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DIREITO EMPRESARIAL – ALEXANDRE GIALLUCA Obrigações Empresariais/Nome Empresarial/Estabelecimento
DIREITO EMPRESARIAL – ALEXANDRE GIALLUCA
Obrigações Empresariais/Nome
Empresarial/Estabelecimento
1. OBRIGAÇÕES EMPRESARIAIS 1.1 Registro a) Obrigatoriedade/Competência
1. OBRIGAÇÕES EMPRESARIAIS
1.1 Registro
a) Obrigatoriedade/Competência
Exceção ??? Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode,
Exceção ???
Art.
971.
O
empresário,
cuja
atividade
rural
constitua
sua
principal
profissão,
pode,
observadas as formalidades de que tratam o art.
968 e seus parágrafos, requerer inscrição no
Registro Público de Empresas Mercantis da
respectiva sede, caso em que, depois de inscrito,
ficará equiparado, para todos os efeitos, ao
empresário sujeito a registro.
Art. 32 da Lei 8934/94: O registro compreende: I - a matrícula e seu cancelamento:
Art. 32 da Lei 8934/94: O registro compreende:
I - a matrícula e seu cancelamento: dos
leiloeiros, tradutores públicos e intérpretes
comerciais, trapicheiros e administradores de
armazéns-gerais;
II - O arquivamento: a) dos documentos relativos à constituição, alteração, dissolução e extinção de
II - O arquivamento:
a) dos documentos relativos à constituição,
alteração, dissolução e extinção de firmas
mercantis individuais, sociedades mercantis e
cooperativas;
II - O arquivamento: b) dos atos relativos a consórcio e grupo de sociedade de
II - O arquivamento:
b) dos atos relativos a consórcio e grupo de
sociedade de que trata a Lei nº 6.404, de 15 de
dezembro de 1976;
c) dos atos concernentes a empresas mercantis estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil; d) das
c) dos atos concernentes a empresas mercantis
estrangeiras autorizadas a funcionar no Brasil;
d) das declarações de microempresa;
e) de atos ou documentos que, por determinação legal, sejam atribuídos ao Registro Público de
e)
de
atos
ou
documentos
que,
por
determinação
legal,
sejam
atribuídos
ao
Registro
Público
de
Empresas
Mercantis e
Atividades
Afins
ou
daqueles
que possam
interessar
ao
empresário
e
às
empresas
mercantis;
III - a autenticação dos instrumentos de escrituração das empresas mercantis registradas e dos agentes
III - a autenticação dos instrumentos de
escrituração das empresas mercantis
registradas e dos agentes auxiliares do
comércio, na forma de lei própria.
a) Competência para julgamento de ato do presidente da junta comercial
a) Competência para julgamento de ato do
presidente da junta comercial
RE 199793 / RS - RIO GRANDE DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI
RE 199793 / RS - RIO GRANDE DO SUL
RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Relator(a): Min. OCTAVIO GALLOTTI
Julgamento: 04/04/2000 Órgão Julgador: Primeira
Turma
Publicação
DJ 18-08-2000 PP-00093
EMENT VOL-02000-04
PP-00954
Parte(s)
RECTE.
RECDO.
: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
: INCOMEX S/A - CALCADOS
EMENTA: Juntas Comerciais. Órgãos administrativamente subordinados ao Estado, mas tecnicamente à autoridade federal,
EMENTA: Juntas Comerciais. Órgãos
administrativamente subordinados ao Estado,
mas tecnicamente à autoridade federal, como
elementos do sistema nacional dos Serviços de
Registro do Comércio. Conseqüente
competência da Justiça Federal para o
julgamento de mandado de segurança contra
ato do Presidente da Junta, compreendido em
sua atividade fim.
b) Natureza Jurídica do Registro
b) Natureza Jurídica do Registro
ENUNCIADO 198 DA III JORNADA DE DIREITO CIVIL “ART. 967: A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO NA
ENUNCIADO 198 DA III JORNADA DE DIREITO CIVIL
“ART. 967: A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO NA JUNTA
COMERCIAL NÃO É REQUISITO PARA A SUA
CARACTERIZAÇÃO, ADMITINDO-SE O EXERCÍCIO DA
EMPRESA SEM TAL PROVIDÊNCIA. O EMPRESÁRIO
IRREGULAR REÚNE OS REQUISITOS DO ART. 966,
SUJEITANDO-SE ÀS NORMAS DO CÓDIGO CIVIL E DA
LEGISLAÇÃO COMERCIAL, SALVO NAQUILO EM QUE
FOREM INCOMPATÍVEIS COM A SUA CONDIÇÃO OU
DIANTE DE EXPRESSA DISPOSIÇÃO EM CONTRÁRIO”.
Enunciado 199 – ART. 967: A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE EMPRESÁRIA É REQUISITO DELINEADOR
Enunciado 199 – ART. 967: A INSCRIÇÃO DO
EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE EMPRESÁRIA É
REQUISITO DELINEADOR DE SUA
REGULARIDADE, E NÃO DA SUA
CARACTERIZAÇÃO.
202 – ARTS. 971 E 984: O REGISTRO DO EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE RURAL NA JUNTA
202 – ARTS. 971 E 984: O REGISTRO DO
EMPRESÁRIO OU SOCIEDADE RURAL NA
JUNTA COMERCIAL É FACULTATIVO E DE
NATUREZA CONSTITUTIVA, SUJEITANDO-O AO
REGIME JURÍDICO EMPRESARIAL. É
INAPLICÁVEL ESSE REGIME AO EMPRESÁRIO
OU SOCIEDADE RURAL QUE NÃO EXERCER
TAL OPÇÃO.
c) Consequências da ausência de registro
c) Consequências da ausência de registro
Cuidado com pegadinhas: Exemplo: A sociedade empresária irregular não tem legitimidade ativa para pleitear a
Cuidado com pegadinhas:
Exemplo: A sociedade empresária irregular não
tem legitimidade ativa para pleitear a falência de
outro comerciante, mas pode requerer
recuperação judicial, devido ao princípio da
preservação da empresa. ERRADO
1.2. Escrituração dos livros comerciais a) Classificação dos livros
1.2. Escrituração dos livros comerciais
a) Classificação dos livros
• Livro Facultativo • Livro Obrigatório o Obrigatório Especial o Obrigatório Comum
• Livro Facultativo
• Livro Obrigatório
o
Obrigatório Especial
o
Obrigatório Comum
Art. 1.180 do CC/02: Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário,
Art. 1.180 do CC/02: Além dos demais livros
exigidos por lei, é indispensável o Diário, que
pode ser substituído por fichas no caso de
escrituração mecanizada ou eletrônica.
Parágrafo único. A adoção de fichas não
dispensa o uso de livro apropriado para o
lançamento do balanço patrimonial e do de
resultado econômico.
b) Consequências da escrituração irregular ou da ausência de escrituração
b) Consequências da escrituração irregular ou
da ausência de escrituração
Novo Código de Processo Civil Art. 417. Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo
Novo Código de Processo Civil
Art. 417. Os livros empresariais provam contra
seu autor, sendo lícito ao empresário, todavia,
demonstrar, por todos os meios permitidos em
direito, que os lançamentos não correspondem
à verdade dos fatos.
Novo Código de Processo Civil Art. 418. Os livros empresariais que preencham os requisitos exigidos
Novo Código de Processo Civil
Art. 418. Os livros empresariais que preencham
os requisitos exigidos por lei provam a favor de
seu autor no litígio entre empresários.
Art. 178 da Lei 11.101/05 - Deixar de elaborar, escriturar ou autenticar, antes ou depois
Art. 178 da Lei 11.101/05 - Deixar de elaborar,
escriturar ou autenticar, antes ou depois da
sentença que decretar a falência, conceder a
recuperação judicial ou homologar o plano de
recuperação extrajudicial, os documentos de
escrituração contábil obrigatórios:
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e
multa, se o fato não constitui crime mais grave.
c) Dispensa da escrituração Art. 1.179 do CC/02: O empresário e a sociedade empresária são
c) Dispensa da escrituração
Art. 1.179 do CC/02: O empresário e a sociedade
empresária são obrigados a seguir um sistema
de contabilidade, mecanizado ou não, com base
na escrituração uniforme de seus livros, em
correspondência com a documentação
respectiva, e a levantar anualmente o balanço
patrimonial e o de resultado econômico.
§ 1° Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a espécie de livros
§ 1° Salvo o disposto no art. 1.180, o número e a
espécie
de
livros
ficam
a
critério dos
interessados.
§ 2° É dispensado das exigências deste artigo o
pequeno empresário a que se refere o art. 970.
Microempresa (ME) Empresa de Pequeno Porte (EPP) Microempreendedor Individual (MEI) • Empresário • individual
Microempresa (ME)
Empresa de Pequeno
Porte (EPP)
Microempreendedor
Individual (MEI)
Empresário
individual
Empresário
individual
Sociedade
empresária
Sociedade
empresária
EIRELI
EIRELI
Sociedade
Sociedade Simples
Simples
Microempresa (ME) Empresa de Pequeno Porte (EPP) Microempreendedor Individual (MEI)
Microempresa (ME)
Empresa de Pequeno
Porte (EPP)
Microempreendedor
Individual (MEI)
Art. 3° Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte
Art. 3° Para os efeitos desta Lei Complementar,
consideram-se microempresas ou empresas de
pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade
simples, a empresa individual de responsabilidade
limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da
Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código
Civil), devidamente registrados no Registro de
Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas
Jurídicas, conforme o caso, desde que:
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior
I
- no caso da microempresa, aufira, em cada
ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II
- no caso da empresa de pequeno porte, aufira,
em cada ano-calendário, receita bruta superior a
R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e
igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e
seiscentos mil reais).
Art. 1º- A Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006, passa a
Art. 1º- A Lei Complementar no 123, de 14 de
dezembro de 2006, passa a vigorar com as seguintes
alterações: Produção de efeito
“Art. 3º
II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em
cada ano-calendário, receita bruta superior a R$
360.000,00(trezentos e sessenta mil reais) e igual ou
inferior a R$4.800.000,00 (quatro milhões e
oitocentos mil reais).
Art. 11. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos:
Art. 11.
Esta Lei Complementar entra em vigor na
data de sua publicação, produzindo efeitos:
I - na data de sua publicação, com relação ao art. 9º
desta Lei Complementar;
II - a partir de 1º de janeiro de 2017, com relação aos
arts. 61-A, 61-B, 61-C e 61-D da Lei Complementar no
123, de 14 de dezembro de 2006;
III - a partir de 1º de janeiro de 2018, quanto aos
demais dispositivos.
d) Falsificação dos livros comerciais Art. 297 do CP - Falsificar, no todo ou em
d) Falsificação dos livros comerciais
Art. 297 do CP - Falsificar, no todo ou em parte,
documento público, ou alterar documento público
verdadeiro:
Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.
§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade
§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a
documento público o emanado de entidade
paraestatal, o título ao portador ou transmissível por
endosso, as ações de sociedade comercial, os livros
mercantis e o testamento particular.
e) Princípio da Sigilosidade Art. 1.190 do CC/02: Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma
e) Princípio da Sigilosidade
Art. 1.190 do CC/02: Ressalvados os casos previstos
em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob
qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência
para verificar se o empresário ou a sociedade
empresária observam, ou não, em seus livros e
fichas, as formalidades prescritas em lei.
Temos exceções, no qual pode ocorrer a exibição dos livros: Exibição total, também chamada de
Temos exceções, no qual pode ocorrer a
exibição dos livros:
Exibição
total,
também
chamada
de
integral (art. 1.191 do CC).
Exibição parcial
.
Art. 1.191 do CC/02: O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e
Art. 1.191 do CC/02: O juiz só poderá autorizar a
exibição integral dos livros e papéis de
escrituração quando necessária para resolver
questões relativas à sucessão, comunhão ou
sociedade, administração ou gestão à conta de
outrem, ou em caso de falência.
Novo CPC Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição integral
Novo CPC
Art. 420. O juiz pode ordenar, a requerimento da
parte, a exibição integral dos livros empresariais
e dos documentos do arquivo:
I - na liquidação de sociedade;
II - na sucessão por morte de sócio;
III - quando e como determinar a lei.
Novo CPC Art. 421. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição parcial
Novo CPC
Art. 421. O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a
exibição parcial dos livros e dos documentos,
extraindo-se deles a suma que interessar ao
litígio, bem como reproduções autenticadas.
Art. 1.193 do CC/02: As restrições estabelecidas neste Capítulo ao exame da escrituração, em parte
Art. 1.193 do CC/02: As restrições
estabelecidas neste Capítulo ao exame da
escrituração, em parte ou por inteiro, não se
aplicam às autoridades fazendárias, no
exercício da fiscalização do pagamento de
impostos, nos termos estritos das
respectivas leis especiais.
1.3. Demonstrativos contábeis periódicos a) Balanço patrimonial
1.3. Demonstrativos contábeis periódicos
a) Balanço patrimonial
Art. 1.188 do CC/02: O balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a situação
Art. 1.188 do CC/02: O balanço patrimonial
deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a
situação real da empresa e, atendidas as
peculiaridades desta, bem como as
disposições das leis especiais, indicará,
distintamente, o ativo e o passivo.
b) Balanço de resultado econômico Art. 1.189 do CC/02: O balanço de resultado econômico, ou
b) Balanço de resultado econômico
Art. 1.189 do CC/02: O balanço de resultado
econômico, ou demonstração da conta de
lucros e perdas, acompanhará o balanço
patrimonial e dele constarão crédito e
débito, na forma da lei especial.
1.4. Art. 1.194 do CC/02: O empresário e a sociedade empresária são obrigados a conservar
1.4. Art. 1.194 do CC/02: O empresário e a
sociedade
empresária
são
obrigados
a
conservar
em
boa
guarda
toda
a
escrituração, correspondência e mais
papéis
concernentes
à
sua
atividade,
enquanto
não
ocorrer
prescrição
ou
decadência
no
tocante
aos
atos
neles
consignados.
2. Nome empresarial
2. Nome empresarial
2.1 - Previsão Constitucional Art. 5°, XXIX da CF/88: a lei assegurará aos autores de
2.1 - Previsão Constitucional
Art. 5°, XXIX da CF/88: a lei assegurará aos
autores de inventos industriais privilégio
temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade
das marcas, aos nomes de empresas e a
outros signos distintivos, tendo em vista o
interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do País;
2.2. Conceito:
2.2. Conceito:
2.3. Modalidades a) Firma b) Denominação
2.3. Modalidades
a) Firma
b) Denominação
2. 4. Aplicação/Composição a) Firma Individual Aplicação Composição
2. 4. Aplicação/Composição
a) Firma Individual
Aplicação
Composição
Art. 1.156 do CC/02: O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou
Art. 1.156 do CC/02: O empresário opera sob
firma constituída por seu nome, completo ou
abreviado, aditando-lhe, se quiser,
designação mais precisa da sua pessoa ou
do gênero de atividade
b) Firma Social Aplicação Composição
b) Firma Social
Aplicação
Composição
Art. 1.157 do CC/02: A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob
Art. 1.157 do CC/02: A sociedade em que
houver sócios de responsabilidade ilimitada
operará sob firma, na qual somente os nomes
daqueles poderão figurar, bastando para formá-
la aditar ao nome de um deles a expressão "e
companhia" ou sua abreviatura.
c) Denominação Aplicação Composição
c) Denominação
Aplicação
Composição
2.5. Quadro Geral
2.5. Quadro Geral
Firma Denominação Empresário Individual TEM Não tem Sociedade em comandita simples TEM Não tem Sociedade
Firma
Denominação
Empresário
Individual
TEM
Não tem
Sociedade em
comandita
simples
TEM
Não tem
Sociedade em
nome coletivo
TEM
Não tem
Firma Denominação S/A Não tem TEM Cooperativa Não tem TEM Sociedade LTDA TEM TEM (art.
Firma
Denominação
S/A
Não tem
TEM
Cooperativa
Não tem
TEM
Sociedade LTDA
TEM
TEM (art. 1.158
CC)
EIRELI
TEM
TEM (art. 980-A,
§1°)
Firma Denominação Sociedade em comandita por ações TEM TEM Sociedade em conta de participação Não
Firma
Denominação
Sociedade em
comandita por
ações
TEM
TEM
Sociedade em
conta de
participação
Não tem
Não tem
Sociedade anônima Art. 1.160. do CC/02: A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto
Sociedade anônima
Art. 1.160. do CC/02: A sociedade anônima
opera sob denominação designativa do
objeto social, integrada pelas expressões
"sociedade anônima" ou "companhia", por
extenso ou abreviadamente.
Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja
Parágrafo único. Pode constar da
denominação o nome do fundador, acionista,
ou pessoa que haja concorrido para o bom
êxito da formação da empresa.
Cooperativa Art. 1.159 do CC/02 A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo
Cooperativa
Art. 1.159 do CC/02 A sociedade cooperativa
funciona sob denominação integrada pelo
vocábulo "cooperativa
Obs. Cuidado com três exceções: Sociedade limitada Art. 1.158 do CC/02: Pode a sociedade limitada
Obs. Cuidado com três exceções:
Sociedade limitada
Art. 1.158 do CC/02: Pode a sociedade
limitada adotar firma ou denominação,
integradas pela palavra final "limitada" ou a
sua abreviatura.
§ 1° A firma será composta com o nome de um ou mais sócios, desde
§ 1° A firma será composta com o nome de um
ou mais sócios, desde que pessoas físicas, de
modo indicativo da relação social.
§ 2° A denominação deve designar o objeto da
sociedade, sendo permitido nela figurar o nome
de um ou mais sócios.
§ 3° A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade solidária e ilimitada dos administradores
§ 3° A omissão da palavra "limitada" determina
a responsabilidade solidária e ilimitada dos
administradores que assim empregarem a firma
ou a denominação da sociedade.
EIRELI, também pode ter firma ou denominação Comandita por ações também pode ter firma ou
EIRELI,
também
pode
ter
firma
ou
denominação
Comandita por ações também pode ter firma
ou denominação
Art. 1.162 do CC/02: A sociedade em conta de participação não pode denominação. ter firma
Art. 1.162 do CC/02: A sociedade em conta de
participação não pode
denominação.
ter
firma ou
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional, se registrado
Parágrafo único. O uso previsto neste artigo
estender-se-á a todo o território nacional, se
registrado na forma da lei especial.
2.6. Proteção do nome empresarial
2.6. Proteção do nome empresarial
Art. 1.166 do CC/02: A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas,
Art. 1.166 do CC/02: A inscrição do empresário,
ou dos atos constitutivos das pessoas
jurídicas, ou as respectivas averbações, no
registro próprio, asseguram o uso exclusivo do
nome nos limites do respectivo Estado.
2.7. Características do nome empresarial a) O nome empresarial é inalienável (art. 1.164 do CC)
2.7. Características do nome empresarial
a)
O nome
empresarial é
inalienável
(art.
1.164 do CC)
Art. 1.164 do CC/02: O nome empresarial não pode ser objeto de alienação. Parágrafo único.
Art. 1.164 do CC/02: O nome empresarial não
pode ser objeto de alienação.
Parágrafo único. O adquirente de
estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o
contrato o permitir, usar o nome do alienante,
precedido do seu próprio, com a qualificação de
sucessor.
b) art. 1.167 Art. 1.167 do CC/02: Cabe ao prejudicado, a qualquer tempo, ação para
b) art. 1.167
Art. 1.167 do CC/02: Cabe ao prejudicado, a
qualquer tempo, ação para anular a
inscrição do nome empresarial feita com
violação da lei ou do contrato.
2.8. Diferença entre Nome Empresarial e Marca
2.8. Diferença entre Nome Empresarial e Marca
2.9. Diferença entre Nome Empresarial e Título de Estabelecimento
2.9. Diferença entre Nome Empresarial e Título
de Estabelecimento
3) Estabelecimento Empresarial
3) Estabelecimento Empresarial
3.1. Conceito Art. 1.142 do CC/02: Considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício
3.1. Conceito
Art. 1.142 do CC/02: Considera-se
estabelecimento todo complexo de bens
organizado, para exercício da empresa, por
empresário, ou por sociedade empresária.
Bens Corpóreos: Bens incorpóreos:
Bens Corpóreos:
Bens incorpóreos:
O enunciado 7 da 1ª jornada de direito comercial da Justiça Federal: “O nome de
O enunciado 7 da 1ª jornada de direito comercial
da Justiça Federal:
“O nome de domínio integra o estabelecimento
empresarial como bem incorpóreo para todos os
fins de direito.”
3.2. Estabelecimento é diferente de patrimônio
3.2. Estabelecimento é diferente de patrimônio
3.3 - Natureza Jurídica do estabelecimento Art. 1.143 do CC/02: Pode o estabelecimento ser objeto
3.3 - Natureza Jurídica do estabelecimento
Art. 1.143 do CC/02: Pode o estabelecimento
ser objeto unitário de direitos e de negócios
jurídicos, translativos ou constitutivos, que
sejam compatíveis com a sua natureza.
Universalidade de direito X Universalidade de fato
Universalidade de direito X Universalidade de fato
3.4. Trespasse a) Formalidade
3.4. Trespasse
a) Formalidade
Art. 1.144 do CC/02: O contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou
Art. 1.144 do CC/02: O contrato que tenha por
objeto a alienação, o usufruto ou
arrendamento do estabelecimento, só
produzirá efeitos quanto a terceiros depois de
averbado à margem da inscrição do
empresário, ou da sociedade empresária, no
Registro Público de Empresas Mercantis, e de
publicado na imprensa oficial.
b) Eficácia do trespasse
b) Eficácia do trespasse
Súmula 451 do STJ: É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial.
Súmula 451 do STJ: É legítima a penhora da
sede do estabelecimento comercial.
Art. 1.145 do CC/02: Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu
Art. 1.145 do CC/02: Se ao alienante não
restarem bens suficientes para solver o seu
passivo, a eficácia da alienação do
estabelecimento depende do pagamento de
todos os credores, ou do consentimento destes,
de modo expresso ou tácito, em trinta dias a
partir de sua notificação
c) Responsabilidade por dívidas anteriores
c) Responsabilidade por dívidas anteriores
Art. 1.146 do CC/02: O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à
Art. 1.146 do CC/02: O adquirente do
estabelecimento responde pelo pagamento dos
débitos anteriores à transferência, desde que
regularmente contabilizados, continuando o
devedor primitivo solidariamente obrigado pelo
prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos
vencidos, da publicação, e, quanto aos outros,
da data do vencimento.
Se a compra e venda de estabelecimento ocorrer dentro da falência ou recuperação judicial, aplicar-se-á
Se a compra e venda de estabelecimento ocorrer
dentro da falência ou recuperação judicial,
aplicar-se-á o art. 141, II (falência) e o art. 60 para
a recuperação judicial.
Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de ativos, inclusive da empresa ou de suas
Art. 141. Na alienação conjunta ou separada de
ativos, inclusive da empresa ou de suas filiais,
promovida sob qualquer das modalidades de
que trata este artigo:
II – o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão
II – o objeto da alienação estará livre de
qualquer ônus e não haverá sucessão do
arrematante nas obrigações do devedor,
inclusive as de natureza tributária, as derivadas
da legislação do trabalho e as decorrentes de
acidentes de trabalho.
d) Concorrência
d) Concorrência
Art. 1.147 do CC/02: Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer
Art. 1.147 do CC/02: Não havendo autorização
expressa, o alienante do estabelecimento não
pode fazer concorrência ao adquirente, nos
cinco anos subseqüentes à transferência.
Parágrafo único. No caso de arrendamento ou
usufruto do estabelecimento, a proibição
prevista neste artigo persistirá durante o prazo
do contrato.
e) Sub-rogação nos contratos de exploração
e) Sub-rogação nos contratos de exploração
Art. 1.148 do CC/02: Salvo disposição em contrário, a transferência importa a sub-rogação do adquirente
Art. 1.148 do CC/02: Salvo disposição em
contrário, a transferência importa a sub-rogação
do adquirente nos contratos estipulados para
exploração do estabelecimento, se não tiverem
caráter pessoal, podendo os terceiros rescindir o
contrato em noventa dias a contar da publicação
da transferência, se ocorrer justa causa,
ressalvada, neste caso, a responsabilidade do
alienante