dominante, ele é transmitido através do código
cultural dominante. E o mesmo autor continua
dizendo na página 46 que o currículo está
estreitamente relacionado às estruturas
econômicas e sociais mais amplas. Por outro
lado: Assim, o currículo é concebido como uma
produção social, como um artefato que
expressa à construção coletiva daquela
instituição e que organiza o conjunto das
experiências de conhecimentos a serem
proporcionados aos educandos. Essa produção
social, portanto, só pode ser pensada e
organizada de forma coletiva, por toda a
comunidade escolar. (AMORIM, 2010, p. 457)
Analisando essa concepção entende-se que o
currículo deveria ser organizado coletivamente
pelos membros da comunidade escolar. Ao
falar dessa comunidade refiro-me a todos,
sejam os gestores, professores, os alunos, os
pais dos alunos e a todos que fazem parte
4 direta e indiretamente do processo
educacional. Ao analisar o contexto histórico do
currículo percebe-se que ele surgiu pela
primeira vez nos Estados Unidos, anos vinte
como tema particular, ou seja, como um objeto
de estudo e pesquisa. Segundo Silva (2010) o
currículo surgiu: Em conexão com o processo
de industrialização e os movimentos
migratórios, que intensificavam a massificação
da escolarização, houve um impulso, por parte
de pessoas ligadas, sobretudo à administração
da educação, para racionalizar o processo de
construção, desenvolvimento e testagem de
currículo. (SILVA, 2010, p.120) Com essa
conotação de campo específico de estudo,
Bobbitt em um de seus livros chamado The
Curriculum via o currículo como um sistema
racional de rendimentos educacionais,
cuidados e medidos com rigor específico. O
padrão estabelecido por essa visão é um
modelo de fábrica. Então, o que ele queria
dizer é que os alunos, os aprendizes devem ser
demandados como uma peça manufaturada.
Segundo essa concepção curricular de Bobbitt,
Silva (2010) nos diz que o currículo é
supostamente isso: a especificação precisa de
objetivos, procedimentos e métodos para a
obtenção de resultados que possam ser
precisamente mensurados. O que precisa ser
dito é que Bobbitt com relação aos outros
teóricos foi criar uma ideia específica, ou seja,
uma ideia própria de currículo. Teorias
Tradicionais As teorias baseadas nos modelos
tradicionais simplesmente não se preocupam
em discutir, questionar ou problematizar
radicalmente as organizações educacionais, às
configurações influentes de conhecimento, ou a
estrutura social preponderante que atua
disfarçadamente nas escolas. Elas valorizam:
ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia,
didática, organização, planejamento, eficiência
e objetivos. Elas estão no patamar ou de
acordo com o modelo econômico em que vive a
maioria dos países. Nesse sentido, o currículo
em si atua de forma capitalista. Como nos
mostra Silva (2010): O currículo é capitalista. O
currículo reproduz culturalmente- as estruturas
sociais. O currículo tem um papel decisivo na
reprodução da estrutura de classes da
5 sociedade capitalista. O currículo é um
aparelho ideológico do Estado capitalista. O
currículo transmite a ideologia dominante. O
currículo é, em suma, um território político.
(SILVA, 2010, p.148) E isso nos leva a
entender que no pano de fundo dessas teorias
existe um processo de reprodução do currículo.
Como nos mostra Silva (2010, p.30) as teorias
tradicionais eram teorias de aceitação, ajuste e
adaptação. Quando se fala de aceitação, ajuste
e adaptação isso nos leva a acreditar que
essas teorias apenas reproduzem e se
relacionam em conexão com os aparelhos
ideológicos do Estado. Teorias Críticas Essas
teorias nascem e se configuram como críticas
através de diversos movimentos sociais
principalmente nos anos 60, período este que
foi marcado por inquietações e mudanças no
tecido de alguns países, principalmente na
França e nos Estados Unidos. Dessa maneira,
Silva (2010) nos mostra que os diversos
movimentos que fizeram parte dessas
mudanças foram: Os movimentos de
independência das antigas coloniais europeias;
os protestos estudantis na França e em vários
outros países; a continuação do movimento dos
direitos civis nos Estados Unidos; os protestos
contra a guerra do Vietnã; os movimentos de
contracultura; o movimento feminista; a
liberação sexual; as lutas contra a ditadura
militar no Brasil. (SILVA, 2010, p.29). Todos
esses movimentos sociais contribuíram para a
configuração e para a confirmação, do que são
hoje as teorias críticas. Essas teorias também
nascem através do movimento de
conceptualização, movimento este que era
contra a concepção tecnicista do currículo.
Caracterizou-se como um movimento de
insatisfação, de inquietação e de crítica aos
padrões tecnocráticos estabelecidos pelos
primeiros modelos de currículo, como o de
Bobbitt e de Tyler. Teorias pós-críticas Nesse
tipo de teoria, o currículo é entendido com algo
que gera uma referência de gêneros.
Caracterizam-se por criticar a fundo todo tipo
de depreciação de progresso cultural e
6 histórico de grupos étnicos. Colocam-se a
favor do reconhecimento das formas culturais
dos mais diversos grupos sociais. As teorias
pós-críticas posicionam-se na busca por um
currículo multicultural (identidade, alteridade e
diferença), currículo este que implica na
capacidade de entender, respeitar e apreciar a
outra cultura mesmo esta sendo a cultura
diferente. São teorias baseadas nas ideias de
aceitação, de prestígio e familiaridade amigável
entre e com as diversas culturas existentes.
Essas teorias são ainda mais
problematizadoras que as críticas, como se
fosse estender cada vez mais nossa
compreensão com relação aos processos de
dominação, a síntese da atividade de poder
desenvolvidas nas semelhanças de gênero,
etnia, raça e sexualidade. Dessa maneira, Silva
(2010, p ) nos ensina que as teorias pós-
críticas olham com desconfiança para
conceitos como alienação, emancipação,
libertação, autonomia, que supõem, todos, uma
essência subjetiva que foi alterada e precisa
ser restaurada. Outra verdade é que essas
teorias não só ampliam como também
modificam ainda mais aquilo que as teorias
críticas problematizaram e questionaram no
curso de ações. Elas esclarecem que o poder
não pode de forma alguma ser centralizado.
Nas teorias pós-críticas, entretanto, o poder
torna-se descentralizado. O poder não tem
mais um único centro, como o Estado, por
exemplo. O poder está espalhado por toda a
rede social. ( Silva, 2010, p.148). As teorias
pós-críticas olham para a subjetividade e
afirmam que ela é sempre social. São contra
todo tipo de conhecimento congruente,
centralizado e singular, como também, a
função do modelo que o currículo exerce nas
escolas e nas instituições de ensino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir das
discussões geradas no decorrer deste artigo
pode-se considerar que o currículo pode ser
visto e concebido de um ponto de tradicional,
crítico e pós-crítico através e por meio de
teorias. Logo, essas teorias têm de funções de:
naturalizar, desnaturalizar e transformar o
currículo em si. Outra função dessas teorias é
de buscar justificativas de seleção dos
conhecimentos.
7 Más quando se concebe o currículo numa
visão tradicional a tendência é naturalizar, é
mecanizar o currículo. É também, encarar esse
currículo como acabado, neutro e
desinteressado. A preocupação do currículo
nessa concepção é de organização. Dessa
forma, quando se encara o currículo numa
concepção crítica, a inclinação se dá a partir do
questionamento, da crítica e da
problematização desse currículo formativo
atual. Outra consideração que se tira de todo
esse estudo é saber que o currículo visto e
entendido anteriormente com dado, natural,
técnico. Más quando esse currículo passa a ser
concebido com uma visão pós-crítica, ele
passa a ser encarado e visto não apenas com
um olhar inocente e sim, com um olhar mais
crítico, questionador, problematizado e até
mesmo com relação às teorias críticas. Quando
assumimos uma postura pós-crítica do
currículo, automaticamente, ampliamos e
modificamos nossa visão e concepção de
currículo. Dessa maneira, as teorias do
currículo embasadas no modelo pós-crítico
contribuem para a construção das identidades,
para o desenvolvimento das potencialidades,
da criatividade e da subjetividade. São por
causa dessas discordâncias entre teorias que
as instituições de ensino devem procurar
analisar e discutir qual o currículo que seja
aceitável a sua proposta pedagógica e para
que alcance a finalidade desejada. Portanto,
torna-se um grande desafio construir de fato
um currículo que forja a nossa identidade, que
respeite a nossa subjetividade e que
represente de verdade quem de fato nós
somos. REFERÊNCIAS AMORIM, Ana Luisa
Nogueira de. Educação infantil e currículo:
compassos e descompassos entre os aspectos
teóricos, legais e políticos. Espaço Currículo,
v.3. n.1, p p , março de 2010 a setembro de
LOPES, Alice C. Pensamento e política
curricular entrevista com William Pinar. In:
Políticas de currículo em múltiplos contextos.
São Paulo: Cortez, MOREIRA, Antônio Flávio
Barbosa. Currículos e Programas no Brasil.
Campinas: Papirus, 1990.
8 SACRISTÁN, J.G; PÉREZ GÓMES, A.I.
Compreender e transformar o ensino. Porto
Alegre: ArtMed, SILVA, Tomaz Tadeu da.
Documentos de identidade: uma introdução às
teorias do currículo. 3.ed. -1. reimp Belo
Horizonte: Autêntica, 2010

- Currículos, padrões educacionais e


legislação
- Diferenças entre BNCC, PCN e
Diretrizes Curriculares (Papo de
Educador)

Teorias de Currículo Revisão


(IMPORTANTE)