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1ª AVALIAÇÃO DE GEOLOGIA DO BRASIL (PERÍODO 2004.2) PROFESSORA: HELENICE VITAL

1. Com base em características tectono-sedimentares a placa Sul-Americana, pode ser subdivida em quatro domínios distintos. Quais são eles e quais as suas principais características, principalmente na região brasileira?

2. Quais as principais bacias intracratônicas brasileiras? Como estas foram preenchidas? Qual

a semelhança entre elas?

3. Discorra sobre a evolução da margem continental brasileira. Existe diferença do ponto de vista evolutivo ao longo de toda esta região?

4. A Bacia Potiguar está inserida em qual (is) domínio (s)? Quais as suas principais características? Qual a sua importância?

5. A Bacia de Sergipe-Alagoas encontra-se em qual domínio? Quais os principais pontos observados nas aulas virtuais durante o curso? Qual a sua importância?

QUESTÕES DE 1ª AVALIAÇÃO PROFESSORA: HELENICE VITAL

1. Em qual (is) domínio(s) da margem Atlântica a Bacia Potiguar esta inserida? Explique qual

a importância deste(s) domínio(s) para a produção de óleo e gás brasileira?

2. Compare o Paleozóico das bacias do Amazonas e do Parnaíba (Maranhão) em termos de registro sedimentar, sistemas deposicionais e evolução climática.

3. Compare as colunas litoestratigráficas das bacias do recôncavo e Sergipe/Alagoas enfatizando suas semelhanças e diferenças.

4. Descreva sucintamente a evolução da margem continental brasileira.

1ª AVALIAÇÃO DE GEOLOGIA DO BRASIL (PERÍODO 2008.2) PROFESSORA: MARCELA MARQUES VIEIRA

1. Discorra sobre as diferenças das bacias sedimentares vista em sala. (Bacia do Paraná, Bacia do Recôncavo e Bacia Sergipe-Alagoas).

2. Escolha uma bacia sedimentar e fale sobre a sua localização, tamanho, limites, evolução, formações e etc.

QUESTÕES DE 2ª AVALIAÇÃO

PROFESSOR: FERNANDO CESÁR

1.

Discorra sobre o greenstone belt do Rio Itapicuru (estratigrafia, deformação, metamorfismo, geocronologia, etc.). Encontra-se localizado na porção NE da Bahia, no Bloco Serrinha. É do proterozóico inferior, com idade de 2.3-2.2 Ga. Dentro do contexto geotectônico está inserido numa bacia de back arc. Possui aproximadamente 100 Km de extensão com trend NS, e inflexão para E-W na porção sul. Do ponto de vista estratigráfico a seqüência supracrustal pode ser dividida em três

domínios: máfico (basaltos), félsico (andesitos, dacitos, piroclásticas) e sedimentar (xistos, meta

conglomerados,

).

Duas fases de deformação ocorreram: uma fase precoce tangencial (SE) por

volta de 2.127 Ga (granito de Barrocas) e uma fase transcorrente sinistral por volta de 2.1 Ga (granito de Nordestina). O grau metamórfico predominante é fácies xisto verde, mas também ocorre anfibolito, e as principais mineralizações são as de ouro em zonas de cisalhamento (2.084 Ga).

2.

Fale sobre a geologia do embasamento do Craton S. Francisco na porção S / SE do estado da Bahia (Região da Denominada Costa Atlântica). Corresponde a um dos Domínios do Cinturão Granulítico Jequié-Itabuna englobando parte do Cinturão Salvador-Curaçá ou Cinturão móvel da costa atlântica. Neste domínio destacam-se 3 diferentes grupos litológicos:

Granulitos básicos com biotita situado na parte W do domínio de idade em torno de 2,4 Ga.

Granulitos básicos, intermediários a ácidos são predominantes com idade em torno de 2,6 a 2,9 Ga.

Granulitos básicos com granada situado no extremo E com idade em torno de 2,9 Ga. Esta região inclui uma seqüência supracrustal constituída por kinzigitos, camadas de barita e manganês, BIFs, etc

No ponto de vista estrutural, esse domínio marca 3 fases:

F 1 – Dobras recumbentes com vergência para W e eixos subhorizontais F 2 – Dobras isoclinais apertadas com eixo subhorizontais e planos axiais subverticais F 3 – É responsável pelas estruturas dômicas, interpretadas como padrão de interferência.

3. Discorra sobre a evolução geotectônica do embasamento do Craton S. Francisco na porção

sul-sudeste do estado da Bahia (Blocos Gavião e Jequié). Formação de bacias inter/intracratônicas a 3.0 –3.1 Ga com rifteamento do bloco Gavião. Posterior fechamento das bacias por movimentos compressivos gerando os greenstone belts de Umburanas, Ccontendas-Mirante e Uranoi com a colisão dos Blocos Gaviao e Jequié (2.1-2.0Ga) e o cinturão Itabuna-Salvaador-Curaçá. No Bloco Gaviao ocorreram dois grupos de TTG`s. O mais antigo tem idade de 3.4-3.2 Ga (Sete Voltas/Boa Vista, Mata Verde e Tonalito Bernarda) e o segundo de 3.2-3.1 Ga (Granitóides Serra do Eixo/Mariana/Piripá) tendo sofrido contaminaçao crustal. As rochas do Bloco Gaviao reequilibradas no fácies anfibolito. Esta fusão ocorreu a 2.8-2.7 Ga. A colisão de idade paleoproterozóica entre os Blocos Gaviao, Jequié e o Bloco Itabuna- Salvador-Curaçá no sentido NW-SE gerou vários greenstone belts e estruturas tectonicas como rampas frontais, com tectonica tangencial sobrepondo tectonicamente o bloco Itabuna-Salvador- Curaçá no Bloco Jequié e os dois sobre o Bloco Gavião. O espessamento crustal provocado por esse tectonismo transformou as rochas do bloco Jequié de fácies anfibolito para fácies granulito. Essa Tectonica tangencial modificou também a zonação metamórfica original. Tardiamente ocorreram intrusões charnoquíticas a norte do Bloco Jequié com idade de 2.0 Ga sincronicamente a intrusões graníticas peraluminosas nos outros blocos. Essa última suíte comprova inversão metamórfica como propoe o modelo de evoluçao. Em 2.1-1.9 ocorreram deformaçoes tardias produzindo zonas de cisalhamento sinistrais onde se alojam corpos sieníticos na maioria das vezes intrudindo esses granitos.

4. A porção SE do craton S. Francisco no estado da Bahia é compreendida pelo cinturão

granulítico Jequié-Itabuna. Discorra sobre este cinturão. Trata-se de uma das maiores províncias granulíticas aflorantes no mundo, através do qual foi possível, com base em diferencias na tectônica, petrografia e química dividir esta região em três domínios: Jequié-Mucuipe-Maracás, Ipiaú e Costa Atlântica. - O Domínio Jequié-Mucuipe-Maracás corresponde ao complexo Jequié de Cordani (1973). É constituído litologicamente por: Enderbitos, charnoenderbitos, charnockitos e gabro-anortositos,

re-equilibrados no fácies granulito com idades de 2,7 a 2,8 Ga. E rochas orto e paraderivadas metamorfisadas (por vezes migmatizadas) no fácies granulito. - Domínio Ipiaú corresponde à porção central da área, limitada a W pela Falha de Teolândia

e a E pela Zona Transicional das fácies anfibolito-granulito. São rochas orto e paraderivadas, metamorfisadas no fácies anfibolito. Granitos Itagiba, Dário Meira, Teolândia. Localmente incluem migmatitos. - Domínio da Costa Atlântica engloba parte do bloco Itabuna. Com base em diferenças de petrografia, tectônica e química das rochas, podem ser identificados três grupos litológicos:

Granulitos básicos com biotita (parte W do domínio) com idade ~2,4 Ga.

Granulitos básicos, intermediários e ácidos com idades de 2,6 a 2,9 Ga.

Granulitos básicos com granadas (extremo este) com idade ~2,9 Ga.

5. Sintetize a geologia e a evolução geotectônica da porção nordeste do Craton São Francisco.

A porção NE do craton é formada por rochas metamórficas de alto grau (parte do cinturão

salvador-curaçá); no bloco Serrinha é composto por terrenos de alto a médio grau metamórfico,

arqueanos, variavelmente retrabalhados no Proterozóico inferior como os complexos Uauá (gnaisses bandados, migmatitos, anfibolitos e seqüências supracrustais) e complexo Santa Luz

(gnaisses bandados de composição granítica-granodiorítica com níveis pouco expressivos de calciossilicáticas); além destes complexos encontra-se ainda o greenstone belt do Rio Itapicurú. Entre os blocos Serrinha e Mairi (caracterizado por TTgs toleíticos) está o sienito de Itiuba que foi intrudido ao longo de uma zona transcorrente. O complexo Caraíba é caracterizado por gnaisses intermediários félsicos e migmatitos. Ainda ocorrem rochas máficas-ultramáficas, calciossilicáticas, BIFS e granitóides alcalinos que cortam todas as unidades litoestratigráficas. O metamorfismo é do fácies anfibolito/granulito. A deformação é polifásica com três etapas:

- dobras sem raiz, intrafoliais

- dobras são raras

- dobras não cilíndricas, apertadas, com vergência para E.

Os principais episódios da evolução do embasamento do Cráton do São Francisco na parte NE da Bahia, tiveram início no Mesoarqueano, com a consolidação de um bloco crustal, talvez com dimensões continentais (Bloco de Serrinha + Cráton do Congo + Bloco Mairi), gerando os Complexos Santa Luz e Uauá. Os registros neoarqueanos ocorrem no Cinturão Salvador-Curaçá, com a geração de crosta oceânica (Suíte São José do Jacuípe e parte do Complexo Tanque Novo-

Ipirá) e de plútons de natureza TTG (Complexo Caraíba). No Paleoproterozóico (Sideriano/Riaciano precoce) processou-se, em regime extensional sobre o Bloco Serrinha, a

formação dos greenstone belts do Rio Itapicuru e do Rio Capim. Durante o evento Transamazônico, no Riaciano, o conjunto bloco crustal – cinturão móvel é submetido à deformação e metamorfismo, cujo pico, entre 2,07 e 2,08Ga, atingiu a fácies granulito na faixa móvel e as fácies xisto verde e anfibolito no terreno greenstone. A deformação atribuída ao Paleoproterozóico (Ciclo Transamazônico) foi intensa o suficiente para obliterar quase por completo os elementos estruturais de orogêneses anteriores. A esse evento, associam-se também inúmeras intrusões de rochas granitóides em ambos domínios. Há evidencias de tectônica de nappes com cavalgamento para W. O processo colisional (Mairi-Serrinha) foi seguido de transcorrência sinistral NS, associadas a dobras com planos axiais subverticais.

6. Discorra sobre as coberturas do Proterozóico Médio e Superior do Craton são Francisco. Estas coberturas estão inseridas nos supergrupos Espinhaço (Setentrional e Chapada

Diamantina) e São Francisco (Bacias de Irecê, Utinga e São Francisco).

O supergrupo Espinhaço (Setentrional) é formado pelos grupos Borda Leste (rochas efusivas

ácidas, quartzitos e filito) e Serra Geral (quartzitos fluviais e eólicos, filitos granadíferos e

grafitosos). O supergrupo espinhaço (Chapada Diamantina) é composto pelos grupos Paraguaçu (quartzitos feldspáticos, siltitos, folhelhos e conglomerados) e grupo Chapada Diamantina. Este último é composto pelas formações Tombador (base; arenitos fluviais e eólicos, conglomerados

diamantíferos próximos a cidade de Lençóis) Formação Cabloco (intermediário; passagem gradativa de arenitos para rochas pelíticas e arenitos finos, estromatólitos, tapetes algais; plataforma marinha rasa) e Formação Morro do Chapéu (conglomerados, arenitos e lamitos; deltáico e plataforma marinha rasa, raro eólico).

O supergrupo São Francisco é composto pelos grupos Macaúbas (base; diamictitos e tilitos,

glacial) Bambuí (sedimentos siliciclásticos e calcáreos interestratificados na bacia do são Francisco)

e grupo Una (diamictitos da formação bebedouro e carbonatos da formação salitre; marinho raso e planície de maré).

O modelo evolutivo proposto para os supergrupo Espinhaço e São Francisco podem ser

divididos em sete estágios principais:

- estiramento crustal;

- soerguimento com exposição subaérea, geração de uma discordância de caráter regional;

- novo episódio de subsidência;

- importante descida e subida do nível do mar;

- glaciação Bebedouro-Macaúbas;

7º - eventos compressivos e desenvolvimento das faixas marginais.

7. No continente sul-americano existem três grandes compartimentos geotectônicos; um destes compartimentos onde o Brasil está inserido, existem três importantes escudos. Nomeie os termos sublinhados. a) Plataforma Sul-americana; Plataforma Patagônica; Faixa de dobramentos dos Andes. b) Escudos das guianas, Brasil central e Atlântico.

QUESTÕES DE 3ª AVALIAÇÃO

PROFESSOR: FERNANDO CESÁR

1. Discorra sobre a geologia da Faixa Brasília.

2. Escolha uma das Faixas Marginais do Craton S. Francisco e discorra sobre ela.

3. De acordo com a literatura mais recente, três etapas moldam a evolução das unidades

litológicas/estruturais da região amazônica. Discorra, de forma sucinta, estas etapas.

4. Sintetize os conhecimentos sobre a Província Borborema.

5. Discorra de forma sucinta sobre a compartimentação geotectônica da Província da Borborema.

6. Sintetize a geologia da Faixa Seridó (estratigrafia, deformação, idade, caráter mono ou

policíclico, etc.).

7. Os temas, Cinturão orogênico Araguaia - Faixa Ribeira - Cinturão Dom Feliciano -

Quadrilátero Ferrífero - Província de Carajás - Faixa Paraguai - Metalogênese da Plataforma Sul-americana foram alvo de seminários. Elimine aquele que você apresentou e, entre os demais, escolha um entre eles e resuma seus conhecimentos.

3ª AVALIAÇÃO DE GEOLOGIA DO BRASIL

(PERÍODO 2008.2)

PROFESSORA: FERNANDO CESÁR

1. No continente sul-americano existem três grandes compartimentos geotectônicos; um destes compartimentos onde o Brasil está inserido, existem três importantes escudos. Nomeie os termos sublinhados.(1,5)

a) Plataforma Sul-americana; Plataforma Patagônica; Faixa de dobramentos dos Andes. b) Escudos das guianas, Brasil central e Atlântico.

2. Sintetize a geologia e a evolução geotectônica da porção nordeste do Craton São Francisco (Bloco Mairi e Bloco Serrinha). (6,0)

3. Discorra sobre a geologia da Faixa Sergipana. (2,5)

4ª AVALIAÇÃO DE GEOLOGIA DO BRASIL

(PERÍODO 2008.2)

PROFESSORA: MARCELA MARQUES VIEIRA E FERNANDO CESÁR

1. Disserte sobre as superseqüências da Bacia do Paraná. (3,5)

2. Sintetize a geologia e a evolução geotectônica da porção nordeste do Craton São Francisco (Bloco Mairi e Bloco Serrinha). (4,5)

3. Discorra sobre a geologia da Faixa Sergipana. (2,0)

Geoquímica: Avaliação 1 Duas opções no máximo por questão Parte múltipla escolha (7 pontos)

1) A expansão do universo se pode ser constatada através de

a)

efeito Doppler

b)

radiação fóssil a 3K

c)

equivalência de massa e energia de Einstein

d)

deslocamento para o vermelho de linhas espectrais

e)

constante de Hubble

2) As estimativas da idade do universo variam segundo:

a)

valores do deslocamento para o vermelho das linhas espectrais

b)

valores determinados para a constante de Hubble

c)

datações radiométricas de meteoritos

d)

precisão da medida da radiação fóssil

e)

velocidade de afastamento das galáxias

3) A composição química do Universo se caracteriza por

a)

distribuição homogênea dos elementos

b)

abundância relativa do Fe

c)

enriquecimento dos elementos produzidos por captura de neutrons

d)

distribuição aleatória dos elementos

e)

enriquecimento em Li, Be e B

4) O Sol produz energia através de

a)

fissão nuclear de elementos pesados

b)

desintegração radioativa de K, U e Th

c)

fusão nuclear de elementos pesados

d)

fusão nuclear de elementos de H

e)

fissão nuclear de elementos leves

5) As razões entre as abundâncias relativas (Si = 106) dos elementos na atmosfera solar e nos condritos carbonáceos são

a)

variam aleatoreamente

b)

invariáveis, com valores próximos de 1

c)

variáveis em função do número atômico

d)

invariáveis, com valores próximos de 100

e)

variáveis segundo o número atômico

6) Os planetas do sistema solar possuem composição química

a)

controlada pela T de condensação dos compostos constituintes

b)

ricas em Fe-Ni

c)

rica em refratários longe do Sol

d)

uniformemente enriquecidos em CH4

e)

rica en He próximo do sol

7) O fluxo de calor na superfície da Terra é variável. O gradiente geotérmico é calculado a partir do fluxo de calor. Relaciona-se a gradiente geotérmico

a)

variação da pressão em profundidade

b)

gradientes diferenciados segundo contexto geotectônico

c)

gradientes elevados produzem fusões mantélicas profundas em áreas cratônicas

d)

gradientes pouco elevados produzem fusões mantélicas nas dorsais oceânicas

e)

a crosta oceânica se expande em zonas de fusão mantélica superficiais sob alto gradientes

8) A crosta continental e o manto possuem composições contrastadas. São pertinentes:

a)

individualização da crosta continental por ajuste de densidade

b)

concentração na crosta continental de elementos compatíveis

c)

extração de grandes volumes de magmas ultrabásicos por fusão mantélica

d)

diferenciação por fusão parcial e cristalização fracionada de basaltos

e)

concentração de elementos incompatíveis na crosta e compatíveis no manto

9) Os elementos litófilos e calcófilos se concentram respectivamente em

a)

silicatos e sulfetos

b)

óxidos e sulfetos

c)

meteoritos e núcleos de planetas do tipo Terra

d)

escória de fusão e fusão metálica de minério de Cu

e)

núcleo e manto

10) Relaciona-se a curva de solidus e curva de liquidus

a)

início de fusão e fim de cristalização

b)

início de cristalização e início de fusão

c)

em presença de água as temperaturas de solidus aumentam

d)

peridotitos fundem a temperaturas mais baixas em presença de água

e)

curvas obtidas através de cálculos termodinâmicos

Parte descritiva (3 pontos)

1) Desenhe dois diagramas de fase binários: um com solução sólida, outro sem solução sólida. a) indentifique as curvas de solidus e líquidos e os domínios de estabilidade de sólidos e líquidos, b) considere a evolução da composição química do líquido e do sólido durante resfriamento para os dois tipos de diagrama.

GEOQUÍMICA, AVALIAÇÃO 1; 2005.1

1- com relação a composição da Terra está correto

a)

núcleo silicático de Fe

b)

manto peridotítico rico em Mg

c)

crosta continental basática

d)

crosta oceânica granodiorítica

e)

sedimentos pelíticos predominantes

2- com relação a composição da Terra não está correto

a)

a composição química dos pelitos é similar a composição média da crosta continental

b)

enclaves ultramáficos em basaltos alcalinos inferem a composição do manto

c)

os ofiolitos expostos por tectônica indicam a composição da crosta oceânica e do manto

d)

líquidos graníticos gerados por fusão de peridotitos indicam manto peridotítico

e)

a zona de transição do manto caracteriza-se por peridotitos empobrecidos

3- com relação a composição da Terra está correto

a)

a crosta continental é composta por mais de 50% de plagioclásios

b)

a crosta oceânica é composta por basaltos juvenis gerados nas zonas de subdução

c)

abaixo da discontinuidade de Conrad ocorrem granulítos com alto teor de SiO2

d)

basaltos toleíticos (grandes fundos) e alcalinos (ilhas) formam a crosta oceânica

e)

sedimentos metamorfizados se hidratam e formam ortogneisses

4- com relação as propriedades da água está correto

a) líquido com a menor constante dielétrica, sendo assim solvente universal

b) molécula não polar dissolvendo facilmente compostos orgânicos

c) condições ambientais da Terra em torno do ponto triplo do diagrama P-T da água

d) camada de solvatação nos íons contribue para a permanência de íons em solução

e) a constante dielétrica é um termo do numerador da Lei de Coulomb

5- com relação as propriedades da água não está correto

a)

as principais variáveis ambientais da água são pE (ou Eh) e pH

b)

pH mede a concentração de prótons e pE a de elétrons

c)

ambientes com pE muito negativos são ricos em elétrons e oxidantes

d)

pressão parcial de O2 (pO2) controla a dissociação H2O = ½ O2 + H2

e)

a pO2 constante meios ácidos são mais oxidantes que meios alcalinos

6- não relaciona-se corretamente ao intemperismo

a) fraturamento físico da crosta e percolação de águas metóricas levemente ácidas

b) os minerais de alta T se decompõem mais facilmente que os de baixa temperatura

c)

uma reação intempérica congruente produz íons em solução e minerais residuais

d)

minerais residuais – argilas e hidróxidos – são importantes constituintes dos solos

e)

a oxidação por O2 de sulfetos produz drenagens alcalinas e hidróxidos de ferro

7- relaciona-se corretamente ao intemperismo

a)

reações intempéricas congruentes são o principal mecanismo de intemperismo da crosta

b)

a hidrólise ácida de feldspatos produz hidróxidos residuais

c)

reações incongruentes caracterizam-se por íons em solução e minerais residuais

d)

o Fe (II) presente nos silicatos é incorporado sem mudança de valência nos hidróxidos residuais

e)

o CO2 atmosférico é a principal fonte de alcalinidade para o intemperismo da crosta

8- não relaciona-se corretamente a matéria orgânica e intemperismo

a)

os solos constituem o nível superior de um perfil de alteração intempérica

b)

a fração orgânica dos solos é estabilizada pelo metabolismo de microrganismos

c)

a oxidação biológica de compostos orgânicos dos solos produz OH- em solução

d)

a presença de matéria orgânica nos solos acelera e intensifica as reações intempéricas

e)

perfis de alteração de floresta tropical são mais profundos do que os de cerrado

9- relaciona-se corretamente com minerais residuais intempéricos

a) gibsita - estrutura 0/1 - taxa de lixiviação extrema

b) caulinita - estrutura 0/1 - alta razão Si/Al

c) ilita - estrutura 1/1 - razão Si/Al = 0

d) alta taxa lixiviação - argilas com alto Si/Al

e) esmectita - estrutura 2/1 - taxa de lixiviação moderada

10-com relação a minerais residuais intempéricos está errado

a)

a formação de bauxita indica condições de lixiviação extremas

b)

perfis de alteração com esmectitas e ilitas ainda possuem alcalinos (K, Na, Ca)

c)

caulinita possui um IQA intermediário de 75

d)

perfis de alteração com argilas 2/1 apresentam níveis de silex

e)

a pluviometria pode controlar o tipo de mineral residual no perfil intempérico

11- tratando-se das relações entre clima, vegetação e intemperismo não está correto

a)

nos trópicos o intemperismo é mais intenso e rápido que nas regiões temperadas

b)

a presença de matéria orgânica nos solos produz acidez intensificando o intemperismo

c)

em solos de clima semi-árido cristalizam crostas de sulfatos, carbonatos e outros sais

d)

esmectita, caulinita e gibsita formam-se respectivamente sob pluviometria decrescente

e)

a intensidade do intemperismo é muito baixa em regiões semi-áridas e subpolares

12- em relação as águas continentais e oceânicas respectivamente não está correto:

a) pH mais alcalinos - pH mais ácidos

b)

baixo teor de íons dissolvidos (TDS) - alto teor de íons dissolvidos (TDS)

c)

baixas razões Na/Na+Ca - altas razões Na/Na+Ca

d)

alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e)

baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

13-as águas continentais e águas oceânicas se caracterizam espectivamente por:

a)pH mais ácidos - pH mais básicos

b)

alto teor de íons dissolvidos (TDS) - baixo teor de íons dissolvidos (TDS)

c)

altas razões Na/Na+Ca - baixas razões Na/Na+Ca

d)

alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e)

baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

14- relaciona-se corretamente à repartição dos elementos nos rios entre fração particular suspensa e fração iônica dissolvida:

a)

repartição controlada pela composição de águas pluviais locais

b)

repartição controlada pelo valor do TDS

c)

íons com baixo PI são concentrados na fração dissolvida

d)

oxiânions com PI intermediário se concentram na fração detrítica

e)

hidrolizatos com PI altos se concentram na fração dissolvida

15- em relação ao diagrama de Gibbs está correto a)TDS e Ca/Na+Ca são os parametros considerados

b)

Na é utilizado como indicador de substrato intempérico

c)

rios drenando substratos inertes são ricos em Ca relativamente a Na

d)

Ca é utilizado como indicador para rios drenando regiões semi-áridas

e)

nenhuma das propostas

16- com relação ao processo de eutrofização está errado

a) excesso de N e P nas águas levam à eutrofização

b) a presença de termóclina na camada d’água é um fator que gera eutrofização

c)degradação da matéria orgânica por microrganismos anaeróbicos gera ambiente redutor

d) CH4 e H2S são indicadores de eutrofização

e) existe eutrofização natural e antropogênica

I - defina potencial iônico e descreva a classificação dos íons em termos de potencial iônico e solubilidade (1p) II - considere a sequência de oxidantes utilizados pelos microrganismos durante a degradação da matéria orgânica (1p)

GEOQUÍMICA, AVALIAÇÃO 1; 2006.1

1- com relação a composição da Terra está correto

f) núcleo silicático de Fe

g) manto peridotítico rico em Mg

h) crosta continental basática

i) crosta oceânica granodiorítica

j) sedimentos pelíticos predominantes

2- com relação a composição da Terra não está correto

f) a composição química dos pelitos é similar a composição média da crosta continental

g) enclaves ultramáficos em basaltos alcalinos inferem a composição do manto

h) os ofiolitos expostos por tectônica indicam a composição da crosta oceânica e do manto

i) líquidos graníticos gerados por fusão de peridotitos indicam manto peridotítico

j) a zona de transição do manto caracteriza-se por peridotitos empobrecidos

3- com relação a composição da Terra está correto

f) a crosta continental é composta por mais de 50% de plagioclásios

g) a crosta oceânica é composta por basaltos juvenis gerados nas zonas de subdução

h) abaixo da discontinuidade de Conrad ocorrem granulítos com alto teor de SiO2

i) basaltos toleíticos (grandes fundos) e alcalinos (ilhas) formam a crosta oceânica

j) sedimentos metamorfizados se hidratam e formam ortogneisses

4- com relação as propriedades da água está correto

f) líquido com a menor constante dielétrica, sendo assim solvente universal

g) molécula não polar dissolvendo facilmente compostos orgânicos

h) condições ambientais da Terra em torno do ponto triplo do diagrama P-T da água

i) camada de solvatação nos íons contribue para a permanência de íons em solução

j) a constante dielétrica é um termo do numerador da Lei de Coulomb

5- com relação as propriedades da água não está correto

f) as principais variáveis ambientais da água são pE (ou Eh) e pH

g) pH mede a concentração de prótons e pE a de elétrons

h) ambientes com pE muito negativos são ricos em elétrons e oxidantes

i) pressão parcial de O2 (pO2) controla a dissociação H2O = ½ O2 + H2

j) a pO2 constante meios ácidos são mais oxidantes que meios alcalinos

6- não relaciona-se corretamente ao intemperismo

f) fraturamento físico da crosta e percolação de águas metóricas levemente ácidas

g) os minerais de alta T se decompõem mais facilmente que os de baixa temperatura

h) uma reação intempérica congruente produz íons em solução e minerais residuais

i) minerais residuais – argilas e hidróxidos – são importantes constituintes dos solos

j) a oxidação por O2 de sulfetos produz drenagens alcalinas e hidróxidos de ferro

7- relaciona-se corretamente ao intemperismo

f) reações intempéricas congruentes são o principal mecanismo de intemperismo da crosta

g) a hidrólise ácida de feldspatos produz hidróxidos residuais

h) reações incongruentes caracterizam-se por íons em solução e minerais residuais

i) o Fe (II) presente nos silicatos é incorporado sem mudança de valência nos hidróxidos residuais

j) o CO2 atmosférico é a principal fonte de alcalinidade para o intemperismo da crosta

8- não relaciona-se corretamente a matéria orgânica e intemperismo

f) os solos constituem o nível superior de um perfil de alteração intempérica

g) a fração orgânica dos solos é estabilizada pelo metabolismo de microrganismos

h) a oxidação biológica de compostos orgânicos dos solos produz OH- em solução

i) a presença de matéria orgânica nos solos acelera e intensifica as reações intempéricas

j) perfis de alteração de floresta tropical são mais profundos do que os de cerrado

9- relaciona-se corretamente com minerais residuais intempéricos

a) gibsita - estrutura 0/1 - taxa de lixiviação extrema

b) caulinita - estrutura 0/1 - alta razão Si/Al

c) ilita - estrutura 1/1 - razão Si/Al = 0

d) alta taxa lixiviação - argilas com alto Si/Al

e) esmectita - estrutura 2/1 - taxa de lixiviação moderada

10-com relação a minerais residuais intempéricos está errado

f) a formação de bauxita indica condições de lixiviação extremas

g) perfis de alteração com esmectitas e ilitas ainda possuem alcalinos (K, Na, Ca)

h) caulinita possui um IQA intermediário de 75

i) perfis de alteração com argilas 2/1 apresentam níveis de silex

j) a pluviometria pode controlar o tipo de mineral residual no perfil intempérico

11- tratando-se das relações entre clima, vegetação e intemperismo não está correto

f) nos trópicos o intemperismo é mais intenso e rápido que nas regiões temperadas

g) a presença de matéria orgânica nos solos produz acidez intensificando o intemperismo

h) em solos de clima semi-árido cristalizam crostas de sulfatos, carbonatos e outros sais

i) esmectita, caulinita e gibsita formam-se respectivamente sob pluviometria decrescente

j) a intensidade do intemperismo é muito baixa em regiões semi-áridas e subpolares

12- em relação as águas continentais e oceânicas respectivamente não está correto:

a) pH mais alcalinos - pH mais ácidos

b) baixo teor de íons dissolvidos (TDS) - alto teor de íons dissolvidos (TDS)

c) baixas razões Na/Na+Ca - altas razões Na/Na+Ca

d) alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e) baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

13-as águas continentais e águas oceânicas se caracterizam espectivamente por:

a)pH mais ácidos - pH mais básicos

b) alto teor de íons dissolvidos (TDS) - baixo teor de íons dissolvidos (TDS)

c) altas razões Na/Na+Ca - baixas razões Na/Na+Ca

d) alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e) baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

14- relaciona-se corretamente à repartição dos elementos nos rios entre fração particular suspensa e fração iônica dissolvida:

a) repartição controlada pela composição de águas pluviais locais

b) repartição controlada pelo valor do TDS

c) íons com baixo PI são concentrados na fração dissolvida

d) oxiânions com PI intermediário se concentram na fração detrítica

e) hidrolizatos com PI altos se concentram na fração dissolvida

15- em relação ao diagrama de Gibbs está correto a)TDS e Ca/Na+Ca são os parametros considerados

b) Na é utilizado como indicador de substrato intempérico

c) rios drenando substratos inertes são ricos em Ca relativamente a Na

d) Ca é utilizado como indicador para rios drenando regiões semi-áridas

e) nenhuma das propostas

I - defina potencial iônico e descreva a classificação dos íons em solução nas águas continentais em termos de potencial iônico e solubilidade (2p)

GEOQUÍMICA (GEO 303): AVALIAÇÃO 1 Duração : 90 Minutos

PARTE I (6 PONTOS) 1) A expansão do universo pode ser constatada através de:

a) efeito Doppler

b) radiação fóssil a 3K

c) equivalência de massa e energia de Einstein

d) deslocamento para o vermelho de linhas espectrais

e) constante de Hubble

2) A radiação fóssil a 3K representa:

a) expansão do universo

b) momento em que o universo ficou opaco à radiação

c) separação matéria-radiação a 700 Ma

d) emissão a 3K com padrão de corpo negro alterada pelo efeito Doppler

e) emissão a 3000 K com padrão de corpo negro alterada pelo efeito Doppler

3) As estimativas da idade do universo variam segundo:

a) valores do deslocamento para o vermelho das linhas espectrais

b) valores determinados para a constante de Hubble

c) datações radiométricas de meteoritos

d) precisão da medida da radiação fóssil

e) velocidade de afastamento das galáxias

4) A composição química do Universo se caracterisa por:

a) distribuição homogênea dos elementos

b) abundância relativa do Fe

c) enriquecimento dos elementos produzidos por captura de neutrons

d) lei de Oddo-Hakins

e) enriquecimento em Li, Be e B

5) O Sol produz energia através de:

a) fissão nuclear de elementos pesados

b) fusão nuclear pelo ciclo CNO

c) fusão nuclear de elementos pesados

d) fusão nuclear de elementos leves

e) fissão nuclear de elementos leves

6) A temperatura de uma estrela é medida por:

a) lei de Oddo-Hakins

b) constante de Hubble

c) lei de Weinberg

d) espectroscopia ótica de absorção

e) efeito Doppler

7)

Os planetas do sistema solar possuem composição química:

a) controlada pela T de condensação dos compostos constituintes

b) ricas em Fe-Ni

c) rica em refratários longe do Sol

d) uniformemente enriquecidos em CH4

e) rica en He próximo do sol

8)

A classificação dos elementos de Goldschimit foi baseada no estudo de:

a) tabela periódica dos elementos

b) estrutura eletrônica dos elementos

c) meteoritos

d) processos metalúrgicos

e) estrutura cristalina

9)

Os elementos litófilos e calcófilos se concentram respectivamente em:

a) silicatos e sulfetos

b) óxidos e sulfetos

c) meteoritos e núcleos de planetas do tipo Terra

d) escória de fusão e fusão metálica de minério de Cu

e) núcleo e manto

10) As razões entre as abundâncias relativas (Si = 106) dos elementos na atmosfera solar e nos condritos carbonáceos são:

a) variáveis aleatoreamente segundo o elemento

b) invariáveis, com valores próximos de 1

c) variáveis em função do número atômico

d) invariáveis, com valores próximos de 100

e) variáveis segundo a eletronegatividade

PARTE 2 (4 PONTOS)

1) Considerando a figura anexa discorra sobre:

a) significado físico-químico

b) significado para a cosmoquímica

GEOQUÍMICA (GEO 330): AVALIAÇÃO 2

Parte de multipla escolha (7 pontos) (duas propostas no máximo devem ser marcadas)

1) Não relaciona-se de modo correto a gradiente geotérmico

a)

variação da temperatura em função da profundidade

b)

baixos gradientes associam-se a áreas cratônicas estáveis

c)

a unidade de medida do gradiente é mWm-2

d)

o gradiente é calculado a partir de medidas de fluxo de calor

e)

gradientes de áreas continentais e oceânicas são similares

2) Com relação a gradiente geotérmico e estabilidade de peridotitos está correto:

a)

não existe relação geológica entre os dois

b)

gradientes altos produzem fusão superficial do manto em áreas continentais

c)

sob um mesmo gradiente o manto funde a temperaturas mais baixas em presença de H2O

d)

basaltos continentais são gerados a pressões bem mais elavadas que basaltos oceânicos

e)

a interseção das curvas de gradiente e liquidus de peridotito determina o inicio da fusão parcial

3) Relaciona-se corretamente à regra de fases:

a) numa curva de liquidus a variação de 2 parâmetros muda o número de fases

b)os polímorfos de Al2SiO5 coexistem com variança 2 num digrama P-T

c)

num ponto eutético apenas duas fases podem coexistir

d)

um equilíbrio divariante se mantém com a variação de um único parâmetro

e)

nenhuma das propostas

4) Em relação a uma curva cotética pode-se afirmar:

a)

forma um limite de estabilidade de fases em diagramas binários

b)

coexistem um líquido e uma fase sólida homogênea

c)

todas as fases do sistema encontram-se no estado sólido

e)

corresponde a um riolito com pórfiros de quartzo e feldspato

d)

nenhuma das propostas

5) Em relação a um ponto eutético ternário é correto:

a)

representa um microgranitoleucocrata equigranular

b)

corresponde à temperatura máxima de fusão de uma mistura

c)

coexistem no máximo duas fases

d)

é um sistema com um grau de liberdade

e)

representa a composição do primeiro líquido de fusão de uma mistura

6) O número de coordenção (NC) de um cátion num arranjo cristalino iônico é controlado por:

a)

carga nominal do cátion

b)

de eletronegatividade entre cátion e ânion

c)

energia de ionização do ânion

d)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

e)

distribuição eletrônica de elétrons nos orbitais externos

7) O caráter iônico de uma ligação química é controlado por:

a)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

b)

contraste de eletronegatividade entre cátion e ánion

c)

presença de orbitais moleculares ligantes σ

d)

energia de ionização baixa e eletronegatividade alta dos íons ligados

e)

compartilhamento de elétrons

8) A substituição de Si 4+ = Al3+ ocorre casada com:

a)

Fe 2+ = Mg2+ nas olivinas

b)

Na+ = K+ nos feldspatos

c)

Na+=Ca2+ nos plagioclásios

d)

Pb 2+ =K+ na amazonita

e)

nenhuma das propostas

9) Em relação ao contraste composicional entre elementos traços concentrados no líquido durante fusão parcial em equilíbrio pode-se dizer que:

a)

contraste controlado unicamente pela taxa de fusão (F)

b)

taxas de fusão elevadas produzem grandes contrastes e vice versa

c)

contraste controlado pela taxa de fusão e coeficiente de repartição global (D)

d)

elementos com D>1 e D<1 apresentam grande contraste quando F é alto

e)

para valores de F muito baixos elemento com D<<1 são muito enriquecidos no sólido

10) Diagramas de fase ajudam a demonstrar processos de diferenciação magmática. Está correto

a)

diagrama ternário quartzo-albita-ortoclásio mostra a derivação de granitos a partir da fusão

b)

de peridotitos diagrama ternário diopsídio-albita-anortita mostra a diferenciação magmática de rochas

c)

ultrabásicas diagrama ternário olivina-piroxênio-granada mostra a formação de basaltos próximo do ponto eutético

d)

os granitos em geral possuem composição mineralógica próxima do eutético do sistema Q- Ab-Or

e)

granitos de composição eutética são mais ricos em albita quando cristalizados a baixa pressão

Parte descritiva (3 pontos) i) Descreva dois processos magmáticos originando a diferenciação da crosta continental. Considere na descrição: séries magmáticas, coeficiente de repartição, elementos compatíveis e incompatíveis (3p)

GEOQUÍMICA (GEO 330): AVALIAÇÃO 2

Parte de multipla escolha (7 pontos) (duas propostas no máximo devem ser marcadas)

1) Em relação a uma curva cotética pode-se afirmar:

a)

forma um limite de estabilidade de fases em diagramas binários

b)

coexistem um líquido e uma fase sólida homogênea

c)

todas as fases do sistema encontram-se no estado sólido

e)

coexistem um líquido e duas fase sólidas

d)

nenhuma das propostas

2) Em relação a um ponto eutético ternário é correto:

a)

coexistem três fases sólidas

b)

corresponde à temperatura máxima de fusão de uma mistura

c)

coexistem no máximo duas fases sólidas

d)

corresponde à interseção de duas superfícies cortéticas

e)

representa a composição do primeiro líquido de fusão de uma mistura

3) O número de coordenção (NC) de um cátion num arranjo cristalino iônico é controlado por:

a)

carga elétrica do cátion

b)

de eletronegatividade entre cátion e ânion

c)

energia de ionização do ânion

d)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

e)

distribuição eletrônica de elétrons nos orbitais externos

4) Relaciona-se corretamente ao modelo compacto de esferas para arranjos cristaloquímicos:

a)

para NC=6 a geometria do sítio cristaloquímico é hexagonal

b)

o empilhamento é estritamente compacto para NC = 6 e NC = 8

c)

num empilhamento estritamente compacto de ânions existem sítios catiônicos tetraédricos e

octaédricos

d) para NC = 8 a geometria do sítio cristaloquímico é cúbica

e) nenhuma das propostas

5) O caráter iônico de uma ligação química é controlado por:

a)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

b)

contraste de eletronegatividade entre cátion e ánion

c)

presença de orbitais moleculares ligantes σ

d)

energia de ionização baixa e eletronegatividade alta dos íons ligados

e)

compartilhamento de elétrons

6) A substituição de Si 4+ = Al3+ ocorre casada com:

a)

Fe 2+ = Mg2+ nas olivinas

b)

Na+ = K+ nos feldspatos

c)

Na+=Ca2+ nos plagioclásios

d)

Pb 2+ =K+ na amazonita

e)

nenhuma das propostas

7) Os lantanídeos (Terras Raras) se caracterizam por:

a)

raios iônicos crescentes com o número atômico

b)

valência 2+ com exceção do Eu com valência 2+ e 3+

c)

estrutura eletrônica externa e propriedades químicas variáveis

d)

preenchimento do subnível interno f

e)

propriedades químicas similares

8) Em relação ao contraste composicional entre elementos traços concentrados no líquido durante fusão parcial em equilíbrio pode-se dizer que:

a)

contraste controlado unicamente pela taxa de fusão (F)

b)

taxas de fusão elevadas produzem grandes contrastes e vice versa

c)

contraste controlado pela taxa de fusão e coeficiente de repartição global (D)

d)

os elementos compatíveis se enriquecem no líquido para baixos valores de F

e)

para valores de F muito baixos elemento com D<<1 são muito enriquecidos no sólido

9) O princípio da geotermometria se baseia em:

a)

variação de volume de minerais

b)

coeficiente de repartição de elementos entre magma e minerais

c)

variação da composição química em função da pressão

d)

variação da repartição de elementos entre duas fases minerais em função de T a P=cte

e)

número de coordenação de um elemento em um mineral

10) Em relação a processos metamórficos é pertinente:

a)

preservação em condições estáveis na superfície de parageneses estáveis a altas P e T

 

b)

reações de desidratação e decarbonatação de minerais com queda de T e P

 

c)

cinética

de

reação

lenta

permitindo

a

preservação

de

paragêneses

instáveis

nos

afloramentos

 

d)

transformações mineralógicas em presença de magma segundo variações de P e T

 

e)

transformações mineralógicas no estado sólido

 

Parte Descritiva (3 Pontos) I) O padrão de terras raras (TR) de rochas ígneas é representado em diagramas normalizados aos condritos. A forma dos padrões pode trazer informações petrogenéticas.

a) explique porque os padrões de terras raras são normalizados aos condritos

b) indique qualitativamente num gráfico apropriado os padrões de TR de basaltos derivados de

fusão parcial mantélica com alta e baixa taxa de fusão respectivamente. Explique os padrões representados em termos de coeficiente de repartição global (D) e taxa de fusão (F)

c) o Eu pode apresentar anomalia positiva ou negativa: discuta a origem das anomalias

GEOQUÍMICA (GEO 330): AVALIAÇÃO 2

Parte de multipla escolha (7 pontos) (duas propostas no máximo devem ser marcadas)

1) Não relaciona-se de modo correto a gradiente geotérmico

a)

variação da temperatura em função da profundidade

b)

baixos gradientes associam-se a áreas cratônicas estáveis

c)

a unidade de medida do gradiente é mWm-2

d)

o gradiente é calculado a partir de medidas de fluxo de calor

e)

gradientes de áreas continentais e oceânicas são similares

2) Com relação a gradiente geotérmico e estabilidade de peridotitos está correto:

a)

não existe relação geológica entre os dois

b)

gradientes altos produzem fusão superficial do manto em áreas continentais

c)

sob um mesmo gradiente o manto funde a temperaturas mais baixas em presença de H2O

d)

basaltos continentais são gerados a pressões bem mais elavadas que basaltos oceânicos

e) a interseção das curvas de gradiente e liquidus de peridotito determina o inicio da fusão

parcial

3) Relaciona-se corretamente à regra de fases:

a) numa curva de liquidus a variação de 2 parâmetros muda o número de fases

b)os polímorfos de Al2SiO5 coexistem com variança 2 num digrama P-T

c)

num ponto eutético apenas duas fases podem coexistir

d)

um equilíbrio divariante se mantém com a variação de um único parâmetro

e)

nenhuma das propostas

4) Em relação a uma curva cotética pode-se afirmar:

a)

forma um limite de estabilidade de fases em diagramas binários

b)

coexistem um líquido e uma fase sólida homogênea

c)

todas as fases do sistema encontram-se no estado sólido

e)

corresponde a um riolito com pórfiros de quartzo e feldspato

d)

nenhuma das propostas

5) Em relação a um ponto eutético ternário é correto:

a)

representa um riolito com pórfiros de quartzo, feldspato e plagioclásio

b)

corresponde à temperatura máxima de fusão de uma mistura

c)

coexistem no máximo duas fases

d)

é um sistema com um grau de liberdade

e)

representa a composição do primeiro líquido de fusão de uma mistura

6) O número de coordenção (NC) de um cátion num arranjo cristalino iônico é controlado por:

a)

carga nominal do cátion

b)

de eletronegatividade entre cátion e ânion

c)

energia de ionização do ânion

d)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

e)

distribuição eletrônica de elétrons nos orbitais externos

7) O caráter iônico de uma ligação química é controlado por:

a)

razão entre os raios iônicos do cátion e do ânion

b)

contraste de eletronegatividade entre cátion e ánion

c)

presença de orbitais moleculares ligantes σ

d)

energia de ionização baixa e eletronegatividade alta dos íons ligados

e)

compartilhamento de elétrons

8) A substituição de Si 4+ = Al3+ ocorre casada com:

a)

Fe 2+ = Mg2+ nas olivinas

b)

Na+ = K+ nos feldspatos

c)

Na+=Ca2+ nos plagioclásios

d)

Pb 2+ =K+ na amazonita

e)

nenhuma das propostas

9) Em relação ao contraste composicional entre elementos traços concentrados no líquido durante fusão parcial em equilíbrio pode-se dizer que:

a)

contraste controlado unicamente pela taxa de fusão (F)

b)

taxas de fusão elevadas produzem grandes contrastes e vice versa

c)

contraste controlado pela taxa de fusão e coeficiente de repartição global (D)

d)

elementos com D>1 e D<1 apresentam grande contraste quando F é alto

e)

para valores de F muito baixos elemento com D<<1 são muito enriquecidos

no sólido

10) Diagramas de fase ajudam a demonstrar processos de diferenciação magmática. Está correto

a)

diagrama ternário quartzo-albita-ortoclásio mostra a derivação de granitos a partir da fusão

de

 

peridotitos

b) diagrama ternário diopsídio-albita-anortita mostra a diferenciação magmática de rochas ultrabásicas

c) diagrama ternário olivina-piroxênio-granada mostra a formação de basaltos próximo do

ponto eutético

d) os granitos em geral possuem composição mineralógica próxima do eutético do sistema Q-

Ab-Or

e) granitos de composição eutética são mais ricos em albita quando cristalizados a baixa pressão

Parte descritiva (3 pontos) j) Descreva dois processos magmáticos originando a diferenciação da crosta continental. Considere na descrição: séries magmáticas, coeficiente de repartição, elementos compatíveis e incompatíveis (3p)

Geoquímica – Avaliação 2, 2005.1

(Parte multipla escolha 7 pontos, parte descritiva 3 pontos)

1) relaciona-se corretamente a gradiente de salinidade

a)

águas oceânicas profundas estratificadas

b)

variação lateral de salinidade na superfície dos oceanos

c)

dissolução de minerais nos estuários

d)

variação do teor de NaCl nos estuários

e)

floculação de colóides e sedimentação

2) a floculação de colóides e precipitação de agregados coloidais nos estuários se explica por:

a) fluxo nulo nas marés alta e baixa

b) abundância de MO particular

c) neutralização da carga negativa de argilas e MO por cátions de origem oceânica

d) liberação de cations adsorvidos em argilas e MO

e) força eletrostática > força de van der Waals atuando entre particulas coloidais

3) relaciona-se corretamente à classificação geoquímca dos elementos

a)

os elementos calcófilos tem afinidade pela fração silicática dos meteoritos

b)

o Mg é um elemento litófilo devido a sua afinidade por escórias de fundição

c)

as escórias de fundição de minério de Fe concentram elementos siderófilos

d)

a classificação de Goldshimidt define três grupos de afinidade: siderófilos, calcófilos e litófilos

e)

no núcleo da Terra concentram-se elementos litófilos

4) em relação a diferenciação geoquímica da hidrosfera está correto

a)

a diferenciação é medida pelo fator de enriquecimento dos elementos entre as aguas oceânicas e as águas de rio

b)

elementos com baixos tempo de residência são enriquecidos nas águas oceânicas

c)

elementos com baixa solubilidade possuem baixos tempos de residência

d)

a evaporação é o único processo que explica a diferenciação geoquímica da hidrosfera

e)

a maioria dos elementos siderófilos e calcófilos concentra-se nas águas continentais

relativamente as oceânicas

5) em relação a geoquímica das rochas sedimentares está correto

a)

a seqüência de precipitação de sais nos evaporitos é carbonatos-sulfetos metálicos-halita- sais de K e Mg

b)

nas bacias oceânicas com profundidade superior àquela da compensação da calcita não há precipatação de carbonato

d)

os carbonatos concentram os elementos siderófilos Mo, Co, Ni,

e) os itabititos são sedimentos químicos alternando níveis de sílica e óxidos de Fe

6) em relação à distribuição dos elementos entre os principais tipos de sedimento não é correto:6

a) as argilas pelágicas concentram a maior parte dos elementos

b) os carbonatos concentram essencialmente C, Ca, Mg

c) elementos concentrados em minerais pesados insolúveis se concentram nas argilas pelágicas

d) adsorção é o processo que permite a concentração de muitos elementos nas argilas pelágicas

e) as argilas podem facilmente acomodar vários elementos em traço em sua estrutura cristalina

7) defina e expresse esquematicamente três tipos de comportamento geoquímico possíveis para um elemento nos estuários (2p).

8) defina o parâmetro tempo de residência (TR) dos elementos nos oceânos; correlacione TR com o caráter conservativo e não conservativo dos elementos (2p).

Geoquímica: Avaliação 3, 2005.1

Parte de multipla escolha (7 pontos), parte descritiva (3 pontos) (duas propostas no máximo devem ser marcadas)

1) Não relaciona-se de modo correto a gradiente geotérmico

a)

variação da temperatura em função da profundidade

b)

baixos gradientes associam-se a áreas cratônicas estáveis

c)

a unidade de medida do gradiente é mWm-2

d)

o gradiente é calculado a partir de medidas de fluxo de calor

e)

gradientes de áreas continentais e oceânicas são similares

2) Com relação a gradiente geotérmico e estabilidade de peridotitos está correto:

a)

não existe relação geológica entre os dois

b)

gradientes altos produzem fusão superficial do manto em áreas continentais

c)

sob um mesmo gradiente o manto funde a temperaturas mais baixas em presença de H2O

d)

basaltos continentais são gerados a pressões bem mais elavadas que basaltos oceânicos

e) a interseção das curvas de gradiente e liquidus de peridotito determina o inicio da fusão

parcial

3) Relaciona-se corretamente à regra de fases:

a) numa curva de liquidus a variação de 2 parâmetros muda o número de fases

b)os polímorfos de Al2SiO5 coexistem com variança 2 num digrama P-T

c)

num ponto eutético apenas duas fases podem coexistir

d)

um equilíbrio divariante se mantém com a variação de um único parâmetro

e)

nenhuma das propostas

4) Em relação a uma curva cotética pode-se afirmar:

a)

forma um limite de estabilidade de fases em diagramas binários

b)

coexistem um líquido e uma fase sólida homogênea

c)

todas as fases do sistema encontram-se no estado sólido

e)

corresponde a um riolito com pórfiros de quartzo e feldspato

d)

nenhuma das propostas

5) Em relação a um ponto eutético ternário é correto:

a)

representa um riolito com pórfiros de quartzo, feldspato e plagioclásio

b)

corresponde à temperatura máxima de fusão de uma mistura

c)

coexistem no máximo duas fases

d)

é um sistema com um grau de liberdade

e)

representa a composição do primeiro líquido de fusão de uma mistura

6) Diagramas de fase ajudam a demonstrar processos de diferenciação magmática. Está correto a) diagrama ternário quartzo-albita-ortoclásio mostra a derivação de granitos a partir da fusão de peridotitos b) diagrama ternário diopsídio-albita-anortita mostra a diferenciação magmática de rochas ultrabásicas c) diagrama ternário olivina-piroxênio-granada mostra a formação de basaltos próximo do ponto eutético d) os granitos em geral possuem composição mineralógica próxima do eutético do sistema Q- Ab-Or e) granitos de composição eutética são mais ricos em albita quando cristalizados a baixa pressão

7) Em relação aos processos magmáticos levando a diferenciação da crosta continental está correto

a)

a cristalização fracionada de basaltos é o principal processo dando origem aos granitos

b)

a anatexia da crosta continental é o principal processo gerando as séries de diferenciação magmática

c)

a fusão parcial de peridotitos do manto gera andesitos e riolitos

d)

grandes volumes de granitos são produzidos por fusão parcial da crosta continental

e)

granitos do tipo S formam-se a partir da cristalização de magmas ditos juvenis

8)

Em relação as séries de diferenciação magmática não está correto

a)

a concentração de SiO2 é um bom index de diferenciação magmática

b)

as séries subalcalinas subdividem-se em calcio-alcalinas e toleíticas

c)

o índice de alcalinidade discrimina as séries alcalinas e subalcalinas

d)

granitos com índice de saturação de Al > 1 são peralumionosos com paragênese típica piroxênio-anfibólio-biotita

e)

granitos do tipo I podem ser gerados por fusão parcial de ortogneisses

9) Com relação a aplicação de diagramas ternários para interpretar processos de diferenciação magmática não está correto

a)

a composição eutética do diagrama ternário diopsídio-forsterita-granada é basáltica

b)

a temperatura do ponto eutético do sistema ternário quartzo-albita-ortose saturado em água é superior a temperatura de fusão dos basaltos

c)

durante o resfriamento com cristalização de uma única fase a composição do líquido evolui obrigatoriamente em cima de uma linha cotética

d)

a composição do líquido durante aquecimento evolui da composição inicial eutética para composições cotéticas

e)

o sistema diopsídio-alabita-anortita é apropriado para o estudo de basaltos

10)

a)Cite um sistema binário com solução sólida total e um sem solução sólida (0.5) b) Desenhe esquematicamente os diagramas binários citados acima, preencha os campos de estabilidade e identifique líquidus, sólidos e eutético (1.5). c) Escolha um dos diagramas e analise a evolução da composição do líquido durante o processo

de resfriamento

Geoquímica, Avaliação 3

Parte de múltipla escolha (4p) duas opções no máximo Parte descritiva (6p, 2p por questão)

parte de múltipla escolha

1) não está corretamente relacionado ao intemperismo químico:

a)

hidrólise ácida de feldspatos - reações incongruentes - argilas residuais

b)

oxidação de minerais ferro-magnesianos - formação de óxidos e hidróxidos de Fe insolúveis

c)

biosíntese de moléculas orgânicas - baixos teores de CO2

d)

hidrólise ácida de carbonatos - reações incongruentes - formação de H4SiO4

e)

degradação de matéria orgânica - liberação de H+

2) o tipo de minerais residuais presentes num perfil de intemperismo indica a taxa de lixiviação da rocha sã inicial. Está corretamente relacionado:

a) gibsita - estrutura 0/1 - alta taxa de lixiviação

b) caulinita - estrutura 0/1 - alta razão Si/Al

c) ilita - estrutura 1/1 - razão Si/Al = 0

d) alta taxa lixiviação - argilas com alto Si/Al

e) esmectita - estrutura 2/1 - taxa de lixiviação moderada

3) as águas continentais e águas oceânicas se caracterizam espectivamente por:

a)

pH mais ácidos - pH mais básicos

b)

alto teor de íons dissolvidos (TDS) - baixo teor de íons dissolvidos (TDS)

c)

altas razões Na/Na+Ca - baixas razões Na/Na+Ca

d)

alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e)

baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

4) relaciona-se corretamente à repartição dos elementos nos rios entre fração particular suspensa e fração iônica dissolvida:

a)

repartição controlada pela composição de águas pluviais locais

b)

repartição controlada pelo valor do TDS

c)

íons com baixo PI são concentrados na fração dissolvida

d)

oxiânions com PI intermediário se concentram na fração detrítica

d)

hidrolizatos com PI altos se concentram na fração dissolvida

5) a floculação de coloides e precipitação de agregados coloidais nos estuários se explica por:

a) fluxo nulo nas marés alta e baixa

b) abundância de MO particular

c)

neutralização da carga negativa de argilas e MO por cátions de origem oceânica

d) liberação de cations adsorvidos em argilas e MO

e) força eletrostática > força de van der Waals atuando entre particulas coloidais

6) nos oceânos os íons conservativos se caracterizam por:

a)

participação em processos biogeoquímicos

b)

composição constante e altas concentrações

c)

baixos tempos de residência (TR) e composição constante

b)

baixas solubilidade e TR

e)

TR superior ao tempo de homogeneização dos oceânos

Parte descritiva

I) As águas de rio apresentam composição química variando segundo o tipo de intemperismo do substrato drenado. O diagrama de Gibbs serve para classificar os rios em função da composição química da fonte de íons em solução:

a) identifique e justique os parâmetros utilizados (eixos x e y) no diagrama de Gibbs

b) indique esquematicamente no diagrama de Gibbs os campos das águas de rios com

composição

controlada por três fontes de íons diferentes

II) Nos estuários ocorre o encontro de águas continentais com águas oceânicas e a formação de gradientes de salinidade. Os elementos químicos se comportam de forma variada no gradiente de salinidade:

a) defina e três tipos de comportamento geoquímico possíveis para um elemento

b) expresse e explique os comportamentos definidos em a) num diagrama apropriado

III) A matéria orgânica e os microrganismos são componentes importantes na hidrosfera e nos sedimentos. A síntese e degradação de matéria orgânica são representadas pelas seguintes reações:

CO2+H2O CH2O + O2 CH2O + O2CO2+H2O 2CH2O + SO42- H2S + 2HCO3- 2CH2O CH4 + CO2 CH2O = matéria orgânica

a) descreva

um

processo

natural

de

transição

de

ambientes

oxidantes

para

redutores

relacionando

termóclina, disponibilidade de O2 e metabolismo de microrganismos decompositores

b) descreva o processo de eutroficação antropogênica e cite um exemplo

Geoquímica, avaliação 4, 2005.1

1- com relação as propriedades da água está correto

k) líquido com a menor constante dielétrica, sendo assim solvente universal

l) molécula não polar dissolvendo facilmente compostos orgânicos

m) condições ambientais da Terra em torno do ponto triplo do diagrama P-T da água

n) camada de solvatação nos íons contribue para a permanência de íons em solução

o) a constante dielétrica é um termo do numerador da Lei de Coulomb

2- com relação as propriedades da água não está correto

k)

as principais variáveis ambientais da água são pE (ou Eh) e pH

l)

pH mede a concentração de prótons e pE a de elétrons

m)

ambientes com pE muito negativos são ricos em elétrons e oxidantes

n)

pressão parcial de O2 (pO2) controla a dissociação H2O = ½ O2 + H2

o)

a pO2 constante meios ácidos são mais oxidantes que meios alcalinos

3- relaciona-se corretamente ao intemperismo

k)

reações intempéricas congruentes são o principal mecanismo de intemperismo da crosta

l)

a hidrólise ácida de feldspatos produz hidróxidos residuais

m)

reações incongruentes caracterizam-se por íons em solução e minerais residuais

n)

o Fe (II) presente nos silicatos é incorporado sem mudança de valência nos hidróxidos residuais

o)

o CO2 atmosférico é a principal fonte de alcalinidade para o intemperismo da crosta

4- não relaciona-se corretamente a matéria orgânica e intemperismo

k)

os solos constituem o nível superior de um perfil de alteração intempérica

l)

a fração orgânica dos solos é estabilizada pelo metabolismo de microrganismos

m)

a oxidação biológica de compostos orgânicos dos solos produz OH- em solução

n)

a presença de matéria orgânica nos solos acelera e intensifica as reações intempéricas

o)

perfis de alteração de floresta tropical são mais profundos do que os de cerrado

5- relaciona-se corretamente com minerais residuais intempéricos

a) gibsita - estrutura 0/1 - taxa de lixiviação extrema

b) caulinita - estrutura 0/1 - alta razão Si/Al

c) ilita - estrutura 1/1 - razão Si/Al = 0

d) alta taxa lixiviação - argilas com alto Si/Al

e) esmectita - estrutura 2/1 - taxa de lixiviação moderada

6-com relação a minerais residuais intempéricos está errado

k) a formação de bauxita indica condições de lixiviação extremas

l) perfis de alteração com esmectitas e ilitas ainda possuem alcalinos (K, Na, Ca)

n)

perfis de alteração com argilas 2/1 apresentam níveis de silex

o)

a pluviometria pode controlar o tipo de mineral residual no perfil intempérico

7- tratando-se das relações entre clima, vegetação e intemperismo não está correto

k)

nos trópicos o intemperismo é mais intenso e rápido que nas regiões temperadas

l)

a presença de matéria orgânica nos solos produz acidez intensificando o intemperismo

m)

em solos de clima semi-árido cristalizam crostas de sulfatos, carbonatos e outros sais

n)

esmectita, caulinita e gibsita formam-se respectivamente sob pluviometria decrescente

o)

a intensidade do intemperismo é muito baixa em regiões semi-áridas e subpolares

8-as águas continentais e águas oceânicas se caracterizam espectivamente por:

a)pH mais ácidos - pH mais básicos

b)

alto teor de íons dissolvidos (TDS) - baixo teor de íons dissolvidos (TDS)

c)

altas razões Na/Na+Ca - baixas razões Na/Na+Ca

d)

alto teor de HCO3- - baixo teor de Cl-

e)

baixo teor de Cl- - alto teor de Na+

9- relaciona-se corretamente à repartição dos elementos nos rios entre fração particular suspensa e fração iônica dissolvida:

a)

repartição controlada pela composição de águas pluviais locais

b)

repartição controlada pelo valor do TDS

c)

íons com baixo PI são concentrados na fração dissolvida

d)

oxiânions com PI intermediário se concentram na fração detrítica

e)

hidrolizatos com PI altos se concentram na fração dissolvida

10- em relação ao diagrama de Gibbs está correto a)TDS e Ca/Na+Ca são os parametros considerados

b)

Na é utilizado como indicador de substrato intempérico

c)

rios drenando substratos inertes são ricos em Ca relativamente a Na

d)

Ca é utilizado como indicador para rios drenando regiões semi-áridas

e)

nenhuma das propostas

11com relação ao processo de eutrofização está errado

a) excesso de N e P nas águas levam à eutrofização

b) a presença de termóclina na camada d’água é um fator que gera eutrofização

c)degradação da matéria orgânica por microrganismos anaeróbicos gera ambiente redutor

d) CH4 e H2S são indicadores de eutrofização

e) existe eutrofização natural e antropogênica

12 relaciona-se corretamente a gradiente de salinidade

a) aguas oceânicas profundas estratificadas

b)

variação lateral de salinidade na superfície dos oceanos

c)

dissolução de minerais nos estuários

d)

variação do teor de NaCl nos estuários

e)floculação de colóides e sedimentação

13- a floculação de colóides e precipitação de agregados coloidais nos estuários se explica por:

a)

fluxo nulo nas marés alta e baixa

b)

abundância de MO particular

c)

neutralização da carga negativa de argilas e MO por cátions de origem oceânica

d)

liberação de cations adsorvidos em argilas e MO

e)

força eletrostática > força de van der Waals atuando entre particulas coloidais

14- em relação a diferenciação geoquímica da hidrosfera está correto a)a diferenciação é medida pelo fator de enriquecimento dos elementos entre as aguas oceânicas e as águas de rio

b) elementos com baixos tempo de residência são enriquecidos nas águas oceânicas

c)elementos com baixa solubilidade possuem baixos tempos de residência d)a evaporação é o único processo que explica a diferenciação geoquímica da hidrosfera e)na maioria dos elementos siderófilos e calcófilos concentra-se nas águas continentais relativamente as oceânicas

15- Com relação a gradiente geotérmico e estabilidade de peridotitos está correto:

a)

não existe relação geológica entre os dois

b)

gradientes altos produzem fusão superficial do manto em áreas continentais

c)

sob um mesmo gradiente o manto funde a temperaturas mais baixas em presença de H2O

d)

basaltos continentais são gerados a pressões bem mais elavadas que basaltos oceânicos

e)

a interseção das curvas de gradiente e liquidus de peridotito determina o inicio da fusão parcial

16) Em relação a uma curva cotética pode-se afirmar:

a)

forma um limite de estabilidade de fases em diagramas binários

b)

coexistem um líquido e uma fase sólida homogênea

c)

todas as fases do sistema encontram-se no estado sólido

e)

corresponde a um riolito com pórfiros de quartzo e feldspato

d)

nenhuma das propostas

17) Em relação a um ponto eutético ternário é correto:

a)

representa um riolito com pórfiros de quartzo, feldspato e plagioclásio

b)

corresponde à temperatura máxima de fusão de uma mistura

c)

coexistem no máximo duas fases

d)

é um sistema com um grau de liberdade

e)

representa a composição do primeiro líquido de fusão de uma mistura

18- Diagramas de fase ajudam a demonstrar processos de diferenciação magmática. Está correto:

a) diagrama ternário quartzo-albita-ortoclásio mostra a derivação de granitos a partir da fusão de

peridotitos

b)

diagrama ternário diopsídio-albita-anortita mostra a diferenciação magmática de rochas ultrabásicas

c)

diagrama ternário olivina-piroxênio-granada mostra a formação de basaltos próximo do ponto

eutético

d)

os granitos em geral possuem composição mineralógica próxima do eutético do sistema Q-Ab-Or

e)

granitos de composição eutética são mais ricos em albita quando cristalizados a baixa pressão

19- Em relação aos processos magmáticos levando a diferenciação da crosta continental está correto:

a)

a cristalização fracionada de basaltos é o principal processo dando origem aos granitos

b)

a anatexia da crosta continental é o principal processo gerando as séries de diferenciação magmática

c)

a fusão parcial de peridotitos do manto gera andesitos e riolitos

d)

grandes volumes de granitos são produzidos por fusão parcial da crosta continental

f)

granitos do tipo S formam-se a partir da cristalização de magmas ditos juvenis

20 - Com relação a aplicação de diagramas ternários para interpretar processos de diferenciação magmática não está correto

a)

a composição eutética do diagrama ternário diopsídio-forsterita-granada é basáltica

b)

a temperatura do ponto eutético do sistema ternário quartzo-albita-ortose saturado em água é

superior a temperatura de fusão dos basaltos

c) durante o resfriamento com cristalização de uma única fase a composição do líquido evolui

obrigatoriamente em cima de uma linha cotética

d) a composição do líquido durante aquecimento evolui da composição inicial eutética para composições cotéticas

e) o sistema diopsídio-alabita-anortita é apropriado para o estudo de basaltos

GEOQUÍMICA, AVALIAÇÃO 4

I) Os planetas do sistema solar apresentam composições químicas contrastadas. Identifique os dois principais grupos de planeta e descreva seus constrastes composicionais explique a estrutura concêntrica dos planetas considerando as temperaturas de condensação e densidade dos principais compostos minerais

II) Nas estruturas cristalinas dos minerais os elementos químicos podem se substituir uns aos outros. descreva as leis de substituição e os principais tipos de substituição uma aplicação imediata da substituição cristaloquímica é a geotermometria; descreva o princípio do geotermometro biotita- granada

III) O intemperismo das rochas nos continentes é responsável pela formação de solos, indispensáveis para a vida. Descreva globalmente o processo relacionando:

alteração de feldspatos por hidrólise ácida íons em solução tipos de mineral residuais neoformados intensidade de alteração

IV) A composição química da fração dissolvida dos rios é controlada em parte pelas propriedades químicas dos elementos. Identifique o parâmetro químico que controla a distribuição dos elementos entre fração particular e fração dissolvida; descreva o comportamento de três grupos de elementos caracterizados por valores crescentes do parâmetro Relacione o valor do parâmetro (concentração fração particular) / (concentração fração particular) + (concentração fração dissolvida) dos elementos Al, Fe, Ca, Na a tendência para se concentrar nos sedimentos detríticos ou ir para os oceanos na fração dissolvida

1ª AVALIAÇÃO DE GEOCRONOLOGIA

(PERÍODO 2004.1)

PROFESSOR: JAZIEL MARTINS SÁ

1. Seis amostras frescas, isotrópicas e homogêneas de um corpo granítico da região de Kon Chin China, forneceram uma idade Rb-Sr em rocha total no valor de 1550 ± 22 Ma, com razão inicial (R o ) 87 Sr/ 86 Sr = 0.70455 ± 0.00012 e MSWD = 0.69. Em outras cinco amostras coletadas em milonitos de uma zona de cisalhamento transcorrente dextral neste mesmo corpo, foi encontrado um valor de 1095 ± 150 Ma, com R o = 0.73212 ± 0.00125 e MSWD = 13.95. Em uma destas amostras de milonitos, foram analisadas biotitas pelo método K-Ar, que forneceram uma idade de 555 ± 11 Ma. Analise estes dados, tire suas conclusões e comente-os.

2. Uma seqüência sedimentar da região de Tay Konn Xanha, no sudoeste da Malásia, é intrudida por vulcânicas ácidas-intermediárias e plutônicas de composição granodiorítica. Utilizando-se o método K-Ar, obtiveram-se os seguintes resultados:

DACITO

GRANODIORITO

Rocha total = 250 ± 7 Ma Biotitas = 246 ± 5 Ma

Rocha total = 360 ± 10 Ma Hornblendas = 385 ± 6 Ma Biotitas = 355 ± 3 Ma

Partindo do princípio de que não há relações de campo entre estas rochas ígneas, que conclusões nós podemos tirar com os dados acima?

3. De um augen gnaisse de composição tonalítica com foliação subhorizontal, coletada na região de Ally Kati, a sul de Trans Montyna, foram extraídos e analisados 5 populações de zircões que se alinharam numa discórdia cujos interceptos superior e inferior são respectivamente de 1800 ± 15 Ma e 600 ± 12 Ma, num alinhamento com MSWD = 0.15. Análises isotópicas Sm-Nd em rocha total de amostras desta litologia, forneceram resultados semelhantes com os seguintes valores:

T DM = 2100 Ma (idade modelo com relação ao manto empobrecido); T CHUR = 1534 Ma (idade modelo com relação ao CHUR);

ε Nd (t) = + 2.3 (calculado para t a 1800 Ma)

ε Nd (t) = -8.1 (calculado para t a 600 Ma)

Quais são as principais conclusões que você pode obter com estes dados?

4. Análises U-Pb em 5 frações de zircões de um ortognaisse granítico da região de Taquaritinga (PE), foram plotadas no diagrama 207 *Pb/ 235 *U vs 206 *Pb/ 238 U e se alinharam segundo uma reta discórdia, com boa qualidade estatística, que se corta a concórdia em 1521 ± 7 Ma e 30 ± 57 Ma. Análises K-Ar em hornblenda e biotita separadas deste mesmo ortognaisse forneceram idades de 615 ± 3 Ma e 592 ± 5 Ma respectivamente. Foram ainda realizadas análises Rb-Sr em rocha total que forneceram uma boa isócrona com t = 620 ± 3 Ma e razão inicial 87 Sr/ 86 Sr = 0.71095. Quais as informações que podem ser levantadas destes dados?

5. Numa determinada área aflora um ortognaisse com um bandamento metamórfico bem desenvolvido e uma paragênese de alto grau com biotita + silimanita + microclina + quartzo + plagioclásio. Este bandamento é afetado em alguns locais por uma zona de cisalhamento com uma foliação milonítica bem pronunciada e com lineações de estiramento proeminentes representada principalmente por quartzo. Foram realizadas várias análises isotópicas no ortognaisse cujas idades obtidas seguem abaixo:

U-Pb em zircão: = 2150 ± 15 Ma Rb-Sr em rocha total do ortognaisse = 2000 ± 5 Ma Idade Modelo T DM = 2350 ± 89 Ma Rb-Sr (RT) dos milonitos da Zona de Cisalhamento = 1350 ± 225 Ma K-Ar em biotita dos milonitos = 978 ± 3 Ma. Estes são dados reais. Com as informações disponíveis, que conclusões se pode tirar destes dados. Seja sintético e objetivo. (2,0 pontos)

Questões de Geotectônica

Professor: Fernando César Alvez da Silva

1. Relacione as características abaixo a cada uma das descontinuidades.

a) Aumento de Vs

b) Decréscimo de Vs

c) Não transmissão de S

d) Aumento de Vp

e) Decréscimo de Vp

f) Não transmissão de P

g) Marca a Passagem Núcleo externo-Núcleo interno

h) Marca a passagem Crosta-Manto

i) Marca a passagem Manto-Núcleo

I) Descontinuidade de Mohorovicic -

II) Descontinuidade de Gutemberg

III) Descontinuidade de Lehmann

(a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i) (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) (i)

2. Algumas das teorias de origem da crosta primitiva são: Acresção ‘inhomogênea’ da

Terra; Fusão nucleada ao longo de regiões não homogêneas; Fusão por calor do núcleo; Fusão regional generalizada; Convecção por tectônica de placas; Fusão por impacto de meteoritos. De forma sucinta, comente sobre aquela grifada. Acresção inhomogênea da Terra: diz que os últimos componentes a se condensarem a partir da nebulosa solar, produziram uma fina camada na superfície da Terra, rica em álcalis e outros elementos voláteis. O problema desta teoria está no fato de que muitos elementos não voláteis como o U, Th e ETR, que estariam concentrados no núcleo ou no manto inferior, numa terra acrescida inhomogeneamente, estão hoje concentrados na crosta. Isto necessitaria de transferência magmática, produzindo assim uma crosta de origem magmática. Fusão nucleada ao longo de regiões não homogêneas: tendo em vista esta teoria, a crosta seria gerada pela subida de materiais, localizados sob a forma de bolsões, não homogêneos, resultantes de magmas evoluídos, que ao longo de zonas de descontinuidade estrutural (instabilidade) encontrariam condutos de subida à superfície, e gerariam pequenas placas, compostas essencialmente por minerais de baixo ponto de fusão ou elementos radioativos. A continuidade do processo iria gerar a crosta, heterogênea composta por zonas, tomando por base o critério composicional (ver desenho na apostila). Fusão por calor do núcleo: esta teoria diz que o material rico em Ferro e Níquel, com baixo ponto de fusão formaria bolhas gravitacionalmente instáveis. O calor destas bolhas seria suficiente para fundir o manto logo acima. Fusão regional generalizada: esta teoria diz que a distribuição homogênea de fontes radioativas formaria uma fina camada em torno da Terra. Alternativamente um manto líquido se cristalizaria fracionadamente a partir do núcleo, enriquecendo a crosta em álcalis e associados. Eventos posteriores como o bombardeamento de meteoritos a destruiria em grande parte. Convecção por tectônica de placas: esta teoria afirmava que um envoltório fino do manto externo seria rompido com a subida de uma zona de fusão da astenosfera, iniciando limites divergentes. Ao mesmo tempo se formariam os seguimentos crustais siálicos e oceânicos.

Fusão por impacto de meteoritos: dizia que em analogia com a lua, impactos entre 4.0 a 3.9 G.a, poderiam liberar grandes quantidades de energia e provocar o fraturamento da Terra, formando núcleos de magmas. Estes magmas toleíticos e ultramáficos evoluiriam por cristalização fracionada, originando núcleos crustais mais ácidos. A rápida formação do núcleo depois ou durante a acresção, liberaria grande quantidade de energia gravitacional para o manto, iniciando a fusão e formando núcleos de crosta ou de capa homogênea. Alguns autores discutem que se os magmas fossem diferenciados (resultantes dos processos de impactos) fossem félsicos, poderiam formar núcleos continentais e continuar a crescer por novas adições magmáticas; se, entretanto as crateras fossem preenchidas por rochas basálticas, poderia originar a crosta oceânica. Porém esta teoria possui diversos problemas:

- basaltos lunares demonstram ser anteriores aos impactos;

- relativamente pouca quantidade de magma parece ter eruptido nestas condições de impacto;

- nenhuma textura de impacto foi preservada em terrenos arqueanos;

- idade dos impactos no sistema solar, datam de antes da mais antiga porção preservada.

3. A divisão interna da Terra é feita de duas formas, baseada em critérios distintos. Faça

um esboço mostrando estas duas classificações e equivalências entre elas e comente sobre cada uma delas. A divisão interna da Terra é feita através de duas maneiras distintas:

a) Diferenciação através da composição:

- Crosta: Camada mais externa da Terra, que vai da superfície sólida até a descontinuidade

Moho (marcada por uma mudança composicional). A crosta representa 0,4% da massa da Terra. Pode ser divida em: a) Continental, de densidade relativamente baixa (2,7 g/cm 3 ), de composição granítica (quartzo e feldspato dominam) e espessura que vai de 30 a 70 km; b) Oceânica, mais densa (3-2,7 g/cm 3 ) e mais jovem, composta essencialmente por rocas basálticas (feldspato Ca domina, e

ausência de qz).

- Manto: Localizado entre a crosta e o núcleo, representa 68 % da massa da Terra. Sua

composição é essencialmente peridotítica, e sua densidade cresce da parte exterior (3,2 g/cm 3 ) para a parte central (5 g/cm3), limitada pelo núcleo.

- Núcleo: Massa central da Terra, composto basicamente de Fé e Ni, com densidade média de 10,8 g/cm 3 .

b) Diferenciação através das Propriedades Físicas:

- Litosfera: É a camada superior e tem cerca de 100 km de espessura. Seu contato inferior é marcado por mudanças nas propriedades físicas nas rochas;

- Astenosfera: Localizada abaixo da Litosfera, caracteriza a zona onde a P e T agem de tal forma, que as rochas mostram um comportamento maleável ou plástico;

- Mesosfera: Localizada abaixo da astenosfera e é caracterizada pelo comportamento mais

rígido das rochas, vista as altas condições de P, seu limite inferior é marcada pelo início do núcleo;

- Núcleo: Marca uma mudança no comportamento e na composição do material, composto

basicamente por ligas de Fe-Ni, podendo ser dividido em externo (comportamento líquido) e interno

(comportamento sólido), com contato delimitado pela descontinuidade sísmica de Lemahn a aproximadamente 5200 km de profundidade.

4.

A distribuição da temperatura na crosta terrestre depende de fatores tais como o fluxo

de calor (q), a condutividade termal (k) e a radioatividade em profundidade. O fluxo de calor

é calculado a partir do gradiente geotérmico (dt/dx) e da condutividade termal (k), de forma

que q= -k (dt/dx). Comente sobre a variação de q nos diversos segmentos crustais. Que outros parâmetros podem afetar os valores de q? Compare o comportamento da temperatura com a

profundidade em ambientes do tipo ‘basin-and-range’, orógenos meso-cenozóico e escudos.

5. Entre as várias possibilidades ‘teóricas’ de limites de placas, cite os seis tipos principais

e pelo menos um exemplo onde isto ocorre. RRR – Pacífico – (norte da Antártica), Galápagos. TTT – Japão. TTF – parte oeste do Chile. FFR – norte e sul americana, leste do Pacífico. FFT - falha de Santo André RTF – Golfo da Califórnia. Obs: R – Ridge (cadeia); T – Trench (trincheira); F – Falha

6. Várias forças influenciam na movimentação de uma placa tectônica. Cite pelo menos

quatro destas forças.

a)

Slab-Pull: a placa afunda porque ela é mais densa do que a astenosfera exerce uma força para baixo.

b)

Ridge-Push: A soma das forças na, ou próximo à cadeia (ex: as forças que são resultado da cadeia sendo elevada acima da planície abissal).

c)

Basal drag: o arrasto do fundo da placa causado pelo movimento da litosfera sobre a astenosfera.

d)

Fricção ao longo de falhas transformantes.

e)

Fricção entre porções da litosfera subductante na zona de subducção.

f)

Convecção do Manto: principal processo responsável pela movimentação das placas. Há duas correntes de pensamento sobre a natureza da convecção e onde ela ocorre:

Células convectivas no manto carregam as placas.

As placas em si são partes ativas no processo convectivo.

7.

Defina Miogeossinclinal, eugeossinclinal e geanticlinal.

Geossinclinal: Grande bacia alongada que receberia a sedimentação de milhares de metros de espessura provinda das áreas positivas laterais. Por reações isostáticas com tectônica proeminentemente vertical uma geossinclinal evoluiria para geanticlinal com a formação de cadeias de montanhas, como os Alpes, quando os esforços passariam a ser de empurrões com nappes na teoria de Auboin. O termo, apesar de obsoleto face ao modelo geodinâmico atualmente assumido de tectônica de placas, ainda é usado no sentido de identificar áreas negativas de extrema mobilidade da crosta terrestre.

Geanticlinal: Termo obsoleto referente a grande estrutura anticlinória assumida como derivada de evolução tectônica de um geossinclinal, na teoria de geossinclinal de Auboin, e que na atual teroria da tectônica de placas, corresponderia, grosso modo, a um orógeno.

Eugeossinclinal: A parte central, mais móvel, de geossinclinal. É caracterizado por intrusão de

rochas magmáticas, básicas e ultrabásicas, durante o período de subsidência, e por dobramento intenso e cavalgamento na fase final da evolução do geossinclinal. Termo proposto por Stille, em

1940.

Em síntese:

Geossinclinal flexões crustais formadas pelo dobramento de toda ad crosta, onde observa-se a presença de dois cinturões de rochas sedimentares acumuladas nas fossas destes dobramentos. Miogeossinclinal corresponde ao cinturão compostos por rochas com origem de águas rasas. Eugeossinclinal corresponde ao cinturão com grande acumulação de metassedimentos de águas profundas e vulcânicas associadas. Geanticlinal feição anticlinória localizada entre os dois cinturões.

8. Um mapeamento de uma área mostrou assembléia rochosa cujos dados geológicos (padrão de deformação, metamorfismo, dados geoquímicos, etc.) sugerem ser oriunda de determinado ambiente geotectônico. O agrupamento destes dados sugere um posicionamento como mostrado no mapa simplificado mostrado abaixo. Faça um perfil A-B e escreva, com poucas palavras, sobre o ambiente proposto (Colisão, subducção (Polaridade?), cadeia meso- oceânica, limites transformantes?, etc.)

cadeia meso- oceânica, limites transformantes?, etc.) A situação acima descrita refere-se a um ambiente de

A situação acima descrita refere-se a um ambiente de subducção (margens convergentes),

processo no qual a litosfera afunda na astenosfera. A polaridade da zona de subducção aponta para o sentido nordeste.

A placa subductante saturada em água funde, dando origem a magmas geralmente de

composição andesítica, que ascendem até a superfície formando uma série de vulcões dispostos paralelamente à trincheira, isto é o denominados de arcos magmáticos, onde à distância entre os vulcões varia entre 100-400Km. O melange (mistura caótica de rocha quebrada afetada por falhas de empurrão) são formados quando os sedimentos jovens numa trincheira são amassados pelo movimento da litosfera e arrastados párea baixo em fatias limitadas por falhas de thursts.

Entre a trincheira e o arco magmático são formados duas feições topograficamente menos importantes:

Fore-arc ridge: formado pelo espessamento local da crosta devido a falhamentos de empurrões na borda da “overrind plate”; comumente ele é sobreposto a melange. Fore-arc basin: região baixa e plana entre o fore-arc ridge e o arco magmático. Back-arc basin: quando a taxa de afundamento de uma placa em subducção é maior que o movimento para frente da placa que está passando por cima, parte desta última pode ser sujeita a stress tensional. Ocorre o afinamento da crosta e abertura de uma bacia atrás e paralela ao arco magmático.

9. Quais as principais evidências que sustentaram a teoria da tectônica de placas? Discorra sobre elas.

10. Faça um desenho esquemático mostrando a localização de:

a) Arcos de ilhas

b) Trincheira

c) Fore-arc ridge

d) Fore-arc basin

e) Back arc basin

11. Como se explica à ocorrência de hipocentro de terremotos a profundidades da ordem

de 700km? Através da estagnação das Slabs (antigas camadas litosféricas subductadas, densas e frias, com

mais de 100 Ma) que preservam um comportamento rígido/ frágil a até profundidades da ordem de

670km.

Obs: Zonas de Benioff zonas de focos profundos de terremotos onde a litosfera velha e fria afunda em direção a astenosfera.

12. O que você entende por zona de Benioff? Faça um desenho ilustrando sua definição.

13. Cite os três principais tipos de limites de margens de placas e dê exemplo de cada

uma delas. Margens Convergentes – Cadeias Andinas Margens Divergentes – Cadeias meso-oceânicas Margens de Falhas Transformantes – Falha de Santo André

14. No limite de placas tectônicas sempre há criação ou consumo de litosfera. Esta afirmação é falsa ou verdadeira? Justifique sua resposta. A afirmação é falsa, pois os limites de placas tectônicas (divergentes ou convergentes) são conectados por falhas transformantes em diversas combinações diferentes. Os limites das falhas

transformantes correspondem a zonas de cisalhamento aonde uma placa desliza uma contra outra de modo que não há convergência nem divergência, ou seja, não há criação nem consumo da litosfera.

15. Como você vê os modelos tectônicos para o Arqueano (Discuta sobre os modelos

fixistas e os mobilstas)?

16. Alguns autores discordam da existência de Processos do tipo tectônica de placas

modernos no Arqueano. Comente sobre os prós e os contras da atuação de tais processos no Arqueano.

17. Vários possíveis mecanismos são propostos para explicar as estruturas de alto strain terrenos arqueanos. Cite cinco delas, discorrendo sucintamente (ilustre

nos

esquematicamente).

Subducção: geralmente produzem zonas de alto strain a níveis profundos na crosta.

 

Espalhamento

gravitacional

associado

com

diapirismo:

requer

fluxo

de

massa

sub-

horizontal nas partes superiores de domos que irão produzir padrões de strain radiais ou convergentes. Mantle decoupling: zonas de cisalhamento horizontais se formam na base da crosta devido a movimentos diferenciais em regimes convergentes ou divergentes. Compressão de crosta delgada: strains extensionais na fase extensional são retrabalhados por thrusts de zonas de cisalhamento durante subsequente convergência. Underplaiting tectônico: este processo está associado a ambientes de subducção, e requer a separação tectônica da crosta litosférica do manto.

18. Fale resumidamente sobre a formação da crosta arqueana (similaridades e diferenças) no sul da África e nos crátons canadenses. As principais diferenças e similaridades observadas no sul da África e nos crátons canadenses em relação à formação da crosta arqueana podem ser observadas a partir da caracterização de cada um descritas abaixo:

No sul da África tem-se evidências para criar um modelo para o desenvolvimento de um tipo de continente Arqueano: maior acresção de crosta oceânica e platores do Arqueano inferior, arcos de ilhas, margens ativas do tipo cordilheiriano, um orógeno colisional (Limpopo) e foreland basins; prismas acrescionários pouco importantes. Os crátons canadenses não tiveram uma história no Arqueano Inferior, eles se formaram no Arqueano Superior pela acresção de numerosos arcos de ilhas, margem continental incipiente do tipo andina e principalmente por muitos prismas acrescionários.

19. A evolução do cráton Kaapvaal (e Zimbabwe) representa a formação de um

continente arqueano. Discorra sobre o(s) estágio(s) de formação, possíveis analogias ou contrastes com os ambientes fanerozóicos. (ver na questão 6: cratons Kaapvaal e Zimbabwe)

20.

O estudo para se delinear modelos tectônicos no Arqueano, tem revelado diferentes

tipos (evolução) de crosta arqueanas. Os quatros tipos principais podem ser representados por:

a) Os cratons Kaapvaal e Zimbabwe na África

b) As Províncias Superior e Slave, no Canadá.

c) O cráton Norte-Atlântico no West-Greenland

d) O bloco Sargur, no sul da Índia.

Escolha um deste e escreva sucintamente sobre ele.

a) Os cratons Kaapvaal e Zimbabwe na África

No sul da África têm-se evidências para criar um modelo para o desenvolvimento de um tipo de continente Arqueano: maior acresção de crosta oceânica e platores do Arqueano inferior, arcos

de ilhas, margens ativas do tipo cordilheiriano, um orógeno colisional (Limpopo) e foreland basins; prismas acrescionários pouco importantes. Este modelo compreende dois estágios de evolução tectônicos: o primeiro estágio a 3.7-3.1 G.a domina os processos intra-oceânicos e a formação de um platô oceânico. Rochas máficas- ultramáficas do greenstone belt de Barberton foram obductadas sobre rochas vulcânicas do tipo arco (3.5 Ga). A amalgamação do platô oceânico/terrenos por processos de subducção/acresção formaram o Escudo Kaapvaal (3.1 Ga). No segundo estágio (3.1-2.6 Ga) ocorre acresção de fragmentos crustais por processos de subducção/acresção e a formação de riftes e bacias de foreland. Este estágio se encerra com a colisão continente-continente dos crátons Kaapvaal e Zimbabwe formando o órogeno do Limpopo.

b) As Províncias Superior e Slave, no Canadá.

A Província Superior (2.7- 2.75 Ga) possui características similares aos arcos de ilhas modernos, vários greenstone belts subparalelos e com litologias, idades e graus metamórficos contrastantes. A província Slave compreende dois terrenos (um microcontinente gnáissico e um granito greenstone belt com arco de ilha e prisma acrescionado emparelhado) com histórias tectonoestratigráficas distintas e que colidiram em 2.6 Ga. Estes crátons canadenses não tiveram uma história no Arqueano Inferior, eles se formaram no Arqueano Superior pela acresção de numerosos arcos de ilhas, margem continental incipiente do tipo andina e principalmente por muitos prismas acrescionários.

21. Discorra sobre os enxames de diques proterozóicos. (dica: duração do emplacement,

provável componente fonte dominante, profundidade de colocação, homogeneidade/heterogeneidade composicional, ligação genética com riftes extensionais, plumas ou zonas de cisalhamento, etc). Sua colocação ocorreu de maneira muito rápida, durando em torno de 2 a 3 Ma. A litosfera subcontinental parece ser a mais confiável componente fonte dominante da maioria dos magmas que geram os enxames de diques, porém ainda existem dúvidas que colocam sob suspeita esta afirmação. Os enxames de dique proterozóicos são extremamente volumosos (centenas a até 3000 Km de extensão e mais de 500 Km de largura). Eles intrudem o embasamento e cobertura dos crátons pré- cambrianos em todo o proterozóico.

Sua composição (principalmente toleítica) pode se manter constante ao longo de toda a sua extensão, porém existem algumas dúvidas quanto à homogeneidade composicional que deixam esta hipótese sob suspeita. Geralmente ocorrem dispostos paralelamente a grandes zonas de cisalhamento que exercem um controle tectônico importante para a sua gênese. Estes enxames refletem significante extensão da crosta continental; alguns autores sugerem que estes representam um braço abortado de riftes extensionais, cuja causa da extensão pode ser relacionada a processos mantélicos cujo ambiente tectônico deverá ainda ser estabelecido. Existem ainda autores que dizem que os enxames de diques estariam centrados em cabeças de plumas mantélicas.

22. Quais são as principais características dos orógenos acrescionários paleoproterozóicos (cite pelo menos um exemplo)? Faça o mesmo para os orógenos colisionais. Orógenos colisionais são formados pelo choque de um bloco continental contra outro. Representam pouco ou nenhum crescimento crustal. Freqüentemente envolve considerável retrabalhamento da crosta continental mais antiga. Exemplos: Wopway, Thelon, Australianos, Capricorn. Orógenos acrescionários são desenvolvidos largamente pela amalgamação de vários arcos de ilha, prismas acrescionários e ofiolitos. Ocorre um crescimento da crosta juvenil e subordinado retrabalhamento de crosta continental mais antiga. Exemplos: Trans-Hudson, Penokean, Birimiano.

23. Entre os vários orógenos paleoproterozóicos, escolha um dentre os acrescionários e outro entre os colisionais e discorra sobre eles (localização geográfica, geológica, formações, litotipos, idades, evolução geotectônica, etc., quando pertinente) Orógeno de Capricorn (orógeno colisional) localizado no sudoeste da Austrália, este orógeno é resultado da colisão dos crátons Pilbara e Yilgam, entre 2.0 e 1.6 Ga. Na porção norte existe um cinturão de dobras e empurrões de foreland (arenitos e basaltos) transportados para norte associado com o desenvolvimento da bacia de foreland. Na porção sul de uma zona de sutura inferida com mergulho para sul, há um batólito granítico de 1.8-1.6 Ga, e uma zona central de embasamento arqueano e cobertura paleoproterozóica intercavalgadsos. Nesta porção, depósitos de plataforma da bacia de Nabbenu são sobrepostos por basaltos do tipo oceânico e grauvacas, representando um arco obductado ou crosta oceânica, e um thrust-belt cavalgado para sul. Orógeno de Trans-Hudson (orógeno acrescionário) localizado entre o sul de Dakota, Baia de Hudson, e Greeland. Este orógeno possui uma extensão de aproximadamente 3000 Km e tem idade entre 1.9 e 1.83 Ga. Compreende uma zona interna de arcos de ilha (Flin Flon-Snow Lake e La Rongelynn Lake) margeados a noroeste pelo batólito do tipo andino Wathaman-Chipewyan. A leste tem-se um klipper contendo o ofiolito de Portunif. Basaltos submarinhos, andesitos e riolitos têm características petroquímicas de rochas vulcânicas relacionadas a subducção moderna (arco de ilha intraoceânico). Em 1.85 Ga ocorreu a colisão arco-continente e entre 1.83 e 1.80 Ga ocorrem nappes durante o término da colisão continente-continente. Alguns perfis de sísmica profunda revelaram mergulhos para oeste na porção oeste e mergulhos para leste para porção leste, e levantaram ainda algumas dúvidas: existe um microcontinente entre os dois continentes colididos? Será de idade arqueana?

24.

Comente sobre os orógenos australianos.

25. No Mesoproterozóico tivemos a quebra do supercontinente Paleoproterozóico,

formando um grande oceano. O fechamento deste oceano levou a formação de um orógeno, hoje localizado na América do Norte e uma possível correlação é feita com outro orógeno hoje situado no SW do escudo Báltico. Nomeie os termos grifados. Grande oceano oceano Grenviliano Um orógeno orógeno Grenviliano Outro orógeno orógeno Sueconorueguês

26. A aproximadamente 1100 Ma tivemos a formação de um supercontinente. Já a 750

Ma este supercontinente se fragmentou em duas metades dando origem a um grande oceano. Entre estas duas metades forma-se um cráton. No final do Pré Cambriano as duas metades mais o cráton se chocam dando origem a outro supercontinente. Nomeie os termos grifados. Um supercontinente Rodínia Grande ocano Pantalássico Um cráton Congo Outro supercontinente Panótia

27. O cinturão Pan-Africano de Moçambique originou-se da colisão de dois supercontinentes, enquanto o cinturão de Damara-Zambesi originou-se da colisão intracratônica (ou intracontinental) de dois crátons. Qual o nome destes supercontinentes e crátons envolvidos nos processos acima? Cinturão de Moçambique colisão dos supercontinentes Gondwana Leste e Oeste. Cinturão de Damara-Zambesi colisão dos crátons do Congo e Kalahari.

28. A criação do supercontinente do Neoproterozóico envolveu a formação de dois tipos

de orógenos fundamentalmente diferentes (Murphy & Nance, 1991). Descreva cada um destes tipos, exemplificando-os. Orógenos Interiores são desenvolvidos no interior de supercontinentes após a sua amalgamação. É resultado de subducção cordilheiriana em margem continental ativa: envolve colisão continente-continente, espessamento crustal por tectônica de thurst, subida-exposição de rochas crustais profundas. Exemplo: Trans-Sahara; cinturão Brasiliano. Orógenos periféricos desenvolvidos em margem de supercontinente depois de sua amalgamação. Sua criação envolve extensiva subducção de litosfera oceânica externa, formação de abundantes arcos de ilhas, bacias de back-arc e prismas acrescionais. Sem colisão continente- continente e sem espessamento crustal profundo, subida e erosão. Exemplo: Árabe-Nubiano, Cinturão Avaloniano-Cadomiano.

29. a) Defina anortositos e granitos rapakivi (possíveis rochas fontes, ambientes

geológicos e mineralizações associadas). b) Normalmente adota-se um modelo comum para

explicar os anortositos (e intrusões básicas associadas), os granitos rapakivi e as rochas vulcânicas. Discorra sobre este modelo. a) Anortositos:

Os maciços anortositos parecem representar um episódio magmático único no mesoproterozóico. Correspondem a rochas maciças a levemente acamadadas que contêm entre 75- 95% de plagioclásio (An 60 -An 40 ) com ortopiroxênio ou olivina. Os grandes maciços geralmente consistem de vários plutons, dados gravimétricos sugerem que eles são corpos finos e achatados. Sua gênese (ainda tema de várias discussões) está possivelmente relacionada ao envolvimento de basaltos; underplating de magma basáltico abaixo da crosta continental estável; concentração de plagioclásio por cristalização fracionada. Estes maciços parecem terem sido colocados em terrenos cratônicos estáveis, tanto de idade proterozóica como arqueana, ou ainda colocados próximos a não conformidade entre gnaisses arqueanos e rochas supracrustais proterozóicas sobrepostas; outros foram colocados nos limites entre terrenos distintos. Alguns autores sugerem um ambiente de rifte para a colocação dos anortositos (transição entre anortosito típico e intrusão máfica acamadada), porém em anortositos típicos não existem evidências de rifteamento. Óxidos de ferro, titânio e vanádio correspondem as principais mineralizações associadas a anortositos. Granitos rapakivi:

Sua característica mais marcante é a presença de megacristais de K-feldspato bordejados por plagioclásio. Estão fortemente associados a maciços anortosíticos, estudos geoquímicos indicam que os mesmos não foram gerados dos mesmos magmas parentais de cristalização fracionada ou fusão parcial. Este tipo de granito, parece ter sido derivado por fusão parcial de rochas da crosta inferior, onde o calor necessário para a fusão pode ter sido derivada da cristalização de magmas toleíticos em câmaras magmáticas próximas. As principais mineralizações associadas são de estanho e flúor. b) este modelo propõe que os anortositos resultariam do esfriamento em profundidade do magma basáltico, formando uma zona de cristais de plagioclásio no topo da câmara. Parte do magma básico subiria até a superfície, originando os derrames basálticos. A atividade plutônica aquece a crosta que sofre anatexia, produzindo fusões ácidas, cuja cristalização em profundidade destes daria origem aos granitos rapakivi.

30. Descreva de forma sucinta, os greenstone belts (modo de ocorrência, estratigrafia, metamorfismo, deformação e mineralizações). Os greenstone belts são sucessão de rochas supracrustais dominadas por rochas vulcânicas deformadas preponderantemente sob condições da fácies xisto verde. Como resultado do metamorfismo, rochas máficas são convertidas para xistos-verde, caracterizados pela associação mineral clorita-epidoto-actinolita-albita. No entanto, o grau de alteração raramente é tão elevado a ponto de obscurecer todas as características primarias das rochas. Os Greenstone belts (cinturão de rochas verdes) são caracterizados como ocorrências de rochas máficas vulcânicas, associadas a sedimentos antigos, que sofreram intenso processo de deformação metamórfica, localizadas em áreas de escudos e datadas de mais de 2,5 G.a. Os greenstone belts ocorrem como faixas alongadas ou irregulares bordejadas ou intrudidas por granitóides variavelmente gnaissificados. Uma estrutura em domos e quilhas é típica em muitos terrenos granito-greenstone, com os greenstones formando sinformes envolto por domos batolíticos.

No entanto, outros terrenos apresentam uma estrutura com faixas lineares alternadas de rochas metassedimentares, rochas metavulcânicas e ortognaisses. Estratigraficamente são caracterizados por mostrarem uma seqüência metavulcânica situada abaixo de rochas metassedimentares. Cada greenstone belt tem uma estratigrafia particular, mas muitos podem ser divididos em três seqüências maiores. A seqüência inferior é denominada por derrames de rochas vulcânicas máficas (toleitos pobres em K) e ultramáficas (komatiitos). Na seqüência intermediária dominam ciclos de basaltos toleíticos, andesitos e dacitos geralmente com afinidades cálcio-alcalinas. Na seqüência superior é dominantemente metassedimentar, podendo ser derivadas de sedimentos maturos (quartzitos, pelitos, carbonatos, BIFs) e/ou imaturos (grauvacas, conglomerados). Os greenstone belts mais antigos (>3 Ga) diferem dos mais jovens por conter um volume maior de Komatiitos e pela dominância de sedimento de águas rasas na seqüência sedimentar. Em greenstone belts neoarqueanos, normalmente basalto e andesitos dominam na seqüência vulcânica enquanto grauvacas são dominantes na seqüência sedimentar. Representam importantes unidades litológicas quanto a uma grande quantidade de mineralizações, principalmente associadas aos eventos sedimentares responsáveis pela origem das rochas metassedimentares, componentes deste sistema. São as principais mineralizações:

Depósitos de Au e U associados aos conglomerados;

Depósitos de Pb, Zn e Mn associados aos carbonatos;

Depósitos de Cu associados aos folhelhos.

Ocorrem também depósitos relacionados aos processos plutônicos, sendo:

Depósitos Pb e Zn associados a granitos;

Depósitos de U relacionados a granitos gerados por processos de fusão parcial da crosta.

31. Defina: a) Províncias Anorogênicas. b) Red-beds. a) As Províncias Anorogênicas são formadas por sucessões de rochas posicionadas em ambientes crustais que não sofreram significativa deformação compressiva, orogênica (podem estar associadas a falhas extensionais ou arqueadas de grandes bacia ou domos estruturais). O grau metamórfico é semelhante em todas as sucessões, inferior ou no máximo igual a fácies xisto verde baixo, inclusive nas sucessões mais antigas como as que ocorrem na África do Sul, com mais de 3 Ga.

Mais de 70 % das rochas magmáticas anorogênicas do mundo ocorrem em um cinturão (5000 Km X 1000 Km) de idade entre 1.5 e 1.27 Ga, que vai do sul da Califórnia ao Labrador, margeando o cinturão orogênico Grenville. Elas podem ser subdividas em províncias anorogênicas ígneas e sedimentares. As anorogênicas ígneas correspondem a zonas de intrusão e campos vulcânicos, englobando: os derrames basálticos de platôs, intrusões máficas estratiformes, rochas intrusivas alcalinas e kimberlitos, granitos anorogênicos incluindo os Rapakivi e os enxames de diques de diabásio nos cratons. Já as anorogênicas sedimentares variam de pequenas bacias a grandes bacias de plataformas, podendo gradar as províncias orogênicas, com estrutura horizontal a subhorizontal a suaves dobramentos, com espessura dos sedimentos variando de 1 a vários Km, em geral incluem carbonatos, arenitos, folhelhos e conglomerados.

b) Red-beds são rochas sedimentares detríticas onde pigmentos vermelho-amarronzados de óxido de ferro ocorre como película cobrindo os grãos, preenchendo poros ou dispersos na matriz

argilosa. Elas se formam em rios, planície de delta e especialmente desertos, sob condições terrestres ou de água muito rasa. Comprovam massas continentais estáveis e oxigenação da atmosfera. São arenitos arcoseanos, folhelhos e conglomerados que contêm hematita como agente pigmentante visível.

32. O que são ofiolitos? Quantos e quais são os principais tipos (Dê exemplo de cada um, mostre uma coluna estratigráfica e comente sobre eles). O termo ofiolito foi introduzido em 1813 pelo francês Alexandre Brongniart para designar uma rocha verde, composta essencialmente de serpentina (mineral de alteração das olivinas e piroxênios). São constituídos de rochas máficas-ultramáficas que representam fragmentos de crosta oceânica ou manto superior comumente associados a sedimentos marinhos na zona de contato entre as placas. Existem basicamente dois tipos principais de ofiolitos, classificados de acordo com o peridotito presente:

Harzburgitos: ofiolitos relacionados a ridges (cadeias) de rápida expansão (Pacífico leste ou bacias de back-arc Fiji), ex: Oman, Nova Guiné, Filipinas, Cuba, Nova Caledônia, Cyprus, Newfendland. Corresponde a uma rocha relativamente mais enriquecido em olivina e enstatita e um pouco de espinélio enriquecido em cromo.

Lherzolitos: ofiolitos relacionados a ridges de expansão lenta (Atlântico), ex: Trinity. Corresponde a uma rocha dominada por olivina (60-70%), mas contendo até 30-40% de dois outros minerais do grupo dos piroxênios: enstatita (20%) e diopisídio (5- 10%). Uma pequena quantidade (5-10%) corresponde a minerais ricos em alumínio, cuja natureza mineralógica destes varia com a profundidade, indicando a profundidade em que o lherzolito se equilibra com o manto: > 75 Km = granada; < 75 e > 35 Km = espinélio; < 35 Km = plagioclásio. O lherzolito é a rocha fonte no manto da qual o basalto é extraído por fusão parcial, e o resíduo refratário desta fusão é o Harzbugito.

33. Vimos que os riftes continentais podem ser classificados em categorias distintas. Comente sobre elas.

33. Vimos que os riftes continentais podem ser classificados em categorias distintas. Comente sobre elas. Eles podem ser classificados como riftes ativos e riftes passivos. Os riftes ativos são produzidos por domeamento térmico e subseqüente fraturamento da litosfera em resposta à subida de plumas do manto. Eles podem ser abordados em um estágio relativamente precoce ou evoluir até a formação de uma bacia oceânica, como no Mar Vermelho. Os riftes passivos são produzidos por fraturamento da litosfera em resposta a esforços do movimento das placas litosféricas. O rifteamento da litosfera pode se dar por cisalhamento puro ou por cisalhamento simples, no primeiro caso, horts e grabens múltiplos são produzidos durante a extensão rúptil da crosta superior, enquanto a crosta inferior e o manto litosférico sofrem extensão dúctil. No segundo caso, uma falha de deslocamento grada a uma zona de cisalhamento em profundidade que pode penetrar toda a litosfera. O deslocamento separa uma placa superior sujeita a ruptura e desenvolvimento de falhas lístricas de uma placa inferior deformada ductilmente.

34. Podemos dizer que as montanhas são altas porque a orogênese encurta e espessa a crosta e a isostasia provoca o soerguimento da crosta espessada. Cite pelo menos três, entre os vários processos discutidos em classe, responsáveis pela afirmação acima. a) Mesmo os materiais uniformes, quando comprimidos em uma direção, tendem a se expandir na direção de menor resistência. b) Rochas acamadadas são encurtadas por dobramentos, mas o empilhamento das camadas também as torna mais espessas.

c)

Thrusts espessam a crosta através do empilhamento de “lascas” da crosta uma sobre as

outras.

d)

Intrusões adicionam volume a crosta.

e)

Uma grande quantidade de magma nunca invade a crosta, mas acumula-se na sua base. Este

processo é denominado de “underplating”.

35. Defina Províncias Crustais (tipos, limites, etc.). Províncias crustais correspondem a segmentos contínuos ou semicontínuos que registram o mesmo intervalo de idades radiométricas e exibem uma evolução tectônica similar. As províncias crustais podem ser classificadas em dois tipos básicos: as orogênicas (núcleos arqueanos e cinturões móveis) e anorogênicas (ígneas e sedimentares). Além destes dois tipos principais, existem ainda as Províncias Geocronológicas (segmentos crustais que possuem um determinados padrão de idades radiométricas) e Províncias Estruturais (exibem um estilo tectônico e trends similares, sugerindo uma história estrutural comum).

Núcleos arqueanos: caracterizam-se pela presença de rochas com idades entre 2.5 e 3.9 G.a; as principais associações litológicas são os Granito-Greenstone belts (rochas vulcânicas máficas e sedimentares, com baixo grau metamórfico, circundadas por uma variedade de granitos e gnaisses, na maior parte, intrusivas no greenstone) e as metamórficas de alto grau (fácies anfibolito alto a granulito, caracterizados por gnaisses e migmatitos).

Cinturões móveis: Pré-cambrianos (cinturões orogenéticos lineares a curvilíneos, que cortam ou circundam parcialmente os núcleos arqueanos; caracterizados por gnaisses, migmatitos, uma variedade de supracrustais e intrusões ígneas) e Fanerozóicos (em geral possuem dimensões maiores que os cinturões Pré- cambrianos, os níveis de erosão são mais rasos que os do Pré-cambriano, caracterizados por associações de rochas vulcânicas cálcio-alcalinas, grauvacas, folhelhos, carbonatos, quartzitos, arenitos e associações de plataformas estáveis).

Anorogênicas ígneas: correspondem a zonas de intrusão e campos vulcânicos, englobando: os derrames basálticos de platôs, intrusões máficas estratiformes, rochas intrusivas alcalinas e kimberlitos, granitos anorogênicos incluindo os Rapakivi e os enxames de diques de diabásio nos cratons.

Anorogênicas sedimentares: variam de pequenas bacias a grandes bacias de plataformas, podendo gradar as províncias orogênicas, com estrutura horizontal a subhorizontal a suaves dobramentos, com espessura dos sedimentos variando de 1 a vários Km, em geral incluem carbonatos, arenitos, folhelhos e conglomerados. Os limites das províncias crustais podem ser caracterizados por falhas/zonas de cisalhamento, discordâncias erosionais, mudanças bruscas no grau metamórfico e feições geofísicas (principalmente gravimétricas e magnéticas).

36. Comente sobre os dois principais modelos de Convecção do Manto.

1ª AVALIAÇÃO DE PROSPECÇÃO

(PERÍODO 2004.2)

PROFESSOR: AUGUSTO

1. De acordo com um mapa ilustrando uma anomalia gravimétrica associado a uma rede de drenagens em superfície, assinale o possível tipo de corpo analisado.

2. De acordo com os dois perfis de susceptibilidade magnética (um para o corpo x e outro para o y) em rochas com quantidade considerável de magnetita e cromita, assinale o possível tipo de corpo associado.

3. De acordo com os diversos tipos de estudos e serviços desenvolvidos numa área de prospecção de ouro em veios de quartzo bastante intemperizada, monte um cronograma lógico para o desenvolvimento das atividades.

4. De acordo com os dados fornecidos na questão (perfis com anomalias gravimétricas,

eletromagnéticas, magnéticas, radiométricas, minerais farejadores, razão de elementos

químicos

)

sugira possíveis litologias e mineralizações.

5. Idem questão 04.

6. Um corpo mineralizado contendo pirita, calcopirita, arsenopirita, esfalerita e molibidenita está sofrendo um enriquecimento supergênico com a rocha encaixante causando na superfície do corpo alterações nos feldspatos . Tem-se uma mineralização do tipo gossan. São fornecidos ainda perfis magnéticos e de polarização induzida. Com base nestas informações:

a) trace perfis radiométricos, gravimétricos e de potencial espontâneo.

b) trace um perfil com uma associação de elementos químicos associados a mineralização.

c) Supondo que os trabalhos rotineiros de campo irão prosseguir com sondagens e amostragens pedogeoquímicas, cite ,destes 5 métodos, 2 deles que melhor acompanharão os trabalhos. Justifique sua resposta.

2ª AVALIAÇÃO DE PROSPECÇÃO

(PERÍODO 2004.2)

PROFESSOR: AUGUSTO

1- Discuta as vantagens da sondagem Rotativa sobre a sondagem à percussão?(1,5)

A sondagem rotativa é mais utilizada para perfurações profundas e em material mais resistente, o

qual pode ser amostrado por testemunhagem, possibilitando a execução de análises geofísicas e geoquímicas

diretas com exata precisão do local (profundidade) da análise.

Além disso a sondagem rotativa é bem mais rápida, permitindo uma maior produtividade, com

execução de mais furos em menor tempo de serviço. As coroas utilizadas na sondagem rotativa vão depender

da dureza do material. A sondagem rotativa permite a execução de furos inclinados, ascendentes ou

descendentes e também de furos horizontais.

A sondagem à percussão, por sua vez, é mais utilizada para terrenos com material menos resistente,

podendo ser utilizada nos primeiros metros de execução de uma sondagem rotativa. As desvantagens

principais, são a baixa produtividade em função da lentidão característica deste tipo de sondagem e a

incapacidade de amostragem com grande precisão.

2- Discuta os processo de coleta e redução de amostras de jazidas?(1,5)

6. Amostragem de Jazidas:

Amostragem realizada em um depósito mineral para definição de teores mínimos, médios e máximos, com

determinação absoluta dos teores de metais presentes, com o objetivo de cubagem e tonelagem do minério.

Utilizando técnicas de análises químicas específicas para a abertura/ quebra dos minerais e liberação dos

elementos a serem analisados.

Envolve-se nesta amostragem os trabalhos de coleta, preparação de amostras e análise química, segundo

técnicas e procedimentos específicos nestas etapas de cubagem de jazidas.

Processos de coleta:

Canais: Espessura e comprimentos determinados com intervalos regulares, ao longo de

afloramentos, trincheiras, minas (acompanhamento). Largura e profundidades constantes,

perpendicularmente ao corpo mineralizado, retirada em sacos plásticos com talhadeiras,

martelos, etc.

Fragmentos: Coleta de amostras em vagões de trens e caminhões nas minas, e em

afloramentos de lugares específicos para amostragem composta na determinação de teor

Amostras de testemunhos de sondagem: Normalmente 1 metro.

médio.

Sondagem semi-industrial: Amostras de 10 a 15 toneladas para teste piloto, antes da

definição da planta de beneficiamento (flotação, magnético, gravimétrico, perfil,

granulometria e etc.), chegando-se aos processos de concentração adequada de acordo com o

tipo de minério, bem como, auxilia na determinação dos parâmetros (abertura, velocidade e

etc.) dos equipamentos a serem utilizados na planta e os tipos de compostos químicos mais

apropriados em cada etapa de beneficiamento.

Preparação de amostras: Os principais processos são:

Homogeneização;

Britagem;

Quarteamento; e

Pulverização.

Se a amostra estiver molhada, deve ser submetida a uma secagem em estufa.

A quantidade mais comumente enviada para análise é de 100 gramas, lembrando que é necessário o

armazenamento de parte das amostras coletadas.

Análise Química:

Para minério: valor mais próximo do real.

Técnicas de análise que promovam “abertura” dos minerais para a liberação dos elementos alvo,

utilizando compostos químicos adequados para cada tipo de mineral-minério.

Cálculo de teor médio:

Espessura média = espessuras locais * comprimentos locais

comprimentos locais

Teor médio = espessuras locais * comprimentos locais * teor local

espessuras locais * comprimentos locais

Quais as categorias de reservas geológicas definidas pelo código de mineração e quais as unidades usuais de qualificação e quantificação das mesmas?

7. Avaliação Geológica:

Pela legislação brasileira há três tipos de reservas, as quais devem ser identificadas de acordo com a acurácia

dos processos de avaliação geológica:

Reservas:

Medidas: Os valores da reserva são reais, obtidos por meio de cálculos determinados, utilizando

3-

informações verdadeiras e precisas (sondagem de detalhe com malha regular).

Indicadas: Os valores são obtidos tomando-se como base as informações das reservas medidas

adjacentes, somadas a uma pequena quantidade de dados reais dentro da área. (Menor quantidade de

furos de sondagem). Há certeza da existência do depósito mineral.

Inferidas: Os valores de reserva são obtidos por extrapolação das informações já existentes aliadas

a dados de poços muito espaçados, não devendo considerar estes valores como reais. Não há cálculos

precisos.

As reservas classificadas informalmente como “potenciais” são aquelas baseadas na experiência de

um profissional por comparação com outras áreas de características geológicas similares, sem nenhuma

espécie de cálculo. Não há certeza da existência do depósito mineral.

A cubagem é normalmente realizada com parâmetros de volume e tonelagem. Tonelagem de

minério/metal é dado em toneladas. Volume do minério em rochas ornamentais é dado em metros cúbicos.

No caso de metal a tonelagem pode ser dada em Q, peso em quilos.

Q

= T * t

Q = Quantidade

A = Teor * espessura

Q

= S * A * d

T = Tonelagem

d = Densidade média

T

= S * e * d

S = Superfície

t = Teor médio

e = Espessura média total

As unidades usuais de expressão das reservas, em qualidade, são: Percentagem (%), g/ton e g/m 3 .

4- Quais os principais parâmetros para analises técnico-econômica de uma jazida?

a. Parâmetros para análise técnica econômica:

i. Reservas lavráveis;

ii. Teores limites ( cut off grade);

iii. Teor mínimo compensador;

iv. Produção Run-of-mine;

v. Vida útil; e

vi. Recuperação metalúrgica.

FUNDAMENTOS DE METALOGÊNESE PRIMEIRA AVALIAÇÃO PROFESSOR: RICARDO SALLET (PERÍODO 2004.1)

1. Cite os principais tipos de processos geológicos de alteração. Escolha um deles, explique e dê um exemplo.

2. Defina paragênese e seqüência paragenética.

3. Cite as principais alterações hidrotermais. Explique o método gráfico através do qual são estudadas as paragêneses das alterações.

4. O que é zonação de um minério? Cite as escalas em que as mesmas ocorrem.

5. Explique o que são mineralizações singenéticas e epigenéticas. Dê um exemplo para cada caso.

FUNDAMENTOS DE METALOGÊNESE PRIMEIRA AVALIAÇÃO PROFESSOR: RICARDO SALLET

I PARTE ( 25 pontos)

1) Defina os termos clark, anômalia geoquímica, fator de concentração, teor de corte, rendimento de

beneficiamento e vida útil de um depósito

2)

quais as relações entre teor corte, rendimento de beneficiamento, vida útil e preços de mercado.

3)

você explora um veio de quartzo aurífero. Após os estudos geólogicos e econômicos você

constatou que a parte central do filão com teores de Au igual ou acima do teor de corte poderia ser explorada, com lucro é claro, em cinco anos. Para o investimento na exploração da mina você obteve financiamento de um banco. Ao final dos cinco anos, infelizmente, não somente você não

teve lucro, como não terminou de pagar suas dívidas. A tonelagem total produzida foi inferior a prevista, por causa de um rendimento de beneficiamento abaixo do esperado. Sabendo que no veio resta ainda Au no rejeito e no veio, mas abaixo de teor de corte, e que a previsão para o próximo ano é de volatilidade dos preços do Au, ou seja amplas variações:

a) o que você poderia fazer ?

b) e o que você poderia esperar do mercado?, para pelo menos esperar poder pagar suas dívidas.

II PARTE (35 pontos)

1) Visando um cargo de geólogo prospector de uma empresa atuando na prospecção de depósitos do

tipo pórfiro na Cordilheira dos Andes, você vai passar por várias provas no Departamento de Pessoal, em concorrência com outros candidatos. Você está ainda cursando o último ano numa Universidade situada em uma área sem depósitos do tipo pórfiro. Para preparar a prova prática, a de maior peso, com o geólogo chefe:

a) que tipos de amóstras, de mão e em lâminas, você esperaria encontrar na coleção no seu

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