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Texto sobre controle social

da internet sem identificação do autor

É com o contratualismo racionalista de Kant que o elemento razão será


trazido para Teoria do Controle Social.- inclusive legitimando o direito a agir
sobre a vontade do indivíduo.

No positivismo francês – que influenciou enormemente a formação do


pensamento jurídico e filosófico no Brasil do séc. XIX – vemos surgir em
Benjamin Constant, Auguste Comte e, posteriormente Èmile Durkheim, a
preocupação com a necessidade de manutenção da ordem social, sem a qual o
progresso se tornaria inviável. Foi nesse período que as prisões brasileiras
começaram a se construídas com base no princípio da racionalização da pena.

No final do séc. XIX, Weber desenvolve o conceito de dominação, que se


aproxima da ideia de controle social desenvolvida concomitantemente nos EUA.
Gramsci, já no início do séc. XX, propõe o conceito de hegemonia.

O controle social enquanto conjunto de instituições e processos sociais


destinados a manter uma determinada normatividade na conduta social, é um
campo dotado de historicidade. Desta maneira, cada sociedade desenvolve seus
mecanismos de controle social.
Ao longo da história o controle social sempre esteve relacionado com a
organização das estruturas sociais. Na sociedade feudal, a religião, o imaginário
popular, as relações nobiliárquicas e o costume possuíam forte papel na
conformação do comportamento dos indivíduos. No capitalismo liberal clássico,
com o advento do estado burguês, o imaginário é substituído pela ciência, os
títulos nobiliárquicos pela meritocracia, o costume pelo direito positivo e a religião
pelo mercado. O Estado se coloca como única fonte de direito válido e detentor
do monopólio da força, enquanto às leis do mercado é confiada a tarefa de
distribuir o que a cada um é seu por merecimento.
Com a crise do liberalismo clássico, vemos surgir, de um lado o Estado
do bem-estar; e do outro a sociedade de controle total, como os regimes
fascistas. Cada um a seu modo, propõem maneiras de controlar a massa
trabalhadora, conformando os espíritos do operariado e buscando manter as
engrenagens da máquina de manutenção das elites em funcionamento.
Abordagens não racionalistas do controle social:
(I) Michael Foucault – Genealogia do Poder: propõe uma nova abordagem
que modifica o estudo do controle social. Em sua perspectiva, concentra a
conformação do comportamento humano mais como resultado das práticas de
poder do que de estratégias macroestruturais de dominação e conformação.
Desta maneira, o exercício do poder possui uma característica produtora na
sociedade, visto que é exercido pelo indivíduo nas mais diversas situações, e
sempre que possível.
(II) Giles Deleuze – Sociedade de Controle: Discípulo de MF, propõe que
o desenvolvimento tecnológico proporciona uma ruptura nos mecanismos
tradicionais de dominação. Assim, a sociedade da disciplina proposta por
Foucault está sendo substituída por uma sociedade de controle, na qual os
diversos mecanismos de confinamento estariam sendo substituídos pela
vigilância eletrônica e informacional.