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Segunda-feira, 23 de Março de 2015 I Série – N.

º 39

DIÁRIO DA REPÚBLICA
ÓRGÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA

Preço deste número - Kz: 250,00


Toda a correspondência, quer oficial, quer ASSINATURA O preço de cada linha publicada nos Diários
relativa a anúncio e assinaturas do «Diário . Ano da República 1.ª e 2.ª série é de Kz: 75.00 e para
da República», deve ser dirigida à Imprensa
As três séries . . .. . .. . .. . .. . .. . .. Kz: 470 615.00 a 3.ª série Kz: 95.00, acrescido do respectivo
Nacional - E.P., em Luanda, Rua Henrique de
A 1.ª série . . .. . .. . .. . .. . .. . .. Kz: 277 900.00 imposto do selo, dependendo a publicação da
Carvalho n.º 2, Cidade Alta, Caixa Postal 1306,
www.imprensanacional.gov.ao - End. teleg.: A 2.ª série . . .. . .. . .. . .. . .. . .. Kz: 145 500.00 3.ª série de depósito prévio a efectuar na tesouraria
«Imprensa». A 3.ª série . . .. . .. . .. . .. . .. . .. Kz: 115 470.00 da Imprensa Nacional - E. P.

SUMÁRIO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Presidente da República
Decreto Presidencial n.º 73/15:
Decreto Presidencial n.º 73/15
Aprova o Estatuto Orgânico do Instituto de Fomento Turístico de de 23 de Março
Angola. — Revoga toda a legislação que contrarie o disposto no Havendo necessidade de se adequar o Estatuto Orgânico
presente Diploma.
do Instituto de Fomento Turístico de Angola ao novo quadro
Decreto Presidencial n.º 74/15:
Aprova o Regulamento das Organizações Não Governamentais. — Revoga normativo estabelecido pelo Decreto Legislativo Presidencial
toda a legislação que contrarie o disposto no presente Diploma, n.º 2/13, de 25 de Junho, que estabelece as Regras de Criação,
nomeadamente o Decreto n.º 84/02, de 31 de Dezembro.
Estruturação e Funcionamento dos Institutos Públicos;
Decreto Presidencial n.º 75/15:
Cria o Conselho Nacional do Sistema de Controlo e Qualidade e aprova O Presidente da República decreta, nos termos da alínea d)
o seu Regulamento. do artigo 120.º e do n.º 1 do artigo 125.º, ambos da Constituição
Despacho Presidencial n.º 22/15: da República de Angola, o seguinte:
Cria uma Comissão Interministerial encarregue de preparar as condições
técnico-materiais para a realização da Reunião do Caucus Africano, ARTIGO 1.º
coordenada pelo Ministro das Finanças. (Aprovação)
Despacho Presidencial n.º 23/15: É aprovado o Estatuto Orgânico do Instituto de Fomento
Autoriza a celebração do contrato de fornecimento de 4.000 casas evolutivas,
na modalidade «Chave na Mão» a instalar no empreendimento sito no Turístico de Angola, anexo ao presente Decreto Presidencial
Zango IV, em Luanda, entre o Ministério das Finanças e a Empresa e que dele é parte integrante.
Alfermetal, S.A., no valor de Kz: 10.000.000.000,00, cuja distribuição
é de 800 no ano de 2014, 1.600 no ano de 2015 e 1.600 em 2016 e ARTIGO 2.º
delega competência ao Ministro das Finanças para praticar todos os (Revogação)
actos identificados no presente Despacho Presidencial.
É revogada toda a legislação que contrarie o disposto no
Ministério da Construção presente Diploma.
Decreto Executivo n.º 130/15: ARTIGO 3.º
Aprova o Regulamento Interno do Gabinete de Tecnologias de Informação
(Dúvidas e omissões)
deste Ministério. — Revoga toda legislação que contrarie o disposto
no presente Decreto Executivo. As dúvidas e omissões resultantes da interpretação e
Decreto Executivo n.º 131/15: aplicação do presente Decreto Presidencial são resolvidas
Aprova o Regulamento Interno do Gabinete de Intercâmbio deste pelo Presidente da República.
Ministério. — Revoga toda legislação que contrarie o disposto no
presente Decreto Executivo. ARTIGO 4.º
(Entrada em vigor)
Ministério da Geologia e Minas
O presente Diploma entra em vigor na data da sua publicação.
Despacho n.º 98/15:
Concede à Endiama Mining, Limitada e suas associadas os direitos Apreciado em Conselho de Ministros, em Luanda, aos 27
mineiros sobre jazigos secundários de diamantes situados na Província de Fevereiro de 2015.
da Lunda-Norte.
Publique-se.
Despacho n.º 99/15:
Cria a Comissão de Negociações para o projecto de metais ferrosos e não Luanda, aos 17 de Março de 2015.
ferrosos apresentados pela Pebric Mining & Consulting, Limitada,
doravante designada por CN. O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
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ESTATUTO ORGÂNICO DO INSTITUTO f) Propor o aproveitamento, a construção ou reabilita-


DE FOMENTO TURÍSTICO DE ANGOLA ção do património turístico estatal e definir o seu
plano de gestão;
CAPÍTULO I g) Autorizar a concessão e exploração de infra-estruturas
Disposições Gerais afectas ao INFOTUR, nos termos da lei;
h) Participar em planos de ordenamento dos recursos
ARTIGO 1.º
turísticos;
(Definição e natureza jurídica)
i) Fomentar e promover a prática do turismo interno,
O Instituto de Fomento Turístico de Angola, abreviadamente estimulando o aproveitamento e valorização dos
designado por «INFOTUR», é um instituto público do sector recursos turísticos do País;
económico, dotado de personalidade jurídica, autonomia j) Elaborar os planos de actividades e o orçamento do
administrativa, financeira e patrimonial. INFOTUR;
ARTIGO 2.º
k) Propor a constituição de cadeias hoteleiras estatais
(Sede e âmbito) ou mistas;
l) Efectuar a prospecção e investigação dos sítios de
O INFOTUR tem a sua sede em Luanda e exerce a sua
interesse turístico;
actividade em todo o território nacional. m) Elaborar o Plano Nacional de Marketing e Promo-
ARTIGO 3.º ção Turística;
(Objecto) n) Participar na criação de sociedades comerciais de
O INFOTUR tem como objecto fomentar o turismo interno, exploração turística, sob a forma de contribuições
promover a imagem do País a nível nacional e internacional financeiras, concessões de terrenos e/ou em outras
como marca e destino turístico, executar acções de captação formas de joint venture;
de investimentos capazes de fomentar a oferta hoteleira e o) Realizar directa e indirectamente as actividades
complementares e assessorias às suas atribuições
turística nacional.
por deliberação do Conselho Directivo ou autori-
ARTIGO 4.º zação do Órgão de Superintendência sem prejuízo
(Superintendência)
do previsto por lei;
O INFOTUR está sujeito à superintendência do Titular p) Proceder, nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo
do Poder Executivo, exercida pelo Titular do Departamento 11.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13, de
Ministerial da Hotelaria e Turismo. 25 de Junho, auditoria financeira interna ou externa
ARTIGO 5.º traduzida na análise das contas, da legalidade e
(Legislação aplicável) regularidade financeira das despesas efectuadas,
bem como analisar a sua eficiência e eficácia;
O INFOTUR rege-se pelo presente Estatuto, pela legis-
q) Vender serviços de apoio técnico, bem como realizar
lação que regula o Sector da Hotelaria e Turismo, bem como
actos mercantis decorrentes da implementação da
pela legislação complementar em vigor no ordenamento marca de turismo Angola;
jurídico angolano. r) Propor ao Órgão de Superintendência e ao Ministério
ARTIGO 6.º das Finanças a alienação do património hoteleiro
(Atribuições) e turístico estatal, nos termos da lei;
O INFOTUR tem as seguintes atribuições: s) Aprovar o seu Regulamento Interno necessário para
a) Promover a imagem de Angola como marca e des- o bom funcionamento da Instituição;
tino turístico; t) Executar as políticas que fomentem e promovam as
b) Promover acções de captação de investimentos áreas de interesse turístico definidas para o Sector;
capazes de fomentar a expansão da rede hoteleira u) Propor ao Órgão de Superintendência e ao Minis-
e turística nacional; tério da Administração do Território a criação de
Serviços Locais do INFOTUR;
c) Promover conferências, feiras e fóruns de negócios
v) Estabelecer e fomentar um canal de transferência
nacionais e internacionais, actividades lúdicas,
internacional de tecnologia do turismo que integre
bem como garantir a promoção da procura e da
e permita assimilar, conhecimentos e experiências
oferta hoteleira e turística nacional; mais avançadas e necessárias para promover o
d) Ser um instrumento de intervenção e gestão da par- desenvolvimento da cultura profissional da indús-
ticipação do Estado para a organização, fomento, tria turística nacional;
valorização e administração das infra-estruturas w) Promover e desenvolver a colaboração e coope-
sócio-económicas indispensáveis ao desenvolvi- ração internacional em matéria de investigação
mento da indústria hoteleira e turística nacional; e desenvolvimento com instituições homólogas;
e) Conceber a inventariação dos recursos e património x) Exercer as demais atribuições estabelecidas por lei
hoteleiros e turísticos do Estado; ou determinadas superiormente.
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CAPÍTULO II c) Proceder ao acompanhamento sistemático da acti-


Organização em Geral vidade do INFOTUR, tomando as providências
que as circunstâncias exigem;
ARTIGO 7.º
(Órgãos e serviços) d) Exercer as demais competências estabelecidas por
lei ou determinadas superiormente.
O INFOTUR compreende os seguintes órgãos e serviços:
1. Órgãos de Gestão: ARTIGO 9.º
a) Conselho Directivo; (Director Geral)
b) Director Geral; 1. O Director Geral é o órgão singular de gestão permanente
c) Conselho Fiscal. que assegura e coordena as actividades do Instituto, nomeado
2. Serviços de Apoio Agrupados: em comissão de serviço pelo Titular do Órgão responsável
a) Departamento de Apoio ao Director Geral; pelo Sector da Hotelaria e Turismo.
b) Departamento de Administração e Serviços Gerais; 2. O Director Geral tem as seguintes competências:
c) Departamento de Recursos Humanos. a) Dirigir os serviços do INFOTUR;
3. Serviços Executivos: b) Representar o INFOTUR em juízo e fora dele;
a) Departamento de Estudos e Projectos; c) Exercer os poderes gerais de gestão técnica, admi-
b) Departamento de Desenvolvimento de Produtos e nistrativa, financeira e patrimonial;
Destinos Turísticos; d) Elaborar e executar os instrumentos de gestão pre-
c) Departamento de Marketing e Promoção; visional e submetê-los à aprovação do Conselho
d) Departamento de Supervisão Técnica e Tecnologias Directivo;
de Informação; e) Remeter os instrumentos de gestão ao Órgão de
e) Departamento de Investimentos. Superintendência e às instituições de controlo
4. Serviços Locais: interno e externo previstas na lei, com o parecer
Serviços Provinciais ou Regionais.
do Conselho Fiscal;
CAPÍTULO III f) Propor a nomeação dos Directores-Adjuntos do
Organização em Especial INFOTUR e dos responsáveis das representações
a nível nacional e internacional, se for caso disso;
SECÇÃO I
g) Exarar ordens de serviços e instruções necessárias
Órgãos de Gestão
ao funcionamento do INFOTUR;
ARTIGO 8.º h) Nomear e exonerar o pessoal do quadro definitivo,
(Conselho Directivo)
eventual ou temporário do INFOTUR, nos ter-
1. O Conselho Directivo é o órgão colegial que delibera mos da lei;
sobre os aspectos da gestão permanente do INFOTUR. i) Celebrar contratos com pessoas singulares ou colec-
2. O Conselho Directivo tem a seguinte composição: tivas, públicas ou privadas, nos termos legais;
a) Director Geral, que o preside; j) Assegurar a gestão e o desenvolvimento técnico-
b) Directores Gerais-Adjuntos; -científico do INFOTUR;
c) Chefes de Departamento; k) Promover a formação, o aperfeiçoamento profissional
d) Dois vogais designados pelo Titular do Departamento e a contínua elevação do nível de conhecimento
Ministerial responsável pelo Sector da Hotelaria científico e técnico dos seus funcionários;
e Turismo. l) Promover as relações de cooperação e intercâmbio de
3. O Director Geral pode convidar quaisquer entidades, experiências com entidades nacionais e estrangeiras;
cujo parecer entenda necessário para a tomada de decisões
m) Exercer as demais competências estabelecidas por
relativa às matérias a serem tratadas pelo Conselho Directivo.
lei ou determinadas superiormente.
4. O Conselho Directivo reúne-se ordinariamente uma
3. O Director Geral é coadjuvado no exercício das suas
vez por mês, e a título extraordinário, sempre que convocado
funções pelos Directores Gerais-Adjuntos.
pelo Director Geral.
4. Nas suas ausências ou impedimentos, o Director Geral
5. A convocatória da reunião deve ser enviada 5 (cinco)
dias antes da data da realização da reunião, devendo conter é substituído por um dos Directores Gerais-Adjuntos por
indicação precisa dos assuntos a tratar e fazer-se acompanhar si designado.
dos documentos sobre os quais o Conselho Directivo é cha- ARTIGO 10.º
mado a deliberar. (Director Geral-Adjunto para a Área Administrativa e Financeira)
6. As deliberações do Conselho Directivo são aprovadas 1. O Director Geral-Adjunto para a Área Administrativa
por maioria simples, tendo o Presidente voto de qualidade, e Financeira tem as seguintes competências:
em caso de empate. a) Elaborar e coordenar os planos anuais de orçamento
7. O Conselho Directivo tem as seguintes competências:
e de actividade financeira do INFOTUR;
a) Aprovar os instrumentos de gestão previsional e os
documentos de prestação de contas do INFOTUR; b) Apresentar propostas do orçamento, de despesas,
b) Aprovar a organização técnica e administrativa, balanços, balancetes e contas para aprovação pelo
bem como o Regulamento Interno do INFOTUR; Conselho Directivo;
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c) Submeter à aprovação do Conselho Directivo o 4. O Conselho Fiscal tem as seguintes competências:


plano de organização administrativa e financeira a) Emitir pareceres nos prazos legalmente previstos,
do INFOTUR; sobre relatórios de actividades e contas anuais,
d) Zelar pelo controlo do património do INFOTUR; bem como sobre a proposta de orçamento do
e) Exercer as demais competências estabelecidas por
INFOTUR;
lei ou determinadas superiormente.
2. O Director Geral-Adjunto para a Área Administrativa b) Emitir pareceres sobre o cumprimento das normas
e Financeira é nomeado em comissão de serviço pelo Titular reguladoras da actividade do INFOTUR;
do Órgão responsável pelo Sector da Hotelaria e Turismo. c) Proceder à verificação regular dos fundos existentes
ARTIGO 11.º e fiscalizar a escrituração da contabilidade;
(Director Geral-Adjunto para a Área Técnica) d) Exercer as demais competências estabelecidas por
1. O Director Geral-Adjunto para a Área Técnica tem as lei ou determinadas superiormente.
seguintes competências: SECÇÃO II
Serviços de Apoio Agrupados
a) Preparar projectos técnicos de ordenamento das
potencialidades turísticas do País; ARTIGO 13.º
(Departamento de Apoio ao Director Geral)
b) Elaborar planos estratégicos de exploração racional
1. O Departamento de Apoio ao Director Geral é o serviço
dos recursos turísticos;
encarregue das funções de apoio nas áreas do secretariado
c) Desenvolver planos de investigação, consultoria e de direcção, assessoria jurídica, intercâmbio, documentação
assessoria profissionalizadas, quando solicitadas e informação.
por organismos públicos ou privados; 2. O Departamento de Apoio ao Director Geral tem as
d) Supervisionar a actividade de inventariação dos seguintes competências:
recursos e assistência técnica das infra-estruturas a) Estabelecer relações de cooperação com instituições
turístico-hoteleiras afectas ao INFOTUR; congéneres no domínio do fomento e promoção
e) Promover a imagem do País e dos seus recursos do turismo;
turísticos, mediante a realização e participação em b) Acompanhar os actos jurídicos para os quais seja
especialmente designado;
feiras, conferências e fóruns de negócios nacionais
c) Manter o INFOTUR informado sobre a legislação
e internacionais ou em quaisquer outros eventos
aplicável à função pública, especialmente a rela-
de carácter turístico;
tiva ao sector turístico;
f) Assegurar e implementar o funcionamento dos ser-
d) Acompanhar todos os assuntos jurídicos relacionados
viços de informação turística junto do público; com o desenvolvimento do INFOTUR;
g) Orientar a elaboração do Plano Nacional de Marke- e) Elaborar e emitir parecer técnico relativamente a
ting Turístico; documentos de natureza jurídica e administrativa;
h) Exercer as demais competências estabelecidas por f) Dar tratamento às informações e à tramitação da acti-
lei ou determinadas superiormente. vidade administrativa inerente ao Departamento;
2. O Director Geral-Adjunto para a Área Técnica é nomeado g) Exercer as demais competências estabelecidas por
em comissão de serviço pelo titular do Órgão responsável pelo lei ou determinadas superiormente.
Sector da Hotelaria e Turismo. 3. O Departamento de Apoio ao Director Geral é dirigido
por um Chefe de Departamento.
ARTIGO 12.º
(Conselho Fiscal) ARTIGO 14.º
(Departamento de Administração e Serviços Gerais)
1. O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização
interna, encarregue de analisar e emitir parecer de índole 1. O Departamento de Administração e Serviços Gerais
económico, financeira e patrimonial sobre a actividade é o serviço encarregue das funções de gestão orçamental,
do INFOTUR. finanças, património, transporte, relações públicas e protocolo
2. O Conselho Fiscal é composto por um Presidente, do INFOTUR.
indicado pelo Titular do Órgão responsável pelo Sector das 2. O Departamento de Administração e Serviços Gerais
Finanças Públicas e por dois vogais indicados pelo Titular do tem as seguintes competências:
Órgão que superintende a Actividade do Instituto, devendo a) Assegurar a gestão do património mediante a inven-
um deles ser especialista em contabilidade pública. tariação dos bens móveis e imóveis e garantir a
3. O Conselho Fiscal reúne-se ordinariamente de 3 (três) sua conservação;
em 3 (três) meses e, extraordinariamente, sempre que con- b) Elaborar propostas e efectuar operações relativas à
vocado pelo seu Presidente ou por solicitação fundamentada aquisição de equipamentos, materiais e serviços
por qualquer dos seus vogais. para o normal funcionamento do INFOTUR;
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c) Elaborar as propostas orçamentais dentro dos pra- c) Realizar estudos e diagnósticos de projectos estra-
zos legais; tégicos para o INFOTUR;
d) Elaborar o relatório de prestação de contas sobre a d) Participar na elaboração de planos relacionados
situação financeira e patrimonial do INFOTUR, com o turismo;
dentro dos prazos exigidos;
e) Elaborar dados estatísticos relativos às infra-estruturas
e) Cuidar da expedição da correspondência oficial do
turístico-hoteleiras do INFOTUR e remetê-los ao
INFOTUR;
f) Assegurar e protocolar as sessões do Conselho Direc- Órgão de Superintendência;
tivo, seminários, reuniões, conferências e outros; f) Elaborar projectos de construção e reabilitação de
g) Participar na preparação das deslocações dos diri- infra-estruturas hoteleiras e turísticas estatais ou
gentes, responsáveis e técnicos do INFOTUR e mistas;
de outras entidades convidadas; g) Elaborar estudos que permitam ampliar a diversidade
h) Assegurar a manutenção e o uso eficiente dos meios da oferta de bens e serviços turísticos;
de transporte disponíveis do INFOTUR; h) Exercer as demais competências estabelecidas por
i) Exercer as demais competências estabelecidas por lei ou determinadas superiormente.
lei ou determinadas superiormente.
3. O Departamento de Estudos e Projectos é dirigido por
3. O Departamento de Administração e Serviços Gerais é
um Chefe de Departamento.
dirigido por um Chefe de Departamento.
ARTIGO 17.º
ARTIGO 15.º
(Departamento de Desenvolvimento de Produtos e Destinos Turísticos)
(Departamento de Recursos Humanos)
1. O Departamento de Recursos Humanos é o serviço de 1. O Departamento de Desenvolvimento de Produtos e
apoio técnico responsável pela concepção e execução das Destinos Turísticos é o serviço encarregue de fazer a pros-
políticas de gestão dos quadros do Instituto, nomeadamente pecção e assegurar a execução estratégica do aproveitamento
nos domínios do desenvolvimento do pessoal de carreiras, dos recursos turísticos.
do recrutamento, da avaliação de desempenho, entre outros. 2. O Departamento de Desenvolvimento de Produtos e
2. O Departamento dos Recursos Humanos tem as seguin- Destinos Turísticos tem as seguintes competências:
tes competências: a) Proceder à prospecção de recursos e sítios turísti-
a) Organizar os processos relativos ao provimento,
cos do País que permitam a correcta distribuição
ingresso, promoção, transferência, nomeação,
territorial das correntes turísticas;
exoneração e reforma do pessoal, bem como o
registo e controlo da sua situação laboral; b) Assegurar a execução da estratégia definida para o
b) Desempenhar acções relacionadas com a mobilidade sector turístico;
dos quadros, nos termos da lei; c) Criar condições para o desenvolvimento estruturado
c) Avaliar o desempenho contínuo do pessoal do qua- de produtos e destinos turísticos;
dro, tendo em atenção os níveis de produtividade d) Proceder à inventariação dos recursos, sítios e patri-
no trabalho evidenciados; mónio turísticos do País;
d) Elaborar o plano de efectividade do pessoal do quadro; e) Exercer as demais competências estabelecidas por
e) Elaborar planos de formação dos quadros do lei ou determinadas superiormente.
INFOTUR;
3. O Departamento de Desenvolvimento de Produtos e
f) Exercer as demais competências estabelecidas por
lei ou determinadas superiormente. Destinos Turísticos é dirigido por um Chefe de Departamento.
3. O Departamento de Recursos Humanos é dirigido por ARTIGO 18.º
um Chefe de Departamento. (Departamento de Marketing e Promoção)

SECÇÃO III 1. O Departamento de Marketing e Promoção é o serviço


Serviços Executivos encarregue de promover e divulgar os produtos turísticos do País.
ARTIGO 16.º 2. O Departamento de Marketing e Promoção tem as
(Departamento de Estudos e Projectos) seguintes competências:
1. O Departamento de Estudos e Projectos é o serviço a) Promover a imagem de Angola como marca e destino
encarregue do estudo, diagnóstico e elaboração de projectos turístico a nível nacional e internacional;
de construção ou reabilitação e aproveitamento de empreen- b) Publicitar os recursos e sítios turísticos do País com
dimentos hoteleiros e turísticos. vista a uma correcta distribuição territorial das
2. O Departamento de Estudos e Projectos tem as seguin- correntes turísticas;
tes competências: c) Promover estudos que permitam ampliar a divul-
a) Participar nos estudos e projectos para a definição gação da oferta de bens e serviços turísticos no
de áreas de interesse turístico; exterior do País;
b) Acompanhar a implementação de projectos em d) Processar e promover em vídeo, áudio e imprensa,
execução que estejam sob alçada do INFOTUR; os atractivos turísticos naturais, culturais e
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sócio-económicos do País, através dos diversos 2. O Departamento de Investimentos tem as seguin-


meios promocionais e publicitários; tes competências:
e) Promover os destinos e produtos turísticos nacionais a) Assegurar a produção corrente e a comercialização
em colaboração com agentes públicos e privados; de material turístico promocional;
f) Gerir o portal de turismo do INFOTUR; b) Promover e executar políticas de rentabilização dos
g) Elaborar o Plano Nacional de Marketing e Promo- recursos turísticos, mediante acordos com parceiros
ção Turística;
públicos ou privados, nos termos da lei;
h) Promover e participar em feiras do turismo, a nível
c) Elaborar estudos de viabilidade económica dos
nacional e internacional;
empreendimentos turísticos e hoteleiros atribuídos
i) Promover a instalação e funcionamento dos postos
de informação turística em sítios estratégicos e ao INFOTUR;
de interesse turístico; d) Avaliar os custos da construção, reabilitação de
j) Assegurar a divulgação e publicitação das áreas de infra-estruturas turístico-hoteleiros afectas ao
interesses turísticos em feiras, conferências e INFOTUR;
fóruns nacionais e internacionais; e) Remeter os pareceres sobre a rentabilidade econó-
k) Exercer as demais competências estabelecidas por mica e financeira das infra-estruturas atribuídas
lei ou determinadas superiormente. ao INFOTUR;
3. O Departamento de Marketing e Promoção é dirigido f) Emitir parecer em relação às propostas de investi-
por um Chefe de Departamento. mento de terceiros, a realizar em parceria com o
ARTIGO 19.º INFOTUR;
(Departamento de Supervisão Técnica e Tecnologias de Informação)
g) Propor a Direcção do INFOTUR a realização de
1. O Departamento de Supervisão Técnica e Tecnologias de
programas e projectos de investimento que permi-
Informação é o serviço encarregue de inventariar, supervisionar,
modernizar e inovar a qualidade dos serviços. tam a arrecadação de receitas para o INFOTUR;
2. O Departamento de Supervisão Técnica e Tecnologias h) Exercer as demais competências estabelecidas por
de Informação tem as seguintes competências: lei ou determinadas superiormente.
a) Administrar todo o sistema informático do INFOTUR; 3. O Departamento de Investimentos é dirigido por um
b) Analisar e propor o alargamento da rede do sistema Chefe de Departamento.
informático e emitir parecer sobre a sua adequação
SECÇÃO IV
aos objectivos do INFOTUR; Serviços Locais
c) Supervisionar a qualidade dos serviços implemen-
tados e dos projectos aprovados; ARTIGO 21.º
d) Proceder ao acompanhamento e controlo da exe- (Serviços Provinciais)
cução do Programa de Investimentos Públicos 1. Podem ser criados Serviços Provinciais por Decreto
do INFOTUR; Executivo Conjunto dos Titulares dos Órgãos que superinten-
e) Avaliar o grau de cumprimento dos programas e pro- dem os Sectores da Hotelaria e Turismo e da Administração
jectos do INFOTUR e elaborar propostas técnicas do Território sempre que se justifiquem.
para a sua correcta implementação se necessário; 2. Os Serviços Locais compreendem a seguinte estrutura:
f) Emitir parecer na aquisição de equipamentos informá-
a) Secção Técnica;
ticos e na contratação de serviços de manutenção
b) Secção Administrativa.
e assistência técnica;
g) Acompanhar as vistorias feitas aos empreendimentos 3. A estrutura dos Serviços Provinciais obedece ao disposto
afectos ao INFOTUR; no artigo 27.º do Decreto Legislativo Presidencial n.º 2/13,
h) Monitorar a execução dos investimentos em infra- de 25 de Junho.
-estruturas afectas ao INFOTUR;
CAPÍTULO IV
i) Organizar e executar os serviços de instalação, manu-
Gestão Financeira e Patrimonial
tenção e modernização do sistema informático;
j) Exercer as demais competências estabelecidas por ARTIGO 22.º
lei ou determinadas superiormente. (Receitas)
3. O Departamento de Supervisão Técnica e Tecnologias Constituem receitas do INFOTUR:
de Informação é dirigido por um Chefe de Departamento. a) As dotações do Orçamento Geral do Estado e do
ARTIGO 20.º Fundo de Fomento Turístico;
(Departamento de Investimentos)
b) O produto de emolumentos e outros valores de natu-
1. O Departamento de Investimentos é o serviço encarregue reza pecuniária que por lei lhe sejam consignados;
de supervisionar a rentabilização e adequada utilização dos c) O produto de vendas de bens e serviços próprios e
investimentos turísticos e hoteleiros do Instituto. da constituição de direitos sobre eles;
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d) Os subsídios e doações que lhe sejam concedidos d) Balanço e demonstração da origem e aplicação dos
por instituições nacionais e internacionais; fundos;
e) O rendimento das suas participações financeiras; e) Sujeitar as transferências de receitas à programação
f) Quaisquer outros rendimentos ou verbas provenientes financeira do Tesouro Nacional e do Orçamento
da sua actividade atribuídas por lei. Geral do Estado;
ARTIGO 23.º f) Solicitar ao Ministério das Finanças as dotações
(Despesas) inscritas no OGE;
Constituem despesas do INFOTUR: g) Repor na Conta Única do Tesouro os saldos financei-
a) Os encargos com o respectivo funcionamento; ros do Orçamento Geral do Estado não aplicados.
b) Os custos de aquisição, manutenção e conservação CAPÍTULO V
de bens e serviços a utilizar. Disposições Finais
ARTIGO 24.º
(Património) ARTIGO 26.º
(Quadro de pessoal e organigrama)
Constituem património do INFOTUR os bens, direitos e
1. O quadro de pessoal e organigrama do INFOTUR
obrigações que adquira ou contraia no exercício das suas funções.
constam dos Anexos I e II ao presente Estatuto, do qual são
ARTIGO 25.º
partes integrantes.
(Instrumentos de Gestão)
2. A admissão de pessoal e o correspondente provimento
A gestão financeira do INFOTUR é exercida de acordo com de lugares do quadro de pessoal é feito de forma progressiva,
as normas vigentes no País e orientada na base dos seguintes à medida das necessidades do INFOTUR.
instrumentos e regras: ARTIGO 27.º
a) Plano de actividades anual e plurianual; (Regulamento interno)

b) Orçamento próprio anual; O Instituto deve elaborar um regulamento interno para o


c) Relatórios de actividades; correcto funcionamento dos seus órgãos e serviços.

ANEXO I
a que se refere o artigo 26.º
N.º
Grupo de Pessoal Carreira Função/Categoria Especialidade Profissional a Admitir
de Efectivos
Direcção 3
Direcção e Chefia
Chefia Chefe de Departamento 8
Assessor Principal Direito, Contabilidade, Gestão, Guia Turístico, Gestão de Animação
1.º Assessor Turística, Economia, Administração Pública, Gestão Turística,
Técnico Superior Técnico Superior Técnico Superior Principal Recursos Humanos, Relações Internacionais, Informática, Gestão 23
Técnico Superior de 1.ª Classe do Património Turístico, Gestão de Atracção Turística, Engenharia
Técnico Superior de 2.ª Classe Ambiental, Arquitecto.
Especialista Principal
Especialista de 1.ª Classe
Especialista de 2.ª Classe Economia, Contabilidade, Marketing, Gestão de Recursos Humanos,
Técnico Técnico 21
Técnico de 1.ª Classe Engenharia Informática, Comunicação Social.
Técnico de 2.ª Classe
Técnico de 3.ª Classe
Técnico Médio Principal de 1.ª Classe
Técnico Médio Principal de 2.ª Classe
Técnico Médio Principal de 3.ª Classe Contabilidade, Administração Pública, Engenharia Informática,
Técnico Médio Técnico Médio 29
Técnico Médio de 1.ª Classe Gestão e Marketing, Ciências Económicas e Jurídicas.
Técnico Médio de 2.ª Classe
Técnico Médio de 3.ª Classe
Oficial Administrativo Principal
1.º Oficial Administrativo
2.º Oficial Administrativo
Administrativo 14
3.º Oficial Administrativo
Administrativo Aspirante
Escriturário-Dactilógrafo
Tesoureiro Principal
Tesoureiro Tesoureiro de 1.ª Classe
Tesoureiro de 2.ª Classe
Motorista de Pesados Principal
Motorista de
Motorista de Pesados de 1.ª Classe
Pesados
Motorista de Pesados de 2.ª Classe
Motorista de Ligeiros Principal
Motorista de
Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe
Ligeiros
Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe
1100 DIÁRIO DA REPÚBLICA

N.º
Grupo de Pessoal Carreira Função/Categoria Especialidade Profissional a Admitir
de Efectivos
Telefonista Principal
Telefonista Telefonista de 1.ª Classe
Telefonista de 2.ª Classe
Auxiliar Administrativo Principal
Auxiliar
Auxiliar Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe 9
Administrativo
Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe
Auxiliar de Limpeza Principal
Auxiliar de
Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe
Limpeza
Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe
Encarregado
Operário
Operário Qualificado de 1.ª Classe
Qualificado
Operário Qualificado de 2.ª Classe
Operário 7
Encarregado
Operário Não
Operário Não Qualificado de 1.ª Classe
Qualificado
Operário Não Qualificado de 2.ª Classe
Total 114

Quadro de pessoal dos Serviços Locais


N.º de
Grupo de Pessoal Carreira Função/Categoria Especialidade Profissional a Admitir
Efectivos
Direcção e Chefia Chefia Chefe de Departamento 1
Assessor Principal Direito, Contabilidade, Gestão, Guia Turístico, Gestão de Animação
1.º Assessor Turística, Economia, Administração Pública, Gestão Turística,
Técnico Superior Principal Recursos Humanos, Relações Internacionais, Engenharia, Técnico de
Técnico Superior de 1.ª Classe Marketing e Recursos Humanos, Engenharia Informática e Comuni-
Técnico Superior Técnico Superior 9
Especialista de 2.ª Classe cação Social.
Técnico de 1.ª Classe
Técnico de 2.ª Classe
Técnico de 3.ª Classe
Técnico Médio Principal de 1.ª Classe
Técnico Médio Principal de 2.ª Classe
Técnico Médio Principal de 3.ª Classe Contabilidade, Administração Pública, Engenharia Informática,
Técnico Médio Técnico Médio 6
Técnico Médio de 1.ª Classe Gestão e Marketing, Ciências Económicas e Jurídicas.
Técnico Médio de 2.ª Classe
Técnico Médio de 3.ª Classe
Oficial Administrativo Principal
1.º Oficial Administrativo
2.º Oficial Administrativo
Administrativo
3. Oficial Administrativo
Administrativo Aspirante
Escriturário-Dactilógrafo
Tesoureiro Principal
Tesoureiro Tesoureiro de 1.ª Classe
Tesoureiro de 2.ª Classe
Motorista de Pesados Principal
Motorista de
Motorista de Pesados de 1.ª Classe
Pesados
Motorista de Pesados de 2.ª Classe
Motorista de Ligeiros Principal
Motorista de
Motorista de Ligeiros de 1.ª Classe
Ligeiros
Motorista de Ligeiros de 2.ª Classe
Telefonista Principal
Auxiliar Telefonista Telefonista de 1.ª Classe 4
Telefonista de 2.ª Classe
Auxiliar Administrativo Principal
Auxiliar
Auxiliar Administrativo de 1.ª Classe
Administrativo
Auxiliar Administrativo de 2.ª Classe
Auxiliar de Limpeza Principal
Auxiliar de
Auxiliar de Limpeza de 1.ª Classe
Limpeza
Auxiliar de Limpeza de 2.ª Classe
Encarregado
Operário
Operário Qualificado de 1.ª Classe
Qualificado
Operário Qualificado de 2.ª Classe
Operário
Encarregado
Operário Não
Operário Não Qualificado de 1.ª Classe
Qualificado
Operário Não Qualificado de 2.ª Classe
Total 20
ANEXO II
Organigrama a que se refere o artigo 26.º
I SÉRIE – N.º 39 – DE 23 DE MARÇO DE 2015

O Presidente da República, José Eduardo dos Santos.


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