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Indústria 4.

0 ou 4ª
Revolução Industrial
Por
Cláudia Valente Periard
-
set 19, 2018
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O que é a Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial?

As 3 primeiras revoluções industriais chegaram trazendo a produção em


massa, as linhas de montagem, a eletricidade e a tecnologia da
informação, elevando a renda dos trabalhadores e fazendo da
competição tecnológica o centro do desenvolvimento econômico.

A Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial é caracterizada por ter


um impacto mais profundo e exponencial, e pode ser definida por um
conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e
biológico.

Foi na edição de 2011 da Feira de Hannover (a maior feira de automação


industrial do planeta, realizada anualmente na cidade de Hannover na
Alemanha) que o conceito da Indústria 4.0 começou a ser revelado ao
público em geral.

A iniciativa, fortemente patrocinada e incentivada pelo governo alemão,


em associação com empresas de tecnologia, universidades e centros de
pesquisa do país, propõe uma importante mudança de paradigma em
relação à maneira como as fábricas operam nos dias de hoje.

O fundamento básico da Industria 4.0 define que conectando máquinas,


sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo
de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção
de forma autônoma. Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade
e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e
se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

Princípios da Indústria 4.0


Existem seis princípios para o desenvolvimento e implantação da
Indústria 4.0 e que irão definir os sistemas inteligentes que tendem a
surgir nos próximos anos:

 Operação em tempo real: é a aquisição e tratamento de dados


de forma praticamente instantânea, permitindo a tomada de
decisões em tempo real.
 Virtualização: uma cópia virtual das Fábricas Inteligentes é
criada por sensores de dados interconectados (que monitoram
processos físicos) com modelos de plantas virtuais e modelos de
simulação, permitindo a rastreabilidade e o monitoramento remoto
de todos os processos por meio dos inúmeros sensores espalhados
ao longo da planta.
 Descentralização: A tomada de decisões poderá ser feita pelo
sistema cyber-físico de acordo com as necessidades da produção
em tempo real. Além disso, as máquinas não apenas receberão
comandos, mas poderão fornecer informações sobre seu ciclo de
trabalho. Desta forma, os módulos das fábricas inteligentes
trabalharão de forma descentralizada, a fim de aprimorar os
processos de produção.
 Orientação a serviços: Utilização de arquiteturas de software
orientadas a serviços aliado ao conceito de Internet of Services, ou
seja, oferecimento dos serviços (dos sistemas cyber-físicos,
humanos ou das Indústrias Inteligentes) através da computação
em nuvem.
 Modularidade: Produção de acordo com a demanda, acoplamento
e desacoplamento de módulos na produção. O que oferece
flexibilidade para alterar as tarefas das máquinas facilmente.

Como o Brasil está se preparando para a Indústria


4.0?
Segundo artigo publicado no site do Sebrae, escrito por José Rizzo,
fundador da Pollux, empresa especialista em automação industrial,
o consenso entre os especialistas é de que a indústria nacional ainda
está em grande parte na transição do que seria a Indústria 2.0
(caracterizada pela utilização de linhas de montagem e energia elétrica),
para a Indústria 3.0 (que aplica automação por meio da eletrônica,
robótica e programação).

Segundo ele, para sanar esta defasagem precisaríamos instalar cerca de


165 mil robôs industriais para nos aproximarmos da densidade robótica
atual da Alemanha. Para este grandioso feito, precisaremos do empenho
de todos os setores envolvidos, como: o Governo (com políticas
estratégicas inteligentes, incentivos e fomento), Empreendedores e
gestores da indústria (com visão, arrojo e postura proativa) e
as Instituições acadêmicas e de pesquisas (com a formação de
profissionais e com desenvolvimento tecnológico, preferencialmente em
grande proximidade com a indústria).

Quais os principais impactos da Indústria 4.0?


Um dos maiores impactos causados consiste na criação de novos
modelos de negócios. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas
empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências
específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte
dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de
manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a
personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às
preferências.

Um outro ponto que será fortemente abalado pela 4ª Revolução


Industrial será a pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança
em T.I. A tecnologia deverá se desenvolver continuamente para tornar
viável a adaptação de empresas a este novo padrão de indústria que
está surgindo.