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Universidade Federal do Rio Grande – FURG

Fundamentos do Direito Internacional Público

Beatriz Silva Alves – 126428

Novas fontes do Direito Internacional Público – Analogia e Equidade

As novas fontes do Direito Internacional Público são objetos de estudo que


representam os elementos básicos da juridicidade internacional. Ou seja, são documentos
ou pronunciamentos que demonstram os deveres dos Estados Internacionais, assim
formando o direito internacional. Onde essas formas estão esclarecidas no Estatuto da
Corte Internacional que, no artigo 38, possui um papel sistematizador, para determinar o
que sejam fontes do direito internacional1.

A analogia e equidade representam um conjunto de resoluções para problemas


para a falta de normas. Ou seja, de acordo com Rezek2, são métodos de raciocínio jurídico.
A analogia serve para uso quando designada numa situação semelhante quando não se
tem falta de uma norma específica do caso em foco. Ou seja, ela se torna uma forma de
regulação das relações sociais por uso de regras que são aplicáveis em casos semelhantes.
No entanto, o artigo 38 não faz nenhuma menção a analogia, somente a equidade. Assim,
ela é pouco usada na prática das relações internacionais, desse modo possui poucas
referências3.

1
ACCIOLY, Hildebrando; SILVA, G. E. do Nascimento E; CASELLA, Paulo Barbosa. Manual de
Direito Internacional Público (21. Ed., São Paulo: Saraiva, 2014, p. 146)
2
REZEK, Francisco. Direito Internacional Público Curso Elementar (15. Ed., São Paulo: Saraiva,
2014, p. 182)
3
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Público (9. ed., São Paulo: Revista
dos Tribunais, 2015, p 158)
Já a equidade é aplicada quando não existe uma norma jurídica ou quando não é
eficaz para solucionar o problema do caso em foco. Assim, ela preenche o que a norma
não compreende e supre a falta de respaldo de alguma norma que o caso não pertença.
Ela pode, também, se adaptar ao o direito existente. Como dito por Mazzuoli “a equidade
nada mais é do que a aplicação a um caso concreto das ideias e princípios de justiça, a
fim de preencher as lacunas das normas vigentes. ”4. Ou seja, no Artigo 38, § 2º, do
Estatuto da CIJ – a aplicação da equidade (ex aequo et bono) pela CIJ depende se todas
as partes envolvidas concordarão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 ACCIOLY, Hildebrando; SILVA, G. E. do Nascimento E; CASELLA,


Paulo Barbosa. Manual de Direito Internacional Público (21. Ed., São
Paulo: Saraiva, 2014)
 REZEK, Francisco. Direito Internacional Público Curso Elementar
(15. Ed., São Paulo: Saraiva, 2014)
 MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional
Público (9. ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015)
 PORTELA, Paulo Henrique Gonçalves. Direito Internacional Público e
Privado (8. Ed., Editora Juspodivm, 2016)

4
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Público (9. ed., São Paulo: Revista
dos Tribunais, 2015, p 159)

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