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Depoimentos dos aprovados - Julio

Noronha
26/05/2014

Amigos,

Em continuação ao post anterior, segue abaixo o depoimento


de Julio Noronha, colega aprovado comigo no 27° Concurso
para Procurador da República. Não preciso nem relembrar o
quanto é importante aprender com aqueles que já foram
aprovados nos concursos... É algo essencial. Vale a pena
conferir!

---

"É um prazer lhe escrever. Conte comigo para ajudar. Se


conquistei a aprovação no MPF, certamente, foi em
decorrência da ajuda que recebi de diversas pessoas. No
entanto, acredito que ninguém, muito menos eu, tenha
uma fórmula única para alcançar a aprovação. Entendo
ser importante saber o conteúdo e a forma de estudo de
vários colegas, até encontrarmos um caminho próprio.

É muito complicado dizer que determinado livro ou


resumo é suficiente para passar ou não na primeira,
segunda ou terceira etapa do concurso, uma vez que
cada um de nós tem uma diferente bagagem. Além
disso, cada um tem o seu momento (disponibilidade de
tempo; disciplina; etc.).

Especificamente para o concurso do MPF, parece que


haverá uma substancial alteração na banca. Ou seja, a
bibliografia antes sempre indicada, pode ser alterada ou
não.

De toda forma, repasso minhas impressões, colocando-


me, desde já, à disposição para outras trocas de ideias.

Dica 01: Grupo de e-mails:

Acredito que os fóruns (como os do Correioweb)


continuam sendo boas fontes de informações sobre
concursos. No entanto, penso que os grupos de e-mails,
em que diversas pessoas interessadas no mesmo
certame trocam materiais e se auxiliam, são essenciais
na preparação. Para o MPF, existe o
grupo mpf2013@googlegroups.com. Neste grupo, os
candidatos combinam de resumir obras dos
examinadores. Isso já era formidável e, se houver a troca
de integrantes da banca, será ainda mais importante. Há
grupos tanto no “gmail”, como no “yahoo” e no
“Facebook”. É importante procurar o contato de alguém
que administre o grupo e pedir para entrar. Normalmente,
pede-se uma contribuição na forma de ajuda no resumo
de um livro.
Dica 02: Jurisprudência:

Estudei jurisprudência lendo informativos impressos


diretamente dos sites do STJ e STF, depois pelo ESINF
e, finalmente, pelo site www.dizerodireito.com.br. Este
último VALE demais. Para mim, é algo essencial. A
leitura dos informativos fica mais demorada (já que um
informativo se transforma em 30, 40, 50 páginas), mas
tudo fica muito claro. Na época da primeira etapa do 27º
CPR, estava super afiado em jurisprudência, graças ao
site Dizer o Direito.

Dica 03: Forma de estudo:

Se eu pudesse voltar no tempo, teria feito um estudo


mais focado no edital do concurso. É muito importante
para a primeira etapa, é essencial para a segunda etapa,
e é tudo na terceira etapa. Acho que o ideal é pegar o
edital e pegar ponto por ponto, criando esquemas de
estudo e resumos que possam ser rapidamente revistos
na segunda e na terceira etapa. Logicamente, isso é
dentro de um mundo ideal, com todo o tempo para
estudar. A ideia do “Santo Graal” é exatamente essa. Tal
material, com todas as suas insuficiências em alguns
pontos, é ótimo. Imagino que seja ainda melhor quando
feito, complementado pelo próprio candidato.

Dica 04: Treinos:

Meu aproveitamento na primeira etapa de concursos


cresceu muito quando passei a dedicar um tempo
semanal à resolução de questões (os livros da editora
FOCO, especialmente aquele com 15.000 questões, são
ótimos; pois apresentam diferentes formas de ver o
mesmo assunto). Na segunda etapa, o livro “Manual do
Procurador da República” é essencial. Além disso, fazer
algumas peças é muito bacana (para não se perder nos
relatórios das peças, dentre outros “descaminhos”). Para
a prova oral, é muito importante treinar com colegas
simulações de perguntas (aqui no Rio, fizemos um grupo
de 4 candidatos, com encontros semanais após o
resultado da segunda etapa).

Dica 05: Lei seca:

Cada um tem o seu método de estudo: tenho um grande


amigo Promotor de Justiça que disse nunca ter lido lei
seca para a sua preparação para concursos. Eu sempre
gostei. Estudei pelo Vade Mecum da Rideel, desde o
começo de minha preparação, o que me ajudou na
memória visual. Marcava com diferentes cores de marca-
texto: atribuições/menções relacionadas a magistrado;
atribuições/menções relacionadas a MP; palavra-chave;
etc.. Li todas a leis de “Direito Administrativo” muitas
vezes; a CR muitas vezes; e determinadas leis esparsas
também (Parte Geral do CP, CC, CPC, CPP). Para mim,
ajudou muito.

Dica 06: Bibliografia:

Quanto mais conheço candidatos aprovados em bons


concursos, mais tenho a certeza de que não existe um
livro, resumo único ou mais apropriado para cada
disciplina. Cada um tem a sua preferência, e o seu
“histórico jurídico” (o que leu antes, o que prefere). Mais
importante do que a fonte de estudo é o que estudar (e
isso é fácil: ponto a ponto o edital!). Aos livros e manuais,
somam-se a leitura, a releitura, e a esquematização do
“Santo Graal”. Li alguns livros integralmente, mas, a
maioria, li as partes que julgava mais importante ou que
supririam a minha deficiência em certo tema. Assim,
envio minhas impressões abaixo, sem qualquer
pretensão de ser o único ou o melhor caminho (em cada
matéria, coloco, no início, as observações do PR Marcelo
Malheiros, publicadas
em http://www.edilsonvitorelli.com/2013/05/dicas-
quentes-para-o-27-concurso.html, que me auxiliaram a
direcionar os estudos, especialmente na segunda etapa).
Coloquei apenas os principais livros que li, sendo que,
nos grupos de e-mails que mencionei, já há o resumo de
diversas obras que menciono. Por fim, acho que, se o
examinador escreveu algum livro, é muito importante ler
(como o Gueiros em Direito Penal e o Sanseverino em
Direito Eleitoral)."

https://www.joaolordelo.com/single-post/2014/05/26/Depoimentos-dos-aprovados-Julio-
Noronha